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LINHA ABERTA BRAZILIAN MAGAZINE_ MARCH 2026

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Março carrega uma simbologia silenciosa, porém poderosa. Passado o entusiasmo das promessas de janeiro e a adaptação prática de fevereiro, chega o momento mais estratégico do primeiro trimestre: a revisão consciente de metas. Não se trata de desistir do que foi traçado no início do ano, mas de ajustar a rota com maturidade e inteligência emocional. Manter o foco é, antes de tudo, um exercício de disciplina mental. Vivemos em uma era marcada por estímulos constantes, excesso de informação e demandas simultâneas. A dispersão se tornou quase automática. Nesse cenário, foco não é apenas produtividade — é posicionamento. É decidir, diariamente, onde investir energia, tempo e atenção.

Reorganizar metas em março não significa fracasso. Pelo contrário. É sinal de lucidez. Muitas vezes, objetivos estabelecidos sob a euforia de um novo ciclo não consideram variáveis reais: mudanças no mercado, desafios pessoais, novas oportunidades ou até limitações imprevistas. Revisar é estratégico. Ajustar é inteligente. Persistir sem analisar pode ser apenas teimosia. O terceiro mês do ano funciona como um checkpoint natural. Empresas revisam indicadores do primeiro trimestre. Profissionais reavaliam performance. Empreendedores analisam fluxo de caixa e tendências. No âmbito pessoal, março é a oportunidade de perguntar: o que realmente continua fazendo sentido? O que precisa ser redimensionado? O que deve ser descartado para abrir espaço ao essencial?

Foco também exige cortes. Nem toda meta precisa ser mantida. Nem todo projeto merece continuidade. A clareza nasce quando aprendemos a priorizar. E priorizar implica renúncia. Ao reduzir ruídos, fortalecemos a direção. Outro ponto central é compreender que metas não são estáticas. Elas acompanham o ritmo da vida. Ajustá-las não diminui ambição — refina propósito. Em vez de acumular tarefas, março convida à organização estratégica: dividir grandes objetivos em etapas possíveis, estabelecer prazos realistas e medir avanços de forma concreta.

Há ainda um aspecto emocional relevante. Reorganizar metas diminui ansiedade. Quando tudo parece urgente, nada é eficiente. Ao estruturar prioridades, criamos um mapa mental mais claro, o que favorece decisões mais assertivas e reduz o desgaste. Março não é apenas mais um mês no calendário. É o momento ideal para sair do piloto automático e assumir o controle consciente do ano. Foco é direção. Organização é estratégia. E revisar metas é um ato de liderança — sobre projetos, carreira e, principalmente, sobre si mesmo.

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QUANDO INSISTIR NÃO É TEIMOSIA E O SILÊNCIO REVELA LIMITES EMOCIONAIS

Quando alguém insiste em conversar, explicar, tentar de novo, geralmente não está buscando vencer uma discussão, mas preservar o vínculo. Há, por trás da insistência, uma tentativa silenciosa de manter viva uma conexão que já foi significativa. Repetir não é teimosia automática; muitas vezes, é cuidado. É o esforço de não deixar que algo importante se perca por ruídos, distrações ou mal-entendidos.

O sofrimento começa quando essa tentativa encontra indiferença, respostas vazias ou promessas que não se transformam em atitude. Quando o outro ouve, mas não escuta. Quando concorda, mas não muda. Quando diz que entende, mas con- tinua agindo da mesma forma. É nesse espaço entre palavras e ações que nasce a frustração mais profunda: a sensação de falar sozinho.

Aos poucos, não é o amor ou a amizade que desaparece primeiro. É a esperança de ser escutado de verdade. E quando a esperança se esgota, o silêncio que surge não fala de frieza, fala de limite emocional. Não é ausência de sentimento, é autopre- servação. É o momento em que a pessoa entende que continuar insistindo dói mais do que se calar.

Muitos confundem esse silêncio com indiferença, mas ele costuma ser o resultado de inúmeras tentativas anteriores. Cada conversa iniciada, cada explicação paciente, cada pedido de mudança carrega uma expectativa legítima: a de ser considerado. Quando essa expectativa é repetidamente ignorada, o coração aprende a recuar para sobreviver.

Relações que fazem bem não são perfeitas, mas são responsivas. Existe escuta,

ajuste, cuidado com o impacto causado. Há espaço para reconhecer erros e disposição real para transformar comportamentos. Porque vínculo saudável não se sustenta apenas de sentimento; ele precisa de reciprocidade.

No fim, quando só um tenta, o que se rompe não é a conversa, é o sentido de continuar. Não é a discussão que cansa — é a solidão dentro da relação. E ninguém permanece onde precisa implorar para ser levado a sério.

Repetir, muitas vezes, é um ato de amor. Mas também é um termômetro. Quando a repetição vira eco, talvez seja hora de entender que insistir não salva sozinho aquilo que deveria ser construído a dois.

Pense nisso!!

é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil.

dra. andrea ladislau @dra.andrealadislau
DRA. ANDREA LADISLAU

EUA IMPLEMENTAM MUDANÇAS NO VISTO

EB‑5 E INVESTIDORES BRASILEIROS

GANHAM

NOVAS OPORTUNIDADES DE RESIDÊNCIA

Os Estados Unidos estão ampliando caminhos positivos para investidores es trangeiros que buscam residência per‑ manente no país, por meio de ajustes no programa de vistos de investimento EB‑5 que têm gerado oportunidades inédi‑ tas — mesmo em meio a um cenário geral de endurecimento nas políticas de imigração voltadas a outras categorias, como H‑1B e vistos de trabalho.

O EB‑5 Immigrant Investor Program, cria do na década de 1990, continua sendo uma das vias mais sólidas para estran geiros conquistarem o chamado “green card” ao investir no desenvolvimento econômico e criação de empregos nos EUA.

O programa exige que o investidor aplique capital em um empreendimen‑ to que gere pelo menos 10 empregos diretos ou indiretos, proporcionando um caminho estruturado para residência permanente com base em investimento.

Em 2025 e início de 2026, houve propos‑ tas concretas de redução nas taxas de solicitação do visto EB‑5, após aumen‑

tos significativos em 2024. Veja alguns pontos importantes.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) apresentou uma regra que prevê redução das taxas de for‑ mulários para investidores EB‑5, com o objetivo de alinhar os custos de proces‑ samento às despesas reais da agência e aliviar parte da carga financeira para os candidatos.

Especialistas consideram essa medida um insumo positivo para atrair mais investidores e tornar o processo mais acessível sem alterar os requisitos de criação de empregos.

Outro ponto favorável foi registrado no Bulletin de vistos de janeiro de 2026 do Departamento de Estado, que trou‑ xe um avanço histórico nas datas de prioridade para investidores EB‑5, em especial para algumas categorias de alta demanda.

Esse tipo de movimentação indica que determinadas listas de espera — tradi‑ cionalmente longas — tiveram progres‑

so considerável, abrindo uma “janela” de oportunidade para investidores de países com grande procura.

Mesmo com propostas de novos pro‑ gramas, como o chamado “Gold Card” para investidores de alta renda (que ainda enfrenta debate legislativo), o EB‑5 permanece ativo e regulado pelo Congresso, e especialistas jurídicos apontam que não há eliminação formal do programa vigente, o que mantém o EB‑5 como alternativa real para entrada e residência nos EUA.

Para brasileiros com perfil empreen‑ dedor e capital disponível, o visto EB‑5 segue sendo uma opção atrativa — aliando investimento produtivo nos EUA à possibilidade de obter residência permanente e eventual cidadania ame ricana para o investidor e sua família.

Com as recentes propostas de ajuste de taxas e movimentação nos prazos de processamento, a tendência é que o programa continue a receber atenção global como porta de entrada econômi‑ ca e estável para os Estados Unidos.

celebridades[ ]

LEONARDO DICAPRIO LIDERA INDICAÇÕES NO OSCAR 2026

Leonardo DiCaprio chega ao Oscar 2026 como um dos grandes protagonistas da noite. Indicado na categoria de Melhor Ator por sua performance em “Sinners”, ele reforça sua trajetória de interpretações memoráveis e se consolida como um dos atores mais aclamados de sua geração. “Sinners” lidera as indicações com 16 nomeações, abrangendo categorias principais como Melhor Filme, Direção e Roteiro, além de prêmios técnicos. A atuação de DiCaprio é central na narrativa, abordando temas intensos e universais que conectam público e crítica. A cerimônia deste ano será realizada no Dolby Theatre, em Hollywood, no dia 15 de março de 2026, com transmissão ao vivo pela ABC, e apresentada por Conan O’Brien. Uma grande novidade da edição é a inclusão de um novo prêmio de casting, o primeiro Oscar adicionado desde 2001, que reconhece a importância da escolha do elenco na construção de histórias impactantes. Para DiCaprio, que já conquistou um Oscar por “The Revenant” em 2016, esta edição representa mais uma oportunidade de reconhecimento pelo talento e dedicação à arte cinematográfica. Com grandes filmes, performances marcantes e inovações na premiação, o Oscar 2026 promete ser uma noite histórica, celebrando a excelência do cinema mundial e consolidando Leonardo DiCaprio como ícone da indústria.

OSCAR 2026: A GRANDE

CELEBRAÇÃO DO CINEMA

MUNDIAL EM MARÇO

OOscar, considerado o maior prêmio do cinema mundial, retorna ao Dolby Theatre, em Hollywood, no dia 15 de março de 2026, com transmissão ao vivo pela ABC. A cerimônia promete reunir estrelas do cinema, diretores, produtores e técnicos em uma noite que celebra o talento e a criatividade da indústria cinematográfica global. A edição de 2026 terá 24 categorias de premiação, incluindo as tradicionais como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Direção e categorias técnicas. Uma grande novidade deste ano é a inclusão de um novo prêmio para realização em casting, que reconhece profissionais responsáveis por selecionar elencos excepcionais, marcando o primeiro Oscar acrescentado desde 2001. Essa mudança reflete a crescente valorização do papel de casting na construção de narrativas impactantes e diversificadas. Entre os filmes que dominam as indicações está “Sinners”, que quebrou recordes ao receber 16 nomeações, consolidando-se como um dos grandes favoritos da noite. Outros destaques incluem “One Battle After Another”, “Hamnet” e “Frankenstein”, títulos que têm chamado atenção da crítica e do público pelo desempenho artístico e inovação narrativa. Os atores também recebem atenção especial: nomes como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan aparecem entre os indicados nas principais categorias, reforçando a competição acirrada por prêmios de atuação. O evento, apresentado pelo comediante e apresentador Conan O’Brien, promete momentos de emoção, surpresas e discursos que refletem o momento cultural e social do cinema contemporâneo.

MET GALA 2026: MODA COMO ARTE E O RETORNO DE BEYONCÉ NO EVENTO MAIS GLAMOUROSO DO ANO

OMet Gala 2026, considerado o evento de moda mais influente do calendário cultural global, será realizado no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, na noite de 4 de maio de 2026 — tradicionalmente a primeira segunda-feira de maio. O tema oficial deste ano é “Fashion Is Art” (Moda é Arte), um convite para que designers, celebridades e criativos interpretem seus looks como obras de arte vivas no tapete vermelho. O dress code foi lançado em fevereiro de 2026 e ganha força ao refletir diretamente a exposição primavera 2026 do Costume Institute, intitulada “Costume Art”, que será aberta ao público dias após o Gala, em 10 de maio, e permanecerá até 10 de janeiro de 2027. A mostra – organizada nas novas Condé M. Nast Galleries do museu – propõe uma leitura histórica e conceitual sobre a relação entre moda e arte, apresentando cerca de 400 objetos combinando peças de vestuário e obras artísticas que percorrem 5 000 anos de história. A ideia, segundo curadores, é destacar a centralidade do corpo vestido como elemento artístico universal, incluindo representações de corpos muitas vezes subrepresentados nas narrativas clássicas de arte e moda. A edição de 2026 será co-presidida por Anna Wintour, editora-chefe da Vogue, ao lado de nomes de peso como Beyoncé, Nicole Kidman e Venus Williams — marcada especialmente pelo retorno de Beyoncé ao Met Gala após uma década. Além disso, personalidades como Zoë Kravitz, Anthony Vaccarello, Sabrina Carpenter, Doja Cat, Sam Smith e outros artistas e influenciadores compõem o host committee, reforçando a natureza multicultural e multimídia do evento.

LILY COLLINS INTERPRETARÁ AUDREY HEPBURN NO FILME SOBRE OS BASTIDORES DE

BREAKFAST AT TIFFANY’S

Lily Collins, conhecida por papéis em séries como Emily in Paris, foi oficialmente anunciada como a protagonista de um longa baseado no livro Fifth Avenue, 5 A.M.: Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany’s and the Dawn of the Modern Woman, de Sam Wasson. O filme não será um remake do clássico de 1961, mas uma produção que conta a história da criação da icônica comédia romântica, explorando conflitos de produção, escolhas de elenco e o impacto cultural da obra. Collins compartilhou a notícia em suas redes sociais, escrevendo que o projeto esteve em desenvolvimento por quase uma década e expressando sua profunda admiração por Hepburn. A atriz também será uma das produtoras do filme, que terá roteiro de Alena Smith, criadora da série Dickinson. O longa promete explorar personagens importantes da época, incluindo o autor Truman Capote, a designer de figurinos Edith Head e o diretor Blake Edwards, embora o elenco desses papéis ainda não tenha sido definido. A produção está sendo desenvolvida em parceria entre a empresa de Collins, Case Study Films, e a Imagine Entertainment. Essa confirmação de papel representa um novo marco na carreira de Lily Collins, destacando sua transição para projetos maiores e biográficos — e amadurece sua trajetória no cinema ao assumir um papel que celebra uma das maiores estrelas da era de ouro de Hollywood.

