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Jornal Diário do Comércio Nº 23809

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O enredo da Mocidade era sedução. Seduziu.

Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

Bicampeã, mas no sufoco. A Rosas de Ouro só deixou o empate no último quesito, o enredo. A Mocidade Alegre desfilou "A sedução me fez provar...", e seduziu. Ao lado, a festa da vitória. Pág. 7

Ano 87 - Nº 23.809

Conclusão: 23h50

Jornal do empreendedor

www.dcomercio.com.br

R$ 1,40

São Paulo, terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

GIBA UM Por um erro técnico, o Giba Um de segunda-feira repetiu o publicado um mês antes. Pedimos desculpas aos leitores e ao Giba Um. Kim Hong-Ji/Reuters

Yuri Gripas/Reuters

Tal pai, tal filho: Kim Jong-un testa bomba e o mundo. O terceiro teste nuclear, o primeiro de Kim Jong-un, há 14 meses no poder, uniu o mundo no Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte. Novas sanções, porém, esperam a posição da China, habitual aliada de Pyongyang com poder de veto na ONU. Pág. 9

Ao Congresso dividido, Obama fala de armas e retirada.

A DEUS O adeus está marcado para 20h, dia 28. Então, Bento se recolherá a um convento para orar e refletir, inteiramente dedicado a Deus e não mais à Igreja. Cardeais no mundo todo já iniciaram consultas informais para eleger o sucessor. Pág. 10

A foto de Obama pela metade foi feita assim mesmo. Veja-o completo, com o que ele propôs ao Congresso, ontem, na Pág. 9. Metade das tropas no Afeganistão vai voltar.

ISSN 1679-2688

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9 771679 268008

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

Outro vespeiro no qual a ministra mete a mão é o do financiamento das campanhas eleitorais. José Márcio Mendonça

pinião

Uma visão crítica do sistema político Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

N

ão teve a repercussão que deveria – talvez por ter sido concedida a uma revista e um site especializados, Consultor Jurídico"– uma longa entrevista da ministra do STF, Carmem Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada. Ela comandou as eleições municipais do ano passado, com êxito reconhecido, percorreu o País em diversas latitudes para a observar de perto os procedimentos da Justiça Eleitoral e, nesses contatos, mais a vivência diária no dois tribunais dos quais faz parte, formou uma visão muito crítica tanto do sistema de eleições no Brasil quanto do sistema político nacional. A entrevista, sem bem lida no mundo político (é de se duvidar, não só por sua escassa disseminação, mas também por ter saído na fase pré-carnavalesca) certamente causaria alvoroço. E provocaria bem mais irritação do que aplausos. Um dos pontos apontados por Carmem Lúcia, e que também foi recentemente abordado neste espaço, diz respeito à aparente "apolitização" do cidadão brasileiro: "Eu temo que os jovens não tenham interesse pela política. Porque a política é a opção à guerra. Ou nós praticamos a política de maneira ética, séria, responsável para que as coisas andem, ou então as pessoas de bem, que ainda hoje se dedicam à política, a cargos públicos, daqui a pouco não vão mais querer. E esse é um dado muito grave."

A

presidente do TSE, porém, ressalta que, no périplo pré-eleitoral que fez por 20 Estados brasileiros para preparar as eleições de 2012, encontrou um eleitor contestador, interes-

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA

A ministra Carmem Lúcia, do STF, defende uma série de mudanças no sistema eleitoral e partidário nacional.

sado em informar-se bem a respeito daqueles que buscam seu voto– no caso, quem se propunha a administrar sua cidade. A conclusão óbvia que se pode tirar é que, mesmo desencantado com a política, o cidadão não está desatento e quem não mudar de comportamento – e de discurso – pode ficar falando sozinho. As eleições de 2014 (não é o que a ministra diz, mas o que se pode inferir de algumas de suas afirmações) podem trazer muitas surpresas desagradáveis para quem está hoje com mandato e se julga com a vida ganha. Naturalmente, com a experiência adquirida, Carmem Lúcia defende uma série de mudanças no sistema eleitoral e partidário nacional. Ela acredita, por exemplo, que em razão

de um melhor equilíbrio nas disputas políticas, seria mais razoável que no Brasil não houvesse o instituto da reeleição. Ou que, pelo menos, os candidatos a um segundo mandato no Executivo – prefeito, governador, presidente da República – se afastassem do cargo para concorrer.

I

mportante também é a posição da presidente do STF em relação ao controle rígido que os meios de comunicação sofrem durante o período eleitoral: ela acha que as proibições e exigências atuais, que limitam a ação da imprensa, devem ser repensadas. O eleitor tem o direito de saber o mais possível sobre os candidatos para fazer uma escolha correta. Também aqui ela não vai agradar: partidos e candidatos preferem a coisa edulcorada do ho-

rário obrigatório no rádio e na televisão e a camisa de força que tornar sensaborão o debate entre eles. Outro vespeiro no qual a ministra mete a mão é o do financiamento das campanhas, fonte permanente de corrupção e de troca de favores, de um perigoso conluio entre o político e o financiador, origem dos mensalões – o nacional do PT e o mineiro dos tucanos – e outras aberrações menos votadas. No caso, vale a pena transcrever o diálogo de Carmem Lúcia com a equipe do Conjur. Perguntada se era a favor das atuais regras de financiamento de campanhas, respondeu: "Nós precisamos colocar em discussão, de maneira séria, a questão de financiamento. Em primeiro lugar, para afastar algumas ilusões. O financiamento pode ser feito por particular e

MULTAS FISCAIS

S

proteção tributária, que prevalecem até hoje. No Brasil colonial também tivemos, no episódio da Inconfidência Mineira, a luta contra o confisco tributário, quando um grupo de rebeldes se insurgiu contra o "quinto dos infernos" exigido pelo reino português. É verdade que o resultado não foi tão positivo para os insurgentes presos e para Tiradentes, que foi enforcado. Mas de algum modo o fato contribuiu para que as autoridades da época fossem com menos sede ao pote do brasileiro.

D

iante do passado negro na História da Civilização, poucos poderiam

imaginar que nos tempos modernos uma sociedade atual poderia reviver a figura do excesso de exação fiscal, com a previsão de multas confiscatórias. Infelizmente, porém, as pesadas multas fiscais ainda subsistem em nosso sistema tributário, causando grandes dificuldades aos contribuintes que incorrerem em infração. É preciso que se ressalte que não estamos tratando aqui das multas previstas para fraude fiscal e sonegação de impostos. Para estas hipóteses, as multas devem continuar elevadas, punindo o infrator de má fé. Referimo-nos a outras hipóteses de infração fiscal,

tais como: um simples atraso no recolhimento de tributo; a falta de escrituração fiscal ou, ainda, por mera interpretação legal divergente, um fato possível diante de legislação fiscal ampla e confusa.

N

o período que se seguiu à implantação do Código Tributário Nacional, a legislação fiscal previa multas de valores mais coerentes com a realidade brasileira. Já nas décadas seguintes o País foi atingido por uma inflação perversa, chegando a índices hoje inimagináveis. Naquela época e até com certa razão, os valores das multas foram corrigidos para patamares mais elevados, mas ainda

Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine

Q

uanto ao financiamento por empresas, disse ela: "O financiamento precisa ter uma ligação direta com a escolha daquele que é o doador da campanha. Qual a razão de ser do financiamento por empresas? A empresa não é eleitora, não vota. Obviamente, os empresários têm interesses, mas podem atuar como cidadãos. A questão do financiamento precisa ser pensada em uma ligação direta com a figura do doador, pela razão de que ao

JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO

ROBERTO MATEUS ORDINE

O PESO DAS eguindo a História da Civilização vamos encontrar, no passado, o contribuinte sendo massacrado por uma carga tributária desumana, a ponto de surgirem no imaginário popular figuras do tipo Robin Hood para salvar a humanidade dos arbítrios fiscais. Excluindo a fantasia diante da insatisfação confiscatória do passado, a verdade é que na Idade Média houve alguns marcos históricos, comoa Carta Magna de 1215, no episódio que limitou o poder de "João sem Terra", rompendo o direito absoluto dos senhores feudais e estabelecendo alguns princípios de

tem uma parte que é o financiamento público de fundos partidários, e que não é pequeno. Existe o tempo de televisão que é público, que é caro. Temos, portanto, que afastar a ideia de que aqui no Brasil praticamente não temos financiamento público das campanhas, ao lado do privado."

lado do financiamento há outro dado que me causa preocupação como cidadã e como juíza, que é a questão de controle e fiscalização das contas partidárias, das contas de campanha, das contas em geral. Por isso constituí uma comissão externa para ver como podemos pensar a fiscalização e o controle de contas. Já o julgamento das contas, que até há pouco tempo era administrativo, agora é judicial." Certamente a entrevista de Carmen Lúcia não fará o menor sucesso em um dos prédios da Praça dos Três Poderes em Brasília. As fantasias por lá discutidas a respeito de uma reforma política que nunca sai dos microfones, não passa nem perto das observações críticas da ministra. Se algo mudar nesse campo, é para fingir que se mudou alguma coisa, mas deixando tudo igual – ou pior. Em tempo: pelo rodízio de ministros no TSE, Carmem Lúcia não estará no comando da Justiça Eleitoral nas eleições do ano que vem. A função será do ministro Dias Tofolli.

assim, próximos daquela triste realidade econômica. Para a felicidade da Nação, em 1994 foi implantado o Plano Real, corrigindo as distorções inflacionárias do período negro e a inflação foi dominada, permitindo ao Brasil conhecer uma nova realidade econômica, mais saudável e menos predatória. Esqueceu-se, porém, de corrigir o valor das multas, que continua com índices percentuais elevados, muito acima da realidade econômica atual. Infelizmente, a legislação fiscal ainda não procedeu às devidas correções, revisando os índices para uma economia real, sem inflação. De modo que hoje as

autuações fiscais lavradas contra os contribuintes de boa fé estão trazendo grande transtorno financeiro para as empresas que incorrerem em infrações fiscais de natureza mais leve.

É

preciso, com urgência, que as autoridades responsáveis revisem essa distorção, sob pena de presenciarmos a volta da figura do confisco. Caso contrário, só restará aos pobres contribuintes reviverem o pesadelo da Idade Média – e sem a proteção de um Robin Hood! ROBERTO MATEUS ORDINE PERTENCE AO CONSELHO SUPERIOR DA ACSP E É JUIZ DO TIT

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

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AÇÕES CONTRA AS DECISÕES DEFINITIVAS DO CARF ATINGEM HONORABILIDADE DA INSTITUIÇÃO.

pinião

Paulo Zilberman

PAULO SAAB

OS DESMANDOS À VISTA DE TODOS

A VERDADE SOBRE O CARF

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ois cidadãos, marido e mulher, entraram, com dezenas de ações populares contra as decisões definitivas do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) proferidas a favor de contribuintes, sob a alegação de que tais decisões teriam causado lesão ao erário. O fato de os autores estarem respondendo a ação penal, por transferência de bens de pessoa jurídica devedora do Fisco para seu patrimônio pessoal e de ter sido, o marido, demitido da Procuradoria da Fazenda Nacional, a bem do serviço público, por improbidade administrativa, é irrelevante. Todos os cidadãos brasileiros têm direito de propor ações populares contra atos lesivos ao Estado, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Relevante, para o presente artigo, é conhecer os fundamentos da ação que, baseada em interpretação personalíssima das normas tributárias, processuais e administrativas, pretende a revisão de decisões definitivas do CARF, no âmbito de uma ação popular.

J

á decidiu o Superior Tribunal de Justiça que as decisões do CARF, órgão do Ministério da Fazenda, quando proferidas a favor do contribuinte, são definitivas, descabendo à Procuradoria da Fazenda Nacional reabrir, no Judiciário, o que a própria União, por meio daquele órgão, reconheceu, definitivamente, não ter direito de cobrar. Cabe aos contribuintes contestar judicialmente as decisões administrativas que lhes são contrárias, mas carece a União de legitimidade ativa para pleitear em juízo aquilo que ela própria, pelo órgão máximo da administração superior, considerou inexistente ou indevido. É esta a pacífica jurisprudência dos Tribunais superiores. Por outro lado, o CARF é órgão que goza de grande respeitabilidade entre os tribunais administrativos do País e na comunidade jurídica brasileira, sendo suas decisões sempre citadas, em trabalhos doutrinários de professores de direito das diversas universidades, e mesmo em sen-

IVES GANDRA MARTINS tenças ou acórdãos judiciais.

C

onstituído por membros da Fazenda Nacional e representantes dos contribuintes indicados pelas confederações nacionais – composição paritária do Fisco e contribuinte – tem prestado relevantes serviços ao país, confirmando o lançamento tributário, quando isento de ilegalidades, o que ocorre na grande maioria dos casos – as decisões favoráveis aos contribuintes, são em número bem menor – e evitando, ao anular lançamentos ilegais, que o Fisco ingresse em juízo, promovendo execuções, em que certamente o erário seria lesado pela condenação nos honorários de sucumbência. Nas referidas ações populares, em nenhum momento argumenta-se com o desvio de conduta dos conselheiros, nem que o processo administrativo não tenha sido regular. O direito de defesa dos contribuintes e a atuação da Procuradoria da Fazenda Nacional, no sentido de respaldar os autos lavrados, foram assegurados e o devido processo legal rigorosamente seguido. O único argumento é que, na visão dos autores, a tese da Procuradoria seria melhor que a esposada na decisão do CARF, razão pela qual teriam que ser anuladas, via ação popular, nada obstante a pacífica jurisprudência do STJ de

que são decisões definitivas. Ora, o que não pode a Procuradoria da Fazenda Nacional fazer, ou seja, executar o contribuinte para dele exigir tributo que o CARF reconheceu indevido, pretendem, os autores, alcançar via ação popular, como se fossem mais habilitados para fazer prevalecer a tese que a Procuradoria da Fazenda Nacional não conseguiu fosse vitoriosa no Tribunal Administrativo do Ministério da Fazenda! Tal esdrúxulo procedimento representa atentado às normas do processo administrativo fiscal e à mansa e pacífica jurisprudência do STJ, firmes em atestar que as decisões do CARF são definitivas.

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pior, entretanto, é que tal pretensão, se viável – o que não é – geraria uma insegurança jurídica absoluta, pois nenhuma decisão definitiva seria definitiva, e não mais os procuradores da Fazenda Nacional – que são os advogados habilitados para executar os créditos da Fazenda – mas qualquer cidadão brasileiro poderia transformar-se em "procurador substituto" exigindo, via ação popular, créditos considerados inexistentes pelo CARF. Mais ainda: nenhum conselheiro sentir-se-ia à vontade, nem independente para julgar de acordo com suas convicções. Professores renomados, juristas consagrados que

Ação baseada em uma interpretação personalíssima das normas tributárias, processuais e administrativas, pretende a revisão de decisões definitivas do CARF.

compõem o órgão por indicação do fisco e das Confederações, dele não desejarão mais participar, para não ter o aborrecimento de – sem qualquer desvio de conduta – responder a ações populares.

A

insensatez das referidas ações contra as decisões definitivas do CARF, atingindo a honorabilidade da instituição, de seus conselheiros e do próprio Ministério da Fazenda, é de tal ordem que se, argumentando pelo absurdo, fosse aceita, criar-se-ia o caos absoluto. Um dos cinco fundamentos maiores dos direitos individuais na Constituição, que é a segurança jurídica (caput do art. 5º), seria pulverizado, criando-se, em matéria tributária, a insegurança máxima, sujeita aos humores de cada cidadão, que, a seu exclusivo alvitre, passaria a ingressar em juízo, a pretexto de fazer valer a "sua" justiça e de avaliar melhor do que os órgãos competentes, o que representa dano ao erário. Sendo o Ministro da Fazenda, pelos artigos 19 e 20 do Decreto-lei nº 200/67, responsável pelo órgão, sujeito à sua área de competência, tal fato levaria a ter que compor necessariamente o polo passivo da demanda, algo que deslocaria a competência do julgamento da ação popular para o Superior Tribunal de Justiça, onde a jurisprudência é pacífica a favor da definitividade das decisões do CARF. Espero, como velho advogado e professor universitário, com 56 anos de exercício profissional, que o bom senso dos eminentes magistrados federais de Brasília – fui examinador de dois concursos da magistratura federal e sei da competência dos que são neles aprovados– ceifem, na origem, a pretensão de tais cidadãos, para que volte a imperar a ordem e o "due processo of Law", nos processos administrativos tributários federais. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS É JURISTA E, ENTRE OUTROS TÍTULOS, É PROFESSOR EMÉRITO DAS

UNIVERSIDADES MACKENZIE E UNIP,DAS ESCOLAS DE COMANDO E ESTADO MAIOR DO EXÉRCITO E SUPERIOR DE GUERRA E MEMBRO NATO DO CONSELHO SUPERIOR DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO.

