As Ruas de FĂşria tomam conta do Mega Drive
E aqui estamos nós de novo, com mais uma edição da Revista Sussuworld e essa é realmente especial para mim. Como vocês já sabem, Eu sempre dependi de terceiros, pessoas que sabiam mexer em certos programas, como Ilustrator e Photoshop, para a Revista poder ir ao ar. Pois bem, como se provou, isso não funcionou bem, pois faltava muito comprometimento, ou tempo, das pessoas envolvidas. Então eu decidi que EU MESMO vou começar a fazer a Revista de agora em diante. Estou fazendo a minha primeira edição da Revista e para não precisar correr com ela, ela será toda Old School. Será uma Revista Teste, para ver como me sairei e conto com a opinião de vocês para eu poder melhorar com o tempo. Então aí está a minha primeira Revista. Espero que vocês gostem. Abraços, Luciano
Agradecimentos Especiais Renato “Jarrão” Matosinho Ygor Freire Por terem me ensinado tudo o que eu precisava para fazer essa Revista ir ao ar Elinewton de Souza Felipe Lacerda Bicalho Pelas matérias que completam essa edição
Índice ALEX KIDD IN MIRACLE WORLD
STREETS OF RAGE
OLD SCHOOL
SONIC 2
SEGA VINTAGE COLLECTION
O Mascote da Sega ainda tem lugar cativo no coração dos jogadores Por Luciano Coelho No ano de 1986, surgiu um rapazinho orelhudo que conquistou toda uma geração no final dos anos 80 e início dos anos 90. Logo em seu primeiro jogo, ele ganhou uma legião de fãs que até hoje se perguntam: Como pode a Sega ter relegado a segundo plano um personagem tão querido como Alex Kidd ?? Alex Kidd in Miracle World foi lançado para Master System em 1986 como uma resposta ao sucesso de Super Mario Bros. A Sega precisava de um mascote para competir com o bigodudo da Nintendo e Alex Kidd chegou pra competir. Me lembro muito bem da primeira vez que coloquei a mão em Alex Kidd. Fui alugar cartuchos para o fim de semana e lá estava ele. Olhei a capa, vi as imagens coloridas do verso e pensei: "vou dar uma chance a esse carinha". Pode-se dizer que foi paixão a primeira jogada. Um personagem cativante, uma música contagiante e uma jogabilidade que até hoje divide opiniões. Me lembro da diversão e da raiva (as vezes)
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durante a minha primeira jogatina. Alex Kidd é um jogo difícil e qualquer pessoa que disser o contrário, mentiu para vocês. Imaginem um jogo onde você tem que calcular os seus pulos, pois Alex meio que "escorregava" nas plataformas (hoje reconheço que era mais nervosismo mesmo; o famoso "ai meu deus, eu vou cair") e isso sem falar nos chefes de fase.
Nada de batalhas. Nada de socos. Partidas de Janken Po definiam sua vitória ou derrota. Imaginem você lá longe no jogo, chega no chefe, joga uma partida de Janken Po com ele e perde. Você morre e se não tiver mias vidas e continues, adios, volta e começa tudo de novo. Perdi as contas de quantas vezes passei por isso...
É realmente dificil traduzir em palavras o sentimento de jogar Alex Kidd in the Miracle World. O jogo tinha um gráfico lindo e colorido, e era mais detalhado que Super Mario. Alex se diferenciava de Mario em não pular nos inimigos e sim dar socos, era mais frágil do que Mario (uma encostada, bye bye), mas tinha itens que transformavam o jogo em um Pseudo RPG, como o anel, o cajado voador, e os veículos como a moto e o helicóptero. Era realmente diversão garantida. Depois do primeiro jogo, era esperado que Alex Kidd recebesse mais jogos de qualidade que fizessem a alegria dos fãs. Mas infelizmente não foi isso que aconteceu...
