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Unidos da Tijuca

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Nota final do projeto: 10 (dez)


Dedicamos este trabalho à comunidade do Morro do Borel.


Agradecemos às nossas famílias pelo amor, pelo empenho e pela credibilidade ao longo de nossas vidas. Ao professor orientador Marcelo Guedes pela amizade, dedicação, entusiasmo e pela confiança no grupo. Aos nossos amigos por terem lamentado os momentos em que não pudemos acompanhá-los. A todos os professores da ESPM, em especial ao professor Paulo Borsato e à professora Glorinha. Finalmente, ao nosso amigo Luciano da LIESA pela atenção, paciência, boa vontade e pelas suas informações que enriqueceram o conteúdo do nosso trabalho.


Sumário I) Introdução ................................................................................................................... pág.1 A. Análise Externa.......................................................................................................... pág.2 1. Mercado ....................................................................................................................... pág.2 1.1 Histórico do mercado................................................................................................. pág.2 1.2 Tamanho do mercado................................................................................................ pág.4 1.3 Tamanho do mercado por região.............................................................................. pág.4 1.4 Sazonalidade.............................................................................................................. pág.7

2. Concorrência ............................................................................................................. pág.9 2.1 Concorrência direta ................................................................................................... pág.9 2.2 Marketing mix dos concorrentes diretos ................................................................... pág.9 2.2.1 Características do P de Produto ........................................................................... pág.9 2.2.2 Características do P de Ponto .............................................................................. pág.16 2.2.3 Características do P de Promoção ....................................................................... pág.21 2.2.4 Características do P de Preço................................................................................ pág.27 2.4 Participação de mercado........................................................................................... pág.30 2.5 Concorrência indireta ................................................................................................ pág.30 2.6 Previsão de futuros concorrentes ............................................................................. pág.32

3. Segmentação de mercado .................................................................................... pág.32 3.1 Quadro da estrutura do mercado .............................................................................. pág.32 3.2 Variáveis utilizadas para segmentação .................................................................... pág.32 3.3 Mercado-alvo ............................................................................................................. pág.33

4. Posicionamento ........................................................................................................ pág.34 4.1 Mapa perceptivo......................................................................................................... pág.34 4.2 Comentários............................................................................................................... pág.34

5. Consumidor..........................................................................................................................................pág.35 5.1 Consumidor final ........................................................................................................ pág.35 5.1.1 Público-alvo da Empresa........................................................................................ pág.35 5.1.2 Principais consumidores ........................................................................................ pág.35


5.1.3 Perfil......................................................................................................................... pág.35 5.1.4 Hábitos de uso e atitudes....................................................................................... pág.36 5.1.5 Desejos e necessidades......................................................................................... pág.36 5.1.6 Papéis de compra................................................................................................... pág.37 5.2 Cliente intermediário.................................................................................................. pág.40 5.2.1 Público-alvo da Empresa........................................................................................ pág.40 5.2.2 Principais clientes intermediários .......................................................................... pág. 40 5.2.3 Perfil......................................................................................................................... pág. 41 5.2.4 Hábitos de uso e atitudes....................................................................................... pág. 41 5.2.5 Desejos e necessidades......................................................................................... pág. 41 5.2.6 Papéis de compra................................................................................................... pág.41

6. Aspectos legais ........................................................................................................ pág.42 6.1 Exigências legais ....................................................................................................... pág.42 6.2 Legislação em trâmite................................................................................................ pág.42 6.3 Considerações éticas ............................................................................................... pág.42 6.4 Tributos ...................................................................................................................... pág.42 6.5 Restrições às atividades do P de Promoção ........................................................... pág.42 6.6 Entidades de classe .................................................................................................. pág.42

B. Análise Interna........................................................................................................... pág.43 1. Histórico da Empresa ............................................................................................... pág.43 1.1 Razão social e número do CNPJ ............................................................................. pág.43 1.2 Localização do escritório central............................................................................... pág.43 1.3 Fundadores e data da fundação ............................................................................... pág.43 1.4 Dados e fatos marcantes .......................................................................................... pág.43 1.5 Composição acionária atual ...................................................................................... pág.44 1.6 Missão ....................................................................................................................... pág.44 1.7 Visão .......................................................................................................................... pág.44 1.8 Mercados de atuação ............................................................................................... pág.44 1.9 Valores ético-culturais/princípios .............................................................................. pág.45 1.10 Atividades de responsabilidade social.................................................................... pág.45

2. Recursos Humanos .................................................................................................. pág.46 2.1 Organograma funcional gerencial ............................................................................. pág.46 2.2 Principais funções...................................................................................................... pág.46 2.3 Número de funcionários............................................................................................. pág.47 2.4 Política de carreira ..................................................................................................... pág.47


2.5 Política salarial ........................................................................................................... pág.48 2.6 Política de benefícios................................................................................................. pág.48 2.7 Política de treinamento .............................................................................................. pág.48 2.8 Análise do clima organizacional................................................................................ pág.48

3. Processo ..................................................................................................................... pág.49 3.1 Localização de filiais e fábricas ................................................................................ pág.49 3.2 Metragem ocupada das instalações ......................................................................... pág.49 3.3 Capacidade instalada e ociosa ................................................................................. pág.49 3.4 Suprimentos ............................................................................................................... pág.49 3.4.1 Insumos estratégicos ............................................................................................. pág.49 3.4.2 Principais fornecedores .......................................................................................... pág.50 3.4.3 Principais parcerias com fornecedores.................................................................. pág.50 3.5 Produção .................................................................................................................... pág.50 3.5.1 Fluxograma de produção........................................................................................ pág.50 3.5.2 Problemas de produção que costumam afetar a competitividade ....................... pág.52 3.5.3 Interação entre planejamento e controle de produção e previsão de vendas..... pág.52 3.6 Sistema de qualidade ................................................................................................ pág.52 3.6.1 Política da qualidade .............................................................................................. pág.52 3.6.2 Ferramentas de controle de qualidade .................................................................. pág.52 3.6.3 Gestão da Qualidade Total .................................................................................... pág.53

4. Finanças.................................................................................................................................................pág.53 4.1 Tabelas....................................................................................................................... pág.53 4.1.1 Demonstração dos resultados do exercício – DRE .............................................. pág.54 4.1.2 Fluxo de caixa anual da Empresa ......................................................................... pág.54 4.1.3 Balanço Patrimonial – BP....................................................................................... pág.54 4.1.4 Inadimplência .......................................................................................................... pág.55 4.2 Comentários............................................................................................................... pág.55

5. Marketing ................................................................................................................... pág.56 5.1 Objetivos de Marketing.............................................................................................. pág.56 5.2 Estrutura departamental de Marketing...................................................................... pág.56 5.2.1 Organograma funcional gerencial)......................................................................... pág.56 5.2.2 Principais funções................................................................................................... pág.57 5.2.3 Número de funcionários ......................................................................................... pág.57 5.2.4 Interação interdepartamental ................................................................................. pág.57

5.3 Produto/Serviço ...................................................................................................... pág.57


5.3.1 Características da linha de produtos ..................................................................... pág.57 5.3.2 Variações regionais da linha de produtos/serviços............................................... pág.62 5.3.3 Registro de marcas................................................................................................. pág.62 5.3.4 Análise de benefícios ou hierarquia de valor......................................................... pág.62 5.3.5 Qualidade ................................................................................................................ pág.63 5.3.6 Bens facilitadores e de suporte.............................................................................. pág.66 5.3.7 Garantias................................................................................................................. pág.67 5.3.8 Formas de uso e cuidados ..................................................................................... pág.67 5.3.9 Serviços de assistência técnica ............................................................................. pág.67 5.3.10 Serviços de atendimento ao cliente..................................................................... pág.67 5.3.11 Cultura de serviços .............................................................................................. pág.67 5.3.12 Recuperação do serviço....................................................................................... pág.67 5.3.13 Testes laboratoriais realizados nos produtos/serviços ....................................... pág.67 5.3.14 Novos produtos/serviços em desenvolvimento................................................... pág.68

5.4 Ponto ......................................................................................................................... pág.68 5.4.1 Canais de distribuição ............................................................................................ pág.68 5.4.2 Relacionamento com os canais ............................................................................. pág.70 5.4.3 Logística de mercado ............................................................................................. pág.71 5.4.3.1 Instalações e espaço .......................................................................................... pág.71 5.4.3.2 Equipamentos ...................................................................................................... pág.73 5.4.3.3 Processamento .................................................................................................... pág.73 5.4.3.4 Estoques ............................................................................................................. pág.73 5.4.3.5 Transporte ........................................................................................................... pág.73 5.4.3.6 Armazenagem...................................................................................................... pág.74 5.4.4 Vendas .................................................................................................................... pág.74 5.4.4.1 Organização de vendas....................................................................................... pág.74 5.4.4.2 Filosofia de remuneração/incentivos .................................................................. pág.75 5.4.4.3 Método de previsão de vendas........................................................................... pág.75

5.5. Promoção................................................................................................................. pág.75 5.5.1 Propaganda............................................................................................................. pág.75 5.5.1.1 Objetivos da propaganda ................................................................................... pág.75 5.5.1.2 Descrição da propaganda dos últimos três anos .............................................. pág.75 5.5.1.3 Orçamento anual de mídia dos últimos três anos.............................................. pág.75 5.5.1.4 Meios e veículos utilizados nos últimos três anos ............................................. pág.76 5.5.1.5 Imagem atual ....................................................................................................... pág.76 5.5.2 Promoção de vendas.............................................................................................. pág.77 5.5.2.1 Objetivos .............................................................................................................. pág.77 5.5.2.2 Estratégias ........................................................................................................... pág.77


5.5.2.3 Quadro de eventos dos últimos três anos.......................................................... pág.78 5.5.2.4 Orçamento anual dos últimos três anos ............................................................ pág.78 5.5.3 Marketing direto ...................................................................................................... pág.78 5.5.3.1 Objetivos .............................................................................................................. pág.78 5.5.3.2 Estratégias ........................................................................................................... pág.78 5.5.3.3 Quadro de eventos dos últimos três anos.......................................................... pág.79 5.5.3.4 Orçamento anual dos últimos três anos ............................................................ pág.79 5.5.4 Relações públicas................................................................................................... pág.78 5.5.4.1 Objetivos .............................................................................................................. pág.78 5.5.4.2 Estratégias ........................................................................................................... pág.78 5.5.4.3 Quadro de eventos dos últimos três anos.......................................................... pág.78 5.5.4.4 Orçamento anual dos últimos três anos............................................................. pág.78 5.5.5 Venda pessoal ........................................................................................................ pág.79 5.5.5.1 Objetivos .............................................................................................................. pág.79 5.5.5.2 Estratégias ........................................................................................................... pág.79 5.5.5.3 Quadro de eventos dos últimos três anos.......................................................... pág.79 5.5.5.4 Orçamento anual dos últimos três anos............................................................. pág.79 5.5.6 Endomarketing........................................................................................................ pág.80 5.5.6.1 Objetivos ............................................................................................................. pág.80 5.5.6.2 Estratégias ........................................................................................................... pág.80 5.5.6.3 Quadro de eventos dos últimos três anos.......................................................... pág.80 5.5.6.4 Orçamento anual dos últimos três anos............................................................. pág.80 5.5.7 Estrutura de comunicação...................................................................................... pág.80 5.5.7 Estrutura de comunicação...................................................................................... pág.80 5.5.8 Tecnologia de Infomação ....................................................................................... pág.81 5.5.8.1 Objetivos ............................................................................................................. pág.80

5.6 Preço ......................................................................................................................... pág.82 5.6.1 Posicionamento de preço....................................................................................... pág.82 5.6.2 Controle de preços.................................................................................................. pág.82 5.6.3 Margens de comercialização dos canais de vendas ............................................ pág.83 5.6.4 Descontos não-promocionais................................................................................. pág.83 5.6.5 Condições de pagamento....................................................................................... pág.83 5.6.6 Financiamentos....................................................................................................... pág.83 5.6.7 Estrutura de preços................................................................................................. pág.84 5.6.8 Estrutura de custos................................................................................................. pág.84


5.7 Sistema de Informação de Marketing (S.I.M.) ................................................... pág.84 5.7.1 Atividades de mensuração da satisfação do consumidor/cliente......................... pág.84 5.7.2 Análise do S.I.M. da Empresa e seus quatro sub-sistemas ................................ pág.85 5.7.2.1 Sub-sistema de registros internos ...................................................................... pág.85 5.7.2.2 Sub-sistema de inteligência de marketing.......................................................... pág.85 5.7.2.3 Sub-sistema de pesquisa de marketing ............................................................. pág.85 5.7.2.4 Sub-sistema de apoio a decisões de marketing ................................................ pág.85 5.7.3 Pesquisas realizadas e resumo de seus resultados............................................. pág.85 5.7.4 Características do banco de dados ....................................................................... pág.85

III. DIAGNÓSTICO .......................................................................................................................................pág.86 1. Análise de portfolio dos produtos da Empresa ................................................ pág.86 1.1 Análise de portfólio .................................................................................................... pág.86 1.2 Comentários............................................................................................................... pág.86

2. Análise do CVP .......................................................................................................... pág.87 2.1 Quadro do CVP.......................................................................................................... pág.87

3. Análise de equilíbrio ................................................................................................ pág.89 4. Conclusões ................................................................................................................ pág.90

IV. PROPOSTA ESTRATÉGICA...............................................................................................................pág.92 A. Estratégia de marketing.............................................................................................................pág.92 1. Cenário de negócios ......................................................................................................................pág.93 2. Hipóteses econômicas.................................................................................................................pág.94 3. Projeções de mercado.................................................................................................................pág.96


4. Segmentação e mercado-alvo ...............................................................................................pág.97 2.1 Quadro de segmentação ........................................................................................... pág.97 2.1.1 Comentários............................................................................................................ pág.98 2.2 Mercado-alvo.............................................................................................................. pág.98

5. Posicionamento ....................................................................................................... pág.98 3.1 Posicionamento atua ................................................................................................. pág.98 3.2 Posicionamento proposto .......................................................................................... pág.98 3.3 Comentários............................................................................................................... pág.98

6. Objetivos de Marketing ...............................................................................................................pág.99 6.1 Quadro de objetivos propostos ................................................................................. pág.99 6.2 Comentários............................................................................................................... pág.99

7. Propostas de mudanças no P de Produto ............................................pág.100 7.1 Características ........................................................................................................... pág.100 7.2 Benefícios................................................................................................................... pág.100 7.3 Marca.......................................................................................................................... pág.103 7.4 Qualidade ................................................................................................................... pág.105 7.5 Bens e serviços facilitadores e de suporte ............................................................... pág.106 7.6 Formas de uso e cuidados ........................................................................................ pág.106 7.7 Serviço de assistência técnica .................................................................................. pág.106 7.8 Serviço de atendimento ao cliente............................................................................ pág.107 7.9 Cultura de atendimento ao cliente ............................................................................ pág.107 7.10 Quadro-resumo do orçamento do P de Produto .................................................... pág.108 7.11 Comentários (justificar as mudanças propostas no P de Produto) ....................... pág.109

8. Propostas de mudanças no P de Ponto ...........................................................................pág.109 8.1 Localização ................................................................................................................ pág.109 8.2 Instalações ................................................................................................................. pág.109 8.3 Canais de distribuição ............................................................................................... pág.110 8.4 Relacionamento com os canais ................................................................................ pág.111 8.5 Logística de mercado................................................................................................. pág.112 8.6 Previsão de vendas ................................................................................................... pág.112 8.7 Pesquisas de marketing ............................................................................................ pág.112


8.8 Quadro-resumo do orçamento do P de Ponto.......................................................... pág.112 8.9 Comentários............................................................................................................... pág.113

9. Propostas de mudanças no P de Preço............................................................................pág.113 9.1 Quadro-resumo do orçamento do P de Preço.......................................................... pág.113 9.2 Patrocónio ................................................................................................................. pág.114

10. Propostas de mudanças no P de Promoção ...............................................................pág.115 10.1 Público-alvo.............................................................................................................. pág.115 10.2 Copy strategy ........................................................................................................... pág.115 10.3. Propaganda............................................................................................................. pág.115 10.3.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.115 10.3.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.116 10.4 Mídia ......................................................................................................................... pág.117 10.4.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.117 10.4.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.118 10.4.3 Meios e veículos ................................................................................................... pág.119 10.4.4 Orçamento para o 1o. ano ................................................................................... pág.121 10.4.5 Política de orçamento para os anos seguintes ................................................... pág.121 10.5 Promoção de vendas............................................................................................... pág.121 10.5.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.121 10.5.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.122 10.5.3 Quadro de eventos para o 1o. ano ...................................................................... pág.123 10.5.4 Orçamento para o 1o. ano ................................................................................... pág.123 10.5.5 Política de orçamento para os anos seguintes ................................................... pág.124 10.6 Marketing direto ....................................................................................................... pág.124 10.6.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.124 10.6.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.124 10.6.3 Quadro de eventos para o 1o. ano ...................................................................... pág.125 10.6.4 Orçamento para o 1o. ano ................................................................................... pág.126 10.6.5 Política de orçamento para os anos seguintes ................................................... pág.126 10.7 Relações públicas.................................................................................................... pág.126 10.7.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.126 10.7.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.126 10.7.3 Quadro de eventos para o 1o. ano ...................................................................... pág.127 10.7.4 Orçamento para o 1o. ano ................................................................................... pág.128 10.7.5 Política de orçamento para os anos seguintes ................................................... pág.128


10.8 Venda pessoal ......................................................................................................... pág.128 10.9 Endomarketing......................................................................................................... pág.128 10.9.1 Objetivos ............................................................................................................... pág.128 10.9.2 Estratégias ............................................................................................................ pág.128 10.9.3 Quadro de eventos para o 1o. ano ...................................................................... pág.129 10.9.4 Orçamento para o 1o. ano ................................................................................... pág.129 10.9.5 Política de orçamento para os anos seguintes ................................................... pág.129 10.10 Evento de lançamento........................................................................................... pág.129 10.11 Tecnologia de Informação..................................................................................... pág.129 10.11 Mudanças na estrutura de comunicação.............................................................. pág.131 10.12 Pesquisas de marketing ........................................................................................ pág.131 10.13 Quadro-resumo do orçamento do P de Promoção .............................................. pág.132 10.15 Comentários (justificar as mudanças no P de Promoção)................................... pág.133

11. Programação ......................................................................................................................................pág.134 B. Campanha de Comunicação .....................................................................................................pág.136 C Resultados Financeiros ................................................................................................................pág.143 1 Demonstração de Resultados do Exercício – DRE.......................................................pág.144 1.1 Tabela com projeções ............................................................................................... pág.144 1.2 Comentários............................................................................................................... pág.144

2 Fluxo de caixa.....................................................................................................................................pág.146 2.1 Tabela com projeções ............................................................................................... pág.146 2.2 Comentários............................................................................................................... pág.147

3 Análise de decisões de retorno sobre o investimento............................................pág.147

3.1 Tabela com projeção de valores a serem investidos ............................................... pág.147 3.2 Tabela de cálculos da análise financeira de investimento e resultados ................. pág.147 3.2.1 Valor Presente Líquido – VPL ................................................................................ pág.147 3.2.2 Retorno Contábil Médio - RCM ou Taxa de Retorno ou ROI .............................. pág.147 3.2.4 Taxa Interna de Retorno – TIR .............................................................................. pág.147 3.2.5 Payback................................................................................................................... pág.147 3.2.6 Resultado Econômico Residual – EVA ................................................................. pág.147 3.3 Comentários............................................................................................................... pág.147

V. CONCLUSÃO...........................................................................................................................................pág.147 Referências bibliográficas ..............................................................................................................pág.150


I. Introdução Para o trabalho de conclusão de curso optamos por desenvolver um projeto que instigasse o grupo a cada nova etapa. Trabalhar com uma Escola de samba é desafiador. Envolve critérios extremamente subjetivos; a estrutura não é organizada; é complicado definir seus produtos, seus objetivos, seus públicos, seus diferenciais, etc. Ainda assim, analisaremos a Escola de samba por inteiro sob todos esses aspectos. É recente a preocupação das Escolas de samba com a importância do marketing. O interessante é que várias atividades consideradas da área são desenvolvidas sem receber este nome. Por isso, não podemos encarar este como um plano tradicional. Tivemos que desenvolver metodologias que serão compreendidas no decorrer do projeto. Ao estudar a fundo o funcionamento de uma Escola de samba e o mercado do carnaval, começamos a entender mais sobre um elemento muito importante nossa identidade cultural. Coletamos algumas informações inéditas, outras curiosas, e outras até mesmo inimagináveis. No período do carnaval, os números são bastante significativos e atraentes. O concurso movimenta diversos setores da economia, principalmente o turismo. Além disso, durante o ano, várias empresas crescem apoiadas no sucesso da festa. Já existem consultorias para empresas que desejam adquirir um camarote como forma de motivação para seus funcionários. Através de pesquisas, identificamos as percepções dos cariocas em relação às Escolas de samba e obtivemos outras informações muito valiosas sobre o que as pessoas esperam do carnaval. É muito difícil para uma Escola modificar uma imagem. Principalmente porque vários fatores levam uma pessoa a escolher torcer por determinada Escola de samba. Tais como: simpatia, proximidade, fatores familiares, ou devido a uma boa colocação em sucessivos concursos. A Unidos da Tijuca, nos últimos anos, tem conquistado boas colocações com desfiles diferentes e inovadores; está no centro das atenções de toda a mídia: uma ótima oportunidade para definir e transmitir um posicionamento ao público. É a oportunidade ideal. A Escola do Borel quer ser vista como uma Escola que busca inovar na avenida sem abrir mão de um samba tradicional, de ótima qualidade. Busca também, durante o ano, realizar trabalhos sociais para contribuir para o crescimento das pessoas que moram na comunidade do Borel. Quer comunicar isso para todos os seus públicos. Tentar fazer tudo isso, com excelência, é o nosso objetivo.

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A. ANÁLISE EXTERNA 1. Mercado 1.1 Histórico do mercado O Carnaval esteve sempre presente na vida do homem desde a criação dos cultos agrários e, como ponto final, a oficialização das festas a Dioníso (Baco) durante o reinado de Pisístrato, na Grécia (605 a 527 a.C.). No Brasil, o Carnaval Carioca, da segunda metade do século XIX até o início do século XX, era forte e diversificado com desfiles das Grandes Sociedades, Ranchos Carnavalescos e Corsos na Avenida Rio Branco e Cordões e Blocos Carnavalesco, no Largo de São Domingo. A população do Rio de Janeiro que morava no centro e proximidades assistia ao carnaval carioca no centro da cidade. Após a reforma arquitetônica do Prefeito Pereira Passos o centro da cidade deixou de ser o tambor cultural para se transformar, com a diáspora das comunidades para as periferias (morros e subúrbio), num centro comercial. Sem as bases financeiras de sustentação econômica da festa: a solidariedade de grupo (todos os foliões se cotizavam para comprarem as fantasias e artistas faziam as Grandes Sociedades e Ranchos Carnavalescos); os jornais patrocinavam os desfiles (os livros de ouro assinados pelos comerciantes e ricos). O Carnaval Refinado Europeu entrou em declínio. Na década de 30, o quadro era desolador. As Grandes Sociedades e Ranchos Carnavalescos deixaram de sair por falta de sustentação econômica; as ruas deixaram de ser espontaneamente decoradas. Em 1932, ante esse dura realidade o Poder Público não teve outra alternativa a não ser injetar verba pública para manter o carnaval carioca. As Escolas de samba, nascidas nas periferias e subúrbios do Rio de Janeiro, surgiram na década de 30, em plena crise do carnaval carioca. Em 1935, a Prefeitura chamou as Escolas de samba, registrando-as como grêmios recreativos e com o direito a subvenções. Iniciando seus desfiles na modesta Praça Onze, em 1952, foram para o tablado da Avenida Presidente Vargas e identificadas como manifestações carnavalescas próprias diferenciando-se dos Blocos Carnavalescos. Preparadas e amadurecidas as Escolas de samba assumiram o palco nobre do carnaval, a Avenida Rio Branco, em 1957. Seus crescimentos foram arrasadores. Em 1961, foram descobertas por nossos intelectuais que passaram a discutir o fenômeno pelos jornais. Foi proposta então a criação de uma pista própria e definitiva para os seus desfiles, sendo inclusive lembrado o estádio do Maracanã.

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Em 1962, foi feito o último desfile na avenida Rio Branco, mas não tivemos o amadurecimento cultural suficiente para fazer nascer o Sambódromo, concretizado apenas 22 anos depois. A década de 60 marca o nascimento de fontes de rendas auxiliares para as Escolas, como a participação dos banqueiros do jogo do bicho e a comercialização dos ensaios. Nesse período, as Escolas de samba foram descobertas pela classe média que passou a freqüentar seus ensaios. O samba tornou-se moda e entrou na zona sul. Com a mudança do olhar, de cima para baixo, dos espectadores nas arquibancadas criou-se o visual e as artes plásticas se aperfeiçoaram. Os primitivos carros alegóricos pequenos e quadrados, de madeira sob rodas de bilhas e bonecos esculpidos com papel carne-seca, coloridos com pó de xadrez foram substituídos por carros armados com longarinas de ferro e movimentados por rodas de borracha. Surgiram os tripés, depois os carros montados em chassis de ônibus e caminhões com novos materiais a complementá-los: o isopor, a lã de vidro, o brocal, a purpurina. Cenografias são criadas com teatralizações em cima dos carros alegóricos, verdadeiros edifícios de três andares, cheios de movimentos e efeitos especiais. Esse quadro se fixou melhor na década de 70, quando os espetáculos viraram um grande show, de altos custos e os patronos passaram a investir seus dinheiros ajudando a manter o ritmo de progresso dos desfiles. Em 1972 a luta pelo aumento das subvenções se intensificou. O carnaval carioca era um sucesso internacional. Os ingressos para o desfile se esgotaram rapidamente. Foram ocupados 40.000 lugares nas arquibancadas e camarotes. Em 1976, a relação Estado/Escolas de samba mudou. A Associação das Escolas de Samba passou a assinar, com a RIOTUR, um contrato de prestação de serviços. O contrato, que substituiu as subvenções, começou a conferir um tratamento profissional ao evento. As novas formas de receber dinheiro do Poder Público, a princípio trouxeram melhorias, pois, além de aumentar os valores, conferiam um reajuste automático das verbas. Por isso, o contrato era assinado pelo período de quatro anos, tempo de duração do Governo. A inflação, entretanto, tornou-se um inimigo terrível. No final do primeiro contrato de prestação de serviços, em 1979, a situação se agravou. Com tato, as partes acabaram se entendendo e um pequeno reajuste na UFERJ, resolveu por quatro anos a questão. Em 1982, a RIOTUR abriu mão dos “direitos de transmissão” e a Associação das Escolas de Samba negociou diretamente com as televisões. Foi o início de um compromisso dos direitos de imagem entre as televisões e as Escolas de samba. Em 1983, a Passarela do Samba começou a ser construída atendendo a antigas reclamações dos sambistas (os desfiles eram realizados em arquibancadas tubulares e isto tinha um alto custo para as Escolas) e foi inaugurada no dia 2 de março de 1984. Ela proporcionou mais organização ao desfile e por conseqüência aumentou seu lucro. Neste ano, uma crise na Associação das Escolas de Samba, resultou em cisões. As dez principais Escolas de samba desligaram-se da Associação e fundaram a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA). A partir deste momento as

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negociações para a assinatura do contrato de prestação de serviços das Escolas que participavam do desfile principal passaram a ser conduzidas pela Liga Independente. A LIESA, mesmo que dominada pelos bicheiros cariocas, passou a ser, historicamente, a primeira representação coletiva da sociedade civil do lazer a ser forte o suficiente para defender os interesses de suas comunidades junto ao poder público, a RIOTUR, único detentor, até então, tanto da organização do espetáculo quanto de sua renda ou prejuízos. Graças a estes dois importantes acontecimentos (marcos na independência econômica das Escolas de samba) o carnaval carioca deixou de ser um simples e espontâneo “entretenimento” popular para se transformar numa poderosa industria cultural-carnavalesca que movimenta milhões de reais e emprega milhares de pessoas.

