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Música na escola: um diálogo entre culturas.

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MÚSICA NA ESCOLA: UM DIÁLOGO ENTRE CULTURAS Rita de Cássia Cândido Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Mestrado - Conhecimento e inclusão Social SIMPOM: Subárea de Educação Musical Resumo: Este artigo pretende fazer uma análise preliminar dos dados de uma pesquisa de Mestrado que se encontra ainda em andamento, realizada com um professor de música e seus alunos de 3º e 4º anos do ensino fundamental, com o objetivo de investigar e analisar as interações sociais escolares estabelecidas entre eles, que favorecem o trabalho criativo de música, em sala de aula. A pesquisa está sendo feita em uma escola da rede particular de ensino, em Belo Horizonte/MG, em duas salas de aulas de um mesmo professor, com crianças entre 8 e 9 anos. O desenvolvimento dessa pesquisa tem como perspectiva teóricometodológica a abordagem do Grupo de Estudos e Pesquisa de Psicologia Histórico-Cultural (GEPSA), da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG) e a Etnografia Interacional, proposta pelo Grupo de Discussão da Sala de Aula de Santa Barbara Classroom Discourse Group (SBCDG). A prática da etnografia na educação busca compreender a construção de oportunidades de aprendizagem, pressupondo que as salas de aula são espaços de construção de culturas. A observação participante é o principal instrumento metodológico utilizado, por ser uma das mais importantes fontes de informação em pesquisas qualitativas, principalmente na área da Educação. Pensar a música na situação escolar significa, portanto, promover diálogo entre culturas. O conceito de criatividade em educação musical aqui adotado baseia-se na perspectiva dialética da construção do conhecimento, da Psicologia Histórico-Cultural, que considera que criatividade é toda realização humana criadora de algo novo, que modifica o presente e projeta o futuro. O tema aqui proposto justifica-se por inserir-se no atual contexto de retorno da obrigatoriedade do ensino de música nas escolas brasileiras, determinada pela Lei nº 11.769/2008, que torna oportuna a discussão sobre qual educação musical queremos oferecer às nossas crianças e jovens. Palavras chave: Música; Culturas; Aprendizagem; Criatividade; Lei 11.769. Music in Schools: a dialogue between cultures Abstract: This article aims to provide a preliminary analysis of a Master research that is still ongoing, carried out with a music teacher and his students in 3rd and 4th years of elementary school, in order to investigate and analyze the social interactions schools established between them, favoring the creative work of music in the classroom. The research is being done on private school in Belo Horizonte / MG, in two classrooms of the same teacher, with children between 8 and 9 years. The development of this research is theoretical-methodological approach of the Historical-Cultural Psychology Research Group (GEPSA), Faculty of Education, Federal University of Minas Gerais (FaE/ UFMG) and Interactional Ethnography, proposed by the Santa Barbara Classroom Discourse Group (SBCDG). The practice of ethnography in education seeks to understand the construction the opportunities for learning, assuming that the classrooms as cultures. Participant observation is the main methodological tool used by one of the most important sources of information in qualitative research, especially in the area of Education. Think the music in the school situation, therefore, means to promote dialogue between cultures. The concept of creativity in music education adopted here is based on the Historical-Cultural Psychology, which believes that creativity is all human achievement creates something new, which changes the present and future projects.


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The proposed here is justified by entering into the current context return the mandatory teaching of music in Brazilian schools, established by Law No. 11.769/2008, which makes timely discussion about what we want to offer music education to our children and youth. Keywords: Music; Teaching; Learning; Creativity; Law 11.769. Da trajetória profissional ao objeto de pesquisa O objetivo desta pesquisa é investigar as interações sociais escolares que favorecem a criatividade musical de crianças entre 8 e 9 anos. A escolha por este tema de estudo deve-se, primeiramente, à minha experiência como professora de música, tanto em escolas de educação básica quanto em escolas especializadas no ensino dessa disciplina. No correr dos anos de minha trajetória profissional, uma questão tornou-se recorrente para mim em meu trabalho docente e instigou-me a buscar os caminhos da pesquisa acadêmica: o desejo de compreender como as relações que se estabelecem entre professores e alunos em sala de aula podem determinar a qualidade da aprendizagem criativa em música. Outro importante motivo que me levou à escolha do tema dessa pesquisa foi o atual momento de retorno da obrigatoriedade da disciplina de música nas escolas. Acredito que esse contexto é oportuno para refletirmos sobre qual educação musical queremos oferecer às nossas crianças e jovens. A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, dispõe sobre o ensino de música na educação básica e altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A Lei nº 11.769/08 determina que a música seja conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular e estipula o prazo de três anos letivos para que os sistemas educacionais se adaptem às exigências por ela estabelecidas. Chegamos, portanto, a 2012 com o compromisso legal de implementar a disciplina de música nas escolas brasileiras. O tema tem gerado a realização de encontros, fóruns de discussão e congressos, além do aumento de publicações científicas na área, buscando contribuir com reflexões, mas também com ações efetivas relacionadas à prática da educação musical.

