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Sistema gerencial para eventos: proposta de um sistema para integrar informações e gerar indicadores

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Rafael Liporace

SISTEMA GERENCIAL PARA EVENTOS Proposta de um sistema para integrar informações e gerar indicadores para o mercado de entretenimento

Dissertação de Mestrado Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-Rio) Programa de Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa (MPGEC)

Rio de Janeiro Fevereiro de 2018


Rafael Liporace

SISTEMA GERENCIAL PARA EVENTOS Proposta de um sistema para integrar informações e gerar indicadores para o mercado de entretenimento

Dissertação de Mestrado

Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa (MPGEC) na Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-Rio). Orientador: Prof. Dr. Daniel Kamlot

Rio de Janeiro Fevereiro de 2018

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Liporace, Rafael Sistema gerencial para eventos: : proposta de um sistema para integrar informações e gerar indicadores para o mercado de entretenimento / Rafael Liporace. - Rio de Janeiro, 2018. 64 f. : il., color. Dissertação (mestrado) – Escola Superior de Propaganda e Marketing, Mestrado Profissional em Gestão da Economia Criativa, Rio de Janeiro, 2018. Orientador: Daniel Kamlot 1. Sistema. 2. Software. 3. Aplicativo. 4. Controle. 5. Gerencial. 6. Entretenimento. I. Kamlot, Daniel . II. Escola Superior de Propaganda e Marketing. III. Título.

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Dedicatória

Dedico esse trabalho a toda minha família que sempre esteve ao meu lado nessa caminhada e principalmente aos meus pais, professores e que sempre sonharam com esse momento. A minha mãe, Glorimar Liporace, que nos deixou esse ano e ao meu pai, Albertino Pereira, que se aposentou dando aula no ensino superior e que não teve a chance de concluir o seu mestrado.

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Agradecimentos

Agradeco a todos aos meus companheiros de turma, em especial a Roberto de Sa Filho, Natalia Barone e Veronica Machado por todo apoio ao longo da caminhada. Aos meus professores, com grande destaque ao meu orientador Daniel Kamlot sempre pronto a me ajudar e a contribuir com o trabalho com seu olhar critico e apurado. E por fim, ao Eduardo Ariel, por acreditar em mim, no meu trabalho e no potencial que pode ser gerado a partir deste estudo. Sem vocês nada disso seria possível.

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RESUMO Este estudo visa analisar a viabilidade comercial e financeira do programa de gestão do empreendimento SGE (Sistema Gerencial para Eventos), que é um software gerencial integrado para o setor de entretenimento, cujo protótipo será apresentado como produto associado ao presente trabalho. A proposta é ser mais que apenas um sistema gerencial entre tantas opções ofertadas, apresentando-se como um produto focado em um relevante nicho que não possui ainda nenhum sistema adaptado às suas reais necessidades empresariais. Baseado na realidade da cidade do Rio de Janeiro, o plano de negócios da SGE surgiu da necessidade do mercado de entretenimento em agrupar as informações gerenciais espalhadas em diversos sistemas independentes, com isso visando a que fosse possível a obtenção de histórico, comparativos e principalmente indicadores para um mercado que a cada dia cria mais relevância no país e vem se profissionalizando ano a ano. Palavras-Chave: Sistema. Software. Aplicativo. Controle gerencial. Entretenimento. Eventos.

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Abstract This study analyzes the commercial and financial viability of SGE project management program (Management System for Events which is an integrated management software for the entertainment industry. The proposal is to be more than just a management system among many options offered, presenting itself as a focused product in a relevant cluster that does not have any system adapted to their real business needs. Based on the reality of Rio de Janeiro, SGE's business plan arose from the need of the entertainment market to group the management information spread across several independent systems, with the aim of obtaining historical, comparative and mainly indicators for a market that every day creates more relevance in the country and has been professionalizing year after year.

Keywords: System. Software. Apps. Control. Management. Entertainment, Events.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 9 2. OBJETIVOS ........................................................................................................ 11 2.1.1 Objetivo Geral ..................................................................................... 11 2.1.2 Objetivos Específicos...........................................................................11 2.2. Delimitação do Estudo .......................................................................... 11 2.3. Relevância do Estudo ............................................................................ 11 3. REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 13 3.1 Economia do Rio de Janeiro .................................................................... 13 3.2 A importância da cadeia produtiva de eventos no Rio de Janeiro ........... 16 3.3 O Carnaval como negócio....................................................................... 17 4. CONCEITO DO NEGÓCIO..................................................................................19 4.1. Natureza do Negócio...............................................................................18 4.2. Visão de Negócios .................................................................................. 20 4.3. Aspectos Legais ...................................................................................... 21 4.4. Aspectos Tecnológicos ........................................................................... 22 4.5. Forma de Operação ................................................................................. 23 4.6. Abrangência ............................................................................................ 23 4.7. Visão de Mercado ................................................................................... 24 4.8. Potenciais Clientes .................................................................................. 24 5. METODOLOGIA .................................................................................................. 25 5.1 Tipo de Pesquisa ...................................................................................... 25 5.2 Coleta de Dados ...................................................................................... 25 5.3 Tratamento dos Dados ............................................................................. 26 5.4 Limitações do Método ............................................................................. 27 6. RESULTADOS E ANÁLISE ................................................................................ 28 7. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 44 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................45 9 ANEXOS ............................................................................................................... 48 8


1. INTRODUÇÃO Dentro dos muitos setores que compõem a economia criativa, eventos, festivais, até mesmo cinema, são consideradas atividades inerentes a um setor de extrema importância ao país como o entretenimento. Cabe a essas, assim como também a outras disciplinas, a atividade de entreter, divertir e levar as pessoas a viver momentos de quebra na sua rotina, momentos que têm cada vez mais valor para a população brasileira. Desta forma, pode-se considerar que o enfoque nos eventos e em suas variações se torna um dos mais importantes pilares da economia criativa, pois de forma direta e indireta agrega diversos players da sua cadeia produtiva (conjunto de empresas e pessoas que se retroalimentam), tornando-se uma ferramenta de extrema importância econômica para muitas cidades espalhadas pelo Brasil. Consequentemente, avaliando-se em âmbito nacional o impacto gerado hoje por grandes festivais, entende-se o potencial transformador desse setor na capacidade de profissionalização, e também de sua própria gestão. No intuito de ilustrar o que foi descrito, expõe-se o que acontece em Caldas Novas, com seu festival de música Sertaneja (Caldas Country), também em Blumenau com a famosa Oktoberfest, assim como na cidade de Gramado, com seu tradicional Natal Encantado. Mostram-se então sinais do impacto financeiro do setor em diversas localidades, porém, como todas essas iniciativas começaram muitas vezes de forma espontânea e quase sempre de maneira amadora, não apresentam em seu escopo um modelo de controle de informações e de gestão integrada, o que no longo prazo pode enfraquecer a entrega final de tais produtos. Neste trabalho, o foco recai no Rio de Janeiro, cidade que é a grande referência nacional quando se trata de entretenimento, seja no audiovisual, sediando as maiores produtoras de filmes do Brasil, ou pelo fato de ser o local da sede da Rede Globo (maior emissora de TV da América do Sul) ou, ainda, por ter o maior parque de produção da América Latina, o Projac. E, como o presente estudo tem seu enfoque voltado para eventos de pequeno, médio e grande portes, assim como os festivais, será dado a eles um olhar especial – pode-se destacar previamente o Carnaval, em suas diferentes modalidades, o Réveillon de Copacabana e o Rock in Rio, maior festival de música do mundo. A cidade do Rio de Janeiro tem como seu primeiro e maior produto o Carnaval das escolas de samba, que em suas raízes nada mais é do que iniciativas de pessoas apaixonadas que passam essa tradição de pai para filho. Enfim, uma paixão que vem se profissionalizando cada vez mais ao longo das décadas, principalmente nos últimos anos, e que, segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA, 2017), gera um impacto financeiro de mais de

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R$130 milhões por ano na cidade. Porém, algumas lacunas aparecem no âmbito da administração desses eventos, permitindo inicialmente que façamos um questionamento básico: e quanto ao controle? Nos últimos anos, com o supracitado crescente profissionalismo, esses números saíram dos cadernos para as planilhas de computadores; entretanto, mesmo com todo o advento da tecnologia, ainda não foi observada a implantação de um sistema integrado de gestão. Um exemplo inverso na mesma cidade, que mostra alto grau de profissionalismo, é o Rock In Rio. A empresa proprietária, e responsável pela organização do festival, desenvolveu um sistema próprio, que fornece um ganho muito grande no que se refere à lucratividade, pois possui histórico e dados que facilitam a tomada de decisões e que podem ser reproduzidos de forma simples ao se repetir a planta do evento a cada três edições, gerando menos custo, mais acertos e um melhor resultado financeiro para os sócios do festival. Neste ponto, é importante destacar o fato de que o entretenimento do Rio de Janeiro não é feito apenas de grandes festivais, pelo contrário, o que dá força à cidade é exatamente a diversidade de pequenos e médios eventos que lá acontecem periodicamente, espalhados pelos diversos bairros. Segundo dados da Rio Eventos (2016), mais de 80 eventos ocorrem no Município Rio de Janeiro a cada sete dias, gerando mais de R$ 20 milhões na economia. Os produtores desses eventos são em geral detentores de festas recorrentes e que, por sua natureza, não costumam apresentar nada em se tratando de suporte gerencial. Seu controle é difuso pelas linhas de receita, como bilheteria, patrocínios e bar, tendo suas despesas controladas em planilhas que, exatamente pela ausência de padrões e sistemas, se perdem ao longo do tempo e não geram nenhuma informação relevante para tomadas de decisões estratégicas futuras. Assim, a proposta deste trabalho é responder à seguinte questão: como perceber o potencial mercadológico de um software de gestão integrada focado no mercado de entretenimento que possibilite, em uma só ferramenta, alocar todos os dados dos produtos em questão, gerando assim histórico, análise, controle e, principalmente, indicadores para esse setor que se mostra cada dia mais relevante para a fragilizada economia da cidade do Rio de Janeiro?

