LEVA A PREMIÈR DE “DEIXE-ME VIVER” AO MARCHÉ DU FILM, EM CANNES
MAIO: MUITO ALÉM DAS MÃES
Maio chega com flores, campanhas e homenagens — mas, acima de tudo, com uma oportunidade de reflexão. Tradicionalmente reconhecido como o mês das mães, o período convida a sociedade a olhar além das celebrações e a compreender a amplitude do que significa ser mulher em todas as suas dimensões. Maternidade, aqui, não deve ser limite, mas uma das múltiplas expressões de uma identidade que é plural, dinâmica e em constante transformação. Ao longo da história, a figura materna foi muitas vezes romantizada, associada exclusivamente ao cuidado, à renúncia e à doação. Embora essas características façam parte da experiência de muitas mulheres, reduzi-las a esse papel é ignorar trajetórias diversas — de liderança, criação, reinvenção e independência. Maio, portanto, se amplia como um convite a reconhecer mulheres em sua totalidade: mães, sim, mas também profissionais, empreendedoras, artistas, cientistas, líderes e protagonistas de suas próprias narrativas.
Em um cenário contemporâneo marcado por avanços e desafios, é impossível dissociar essa discussão das questões estruturais que ainda impactam a vida feminina. A desigualdade salarial, a sobrecarga emocional, a dupla jornada e a busca por reconhecimento seguem como pautas urgentes. Celebrar as mães, nesse contexto, deve ir além de gestos simbólicos — é também reconhecer as condições reais em que essas mulheres vivem e lutar por mudanças concretas. Ao mesmo tempo, há uma transformação silenciosa em curso. Cada vez mais, mulheres redefinem o que significa ser mãe — ou escolhem não ser. Rompem padrões, questionam expectativas e constroem novos modelos de família e de realização pessoal. Essa liberdade de escolha é, talvez, um dos maiores avanços do nosso tempo, ainda que não seja igualmente acessível a todas.
Maio também é um lembrete de que o cuidado, historicamente atribuído às mulheres, precisa ser compartilhado. A responsabilidade de criar, educar e sustentar não pode mais ser vista como uma missão solitária. É um compromisso coletivo, que envolve famílias, comunidades, empresas e políticas públicas. Neste mês, mais do que flores e homenagens, cabe uma pergunta essencial: estamos, de fato, valorizando as mulheres em sua complexidade? Reconhecer suas múltiplas identidades é um passo fundamental para construir uma sociedade mais justa, equilibrada e consciente. Que maio seja, portanto, não apenas um tributo às mães, mas um manifesto silencioso — e poderoso — em favor de todas as mulheres.
COVER MÔNICA CARVALHO
pHOtO: LEONARdO ROdRIguEs
pubLIsHER & EdItOR At LARgE LAINE fuRtAdO
ExECutIVE dIRECtOR jOE sOuzA
CONtRIbutINg wRItERs
ALEtHéA MANtOVANI ANdREA LAdIsLAu
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QUANDO O AFETO NÃO ENTRA: AS CRENÇAS QUE FAZEM O AMOR PARECER INACESSÍVEL
Tem gente que recebe carinho e ainda assim sente, por dentro, que não merece. Não se trata de falta de amor disponível ao redor, nem de ausência de cuidado. Muitas vezes, trata-se de algo mais silencioso e profundo: um excesso de crenças dolorosas que foram sendo construídas ao longo da vida.
Quando alguém cresce se sentindo insuficiente, rejeitado ou “não digno”, isso pode se transformar em uma lente interna. Uma espécie de filtro emocional e cognitivo através do qual tudo passa a ser interpretado. O mundo continua oferecendo gestos de afeto, mas a forma como esses gestos são recebidos já não é neutra.
Dentro dessa lógica, um elogio pode soar como pena. Um convite pode ser interpretado como educação, obrigação ou conveniência. Um gesto de afeto, em vez de ser reconhecido como genuíno, pode ser percebido como engano, exagero ou até erro de julgamento do outro.
E, no fundo, permanece uma sensação recorrente e silenciosa: “se as pessoas soubessem quem eu realmente sou, não gostariam de mim”. Essa frase interna, muitas vezes não verbalizada, organiza relações, expectativas e até a forma como a pessoa se posiciona diante do mundo.
No nível mais profundo do inconsciente, esse funcionamento costuma estar ligado a crenças centrais como desvalor, rejeição e não pertencimento. Não são pensamentos superficiais; são estruturas internas formadas ao longo do tempo, geralmente a partir de experiências repetidas de invalidação, críticas constantes, ausência emocional ou falta de reconhecimento afetivo.
O aspecto mais complexo é que essas crenças não surgem de forma repentina. Elas são construídas. E, justamente por isso, tendem a se manter mesmo quando a realidade externa muda. Ou seja, mesmo quando há afeto, cuidado e vínculos saudáveis disponíveis, a percepção interna pode continuar distorcida.
É por isso que, em muitos casos, não basta simplesmente “receber amor”. Existe um passo anterior e mais delicado: aprender a reconhecer que ele é real. Aprender a sustentar internamente a possibilidade de ser amado sem que isso seja imediatamente desqualificado ou invalidado.
Esse é um processo gradual. Envolve revisão de crenças, construção de novas formas de se perceber e, principalmente, a prática de permitir que o afeto faça sentido. Não como exceção, mas como possibilidade legítima.
Com o tempo, essa reorganização interna abre espaço para relações mais saudáveis, menos defensivas e mais presentes. Relações em que não é preciso interpretar constantemente a intenção do outro como dúvida ou engano.
Porque, no fim, não se trata de provar que merece ser amado. Trata-se de algo mais simples e, ao mesmo tempo, mais profundo: aos poucos, conseguir acreditar nisso.
DRA. ANDREA LADISLAU é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil.
EM FOCO
CONSELHO DE CIDADÃOS DA FLÓRIDA HOMENAGEIA O EMBAIXADOR ANDRÉ ODENBREIT EM DESPEDIDA DO CONSULADO-GERAL
DO BRASIL EM MIAMI
DURANTE A REUNIÃO MENSAL REALIZADA NO CONSULADO-GERAL DO BRASIL EM MIAMI, O CONSELHO DE CIDADÃOS DA FLÓRIDA PRESTOU UMA HOMENAGEM AO EMBAIXADOR ANDRÉ ODENBREIT E À EMBAIXATRIZ GILDA ODENBREIT
O Conselho de Cidadãos da Flórida prestou uma homenagem especial ao embaixador André Odenbreit e à embaixatriz Gilda Odenbreit durante a reunião mensal realizada no Consulado-Geral do Brasil em Miami, marcando a despedida do diplomata, que encerra sua missão como cônsul-geral ao final deste mês.
A iniciativa, liderada pela presidente do conselho, Mônica Ribeiro, reuniu conselheiros e membros da comunidade brasileira no sul da Flórida em um momento de reconhecimento à atuação do embaixador à frente de uma das mais importantes representações diplomáticas do Brasil nos Estados Unidos.
Ao longo de sua gestão, Odenbreit destacou-se pelo diálogo aberto com a comunidade, pela valorização das demandas dos brasileiros no exterior e pelo fortalecimento da atuação institucional do consulado.
Durante a cerimônia, o Conselho de Cidadãos ressaltou o papel estratégico desempenhado pelo diplomata na aproximação
entre o consulado e a comunidade, promovendo iniciativas que ampliaram o acesso à informação, estimularam a participação cívica e reforçaram o senso de pertencimento entre os brasileiros residentes na Flórida.
A presença da embaixatriz Gilda
Odenbreit também foi destacada como parte importante dessa trajetória, acompanhando e apoiando as ações institucionais e comunitárias ao longo do período.
Em seu discurso de despedida, o embaixador fez um balanço de sua experiência em Miami, destacando os desafios enfrentados e os avanços conquistados. Ele enfatizou a relevância do trabalho conjunto entre o consulado e o Conselho de Cidadãos, ressaltando que a escuta ativa da comunidade foi fundamental para orientar prioridades e promover melhorias nos serviços prestados.
André Odenbreit também mencionou o dinamismo e a diversidade da comunidade brasileira no sul da Flórida, apontando esses fatores como elementos que
enriquecem o trabalho diplomático na região.
A despedida marca o início de um novo capítulo na carreira do diplomata, que seguirá para Bangkok, na Tailândia, onde assumirá um novo posto na embaixada brasileira. A transição ocorre em um momento de consolidação de projetos e iniciativas que contribuíram para fortalecer a presença institucional do Brasil no exterior e ampliar o diálogo com seus cidadãos fora do país.
Para o Conselho de Cidadãos da Flórida, a homenagem simboliza não apenas o reconhecimento ao trabalho realizado, mas também a continuidade de um compromisso coletivo com a representatividade e o engajamento da comunidade brasileira.
A atuação do conselho, em parceria com o consulado, segue sendo um pilar essencial na construção de pontes entre o Brasil e seus cidadãos no exterior, reforçando a importância da participação ativa e da colaboração institucional.
celebridades[ ]
KIM KARDASHIAN ACELERA
Aempresária Kim Kardashian continua a consolidar sua trajetória como uma das figuras mais estratégicas do universo de negócios ligados à cultura pop. Conhecida inicialmente por sua exposição midiática, Kim tem ampliado significativamente sua atuação, investindo em diferentes setores e reforçando seu posicionamento como empreendedora global. Nos últimos meses, sua marca tem avançado em novas categorias, explorando oportunidades que vão desde moda até soluções de bem-estar. O sucesso dessas iniciativas está diretamente ligado à sua capacidade de comunicação com o público, construída ao longo de anos de presença consistente nas redes sociais. Paralelamente, Kim também tem buscado fortalecer uma imagem mais institucional. Seu envolvimento com questões ligadas à justiça criminal e sua formação na área do direito sinalizam uma tentativa de ampliar sua relevância para além do consumo e entretenimento. Analistas de mercado destacam que essa transição é estratégica. Ao diversificar sua atuação, a empresária reduz a dependência de tendências digitais e constrói uma base mais sólida e duradoura para seus negócios. Mesmo com as mudanças, sua influência nas plataformas digitais permanece um dos principais ativos. Cada lançamento ou anúncio continua gerando alto nível de engajamento, com impacto direto nas vendas e na visibilidade de suas marcas.
LEONARDO DICAPRIO AMPLIA PROTAGONISMO
AMBIENTAL E INFLUÊNCIA GLOBAL
Oator Leonardo DiCaprio continua a expandir sua atuação além das telas, consolidando-se como uma das vozes mais influentes no debate ambiental global. Ao longo dos últimos anos, o artista tem direcionado sua visibilidade e recursos financeiros para iniciativas voltadas à preservação do meio ambiente e combate às mudanças climáticas. Sua fundação, ativa há décadas, já financiou dezenas de projetos ao redor do mundo, com foco em conservação de biodiversidade, proteção de oceanos e desenvolvimento sustentável. Mais recentemente, DiCaprio tem intensificado sua participação em fóruns internacionais, utilizando sua imagem para atrair atenção midiática para temas frequentemente negligenciados. O diferencial de sua atuação está na combinação entre ativismo e investimento. Além de apoiar causas, o ator também participa de iniciativas empresariais alinhadas à sustentabilidade, demonstrando uma abordagem mais integrada entre discurso e prática. Especialistas apontam que a presença de figuras públicas como DiCaprio tem papel estratégico na ampliação do alcance dessas pautas. Ao traduzir temas complexos para uma audiência global, ele contribui para o engajamento público e para a pressão sobre governos e corporações. Apesar de críticas pontuais — comuns a figuras de grande visibilidade —, sua trajetória evidencia consistência e compromisso de longo prazo.
TAYLOR SWIFT AMPLIA IMPACTO ECONÔMICO E REFORÇA INFLUÊNCIA GLOBAL
Acantora Taylor Swift deixou de ser apenas um dos maiores nomes da música pop para se consolidar como um verdadeiro motor econômico global. Sua atual turnê internacional se tornou um dos eventos mais lucrativos da história da indústria do entretenimento, gerando impactos que ultrapassam os limites dos palcos e alcançam economias locais inteiras. Em diversas cidades, a passagem da artista provocou aumento significativo na ocupação hoteleira, valorização temporária de serviços e crescimento no consumo em restaurantes, transporte e comércio. Analistas já classificam o fenômeno como “efeito Taylor Swift”, um movimento que evidencia o poder da cultura pop na geração de receita em larga escala. Além do sucesso comercial, Swift também se destaca pelo controle estratégico de sua carreira. A decisão de regravar seus próprios álbuns, em resposta a disputas sobre direitos autorais, reposicionou a artista como uma figura central na discussão sobre propriedade intelectual na música. O movimento inspirou outros artistas a revisitar contratos e negociar maior autonomia sobre suas obras. Nas plataformas digitais, sua influência permanece dominante. Cada lançamento é acompanhado por forte mobilização de fãs, que impulsionam números expressivos de streaming e engajamento. A artista também utiliza suas redes para se comunicar diretamente com o público, fortalecendo uma relação de proximidade que se traduz em fidelidade e consumo. Mais do que um sucesso artístico, Taylor Swift representa hoje um modelo de negócio altamente eficiente, onde branding, narrativa e estratégia caminham juntos. Seu impacto reforça uma tendência crescente: a de artistas que atuam como marcas globais capazes de movimentar mercados inteiros.
ZENDAYA REDEFINE ESTÉTICA CONTEMPORÂNEA E CONSOLIDA PODER NA MODA
Aatriz Zendaya segue ampliando sua presença como uma das figuras mais influentes da moda contemporânea. Reconhecida por escolhas ousadas e altamente estratégicas, a artista transformou suas aparições públicas em momentos de forte impacto cultural e comercial.
