

PAMELA LIMA






Falta pouco para o mundo voltar a respirar futebol. Em 2026, a FIFA World Cup 2026 promete ir além das quatro linhas e transformar novamente o esporte em um dos maiores fenômenos culturais do planeta. Mais do que uma competição, a Copa do Mundo é um encontro de histórias, emoções e identidades que atravessam fronteiras e unem milhões de pessoas em uma mesma sintonia. A cada edição, o torneio reafirma sua capacidade de mobilizar nações inteiras. Ruas ganham bandeiras, famílias se reúnem diante da televisão, bares lotam, aeroportos se transformam em corredores de torcedores e o futebol volta a ocupar o centro das conversas. Existe algo de simbólico na Copa: por algumas semanas, o mundo desacelera para acompanhar um espetáculo que mistura paixão, patriotismo e entretenimento.
A edição de 2026 também marca um novo momento para o futebol global. Com jogos acontecendo nos United States, Canada e Mexico, o campeonato amplia sua dimensão internacional e reforça a força econômica e cultural do esporte. Será a primeira vez que três países sediarão juntos uma Copa do Mundo, além de representar a estreia do formato com 48 seleções participantes.
Mas enquanto estádios são preparados e seleções iniciam seus planejamentos, o clima de Copa já começa a aparecer muito antes do apito inicial. A moda incorpora referências esportivas, marcas lançam coleções especiais, campanhas publicitárias ganham estética inspirada no futebol e até o turismo passa a sentir os impactos do evento. A Copa movimenta mercados, cria tendências e influencia comportamentos de maneira única.
No Brasil, país que construiu uma relação histórica com o futebol, a expectativa ganha contornos ainda mais emocionais. Independentemente dos resultados dentro de campo, existe sempre uma esperança coletiva de reviver momentos inesquecíveis, descobrir novos ídolos e celebrar a força do esporte como elemento de união.
Em um cenário global frequentemente marcado por divisões, a Copa do Mundo continua sendo um raro instante em que culturas diferentes compartilham a mesma emoção. E talvez seja exatamente por isso que, mesmo antes de começar, ela já mobiliza tanta gente. Afinal, entrar em ritmo de Copa é também permitir que a paixão pelo futebol reacenda memórias, desperte sonhos e lembre ao mundo do poder que o esporte tem de conectar pessoas.




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PAMELA LIMA
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ALEthéA MAntOVAnI
AndREA LAdIsLAu
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dra. andrea ladislau @dra.andrealadislau

QUANDO O EXCESSO SE TORNA ANESTESIA EMOCIONAL
Muitas vezes, o excesso não é apenas exagero. Pode ser uma tentativa silenciosa de anestesiar emoções que ainda não conseguimos compreender completamente. E, na maioria das vezes, isso acontece de forma quase imperceptível. Nem sempre percebemos conscientemente quando determinados comportamentos deixam de ser apenas hábitos e passam a funcionar como mecanismos emocionais de compensação.
O cérebro humano tende a buscar alívio imediato para desconfortos internos que parecem difíceis demais de elaborar. É uma resposta natural. Quando algo dói emocionalmente — seja uma sensação de vazio, insegurança, rejeição, solidão, frustração ou ansiedade — a mente procura caminhos rápidos para diminuir aquele impacto. O problema é que esses caminhos nem sempre resolvem a origem da dor. Muitas vezes, apenas abafam temporariamente o incômodo.
Por isso, algumas pessoas mergulham excessivamente no trabalho, outras no consumo, na necessidade constante de validação, nas redes sociais, em relacionamentos, em distrações contínuas ou até em rotinas extremamente aceleradas. Não necessariamente porque aquilo as preencha de verdade, mas
porque, por alguns instantes, reduz o contato com aquilo que falta internamente.
O excesso, nesse contexto, deixa de ser apenas comportamento e passa a assumir uma função emocional. Ele atua como uma espécie de anestesia temporária. Enquanto existe estímulo, movimento, barulho ou ocupação, existe também menos espaço para entrar em contato com emoções difíceis. O silêncio emocional acaba sendo adiado.
MAS EXISTE UM CUSTO SILENCIOSO NESSE PROCESSO.
Compensações emocionais costumam oferecer alívio imediato, porém raramente transformam a raiz do desconforto. E quando a origem permanece intacta, o comportamento tende a exigir doses cada vez maiores para produzir o mesmo efeito emocional. Mais trabalho. Mais distração. Mais consumo. Mais reconhecimento. Mais produtividade. Mais estímulo.
É um ciclo que pode se tornar progressivamente desgastante, justamente porque aquilo que inicialmente parecia aliviar começa a perder a capacidade de preencher. O cérebro se acostuma ao estímulo, enquanto a necessidade emocional permanece sem elaboração verdadeira.
Com o tempo, isso também pode enfraquecer a capacidade emocional de lidar com sentimentos de forma saudável. Quanto mais alguém se anestesia, menos desenvolve recursos internos para compreender, acolher e elaborar o que sente. Emoções ignoradas não desaparecem. Apenas encontram outras formas de se manifestar.
Nem sempre o problema está no comportamento em si. Trabalhar, consumir, buscar reconhecimento ou manter-se ocupado não são atitudes negativas isoladamente. A questão principal está na função emocional que esses comportamentos passaram a exercer dentro da vida de alguém. Quando deixam de ser escolhas conscientes e passam a funcionar como fuga constante do desconforto interno, algo importante merece atenção.
Aquilo que não é elaborado emocionalmente costuma encontrar algum caminho de compensação. Às vezes de forma sutil, quase invisível. Outras vezes através de excessos que parecem socialmente aceitáveis, mas que escondem um esgotamento emocional silencioso.
Talvez o verdadeiro desafio não seja eliminar todos os excessos, mas compreender o que eles estão tentando calar.
DRA. ANDREA LADISLAU é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil.

THE HOUSE FASHION SHOW: MIAMI RECEBE UMA EXPERIÊNCIA IMERSIVA DURANTE A WORLD CUP SEASON



CLEUSA SANTOS, RONALDINHO GAÚCHO E JESUS LUZ NA THE HOUSE FASHION HOUSE, EM MIAMI
Cleusa Santos, Ronaldinho Gaúcho e Jesus Luz são os protagonistas da edição do The House Fashion Show, projeto que integra moda, cultura, esporte e entretenimento de luxo no coração de Miami durante a World Cup Season. Juntos, eles representam três forças complementares de uma experiência que ultrapassa a passarela tradicional: direção criativa, impacto cultural global e performance artística.
O evento será realizado em dois momentos distintos, nos dias 21 de junho e 22 de junho, com propostas que exploram diferentes expressões do luxo contemporâneo — da ocupação urbana à imersão sensorial e tecnológica.
Um dos elementos mais emblemáticos desta edição é sua localização: o projeto acontece na The House, situada na Ocean Drive, em frente à icônica Versace Mansion, um dos endereços mais simbólicos da moda e do lifestyle internacional em Miami.
No dia 21 de junho, acontece o The House Fashion Show na The House, na Ocean Drive , em frente à Versace House. A atmosfera da Ocean Drive, com sua identidade Art Déco e energia vibrante,
se torna parte essencial da construção estética. Luzes, música, styling e movimento criam uma narrativa visual que traduz o espírito cosmopolita de Miami e sua consolidação como capital global do luxo e do entretenimento.
Já no dia 22 de junho, o projeto assume uma nova dimensão com a Luxury Night Experience, realizada no Space Arts. O espaço será transformado em uma instalação imersiva onde arte digital, projeções, música e performance criam um ambiente sensorial e tecnológico, com o comando de Jesus Luz como DJ.
Se a primeira noite é marcada pela força urbana da Ocean Drive, a segunda propõe uma experiência mais introspectiva, na qual o luxo é reinterpretado como vivência emocional e sensorial. O Space Arts se converte em um ecossistema imersivo, pensado para estimular percepção e imersão total.
A dualidade entre as duas noites reforça o The House Fashion Show como uma plataforma que ultrapassa o formato tradicional de desfile e se aproxima de uma experiência cultural completa.
No centro criativo do projeto está Cleusa
Santos, fashion producer responsável pela concepção e direção geral da experiência, conectando moda, storytelling e cultura contemporânea em uma narrativa expandida.
Na esfera cultural, Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial e ícone global do futebol, adiciona a conexão entre esporte e moda, simbolizando a energia da Copa do Mundo dentro do universo fashion.
Já Jesus Luz, modelo, DJ e artista internacional, amplia a dimensão sensorial do evento, unindo moda, música e performance em uma linguagem híbrida e contemporânea.
Juntos, eles estruturam o eixo central desta edição, onde direção, impacto cultural e expressão artística se encontram, que conta com grandes nomes da moda, do esporte e de empresas que apoiam a moda, a cultura e o esporte em Miami.
Mais do que um fashion show, o The House Fashion Show se consolida como uma plataforma de luxo experiencial em Miami, onde moda, esporte e cultura convergem em uma mesma narrativa contemporânea. Mais informações sobre o eventono instagram @thehousefashionshow.

celebridades[ ]

JONATHAN ANDERSON NA DIOR: A NOVA ERA DA MAISON
Otrabalho de Jonathan Anderson na direção criativa da maison Dior vem sendo marcado por uma rápida consolidação de identidade e forte repercussão no circuito internacional da moda, com desfiles que já indicam uma nova fase para a casa francesa. Desde sua chegada, o designer conseguiu transformar expectativa em impacto real, apresentando coleções que unem tradição e experimentação de forma mais ousada, reinterpretando códigos clássicos como o New Look, o Bar jacket e a construção escultórica das silhuetas sob uma leitura contemporânea. Em seus desfiles mais recentes, Anderson explorou uma narrativa visual que mistura natureza, arquitetura do vestuário e memória, apostando em formas orgânicas, tecidos fluidos e estruturas que alternam rigidez e movimento, criando um equilíbrio entre precisão artesanal e liberdade criativa. Na alta-costura, as peças chamaram atenção pelo detalhamento minucioso e pela abordagem quase artística, com forte presença de volumes arquitetônicos e uma paleta mais sensível, enquanto no prêt-à-porter o foco esteve em alfaiataria desconstruída, saias amplas e acessórios revisitados, reforçando a busca por diálogo entre desejo comercial e conceito. A recepção crítica tem sido amplamente positiva, com especialistas destacando o frescor que Anderson trouxe à Dior em um momento em que o mercado de luxo busca renovação e relevância cultural, e suas coleções já ganham força nas redes sociais, entre celebridades e na imprensa especializada. Ainda em fase de consolidação, sua atuação indica uma mudança de linguagem importante dentro da maison, reposicionando a Dior em um cenário global onde tradição e inovação precisam coexistir de forma cada vez mais dinâmica e estratégica.
DUA LIPA COMPARTILHA FOTOS DE CASAMENTO DISCRETO COM CALLUM TURNER EM LONDRES
Acantora Dua Lipa surpreendeu fãs ao abrir um álbum de fotos de seu casamento discreto com o ator Callum Turner, realizado no dia 31 de maio, em Londres. Aos 30 anos, a artista compartilhou registros inéditos da cerimônia, marcada pela intimidade e pela forte presença de amigos próximos e familiares. Conhecida por manter sua vida pessoal longe dos holofotes, Dua Lipa publicou as imagens em suas redes sociais sem grandes explicações, optando por uma legenda minimalista que dizia apenas “31.05.2026”, destacando a data do enlace. As fotos mostram momentos da celebração em clima elegante e reservado, reforçando a escolha do casal por uma cerimônia civil discreta, sem grande exposição midiática. A publicação rapidamente ganhou repercussão internacional, com fãs e veículos de imprensa comentando a surpresa do anúncio, já que não havia confirmação oficial prévia de casamento. O cenário londrino e o tom intimista das imagens reforçam a narrativa de um evento pensado para ser pessoal, distante do padrão de grandes celebrações de celebridades globais. A repercussão também destacou a forma como Dua Lipa equilibra sua carreira de enorme projeção internacional com uma vida privada cuidadosamente preservada. Em meio ao sucesso contínuo na música e na moda, o casamento marca um novo capítulo em sua trajetória, agora compartilhado de maneira seletiva e controlada, mas ainda assim capaz de mobilizar atenção global instantânea.

MARILYN MONROE: 100 ANOS DE UM MITO ETERNO DE HOLLYWOOD
Em 2026, o mundo celebra o centenário de nascimento de Marilyn Monroe, uma das figuras mais emblemáticas da história do cinema e da cultura popular. Nascida em 1º de junho de 1926, em Los Angeles, como Norma Jeane Mortenson, Marilyn transformou-se em um fenômeno global ao combinar carisma, beleza, talento e uma presença de tela que atravessou gerações. Estrela de clássicos como Some Like It Hot, Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch, ela ajudou a redefinir o conceito de celebridade na era moderna, tornando-se símbolo de glamour em Hollywood e inspiração para artistas, estilistas, fotógrafos e cineastas em todo o mundo. Apesar do sucesso extraordinário, sua trajetória também foi marcada por desafios pessoais, intensa exposição pública e a busca constante por reconhecimento profissional além da imagem de símbolo sexual que a acompanhou durante a carreira. Sua morte prematura, aos 36 anos, em 1962, contribuiu para a construção de um mito que permanece vivo mais de seis décadas depois. No centenário de seu nascimento, exposições, livros, documentários e homenagens ao redor do mundo revisitam sua vida e legado, destacando não apenas a estrela que brilhou nas telas, mas também a mulher por trás da fama. Cem anos após seu nascimento, Marilyn Monroe continua sendo uma referência incontornável da cultura do século XX, prova de que algumas personalidades transcendem seu tempo e permanecem eternamente presentes no imaginário coletivo.