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2. OBJETIVOS

2.1. Objetivo Geral

Analisar a viabilidade técnica e mercadológica do desenvolvimento de um programa de gestão – e de seu protótipo – para o setor de entretenimento e o potencial desse produto para possibilitar maior controle, organização e indicadores para o mercado, com foco no Rio de Janeiro.

2.1.2 Objetivos Específicos

1- Analisar o mercado de entretenimento do Rio de Janeiro. 2- Pesquisar se existe mercado consumidor para um sistema de gestão específico para o setor de eventos. 3 - Identificar potenciais atributos a constarem do sistema a ser desenvolvido.

2.2 Delimitações do Estudo O presente estudo busca, além de sustentar argumentos com embasamento empírico, verificar a viabilidade do negócio em questão, ou seja, um sistema gerencial integrado para o setor de entretenimento. Desta forma, outros serviços ou setores não serão contemplados neste trabalho. Dentro do recorte geográfico, existe a limitação da cidade, pois este estudo terá seu foco no município de Rio de Janeiro, restringindo-se aos produtores de eventos com produtos voltados à faixa-etária de 18 a 40 anos de idade, pertencentes às classes sociais A, B e C segundo os critérios do IBGE (2017). Não se busca apresentar um software completo ao término do estudo, mas sim um protótipo que possa vir a ser aproveitado futuramente pelos muitos players envolvidos no mercado em questão.

2.3 Relevância e Justificativa do Estudo

No âmbito acadêmico, convém salientar que este trabalho irá colaborar no preenchimento de uma lacuna pouco explorada nos meios acadêmicos, que é o sistema de

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gestão no setor de entretenimento. Acrescenta-se ainda o intuito de buscar informações de gestão que ofereçam a oportunidade de promover transformações no setor eventos do Rio de Janeiro. No mercado profissional, coloca-se, assim como posto por Howkins (2013, p.39), que “a criatividade por si só não tem valor econômico. Ela precisa tomar forma, ser plasmada em um produto comercializável se quiser alcançar valor comercial”. Este estudo tem como principal contribuição identificar, junto a players do mercado de entretenimento, os atributos necessários que devem constar no citado software de gestão para entretenimento (SGE), permitindo planificar as informações relevantes quanto ao protótipo a ser desenvolvido, levando em conta informações do mercado. Há, portanto, relevância para os players do mercado estudado, que atualmente não dispõem de nenhuma ferramenta similar à que será estruturada no presente trabalho. Para os produtores de eventos, este trabalho também se torna relevante, pois permitirá que compreendam melhor o papel de seus próprios produtos, suas estratégias de ampliação e ajustes mercadológicos.

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3. REFERENCIAL TEÓRICO

3.1 - Economia do Rio de Janeiro

Entende-se, por convergência de autores, que o estopim da crise político-econômica no Rio de Janeiro foi a transferência da Capital Federal para Brasília em 1960, resultando na perda de influência no cenário político nacional. Contribuíram ainda para o agravamento da situação a decadência econômica entre 1980 e 2000, quando houve uma enorme a migração de empresas para outras cidades, principalmente para a capital paulista, retirando da região, não só o dinheiro dos impostos, mas também a oferta de trabalhos e de prestação de outros serviços inerentes a essas cadeias produtivas. A “pseudo recuperação” da cidade do Rio de Janeiro, com a presença dos megaeventos mundiais (Copa do Mundo e Olimpíadas), mostrou-se um vetor de corrupção e não de desenvolvimento. Assim, desde o início da década passada, a economia carioca passou a apresentar um “novo” quadro de instabilidade financeira diante da redução das receitas devido ao agravamento da crise político-econômica no município. Na ótica de André Urani (2008), são diversos os fatores que imputaram a cidade a esse quadro de crise. O autor aponta, entre outros fatores, a prática de diversos gestores do Município e do Estado, que historicamente defendem seus interesses particulares acima dos interesses públicos, muitas vezes causando atritos e oposição ao Governo Federal. O mesmo Urani (2008) coloca ainda o problema do crescimento descontrolado, com uma ocupação não organizada do território, gerando consequentemente o fortalecimento do poder paralelo do tráfico e das milícias. Em sua obra, o autor deixa claro que mesmo que essa violência não fosse a única mola propulsora do esvaziamento econômico, foi responsável pela deterioração de bairros em diversos pontos do Rio de Janeiro, comprometendo o estabelecimento de empresas na região. Por outro lado, Lago (2015) sinaliza que esse declínio econômico, não ocorria apenas nos limites da cidade do Rio de Janeiro, repercutindo de forma negativa por todo o estado.

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A economia fluminense, que desde os anos 40 vinha sofrendo perdas em seu potencial industrial, foi profundamente atingida pela crise, apresentando, na última década, um quadro de estagnação: no período 1981-1990, o PIB do Estado sofreu uma redução de 8,5%, enquanto o PIB nacional cresceu 16,7%. (LAGO, 2015, p.106).

A autora em foco reforça ainda em seu trabalho que o Rio de Janeiro sofreu de forma diferenciada dos demais estados os efeitos das políticas econômicas recessivas, pois a região se caracteriza como produtora de bens-salários. Utiliza-se também a obra de Baltar (1996) para examinar mais a fundo as consequências da crise político-econômica sobre a cadeia produtiva de eventos do Rio de Janeiro. Em seu trabalho, o autor destaca que, inclusive em períodos reconhecidos como “de desenvolvimento”, diversas cidades, como o Rio de Janeiro, foram assoladas por problemas consequentes de uma insuficiente geração de vagas de trabalho e, também pela baixa remuneração dos empregos restantes. No decorrer de sua argumentação, o autor complementa com a ideia de que a situação foi intensificada devido à estagnação ocorrida na década de 1980. Com essa ampliação do desemprego e a fração das oportunidades ocupacionais que não oferecem perspectivas de ascensão profissional e social à população urbana, muitos profissionais se aproximaram da cadeia produtiva de eventos e do Carnaval de forma informal, com características de baixa remuneração e elevada rotatividade. Outro autor que aponta a crise como principal responsável pela desindustrialização da região é Ribeiro (1999). Para este autor, tal fato levou o Rio de Janeiro – principalmente na região metropolitana - a ter um maior desenvolvimento do setor, porém com a precarização dos mecanismos de geração de empregos: As mudanças econômicas e a política de ajuste agudizam o processo de desindustrialização do Rio de Janeiro, cujo desdobramento são o crescimento de vasto setor de serviços e o incentivo à geração de empregos de baixa qualidade, seja pela precarização, seja pela informalização das relações de trabalho (RIBEIRO, 1999, p.10).

Nesta mesma vertente, que mostra a origem amadora dos trabalhadores do setor, ressalta-se o observado por Paixão (2007, p.7), que em seus estudos afirma que “durante o período compreendido entre março de 2002 e janeiro de 2007, o saldo do ingresso no mercado de trabalho da população residente na cidade do Rio de Janeiro foi de cerca de 175 mil pessoas, representando um incremento de 4,3% no período”, embora este mesmo autor demonstre que

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esse crescimento foi baixo, comparado aos 12,9% da média obtida pelas outras Regiões Metropolitanas brasileiras analisadas em seu trabalho1. Reis (2016) identifica, no período de 2009 a 2015, um esforço de transformação também no comportamento do carioca e na imagem que se deseja transmitir aos diferentes públicos sobre a cidade. O objetivo deste movimento era integrar o Rio de Janeiro a um mercado global de marcas de cidades que passam a competir entre si por investimentos, turistas e talentos e que tem grandes eventos mundiais como elemento catalisador. Uma postura relevante na forma de apresentar a cidade, principalmente em relação à postura adotada anteriormente e ressaltada pela mesma autora. O Rio de Janeiro foi veiculado nos meios de comunicação de massa como a cidade do malandro, da mulata de biquíni, das frutas tropicais e exuberantes reforçadas pelos cocares de Carmem Miranda, do carnaval durante o qual tudo era possível e permitido, da cidade sem ordem e sem lei, ou ainda do famoso “jeitinho carioca” representativo de uma política de serviços públicos que privilegia poucos e deixa à margem grande parte da população (REIS, 2016, p.46)

Em aprofundamento da construção da cidade Rio de Janeiro como marca, Kotler (2000) indica que a imagem do produto, nesse caso a cidade, é um desafio que envolve diversas competências. A construção da marca, portanto, exige mais do que apenas a construção da imagem da marca. Ela requer o gerenciamento de todo contato com a marca que o cliente possa ter. Uma vez que todos os funcionários, distribuidores e revendedores da empresa podem afetar a experiência com a marca, o desafio é gerenciar a qualidade de todos os contatos com a marca. (KOTLER, 2000, p.94).

O mesmo autor complementa argumentando sobre o segmento de eventos e entretenimento, o que se mostra de extrema importância, já que os mesmos se apresentam como vocação da cidade. “Tal fator pode ter estimulado empresas de diversos mercados, principalmente o mercado de entretenimento, a buscar a diferenciação através de produtos ou serviços cada vez mais customizados” (KOTLER 2000, p.649).

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Em seu trabalho o autor citado analisa dados das seis regiões metropolitanas mais importantes do país. São

elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte.

