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Edição 53 - Revisão

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EDIÇÃO 53

Revista

Uma publicação trimestral da Ordem Mercedária no Brasil


Superior Provincial da Ordem das Mercês:

Fr. John Londerry Batista, O. de M.

Editor Chefe:

Frei Elionaldo E. e Silva, O. de M.

Correção e Revisão:

Prof. Elza Atála Frei Elionaldo E. e Silva, O. de M.

Participaram nesta edição:

Pe. Jorge Alves Filho Pe. Frei Reginaldo Roberto Luiz Frei Jociel Batista de Carvalho Pe. Frei Inácio José

Projeto gráfico e diagramação:

Lucas Fontenele.

Ordem Mercedária no Brasil

Avenida L2 Sul, quadra 615, Bloco D, CEP 70200-250, Brasília - DF. Fone: (61) 3346 1952. www.revistamerce.com.br

FALE CONOSCO

O tema da fraternidade é urgente em nossos dias, pois diante da nossa sociedade brasileira cada vez mais violenta e injusta, onde a fome e a miséria crescem assustadoramente a cada dia, é necessário nos perguntar pelo próximo, pelos irmãos e irmãs, procurando descobrir quem são eles, onde vivem e como vivem? O livro do Gênesis nos traz o tema a fraternidade tantas vezes comprometido por causa da cobiça e do desejo de posse. A Aliança perpassa o enredo do livro do Gênesis como um projeto de vida nos apresentando a fraternidade que nasce da iniciativa divina e promove a fraternidade entre os homens por meio da Torá. Deus está no centro da fraternidade e é ele que torna possível a fraternidade humana. Recentemente o Papa Francisco nos ofertou a Encíclica Fratelli Tutti, isto é, todos irmãos, da qual nos fala da amizade social e dos obstáculos contemporâneos que se interpõem a fraternidade. Num mundo cada vez mais fragmentado e ferido, o Papa Francisco nos apresenta o paradigma do Bom Samaritano como modelo de atitude diante do próximo. Aborda os pontos que favorecem e ao mesmo tempo dificultam a fraternidade, como é o caso da política quando mal praticada. No nosso VI Capítulo Provincial celebrado em Janeiro desse ano no Seminário de Nossa Senhora das Mercês na capital paulista escolhemos o tema da fraternidade para nortear nossos trabalhos: Vida Fraterna – A festa da Redenção não pode acabar, e o lema “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5). Esse tema deverá nortear todos os trabalhos da Provincia de São Raimundo Nonato nesse triênio (2021-2023), justamente porque o tema da fraternidade é a espinha dorsal do testemunho cristão: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 34-35). O Doutor Angélico nos diz que a caridade com que amamos o próximo não é uma virtude distinta da caridade com que amamos a Deus, porque a caridade ama o próximo por causa de Deus . Desse modo, ele apresenta uma intrínseca relação entre caridade e fraternidade. Por isso, achamos oportuno vos apresentar mais uma edição da Revista Mercê digital para fomentar o tema da fraternidade, tão necessário em nossos dias. A todos boa leitura e apreciação!

Pe. Frei Elionaldo Ecione e Silva, O. de M.


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QUER EVENGELIZAR ALGUÉM? INICIE PELA SUA FAMÍLIA!

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A FRATERNIDADE: CAMINHO DE SALVAÇÃO

O PERCURSO PARA A CANONIZAÇÃO NA IGREJA

A ORDEM MERCÊS NA ARGENTINA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO: A RELAÇÃO CORPO E ALMA

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS DE CANDABA


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Quer evangelizar?

Inicie pela sua família!

Se partirmos do principio de que a família é o berço de nossa formação e de que é nela que aprendemos a ser cidadãos e também cristãos, porque cabe aos pais conduzir seus filhos à Pia Batismal, lugar de nossa confirmação como filhos de Deus e de nosso nascimento para a vida eclesial, devemos entender que se realmente queremos que alguém viva uma vida autenticamente cristã é preciso, então, que a família da qual ela faça parte seja o lugar onde possa encontrar o ambiente privilegiado para seu contato com Deus por meio da experiência com Cristo. Nesse sentido, é preciso que a família resgate seu papel de evangelizadora, vencendo as dificuldades às quais está exposta a cada dia para que, assim, possa cumprir sua missão de ser o primeiro lugar do anúncio da Palavra de Deus para seus membros. No livro dos Atos dos Apóstolos, encontramos o exemplo de conversão de Cornélio e de sua família ao cristianismo. Lembremos que ele era centurião romano e foi o primeiro estrangeiro convertido.