1.2 Tamanho do mercado O mês de fevereiro, no Brasil, é sinônimo de festa. É carnaval, a festa em que, sob máscaras e fantasias, o brasileiro se revela em sua essência: alegre, criativo, musical e irreverente. Oficialmente o carnaval brasileiro começa num domingo e termina em uma terça-feira, quase sempre de fevereiro (a data da festa varia de acordo com o calendário católico-apostólico-romano, já que ela acontece 40 dias antes da Páscoa). Durante esses três dias o país se fantasia de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Mas em alguns lugares a tradição é mais forte. Os festejos oficiais se estendem por mais de uma semana, sem contar as chamadas “prévias”, que acontecem ao longo de praticamente todo o verão. E apesar de terem sempre a mesma essência, as festas de carnaval têm características próprias em cada lugar do país. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Turismo (EMBRATUR), o carnaval movimenta no Brasil cerca de dois milhões de turistas, entre brasileiros e estrangeiros. O Rio de Janeiro é a cidade que gera a maior receita, cerca de R$ 1.000.000.000,00. Mas é a Bahia o Estado que reúne o maior número de foliões, cerca de 891 mil, contra 520 mil no Rio.

1.3 Tamanho do mercado por região 1.3.1 Rio de Janeiro O carnaval carioca, em termos de dimensão, é considerado como a maior festa popular brasileira. De acordo com a RIOTUR, durante o carnaval, a cidade, que possui cerca de 110 hotéis, costuma receber em torno de 350 mil turistas. Em média o turista estrangeiro gasta R$ 150,00 por dia e o brasileiro R$ 70,00. Esses 350 mil turistas deixam no Rio por volta de R$ 280 milhões. O carnaval carioca de uma maneira geral movimenta em torno de R$ 1.000.000.000,00 (ver figura 1).

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Um total de 52 setores da economia são beneficiados nos dias de folia, segundo avaliação do Ministério do Turismo. São hotéis, restaurantes, bailes nos salões, desfiles das Escolas de samba, mesmo o consumo maior em bares e barracas de praia, que ganham por conta do aumento do fluxo de turistas. Segundo pesquisa realizada pelo Observatório de Emprego e Renda, da Secretaria Estadual de Trabalho do Rio, o carnaval gera 673 mil empregos no Rio, diretos ou indiretos na produção da festa. São trabalhadores dos mercados formal e informal, em empregos permanentes e temporários, principalmente nos setores de serviços e turismo. Do total de trabalhadores mobilizados, a pesquisa mostra que a maior parcela é representada por trabalhadores já empregados no setores envolvidos. Só as Escolas de samba geram aproximadamente 50 mil postos de trabalho. No Rio de Janeiro, o desfile das Escolas de samba do grupo especial (domingo, segunda e sábado das campeãs) produz o maior espetáculo audiovisual do mundo e chega a gerar US$ 20 milhões (renda dos desfiles e transmissão) e isso pode melhorar. Ao contrário das Micaretas Baianas que conseguem reunir 3.000 pessoas na corda e uma multidão de cerca de dois milhões fora da corda (os pipocas) acompanhando o caminhão do trio elétrico nos quatro dias de programação, as Escolas de samba se limitam a atingir apenas 120 mil espectadores nos dias de desfiles. Todo ano, as Escolas recebem da Prefeitura, um subsídio para a produção de seus desfiles. Durante muito tempo, foi a principal fonte de renda das Escolas de samba. Atualmente a principal fonte de receita é a renda do sambódromo proveniente da venda de ingressos e concessões para a exploração de atividades comerciais na Passarela do Samba. Cada Escola recebe esta renda proporcionalmente à classificação obtida no desfile. A figura 2 mostra como a renda de R$ 26.000.000,00 com a venda dos ingressos do sambódromo em 2004 foi distribuída.

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Muitos brasileiros podem nunca ter pisado na Marquês de Sapucaí, mas certamente já viram o show que atrai a atenção de 40 milhões de espectadores pela TV. Nesse imenso espetáculo, tudo ganha proporções gigantescas. Durante duas noites, das 21:00 horas às 5:00 da madrugada, 120 mil pessoas assistem no sambódromo ao desfile do grupo especial carioca. Desse público, aproximadamente a metade é de cariocas, 30% são turistas brasileiros e 20%, estrangeiros. Pessoas de diferentes classes sociais, que pagam de R$ 10,00 (ingresso na arquibancada mais barata) a R$ 47.000,00 (preço do camarote para 20 pessoas). Juntas, as 14 Escolas do grupo especial levam para a avenida algo em torno de 50 mil componentes ou uma média de 3.500 foliões cada uma. O único veículo capaz de levar as Escolas de samba a atingirem milhões de pessoas é a televisão. Por isso é de fundamental importância a adequação dos desfiles a transmissão pela televisão. Um espectador sentado na arquibancada vê passar diante de seus olhos, sucessivamente, diversos segmentos da história contada no desfile, que tem principio, meio e fim (o enredo). A verba arrecada pela LIESA, incluindo a cota de televisão varia de R$ 1.500.000,00 a R$ 2.300.000,00. As Escolas de samba receberam em 2004 três cotas de R$ 242.000,00 do contrato da TV Globo. Para complementar o investimento financeiro para um carnaval competitivo que pode chegar a R$ 4.000.000,00 (ver figura 4) as Escolas de samba recorrem aos patrocínios.

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O mercado do carnaval, no Rio de Janeiro, está em ascensão. Como mostra a figura 4, a renda do sambódromo e a receita com a transmissão dos desfiles tem aumentado significativamente, o que mostra que mais pessoas participam do espetáculo de alguma forma. Em contrapartida, a subvenção dada pela prefeitura permanece a mesma.

1.4 Sazonalidade O mercado apresenta sazonalidade significativa. A indústria do carnaval na cidade do Rio de Janeiro começa a funcionar efetivamente quando as quadras de ensaio das Escolas de samba recebem os concorrentes do concurso dos sambas-enredo, a partir de agosto. Nesta época, os barracões iniciam os trabalhos plásticos dos preparativos do carnaval. A partir do mês de janeiro, a indústria esquenta nas quadras de ensaios e barracões, entrando em pleno funcionamento. Neste período, as quadras ficam lotadas, as fantasias são vendidas e a mídia divulga informações sobre os enredos das Escolas e seus sambas. Durante o ano algumas Escolas fazem shows em outras cidades ou países, mas ainda de forma tímida. Ao contrário do carnaval da Bahia, onde o produto é divulgado e consumido fora do período de carnaval com as micaretas, na cidade do Rio de Janeiro não se percebe nenhum movimento a fim de divulgar o carnaval carioca durante o ano. Verificamos que o desejo das Escolas de sambas é funcionar o ano todo, transformando-se em referência para os bairros ou municípios que representam.

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Nesse sentido, o governo está construindo a Cidade do Samba. Serão 15 barracões que terão como finalidade garantir maior autonomia às Escolas de samba, que poderão promover bailes e outros eventos, arrecadando recursos. Os barracões servirão também para as atividades de caráter social, cultural e de lazer, através de eventos e oficinas para a comunidade, como confecção de fantasias, montagem de carros alegóricos, além de música, dança e etc. As figuras 5 e a figura 6 demonstram as conseqüências dessa sazonalidade. As taxas de ocupação nos hotéis no período do carnaval são as mais altas durante todo o ano. Após esse período o turismo diminui e em conseqüência a cidade gera menos recursos e empregos. A ocupação das quadras durante os cinco primeiros meses do ano é praticamente zero. As quadras das Escolas de samba só começam a serem ocupadas a partir de agosto, com o início do concurso da escolha do samba-enredo para o próximo carnaval. Após o concurso, as Escolas percebem uma ligeira queda em relação ao volume de freqüentadores das quadras. Só a partir de janeiro que as quadras começam a funcionar a todo vapor.

Parece não existir ainda um entrosamento mais eficaz entre os responsáveis pela movimentação da indústria do carnaval: poder público (EMBRATUR, RIOTUR, TURISRIO), Liga das Escolas de Samba (LIESA) e agências de turismo (ABAV). Uma comunicação entre essas entidades seria capaz de planejar, por exemplo, visitas turísticas no pré-carnaval, gerando novas e estimulantes fontes de renda para todos os envolvidos.

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2. Concorrência 2.1 Concorrência direta Os concorrentes diretos da Unidos da Tijuca são as 13 Escolas do grupo especial que a cada ano disputam o campeonato. São elas: Mangueira, Salgueiro, Portela, Imperatriz, Viradouro, Mocidade, Caprichosos, Beija-Flor, Grande Rio, Império Serrano, Vila Isabel e Porto da Pedra. A cada ano os concorrentes diretos da Unidos da Tijuca mudam, de acordo com a classificação nos desfiles. A última colocada no desfile do grupo especial desce para o grupo de acesso. Já as outras colocadas no grupo de acesso automaticamente garantem uma vaga no desfile do grupo especial no ano seguinte. Este projeto visa analisar as Escolas de grande e médio porte (Mangueira, Beija-Flor, Portela, Mocidade, Salgueiro, Viradouro, Imperatriz e Grande Rio) e a Vila Isabel, que embora seja uma Escola de pequeno porte deve ser analisada porque se encontra em um bairro muito próximo à Tijuca. Estas Escolas (ver figura 7) – estão sempre estão presentes no Grupo Especial e que atraem o maior número de investimentos e torcedores. O tamanho das Escolas é medido de acordo com seus atributos: visibilidade, tamanho das instalações, torcida e seu potencial de gerar lucro.

2.2 Marketing mix dos concorrentes diretos 2.2.1 Características do P de Produto 2.2.1.2 Desfile O serviço principal das Escolas de samba é o desfile. O desfile é basicamente um grupo de pessoas, fantasiadas ou não, que cantam e dançam embaladas pelo ritmo da bateria e pelo samba-enredo. Como mostra a figura 8 é do desfile que surgem os principais produtos ou serviços das Escolas de samba.

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É do desfile também que deriva as principais fontes de receitas das Escolas como os eventos, artigos e acessórios, patrocínio, renda do sambódromo, fantasias, subvenção da prefeitura, direitos de transmissão da TV e direitos autorais da venda do CD (ver figura 9).

Além disso, o resultado do desfile das Escolas também influencia no aumento de visitantes na quadra de ensaios, nos shows e apresentações realizadas durante o ano, no aumento do número de torcedores, maior exposição na mídia e na procura de patrocínio de empresas. Pode-se comparar o desfile das Escolas de samba com um projeto, que possui início, meio e fim. O início caracteriza-se pela análise do carnaval do ano anterior e a definição do enredo pelo carnavalesco. Em seguida, compõe-se o samba-enredo, são realizados os ensaios de bateria e são confeccionadas as fantasias e alegorias. Por fim, o trabalho de todo um ano, que necessita da participação de centenas de pessoas para a sua elaboração termina com a apresentação da Escola no sambódromo, que tem a duração mínima de 65 (sessenta e cinco) minutos e máxima de 80 (oitenta) minutos.

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A seguir veremos o significado, a importância e como se diferenciam os principais produtos e serviços que compõe um desfile: 2.2.1.2.1 Enredo É a peça literária (tema Central) que, por meio de pesquisa, dá origem à montagem do carnaval por uma Escola de samba. Enredo é base de tudo. Dele, é extraída a letra do samba, os figurinos, as alegorias, etc. Existem diversos tipos de enredo. Os mais explorados são: os históricos (narram fatos nacionais) e os abstratos (versam sobre o universo, o amanhã, etc). Tudo depende da perspicácia do carnavalesco que, com sua criatividade, tem condições de levar para a passarela (local de desfile), um espetáculo surpreendente. Não existe, tema esgotado ou superado, desde que o carnaval manipule o enredo (alegoria, figurino, etc.) para que esta represente aquilo a que se propôs. É comum hoje, as Escolas terem seus enredos patrocinados por empresas, cidades, países e estados. Desta forma, garantem mais recursos para a produção de seus carnavais e atraem investimentos para as Escolas. 2.2.1.2.2 Samba-Enredo É a composição musical; geralmente extraída de uma sinopse (síntese) do enredo, que vai representar a Escola, em forma de canto e ritmo na passarela. O carnavalesco e a comissão de carnaval preparam a sinopse do enredo e passem para ala de compositores. A eles caberá a difícil tarefa de criar a letra e a melodia do samba enredo. Normalmente, são feitas nas quadras várias eliminatórias de sambas-enredo, julgados pelos próprios componentes, determinando qual será o samba que representará a Escola nos desfiles. Após a escolha do samba, feita em outubro, as Escolas se reúnem e gravam um CD, que serve como divulgação dos sambaenredos. A distribuição do lucro é dividida entre as Escolas, a LIESA e a gravadora. Infelizmente, a renda proveniente desse produto não consegue arcar com o custo da produção de um carro alegórico. 2.2.1.2.3 Fantasias As fantasias são produtos tangíveis e não-duráveis. Com base no enredo, são feitos os figurinos, os quais vão dar origem à criação artística que constitui a fantasia dos personagens do tema proposto. Normalmente, em uma Escola de samba, existem vários tipos de fantasias. Porém, as mais evidentes são: a)

Alas de enredo: Como o próprio nome diz, são aquelas que se vestem de acordo com o tema proposto, dando a Escola uma perfeita visão da história que se dispôs a escrever;

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b) Alas show: São as alas cujos figurinos não acompanham o enredo, mas valorizam o espetáculo pela sua evolução. Geralmente são moças seminuas e rapazes acompanhados de instrumentos de percussão, que completam o desfile. c)

Destaques: Os destaques são personagens centrais do enredo. Suas fantasias podem ser divididas

em duas categorias: luxo e originalidade. Existem ainda outras fantasias, tais como: baianas, comissão de frente, bateria, cujos componentes poderão ou não estar vestidos de acordo com o enredo. Um fantasia de boa qualidade é aquela que além de bonita, possui uma boa colagem, um bom corte, tamanho, peso e equilíbrio adequados. São fatores que balizam a análise da realização das fantasias: •

Os seus efeitos individuais e seu conjunto, ou seja, a impressão causada pelas formas e pelo entrosamento, utilização, exploração, distribuição e adequação de materiais e cores;

•

A capacidade de adequação à dança própria e característica dos desfilantes de Escola de samba, ou seja, a capacidade de permitir a livre e espontânea movimentação, agilidade, empolgação e vibração dos desfilantes, sejam os de alas, grupos ou conjuntos;

•

O acabamentos, cuidados na confecção e uniformidade de detalhes dentro delas, alas, grupos ou conjuntos; Atualmente as Escolas de samba procuram confeccionar suas fantasias com materiais nunca antes

utilizados. Isto deixa seu carnaval mais rico, além de impressionar o jurados e os compradores (desfilantes). 2.2.1.2.4 Alegorias É a representação plástica e ilustrativa do enredo. As alegorias de mão e os carros alegóricos são herança dos ranchos e das grandes sociedades (corsos). No início, as alegorias eram obras realizadas por artistas populares, porém, com o crescente interesse pelos desfiles das Escolas de samba, objetivando ainda a disputa dos títulos, elas procuram profissionalizar-se. Esses profissionais são atualmente os responsáveis pelo gigantismo dos desfiles. As alegorias são criadas de acordo com a necessidade do evento, com o objetivo de ilustrá-lo e dar-lhe a beleza (necessários ao desfile). Existem quatro tipos de alegorias. São elas: a) Adereços e alegorias de mão: Adereços são aquelas que os componentes carregam presas aos braços, que ajudam a "Evolução" da Escola. É facultado seu uso para a Escola. Já as alegorias são as fixadas em pedaços de madeiras, carregadas pelos componentes, ilustrando o enredo.

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b) Tripés ou Quadripés: São montados sobre três ou quatro rodas. c) Carros Alegóricos: São considerados sobre chassis de automóveis, caminhões ou carretas, e também fazem parte do cenário ilustrativo do enredo, normalmente carregando destaques. Atualmente as Escolas de samba procuram investir em tecnologia em suas alegorias. Dessa forma podem proporcionar efeitos mais complexos na avenida e surpreender ao público e aos jurados. 2.2.1.2.5 Quesitos Julgados Alguns quesitos são avaliados durante o desfile por um grupo de jurados. Esses quesitos determinam o resultado do desfile e, por conseguinte, todo o trabalho de um ano. Segue abaixo a descrição de cada quesito: a) Bateria Deve haver o perfeito entrosamento dos sons de todos os instrumentos. b) Enredo O tema proposto pelo carnavalesco deve ficar claro à medida que as alas percorrem a avenida. c) Conjunto O desfile deve ser coeso e uniforme, com equilíbrio artístico e apresentação fluente. d) Alegorias e Adereços Devem ter criatividade, significado e bom acabamento. e) Fantasias Têm que estar adequadas ao enredo, unindo criatividade, uniformidade e bom acabamento. f) Comissão de Frente O grupo deve saudar o público e apresentar o enredo de forma coordenada e em sintonia. g) Mestre-Sala e Porta-Bandeira Devem bailar em ritmo de samba em perfeito entrosamento. h) Samba-Enredo A letra deve estar adequada ao enredo e a melodia deve ter características de samba.

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i) Harmonia Todos os componentes devem cantar o samba-enredo junto com o intérprete da Escola. A harmonia é o perfeito entrosamento entre o ritmo (bateria), o canto (melodia) e a dança (evolução). j) Evolução A movimentação dos desfilantes, a dança e/ou possíveis coreografias deve ser no ritmo do samba e de acordo com a cadência e marcação impostos pela bateria. 2.2.1.2.7 Ranking LIESA Com o objetivo de oferecer ao público e à mídia um desfile competitivo e alto nível artístico, a LIESA mantém um ranking para estimular as Escolas de samba a apresentarem um trabalho cada vez melhor. Caso duas ou mais Escolas terminem a apuração com a mesma quantidade de pontos e se tiverem os mesmos pontos em todos os quesitos, este ranking é usado para desempate. As dez primeiras colocadas do desfile recebem pontuação e o somatório abrange os cinco últimos carnavais. O sistema de premiação é o seguinte: 1º lugar - 20 pontos; 2º - 15; 3º - 12; 4º - 10; 5º - 8; 6º - 6; 7º 4; 8º - 3; 9º - 2; e 10º - 1. A Beija-Flor lidera a classificação com 90 pontos. A figura 10 mostra quadro geral:

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2.2.1.2 Eventos 2.2.1.2.1 Ensaios nas Quadras Os ensaios realizados nas quadras são importantes fontes de renda para as Escolas. Servem para as agremiações ensaiarem a bateria, divulgarem o seu samba-enredo e entrarem em contato com o seu públicoalvo. Os ensaios diferenciam-se pela movimentação (se está lotada ou vazia), qualidade do samba, localização, pelas pessoas que freqüentam (personalidades, gente bonita, sambistas famosos, comunidade), segurança, conforto e preço. A Escola que conquista a primeira colocação no desfile de carnaval, possui a quadra mais cheia nos ensaios; vira “point”, uma referência, todos querem saber o que prepara para o ano seguinte. 2.2.1.2.2 Ensaios fora da quadra Nesses eventos as Escolas levam suas baterias e componentes para fora da quadra. Os ensaios fora da quadra podem ser de dois tipos: na rua ou em clubes/casas de espetáculo. Os que são na rua são gratuitos e visam a aproximação da Escola com sua comunidade. O carnaval é, em sua essência, uma festa de rua e estes ensaios trazem isso à tona. Já os ensaios em clubes/casas de espetáculo levam as Escolas para outros bairros, atraindo outro público que dificilmente freqüentaria a quadra. Nestes ensaios cobra-se o ingresso. 2.2.1.2.3 Shows e apresentações Os shows realizados pelas Escolas podem constituir uma importante fonte de renda e divulgação de imagem. Podem ser no país ou no exterior, geralmente é realizado para empresas ou prefeituras. Neste mercado, cada apresentação varia entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Shows maiores ou fora do Rio vão de R$ 7 mil a R$ 10 mil, conforme a quantidade de componentes. Cada integrante pode ganhar de R$ 70 a R$ 200 por apresentação. Embora as Escolas não informem os ganhos totais, estima-se que faturem pelo menos entre R$ 100 mil a R$ 200 mil com shows ao ano. Algumas Escolas já perceberem a importância desses eventos e procuram durante o ano realizar o maior número de shows e apresentações. Esses eventos geram empregos, diminuem o impacto da sazonalidade durante o ano e acrescentam uma renda extra para investimentos em seus carnavais. 2.2.1.3 Artigos e acessórios As Escolas de samba tiram proveito de sua imagem vendendo camisas, bonés, chaveiros, adesivos e todo o tipo de material promocional para os seus torcedores e simpatizantes (ver figura 11). Esses produtos costumam ser vendidos no período que antecede o carnaval. As camisas são os principais artigos vendidos

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pelas Escolas. A cada ano as Escolas produzem camisas que divulgam seus enredos. Mas outros artigos e acessórios também são importantes nesse mix de produtos. O principal atributo que diferenciam os artigos e acessórios são as marcas das Escolas, seguidas por design dos produtos e sortimento. A Escola que mais investe nestes atributos é a Mangueira.

2.2.2 Características do P de Ponto 2.2.2.3 Barracões Os barracões, galpões em torno de 3.600 m², funcionam como um tipo de fábrica. São as unidades de produção das Escolas e nele as fantasias e alegorias são fabricadas. Em geral são espaços apertados o que, principalmente nas vésperas do carnaval, causa transtornos aos funcionários. Lá funciona ainda o escritório de toda a Escola. Será inaugurada, em 2005, no bairro da Gamboa, Zona Portuária do Rio de Janeiro, a Cidade do Samba (ver figura 12). Sonho antigo de sambistas, que desejam reunir em um mesmo espaço os 14 barracões das Escolas. A Cidade do Samba funcionará também como espaço alternativo para a realização de shows e diversas atrações durante o ano. Cada unidade de produção terá 7.200 m² de área construída, quase o dobro de espaço dos atuais barracões.

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Na Cidade do Samba haverá espaço suficiente para a construção dos carros alegóricos, com áreas de circulação entre eles, para melhor deslocamento. Além disso, as alegorias poderão ser construídas em tamanho natural, não havendo mais a necessidade de fabricar carros desmontados, comum nos antigos galpões. No interior da fábrica haverá um prédio administrativo de três andares, equipado com elevadores (de carga e social). No térreo, funcionarão a recepção, butique, almoxarifado, marcenaria, serralheira, ferramentaria, departamento de compras e oficinas. No segundo andar ficarão a cozinha, refeitório, vestiários e sanitários para o atendimento dos trabalhadores que, durante o pique das atividades podem chegar a mais de 300. No terceiro pavimento serão instalados os escritórios do presidente, diretor de carnaval, carnavalesco, a assessoria de imprensa e sala de reuniões, todos com vista para a parte interna da fábrica – de onde será acompanhada a montagem das alegorias. O segundo pavimento da fábrica, montado sobre uma laje de 3.000 m², abrigará ateliês de adereçaria, costura, chapelaria e sapataria, além dos departamentos de moldagem em fibra de vidro, esculturas em isopor e empastelação. Em cada fábrica haverá uma monovia – trilhos de aço suspensos, que permitirão o transporte das esculturas desde a oficina até os carros alegóricos que irão abrigá-las. 2.2..2.4 Quadras De acordo com um levantamento das quadras das Escolas de samba constatou-se positivamente algo em comum: a preocupação com o quesito segurança. Todas contam com agentes (a maior parte de coletes) espalhados pelas quadras e, na maioria dos casos, em ruas próximas. Nas vias principais, há patrulhas da PM.

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A figura 13 mostra a localização das quadras das Escolas de samba. As quadras da Mangueira, Unidas da Tijuca e Salgueiro são as que estão mais próximas da Zona Sul e dos principais pontos turísticos da cidade, dos principais hotéis e da população com o maior poder aquisitivo. Percebemos que todas as quadras, menos a da Unidos da Tijuca, estão dentro ou próximas de suas comunidades. As quadras das Escolas de samba foram analisadas mediante a depoimentos de freqüentadores e em visitas dos autores deste projeto. Veja a seguir as principais características de cada quadra: a) Mangueira (EXCELENTE) A Mangueira caiu no gosto popular e isso é um dos principais fatores que a faz ter uma quadra movimentada. Seu histórico em carnavais também. O Palácio do Samba, como é conhecida a quadra da Mangueira, é o que tem melhor infra-estrutura. Na parte externa, há facilidade para estacionar na Rua Visconde de Niterói (guardadores uniformizados impedem que motoristas tranquem outros veículos). Para evitar abusos, há cartazes recomendando que o motorista pague apenas R$ 3,00. Uma UTI móvel é mantida com médicos de plantão na entrada. Os ambulantes instalados junto à calçada e sob um viaduto, onde grupos de pagode se revezam, não atrapalham a circulação de pedestres. O Baixo Manga é freqüentado principalmente por moradores do morro. A Escola encontrou solução para manter o chão livre de latinhas: um catador circula direto pela quadra. Há até sanitários adaptados para deficientes físicos. O acesso aos camarotes é rigoroso e não há superlotação. b) Salgueiro (MUITO BOA) O formigueiro de flanelinhas que ano após ano deixa o motorista tonto nas imediações da quadra impediu o Salgueiro de dividir a classificação máxima com a Mangueira. O ambiente melhorou em relação a 1998: os corredores dos camarotes foram alargados, melhorando o aperto de quem circula por lá. Foi instalada uma espécie de cobertura antitérmica para reduzir o calor na quadra. A butique tem lembranças de R$ 1,00 (adesivos) a R$ 25,00 (camisas oficiais). Na entrada, trabalham 25 taxistas cadastrados. O Salgueiro reorganizou seu Baixo e o número de ambulantes é menor. Como a quadra, os bares (na verdade a entrada de casas próximas) são “points de azaração”. c) Viradouro (MUITO BOA) É a quadra com o melhor visual externo: muros são pintados com ilustrações. A quadra é ampla, mas quando enche, fica apertado para sambar. A exceção são os camarotes, com acesso controlado com rigor. Tem bares sem filas. É possível ainda curtir o samba sem se esgoelar para conversar com alguém. Fora, muitos flanelinhas, mas os ambulantes estão organizados em um terreno a parte, com cadeiras.

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d) Portela (MUITO BOA) A quadra é espaçosa e é possível sambar sem atropelos. É dividida em dois ambientes. Quem se cansar, pode relaxar entre as mesinhas da Praça Compositor Manacéa. Os banheiros contam com funcionários junto à entrada, que estão limpando-os com freqüência. Há bastantes tira-gostos a venda. O som apresenta uma altura razoável e pode-se conversar no ensaio. Quadra com muita “azaração”. O Baixo Portela é bem organizado. O maior problema da quadra são os flanelinhas nas proximidades. e) Beija-Flor (BOA) A quadra costuma encher e, em alguns momentos, fica difícil sambar. O que já não acontece nos camarotes, que são espaçosos. A segurança é boa e visível, dentro e fora da quadra. A decoração segue o enredo do próximo carnaval. O som é bom, mas quem tenta paquerar na quadra precisa gritar para conseguir ser ouvido. O Baixo Beija é uma versão do similar do Salgueiro na Baixada Fluminense, com muitas mesinhas e movimento. f) Vila Isabel (BOA) Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a quadra da Unidos de Vila Isabel impressiona pela sua simplicidade e conforto. Os banheiros são limpos, o ambiente é arejado e o clima é de pura tranqüilidade. Além disso, a cerveja é sempre bem gelada e os pontos de venda são muito bem distribuídos. Como não poderia ser diferente de tudo que acontece na Vila, a cerveja é o principal produto consumido na quadra, porém uma eventual embriaguez não compromete o clima de harmonia do local. Esse ambiente de tranqüilidade é possível devido à freqüência predominante de moradores da Vila e de bairros vizinhos. O público é formado por pessoas de idades entre 20 e 70 anos. A Unidos de Vila Isabel, com o objetivo de fortalecer a sua imagem, estampa nas paredes e colunas da quadra a imagem dos seus maiores ícones, como Martinho da Vila e Joãozinho Trinta. A Escola aproveita os mesmos meios para fazer anúncios de empresas parceiras. A quadra da Vila é um excelente exemplo a ser seguido pelas demais Escolas. g) Imperatriz (BOA) Dispõe de poucos, mas bons camarotes, com acesso controlado com rigor. A decoração bastante atrativa. A quadra é limpa, bem iluminada, sem grandes luxos. Pode-se ouvir o samba e conversar à vontade. Como pontos fracos da Escola estão banheiros (não apresentaram papel higiênico) e na área externa, pois camelôs atrapalham o acesso.

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h) Grande Rio (REGULAR) A quadra da Grande Rio é bastante ampla e de fácil acesso. Há alguns espaços para estacionamento e boa oferta de táxis na região. Apresenta muitos ambulantes e são boas alternativas para alimentação. A sempre está cheia, o que dificulta caminhar pelos camarotes. A altura do som está acima do ideal, o que torna o batepapo complicado. A Grande Rio também realizas ensaios de quadra no clube Monte Líbano. Estes ensaios são bem freqüentados pelo público da zona sul, atraem artistas e gente bonita. i) Mocidade (RUIM) A decoração da quadra é seu ponto forte. Na parte externa, os ambulantes vendem cerveja em garrafas e há muito vidro espalhado pela rua. Para completar, seguranças fazem vista grossa para quem resolve fazer os carros de cadeira. Cuidado com táxis: há muitos piratas.