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3.2 A importância da cadeia produtiva de eventos no Rio de Janeiro

Na argumentação de Landry e Bianchini (1998), a criatividade sempre foi o pilar de sustentação das cidades, a ferramenta da qual as diversas vertentes da economia criativa se utilizam para gerar valor. Sua importância é de ainda maior relevância agora que “muitas cidades vivem períodos de transição”, com o enfraquecimento do industrialismo, mostrando a importância crescente, em cidades de forma geral, de segmentos ligados à economia criativa como o setor de eventos. Historicamente, a criatividade sempre foi a alma da cidade. As cidades sempre necessitaram da criatividade para trabalhar como mercados, centros comerciais e de produção, com a sua massa crítica de empresários, artistas, intelectuais, estudantes, administradores e elite poderosa. Eles têm sido principalmente os locais onde as raças e culturas se misturam e onde a interação cria novas ideias, artefatos e instituições2. (LANDRY; BIANCHINI, 1998, p.11)

Considerando que eventos de entretenimento, aí incluído o Carnaval, estão dentro do que se entende como Marketing Cultural, recorre-se à definição de Colbert (2000) para a percepção da importância deste segmento na economia de forma geral:

A arte de atingir aqueles segmentos de mercado que têm potencial interesse pelo produto cultural, ajustando a esse as outras variáveis de marketing preço, distribuição e promoção, de modo a pôr o produto em contato com um número suficiente de consumidores e alcançar os objetivos consistentes com a missão de uma empresa cultural (COLBERT, 2000, p.21)

Em âmbito nacional, na abordagem de Jesus e Kamlot (2016, p.87), embora o Brasil seja uma economia emergente, é possível identificar a falta de requisitos necessários para o desenvolvimento de indústrias criativas mais robustas, em parte devido a políticas ineficientes e disfunções institucionais no que diz respeito à propriedade intelectual.

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Tradução do autor referente ao trecho: Historically, creativity has always been the lifeblood of the city. Cities

have always needed creativity to work as markets, trading and production centres, with their critical mass of entrepreneurs, artists, intellectuals, students, administrators and power-brokers. They have mostly been the places where races and cultures mix and where interaction creates new ideas, artefacts and institutions.

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Zardo e Mello (2012), em sua obra, colocam o Rio de Janeiro não só como a capital cultural do Brasil, mas também, no âmbito internacional, como uma referência criativa da pósmodernidade, com expressividade de seu estilo de vida, de sua moda, sua música e também do Carnaval. Essa mesma importância e proeminência surgem na obra de Medeiros Junior et al (2011), que afirmam inclusive que “a economia criativa possui um importante papel no desenvolvimento econômico da cidade do Rio de Janeiro, uma vez que se configura em importante gerador de emprego e renda no conjunto da economia carioca”. (MEDEIROS JUNIOR et al., 2011, p.12). Entretanto, os autores não se propuseram a analisar as dinâmicas setoriais específicas por setores da economia criativa, de forma que não é possível identificar nessa literatura de forma minuciosa o segmento de eventos ou de entretenimento.

3.3 O Carnaval como negócio

Por sua origem, em sua maioria espontânea, popular e amadora, o Carnaval das Escolas de Samba, em seus diversos produtos - Desfile, Transmissão, Arquibancadas, Super Camarotes, entre outros - faz com que a literatura acadêmica a seu respeito seja relativamente escassa no que se refere à gestão. Porém, mesmo com foco na festa em si, no povo ou na estrutura do evento, a gestão é uma importante referência para o entendimento dessa indústria a fim de se compreenderem as diferentes vertentes de sua cadeia produtiva. Para o sociólogo Pierre Bourdieu (2007), construção social do gosto é resultado do capital social e cultural de um indivíduo. O Sociólogo, ainda dentro de sua argumentação, distingue que produtos são criados para determinadas classes para atender a esses gostos, o que dá uma luz sobre a pluralidade dos produtos do Carnaval do Sambódromo, uma festa que atrai e atende a diversas, se não todas, as classes sociais. Desta forma, no que tange ao Carnaval como negócio, Guimarães (2004) desenvolve a ideia de que a construção da cidade do samba foi um marco de transformação no Carnaval Carioca, pois, pela primeira vez se estabeleceu um espaço para um planejamento mais complexo, atendendo aos diversos segmentos que integram a cadeia produtiva das escolas de samba na produção do desfile. Nos aspectos de negócio, recorre-e se a Borja de Mozota (2011), visto que a autora apresenta a gestão do design como uma ferramenta estratégica capaz de gerar a integração de valores como a criatividade e inovação aos objetivos finais. Ou seja, propõe o design como interface entre a empresa e o cliente, e quando trazido para o universo carnavalesco, no caso 17


dos desfiles, será fundamental para criar um diferencial de destaque a uma escola de samba em relação às outras e no âmbito dos eventos. Outra leitura particularmente interessante, que agrega ao entendimento sobre este tema, é a obra Prestes Filho (2015), na qual, de forma minuciosa, se faz um mapeamento dos diferentes elementos que compõem a cadeia produtiva do Carnaval. Segundo Blass (2007), que investiga e decorre sobre a os trabalhadores do Carnaval e suas relações trabalhistas, "as práticas de trabalho e/ou emprego parecem deslocadas porque se desenrolam no chamado mundo do não-trabalho, lugar social do ócio, lazer e tempo livre” (BLASS, 2007, p.28), mostrando uma prática comum de paixão e oficio aos que se aproximam da cadeia produtiva desta festividade como negócio. Nesta argumentação, a autora esclarece, ainda, que na prática, o que ocorre dentro deste modelo de produção dos desfiles, em que a paixão impera com trabalho intenso, é que não existe separação entre produtores diretos e seus produtos finais. Nesse viés, sobre a importância da formação de uma cadeia produtiva do Carnaval na formação de renda, empregabilidade e inclusão social, Victorio (2010), defende também a importância deste evento como um evento agregador e inclusivo, não só nas milhares de pessoas que assistem e consomem o evento, mas das centenas de pessoas que participam da construção de todas as vertentes do evento pelos bastidores.

O trabalho na escola de samba revela outro lado do carnaval que vai além da festa e extrapola os limites do desfile, a escola de samba cumpre uma função social no que diz respeito à geração de trabalho e renda para os estratos mais baixos da população e permite a inserção no mercado de trabalho de uma população historicamente excluída, negros e mulheres provenientes dos subúrbios e das favelas cariocas (VICTORIO, 2010. p.9)

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4. CONCEITO DO NEGÓCIO

4.1. Natureza do Negócio

A presente pesquisa, embasada na teoria e realizada dentro da metodologia proposta, irá avaliar o potencial mercadológico de um programa de gestão integrada para o mercado de entretenimento, mais precisamente o setor de eventos, pois o mesmo requer ferramentas para profissionalizar a sua gestão e não possui até o presente momento um mecanismo adequado para tal tarefa. Vale ressaltar que este mercado nacional vem apresentando um crescimento contínuo ao longo dos últimos anos e já movimenta uma quantia anual superior de R$ 209 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Eventos (ABEOC, 2014). O produto oriundo deste trabalho se propõe a agrupar as informações que já são normalmente geradas aos produtores de eventos por diversos sistemas independentes, como os das ticketerias (empresa que vende os ingressos dos eventos) que gerenciam a bilheteria ou os sistemas que fazem controle das vendas de comida e bebida ocorridas no bar. O mercado hoje não possui uma ferramenta capaz de reunir todos os dados em um só local, o que propiciaria um ganho na administração de tais eventos, pois irão gerar, desta forma, um maior controle gerencial, além de relatórios que facilitem as tomadas de decisão. A dinâmica hoje de um produtor requer que ele use as seguintes ferramentas: A.) Uma ticketeira que controla todas as informações inerentes à venda de ingressos, perfil de público e faturamento de bilheteria. B.) Um sistema de gestão de bar que administra todo estoques, vendas por produtos, por hora, até mesmo por garçom. C.) Uma planilha de Excel para controlar toda a planilha de custos dos eventos. Ainda não foi difundido no setor de eventos uma ferramenta de capaz de controlar de maneira mais segura e simples as linhas de custos de um evento. Com isso o que notamos e que é preciso para um produtor para gerenciar o seu evento o uso ilustrado acima de A + B + C, para que possa olhar o seu produto de maneira gerencial e, como visto, não unificada.

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4.2. Visão do Negócio

Independentemente de sua importância na formação cultural dos povos e na realização da inclusão social, o mercado de entretenimento é um dos que mais cresce na economia criativa. Segundo dados da Firjan (2014), a indústria criativa brasileira gera mais de R$ 126 bilhões ao ano, injetados na economia oriundos desse setor, e avançou 69,8% na última década. O Brasil, e especialmente o Rio de Janeiro, buscam uma economia não dependente de setores industriais e de outros que sempre os impulsionaram, como petróleo e energia. A proposta do produto aqui apresentado é facilitar a construção de uma indústria forte na produção de eventos, mostrar a relevância de seus projetos e a capacidade de geração de emprego e renda. Além disso, com uma ferramenta como essa, cada vez mais jovens podem empreender num setor que atrai tantas pessoas e que, por falta de ferramentas gerenciais, às vezes passa como “amador”, gerando receio na percepção de novos players. Um estudo da Endeavor (2014) aponta que 55% dos brasileiros entre 18 e 30 anos desejam ter seu próprio negócio. Ainda na mesma pesquisa, 61% dos entrevistados declaram ter planos para abrir um novo negócio nos próximos 5 anos. O produto proposto se torna ainda mais promissor com a guinada que deu o setor após a chamada “década de ouro” de grandes eventos, tendo o Brasil sido o único país a receber em menos de 30 anos os dois maiores eventos esportivos do mundo – a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. Esse legado institucional gerado, de infraestrutura e de mão de obra, estimula o setor de entretenimento, que busca alternativas diariamente para mover uma ampla cadeia produtiva. Existem diversas variáveis externas que impulsionam e interferem nesse produto, porém é notório o foco de todos os órgãos para estimular o setor, seja com criação de agências como a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), ou com a recém-criada, pelo Ministério dos Esportes, Rio Eventos, empresa de eventos da cidade do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que mesmo com um relevante impacto na economia, o setor não deixa de lado a questão social e a ambiental, fazendo com que hoje grande parte dos eventos realizados busquem alcançar objetivos também nessa esfera. O Rock in Rio, por exemplo, se tornou o primeiro evento no Brasil a ter a certificação 100R, selo internacional que atesta emissão zero de carbono e 100% de reciclagem.

