N° 19
JOGOS DE CORRIDA
OUTROS JOGOS - GRAN TURISMO - ROAD RASH II - DRIVER - ENDURO - OUT RUN REVIEWS, RETRO REVIEWS, OLD SCHOOL E MAIS
ÍNDICE EDITORIAL
Mais um mês, mais um Revista. Muita gente me pergunta o motivo de eu continuar fazendo essa Revista, pois “o povo hoje me dia não lê muito, poucas pessoas vão acompanhar” e tal. A resposta é bem simples: É a realização de um sonho de um cara que passou praticamente a vida toda cercado por Revistas de Games (Ação Games, SuperGamePower, Gamers e tantas outras). E enquanto eu tiver prazer em continuar escrevendo sobre o que eu amo, ela vai continuar existindo. E na Edição desse mês, eu fiz uma Edição Especial só de jogos de corrida. Muitos jogos que eu adoro ficaram de fora, mas se vocês gostatem, posso fazer um segunda Edição Especial com outros jogos.Agradeço de coração a vocês, Carvalho, Jarrão, Elinewton, Lucas, Ygor Freire Fabio Santana, Renato Almeida e ao Marcelo Tavares e ao @asegavoltou por mais essa edição !! Luciano
- OUT RUN (ARCADE) ........................................................ PÁG. 04 - GRAN TURISMO (PLAYSTATION) ............................... PÁG. 08 - OLD SCHOOL: NOVA GERAÇÃO ................................... PÁG. 12 - ENDURO (ATARI) .............................................................. PÁG. 13 - ROAD ROASH II (MEGA DRIVE) .................................... PÁG. 14 - TOP GEAR (SNES) ............................................................. PÁG. 20 - DRIVER (PLAYSTATION) ................................................. PÁG. 24 - SEÇÃO FLASHBACK ........................................................ PÁG. 28
ENVIEM SEUS REVIEWS PARA REVISTA.SUSSUWORLD@GMAIL.COM
OUTRUN
Um Rapaz, uma garota e uma Ferarri. O vento nos cabelos e aquela sensação de liberdade que todos nós queremos. Essa é a premissa de Out Run, jogo do grande Yu Suzuki, que define o seu jogo como um jogo de pilotagem, não um jogo de corridas. Out Run foi lançado em 1986 para os Arcades, e ele já foi portado para todos os consoles e para todos os dispositivos que você pode imaginar. E também tivemos vários novos jogos da franquia ao longo desses anos. Mas afinal, o que tornou Out Run um clássico ?? Na minha opinião, foi a sua simplicidade, aliada a um jogo extremamente divertido e com uma ambientação simplesmente perfeita. Pois a ideia de Yu Suzuki não era criar um jogo de corrida do mesmo estilo de muitos que já existiam por aí. A sua ideia era criar um jogo em que o jogador só aproveitasse a viagem e dirigisse com prazer. E o que comprova essa intenção de Yu Suzuki é o fato de o jogador não ter concorrentes na sua “corrida”. A sua única preocupação, além claro, de aproveitar a vista e a viagem, é chegar aos checkpoints dentro do tempo limite. Mas isso até parece simples não é? Mas só parece mesmo. Me lembro até hoje da sensação única de jogar Out Run na clássica máquina de Arcade. Aquela mesma, com o volante, câmbio... A sensação era tão legal, que as vezes eu até esquecia que esse jogo tinha tempo para se chegar ao checkpoint, e eu ficava só aproveitando a sensação de dirigir e os cenários. Essa máquina, juntamente com a de Thunder Blade e a de After Burner, fez a época dos Arcades ser simplesmente incrível.
E como foi a criação do conceito desse jogo? É Simples: Yu Suzuki alugou um carro e foi viajar pelas estradas da Europa, com uma câmera de vídeo e uma câmera fotográfica, além de vários outros equipamentos. “Comecei por Frankfurt, Alemanha. Aí, aluguei um carro, instalei uma câmera de vídeo nele e parti nessa aventura. Dirigi por Mônaco, Monte Carlo, nas estradas montanhosas da Suíça, e passei por lugares como Milão, Veneza, Roma. Uma das fases de Out Run, e essa é a minha favorita, foi toda inspirada na cidade medieval de Rotheburg, na Alemanha. Mais precisamente na Estrada Romântica. Tenho muitas memórias maravilhosas dessa viagem”, disse Yu Suzuki. Está explicado o motivo da sensação de “dirigir sem rumo”, apenas aproveitando a viagem ser tão forte nesse jogo...