Nos últimos eventos internacionais, Zendaya reafirmou sua habilidade de utilizar o vestuário como linguagem narrativa. Cada look apresentado carrega referências que transitam entre o clássico e o experimental, criando diálogos com a história da moda e, ao mesmo tempo, apontando para novas direções estéticas. A parceria consolidada com seu stylist tem sido um dos pilares dessa construção de imagem. Juntos, eles desenvolvem composições que vão além da tendência imediata, apostando em peças que geram discussão e engajamento global. Esse tipo de abordagem posiciona Zendaya não apenas como consumidora de moda, mas como agente ativa na criação de discursos dentro da indústria. O impacto é imediato no mercado. Após suas aparições, marcas e estilistas frequentemente registram aumento nas buscas e vendas de peças similares. Esse efeito demonstra o poder de conversão que a atriz exerce, especialmente entre o público mais jovem. Além da moda, Zendaya também mantém uma carreira sólida no cinema e na televisão, o que reforça sua relevância multifacetada. Sua capacidade de transitar entre diferentes áreas do entretenimento fortalece uma imagem contemporânea, alinhada com as demandas de uma indústria cada vez mais integrada.
negócios
LUCYANE NOVAES É EXECUTIVE COACH COM MAIS DE 15 ANOS DE EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL. FUNDADORA DO UNLOCK YOUR BRILLIANCE, APOIA LÍDERES E EQUIPES NO DESENVOLVIMENTO ESTRATÉGICO E HUMANO.
QUANDO CRESCER NÃO É SUFICIENTE: O DESAFIO SILENCIOSO DAS EMPRESAS DE MÉDIO PORTE
por LUCYANE NOVAES @LUNOVAES.UYB
EEmpresas de médio porte vivem um momento particular. Elas já superaram a fase inicial de sobrevivência. Já possuem estrutura, times formados e um certo nível de maturidade. Mas, ao mesmo tempo, ainda não têm a robustez de grandes organizações para absorver ineficiências por muito tempo. É nesse ponto que muitas enfrentam o mesmo desafio: crescem em tamanho, mas não necessariamente em performance. E, quase sempre, a resposta inicial é a mesma. Mais metas. Mais cobrança. Mais pressão por resultados.
O problema é que performance não aumenta com pressão. Ela aumenta com clareza. O erro mais comum: tentar corrigir execução com cobrança.
Quando resultados não aparecem, a reação mais comum é falar mais sobre accountability. Mas accountability sem clareza não gera execução. Gera desgaste.
Na prática, o que acontece dentro das empresas é simples: Líderes acreditam que foram claros. Times acreditam que entenderam. E mesmo assim, os resultados não vêm. Isso não é falta de esforço. É falta de alinhamento estruturado. Pessoas não executam melhor porque estão sendo cobradas. Elas executam melhor quando sabem exatamente: o que precisa ser feito por que isso importa e como medir se estão no caminho certo.
DESENVOLVIMENTO NÃO É BENEFÍCIO. É ESTRATÉGIA
Muitas empresas ainda tratam desenvolvi-
mento como algo secundário. Algo ligado a bem-estar, engajamento ou retenção.
Mas, no contexto atual, desenvolvimento é uma ferramenta direta de performance. Porque ele impacta exatamente onde os resultados se constroem: qualidade das decisões, clareza nas prioridades, capacidade de adaptação e consistência na execução.
Sem isso, o crescimento da empresa começa a depender de esforço individual e não de um sistema que sustenta resultados.
O QUE EMPRESAS MAIS EFICIENTES FAZEM DIFERENTE
Empresas que conseguem crescer com consistência não são necessariamente as que mais treinam. São as que estruturam melhor
a forma como seus times pensam, decidem e agem.
Na prática, isso aparece em três movimentos claros:
1. Transformam metas em direção clara Não basta definir objetivos. É preciso garantir que cada pessoa entenda como contribui para eles.
2. Conectam forças individuais à execução Times performam melhor quando utilizam o que já fazem bem e não apenas quando tentam corrigir fraquezas.
3. Criam estrutura para decisões, não apenas tarefas
Execução não falha por falta de atividade. Falha por falta de critérios claros para decidir
O PAPEL DO LÍDER MUDA
E ISSO MUDA TUDO.
Em empresas de médio porte, o líder ainda é
o principal multiplicador de performance. Mas o papel dele precisa evoluir.
De alguém que cobra, para alguém que estrutura.
De alguém que direciona tarefas, para alguém que constrói clareza.
Isso exige um tipo de desenvolvimento diferente.
Mais prático.
Mais aplicado.
Mais conectado à realidade do negócio.
PERFORMANCE SUSTENTÁVEL NÃO É ACIDENTAL.
Empresas que crescem com consistência não dependem de picos de esforço. Elas constroem sistemas que tornam a execução mais simples, clara e replicável.
E isso começa pelo desenvolvimento das pessoas não como um programa isolado, mas como parte da estratégia.
Porque, no final, resultados não melhoram quando as pessoas tentam mais.
Eles melhoram quando as pessoas sabem exatamente como avançar.
SOBRE A AUTORA
Lucyane Novaes atua no desenvolvimento de liderança e performance de equipes, com mais de 15 anos de experiência em organizações globais. Seu trabalho parte de uma premissa simples: a maioria dos desafios de performance não está na falta de esforço, mas na forma como decisões são construídas e sustentadas na execução. Criadora do método Unlock Your Brilliance™, Lucyane desenvolveu uma abordagem estruturada que transforma prioridades em decisões claras, define ownership e sustenta a execução ao longo do tempo conectando estratégia ao que de fato acontece no dia a dia.
CANNES 2026 REVELA OS FILMES MAIS AGUARDADOS DO FESTIVAL E REFORÇA SEU PAPEL COMO VITRINE GLOBAL DO CINEMA AUTORAL [filme]
GENTLE MONSTER. DRAMA EUROPEU INTENSO QUE REÚNE LÉA SEYDOUX E CATHERINE DENEUVE EM UMA NARRATIVA PSICOLÓGICA MARCADA POR ESTÉTICA REFINADA E TENSÃO EMOCIONAL. O FILME ESTREIA MUNDIALMENTE NO CANNES FILM FESTIVAL E AINDA NÃO ESTÁ EM CARTAZ
O Cannes Film Festival, que acontece em maio na Riviera Francesa, segue em 2026 como um dos principais eventos do calendário do cinema mundial. Mais do que uma mostra de filmes, o festival funciona como um termômetro da indústria audiovisual, reunindo produções que devem influenciar a temporada de premiações e indicar tendências estéticas e narrativas do setor.
A edição deste ano reforça um movimento já consolidado: o de Cannes como espaço de estreia mundial. A maior parte dos filmes exibidos na seleção oficial chega ao público justamente durante o festival, permanecendo indisponível em salas comerciais até sua posterior distribuição
internacional. Esse modelo mantém o caráter exclusivo do evento e reforça sua posição como vitrine de prestígio do cinema de autor e das grandes produções internacionais.
Entre os títulos mais aguardados da programação estão quatro produções que despontam como destaques da edição. O primeiro é Gentle Monster, da diretora Marie Kreutzer. O longa, estrelado por Léa Seydoux e Catherine Deneuve, é um drama europeu de forte carga psicológica e estética refinada. A produção terá sua estreia mundial em Cannes e ainda não está em cartaz, sendo direcionada inicialmente ao circuito de festivais e, posteriormente, ao lançamento comercial.
Outro destaque é Sheep in the Box, do cineasta japonês Hirokazu Kore-eda. Conhecido por seu olhar sensível sobre relações familiares e dinâmicas sociais, o diretor retorna ao festival com uma narrativa que mistura elementos de ficção científica leve e drama humano. O filme também faz sua estreia em Cannes e ainda não foi lançado comercialmente, reforçando a tradição do diretor de apresentar seus trabalhos primeiro em grandes festivais internacionais.
Na sequência, aparece Parallel Tales, do iraniano Asghar Farhadi. Vencedor do Oscar em edições anteriores, o diretor mantém sua assinatura baseada em conflitos morais e dilemas
HOPE. THRILLER SUL-COREANO QUE REFORÇA A FORÇA DO GÊNERO NO CINEMA ASIÁTICO CONTEMPORÂNEO, COM ATMOSFERA SOMBRIA E RITMO DE ALTA TENSÃO. A PRODUÇÃO TAMBÉM TERÁ ESTREIA MUNDIAL NO CANNES FILM FESTIVAL E AINDA NÃO FOI LANÇADA COMERCIALMENTE.
éticos em contextos cotidianos. A nova produção será exibida pela primeira vez em Cannes e ainda não possui distribuição em salas de cinema, o que é comum em obras do cineasta, que geralmente percorrem o circuito de festivais antes de chegar ao público geral.
Completa o grupo o thriller sulcoreano Hope, dirigido por Na Hong-jin. O cinema da Coreia do Sul segue com forte presença em Cannes, especialmente nos gêneros de suspense e ação psicológica. O filme marca mais uma entrada do país na competição internacional do festival e também terá sua estreia mundial durante o evento, sem lançamento comercial no momento.
Os quatro títulos reforçam uma característica central do Cannes Film Festival: a predominância de estreias absolutas e a função do evento como plataforma de
lançamento global. Diferentemente do circuito comercial tradicional, Cannes opera como um espaço de validação crítica, no qual a recepção inicial da imprensa e do júri pode determinar o percurso internacional de cada obra.
Em termos de mercado, o festival também evidencia um equilíbrio entre diferentes cinematografias. O cinema europeu mantém forte presença autoral, enquanto a Ásia consolida sua influência crescente no circuito internacional. Ao mesmo tempo, cineastas consagrados como Kore-eda e Farhadi dividem espaço com novos projetos de estética mais híbrida, refletindo a diversidade de linguagens que marca o cinema contemporâneo.
Nenhum dos quatro filmes destacados está em cartaz neste momento. Todos terão sua primeira exibição pública durante o festival,
seguindo posteriormente para distribuição em salas comerciais ou plataformas de streaming, dependendo das negociações de cada produção. Esse intervalo entre estreia em festival e chegada ao público geral reforça a função de Cannes como etapa estratégica da cadeia de lançamento cinematográfico.
Em 2026, o festival mantém sua relevância ao reunir obras que dialogam diretamente com o momento atual da indústria audiovisual, marcada pela convivência entre cinema de autor, produções internacionais de grande escala e narrativas mais experimentais.
Mais do que apresentar filmes, o Cannes Film Festival segue desempenhando um papel central na definição do que ganha visibilidade e prestígio no cenário global do cinema.
O REAL CRESCIMENTO EMPRESARIAL TRATA SE DE PROCESSOS E DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL DESTAQUE
DA REDAÇAO
Paula Regis é empresária, escritora, palestrante e mentora de líderes, com mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de pessoas e negócios nos Estados Unidos. CEO do MTB Top Burgers, uma marca consolidada no segmento gastronômico com duas unidades físicas e dois food trucks, Paula construiu sua trajetória aliando execução prática, visão estratégica e desenvolvimento humano. Sua atuação ultrapassa a gestão de negócios, posicionando-a como uma referência no fortalecimento de empresas e na formação de líderes dentro da comunidade empreendedora.
Ao longo de sua jornada, Paula identificou um padrão recorrente entre empresários, especialmente no universo de imigrantes: o crescimento sem estrutura. Muitos negócios aumentam seu faturamento, expandem operações e ganham visibilidade, mas não desenvolvem processos, não estruturam suas equipes e não constroem uma base organizacional sólida. O resultado é previsível: sobrecarga, falta de direção e uma rotina marcada por decisões reativas.
Nesse cenário, o empresário se torna refém do próprio negócio, operando constantemente no modo de urgência. Crescer sem estrutura não é crescimento, é expansão desordenada. Empresas que desejam longevidade precisam de clareza sobre identidade, direção e estratégia. Sem essa base, qualquer avanço se torna instável e difícil de sustentar ao longo prazo.
Independentemente do setor de atuação, toda empresa sólida é sustentada por pilares bem definidos. A ausência de clareza em qualquer uma dessas áreas compromete diretamente o desempenho do negócio. Com base nessa realidade, Paula desenvolveu a metodologia dos 6PS, um modelo estratégico que permite diagnosticar com precisão os pontos que sustentam ou limitam o crescimento empresarial.
Os 6PS abrangem seis pilares essenciais: cultura organizacional, gestão de pessoas, vendas, gestão financeira, gestão estratégica e inovação. A cultura estabelece identidade e direciona comportamentos. A gestão de pessoas garante alinhamento, desenvolvimento e engajamento da equipe. Vendas impulsionam o crescimento, enquanto
a gestão financeira assegura a saúde do negócio. A estratégia define o caminho, e a inovação mantém a empresa competitiva.
Quando um desses pilares apresenta fragilidade, toda a estrutura sente o impacto. Muitas vezes, empresários acreditam que precisam vender mais, quando, na realidade, enfrentam desafios relacionados à liderança, comunicação ou ausência de processos. Por isso, o verdadeiro crescimento começa com organização. Antes de expandir, é necessário estruturar. Antes de acelerar, é essencial alinhar.
Outro elemento decisivo para empresas que desejam crescer de forma consistente é o investimento em pessoas. Negócios são construídos por
pessoas, e o nível da equipe determina diretamente o nível da empresa. Investir em desenvolvimento humano não é um custo, mas uma decisão estratégica.
Treinamentos personalizados em liderança, comunicação e vendas elevam o padrão de execução das equipes e transformam comportamento. Equipes bem treinadas se comunicam com clareza, resolvem problemas com autonomia e assumem responsabilidade pelos resultados. O ambiente organizacional se fortalece, a operação ganha eficiência e a cultura se consolida.
Além disso, o desenvolvimento contínuo reduz significativamente a rotatividade, um dos principais desafios enfrentados pelas empresas
atualmente. Profissionais que se sentem valorizados e em evolução permanecem mais tempo, produzem mais e contribuem de forma consistente. O resultado é a formação de equipes de alta performance, capazes de sustentar a expansão, aumentar o faturamento e gerar valor real para o negócio.