GUGA CARVAHO

AUDIOVISUAL BRASILEIRO GANHA ASSINATURA AUTORAL COM OLHAR CINEMATOGRÁFICO E EXPANSÃO INTERNACIONAL

O diretor de fotografia e editor brasileiro Gustavo “Guga” Carvalho vem consolidando uma trajetória pautada pela excelência visual e pela construção de narrativas cinematográficas aplicadas a múltiplos formatos. Baseado nos Estados Unidos, o profissional atua entre cinema, publicidade e branded content com uma premissa clara: transformar conteúdo em linguagem autoral. À frente da Blackbeard Productions, produtora fundada por ele, Guga conduz projetos desde o desenvolvimento conceitual até a finalização, defendendo que cada imagem precisa carregar intenção narrativa antes de dialogar com qualquer tendência estética.

A decisão de migrar para os Estados Unidos foi parte de um planejamento estratégico voltado à internacionalização da carreira. Em busca de proximidade com o centro da indústria audiovisual e de um ambiente que exigisse alto padrão técnico e criativo, o diretor ingressou na Full Sail University, em Orlando. A formação em cinema funcionou como catalisador de inserção no mercado americano e como base sólida para o refinamento de um olhar técnico orientado à construção de imagens com propósito.

O início da trajetória em solo americano foi marcado por intensa imersão prática. A vivência em

sets de filmagem, o entendimento da dinâmica de equipe e o aprofundamento na disciplina técnica foram determinantes para a consolidação de sua reputação. Mais do que buscar grandes produções de imediato, Guga priorizou consistência e credibilidade. Nesse período, aprofundou o domínio dos elementos fundamentais da cinematografia — controle de luz, escolha de lentes, movimentos de câmera e coerência visual — entendendo cada recurso como ferramenta de storytelling.

A entrada no mercado audiovisual dos Estados Unidos também exigiu disciplina operacional e confiabilidade profissional. Em um ambiente

GUGA CARVALHO

ALGUNS DOS TRABALAHOS DE GUGA CARVALHO NO MERCADO AMERICANO DIVULGADOS NO INSTAGRAM @THEGUGACARVALHO FOTO: EDUARDO REZENDE

altamente competitivo, a construção de relações de longo prazo depende tanto da entrega criativa quanto da postura técnica. Carvalho estruturou seu portfólio com foco não apenas na estética, mas na clareza narrativa. Para ele, a fotografia não é elemento decorativo: é componente ativo da história, capaz de influenciar emoção, ritmo e percepção do espectador.

A criação da Blackbeard Productions representou um marco de organização criativa e expansão estratégica. A produtora foi concebida para integrar todas as etapas da produção audiovisual, assegurando padrão técnico desde o planejamento até a entrega final. Em um mercado caracterizado por cronogramas acelerados e múltiplas plataformas de distribuição, a sistematização de processos tornou-se diferencial competitivo. A empresa atua especialmente em publicidade e branded content, segmentos que exigem eficiência operacional sem comprometer qualidade visual.

Nos últimos anos, a evolução profissional de Guga Carvalho esteve associada à transição para projetos de maior complexidade técnica e narrativa. O reconhecimento, segundo ele, não se constrói a partir de trabalhos isolados, mas pela capacidade de manter excelência constante independentemente da escala de produção. A assinatura autoral surge da repetição de padrões elevados de qualidade e coerência estética, elemento que passou a caracterizar sua filmografia.

O circuito de festivais internacionais contribuiu para legitimar esse percurso. O filme Notes of a View foi selecionado oficialmente para o Orlando Film Festival em 2024. Já Bodies ampliou a visibilidade do diretor ao integrar seleções oficiais no Beverly Hills Film Festival, no Los Angeles Latino International Film Festival (LALIFF) de 2025, no New Filmmakers Los Angeles e no Newport Beach International Film Festival. As participações reforçam a consolidação de identidade autoral dentro do circuito independente e internacional.

Outro projeto de destaque foi The Last Supper, exibido no Los Angeles Brazilian Film Festival e reconhecido no Orlando Independent Filmmakers Reel Challenge, onde recebeu sete indicações, incluindo Melhor Fotografia. Para o diretor, esses reconhecimentos validam não apenas o resultado final, mas a consistência técnica aplicada ao processo criativo.

Atualmente, Gustavo Carvalho mantém atuação multifacetada entre cinema, publicidade e produção de conteúdo para plataformas digitais. O princípio orientador segue o mesmo: aplicar linguagem cinematográfica a qualquer formato visual. Em um cenário de consumo acelerado, ele sustenta que o valor da imagem não está apenas na velocidade de publicação, mas na sua permanência como experiência narrativa.

A influência cultural brasileira também compõe

sua identidade estética. Elementos como sensibilidade emocional, ritmo visual e autenticidade narrativa permeiam sua abordagem. O objetivo é equilibrar técnica sofisticada com uma dimensão humana da imagem, característica associada ao cinema brasileiro contemporâneo. Essa combinação tem se mostrado diferencial em um mercado global que valoriza autenticidade.

Guga também observa com atenção a expansão da cena audiovisual na Flórida. Para ele, a região reúne condições para consolidar-se como polo de produção, especialmente com a atração de novos projetos e a valorização de talentos locais. A proposta não é apenas integrar esse movimento, mas contribuir para elevar o padrão técnico e criativo das produções regionais.

Para 2026, o diretor afirma que a prioridade será a curadoria criteriosa de projetos. A estratégia privilegia qualidade acima de volume, com foco em obras que apresentem desafio criativo e relevância artística. Em sua visão, a força de uma produção audiovisual reside na capacidade de gerar impacto e permanência simbólica.

O horizonte profissional de Guga Carvalho aponta, assim, para a construção de um legado criativo baseado em autoria, consistência técnica e produção de obras que transcendam a lógica do conteúdo descartável, reafirmando o audiovisual como arte, comunicação e memória cultural.

EM FOCO

DESPERTE SEU PODER TERÁ EDIÇÃO

INTERNACIONAL EM ORLANDO

JOSÉ ROBERTO MARQUES É REFERÊNCIA EM INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E ALTA PERFORMANCE, COM MAIS DE QUATRO DÉCADAS DEDICADAS AO DESENVOLVIMENTO HUMANO.

A imersão Desperte Seu Poder terá, em 2026, uma edição internacional confirmada. Idealizado por José Roberto Marques, o evento será realizado entre os dias 3 e 5 de abril, em Orlando, nos Estados Unidos, no espaço Global Platform. A iniciativa pretende reunir brasileiros que vivem no exterior e participantes de diferentes nacionalidades em uma experiência presencial voltada à inteligência emocional, ao autoconhecimento e à alta performance. Reconhecido como um dos principais nomes do desenvolvimento humano no Brasil, José Roberto Marques construiu uma trajetória de mais de quatro décadas dedicadas ao estudo do comportamento e da mente.

Autor de mais de 100 livros best-sellers, tornou-se empresário com projeção internacional e já foi citado pela Forbes. Sua metodologia, segundo a organização, impactou milhões de pessoas em diversos

países, com foco em transformação prática e aplicável ao cotidiano.

O Desperte Seu Poder é estruturado como uma imersão de três dias que combina conteúdo, dinâmicas e exercícios individuais e em grupo. A proposta é provocar reflexão e mudança de postura, auxiliando o participante a identificar padrões emocionais, ressignificar experiências e desenvolver uma mentalidade mais estratégica para decisões pessoais e profissionais.

A edição em Orlando reforça o movimento de expansão internacional da metodologia, que já percorreu diversas cidades brasileiras e passou a ganhar espaço fora do país. A escolha do Global Platform simboliza essa consolidação global e a ampliação do alcance do projeto.

Durante os três dias, os participantes terão acesso a práticas de introspecção,

atividades colaborativas e ferramentas voltadas ao fortalecimento da inteligência emocional. O objetivo é aprimorar relacionamentos, impulsionar resultados profissionais e ampliar a autoconfiança.

Relatos de edições anteriores apontam mudanças significativas após a experiência. Empresários mencionam reorganização de estratégias e crescimento nos negócios, enquanto profissionais destacam maior clareza nas decisões de carreira. Também há depoimentos sobre transformações nas relações pessoais e familiares.

Com vagas limitadas, a proposta é manter a qualidade e a profundidade da imersão. A organização destaca que a experiência vai além do conteúdo teórico, buscando criar um ambiente seguro para reflexão e ação. A mensagem central resume o propósito do encontro: entender é importante, mas agir é essencial.

MARÇO CONSOLIDA TEMPORADA DE BLOCKBUSTERS E APOSTA EM FRANQUIAS GLOBAIS

AREIA, DESTINO E PODER SE ENTRELAÇAM EM UMA JORNADA ÉPICA POR ARRAKIS. DUNE: PART TWO TRANSFORMA FICÇÃO CIENTÍFICA EM ESPETÁCULO GRANDIOSO DE CINEMA.

O mês de março vem se consolidando como uma janela estratégica para a indústria cinematográfica. Longe de ser apenas um período de transição entre o início do ano e a alta temporada do verão norteamericano, o terceiro mês do calendário passou a concentrar estreias de alto orçamento, sequências aguardadas e produções com forte apelo internacional. Em 2024, o movimento se confirma com cinco títulos que dominam a conversa cultural e o mercado exibidor: Dune: Part Two, Kung Fu Panda 4, Ghostbusters: Frozen Empire, Godzilla x Kong: The New Empire e The Fall Guy.

Mais do que coincidência, tratase de uma estratégia clara dos estúdios: ocupar o circuito global com propriedades intelectuais já consolidadas, reduzindo riscos e ampliando o potencial de bilheteria

em mercados como Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

DUNE: PART TWO: ÉPICO, DENSIDADE E ESCALA CINEMATOGRÁFICA

A continuação dirigida por Denis Villeneuve aprofunda a jornada de Paul Atreides em Arrakis, expandindo o universo criado por Frank Herbert com ainda mais densidade política e visual. Se o primeiro filme estabeleceu as bases do conflito, a segunda parte mergulha no amadurecimento do protagonista e nas disputas de poder que moldam o destino do império.

Visualmente grandioso, o longa reafirma a importância da experiência em tela grande. A fotografia, o design de produção e a trilha sonora trabalham em

conjunto para construir uma atmosfera imersiva — elemento que tem sido decisivo para atrair o público de volta às salas após anos de forte avanço do streaming.

Além do apelo artístico, o filme representa uma aposta industrial relevante: produções de ficção científica adultas, com narrativa complexa e alto investimento, continuam encontrando espaço comercial quando associadas a uma base literária sólida e a um elenco de projeção internacional.

KUNG FU PANDA 4: ANIMAÇÃO COMO MOTOR DE BILHETERIA

A DreamWorks retoma a trajetória de Po em um momento de transição: o herói precisa assumir novas responsabilidades enquanto surge uma ameaça inédita. A franquia, que sempre combinou

humor acessível e mensagens sobre identidade e superação, mantém seu posicionamento familiar — fator decisivo para o desempenho consistente nas bilheterias globais.

Março, tradicionalmente, é um período estratégico para animações. Com menos concorrência direta de superproduções do verão, o filme encontra espaço para sessões amplas e forte presença de público infantil e familiar. O mercado internacional, especialmente o asiático, também desempenha papel central no resultado financeiro da produção.

A animação reforça uma tendência clara: franquias consolidadas continuam sendo ativos valiosos para os estúdios, sobretudo quando conseguem dialogar com novas gerações sem perder a identidade original.

GHOSTBUSTERS: FROZEN

EMPIRE: NOSTALGIA E

RENOVAÇÃO DE MARCA

A clássica franquia retorna com uma nova ameaça que congela Nova York, reunindo personagens da geração original e protagonistas introduzidos nos capítulos mais recentes. O equilíbrio entre nostalgia e atualização tem sido a principal estratégia do estúdio para revitalizar a marca.

O filme dialoga diretamente com um público que cresceu com a série nos anos 1980, ao mesmo tempo em que busca atrair espectadores mais jovens. Esse modelo híbrido — legado + renovação — tornou-se recorrente em Hollywood, sobretudo em propriedades intelectuais com forte reconhecimento cultural.

Do ponto de vista de mercado, produções desse tipo apostam na memória afetiva como diferencial competitivo. A experiência coletiva no cinema, aliada a referências reconhecíveis, reforça o potencial

de engajamento nas primeiras semanas de exibição.

THE FALL GUY: AÇÃO ADULTA E BASTIDORES DE HOLLYWOOD

Entre as grandes franquias, surge uma proposta que combina ação, comédia e metalinguagem. Estrelado por Ryan Gosling e Emily Blunt, o longa explora o universo dos dublês de cinema, trazendo para a narrativa os bastidores da própria indústria.

O filme representa uma tentativa de diversificar o cardápio de março, oferecendo uma alternativa para o público adulto que busca entretenimento leve, mas com identidade própria. Ao apostar no carisma do elenco e em cenas de ação bem coreografadas, a produção tenta ocupar um espaço intermediário entre o blockbuster tradicional e a comédia romântica contemporânea.

ENTRE EXPLOSÕES, ACROBACIAS E ROMANCE, A AÇÃO GANHA BASTIDORES EM RITMO ACELERADO. DUBLÊS VIRAM PROTAGONISTAS EM UMA TRAMA QUE MISTURA ADRENALINA E HUMOR. THE FALL GUY CELEBRA O ESPETÁCULO DE HOLLYWOOD COM CHARME E INTENSIDADE.

DESTAQUE

MARKETING DE INFLUÊNCIA 2026

O CONTO DE FADAS

QUE VIROU THRILLER

POR DENY PERES @DENYPERES

Era uma vez um reino encantado onde o mundo ainda estava descobrindo que era possível ganhar dinheiro usando as redes sociais. Bastava uma foto razoável, uma legenda que misturasse intimidade com aspiração e pronto: era postar e vender.