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gora não sou apenas eu. Os editoriais e artigos dos jornais, ao menos os que aparentam não ter sido comprados pelos recursos da Petrobrás, do Banco do Brasil, da CEF, dos Correios etc., estão apontando, finalmente, a realidade do estilo Lula/Dilma de governar. Os avanços no governo Lula viriam mesmo se um poste estivesse no Planalto, desde que seguisse – como Lula seguiu – a diretriz econômica de FHC, O ministro da Fazenda,

Guido Mantega (passado das mãos de Lula para as de Dilma), ao ser lançado o Plano Real, escreveu que este não duraria 90 dias. Lula e o PT não apoiaram o plano que pôs o Brasil na rota de deixar o subdesenvolvimento (agora Lula se jacta disso). O mesmo Mantega, agora, merece a seguinte síntese, em artigo de Marco Antonio Villa no Estadão: "Não há contabilidade criativa que esconda o óbvio: o governo Dilma Rousseff é um fracasso". Denis Rosenfield escreveu no mesmo jornal: "O atual governo, do ponto de vista político-eleitoral, não está baseado num tripé econômico, mas social, associado a financiamentos eleitorais e políticos de grandes grupos econômicos que estão sendo beneficiados por diferentes privilégios, como subsídios, financiamentos do BNDES e desonerações tributárias".

SXC

J

á fui uma voz solitária pregando no deserto. Houve um tempo, e não faz tanto tempo, ainda nas gestões de Lula, que eu pensava comigo mesmo e com meu leitor, testemunha do que agora escrevo. "Será que só eu vejo? Será que só eu entendo assim? Estarei errado, sendo injusto?" Não estava. Agora outros dizem o que há anos escrevo. Os governos de Lula e Dilma não passam de enganações. Gostaria de estar errado. Que Dilma estivesse indo bem. O Brasil precisa de acertos. Mas o governo Dilma, assim como o de Lula, comete muito mais erros do que acertos. Aparentando estar no rumo certo, fica porém evidenciado que caminha em direção errada, muitas vezes sem capacidade de retorno. Agora a mídia em geral começa a denunciar o que há anos, aqui no meu canto, digo alto e bom som: é falácia. É mentira. É jogo de encenação. É propaganda. É preciso notar que o governo Lula – e Dilma segue o mesmo caminho – simplesmente comprou, com recursos do Tesouro Público, literalmente, a oposição, a mídia, as centrais, os sindicatos, os estudantes em seus diretórios, os partidos e os políticos. Mas tiro a generalização porque pode ser injusta. Talvez isso explique o longo silêncio. Os bons tempos da economia internacional e interna, favorecidos pelo Real – criado por Itamar Franco e Fernando Henrique (embora negado por Lula e por Mantega no nascedouro) ajudaram a parecer que o crescimento alcançado no governo Lula fosse fruto de sua gestão, e ele apropriou-se da criação de outrem. Para não ser injusto, é bom ressalvar que algumas coisas boas devem ter sido feitas sob a ótica distorcida dos governos Lula/Dilma. Mas eles, ao contrário do célebre discurso de Lincoln, em Gettysburg, em 1863– que pregava o governo do povo, pelo povo, para o povo – governam por si, para si e para sua manutenção eterna no poder.

S

ão outros que estão dizendo. Diz ainda uma matéria sobre as manipulações do governo que estão nos levando (minha opinião) de volta à década de 80 do século passado, assinada por Marcelo de Moraes e Renato Andrade, de Brasília: "As manobras pouco ortodoxas lançadas pelo governo para fechar as contas provocaram muito mais do que uma onda de críticas. O movimento afetou a credibilidade da política econômica do governo Dilma, como reconhecem interlocutores do Palácio do Planalto. Por causa disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, começou a estruturar já no início deste ano os mecanismos que poderão ser utilizados para fazer um esforço fiscal menor, e ainda assim, cumprir legalmente a meta prevista para 2013". Tradução livre: mascarar a realidade mais uma vez. A massa não vai acordar. Vai pagar, cedo ou tarde, a volta ao passado, em que a inflação, Sarney, Collor e outros pontificavam. Lula e Dilma, que se beneficiaram da virada dada pelo Plano Real aparentam ser o bem, mas na verdade, são o mal para o País. PAULO SAAB É JORNALISTA E ESCRITOR


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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GibaUm

3 Nem bem acabou o

carnaval deste ano, a Beija-Flor já tem praticamente escolhido o seu enredo para 2014.

gibaum@gibaum.com.br

k “O Brasil estava com vontade de sediar a Copa do Mundo e, para isso,

em outras palavras, abriu as pernas. E o povo brasileiro, depois de 2014, vai pagar por isso.” ROMÁRIO // (PSB-RJ), sobre os gastos superfaturados nas obras.

Fotos: Paula Lima

3 MAIS: será sobre a vida de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni , um dos responsáveis pela ascenção da Rede Globo.

Quase escolhido A ex-ministra Marina Silva já escolheu (mesmo assim não é definitivo) o nome do partido que está criando e que só sairá do papel se ela conseguir 500 mil assinaturas, que serão mais do que conferidas pelo Tribunal Superior Eleitoral: Rede EcoBrasil. Não quer usar a expressão partido e nem iniciais. Se até dia 16 não surgir outro nome, vai esse mesmo que deverá ser anunciado, com pompa e circunstância – e ainda poucos seguidores – numa reunião em Brasília, que dará o pontapé inicial a nova agremiação. 333

CARNAVAL HQ

A Confederação Nacional da Indústria vai se mobilizar, este ano, pelo fim do adicional de 10% sobre os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pago em casos de demissão sem justa causa. Dados da Caixa Econômica Federal, gestora destes recursos, revelam que as empresas gastaram R$ 3,1 bilhões no ano passado com o pagamento. A despesa poderia não ter passado de R$ 1,5 bilhão caso o Congresso tivesse aprovado a extinção da conta em julho, conforme recomendação da própria Caixa. Trocando em miúdos: R$ 1,6 bilhão poderia ter sido usado em investimentos.

333

TUDO DE NOVO 333 Longas filas e demora nas pericias na Previdência, que pareciam ter sido resolvidas pelo ministério, estão de volta e foram até gravadas por associações de classe em todo o país que trataram de enviar o material ao Planalto. O ministro Garibaldi Alves Filho recebeu determinação direta de Dilma Rousseff para que o problema seja solucionado da maneira mais rápida possível. A Chefe do Governo sabe – e Garibaldi também – que esse tipo de material pode ser remetido aos telejornais e, no ano que vem, virar munição preciosa para os adversários do PT.

Cadeiras marcadas No sábado de carnaval, André de Montigny, cônsul do Brasil em Mônaco, ofereceu um jantar num restaurante de Santa Tereza, no Rio, para grupo reduzido de convidados em torno do príncipe Albert II que estava na cidade. À mesa, entre os convidados, Ronaldo Nazário e a namorada Paula Morais, Marluce Dias da Silva e o marido Eurico Carvalho da Cunha, Liège Monteiro, o técnico de voleibol feminino José Roberto Guimarães, o maestro João Carlos Martins e Marcos Falcão, cônsul de Mônaco no Brasil. Ronaldo contava – e até falando um italiano competente – que quando morava em Milão, ia muito a Mônaco de carro, se divertir e jogar nos cassinos.

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SONHO MEU 333 A atriz Megan Fox, que ganhou R$ 3 milhões para ser a estrela do camarote da Brahma no sambódromo do Rio, confessou, em sua estada por aqui, um desejo surpreendente. Mesmo já tendo sido apontada, por duas vezes, como “a mulher mais sexy do mundo”, não deixou por menos: “Quem dera fosse brasileira e tivesse o bumbum de brasileira”. Também freqüenta uma churrascaria brasileira em Los Angeles, onde conheceu – e é entusiasta – de rodízio. Só fica longe de qualquer coisa com leite: “Eles injetam hormônios nas vacas”.

Quase mil convidados lotavam os salões e a varanda do Copacabana Palace, em seu tradicional Baile de Gala de Carnaval, que marca o inicio da folia no Rio de Janeiro. Desta vez, a decoração era toda inspirada nas Mil e Uma Noites e a festa ganhou o nome de Sherazade Magic Ball. Entre tantos e tantas, da esquerda para a direta, a italiana e exuberante Monica Bellucci (o marido Vincent Cassel estava junto); a atriz Chris Vianna, a rainha do baile; Val Marchiori, usando Roberto Cavalli; a veterana Rogéria, que agora vai entrar na novela Lado a Lado e, de quebra, o príncipe Albert II de Mônaco, que veio sem a mulher Charlene Wittstock. 333

Carnaval do Copa

A recomendação de Lula para a presidente Dilma Rousseff, feita na ultima reunião que tiveram em São Paulo, antes do carnaval, de que ela deveria descentralizar as decisões, dando maior campo de ação para os ministros, deve-se, em grande parte, às reclamações de diversos titulares de Pastas e Secretarias, de que ela controla tudo e que nenhum deles tem coragem de enfrentá-la. A Chefe do Governo até se comprometeu com o padrinho que iria tentar. Só que contou a Lula episódios de enganos, tropeções e pouca eficácia de ministros que justificam o controle dela – e que deixaram o ex-presidente um tanto atônito.

Queimando o filme

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Depois de ter acontecido, nos dois anos anteriores, no Cais do Porto e no Jockey Club, a Feijoada do Amaral, tradição do período de carnaval, desta vez, foi no Museu de Arte Moderna e, quem sabe, em 2014, pode ser no Parque Lage. Todos os anos, a camiseta que dá direito à entrada e deve ser usada o tempo todo, é trocada (e cada vez com estampas mais complicadas para evitar cópias). Entre muitos lá, Carla Prata, a festejada rainha da bateria da Grande Rio (esquerda), a atriz Fernanda Machado (centro) e Ricardo Amaral, criador da feijoada , com Boni e Lou de Oliveira (direita). 333

Feijoada famosa

Olho no porto O governo está identificando de onde brotam as reações contra a MP dos Portos e a maior delas estaria sendo coordenada pelo banqueiro Daniel Dantas. Através do Opportunity, ele controla, ao lado de fundos de pensão, a Santos Brasil, o maior terminal privado de containeres do país e o Planalto quer quebrar o monopólio dos concessionários de todos os portos brasileiros, abrindo o mercado. Com Dantas, estaria agindo a Força Sindical, pilotada pelo deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), defendendo os trabalhadores de praticagem.

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h IN

Champanhe com picolé dentro.

h

Contra os 10%

OUT

Champanhe com pedras de gelo.

ABC de sextremista 333 Quatro brasileiras, lideradas por Sara Winter, representantes do grupo ucraniano Femen, famoso por manifestações de topless , fizeram um protesto no Galeão, chamando a atenção para o turismo sexual durante o carnaval. Aos gritos de “O Brasil não é bordel” foram retiradas por seguranças. Agora, as ativistas querem abrir uma casa no Rio para treinamento das sextremistas (a definição é delas). Haverá preparação “acadêmica e psicológica” e as futuras candidatas devem estar preparadas para perder emprego, se afastar da família e “lídar com cantadas”. Detalhe: haverá também uma seleção estética de poitrines.

333 Bonecos-gigantes sempre foram as atrações do carnaval de Recife e Olinda, do Galo da Madrugada ao Homem da Meia-Noite . Este ano, entraram em cena os superheróis, mais os vilões das histórias em quadrinhos, nas fantasias dos foliões, parecendo até que havia uma grande combinação. Nas ruas de Olinda, o que mais se via era Super-Homem, Batman, Mulher-Gato,Pingüim,Curinga, Charada, Mandrake e até um Home-Aranha que escalou um prédio de 19 andares.

MISTURA FINA NÃO foi apenas a reação da comunidade cientifica que fez Dilma Rousseff desistir de nomear Gabriel Chalita para o Ministério de Ciência e Tecnologia: às vésperas do carnaval, todos os secretários da Pasta comandada por Marco Antonio Raupp, que assumiu por indicação de Aloísio Mercadante, fizeram chegar ao Planalto a ameaça de demissão coletiva, caso a nomeação de Chalita se efetivasse. 333

333 QUANDO Dilma Rousseff anunciou, em rede nacional de rádio e televisão, a redução nas contas de luz, dias antes do aumento da gasolina (e vem mais por aí), o discurso tinha sido preparado já com a orientação do marqueteiro João Santana, que cuidou da reeleição de Lula, da eleição de Dilma e de Fernando Haddad, em São Paulo.

O CINEASTA Spike Lee, que foi ver de perto o carnaval em Salvador e fez mais entrevistas para seu documentário Go Brazil, Go! e que dias antes, acusara Quentin Tarantino de racista pelo uso da palavra nigger em Django, reclamou com Gilberto Gil que, embora a capital baiana tenha uma população predominante negra, nunca elegeu um negro prefeito, governador ou senador. Gil ponderou que outras cidades brasileiras já tiveram prefeitos negros (“Inclusive a maior de todas, São Paulo”) e Flora, à distância, brincou: “O Gil já foi vereador aqui”. 333

JOSÉ Wilker vai dirigir versão teatral de Rain Man (1988), que fez grande sucesso com Dustin Hoffman como um autista (ganhou um Oscar) e Tom Cruise, como seu irmão. No Brasil, o papel ficará por conta de Marcelo Serrado 333

333 O VICE-presidente Michel Temer passou os feriados de carnaval em Miami, para onde voou dia 7 e já está voltando, com sua família. Todas suas despesas pessoais e de familiares foram pagas pelo próprio vice-presidente, menos despesas com seguranças. A legislação permite que também vice-presidentes recebam proteção do Estado em quaisquer viagens, mesmo que não estejam em atividade.

Colaboração: Paula Rodrigues / A.Favero

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013


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5 CONTAGEM CONTRA CONTRA RENAN A petição no site Avaaz pelo impeachment do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) já alcançou mais de 1.440.000 assinaturas. http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_ do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros/?slideshow.

olítica

MINHA CASA, MINHA VIDA DOS DEPUTADOS

Câmara gastou R$ 290 mi em reformas. E deve gastar + R$ 170 mi R$ 460 mi

Verba já utilizada nos apartamentos funcionais colocados à disposição dos parlamentares supera o orçamento do projeto de reurbanização da terceira maior favela de São Paulo. E esse valor ainda vai crescer.

Ricardo Marques/Folhapress - 07/01/2009

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Câmara dos Deputados gastou, nos últimos dez anos, R$ 290 milhões em reformas e conservação dos 432 apartamentos funcionais colocados à disposição dos parlamentares. O valor supera o orçamento do projeto de reurbanização da terceira maior favela de São Paulo, a Gleba São Francisco, com gasto total previsto em R$ 260 milhões. Entre 2003 e 2006, a média anual de gastos foi de pouco menos de R$ 13 milhões. A partir de 2007, porém, o volume de dinheiro liberado para obras nos imóveis funcionais triplicou, chegando a uma média de aproximadamente R$ 39 milhões por ano. Os apartamentos estão situados em 18 prédios de propriedade da Câmara. Cada edifício tem 24 moradias de quatro quartos e cerca de 200 metros quadrados cada. Do total de unidades, 30% estão desocupadas atualmente, a maioria em razão da realização de obras. O aumento de gastos em 2007 coincide com o pontapé inicial de um programa de reforma em metade dos prédios. Nos últimos seis anos, seis prédios ficaram prontos. Outros três permanecem em obras. Os apartamentos ganharam novos pisos e revestimentos, além de itens de conforto, como banheiras de hidromassagem. Caberá ao presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), eleito no último dia 4, liberar recursos para reformar os nove prédios restantes – a estimativa oficial é que os gastos adicionais superem R$ 170 milhões nos próximos anos.

Um bairro novo por R$ 260 mi

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Apartamentos funcionais de deputados em Brasília. Caberá ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), liberar mais recursos. Assim, o custo da conservação e remodelação dos prédios desde 2003 e até o fim das obras pode chegar a R$ 460 milhões. Para se ter um termo de comparação, a transformação da favela paulistana Gleba São Francisco em bairro deve custar R$ 260 milhões. Lá vivem cerca de 29 mil pessoas, de acordo com dados da Prefeitura. O valor se refere a obras de saneamento básico, canalização de córregos, contenção de encostas, urbanização de vias, construção de parques e entrega de cerca de 1.400 apartamentos. (Estadão Conteúdo)

R$ 1,2 mi só de luz. E daí?

