7mm
12cm x 18,5cm
Lb
Manual de Ecocardiografia O ecocardiograma é o exame de imagem de primeira linha para avaliação do doente com patologia cardiovascular. O rigor na aquisição e na interpretação das imagens é fundamental para um diagnóstico correto, mas a multiplicidade de parâmetros passíveis de serem medidos e avaliados obriga, frequentemente, ao recurso a tabelas e a algoritmos dispersos pela literatura e pelas normas em vigor. O Manual de Ecocardiografia surgiu da necessidade de facilitar esta tarefa, reunindo os valores de referência das principais medições, dos parâmetros hemodinâmicos e das fórmulas de uso corrente. A consulta fácil e a utilização rápida e intuitiva deste manual permitem a implementação do rigor técnico, facilitando o trabalho do médico e do técnico dedicados ao doente cardiológico.
Manual de Ecocardiografia
2.ª Edição
Lb
A obra encontra-se dividida nos seguintes capítulos:
n
n n n
Válvulas Próteses Avaliação ecocardiográfica do atleta
ISBN 978-989-752-210-9
9 789897 522109
www.lidel.pt
Com o apoio cientí�ico de:
Lígia Mendes
n
Ventrículos Aurículas Aorta
2.ª Edição
Livros de bolso
Manual de Ecocardiografia Lígia Mendes
Lígia Mendes: Médica Cardiologista. Responsável pelo Laboratório de Ecocardiografia do Hospital da Luz – Setúbal. Membro do Comité de Acreditação Europeia em Ecocardiografia Transesofágica.
n
12cm x 18,5cm
Índice Geral Agradecimentos....................................................................... Prefácio – Nuno Cardim........................................................... Abreviaturas e Siglas............................................................... Onde a Cor é Fundamental......................................................
IX XI XIII XVII
I
Ventrículos...................................................................................... Ventrículo Esquerdo...................................................... Ventrículo Direito........................................................... Artéria Pulmonar...........................................................
1 3 14 18
II
Aurículas.........................................................................
19
Aurícula Esquerda......................................................... Aurícula Direita..............................................................
21 23
Aorta................................................................................
25
Aorta..............................................................................
27
IV Válvulas...........................................................................
29
Válvula Mitral................................................................. Válvula Aórtica.............................................................. Válvula Pulmonar.......................................................... Válvula Tricúspide...........................................................
31 36 39 40
Próteses..........................................................................
43
Prótese Mitral................................................................ Próteses Mitrais Mais Frequentes................................. Prótese Aórtica.............................................................. Próteses Aórticas Mais Frequentes..............................
45 49 51 54
VI Avaliação Ecocardiográfica do Atleta..........................
57
Avaliação Ecocardiográfica do Atleta............................
59
III
V
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VII
VII Anexos............................................................................
63
Fórmulas....................................................................... Ventrículo Esquerdo...................................................... Avaliação da Diástole Segundo a Patologia................. Ventrículo Direito........................................................... Pressão da Aurícula Direita........................................... Pressão da Artéria Pulmonar........................................ Aurícula Esquerda......................................................... Aorta.............................................................................. Fórmulas da Regurgitação............................................ Fórmulas da Estenose.................................................. Válvula Mitral................................................................. Válvula Aórtica.............................................................. Próteses........................................................................ Pericárdio...................................................................... Shunts...........................................................................
65 66 67 68 70 71 72 73 74 75 76 79 81 82 84
VIII Bibliografia......................................................................