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4.3. Aspectos Legais

Cada vez mais a legislação impacta a realidade de qualquer economia e setor, e no caso dos eventos, diversas leis e definições tributárias afetam diariamente a realidade, tanto positivamente como negativamente. A mais importante esfera legal que influi no presente caso é a questão da legalização dos eventos. Desde os episódios de acidentes em casas de festas como o da boate Kiss, em Santa Maria (RS), as autoridades públicas federais, estaduais e municipais passaram a atuar de maneira contundente na emissão de alvarás para realização de festas, feiras e festivais. As esferas competentes para isso são as municipais, pois cabe a tais órgãos a efetiva liberação documental para a realização de produtos do setor de eventos. O Rio de Janeiro chama a atenção positivamente, pois em 2014, com a criação da Rio Eventos, facilitou a emissão dos chamados Alvarás Transitórios de Eventos, que são os certificados de conduta correta para a realização de suas iniciativas. Antes do Carioca Digital, sistema da prefeitura do Rio de Janeiro, era necessária a emissão de 79 documentos de diversos órgãos para a emissão do alvará transitório, entre bombeiros, polícia, juizado de menores, e tantos outros mais. Hoje são necessários apenas dois documentos e algumas declarações para a mesma emissão, trazendo agilidade e impulsionando o mercado carioca. Porém não é só na questão de legalização que o aspecto legal influi. Dois pontos ainda são muito sensíveis, como a questão de tributação (taxa de ingressos e bebidas, por exemplo) e o registro de marcas, visto que as principais marcas de eventos do Brasil são diariamente copiadas por produtores de menor porte, que contaram até hoje com a negligência dos órgãos e a falta de conhecimento dos produtores. Com relação a esse ponto, o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) legisla sobre marcas e eventos de projetos em sua categoria “marca de serviço”. A questão tributária influi no desenvolvimento desta economia, sendo às vezes um freio para o setor. Uma das mais importantes fontes de receita de um evento, o bar, hoje sofre muito com a carga tributária. Seus principais produtos, como cervejas e destilados, têm taxas que superam 70% do valor do produto, o que reduz demais a competitividade do setor, visto que o consumo poderia ser muito maior, gerando assim um lucro superior aos alcançados hoje. O que se deve avaliar é quanto esses aspectos podem comprometer um negócio inserido nesse setor nos próximos anos.

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4.4. Aspectos Tecnológicos

A proposta apresentada irá pautar os aspectos tecnológicos como os principais a serem analisados pois influem diretamente na capacidade de desenvolver o produto proposto e na rapidez com que novos entrantes podem chegar ao mercado. Os sistemas de gestão oferecidos no mercado atualmente não possuem adaptação ao setor de eventos, feiras e festivais. São focados majoritariamente em agências de publicidade e até de marketing promocional, como o sistema Publi, o mais difundido nessa área, porém sem uma variação focada no setor de eventos, daí a oportunidade observada. O que estimula o desenvolvimento dessa análise de mercado é que hoje os pilares de receitas do setor já possuem ferramentas muito bem construídas, com desenvolvimento robusto e com uma grande capacidade de Business Intelligence (BI). As empresas de vendas de tickets possuem seus sistemas de vendas, que são muito completos, conseguindo identificar cada clique, cada busca, cada cliente que compra ou não determinado produto. Isso gera relatórios completos e uma base de dados enorme, que hoje são as grandes estratégias de vendas desse setor, constituído, presentemente, em sua grande maioria, de forma digital. Players como Ingresse, Bilheteria Digital e Ingresso Certo, apresentam como diferenciais seus sistemas e não mais o atendimento ou a capacidade financeira, pois sabem quanto isso influi no resultado do próximo evento do produtor. Outro grande gerador de receitas de um evento, o bar, também possui hoje sistemas de vendas que permitem analisar não só a venda por categoria de produtos, mas também hora a hora cada consumo, o que permite a tomada de decisão de preços e até mesmo do horário de realização dos eventos. A NetPDV se consolida como o maior sistema nessa categoria, sendo capaz de gerar muitas informações relevantes aos produtores. O que chama a atenção é o fato de que os excelentes sistemas são focados única e exclusivamente na receita, e não existe nenhum deles com enfoque nas despesas, nas linhas de produção, o que muitas vezes faz com que o prejuízo exista, mesmo em eventos tidos como de sucesso. Fica clara aqui a oportunidade gerada de agregar as diversas informações geradas num só programa gerencial que facilitará a visão estratégica dos produtores, assim como a criação de indicadores desse setor.

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4.5. Forma de Operação

O modelo de negócio proposto é desenvolver junto com um dos pilares de receita, bilheteria ou bar, que já possuem sistemas desenvolvidos, um sistema integrado alinhando todas as linhas de recebíveis e despesas de um evento. O modelo aplicado será semelhante a uma joint venture entre um produtor e um desenvolvedor para levar ao mercado uma solução específica às suas necessidades e inédita na sua oferta. O formato proposto não desvia nenhum dos envolvidos do seu core business atual, pelo contrário, usa suas redes de relacionamento e capacidade de conhecimento para ampliar o negócio e difundir o produto. O mercado não irá visualizar nessa iniciativa um concorrente, mas sim um solucionador de problemas que fornece uma ferramenta de gestão que impulsionará ainda mais seus projetos. A monetização desse produto ocorrerá por meio da venda de licenças, que contará com uma implementação inicial e mais a sua manutenção mensal. A opção por esse modelo de precificação é justificada porque segue o que já é inerente ao mercado de softwares e a percepção de valor agregado aumenta, pois os clientes irão fazer a compra da licença num momento de investimento inicial ou já capitalizados, e mensalmente irão perceber o ganho de eficiência que terão, justificando manter o desembolso ao longo de um período determinado. O tempo mínimo de contrato imaginado será de 12 meses iniciais e mais módulos de 6 meses, pois apenas assim os produtores perceberão seus ganhos, fazendo com que notem a relevância de trocar suas atuais planilhas pelo Sistema de Gestão para Entretenimento.

4.6. Abrangência

O mercado alvo será o Rio de Janeiro, não apenas por possuir diversos players atuando na área, mas também pela capacidade que a cidade tem de influenciar o restante do país em todos os setores, em especial aqueles relacionados à Economia Criativa. Por se tratar de um sistema, e não de um produto físico, a ampliação para o território nacional se dará como consequência da consolidação do mercado local, pois a demanda irá acontecer gradativamente. A internacionalização da ferramenta não é um objetivo de médio prazo, porém com o mundo globalizado, lembrar de tal situação pode ser um item de interesse para estudos futuros.

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4.7. Visão de Mercado

A pesquisa foca na análise de mercado para lançamento do sistema em questão. Cada vez mais se discute a profissionalização desse setor e é notório que o desenvolvimento de uma ferramenta gerencial se faz necessário. Não é mais cabível ver iniciativas que geram milhões de reais serem administradas apenas por intermédio de cadernos ou planilhas. O perfil jovem do setor avaliado impulsiona a busca por soluções digitais, mais tecnologicamente avançadas, pois é a linguagem com que os novos empresários estão acostumados a lidar em seu dia a dia. A tomada de decisão desse perfil de empreendedor se dá nesse ambiente sistemático e não apenas de forma empírica. O mercado está em busca de mecanismos que deem relevância aos players dessa nova economia. O que vemos hoje é que muito se fala do setor de entretenimento, mas enquanto ele não representar ao menos dois dígitos no Produto Interno Bruto (PIB), continuará sendo um setor promissor, mas sem atingir protagonismo econômico. Uma das crenças e objeto deste trabalho é que mesmo com um setor que movimenta bilhões de reais anualmente no Brasil, não há disponível nenhum sistema de gestão voltado para as suas necessidades específicas. Nenhuma grande empresa nacional ou internacional de desenvolvimento de softwares de gestão olhou para esse setor com o potencial que ele possui, possivelmente por não ter uma sensibilidade mercadológica para enxergar o seu potencial mercado comprador.

4.8. Potenciais Clientes

Os clientes para o produto planejado são os produtores de eventos, feiras e festivais, inicialmente do Rio de Janeiro e depois de todo país. Empresas dos mais diversos portes podem fazer uso da ferramenta, que ajudará em seu crescimento estrutural. Em 2017, só na cidade do Rio de Janeiro, sem um número oficial, estima-se haver mais de 1.000 produtores de eventos que realizam mais de 50.000 eventos todos os anos na cidade. Ampliando essa realidade para uma abrangência nacional, temos um mercado potencial de mais de 10.000 clientes, segundo a AMPRO (Associação de Marketing Promocional). Por ser uma ferramenta inédita que gera ganho de eficiência e, com isso, maior lucro, a pesquisa irá analisar a fatia de mercado que esse programa pode alcançar. A escolha de uma carteira de clientes formada pelos principais produtores de eventos passa a ser necessária, pois serão eles a credibilizar a promessa de produto apresentada ao mercado. 24


5. METODOLOGIA

5.1 Tipo de Pesquisa

A pesquisa realizada para o presente trabalho, quanto ao tipo, se qualifica em dois aspectos (VERGARA, 1990), que são: quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, o estudo em questão é aplicado, pois por meio de uma análise dos concorrentes e de uma pesquisa de campo com o público alvo, busca encontrar pontos chaves para o sucesso do empreendimento e utilização prática do Software de Gestão para Entretenimento (SGE). Vergara (1990, p.45) indica que esse tipo de pesquisa se presta a “resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto, finalidade prática, ao contrário da pesquisa pura, motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador e situada sobretudo no nível da especulação”. Para Gil (2010, p. 27), a pesquisa aplicada é voltada “ à aquisição de conhecimentos com vistas à aplicação numa situação específica”. Quanto aos meios, a pesquisa realizada é bibliográfica, uma vez que se embasa em artigos, livros, reportagens e, principalmente, em pesquisas secundárias realizadas por organizações que monitoram o mercado em questão para a elaboração de um estudo consistente. A pesquisa também é classificada como sendo de campo, por contemplar um levantamento, por meio de entrevistas em profundidade, com os potenciais consumidores.