OUT RUN Plataforma: Arcade Desenvolvedora: Sega Lançamento: 1986
POR LUCIANO
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OUTRUN
O carro é uma Ferrari Testarossa de 12 cilindros. Suzuki se apaixonou por esse carro durante a sua viagem e decidiu que ele seria O carro. Mas não foi fácil de achar uma para se colocar no jogo. Segundo ele, eles tiveram que viajar cerca de 3 horas até a casa de uma pessoa, que tinha o carro e lá, eles tiraram fotos do carro de todos os ângulos possíveis, além de gravarem o ronco do motor. Mas o mais legal é que a Sega não pediu autorização a Ferrari para colocar o seu carro no jogo. Era outra época e o carro tinha até o icônico cavalo na parte de trás. Isso sem nenhuma reclamação da Ferrari. Duvido que isso acontecesse hoje em dia... Depois de escolher a música, o carro se alinhava em frente a uma faixa com os dizeres “Start” e ali entre os gritos e a empolgação da galera, começava a nossa aventura pela Europa. E nesse momento você percebe que não está jogando um jogo de corrida como os outros. Sua única regra é: Divirta-se.
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Lembrando: Nada de câmbio automático em Out Run. O jogo só nos dava a opção de câmbio manual. Nada que chegasse a nos atrapalhar. No máximo, a gente esquecia de passar a marcha e lá se iam os carros e o tempo embora, até a gente perceber e finalmente trocar a marcha. Só que as vezes não dava tempo e aí... já era. O bom é que não era preciso reduzir a marcha depois de se passar. No máximo, dosar no freio, pois já que todo o jogo se passa em estradas públicas, o que você não vai querer é bater em um carro ou caminhão, não é mesmo ?
Mas é durante uma colisão que nós podemos ver o cuidado que os criadores do jogo tiveram com os detalhes. O carro bate, capota e voa alé de “cuspir” os seus dois integrantes para fora. E é nesse momento que nós podemos ver o que o interior do carro foi muito bem detalhado. E vemos também quanto o motorista era descuidado por dirigir sem cinto de segurança.
Se levarrmos em consideração que o time responsável pelo jogo era composto por apenas 10 pessoas e que Yu Suzuki não escolheu nemhum deles, o jogo tinha tudo para dar errado. Mas não, o jogo se tornou grande clássico com muitos fãs pelo mundo inteiro e que foi portado para muitos dispositivos. Mas segundo o seu criador, o jogo saiu meio imcompleto. Yu Suzuki disse que ele só coneguiu colocar metade das coisas que ele queria no jogo. Se com metade das coisas, o jogo se tornou o clássico que ele é hoje, vocês imaginem como seria ele completo? Ainda está em tempo, Sr. Suzuki.
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GRAN TURISMO
THE REAL DRIVING SIMULATOR
VAMOS RELEMBRAR O JOGO QUE MUDOU PARA SEMPRE OS JOGOS DE CORRIDA !!
POR LUCIANO
Me lembro como se fosse hoje. Sai com os meus amigos para comprar novos jogos para o PS1. E ao chegarmos lá, enquanto escolhíamos os novos jogos, eu me deparei com um novo jogo de corrida que ainda não tinha ouvido falar: Gran Turismo. Ao colocar o jogo na bandeja para testar, eu me impressionei de cara em como todos os carros eram muito detalhados e na ótima sensação de velocidade e de ter o carro na mão para dirigir de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Mas o que realmente me empolgou e que me fez levar o jogo na hora foi o maravilhoso Replay. Sim, isso mesmo. A sensação de estar vendo a sua corrida estilo TV, me vendeu o jogo.
