ANO 30 | EDIÇÃO 338 | SETE,MBRO 2026
brazilian magazine
PESQUISA
VOCÊ SABE QUEM É CLASSE MÉDIA NOS ESTADOS UNIDOS? O NOVO LUXO
TEMPO, EXPERIÊNCIAS E CONEXÕES HUMANAS SE TORNAM OS BENS MAIS DESEJADOS
MONIQUE ALFRADIQUE ENTRE CENAS, SONHOS E ESCOLHAS, A MULHER POR TRÁS DA ATRIZ
linha aberta magazine
ANO 30 EDIÇÃO 338 SEPTEMBER 2026
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FASHION WEEKS
DE NOVA YORK A PARIS, AS PRINCIPAIS SEMANAS DE MODA INTERNACIONAIS MOVIMENTAM A INDÚSTRIA E ANTECIPAM AS TENDÊNCIAS QUE ESTARÃO NAS RUAS NA PRÓXIMA TEMPORADA
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A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL O INFFINITO BRAZILIAN FILM FESTIVAL CELEBRA 30 ANOS EM MIAMI NOSSA CAPA MONIQUE ALFRADIQUE DECORAÇÃO INTERIOR TRENDS 2026 TURISMO NAS CURVAS DE WATAUGA
SEPTEMBER 2026 SEPTEMBER 2026
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EDITORIAL brazilian magazine
ANO 30 | EDIÇÃO 338 | SETE,MBRO 2026
PESQUISA
VOCÊ SABE QUEM É CLASSE MÉDIA NOS ESTADOS UNIDOS? O NOVO LUXO
TEMPO, EXPERIÊNCIAS E CONEXÕES HUMANAS SE TORNAM OS BENS MAIS DESEJADOS
MONIQUE ALFRADIQUE ENTRE CENAS, SONHOS E ESCOLHAS, A MULHER POR TRÁS DA ATRIZ
COVER
MONIQUE ALFRADIQUE photo: gabriel farhat
publisher & editor at large laine furtado
executive director joe souza
contributing writers
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CONEXÕES VERDADEIRAS
ivemos em uma época em que nunca foi tão fácil estar conectado. Uma mensagem chega em segundos, uma chamada aproxima pessoas que estão a milhares de quilômetros de distância e as redes sociais nos permitem acompanhar a vida de quem, muitas vezes, nem faz mais parte da nossa rotina. Ainda assim, em meio a tantas conexões, é possível sentir-se profundamente sozinho. Isso acontece porque conexão verdadeira não tem relação com quantidade. Não é sobre o número de contatos no celular, seguidores nas redes sociais ou pessoas que curtem nossas fotos. Conexão verdadeira é sobre presença, interesse e reciprocidade. É encontrar alguém com quem não precisamos representar uma versão editada de nós mesmos. Existem pessoas diante das quais podemos simplesmente ser. Não precisamos escolher cuidadosamente cada palavra, esconder nossas inseguranças ou fingir que tudo está bem o tempo todo. Uma conexão verdadeira oferece espaço para a autenticidade. Ela permite silêncios confortáveis, conversas difíceis e momentos em que não há necessidade de preencher todos os vazios. Também existe uma diferença importante entre ser ouvido e ser escutado. Muitas pessoas esperam apenas a sua vez de falar. Outras realmente prestam atenção. Percebem mudanças no tom de voz, lembram de detalhes que mencionamos semanas antes e entendem quando, por trás de um “está tudo bem”, talvez exista algo que não conseguimos dizer. Conexões verdadeiras não são necessariamente perfeitas. Elas também passam por divergências, frustrações e momentos de distância. A diferença está na disposição de conversar, compreender e reparar. Porque relações profundas não são construídas pela ausência de conflitos, mas pela capacidade de atravessá-los sem transformar cada dificuldade em um motivo para desistir. Com o tempo, aprendemos que algumas pessoas chegam para ficar por uma fase, enquanto outras permanecem ao longo de diferentes capítulos da vida. E ambas podem ser importantes. Nem toda conexão precisa durar para sempre para ter sido verdadeira. Talvez uma das maiores formas de maturidade seja compreender que estar cercado não é o mesmo que estar acompanhado. Às vezes, uma única conversa sincera vale mais do que horas de interação superficial. No fim, conexões verdadeiras são aquelas que nos lembram de quem somos. Pessoas que nos acolhem sem nos prender, que nos desafiam sem nos diminuir e que permanecem presentes não apenas nos dias bons, mas também quando a vida exige silêncio, paciência e compreensão. Porque, em um mundo que nos incentiva a estar disponíveis para todos, talvez a verdadeira riqueza esteja em encontrar aqueles com quem podemos, finalmente, estar inteiramente presentes. CONNECT WITH US
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PARTNERS OF
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você
dra. andrea ladislau @dra.andrealadislau
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QUANDO OS VALORES NÃO COMBINAM, ATÉ O BÁSICO VIRA DISCUSSÃO
xiste uma diferença importante entre relações que exigem ajustes naturais e aquelas em que você precisa negociar o tempo todo aquilo que deveria ser básico.
Toda relação humana exige diálogo, compreensão e, muitas vezes, alguns ajustes. Pessoas têm histórias diferentes, personalidades distintas e maneiras próprias de demonstrar carinho, respeito e consideração. Essas diferenças fazem parte da convivência. O problema surge quando os ajustes deixam de ser naturais e passam a exigir que uma pessoa abra mão constantemente daquilo que considera essencial. Quando os valores não combinam, até situações simples começam a gerar desgaste. O respeito vira discussão, a consideração parece cobrança e a
reciprocidade passa a ser vista como excesso de expectativa. O que para uma pessoa representa o mínimo necessário para uma relação saudável pode parecer exagero para outra. Atenção, respeito, cuidado, responsabilidade afetiva e reciprocidade passam a ser temas que precisam ser constantemente explicados, cobrados e justificados. E, aos poucos, você começa a gastar energia demais tentando explicar necessidades emocionais legítimas para quem talvez enxergue os vínculos de uma forma muito diferente da sua. É nesse processo que muitas pessoas começam a questionar a si mesmas. Será que estou exigindo demais? Será que estou sendo sensível demais? Será que deveria aceitar determinadas situações? Muitas vezes, porém, a questão não está na necessidade apresentada,
mas na incompatibilidade entre duas formas diferentes de compreender uma relação. Isso vale para amizades, relações amorosas, familiares e qualquer conexão humana. Nenhum relacionamento é perfeito. Diferenças de opinião são naturais e podem até contribuir para o crescimento de uma relação. Mas existe uma diferença entre discordar sobre determinados assuntos e ter valores fundamentais completamente incompatíveis. Quando isso acontece, manter o vínculo pode se tornar emocionalmente desgastante. O problema é que, com o tempo, viver assim pode fazer você flexibilizar demais seus próprios limites apenas para manter relações que já não são emocionalmente sustentáveis.
DRA. ANDREA LADISLAU é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil. 6
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EM FOCO O NOVO MAPA DOS BRASILEIROS NA FLÓRIDA
possui uma economia diversificada e vem atraindo novos moradores, inclusive imigrantes. Embora os dados do U.S. Census Bureau não permitam identificar com precisão todos os brasileiros por cidade, as estatísticas confirmam a presença de uma população estrangeira significativa na região. No sul da Flórida, entretanto, a comunidade brasileira continua forte. Fort Lauderdale e outras cidades de Broward concentram empresas, restaurantes, profissionais e organizações brasileiras. Palm Beach County também ganhou importância, especialmente em cidades como Boca Raton e Delray Beach, onde a presença de famílias, empresários e profissionais brasileiros vem crescendo. Outro aspecto dessa transformação é a mudança no perfil dos imigrantes. A comunidade brasileira já não é formada apenas por trabalhadores que chegam em busca de oportunidades. Hoje, inclui empresários, investidores, profissionais qualificados, estudantes, aposentados e famílias inteiras.
ALÉM DE MIAMI, COMUNIDADES BRASILEIRAS CRESCEM EM ORLANDO, TAMPA, JACKSONVILLE, FORT LAUDERDALE, BOCA RATON E OUTRAS REGIÕES Durante décadas, falar sobre brasileiros na Flórida era quase sinônimo de Miami. Hoje, porém, esse cenário mudou. A comunidade brasileira se espalhou por diferentes regiões do estado, acompanhando o crescimento populacional, novas oportunidades profissionais, empreendedorismo e a busca por qualidade de vida. O Ministério das Relações Exteriores estima que milhões de brasileiros vivem atualmente fora do país, e os Estados Unidos estão entre os principais destinos dessa população. Na Flórida, a presença brasileira é especialmente significativa. O estado conta com dois importantes postos consulares brasileiros, em Miami e Orlando, que atendem comunidades distribuídas por diferentes regiões. Orlando se tornou um dos principais polos dessa nova geografia brasileira. A região de Central Florida reúne uma comuni8
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dade expressiva, formada por famílias, empresários, profissionais liberais e trabalhadores de diferentes setores. A presença brasileira é perceptível em restaurantes, mercados, empresas de serviços, escolas, igrejas e eventos culturais. O crescimento da região também levou o governo brasileiro a ampliar sua estrutura consular em Orlando. Na Costa Oeste, Tampa e a região de Tampa Bay vêm ganhando espaço entre brasileiros que procuram alternativas aos grandes centros tradicionais. O crescimento econômico, a expansão urbana e a diversidade do mercado de trabalho contribuem para tornar a região mais atraente. Aos poucos, também cresce a rede de negócios e serviços voltados à comunidade brasileira. No Norte da Flórida, Jacksonville representa outro ponto de expansão. A cidade
O empreendedorismo também tem papel importante nesse processo. Brasileiros estão presentes em áreas como construção, mercado imobiliário, gastronomia, beleza, educação, tecnologia e serviços profissionais. Essa estrutura ajuda a fortalecer a comunidade e facilita a adaptação de novos moradores. Os números, entretanto, precisam ser analisados com cautela. O U.S. Census Bureau e o Itamaraty utilizam metodologias diferentes para estimar a população brasileira. Por isso, não existe um único número capaz de representar com precisão todos os brasileiros que vivem na Flórida. Mais do que uma questão demográfica, o novo mapa mostra uma mudança no comportamento migratório. Miami continua sendo um importante centro, mas deixou de ser o único destino. Orlando, Tampa, Jacksonville, Broward e Palm Beach passaram a fazer parte de uma rede brasileira cada vez mais ampla. A Flórida brasileira, portanto, está se tornando menos concentrada e mais diversificada. Para muitos brasileiros, a escolha agora não é apenas viver na Flórida, mas encontrar dentro do estado a cidade que melhor combina trabalho, família, negócios e qualidade de vida.
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DION: FORÇA, [celebridades] CÉLINE ELEGÂNCIA E UM NOVO CAPÍTULO
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éline Dion volta a ocupar os holofotes em um momento especialmente simbólico de sua trajetória. Aos 58 anos, a cantora canadense é a estrela da edição de setembro de 2026 da Harper’s Bazaar, em um ensaio que une alta-costura, joias e uma imagem de força. A capa marca uma das aparições mais importantes da artista desde que revelou publicamente o diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, uma rara condição neurológica que afetou sua capacidade de cantar e se movimentar. No editorial, Céline aparece em produções de grifes como Saint Laurent, Givenchy e Gucci, além de joias Bulgari que somam 53 quilates. O destaque é um colar com uma tanzanita de 49 quilates e mais de quatro quilates de diamantes. O resultado reforça uma característica que acompanha a cantora há décadas: a capacidade de transformar a moda em parte de sua identidade artística. Mais do que um ensaio de moda, porém, a publicação representa um novo capítulo. Depois de interromper apresentações e passar por um longo período de tratamento e preparação, Céline se prepara para voltar aos palcos. A partir de setembro, ela inicia uma temporada de shows em Paris, na Paris La Défense Arena, retomando as apresentações diante de seus fãs. Sua volta também ganha significado pela maneira transparente como a cantora passou a falar sobre os desafios enfrentados nos últimos anos. O documentário I Am: Céline Dion, lançado em 2024, mostrou parte dessa trajetória e aproximou ainda mais a artista de seu público.
PHARRELL WILLIAMS: MÚSICA, MODA E CRIATIVIDADE
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harrell Williams é um dos nomes que melhor representam a conexão entre música, moda e cultura contemporânea. Cantor, produtor, compositor e empresário, o americano transformou sua criatividade em uma carreira que ultrapassa os limites da indústria musical. Depois de conquistar o público com sucessos como “Happy” e de trabalhar como produtor para grandes artistas, Pharrell ampliou sua atuação para o universo fashion. Seu estilo marcante e sua capacidade de antecipar tendências fizeram dele uma referência internacional, tanto nos tapetes vermelhos quanto nas passarelas. Desde 2023, Pharrell ocupa o cargo de diretor criativo das coleções masculinas da Louis Vuitton, uma das posições mais importantes da moda mundial. À frente da maison francesa, ele trouxe para as coleções sua visão pessoal, misturando referências da cultura americana, streetwear, alfaiataria e elementos tradicionais do luxo. Sua estreia para a Louis Vuitton aconteceu em Paris e chamou atenção pela maneira como conectou música, moda e espetáculo. Celebridades, músicos e personalidades da cultura pop passaram a fazer parte desse universo, reforçando a proposta de aproximar a tradicional maison de um público mais jovem e global. Pharrell também mantém projetos ligados à sustentabilidade, design e empreendedorismo, mostrando que sua influência vai muito além da fama. Aos 53 anos, ele continua se reinventando e ocupando diferentes espaços criativos. Na música ou na moda, Pharrell Williams construiu uma identidade própria e se tornou um dos artistas mais influentes da cultura pop atual.
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DUA LIPA: UMA NOVA FASE ENTRE O AMOR, A MÚSICA E A MODA
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ua Lipa vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Aos 31 anos, a cantora britânica estrela a capa da edição de setembro de 2026 da Vogue Italia, em sua primeira grande entrevista após o casamento com o ator Callum Turner. O ensaio revela uma artista em uma nova fase, mais madura e inspirada também pelas transformações de sua vida pessoal. O casal oficializou a união em uma cerimônia civil em Londres, em maio, e celebrou novamente em junho, na Sicília. Para a grande celebração italiana, Dua escolheu um vestido de alta-costura da Chanel, reforçando sua posição como uma das principais referências de moda de sua geração. Na entrevista, ela descreveu o casamento como “mágico” e contou que decidiu seguir apenas dois conselhos: aproveitar o dia como se também fosse uma convidada e manter a proximidade com o marido durante toda a celebração. A mudança em sua vida amorosa também começa a influenciar sua música. Dua conta que, no início da carreira, encontrava inspiração principalmente em relacionamentos complicados e no sofrimento provocado pelos términos. Agora, vivendo um amor correspondido, quer explorar uma experiência diferente: as pequenas nuances, a intimidade e as complexidades de uma relação estável. Além da música, Dua consolidou uma forte presença no universo fashion. Seus looks em tapetes vermelhos e sua participação em grandes eventos de moda transformaram a cantora em uma referência internacional de estilo. Entre o casamento, a moda e novas músicas, Dua Lipa começa uma nova era. Se antes o coração partido alimentava suas canções, agora é o amor — em suas formas mais tranquilas e complexas — que pode inspirar seus próximos capítulos.
MARINA RUY BARBOSA: ATRIZ, FASHIONISTA E EMPRESÁRIA
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arina Ruy Barbosa construiu uma trajetória que vai muito além da televisão. Aos 31 anos, a atriz brasileira consolidou seu nome também no universo da moda e dos negócios, tornando-se uma das personalidades mais influentes de sua geração. Desde cedo diante das câmeras, Marina cresceu profissionalmente acompanhando as transformações da indústria do entretenimento. Ao longo dos anos, passou por diferentes personagens e projetos, construindo uma carreira marcada por escolhas que mostram sua versatilidade. Fora das telas, a moda ganhou espaço importante em sua imagem. Com estilo sofisticado e atenção às tendências, Marina tornou-se presença frequente em eventos fashion e passou a representar grandes marcas nacionais e internacionais. Seus looks são acompanhados por fãs e veículos especializados, fazendo dela uma referência quando o assunto é elegância e estilo. O empreendedorismo também se tornou parte de sua trajetória. Marina investiu na criação de sua própria marca de moda, transformando sua experiência e sua relação com o universo fashion em um negócio. A iniciativa reforça uma tendência entre celebridades que utilizam sua visibilidade para construir empresas e desenvolver projetos próprios. Nas redes sociais, a atriz mantém uma relação próxima com milhões de seguidores, compartilhando momentos da carreira, viagens, moda e lifestyle. Essa presença digital fortalece ainda mais sua influência. Entre televisão, moda e empreendedorismo, Marina Ruy Barbosa representa uma geração de artistas que transformaram a fama em uma plataforma para criar novas oportunidades. Mais do que uma atriz conhecida, ela construiu uma identidade própria — dentro e fora dos holofotes SEPTEMBER 2026
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ENTRE ÁTOMOS E SONHOS: PAULO AGUIAR TRADUZ A FISICA QUANTICA PARA A VIDA REAL entrevista de ARILDA COSTA MCCLIVE @ARILDAMCCLIVE
PAULO AGUIAR UNE FÍSICA QUÂNTICA, CONSCIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO PESSOAL PARA REFLETIR SOBRE OS PADRÕES QUE INFLUENCIAM NOSSAS ESCOLHAS. EM ENTREVISTA, ELE COMPARTILHA SUA TRAJETÓRIA E SUA VISÃO SOBRE TRANSFORMAÇÃO, PROPÓSITO E NOVAS POSSIBILIDADES
Se uma partícula pode apresentar comportamentos diferentes conforme é observada, o que isso pode nos ensinar sobre a maneira como percebemos a realidade? Essas são algumas das questões que fazem parte do trabalho de Paulo Aguiar, físico, professor e divulgador de conceitos relacionados à física quântica, neurociência e desenvolvimento pessoal. Nesta entrevista, Arilda Costa McClive conversa com Paulo Aguiar sobre sua trajetória, a relação entre ciência, consciência e comportamento e como esses conceitos podem contribuir para processos de transformação pessoal.