Foi a partir dessa visão que Paula Regis fundou o CTE – Centro de Treinamento do Empreendedor. O CTE nasce com o propósito de ajudar empresários a saírem do modelo reativo e construírem empresas estruturadas, organizadas e sustentáveis. Mais do que um centro de capacitação, o CTE atua como um parceiro estratégico no desenvolvimento empresarial.
Através da metodologia exclusiva
dos 6PS, o CTE realiza diagnósticos identificando com clareza os pilares que precisam ser desenvolvidos ou ajustados. A partir dessa análise, são definidos planos de ação personalizados, alinhados à realidade e aos objetivos de cada empresa, com foco na implementação prática e no acompanhamento dos resultados.
Empresas consolidadas na comunidade, como Casa do Pão, JMC Pools e VIP Pet Smile, compreenderam que o crescimento não está ligado ao tempo de mercado ou ao faturamento, mas à capacidade de extrair o melhor do negócio, gerando impacto para o empresário, sua equipe e a comunidade. Independentemente do segmento, processos bem definidos e treinamentos são fundamentais para um crescimento saudável e sustentável.
O diferencial está na integração entre estratégia e comportamento. Não se trata apenas de organizar processos, mas de desenvolver líderes preparados para sustentar o crescimento.
Empresas que desejam evoluir precisam tomar uma decisão clara: parar de reagir e começar a construir. Estruturar, alinhar e desenvolver são movimentos indispensáveis para alcançar novos níveis. Crescimento sustentável não acontece por acaso, ele é consequência de clareza, estratégia e pessoas preparadas.
Empresários que desejam compreender em qual estágio suas empresas se encontram e quais pilares precisam ser fortalecidos, o CTE oferece o direcionamento necessário para uma transformação consistente e duradoura.
A PERMANÊNCIA DO ARQUÉTIPO MATERNO: ENTRE O MITO, A HISTÓRIA E A PSIQUE
POR rubens de melo
O calendário nos convoca, ano após ano, a um costume de gratidão que muitos reduzem ao marketing. Mas as raízes dessa celebração descem fundo na história. O respeito por quem nos trouxe ao mundo transcende a lógica do consumo; constitui um dos fundamentos da nossa própria formação psíquica.
A LINHA DO TEMPO: DO ALTAR À POLÍTICA
A necessidade de honrar a origem é ancestral. Na Grécia Antiga, o culto a Reia, mãe dos deuses, representava o reconhecimento da fertilidade que sustenta o cosmos. Mais tarde, os romanos adaptaram esse fervor nas celebrações a Hilária, em homenagem a Cibele, a Grande Mãe. Nesses rituais, percebia-se que a vida está vinculada a uma ordem geradora que nos precede.
Com a ascensão do cristianismo, esse sentimento religioso consolidou-se na Europa e nas Américas. Na Inglaterra do século XVII, o Domingo das Mães, celebrado no quarto domingo da Quaresma, concedia folga aos trabalhadores e empregados domésticos para que retornassem à sua paróquia de origem, a Igreja Mãe, e revissem a família. Era comum levar o simnel cake, um bolo tradicional que se tornou parte do ritual.
Em países como a Itália, a França e o Brasil, a celebração consolidou-se em maio, mês dedicado a Maria, com procissões e missas solenes que uniam a devoção mariana à homenagem à mãe terrena. A figura de uma espelha-se na outra, tornando esse vínculo um exercício de devoção que passa de geração em geração.
Esse longo caminho de veneração resultou na formalização moderna na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Em 1908, Anna Jarvis organizou um memorial para homenagear a sua mãe, Ann Reeves Jarvis, ativista que lutava contra a mortalidade infantil. O tributo foi oficializado pelo presidente Woodrow Wilson em 1914. Atualmente, o segundo domingo do mês de maio é uma das raras datas em que o calendário global se encontra.
O MERGULHO PSICOLÓGICO: O ARQUÉTIPO E A GRANDE MÃE
O que explica tamanha universalidade? Para compreender por que essa data permanece com tanta força, é necessário recorrer à psicologia de Carl Jung. Para o psicanalista e psiquiatra suíço, a mãe não se reduz a uma figura biológica; ela é também um arquétipo, uma imagem primordial que habita o incons-
ciente coletivo antes mesmo do nascimento.
Esse arquétipo, a Grande Mãe, fundamenta a nossa primeira experiência de mundo. Apresenta uma natureza ambivalente: é a mãe que nutre e protege, aspecto luminoso, mas também pode reter e sufocar, aspecto sombrio. Na infância, vivemos uma participação mística com ela; não há separação, ela é o nosso universo. O amadurecimento consiste em desmontar essa projeção para emergir como indivíduo.
Essa força arquetípica explica por que as mães, em todas as latitudes, compartilham uma identidade comum. Enquanto o homem mantém uma individualidade externa mais definida, a mulher, ao atravessar a gestação, vivencia a dissolução das fronteiras entre o eu e o outro. Os dois ocupam o mesmo espaço celular. Essa experiência biológica ativa o arquétipo da sustentação, tornando-as portadoras da continuidade humana.
A RESISTÊNCIA DE ANNA JARVIS E A VERDADEIRA REFLEXÃO
Justamente por tocar em algo tão profundo, o Dia das Mães tornou-se uma ferramenta poderosa do mercado. Anna Jarvis dedicou o
resto de sua vida a combater essa comercialização. Para ela, a reflexão que a data exigia era um exame de consciência sobre a qualidade do vínculo.
Anna desejava que o filho escrevesse uma carta à mão, um gesto de tempo e de presença real, em vez de delegar o afeto a uma mercadoria pronta. Temia que o brilho do presente ofuscasse a profundidade do reconhecimento.
A essência, porém, permanece, porque a necessidade de reconhecer a origem não se esgota. Mãe é, provavelmente, a palavra mais pronunciada pela humanidade; um som primordial que rompe o silêncio da infância.
Num mundo marcado pelo descarte, a mãe representa um valor que o mercado não consegue esvaziar. O sagrado manifesta-se na generosidade de um corpo que aceitou o desafio de carregar outra vida.
O que Anna Jarvis propôs em sua luta solitária foi o resgate da intimidade. Ela nos convida a sair da fila das lojas e entrar no espaço da reflexão, onde a gratidão não se compra; escreve-se.
Às mães que carregaram outro ser humano dentro do seu próprio corpo e dentro da sua própria vida — nem sempre as duas coisas juntas, mas sempre com a mesma entrega.
Às que renunciaram ao seu sono, ao seu tempo e às partes de si mesmas que jamais voltaram, e que fizeram isso sem considerar alternativa.
Às que curaram sem diploma, ensinaram sem roteiro, sustentaram sem reconhecimento. Às que disseram “vai” quando o medo delas era maior do que o do seu filho.
Às que escolheram. Porque há um tipo de mãe que não encontra o filho no próprio corpo, mas o reconhece assim que o vê, com uma certeza que dispensa explicação e não precisa de sangue para ser real.
Viva todas as mães. As que geraram. As que acolheram. As que ficaram. A vida começa nelas de formas diferentes, mas começa sempre com o mesmo sentimento: a decisão de amar sem garantia de retorno.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Anna Jarvis (1864–1948): Idealizadora do Dia das Mães na Virgínia Ocidental. Sua trajetória revela a tensão entre a homenagem genuína e a apropriação mercadológica.
Donald Winnicott (1896–1971): Psicanalista britânico. Sua teoria sobre o ambiente facilitador fundamenta o suporte materno como base para o desenvolvimento do ser.
C.G. Jung (1875–1961): Desenvolveu o
conceito de Arquétipo da Mãe, explorando as imagens ancestrais de cuidado e a ambivalência da Grande Mãe no inconsciente coletivo.
Erich Neumann (1905–1960): Psicólogo analítico e discípulo de Jung. Sua obra A Grande Mãe é o estudo definitivo sobre a evolução desse arquétipo na história humana.
SOBRE O AUTOR
Rubens de Melo é jornalista, psicólogo clínico, graduado em Filosofia, com especialização em Psicanálise e em Terapia do Esquema.
X39, INOVAÇÃO E BEM ESTAR COMO A LIFEWAVE AMPLIA
O DEBATE SOBRE SAÚDE PREVENTIVA
texto LAINE FURTADO
@LAINEFURTADO
REPRESENTANTES DA LIFEWAVE: MIKE HERNANDEZ (PRESIDENTE) COM A ESPOSA SAHI, LUCYNETE DE PAULA E DEBORA LOUSA (DIRETORAS) FOTO: EDUARDO REZENDE
O mercado global de bem-estar já não é mais uma tendência — é uma realidade consolidada e em expansão acelerada. Nesse cenário, poucas empresas conseguem se destacar de forma consistente em escala internacional. A LifeWave é uma delas.
Fundada pelo CEO e cientista David Schmidt, a empresa construiu uma base sólida ao longo de décadas de pesquisa em tecnologia aplicada ao corpo humano. Com presença em mais de 90 países, incluindo mercados altamente exigentes como Japão e Coreia do Sul, a LifeWave se posiciona hoje como uma das empresas mais relevantes no desenvolvimento de soluções não invasivas voltadas ao equilíbrio do organismo.
Um dos principais diferenciais da empresa está no nível de proteção tecnológica. Seus produtos são
baseados em mais de 200 patentes internacionais, garantindo exclusividade e posicionamento estratégico no mercado global por muitos anos. Esse fator contribui diretamente para o crescimento contínuo da marca e sua expansão consistente.
No centro dessa inovação está o X-39 , um adesivo com Nano Cristais, orgânico sem química, que vem chamando atenção por sua proposta simples e ao mesmo tempo sofisticada. Um estudo feito por mais de 10 anos por David Schmidt, uma Tecnologia extraordinária aprovada mundialmente. Diferente de suplementos ou medicamentos, ele não introduz substâncias no corpo. Sua atuação é baseada em estímulos físicos, utilizando a própria energia térmica do organismo.
A tecnologia empregada se conecta ao campo da fotobiomodulação, uma área científica já estu-
dada, que investiga como a luz pode influenciar processos celulares. Dentro desse contexto, um dos pontos mais relevantes é a relação com a sinalização de peptídeos, especialmente o GHK-Cu, conhecido como peptídeo de cobre.
Estudos científicos ao longo dos anos têm associado esse peptídeo a processos importantes como regeneração celular, reparo tecidual e suporte à qualidade da pele. Pesquisas também indicam sua participação em mecanismos ligados à expressão gênica e à atividade celular relacionada à renovação das Células-Tronco.
Esse conjunto de fatores coloca a tecnologia em uma posição de destaque dentro do universo do bem-estar, especialmente por atuar de forma não invasiva.
X39, X49, AEON, Y-AGE GLUTATHIONE, Y-AGE CARNOSINE, ICEWAVE, ENERGY ENHANCER SP6 E AEON — LINHA DE PATCHES VOLTADA A BEM-ESTAR, ENERGIA, EQUILÍBRIO E SUPORTE FÍSICO E EMOCIONAL DENTRO DA PROPOSTA DA LIFEWAVE.
Na prática, o uso também contribui para sua aceitação global: um adesivo por dia, aplicado por até 12 horas. Simples, discreto e adaptável à rotina.
Dentro da comunidade de usuários, os relatos mais frequentes incluem aumento de energia, melhora na qualidade do sono, recuperação física mais eficiente e sensação geral de bem-estar. Ajudando nos problemas inflamatórios, dores crônicas, demência, diabetes e muitas outras doenças. Embora a resposta varie de pessoa para pessoa, a recorrência dessas percepções em diferentes países chama atenção.
Segundo Mike Hernandez, presidente da rede de distribuição, esse padrão é consistente. “Estamos falando de uma tecnologia que está presente em dezenas de países e culturas diferentes. Ainda assim, os relatos seguem uma linha muito semelhante, o que reforça o interesse crescente pelo produto”, afirma.
As diretoras Debora Lousa e Lucy de Paula acompanham de perto esse movimento. “O que vemos é uma mudança real na rotina das pessoas. Mais disposição, mais atenção à saúde e um cuidado contínuo com o corpo”, destaca Debora.
Lucy complementa: “Além do produto, existe uma comunidade forte. As pessoas compartilham experiências, aprendem juntas e criam um ambiente de apoio que fortalece ainda mais os resultados percebidos.”
Além do X39, a LifeWave conta com uma linha complementar que inclui o X49, voltado ao suporte físico; o Y-Age Glutathione, com foco antioxidante; e o Aeon, associado ao equilíbrio emocional e inflamatório. O portfólio é pensado para atuar de forma integrada, acompanhando a tendência global de rotinas completas de bem-estar.
O crescimento da empresa acompanha uma mudança maior no comportamento do consumidor. Hoje, há uma busca clara por soluções que ofereçam praticidade, autonomia e integração com o estilo de vida.
Nesse contexto, a LifeWave ocupa um espaço estratégico: o de uma tecnologia protegida, com presença global, aplicação simples e alto nível de interesse por parte do público.
Mais do que acompanhar o mercado, a empresa participa ativamente de uma transformação na forma como o bem-estar é percebido — com foco em estímulo natural, equilíbrio e continuidade. Para mais informações sobre a tecnologia e como iniciar o uso: Debora Lousa – 1561.929.9519 Lucy de Paula – 1561.305.8779
DESTAQUE por Fernanda Noronha
YAMANDU COSTA: A ALMA DA MÚSICA BRASILEIRA
EM TURNÊ INTERNACIONAL
Considerado um dos maiores virtuoses do violão de 7 cordas da atualidade, Yamandu Costa segue encantando plateias ao redor do mundo com apresentações intensas, sofisticadas e profundamente emocionantes.
Dono de uma técnica impressionante e de uma musicalidade rara, o artista construiu uma trajetória sólida e respeitada internacionalmente, tornando-se um dos nomes mais relevantes da música instrumental brasileira contemporânea.
Nascido no sul do Brasil e profundamente influenciado pelas tradições da música brasileira, especialmente o choro, o samba, a milonga, a música regional e os ritmos do sul do país, Yamandu desenvolveu uma linguagem própria, marcada pela liberdade criativa, pela velocidade impecável de seus improvisos e pela força expressiva de cada interpretação.
