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Apu Gomes/Folhapress
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Ano 87 - Nº 23.567
Conclusão: 23h50
Jornal do empreendedor
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R$ 1,40
São Paulo, terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012 Eduardo Anizelli/Folhapress
Inimigo de Chávez ataca outra vez: um novo tumor.
A Mocidade Alegre estava em 1º quando um tumulto interrompeu a apuração no Sambódromo, às 17h30. Tiago Faria (no destaque), da Império de Casa Verde, invadiu o local e rasgou envelopes com notas. Teve início o quebra-quebra, a torcida da Gaviões deixou o 'Vexamódromo' e, entre atos de vandalismo, interditou pista da marginal Tiête. Carro alegórico foi queimado na área de dispersão. Além de Faria, mais 4 pessoas foram detidas. No fim da noite, a Liga das Escolas anunciou: Mocidade é a campeã de 2012. Pág. 8
Miguel Gutierrez/EFE
O último desfile: grandioso. Tráfego intenso rumo à Capital. Abaixo, a Castello Branco Pág. 8
Thales Stadler/AE
O tumor surgiu no mesmo lugar em que foi extraído o anterior, na pélvis. Chávez o rebaixou a apenas uma "lesão", negando tratar-se de metástase, diagnóstico dos rumores que já HOJE o descreviam agonizante. Foi a AMANHÃ incerteza nacional que obrigou Chávez a revelar ter ido a Cuba para exames, sábado. Não há data para a nova operação. Pág. 7
130 bilhões de euros na parada Enquanto uma parada carnavalesca acontecia em Portugal (foto), ministros das finanças da zona do euro acertavam resgate de 130 bilhões à Grécia, para evitar sua moratória. Pág. 15
Pancadas de chuva à tarde e à noite. Máxima 30º C. Mínima 19º C.
Muitas nuvens e chuva a qualquer hora. Máxima 31º C. Mínima 18º C.
ISSN 1679-2688
23567
9 771679 268008
Luis Forra/EFE
Com a palavra, o 1% que mais ganha nos EUA Página 16
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012
A guerra fiscal vai virar guerra legislativa sem precedentes, contaminando a votação dos royalties do petróleo. José Márcio Mendonça
pinião Renato Spencer/JC Imagem
AGORA, CINZAS
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volta ao batente em Brasília, após o Carnaval, prepara dois testes legislativos para a presidente Dilma que vão definir as relações do governo com o Congresso Nacional daqui para a frente e testar o grau de fidelidade e a argamassa da chamada base aliada, o emaranhado de 15 partidos (agora que se inaugura também o PSD) que dá, em tese, sustentação às posições oficiais na Câmara e no Senado. No documento que entregou ao Congresso no início dos trabalhos legislativos, pelas mãos da ministra chefe da Casa Civil, Glesy Hoffmann, Dilma fez uma lista da suas prioridades para este ano no que diz respeito aos trabalhos dos deputados e senadores. No topo, está a aprovação do projeto de criação do fundo de aposentadoria dos funcionários públicos e da proposta de unificação do ICMS (um imposto estadual) para produtos importados. O primeiro está emperrado na Câmara, o segundo, no Senado. A primeira experiência com o fundo de pensão oficial, há duas semanas, fracassou. Então, o fracasso foi debitado inteiramente na conta do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Agastado por não ter sido atendido na intenção de nomear um dirigente para o Banco do Brasil, o petista gaúcho suspendeu abruptamente a sessão da Casa quando o projeto seria colocado em votação e, segundo os líderes governistas, havia presença suficiente de deputados aliados para aprová-lo facilmente. É um fato. Maia mostrou suas garras fisiológicas, mas não ha-
JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA via, na ocasião, tanta segurança assim de que a dita cuja base aliada faria a festa para o governo. Nos momentos decisivos no Congresso, faz-se um jogo de preliminares antes do principal, para testar a vontade real dos parlamentares, se de obediência cega ou de rebelião. E o governo poderia ter saído desagradavelmente surpreendido do teste. Maia, no fundo, salvou os líderes aliados de um possível vexame.
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aprovação do fundo, extremamente necessária, vital, aliás, para começar a corrigir o brutal e explosivo déficit da previdência pública, já se aproximando dos R$ 60 bilhões anuais, não será tão tranquila quanto calculam o Palácio do Planalto e os líderes aliados. As resistências ao projeto são imensas; o Judiciário exige um tratamento diferenciado daquele dos servidores do Executivo e do Legislativo e muitos parlamentares são extremamente sensíveis aos "argumentos" deles.
Encerrada a festa de Momo, a quaresma chega prometedo causar muita dor de cabeça ao governo.
Como o funcionalismo federal já está insatisfeito com a determinação da presidente Dilma de não dar a eles aumentos salariais neste ano, algumas categorias já falam até em greves a partir de abril. Assim, o vespeiro pode ferver em Brasília. O caldo todo, colocado num cadinho só dos líderes sindicais dos servidores, será engrossado pelas
pressões dos policiais e dos bombeiros pela votação da PEC 300. O movimento vai recrudescer, apesar dos fracassos das greves da PM do Rio e da derrota dos policiais da Bahia, que tiveram de voltar ao trabalho depois de um perigoso motim, sem conquistar nada. Não é pacífica, como também imagina o governo, a aprovação da proposta que acaba com a guer-
O Planalto terá vários desafios, como a aprovação do projeto de criação do fundo de aposentadoria dos funcionários públicos e a proposta de unificação do ICMS para produtos importados.
ra fiscal entre os Estados, via ICMS, pela porta de entrada no Brasil de produtos importados.
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ez estados isentam ou cobram tarifas reduzidas dessas mercadorias quando entram no Brasil por seus portos. Dá-se uma competição desleal entre as unidades da federação. Mas o pior é que cria vantagens competitivas para o produto estrangeiro em relação ao brasileiro, prejudicando a indústria nacional e dizimando empregos no Brasil. A situação está se tornando tão insustentável que entidades empresariais e sindicais preparam ações conjuntas para pressionar o Congresso a votar o projeto de unificação do ICMS nessas operações em 4%. Justo. Entretanto, a turma que comanda a guerra fiscal tem bancada forte no Congres-
so e muitos dos governadores da farra são aliados preferenciais da presidente Dilma. A guerra fiscal vai virar guerra legislativa sem precedentes, contaminando a votação de outro projeto importante para o governo, a dos royalties do petróleo.
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mais dramático para a presidente é que esses embates se darão num momento de grande insatisfação dos congressistas, com os cortes promovidos nas emendas parlamentares, e – como sempre – com a divisão de cargos na administração federal, um desgosto que atinge até algumas alas petistas. A quaresma promete chegar trazendo fortes dores de cabeça para o Palácio do Planalto. JOSÉ MÁRCIO MENDONÇA É JORNALISTA E ANALISTA POLÍTICO
O DEMÔNIO DA SUBORDINAÇÃO U
m dos aspectos pouco estudados, no que se refere ao Direito do Trabalho, é o que significa o conceito de subordinação. Isso porque compreender o que representa este vocábulo é entender praticamente como funciona não só a Justiça do Trabalho, quando se vê diante de ações envolvendo as questões da subordinação, mas própria razão de ser do Direito do Trabalho e de tudo que o cerca, dentre muitos aspectos, a matriz da Consolidação das Leis do Trabalho. No Brasil, esse direito tem como premissa, como se fosse um marco orientador de toda sua estrutura, o aspecto da subordinação. O raciocínio segue o caminho abaixo: Quando um trabalhador (empregado) está subordinado ao capital (empregador), aquele não só sabe, mas sente que está diante do poder econômico. Se está submetido ao capital,
vai naturalmente se submeter às ordens deste. Se inapelavelmente obedece ordens, perde, também naturalmente, a liberdade de se contrapor aos abusos que porventura o capital venha cometer no exercício de seu poder econômico. e o empregado não tem liberdade para quase nada, visto que diante do seu empregador ele pode pouco, então deduz-se que é a parte mais fraca dessa relação. Se é a parte economicamente mais fraca, alguém deve conceder a este empregado, como compensação de sua fragilidade, um "presente", que é representado no Brasil por um pacote de leis previamente estabelecidas. E quem confere esse pacote de direitos previamente constituídos? Uma lei que leva o nome de Consolidação das Leis do Trabalho. É por essa razão que alguns defendem que a lei trabalhista não pode
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EDUARDO PASTORE* ser alterada, a não ser que seja a favor do empregado. ste pequeno resumo da dialética do Direito do Trabalho faz com que o mesmo entenda a subordinação como sinônimo de algo nefasto, negativo, carregado de injustiça, extremamente prejudicial ao trabalhador, equiparado à mais repugnante condição de exploração do homem pelo homem. Mas será que isso é verdade e que toda relação de trabalho em que exista a subordinação é necessariamente injusta e negativa ao trabalhador? Subordinação é igual à precarização? Indo mais a fundo nesta reflexão de cunho
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filosófico, será que a subordinação é o melhor referencial para se identificar as inúmeras modalidades de trabalho realizados atualmente e que a premissa de que o trabalho que não for exercido com absoluta liberdade é a melhor forma de identificar o trabalho subordinado? o que o juiz do Trabalho deve fazer quando existe o trabalho que se parece muito com o subordinado, denominado de coordenado? Identificar o trabalho coordenado de forma residual, ou seja, entendendo que se não for coordenado é, por exclusão, subordinado?
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Presidente Rogério Amato Vice-Presidentes Alfredo Cotait Neto Antonio Carlos Pela Carlos Roberto Pinto Monteiro Claudio Vaz Edy Luiz Kogut Érico Sodré Quirino Ferreira Francisco Mesquita Neto João de Almeida Sampaio Filho João de Favari Lincoln da Cunha Pereira Filho Luciano Afif Domingos Luís Eduardo Schoueri Luiz Gonzaga Bertelli Luiz Roberto Gonçalves Nelson Felipe Kheirallah Nilton Molina Paulo Roberto Pisauro Renato Abucham Roberto Faldini Roberto Mateus Ordine
ambém é preciso refletir se só existem dois tipos de trabalho, o subordinado e autônomo. Será que com a utilização dos equipamentos de comunicação de trabalho a distância – tais como computadores portáteis, celulares com computador e telefones celulares – o conceito de subordinação clássica é a melhor forma de avaliar essas modalidades de trabalho, para identificação ou não do trabalho subordinado? Trabalho por empreitada é subordinado, autônomo ou coordenado; e se for subordinado, ele é necessariamente precário? Será que o Direito do Trabalho pode continuar se pautando em um conceito do início do século passado, de trabalho subordinado, para caracterizar ou descaracterizar o trabalho com ou sem vínculo de emprego? E finalmente, será que o direito do trabalho em nosso Pais não poderia fazer uma
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reflexão e evoluir em seus fundamentos, arriscando a pensar o conceito de subordinação, no contexto do século 21? Ele perderia a sua essência se acaso propuser-se a isso? e ainda acreditarmos que o conceito de trabalho subordinado é, necessária e naturalmente, sinônimo de uma condição absolutamente negativa, quase que demoníaca, estaremos ignorando o que a realidade nos mostra. Por que não iniciarmos esta reflexão não acreditando em algo que que aparentemente é uma verdade absoluta, mas apenas aparentemente?
