Skip to main content

Referências Médicas

Page 1

2.ª Edição

Livros de bolso

Referências Médicas Licínio Carneiro

n

n

n

n

n

n

n

n


Autor

Licínio Carneiro É licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e Mestrado em Saúde Ocupacional pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Fez ainda o curso de Hidrologia e Climatologia Médica e o Curso Superior de Medicina Legal. Colaborou no Curso de Mestrado de Saúde Ocupacional na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra por um período de cinco anos. Colaborou também, a convite, com o Instituto de Educação Médica (então sediado na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa), criando e implementando um Curso de Reabilitação Cardiorrespiratória, durante três anos. Proissionalmente,  e  após  período  inicial  de  Policlínica  e  Clínica  Geral, fez a especialidade médica de Medicina Física e de Reabilitação no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão. Desde 1995 que trabalha no Hospital de Santa Cruz (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE), inicialmente até 2007 como Assistente Hospitalar no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica. Iniciou neste hospital um Laboratório de Estudos Respiratórios com pletismógrafo de cabine, gasometria arterial e oximetria, desenvolvendo protocolos de avaliação respiratória e de riscos pré-operatórios. Presentemente,  mantém  a  sua  ocupação  proissional  hospitalar  como Assistente Hospitalar Graduado no Hospital de Santa Cruz (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE). Responsável pelo referido Laboratório e integrado no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, dá apoio em consulta no Hospital de S. Francisco Xavier (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE). Faz parte de um grupo de colegas do mesmo serviço para o desenvolvimento de uma área de formação em ecograia músculo-esquelética dirigida a Fisiatras ou Internos de Fisiatria. É ainda corresponsável © LIDEL – EdiçõEs Técnicas

VII


com a Dr.ª Ana Rolo Duarte por um Programa de Reabilitação Respiratória a iniciar no Hospital Egas Moniz (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE). A nível particular, é Diretor Clínico da Clínica de Reabilitação de Carnaxide, onde tem desenvolvido a sua atividade de Fisiatra, mantido  estudos  ecográicos  na  área  nosológica  músculo-esquelética desde 1997 e implementado novas técnicas terapêuticas médicas (viscossuplementação, fatores de crescimento, plasma rico em plaquetas, entre outras) e a nível técnico com ondas de choque radial, radiofrequência, terapia por campos eletromagnéticos, entre outras. Foi responsável pela área médica de Saúde Ocupacional na empresa Sumolis SA por um período de dez anos. Colabora com a Sociedade de Medicina Física e de Reabilitação desde sempre, em diversos temas e áreas de interesse de intervenção em reabilitação cardiorrespiratória e músculo-esquelética. Desta  forma,  colabora  ativamente  nos  cursos  de  Ecograia  Músculo-esquelética como formador.

VIII

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


Prefácio à 2.ª Edição

A segunda edição das Referências Médicas, da autoria do Dr. Licínio Carneiro, espelha a coerência com que o autor procura contribuir para a formação médica. Publicar este conjunto de informações de índole clínica, organizadas com um cunho pessoal, representa  um  esforço  muito  signiicativo  para  ajudar  estudantes  de Medicina, e também médicos em período de treino, na utilização de conhecimentos essenciais. Trata-se de uma publicação vinda, em linha direta, do clássico vade mecum, que muitos de nós, de gerações anteriores aos avanços colossais das tecnologias da informação, transportámos no bolso das nossas batas brancas. Hoje em dia, os nossos estudantes e colegas usam outras ferramentas que contêm, de uma forma exaustiva, uma grande parte da informação necessária para o apoio à prática médica, ou, quase instantaneamente, os respetivos acessos. Mas não devemos confundir o acesso à informação com a utilização correta da mesma. Nem esperar que um único livro contenha a totalidade da matéria. Este livro apresenta a informação de uma maneira muito sistematizada e possibilita o contacto rápido, e simultâneo, com múltiplas tabelas que são, do meu ponto de vista, úteis para quem está a dar os primeiros passos na formação clínica e tem de compreender, avaliar e tratar o doente como um todo. Muitas vezes, estas informações encontram-se dispersas em várias publicações, ou sites, o que diiculta um acesso rápido e impede a respetiva integração. Por todas estas razões, o livro representa um contributo positivo para o ensino e a aprendizagem da Medicina porque permite ganhos de tempo, e de memorização, na pesquisa de informações clínicas essenciais para serem aplicadas na prática médica.

