ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
Para Jovens dos 12 aos 18 Anos
Um Guia Pronto a Usar por Professores, Psicólogos, Pais, Educadores e Famílias
JOANA CARNEIRO PINTO

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Para Jovens dos 12 aos 18 Anos
Um Guia Pronto a Usar por Professores, Psicólogos, Pais, Educadores e Famílias
JOANA CARNEIRO PINTO

Fundamentos teóricos e princípios de orientação vocacional
aos 18 Anos
Instruções de apoio para educadores e famílias
Ferramentas para jovens
Psicólogos, Famílias
Como está estruturado o ensino em Portugal
Passos para aceder ao ensino superior
Como está organizado o ensino superior
Exercícios para o autoconhecimento, conhecimento do mundo e de nição de objetivos www.pactor.pt

ORIENTAÇÃO VOCACIONAL
Ajudar um jovem a escolher é muito mais do que é ajudá-lo a descobrir e quem pode vir a ser.

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Copyright © 2026, FCA PACTOR Editores
ISBN edição impressa: 978-989-693-217-6
1.ª edição impressa: março de 2026
Paginação: Carlos Mendes
Impressão e acabamento: Tipografia Lousanense, Lda. – Lousã
Depósito Legal n.º 561420/26
Capa: José Manuel Reis
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n.º 2 – Quem sou eu? Quão bem me conheço?
Exercício n.º 3 – Vida escolar: os meus resultados
n.º 6 – À descoberta do que adoro fazer!.........................
n.º 8 – À descoberta do que sei fazer mesmo bem!
n.º 17 – Tornar os sonhos
n.º 18 – A minha primeira feira de cursos e profissões
19 – O
Exercício n.º 20 – A minha vida profissional de amanhã: um dia
Antes de começar este texto faço aqui uma declaração prévia. A autora desta obra, a Professora Dra. Joana Carneiro Pinto é uma colega que me é muito especial, tanto a pessoa como a profissional. Trata-se de uma entusiasta com enorme experiência, dedicada à “causa” da otimização do futuro pessoal, escolar e profissional dos jovens através do estudo das problemáticas envolvidas e das medidas de apoio às decisões relacionadas com as suas carreiras académicas e profissionais, e no modo como estas se ajustam (ou não) a diferentes narrativas pessoais e sociais.
Nesta obra, os principais visados são os adolescentes que, nos anos de “saída” do ensino básico e do ensino secundário, se encontram num dilema precoce que pode impactar o resto das suas vidas positiva ou negativamente. O dilema é justamente por onde vão em termos de escolhas académicas/vocacionais. Se há muitos que (certos ou errados), sentem que têm uma vocação muito definida: “desde pequenino(a) que quer ser…” (professor, advogado, polícia, médico, psicólogo, cozinheiro, astronauta, bombeiro, cientista, militar, enfermeiro, pasteleiro, veterinário, cantor, etc.), outros há que “não fazem a mínima ideia” e acabam por fazer escolhas de circunstância, tantas vezes baseadas em decisões precipitadas de última hora, ou por influência de um familiar, de um professor, de um colega.
Mesmo os que têm “ideias claras”, algumas vezes concluem que afinal as ideias não estavam tão claras assim; outros ficam assoberbados com a quantidade de informação que os inunda sem lhes mostrar uma “luz”, outros ainda concluem que afinal se conheciam mal e que, “não é nada daquilo que querem”. Outros ainda levam a decisão alinhavada e esbarram com um professor “incompatível”, ou afinal não mediram bem a equação “motivação-capacidade”.
Os pais tentam ajudar, bem como alguns professores, mas frequentemente não encontram o “bom modo de ação” e algumas vezes baralham mais do que ajudam. As ofertas e a informação sobre carreiras, cursos e formações são abundantes, mas aparecem do ponto de vista da “oferta” e não da “procura”.
Este livro constituiu-se como um livro “de cabeceira”, vindo da ciência e virado para a ação concreta. Tem uma parte introdutória que além de mitigar a curiosidade de alguns pais, professores e até jovens, será muito útil para profissionais e estudantes na área do desenvolvimento vocacional e de carreiras.
Em seguida, foca no ecossistema dos estudantes e dirige-se às famílias e aos profissionais que lidam com adolescentes a viver este período das suas vidas onde aparece a escolha vocacional. Depois com algum arrojo, o livro dirige-se aos jovens numa perspetiva, por um lado, de os ajudar a conhecer-se, às suas características pessoais, competências, forças e fragilidades e, por outro, a conhecer as características das diversas carreiras, a sua “oferta” em termos logísticos e o modo como “encaixam” em cada narrativa individual.