5.2 Coleta de Dados

Inicialmente, os dados foram obtidos por meio de um levantamento bibliográfico, com o objetivo de investigar as referências sobre as condições e os modelos capazes de agregar conhecimento sobre a elaboração da proposta aqui apresentada. A seguir, foram coletados, em campo, dados por meio de um roteiro semiestruturado, aplicado a 7 pessoas selecionadas conforme a sua relevância e influência no setor em questão. Todas as pesquisas foram aplicadas na cidade do Rio de Janeiro. Os sujeitos entrevistados foram:

Entrevistado Allan Santanna

Posição Presidente do ASSENRIO e fundador do Ingresso Certo

Renan Coelho

Produtor de eventos

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Marcelo Vital

Produtor de eventos

Bruno Maia

Produtor de eventos

Marcelo Lins

Produtor de eventos

Rogério Leal

Produtor de eventos e proprietário da empresa Bar Original

Igor Rodrigues

Diretor executivo da cidade das artes e exdiretor da Rio Eventos

Destaca-se que, para esta seleção de entrevistados, não foram considerados na realização das entrevistas muitos profissionais ligados diretamente ao mercado de entretenimento, mesmo com cargos importantes, mas que não se enquadrem dentro do objetivo de análise, da produção e gestão de eventos comerciais e em suas tomadas de decisão. O objetivo dessas entrevistas foi identificar os fatores importantes para o sucesso do empreendimento e o perfil dos usuários em potencial do Software de Gestão para Entretenimento (SGE). No item “anexos” deste trabalho, é possível encontrar o roteiro elaborado, e utilizado, na realização das entrevistas.

5.3 Tratamentos dos Dados

Os dados obtidos com as entrevistas foram tratados de forma qualitativa, a fim de identificar o perfil dos usuários em potencial do SGE e das funcionalidades que consideram indispensáveis a um software de tal natureza. A partir de tal identificação e das potencialidades do SGE identificadas, será montado o protótipo supracitado, visando ao desenvolvimento do programa de gestão para o setor de entretenimento, como indicado no objetivo deste trabalho, a fim de que seja plenamente aplicado para o mercado especificado. Na ótica de Ragin (1994), tal abordagem – qualitativa – possibilita um exame em profundidade. Pretende-se entender de forma mais completa as condições em que acontecem as tomadas de decisão pelos promotores de eventos, mas adiciona-se o objetivo de compreender também quais as necessidades de informações estratégicas para esse segmento que não são atendidas até o presente momento.

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5.4 Limitações do Método

Todos os métodos utilizados apresentam limitações. No presente caso não é diferente, podendo ser observadas as seguintes limitações: - Por se tratar de um programa ainda inexistente, os respondentes podem se confundir em certas questões, caso não entendam adequadamente o propósito do SGE. - Os sujeitos pesquisados podem ser parciais em suas respostas, caso entendam que o programa a ser criado surja como um potencial concorrente a seus propósitos.

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6. RESULTADOS E ANÁLISE

A partir das entrevistas realizadas, é possível identificar as características que o sistema proposto deve apresentar, na visão dos players do mercado estudado. Nesta seção apresentamse excertos das entrevistas e uma análise que permitiu a definição de todas as funcionalidades do protótipo idealizado do SGE.

A análise foi feita seguindo uma avaliação do discurso de cada entrevistado. Os tópicos relacionados ao objetivo deste trabalho estão a seguir apresentados:

Começando com a percepção dos eventos realizados, a maioria entende que eles sejam tratados como produtos, porém a experiência é também relevante nesse caso, assim como as marcas associadas: Entendo que eles sejam mais que um produto, e sim uma experiência para o frequentador. Dentro dos eventos quanto mais marcantes e diferentes eles forem mais opiniões e gerações de conteúdos eles tem capacidade de criar, possivelmente impactando em novos negócios (Igor Rodrigues, 26 anos).

Entendo meus eventos como marca, na minha visão esse é o grande defeito do nosso mercado hoje. Pouquíssimos são os empresários que entendem suas marcas como produto e como todo produtos; eles têm ciclo de vida, onde precisam a todo momento reinventado. Uma marca quando bem trabalha abre portas para novas oportunidade, não somente no segmento de evento. (Renan Coelho, 30 anos)

Cada evento é um produto, uma loja, um negócio com estratégia, fluxo financeiro e plano de negócio independente. A área de eventos é vasta e possui diversos segmentos alguns segmentos possuem convergência exemplo. Hoje nosso foco são eventos musicais e esses se integram com facilidade em eventos esportivos e corporativos, através de festas de encerramento, comemorações e etc... O networking na área de eventos é fundamental. (Marcelo Vital, 38 anos)

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Os players entrevistados citam possuir indicadores de análise para que os auxiliem nos eventos, contudo, não citam sistemas de gestão como algo de seu cotidiano. Isto demonstra a aplicabilidade do SGE aqui proposto:

[Gerencio meus eventos com] Project para gerenciar a execução e cronograma do projeto; Excel para cuidar de toda planilha de custos e fornecedores; Sistema de venda de ingressos onde vejo toda minha receita de bilheteria e clientes que irão ao evento; Sistema de bar onde enxergo a importância de cada produto na receita total seja em termos de faturamento ou margem de lucro. (...) Possuo em ferramentas diferentes, mas tenho todos os dados necessários para um evento (Marcelo Lins, 36 anos)

Sistema em si não [possuo], apenas planilhas e relatório internos. (...) Além do nosso controle interno não usamos nenhum. Aceito sugestões. (Bruno Maia, 31 anos)

Não vejo (uso) nenhum sistema de gestão para eventos, vejo o nosso sistema de ingressos e uma evolução no sistema de bar, porem nenhum que alinhe todas as pontas necessárias para o produtor. (...) Os eventos são gerenciador em sua maioria com planilhas em excel que são desenvolvidas pelas produtoras e usadas como base para as suas iniciativas. (Allan Santanna, 32 anos)

Basicamente com uma planilha de custos em Excel e o sistema de bar já usado no mercado. Meu time é basicamente um produtor executivo e um produtor por cada área (Rogerio Leal, 45 anos).

Os eventos são gerenciados por pessoas e alguns softwares de trabalhos básicos, como Excel e Project. Dentro disso separamos por setores de Préprod, Prod, Pós-Prod, onde existem setores com pilares de trabalho diferentes, porém integrados (Igor Rodrigues, 26 anos).

Os entrevistados expuseram também se um sistema da natureza do SGE seria útil a eles e ao mercado em si, uma vez que não houve uma unidade das respostas a respeito de como administrar os eventos realizados. Quando perguntados se um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado dos eventos por eles geridos, as respostas foram:

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Com certeza, visto que nos deixaria ter mais tempo e atenção para a entrega operacional. Nosso negócio possui muitos detalhes e diversas variáveis incontroláveis na sua execução e quanto mais tempo dedicarmos a isso melhor; e com um sistema de gestão ajudando a cuidar de produtos que têm custos que podem chegar a 1 milhão numa noite se faz muito necessário (Marcelo Lins, 36 anos)

Os sistemas de gestão impactam positivamente e são primordiais para tornar os produtos escaláveis e sustentáveis em todas suas dimensões (Bruno Maia, 31 anos)

Sim, claro! Hoje eu trabalho com essa gestão sim, mas uma ferramenta para cada área da agência (Renan Coelho, 30 anos)

Não tenho dúvidas de que um sistema integrado ajudaria não só os produtores quanto o mercado, que poderia passar a ter mais informações gerenciais e mostrar à opinião pública a sua relevância (Allan Santanna, 32 anos).

Outro ponto de importância no que foi dito pelos entrevistados se refere ao pouco conhecimento de algum sistema de gestão de eventos, ou seja, apesar de mostrarem ter conhecimento de que tal ferramenta seria bastante útil, o conhecimento a respeito se mostrou reduzido, potencializando ainda mais a oportunidade de um sistema como o SGE ser bem recebido no mercado em questão. As respostas mais significativas a “conhece algum sistema de gestão para eventos?” foram:

Não e nunca ouvi falar de algo em desenvolvimento (Allan Santanna, 32 anos).

Infelizmente não. Apenas de bar mesmo e as ticketeiras (Rogerio Leal, 45 anos)

Não. Apenas gestão de vendas de ingressos e consumo de bar (Marcelo Vital, 38 anos)

Pensando no longo prazo, os entrevistados foram questionados a respeito de sua visão para a questão gerencial de eventos nos próximos anos. As respostas demonstram uma percepção de que há uma dinâmica relacionada ao mercado e a como se deve atuar nele.

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O mercado está em constante mudança e crescimento, demandando mais agilidade e profissionalismo, por isso, a contínua necessidade de capacitação de profissionais e contratação de sistemas de gestão mais autônomos que impactam em velocidades e controle das informações em real time. Acompanhar a evolução tecnológica e consequentemente de comunicação, entender e aprofundar todas as gerações fugindo de formatos tradicionais e obsoletos de encantamento de público, apresentação de produtos, e geração de experiência [é necessário] (Bruno Maia, 31 anos)

Acho que essa evolução será obrigatória e irá distinguir os verdadeiros empresários do setor dos meninos que “fazem festa”. (Allan Santanna, 32 anos)

Imagino seguindo a tendência mundial. Controles convergentes e on line e grande foco no marketing/comunicação digital (Marcelo Vital, 38 anos).