Gran Turismo foi lançado em 23 de Dezembro de 1997 no Japão e um ano depois no Ocidente e se tornou o jogo mas vendido do PlayStation. E com muita razão; Ele mudou tudo que nós sabíamos e que já tínhamos jogado de jogos de corrida. Ele simplesmente elevou o patamar do estilo para sempre. Com uma jogabilidade sólida, ótima trilha sonora, centenas de carros magnificamente detalhados, e um replay matador, além de um modo carreira com um quê de RPG (sim, isso mesmo, explico mais na frente), Gran Turismo se tornou uma das maiores e mais amadas franquias do estilo e conquistou fãs em todo o mundo. Vamos ver o motivo.
GRAN TURISMO
Muita gente não sabe, mas o esqueleto de Gran Turismo começou a ser montado em um jogo chamado MotorToon Grand Prix, que foi lançado para o PS1.
Era um jogo de corrida com visual cartunizado. Quem não jogou na época, pode jogar ainda hoje que vai se divertir muito. Pode confiar. A Engine original e parte do modelo de física de Motor Toon foi utilizado em GT. E ali a Sony viu que valia muito a pena investir nos projetos de Yamauchi e o deram total liberdade para ele e a sua equipe desenvolverem GT para o PlayStation Original. Lembrando que Yamauchi e sua equipe chegaram a criar e lançar em 1996 MotorToon Grand Prix 2. Esse chegou ao Ocidente, mas sem numeração.
E depois de cinco longos anos de um desenvolvimento sem pressão, Gran Turismo chegou ao PlayStation no dia 23 de Dezembro de 1997 no Japão, sendo um sucesso imediato. O modo Simulation, e que na versão japonesa se chamava Gran Turismo, foi realmente diferente de tudo que jnós já tínhamos visto em um jogo de corrida. Primeiro o fato de você ter que tirar uma licença para começar a jogar o modo. E existiam 3 tipos de licenças no jogo: B, A e International. Cada licença tinha 8 desafios que tinham que ser cumpridos no tempo estabelecido. E completando todos os 8 desafios, o jogador recebia um carro de presente.
E isso impressionava muito, pois se formos pensar bem, isso não existia. Gran Turismo abriu um leque gigante de opções para o estilo, sendo sem dúvidas, o primeiro e o verdadeiro simulador de direção da história, isso sem exageros. Tinhamos um jogo em que tudo era customizável em seu carro, além do fato de termos que tirar licenças para dirigir, quase como se fosse um RPG de carros. Explico: O jogador não vai conseguir vencer corridas se não for melhorando o seu carro, comprando melhorias que iam aumentando sua potência ou trocando o seu carro por um novo mais potente, exatamente como em um jogo de RPG.
Em Gran Turismo, temos o total de 11 pistas, sendo que todas elas tem sua versão invertida. Todas as pistas também eram um maravilhosas, cheio de detalhes que nos impressionava logo de cara. E quando a corrida acabava vinha o show: O Replay. O Replay de Gran Turismo era realmente um show a parte, com vários ângulos de câmera que faziam o replay parecer com uma transmissão de TV. Foi o que vendeu o jogo para mim. E tenho certeza que não fui o único nisso: Eu gostava de correr o mais perfeito possível para ficar bonito no Replay. E aí, quando ficava do jeito que eu queria, eu guardava o replay no Memoy Card. Nós tínhamos a disposição nada menos que 172 carros, todos eles com as suas características próprias. Isso na época era uma coisa inacreditável. Nós começamos o jogo com um quantia pequena de dinheiro suficiente para nós comprarmos um carro usado e começar os trabalhos. Nosso objetivo é participar de várias corridas e assim ir ganhando dinheiro para equipar e melhorar nosso carro, além de poder adquirir novos e mais potentes carros. Os Campeonatos são divididos em dois tipos: a GT League e Special Event. Na GT League nós temos a Sunday Cup, a Clubman Cup, a GT Cup e a GT World.
Resumindo, Gran Turismo foi uma ótima surpresa que nos deu ótimos jogos na franquia e que até hoje segue como uma refêrencia no gênero de corrida. Sua inovação e sua vontade de nos trazer algo impensado para a época, ao desafiar a mesmice, fazem dele um jogo único e muito amado pelos fãs.