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Segundo o relato “ele e todos os de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (Atos 10, 12). Quando o encontrou, Pedro exclamou: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo” (Atos 10, 34). Em tempos moralmente conflituosos e, por isso mesmo mais exigentes em que a resposta necessita ser mais direta e eficaz se quisermos evangelizar alguém, é preciso que iniciemos por evangelizar sua família para que, assim, ela possa cumprir sua tarefa diante da sociedade. A Igreja, hoje, como em outros tempos, precisa atentar-se para as realidades que sugerem mais sua atenção pastoral para que possa preparar melhor seus fiéis para que esses possam “estar no mundo sem serem do mundo”, e não se fecharem aos novos desafios questionadores que se apresentam para os quais, muitas vezes, os cristãos ainda não têm resposta, seja pelo fato da velocidade como as coisas acontecem no mundo de hoje, seja pela efemeridade de tais novidades, que surgem e desaparecem dando lugar a outras realidades num rápido prazo de tempo.


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À Igreja é dada a missão de zelar por seus fiéis, que a ela foram entregues por Nosso Senhor Jesus Cristo, quando de sua ascensão. Aos discípulos foi dada a responsabilidade de ir pelo mundo anunciando o Evangelho a todos os povos tornando-os discípulos d’Ele (cf. Mc 16, 15), dessa forma quem crer e for batizado será salvo. Essa salvação pode também passar pela família, Igreja doméstica. São João Paulo II, na Familiaris Consortio, convocou as famílias a tornarem aquilo que são, afirmando que:

Não é difícil para nós evangelizadores perceber que cada pessoa deve ter em sua família a referência de encontro com Deus, por esse motivo as famílias, tão fragilizadas no mundo de hoje, precisam de atenção especial da parte da Igreja e não se podem medir esforços para que ela se fortaleça e, mesmo se restabeleça em alguns casos, das feridas deixadas pelo mundo. Por isso podemos afirmar: — Quer evangelizar alguém? Inicie pela sua família.

"cada família deve ser uma comunidade de vida e de amor, numa busca que, como para cada realidade criada e redimida, encontrará a plenitude no Reino de Deus”. Com essa convocação, o Santo confirma que cada pessoa no seio de sua família precisa receber o anúncio e tornar-se também anunciadora para que, dessa forma, o mundo possa conhecer, a partir da família, a beleza do amor que Deus tem para com os homens.

Doutor em Teologia Pastoral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. Pároco da Paróquia Santa Clara de Assis - Arquidiocese de Belo Horizonte. Diretor Espiritual do ECC Regional Leste 2.


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O percurso para a canonização na Igreja Em quase dois mil anos de história da Igreja marcada profundamente pelos exemplos dos santos que seguiram os ensinamentos de Jesus Cristo. A história da canonização dos santos nos mostra as várias fases que ocorreram durante os séculos. Em linhas gerais, poder-se-ia afirmar que no primeiro milênio houve certa preparação para um processo formal que se aperfeiçoou no segundo milênio. Isso porque nos primeiros séculos da Igreja, a canonização foi marcada pela espontaneidade da comunidade local guiada por seus pastores ao proclamar alguém santo com a vox populi vox Dei (voz do povo, voz de Deus).

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Por isso, é importante enfatizar que a canonização dos santos na história da Igreja passou por diversas fases, até chegar aos dias atuais. Essas fases sofreram inúmeras reformas desde as primeiras comunidades cristãs, passando por todos os períodos da história da Igreja, podendo resumir em quatro passos: servo de Deus, venerável, beato e a canonização propriamente dita. Dessa forma, observar-se-á, portanto, ao proclamar uma pessoa santa canonizada, a Igreja nos diz que é possível trilhar o caminho da perfeição no seguimento de Jesus Cristo. O primeiro passo rumo ao processo de canonização, o batizado é chamado de servo de Deus. Isso ocorre quando o bispo diocesano, após 5 anos da morte do candidato, vendo com muita clareza a fama sanctitatis (fama de santidade), antes da morte, durante a morte e após sua morte no meio da comunidade em que viveu.

SÃO RAIMUNDO NONATO


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A partir daí, o bispo diocesano vendo a vida virtuosa, ou até mesmo o martírio vivido em nome de Cristo, podendo ainda ser observada a doação da vida daquele batizado. Diante disso, o bispo diocesano faz o pedido do nihil obstat (nada consta) para a Congregação das Causas dos Santos no Vaticano. Após receber a autorização da congregação, o bispo diocesano poderá instalar o tribunal eclesiástico que investigará a santidade do servo de Deus. Além disso, o próprio bispo também instala uma comissão histórica, cuja finalidade será pesquisar, recolher e organizar todos os documentos encontrados nos arquivos sobre o Servo de Deus.