2.2.2 .1 Canais de Distribuição 2.2.2 .1.1 Fantasias As vendas das fantasias podem ser feitos de duas maneiras: venda direta ou feita por intermediários. 2.2.2 .1.1.1 Venda Direta: As fantasias de destaque e que compõe os carros alegóricos são vendidas diretamente pelas Escolas. Quando o consumidor procura diretamente as Escolas para a compra de uma fantasia que compõe uma ala, as Escolas indicam um presidente de ala. 2.2.2.1.1.2 Intermediários: a) Presidentes de ala: Os principais intermediários neste processo são chamados de presidentes de ala. As Escolas não possuem meios de fabricar todas as fantasias que compõe um desfile, então ela utiliza os presidentes de ala, que são as pessoas de confiança encarregadas da fabricação e venda das fantasias. Em julho entram em contato com a diretoria de carnaval e compram os protótipos, produzindo por conta própria as fantasias e negociando sua venda junto aos clientes. Seu número varia de acordo com o número de alas comerciais de cada Escola. Para cada ala comercial, existe um presidente de ala.

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b) Agências de Turismo: O contato entre os estrangeiros e as Escolas de samba é feito, quase sempre, por intermédio das agências de turismo. Os estrangeiros procuram informações sobre o carnaval na internet antes de acertarem os pacotes turísticos. As Escolas mais requisitadas, segundo a agência de turismo Arco-Baleno Turismo são a Salgueiro, Imperatriz, Mangueira e Beija-Flor. Os turistas estrangeiros só se interessam pelas fantasias quando chegam na cidade. Alguns perguntam por e-mail sobre os desfiles antes de virem ao Brasil. Cabe a agência de turismo entrar em contato com as Escolas, verificarem os preços e tomar as medidas necessárias. Os turistas ficam encantados quando descobrem que podem levar as fantasias para a casa. O turista estrangeiro fica fascinado em poder desfrutar de um evento extremamente popular e bem-estruturado. 2.2.2 .2 Fornecedores As Escolas de samba, em geral, trabalham com os mesmo os fornecedores. Todos localizados no Rio de Janeiro. Pode-se listar como os principais KGP, Babado da Folia, Rapidaço, Silvio do Isopor, Maderoy e Ed Espuma.

2.2.3 Características do P de Promoção 2.2.3.1 Estratégias de Posicionamento As Escolas de samba não utilizam estratégias de posicionamento bem definidas. Em geral são conhecidas por apresentar um atributo específico ou por pertencer a certa comunidade. Segue abaixo o posicionamento real das Escolas na mente dos consumidores: a) Mangueira Bom samba e trabalho comunitário. Ícone do carnaval do Rio b) Beija-Flor Elegante, rica e bonita. Costuma se apresentar muito bem e sempre está inovando. c) Portela Excelentes compositores e puxadores. Escola de tradição e campeã do carnaval, porém há muitos anos sem ganhar títulos. d) Mocidade Bateria nota 10, que inventou a “paradinha”. Forte presença de “bicheiros”.

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e) Salgueiro Escola de samba da Tijuca, quadra bastante badalada e seus sambas costumam empolgar. f) Viradouro Escola de samba da cidade de Niterói, costuma aparecer sempre entre as primeiras. Nenhuma característica marcante. g) Imperatriz Possui um samba razoável, porém devido ao investimento de bicheiros, a Escola normalmente tem uma apresentação muito bonita. h) Grande Rio Escola que se destaca por ser freqüentada por atores e atrizes. i) Vila Isabel Escola simpática e com sambas muito bons. É a Escola de Martinho da Vila.

2.2.3.2.2 Propaganda Em geral as Escolas divulgam os enredos através de camisas, bonés e panfletos. A Mangueira, Salgueiro, Viradouro e Beija-Flor são Escolas que costumam divulgar seus enredos através de propaganda de massa. Ex.: Outdoors espalhados pela cidade no mês que antecede o carnaval, divulgando o enredo. 2.2.3.1 Características das Campanhas Em geral, os anúncios se caracterizam pela foto de uma mulher vestida com a fantasia da Escola e ao lado o título do enredo. 2.2.3.2.2 Mídia As campanhas de propaganda estão centradas em outdoors distribuídos por toda cidade no mês que antecede o carnaval.

2.2.3.3 Tecnologia de informação Os sites das Escolas funcionam como pontes de comunicação entre as Escolas e seus torcedores. Todos têm como ponto fraco a baixa qualidade no quesito layout. Já os critérios usabilidade e navegabilidade são identificados na maioria deles. A maioria dos sites possui links para a divulgação dos

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projetos sociais, informações sobre o próximo carnaval (visualização das fantasias, telefone dos responsáveis pela venda para contato, sinopse enredo, letra do samba-enredo), história da Escola, divulgação dos eventos, contatos e endereço. Podemos destacar como o mais completo o site da Mangueira (figura 14):

2.2.3.4 Marketing direto Com exceção da Mangueira, que envia e-mails para os consumidores cadastrados no site, as Escolas não realizam ações de marketing direto.

2.2.3.5 Promoção de Vendas As promoções ao consumidor em geral estão centradas em concursos ou promoções de rádio do tipo “ligue para a rádio e ganhe uma fantasia”. A Portela, Beija Flor, Unidos da Tijuca e Salgueiro são as Escolas que mais realizam estes tipos de ações promocionais.

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2.2.3.6 Relações Públicas Como as Escolas não anunciam, o trabalho de relação pública é de extrema importância. As Escolas de grande porte como Mangueira, Beija-Flor e Mocidade contratam durante todo o ano empresas de relações públicas. As outras Escolas costumam contratar esse tipo de serviço a partir de dezembro, com a proximidade do carnaval. 2.2.3.6.1 Mídia Espontânea Os consumidores costumam ser atraídos pelas Escolas que estão na mídia constantemente. As Escolas que possuem uma maior exposição na mídia são beneficiadas com o aumento do número de torcedores, propostas de patrocínio e aumento dos visitantes de quadra. 2.2.3.6.2 Responsabilidade Social O importante papel social e projetos desenvolvidos pelas as Escolas proporcionam a ela reforço da imagem da marca, mídia espontânea e atrai olhares dos mais diversos públicos. É uma estratégia de promoção bem sucedida e utilizada pela maioria das Escolas de samba. O verde-e-rosa da Mangueira e o verde-e-branco da Mocidade Independente de Padre Miguel já não brilham sós nas fantasias de seus componentes, mas também no uniforme das equipes de atletismo mantidas pelas duas agremiações. Na Beija-Flor, as cores azul e branca ultrapassam os limites do barracão e do atelier e vão decorar as paredes de uma creche e um educandário. As Escolas de samba tentam mostrar que o trabalho delas não aparece apenas no curto espaço compreendido entre a Presidente Vargas e o arco da Apoteose. A cada ano, aumenta o número das agremiações que desenvolvem, paralelamente ao samba, trabalhos de iniciação esportiva e de atendimento em creches e Escolas comunitárias. As Escolas são muito mais do que organizações voltadas para o samba e para o lazer. As práticas das Escolas de samba contêm ainda uma dimensão de produção material - o desfile - da qual participam consideráveis contingentes de mão-de-obra, em sua maioria recrutada nas camadas populares do Rio de Janeiro. Mais ainda: através delas que muitas destas pessoas fazem política, se relacionam com o poder público, explicitam suas carências e encaminham demandas por melhores condições de vida, ou seja, pensam e praticam sua reprodução e a de suas famílias. Isto significa que algumas Escolas de Samba estão cada vez mais complementando ou substituindo o poder público na sua função de redistribuir recursos sociais: formulam e implementam projetos ditos comunitários dos quais, via de regra, participa empresas privadas e/ou agências governamentais; viabilizam projetos oficiais de assistência social, por exemplo, cedendo suas quadras para a distribuição dos tickets do já extinto programa de fornecimento de leite às crianças pobres do país.

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Além disso, algumas agremiações mantêm suas Escolas de samba mirins, versões derivadas das grandes Escolas, formadas por crianças de cada comunidade. Elas compõem o conjunto de estratégias de atuação comunitária das Escolas de samba. a) Viradouro A Viradouro possui um projeto de assistência odontológica, Escola de Informática e Escola de Esportes voltados para as comunidades carentes da periferia da Viradouro, participantes da Escola de samba e bairros adjacentes. b) Beija-Flor Possui o CAC (Centro Atividades Comunitárias) – que tem a função de tirar os menores de rua dando educação. c) Mocidade A Mocidade conta com sua escolinha mirim que leva o nome de Estrelinha da Mocidade. d) Salgueiro As crianças do Salgueiro dispõem na Vila Olímpica, que atende a um público a partir de oito anos de idade, de escolinhas de ginástica, futebol, futsal, basquete, capoeira, judô, karate, entre outras; todas oferecidas gratuitamente. O Salgueiro também conta com a Escola mirim chamada de Aprendizes do Salgueiro. e) Mangueira A Mangueira possui sua Escola mirim intitulada de Grêmio Recreativo Cultural Mangueira do Amanhã. A Escola mirim tem a finalidade de estimular os pequenos mangueirenses a sonhar e construir um mundo melhor através do permanente contato com as raízes e tradições do samba. Durante todo o ano, componentes da Mangueira do Amanhã integram um show que divulga no país e no exterior o trabalho da Mangueira, do samba e do carnaval carioca. Essas atividades contribuem também para a formação do nosso pequeno sambista ao conhecer outras culturas, outros estados do Brasil e do mundo. A Mangueira do Amanhã está integrada nos grandes projetos da comunidade Verde e Rosa: esporte, educação, orientação para o trabalho (CAMP-Mangueira), atividades sociais, culturais, Escola de passistas, ritmista, mestre-sala e porta-bandeira, contando também com um baile de debutantes. A Estação Primeira dispõe, hoje, de uma elite, formada por sambistas garimpados dos projetos associados com a Mangueirinha.

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f) Grande Rio A Grande Rio apóia sua Escola mirim que leva o nome de Pimpolhos da Grande Rio. O trabalho social da Pimpolhos abrange cursos de música, artes plásticas, costura, dança, culinária, artesanato, ginástica e esportes infanto-juvenis. g) Vila Isabel A Vila Isabel conta com sua Escola mirim chamada Herdeiros da Vila que além de ter as características de uma Escola de samba funciona como um centro cultural que tem o objetivo de formar futuros carnavalescos através de uma oficina de arte com aulas de desenho, pintura, escultura, artesanato, carpintaria, dança e todas as atividades necessárias para garantir uma completa formação aos pequenos aprendizes. Outro projeto importante é o Jovem Total onde cerca de 300 jovens das comunidades carentes, entre 14 e 24 anos, têm a oportunidade de escolher entre as oficinas oferecidas na quadra da Escola. Além de manter os jovens longe das ruas, integrar os alunos e capacitá-los para o mercado de trabalho, os participantes recebem bolsa-auxílio de R$100,00 para ajudar no orçamento doméstico. 2.2.3.6.3 Patrocínio Os investimentos feitos pelas empresas no carnaval, nos sugerem que não é somente uma associação do produto ou serviço aos aspectos culturais, mas, uma nova estratégia encontrada pelo marketing na busca de espaços diferenciados para promoção de produtos, serviços e marcas. O “marketing carnavalesco” visa trazer inúmeros benefícios aos diversos públicos de uma instituição. Existem três tipos de patrocínio: Patrocínio de enredo Nesta modalidade, as empresas, cidade ou municípios cedem, através da Lei Rouanet, recursos para que as Escolas invistam em seus carnavais. Por outro lado, as Escolas de samba produzem o espetáculo de acordo com o enredo sugerido pelo patrocinador. Escolas grandes como a Mangueira, Viradouro e Grande Rio fazem este tipo de patrocínio. Enredos patrocinados, geralmente, não garantem à Escola uma boa colocação, apesar do grande capital investido. Exemplo disso foi à colocação da Mangueira em 2005 que teve seu enredo patrocinado pela Petrobrás e obteve a quinta colocação. Patrocínio em forma de parcerias Nesta modalidade as empresas patrocinam as Escolas de samba, de forma a investirem em projetos da comunidade ou nas Escolas de samba em troca da exposição de marca ou troca de favores. Caracteriza-se

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também por ser um relacionamento de mão-dupla, onde ambos são beneficiados. A Tijuca realiza este tipo de patrocínio com a TAP (Transportes Aéreos Portugueses), onde a parceira possui um espaço de mídia na quadra de ensaios da Escola em troca de passagens aéreas. Patrocínio em forma de apoio Nesta modalidade, pessoas que simpatizam com a Escola oferecem seus serviços ou investem recursos. Os antigos patronos são o maior exemplo desse tipo de patrocinador.

2.2.4 Características do P de Preço 2.2.4.1 Fantasias

a) Grupo 1 De acordo com a figura 15 as Escolas que pertencem ao grupo 1 possuem o preço de venda em torno de R$ 200, 00 à R$ 350,00. São consideradas Escolas de pouco afeto popular, as pessoas não têm preferência por elas, ou seja, a procura é pequena na compra de fantasia. Fatalmente a margem de lucro é enxuta nessas Escolas.

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b) Grupo 2 São as primeiras fantasias a serem vendidas, por isso o presidente de ala paga caro por isso. Em geral, o presidente de ala tem que doar 20 fantasias para a comunidade da Escola e, por isso, seu custo aumenta muito. Entretanto, o presidente de ala pode aumentar a margem de lucro porque são Escolas procuradas, principalmente por costumarem a desfilarem também no dia das campeãs. Essas Escolas limitam e controlam para apenas 100 fantasias por ala. Isso dificulta a diluição do custo. c) Grupo 3 Beija flor é igual as anteriores, só que os presidentes de alas podem fazer no máximo 60 roupas. Mas como a Escola está sempre bem colocada a procura por suas fantasias aumenta, em conseqüência o seu preço. d) Grupo 4 Na Mangueira os presidentes de ala não doam as fantasias para a comunidade. Esta compra a preço de custo. Quem detém a maior margem de lucro com a venda de fantasias são os presidentes de ala da Mangueira. Como a procura pela Escola é enorme seus preços em conseqüência são maiores. No Carnaval, o principal fator que influencia para a definição do preço final de uma fantasia é a procura. Por exemplo: em 2004, o Império Serrano (uma Escola com baixa procura) reeditou o enredo AquarelaBrasileira, causando grande procura pelos consumidores. A margem de lucro que era de R$ 70,00 a R$ 100,00 passou de R$ 120,00 a R$ 150,00 por fantasia. 2.2.4.2 Ensaios na Quadra Os ensaios nas quadras realizados pelas Escolas podem constituir como uma importante fonte de receita. Os fatores que influenciam na margem de lucro são: a capacidade de cada quadra, o preço do ingresso, se possui estacionamento, o número de ensaios realizados por semana, se possuí dentro do estabelecimento lojas de souveniers e a sua demanda (ver figura 16).

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a) Mangueira e Salgueiro A Mangueira e o Salgueiro são exemplos de como o espetáculo de ensaio da bateria pode ser lucrativo.Durante o período que antecede o carnaval suas quadras lotam, chegando a 8.000 pagantes. Ao analisarmos a figura percebemos que as maiores margens de lucro são da Mangueira e Salgueiro terem todas essas variáveis ao seu favor (com a exceção que o Salgueiro não possuI estacionamento). O preço também pode atuar como um filtro que garante o conforto dos clientes. Por exemplo: Não interessa para a Mangueira que a quadra da Escola funcione com toda a sua capacidade ocupada. Isso prejudica o conforto dos foliões e, por conseguinte, a imagem da Escola. Então ela aumenta seu preço, fazendo com que os clientes que não possam pagar, visitem outras Escolas. b) Outras Escolas A Beija-Flor, Portela e Grande Rio também possuem margens de lucro relativamente altas porque preenchem alguns desses fatores citados acima. Durante o ano algumas Escolas alugam seus espaços para outras empresas ou para shows com os diversos fins, aproveitando o espaço parado e o aumentando a suas margem de lucro.

2.2.4.2 Prazos e condições de pagamento Os prazos e condições de pagamento das fantasias variam a critério do presidente de ala de cada Escola. Normalmente, é paga em mensalidades.

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2.4 Participação de mercado Não existem dados para a demonstração da participação de mercado das Escolas de samba. Segundo a agência de turismo Arco-Baleno Turismo e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) as Escolas mais procuradas para desfiles e ensaios de quadra são: Salgueiro, Imperatriz, Mangueira e Beija-Flor. Podese dizer que estas Escolas são as que possuem maior participação de mercado de acordo com a colocação e arrecadação.

2.5 Concorrência indireta 2.5.1 Bahia O Estado da Bahia fez da música sua mais forte marca cultural. Ela se profissionalizou e conquistou o mundo. Hoje, quase todos os estados promovem as micaretas, os carnavais fora de época. Em 1995, o Governo da Bahia decidiu desvincular a cultura da Secretaria de Educação e criar um novo órgão que unisse cultura e turismo. Os resultados foram imediatos. O Estado vem aumentando a cada ano a arrecadação. Hoje, o turismo e a cultura já são responsáveis por 11% do PIB estadual. Por ano, apenas o turismo movimenta US$ 900 milhões e boa parte dos recursos é angariada durante o Carnaval (Emtursa). Em 2003, só a cidade de Salvador recebeu 950 mil visitantes. Foram criados 184 mil empregos, 29% a mais que no ano passado. A Emtursa, órgão de turismo municipal, cadastrou 199 entidades, entre trio elétricos e blocos de afro, afoxés, índios, travestidos e percussão. A mídia espontânea de TV mostrou a festa durante 65 horas em rede nacional e 120 horas em canais de televisão internacionais. A festa foi transmitida para 135 países, incluindo França, Inglaterra, Rússia, Espanha, Turquia e Itália. Em quase todos, músicos baianos já se apresentaram, inclusive em cima de trios elétricos. Ao lado dos artistas já consagrados internacionalmente, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Daniela Mercury, há uma infinidade de astros que fizeram fortunas vendendo não só a música, mas a filosofia de vida da Bahia. A festa do axé rompe a barreira do tempo. Prova disso é que diversos estados do País promovem o Carnaval fora de época, conhecido como Micareta. E em cada estado estão lá as bandas baianas. As mais badaladas são Asa de Águia, Chiclete com Banana, Oludum, Araketu e ainda a da cantora Ivete Sangalo, cada qual atuando como empresa. A Prefeitura de Salvador assinou, em 2004, um convênio com Barcelona para levar o carnaval à Europa. Em uma parceria viabilizada em conjunto com uma ONG (organização não-governamental) que envolve empresários e instituições do setor de cultura e entretenimento na Bahia, a prefeitura de Salvador assinou uma carta de intenções que, entre outras coisas, confere a Barcelona, na Espanha, a exclusividade do carnaval baiano na Europa por cinco anos. A parceria, trabalhada pela prefeitura e pela ONG Cluster de Turismo,

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Entretenimento e Cultura da Bahia, pretende identificar sinergias entre as duas cidades, além de promover o intercâmbio de artistas, exposições e celebrações populares. 2.5.2 Pernambuco Só há um item em que Pernambuco perde para o Rio e a Bahia: o showbizz, a exibição de estrelas conhecidas e candidatas a estrelas. No restante é imbatível, seja na diversidade musical, no colorido ou como cultura popular. Como produto cultural, não há nada que chegue remotamente perto do que o Estado oferece. Maracatus, frevos, blocos, entre uma infinidade de manifestações culturais riquíssimas, coloridas, alegres. Como produto turístico, ao longo de anos o Estado e a cidade foram se organizando, criando a infraestrutura. Recife sempre foi o pólo máximo da cultura nordestina. De acordo com a Empetur, o carnaval de Recife movimenta R$ 160 milhões e gera cerca de 35 mil empregos temporários com carteira assinada foram criados no Carnaval. Houve também a geração de aproximadamente 100 mil ocupações (vagas informais) em 2003, no período de carnaval. Em 2003, Pernambuco recebeu 450 mil turistas e hotéis registraram ocupação média de 95%. A Associação Nacional da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH/PE) registrou uma ocupação média nos hotéis e pousadas de Itamaracá a Porto de Galinhas entre 90% e 95%, com picos de 100%. De acordo com a Associação Brasileira de Agentes de Viagem em Pernambuco (Abav/PE), o pacto entre agentes e donos de hotéis para manter as tarifas em baixa foi importante na hora de atrair os turistas. As principais atrações são os trios elétricos, bailes e blocos de rua, como o Galo da Madrugada, que desde sua fundação em 1978, é o maior bloco de Carnaval do mundo como mais de um milhão de foliões, conforme o livro dos recordes, o Guiness Book. 2.5.3 São Paulo No carnaval paulistano, como no carioca, a principal atração é o desfile de Escolas de samba. Eles acontecem de sexta-feira a domingo, no sambódromo paulistano, o Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo. A popularidade da festa em São Paulo tem crescido e em 2003 registrou-se um aumento no número de turistas de mais de 205%. O sambódromo foi projetado por Oscar Niemeyer e tem hoje a capacidade de receber 33 mil pessoas, um palco de 900m2, cujo módulo pode receber mais de 20 mil pessoas, dois grandes camarins e salas de apoio compatíveis com as necessidades de grandes shows ao ar livre, além de áreas reservadas aos deficientes físicos. Além dos desfiles, a vida noturna da cidade, agitada por definição, se torna ainda mais viva. Bailes de Carnaval nos principais clubes e festas temáticas nas danceterias tomam conta da noite paulistana. A cidade também é a capital gastronômica brasileira, com restaurantes das mais variadas tendências, chegando a inovações como uma cantina que serve comida italiana e japonesa.

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2.6 Previsão de futuros concorrentes Não é possível prever futuros concorrentes para as Escolas de Samba porque existem vários tipos de concorrentes para cada tipo de público.

3. Segmentação de mercado 3.1 Quadro da estrutura do mercado

O carnaval no Rio de Janeiro é dividido em Blocos, Bailes, Concursos, Shows e Escolas de Samba. A figura 17 mostra a prefeitura do Rio de Janeiro disponibiliza a maior parte de sua verba para o carnaval para as Escolas de samba.

3.2 Variáveis utilizadas para segmentação a) Segmentação geográfica O carnaval é uma festa popular, portanto cada região apresenta uma manifestação específica. Por isso é segmentado geograficamente, de acordo com as características de cada região. Em geral, cada bairro ou região no Rio de Janeiro possui uma Escola de samba representante. A Unidos da Tijuca está inserida dentro

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da Zona Norte da cidade, no bairro da Tijuca. A figura 18 mostra que a Tijuca é o quinto bairro mais populoso do Rio de Janeiro. Dessa forma, há um grande potencial de público a ser explorado pela Unidos da Tijuca e o Salgueiro, ambas localizadas no bairro.

b) Segmentação Comportamental Os desfilantes que estão dispostos a pagar um preço mais elevado por uma fantasia e obter uma posição de destaque. Desejam status ao desfilar por uma grande Escola. c) Segmentação Psicográfica Os desfilantes que gostam de músicas populares ou qualquer outra forma de manifestação cultural. d) Segmentação Demográfica O carnaval é um evento folclórico. Portanto é destinado a todas as idades e classes sociais de ambos os sexos.

3.3 Mercado-alvo O principal mercado-alvo da Unidos da Tijuca são os moradores do bairro da Tijuca. O regionalismo é um fator que influi de forma maciça na escolha de uma Escola de samba. Os moradores da Usina, Muda, Alto da Boa Vista e das proximidades do morro do Borel tendem a torcer pela Unidos da Tijuca, enquanto aqueles que moram na praça Sans Peña, próximo ao morro do Salgueiro ou nas regiões próximas à quadra (Andaraí e Grajaú) normalmente preferem a Acadêmicos do Salgueiro .

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O mercado secundário que a Tijuca deseja atingir é os habitantes da região metropolitana do Rio de Janeiro, principalmente os moradores da Zona Sul.

4. Posicionamento 4.1 Mapa perceptivo

4.2 Comentários O mapa perceptivo nos permite observar a maneira como cada escola é percebida pelas pessoas. Em nossa pesquisa, avaliamos três características que consideramos ser as de maior influência na percepção do público: samba, colocação e tradição. As escolas estão posicionadas no mapa entre as características em que mais se destacam e, quanto mais próximas do centro, maior o grau de percepção. Observamos que a Mangueira, a Beija Flor e a Portela são as escolas mais percebidas pelo público, porém, de maneiras distintas. A Mangueira é a mais lembrada por sua tradição e suas vitórias. Isto ocorre devido aos vários ícones associados à sua imagem e à sua constante presença entre as primeiras colocadas. A Portela, apesar de ser uma grande campeã, é vista como uma escola tradicional e de sambas memoráveis, e a sua Velha Guarda é a maior

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responsável pro isso. A Beija-Flor é hoje o oposto da Portela. É uma escola nova, apresenta excelentes sambas e têm se destacado pelo requinte e apresentações luxuosas. Essas características renderam muitos títulos e, por isso, ocupa o espaço de “grande vencedora” na mente das pessoas. A Unidos da Tijuca, apesar de ser uma das mais antigas escolas de samba, não é lembrada como uma escola tradicional. Sua característica mais lembrada é o samba. Acreditamos que, para que a Unidos da Tijuca seja lembrada por sua colocação, é necessária a conquista de títulos, no entanto, para torná-la uma escola tradicional, é preciso uma melhoria na imagem institucional da Escola.

5. Consumidor 5.1 Consumidor final Existem dois tipos diferentes de consumidores de carnaval: freqüentadores e desfilantes. Cada um com características específicas.

5.1.1 Público-alvo da Empresa A Unidos da Tijuca não possui um público-alvo definido. A empresa deseja atingir os consumidores de todas as classes e regiões da cidade. Entretanto, os principais funcionários acreditam que conquistar o consumidor do bairro é fundamental para o crescimento. Isso, porque o morador da Tijuca é extremamente bairrista, são os únicos que possuem um nome que os caracteriza: Tijucanos. A Unidos da Tijuca, única Escola que carrega o nome do bairro, deve se aproveitar deste fato e tê-los como seu públco-alvo principal.

5.1.2 Principais consumidores 5.1.2.1 Freqüentadores das quadras Existem três tipos de freqüentadores de quadra: pessoas da comunidade, os turistas e os moradores da região metropolitana. Veja a seguir as características de cada tipo:

5.1.2.1.2 Perfil a) Moradores da comunidade: Homens e mulheres, moradores da comunidade do Borel, de 18 a 55 anos, classes D e E.

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b)Turistas Homens e mulheres, brasileiros (paulistas, gaúchos e mineiros) e estrangeiros (portugueses e americanos) de 25 a 50 anos, classes A e B. c) Moradores da região metropolitana Homens e mulheres, de 18 a 50 anos, classes B e C.

5.1.2.1.2 Hábitos de uso e atitudes a) Moradores da comunidade •

Torcem pela Escola de samba de sua comunidade e freqüentam sempre a mesma quadra;

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Podem ir em grupos (família ou amigos) ou sozinhos;

•

Visitam a quadra com freqüência;

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Gostam de eventos diferentes.

b) Turistas •

O principal fator que determina a escolha de uma quadra é o nome da Escola.

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Geralmente as quadras mais visitadas por este público são as que estão em evidência.

•

Os consumidores costumam ir em grupos. Podem ser acompanhados por um guia turístico.

•

Costumam comprar camarotes.

c) Moradores da região metropolitana •

Os consumidores vão em grupos, com as famílias ou amigos.

•

Costumam freqüentar a mesma quadra mais de uma vez.

•

É comum esse tipo de consumidor criar uma preferência por determinada quadra.

•

Costumam freqüentar as quadras por motivos diferentes. Por exemplo: podem freqüentar a quadra da Mangueira por estar na moda. No Salgueiro porque encontra gente jovem e bonita.

•

Costumam comprar camarotes.

5.1.2.1.3 Desejos e Necessidades Os freqüentadores de quadra têm desejos e necessidades em comum.

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a) As principais necessidades são: •

Comunidade presente;

•

Segurança;

•

Conforto;

•

Samba de alto nível;

•

Facilidade de acesso.

b) Os principais desejos: •

“Azaração”;

•

Gente bonita;

•

Personalidades;

•

Preço;

•

Itens para consumo.