Construindo o objeto de pesquisa Essa pesquisa tem como objetivos investigar e analisar as interações sociais estabelecidas entre um professor de música e seus alunos de duas salas de aula de uma escola de ensino fundamental, para compreender, especificamente, os fatores que propiciam o desenvolvimento do trabalho criativo dos alunos, naquele contexto e ambiente cultural. Torna-se necessário aqui, apresentar algumas considerações que permeiam o conceito de criatividade em educação musical, bem como especificar o conceito adotado nesta pesquisa,

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que se baseia na perspectiva dialética da construção do conhecimento, da Psicologia Histórico-Cultural. Existe certa indefinição sobre o que significa ser criativo e o que são produtos criativos no processo de ensino e aprendizagem de música. Segundo Beineke e Leal (2001), podem-se identificar, inicialmente, duas formas de compreensão do termo criatividade no contexto da educação musical: em algumas situações, a criatividade é vista como um conteúdo a ser desenvolvido por meio de atividades específicas e, em outros contextos, como um princípio que subjaz ao processo educativo. Outra dificuldade que cerca a compreensão do conceito de criatividade é a falta de diferenciação entre ele e os conceitos de inteligência, originalidade, imaginação e espontaneidade. Vários trabalhos demonstram que não há uma correlação direta entre criatividade e inteligência, como relata Balkin (1991) e, segundo o mesmo autor, deve-se reconhecer que, apesar de serem conceitos distintos, frequentemente, o comportamento criativo tem elementos de originalidade. Para Elliott (1995), imaginação e criatividade não são a mesma coisa, mas a imaginação desempenha papel importante na criação musical. Gardner (1996), ao discutir o conceito de criatividade, define um indivíduo criativo como uma pessoa que soluciona problemas, cria produtos e levanta novas questões que passam a ser aceitas num determinado ambiente cultural. Para ele, nada é ou deixa de ser criativo em si mesmo ou por si mesmo e uma pessoa pode ser criativa em um domínio e não ser em outros. Sendo assim, para Gardner, as atividades criativas somente são reconhecidas como tal quando são aceitas numa determinada cultura. Portanto, a criatividade é um julgamento inerentemente cultural, no qual ser ou não ser criativo irá depender do contexto em que se encontra o indivíduo. Também Vygotsky (2001), no texto Psicologia da Arte, conceituou a atividade criadora. Para ele, criatividade é toda realização humana criadora de algo novo, quer se trate de reflexos de algum objeto do mundo exterior, quer de determinadas construções do cérebro ou do sentimento, que vivem e se manifestam no próprio ser humano. A imaginação – base da atividade criadora – se manifesta em todos os aspectos da vida cultural, possibilitando a criação artística, científica e técnica. Ainda de acordo com Vygotsky, tudo que nos rodeia, ou seja, todo o mundo da cultura é produto da imaginação e da criação humana. Ao compreender desse modo a criatividade, torna-se explícita a relevância do estímulo à capacidade criadora infantil no âmbito da educação escolar e o seu papel e importância para o desenvolvimento cultural da criança. Assim, quanto mais rica é a experiência humana, tanto maior será o material colocado à disposição da imaginação. Vygotsky considera também a dimensão