GRAN TURISMO Plataforma: PlayStation Desenvolvedora: Polyphony Lançamento: 1997
OLD SCHOOL SEGA
Por Luciano Coelho
A nova geração já está aí, e com ela, consoles cada vez mais poderosos e com gráficos cada vez mais realistas. E a guerra de fanboys infelizmente vai seguir, pelo que dá para ver. Digo infelizmente porque se esse povo soubesse como é bom jogar de tudo, sem ficar endeusando esse ou aquele console, eles não tem noção de como iriam se divertir muito mais.
Eu nunca escondi isso: Sou um cara da Sega. Eu nunca tive um console da Nintendo. Na época da “Guerra dos Consoles” eu estava do lado azul da força, Mas isso nunca significou que eu não gostava ou que eu não goste da Nintendo. Simplesmente, eu já tinha me decidido pelo console da Sega (E foi culpa sua, Tectoy) e então fiquei nele até a época do Saturn/PS1. Mas mesmo assim eu fiz uma coisa que eu acho que todo mundo deve fazer: aproveitar os dois.
Eu tive amigos que tiveram esses consoles que eu nunca tive. E a minha infância e adolescência foi recheada, pode-se dizer.
E parece que se hoje em dia, você tiver um console de uma tal marca, você tem que odiar o o outro console.
Eu e o meu primo praticamente , tínhamos um “acordo”: Ele tinha um console, e eu tinha o outro. E sempre foi assim. Ele, Phantom System, Eu Master System. Ele SNES, eu segui no Master. E na época dos 32 bits, ele tinha o PS1 e eu o Sega Saturn. Fora os meus amigos e vizinhos que tiveram os outros consoles. Então eu tive a sorte de ter jogado de tudo, isso apesar de não ter tido todos.
Isso é de uma idiotice tamanha que não dá para entender. Não seria mais inteligente você ir aproveitar o melhor de todos os mundos ? Não seria melhor ir aproveitar para quem sabe, se surpreender com um jogo do console que você fala mal sem ao menos ter jogado?
E isso é uma coisa que hoje é até mais fácil de acontecer mas por pura besteira, não acontece.
Nós, mais velhos, aprendemos que a “Guerra dos Consoles” trouxe ótimos jogos para os dois consoles, e aí nós fomos inteligentes o sufciente para aproveitar TODOS eles.
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ESPECIAL
ENDURO
O ATARI RECEBE UM DOS MELHORES JOGOS DE SUA HISTÓRIA Em 1983, A Activision lançou para o Atari um dos jogos mais memoráveis do console. Enduro foi um dos últimos sucessos do Atari antes da famosa crise dos videogames, que se passou entre os anos de 1983 e 1984. Enduro nos trazia uma corrida com um ciclo diurno e noturno, criando na época um novo conceito nos games de corrida.
Enduro era bem simples: Você começava a corrida e tinha um objetivo bem simples: O jogador seguia por um percurso que era determinado por duas linhas, e do jeito que elas se mexiam isso dava a impressão do movimento, e o nosso objetivo era simples: ultrapassar o maior número de carros possível.
E essa passagem de tempo como se fosse o dia passando, era de cair o queixo: de manhã, o céu era azul e o chão, verde. Depois, o céu começava a ter um tom alaranjado, depois vermelho, e à noite um céu cinza sobre a paisagem negra.
Enduro não traziia qualquer tipo de medidor de tempo: o único indicador que nós tínhamos era um contador dos quilômetros rodados, um contador de carros que eram ultrapassados, e o dia se passando.
Durante a noite você só via o seu carro, e os faróis dos carros rivais. Hoje isso pode ser normal, mas Na madugrada, a situação piorava para aquela época, um jogo que Com a neblina tudo ficava cinza, e nos trazia vários ciclos de tempo a pista era só metade da tela. Se era uma novidade empolgante. na velocidade era difícil não bater, E rolavam os Campeonatos para imaginem você só vendo os faróis ver quem chegava mais longe. quando o carro rival já estava bem em cima de você. Inclusive, esse ponto muitas vezes era determinante para você vencer ou perder a corrida. Se batessem demais nesse ponto, já era.