5.1.2.1.4 Papéis de Compra a) Comunidade Iniciador – O próprio usuário ou amigos. Influenciador – Amigos. Decisor – O próprio usuário. Comprador – O próprio usuário. Usuário – O próprio usuário. b) Turista Iniciador – O pai de família, amigos ou o guia. Influenciador – Mãe, amigos e o guia. Decisor – O próprio usuário ou o guia. Comprador – O próprio usuário ou o pai de família. Usuário – O próprio usuário c) Morador da região metropolitana Iniciador – O pai de família, o próprio usuário ou amigos. Influenciador – Mãe ou amigos.

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Decisor – O próprio usuário. Comprador – O próprio usuário ou o pai de família. Usuário – O próprio usuário.

5.1.2.2 Desfilantes Existem três tipos de freqüentadores de quadra: pessoas da comunidade, os turistas e os moradores da região metropolitana. Veja a seguir as características de cada tipo:

5.1.2.2 Perfil a) Moradores da comunidade: Homens e mulheres, moradores do bairro da Tijuca, de 07 a 60 anos, classe C e D. b) Turistas: Homens e mulheres, brasileiros (paulistas, gaúchos e mineiros), de 25 a 50 anos, classes A e B. c) Moradores da região metropolitana: Homens e mulheres, de 18 a 50 anos, classe A, B e C.

5.1.3.3 Hábitos de uso e atitudes a) Moradores da comunidade •

Recebem fantasia de graça.

•

Desfilam sozinhos ou em grupos;

•

Desfilam em mais de um carnaval;

•

Planejam desfilar com antecedência;

b) Turistas: •

Usualmente compram mais de uma fantasia por vez, para amigos e parentes;

•

Costumam sair em mais de uma Escola;

•

De modo geral, os membros do grupo no qual o desfilante está inserido (família e amigos), desfilam pela

mesma Escola.

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c) Moradores da região metropolitana: Os moradores da região metropolitana podem se dividir em três grupos de acordo com o seu estilo de vida: torcedor fiel (sempre sai na mesma Escola de samba), o rotativo (sujeito a variações, a cada ano desfila por uma ou várias Escolas diferentes sem uma preferência específica) e fanático (conhece carnaval, sempre sai pela mesma Escola e em outras em vários anos). Veja a seguir as características de cada grupo: Torcedor fiel •

Usualmente compram mais de uma fantasia por vez, para amigos e parentes;

•

Desfilam todos os anos ou não;

•

Desfila sempre pela Escola que torce;

Rotativo •

Alteram as Escolas de samba devido a colocações, enredos, samba-enredos e preço das fantasias;

•

Não desfila necessariamente pela Escola que torce.

•

Desfilam por uma Escola ou mais;

•

Não desfilam todos os anos.

Fanático •

Desfilam em mais de uma Escola;

•

Desfilam sempre pela Escola que torce;

•

É um profundo conhecedor de carnaval;

•

Desfila todos os anos.

5.1.2.2 Desejos e Necessidades a) Necessidades: •

Empolgação dos componentes;

•

Segurança em torno do Sambódromo (as pessoas em geral entram correndo e saem correndo);

•

Leveza e qualidade das fantasias.

b) Desejos: •

Samba-enredo empolgante;

•

Enredo criativo;

•

Preço acessível;

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•

Ganhar o carnaval ou boa colocação, para desfilarem novamente no desfile das campeãs;

•

Surpresas e inovações (não querem mesmices).

5.1.3.5 Papéis de compra a) Turista Iniciador – O pai de família, amigos ou a agência de turismo. Influenciador – Mãe, amigos ou a agência de turismo. Decisor – O próprio usuário. Comprador – A agência de turismo. Usuário – O próprio usuário. b) Comunidade Iniciador – O próprio usuário ou amigos. Influenciador – Amigos. Decisor – O próprio usuário. Comprador – O próprio usuário. Usuário – O próprio usuário. c) Morador da região metropolitana Iniciador – O pai de família, o próprio usuário ou amigos. Influenciador – Mãe ou amigos. Decisor – O próprio usuário. Comprador – O próprio usuário ou o pai de família. Usuário – O próprio usuário.

5.2 Cliente intermediário 5.2.1 Público-alvo da Empresa Empresas que estão dispostas a associar sua imagem a Escolas de samba, atuando como parceiras ou patrocinadoras.

5.2.2 Principais clientes intermediários TAP, Transportes Aéreos Portugueses.

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5.2.3 Perfil Empresa que se identifique com a Escola de Samba e procure sempre inovar sua comunicação, escolhendo mídias alternativas para expor seus produtos e serviços.

5.2.4 Hábitos de uso e atitudes Algumas empresas atuam como parceiras das Escolas de samba disponibilizando seus produtos ou serviços em troca de exposição da marca em painéis luminosos na quadra, camisetas e outros materiais promocionais. É o caso da TAP, companhia aérea portuguesa, que fechou uma parceria com a Unidos da Tijuca com o objetivo de se aproximar da comunidade portuguesa no Brasil e expor a sua marca na quadra da Escola.

5.2.5 Desejos e necessidades a) Principais necessidades: •

Exposição da marca;

•

Melhorar o relacionamento com o cliente interno e externo.

b) Principais desejos: •

Retorno do investimento

•

Fechar contratos;

•

Fidelizar os clientes;

•

Aumento das vendas.

5.2.6 Papéis de compra Iniciador – Agentes de Patrocínio Influenciador – Departamento de Marketing ou Secretaria de Cultura e Turismo do patrocinador Decisor – Presidente da Empresa Comprador – Departamento Financeiro Usuário – Patrocinador

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6. Aspectos legais 6.1 Exigências legais A Escola deve seguir o regulamento da LIESA.

6.2 Legislação em trâmite Não existe atualmente nenhuma legislação em trâmite.

6.3 Considerações éticas •

O puxador que atuou para uma Escola não poderá atuar para nenhuma outra.

•

Não é permitido desfilar nu (perde ponto).

•

Deve-se respeitar o número mínimo de participantes de cada ala.

6.4 Tributos Os principais tributos são os referentes à LIESA. 5% da receita das Escolas vai para a Liga (taxa de administração).

6.5 Restrições às atividades do P de Promoção (comunicação) •

É proibido desfilar com logomarcas.

•

Somente os empurradores de alegoria poderão utilizar roupas com logomarcas.

•

Na arquibancada, a Escola pode realizar qualquer ação de promoção.

•

As logomarcas dos instrumentos são toleradas.

6.6 Entidades de classe Não existe nenhuma organização de classe no carnaval.

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B. ANÁLISE EXTERNA 1. Histórico da Empresa 1.1 Razão social e número do CNPJ (antigo CGC) Razão Social: Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca CNPJ: 27148592/0001-40

1.2 Localização do escritório central Sede/Barracão: Av. Venezuela, 202 - CEP: 20.220-70 - Tel.:2233-8976/2516-4053 - Tel/Fax.: 2253-8929

1.3 Fundadores e data da fundação O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca foi fundado em 31 de dezembro de 1931 com sede própria na Rua São Miguel nº 430 no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. É uma entidade jurídica, sem fins lucrativos, com Diretoria e Conselho Fiscal eleitos. A Unidos da Tijuca é a terceira Escola de samba mais antiga do Rio de Janeiro. Seus componentes eram originalmente operários da Fábrica de Cigarros Souza Cruz, Fábrica de Tecidos Maracanã, Lanifício Alto da Boa Vista, Fábrica de Tecidos Covilhã e de outras fábricas de menor porte localizadas nas proximidades da comunidade, no bairro da Tijuca.

1.4 Dados e fatos marcantes Uma das mais antigas Escolas do Rio, a Unidos da Tijuca foi campeã uma vez, em 1936, com o enredo “Sonhos Delirantes”. Dos anos 90 para cá, a Escola vem se estruturando, conquistando espaço entre as grandes, com nomes como Osvaldo Jardim. O carnavalesco, já falecido, deu uma personalidade visual e atraiu o interesse da imprensa e do público para os desfiles da Escola, com as famosas e enormes esculturas de espuma, decoradas com cores vibrantes. Em 1998, a Escola apresentou um enredo baseado no centenário do Vasco da Gama, uma combinação que não deu certo e levou a Escola para o grupo de acesso. Esse fato foi fundamental para uma reestruturação na tentativa de reerguer a Escola e leva-la de volta ao grupo especial. Em 1999, a Tijuca desfilou no Acesso, e apresentou um desfile histórico: "O dono da terra", voltando assim, para o grupo especial. Em 2000, Osvaldo deixou a Escola e foi substituído por Chico Spinosa, conquistando o quinto lugar. Chico trabalhou mais um ano pela Escola.

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Em 2002, a Tijuca contou com Milton Cunha, que lá ficou por mais dois carnavais: um sobre os países de língua portuguesa e o outro sobre os agudás, os escravos e ex-escravos que retornaram à África, garantindo para a Escola consecutivamente os 10º e 9º lugares. Em 2003, erros na armação e na condução da Escola, com reflexos na evolução e na harmonia levaram a perda de pontos preciosos. Em 2004, com Ricardo Fernandes, como diretor de carnaval, hoje contratado pela Porto da Pedra, a Escola foi impecável. Em 2004, foi a vez de Paulo Barros que já tinha realizado um excelente trabalho na Tuiuti, Escola do grupo de acesso. A Escola investiu na criatividade do carnavalesco e obteve ótimos resultados: dois vicecampeonatos seguidos em 2004 e 2005. Na avenida, Paulo inovou com o famoso carro do DNA humano, composto apenas por uma estrutura de ferro e homens pintados e coreografados.

1.5 Composição acionária atual A Escola de Samba Unidos da Tijuca é um grêmio recreativo, regido por um estatuto social. A Assembléia Geral é o poder soberano da agremiação. Participam da mesma os sócios. A Assembléia é convocada na forma do Estatuto da Escola e elege o Conselho Deliberativo formado por 50 sócios. O Conselho Deliberativo elege a diretoria administrativa que são: Presidente e os Vices. Existem sócios chamados sócios de honra que não podem ser eleitos, pois são convidados.

1.6 Missão A Unidos da Tijuca não possui uma missão bem definida. Baseado em entrevistas com os Diretores e funcionários pode-se dizer que a missão da Escola é: •

Realizar a cada ano um carnaval campeão e trazer através de projetos sociais conhecimento e emprego para a comunidade do morro do Borel e adjacências.

1.7 Visão A Unidos da Tijuca não possui uma missão bem definida. Baseado em entrevistas com os Diretores e funcionários pode-se dizer que a visão da Escola é: •

Torna-se uma Escola de samba referência e conhecida através de suas conquistas, sambas e trabalho perante a comunidade.

1.8 Mercados de atuação Durante o carnaval são oferecidas diversas atrações de entretenimento para os turistas e moradores da cidade do Rio de Janeiro. A Unidos da Tijuca está inserida dentro dessas atrações. Os eventos realizados pela Escola durante o ano também podem ser caracterizados como entretenimento.

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1.9 Valores ético-culturais/princípios A Unidos da Tijuca é uma empresa transparente, idônea, sem envolvimento com atividades ilícitas. O balanço financeiro da Escola não é aberto aos funcionários e aos membros da comunidade. A Unidos da Tijuca não possui fins lucrativos, todo o lucro é revertido para a comunidade em projetos sociais e em investimentos para o carnaval do próximo ano. A união de povos é uma característica especial da Unidos da Tijuca, que faz com que os brasileiros e portugueses se misturem na Escola sem distinção de cor, nacionalidade, credo ou religião.

1.10 Atividades de responsabilidade social A Escola faz, durante o ano inteiro, um forte trabalho sócio-comunitário no morro do Borel nas áreas de educação, esporte e lazer. Cursos de formação de Mestre Sala e Porta Bandeira mirim, de música, manicure, corte e costura, cabeleireiro, artesanato, dança de salão, informática, carpintaria, soldador, eletricista e pintor são alguns exemplos. A Escola ainda oferece cursos e palestras de saúde pública nas áreas de higiene, prevenção de doenças sexuais e pré-natal. O trabalho de ajuda ao desenvolvimento das crianças é feito na Escola de samba mirim Tijuquinha do Borel que é mantida pela Unidos da Tijuca. A Unidos da Tijuca tem traços de união tão fortes com as suas comunidades (brasileira e portugueses residentes no Brasil) que, nos desfiles de Carnaval, dos 4.000 componentes que desfilam, 2.500 pertencem às suas comunidades, destes, 70% têm suas fantasias doadas pela Escola. A comunidade carente que desfila na Escola sabe que as fantasias são doadas porque existe um grande esforço por parte da diretoria, em angariar fundos que possibilitem a doação das mesmas. Dentre a comunidades ajudadas estão Borel, Dona Marta e Cruzada. Em troca das fantasias doadas, as pessoas assumem o compromisso de pagar um preço simbólico de R$20 pela carteirinha de associado, através dessa assinatura eles devem participar de no mínimo 17 ensaios de rua para ganharem a fantasia. Os membros da comunidade com carteirinha possuem livre acesso às quadras. Depois do Carnaval, a Escola doa o material reaproveitável para os membros da comunidade. Um grande projeto, iniciado em 2004, é a reforma a quadra do morro do Borel, que será de uso exclusivo da comunidade e oferecerá cursos técnicos profissionalizantes e projetos para a terceira idade. Enquanto a obra da quadra não fica pronta, esses cursos são ministrados nas casas dos próprios professores, moradores da comunidade.

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2. Recursos Humanos 2.1 Organograma funcional gerencial

2.2 Principais funções Dois setores guiam a da Unidos da Tijuca: o administrativo e o carnavalesco. a) Setor Administrativo Cuida da administração e do gerenciamento do patrimônio e dos recursos necessários a realização do carnaval. •

Presidente: exerce a autoridade suprema e assume a responsabilidade máxima na orientação da Escola.

•

Vice - Presidente: age em colaboração e harmonia com o presidente em todos os assuntos e atividades de interesse da Escola. Cada Vice Presidente na sua área. Ex: O Vice Presidente de patrimônio zela pelas instalações e o material.

•

Procurador: É órgão fiscalizador da Escola.

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b) Setor Carnavalesco Compõe o “corpo carnavalesco”, formado pelos que atuam na concepção e organização do carnaval e estão envolvidos com as diversas atividades que visam o planejamento e execução teórica e prática. •

Diretor de Carnaval: Responsável pelo o ateliê de fantasia, barracão de alegorias, elaboração dos protótipos da Escola, produção das fantasias, alegorias, adereços, compra de insumos e teste de fantasias.

•

Carnavalesco: Responsável pela criação do enredo, das fantasias, das alegorias, pesquisa de matérias-primas, pela supervisão da produção e por colocar o carnaval na avenida.

2.3 Número de funcionários A Unidos da Tijuca tem 250 funcionários incluindo temporários. O número de funcionários depende do período. Os funcionários fixos são: o vigia, a secretária, o diretor de carnaval, o carnavalesco, a chefe de costura, a chefe de alegoria, o tesoureiro, o puxador de samba, o mestre de bateria, a porta-bandeira e o mestre-sala. Em junho, a Escola começa a contratar temporários para trabalhar no barracão como costureiros, artesãos, operários. Essas pessoas, não têm carteira assinada e recebem o pagamento em dinheiro parcelado em duas vezes. A primeira parte no dia 15 e a outra no último dia do mês. Com a proximidade do carnaval, o número de funcionários temporários vai crescendo. Em geral, os temporários que trabalham na Escola são os mesmos todos os anos. Alguns são chamados mesmo fora da época do carnaval. Em maio de 2004, a Escola realizou um show na Romênia. Para conseguir confeccionar com urgência as fantasias, foi escalado um time de costureiras que provavelmente só seria contratado em julho. A costureira chefe e as aderecistas estão há sete anos na Escola. Esta relação de longa data é importante, pois garante a confiança na qualidade dos serviços prestados.

2.4 Política de carreira Não existe política de carreira projetada, organizada e específica com os funcionários da Escola. Entretanto, existe uma política de profissionalização com as crianças da comunidade. Através da Escola Tijuquinha do Borel, as crianças aprendem as diversas funções de uma Escola de samba, como mestre-sala ou porta-bandeira, bateria, entre outros. A Unidos da Tijuca cria sua mão-de-obra, fornecendo condições para que as crianças ensinadas na Tijuquinha do Borel, trabalhem e participem do processo evolutivo até chegarem a uma idade que possam trabalhar como profissionais no carnaval. O mestre de bateria Celinho, da Unidos da Tijuca, por exemplo, foi formado pela escolinha Tijuquinha do Borel.

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2.5 Política salarial A Escola não tem uma política salarial definida. Os funcionários fixos recebem uma quantia de acordo com a hierarquia. Porém, não há uma organização por faixas salariais onde há piso e teto. Os funcionários temporários recebem salários baixos, mas conforme a chegada do carnaval, os salários podem aumentar significativamente. Em julho, a mão-de-obra é mais barata e, em novembro, com a proximidade do carnaval e a urgência da entrega do material, a mão-de-obra é mais cara. Nessa época, existem também os contratos por empreitada. Se houver alguma mudança no layout do carro ou algum problema, a Escola terá que chamar novas pessoas para ajudar.

2.6 Política de benefícios A política de benefícios da Unidos da Tijuca é baseada em um processo: o resultado do desfile influencia no contrato do próximo ano. De forma global ou individual em relação aos seguintes cargos: •

Diretor de Carnaval

•

Carnavalesco

•

1° Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

•

Intérprete

•

Mestre de Bateria

Este benefício consta em um bônus. Este bônus é o salário duplicado dado ao funcionário que se empenhou no carnaval e mostrou um ótimo trabalho, no mês seguinte ao carnaval.

2.7 Política de treinamento Não se aplica aos funcionários fixos e temporários da Unidos da Tijuca. As alas da comunidade, como comissão de frente e baianas, são coreografadas na quadra da Escola, assim como os ensaios da bateria os dos puxadores do samba. Existem também os ensaios técnicos que são feitos a partir de datas definidas pela Liesa para garantir o andamento perfeito do desfile. Esses ensaios são realizados no Sambódromo e simulam o dia do desfile. São duas chances, em dias diferentes, que as Escolas tem para treinar todas a suas alas para estar preparada para o dia do carnaval.

2.8 Análise do clima organizacional Percebemos que o clima organizacional da Escola é baseado no conceito de união. Todos os funcionários, mesmo os temporários, trabalham para a Unidos da Tijuca há muito tempo, apesar de trabalharem para outras Escolas também. A motivação é constante porque são envolvidos emocionalmente e querem, junto com a Escola, ser campeões.

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3. Processo 3.1 Localização de filiais e fábricas A Unidos da Tijuca é dividida em três locais que são: Quadra: Francisco Bicalho 47, Centro da Cidade. Barracão: Av. Venezuela 202, Centro da Cidade. Escola Mirim Tijuquinha do Borel: São Miguel 470, Tijuca.

3.2 Metragem ocupada das instalações O barracão da Unidos da Tijuca tem a metragem em torno de 3.600m². Vale lembrar que, em breve, a Escola irá se transferir para a Cidade do Samba, onde cada unidade de produção terá 7.200 m² de área construída, o dobro de espaço dos atuais barracões. O amplo espaço trará à Escola muitos benefícios. Suas instalações estarão centralizadas e organizadas, todo o material ficará melhor estocado e conseqüentemente a produção será facilitada.

3.3 Capacidade instalada e ociosa Os barracões funcionam como unidades de produção das Escolas e nele as fantasias e alegorias são fabricadas. Funcionam também como o escritório. Logo após o término do carnaval até outubro, grande parte do espaço do barracão fica ociosa, porém o espaço é utilizado para desmonte, reaproveitamento do material e, durante o ano, para estacionamento dos carros alegóricos. De outubro a janeiro não há espaço suficiente para a construção dos carros alegóricos, fantasias e adereços, causando transtorno dentro do barracão. Além disso, a fabricação dos carros desmontados promove trânsito na hora da montagem na avenida.

3.4 Suprimentos 3.4.1 Insumos estratégicos Os principais insumos estratégicos são plumas, paetês, tecidos metalizados, algodão cru, popeline, cretone, lamer, veludo, pelúcia, cetim, nylon dublado, gessem dublado, galão, entre outros.

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3.4.2 Principais fornecedores Os principais fornecedores são KGP, Babado da Folia, Rapidaço, Silvio do Isopor, Maderoy e Ed Espuma. Esses varejos, por serem os principais fornecedores do Estado do Rio de Janeiro, trabalham para todas as Escolas de samba e mesmo assim conseguem desenvolver materiais personalizados para cada uma delas. As compras e encomendas são feitas após a finalização do protótipo. Os fornecedores trabalham com sistema de crédito. Como as Escolas apresentam sazonalidade dependem de diferentes rendas para fazer o carnaval, portanto os fornecedores precisam trabalhar com sistema de crédito até que a Escola possa pagá-los quando receber da Liesa e dos patrocinadores.

3.4.3 Principais parcerias com fornecedores A Unidos da Tijuca tem um relacionamento colaborativo com seus fornecedores. Há uma parceria muito forte entre eles, onde os fornecedores têm a preocupação em pesquisar e oferecer materiais diferenciados, além de flexibilizar os prazos e formas de pagamento.

3.5 Produção 3.5.1 Fluxograma de produção Para que o desfile corra bem, é necessário que os vários processos que ocorrem durante o ano estejam organizados, com prazos definidos e cumpridos. O processo começa com a definição do enredo e, logo, ganha vertentes como ilustra a figura 21.

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3.5.1.1 Calendário de Produção O desfile é caracterizado por ser um projeto com início, meio e fim. A figura 22, anexada abaixo, demonstra detalhadamente cada passo do projeto de confecção de um desfile.

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3.5.2 Problemas de produção que costumam afetar a competitividade da Empresa As Escolas de samba estão sujeitas a passar por problemas durante todo período de produção do carnaval. Há muitos casos de Escolas contratarem diferentes costureiras para fazer complementos da mesma fantasia (esplendor e a roupa) e no final do trabalho com a fantasia toda pronta, as partes não encaixam. Já aconteceu de uma ala inteira ter que desfilar descalça, pois todos os sapatos vieram com a numeração errada. Além dos problemas citados acima, existem vários outros que podem fazer com que a Escola perca pontos: coreografia errada, instrumentos desafinados, fantasias mal acabadas ou dEscolando, carros alegóricos com defeito, etc.

3.5.3 Interação entre planejamento e controle de produção e previsão de vendas No início de cada ano é feito um balanço do ano anterior para saber como estão financeiramente e se o planejamento foi coerente. Com o balanço do ano anterior, começam a fazer o planejamento para o próximo carnaval distribuindo a verba para os departamentos. Cada departamento só poderá gastar o que foi planejado, pois está de acordo com os dados de produção do ano anterior. Neste aspecto a Unidos da Tijuca é bastante organizada e metódica. Há duas formas para o controle de produção e vendas das fantasias: a direta e a indireta. A forma direta tem o controle através da quantidade de carteirinhas, com isso o diretor de carnaval pode saber quantas fantasias deverão ser produzidas para a comunidade. Já na forma indireta, o diretor de carnaval deixa toda a responsabilidade de produção, fabricação e distribuição para os presidentes de ala.

3.6 Sistema de qualidade 3.6.1 Política da qualidade Política de qualidade para uma Escola de samba significa desfile digno de primeiro lugar. Na avenida, a bateria deve estar afinada, samba decorado, alegorias e coreografias perfeitas. O desfile deve ser feito em plena harmonia.

3.6.2 Ferramentas de controle de qualidade Não existem ferramentas de controle de qualidade na Unidos da Tijuca. As pessoas que são contratadas pela Escola como os engenheiros (construção dos carros alegóricos) e as costureiras e aderecistas (confecção de fantasias e adereços) utilizam sua experiência para a gestão da qualidade. O carnavalesco e o diretor de carnaval atuam como supervisores de todo o processo para garantir que o desfile seja um sucesso e que as fantasias, carros alegóricos, samba-enredo, etc fiquem de acordo com o enredo.

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3.6.3 Gestão da Qualidade Total A Unidos da Tijuca não realiza nenhuma ação de gestão da qualidade total.

4. Finanças 4.1 Tabelas 4.1.1 Demonstração dos resultados do exercício – DRE

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4.1.2 Fluxo de caixa anual da Empresa

4.1.3 Balanço Patrimonial – BP

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4.1.4 Inadimplência Como o relacionamento entre os membros do canal é baseado na confiança, não há inadimplência. A Escola sempre que necessário, tem seus prazos estendidos com os fornecedores. Ela precisa efetuar os pagamentos de forma correta para que o relacionamento se perpetue. Os presidentes de ala pagam o protótipo das fantasias direto para a Escola. Eles ficam encarregados de estimar preços, prazos e condições de pagamento. Cada um se organiza com sua contabilidade e cobra do cliente final os débitos.

4.2 Comentários A empresa fecha o ano com o saldo negativo, pois o ano contábil das Escolas termina em fevereiro e não em dezembro. A receita começa a entrar no fim do ano e inicio do ano seguinte.

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5. Marketing 5.1 Objetivos de Marketing O departamento de marketing da Unidos da Tijuca não possui objetivos bem definidos. Os objetivos de marketing descritos são na verdade ações de marketing já existentes, que visam divulgar a marca, alcançar patrocínios e gerar receita. Nas entrevistas realizadas, os profissionais de marketing da Escola reportaram os seguintes objetivos: a) Buscar patrocínios para concretizar projetos sociais na comunidade do morro do Borel Para a Escola o investimento em projetos sociais promove visibilidade durante o ano inteiro. O trabalho na comunidade é um forte instrumento para a divulgação da marca, já que com isso Escola colhe mídia espontânea no Brasil e no exterior. Além disso, grande parte das empresas deseja associar suas marcas ao cunho social da Escola e não somente ao espetáculo do desfile. b) Criar uma revista para divulgar o trabalho realizado pela a Unidos da Tijuca em relação à comunidade e carnaval A revista será distribuída em hotéis e pontos turísticos da cidade. Será uma ponte para que turistas nacionais e estrangeiros tenham contato com a Escola. c) Prospectar clientes para a realização de shows Realizar o máximo de shows possíveis durante o ano para divulgação da marca, geração de receitas e contração de funcionários.

5.2 Estrutura departamental de Marketing 5.2.1 Organograma funcional gerencial (do Departamento de Marketing)

5.2.2 Principais funções

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a) Coordenador - Gerencia as atividades de marketing. Coordena e distribui as tarefas de cada diretor de marketing. Responsável pelo contato com patrocinadores e parceiros da Escola. b) Diretor de Marketing 1 - Responsável pelos contratos, relatórios, orçamentos e pela parte gráfica. Também está encarregado da organização dos eventos da Unidos da Tijuca. c) Diretor de Marketing 2 – Responsável pelo contato com os diversos setores da Escola, relacionamento com patrocinadores e empresas parceiras.

5.2.3 Número de funcionários O setor de Marketing está sob a responsabilidade de três funcionários.

5.2.4 Interação interdepartamental As reuniões entre os demais setores da Escola são realizadas de forma informal, na maioria das vezes sem hora marcada e por contato telefônico.

5.3 Produto/Serviço 5.3.1 Características da linha de produtos/serviços 5.3.1 Desfile A figura 27 mostra a evolução nas colocações da Unidos da Tijuca na linha do tempo. Percebemos que a Escola entre 1994 e 1998 se mantinha com posições muito baixas, alcançando no máximo a 11º colocação. Em 1999, a Escola não apresentou um bom carnaval e, com a baixa pontuação, desceu para o grupo de acesso. No entanto, no mesmo ano, a Diretoria da Escola reavaliou os desfiles e fez importantes mudanças no departamento de carnaval da Escola, principalmente com a contratação de novos profissionais. Em 2000, após um ano de mudanças importantes realizadas na parte interna da empresa e com a contratação de novos funcionários, a Unidos da Tijuca se reergueu e conquistou o 5º lugar. Os anos seguintes foram marcados por colocações melhores do que a dos anos 90. O carnaval da Tijuca evoluiu até que em 2004, a Escola alcançou a 2º colocação. Esse resultado repetiu-se de 2005, quando a Unidos da Tijuca se firmou como uma Escola que conta o enredo de forma criativa e simples de ser entendida. Ao contrário da maioria das Escolas de samba que contam enredos complexos, agregam alta tecnologia nos desfiles ou contam com o glamour de vários artistas.

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5.3.1.1 Estratégias para o desfile: •

Realizar um grande número de ensaios de rua com o objetivo divulgar o enredo da Escola, ensaiando os componentes e se aproximar dos torcedores;

•

Possuir um grande número de pessoas da comunidade nas alas, de forma a garantir harmonia e evolução na avenida.