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afetiva de qualquer atividade criadora. Para ele, “tudo o que edifica a fantasia influi reciprocamente em nossos sentimentos e todos os sentimentos que ela provoca são reais e efetivamente vividos pelo ser humano que os experimenta.” (VYGOTSKY, 1982, p. 23). O desenvolvimento dessa pesquisa tem como perspectiva teórico-metodológica a abordagem do Grupo de Estudos e Pesquisa de Psicologia Histórico-Cultural (GEPSA) e a Etnografia Interacional, proposta pelo Grupo de Discussão da Sala de Aula de Santa Barbara Classroom Discourse Group (SBCDG). O GEPSA é formado por professores e estudantes da graduação e da pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (FaE/UFMG) e está ligado à linha de pesquisa Psicologia, Psicanálise e Educação do Curso de Pós Graduação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação e ao Laboratório de Psicologia e Educação (LAPED) – Helena Antipoff, ambos vinculados à FaE/UFMG. A observação participante é o principal instrumento metodológico utilizado, por ser uma das mais importantes fontes de informação em pesquisas qualitativas, principalmente na área da Educação. Esse tipo de observação caracteriza-se por um período de interações sociais intensas entre pesquisador e pesquisados, no qual os dados são coletados de forma sistemática. Esse instrumento pressupõe objetivos criteriosamente formulados, planejamento adequado, registro sistemático, verificação da validade do processo e da confiabilidade dos resultados e é também uma técnica valiosa para coletar dados de natureza não verbal. A observação também possibilita ao observador maior acesso aos acontecimentos do campo, gerando dados provenientes de fontes diversas, pois se integra à cultura dos sujeitos observados, é menos reativa que outras técnicas de coleta de dados e menos restritiva ao retratar uma realidade empírica (VIANNA, 2003). Com o objetivo de ampliar as possibilidades de registro do material de campo, esta pesquisa está utilizando também os seguintes recursos metodológicos: gravações em vídeo, notas de campo, análise de artefatos e entrevistas. Segundo Gomes et al. (2011) texto publicado nos anais da ANPED 34: Abordagem Histórico-Cultural e Etnografia Interacional: a busca da coerência teórico-metodológica, as autoras discutem a escolha do método etnográfico em pesquisas de abordagem históricocultural, discorrendo sobre os pressupostos teórico-metodológicos das duas perspectivas e suas possíveis convergências e divergências. De acordo com essas autoras, a prática da etnografia na educação busca compreender a construção de oportunidades de aprendizagem de todos os envolvidos nessa relação, pressupondo que as salas de aula são espaços de construção de culturas. Para Vygotsky (1984), a aprendizagem se dá de fora para dentro, do

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nível interpessoal para o intrapessoal e mediada pela linguagem. Na pesquisa etnográfica interacional é através do outro que o pesquisador aprende e apreende os significados das tradições culturais do grupo, construindo um conhecimento sobre e com a comunidade pesquisada. Também Castanheira (2004) apresenta uma relevante discussão sobre a perspectiva teórico-metodológica da etnografia interacional. Segundo a autora, a aprendizagem ocorre a partir de uma perspectiva contextual e está relacionada ao desenvolvimento das práticas dos membros de um grupo e também ao conhecimento construído por esse grupo.

A educação musical e as contribuições da Psicologia Histórico-Cultural A educação musical é uma forma particular de dar sentido às experiências pessoais e de refletir sobre as produções artísticas individuais e coletivas de várias culturas e épocas. Para a Psicologia Histórico-Cultural o desenvolvimento humano se relaciona e é constituído pelo contexto sócio-histórico-cultural no qual os indivíduos estão inseridos. As situações de aprendizagem têm sempre uma história prévia e, no caso da música, não é diferente: o desenvolvimento musical das crianças ocorre desde a primeira infância e é carregado de experiências afetivas advindas das relações sociais estabelecidas no decorrer de sua história. Vygotsky (1984) atribui grande importância à educação escolar sistematizada. O retorno da obrigatoriedade do ensino de música na educação básica encontra-se em consonância com as suas ideias, pois, para Vygotsky, as situações formais de ensino-aprendizagem, deliberadas e intencionais, são as que oferecem maiores possibilidades de desenvolvimento e crescimento pessoal dos alunos. Esse pensamento justifica a investigação das relações de ensinoaprendizagem que estão sendo construídas nas aulas de música das escolas pesquisadas. Para Vygotsky, dois níveis de desenvolvimento devem ser considerados para se compreender como ocorre o aprendizado: o primeiro é o desenvolvimento real, que resulta das funções mentais já estabelecidas e completas; e o segundo, que pode ser criado com zonas de desenvolvimento proximal, é o que propicia à criança o acesso ao aprendizado daquilo que está em processo de maturação. As dimensões do aprendizado escolar devem ser elaboradas a partir desses conceitos, instrumentos pelos quais os psicólogos e educadores podem entender o curso interno de desenvolvimento dos alunos, dos processos de maturação que já foram completados e dos que estão em estado de formação. Segundo Vygotsky, a aprendizagem é um processo mediado, individual e coletivo, que desperta processos internos de desenvolvimento, nos quais as funções psicológicas superiores - tipicamente humanas - se

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desenvolvem. Observando e investigando os conhecimentos que os alunos trazem à escola, o professor deve intervir na reorganização de tais conhecimentos para elevá-los a outro patamar. Ele deve fazer a mediação entre os conteúdos curriculares e os alunos, para provocar nesses o desenvolvimento de funções psicológicas superiores, “reconhecendo como cada aluno estabelece sua relação com a música e compreendendo os sentidos que as práticas musicais apresentam em sua vida.” (BENEDETTI; KERR, 2009, p. 87). É o professor quem favorece as iniciativas e a autonomia do grupo nas decisões quanto à condução do processo de aprendizagem e é também ele quem tem as melhores condições para saber o que e como ensinar, possibilitando a máxima eficácia na criação de zonas de desenvolvimento proximal em alunos. Como avalia Bernardes (2001), professores capacitados fornecem subsídios para a realização de trabalhos criativos e reflexivos e despertam o pensamento artístico, a sensibilidade e a percepção musical dos alunos.