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS E OS SANTOS DA OBRA

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SANTA MARIA DE CERVELLO

O bispo diocesano ao realizar o fechamento do processo, enviará para a Congregação das Causas dos Santos, por meio de um portador, todo o processo para ser analisado em fase romana. Num primeiro momento, com a nomeação do postulador em fase romana, o qual faz o pedido para a congregação da abertura e da validade jurídica do processo realizado em fase diocesana. Em seguida, o postulador receberá a chamada cópia pública para redigir a positio (posição) sobre o servo de Deus, não passando de 500 páginas que é acompanhada por um relator nomeado pela Congregação. Concluída a positio, será encaminhada para a análise do congresso peculiar dos consultores teólogos, o qual se pronuncia sobre o mérito do martírio, das virtudes ou sobre a oferta da vida com base nos testemunhos recolhidos que estão na positio, antes de ser submetida pela sessão ordinária dos cardeais e bispos. Finalmente, sendo o resultado desse trabalho positivo, é levado ao Papa para o juízo definitivo, podendo chegar ao decreto de venerável. Para a beatificação do venerável é necessário a aprovação de um milagre atribuído à sua interseção. Nessa fase é muito importante demonstrar que o evento não tem explicação científica, caso contrário não poderá ser visto como milagre, como ressalta a congregação vaticana.


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O processo sobre o suposto milagre chega na congregação e passa por várias fases, entre elas, a chamada consulta médica, a qual os 7 médicos individualmente emitem um parecer técnico sobre o caso em análise. Além disso, passará também pelo congresso peculiar dos teólogos que discutirão o caso do ponto de vista teológico, levando em consideração elementos propriamente teológicos: dimensão da interseção, a imitação, veneração e tantos outros elementos. Em seguida, será submetida pela sessão ordinária dos cardeais e bispos, antes de passar para o Papa.

Doutor

em

Portanto, para que o candidato seja beatificado é necessário demonstrar que a cura ocorreu de forma instantânea, íntegra, duradoura e inexplicável cientificamente, seja na sua modalidade e substância. Nesse sentido, ao que se refere à canonização, o caminho é o mesmo feito para a beatificação, acrescentando que a decisão papal é a sentença definitiva da autoridade suprema da Igreja ao reconhecer que aquele batizado se tornou um santo, servindo de exemplo para os fiéis católicos. Certamente, o dia da sua festa será justamente quando ocorreu o seu dies natalis, ou seja, o dia da sua morte.

Utroque

Iure

pela

Pontifícia

Universidade

Lateranense de Roma; Conselheiro Geral da Ordem da Bem Aventurada Virgem Maria das Mercês em Roma. Secretário Geral de Pastoral da Ordem. Postulador Geral das causas de beatificação e canonização da Ordem. Coordenador da Equipe de

Textos

Legislativos

da

Ordem.

Responsável

pelas

Campanhas Redentoras da Ordem. Cronista da Cúria Geral. E-mail: reginaldorobertoluiz@hotmail.com


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PARA ESCUTAR OS GEMIDOS DOS CATIVOS, PARA LIVRAR DA MORTE OS CONDENADOS. SALMOS 101, 21.


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Apresentação do livro:

A relação alma e corpo O livro intitulado A relação corpo e alma do autor Jociel Batista de Carvalho é fruto dos estudos realizados durante o curso de mestrado em Filosofia. O tema da relação corpo e alma é complexo em toda a história da Filosofia. Desde os filósofos pré-socráticos, passando por todo o período antigo, atravessando o período medieval e moderno e chegando à contemporaneidade foram muitos os pensadores que tentaram elaborar uma explicação racional para entender como essa relação acontece. Descartes é um desses autores que se preocupa em explicar a relação corpo e alma. O primeiro capítulo aborda, conceitua e define o que Descartes entende por corpo e alma. Segundo o autor corpo é entendido como sendo tudo o que é extenso. Corpo está relacionado ao movimento e calor dos membros. Já a alma é entendida como sendo pensamento, é tudo aquilo que fornece a possibilidade de pensar e de estar no mundo. Essas duas substâncias não possuem nada em comum, pois segundo Descartes o que pensa não é extenso e o que é extenso não pensa. O segundo capítulo aborda especificamente como acontece a relação corpo e alma. Para isso é abordado a prova da existência de Deus que para Descartes garante a existência do corpo e de todas as coisas. Na sequência é apresentado as divergências e convergências da concepção de alma em Aristóteles e Tomás de Aquino em relação a Descartes. Esse capítulo conclui com o pensamento cartesiano sobre os diferentes modos da alma se relacionar com o corpo: primeiro, essa relação pode ser por vontade de Deus, resultando assim na ligação do humano com o divino.

