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Padel 9789897529863

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PADEL

Técnicas e Táticas

O PADEL GANHA-SE ANTES DE SE ENTRAR EM CAMPO

N A FORMA COMO SE PENSA, SE TREINA E SE COMPREENDE O JOGO

PADEL

Técnicas e Táticas

Autores MIGUEL POMBEIRO

JOSÉ GALANTE

Lidel – edições técnicas, lda. www.lidel.pt

Edição e Distribuição

Lidel – Edições Técnicas, Lda

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© Copyright 2026, LIDEL – Edições Técnicas, Lda.

® LIDEL é uma marca registada de LIDEL – Edições Técnicas, Lda.

ISBN edição impressa: 979 989 752 986 3

1.ª edição impressa: abril de 2026

Paginação: Ana Cristina Santos

Impressão e acabamento: Tipografia Lousanense, Lda. – Lousã

Dep. Legal: 562845/26

Capa: José Manuel Reis

Imagem da capa: trabalhada a partir de um original de © Mike Orlov/ Adobe Stock Photo

Imagens das cortinas: José Galante Fotografias: Tiago Tavares

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PARTE II – DIMENSÕES TÉCNICO-TÁTICAS

AUTORES

José Galante

Treinador certificado de Padel e Ténis, com mais de 35 anos de experiência. Proprietário e Diretor Técnico do Clube Rackets4You. Especialista em formação de atletas, coordenação técnica e desenvolvimento de projetos desportivos, com resultados reconhecidos a nível regional, nacional e internacional. Selecionador Regional e Nacional em vários escalões competitivos.

Miguel Pombeiro

Professor de Educação Física na Escola Secundária Pedro Nunes. Professor na Universidade Lusófona de Lisboa nas unidades curriculares de Padel, Ténis e Voleibol e no Mestrado em Educação Física. Treinador Grau 2 de padel e Grau 3 de ténis e voleibol. Treinador de padel de competição e social no Ginásio Clube Português. Formador Grau 1 e Grau 2 do Curso de Treinadores de Padel da Sports Academy. Doutorado em Ciências da Educação pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.

PREFÁCIO

De acordo com a Federação Portuguesa de Padel, fundada em 2012, existem em Portugal mais de 100 mil praticantes de padel (ocasionais e regulares). É uma modalidade desportiva recente, mas que se está a massificar em Portugal e em várias regiões do globo.

Em Portugal, o primeiro campo foi construído em 1990, mas só a partir de 2003 é que existiu uma expansão no aparecimento de campos e praticantes. Atualmente existem mais de 550 locais onde é possível praticar a modalidade.

Se no início da sua implantação em Portugal o padel era praticado por jogadores provenientes do ténis, atualmente já existem bastantes jogadores que fizeram todo o seu percurso no padel.

É um jogo emocionante, fácil de aprender, no qual se obtém com alguma rapidez um estádio de apropriação que permite ao praticante iniciante jogar o jogo formal.

O jogo é rápido e estratégico, sendo que o facto de se utilizarem as paredes o torna mais dinâmico e imprevisível se o compararmos com o ténis. Segue basicamente o sistema de pontuação do ténis, mas é mais técnico e estratégico.

Em boa hora o Miguel Pombeiro e o José Galante escreveram este livro que vem ajudar a preencher a escassez de publicações em português sobre esta modalidade. Trata-se de uma obra com uma abordagem aprofundada e fundada numa, sempre difícil de alcançar, síntese entre o conhecimento científico e a experiência no ensino e treino.

Estamos perante uma obra técnica que aborda o padel de forma sintética e objetiva, mas, ao mesmo tempo, bastante exaustiva e aprofundada, que nos leva a percorrer as principais vertentes desta modalidade desportiva. Da análise da componente técnico-tática aos aspetos psicológicos da preparação do praticante, passando pela dimensão biológica e pedagógica, todos os aspetos da modalidade, que podem interessar a praticantes, treinadores e outros interessados na modalidade, são abordados.

Os autores utilizam os seus profundos conhecimentos de fundamentação das atividades desportivas, designadamente da biologia das atividades físicas, da psicologia do desporto e da pedagogia e didática do desporto, para fazer uma abordagem bastante inovadora das diferentes vertentes do padel.