ARILDA COSTA McCLIVE: Como você começou a trabalhar com a interseção entre física quântica e comportamento humano? PAULO AGUIAR: Nada disso foi planejado. Comecei questionando por que pessoas inteligentes, esforçadas e determinadas continuavam repetindo os mesmos padrões de comportamento,
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relacionamentos e dificuldades. Aos 18, 19 anos, trabalhava como auxiliar de pintor e estudava física quântica, neurociência e epigenética à noite. Queria compreender os ciclos que eu mesmo vivenciava. A partir dessas perguntas, comecei a perceber que nossas crenças, emoções e comportamentos influenciam profundamente a maneira como enxergamos e enfrentamos a vida.
ARILDA COSTA McCLIVE: Como você conecta os princípios da física quântica com o comportamento humano? PAULO AGUIAR: Um dos conceitos que mais me chama atenção é o papel do observador. O experimento da dupla fenda mostrou fenômenos que transformaram nossa compreensão sobre o comportamento das partículas. No desenvolvimento pessoal, utilizo esse conceito como uma forma de refletir sobre percepção e consciência. Aquilo em que acreditamos influencia a maneira como interpretamos as situações, tomamos decisões e identificamos oportunidades. A neurociência
também demonstra que nosso cérebro possui mecanismos de seleção e atenção que influenciam aquilo que percebemos. ARILDA COSTA McCLIVE: Qual é o principal objetivo do seu trabalho?
PAULO AGUIAR: Meu objetivo é ajudar as pessoas a assumirem maior responsabilidade pela própria trajetória. Isso não significa acreditar que podemos controlar tudo o que acontece, mas compreender que temos participação importante nas escolhas e atitudes diante das circunstâncias. Quero mostrar que pensamentos, emoções, identidade e comportamento podem ser trabalhados de maneira consciente para produzir mudanças reais. ARILDA COSTA McCLIVE: Quais são os maiores equívocos sobre a aplicação da física quântica no dia a dia? PAULO AGUIAR: O principal é confundir física
PAULO AGUIAR E A JORNALISTA ARILDA COSTA MCCLIVE EM UM ENCONTRO MARCADO POR CIÊNCIA, CONSCIÊNCIA E REFLEXÕES SOBRE TRANSFORMAÇÃO PESSOAL. UMA CONVERSA ESPECIAL QUE CONECTA CONHECIMENTO, EXPERIÊNCIAS E NOVAS PERSPECTIVAS SOBRE A VIDA E O COMPORTAMENTO HUMANO. DURANTE A ENTREVISTA, PAULO COMPARTILHA SUA TRAJETÓRIA E SUA VISÃO SOBRE OS PADRÕES QUE INFLUENCIAM NOSSAS ESCOLHAS. O DIÁLOGO TAMBÉM ABORDA A RELAÇÃO ENTRE FÍSICA QUÂNTICA, ESPIRITUALIDADE E DESENVOLVIMENTO PESSOAL. UMA TROCA DE IDEIAS QUE CONVIDA À REFLEXÃO SOBRE CONSCIÊNCIA, PROPÓSITO E AS POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO.
quântica com pensamento positivo. Pensar de maneira otimista pode ser importante, mas transformação exige muito mais. É preciso trabalhar crenças, emoções, hábitos e atitudes. Outro equívoco é acreditar que basta conhecer um conceito para aplicá-lo. Conhecimento precisa ser acompanhado de prática e responsabilidade. Não acredito em esperar passivamente que as coisas aconteçam; acredito em alinhar intenção, comportamento e ação. ARILDA COSTA McCLIVE: O que é a sua Teoria da Interferência?
PAULO AGUIAR: Interferência é uma maneira de explicar os padrões que podem dificultar uma mudança. Muitas vezes, carregamos crenças e comportamentos adquiridos ao longo da vida, por meio da família, experiências pessoais, ambiente social e cultura. Esses padrões podem influenciar nossas decisões sem que percebamos. O primeiro passo é identificá-los. Depois, podemos desenvolver novas formas de pensar e agir. ARILDA COSTA McCLIVE: Qual é o papel da mente na criação da realidade? PAULO AGUIAR: A mente influencia diretamente a maneira como interpretamos o mundo e tomamos decisões. Grande parte dos nossos comportamentos é automática, construída pela repetição. Por isso, mudar apenas uma frase ou pensamento não é suficiente. É necessário trabalhar a identidade, os hábitos e as respostas emocionais. Quando esses elementos começam a mudar, nossas escolhas também podem mudar. ARILDA COSTA McCLIVE: Como você ajuda as pessoas a transformar padrões limitantes?
PAULO AGUIAR: O primeiro passo é a Revelação: tornar consciente aquilo que antes funcionava automaticamente. Depois vem a Catarse, que representa o processo de reconhecer e trabalhar emoções e padrões antigos. Finalmente, vem a Sintonização, que busca alinhar pensamento, emoção, corpo e ação. A transformação acontece quando aquilo que a pessoa deseja construir começa a aparecer também em suas atitudes.
ARILDA COSTA McCLIVE: Você acredita que esses conceitos podem ajudar pessoas que enfrentam crenças negativas?
PAULO AGUIAR: Sim. Acredito que compreender nossos padrões pode abrir espaço para novas possibilidades. Técnicas de respiração, presença, meditação e visualização podem ser utilizadas como ferramentas de desenvolvimento pessoal. Mas elas precisam estar acompanhadas de ação. Uma mudança verdadeira acontece quando a pessoa começa a tomar decisões diferentes e construir novos hábitos. ARILDA COSTA McCLIVE: Como você relaciona ciência, espiritualidade e consciência?
PAULO AGUIAR: Vejo essas áreas como possibilidades de diálogo. A ciência busca compreender os fenômenos por meio de investigação e evidências, enquanto a espiritualidade pode oferecer significado, propósito e reflexão sobre a existência. Minha fé e minha visão espiritual fazem parte da minha trajetória, e acredito que conhecimento científico e valores espirituais podem coexistir de maneira respeitosa. ARILDA COSTA McCLIVE: Como seus cursos
tornam esses conceitos acessíveis?
PAULO AGUIAR: Procuro apresentar os conteúdos de forma simples e prática. Na Mentoria A Ordem da Águia, trabalhamos temas relacionados à neurociência, física quântica, comportamento, consciência e espiritualidade. No Fundamentos da Sintonização, os conteúdos são organizados em módulos progressivos, combinando teoria e práticas que podem ser incorporadas à rotina. ARILDA COSTA McCLIVE: Quais resultados as pessoas costumam perceber?
PAULO AGUIAR: Um dos resultados mais importantes é perceber que existe possibilidade de mudança. Muitas pessoas passam a tomar decisões com mais consciência, enfrentar situações que antes evitavam e estabelecer novos objetivos. Mudanças profissionais, pessoais e nos relacionamentos podem surgir como consequência desse processo. Para mim, o mais importante é que cada pessoa desenvolva maior consciência sobre quem é, o que deseja construir e quais atitudes podem levá-la nessa direção. ARILDA COSTA McCLIVE: Qual é o próximo passo do seu trabalho? PAULO AGUIAR: Quero ampliar o acesso a esses conhecimentos e formar pessoas capazes de compartilhar esse processo com responsabilidade. Acredito que estamos vivendo um momento importante de transformação na maneira como entendemos educação, consciência e desenvolvimento humano. Minha intenção é continuar estudando, ensinando e criando ferramentas que ajudem as pessoas a transformar conhecimento em prática e propósito em ação. SEPTEMBER 2026
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EM FOCO
BRAZILIAN BUSINESS GROUP ANUNCIA CONTEMPLADAS DO MARÍLIA RAMOS FERGUSON SCHOLARSHIP
MARÍLIA RAMOS FERGUSON SCHOLARSHIP: EM HOMENAGEM AO LEGADO DA EDUCADORA MARÍLIA RAMOS FERGUSON, O BRAZILIAN BUSINESS GROUP RECONHECE AS ESTUDANTES KATHLEEN MEL BARBOSA, CAMILY TIDRE E BEATRIZ LAZZAROTTI, CONTEMPLADAS COM BOLSAS DE ESTUDO POR SEU MÉRITO ACADÊMICO, LIDERANÇA E COMPROMISSO COM A COMUNIDADE
O Brazilian Business Group (BBG) anunciou as três estudantes contempladas com o Marília Ramos Ferguson Scholarship, programa criado para homenagear o legado da educadora Marília Ramos Ferguson, que dedicou sua trajetória à educação, atuando como professora, diretora e pesquisadora e inspirando diferentes gerações. A iniciativa tem como objetivo apoiar estudantes brasileiros e brasileiro-americanos que demonstram excelência acadêmica, potencial de liderança e compromisso com a comunidade. As candidaturas foram avaliadas por um comitê, que analisou cada aplicação de acordo com critérios como desempenho acadêmico, necessidade financeira, potencial de liderança e participação em ações comunitárias. A principal bolsa, no valor de US$ 3 mil, foi concedida a Kathleen Mel Barbosa, de Deerfield Beach. Kathleen havia adiado
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o ingresso na faculdade para trabalhar e contribuir com o sustento de sua família. Para ela, a bolsa representa uma oportunidade de retomar os estudos e avançar em seus objetivos.
“Gostaria de agradecer ao Comitê do Marília Ramos Ferguson Scholarship e ao Brazilian Business Group por me apoiarem a retomar os estudos, buscar meus objetivos e investir no meu futuro. Esta bolsa é uma parte significativa da minha trajetória, e sinto-me verdadeiramente honrada em recebê-la”, declarou Kathleen. Também foram contempladas com bolsas de US$ 1 mil cada Camily Tidre, da Nova Southeastern University, reconhecida por seu expressivo trabalho voluntário na comunidade, e Beatriz Lazzarotti, da Florida International University, pelo envolvimento com projetos empreendedores. Mônica Ribeiro, idealizadora e fundadora da bolsa, destaca que, embora existam
diversos programas de bolsas nos Estados Unidos, muitos são direcionados a comunidades específicas. Segundo ela, ainda existe uma lacuna no apoio a estudantes brasileiros e falantes da língua portuguesa, tornando a iniciativa um importante diferencial para a comunidade. Mônica também ressalta que empresas e pessoas interessadas em investir na educação podem contribuir por meio de doações. Por ser uma organização sem fins lucrativos, a iniciativa possibilita benefícios fiscais aos doadores, além de apoiar a ampliação do acesso à educação. O programa Marília Ferguson Schorlaship é um projeto do Brazilian Business Group. A cerimônia de entrega e reconhecimento será realizada no dia 28 de agosto, no Consulado Geral do Brasil em Miami, celebrando as conquistas das estudantes e reforçando o compromisso com a formação de futuros líderes de brasileiros nos Estados Unidos.
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[filme] SETEMBRO CHEGA COM GRANDES ESTREIAS NOS CINEMAS: CINCO FILMES PARA FICAR DE OLHO
S A N D R A B U L L O C K E N I C O L E K I D M A N E S TÃ O D E V O LTA E M P R A C T I C A L M A G I C 2 , Q U A S E T R Ê S D É C A D A S A P Ó S O S U C E S S O D E D A M A G I A À S E D U Ç Ã O . A A G U A R D A D A C O N T I N U A Ç Ã O P R O M E T E R E S G A TA R A M A G I A , A N O S TA L G I A E A C O N E X Ã O D A S I R M Ã S O W E N S C O M U M A N O VA G E R A Ç Ã O .
De magia e romance a dramas históricos, aventura e suspense, setembro traz grandes estrelas e histórias para diferentes públicos
Setembro chega aos cinemas americanos com uma programação diversificada e algumas estreias que já despertam a atenção do público. Entre continuações aguardadas, dramas históricos, aventuras de sobrevivência e produções estreladas por grandes nomes de Hollywood, o mês oferece boas opções para quem quer fugir do terror. Selecionamos cinco filmes que merecem entrar na agenda dos cinéfilos, levando em consideração a expectativa em torno dos títulos, os elencos e a repercussão que as produções já vêm provocando. 16
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PRACTICAL MAGIC 2
HEART OF THE BEAST
Um dos grandes destaques do mês é Practical Magic 2, sequência do clássico Da Magia à Sedução, de 1998. Sandra Bullock e Nicole Kidman retornam como as irmãs Sally e Gillian Owens, quase três décadas depois do primeiro filme.
Para os fãs de aventura, Brad Pitt protagoniza Heart of the Beast, que estreia em 25 de setembro. O ator interpreta James Belmont, um oficial das Forças Especiais que sofre um acidente no Alasca ao lado de Odin, seu cão de combate aposentado.
Na nova história, as irmãs precisam enfrentar uma ameaça que coloca novamente a família em perigo. Joey King, Lee Pace, Maisie Williams, Xolo Maridueña, Dianne Wiest e Stockard Channing também estão no elenco. O filme chega aos cinemas americanos em 11 de setembro, com sessões antecipadas a partir do dia 10 em algumas salas. A produção promete combinar fantasia, humor, romance e, principalmente, nostalgia.
Perdidos em uma região selvagem, os dois precisam enfrentar o frio extremo, o terreno perigoso e diferentes ameaças para sobreviver. A relação entre o personagem de Pitt e o cachorro é um dos elementos centrais da narrativa. O filme combina ação, aventura e emoção e promete conquistar tanto os fãs do ator quanto o público que gosta de histórias de sobrevivência.
O F I L M E B Y A N Y M E A N S , C O M E S T R E I A P R E V I S TA PA R A 4 D E S E T E M B R O D E 2 0 2 6 , É E S T R E L A D O P O R M A R K WA H L B E R G E YA H YA A B D U L - M A T E E N I I , E N T R E O U T R O S . H E A R T O F T H E B E A S T : B R A D P I T T P R O TA G O N I Z A U M A AV E N T U R A D E S O B R E V I V Ê N C I A N O A L A S C A , A O L A D O D E S E U F I E L C Ã O D E C O M B AT E , E M U M A H I S T Ó R I A D E C O R A G E M E C O M PA N H E I R I S M O .
BY ANY MEANS
Com estreia marcada para 4 de setembro, By Any Means apresenta uma história inspirada em acontecimentos reais. Yahya Abdul-Mateen II interpreta um jovem agente negro do FBI enviado ao Mississippi dos anos 1960 para investigar assassinatos de líderes dos direitos civis.
Para avançar na investigação, ele precisa trabalhar ao lado de Greg Scarpa, um conhecido assassino ligado à máfia, interpretado por Mark Wahlberg. O elenco ainda reúne Nicole Beharie, Giancarlo Esposito, Josh Lucas e David Strathairn. Dirigido por Elegance Bratton, o filme combina drama histórico, crime e ação. A produção chega às telas em um momento em que histórias relacionadas à luta
pelos direitos civis continuam despertando interesse. PRIMETIME
Robert Pattinson assume um papel bastante diferente em Primetime, produção da A24 que chega aos cinemas em 25 de setembro. O ator interpreta uma versão ficcionalizada do jornalista Chris Hansen, conhecido pelo programa To Catch a Predator. Ambientado em 2006, o filme acompanha os bastidores da produção televisiva e a busca de Hansen por uma história capaz de fazer história na televisão. Dirigido por Lance Oppenheim, o longa mistura drama, mistério e suspense. Merritt Wever, Skyler Gisondo, Phoebe Bridgers e Anna Faris também estão no elenco.