Logo depois de Alex Kidd in The Miracle World tivemos Alex Kidd and the Lost Stars, um jogo muito mediano que foi uma conversão do Arcade. É um jogo até legal, mas não faz jus a Alex Kidd e muito menos ao que nós esperávamos depois de Alex Kidd in the Miracle World. O jogo é realmente muito doido com inimigos como um Skinhead pelado que atira caveiras pela bunda (É sério) e uma dificuldade no mesmo nível de Miracle World. Foi meio que um banho de água fria nos fãs, que esperam um jogo do nível de Miracle World para cima.
E em 1987 tivemos mais dois jogos do nosso herói orelhudo. Mas só um deles chegou ao Ocidente. Alex Kidd in BMX Trial faz uso do contole especial do Master System e traz Alex pilotando uma bicicleta com visão de cima. Meu Deus, quem achou que isso daria certo ??? O jogo é simplesmente RIDÍCULO e só serviu para queimar a imagem da Sega e de Alex Kidd.
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E então no mesmo ano temos Alex Kidd in High Tech World. Onde Alex tem que juntar pedaços de um mapa para poder chegar ao fliperama antes da hora de fechar...O jogo é um mini RPG e é no máximo legalzinho, mas ele não foi feito como um Alex Kidd. Esse jogo foi modificado no Ocidente e colocaram Alex no lugar de outro personagem. High Tech World foi feito em cima de um jogo japonês chamado Anmitsu Hime, jogo que é baseado em um mangá. E a imagem de Alex Kidd foi indo ladeira abaixo...
E então, em 1990, Alex Kidd recebe seu jogo mais interessante de todos: Alex Kidd in Shinobi World. E mais uma vez, Alex caiu de paraquedas em um jogo, inicialmente chamado de Shinobi Kid. Mas o bom foi ver que funcionou e que esse se tornou um dos jogos mais divertidos do orelhudo. Uma ótima jogabilidade, gráficos bem detalhados, coloridos e que realmente lembram o clássico Shinobi. Foi um dos jogos que mais me diverti e que jogo regularmente até hoje.
Em 1989 tivemos o primeiro jogo de Alex Kidd para Mega Drive, Alex kidd in the Enchanted Castle. Esse é um jogo que voltou as origens de Miracle World. Eu gostei muito desse jogo. Ele é muito colorido, divertido e com uma boa jogabilidade. Finalmente depos de 3 anos de espera, chegava um Alex Kidd de verdade, feito para ser um Alex Kidd e não com o personagem caindo de paraquedas em algum outro jogo.O jogo continua com a sua dificuldade progressiva e as partidas de Janken Po também estão de volta.
Depois desse jogo, Alex Kidd sumiu. Além dos jogos medianos, Alex também teve um concorrente de peso: Sonic. O ouriço chegou e tirou de Alex kidd o posto de mascote da Sega. Eu ainda acho que os dois personagens poderiam muito bem conviver. Não acho que era necessário Alex Kidd sumir para o Sonic brilhar. Alex Kidd sumiu até 2001 quando apareceu em um jogo do Dreamcast lançado somente no Japão, chamado Segagaga.
O jogo é um simulador de administração futurista, no qual o jogador é um dos jovens escolhidos para ajudar a Sega a se firmar como uma grande produtora de jogos eletrônicos no Japão. Alex Kidd aparece como um personagem que auxilia o jogador durante a aventura. Em uma das cenas mais tristes que eu já vi, Alex Kidd conta sua história e como foi quando a Sega decidiu trocá-lo pelo Sonic, como mascote da empresa. Lágrimas rolaram nessa hora.
como sua sequência, Sonic & All-Stars Racing Transformed. Os fãs ainda estão a espera do retorno de ALex Kidd em um jogo próprio. Não é posível que a Sega não veja que os fãs do orelhudo estão ansiosos por um novo jogo. O máximo que podemos fazer hoje em dia é sonhar com um novo jogo e matar a saudade com os jogos antigos...
Depois disso, Alex sumiu por mais 7 anos até reaparecer em 2008, no jogo SEGA Superstars Tennis, como um personagem controlável. Jogo bem legal, mas longe do que ele merece.