85
VIII
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Prefácio Na era da multi-modality cardiac imaging, a ecocardiografia é, hoje e continuará a ser no futuro, o exame de imagem de primeira linha na abordagem do doente cardíaco, em múltiplos ambientes. Para lá das clássicas vantagens desta técnica (não invasiva, acessível, barata, inócua, à cabeceira do doente), a ecocardiografia é uma técnica cujos benefícios são baseados na evidência; como tal, os seus dados, nomeadamente os quantitativos, encontram-se incorporados nas guidelines, desempenhando um papel fulcral no algoritmo de decisão diagnóstica terapêutica e prognóstica em múltiplas doenças cardíacas. Neste livro verdadeiramente pocket size, que consulto diariamente, a Dra. Lígia Mendes consegue, de uma forma atualizada, elegante e user friendly, condensar de uma forma organizada e didática uma enorme quantidade de informação essencial à prática diária da ecocardiografia. Considero este livro o companheiro de bolso ideal para todos os ecocardiografistas que, em todo o mundo, utilizam a língua portuguesa, em todas as fases da sua vida profissional. Nuno Cardim
Coordenador do Laboratório de Ecocardiografia do Hospital da Luz Secretário-geral da EACVI – European Association of Cardiovascular Imaging
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XI
Página 32
Apical 4 câmaras
Septal
0%
100%
100%
0%
0%
48%
Anterior
100%
0%
0%
100%
0%
52%
Posterior
0%
0%
0%
0%
92%
0%
Página 40 XXII
Paraesteranal longo Paraesteranal curto eixo câmara de eixo plano dos entrada do VD grandes vasos
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ventrículos
Ventrículo Esquerdo(1)
Mulher
Homem
6-9
6 - 10
Parede posterior (mm)
6-9
6 - 10
E - septo (mm)
<7
< 7
Ø TD VE (MM) (mm)
39 - 53
42 - 59
Ø TS VE (MM) (mm)
28 - 38
28 - 38
Ø TD VE (2D) (mm)
38 - 52
42 - 58
Septo (mm)
Ø TS VE (2D) (mm)
22 - 35
25 - 40
Ø TD VE/ASC (mm/m2)
23 - 31
22 - 30
VTD VE 4C (mL)
48 - 140
69 - 185
VTS VE 4C (mL)
12 - 60
22 - 78
VTD VE biplano (mL)
46 - 106
62 - 150
VTS VE biplano (mL)
14 - 42
21 - 61
VTD VE/ASC (mL/m )
35 - 75
35 - 75
2
VTS VE/ASC (mL/m )
12 - 30
12 - 30
Fraç. encurt. (MM) (%)
27 - 45
25 - 43
Fraç. encurt. (2D) (%)
≥ 18
≥ 18
Fraç. ejeção 4C (%)
46 - 78
46 - 74
Fraç. ejeção biplano (%)
54 - 74
52 - 72
67 - 162
88 - 224
43 - 95
49 - 115
0,22 - 0,42
0,24 - 0,42
2
Massa VE (g) Massa VE/ASC (g/m2) Espess. rel. par.
Nota: A numeração corresponde à respetiva referência bibliográfica.
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3
ventrículos
Ventrículo Esquerdo
Estimativa das Pressões de Enchimento em Doentes com Fração de Ejeção Normal Graduação da Disfunção Diastólica(adaptado 2) E/e’ E/e’ ≤ 8 (lateral, septal ou médio) e’septal ≥ 8 cm/s e’lateral ≥ 10 cm/s Vol. AE < 34 mL/m2 S/D > 1 Vel. máx. reg. tricúsp. < 2,8 m/s
Pressão na AE normal
9 < E/e’ < 15
E/A < 2 TD > 160 m/s
E/A ≥ 2 TD < 160 m/s
e’septal < 8 cm/s e’lateral < 10 cm/s Vol. AE ≥ 34 mL/m2
e’septal < 8 cm/s e’lateral < 10 cm/s Vol. AE ≥ 34 mL/m2
Pressão na AE aumentada
Pressão na AE aumentada
Pressão na AE aumentada
Grau I
Grau II
Grau III
e’septal < 8 cm/s e’lateral < 10 cm/s Vol. AE ≥ 34 mL/m2 S/D < 1 Vel. máx. reg. tricúsp. > 2,8 m/s
Pressão na AE normal
E/e’ (médio) ≥ 15 E/e’ (septal) ≥ 15 E/e’ (lateral) ≥ 13
Avaliação da diástole em corações com sinais indiretos de sobrecarga, tais como aumento de massa ventricular ou remodelagem concêntrica. Assume-se que existe disfunção diastólica quando com qualidade se aferiu no exame ecocardiográfico 3 a 4 parâmetros do algoritmo de decisão e foram positivos 4/4, 3/4, 3/3 ou 2/3.