SENSE AND SENSIBILITY
Para quem prefere romance e histórias de época, Sense and Sensibility apresenta uma nova adaptação do clássico de Jane Austen. O filme é estrelado por Daisy Edgar-Jones e Esmé CreedMiles e acompanha as irmãs Dashwood em uma história de amor, família e diferenças sociais. A direção é de Georgia Oakley, com roteiro de Diana Reid. A produção tem lançamento nos cinemas dos Estados Unidos previsto para 11 de setembro. Com magia, romance, história, ação e aventura, setembro chega com uma programação capaz de agradar a diferentes públicos. Para quem prefere deixar o terror de fora, há muito o que conferir nas telas grandes. SEPTEMBER 2026
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EM 1967, O FILÓSOFO E ESCRITOR FRANCÊS GUY DEBORD PUBLICOU A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, UMA OBRA QUE, À PRIMEIRA VISTA, PARECIA UMA CRÍTICA AO CONSUMISMO, À PUBLICIDADE E AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE SUA ÉPOCA. QUASE SEIS DÉCADAS DEPOIS, SUAS REFLEXÕES GANHARAM UMA DIMENSÃO AINDA MAIOR. EM UM MUNDO DOMINADO POR REDES SOCIAIS, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, INFLUENCIADORES DIGITAIS E CONTEÚDO INSTANTÂNEO, A PERGUNTA É INEVITÁVEL: DEBORD CONSEGUIU PREVER O SÉCULO XXI?
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A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DAS REDES SOCIAIS POR LAINE FURTAD0 @lainefurtado
O conceito de “espetáculo”, apresentado por Debord, vai muito além do entretenimento. Para ele, o espetáculo representa uma sociedade em que as relações humanas passam a ser mediadas por imagens. Em outras palavras, deixamos de viver diretamente muitas experiências para consumi-las por meio de fotografias, vídeos, anúncios, telas e representações. O espetáculo não é apenas aquilo que vemos; é a forma como passamos a enxergar o mundo.
Uma das ideias mais marcantes do autor resume essa transformação em três etapas: do ser, passamos ao ter e, finalmente, ao parecer. Em uma sociedade baseada no consumo, possuir bens tornou-se um símbolo de sucesso. Hoje, porém, parece ainda mais importante demonstrar esse sucesso. Não basta viajar; é preciso publicar a viagem. Não basta frequentar um restaurante sofisticado; é necessário registrar cada
detalhe. Não basta comprar um produto de luxo; é fundamental compartilhá-lo nas redes sociais.
Essa lógica se intensificou com o surgimento das plataformas digitais. Instagram, TikTok, YouTube e outras redes transformaram milhões de pessoas em produtoras de conteúdo. Cada usuário se tornou, ao mesmo tempo, espectador e protagonista de um grande palco virtual. A vida cotidiana ganhou filtros, edições, algoritmos e métricas de aprovação. Curtidas, compartilhamentos e comentários passaram a funcionar como indicadores de reconhecimento social. Isso não significa que as redes sociais sejam, por si só, algo negativo. Elas aproximam pessoas, democratizam a informação, impulsionam pequenos negócios e permitem que talentos sejam descobertos em qualquer lugar do mundo. No entanto,
Debord nos convida a refletir sobre um risco: quando a preocupação em parecer feliz, bem-sucedido ou interessante supera a preocupação em viver essas experiências de forma autêntica. Essa reflexão também alcança a moda, um dos setores que mais dialogam com a construção de imagem. As grandes marcas sempre venderam mais do que roupas, bolsas ou acessórios; elas comercializam identidade, pertencimento e estilo de vida. Hoje, um desfile de alta-costura não é planejado apenas para os convidados presentes. Ele nasce pensado para circular instantaneamente pelas redes sociais, gerar milhões de visualizações e transformar alguns segundos de vídeo em desejo de consumo. O espetáculo acontece tanto na passarela quanto na tela do celular. O universo das celebridades e dos influenciadores digitais reforça esse fenômeno. SEPTEMBER 2026
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Muitos deles exercem enorme influência sobre hábitos de consumo, comportamento e até opiniões políticas. Em diversos casos, a imagem construída torna-se mais importante do que a trajetória ou o conteúdo apresentado. O número de seguidores passa a representar credibilidade, mesmo quando não existe conhecimento técnico sobre determinado assunto.
Na política, o cenário também mudou profundamente. Debates, discursos e propostas continuam importantes, mas a comunicação visual, os vídeos curtos e a capacidade de criar narrativas emocionais ganharam um peso sem precedentes. Campanhas eleitorais são planejadas para gerar impacto nas redes sociais, e a disputa pela atenção tornou-se tão estratégica quanto a apresentação de projetos para a sociedade.
Se Guy Debord já enxergava o poder das imagens na década de 1960, talvez nem ele imaginasse o impacto que a inteligência artificial teria sobre esse processo. Hoje, é possível criar fotografias hiper-realistas de pessoas que nunca existiram, produzir vídeos praticamente indistinguíveis da realidade e gerar vozes sintéticas capazes de imitar qualquer indivíduo. A fronteira entre o real e o artificial tornou-se cada vez mais tênue.
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Essa nova realidade amplia um dos principais alertas de Debord: quando as representações passam a substituir a experiência direta, corremos o risco de perder nossa capacidade de distinguir aparência e realidade. Em um ambiente digital onde imagens podem ser manipuladas em segundos e notícias falsas circulam com enorme velocidade, o senso crítico tornou-se uma das competências mais importantes do nosso tempo.
forma consciente, sem permitir que elas determinem nossa percepção do mundo ou o valor que atribuímos a nós mesmos.
Isso não significa rejeitar a tecnologia ou defender um retorno ao passado. A inteligência artificial, as redes sociais e os avanços digitais oferecem oportunidades extraordinárias para a educação, a cultura, os negócios e a comunicação. O desafio está em utilizar essas ferramentas de
Mais do que uma crítica ao mundo moderno, A Sociedade do Espetáculo é um convite à reflexão. E, diante da velocidade com que a tecnologia transforma nossa maneira de comunicar, consumir e existir, esse convite nunca foi tão necessário.
Ao mesmo tempo, vivemos um paradoxo interessante. Nunca tivemos tanto acesso à informação, e, ainda assim, muitas pessoas se sentem desconectadas da realidade. Estamos permanentemente conectados às telas, mas nem sempre conectados uns aos outros. Compartilhamos momentos, mas nem sempre os vivemos plenamente. Registramos paisagens antes mesmo de observá-las. Fotografamos refeições antes da primeira garfada. Em muitos casos, a experiência parece existir para ser publicada.
Quase sessenta anos após a publicação de A Sociedade do Espetáculo, Guy Debord continua provocando reflexões essenciais. Sua obra permanece atual porque fala menos sobre televisão ou publicidade e mais sobre um comportamento humano que encontrou na tecnologia um poderoso amplificador.
Talvez a pergunta mais importante que seu livro nos deixe não seja se usamos as redes sociais ou a inteligência artificial, mas como as usamos. Estamos vivendo experiências ou apenas colecionando imagens? Estamos construindo relações verdadeiras ou buscando aprovação permanente? Em uma época em que tudo pode ser transformado em conteúdo, preservar a autenticidade talvez seja um dos maiores desafios da vida contemporânea.
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" S E D U Ç Ã O ", " V E L H O S B A N D I D O S ", " C I N C O T I P O S D E M E D O ", " A C O N S P I R A Ç Ã O C O N D O R ", " P A P A G A I O S ", " A S S A LT O À B R A S I LE I R A " E " F U N K " S Ã O A S P R O D U Ç Õ E S D A M O S T R A C O M P E T I T I V A D E LO N G A S - M E T R A G E N S |
INFFINITO CHEGA AOS 30 ANOS COM MAIS DE 70 FILMES E CELEBRAÇÃO HISTÓRICA EM MIAMI POR LAINE FURTAD0 @lainefurtado
O Inffinito Brazilian Film Festival chega à sua 30ª edição em 2026 reafirmando uma trajetória marcada pela promoção do cinema brasileiro no exterior e pela criação de conexões entre a indústria audiovisual nacional e o mercado internacional. De 3 a 12 de setembro, Miami será o principal palco dessa celebração, com uma programação que reúne mais de 70 filmes, estreias mundiais e internacionais, mostras competitivas e paralelas, encontros culturais e uma homenagem especial à atriz, produtora e diretora Glória Pires. Considerado o maior festival de cinema brasileiro realizado fora do país e pioneiro na divulgação da produção nacional no mercado internacional, o Inffinito transformou-se, ao longo de três décadas, em uma importante vitrine para cineastas, produtores, atores e novos talentos. A edição comemorativa reúne obras de diferentes gêneros e linguagens, apresentando ao público americano um panorama da diversidade e da força criativa do cinema contemporâneo brasileiro.
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Realizado pela Inffinito, empresa fundada pelas sócias Adriana L. Dutra, Cláudia Dutra e Viviane B. Spinelli, o festival nasceu em 1995 com o propósito de ampliar a circulação internacional do audiovisual brasileiro. Desde então, o Circuito Inffinito de Festivais passou por cidades como Miami, Nova York, Londres, Vancouver, Roma, Milão, Madri, Barcelona, Montevidéu, Buenos Aires, Bogotá e Xangai. Em mais de 110 edições realizadas ao longo dos anos, o circuito já apresentou mais de 3 mil filmes e ampliou sua atuação para além da exibição cinematográfica. O festival tornou-se também um espaço de negócios, networking e intercâmbio, aproximando produtores brasileiros de investidores, distribuidores e profissionais de importantes mercados internacionais.
Para marcar os 30 anos, a seleção oficial foi construída por uma equipe exclusivamente feminina formada por Adriana L. Dutra, Carla Camurati, Camila Morgado, Laura Fernandes, Leticia Lima, Liliana Kawase e Renata Almeida
Magalhães. A curadoria selecionou produções que representam diferentes perspectivas sobre o Brasil e que concorrem ao Troféu Lente de Cristal em diversas categorias.
Entre os principais destaques da Mostra Competitiva de Longas-Metragens estão “Sedução”, de Zelito Viana e Marcos Palmeira, que terá sua estreia mundial; “Velhos Bandidos”, de Cláudio Torres, com première nos Estados Unidos; “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini, em estreia na Flórida; “A Conspiração Condor”, de André Sturm, em estreia internacional; “Papagaios”, de Douglas Soares; “Assalto à Brasileira”, de José Eduardo Belmonte; e “Funk”, de Aly Muritiba. Os filmes serão exibidos entre os dias 8 e 11 de setembro no Silverspot Cinema Downtown Miami, consolidando o espaço como um dos principais endereços da programação competitiva. A seleção mostra a variedade da produção nacional, com histórias que transitam por diferentes gêneros, temas e realidades brasileiras. A competição de curtas-metragens também
G L Ó R I A P I R E S S E R Á H O M E N A G E A D A N O I N F F I N I T O 2 0 2 6 , O N D E A P R E S E N TA S U A E S T R E I A C O M O DIRETORA COM O LONGA SEXA , EM PREMIÈRE NA FLÓRIDA . UMA CELEBRAÇÃO ESPECIAL D E U M A D A S G R A N D E S A R T I S TA S D O C I N E M A B R A S I L E I R O apresenta uma seleção diversificada. Entre os títulos estão “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli; “Poeira”, de Mateus Lana; “O Mapa Em Que Estão Meus Pés”, de Luciano Pedro Jr.; “Couraça”, de Susan Kalik e Daniel Arcades; “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique; “Brasa”, de Diane Maia; e “Boiuna”, de Adriana de Faria. A programação competitiva de documentários acontece nos dias 3 e 4 de setembro, no O Cinema South Beach. A mostra reúne “Três Obás de Xangô”, de Sérgio Machado; “Para Vigo me Voy!”, de Lírio Ferreira e Karen Harley; “Raízes do Sagrado Feminino”, de Carla Camurati; e “Apopcalipse Segundo Baby”, de Rafael Saar. As produções ampliam o espaço para narrativas documentais e diferentes formas de interpretar a sociedade e a cultura brasileira.
Além das competições, o público poderá conferir a Mostra Panorama, nos dias 6 e 7 de setembro, também no O Cinema South Beach. A seleção inclui “Pequenas Criaturas”, de Anne Pinheiro Guimarães, em sua primeira exibição nos Estados Unidos; “Deixe-me Viver”, de Walther Neto, que terá estreia americana em sessão especial com a presença do diretor e dos atores Humberto Martins e Mônica Carvalho;
“Muito Prazer”, de Jorge Furtado; e “Gonzaguinha — Da Maior Liberdade”, de Susanna Lira.
estreia na direção cinematográfica.
A apresentação musical contará com participações de Lívia Cassel, Isa Duarte, Rafa Ducell, Pedro Abdalla, do sanfoneiro Johnnie Laska e do saxofonista Marcelo Cebukin. A proposta é celebrar a diversidade dos ritmos brasileiros e transformar o espaço em um grande encontro cultural, reunindo cinema, música e manifestações tradicionais.
O encerramento do festival acontece no dia 12 de setembro, no Silverspot Cinema Downtown Miami, com a cerimônia de entrega das Lentes de Cristal aos vencedores das Mostras Competitivas. A noite também contará com a homenagem a Glória Pires e a exibição de “Sexa”. Depois da cerimônia, o evento promove uma confraternização reunindo profissionais do mercado audiovisual brasileiro e estrangeiro.
A programação dos 30 anos também ganha um componente musical e cultural no dia 5 de setembro, quando o Miami Beach Bandshell recebe o “Viva Brazil”. O evento terá a primeira exibição internacional da comédia “Agentes Muito Especiais”, dirigida por Pedro Antônio, além de uma apresentação de capoeira e um show comandado pelo cantor e compositor Maurício Baia.
Outro momento de destaque da edição será a homenagem a Glória Pires. Uma das artistas mais reconhecidas da dramaturgia brasileira, a atriz será celebrada pelo festival em uma programação especial que também marca uma nova etapa de sua carreira. Glória apresentará “Sexa”, longa de ficção que representa sua
A homenagem inclui ainda a première norte-americana de “Se Eu Fosse Você 3”, reforçando a relação do Inffinito com grandes produções brasileiras e com o lançamento de filmes nacionais para o público internacional. A trajetória de Glória Pires, que reúne trabalhos no cinema e na televisão, ganha assim uma celebração especial dentro de uma edição igualmente histórica.
As comemorações dos 30 anos começam, porém, antes da programação de Miami. No dia 26 de agosto, o Rio de Janeiro recebe uma festa na Hípica, na Lagoa, reunindo aproximadamente 300 convidados entre artistas, produtores e realizadores que participaram da história do Inffinito. O som da celebração será comandado SEPTEMBER 2026
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C A R L A C A M U R AT I , C A M I L A M O R G A D O , A D R I A N A L . D U T R A , R E N ATA A L M E I D A M A G A L H Ã E S , L E T Í C I A L I M A , L I L I A N A K AWA S E E L AU R A F E R N A N D E S S ÃO A S C U R A D O R A S D O F E S T I VA L
AS FUNDADORAS DO INFFINITO BRAZILIAN FILM FESTTIVAL ADRIANA L . DUTRA, CLÁUDIA DUTRA E VIVIANE B. SPINELLI pelo ator e DJ Rodrigo Penna. Depois da programação presencial, o festival amplia seu alcance por meio da Inffinito.Plus. Entre 13 e 30 de setembro, a plataforma apresenta uma programação global com 40 produções, permitindo que espectadores de diferentes países acompanhem parte da celebração dos 30 anos. Entre as atrações online está a Mostra Homenagem Glória Pires, com oito filmes protagonizados pela atriz, incluindo “O Quatrilho”, “Lula, o Filho do Brasil”, “Flores Raras”, “A Suspeita”, “Índia, a Filha do Sol”, “Pequeno Dicionário Amoroso 2”, “Primo Basílio” e “É Proibido Fumar”. A seleção reúne diferentes fases de sua carreira e destaca trabalhos reconhecidos pelo público e pela crítica. A Mostra Cinebiografia apresenta seis produções dedicadas a personalidades e instituições da cultura brasileira. Já a Mostra 30 Anos
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revisita a própria história do Inffinito com uma seleção de filmes vencedores da Lente de Cristal em diferentes edições do festival.
Entre os títulos estão “Pequeno Dicionário Amoroso”, de Sandra Werneck, exibido na primeira edição, além de “O Auto da Compadecida”, “Cazuza – O Tempo Não Para”, “Dzi Croquettes”, “S.O.S. Mulheres ao Mar”, “Medida Provisória”, “O Pastor e o Guerrilheiro”, “Fogaréu” e “O Barulho da Noite”.
A edição comemorativa também representa a continuidade de um projeto que nasceu com o objetivo de aproximar o cinema brasileiro do mundo. Em três décadas, o Inffinito acompanhou mudanças na indústria audiovisual, criou novas oportunidades para realizadores e ajudou a formar uma plateia internacional para as produções nacionais.
Em Miami, cidade reconhecida por sua diversidade cultural e por sua posição estratégica entre as Américas, os 30 anos do festival ganham um significado especial. A programação reúne memória, inovação, negócios e entretenimento, mantendo o cinema como principal instrumento de conexão.
Mais do que celebrar três décadas de existência, o Inffinito utiliza a edição de 2026 para reafirmar sua missão: apresentar a riqueza do audiovisual brasileiro, criar pontes entre mercados e ampliar o espaço para que histórias produzidas no Brasil encontrem novos espectadores. Ao completar 30 anos, o festival mostra que sua trajetória não pertence apenas ao passado. Ela continua sendo construída a cada filme exibido, a cada talento revelado e a cada nova conexão criada entre o Brasil e o mundo.