MATTHIEU BLAZY NA CHANEL: A NOVA ERA DA MAISON ENTRE TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Otrabalho de Matthieu Blazy na direção criativa da Chanel vem sendo acompanhado como uma das transições mais importantes da moda contemporânea, marcando uma nova fase para a maison após décadas de forte identidade construída sobre os códigos de Coco Chanel e reinterpretados por Karl Lagerfeld e Virginie Viard. Desde sua chegada, Blazy passou a ser observado pelo mercado como o nome responsável por atualizar o equilíbrio entre tradição e modernidade, mantendo a essência do tweed, das camélias, das pérolas e das silhuetas clássicas, mas introduzindo uma leitura mais sensorial, arquitetônica e contemporânea do vestir. Seus primeiros desfiles para a marca já indicam uma direção clara: menos literalidade nos símbolos históricos e mais exploração de textura, construção e movimento, com peças que valorizam o trabalho artesanal da altacostura aliado a uma estética mais leve e atual. Na alta-costura, Blazy tem reforçado o protagonismo do savoir-faire dos ateliers da Chanel, destacando bordados, camadas e volumes que parecem flutuar, enquanto no prêt-à-porter aposta em alfaiataria refinada, proporções revisitadas e uma feminilidade menos rígida e mais fluida. Em um cenário em que o setor busca renovação sem perder identidade, Blazy surge como peça-chave na redefinição da Chanel para uma nova geração, onde herança e inovação precisam coexistir de forma natural e estratégica dentro da passarela e fora dela, especialmente no diálogo com cultura, celebridades e consumo contemporâneo.
MIAMI
ECONOMIA E CONSUMO: A CIDADE ESTÁ CADA VEZ MAIS RICA E FORA DO ALCANCE DA CLASSE MÉDIA
texto LAINE FURTADO @LAINEFURTADO

Miami está vivendo uma das transformações urbanas e econômicas mais intensas dos Estados Unidos na última década. O que antes era vista como uma cidade vibrante, acessível e com forte presença de classe média trabalhadora, hoje se consolida cada vez mais como um polo global de luxo — mas com um custo social crescente: a perda de acessibilidade para quem constrói e sustenta a própria cidade.
Uma recente análise publicada pelo The Wall Street JournalAttachment.png destaca esse fenômeno com clareza: Miami está mais rica, mais sofisticada e mais desejada do que nunca,
mas também está se tornando uma cidade onde viver deixou de ser viável para grande parte da população de renda média.
Os números ajudam a explicar essa mudança. Na última década, o número de milionários vivendo em Miami cresceu quase 94%. Esse movimento se intensificou especialmente após a pandemia, quando a cidade passou a atrair um fluxo significativo de residentes de alta renda vindos de grandes centros como New York e Chicago.
O estilo de vida ensolarado, a ausência de imposto estadual sobre a renda na Flórida e a expansão
do trabalho remoto transformaram Miami em um dos destinos mais competitivos para indivíduos de alta renda nos Estados Unidos.
Esse novo perfil de migração, no entanto, alterou profundamente o equilíbrio econômico local. Segundo dados amplamente discutidos na reportagem, mais da metade das famílias de Miami-Dade hoje gasta mais de 30% da renda apenas com moradia — um indicador clássico de “custo excessivo de habitação”.
Na prática, isso significa que grande parte dos moradores vive sob pressão financeira constante,

MORAR NA CIDADE EXIGE PLANEJAMENTO E ADAPTAÇÃO CONSTANTE. AINDA ASSIM, PARA MUITOS, O SONHO DE VIVER SOB O SOL DA FLÓRIDA CONTINUA VALENDO CADA DESAFIO. FOTO: EDUARDO REZENDE
mesmo trabalhando em setores essenciais da economia local.Enquanto o topo da pirâmide econômica se expande, impulsionando o mercado imobiliário de luxo, o outro lado da cidade enfrenta desafios crescentes.
O preço dos imóveis, dos aluguéis e principalmente dos seguros residenciais disparou nos últimos anos, impactando diretamente famílias de classe média, trabalhadores de serviços, profissionais da saúde, educação e turismo — setores que historicamente sustentaram o crescimento de Miami.
A paisagem urbana também reflete essa transformação. Áreas como Brickell, Downtown Miami e Wynwood passaram por uma intensa verticalização e sofisticação, com a chegada de empreendimentos ultra luxuosos, hotéis cinco estrelas e marcas globais como Cartier, Bulgari e Fendi.
Restaurantes premiados, condomínios com valores milionários e projetos imobiliários voltados ao
público internacional reforçam a imagem de uma cidade cada vez mais globalizada e menos “local”. Esse processo criou um contraste visível: de um lado, uma Miami associada ao luxo, à arte contemporânea e ao investimento internacional; do outro, uma população pressionada pelo aumento do custo de vida e pela dificuldade de permanecer na cidade onde trabalha.
O impacto já aparece também nos movimentos migratórios internos. Famílias de classe média e jovens profissionais estão deixando a região metropolitana de Miami-Dade em busca de cidades mais acessíveis em estados como Texas, Georgia e North Carolina, onde o custo de moradia ainda permite uma vida financeira mais equilibrada.
Outro fator que agrava o cenário é o aumento dos seguros residenciais na Flórida, impulsionado por riscos climáticos, tempestades mais intensas e mudanças no mercado segurador.
Em muitos casos, o valor do seguro se tornou um dos maiores componentes do custo anual de uma residência, tornando a propriedade ainda mais distante da realidade da classe média.
O resultado é uma cidade em transição acelerada. Miami continua crescendo em prestígio, atraindo capital internacional e consolidando sua posição como um dos principais hubs de luxo das Américas. No entanto, essa mesma ascensão levanta uma pergunta cada vez mais presente entre moradores e observadores: quem ainda consegue viver em Miami?
Para a comunidade brasileira que vive na Flórida — especialmente famílias que escolheram a região em busca de qualidade de vida e estabilidade — essa discussão é ainda mais relevante. O sonho americano em Miami parece cada vez mais dividido entre o brilho do luxo global e a realidade de uma cidade onde viver se tornou um privilégio caro, mas objeto de desejo.
VIVER EM MIAMI É CONVIVER COM PAISAGENS PARADISÍACAS E UM CUSTO DE VIDA CADA VEZ MAIS ALTO. ENTRE ALUGUEL, ALIMENTAÇÃO E SERVIÇOS,
EM FOCO
BOCA RATON SE CONSOLIDA COMO UM DOS POLOS MAIS PROMISSORES
DOS ESTADOS
UNIDOS PARA VIVER E INVESTIR

A cidade de Boca Raton, no sul da Flórida, voltou ao centro das atenções em novos estudos econômicos e rankings nacionais que reforçam uma transformação silenciosa, mas consistente: de destino tradicionalmente associado ao lifestyle residencial e aposentadoria, para um ecossistema urbano cada vez mais dinâmico, competitivo e atraente para negócios, tecnologia e investimentos imobiliários.
Segundo o estudo mais recente da WalletHub – Best & Worst Small Cities to Start a BusinessAttachment.png, Boca Raton figura entre as cidades pequenas mais bem posicionadas dos Estados Unidos para se abrir e expandir um negócio, ocupando a 7ª colocação no ranking nacional, que avaliou mais de 1.300 cidades com população entre 25 mil e 100 mil habitantes.
O levantamento considerou 18 indicadores econômicos e estruturais, incluindo taxa de crescimento de pequenas empresas, número de startups per capita, acesso a investidores, custos operacionais, competitividade do mercado de trabalho, infraestrutura urbana e ambiente regulatório. O resultado posiciona Boca Raton em um grupo seleto de cidades que conseguem equilibrar qualidade de vida com eficiência econômica.
Um novo perfil econômico em ascensão Nos últimos anos, Boca Raton tem passa-
do por uma mudança significativa em seu perfil urbano e econômico. Tradicionalmente conhecida por seus bairros planejados, praias preservadas e forte presença de residentes de alta renda, a cidade começa a se firmar também como um polo estratégico para empresas de tecnologia, serviços financeiros e negócios de médio porte.
A proximidade com Miami e Palm Beach, aliada a uma infraestrutura urbana consolidada e ao ambiente fiscal competitivo da Flórida, tem atraído executivos, startups e empresas que buscam alternativas aos grandes centros tradicionais, mas sem abrir mão de conectividade, mão de obra qualificada e qualidade de vida.
QUALIDADE DE VIDA COMO ATIVO ECONÔMICO
Um dos pontos mais recorrentes nos estudos sobre Boca Raton é a integração entre economia e estilo de vida. A cidade apresenta indicadores consistentes de segurança, sistema educacional bem avaliado e oferta de serviços de saúde de alta qualidade. Esses fatores, somados ao clima tropical e ao padrão urbanístico bem planejado, ajudam a explicar sua crescente atratividade.
Além disso, o mercado imobiliário local vive um momento de expansão e valori-
zação, impulsionado tanto pela demanda interna quanto pela chegada de novos moradores vindos de estados como Nova York, Califórnia e Illinois, em busca de condições fiscais mais favoráveis e estilo de vida mais equilibrado.
UM HUB EMERGENTE NO SUL DA FLÓRIDA
Embora ainda não tenha o mesmo volume corporativo de Miami, Boca Raton vem se posicionando como um hub emergente de negócios no sul da Flórida. O movimento de descentralização empresarial pós-pandemia acelerou a migração de empresas para cidades médias com melhor custo-benefício e maior qualidade de vida. O resultado é uma cidade que combina crescimento econômico com preservação de sua identidade residencial e sofisticada — um equilíbrio cada vez mais valorizado por investidores e profissionais de alta renda.
TENDÊNCIA DE LONGO PRAZO
Especialistas apontam que a tendência é de continuidade desse crescimento. A Flórida como um todo segue atraindo empresas e residentes em ritmo acelerado, e cidades como Boca Raton devem se beneficiar diretamente desse fluxo, especialmente em setores ligados à inovação, serviços especializados e mercado imobiliário de alto padrão.

[filme]
JUNHO CHEGA AOS CINEMAS COM ESTREIAS
QUE PROMETE MOVIMENTAR AS BILHETERIAS

WOODY, BUZZ LIGHTYEAR E TODA A TURMA ESTÃO DE VOLTA! TOY STORY 5 CHEGA AOS CINEMAS TRAZENDO UMA NOVA AVENTURA QUE PROMETE EMOCIONAR FÃS DE TODAS AS GERAÇÕES.
Junho de 2026 marca o início de uma das temporadas mais importantes para a indústria cinematográfica. Com a chegada do verão nos Estados Unidos e o período de férias escolares em diversos países, os estúdios apostam em grandes produções para atrair o público de volta às salas de cinema. O calendário do mês reúne continuações de franquias consagradas, filmes de super-heróis, animações familiares e produções de suspense que prometem agradar diferentes perfis de espectadores.
Entre os lançamentos mais aguardados está Toy Story 5, nova aventura da franquia que ajudou a transformar a Pixar em uma das referências mundiais da animação. Mais de 30 anos após o lançamento do primeiro filme, os personagens Woody, Buzz Lightyear e Jessie
retornam às telas em uma história que dialoga com os desafios da era digital. A produção busca conectar gerações, reunindo o público que cresceu acompanhando a série e uma nova geração de crianças que descobriu os personagens por meio das plataformas de streaming.
O retorno de Toy Story também reforça uma tendência cada vez mais presente em Hollywood: a valorização de propriedades intelectuais já conhecidas pelo público. Em um mercado altamente competitivo, franquias estabelecidas oferecem maior segurança comercial para os estúdios, além de despertarem um sentimento de nostalgia que continua atraindo espectadores de diferentes faixas etárias.
Outro destaque do mês é Supergirl, que integra a nova fase do universo
cinematográfico da DC. O filme apresenta uma nova versão da heroína kryptoniana e representa um passo importante na estratégia de renovação da franquia. A expectativa é grande entre os fãs de histórias em quadrinhos, especialmente após as mudanças promovidas pela DC Studios em sua estrutura criativa. O longa também reforça a crescente presença de protagonistas femininas em grandes produções de ação e aventura.
Para os amantes da comédia, junho reserva o retorno de uma franquia que marcou os anos 2000. Scary Movie volta aos cinemas apostando no humor irreverente e nas sátiras de filmes de terror, ação e cultura pop. A série conquistou milhões de espectadores ao transformar sucessos do cinema em paródias repletas de referências

e situações absurdas. A nova produção busca repetir a fórmula que fez da franquia um fenômeno mundial.
O gênero do terror também ganha espaço com Backrooms, filme inspirado em uma das lendas urbanas mais populares da internet nos últimos anos. A história surgiu em fóruns online e rapidamente se transformou em um fenômeno digital, alimentando vídeos, jogos e teorias criadas por usuários ao redor do mundo. Agora, a narrativa chega às telas em uma adaptação que pretende transformar o suspense psicológico e a atmosfera inquietante do universo virtual em uma experiência cinematográfica.
Além dos grandes lançamentos, junho evidencia uma transformação importante no comportamento do público.
Após anos de crescimento das plataformas de streaming, os cinemas seguem buscando formas de reafirmar sua relevância. A aposta em produções de grande escala, efeitos visuais impressionantes e experiências imersivas tem sido uma das estratégias para atrair espectadores que podem assistir a grande parte do conteúdo sem sair de casa.
Especialistas da indústria observam que os filmes capazes de gerar eventos culturais continuam sendo os principais responsáveis pelo movimento das bilheterias. Produções ligadas a franquias conhecidas, personagens populares ou universos já consolidados tendem a mobilizar fãs e estimular a experiência coletiva que apenas a sala de cinema oferece.
Outro aspecto relevante do
calendário de junho é a diversidade de gêneros. Enquanto animações e super-heróis dominam parte da programação, o público também encontra opções de terror, ficção científica, aventura e comédia. Essa variedade reflete uma tentativa dos estúdios de ampliar o alcance de seus lançamentos e conquistar diferentes segmentos de mercado.
A temporada de verão de 2026 surge, portanto, como um teste importante para a indústria cinematográfica. Com investimentos milionários e expectativas elevadas, os lançamentos de junho representam não apenas uma oportunidade de entretenimento para o público, mas também um indicativo das tendências que devem moldar o futuro do cinema nos próximos anos.
UMA NOVA HEROÍNA GANHA OS CÉUS EM SUPERGIRL. O FILME MARCA UMA NOVA FASE DO UNIVERSO DC E APRESENTA KARA ZOR-EL EM UMA AVENTURA REPLETA DE AÇÃO, CORAGEM E DESCOBERTAS.
DESTAQUE
ESTAMOS TREINANDO A IA PARA PIORAR O CONTEÚDO?
A FACILIDADE DE PRODUZIR EM ESCALA TROUXE UM NOVO DESAFIO
PARA A INTERNET: CONTEÚDOS CADA VEZ MAIS PARECIDOS, ESCRITOS A PARTIR DOS MESMOS PADRÕES E PUBLICADOS SEM QUESTIONAMENTO
Venho percebendo alguns padrões curiosos enquanto crio conteúdos, reviso textos com Inteligência Artificial e observo o que circula nas redes sociais.
Perfis completamente diferentes começaram a escrever de forma parecida. Não apenas na estética visual, mas principalmente na construção da linguagem.
A estrutura é sempre parecida: as mesmas frases quebradas, as mesmas construções emocionais, as mesmas palavras aparecendo
texto PRISCILA CACICEDO @PRICACICEDO @CACICEDO.DIGITAL
em segmentos completamente diferentes.Em muitos casos, muda a foto do perfil, mas o texto continua seguindo praticamente a mesma estrutura.
O mais interessante é que comecei a notar esse padrão também quando passava conteúdos meus pela IA para organizar ideias ou refinar um texto. Mesmo trazendo um raciocínio próprio, a ferramenta frequentemente tentava empurrar a escrita para um formato muito específico, já conhecido nas redes.
Foi aí que comecei a me perguntar se talvez a IA não esteja criando esse padrão sozinha. Talvez ela esteja apenas reproduzindo, em escala, modelos de comunicação que as pessoas passaram a aceitar sem questionar.
O CICLO QUE POUCA GENTE ESTÁ PERCEBENDO
A IA aprende observando padrões de linguagem, estruturas de texto e comportamentos de publicação. Ela identifica combinações de palavras que aparecem com


