Abril é tradicionalmente associado a um período de renovação, reflexão e renascimento espiritual, especialmente por marcar a celebração da Páscoa. Mais do que uma data religiosa, a Páscoa carrega um simbolismo profundo sobre fé, esperança e a possibilidade de recomeços. Nesse contexto, o poder espiritual e a crença em Deus se tornam pilares que sustentam muitas pessoas em diferentes momentos da vida, oferecendo sentido, direção e equilíbrio diante das incertezas. Crer em Deus não se resume apenas a uma prática religiosa, mas a uma relação íntima de confiança, entrega e conexão com algo maior. Essa crença atua como uma força interna que ajuda o indivíduo a atravessar desafios, enfrentar perdas e manter a esperança mesmo em cenários difíceis. Em tempos de instabilidade emocional ou de decisões importantes, a fé funciona como um ponto de ancoragem, proporcionando clareza e serenidade.
O poder espiritual, por sua vez, pode ser compreendido como a capacidade de alinhar pensamentos, emoções e ações a valores mais elevados, como compaixão, gratidão e perdão. Quando uma pessoa desenvolve sua espiritualidade, ela tende a cultivar uma percepção mais profunda da vida, enxergando propósito nas experiências cotidianas e aprendendo com cada situação vivida. Esse processo não elimina os obstáculos, mas transforma a forma como eles são interpretados e enfrentados.
A Páscoa reforça essa ideia ao simbolizar a vitória da vida sobre a morte, da luz sobre a escuridão e da esperança sobre o desespero. Independentemente da crença específica, o período convida à introspecção, ao desapego de padrões negativos e à renovação interior. É um momento propício para reavaliar escolhas, fortalecer valores e recomeçar com mais consciência e propósito.
Além disso, a fé pode impactar diretamente o bem-estar emocional e mental. Estudos em diversas áreas apontam que práticas espirituais estão associadas à redução do estresse, maior resiliência e sensação de pertencimento. Isso ocorre porque a crença em Deus muitas vezes vem acompanhada de uma percepção de cuidado, proteção e sentido para a existência.
Em última análise, o poder espiritual e a fé em Deus não apenas oferecem conforto, mas também inspiram transformação. Eles incentivam o indivíduo a olhar para dentro, reconhecer suas limitações e buscar evolução contínua. Abril, com seu simbolismo pascal, reforça essa jornada de renovação, lembrando que sempre há espaço para recomeçar, crescer e viver com mais propósito.
COVER
DANNI SUZUKI
phOtO: caesar lima
pUblIShER & EDItOR At lARgE lAINE fURtADO
ExECUtIVE DIRECtOR
jOE SOUZA
CONtRIbUtINg wRItERS
AlEthéA mANtOVANI ANDREA lADISlAU
ANEtE lObO
DEbORA lOUSA
gIOVANA bARthOlAZZI pRISCIlA CACICEDO tANIA COStA
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COERÊNCIA: O ALINHAMENTO ENTRE O QUE SE PENSA, SENTE
oerência não significa ausência de falhas ou a inexistência de conflitos internos. Trata-se, sobretudo, de reduzir a distância entre aquilo que se pensa, o que se sente e a forma como se age no cotidiano. Em um cenário cada vez mais marcado por discursos bem articulados e imagens cuidadosamente construídas, a verdadeira medida dos valores de uma pessoa não está no que ela declara, mas nas escolhas silenciosas que faz diariamente.
É nas pequenas atitudes — na maneira como se relaciona com os outros, nos limites que estabelece e nas decisões que toma quando ninguém está observando — que a coerência se revela. A incoerência recorrente, por outro lado, tende a produzir um desgaste discreto, porém constante.
Quando pensamentos, emoções e comportamentos seguem direções opostas,
instala-se um desalinhamento interno que, embora nem sempre seja imediato, torna-se perceptível ao longo do tempo.
Esse descompasso costuma se manifestar em forma de cansaço emocional, confusão e uma sensação persistente de desconexão consigo mesmo. Em muitos casos, grande parte desse desconforto nasce da diferença entre quem a pessoa realmente é e quem acredita que deveria ser. Quando a identidade interna não acompanha a imagem projetada para o mundo, surge a dissonância — e, com ela, o custo emocional de sustentar uma versão que não corresponde à própria essência.
Ser coerente não exige perfeição, mas consistência. É um processo contínuo de alinhamento entre valores, escolhas e atitudes, capaz de criar uma base mais sólida para a vida cotidiana. Quando há coerência, a pessoa tende a se reconhecer com mais clareza em suas próprias
E FAZ
ações, o que reduz a necessidade de manter aparências e diminui o esforço envolvido em sustentar papéis que não fazem sentido no longo prazo.
Em um mundo cada vez mais orientado por performances e validações externas, a autenticidade se torna um diferencial importante. Sustentar a própria verdade, sem excessos, sem personagens e sem a necessidade de negociar a própria essência para se encaixar, exige consciência e responsabilidade pessoal. Esse movimento não é rígido, mas dinâmico, e envolve ajustes constantes à medida que a vida apresenta novos contextos e desafios.
No fim, coerência é a prática de aproximar, o máximo possível, aquilo em que se acredita da forma como se escolhe viver. E é justamente esse alinhamento que fortalece a integridade, promove uma sensação mais profunda de paz interna e contribui para uma experiência de vida mais consistente, consciente e significativa.
DRA. ANDREA LADISLAU é psicanalista e especialista em saúde mental e comportamental. Ela escreve para vários veicuilos de comunicação no Brasil.
BR NATION TALKS CHEGA À 6ª EDIÇÃO EM MIAMI COM FOCO EM NEGÓCIOS, CONEXÕES ESTRATÉGICAS E LIDERANÇA INTERNACIONAL
BR NATION TALKS É IDEALIZADO PELOS SÓCIOS ANDRÉ DUEK, CAROLINA LARA E CONRADO NAVARRO, À FRENTE DO ECOSSISTEMA BR NATION, QUE CONECTA BRASILEIROS ENTRE BRASIL E ESTADOS UNIDOS
O BR Nation realiza em abril a 6ª edição do BR Nation Talks, que será promovido em Miami, na Flórida, nos dias 17, 18 e 19 de abril de 2026. O encontro, que já se consolidou como uma das principais plataformas de conexão da comunidade empresarial brasileira nos Estados Unidos, deve reunir mais de 500 participantes entre empreendedores, executivos e líderes que atuam entre Brasil e EUA.
Com uma proposta que combina conteúdo executivo, experiências imersivas e entretenimento, o evento busca criar um ambiente favorável para aprendizado prático, troca de experiências e construção de relacionamentos estratégicos. Ao longo de três dias, a programação contará com mais de 30 horas de atividades, incluindo palestras, painéis temáticos, workshops e dinâmicas de grupo voltadas à geração de conexões relevantes. Entre os palestrantes, o ex-prefeito de Miami, Francis Suarez.
A edição anterior, realizada em outubro de 2025, registrou mais de 250 participantes, dois palcos simultâneos e speakers internacionais ligados a negócios, inovação e liderança. O evento também apresentou alto índice de satisfação, com 92% de intenção de retorno, além da formaliza-
ção de mais de 40 parcerias durante sua realização. Fundado por André Duek, ao lado de Carolina Lara e Conrado Navarro, o BR Nation é um ecossistema que conecta profissionais brasileiros que desenvolvem suas atividades nos Estados Unidos. A iniciativa inclui diferentes frentes, como o BR Nation Club, BR Nation Leader, BR Nation HUB e, mais recentemente, a expansão para iniciativas educacionais, com o lançamento previsto da BR Nation Academy.
Segundo André Duek, o objetivo do BR Nation Talks vai além da troca de conteúdo. “O BR Nation Talks foi criado para reunir quem constrói negócios de verdade. O ambiente certo muda o nível das conversas e acelera decisões que normalmente levariam meses para acontecer”, afirmou.
O lineup da 6ª edição reúne nomes de destaque em áreas como negócios, liderança, produtividade, inovação e geopolítica. Entre os speakers confirmados estão João Cordeiro, que atua como mestre de cerimônias e mediador; Thiago Oliveira, com a palestra “Empresas Feitas para Crescer”; e Christian Barbosa, que aborda o conceito de produtividade na era digital.
Integra, a programação Andrea Iorio, com foco em inteligência artificial e experiência do cliente; Luiz Tastaldi, com estratégias de marketing e negócios; e Sérgio Langer, especialista em mercado de luxo e customer experience. Outros nomes incluem Tiago Prado, Junior Cigano, André Lajst, Pedro Valente, Carolina Dostal e Karen Miura, reforçando o caráter multidisciplinar do encontro.
Com curadoria voltada a um público seleto, o BR Nation Talks prioriza conteúdo baseado em vivência real de mercado, além de experiências pensadas para estimular interações em diferentes formatos e momentos. A proposta é que, além das palestras, os participantes tenham acesso a um ambiente onde conversas estratégicas possam evoluir para oportunidades concretas de negócios.
Ao longo de suas cinco edições anteriores, o evento já impactou mais de 1.000 empreendedores e reuniu cerca de 45 speakers de alto nível, consolidando-se como um ponto de encontro relevante para a comunidade brasileira que atua no cenário internacional. Informações sobre o evento e inscrições pelo Instagram @ brnation.us
celebridades[ ]
DONALD
GLOVER MOSTRA
SUA FORÇA CULTURAL ALÉM DAS TELAS
Poucos artistas contemporâneos transitam com tanta naturalidade entre diferentes áreas quanto Donald Glover. Ator, músico, roteirista e produtor, ele se consolidou como uma das figuras mais versáteis da indústria do entretenimento. E, mais uma vez, voltou aos holofotes recentemente — desta vez, com uma aparição pública que reforça seu status cultural. Ao participar de um evento da MLB e lançar o primeiro arremesso simbólico, Glover chamou atenção não apenas pelo momento em si, mas pelo que ele representa: uma presença constante e relevante na cultura americana. Mesmo fora de grandes estreias ou lançamentos, seu nome continua circulando — um sinal claro de sua influência. Para o público brasileiro, que o conhece tanto por sua atuação quanto por sua música sob o nome Childish Gambino, Donald Glover representa um novo modelo de artista. Ele não se limita a uma única linguagem, mas constrói uma narrativa autoral que atravessa diferentes plataformas. Sua carreira é marcada por escolhas estratégicas e projetos que frequentemente dialogam com questões sociais e culturais. Essa consistência o posiciona não apenas como entertainer, mas como um criador com voz própria. Em um cenário onde a atenção do público é cada vez mais disputada, Glover prova que relevância não depende apenas de lançamentos constantes — mas de presença, identidade e impacto duradouro.
DEMI LOVATO RETORNA AOS PALCOS COM NOVA TURNÊ E
REAFIRMA SUA CONEXÃO COM OS FÃS
Após um período de transformações pessoais e profissionais, Demi Lovato inicia uma nova fase com o anúncio da turnê “It’s Not That Deep Tour”, que começa agora em abril. O retorno aos palcos não é apenas mais um capítulo em sua carreira — é um momento simbólico de reconexão com o público que acompanhou sua trajetória desde os tempos da Disney. Demi Lovato construiu uma relação única com seus fãs, marcada pela transparência e pela vulnerabilidade. Ao longo dos anos, compartilhou desafios pessoais, mudanças de identidade artística e reinvenções constantes. Essa autenticidade, embora muitas vezes exposta sob os holofotes, se tornou justamente o que sustenta sua relevância. A nova turnê chega em um momento em que o mercado musical valoriza experiências ao vivo e conexões reais. Para o público brasileiro, que sempre demonstrou forte engajamento com a artista, a expectativa é ainda maior — especialmente com a confirmação de apresentações no país. Musicalmente, Demi segue explorando novas sonoridades, sem perder a intensidade emocional que caracteriza suas performances. No palco, sua presença continua sendo um dos seus maiores diferenciais: potente, direta e carregada de significado. Mais do que um comeback, essa turnê representa a consolidação de uma artista que aprendeu a transformar vulnerabilidade em força — e que segue relevante justamente por nunca ter sido previsível.
DUA LIPA CONQUISTA HOLLYWOOD A NOVA FASE DA ESTRELA POP
Dua Lipa está vivendo um dos momentos mais estratégicos de sua carreira. Já consolidada como uma das maiores estrelas do pop global, a artista agora avança com força total em direção ao cinema. A confirmação de seu papel como protagonista no novo filme da A24, Peaked, marca um passo importante nessa transição — e sinaliza que sua ambição vai muito além da música. Nos últimos anos, Dua Lipa já vinha testando esse território, com participações em produções e projetos ligados ao audiovisual. No entanto, assumir o protagonismo em um filme de um estúdio respeitado como a A24 posiciona a cantora em um novo patamar. Trata-se de uma movimentação cuidadosamente calculada, comum entre artistas que buscam longevidade e diversificação de carreira. Para o público brasileiro, que acompanha de perto sua trajetória — seja pelos hits, pela estética marcante ou pelas turnês — essa nova fase reforça ainda mais sua relevância. Dua Lipa não é apenas uma cantora de sucesso: ela é uma marca global em expansão. Esse movimento também reflete uma tendência maior na indústria do entretenimento, onde artistas multifacetados ganham cada vez mais espaço. Ao investir no cinema, Dua Lipa amplia sua influência cultural e abre portas para projetos mais complexos e autorais.Mais do que uma mudança de área, essa transição representa uma evolução natural de uma artista que entende seu tempo — e sabe exatamente como permanecer no centro da conversa global.