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AFINAL, QUEM É CLASSE MÉDIA NOS ESTADOS UNIDOS? OS NÚMEROS MOSTRAM UMA REALIDADE MAIS COMPLEXA DO QUE PENSAMOS por laine furtado @lainefurtado
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ais da metade dos americanos se identifica como classe média ou classe média alta, mas pesquisas baseadas em renda mostram que percepção e posição econômica nem sempre coincidem Em uma época em que o custo de vida, os preços dos imóveis, os salários e a inflação ocupam espaço constante no debate americano, uma pergunta aparentemente simples ganhou novos contornos: afinal, quem pode ser considerado classe média nos Estados Unidos? A resposta depende de quem está fazendo a pergunta e, principalmente, de como a classe econômica é definida. Uma pesquisa da Gallup mostra que 54% dos americanos se identificam como middle class ou upper-middle class. Mas esse número
representa percepção pessoal. Quando pesquisadores analisam a renda das famílias e a distribuição econômica do país, o cenário se torna bem mais complexo.
A Gallup perguntou aos americanos em qual classe social eles se colocariam. Em levantamento divulgado em 2024, 39% disseram pertencer à classe média e 15% à classe média alta, totalizando 54%. Outros 31% se identificaram como working class, 12% como lower class e apenas 2% como upper class.
O resultado chama atenção porque não existe, na pesquisa, uma tabela de renda apresentada aos entrevistados para determinar onde eles deveriam se enquadrar. Trata-se de uma percepção sobre a própria situação econômica e social.
E é justamente aí que começa a diferença entre classe percebida e classe medida pelos números. O QUE O PEW CONSIDERA CLASSE MÉDIA?
O Pew Research Center utiliza uma metodologia própria para analisar a classe média americana. Em sua análise baseada em dados de 2022, o centro de pesquisas considerou como middle-income os domicílios cuja renda está entre dois terços e o dobro da renda mediana nacional, depois de fazer ajustes para o tamanho da família e para diferenças no custo de vida entre as regiões.
Para uma família de três pessoas, por exemplo, essa faixa correspondia aproximadamente a US$ 56.600 a US$ 169.800 por ano. SEPTEMBER 2026
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Isso significa que não basta olhar apenas para o salário anual. Uma renda de US$ 100 mil pode representar uma situação econômica bastante diferente para uma pessoa que vive sozinha, para um casal ou para uma família com quatro ou cinco integrantes.
A localização também pesa. O custo de moradia em Nova York, San Francisco ou Miami, por exemplo, é muito diferente daquele encontrado em cidades menores de outros estados. Por isso, o Pew não apresenta uma tabela universal e rígida de classes econômicas válida para todos os americanos. A ASCENSÃO DA UPPER-MIDDLE CLASS
Outra análise recente, realizada pelo American Enterprise Institute (AEI), chama atenção para uma transformação na estrutura de renda dos Estados Unidos.
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Segundo o estudo, a upper-middle class tornou-se o maior grupo de renda do país, representando aproximadamente 31% das famílias americanas. Em 1979, esse grupo correspondia a cerca de 10%.
Para uma família de quatro pessoas, a análise do AEI coloca a faixa de upper-middle class aproximadamente entre US$ 153.864 e US$ 461.592 anuais. Para uma pessoa que vive sozinha, o limite inferior dessa faixa é de aproximadamente US$ 76.932 por ano.
Os números mostram por que comparações simplificadas podem ser enganosas. Uma renda que parece elevada para uma pessoa pode não produzir o mesmo padrão de vida para uma família com quatro integrantes, especialmente em uma região de alto custo. POR QUE TANTOS AMERICANOS SE
CONSIDERAM CLASSE MÉDIA?
A diferença entre percepção e renda não significa necessariamente que milhões de americanos estejam simplesmente “errados” sobre sua própria situação. Classe econômica não é determinada apenas pelo salário.
Uma família pode ganhar US$ 150 mil por ano, mas ter uma hipoteca elevada, filhos na faculdade, dívidas, despesas médicas ou viver em uma região onde moradia, seguros e serviços são muito caros. Da mesma forma, uma pessoa com renda semelhante em uma região de menor custo pode ter uma situação financeira muito mais confortável. Também existe o chamado efeito de comparação social. As pessoas tendem a avaliar
sua situação olhando para as pessoas ao seu redor, para seus colegas de trabalho, vizinhos e círculo social — e não necessariamente para a distribuição nacional de renda.
Assim, alguém que ganha US$ 200 mil pode continuar se considerando classe média se estiver cercado por profissionais que ganham US$ 300 mil, US$ 400 mil ou mais. NÃO EXISTE UMA ÚNICA TABELA OFICIAL
É importante também esclarecer uma informação que circulou recentemente nas redes sociais: tabelas que dividem os americanos em categorias como pobreza, lower class, lower-middle class, middle class, upper-middle class, upper class e wealthy, com valores específicos de renda anual, não devem ser automaticamente atribuídas ao Pew Research Center.
O Pew utiliza uma metodologia diferente, assim como o AEI e a Gallup fazem perguntas diferentes. A Gallup mede identificação social.
O Pew analisa posição de renda em relação à
mediana, considerando tamanho da família e custo de vida.
O AEI examina a distribuição da renda e a evolução dos grupos econômicos ao longo do tempo. Portanto, números diferentes não significam necessariamente que uma das pesquisas esteja errada. Elas estão respondendo a perguntas diferentes. O que os números realmente revelam? A principal conclusão talvez seja justamente que “classe média” não é uma categoria tão simples quanto parece.
Os 54% registrados pela Gallup mostram como a maioria dos americanos se enxerga. Já os dados de distribuição de renda mostram que a composição econômica do país mudou significativamente nas últimas décadas, com crescimento expressivo da faixa de upper-middle class. Isso ajuda a explicar uma aparente contradição: uma grande parcela da população pode se considerar classe média enquanto, ao mesmo tempo, uma parcela crescente das fa-
mílias está em níveis de renda que pesquisas classificam como upper-middle income. A discussão também revela por que olhar apenas para o salário anual pode ser insuficiente para avaliar o padrão de vida de uma família americana. Quanto você ganha é apenas uma parte da equação. Onde você mora, quantas pessoas dependem daquela renda, quanto custa sua moradia e quais são suas despesas também determinam o que aquela renda representa na prática.
No fim, a pergunta “você é classe média?” pode ter duas respostas diferentes: uma baseada em como você se vê e outra baseada em onde sua renda o coloca na distribuição econômica do país.
E, nos Estados Unidos de 2026, a diferença entre essas duas respostas ajuda a explicar muito do debate sobre o que significa, de fato, pertencer à classe média americana. Fontes: Gallup, Pew Research Center e American Enterprise Institute (AEI).. SEPTEMBER 2026
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EM FOCO
VISIT LAUDERDALE DISCUTE NOVA IDENTIDADE DE BROWARD
PROPOSTA DE MUDANÇA NA IDENTIDADE VISUAL DO ÓRGÃO DE TURISMO DE BROWARD COUNTY REACENDE DEBATE SOBRE COMO O DESTINO QUER SE APRESENTAR PARA VISITANTES E INVESTIDORES
A imagem de um destino turístico vai muito além de um logotipo. Ela ajuda a construir uma identidade, transmitir valores e definir como uma região deseja ser reconhecida dentro e fora de suas fronteiras. Em Broward County, esse debate ganhou força com a discussão sobre uma possível mudança na identidade visual do Visit Lauderdale, órgão responsável pela promoção turística da região. A proposta previa alterações na marca utilizada para divulgar Fort Lauderdale e outras cidades de Broward, com uma referência mais direta ao próprio condado. A iniciativa, no entanto, encontrou resistência entre representantes locais e acabou sendo retirada durante as discussões. Um dos principais pontos de questionamento foi o custo. A mudança poderia representar um investimento de aproximadamente US$ 2 milhões, valor considerado elevado por alguns representantes diante de outras necessidades e prioridades do condado. O debate mostrou que, além da questão estética, uma alteração de marca envolve decisões estratégicas, financeiras e políticas. 30
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O Visit Lauderdale desempenha um papel importante na promoção de Broward como destino turístico. A região é conhecida internacionalmente pelas praias, canais, marinas, restaurantes, hotéis, vida cultural e pelo turismo ligado a cruzeiros. Fort Lauderdale, principal cartão-postal do condado, também consolidou sua imagem como destino sofisticado para viajantes interessados em experiências de lazer, compras e gastronomia.
Dania Beach e Weston. Cada uma possui seus próprios atrativos e públicos, o que torna o desafio de criar uma identidade regional ainda maior.
A discussão sobre a identidade da marca ocorre em um momento em que a competição entre destinos turísticos da Flórida está cada vez maior. Miami, Palm Beach, Orlando e Tampa investem continuamente em campanhas para atrair visitantes, eventos, convenções e novos negócios. Nesse cenário, a maneira como Broward se apresenta ao público pode ter impacto direto na percepção do destino.
Apesar da retirada da proposta neste momento, o debate não significa necessariamente o fim da discussão. A questão sobre como Broward deseja ser percebido continuará relevante, especialmente em um mercado em que turismo, negócios e qualidade de vida estão cada vez mais conectados.
Outro aspecto importante é a diversidade do próprio condado. Broward reúne cidades com características bastante diferentes, como Fort Lauderdale, Hollywood, Pompano Beach,
Para o setor empresarial, a marca turística também pode funcionar como uma ferramenta de desenvolvimento econômico. Um destino reconhecido e bem posicionado tende a atrair não apenas turistas, mas também eventos corporativos, investidores, novos empreendimentos e profissionais.
Mais do que decidir entre manter ou mudar um logotipo, Broward enfrenta uma questão estratégica: qual imagem quer projetar para o futuro? A resposta poderá influenciar a forma como milhões de visitantes, empresas e investidores enxergam o condado nos próximos anos.
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CUISINE COMFORT FOOD ESTÁ DE VOLTA: POR QUE BUSCAMOS COMIDA QUE TRAZ MEMÓRIA E AFETO?
Em meio à rotina acelerada, às mudanças de hábitos e à busca constante por uma alimentação mais saudável, um movimento chama a atenção na gastronomia: o retorno da comfort food, aquela comida que desperta lembranças, transmite sensação de acolhimento e nos conecta com momentos especiais da vida.
Mais do que uma tendência gastronômica, a comfort food representa uma relação emocional com a comida. São pratos que remetem à infância, à casa dos avós, às reuniões de família ou simplesmente a uma época em que a vida parecia mais simples. Uma receita de bolo, uma sopa preparada em dias frios, um prato de massa ou o tradicional arroz com feijão podem carregar histórias que vão muito além dos ingredientes.
O interesse por esse tipo de gastronomia ganhou força nos últimos anos, especialmente diante de períodos marcados por incertezas, isolamento e mudanças na rotina. Cozinhar e comer passaram a ocupar também um espaço de conforto emocional. Preparar uma receita conhecida pode trazer a sensação de familiaridade, enquanto saborear um prato associado a boas lembranças pode funcionar como uma pequena viagem no tempo.
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Esse movimento também aparece nos restaurantes. Chefs estão revisitando receitas tradicionais e apresentando versões contemporâneas de pratos conhecidos. A ideia não é simplesmente reproduzir a comida de casa, mas preservar sua essência, utilizando novas técnicas, apresentações e ingredientes. A gastronomia brasileira tem um repertório especialmente rico quando o assunto é comfort food. Feijoada, escondidinho, pão de queijo, brigadeiro, bolo de cenoura, moqueca e pudim são apenas alguns exemplos de preparações capazes de despertar memórias afetivas. Cada região do país possui seus próprios sabores e tradições, tornando a cozinha brasileira uma verdadeira coleção de histórias familiares. Nos Estados Unidos, o conceito também é bastante presente. Mac and cheese, mashed potatoes, chicken pot pie, grilled cheese e apple pie fazem parte do imaginário afetivo de muitas famílias americanas. São receitas simples, conhecidas e reconfortantes, que aparecem tanto nas cozinhas domésticas quanto nos cardápios de restaurantes.
Outro aspecto interessante é que a comfort food não precisa necessariamente ser uma comida pesada ou extremamente calórica. A
tendência atual combina o prazer emocional dos pratos conhecidos com uma preocupação maior com qualidade e equilíbrio. Ingredientes frescos, versões vegetarianas, redução de açúcar e novas formas de preparo permitem adaptar receitas tradicionais sem eliminar o vínculo afetivo. Especialistas em comportamento alimentar também destacam que nossas preferências gastronômicas são influenciadas por experiências, cultura e memória. Cheiros e sabores podem despertar lembranças com grande intensidade, fazendo com que uma refeição seja associada a pessoas, lugares e momentos específicos. Por isso, a volta da comfort food revela algo maior sobre a maneira como nos relacionamos com a alimentação. Em um mundo cada vez mais tecnológico e acelerado, existe espaço para desacelerar e recuperar sabores que fazem parte da nossa história. No fim, talvez seja justamente essa a força da comfort food: ela não alimenta apenas o corpo. Alimenta também a memória, a identidade e o desejo universal de se sentir em casa.
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MONIQUE ALFRADIQUE A ATRIZ BRASILEIRA VIVE NOVA FASE PROFISSIONAL E APOSTA EM NOVOS DESAFIOS
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om 20 anos de carreira, Monique Alfradique vive uma nova fase profissional e pessoal. Conhecida por trabalhos na televisão, no cinema e no teatro, a atriz brasileira vem experimentando novas funções sem deixar a dramaturgia de lado. Nos últimos anos, a apresentação e a produção também passaram a fazer parte de sua trajetória, o que ampliou a sua participação nos processos de criação e nas decisões de cada projeto. Monique acredita que amadurecer profissionalmente significa reconhecer a própria identidade, entender o que faz sentido para sua carreira e ter liberdade para experimentar. “Eu estou sempre em busca de desafios que façam sentido para a minha trajetória”, afirma.
Em 2020, a atriz teve uma experiência como apresentadora do programa “Mestre do Sabor”, da TV Globo, que despertou seu interesse por novos desafios diante das câmeras e pela criação de projetos. Em 2025, estreou como apresentadora e coprodutora de “Crush Animal”, do Multishow, ao lado de Pedro Ottoni, e de “Beach Life”, do canal E!. As experiências permitiram que participasse mais de perto dos processos de criação e desenvolvimento das produções.
A decisão de atuar como coprodutora também está ligada ao desejo de ter maior participação nas escolhas profissionais. Segundo a atriz, assumir funções nos bastidores foi uma maneira de desenvolver projetos mais alinhados ao seu estilo e aos seus interesses. Na teledramaturgia, Monique também encarou novos desafios. Em “Êta Mundo Melhor!”, novela exibida entre 2025 e 2026, interpretou Tamires, personagem cheia de reviravoltas na trama assinada por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson. Para
reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI @aletheamantovani viver o papel, passou por uma transformação no visual e ficou ruiva pela primeira vez.
Após o final da novela, Monique voltou aos cabelos loiros para um novo projeto da Universal+, retomando uma aparência que, segundo ela, representa uma reconexão com sua identidade fora das telas. A experiência também reforçou sua reflexão sobre a relação entre televisão, imagem e cobrança estética. Hoje, a atriz diz ter uma relação mais tranquila com a própria imagem. Ela reconhece que a pressão estética ainda existe, especialmente para mulheres que trabalham diante das câmeras, mas acredita que o conceito de beleza vem sendo repensado. “Eu sempre procuro cuidar de mim porque isso me faz bem, e não para corresponder à expectativa de alguém”, afirma.
Sua rotina de cuidados envolve alimentação equilibrada, atividade física, sono, cuidados com a pele e atenção à saúde mental. Monique também não descarta procedimentos estéticos, desde que estejam relacionados ao bem-estar e à valorização da própria beleza. “Acho que o mais importante é estar feliz com quem eu sou”, resume. Quando o assunto é empoderamento feminino, Monique defende a liberdade de fazer as próprias escolhas. Para ela, ser uma mulher empoderada significa reconhecer o próprio valor, ocupar espaços com confiança e não abrir mão da essência para atender às expectativas externas. “Eu me considero uma mulher em constante construção”, afirma. Essa visão também aparece quando o assunto é maternidade. O desejo de ser mãe está nos planos da atriz, mas ela prefere tratar o tema com tranquilidade, sem transformar a questão
em uma corrida contra o tempo ou em resposta às expectativas da sociedade. “Cada mulher tem o seu tempo e a sua história, e não acredito que exista uma fórmula ou um momento perfeito”, enfatiza. Com as redes sociais, a relação de Monique com o público também mudou. As plataformas aproximaram artistas e fãs, mas aumentaram a exposição e a possibilidade de críticas. A atriz gosta dessa proximidade, mas aprendeu a estabelecer limites. “As críticas construtivas fazem parte e podem até nos ajudar a evoluir. Já os comentários de ódio, eu procuro não alimentar. Hoje escolho preservar a minha saúde mental e direcionar a minha energia para aquilo que realmente importa”, diz.