frequência, formatos que recebem engajamento e construções repetidas em grande escala. O ponto importante é que a ferramenta não faz julgamento de qualidade editorial. Ela reconhece recorrência.
Se milhares de pessoas começam a publicar conteúdos muito parecidos sem revisar ou reinterpretar o que recebem, aquele padrão passa a ser entendido como um modelo válido de comunicação.
Talvez por isso o mercado esteja começando a perceber uma certa padronização estética da escrita nas redes sociais:
Frases excessivamente dramáticas.
Construções emocionais previsíveis.
Textos fragmentados organizados em ritmos muito parecidos.
Palavras que aparecem em praticamente qualquer nicho, independentemente do contexto.
Em alguns casos, isso acontece de forma consciente. Já vi profissionais de social media defendendo esse formato porque “performa melhor” ou porque facilita a produção em volume. Em outros, parece apenas consequência
da velocidade com que o conteúdo passou a ser produzido.
E acho que existe uma diferença importante aqui.
Uma coisa é usar IA para organizar uma ideia que já nasceu de uma leitura própria. Outra completamente diferente é publicar respostas prontas sem revisar, discordar ou reinterpretar o que foi entregue.
Talvez parte desse movimento aconteça porque muita gente nunca teve o hábito de escrever antes. Durante muito tempo, a produção de texto ficou concentrada em

jornalistas, redatores, publicitários e profissionais treinados em narrativa. Hoje, qualquer pessoa consegue produzir dezenas de conteúdos por dia.
Isso ampliou vozes e democratizou acesso à comunicação. Ao mesmo tempo, criou um ambiente onde velocidade muitas vezes vale mais do que elaboração.
E talvez seja justamente aí que a discussão fique mais interessante.
A IA não está criando esse padrão
sozinha. Ela está sendo treinada continuamente por aquilo que as pessoas aceitam publicar.
Quanto mais respostas prontas circulam sem revisão crítica, mais aquele formato se fortalece como referência dominante de escrita.
O efeito disso começa a aparecer no próprio comportamento da ferramenta.
Tenho percebido que, quando tento pedir uma narrativa mais fluida, menos fragmentada e distante das
PRISCILA CACICEDO É ESTRATEGISTA E MENTORA DE MARKETING COM MAIS DE 26 ANOS DE EXPERIÊNCIA, ATUA AJUDANDO EMPRESAS E EMPREENDEDORES A FORTALECEREM POSICIONAMENTO, COMUNICAÇÃO E PRESENÇA DIGITAL NOS ESTADOS UNIDOS. FUNDADORA DA CACICEDO DIGITAL MARKETING, UNE VISÃO ESTRATÉGICA, CRIATIVIDADE E LEITURA DE COMPORTAMENTO PARA DESENVOLVER MARCAS COM AUTORIDADE E RELEVÂNCIA NO MERCADO ATUAL.
estruturas repetidas das redes, a IA frequentemente insiste em retornar para o mesmo modelo que domina o mercado hoje.
Como se aquele padrão já tivesse sido validado tantas vezes que passou a ser entendido como a forma “esperada” de comunicação digital.
E isso cria uma situação curiosa: quanto mais conteúdo genérico é publicado em escala, mais difícil fica produzir algo que pareça realmente diferente.


A COPA DO MUNDO DE 2026 SERÁ REALIZADA ENTRE 11 DE JUNHO E 19 DE JULHO. O TORNEIO SERÁ SEDIADO EM TRÊS PAÍSES: ESTADOS UNIDOS, CANADÁ E MÉXICO. A COMPETIÇÃO CONTARÁ COM 48 SELEÇÕES E UM TOTAL DE 104 JOGOS. O TORNEIO DEVE MOBILIZAR MILHÕES DE VISITANTES E BILHÕES DE TELESPECTADORES EM TODO O MUNDO. EM MIAMI, A EXPECTATIVA JÁ CRESCE PARA RECEBER MILHARES DE TORCEDORES DE TODO O MUNDO EM UMA CELEBRAÇÃO QUE VAI MUITO ALÉM DOS ESTÁDIOS. FESTIVAIS, EVENTOS CULTURAIS, EXPERIÊNCIAS INTERATIVAS E AÇÕES COMUNITÁRIAS DEVEM TRANSFORMAR A CIDADE EM UM DOS CENTROS MAIS VIBRANTES DA COMPETIÇÃO. NESTA EDIÇÃO, MOSTRAMOS COMO MIAMI E O SUL DA FLÓRIDA ESTÃO SE PREPARANDO PARA VIVER O CLIMA DA COPA.

COPA DO MUNDO FIFA 2026 TRANSFORMA MIAMI EM PALCO GLOBAL DE FUTEBOL, CULTURA E TURISMO
POR LAINE FURTAD0 @lainefurtado
A contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 2026 já começou nos Estados Unidos — e poucas cidades representam tão bem a dimensão cultural, turística e internacional do torneio quanto Miami. Escolhida como uma das principais sedes da competição, a cidade da Flórida se prepara para viver semanas de intensa movimentação esportiva e multicultural, consolidando-se como um dos grandes centros de celebração da maior Copa do Mundo da história.
A edição de 2026 será histórica em diversos aspectos. Pela primeira vez, o torneio será realizado em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e contará com 48 seleções participantes e 104 partidas, ampliando significativamente o número de jogos, torcedores e experiências ligadas ao evento. A FIFA aposta em um formato mais amplo, descentralizado e global, capaz de mobilizar milhões de visitantes e bilhões de telespectadores em todo o mundo.
Nos Estados Unidos, a competição também representa uma oportunidade estratégica para fortalecer ainda mais a popularidade do futebol no país. O esporte vem registrando crescimento constante nas últimas décadas, impulsionado pela expansão da Major League Soccer (MLS), pelo aumento do interesse das novas gerações e pela chegada de estrelas internacionais ao futebol americano.
Dentro desse cenário, Miami surge como uma das cidades mais simbólicas da Copa de 2026. Conhecida mundialmente por sua diversidade cultural, forte influência latina e perfil cosmopolita, a cidade oferece uma atmosfera considerada ideal para receber torcedores de diferentes partes do planeta.
Miami será sede de sete partidas oficiais da Copa do Mundo FIFA 2026 no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, incluindo jogos das fases eliminatórias.
O estádio, que já recebeu grandes eventos esportivos internacionais, passará a ocupar posição central na programação da competição nos Estados Unidos.
Mas a experiência da Copa em Miami vai muito além das partidas. A cidade também sediará um dos mais importantes espaços públicos oficiais da FIFA durante o torneio: o FIFA Fan Festival™, que acontecerá no Bayfront Park, em Downtown Miami, entre os dias 13 de junho e 5 de julho de 2026. Com entrada gratuita, o festival contará com transmissões ao vivo dos jogos em telões gigantes, apresentações musicais, experiências interativas, áreas gastronômicas e uma programação multicultural voltada para moradores e turistas.
Segundo a FIFA, o objetivo é transformar o espaço em um ponto de encontro global para torcedores de diferentes nacionalidades. Localizado às margens da Biscayne Bay, o Bayfront Park foi escolhido

justamente por representar a identidade multicultural de Miami e sua tradição em sediar grandes eventos internacionais. A expectativa é que milhares de pessoas passem diariamente pelo local durante a competição, tornando o festival um dos principais centros de convivência da Copa nos Estados Unidos.
Ao contrário de edições anteriores mais concentradas nos estádios, a Copa de 2026 será marcada por experiências espalhadas pelas cidades-sede. Em Miami, autoridades locais e organizadores trabalham para transformar diferentes regiões da cidade em ambientes de celebração coletiva.
Além do Fan Festival oficial, estão previstas “watch parties” públicas em parques, áreas urbanas e pontos turísticos de Miami-Dade County, reunindo torcedores para transmissões coletivas dos jogos. A proposta é fazer com que a cidade inteira entre no clima da Copa do Mundo.
O impacto no turismo deve ser significativo. Restaurantes, hotéis, bares e centros
comerciais já começam a se preparar para o aumento expressivo no fluxo de visitantes internacionais. A expectativa do setor turístico é que Miami esteja entre os destinos mais procurados dos Estados Unidos durante o torneio, especialmente por turistas vindos da América Latina e da Europa.
A forte presença das comunidades brasileira, argentina, colombiana, venezuelana e mexicana reforça a conexão natural da cidade com a paixão pelo futebol. Essa diversidade cultural é apontada por especialistas como um dos principais diferenciais de Miami em relação às demais sedes americanas.
A cultura latina, inclusive, deve desempenhar papel central na experiência da Copa na cidade. Música, gastronomia, arte urbana e manifestações culturais de diferentes nacionalidades farão parte da programação paralela ao evento esportivo.
A proposta do FIFA Fan Festival em Miami é justamente explorar essa identidade
multicultural, criando uma atmosfera com forte influência latina e caribenha. Além das atrações musicais e culturais, o espaço contará com ativações de marcas internacionais, experiências digitais e áreas interativas voltadas para famílias e turistas.
Especialistas em turismo e entretenimento apontam que Miami pode se transformar em uma das cidades mais emblemáticas da Copa de 2026 justamente pela combinação entre futebol, lifestyle internacional e entretenimento multicultural.
O impacto econômico também promete ser expressivo para a Flórida. Hotéis da região metropolitana de Miami já projetam aumento significativo na ocupação durante o período do torneio, enquanto empresas ligadas ao turismo, gastronomia, mobilidade e entretenimento esperam crescimento no movimento e no faturamento.
A realização da Copa reforça ainda mais a consolidação do sul da Flórida como destino global para grandes eventos esportivos. Nos últimos anos, a região sediou

importantes competições internacionais de futebol, etapas da Fórmula 1 e eventos de grande porte ligados à música, arte e entretenimento.
Além dos jogos e da movimentação turística, Miami também prepara uma série de iniciativas culturais, diplomáticas e comunitárias para celebrar a presença de milhões de visitantes e destacar a diversidade das nações participantes.
Entre os projetos em desenvolvimento está o Guia Consular da Torcida Brasileira, iniciativa do Consulado-Geral do Brasil em Miami que reunirá informações sobre logística, imigração, segurança, serviços consulares e orientações práticas para brasileiros que acompanharão o torneio nos Estados Unidos.
Em clima de Copa do Mundo de 2026, o Coral Gables Museum, em Coral Gables, na Flórida, recebe de 12 de junho a 19 de julho a exposição “Diplomacy and the Beautiful Game: from Scotland to Brazil to Haiti”. A mostra apresenta o futebol como ferramenta de diplomacia cultural, destacando os laços históricos entre Escócia e Brasil desde a introdução do esporte por Charles Miller. Entre os destaques está o primeiro tartan oficial brasileiro, “Spirit of Brazil”, criado como símbolo de amizade entre os dois países.
A exposição também relembra o amistoso
entre Brasil e Haiti, realizado em 2004 com apoio da ONU, como exemplo do poder do esporte na promoção da reconciliação.
Fotografias de Antônio Gaudério registram esse momento histórico. Durante a semana do confronto entre Brasil e Escócia na Copa de 2026, o público poderá ver a bola de futebol mais antiga do mundo, datada entre 1540 e 1570, cedida pelo Stirling Museum.
A iniciativa reúne instituições culturais e diplomáticas do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos, reforçando o futebol como símbolo de amizade, memória e cooperação internacional.
A arte também terá papel importante durante a Copa em Miami. A Jaguar Parade transforma Miami em uma grande galeria de arte a céu aberto durante o mês de junho, em clima de Copa do Mundo 2026. A iniciativa reúne 11 esculturas monumentais de onças-pintadas criadas por artistas brasileiros e instaladas em pontos estratégicos da cidade.
O projeto une arte, cultura e conscientização ambiental, destacando a importância da preservação da biodiversidade. Entre os artistas participantes estão Fabiano Senk, Gus Attab, Cíntia Abravanel e outros nomes da cena artística brasileira. Realizada pela Artery, a exposição celebra também os 15 anos do Onçafari, referência na conservação da onça-pintada. Após a mostra, as esculturas serão leiloadas, com a renda
destinada aos projetos da organização. A ação já impactou milhões de pessoas em cidades como Nova York, Paris, São Paulo e Rio de Janeiro.
No bairro de Wynwood, conhecido internacionalmente pela arte urbana e pelos murais coloridos, a chamada Ronaldo House promete se tornar um dos principais pontos de encontro para fãs do futebol. O espaço reunirá experiências imersivas, exposições e atrações ligadas à história do esporte e ao legado de Ronaldo Nazário.
Outra instalação artística inspirada no novo formato da Copa prevê a exposição de 48 bolas de futebol representando as 48 seleções participantes do torneio, espalhadas por diferentes pontos da cidade.
A programação inclui ainda eventos comunitários, ações culturais e atividades promovidas por organizações locais, reforçando o papel da Copa do Mundo como plataforma de intercâmbio cultural, integração social e celebração da diversidade.
Mais do que sediar partidas, Miami se prepara para transformar o futebol em uma experiência global que une esporte, turismo, arte, cultura e diplomacia. Em 2026, a cidade promete viver um dos momentos mais internacionais de sua história, colocando-se definitivamente no centro das atenções do mundo esportivo.
imigração