Para além dos jovens, das suas famílias, dos seus educadores e dos profissionais e futuros profissionais da área, fico com vontade de discutir esta obra com os estudantes de Psicologia do Desenvolvimento, numa reflexão do papel da vocação, da formação e da carreira, nas nossas vidas no século xxi.
Parabéns, Joana. Uma obra muito útil que recomendo!
Professora Catedrática Convidada na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa
Este livro nasce da constatação de uma necessidade observada ao longo de quase duas décadas de experiência académica e profissional. Desde 2007, ano em que iniciei a minha especialização em Psicologia Vocacional, tenho acompanhado o impacto da crescente incerteza e instabilidade do mercado de trabalho na vida de todas as faixas etárias.
Neste livro, o foco recai nos(as) jovens adolescentes, particularmente os que se encontram entre o 3.º ciclo do ensino básico e o ensino secundário. Sistematicamente, na minha prática clínica, verifico três desafios críticos:
• Sobrecarga de informação – a dificuldade dos(as) jovens em gerir e processar a sobrecarga de informação disponível sobre ofertas académicas e profissionais, e a relação entre elas;
• Indecisão complexa – a indecisão que resulta da falta de autoconhecimento, da pouca exploração de possibilidades ou do receio de não se comprometerem com a alternativa que consideram ser “a ideal”;
• Desafio dos educadores – a dificuldade dos pais, famílias e professores(as) em prestar um apoio equilibrado, oscilando, frequentemente, entre a influência excessiva e o receio de se envolverem na decisão.
O principal objetivo deste livro é, por isso, servir como uma ferramenta pronta a usar e de suporte imediato para todos os que contactam e apoiam jovens no seu processo de tomada de decisão. A abordagem é integrada e pragmática. O objetivo é dotar os leitores dos fundamentos essenciais para a intervenção, enquanto oferece atividades concretas para a ação. O livro está estruturado em três grandes secções:
• Fundamentos teóricos e princípios da orientação vocacional – esta secção inicial aborda os objetivos gerais e específicos que devem guiar a relação de ajuda, apresenta os princípios-chave que sustentam o processo e faz uma breve revisão dos principais modelos teóricos que devem informar a atuação do(a) profissional ou educador(a);
• Apoio a pais, famílias e educadores – reconhecendo o papel crucial da rede de apoio, este capítulo visa capacitá-los. Inclui um exercício de reflexão para pais/famílias, sugestões de atividades de exploração vocacional a realizar em conjunto e informação atualizada sobre a organização do sistema educativo português, facilitando o diálogo e o apoio informado;
• Ferramentas para jovens – o livro culmina numa componente essencialmente pedagógica e prática, com um conjunto de exercícios diretamente destinados aos(às) jovens, e que estão focados nas três dimensões cruciais do desenvolvimento vocacional: autoconhecimento, exploração do mundo e apoio à tomada de decisão, e definição de planos de ação. Adicionalmente, é incluído um questionário concebido para ajudar a identificar as necessidades prioritárias de apoio vocacional do(a) jovem.
A singularidade deste livro reside na integração coerente dos fundamentos teóricos mais influentes com uma aplicabilidade imediata e prática, colmatando a lacuna que separa o conhecimento científico da intervenção no terreno. É uma ferramenta que atende às necessidades dos(as) jovens, sendo um recurso indispensável para psicólogos(as), professores(as) e coordenadores(as) de turma, bem como, todos(as) os(as) educadores(as) e familiares que procuram ferramentas baseadas em evidência para os(as) apoiar na construção de uma carreira com significado e propósito.

• Escolha e preparação para uma ocupação;
• Desenvolvimento de objetivos e planos de carreira realistas.
Nesta teoria, Donald Super (1957) demonstra que o desenvolvimento da carreira ocorre ao longo do ciclo de vida, através de um conjunto de estádios de desenvolvimento e palcos/contextos de vida. A carreira deve ser a expressão do autoconceito, ou seja, a forma como a pessoa se vê, vai determinar a carreira que irá desenvolver. O estádio de carreira mais focado nos jovens designa-se, neste modelo, por exploração (14-24 anos) e subdivide-se em cristalização, especificação e implementação:
• Exploração – o(a) jovem explora quem é (qual é a sua identidade; que características, interesses, competências, talentos e valores possui), nos diferentes contextos, e explora também o mundo à sua volta (que cursos, universidades, profissões existem);
• Cristalização – desenvolve as primeiras ideias acerca do tipo de trabalho que gostaria de ter, à luz da ideia que possui acerca de si próprio(a);
• Especificação – foca-se num conjunto mais específico de potenciais/possibilidades para o seu futuro (duas ou três ocupações/profissões mais concretas);
• Implementação – identifica um conjunto de passos, etapas e estratégias que lhe possibilitam o acesso a essas ocupações preferenciais e dedica-se à sua implementação, tendo em vista a obtenção do seu objetivo de carreira.