As transformações da televisão brasileira também fazem parte das reflexões da atriz. O crescimento do streaming e as novas formas de consumo mudaram a relação do público com os conteúdos. Para Monique, reinventar-se não significa deixar de lado a televisão aberta. Ela acredita que TV e streaming podem coexistir e que a força da teledramaturgia continua nos personagens humanos e nas histórias capazes de criar identificação.A teledramaturgia brasileira continua sendo uma das melhores do mundo, com profissionais extremamente talentosos e histórias que conseguem emocionar, divertir e provocar reflexão”, afirma. Com novos projetos mantidos em segredo, Monique prefere esperar o momento certo para revelar as novidades. Por enquanto, celebra a fase profissional que está vivendo e a possibilidade de continuar experimentando. “Estou muito feliz com esse momento da minha carreira!” Confira, a seguir, a entrevista que Monique Alfradique concedeu à Linha Aberta. SEPTEMBER 2026
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LINHA ABERTA – A televisão brasileira vive um momento de grandes transformações, com a chegada do streaming, novas formas de consumo e mudanças no comportamento do público. Como você avalia a TV brasileira hoje, especialmente a teledramaturgia? MONIQUE ALFRADIQUE – Hoje o público tem liberdade para escolher como, quando e onde quer assistir aos conteúdos, e isso faz com que a televisão também esteja se reinventando o tempo todo. Vejo a TV aberta e o streaming como plataformas que se complementam, cada uma com suas características e seu público. A teledramaturgia brasileira continua sendo uma das melhores do mundo, com profissionais extremamente talentosos e histórias que conseguem emocionar, divertir e provocar reflexão. Acho que o principal é acompanhar essas mudanças sem perder a essência do que sempre fez as nossas novelas serem tão
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especiais: personagens humanos e histórias que criam identificação com quem está do outro lado da tela.
LINHA ABERTA – Novelas como “Êta Mundo Melhor!”, da qual você fez parte do elenco recentemente, e outros remakes estão tendo grande repercussão e, muitas vezes, alcançando mais audiência e sucesso do que produções inéditas. Na sua opinião, por que o público tem se conectado tanto com histórias já conhecidas? MONIQUE ALFRADIQUE – Acredito que existe um componente muito forte de memória afetiva. As pessoas gostam de revisitar histórias que marcaram uma fase da vida, mas também têm curiosidade para ver como elas ganham uma nova leitura, com outros olhares, tecnologias e interpretações. Ao mesmo tempo, boas histórias são atemporais. Quando um texto é bem escrito e trata de sentimentos universais,
como amor, família, amizade e superação, continua fazendo sentido muitos anos depois. Foi muito especial fazer parte de “Êta Mundo Melhor!” justamente por perceber esse carinho do público e como essas histórias continuam despertando emoção em diferentes gerações.
LINHA ABERTA – O empoderamento feminino ganha cada vez mais espaço no debate público, mas ainda existem muitos desafios. Na sua opinião, o que significa ser uma mulher empoderada? Você se considera uma delas? MONIQUE ALFRADIQUE – Para mim, ser uma mulher empoderada é, antes de tudo, ter autonomia para fazer as próprias escolhas e não abrir mão da essência para atender às expectativas dos outros. É entender o seu valor, ocupar espaços com confiança e, ao mesmo tempo, apoiar outras mulheres para que elas também possam crescer. Eu me considero uma
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mulher em constante construção. Ao longo da minha trajetória, fui aprendendo a confiar mais em mim, a respeitar meus limites e a celebrar minhas conquistas. Ainda existem muitos desafios, mas acredito que cada mulher que encontra a própria voz e incentiva outras a fazerem o mesmo contribui para uma transformação muito importante. LINHA ABERTA – Como você lida com a pressão estética, especialmente sobre as mulheres que trabalham na televisão? Ainda existe muita cobrança?
MONIQUE ALFRADIQUE – A cobrança ainda existe, sem dúvida, mas sinto que estamos vivendo uma mudança importante. Hoje, existe 38
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um espaço muito maior para conversarmos sobre beleza de uma forma mais saudável e real. Eu sempre procuro cuidar de mim porque isso me faz bem, e não para corresponder à expectativa de alguém. A beleza está muito ligada à forma como nos sentimos, à nossa autoestima e ao nosso equilíbrio. Com o tempo, fui entendendo que é impossível agradar a todo mundo e que o mais importante é estar feliz com quem eu sou. Essa liberdade é muito valiosa. LINHA ABERTA – Com uma rotina intensa, repleta de trabalhos e compromissos, quais os cuidados que você considera indispensáveis para manter a saúde e a beleza? Você é adepta dos procedimentos estéticos de última geração?
MONIQUE ALFRADIQUE – A beleza é consequência de um conjunto de hábitos. Procuro manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, dormir bem sempre que a rotina permite e cuidar da minha saúde mental, que faz toda a diferença. Também tenho bastante disciplina com os cuidados com a pele, principalmente porque a maquiagem faz parte do meu trabalho. Sobre procedimentos estéticos, gosto de tudo que possa contribuir para realçar a beleza. Hoje, a tecnologia oferece recursos incríveis para cuidar da saúde da pele, estimular a produção de colágeno e promover um envelhecimento mais saudável. LINHA ABERTA – Você declarou recentemente que a maternidade está nos seus
planos. Como tem lidado com esse desejo e com as expectativas em torno dessa questão? MONIQUE ALFRADIQUE – Encaro com muita tranquilidade. Acho que cada mulher tem o seu tempo e a sua história, e não acredito que exista uma fórmula ou um momento perfeito. É uma decisão muito importante, que envolve amor, responsabilidade e também um alinhamento com os projetos de vida.
LINHA ABERTA – As redes sociais aproximaram os artistas do público, mas também trouxeram uma exposição muito maior. Como você vê essa interação direta com os seus fãs? Costuma acompanhar os comentários e como lida com as críticas e possíveis haters? MONIQUE ALFRADIQUE – Eu gosto muito dessa proximidade que as redes sociais proporcionam. É um espaço onde consigo mostrar um pouco mais da minha rotina, dos meus trabalhos e também trocar carinho com as pessoas que acompanham a minha trajetória há tantos anos. Sempre que posso, leio os comentários e fico muito feliz com o retorno do público. As críticas construtivas fazem parte e podem até nos ajudar a evoluir. Já os comentários de ódio eu procuro não alimentar. Hoje, escolho preservar minha saúde mental e direcionar minha energia para aquilo que realmente importa. LINHA ABERTA – Após tantos anos de carreira, que conselho você daria hoje para as mulheres que estão começando na televisão e precisam lidar, ao mesmo tempo, com as cobranças profissionais, a exposição pública e a pressão para se manterem sempre jovens e dentro de determinados padrões de beleza?
MONIQUE ALFRADIQUE – Diria para nunca perderem a essência. É muito fácil se comparar ou acreditar que é preciso se encaixar em determinados padrões, mas a autenticidade é um dos maiores diferenciais que alguém pode ter. Estudar, se preparar, ter disciplina e respeitar o próprio tempo faz toda a diferença. Quanto mais segura você estiver de quem é, mais preparada estará para enfrentar qualquer desafio. LINHA ABERTA – Quais são os seus próximos projetos?
MONIQUE ALFRADIQUE Fotógrafo: Gabriel Farhat (@farhat) Stylist: Thiago Setra (@thiagosetra) Beauty: Diego Borges (@diegoborges) Look: Charth (@charthoficial)
MONIQUE ALFRADIQUE – Estou muito feliz com esse momento da minha carreira. Tenho alguns projetos muito especiais vindo por aí, mas ainda não posso dar muitos detalhes. Estou ansiosa para poder compartilhar tudo no momento certo. SEPTEMBER 2026
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beauty
THE HARMONIST: A PERFUMARIA DE LUXO QUE TRANSFORMOU OS PRINCÍPIOS DO FENG SHUI EM FRAGRÂNCIAS EXCLUSIVAS
ROYAL EARTH & GOLDEN WOOD | THE HARMONIST, DUAS FRAGRÂNCIAS QUE TRADUZEM LUXO, PERSONALIDADE E SOFISTICAÇÃO EM CADA NOTA No universo da perfumaria de nicho, algumas marcas se destacam pela qualidade das matérias-primas. Outras, pela assinatura olfativa. A The Harmonist conseguiu unir esses dois conceitos a uma proposta ainda mais ousada: transformar os princípios do Feng Shui em fragrâncias sofisticadas, capazes de despertar emoções, sensações e diferentes estados de espírito.
O resultado foi o surgimento de uma marca posicionada no chamado niche market, ou mercado de nicho da perfumaria. Diferentemente das fragrâncias produzidas em larga escala e encontradas facilmente em grandes redes varejistas, os perfumes de nicho são desenvolvidos para consumidores que buscam exclusividade, identidade e experiências mais sofisticadas.
Fundada em 2016, a marca nasceu da visão da empresária e colecionadora de perfumes Lola Tillyaeva, que buscava criar uma linha de fragrâncias inspirada na filosofia oriental e no conceito de equilíbrio entre os cinco elementos da natureza: madeira, fogo, terra, metal e água.
Essa categoria tem conquistado cada vez mais espaço nos últimos anos, especialmente entre consumidores que desejam fugir das fragrâncias mais populares e procuram produtos com maior concentração de ingredientes, formulações mais elaboradas e histórias capazes de criar uma conexão emocional com o perfume.
A proposta rapidamente chamou a atenção do mercado internacional por apresentar uma abordagem diferente da perfumaria tradicional. Em vez de desenvolver perfumes apenas com base em tendências ou em famílias olfativas clássicas, a The Harmonist criou uma coleção construída a partir da energia associada a cada elemento do Feng Shui. 40
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Produzidas na França, as fragrâncias da The Harmonist são assinadas pelo renomado perfumista Guillaume Flavigny e apresentam uma elevada concentração de essências, o que contribui para uma maior fixação e uma evolução mais complexa na pele. Entre as fragrâncias mais conhecidas da marca estão Golden Wood, Royal
Earth, Magnetic Wood, Hypnotizing Fire e Moon Glory, cada uma representando diferentes elementos e interpretações sensoriais. Os preços também refletem o posicionamento premium da empresa. Os frascos de 50 ml custam, em média, entre US$ 250 e US$ 350, colocando a marca ao lado de nomes consagrados da perfumaria de luxo internacional. Atualmente, a The Harmonist está presente em lojas de prestígio, como a Neiman Marcus, além de boutiques especializadas em perfumaria exclusiva. Esse crescimento reforça uma tendência que vem transformando o mercado da beleza: a busca por produtos que vão além da estética e oferecem experiências personalizadas. Mais do que um perfume, a proposta da The Harmonist é criar uma experiência capaz de conectar fragrância, personalidade e bem-estar. Em um mercado cada vez mais competitivo, a marca encontrou uma maneira de se diferenciar, apostando na combinação entre tradição oriental, perfumaria francesa e luxo contemporâneo.
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fashion report
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DE NOVA YORK A PARIS, AS PRINCIPAIS SEMANAS DE MODA INTERNACIONAIS ANTECIPAM AS TENDÊNCIAS QUE ESTARÃO NAS RUAS NA PRÓXIMA TEMPORADA POR LAINE FURTAD0 @lainefurtado_fashionreporter
Setembro é um dos meses mais importantes do calendário internacional da moda. É nesse período que as principais capitais fashion do mundo recebem estilistas, modelos, compradores, jornalistas, celebridades e influenciadores para apresentar as coleções Primavera/Verão do ano seguinte.
Mais do que grandes desfiles, as Fashion Weeks são vitrines de criatividade, comportamento, cultura e negócios. É nas passarelas e nas ruas de Nova York, Londres, Milão e Paris que começam a surgir os sinais do que estará nas lojas, nas redes sociais e nos guarda-roupas nos meses seguintes. O chamado “Big Four” reúne as quatro cidades mais importantes do calendário fashion internacional. Cada uma possui uma identidade própria e contribui de maneira diferente para definir os caminhos da moda mundial. NOVA YORK ABRE A TEMPORADA
A temporada internacional começa em Nova York. A New York Fashion Week acontece de 10 a 15 de setembro de 2026 e reúne cerca de 70 desfiles e apresentações no calendário preliminar divulgado pelo Council of Fashion Designers of America (CFDA). Entre os nomes programados estão Carolina Herrera, Michael Kors, Tory Burch, Anna Sui, Proenza Schouler, Prabal Gurung, Ulla Johnson e Khaite. Ralph Lauren apresenta sua coleção na véspera da abertura oficial, enquanto Thom Browne encerra a programação. Nova York representa uma moda urbana, dinâmica e conectada à cultura contemporânea. A cidade também se destaca por revelar novos talentos e aproximar a moda de áreas como música, arte, entretenimento e tecnologia.
Durante a Fashion Week, os bairros da cidade se transformam em pontos de encontro para profissionais e apaixonados por moda. O
street style ganha força e os looks dos convidados passam a disputar a atenção com as próprias coleções. LONDRES APOSTA NA CRIATIVIDADE
Depois de Nova York, o calendário segue para Londres. A London Fashion Week acontece de 17 a 21 de setembro e mantém a tradição britânica de apostar na criatividade, na experimentação e na liberdade de expressão.
A capital inglesa possui uma identidade muito particular dentro do circuito internacional. Londres é conhecida por estimular novos designers e por apresentar propostas que desafiam padrões tradicionais da moda. Alfaiataria, referências históricas, streetwear, sustentabilidade e tecnologia podem dividir espaço nas coleções apresentadas durante o evento. A mistura entre tradição e vanguarda é uma das características que fazem da moda britânica uma das mais influentes do mundo. SEPTEMBER 2026
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Além dos desfiles, Londres promove apresentações, instalações e eventos que aproximam a Fashion Week do público e transformam a semana de moda em um grande acontecimento cultural.
O novo consumidor espera mais das marcas. Não basta oferecer um produto sofisticado. É preciso apresentar identidade, qualidade, propósito e uma história capaz de criar conexão com o público.
A PASSARELA TAMBÉM ESTÁ NAS RUAS
De Londres, o circuito segue para Milão. A Milan Fashion Week Primavera/Verão 2027 está programada para acontecer de 22 a 28 de setembro.
O grande encerramento acontece em Paris. A Paris Fashion Week Primavera/Verão 2027 está programada para acontecer de 28 de setembro a 6 de outubro.
Fotógrafos especializados acompanham os convidados dos desfiles e registram produções que rapidamente chegam às redes sociais. Muitas vezes, um look usado por uma celebridade ou influenciador pode gerar tanto interesse quanto uma coleção apresentada por uma grande grife.
MILÃO CELEBRA O LUXO ITALIANO
Se Nova York representa a energia urbana e Londres é conhecida pela experimentação, Milão é sinônimo de luxo, sofisticação, qualidade e tradição italiana. A cidade reúne algumas das maiores grifes do mundo e possui forte ligação com a indústria de acessórios, couro, alfaiataria e design. O conceito “Made in Italy” continua sendo um dos mais valorizados no mercado internacional.
Mas a moda italiana também passa por transformações. Sustentabilidade, inovação nos processos produtivos, novos materiais e mudanças no comportamento dos consumidores estão cada vez mais presentes.
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PARIS ENCERRA O GRANDE CIRCUITO
Paris ocupa uma posição especial no universo fashion. A capital francesa é um dos grandes centros históricos da alta-costura e reúne algumas das mais tradicionais maisons do mundo. A cidade também é um espaço onde tradição e inovação convivem. Grandes nomes da indústria dividem espaço com designers emergentes, enquanto novas propostas procuram dialogar com a herança cultural francesa.
Durante a semana de moda, Paris se transforma em uma verdadeira passarela a céu aberto. Hotéis, restaurantes, cafés, ruas e monumentos históricos passam a fazer parte do cenário fashion.
Uma das maiores transformações das Fashion Weeks aconteceu fora das passarelas. O street style tornou-se um fenômeno mundial e passou a influenciar diretamente o comportamento dos consumidores.
Instagram e TikTok também mudaram a relação do público com os desfiles. Hoje, pessoas de diferentes países podem acompanhar praticamente em tempo real aquilo que acontece nas principais capitais da moda.
Essa transformação democratizou o acesso à informação fashion, mas também aumentou a velocidade do mercado. Uma tendência pode sair da passarela e aparecer nas redes sociais em poucos minutos. Celebridades na primeira fila
As primeiras filas dos desfiles ganharam im-
portância estratégica. Celebridades, músicos, atores, modelos e influenciadores são convidados pelas marcas para gerar visibilidade e aproximar as coleções de seus milhões de seguidores.
As Fashion Weeks também refletem as mudanças da indústria. Tecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade e inovação já fazem parte das discussões sobre o futuro da moda.
Para as marcas, essa visibilidade representa uma importante ferramenta de comunicação. Para o público, os convidados funcionam como referências de estilo e ajudam a traduzir as tendências das passarelas para a vida cotidiana.