REGÉ-JEAN PAGE CONSOLIDA SUA CARREIRA APÓS FENÔMENO GLOBAL
Desde que ganhou notoriedade mundial com Bridgerton, Regé-Jean Page tem trabalhado para construir uma carreira sólida e diversificada. Agora, com a divulgação de seu novo projeto, You, Me & Tuscany, o ator volta ao centro das atenções e reforça sua presença no mercado internacional. A transição de um sucesso explosivo para uma carreira consistente nem sempre é simples. No caso de Regé-Jean Page, no entanto, essa movimentação vem sendo conduzida com cuidado. Ao escolher projetos que ampliam seu alcance e mostram diferentes facetas de sua atuação, ele evita ser associado a um único personagem — um risco comum após grandes fenômenos de streaming. Sua presença em eventos e entrevistas recentes demonstra uma estratégia clara de reposicionamento: manter-se visível, relevante e em constante evolução. Para o público brasileiro, que rapidamente adotou o ator como um dos favoritos da nova geração, esse acompanhamento de carreira é natural. Além do talento, Page também se destaca pelo carisma e pela imagem sofisticada, elementos que o tornam atraente tanto para o cinema quanto para campanhas e grandes produções. Mais do que sustentar a fama inicial, ele parece determinado a construir algo maior — uma trajetória consistente em uma indústria que valoriza, cada vez mais, versatilidade e visão de longo prazo.
IMIGRAÇÃO
ECONOMIA, IMIGRAÇÃO E CONSUMO: COMO BRASILEIROS
REDEFINEM SUA PRESENÇA NOS ESTADOS UNIDOS E NA FLÓRIDA
texto LAINE FURTADO @LAINEFURTADO
O cenário econômico dos Estados Unidos em 2026 é marcado por uma combinação de fatores que impactam diretamente o comportamento do consumidor, o mercado imobiliário e os fluxos migratórios. Após um ciclo de alta de juros iniciado em 2022, o país entrou em uma fase de maior estabilidade monetária, com o Federal Reserve adotando uma postura cautelosa diante de uma inflação ainda acima da meta, porém mais controlada. Nesse contexto, a comunidade brasileira — uma das mais expressivas entre os imigrantes — passa por um processo de expansão e reorganização, especialmente em estados como a Florida.
A política monetária recente deixou como herança um custo de crédito ainda elevado em termos históricos. As taxas de hipoteca de 30 anos, por exemplo, permanecem próximas da faixa de 6% a 6,5%, o que impacta diretamente decisões de consumo e investimento. O crédito mais caro tem levado famílias a priorizar gastos essenciais e adiar grandes aquisições, como imóveis e bens duráveis. Ainda assim, o consumo — responsável por cerca de 70% do PIB americano — segue resiliente, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido e pela renda relativamente estável.
Esse equilíbrio delicado também influencia o mercado imobiliário, que vive uma fase de transição. Regiões como Miami, Broward County e Palm Beach County continuam entre os mercados mais dinâmicos do país, impulsionados pela migração interna e internacional. Mesmo com o custo de financiamento mais alto, a demanda permanece consistente, sustentando os preços em níveis elevados.
Um dos principais motores desse movimento é a migração interna de americanos vindos de estados com custo de vida mais alto, como New York City e Califórnia. A ausência de imposto
estadual sobre renda na Florida, aliada ao clima e à qualidade de vida, reforça o apelo do estado. Ao mesmo tempo, o fluxo internacional — especialmente de latino-americanos — contribui para manter aquecido o mercado imobiliário do Sul da Flórida.
É nesse ambiente que a comunidade brasileira ganha protagonismo. Estimativas do consulado brasileiro indicam que cerca de 450 mil brasileiros vivem no Sul da Flórida, número significativamente superior aos dados oficiais do U.S. Census, que frequentemente subestimam populações imigrantes devido à subnotificação. Essa diferença evidencia não apenas a dimensão da comunidade, mas também sua complexidade e diversidade.
Em Broward County, cidades como Deerfield Beach, Pompano Beach e Fort Lauderdale concentram uma parcela significativa dessa população, formando um corredor econômico brasileiro.
O empreendedorismo surge como principal estratégia de inserção, com negócios que vão de restaurantes e construção civil a serviços especializados. Esse movimento fortalece redes locais e contribui para a circulação de capital dentro da própria comunidade.
Já Miami desempenha um papel estratégico como hub internacional. A cidade atrai um perfil diver-
sificado de brasileiros, incluindo investidores, profissionais qualificados e estudantes. Setores como tecnologia, finanças e mercado imobiliário concentram oportunidades, ampliando a presença brasileira em segmentos de maior valor agregado.
Outro aspecto relevante é a participação dos brasileiros no mercado imobiliário. O Sul da Flórida possui uma das maiores concentrações de compradores internacionais dos Estados Unidos, com estrangeiros representando cerca de 10% das transações — índice muito acima da média nacional. Brasileiros estão entre os grupos mais ativos, tanto na aquisição de imóveis para moradia quanto para investimento, contribuindo para a sustentação da demanda em um cenário de crédito restrito.
No campo educacional, observa-se uma mudança importante no perfil migratório. O número de brasileiros matriculados em universidades e cursos técnicos cresce de forma consistente, refletindo uma estratégia de longo prazo baseada em qualificação e estabilidade. Ao mesmo tempo, a demanda por escolas bilíngues e serviços educacionais voltados à integração cultural aumenta, acompanhando o crescimento de famílias estabelecidas na região.
No entanto, o cenário não está isento de desafios.
O aumento do custo de vida, especialmente em habitação e seguros residenciais, pressiona o orçamento das famílias. Além disso, o ambiente migratório mais rigoroso exige maior planejamento e adaptação por parte dos imigrantes. Tensões geopolíticas, como conflitos envolvendo o Irã, também adicionam incertezas ao cenário econômico global, influenciando inflação, preços de energia e decisões futuras de política monetária.
Apesar disso, a comunidade brasileira demonstra resiliência. Redes de apoio, associações e iniciativas empresariais desempenham papel fundamental na integração e no suporte aos recém-chegados. Mais do que uma comunidade em crescimento, os brasileiros nos Estados Unidos — e especialmente na Flórida — representam uma força econômica em consolidação.
No conjunto, o que se observa é um novo ciclo: menos dependente de crédito abundante e mais sustentado por fundamentos estruturais, como mobilidade internacional, empreendedorismo e adaptação cultural. Entre ajustes econômicos e transformações sociais, a presença brasileira nos Estados Unidos deixa de ser apenas numérica para se afirmar como um elemento ativo e estratégico dentro do tecido econômico e urbano do país.
BRASILEIROS GANHAM PROTAGONISMO NOS EUA, IMPULSIONANDO CONSUMO, EMPREENDEDORISMO E O MERCADO IMOBILIÁRIO, ESPECIALMENTE NA FLÓRIDA. EM MEIO A JUROS ESTÁVEIS E MUDANÇAS ECONÔMICAS GLOBAIS, A COMUNIDADE SE CONSOLIDA COMO FORÇA ESTRATÉGICA NO PAÍS. FOTO: EDUARDO REZENDE
EM FOCO
MERCADO IMOBILIÁRIO NA FLÓRIDA ENTRA EM FASE DE AJUSTE COM JUROS ESTÁVEIS
MERCADO IMOBILIÁRIO NA FLÓRIDA PASSA POR AJUSTE COM JUROS ESTÁVEIS, MIGRAÇÃO INTERNA E INFLUÊNCIA DE FATORES GLOBAIS NO COMPORTAMENTO DE COMPRA
O mercado imobiliário no Sul da Flórida atravessa uma fase de reequilíbrio em 2026, especialmente em regiões como Miami, Palm Beach County e Broward County. Após um ciclo de forte alta nos juros conduzido pelo Federal Reserve entre 2022 e 2023, o cenário atual é de estabilidade, com a taxa básica mantida em patamar restritivo, enquanto o mercado hipotecário começa a responder de forma gradual a esse novo ambiente.
As taxas de hipoteca de 30 anos, que chegaram a ultrapassar 7% em momentos anteriores, recuaram levemente e vêm se mantendo próximas da faixa de 6% a 6,5%, segundo dados recentes do setor. Esse movimento ainda não representa um estímulo robusto à demanda, mas já indica uma leve melhora na previsibilidade para compradores e investidores. Projeções da National Association of Realtors (NAR) apontam para uma possível aproximação das taxas em torno de 6% ao longo de 2026, o que pode destravar parte da demanda reprimida acumulada nos últimos anos.
Na prática, o mercado da Flórida continua sendo sustentado por um fator
estrutural relevante: a migração interna de residentes de estados com custo de vida mais elevado, como New York City e Califórnia. A ausência de imposto estadual sobre renda na Florida segue como diferencial competitivo, atraindo tanto famílias quanto profissionais de alta renda. Esse fluxo tem mantido a pressão sobre os preços, mesmo em um ambiente de crédito mais caro.
Dados da MIAMI Association of Realtors indicam que o mercado do Sul da Flórida apresenta sinais de recuperação nas vendas em comparação com períodos de maior retração, com destaque para aumento de transações em segmentos residenciais específicos. Palm Beach e Broward, em particular, registram dinamismo consistente, impulsionado por demanda doméstica e interesse de compradores vindos de outras regiões dos Estados Unidos.
Apesar disso, o mercado já não apresenta o mesmo ritmo acelerado observado no período pós-pandemia. O volume de transações tende a refletir maior seletividade por parte dos compradores, enquanto vendedores ajustam expectativas diante
de um ambiente mais competitivo. Em diversas áreas, observa-se um aumento no número de imóveis com redução de preço, sinalizando um processo gradual de reequilíbrio entre oferta e demanda.
Outro fator que influencia o cenário é o ambiente geopolítico global. Tensões envolvendo o Irã e outras regiões estratégicas têm impacto indireto sobre os mercados financeiros, especialmente por meio da volatilidade no preço do petróleo e possíveis pressões inflacionárias. Esses elementos influenciam expectativas econômicas e podem afetar decisões futuras do Federal Reserve, criando uma camada adicional de incerteza para o setor imobiliário.
Mesmo com esses desafios, o Sul da Flórida mantém fundamentos sólidos. A combinação de crescimento populacional, demanda consistente, qualidade de vida e atratividade fiscal sustenta o interesse contínuo por imóveis na região. Assim, Miami, Palm Beach e Broward seguem como mercados-chave, agora inseridos em uma nova fase, menos impulsionada por crédito barato e mais orientada por fatores estruturais e equilíbrio econômico.
O DIABO VESTE PRADA 2 ESTREIA CERCADO DE EXPECTATIVAS E ATUALIZA CLÁSSICO DA MODA PARA UMA NOVA ERA
Quase vinte anos após o impacto cultural de O Diabo Veste Prada, a aguardada sequência O Diabo Veste Prada 2 chega aos cinemas com a missão de atualizar uma das narrativas mais emblemáticas sobre os bastidores da indústria da moda. Mais do que revisitar personagens consagrados, o novo longa se propõe a refletir as transformações profundas que redefiniram o setor — e, por consequência, as dinâmicas de poder, influência e relevância.
Sob direção de David Frankel, o filme marca o retorno de Meryl Streep como Miranda Priestly, ao lado de Anne Hathaway, que reprisa o papel de Andy Sachs, e Emily Blunt como Emily Charlton. A reunião do trio reforça o apelo
nostálgico, mas é na atualização do contexto que a produção encontra sua principal força narrativa.
A trama se desenvolve em um cenário onde revistas impressas perderam protagonismo e o poder editorial foi redistribuído entre plataformas digitais, influenciadores e algoritmos.
Miranda, antes símbolo máximo de autoridade no universo fashion, enfrenta agora um ambiente fragmentado, no qual tradição já não garante liderança. Sua personagem passa a lidar com a necessidade de adaptação em um mercado orientado por métricas de engajamento e velocidade de informação.
Andy Sachs, por sua vez, retorna com uma trajetória consolidada fora do eixo tradicional da moda. Mais madura e consciente de suas escolhas, ela representa um contraponto à lógica dominante do setor. Sua presença levanta uma das principais questões do filme: até que ponto é possível preservar identidade e valores em um ambiente que exige constante reinvenção? A personagem funciona como uma ponte entre o jornalismo clássico e as novas formas de comunicação.
Já Emily Charlton simboliza a evolução mais visível dentro dessa nova dinâmica. Ambiciosa e estratégica, ela se reposiciona como uma figura relevante no universo digital, explorando
O DIABO VESTE PRADA 2 ESTREIA
O UNIVERSO DA MODA PARA A ERA DIGITAL.
O DIABO VESTE PRADA 2 MARCA O RETORNO DE MERYL STREEP E ANNE HATHAWAY EM UM NOVO CENÁRIO. A MODA DEIXA AS PÁGINAS IMPRESSAS E GANHA FORÇA NAS REDES E NO BRANDING PESSOAL. UMA SEQUÊNCIA QUE REVISITA O CLÁSSICO COM OLHAR CONTEMPORÂNEO.
branding pessoal e presença online. Sua trajetória dialoga diretamente com a ascensão de profissionais que migraram dos bastidores para o protagonismo, transformando influência em ativo central de carreira.
O roteiro, inspirado no universo criado por Lauren Weisberger, amplia os temas do filme original ao incorporar discussões contemporâneas. Questões como cultura do cancelamento, pressão por performance, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a volatilidade da reputação pública ganham espaço na narrativa. A crítica deixa de se limitar ao ambiente editorial tradicional e passa a abordar o impacto da hiperconectividade na construção de identidade.
Do ponto de vista estético, O
Diabo Veste Prada 2 mantém o padrão visual sofisticado que consagrou o primeiro longa.
Os figurinos continuam desempenhando papel central, agora dialogando com tendências atuais como sustentabilidade, diversidade e a valorização do estilo individual. O glamour permanece, mas divide espaço com uma abordagem mais plural e contemporânea da moda.
A direção de arte acompanha essa transição, alternando cenários clássicos do luxo com ambientes que refletem a dinâmica acelerada do universo digital. A narrativa visual reforça a ideia de um setor em transformação, onde tradição e inovação coexistem de forma muitas vezes tensionada.