IMIGRAÇÃO NOS EUA TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER
O QUE REALMENTE MUDOU NO SISTEMA DE GREEN CARD EM 2026
por laine furtado @lainefurtado

Recentemente. ma onda de informações contraditórias tomou conta das redes sociais, grupos de imigrantes e escritórios de advocacia nos Estados Unidos. Manchetes alarmistas afirmavam que o governo americano estaria obrigando imigrantes a deixar o país para concluir o processo de Green Card. Outros especialistas diziam que nada havia mudado. Afinal, o que é verdade?
A resposta está no meio do caminho — e passa diretamente por uma mudança de interpretação administrativa do sistema de imigração americano.
Nos últimos meses, o USCIS (U.S. Citizenship and Immigration Services) publicou atualizações e memorandos reforçando que o chamado Adjustment of Status — o processo de obtenção do Green Card dentro dos Estados Unidos — é um benefício “discricio-
nário”, ou seja, não automático. Embora esse princípio já existisse na legislação migratória americana, a forma como ele passou a ser enfatizado em 2026 provocou forte reação entre advogados, especialistas e comunidades de imigrantes. Na prática, o sistema não foi reformulado por uma nova lei aprovada pelo Congresso. O que mudou foi a maneira como o governo passou a interpretar e aplicar regras já existentes.
O QUE DIZ OFICIALMENTE O USCIS
O ponto central da discussão está no conceito de discricionariedade. Segundo o próprio manual oficial do USCIS, o ajuste de status não é um direito garantido apenas porque o imigrante atende requisitos técnicos. O oficial de imigração mantém autoridade para aprovar ou negar um pedido com base na chamada “totalidade das circunstâncias”.
Em linguagem simples: cumprir os requisitos mínimos já não é visto como suficiente em todos os casos. Nos memorandos mais recentes, o USCIS reforçou que o ajuste de status deve ser tratado como uma forma de “extraordinary relief” — algo próximo de um benefício excepcional e não de um processo administrativo automático.
Esse detalhe semântico aparentemente técnico gerou enorme repercussão porque muitos advogados interpretam a nova linguagem como um sinal claro de endurecimento da política migratória.
A ORIGEM DA CONFUSÃO
A polêmica aumentou quando veículos de imprensa e escritórios especializados passaram a divulgar interpretações diferentes sobre o impacto prático da nova diretriz.

Algumas reportagens afirmaram que o governo americano passaria a exigir que grande parte dos imigrantes deixasse os Estados Unidos para concluir seus processos em consulados americanos no exterior — procedimento conhecido como Consular Processing Outros especialistas, no entanto, alertaram que a situação não é tão simples.
Até o momento, o USCIS não publicou nenhuma regra oficial eliminando o ajuste de status dentro dos EUA. Também não existe uma determinação geral obrigando todos os solicitantes a sair do país.
O que existe, segundo análises jurídicas, é uma tendência crescente de direcionar mais casos para processamento consular, além de um aumento do rigor nas análises feitas dentro do território americano.
Isso explica por que tantas informações parecem contraditórias ao mesmo tempo:
parte das notícias descreve mudanças reais de postura administrativa, enquanto outra parte extrapola interpretações que ainda não foram formalizadas em lei.
O PODER
DISCRICIONÁRIO
PREOCUPA ADVOGADOS
Outro fator que vem aumentando a insegurança é justamente a falta de critérios objetivos. Termos utilizados pelo USCIS, como “extraordinary circumstances” ou “fatores discricionários”, não possuem definição completamente clara. Isso amplia significativamente o poder de interpretação individual de cada oficial de imigração. Na prática, dois casos semelhantes podem receber tratamentos diferentes dependendo do agente responsável pela análise.
Escritórios de imigração em estados como Flórida, Califórnia e Texas já relatam aumento de pedidos de evidências adicionais,
revisões mais longas e questionamentos mais rigorosos em processos migratórios.
Para muitos especialistas, o problema não está apenas na regra em si, mas na imprevisibilidade que ela cria. “Quando o governo amplia o conceito de discricionariedade sem definir limites claros, o sistema se torna mais difícil de prever”, afirmam diversos advogados de imigração em análises recentes publicadas nos EUA.
O IMPACTO DIRETO PARA BRASILEIROS
A Flórida, um dos estados com maior concentração de brasileiros nos Estados Unidos, está entre os locais onde a preocupação cresceu mais rapidamente.
Os efeitos atingem especialmente: estudantes internacionais em visto F-1 e OPT; profissionais qualificados em H-1B e L-1; famílias em processo de reunificação; empreendedores e investidores;

brasileiros aguardando transição de visto temporário para residência permanente. Muitos imigrantes passaram a temer que viagens internacionais possam se tornar mais arriscadas durante processos migratórios. Outros se preocupam com possíveis atrasos adicionais e aumento da burocracia.
Advogados também relatam crescimento no número de consultas relacionadas a planejamento migratório preventivo, principalmente entre famílias que já vivem legalmente nos EUA, mas ainda aguardam etapas finais do Green Card.
O CENÁRIO POLÍTICO POR TRÁS DA MUDANÇA
Embora o USCIS trate as atualizações como ajustes administrativos e reforço da aplicação da lei existente, analistas políticos veem a mudança como parte de um movimento mais amplo de endurecimento migratório.
A imigração voltou a ocupar posição central no debate político americano em 2026, especialmente em temas ligados à segurança
de fronteira, vistos temporários e residência permanente.
Dentro desse contexto, especialistas afirmam que o governo busca transmitir uma imagem de maior controle sobre o sistema migratório, inclusive em processos considerados legais. Isso ajuda a explicar por que mesmo categorias tradicionais de imigração baseada em família ou emprego passaram a enfrentar análise mais rigorosa.
O QUE NÃO MUDOU
Apesar da repercussão, alguns pontos importantes continuam os mesmos: o Green Card dentro dos EUA continua existindo; categorias familiares e profissionais seguem válidas; nenhuma nova lei migratória ampla foi aprovada pelo Congresso; o USCIS continua aceitando pedidos de ajuste de status; não há proibição geral para aplicação dentro do país. Essa distinção é fundamental para separar fatos oficiais de interpretações exageradas que circulam nas redes sociais.
ENTRE A LEI E A INTERPRETAÇÃO
O momento atual da imigração americana revela um cenário cada vez mais complexo: muitas vezes, a mudança mais importante não acontece na lei escrita, mas na forma como ela passa a ser interpretada e executada. Para milhares de imigrantes, isso gera um ambiente de insegurança jurídica difícil de administrar. Especialistas recomendam cautela com informações alarmistas e reforçam a importância de acompanhar fontes oficiais, especialmente os comunicados do USCIS e do Departamento de Estado americano. Ao mesmo tempo, advogados alertam que ignorar o endurecimento administrativo também seria um erro.
Hoje, o consenso entre muitos profissionais da área é que o sistema migratório americano entrou em uma nova fase: menos previsível, mais discricionária e significativamente mais rigorosa. E, para milhões de imigrantes vivendo nos Estados Unidos, essa diferença pode mudar completamente o rumo de um processo migratório.
DESTAQUE por Fernanda Noronha
ROBERTO PIRES — HÃ?!… PEDRADAS NA LÍNGUA E NO ESTILO – O ALMANAQUE DA ALEGRIA

Roberto Pires estreia na literatura com Hã?!… Pedradas na Língua e no Estilo – O Almanaque da Alegria, uma obra espirituosa e sofisticada que transforma a observação do cotidiano em exercício de inteligência, humor e refinamento cultural. Em tom leve, porém perspicaz, o autor conduz o leitor por uma espécie de almanaque contemporâneo dedicado às sutilezas — e aos tropeços — da língua portuguesa, dos costumes e da estética dos tempos atuais.
Disponível internacionalmente pela Amazon, o livro reúne, ao longo de cerca de cem páginas, reflexões gramaticais, crônicas, poemas, artigos e textos autorais diversos, costurados por uma narrativa elegante e bem-humorada. Longe de se limitar ao mero comentário linguístico, a publicação propõe um olhar crítico sobre a era digital, sobre a perda gradual da elegância na comunicação e sobre certas vulgarizações do comportamento contemporâneo.
O título da obra sintetiza bem sua essência. A interjeição “Hã?!” surge
como expressão de surpresa, espanto e questionamento diante dos excessos da modernidade. Já as “pedradas”, em sentido metafórico, representam os constantes ataques sofridos pela linguagem, pelo bom gosto e pelo estilo. Entre ironias afiadas e observações sagazes, Roberto Pires aponta desvios gramaticais, exageros de comportamento e pequenas afrontas ao senso estético, sempre com inteligência e rara leveza.
Mais do que um manual sobre a língua, Hã?!… Pedradas na Língua e no Estilo apresenta-se como uma leitura descontraída e extremamente atual — dessas que acompanham o leitor na cama, no avião, à beira-mar ou nos intervalos do cotidiano urbano. Uma obra pop no melhor sentido da palavra: acessível, divertida e culturalmente inquieta.
Jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia, Roberto Pires construiu trajetória sólida nos campos da comunicação, da moda e da cultura. Atuou em importantes veículos de imprensa de Salvador, como A Tarde e Correio da
Bahia. Entre 1989 e 1999, vivendo em São Paulo, especializou-se em Jornalismo de Moda, participando inclusive da obra Fragmentos de um Vestir Tropical, da Editora Anhembi-Morumbi, na qual assina o capítulo Dos Balangandãs ao Axé Look.
De volta à Bahia, passou a dedicar-se às áreas de cultura, gastronomia e moda, mantendo até hoje intensa atividade como pesquisador de perfumes e moda, além de desenvolver trabalhos em artes visuais com foco na técnica da colagem. A direção de arte do livro leva a assinatura de Elaine Quirino.
Para acompanhar os novos projetos, lançamentos editoriais e demais incursões artísticas de Roberto Pires nos universos da literatura, da moda, da estética e das artes visuais, o público pode seguir o artista nas redes sociais pelo perfil @ robertopires. Informações adicionais, entrevistas, participações e contatos profissionais podem ser obtidos através do e-mail: robertobobpires@gmail.com..


EM RITMO DE COPA: O CHURRASCO QUE UNE AMIGOS E CELEBRA A PAIXÃO BRASILEIRA PELO FUTEBOL

Quando a Copa do Mundo chega, o futebol deixa de ser apenas um esporte para se transformar em um grande evento social. Em casas, apartamentos, quintais e áreas de lazer, amigos se reúnem para torcer, vibrar e compartilhar momentos que muitas vezes ficam na memória por anos. E, em meio a essa tradição, existe um protagonista quase tão importante quanto a própria partida: o churrasco.
No Brasil, assistir aos jogos da seleção acompanhado de boa comida tornou-se um ritual. Mais do que uma refeição, o churrasco representa encontro, celebração e convivência. Enquanto a bola rola em campo, a churrasqueira se transforma em ponto de encontro, reunindo pessoas de diferentes gerações em torno de uma paixão comum.
O costume tem raízes profundas na cultura brasileira. Embora seja especialmente associado à região Sul, o churrasco conquistou todo o país e hoje faz parte das principais comemorações nacionais. Durante a Copa do Mundo, ele ganha ainda mais significado, funcionando como
um símbolo da hospitalidade brasileira e da alegria de compartilhar momentos especiais.
Além da praticidade para receber grupos maiores, o churrasco oferece versatilidade. Carnes variadas, linguiças, frango, pão de alho e acompanhamentos podem ser adaptados ao gosto dos convidados, criando uma experiência que vai além do jogo. Em muitos encontros, a refeição começa horas antes do apito inicial e continua após o término da partida, independentemente do resultado.
Mas a tradição da Copa à mesa não se resume apenas às carnes na grelha. Petiscos como Coxinha, Pão de Queijo e Pastel também fazem sucesso entre os torcedores. Fáceis de servir e compartilhar, eles ajudam a manter a energia da torcida durante os 90 minutos de jogo e transformam qualquer sala em uma verdadeira arquibancada.
A Copa do Mundo possui uma capacidade única de aproximar pessoas. Amigos que não se encontram há meses marcam reu-
niões para assistir às partidas. Famílias reorganizam suas agendas para torcer juntas. Até mesmo colegas de trabalho encontram maneiras de acompanhar os jogos em grupo. Nesse contexto, a comida assume um papel importante como elemento de conexão e acolhimento.
Mais do que alimentar, ela cria experiências. O aroma da churrasqueira, as conversas antes do início da partida, os comentários sobre a escalação e a comemoração de cada gol ajudam a construir uma atmosfera que vai muito além do futebol.
Em um país onde o esporte faz parte da identidade nacional, o churrasco tornou-se a expressão perfeita da celebração coletiva. Afinal, durante a Copa, não se trata apenas de acompanhar o desempenho da seleção. Trata-se de reunir amigos, fortalecer laços e celebrar uma das maiores paixões do povo brasileiro. Entre um lance e outro, a verdadeira vitória está nos momentos compartilhados ao redor da mesa.