Seu talento ultrapassa fronteiras e já o levou a dividir palco com grandes nomes da música mundial, além de conquistar
reconhecimento da crítica especializada e importantes premiações internacionais.
Descrito pelo maestro Kurt Masur como “o Paganini do violão”, Yamandu possui uma discografia extensa, com dezenas de gravações e colaborações importantes. Sua música reúne tradição e inovação de maneira singular, revelando a essência da cultura brasileira por meio de um instrumento que, em suas mãos, ganha dimensão quase orquestral.
Agora, o público norte-americano terá a oportunidade de vivenciar de perto essa experiência musical única. Entre os meses de abril e maio, Yamandu Costa realiza uma extensa turnê pelos Estados Unidos, passando por cidades como Long Beach, Houston, Dallas, Atlanta, Miami, Nova York, Filadélfia e diversas outras localidades. Cada apresentação promete ser mais do que um concerto: será uma verdadeira viagem pela riqueza sonora do Brasil, conduzida por um artista cuja presença de palco impressiona tanto quanto sua técnica.
A expectativa é de grande público nos shows, os quais o artista costuma atrair espectadores de diferentes nacionalidades e gerações.
Após a temporada nos Estados Unidos, a agenda internacional de Yamandu Costa seguirá para outros países, incluindo apresentações na Europa, consolidando ainda mais sua posição como um dos grandes embaixadores da música brasileira no exterior. Em um cenário musical cada vez mais globalizado, Yamandu representa, com elegância e autenticidade, a força da arte brasileira no mundo.
Sua obra não apenas impressiona pela excelência técnica, mas emociona pela verdade que carrega. Cada nota parece contar uma história; cada apresentação, um encontro entre tradição, virtuosismo e sentimento.
Para maiores informações e aquisição de ingressos, acesse: http://www.concertsinamerica.com/brazil .
NESPRESSO APOSTA EM DUA LIPA PARA CONQUISTAR A GERAÇÃO Z EM NOVA CAMPANHA GLOBAL
NESPRESSO LANÇA CAMPANHA GLOBAL COM DUA LIPA PARA SE CONECTAR À GERAÇÃO Z E REINVENTAR A EXPERIÊNCIA DO CAFÉ A MARCA APOSTA EM LIFESTYLE E CULTURA POP DIANTE DA QUEDA NO CONSUMO ENTRE JOVENS
A marca de café premium Nespresso lançou uma das suas maiores campanhas globais dos últimos anos ao anunciar a cantora Dua Lipa como nova embaixadora mundial. A estratégia faz parte de um reposicionamento da marca para alcançar consumidores mais jovens, especialmente a chamada Geração Z, em um momento em que pesquisas indicam uma mudança significativa nos hábitos de consumo de café.
Segundo levantamentos recentes do setor, cerca de 42% dos jovens adultos não consomem café regularmente, preferindo bebidas energéticas, chás funcionais ou opções frias e personalizadas. Esse comportamento tem levado grandes marcas a repensarem não apenas seus produtos, mas também a forma como se comunicam com esse público.
A nova campanha global, chamada “Vertuo World”, marca uma virada estratégica na história da Nespresso. O projeto aposta em narrativas mais culturais e experiências sensoriais, com foco em lifestyle, criatividade e inovação. A ideia central é transformar o café em uma experiência de descoberta, e não apenas em um hábito diário. A escolha de Dua Lipa não é casual. A canto-
ra, que soma dezenas de milhões de seguidores nas redes sociais e forte influência entre jovens adultos, foi definida pela empresa como uma “ponte cultural” entre tradição e modernidade. Em comunicado oficial, a marca destacou que a artista representa “curiosidade, autenticidade e espírito de exploração”, valores alinhados ao novo posicionamento da empresa.
A campanha também mantém a presença do ator George Clooney, rosto histórico da marca, mas em um papel secundário. A estratégia combina continuidade e renovação: Clooney simboliza a tradição da Nespresso, enquanto Dua Lipa representa a nova fase voltada à cultura digital e ao consumo mais jovem.
Outro ponto central da campanha é a tentativa de ampliar o consumo de café em formatos mais alinhados aos hábitos da nova geração. A Nespresso passou a destacar bebidas como cafés gelados, versões aromatizadas e combinações com leite e bebidas vegetais. Além disso, a marca lançou novas máquinas com foco em praticidade e personalização, incluindo sistemas que permitem preparar diferentes tipos de bebidas com apenas um toque.
Especialistas em marketing apontam que a mudança reflete uma tendência global: marcas tradicionais estão sendo pressionadas a se adaptar a consumidores mais exigentes em termos de experiência, estética e sustentabilidade. No caso da Nespresso, isso inclui desde o design dos produtos até campanhas mais voltadas para redes sociais e cultura pop.
A presença de Dua Lipa também reforça uma estratégia de forte investimento em branding emocional. Em vez de destacar apenas o produto, a campanha busca associar o café a momentos de estilo de vida, criatividade e socialização — uma abordagem cada vez mais comum no setor de bebidas premium. No entanto, o desafio permanece. Apesar do alcance global da marca, especialistas alertam que a mudança no comportamento das novas gerações não depende apenas de marketing, mas também de fatores como saúde, rotina e preferências alimentares. O café, antes símbolo de maturidade e hábito diário, hoje disputa espaço com bebidas funcionais e energéticas que prometem mais praticidade e estímulo imediato.
MÔNICA CARVALHO
FOTO: LEONARDO RODRIGUES
DIREÇÃO CRIATIVA: PAOLA SOARES
VESTIDO: CHARLES HERMANN
MÔNICA CARVALHO
LEVA A PREMIÈR DE “DEIXE-ME VIVER” AO MARCHÉ DU FILM, EM CANNES
reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI
@aletheamantovani
Muito além do glamour e dos flashes do tapete vermelho, a atriz, produtora e roteirista Mônica Carvalho chega ao Marché du Film, em Cannes, para a première de "Deixe-me Viver", com um propósito especial: apresentar ao público internacional uma história marcada por emoção, reflexão e forte identidade brasileira. À frente do longa-metragem, ela não apenas integra o elenco principal, como também participa ativamente da criação e do desenvolvimento do projeto, reafirmando uma nova e importante fase de sua carreira.
Com uma carreira iniciada em 1993, Mônica construiu uma trajetória consistente na televisão brasileira, com passagens marcantes por emissoras como Globo, Record e SBT. Ao longo dos anos, esteve em produções memoráveis como “Mulheres de Areia”, “A Indomada”, “Chocolate com Pimenta” e “Fina Estampa”, além de novelas e séries que reforçaram a sua conexão com o público. Agora, leva toda essa experiência para o cinema, investindo em projetos que refletem a sua visão artística e a sua vontade de contar histórias.
Em Cannes, o longa “Deixe-me Viver”, que teve como produtores associados a WN produções, a Marc Films e a PHR9, será
apresentado no dia 20 de maio, no Marché du Film, um dos mais importantes mercados internacionais do audiovisual. O projeto vem despertando interesse no circuito global, tanto pela originalidade da proposta quanto pela força da narrativa. A obra aborda temas delicados, como ortotanásia, o valor do tempo presente e os vínculos familiares, e lança ao espectador uma reflexão direta: "O que você faria se fosse com você?"
Segundo Mônica, chegar a Cannes com um projeto autoral representa a realização de um sonho e a confirmação de uma trajetória construída com persistência e escolhas bem direcionadas. “Não cheguei sozinha. Aprendi a importância de estar cercada de profissionais sérios, que acreditam no projeto”, afirma. A produção reuniu uma equipe de quase 100 pessoas e passou por diversas locações no Brasil, entre elas São Paulo, Campinas, Presidente Prudente e Trancoso.
Assumir simultaneamente os papéis de atriz, roteirista e produtora foi um desafio intenso. A artista destaca que o processo exigiu liderança, equilíbrio emocional e foco no resultado. “A obra sempre é maior que todos”, resume. O roteiro foi desenvolvido em parceria com Michele Muniz e Marcelo Correia, com direção de Walther Neto e coprodução de diferentes
empresas do setor audiovisual.
Além da exibição, a presença de Mônica em Cannes também movimenta os bastidores. Um coquetel exclusivo está sendo planejado às margens da Marina do Marché du Film, reunindo convidados e potenciais parceiros. O evento já vem despertando o interesse de marcas brasileiras, que veem no projeto uma oportunidade de projeção internacional. Nomes conhecidos do público, como Humberto Martins e Oscar Magrini, devem estar entre os convidados.
Para Mônica, o cinema oferece possibilidades que vão além da televisão. “Na TV, tudo é imediato. No cinema, podemos construir uma obra com mais profundidade, com início, meio e fim bem definidos. É arte, memória e emoção ao mesmo tempo”, reflete.
No comando da YVA Filmes, ela segue investindo em projetos que dialogam com o público e ampliam a presença brasileira no cenário internacional. Entre os próximos trabalhos está o filme “45 Dias”, baseado em uma história real de superação, com lançamento previsto ainda para 2026.
Leia a entrevista que Mônica Carvalho concedeu à Linha Aberta Magazine.
MÔNICA CARVALHO
FOTO: LEONARDO RODRIGUES
DIREÇÃO CRIATIVA: PAOLA SOARES
VESTIDO: CHARLES HERMANN
LINHA ABERTA - Você chega ao Festival de Cannes com um projeto autoral forte. O que representa mostrar “Deixe-me Viver” em um dos palcos mais importantes do cinema mundial?
MONICA CARVALHO - Representa que sonhos valem a pena ser perseguidos até serem alcançados. Representa que “Deixe-me Viver” é um filme com um propósito. Chegar a Cannes com o meu filme representa que estou no caminho certo e que cheguei aonde eu nem imaginava. Aprendi que devemos escolher profissionais sérios, qualificados, que respeitem e acreditam no meu potencial. Não cheguei a Cannes sozinha.
2- LINHA ABERTA - Em “Deixe-me Viver”, você assina como produtora, roteirista e atriz. Como foi equilibrar esses três papéis em um projeto tão pessoal?
MONICA CARVALHO - Foi muito trabalho equi-
librar tantas pessoas em um set de filmagem. Intenso, mas revelador — aprendi muito. E, acima de tudo, entendi a importância de estar cercada de profissionais competentes, que acreditam no projeto e somam de verdade. No roteiro, contei com a colaboração dos meus parceiros de escrita, Michele Muniz e Marcelo Correia. Na direção, tive o olhar sensível de Walther Neto, e na produção, a Yva Films, em parceria com a WN Produções, Marc Films e PRH9. “Deixe-me Viver” teve viagens para Presidente Prudente, Campinas, São Paulo e Trancoso, onde ficamos por quase 20 dias. Uma equipe de quase 100 pessoas — imagina: teve ego, mau humor, reclamações, o que é normal em um set. Devemos sempre tentar ter uma mente resolutiva: resolver o problema, achar uma solução antes que ele cresça. Eu sou firme, embora não pareça; as coisas têm que sair como eu planejei. Num set, o que importa para mim é o resultado do filme. A obra sempre é maior que todos.
3- LINHA ABERTA - Existe uma mensagem central que você deseja que o público leve ao assistir ao filme?
MONICA CARVALHO - Existem várias mensagens nesta história. Acho que um bom filme sempre deixa uma reflexão. Em “Deixe-me Viver”, falamos sobre a ortotanásia, o valor do tempo presente ao lado das pessoas que amamos e o amor incondicional que só quem é mãe vai entender. É uma reconexão com a família e com o tempo. Um filme tocante, que deixa uma provocação: o que você faria se fosse com você?
4- LINHA ABERTA - Como você vê o momento atual da teledramaturgia brasileira?
MONICA CARVALHO - Vejo que, em muitos projetos, existe a necessidade de militar, levantar uma bandeira e, às vezes, agredir a família. Essas militâncias, às vezes, se perdem no valor das mensagens. Temos um Brasil conservador,
MÔNICA CARVALHO EM CANNES
FOTO: arquivo pessoal
MÔNICA CARVALHO EN CANNES
FOTO: arquivo pessoal
e o público não é burro. Vejo que o telespectador ainda quer personagens românticos, quer ver a heroína vencer e se inspirar nessas histórias. Uma boa história sempre será bem-vinda.
5- LINHA ABERTA - A sua carreira na televisão é extensa e marcante. O que o cinema te permite explorar que a TV não proporcionou da mesma forma?
MONICA CARVALHO - São veículos e linguagens diferentes dentro da mesma arte. Entendo que a TV é imediata, é uma fábrica em que o tempo importa. No cinema, há desaceleração. É uma obra fechada, em que temos como compor uma linda história com início, meio e fim. Os personagens são mais concretos, e podemos trabalhar essa intensidade porque sabemos o fim. O cinema representa, ao mesmo tempo, arte, memória, emoção e linguagem universal. O cinema é a síntese de todas as artes.
6- LINHA ABERTA - O evento Marché du Film promete reunir nomes importantes e atrair olhares internacionais. Como você enxerga esse movimento de aproximação entre marcas e o audiovisual brasileiro?
MONICA CARVALHO - Grandes marcas sempre estarão presentes onde o cinema estiver. O cinema dita moda, política, arte, cultura, comportamento, dita posicionamento. O audiovisual precisa tanto das marcas quanto as marcas precisam do audiovisual. Tanto que o Festival de Cannes tem grandes marcas presentes, não só no festival, como também em seus eventos.
7- LINHA ABERTA - Como você consegue conciliar a sua rotina agitada com as funções de mãe e esposa? Dá tempo para acompanhar de perto o dia a dia das suas filhas?
MONICA CARVALHO - Sempre dá tempo para fazer o que a gente ama. Mas, claro, precisamos de ajuda. Hoje, minhas filhas estudam, e a mais velha também já está trabalhando. Então, tenho tempo para me dedicar ao meu trabalho.
8- LINHA ABERTA - Para tantas mulheres que te acompanham e se inspiram na sua trajetória, qual é o principal conselho que você daria para quem deseja transformar a sua própria história em protagonismo?