No contexto da indústria
cinematográfica, a estreia se insere em uma estratégia recorrente de revisitar sucessos consolidados. No entanto, diferentemente de produções que apostam exclusivamente na nostalgia, O Diabo Veste Prada 2 busca justificar sua existência ao dialogar com mudanças reais do mercado. Essa abordagem amplia seu alcance, atraindo tanto o público original quanto uma nova geração.
A recepção inicial indica um equilíbrio entre memória afetiva e atualização. A performance de Meryl Streep é novamente destacada como um dos pontos altos, reafirmando Miranda Priestly como uma das personagens mais marcantes do cinema contemporâneo. Ao mesmo tempo, a evolução de Andy e Emily contribui para dar densidade à narrativa.
DESTAQUE
MERCADO DE LUXO E CONSUMO ASPIRACIONAL REDEFINEM COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR NO BRASIL
O mercado de luxo no Brasil vive um momento de expansão consistente, impulsionado por mudanças estruturais no perfil do consumidor e pela consolidação do consumo aspiracional como um dos principais motores do setor.
Em um cenário global ainda marcado por incertezas econômicas, inflação moderada e juros elevados em algumas economias, o segmento premium demonstra resiliência e capacidade de crescimento, especialmente nas áreas de moda, beleza e lifestyle.
De acordo com análises recentes da McKinsey & Company, o mercado global de luxo manteve trajetória positiva nos últimos anos, sustentado por consumidores de alta renda e por uma base crescente de compradores aspiracionais.
No Brasil, esse movimento ganha características próprias: um país com forte desigualdade, mas também com uma classe média em transformação, que passou a ter maior acesso a crédito, informação e canais digitais de consumo.
Esse novo perfil de consumidor não pertence, necessariamente, à elite tradicional, mas também não se limita às classes mais baixas.
Trata-se de um público híbrido, que valoriza marcas, estética e experiência, e que está disposto a investir em produtos premium como forma de expressão pessoal e construção de identidade. O consumo deixa de ser apenas funcional e passa a ser simbólico, incorporando conceitos como pertencimento, status e estilo de vida.
EXPERIÊNCIAS DE LUXO VÃO ALÉM DO CONSUMO: TRADUZEM ESTILO DE VIDA, EXCLUSIVIDADE E BEM-ESTAR EM CADA DETALHE. ENTRE VIAGENS, GASTRONOMIA E SERVIÇOS PERSONALIZADOS, O VERDADEIRO LUXO ESTÁ NO VIVER COM SIGNIFICADO. UM NOVO PADRÃO DE CONSUMO QUE VALORIZA TEMPO, EXPERIÊNCIA E IDENTIDADE.
No setor de moda, o crescimento é visível tanto em marcas internacionais quanto em etiquetas nacionais que apostam em posicionamento sofisticado e narrativas de marca bem estruturadas. O varejo de luxo no Brasil tem investido em lojas conceito, atendimento personalizado e experiências imersivas. Ao mesmo tempo, o digital se consolida como canal estratégico, permitindo que consumidores acessem coleções exclusivas e acompanhem tendências globais em tempo real.
A expansão do e-commerce de luxo é um dos pilares dessa transformação. Segundo estudos da Euromonitor International, o comércio eletrônico vem ganhando relevância no segmento premium, com consumidores cada vez mais confortáveis em adquirir produtos de alto valor por meio de plataformas digitais. A combinação
entre conveniência, curadoria e exclusividade redefine a experiência de compra, aproximando o consumidor das marcas de forma contínua.
Na beleza, o Brasil se destaca como um dos maiores mercados do mundo. A cultura do autocuidado e a valorização da estética impulsionam o consumo de cosméticos premium, skincare e perfumaria de nicho. Marcas internacionais e nacionais têm ampliado sua presença no país, apostando em produtos de alta performance, ingredientes inovadores e posicionamento sustentável. O consumidor brasileiro demonstra forte interesse por novidades e está disposto a testar produtos que prometem resultados mais sofisticados.
O conceito de luxo também vem sendo ampliado. Se antes estava associado apenas a produtos tangíveis,
hoje engloba experiências, tempo e bem-estar. Viagens exclusivas, gastronomia de alto padrão, academias premium e serviços personalizados fazem parte desse novo ecossistema. O lifestyle passa a ser um elemento central na construção da identidade do consumidor, que busca coerência entre o que consome e como vive.
Esse comportamento é fortemente influenciado pelas redes sociais. Plataformas como Instagram e TikTok desempenham papel determinante na formação de desejo, criando ciclos mais rápidos de consumo e aproximando o público de marcas internacionais. Influenciadores digitais e celebridades contribuem para a difusão de tendências, tornando o acesso ao universo do luxo mais democrático em termos de exposição, ainda que não necessariamente em termos de acesso financeiro.
Outro aspecto relevante é o impacto da nova classe média emergente. Com maior acesso a crédito e renda, esse grupo impulsiona o consumo aspiracional ao adquirir produtos de luxo como forma de ascensão simbólica. Estudos de comportamento indicam que, mesmo em cenários de restrição econômica, o consumidor brasileiro tende a priorizar itens que carregam valor emocional e percepção de qualidade superior, reforçando a resiliência do segmento.
Apesar do crescimento, o mercado ainda enfrenta desafios importantes. A volatilidade econômica, a carga
tributária elevada e a sensibilidade do consumidor a variações de renda podem impactar o ritmo de expansão. Além disso, o Brasil ainda convive com desigualdades estruturais que limitam o acesso ao consumo de luxo a uma parcela da população.
Ainda assim, o segmento premium se mostra sólido. O Brasil segue como o principal mercado de luxo da América Latina, atraindo investimentos de marcas globais e fortalecendo marcas locais que buscam se posicionar em um patamar mais elevado. A presença de grifes internacionais em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro
BOLSAS E ROUPAS DE LUXO MOVIMENTAM UMA FATIA BILIONÁRIA DO MERCADO GLOBAL: O SETOR DE MODA DE LUXO DEVE ULTRAPASSAR CERCA DE US$ 274,8 BI EM 2025, COM CRESCIMENTO CONTÍNUO PROJETADO ATÉ 2033. SÓ O MERCADO DE ROUPAS DE LUXO ESTÁ ESTIMADO EM MAIS DE US$ 70 BI EM 2025, COM EXPANSÃO PREVISTA NAS PRÓXIMAS DÉCADASSIGNIFICADO. UM NOVO PADRÃO DE CONSUMO QUE VALORIZA TEMPO, EXPERIÊNCIA E IDENTIDADE.
reforça esse protagonismo, ao mesmo tempo em que novas regiões começam a despontar como polos de consumo.
No conjunto, o mercado de luxo no Brasil reflete uma transformação mais ampla no comportamento do consumidor. Mais do que um indicador de status, o consumo aspiracional passa a representar identidade, pertencimento e estilo de vida. Em um ambiente cada vez mais conectado, o luxo deixa de ser apenas um produto e se torna uma experiência — e, sobretudo, uma forma de expressão individual em uma sociedade em constante evolução.
COM MARCO AURÉLIO, O OBSTÁCULO DEIXA DE SER BARREIRA E TORNA-SE CAMINHO. A MENTE QUE INTERPRETA COM CLAREZA TRANSFORMA DIFICULDADE EM FORÇA
INSPIRADO EM PLATÃO, O CULTIVO DA ALMA É UM EXERCÍCIO CONTÍNUO DE CONSCIÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO. ENTRE RAZÃO E EMOÇÃO, A VERDADEIRA EVOLUÇÃO NASCE DO AUTOCONHECIMENTO. CUIDAR DA ALMA É DAR FORMA À PRÓPRIA ESSÊNCIA.
A CIDADELA DA RAZÃO E A ESCULTURA DA ALMA: UM GUIA PARA AS PERIPÉCIAS DA VIDA
POR rubens de melo
Vivemos em uma era de dispersão. Diante dos entraves, a resposta contemporânea costuma oscilar entre o ruído da reclamação e a paralisia da vitimização. No entanto, há dois milênios, vozes como as de Marco Aurélio e Platão já desenhavam um mapa para a soberania diante dessas crises. O que eles propõem não é uma anestesia contra a dor, mas uma transmutação da experiência: a capacidade de converter o problema em solução, eliminando a resistência passiva que nos adoece.
Marco Aurélio e a Alquimia do Obstáculo
Nas páginas das Meditações, escritas em acampamentos de guerra sob o peso do Império Romano, Marco Aurélio não
buscava consolo, mas clareza. Para ele, o sofrimento humano nasce de um erro cognitivo. Ele nos adverte: “Afasta o teu juízo sobre o que parece te ferir, e tu mesmo te colocarás em segurança.” Trata-se de uma diretriz técnica de desconstrução existencial.
O imperador-filósofo argumenta que o evento externo — seja uma traição, uma perda ou uma doença — é neutro. O mal reside exclusivamente na cor que a mente empresta ao fato. Ao retirar o julgamento dramático, restabelecemos o hegemonikon, nossa capacidade de governar a nós mesmos.
É nesse estado de lucidez que emerge a lógica da filosofia estoica: “O impedimen-
to à ação avança a ação; o que se interpõe no caminho torna-se o caminho.”
Aqui, a aceitação não é sinônimo de resignação. Resignar-se é desistir; aceitar é reconhecer o terreno para operá-lo. Quando paramos de lutar contra o que não podemos controlar, liberamos energia para agir sobre o que está em nosso poder: a postura. O problema deixa de ser um muro e passa a ser o solo onde exercemos a virtude.
Platão e a Terapêutica do Cultivo
Se Marco Aurélio oferece a armadura para o embate, Platão nos entrega o horizonte. Para o mestre da Academia, a alma (psyche) não é uma entidade estática,
CLÁSSICO DE PLATÃO, A REPÚBLICA INVESTIGA JUSTIÇA, PODER E A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO. UMA OBRA QUE ATRAVESSA SÉCULOS AO PROPOR A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE GUIADA PELA RAZÃO.LEITURA ESSENCIAL PARA COMPREENDER A ALMA HUMANA E OS FUNDAMENTOS DO PENSAMENTO OCIDENTAL
mas uma obra em constante cultivo. O conceito de therapeia psyches sugere que a vida é uma sucessão de peripécias — reviravoltas dramáticas que funcionam como choques de realidade, capazes de nos despertar das sombras da caverna.
Platão recorda, em A República, que a educação da alma determina nossa resposta ao mundo. O indivíduo que não cultiva sua interioridade vive em um estado de ilusão, acreditando que as sombras são a realidade. Quando o entrave surge, o homem comum sente-se diminuído, pois sua identidade está ancorada no que é efêmero. A alma cultivada, por sua vez, compreende que as peripécias são oportunidades de dialética: o momento em que o espírito busca a essência.
A aceitação queixosa revela uma desarmonia entre as partes da alma. A superação ocorre quando a razão reassume o controle, organizando as emoções sob a luz do Bem. O cultivo interior permite imprimir ordem ao caos, convertendo o sofrimento bruto em sabedoria refinada.
A Síntese: O Fim da Resistência Fútil
A convergência entre o estoicismo e o
platonismo resulta em uma ética de fluidez. A resistência ao fluxo da vida gera o atrito do sofrimento. Marco Aurélio sintetiza essa ideia com uma imagem poderosa: “Sê como o promontório contra o qual as ondas quebram sem cessar; ele permanece firme, e, ao seu redor, a fúria das águas se acalma.”
A lição para o leitor contemporâneo é clara: o entrave é um chamado à grandeza. A passividade e o lamento são subprodutos de uma alma que ainda não se percebeu soberana. Ao unir a disciplina mental de Marco Aurélio à elevação espiritual de Platão, compreendemos que não somos vítimas do destino, mas coautores da própria história.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: OS PILARES DO PENSAMENTO
• Marco Aurélio (121 d.C. – 180 d.C.): Expoente do estoicismo tardio e imperador romano. Sua obra Meditações consiste em um conjunto de exercícios espirituais e éticos, escritos originalmente como um diário pessoal de autodisciplina e governança interior em contextos de crise.
• Platão (427 a.C. – 347 a.C.): Filósofo grego e fundador da Academia de Atenas. Em A
República, estabelece as bases da dialética e do cultivo da alma, explorando a transição da percepção sensível (as sombras) para a inteligibilidade do real.
SOBRE O AUTOR
Rubens de Melo é jornalista, psicólogo clínico, graduado em Filosofia, com especialização em Psicanálise e em Terapia do Esquema.
MERCADO DE TRABALHO DOS EUA EM 2026: RESILIÊNCIA EM MEIO À INCERTEZA PÓS-ATAQUES AO IRÃ
por laine furtado @lainefurtado
O MERCADO DE TRABALHO DOS EUA SEGUE RESILIENTE, MAS DESACELERA DIANTE DAS INCERTEZAS GLOBAIS APÓS OS ATAQUES AO IRÃ. COM MENOR RITMO DE CONTRATAÇÕES, EMPRESAS ADOTAM POSTURA MAIS CAUTELOSA. AINDA ASSIM, SALÁRIOS SUSTENTAM O CONSUMO E EVITAM UMA RETRAÇÃO MAIS FORTE.
Omercado de trabalho dos Estados Unidos em 2026 tem mostrado sinais mistos de resiliência e fragilidade, refletindo tanto a força subjacente da economia quanto os efeitos colaterais das tensões geopolíticas após os ataques ao Irã e a escalada do conflito no Oriente Médio. Enquanto alguns indicadores recentes apontam para uma continuidade na criação de empre-
gos, analistas alertam que a incerteza gerada pela guerra pode frear contratações e alterar a dinâmica salarial e de produtividade.
Dados mais recentes do relatório ADP indicam que o setor privado americano adicionou cerca de 62.000 empregos em março, superando as expectativas de mercado e sugerindo que a demanda por mão de obra ainda persiste em segmentos como saúde, construção e recursos naturais. Esses números, divulgados no início de abril, ocor-
reram apesar de setores tradicionais como manufatura e transporte terem apresentado quedas de vagas.
Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta um ritmo de contratações historicamente modesto. Antes mesmo do conflito no Oriente Médio, dados oficiais mostraram que vagas de emprego caíram significativamente em fevereiro, com uma redução de 358.000 posições abertas, quase apagando os ganhos observados no mês anterior. Essa tendência
A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO PRESSIONA ENERGIA, IMPACTA CUSTOS E INFLUENCIA DECISÕES DE EMPREGO
NOS EUA. INDICADORES MOSTRAM UM MERCADO MAIS SELETIVO, COM CRESCIMENTO MODERADO DE VAGAS. \O CENÁRIO EXIGE EQUILÍBRIO ENTRE ESTABILIDADE ECONÔMICA E ADAPTAÇÃO ESTRATÉGICA.
de “mercado congelado” revela uma dificuldade crescente das empresas em ampliar seus quadros diante de incertezas econômicas e políticas.
A taxa de desemprego, embora ainda relativamente baixa, tem flutuado em torno de 4,4%, e economistas projetam que pode subir para 4,7% até o final do ano se a instabilidade persistir.
Segundo Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, esse cenário pode resultar em um crescimento de emprego anêmico, com ganhos mensais de apenas cerca de 20.000 vagas, caracterizando uma expansão com pouca criação de oportunidades.
Os salários, por sua vez, têm registrado crescimento moderado, especialmente em
setores de serviços e saúde, onde a demanda por trabalhadores continua elevada devido a fatores demográficos, como o envelhecimento da população. Esse aumento salarial tem sustentado o consumo, mesmo diante de pressões inflacionárias provocadas pelo aumento dos preços de energia após o conflito no Oriente Médio.
A produtividade do trabalho, um indicador crítico para medir a eficiência econômica, permanece um desafio. A combinação de crescimento lento de empregos com custos crescentes de insumos, como energia e matérias-primas, pode reduzir a produtividade agregada, pressionando empresas a reavaliar investimentos em tecnologia e automação.
Especialistas alertam que a guerra e seus efeitos nos preços do petróleo — que che-
garam a ultrapassar os US$ 100 por barril em determinados momentos — podem aumentar os custos operacionais e gerar incerteza nos planos de contratação. Isso pode levar empresas a adiar expansões de quadro e priorizar eficiência sobre crescimento de força de trabalho.
No conjunto, o mercado de trabalho dos EUA em 2026 apresenta uma dualidade: por um lado, ainda cria empregos e sustenta o consumo; por outro, mostra sinais de estagnação em meio à volatilidade global.
A trajetória futura dependerá em grande parte de como a guerra no Irã evoluirá e de como os formuladores de políticas — incluindo o Federal Reserve — equilibrarão estímulos e contenção da inflação diante desse novo cenário geopolítico.
DESTAQUE por Fernanda Noronha
ANA SANTANA - STILL, I BLOOMED QUANDO FLORESCER É UM ATO DE CORAGEM
Há livros que nascem do desejo de contar uma história. Outros surgem da necessidade de romper o silêncio. Still, I Bloomed pertence a esta segunda categoria. A obra, assinada por Ana Santana, não se limita ao relato autobiográfico: ela se constrói como um testemunho de resistência, dignidade e reconstrução, transformando dor em consciência e experiência em propósito.
O livro acompanha a trajetória de uma mulher que deixa o Brasil aos 28 anos, movida pela promessa de um emprego nos Estados Unidos, e se vê aprisionada em uma rede de tráfico humano. Grávida, isolada e submetida à exploração, Ana resiste. Denuncia seus algozes às autoridades federais e, a partir desse gesto de ruptura, inicia um processo lento e árduo de reconstrução pessoal e material.
Longe de recorrer ao sensacionalismo, Still, I Bloomed se impõe pela sobriedade do olhar e pela firmeza ética de sua narrativa. A autora descreve o caminho que a leva dos abrigos à autonomia financeira, da vulnerabilidade extrema à liderança empresarial. O florescimento anunciado no título não é metáfora vazia: é resultado de trabalho disciplinado, escolhas conscientes e uma integridade que se mantém intacta mesmo diante das experiências mais violentas.
Ao registrar sua história, Ana Santana amplia o alcance de sua voz. O livro se
inscreve também como uma ferramenta de conscientização sobre o tráfico humano, convidando o leitor a enxergar além das estatísticas e a reconhecer as marcas invisíveis deixadas por esse crime. É um relato de superação, mas, sobretudo, um chamado à escuta.
O lançamento oficial da obra ocorreu no dia 21 de março na Geórgia, marcando um momento significativo na trajetória da autora e na ampliação do debate sobre o tema. O livro também tem previsão de ser apresentado em outros estados dos Estados Unidos, com a autora aberta a novos eventos, encontros e sessões de apresentação da obra.
SOBRE O AUTOR:
A história de Ana Santana começa no Brasil, onde se formou no magistério e construiu uma base profissional marcada pela disciplina e pelo compromisso com o crescimento. Atuou no setor de confecção e, posteriormente, trabalhou por oito anos como promotora de vendas em uma empresa multinacional — experiência que lhe proporcionou uma sólida compreensão sobre metas, responsabilidade e visão de futuro.
A migração para os Estados Unidos, em 2005, marca uma ruptura radical em sua trajetória. O que deveria ser um novo começo se transforma em uma das fases mais difíceis de sua vida. Sobrevivente do
tráfico humano, Ana recusa a condição de vítima permanente e decide que aquela experiência não definiria seu destino.
Os primeiros anos foram de recomeços silenciosos: moradia temporária, trabalho como auxiliar na limpeza de residências, aprendizado diário e observação atenta de cada processo. Em poucos meses, já vislumbrava algo maior. A autonomia veio passo a passo — primeiro apartamento alugado, depois a aquisição da casa própria e, ao longo dos anos, a consolidação de um patrimônio construído com consistência e visão estratégica.
A decisão de abrir sua própria empresa de cleaning services marca um novo capítulo. Hoje, Ana lidera equipes que atendem Atlanta e região, combinando empreendedorismo com gestão eficiente. Paralelamente, construiu uma fonte sólida de renda por meio de investimentos imobiliários, resultado de anos de planejamento e perseverança.
Sua história não se define apenas pelas conquistas materiais, mas pela maneira como transforma experiência em legado. Em Still, I Bloomed, Ana Santana assume o papel de autora não para se colocar no centro da narrativa, mas para iluminar um tema urgente e oferecer esperança ancorada na realidade. Para mais informações sobre a autora e o livro, acesse suas redes sociais: @anasantanaeua.
CUISINE
COSTELETAS DE CORDEIRO GRELHADAS COM ASPARGOS NA MANTEIGA E SALADA RÚSTICA
CHEF SANCLER SANTOS @CHEFSANCLER
Poucos pratos traduzem com tanta precisão a ideia de sofisticação descomplicada quanto as costeletas de cordeiro preparadas na brasa. Em uma época em que a gastronomia valoriza cada vez mais a autenticidade dos ingredientes, receitas como essa reforçam um princípio essencial: quando a matéria-prima é de qualidade, menos intervenção significa mais sabor. O cordeiro, com sua textura macia e perfil marcante, pede respeito ao seu tempo e ao seu ponto — e é justamente aí que reside o segredo de sua elegância.
Nesta proposta, o preparo é direto, mas cuidadosamente equilibrado. As costeletas, no corte conhecido como “frenched rack”, ganham destaque não apenas pela apresentação refinada, mas também pela suculência preservada quando grelhadas corretamente. A combinação de azeite de oliva, alho fresco, sal marinho, pimenta-do-reino moída na hora e folhas de hortelã cria uma marinada aromática que realça — sem mascarar — o sabor natural da carne.
RECEITA: Costeletas de cordeiro na brasa com aspargos e salada rústica
INGREDIENTES
Para o cordeiro
8 costeletas de cordeiro tipo frenched rack
(cerca de 3 cm de espessura)
3 colheres de sopa de azeite de oliva
2 dentes de alho bem picados
Sal marinho a gosto
Pimenta-do-reino moída na hora
Folhas de hortelã fresca
Para os aspargos
1 maço de aspargos frescos
1 colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Para a salada rústica
1 cebola roxa fatiada
2 tomates maduros cortados em quatro
1 pepino japonês em rodelas
½ xícara de azeitonas kalamata
120 g de queijo feta em cubos
½ pimentão amarelo em cubos
½ pimentão laranja em cubos
Vinagrete francês para temperar
MODO DE PREPARO
Tempere as costeletas com azeite, alho, sal, pimenta-do-reino e folhas de hortelã. Deixe descansar por alguns minutos para que os sabores se integrem de forma equilibrada.
Com a churrasqueira bem quente, grelhe as costeletas por cerca de 3 minutos de cada lado. O objetivo é atingir um ponto rosado no interior, preservando a maciez e a suculência características do cordeiro.
Enquanto a carne está na grelha, prepare os acompanhamentos. Em uma frigideira, salteie os aspargos na manteiga até que fiquem levemente macios e brilhantes. Ajuste o sal e a pimenta conforme o paladar.
Para a salada, misture a cebola roxa, os tomates, o pepino japonês, as azeitonas kalamata, o queijo feta e os pimentões. Finalize com um vinagrete francês, garantindo frescor e acidez ao conjunto.
Sirva as costeletas imediatamente, acompanhadas dos aspargos amanteigados e da salada rústica. O resultado é um prato que equilibra intensidade, frescor e textura — uma composição simples e elegantes.
DANNI SUZUKI
FOTO: arquivo pessoal
DANNI SUZUKI
VERSATILIDADE QUE CONECTA ARTE, CIÊNCIA E PROPÓSITO
reportagem & texto de ALETHÉA MANTOVANI @aletheamantovani
Multifacetada e em constante movimento, Danni Suzuki, 48 anos, construiu uma trajetória que vai muito além das telas. Atriz, apresentadora, diretora, roteirista e palestrante, ela se firmou como uma das profissionais mais versáteis da sua geração e, hoje, também como uma voz relevante quando o assunto é comportamento humano, propósito e transformação.
Nascida e criada no Brasil, Danni iniciou a sua jornada artística ainda na infância, no ballet clássico, passando por musicais, comerciais e formações rigorosas, como a Escola de Dança do Teatro Municipal. Com o tempo, expandiu os seus horizontes e aprofundou os seus estudos na New York Film Academy, em Los Angeles e Nova York, além de conquistar um bacharelado em Desenho Industrial pela PUC-RJ e uma pós-graduação em Neurociência pela PUC-RS — instituição onde, recentemente, também atuou como professora convidada.
Para a atriz, nunca houve separação entre as diferentes áreas que ela abraça. “Eu nunca enxerguei as linguagens como compartimentos separados. Para mim, tudo está conectado. Estou sempre contando histórias — só muda a lente”, afirma.
Com passagens marcantes pela televisão, cinema e entretenimento, Danni conquistou o público desde cedo. De “Malhação” a novelas como “Bang Bang” e “Viver a Vida”, além de filmes e programas que comandou no Brasil e no exterior, sua carreira foi construída com consistência e reinvenção.
Ao longo dos anos, também se destacou como apresentadora, conduzindo programas no Multishow e na TV Globo, onde entrevistou grandes nomes internacionais e mergulhou em diferentes culturas ao redor do mundo.
Para ela, o segredo dessa trajetória está na combinação entre preparo e propósito. “Técnica dá liberdade. E a consistência vem quando você entende o porquê do que está fazendo”, explica. Se a arte sempre foi o seu ponto de partida, a neurociência trouxe profundidade ao seu olhar.
Ao estudar o comportamento humano, Danni ampliou a sua compreensão sobre as emoções, a memória e os padrões mentais — elementos que hoje influenciam diretamente na sua atuação e direção. “Personagem não é só texto. É padrão neural, é trauma, é desejo, é sistema de crenças”, reflete. Mais do que isso, ela destaca a importância de falar sobre saúde mental com responsabilidade: “Existem situações que exigem acompanhamento profissional. Saúde mental é saúde.”
Atenta às transformações do mercado audiovisual, Danni observa como o comportamento do público mudou ao longo das últimas décadas. Se antes as novelas eram um ritual coletivo, hoje disputam atenção com múltiplas telas e plataformas. “A atenção está fragmentada. O desafio atual é manter profundidade em meio à velocidade”, analisa. Ainda assim, ela acredita que o essencial permanece: “O ser humano continua buscando pertencimento e vínculo. Quem conseguir equilibrar isso, conquista.”
Mãe de Kauai, de 14 anos, Danni encontrou na maternidade uma nova forma de enxergar o mundo — e a própria carreira. “Antes eu pensava nos meus planos individuais. Hoje, penso em legado”, conta. No dia a dia, ela busca ser uma mãe presente, firme e coerente, equilibrando afeto e responsabilidade. “Não crio um príncipe, crio um homem consciente.”
Engajada em causas humanitárias, especialmente com refugiados, Danni transformou a sua visibilidade em ferramenta de impacto. O contato direto com essa realidade foi determinante: “Quando você olha nos olhos de quem perdeu tudo, não tem como voltar igual.”
Esse compromisso também se reflete em seus projetos autorais, que frequentemente unem arte e impacto social — uma combinação que ela pretende expandir cada vez mais.
Além de novos projetos no audiovisual, Danni se prepara para lançar o livro “Humanos do Futuro”, no qual propõe reflexões sobre identidade, espiritualidade e os desafios da era tecnológica.
Sua atuação como palestrante também cresce, abordando temas como inteligência emocional, propósito e comportamento humano. “O futuro é digital, mas o centro continua sendo humano”, destaca.
Confira a entrevista que Danni Suzuki concedeu à Linha Aberta Magazine.
DANNI SUZUKI
FOTO: caesar Lima stylist: alê duprat e kadu nunnes
LINHA ABERTA - Você construiu uma carreira versátil como atriz, diretora, roteirista, apresentadora e palestrante. Como consegue transitar com naturalidade e consistência entre linguagens e funções tão distintas dentro do audiovisual e da comunicação?