PAMELA LIMA
FOTO: Divulgação Pam Lima
PAMELA LIMA
REPRESENTA O BRASIL EM EVENTO HISTÓRICO
DA JORDAN BRAND E NIKE EM NOVA YORK
reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI @aletheamantovani
Amodelo brasileira Pamela Lima, 32 anos, ganhou destaque internacional ao ser a anfitriã e apresentadora oficial do lançamento da coleção Brazil Away Kit, uma colaboração inédita entre a Jordan Brand, a Nike e a Confederação Brasileira de Futebol, realizado em Nova York. O evento marcou um momento histórico ao transformar o Brasil na primeira seleção a estampar o icônico símbolo Jumpman em um uniforme completo, reforçando a união entre moda, esporte e cultura brasileira em um cenário internacional.
Realizado no espaço The Ground NYC, o encontro celebrou não apenas o lançamento de uma coleção esportiva, mas também a força cultural do Brasil no cenário global. Inspirada nas raízes brasileiras, a coleção trouxe referências às cores, à energia e à diversidade cultural do país, além de elementos que remetem à potência e à agilidade dos atletas brasileiros.
A noite reuniu convidados de diferentes nacionalidades em uma experiência imersiva que levou um verdadeiro ‘pedaço do Brasil’ para Nova York. Entre as experiências oferecidas estavam o churrasco, o samba, o funk, a personalização de camisas e até uma partida de futsal em um rooftop, criando uma atmosfera vibrante e multicultural.
Como a anfitriã oficial do evento, Pamela teve papel central na condução da experiência, conectando convidados, imprensa e marcas. Segundo ela, representar o Brasil em um momento tão simbólico vai além de uma conquista profissional. “Quando penso sobre a palavra representatividade, penso automaticamente em oportunidade. A oportunidade de transformar uma realização
pessoal em uma fonte de inspiração para outras pessoas”, afirma. “Representar a minha nação internacionalmente sempre foi um propósito de vida, desde o momento em que decidi sair da Zona Leste de São Paulo para enfrentar novos desafios.”
Pamela também revelou que a conexão com o público durante o evento aconteceu de forma natural. Após ser convidada pelo time de marketing da Jordan Brand para comandar o microfone da festa oficial, ela encarou o momento como uma realização pessoal. “Eles perguntaram se eu me sentiria confortável para representar a marca e trazer a vibe do Brasil para o evento. Eu respondi: ‘Vocês estão falando com a moça do microfone, eu estou pronta!’”, relembra aos risos.
Apesar da experiência internacional e da fluência em inglês, a modelo admite que sentiu frio na barriga ao assumir o comando da comunicação diante da imprensa e dos convidados. “O inglês ainda é visto por muitos brasileiros como um grande desafio. Mesmo falando fluentemente, eu me questionei por alguns segundos se conseguiria lidar com tudo aquilo. Mas percebi que valeu a pena ter me preparado desde os 17 anos.”
Para Pamela, a coleção Brazil Away Kit também representa um marco importante para o esporte e para a cultura brasileira. “É a primeira vez que vemos o Jumpman em um uniforme de futebol. Isso é gigante! Eu quis levar para o evento feminilidade, alegria, energia e a originalidade dos meus traços afro. Não precisei interpretar uma personagem, apenas tive a liberdade para ser quem eu sou.”
Nascida na Zona Leste de São Paulo, Pamela vê sua trajetória como reflexo de persistência, preparo e fé. Antes de conquistar espaço em cidades como Milão, Paris, Londres e Nova York, trabalhou como recepcionista, atendente de telemarketing, promotora de eventos e secretária executiva trilíngue. “Muita gente dizia que eu estava começando tarde para o mercado internacional, mas eu nunca deixei de me preparar. Estudei idiomas, me formei, trabalhei e continuei acreditando.”
A modelo destaca que a sua presença em um evento desse porte também ajuda a ampliar a visibilidade de jovens brasileiros, especialmente daqueles que vêm da periferia. “Quero ver mais jovens vencendo, principalmente aqueles que cresceram sem muitas perspectivas. Espero que a minha história sirva de inspiração para quem sonha grande.
Além da moda, Pamela também vem se destacando nas artes plásticas com o projeto “Yes, I’m the Giraffe!”, criado durante a pandemia. A iniciativa nasceu de uma ressignificação pessoal após anos lidando com o bullying por sua altura e aparência física na infância. Hoje, a girafa se tornou um símbolo de força, elegância e identidade em suas obras. A sua primeira pintura já está exposta no restaurante The Purple Tongue, na Times Square.
Vivendo uma fase de expansão internacional, Pamela afirma que os próximos passos da carreira seguem conectados à arte, moda, comunicação e inspiração. “Estou muito animada para viver tudo o que está por vir”, finaliza.
Acompanhe a entrevista exclusiva que Pamela Lima concedeu à Linha Aberta Magazine.
PAMELA LIMA
FOTO: Divulgação Pam Lima

LINHA ABERTA - Ser escolhida para representar o Brasil em um evento internacional desse porte, em Nova York, tem um peso simbólico muito forte. O que essa responsabilidade significou para você?
PAMELA LIMA - Quando cheguei ao showroom da Nike Headquarters, em New York City, para provar a coleção da Jordan Brand x CBF, abri a porta e gritei, em voz alta: “WELCOME TO BRAZIL!” — traduzindo, “BEM-VINDOS AO BRASIL!”. Quando penso na palavra representatividade, penso imediatamente em oportunidade — a oportunidade de transformar uma conquista individual em uma vitória coletiva, plural, que inspira outras pessoas. Representar minha nação sempre foi um propósito muito claro desde que decidi sair da Zona Leste de São Paulo para explorar o desconhecido e buscar novos caminhos na minha vida e carreira. Sinto que o brasileiro carrega uma energia única: alegria, leveza, carisma, originalidade e personalidade. Esses traços são reconhecidos
em qualquer lugar do mundo. Foi exatamente com essa essência, sendo simplesmente a Pam Lima, que levei o Brasil inteiro comigo para aquele ambiente. E isso, de forma muito natural, se traduziu em conexão imediata. No fim, foi como marcar um gol simbólico — daqueles que você sente antes mesmo de acontecer.
LINHA ABERTA - O evento marcou uma colaboração inédita entre a Jordan Brand e a Confederação Brasileira de Futebol. Como foi estar no centro desse momento histórico?
PAMELA LIMA - Após provar a coleção na Nike NYC, recebi uma ligação da equipe de marketing da Jordan Brand com uma pergunta direta: se eu me sentiria confortável em segurar o microfone, interagir com o público e trazer a energia do Brasil para a festa oficial. Minha resposta foi imediata e sem hesitação: “Baby, você está falando com a moça do microfone, eu estou pronta!”. Essa confiança não surgiu
do nada. Durante a pandemia, comecei a me comunicar mais verbalmente nas redes sociais, usando até um mini microfone de lapela rosa. Todos os dias eu abria meus conteúdos com um “Good Morning, Inspirations!”. Foi um período em que eu me reconectei com a comunicação e com a minha fé. Eu falo muito sobre sonhos alinhados com propósito espiritual. Acredito que Deus me preparou, ao longo de todos esses anos, para viver exatamente esse tipo de momento. Estar ali como a voz brasileira em uma colaboração histórica entre Jordan Brand e CBF foi algo gigantesco, algo que eu realmente sonhei e trabalhei para acontecer.
LINHA ABERTA - Como anfitriã, você teve o papel de conectar convidados, marcas e imprensa. Qual foi o maior desafio e o momento mais marcante dessa experiência?
PAMELA LIMA - Quando recebi o convite, o primeiro pensamento foi: “Putz, estou nos Estados Unidos e agora vou ter que falar tudo em

PAMELA LIMA
FOTO: Divulgação Pam Lima
PAMELA LIMA
FOTO: Divulgação Pam Lima

inglês?”. E logo depois veio uma reflexão muito forte: ninguém sabe o tamanho do próprio potencial até realmente se colocar à prova. Para muitos brasileiros, o inglês ainda é visto como uma barreira enorme. Não porque não exista capacidade, mas porque o acesso e a prática ainda são limitados no sistema educacional. Mesmo eu sendo fluente, senti um frio na barriga. Por alguns segundos, me questionei se daria conta de lidar com imprensa, convidados e toda a dinâmica do evento. Esse tipo de situação poderia facilmente ter se transformado em um bloqueio ou até na perda de uma grande oportunidade. Mas eu já vinha me preparando há anos. Comecei a estudar inglês com mais intensidade aos 17 anos, e isso fez toda a diferença. No evento, tudo fluiu. Minha dica para os jovens é simples e direta: “Não mosca, estuda!”. Porque quando a oportunidade chega, ela não espera você se preparar — ela exige que você já esteja pronto.
LINHA ABERTA - A coleção Brazil Away Kit celebra a cultura brasileira. De que forma você buscou representar essa identidade durante o evento?
PAMELA LIMA - O Brasil é a primeira federação de futebol a firmar uma parceria com a Jordan Brand, o que já torna esse momento histórico por si só. Ver o Jumpman em um uniforme de futebol pela primeira vez é algo simbólico e muito poderoso. A coleção Brazil Away Kit foi inspirada nas nossas raízes culturais, nas cores do país e também na energia instintiva dos animais mais fortes e rápidos da nossa fauna. Existe uma leitura muito interessante que conecta isso à forma como nossos jogadores atuam em campo, trazendo intensidade e criatividade. É quase uma tradução moderna do “Joga Bonito”, que nesta colaboração ganha uma nova leitura: “Joga Sinistro”. Como a voz do evento em New York City, busquei trazer leveza, alegria, feminilidade e também autenticidade. Meus traços afro, minha energia e minha espontaneidade estavam ali de forma natural. Eu não precisei criar uma versão diferente de mim mesma. Apenas fui quem sou, e isso se conectou perfeitamente com a proposta da coleção.
LINHA ABERTA - Você acredita que essa participação representa um divisor de águas na sua carreira internacional? Que
portas esse momento pode abrir?
PAMELA LIMA - Sim, sem dúvidas esse é um divisor de águas na minha carreira. Eu gosto muito do versículo de Provérbios 16:9: “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” Vejo minha trajetória como uma construção contínua, como uma escada onde cada degrau representa uma conquista. Esse evento é mais um desses degraus importantes. Mesmo tendo planos e objetivos, eu escolho entregar meus caminhos a Deus, porque acredito que Ele enxerga muito além do que eu consigo ver. Cada oportunidade que surge é parte de um propósito maior. Estou muito animada com o futuro e com tudo que ainda pode se abrir a partir desse momento. É um ciclo novo que começa com muita fé, gratidão e expectativa positiva.
LINHA ABERTA - O que esse convite diz sobre a ascensão de modelos brasileiras no cenário global e qual mensagem você gostaria de deixar?
PAMELA LIMA - O meu maior desejo é ver mais jovens vencendo, principalmente aqueles que
PAMELA LIMA
FOTO: Divulgação Pam Lima

vêm de periferias e de realidades com poucas oportunidades. Eu sei o quanto é difícil começar sem apoio financeiro, familiar ou estrutural. A minha trajetória mostra que, mesmo assim, é possível construir algo sólido. Eu gostaria que a minha história servisse como inspiração, mas também como direção prática: acreditar, começar com o que tem e não desistir no primeiro obstáculo. Que os jovens encontrem força na fé, na disciplina e na persistência. E que entendam que não existe “pouco demais” quando existe vontade de começar. Desejo ver muito mais brasileiros ocupando espaços globais — não só na moda, mas em todas as áreas possíveis. E que possam ir ainda mais longe do que eu fui.
LINHA ABERTA - Falando sobre a sua carreira, você saiu de São Paulo para conquistar espaço nas principais capitais da moda mundial. Em que momento percebeu que o sonho estava se tornando realidade?
PAMELA LIMA - Comecei em São Paulo aos 22 anos e, aos 24, minha carreira se expandiu internacionalmente, passando por Milão, Paris, Londres e hoje Nova York. Durante muito tempo, ouvi que eu estava começando tarde demais, já que o mercado costuma iniciar modelos aos 15 anos. Diziam que eu deveria tentar mercados menores, que não daria certo. Mas eu nunca acreditei nisso como uma sentença. Eu escolhi me preparar antes: estudei idiomas, computação, fiz curso de pintura, me formei em Secretariado Executivo Trilíngue e trabalhei em diferentes áreas, desde recepção até telemarketing e vendas. O sonho nunca deixou de existir. Ele apenas amadureceu comigo. E percebi que estava se tornando realidade quando comecei a viver oportunidades internacionais de forma consistente. Isso confirmou que o meu tempo era o certo — o meu tempo.
LINHA ABERTA - O seu projeto artístico “Yes, I’m the Giraffe!” nasceu de um processo muito pessoal de ressignificação. Como a arte contribuiu para fortalecer a sua identidade e confiança ao longo da sua trajetória?
PAMELA LIMA – A arte para mim é expressão, fascinação e liberdade. Durante a pandemia, comecei a pintar sem nenhuma experiência anterior. Com um kit simples, criei minha primeira girafa. A girafa, sem que eu soubesse naquele momento, representava exatamente quem eu sou: alguém que se destaca, que observa de cima, que carrega elegância e força ao mesmo tempo. Na infância, sofri bullying por ser alta e magra. O apelido “girafa” veio carregado de dor. Minha mãe, Vania, teve um papel essencial nesse processo de reconstrução da minha autoestima, me ensinando a manter postura, presença e confiança. Com o tempo, transformei essa dor em arte. “YES I AM THE GIRAFFE” virou um projeto de identidade e ressignificação. Hoje, uma das obras já está exposta em um restaurante na Times Square, o The Purple Tongue. É uma forma de transformar passado em potência.
LINHA ABERTA - Quais são os seus próximos projetos?
PAMELA LIMA - Muita arte, moda, comunicação e inspiração. E muitas novidades ainda estão por vir. Convido todos a acompanharem nas redes sociais @lima.pam, porque esse é apenas o começo de uma nova fase.
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O RETORNO DO CABELO SAUDÁVEL COMO STATUS DE BELEZA