Hoje, uma campanha com um creator pode envolver diretor criativo, fotógrafo, videomaker, assistente de luz, stylist, produtor, social media, advogado revisando contrato e uma planilha de aprovação com mais abas do que a declaração de imposto de renda. O reino encantado cresceu, profissionalizou e ficou, digamos, bem mais difícil de habitar. Em 2026, fazer um publi de sucesso pode ser tão complexo quanto emplacar um grande hit na Billboard.

pode revelar, é tentador olhar para os números e apontar tendências. Mas eu acredito que o que move o ponteiro não está em nenhum dashboard: é sobre entender pessoas. Quem somos e o que desejamos.

É o caso da Reformation que apostou DENY PERES

Em um mundo encantado pelo que esse volume de dados disponíveis

A audiência está mais cética que nunca. Ela cansou de pular de publi em publi, de ser tratada como alvo e não como pessoa (as redes sociais não eram pra gente fazer amigos?). O encanto da “dica de amiga” foi se apagando na mesma velocidade em que passou a ter CNPJ. Se não dá mais para fingir que publi não é publi, o caminho não é esconder. É primeiro conseguir fazer do publi um conteúdo que some para a vida das pessoas (e o objetivo aqui pode ser apenas fazer rir, por exemplo). Depois de ter a atenção é preciso merecer a confiança. E este sim é o grande ativo de um criador de conteúdo em 2026.

Com o influenciador definido, não faltam “manuais” para uma campanha de sucesso: creators participando e co-criando desde o desenvolvimento de produto; relacionamento a longo prazo e além do post patrocinado; briefings que respeitam a voz autoral. A teoria é linda, mas na prática, não é raro ver o aviso “use sua criatividade!” acompanhado de quinze obrigatoriedades e uma lista de palavras proibidas que fariam qualquer copywriter chorar. Outras vezes o vilão desse conto de fadas é o próprio criador de conteúdo. Já vi muitos ignorarem a liberdade criativa concedida por escrito e entregarem um publi com mais termos técnicos que um manual de instruções — e jurando que estão agradando o cliente. A co-criação de verdade ainda é rara. E quando acontece, vira referência.

em Nara Smith, criadora com 12 milhões de seguidores no TikTok e uma estética de dona de casa dos anos 50 para uma campanha em formato de curta-metragem chamado Followed. Nada de post patrocinado. Um filme. A marca dentro da história — não colada sobre ela como adesivo.

Se hoje criatividade e confiança são os protagonistas neste conto de fadas — repare que são ativos atemporais e de difícil mensuração — será que a Inteligência Artificial vai entrar nessa história como uma fada madrinha com poderes pra revolucionar tudo? O futuro da influência pode mesmo pertencer a gente feita de algoritmo?

Eu não acredito em um mundo onde

influenciadores criados por IA vão decolar de verdade. Mas é fato que a IA já entrou no dia a dia de criadores e equipes de marketing. Roteiros, pesquisa de pauta, legendas, edição acelerada. E aqui mora uma tensão que pouca gente discute com honestidade: até onde o hábito de buscar caminhos curtos para a produção de conteúdo pode oprimir aquela coisa antiga, lenta e extraordinária que é a criatividade humana genuína? O risco real é que a publi do futuro se pareça com a velha publicidade — pessoalidade fake, autenticidade de prateleira — só que dessa vez produzida em escala industrial.

A varinha mágica está em ação, e que bom! Mas a Cinderela versão

2026 — leia-se, o consumidor — é muito mais complexa e complexada! O marketing de influência do futuro vai pertencer a quem entender que tecnologia, dados e plataformas são apenas o meio. A mensagem — aquela que atravessa a tela e chega de verdade — ainda depende de algo que nenhum algoritmo fabrica: significado. No fundo sempre será sobre entender quem somos e o que desejamos.

Deny Peres é jornalista e especialista em marketing de luxo, CEO da DP Branding, agência de conteúdo com ênfase em planejamento de marketing, mídias e influenciadoras. @denyperes, @dp_branding.

O DÓLAR EM 2026: ESTABILIDADE OU NOVA

PRESSÃO?

IMPACTO PARA BRASILEIROS QUE VIVEM NOS EUA E

A GUERRA ENTRE ESTADOS UNIDOS E ISRAEL CONTRA O IRÃ

O dólar está no centro das atenções do mercado global. Depois de um ciclo prolongado de juros elevados nos Estados Unidos, tensões geopolíticas ampliadas e uma reorganização das cadeias produtivas internacionais, a moeda americana chega ao novo ano cercada por uma pergunta inevitável: o cenário aponta para estabilidade ou para uma nova rodada de valorização?

A resposta passa, inevitavelmente, pela condução da política monetária do Federal Reserve. Ao longo dos últimos anos, o banco central americano adotou postura firme no combate à inflação, elevando as taxas de juros para conter pressões de preços. Essa política tornou os ativos americanos mais atrativos, fortalecendo o dólar diante de diversas moedas, incluindo o real.

Em 2026, o debate gira em torno do ritmo de eventuais cortes de juros. Caso o Federal Reserve opte por uma redução gradual, o dólar pode perder parte do ímpeto observado anteriormente. No entanto, se a inflação demonstrar resistência ou o crescimento econômico surpreender positivamente, a autoridade monetária pode manter juros elevados por mais tempo, sustentando a moeda em patamar forte.

POR LAINE FURTADO @lainefurtado

Do lado brasileiro, as decisões do Banco Central do Brasil continuam influenciando diretamente a dinâmica cambial. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos é peça-chave no fluxo de capitais. Quando a taxa brasileira oferece prêmio relevante, investidores internacionais direcionam recursos ao país, fortalecendo o real. Em cenário oposto, o capital migra para ativos americanos considerados mais seguros.

Além dos juros, fatores estruturais moldam o comportamento do dólar em 2026. O crescimento da economia americana, a taxa de desemprego, o desempenho do setor de serviços e os investimentos em tecnologia e infraestrutura são variáveis que sustentam a confiança global na moeda. Paralelamente, o avanço da inteligência artificial e da economia digital fortalece empresas americanas listadas em bolsa, atraindo fluxo estrangeiro e consolidando o dólar como referência internacional.

No entanto, há elementos de pressão. O aumento da dívida pública dos Estados Unidos, debates fiscais no Congresso e a reorganização do comércio internacional podem gerar volatilidade. O fortalecimento de blocos econômicos alternativos e o crescimento de acordos bilaterais em moedas locais também

alimentam discussões sobre diversificação cambial no comércio global.

O IMPACTO PARA BRASILEIROS QUE VIVEM NOS EUA

Para os brasileiros residentes nos Estados Unidos, a cotação do dólar não é apenas um indicador financeiro — é parte do cotidiano. A comunidade brasileira, especialmente concentrada na Flórida, Massachusetts, Nova Jersey e Califórnia, mantém laços econômicos constantes com o Brasil.

Quando o dólar permanece forte frente ao real, o envio de remessas torna-se mais vantajoso. Famílias que apoiam parentes no Brasil percebem aumento do poder de compra. Investimentos imobiliários em cidades brasileiras, aquisição de propriedades para renda ou aposentadoria e até despesas com educação se tornam relativamente mais acessíveis.

Por outro lado, a vida nos Estados Unidos continua influenciada pelo custo local. O mercado imobiliário americano ainda convive com taxas de financiamento superiores às médias históricas recentes. Hipotecas, seguros e custos operacionais de pequenos negócios seguem

pressionados. Brasileiros empreendedores, especialmente nos setores de construção, hospitalidade e serviços, enfrentam ambiente competitivo e sensível às variações econômicas.

Outro ponto relevante é o planejamento previdenciário. Muitos brasileiros que vivem nos EUA mantêm patrimônio dividido entre os dois países. Oscilações cambiais afetam diretamente a estratégia de aposentadoria. Um dólar forte pode favorecer investimentos no Brasil, mas também exige atenção à tributação internacional e à gestão de ativos em diferentes moedas.

Para estudantes brasileiros em universidades americanas, o cenário também tem reflexos. Famílias que enviam recursos do Brasil para custear mensalidades enfrentam maior pressão quando o dólar sobe. Já aqueles que trabalham nos Estados Unidos e apoiam familiares no Brasil encontram vantagem cambial.

Empresários que importam produtos brasileiros — como alimentos, bebidas ou itens de moda — precisam monitorar custos de produção e logística. Um dólar valorizado pode baratear a importação, mas oscilações frequentes dificultam planejamento de preços e contratos.

O MERCADO IMOBILIÁRIO E A COMUNIDADE BRASILEIRA

Em cidades como Miami e Orlando, o dólar exerce influência direta no apetite por investimentos imobiliários. Historicamente, momentos de valorização da moeda americana incentivam brasileiros a adquirir imóveis nos Estados Unidos como forma de diversificação patrimonial e proteção contra instabilidade doméstica.

Em 2026, o cenário é mais equilibrado. Embora o câmbio favoreça investidores com renda dolarizada, as taxas de juros hipotecárias mais altas impõem cálculo rigoroso de retorno. Muitos optam por compras à vista ou buscam oportunidades em imóveis para locação de curto e médio prazo.

Corretores relatam que investidores brasileiros estão mais criteriosos, analisando fluxo de caixa, valorização potencial e impacto tributário. A profissionalização das decisões substitui o impulso observado em ciclos anteriores.

ESTABILIDADE OU NOVA PRESSÃO?

Analistas internacionais avaliam que o dólar

pode permanecer relativamente estável no primeiro semestre de 2026, com oscilações pontuais ligadas a dados econômicos. A trajetória dependerá do equilíbrio entre crescimento e inflação nos Estados Unidos.

Caso a economia desacelere de forma controlada e a inflação retorne ao centro da meta, cortes graduais de juros podem suavizar a moeda. Entretanto, qualquer sinal de guerra EUA-Irã, crise energética ou desaceleração acentuada na Ásia tende a impulsionar o dólar como ativo de proteção.

O comportamento das commodities também influencia o real. O Brasil, grande exportador de produtos agrícolas e minerais, se beneficia de ciclos positivos nesses setores. Alta nos preços internacionais pode fortalecer o real, reduzindo pressão cambial.

Ainda assim, a volatilidade faz parte do cenário global contemporâneo. Em um ambiente de transição tecnológica acelerada e rearranjo político internacional, o câmbio permanece sensível a movimentos rápidos de capital.

INVESTIMENTOS MAIS BUSCADOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE

O início de 2026 revela postura estratégica por parte dos investidores brasileiros nos EUA. A diversificação e a proteção cambial são prioridades.

RENDA FIXA AMERICANA

Títulos do Tesouro dos Estados Unidos continuam atraindo perfil conservador. Com rendimento ainda competitivo, oferecem previsibilidade em cenário incerto. Certificados de depósito e bonds corporativos de alta qualidade também figuram entre as escolhas.

REITS E SETOR IMOBILIÁRIO

Fundos imobiliários americanos, conhecidos como REITs, ganham espaço especialmente nos segmentos de logística, data centers e saúde. A digitalização da economia e o envelhecimento populacional sustentam esses nichos.

ETFS GLOBAIS E PROTEÇÃO CAMBIAL

Fundos negociados em bolsa que oferecem exposição internacional permitem diluir risco concentrado no dólar. Investidores com patrimônio distribuído entre Brasil e Estados Unidos utilizam esses instrumentos como hedge natural.

INVESTIMENTOS NO BRASIL

Alguns brasileiros aproveitam momentos de dólar valorizado para enviar recursos ao Brasil e aplicar em renda fixa local ou fundos multimercado. A estratégia depende do diferencial de juros e do perfil de risco.

TECNOLOGIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Empresas ligadas à inovação continuam atraindo capital. O avanço da IA e da automação mantém o setor como vetor de crescimento estrutural da economia americana.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO E VISÃO DE LONGO PRAZO

Especialistas reforçam que prever movimentos de curto prazo no câmbio é tarefa arriscada. A recomendação predominante é estruturar portfólio com base em objetivos de longo prazo, distribuindo ativos entre moedas e geografias distintas.

Para brasileiros que vivem nos EUA, o planejamento deve considerar renda, despesas, obrigações fiscais e metas futuras. A gestão eficiente inclui reserva de emergência, diversificação cambial e acompanhamento profissional quando necessário.

A volatilidade pode gerar oportunidades, mas também riscos significativos para quem atua de forma impulsiva. A disciplina financeira e o

conhecimento sobre o próprio perfil de risco tornam-se diferenciais.

UM CENÁRIO DE TRANSIÇÃO

O dólar em 2026 não vive momento de euforia, mas tampouco de fragilidade evidente. A moeda segue como referência global, sustentada pela força institucional e econômica dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios estruturais decorrentes da multipolaridade econômica.

Para a comunidade brasileira nos Estados Unidos, o impacto é direto e multifacetado. Remessas, investimentos, negócios e planejamento patrimonial estão interligados à dinâmica cambial.

Mais do que tentar antecipar cada oscilação, o foco deve estar na construção de resiliência financeira. A estabilidade ou nova pressão do dólar dependerá de fatores que extrapolam fronteiras. O que permanece sob controle individual é a estratégia.

Em 2026, o cenário cambial reforça uma lição essencial: em um mundo interconectado, planejamento supera previsão. E para brasileiros que transitam entre duas economias, compreender o dólar é compreender o próprio futuro financeiro.

HÁ 30 ANOS, UM SONHO COMEÇAVA COM APENAS 30 LIVROS COMPARTILHADOS.HOJE, O PROGRAMA DE PORTUGUÊS DA MIAMI BEACH SENIOR HIGH É REFERÊNCIA NA FLÓRIDA.UM LEGADO DE VISÃO, CORAGEM E TRANSFORMAÇÃO EDUCACIONAL. PROJETO LIDERADO POR ANETE LOBO

30 ANOS DE HISTÓRIA O PROGRAMA PIONEIRO DE PORTUGUÊS DA

MIAMI BEACH SENIOR HIGH E O CARNAVAL QUE

TRANSFORMOU UMA COMUNIDADE

por laine furtado

@lainefurtado

FUNDADO POR ANETE LOBO, O PROJETO ENFRENTOU RESISTÊNCIA E FALTA DE RECURSOS. PERSISTÊNCIA VIROU RECONHECIMENTO, PRÊMIOS E PROJEÇÃO NACIONAL. TRÊS DÉCADAS DEPOIS, A HISTÓRIA CONTINUA SENDO ESCRITA PELOS ALUNOS.