António Rendas © LIDEL – EdiçõEs Técnicas

IX


HEMATOLOGIA

Prefácio à 1.ª Edição

Nesta fase de Medicina Clínica dos anos 90, em que o manejo adequado das variáveis obtidas através de exames complementares de uso quase constante é imposição para qualquer ato médico, é óbvia a utilidade de um livro como este e a vantagem de o manejar constantemente. Não resisto, porém, a sublinhar aspetos que personalizam a sua autoria. O Dr. Licínio Carneiro vivenciou, na trajetória da sua carreira médica, as diiculdades encontradas na valorização dos dados  dos exames complementares, anotou-as e introduziu nos escritos a sistematização que os tornou de fácil pesquisa. Fê-lo na Clínica Geral que o apaixona, na Medicina do Trabalho, na prática da Medicina Física e de Reabilitação, de que foi Interno no Hospital do Alcoitão e no Hospital de Santa Cruz, onde é Especialista colocado, mas também nos estágios de Pneumologia, Neurologia e Ortopedia no Hospital de Santa Maria e outros, indispensáveis para a especialização. O livro é pois uma resposta ao que cada clínico, do aprendizado à maturação, da prática geral à alta especialização, necessita quando «vê» o doente, «lê» exames complementares, «pesa» os elementos para o diagnóstico, ou trata-o com a preocupação de monitorizar a evolução. Um vade mecum, auxiliar eiciente para a  Medicina Clínica de Hoje.

A. Sales Luís

X

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


Introdução

O raciocínio que um médico executa perante a observação a um doente não deixa de ser comparável à construção de um puzzle, em que cada peça tem um valor próprio e um peso variável, na medida em que nos leva à escolha da peça seguinte. Leva-nos ao desenvolvimento de um organigrama mental que nos faz procurar as fronteiras do possível. Recorremos então a limites mentais para assegurar um caminho de procura e construção e com estas referências organizar o quadro inal de um diagnóstico clínico o mais  preciso possível. No entanto, com a Ciência em permanente mudança, a par da tecnologia em permanente progresso, a rapidez de novas informações colhidas e trazidas à informação médica obriga-nos a estarmos atentos a esta multiplicidade, que leva ao desenvolvimento e à renovação de antigas referências, para além da criação de outras. Todos nós as estudamos na faculdade e todos nós as vamos acompanhando na prática médica do dia a dia e nos estudos de aperfeiçoamento que somos impelidos a fazer para a resolução de situações clínicas. Esta obra foi assim idealizada e reformulada para auxiliar o raciocínio médico, lembrando diversas “balizas” básicas na Medicina, dispondo outras mais recentes cuja utilidade valorizará os resultados. No Capítulo I e no Capítulo II teremos Referências em Clínica Laboratorial e Referências em Doenças Tropicais. Sendo estes os únicos capítulos que fogem à regra da disposição por “abecedário”, têm a sua justiicação para lembrar que em Medicina não há regra  sem exceção e também pela carga cientíica que as suas “balizas”  representam no exame clínico à cabeceira do doente. A disposição de tabelas recheadas de números torna-se por vezes cansativa mas de fácil procura, tendo o autor acrescentado comentários que, pela sua prática clínica, lhe pareceram importantes. O Capítulo III dedica-se de uma forma básica à abordagem dos exames complementares de diagnóstico de base em Cardiologia,