MENOS QUÍMICA, MAIS SAÚDE: O CABELO NATURAL VOLTA A SER O NOVO SÍMBOLO DE LUXO. BRILHO, FORÇA E COURO CABELUDO SAUDÁVEL DEFINEM A BELEZA DA VEZ.
Durante anos, o cabelo perfeito foi sinônimo de transformação: alisamentos, descolorações intensas, texturizações e mudanças constantes de cor ditaram o ritmo da indústria da beleza. Agora, o movimento parece estar invertendo a lógica.
O que ganha força globalmente não é mais o cabelo “feito”, mas o cabelo saudável — brilhante, forte e com aparência natural. Menos química, mais vitalidade. Menos intervenção, mais cuidado.
Esse shift não é apenas estético, mas também comportamental. A valorização da saúde capilar nasce de um consumidor mais informado, que passou a entender que fios bonitos dependem diretamente de um couro cabeludo equilibrado.
Dermatologistas e tricologistas vêm reforçando que o couro cabeludo é uma extensão da pele e, como tal, exige limpeza adequada, hidratação e controle de inflamações. O resul-
tado é um novo ritual de beleza: esfoliação capilar, tônicos de crescimento e máscaras de reparação profunda.
No mercado, esse movimento se traduz em lançamentos cada vez mais sofisticados.
Entre os produtos mais comentados está o Kérastase Genesis Serum Anti-Chute Fortifiant, um dos mais hypados para fortalecimento e redução da queda. Outro destaque é o Olaplex No.3 Hair Perfector, que se tornou um clássico global na reconstrução de fios danificados por processos químicos.
Já a linha Virtue Labs Restorative Treatment ganhou espaço por sua tecnologia baseada em queratina biomimética, prometendo reparar a fibra capilar de forma inteligente.
No campo do couro cabeludo, o Briogeo Scalp Revival Charcoal + Tea Tree Scalp Treatment virou queridinho de influenciadores por
sua ação purificante e calmante. Enquanto isso, marcas de luxo como a Leonor Greyl reforçam a tendência do cuidado sensorial com óleos e máscaras que unem performance e experiência.
Mais do que produtos, o que se consolida é uma nova filosofia: o cabelo bonito não é mais aquele que parece “perfeito”, mas o que parece vivo. Isso inclui aceitar textura natural, reduzir o uso excessivo de ferramentas térmicas e investir em rotinas consistentes de tratamento.
Nas redes sociais, o discurso acompanha essa mudança. Termos como “hair health journey” e “scalp care routine” substituem tutoriais de transformação agressiva.
A estética da naturalidade ganha status — e, com ela, um novo tipo de luxo: o de um cabelo que não precisa se esconder atrás de processos, mas se destaca pela própria saúde.


fashion


QUANDO O CHINELO VIRA LUXO: HAVAIANAS E ISABEL MARANT ASSINAM A COLLAB
MAIS INESPERADA DA TEMPORADA
POR LAINE FURTAD0
@lainefurtado_fashionreporter
Há encontros na moda que não apenas chamam atenção — eles redefinem códigos. É exatamente esse o caso da nova colaboração entre a brasileira Havaianas e a estilista francesa Isabel Marant, que transforma um dos símbolos mais democráticos do vestuário brasileiro em um objeto de desejo global.
Prevista para lançamento em 22 de maio de 2026, a coleção cápsula propõe uma releitura sofisticada do clássico chinelo de borracha, elemento cultural profundamente enraizado no lifestyle brasileiro, agora reinterpretado sob a ótica do luxo parisiense contemporâneo.
A proposta da parceria é clara: elevar o casual sem perder a essência. Para isso, a coleção apresenta versões atualizadas do modelo tradicional da Havaianas, além de uma nova silhueta chamada “Puffed”, marcada por tiras mais volumosas e uma estética mais fashion-forward. O resultado é um equilíbrio entre conforto, irreverência e desejo.
A assinatura de Isabel Marant aparece nos detalhes: referências boho chic, aplicação de elementos metálicos, texturas atualizadas e uma paleta que transita entre o natural e o sofisticado. Tudo isso reforça o DNA da estilista, conhecida por traduzir a ideia de um luxo despretensioso, com forte apelo urbano e global.
A campanha de lançamento também acompanha essa narrativa de reposicionamento fashion. As imagens divulgadas apostam em uma estética solar, descontraída e cosmopolita, conectando o espírito livre das praias brasileiras à elegância effortless típica da mulher parisiense. Não por acaso, a colaboração já movimenta o mercado internacional antes mesmo de chegar oficialmente às lojas, impulsionando discussões sobre o novo lugar do casual dentro da moda contemporânea.
Especialistas do setor apontam que colaborações como essa refletem uma estratégia cada vez mais presente na indústria: unir marcas
com identidades culturais fortes para ampliar alcance global e gerar desejo entre diferentes públicos. No caso da Havaianas, a parceria representa mais um passo em sua consolidação internacional, aproximando a marca brasileira de um circuito tradicionalmente ligado ao luxo europeu.
Mais do que uma collab de produto, a iniciativa também reforça um movimento maior da indústria: a dissolução das fronteiras entre beachwear e moda de luxo. O chinelo, antes restrito ao ambiente informal, ganha status de peça fashion, capaz de transitar entre o resort, a cidade e até produções de street style.
O fenômeno acompanha uma transformação observada nas últimas temporadas internacionais, em que peças tradicionalmente ligadas ao conforto passaram a ocupar espaço central nas passarelas e no guarda-roupa de consumidores de alto padrão. A lógica do vestir mudou: hoje, exclusividade e sofisticação também passam pela autenticidade, pela

funcionalidade e pela capacidade de traduzir estilos de vida.
Com preços estimados entre US$120 e US$190 no mercado internacional, a coleção se posiciona no território do luxo acessível, ampliando o alcance da Havaianas em mercados de moda global e consolidando a marca como um dos maiores cases brasileiros de soft power fashion.
O lançamento mundial acontece em 22 de maio de 2026, com distribuição em lojas selecionadas e canais oficiais das duas marcas. A expectativa é de forte demanda, impul-
sionada pelo caráter limitado da coleção e pela força do encontro entre dois universos estéticos distintos, mas complementares.
No fim, a pergunta que fica é menos sobre tendência e mais sobre comportamento: quando o chinelo entra na passarela do luxo, o que ainda define o casual?
SOBRE A HAVAIANAS
Criada no Brasil em 1962, a Havaianas se tornou uma das marcas brasileiras mais reconhecidas internacionalmente. Presente em mais de 100 países, a empresa transfor-
mou o chinelo de borracha em um produto associado ao lifestyle tropical, à versatilidade e ao design acessível, consolidando-se como referência global no segmento.
SOBRE ISABEL MARANT
Fundada em Paris na década de 1990, a marca Isabel Marant ganhou notoriedade por sua estética boho chic contemporânea, marcada pela mistura entre elegância casual, influência urbana e espírito effortless francês. A estilista é considerada uma das principais responsáveis por popularizar o conceito de luxo despretensioso na moda internacional.

BRASIL EM CENA: A EXPANSÃO GLOBAL DA CULTURA BRASILEIRA NA MÚSICA, MODA, CINEMA E GASTRONOMIA

A cultura brasileira vive um momento de expansão internacional consistente, marcado por uma presença cada vez mais estratégica em diferentes circuitos criativos globais. Música, moda, cinema e gastronomia têm funcionado como vetores de projeção, ampliando a visibilidade do Brasil e reposicionando o país no mapa da produção cultural contemporânea. O que antes era visto majoritariamente como influência regional hoje se afirma como linguagem global em construção.
Na música, esse movimento é impulsionado por uma combinação de tradição e inovação. Ritmos como samba e bossa nova continuam sendo portas de entrada para o imaginário brasileiro no exterior, mas agora dividem espaço com novas expressões urbanas que dialogam com o pop internacional, o eletrônico e o hip hop. Artistas brasileiros circulam com mais frequência em festivais globais e colaborações internacionais, enquanto plataformas digitais reduzem distâncias e ampliam o alcance da produção nacional.
O cinema também reforça essa presença. Filmes brasileiros têm ganhado espaço em festivais internacionais e despertado interesse crescente por narrativas que abordam questões sociais, históricas e culturais sob perspectivas locais. Além disso, o avanço dos serviços de streaming ampliou a distribuição de produções nacionais, permitindo que obras brasileiras alcancem públicos diversos sem depender exclusivamente do circuito tradicional de exibição. Esse cenário contribui para uma maior pluralidade de vozes e estéticas.
Na moda, o Brasil tem se consolidado como fonte de referência criativa. Marcas e estilistas brasileiros vêm sendo incorporados a agendas internacionais, com coleções que exploram identidade, sustentabilidade e inovação de materiais. A estética brasileira, muitas vezes associada ao tropical e ao artesanal, passa a ser reinterpretada sob uma perspectiva contemporânea, ganhando sofisticação e reconhecimento em vitrines globais e colaborações com casas de moda.
A gastronomia completa esse ecossistema de projeção cultural. Ingredientes nativos, técnicas regionais e a diversidade culinária brasileira vêm sendo valorizados em restaurantes ao redor do mundo. Chefs brasileiros atuam em capitais gastronômicas como Nova York, Lisboa e Paris, levando consigo não apenas receitas, mas narrativas culturais que ampliam a compreensão da cozinha brasileira como expressão de território, história e identidade.
Esse processo de internacionalização não ocorre sem desafios. A consolidação da cultura brasileira no exterior ainda depende de maior investimento, políticas de incentivo e estruturas de circulação mais robustas. No entanto, o movimento é claro: o Brasil deixa de ocupar apenas um espaço de influência periférica e passa a atuar como produtor ativo de tendências globais, contribuindo para um repertório cultural cada vez mais diverso e interconectado. É o Brasil conquistando seu espaço internacionalmente.

A FORÇA DA COMUNIDADE LATINA NA ECONOMIA DOS ESTADOS
UNIDOS

A comunidade latina se tornou uma das forças mais dinâmicas e estruturantes da economia dos Estados Unidos, influenciando diretamente setores estratégicos como consumo, empreendedorismo, tecnologia, mercado de trabalho e cultura. Mais do que um grupo demográfico em expansão, trata-se de um motor econômico que redefine padrões de crescimento em diferentes regiões do país, com destaque especial para estados como a Flórida e a Califórnia.
No campo do consumo, o impacto é imediato e mensurável. A população latina movimenta trilhões de dólares anualmente, tornando-se um dos públicos mais relevantes para marcas nacionais e globais. Esse poder de compra não se limita ao volume, mas também à influência cultural. Há uma crescente demanda por produtos e serviços que dialoguem com identidades bilíngues, hábitos familiares fortes e uma relação muito particular com alimentação, moda e entretenimento. Como resultado, empresas vêm adaptando campanhas publicitárias, lançando linhas específicas e revisando estratégias de comunicação para se conectar com esse consumidor.
O empreendedorismo latino também é um dos pilares dessa força econômica. Em cidades como Miami, o crescimento de pequenos e médios negócios liderados por latinos é visível em praticamente todos os setores. Restaurantes, serviços de construção, salões de beleza, empresas de logística e startups formam uma rede vibrante de negócios que não apenas sustenta famílias, mas também gera empregos e movimenta economias locais. Em muitos casos, esses empreendedores começaram com recursos limitados, mas transformaram oportunidades em empresas sólidas e em expansão.
Na tecnologia, embora a presença latina ainda esteja em processo de consolidação, há uma participação crescente em startups, inovação digital e áreas como inteligência artificial, fintechs e desenvolvimento de software. Universidades e polos tecnológicos da Califórnia já registram aumento de profissionais e fundadores latinos, o que indica uma mudança gradual, mas significativa, na composição do ecossistema de inovação americano.
Outro aspecto essencial é a força de trabalho. A comunidade latina tem papel
fundamental em setores como agricultura, construção civil, hospitalidade e serviços. Esses trabalhadores sustentam atividades essenciais da economia americana, muitas vezes em funções que garantem o funcionamento diário de cidades inteiras. Essa contribuição, embora nem sempre visível nos debates públicos, é estrutural para o crescimento do país.
Além da dimensão econômica, há também um impacto cultural profundo. A presença latina molda tendências na música, na televisão, no cinema e na gastronomia, criando uma identidade híbrida que já faz parte do cotidiano americano. Essa influência cultural reforça ainda mais o peso econômico do grupo, já que consumo e cultura caminham juntos.
Em um cenário de mudanças demográficas e transformações globais, a comunidade latina se consolida como um dos principais vetores de crescimento dos Estados Unidos. Sua influência ultrapassa fronteiras econômicas e se estabelece como uma força social, cultural e produtiva que continuará moldando o futuro do país nas próximas décadas.
A COMUNIDADE LATINA SE CONSOLIDA COMO UMA DAS MAIORES FORÇAS DA ECONOMIA DOS ESTADOS UNIDOS, IMPULSIONANDO CONSUMO, EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO, ESPECIALMENTE NA FLÓRIDA E NA CALIFÓRNIA.


flash SOUTH FLORIDA
FASHION
GANHA
DESTAQUE NA MIAMI SWIM WEEK

OBrazilian Fashion Show – Sebrae Brands at Miami Swim Week, realizado pela ManaFashion Services dentro da programação oficial da Miami Swim Week, no icônico Tower Museum, em Miami., reuniu marcas brasileiras de moda praia em uma apresentação que destacou a criatividade, a identidade e a força do beachwear nacional no cenário internacional, levando ao público e aos profissionais da indústria uma leitura contemporânea da moda brasileira. A abertura contou com a participação de lideranças do SEBRAE Rio de Janeiro e da ManaFashion Services, além de uma fala do cônsul adjunto do Consulado-Geral do Brasil em Miami, Glaucio Veloso, que ressaltou a importância da internacionalização das marcas brasileiras e da presença do país em um dos mais importantes eventos globais de moda praia. No runway, as marcas Akera Beachwear, Constantinopla, Kopsch Swimwear, Das Meninas, Jungle Society, Guilff, Falésia Carioca, Nidas Swimwear, Rygy Swimwear e Zillê Rio apresentaram coleções que traduzem diferentes leituras do lifestyle tropical brasileiro, unindo design autoral, inovação, estética contemporânea e identidade cultural. O projeto reforça o posicionamento do Brasil como uma referência mundial em moda praia e evidencia o crescimento da presença brasileira no mercado internacional fashion.