•

Ensaios técnicos com o objetivo de ensaiar as coreografias, mestre-sala e porta-bandeira, bateria, etc.

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5.3.1.2 Características do Desfile: a) Enredo

Com a chegada do carnavalesco Paulo Barros para o carnaval de 2004, a Unidos da Tijuca começou a levar para a avenida enredos criativos e inusitados, que, por esse motivo, chamaram a atenção de toda a mídia. b) Samba-Enredo

Não existe na Unidos da Tijuca nenhum compositor que se destaque ou que seja mais conhecido no meio, ao contrário do que ocorre no Salgueiro, Mangueira e Portela. Mesmo assim, a Unidos da Tijuca é conhecida por apresentar ótimos sambas-enredo. c) Bateria

A bateria da Unidos da Tijuca costuma ser avaliada de forma muito boa devido à sua característica rápida e leve, com muitos tamborins, chocalhos e convenções. d) Fantasias

São fantasias leves e bem acabadas, apesar de não serem consideradas luxuosas.

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e) Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira deve, além de ser bom de samba, transpassar carisma e simpatia. Nesse ponto a Unidos está bem representada pela porta-bandeira atual que é bastante querida pela Escola. O mestre-sala atualmente manteve o padrão de qualidade apresentado nos últimos anos. f) Alegoria e Adereços

Paulo Barros é conhecido por alegorias simples, sempre com novidades, como o carro do DNA, inovação no carnaval de 2004, composto somente de uma estrutura de aço e pessoas. g) Comissão de Frente

Costuma ser bem avaliada. Nos anos de 2004 e 2005 surpreendeu com fantasias inovadoras e foi considerada pelos jurados uma das melhores nos dois anos. h) Harmonia

A Unidos da Tijuca costuma atravessar a avenida no tempo certo, possui um samba cantado por todos, é bem organizada e as alas coreografadas se apresentam muito bem.

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i) Evolução

A Unidos da Tijuca costuma apresentar boas evoluções. j) Conjunto

Nos últimos dois anos a Escola tem apresentado desfiles coesos e uniformes, com equilíbrio artístico e apresentação fluente.

5.3.2 Eventos 5.3.2.1 Ensaios na quadra Os ensaios ocorrem todos os sábados na quadra da Escola localizada na Av. Francisco Bicalho, próximo à rodoviária Novo Rio. Antigamente, os ensaios eram realizados na quadra da comunidade, no morro do Borel, mas, por questões de segurança, o ensaio foi transferido para uma nova quadra. A quadra da Unidos da Tijuca, apesar de possuir fácil acesso, oferece transtornos de deslocamentos aos moradores da comunidade. Muito freqüentada por homossexuais, a cerveja é quente, falta conforto, comida, não empolga e não tem carisma. 5.3.2..2 Ensaios fora da quadra A Unidos da Tijuca realiza todos os anos vários ensaios fora de quadra. Em novembro são realizados os ensaios na avenida Venezuela, em frente ao Barracão da Escola. Este primeiro ensaio é voltado para comunidade, que deve comparecer para ganhar a fantasia.Em janeiro, os ensaios são realizados na Rua Conde de Bonfim, principal rua da Tijuca. Neste ensaio a Escola se aproxima do seu público-alvo principal, os habitantes do bairro da Tijuca. É durante esses ensaios que a Tijuca percebe a torcida que ela tem. Centenas de “tijucanos”, torcedores ou simpatizantes comparecem para homenagear a Escola. Apesar do barulho, o ensaio virou tradição e é bem visto pela a maioria dos moradores, ao contrário dos ensaios de rua que antigamente eram realizados pelo Salgueiro, onde ocorriam tumultos e brigas.

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5.3.2..3 Shows e Apresentações A Unidos da Tijuca não costuma realizar shows e apresentações ao longo do ano. Em maio de 2004, a Escola realizou uma série de apresentações em Constanta, cidade localizada na Romênia. Os shows e apresentações realizados pela Escola são marcados pela empolgação dos componentes, que o tempo todo buscam alegrar ou movimentar os espectadores.

5.3.3 Artigos e Acessórios A Unidos da Tijuca comercializa, próximo ao carnaval, camisas de enredo, que são confeccionadas em dezembro. As camisas são vendidas no barracão e nos ensaios. São de malha, bem simples, unissex e em três tamanhos: pequeno, médio e grande. O desenho utilizado é o mesmo que divulga o enredo e não possui qualidade estética. A Escola comercializa ainda adesivos institucionais que transmitem um posicionamento, que não é o seu. 5.3.4 Variações regionais da linha de produtos/serviços Os únicos produtos da Unidos da Tijuca que podem sofrer variações regionais são os shows e apresentações realizados em outros estados e países. Entretanto, não existe nenhuma variação regional significativa nos shows apresentados pela Unidos da Tijuca. As variações mais relevantes são no roteiro do show ou apresentação a ser apresentado e na adaptação das fantasias. 5.3.5 Registro de marcas Nem a marca nem as patentes da Unidos da Tijuca são registradas, pois na percepção da Escola não existe interesse de nenhum concorrente em erodir sua base e a lealdade de seus consumidores. Na Unidos da Tijuca a visão de marca ainda é muito pouco trabalhada, porém existe a consciência da importância de uma marca forte e presente na mente dos consumidores. 5.3.6 Análise de benefícios ou hierarquia de valor a) Produto Básico Quando pensa em participar do carnaval, a pessoa lembra do produto básico que é o desfile. Depois, deve decidir para qual Escola irá desfilar. Para isso, precisará de uma fantasia. Junto com o desfile, as fantasias também constituem o produto básico, pois é o principal produto comercializável que compõe o desfile.

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b) Produto Esperado Ao escolher a Escola, os consumidores levam em conta vários aspectos. O principal esperado é que a escolhida conquiste o campeonato ou ao menos uma boa colocação para que desfile novamente no dia das campeãs. c) Produto Ampliado Além do desfile, o consumidor pode manter contato com a Escola participando dos ensaios de quadra e de rua e adquirindo os artigos e acessórios oferecidos pela Escola. Esses são seus produtos ampliados. d) Produto Potencial Os produtos potenciais das Escolas são: a realização de shows, apresentações, eventos na quadra, visitas programadas, cursos, etc. A Unidos da Tijuca não explora esses produtos de maneira satisfatória.

5.3.7 Qualidade Como os serviços são intangíveis, ou seja, eles não podem ser vistos, sentidos, testados ou provados antes de serem adquiridos, os consumidores buscam por sinais ou evidências de sua qualidade. A principal evidência de qualidade no serviço prestado pelas Escolas de samba provém do resultado que costumam obter na avenida. Se uma Escola está sempre bem colocada, o consumidor, geralmente possui a impressão de que ela é uma Escola que apresenta desfiles de qualidade. Porém, antes da apuração dos resultados do desfile, para verificar a qualidade, o consumidor avalia as diversas etapas descritas na figura 29. Cada etapa atesta a qualidade oferecida do serviço, de forma que a percepção final sobre o resultado do desfile pode acabar sendo menos importante. Durante o processo de aquisição das fantasias, o consumidor percebe a qualidade com base nas instalações, pessoas, equipamentos, no material de comunicação, nos símbolos e nos preços. A análise da experiência que o consumidor passa é fundamental para averiguar a qualidade do serviço oferecido pela Unidos da Tijuca.

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a) Relacionamento com a Tijuca ao longo do ano (Barracão e Quadra) Ao entrarem em contato com a Unidos da Tijuca, o consumidor já possui alguma idéia da qualidade que é oferecida pela Escola. Ele pode deduzir isso através de comunicação boca-a-boca, do contato com o site da Escola, dos resultados obtidos nos últimos desfiles, etc. Ao ligar para o barracão, o consumidor não recebe um bom atendimento. Os funcionários não são treinados para falarem corretamente. Entretanto os funcionários demonstram segurança ao explicar corretamente o procedimento para aquisição das fantasias e indicam os presidentes de ala. Embora os presidentes de ala sejam pessoas terceirizadas no processo, são vistos pelo consumidor como funcionários da Escola. Portanto, o serviço que esse canal oferece está diretamente ligado à qualidade que o consumidor perceberá. Os fatores que mais comprometem a qualidade no contato com a Escola: •

1° Atitude dos funcionários

•

2° Demora no atendimento

b) Presidente de Ala (venda, ajustes e entrega das fantasias) O consumidor que comprar a fantasia pode entrar em contato diretamente com os presidentes de ala, eliminando o primeiro contato com a Escola. A maioria dos presidentes de ala da Unidas da Tijuca trabalha há bastante tempo neste mercado. Porém ainda demonstra informalidade no atendimento ao consumidor. A qualidade das fantasias varia de acordo com quem as produz. As fantasias confeccionadas pela Unidos da Tijuca, dificilmente perdem pontos quando são julgadas. Quando confeccionadas pelos presidentes de ala, vez ou outra não atingem o mesmo padrão de qualidade. As fantasias das alas da comunidade e comerciais costumam ser entregues com atraso. A maioria dos presidentes de ala entrega as fantasias no dia do desfile, irritando os consumidores. Algumas fantasias podem vir mal acabadas. Este é outro fator que contribui para a baixa percepção da qualidade dos consumidores. A fantasia também é percebida como de baixa qualidade quando é entregue diferente do protótipo idealizado pelo carnavalesco. Segue abaixo os fatores que mais comprometem a qualidade na entrega das fantasias: Os fatores que mais comprometem a qualidade na entrega das fantasias: •

1° Atraso na entrega

•

2° Estado da fantasia

•

3° Fantasia diferente do protótipo

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3) Desfile No desfile, tanto a Escola de samba, quanto o consumidor (desfilante) afetam o resultado. Os desfilantes contribuem para a perfeita execução dos quesitos evolução e harmonia. Durante o desfile os presidentes de ala e diretores de harmonia exigem dos consumidores comportamento e postura dentro da avenida. O que costuma acontecer é que os consumidores não são previamente esclarecidos de como proceder e se comportar na hora do desfile. A atitude deles pode ser diferente da esperada pela Escola. Isto se agrava quando os consumidores são turistas estrangeiros e não sabem como se comportar na avenida. Os diretores de harmonia, pessoas responsáveis por coordenar as pessoas na avenida, acabam discutindo e tratando mal os desfilantes que não estão se comportando da maneira devida. Isto contribui para uma experiência negativa, independente do resultado do desfile. Além disso, os consumidores podem perceber as fantasias como produtos de baixa qualidade durante o desfile. As fantasias, quando estão paradas, podem funcionar de maneira diferente em movimento. Algum componente que constitui o produto pode se deslocar, comprometendo a qualidade do desfile. Os fatores que mais comprometem a qualidade durante o desfile: •

1° Tratamento dos Diretores de Harmonia

•

2° Expectativa é diferente do que é passada aos desfilantes

•

3° Fantasias deficientes

•

4º Postura do desfilante

4) Resultado A apuração do desfile é um verdadeiro demonstrativo de qualidade das Escolas de samba. Os quesitos são avaliados de acordo com a qualidade que é demonstrada na avenida. Os consumidores percebem a qualidade do desfile de acordo com a colocação da Escola ou pela a experiência que passam durante o espetáculo. Se a Escola sempre está entre as cinco primeiras colocadas, desfilam novamente no dia das campeãs, será considerada como uma Escola que possui um desfile de qualidade. O vice-campeonato em 2004 foi considerado como um fator que superou as expectativas não apenas dos desfilantes, mas de todos os consumidores e pessoas ligadas ao carnaval. O resultado se repetiu no ano de 2005, portanto, a percepção sobre a qualidade dos desfiles melhorou. O fator que mais compromete qualidade do resultado: •

1° Colocação abaixo das oito primeiras Escolas

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O modelo Servqual (ver figura 30) demonstra os principais fatores da percepção da qualidade dos serviços prestados pela Unidos da Tijuca:

5.3.8 Bens facilitadores e de suporte Bens facilitadores e de suporte compõem a infraestrutura da Escola. São todos os aparatos que suportam as operações tais como: equipamentos elétricos, ferramental e estruturas para os carros alegóricos, computadores que armazenam informações sobre os clientes e também é ferramenta para desenho de croquis

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e fantasias. Além disso, existem as ferramentas para a produção das esculturas de isopor, pistolas de cola, estiletes e ainda para a produção das fantasias: máquinas de costura e apetrechos de costura.

5.3.9 Garantias A Unidos da Tijuca não oferece garantias para qualquer tipo de produto ou serviço.

5.3.10 Formas de uso e cuidados A Escola e os presidentes de ala aconselham os consumidores que, ao receberem a fantasia, verifiquem se ela está correta, sem defeitos ou sem algum componente. Procurar não amassar, não sujar e evitar que no transporte ocorram danos, são os cuidados que os consumidores devem tomar. Essas recomendações são válidas para antes e depois do desfile, pois, caso a Escola se classifique entre as cinco primeiras, a fantasia será reutilizada no desfile das campeãs.

5.3.11 Serviços de assistência técnica Caso haja algum problema, os consumidores são aconselhados a levar as fantasias para que sejam feitos os devido reparos. Não existe nenhum canal de comunicação específico para assistência técnica. No momento do desfile fica disponível um responsável pelo conserto e por verificar o estado das fantasias.

5.3.12 Serviços de atendimento ao cliente Os presidentes de ala, responsáveis pela venda das fantasias, atendem seus clientes. A Escola disponibiliza um site para informar aos interessados em conhecê-la melhor e para vender fantasias. Uma funcionária fica à disposição da Escola para atender ligações e para dar informações.

5.3.13 Cultura de serviços Os funcionários da Escola são informais na maneira de atender o cliente. Este item deveria ser melhorado pela Escola.

5.3.14 Recuperação do serviço (se aplicável) A Unidos da Tijuca não possui estratégias de recuperação do serviço.

5.3.15 Testes laboratoriais realizados nos produtos/serviços Todos os protótipos das fantasias são vestidos e testados nos ensaios antes de serem vendidos, para que sejam verificados todos os quesitos de qualidade e usabilidade.

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5.3.16 Novos produtos/serviços em desenvolvimento Não existem produtos ou serviços em desenvolvimento.

5.4 Ponto 5.4.1 Canais de distribuição 5.4.1.1 Presidentes de ala Como a Unidos da Tijuca não possui recursos e estrutura suficientes para produzir todas as fantasias que compõem o desfile, ela terceiriza este processo. As pessoas que são encarregadas de fabricar e comercializar as fantasias restantes são chamadas de presidentes de ala. Em julho eles entram em contato com a diretoria de carnaval e compram os protótipos das fantasias (modelos de fantasias construídos de acordo com o desenho elaborado pelo carnavalesco). A Escola indica para cada presidente de ala o protótipo que julga ser interessante de acordo com suas características. Eles produzem por conta própria as fantasias e negociam sua venda junto aos clientes. 5.4.1.2 Principais funções dos presidentes de ala: a) Reunir informações sobre os clientes potenciais, regulares e concorrentes Os presidentes de ala possuem o contato direto com os clientes da Unidos da Tijuca, exceto com as pessoas que são da comunidade. Normalmente sabem para quem vender e como vender. Infelizmente as informações sobre os clientes não são transmitidas para a Unidos da Tijuca e com isso a Escola não tem conhecimento dos seus clientes. Além disso, essas informações não costumam ser armazenadas e, quando isto ocorre, é feita de forma precária, utilizando-se agendas de telefone. b) Desenvolver e disseminar mensagens de compra persuasivas para estimular a compra Para vender as fantasias, os presidentes precisam se comunicar com os consumidores. Este contato é feito informalmente, através de ligações telefônicas ou visitas. Com a proximidade do carnaval a Unidos da Tijuca exibe as fantasias e os telefones dos presidentes de ala no seu site. Além disso, quando a Escola é procurada, ela indica o consumidor para os presidentes de ala. A indicação de um presidente de ala se dá de acordo com o modelo de fantasia que o cliente deseja ou com o estoque do presidente de ala em questão.

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c) Entrar em acordo sobre o preço e as condições de pagamento para que o comprador possa realizar a compra Os presidentes de ala são responsáveis por atribuir o preço às fantasias. O preço final está diretamente ligado à procura de fantasias pela Escola. Os insumos, mão-de-obra e outros custos influenciam o preço, mas não o determinam. Se os presidentes de ala da Unidos da Tijuca oferecem um preço elevado pelas fantasias elas não serão vendidas. No caso da Mangueira, os custos de produção são praticamente os mesmos da Unidos da Tijuca, mas na Escola verde-e-rosa os presidentes de ala podem elevar o preço final da fantasia já que a procura pela Escola é alta. d) Levantar os recursos necessários para financiar a produção das fantasias Ao criar os protótipos a Unidos da Tijuca já sabe o custo unitário de produção de cada fantasia. Este custo é passado para o presidente de ala que tem a obrigação de levantar os recursos (insumos, mão-de-obra, equipamentos, local, etc.) necessários para financiar a sua própria produção. e) Assumir riscos relacionados à operação Os riscos de ser presidente de ala em uma Escola como a Unidos da Tijuca são altos. Como a procura, algumas vezes é baixa, os presidentes de ala possuem mais trabalho para vender as fantasias. É comum possuírem em estoque fantasias as vésperas do carnaval. Caso ele não, venda o prejuízo é apenas dele. Vale observar que as fantasias são produtos que não podem ser estocados. Cada ala possui um número certo de integrantes e, se esse número não for obedecido isso pode prejudicar o quesito evolução da Escola, fazendo com que ela perca pontos. É comum pessoas ganharem fantasias dos presidentes de ala que não conseguiram vender toda sua produção. f) Fornecer condições para a armazenagem e a distribuição das fantasias Os presidentes de ala devem armazenar e distribuir as fantasias. Ele é ao mesmo tempo fabricante, intermediário e distribuidor das fantasias. g) Supervisionar a produção Se as fantasias não tiverem um bom acabamento ou não seguirem perfeitamente o modelo idealizado pelo carnavalesco a Unidos da Tijuca pode perder pontos no quesito fantasias. É fundamental que o presidente de ala supervisione constantemente sua equipe de produção para que isso não aconteça.

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h) Responsável pela ala Cada presidente de ala é responsável, não apenas pela a produção e venda das fantasias, mas também pelo modo que o desfile evolui na avenida. Para isso ele é responsável pela convocação dos chamados Diretores de Harmonia, pessoas responsáveis pela movimentação dos desfilantes na avenida. 5.4.1.3 Treinamento dos presidentes de ala A Unidos da Tijuca não oferece treinamento de qualquer tipo para os presidentes de ala. 5.4.1.4 Comprometimento Para cada ala comercial, existe um presidente de ala. O presidente de ala é exclusivo da Escola. Dessa forma, ela pode manter controle sobre o nível de serviço e a produção de serviço oferecidos pelos revendedores. A Unidos da Tijuca também evita a venda de fantasias para turistas estrangeiros, pois eles podem prejudicar a Escola no quesito evolução e harmonia. Mas nota-se durante o desfile que essa ordem não é seguida pelos presidentes de ala que ainda vendem fantasias para os turistas. Além disso, os presidentes de ala não podem exceder o número de fantasias determinado. 5.4.1.5 Motivação dos presidentes de ala A Unidos da Tijuca não realiza campanhas de motivação para este canal. 5.4.1.6 Avaliação dos presidentes de ala A cada apuração, os jurados redigem uma justificativa para cada nota atribuída a uma Escola de samba Normalmente eles apontam qual foi o erro e em que ala estava. Dessa forma, a Unidos da Tijuca pode controlar os resultados de cada presidente de ala, que são avaliados de acordo com as notas e justificativas dos jurados nos quesitos fantasias e evolução. Se as fantasias de uma ala deixam a desejar, de forma que prejudique consideravelmente a Escola, a parceria com o presidente de ala no próximo carnaval pode não se concretizar. 5.4.2 Relacionamento com os canais Os presidentes de ala são pessoas da confiança da diretoria e que já acumularam uma larga experiência no ramo. Esses presidentes estão, há no mínimo cinco anos, atuando em parceria com a Escola. O relacionamento com os presidentes de ala é bastante próximo, pois cabe à Escola fiscalizar a produção das fantasias para que nada saia diferente do esperado. A Escola também fiscaliza a atuação do diretor de ala, para que as fantasias não sejam vendidas para pessoas que não façam parte do seu público-alvo. O relacionamento entre a Escola e os presidentes de ala é feito por telefone e por contato pessoal de forma ocasional. Não existe uma rotina de reuniões entre eles.

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5.4.3 Logística de mercado

5.4.3.1 Instalações e espaço A Escola possui três instalações: o barracão e a quadra de ensaios e a quadra comunitária. a) Barracão Com a inauguração da Cidade do Samba o barracão da Unidos da Tijuca será substituído por um espaço mais moderno e espaçoso. O novo espaço de produção terá 7.200 m² de área construída, quase o dobro de espaço do barracão atual. Haverá espaço suficiente para a construção dos carros alegóricos, com áreas de circulação entre eles, para melhor deslocamento. Além disso, as alegorias poderão ser construídas em tamanho natural, não havendo mais a necessidade de fabricar carros desmontados, comum no antigo barracão. O espaço para a armazenagem de fantasias e matérias-primas também será ampliado. Devido ao vicecampeonato de 2004, a Escola teve o privilégio de ser a segunda agremiação a escolher o seu galpão na Cidade do Samba. A Diretoria escolheu o galpão número 12 com o intuito de facilitar a saída dos carros alegóricos devido à proximidade com a rua Rivadária Correa, localizada perto do sambódromo. b) Quadra Comunitária A quadra foi reformada e os projetos sociais já voltaram a ser realizados lá.

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c) Quadra de Ensaios A Tijuca possui instalações modestas. A quadra, no Clube dos Portuários, é bem iluminada e de fácil acesso. Oferece uma parte ao ar livre, que pode ser considerado um ponto negativo, já que o consumidor ao sair da quadra faz com que a mesma fique vazia. Os banheiros são sujos e não apresentam papéis e sabonetes. O acesso aos camarotes é complicado e os mesmos não possuem uma boa estrutura: são apertados e desconfortáveis. A quadra possui segurança e estacionamento, o que incentiva novos visitantes. A figura 32 mostra o dia de apresentação de concorrentes do samba enredo. O painel central foi desenvolvido por Ruy Nepomuceno Neto, integrante deste grupo de PGE.

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5.4.3.2 Equipamentos Para que a Escola possa desempenhar suas atividades, são necessários caminhões, solda, ferramentas para o corte do material que irá compor as fantasias, máquinas de costura, aparelhos para pintura e computadores.

5.4.3.3 Processamento O processamento é realizado no barracão da Escola, onde é feito um trabalho criativo de transformação de material sintético e reciclado em esculturas e fantasias com base nos projetos elaborados pelo carnavalesco e o diretor de carnaval.

5.4.3.4 Estoques O material fica estocado no barracão.

5.4.3.5 Transporte a) Fornecedor – Presidente de ala Os presidentes de ala seguem o mesmo fluxo logístico das Escolas de samba. Em primeiro lugar levantam os insumos que serão necessários para a produção das fantasias. Após a análise do quantitativo necessário, entram em contato com os mesmos fornecedores das Escolas de samba e aguardam a distribuição dos insumos, que serão entregues no ateliê.

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b) Presidente de Ala – Consumidor A distribuição das fantasias varia de acordo com cada presidente de ala. Em geral, os consumidores retiraram as fantasias no ateliê do presidente de ala, porém, percebe-se uma mudança nessa forma de entrega. Alguns presidentes de ala estão agregando serviços à entrega. Os consumidores agora têm a opção de receber as fantasias em casa, entregues de carro, mediante uma taxa de entrega. Os presidentes de ala que oferecem esse serviço são mais valorizados pelos consumidores. c) Escola - Consumidor As fantasias costumam ser entregues durante a semana que antecede o carnaval. As pessoas da comunidade são encarregadas de buscar suas fantasias na Escola. No caso da fantasias de destaque, porta-bandeira, mestre-sala, etc, a Escola se encarrega de levar para a avenida.

5.4.3.6 Armazenagem a) Unidos da Tijuca As fantasias da comunidade e os carros são armazenados no barracão da Escola. Com a proximidade do carnaval a fábrica da Escola não suporta o volume produzido. Isso compromete a qualidade do processo de produção. Além disso, com a falta de espaço suficiente, os produtos correm o risco de terem a qualidade comprometida. É comum que os carros alegóricos sejam finalizados na avenida, horas antes do desfile, já que dentro do barracão não poderiam ser montados por inteiro. Com a mudança para a Cidade do Samba esse problema será significantemente reduzido já que na nova fábrica o espaço será maior e os carros alegóricos poderão ser construídos em tamanho real. b) Presidentes de ala Em geral, os presidentes de ala costumam ter os mesmos problemas de espaço da Unidos da Tijuca. Com a proximidade do carnaval os ateliês ficam cheios de fantasias, o que pode comprometer as fantasias prontas.

5.4.4 Vendas 5.4.4.1 Organização de vendas A Unidos da Tijuca vende apenas as fantasias de destaque. Este tipo de fantasia é paga pelo próprio consumidor a preço de custo. Não existe uma equipe de vendas para a comercialização desse tipo de fantasia. Os destaques costumam ser pessoas conhecidas da Escola de samba.

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5.4.4.2 Filosofia de remuneração/incentivos A Unidos da Tijuca não oferece para os presidentes de ala qualquer tipo de remuneração ou incentivos.

5.4.4.3 Método de previsão de vendas Os presidentes de ala costumam ter dificuldades para vender todas as fantasias com antecedência. Geralmente é em janeiro que a maioria das fantasias é vendida. Como a procura pela a Unidos da Tijuca é pequena, é comum na semana que antecede o carnaval, presidentes de ala da Escola ainda terem alas incompletas. Isso prejudica a Unidos da Tijuca que poderá ter na avenida componentes que não participaram dos ensaios técnicos e que podem não saber cantar o samba-enredo. Isso também prejudica os presidentes de ala, que às vezes são obrigados a distribuírem fantasias de graça, para que a Escola não seja prejudicada no quesito evolução.

5.5. Promoção (Comunicação) 5.5.1 Propaganda 5.5.1.1 Objetivos da propaganda Nas semanas que antecedem o desfile a Unidos da Tijuca realiza propaganda com o objetivo de atrair desfilantes, divulgar a imagem da Escola e promover o enredo. 5.5.1.2 Descrição da propaganda dos últimos três anos As propagandas da Unidos da Tijuca seguem a mesma linha de comunicação das demais Escolas. São peças de comunicação que contêm o nome da Escola, seu símbolo e o título do enredo. Em 2005 a Unidos da Tijuca esteve na contracapa do CD das Escolas de samba do Grupo Especial. A Escola do Borel, que nunca foi estampa no disco oficial, teve uma fotografia em plano geral do desfile de 2004, do enredo "O Sonho da Criação e a Criação do Sonho: A Arte da Ciência no Tempo do Impossível".

5.5.1.3 Orçamento anual de mídia dos últimos três anos A Unidos da Tijuca não possui esta informação.

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5.5.1.4 Meios e veículos utilizados nos últimos três anos a) Outdoor A Unidos da Tijuca divulga seu enredo através de outdoors pela cidade, especialmente no bairro da Tijuca. b) TV Na véspera do carnaval, a Escola, em parceria com a Rede Globo, faz uma pequena apresentação do sambaenredo nos intervalos da programação da emissora. Está prática ocorre para todas as Escolas.

5.5.1.5 Imagem atual A Unidos da Tijuca possui a imagem de ser uma Escola de pequeno porte e que está em ascensão. Nos últimos anos, tem demonstrado resultados significativos, como o 5° lugar em 2002 e o vice-campeonato em 2004 e 2005. Esta Escola é conhecida como uma Escola simpática pelos consumidores, e esta simpatia está retratada no slogan da Escola: Unidos da Tijuca. A simpatia do samba. A Tijuca sempre apresenta enredos criativos, é uma Escola tradicional, possui uma bateria nota dez, mas infelizmente esses fatores não são reconhecidos pelo grande público. A figura 29 mostra as forças e fraquezas da identidade da marca da Tijuca.