E outra coisa: nada de músicas durante a corrida. Os únicos sons que ouvimos é o ruído do motor, das freadas e das batidas, além dos sons das ultrapassagens. Além do jogo ser muito divertido, outra coisa que fez o jogo ser um sucesso foi a sua simplicidade. Os controles eram bem simples: movendo a alavanca para os dois lados controlávamos o carro e ao apertar o botão, acelerávamos para ultrapassar os nossos rivais. Movendo a alavanca para trás o carro desacelerava. Mas deixo uma pergunta: ALGUÉM USAVA? Com a sua variação de gráficos, com muita diversão e uma ótima jogabildade, Enduro entra fácil na lista do melhor de corrida do Atari e com certeza, um dos melhores jogos do sistema.
road rash
Pรกg. 6
Em 1991, A Electronic Arts trouxe ao Mega Drive um dos melhores, mais divertidos e mais icônicos jogos da história do console da Sega: Road Rash. Motos, corridas alucinantes, trilha sonora viciante e pancadaria desenfreada fizeram a diversão de uma geração. E muitos nem souberam, ou nem se importaram mesmo, mas o jogo tem sim, uma história por trás. Só ficou sabendo dela quem leu o manual do jogo. Dois pilotos, Fang e Polygon, iriam competir em busca de fama em torneios oficiais. Polygon, que estava com a namorada Natasha, foi até a moto de Fang, para sabotar a moto de seu concorrente.
Devido a essa sabotagem em sua moto, Fang nem completou a segunda volta e se acidentou feio. E no chão, Fang viu Polygon e Natasha zombarem dele enquanto comemoravam a sua vitória. Fang então desafiou Polygon para uma corrida mano a mano na pista Pacific Coast. O cenário para o primeiro jogo foi montado. E o jogo foi um sucesso tanto de público quanto de crítica. Então em 1992, chegou a sequência do jogo, também para o Mega Drive. Road Rash II é o escolhido por mim para esse artigo. Pelo simples fato de que esse é o meu preferido de toda a série. Vamos lá.
ROAD RASH II Plataforma: Mega Drive Desenvolvedora: Electronic Arts Lançamento: 1992
por luciano coelho
road rash Todo o conceito inovador das corridas de motos ilegais, com você poder atacar seus rivais foi mantido. Os corredores adversários continuam bem agressivos e vale tudo para ganhar a corrida, seja atacando com socos e chutes, ou com correntes, nunchakus, porretes, entre outros “brinquedos”. Claro que a pancadaria rola solta em alta velocidade, mas isso não é só com o que temos que nos preocupar no jogo. Além disso, temos que nos lembrar que são corridas ilegais, com uma série de obstáculos nas pistas: placas, rochas, areia, poças de óleo, veículos, animais e os outros corredores. Isso, apesar de eu adorar usar eles e as suas motos de trampolim. Mas as quedas são um show a parte. Existem alguns tombos que são tão cinematográficos, que você vai sair voando no estilo do Superman.
As corridas se passam em cinco locais dos Estados Unidos:Havaí, Arizona, Tennessee, Alasca e em Vermont. Cada vez que você vai aumentando de nível, as pistas vão aumentando de tamanho e de obstáculos. Conforme nós vamos ganhando dinheiro, vamos poder comprar motos mais potentes. E isso será muito necessário, já que os seus adversários também evoluem. E conforme eles melhoram, eles ficam mais malandros, bem mais agressivos e com motos muito potentes. Ou você se atualiza ou você vai ficar muito para trás. E a unica maneira é você chegar no minimo em terceiro lugar nas corridas.
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Só que é bem mais fácil falar do que fazer. Mas mesmo com essa dificuldade toda, em momento nenhum o jogo deixa de ficar divertido. As motos são divididas em três categorias: Ultra Lights, Super Bike e Nitro, categoria que tem a moto mais potente, mais cara e mais desejada do jogo: a Diablo 1000 N.