MONICA CARVALHO - Não seja apenas coadjuvante da própria história. Tenha coragem para mudar. Eu tenho muita fé, acredito em Jesus e n’Ele deposito meus sonhos. Faço a minha parte com muito afinco e deixo tudo na vontade e no tempo de Deus.
9- LINHA ABERTA - Quais os seus próximos projetos?
MONICA CARVALHO - Primeiro, focar no lançamento de “Deixe-me Viver” em Cannes e, depois, no Brasil. Acredito que lançaremos em agosto. Mas já estou em outra produção cinematográfica. No momento, estou filmando uma história baseada em fatos reais do atleta Roger Chedid, que sofreu uma queda grave e quebrou a vértebra cervical. Ele viveu por mais de dez anos sem saber a gravidade da lesão, acreditando, erroneamente, ter esclerose múltipla, enquanto a sua saúde piorava. A história do filme “45 Dias”: ao descobrir a gravidade real da lesão e diante de uma cirurgia de alto risco, Roger pediu ao médico um prazo de 45 dias para viver intensamente e revisar a sua trajetória. Será um lindo filme sobre superação.
MÔNICA CARVALHO EN CANNES
FOTO: arquivo pessoal
DA PELE NATURAL AO BRILHO EXPRESSIVO: A NOVA ESTÉTICA DA BELEZA EM 2026
Depois de anos dominados pelo minimalismo — pele quase sem maquiagem, tons neutros e foco absoluto no “clean look” — a indústria da beleza vive uma virada estética em 2026. O novo momento não abandona o cuidado natural, mas amplia o repertório: brilho, cor e textura voltam ao centro da maquiagem, enquanto o skincare avança com fórmulas mais tecnológicas e ingredientes de alta performance.
Relatórios recentes do setor indicam que o consumidor atual busca um equilíbrio entre aparência natural e expressão pessoal. Em vez de seguir um único padrão, a tendência agora é a personalização. A pele saudável continua sendo a base, mas ganha camadas de luminosidade, cor e criatividade.
O RETORNO DO BRILHO E DA EXPRESSÃO
O chamado “soft glow” — efeito de pele iluminada e viçosa — se consolida como uma das principais estéticas de 2026. Diferente do brilho intenso dos anos 2010, a nova versão é mais sofisticada, com acabamento natural e textura leve.
Nesse cenário, produtos multifuncionais ganham protagonismo. Bases com acabamento luminoso, como a Dior Forever Skin Glow, aparecem como escolha frequente por unir cobertura
leve e efeito radiante. Já blushes cremosos e líquidos substituem fórmulas em pó, criando um visual mais fresco e integrado à pele.
Nos olhos, a tendência é a volta de sombras brilhantes e metálicas em tons suaves ou vibrantes. Paletas como a Charlotte Tilbury Luxury Palette se destacam por permitir desde looks discretos até composições mais expressivas, acompanhando a lógica de versatilidade que domina a beleza atual.
SKINCARE COMO BASE DA MAQUIAGEM
Mesmo com o retorno da maquiagem mais criativa, o skincare continua sendo o eixo central da rotina de beleza. A diferença é que agora ele incorpora ativos mais avançados, com foco em regeneração celular e prevenção do envelhecimento precoce.
Entre os ingredientes mais comentados estão os peptídeos e polinucleotídeos, que vêm sendo estudados por seu potencial de estimular a produção de colágeno e melhorar a elasticidade da pele. Esse movimento reforça a ideia de que maquiagem e tratamento estão cada vez mais integrados.
Produtos como o Estée Lauder Advanced Night Repair Serum seguem relevantes por atuarem na reparação
da pele durante o sono, enquanto hidratantes com textura leve e ativos bioativos se tornam indispensáveis para preparar a pele antes da maquiagem.
PELE LEVE, GLOW NATURAL
A nova estética também valoriza a pele “respirando”. Em vez de camadas pesadas de cobertura, cresce o uso de produtos híbridos, como hidratantes com cor e protetores solares com efeito uniformizador.
O resultado é uma pele com aspecto saudável, mas não mascarado — um equilíbrio entre cuidado e leveza. Essa tendência é reforçada pelo consumo mais consciente, que prioriza menos produtos, mas com maior eficácia.
AUTOEXPRESSÃO COMO TENDÊNCIA CENTRAL
Se o minimalismo representava controle e neutralidade, a nova fase da beleza aposta na liberdade estética. Redes sociais continuam influenciando esse movimento, com maquiagem sendo usada como forma de identidade visual.
Brilhos, delineados gráficos e combinações de cores voltam a ganhar espaço, especialmente entre o público jovem, que enxerga a maquiagem como extensão da personalidade.
fashion
LUXO ACESSÍVEL EM NOVA FASE
AS COLLABS VICTORIA BECKHAM COM A GAP E STELLA MCCARTNEY COM A H&M
REDEFINEM O CONSUMO DE MODA EM 2026
laine furtado @lainefurtado fashionreporterter
Em maio de 2026, o calendário da moda ganha um novo ponto de inflexão com duas colaborações que, mais do que lançamentos comerciais, funcionam como termômetro de comportamento e estratégia de mercado. De um lado, o retorno de Stella McCartney à H&M, exatamente 20 anos após a parceria que ajudou a inaugurar o conceito de luxo acessível no varejo global.
Do outro, a estreia de Victoria Beckham com a Gap, em uma colaboração que nasce já com vocação de continuidade e construção de marca. Juntas, essas iniciativas revelam não
apenas o amadurecimento das collabs, mas uma mudança mais profunda na forma como o consumidor se relaciona com moda, desejo e valor.
A nova coleção de Stella McCartney para a H&M chega ao mercado em 7 de maio carregando simbolismo. Em 2005, quando a estilista britânica assinou sua primeira linha para a rede sueca, o movimento ainda era visto com desconfiança por parte da indústria de luxo. A ideia de traduzir design autoral para um público mais amplo parecia, para muitos, uma ameaça à exclusividade. Duas
décadas depois, o cenário é outro. As collabs se tornaram parte essencial da engrenagem da moda — e o retorno de Stella não apenas legitima esse modelo, como o reposiciona dentro das demandas contemporâneas.
A coleção atual revisita o arquivo da designer, celebrando os 25 anos de sua marca com cerca de 58 peças que transitam entre alfaiataria precisa, vestidos de apelo noturno e propostas híbridas que dialogam com a rotina da mulher contemporânea. O conceito de “day-to-night dressing” aparece como fio condutor, refletindo um estilo de vida mais
STELLA MCCARTNEY & H&M COLLECTION VERÃO 2026
dinâmico e multifacetado. No entanto, o verdadeiro diferencial está na consistência de discurso: a sustentabilidade, que sempre foi um pilar da marca, surge agora como elemento central e não mais complementar. Materiais reciclados, alternativas ao couro e processos de produção mais conscientes reforçam a ideia de que o luxo do futuro não se mede apenas pelo design, mas também pelo impacto.
Se a colaboração com a H&M carrega o peso da história, a parceria entre Victoria Beckham e a Gap aponta para o futuro. Lançada em abril de 2026, a coleção marca um movimento estratégico de ambas as partes. Para a Gap, trata-se de um esforço claro de reposicionamento — sair de um território
puramente básico para ocupar um espaço mais aspiracional dentro do mercado. Para Victoria Beckham, é a oportunidade de expandir sua estética minimalista e sofisticada para um público mais amplo, sem perder a identidade construída ao longo de sua trajetória.
Com cerca de 38 peças, a coleção aposta em um guarda-roupa essencial elevado: jeans bem estruturados, trench coats, camisetas de corte preciso e alfaiataria casual com acabamento refinado. A proposta é clara — oferecer peças que não dependem de tendências passageiras, mas que se sustentam pela qualidade do design e pela versatilidade. Os preços, significativamente mais acessíveis do que a linha principal da estilista, reforçam o
X GAP COLLECTION VERÃO 2026
conceito de democratização, ao mesmo tempo em que mantêm um nível de percepção de valor elevado.
Um dos pontos mais interessantes dessa collab é sua natureza contínua. Diferentemente do modelo tradicional de cápsulas limitadas, que geram desejo imediato e esgotamento rápido, a parceria entre Victoria Beckham e Gap nasce com a proposta de múltiplas temporadas. Isso indica uma mudança estratégica importante: menos foco no hype e mais na construção de relacionamento com o consumidor. Em vez de apostar apenas na escassez como motor de venda, a ideia é criar consistência e fidelização.
Ao analisar essas duas colaborações em conjunto, fica evidente que estamos diante de duas fases distintas — e complementares — do mesmo fenômeno. A parceria entre Stella McCartney e H&M representa a consolidação de um modelo que, ao longo dos anos, provou sua eficácia comercial e relevância cultural. Já a collab entre Victoria Beckham e Gap sinaliza uma evolução desse formato, incorporando elementos como continuidade, coerência
VICTORIA BECKHAM
estética e alinhamento com o comportamento de consumo atual.
Esse comportamento, aliás, é peça-chave para entender o momento. O consumidor de 2026 é mais informado, mais exigente e menos disposto a comprar apenas pelo impulso. Há uma busca crescente por peças que façam sentido dentro de um guarda-roupa real, que possam ser usadas em diferentes contextos e que carreguem algum tipo de propósito — seja ele sustentável, emocional ou funcional. Nesse cenário, as collabs deixam de ser apenas eventos de marketing e passam a atuar como plataformas de experimentação e posicionamento.
Outro aspecto relevante é a transformação do próprio conceito de luxo. Se antes ele estava diretamente associado à exclusividade e ao preço elevado, hoje passa a incorporar valores como acessibilidade inteligente, transparência e responsabilidade. Stella McCartney, com sua abordagem sustentável, e Victoria Beckham, com seu foco em um minimalismo sofisticado e funcional, representam duas vertentes desse novo luxo — ambas alinhadas com as expectativas de um público que valoriza tanto estética quanto ética.
Do ponto de vista de mercado, essas colaborações também revelam estratégias distintas das grandes redes de fast fashion. A H&M continua investindo em parcerias de alto impacto, com forte apelo midiático e caráter quase colecionável. Já a Gap aposta em uma construção mais gradual, buscando reposicionar sua imagem por meio de associações consistentes com nomes relevantes da moda. São caminhos diferentes, mas que convergem para o mesmo objetivo: manter relevância em um setor cada vez mais competitivo e fragmentado.
Em última análise, o que essas duas collabs demonstram é que o modelo de luxo acessível não apenas sobreviveu ao teste do tempo, como evoluiu. Ele se tornou mais sofisticado, mais estratégico e mais alinhado com as demandas contemporâneas. E, ao que tudo indica, continuará sendo um dos principais motores de inovação dentro da indústria da moda.
Mais do que peças desejáveis, Stella McCartney para H&M e Victoria Beckham para Gap entregam narrativas. Narrativas sobre quem somos, como consumimos e o que valorizamos em um mundo onde estilo e significado caminham cada vez mais lado a lado.
STELLA MCCARTNEY
VICTORIA BECKHAM
REFORMA TRIBUTÁRIA AVANÇA, MAS IMPACTO NO CONSUMO ACENDE ALERTA ENTRE ESPECIALISTAS
REFORMA TRIBUTÁRIA AVANÇA NO BRASIL COM PROMESSA DE SIMPLIFICAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE IMPOSTOS. ESPECIALISTAS ALERTAM, PORÉM, PARA POSSÍVEIS IMPACTOS NO CONSUMO E NO CUSTO DE VIDA DAS FAMÍLIAS
A proposta de reforma tributária no Brasil tem avançado no Congresso com a promessa de simplificar um dos sistemas fiscais mais complexos do mundo. Com foco na unificação de tributos e na modernização da arrecadação, o projeto é apontado como um marco para melhorar o ambiente de negócios e impulsionar a economia.
No entanto, especialistas alertam que, na prática, os efeitos podem incluir aumento indireto da carga sobre o consumo — especialmente para a classe média e as famílias de menor renda.
O principal eixo da reforma é a substituição de diversos impostos atuais por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Entre os tributos que devem ser unificados estão PIS, Cofins, ICMS e ISS. A proposta prevê a criação de dois novos impostos — um de âmbito federal e outro compartilhado entre estados e municípios — com regras mais claras e cobrança no destino, ou seja, no local de consumo.
Na teoria, a simplificação deve reduzir custos operacionais para empresas, diminuir disputas judiciais e aumentar a transparência do sistema. Hoje, o Brasil convive com um modelo fragmen-
tado, repleto de exceções e regimes especiais, que gera insegurança jurídica e dificulta investimentos. Ao uniformizar regras, o governo espera estimular a produtividade e tornar o país mais competitivo no cenário internacional.
Contudo, o impacto sobre os preços finais ainda gera controvérsia. Economistas apontam que a migração para um sistema mais concentrado no consumo pode resultar em aumento de carga para determinados setores, especialmente serviços — como educação, saúde privada e tecnologia — que atualmente possuem regimes tributários diferenciados. Como esses segmentos têm forte presença no cotidiano da população, eventuais reajustes tendem a ser repassados ao consumidor.
Outro ponto sensível é a regressividade. Tributos sobre consumo afetam proporcionalmente mais as camadas de renda mais baixa, que destinam maior parte de seus ganhos ao consumo de bens e serviços.
Para mitigar esse efeito, o texto da reforma inclui mecanismos de devolução de impostos para famílias de baixa renda, além de alíquotas reduzidas para itens essenciais. Ainda assim, especialistas
questionam se essas compensações serão suficientes para neutralizar impactos inflacionários.
O setor produtivo também apresenta avaliações divergentes. Enquanto a indústria tende a se beneficiar da simplificação e da redução de cumulatividade, segmentos intensivos em mão de obra temem aumento de custos. Já o comércio acompanha com cautela, atento ao comportamento do consumidor diante de possíveis reajustes de preços.