Em 2026, o programa de Português da Miami Beach Senior High School celebra 30 anos de existência — um marco histórico que o consagra como o programa de Português mais antigo em escolas públicas da Flórida. Mais do que uma disciplina no currículo escolar, trata-se de um movimento educacional, cultural e comunitário que impactou gerações de alunos e fortaleceu a presença da língua portuguesa no sul da Flórida.

À frente dessa trajetória está sua fundadora, a professora Anete Lobo, cuja visão e perseverança transformaram um sonho em referência nacional. Quando iniciou o programa, Anete contava com apenas 30 livros didáticos, que precisavam ser compartilhados entre todos os alunos. Sem recursos institucionais suficientes, recorreu à comunidade para arrecadar fundos e adquirir materiais.

Não foi um começo fácil. Além da escassez de recursos, enfrentou resistência de alguns professores pois havia o receio de que

o novo programa competisse com outras línguas já estabelecidas na escola. Também houve o desafio de recrutar alunos para um curso ainda desconhecido. Mesmo diante das dificuldades, jamais desistiu.

Hoje, o programa é robusto e diversificado. Oferece aulas do Nível 1 ao Nível 4, Português como Língua de Herança, Português como Língua Estrangeira e também cursos de Português dentro do programa International Baccalaureate (IB). As aulas são dinâmicas e envolventes, integrando culinária, teatro,

MAIS DO QUE ENSINAR UMA LÍNGUA, O PROGRAMA CONSTRUIU IDENTIDADE E PERTENCIMENTO. DA SALA DE AULA AO CARNAVAL ESCOLAR, CULTURA E EDUCAÇÃO CAMINHAM JUNTAS. UM IMPACTO QUE ULTRAPASSA GERAÇÕES E FRONTEIRAS.

produção de jornal, artes, passeios culturais e preparação para o mundo do trabalho. O ensino vai além da gramática: promove criatividade, pensamento crítico, aplicação prática da língua e conexão com o mundo real.

Foi também com visão estratégica que Anete criou o Carnaval da escola como ferramenta pedagógica e meio de atrair alunos para o programa. A iniciativa transformou-se em um dos maiores eventos culturais da comunidade escolar, ensinando sobre diversidade, cultura lusófona, produção artística, cooperação e interdisciplinaridade. O impacto foi tão expressivo que o projeto recebeu a Chave da Cidade de Miami Beach e premiações como Melhor Evento Comunitário pelo Focus Brazil Awards.

Recentemente, ao celebrar as três décadas do programa, Anete teve outra ideia inovadora:

registrar essa jornada por meio de um curta-documentário. O diferencial? O documentário será produzido pelos próprios alunos da escola — alguns integrantes do programa de português e outros não — em formato de competição, premiando o melhor curta. A proposta estimula protagonismo juvenil, trabalho em equipe, criatividade e uso autêntico da língua portuguesa em um projeto real e significativo.

O trabalho de Anete Lobo foi amplamente reconhecido ao longo dos anos. Ela foi nomeada duas vezes Professora do Ano em sua escola, conquistando o título em 2007, e recebeu, em 2025, o prêmio de Professora do Ano de Português pela American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, AATSP. Em 2007, fundou a American Organization of Teachers of Portuguese, com o objetivo de apoiar e fortalecer professores de português

nos Estados Unidos, além de incentivar pais e alunos a valorizarem programas da língua.

Para a comunidade brasileira no sul da Flórida, o programa representa identidade, pertencimento e orgulho. Para o cenário educacional americano, simboliza a valorização do ensino do português fora do Brasil e a expansão das oportunidades acadêmicas e culturais.

Trinta anos depois, o que começou com 30 livros compartilhados tornou-se um legado de resiliência, inovação e paixão pela educação. O programa pioneiro da Miami Beach Senior High e seu emblemático Carnaval mostram que quando cultura, língua e criatividade se unem, o impacto ultrapassa os muros da escola — e transforma uma comunidade inteira.

O CARNAVAL DA MIAMI BEACH SENIOR HIGH NASCEU COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA. HOJE, É UM DOS MAIORES EVENTOS CULTURAIS DA ESCOLA, CELEBRANDO A CULTURA LUSÓFONA. EDUCAÇÃO, ARTE E DIVERSIDADE TRANSFORMANDO A COMUNIDADE ALÉM DA SALA DE AULA.

DESTAQUE por Fernanda Noronha

EDINHO – MANGARÁ: UM ÁLBUM QUE FLORESCE DA VIDA REAL

Em Mangará, Edinho revela um dos momentos mais consistentes e sensíveis de sua trajetória artística. Fundador e principal idealizador do Sarau do Adinho, o artista apresenta um trabalho autoral que nasce do cotidiano, da escuta do mundo ao redor e da maturidade de quem transforma experiência em linguagem musical.

O álbum se constrói como um território de afetos, observações e delicadezas, reunindo faixas inéditas que reafirmam uma identidade artística coerente, refinada e profundamente conectada à vida real. Cada canção carrega a marca de um compositor atento às sutilezas do existir, capaz de traduzir em melodia e poesia aquilo que, muitas vezes, passa despercebido na rotina.

Entre os momentos mais emblemáticos do disco está a canção “Dente de Leão”, gravada em parceria com o consagrado Filó Machado. O encontro entre os dois artistas transcende gerações e estéticas, resultando em uma interpretação de grande densidade poética, harmônica e emocional. Embora seja a única faixa que não surge como composição inédita, a nova gravação dialoga plenamente com a atmosfera do álbum e se integra de forma orgânica à sua proposta artística.

Além desse encontro marcante, Mangará apresenta outras faixas que evidenciam a

força autoral de Edinho, como “Acordei” e a faixa-título “Mangará”, que sintetiza o espírito estético e conceitual do projeto. Todas as canções são assinadas por Edinho, algumas em parceria com Patrícia Gonçalves, revelando um processo criativo íntimo, coeso e guiado por vivências pessoais, observações cotidianas e reflexões sensíveis sobre o existir.

Musicalmente, o álbum se insere no universo da MPB contemporânea, assumindo um caráter eclético e elegante. A identidade baiana do artista se manifesta em sutis nuances rítmicas e melódicas que dialogam com o Nordeste, enquanto o repertório também se permite atravessar por atmosferas mais pop e por arranjos que privilegiam harmonias elaboradas, melodias bem desenhadas e uma escuta generosa. Nada soa excessivo: há equilíbrio, apuro estético e uma musicalidade que convida tanto à contemplação quanto à escuta atenta.

Como desdobramento especial do projeto, Edinho também aproveitou o processo criativo para registrar sua primeira canção autoral de temática natalina, em parceria com a Camerata de Jundiaí, sob a regência do maestro Felipe Gadioli, em colaboração com o Instituto Cardim.

A gravação amplia o alcance artístico do trabalho ao unir a canção popular a uma formação orquestral, estabelecendo um

diálogo sensível e simbólico entre universos sonoros distintos.

Gravado no próprio estúdio do artista, Mangará preserva um caráter intimista que se reflete tanto no resultado musical quanto no material audiovisual que acompanha o lançamento. Parte da produção foi viabilizada por meio do edital Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura de Vargem Grande Paulista e do Governo Federal do Brasil. A outra parte foi realizada com recursos próprios, evidenciando o comprometimento e a autonomia artística de Edinho na concretização do projeto.

Mais do que um lançamento fonográfico, Mangará se apresenta como um convite à escuta desacelerada, à reflexão sobre a vida como ela se apresenta e ao encontro com canções que brotam diretamente do chão da experiência humana. Um álbum que floresce com verdade, delicadeza e identidade própria.Para saber mais sobre o artista, acompanhar novidades e conhecer mais detalhes sobre o álbum Mangará, acesse @saraudoedinho (Instagram).

NOTA: As informações apresentadas neste texto foram concedidas a partir do resumo do artista, fornecido por sua assessoria de imprensa, via Patrícia Gonçalves.

CUISINE COMFORT FOOD SOFISTICADA

PRATOS AFETIVOS REVISITADOS COM TÉCNICA CONTEMPORÂNEA

A gastronomia de 2026 confirma um movimento que une memória e inovação: a comfort food sofisticada. Pratos afetivos, ligados à infância e à tradição familiar, retornam aos cardápios, mas com releitura técnica, apresentação refinada e ingredientes premium. Não se trata apenas de nostalgia — é estratégia de mercado.

Em tempos de incertezas econômicas globais, restaurantes apostam na familiaridade como fator emocional de consumo. O cliente busca acolhimento, mas não abre mão de experiência. É aí que entra a técnica contemporânea: métodos de cocção precisos, combinações inusitadas e empratamento minimalista transformam receitas simples em protagonistas da alta gastronomia.

Um exemplo é o clássico mac and cheese, que surge com queijos artesanais maturados e toque de trufas frescas. O estrogonofe ganha

releitura com filé mignon selado à perfeição, molho reduzido com vinho de qualidade e finalização com mostarda Dijon. A feijoada brasileira aparece desconstruída, com carnes selecionadas preparadas separadamente, purê de feijão aveludado e farofa crocante apresentada como elemento textural.

As opções de menu também refletem essa tendência. Entre as entradas, croquetes de carne com aioli de ervas frescas, sopa de tomate assado com burrata cremosa ou pastel de camarão com massa fina e leve. Nos pratos principais, risoto de frango caipira com limão siciliano, nhoque de mandioquinha com ragu de cordeiro ou frango assado lentamente servido com legumes orgânicos caramelizados.

Nas sobremesas, o movimento é igualmente forte. O brigadeiro tradicional evolui para versões com chocolate belga e flor de sal. O

pudim de leite aparece com calda de caramelo artesanal e toque de baunilha de Madagascar. Até o arroz doce ganha sofisticação com especiarias e apresentação elegante.

Em cidades como Miami, onde diversidade cultural molda o paladar, essa tendência encontra terreno fértil. Restaurantes combinam referências latinas, europeias e americanas, criando pratos que conversam com diferentes memórias afetivas. No Brasil, chefs valorizam ingredientes regionais e técnicas internacionais, elevando receitas populares ao patamar gourmet.

A comfort food sofisticada mostra que luxo, hoje, não é excesso — é significado. É transformar o simples em extraordinário sem perder a essência. Em 2026, a cozinha mais desejada é aquela que aquece, emociona e surpreende na mesma medida.

CAROL MOYA
FOTO: SUE CERVELIN @SUECERVELINPHOTOGRAPHY

CAROL MOYA

A BRASILEIRA QUE TRANSFORMOU O LINKEDIN EM PLATAFORMA GLOBAL DE NEGÓCIOS

reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI @aletheamantovani

Reconhecida internacionalmente como a maior especialista em LinkedIn do mundo, Carol Moya, 46 anos, construiu uma trajetória que une estratégia, visão global e comunicação com propósito. Empresária, palestrante e mentora, ela é referência quando o assunto é posicionamento estratégico e geração de negócios por meio da maior rede profissional do planeta.

Formada pela Columbia City High School, nos Estados Unidos, graduada em Administração pela PUC Minas e com MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Carol soma mais de 20 anos de experiência como executiva em grandes empresas. Ao longo da carreira, participou de negociações em mais de 30 países, vivência que moldou a sua expertise em reputação profissional, influência e comunicação em ambientes globais.

Foi justamente essa experiência internacional que despertou o seu interesse pelo LinkedIn. “Percebi que a plataforma era muito mais do que um currículo online. Ela se apresentava como um espaço estratégico de posicionamento, influência e, principalmente, de fechamento de negócios”, afirma. A partir dessa percepção, Carol passou a estudar profundamente as dinâmicas da rede e o comportamento do mercado global, entendendo como os profissionais e as empresas conseguiam acelerar os seus resultados ao se comunicar com clareza e propósito.

A partir dessa imersão nasceu o Método LINK, uma metodologia exclusiva criada pela especialista que já ajudou centenas de profissionais e

empresas a transformarem os seus perfis, a sua visibilidade e os seus resultados no LinkedIn.

O método parte de um princípio simples, mas frequentemente ignorado: autoridade não se constrói falando de si o tempo todo, mas entregando valor real ao público. “Posicionamento não é sobre parecer importante, e sim sobre ser relevante para um público específico”, explica.

Além de atuar diretamente com profissionais, Carol também trabalha com grandes marcas, como a Lacoste, fortalecendo a presença institucional e estratégica das empresas na plataforma. Para ela, o LinkedIn deve ser entendido como um ativo de reputação, e não apenas como um canal de marketing. “A presença da empresa precisa estar alinhada à sua identidade, cultura e objetivos de negócio. E isso passa por uma narrativa clara, comunicação consistente e pelo envolvimento das lideranças e colaboradores como embaixadores da marca”, destaca.

Com forte atuação internacional, Carol observa diferenças significativas no uso do LinkedIn ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, a plataforma é amplamente utilizada como uma ferramenta direta de negócios, com uma cultura sólida de networking profissional. Na Europa, o foco recai sobre credibilidade e comunicação institucional, com um tom mais sóbrio e estratégico. Já no Brasil, embora o crescimento seja expressivo, ainda há uma mistura entre o profissional e o emocional — característica que traz autenticidade, mas exige cuidado para manter a consistência e o posicionamento.