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas

XI


introduzindo de uma forma resumida a abordagem do doente, tendo em mente as referências da sua capacidade funcional. Desta vez, dispõe de exemplos básicos e objetivos em eletrocardiograia  de consulta simples e prática. O Capítulo IV, Referências Neurológicas, apresenta um exame neurológico e alguma experiência do autor na complexidade da perceção na realização e objetividade diagnóstica. Grande parte das situações clínicas que nos surgem na prática do dia a dia são os problemas ortopédicos na sua vertente traumatológica. O Capítulo V, Referências Ortopédicas, descreve sucintamente as principais referências, nomeadamente no que diz respeito ao tempo de consolidação das fraturas e avaliação funcional. O Capítulo VI, Referências Pediátricas, tem em mente que a abordagem clínica da criança, sã ou doente, terá de ser em perspetiva dinâmica (além da resolução da doença, temos um indivíduo a crescer). As referências do seu desenvolvimento normal são das mais importantes para o autor. A abordagem das Referências Pneumológicas, no Capítulo VII, fez-se pela mecânica ventilatória, seja esta traduzida em volumes e débitos ou em imagens pela clareza de informação e importância que fazem desta área médica uma das mais estudadas. Por  im,  o  Capítulo  VIII,  Referências  Reumatológicas,  descreve  novas referências para o auxílio do raciocínio médico no diagnóstico de doenças antigas.

XII

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


Eletrocardiograma O  eletrocardiograma  (ECG)  representa  um  gráico  de  variações  de  potenciais  elétricos  cardíacos  registados  à  superfície  do  corpo. As  modiicações  destes  potenciais  elétricos  durante  um  ciclo  cardíaco traduzem-se por uma curva característica composta por  uma série de delexões:  CARDIOLOGIA

●O   nda P – representa a ativação elétrica ao nível da aurícula  esquerda (nódulo sinoauricular); ●C   omplexo QRS (também conhecido por complexo ventricular)  – representa a despolarização ventricular. A delexão positiva  é chamada de onda R e, se há uma segunda, é nomeada de R’.  A delexão negativa que precede a onda R é chamada onda Q.  A delexão que segue a onda R é designada por onda S e  também é negativa. O espaço QRS representa o tempo de  despolarização ventricular; ● Onda  T  –  representa  a  repolarização  dos  dois  ventrículos; ●O   nda  U  –  é  devida  a  potenciais  residuais  no  começo  da  diástole e aparece registada nas derivações V3 e V4; ●E   spaço P-R (ou P-Q) – representa o tempo requerido para a  despolarização auricular e a condução do inluxo através do  nódulo aurículo-ventricular. É representado por um segmento  isoelétrico ou ligeiramente negativo;  ●E   spaço QRS – representa o tempo requerido para a despolarização dos ventrículos. O intervalo QR representa o tempo  necessário  para  a  difusão  da  onda  de  despolarização  do  endo cárdio ao epicárdio; ●O     segmento  ST  representa  um  período  de  inatividade  elétrica que se segue à despolarização de todo o miocárdio; ●O    espaço QT indica o tempo requerido para a despolarização e a repolarização dos ventrículos. ●O    intervalo TP representa o estado de repouso do músculo  cardíaco, durante o qual não há atividade elétrica.

70

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


No  ECG,  os  potenciais  elétricos  são  recolhidos  à  superfície  do  corpo por dois elétrodos, um positivo e outro negativo. A dis posição  especíica dos elétrodos constitui aquilo a que se chama deriva ção.  Empregam-se, habitualmente, 12 derivações:  ● Três derivações bipolares dos membros: – D1 – braço esquerdo → braço direito; – D2 – perna esquerda → braço direito; – D3 – perna esquerda → braço esquerdo. CARDIOLOGIA