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s deputados contemplados com apartamentos funcionais não precisam se preocupar com gastos de manutenção. Nem mesmo a conta de luz os incomoda. Contratos publicados na internet mostram que a Câmara paga R$ 1,2 milhão por ano à Companhia Energética de Brasília pelo fornecimento de energia "às áreas comuns e privativas dos blocos de apartamentos funcionais".

Outros R$ 166 mil por ano são reservados para pagar o fornecimento de gás às mesmas unidades residenciais ocupadas pelos deputados. Também para a confecção das chaves dos apartamentos a Câmara reserva recursos: são R$ 24 mil até o fim de 2013, em um contrato de um ano com a empresa Fumanchu Chaves e Segurança Eletrônica. A eliminação de parasitas nos apartamentos dos parlamentares também está

contemplada: R$ 67 mil estão reservados para "serviços de desinsetização e desratização". A série histórica dos gastos com reformas e conservação dos imóveis funcionais dos deputados foi calculada com base em dados do Sistema Informatizado de Acompanhamento da Execução Orçamentária da União (Siafi). Para permitir comparações, os dados anteriores a 2012 foram corrigidos pela inflação. (Estadão Conteúdo)

Dilma na Baía de Todos os Santos

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presidente Dilma Rousseff, que passa o Carnaval na Base Naval de Aratu, nos arredores de Salvador, trocou, nos últimos tempos, os banhos de mar, na praia de Inema, onde está hospedada, pelos passeios de lancha. Foi assim no final do ano passado, quando visitou o local para os festejos da virada de ano, e agora, no descanso de Carnaval. A presidente chegou à Inema na tarde da última sexta-feira. Na manhã de ontem, ela foi vista acompanhada de familiares, seguranças da Presidência da República e integrantes da Marinha, por volta do meio-dia, retornando de um passeio pela Baía de Todos os Santos, a bordo da lancha Amazônia Azul, de propriedade da Marinha. Com a filha Paula e o neto Gabriel, 2, ela aproveitou a manhã ensolarada para passear de barco pela baía de Todos os Santos. A presidente saiu antes das 7h30 (locais, sem horário de verão) e retornou às 10h45, a bordo da lancha Amazônia Azul, da Marinha. Dilma estava com um chapéu de praia e uma roupa leve branca. Ficou sentada na popa, a parte traseira da embar-

Gleba São Francisco é um antigo conglomerado de conjuntos habitacionais na região de Sapopemba, na Zona Leste, que, 40 anos após o início da sua ocupação, tornou-se a terceira maior favela de São Paulo, com 7,9 mil domicílios e cerca de 29 mil habitantes, segundo a Secretaria Municipal de Habitação. A Gleba São Francisco será a primeira favela de São Paulo a passar por um projeto urbanístico completo – o bairro ganhará ruas, rede de saneamento, calçadas alargadas, mobiliário urbano, quadras de esporte, três parques, novas linhas de ônibus e obras de paisagismo nas encostas. As obras na região deverão custar, no total, R$ 260 milhões, e serão divididas em dois lotes. O primeiro já foi concluído – foram feitas a rede de saneamento básico, canalização de córregos, contenção de encostas, urbanização de vias e 584 unidades habitacionais. Na segunda fase, que está em obras e deverá ser concluída neste ano, outros 844 apartamentos estão contemplados, além da construção dos parques e de novas obras de urbanização, saneamento e drenagem.

Senado discute reforma

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

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A presidente Dilma e familiares aproveitaram o último dia de Carnaval, ontem, para passear de barco na costa de Salvador. Ela volta hoje a Brasília.

cação. Ela não passou pela praia. A lancha ancorou no cais da base naval, e a presidente entrou em um dos quatro carros de sua comitiva. A lancha é a mesma utilizada pela presidente em outras oportunidades em que se hospedou em Inema. A embarca-

ção parte de um píer reservado, avistado apenas do mar, sob intensa fiscalização da Guarda Costeira. As expectativas são as de que Dilma encontre o governador da Bahia, Jaques Wagner, nesta quarta-feira, para um café da manhã. A informa-

ção partiu do próprio governador. Ele revelou, ao prestigiar os desfiles de blocos de trio, ter sido convidado a tomar o café da manhã com a presidente em Inema. Logo depois ela deverá retornar a Brasília, onde já terá agenda oficial à tarde

Por ser um local reservado, a praia de Inema, na Base da Marinha, serviu de refúgio a vários presidentes da República. Foi o mesmo local escolhido por Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, quando estavam no comando da Nação. (Agências)

Mesa Diretora do Senado se reunirá na próxima terça-feira para dar andamento à implementação das medidas de contenção de despesas da reforma administrativa da Casa. O texto foi aprovado na semana passada, ainda pela Mesa anterior, presidida pelo senador José Sarney (PMDB-AP). "Nós temos compromissos óbvios com relação à austeridade, à transparência, e nós não vamos perder tempo no sentido de materializá-las", disse o novo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre as medidas aprovadas. O relator da matéria, Ciro Nogueira (PP-PI), disse que o Senado vai economizar R$ 83 milhões com as mudanças, que incluem extinção de órgãos, implantação de planejamento estratégico e racionalidade administrativa.


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Ninguém pode dizer o que acontecerá em 2014. Nem a presidente, a quem cabe liderar o processo. Governador Eduardo Campos (PE) sobre sucessão presidencial

olítica

A caminhada de Eduardo Campos rumo ao Planalto Armando C. Serra Negra

DC – Trabalhou com ele? Campos – Desde a adolescência, quando chegou do exílio. Passei a acompanhá-lo como secretário particular. Fui chefe de gabinete (1988/90), secretáDivulgação

jamento dos gestores públicos, funcionários e da sociedade. Ampliamos a média de investimentos públicos, de R$ 600 milhões até 2006, para mais de R$ 3 bilhões. São recursos bem aplicados, com o princípio de ampliar o potencial de investimento do dinheiro público. Na iniciativa privada isso é comum. Costuma-se dizer que o empresário que tem R$ 1 bilhão de recursos próprios para investir pode, na verdade, contar com pelos menos o dobro, captando a diferença no mercado financeiro. O gestor público precisa aprender isso: gastar melhor seus recursos, multiplicando seu poder de investimento. O esforço para descentralizar os investimentos é grande, tam-

troca de emendas parlamentares, mas em nome de um projeto de transformação da sociedade brasileira. Claro que o apoio da União para os projetos dos estados é essencial, sobretudo em um momento de queda de receitas como o enfrentado hoje por governadores e prefeitos. O ideal é repactuar a distribuição dos recursos, incluindo aí os Fundos de Participação dos Municipios (FPM) e dos Estados (FPE), royalties e verbas para educação, ciência e tecnologia – áreas capazes de levar o País a entrar em novo patamar, com nova perspectiva de futuro. Isso deve estar inserido em outro debate, sobre as bases de um novo federalismo, e não é coisa que se defina em uma vo-

ARRAES, A INSPIRAÇÃO. Declarando "não trair a vontade dos que o elegeram", em 1964, o então governador de Pernambuco, Miguel Arraes de Alencar (1916-2005), do antigo Partido Social Trabalhista (PST), negou entregar o cargo ao governo militar que se impunha. E foi para a cadeia. Seu governo era considerado de esquerda por forçar os usineiros e donos de engenho a estender o benefício do salário mínimo aos trabalhadores rurais e apoiar a criação de sindicatos, associações comunitárias e ligas camponesas. Libertado um ano depois, por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), exilou-se por 14 anos na Argélia. Nesse período, foi condenando à revelia, em 1967, a 23 anos de prisão pelo crime de "subversão". Favorecido pela anistia, retornou ao Brasil, em 1979. Foi deputado federal em 1982, pelo PMDB, e novamente governador de Pernambuco, em 1986. Um dos políticos mais populares da história do Brasil, filiou-se ao PSB em 1990, elegendo-se novamente governador de Pernambuco, em 1994. Em 2002, aos 86 anos de idade, voltou à Câmara Federal. Na eleição presidencial apoiou Lula no segundo turno. Morreu em 2005, por infecção respiratória e insuficiência renal. (ACSN)

rio de Governo (1995/96) e da Fazenda (1996/97). Tivemos convivência intensa no PSB e aprendi muito com um chefe exigente e generoso. DC – Seu correligionário, o governador do Ceará, Cid Gomes, defende a sua candidatura ao Planalto para 2018. Nesse caso, não deixaria passar a oportunidade de montar o cavalo selado? Campos – E quem monta o arreio? DC – O PSB foi o partido que mais cresceu nas últimas eleições, saltando de 310 para 440 prefeituras, e vitorioso em 700 coligações, principalmente em São Paulo, com Fernando Haddad (PT), e no Rio, com Eduardo Paes (PMDB). Um aumento de 42% em relação a 2008. Que estratégia garantiu esse crescimento? C a m p o s – É fruto da aprovação da população diante do nosso novo modelo de governo, implantando sistema de metas, monitoramento de resultados, meritocracia no serviço público e eficiência nos gastos. Um modelo construído com participação popular e com foco nas necessidades da sociedade. DC – Como foi o desempenho de Pernambuco em relação à economia nacional em 2012? Campos – Estamos consolidando um processo que devolveu ao estado o protagonismo na Região Nordeste. Isso acontece devido ao planejamento de metas estabelecidas, monitoramento de resultados e enga-

bém visando o interior do Estado, para reduzir as desigualdades. Mesmo suscetíveis às crises internacionais, temos mantido o crescimento acima da média nacional, o que é bom. E teremos resultados ainda melhores quando o Brasil reencontrar o caminho do crescimento. DC – O senhor tem fortalecido as relações nos meios financeiro e empresarial... Campos – Pretendemos debater nossos projetos e trocar experiências, contribuindo para construir no País um novo modelo de gestão pública, adotando ferramentas de controle e produtividade comuns na iniciativa privada, mas ainda muito raras na administração pública. E atuar com eles na construção de novas parcerias em outras esferas governamentais. DC – Nas últimas eleições, o PSB apoiou mais o PT (11 cidades) do que o PT o PSB (uma cidade). Enquanto a liberação média de emendas, a cada um dos parlamentares do PSB foi de R$ 3 milhões, as do PT e do PMDB foram de R$ 10 milhões. C a m po s – N ã o a p o i am o s o g overno em

tação no Congresso. D C – H á p os si bi li da de de uma chapa com Dilma? Campos – Ninguém pode dizer o que acontecerá em 2014. Nem a presidente, a quem cabe liderar o processo. O

que devemos é cuidar agora dos desafios atuais, para consolidar as conquistas dos últimos 20 anos. DC – Manter os cargos que o PSB detém no governo federal embolaria eventual lançamento de sua candidatura à eleição presidencial? C am p o s – Não há planos de deixarmos a base do governo, nem entregar nossos cargos. Estamos ajudando a construir esse projeto para o País, desde a eleição do presidente Lula. Não pretendemos discutir 2014 antes de 2014 chegar. O que precisamos é ajudar a presidente Dilma a colocar o País novamente no rumo do crescimento. DC – Fala-se em uma dobradinha de segundo turno entre PSB e PSDB para enfrentar o PT na eleição de 2014... Campos – Essas especulações surgem por causa da relação de amizade minha com o Aécio Neves (PSDB-MG). Mas é só. O presidente do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra, foi secretário de meu avô, Miguel Arraes, e nem por isso o PSDB esteve conosco nas últimas eleições. Ajudamos a eleger a presidente Dilma e estamos na base de sustentação do governo. É o fato, o restante são versões. DC – Contudo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso articula para colocar mais candidatos para conc o r r e r n o p r imeiro turno das eleições p r e s i d e nciais, para vaporizar os votos do PT e conta com sua... C a mpos – Prefiro não falar de 2014 ant e s d e c h egar. Antecip a r o d e-

Hoje, tudo o que se fala é de eleição, enquanto o País fica sangrando, ouvindo um debate desprovido de propósitos. EDUARDO CAMPOS bate eleitoral não interessa ao País. Acabamos de sair de uma eleição e já está se debatendo a próxima. Hoje, tudo o que se fala é de eleição, enquanto o País fica sangrando, ouvindo um debate desprovido de propósitos. DC – Como espera ajudar o governo a enfrentar a crise financeira global? Campos – É preciso discutir o que precisa ser feito para o Brasil sair desta situação. Lá fora, os países desenvolvidos vivem uma crise sem precedentes, implicando novos padrões para o capitalismo global. As forças políticas e o empresariado precisam se unir para ajudar o Brasil. A presidente Dilma Roussef e os líderes que a antecederam adotaram as medidas mais urgentes, como desonerar a produção e incentivar o consumo por exemplo. Mas a resposta não tem sido a mesma. Agora, ela está mexendo nos juros e nos marcos regulatórios de diversos setores. E só há uma maneira de sair da crise: definindo e implantando as medidas necessárias.

Renato Araújo/ABr

Diário do Comércio – Que lições guardou de seu avô, o ex-deputado e ex-governador Miguel Arraes? Eduardo Campos – Ele me deixou muitos ensinamentos na maneira de ver a sociedade, a sensibilidade com o sofrimento da população carente e a determinação de procurar sempre melhorar sua condição de vida. As maiores lições foram a da coragem, da coerência e da dignidade como nos entregamos à luta pelo povo, mesmo em situações limites.

investiu em Pernambuco R$ 3 bilhões só em 2012. Formado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, foi convidado para fazer mestrado nos Estados Unidos, mas optou pela vida política. Aos 47 anos, casado com Renata e pai de quatro filhos – Maria Eduarda, João, Pedro e José Henrique –, Campos dedica os momentos livres à família e não abre mão da leitura. Instalado provisoriamente no Centro de Convenções do Salgadinho – a sede do Governo de Pernambuco, no magnífico Palácio do Campo das Princesas, do século XIX, está em restauro –, Campos falou com o Diário do Comércio.

Andre Dusek/Estadão Conteúdo- 14/01/13

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discussão política neste início de 2013 já mira a eleição presidencial do ano que vem. Neste cenário, surge um nome que desponta como um coringa: o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB). E ele dispõe de amplo leque de cartas para participar do jogo. A cartada principal pode ser a sua candidatura à Presidência. Neto do ex-deputado federal e ex-governador Miguel Arraes (1916-2005) e dono de um currículo exemplar, conhecimento político não lhe falta. À frente do partido que mais cresceu nas últimas eleições, Campos


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7 CRUZEIRO Corpo do arquiteto Luciano de Lucca, 30, que desapareceu em Santos após cair do 11º andar do cruzeiro MSC Fantasia no sábado, foi localizado.

idades

Mocidade: bicampeã em São Paulo. Mocidade Alegre é a grande vencedora do Carnaval 2013, repetindo feito do ano passado, quando também ficou na frente da Rosas de Ouro.

Levi Bianco/Estadão Conteúdo

Agremiação levou 3.200 pessoas à avenida, divididas em cinco carros alegóricos e 25 alas. A quadra da Mocidade ficou lotada de integrantes comemorando o título.

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m uma apuração disputada e decidida no último quesito, a Mocidade Alegre repetiu o feito de 2012 e saiu como a grande vencedora do Carnaval, com 268,9 pontos. Este é o nono título da Mocidade. A quadra da escola, no bairro do Limão (zona norte de São Paulo), foi tomada por integrantes comemorando o título. A agremiação terminou empatada com a Rosas de Ouro, mas pelo primeiro critério de desempate das notas, o Enredo, acabou levando o troféu. Na outra ponta da tabela, a

Vila Maria e Mancha Verde foram rebaixadas. Pérola Negra e Leandro de Itaquera voltaram ao Grupo Especial. Com a proibição das torcidas na apuração do Carnaval de São Paulo, as notas anunciadas pelo locutor foram seguidas de um silêncio, muito diferente dos anos anteriores, quando as torcidas Gaviões da Fiel, Mancha Verde e Dragões da Real lotavam a arquibancada do Anhembi. Em 2012, a Império de Casa Verde foi o epicentro de uma briga na apuração. Um de seus torcedores invadiu a

área reservada e destruiu as cédulas com as notas das escolas. A invasão provocou um tumulto que se estendeu para a área externa do sambódromo com carros alegóricos destruídos. Repeteco – No ano passado, a Mocidade Alegre conquistou o título de campeã, também sobre a Rosas de Ouro, após a confusão que interrompeu a apuração do Carnaval de São Paulo. A agremiação desfilou com enredo baseado no livro Tenda dos Milagres, de Jorge Amado, para tratar de temas como a escravidão e a cultura afro-brasileira, e

foi a única a tirar nota 10 em todos os quesitos. Neste ano, o enredo A Sedução Me Fez Provar, Me Entregar à Tentação... Da Versão Original, Qual Será o Final? mostrou que os pecados podem levar ao céu, e não ao inferno. A comissão de frente, "o poder da sedução", veio acompanhada pelo abre-alas, com 30 metros de comprimento e 10 metros de largura. Um homem segurava a maçã que condenou Adão e Eva. Ao todo, a Mocidade levou 3.200 pessoas à avenida, divididos em cinco carros alegóricos e 25 alas.

A presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, disse que não entendeu alguma das notas dadas pelos jurados, mas não lamentou o segundo lugar no Carnaval. "A Rosas de Ouro foi perfeita. Não é 0,1 que vai tirar o brilho da escola", afirmou. O terceiro lugar foi muito comemorado por integran-

tes da Águia de Ouro, que terminou com 268,7 pontos. A agremiação perdeu 1,1 ponto por ter estourado o tempo do desfile em um minuto. "Teve um gostinho de primeiro lugar. Se a gente não perde esse ponto no começo, a gente era campeão com sobra", declarou Juca, mestre de bateria da escola. (Agências)

Ricardo Moraes/Reuters Eduardo Anizelli/Folhapress

Carro alegórico da Sangue Jovem bateu na fiação da rede elétrica, provocando uma descarga elétrica. Vila Isabel levantou a Sapucaí. A escola foi destaque na segunda noite dos desfiles do Grupo Especial.

Quatro morrem em Santos

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m carro alegórico da escola de samba Sangue Jovem, de Santos, pegou fogo no sambódromo da cidade e matou quatro pessoas por volta da 1h20 de ontem. O desfile foi suspenso. Segundo o Corpo de Bombeiros, o último carro da agremiação bateu na fiação da rede elétrica e provocou uma descarga elétrica na área de dispersão do sambódromo. Três pessoas

que empurravam o carro morreram no local. Uma vizinha do sambódromo, que acompanhava o desfile da calçada, morreu após ser atingida pelo veículo. Ela teria tentado salvar a filha, de acordo com testemunhas. Das nove pessoas que foram encaminhadas para a Santa Casa em decorrência do acidente, quatro tiveram alta e cinco permaneciam internadas. A Sangue Jovem faz

Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Rio: campeã sai hoje.

parte da torcida organizada do Santos Futebol Clube. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa disse que não há clima para nenhum tipo de festa. Segundo ele, o foco é atender os feridos e as famílias das vítimas. Em 2011, 16 pessoas morreram durante as festas précarnaval de Bandeira do Sul (MG) após um trio elétrico ser atingido por uma corrente elétrica. (Folhapress)

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Crias Vianna, rainha da bateria da Imperatriz Leopoldinense.

mperatriz Leopoldinense e Unidos de Vila Isabel foram os destaques do segundo – e último – dia de desfiles do Grupo Especial. Já a Mangueira, uma das escolas mais tradicionais do Rio, deve perder pontos após diversos problemas na evolução e em carros alegóricos. A apuração das escolas é hoje, às 16h, na Marques de Sapucaí. (Folhapress)


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º setor

Projeto estimula o direito de brincar

Atividades de cultura e arte

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oltado para a área cultural, o Centro Cultural Afrobrasileiro Francisco Solano Trindade, de São Bernardo, também participa do A Chance to Play – O Direito de Brincar. O investimento será em ferramentas culturais brasileiras – percussão, capoeira, danças típicas e manifestações folclóricas – como instrumento sociopedagógico. A ONG Projeto de Meninos e Meninas de Rua, de São Bernardo, mas que atua também em Diadema e Guarulhos, montará um bloco infanto-juvenil de Carnaval, trabalhando os temas educativos como a auto-organização de crianças e adolescentes de rua e a importância do diálogo. Em Sapopemba, na zona leste, o Cedeca, um centro de defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes, apostará no projeto Brincando se Faz Direito, com oficinas lúdicas, esportivas e culturais para adolescentes que tiveram conflito com a lei. Já o Instituto Cultural Gotas de Flor com Amor, no Brooklin Novo, zona sul, que atende crianças e jovens de comunidades, fará oficinas lúdicas e esportivas. A IPA Brasil (Associação Brasileira pelo Direito de Brincar), que forma play workers (agentes do brincar), implantará uma brinquedoteca no Centro de Integração da Cidadania (CIC) do Jabaquara. O Projeto Esperança São Pedro Apóstolo oferecerá oficinas esportivas e culturais a crianças e adolescentes de Taubaté, por meio do projeto Esporte nas Comunidades.

Criado em 2010, na África do Sul, o programa A Chance to Play – O Direito de Brincar, chega ao Brasil. Kelly Ferreira

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projeto A Chance to Play – O Direito de Brincar , criado pelo Comitê Mundial dos Trabalhadores da montadora alemã Volkswagen, chegou enfim ao Brasil. Criado em 2010, na África do Sul, durante a Copa do Mundo, o programa tentará oferecer um futuro diferente para 70 mil crianças e adolescentes brasileiros. Realizado em parceria com a ONG Terre des Hommes – Alemanha e com o apoio da Volkswagen, o programa terá um investimento inicial de 1,5 milhão de euros, que pode ser ampliado com arrecadações nas unidades da Volkswagen do Brasil. Os recursos serão distribuídos em 12 projetos sociais inéditos, que terão o futebol – em razão da Copa das Confederações este ano e da Copa do Mundo em 2014 – e o brincar como ferramentas de transformação social para promover a educação, cidadania e a cultura de paz. As ações acontecem neste e no próximo ano. O projeto A Chance to Play – O Direito de Brincar firmou parcerias com organizações sociais que já são reconhecidas pelos trabalhos que desenvolvem com crianças e adolescentes. Na África do Sul, durante a Copa, em 2010, as ações beneficiaram 40 mil pessoas. No Brasil, a expectativa é atender 70 mil crianças e adolescentes. A versão brasileira do programa terá como padrinho o desenhista e cartunista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.

Fotos: Divulgação

DIREITO DE BRINCAR A Chance to Play – O Direito de Brincar é patrocinado por doações voluntárias dos empregados em arrecadações internas, como o programa mundial Uma Hora para o Futuro. Nele, os trabalhadores doam o valor equivalente a uma hora de trabalho. "Queremos chamar atenção para o direito de brincar da criança e do adolescente. Brincar e jogar futebol é bom, mas o objetivo, além disso, é criar ferramentas que contribuam para a consolidação de uma cultura de não violência e paz”, disse Tuto Beat Wehrle, coordenador do A Chance to Play – O Direito de Brincar . Doze projetos sociais já foram aprovados e serão realizados em comunidades das cidades onde a Volks tem suas quatro fábricas: São Bernardo, Taubaté e São Carlos, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná. O projeto permitirá ainda capacitar as ONGs parceiras para realizarem os trabalhos sociais com excelência. A Fundação Volkswagen participará do trabalho de capacitação. A Fundação Futebol e Desenvolvimento, de Moreno, na Argentina, é uma das ONGs participará do A Chance to Play – O Direito de Brincar . Responsável por articular a rede latino-americana de Futebol de Rua. A fundação multiplicará a metodologia no Brasil. O Futebol de Rua utiliza o esporte como elemento educativo, permitindo que as crianças e os adolescentes sejam os protagonistas das atividades. Nele, o jogo tem três tempos. No primeiro, os participantes discutem quais serão as regras da partida, com ações de cidadania, como respeito aos adversários. O segundo tempo é o jogo de futebol. O último tempo é uma discussão, onde o resultado não é contabilizado apenas pela quantidade de gols marcados, mas também pelo respeito às regras. Já a Associação de Apoio à Criança em Risco (Acer), de Diadema, que busca a integração social, irá capacitar adolescentes e jovens para que organizem dias dedicados a brincadeiras em suas comunidades, fortalecendo a integração, a educação e a cidadania. A Associação Desportiva do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos (ADSM), ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, desenvolverá o projeto "+ que Futebol” para crianças e adolescentes de bairros periféricos da cidade. Centro de Libertação de Vidas (Celivi), creche comunitária de Santo André, comandará o projeto Brincalar, que capacitará pais de crianças atendidas para que multipliquem a proposta pedagógica da creche, que tem foco no direito de brincar. Ainda em Santo André, a Federação das Entidades Assistenciais de Santo André (Feasa), que atua na articulação e na mobilização da rede de entidades sociais, será responsável pelo projeto Brincar é Coisa Séria, capacitando organizações sociais da cidade para que incorporem o direito do brincar a seus projetos.

O projeto A chance do Play - O Direito de Brincar deve beneficiar 70 mil crianças e adolescentes em 12 programas sociais diferentes. As ações, de brincadeiras e futebol, acontecem até 2014.


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9 FRANÇA APROVA CASAMENTO HOMOSSEXUAL Os deputados franceses aprovaram ontem a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, que pode entrar em vigor dentro de dois meses. O texto recebeu 329 votos a favor, 229 contra, e dez abstenções.

nternacional

ONU prevê novas sanções à Coreia Medida seria resposta a primeiro teste nuclear realizado por Kim Jong-un Kim Hong-Ji/Reuters

Ativistas anti-Pyongyang protestam em embaixada dos EUA em Seul Eduardo Muñoz/Reuters

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Conselho de Segurança da ONU se uniu ontem à condenação unânime da comunidade internacional diante da última "ameaça" da Coreia do Norte, que realizou um novo teste nuclear (o primeiro desde que Kim Jong-un chegou ao poder há quatorze meses), e abriu caminho para novas sanções contra o país. A adoção de sanções, principalmente econômicas, seria "questão de tempo", segundo fontes diplomáticas que afirmaram que qualquer decisão precisa aguardar a posição da China, país com poder de veto e habitual aliado de Pyongyang. O teste foi feito na madrugada de ontem e foi o terceiro realizado com um dispositivo "menor" e "altamente explosivo", o que indicaria um grande avanço tecnológico do militarizado regime de Kim Jong-un. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, sobre o teste nuclear, que foi considerado provocativo, e a proposta é adotar medidas para impedir a continuação dos programas de mísseis nucleares e balísticos da Coreia do Norte. Reunidos de urgência e a portas fechadas a pedido da Coreia do Sul, Estados Unidos e França, os quinze membros do principal órgão de decisão da ONU pactuaram após duas horas de negociações uma declaração de condenação

ao regime norte-coreano. "O Conselho de Segurança condena energicamente o último teste, uma violação de anteriores resoluções do Conselho que representa uma clara ameaça para a paz e a segurança internacional", leu diante da imprensa o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Kim Sung-hwan. Ao término das discussões, a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, disse aos jornalistas que o objetivo agora não é só endurecer as atuais sanções, mas principalmente "aumentá-las", e mencionou concretamente que um dos campos a serem privilegiados será o financeiro. Justificativa – A Coreia do Norte disse ontem que o teste atômico foi um "sucesso" e que demonstra "a excelente capacidade do poder dissuasório nuclear" do país. O regime comunista justificou os testes como parte de medidas para se defender da "brutal hostilidade" dos Estados Unidos. O país também ameaçou realizar novos testes nucleares e de maior intensidade caso os Estados Unidos mantenham sua política, segundo informou a agência oficial norte-coreana KCNA. A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland, informou que a Coreia do Norte havia avisado o órgão de sua intenção de "levar a cabo um teste nuclear, sem

Yuri Gripas/Reuters

Obama anuncia retorno de 34 mil soldados do Afeganistão Em discurso realizado ontem no Congresso, a fim de declarar os compromissos de seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou a retirada, ainda em 2013, de cerca de 34 mil soldados do Afeganistão, o que reduzirá a presença militar americana no país à metade. "As reduções adicionais do contingente continuarão até o fim de 2014 à medida que os afegãos assumirem a responsabilidade plena por sua defesa", informou a Casa Branca, ao confirmar a informação divulgada previamente por veículos de imprensa como as redes de televisão ABC e NBC. Atualmente há no Afeganistão por volta de 70 mil soldados americanos e o presidente prometeu que o papel de combate dessas tropas terminará no final de 2014. Em 2009, Obama ordenou um aumento de 30 mil soldados no contingente americano no Afeganistão, e em 2011 prometeu que a campanha de guerra estaria concluída em 2014. Ainda em seu discurso, o presidente Obama abordou a proposta de limitar a posse de armas por civis e os rumos econômicos de seu segundo mandato. (Agências)

Mortes na Síria já se aproximam de 70 mil Umit Bektas/Reuters

O número de mortos na Síria se aproxima dos 70 mil, com os civis pagando o preço pela inação do Conselho de Segurança da ONU em quase dois anos de conflito, disse ontem a alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay. Ela repetiu seu apelo para que a Síria seja encaminhada ao Tribunal Penal Internacional. "A falta de consenso sobre a Síria e a inação resultante vem sendo desastrosa e os civis de todos os lados pagaram o preço", disse ela. "Se-

remos julgados pela tragédia que se desenrolou diante de nossos olhos". Em 2 de janeiro, ela havia alertado que mais de 60 mil pessoas já haviam sido mortas depois que as forças do presidente Bashar alAssad decidiram "esmagar" os protestos contra seu governo. Ontem, 13 pessoas morreram na explosão de um micro-ônibus na fronteira entre Turquia e Síria. Na foto, familiares choram no enterro de uma das vítimas, Ali Sille, um jovem de 26 anos. (Agências)

B r a s i l – O I t a m a r a t y d emonstrou preocupação com o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte e divulgou ontem uma nota oficial em que pede ao governo do país que aceite as resoluções das Nações Unidas para criar as condições necessárias para uma negociação pacífica. O Brasil é um dos poucos países a possuir uma embaixada na capital norte-coreana, Pyongyang – no total, apenas 23 nações têm represenSusan Rice: EUA querem aumentar punições econômicas tações diplomáticas na Coreia do Norte –, mas a relação polícitar nenhum momento específico". A porta- tica entre os dois países é pequena e o Brasil voz explicou que o aviso chegou através de "ca- tem pouca representatividade na região. As renais frequentes", mas se negou a dizer quando lações se concentram basicamente em ajuda humanitária. (Agências) Washington recebeu a notificação.


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terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

Analistas políticos acreditam que atenção da mídia à renúncia do papa Bento XVI pode prejudicar desempenho do ex-premiê Silvio Berlusconi nas eleições legislativas italianas deste mês. nternacional

Vaticano inicia busca por novo líder Cardeais de todo o mundo já realizam discussões informais para levantar nomes de possíveis líderes da Igreja durante o período de crise inaugurado pela renúncia de Bento XVI. Novo papa deve ser eleito apenas em meados de março.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO Acha-se aberta a licitação em epígrafe à Rua Dr. Diogo de Faria 1247 - sala 318 Vila Clementino. PREGÃO PRESENCIAL Nº 01/SME/2013 - 2012-0.331.661-1 - REGISTRO DE PREÇOS PARA AQUISIÇÃO DE TÊNIS PARA KIT UNIFORME ESCOLAR LOTES 01, 02 E 03, DESTINADO AOS ALUNOS DA RME DA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. O credenciamento e os envelopes nº 01 (proposta) e envelopes nº 02 (documentação) deverão ser entregues até às 10:30 horas do dia 26/02/2013 na sala 318 A, situado na Rua Dr. Diogo de Faria, 1247 - 2º andar - Vila Clementino. O Edital e seus Anexos poderão ser obtidos, até o último dia que anteceder a abertura, mediante recolhimento de guia de arrecadação, ou através a apresentação de CD ROM gravável no Setor de Licitação - CONAE 151 - sala 318, ou no site http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, bem como, as cópias do Edital estarão expostas no mural do Setor de Licitação.