Dois anos depois, em 2010 Alex Kidd surge como personagem secreto em Sonic & SEGA All-Stars Racing, jogo estilo Super Mario Kart e uma ótima sacada da Sega em trazer seus personagens de volta em um jogo realmente muito bom e divertido, assim
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AS RUAS DA FÚRIA NO MEGA DRIVE !! Estava eu de boa na lagoa, feliz e pimpão no meu facebook, de bobs com a vida, quando do nada surge no chat o grande amigo SANDRO SANTIAGO , perguntando se eu me lembrava de um game fodástico do Mega Drive. E disse: "Please, Bitch, joguei essa coisa divina no original japonês (Bare Knuckles)". Juntando isso à uma conversa que tive com um de nossos colaboradores, o Diogo Elias sobre o jogo, eu resolvi escrever a matéria e compartilhar com todos vocês minhas lembranças. Porque eu sou um cara muito legal. E já está na hora de vocês começarem a me pagar um salário pra manter esse boteco funcionando. Tive o PRAZER de experimentar esse clássico em sua essência, ou seja, no próprio MEGA DRIVE. Um colega meu tinha o cartucho, que foi jogado incessantemente. Esse amigo era o 08
Por Felipe Lacerda Bicalho famoso Guilherme Lopes, hoje figurinha fácil nas baladas mais quentes de Divinópolis. Reuníamos, eu e o também ilustre Igor Kenny, na casa dele, e jogamos muito esse jogo, bons tempos. Confesso que na época eu jogava mais com Adam ou Axel, pois a vagaba gracinha da BLAZE tinha sempre um viadinho que escolhia primeiro. Se você ainda não conhece esse game, trate de conhecer, baixe a rom e bora se divertir que esse é um dos maiores clássicos do universo conhecido, (Mais clássíco que Mário, eu diria e você discordaria logo em seguida). O jogo é de porrada franca, honesta, divertida e pura, do tipo verdadeiro que só existia na década da Tv Colosso, onde os chars (ou "bonequinho", dependendo da sua idade) vão andando pelas ruas fazendo a limpa na cidade, cheia de trombadi-
nhas, punks clichês, caras fazendo malabarismos com facas e outros perigos. Para dizer a verdade, na cidade onde o game acontece tinha de tudo,menos cidadão de bem. Ao jogar essa primeira versão, nota-se uma PUTA evolução no segundo game: Os personagens aqui são duros, travados, tem poucos golpes (ainda assim tem vários), fases simples e inimigos repetitivos pra cacete. Isso era uma regra fundamental na época: Muda-se a skin do personagem e voilá, temos um inimigo novo, economizando bits no cartucho.
As músicas são SOBERBAS, desde a intro até a música dos créditos, mesmo que naquela batida irritante dos 16 bits do mega. Esse é o único, na minha nem um pouco modesta opinião, onde o Mega perdia de lavada pro Nintendão. a placa de som do Snes era anos-luz mais foderosa que a do console da Sega. (snif).
É uma ótima pedida pra passar o tempo soqueteando uma galerinha nervosa, principalmente na época, pois, hoje em dia, Streets of Rage 2 é sinônimo de qualidade em porrada franca. E o terceiro game da série, cuja qualidade é espetaculosamente linda para os padrões dos 16 bits seguísticos. Ok, eu inventei essa palavra nesse exato momento.
O game e sua storyline segue a mesma lógica bestialmente nonsense dos games daquela época: Ninguém se deixava abalar mesmo com tanta violência acontecendo ali na sua frente. Latas de lixo e cabines telefônicas escondiam bastões e facas que garantiriam (ou não) sua sobrevivência naquelas noites selvagens.
A dificuldade aqui é a mais alta da trilogia, talvez pela merdinha que eram os controles, pela dureza dos comandos e pela apelação que alguns chefes são, aquele gordinho SAFADO que cospe fogo e consegue encher o saco! Até no videogame gordo só faz gordice! Vocês se lembram daquele açougueiro desgraçado do Cadillacs & Dinossaurs ?