Todas as ações técnico-táticas da modalidade são abordadas de forma muito criteriosa, tratando não só as componentes da sua ação, mas também a sua aplicação nas diferentes fases e circunstâncias do jogo. Tudo isto é concretizado com auxílio de inúmeras fotografias e elementos gráficos que muito contribuem para a compreensão do conteúdo deste livro que, por isso, se torna acessível e interessante, não só para os que dominam os fundamentos teóricos da atividade física e desportiva, mas também para aqueles que, sem terem essa preparação, apenas estão interessados em melhorar os seus conhecimentos sobre o padel.

Quer o praticante, quer o treinador desta modalidade, podem encontrar aqui as respostas adequadas às diferentes fases do jogo através de todas as ações técnico-táticas e estratégias adequadas às diferentes fases e circunstâncias do jogo e aos diferentes níveis de apropriação (desde o iniciante à alta competição). São igualmente abordadas as diferentes formas de exercitação que podem ser utilizadas para melhorar o nível de jogo dos praticantes através de variadas estratégias e abordagens pedagógicas e didáticas.

É, por isso, um livro adequado, tanto para o jogador que procura melhorar o seu nível de jogo, como para o treinador que procura o aperfeiçoamento contínuo das suas competências. Este pode aqui encontrar um guia bastante completo, escrito por dois profissionais que conjugam a forte preparação teórica com carreiras muito ricas do ponto de vista, quer qualitativo, quer quantitativo. São dois autores que conseguiram passar para esta obra, de forma exemplar, o conhecimento académico conjugado com a sua já longa experiência como treinadores nesta e noutras modalidades desportivas.

Este livro, muito bem estruturado e organizado, integra grande número de fotografias, diagramas e figuras que ajudam, de forma exemplar, a perceber todos os elementos críticos do movimento e a progressão da sua apropriação nas diferentes fases de progressão do jogador de padel. Analisa também o jogo desde a sua fase mais elementar até às situações mais avançadas. São ainda incluídas informações muito relevantes para os treinadores de padel, tanto para os que se estão a iniciar, como para os mais experientes e que buscam o seu continuo aperfeiçoamento podendo aqui adquirir relevantes conhecimentos acerca de estratégia e tática no contexto desta modalidade.

José Alves Diniz

Exerceu funções como Presidente e Professor Catedrático na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa

Foi Pro-Reitor na Universidade Técnica de Lisboa

1. O QUE É O JOGO DE PADEL

O padel é um jogo coletivo de raquete que, apesar de ser “descendente” do ténis, utiliza raquetes e bolas próprias, sendo apenas jogado a pares.

É jogado num campo “fechado”, circundado por vidros e malha, o que per mite que a bola fique mais tempo em jogo. O piso ou superfície do campo é normalmente de relva sintética. A técnica inicial é mais fácil do que noutros desportos de raquete (como o ténis, squash, badminton, entre outros), o que permite atrair muitos participantes que, ao terem um êxito rápido numa fase inicial, se entusiasmam com a prática da modalidade. Porém, o facto de ter uma iniciação mais fácil não significa que seja um desporto menos complexo em fases posteriores ou no alto rendimento.

O objetivo do jogo de padel, assim como em outros desportos não invasivos (em que não existe contacto físico entre os jogadores adversários), é ganhar pontos que permitam terminar o set, através de ações de ataque ao campo ad versário e de defesa do seu campo.

Ganham‑se pontos sempre que a bola contacta mais do que uma vez no chão do campo adversário ou quando existe um primeiro contacto no campo adversário e um segundo no exterior do campo, procurando‑se, consequente mente, evitar que o adversário faça o mesmo.

De uma forma geral, e para concretizar os objetivos do jogo, os jogadores devem ter a preocupação tática de tentar jogar bolas acima do ombro e fazer o adversário jogar abaixo do joelho.

O campo de padel

Existem várias nomenclaturas para caracterizar o campo de padel, sendo a proposta apresentada de seguida aquela que parece ser mais consensual entre treinadores.