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E segundo, a relação corpo e alma também acontece à medida que se entende que a alma se faz mais presente no cérebro especificamente na parte interior onde se localiza a glândula pineal. Assim, para o Descartes, a alma se relaciona com o corpo estando unida a ele, não podendo dizer que ela está em uma parte com exclusão de outras. Descartes afirma a união, porém não explica racionalmente e de modo sistematizado como essa união acontece. O terceiro capítulo aborda as paixões da alma. Segundo Descartes têm-se seis paixões primitivas (admiração, amor, ódio, desejo, alegria e tristeza) e muitas outras subpaixões que são decorrentes dessas seis primitivas as quais estão descritas e definidas no livro.


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O presente livro proporá respostas para algumas perguntas como, por exemplo: o que é corpo? O que é alma? Em que parte do corpo a alma exerce a sua função? Qual é a causa dessa função? Existem vários estados da alma, como por exemplo, alma forte e alma fraca? O que distingue a alma do corpo? A alma é um bem ou um mal para o corpo? Quais são as paixões da alma? Como é definida cada paixão? Qual o efeito de cada paixão na alma? O que é mais fácil de ser conhecido: a alma ou o corpo? Como se dá a relação entre corpo e alma? E muitas outras perguntas que são respondidas mostrando a preocupação de Descartes em resolver o problema da relação corpo e alma.

PARA ADQUIRIR: O livro físico pode ser adquirido no seguinte link:

https://loja.editoradialetica.com/humanidades/a-relacao-corpo-e-alma-uma-analise-a-partir-dopensamento-de-rene-descartes E o livro digital no link:

https://www.amazon.com.br/rela%C3%A7%C3%A3o-corpo-alma-pensamento-Descartesebook/dp/B09B7ZZYLT

Mestre em Filosofia pela PUC-SP e especialista em Formadores para a Vida Religiosa pelo Instituto Santo Tomás de Aquino. É ainda graduado em Teologia pela PUC-SP e licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília. Atualmente é diretor administrativo do Colégio Nossa Senhora das Mercês em São Paulo – SP. No mesmo colégio é professor de Filosofia, Sociologia e Orientação Profissional. Desde 2014 é padre da Ordem de Nossa Senhora das Mercês – Mercedários.


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Fraternidade: Caminho de Salvação INTRODUÇÃO

A pergunta acerca do que que propicia salvação é bastante pertinente em nosso tempo. Alguns acreditam que a pertença a alguma religião é a garantia de sua ida para a eternidade, pensando a salvação como algo somente para além deste mundo. Outros, mesmo praticando a religião, materializam a salvação, perdendo a noção de transcendência e, por isso, consideram que a salvação é todo bem-estar material possível.

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Há também aqueles que se perguntam salvos de quê e para quê, pois a crença no céu e no inferno, ou vida após a morte, não lhes diz nada. A Bíblia, sendo um livro religioso, propõe um caminho de salvação. Este breve artigo questiona o que é salvação do ponto de vista bíblico (1), defenderá que a fraternidade é o caminho bíblico proposto para que o ser humano realize a sua comunhão com Deus de alcance na plenitude de sua própria realização (2), entenderá a salvação não como uma realidade intra-histórica além de metahistórica (3) e, por fim, sem negar a realidade meta-histórica da salvação, constatará que o amor ao próximo já é salvação (4).

SANTO AGOSTINHO


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1. SALVAÇÃO É LIVRAR-SE DE UM PERIGO CONCRETO

2. FRATERNIDADE: CAMINHO SALVÍFICO BÍBLICO

Na Bíblia Hebraica, o verbo salvar (yasha’) significa ajudar, resgatar e geralmente, não é aplicado a uma realidade transcendental, mas a situações concretas vividas pelo ser humano, às quais alguém (Deus ou uma pessoa) intervém salvando e resgatando esta pessoa da morte . Dois exemplos: em Ex 2,17, o verbo é aplicado à ajuda que Moisés recebe em seu trabalho e Ex 14,30 usa o verbo para se referir a libertação do povo de Israel da escravidão egípcia. A palavra salvação, posteriormente, desenvolveu um significado teológico quando Deus salva pelo perdão dos pecados, mudando o caráter de um indivíduo (Ez 37,23; Sl 51,14; 79,9; Jr 17,4). Os profetas anunciavam o fim do cativeiro de Israel por meio desta palavra (Jr 30,10) e entendiam a salvação, como Reino definitivo de Deus, não somente sobre Israel, mas sobre todas as nações (Is 45,22; 49,6; 52,10; Jr 30,10; Zc 8,7). Ainda assim, a palavra salvação traz um sentido concreto: o fim do cativeiro de Israel e a fraternidade universal de todas as nações sob o governo de Deus. Do verbo yasha’ derivam os nomes bíblicos de Josué e Jesus, ambos significando Deus salva. Josué foi o responsável por introduzir o povo de Israel na Terra prometida, enquanto Jesus, mesmo apresentado como aquele que haveria de salvar o povo dos seus pecados (Mt 1,21), o evangelho O mostra atuando concretamente na vida do povo sofrido (curando doenças, matando a fome etc.). Conclui-se que salvação tem a ver com situações concretas, dentro da história humana.