DANNI SUZUKI - Eu nunca enxerguei as linguagens como compartimentos separados. Para mim, tudo está conectado. Em cada um desses universos, sinto que estou sempre contando histórias, só muda a lente. O que me permite transitar é estudo constante, disciplina e curiosidade genuína. Eu me preparo. A técnica dá liberdade e a consistência vem inspirada com o propósito: quando você sabe por que está fazendo, o “como” encontra caminho.
LINHA ABERTA - De que forma a sua formação em Neurociência impactou na sua vida pessoal e na sua maneira de atuar e dirigir?
DANNI SUZUKI - A Neurociência mudou a
minha forma de olhar para o ser humano. Entender como emoção, memória e comportamento se estruturam no cérebro me deu mais profundidade como atriz e mais precisão como diretora. Personagem não é só texto, é padrão neural, é trauma, é desejo, é sistema de crenças.
Na vida pessoal, me trouxe autorresponsabilidade. Hoje eu tenho a confirmação de que regular emoção é, na maior parte das vezes, uma questão de treino. Mas também é importante dizer que existem situações clínicas, em que há desregulações neuroquímicas e quadros que exigem acompanhamento profissional e, em alguns casos, medicação. Saúde mental é saúde, e não se resolve apenas com força de vontade.
INHA ABERTA - Como foi a sua experiência de estudar na New York Film Academy e o que essa vivência internacional agregou à sua carreira?
DANNI SUZUKI - Foi um divisor de águas. Lá, a
prática é intensa, objetiva, sem glamour. Você aprende fazendo e errando, rápido. A vivência internacional amplia a visão de mercado e de linguagem. A disciplina criativa é universal, e talento sem método é só potencial desperdiçado.
LINHA ABERTA - Como você avalia a teledramaturgia atual? Por que, muitas vezes, as novelas e séries de 20 ou 30 anos atrás ainda conseguem conquistar grande audiência, enquanto as produções recentes têm mais dificuldade? A que você atribui essa diferença na forma como o público se conecta com as histórias nos dias de hoje?
DANNI SUZUKI - A teledramaturgia mudou porque o mundo mudou. A atenção do público está fragmentada pela tecnologia. Antigamente, a novela era um ritual coletivo. Hoje compete com streaming, redes sociais, múltiplas telas. Mas, mesmo com toda mudança, ainda existe algo que conecta os seres humanos, que é a
DANNI SUZUKI
FOTO: caesar lima
stylist: alê duprat e kadu nunnes
DANNI SUZUKI
FOTO: caesar lima
stylist: alê duprat e kadu nunnes
necessidade de pertencimento e vínculo, e as novelas antigas trazem essa memória emocional. Uma nostalgia que traz conforto.
Produções de 20 ou 30 anos atrás funcionavam muito pela simplicidade emocional e pela construção de personagens ao longo do tempo. O público tinha espaço para criar esse vínculo. Hoje tudo é mais rápido, mais visual, mais imediato. O desafio atual é a profundidade em meio à velocidade. Quem conseguir equilibrar isso, conquista.
LINHA ABERTA - Você também se dedica às causas humanitárias, com foco especial em refugiados. O que te despertou esse engajamento?
DANNI SUZUKI - Meu engajamento com refugiados nasceu do contato direto com a realidade. Quando você entra em um campo de refugiados e olha nos olhos de quem perdeu
tudo, não tem como voltar igual. A visibilidade é responsabilidade. Se minha voz alcança milhões, ela precisa servir a algo maior do que entretenimento.
LINHA ABERTA - Você tem um filho de 14 anos, o Kauai, que muitos comentam ser parecido com você, tanto fisicamente quanto em personalidade. De que maneira a maternidade transformou as suas prioridades e influenciou as decisões mais importantes da sua carreira? Como é a mãe Danni Suzuki no dia a dia?
DANNI SUZUKI - O Kauai reorganizou o meu eixo. Antes, eu pensava nos meus planos individuais; depois dele, penso em legado. Cada decisão profissional passa pelo filtro: isso constrói ou desconstrói o mundo que eu quero para ele? No dia a dia, sou mãe presente, firme e companheira. Converso muito, escuto, imponho limites. Não crio um príncipe, crio
um homem consciente. E isso exige coerência constantemente. Exige sofrer calada por não poder permitir tudo, mas também nos proporciona um amor indescritível.
LINHA ABERTA - Após tantos anos na televisão e no cinema, o que ainda te desafia artisticamente?
DANNI SUZUKI - O que ainda me desafia é a complexidade humana. Personagens ambíguos, histórias que provocam reflexão, livros, projetos que cruzam arte com impacto social; formação de lideranças. Eu não me movo por zona de conforto. Se não me desafia, não me transforma.
8- LINHA ABERTA - Como surgiu a sua atuação como palestrante e quais os temas que mais te motivam a colocar em pauta?
DANNI SUZUKI - Surgiu de forma orgânica:
DANNI SUZUKI
FOTO: caesar lima
stylist: alê duprat e kadu nunnes da importância de compartilhar o que vivencio e me faz crescer, falar sobre propósito, resiliência, identidade, neurociência aplicada à vida. Eu percebi que minha trajetória podia virar ferramenta. Os temas que mais me mobilizam são: inteligência emocional, pertencimento, espiritualidade, tecnologia e humanidade. O futuro é digital, mas o centro continua sendo humano.
LINHA ABERTA - Quais são os seus cuidados com a saúde e beleza? O que é fundamental para você nesse quesito?
DANNI SUZUKI - Para mim, saúde é base. Sono regulado, beber água, alimentação equilibrada, atividade física constante e gestão emocional. Beleza é consequência de coerência interna. Não existe estética que sustente exaustão crônica. Eu priorizo constância, não extremos. E disciplina vence motivação.
LINHA ABERTA - Quais são os seus próximos sonhos e projetos — tanto no Brasil quanto no exterior?
DANNI SUZUKI - Quero expandir meus projetos autorais para o mercado internacional, consolidar produções que unam entretenimento e impacto social e fortalecer iniciativas educacionais que integrem neurociência, espiritualidade e desenvolvimento humano.
Eu estou envolvida em novas séries e programas que dialogam com temas contemporâneos e personagens complexos, além do lançamento, em maio, do meu livro: “HUMANOS DO FUTURO - Uma revolução tecnológica exige uma revolução humana”. O livro integra a construção de identidade, espiritualidade e neurociência aplicada à vida. São projetos que ampliam meu território criativo no Brasil e no exterior.
Meu sonho maior é construir pontes entre culturas, entre arte e ciência, entre tecnologia e consciência. Me expandir é inevitável. Eu escolho crescer cada vez mais para me transformar, a ponto de compreender com mais clareza o mundo e a espécie humana e, a partir disso, gerar impacto real.
beauty ALÉM DO BÁSICO: COMO ESCOLHER O PROTETOR
SOLAR PERFEITO PARA A SUA PELE
AO ANTI-AGE AO CONTROLE DA OLEOSIDADE, OS VENCEDORES DO SKINCARE QUANDO O ASSUNTO É PROTEÇÃO DA PELE DOS RAIOS DO SOL. AQUI LISTAMOS OS MELHORES PROTETORES SOLARES PARA CADA TIPO DE PELE
Na hora de escolher o protetor solar ideal, não existe uma única resposta — mas sim opções mais adequadas para cada tipo de pele e necessidade. Em um mercado cada vez mais sofisticado, alguns produtos se destacam como verdadeiros “vencedores” em suas categorias, seja pela tecnologia, textura ou benefícios adicionais.
Para quem busca proteção intensa durante exposição solar prolongada, como dias de praia ou esportes ao ar livre, os protetores da La Roche-Posay com fórmulas mais robustas e, em alguns casos, propriedades calmantes ou “medicadas”, são considerados referência. A marca francesa se consolidou justamente por unir alta proteção com tolerância dermatológica, especialmente em peles sensíveis.
Já no quesito anti-envelhecimento, o destaque vai para o Anthelios UVMune 400, também da La Roche-Posay. Com textura fluida e leve, ele atende praticamente todos
os tipos de pele e incorpora tecnologia avançada contra os raios UVA longos — principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. É a escolha ideal para quem quer unir proteção diária com cuidado estético.
Para peles secas ou que necessitam de hidratação extra, os protetores solares coreanos ganham protagonismo. Marcas como Skin1004 se destacam por fórmulas mais nutritivas, que vão além da proteção solar e atuam como verdadeiros tratamentos hidratantes, deixando a pele com viço e conforto ao longo do dia.
Em contrapartida, quem sofre com oleosidade excessiva encontra no Sun Fresh, da Neutrogena, um aliado importante. Com toque seco e rápida absorção, ele ajuda a controlar o brilho sem pesar, sendo uma escolha popular entre dermatologistas e consumidores.
Para peles sensíveis ou em recuper-
ação de procedimentos estéticos, como peelings e lasers, os filtros minerais são os mais indicados.
O Mineral Sunscreen da Clinique surge como uma opção segura, com menor potencial de irritação. Alternativamente, novamente os protetores coreanos aparecem como soluções mais acessíveis, mantendo suavidade e eficácia.
Por fim, para quem lida com manchas, melasma ou busca um produto multifuncional, o Adcos Matte Perfect Tonalizante, da Adcos, se destaca. Além de proteger, ele uniformiza o tom da pele, funcionando também como uma base leve no dia a dia.
A conclusão é clara: mais do que um item básico, o protetor solar se tornou uma peça estratégica na rotina de cuidados com a pele — e escolher o produto certo pode fazer toda a diferença não apenas na estética, mas na saúde a longo prazo.
fashion
ANOS 90 REVISITADOS: O MINIMALISMO DE CAROLYN BESSETTE KENNEDY VOLTA MAIS SOFISTICADO — E MAIS ATUAL DO QUE NUNCA
laine furtado
@lainefurtado fashionreporterter
Se a sensação é de déjà-vu, ela faz sentido — mas com um ajuste importante na linha do tempo. A moda da primavera 2026 não revisita apenas os anos 90, como inicialmente se imaginava. O que ganha força agora é uma estética que começa a se desenhar ainda no final dos anos 80 e se consolida na década seguinte, tendo como principal referência o estilo de Carolyn Bessette-Kennedy. Mais do que um recorte temporal, trata-se de uma linguagem visual que atravessa décadas e se adapta às transformações culturais, sociais e econômicas — retornando agora com ainda mais consistência.
Depois de um ciclo marcado por extremos — primeiro o maximalismo digital, com sobrecarga estética e influência direta das redes sociais, e depois o “quiet luxury”, que trouxe uma sofisticação silenciosa, porém muitas
vezes homogênea — a moda entra em uma nova fase. Em 2026, o discurso deixa de ser sobre excesso ou ausência e passa a girar em torno de equilíbrio, intenção e permanência. E é justamente na transição entre os anos 80 e 90 que esse novo momento encontra sua base mais sólida.
Embora os anos 80 sejam frequentemente lembrados pelo exagero — ombros estruturados, brilho, volume e uma estética de afirmação —, existe uma camada menos explorada dessa década que já antecipava a depuração dos anos seguintes. Era o início de uma mudança de comportamento: a ascensão de uma mulher mais independente, inserida no mercado de trabalho, que buscava na moda não apenas expressão, mas também funcionalidade. A alfaiataria ganha protagonismo, as cores começam a se neutralizar e o
excesso passa a ser questionado. Essa virada silenciosa é, hoje, reinterpretada sob uma nova perspectiva.
É nesse ponto que o estilo de Carolyn Bessette-Kennedy se torna central. Embora sua imagem esteja associada aos anos 90, sua estética carrega elementos claros dessa transição iniciada no final da década anterior. Carolyn representava uma elegância sem esforço, construída a partir de escolhas precisas: vestidos de corte limpo, alfaiataria impecável, paleta neutra e ausência total de ruído visual. Sua imagem permanece como um dos maiores símbolos de um luxo discreto, que hoje volta a ganhar relevância.
Mas o retorno dessa estética não acontece como reprodução. A moda contemporânea não busca copiar, mas traduzir. O que vemos
em 2026 é uma releitura mais flexível, mais adaptada à vida real e, principalmente, mais alinhada ao comportamento atual do consumidor. O minimalismo deixa de ser rígido e passa a ser interpretativo.
O slip dress é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Ícone absoluto do minimalismo dos anos 90, ele retorna com nova função. Antes associado a uma sensualidade quase intocável, agora ele se insere em produções mais dinâmicas. Surge combinado com blazers oversized, jaquetas utilitárias, sandálias robustas ou tênis, criando contrastes que traduzem a complexidade do vestir contemporâneo. A ideia já não é alcançar uma imagem perfeita, mas construir autenticidade.
A alfaiataria também evolui dentro desse contexto. Inspirada nas linhas retas que começaram a ganhar força no final dos anos 80, ela aparece agora mais fluida e funcional. Blazers estruturados permanecem como
peça-chave, mas com tecidos mais leves e cortes menos rígidos. Calças de modelagem masculina ganham movimento e versatilidade, permitindo transitar entre diferentes ambientes com naturalidade. Trata-se de uma moda que acompanha o ritmo acelerado da vida atual, sem abrir mão da elegância.
Nos acessórios, o movimento segue a mesma lógica. Bolsas compactas, com design limpo e funcional, substituem tanto os modelos excessivamente ornamentados quanto as micro bags pouco práticas que dominaram temporadas recentes. O foco volta a ser o uso real, a durabilidade e a coerência estética. É uma resposta direta a um consumidor mais consciente, que busca peças com propósito.
Nos calçados, as sandálias de tiras finas e salto baixo reafirmam essa estética. Elas resgatam uma feminilidade sutil, distante de qualquer exagero. Ao mesmo tempo, dialogam com a necessidade de conforto e praticidade — elementos que se tornaram
indispensáveis no guarda-roupa contemporâneo. Mais uma vez, a referência ao passado é reinterpretada sob uma ótica atual.