Este exercício é destinado aos pais/encarregados de educação e tem como objetivo apoiar a reflexão em torno da forma como os temas académicos, profissionais e da vida em geral dos(as) jovens têm sido abordados em família. Sugere-se que cada figura parental/educador responda a esta grelha separadamente e que, só após esse passo, possam refletir em conjunto.
1. Como descreve o(a) seu(sua) filho(a)/educando(a) enquanto pessoa, filho(a) e aluno(a)? Quais são as principais características, traços de personalidade, interesses e valores que lhe reconhece?
2. Lá em casa, quem toma a iniciativa nas conversas [os pais, o(a) jovem, ambos]? E existem diferenças no tema em função de quem toma a iniciativa?
3. Quais são os principais temas sobre os quais gostam de conversar?
Educação pré-escolar (opcional) (dos 3 aos 6 anos)
Ensino básico:
• cursos de ensino geral;
• cursos artísticos especializados;
• cursos de educação e formação de jovens/na área da música;
• Programa integrado de educação e formação.
1.º ciclo: 1.º ao 4.º ano (dos 6 aos 9 anos)
2.º ciclo: 5.º e 6.º anos (dos 10 aos 11 anos)
3.º ciclo: 7.º, 8.º e 9.º anos (dos 12 aos 14 anos)
Ensino secundário:
• cursos científico-humanísticos;
• cursos profissionais;
• cursos artísticos especializados;
• cursos com planos próprios;
• cursos de aprendizagem.
10.º, 11.º e 12.º anos (dos 15 aos 17 anos)
Ensino superior:
• 1.º ciclo: licenciatura (habitualmente 3 anos);
• 2.º ciclo: mestrado (habitualmente 2 anos);
• 3.º ciclo: doutoramento (habitualmente 3 ou mais anos).
Ensino pós-secundário não superior:
• cursos de especialização tecnológica (cet);
• cursos técnicos superiores profissionais (ctesP).
desenvolvido com base em:

1. Começa por consultar o Guia Geral de Exames, disponibilizado pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) e Direção-Geral da Educação (DGE) (exemplo de 20254).
2. Consulta o calendário relativo ao ano letivo em que te inseres: habitualmente existem duas fases para a realização dos exames.
3. Confirma em que disciplinas é obrigatório realizar exame final nacional para terminar o ensino secundário e quais irás necessitar como provas de ingresso aos cursos de ensino superior a que estás a pensar candidatar-te. As provas de ingresso exigidas para cada curso em cada instituição de ensino são divulgadas na DGES5.
3.1. A maioria dos cursos exige entre duas a três provas de ingresso.
3.2. Os alunos internos só podem realizar os exames se a nota interna final for, no mínimo, de 10 valores. E, no último ano da disciplina, a nota não pode ser inferior a 8 valores.
3.3. Atualmente, os alunos dos cursos científico-humanísticos devem realizar três exames nacionais: um de Português (obrigatório) e dois de disciplinas específicas do seu curso, escolhidas entre as opções disponíveis.
3.4. O exame de Português realiza-se no 12.º ano; um dos exames opcionais tem de ser feito no 11.º ano (pode
4 https://www.dges.gov.pt/guias/pdfs/GuiaGeralExames2025.pdf
5 http://www.dges.gov.pt/
(continuação)
Necessito de apoio para... √
6 Explorar e desenvolver os meus interesses (por exemplo, saber os meus gostos pessoais, as minhas motivações).
7 Explorar valores (o que é importante para mim, por exemplo, estabilidade, família, dinheiro) e estilo de vida preferido.
8 Explorar e desenvolver as minhas competências (por exemplo, liderança, trabalho em equipa).
9 Compreender os meus sucessos e insucessos prévios.
10 Identificar a minha missão na vida.
11 Conhecer o sistema educativo e formativo português.
12 Explorar diversas alternativas de carreira (por exemplo, cursos e universidade, possibilidades de emprego e qualificações exigidas).
13 Saber o que diferentes profissões implicam no dia a dia; perceber as qualificações, formações e experiências necessárias para as carreiras que me interessam.
14 Identificar quem são as minhas influências e quem me pode ajudar com os próximos passos de carreira.
15 Identificar e desenvolver sonhos de carreira para o futuro.
16 Desfazer mitos e conceções erradas sobre a escola e as profissões.
17 Compreender como habitualmente tomo as minhas decisões.
18 Desenvolver objetivos de carreira claros, concretos e realistas; traduzir os meus sonhos em metas realistas e alcançáveis.
19 Tomar a próxima decisão de carreira (por exemplo, continuar a estudar ou ingressar no mercado de trabalho), ponderando prós e contras.