5.5.1.5.1 Lealdade a Marca Unidos da Tijuca traz em sua marca o nome do tradicional bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Os moradores da Tijuca possuem um comportamento diferenciado dos demais, eles são extremamente bairristas e se orgulham bastante de ter uma Escola que carregue o nome do bairro. Vale lembrar que, por se tratar de um espetáculo, muitas pessoas não são leais a uma só Escola. Normalmente as pessoas torcem por aquelas que

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apresentaram o melhor espetáculo e quando decidem desfilar, dão preferência àquelas que, normalmente, estão sempre entre as primeiras colocações. 5.5.1.5.2 O Conhecimento do Nome da Marca e de Seus Símbolos O azul e o amarelo da Unidos da Tijuca estão longe de se tornarem conhecidos como o verde e rosa da Mangueira ou o azul e branco da Portela, porém entre os moradores da Tijuca e os “consumidores” de carnaval, suas cores já não são estranhas. A Escola é uma das mais antigas e tradicionais do Rio de Janeiro, mas o fato de nunca ter vencido no grupo especial impede que suas cores se tornem famosas entre os leigos em carnaval e os turistas. O símbolo da Escola é um pavão, que substituiu as “duas mãos”, que representava a união dos povos (portugueses e brasileiros). O pavão foi escolhido por sua beleza e por sua elegância, características que representam os valores da Escola. 5.5.1.5.3 Conjunto de Associações Uma associação muito comum entre as Escolas de samba é a associação às comunidades carentes. As Escolas de samba em sua maioria desempenham dentro de suas próprias comunidades trabalhos de caridade e de capacitação. Na Unidos da Tijuca isso ainda é pouco desenvolvido, mas já existem projetos para a criação de creches, Escolas e ateliês com o objetivo de atender crianças e idosos. Todavia, esse tipo de associação não representa um diferencial significativo à marca, pelo fato de todas as Escolas desempenharem papéis parecidos. A associação à comunidade portuguesa é o que difere a Unidos da Tijuca das demais Escolas. Essa associação ocorre em função da Escola ter sido fundada por integrantes dessa comunidade, mas estrategicamente, essa parceria pouco contribui para o engrandecimento da marca.

5.5.2 Promoção de vendas 5.5.2.1 Objetivos Encorajamento da compra por parte dos consumidores, a experimentação do serviço e uso dos serviços pelos usuários instáveis, torcedores das outras Escolas.

5.5.2.2 Estratégias São realizadas promoções junto às rádios e supermercados, do tipo prêmio, onde são sorteadas camisas e fantasias da Escola.

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5.5.2.3 Quadro de eventos dos últimos três anos a) Promoções nos supermercados: Os consumidores fazem compras no supermercado participante, ganham um cupom quando as compras atingem um determinado valor, e depois é sorteada uma fantasia. b) Promoções na rádio: A Unidos da Tijuca faz em parceira com a rádio O DIA o concurso Garota e Garoto da Tijuca. Nesta promoção os consumidores que fizerem as melhores frases sobre o enredo da Escola são contemplados com fantasias gratuitas.

5.5.2.4 Orçamento anual dos últimos três anos A Unidos da Tijuca não disponibilizou esta informação.

5.5.3 Marketing direto 5.5.3.1 Objetivos A Unidos da Tijuca não realiza ações de marketing direto.

5.5.3.2 Estratégias Não se aplica.

5.5.3.4 Orçamento anual dos últimos três anos Não se aplica.

5.5.4 Relações públicas 5.5.4.1 Objetivos O objetivo das relações públicas é de colocar a Unidos da Tijuca na mídia, de forma que possa ser divulgado o trabalho da Escola e o enredo.

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5.5.4.2 Estratégias A Escola possui uma pessoa encarregada das relações públicas junto às emissoras de rádio contratada, por projeto, a partir de setembro. Essa pessoa não faz parte do departamento de marketing da Escola. A parceria da Unidos da Tijuca com a Casa de Ciência, da UFRJ, proporciona mídia espontânea. Em agosto de 2004 a Casa da Ciência realizou um evento de exposição do enredo da Escola. Em 2004, a Unidos da Tijuca saiu na capa da versão eletrônica da renomada revista “Nature”. “Science meets Samba” é o título do artigo que destaca o desfile da Escola. A reportagem descreve a Unidos da Tijuca como uma Escola tradicional, que não se rendeu à prática dos enredos patrocinados.

5.5.4.3 Quadro de eventos dos últimos três anos A Unidos da Tijuca não dispõe destes dados.

5.5.4.4 Orçamento anual dos últimos três anos A Unidos da Tijuca não disponibilizou esta informação.

5.5.5 Venda pessoal 5.5.5.1 Objetivos A Unidos da Tijuca não realiza atividades de venda pessoal.

5.5.5.2 Estratégias Não se aplica.

5.5.5.3 Quadro de eventos dos últimos três anos Não se aplica.

5.5.5.4 Orçamento anual dos últimos três anos Não se aplica.

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5.5.6 Endomarketing 5.5.6.1 Objetivos Entende-se como endomarketing o processo de treinamento e motivação dos funcionários para que atendam bem os clientes. A Unidos da Tijuca não realiza ações de endomarketing com os funcionários da Escola.

5.5.6.2 Estratégias Não se aplica.

5.5.6.3 Quadro de eventos dos últimos três anos Não se aplica.

5.5.6.4 Orçamento anual dos últimos três anos Não se aplica.

5.5.7 Estrutura de comunicação Os fornecedores da Tijuca são empresas de mídia que com a proximidade do carnaval oferecem seus serviços para divulgar a o enredo da Escola. A Unidos da Tijuca muda de fornecedor a cada ano.

5.5.8 Tecnologia de Informação 5.5.8.1 Objetivos O site da Escola (www.unidosdatijuca.com.br) é uma importante fonte de informação para os consumidores. Nele, a Escola oferece informações básicas sobre sua a história, memória e galeria de fotos. O site da Escola é fácil de utilizar e navegar. Porém é simples demais. O layout é pouco atrativo e o conteúdo do site deixa a desejar. São poucas as informações sobre a Escola. Como o conteúdo não é atualizado com freqüência, desestimula futuros acessos dos usuários. Além disso, ao contrário da maioria das Escolas, a Unidos da Tijuca não divulga seus eventos no site. O site, que foi construído para servir como uma ponte de comunicação entre o consumidor e a empresa, não cumpre o seu papel. O site da Unidos da Tijuca é bastante acessado por consumidores do exterior, principalmente de Portugal.

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Principais funções: • Exibir informações básicas sobre a Escola (história, endereço, e-mail, etc). • Divulgar notícias • Divulgar o enredo • Exibir os protótipos das fantasias

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5.6 Preço 5.6.1 Posicionamento Em geral, as Escolas posicionam seus preços de acordo com a demanda. A procura pelas fantasias da Unidos da Tijuca e pelos ensaios realizados na quadra, atualmente, tem sido baixa, portanto seu preço deve estar de acordo, levando em consideração que esta é uma Escola do grupo especial.

5.6.2 Fantasias a) Fantasias da comunidade O objetivo da Unidos da Tijuca é proporcionar às pessoas da comunidade a oportunidade de desfilarem. Portanto as fantasias são doadas a todos que pagarem uma mensalidade simbólica de R$ 20,00 e comparecem aos ensaios. b) Fantasias de destaque A Unidos da Tijuca fica responsável pela venda das fantasias que serão destaque nos carros alegóricos. Essas fantasias podem chegar ao valor de R$ 20.000,00. A Escola fabrica essas fantasias a preço de custo, pois possuem um valor muito elevado. c) Fantasias dos presidentes de ala O preço das fantasias da Unidos da Tijuca varia de acordo com a procura dos consumidores. Os fatores que influenciam essa procura são status, torcida, imagem da Escola e resultados obtidos. As fantasias mais caras são as das Escolas que costumam obter as primeiras colocações nos desfiles. O consumidor busca essas Escolas porque sabe que existe uma grande probabilidade de desfilar novamente no dia das campeãs. Como a Unidos da Tijuca não costumava obter boas colocações e não é uma Escola prestigiada, conseqüentemente, é pouco procurada. O preço das fantasias vendidas pelos presidentes de ala é usualmente baixo em comparação às outras Escolas do grupo especial. Diante dos últimos resultados, vice-campeonatos em 2004 e 2005, o preço das fantasias para os próximos anos deverá se elevar.

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5.6.2 Eventos 5.6.2 .1 Ensaios na quadra Os ingressos para os ensaios de quadra da Unidos da Tijuca custam R$ 5,00. É um preço que está na média das Escolas de samba. Entretanto o preço do estacionamento interno é considerado elevado. A quadra não costuma gerar lucro. Em geral sua renda paga as despesas. 5.6.2 .2 Shows e Apresentações Em três meses de apresentações na Romênia, em maio de 2004, a Unidos da Tijuca recebeu a importância de US$ 54.000,00 da Prefeitura de Constanta. Além disso, a cada show extra a Escola recebeu a importância de US$ 800,00. No show realizado na Romênia cada componente recebeu R$ 4.500,00.

5.6.3 Artigos e Acessórios As camisas são vendidas a R$ 25, 00. Infelizmente, esse produto não é lucrativo devido a forte pirataria. 5.6.4 Controle de preços Não existe por parte da Escola nenhum tipo de controle de preços, ficando a critério dos presidentes de ala. O mercado é quem estipula o quanto cada fantasia deve ser cobrada. Por isso os presidentes de ala devem ser coerentes na política de preço. 5.6.5 Margens de comercialização dos canais de vendas A margem de lucro dos presidentes de ala da Unidos da Tijuca varia de R$ 70,00 a R$ 100,00. 5.6.6 Descontos não-promocionais Os presidentes de ala costumam oferecer descontos não-promocionais para clientes que desfilam pela Escola há bastante tempo. 5.6.7 Condições de pagamento O pagamento das camisas e da entrada na quadra é feito à vista, enquanto que as fantasias, depende do critério do presidente de ala. Costumam ser pagas em parcelas. 5.6.8 Financiamentos Não existe financiamento.

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5.6.9 Estrutura de preços A tabela abaixo demonstra a estrutura de preços que a fabricação do produto fantasia envolve. Sobre a mesma, não incidem impostos ou frete.

5.6.8 Estrutura de custos Na estrutura de custos, o mais alto é o de matéria-prima. A tabela a seguir demonstra os outros custos envolvidos na estrutura:

5.7 Sistema de Informação de Marketing (S.I.M.) 5.7.1 Atividades de mensuração da satisfação do consumidor/cliente A Unidos da Tijuca não realiza atividades de mensuração da satisfação dos seus clientes. Para a Escola o principal indício de satisfação dos clientes é a realização de um bom desfile.

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5.7.2 Análise do S.I.M. da Empresa e seus quatro sub-sistemas 5.7.2.1 Sub-sistema de registros internos A Escola utiliza um sistema de banco de dados para somente armazenar as informações referentes a pedidos feitos aos fornecedores, vendas, custos de matérias-primas, contas a receber e contas a pagar. Por meio dessas informações a Escola é capaz de gerar relatórios para realizar o seu balanço financeiro, fluxo de caixa.

5.7.2.2 Sub-sistema de inteligência de marketing O presidente da Escola, o carnavalesco e o diretor de carnaval da Escola são as principais fontes de informação da Escola. Essas pessoas coletam informações de marketing relevantes por meio de jornais, conversas com os fornecedores e distribuidores e participando de reuniões periódicas da LIESA.

5.7.2.3 Sub-sistema de pesquisa de marketing A Unidos da Tijuca não encomenda e não realiza qualquer tipo de estudo formal de marketing.

5.7.2.4 Sub-sistema de apoio a decisões de marketing A Unidos da Tijuca não conta com um sistema de apoio a decisões de marketing.

5.7.3 Pesquisas realizadas e resumo de seus resultados A Escola nunca realizou qualquer tipo de pesquisa.

5.7.4 Características do banco de dados As informações dos clientes da Escola são guardadas em agendas telefônicas. A Escola costuma armazenar os dados somente dos destaques. Em relação aos presidentes de ala percebe-se uma significativa mudança na forma de armazenar os dados. Pode-se dizer que alguns presidentes de ala estão trabalhando no sentido de digitalizar as informações pertinentes aos seus clientes.

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1. Análise de portfólio dos produtos da Empresa 1.1 Análise de portfólio Matriz BCG

1.2 Comentários Analisando o portfólio de produtos da empresa, podemos perceber que os ensaios de quadra, os shows e apresentações encontram-se na posição de oportunidade, ou seja, têm uma pequena participação no mercado, estando, porém, em crescimento. Nota-se que a empresa sustenta produtos que, além de não trazerem lucro, têm um crescimento lento, como as camisas e os cds. Esse prejuízo se deve as piratarias que ocorrem com freqüência. Porém, este cenário deve mudar com a inauguração da cidade do samba, pois haverá lojas incentivando a compra desses produtos, provavelmente irão passar de cachorros para produtos interrogação.

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Os produtos que estão em uma situação de crescimento são os ensaios de rua da Unidos da Tijuca. Eles atraem pessoas de toda a região da Tijuca e arredores que estão dispostos e animados a curtirem o carnaval de rua. Já o desfile está em um cenário de estagnação, mas a Unidos da Tijuca tem uma ótima participação, ficando com boas colocações nos últimos desfiles. Os destaques foram os carnavais de 2004 e 2005, onde a Escola alcançou a segunda colocação e ainda obteve a premiação de estandartes de ouro.

2. Análise do CVP 2.1 Quadro do CVP

2.2 Comentários O Carnaval atingiu no Rio de Janeiro um patamar que vai além dos propósitos culturais, transformando – se em uma grande indústria que movimenta milhões de reais todos os anos. Algumas escolas acompanharam essa evolução e atingiram um nível de profissionalismo comparado ao de muitas empresas, porém ainda existem escolas que não atingiram o estágio de maturidade exigido por esse mercado. Os principais produtos/serviços oferecidos pela escola são: o desfile, os eventos e os artigos promocionais. Cada um desses produtos encontra-se em um estágio e, por ser o produto básico, o desfile enquadra-se no estágio mais avançado, o estágio de maturidade. Outros serviços/produtos associados ao desfile também geram renda para as escolas e fortalecem as suas marcas. Os shows e ensaios estão sendo cada vez mais freqüentados e já começam a fazer parte da programação de boa parte dos cariocas. No entanto, observamos que esse serviço ainda é pouco explorado e que seu potencial de crescimento é muito evidente.

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Para isso, basta que seja investido em comunicação e que seja planejada uma programação que ofereça aos sambistas e apreciadores de carnaval uma diversidade de eventos de qualidade durante todo o ano. As escolas devem observar as oportunidades crescentes e aproveitá-las para o lançamento de novos produtos e serviços que agreguem valor às suas marcas. Por isso, muitas escolas produzem camisas e outros artigos a fim de promover o seu enredo e o seu nome. Contudo, ainda falta uma estrutura de ponto de venda para que esse mercado cresça. Acreditamos que com a criação da Cidade do Samba, esses produtos poderão ser muito lucrativos para as escolas. A Unidos da Tijuca está fazendo o seu trabalho. A Escola é uma das mais antigas do Rio e ainda não possui um título do grupo Especial. Também não possui nenhum representante que traga a imagem da Escola à cabeça das pessoas. Por isso, a Unidos da Tijuca tem dificuldades em chegar com favoritismo nos desfiles e merecer o prestígio dos jurados. Na tentativa de mudar esse quadro, o presidente Fernando Horta contratou profissionais de marketing para trabalharem a imagem da Unidos da Tijuca de forma que ela atinja a maturidade das tradicionais Mangueira, Beija-Flor e Portela. Os últimos resultados têm mostrado que a Unidos da Tijuca está no caminho certo, e isso justifica a sua fase de crescimento nos desfiles. Os ensaios da Escola são realizados na quadra localizada no Centro da Cidade do Rio de Janeiro, e acontecem todos os sábados. A freqüência aumenta com a proximidade do carnaval, mas, ainda assim, muitos dos freqüentadores fazem parte da comunidade e não pagam ingresso. Os eventos na quadra poderiam ser mais explorados pela Unidos da Tijuca. Para isso, seria necessário o planejamento de um calendário e de uma programação anual de acordo com as necessidades do público-alvo da Escola. A quadra passa boa parte do ano ociosa. A Unidos da Tijuca percebeu a demanda de shows fora do ambiente de quadra e tem trabalhado para que esses shows ocorram com maior freqüência. Todo o ano, a Unidos da Tijuca confecciona artigos promocionais para divulgar o enredo e a marca. Esse mercado ainda não é explorado efetivamente pela Escola, já que muitas camisas são distribuídas para a comunidade. Com a criação da Cidade do Samba, a Unidos da Tijuca espera poder faturar com esses artigos. A estimativa do Presidente Fernando Horta é que 300 mil pessoas visitem a Cidade do Samba mensalmente.

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3. Análise de equilíbrio

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3.1 Comentários A criatividade do carnavalesco da Escola é um ponto muito forte para a Unidos da Tijuca que precisa de diferenciais, principalmente em um "mercado" onde tudo parece sempre igual. Os vice-campeonatos em 2004 e 2005 foram conquistados, entre outras coisas, graças à criatividade da Escola. Já foi percebido pelos membros da diretoria a importância de comunicar seus diferenciais ao público, também, por isso já começam a estruturar um departamento de marketing. A quadra onde são realizados os ensaios foi considerada o ponto que mais deve ser melhorado pela Escola. Apesar de estar localizada num lugar de fácil acesso e possuir estacionamento, é razoavelmente distante, para a comunidade e aos visitantes em geral, chegar à mesma. A Escola precisa de um lugar que firme sua relação com o “tijucano”, bem como as pessoas de outros bairros que, apesar de ter segurança no local, podem se sentir ameaçadas no trajeto até a quadra. Foi notada também, a falta de uma preocupação em comunicar aos públicos as ações adotadas pela escola durante todo o ano e os sucessos que a escola obteve. As pessoas precisam ser impactadas, mesmo que eventualmente, para se familiarizarem com a escola e minimizar um outro ponto fraco que é a falta de popularidade pelos não “tijucanos”. Outros públicos, como os turistas também devem ser alvo da escola, que mostra-se mais preocupada com sua comunidade. Devem ser realizadas ações para eles também. Neste tipo de negócio, são muitas as ameaças. Durante o desfile, por exemplo, são considerados, pelos jurados, critérios extremamente subjetivos e que vão além do controle da escola. Tais como: falta de empolgação dos componentes e da arquibancada, jurados que podem ser influenciados por outros fatores como nome ou colocação de uma escola mais conceituada. Para tentar contornar esta situação, a escola procura métodos de garantir que os componentes das alas estejam sempre motivados e com a letra do samba na ponta da língua, oferecem, por exemplo fantasias mais baratas em troca de visitas aos ensaios. A partir desta análise podemos concluir que o negócio possui muitas oportunidades de crescimento. Principalmente pois são altos os investimentos feitos no setor do turismo. A busca por patrocínios também está aumentando; empresas e até indivíduos públicos estão buscando mais visibilidade através da exposição que um enredo é capaz de proporcionar. Além disso, durante o ano, a procura por shows feitos por também vem aumentado. Todas essas são atividades que deveriam ser melhor exploradas pela Unidos da Tijuca. Diante dessas colocações percebemos que o mercado não está aberto a novos concorrentes. É arriscado, pois possui muitas ameaças embora muitas oportunidades.

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4. Conclusões O carnaval no Brasil atrai turistas do mundo inteiro e movimenta milhões de reais. Gera empregos diretos e indiretos permanentes ou temporários. O mercado do Carnaval no Rio de Janeiro está em ascensão. Há inúmeros investimentos da prefeitura e das escolas de samba (preocupadas em aprimorar seus desfiles), empresas patrocinadoras e a procura cada vez maior por pessoas que desejam visitar o sambódromo. Por todos esses motivos, o início do ano é um momento de alegria para os que moram aqui e para os visitantes.Porém, o carnaval ainda tem muito a oferecer ao Brasil e ao carioca. Além dos investimentos que a cada ano aumentam, é necessário que o setor adquira características mais profissionais. É difícil prever o que o consumidor espera da sua escola e como os resultados obtidos nos últimos desfiles afetam sua percepção. Como vimos, há diferentes motivos que levam as pessoas a amarem a escola do coração. Em compensação, quando o motivo é festejar, o povo tem um coração enorme e sempre há lugar para mais um. Conquistar esta posição é possível sim, basta buscar diferenciais estratégicos, não só com boas colocações no desfile, é um trabalho para o ano inteiro. Primeiramente a escola deve avaliar todas as mudanças necessárias para garantir melhorias consideradas básicas; como reavaliação da localização de sua quadra de ensaios, que como vimos, é um ponto fraco da escola que precisa de um lugar que firme sua relação com o “tijucano”. Investimentos em comunicação dos trabalhos sociais e institucionais da escola atrairão também outros patrocinadores, oferecendo possibilidades para a expansão da escola. A Unidos da Tijuca deve ainda avaliar e traçar planos estratégicos para aproveitar ao máximo as oportunidades que estão surgindo, principalmente com a construção da Cidade do Samba. Deve-se pensar mais na estrutura da escola como empresa, adotar uma visão de marketing. A Unidos da Tijuca ao contratar profissionais desta área já está trabalhando neste sentindo, porém, este ainda não é um diferencial, pois a maioria das escolas está tomando a mesma direção. Um ponto muito importante a ser observado é o relacionamento com os consumidores do carnaval que precisa ser estreitado. Deve-se investir em treinamento para melhor estabelecer o contato entre os funcionários da escola e os clientes. A qualidade e a seriedade deste relacionamento pode sim significar um diferencial competitivo, pois, se bem estruturado será difícil de ser copiado e superado. Ações de CRM, por exemplo, poderiam ser implantadas, porém requerem investimentos e organização por parte dos diretores da escola. Todas essa ações servirão para melhorar a qualidade percebida das pessoas em relação a Unidos da Tijuca e torná-la uma escola campeã também fora da passarela.

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A. Estratégia de marketing 1. Cenário de negócios

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2. Hipóteses econômicas Vislumbra-se no cenário econômico (projeções anexas por tabelas) um excelente panorama onde as taxas de inflação e desemprego são sempre decrescentes em oposição à taxa do PIB, caracterizando dessa forma um período de riqueza para a nação, maior poder aquisitivo e aumento no número de emprego. Em que pese a desvalorização da moeda local, vez que o dólar se valoriza em todo o período, indica, dessa forma, um aumento de turismo estrangeiro no país, trazendo com isso divisas e, por outro lado, o turismo interno se intensifica. De acordo com o estudo do Instituto de Economia da UFRJ, ilustrados nas tabelas a seguir, as taxas de juros baixam ano após ano e o dólar apresenta crescimento. Dessa forma, devido à desvalorização do Real, a Unidos da Tijuca terá a possibilidade de oferecer espetáculos no exterior, gerando assim caixa para suas despesas e garantindo o pagamento de endividamento interno, gerando tranqüilidade no fluxo de caixa da Escola.

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3. Projeções de mercado 3.1 Quadro de projeção de tamanho do mercado para 5 anos.

3.1.1 Comentários O crescimento do mercado de carnaval está atrelado diretamente ao crescimento do mercado turístico. Por isso, utilizamos as metas do Plano Nacional de Turismo como parâmetro para projetarmos o mercado até o ano de 2010. O Plano Nacional de Turismo prevê, até 2007, um crescimento anual de 15% ao ano. Com base nessas metas do Governo, estimamos que o mercado de carnaval poderá movimentar, daqui a cinco anos, cifras em torno de R$ 4.000.000.000,00. O Rio de Janeiro, detentor de 56% deste mercado, será o grande beneficiado com esse crescimento. Diante dessas perspectivas favoráveis e do potencial do mercado de carnaval a Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com a LIESA estará inaugurando, em 2005, a Cidade do Samba.

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3.2. Quadro de projeção de participação de mercado para 5 anos. É impossível projetar a participação de mercado da Unidos da Tijuca em cinco anos, devido à falta de dados sólidos para esta análise. Os fatores que influenciam na participação de mercado de uma Escola de Samba não podem ser calculados, pois depende da criatividade e da empatia do público com o enredo, sambaenredo da Escola e da forma como ela é vista pela sociedade.

3.2.1 Comentários Por não possuir um ícone, um personagem ou uma característica própria que atraia novos clientes, a Unidos da Tijuca encontra-se sujeita a altos e baixos na sua participação de mercado, pois tudo vai depender da qualidade dos serviços prestados (samba, enredo, desfile, etc.).

4. Segmentação e mercado-alvo 4.1 Quadro de segmentação

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4.1.1 Comentários Consideramos correta a segmentação proposta pela Unidos da Tijuca, por isso, utilizaremos a mesma segmentação descrita anteriormente.

4.2 Mercado-alvo A proposta é que a Unidos da Tijuca tenha como mercado-alvo os moradores do bairro da Tijuca, por possuírem uma característica extremamente bairrista e, por isso, serem mais propensos a se tornarem fiéis às entidades que os represente.

5. Posicionamento 5.1 Posicionamento atual A Unidos da Tijuca possui a imagem de uma Escola de pequeno porte que está em ascensão. Nos últimos anos, tem demonstrado resultados significativos, como o 5° lugar em 2002 e o vice-campeonato em 2004 e 2005. É conhecida como uma Escola simpática pelos consumidores, fator retratado no slogan da Escola: Unidos da Tijuca. A simpatia do samba.

5.2 Posicionamento proposto Posicionar a Unidos da Tijuca como uma Escola que, além de possuir uma preocupação com sua comunidade, se preocupa em transmitir, através do samba, cultura aos vários públicos.

5.3 Comentários A proposta de posicionamento tem como objetivo resgatar a essência do carnaval transmitindo nos enredo temas que abordem o folclore e a cultura brasileira. A Unidos da Tijuca, com os vice-campeonatos em 2004 e 2005, provou que pode realizar um carnaval campeão e criativo sem recorrer a enredos patrocinados. Nos anos que alcançou bons resultados a Unidos da Tijuca foi bem vista pela a mídia e pelo público em geral que a reconheceu como uma agremiação que não se “vende”. Existe a oportunidade para a Unidos da Tijuca se firmar como a Escola de samba que leva cultura para a avenida de forma criativa e que resgata a verdadeira essência do carnaval.Os enredos patrocinados restringem o potencial criativo da Escola, prejudicando o espetáculo. Diante da proposta de posicionamento a Unidos da Tijuca deverá buscar patrocínios de acordo com os enredos definidos pela Escola. Enquanto outras Escolas esbanjam com os investimentos dos patrocinadores de enredo, a Unidos da Tijuca buscará patrocinadores que tenham interesse em seus enredos criados pelo carnavalesco.

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6. Objetivos de Marketing 6.1 Quadro de objetivos propostos

6.2 Comentários O principal objetivo da Unidos da Tijuca é se tornar campeã do grupo especial. Ser campeã ou se posicionar entre as cinco Escolas mais bem colocadas no carnaval garante retorno de imagem e aumento de receita. Entretanto, se tornar uma Escola campeã não será o bastante para conquistar mais torcedores e aumentar significantemente a receita. A Unidos da Tijuca deverá investir cada vez mais nos projetos sociais no morro do Borel de forma a melhorar a vida da comunidade e com isso ganhar a simpatia dos consumidores, gerar mídia espontânea e conseqüentemente investimentos de empresas que identificarão na Escola uma oportunidade de patrocínio e retorno de imagem. Além dos projetos sociais, esses investimentos viabilizarão ações promocionais e desenvolvimento de novos produtos. A Unidos da Tijuca deverá procurar constantemente novos parceiros que queiram sua imagem vinculada à cultura do samba, novo posicionamento adotado pela Escola.

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7. Propostas de mudanças no P de Produto 7.1 Características 7.1.1 Criação do Enredo Atualmente o enredo é criado pelo carnavalesco em parceria com o Departamento de Carnaval e o presidente da Escola. Sugere-se que o Departamento de Marketing também participe da criação do enredo, principalmente para a definição do título. O título deve transmitir de forma simples, clara e objetiva a proposta do enredo. A vantagem da participação conjunta é que o enredo levará em seu nome uma espécie de “título publicitário” de fácil assimilação. Assim, o marketing poderá divulgar o enredo de forma mais clara e objetiva para patrocinadores, parceiros e público em geral. 7.1 .2 Enredo O carnavalesco Paulo Barros está no caminho certo ao contar os enredos de maneira objetiva e criativa. Mais do que uma filosofia de trabalho do carnavalesco, essa característica deveria ser incorporada também aos próximos carnavalescos da Escola. A Unidos da Tijuca deverá ser reconhecida como a Escola de Samba que conta cultura em seu carnaval de maneira fácil de assimilar, e não conhecida por possuir um carnavalesco com essas características. 7.1 .3 Eventos na quadra Um dos principais desafios da Unidos da Tijuca é tornar a quadra de ensaios mais visitada, melhorar a freqüência (atualmente existe a predominância de homossexuais) e diminuir a ociosidade nos meses de abril a julho. O profissional de relações públicas da Escola deverá convidar personalidades a freqüentarem a quadra, atraindo assim, um novo público. Além disso, o Departamento de Marketing deverá firmar convênios com academias de ginástica e oferecer entradas gratuitas para mulheres até às 23h. Estas ações irão atenuar qualquer percepção na imagem da Escola que a freqüência maciça de homossexuais possa ter trazido. Para diminuir a ociosidade na quadra de ensaios no período que antecede o carnaval deverão ser realizados: •

Almoço com a Velha Guarda com o objetivo de aproximá-la do restante da Escola. Formato: Será realizado a cada primeiro sábado do mês. Custará, para adultos, R$ 10,00, com feijoada liberada, crianças e pessoas a cima de 60 anos terão gratuidade. Receita extra, proveniente da venda de bebidas no bar.