Hoje, Carol Moya soma mais de 25 milhões de visualizações e uma comunidade de 270 mil seguidores nas redes sociais. Para ela, conteúdo e trabalho caminham juntos. “Conteúdo não é algo separado do meu negócio. Ele faz parte do meu posicionamento e da minha missão”, diz. Com disciplina, planejamento e processos bem definidos, ela equilibra a criação de conteúdo com consultorias, mentorias e projetos estratégicos, mantendo proximidade e qualidade no atendimento aos clientes.

Atenta às transformações do mercado digital, Carol acredita que o futuro do LinkedIn será marcado por conteúdos mais humanos e autênticos, pelo crescimento do vídeo e dos formatos educativos curtos, pela construção de autoridade baseada em comunidade, e não apenas em números , além de um posicionamento cada vez mais nichado.

Sua principal recomendação é clara: “Não tente falar com todo mundo. Quem se posiciona com clareza, consistência e propósito torna-se inesquecível no mercado.”

Para a especialista, o LinkedIn seguirá sendo uma das ferramentas mais poderosas para quem deseja construir reputação, gerar negócios reais e criar oportunidades globais, desde que seja usado com intenção estratégica, visão de longo prazo e compromisso com a entrega de valor.

Acompanhe a seguir a entrevista que Carol Moya concedeu à Linha Aberta Magazine.

LINHA ABERTA - Você é reconhecida como a maior especialista em LinkedIn do mundo. Como surgiu o interesse por essa plataforma e o que te motivou a se tornar referência internacional? Fale um pouco da sua trajetória.

CAROL MOYA – O meu interesse pelo LinkedIn nasceu quando vi que a plataforma era muito mais do que um currículo online; era um espaço estratégico de posicionamento, influência e, o melhor, onde eu fechava negócios. Ao longo da minha trajetória, sempre atuei no mundo comercial global, e a construção de reputação profissional sempre foi um ponto muito forte, especialmente em ambientes internacionais. Foi nesse contexto que entendi que profissionais e empresas que sabiam se comunicar com clareza e propósito no LinkedIn conseguiam acelerar resultados de forma impressionante.

Com o tempo, passei a estudar profundamente a plataforma, suas dinâmicas e o comportamento do mercado global. Fechei projetos em mais de 30 países e, a partir disso, comecei a estruturar a minha metodologia própria. Hoje, tenho a honra de impactar milhares de pessoas em diversos países, ajudando profissionais a

se posicionarem com estratégia e alcançarem novos resultados.

LINHA ABERTA - O seu Método LINK já ajudou centenas de profissionais a transformarem os seus resultados. Qual você considera o maior erro que as pessoas cometem ao tentar se posicionar no LinkedIn?

CAROL MOYA - Um dos maiores erros é escrever demais, sempre falo que ninguém que ler a nossa história toda; temos que ser mais objetivos, mostrar o que fazemos e o valor que geramos em poucas linhas. Muitas pessoas falam sobre si mesmas o tempo todo, mas esquecem que autoridade se constrói pela entrega de valor. Posicionamento não é sobre parecer importante, e sim sobre ser relevante para um público específico. Uma das dicas que eu sempre dou é “servir” primeiro, antes de pedir. O Método LINK trabalha justamente essa virada: transformar o profissional em referência no seu mercado.

LINHA ABERTA - Para empresas que ainda não usam o LinkedIn de forma estratégica, qual seria o primeiro passo para fortalecer a presença institucional na plataforma?

CAROL MOYA - O primeiro passo é entender que o LinkedIn não é apenas um canal de marketing, mas um ativo institucional de reputação. A empresa precisa alinhar sua presença na plataforma com sua identidade, cultura e objetivos de negócio. Isso começa por uma página bem estruturada, uma narrativa clara e uma comunicação consistente. Além disso, é fundamental envolver lideranças e colaboradores como embaixadores da marca, porque, no LinkedIn pessoas se conectam com pessoas.

LINHA ABERTA - Com a sua experiência internacional, quais são as diferenças que você observa entre o uso do LinkedIn nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil?

CAROL MOYA - Nos Estados Unidos, o LinkedIn é amplamente utilizado como ferramenta direta de negócios. Existe uma cultura forte de networking profissional e de geração de oportunidades comerciais dentro da plataforma Na Europa, vejo um uso mais institucional e focado em credibilidade, com uma comunicação mais sóbria e estratégica. Já no Brasil, o LinkedIn cresceu muito nos últimos anos, mas ainda existe uma mistura entre o profissional e o emocional. Isso traz autenticidade, mas

CAROL MOYA FOTO: SUE CERVELIN @SUECERVELINPHOTOGRAPHY
CAROL MOYA FOTO: SUE CERVELIN @SUECERVELINPHOTOGRAPHY

também exige cuidado para manter consistência e posicionamento. O grande ponto é: cada mercado tem seu tom cultural, e saber adaptar a comunicação é essencial para crescer globalmente.

LINHA ABERTA - Em um mercado cada vez mais digital, como o LinkedIn pode ser usado para gerar negócios reais, e não apenas conexões virtuais?

CAROL MOYA - O LinkedIn gera negócios quando é usado com intenção estratégica. Conexões, por si só, não significam nada se não houver relacionamento, autoridade e clareza de oferta. Profissionais e empresas precisam entender que a plataforma é um espaço de confiança e construção de reputação. Quando você compartilha conhecimento, demonstra experiência e se torna referência em um tema, o LinkedIn deixa de ser uma rede e passa a ser um verdadeiro canal de oportunidades comerciais.

LINHA ABERTA - Que estratégias você recomenda para profissionais que querem construir autoridade e visibilidade sem

parecer autopromocionais?

CAROL MOYA - Autoridade não se constrói dizendo “eu sou bom”, e sim mostrando na prática. Eu recomendo três pilares: compartilhar aprendizados reais, ensinar o que você sabe de forma estratégica e contar histórias profissionais com propósito. Quando o foco está em servir e contribuir, a visibilidade vem como consequência natural, sem parecer autopromoção.

LINHA ABERTA - Com mais de 25 milhões de visualizações e 270 mil seguidores, como você equilibra a criação de conteúdo com o atendimento a clientes e os projetos de consultoria?

CAROL MOYA – Com disciplina e clareza de prioridade. Eu entendo que conteúdo não é algo separado do meu trabalho. Ele é parte do meu posicionamento e da minha missão. Por isso, construí uma rotina estratégica, com planejamento, temas bem definidos e processos que tornam a criação mais leve e sustentável. Além disso, tenho uma estrutura que me

permite equilibrar consultorias, mentorias e projetos, mantendo sempre a qualidade e a proximidade com os clientes.

LINHA ABERTA - Quais tendências você acredita que irão moldar o futuro do LinkedIn e a forma como os profissionais e as empresas se posicionam online? Deixe algumas dicas primordiais aos nossos leitores.

CAROL MOYA - O LinkedIn está evoluindo rapidamente e algumas tendências são muito claras: conteúdo mais humano e autêntico, menos corporativo e artificial; crescimento do vídeo e de formatos educativos curtos; autoridade baseada em comunidade, e não apenas em números; posicionamento cada vez mais nichado e estratégico. Minha dica principal é: não tente falar com todo mundo. Quem se posiciona com clareza, consistência e propósito se torna inesquecível no mercado. O LinkedIn continuará sendo uma das ferramentas mais poderosas para quem deseja construir reputação, gerar negócios e criar oportunidades globais.

Foto: @suecervelinphotography

Make e Hair: @vanessaterrapro

Entrevista: @aletheamantovani

Edição Geral: @lainefurtado

beauty A MAQUIAGEM DE 2026:

PELE NATURAL,

ESTRATÉGICO E PRODUTOS HÍBRIDOS

BRILHO

A maquiagem de 2026 consolida uma transformação silenciosa no mercado de beleza: menos excesso, mais intenção. A estética dominante é a da pele realçada — não camuflada. Sai o acabamento pesado; entram fórmulas leves, translúcidas e multifuncionais. O foco agora é revelar textura, luminosidade e identidade.

A grande protagonista do ano é a pele natural com brilho estratégico. Não se trata do glow intenso que marcou temporadas anteriores, mas de pontos de luz aplicados com precisão. Maçãs do rosto, canto interno dos olhos e arco do cupido recebem iluminação sutil, criando dimensão sem artificialidade. Nas passarelas de casas como Dior e Prada, a base aparece quase imperceptível, valorizando a pele como ela é.

Consumidores estão mais atentos à saúde cutânea e buscam transparência nas fórmulas. Imperfeições deixam de ser apagadas e passam a ser suavizadas. A maquiagem não esconde; ela equilibra.

É nesse cenário que ganham força os produtos híbridos — a grande aposta comercial de 2026. Bases com ativos dermatológicos, blushes com ácido hialurônico, primers com proteção solar e séruns tonalizantes ilustram a fusão entre maquiagem e skincare. Marcas como Yves Saint Laurent e Makeup by Mario ampliaram portfólios com fórmulas que prometem hidratação prolongada e melhora progressiva da textura da pele.

A chamada “skinificação” da maquiagem redefine o consumo. Vitaminas antioxidantes, niacinamida e peptídeos passam a ser tão relevantes quanto pigmentação e fixação. O produto precisa performar e tratar ao mesmo tempo — uma exigência que une tecnologia e bem-estar.

O acabamento glossy retorna com maturidade. Lábios ganham bálsamos pigmentados e hidratantes no lugar dos batons opacos intensos. Nos desfiles da Chanel, a boca surge com viço natural, enquanto os olhos apostam em

sombras cremosas em tons neutros — pêssego, marrom quente e champagne iluminado.

Em mercados como o brasileiro, a tendência encontra terreno fértil. A cultura da pele luminosa já faz parte do cotidiano, especialmente em climas tropicais. A diferença agora está na tecnologia aplicada às fórmulas e na busca por praticidade.

Sustentabilidade também entra na equação. Embalagens refiláveis, ingredientes rastreáveis e fórmulas veganas influenciam decisões de compra, especialmente entre consumidores mais jovens.

Em síntese, a maquiagem de 2026 é funcional, inteligente e sofisticada. Pele natural, brilho estratégico e produtos híbridos definem uma nova fase do setor — onde estética e cuidado caminham juntos, e a beleza deixa de ser máscara para se tornar extensão do autocuidado contemporâneo.

fashion

CELEBRAÇÃO DOS 170 ANOS DA BURBERRY NA LONDON FASHION WEEK

Ao completar 170 anos de história, a Burberry escolheu celebrar seu legado no lugar onde sua identidade cultural sempre encontrou eco: Londres. Encerrando a London Fashion Week com a coleção Fall/Winter 2026, a maison britânica transformou a passarela em uma narrativa visual sobre herança, cidade e reinvenção — com foco absoluto nas peças que construíram sua reputação global.

Fundada em 1856, a marca construiu sua história a partir da inovação têxtil — como a gabardine impermeável — e consolidou o trench coat como símbolo má-

ximo da elegância funcional britânica. No desfile comemorativo, essa herança não apareceu como nostalgia, mas como matéria-prima para atualização estética.

O DESFILE E AS PEÇAS

O trench foi, sem dúvida, o protagonista da noite. Surgiu em versões alongadas e estruturadas, com ombros marcados e cinturas definidas, reforçando uma silhueta imponente. Em outras propostas, apareceu desconstruído: golas amplificadas, mangas com volume dramático e tecidos mais fluidos criaram movimento

e modernidade. Houve ainda interpretações em couro polido, lã encorpada e versões acetinadas para a noite — transportando o clássico casaco utilitário para um contexto urbano sofisticado. A paleta transitou entre bege areia, preto profundo, verde-musgo e tons de vinho escuro, evocando a Londres pós-chuva que inspirou a coleção.

Além do trench coat e da alfaiataria, a coleção FW26 destacou acessórios que se tornaram símbolos da marca, como bolsas estruturadas, botas de couro com acabamento refinado e lenços

reinterpretados com o Burberry check em novas proporções. Cada detalhe foi pensado para refletir não apenas a funcionalidade urbana, mas também o luxo acessível da marca, conectando tradição e inovação em um mesmo look. O desfile mostrou que a Burberry domina a arte de tornar cada peça uma extensão do estilo de vida londrino, unindo praticidade e sofisticação.

A experiência da passarela também reforçou o caráter cultural da marca. Daniel Lee trouxe referências à arquitetura, ao clima e ao ritmo noturno da capital inglesa, mas sem perder a universalidade das peças. A iluminação, o jogo de sombras e o cenário interativo criaram um ambiente imersivo, no qual cada modelo parecia caminhar pelas ruas de Londres pós-chuva. Esse cuidado com a narrativa demonstra que, para a Burberry, um desfile não é apenas apresentação de roupas, mas storytelling visual e emocional.

Por fim, a coleção funciona como manifesto da marca frente ao mercado global. Ao mesmo tempo em que reafirma seu legado histórico e icônicos símbolos, a Burberry projeta uma visão de futuro que dialoga com sustentabilidade, criatividade e desejo contemporâneo. A passagem da tradição para a modernidade é clara: peças pensadas para durar, para serem usadas em diferentes contextos e, acima de tudo, para traduzir a identidade de uma marca que celebra 170 anos com confiança, estilo e relevância.

Os demais casacos ampliaram a narrativa: modelos oversized em lã pesada, capas estruturadas e os chamados “going-out coats” combinaram funcionalidade com elegância, refletindo a rotina contemporânea de quem transita do trabalho para eventos sociais. A alfaiataria apareceu com cortes precisos e proporções alongadas — blazers cruzados, calças de cintura alta e conjuntos monocromáticos reforçaram uma estética limpa, mas com presença. O icônico Burberry check foi utilizado de maneira estratégica — em forros, padronagens sutis e acessórios — mantendo a identidade sem recorrer ao óbvio.

A cenografia no histórico Old Billingsgate Market completou a narrativa: o chão com efeito de asfalto úmido refletia luz e tecidos, enquanto uma estrutura inspirada na Tower Bridge reforçava a conexão simbólica entre marca e cidade. Mais do que espetáculo, o cenário funcionou como extensão conceitual das peças: impermeáveis, estruturadas, feitas para enfrentar clima e ritmo urbano.