A inteligência artificial começa a influenciar diferentes etapas do processo criativo e comercial, enquanto marcas procuram equilibrar inovação, identidade e responsabilidade ambiental.
Moda e entretenimento estão cada vez mais conectados. Um vestido usado por uma celebridade pode se tornar viral, enquanto uma publicação de um influenciador pode despertar interesse imediato por uma coleção.
MODA, TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE
Os consumidores estão mais atentos à origem dos produtos, aos materiais utilizados e aos processos de fabricação. Ao mesmo tempo, novas tecnologias permitem criar experiências digitais e estratégias de comunicação mais personalizadas.
O QUE SETEMBRO REVELA
A importância das Fashion Weeks está na capacidade de antecipar movimentos. Os desfiles apresentam roupas, mas também comunicam ideias sobre comportamento, identidade, cultura e sociedade.
A temporada de setembro de 2026 promete mostrar uma moda cada vez mais conectada à realidade contemporânea, na qual luxo, tecnologia, sustentabilidade e criatividade caminham lado a lado.
De Nova York a Paris, passando por Londres e Milão, as quatro capitais continuarão sendo observadas por profissionais e apaixonados por moda. Durante algumas semanas, essas cidades se transformam em grandes laboratórios de tendências. E o mundo inteiro volta os olhos para descobrir não apenas o que vamos vestir, mas também como a moda está contando a história do nosso tempo. SEPTEMBER 2026
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DESTAQUE by Fernanda Noronha VIVA LEVE: PATY E ALESSANDRA ALVES ESTREIAM NOVO PROGRAMA NA REDETV! TOCANTINS
A televisão tocantinense ganha um novo espaço dedicado ao bem-estar e às questões que fazem parte da vida contemporânea. No dia 18 de agosto, Paty, ex-TV Gazeta, e Alessandra Alves estreiam o Viva Leve, novo programa da RedeTV! Tocantins, que será exibido todas as terças-feiras, das 6h às 6h30.
A proposta é começar o dia colocando em pauta temas ligados à saúde mental, emocional e espiritual, além de comportamento, qualidade de vida e bem-estar. Em um horário em que grande parte do público inicia sua rotina, o programa pretende abrir espaço para conversas que convidem à reflexão e a um olhar mais atento para si mesmo.
Ao lado de convidados e especialistas, Paty e Alessandra irão abordar situações presentes no cotidiano, nos relacionamentos e nos desafios emocionais enfrentados por tantas pessoas. A intenção é tratar assuntos importantes e, muitas vezes, profundos, de maneira próxima e acolhedora, sem perder a leveza que dá nome ao projeto. Histórias, experiências pessoais, informação e reflexões estarão entre os elementos que irão conduzir os encontros. O Viva Leve contará ainda
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com a participação de profissionais de diferentes áreas, entre elas a psicóloga Luciany Gasparini, a biomédica Dra. Cris Moura e a enfermeira e terapeuta Lívia Bianco, que contribuirão com orientações relacionadas a uma visão integrada da saúde. Para a estreia, Paty e Alessandra recebem a apresentadora e terapeuta Marisy Idalino. O primeiro encontro terá como tema “Como lidar com a dor” e propõe uma conversa sobre as diferentes maneiras de atravessar períodos difíceis, compreender os próprios sentimentos e encontrar caminhos para seguir adiante diante das adversidades.
O novo projeto marca também o retorno de Paty à televisão após sua passagem pela TV Gazeta. Desta vez, a apresentadora aposta em uma proposta que aproxima comunicação e desenvolvimento humano, trazendo essas discussões para situações concretas da vida diária. Ao lado de Alessandra Alves, com quem também compartilha uma relação de amizade, Paty pretende fazer das manhãs de terça-feira um espaço de informação, troca e conexão com o público.
E o alcance do programa não ficará restrito ao Tocantins. A programação da RedeTV! Tocantins também pode ser acompanhada gratuitamente pela internet, possibilitando que brasileiros que vivem em outros estados e até fora do país, como nos Estados Unidos, acompanhem a atração online. Assim, a proposta do Viva Leve poderá chegar também a quem está distante geograficamente, mas busca conteúdos ligados ao bem-estar, à informação e à qualidade de vida. VIVA LEVE Estreia: 18 de agosto de 2026 Exibição: todas as terças-feiras Horário: das 6h às 6h30 Emissora: RedeTV! Tocantins Apresentação: Paty e Alessandra Alves Primeira convidada: Marisy Idalino Tema da estreia: “Como lidar com a dor” Onde assistir: pela RedeTV! Tocantins e pela programação online da emissora
Nota: Parte das informações desta matéria foi apurada com base no release e em materiais fornecidos pela assessoria de imprensa de Patrícia Gonçalves
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brasil
S A Í D A D O B R A S I L E M A LTA : R E C E I TA F E D E R A L A M P L I A O MONITORAMENTO DE BRASILEIROS NO EXTERIOR
Nos últimos anos, o número de brasileiros que decidiram transferir sua residência para o exterior aumentou significativamente. Dados do Painel de Declaração de Saída Definitiva da Receita Federal e do Ministério da Fazenda mostram que o número de declarações cresceu cerca de 80% nos últimos cinco anos, passando de 25.680 registros em 2021 para 46.188 até julho de 2026. A mudança reflete uma nova realidade. Cada vez mais brasileiros estão buscando oportunidades profissionais, qualidade de vida, segurança, planejamento sucessório e estratégias tributárias em outros países. A internacionalização do patrimônio e a facilidade de mobilidade também contribuíram para esse movimento.
No entanto, especialistas alertam que a saída do Brasil não se resume à mudança de endereço ou à emissão de um documento. A chamada Declaração de Saída Definitiva do País representa apenas uma das etapas do processo. Para a Receita Federal, a análise da residência fiscal envolve uma série de fatores que vão além da formalização burocrática.
O tema ganhou ainda mais relevância em 2026, com a ampliação dos mecanismos de fiscalização. Desde 1º de janeiro, instituições financeiras passaram a informar mensalmente à Receita movimentações superiores a R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para
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pessoas jurídicas, por meio das novas regras da e-Financeira.
Além do monitoramento interno, o Brasil participa de acordos internacionais que permitem a troca automática de informações fiscais entre países. Entre eles estão o FATCA (Foreign Account Tax Compliance Act), firmado com os Estados Unidos, e o CRS (Common Reporting Standard), desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na prática, esses mecanismos permitem que a Receita Federal tenha acesso a informações sobre contas bancárias, investimentos e ativos mantidos por brasileiros no exterior.
Especialistas em planejamento patrimonial explicam que existem situações capazes de levar a Receita a entender que o contribuinte continua sendo residente fiscal no Brasil, mesmo após a entrega da declaração de saída definitiva. Entre os principais fatores analisados estão a manutenção de investimentos relevantes em contas de residentes, a realização de novos aportes financeiros no país, o recebimento de rendimentos significativos em território nacional e a continuidade de operações financeiras com características típicas de quem ainda mantém vínculos econômicos com o Brasil.
Outros elementos também podem ser considerados durante uma eventual fiscalização, como a manutenção de planos de saúde ativos, a matrícula de filhos em escolas brasileiras e o uso frequente de cartões de crédito emitidos no país. Embora nenhum desses fatores, isoladamente, seja suficiente para caracterizar a permanência da residência fiscal, o conjunto das informações pode servir como base para a abertura de processos administrativos.
As consequências podem ser significativas. Caso a Receita conclua que a mudança para o exterior ocorreu apenas formalmente, o contribuinte poderá ser obrigado a regularizar sua situação fiscal. Em alguns casos, a cobrança de impostos retroativos, acrescidos de multas e juros, pode alcançar os cinco anos anteriores, período correspondente ao prazo decadencial previsto na legislação tributária.
Por isso, especialistas recomendam que brasileiros que pretendem viver fora do país busquem orientação jurídica e tributária antes de formalizar a saída. O planejamento adequado continua sendo a melhor estratégia para evitar problemas futuros e garantir que a mudança internacional aconteça de forma segura e em conformidade com a legislação brasileira.
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JULIANO "JULES" VILLELA , PERSONA
A NOVA FRONTEIRA DA BELEZA ENTRE CIÊNCIA, NATUREZA E SUSTENTABILIDADE
TEXTO DE LAINE FURTADO
e inovação que surge uma das palavras que melhor definem sua filosofia profissional: regeneração.
Regenerar, em sua visão, significa olhar novamente para as raízes — tanto no sentido literal quanto simbólico. É utilizar os avanços da ciência e da tecnologia sem perder a conexão com a natureza, buscando resultados que considerem não apenas a estética imediata, mas também a qualidade e a saúde dos cabelos e do couro cabeludo. BELEZA E SUSTENTABILIDADE
A sustentabilidade tornou-se outro eixo importante de sua trajetória profissional. A participação de Juliano na COP30, realizada no Brasil, aproximou ainda mais seu trabalho das discussões internacionais relacionadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, conceitos associados ao ESG — sigla utilizada para definir práticas ambientais, sociais e de governança — também passaram a integrar sua visão sobre o futuro da indústria da beleza. Juliano atua em parceria com empresas e projetos interessados em desenvolver produtos e experiências que conciliem performance, ingredientes de origem natural e processos mais responsáveis.
Entre as iniciativas relacionadas a essa filosofia está o Bioma Chair, conceito de estação de salão criado para aproximar o atendimento profissional de uma experiência ligada à biodiversidade, aos ingredientes naturais e à conscientização ambiental. A proposta é inserir sustentabilidade também no ambiente onde o serviço de beleza acontece, transformando o salão em um espaço de informação, cuidado e experiência. Em um mercado de beleza cada vez mais atento à saúde, à sustentabilidade, à tecnologia e à origem dos ingredientes, a trajetória de Juliano “Jules” Villela acompanha uma transformação que vem redefinindo a indústria. Brasileiro radicado em Boca Raton, na Flórida, Juliano é tricologista, terapeuta capilar e empreendedor, com mais de duas décadas de experiência no setor. Seu trabalho transita entre conhecimento técnico, inovação, ingredientes naturais e uma visão segundo a qual cuidar dos cabelos e da aparência pode fazer parte de uma experiência mais ampla de bem-estar. Sua atuação está inserida em um movimento internacional que ganhou força com a chamada clean beauty, conceito que trouxe para o centro das discussões temas como transparência
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das fórmulas, procedência dos ingredientes e impacto ambiental. Para Juliano, porém, essa transformação não se resume à retirada ou substituição de determinados componentes. Ela envolve uma mudança na própria maneira de pensar a indústria, desde a escolha das matérias-primas até a relação estabelecida entre marcas, profissionais e consumidores.
Parte dessa visão ganhou força a partir de sua aproximação com a biodiversidade brasileira. Experiências na Amazônia e o contato com comunidades indígenas ampliaram sua percepção sobre os recursos naturais e sobre conhecimentos tradicionais relacionados à utilização de elementos provenientes da terra. É dessa relação entre conhecimento, natureza
TRICOLOGIA E ATENDIMENTO PERSONALIZADO
A experiência acumulada ao longo de mais de 20 anos também influencia a maneira como Juliano conduz seus tratamentos. A proposta parte de uma avaliação individualizada, considerando características do cabelo, condições do couro cabeludo, hábitos e necessidades específicas de cada cliente.
Em vez de concentrar o atendimento exclusivamente no resultado visual imediato, a terapia capilar procura compreender fatores que interferem na qualidade da fibra e no equilíbrio do couro cabeludo. Ingredientes como manteiga de karité e babassu, associados a outros ativos, aparecem em protocolos e produtos voltados ao tratamento e à manutenção dos cabelos. Essa aproximação
entre natureza e tecnologia tornou-se uma das características de seu trabalho.
No segmento feminino, Juliano também trabalha com a Exiline, linha profissional de shampoos, condicionadores e produtos voltados ao tratamento e à reconstrução capilar. A proposta da marca está associada ao conceito Bio Cell Repair, desenvolvido para atuar no cuidado e na recuperação da fibra capilar. A presença da Exiline em seu portfólio amplia sua atuação dentro do mercado profissional e mostra como a busca por tratamentos mais específicos passou a fazer parte da evolução da indústria. O consumidor contemporâneo procura não apenas produtos de higiene ou finalização, mas soluções direcionadas às diferentes necessidades dos cabelos.
O homem também entra em cena Se o mercado feminino continua sendo uma força dominante na indústria da beleza, outro segmento vem apresentando uma transformação
significativa: o grooming masculino.
Durante décadas, cuidados com pele, cabelos e aparência foram comercialmente associados principalmente às mulheres. Esse cenário mudou. Uma nova geração de consumidores masculinos demonstra interesse crescente por skincare, cabelos, barba, alimentação, exercícios físicos e bem-estar. É nesse mercado que Juliano participa da expansão da Sir Fausto nos Estados Unidos. Voltada ao grooming masculino premium, a marca reúne produtos para cabelo, barba e cuidados pessoais e aposta em uma identidade que combina performance, tecnologia, ingredientes selecionados e uma abordagem contemporânea da beleza masculina. A chegada e expansão da Sir Fausto no mercado americano em 2026 representam uma etapa importante na trajetória profissional de Juliano. O movimento aproxima experiências desenvolvidas nos mercados europeu e latino-americano de um
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consumidor americano que vem demonstrando maior interesse por produtos masculinos especializados.
Entre os diferenciais apresentados pela marca está a utilização de fórmulas com alta concentração de ingredientes de origem natural, além da preocupação, em determinadas linhas, com a ausência de componentes como parabenos, silicones e álcool. A proposta acompanha uma mudança de comportamento: o homem passou a observar com mais atenção não apenas o resultado do produto, mas também sua formulação e a experiência proporcionada pelo uso.
A transformação também aparece nos próprios salões e barbearias. O serviço masculino deixou de ser limitado ao corte tradicional e passou a incorporar tratamentos para couro cabeludo, barba, styling e cuidados específicos. Nesse novo ambiente, o profissional assume também o papel de orientar o consumidor sobre produtos, hábitos e manutenção. UMA PONTE ENTRE MERCADOS
Além da atuação com a Sir Fausto e a Exiline,
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Juliano mantém relações profissionais com iniciativas ligadas à biodiversidade brasileira e com projetos que buscam maior valorização da origem dos ingredientes e dos biomas nacionais. Seu trabalho, portanto, está situado na interseção entre diferentes universos: tricologia, ciência, beleza, sustentabilidade, tecnologia, empreendedorismo e lifestyle.
Essa combinação acompanha uma transformação maior dentro da própria indústria. O consumidor passou a perguntar o que existe dentro de um produto, de onde vêm seus ingredientes, como ele é produzido e quais valores estão associados à marca que escolhe.
O movimento também começa a redefinir a percepção de luxo. Exclusividade e performance continuam relevantes, mas dividem espaço
com conceitos como procedência, experiência, inovação, responsabilidade e consciência ambiental. É justamente nessa convergência que Juliano “Jules” Villela vem construindo sua atuação: conectando sua experiência brasileira ao mercado internacional e participando da expansão, nos Estados Unidos, de uma nova maneira de compreender os cuidados pessoais.
A beleza do futuro talvez não precise escolher entre ciência e natureza, tecnologia e sustentabilidade ou performance e consciência. A evolução do setor indica justamente o contrário: será na capacidade de aproximar esses universos que poderão surgir algumas das principais transformações da próxima geração da indústria da beleza. Para saber mais sobre Jo trabalho de Juliano Villela e seus produtos clean beauty: @julianovillelas, www.sirfausto.us e www.cleanbeautybyjules.com.