No primeiro livro da bíblia, depois de assassinar seu irmão Abel, e Deus lhe perguntar onde ele estaria, Caim responde com uma pergunta: por acaso sou eu guarda do meu irmão (Gn 4,9)? Por trás desta pergunta retórica está o princípio salvífico proposto pela Sagrada Escritura: a fraternidade. Ao fim de nossa história, Deus questionará se houve guarda, vigilância e defesa do irmão mais sofrido. Caim tenta esquivar-se da responsabilidade fraterna, enquanto Deus lhe cobra a sua vida, seu sangue derramado. Na cultura bíblica, o sangue é sinônimo da vida (Lv 17,14). Todos são responsáveis pelo sangue daqueles que fazem parte da convivência social.

CAIM E ABEL PINTURA DE PETER PAUL RUBENS


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O momento decisivo da humanidade, na qual haverá de salvar-se ou perder-se, é chamado pela tradição cristã de juízo final. Em Mt 25,31-46, encontra-se uma narrativa catequética, que coloca como condição para a entrada na vida eterna a prática das obras misericordiosas para os necessitados. O juiz de todo o universo não questionará acerca de nossa religião, mas acerca do humanismo praticado em favor daqueles que mais sofriam. A grande surpresa desta narrativa é que o juiz revelará que sempre esteve escondido nos famintos e sedentos, nus e estrangeiros, doentes e presos. Portanto, a fraternidade é o critério salvífico proposto pelo evangelho mateano. Essa ideia, de certa forma, respalda-se em Gn 4,9. Papa Francisco, convocando toda a humanidade repensar os caminhos da fraternidade universal, afirma: O ser humano está feito de tal maneira que não se realiza, não se desenvolve, nem pode encontrar a sua plenitude «a não ser no sincero dom de si mesmo» aos outros. E não chega a reconhecer completamente a sua própria verdade, senão no encontro com os outros: «Só comunico realmente comigo mesmo, na medida em que me comunico com o outro». Isso explica por que ninguém pode experimentar o valor de viver, sem rostos concretos a quem amar. Aqui está um segredo da existência humana autêntica, já que «a vida subsiste onde há vínculo, comunhão, fraternidade; e é uma vida mais forte do que a morte, quando se constrói sobre verdadeiras relações e vínculos de fidelidade. Pelo contrário, não há vida quando se tem a pretensão de pertencer apenas a si mesmo e de viver como ilhas: nestas atitudes prevalece a morte» (Fratelli Tutti 87) 3. SALVAÇÃO DENTRO DA HISTÓRIA

Seria possível pensar a salvação intrahistórica? Durante muito tempo pensou-se a salvação como uma realidade para além da

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JESUS LAVA OS PÉS DE PEDRO PINTURA DE FORD MADOX BROWN

história humana, negligenciando, muitas vezes, a intervenção dos cristãos na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Muitos piedosos cristãos defendiam a ideia de que é necessário sofrer neste mundo e fugir dele, a fim de que se pudesse alcançar o céu, que é a meta final para qual o ser humano foi criado. Entretanto, muitos ateus questionaram essas afirmações, dizendo que esta ideologia não compromete a pessoa na transformação da realidade, alienando-a dos problemas sociais. Descobriu-se que esse tipo de raciocínio tinha muito mais a ver com a filosofia platônica do que com a mentalidade bíblica. Platão planteou a ideia de que a realidade verdadeira é o mundo das ideias, imutável e que o mundo tal qual vemos é falso, pois é mutável e passageiro. Quando essa ideia entrou na espiritualidade cristã, gerou como consequência a renúncia às realidades temporais como forma de alcançar as realidades verdadeiras e eternas: fugir do mundo para alcançar o céu. Entretanto, nos evangelhos, não vemos um Jesus fugitivo do mundo, pelo contrário, O vemos inserido na realidade dolorosa da existência humana. Para entrar no Reino definitivo de Deus é necessário atuar, transformando o mundo sofrido que nos rodeia. Nota-se que essa foi a prática concreta de Jesus de Nazaré.