DESAFIOS RECENTES

Mas antes de celebrar seus 170 anos na passarela, a Burberry precisou enfrentar uma série de desafios estratégicos nos últimos anos. A marca passou por mudanças significativas de liderança criativa e executiva, buscando

uma identidade contemporânea capaz de dialogar com novas gerações sem perder sua base tradicional. Essa transição trouxe impacto estético, mas também desafios na consolidação de uma linguagem consistente e comercialmente estável.

A desaceleração do consumo de luxo em mercados-chave como China e Estados Unidos pressionou resultados financeiros. A Burberry precisou equilibrar o desejo aspiracional com performance de vendas, e o foco excessivo em produtos fashion-forward em certos momentos diluiu a centralidade do trench coat e de itens icônicos — pilares históricos da marca.

Diante desse cenário, a estratégia recente tem sido de reconexão com a herança britânica e com seus códigos mais reconhecíveis. Revalorizar o trench, fortalecer acessórios e reafirmar identidade são movimentos que indicam uma tentativa de estabilização e clareza de posicionamento. Aos 170 anos, a Burberry demonstra que seu maior desafio não é apenas inovar, mas fazê-lo preservando coerência, rentabilidade e relevância global em um setor em constante transformação.

LEGADO HISTÓRICO

Para entender a importância dessas decisões e da própria celebração, é preciso olhar para a rica história da marca. Fundada por Thomas Burberry em Basingstoke, a Burberry começou com um propósito funcional: criar roupas resistentes ao clima britânico. Em 1879, a invenção da gabardine revolucionou o vestuário, tornando a empresa referência em inovação têxtil e conquistando exploradores e militares ao redor do mundo.

No início do século XX, surgiu o icônico trench coat, desenvolvido para oficiais britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Com ombros estruturados, dragonas e cinto funcional, a peça ultrapassou o campo militar e se tornou símbolo de elegância atemporal, eternizada pelo cinema e pela cultura pop.

Outro marco é o tradicional Burberry Check, criado nos anos 1920 como forro dos casacos. O padrão xadrez — bege, preto, branco e vermelho — evoluiu de detalhe interno para assinatura global. Entre tradição e reinvenção, a Burberry construiu um legado que combina herança britânica, inovação técnica e posicionamento estratégico no mercado de luxo contemporâneo.

BRASIL EM EVIDÊNCIA: ECONOMIA, CULTURA E INOVAÇÃO QUE CONQUISTAM O MUNDO

O Brasil tem consolidado sua presença no cenário internacional por meio de desempenhos econômicos robustos e avanços em setores estratégicos, como agronegócio, energias renováveis e tecnologia.

Os números mais recentes mostram um país em crescimento, com impacto direto nas cadeias globais de valor e posicionamento competitivo no comércio mundial.

No agronegócio, pilar da economia brasileira, os dados de 2025 refletem um desempenho histórico: o setor registrou um **recorde de US$ 169,2 bilhões em exportações no ano, um crescimento de 3% em relação a 2024 e representando quase 48,5% de todas as vendas externas do Brasil, segundo balanço oficial do Ministério da Agricultura.

O resultado foi impulsionado por volumes maiores nos embarques de soja, carnes e café, além de safra recorde de grãos estimada em 352,2 milhões de toneladas, 17% acima do ciclo anterior.

O agronegócio também tem importância

crescente no setor energético brasileiro.

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que o setor responde por cerca de 29% de toda a energia usada no Brasil e contribui com 60% das fontes renováveis produzidas internamente, destacando seu protagonismo na transição para uma matriz mais sustentável.

Essa liderança do Brasil em energias limpas se reflete em outro ponto de destaque: o país aparece como uma das maiores economias do mundo em participação de renováveis na geração elétrica.

Dados de 2023 mostram que cerca de 89% da eletricidade no Brasil foi produzida por fontes renováveis, a maior participação entre os países do G20, segundo análises setoriais.

O setor de tecnologia também tem ganhado espaço no cenário global, com o Brasil sendo um dos principais polos de inovação na América Latina.

O ecossistema brasileiro já conta com mais de 55 mil startups, incluindo de-

zenas de empresas “unicórnios” (avaliadas em mais de US$ 1 bilhão), e cifras crescentes de investimento em capital de risco.

Além disso, segmentos como energias renováveis, inteligência artificial e bioeconomia atraem capital estrangeiro e fomentam o desenvolvimento sustentável.

Dados de mercado apontam que startups brasileiras voltadas para soluções climáticas, incluindo reflorestamento com créditos de carbono, têm levantado dezenas de milhões em rodadas significativas de investimento internacional.

No contexto global, o Brasil se destaca não apenas por seus números, mas por sua capacidade de articular crescimento econômico com diversificação de mercados e investimento em inovação.

Com recordes de exportação, liderança em renováveis e um vibrante ecossistema tecnológico, o país reforça sua posição como uma potência emergente com impacto cada vez maior nas dinâmicas econômicas e ambientais do século XXI.

ELEIÇÕES DE 2026 NOS EUA: DISPUTA POR GOVERNADORES EM ESTADOS-CHAVE E IMPACTO PARA COMUNIDADES LOCAIS américa

FLÓRIDA, GEÓRGIA, MASSACHUSETTS E NOVA YORK ESCOLHEM SEUS PRÓXIMOS GOVERNADORES. REPUBLICANOS, DEMOCRATAS E INDEPENDENTES DISPUTAM CADEIRAS ESTRATÉGICAS, IMPACTANDO POLÍTICAS LOCAIS E COMUNIDADES BRASILEIRAS.

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026, colocam em foco uma ampla série de disputas estaduais — especialmente pelas cadeiras de governador em estados politicamente relevantes como Flórida, Geórgia, Massachusetts e Nova York. Ao todo, 36 estados realizam eleições para governador neste ciclo, num mapa político que atualmente está quase equilibrado entre democratas e republicanos — com 26 mandatários republicanos e 24 democratas antes da votação.

Na Flórida, o atual governador Ron DeSantis (Republicano) está impedido de buscar reeleição por limite de mandato, abrindo uma corrida competitiva. À medida que se aproxima a primária de agosto de 2026, uma grande gama de candidatos se inscreveu ou anunciou intenção de concorrer. Entre os Republicanos estão figuras como Byron Donalds, membro da Câmara dos Representantes, Shea Cruel, Jim Holcomb e John Joseph Mercadante. Do lado Democrata, nomes como Indony Pierre Jean Baptiste e Donald J. Peterson figuram entre os candidatos oficialmente registrados.

Além dos dois grandes partidos, há candidaturas de Libertários e terceiros partidos — como Scott Jewett (Libertarian) e Brandon L. McIntyre (Constitution Party) — bem como várias

candidaturas independentes e sem filiação partidária, incluindo James Michael Brown, Andrea Lynn Klink, Surindar Singh Bedi e outros, refletindo uma diversidade de plataformas políticas na corrida.

Na Geórgia, outro estado de destaque, a corrida partidária está em plena disputa com o atual governador Brian Kemp (Republicano) impedido de concorrer por limite de mandato. Na primária republicana de 19 de maio de 2026, pelo menos seis candidatos disputam a indicação — entre eles Chris Carr (Procurador Geral), Lt. Gov. Burt Jones, Brad Raffensperger (Secretário de Estado), Rick Jackson (empresário), Clark Dean e Ken Yasger. Pesquisas preliminares mostram Rick Jackson ganhando apoio inicial, embora grande parte dos eleitores permaneça indecisa, indicando um cenário competitivo na base republicana.

Os Democratas na Geórgia também têm diversos candidatos alinhados para tentar desafiar a força republicana estadual, incluindo Keisha Lance Bottoms — ex-prefeita de Atlanta — e Derrick Jackson, representante estadual que já formalizou sua candidatura ao cargo de governador.

Em Massachusetts, o cenário político tende a ser menos disputado, com a governadora Maura

Healey (Democrata) concorrendo à reeleição em um estado que historicamente favorece seu partido. Nas primárias de setembro, Healey enfrenta concorrência interna de Matthew Dewar e Andrea James no Partido Democrata. Do lado republicano, nomes como Mike Kennealy, Michael Minogue e Brian Shortsleeve disputam a indicação para tentar levar a disputa ao pleito geral.

Por fim, em Nova York, a governadora Kathy Hochul (Democrata) anunciou a busca por um segundo mandato, com o Republicano Bruce Blakeman, executivo do condado de Nassau, como principal adversário após receber apoio de líderes nacionais. Além disso, a corrida conta com candidaturas de terceiros partidos — como Larry Sharpe (Libertário) — e possíveis independentes, ampliando o leque de opções no cenário eleitoral.

Estas eleições estaduais têm impacto significativo não apenas na política local, mas também na composição de poder do Partido Republicano e do Partido Democrata em um ano crucial para a política americana. Com governadores influenciando agendas sobre economia, saúde, educação e direitos civis, o resultado nos estados-chave pode moldar debates nacionais e preparar o terreno para as eleições presidenciais de 2028.

flash SOUTH FLORIDA

CAMILLA INNECCO E O PRIMEIRO COCKTAIL DE MODA DA MANGO DO TOWN CENTER MALL

Camilla Innecco, Visual Merchandising Manager da Mango do Town Center de Boca Raton, realizou um coquetel exclusivo que reuniu fashionistas, clientes fiéis e um grupo seleto de convidados apaixonados pelo universo contemporâneo da moda. O encontro teve como objetivo apresentar a coleção cápsula da Mango, disponível nas lojas da marca nos Estados Unidos e na Europa, destacando a combinação de peças essenciais e tendências atuais em uma experiência única de moda.

Durante o evento, Camilla destacou itens que se tornaram assinatura da marca, como a camisa branca, as calças jeans, camisetas básicas e blazers elegantes, peças versáteis que compõem o guarda-roupa contemporâneo. Além disso, foram apresentadas as coleções do momento: Vanilla Breeze, Terracotta Rust, Clean Blue, Bellevilloise, Abstract Red e Tokyo, cada uma com curadoria própria que traduz as tendências globais em peças sofisticadas e acessíveis.

O coquetel ocorreu em um ambiente moderno e dinâmico, cuidadosamente decorado para refletir a identidade visual da Mango, oferecendo aos convidados a oportunidade de experimentar as peças, receber dicas de styling exclusivas e participar de sorteios de prêmios e brindes selecionados. A proposta do evento foi transformar a visita à boutique em um momento de celebração do estilo, unindo moda, experiência e interação.

Com esse encontro, a Mango reforçou sua posição como referência em moda contemporânea, proporcionando não apenas produtos, mas experiências que inspiram os clientes a explorar novas combinações e expressar seu estilo pessoal de maneira autêntica e sofisticada.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NOS EUA: METADE DA POPULAÇÃO ADULTA JÁ USA IA, MAS REGULAMENTAÇÃO DIVIDE OPINIÕES

METADE DOS ADULTOS AMERICANOS JÁ USA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, MAS OPINIÕES SOBRE REGULAMENTAÇÃO DA TECNOLOGIA VARIAM BASTANTE ENTRE OS ESTADOS DOS EUA

O uso de inteligência artificial (IA) entre a população dos Estados Unidos tem registrado um crescimento acelerado nos últimos anos. Segundo uma pesquisa recente conduzida por instituições acadêmicas, cerca de 50% dos adultos americanos afirmam utilizar algum tipo de tecnologia baseada em IA, seja em aplicativos de comunicação, assistentes virtuais, plataformas de recomendação de produtos ou ferramentas de trabalho. Este dado reflete a rápida incorporação da IA no cotidiano e evidencia a transformação digital que se consolidou na vida pessoal e profissional dos americanos.

A pesquisa também revela que, embora o acesso e o uso da IA estejam em expansão, as opiniões sobre a necessidade de regulamentação da tecnologia ainda são bastante divergentes. Enquanto alguns defendem normas rígidas para proteger dados pessoais, impedir vieses e garantir transparência nos algoritmos, outros acreditam que regulações excessivas podem frear a inovação e a competitividade das empresas de tecnologia. Esta variação de percepção é ainda mais marcada quando analisada por estado, mostrando diferenças

regionais significativas no entendimento e na aceitação da IA.

Especialistas em tecnologia e economia destacam que a IA já influencia decisões em múltiplos setores da sociedade americana. No varejo e e-commerce, algoritmos de recomendação aprimoram a experiência de compra personalizada. No setor financeiro, sistemas de IA são usados para análise de crédito e detecção de fraudes. Na saúde, aplicativos baseados em IA ajudam na triagem de pacientes, no monitoramento remoto e até na previsão de surtos epidemiológicos. Essa ampla adoção explica o crescimento do uso, mas também intensifica o debate sobre responsabilidade, ética e segurança.

A discrepância na percepção sobre regulamentação reflete ainda um cenário político e cultural fragmentado. Estados com maior presença de centros tecnológicos, como Califórnia e Nova York, tendem a adotar posturas mais flexíveis e voltadas à inovação, enquanto regiões com menor penetração tecnológica, muitas vezes, apoiam normas mais restritivas para proteger dados e privacidade. Analistas

alertam que a falta de uniformidade nas políticas estaduais pode criar desafios para empresas que operam em múltiplas regiões e para a implementação de práticas éticas e seguras de IA.

Para especialistas, 2026 será um ano decisivo para a tecnologia nos EUA. O crescimento do uso de IA pela população evidencia não apenas o potencial transformador da tecnologia, mas também a urgência de debates sobre regulamentação e governança. A construção de normas equilibradas, que conciliem inovação, proteção ao consumidor e ética, será fundamental para definir o papel da IA no futuro próximo e consolidar os Estados Unidos como referência global em tecnologia.