SECRETARIA DA SAÚDE DIVISÃO TÉCNICA DE SUPRIMENTOS - SMS.3 ABERTURA DE LICITAÇÕES Encontram-se abertos no Gabinete, os seguintes pregões: PREGÃO ELETRÔNICO 035/2013-SMS.G, processo 2013-0.004.275-0, destinado ao registro de preço para o fornecimento de AMÁLGAMA 1 PORÇÃO E AMÁLGAMA 2 PORÇÕES, para a Divisão Técnica de Suprimentos - SMS.3/Grupo Técnico de Compras - GTC/Área Técnica de Odontologia, do tipo menor preço. A abertura/realização da sessão pública de pregão ocorrerá a partir das 14 horas do dia 27 de fevereiro de 2013, pelo endereço www.comprasnet.gov.br, a cargo da 3ª Comissão Permanente de Licitações da Secretaria Municipal da Saúde. RETIRADA DE EDITAIS Os editais dos pregões acima poderão ser consultados e/ou obtidos nos endereços: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br; www.comprasnet.gov.br, quando pregão eletrônico; ou, no gabinete da Secretaria Municipal da Saúde, na Rua General Jardim, 36 - 3º andar - Vila Buarque - São Paulo/SP - CEP 01223-010, mediante o recolhimento de taxa referente aos custos de reprografia do edital, através do DAMSP, Documento de Arrecadação do Município de São Paulo. DOCUMENTAÇÃO - PREGÃO ELETRÔNICO Os documentos referentes às propostas comerciais e anexos, das empresas interessadas, deverão ser encaminhados a partir da disponibilização do sistema, www.comprasnet.gov.br, até a data de abertura, conforme especificado no edital.

Tony Gentile/Reuters

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ardeais em todo o mundo já iniciaram seus contatos informais para discutir quem deverá ser o próximo líder da Igreja por um período de crise. Enquanto isso, o Vaticano informou que planeja uma grande despedida para o Papa Bento XVI. Em uma coletiva de imprensa realizada ontem sobre os rumos da Igreja e as ações do papa nas próximas duas semanas, o Vaticano também revelou uma informação que vinha sendo mantida em sigilo: Bento XVI, de 85 anos de idade, utiliza um marca-passo cardíaco desde antes de ser eleito papa, em 2005. Mas nenhuma doença específica levou o papa a renunciar, segundo o Vaticano. A renúncia se deve a seu

enfraquecimento da renúncia. mental e físico. Sua última Também foi audiência geral, dito que o papa marcada para não irá assumir o dia 27, foi nenhum papel transferida do na Igreja depois salão de da efetivação de audiências do sua renúncia, às Vaticano, que 20h do dia 28 de tem uma fevereiro. "O capacidade Federico Lombardi papa disse em de cerca de sua declaração 10 mil pessoas, que usará seu tempo para para a Praça São Pedro, oração e reflexão e não terá que suporta centenas de nenhuma responsabilidade milhares de fiéis. na condução da Igreja, ou Depois de deixar o cargo, qualquer responsabilidade em 28 de fevereiro, o papa administrativa ou irá primeiramente à governamental", disse o residência de verão papal no porta-voz do Vaticano, padre sul de Roma e depois para o Federico Lombardi. convento enclausurado O anúncio chocante levou dentro dos limites do o Vaticano a buscar mudar Vaticano, trocando o Palácio locais de algumas atividades Apostólico do século XVI papais para que mais para uma residência sóbria pessoas possam vê-lo antes e moderna.

Conclave – Em meados de março, cerca de 115 cardeais entrarão na Capela Sistina a fim de eleger o próximo líder dos cerca de 1,2 bilhão de católicos romanos. Enquanto o Vaticano inicia as preparações para o último dia do papa Bento XVI, fontes da igreja disseram que consultas formais ao telefone e também em almoços ou via correspondências começaram entre os cardeais sobre que tipo de perfil deverá ter o próximo papa. Depois de uma série de escândalos, os especialistas dizem que os cardeais da Igreja estão buscando alguém que não seja apenas um homem santo, mas também um bom administrador. (Reuters)

Renúncia foi atitude de humildade Domingos Zamagna

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notícia da renúncia de Bento XVII ao papado colheu a todos de surpresa. Afinal, somente um caso de renúncia tinha sido registrado anteriormente na história da Igreja católica, no ano de 1294, quando o monge Celestino V, papa por seis meses, resolveu retomar a sua vida eremítica, julgando-se pouco afeito às funções de pastor universal. Os demais casos de renúncias (Ponciano, no século III e Gregório XII, no século XV) foram devidos a circunstâncias críticas, sem nenhuma relação com a atual situação. De fato, a única razão alegada por Bento XVI é sua idade avançada (85 anos) e os problemas que começam a abalar sua saúde. Quem o viu nas celebrações natalinas

percebeu claramente que ele já dava sinais de profunda debilidade física, embora guarde impressionante lucidez. Deve ter pesado na sua decisão a situação precedente, a do papa João Paulo II que, mesmo moribundo, insistia em permanecer à frente da Igreja, quando todos sabiam que quem governava a Igreja efetivamente eram dois ou três cardeais, liderados pelo então cardeal Ratzinger. Antes que sucedesse com Bento XVI a mesma e embaraçosa situação, preferiu se antecipar. Um exemplar gesto de racionalidade, fruto de total liberdade. De um lado, o gesto da renúncia, aliás previsível no Direito da Igreja, mostra que nem mesmo o papa é insubstituível, podendo perfeitamente se retirar do governo da Igreja, porque ela prosseguirá seu curso normalmente, sem traumas.

Trata-se também de um gesto de desapego e de humildade, reconhecendo que outro cardeal poderá desempenhar a missão até melhor do que ele. É uma crença lastreada na fé teologal, isto é, a Igreja tem uma assistência divina que independe das feições desta ou daquela pessoa. Historicamente, a renúncia é significativa, pois os papas vêm desempenhando cada vez mais uma função de elevada moralidade: eclesialmente, intenso trabalho de purificação da Igreja; mundialmente, firme pregação da justiça, defesa da vida e da paz, com especial atenção para as nações mais pobres. Um novo papa, com mais condições de intensificar esses trabalhos, só poderá ser muito bem-vindo. Daí a razão de todos se interessarem pela eleição do substituto de Bento XVI. Na Páscoa, certamente, os católicos romanos já terão um

novo líder, que dará continuidade às boas iniciativas dos últimos papas, mas que não terá obrigação de ser um mero repetidor de fórmulas, contando com liberdade e apoio das forças vivas da Igreja para promover as reformas que se fazem necessárias dentro dela, para o bem de todas as nações. Provavelmente, a primeira grande viagem do novo papa será ao Brasil, para cumprir o compromisso já assumido pela Igreja católica com a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no próximo mês de julho, na cidade do Rio de Janeiro. Oxalá o gesto de Bento XVI sirva também de exemplo para muitos governantes, a começar pelo nosso País, que – mesmo não tendo chegado aos 80 anos – estão há décadas no comando de cidades, regiões, estados, agências, parlamentos e partidos.

Reproduções/NYT

Renúncia de Bento XVI foi tema de charges em todo o mundo. No alto da página, caricatura publicada na Albânia e visão de artista holandês sobre a saída papa. Ao lado, jornal do Canadá transformou papamóvel em carrinho de golfe. Cartunista italiano mostrou apenas a bengala do papa, pendurada.


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O papa com glamour de Hollywood

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cultura

Sob o foco da indústria do cinema, o papa inspira grandes atores e diretores.

Fotos: Arquivo DC

Anthony Quinn: em As Sandálias do Pescador: papa político. Jeremy Irons: Papa Alexandre VI em Os Borgias. Moretti e Michel Piccoli: Habemus Papam.

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s atores Michel Piccoli (Habemus Papam), Anthony Quinn (As Sandálias do Pescador) e Jeremy Irons (Os Borgias) retratam com evidente convicção a figura do Sumo Pontífice em situações que poderiam ser verdadeiras. Em razão da renúncia de Bento XVI, o o jornal italiano La Repubblica lembrou as palavras do personagem interpretado pelo

ator Michel Piccoli em Habemus Papam (2011), do cineasta Nanni Moretti: "Peço ao Senhor perdão pelo gesto que estou prestes a cometer (renúncia). Eu compreendi que não sou capaz de suportar a missão para a qual fui escolhido". Já o desempenho de Anthony Quinn é impetuoso e intrigante em As Sandálias do Pescador, filme dirigido por Michael Anderson/1968. Baseado

no livro homônimo de Morris West, tem como pano de fundo a Guerra Fria e narra a história de um bispo russo, preso na Sibéria, levado ao Vaticano por interferência da Igreja. Lá, chegou a cardeal e foi eleito papa, especialmente para cumprir a dura tarefa de intermediar conflitos entre o seu país e a China. Jeremy Iron, por sua vez, encarna Rodrigo Borgia,

eleito Alexandre VI (1492), na série de TV Os Borgias (2011), sob a direção de Neil Jordan. O cinema, especialmente Hollywood, tem investido tempo, dinheiro e talento em trabalhos grandiosos dedicados a especulações históricas sobre o mundo fechado (e fascinante) do Vaticano. Do romance Agonia e Êxtase, de Irving Stone, nasceu o filme homônimo de Carol Reed

Paulo Whitaker/Folhapress

O sofrimento de Camille Claudel Rui Martins

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nternada num manicômio com 30 anos e morta aos 78, a maior parte da vida da escultora francesa Camille Claudel se passou entre os loucos. Na época de seu internamento como psicótica, com base em uma lei, muitas arbitrariedades - justificadas por essa lei - foram praticadas. E diversos artistas, inclusive o escultor Auguste Rodin, tentaram intervir em seu favor. Embora Camille Claudel tivesse sido reconhecida como artista de grande talento, tendo mesmo influenciado Rodin, o reconhecimento pleno de seu valor foi póstumo. Por isso, esperava-se, no Festival de Berlim, com curiosidade qual teria sido o ângulo da vida da escul-

mais perfeito em cada um de nós, tem de ser alcançada por meio de um ritual, que é desempenhado num primeiro momento pelo sacerdote e em seguida assimilado pelo crente. O sacerdote dessa religião é o poeta, que se identifica com a essência do seu ser e do ser em geral, no momento em que cria o poema – e elaborar um poema é um ato que exige compunção e contenção. O crente é o leitor do poema, no momento em que realmente compreende o poema, ou melhor, o “sente”, momento em que o leitor alcança o mesmo estado de graça que o autor tinha atingido ao criar o poema. Tal concepção da poesia está, de um lado, aparentada com as religiões salvacionistas orientais, que Paz tanto estudou e conheceu, principalmente o hinduísmo e o budismo; de outro lado, com o surrealismo que ele conheceu de perto e praticou; e finalmente, numa terceira vertente, com as filosofias existencialistas do alemão Martin Heidegger e do francês Jean-Paul Sartre. Mas o principal é que essa poética transcendentalista está ligada à própria mexicanidade de Paz, que ele tanto evocou em sua obra mais conhecida, O Labirinto da Solidão, de 1950, uma dissertação sobre a solidão em que, no fundo, vive cada ser humano, e em particular cada ser humano mexicano, deserdado de sua cultura mais ancestral, a indígena. Se naquela obra Paz havia diagnosticado o que podemos considerar o mal-estar característico do ser humano, a sua solidão, em O Arco e a Lira ele como que nos apresenta a terapêutica, a salvação pela poesia. Mas, como todo tratamento terapêutico tem suas regras próprias (e como todo estado religioso, mesmo os mais

extáticos, exige uma ritualística específica), o livro de Paz também discute as técnicas do fazer poético. Assim, a par de discorrer sobre o momento em que ultrapassamos as contingências da vida para atingir a essência do ser, ele discute também em que consiste a essência da poesia, por exemplo; o ritmo é essa essência? Poderia haver poesia sem ritmo? Só o ritmo já garante a poeticidade? Paz nasceu na Cidade do México, numa família da alta sociedade; seu pai havia sido um político influente na Revolução do começo do século XX. Mas depois a família empobreceu – o futuro Nobel chegou a viver num quarto em que uma das paredes era apenas uma cortina que não protegia das intempéries lá fora – e ele acabou sendo criado por tios no interior. Publicou seus primeiros poemas em 1933, aos 19 anos, e foi logo lutar pelos republicanos na Guerra Civil Espanhola, desiludiu-se com as atrocidades cometidas por ordem de dirigentes republicanos, e radicou-se em Paris, onde se irmanou artística e politicamente com os surrealistas, esquerdistas que, ao contrário da maioria dos esquerdistas da época, atacavam duramente os métodos repressivos do líder soviético Iussuf Stalin e seus adeptos. Interessado pelas culturas orientais, morou no Japão para estudar. Embaixador na Índia, em 1968 renunciou ao cargo, em protesto contra o chamado massacre de Tlatelolco, em que centenas de estudantes esquerdistas foram chacinados por soldados governamentais durante manifestação nessa praça da capital mexicana. Era, rigorosamente, um idealista, como mostra em O Arco e a Lira.

del, única pessoa da família que a visitava. E não se sabe, ao sair do filme, qual a intenção exata do cineasta Bruno Dumont - seria a de mostrar o asilo de loucos no qual a escultora Camille Claudel viveu 48 anos de sua vida? É verdade que o realizador Bruno Nuytten já havia feito em 87, um filme sobre a Camille Claudel, vivida por Isabelle Adjani, que terminava justamente no momento em que a escultora era internada no hospício.

Rui Martins é enviado especial ao Festival de Cinema de Berlim

Ana Lontra: a bênção, Tom.

Tributo a Tom Jobim O documentário A Luz do Tom (Brasil, 2012, 84 minutos, censura livre), do cineasta Nelson Pereira dos Santos, mostra a vi-

da do mestre Tom Jobim narrada por uma série de vozes femininas, as favoritas do compositor. Os depoimentos inéditos são da-

dos por três mulheres importantes na vida do músico: Helena Jobim, Thereza Hermanny e Ana Lontra Jobim.

Gravuras no MASP

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CHORINHO NO PALCO Texto de Fauzi Arap, com Claudia Mello e Denise Fraga. História de encontros de uma solteirona aposentada e uma moradora de rua em uma praça. Livraria Cultura - Teatro Eva Her. Avenida Paulista, 2073 (Conjunto Nacional). Tel.: 3170-4079. Terça e quarta, 21h. R$ 60. Até 27/2.

tora escolhido pelo cineasta Bruno Dumont. O título do filme tem a data de 19 15, época que em Camille Claudel foi transferida para o manicômio de Montdevergues, perto de Avignon. E a surpresa revelada é decepcionante - o filme, quase sem diálogos, praticamente sem som, é, na verdade, um mergulho num asilo de loucos, com alguns deles transformados em atores. E é nesse meio delirante que se vê Camille, com a qual a atriz Juliette Binoche tem grande semelhança. Ali Camille escreveu muitas das cartas ao irmão Paul Clau-

Ivelise Ferreira/Divulgação

Octavio Paz: idealista.

João Musa/Divulgaçãio

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is aqui uma obra que o leitor deve ler em atitude de prece, tendo à frente o livro inclinado como nas igrejas, balbuciando de si para si, como se as estivesse beijando, cada palavra entoada como se fosse num cântico. Trata-se de O Arco e a Lira, uma grande ensaística sobre os significados mais profundos da poesia, elaborada pelo grande poeta, ensaísta e pensador mexicano Octavio Paz (1914-1998), Prêmio Nobel de 1990, publicada no original em 1967, agora lançada no Brasil pela CosacNaify em conjunto com o Fondo de Cultura Económica, célebre editora do México Pois para Paz – e ele nos convence disso – a poesia é uma religião, uma fé do tipo mais evoluído de religião que a humanidade desenvolveu, o salvacionismo. Pela poesia, diz Paz, salvamos a nossa alma, libertando-a das peripécias de cada vida humana, esta sempre regida por acidentes e pelo sofrimento, pela ilusão dos prazeres dos sentidos. Senão um meio de alcançar a Deus, um poema é um meio de nos aproximarmos e nos identificarmos com o que temos de mais íntimo, mais essencial e menos contingencial em nós mesmos. Imbuídos do significado de cada poema em particular, que é o mesmo significado da poesia em geral, nos salvamos das misérias deste mundo e nos aproximamos do que há de mais puro dentro de nós, o que vem a ser, afinal de contas, a essência do ser, a alma da própria matéria. Como em toda religião, na religião poética de Paz, a salvação, que vem a ser um estado de transcendência, ou seja, de desligamento em relação ao que há de inautêntico na vida, as suas peripécias ilusórias, e de identificação com o que há de

do Papa Pio XII na esperança barrar a escalada daquela ação criminosa. Exceto Habemus Papam, disponível em DVD na locadoras, os outros filmes, editados também em DVD, são produtos raros a serem garimpados. Mas, nesse momento de mudanças no Vaticano, é possível que voltem aos estandes das lojas e sejam programados pela TV. (MMJ)

FESTIVAL DE BERLIM

O pensador da liberdade: a poesia é uma religião. Renato Pompeu

(1965), no qual o Papa Julio II (Rex Harrison) encomenda a Michelangelo (Charlton Heston) a pintura do teto da Capela Sistina. No triller Amém, de Costa-Gavras, um químico e militar alemão descobre que um produto que desenvolveu para limpeza de tanques durante a Segunda Guerra Mundial foi utilizado para matar judeus na câmara de gás. Daí, resolve pedir a interferência

Museu de Arte de São Paulo (MASP) exibe parte de seu acervo na mostra Papéis Estrangeiros: Gravuras da Coleção. A exposição, com curadoria de Teixeira Coelho e Denis Molino, apresenta ao público as principais obras em papel do acervo da instituição. (ao lado, O Negro, de Max Backmann). Entre os pintores e ourives presentes na mostra estão obras do espanhol Goya, do alemão Dürer, dos holandeses Rembrant, Jan van Vliet e Lucas van Leiden e do argentino Leon Ferrari. Museu de Arte de São Paulo (MASP). Av. Paulista, 1578. Tel.: 3251-5644. Terças a domingos e feriados, das 10h às 18h. Quintas, das 10h às 20h. R$ 15. (grátis as terças).