Dimensões

O campo de padel é retangular e cobre uma superfície de 200 m2 (20 m de com primento e 10 m de largura), estando separado ao meio por uma rede (Figuras 1.1 e 1.2).

Vidros

A sugestão seria numerar todos os vidros (laterais e de fundo) de forma fixa (independentemente de serem vidros laterais ou de fundo e independentemente do lado do jogador) (Figura 1.10):

•  Vidro 1: primeiro vidro lateral mais perto da rede do lado direito (para quem está do lado contrário da rede a olhar para o campo adversário);

•  Vidro 2: segundo vidro lateral do lado direito (a seguir ao primeiro vidro, é o vidro que junta ao canto);

•  Vidro 3: primeiro vidro de fundo do lado direito;

•  Vidro 4: segundo vidro de fundo do lado direito;

•  Vidro 5: vidro do meio;

•  Vidro 6: segundo vidro de fundo do lado esquerdo;

•  Vidro 7: primeiro vidro de fundo do lado esquerdo;

•  Vidro 8: segundo vidro lateral do lado esquerdo (a seguir ao primeiro vidro, é o vidro que junta ao canto);

•  Vidro 9: primeiro vidro de fundo do lado esquerdo.

Figura 1.10. | Sugestão alternativa de nomenclatura para os vidros no campo de padel.

Malhas

A sugestão, assim como nos vidros, seria numerar todas as malhas laterais de forma fixa (independentemente do lado do jogador) (Figura 1.11):

Quadro 10.1. | Princípios da fase de rede.

Manter a rede com controle, obrigando os adversários a defender, de forma a aproveitar oportunidades para pressionar e fechar os pontos

Verde: vólei alto de direita. Jogar mais chapado, cruzado ou paralelo, para os pés do adversário ou para o meio, em velocidade 4. Alternativamente, jogar para a malha, pico ou vidro lateral em velocidade 3

Verde: vóleis médios de direita ou esquerda. Jogar em backspin (efeito de cima para baixo), baixando a bola para o meio, malha, pico, vidro lateral ou para os pés do adversário, cruzado ou paralelo, em velocidade 3

Verde: bandeja e víbora. Jogar em efeito. Bandeja – backspin; víbora – slice/sidespin. Direcionar para os pés do adversário em velocidade 4, ou para o meio, malha, pico, vidro lateral ou paralelo, em velocidade 3

Verde: smash x3. Jogar com topspin (efeito de baixo para cima) ou kick (efeito de baixo para cima e lateral). Jogador da esquerda joga cruzado e jogador da direita joga paralelo com a intenção de retirar a bola lateralmente do campo, em velocidade 4/5

Verde: smash plano/paralelo. Jogar com topspin (efeito de baixo para cima), com a intenção de trazer a bola de volta para o nosso campo, em velocidade 5

Verde: smash x4. Jogar chapado ou com topspin (efeito de baixo para cima), com a intenção de tirar a bola do campo em profundidade pelo vidro de fundo, em velocidade 4/5

Verde: smash rápido. Jogar chapado, comprido, para o meio, com a intenção de que a bola, após tocar no vidro, volte rápida e baixa, em velocidade 5

Verde: smash de simulação. Com preparação de smash potente, jogar chapado para o espaço vazio, mas suavizar o toque no último momento para enganar o adversário, em velocidade 1/2

Verde: vólei amortie. Jogar com underspin (efeito de cima para baixo) ou stop vólei (chapado), com a intenção de colocar a bola o mais perto possível da rede do lado adversário, em velocidade 1

Amarelo: smash para a malha ou pico. Jogar com topspin ou kick, cruzado, em velocidade 2/3, com a intenção de dificultar o ressalto ao adversário e ganhar tempo para reposicionamento correto na rede

Amarelo: smash lateral/fundo ou fundo/lateral. Jogar com topspin ou kick, cruzado, em velocidade 2/3, com a intenção de dificultar o ressalto nos dois vidros e permitir o reposicionamento correto na rede