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•

Shows com os novos talentos da comunidade. Formato: Será realizado a cada última sexta-feira do mês. O evento contará com shows de calouros, concurso de criação de sambas, shows com sambistas consagrados. O evento será realizado uma vez por mês, custará R$ 5,00 e também contará com a receita proveniente da venda do bar.

•

Shows com artistas de renome. Formato: Será realizado uma vez por mês, de acordo com os horários disponíveis do artista e da Escola. Os cantores devem agradar ao público-alvo e chamar sua atenção. Assim, a visitação à quadra será alavancada e mais pessoas conhecerão as modificações realizadas. O evento será realizado uma vez por mês, custará em média R$ 10,00 e contará com a receita proveniente da venda do bar.

•

Desfiles de apresentação dos protótipos das fantasias e trabalhos realizados pela oficina de moda da comunidade. Formato: Será realizado no terceiro domingo do mês de outubro. Serão desenvolvidos concursos de fantasias para os aprendizes da comunidade. Entrada Franca.

•

Festa para Patrocinadores. Formato: Será realizada no terceiro domingo do mês de janeiro. A festa será promovida pela a Unidos da Tijuca em reconhecimento aos patrocinadores. A quadra será reservada para a confraternização dessas empresas. A festa contará com shows, serviço de buffet e distribuição de brindes. As bebidas serão gratuitas.

•

Festa para as crianças da Tijuquinha do Borel. Formato: Será realizada no Dia das Crianças, no dia 12 de outubro. As crianças serão convidadas pela Unidos da Tijuca a participarem de um dia de brincadeiras na quadra da Escola. A festa terá doces e guloseimas feitos pelas mães que se encarregarão de levar cada uma um prato. Entrada Franca.

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Festa de Natal “Papai-Noel tem samba no pé”. Formato: No sábado que antecede o carnaval, o Papai-Noel visitará a quadra. Crianças e seus pais serão convidados pela Unidos da Tijuca à ceia de Natal do Borel. Ocorrerão sorteios de “cestas-ceias” e distribuição de brinquedos para as crianças arrecadados durante o ano.

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7.1 .4 Ensaios fora de quadra A Unidos da Tijuca costuma realizar ensaios de na rua Conde de Bonfim. São ótimos ensaios que costumam lotar. Ocorrerão ensaios de rua espalhados pela cidade, na mesma linha dos blocos tradicionais, sem os grandes carros alegóricos, apenas um resgate ao carnaval de rua, reforçando, é claro, o samba e a imagem da Escola nos outros bairros. Este ensaio percorrerá as avenidas: Atlântica, Vieira Souto, Sernambetiba e Praia de Botafogo. 7.1 .5 Shows e Apresentações A Escola faz pouquíssimos shows. A mesma deve elaborar apresentações que a levem ao conhecimento do resto do Rio de Janeiro, principalmente para reforçar o ótimo desempenho que está adquirindo nos últimos desfiles. Serão shows e apresentações itinerantes, sem espaço fixo e em diferentes lugares no Rio, também em outros Estados ou países. Em locais como: •

Clubes

•

Casas Noturnas

•

Espaços abertos (como o Cais do Porto)

•

Espaços diferentes (como os Armazéns do Cais do Porto)

•

Associações com artistas para abrir ou fechar um show do artista, aproveitando seu público.

7.1 .6 Artigos e Acessórios Atualmente somente camisetas e adesivos são vendidos na Escola. Esta deve investir no desenvolvimento de uma loja onde serão comercializados inúmeros artigos com temas institucionais e do enredo. Isso será possível, principalmente com a mudança para a Cidade do Samba, onde cada Escola terá direito a seu espaço de divulgação. A Escola deverá ainda investir em um quiosque no Shopping Tijuca onde serão vendidos os mesmos artigos. Este tópico será melhor abordado na parte de ponto. O desenvolvimento de produtos de qualidade e a criatividade na elaboração desses produtos farão diferença. Portanto, a contratação de pessoas especializadas será fundamental. Recomendamos a contratação de um designer. Exemplos de artigos que serão comercializados: •

Camisetas (regata, babylook, tamanhos diferenciados,...);

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Canecas;

•

Canetas;

•

Chaveiros;

•

Bonés;

•

Fotos, cartões-postais;

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•

Bolsas;

•

Artesanato;

•

Sandálias - Sugestão: parceria Havaianas da Tijuca;

•

Biquínis;

•

Roupas íntimas;

•

Roupas de bebês;

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Confetes, sprays e serpentina;

•

Catálogo de fantasias com telefone dos presidentes de ala;

•

CD de Coletânea dos melhores samba-enredos.

7.2 Marcas Para que o valor de marca da Unidos da Tijuca se eleve é necessário além de trabalhar para a conquista de um título, que a Escola se preocupe com a sua qualidade percebida, com a melhoria e a divulgação de suas cores e símbolos. A figura 46 mostra os principais fatores da conscientização da marca (Kotler, 2001). Podemos perceber os motivos pelos quais a Mangueira é uma agremiação de marca forte. A Escola verde-e-rosa investe em educação, cultura, esportes e atrai personalidades e empresas importantes fazendo assim, a manutenção de sua imagem e ampliando sua qualidade percebida. A Tijuca não preenche nenhum dos itens necessários para essa conscientização.

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A marca da Unidos da Tijuca é forte, leva o nome de seu bairro, isso a caracteriza, a torna referência. Porém, não identificamos, como nas outras Escolas, uma personalidade do samba que esteja associada com a marca. Um potencial sambista da comunidade deve ser patrocinado pela Escola até que ganhe fãs, a princípio dentro da própria comunidade, realizando shows nas quadras, por exemplo, e mais tarde sendo projetado pela mídia para outras praças. Para isso, uma equipe eficiente de relações públicas deve ser contratada. A partir das estratégias descritas neste projeto, a Unidos da Tijuca recebe condições de trabalhar a imagem de sua marca tornando-a forte na mente do consumidor do carnaval, que vai conseguir discerni-la das demais Escolas.

7.3 Análise de benefícios ou hierarquia de valor 7.3.1 Produto Potencial A Unidos da Tijuca infelizmente não desenvolve seus produtos potenciais. Sugerimos que sejam efetuadas as seguintes ações na quadra: •

Realização de shows e apresentações;

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Visitas programadas;

•

Diversos eventos;

•

Venda de artigos e acessórios.

•

Oficinas de samba para pessoas de fora da comunidade.

Assim, a Unidos da Tijuca se aproxima de novos clientes fazendo com que muitos deles se tornem sócios da Escola e sejam propagadores, transmitindo os pontos fortes e ainda contribuindo para projetos da comunidade. Sugerimos a criação de um programa sócio-torcedor, como ocorre nos clubes de futebol. Esse programa seria responsável por arrecadar de uma verba adicional para o desenvolvimento de uma parte do trabalho comunitário. Com mensalidades de R$ 15,00 o torcedor contribuiria para a viabilização dos projetos da Escola. A Unidos da Tijuca, em reconhecimento às contribuições mensais ofereceria benefícios a seus torcedores como os sugeridos a seguir: •

Carteira de sócio torcedor solidário;

•

Prestação de contas da Escola bimestralmente;

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Desconto em produtos oficiais;

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Desconto de 20% nos ensaios;

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Participação nas oficinas de samba;

•

Promoções nos intervalos dos ensaios;

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•

Brindes exclusivos no 6° e 12° meses;

•

Camisa exclusiva de sócio torcedor comunitário.

7.4 Qualidade Para melhorar a qualidade, de acordo com os tópicos identificados como imprescindíveis para uma boa percepção da qualidade, sugerimos: a) Em relação ao relacionamento dos clientes com a Tijuca ao longo do ano: O Departamento de Marketing da Escola deverá treinar os funcionários que trabalham no barracão em contato direto com os clientes. Este treinamento irá abordar temas como: “Atendimento ao cliente” e “Relacionamento com o cliente”. Isso irá melhorar a postura e o tempo de atendimento. O resultado deste treinamento deverá ser acompanhado pelo departamento mensalmente.

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b) Em relação ao relacionamento dos presidentes de ala com os clientes (venda, ajustes, entrega de fantasias): O Departamento de Marketing oferecerá treinamento aos presidentes de ala. Este treinamento irá abordar temas como: “Técnicas de venda”, “Atendimento ao cliente” e “Relacionamento com o cliente”. Uma apostila com conteúdo teórico será desenvolvida para acompanhar o treinamento. A Escola deverá também fiscalizar duas vezes por mês a produção dos presidentes de ala. Essas ações atenuarão problemas como atrasos e diminuirão o índice de fantasias com problemas ou diferentes dos protótipos. c) Em relação ao desfile No final de semana que antecede o desfile o Departamento de Marketing deverá reunir os diretores de ala e oferecer um treinamento com o objetivo de melhorar o tratamento dado ao desfilante. Para atenuar o problema “Expectativa diferente do que é entregue”, serão desenvolvidas cartilhas informativas para que o desfilante já vá preparado para o que realmente é o desfile. Essas ações evitarão problemas que comprometam a experiência passada pelo desfilante.

7.5 Bens facilitadores e de suporte Seria interessante que a Escola modernizasse seus computadores para poder ter acesso mais rápido e prático às modificações sugeridas durante o projeto e criasse um banco de dados em Access.

7.6 Formas de uso e cuidados Apesar da Escola e de alguns presidentes de ala aconselharem os consumidores a verificarem as fantasias, esta não é uma prática comum. A sugestão é que este se torne um procedimento obrigatório e mais completo. Todos os presidentes de ala devem receber as mesmas instruções quanto aos cuidados que o cliente deve ter com a fantasia e prestar um melhor atendimento aos consumidores, até mesmo para garantir o retorno dos clientes no ano seguinte. A cartilha informativa, neste ponto, esclarecerá as dúvidas quanto às formas de uso e cuidados.

7.7 Serviço de Assistência Técnica Os prováveis consertos ou ajustes das fantasias são feitos de forma desorganizada, o consumidor deve procurar o profissional responsável no dia do desfile para providenciar os reparos. Muitas vezes, as pessoas simplesmente preferem não consertar, prejudicando o desfile. Uma linha telefônica deverá ser disponibilizada e atuará como um canal de comunicação ativo, pelo menos nos meses que antecedem o carnaval. Desta forma, as pessoas saberão exatamente como entrar em contato e resolverão o problema com antecedência.

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No dia do desfile, sugerimos que seja disponibilizado um número maior de pessoas responsáveis pelo conserto, devidamente identificados com uma camiseta especial da Escola. Os presidentes de ala devem, anteriormente, indicar aos desfilantes onde encontrar esses profissionais. Estas informações também estarão disponíveis na cartilha.

7.8 Serviços de atendimento ao cliente Como o atendimento ao cliente ainda é muito informal, sugerimos algumas melhorias: •

Treinamento dos funcionários;

•

Instalação de linha telefônica extra;

7.9 Cultura de serviços Os funcionários da Escola são informais na maneira de atender o cliente. Recomendamos treinamentos e aulas de “Atendimento ao cliente”, que serão ministradas pelos profissionais do Departamento de Marketing. Os funcionários da “linha de frente” precisam entender a importância da qualidade do serviço prestado para construção da imagem da Escola. Eles devem tangibilizar o serviço melhorando a forma de se relacionar com os clientes, principalmente via telefone, e conhecer melhor os novos produtos, para fornecer informações precisas aos consumidores.

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7.10 Quadro-resumo do orçamento do P de Produto

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7.11 Comentários As mudanças propostas visam aumentar o mix de produtos oferecidos, melhorar a qualidade dos produtos e do atendimento ao cliente. Assim, a Escola poderá transmitir seu posicionamento de forma mais clara. Todas essas ações influenciarão direta ou indiretamente o produto principal, o desfile. As sugestões apresentadas são, em sua maioria, baseadas em relacionamento e parcerias que a Escola deve buscar. Por isso, é fundamental a contratação de funcionários responsáveis que busquem essas parcerias, apresentando os benefícios da associação das marcas. O quadro de ações do patrocinador está no item “preço”.

8. Propostas de mudanças no P de Ponto 8.1 Localização O ponto onde a quadra de ensaios está localizada oferece transtornos aos moradores da Tijuca além de descaracterizar a Escola, pois se localiza no Centro do Rio e não em seu bairro de origem. Os torcedores devem recorrer a meios de transportes para chegar à quadra, o que dificulta o acesso. A antiga quadra, localizada na Rua São Miguel, deve ser reativada para ensaios. Deve ser feito um alto investimento em reformas e segurança para garantir que os visitantes não se sintam ameaçados pela violência do morro. A exemplo de outras Escolas, como a Mangueira, percebemos que a segurança dos visitantes pode perfeitamente ser preservada, pelo menos em dias de eventos.

8.2 Instalações 8.2.1 Lojas A Escola deve investir no desenvolvimento de lojas onde serão comercializados artigos com o tema do enredo e institucionais. Com a inauguração da Cidade do Samba, cada Escola terá direito a seu espaço de comercialização. A Unidos da Tijuca deve se diferenciar na escolha de sua gama de produtos para que os clientes sejam atraídos, principalmente os turistas. Para que os moradores também tenham acesso aos itens, sugerimos a criação de um quiosque no Shopping Tijuca para a comercialização exclusiva dos artigos da Unidos da Tijuca. Esses artigos serão desenvolvidos por profissionais da área de design e moda e, assim, se tornarão produtos atrativos aos dois públicos.

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8.2.2 Quadra de Ensaios A quadra localizada na Rua São Miguel deve ser reativada para ensaios. A atual, apesar de ser de fácil acesso, acaba perdendo a identidade por não estar localizada no bairro da Escola e provoca transtornos para o tijucano chegar até lá, pois é afastada. A Escola deve investir principalmente em segurança e reformas que garantam a melhoria da quadra como: •

Contratação de dois funcionários responsáveis pela limpeza e organização;

•

Bares com variedade de alimentos. A limpeza dos mesmos deve ser priorizada;

•

Camarotes confortáveis;

•

Pessoas conhecidas na mídia devem ser convidadas a participarem dos ensaios atraindo mais pessoas para a quadra;

•

Desenvolvimento de outros tipos de eventos para movimentar a quadra nos outros meses do ano, descritos no item “produto”.

•

Segurança;

•

Estacionamento com guardadores uniformizados com a camisa da Escola.

8.3 Canais de distribuição 8.3.1 Presidentes de ala 8.3.1.1 Principais funções dos presidentes de ala: a) Reunir informações sobre os clientes potenciais e regulares e concorrentes Infelizmente as informações não são transmitidas para a Unidos da Tijuca e, com isso, a Escola não tem conhecimento sobre seus clientes. Sugerimos a criação de um banco de dados em Access, visto que a Escola não possui verba para um banco de dados mais complexo, para que as informações possam ser trocadas e armazenadas com mais precisão. Além disso, um banco de dados possibilita uma visão geral do negócio e favorece o surgimento de novas idéias que agilizem todos os processos da Escola. b) Desenvolver e disseminar mensagens de compra persuasivas para estimular a compra Alguns presidentes de ala se comunicam bem e sabem como fazer uma promoção atrativa para vender todas as suas fantasias. Todos os presidentes deveriam receber, no treinamento sugerido, técnicas de promoção de vendas. Devem procurar manter o contato com os componentes de sua ala, através de e-mails, formando grupos. Incentivando-os antes do carnaval, para que visitem os ensaios, se conheçam em diversas outras ocasiões, e, assim, no dia do desfile, estarão mais integrados. O presidente de ala deve ainda manter o contato

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com os desfilantes durante o ano, depois do carnaval, para que comprem as fantasias do ano seguinte. Junto com as fantasias, devem entregar cartilhas que informem sobre todas as normas do desfile técnico e o papel que cada pessoa tem para contribuir com o sucesso da Escola.

8.3.1.2 Treinamento dos presidentes de ala A Unidos da Tijuca deve investir em treinamento de seus presidentes de ala. Os mesmos devem dominar: •

Técnicas de promoções de vendas

•

Técnicas de atendimento / relacionamento com o cliente

Deve ser disponibilizado ainda, material digital para que os presidentes de ala consultem sempre que acharem necessário. A Escola deve incentivá-los a armazenar, atualizar os dados dos clientes e manter contato com eles, mesmo durante o ano, realizando pesquisas de satisfação informais e campanhas que incentivem e gerem expectativas. Assim, no dia do desfile, todos estarão entusiasmados e empolgados com o desfile, cantando o samba e animando a arquibancada.

8.3.1.3 Avaliação dos presidentes de ala Os presidentes de ala, atualmente, são avaliados de acordo com a opinião dos jurados. Esse sistema leva em consideração apenas a percepção, que por vezes pode ser equivocada, dos jurados do desfile. Seria interessante que a Escola desenvolvesse uma pesquisa do tipo responda a pesquisa e ganhe a fantasia para o ano que vem (descrita no item “pesquisa de marketing”), a fim de ouvir do consumidor final a respeito do tratamento que recebeu e de sua percepção geral do presidente que o atendeu.

8.4 Relacionamento com os canais O relacionamento entre a Escola e os presidentes de ala é feito via contato telefônico e por contato pessoal de forma ocasional. A Escola deve criar uma rotina de reuniões onde serão discutidos pontos de interesse geral.

8.5 Logística de Mercado 8.5.1 Transporte 8.5.1.1 Presidente de Ala – Consumidor Alguns presidentes de ala agregam serviços à entrega. Os consumidores recebem as fantasias em casa, mediante uma taxa. A Escola deve tornar esta uma ação de praxe e não apenas de membros isolados.

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8.6 Previsão de Vendas A previsão é que se venda nas duas lojas R$ 960.000,00 por ano. Sendo que, nos três meses que antecedem o carnaval, até um mês depois, dependendo do resultado do desfile, a procura pelos artigos deve ser em torno de 70% maior do que nos outros meses do ano. Com as modificações na quadra divulgadas através da comunicação sugerida, acreditamos que a ocupação total anual irá duplicar, já que a ociosidade diminuirá muito. Sendo que atualmente, a quadra é utilizada apenas em quatro meses do ano, e os novos eventos ocorrerão durante o ano inteiro.

8.7 Pesquisa de Marketing Conforme sugerido no item “avaliação dos presidentes de ala”, a Escola deve desenvolver uma pesquisa que avalie o nível de satisfação do consumidor final quanto ao presidente de ala que o atendeu. Para que as pessoas sintam-se comprometidas a responder honestamente às perguntas, a sugestão é que se estimule o consumidor colocando no próprio questionário um cupom destacável, desta forma a pessoa não será identificada, apenas o presidente de ala. O cupom dará direito a participação no sorteio de uma fantasia para o desfile do ano seguinte. Assim, a Escola terá mais controle de como é o relacionamento dos presidentes de ala com o consumidor final e se os mesmos estão agindo de forma diferente, seguindo o treinamento.

8.8 Quadro-resumo do orçamento do P de Ponto

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8.9 Comentários O ponto onde a quadra de ensaios está localizada foi questionado, devido a distância da quadra à comunidade. A reestruturação da nova quadra fará com que a Escola esteja ainda mais presente no bairro. Obras garantiram maior conforto e investimentos em segurança ao redor da quadra nos dias de evento garantirá tranqüilidade dos usuários.

9. Propostas de mudanças no P de Preço Não sugerimos nenhuma mudança no P de preço no que diz respeito ao preço das fantasias. A figura 50 demonstra a sugestão média dos preços para os artigos que serão comercializados nas lojinhas da Cidade do Samba e do Shopping Tijuca.

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Acreditamos que a comunicação proposta será paga pelo aumento de empresas interessadas em ceder patrocínio, pelo aumento do público presente nos ensaios e pelo aumento da demanda por shows no exterior.

O valor total do patrocínio, R$ 359.500,00, deve ser rateado entre diversos patrocinadores que dividirão o espaço nas campanhas e ações da Escola que melhor se adaptarem às necessidades de cada um. Sugerimos que algumas empresas que atuam no bairro da Tijuca devem ser prospectadas. Segue abaixo a relação destas empresas: •

Supermercados da Tijuca (Extra, Carrefour ou Sendas);

•

Shoppings (Shopping Tijuca, Iguatemi, Tijuca Off-shopping ou shopping 45);

•

Grandes Bares, lanchonetes ou restaurantes (Bar Buxixo, Garota da Tijuca, Café Palheta, Parmê);

•

Academias (By Fit, Pro Treiner Club ou Flex Gym);

•

Clubes (Tijuca Tênis Clube, América Futebol Clube ou Sesc Tijuca).

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10. Propostas de mudanças no P de Promoção 10.1 Público-alvo O público alvo é o mesmo apresentado anteriormente, por se tratar de uma festa popular, folclórica, que só acontece com a participação de todas as camadas sociais. Entretanto, os turistas estrangeiros não fazem parte do público-alvo do desfile, porém constituem nosso público-alvo nos ensaios e shows.

10.2 Copy strategy Objetivo: Consolidar a marca da Unidos da Tijuca na mente dos consumidores. Reason Why: A Unidos da Tijuca é a Escola que conta seus enredos de forma criativa, original, sem se prender a enredos patrocinados. Estilo e tom: Fugir do estereótipo das propagandas de mulheres fantasiadas e utilizar propagandas criativas, simples e objetivas. Imagem do consumidor: Homens ou mulheres brasileiros e turistas, de 15 à 60 anos, que gostam de carnaval e samba.

10.3 Utilização das Ferramentas de comunicação Todas as ações de comunicação propostas estarão integradas, com o objetivo de fixar a imagem da Escola.

10.3. Propaganda 10.3.1 Objetivos Os objetivos a propaganda serão: •

Comunicar o novo posicionamento adotado pela Escola.

•

Divulgar os projetos sociais realizados pela Unidos da Tijuca ao longo do ano.

•

Divulgar o enredo dos carnavais.

•

Divulgar os resultados obtidos.

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10.3.2 Estratégias “A propaganda é a manifestação mais visível dos instrumentos de comunicação, porque suas peças são inseridas em meios de grande alcance e abrangência social, alguns com penetração universal nas diversas camadas da população. Além da inserção e meio de comunicação a propaganda tem a característica de ser uma atividade paga e que um patrocinador remunera o veículo de comunicação pelo a utilização de seu espaço ou tempo” (SIGELMANN, 2003). “A propaganda é a ferramenta mais poderosa para promover a conscientização das pessoas sobre uma empresa, um produto, um serviço ou uma idéia” (KOTLER, 2003). Com o objetivo de atingir o público-alvo proposto, utilizaremos a propaganda como ferramenta de comunicação. Serão realizadas três campanhas no período de um ano. A estratégia será fundamentada na realização de campanhas para cada objetivo de comunicação proposto. a) Campanha Institucional Objetivo: Divulgar o novo posicionamento da Unidos da Tijuca. Reason Why: A Unidos da Tijuca era uma Escola de samba vista como simpática, de pequeno porte, que não representava grandes ameaças. Diante dos últimos resultados (2004 e 2005), a Escola está em evidência. É a oportunidade ideal para comunicar seu novo posicionamento ao seu público: a Escola de samba que valoriza a cultura. Estilo e tom: Anúncio informativo com linguagem simples e objetiva que transmita o objetivo da campanha. Imagem do consumidor: Moradores da Tijuca e da região metropolitana do Rio de Janeiro, de 15 à 60 anos que gostam de samba e carnaval. b) Campanha Projetos Sociais Objetivo: Mostrar a preocupação da Unidos da Tijuca com o bem estar social do bairro da Tijuca, apresentar os trabalhos realizados dentro da comunidade e estreitar o relacionamento da Escola com os tijucanos. Reason Why: A Unidos da Tijuca é a Escola que traz o nome do bairro e que representa o morro mais violento da Tijuca, onde não existe a perspectiva de melhorias.

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Estilo e tom: A campanha será realizada num tom de tentar resgatar a auto-estima e a confiança dos tijucanos. Deverá ter um estilo que seja condizente com a proposta do carnaval e que tenha um tom de Escola grande. Imagem do consumidor: Homens e mulheres que possuem raízes e são apaixonados pelo bairro onde moram. São pessoas que tiveram a auto-estima afetada pela violência do bairro. c) Campanha do Enredo Objetivo: Apresentar ao público-alvo o enredo da Escola para o carnaval e divulgar os dias dos ensaios. Reason Why: Fazer com que o público-alvo conheça o tema que será abordado pela Escola no próximo carnaval, que participe da festa da escolha do samba-enredo e que aprenda a cantar o samba escolhido. Estilo e tom: O estilo não deve fugir à proposta do carnaval e o tom deve ser de convocação. Imagem do consumidor: Homens e mulheres moradores ou não do bairro da Tijuca que gostem de samba e de sair a noite.

10.4 Mídia Para efetivamente atingir o extenso público alvo, a Unidos da Tijuca deverá investir, além dos veículos tradicionais, em mídias criativas, garantindo assim, destaque em suas campanhas.

10.4.1 Objetivos a) Outdoor Ao utilizar o Outdoor a Unidos da Tijuca procura transmitir de forma clara, objetiva e massiva suas mensagens, fixar sua marca e garantir visibilidade por parte do público-alvo. b) Mídia alternativa em mercados e Shopping Tijuca Ao utilizar as diversas mídias disponíveis no Shopping Tijuca e mercados parceiros na Tijuca, a Escola, estará se comunicando diretamente com seu público-alvo principal. Esta será uma maneira divertida e criativa de atingilo. Também será uma forma de interagir com o “tijucano” e transmitir todo o potencial criativo da Escola mesmo fora da época do carnaval.

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c) Busdoor A Unidos da Tijuca tem como principal objetivo, ao utilizar o busdoor, fazer com que a mensagem circule pelo maior número de bairros possível. Assim, o público de outros bairros também serão atingidos. d) Banners O objetivo da Tijuca com a mídia digital é atingir aos internautas que eventualmente visitem um site parceiro e se interessem por suas atividades. É uma maneira de atingir o mais diversificado público de uma forma completa, já que o banner é um link para o site da Escola. No site, a Escola tem a oportunidade de divulgar todas as suas ações e fazer o internauta se apaixonar, torcer e colaborar com suas ações. d) Revistas de Bordo Na revista da TAP, iremos colocar anúncios divulgando o novo posicionamento da Escola, os projetos sociais e convidando os turistas aos shows, eventos e ensaios da Unidos da Tijuca antes mesmo de chegarem ao Brasil. O objetivo é mostrar, de uma maneira diferente, aos turistas portugueses, os projetos que a Unidos da Tijuca realiza. Lembramos que a Unidos da Tijuca busca a União dos povos e procura sempre integrar a cultura lusobrasileira.

10.4.2 Estratégias 10.4.2.1 Estratégia de Mídia A Unidos da Tijuca tem por objetivo de mídia divulgar seu enredo do ano corrente nos meses próximos ao carnaval, reforçar sua imagem institucional e social durante os outros meses do ano. As mídias da Escola devem estar integradas para reforçar a comunicação. Ao utilizar mídias alternativas, a Tijuca conquistará a atenção dos “tijucanos” por sua criatividade também fora da avenida.

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10.4.2.2 Período

10.4.3 Meios e veículos a) Outdoor Com a imposição de mensagens curtas e de alto impacto, permitindo reduzidos graus de redundância, o outdoor causa grande impacto de comunicação. Por sua relação local, visibilidade e grande recall da campanha o outdoor é o veículo ideal para divulgar as campanhas institucionais, de enredo e projetos sociais. O meio básico utilizado serão outdoors no centro e Tijuca. b) Busdoor O busdoor, apesar de não apresentar o mesmo impacto do outdoor, possui o custo mais baixo e é uma mídia itinerante, atingindo vários bairros. Dessa forma, a Unidos da Tijuca poderá atingir diversos públicos a um custo menor. c) Shopping Tijuca / Mercados Parceiros É uma mídia que garante associação da Escola da Tijuca ao principal ícone do bairro que é o shopping Tijuca.