[enxergo a questão gerencial de eventos pros próximos anos] em constante evolução. Hoje não queremos mais criar novas coisas e sim profissionalizar ao máximo o que já existe para que a evolução de cada produto seja cada vez maior. Um dos maiores erros dos produtores de evento, é achar que sempre tem que estar fazendo coisa nova, quando esquecem que o principal produto dele está sendo “deixado de lado” (Renan Coelho, 30 anos).

O setor vem se profissionalizando cada vez mais, a tendência com a tecnologia integrada é chance de ser sucesso a cada ano que passar (Igor Rodrigues, 26 anos).

Finalizando o contato com os entrevistados, foi perguntado a todos o que considerariam um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade em que trabalham. Indagou-se ainda que funcionalidades ele deveria ter, o que não pode faltar e o que considerariam supérfluo em tal sistema. Analisando as respostas, percebe-se que há preocupação com as funcionalidades, com a integração de funções e relatórios.

[Um bom sistema seria] aquele que me permitisse no mesmo lugar ver tudo do meu evento. Do ingresso vendido ao meu fornecedor mais importante. Onde eu tivesse histórico, detalhamento por linha de despesa ou receita e principalmente onde eu pudesse navegar e encontrar tudo daquele evento e si. (Marcelo Lins, 36 anos)

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Um sistema que integre todas as fases de um evento. Hoje temos bons sistemas, porém descentralizados. O ideal é que tivesse todas as fases de um evento dentro de uma mesma plataforma – produção, finanças, mídias sociais, análise de RP – dentre outras coisas. (Renan Coelho, 30 anos)

O sistema ideal é aquele onde é possível em um só lugar mapear toda cadeia de projetos, suas ações, atrelado ao financeiro, e geração de relatórios diversos. O match entre o escopo do projeto, seu faturamento real, juntamente com um apanhado em real time das atividades/tarefas por profissional, acordos e contratos vigentes com parceiros e patrocinadores. (Bruno Maia, 31 anos)

Hoje existem sistemas de gestão como os das ticketerias, porém eles não abrangem todos os detalhes, custos, mão de obra, infra etc... Acredito eu que um sistema de gestão eficaz deveria englobar todas as fases do projeto (pré, durante e pós), com nível de detalhamento de gastos por pilar, fazendo menção a uma margem de lucro planejada que pode ir mudando de acordo com o andamento do projeto. Isso ajudaria muito as empresas do mercado a entender suas falhas e acertos do início ao fim. (Igor Rodrigues, 26 anos)

Acredito que o sistema que integre as informações gerenciais de receitas totais (por categoria) e despesas totais (por categoria) já atenderia bem pois nesse esse nível o setor possui. Se pudermos unir ainda relatórios gerenciais bem detalhados e uma ferramenta de gerar planilhas orçamentárias, seria algo que evoluiria o setor absurdamente. (Allan Santanna, 32 anos)

[Um sistema] que pudesse juntar todas as pontas da cadeia do setor. que fosse da cotação de fornecedores até o fechamento financeiro e operacional do evento. E, basicamente, fazer com que o evento tenha a mesma visão que tem hoje na área do bar em todas as suas vertentes. (Rogerio Leal, 45 anos).

Com base no material obtido nas pesquisas realizadas, a seguir será apresentado o protótipo proposto.

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TELAS DO PROTÓTIPO

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7. CONCLUSÃO

Por meio do presente trabalho, cujo objetivo principal foi analisar a viabilidade do desenvolvimento de um programa de gestão – e de seu protótipo – para o setor de entretenimento e o potencial desse produto para possibilitar maior controle, organização e indicadores para o mercado, com foco no Rio de Janeiro, foi possível identificar uma oportunidade de negócio.

O sistema sugerido e definido, como protótipo, a partir da percepção do que os players do mercado estudado apresentaram, se mostra algo interessante e necessário quando se observam as citações dos pesquisados quanto a uma perceptível necessidade relacionada a uma ferramenta eficiente para auxiliar em uma função realizada, muitas vezes, de maneira pouco profissional, ou com recursos aquém dos necessários.

Outro ponto que reforça a importância de um software como o SGE se refere ao pouco conhecimento de algum sistema de gestão de eventos por parte dos entrevistados, ou seja, apesar de terem conhecimento em seu campo de atuação, ainda não buscaram o desenvolvimento (próprio ou terceirizado) de uma ferramenta como a citada, que seria bastante útil a todos; isto potencializa ainda mais a oportunidade de um sistema como o SGE ser bem aceito no mercado de atuação estudado.

A conclusão do presente trabalho se encerra com a apresentação do protótipo do SGE, cujas figuras (autoexplicativas) se encontram no anexo deste trabalho, apresentando tudo o que se mostrou necessário na visão dos autores da área e do público entrevistado.

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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANEXOS ANEXO 1 Roteiro de Pesquisa PERFIL 1 - Nome, idade e profissão? 2 - Quais eventos você realiza? 1- Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) 4 - Qual média de pessoas nos seus eventos? 5 - Quantos eventos faz por ano? PESQUISA 6 - Você entende seus eventos como um produto? E qual a importância deles para que você consiga novos negócios? 7 - Você possui/ou já possuiu algum sistema de gestão? 8 - Como você gerencia os seus eventos? 9 - Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? 10 - Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? 11 - Você possui indicadores de análise dos seus eventos? 12 - Qual a importância de dispor desses indicadores? 13 - Conhece algum sistema de gestão para eventos? 14 - Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? 15 - Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos? 16 - O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? 17 - Que funcionalidades ele deveria ter? 18 - O que não pode faltar e o que é supérfluo?

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ANEXO 2 Entrevistas PERFIL Nome, idade e profissão Allan Santanna, 32 anos, administrador. Fundador do Ingresso Certo, principal ticketeira do mercado carioca e Presidente da Assenrio – Associacao de Entretenimento do Rio de Janeiro.

Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) Não realizo eventos, sou o fornecedor de venda de ingressos dos mais variados evento do Rio de Janeiro. A Ingresso Certo (IC) tem foco praticamente total em eventos não atuando nos demais segmentos do entretenimento como teatro e cinema.

Qual média de pessoas dos seus eventos Atendemos eventos de 500 a 50.000 pessoas.

Quantos eventos por ano faz Atendemos mais de 500 eventos por ano tendo como marco o ano de 2014 que passamos da marca de 1.500 eventos em um so ano.

PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? Vejo o mercado de eventos como um produto sim e enxergo que os produtores também o veem assim, porem talvez não tenham dimensão do que seja um produto em si e por isso não aplica os devidos conhecimentos. Percebo claramente que quanto maior o evento mais forte fica o produtor junto o trade faciltando assim a chegada de novos negócios. Você possuiu algum sistema de gestão? Não vejo nenhum sistema de gestão para eventos, vejo o nosso sistema de ingressos e uma evolução no sistema de bar, porem nenhum que alinhe todas as pontas necessárias para o produtor.

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Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? Os eventos são gerenciador em sua maioria com planilhas em excel que são desenvolvidas pelas produtoras e usadas como base para as suas iniciativas. Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? Sim, meu sistema de ingressos e bem detalhado nesse sentido, mas usando a visão do produtor todos tem esses dados porem de maneira descentralizada e um tanto amadora. Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? Na parte de ingressos plenamente. Possuo de ticket médio ao pico de entrada de um evento, analisando ainda todas as transações realizadas, negadas, perfil de compradores entre tantos outros indicadores. Conhece algum sistema de gestão para eventos? Não e nunca ouvi falar de algo em desenvolvimento. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Não tenho duvidas que um sistema integrado ajudaria não so os produtores quanto o mercado que poderia passar a ter mais informações gerenciais e mostrar a opinião publica a sua relevância. Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos? Acho que essa evolução sera obrigatória e ira distinguir os verdadeiros empresários do setor dos meninos que fazem festa. O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? Acredito que o sistema que integre as informações gerenciais de receitas totais (por categoria) e despesas totais (por categoria) já atenderia bem pois nesse esse nível o setor possui. Se pudermos unir ainda relatórios gerenciais bem detalhados e uma ferramenta de gerar planilhas orcamentarias seria algo que evoluiria o setor absurdamente.

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Roteiro de Pesquisa

Nome, idade e profissão Bruno Maia – 31 anos, Administrador Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) labels proprietárias (Nas Internas, Carrapetas, Rio Pq to no Rio, Arte Core e etc), labels c/ parceiros, eventos sócio-culturais. Alguns dos pilares atuais é música, arte, gastronomia, esportes, bem-estar. Qual média de pessoas dos seus eventos entre 800 a 5.000 pessoas. Open Air e sem bilheteria o número varia, até 20mil. Quantos eventos por ano faz entre 25 e 35 eventos. PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? Produtos com serviços de alto valor agregado. Aprimoramento constante acompanhando a evolução e necessidades do mercado, as tendência de consumo e comportamento para ser/estar atrativo para marcas e parceiros.

Você possuiu algum sistema de gestão? Sistema em si não, apenas planilhas e relatório internos.

Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? Através de uma equipe capacitada, dividida em áreas de atuação, desde o administrativo até a entrega na “ponta”. Novos Negócios, Comunicação, Criação, Financeiro, entre outros. Os equipamentos básicos são computadores, impressoras, máquinas de cartão, validadores de ingresso, e os programas e aplicativos diversos, desde pacote Office, pacote Google, para criação de peças, e outros para captação, controle de venda, controle de projetos.

Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? Sim. Todos mapeados.

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Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? Sim. Os indicadores são estabelecidos trimestralmente com base na evolução do mercado. Os indicadores e métricas são primordiais para corrigir rota e curva de evolução dos eventos, além de dar insumos na tomada de decisão no que diz respeito ao planejamento estratégico e financeiro da empresa como um todo. Conhece algum sistema de gestão para eventos? Além do nosso controle interno não usamos nenhum. Aceito sugestões. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Sim. Os sistemas de gestão impactam positivamente e são primordiais para tornar os produtos escaláveis e sustentáveis em todas suas dimensões. Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos? O mercado está em constante mudança e crescimento, demandando mais agilidade e profissionalismo, por isso, a contínua necessidade de capacitação de profissionais e contratação de sistemas de gestão mais autônomos que impactam em velocidades e controle das informações em real time. Acompanhar a evolução tecnológica e consequentemente de comunicação, entender e aprofundar todas as gerações fugindo de formatos tradicionais e obsoletos de encantamento de público, apresentação de produtos, e geração de experiência.