A pesquisa evidencia que a inteligência artificial não é mais apenas uma tendência, mas uma ferramenta cotidiana que já molda hábitos, decisões e mercados. Ao mesmo tempo, mostra que a sociedade americana precisa dialogar sobre limites, regras e responsabilidades para que a tecnologia seja aproveitada de maneira segura e benéfica para todos.

interior design

O RETORNO DO CLÁSSICO MODERNO A ELEGÂNCIA ATEMPORAL DO DESIGN CONTEMPORÂNEO

A decoração contemporânea vive um momento de redescoberta da essência. Depois de ciclos marcados por excessos visuais e pela velocidade das tendências, o olhar atual se volta para o que é duradouro, consistente e silenciosamente sofisticado. O chamado retorno do clássico moderno não é um movimento nostálgico, mas uma evolução estética que valoriza a permanência da beleza, da funcionalidade e da inteligência do design.

O conceito de modernidade clássica nasce da ideia de que o bom design não precisa competir com o tempo. Pelo contrário, ele deve atravessá-lo com naturalidade. Linhas limpas, proporções harmoniosas e materiais de qualidade deixam de ser apenas escolhas estilísticas e passam a representar uma filosofia de vida. A casa contemporânea, nesse contexto, transforma-se em um espaço de equilíbrio entre emoção e racionalidade.

A influência da Bauhaus permanece como um dos pilares desse pensamento estético. A

escola alemã, fundada no início do século XX, revolucionou a forma de compreender o design ao defender a união entre arte, arquitetura e funcionalidade. Sua herança pode ser observada nos interiores atuais que priorizam a simplicidade formal e a honestidade dos materiais, demonstrando que o verdadeiro luxo está muitas vezes na ausência do supérfluo.

O retorno ao clássico moderno também está ligado à busca por sustentabilidade emocional e material. Em um mundo marcado pelo consumo acelerado, cresce o desejo de investir em peças que tenham longevidade estética e qualidade construtiva. O mobiliário deixa de ser descartável e passa a ser percebido como patrimônio pessoal, capaz de acompanhar diferentes fases da vida e até diferentes gerações de uma mesma família.

A paleta de cores exerce papel fundamental nesse movimento. Tons neutros, como areia, off-white, cinza suave e variações de bege, criam ambientes que transmitem calma e continuidade

debora lousa @deboralousa

visual. Essas cores funcionam como base para a construção de espaços que podem ser transformados ao longo do tempo apenas com a troca de objetos decorativos, obras de arte ou tecidos.

O contraste controlado é outro elemento essencial do clássico moderno. Madeira natural dialoga com mármore, metal escovado convive com tecidos orgânicos e superfícies lisas encontram texturas sutis. O objetivo não é criar impacto visual agressivo, mas sim uma composição que desperte interesse pela delicadeza dos detalhes.

A iluminação merece atenção especial dentro dessa estética. Luz natural é considerada um dos maiores luxos da arquitetura contemporânea. Grandes janelas, cortinas leves e integração entre áreas internas e externas ajudam a criar a sensação de continuidade entre a casa e o ambiente ao redor. À noite, luminárias de design escultural substituem fontes de luz excessivamente ornamentadas, reforçando a ideia de elegância discreta.

O mobiliário segue a mesma lógica de contenção sofisticada. Sofás de formas puras, cadeiras com estrutura bem definida e mesas de desenho arquitetônico transformam o espaço sem competir com ele. A beleza reside na proporção e na escolha cuidadosa de cada peça, como se o ambiente fosse composto com a precisão de uma linguagem visual refinada.

A arte contemporânea também ocupa um lugar central nesse universo decorativo. Obras minimalistas, fotografias de grande formato e esculturas de linguagem moderna funcionam como pontos de personalidade dentro de ambientes neutros. A arte deixa de ser um elemento meramente ornamental e passa a dialogar com a arquitetura interior, criando narrativa e identidade.

O clássico moderno não significa rejeitar a tecnologia ou o conforto do século XXI. Pelo contrário, a tendência incorpora sistemas inteligentes de iluminação, automação residencial e soluções sustentáveis de climatização, desde

que esses elementos sejam integrados de forma invisível ao projeto estético.

Outro aspecto marcante desse retorno é a valorização da experiência sensorial dentro da casa. O toque da madeira natural, o peso visual do mármore polido, o som absorvido por tecidos de alta qualidade e até o aroma ambiental tornam-se parte da construção do bem-estar doméstico.

A casa deixa de ser apenas um espaço físico e passa a funcionar como extensão emocional de quem a habita.

Na prática, o clássico moderno se afasta da ostentação e se aproxima da inteligência estética. Não se trata de demonstrar riqueza através do excesso, mas de expressar refinamento através da coerência do conjunto. É um luxo que não grita — sussurra.

Esse movimento também reflete uma mudança cultural mais ampla. A geração atual busca ambientes que transmitam estabilidade em

um mundo de transformações rápidas. A casa torna-se um refúgio visual e psicológico, um lugar onde a complexidade do cotidiano pode ser substituída pela serenidade da forma bem construída.

O grande mérito do retorno ao clássico moderno está justamente em sua capacidade de permanecer relevante. Diferente das tendências passageiras, essa linguagem estética possui uma qualidade quase arquitetônica: ela se adapta ao tempo sem perder sua identidade.

No fim, o clássico moderno não é sobre passado ou futuro. É sobre equilíbrio. É sobre entender que a verdadeira elegância nasce da consciência de que a beleza mais poderosa é aquela que resiste silenciosamente ao movimento das modas.

Porque, na essência do design contemporâneo, o que permanece é aquilo que foi pensado para durar — no material, na forma e, sobretudo, na emoção que o espaço é capaz de despertar.

turismo

FLORIDA CELEBRA 181 ANOS UM ROTEIRO TURÍSTICO PELO ESTADO QUE SE TORNOU SÍMBOLO DE SOL, DIVERSIDADE E OPORTUNIDADES

laine furtado @lainefurtado fashionreporter

No dia 3 de março, a Florida celebrou 181 anos desde sua admissão como o 27º estado dos Estados Unidos, em 1845. A data marca não apenas um momento histórico, mas também a consolidação de um território que, ao longo de quase dois séculos, transformou-se em um dos destinos turísticos mais procurados do mundo.

Conhecida internacionalmente como o Sunshine State, a Flórida reúne praias de águas cristalinas, parques temáticos de alcance global, centros urbanos vibrantes e uma forte identidade multicultural. Celebrar seus 181 anos é também percorrer um roteiro que mistura história, entretenimento, natureza e sofisticação.

Das raízes históricas ao presente cosmopolita Antes de se tornar estado americano, o

território da Flórida passou por períodos de colonização espanhola e disputas estratégicas que ajudaram a moldar sua identidade cultural. Essa herança ainda pode ser percebida na arquitetura, na gastronomia e nas tradições que convivem com o estilo de vida moderno.

Hoje, a Flórida é um mosaico cultural que reflete influências latino-americanas, caribenhas e europeias. Essa diversidade é parte fundamental do seu apelo turístico e um dos fatores que impulsionam o crescimento constante do estado.

MIAMI: PORTA DE ENTRADA INTERNACIONAL

Miami é, sem dúvida, um dos maiores cartões-postais da Flórida. Com suas praias icônicas como South Beach, arquitetura

Art Déco e cena gastronômica premiada, a cidade consolidou-se como capital cultural e financeira da América Latina nos Estados Unidos.

Além do turismo de lazer, Miami também se tornou polo de arte contemporânea, eventos internacionais e negócios globais. A cidade representa o dinamismo que caracteriza o estado: jovem, multicultural e em constante transformação.

ORLANDO: O IMPÉRIO DO ENTRETENIMENTO

Se Miami é sinônimo de sofisticação tropical, Orlando é a capital mundial da diversão. A cidade abriga alguns dos parques temáticos mais famosos do planeta, atraindo milhões de visitantes todos os anos.

O complexo do Walt Disney World transformou Orlando em referência global de turismo familiar. A experiência vai além dos parques: hotéis temáticos, centros de convenções e outlets gigantescos reforçam a vocação turística da região.

FORT

LAUDERDALE E O CHARME COSTEIRO

Conhecida como a “Veneza da América”, Fort Lauderdale combina canais navegáveis, marinas sofisticadas e praias tranquilas. A cidade tornou-se um destino cada vez mais procurado por quem busca uma alternativa elegante e relaxante ao ritmo acelerado de Miami.

Com forte presença náutica e eventos internacionais de iatismo, Fort Lauderdale também se destaca no segmento de turismo de luxo.

TAMPA: TRADIÇÃO, CRESCIMENTO E

INOVAÇÃO NA COSTA OESTE

Localizada na costa oeste da Flórida, às margens da Baía de Tampa, a cidade de Tampa consolidou-se como um dos principais polos econômicos e culturais do estado. Historicamente ligada à indústria do charuto e à imigração cubana e espanhola, especialmente no bairro de Ybor City, a cidade preserva traços marcantes dessa herança multicultural. Hoje, Tampa combina tradição e modernidade, com um skyline em expansão, crescimento populacional consistente e investimentos robustos nos setores financeiro, tecnológico e de saúde.

Além da força econômica, Tampa também se destaca pela qualidade de vida e pelo calendário esportivo e cultural vibrante. Sede de equipes profissionais e grandes eventos, a cidade atrai tanto turistas quanto novos moradores em busca de oportunidades e clima favorável durante todo o ano. A revitalização

do Tampa Riverwalk e o desenvolvimento de áreas como Water Street reforçam a estratégia urbana voltada para inovação, sustentabilidade e integração entre lazer, negócios e moradia — posicionando Tampa como um dos mercados mais promissores da Flórida na última década.

MARCO ISLAND: REFÚGIO PARADISÍACO NO GOLFO DO MÉXICO

Localizada na costa sudoeste da Flórida, Marco Island é conhecida por suas praias de areia branca, águas calmas e paisagens naturais preservadas. O destino combina luxo e tranquilidade, atraindo turistas que buscam resorts exclusivos, esportes náuticos e contato direto com a natureza, incluindo trilhas ecológicas e observação da vida marinha.

Além do turismo de praia, Marco Island oferece uma experiência sofisticada com

fort lauderdale

restaurantes à beira-mar, marinas modernas e atividades de lazer para todas as idades. A ilha é perfeita para quem procura relaxamento, esportes ao ar livre e uma conexão única com a cultura costeira da Flórida, mantendo-se um dos refúgios mais desejados do estado.

NATUREZA EXUBERANTE E DIVERSIDADE AMBIENTAL

A Flórida vai muito além das grandes cidades. O estado abriga ecossistemas únicos, como os Everglades, áreas de preservação que atraem visitantes interessados em ecoturismo e experiências ao ar livre.

As Florida Keys, arquipélago que se estende ao sul do estado, oferecem cenários paradisíacos e são destino tradicional para mergulho e esportes náuticos.

CRESCIMENTO E INFRAESTRUTURA

Ao completar 181 anos, a Flórida se consolida como um dos estados que mais crescem nos Estados Unidos. O aumento populacional, impulsionado por migração interna e internacional, reflete a combinação de clima favorável, oportunidades econômicas e qualidade de vida.

O setor turístico continua sendo um dos pilares da economia, mas áreas como tecnologia, mercado imobiliário, saúde e comércio internacional ampliaram a base econômica do estado. Portos estratégicos e aeroportos internacionais fortalecem sua posição como hub global.

UMA CELEBRAÇÃO QUE

Mais do que uma data comemorativa, o aniversário de 181 anos da Flórida é uma oportunidade para refletir sobre sua trajetória e projetar o futuro. O estado soube transfor-

mar sua localização geográfica privilegiada em vantagem competitiva, conectando os Estados Unidos à América Latina e ao Caribe.

Com clima ensolarado durante grande parte do ano, infraestrutura turística consolidada e uma identidade multicultural vibrante, a Flórida mantém-se como destino de férias, residência e investimentos.

Para visitantes e moradores, celebrar os 181 anos da Flórida é reconhecer a força de um estado que alia história e modernidade, tradição e inovação. Um território que começou como ponto estratégico no mapa e hoje se apresenta como um dos grandes protagonistas do turismo e da economia americana.

Aos 181 anos, a Flórida continua sendo sinônimo de sol, diversidade e oportunidades — um destino que se reinventa sem perder sua essência.

tampa

SUPLEMENTAÇÃO INTELIGENTE

VITAMINA D, CREATINA E LONGEVIDADE

EM 2026, VITAMINA D E CREATINA GANHAM ESPAÇO COMO ALIADAS DA LONGEVIDADE E DA MEDICINA PREVENTIVA — SEMPRE COM ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL E FOCO NA PERSONALIZAÇÃO

A busca por longevidade ativa transformou a suplementação em um dos pilares da medicina preventiva em 2026. Mais do que estética ou desempenho esportivo, o foco agora está em preservar saúde metabólica, muscular e cognitiva ao longo dos anos. Nesse contexto, vitamina D e creatina deixaram de ser nichadas para se tornarem protagonistas de protocolos clínicos cada vez mais personalizados.

A chamada “suplementação inteligente” parte de um princípio básico: individualização. Antes de incluir qualquer substância na rotina, médicos recomendam exames laboratoriais e avaliação do histórico de saúde. O objetivo é corrigir deficiências reais e otimizar funções fisiológicas com base em evidência científica.

VITAMINA D ALÉM DOS OSSOS

Historicamente associada à saúde óssea, a vitamina D ganhou destaque por seu papel na imunidade, na regulação hormonal e na saúde cardiovascular. Níveis adequados do nutriente estão

relacionados à redução de inflamações e ao fortalecimento do sistema imune — fatores importantes para prevenção de doenças crônicas.

Mesmo em países ensolarados, a deficiência é comum devido ao estilo de vida urbano e ao tempo reduzido de exposição solar.

Especialistas alertam, porém, que a suplementação deve ser orientada por exames. Doses excessivas podem causar desequilíbrios metabólicos. Quando indicada corretamente, a vitamina D integra estratégias de prevenção de osteoporose, quedas em idosos e suporte à saúde mental.