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A teologia latino-americana, revisando textos bíblicos notou que a salvação, sempre está ligada às situações concretas que a pessoa humana padece: escravidão, fome, doença etc. Daí nasceu uma reflexão teológica preocupada em responder: como crer em Deus e ser cristão num continente onde há tantos miseráveis e oprimidos? Notaram que, muitas vezes, a própria religião era utilizada para justificar esta injustiça social. Os líderes religiosos que afirmavam a preocupação em salvar as almas, pois o céu é o nosso destino, muitas vezes tinham uma vida confortável totalmente alheia a vida dos empobrecidos. Os ricos e ditadores que acumulavam suas riquezas à custa do massacre de tantos, tinham a sua consolação na prática religiosa, participando de missas, comungando todo domingo ou fazendo doações de dinheiro para a Igreja.

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4. SALVAR-SE É SER COMO JESUS

Sem negar a realidade transcendente da salvação, de uma vida totalmente plena junto de Deus na eternidade, esses teólogos redescobriram que a finalidade para a qual o ser humano foi criado é amar. O evangelho joanino, contrariando a ideia de que a vida eterna é para depois da história, afirma que todo aquele que crê em Jesus já possui (tempo presente) a vida divina em si e isso já seria a salvação (Jo 3,36; 5;24; 6,47.54). Em outras palavras, salvação seria ser como Jesus, participando da vida divina e amando o próximo como Jesus nos amou, entregando a própria vida, se necessário for. A primeira carta joanina afirma que Deus é amor (1Jo 3,4) e, portanto, todo aquele que ama nasceu de Deus. O contrário também é verdade: todo aquele que, mesmo praticando religião, não se desenvolver no amor, não está trilhando um caminho salvífico. Como também é verdade que, uma pessoa que não pratique a religião, mas viva o amor concreto no seu relacionamento com as outras pessoas, sobretudo os mais necessitados, está trilhando um caminho de salvação. Esta reflexão e é atualíssima, pois vê-se crescer nos tempos atuais, de forma assustadora, discursos de ódio e preconceituosos vindo sobretudo de fanáticas lideranças religiosas, sobretudo cristãos fundamentalistas, evangélicos e catolicos. CONCLUSÃO

Do ponto de vista bíblico, salvar significa livrar de um perigo concreto e não meramente de uma realidade espiritual. Daí deriva que, Jesus apresentado como Salvador de toda a humanidade, atua resgatando o ser humano de situações concretas de dor (enfermidade, fome e exclusão). Jesus não é retratado como um salvador de almas, mas de pessoas concretas.


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A Bíblia apresenta a fraternidade como caminho de salvação. Ao final da história, Deus nos questionará se tratamos cada pessoa humana como nosso irmão sobretudo aqueles que sofrem. Assim, para ser salvo é necessário inserir-se nas dores do mundo para transformá-las. Está superada, desde a Bíblia, a ideia de que para estar em comunhão com Deus é necessário fugir da realidade do mundo. Uma vez que Deus entrou definitivamente na história humana, por meio de seu filho Jesus Cristo, deve-se aprender para encontrar o divino dentro da história e não fora dela. Deve-se aprender a servir a Deus por meio da humanidade e não fora dela. Por fim, sem negar a vida eterna junto de Deus no céu, considera-se a salvação a experiência intra-histórica de viver como Jesus. Todo aquele que crê em Cristo, aderindo a própria vida à Sua pessoa, possui desde já a vida divina em si, configura a própria vida à de Cristo, amando ao próximo como Ele as amaria. Uma vez que a vocação primordial do ser humano é amar, quem for como Jesus, alcançará a plenitude de sua realização pessoal e de sua vocação dada por Deus. E isso já lhe será salvação. O céu lhe será a eternização dessa realidade de amor.

TANQUE DE BETESDA PINTURA DE CARL HEINRICH BLOCH

Mestrando em Teologia Bíblica pela Faculdade de Filosofia e Teologia dos Jesuítas.


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As Mercês na Argentina A ORDEM DAS MERCÊS NA ARGENTINA EM MISSÃO REDENTORA COMPARTILHADA

Amados irmãos brasileiros, Fui convidado para compartilhar com minha amada família mercedária brasileira parte do caminho que temos feito desde as Mercês na Argentina nesseúltimo ano. Escrevo com o desejo de abrir vias de escuta, acompanhamento e colaboração recíproca entre ambas comunidades mercedárias brasileira e argentina, e com a firme convicção de que a Ordem das Mercês no Cone Sul necessita de iniciativas, propostas e projetos carismáticos que nos identifiquem e nos façam crescer desde a escuta das necessidades reais e sentidas de nossos povos e comunidades para responder de maneira criativa, orgânica e efetiva aos novos clamores de catividades e opressões que atravessamnos desde ambas latitudes. Desde o ano passado estamos trabalhando e preparando-nos para o próximo Capítulo Provincial das Mercês na Argentina, que se realizará do dia 9 ao dia 16 de Outubro de 2021. Por isso viemos celebrando, com as condições impostas pela Pandemia do Covid19, diferentes Assembléias virtuais de frades e de missão compartilhada com leigos e leigas de nossas comunidades e equipes pastorais provinciais. Em comunhão sinodal com a Igreja Latinoamericana, no contexto da preparação da Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe, convocada pelo Papa Francisco, compartilhamos uma série de conversas virtuais, debates convocados por redes sociais, desenvolvendo em cada um desses debates, diferentes temas atingindo toda a vida da Província (pastoral social, vocacional,