● Três derivações unipolares dos membros:  – aVR – potencial do braço direito; – aVL – potencial do braço esquerdo; – aVF – potencial do pé esquerdo. ● Seis derivações pré-cordiais:  – V1 – 4.º espaço intercostal direito com o bordo do esterno; –  V 2  –  4.º  espaço  intercostal  esquerdo  com  o  bordo  do  esterno; – V3 – a meio espaço entre V2 e V4; –  V4 – 5.º espaço intercostal esquerdo com a linha medio-   clavicular (habitualmente na ponta do coração); –  V5  –  na  linha  axilar  anterior  esquerda  ao  mesmo  nível  de V4; –  V6  –  na  linha  axilar  média  esquerda  ao  mesmo  nível  de  V4. (Ver Figuras 1, 2 e 3 do Anexo Eletrocardiográico.)

Passos para a leitura de um ECG no adulto (Ver Figura 4 do Anexo Eletrocardiográico.) 1 – Ritmo – medir o intervalo PR e o complexo QRS: – Sinusal:  regular,  cada  complexo  QRS  precedido  de  uma  onda P, sendo o espaço PR constante e com uma  duração compreendida entre 0,12 e 0,20 segundos; – Ritmo variável:   arritmia sinusal, ibrilhação auricular, marca-passo migratório; – Extrassístoles e pausas;

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas

71


– Taquicardias; – Bloqueio.  (Ver Figura 5 do Anexo Eletrocardiográico.) 2 – Frequência  –  veriicar  se  há  frequência  auricular  (onda  P)  e  ventricular (QRS distintos): –  Frequência  normal:  60  a  80  batimentos  por  minuto  em  repouso; CARDIOLOGIA

–  Frequência  inferior  a  60  batimentos  por  minuto  com  ritmo  normal: bradi cardia sinusal; –  Frequência superior a 100 batimentos por minuto com ritmo  normal: taquicardia sinusal; (Ver Figura 6 do Anexo Eletrocardiográico.) 300

150 100

75

60

50

– No ECG em sequência rápida:          –  No  ECG  com  ritmo  irregular:  conte  o  número  de  ondas  R  numa tira de 6 segundos e multiplique por 10. 3 – Cálculo do eixo – o eixo cardíaco é um vetor situado no plano  frontal, construído através dos complexos QRS de D1 e D3: 3.1.  A  soma  algébrica  da  amplitude  de  R  e  S  em  D1  será  reportada ao eixo de D1 do triângulo de Einthoven; 3.2.  A  soma  algébrica  da  amplitude  de  R  e  S  em  D3  será  reportada sobre o eixo de D3 do triângulo de Einthoven; 3.3.  Traça-se perpendiculares dos pontos obtidos; 3.4.  Traça-se  uma  linha  do  centro  do  triângulo  ao  ponto  de  interseção das perpendiculares atrás referidas. Esta representa o eixo elétrico e a sua direção lê-se em graus que  se  encontram  marcados  no  círculo  do  triângulo  de  Einthoven. 4 – Derivações frontais: 4.1. Ondas P:  PD1 ≤0,11 segundo PD2 ≤2 mm eixo de P = de 0 a +80 graus 72

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


4.2. Espaço PR: 0,12 a 0,20 segundo 4.3. QRS ≤0,10 segundo e eixo de -30 a +90 graus 4.4. Onda T:  assimétrica com segmento ST isoelétrico e eixo  de -10 a +70 graus 5 – Derivações pré-cordiais: –  Ondas P em V1 <2 mm e em V6 <0,11/segundo; CARDIOLOGIA

–  QRS: rS em V1 (R/S <1) RV1 ≤8 mm Transição em V3-V4 (R/S = 1)  ondas R crescentes de V1 a V6 qR ou qRs em V6 (R/S >1) RV6 ≤25 mm –  Ondas T   positivas  e  assimétricas  depois  de  V2  com  segmento ST isoelétrico