No tempo que todo mundo queria o seu beat'n up pra faturar uns trocados, lá estava a Sega com seu novo sistema pra competir com o monstro da Nintendo. Dali veio a idéia de Streets of Rage, a (já tradicional) jornada de alguns poucos contra muitos pela retomada do controle da cidade das mãos do crime organizado. A nosso dispor, os 3 ex-policiais que largaram tudo pra resolver a questão, Adam, Axel e Blaze (que a julgar pelo fugirino, largou a polícia pra fazert Pole Dance). Sim, é uma história idiota.
No fim da rua estavam Antonio e seu bumerangue que não metem medo em ninguém. Tipo, o Chefão se chama Antônio. E tem um bumerangue. E fica no final da rua. Tipo uma briga de escola.
O jogo é (na gíria que não estou certo se vocês conhecem) "robadão", o que significa que é mais fácil provar a teoria das cordas comendo fandangos do que zerá-lo assim, na cara dura, de primeira. Ainda bem que, em alguns momentos, dá pra chamar ajuda do quartel policial mais próximo que a galera vem e TACA BAZUCADA nos inimigos! Eu sempre me perguntei de onde vem esses policiais. Será que a polícia da cidade não tem mais porra nenhuma pra fazer e fica de quebrada na esquina esperando os caras que estão dando porrada nas ruas gritarem por um help? Será que eles não estão ocupados o suficiente com esse bando de desordeiros chutando latas de lixo por todas as ruas do lugar?
E sim, é uma história idiota copiada da história idiota do Final Fight. A jornada começa nas ruas da cidade, no meio da noite, entre as boates, lojas e suas placas de neon, uma novidade no mundo real que dizia que estávamos no futuro e que tanto marcaram várias histórias de ficção sobre futuros perdidos. Vide Blade Runner. O futuro era mais legal no passado.
O jogo não é muito longo nem muito difícil, e tem a única e fácil função de apenas te divertir. Fazer você passar horas pressionando botões e criando calos naquele joystick grandão do Mega Drive. Após nossa recusa em aceitar que esses punks desordeiros de roupas coloridas tomem conta do pedaço, você chuta muitas bundas e finalmente chega no último chefão. Que mesmo sabendo que você pode invocar uma viatura com uma bazuca, ainda se levanta e procura nos eliminar com uma metralhadora. Assim, nós vencemos (fácil, porém divertidamente) mais um game e podíamos, felizes, partir para outro. Ou voltarmos ao Sonic, que era o que geralmente fazíamos.
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Por Luciano Coelho Eu estava aqui relembrando uma época que sinceramente sinto muito falta. Hoje a Xbox Live, a PSN e a Steam uniram jogadores de todos os cantos mas ao mesmo tempo afastaram as pessoas. Explico: Na época em que eu tinha meu Master System e meu primo o seu Phantom System, lembro que eu e meu primo alugávamos os jogos e íamos para casa um do outro e varávamos a tarde e até as noites jogando. Ah como eram bons esses tempos, você interagia mais com os seus amigos e não através de um headset. E me digam sinceramente: Quem nunca fez um campeonato de ISS Deluxe com uma tabela feita em folha de caderno ?? Quem nunca varou tardes com os amigos jogando jogos como Super Mario World, Rock´n Roll Racing e muitos outros, zoando os amigos quando ele morria de modo besta e dizendo “agora é minha vez” ?? Podem me chamar de saudosista mas me digam sinceramente: Se vocês pudessem escolher, vocês prefeririam jogar com os seus amigos ONLINE ou com ELES DO SEU LADO ? O Playstation 1 e 2 foram responsáveis por momentos hilários na minha vida com campeonatos de Winning Eleven todo Fim de Semana, sem 10 preparada contar com o Pág. lanche pela mãe do anfitrião.