No entanto, é no styling que essa nova fase se diferencia de forma mais evidente. Se no passado o minimalismo operava sob códigos rígidos, agora ele se apresenta como uma base aberta à experimentação. Misturar peças clássicas com elementos contemporâneos se torna essencial. Um slip dress com uma jaqueta oversized, uma saia de cetim combinada com camiseta básica ou um conjunto de alfaiataria usado com sandálias rasteiras traduzem essa nova abordagem.
Esse movimento reflete transformações mais profundas no comportamento de consumo. Em um cenário global marcado por discussões sobre sustentabilidade, excesso de produção e impacto ambiental, a moda passa a valorizar escolhas mais conscientes. Investir em peças versáteis, duráveis e atemporais deixa de ser apenas uma tendência e se consolida como uma necessidade. E essa estética — que nasce na transição dos anos 80 para os 90 — oferece exatamente essa proposta.
Além disso, há uma valorização crescente da individualidade. Diferente de outras tendências altamente formatadas, o minimalismo revisitado permite múltiplas interpretações. Ele não impõe regras rígidas, mas oferece
uma estrutura que pode ser adaptada a diferentes estilos de vida e identidades. Essa flexibilidade é um dos principais fatores que explicam sua força atual.
Outro ponto relevante é o reposicionamento do conceito de luxo. Se antes o luxo estava associado à visibilidade e ao excesso, hoje ele se manifesta de forma mais sutil. Está na qualidade do tecido, no corte preciso, no acabamento impecável e na longevidade da peça. É um luxo que não precisa ser anunciado — apenas percebido. E essa mudança dialoga diretamente com a estética inspirada em Carolyn Bessette-Kennedy.
A influência desse movimento também pode ser observada nas passarelas e no varejo. Marcas têm investido em coleções mais enxutas, com foco em peças-chave que dialogam entre si. O excesso de informação dá lugar à curadoria. O design passa a ser pensado para durar mais de uma temporada, reforçando a ideia de continuidade — um conceito que se alinha diretamente ao comportamento do consumidor atual.
No cenário digital, essa estética também encontra espaço. Em meio a uma saturação visual constante, o minimalismo surge como um respiro. Imagens mais limpas, composições mais equilibradas e uma comunicação menos ruidosa ganham destaque. É uma nova forma de chamar atenção — não pelo excesso, mas pela precisão.
No fim, o retorno dessa linguagem não deve ser interpretado como nostalgia. Trata-se de uma evolução natural da moda diante de um novo contexto. A estética que começa no final dos anos 80 e ganha força nos anos 90 retorna agora mais consciente, mais flexível e mais conectada com as demandas contemporâneas.
E talvez seja exatamente isso que explica sua relevância em 2026: uma elegância que não precisa provar nada, que não depende de excessos e que encontra força justamente na sua simplicidade. Uma estética que não grita, não disputa atenção e não segue regras impostas. Ela apenas existe — com precisão, intenção e permanência.
DESAFIO FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA COLOCAM O BRASIL DIANTE DE DECISÕES ESTRUTURAIS
O cenário fiscal brasileiro voltou ao centro do debate econômico em 2026, impulsionado pelo crescimento da dívida pública e pela necessidade de maior controle de gastos para garantir estabilidade macroeconômica. Em meio a pressões por investimentos sociais e estímulos ao crescimento, o país enfrenta o desafio de equilibrar responsabilidade fiscal com demandas políticas e sociais.
Dados recentes indicam que a dívida bruta do governo geral segue em trajetória de alta, aproximando-se de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas de instituições como o Fundo Monetário Internacional. Esse nível, embora ainda administrável em comparação com economias avançadas, acende alertas sobre a sustentabilidade fiscal no médio e longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
O principal ponto de atenção está na capacidade do governo de gerar superávits primários — resultado positivo nas contas públicas antes do pagamento de juros. Especialistas apontam que o Brasil precisaria atingir um superávit consistente para estabilizar a dívida, o que exige tanto aumento de receitas quanto controle mais rigoroso das despesas.
O novo arcabouço fiscal, implementado recentemente, busca estabelecer limites para o crescimento dos gastos públicos, vinculando-os ao desempenho da arrecadação. A proposta substitui o antigo teto de gastos e tenta oferecer maior flexibilidade ao governo, ao mesmo tempo em que preserva um compromisso com a disciplina fiscal. No entanto, analistas avaliam que a eficácia do modelo dependerá da execução prática e da capacidade política de cumprir metas estabelecidas.
A pressão sobre as contas públicas também vem do lado das despesas obrigatórias, que representam a maior parte do orçamento federal. Gastos com previdência social, folha de pagamento e programas sociais continuam crescendo, reduzindo o espaço para investimentos e aumentando a rigidez fiscal. Esse cenário limita a margem de manobra do governo e reforça a necessidade de reformas estruturais.
Ao mesmo tempo, o ambiente externo adiciona complexidade. Juros elevados em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos, aumentam o custo de financiamento para países emergentes, pressionando ainda mais as contas públicas. Além disso, a volatilidade cambial pode impactar a dívi-
da indexada ao dólar, ampliando riscos fiscais.
Instituições financeiras e organismos internacionais alertam que, sem ajustes consistentes, o Brasil pode enfrentar dificuldades para manter a confiança dos investidores. A credibilidade fiscal é um fator-chave para atrair capital, controlar a inflação e sustentar o crescimento econômico.
Por outro lado, o governo defende que o equilíbrio fiscal deve caminhar junto com políticas de desenvolvimento. Investimentos em infraestrutura, educação e inovação são vistos como essenciais para aumentar a produtividade e ampliar a base de arrecadação no futuro. O desafio, portanto, está em conciliar essas prioridades sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas.
No conjunto, o Brasil se encontra em um ponto de inflexão. A trajetória da dívida pública e a condução da política fiscal nos próximos anos serão determinantes para definir o ritmo de crescimento e a estabilidade econômica do país. Mais do que números, o debate fiscal reflete escolhas estruturais que moldarão o futuro da economia brasileira.
CENÁRIO ECONÔMICO PÓS-JUROS ALTOS E IMPACTO NO CONSUMO NOS ESTADOS UNIDOS américa
JUROS ELEVADOS AINDA MOLDAM O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR NOS EUA, IMPACTANDO CRÉDITO, CONSUMO E DECISÕES FINANCEIRAS EM TODO O PAÍS. MESMO COM DESACELERAÇÃO MODERADA, SETORES COMO SERVIÇOS E TECNOLOGIA SEGUEM SUSTENTANDO A ATIVIDADE ECONÔMICA
A política monetária recente da Federal Reserve (Fed) segue como um dos principais vetores de influência sobre a economia dos Estados Unidos em 2025 e início de 2026. Após um ciclo prolongado de elevação das taxas de juros iniciado para conter a inflação pós-pandemia, o país vive um momento de transição, marcado por juros ainda elevados, inflação moderando gradualmente e um consumo que resiste, mas começa a mostrar sinais de desaceleração em alguns segmentos.
Desde 2022, quando o Fed iniciou um ciclo agressivo de alta dos juros, o custo do crédito subiu de forma generalizada. Em 2025, mesmo com algumas expectativas de cortes, a autoridade monetária manteve a taxa básica em patamar restritivo, com decisões recentes reforçando uma postura cautelosa diante de uma inflação ainda acima da meta de 2% . Essa política tem impacto direto no crédito ao consumidor, incluindo cartões, financiamentos imobiliários e empréstimos automotivos, cujas taxas permanecem elevadas.
O efeito mais imediato aparece no comportamento do consumidor. Com o crédito mais caro, famílias tendem a reduzir compras financiadas e priorizar despesas
essenciais. Dados do Federal Reserve indicam que, embora a inflação tenha mostrado sinais de moderação ao longo de 2025, as expectativas financeiras das famílias pioraram em alguns períodos, refletindo maior pressão sobre o orçamento doméstico . Ao mesmo tempo, o endividamento permanece elevado, especialmente em categorias como crédito estudantil e hipotecas, que registraram aumento de inadimplência recente .
Apesar desse cenário, o consumo — responsável por cerca de 70% do PIB americano — tem demonstrado resiliência. Relatórios regionais do próprio Fed apontam que os gastos continuam sustentados, embora com maior seletividade por parte das famílias. Esse comportamento varia de acordo com faixa de renda e região, com consumidores de maior poder aquisitivo mantendo níveis de gasto mais estáveis, enquanto famílias de renda média e baixa ajustam padrões de consumo.
Setores ligados a serviços, como saúde, entretenimento e turismo, seguem relativamente robustos, sustentados por demanda acumulada e mudanças estruturais no estilo de vida pós-pandemia. Já áreas mais sensíveis ao crédito, como varejo durável
e mercado imobiliário, enfrentam desaceleração. A combinação de juros altos e condições de financiamento mais restritivas tem reduzido a acessibilidade a bens de maior valor.
Outro ponto relevante é a adaptação das empresas ao novo ambiente. Companhias do setor de tecnologia e serviços digitais continuam entre as mais resilientes, apoiadas por modelos de negócio menos dependentes de crédito direto ao consumidor e maior capacidade de repasse de custos. Esse dinamismo contribui para sustentar o nível geral de atividade econômica, mesmo em um contexto de política monetária contracionista.
No conjunto, o cenário atual sugere uma desaceleração moderada, sem retração abrupta. O Fed mantém uma postura de “esperar para ver”, monitorando indicadores de inflação, emprego e consumo antes de promover novos ajustes nas taxas. Enquanto isso, o consumidor americano segue como peça-chave do equilíbrio econômico, navegando entre custos de crédito elevados, inflação ainda presente e uma renda que, embora estável, passa a ser mais pressionada pelo ambiente financeiro mais restritivo.
flash SOUTH FLORIDA
DESFILE DE MODA MULHERES CONECTADAS
Em março, a cidade de Parkland foi palco de uma edição do Desfile Mulheres Conectadas, um evento que celebra o empreendedorismo feminino, a moda e a conexão entre mulheres de diferentes trajetórias. Sob a liderança de Evelise Menezes, uma das coordenadoras do grupo Mulheres Conectadas Florida, Luanna Rizzo e Elvia Rizzi, Consultoras de Imagen e parte do grupo, a iniciativa reuniu convidadas e participantes em uma atmosfera de inspiração e sofisticação. A consulesa Aldaceli di Paula, na foto com Evelise Menezes, esteve presente ao evento. Um dos destaques da noite foi a apresentação da Blueberry Boutique, que levou à passarela sua coleção Primavera 2026, marcada por peças leves, femininas e alinhadas às tendências da nova estação. O desfile também contou com a participação da marca de joias Zarcon, que complementou os looks com acessórios elegantes, reforçando a proposta de estilo e identidade da mulher contemporânea. Mais do que um evento de moda, o Mulheres Conectadas reafirma seu propósito de fortalecer laços, valorizar talentos e dar visibilidade a marcas e histórias que fazem a diferença na comunidade.
by laine furtado @lainefurtado
NOVA
ORDEM ECONÔMICA GLOBAL REDEFINE CADEIAS PRODUTIVAS E INTENSIFICA DISPUTA ENTRE EUA E CHINA
A NOVA ORDEM ECONÔMICA GLOBAL REDESENHA CADEIAS PRODUTIVAS E INTENSIFICA A DISPUTA ENTRE ESTADOS UNIDOS E CHINA, REDEFININDO FLUXOS DE COMÉRCIO E PODER. NESSE CENÁRIO, A DIVERSIFICAÇÃO DE MERCADOS E A BUSCA POR AUTONOMIA ESTRATÉGICA TORNAM-SE ESSENCIAIS PARA A ESTABILIDADE E O CRESCIMENTO MUNDIAL.
A economia global vive um processo de reconfiguração profunda, impulsionado pelo reposicionamento das cadeias produtivas, pela busca por maior segurança econômica e pelas tensões comerciais entre as principais potências mundiais. No centro desse movimento estão os Estados Unidos e a China, protagonistas de uma disputa que vai além do comércio e alcança tecnologia, energia e influência geopolítica.
Nos últimos anos, empresas multinacionais passaram a revisar suas estratégias de produção, adotando modelos como “nearshoring” e “friend-shoring”, com o objetivo de reduzir a dependência de regiões consideradas estratégicas, especialmente a China. Esse movimento ganhou força após a pandemia de COVID-19, que expôs vulnerabilidades nas cadeias globais de suprimentos.
Segundo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, o comércio global passou por uma desaceleração, enquanto o fluxo de investimentos diretos estrangeiros se reorganiza em torno de
blocos econômicos e alianças políticas. O fenômeno marca uma mudança estrutural: de um modelo altamente globalizado para um sistema mais fragmentado e regionalizado.
A China continua sendo peça central nesse cenário. O país consolidou sua posição como principal polo industrial do mundo, respondendo por cerca de 30% da produção manufatureira global, segundo estimativas da World Bank. Além disso, o país mantém forte presença em cadeias estratégicas, como eletrônicos, baterias, energia solar e minerais críticos.
Por outro lado, os Estados Unidos têm intensificado políticas para reduzir a dependência de importações chinesas, especialmente em setores considerados sensíveis, como semicondutores e tecnologia avançada. Iniciativas como o CHIPS Act e o Inflation Reduction Act reforçam o esforço americano de reindustrialização e incentivo à produção doméstica.
A disputa comercial entre os dois países se intensifica em meio a tarifas, restrições tecnológicas e barreiras regulatórias. O comércio bilateral, que chegou a atingir níveis recordes na década passada, enfrenta oscilações e tensões constantes, refletindo um ambiente de competição estratégica de longo prazo.
Outro fator relevante é a reconfiguração das cadeias produtivas globais. Países como México, Vietnã e Índia têm se beneficiado da migração de empresas que buscam diversificar suas operações e reduzir riscos. Esse movimento cria novas oportunidades de crescimento econômico, ao mesmo tempo em que redesenha o mapa da produção mundial.