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EDUARDO PASTORE É ADVOGADO ESPECIALISTA EM
DIREITO DO TRABALHO E DIREITO ASSOCIATIVO *COLABOROU RIVA VAZ, ADVOGADA WWW.PASTORE ADVOGADOS.COM.BR
Fundado em 1º de julho de 1924 CONSELHO EDITORIAL Rogério Amato, Guilherme Afif Domingos, João Carlos Maradei, João de Scantimburgo, Marcel Solimeo Diretor-Responsável João de Scantimburgo (jscantimburgo@acsp.com.br) Diretor de Redação Moisés Rabinovici (rabino@acsp.com.br) Editor-Chefe: José Guilherme Rodrigues Ferreira (gferreira@dcomercio.com.br) Chefia de Reportagem: Teresinha Leite Matos (tmatos@acsp.com.br) Editor de Reportagem: José Maria dos Santos (josemaria@dcomercio.com.br) Editores Seniores: Bob Jungmann (bob@dcomercio.com.br), Carlos de Oliveira (coliveira@dcomercio.com.br), chicolelis (chicolelis@dcomercio.com.br), Estela Cangerana (ecangerana@dcomercio.com.br), Luiz Octavio Lima (luiz.octavio@dcomercio.com.br), Luiz Antonio Maciel (maciel@dcomercio.com.br) e Marino Maradei Jr. (marino@dcomercio.com.br) Editor de Fotografia: Alex Ribeiro Editores: Cintia Shimokomaki (cintia@dcomercio.com.br), Fernando Porto (fporto@dcomercio.com.br), Ricardo Ribas (rribas@dcomercio.com.br) e Vilma Pavani (pavani@dcomercio.com.br) Subeditores: Marcus Lopes e Rejane Aguiar Redatores: Adriana David, Darlene Delello, Eliana Haberli e Evelyn Schulke Repórteres Especiais: Fernando Gabeira, Kleber Gutierrez (kgutierrez@dcomercio.com.br), . Repórteres: Anderson Cavalcante (acavalcante@dcomercio.com.br), André de Almeida, Fátima Lourenço, Ivan Ventura, Karina Lignelli, Kelly Ferreira, Kety Shapazian, Lúcia Helena de Camargo, Mariana Missiaggia, Mário Tonocchi, Paula Cunha, Rafael Nardini, Rejane Tamoto, Renato Carbonari Ibelli, Rita Alves, Sandra Manfredini, Sergio Leopoldo Rodrigues, Sílvia Pimentel, Vera Gomes e Wladimir Miranda. Gerente PL Arthur Gebara Jr. (agebara@acsp.com.br) Gerente Executiva Sonia Oliveira (soliveira@acsp.com.br) Gerente de Operações Valter Pereira de Souza (valter.pereira@dcomercio.com.br) Serviços Editoriais Material noticioso fornecido pelas agências Estado, Folhapress, Efe e Reuters Impressão OESP GRÁFICA S/A Assinaturas Anual - R$ 118,00 Semestral - R$ 59,00 Exemplar atrasado - R$ 1,60
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terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012
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E C O N O M I A PA R E C E M E L H O R PA R A O B R A S I L , M A S O M É X I C O E S T Á C R E S C E N D O M A I S .
pinião
Edgard Garrido/Reuters
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Brasil tem a maior economia da América Latina; o México, a segunda. O Brasil agora está na moda; o México não. Analistas financeiros, acadêmicos e os meios de comunicação veem o Brasil como uma história de sucesso e o México como uma de fracasso. O Brasil espera a Copa do Mundo em 2014, os Jogos Olímpicos de Verão de 2016 e as riquezas das recém-descobertas reservas marítimas do chamado petróleo do pré-sal. O México, por seu lado, é visto como uma zona de guerra, economicamente estagnado, preso pela violência das drogas, pela instabilidade e pelas violações aos direitos humanos, politicamente paralisado e cada vez mais dependente dos Estados Unidos, apesar de ocasionais declarações anti-ianques dos mexicanos. Essa comparação, naturalmente, irrita os mexicanos e encanta os brasileiros. Nos anos 90, a história era exatamente oposta, provocando a ira dos brasileiros e a arrogância dos mexicanos. Os líderes empresariais mexicanos e membros da "comentocracia" se sentem incomodados pelo contraste com o Brasil – e também ficam com inveja. Para um setor da esquerda política e intelectual mexicana, os sucessos brasileiros são uma arma para atacar o governo mexicano: "Vejam como está agindo bem o Brasil esquerdista; façamos o mesmo". Enquanto isso, qualquer comparação favorável com o México alimenta as ambições regionais e internacionais do Brasil: qual melhor razão para apoiar a liderança brasileira do que evitar uma queda como a mexicana, com sua história de fracasso e seu distanciamento virtual da América Latina? O México está se voltando para o Norte, não para o Sul. Para o resto do mundo, os brasileiros estão vivendo um conto de fadas; os mexicanos, uma história de terror. Na verdade, contudo, os números não se enquadram. Uma surpresa é que no ano passado a economia do México cresceu mais do que a do Brasil: um avanço de 4% no PIB em comparação com os 3% do Brasil. Para 2012, o México espera um crescimento de 3,5%; o Brasil, de 3%. Se os Estados Unidos mantiverem sua recuperação e a China e a Europa registrarem reveses, é possível que a economia mexicana supere a brasileira pelo segundo ano consecutivo. Os dados mostram que o famoso milagre brasileiro está come-
JORGE G. CASTAÑEDA ria-prima como café, minério de ferro e soja) do que de manufaturas. Os produtos primários, ou "commodities" integram cerca de 45% das exportações brasileiras. A China se tornou o principal cliente do Brasil. Contudo, a vibrante economia chinesa está mostrando sinais de esfriamento. E os preços de algumas exportações primárias brasileiras também registraram alguma queda.
A
Dia de parada na Cidade do México: país tem a segunda economia da América Latina e disputa espaço com o Brasil.
Brasil x México, batalha de gigantes çando a perder brilho. A presidente Dilma Rousseff sentiu a necessidade de reduzir o gasto pré-eleitoral excessivo determinado pelo seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. E a taxa de inflação brasileira é o dobro da mexicana.
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verdade que a classe média brasileira cresceu e hoje representa uma proporção maior na população do que a do México. E que desde 2000 o Brasil tem apresentado um desempenho melhor que o do México quanto a reduzir a pobreza. Vamos ver se as estatísticas econômicas recentes do México, mais saudáveis, revertem essa tendência. O México tem mostrado melhor desempenho que o Brasil em índices como educação, meio ambiente e saúde pública, segundo o Relatório de 2011 do Desenvolvimento
Humano da ONU. No geral, o México está em 57º lugar entre os países; o Brasil é o 84º. No ano passado, a participação per capita do PIB no México foi de aproximadamente US$ 15 mil; a do Brasil , de US$ 11.600. As estatísticas mais recentes (2008-2009) do chamado coeficiente Gini, que mede a distância entre ricos e pobres nos países, mostram que o México é ligeiramente mais igualitário do que o Brasil.
O modo como o mundo considera esses dois países é, em parte, uma questão de relações públicas. Os dois últimos governos brasileiros e o atual levaram a cabo um impressionante programa de autopromoção internacional. Os dois últimos governos mexicanos atuaram modestamente bem na promoção dos sucessos de seu país. Sob o atual presidente, Felipe Calderón, porém, a imagem do México tem sido constantemente som-
Para o mundo, os brasileiros estão vivendo um conto de fadas e os mexicanos, uma história de terror. Na verdade, olhando os números, as coisas não são bem assim.
bria. O governo de Calderón se esforçou obstinadamente na guerra contra o crime organizado. Os resultados – 47 mil mortos em cinco anos, segundo estatísticas oficiais – criaram uma ideia de catástrofe no México que não reflete a realidade econômica e social do país.
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or um lado, o México está em melhor posição que o Brasil para aproveitar as tendências atuais da economia mundial. A principal exportação mexicana consiste de produtos industrializados (quase três quartos de suas vendas totais), principalmente para os Estados Unidos. Uma economia norte-americana mais saudável impulsiona a demanda por exportações mexicanas, o que por sua vez cria empregos no México. O Brasil, por outro lado, depende mais de produtos primários (maté-
decisão do México de apoiar o setor industrial e sua integração à grande economia norte-americana são vistas agora como boas apostas. Logo a perspectiva do mundo sobre o Brasil e o México vai se modificar. Um novo presidente mexicano subirá ao cargo em 12 de dezembro – e é de se supor que tenha um enfoque novo para a guerra contra as drogas. Em 2014, a Copa do Mundo vai expor as deficiências do Brasil em relação à infraestrutura, comunicações, turismo e segurança, revelando a realidade oculta pela fama. Durante as duas últimas décadas, Brasil e México se comportaram mais ou menos igualmente em termos de suas orientações políticas, econômicas e sociais – apesar da atual nostalgia, no México, pelo Partido Revolucionário Institucional e, no Brasil, apesar da arrogância do Partido dos Trabalhadores. A história dos dois países tem um êxito relativo – e decepções recorrentes. Nenhum dos dois países obteve uma vantagem permanente sobre o outro, a não ser nos campos em que os brasileiros são melhores: o futebol e a fanfarronice. JORGE G. CASTAÑEDA É EX-MINISTRO DAS RELAÇÕES
EXTERIORES DO MÉXICO E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE
NOVA YORK. SEU LIVRO MAIS RECENTE É “MAÑANA FOREVER?
MEXICO AND THE MEXICANS”. TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
A ARROGÂNCIA DA POLÍTICA PÉLVICA P
osso não ser teologicamente tão sofisticado quanto os bispos norte-americanos, mas eu acreditava que Jesus tinha falado mais sobre ajudar os pobres do que sobre proibir contraceptivos. Os recentes debates aqui nos Estados Unidos, sobre a política pélvica, nas últimas semanas, às vezes tinham um tom arrogante, como se o controle da natalidade equivalesse apenas a um aviso elegante de que a mulher tem moral duvidosa. Pelo contrário, poucas áreas têm mais impacto nas pessoas do que o controle da natalidade – e poucas são mais fundamentais para os esforços de eliminar a pobreza. Meus leitores prósperos já estão erguendo as sobrancelhas neste momento. O controle da natalidade, vocês estão pensando, é bem menos caro do que um bebê (ou um aborto). Mas para muitos norte-americanos que vivem no limite, trata-se de um luxo. Um estudo feito em 2009 observou norte-americanas sexualmente ativas com recursos modestos, entre 18 e 34 anos, cujas circunstâncias econômicas tinham se deteriorado. Três quartos delas disseram que não conseguiriam criar um bebê naquele momento. Contudo, 30% tinham cancelado consultas ginecológicas ou de planejamento familiar para
economizar dinheiro. Mais terrível ainda, das que usavam pílula, um quarto disse que economiza não tomando todos os dias. (Meus dados vêm do Instituto Guttmacher, uma organização de pesquisas não partidária em questões de saúde sexual.) Um terço das mulheres, em outra pesquisa, declarou que mudaria de método anticoncepcional se não fosse o custo. Quase metade dessas mulheres utilizava preservativo e outras adotavam nada mais do que a abstinência. custo do controle da natalidade é uma razão pela qual as mulheres pobres têm três vezes mais probabilidade de uma gravidez indesejável do que as mulheres da classe média. Resumindo, o controle da natalidade não é um enfeite que possa ser facilmente deixado de lado para evitar ofender os bispos. A cobertura para a contracepção deveria ser um pilar de nossa política de saúde pública – e, parece-me –de qualquer esforço baseado na fé para ser o guardião de nosso irmão ou irmã. Para entender a importância do controle da natalidade, observem que cada dólar gasto pelo governo dos Estados Unidos com o planejamento familiar reduz em US$ 3,74 os gastos com o Medicaid, segundo o
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NICHOLAS D. KRISTOF Guttmacher. Da mesma forma, o National Business Group on Health (Grupo Nacional de Negócios em Saúde) estimou que ele custa aos patrões pelo menos 15% a mais se não cobrem a contracepção em seus planos de saúde. , é claro, o controle da natalidade não é só uma questão das mulheres. Homens também podem usar contraceptivos. E gravidez indesejável afeta não apenas as mães, mas os pais também. Este é o cenário para o tumulto sobre a exigência feita pelo presidente Barack Obama que hospitais e universidades católicas incluam o controle da natalidade em seus seguros-saúde. Em 10 de fevereiro, a Casa Branca recuou um pouco – montando um compromisso para que patrões religiosos relutantes não pagassem pela contracepção, ao mesmo tempo em que muitas mulheres ainda tivessem a cobertura – mas muitos críticos da atual administração não ficaram tranquilos.
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Vejam, há um verdadeiro conflito aqui. Muitos fiéis religiosos ficaram sinceramente ofendidos com o fato de que instituições católicas teriam de fornecer cobertura para intervenções médicas às quais a hierarquia da Igreja se opõe. Isso é mostrado em meu livro: é melhor evitar forçar as pessoas a fazerem coisas que violem seus padrões éticos. ovamente: não está claro quantas pessoas ficaram ofendidas. Uma pesquisa nacional descobriu que 98% das católicas sexualmente ativas usam o controle da natalidade em algum momento de sua vida. Além disso, uma pesquisa do Instituto Público de Pesquisa sobre Religião relatou que, mesmo entre os católicos, 52% apoiam a política de Obama. Eles acham que universidades e hospitais religiosos deveriam ser obrigados a incluir a cobertura de controle de natalidade em planos de saúde. Assim, a política nacional de saúde dos Estados Unidos realmente precisa fazer uma
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exceção tão ampla para as instituições católicas, quando a maioria dos católicos se opõe a essa exceção? Eu me pergunto o que outras organizações com ligações religiosas fazem nessa situação. A Ciência Cristã tradicionalmente se opõe à assistência médica. O Christian Science Monitor nega segurosaúde a seus empregados? "Nós oferecemos um pacote padrão de segurosaúde" informou-me John Yemma, o editor da publicação. sso faz sentido. Afinal, realmente queremos fazer ajustes em toda a gama da fé? O que ocorre se uma instituição ligada à Testemunhas de Jeová insistir em um plano de saúde que não cubra transfusão de sangue? E se organizações muçulmanas ou judaicas ultraconservadoras se opuserem a tratamentos médicos que não sejam feitos em clínicas onde há separação por sexo? O princípio básico da vida norte-americana é que nós tentamos respeitar as crenças religiosas e acomodá-las onde podemos. Mas proibimos a poligamia, por exemplo, mesmo para os devotos. Sua liberdade de crença nem sempre lhe dará
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liberdade para agir. Nesse caso, deveríamos fazer um esforço de boa fé para evitar ofender os bispos católicos que, com veemência, se opõem ao controle da natalidade. Fico contente que Obama procure um compromisso. Mas vamos lembrar que também há outros interesses em jogo. Se tivermos de escolher entre as sensibilidades dos bispos e a saúde das mulheres, nossa prioridade nacional deverá ser a metade feminina de nossa população. NICHOLAS D. KRISTOF É COLUNISTA DO JORNAL THE NEW YORK TIMES TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA
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CHARGE DO DIA
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5 DILMA NA BA Presidente deve retornar hoje à Brasília, após feriado em Inema.