Amarelo: vóleis afastados do corpo. Jogar chapado, comprido e paralelo, em velocidade 2, com a intenção de manter a bola em jogo e aproveitar o balanço do corpo para reposicionar-se rapidamente na rede

Amarelo: vóleis perto do corpo. Jogar chapado, comprido e cruzado, em velocidade 2/3, com a intenção de manter a bola em jogo e ganhar tempo para reposicionamento correto na rede

Amarelo: bandeja e víbora. Jogar com efeito: bandeja – backspin; víbora – slice/sidespin

Direcionar para os pés do adversário em velocidade 3, ou para o meio, malha, pico, vidro lateral ou paralelo, em velocidade 2

Amarelo/Vermelho: vóleis baixos. Jogar chapado ou em backspin (efeito de cima para baixo), comprido, para o meio ou para os pés do adversário, cruzado ou paralelo, em velocidade 2, com a intenção de manter a bola em jogo

Vermelho: half-vóleis. Jogar chapado, comprido, para o meio ou para os pés do adversário, cruzado ou paralelo, em velocidade 2, com a intenção de manter a bola em jogo

Vermelho: vóleis de bloqueio. Sempre que possível, executar com vólei de esquerda chapado (mais rápido e simples nesta situação), em velocidade 1/2, com a intenção de manter a bola em jogo para o adversário que executou a última pancada

Vermelho: gancho. Jogar chapado para os pés do adversário, em velocidade 3, ou para o meio, malha, pico, vidro lateral ou paralelo, em velocidade 2, com a intenção de manter a bola em jogo

Impacto

Na víbora o movimento da raquete é mais rápido e mais lateral do que na bandeja. A raquete deve imprimir um efeito lateral cortado (slice/sidespin), sendo este conseguido através de uma rotação controlada do pulso, que deve parecer uma “chicotada”. A transferência de peso, fundamental para a potência e precisão do golpe, é feita do pé traseiro para o pé dianteiro. O impacto deve ser firme, na altura da cabeça ou ligeiramente acima, com a raquete sempre acima do punho, de modo a gerar uma trajetória com desvio lateral. O controlo da velocidade é essencial para evitar erros, mantendo a bola baixa e dificultando a reação do adversário. A mão não dominante auxilia a rotação dos ombros, dando mais força e equilíbrio ao movimento.

São horas de conhecer: o ponto de impacto da víbora de transição fundo-rede 10h00 – 11h00

Figura 12.11. | Ponto de impacto da víbora de transição fundo-rede.

Terminação

Após o impacto, o movimento da raquete deve continuar de forma fluida e contínua. Na terminação, a raquete segue a trajetória do movimento, acaban-

© Lidel – Edições Técnicas, Lda.

PADEL

Técnicas e Táticas

Dominar o padel não depende apenas da técnica – é também preciso compreender o jogo.

Padel – Técnicas e Táticas, escrito por uma dupla de autores que se complementam, conjugando a experiência profissional com o conhecimento científico, é um livro com uma abordagem metodológica assente numa consciência tática, eficaz, intuitiva e adaptada a todos os níveis de jogadores. Apresenta um método inovador que se baseia numa combinação de cores, números e na analogia de um relógio técnico, com o objetivo de tornar o processo de aprendizagem mais acessível e compreensível.

Este é um guia prático e objetivo para treinadores e jogadores que querem treinar melhor, jogar com mais inteligência e elevar o seu nível dentro do campo.

“Este livro, muito bem estruturado e organizado, integra um grande número de fotografias, diagramas e figuras que ajudam, de forma exemplar, a perceber todos os elementos críticos do movimento e a progressão da sua apropriação nas diferentes fases de progressão do jogador de padel. Analisa também o jogo desde a sua fase mais elementar até às situações mais avançadas. São também incluídas informações muito relevantes para os treinadores de padel, tanto para os que se estão a iniciar, como para os mais experientes e que buscam o seu contínuo aperfeiçoamento, podendo aqui adquirir relevantes conhecimentos acerca de estratégia e tática no contexto do padel.”

José Alves Diniz, in Prefácio Exerceu funções como Presidente e Professor Catedrático na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa; Foi Pro-Reitor na Universidade Técnica de Lisboa

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