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Muitos jogadores daquela época ainda se reúnem para relembrar os velhos tempos, brincar e dar risada para descontrair das pressões do mundo atualmente. E relembram histórias do tipo “Lembra quando alugamos Resident Evil e cobrimos todas as janelas para criar o clima sombrio pra jogar?”, “Lembram daquele gol na final do nosso campeonato de Winning Eleven?”, Lembra de como ficamos felizes quando zeramos Super Mario World juntos?”, e muitas outras histórias. Mas isso hoje em dia faz parte do meu passado. Os amigos se distanciaram, cada um cuidando da sua vida, com suas responsabilidades e raramente nos encontramos para relembrar. E lágrimas me vem aos olhos escrevendo essas linhas lembrando de como foi feliz a minha infância e lamentando que muita gente não terá essa mesma alegria... São tempos bons que não voltam mais...
Por Elinewton de Souza Após o estrondoso sucesso do primeiro game da série, a SEGA da América sentia que uma sequência do título era necessária e dois meses após o lançamento do Sonic The Hedgehog original, houve o início dos trabalhos para a produção do icônico Sonic 2. Este título chegaria as prateleiras no dia 21 de Novembro de 1992, um ano após a chegada do primeiro game do ouriço. O jogo basicamente era uma melhoria do primeiro título em todos os aspectos. Era mais rápido, mais colorido, maior, com melhores animações, melhores músicas, estágios maiores, mais loopings, mais tudo. Em outras palavras, não havia como dar errado. Uma versão para o Master System, totalmente diferente da versão de Mega Drive também foi feita, mantendo uma altíssima qualidade. Não se trata de um port e sim um jogo novo e merece ser jogador por todos os fãs da franquia. Nesta versão o Sonic pode até mesmo voar de asa delta. A história Sonic estava de volta para enfrentar seu maior rival mais uma vez, o Dr. Robotnik (por favor, não me me aborreçam com esse papo de Eggman). 12
Robotnik continua com seus planos de dominar o mundo utilizando um exército de robôs com criaturas da floresta aprisionadas dentro deles, e desta vez ele quer o poder das esmeraldas do Caos para usar como fonte de energia em sua nova arma mortal a Death Egg. (Para quem assistiu a série de filmes Star Wars fica mais do que claro a referência e inspiração para a Death Egg). Nesta segunda aventura o Sonic não está sozinho e vem acompanhado por Miles "Tails" Prower uma raposa de duas caudas que é fã do Sonic e espera ser um herói como ele um dia. Tails como é chamado possui esse apelido por possuir duas caudas (Tail é cauda em inglês, logo Tails=caudas). Ele possui pernas muito curtas e por isso não pode correr tão rápido como o Sonic, assim ele usa suas duas caudas como propulsão, girando-as rapidamente como uma hélice e voando para acompanhar o ouriço. Como nessa vida de herói nada é fácil nem vem de graça, Sonic tem um novo adversário criado por Robotnik, o Metal Sonic, uma cópia robô do Sonic. Será que nosso herói poderá enfrentar a si mesmo e vencer?
Inspirados pela série Dragon Ball Z, os criadores de Sonic criaram o Super Sonic, um Sonic amarelo e invencível que o jogador pode acessar quando coleta todas as esmeraldas do Caos. O super Sonic é mais rápido, pula mais alto e é invencível, exceto se for esmagado ou cair em precipícios. Jogabilidade A jogabilidade se mantem excelente como no título original, adicionando novas animações e novos movimentos. Sonic é capaz de fazer todos os movimentos do game anterior, porém agora ele possui um novo ataque, o Spin Dash. O Spin Dash é um movimento em que tanto Sonic como Tails podem girar rapidamente no solo, parados, pegando velocidade antes de sair em disparada em um ataque giratório. Essa simples adição cria muitas situações novas de gameplay e o jogador não terá mais que pegar longas distâncias para ganhar velocidade e passar por loopings ou subidas podendo acelerar instantaneamente em qualquer lugar, até mesmo embaixo d'água.