olítica
RAUPP NO STF Supremo julga processo no qual Raupp é acusado por peculato
Wilson Pedrosa/AE
Dilma encerra feriado em lancha Presidente pôs os pés na praia e passeou em barco pela Baía de Todos os Santos
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m retiro quase franciscano na praia de Inema, na Bahia, a p re s i d e n t e D i l m a Rousseff finalmente deixou o confinamento e fez um longo passeio numa lancha da Marinha, na manhã de ontem. Disposta a desfrutar um mínimo do feriado de terça-feira de Carnaval, ela percorreu várias ilhas situadas na Baía de Todos os Santos. Dilma está passando o feriadão da folia de momo na Base Naval de Aratu, onde também se hospedou no feriado do Reveillon. Ela chegou à Bahia no início da tarde da sexta-feira e tinha previsão de retorno à Brasília na manhã de hoje. A presidente deixou a Base por volta das 6:15h. O dia ain-
da nem tinha amanhecido. Ela somente retornou ao local onde está hospedada por volta do meio-dia, sob uma temperatura que alcançava os 35 graus. As praias ao seu redor estavam lotadas. Esse foi o segundo passeio de lancha feito pela presidente desde que ela chegou a Inema. Não foi possível visualizar a presidente porque ela se manteve durante todo o passeio dentro da cabine da lancha, utilizada em patrulha. Com as lentes dos fotógrafos voltadas para a praia, a presidente tem evitado o banho de mar, diferentemente dos familiares que a acompanham no descanso, que tem aproveitado o forte sol do verão baiano. Sua filha Paula, o neto Gabriel
e o genro Rafael Covol, além de sua mãe, Dilma Jane, têm sido vistos quase todos os dias no mar. Dilma, porém, somente apareceu na praia no final da tarde de segunda-feira. Vestia uma blusa azul claro, calça preta, chinelo e boné. Segundo fontes, Dilma optou pela área da piscina existente na casa para descansar, longe dos olhares da imprensa, bem como para colocar a leitura em dia. (AE) Recolhimento: durante todo o feriadão do Carnaval, a presidente foi à praia apenas uma vez, na segunda-feira. Segundo assessores, ela preferiu usar a piscina da base naval para descansar.
Wilson Pedrosa/AE
Sob proteção: mal tinha raiado o dia, ontem, a presidente deixou a base de Inema para dar uma volta numa embarcação da Marinha. Foi o seu segundo e único passeio marítimo pela orla baiana durante o carnaval.
Em nota conjunta, clubes reclamam de silêncio dela sobre declarações
E
m nota conjunta, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT em relação ao regime militar (1964-1985). Segundo o texto, do dia 16, "ao completar o primeiro ano do mandato, paulatinamente vê-se a presidente afastandose das premissas por ela mesma estipuladas" no início de seu governo, quando Dilma disse que não haveria "discriminação, privilégios e compadrio" em sua gestão. A nota, antecipada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, cita três declarações. A da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) ao "Correio Braziliense", segundo a qual a Comissão da Verdade pode levar
a responsabilização criminal de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia. Outro alvo dos clubes foi a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que "teceu críticas exacerbadas aos governos militares e, se autoelogiando, ressaltou o fato de ter lutado pela democracia". "Ora, todos sabemos que o grupo ao qual pertenceu a srª Eleonora conduziu suas ações no sentido de implantar, pela força, uma ditadura [comunista], nunca tendo pretendido a democracia", diz a nota sobre a antiga companheira de prisão de Dilma durante o regime. Por último, o texto se volta contra resolução divulgada no aniversário do PT, que diz que o partido "estará empenhado junto com a sociedade no resgate de nossa memória da luta pela democracia (sic)" durante o período da ditadura militar".
Os clubes dizem que a "a assertiva é uma falácia", pois na época da criação da sigla a abertura política já havia ocorrido. Ainda em folga carnavalesca, as ministras citadas pelos clubes militares não se manifestaram sobre a nota e assessores próximos a elas acham improvável que o façam, para evitar desgastes desnecessários com o episódio. Da mesma forma, não se cogita que a própria presidente venha a dar resposta à queixa e alimentar a discussão sobre a questão, da qual sempre evitou se envolver. O que se imagina é que Dilma, que passou o carnaval na base naval de Aratu, na Bahia, e deve retornar hoje à Brasília (leia acima) não deverá dar atenção ao assunto e passe diretamente a tratar de outras pautas tão logo retome seu posto no Planalto.(Folhapress)
Supremo julga Raupp por peculato Governador é acusado de usar dinheiro de convênio para outras finalidades
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Supremo Tribunal Federal (STF) deverá julgar amanhã processo no qual o senador e presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp (RO), é acusado pelo Ministério Público Federal (MP) de ter cometido o crime de peculato na época em foi governador do Estado de Rondônia (1995/1999), por aplicação de recursos em finalidade diversa da prevista no convênio entre o estado e o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird). Os ministros analisarão recursos do Ministério Público de Rondônia e do próprio Raupp contra sentença de 2002, da 1ª. Vara Criminal de Porto Velho, condenando o político por peculato e impondo a pena de seis anos de reclusão, além do pagamento de multa.
Segundo o ministro Padilha, busca de acordo envolve cidades de vários estados
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dato do PT, Fernando Haddad, os petistas se dedicam a acertar alianças com o partido do chefe do Executivo municipal em outras cidades paulistas. "Nossa aproximação com o PSD não está restrita à capital paulista. Com esse partido nós
Paulo Rodrigues Pozzebom/ABr
Alexandre Padilha: aproximação do PT e PSD não se restringe a SP
temos parcerias no interior e em várias cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Este é um projeto que não acaba agora, se estende a outros estados, como Bahia, Sergipe", disse o petista Alexandre Padilha, ministro da Saúde. Padilha insiste em que Kassab deixou claro para o ex-presidente Lula, quando o procurou para negociar a aliança, que, caso Serra optasse por entrar na disputa pela prefeitura, apoiaria o tucano. Vice, não – Em aberta negociação com dois dos principais partidos que disputarão sua sucessão, Kassab afirmou ontem que o PSD, não tem "condições" de preencher a vaga de vice em uma possível candidatura de Serra. Ele reiterou, porém, que apoiará o ex-governador caso ele assuma a candidatura. (Agências)
Raupp: pedido de nulidade.
O Ministério Público quer que a pena seja aumentada. De acordo com a acusação, a sentença da Justiça de Rondônia não teria levado em conta o "elevado grau de reprovabilidade da conduta" diante do fato de que na época o réu era governador do Estado. Já a defesa de Valdir Raupp pede que seja
declarada a nulidade, alegando que houve cerceamento de defesa. Os advogados também sustentam que as provas são frágeis e que teriam sido emprestadas de outros processos, o que seria ilegal. Em abril de 2007, quando a Corte começou a analisar o processo, o ministro Joaquim Barbosa relatou e votou pelo recebimento da denúncia. Foi foi acompanhado pelos ministros Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Carmen Lúcia. Essa ação não é a única contra o senador. Em 2010, o STF aceitou denúncia contra Raupp pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. Segundo o MP, a prestação de contas da campanha de 1998 ao governo do estado teria dados "sabidamente inverídicos". (AE)
Senado pune 468 servidores por faltas e atrasos
PT e PSD negociam aliança ampla iante da possibilidade de o ex-governador de São Paulo, José Serra, disputar a prefeitura da capital paulista, o que jogaria por terra as negociações para que o prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD, apoie o candi-
Lia de Paula/Ag. Senado - 06.12.11
Militares criticam presidente por não repreender ministras
Os descontos somam R$ 484 mil e são resultado de um maior controle de ponto
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Senado descontou, de abril de 2011 até este mês, R$ 484.789,24 de servidores por faltas ou impontualidades identificadas no registro do ponto. Ao todo, foram apenados 468 servidores, com descontos no contracheque. Desde abril do ano passado, o Senado utiliza o sistema eletrônico de controle de presença dos funcionários. Além do crachá, o servidor é obrigado a registrar a impressão digital. O modelo foi anunciado como uma das medidas moralizadoras, após a série de escândalos administrativos que eclodiram em 2009. Atualmente, 2.266 servidores são liberados do sistema. A maioria é de servidores comis-
sionados, desobrigados a controlar a frequência pela ausência de terminais nos Estados. Em abril, esse número era de 1.300 funcionários. Os senadores usam uma brecha criada pelo comando do Senado, que permite aos congressistas decidir quem terá que registrar presença. O argumento é que alguns funcionários precisam de um horário diferenciado que impede o registro do ponto na Casa. Disputa – O concurso público que vai selecionar 246 novos servidores para o Senado terá na disputa 157.939 candidatos. Os números foram divulgados na quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que organiza o exame. As provas serão aplicadas
no dia 11 de março. Os aprovados serão contratados para 104 vagas de nível médio, com salário de R$ 13.833,64; 133 vagas de analista legislativo, com salário de R$ 18.440,64; e nove vagas de consultor legislativo, com o salário mais elevado, de R$ 23.826,57. A vaga de consultor é disputada por 8.607 (956 por vaga). Concorrem a um cargo de analista 63.194 (475 por vaga). Outros 23.435 (937 por vaga) disputam um posto na Polícia Legislativa e 62.703 (793 por vaga) tentam uma colocação de técnico legislativo. Contratada sem licitação, a FGV arrecadou com as inscrições cerca de R$ 29,2 milhões. O valor da inscrição variou de acordo com o posto pretendido. (Folhapress)
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Não faz muito sentido punir pessoa jurídica com cadeia. A punição tem de atingir o caixa da empresa. Deputado federal João Arruda (PMDB-PR)
olítica
Diógenes Santos/Ag. Câmara - 22.2.11
Como o Brasil vai punir empresas corruptas
Zarattini, relator do processo: aprovação da proposta deve mudar a atitude das empresas.
Em fase de ajustes, um projeto prevê para cada real desviado até o triplo em multa Guilherme Calderazzo
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Comissão Especial da Câmara dos Deputados, responsável pelo parecer sobre o Projeto de Lei 6826/10, prevê encerrar os trabalhos no fim de março. O projeto vai suprimir uma lacuna na legislação, já que determinará punições às empresas e seus representantes pela prática de corrupção e fraude em licitações e em contratos no âmbito do Estado, no Brasil e no exterior. O País atendeu pedido da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), instituição criada em 1961, com sede em Paris, que decidiu, em 2009, também criar leis para punir pessoas jurídicas envolvidas em corrupção no âmbito da administração pública, como ocorre há muito tempo nos países destacados na economia mundial. A entidade, que promove o desenvolvimento entre as associadas, reúne hoje 34 nações, entre elas algumas das mais ricas do planeta. Projeto do Executivo – O Brasil, apesar de não ser sócio,
tem presença constante e influência nos debates da entidade. Tanto que, depois de se comprometer na OCDE em criar legislação para punir pessoas jurídicas envolvidas em atos ilegais e causadores de prejuízos aos cofres públicos,
O projeto preenche lacuna na legislação sobre a falta de normas para punir pessoas jurídicas corruptas, que lesam o erário. CARLOS ZARATTINI elaborou um projeto de lei sobre o assunto por meio do ministério da Justiça, Advocacia Geral da União (AGU) e Controladoria Geral da União (CGU). Assim, oriunda do Executivo, a peça legal chegou à Câmara para avaliação, debate e futura aprovação em meados de 2010. Empresa corrupta – Ainda neste ano, em outubro, a Câmara criou Comissão Especial
para tratar do projeto. Com 25 artigos, encontra-se em fase final de ajustes. "O projeto é um avanço porque preenche a lacuna na legislação sobre a falta de normas para punir pessoas jurídicas corruptas, ou seja, aquelas que lesam o erário público", disse o relator da comissão, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). "Aprovado, dificultará a ação de empresas com tendência à corrupção, devendo fazê-las mudar de comportamento. Vai beneficiar os cofres públicos e garantirá, em especial, mais igualdade e equilíbrio entre os participantes das licitações estatais", acredita. Uma das discussões na comissão diz respeito às punições às empresas envolvidas em corrupção na relação com a administração pública. Em linha com a proposta original, os parlamentares também decidiram que as pessoas jurídicas e seus representantes, entre eles os funcionários de qualquer escalão, não serão responsabilizadas de acordo com o Código Penal – apenas administrativa e civilmente, quando envolvidos em atos lesivos ao Estado. "Não faz muito sentido punir pessoa jurídica com cadeia. A punição tem de atingir o caixa da empresa", diz o presidente da comissão, João Arruda (PMDB-PR). Multas altas – Pela proposta em debate, essas empresas poderão receber multa entre 0,1% e 30% do faturamento bruto registrado no exercício anterior à instauração do processo administrativo. "Se alterarmos essa norma inicial, vamos propor que a multa poderá ser de R$ 2 ou R$ 3 para cada real desviado. Ou seja, se o desvio de dinheiro dos cofres públicos foi de R$ 5 milhões, a infratora será multada em R$ 10 ou R$ 15 milhões. Enfim, temos de ter critério de multa objetivo, bem definido, inclusive para facilitar o desempenho do Judiciário", diz Arruda. Além da multa, a empresa será considerada inidônea, ficando proibida, por cinco anos, de participar de licitações públicas, fechar contratos com a administração estatal, receber incentivos, subsídios, subvenções, doações e fazer empréstimos junto ao Estado. "A norma valerá no Brasil e no exterior", disse Zarattini. Assim, se uma empresa e seu representante ou funcionário participarem de ato corrupto em prejuízo de Estado de outro país, os processos contra essa empresa serão abertos e julga-
dos na Justiça brasileira. Tramitação – Pela previsão de Zarattini, o relatório sobre o projeto e as mudanças nele feitas estarão concluídos no máximo até o fim de março. "Na comissão, ainda vamos realizar alguns debates para fechar questões, como a que diz respeito às punições", disse o relator. "Em seguida, estará pronto para continuar em tramitação". Na sequência, o projeto será enviado para a Comissão de Constituição e Justiça, na qual passará por aprovação se nenhuma proposta for contra
as regras constitucionais. Depois disso, caso um mínimo de 52 deputados federais não apresentem pedido para votá-lo na Casa, o projeto é aprovado sem passar pelo plenário e segue para o Senado, para apreciação, discussão e decisão dos senadores. "Na Câmara, a tendência é que seja aprovado sem passar por votação no plenário. Tudo indica que chegará em breve aos senadores", previu Zarattini. Segundo ele, o conteúdo do PL 6826 também desperta o interesse dos senadores. "Por is-
so, nossa expectativa é que tenha tramitação rápida no Senado. Aprovado pela segunda vez, será enviado para sanção presidencial". O relator evitou prever o tempo que poderá ficar entre os senadores. "Esperamos que tenha tramitação rápida no Senado", disse Arruda. Seja como for, segundo o presidente da comissão, depois de aprovada, a nova lei abrirá espaço para que federações e associações de empresas se unam e criem um selo de idoneidade para as pessoas jurídicas a elas filiadas.