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fraternidades, pastoral educativa, etc). Foram oportunidades de escuta e aprendizagem comunitárias de novas experiências e práticas pastorais-eclesiásticas mercedárias no território argentino. Nos Capítulos Provinciais, os religiosos convocados, organizamos vida e missão das expressões das Mercês na Argentina e assentamos as bases para futuros programas. Sua preparação em discernimento, oração e análise da realidade à luz do carisma mercedário em perspectiva de missão compartilhada, é imprescindível. Por isso, nos últimos dias de Agosto, realizouse a última Assembleia Mercedária de Leigos, leigas e religiosos, com uma convocatória de perto de 70 participantes de todas as comunidades mercedárias da Argentina.


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Foram discutidos de que maneira poderiam dar continuidade à missão redentora compartilhada no próximo triênio e foram elaboradas propostas concretas para apresentar no próximo Capítulo Provincial sob o lema:“Chamados pela Trindade Redentora a viver um projeto libertador, em missão compartilhada, ao serviço dos cativos”. O lema que animará o XXXIX Capítulo Provincial se faz presente a dimensão trinitária-redentora, como um chamado vocacional comum a viver um projeto libertador como família mercedária e a dimensão missionária a serviço dos novos cativos, seguindo a inspiração do Hospital de Santa Eulália, a primeira comunidade mercedária, em sinal de hospitalidade e cuidado da vida em perigo de perder a fé e a dignidade humana. A logo foi confeccionada pelo Frei Nicolas Suárez Bonahora, estudante mercedário. Ele mesmo nos conta como surge esta imagem e seu significado. “O desenho do autor brasileiro Luis Henrique Alves Pinto, é a base. Decidi unir a esta imagem um frei que está limpando o rosto de um dos cativos que estava solitário. Sempre colocando no centrodos olhares a este fragilizado, que mui-

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tas vezes aparece invisibilizado no chão, onde a Trindade nos clama”. Continua sendo ouvido o eco dos temas discutidos nas Assembleias nos mobilizando a discernir e refletir sobre os passos que temos que seguir dando. Com relação a isto, Adriana Rodríguez, leiga mercedária referência da Pastoral Social, nos interpela de uma maneira lúcida e concreta: ”Contemplemos o caminho de Pedro Nolasco, que encontrou na adversidade um motivo para ser criativo sempre colocando o foco e a prioridade nos cativos de seu tempo. O que não podemos fazer é olhar para outro lado. Valorizemos entre todos, nossas fortalezas”. A nós, nos dói a violência e o medo ao diferente em todas as suas formas (socialpolítica-cultural-religiosa), ao longo de nossos territórios e geo-culturas neste último tempo. É cativeiro que nos com-move a voltarna noite de 1 a 2 de agosto para abandonar-nos com confiança nos braços de Maria, recriando as respostas conhecidas e acostumadas e arriscando com temor e tremor novas formas de sermos Mercê. Ela nos envia. De que maneira a qualidade de nossa fraternidade se transforma em visita e libertação em nossos países e lugares de missão?


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No próximo 24 de Setembro vamos iniciar um novo Curso Virtual para agentes pastorais e educativos sobre a Violência de gênero e as novas masculinidades chamada “A violência é catividade que nos con-move”. Este projeto coordenado pela Pastoral Social oferece ferramentas de formação para a missão redentora, comprometendo opções provinciais prioritárias pelas famílias em situação de risco social, crianças vulneráveis ​e pessoas excluídas da cultura do trabalho. Nesse sentido, a Ordem da Mercês oferece aos seus agentes pastorais e educacionais um olhar aberto e comprometido sobre a realidade de desigualdade, violência e opressão sofrida por nosso povo, oferecendo um espaço de empoderamento feminino e de novas masculinidades livres e libertadoras. Que Nossa Senhora das Mercês continue inspirando-nos com sua audácia evangélica e profunda misericórdia para favorecer processos de libertação comunitários em comunhão com nosso povo latino-americano. Confiamo-nos às suas orações o próximo Capitulo Provincial na Argentina. Envio um afetuoso abraço e com a esperança nesse caminho que estamos trilhando, com todo o meu carinho, desde a bela cidade de Mendoza.