E as animações, tanto quando se termina as corridas, quando você é preso pela polícia ou quando a sua moto quebra são muito divertidas. Nós poderemos ver tanto o nosso motoqueiro comemorando, quanto os outros se dando mal, fora outra situação hilária, como a moto se desmontando pedaço a pedaço. Eu já disse que infelizmente não tive o Mega Drive na época do seu lançamento, mas nem por isso eu deixei de aproveitar o console e os seus jogos, graças a amigos e as locadoras. E nas Locadoras, Road Rash II era o meu preferido. Além do fato de eu poder seguir o meu jogo, graças as passwords. Apesar de poucas mudanças em relação ao primeiro jogo, Road Rash II é o melhor jogo da franquia.
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top gear
O JOGO QUE MARCOU OS FÃS COM UMA JOGABILIDADE MATADORA E TRILHA SONORA PERFEITA
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Top Gear é realmente um caso muito interessante. O jogo foi criado por uma desenvolvedora inglesa, a Gremlin Graphics, foi publicado por um empresa japonesa, a Kemco, e é amado no Brasil, onde ao contrário do resto do mundo, fez (e faz) sucesso. Muito gente não sabe, e para nós, brasileiros, é até incrível pensar nisso, mas Top Gear só foi um grande sucesso no Brasil. Lá fora ele ficou tão na obscuridade que na Video Games Live de 2010, em São Paulo, o criador do evento colocou a trilha sonora do jogo na lista, não sem antes admitir que nunca tinha ouvido falar do jogo. É realmente incrível para nós que um jogo que é tão divertido, sensacional e com uma trilha sonora que transcende o tempo, não tenha feito todo o sucesso que ele merece.
Top Gear foi lançado para o SNES em 1992, uma época em que o Super Nintendo não tinha ainda um jogo de corrida convencional que mostrasse do que o console era capaz. Não estou contando F-Zero, pois ele é um jogo de corrida futurista, e não convencional. E se pararmos para pensar que Top Gear foi feito em apenas 4 meses, isso impressiona ainda mais, pois além desse ser um tempo bem curto para se programar um jogo, isso mostrou que com uma boa equipe e com vontade, tudo é possível. Até criar um jogo que se tornou imortal. Então, vamos juntos nessas páginas relembrar um pouco da nostalgia que esse clássico nos deu. E desde já afirmo uma coisa: Enquanto você está lendo, a música tema está rolando na sua cabeça.
POR LUCIANO
TOP GEAR Plataforma: SNES Desenvolvedora: Gremlin Lançamento: 1992 17
top gear Como eu já disse, Top Gear é um jogo muito amado pelos brasileiros. E todas ou pelo menos a maioria das pessoas que teve ou que ainda tem um Super Nintendo provavelmente teve ou pelo menos já jogou por muitas horas esse inesquecível jogo. Em Top Gear temos 8 regiões com 4 pistas cada uma, totalizando 32 pistas diferentes em vários países, incluindo 2 pistas no Brasil. O jogo não trazia uma maneira para se poder salvar o nosso progresso, mas trazia passwords. Só que se teve uma coisa que Top Gear nos trouxe, e que fez muito sucesso, foi o modo multiplayer. Na época isso foi uma ótima novidade e uma das coisas que fez o jogo ser um sucesso por aqui.
Afinal, quem assim como eu, que não tinha SNES na época, não gastou uma grana na locadora para jogar esse jogo com os amigos ?
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Mas não pensem vocês que o jogo era fácil. Mesmo estando no modo mais fácil, você vai sofrer para terminar o jogo. Além de se ter que ficar de olho nos obstáculos da pista, ainda temos que nos preocupar com os adversários que jogam o carro para cima da gente sem dó. Além claro de ficar de olho no combustível, que se esvazia a cada volta. As vezes era necessário um bom plano para não ficarmos sem gasolina no final da corrida e ter que ficar vendo todos os nossos adversários passarem pela gente sem poder fazer nada. E isso também passa pelo tipo de carro. O Vermelho de todos os carros é o que tem a mais alta velocidade final, mas bebe muita gasolina O Roxo tem a velocidade máxima e aceleração mais baixa que o normal. O Azul é rápido, balanceado e tem um bom consumo de gasolina. E o Branco é o mais equilibrado de todos, assim sendo a principal escolha da maioria dos jogadores.