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Kerek Wongsa/Reuters

www.dcomercio.com.br

BONS DE REBOLADO Exatas 4.483 pessoas participaram ontem da tentativa de reunir o maior número de pessoas fazendo bambolê num mesmo local. O grupo se reuniu no estádio da Universidade Thammasat, na província de Pathum Thani, periferia de Bangcoc, na Tailândia. Todos rebolaram juntos durante 7 minutos e conquistaram o recorde mundial.

T RANSPORTE

E SPAÇO

Metal em Marte? Até agora, não. Nasa/Reuters

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o realizar a primeira e bem-sucedida perfuração do solo marciano, concluída há cerca de quatro dias, o jipe-sonda Curiosity, da Nasa, deixou os astrônomos ansiosos. A sonda (na imagem ao lado se preparando para a perfuração) fotografou um objeto de aparência metálica semelhante a uma maçaneta quando realizava a perfuração de 6,4 centímetros de profundidade e 1,6 centímetros de diâmetro. Já havia gente especulando que o objeto

Esqueça o estacionamento O grupo húngaro de desing Antro resolveu o problema de milhares de pessoas que não querem se preocupar com um lugar para parar seu veículo. Eles criaram uma scooter dobrável, que você pode carregar – fazendo uma forcinha – para qualquer lugar. A scooter MOVEO pesa 24 quilos. Ela atinge 45 km/h e leva dois minutos para dobrar e desdobrar. Deve chegar ao mercado por algo eem torno de US$ 3 mil.

Reuters

www.solo-duo.hu

seria uma evidência de alguma antiga civilização quando, depois de analisar as amostras de rochas recolhidas por meio de comandos recebidos dos astrônomos da Nasa, a Curiosity forneceu informações que resolveram o mistério. O objeto encontrado não é de metal. Segundo a Nasa, as informações enviadas pela Curiosity revelam que, por ser muito dura e de grãos finíssimos, a rocha foi polida pelo vento, ganhando seu brilho metálico.

D OPING

China, onde tudo começa. Praticamente todas as matérias-primas utilizadas por grupos criminosos em todo o mundo para produzir substâncias ilegais para doping no esporte vêm da China, disse o diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), David Howman, ontem. "Noventa e nove por cento das matérias-primas que são adquiridas pela internet para fazer substâncias na cozinha ou no laboratório de quintal são

provenientes da China", disse Howman, em Londres. Dois anos atrás, Howman causou tumulto em uma conferência de doping, também em Londres, ao afirmar que o submundo do crime controlava uma grande parte de esporte mundial. Ontem ele disse acreditar, com base em informações sólidas, que pelo menos 25% do esporte internacional é atualmente controlado "em um grau ou outro" pelo submundo. (Reuters)

M EIO AMBIENTE

Nada sobra, tudo se transforma.

L

SOBREVIVÊNCIA - Homem umidece cobras antes de retirar sua pele em Kapetakan, Indonésia. A carne será processada para a produção de medicamentos e a pele usada para confeccionar sapatos e bolsas.

E NERGIA C ELEBRIDADES

Notívago na janela O equipamento WM07, desenhado e produzido pela companhia coreana Conway, transforma todo o lixo orgânico de sua casa em fertilizante natural em apenas 4,5 horas.

GloBoy é uma luminária que "dorme" durante o dia para estar pronta para a ação à noite. O gadget deve ser colocado próximo a uma janela onde possa receber a luz do sol. A energia solar será acumulada e transformada em luz durante à noite. Tem capacidade para armazenar o necessário para 6 horas de luz. Por seu rostinho simpático e sorridente, é ideal para o quarto das crianças.

http://bit.ly/14D5mm7

http://bit.ly/XUZhx2

Tesouros cotidianos A artista canadense Nathalie Trépanier faz de objetos cotidianos inutilizados matériasprimas para suas esculturas. A escultora, que se considera uma caçadora de tesouros, vasculha principalmente praias em busca de objetos inutilizados e displicentemente jogados no mar ou na areia para dar a eles uma nova utilidade: a contemplação. www.nathalietrepanier.com

Mamãe de novo A atriz espanhola Penélope Cruz, de 38 anos, casada com o também ator Javier Bardem, 43, anunciou ontem a gravidez de seu segundo filho. Penélope não revelou o tempo de gestação. O casal teve o primeiro filho, Leonardo, em janeiro de 2011. (EFE)


terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

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DIÁRIO DO COMÉRCIO

13 AUMENTO DE CAIXA O orçamento dos Estados Unidos teve superávit de US$ 3 bilhões em janeiro, acima das projeções de déficit de US$ 2 bilhões.

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QUER PAGAR MENOS PELO CRÉDITO? SIGA OS PASSOS.

Instituições de fomento, como o BNDES e a Agência de Fomento Paulista, oferecem juros menores. Mas a empresa precisa estar bem preparada. Rejane Tamoto

B

urocrático, mas pos- mações e documentos e, com sível. Assim os espe- a redução de taxas promovida cialistas definem o pelos bancos desde o ano pascrédito de baixo cus- sado, a diferença no custo poto oferecido por instituições fi- de não ser tão grande, depennanceiras de fomento. Para as dendo da finalidade do crédipequenas e médias, o cami- to. Em muitos casos, os bannho para acessar linhas desse cos acabam oferecendo mais tipo passa primeiro pela orga- o crédito da própria instituição nização da própria empresa e, do que o subsidiado. depois, por muita pesquisa na Por isso, a pesquisa na interinternet antes de ir aos bancos net é muito importante. Tanto comerciais de relacionamen- no site do BNDES quanto no da to – que também distribuem o Agência de Fomento Paulista crédito subsidiado do Banco Desenvolve SP, o empreendeNacional de Desenvolvimento dor pode verificar a possibiliEconômico e Social (BNDES), dade de contratar linhas espeprincipal instituição de fomen- cíficas a juros bem baixos. No to do País. caso específiEspec ialisco do BNDES, tas dizem a pesquisa que, antes de No site do BNDES é tem de ser seir atrás dos guida de uma possível pesquisar crédito subsivisita a um e, no final, imprimir diado e de banco comeras condições e baixo custo, cial credeninformações da o e m p r e e nciado. "No sidedor precisa te do BNDES é linha de interesse. d e p l a n e j apossível pesEDSON MORET, DA ÁREA mento, inforquisar e, no fiDE OPERAÇÕES INDIRETAS mações e donal, imprimir DO BNDES cumentos oras condições ganizados, e i n f o r m aalém de estar com todas as ções da linha de interesse. É obrigações fiscais e tributá- importante levar essas inforrias em ordem. Para isso, o Diá- mações na hora de conversar rio do Comércio preparou uma com o gerente do banco cre"trilha" para o empresário se denciado. Às vezes ele não copreparar (veja no quadro). nhece a linha e, com o papel, O passo seguinte é pesqui- não pode dizer ao correntista sar e comparar as taxas das li- que ela não existe", afirma o nhas subsidiadas com as de li- chefe de departamento da nhas comerciais e regulares área de operações indiretas dos bancos. "Verifique se o do BNDES, Edson Moret. perfil dos recursos oferecidos Corte de repasses – As linhas pelo banco ou agência de fo- do BNDES podem ser contramento é diferente de alterna- tadas em bancos credenciativas oferecidas por outras dos pela instituição de fomeninstituições do mercado", re- to – que nem sempre oferecomenda o diretor técnico do cem o recurso subsidiado ao Sebrae Nacional, Carlos Alber- correntista. Segundo dados to dos Santos. O crédito de me- do próprio BNDES, no ano pasnor custo vai exigir mais infor- sado, os maiores bancos pri-

vados reduziram o volume de repasse de linhas do BNDES para pequenas e médias empresas na comparação com 2011. No Itaú Unibanco a queda foi de 18%, e o volume passou de R$ 6,7 bilhões para R$ 5,5 bilhões. Já no Bradesco, a redução no volume foi de 17,7%, passando de R$ 10 bilhões para R$ 8,3 bilhões. Entre os bancos comerciais e privados, o Santander manteve o

volume de crédito subsidiado com uma leve alta de 0,3%, embora o volume seja menor, de R$ 839,6 milhões. Nos bancos públicos aumentou o montante de crédito subsidiado do BNDES. No Banco do Brasil (BB), a alta foi de 43%, saltando de R$ 10,5 bilhões para R$ 15 bilhões. Na Caixa, o aumento foi de 14,3%, de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,29 bilhão. No caso da Desenvolve SP, o

empresário terá contato direto com a agência ao longo do processo de aprovação. Por atender apenas empresas paulistas, a agência tem um porte menor do que os bancos comerciais e isso também deve ser levado em conta pelo empresário. "O Desenvolve SP, como as demais agências de fomento, possui estrutura reduzida de pessoal e de pontos de atendimento, o que po-

de limitar a maior abrangência de sua atuação", observa Santos, do Sebrae Nacional. Para cada escolha – se banco comercial, crédito subsidiado ou agência de fomento – haverá prós e contras, que podem ser mais exigências de informações e taxas menores, por exemplo. De qualquer maneira, especialistas dizem que vale a pena pesquisar e comparar as opções.

Agência financia investimentos

BNDES facilita busca na internet

A

C

agência de desenvolvimento paulista Desenvolve SP oferece crédito subsidiado apenas a empresas do Estado de São Paulo com faturamento anual maior que R$ 360 mil e menor que R$ 300 milhões. Hoje, o empresário interessado nas linhas de crédito tem de acessar o site www.agenciadefomento paulista.com.br e pesquisar as linhas de interesse, como capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, abertura de franquias e projetos de investimentos (implantação de empresas, expansão, modernização). As linhas de investimento são mais competitivas e responderam por 80% dos desembolsos feitos pela agência de fomento no ano passado. Para se ter uma ideia, a taxa de juros para o financiamento de máquinas e equipamentos começa em 3% ao ano.

O gerente de negócios e operações da Desenvolve SP, Rodolfo Borella Assunção, diz que o primeiro passo é pesquisar a linha de crédito que se encaixa na necessidade da empresa. A linha de capital de giro, por exemplo, tem prazo de 24 meses e custo de 1,12% ao mês (ou 14,3% ao ano). A pesquisa e a solicitação de financiamento podem ser feitas no próprio portal. A empresa deve enviar o balanço patrimonial dos três últimos anos. Depois dessa etapa, é preciso apresentar os demais documentos e estar em dia com as obrigações, inclusive certidões negativas de débitos com entes federais (FGTS e INSS). Análise e visita – Segundo Assunção, o Desenvolve SP faz uma análise da administração e gestão da empresa durante uma visita técnica, na qual são recolhidos demais documentos. A visita só é

realizada se as informações enviadas anteriormente, pela internet, estiverem em ordem. "Nossa agilidade depende disso", afirma Assunção. Se o recurso for para um projeto de investimento, o banco também pede um plano de negócios, que contenha a estratégia para os próximos dez anos. "Realizamos uma análise da viabilidade econômica da empresa e orientamos a preencher os dados do plano de negócios. No site disponibilizamos modelos", diz. Se a empresa não estiver com o pagamento de impostos em dia, isso pode afetar a classificação de crédito. "O impacto pode ocorrer no prazo, limite e garantia para a operação." As garantias podem ser imóveis, máquinas e equipamentos, fiança bancária ou seguro de crédito. "Quanto menor o risco menos garantias exigimos", afirma. (RT)

om linhas de financiamento subsidiadas e distribuídas em bancos comerciais e de varejo credenciados, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizou em sua página inicial na internet (www.bndes.gov.br), em janeiro, o link "Mais BNDES", que leva o usuário a uma busca personalizada por linhas de financiamento. Segundo o chefe de departamento da área de operações indiretas do banco, Edson Moret, a ferramenta tem o objetivo de ampliar o acesso à informação sobre o que a instituição oferece aos micro, pequenos e médios empresários. Ao clicar na página, o empreendedor é direcionado para um menu no qual terá de informar estado, setor de atividade, Classificação Nacional de Atividades Econômicas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (CNAE) e linha de financiamento que deseja. Antes de

buscar o crédito, o empresário precisa estar em dia com obrigações fiscais e também com licenças ambientais ou quaisquer outras que sejam próprias da atividade. As principais linhas oferecidas são o crédito rotativo do cartão BNDES, máquinas e equipamentos, projetos, qualificação de mão de obra e soluções e serviços tecnológicos. O principal produto é o cartão BNDES. No ano passado, o desembolso para o cartão foi de R$ 8,7 bilhões, 15,5% superior ao volume de 2011. O plástico permite a compra de equipamentos, m á q u i n a s , Reprodução da internet serviços e produtos, mas o crédito é direcionado. A taxa é de 0,86% a o m ê s (10,82% ao ano). O prazo varia de três a 48 meses. Até o fi-

nal do ano passado foram emitidos 594 mil cartões, 90% da base para micro, pequenas e médias empresas. Segundo Moret, a liberação de recursos a micro e pequenas empresas (que faturam até R$ 16 milhões) tem aumentado nos últimos anos. Em 2007, foram liberados R$ 5,8 bilhões. O valor subiu ano a ano e atingiu, em 2012, R$ 27,1 bilhões – o mesmo número de 2011. "O valor foi igual por causa da antecipaç ã o d e c o m p r a d e c a m inhões, que migraram no ano passado para a tecnologia euro 5." (RT)


14 -.ECONOMIA

DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

e Recua falência de grandes empresas

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Não é novidade que as grandes e médias empresas têm maior acesso ao crédito e se beneficiam de taxas de juros menores. Emilio Alfieri, economista da ACSP

conomia

Número de pedidos de grandes e médias companhias em dificuldades diminuiu em janeiro deste ano. Mas, entre as pequenas, as falências aumentaram. Newton Santos/Hype

Sílvia Pimentel

A

Pesquisa da Boa Vista Serviços, que administra o SCPC: recorde de pedidos de falências é de 2006.