Beto Oliveira/Ag. Câmara - 23.3.11
João Arruda, presidente da comissão: punição deve atingir o caixa da empresa. Cadeia não faria sentido.
Comerciários na agenda de Haddad Pré-candidato do PT relembra passado da sua família com o comércio para conquistar apoio Mário Tonocchi
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e olho nos quase 500 mil votos dos comerciários de São Paulo, o ex-ministro da Educação e précandidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, abriu a agenda da campanha na capital prometendo lutar pela categoria. Em visita ao Sindicato dos Comerciários de São Paulo, defendeu 40 horas semanais de trabalho sem redução de salários e afirmou que o Brasil deve avançar nos direitos dos traba-
lhadores. "A redução da jornada é uma coisa constitucional e não cabe a nós regulamentar, mas, como bandeira histórica dos trabalhadores, é uma meta a ser considerada e precisa ser valorizada", disse. Vida no comércio – Lembrando que o pai foi a vida toda comerciante, Haddad defendeu também o comércio. "O comércio não é somente circulação de mercadorias. O comércio aproxima as pessoas", disse. "Eu comecei a conhecer o Brasil na rua 25 de Março. Eu tinha amigos de todos os estados e alguns de países latino-ameri-
canos que vinham fazer compras aqui", afirmou. "Entre 1981 e 1998 nós tivemos um atacado de tecidos na rua Comendador Abdo Schahin e, por 12 anos,
trabalhei atrás do balcão", relembrou. "Só fechamos depois do derrame do meu pai e da vida que decidi seguir". Para a campanha, o petista
Filipe Araújo/AE - 15.2.12
Haddad: aposta na ansiedade de São Paulo por mudanças
defendeu que todos os candidatos devem "colocar o debate político em outro nível", afirmou. "A classe política tem que aprender a se respeitar até para ser respeitada pela sociedade", explicou. "A sociedade está atrás de ideias e inovações. E acredito que os comerciários têm um papel extraordinário para fazer reflexão sobre sua qualidade de vida e desenvolver demandas para construção de um programa de governo, independente da preferência partidária, para criar um trabalho de comunicação, no qual possamos criar uma perspectiva de futuro em cima dessas reflexões para os trabalhadores". Haddad afirmou que vai fazer uma campanha sem ata-
ques e com propostas. "Penso que a cidade está ansiosa para a apresentação de uma proposta à altura de seus desafios. O paulistano está pedindo mudanças importantes, projetos de longo prazo com uma visão de futuro, e nós queremos oferecer essa visão. É óbvio que vamos fazer balanços sobre o que merece continuidade, o que precisa ser corrigido e aquilo que não deveria ter sido feito". Orientação - O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, filiado ao PSD, afirmou, que "temos que cobrar de todos os candidatos questões da categoria, como funcionamento em feriados, transporte, saúde e qualificação profissional".
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nternacional O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse ontem que passará por uma nova cirurgia, depois de médicos de Cuba descobrirem uma "nova lesão" na pélvis, mesma região de onde um tumor maligno havia sido retirado em junho do ano passado. O líder socialista, de 57 anos, confirmou que viajou no sábado passado a Havana para fazer exames. A viagem não foi oficialmente anunciada, mas rumores a seu respeito motivaram uma onda de especulações de que Chávez estaria à beira de morte. "Desminto que tenha metástases, que já estou morrendo. Não há metástase. Só essa pequena lesão, no mesmo lugar de onde retiraram o tumor", disse Chávez ontem, em visita a uma futura fábrica em Barinas, seu Estado natal, transmitida pela TV. "Por causa dos crescentes rumores, sou obrigado a dar essa informação agora... É uma lesão pequena, cerca de dois centímetros de diâmetro, muito claramente visível. Isso precisa ser tirado, precisa de mais cirurgia, supostamente menos complicada que antes", revelou. O mandatário disse que a próxima operação deve acontecer nos próximos dias, em local ainda não revelado. "Ninguém deve se alarmar... Estou em boas condições físicas para enfrentar essa nova batalha", disse ele. "É preciso que se verifique se existe qualquer ligação com o tumor anterior ou não." Em meados do ano passado foi detectado que Chávez tinha câncer e entre julho e setembro ele foi submetido a sessões de quimioterapia em Havana e Caracas. Em outubro, o governo anunciou que o presidente estava curado, embora especialistas médicos digam ser muito cedo para afirmá-lo. Nos últimos meses, Chávez AFP - 24/01/12 tem aparecido em publico bem e retomou a totalidade de suas atividades que incluem maratonas de discursos na TV. Ainda que Chávez tenha se declarado em numerosas oportunidades que seu estado de saúde é bom, ele nunca disse que tipo de cân-
reproduziram a informação de que Chávez tinha metástase e que viveria no máximo mais um ano. Entre os que noticiaram a viagem do líder a Cuba está Nelson Bocaranda, que deu o furo jornalístico no ano passado sobre o tratamento do câncer de Chávez na ilha comunista. A nova viagem de Chávez a Cuba, sem dar explicações, aumentou as especulações durante o final de semana prolongado do Carnaval, quando os negócios praticamente param. Chávez pediu desculpas pelo Twitter a seus seguidores, dizendo saber que as especulações sobre sua saúde são desagradáveis. "Sempre esses rumores... As pessoas me querem morto, me odeiam demais. Lamento muito, porque sei que, embora algumas pessoas estejam felizes, a maioria está sofrendo." Antes, o Ministério da Informação venezuelano qualificou de "guerra suja da escória" oposicionista os rumores de que o mandatário havia sido levado às pressas para Havana. Reeleição - A saúde de Chávez é um fator crucial na eleição presidencial de outubro, em que ele buscará um novo mandato de seis anos. A oposição está unida novamente em torno de um candidato – Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda – e vê o pleito como sua melhor chance de encerrar os 13 anos de governo chavista. As recentes pesquisas mostram Capriles atrás de Chávez, que continua sendo muito popular em grande parte graças aos programas sociais do seu governo. Mas cerca de um terço dos venezuelanos continua indeciso, e a competição por seus votos será intensa A ausência de Chávez vinha causando ansiedade entre seus seguidores, embora alguns analistas tenham visto nesse sumiço uma estratégia para atrair a atenção da mídia, desviando o foco midiático de Capriles, que neste mês venceu as eleições primárias da oposição. (Agências)
SURPRESA: CHÁVEZ ANUN CIA NOVA OPERAÇÃO. cer teve e nem divulgou informes médicos oficiais sobre sua enfermidade. Desde que Chávez ficou doente no ano passado, surgiram diversos rumores sobre seu estado de saúde que
ele mesmo teve de desmentir. O anúncio da nova cirurgia surge em uma semana em que muito se falou da saúde do venezuelano. Jornais internacionais e redes sociais
Julien Warnand/EFE
Ahmed Jadallah/Reuters
Após 33 anos, chega ao fim a era Saleh.
Mais uma enrascada para Strauss-Kahn A polícia da França deteve ontem o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique StraussKahn para questioná-lo sobre um suposto caso de prostituição e desvio de fundos. O político teve de passar a noite em uma cela individual, em Lille, no norte da França, e pode ser interrogado por até 96 horas. A polícia investiga a participação dele em orgias em hotéis que teriam sido pagas com recursos da construtora Eiffage. O caso é chamado de "Carlton", em referência ao hotel que teria sido usado como centro de operações da rede de prostituição. Strauss-Kahn, de 62 anos, chegou na primeira hora de
ontem à delegacia de Lille (acima). A lei permite manter uma testemunha sob detenção até 96 horas, embora talvez o exresponsável do FMI não permaneça mais de 48 horas. Ao término do interrogatório, Strauss-Kahn pode ser posto em liberdade sem acusações ou processado pelos crimes de prostituição e desvio de fundos públicos, pelos quais pode ser condenado a penas de até 20 anos de prisão. Juízes investigadores apuram se o político francês sabia que mulheres que o entretinham em festas em restaurantes, hotéis e clubes de suingue em Paris, Washington e várias capitais europeias eram pros-
titutas pagas. Eles também querem determinar se Strauss-Kahn sabia que as acompanhantes eram pagas com fundos fraudulentos obtidos por seus anfitriões de uma companhia francesa para o qual um deles trabalhava como alto executivo. Pagar uma prostituta não é ilegal na França, porém obter lucro com essa atividade ou fraudar fundos de companhias para pagar por sexo pode levar a acusações judiciais. O ex-diretor do FMI admite que levava uma vida sexual agitada, mas nega estar implicado em qualquer caso de corrupção ou caftinagem e indicou que negará qualquer irregularidade.
Um advogado de StraussKahn disse que seu cliente não tinha como saber que as mulheres eram prostitutas. Em maio passado, a carreira de Strauss-Kahn recebeu um duro golpe após a camareira Nafissatou Diallo acusar o então chefe do FMI de estuprá-la em um quarto de hotel de Nova York. Ele acabou renunciando ao posto para se defender, e o caso foi arquivado, quando surgiram dúvidas sobre a credibilidade da funcionária. Além disso, a escritora e jornalista francesa Tristane Banon, de 32 anos, acusou-o de tentar abusar dela em 2003, em outro caso que acabou arquivado. Ele sempre afirmou ser inocente. (Agências)
O Iêmen oficializou ontem a saída de Ali Abdullah Saleh do poder após 33 anos, ao votar no atual vice-presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, com o objetivo de tirar o país de uma crise após um ano de protestos (acima, mulher vota na capital Sanaa). A votação dificilmente pode ser chamada de eleição, já que Hadi é o único candidato. O pleito era parte de um acordo
apoiado pelas nações do Golfo, que levou Saleh a renunciar em troca de imunidade judicial. A votação vai fazer de Saleh o quarto líder árabe a deixar o poder em um ano, após revoluções terem derrubado os chefes de Estado na Tunísia, no Egito e na Líbia. Saleh está nos EUA para tratamento médico após uma tentativa de assassinato em junho passado. (Agências) Shah Marai/AFP
Fúria afegã contra os EUA Mais de 2 mil afegãos furiosos protestaram ontem pela suposta queima de cópias do Alcorão em uma pilha de lixo na base militar norte-americana de Bagram, no Afeganistão. Helicópteros dos EUA tentaram dispersar os manifestantes que
cantaram palavras de ordem contra os estrangeiros e atiraram pedras contra a base. A Casa Branca pediu desculpas pelo incidente, alegando que a queima dos livros não foi intencional. (Agências)
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terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012 Sergio Moraes/Reuters
NO RIO, EMOÇÃO No último dia de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, a Mangueira (foto) emocionou o público na Marquês de Sapucaí. O Salgueiro foi outra escola muito aplaudida na passarela.