A transição para cadeias mais curtas e resilientes também tem impacto direto nos custos. A diversificação da produção pode aumentar despesas no curto prazo, mas é vista como essencial para garantir estabilidade em um cenário de maior incerteza geopolítica.
interior design
debora lousa @deboralousa
DO ORGÂNICO AO GEOMÉTRICO COMO ART NOUVEAU E ART DECO MOLDARAM O DESIGN DE INTERIORES
Entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dois movimentos artísticos transformaram profundamente não apenas a estética europeia, mas também a forma como vivemos e habitamos os espaços: a Art Nouveau e a Art Deco. Mais do que estilos visuais, ambos representam mudanças culturais, sociais e até emocionais, refletidas diretamente no design de interiores e, especialmente, no mobiliário.
Se a Art Nouveau trouxe a poesia da natureza para dentro de casa, a Art Deco celebrou a modernidade com linhas precisas e um luxo assumido. Juntas, elas contam uma história de transição — do artesanal ao industrial, do romântico ao sofisticado.
A DELICADEZA ORGÂNICA
DA ART NOUVEAU
Surgida por volta de 1890, a Art Nouveau nasceu como uma reação à industrialização acelerada. Em vez da produção em massa, o movimento valorizava o trabalho manual, o detalhe artístico e a inspiração na natureza.
No mobiliário, isso se traduz em peças quase escultóricas. Cadeiras, mesas e aparadores apresentam linhas sinuosas, curvas elegantes e uma fluidez que remete ao crescimento das plantas. Não há rigidez: tudo parece em movimento.
Os materiais também reforçam essa estética. A madeira é trabalhada de forma orgânica, muitas vezes entalhada à mão, com destaque para espécies nobres. Vidros, vitrais e metais aparecem como complementos decorativos, sempre com formas delicadas.
Um dos grandes nomes desse estilo, Émile Gallé, elevou o design de móveis e objetos a um nível artístico, incorporando motivos botânicos em suas criações. Já na arquitetura, o trabalho de Antoni Gaudí, especialmente em obras como a Casa Batlló, traduz perfeitamente essa integração entre natureza e espaço habitado.
Nos interiores, a Art Nouveau cria ambientes acolhedores, quase sensoriais. É um estilo que convida à contemplação, onde cada detalhe — de uma maçane-
ta a um encosto de cadeira — é pensado como parte de um todo artístico.
A ELEGÂNCIA GEOMÉTRICA DA ART DECO
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o mundo buscava uma nova identidade — mais moderna, urbana e otimista. É nesse contexto que surge a Art Deco, consolidada na década de 1920.
Se a Art Nouveau é fluida, a Art Deco é precisa. No design de móveis, isso se reflete em linhas retas, formas geométricas e forte senso de simetria. O mobiliário ganha uma aparência mais estruturada e arquitetônica.
Materiais luxuosos são protagonistas: laca, ébano, vidro, aço inoxidável e até marfim eram utilizados para criar peças sofisticadas e visualmente impactantes. O brilho, o contraste e a textura passam a ter papel central.
O designer francês Émile-Jacques Ruhlmann foi um dos grandes expoentes do movimento, criando
Japanese Lacquer Chest Antique art deco COMMODE 'GRANDE CANNELEE A REDENTS', VERS 1923
móveis que combinavam rigor geométrico com extrema elegância. Já na pintura, Tamara de Lempicka retratou a mulher moderna com linhas definidas e estética sofisticada — um reflexo direto do espírito da época.
Nos interiores, a Art Deco transforma os ambientes em cenários de glamour. Espelhos, superfícies polidas e padrões gráficos criam uma atmosfera de luxo urbano, muito associada aos anos dourados entre guerras.
O MOBILIÁRIO COMO EXPRESSÃO DE ESTILO
Mais do que elementos funcionais, os móveis nesses dois movimentos tornam-se protagonistas da decoração. Na Art Nouveau, uma cadeira pode parecer uma extensão de um galho; na Art Deco, ela se aproxima de uma obra arquitetônica em miniatura. Enquanto um estilo privilegia a assimetria e o movimento, o outro aposta na ordem e na repetição. Essa diferença reflete também o comportamento da época. A Art Nouveau dialoga com uma sociedade ainda ligada ao romantismo e à contemplação. Já a Art Deco acompanha a ascensão das grandes
cidades, da indústria e de uma nova mulher — mais independente e cosmopolita.
DESTINOS QUE TRADUZEM
ESSES ESTILOS
Para quem deseja vivenciar esses movimentos além das páginas de revistas e livros, alguns destinos ao redor do mundo são verdadeiros museus a céu aberto.
Em Barcelona, a já citada Casa Batlló é um exemplo emblemático da Art Nouveau, com interiores que parecem respirar e se movimentar. Em Bruxelas, o Hôtel Tassel, projetado por Victor Horta, é considerado um dos primeiros marcos do estilo.
Já nos Estados Unidos, a Art Deco encontra sua expressão mais icônica em edifícios como o Chrysler Building, símbolo da verticalização e do progresso. Mais próximo do público brasileiro que vive na Flórida, o South Beach Art Deco Historic District reúne uma das maiores concentrações desse estilo no mundo, com fachadas coloridas e detalhes geométricos preservados.
Émile Gallé
Art Nouveau cameo vase, decorated with daffodils, France, circa 1904
UM LEGADO QUE PERMANECE ATUAL Apesar de terem surgido há mais de um século, tanto a Art Nouveau quanto a Art Deco continuam influenciando o design contemporâneo.
Hoje, vemos releituras constantes desses estilos — seja em móveis com curvas orgânicas que remetem à natureza, seja em peças minimalistas com forte apelo geométrico e acabamento sofisticado.
Na decoração atual, a combinação dos dois movimentos, inclusive, tem se tornado uma tendência: a suavidade da Art Nouveau equilibrando a rigidez elegante da Art Deco.
No fim, mais do que escolher entre um ou outro, trata-se de entender o que cada estilo comunica. Um fala de sensibilidade e conexão com a natureza. O outro, de modernidade e afirmação estética. E talvez seja justamente nessa dualidade que reside o verdadeiro luxo contemporâneo: a capacidade de misturar história, arte e personalidade para criar espaços que contam histórias — tão únicas quanto quem os habita.
art deco
turismo
WALDORF HOTEL MIAMI
WALDORF ASTORIA
HISTÓRIA E SOFISTICAÇÃO QUE ATRAVESSAM CONTINENTES
laine furtado @lainefurtado fashionreporter
Quando falamos de hotéis de luxo que marcaram época, poucos nomes carregam tanto prestígio quanto o Waldorf Astoria. Mais do que um endereço, o Waldorf Astoria representa a fusão perfeita entre história, design icônico e serviço impecável, tornando-se uma referência para viajantes que buscam experiências únicas e memoráveis.
ORIGEM E LEGADO HISTÓRICO
O primeiro Waldorf Astoria abriu suas portas em 1893, na cidade de Nova Iorque, fruto da visão dos empresários William Waldorf Astor e John Jacob Astor IV. Situado originalmente na Fifth Avenue, o hotel logo se tornou sinônimo de elegância, atraindo aristocratas, artistas, políticos e celebridades de todo o mundo. Sua arquitetura e interiores refletiam o luxo da Belle
Époque, com detalhes ornamentais, tetos altos, lustres impressionantes e mobiliário refinado. Em 1931, o hotel mudou para a sua localização icônica atual, na Park Avenue, com o objetivo de ser o ápice da modernidade e do conforto urbano. Projetado em estilo Art Deco, o novo Waldorf Astoria de Nova Iorque trouxe uma estética sofisticada e geométrica, combinando linhas elegantes, mármore, metais polidos e obras de arte cuidadosamente selecionadas. Desde então, tornou-se um verdadeiro ícone da cidade, cenário de grandes eventos sociais, estreias e recepções diplomáticas.
WALDORF ASTORIA NO MUNDO
O prestígio do Waldorf Astoria ultrapassou fronteiras, dando origem a unidades internacionais que carregam a assinatura da marca, mantendo
o equilíbrio entre tradição e modernidade. Cada unidade oferece uma experiência única, refletindo o contexto cultural da cidade, mas sempre com o padrão de luxo inconfundível.
NOVA IORQUE, EUA
O hotel original da Park Avenue continua sendo o mais famoso. Suas suítes históricas, como a Presidential Suite, receberam líderes mundiais e estrelas do cinema. O serviço impecável e os detalhes de design, desde os lustres de cristal até os móveis em madeira nobre, mantêm a aura de sofisticação que atravessa décadas.
MIAMI, EUA
Situado em frente ao mar, o Waldorf Astoria Miami é um exemplo perfeito de como a marca adapta seu conceito ao clima e à paisagem.
waldorf hotel new york
Aqui, o luxo Art Deco se mistura à atmosfera tropical, com piscinas infinitas, spas de alto padrão e decoração elegante que dialoga com o céu azul e o litoral. É um refúgio urbano e praiano ao mesmo tempo, ideal para quem busca descanso e glamour.
PARIS, FRANÇA
A capital francesa recebeu sua unidade do Waldorf Astoria mantendo a tradição de requinte da marca, mas com o charme parisiense. Localiza-
do próximo aos principais pontos turísticos, o hotel combina interiores clássicos franceses com a sofisticação internacional da rede, criando um ambiente perfeito para viajantes que desejam experimentar Paris com luxo e conforto.
LONDRES, REINO UNIDO
No coração da capital britânica, o Waldorf Astoria London oferece uma experiência histórica e contemporânea. Inspirado em palácios e residências nobres, o hotel combina arquitetura
clássica e interiores modernos, incluindo suítes decoradas com móveis sob medida e obras de arte cuidadosamente selecionadas, garantindo que cada hóspede vivencie o melhor do luxo europeu.
EXPERIÊNCIA DE LUXO E DESIGN
Mais do que quartos confortáveis, o Waldorf Astoria oferece experiências sensoriais completas, onde o design é parte fundamental da vivência. Os móveis são cuidadosamente selecionados
waldorf hotel paris
para harmonizar elegância e conforto. Cada detalhe — desde poltronas acolchoadas, mesas de trabalho refinadas, tapetes luxuosos e luminárias exclusivas — foi pensado para criar um ambiente que impressiona e acolhe ao mesmo tempo.
A marca também se destaca pelo serviço personalizado, capaz de antecipar desejos e proporcionar experiências únicas. Restaurantes premiados, bares sofisticados, spas de classe mundial e eventos exclusivos transformam cada estadia em algo memorável, reforçando a aura de exclusividade e sofisticação que é marca registrada da rede.
WALDORF ASTORIA COMO REFERÊNCIA GLOBAL
Ao longo de sua história, o Waldorf Astoria se tornou símbolo de luxo, elegância e tradição, sendo referência para hotéis de alto padrão em todo o mundo. A capacidade de manter seu legado histórico ao mesmo tempo em que se reinventa para cada cultura local é o que garante seu prestígio contínuo. Seja em Nova Iorque, Miami, Paris ou Londres, o Waldorf Astoria oferece uma experiência completa de hospedagem, onde arquitetura, design e serviço se encontram em perfeita harmonia.
Mais do que um hotel, o Waldorf Astoria é um destino por si só, onde cada detalhe conta uma história e cada espaço convida a vivenciar o luxo de maneira inesquecível. Para viajantes exigentes e apreciadores de design, cada visita é uma oportunidade de experimentar a história e o glamour do século XX, adaptados ao conforto e sofisticação do século XXI.
waldorf hotel londres
saúde
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL REVOLUCIONA DIAGNÓSTICOS
MÉDICOS E REDEFINE O FUTURO DA SAÚDE
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ TRANSFORMANDO DIAGNÓSTICOS MÉDICOS, TORNANDO-OS MAIS RÁPIDOS, PRECISOS E ACESSÍVEIS. NA NOVA ERA DA SAÚDE, TECNOLOGIA E CONHECIMENTO HUMANO CAMINHAM JUNTOS PARA SALVAR VIDAS.
A inteligência artificial (IA) tem ganhado espaço acelerado na medicina, especialmente no campo dos diagnósticos, onde promete mais agilidade, precisão e eficiência. Em 2026, a tecnologia já é vista como uma das principais aliadas dos profissionais de saúde, contribuindo para reduzir erros e otimizar o atendimento ao paciente.
Estudos indicam que erros de diagnóstico ainda ocorrem em cerca de 20% a 25% dos casos médicos, evidenciando a complexidade da prática clínica e a necessidade de ferramentas de apoio mais avançadas. Nesse cenário, a IA se destaca por sua capacidade de analisar grandes volumes de dados em pouco tempo, incluindo exames de imagem, históricos clínicos e informações laboratoriais.
Na prática, os resultados já são significativos. Pesquisas mostram que sistemas baseados em inteligência artificial podem aumentar a precisão diagnóstica em até 14%, especialmente em áreas como radiologia, oncologia e cardiologia. Algoritmos conseguem identificar
padrões sutis em exames que muitas vezes passam despercebidos ao olho humano, permitindo diagnósticos mais precoces e intervenções mais eficazes.
O crescimento desse mercado reflete a rápida adoção da tecnologia. O setor global de IA aplicada à saúde movimentou cerca de US$ 1,9 bilhão em 2025 e deve ultrapassar US$ 10 bilhões até 2034, impulsionado pela demanda por eficiência e redução de custos nos sistemas de saúde. Além disso, estima-se que a maioria das instituições médicas já utilize algum tipo de inteligência artificial, seja no diagnóstico, na gestão hospitalar ou na análise de dados.
Outro avanço importante está na medicina preditiva. Com o uso de IA, médicos conseguem avaliar riscos de doenças antes mesmo do surgimento de sintomas, com base em dados genéticos e comportamentais. Essa abordagem permite uma mudança de foco: da medicina reativa para a preventiva, aumentando as chances de sucesso no tratamento.