Critérios ECG de hipertroia ● Hipertroia auricular  –  Onda  P  maior  do  que  três  quadradinhos de largura (0,12/segundo) –  Hipertroia auricular direita (HAD): onda P grande, difásica  e com componente inicial alto em D3; (Ver Figura 7 do Anexo Eletrocardiográico.) –  Hipertroia auricular esquerda (HAE): onda P grande, difásica e com componente terminal alargado em V1. ● Hipertroia ventricular:  I – Hipertroia ventricular direita (HVD): - Onda R maior que a onda S em V1; - Onda R torna-se progressivamente menor de V1 a V6; - Onda S persiste em V5 e V6, com QRS alargado. - Índice de Sokolow: SV5 + RV1 >105 mm II – Hipertroia ventricular esquerda (HVE): -  Onda  S  em  V1  e  onda  R  em  V5  >35  mm  com  desvio  do eixo para a esquerda; © LIDEL – EdiçõEs Técnicas

73


- QRS alargado; -  Onda T  desce  lentamente  e  sobe  rapidamente  (que  é  negativa). - Índice de Sokolow: SV1 + RV5 >35 mm - Índice de Blondeau: SV2 + RV7 >35 mm (Ver Figuras 8 e 9 do Anexo Eletrocardiográico.)

CARDIOLOGIA

Critérios de sobrecarga auricular Esquerda:  P  mitral  é  alargada  e  de  pico  duplo  (>0,11/se gun do),  em D1, D2, AVL, V4 e V6. Direita: P pulmonar é pontiaguda e elevada (>3 mm), em D2, D3  e AVF.

Sinais ECG de enfarte 1 – Lesão – Segmento ST elevado; 2 – Enfarte –  Onda Q, deve ter a largura de uma quadrícula (0,04  por segundo); 3 – Isquemia –  Onda T invertida (são normalmente invertidas em  D1, D2, V2 e V6); 4 – Zona de enfarte:  4.1. Anterior – Onda Q em V1, V2, V3 ou V4; 4.2. Posterior – R grande em V1, Q patológico em V6; 4.3. Lateral – Onda Q em D1 e AVL; 4.4. Inferior – Onda Q em D2, D3 e AVF. (Ver Figuras 10 a 16 do Anexo Eletrocardiográico.) Nota: Índice de Sokolow normal: SV1 + RV5 ≤ 35 mm Índice de Blondeau normal: SV2 + RV7 ≤ 35 mm

74

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


Consumo Energético CONSUMO ENERGÉTICO PARA AS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E MARCHA MET

Tomar duche

1,8

Vestir-se

1,8

Fazer a cama

3,4

Tocar piano

2

Confecionar a alimentação usual

2,3

Deambular com canadianas

6,5

Condução de cadeira de rodas

2

Relações sexuais

5 – 5,5

Atividade de escritório

1,5 – 2

Conduzir carro

2

Jardinagem

3 – 10

Subir escadas

4–8

Descer escadas

4–5

Marcha de 3 km à velocidade de 2 km/h

1,9

Marcha à velocidade de 3,5 km/h

2,3

Marcha à velocidade de 5 km/h

CARDIOLOGIA

Atividade

3,2

Golfe

4–7

Judo

13,5

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas

79


Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial (MAPA)

CARDIOLOGIA

A medição da pressão arterial nas 24 horas ou MAPA permite estimar  o valor médio das pressões sistólicas e diastólicas durante a vigília e  o sono e calcular índices que avaliam o grau de lutuação da pressão  arterial ao longo das 24 horas segundo o ritmo circadiano.