idades Daniel Teixeira/AE
Tiago Ciro Tadeu Faria, 29 anos, vestindo camiseta da Império de Casa Verde: ele invadiu a área dos jurados e rasgou os votos e foi preso
Vândalos enterram o Carnaval de SP Depois de muita violência e quebra-quebra no Sambódromo do Anhembi, a escola de samba Mocidade Alegre foi anunciada campeã do Carnaval paulistano Mariana Missiaggia *
RIO: "JÁ GANHARAM" –
Coquetel molotov incendiou carro alegórico da Pérola Negra
próxima do título, quando a leitura foi interrompida com uso de violência. Torcedores da Gaviões da Fiel atearam fogo a um dos carros alegóricos da Pérola Negra. De acordo com o capitão Alexandre Vilariço, do 2º batalhão da PM, que coordenava a segurança no Sambódromo durante a apuração, um coquetel molotov (um explosivo inflamável) teria causado o fogo. “Provavelmente, o coquetel foi lançado do lado de fora do estacionamento. Mas ainda estamos investigando”, disse Vilariço. A destruição do carro revoltou dirigentes da agremiação e alguns tentaram colocar fogo em alegorias da Gaviões. No entanto, esses dirigentes foram impedidos por policiais militares e pela tropa de choque. A campeã Mocidade Alegre entrou na avenida com o samba-enredo, “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!”. Solange Cruz Bichara
Eduardo Anizelli/Folhapress
Bombeiros e brigadistas tentam apagar o fogo em um carro
Rezende, presidente da escola, chegou acompanhada de outros nove integrantes da agremiação e acompanhou a apuração muda e imóvel. Rezando e com mais de dez terços e patuás envolvidos em suas mãos, ela seguiu nota por nota. Assim que o quebraquebra começou, Solange deixou o Sambódromo e evitou comemorar. “Como vou me considerar campeã diante dessa confusão? Pior que acabar com a alegria da minha escola é sujar o Carnaval paulistano”, concluiu a presidente. Os componentes de outras escolas não aceitavam a vitória da Mocidade e afirmavam que a escola desfilou com duas alas a menos e com um total de componentes abaixo do exigido pelo regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba. As agremiações também protestaram contra a troca de dois jurados um dia antes da primeira noite de apresentação do grupo especial. "Tem escola de samba sendo privilegiada na cara dura. Todas fizeram um carnaval digno, mas a Mocidade teve falhas que não apareceram nas notas”, criticou Angelina Basílio, presidente da Rosas de Ouro, que recebeu notas inferiores à sua expectativa. Diante do impasse, a Mocidade chegou a cancelar a festa programada em sua quadra na zona norte da Capital. (* Com agências) Em www.dcomercio.com.br, veja as imagens da confusão no Sambódromo do Anhembi
Na última noite de desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, a Mangueira foi um dos destaques na Marquês de Sapucaí. Mesmo assim, o Salgueiro (foto) e a Unidos da Tijuca deixaram o Sambódromo aos gritos de "já ganhou".
Nacho Doce/Reuters
Renato Luiz Ferreira/AE
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escola de samba Mocidade Alegre foi declarada ontem à noite campeã do carnaval de São Paulo. O anúncio foi feito pela Liga das Escolas de Samba. Foram rebaixadas a Pérola Negra e a Camisa Verde de Branco. O anúncio, contudo, foi precedido de grande confusão provocada por vândalos ligados a várias escolas, inconformados com a marcha da apuração. O tumulto interrompeu a divulgação das notas do último quesito (comissão de frente). Além da confusão, um carro-alegórico foi incendiado. A Polícia Militar deteve cinco pessoas. Faltava apenas uma nota dez para que a Mocidade Alegre fosse consagrada campeã quando Tiago Ciro Tadeu Faria, 29 anos, vestindo camiseta da Império de Casa Verde, e Cauê Santos Ferreira, 20 anos, torcedor da Gaviões da Fiel, invadiram a área de apuração e rasgaram o último envelope com as notas. Dirigentes de outras escolas atiravam cadeiras, mesas e garrafas de água, o que contribuiu para aumentar a confusão por todo o Sambódromo do Anhembi. Presos, Tiago e Cauê disseram que havia um acordo entre as escolas para que neste ano nenhuma delas saísse campeã. Ainda segundo eles, em depoimento ao delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia de Turismo, a única escola que não havia concordado seria a Mocidade Alegre, que estava muito
Thales Stadler/Folhapress
RUMO À CAPITAL – Foi intenso ontem o tráfego nas estradas paulistas, rumo à Capital. Apesar do movimento, o sistema AnchietaImigrantes, a Castello Branco (foto) e o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, apresentavam fluidez.
Jet ski é 'brinquedo assassino', diz pai de menina morta na praia
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a mão de adolescentes, o jet ski é um "brinquedo assassino", afirmou ontem o motorista Gilson Almeida da Silva, 33. Ele é pai de Grazielly, 3, morta no sábado em uma praia de Bertioga depois de ser atingida por um jet ski. Segundo testemunhas, a embarcação estava nas mãos de um garoto de 14 anos acompanhado de um amigo. "É inacreditável ver filhinhos de papai sem habilitação dirigindo jet ski. É a mesma coisa que deixar uma arma na mão de uma criança", afirma o pai da vítima. Ele diz ter sido avisado da morte da filha às 18h30 de sábado, ao receber a ligação do cunhado. A menina havia viajado com a mãe para a praia. O enterro de Grazielly ocorreu anteontem, em Artur Nogueira, na região de Campinas. Maurimar Chiasso, advogado da família do adolescente que estava com o jet ski, afirma que o garoto ligou a chave da embarcação e ela acabou andando sozinha.
Testemunhas ouvidas na praia de Guaratuba, onde ocorreu o acidente, afirmaram a mesma coisa. Elas dizem que o jet ski avançou sozinho por 500 metros, passando por mais de 30 pessoas. As testemunhas disseram que o adolescente e o amigo ficaram "desesperados" quando souberam que uma criança tinha morrido após ser atingida. O pai de Grazielly se revoltou ao saber que a filha não foi socorrida pela família do garoto. "Eles deveriam ter tido o mínimo de humanidade e caráter." O motorista ouviu da família que o garoto foi visto fazendo "umas graças" com o jet ski antes do acidente. O advogado do garoto nega. O sonho de Grazielly, disse o pai, era conhecer o mar. O acidente ocorreu no primeiro dia dela na praia. "Ela vivia perguntando: "Vamos para a praia, pai?'", diz Silva. O garoto que conduzia o jet ski se apresentará amanhã à polícia. (Folhapress)
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21 DE MARÇO O lançamento na ONU será no Dia Mundial da Síndrome de Down.
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Um jeito diferente de falar de inclusão
IDADE A Carpe Diem atende 60 pessoas com idades entre 14 e 45 anos.
O livro Mude o seu falar que eu mudo o meu ouvir, escrito por portadores de deficiência intelectual atendidos pela Carpe Diem, será lançado, em inglês, na ONU.
Mariana, Nivea e a independência: elas trabalham, passeiam e se divertem. São protagonistas. Fotos: Paulo Pampolin/Hype
Kelly Ferreira
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ma vez aconteceu comigo, eu sai com o De la pra cá e a gente estava esperando o carro chegar e aí as pessoas que estavam do lado de fora ficaram estranhando a gente. Tipo: Nossa! Vocês saem pra balada?! E vocês conseguem? É claro que a gente consegue! Porque a gente sai em grupo!", narra Carolina De Vecchio Maia, de 21 anos. "As pessoas precisam abrir os olhos, os ouvidos e o coração...o corpo todo, pra enxergar a gente!", afirma Carolina Reis Costa Golebski, de 28 anos. Os dois desabafos fazem parte do livro Mude o seu falar que eu mudo o meu ouvir, escrito com base em depoimentos de portadores de deficiência intelectual, atendidos pela Associação Carpe Diem (do latim, aproveite intensamente cada momento). A instituição fica em Moema, na zona sul. Carolina Yuki Fujihira, Ana Beatriz Pierre Paiva, Beatriz Ananias Giordano, Carolina De Vecchio Maia, Carolina Reis Costa Golebski, Claudio Aleoni Arruda e Thiago Rodrigues são os autores e protagonistas das histórias narradas.
A obra, uma espécie de manual do deficiente intelectual que reflete, principalmente, o que eles querem e precisam para vivenciar uma inclusão social plena na sociedade, ganhará o mundo a partir de 21 de março. Neste dia, será lançado, em inglês, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. O lançamento será por ocasião do Dia Mundial da Síndrome de Down, o primeiro oficial, atendendo a uma proposta brasileira aprovada por consenso pela Assembléia Geral da ONU no ano passado. Cinco jovens da Carpe Diem estarão presentes. As frases contidas no livro foram impressas na íntegra, respeitando-se, inclusive, a maneira como foram faladas, até com os erros de construção gramatical. Desejos – O livro, de uma maneira séria, descontraída e emocionante, expressa a falta de acessibilidade no mundo para o deficiente intelectual. Enquanto um cadeirante, por exemplo, precisa de rampas, e um deficiente visual de um cão-guia ou uma bengala, os deficientes intelectuais precisam, algumas vezes, apenas que as pessoas falem devagar para que eles possam entender.
Antes da inclusão, vem a autonomia. Os pais têm de saber que eles são capazes. GLÓRIA MOREIRA SALLES, DIRETORAPRESIDENTE DA
CARPE DIEM
Entre as abordagens do livro estão o que é deficiência intelectual, o que falta para os deficientes intelectuais viverem melhor e reflexões sobre situações da vida (lazer, escola, trabalho, namoro e família). Em um dos trechos, por exemplo, Carol Maia diz que namora e tem o apoio da família. "Eu estou namorando, conheci ele na balada e ele é super legal! Minha mãe e a mãe dele ajudam a gente se vê. Elas combinam por telefone para a gente se vê, se encontrar. Quando a gente se vê, a gente fica só nós dois, e fica lá namorando." Já Carol Golebski acredita que namorar dá muito trabalho. "Eu não pretendo ter namorado porque dá muito trabalho: ciúme, que é uma coisa que todo mundo tem. Eu preciso mesmo é de trabalho." Oportunidade – A autodeterminação é a base com que a Carpe Diem trabalha há 16 anos. Atendendo 60 pessoas
com deficiência intelectual, entre 14 e 45 anos, a ONG sempre teve como foco de atenção a inclusão desses jovens, baseada na oportunidade de adquirir habilidades que possibilitem às pessoas exercer um controle cada vez maior sobre suas vidas. "Trabalhamos muito o protagonismo. Eles precisam aprender a ter autodeterminação para enfrentar a vida. Liberdade para dirigir a própria vida, mesmo que seja necessário ter suporte de amigos e família. A inclusão não deve acontecer apenas na escola, mas em tudo. Por isso o nosso trabalho é em cima do projeto de vida que eles querem para si mesmos", explica a diretorapresidente da Carpe Diem, Glória Maria Moreira Salles. Nivea Bertelli, de 27 anos, e Mariana Amato, de 32 anos, com Síndrome de Down, já sabem o que é ser protagonistas. Elas trabalham, viajam,
dançam, saem com os amigos e namoram. "Comecei a fazer dança do ventre há um mês e estou adorando. Trabalho na Le Lis Blanc há pouco mais de um mês e está sendo muito legal", diz Nivea. Mariana também trabalha na Le Lis Blanc, mas há mais tempo. Já vai tirar férias e planeja a sua viagem. "Acho que vou para João Pessoa. Já morei lá com uma amiga, sem minha família, por nove meses. Foi muito legal. Vou e volto sozinha do trabalho para casa. Atendo os clientes, sirvo café e água. Conheci muitas pessoas. Sou muito independente." O objetivo principal do livro, que foi feito de forma criativa e participativa, é servir como base para a concretização da mudança na forma de pensar e de ver a deficiência intelectual. É o primeiro livro sobre acessibilidade, escrito por essas pessoas. Mais informações no www.carpediem.org.br.
Aumento de vagas
O
mercado de trabalho, de uma forma ainda tímida, começa a abrir as portas para as pessoas com deficiência intelectual. Segundo levantamento do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho de São Paulo, existem 182 pessoas nessas condições que estão empregadas em empresas da capital paulista. Os números foram crescendo aos poucos. Em 2005, eram somente seis pessoas empregadas, em 2009,
96 pessoas assumiram postos de trabalho. A rede McDonalds é uma das empresas que emprega colaboradores com deficiências no País. Atualmente, são 571 colaboradores, sendo 70% deles com deficiência intelectual. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) capacitou e empregou 444 profissionais com deficiência no ano passado. A Lei de Inclusão Social, aprovada em 2004, obriga as empresas com mais de cem funcionários a ocupar de 2% a 5% das vagas com deficientes.
À esquerda, a sede da Carpe Diem, em Moema, na zona sul. Acima, o livro, acompanhado de CD, que foi escrito por portadores de deficiência a partir de conversas.
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10 -.LOGO
terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012
Nasa/AFP
www.dcomercio.com.br
M ODA
Pezinhos surrealistas Inspirada em obras de artistas como Salvador Dalí e René Magritte, a estilista de Hong Kong Chi Yuen criou uma coleção de calçados que explora as características de deslocamento e provocação do movimento surrealista. O resultado: calçados com texturas e formatos nada comuns.