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interior design
debora lousa @deboralousa
DO WARM MINIMALISM AO BOLD STONE
AS TENDÊNCIAS QUE ESTÃO DOMINANDO A DECORAÇÃO EM 2026 E 2027
Depois de anos dominados por ambientes extremamente neutros, linhas rígidas e uma estética quase impessoal, o universo do interior design começa a seguir uma nova direção. As tendências que ganham força em 2026 e apontam para 2027 mostram uma casa mais acolhedora, sensorial e sofisticada — onde luxo não significa necessariamente excesso, mas qualidade, conforto e personalidade. O minimalismo não desapareceu. Ele simplesmente ficou mais quente. WARM MINIMALISM MAIS PERSONALIDADE O chamado warm minimalism mantém alguns dos princípios do minimalismo tradicional — poucos elementos, organização visual e linhas relativamente simples — mas abandona a sensação fria que durante anos caracterizou muitos interiores contemporâneos. Entram em cena tons de areia, creme, taupe, terracota, chocolate e diferentes nuances de marrom, combinados a madeira, pedra, linho, lã
e outras matérias-primas naturais. O resultado continua clean, mas deixa de parecer estéril. A proposta é criar ambientes visualmente tranquilos que, ao mesmo tempo, transmitam aconchego. SIMPLE LUXURY O LUXO ESTÁ NOS MATERIAIS Outra tendência diretamente relacionada a esse movimento é o simple luxury, próximo ao conceito de quiet luxury que primeiro ganhou força na moda e rapidamente chegou ao universo da decoração. Aqui, o luxo não precisa ser imediatamente reconhecido por uma marca ou por elementos ostensivos. Ele aparece na qualidade da madeira, na pedra natural, em um sofá excepcionalmente confortável, em uma peça artesanal ou em tecidos como linho, lã, veludo e mohair. É uma estética baseada na ideia de comprar menos e escolher melhor. Mais do que acompanhar uma tendência passageira, o objetivo é criar interiores capazes de envelhecer bem.
minimalismo com personalidade 54
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COMFORT DESIGN UMA CASA PARA SER VIVIDA Conforto também passou a ocupar posição central no design contemporâneo. A casa pós-pandemia consolidou-se como espaço de descanso, trabalho, convivência e bem-estar — e o mobiliário começa a refletir esse comportamento. Sofás profundos, poltronas generosas, formas arredondadas e móveis que convidam ao uso substituem gradualmente peças escolhidas apenas pelo impacto visual. O luxo contemporâneo precisa ser bonito, mas também precisa funcionar. Essa mudança explica a presença crescente de curvas, tecidos agradáveis ao toque e ambientes menos formais. A casa perfeita está dando lugar à casa que realmente é vivida. TEXTURED WALLS PAREDES GANHAM DIMENSÃO As paredes também deixaram de funcionar
paredes com texturas
luxo confortável madeiras escuras
luzes indiretas
casa para ser vivida apenas como pano de fundo. Revestimentos texturizados, limewash, plaster, painéis, papéis com relevo e trabalhos artesanais transformam superfícies antes lisas em elementos arquitetônicos. A textura reage de maneira diferente à luz ao longo do dia e acrescenta profundidade até mesmo aos ambientes monocromáticos. É uma maneira particularmente interessante de sofisticar um espaço sem necessariamente acrescentar mais objetos. Layered lighting: uma única luz não é suficiente. A ILUMINAÇÃO PASSA PELO MESMO PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO Em vez de depender exclusivamente de uma grande luminária central, o layered lighting trabalha diferentes fontes e alturas de luz: pendentes, arandelas, luminárias de piso, abajures e iluminação indireta. Cada camada cumpre uma função e, juntas, elas modificam completamente a atmosfera de um ambiente. A luz deixa de ser apenas funcional para se tornar parte essencial da decoração. Temperaturas
mais quentes ajudam ainda a destacar madeira, pedra e superfícies texturizadas, reforçando a sensação de conforto. DARK WOOD A VOLTA DAS MADEIRAS ESCURAS Depois da longa supremacia das madeiras muito claras, especialmente o pale oak, tons profundos estão novamente em evidência. Walnut, mahogany, smoked oak e acabamentos em espresso aparecem em móveis, painéis, cozinhas e detalhes arquitetônicos. A madeira escura acrescenta peso visual e uma sensação imediata de permanência. Quando combinada com paredes claras, tecidos naturais ou pedras de tonalidades quentes, pode produzir ambientes extremamente contemporâneos sem perder a elegância clássica. Bold stone: a pedra como protagonista Mármore e outras pedras naturais sempre estiveram associados ao luxo. A diferença agora está na maneira de utilizá-los.
O BOLD STONE TRANSFORMA A PEDRA EM PROTAGONISTA Veios dramáticos, desenhos marcantes e tonalidades mais profundas aparecem em grandes superfícies, bancadas, ilhas de cozinha, mesas e paredes inteiras. Em vez de esconder as particularidades naturais do material, o design contemporâneo procura justamente ressaltá-las. Cada placa passa quase a funcionar como uma obra de arte criada pela natureza. UMA NOVA DEFINIÇÃO DE LUXO O ponto mais interessante das tendências de 2026 e 2027 talvez seja justamente aquilo que elas têm em comum. Warm minimalism, simple luxury, comfort design, textured walls, layered lighting, dark wood e bold stone parecem movimentos independentes, mas fazem parte da mesma transformação. Depois de uma década marcada por interiores muito semelhantes entre si, cresce a procura por casas com identidade, materiais que possam ser tocados, peças que envelheçam bem e ambientes que proporcionem uma experiência sensorial e para ser vivido. SEPTEMBER 2026
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turismo
N A S F O T O S , A FA M Í L I A P E E R Y N O S A N O S 7 0 , A C A S A E DAV I D P E E RY N O S D I A S D E H OJ E
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WATAU G A L A K E : ÁG UA S C R I S TA L I N A S E A T R A N Q U I L I DA D E D E U M R E F Ú G I O O N D E O T E M P O PA R E C E D E S AC E L E R A R
NAS CURVAS DE WATAUGA: ENTRE AS ÁGUAS VERDE-TURQUESA E AS MEMÓRIAS DO LAGO texto e fotos de rubens de melo
@secondturtle
Há lugares que parecem desligar o relógio assim que você chega. O Lago Watauga, encaixado entre as montanhas do leste do Tennessee e as áreas florestais da Carolina do Norte, é um deles. Basta fazer a primeira curva da estrada de acesso para perceber: aquele cenário não foi feito para ser apenas pano de fundo de uma foto rápida. A paisagem exige atenção. Pede que você pare o carro, respire e olhe de verdade. As árvores descem pelas encostas até encontrar a água, de um verde-turquesa que, nos momentos de calmaria, transforma-se em um espelho perfeito das montanhas ao redor. UMA REPRESA QUE DEU ORIGEM AO LAGO MAIS ALTO DO SISTEMA TVA Watauga não é um lago natural, e essa história merece ser contada. Ele nasceu de uma obra da Tennessee Valley Authority (TVA). A construção da barragem começou em 1942, foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial e só foi concluída em dezembro de 1948, quando a represa passou a conter as águas do rio Watauga. O resultado é uma estrutura de terra e rocha com 97 metros de altura, a segunda mais alta de toda a rede
da TVA, atrás apenas da represa de Fontana. A barragem é capaz de gerar mais de 60 megawatts de energia. Há ainda um detalhe curioso: a Appalachian Trail, uma das trilhas mais famosas dos Estados Unidos, atravessa o topo da barragem.
O lago formado pela represa cobre cerca de 2.600 hectares, estende-se por aproximadamente 26 quilômetros rio acima e chega a 81 metros de profundidade junto à barragem, tornando-se o lago mais profundo do estado do Tennessee. Sua superfície está a quase 600 metros de altitude, o que faz de Watauga o reservatório mais elevado entre todos os administrados pela TVA. E, ao contrário de tantas represas americanas tomadas por condomínios, casas e docas particulares, Watauga escapou desse destino. Mais da metade de seus quase 170 quilômetros de margem está dentro da Cherokee National Forest, uma área protegida onde não são permitidas construções. Não é exagero dizer que a preservação faz parte da identidade do lugar. Pesquisadores que estudam a qualidade da água já colocaram Watauga entre os lagos mais limpos dos Estados Unidos.
O lago recebe água fria proveniente das camadas mais profundas do reservatório, o que ajuda a manter populações de peixes como trutas e walleye em pleno sul dos Apalaches. É um paraíso pouco óbvio para quem pensa em pesca de água fria e logo imagina destinos como Colorado ou Montana. Na superfície, principalmente durante o verão, a temperatura sobe e a água se torna agradável para nadar e para os passeios de barco. SOSSEGO, SEM PRESSA DE LANCHA Para quem quer fugir do barulho, o clima de Watauga é de um sossego raro. Mesmo sem limites rígidos de velocidade ou potência para embarcações, algo incomum em lagos americanos, o movimento por ali está longe de ser frenético. Não espere marinas lotadas nem filas de lanchas. O ritmo é ditado pelo deslizar silencioso das canoas nas primeiras horas da manhã, por quem se aventura no stand-up paddle sobre a água ainda parada do amanhecer e pelos passeios de barco no fim da tarde, quando o sol atravessa a copa dos pinheiros e cobre a paisagem de tons dourados. SEPTEMBER 2026
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N A S F O T O S , J A M E S P E E R Y N O S K Y, T O M P E E R Y C O M S E U P E I X E E U M C A R D I N A L D O N O R T E Nos trechos mais profundos e frios, além das trutas, encontra-se também o walleye, peixe de água doce bastante apreciado pelos pescadores. Alguns passam horas ali, em silêncio, como se a tranquilidade do lugar também fizesse parte da experiência da pesca. TRILHAS QUE VALEM A SUBIDA Quem prefere terra firme à água também encontra boas opções. Um trecho da Appalachian Trail atravessa a região e dá acesso à Laurel Falls Trail, próxima à pequena cidade de Hampton. A caminhada acompanha o curso de um riacho e termina em uma cachoeira cercada por pedras cobertas de musgo e árvores centenárias. A trilha exige fôlego em alguns trechos, mas a recompensa aparece nos pontos mais altos, de onde é possível contemplar um verdadeiro mar de montanhas verdes que se perde no horizonte. Para quem estiver disposto a dirigir cerca de uma hora até o lado da Carolina do Norte, vale estender o passeio até as trilhas das montanhas vizinhas. O caminho leva a uma cachoeira que, embora não esteja entre as mais altas da região, impressiona pela 58
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força da água e pelo cenário ao redor.
NÃO É O CASO
O que diferencia essa trilha é o seu traçado: ela contorna o desfiladeiro e permite observar a cachoeira de diferentes ângulos e alturas ao longo do percurso. A cada curva, a paisagem se transforma. Em um momento, o rio corre tranquilamente ao longe; no seguinte, a água despenca sobre as pedras, levantando uma fina e gelada névoa que parece renovar as energias de qualquer caminhante.
A casa dos Peery sempre foi, digamos, normal. Tem o tamanho certo, com tudo o que é necessário para viver ali ou passar uma temporada, sem um metro quadrado a mais. E é justamente nisso que reside uma das grandes características da família: em uma época em que tantas pessoas medem o valor pelo tamanho da casa ou pelo consumo, os Peery escolheram o essencial. Sem ostentação, sem excessos e sem a necessidade de provar nada a ninguém.
UMA CASA SEM NENHUMA PRETENSÃO Mas o que faz de Watauga um lugar memorável não é apenas a natureza preservada. É também a vida construída às margens do lago e as histórias das famílias que escolheram fazer dali um refúgio. Um bom exemplo é a casa de lago da família Peery. E aqui vale um parêntese: quem conhece a região sabe que o esperado, para uma família tradicional como essa, seria uma propriedade grandiosa, com dois andares, amplos espaços e todos os sinais de luxo que pontuam boa parte das margens dos lagos americanos.
A história da cabana atravessa gerações. Segundo David Peery, o imóvel foi adquirido provavelmente por seu pai em 1970, mesmo ano em que ele concluiu o ensino médio. Desde então, permanece na família, há 56 anos, como um refúgio de memórias no Tennessee. Ao longo das décadas, o endereço tornou-se ponto de encontro e convivência. David frequenta o local durante o verão com toda a família e, às vezes, vai sozinho, levando quase todos os amigos que fez ao longo da vida, desde os tempos de colégio e faculdade até amizades mais recentes.
R U B E N S D E M E L O R E G I S T R A O S P R I N C I PA I S M O M E N T O S O N D E A N AT U R E Z A É O T E M A P R I N C I PA L Segundo ele, seu pai nunca teve a intenção de fazer grandes intervenções na propriedade. Queria apenas um espaço simples para descansar e se desligar da rotina exaustiva do consultório médico. Depois de sua morte, os irmãos de David assumiram a propriedade e realizaram algumas reformas, preservando a essência rústica do imóvel. “Para mim, é o meu lugar favorito no mundo. Sinto uma paz absoluta ali, entre as montanhas e à beira do lago, completamente afastado da correria da vida”, declarou David. O que também chama a atenção é a maneira como a família vive aqueles momentos. Durante um fim de semana, adultos e adolescentes praticamente não tocaram nos celulares. Em nenhum momento do dia ou da noite era comum ver alguém grudado na internet ou no telefone. A atenção estava voltada para a convivência, para as conversas e para o simples prazer de estar junto.
catálogo, mas da própria vida: fotografias antigas nas paredes, peças entalhadas à mão e objetos carregados de histórias que passam de uma geração para outra.
oportunidade de pisar no freio, olhar ao redor com calma e redescobrir um ritmo que, muitas vezes, deixamos de lado.
Sentado na varanda, em uma conversa sem pressa, é possível observar os pássaros entre os galhos das árvores, como se a casa também pertencesse a eles. Não há música alta, seja popular ou clássica. O espaço é ocupado pelos cantos dos pássaros e pelos sons dos animais que percorrem a floresta ao redor.
No fim, talvez seja justamente essa a maior lembrança que o lago deixa: a certeza de que há lugares onde a vida não precisa correr.
No verão, o dia começa cedo, com mergulhos na água agradável e passeios pelas enseadas mais isoladas do lago. No outono, quando a mata ganha tons de amarelo, laranja e vermelho, a casa se volta para dentro. A lareira acesa convida a um bom livro ou a uma conversa sem nenhuma pressa de terminar.
Rubens de Melo é jornalista, psicólogo clínico, graduado em Filosofia, com especializações em Psicanálise e Terapia do Esquema.
O QUE FICA DEPOIS DA VIAGEM?
Tennessee Valley Authority (TVA). Watauga. Disponível em: tva.com/energy/our-power-system/ hydroelectric/watauga Watauga Lake e Watauga Dam. Wikipedia, a enciclopédia livre. Disponíveis em: en.wikipedia. org/wiki/Watauga_Lake e en.wikipedia.org/wiki/ Watauga_Dam Carter County Area History. Watauga Lake. Disponível em: cartercountyhistory.com/watauga-lake.html Watauga Lake, Tennessee: Insiders’ Vacation Guide. Disponível em: wataugalaketennessee.com.
A televisão, aliás, parecia mais um objeto de decoração do que qualquer outra coisa. Era ligada raramente e, quando isso acontecia, permanecia em segundo plano.
Percorrer as curvas do Lago Watauga, subir suas trilhas até encontrar uma cachoeira escondida e experimentar a rotina de um refúgio como o dos Peery nos lembra de algo simples, mas fácil de esquecer na correria do dia a dia: algumas paisagens só se completam quando existe afeto envolvido.
Estar ali é compreender o valor do acolhimento simples. A decoração não parece ter saído de um
Watauga não é apenas um destino para um fim de semana ou uma fuga rápida do trabalho. É uma
SOBRE O AUTOR
FONTES CONSULTADAS
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saúde A FORÇA DOS MÚSCULOS DEPOIS DOS 50
P O R Q U E P R E S E R V A R A M A S S A M U S C U L A R S E T O R N O U U M A D A S P R I N C I P A I S E S T R AT É G I A S P A R A ENVELHECER COM SAÚDE, AUTONOMIA E QUALIDADE DE VIDA Envelhecer faz parte da vida, mas a perda de força e massa muscular não precisa ser encarada como uma consequência inevitável do passar dos anos. A partir dos 30 anos, o organismo começa, gradualmente, a perder massa muscular, processo que pode se intensificar depois dos 50. A boa notícia é que hábitos de vida podem ajudar a preservar e até melhorar a força muscular em diferentes fases da vida. A chamada sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa, força e desempenho muscular, pode comprometer a mobilidade e a autonomia. Atividades simples, como subir escadas, carregar sacolas, levantar-se de uma cadeira ou caminhar por longos períodos, podem se tornar mais difíceis quando a musculatura está enfraquecida. Por isso, o treinamento de força ganhou espaço nas recomendações relacionadas ao envelhecimento saudável. Musculação, exercícios com o peso do próprio corpo, faixas elásticas e outros tipos de resistência podem estimular os músculos e contribuir para a manutenção da força. Além dos benefícios físicos, manter a musculatura ativa também está rela60
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cionado à saúde óssea. Exercícios de resistência ajudam a estimular os ossos e podem fazer parte de estratégias para reduzir o risco de perda de densidade óssea. O fortalecimento também contribui para equilíbrio e estabilidade, fatores importantes na prevenção de quedas, especialmente entre pessoas mais velhas. A alimentação é outro componente fundamental. Proteínas fornecem aminoácidos necessários para a manutenção e construção muscular. Carnes, peixes, ovos, leite e derivados, feijões, lentilhas e outras leguminosas são exemplos de alimentos que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. A quantidade adequada, porém, varia de acordo com idade, peso, nível de atividade física e condições individuais. Também é importante lembrar que começar a fazer exercícios depois dos 50 não significa que seja tarde demais. Pessoas que nunca praticaram musculação podem obter benefícios ao iniciar um programa de treinamento adequado. O ideal é começar de maneira gradual, respeitando limitações e condições de saúde. Para iniciantes, a orientação de um pro-
fissional de educação física pode ajudar a definir exercícios, cargas, frequência e progressão. Pessoas com doenças crônicas, histórico de lesões ou outras condições específicas também devem conversar com um profissional de saúde antes de iniciar uma nova rotina de exercícios. Outro ponto frequentemente esquecido é a regularidade. Não é necessário passar horas na academia para cuidar dos músculos. O mais importante é manter uma rotina consistente, combinando exercícios de força com atividades aeróbicas, mobilidade e equilíbrio. Preservar a força muscular não significa apenas buscar um corpo mais definido. Trata-se de investir na capacidade de realizar as atividades do cotidiano com independência. Aos 50, 60, 70 anos ou mais, músculos fortes podem representar maior segurança para caminhar, viajar, trabalhar, praticar esportes e aproveitar a vida. Mais do que uma questão estética, cuidar da musculatura é uma estratégia de saúde. E, quanto mais cedo esse cuidado fizer parte da rotina, maiores podem ser os benefícios para um envelhecimento ativo, funcional e com mais qualidade de vida.