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Nossa Senhora das Mercês de Candaba MONUMENTO DEDICADO À NOSSA SENHORA DAS MERCÊS É INAUGURADO NAS FILIPINAS

Na próspera cidade de Candaba, Pampanga, que é conhecida por seu famoso pântano por ser o local de descanso de aves migratórias que atraíram observadores de pássaros e turistas ao longo dos anos, é também uma das cidades históricas de Pampanga. É também em Candaba que a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês é consagrada e se tornou um ponto central de peregrinação durante anos. A imagem milagrosa de Nossa Senhora de das Mercês de Candaba, Pampanga é uma imagem esculpida da imagem de Maria com o menino. A imagem está revestida de Branco, cor característica da Virgem da Misericórdia da Ordem Mercedária. Muitas vezes, a imagem traz um prato de metal. A Mãe e o Menino trazem esplêndidas coroas, umas doces estrelas para a Virgem e segura o escapulário Branco da Ordem Mercedária. A característica única desta imagem é que a Virgem empunha uma espada, o que de alguma forma mostra seu poder, ou muito provavelmente, como observado, ela está na posição de cavaleira, onde a Rainha (ou Rei) nomeia uma pessoa para uma missão especial ou elevar o status da pessoa à corte real. Nesse caso, poderíamos pensar no jovem Nolasco que é escolhido pela Senhora das Mercês para essa tarefa como um verdadeiro cavaleiro da liberdade.

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS DE CANDABA

A chegada da devoção a Candaba diz-se que a imagem de Nossa Senhora das Mercês trazida por um sacerdote, o Rev. Pe. Aniceto da Ordem das Mercês no século XVIII. Diz-se que a imagem foi trazida pela primeira vez pelos Irmãos Hospitalier ou São João de Deus, porque a Fazenda Bahay Pare era originalmente propriedade do Hospital São João de Deus na era usada para cuidar dos enfermos. Eles foram atendidos por esta congregação e levados à igreja de Nossa Senhora das Mercês e foram curados.


MERCEDARIOS.ORG.BR

A tradição oral diz que quando a imagem foi levada a Bahay Pare, Candaba, Pampanga, ela foi inicialmente colocada em uma capela improvisada de madeira e palha feita de folhas de palmeira. No entanto, um dia, é dito que Nossa Senhora, juntamente com Santa Lúcia e Santa Catarina de Alexandria, supostamente assumiram a forma humana e foram à casa de um conhecido carpinteiro habilidoso em Plaridel, Bulacan. Lá, ela pediu ao carpinteiro que mandasse construir sua casa. Então, ao chegar o carpinteiro ao local onde nunca esteve antes, viu a capela improvisada e ao olhar as três imagens, percebeu que as três mulheres eram as santas patronas de Candaba que uma capela mais adequada para a Virgem foi construída. Com o passar dos anos, na década de 1970, durante o tempo do Rev. Pe. Lope Hernandez, ele liderou a construção de uma igreja concretada que hoje pode ser vista.

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BÊNÇÃO E CELEBRAÇÃO DO MONUMENTO NUESTRA SEÑORA DE LA MERCED SA PINAC

No dia 22 de agosto de 2021 (domingo) foi realizada solenemente a Bênção e inauguração do monumento de Nossa Senhora das Mercês em Pinac Presidido por Lub. Kgg. Florentino G. Lavarias, DD Arcebispo de San Fernando. Lub estará comemorando com ele. Kgg. Paciano B. Aniceto, DD - Arcebispo Emérito de San Fernando. O Pinac é uma oferta da casa dessa paróquia para toda a Igreja Católica no 500º aniversário do Cristianismo nas Filipinas. Este é um testemunho vivo da habitação de Deus em seu povo. Aqui na cidade de Candaba, Pinac (Pântano de Candaba) é a mais ampla fonte de sustento da população, na agricultura, pesca e outros empreendimentos agrícolas e turísticos. No coração desta vasta área, foi escolhido para construir o monumento de Nossa Senhora das Mercês para servir de lembrete de tudo o que pode ser feito nesta área da Candaba, que Deus está vivo e nos ama a todos. O evento teve transmissão Ao Vivo pelas redes sociais, podendo ser acompanhado de várias partes do mundo. Que este monumento de Nossa Senhora de Pinac seja sempre visto como um símbolo de amor e gratidão por um povo que louva a Deus e ama Maria, Nossa Senhora das Mercês. Que possamos nos juntar a você neste evento extraordinário. VIVA NOSSO! VIVA O REDENTOR DO CRISTO SANTO!


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Edição 53 - Revisão by lucas.fontenele - Issuu