Descoberto novo planeta com água M ÍDIA
E M
P
elo menos 46 jornalistas foram assassinados em 2011 no mundo todo, denunciou ontem no Cairo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que destacou o aumento da censura governamental através das novas tecnologias. No Brasil, dois jornalistas foram assassinados em 2011. Em entrevista coletiva para apresentar o relatório anual sobre os ataques à imprensa, o subdiretor do CPJ, Robert Mahoney, afirmou que as tentativas para o controle da informação se evidenciaram especialmente em países árabes como a Síria, que viveram revoltas populares.
Anonymous anuncia apagão em 31/3 protestar contra o projeto de lei de proteção intelectual na web nos EUA, a Sopa, contra Wall Street e contra os "irresponsáveis líderes e banqueiros por meio da saturação da internet". O Anonymous chamou o ataque de Global Blackout e não especificou quanto tempo vai durar a ação.
T ECNOLOGIA
prensa, iniciada após as eleições presidenciais. O responsável do CPJ ainda denunciou que 19 jornalistas foram assassinados em 2011 no Oriente Médio, frente aos seis de 2010, e chamou a atenção sobre a situação destes profissionais na Síria. Nesse país, durante as rebeliões contra o regime de Bashar al Assad, quatro jornalistas foram assassinados no último ano. Segundo Mahoney, em outros países, como o Egito, houve um aumento significativo dos meios de comunicação que passaram a ser acompanhado por parte das autoridades. (EFE) http://cpj.org/pt/
Mark Ralston/AFP
Yoshikazu Tsuno/AFP
Seu novo colega de trabalho
O CPJ, por sua vez, não descarta que esse número possa aumentar, já que estão investigando outras 35 mortes, também registradas em 2011. A ideia é apurar se esses casos estiveram relacionados com o trabalho jornalístico. Além disso, o CPJ identificou 179 escritores, editores e fotógrafos presos até 1º de dezembro de 2011 no mundo, o que representa um aumento de 34% com relação ao ano anterior, segundo o relatório. O texto destaca que, entre esses profissionais, 42 se encontram em prisões no Irã, país onde as autoridades desenvolvem uma campanha de intimidação contra a im-
Apple premiará download
Britânicos temem falta d'água
L
Assuntos Rurais a declarar ontem a situação de seca em grande parte do sudeste da Inglaterra. Calcula-se que cada britânico utiliza 150 litros de água por dia, mas o Governo estima que esse número poderia ser cortado em 20 litros com a colaboração dos cidadãos. Além da economia, os britânicos confiam que a tradicional meteorologia chuvosa do Reino Unido termine resolvendo a situação.
'Carnaval Alegria e Seus Personagens' reúne máscaras raras no Shopping Fiesta. Av. Guarapiranga, 752, Socorro. Grátis.
P ROMOÇÃO
L ONDRES 2012
Milhões de britânicos foram convocados ontem a diminuir seu tempo de chuveiro para quatro minutos diante do temor de que uma das piores secas no Reino Unido nas três últimas décadas cause restrições de água em Londres durante as Olimpíadas. As chuvas ao longo do Tâmisa se situaram abaixo da média em 18 dos últimos 23 meses, o que levou o Ministério do Meio Ambiente, Alimentação e
VISUAIS
I NTERNET
A japonesa Hitachi apresentou ontem seu novo robô humanoide EMIEW 2. O robozinho tem 80 cm de altura e é equipado com um mecanismo de rodinhas nas pernas, especial para conseguir ultrapassar as diferenças de nível no chão. Ele se move à mesma velocidade dos humanos e pode ser usado, por exemplo, para guiar pessoas nos mais diversos ambientes. Ainda não foram definidos os detalhes de comercialização do robô.
C A R T A Z
O risco de ser jornalista
http://thisispaper.com/ Chi-Yuen-A-W-2012-Collection
O grupo de hackers Anonymous agendou para o dia 31 de março o "maior ataque a rede" até o momento, invadindo 13 servidores importantes e causando um "apagão" na rede. O anúncio foi publicado em um site na web onde o grupo lança suas ameaças de ataques. O objetivo do grupo é
Imagem do telescópio Hubble, das agências espaciais norte-americana (Nasa) e Europeia (ESA), comprovam a existência de uma nova classe de planeta. A "super-Terra GJ1214b" [círculo menor] orbita ao redor de uma estrela-anã há 40 anos-luz da Terra e teria água. A fumaça em sua atmosfera seria vapor.
ANO NOVO, DE NOVO - Monges budistas vestidos de demônios durante a celebração do ano novo tibetano no templo de Yonghe, em Pequim. Autoridades chinesas estão controlando com maior rigor as manifestações religiosas dos tibetanos.
A Apple, que está perto de alcançar um número recorde de 25 bilhões de downloads de aplicativos na App Store, no mundo todo, criou uma ação promocional. O usuário que fizer o download número 25 bilhões ganhará com um cartão presente da loja online no valor de US$ 10 mil. Para participar, basta visitar a App Store e baixar os aplicativos que quiser - não é necessário comprar nada. Ontem à noite a contagem indicava que já foram realizados 24,514 bilhões de downloads. Para participar, visite a página da promoção. http://bit.ly/y4YUTh
A VIAÇÃO
Hello Kitty virou avião
empresa aérea de Taiwan EVA criou um avião especial em homenagem à personagem Hello Kitty. Um Airbus A330-200 foi totalmente decora-
A
A TÉ LOGO
http://bit.ly/yMOizR
Rota da aeronave ainda não foi divulgada
Acesse www.dcomercio.com.br para ler a íntegra das notícias abaixo:
L
Bactéria resistente a antibióticos é transmitida dos animais para os humanos informam cientistas
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Famoso quadro 'O Grito', de Edvard Munch, vai a leilão e pode superar o valor de US$ 80 mihões
L
Refeição infantil terá lacinhos e bigode de legumes
do com a figura da personagem. Até os uniformes das comissárias de bordo e os talheres foram desenhados como homenagem.
Cidade de Nice, na Côte d'Azur, terá a primeira praia com o título "livre de tabaco" da França
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e
11 SAFRA RECORDE Produção de milho do Brasil deverá crescer 7%, para 60 mi de toneladas.
conomia
DECLARAÇÃO Programa para declarar Imposto de Renda será liberado dia 24.
Fotos Newton Santos/Hype
O faturamento dos dias de Carnaval não se pode dispensar. O cliente vem até aqui porque quer comprar.
Estamos aproveitando para ver outras coisas, porque o shopping-center nesta época do ano está vazio.
PRISCILA AMORIM, DA MANIA BRASIL
ANDRÉIA JANAINA SOARES LEITE, CONSUMIDORA
Desfile nos corredores do shopping-center: clientes aproveitaram para conferir de perto as campanhas no West Plaza, na Capital.
O
êxodo do paulistano durante o Carnaval afeta substancialmente o varejo local. Segundo levantamento do economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a queda do movimento oscila entre 20% e 25% na semana do evento, ante igual número de dias do mesmo mês, sem a festa de Momo. O potencial de faturamento do público que permanece na cidade, no entanto, não pode ser desprezado. Por isso mesmo, alguns dias antes do início da festa, muitos dos shoppings de São Paulo se adiantavam em anunciar horários e atividades diferenciados para o período. O West Plaza, um dos empreendimentos do Grupo Aliansce, por exemplo, preparou programação carnavalesca para atrair as crianças durante o Carnaval e também divulgou que várias das suas lojas estariam em liquidação. Na última segunda-feira, muitas das vitrines daquele centro de compras estampavam faixas anunciando descontos variados, de até 70%. Na loja especializada em tamanhos plus size (do número 42 ao 54), a Mania Brasil, de Priscila Amorim, a liquidação não estava anunciada na fachada, mas havia, segundo a empresária, desconto de 10% a 30% para parte do mix de roupas e acessórios femininos. "Iniciamos a liquidação em janeiro e agora já recebemos a nova coleção, de meia-estação. Não adesivamos a vitrine para privilegiar a exposição dos produtos", disse. Priscila comanda os negócios da marca (confecção e rede de seis lojas) em parceria com a mãe e uma irmã. Ela calcula que o Carnaval, a despeito do êxodo do paulistano no período de sábado até hoje, representa cerca de 10% do faturamento do mês em que a festa de Momo acontece. "É um faturamento que não se pode dispensar. O cliente vem até aqui porque quer comprar", enfatizou. Priscila estima que o público do shopping, desde o início do Carnaval, ficou em torno de 50% a 70% da movimentação de um dia normal. Aos olhos do vendedor da Colchões Ortobom do Shopping West Plaza, Armando de Mesquita Pereira, o Carnaval reduziu a movimentação de
Comércio de SP: promoções no embalo do Carnaval. Varejo da Capital lança campanhas de descontos para reduzir queda nas vendas. Movimento no comércio diminui entre 20% e 25% nos dias de folia. Fátima Lourenço
O casal Daniel Souza e Andréia Janaina foram às compras com o filho João Pedro (ao alto). As amigas Ana Carolina e Paula Marinho trocaram peças de vestuário, e Priscila Amorim, da loja Mania Brasil (ao lado), se esforçou para aumentar as vendas.
público à metade, na comparação com um dia normal. A marca, em liquidação desde dezembro, busca atrair o público com descontos de 60% em todos os produtos, além de pagamento parcelado em 12 vezes, sem juros, e concurso cultural, com sorteios. Dúvidas – Até a hora do almoço de segunda-feira, Pereira contabilizava três vendas concretizadas no Carnaval, todas no sábado. "Nem sempre a visita do cliente à loja resulta em venda na hora. Muitos vêm para tirar dúvidas, conferir prazos de entrega. Normalmente, as vendas acontecem à noite, depois que a pessoa sai do trabalho". Para o casal Andréia Janaina Soares Leite e Daniel Souza Di Costa, moradores de Pirituba, o feriado de Carnaval facilitou a troca do calçado que Daniel comprou para o filho João Pedro na semana anterior. "Estamos aproveitando para ver outras coisas, porque o shopping está mais vazio", comentou Andréia. Chinelo e tênis eram os itens básicos da lista de preferência dos dois. Na opinião do casal, com o shopping mais vazio, o cliente que chega está disposto a comprar. No caso deles, a existência de liquidações estimula a pesquisa por oportunidades. "Mas só para ver coisas que se precise", disse Andréia. A necessidade também levou Ana Carolina Nunes da Silva e a amiga Paula Marinho de Oliveira até o West Plaza, em plena segunda-feira de Carnaval. Pesou a conveniência da proximidade da casa da amiga que as hospedava com o centro de compras. Elas compunham um grupo de várias amigas, acompanhando a irmã de Paula, em busca de uma bermuda. "Mas eu preciso de um vestido. Se encontrar, compro", disse Ana. As liquidações podem não ser, conforme comentou a consumidora Ana, o que mais atrai as pessoas ao shopping – "depende do momento", justificou –, mas são um bom instrumento para estimular a venda dos estoques remanescentes de Natal. Muitos shoppings já se anteciparam com elas, desde o início do ano. Mas ainda há casos, como o do Shopping Taboão, também do Aliensce, que anuncia "liquidações imperdíveis" entre os dias 23 e 26 de fevereiro.
12 -.ECONOMIA
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e Brinquedos tradicionais resistem aos eletrônicos
Há ondas de produtos específicos cuja moda vai e volta, como a boneca Suzi e os postos de gasolina. Synésio Batista da Costa, da Abrinq
conomia
Paulo Pampolin/Hype
Apesar do sucesso dos jogos online e dos vídeos games, uma parcela do público adolescente e pré-adolescente ainda volta a atenção para produtos classificados como educativos. Na Europa, jovens entre 13 e 17 anos gastaram 472 milhões de euros no ano passado com esses itens.
As irmãs gêmeas Giovana (à esq.) e Júlia, de 11 anos, gostam de jogos de tabuleiro, como Super Banco Imobiliário e Jogo da Vida. Elas não deixam de lado, porém, novidades eletrônicas como o Nintendo Wii.