Mantega vai ao G20 na Rússia

O

ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participam nesta sexta-feira da Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais do G20, em Moscou, na Rússia. O grupo reúne as 20 maiores economias do mundo. Na ocasião, Mantega e os demais ministros terão um encontro, no Kremlin, com o presidente da Rússia, Vladmir Putin, que preside atualmente o G20. O encontro continuará no sábado, quando serão discutidos, entre outros temas, o atual estágio da crise econômica mundial e as medidas que estão sendo adotadas pelos governos dos países integrantes do grupo para enfrentar os problemas. Após os trabalhos, será divulgado um comunicado

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Alexandre Tombini, presidente do BC (à esq.), e o ministro. oficial do G20. A expectativa é que seja apresentado, durante o encontro, o relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o crescimento dos países. O documento será apresentado pelo secretário-geral da organização, Angel Gurría,

e pelo ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov. A OCDE informou que o relatório anual destaca os progressos nas políticas estruturais dos países da organização (desde 2005) e os países do Brics – grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul – (desde 2011). (Agência Brasil)

Expedição comercial à Arábia

O

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) organizam missão empresarial ao Oriente Médio com cerca de 30 empresas dos setores de alimentos e bebidas, casa e construção e máquinas e equipamentos. A viagem está prevista para a semana que vem, de 18 a 21 de fevereiro, com rodadas de negócios em Dubai, nos Emirados Árabes, e em Jedá, na Arábia Saudita. No dia 18, em Jedá, será realizado o primeiro encontro com a participação de cerca de 70

compradores de várias cidades da Arábia Saudita. Em Dubai, a missão terá dois dias de rodadas de negócios, com cerca de 120 compradores locais e de outros países, como o Catar, Kuwait, Líbano, Bahrain, Omã, a Jordânia e o Iraque. Segundo o ministério, em 2012 o Brasil exportou US$ 3 bilhões para a Arábia Saudita, sendo que o grupo de alimentos e bebidas foi responsável por US$ 2,3 bilhões. O ministério também informou que o país é a maior economia da região e o maior produtor mundial de petróleo. Com 20% da população dos países do Oriente Médio, é também o maior mercado

consumidor e maior parceiro comercial do Brasil na região. Sobre os Emirados Árabes, os técnicos do governo consideram que apresentam vantagens para os exportadores brasileiros, como alto grau de abertura comercial e a melhor infraestrutura do Oriente Médio para distribuição a países vizinhos. Em 2012, as exportações brasileiras para a região foram US$ 2,5 bilhões, com crescimento de 13,3% sobre os números de 2011. A Apex vai realizar ainda dois seminários para atrair investimentos na região e promover reuniões individuais com os representantes brasileiros. (Agência Brasil)

ineficiência de gestão, os efeitos da crise internacional e a desaceleração da economia brasileira podem explicar o aumento de 87,5% no número de pedidos da falência das pequenas empresas no mês de janeiro, na comparação com igual período de 2012. O dado é da Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Os pedidos de falência envolvendo as micro empresas aumentaram, no período, 51,9%. Considerando todos os portes de empresa, houve um avanço de 25% no indicador. O critério usado para classificar o porte empresarial é o mesmo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As pequenas são aquelas com faturamento entre R$ 2,4 milhões a R$ 16 milhões. Já as microempresas faturam até R$ 2,4 milhões. Na divisão por tamanho, o contraste de números chama a atenção. Enquanto as micro e pequenas empresas aparecem como alvos principais dos pedidos de falência, as grandes e as médias apresentam recuo no indicador, respectivamente de 87,5% e 21,4%. "A liquidez não está chegando nas empresas menores, que se ressentem muito mais da crise internacional. Não é novidade que as grandes e médias têm maior acesso ao crédito e se beneficiam de taxas de juros menores", analisa o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emilio Alfieri.

Mas preocupa o fato de o segmento liderar as contratações de mão de obra. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a outubro de 2012, a participação média das micro e pequenas empresas na geração de empregos no País foi de 79,2%. Na opinião do economista, não sem razão, a presidente Dilma Rousseff estuda a criação de um ministério voltado ao segmento. "Por meio dos bancos oficiais, o governo poderia criar linhas de crédito dire-

tra um avanço de 30% no número de requerimentos no mesmo período. O crescimento, entretanto, não preocupa, na avaliação de Emílio Alfieri, porque não é um recorde analisando-se a série histórica. O maior número de pedidos de falência foi registrado em 2006, quando o indicador chegou a 63%, mais do que o dobro do dado de janeiro deste ano. Com o aperfeiçoamento da Lei de Falências, houve uma redução significativa no número de pedidos. "A expansão de 30% reflete o cenário mundial e de-

Variação

Pedidos de falência em janeiro de 2013 ante igual mês de 2012 (em %) Microempresa Pequena Média Grande Total empresa empresa empresa Pedidos de 51,9% 87,5% - 21,4% - 87,5% 25% falência Pedidos de - 11,1% - 21,4% -83,3% - 75% - 34,7% recuperação judicial Fonte: Boa Vista Serviços

cionadas para as micro e pequenas empresas", afirma. Gestão – Para o diretor da Parcon Consultoria Empresarial, Pedro Martins Pereira, os pedidos de falência poderiam recuar se as empresas de menor porte ajustassem suas organizações. "É preciso investir em ferramentas de gestão, como o planejamento e controle dos custos, formação adequada de preços, gerenciamento de processos e implantação de indicadores de desempenho", recomenda. A expansão de 25% dos pedidos de falência em janeiro deste ano considerando todos os portes de empresa, de abrangência nacional, se aproxima dos dados relativos à Capital paulista. Um levantamento da ACSP mos-

vemos levar em conta que o governo vem adotando medidas de estímulos fiscais para reativar a economia", analisa. Falências decretadas – O número de falências decretadas, de acordo com os dados da Boa Vista, aumentou 77,8% em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado. Sobre o mês de dezembro, o crescimento foi de 17,1%. No caso da pequena empresa, o aumento foi expressivo, de 266,7%. Mas o economista da ACSP observa que esse indicador não é o melhor termômetro para medir a insolvência no País. Por envolver decisão da Justiça, as variações podem estar mais relacionadas à rapidez ou à demora dos julgamentos.


DIà RIO DO COMÉRCIO

16 -.ECONOMIA/LEGAIS

e

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

A partir de 1º de março, o uso do aplicativo serå obrigatório para os distribuidores de combustíveis.

conomia

Notas começam a ser rastreadas Ferramenta utilizada pela Sefaz-SP identifica a emissão de documentos fiscais em nome de sua empresa. Iniciativa Ê reivindicação da ACSP e do Sescon-SP. Sílvia Pimentel

A

Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) desenvolveu um aplicativo que deve coibir o uso indevido de cadastros nas transaçþes comerciais. A ferramenta estå disponível hå duas semanas no endereço www.fazenda.sp.gob.br/nfe e permite às empresas conferirem pela internet a relação de notas fiscais eletrônicas emitidas contra o seu CNPJ. Com o Aplicativo de Manifestação do Destinatårio, que pode ser baixado gratuitamente, as empresas destinatårias de notas fiscais poderão validar os documentos emitidos e, caso contrårio, informar aquelas não autorizadas. Essa possibilidade de rastreamento no ambiente virtual como forma de trazer segurança ao empresårio Ê uma reivindicação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e do Sindicato das Empresas de Serviços Contåbeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP). "É um

É um mecanismo de defesa porque o empresårio poderå checar se a nota estå correta e se de fato foi emitida. MARCEL SOLIMEO, ACSP

mecanismo de defesa porque o empresårio poderå checar se a nota estå correta e se de fato foi emitida. Equivale à antiga assinatura do canhoto do recebimento da mercadoria da Êpoca dos documentos de papel", explica o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo. De acordo com o supervisor de fiscalização de

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documentos digitais da Secretaria da Fazenda paulista, Marcelo Fernandez, ao entrar no sistema, o empresĂĄrio poderĂĄ confirmar ou nĂŁo a emissĂŁo das notas fiscais emitidas nos Ăşltimos 15 dias. Fernandez explica que o fisco estĂĄ desenvolvendo uma nova versĂŁo da ferramenta, com mais

funcionalidades. Entre as novidades estĂŁo a possibilidade de fazer download dos arquivos XML das notas fiscais confirmadas pelos destinatĂĄrios. A partir de 1Âş de março, o uso do aplicativo serĂĄ obrigatĂłrio para os distribuidores de combustĂ­veis, que deverĂŁo se manifestar sobre a validade da emissĂŁo dos documentos. Em julho, a obrigação atinge os postos de combustĂ­veis. "Ă&#x2030; possĂ­vel que outros setores econĂ´micos passem a ser obrigados a utilizar o sistema no futuro", adiantou o tĂŠcnico da Sefaz-SP. Por enquanto, sĂł hĂĄ definição para o setor de combustĂ­veis.

SĂł 24% das empresas darĂŁo aumento real a funcionĂĄrios no Brasil

E

studo da consultoria e auditoria Grant Thornton revela que 24% das empresas brasileiras planejam dar aumentos reais de salĂĄrio aos seus funcionĂĄrios nos prĂłximos 12 meses. A pesquisa ouviu 12,5 mil companhias privadas em 44 paĂ­ses durante o quarto trimestre do ano passado. Ă&#x20AC; frente do Brasil estĂŁo SuĂŠcia, onde 42% dos empregadores devem elevar os salĂĄrios acima da inflação, Chile (33%), Tailândia (27%), Ă?ndia e Peru (26%). No Brasil, o percentual de empregadores que aumentarĂŁo salĂĄrios nos prĂłximos 12 meses cresce para 88% se considerados os reajustes iguais ou abaixo da inflação. Paulo Sergio Dortas,

especialista da Grant Thornton do Brasil, afirma que os aumentos reais devem ocorrer no Brasil, principalmente, para os cargos ocupados por profissionais qualificados. A AmĂŠrica Latina ĂŠ a regiĂŁo do globo que mais aumentou o nĂşmero de funcionĂĄrios em 2012, de acordo com o levantamento

42 por cento dos empregadores na SuĂŠcia vĂŁo ter alta real nos salĂĄrios nos prĂłximos 12 meses, segundo estudo da Grant Thornton.

Citação e intimação prazo 20 dias proc 0012147-55.2000.8.26.0003 (003.00.012147-1). A Dra. Ana Luiza Villa Nova, Juíza de Direito da 3° Vara Cível Foro Regional III Jabaquara faz saber a Luiz Antônio Marcatrozo, RG 8.160.984, CPF 667.953.388-00 que Ahmad Orra ajuizou uma ação de cumprimento de Título Executivo Judicial para cobrança de R$ 17.358,87 (abril de 2011). Estando o executado em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital para que, em 03 dias, pague o dÊbito atualizado ou em 15 dias, embargue, ou reconheça o crÊdito exequente, comprovando o depósito de 30% do valor da execução, inclusive custas e honorårios, podendo requerer que o pagamento restante seja feito em seis parcelas mensais, atualizadas, prazos estes que começarão a após os 20 dias supra, sob pena de não o fazendo, ser convertido em penhora o arresto nos autos de n° 0011551-37.2001.8.26.0003, em trâmite na 2° Vara Cível do Foro Regional III Jabaquara, cujo o valor de R$ 18.558,56 jå foi transferido a este juízo, conforme comprovante juntado às fls. 223. Serå o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei. B. 11 e 13/02

EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. PROCESSO NÂş 0000566-23.2011.8.26.0176. O(A) Doutor(a) Daniela Nudeliman Guiguet Leal, MM. Juiz(a) de Direito da 3ÂŞ Vara Judicial, do Foro Foro de Embu das Artes, da Comarca de de Embu das Artes, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a(o) Maria Elvira Souza Santos, JosĂŠ Genaro dos Santos, que lhe foi proposta uma ação de Procedimento OrdinĂĄrio por parte de Rosa Thereza Basile, alegando em sĂ­ntese: haver transferido o contrato de venda e compra aos requeridos, do imĂłvel assim descrito: Lote 02-A, quadra I, do loteamento Nossa Senhora de FĂĄtima Embu das Artes, porĂŠm eles se encontram inadimplentes. Encontrando-se os rĂŠus em lugar incerto e nĂŁo sabido, foi determinada a sua CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O, por EDITAL, para os atos e termos da ação proposta e para que, no prazo de 15 (quinze) dias, que fluirĂĄ apĂłs o decurso do prazo do presente edital, apresente resposta. NĂŁo sendo contestada a ação, presumir-se-ĂŁo aceitos, pelo(a)(s) rĂŠ(u)(s), como verdadeiros, os fatos articulados pelo(a) (s) autor(a)(es). SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Avenida Joao Batista Medina, 333, Jardim Maranhao - CEP 06840-000, Fone: 4871-2522, Embu das Artes-SP. SĂŁo Paulo, 17 de janeiro de 2013. B. 11 e 13/02

EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS - PROCESSO nÂş 0025526-43.2012.8.26.0100 - Pedido de FalĂŞncia. O Doutor Caio Marcelo Mendes de Oliveira, MM. Juiz de Direito da 2ÂŞ Vara de FalĂŞncias e Recuperaçþes Judiciais, do Foro Central CĂ­vel, da Comarca de SĂŁo Paulo, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER a Taif Internacional Industria e ComĂŠrcio de Roupas Ltda, CNPJ/MF nÂş 07.087.478/0001-40, que BANCO SAFRA S/A. ajuizou um Pedido de FalĂŞncia por ser credora da quantia de R$ 445.307,71 (valor principal), representada por cĂŠdula de crĂŠdito bancĂĄrio( MĂştuo) de nÂş 2161249, devidamente protestadas. Estando a rĂŠ em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 10 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, apresente defesa, podendo, nos termos do art. 98, parĂĄgrafo Ăşnico da Lei 11.101/2005 - depositar a quantia correspondente ao total do crĂŠdito reclamado, acrescida de custas, despesas processuais e honorĂĄrios advocatĂ­cios fixados em 10% do dĂŠbito sob pena de decretação da falĂŞncia. SerĂĄ o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este FĂłrum localizado na Praça JoĂŁo Mendes s/nÂş, 16Âş andar - salas 1618/1624, Centro - CEP 01501-900, Fone: 2171-6506. SĂŁo Paulo, 29 de janeiro de 2013. B. 11 e 13/02

Publicidade Legal Fone: 11 3180 3175

Edital - Citação - Prazo 20 dias - Proc. 0005747-65.2012.8.26.0565 (565.01.2012.005747-0) nÂş de Ordem 353/2012. O(A) Doutor(a) CARLOSALEXANDREAIBAAGUEMI, MM. Juiz(a) Substituto da 4ÂŞ. Vara CĂ­vel da Comarca de SĂŁo Caetano do Sul, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da lei. Faz Saber a Leonilda de Souza Santos Me, CNPJ 05.788.461/0001-94, na pessoa de seu repres. Legal, e MaurĂ­cio Souza Santos, brasileiro, casado, profissĂŁo desconhecida, RG 18127396, CPF 105.427.168-28, que Banco Santander (Brasil) S.A., ajuizou Ação MonitĂłria, objetivando o recebimento de R$ 42.443,51 (02/2012), acrescidos de juros e correção monetĂĄria. Estando os requeridos em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, paguem o valor supra devidamente corrigido, que os tornarĂŁoisentosdascustasehonorĂĄriosadvocatĂ­ciosouembarguem,sobpenadeconversĂŁodomandado de citação em execução. SerĂĄ o presente edital, afixado e publicado na forma da lei. NADA MAIS. Dado e passado nesta cidade e comarca de SĂŁo Caetano do Sul, 22 de janeiro de 2013. B. 11 e 13/02 1ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional XI - Pinheiros EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 20 DIAS. Proc. nÂş 0018055-83.2011.8.26.0011. O Dr. RĂŠgis Rodrigues Bonvicino, Juiz de Direito da 1ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional XI - Pinheiros. Faz Saber a Heslei Paes Fomin, CPF. 051.372.278-54, que Banco Citibank S/A lhe ajuizou uma ação de rito OrdinĂĄrio, objetivando a cobrança de R$ 36.394,56 (novembro/2010), acrescida de correção monetĂĄria, juros de mora 1% ao mĂŞs, alĂŠm das custas processuais e honorĂĄrios advocatĂ­cios, referente ao contrato de prestação de serviços, ao qual o rĂŠu aderiu ao cartĂŁo de crĂŠdito nÂş 4524.0700.0057.4295, sendo que ao aderir ao contrato, o rĂŠu adquiriu o direito de utilizar-se de diversos serviços. Ocorre que o rĂŠu realizou diversas despesas, deixando, no entanto, de efetuar o devido e respectivo pagamento Ă autora. Estando o rĂŠu em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que em 15 dias, a fluir apĂłs os 20 dias supra, conteste o feito, sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 08 de Fevereiro de 2013. EDITAL DE CITAĂ&#x2021;Ă&#x192;O - PRAZO DE 30 DIAS. PROCESSO NÂş 0234925-08.2009.8.26.0007 O(A) Doutor(a) Jurandir de Abreu JĂşnior, MM. Juiz(a) de Direito da 4ÂŞ Vara CĂ­vel, do Foro Foro Regional VII Itaquera, da Comarca de de SĂ&#x192;O PAULO, do Estado de SĂŁo Paulo, na forma da Lei, etc. Citação. Prazo 30 dias. Proc.nÂş 0234925-08.2009.8.26.0007. O Dr. Jurandir de Abreu Junior, MM. Juiz de Direito da 4ÂŞ Vara CĂ­vel do Foro Regional VII - Itaquera, na forma da lei, etc. Faz saber ao co-rĂŠu JosĂŠ Manuel de Freitas PantaleĂŁo, RNE nÂş W577015-Q, CPF/MF nÂş 394.760.068-20 que, JosĂŠ Casimiro Rodrigues, lhe ajuizou ação de Despejo por Falta de Pagamento c/c Cobrança do imĂłvel localizado Ă Rua Rio VerĂ­ssimo, 99, Jd. MarabĂĄ, Itaquera, Capital-SP, referente aluguĂŠis e encargos locatĂ­cios nĂŁo pagos nos meses de maio Ă dezembro/2008 e janeiro Ă outubro/2009, num total de R$ 37.959,60 (10/2009). Estando o co-rĂŠu supra mencionado em local ignorado, foi deferida sua citação por edital, para que no prazo de 15 dias, a fluir apĂłs os 30 dias supra, conteste o feito ou requeira prazo para purgação da mora, sob pena de decretação do despejo. SerĂĄ o edital, afixado e publicado na forma da lei. SĂŁo Paulo, 17 de janeiro de 2013.