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DESTAQUE
POR ILIANA CANALS EM “DO TRAUMA AO P R O P Ó S I T O ”, I L I A N A C O M PA RT I L H A S UA JORNADA DE DOR, SOBREVIVÊNCIA, FÉ E REDENÇÃO. APÓS E N F R E N TA R O T R Á F I C O HUMANO, ENCONTROU EM JESUS CRISTO CURA , IDENTIDADE E PROPÓSITO. HOJE, USA SUA HISTÓRIA PA R A L E VA R E S P E R A N Ç A E MOSTRAR QUE O PA S S A D O N ÃO P R E C I S A DEFINIR O FUTURO. SOBRE ILIANA CANALS ILIANA É DE MIAMI, FLÓRIDA , E POSSUI BACHARELADO EM JUSTIÇA CRIMINAL. É PA R A L E G A L C E RT I F I C A DA E, ALÉM DE SUA CARREIRA PROFISSIONAL, TEM COMO PROPÓSITO AJUDAR PESSOAS QUE E N F R E N TA R A M T R A U M A S E C I R C U N S TÂ N C I A S DIFÍCEIS A REENCONTRAR A ESPERANÇA.
DO TRAUMA AO PROPÓSITO UMA HISTÓRIA DE REDENÇÃO, CURA E ESPERANÇA Nunca imaginei que minhas próprias experiências dolorosas fariam parte desse chamado. Hoje, entendo que Deus não desperdiçou a minha dor. Ele a usou para desenvolver em mim compaixão, fortalecer a minha fé e dar-me um coração voltado para pessoas que se sentem esquecidas ou acreditam que sua história chegou ao fim. Enquanto crescia em Miami, eu via a cidade como um lugar de oportunidades e diversão, sem jamais imaginar que o tráfico de pessoas pudesse acontecer ao meu redor. Durante um período de vulnerabilidade, o vício e o ambiente de festas me levaram a escolhas que eu nunca imaginei fazer. Foi nesse contexto que conheci a pessoa que se tornaria meu traficante. Por meio de manipulação e falsas promessas, ele conquistou minha confiança e passou a exercer controle sobre mim. Eventualmente, fui traficada de Miami para Washington, D.C., onde fui explorada com fins lucrativos por meio da dark web. Hoje, compreendo que eu não estava fazendo escolhas
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livremente e que o que aconteceu comigo não foi culpa minha.
Não quero que minha história se concentre nos detalhes dolorosos. O que mais importa é o que aconteceu depois, como Deus começou a restaurar minha vida. Naquela época, eu não conseguia imaginar que a mulher que se sentia quebrada, envergonhada e sem esperança um dia compartilharia um testemunho de cura. O trauma mudou a maneira como eu via a mim mesma e o mundo, deixando-me com sentimentos de vergonha, medo, ansiedade e isolamento. Comecei a acreditar que estaba quebrada e questionei se algum dia poderia ser amada, respeitada ou ter um futuro significativo.
Minha cura começou quando passei a conhecer Jesus Cristo pessoalmente. Meu relacionamento com Deus transformou a maneira como eu compreendia minha história. Aprendi que meu trauma era algo que eu havia vivido, mas não era a minha identidade. Meus erros não me
definiam, e a maneira como outras pessoas me trataram não determinava o meu valor. Comecei a compreender que minha identidade estava enraizada no amor, na graça e no propósito de Deus.
A cura tem sido uma jornada e continua até hoje. Foi necessário aprender a confiar novamente, abandonar a vergonha, reconstruir minha autoconfiança e permitir que Deus restaurasse partes de mim que eu acreditava estar perdidas para sempre. Ele também colocou em minha vida pessoas e ministérios que se tornaram partes importantes do meu processo de restauração. Uma das maiores bênçãos tem sido a Glory House of Miami, um ministério dedicado a ajudar mulheres afetadas pelo tráfico de pessoas a reconstruírem suas vidas. Tenho o privilégio de servir como care coach na casa da Glory House, passando tempo com mulheres que estão começando suas próprias jornadas de cura e restauração.
ILIANA CANALS
ILIANA CANALS, QUANDO FOI VÍTIMA DE TRÁFICO HUMANO Eu pensava que estava indo até lá para encorajá-las, mas Deus me surpreendeu. Elas também me encorajaram. A força delas me lembrou da minha própria força, e a coragem delas me mostrou que a cura é possível. Ao observar essas mulheres redescobrirem seu valor, comecei a redescobrir o meu próprio valor. Minha formação em Justiça Criminal fortaleceu meu compromisso com a defesa de direitos e a conscientização. Por meio do meu envolvimento com a A21, uso minha voz para educar outras pessoas sobre o tráfico de pessoas e incentivar ações, compaixão e conscientização para ajudar a prevenir a exploração e salvar vidas.
Também compartilhei minha história no livro Welcome to Miami, de Ananya Patel. Contar minha história tornou-se outra parte importante do meu processo de cura. Isso me permitiu olhar para trás e reconhecer não apenas a dor, mas também a fidelidade de Deus ao longo de cada capítulo da minha vida.
Outra parte do meu chamado que guardo profundamente no coração é o ministério prisional. Tenho o privilégio de liderar trabalhos ministeriais tanto em presídios femininos quanto masculinos. Quando entro em um presídio, não vejo as pessoas apenas pelo prisma de seu passado. Vejo pessoas que ainda têm um futuro. Vejo pessoas que precisam saber que seu passado não precisa determinar seu futuro.
Minha jornada me ensinou que as pessoas são muito mais do que seus piores momentos. Somos mais do que aquilo que nos aconteceu e somos mais do que os erros que cometemos. A cura não significa esquecer o passado; significa recusar-nos a permitir que o passado controle o futuro. Aprendi o poder da fé, do perdão, da comunidade, da compaixão e de ter alguém ao nosso lado dizendo: “Você não está sozinha.” Essas lições mudaram a maneira como vejo a mim mesma e como respondo às pessoas que estão enfrentando dificuldades.
Hoje, sou grata pela vida que Deus me deu. Sou sobrevivente, care coach, defensora, líder ministerial e serva de Deus. Mais do que qualquer título, porém, sou uma mulher que experimentou a redenção. A parte da minha história que um dia me trouxe a maior vergonha tornou-se uma das maiores fontes do meu propósito. Se existe uma mensagem que espero que as pessoas levem da minha história, é esta: seu trauma pode fazer parte da sua história, mas não precisa escrever o final. Existe vida depois do trauma, esperança depois da desesperança e propósito depois da dor.
Sou uma prova viva de que Deus pode pegar os pedaços quebrados de uma vida e criar algo belo a partir deles. Se Ele pôde fazer isso por mim, acredito que também pode fazer isso por outra pessoa.
PROJETO SUPERAR E SER FELIZ
O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos. A missão do projeto é acolher histórias de profunda transformação: os artigos abordam temas que variam desde a dor do luto e os desafios da depressão, até superações de violência doméstica, milagres inexplicáveis e a libertação do tráfico humano. Embora cada ponto de partida traga seus momentos de profunda dor e fragilidade, todos partilham de um mesmo destino: um desfecho feliz de superação e ressignificação que prova que nenhum sofrimento é permanente. QUEREMOS OUVIR DE VOCÊS
Se você gostou desta história, então vai curtir ler outra matéria do Projeto Superar e Ser Feliz sobre o mesmo tema de Tráfico Humano entitulada Amanda Solazzo Vence o Trauma do Tráfico Humano no site do projeto. Visite o site e leia dezenas de histórias e artigos sobre superação www.superareserfeliz.com Anete P. Lobo Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com
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highlights
WHO IS MIDDLE CLASS IN THE UNITED STATES? THE NUMBERS REVEAL A MORE COMPLEX REALITY More than half of Americans identify as middle class or upper-middle class, but income data reveal a much more complex picture of economic status in the United States.
In a country where housing costs, inflation, wages and the overall cost of living dominate economic conversations, one question has become increasingly difficult to answer: Who is actually middle class in the United States? The answer depends largely on how “middle class” is defined. For many Americans, being middle class is less about a specific salary and more about financial stability, lifestyle and the ability to afford a comfortable life. Researchers, however, generally use measurable factors such as household income, family size and geographic differences in the cost of living. The result is a significant difference between how Americans perceive themselves and where their income places them economically. MORE THAN HALF IDENTIFY AS MIDDLE CLASS
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A Gallup survey offers an interesting perspective on how Americans view their own economic position. In a 2024 survey, 39% of Americans described themselves as middle class, while 15% identified as upper-middle class, bringing the combined total to 54%.
Another 31% identified as working class, 12% as lower class and only 2% as upper class.
The important distinction is that Gallup measures self-identification, rather than assigning people to an economic category based on income.
Someone earning $180,000 a year, for example, may still consider themselves middle class because of a large mortgage, childcare costs, taxes or other expenses. Meanwhile, someone earning $90,000 may feel financially comfortable because they live in a lower-cost area or have fewer financial obligations. In other words, income and perception do not always tell the same story. HOW PEW DEFINES MIDDLE INCOME
The Pew Research Center uses a different approach. In an analysis based on 2022 data, Pew defined middle-income households as those earning between two-thirds and twice the national median income, while adjusting for household size and differences in the cost of living.
For a three-person household, that range was approximately $56,600 to $169,800 per year. The figures demonstrate why there is no single salary that automatically makes someone middle class everywhere in America. A $100,000 household income can provide a very different standard of living in a smaller city than it does in New York, San Francisco or Miami, where housing and other expenses can be considerably higher. THE RISE OF THE UPPER-MIDDLE CLASS
The American Enterprise Institute, or AEI, offers another perspective on the changing income structure of the country.
According to an AEI analysis, the upper-middle class now represents approximately 31% of
American families, compared with about 10% in 1979. For a family of four, AEI places the upper-middle-class range at approximately $153,864 to $461,592 in annual income. For a single-person household, the lower threshold is about $76,932. These numbers highlight why income alone can be misleading. A six-figure salary may appear affluent, but a family living in a high-cost metropolitan area can face substantial expenses for housing, insurance, childcare, transportation and education. WHY DO SO MANY AMERICANS CONSIDER THEMSELVES MIDDLE CLASS?
Economic class is about more than earnings. Americans often associate the middle class with stability: owning or renting a comfortable home, maintaining reliable transportation, saving for retirement, taking occasional vacations and being able to handle unexpected expenses. Those goals, however, have become increasingly expensive. A household earning $150,000 may have a high income by national standards but also face a large mortgage, student loans, childcare expenses or other financial obligations. Social comparison also plays a role. People tend to compare themselves with coworkers, neighbors and friends rather than with the
national income distribution.
Someone earning $200,000 may still feel middle class if the people around them earn $300,000 or more. GEOGRAPHY MATTERS
Where a person lives can dramatically change what their income means. Housing, taxes, insurance, transportation and everyday services vary widely across the country.
A household earning $100,000 in a lower-cost region may have considerably more disposable income than a household earning the same amount in an expensive metropolitan area. That is why household size and location are essential when discussing economic class.
These methodologies are not interchangeable, so different numbers do not necessarily mean that one study is incorrect. WHAT DO THE NUMBERS REALLY REVEAL?
The 54% reported by Gallup shows that a majority of Americans see themselves as middle class or upper-middle class. Income-based research, meanwhile, shows that the economic structure of the country has changed significantly, including strong growth in the upper-middle-income segment. Together, the findings reveal why defining the American middle class is so complicated.
DIFFERENT STUDIES MEASURE DIFFERENT THINGS
How much you earn is only part of the equation. Where you live, how many people depend on your income, how much you spend on housing and how much debt you carry all influence your actual financial position.
Pew Research Center examines income in relation to the national median, while accounting for household size and geographic differences in costs.
In the United States of 2026, understanding that difference is essential to understanding what the American middle class really means.
It is also important to understand why major studies produce different figures. Gallup measures how Americans identify themselves socially and economically.
AEI analyzes income distribution and how economic groups have changed over time.
Ultimately, the question “Are you middle class?” can have two different answers: one based on how you see yourself and another based on where your income places you in the economic distribution. Sources: Gallup, Pew Research Center and American Enterprise Institute (AEI). SEPTEMBER 2026
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ponto de vista
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BY LAINE FURTADO
DE PARTICIPANTES A ESPECTADORES
ivemos uma época extraordinária. Nunca tivemos tanto acesso à informação, tantas ferramentas para trabalhar, tantas possibilidades de comunicação e tantos recursos capazes de facilitar a vida. A inteligência artificial talvez seja o exemplo mais recente dessa transformação e, particularmente, acredito que ela já se tornou uma ferramenta fundamental para o mundo contemporâneo. O problema não está na tecnologia. A questão que merece reflexão está em nós mesmos e na maneira como estamos escolhendo viver.
luntariamente ou simplesmente estar presente parece exigir um esforço cada vez maior.
Durante muito tempo, associações, clubes, igrejas, organizações comunitárias, movimentos sociais e entidades profissionais foram espaços importantes da vida em sociedade. Pessoas se reuniam porque acreditavam que juntas poderiam construir alguma coisa. Havia divergências, dificuldades e conflitos, naturalmente. Mas havia também envolvimento.
Estamos nos transformando em espectadores da própria sociedade?
Tenho observado uma mudança no comportamento das pessoas. Estamos mais voltados para nossos próprios mundos, nossas rotinas, nossos interesses e nossas necessidades imediatas. Parece existir menos disposição para participar, construir coletivamente, defender uma causa ou simplesmente dedicar tempo a algo que não ofereça um benefício pessoal imediato.
Hoje, muitas vezes, queremos acompanhar sem participar. Queremos saber sem necessariamente nos envolver. Curtimos, compartilhamos, observamos e opinamos. Mas assumir responsabilidades, dedicar algumas horas, trabalhar vo-
Uma pesquisa publicada em julho de 2026 pelo Pew Research Center ajuda a traduzir essa percepção em números. Ao analisar diferentes formas de participação na sociedade americana, o estudo identificou apenas 9% dos adultos como “Mobilizers”, pessoas altamente envolvidas na vida cívica e comunitária. Outros 28% foram classificados como “Connectors”. Na outra ponta, 31% são “Spectators” e outros 31% “Outsiders” — grupos caracterizados por níveis significativamente menores de participação. A definição de “Spectators” talvez seja a mais provocadora. São pessoas informadas: 84% acompanham as notícias nacionais e 75% haviam curtido ou salvado alguma publicação relacionada a notícias na semana anterior à pesquisa. Entretanto, somente 17% haviam realizado algum trabalho voluntário no último ano. (Pew Research CenterAttachment.png)
O fenômeno parece ainda mais evidente entre os jovens. Entre os americanos com menos de 30 anos, 46% foram classificados como “Spectators”. Entre aqueles com 65 anos ou mais, são apenas 19%. Os mais jovens participam mais através do ambiente digital, enquanto gerações mais velhas continuam mais presentes em formas tradicionais de envolvimento comunitário. (Pew Research CenterAttachment.png) Ao mesmo tempo, estamos mais solitários. Pes-
quisa da Harvard Graduate School of Education mostrou que 21% dos adultos americanos se sentem solitários. Entre aqueles que relatam solidão, 67% dizem não se sentir parte de grupos significativos e 63% sentem que seu lugar no mundo não é importante ou relevante. Quando questionados sobre as causas da solidão na sociedade americana, 73% apontaram a tecnologia, 66% disseram que as famílias passam pouco tempo juntas e 62% mencionaram excesso de trabalho, falta de tempo ou exaustão. Talvez estejamos diante de uma sociedade extremamente ocupada, mas nem sempre verdadeiramente engajada.
Construir relações dá trabalho. Participar dá trabalho. Liderar dá trabalho. Ouvir opiniões diferentes das nossas dá trabalho. Fazer parte de uma comunidade significa algumas vezes abrir mão do conforto individual em favor de algo coletivo. Nenhuma tecnologia precisa ser inimiga disso. A inteligência artificial pode nos tornar mais produtivos, ajudar no conhecimento, na criatividade e no trabalho. Mas nenhuma inteligência artificial poderá decidir por nós qual importância queremos dar às nossas relações, às nossas comunidades e às causas nas quais acreditamos.
Talvez o desafio do nosso tempo seja justamente recuperar o desejo de participar.
Porque uma sociedade não se constrói apenas com pessoas informadas. Constrói-se com pessoas presentes.
» LAINE FURTADO é jornalista, editora da revista Linha Aberta e do blog Fashion and Travel Reporter @linhaabertamagazine @lainefurtado
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