Paula Cunha
B
rinquedos tradicionais como os jogos de tabuleiro e quebra-cabeças costumam voltar à moda de tempos em tempos com o estímulo de pais saudosistas e ondas de revivals promovidas pelos meios de comunicação como televisão e, principalmente, a internet. Atualmente, os públicos pré-adolescente e adolescente brasileiros estão mais interessados nos jogos eletrônicos, estimulados pela facilidade de acesso que os tablets e celulares oferecem, mas uma parcela ainda volta suas atenções para este tipo de produto. O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, explica que a atual demanda por parte deste público é por jogos eletrônicos via tablets e celulares. Entretanto, lembra que ainda há uma procura por itens tradicionais e que é e l a a re s p o n s á v e l p e l a existência de lojas especializadas que são, genericamente, classificadas como educativas. Atualmente, os adolescentes europeus de 13 a 17 anos estão passando por uma fase de intenso interesse por estes produtos. De olho nessa moda a Toy Fair de Nuremberg (Alemanha) – a mais importante feira europeia de brinquedos – deste ano concentrou suas atenções em diversos lançamentos para conquistar esse público que, segundo uma pesquisa, gastou cerca de 472 milhões de euros na aquisição desses itens no ano passado. "Há ondas de produtos específicos cuja moda vai e volta tanto aqui quanto em todo o mundo, como os jogos de tabuleiro, a boneca Suzi e os postos de gasolina", explica Cos-
ta. O presidente da Abrinq ressalta que a pesquisa detecta o comportamento específico deste público europeu em um momento determinado e que, no Brasil, este interesse ainda pode ser encontrado, mas já não é tão expressivo. Segundo especialistas do se-
parte dos pais que passaram a oferecer quebra-cabeças e jogos de tabuleiro, em especial os que tiveram quando jovens, a seus filhos pré-adolescentes e adolescentes. Ela cita a influência da internet sobre este público que procura novos jogos na web e encontra
tanto novidades eletrônicas quanto jogos antigos. Maria Luiza menciona como exemplo o antigo Mancala, de origem africana, que tem uma versão na web e outra física, com tabuleiro, que passou a ser procurada na loja por adolescentes. Além destes itens, outros alvos cobiçados pelo público de 9 a 11 anos são o pega-varetas, jogo de damas, dominó, gamão, marionetes e os antigos peteca, pião e brincadeiras como cama de gato, pula elástico e cinco marias (o antigo jogo das pedrinhas), que passaram a fazer parte de atividades escolares que resgatam os jogos e brincadeiras de pais e avôs.
Fotos: Newton Santos/Hype
tor, o centro das atenções deste grupo são os jogos acessados em tablets e celulares. Por isso, eles ressaltam que fabricantes e lojas que exploram o nicho dos jogos de tabuleiro precisam de uma estratégia muito bem definida para sobreviver neste momento. Maria Luiza de Macedo, gerente da loja de brinquedos educativos Trenzinho, em São Paulo, tem observado um movimento de interesse por Os brinquedos educativos são encontrados em lojas especializadas, como a Trenzinho, localizada em São Paulo. Jogos como pega-varetas, damas, dominó e gamão, entre outros, são cobiçados por um público de 9 a 11 anos. Há kit brincadeira para as meninas (no centro da pág.).
Nova geração curte Banco Imobiliário
B
em informadas e bastante ativas, as irmãs gêmeas Júlia e Giovana Parravano, de 11 anos, estão entrando na adolescência ligadas nas novidades e, ao mesmo tempo, abertas a sugestões dos pais e dos amigos que recomendam os chamados jogos e brinquedos tradicionais. Júlia os escolhe e pede como presentes no Natal e no Dia da Criança. Abriu uma exceção no caso do Super Banco Imobiliário, que pediu ao pai antes das datas citadas. Giovana prefere o Jogo da Vida, onde os jogadores decidem seus rumos escolhem os investimentos que fazem ao longo de sua trajetória pessoal e profissional. Ela se interessou por ele quando viu um comercial na televisão e, agora, pesquisa na internet os tipos de jogos recomendados pelos amigos da escola. Com o aumento do interesse por estes brinquedos, as bonecas e os bichinhos de pelúcia de ambas transformaram-se em enfeite para o quarto. Elas dizem que gostam de variar, e brincam tanto com o Nintendo Wii como com os jogos de tabuleiro. Além destes interesses, Giovana diz que também encontra tempo para outras atividades. "Gosto bastante de ir ao shopping, ao cinema e de nadar", acrescenta.
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e China importa mais minério brasileiro A China diversificou suas importações de minério de ferro em 2011, beneficiando a África do Sul, mas não conseguiu reduzir sua dependência da Austrália e Brasil.
conomia
Em janeiro deste ano, as vendas da commodity do Brasil para os chineses cresceram 16% em relação a dezembro. País já é o segundo maior exportador. Marcos D' Paula/AE
A
China importou zir sua dependência de seus 15,4 milhões de to- principais provedores, que são neladas de minério a Austrália e Brasil, de acordo de ferro do Brasil com dados do departamento em janeiro, alta de 16% na com- aduaneiro chinês. paração com o mês anterior, Por muitos anos, as autorimostraram dados da alfânde- dades chinesas disseram que o ga chinesa divulgados ontem. fornecimento do insumo da ÍnO Brasil figura como o segun- dia e de outros países poderia do exportador de minério de ajudar a romper o domínio das ferro para a China. três principais produtoras de Ao todo, o país asiático, que mineral de ferro do mundo: as é o maior importador global mineradoras australianas da commodity, comprou 59,3 BHP Billiton e Rio Tinto, e a milhões de toneladas, queda brasileira Vale. de 7% quando comparado Mas, em 2011, a China imcom o resultado de dezembro, portou 64% do material descom as entregas do principal ses países, sem variação em fornecedor, a Austrália, re- relação ao ano anterior. A cuando 8,5%, para 26,8 mi- exemplo da queda registrada lhões de toneladas. nos primeiros meses de 2012, As importações do insumo as compras na Índia caíram da Índia caíram 5% quando cerca de 24% no ano passado, co nf ro nt ad as em meio a com as de dequeixas pelo z e m b ro , c h edeclive da gando a 4,49 qualidade. As milhões de tocompras da neladas. África do Sul O s t r ê s i ma u m e nt a r a m milhões de toneladas cerca de 22%, portantes produtores de mimas a Índia de minério de ferro nério – que são continua sendo País foram a Austrália, do o terceiro Brasil e Índia – p ro v e d o r d a vendidas para a forneceram China, entreChina em 78,7% das imgando um vojaneiro deste ano. portações tolume equivatais da China lente ao dobro no último mês, daquele entrena comparação com os 74,7% gue pelos sul-africanos. verificados ao ao longo do As compras de minério de ano de 2011. f e r ro g e r a i s a u m e n t a r a m Já as importações de forne- 10,94% no ano passado porque cedores de menor importância a indústria siderúrgica da Chipara os seus negócios, como o na continuou crescendo, frente Irã, caíram 25% quando com- à desaceleração do crescimenparadas ao mês anterior, para to econômico interno. A estra710,7 mil toneladas. tégia da diversificação da ChiOperadores disseram que na levou o país a buscar mineprovavelmente importariam ral de ferro em lugares como menos do Irã, em meio a preo- Mauritânia e Mianmar. cupações com as sanções interPara analistas, o crescimennacionais que poderiam afetar to de fontes não tradicionais é entregas e os pagamentos. um reflexo dos fornecimentos D e p en d ê n c ia – D u r an t e restringidos, uma boa deman2011 a China diversificou suas da e preços altos, mais do que importações de minério de fer- uma estratégia explícita de rero. Essa ampliação da pauta, duzir a dependência de Ausem geral, favoreceu a África do trália e Brasil, informaram os Sul, mas não conseguiu redu- analistas. (Reuters)
15,4
A mineradora brasileira Vale, e as australianas BHP Billiton e Rio Tinto, respondem por mais da metade das vendas do produto para a China.
TNT Express pode deixar Brasil
A
companhia de logística holandesa TNT Express informou ontem que irá voltar as atenções às suas operações na Europa, seu principal mercado. A empresa disse ainda que busca parceiros ou considera a venda de suas operações em mercados emergentes, como China e Brasil, após reportar prejuízo líquido no quarto trimestre. As declarações seguem-se à apresentação de oferta de compra não solicitada de sua concorrente norteamericana UPS. A TNT reportou prejuízo líquido de 173 milhões de
euros no trimestre, até 31 de dezembro, revertendo um lucro de 4 milhões de euros em igual período do ano anterior. O prejuízo foi impactado por encargos relacionados à depreciação no valor de suas operações no Brasil, de 104 milhões de euros e por 45 milhões de euros em perdas contábeis com sua frota aérea. As receitas cresceram 2,3%, para 1,87 bilhão de euros, em relação ao mesmo período do ano passado. No consolidado de 2011, a companhia reportou um prejuízo líquido de 270 milhões de euros, contra um lucro de 66 milhões de euros no ano anterior.
Cai produção de aço
A
produção global de aço caiu em janeiro, com uma queda de 13% na China, maior produtor do mundo, mostraram dados divulgados ontem, enquanto a demanda industrial permanece fraca e as perspectivas econômicas são incertas. A produção global de aço em janeiro recuou 7,8%, para 117 milhões de toneladas, na comparação com igual mês do ano passado, informou a Associação Mundial do Aço. A produção da China caiu para 52,1 milhões de toneladas. O uso da capacidade instalada no mundo caiu 9,6 pontos percentuais na comparação anual, para 71,3% em janeiro, mas ainda ficou 0,5% superior a dezembro de 2011. A produção no Japão caiu 10,6% comparado com janeiro de 2011, para 8,6 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, a produção permaneceu no positivo, com alta de 5,7%, para 7,6 milhões de toneladas. (Reuters)
Nos últimos anos, a TNT expandiu seus negócios em mercados emergentes, especialmente no Brasil, China e Índia. Após ter vendido suas operações na Índia em dezembro, a TNT informou que irá avaliar as opções para seu negócio de entregas domésticas no Brasil e na China. Mas a executiva chefe da empresa, Marie-Christine Lombard, afirmou que ainda é cedo para prever o resultado das avaliações que serão feitas nos negócios da empresa no Brasil e na China, já que o processo acabou de ser iniciado. "Essa é a estratégia correta para esses negócios. Irá
Kraft vê ganho subir 54% no quarto trimestre de 2011
O
lucro da Kraft Foods aumentou 54% no quarto trimestre do ano passado. O resultado foi impulsionado pelos elevados preços dos alimentos, embora o aumento dos custos tenha afetado as margens. O lucro foi de US$ 830 milhões, ou 47 centavos por ação, na comparação com os US$ 540 milhões, ou 31 centavos no ano anterior. Excluindo aquisição, integração, desinvestimento e outros itens, o lucro foi de 57 centavos por ação no último trimestre. A receita saltou 6,6%, para US$ 14,69 bilhões. A margem bruta recuou de 34,8% para 33,3%. (Agências)
maximizar o valor dos ativos dos acionistas, porque isso irá elevar os resultados e o fluxo de caixa", afirmou Lombard em entrevista postada no site da empresa. A companhia disse que o começo do ano foi um período difícil para tocar as suas operações principalmente na Europa, com pressão geral sobre os preços e baixo volume de entregas internacionais. A companhia não ofereceu projeção para o ano de 2012, citando as incertezas econômicas, o risco de recessão na Europa e a desaceleração da atividade econômica experimentada pela na Ásia. (Agências)
Walmart lucra menos
O
Walmart apresentou redução de 4,2% no lucro líquido do ano fiscal terminado em 31 de janeiro, atingindo US$ 15,699 bilhões. A maior varejista do mundo enfrenta problemas nas vendas com os crescentes preços da gasolina e o alto desemprego que persiste nos Estados Unidos. Considerando apenas o quarto trimestre, a queda nos ganhos do grupo varejista norte-americano foi ainda maior, de 14,7% em relação ao mesmo período no ano anterior, para US$ 5,163 bilhões. Os dados divulgados ontem pela empresa mostram ainda que a receita registrou aumento de 6% no ano, chegando a US$ 446,950 bilhões. Nos três últimos meses ela chegou a US$ 123,169 bilhões, uma elevação foi de 5,9%. Na última segunda-feira o grupo informou que está assumindo o controle acionário da empresa chinesa de comércio eletrônico Yihaodian, uma forma de se defender da competição na China. (Folhapress)
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e Bloco do euro fecha acordo com Grécia Conseguimos um acordo profundo, o que vai assegurar o futuro da Grécia na zona do euro. Jean-Claude Juncker, do Eurogroup
conomia
O
s ministros das Finanças da zona do euro acertaram ontem um resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, evitando que o país declare uma moratória desordenada iminente. O acordo força Atenas a tomar medidas de austeridade fiscal impopulares e impõe fortes perdas aos credores privados. O complexo acordo costurado durante a madrugada garante uma sobrevida nos esforços para estabilizar o bloco de 17 países da moeda única e fortalece suas finanças, mas deixa dúvidas sobre a habilidade da Grécia de se recuperar e evitar o calote no longo prazo. Após 13 horas de conversas, os ministros finalizaram medidas para cortar a dívida de Atenas a 120,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, garantindo um segundo socorro ao país em menos de dois anos e às vésperas de um grande vencimento de bônus em março. "Conseguimos um acordo profundo sobre o novo programa da Grécia e o envolvimento do setor privado que permitirá significativa redução da dívida para a Grécia. O que vai assegurar o futuro da Grécia na zona do euro", disse JeanC l a u d e J u n c k e r, d o E u rogroup. A Grécia ficará sob permanente vigilância europeia, e terá que depositar recursos para honrar sua dívida em uma conta especial. O acordo foi saudado como um passo positivo para a Grécia, mas especialistas alertaram que Atenas terá que fazer mais para reduzir seu endividamento e que os riscos de default seguirão presentes nos próximos anos. Ao concordarem que o Banco Central Europeu (BCE) irá distribuir seus lucros obtidos com a compra de bônus e que os detentores privados de bônus assumirão pesadas perdas, os ministros reduziram a dívida da Grécia a um ponto
que deve garantir a injeção de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os rendimentos dos bônus da Itália e da Espanha caíram com o alívio de investidores, que temiam o alastramento da crise para outros países periféricos da zona do euro. "É um resultado importante que remove os riscos imediatos de contágio", disse o primeiro-ministro italiano, Mario Monti. Ainda que o acordo dê mais tempo para que a União Europeia (UE) prepare novas medidas para a crise, ele significa que a Grécia terá que encarar anos sem crescimento. As medidas de austeridade fiscal impostas sobre Atenas são impopulares e pressionarão políticos que pretendem disputar eleições previstas para abril. Protestos nas ruas poderão ser um teste para o compromisso de políticos com os cortes de salários, aposentadorias e empregos. Os dois maiores sindicatos da Grécia convocaram manifestações em Atenas para hoje. Pesquisa de opinião realizada antes do acordo mostrou que o apoio aos dois principais partidos que são favoráveis ao pacote de resgate caiu para a mínima histórica. Os parlamentos de três países que vinham sendo os mais críticos ao socorro à Grécia – Alemanha, Holanda e Finlândia – precisam agora aprovar o pacote para Atenas. Tr ag éd ia – Muitos economistas questionam se a Grécia poderá honrar mesmo uma dívida reduzida, sugerindo que o acordo agora pode apenas postergar um default em alguns poucos meses. O ministro sueco das Finanças, Anders Borg, disse: "O que foi feito é um passo muito significativo. É claro que os gregos permanecem emperrados em sua tragédia. É um novo ato de um drama longo", disse. "Eu não acredito que eles vão pensar que estão livres de qualquer problema, mas eu penso que redu-
Louisa Gouliamaki/AFP Photo
Depois de inúmeros debates e protestos de rua, ministros das Finanças dos países da moeda comum acertam resgate de 130 bilhões de euros para governo grego.