Considerações finais O presente trabalho encontra-se em fase de transcrição das entrevistas e das gravações de vídeo, para que possam ser aprofundadas as análises e interpretações dos dados coletados. Foram cerca de 5 meses de observação participante, com aproximadamente 30 horas de gravações de aulas e depoimentos dos alunos e do professor sobre as atividades realizadas. A escola pesquisada é da rede particular de ensino. Ela atende à educação infantil e ao ensino fundamental I e II e recebe, principalmente, alunos de classe média, moradores da região em que se encontra. A escola é grande, arborizada e suas instalações são muito apropriadas para o bom funcionamento das aulas: possui salas amplas e arejadas, pátios para recreio e lazer, quadras de esporte, parque de brinquedos, cantinas, além de salas de dança, teatro e música. Segundo a coordenadora pedagógica, os objetivos da escola são alcançar excelência na educação e formar cidadãos - alunos competentes e conscientes de seu papel na sociedade atual. Por esse motivo, além do investimento pedagógico em disciplinas regulares, a escola valoriza as artes e desenvolve com os alunos projetos ambientais e sociais. O professor pesquisado é graduado em Filosofia e Especialista em Educação Musical. Atua, há vários anos, como professor de música e, paralelamente ao trabalho docente, é músico profissional, atuando em um grupo que utiliza instrumentos de percussão para experimentar a sonoridade contemporânea dos tambores, inspirados na cultura afro-mineira. Ele leciona nessa escola há 11 anos. Foi quem introduziu o ensino de música lá e criou o formato atual de trabalho, que conta hoje com outros dois professores, formados por ele. Está à frente de 13

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turmas, de 2ª à 5ª séries do ensino fundamental que, durante o ano letivo, são divididas entre as disciplinas de música e artes da seguinte forma: metade dos alunos têm aulas de música no 1º semestre e a outra metade, aulas de artes; no 2º semestre a situação se inverte. Para ele, a equipe de professores de música da escola vem conquistando, com o tempo, cada vez mais espaço, valorizando a disciplina. A escola conta hoje com uma boa sala de música, providencialmente afastada das salas de aula regular, com revestimento acústico e vários instrumentos musicais e equipamentos de som: são 3 teclados, 2 xilofones, 2 metalofones, 1 baixo, 1 guitarra, 4 violões, 1 bateria, 1 violino, 1 sanfona, 1 pandeiro, vários tambores, blocos sonoros e instrumentos de percussão de diferentes formas, tamanhos e sonoridades, além de 3 caixas amplificadoras e microfone. Todo esse material ainda é acrescido, ocasionalmente, por outros instrumentos levados pelos alunos e/ou pelo próprio professor. Até o momento, a análise dos dados desta pesquisa foi apenas iniciada e o material empírico sugere que se trata de um rico ambiente musical, que favorece o trabalho em sala e possibilita variados tipos de experiências culturais e o desenvolvimento de capacidades criadoras dos alunos. Ao concluir a análise dos resultados coletados nesta pesquisa, pretendese colaborar com possíveis respostas a perguntas que se apresentam no atual cenário da educação musical: Como se dá o trabalho do professor de música em sala de aula? Quais sãos seus objetivos? Como são estabelecidas as relações entre professor e alunos no ambiente escolar? Como essas relações podem favorecer o trabalho criativo em música, na sala de aula? Acreditamos que pensar a música na situação escolar significa promover diálogo entre culturas. Diálogo esse que amplia e expande a escuta da diversidade cultural presente na comunidade escolar. Consideramos que a volta da obrigatoriedade do ensino de música nas escolas deve ser acompanhada pela construção de um projeto político-pedagógico na área da música que considere uma educação musical comprometida com o crescimento pessoal e a transformação social. São esses o convite e o desafio propostos pela Lei 11.769/2008. Referências BALKIN, A. What is creativity? What is not? In: HAMANN, Donald (ed). Creativity in the music classroom. Reston, MENC, 1991. BEINEKE, V.; LEAL, C. Criatividade e educação musical: por uma atitude perante as práticas musicais na escola. Expressão, v. 5, Santa Maria, 2001. BENEDETTI, K. S.; KERR, D. M. A psicopedagogia de Vigotski e a educação musical: uma aproximação. Marcelina – Revista do Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa

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