O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? O sistema ideal é aquele onde é possível em um só lugar mapear toda cadeia de projetos, suas ações, atrelado ao financeiro, e geração de relatórios diversos. O match entre o escopo do projeto, seu faturamento real, juntamente com um apanhado em real time das atividades/tarefas por profissional, acordos e contratos vigentes com parceiros e patrocinadores.

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Roteiro de Pesquisa PERFIL Nome, idade e profissão IGOR CARVALHO RODRIGUES, 26 ANOS, ENGENHEIRO, DIRETOR EXECUTIVO CIDADE DAS ARTES

Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) EM GERAL TRABALHO COM GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E PROJETOS, AONDE REALIZAMOS EVENTOS DE FIVERSOS TIPOS, ESPORTE, GASTRONOMIA, ENTETENIMENTO, CULTURAL ETC..

Qual média de pessoas dos seus eventos DE 2000 A 10000

Quantos eventos por ano faz UNINDO PESSOAL E PROFISSINAL ACREDITO QUE NA CASA DOS 50

PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? ENTENDO QUE ELES SEJAM MAIS QUE UM PRODUTO, E SIM UMA EXPERIÊNCIA PARA O FREQUENTADOR. DENTRO DOS EVENTOS QUANTO MAIS MARCANTES E DIFERENTES ELES FOREM MAIS OPINIÕES E GERAÇÕES DE CONTEÚDOS ELES TEM CAPACIDADE DE CRIAR, POSSIVELMENTE IMPACTANDO EM NÓVOS NEGÓCIOS Você possuiu algum sistema de gestão? NÃO.

Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? OS EVENTOS SÃO GERENCIADOS POR PESSOAS E ALGUNS SOFTWARES DE TRABALHOS BÁSICOS, COMO EXCEL E PROJECT. DENTRO DISSO SEPARAMOS POR

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SETORES DE PRÉPROD, PROD, PÓS PROD, AONDE EXISTEM SETORES COM PILARES DE TRABALHO DIFERENTES PORÉM INTEGRADOS. Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? COMO GERENCIO UM EQUIPAMENTO PÚBLICO AQUI TEMOS DIVERSOS EVENTOS COM PUBLICOS QUE GIRAM ENTORNO DE 2 A 10 MIL PESSOAS POR DIA DE EVENTO, COM FATURAMENTOS E CUSTOS MUITO DIVERSOS QUE PODEM IR DE 40 MIL ATÉ 3..4 MILHÕES DE REAIS. Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? SIM , DENTRO DO EXCEL TENHO PLANILHAS QUE MOSTRAM OS INDICADORES DE MARGENS DE LUCRO DE CADA EVENTO. SÃO IMPORTANTES DEMAIS SEREM ACOMPANHADOS POIS NESSES DETALHES CONSEGUIMOS OBSERVAR E PLANEJAR TODO O FUTURO DO PROJETO. Conhece algum sistema de gestão para eventos? NÃO Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? COM CERTEZA Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos? O SETOR VEM SE PROFISSIONALIZANDO CADA VEZ MAIS, A TENDÊNCIA COM A TECNOLOGIA INTEGRADA É CHANCE DE SER SUCESSO A CADA ANO QUE PASSAR. O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? HOJE EXITEM SISTEMAS DE GESTÃO COMO OS DAS TICKETERIAS, PORÉM ELES NÃO ABRANGEM TODOS OS DETALHES, CUSTOS, M.O, INFRA ETC... ACREDITO EU QUE UM SISTEMA DE GESTÃO EFICAZ DEVERIA ENGLOBAR TODAS AS FAZES DO PROJETO ( PRÉ , DURANTE E PÓS ), COM NÍVEL DE DETALHAMENTO DE GASTOS POR PILAR FAZENDO MENSÃO A UMA MARGEM DE LUCRO PLANEJADA QUE PODE IR MUDANDO DE ACORDO COM O ANDAMENTO DO PROJETO. ISSO AJUDARIA MUITO AS EMPRESAS DO MERCADO A ENTENDER SUAS FALHAS E ACERTOS DO INÍCIO AO FIM.

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Nome, idade e profissão Marcelo Lins, 36 anos, Produtor de Eventos. Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) Diversos tipos de eventos. De festivais de grande porte como o Festeja Brasil (maior festival sertanejo do Brasil), a turnês especiais de grandes artistas (como los Hermanos, dvd do capital inicial em Nova Iorque etc), produção das pecas do humorista Paulo Gustavo entre tantos eventos e shows. Qual média de pessoas dos seus eventos 2.000 30.000 pessoas Quantos eventos por ano faz Entre 50 a 150 eventos. PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? Entendo claramente! São sim produtos de grande porte em sua maioria dos que produzo e que se pensados assim, estruturados desta forma e entregues com esse pensamento, alcancam grandes proporções financeiras e institucionais. Sim, quanto melhor os eventos;produtos maior a chance de novas portas se abrirem e o sucesso de um evento ajudar os demais produtos da produtora. Você possuiu algum sistema de gestão? Nenhum. Uso ferramentas prontas como Project, excel, sistemas de ingressos e bar, mas nenhum sistema de gestão. Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? Com as 4 ferramentas citadas acima Project para gerenciar a execucao e cronograma do projeto. Excel para cuidar de toda planilha de custos e fornecedores Sistema de venda de ingressos onde vejo toda minha receita de bilheteria e clientes que irão ao evento. Sistema de bar onde enxergo a importância de cada produto na receita total seja em termos de faturamento ou margem de lucro. Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? Possuo sim, mas como já dito acima em ferramentas diferentes, mas tenho todos os dados necessários para um evento. Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores?

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Sim, elenquei alguns indicadores importantes para a minha politica de trabalalho e analiso cada um deles evento a evento e em muitos casos com comparativos. Nos termos de receitas escolhi como principais indicadores ingressos vendidos, ticket médio e divisão de gênero. Esses são alguns exemplos de indicadores que ajudam a guiar meus projetos. Conhece algum sistema de gestão para eventos? Não. Nunca ouvi falar, mas gostaria muito! Rs. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Sim. Com certeza, visto que nos deixaria ter mais tempo e atenção para a entrega operacional. Nosso negocio possui muito detalhes e diversas variáveis incontroláveis na sua execucacao e quanto mais tempo dedicarmos a isso melhor e com um sistema de gestão ajudando a cuidar de produtos que tem custos que podem chegar a 1 milhao numa noite se faz muito necessário. O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? Aquele que me permitesse no mesmo lugar ver tudo do meu evento. Do ingresso vendido ao meu fornecedor mais importante. Onde eu tivesse histórico, detalhamento por linha de despesa ou receita e principalemente onde eu pudesse navegar e encontrar tudo daquele evento e si.

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Nome, idade e profissão Marcelo G. Vital Ribeiro, 38 anos, Administrador e Publicitário. Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) Eventos musicais, festas show. Eventos temáticos com foco no publico A/B, 25/40 anos. Qual média de pessoas dos seus eventos 2500 6000 pessoas Quantos eventos por ano faz 20 a 30 x ano. PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? Cada evento é um produto, uma loja, um negócio com estratégia, fluxo financeiro e plano de negócio independente. A área de eventos é vasta e possui diversos segmentos alguns segmentos possuem convergência exemplo; Hoje nosso foco são eventos musicais e esses se integram com facilidade em eventos esportivos e corporativos, através de festas de encerramento, comemorações e etc... O networking na área de eventos é fundamental. Você possuiu algum sistema de gestão? Não. Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? Trabalhamos com 100% de mão de obra terceirizada/ autônoma. Nossos controles de vendas são através de plataformas on-line, tanto para venda de ingressos e bebidas. Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? Sim. 100% dos nossos possui orçamento prévio, acompanhamento estatístico de crescimento de público, receitas e consumo. Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? Sim. Conhecer o perfil do seu consumidor é fundamental. Conhece algum sistema de gestão para eventos? Não. Apenas gestão de vendas de ingressos e consumo de bar. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Sim. Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos?

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Imagino seguindo a tendência mundial. Controles convergentes e on line e grande foco no marketing/comunicação digital. O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo?

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Nome, idade e profissão Renan dos Santos Coelho, 30 anos, empresário Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) Todos os eventos realizados tem o foco no público jovem e são diretamente ligados ao entretenimento. Hoje dividimos na empresa em projetos (que acontecem 1 vez por ano cada um) e festas são realizadas em média 3 eventos no ano, com a exceção da Tardezinha que fazemos 10 edições Projetos Fábrica: Tropikal / Feverê / Casa Brasil / Go Punta / Reveillon Mil Sorrisos / Harmonia Festas Fábrica: Outros 500 / Errejota / Tardezinha / Verão na Laje / Picadeiro / Baila Comigo / Arena Canarinho Tropikal – Casa de praia durante o verão, o evento acontece em 9 datas e é feito para convidados. O público total é de 5.000 pessoas ao longo do projeto Feverê – Projeto de carnaval, onde são realizadas 8 eventos de diversos segmentos. O público total é de 20.000 pessoas ao longo do projeto Casa Brasil – A casa oficial da seleção brasileira (um espaço onde teremos teremos muita gastronomia, atividades culturais e receberemos show de grandes artistas da música brasileira. O projeto será realizado em Moscou, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia. Público: O projeto receberá mais de 100.000 pessoas em todas as praças Go Punta – Projeto que é realizado sempre no último final de semana de outubro e tem como foco levar grandes artistas da música eletrônica. Em parceria com a rede Enjoy Conrad, fechamos o hotel nesse período e realizamos o evento dentro do hotel mais conhecido de Punta Del Este Reveillon Mil Sorrisos – Reveillon realizado em Barra Grande, onde temos atividades do dia 26/12 até o dia 02/01. Recebemos grandes artistas da música e temos o nosso Beach Club. São 5 festas que acontecem em uma fazenda de frente para o mar no formato open bar. O público é de 3.000 pessoas Harmonia - Gastronomia de qualidade + música boa + arte + Rio de Janeiro. Impossível essa receita não ser harmônica. Visando trazer mais opções de lazer para família carioca, assim surgiu o Harmonia. Público: 10.000 pessoas em 4 dias de evento Outros 500 - Uma festa que nasceu 'apenas' para 500 pessoas e com intuito de preencher uma lacuna dentro do universo da música eletrônica e suas vertentes. Cresceu tanto que já se tornou uma das maiores do Brasil no segmento. Público: 3.000 pessoas Errejota - A Errejota é uma homenagem ao lugar onde nascemos, moramos e somos apaixonados. Uma festa com a cara do Rio e com foco maior no funk carioca. Através da Errejota levamos o estilo de vida do Rio de Janeiro para todas as plataformas e produtos. Público: 4.000 pessoas