Do ponto de vista fiscal, a reforma busca manter a neutralidade da carga tributária total, ou seja, sem aumento global de impostos. No entanto, essa neutralidade não impede redistribuições internas — o que significa que alguns setores e grupos sociais podem pagar mais, enquanto outros serão beneficiados. Essa redistribuição é justamente o centro do debate atual.
A implementação também será gradual, com um período de transição que pode se estender por anos. Durante esse tempo, empresas e governos terão de conviver com dois sistemas paralelos, o que exige adaptação tecnológica, capacitação e planejamento financeiro.
GERAÇÃO ALUGUEL: O NOVO RETRATO DO SONHO AMERICANO EM TRANSFORMAÇÃO américa
O tradicional ideal da casa própria — por décadas um dos pilares do chamado “sonho americano” — vem passando por uma transformação silenciosa, porém profunda. Em diferentes regiões dos Estados Unidos, especialmente nos grandes centros urbanos, cresce o número de pessoas que adiam ou simplesmente desistem da compra de um imóvel, consolidando o fenômeno conhecido como “geração aluguel”.
O movimento não é isolado nem recente, mas ganhou força nos últimos anos diante de uma combinação de fatores econômicos. Entre eles, destacam-se o aumento das taxas de juros, a valorização dos imóveis acima da renda média e o encarecimento do custo de vida. O resultado é um mercado cada vez mais inacessível para jovens e famílias de classe média, que encontram no aluguel não apenas uma alternativa temporária, mas uma condição de longo prazo.
Dados recentes do setor imobiliário apontam que a taxa média de financiamento habitacional permanece em níveis elevados, dificultando o acesso ao crédito. Ao mesmo tempo, o preço das casas continua subindo, impulsionado por uma oferta limitada e pela alta demanda em regiões economicamente dinâmicas. Em cidades como Miami, New York e Los Angeles, o cenário é ainda mais crítico, com valores que ultrapassam a capacidade de compra da maioria da população.
Esse novo contexto altera não apenas o mercado, mas também o comportamento das gerações mais jovens. Diferentemente de seus pais e avós, que viam a aquisição de um imóvel como um marco de estabilidade e sucesso, muitos millennials e integrantes da geração Z passam a valorizar flexibilidade, mobilidade e menor comprometimento financeiro. O aluguel, nesse sentido, oferece vantagens como menor responsabilidade com manutenção e maior liberdade geográfica — fatores que dialogam com um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e digital.
No entanto, especialistas alertam que essa mudança tem implicações de longo prazo. A ausência de um patrimônio imobiliário pode afetar a segurança financeira futura, especialmente na aposentadoria. Além disso, o pagamento contínuo de aluguel, sem a construção de capital próprio, amplia desigualdades e dificulta a ascensão econômica de parcelas da população.
Outro ponto de atenção é o impacto macroeconômico. O setor imobiliário historicamente desempenha um papel central na economia americana, influenciando desde o consumo até o crédito. Uma geração menos propensa à compra pode alterar essa dinâmica, exigindo novas estratégias por parte de construtoras, bancos e formuladores de políticas públicas.
Diante desse cenário, algumas iniciativas começam a surgir. Programas de incentivo à compra do primeiro imóvel, subsídios governamentais e modelos alternativos de financiamento são discutidos como formas de reequilibrar o mercado. Ainda assim, analistas destacam que soluções estruturais passam necessariamente pelo aumento da oferta habitacional e pela revisão de políticas urbanas.
Enquanto isso, a “geração aluguel” segue crescendo, redefinindo conceitos tradicionais de estabilidade e sucesso. Mais do que uma tendência passageira, o fenômeno reflete uma mudança profunda nas bases econômicas e sociais que sustentaram o mercado imobiliário por décadas.
A consolidação da geração aluguel revela um novo capítulo na relação entre indivíduos e patrimônio nos Estados Unidos. Pressionados por fatores econômicos e impulsionados por mudanças culturais, milhões de americanos estão redesenhando suas prioridades financeiras e estilos de vida. O que antes era visto como etapa essencial da vida adulta agora se torna uma escolha cada vez mais distante — ou até desnecessária. Resta saber se o mercado e as políticas públicas conseguirão se adaptar a essa nova realidade ou se o sonho da casa própria continuará, para muitos, fora de alcance.
flash SOUTH FLORIDA
JORNADA IDENTIDADE
Oevento Jornada Identidade reuniu mulheres brasileiras em uma imersão voltada ao autoconhecimento, posicionamento e desenvolvimento pessoal e profissional, criando um espaço de reflexão, troca e fortalecimento da identidade feminina. A proposta da experiência foi promover uma reconexão profunda com a essência de cada participante, oferecendo ferramentas práticas e reflexões que ampliam a clareza de propósito e a forma de se posicionar no mundo — tanto na vida pessoal quanto no ambiente profissional. A programação contou com palestras conduzidas por Carmem Lima, Priscila Cacicedo, Ana Paula Zalafe e Catia Poggian, que trouxeram conteúdos essenciais sobre identidade, imagem, estratégias de vendas e posicionamento nas redes sociais. As apresentações destacaram a importância de alinhar presença, comunicação e propósito como pilares para um crescimento consistente, consciente e autêntico. Durante o encontro, também foram reforçados os quatro fundamentos que sustentam a Jornada: SER, EXPRESSAR, SERVIR e EXPANDIR, conceitos que estruturam toda a metodologia da imersão e orientam o processo de evolução proposto às participantes.
by laine furtado @lainefurtado
BINGO BENEFICENTE DO BBG
OBingo Beneficente da Bolsa de Estudos Marília Ramos Ferguson foi realizado neste final de semana, reunindo a comunidade em uma tarde marcada por solidariedade, conexão e propósito. Promovido pelo Brazilian Business Group, o evento aconteceu no Galuppi’s e teve como principal objetivo arrecadar fundos para o programa de bolsas de estudo da Marília Ramos Ferguson Foundation. A iniciativa, que já se tornou um encontro significativo no calendário da comunidade brasileira, reforça a importância da educação como ferramenta de transformação social, apoiando estudantes e ampliando oportunidades por meio do acesso ao ensino. Mais do que um evento social, o bingo proporcionou momentos de convivência, networking e uma experiência leve e participativa, onde cada presença contribuiu diretamente para o fortalecimento do projeto.
EUROPA ENFRENTA CRISE ENERGÉTICA PROLONGADA E REDEFINE ESTRATÉGIAS DE SEGURANÇA
A crise energética na União Europeia, intensificada nos últimos anos por conflitos geopolíticos e pela histórica dependência de combustíveis fósseis importados, segue como um dos principais desafios do bloco. Mesmo após medidas emergenciais adotadas desde 2022, os países europeus ainda lidam com preços elevados, instabilidade no fornecimento e a necessidade urgente de reconfigurar suas matrizes energéticas.
O ponto de inflexão mais evidente ocorreu com a escalada da guerra envolvendo a Rússia e a Ucrânia, que expôs a vulnerabilidade europeia em relação ao gás natural russo. Durante décadas, diversas economias do bloco estruturaram sua política energética com base em importações relativamente baratas vindas de Moscou. Com a interrupção parcial desse fluxo, o continente foi forçado a buscar alternativas em ritmo acelerado.
A resposta inicial envolveu a diversificação de fornecedores, com aumento das importações de gás natural liquefeito (GNL) de países como Estados Unidos e Qatar. Paralelamente, governos ampliaram estoques estratégicos e adotaram medidas para reduzir o consumo, incluindo campanhas de eficiência energética e incentivos à indústria para otimizar processos. Ainda assim, essas soluções têm
custos elevados, refletidos tanto nas contas de energia quanto na competitividade industrial.
Países como Alemanha e França, motores econômicos do bloco, enfrentam dilemas complexos. A Alemanha, historicamente dependente do gás russo, precisou acelerar a construção de terminais de GNL e revisar sua política energética, enquanto a França, apesar de contar com forte matriz nuclear, também sofre com oscilações no sistema e necessidade de manutenção de suas usinas.
Além do impacto econômico, a crise energética europeia possui implicações sociais significativas. O aumento no custo de vida pressiona famílias e amplia o debate sobre pobreza energética — condição em que cidadãos não conseguem arcar com despesas básicas de aquecimento e eletricidade. Em resposta, diversos governos implementaram subsídios e pacotes de ajuda, mas tais medidas também elevam a pressão sobre as contas públicas.
No campo político, a crise tem impulsionado mudanças estruturais. A transição para fontes renováveis, antes vista como um objetivo de médio e longo prazo, passou a ser tratada como prioridade estratégica. Investimentos em energia solar, eólica e hidrogênio verde
foram intensificados, com o objetivo não apenas de reduzir emissões, mas também de garantir maior autonomia energética.
No entanto, especialistas alertam que a transição não ocorre sem desafios. A intermitência de fontes renováveis, a necessidade de modernização das redes elétricas e os altos custos iniciais de infraestrutura ainda representam obstáculos relevantes. Além disso, há divergências internas entre paísesmembros sobre o ritmo e as estratégias dessa transformação, refletindo diferentes realidades econômicas e políticas.
Outro fator que mantém a crise em evidência é a persistência das tensões geopolíticas globais. Instabilidades no Oriente Médio e disputas comerciais internacionais continuam influenciando o preço da energia e a segurança do abastecimento, tornando o cenário europeu ainda mais imprevisível.
Diante desse contexto, a União Europeia busca equilibrar três objetivos centrais: garantir segurança energética, manter a competitividade econômica e avançar na agenda climática. Trata-se de uma equação complexa, que exige coordenação entre países, investimentos robustos e políticas públicas consistentes.
interior design
DECORAÇÃO COM MEMÓRIA O VALOR DOS OBJETOS AFETIVOS NO DESIGN ATUAL
A decoração contemporânea vem passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. Se durante anos o ideal foi o ambiente minimalista, neutro e visualmente “limpo”, hoje cresce um movimento inverso: casas que contam histórias. Nesse novo olhar sobre o morar, os objetos afetivos deixam de ser elementos secundários e passam a ocupar um lugar central no design de interiores. Mais do que estética, eles carregam memória, identidade e pertencimento.
O lar contemporâneo já não busca apenas harmonia visual, mas significado. Fotografias antigas, peças herdadas da família, souvenirs de viagens, livros marcados pelo tempo e objetos aparentemente simples ganham protagonismo. Eles não estão ali apenas para decorar, mas para narrar quem vive naquele espaço. Cada item funciona como uma extensão da trajetória pessoal dos moradores, transformando a casa em um arquivo vivo de experiências.
Esse movimento também reflete uma mudança de comportamento mais ampla. Em um mundo cada vez mais digital, acelerado e padronizado por tendências globais, cresce a necessidade de ancoragem emocional. O lar se torna esse ponto de estabilidade. E os objetos afetivos funcionam como âncoras simbólicas, capazes de evocar lembranças, sensações e vínculos que o tempo não apaga.
Arquitetos e designers de interiores observam essa virada com atenção. Projetos recentes já não partem apenas de paletas de cores ou estilos definidos — como escandinavo, industrial ou contemporâneo —, mas de histórias pessoais. Antes de escolher um sofá ou uma luminária, muitos profissionais buscam entender a biografia do cliente: onde viveu, o que coleciona, quais memórias deseja preservar. O resultado são espaços menos genéricos e mais autorais.
debora lousa @deboralousa
Essa tendência também dialoga com o conceito de “decoração narrativa”. Em vez de ambientes concebidos como vitrines perfeitas, surge a ideia de espaços em constante construção, onde cada objeto tem um motivo para existir. Um vaso de cerâmica comprado em uma viagem pode conviver com uma poltrona moderna de design assinado. Uma fotografia em preto e branco pode dividir a parede com uma obra contemporânea. O contraste deixa de ser um problema e passa a ser linguagem.
Outro ponto importante é a valorização do imperfeito. Objetos antigos, desgastados pelo uso, ganham novo status dentro dessa estética da memória. Uma mesa riscada, uma louça com pequenas marcas do tempo ou um tecido desbotado não são mais vistos como sinais de desgaste, mas como registros de vida. Esse olhar aproxima a decoração que reconhece beleza na passagem do tempo.
Além disso, há um componente emocional cada vez mais evidente. Estudos sobre bem-estar e psicologia ambiental indicam que ambientes com elementos pessoais tendem a gerar maior sensação de conforto e segurança emocional. Em outras palavras, viver cercado por objetos que contam a própria história não é apenas uma escolha estética, mas também afetiva e, em certa medida, terapêutica.
As redes sociais também desempenham um papel nessa transformação. Plataformas visuais impulsionaram por anos o padrão das casas “perfeitas”, quase sempre homogêneas e pouco personalizadas. Agora, no entanto, cresce uma valorização do autêntico.
Perfis de decoração que mostram lares reais, com imperfeições e histórias visíveis, têm ganhado mais engajamento do que ambientes excessivamente produzidos. O público parece
mais interessado em identificação do que em idealização.
Nesse contexto, o objeto afetivo se torna protagonista. Ele pode ser um simples relógio de parede que pertenceu aos avós, um quadro pintado por um amigo ou até uma lembrança de infância guardada sem grande valor material, mas carregada de significado. O importante não é o custo, e sim a conexão emocional que ele estabelece com quem habita o espaço.
A curadoria desses objetos também se tornou parte do processo de decorar. Em vez de acumular itens, há uma seleção consciente do que realmente representa algo. Essa escolha dá origem a ambientes mais leves, porém profundamente pessoais. Cada peça tem um papel, uma história e um lugar definido dentro da narrativa da casa.
Ao mesmo tempo, o design contemporâneo
começa a se adaptar a essa realidade. Estantes abertas, nichos personalizados, prateleiras flexíveis e espaços pensados para exposição de memórias são cada vez mais comuns em projetos residenciais. A arquitetura deixa de esconder a vida cotidiana e passa a emoldurá-la.
No fim, decorar com memória é também uma forma de resistência. Resistência à padronização, ao consumo acelerado e à ideia de que o novo é sempre superior ao antigo. É um movimento que devolve à casa sua função mais essencial: ser um espaço de pertencimento.