Apesar dos avanços, desafios ainda existem. Questões como segurança de dados, possíveis vieses nos algoritmos e a necessidade de supervisão médica continuam sendo pontos de atenção. Pesquisas mostram que, embora a maioria das pessoas reconheça os benefícios da tecnologia, ainda há certa desconfiança em relação ao uso da IA sem acompanhamento humano.
Especialistas reforçam que a inteligência artificial não substitui o médico, mas atua como uma ferramenta de apoio. A combinação entre tecnologia e conhecimento humano tende a gerar melhores resultados, tanto na precisão dos diagnósticos quanto na qualidade do atendimento.
No conjunto, a IA representa uma transformação significativa na medicina. Ao tornar diagnósticos mais rápidos e precisos, a tecnologia não apenas melhora a eficiência do sistema de saúde, mas também amplia as possibilidades de cuidado, marcando o início de uma nova era na prática médica.
DESTAQUE
SUPERAÇÃO: QUANDO A DOR SE TRANSFORMA
EM PROPÓSITO
Abril, mês que simboliza recomeços, nos convida a olhar para dentro e reconhecer a força que existe na superação. Neste artigo, a educadora Anete Lobo apresenta o Projeto Superar e Ser Feliz, uma iniciativa que, ao longo dos últimos dois anos, tem reunido histórias reais de mulheres que transformam dor em aprendizado e encontram novos sentidos para viver com fé, propósito e esperança.
SUPERAÇÃO: QUANDO A DOR SE TRANSFORMA EM PROPÓSITO
Há cerca de dois anos, nasceu um projeto com uma missão clara e profundamente humana: inspirar mulheres a se reerguer por meio das histórias reais de outras mulheres. Assim surgiu o Projeto Superar e Ser Feliz, um espaço de acolhimento, partilha e transformação, onde a dor não é negada, mas ressignificada, dando lugar à esperança, à fé e a uma vida com propósito.
A proposta do projeto é simples, mas poderosa: mostrar que, por mais profundas que sejam as adversidades, é possível superá-las. Ao longo desse tempo, inúmeras mulheres compartilharam suas trajetórias marcadas por desafios intensos — dores emocionais, traumas, perdas irreparáveis, violência doméstica e momentos de extrema fragilidade. No entanto, o que une todas essas histórias não é apenas o sofrimento vivido, mas, sobretudo, a força encontrada para seguir em frente.
Cada relato revela um caminho único de supe-
ração. Algumas mulheres levaram anos para conseguir se reconstruir; outras acreditaram, por muito tempo, que jamais conseguiriam deixar a dor para trás. Houve aquelas que reviveram o sofrimento inúmeras vezes antes de encontrar uma forma de seguir adiante. Ainda assim, todas, sem exceção, encontraram uma maneira de transformar suas experiências em algo maior.
Muitas dessas mulheres foram além da própria cura e decidiram estender a mão ao próximo. Algumas criaram organizações para apoiar vítimas de violência doméstica, oferecendo acolhimento e orientação. Outras desenvolveram projetos voltados para pessoas que enfrentam o luto, ajudando-as a lidar com a perda de um ente querido. Há também aquelas que encontraram na escrita uma forma de expressão e libertação, transformando suas histórias em livros que hoje inspiram milhares de leitores.
O que chama a atenção é que, apesar das diferentes trajetórias e contextos, existe um denominador comum entre todas essas histórias: a fé em Deus. Cada mulher encontrou seu próprio caminho — algumas por meio da oração, outras através do serviço ao próximo, da terapia, da escrita ou do apoio comunitário —, mas todas foram sustentadas por uma fé que lhes deu forças para continuar. Essa fé não anula a dor, mas traz sentido a ela, permitindo que cada uma construa sua vida com coragem e esperança.
O Projeto Superar e Ser Feliz se consolidou, assim, como um espaço seguro e transformador, onde mulheres podem compartilhar suas vivências sem julgamentos, com foco na ressignificação. Não se trata apenas de relatar adversidades, mas de mostrar o processo de reconstrução — o antes, o durante e, principalmente, o depois. Um depois marcado por liberdade emocional, ausência de culpa, superação do medo e redescoberta do propósito de vida.
Além dos relatos, o projeto também conta com a contribuição de profissionais da área da saúde mental, que enriquecem o espaço com artigos e reflexões sobre superação, resiliência e a importância de compartilhar experiências. Esses conteúdos reforçam algo essencial: falar sobre a dor é parte do processo de cura. Ao dividir suas histórias, essas mulheres não apenas se libertam, mas também ajudam outras a perceber que não estão sozinhas.
A superação, portanto, não é um evento pontual, mas um processo contínuo. É uma construção diária que exige coragem, determinação, foco e, acima de tudo, fé. Cada passo dado, por menor que pareça, representa uma vitória. E cada história compartilhada se torna uma ponte que conecta dores semelhantes e fortalece quem ainda está no início dessa jornada.
Hoje, o Projeto Superar e Ser Feliz já impactou milhares de leitoras, tornando-se uma fonte de inspiração e encorajamento. Ele prova, na prática, que é possível sair do lugar de dor e assumir o protagonismo da própria história.
Que é possível transformar cicatrizes em testemunhos de força. E que, mesmo nos momentos mais difíceis, há sempre uma luz no fim do túnel.
Fica aqui um convite: permita-se conhecer essas histórias. Ao lê-las, você perceberá que a fé realmente move montanhas e que a superação está ao alcance de todos — ainda que por caminhos diferentes. Se há dor, há também possibilidade de cura. Se há queda, há também recomeço. E, acima de tudo, há sempre a chance de viver uma vida plena, feliz e com propósito.
SOBRE ANETE LOBO
Carioca e residente na Flórida, Anete Lobo é educadora e idealizadora do Projeto Superar e Ser Feliz. Sua motivação nasceu de vivências pessoais marcadas por desafios enfrentados nos Estados Unidos, que a levaram a buscar caminhos de ressignificação ao longo dos anos. Ao transformar sua própria jornada em propósito, encontrou no projeto uma forma de apoiar e inspirar outras mulheres, criando um espaço de acolhimento onde histórias de dor dão lugar a trajetórias de força, reconstrução e fé.
PROJETO SUPERAR E SER FELIZ
O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora
Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.
O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo Website: www.superareserfeliz.com
Parcerias:
Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta
Rosali de Castro Aguiar - Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica
Flavia Duarte - Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida
Wanessa Surdine – Personal da Mente
Solange Gomes - Psicóloga
Josie Oliveira - Terapeuta, Psicóloga, Criadora do Método
VEM (Você Emocionalmente Madura)
Anete P. Lobo
Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz superareserfeliz@gmail.com
ANETE LOBO
Influencer marketing has entered a new phase in 2026—no longer an experimental tactic, but a central pillar of modern marketing strategy. Driven by data, technology, and shifting consumer behavior, the industry has evolved into a sophisticated, multi-billion-dollar ecosystem that is reshaping how brands connect with audiences worldwide.
Recent estimates indicate that the global influencer marketing industry will reach approximately
$34.1 billion in 2026, up from around $32.5 billion in 2025, marking a remarkable expansion from just $10 billion in 2020. This rapid growth—roughly tripling in six years—reflects a structural shift in advertising, as brands move away from traditional media toward creator-led content and direct audience engagement.
The scale of adoption underscores this transformation. Around 86% of marketers now use influencer marketing, while nearly 59% plan
INFLUENCER MARKETING IN 2026: FROM VISIBILITY TO PERFORMANCE IN A MATURING DIGITAL ECONOMY
WRITEEN BY LAINE FURTADO @LAINEFURTADO_FASHIONREPORTER
to increase their budgets in 2026, according to industry surveys. The channel’s appeal lies not only in reach but in measurable performance: brands earn an average return of $5.78 for every $1 invested, reinforcing influencer marketing’s role as a cost-effective acquisition tool.
However, 2026 is not just about growth—it is about maturity. Influencer marketing is increasingly treated as a performance-driven discipline rather than a branding experiment. Companies
INFLUENCER MARKETING IN 2026 IS NO LONGER JUST ABOUT REACH — IT’S ABOUT PERFORMANCE, DATA, AND REAL IMPACT. BRANDS ARE INVESTING MORE IN LONG-TERM CREATOR PARTNERSHIPS AND MEASURABLE RESULTS. IN A CROWDED DIGITAL WORLD, AUTHENTICITY HAS BECOME THE MOST VALUABLE CURRENCY.
are integrating creators into long-term strategies, focusing on consistent partnerships instead of one-off campaigns. This shift reflects a broader evolution in how influence is defined: less about follower count and more about credibility, engagement, and alignment with brand values.
Technology is playing a critical role in this transformation. The integration of artificial intelligence into influencer platforms is enabling brands to analyze audience behavior, predict campaign outcomes, and optimize content in real time. Advanced tools now use machine learning and predictive analytics to match brands with creators more effectively, enhancing return on investment and reducing uncertainty in campaign planning.
At the same time, the creator economy itself is becoming more structured. While top influencers continue to dominate earnings, a growing “middle class” of creators is emerging.
Data from 2025 shows that over 51% of creators reported income growth, with many earning between $10,000 and $100,000 annually. This
professionalization is reshaping the industry, with creators investing in branding, video production, and long-term partnerships.
Platform dynamics also continue to evolve. Instagram remains the dominant force, accounting for more than half of influencer marketing activity, while TikTok is rapidly expanding due to its high engagement rates—especially among younger audiences. Notably, nano- and micro-influencers are gaining prominence, often delivering higher engagement at lower costs compared to celebrity influencers.
Despite its growth, the industry faces new challenges. One of the most significant is trust. While 69% of consumers still trust influencer recommendations, emerging data suggests increasing skepticism, particularly among Gen Z audiences who prioritize authenticity and peer reviews over paid endorsements. This shift is forcing brands and creators to adopt more transparent and value-driven communication strategies.
Measurement and standardization also remain ongoing issues. The lack of unified metrics
makes it difficult for brands to accurately assess campaign effectiveness and justify spending. As a result, companies are investing in more robust analytics frameworks and performance attribution models to better quantify results.
Looking ahead, the future of influencer marketing will likely be defined by integration and diversification.
Creators are expanding beyond social media into areas such as product development, consulting, and e-commerce, becoming strategic partners rather than just promotional channels. At the same time, emerging technologies like augmented reality and virtual experiences are expected to redefine how audiences interact with content.
In this evolving landscape, influencer marketing is no longer just about influence—it is about impact. As the industry continues to grow and mature, success will depend on the ability of brands to balance data-driven strategy with authentic storytelling, navigating a digital environment where attention is scarce, but trust remains the most valuable currency.
ponto de vista
alessandra crisanto @alessandra.crisanto
PÓS-GRADUAÇÃO NOS EUA: UM PASSAPORTE PARA SALÁRIOS ALTOS
Níveis mais altos de educação geralmente resultam em salários mais altos. Nos Estados Unidos, esse padrão é ainda mais evidente, especialmente para aqueles que investem em programas de pós-graduação como mestrados, MBAs e doutorados. Profissionais com essas qualificações não apenas ganham mais, mas também desfrutam de oportunidades de carreira mais diversificadas e estáveis.
O empreendedorismo é frequentemente definido como a capacidade de identificar oportunidades, inovar e criar soluções que beneficiem a sociedade e o mercado. Para os empreendedores cristãos, essa prática adquire uma dimensão adicional: alinhar suas iniciativas aos princípios bíblicos, buscando glorificar a Deus por meio de seus esforços.
Historicamente, o empreendedorismo tem sido um motor de progresso social, desde invenções antigas até tecnologias modernas. Empreendedores impulsionam o crescimento econômico, geram empregos e promovem a inovação, atuando como agentes de mudança. No entanto, possuir características como criatividade e
E CARREIRAS PROMISSORAS
confiança não basta; é essencial a coragem para transformar ideias em realidade, destacando a importância da intencionalidade e perseverança no sucesso empreendedor.
Nos tempos bíblicos, profissões como pesca, carpintaria e fabricação de tendas exigiam criatividade e engenhosidade, mesmo em contextos econômicos mais simples. A passagem em que Jesus instrui seus discípulos a lançarem as redes após uma noite sem sucesso (Lucas 5:1-11) exemplifica a interseção entre fé, diligência e inovação. Atualmente, avanços tecnológicos revolucionaram diversas indústrias, incluindo a pesca, aumentando eficiência e escalabilidade. Empreendedores cristãos modernos são chamados a refletir valores bíblicos em suas iniciativas, priorizando práticas éticas, gestão responsável e o bem-estar comunitário. Como orienta 1 Coríntios 10:31: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus."
Esses empreendedores enfrentam o desafio de prosperar em mercados competitivos sem comprometer seus valores fundamentados na fé. Em um mundo muitas vezes orientado pelo lucro em detrimento da integridade, eles demonstram que
negócios podem ser forças para o bem. Aspectos-chave de seu papel incluem:
Decisões Éticas: Priorizar a integridade sobre o lucro, resistindo à ganância e corrupção. Como administradores dos recursos de Deus, buscam usar a riqueza de forma responsável e em benefício dos outros.
Liderança Servidora: Baseados no princípio de que "o maior dentre vós será vosso servo" (Mateus 23:11), lideram pelo exemplo, promovendo respeito, colaboração e humildade.
Impacto Comunitário: Além do lucro, buscam atender às necessidades sociais, criar oportunidades e promover justiça social, contribuindo para o desenvolvimento local e melhoria de comunidades marginalizadas.
Integração da Fé: Incorporam oração, estudo bíblico e dependência da orientação divina em suas práticas empresariais, exemplificando uma abordagem baseada na fé para resolução de problemas e inovação.
Navegar em ambientes de negócios seculares e moralmente ambíguos apresenta desafios signi-
ALESSANDRA CRISANTO é advogada, com especialização em direito internacional. com LLM em Direito Internacional pela Universidade de Sydney e mestrado em Direiro Digital e Ciências de Gestão com ênfase de Marketing Digital. Instagram: alessandra.crisanto