Principais indicações

•   Hipertensão arterial com valores díspares entre duas ou  mais consultas e avaliação fora do consultório •  Hipertensão arterial borderline •   Avaliação e controlo de nova medicação, especialmente  se  houver  dúvidas  quanto  à  eicácia  como  efeito  anti-hipertensivo nas 24 horas

Outras indicações

•   Suspeita de disfunção autonómica, como nos lesionados  vertebromedulares, por exemplo •  Episódios de lipotímia não esclarecidos vs. hipotensão

Limitações

•  Alterações de horário no trabalho e no sono •  Disritmias frequentes •  Grandes obesos •  Síndromes hipercinéticas •  Presença de hiato auscultatório •  Doença de Parkinson

Vantagens

•  Obtenção de múltiplas medidas nas 24 horas •  Avaliação da PA durante as atividades quotidianas •  Avaliação da PA durante o sono •  Avaliação do padrão circadiano da PA •  Avaliação das médias, cargas e variabilidade da PA •  Identiicação da reação de “alarme” •  Atenuação do efeito placebo •  Avaliação do efeito anti-hipertensivo nas 24 horas •  Possibilidade de estratiicação de risco

80

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


Tempo de Consolidação de Fraturas TEMPO DE CONSOLIDAÇÃO DE FRATURAS Fraturas do Membro Superior 3 a 6 semanas

Omoplata

3 a 6 semanas

Úmero (extremidade superior)

3 a 6 semanas se a fratura for simples 4 a 6 semanas se houver deslocação dos topos ósseos

Úmero (diáise)

6 semanas se a fratura for simples 2 meses se houver deslocação dos topos ósseos

Úmero (extremidade inferior ou somente o côndilo externo)

4 a 6 semanas

Epitróclea

4 semanas

Cabeça do rádio

4 a 6 semanas

Olecrânio

4 a 6 semanas

ORTOPEDIA

Clavícula

Antebraço (cúbito e rádio)

2 a 3 meses

Extremidade inferior do rádio

3 a 4 semanas se a fratura for simples 4 a 6 semanas se houver deslocação dos topos ósseos

Mão (metacarpo ou falanges)

3 a 4 semanas

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas

111


ORTOPEDIA

Fraturas do Membro Inferior Colo do fémur

3 meses apoio aos 90 dias

Colo intertrocantérico

4 meses apoio aos 120 dias

Diáise femoral

3 meses apoio aos 90 dias

Fémur (extremidade inferior)

3 meses apoio aos 90 dias

Rótula

1 mês apoio aos 15 dias

Tíbia (extremidade superior, diá ise)

2 a 3 meses apoio aos 90 dias

Perna com fratura dos dois ossos

3 a 4 meses apoio aos 90 dias

Maléolo tibial ou peroneal

1 mês

Fratura bimaleolar

2 a 3 meses apoio aos 60 dias

Calcâneo

2 a 3 meses apoio aos 90 dias

Astrágalo

2 meses apoio aos 60 dias

Pé (metatarsos ou falanges)

3 a 4 semanas

112

© LIDEL – EdiçõEs Técnicas


2.ª Edição

Lb

Referências Médicas O processo de observação clínica é o momento no qual são construídas balizas mentais e se forma um diagnóstico ou suspeita inicial. É então neste momento que o médico necessita de recorrer a um livro que lhe forneça todas as informações necessárias ao apoio desta decisão e que seja, ao mesmo tempo, conciso e de fácil consulta. Este livro foi assim idealizado de forma a dar auxílio ao raciocínio médico, sendo estas Referências Médicas apresentadas em tabelas de leitura simples e de aplicação imediata com breves comentários que o autor considerou importantes, decorrentes da sua prática clínica, contribuindo assim para um melhor discernimento da entidade em vista. É uma obra de consulta, cujo formato de bolso a transforma num companheiro para o clínico no seu dia a dia. Esta nova edição, revista e aumentada, contempla ainda um capítulo referente às doenças tropicais, o que a torna uma obra igualmente essencial para os clínicos dos países de expressão portuguesa. A obra encontra-se dividida nas grandes áreas de referência médica:

n n n

Clínica Laboratorial Doenças Tropicais Cardiologia Neurologia

n n n n

Ortopedia Pediatria Pneumologia Reumatologia

ISBN 978-989-752-125-6

9 789897 521256

www.lidel.pt

n


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Referências Médicas by Grupo Lidel - Issuu