Ainda na jogabilidade, com a aquisição do Tails, temos a possibilidade do coop onde um segundo controle assumirá o comando da raposa, ajudando Sonic a derrotar os inimigos ou mesmo chefes de fase. Caso o segundo player pare de controlar o Tails, a CPU assumirá o comando dinamicamente e sem problemas ou Slow Downs. Também devido a adição de Tails, foi adicionado o modo competição com tela dividida onde dois jogadores poderiam apostar corrida em alguns dos cenários do game e ver quem chegar primeiro ao final da tela. Gráficos A melhoria dos gráficos é evidente, onde em cada cenário vemos uma infinidade de elementos animados e muito bem coloridos, com várias camadas de paralax dando uma incrível sensação de profundidade as telas. Há também uma variedade maior de inimigos e elementos espalhados pelos cenários. Os efeitos de metal dos robôs e também das engenhocas do Robotnik estão incríveis e há efeitos de sombras em vários elementos que dão uma boa sensação de profundidade e volume nas telas. Algo notável para aqueles que conhecem a capacidade do console da SEGA, é que apesar do Mega Drive não possuir efeitos de transparência, vemos esse efeito impossível em vários cenários como nos canos da Chemical Plant ou nas cachoeiras da Aquatic Ruin. Em vários momentos vemos argolas girando, inimigos na tela, efeitos de água e folhas caindo, mas mesmo com tudo isso na tela não temos Slow Downs, ou
quando ocorre é algo que nãointerfere nos controles ou no fluxo do jogo.
Game Design No primeiro jogo do Sonic cada estágio possuía três fases, mas em Sonic 2, para deixar o game variado o Sonic Team optou por colocar apenas duas fases em cada estágio, mas aumentar a quantidade de estágios dando uma variedade maior as telas. As fases estão mais dinâmicas com mais locais propensos a grandes velocidades e muitos loopings, bem com uma quantidade bem variada deles. Dou um destaque especial aos loopings laranjas da Emerald Hill, ou as grandes descidas da Chemical Plant, realmente de tirar o fôlego. Comparando ao primeiro título, Sonic 2 possui mais fases e estas estão mais longas que seu predecessor e também mais variadas, alternando entre locais submersos, locais abertos, cavernas, topos de montanhas e usinas, tudo isso com muitas engenhocas para se interagir e diversos caminhos possíveis em cada estágio.
Som Não parecia ser possível, mas o Sonic Team conseguiu melhorar o som do game, bem como Masato Nakamura fez músicas ainda melhores. Isso porque nesta segunda versão o músico já conhecia o espírito do jogo e desta vez ele viu capturas de tela de cada fase antes de fazer as composições, o que o ajudou muito a criar músicas com clima mais adequado para cada ambiente. Debulhando o game Sonic 2 possui uma grande quantidade de estágios e cada um possui suas particularidades. Vamos a eles: Emerald Hill Zone: Primeiro estágio do jogo, como sempre o mais fácil, sendo um grande playground para se acumular vidas e aprender as mecânicas do personagem. Trata-se de um cenário paradisíaco com uma bela praia ao fundo, cachoeiras, pontes e belos coqueiros, mais cuidado. Robotnik deixou muitas armadilhas e entre elas estão alguns macacos robôs escondidos e esperançosos para jogar côcos no nosso herói.
As fases de bônus também retornam num novo formato, desta vez como um longo tubo 3D repleto de argolas e Sonic deverá recolher uma quantidade de argolas para conseguir alcançar a esmeralda do Caos. Estas fases bônus tem dificuldade progressiva. As 2 últimas são de arrancar os cabelos.