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- Adesivagem portas de entrada – Mídia complementar de grande impacto, atinge o público principal da Escola, o tijucano. Todas as pessoas que freqüentam os mercados e shopping obrigatoriamente passam por uma das portas e visualiza a campanha. Nesta mídia, durante três meses, será divulgado o enredo do ano corrente, atraindo também visitantes à quadra. - Adesivagem chão próximo ao quiosque / stand da Escola - Esta mídia causa impacto, atrai e mostra a Unidos da Tijuca criativa mesmo fora da avenida. Divulgando tanto o enredo como os projetos sociais, a mídia chama a atenção pela inovação e irreverência. d) Banners - Os banners são uma forma de atrair os internautas que, eventualmente, visitam sites das empresas parceiras. Atraída pelo banner, a pessoa é encaminhada ao site da Escola e passa a conhecer melhor os projetos desenvolvidos.Uma mídia que possui ferramentas específicas de mensuração do resultado da campanha. e) Revistas de Bordo O meio complementar serão as revistas de bordo e mídias alternativas criadas de acordo o posicionamento adotado, com os projetos sociais e com o enredo em questão. Nos guias serão desenvolvidos anúncios para atrair os turistas que estão vindo para a cidade para a festa e ensaios.

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10.4.4 Orçamento para o 1o. ano

10.4.5 Política de orçamento para os anos seguintes Os outdoors serão inseridos com a mesma freqüência nos anos seguintes, porém, com o sucesso das ações, a divulgação deverá ser complementada com a mídia espontânea. Os busdoors seriam utilizados todos os anos para divulgar os eventos da quadra e divulgar o enredo. A mídia alternativa deverá variar de acordo com o enredo, porém o shopping Tijuca sempre deverá estar entre elas. Os anúncios da revista de bordo da TAP dependerão da manutenção do acordo entre as duas empresas. Como a estratégia de mídia dos anos seguintes será a mesma do primeiro ano, o orçamento disponibilizado deverá ser basicamente o mesmo, variando com a economia do país.

10.5 Promoção de vendas 10.5.1 Objetivos •

Garantir a lotação da quadra nos dias de ensaio da Escola;

•

Oferecer benefícios aos clientes de empresas patrocinadoras, visando estreitar o relacionamento entre as duas partes;

•

Estimular a experimentação dos produtos.

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10.5.2 Estratégias De acordo com Shimp, “promoção de vendas são atividades de marketing que pretendem estimular uma ação rápida do comprador oferecendo benefícios extras ao cliente”. Para alavancar as vendas e diminuir o impacto da sazonalidade e promover a experimentação do serviço, a Unidos da Tijuca irá se utilizar as seguintes ações de vendas: 10.5.2.1 Campanha de Enredo: a) Ação 1 Promoções em rádio. Objetivos: Despertar interesse das pessoas pela Escola testando seus conhecimentos sobre a Unidos da Tijuca.Promoção de imagem. Formato: Elaboração de um quiz com perguntas sobre a Escola, onde o ouvinte, ao acertar todas as perguntas, além de participar do programa, ganhará brindes e concorrerá a uma fantasia para o próximo carnaval. Período: Duas vezes por mês. Novembro 06 a Fevereiro 07. b) Ação 2 Promoções no quiosque do Shopping Tijuca e na loja da Cidade do Samba. Objetivo: Aumento nas vendas das lojas. Formato: Nas compras acima de R$ 50 reais o consumidor concorre a uma fantasia. Período: Novembro 06 à Fevereiro 07. 10.5.2.2 Campanha Projetos Sociais a) Ação 1 “Doe dois quilos de alimentos e ganhe um ingresso para a quadra” Objetivo: Aumentar o público na quadra, principalmente nos meses de baixa procura. Formato: Será garantida a entrada das pessoas que levarem dois quilos de alimento não perecível. Período: Setembro e Outubro 06. b) Ação 2 Stands

Arrecadação de doações nos mercados e shoppings participantes

Objetivo: Arrecadar doações que beneficiem a comunidade, como alimentos , roupas e material escolar.

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Formato: Todas as doações poderão ser arrecadadas nos stands disponíveis nos mercados parceiros e quiosque do Shopping Tijuca. O stand terá promoções especiais. Período: Março 06 a Outubro de 06 Localização: Os stands estarão localizados próximo à entrada do mercado e terá uma promotora. Promoções especiais: “Compre sua fantasia no stand e ganhe um brinde”, “compre no estabelecimento do parceiro e doe para a Unidos da Tijuca a concorra a uma fantasia”, “ganhe preços especiais na compra de mais de uma fantasia”. Promotores: Estarão uniformizados e se encarregarão de: Recolher as doações, entregar o cupom para a participação no sorteio da fantasia, retirar dúvidas sobre a promoção, apresentar um catálogo com as fantasias e os respectivos contatos dos presidentes de ala (o pedido é repassado aos presidentes que se encarregam da entrega), apresentar o CD e a cartilha que a pessoa recebe ao adquirir as fantasias. Comunicação: Para reforçar a campanha serão colocados cartazes pelo mercado e stoppers nas prateleiras para lembrar as pessoas de realizarem a compra. Esta comunicação será melhor descrita no item “comunicação”.

10.5.3 Quadro de eventos para o 1o. ano

10.5.4 Orçamento para o 1o. ano

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10.5.5 Política de orçamento para os anos seguintes Nos anos seguintes o orçamento deverá ser o mesmo.

10.6 Marketing direto 10.6.1 Objetivos •

Fechar acordos de patrocínio a fim de viabilizar financeiramente as operações e a proposta de campanha.

•

Informar consumidores sobre novidades e eventos.

10.6.2 Estratégias “O marketing direto envolve atividades através das quais produtos e serviços são oferecidos aos segmentos de mercado em uma ou mais mídias, para fins de informação ou para solicitar respostas dos clientes atuais e potenciais através de correio, telefone, ou outros meio de acesso como a internet” (SHIMP, 2002). 10.6.2.1 Empresas O marketing direto é a forma mais adequada para captação de parceiros de negócios e patrocinadores. Primeiramente deverá ser elaborada uma mala direta contendo uma proposta de patrocínio, carta de apresentação assinada pelo presidente e informações sobre a empresa. Após o envio da mala-direta deverá ser feito um contato com telefônico para obter o feedback do patrocinador. Estas ações visam fechar acordos de patrocínio a fim de viabilizar financeiramente as operações e a proposta de campanha. Além disso, a Unidos da Tijuca deverá utilizar um banco de dados em Access (citado em P de Produto) a fim de cadastrar empresas parceiras para iniciar um relacionamento, ofertando shows para eventos coorporativos e outros benefícios. A Escola deverá buscar patrocínios somente quando o enredo estiver definido. Esse tipo de patrocínio será ideal para a Unidos da Tijuca, que poderá desenvolver seus enredos livremente sem pressão dos patrocinadores. Os patrocínios deverão ser em forma de parcerias, onde as empresas fornecerão recursos para os projetos sociais ou para o desenvolvimento do carnaval. O Departamento de Marketing da Unidos da Tijuca deverá fechar patrocínios no período mínimo de um ano para que a Escola possa planejar da melhor forma suas ações. As empresas patrocinadoras terão direito a: •

Utilizar a quadra de ensaios para eventos;

•

Realizar promoções de vendas com os consumidores nos ensaios de quadra;

•

Inserir banners na quadra de ensaios;

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•

Camarotes exclusivos nos ensaios para funcionários, convidados, clientes/fornecedores e clientes potenciais;

•

Estacionamento exclusivo para funcionários e convidados nos ensaios;

•

Associar a imagem inserindo a logomarca em diversos meios (outdoors, folhetos, camisas e website);

•

Utilizar o título de “Patrocinador da Escola de Samba Unidos da Tijuca” ou “Patrocinador do Projeto Social Inclusão no Borel” em campanhas publicitárias e na comunicação da empresa;

O Departamento de Marketing deverá avaliar outras sugestões dadas pelo patrocinador. 10.6.2.2 Consumidores A Unidos da Tijuca deverá também cadastrar dados sobre os consumidores que responderem as pesquisas e enviar informativos por e-mail para aqueles que indicaram querer receber informações da Escola. Os informativos divulgarão os eventos e novidades de cada mês e deverá ser enviado mensalmente.

10.6.3 Quadro de eventos para o 1o. ano

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10.6.4 Orçamento para o 1o. ano

10.6.5 Política de orçamento para os anos seguintes Nos anos seguintes, a estratégia será a mesma, sendo que algumas parcerias devem permanecer e outras parcerias, que tenham a ver com o novo enredo, devem ser pleiteadas. Serão enviadas malas diretas para os patrocinadores antigos, convidando-os para os eventos de reconhecimento e apresentação de novos projetos.

10.7 Relações públicas 10.7.1 Objetivos •

Desenvolver a conscientização da marca.

•

Divulgar os eventos e as campanhas elaboradas pela Escola.

10.7.2 Estratégias “Pode ser classificada como Relações Públicas qualquer atividade empreendida por indivíduos, empresas ou organizações que pretendam conquistar apoio e simpatia junto aos diversos públicos e constituintes” (SIGELMANN, 2003). Esta é uma importante ferramenta que busca captar mídia espontânea além de agregar a credibilidade do veículo. É essencial a contratação de um profissional especializado para que o trabalho seja realizado durante todo o ano e não somente com a proximidade do carnaval, pois, quanto mais a Escola estiver na mídia, mais ela será lembrada. Os eventos são produtos da Escola, têm fundamental importância e, por si só

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atraem mídia espontânea. Cabe ao profissional de RP tornar esses eventos públicos elaborando e enviando releases para os diversos meios de comunicação. A figura 59 mostra as principais funções que caberá a este profissional.

10.7.3 Quadro de eventos para o 1o. ano

10.7.4 Orçamento para o 1o. ano

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10.7.5 Política de orçamento para os anos seguintes Estes eventos devem continuar ocorrendo nos anos seguintes, pois são produtos da Escola.

10.8 Venda pessoal Não sugerimos nenhuma ação de venda pessoal.

10.9 Endomarketing 10.9.1 Objetivos •

Desenvolver a comunicação interna dentro da empresa.

10.9.2 Estratégias Endomarketing é o marketing intra-corporativo, ou seja, um somatório de esforços e ações précalculadas e planejadas para provocar mudanças, bem como atrair e manter interesses, relacionamentos e motivações no âmbito interno da empresa, em prol de um objetivo corporativo intermediário ou definitivo, com reflexos diretos no aprimoramento da qualidade de relacionamentos da organização, no âmbito horizontal e vertical. A Unidos da Tijuca possui poucos funcionários em seu quadro administrativo. Como a maioria das pessoas que trabalham na Escola é temporária sugerimos a criação de cartazes para mantê-los informados sobre eventos, projetos e novidades.

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10.9.3 Quadro de eventos para o 1o. ano

10.9.4 Orçamento para o 1o. ano

10.9.5 Política de orçamento para os anos seguintes Continuará o mesmo.

10.10 Evento de lançamento Não será realizado nenhum evento de lançamento.

10.11. Tecnologia de Informação 10.11.1.Objetivos •

Transmitir o posicionamento da marca, divulgar as ações e os resultados obtidos.

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10.11.2 Estratégias “A Internet é uma malha global de redes de computadores que tornou possível a comunicação global instantânea e descentralizada. Os usuários podem enviar e-mails, trocar experiências, comprar produtos e acessar notícias, receitas e informações sobre negócios” (Kotler, 2000). Esta é uma ferramenta essencial para a integração da empresa com o seu consumidor. O site atual da Unidos da Tijuca é pouco atrativo. Sugerimos a contratação de uma agência de que será encarregada das seguintes mudanças: •

Modernizar o layout.

•

Tornar a navegabilidade mais fácil.

•

Divulgar as fotos de todos os eventos realizados.

•

Introduzir o e-commerce para venda de artigos e fantasias.

•

Apresentar os projetos sociais.

•

Exibir imagens e resultados da Escola Tijuquinha do Borel.

•

Oferecer itens para download como: papéis de parede e samba-enredo.

•

Oferecer uma lista de e-mail para os usuários.

•

Mostrar as etapas da produção do carnaval.

•

Criar enquetes atrativas.

•

Viabilizar o contato com a empresa.

10.11.3 Quadro de eventos para o 1o. ano

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10.11.4 Orçamento para o 1o. ano

10.11.5 Política de orçamento para os anos seguintes. A renovação e atualização do site terão a mesma política de orçamento para os anos seguintes.

10.12 Mudanças na estrutura de comunicação Não existe uma estrutura de comunicação na Unidos da Tijuca. A Escola também não dispõe de verba, equipamentos e ambiente físico para estruturar um Setor de Comunicação. Portanto, sugerimos que a comunicação da Unidos da Tijuca seja terceirizada por uma agência que tenha em sua missão fins sociais. Será interessante para a agência, pois trará retorno de mídia além de descontos no imposto de renda. Caso a Escola não consiga fechar este tipo de parceria, sugerimos a criação de um concurso para universitários de publicidade e propaganda. O Departamento de Marketing elaboraria um briefing que seria passado para os alunos acima do 4° período das melhores faculdades de comunicação da cidade. A dupla de criação que apresentar a melhor propaganda será premiada com fantasias e terá seu trabalho veiculado na mídia. Será uma oportunidade para os alunos testarem seus conhecimentos e para Unidos da Tijuca que terá uma comunicação satisfatória com baixo custo.

10.13 Pesquisas de marketing Além das pesquisas citadas com os presidentes de ala no item P de Ponto, apontamos também a necessidade de uma pesquisa com os patrocinadores a fim de determinar o grau de satisfação com a parceria e os pontos que devem ser melhorados.

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10.14 Quadro-resumo do orçamento do P de Promoção

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10.15 Comentários (justificar as mudanças no P de promoção) As ações sugeridas nessa etapa visam integrar a comunicação da Escola e fazer o público em geral compreender todas elas. Muitas pessoas desconhecem o trabalho realizado pelas Escolas da Samba durante o ano. A Escola que comunica melhor diferencia-se das outras porque transmite credibilidade e conquista consumidores do carnaval. Além disso, é fundamental para a Escola informar a seus torcedores e a população o trabalho desenvolvido durante o ano. O relacionamento deve ser estreitado entre os membros de todo o canal para que a Escola possa se comunicar certeira e individualmente com cada um deles. Ao realizar o conjunto de ações proposto, a Unidos da Tijuca reforçará sua marca, estreitará laços com seus torcedores e conquistará novos.

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11. Programação 2005/2006/2007

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B. Campanha de Comunicação 1) Peça para a campanha Institucional a) Título: Cultura na Avenida b) Mídia: Outdoor c) Justificativa: A Unidos da Tijuca quer aumentar o seu share of mind, por isso a criação de uma campanha Institucional que transmita também seu novo posicionamento ao público em geral. Como o outdoor é um veículo de alta visibilidade, este foi escolhido.Cultura é todo conhecimento adquirido ao longo do tempo, portanto, com a campanha a seguir, a Unidos da Tijuca quer transmitir cultura de uma outra forma: através do samba. Compondo o layout, apresentamos fotos que mostram um elemento do carnaval da Unidos da Tijuca que tenha tido destaque e que faça parte da cultura do brasileiro. O slogan da Escola vem bem grande, como título, e logo faz com que o consumidor associe seu novo posicionamento, que é o objetivo principal da campanha institucional. Assinando a peça, temos a logomarca da Unidos da Tijuca.

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2) Peças para a Campanha Social Campanha 1 a) Título: Notas b) Mídia: Outdoor e busdoor c) Justificativa: A Tijuca quer divulgar os seus projetos sociais, para que os consumidores não a vejam só como uma Escola de samba. O roteiro de outdoors espalhados pelo Rio foi escolhido estrategicamente para atingir o maior número de consumidores na cidade. O busdoor foi eleito por possuir diversos roteiros e possibilidade de atingir ao público de outros bairros. Esta peça é um pouco diferente do outdoor não só no formato. O título interage com o motorista do carro de trás e transeuntes. Na campanha, mostramos os quesitos onde a Escola mais se destaca, entre eles, a educação. Há ainda fotos e a forma de contribuir com o projeto, para tangibilizar o trabalho realizado. A logomarca e o slogan da Unidos da Tijuca assinam a peça.

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Outdoor:

Busdoor:

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Campanha 2 a) Título: Cavaquinho b) Mídia: Revista da TAP c) Justificativa: Na revista da TAP, iremos colocar anúncios divulgando os projetos sociais e convidando os turistas aos shows, eventos e ensaios da Unidos da Tijuca antes mesmo de chegarem ao Brasil. A seguir, ilustraremos a peça da campanha dos projetos sociais. O objetivo é mostrar, de uma maneira diferente, aos turistas portugueses, os projetos que a Unidos da Tijuca realiza. Lembramos que a Unidos da Tijuca busca a União dos povos e procura sempre integrar a cultura luso-brasileira. A foto do esquema do cavaquinho atrai a atenção do turista para a sua utilização. O título mostra que há muito mais coisas para se aprender com o samba. A seguir, a pessoa visualiza fotos dos projetos sociais e formas de contribuir com o mesmo. Assinam a peça logomarca, slogan e endereço do site da Escola.

3) Peça para a campanha do enredo Não foi desenvolvido um layout para as campanhas de enredo pois o mesmo ocorrerá em 2007, não há como saber qual será o enredo para o ano.

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C. Resultados Financeiros 1 Demonstração de Resultados do Exercício - DRE 1.1 Tabela com projeções

1.2 Comentários O projeto deverá ser apresentado e aprovado no ano de 2005. O carnaval de um ano começa a ser elaborado em março do ano anterior, portanto, as novas ações só poderão ser implementadas para o carnaval de 2007. Por isso, começamos a perceber os números do projeto a partir de 2006. Para fazer uma melhor análise financeira da escola, o grupo optou por estipular o ano contábil da Unidos da Tijuca começando em abril e terminando em março. Isso ocorre pois, para eles, o ano termina junto com o carnaval. Os resultados do exercício – DRE foram feitos com base no histórico da empresa e no cenário econômico natural. Para fazer uma melhor análise financeira da Escola, o grupo optou por estipular o ano contábil da Unidos da Tijuca começando em abril e terminando em março. Isso ocorre pois o ano para a Escola termina junto com o carnaval. Os resultados do exercício – DRE foram feitos com base no histórico da empresa e no cenário econômico natural.

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1.3 DRE – 2005 E 2006

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2. Fluxo de caixa 2.1 Tabela com projeções

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2.2 Comentários O fluxo de caixa está negativo nos anos 2003 e 2004, pois a Escola fazia o balanço de acordo com o ano fiscal, janeiro a dezembro.

3 Análise de decisões de retorno sobre o investimento 3.1 Tabela com projeção de valores a serem investidos 3.2 Tabela de cálculos da análise financeira de investimento e resultados 3.2.1 Valor Presente Líquido - VPL 3.2.2 Retorno Contábil Médio - RCM ou Taxa de Retorno ou ROI (Return on Investment) 3.2.4 Taxa Interna de Retorno – TIR

3.2.5 Payback O Payback do projeto será no ano 2007/2008. A Escola termina o ano de 2005/2006 negativo, pois não há retorno sobre os investimentos do projeto no ano zero. Nos anos seguintes, consegue se recuperar graças às ações desenvolvidas e parcerias firmadas pela escola. Então, o projeto conseguirá ser pago em aproximadamente dois anos.

3.3 Comentários O grupo utilizou o princípio da mini empresa, capítulo 9 do livro Princípios da administração financeira, para analisar os resultados financeiros do projeto. Este será desfavorável se tivermos como base o ano fiscal (janeiro até dezembro), mas como para a Escola o ano começa em abril e termina após o carnaval, podemos perceber pelo Retorno Contábil Médio e pela TIR que esse é um projeto extremamente rentável e com grande potencial de desenvolvimento.

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C. Resultados Financeiros 1 Demonstração de Resultados do Exercício - DRE 1.1 Tabela com projeções

1.2 Comentários O projeto deverá ser apresentado e aprovado no ano de 2005. O carnaval de um ano começa a ser elaborado em março do ano anterior, portanto, as novas ações só poderão ser implementadas para o carnaval de 2007. Por isso, começamos a perceber os números do projeto a partir de 2006. Para fazer uma melhor análise financeira da escola, o grupo optou por estipular o ano contábil da Unidos da Tijuca começando em abril e terminando em março. Isso ocorre pois, para eles, o ano termina junto com o carnaval. Os resultados do exercício – DRE foram feitos com base no histórico da empresa e no cenário econômico natural. Para fazer uma melhor análise financeira da Escola, o grupo optou por estipular o ano contábil da Unidos da Tijuca começando em abril e terminando em março. Isso ocorre pois o ano para a Escola termina junto com o carnaval. Os resultados do exercício – DRE foram feitos com base no histórico da empresa e no cenário econômico natural.

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1.3 DRE – 2005 E 2006

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2. Fluxo de caixa 2.1 Tabela com projeções

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2.2 Comentários O fluxo de caixa está negativo nos anos 2003 e 2004, pois a Escola fazia o balanço de acordo com o ano fiscal, janeiro a dezembro.

3 Análise de decisões de retorno sobre o investimento 3.1 Tabela com projeção de valores a serem investidos 3.2 Tabela de cálculos da análise financeira de investimento e resultados 3.2.1 Valor Presente Líquido - VPL 3.2.2 Retorno Contábil Médio - RCM ou Taxa de Retorno ou ROI (Return on Investment) 3.2.4 Taxa Interna de Retorno – TIR

3.2.5 Payback O Payback do projeto será no ano 2007/2008. A Escola termina o ano de 2005/2006 negativo, pois não há retorno sobre os investimentos do projeto no ano zero. Nos anos seguintes, consegue se recuperar graças às ações desenvolvidas e parcerias firmadas pela escola. Então, o projeto conseguirá ser pago em aproximadamente dois anos.

3.3 Comentários O grupo utilizou o princípio da mini empresa, capítulo 9 do livro Princípios da administração financeira, para analisar os resultados financeiros do projeto. Este será desfavorável se tivermos como base o ano fiscal (janeiro até dezembro), mas como para a Escola o ano começa em abril e termina após o carnaval, podemos perceber pelo Retorno Contábil Médio e pela TIR que esse é um projeto extremamente rentável e com grande potencial de desenvolvimento.

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5. Conclusão Como dito em nosso texto de introdução: “A Unidos da Tijuca, nos últimos anos, tem conquistado boas colocações com desfiles diferentes e inovadores; está no centro das atenções de toda a mídia: uma ótima oportunidade para definir e transmitir um posicionamento ao público.”. No momento da redação deste tópico, ainda não tínhamos idéia do resultado que a Unidos da Tijuca obteria em seu carnaval de 2005. Conquistou seu segundo vice-campeonato, ficando por um décimo, atrás da enorme Beija–Flor de Nilópolis. O resultado foi motivo de muito orgulho para a Escola que diz ter conquistado seu lugar junto às grandes. Isso não há como negar. Como dissemos anteriormente, as atenções estão direcionadas a ela, todos querem saber como a Tijuca vai inovar no ano que vem, qual será a próxima surpresa, as novidades. O que nós, profissionais de marketing, queremos saber mesmo é como, depois de lutar para garantir seu lugar, a Unidos da Tijuca vai se manter entre as gigantes do samba? E mais. Como a Escola vai continuar mantendo suas ótimas colocações sem se entregar a enredos patrocinados? Talvez este seja o maior desafio da Escola. Até agora ela tem provado que isso é possível, enquanto outras Escolas esbanjam com os investimentos dos patrocinadores de enredo, a Unidos da Tijuca precisa correr atrás de patrocinadores que tenham interesse em seus enredos criados pelo carnavalesco. No briefing do projeto, ao estudarmos a Escola por completo, percebemos todas as brechas e as oportunidades deste mercado que não podem deixar de ser aproveitadas. A final de contas é um mercado que movimenta cerca de 1 bilhão de reais que beneficiam muitas empresas e cariocas, que conseguem até mesmo novos empregos criados para suprir a demanda. Como visto, esses números não param de crescer. A festa conta com pessoas do mundo inteiro que chegam ao Rio atraídas pela fama do espetáculo. Vimos ainda que o carnaval não se resume a um desfile. Os produtos da Escola são vendidos durante o ano inteiro, e uma Escola de sucesso é aquela que obtêm outro tipo de vitória: projetos sociais para a comunidade sendo desenvolvidos, novos torcedores surgindo, eventos lotando a quadra de ensaios, shows fora de quadra (até no exterior), divulgando a Escola em outras praças e trazendo várias outras fontes de receita. Ao diagnosticar a empresa, percebemos que o desfile da Unidos da Tijuca está em estágio de crescimento, suas inovações estão trazendo mudanças estruturais nos desfiles de outras escolas. Como a Porto da Pedra, que com o enredo “Carnaval- Festa Profana” (nova versão do carnaval apresentado pela União da Ilha do Governador em 1989), conquistou a sétima colocação. Um dos seus carros alegóricos, teve a idéia de alegorias humanas de Paulo Barros adaptada com um trigal humano. Os projetos sociais da Escola ganharam um novo endereço e modernidade depois da reforma da quadra da São Miguel. Esta, ainda precisa de outros investimentos para se tornar a quadra principal da Escola. Porém em termos de comunicar criativamente essas novidades, a Escola ainda tem muito a aprender.

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As propostas estratégicas apontadas, visam abrir caminho para as ações que a Escola deve tomar a partir de agora, se quiser se firmar na mente de seu consumidor. Seu novo posicionamento proposto a mostra como símbolo de cultura; uma Escola que conta a cultura na avenida de forma inovadora. A ênfase na comunicação e nas mídias alternativas transmite seu novo posicionamento e relaciona a característica “Escola Criativa” durante o ano inteiro. As ações sociais ganham as ruas. Os Tijucanos aprendem como podem ajudar as pessoas que vivem em comunidades próximas. Ações de marketing direto visam estreitar o relacionamento entre a população e a Escola e entre a Escola e seus parceiros. Esse contato firma uma relação com o desfilante durante o ano todo. A Escola, investindo na imagem, nos eventos, aproxima os consumidores de carnaval e começa a obter clientes fiéis que querem se associar ao Clube de Vantagens que só o torcedor da Unidos da Tijuca tem acesso. Muito bom para os patrocinadores, que têm seus nomes associados à criatividade, cultura e comprometimento social. Ainda na introdução, concluímos: “A Unidos da Tijuca quer ser vista como uma escola que busca inovar na avenida sem abrir mão de um samba tradicional, de ótima qualidade. Busca também, durante o ano realizar trabalhos sociais para contribuir para o crescimento das pessoas que moram na comunidade do Borel. Quer comunicar isso para todos os seus públicos. Tentar fazer tudo isso, com excelência, é o nosso objetivo.”. Podemos afirmar que o nosso objetivo, certamente foi alcançado após meses de muita dedicação e pesquisa. Agora cabe à Unidos da Tijuca colocar as ações em prática. E cabe a nós, voltar à posição de expectadores da festa, com uma visão bem diferente, agora como avaliadores do marketing de carnaval.

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Referências bibliográficas Livros SIGELMANN, Carlos. A Estratégia e o Planejamento de Comunicação. Rio de Janeiro, 2003. 71p. Trabalho não publicado KOTLER, Philip. Administração de Marketing. Tradução de Bazan Tecnologia Lingüística. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000. AAKER, David. Criando e Administrando Marcas de Sucesso. São Paulo: Futura, 1996. AMBRÓSIO, Vicente; SIQUEIRA, Rodrigo. Plano de Marketing Passo a Passo – Serviços. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002. VALENÇA, R.. Carnaval. Para tudo se acabar na quarta-feira. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1996 ROSS, Stephen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN, Bradford D. Princípios de Administração Financeira. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

Estudo UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO. Instituto de Economia; PREVI. Conjuntura Atual e Cenários para a Economia Brasileira. Rio de Janeiro: 2004.

Internet LIGA INDEPENDENTE DAS ESCOLAS DE SAMBA DO RIO DE JANEIRO. Disponível em: http://liesa.globo.com/ INSTITUTO BRASILEIRO DE ECONOMIA. Disponível em: http://www.ibre.fgv.br IBGE. Disponível em: http://www.ibge.gov.br BANCO CENTRAL. Disponível em: http://www.bacen.gov.br

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Contatos Alunos: Ruy Nepomuceno Neto (Graduado em Comunicação e Marketing pela ESPM-RJ) Telefone: (21) 3687.3665 :: 9998.3755 E-mail: rnneto@gmail.com Caroline Rodrigues Gabilan (Graduada em Comunicação e Marketing pela ESPM-RJ) Telefone: (21) 498.9097 :: 8181.2010 E-mail: carolgabilan@gmail.com Professor Orientador: Marcelo Guedes Telefone: (21) 9497.0142 E-mail: marguedes@terra.com.br

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