20 Discutir estratégias de carreira que aumentem a probabilidade de alcançar os meus objetivos (por exemplo, saber qual o percurso académico mais adequado para determinada profissão).
21 Antecipar possíveis desafios na próxima decisão de carreira e encontrar soluções para lidar com eles; lidar com os contratempos e as dificuldades.
22 Melhorar a comunicação com os meus pais, familiares e educadores sobre a minha próxima decisão vocacional.
23 Comprometer-me com um determinado percurso de carreira futuro; sentir-me seguro(a) com a minha escolha.
No final, reflete sobre as seguintes questões:
• Como te sentiste durante a realização da atividade (em comparação com o início do exercício)?
• Foste capaz de recordar mais acontecimentos positivos ou negativos? E será que isso se relaciona com a forma como indicaste anteriormente que te estás a sentir?
• Existe algum padrão nos acontecimentos? Foste capaz de recordar mais acontecimentos pessoais, familiares ou escolares? São acontecimentos que te envolvem apenas a ti ou também aos outros? São maioritariamente relativos a sucessos ou insucessos?
Costumas pedir ajuda de outras pessoas (por exemplo, pais, irmãos mais velhos, explicadores) na realização das tarefas escolares?
Sim Não
Se sim, normalmente recorres a:
Para os resultados que tens obtido, consideras que tens trabalhado:
Muito Suficiente Pouco
De todas as disciplinas que frequentaste até hoje, indica as que gostaste mais e as que gostaste menos. Porquê?
Que disciplinas consideras que te serão mais úteis para o teu futuro académico e profissional? Porquê?
Existe alguma relação entre as disciplinas que mais gostas e as profissões que tens vindo a pensar para o teu futuro?
1. Indica três grandes sucessos obtidos na tua vida até ao momento. Usa a estrutura STAR (Situação-Tarefa-Ação-Resultado) para descrever cada uma dessas situações.
Situação Tarefa Ação Resultado 1. 2. 3.
2. Quais das tuas características consideras que contribuíram para a obtenção desses sucessos? Pensa em termos dos teus talentos, valores e competências.
3. Como podes potenciar estas características? De que forma é que te podem ser úteis na obtenção dos teus objetivos futuros?
Ikigai (生き甲斐) é uma palavra japonesa que se traduz como “a razão de viver”. O objetivo desta atividade é ajudar-te a identificar “aquilo que te faz levantar da cama todas as manhãs”. Para a sua realização podes usar informação das atividades prévias. Para cada círculo, faz uma lista de, pelo menos, cinco atividades.
Qual é a tua vocação? –foco no retorno Que serviços ou produtos podes oferecer e pelo qual as pessoas estejam dispostas a pagar? existe relação entre isso e o que adoras fazer, o que és bom (boa) a fazer e o que o mundo precisa?
Posso ser pago por
Qual é a tua missão? –foco nos valores o que te preocupa no mundo? Que causas te movem? onde é que achas que podes fazer a diferença? Que tipo de impacto queres ter?
O que adoro fazer
Qual é a tua paixão? –foco nos interesses em que tipo de atividades gostas de te “perder”? o que é que consegues passar horas a fio a fazer? o que é que te motiva e apaixona?
O que sou bom (boa) a fazer
O que o mundo precisa
Qual é a tua profissão? –foco nas competências Que conhecimentos, competências e talentos possuis? Que sucessos já obtiveste? no que é que os outros reconhecem que és bom (boa)?
Escreve uma lista de profissões, a começar com cada letra do alfabeto. Será que consegues?
Desafio-te a encontrares profissões para todas as letras e a focar em profissões que estejam em crescimento ou que sejam relevantes para o futuro. Para cada profissão que encontrares, escreve também uma breve definição na coluna correspondente.
Tenta primeiro fazer sozinho(a). Depois desafia os teus irmãos, amigos, pais, tios e avós a fazerem este exercício também. Vais ver que no final terás uma quantidade incrível de profissões a explorar. Este é para ti.
4. Qual foi o grau de dificuldade que sentiste ao tomar cada uma dessas decisões?
4.1.
Nenhuma dificuldade Extremamente difícil
4.2.
Nenhuma dificuldade
Extremamente difícil
4.3.
5. Qual foi o grau de confiança que sentiste ao tomar cada uma dessas decisões?
5.1.
Nenhuma confiança Extrema confiança
5.2.
Nenhuma confiança Extrema confiança
5.3.
Nenhuma confiança Extrema confiança
6. Qual é o grau de satisfação que sente com o resultado de cada uma dessas decisões?
Para Jovens dos 12 aos 18 Anos
Ajudar um jovem a escolher o seu caminho é muito mais do que falar sobre cursos: é ajudá-lo a descobrir quem é e quem pode vir a ser.