Mais do que tendência, essa abordagem aponta para uma mudança de sensibilidade. O lar deixa de ser apenas um cenário e passa a ser um espelho emocional. E nesse espelho, cada objeto conta uma parte da história — não como peça decorativa, mas como fragmento de vida preservado no tempo.
turismo
O RENASCIMENTO DAS GRANDES CIDADES NOVA YORK, PARIS E LONDRES REINVENTAM O TURISMO URBANO COM NOVAS EXPERIÊNCIAS CULTURAIS
Em um cenário global em que o turismo se reinventa após anos de mudanças profundas nos hábitos de viagem, três metrópoles continuam ocupando o centro do imaginário mundial — não como destinos consolidados e previsíveis, mas como territórios em constante transformação. New York City, Paris e London vivem, em 2026, um novo ciclo de renovação turística.
Mais do que cartões-postais clássicos, essas cidades passam a oferecer experiências culturais expandidas, novos formatos de hospedagem, circuitos urbanos imersivos e uma curadoria
laine furtado @lainefurtado fashionreporter
sofisticada de vivências que dialogam com um viajante mais exigente, conectado e sensorial.
O turismo urbano, que por muito tempo se apoiou em monumentos icônicos e roteiros tradicionais, agora se desloca para uma lógica de profundidade. A pergunta não é mais “o que visitar?”, mas “como viver a cidade?”. E é justamente nessa mudança de perspectiva que Nova York, Paris e Londres se reposicionam.
NOVA YORK: A REINVENÇÃO DA EXPERIÊNCIA URBANA
Em New York City, o turismo sempre esteve ligado ao excesso: luzes, ritmo acelerado, diversidade e intensidade. No entanto, o que se observa agora é uma reorganização desse caos em experiências mais curadas e personalizadas. Bairros como Brooklyn, Queens e o revitalizado Lower Manhattan se tornaram polos de vivência cultural descentralizada, deslocando o turista do eixo tradicional de Midtown.
Museus como o MoMA e o Whitney Museum continuam fundamentais, mas a cidade amplia sua narrativa através de galerias independen-
new york
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tes, estúdios abertos e espaços híbridos que combinam arte, gastronomia e performance. A cena gastronômica também reforça esse movimento, com restaurantes que funcionam como extensões de experiências culturais, onde chefs contam histórias de imigração, identidade e pertencimento através do prato.
Outro ponto de transformação está no turismo arquitetônico contemporâneo. Novos arranha-céus com design sustentável e mirantes imersivos redefinem o skyline como experiência sensorial. O visitante não apenas observa a cidade do alto — ele interage com ela por meio de instalações digitais e narrativas em realidade aumentada.
Há também um crescimento do turismo de “microexperiências”, em que o viajante escolhe recortes muito específicos da cidade: uma tarde em livrarias independentes de Manhattan, um circuito de jazz no Harlem ou um roteiro de arte urbana no Bronx. Nova York deixa de
ser apenas destino e passa a ser plataforma de experiências fragmentadas, mas profundamente significativas.
PARIS: ENTRE A TRADIÇÃO E A REINVENÇÃO ESTÉTICA
Se há uma cidade que simboliza o equilíbrio entre herança e inovação, essa cidade é Paris. Em 2026, a capital francesa reafirma seu papel como epicentro cultural global, mas com uma nova leitura do luxo: mais silencioso, mais experiencial e menos óbvio.
Os museus clássicos, como o Louvre e o Musée d’Orsay, continuam sendo pilares incontornáveis, mas o turismo cultural em Paris se expande para além deles. A cidade investe em novos polos artísticos em áreas como o 13º arrondissement e a periferia criativa, onde antigos espaços industriais foram convertidos em centros de arte contemporânea, ateliês e residências artísticas.
O turismo de moda também ganha nova dimensão. Paris deixa de ser apenas palco de desfiles e se transforma em um laboratório vivo de estilo. Experiências como visitas a ateliês de alta-costura, encontros com artesãos e tours por arquivos históricos de maisons tradicionais passam a compor um novo tipo de roteiro.
A gastronomia parisiense, por sua vez, se reinventa ao incorporar influências globais sem perder sua identidade. Bistrôs contemporâneos convivem com restaurantes estrelados, enquanto mercados locais ganham status de atração turística por si só. Comer em Paris deixa de ser apenas um ato culinário e passa a ser uma forma de leitura cultural da cidade.
Outro elemento central dessa transformação é o turismo guiado por narrativa. Em vez de roteiros fixos, surgem experiências que contam histórias da cidade por meio de personagens históricos, literatura e cinema, criando uma imersão quase cinematográfica no espaço urbano.
paris
londres
Paris, nesse contexto, reforça sua capacidade de se reinventar sem perder sua essência — um equilíbrio raro entre preservação e inovação.
bairro funciona como uma narrativa independente.
CONTEMPORÂNEA
LONDRES: O LABORATÓRIO URBANO DA DIVERSIDADE
Em London, o renascimento do turismo urbano está diretamente ligado à sua identidade multicultural. A cidade se afirma como um grande laboratório de convivência global, onde cada
Regiões como Shoreditch, Notting Hill e Southbank se consolidam como polos de inovação cultural. A arte de rua, os mercados gastronômicos e os espaços de coworking criativo transformam o cotidiano em experiência turística contínua. Londres deixa de ser apenas visitada e passa a ser vivida em camadas.
Os museus britânicos, como o British Museum e a Tate Modern, continuam como referências globais, mas a cidade amplia sua oferta cultural com experiências imersivas, exposições digitais e eventos temporários que mudam constantemente a paisagem cultural.
A gastronomia londrina, historicamente subestimada, vive uma fase de afirmação. A cidade se tornou um dos principais polos de culinária global, com restaurantes que representam prati-
camente todas as cozinhas do mundo. Esse mosaico alimentar reforça a identidade cosmopolita da cidade e se transforma em um dos principais atrativos turísticos.
Outro destaque é o turismo literário e histórico reinterpretado. Em vez de roteiros tradicionais sobre a monarquia ou o período vitoriano, surgem experiências que conectam literatura contemporânea, cinema e música à paisagem urbana, criando novas formas de leitura da cidade.
O NOVO TURISMO URBANO: ENTRE CURADORIA E EXPERIÊNCIA
O que une Nova York, Paris e Londres nesse novo ciclo não é apenas sua relevância histórica, mas sua capacidade de se adaptar a um turista que busca mais do que pontos turísticos. O viajante contemporâneo deseja profundidade, autenticidade e personalização.
O turismo urbano deixa de ser linear e passa a ser modular. O visitante monta sua própria cidade dentro da cidade, combinando arte, gastronomia, arquitetura, música e experiências sensoriais. Nesse contexto, as grandes metrópoles se tornam plataformas abertas, em constante atualização.
Outro fator determinante é a tecnologia. Aplicativos de curadoria cultural, experiências em realidade aumentada e roteiros guiados por inteligência artificial redefinem a forma de explorar o espaço urbano. A cidade passa a responder ao visitante em tempo real, adaptando-se ao seu perfil e interesses.
Ao mesmo tempo, cresce a valorização do tempo lento dentro das grandes cidades. Em meio à velocidade, surge o desejo de permanência: cafés de bairro, livrarias independentes, parques urbanos e espaços de contemplação ganham protagonismo.
UM NOVO CAPÍTULO PARA AS METRÓPOLES GLOBAIS
O renascimento de New York City, Paris e London não representa uma ruptura com o passado, mas uma expansão dele. São cidades que continuam a ser símbolos globais, mas agora operam em uma lógica mais complexa, sensorial e fragmentada.
O turismo deixa de ser apenas deslocamento físico e se transforma em construção de experiências. E essas três metrópoles, cada uma à sua maneira, mostram que o futuro do turismo urbano não está em visitar a cidade, mas em habitá-la, ainda que por alguns dias, de forma intensa, personalizada e profundamente cultural. londres
paris
saúde
DESCOBERTAS CIENTÍFICAS ACELERAM NOVA FASE DA MEDICINA GLOBAL
AVANÇOS CIENTÍFICOS EM GENÉTICA, IA E BIOTECNOLOGIA ESTÃO REDEFININDO DIAGNÓSTICOS E TRATAMENTOS MÉDICOS EM ESCALA GLOBAL. A MEDICINA ENTRA EM UMA NOVA ERA, MAIS PREVENTIVA, PERSONALIZADA E BASEADA EM DADOS
A ciência vive, em 2026, um dos períodos mais dinâmicos das últimas décadas. Avanços recentes em genética, inteligência artificial e biotecnologia estão transformando a forma como doenças são diagnosticadas e tratadas, apontando para uma medicina mais personalizada, preventiva e baseada em dados. Estudos publicados em centros de pesquisa dos Estados Unidos, China e Europa indicam que o ritmo de inovação não apenas se manteve após a pandemia, como se acelerou em áreas-chave.
Um dos destaques mais relevantes é o avanço da terapia genética. Segundo dados divulgados durante o Breakthrough Prize de 2026, pesquisadores foram responsáveis por desenvolver a primeira terapia gênica aprovada para uma doença hereditária rara, abrindo caminho para tratamentos mais amplos baseados na correção de mutações no DNA. Em paralelo, novos estudos clínicos mostram resultados promissores em doenças como anemia falciforme e distúrbios neurológicos, reforçando o potencial dessa tecnologia.
Outro campo em rápida expansão é o
das vacinas de nova geração, especialmente as baseadas em RNA mensageiro. Pesquisas recentes indicam que essas plataformas estão sendo adaptadas não apenas para doenças infecciosas, mas também para o tratamento de câncer. Um levantamento científico de 2025 aponta que vacinas de RNA personalizadas já apresentaram redução de até 44% na recorrência de tumores em testes clínicos combinados com imunoterapia.
Além disso, mais de 120 ensaios clínicos estão em andamento, consolidando essa abordagem como uma das mais promissoras da oncologia moderna.
A inteligência artificial aplicada à saúde também se tornou um dos motores da inovação. Sistemas avançados já conseguem analisar exames de imagem e dados clínicos com alta precisão, auxiliando na detecção precoce de câncer, doenças cardíacas e condições neurodegenerativas. Em alguns casos, algoritmos conseguem identificar padrões de risco antes mesmo do aparecimento de sintomas, o que reforça o avanço de uma medicina preditiva.
Na área da oncologia, novas descober -
tas também chamam atenção. Estudos recentes mostram que medicamentos direcionados a proteínas específicas do câncer, como o KRAS, conseguiram quase dobrar a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas em ensaios clínicos avançados. Esse tipo de abordagem representa uma mudança importante em um dos tumores mais letais e difíceis de tratar.
Outro avanço significativo vem da medicina regenerativa. Pesquisadores conseguiram desenvolver tecidos funcionais em laboratório a partir de células-tronco, incluindo estruturas cardíacas e sistemas urinários iniciais. Embora ainda em fase experimental, esses estudos indicam um futuro em que será possível substituir ou regenerar órgãos humanos danificados.
Além disso, a ciência tem ampliado a compreensão sobre a relação entre sistema imunológico e doenças crônicas. Descobertas recentes sobre células reguladoras do sistema imune mostram potencial para novos tratamentos contra doenças autoimunes, câncer e rejeição de transplantes, abrindo novas frentes terapêuticas.
DESTAQUE
AS TRÊS HORAS QUE MUDARAM A
MINHA VIDA
POR SILU SCHEFFER
No mês de maio, o Projeto Superar e Ser Feliz apresenta a história comovente de uma mãe e da sobrevivência de seu bebê, tendo a fé como fio condutor de toda a jornada. Era para ser apenas mais uma viagem em família, um descanso merecido depois de uma gestação desafiadora e da chegada antecipada de um bebê tão esperado. Mas, em questão de horas, um simples “ronquinho” se transformou em uma corrida contra o tempo. Entre diagnósticos incertos e um prazo de três horas para um milagre acontecer, esta é uma história real de desespero, esperança e fé que mobilizou pessoas ao redor do mundo e mudou uma família para sempre.
AS 3 HORAS QUE MUDARAM MINHA VIDA: O MILAGRE DE OTTO
Estava tudo certo, tudo planejado para as nossas férias. O nosso bebê estava com sete meses de vida, lindo, sorridente, magrinho — afinal, nasceu prematuro —, mas era um bebê muito feliz. Enfim, minhas férias tão merecidas, depois de tudo o que passamos com a gestação e com o nascimento antecipado do Otto, incluindo um período de internação, soavam como um alívio. Eu planejei tudo. Escolhi o melhor apartamento de frente para o mar, do jeito que sempre quis. Estava tudo certo.
Saímos na terça-feira, e o Otto estava super feliz, sorrindo para todo mundo, encantando por onde passava. Pegamos um voo, e ocorreu tudo bem. Chegamos ao Rio de Janeiro na quarta-feira de manhã. Uma amiga nos recebeu, minha mãe também chegou para ficar conosco, e tudo estava correndo muito bem.
Na quinta-feira, Otto amanheceu com um leve “ronquinho”. Chamei a pediatra e marquei uma consulta — ela poderia atendê-lo na sexta-feira. Ainda na quinta, ela enviou uma fisioterapeuta para fazer uma limpeza nasal e avaliar seu estado. A profissional disse que estava tudo bem, que havia um pouco de catarro, mas nada que parecesse grave. Na sexta-feira, seria a consulta. Chegamos ao consultório no fim da
tarde, por volta das cinco horas, e, das cinco às oito da noite, a médica ficou limpando o nariz dele e afirmando que ele estava mal.
QUANDO UM SIMPLES “RONQUINHO” VIROU UMA LUTA PELA VIDA
E eu pensava: como ele poderia estar mal? Ele parecia bem, estava sorrindo. Eu não conseguia enxergar nada diferente. Afinal, levei-o à pediatra esperando que ela prescrevesse um xarope e dissesse que ficaria tudo bem, como acontece com tantas crianças. Mas ela insistia. Disse que o quadro não era bom e que o melhor seria levá-lo à emergência. Por precaução, eu o levei. Isso era por volta das oito e meia da noite.