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Chemical Plant Zone: No segundo estágio, Sonic 2 já começa a colocar as habilidades do jogador a prova com locais mais apertados, muitas vezes com água tóxica, poços sem fundo e aranhas robóticas que irão segurá-lo para arrancar Porsuas Luciano Coelho argolas. Este cenário apesar de elevar a dificuldade, pode ser facilmente transposto se o jogador tiver bons reflexos e memória para decorar os caminhos, pois os canos levarão Sonic para locais aleatórios e fica fácil se perder. Aqueles que gostam de detalhes, podem parar sobre os canos da Chemical Plant e verão pequenos brilhos da água passando dentro deles, ou mesmo os diversos padrões de luzes coloridas brilhando nas paredes.
Aquatic Ruin Zone: Cenário que lembra as ruinas gregas com muitas colunas e tijolos. Nesta área há uma quantidade maior de áreas submersas pela água e em alguns locais estas áreas são longas, então não descuide dos locais onde há bolhas para Sonic respirar. Para aqueles que não gostam de fases com água fica a dica de tentar ir sempre pelos caminhos mais altos sem cair das plataformas. Deve-se ter cuidado pois há inimigos que surgem de dentro das paredes, com brocas. Outro inimigo que pode dar um pouco 14 de trabalho são as moscas
mecânicas que irão perseguir o Sonic se não forem eliminadas.
Casino Night Zone: A clássica fase do casino presente em tantos jogos da franquia, neste jogo está radiante e cheia de detalhes. Tudo pisca, brilha e gira o que pode tirar a atenção do jogador. A quantidade de elementos de casino está mais variada do que no primeiro jogo e é possível até mesmo tentar a sorte nos vários caça níqueis que estão espalhados pelo ambiente, podendo ganhar muitas argolas ou mesmo perder todas. O jogador poderá também usar o Sonic como bola de pinball arremessando o ouriço em grandes flipers e molas como nas antigas mesas de fliperama. Mas cuidado pois também existem inúmeras formas de perder argolas e vidas nesta tela.
Hill Top Zone: Neste cenário de topo de montanhas nós nos veremos nas alturas, acima das nuvens e em alguns momentos atravessaremos o coração da montanhas em suas cavernas cheias de lava e terremotos. Precisamos ter cuidado com as estacas que caem do teto das
cavernas arremessadas por badniks raivosos. Haverá locais para descer de tirolesa e também poderemos usar o ataque giratório do Sonic para cavar nosso caminho através das rochas.
Mistic Cave Zone: Saindo da montanha que tal se embrenhar na escuridão de uma mina abandonada? É exatamente isso que a Mistic Cave fará com você, em um cenário espetacular repleto de perigos. Preste atenção aos alçapões e ganchos que abrem passagens e pontes secretas, pois em muitos locais encontrá-los é a única forma de passar. Em meio a escuridão dessas cavernas encontraremos robôs vagalumes, mas cuidado, eles não são nossos amigos.
Oil Ocean Zone: Esta fase é uma refinaria de óleo mergulhada num oceano desse material. Devemos sempre ter cuidado para não acabar caindo no mar de óleo que fica no limite inferior da fase, pois sair dele é difícil e pegajoso. Mas mesmo tentando se manter nos níveis mais altos do cenário, muitas vezes caímos em escorregadores que nos levam caminho abaixo rumo
Considerações:
ao mar de óleo. Este cenário possui muitos canos pela frente da tela e devemos ficar atentos para itens que ficam escondidos atrás deles.
Metrópolis Zone: Estamos chegando ao final do game a os estágios vão ficando mais casca grossa. Este por exemplo, além de ter um altíssimo nível de dificuldade ainda possui três fases de dar dor de cabeça mesmo. Você será ameaçado por toda sorte de armadilhas, desde espinhos, esmagadores, jatos de vapor quente, lanças giratórias, poços sem fundo, etc. E tudo isso com inimigos posicionados nos locais certos para estragar o seu dia. Então, olho vivo e vamos em frente.