by laine furtado @lainefurtado



A CRISE DEMOGRÁFICA QUE PREOCUPA GOVERNOS

Durante décadas, o crescimento populacional foi visto como um dos motores do desenvolvimento econômico. Hoje, porém, um fenômeno oposto vem preocupando especialistas, economistas e governantes: a queda acelerada das taxas de natalidade em diversas partes do mundo. Países que antes enfrentavam desafios ligados ao excesso populacional agora buscam soluções para incentivar seus cidadãos a terem filhos.
O caso mais emblemático é o do Japão. Considerada uma das nações mais envelhecidas do planeta, o país registra há anos um número de mortes superior ao de nascimentos. O resultado é uma população em constante declínio, acompanhada pelo aumento da idade média dos habitantes. O cenário gera preocupação sobre a sustentabilidade dos sistemas de previdência, saúde e do próprio mercado de trabalho.
Situação semelhante ocorre na Coreia do Sul, que atualmente possui uma das menores taxas de fertilidade do mundo. Apesar dos investimentos governamentais
em incentivos financeiros para famílias e programas de apoio à maternidade, muitos jovens adiam ou descartam a ideia de ter filhos. Entre os motivos estão o alto custo de vida, a dificuldade para adquirir moradia, a intensa competitividade profissional e as mudanças nas prioridades das novas gerações.
Na Europa, a Itália também enfrenta desafios semelhantes. O país registra quedas consecutivas no número de nascimentos, enquanto a população idosa cresce rapidamente. Em diversas cidades do interior, escolas fecham por falta de alunos e comunidades inteiras veem sua população diminuir ano após ano. O fenômeno não é exclusivo da Itália e já afeta outros países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal.
Especialistas apontam que a redução da natalidade está ligada a uma combinação de fatores econômicos, sociais e culturais. O aumento dos custos relacionados à criação dos filhos, a busca por estabilidade financeira antes da formação de uma família, a maior participação das mulheres
no mercado de trabalho e a mudança nos estilos de vida têm transformado profundamente as decisões sobre casamento e maternidade.
Os impactos dessa tendência vão além das estatísticas populacionais. Com menos jovens ingressando no mercado de trabalho, cresce a preocupação com a produtividade econômica e com a capacidade dos governos de financiar aposentadorias e serviços públicos para uma população cada vez mais envelhecida. Em alguns países, a imigração tem sido utilizada como uma alternativa para compensar a escassez de mão de obra, embora essa estratégia também apresente desafios políticos e sociais.
A crise demográfica tornou-se uma das questões mais relevantes do século XXI. Enquanto governos buscam soluções para estimular a natalidade, o mundo observa uma transformação silenciosa, mas profunda, que poderá redefinir economias, mercados de trabalho e estruturas sociais nas próximas décadas.

interior design
debora lousa @deboralousa
AS MARCAS DE MÓVEIS BRASILEIROS

QUE CONQUISTARAM OS ESTADOS UNIDOS
Do Brasil para os lares americanos: as marcas de móveis que conquistaram os Estados Unidos
O design brasileiro vive um momento de destaque internacional. Conhecido por unir sofisticação, conforto, criatividade e uma forte conexão com a natureza, o mobiliário produzido no Brasil vem conquistando espaço em alguns dos mercados mais exigentes do mundo. Nos Estados Unidos, especialmente na Flórida, marcas brasileiras se tornaram presença frequente em residências de luxo, empreendimentos imobiliários e projetos assinados por renomados arquitetos e designers de interiores.
Miami, considerada uma das capitais globais do design, transformou-se na principal porta de entrada para o mobiliário brasileiro. A cidade reúne um mercado imobiliário aquecido, consumidores internacionais e um público que valoriza produtos exclusivos e de alta qualidade. Nesse cenário, empresas brasileiras encontraram terreno fértil para expandir sua atuação e apre-
sentar ao mercado americano uma identidade estética própria.
ARTEFACTO. Entre as marcas mais consolidadas está a Artefacto, considerada uma das pioneiras da expansão do mobiliário brasileiro nos Estados Unidos. Com forte presença no sul da Flórida, a empresa tornou-se referência em móveis contemporâneos de luxo. Suas coleções são marcadas por linhas elegantes, materiais nobres e uma proposta que combina sofisticação internacional com o conforto característico do design brasileiro.
Além dos showrooms, a Artefacto ganhou notoriedade por promover mostras anuais que reúnem arquitetos e designers influentes, fortalecendo ainda mais sua posição no mercado americano.
ORNARE. Especializada em mobiliário planejado de alto padrão, a Ornare construiu uma sólida reputação internacional. A marca se

destaca pela criação de cozinhas, closets e ambientes personalizados voltados para um público que busca exclusividade.
Com unidades em cidades estratégicas dos Estados Unidos, incluindo Miami e Los Angeles, a Ornare tornou-se uma das principais representantes brasileiras no segmento de luxo sob medida. Seu diferencial está na combinação entre tecnologia, acabamento refinado e personalização.
SIERRA. Fundada na Serra Gaúcha, a Sierra leva aos Estados Unidos uma proposta baseada na valorização do trabalho artesanal e da sustentabilidade. A marca conquistou espaço entre consumidores que procuram móveis com identidade, qualidade e responsabilidade ambiental.
Seu showroom em Coral Gables ajudou a fortalecer a presença do design brasileiro na Flórida. A utilização de madeiras certificadas e a atenção aos detalhes fazem parte da essência da empre-



sa, que combina tradição e contemporaneidade em suas coleções.
TIDELLI. Quando o assunto é mobiliário para áreas externas, a Tidelli é um dos nomes brasileiros mais reconhecidos internacionalmente. A marca ganhou destaque por suas peças artesanais, coloridas e resistentes, ideais para o clima tropical e subtropical de regiões como Flórida, Califórnia e Caribe.
Hotéis, resorts e residências de luxo utilizam móveis da Tidelli para criar ambientes sofisticados e descontraídos ao mesmo tempo. Seu design vibrante traduz uma característica muito associada ao estilo brasileiro: a valorização dos espaços ao ar livre e da convivência.
BRETON. A Breton completa a lista das mar-
cas brasileiras que vêm ampliando sua influência nos Estados Unidos. Conhecida pelo design autoral e pela produção voltada para o segmento premium, a empresa aposta em móveis que unem elegância, inovação e conforto.
A marca também investe em parcerias com arquitetos e designers renomados, fortalecendo sua imagem como uma representante da alta decoração brasileira. Suas peças refletem uma estética contemporânea sem abrir mão da identidade nacional.
O PRESTÍGIO DO DESIGN BRASILEIRO
O sucesso dessas empresas mostra que o mobiliário brasileiro conquistou um espaço relevante no mercado internacional. Muito desse reconhecimento está ligado ao legado de grandes nomes

do design nacional, como Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro, que ajudaram a construir uma linguagem própria para o mobiliário brasileiro.
Hoje, essa tradição continua sendo valorizada por marcas que unem inovação, produção artesanal e materiais de qualidade. Mais do que exportar móveis, elas exportam um estilo de vida que privilegia conforto, autenticidade e bem-estar.
À medida que cresce o interesse por ambientes personalizados e cheios de identidade, o design brasileiro segue ampliando sua presença nos Estados Unidos. E tudo indica que essa conexão entre criatividade brasileira e mercado americano continuará se fortalecendo nos próximos anos. E o Brasil conquistando seu espaço no mobiliário internacional.
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tidelli
breton
turismo


JAGUAR PARADE TRANSFORMA MIAMI EM UMA EXPERIÊNCIA GLOBAL DE ARTE A CÉU ABERTO
Em clima de Copa do Mundo FIFA 2026, Miami se prepara para receber uma verdadeira “seleção” de esculturas monumentais de onças-pintadas criadas por artistas brasileiros. A cidade será palco da Jaguar Parade, uma das maiores iniciativas de arte pública e conservação do mundo, que transforma espaços urbanos em uma imersiva experiência de arte, cultura e conscientização ambiental.
A exposição acontece em junho de 2026, durante o período da Copa do Mundo FIFA 2026, momento em que Miami estará entre os principais centros internacionais do torneio. A proposta é transformar a cidade em uma vibrante galeria a céu aberto, conectando moradores, turistas e fãs de futebol à arte em espaços públicos enquanto promove a preservação da onça-pintada e da biodiversidade.
laine furtado @lainefurtado
A mostra terá abertura para visitação na Galeria Emporium B, enquanto as esculturas monumentais estarão distribuídas em 11 pontos estratégicos de Miami, criando uma experiência urbana imersiva em diferentes regiões da cidade.
Em um cenário de intensa movimentação cultural e turística impulsionado pela Copa do Mundo, a Jaguar Parade une intercâmbio cultural, consciência ecológica e instalações urbanas pensadas para dialogar com públicos de diferentes nacionalidades.
Idealizada e produzida pela Artery, a edição de Miami contará com 11 esculturas de onças-pintadas instaladas em locais de grande circulação. As obras unem expressão artística e propósito ambiental, incentivando interação, reflexão e conexão com a natureza.
Entre os destaques da edição está a participação do artista brasileiro Fabiano Senk, que realizará uma pintura ao vivo de uma das esculturas no dia 9 de junho. Baseado em São Paulo, Senk é reconhecido por suas paletas de cores vibrantes e por trabalhos que exploram temas ligados à comunidade, identidade e conexão humana.
A exposição também reunirá obras dos artistas brasileiros Gus Attab, Laila Mackenzie, Busy, Livia Mourão & Rui Machado, Guilherme Kramer, Kássia Borges, Lettice, Vinicius Zoia, Sophie Reiterman e Cíntia Abravanel. Cada artista apresenta diferentes linguagens visuais inspiradas em temas como biodiversidade, coexistência e preservação ambiental.
Após passar por cidades como Nova York, Paris, São Paulo e Rio de Janeiro, a Jaguar Parade


chega a Miami como parte de sua expansão internacional. Até hoje, a iniciativa já reuniu mais de 258 artistas, impactou mais de 30 milhões de pessoas e gerou mais de 336 milhões de visualizações e impressões digitais ao redor do mundo.
A edição de Miami também marca a celebração dos 15 anos do Onçafari, organização brasileira reconhecida internacionalmente pelo trabalho de conservação da onça-pintada e proteção da biodiversidade.
“Fazer parte da Jaguar Parade representa um marco importante para o Onçafari e uma oportunidade de ampliar nossa presença internacional, compartilhando o trabalho de conservação desenvolvido no Brasil e na América Latina”, afirma Mario Haberfeld, fundador do Onçafari. “Ao celebrarmos 15 anos de história, temos orgulho do legado construído na conservação das onças-pintadas e na proteção de seus habitats.”
Atualmente, o Onçafari opera 23 bases de conservação em nove estados brasileiros, ge-
renciando diretamente mais de 125 mil hectares e apoiando a proteção de mais de 2 milhões de hectares de áreas naturais.
Ao final da exposição, 100% do lucro líquido do tradicional leilão das esculturas será destinado aos projetos e futuras iniciativas da organização.
“A arte pública tem o poder de interromper a rotina das pessoas e criar conexões emocionais”, afirma Carol Barreto, CEO da Artery. “E essas conexões podem abrir espaço para conversas

importantes sobre conservação, biodiversidade e nossa relação com o meio ambiente.”
A edição de Miami é apresentada pelo Ministério da Cultura do Brasil, Stella e FF Seguros, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio Diamante da VisionOne, Natoo e Eucatex, além do apoio da Embratur e Visit MS. O projeto é produzido pela Artery, com apoio do Consulado-Geral do Brasil em Miami e do Miami-Dade County.
SOBRE A JAGUAR PARADE
A Jaguar Parade é uma iniciativa internacional de arte pública que conecta arte, conservação e impacto social por meio de exposições urbanas de grande escala ao redor do mundo, com a missão de conscientizar sobre a preservação da onça-pintada e da biodiversidade.
SOBRE O ONÇAFARI
O Onçafari é uma organização brasileira sem fins lucrativos dedicada à conservação da onça-pintada e da biodiversidade por meio de pesquisa científica, preservação de habitats, educação ambiental e iniciativas sustentáveis de ecoturismo.
SOBRE A ARTERY
A Artery é uma plataforma global de projetos culturais e experiências imersivas que conecta marcas, artistas e causas sociais por meio de iniciativas inovadoras de arte pública e impacto cultural.

saúde SAÚDE MENTAL NA ERA DIGITAL: O EFEITO DAS REDES SOCIAIS NO CÉREBRO

O uso intensivo de redes sociais deixou de ser apenas um fenômeno cultural para se tornar um objeto central de investigação científica. Em meio a bilhões de usuários conectados diariamente, pesquisadores buscam entender como a exposição constante a telas, notificações e conteúdos rápidos está influenciando o funcionamento do cérebro humano — especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
Estudos recentes apontam uma associação consistente entre uso excessivo de redes sociais e piora na qualidade do sono, aumento da ansiedade e redução da capacidade de concentração. Uma revisão publicada em 2025 no periódico BMC Public Health indica que o “excesso de informação digital” está relacionado a sintomas de insônia e sofrimento emocional, com mecanismos que envolvem sobrecarga cognitiva e estímulo contínuo do sistema de recompensa cerebral.
Outro levantamento longitudinal sobre jovens reforça que o uso intenso de redes sociais está ligado a alterações no padrão de sono, especialmente atrasos no horário de dormir e aumento do tempo necessário para adormecer. Segundo a revisão publicada em Computers in Human Behavior Reports, dois
terços dos estudos analisados encontraram relação entre uso de plataformas digitais e pior qualidade do sono.
Especialistas explicam que o impacto não está apenas no tempo de tela, mas na forma como esse consumo acontece. O uso noturno, o “scroll infinito” e o consumo de vídeos curtos criam estímulos contínuos que dificultam o desligamento mental. Esse padrão interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do sono, além de manter o cérebro em estado de alerta constante.
No campo da saúde mental, pesquisas também sugerem que o uso problemático de redes sociais pode influenciar níveis de ansiedade e depressão de forma indireta, principalmente por meio da privação de sono. Um estudo publicado em 2025 na Frontiers in Public Health indica que a redução do uso de redes sociais pode melhorar indicadores de bem-estar psicológico, incluindo humor e qualidade do sono.
Além disso, cientistas têm observado efeitos na atenção e na capacidade de foco. O fluxo constante de notificações e conteúdos fragmentados pode treinar o cérebro para buscar recompensas rápidas, dificultando tarefas que exigem
concentração prolongada, como leitura e estudo.
Apesar das evidências, pesquisadores alertam que os efeitos variam de acordo com o tipo de uso. O problema não está apenas na tecnologia em si, mas no padrão de consumo: uso passivo e excessivo tende a ter impactos mais negativos do que interações ativas e moderadas.
Para especialistas em saúde mental, o desafio atual não é eliminar as redes sociais, mas construir uma relação mais equilibrada com elas. Estratégias como limitar o uso antes de dormir, desativar notificações e criar períodos de desconexão têm sido recomendadas como formas simples de reduzir impactos no cérebro.
Em um cenário em que quase todas as atividades humanas passam por algum tipo de tela, compreender os efeitos da vida digital no cérebro se torna essencial. A ciência ainda está em evolução, mas já aponta um consenso: o excesso, especialmente sem pausas e limites, pode alterar profundamente não apenas o comportamento, mas também o equilíbrio emocional e cognitivo.