CREATINA E ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

Tradicionalmente ligada ao ganho de massa muscular, a creatina passou a ser estudada sob a ótica do envelhecimento. A manutenção da massa magra é considerada fundamental para autonomia e qualidade de vida. A perda muscular progressiva — conhecida como sarcopenia — é um dos principais

fatores de fragilidade na terceira idade.

Pesquisas indicam que a creatina, associada a exercícios de resistência, pode contribuir para preservar força e desempenho físico. Além disso, investigações recentes analisam seu impacto na função cognitiva, já que a substância participa do metabolismo energético das células.

PERSONALIZAÇÃO E TECNOLOGIA

O mercado global de suplementos cresce impulsionado por essa nova mentalidade. No entanto, profissionais reforçam que o consumo indiscriminado pode trazer riscos. Interações medicamentosas e excesso de micronutrientes exigem atenção.

Em 2026, vitamina D e creatina simbolizam uma mudança cultural: a saúde passa a ser construída de forma proativa. A suplementação inteligente, baseada em orientação médica e evidência científica, consolida-se como ferramenta estratégica para quem deseja viver mais — e melhor.

DESTAQUE

Em meio às incertezas que atravessam a vida, este artigo nos convida a uma pausa consciente. “Reflexão sobre Desafios” propõe um caminho de reconexão interior, equilíbrio emocional e ressignificação das experiências, transformando medo em coragem e dor em aprendizado. Uma leitura sensível e inspiradora sobre enfrentar adversidades com presença, honestidade e esperança.

Os desafios inerentes à própria vida muitas vezes nos surpreendem: aquilo que nos parecia seguro e estável mostra-se vulnerável, ameaçador, perigoso; o inesperado paralisa, a confusão de ideias e crenças avança sem piedade em nossa direção, afastando a clareza, nos deixando escorregar numa montanha russa emocional. O corpo também se ressente, e nos distanciamos da conexão com a voz da alma.

Quando nosso diálogo interior é interrompido, medos e inseguranças mobilizam velhos gatilhos, e a vitimização impede respostas e soluções mais adequadas aos nossos dilemas. Mas, vamos combinar que precisamos nos acalmar, refletir, tomar decisões. O primeiro passo é equilibrarmos os aspectos emocional e energético, aplacando a ansiedade, abrindo caminho para um bom diálogo interior. Portanto, sem ideias perfeccionistas neste momento, o negócio é encontrar um canto onde se possa apoiar os pés no chão, encostar a coluna, sentada ou deitada, como for possível.

A respiração, em busca de harmonia, é o início. Vamos nos acalmando inalando e exalando lentamente, entendendo como estamos nos sentindo, colocando as ideias e sentimentos em alguma ordem mais coerente. Sentimos nosso coração, suas batidas, colocando uma das mãos sobre essa força maravilhosa de vida, e a outra mão um pouco mais abaixo.

Vamos nos permitindo imaginar raízes fortes saindo de nossos pés em direção à terra, intencionando receber nutrição através do aterramento. Prosseguimos respirando, lentamente, tranquilamente, e criamos agora uma ponte saindo do topo da cabeça intencionando conexão com a fonte, aquela de nossa compreensão. Sabendo que a nossa energia está onde está a nossa consciência, vamos nos concentrando em cada parte de nosso corpo, dos pés até a cabeça, desacelerando, respirando e sentindo, passeando por ele.

E assim, usando a pausa da ansiedade, começarmos a pensar, a nos questionar, sobre a mudança, que tudo indica, agora será necessária em algum nível. Se já desaceleramos, respiramos mais fundo, e sabemos como estamos nos sentindo, papel e caneta à mão. É hora de perguntarmos àquela parte que nos intui e só ouvimos quando silenciamos a mente sobre intuições para iniciarmos um processo: o que está realmente acontecendo, com quem podemos contar, precisamos de ajuda, por onde começamos?

São muitas perguntas e a organização e a calma são fundamentais, muito mais do que escavarmos motivos nesse momento, porque estacarmos no mundo das ideias é bloquear as ações necessárias. Mais adiante haverá tempo para investigações sobre causas.

Como nos fortalecemos? Para o medo, informações atualizadas e confiáveis, grupos de apoio, terapias, aconselhamentos, amigos próximos. Tempo de soltar a nossa voz que andou adormecida, nos comunicarmos, estarmos

presentes em consciência, com determinação, acreditando na possibilidade de aprendermos novas maneiras de nos posicionarmos na vida e superarmos as adversidades. Com esperança, cuidarmos das influências que nos abatem, pois a hora é de coragem e proatividade. Desafios, com toda a sua dureza, são mestres pelo lado avesso que nos ensinam sobre nossa força interior e resiliência. É hora do enfrentamento que a alma feminina conhece bem, e que sabe exatamente quando dizer “Basta!”.

É seguindo em frente que mais adiante poderemos compreender por onde estivemos, as crenças que nos dirigiram, as portas que abrimos e onde nos equivocamos; ou compreender que algumas de nossas aventuras e romances por essa vida foram as soluções mais criativas que pudemos manifestar naqueles contextos.

Sem culpas paralisantes, é possível dar sequência a ressignificações. Gosto de pensar que ressignificar é como olharmos para uma estante de livros com suas infinitas possibilidades de organização, ou olharmos para uma paisagem de vários ângulos. As visões e interpretações mudam, e se nem sempre é algo prazeroso, trata-se de um processo libertador, onde dores e traumas recebem novos sentidos, mais perdões, gerando mais fôlego, mais força, transformando velhas crenças sobre impotências.

Nesse caminho, feito de absoluta honestidade, internamente, pouco a pouco vamos criando novas alternativas, para mais tarde podermos compartilhar a sabedoria adquirida: ensinarmos sobre o verdadeiro pertencimento, o perdão a si mesmo, e aos outros dentro das possibilidades, o desapego ao que não mais nos serve, a aceitação de falhas aprendendo com elas.

Conhecendo nosso novo ritmo e estilo desejado de vida, nos reconciliamos com a própria história, e sim, aí temos condições de ajudarmos a quem vem vindo e necessita dessa força para prosseguir. Honrar as próprias experiências com gratidão é uma linda forma de ressignificação, pela transformação da dor em aprendizado a serviço da vida. Para que a vida volte à vida, é preciso habitar a própria alma. Cito Viktor Frankl, “não é o que você espera da vida, mas o que a vida espera de você”.

Sobre a Dra. Rutty Steinberg

Rutty é carioca de nascimento, tem 73 anos e é psicóloga e escritora. Atualmente, vive em Israel, em um kibutz cercado pela natureza. Há cerca de cinquenta anos, decidiu seguir o caminho da ajuda ao próximo e formou-se em Psicologia, escolhendo a área clínica como sua vocação..

PROJETO SUPERAR E SER FELIZ

O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora

Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.

O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo Website: www.superareserfeliz.com

Parcerias:

Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta

Rosali de Castro Aguiar - Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica

Flavia Duarte - Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida

Wanessa Surdine – Personal da Mente

Solange Gomes - Psicóloga

Josie Oliveira - Terapeuta, Psicóloga, Criadora do Método VEM (Você Emocionalmente Madura)

Anete P. Lobo

Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com

DRA. RUTTY STEINBERG

The ontemporary jewelry universe often finds its most powerful expression when design becomes a language of emotion and artistic intention. The collections Babado, Chuva, Bruma, and Corpo e Alma from Anna Prata International reflect this philosophy through a refined dialogue between movement, structure, and symbolism. During New York Fashion Week, fashion editor Laine Furtado, editor of Linha Aberta magazine and the Fashion Travel Reporter blog, presented selected pieces from these collections, demonstrating how jewelry can transcend ornamentation and become a central part of global fashion storytelling.

LAINE FURTADO TAKES ANNA PRATA TO NEW YORK FASHION WEEK

BABADO COLLECTION

The Babado Collection introduces an expressive and dynamic visual language inspired by couture ruffles and the movement of fabric. The Portuguese word “babado,” which refers to frilled or flounced details, is translated into jewelry through sculptural forms that evoke rhythm, volume, and motion.

One of the defining elements of this collection is its earrings, which transform the idea of fabric folds into metallic structures. Their layered and curved shapes create the sensation of movement, reflecting light from multiple angles and giving

the pieces a striking yet elegant presence.

Although sculptural in character, the Babado earrings maintain wearable proportions. Their flowing lines frame the face in a sophisticated way, making them ideal statement accessories that complement both contemporary tailoring and more fluid silhouettes.

CHUVA COLLECTION — ANNA PRATA + LEO ROMANO

The Chuva Collection, created in collaboration with architect and designer Leo Romano, explores the poetic relationship between jewelry,

CORPO & ALMA
BABADO

architecture, and natural movement. Inspired by the rhythm and delicacy of falling rain, the collection translates droplets and organic structures into sculptural jewelry forms.

The necklaces in the Chuva collection stand out for their architectural elegance. Delicate metallic lines rise and curve like suspended raindrops, creating compositions that balance structure and fluidity. The designs explore negative space and subtle movement, giving the pieces a sense of lightness and contemporary sophistication.

These necklaces function almost like wearable sculptures, resting gracefully along the neckline while capturing the rhythm of rainfall in polished metal. The pieces embody a balance between Brazilian creative identity and modern design language.

CORPO E ALMA COLLECTION

The Corpo e Alma Collection explores a more symbolic dimension of jewelry design. Translating as “Body and Soul,” the collection reflects the harmony between physical form and emotional expression.

The necklaces in this collection embody that philosophy through organic shapes that appear to flow naturally along the body. Their sculptural curves suggest continuity and connection, creating pieces that feel both intimate and visually striking.

Rather than focusing solely on decorative impact, these designs emphasize meaning and presence. The necklaces become expressive elements that balance structure and fluidity, reflecting the duality suggested by the collection’s name.

Together, the Babado, Chuva, Bruma, and Corpo e Alma collections represent a contemporary vision of luxury jewelry where conceptual depth meets wearable art. The pieces are not simply accessories but elements of identity and storytelling. Through organic geometry, reflective surfaces, and poetic symbolism, the collections illustrate a modern understanding of elegance.

In a global fashion environment that increasingly values authenticity and meaning, these creations demonstrate that true luxury lies in emotional resonance and artistic intention. By presenting these pieces during New York Fashion Week, Laine Furtado highlighted the international relevance of Brazilian contemporary jewelry design and its capacity to dialogue with high fashion on the world stage. More about the brand at @annapratainternational.

CHUVA & LEO ROMANO
BRUMMA
ANNA PRATA AND LAINE FURTADO WEARINTG THE BRUMMA COLLECTION

ponto de vista

A POESIA POR TRÁS DOS EVENTOS QUE NOS TOCAM A IMPORTÂNCIA DA CURADORIA

Há algo quase místico no instante em que um evento começa. As luzes ainda não se acenderam por completo, mas já existe um clima no ar uma vibração que antecede o encontro, um sussurro de expectativa que se espalha como perfume. Nada disso é acidente. É curadoria.

Por trás de cada experiência que nos atravessa dos grandes congressos que movimentam cidades às delicadas reuniões boutique feitas para poucas dezenas de pessoas existe uma arquitetura invisível. Uma coreografia silenciosa que organiza intenções, emoções, sons, cores, tempos. Curadoria é a alma que antecede qualquer palco.

Enquanto muitos imaginam que eventos são feitos de roteiros e cronogramas, a verdade é que os melhores nascem muito antes do primeiro teste de microfone. Eles começam na pergunta que define tudo: qual é o sentimento que queremos gerar?

É a partir dessa pergunta que os eventos ganham textura.

. Que um simples café se torna ritual.

. Que uma palestra se transforma em atmosfera.

. Que um encontro se desdobra em memória.

Curadoria é escolha mas é, principalmente, renúncia. É decidir o que não cabe, o que não combina, o que não conversa com a intenção. É olhar para um salão vazio e enxergar nele a experiência antes de qualquer item ser colocado. É compreender o ritmo de quem chega, a respiração de quem escuta, o silêncio necessário entre uma fala e outra.

. Nos eventos grandiosos, ela é o fio que costura a grande narrativa.

. Nos eventos médios, é a precisão que impede o excesso.

. Nos eventos boutique, é a delicadeza que torna o íntimo inesquecível.

. E nas experiências sensoriais, é a assinatura que mistura arte, presença e propósito.

A curadoria desenha o invisível. E é justamente o invisível que faz um evento permanecer. Hoje, em um mundo saturado por agendas intermináveis e encontros que se repetem, eventos memoráveis deixaram de ser aqueles com a maior estrutura, a iluminação mais cara ou o palco mais imponente. O que permanece não é o grandioso é o essencial. É aquilo que foi pensado com intenção, costurado com elegância e entregue com sensibilidade.

A curadoria encontra beleza no detalhe.

. Na música que abre um dia,

. No aroma que recebe o convidado,

. No intervalo que permite respirar,

. Na pausa que gera reflexão,

. Na paleta de cores que acolhe,

. Na ordem das falas que cria uma narrativa emocional.

Ela não busca impacto. Ela busca permanência.

Em tempos em que vivemos correndo, entre telas, prazos e ruídos, a curadoria devolve algo precioso: o lugar do sentir. Ela não organiza apenas eventos; organiza estados de presença. É a arte de desacelerar o olhar e convidar o público a viver algo verdadeiro, mesmo que por poucas horas.

E é por isso que a curadoria está em tudo o que nos inspira nos grandes festivais internacionais, nos jantares intimistas sob luz âmbar, nos congressos que moldam ideias e até nos encontros discretos que mudam vidas sem alarde. Ela é a cena antes da cena. A base antes do impacto. O silêncio antes do aplauso.

No fim, o que lembraremos não será a estrutura, e sim o sentimento.

E o sentimento esse luxo raro e imensurável é sempre obra da curadoria.

jorndana luchetti @jordanaluchetti

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