HORIZON CHASE, A HOMENAGEM BRASILEIRA
Em 2015, a Aquaris, uma Desenvolvedora Brasileira lançou Horizon Chase. O jogo é totalmente inspirado em Top Gear e essa inspiração foi tamanha que eles convidaram Barry Leich, o autor da trilha sonora de Top Gear, para fazer a trilha de Horizon Chase.
O jogo é um deleite e um festival de competência da Produtora Brasileira, que conseguiu trazer com muita excelência o “feeling” do jogo original. O jogo teve uma atualização uns anos depois, ao chegar para todos os consoles e agora se chama Horizon Chase Turbo. É um jogo altamente recomendado para todos os fãs. E vamos falar da trilha sonora ? Uma coisa é fato: Top Gear é um jogo que para nós brasileiros, toda imagem tem som. Todos que viveram essa época, na hora que vêem qualquer imagem do jogo ela vem com som. Sempre que falamos em Top Gear, ou quando vemos algo relacionado a esse jogo, o que vem na nossa cabeça é a clássica trilha sonora. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque na hora nos vem a mente todas aquelas horas de diversão com a galera, com a trilha tocando e empolgando ao fundo. Ruim é porque infelizmente nós já vimos e ouvimos cada bizarrice feita em cima dessa música. Até versão forró existe...
Então, o que vem a nossa cabeça quando falamos de Top Gear ? Diversão. Simples e prática. Nada de complicações. Apenas pegar o controle, acelerar e se divertir ao som de uma trilha sonora que vai marcar a sua vida de jogador. O tempo vai passar, os consoles vão evoluir, mas Top Gear vai continuar vivo e sendo um clássico.
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DRIVER
Em 1999, a Reflections lançou o que é, na minha opnião, o melhor jogo de perseguição policial até a data de hoje. Estamos falando de Driver. Até hoje o seu estilo não conseguiu ser copiado, a sua ótima jogabilidade não conseguiu ser refeita e ele segue sendo o melhor jogo no seu estilo. No jogo nós controlamos John Tanner, um detetive de NYPD que disfarçado, deve ganhar a confiança dos Chefões do sindicato através da realização de missões no volante cada vez mais difíceis.
Driver é aquele jogo com direito a criminosos, uma direção agressiva e fugas policiais, e isso tudo com aquele estilo dos seriados dos anos 70 e 80. E vale lembrar que antes de Driver ser lançado para o PS1 a Reflections já havia lançado duas experiências de direção agradáveis, com jogos da série Destruction Derby.
A música, o design geral das cenas entre as fases, e os próprios veículos do jogo, inclusive com suas calotas voando, são inspirados em vários filmes, como Bullitt, Agarra-me se Puderes e até mesmo programas de televisão como Starsky and Hutch. O O game se passa em quatro cidades (Miami, San Francisco, Los Angeles e Nova York). Além da sua jogo também traz um modo de Diretor, para que jogabilidade praticamente perfeita, o fato do jogo depois da ação, como várias câmeras extras que ser em mundo aberto impressionava, pois todos os podem ser escolhidas pelo jogador, nós possamos POR LUCIANO mapas eram recriações dessas cidades e não era criar o nosso próprio filme e depois salvar o replay raro esquecer das missões para ficar “passeando”. no Memory Card. Preparados?? Vamos lá. 20
POR LUCIANO
VAMOS RELEMBRAR O JOGO QUE ATÉ HOJE NÃO ENCONTROU UM RIVAL A ALTURA 21
DRIVER Mas não pensem que vai ser fácil começar essa missão. Antes, você tem que passar por um teste para demosntrar a sua habilidade atrás do volante. E para muita gente, isso foi um pesadelo. Pois eu conheci várias pessoas que pararam nessa parte e abandonaram o jogo.
E se você ouvir de alguém que ele passou dessa parte de primeira, é mentira. Ninguém conseguiu essa façanha. Essa parte realmente é complicada, mas depois que você passa, dá até vontade de passar por ela de novo só para poder dizer depois que passou dela bem mais rápido. Driver tem os modos Undercover, o modo principal onde temos toda a história do jogo, além de também podermos andar pelas cidades, mas só depois que elas forem liberadas. O jogo ainda possui outros modos entre eles, perseguição, fuga e uma corrida contra o tempo contando com checkpoints.