Sonic 2 é um jogo espetacular e impecável, digno da franquia a qual pertence. Trata-se de um título que pegou tudo que seu antecessor possuía e melhorou em todos os aspectos. Wing Fortress Zone: Ao nos aproximarmos da fortaleza do Robotnik, o avião de Tails será atingido por uma rajada de raios e cairá, mas o Sonic deve pular do avião e cair sobre a fortaleza para seguir caminho sozinho. Esta é outra fase casca grossa com muitos inimigos e locais bem complicados de serem passados. Para ajudar o jogador, há muitas vidas e caixas com argolas escondidas dentro das paredes, sendo assim um pouco de exploração valerá a pena aqui.
Death Egg Zone: Finalmente chegamos ao final do game e devemos enfrentar os dois chefes finais, o Metal Sonic e o Giant Mech.
Sky Chase Zone: Aqui recebemos uma ajuda extra do Tails que vem pilotando seu avião levando o Sonic na direção da fortaleza voadora do Dr. Robotnik.
Como de costume, não teremos argolas e devemos enfrentar os chefões de mãos vazias. Muita atenção e memória para se decorar os ataques e descobrir os pontos onde devemos atacar cada um deles. Para o final, nada de spoilers e vamos zerar para descobrir.
Mais do que recomendado para todos os fãs de videogames. Curiosidades: 1 - Sonic 2 deveria possuir dois estágios adicionais, o Hidden Palace Zone e o Egg Gauntlet Zone, mas estes foram retirados do game pois deixavam o jogo muito longo. 2 - Fases à noite: Ao fazer o truque de seleção de fases, faça também o Debug Mode e escolha uma das fases segurando o botão C pressionado. Ao entra na fase ela estará em modo noturno e com alguns elementos acesos. 3 - Na fase Emerald Hill Zone há mais de sete marcadores de tela, o que permite que um jogador experiente colete todas as sete esmeraldas do Caos ainda na primeira fase e siga o jogo inteiro como Super Sonic. 4 - Quando deixamos o Sonic parado ele fica batendo o pé e olhando o relógio impaciente Experimente deixá-lo por um bom tempo e depois de olhar o relógio algumas vezes ele irá deitar no chão para esperar com mais conforto.
Trata-se de um estágio aéreo onde devemos nos manter sobre as asas do avião e desviar dos badnik alados que virão contra nós. Algumas nuvens possuem argolas dentro delas. 15
Por Luciano coelho A Sega lançou duas coletâneas de alguns de seus jogos mais famosos. E os escolhidos foram Streets of Rage e Golden Axe. Cada coletânea contém os 3 jogos de cada franquia. Mas vale a pena comprar?
Na opinião deste que vos fala, sim. E respondo por quê: São Clássicos. Jogos que fizeram a diversão de muitos jogadores na época em que foram lançados e até hoje continuam fazendo a alegria de quem jogou e trazendo aquela nostalgia de quando jogávamos com a galera em casa torcendo por você ou contra você (só pra entrar no seu lugar).
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Os jogos retornam em suas versões originais e com todas as 16
versões lançadas ao redor do mundo. Pois como vocês sabem muita coisa está no jogo em uma região e do nada é retirado na outra. Pego o exemplo de Streets of Rage 3, onde um chefe meio “extravagante” foi retirado da versão americana e só exista na versão japonesa.
Golden Axe vem com uma curiosidade: O primeiro jogo vem em sua versão para o Arcade, não para o Mega Drive. Segundo os produtores, a versão árcade é melhor e tem alguns diferenciais que valeram a sua entrada nessa coletânea. Aí você me pergunta: Ah , mas legal é jogar com um amigo e é difícil aparecer um amigo meu por aqui. Calma meu amigo, para isso foi adicionado o MODO ONLINE.
As 2 coletâneas tem modo online para você se divertir com um amigo além do tradicional modo offline. Cada coletânea custa $9,90 na Xbox Live. Então pessoal, preparem seus machados ou partam para a luta na mão mesmo, pois Streets of Rage Collection e Golden Axe Collection chegaram para alegrar o dia da galera (ainda mais da galera old school). Lembrando: As duas coletâneas são retrocompatíveis no Xbox One.