Yves Herman/Reuters
zimos o problema da Grécia para apenas o problema da Grécia. Não se trata mais de uma ameaça à toda recuperação da Europa." A economista sênior para Europa da Capital Economics, Jennifer McKeown, disse que as medidas de austeridade terão que ser implementadas "e monitoradas cada vez mais em meio a revoltas populares que tornarão as coisas mais difíceis". "Há risco de saída da Grécia da zona do euro no fim deste ano", disse ela. A volta do crescimento econômico nesse país poderia levar ao menos uma década, uma perspectiva que levou milhares de pessoas às ruas de Atenas para protestar no domingo. Os cortes de gastos pelo governo podem aprofundar uma recessão que já está em seu quinto ano, afirmam especialistas. (Reuters)
Obama parabeniza Merkel
O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, saudaram ontem o novo acordo da União Europeia (UE) para evitar uma moratória da dívida da Grécia, informou a Casa Branca. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse a jornalistas que Obama falou ao telefone com Merkel, e os dois líderes concordaram que o planejado pacto fiscal da União Europeia, as recentes ações do Banco Central Europeu (BCE) e as reformas na Espanha e na Itália também são passos positivos para reduzir a crise na zona do euro. "O presidente Obama agradeceu a chanceler (alemã) por sua liderança e saudou o acor-
do na Europa sobre o novo programa de resgate da Grécia para ajudar a reduzir sua dívida a níveis sustentáveis", disse o porta-voz Carney. Bolsas – As ações europeias terminaram em baixa ontem, em um dia de baixo volume, com investidores realizando lucros das recentes altas. O esperado acordo sobre o segundo pacote de socorro à Grécia não conseguiu dissipar preocupações acerca do futuro do país mais problemático da zona do euro. Embora o acordo com Atenas evite o perigo iminente de um calote desordenado da dívida, os desafios políticos e a dificuldade de crescimento econômico da Grécia mostram que não foram eliminados os
riscos de um maciço default e de um contágio regional. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, terminou em queda de 0,51%, a 1.085 pontos, após dois dias de valorização diante das expectativas com a proximidade de um acordo sobre a dívida soberana da Grécia. O volume no FTSEurofirst ficou em 78% da já baixa média em 90 dias, sugerindo que a convicção por parte dos vendedores era pequena. Em Londres, o índice Financial Times caiu 0,29%, a 5.928 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,58%, para 6.908 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 teve baixa de 0,21%, a 3.465 pontos. (Reuters) Kai Pfaffenbach/Reuters
FOLIÕES DO MUNDO DOS NEGÓCIOS – Funcionários da Bolsa de Frankfurt apareceram na manhã de ontem fantasiados no trabalho, seguindo uma longa tradição de Carnaval na Alemanha. Apesar de toda a alegria dos foliões do mundo dos negócios e as boas notícias do acordo para a Grécia, o índice DAX, dessa Bolsa, recuou ontem 0,58%, para 6.908 pontos.
O ministro das Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos (ao alto), comemora o resultado das negociações. Participaram da reunião, em Bruxelas, Christine Lagarde, do FMI, Jean-Claude Juncker, do Eurogroup, e Olli Rehn, da Comissão Europeia.
DIÁRIO DO COMÉRCIO
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terça-feira e quarta-feira, 21 e 22 de fevereiro de 2012
Hoje em dia não é muito popular fazer parte do um por cento que mais ganha. Adam Katz, dono da Talon Air
conomia Chang W. Lee/ The New York Times
Entre a minoria mais rica, Adam Katz, proprietário da empresa de fretamento aéreo Talon Air, diz trabalhar "26 horas por dia, nove dias por semana".
Retrato do 1% mais rico dos EUA Camada mais rica da população acha que Obama está arruinando a economia, mas se dispõe a pagar mais impostos. Shaila Dewan e Robert Gebeloff
A
dam Katz fica feliz em conversar com repórteres em sua mansão em Kings Point, Nova York, para promover sua empresa, uma companhia de fretamento aéreo de Long Island: a Talon Air. Porém, quando o assunto é sua posição como uma das pessoas que mais ganham dinheiro nos Estados Unidos, ele se esquiva. Sentado a uma mesa feita com um tanque de combustível de avião, usando uma camisa com o logotipo da empresa, ele avaliou os benefícios sob o aspecto de relações públicas e viu que não existiam. "Hoje em dia não é muito popular fazer parte do um por cento que mais ganha, não é?" Há poucos meses, Katz era apenas um empresário bemsucedido com cinco filhos, dono de uma casa de US$ 8 milhões, uma imobiliária da família em Manhattan e sua paixão, a Talon Air, fundada há dez anos. Agora, a diferença colossal entre os muitos ricos e os demais – o um por cento versus os 99% – virou ponto de convergência nos EUA e no exterior, e Katz se viu no lado errado de um novo paradigma. Como membro do um por cento, ele faz parte de um clube cujo nome evoca imagens de chefes de Wall Street cujos motoristas os levam de mansões para Manhattan e têm exércitos de lobistas à disposição. Todavia, trata-se de um grupo muito mais amplo e diverso, que inclui pedicuros e atuários, executivos e empreendedores, os que se fizeram sozinhos e os que nasceram em berço de ouro. Eles estão concentrados não apenas em Nova York e Los Angeles, mas também em Denver e Dallas. A variedade de riqueza nesse um por cento é enorme – de famílias que ganham US$ 380 mil por ano, segundo dados do censo norte-americano, até bilionários como Warren E. Buffett e Bill Gates. O um por cento mais rico ganha pouco menos de um quin-
to da renda bruta do país, quase o dobro de sua participação 30 anos atrás. Eles pagam mais de um quarto dos impostos federais, segundo o Centro de Políticas Tributárias. Em 2007, eles responderam por cerca de 30% das doações a filantropia, de acordo com dados do Federal Reserve (o banco central dos EUA). Eles receberam 22% da renda dos ganhos de capital, comparado a 2% do resto da população. Mesmo assim, eles não são necessariamente ricos desocupados. Katz, que às vezes vai trabalhar de avião anfíbio e chega a carregar a bagagem dos passageiros da Talon Air, gosta de dizer que trabalha "26 horas por dia, nove dias por semana". A maioria das pessoas que faz parte do um por cento mais rico nasceu com vantagens socioeconômicas, o que ajuda a explicar por que elas têm maior probabilidade de ter emprego, segundo dados do censo. Eles também trabalham mais horas, tendo o triplo de chance, em comparação ao resto da população, de trabalhar mais de 50 horas/semana e uma probabilidade muito maior de serem autônomos. Embora muitos dos ricos tendam ao Partido Republicano, em entrevistas o grupo expressou uma ampla gama de visões sobre como consertar a economia. Eles acham que Obama a está arruinando e que os republicanos no Congresso perderam o juízo. Eles favorecem o imposto único ou acreditam que os ricos deveriam pagar im-
postos mais altos. Alguns saudaram o movimento Occupy Wall Street dizendo que já estava na hora, enquanto outros desejavam que os manifestantes arrumassem um emprego ou fossem tomar banho. Ainda assim, alguns foram filosóficos, vendo a recessão como algo que passaria, como muitos altos e baixos anteriores. Entre as pessoas que fazem parte do um por cento entrevistadas para esta reportagem, quase todos afirmaram que os ricos poderiam e deveriam arcar com mais dos encargos financeiros do país, e quase todos disseram considerar o sistema atual injusto. Contudo, preferem sofrer cortes em seus benefícios, como na Previdência Social, do que pagar mais impostos. Em um levantamento com famílias abastadas de Chicago, quase o dobro de pessoas respondeu que cortaria os gastos do governo do que aquelas que falaram em reduzir os gastos e elevar a receita. Mesmo aqueles que declararam que a situação era favorável a eles não gostavam da retórica contra os ricos. "Não me importo de pagar um pouco mais de imposto. Não importo de colocar dinheiro em programas que ajudem os pobres", disse Anthony J. Bonomo, de Manhasset, Nova York, republicano que administra uma seguradora especializada em erros médicos. Entretanto, ele não aceitava ser culpado pelas tragédias do país. "Se essa gente pode pas-
Os ricaços dos EUA vão além dos chefes de Wall Street, cujos motoristas os levam de suas mansões para Manhattan. Trata-se de um grupo bem mais diverso, que inclui pedicuros, atuários, executivos, empreendedores, os que se fizeram sozinhos e os que nasceram em berço de ouro.
sar o dia inteiro acampada no parque, por que não está procurando emprego? Por que ficam culpando os outros?" O um por cento tem uma composição profissional diferente em cidades distantes. Em âmbito nacional, por exemplo, os médicos têm maior probabilidade do que qualquer outra profissão de integrar esse grupo – um em cada cinco faz parte dele. Contudo, em Macon, Geórgia, um cirurgião tem uma probabilidade muito maior de entrar do que em Manhattan, onde gestores financeiros e banqueiros expulsaram os médicos da pista de dança. Mesmo assim, David Mejias, advogado especializado em divórcio e lesões corporais, que já foi legislador democrata no condado de Nassau, disse que o sistema como um todo estava distorcido para favorecer os autônomos e empresários que po-
diam deduzir parte do custo dos carros, viagens, jantares e até de coleções de arte. "Nós não apenas ganhamos mais dinheiro como também, se você fizer uma análise do estilo de vida, ganhamos muito mais dinheiro. Antes de sermos pagos, a maior parte da nossa vida já está quite." A faixa de corte para entrar no um por cento varia segundo o modo como a renda é calculada. Na faixa inferior, uma análise do censo determina o limite em US$ 380 mil por residência e fornece diversos dados demográficos usados nesta reportagem. No segmento superior, a Pesquisa de Finanças do Consumidor, do Federal Reserve, que usa um indicador de renda mais amplo que inclui ganhos de capital, definiu um limite de US$ 690 mil em 2007, ano mais recente com dados disponíveis. Existem poucos dados atuais que permitiriam uma mensuração do um por cento por riqueza. Dezenas de membros do grupo não quiseram ser entrevistados para esta reportagem. Alguns previam ser acordados por manifestantes no gramado de casa; outros temiam auditorias do IRS (o equivalente à Receita Federal) ou outra medida punitiva do gover-
no. Um diretor executivo de uma empresa financeira disse que não queria exaltar a retórica do Occupy Wall Street ao participar de uma reportagem sobre o um por cento. Um investidor que já fora alvo de manifestantes disse temer pela segurança da família. Muitos ricos censuraram o que chamam de guerra de classes, o que não significa que não achem que o sistema trabalhe injustamente a seu favor. O investidor que não se identificou declarou não ser justo pagar uma taxa mais baixa sobre a renda de investimentos do que um assalariado e perguntou por que deveria receber da Previdência Social ou ter assistência médica pública. Para ele, porém, culpar os ricos não era a resposta. "Se você pagar US$ 50 milhões em impostos, isso é justo ou injusto? Quando um imposto é criado especificamente para um décimo de um por cento da economia, é difícil não se sentir visado." Talvez ele possa se sentir um pouco mais reconfortado com um pequeno cartaz visto no semestre passado no parque Zuccotti, baixa Manhattan, o centro do movimento Occupy Wall Street. Ele dizia: "Nós somos os cem por cento." *The New York Times