DESTAQUE
DAS CINZAS DA DOR AO LEGADO DO AMOR

Há histórias que inspiram não apenas pelas conquistas alcançadas, mas pela coragem necessária para superar as adversidades ao longo do caminho. Nesta edição, apresentamos a trajetória de Luciana Carvalho, uma mulher que transformou profundas feridas emocionais em uma missão de vida pautada pela fé, pela restauração e pelo serviço ao próximo.
SOBRE LUCIANA CARVALHO
Luciana Carvalho é CEO da BNP Business Network & Purpose, idealizadora do Projeto Tropkids e coautora do livro Mulher de Impacto. Sua trajetória é construída a partir de conhecimento, experiência prática e capacitação nas áreas de Administração, Psicologia e Teologia, aliados à sua atuação profissional como Controller e Agente de Seguros. Acima de qualquer título, sua missão é trabalhar pelo desenvolvimento humano, conectar pessoas com propósito e apoiar aqueles que desejam reconstruir suas histórias. Sua participação como coautora do livro Mulher de Impacto reforça seu compromisso em fortalecer e inspirar mulheres a reconhecerem seu valor, superarem suas dores e viverem plenamente o propósito para o qual foram criadas.
A JORNADA DE FÉ, CURA E PROPÓSITO DE LUCIANA CARVALHO
Minha vida, não começou com conquistas, começou com dor. Desde antes de nascer,
minha história já carregava marcas profundas de rejeição. Na infância, vivi experiências que afetaram diretamente minha identidade, minha autoestima e a forma como eu enxergava a mim mesma e o mundo. Entre os quatro e sete anos de vida, fui vítima de abuso sexual dentro da minha própria casa, cometido por um parente próximo. Foi uma violência silenciosa, que roubou minha inocência e deixou feridas emocionais profundas que me acompanharam por muitos anos.
Cresci me sentindo insegura, rejeitada e sempre buscando aceitação. Havia em mim uma dor constante que eu não sabia explicar. Durante muito tempo, não entendia por que aceitava tão pouco, porque tinha medo de ser abandonada ou porque repetia padrões que me machucavam. Na vida adulta, essas feridas se refletiram em relacionamentos difíceis, dependência emocional e uma sensação persistente de vazio.
As perdas ao longo da minha jornada aumentaram ainda mais esse peso emocional. Em 2021, perdi meu companheiro para a COVID-19. Em 2022, perdi minha mãe, uma das referências mais importantes da minha vida. Essas despedidas deixaram um silêncio profundo dentro de mim. Também carrego a dor de ainda não conhecer meu neto, uma ausência que machuca o coração de avó.
Além disso, enfrento uma das dores mais difí-
ceis da minha história: há três anos minha filha não fala comigo. É uma saudade diária, um amor que continua vivo mesmo na distância. Essa é uma ferida aberta que coloco todos os dias aos pés de Deus. Sigo de joelhos, em oração, crendo na restauração e na reconciliação da minha família.
DA CAVERNA ESCURA DA ALMA AO PROPÓSITO DE TRANSFORMAR VIDAS
Essas dores acumuladas me levaram a um período de profunda escuridão interior. Houve dias em que eu me sentia completamente sozinha, sem forças e sem esperança. Em alguns momentos, o sofrimento foi tão intenso que tentei tirar a própria vida, acreditando que aquela dor nunca teria fim. Eu cheguei ao que chamo de “a caverna escura da alma”, um lugar de desespero silencioso.
Mas a minha história não terminou nesse lugar. O ponto de virada começou quando, ao cuidar de um familiar doente, feridas antigas vieram à tona. Eu entendi que não podia mais ignorar minha dor — eu precisava enfrentá-la. Foi nesse tempo que voltei meu coração para Deus de forma verdadeira e decidi buscar cura emocional e espiritual.
Iniciei então uma jornada profunda de restauração. Passei pela Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG) com a terapeuta Eliane Pegas, processo que me ajudou a ressignificar

traumas. Também participei de programas de desenvolvimento e cura emocional como Construindo Mulheres Inspiradoras, com Janaina Scipione, e Mulheres de Impacto, com a pastora Josie Oliveira.
Minha caminhada espiritual foi fortalecida na Igreja Tábuas da Lei, onde participei da Escola de Rainhas. Esse tempo foi marcante para a cura da minha identidade, restauração da minha feminilidade e fortalecimento da minha fé. Ali, aprendi a me ver como Deus me vê e a reconhecer meu valor.
Essas experiências me ajudaram a tratar feridas profundas e reconstruir minha identidade — não mais baseada no trauma, mas na fé, na verdade e na graça de Deus. Aos poucos, entendi que minha dor não precisava ser o fim da minha história, mas poderia se tornar parte do meu propósito.
RESSIGNIFICANDO AS DORES
Hoje, transformei minhas feridas em missão.
A BNP – Business Network & Purpose nasceu do meu desejo de conectar pessoas a redes locais de apoio, relacionamento e crescimento, fortalecendo pequenos empreendedores e iniciativas com propósito. Eu acredito no poder das conexões certas para gerar transformação real na vida das pessoas e das comunidades.
O Projeto Tropkids carrega um pedaço muito profundo do meu coração. Ele é voltado à formação de crianças com base em valores e princípios cristãos. Eu acredito que a verdadeira transformação da sociedade começa na infância, quando o caráter está sendo formado.
Hoje, compartilho minha história como testemunho vivo de que a dor não precisa ser o ponto final. Eu sou prova de que é possível transformar feridas em propósito e sofrimento em instrumento de cura para outras pessoas. Minha mensagem é simples, mas verdadeira: Sempre existe um recomeço possível e ele começa de dentro para fora. “Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei.” Jeremias 29:12


PROJETO SUPERAR E SER FELIZ
O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora
Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.
O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo Website: www.superareserfeliz.com
Parcerias:
Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta
Rosali de Castro Aguiar - Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica
Flavia Duarte - Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida
Wanessa Surdine – Personal da Mente
Solange Gomes - Psicóloga
Josie Oliveira - Terapeuta, Psicóloga, Criadora do Método VEM (Você Emocionalmente Madura)
Anete P. Lobo
Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com

As the countdown to the FIFA World Cup 2026 continues, anticipation is building across the United States. While the tournament will be jointly hosted by the United States, Mexico, and Canada, Miami stands out as one of the most dynamic and internationally visible host cities preparing for the global event.
The 2026 FIFA World Cup will be the largest in history, featuring 48 national teams and 104 matches. Beyond sport, it is expected to become a global cultural moment, drawing millions of fans from around the world. For Miami and South Florida, it represents a major opportunity to reinforce the region’s role as a leading destination for international events, tourism, and entertainment.
With seven matches scheduled at Hard Rock Stadium and a wide range of citywide activities planned, Miami is positioning itself as a central stage of the tournament.
MIAMI AT THE HEART OF THE EXPERIENCE
Located between North America, Latin Ameri-
ca, and the Caribbean, Miami has long functioned as a cultural crossroads. Its diversity and global connectivity make it a natural host city for an event of this scale.
The city will host seven official FIFA World Cup matches at Hard Rock Stadium in Miami Gardens, including knockout-stage games expected to attract global attention. However, much of the experience will unfold beyond the stadium.
A key attraction will be the FIFA Fan Festival™, set for Bayfront Park in Downtown Miami from June 13 to July 5, 2026. Overlooking Biscayne Bay, it is expected to become one of the largest public gathering spaces tied to the tournament in the United States.
With free admission, the Fan Festival will feature live broadcasts of matches on giant screens, along with music performances, cultural programming, food vendors, and interactive activities. The goal is to create a cultural hub where residents and visitors can experience the World Cup atmosphere together.
A CITYWIDE CELEBRATION
A defining element of the 2026 World Cup is FIFA’s focus on expanding fan experiences beyond stadiums. Across host cities in North America, public spaces are being transformed into communal viewing areas.
Miami is expected to fully embrace this model. In addition to the official Fan Festival, local organizers are planning watch parties and public events throughout Miami-Dade County.
Parks, waterfront areas, and entertainment districts are likely to become gathering points where fans can watch matches together. This reflects a broader shift in global sporting events toward immersive, citywide celebrations rather than stadium-only experiences.
Miami’s outdoor lifestyle and geography support this approach, allowing the World Cup atmosphere to extend from Downtown and Brickell to Miami Beach and beyond.

MIAMI IS GETTING READY TO WELCOME THE WORLD. WITH SEVEN WORLD CUP MATCHES, THE FIFA FAN FESTIVAL AT BAYFRONT PARK, AND CELEBRATIONS THROUGHOUT SOUTH FLORIDA, THE CITY IS PREPARING FOR AN UNFORGETTABLE SUMMER IN 2026.
Miami’s cultural identity is a major advantage as a host city. The region has deep ties to Latin America and the Caribbean, with large communities from Brazil, Argentina, Colombia, Mexico, Venezuela, and Cuba.
In these communities, soccer is more than a sport—it is a cultural passion. This makes Miami particularly well-suited to host a tournament with such global emotional significance.
Cultural programming during the World Cup is expected to reflect this diversity, incorporating music, dance, cuisine, and artistic expression from multiple countries.
Organizers plan for the Fan Festival to highlight Miami’s multicultural identity, creating a space where global cultures meet through the shared language of soccer. This diversity is expected to set Miami apart from other host cities.
ECONOMIC IMPACT AND GLOBAL VISIBILITY
The World Cup is also expected to bring major economic benefits to South Florida. The hospitality sector anticipates a strong surge in demand, with hotels, restaurants, transportation services, and entertainment venues preparing for increased international traffic. Miami already has experience hosting large-
-scale global events, including Formula 1 and international soccer tournaments. The World Cup is expected to elevate this profile further.
Economic projections point to significant spending across the region, supporting jobs in tourism, retail, logistics, and event production. In the long term, the global exposure may also attract future investment and international events to the city.
THE BRAZILIAN COMMUNITY’S ROLE
South Florida’s large Brazilian community is expected to play an important role during the tournament. Many local businesses, restaurants, and cultural organizations are preparing special events and watch parties throughout the competition.
If Brazil advances deep into the tournament, Miami could become one of the most important gathering points for Brazilian fans outside of Brazil itself. Cultural institutions and consulates are also expected to support community celebrations, strengthening cultural ties during the event.
A New Era for
Soccer in the United States
The 2026 World Cup arrives during a period
of rapid growth for soccer in the United States. Interest in the sport has expanded significantly, driven by youth participation, Major League Soccer’s growth, and increased visibility of international stars playing in the country.
FIFA sees the tournament as a key moment in strengthening soccer’s long-term presence in North America.
Miami, with its international identity and passionate fan base, reflects many of the goals of this expansion.
A GLOBAL STAGE IN MIAMI
As preparations continue, Miami is emerging as more than a host city—it is becoming a global gathering point.
From Hard Rock Stadium to Bayfront Park and across South Florida, the city is preparing for a month of transformation. During the tournament, Miami will bring together cultures, languages, and traditions from around the world.
For one month in 2026, the city will stand at the center of the global soccer stage, where sport and culture converge in a shared international celebration.
ponto de vista

EM RÍTMO DE COPA
ACopa do Mundo FIFA já não é mais uma expectativa — é realidade. Pela primeira vez na história, o torneio acontece em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Também é a edição mais ampla já realizada, com 48 seleções e 104 partidas, redefinindo o alcance e a dimensão do maior evento do futebol mundial.
Mais do que uma competição esportiva, a Copa de 2026 se consolida como um fenômeno cultural global. O torneio ultrapassa os limites dos estádios e passa a ocupar cidades inteiras, transformando espaços públicos em arenas de convivência, celebração e encontro entre diferentes culturas.
Nos Estados Unidos, o impacto é ainda mais profundo. O país vive uma fase de consolidação do futebol, impulsionada pelo crescimento da Major League Soccer, pela presença de estrelas internacionais e por uma nova geração de torcedores. A Copa chega como um marco definitivo dessa transformação.
Entre todas as cidades-sede, Miami ocupa uma posição de destaque simbólico e cultural. A cidade representa como poucas o espírito desta
edição: diversidade, mistura de idiomas e convivência entre culturas. Brasileiros, argentinos, colombianos, venezuelanos, mexicanos e tantas outras comunidades fazem de Miami um território naturalmente ligado ao futebol.
A cidade recebe partidas no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, mas sua participação na Copa vai muito além disso. O FIFA Fan Festival™, no Bayfront Park, em Downtown Miami, se torna um dos principais pontos de encontro do torneio nos Estados Unidos.
O espaço reúne transmissões ao vivo, música, gastronomia internacional e experiências culturais, criando um ambiente coletivo onde torcedores de diferentes países compartilham a mesma emoção. A Copa deixa de ser apenas assistida e passa a ser vivida como experiência urbana.
O impacto econômico também é expressivo. O setor de turismo opera em alta, com hotéis lotados, restaurantes movimentados e um fluxo intenso de visitantes internacionais. Miami se consolida como um dos destinos mais procurados durante o Mundial, especialmente por turistas da América Latina e da Europa.
Mas o significado da Copa de 2026 vai além da
economia. Em um cenário global marcado por mudanças e tensões, o futebol reafirma seu papel como linguagem universal. Ele conecta pessoas que não falam o mesmo idioma, mas compartilham a mesma emoção.
Em Miami, esse papel se intensifica. A cidade funciona como um retrato vivo da globalização contemporânea, onde diferentes culturas convivem de forma natural e constante. Durante a Copa, essa característica se torna ainda mais visível, transformando o espaço urbano em um grande ponto de encontro global.
Eventos culturais, exposições, ativações artísticas e iniciativas ligadas à diplomacia esportiva complementam a programação da cidade, reforçando a ideia de que a Copa não acontece apenas dentro de campo.
Em 2026, o futebol deixa de ser apenas competição. Ele se torna experiência, cidade e convivência.
E Miami, com sua energia multicultural e seu papel central na Copa, se consolida como um dos principais símbolos dessa nova forma de viver o maior espetáculo do esporte mundial.