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O principal ponto positivo e isso foi o que mais me impressionou é como os veículos se comportam. A maioria dos carros se move com um peso real, o que significa que se você for dar aquela virada brusca em velocidade, você vai sentir principalmente a traseira do carro balançar. Isso permite que você faça curvas espetaculares, onde se sente à beira de perder o controle e ao mesmo tempo, você vai se sentir um verdadeiro ás do volante, conseguindo fazer aquela curva digna de um filme de ação dos bons, daquele que a gente cresceu assistindo na TV.
A destrutibilidade do cenário, claro que para os padrões de hoje seria bem simplista, mas imaginem isso na época e vão entender o total fascínio, também ajuda a vender a atmosfera cinematográfica de uma perseguição de carros. No entanto o seu carro também vai se destruindo e quanto mais você destrói o seu carro, mais isso vai afetar o desempenho do veículo, Então é claro que você precisa tentar manter seu carro em boas condições. Mas isso é muito difícil quando uma perseguição contra outros carros é tão prazerosa.
Todas as missões que recebemos em cada parte da história, chegam através da secretária eletrônica do seu apartamento. Às vezes, temos apenas um único trabalho, mas em outras nós vamos poder escolher entre dois trabalhos diferentes, e assim nós teremos trabalhos que são exclusivos do caminho que você escolher. Só um lembrete: é que essas escolhas não afetam a história, ela só permite que você selecione sua próxima missão, e nada mais que isso, permitindo que você às vezes evite aquelas que você não gostou muito. Essa é a única diferença, mas ainda bem que existe, pois isso dá bem mais diversidade ao jogo.
As missões são bastante diretas, com a maioria exigindo que você vá do ponto A ao ponto B, dentro de um tempo limite. Mas em todas as missões temos perseguições em alta velocidade, a verdadeira essência do polícia e ladrão, mas com uma condição: Você precisa evitar muitas colisões, pois uma destruição total de seu veículo fará Em resumo: Driver é jogo que ainda com que você tenha que começar não encontrou um sucessor a sua altura no estilo. E se vocês acham a missão novamente. que eu possa estar exagerando, se perguntem qual jogo seria bem mais competente que Driver no seu estilo e fatalmente vocês irão se pegar pensando, pensando e não irão conseguir achar uma resposta. Driver segue como o melhor jogo de “Polícia e Ladrão” no seu estilo, e pelo visto vai continuar sendo por um bom tempo.
DRIVER Plataforma: PS1 Desenvolvedora: Reflections Lançamento: 1999
FLASHBACK ________________ POR LUCIANO COELHO
Na Ação Games de 1994, eles falaram sobre o lançamento do Sega Saturn no Japão. O Saturn foi lançado lá no dia 18 de Novembro, uma Sexta Feira. O texto foi muito estranho pois dizia que se podia usar o mouse para fechar janelas de texto(?)
E que eles não conseguiram informar o preço de venda até o fechamento da edição. A Sega teria segurado essa informação até o último momento. Isso seria graças a rivalidade com o Sony PlayStation. Como nós sabemos, o Saturn vendeu muito bem no Japão, ao contrário do Ocidente, onde graças a muitas atitudes erradas da Sega, o console não foi tão popular como devia ter sido, O Sega Saturn tem uma ótima biblioteca de jogos, mas graças a várias atitudes impensadas, ele não teve o sucesso que merecia.
________________ Na SuperGamePower de 1996, eles falaram do acessório mais esperado do Nintendo 64, que infelizmente, nunca chegou a ser realmente lançado. E foi realmente uma pena, pois ele promeita e muito. Trata-se do N64 Disk Drive. Ele era plugado ao Nintendo 64 através da EXTension Port que ficava do lado inferior do console e permitia ao N64 usar discos magnéticos proprietários de 64 MB de capacidade para aumentar a capacidade de armazenamento de dados. Alguns jogos já tinham até sido confirmados para ele como Zelda 64, Dragon Quest VII e até um FIFA Soccer já tinha sido anunciado para o 64DD. A própria matéria disse que uma data de lançamento ainda não tinha sido revelada. E não foi até hoje, pois devido ao seu lento desenvolvimento, o 64DD nunca viu a luz do dia.
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