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Tardezinha - Um domingo diferente é o que propomos a você. Roda de samba do Thiaguinho + convidados, gente bonita e um lugar paradisíaco. Essa é a receita da nossa Tardezinha, projeto que hoje passa por mais de 55 cidades do Brasil. Público: 2.500 pessoas Verão na Laje – Um dos primeiros projetos a ser criado do verão da Fábrica nosso Verão na Laje é do jeito que o carioca gosta. Leve, alto astral e cercado de amigos. Roda de samba + djs tocando hip hop e funk. Público: 1.200 pessoas Picadeiro – Um show de sertanejo diferente ou um circo diferente? Os dois. Mesclando os incríveis Bruninho e Davi com a atmosfera circense, assim surgiu o Picadeiro. A festa focada em música sertaneja da Fábrica. Público: 1.500 pessoas Baila Comigo - Inspirada na rainha do rock nacional, Rita Lee, a festa carinhosamente chamada de 'Baila', transita por diversos gêneros e certamente é a festa mais híbrida da Fábrica; bebendo de fontes do Tropicalismo, MPB e indie. Público: 2.000 pessoas Arena Canarinho – Uma arena de entretenimento que segue a seleção brasileira onde quer que ela jogue dentro do seu país. Criamos uma arena pré e pós jogo para recebermos e comemorarmos as vitórias da nossa seleção. Público: 3.000 pessoas

Qual média de pessoas dos seus eventos – já respondi lá em cima Quantos eventos por ano faz – já respondi lá em cima PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios?

Entendo meus eventos como marca, na minha visão esse é o grande defeito do nosso mercado hoje. Pouquíssimos são os empresários que entendem suas marcas como produto e como todo produtos eles tem ciclo de vida, onde precisam a todo momento reinventado. Uma marca quando bem trabalha abre portas para novas oportunidade, não somente no segmento de evento. O primeiro evento da Fábrica foi para 250 pessoas com a marca Outros 500 na boate Zozô, desde lá por menor que tenha sido, a gente já enxergava ele como uma marca, isso nos abriu muitas portas e permitiu que a gente crescesse bem rápido Você possuiu algum sistema de gestão? Sim, dois!

Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? Uso hoje o trello e granatum. O primeiro para organização e processos empresariais, o segundo para gestão financeira que me permite saber onde estou investindo errado e claro ter o controle total de todos os meus gastos.

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Minha equipe hoje é separado por setores que são: 1 – Projetos 2 - Produção 3 – Patrocínio/Ativação de marca 4 – Planejamento 5 – Criação 6 – Rede sociais 7 – Financeiro Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? Sim, tudo! Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? Sim, implementei a pouco tempo dentro da empresa. A maior importância do que implementamos é saber onde precisamos investir, onde estamos performando mal, quem da nossa equipe não está entregando um bom resultado. Conhece algum sistema de gestão para eventos? Um que englobe todos os pontos (planejamento, venda, financeiro, gestão de conteúdo nas rede sociais) não. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Sim, claro! Hoje eu trabalho com essa gestão sim, mas uma ferramenta para cada área da agência

Como você enxerga a questão gerencial de eventos pros próximos anos? Em constante evolução. Hoje não queremos mais criar novas coisas e sim profissionalizar ao máximo o que já existe para que a evolução de cada produto seja cada vez maior. Um dos maiores erros dos produtores de evento, é achar que sempre tem que estar fazendo coisa nova, quando esquecem que o principal produto dele está sendo “deixado de lado” O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? Como dito acima, um sistema que integre todas as fases de um evento. Hoje temos bons sistemas, porém descentralizados. O ideal é que tivesse todas as fases de um evento dentro de uma mesma plataforma (produção, finanças, mídias sociais, análise de rp) dentre outras coisas

Roteiro de Pesquisa PERFIL Nome, idade e profissão ROGERIO LEAL, 45 ANOS, EMPRESARIO.

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Quais eventos você realiza? Qual a natureza deles? (ex: foco em esportes, em música, em jovens etc.) JÁ REALIZEI DIVERSOS NOS ANOS 2000 CRIANDO A MAIOR FESTA A FANTASIA DO RIO, A TERE FANTASY, MUITAS MICARETAS E DESDE 2010 FOQUEI NO MERCADO DE BAR E RESTAURANTES. HOJE ALEM DO BAR VELOSO, RESTAURANTE FILE DO LIRA, MEU MAIOR FOCO E NA ORIGINAL EMPRESA DE BAR PARA EVENTOS. Qual média de pessoas dos seus eventos 5.000 PESSOAS Quantos eventos por ano faz 36 EM MEDIA. PESQUISA Você entende seus eventos como um produto? Qual a importância deles para que você consiga novos negócios? CLARO! SÃO PRODUTOS E MUITOS DELES DE GRANDE PORTE E ESCALAVEIS. O SETOR DE EVENTOS TEM A POSSIBILIDADE DE CRIAR GRANDES OPORTUNIDADES DE NEGOCIO SE SE ENXERGAR COMO UM PRODUTO, UMA EMPRESA E NÃO APENAS UMA FESTA DE UMA NOITE. QUEM ENXERGA ISSO COMO UM PORTFOLIO DE PRODUTOS, COM OPCOES, ALCANCES DIFERENTES SEMPRE ESTARAO A FRENTE E LIDERANDO O SETOR. Você possuiu algum sistema de gestão? SIM. USAMOS O NET PDV, MAS NÃO ABRIMOS MAO DE ALIMENTAR UM EXCEL COMO BASE. Como você gerencia os seus eventos? Pode detalhar as funções das pessoas e recursos (equipamentos, softwares etc.) envolvidos? BASICAMENTE COM UMA PLANILHA DE CUSTOS EM EXCEL E O SISTEMA DE BAR JÁ USADO NO MERCADO. MEU TIME E BASICAMENTE UM PRODUTOR EXECUTIVO E UM PRODUTOR POR CADA AREA. Você tem histórico de informações dos seus eventos (público, faturamento, custos etc)? COMPLETO. O NETPDV PERIMITE AO SETOR DE BAR CONTROLE COMPLETO DE ESTOQUE, VENDA, MARGENS E RESULTADO. E UM SISTEMA BEM ROBUSTO E TESTADO MAS QUE NÃO INTEGRA NADA DO EVENTO, FICA APENAS NA PARTE DE BAR MESMO. Você possui indicadores de análise dos seus eventos? Qual a importância de dispor desses indicadores? OS NOSSO PRINCIPAIS SÃO CUSTO TOTAL, TICKET MEDIO DE BAR E RECEITA GERAL. COM ISSO TEMOS UM INDICADOR, QUE SERVE COMO DIFERENCIAL ENTRE AS

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EMPRESAS DE LUCRATIVIDADE DO BAR. EXEMPLO UM BAR QUE DA EM MEDIA 55% DE LUCRO EM CIMA DO FATURAMENTO E UM GRANDE NUMERO E O FOCO DA ORIGINAL. EXEMPLO UM EVENTO VENDE 100.000 DE BAR, SE CONSEGUIR UM LUCRO FINAL (DESCONTADO CUSTO DE PRODUTO, PESSOAL, INSUMO E ATE IMPOSTOS) DE 55.000 E UM GRANDE RESULTADO. E ESSE E O MAIOR INDICADOR DE RESULTADO DE UMA EMPRESA DE BAR. Conhece algum sistema de gestão para eventos? INFELZMENTE NÃO. APENAS DE BAR MESMO E AS TICKETEIRAS. Um sistema de gestão ajudaria a melhorar a entrega e o resultado do seu evento? Sim. TENHO CERTEZA QUE SIM E USO O SISTEMA DE BAR COMO EXEMPLO. ANTES UM EVENTO LEVAVA QUASE UMA SEMANA PARA SABER OP SEU REAL RESULTADO DE BAR, APÓS A DIFUSAO DO NETPDV E OUTROS SISTEMAS DE CONTROLE DE BAR, ESSE TEMPO CAI PARA NO MAXIMO 3 DIAS. SE ISSO SE APLICASSE A TODAS AS PONTAS DO EVENTO AJUDARIA DE MAIS AS PRODUTORAS. O que, na sua opinião, seria um bom sistema de gestão para eventos, considerando a realidade na qual você trabalha? Que funcionalidades ele deveria ter? O que não pode faltar e o que é supérfluo? O QUE PUDESSE JUNTAR TODAS AS PONTAS DA CADEIA DO SETOR. QUE FOSSE DA COTACAO DE FORNECEDORES ATE O FECHAMENTO FINANCEIRO E OPERACIONAL DO EVENTO. E BASICAMENTE FAZER COM QUE O EVENTO TENHA A MESMA VISAO QUE TEM HOJE NA AREA DO BAR EM TODAS AS SUAS VERTENTES.

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