DIÁRIO DO COMÉRCIO

terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

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ECONOMIA/LEGAIS - 17 Mesmo depois de pararmos de lhes vender, eles mantinham meu retrato na parede. Earl Kluft, dono da E.S. Kluft & Co.

conomia

Guia para fazer negócios na China Conheça os percalços e as soluções encontradas por pequenos empreendedores que se dispuseram e se arriscaram a vender seus produtos para os chineses Chester Higgins/ The New York Times

John Grossmann*

A

exemplo de muitas empresas norteamericanas tentando manter os preços competitivos, a Vision Quest Lighting se voltou para a China seis anos atrás. Agora, ela importa de lá quase um sexto das cerca de 30 peças necessárias para fazer suas luminárias. Há pouco tempo, no entanto, a empresa de Long Island, Nova York, começou a ver a China sob um prisma diferente: alvo de vendas. A economia crescente do país mais populoso do mundo era perfeita para as luminárias da Vision Quest, muitas feitas sob encomenda para cadeias de hotéis e restaurantes, como Hilton e KFC. Quando um desses clientes, um varejista de roupas, pediu 1.500 luminárias para cinco lojas, Larry Lieberman, presidente da empresa, decidiu que fazia sentido começar a fabricá-las na China. Para ele, sem sombra de dúvida, outros clientes norte-americanos começariam a fazer pedidos similares conforme suas cadeias passassem a tirar proveito do mercado consumidor de mais rápido crescimento do mundo. E como os produtos de alta qualidade do Ocidente são cobiçados na China, Lieberman também imaginou seus produtos sendo exibidos em showrooms chineses. Mesmo assim, vender produtos na China não é fácil. Lieberman fez as 1.500 luminárias somente para vê-las acumular pó num depósito em Cantão por mais de quatro semanas porque ainda não havia criado uma empresa local autorizada a efetuar vendas.

Larry Lieberman, presidente da fabricante de luminárias Vision Quest, contratou uma consultoria especializada para ingressar no mercado chinês.

consideração o trânsito de Pequim, você tinha de matar três horas porque alguém queria ver seu rosto." Em vez de enviar um representante da matriz na Califórnia para abrir uma filial em Pequim, Hoffman atrasou a expansão por quase um ano. Ele

se chegar ao ponto em que estivermos deixando de embolsar dinheiro demais, podemos cogitar a possibilidade de fazer algo diferente." Não seja pirateado Violação do produto e pirataria são riscos na China. Em

Reinhard Kraus/ Reuters

Eu não me sentia apenas em outro país, mas em outro universo. Não conseguíamos negociar nem por fax.

Bilíngue não é bicultural Lou Hoffman é fundador e CEO da Hoffman Agency, em San Jose, Califórnia, consultoria de comunicação que gera mais de 50% da receita na Ásia. Hoffman colocou sua bandeira na China em 1999. "Eu não me sentia apenas em outro país, mas em outro universo", ele contou. "Começa pelo idioma, mas vai muito mais fundo. Não conseguíamos negociar nem pelo telefone nem pelo fax. Nosso primeiro anúncio classificado demorou 14 horas para ser feito. Tínhamos de fazer tudo pessoalmente e, levando em

a ver se existe mercado para seu produto na China e a pensar em todos os aspectos." O auxílio inclui o uso dos escritórios do Tennessee na China para reuniões com sócios potenciais e ajuda para encontrar empresas afins através do programa de comércio inter-

nacional que faz uma busca cuidadosa nas dez maiores cidades chinesas. Embora otimista, Ali insiste em repetir mantras como: "Não entre rápido demais. Não entre às cegas. Não deixe o bom senso em casa." * The New York Times

Allis Participações S.A. CNPJ n° 08.648.295/0001-19 – NIRE 35.300.337.867 – Companhia Aberta Edital de Convocação de Assembléia Geral Extraordinária Ficam convocados os Srs.Acionistas da ALLIS PARTICIPAÇÕES S.A. (“Cia”) a se reunirem emAssembléia Geral Extraordinária (“AGE”) a ser realizada em 28.02.2013, às 16h30, na sede da Cia, naAv. Brig. Faria Lima, 1.355, 15° andar, SP/SP, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: (a) Exame, discussão e aprovação dapropostadeencerramentodo1ºPlanodeOpçãodeCompradeAçõesdaCompanhia;(b)Exame,discussão e aprovação da proposta de instituição do 2º Plano de Opção de Compra de Ações da Companhia, bem dos Programas que a ele serão vinculados. (c) Conhecer e ratificar o orçamento anual relativo ao ano de 2013. Informações Gerais: (a) Os documentos e informações pertinentes às matérias a serem deliberadas, bem como outros relevantes para o exercício do direito de voto na AGE e os demais previstos na Instrução CVM nº 481, poderão ser encontrados no sítio da CVM (www.cvm.gov.br), bem como na sede social da Cia; (b) O Acionista ou seu representante legal deverá comparecer à AGE munido de documento que comprove sua identidade. Solicita-se que os instrumentos de mandato com poderes especiais para representação na AGE (com reconhecimento de firma do acionista outorgante) a que se refere o presente edital sejam depositados, na sede da Cia, até 48 horas antes da data da AGE, entre 9hs e 18hs, de segunda a sexta, excluídos feriados; (c)ExclusivamenteparafinsdocumprimentodaInstruçãoCVMnº165/91,alteradapelaInstruçãoCVMnº282/ 98, a Cia informa aos Srs. Acionistas que o percentual mínimodo capital votante para exercício do direito de voto múltiplo é de 10%. São Paulo, 06 de fevereiro de 2013. Danilo Gamboa - Presidente do Conselho de Administração (13, 14 e 15/02/2013) COMERCIAL LEOPOLDINA IMP. E EXP. LTDA. COMUNICADO À PRAÇA Comunicamos que, no dia 07/02/2013, fomos vítima de roubo de carga e das notas fiscais que acompanhavam as mesmas, os números das Notas: 8065 e 8068, conforme descritos no B.O. 406 e 407/2013 do 01º D.P. de Embu das Artes.

LOU HOFFMAN, CEO DA HOFFMAN AGENCY "O cliente não conseguia comprar os produtos porque ainda estávamos tentando estabelecer alguma coisa para que pudessem comprá-los corretamente, pagando o imposto certo", disse ele. Com a ajuda de um consultor experiente, Lieberman pôs fim ao impasse vendendo por meio de uma empresa local já estabelecida, e permanece interessado em entrar no mercado chinês, igualzinho a muitos donos de pequenas empresas. Afinal, segundo relatório da McKinsey & Co., de 2012, "Da massa ao grande mercado", a China será o mercado de maior crescimento do mundo durante anos. Este guia para pequenas empresas oferece dicas para quem quiser começar baseado nas experiências de empreendedores e pequenas empresas que já tentaram vender na China.

Porém, após várias viagens à China, ele passou a ver menos dos seus produtos em exposição – e mais de outras marcas muito semelhantes à dele. "Mesmo depois de pararmos de lhes vender, eles mantinham meu retrato na parede", relembra. Após entrar em contato com um amigo, Kluft fechou contrato com a divisão chinesa de uma empresa indonésia que, com cautela, restabeleceu um canal de vendas com mínimo investimento adiantado. "A ideia é tocar esse negócio. Nós cobramos royalties deles, o equivalente a um ano de uso de nosso nome nas lojas deles, que compram o produto com um desconto especial." Harris, o advogado, aconselha a começar procurando

Não entre rápido demais. Não entre às cegas. Não deixe o bom senso em casa. SAMAR ALI, CONSULTOR

Relatório da McKinsey: China será o maior mercado do mundo por anos. contratou uma funcionária chinesa e a deixou no escritório em San Jose por dez meses para ela aprender a cultura da agência e, depois, levá-la para casa. "Nós queríamos alguém capaz de entrevistar as pessoas no idioma nativo, com a capacidade de unir as culturas, coisa que ela conseguia fazer", contou Hoffman. Deixe a porta ser aberta por outras pessoas A Cabot Hosiery Mills, produtora de meias esportivas sofisticadas de Northfield, Vermont, infiltrou-se no mercado chinês. Procurada por um distribuidor chinês numa feira de negócios nos EUA, a empresa trocou um pouco do lucro potencial para testar a demanda por produtos feitos nos EUA sem montar uma operação de vendas. "Agora, é bastante objetivo e pequeno, menos de um por cento de nosso volume", disse Ric Cabot, presidente da companhia, proprietária da marca Darn Tough Vermont. "Porém,

resultado, Earl Kluft, dono da E.S. Kluft & Co., de Rancho Cucamonga, Califórnia, produtora de colchões de luxo com custo entre US$ 3.500 e US$ 70.000, viu sua primeira tentativa de explorar o interesse chinês por marcas nobres ocidentais dar em nada. "Um grande fabricante de poltronas reclináveis e colchões pequenos nos procurou, e demos início a um programa sob seu nome", contou Kluft, explicando que o acordo começou com seis tipos de colchões batizados com nomes de cidades norte-americanas.

parceiros confiáveis na China. "Encontre-os por meio de gente que conhece, depois dedique-se com a devida diligência para garantir que fez a escolha certa. E faça tudo isso antes de começar a negociar com eles", orienta. Procure primeiro no local antes de dar o salto Para alguns empreendedores, a ajuda pode estar surpreendentemente por perto. Muitos Estados dos EUA contam com programas de negociação internacional que oferecem orientação. "Para nós, é complicado uma empresa pequena que nunca esteve na China descobrir tudo sozinha", disse Samar Ali, assistente do diretor de assuntos internacionais no Tennessee. "Nós as ajudamos


DIÁRIO DO COMÉRCIO

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terça-feira e quarta-feira, 12 e 13 de fevereiro de 2013

NÃO PERTURBE O telefone não toca, vibra nem se acende no modo Não Perturbe do celular. Você pode designar as pessoas cujas chamadas e mensagens serão permitidas.

Divulgação

nformática

Prêmio para mentes brilhantes

Galaxy S III, da Samsung, com a câmera que procura pelos olhos. Abaixo, o Kid's Cornerque vem no Windows Phone 8.

O Pogie Awards é o 'Oscar' das melhores ideias de tecnologia criado pelo colunista de informática do The New York Times. Algumas estrelas deste ano são aplicativos para smartphones. David Pogue, do The New York Times

B

em-vindo a The Dalles, Oregon! Aqui no refeitório da escola James A. Garfield Middle School nos encontramos anualmente para o maior evento de tecnologia: os Prêmios Pogie! Não entregamos o cobiçado troféu aos melhores produtos do ano. Os Pogies celebram as melhores ideias do ano: invenções engenhosas que de alguma forma passaram por advogados e comitês avarentos, tornando-se dispositivos tecnológicos de verdade. Pose inteligente – No celular Galaxy S III, da Samsung, a câmera frontal procura por seus olhos. Quando você não está olhando para a tela, ela escurece para economizar bateria. Quando você volta o olhar, ela acende de novo. Inteligente!

Soneca – A maioria dos laptops do mundo faz apenas uma coisa quando você fecha a tampa: adormece. Todas as outras atividades param. Mas a Apple se perguntou: por que a atividade de rede não pode continuar em execução mesmo com a tampa fechada? Por que o laptop não pode continuar fazendo backup, baixando e-mails e sincronizando seus dados online (calendário, notas, lembretes, fotos)? Essa foi a ideia por trás do Power Nap, recurso do OS X Mountain Lion que funciona nos modelos mais recentes do MacBook da Apple. Cycloramic – Justo quando você pensa que ninguém jamais poderia ter outra ideia nova para um aplicativo de celular, o Cycloramic (US$ 1 nos EUA) grava vídeos panorâmi-

cos em 360 graus – sem um tripé ou apoio giratório. Você coloca o telefone de pé e toca no botão "Go". Incrivelmente, o aparelho começa a girar sobre si mesmo, equilibrando-se. Só funciona em superfícies lisas como vidro, granito polido ou madeira laminada (como mesas), e apenas o iPhone possui o equilíbrio perfeito. É de cair o queixo. Coleira eletrônica – O Ciago iAlert e o Cobra Tag são chaveiros Bluetooth que se comunicam com seu iPhone ou celular Android. Quando você fica a 9 metros de distância de seu celular, o chaveiro começa a apitar, como se dissesse: "Você está deixando seu celular caríssimo para trás, seu idiota". Também funciona para o outro lado, o telefone apita se você se afastar das chaves. Na

prática, esses chaveiros são de construção barata e, se as críticas da internet forem verdadeiras, nem sempre são confiáveis. Mas lembre-se: na noite dos prêmios Pogie, o que conta é a ideia. Modo veicular – Se você tem um fone de ouvido ou carregador de carro Motorola, seu celular autodetecta quando você está dirigindo. Nesse ponto, o telefone define a campainha para Alto, liga o GPS,

anuncia por voz os nomes de quem liga e responde automaticamente as mensagens de texto com "Estou dirigindo – ligo depois". Pura genialidade. Não perturbe – Aqui está outro recurso brilhante que começou como uma Smart Action da Motorola e atingiu um público muito mais amplo no iOS 6, o mais novo software do iPhone. No modo Não Perturbe, seu telefone não toca, vibra ou se acende. É como um

modo avião, mas você pode designar certas pessoas cujas chamadas e mensagens serão permitidas. Que incrível configuração do sono: enquanto você dorme, as pessoas mais importantes podem falar com você se for importante, mas telemarketings idiotas vão direto para a caixa de mensagens. Para melhorar ainda mais, no iOS 6, você pode definir horários para o Não Perturbe – ele se ativa e desativa automaticamente nos horários especificados. Uma caixa de seleção especial, Chamadas Repetidas, lida com situações urgentes. Se alguém tenta ligar mais de uma vez num espaço de três minutos, pode haver urgência. Nesses casos, o Não Perturbe permitirá que seu telefone toque. Canto das crianças – O problema: seus filhos imploram que você lhes dê seu celular. No software Windows Phone 8, com um rápido deslizar da tela de bloqueio para a esquerda, você abre o Kid's Corner, uma versão higienizada do sistema operacional com apenas aplicativos, músicas e vídeos que você selecionou anteriormente. Navegação na web, e-mail e chamadas ficam bloqueados.

n DIVERSÃO

GADGETS

Tomador de decisões

Tentáculos no escritório

m produto maluco da Dabee é o Tomador de Decisões. Foi baseado no experimento de Schrödinger, que pretendia demonstrar os estados de superposição quântica com um gato preso em uma caixa contendo veneno e um contador Geiger (que poderia ou não ser acionado e poderia ou não causar a morte do gato). Para utilizar o produto , basta fazer sua pergunta, a qual possa ser respondida por 'sim' ou 'não', e abrir a portinha. Um gato vivo corresponde a um 'sim' e morto correspondente à resposta 'não'. Por: R$ 140,04 (sujeito a alteração). Site: www.dabee.com.br

A

U

GADGETS

Adaptador Atari para iPad

Dabee, plataforma que ajuda a comprar produtos que não chegaram ainda ao Brasil, continua atraindo compradores de produtos divertidos, próprios da comunidade geek. Um dos mais bizarros é o Tentáculo USB, que transforma seu PC em um "kraken": um tentáculo eletrônico que ganha vida uma vez conectado ao seu computador. Preço no site: R$ 143,67 ou 12 x de R$ 13,58 (sujeito a alteração). Site: www.dabee.com.br

CONFORTO

Cobertor com aquecimento via USB ste cobertor é a resposta para quem sofre com o frio em casa ou no escritório. Basta conectá-lo a uma porta USB no computador e usar enquanto trabalha como cobertor para as pernas, ou posicioná-lo nos ombros. Tem até um botão para que se mantenha fixo no lugar. Há duas variações de temperatura: uma porta USB para o nível mais leve e duas para o mais alto. Por: R$ 172,73 (sujeito a alteração). Site: www.dabee.com.br

E

sse gadget da Dabee é para reviver a emoção de ação de todos os antigos jogos do saudoso console, incluindo Asteroids, Centipede e Missile Command. Basta conectar o iPad para o sistema Atari Arcade e fazer download dos melhores jogos vintage. Bons tempos do joystick e botões. Por: R$ 243,01. (preço sujeito a alteração). Site: www.dabee. com.br

E


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Jornal Diário do Comércio Nº 23809 by Portal Academia do Samba - Issuu