Às cinco da manhã, ele foi colocado em coma, porque já não conseguia mais respirar. Foi um choque aceitar que um bebê tão pequeno precisasse disso. E ali estava ele, em uma UTI, em coma, com mais de 20 aparelhos para mantê-lo vivo.
Era para serem férias. De repente, estávamos dormindo no chão, em um colchonete na sala dos pais, vendo nosso filho lutar pela vida sem poder fazer nada — apenas orar.
Eu não conseguia nem pensar em postar nada. Coloquei algo nos stories, pedi oração, mas nada além disso. Não tinha cabeça, não tinha tempo, não parecia apropriado. Os médicos diziam o tempo todo que ele pioraria antes de melhorar. Afinal, era “apenas” uma bronquiolite aguda. Mas, no caso do Otto, não era só isso. Ele era prematuro, seu pulmão ainda era frágil, e aquela bronquiolite estava levando o meu filho.
Sábado, domingo… e, na segunda-feira, meu marido foi buscar meu sogro no aeroporto — ele veio de Miami para ficar conosco. Eu tinha saído para comer algo. Quando voltei ao quarto, vi uma secreção saindo do nariz dele. Era marrom, espessa, forte. Pensei: isso não é normal. Ele está entubado, em coma. Como pode haver secreção?
ENTRE A FÉ E O MEDO: DIAS QUE MUDARAM TUDo
Algo estava acontecendo. Chamei a enfermeira e, em segundos, toda a equipe médica estava no quarto. Se você me perguntar quanto tempo passou, eu não sei. Talvez 20 minutos. Talvez
SILU SCHEFFER E OTTO / FOTO: X STUDIO MIAMI
horas. A sensação foi de colapso. Meu corpo estava ali, mas minha alma parecia ausente.
Eu estava no chão, chorando, pedindo a Deus um milagre, sem entender exatamente o que estava acontecendo, mas sabendo que era grave.
A médica saiu e disse:
“— O Otto está muito, muito mal.” O intestino havia parado. O estômago não funcionava mais. Ele não podia receber leite. Os rins estavam falhando. Precisava de hemodiálise. Precisava de transfusão urgente. Perguntei: “— O que isso significa? E ela respondeu: “— Ele está em falência múltipla dos órgãos. Está morrendo. Se não reagir em três horas, não há mais o que fazer. Não existe mais protocolo. Tudo o que podia ser feito já foi feito. Agora, é orar.” Eu e meu marido caímos no chão. Ele era o bebê mais grave daquela UTI. Todos o conheciam — da recepção ao manobrista. Era o bebê que iria morrer.
Mesmo assim, os médicos continuavam tentando: ajustando medicações, buscando sangue, fazendo tudo o possível. Ele ainda estava dentro da janela das três horas. Foi quando um padre passou. Eu pedi: “— O senhor pode orar pelo meu filho?” Ele entrou no quarto e perguntou: “— Ele já foi batizado?” Respondi: “— Não.” Ele tinha sete meses… e ainda não havia sido batizado. O padre disse: “— Vamos batizar agora.” E ali, naquele quarto, meu filho foi batizado e recebeu a extrema-unção. Sem festa, sem roupa especial, sem preparação — apenas fé. Fui para a capela. Rezei como nunca. Pedi com toda a minha força.
E não fui só eu. O mundo inteiro começou a orar pelo meu filho. Grupos com centenas de
pessoas. Gente acordando às três da manhã. Pessoas que não oravam há anos. Gente no Vaticano, na Colômbia, na Venezuela, em todos os lugares. Pessoas que se ajoelhavam, pediam e acreditavam. E ele superou as três horas. Depois, mais seis. Ainda muito delicado, mas, a cada minuto, mais distante da morte e mais próximo da vida. Um pastor me ligou e disse algo que nunca esqueci: que as pessoas achariam que estavam orando pelo Otto, mas que, na verdade, seriam elas que receberiam milagres.
E assim foi. As mensagens começaram a chegar: “Eu não orava há anos e orei pelo teu filho.” “Coisas lindas aconteceram na minha vida.” “Recebi bênçãos.” Amigos que não entravam em uma igreja há mais de dez anos pararam seus carros, entraram, se ajoelharam e pediram pela vida do meu filho. E, até hoje, as pessoas me param. “— Você é a mãe do Otto? Eu orei por ele.” E eu respondo: “Sim. Ele é o milagre de Deus.” Depois de 20 dias internado, ele recebeu alta — muito debilitado, muito magrinho, mas vivo.
Hoje, cresce, ama os animais, abraça árvores e descobre o mundo com pureza. E eu tenho certeza de que ele tem uma missão. Porque já era um milagre antes de nascer — e, depois, voltou à vida.
PROJETO SUPERAR E SER FELIZ
O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora
Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.
O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo Website: www.superareserfeliz.com
Parcerias:
Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta
Rosali de Castro Aguiar - Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica
Silu Scheffer é escritora, palestrante e especialista em investimentos em vacation rentals na Flórida, onde conecta propósito, estratégia e visão de mercado. Catarinense, aos 47 anos, construiu uma trajetória marcada por força e reinvenção: sobrevivente de câncer de mama, viveu a maternidade aos 45 anos, contrariando todas as expectativas.
Flavia Duarte - Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida
Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com
SILU SCHEFFER E OTTO FOTO: X STUDIO MIAMI
ANNA WINTOUR, THE GUIDING FORCE BEHIND THE MET GALA AND GLOBAL EDITORIAL DIRECTOR OF CONDÉ NAST. LAUREN SÁNCHEZ, ONE OF THIS YEAR’S PATRONS OF THE EVENT. CHLOE MALLE, LEADING THE EDITORIAL DIRECTION OF VOGUE US.
MET GALA 2026: WHEN FASHION BECOMES ART
WRITEEN BY LAINE FURTADO @LAINEFURTADO_FASHIONREPORTER
For decades, the Met Gala has existed at the intersection of fashion, culture, and spectacle. More than a red carpet event, it functions as a global stage where clothing becomes narrative, and where the boundaries between art, performance, and identity are deliberately blurred. The 2026 edition reinforced this legacy with striking clarity.
With the theme “Fashion Is Art”, the Metropolitan Museum of Art once again transformed its steps into a symbolic extension of the museum itself. The red carpet was no longer simply a runway for celebrity dressing — it became a curated space where fashion attempted to enter the same conceptual territory as painting, sculpture, and installation art.
Yet, as in every Met Gala edition, the tension between concept and execution was visible. Some guests fully embraced the theme, presenting looks that engaged deeply with art history, form, structure, and visual storytelling. Others interpreted the brief more loosely, prioritizing
glamour, visibility, or personal branding over conceptual alignment. This duality has become part of what defines the Met Gala itself: a constant negotiation between fashion as discipline and fashion as entertainment.
At the core of the event’s structure remains Anna Wintour, who continues to operate as one of the most influential figures in global fashion through her leadership role at Condé Nast. Her presence at the Met Gala is not merely symbolic — it is curatorial. The event, in many ways, reflects her long-standing vision of fashion as cultural authority.
Alongside this established structure, a generational shift is becoming increasingly visible. Chloe Malle represents this transition within Vogue US editorial leadership, marking a new phase in how the magazine interprets fashion narratives for a contemporary audience. Her role reflects a broader evolution within fashion media itself — one that balances legacy authority with new editorial
perspectives shaped by digital culture, diversity of voice, and shifting aesthetic codes.
Also present among the evening’s key figures was Lauren Sánchez, one of the event’s patrons, reinforcing the Met Gala’s continued relationship with cultural influence, philanthropy, and social visibility. The patronage structure of the gala remains an essential part of its ecosystem, bridging fashion, entertainment, and global cultural capital.
On the red carpet, several looks stood out for their visual impact and conceptual intent. Beyoncé made a powerful return to the Met Gala in a crystal-embellished creation by Olivier Rousteing, a look that leaned heavily into sculptural brilliance and theatrical precision. Her presence once again underscored her role not only as a musical icon but as a recurring reference point in fashion’s contemporary mythology.
Nicole Kidman offered a contrasting approach,
embracing timeless elegance in a bold red Chanel gown. Her look reflected a different kind of relationship with the theme — one grounded in refinement, restraint, and the enduring codes of haute couture rather than overt conceptual construction.
Meanwhile, Kendall Jenner presented a modern interpretation of Greek-inspired aesthetics, reflecting the continued influence of classical references in contemporary fashion design. Her look contributed to the ongoing dialogue between antiquity and modernity that frequently reappears in red carpet styling, particularly at events where fashion is expected to engage with artistic heritage.
One of the most culturally resonant moments of the evening came through the symbolic reunion of Anne Hathaway and Emily Blunt, evoking the enduring cultural impact of The Devil Wears Prada. Their presence together on the Met Gala red carpet served as a reminder of how deeply fashion is embedded in cinematic storytelling and popular imagination. The absence of Meryl Streep only amplified the cultural reference, reinforcing the film’s mythology within fashion discourse even decades after its release.
Beyond individual looks and celebrity moments, the 2026 Met Gala functioned as a broader reflection on the current state of fashion itself. The theme “Fashion Is Art” invited both participants and observers to reconsider what it means for clothing
to operate within an artistic framework. Is fashion art because of its intention, its execution, or its reception? Or does it exist in a hybrid space that continuously resists categorization?
The most compelling answers offered during the evening were not necessarily found in the most elaborate garments, but in those that engaged meaningfully with structure, narrative, and visual language. In this sense, the Met Gala continues to operate less as a traditional fashion event and more as a cultural laboratory — one where ideas about beauty, identity, and representation are tested in real time, under global visibility.
At its best, the Met Gala is not about consensus. It is about tension: between concept and commerce, artistry and celebrity, museum and media. The 2026 edition embraced this tension fully, allowing contradictions to exist side by side without resolution. And perhaps that is precisely what keeps the event culturally relevant year after year.
Fashion, ultimately, does not exist in isolation. It is shaped by the world it reflects — and in turn, it helps shape how that world is seen. The Met Gala, in its most successful moments, captures this exchange with clarity.
The 2026 edition reaffirmed that fashion is not merely something to be worn. It is something to be read, interpreted, and remembered.
ponto de vista
solange gomes @solange mesquita gomes
MO CUIDADO COMO TECNOLOGIA DA VIDA E A CONSTRUÇÃO DO FEMININO
aio é o mês das mães, um tempo em que essa presença ganha visibilidade, reconhecimento e valor. Celebramos quem ampara, sustenta,cuida, acompanha, pois isso é fundamental para que a vida aconteça. O ser humano nasce em uma fragilidade absoluta e leva tempo para conquistar sua autonomia física, mental e psicológica. E, com a complexidade do mundo, esse tempo se estende. Não se trata apenas de sobreviver. Durante esse percurso, dependemos do abrigo de um colo e do cuidado de alguém que decide se doar para que possamos existir.
A antropóloga Margaret Mead aponta um dos primeiros sinais de civilização: um fêmur que havia sido quebrado e cicatrizado. Na natureza, uma perna quebrada é uma sentença de morte. Um animal ferido é presa fácil. Se aquele osso se regenerou, é porque alguém parou, protegeu, alimentou e sustentou esse outro ser até que ele pudesse voltar a caminhar.
O amparo não é apenas um gesto de bondade. É uma estratégia adaptativa sofisticada. O cuidado permite que a espécie cresça, se organize e se desenvolva. É uma das tecnologias mais fundamentais da humanidade, responsável pela continuidade da vida.
Dada a nossa fragilidade e a hostilidade do mundo, o cuidado foi o que garantiu nossa sobrevivência. Sem o amparo, a humanidade dificilmente teria persistido. E, ao longo do tempo, essa função foi sendo atribuída, de forma predominante, à mulher.
Mesmo nas gerações mais recentes, em que a igualdade vem sendo construída, essa expectativa continua presente. Desde cedo, a menina é conduzida ao lugar de quem cuida, protege e acompanha.
Não como escolha, mas como ensinamento, como expectativa. Isso aparece no brincar, quando por exemplo a menina brinca de boneca e de cozinhadinho, aprendendo, desde cedo, a cuidar. Aparece no cotidiano: se dois irmãos estão por perto e o bebê deixa a chupeta cair, é para a menina que o olhar se volta, esperando o movimento de recolher e atender.
Espera-se que ela seja delicada, mais contida. Via de regra, a menina é mais tolhida em sua espontaneidade. Socialmente, dizer que um menino é estabanado muitas vezes funciona quase como uma autorização para certas bagunças. Já dizer que uma menina é estabanada soa como crítica, um sinal de que ela falhou na expectativa de ser cuidadosa, caprichosa, delicada.
É da mulher, principalmente, que se espera a responsabilidade pelo bem-estar e crescimento do outro. Espera-se um amor tão generoso que, ao beijar o sapo, ele se torne príncipe. Assim, essa função nos atravessa, tenhamos filhos ou não.
Somos convidadas a ser cuidadosas no trabalho, nas amizades, na família, organizando, acolhendo e sustentando.O ponto mais delicado é que tudo isso é percebido como natural, como se não tivesse custo. Mas tem!
Se não estabelecermos limites quando necessário, isso pode se transformar em sobrecarga. O cuidado é essencial, é a base da vida e da continuidade. Mas, é preciso que quem cuida também esteja incluída nesse espaço.
Talvez seja exatamente esse o convite de maio: não apenas celebrar as mães que trouxeram um ser humano ao mundo, mas reconhecer o valor de todas as mulheres que sustentam e contribuem para a vida ao seu redor. E, sobretudo, lembrar que quem cuida também merece ser cuidada. Quem valida, merece ser validada.
Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que, de tantas formas, garantem que a vida continue a caminhar.
SOLANGE GOMES é mestra em Psicologia, Constelação Familiar e Escritora. Tem mais de 20 anos de experiência na de pisicologia.