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11
ventrículos
Ventrículo Direito(1) Função Sistólica
Unidades
Normal
TAPSE
mm
≥ 17
S tricúspide Doppler tecidular pulsado
cm/s
≥ 9,5
S tricúspide Doppler tecidular cor
cm/s
≥6
IPM por Doppler pulsado
–
≤ 0,43
IPM por Doppler tecidular
–
≤ 0,54
Fração de área
%
≥ 35
Fraç. ejeção – 3D
%
Aceleração na contração isovolumétrica Strain da parede livre VD
m/s
≥ 45 2
≥ 2,2
%
< -20
Unidades
Normal
Função Diastólica
E/A tricúspide
–
0,8 - 2
E/e’ tricúspide
–
≤6
e’ tricúspide
cm/s
≥ 7,8
TD da onda E
ms
119 - 242
TRIV
ms
23 - 73
dP/dt (entre 1 e 2 m/s)
mmHg
≥ 400
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15
Aurícula Esquerda
Aurículas
Mulher(1)
Dilatação
Ligeira
Moderada
Grave
Diâmetro 2D/MM
39 - 42
43 - 46
≥ 47
Diâmetro/ASC
24 - 26
27 - 29
≥ 30
Área 4C
20 - 30
30 - 40
≥ 41
Volume/ASC
35 - 41
42 - 48
> 48
Dilatação
Ligeira
Moderada
Grave
Diâmetro 2D/MM
41 - 46
47 - 52
≥ 53
Homem(1)
Diâmetro/ASC
24 - 26
27 - 29
≥ 30
Área 4C
20 - 30
30 - 40
≥ 41
Volume/ASC
35 - 41
42 - 48
> 48
22
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Válvula Mitral Anatomia
Anatomia da válvula mitral e as incidências na ecocardiografia transtorácica.
Apical câmaras Apical 22câmaras
Paraesternal longo eixo Paraesternal Longo Eixo
AA E
Mitral vista pelo Mitral cirurgião cirurgião
VE
Válvulas
VE AE
AE
Apical 4 câmaras Apical 4 câmaras
VE
Paraesternal Curto Eixo
Paraesternal curto eixo VD
VT
AE
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31
Válvula Tricúspide Estenose(6)
Normal Velocidade máxima
< 1 m/s
Gradiente médio
< 2 mmHg
Significativa (área ≤1cm2) – > 5 mmHg
–
> 190 ms
ITV tricúspide
–
> 60 cm Válvulas
THP
Insuficiência(8) Ligeira
Moderada
Grave
Qualitativa Válvula
Normal
–
Flail
Ø VD/ AD/ VCI
Normais
–
Aumentados
Área jato (cm2)
<5
5 - 10
≥ 10
Sumido parabólico
Denso parabólico
Denso ∆ pico precoce
–
–
≥7
<5
5-9
> 9
S>D
S<D
Inv. onda S
Normal
Normal
E > 1 cm/s
AOER (cm2)
–
–
≥ 0,4
Fluxo regurg. (mL)
–
–
≥ 45
CW regurgitação Semiquantitativa Vena contracta (mm) Raio PISA (Nyq 28 cm/s) (mm) Fluxo VSH Fluxo tricúspide Quantitativa
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41
Próteses Aórticas Mais Frequentes(10) Biopróteses
Tamanho
Pico (mmHg)
Gradiente médio (mmHg)
AOE (cm2)
Carpentier-Edwards® (pericárdica bovina com stent) 19 21 23 25
32,1 ± 3,4 25,7 ± 9,9 21,7 ± 8,6 16,5 ± 5,4
24,2 ± 8,6 20,3 ± 9,1 13 ± 5,3 9 ± 2,3
1,3 ± 0,3 1,5 ± 0,3 1,8 ± 0,4 2,1 ± 0,5
Medtronic Mosaic® (porcina com stent) – 23,8 ± 11 22,5 ± 10 – –
14,2 ± 5 13,7 ± 4,8 11,7 ± 5,1 10,4 ± 4,3 11,1 ± 4,3
1,4 ± 0,4 1,5 ± 0,4 1,8 ± 0,5 1,9 ± 0,1 2,1 ± 0,2 Próteses
21 23 25 27 29
Mitroflow® (pericárdica bovina com stent) 19 21 23 25 27
18,6 ± 5,3 – – – –
13,1 ± 3,3 – – – –
1,1 ± 0,2 1,2 ± 0,3 1,4 ± 0,3 1,6 ± 0,3 1,8 ± 0,3
Perimount® (pericárdica bovina com stent) 19 21 23 25 27
32,5 ± 8,5 24,9 ± 7,7 19,9 ± 7,4 16,5 ± 7,8 12,8 ± 5,4
19,5 ± 5,5 13,8 ± 4 11,5 ± 3,9 10,4 ± 3,8 4,8 ± 2,2
1,1 ± 0,3 1,3 ± 0,4 1,5 ± 0,4 1,8 ± 0,4 2,1 ± 0,4
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55
Avaliação Ecocardiográfica do Atleta Algoritmo de decisão para avaliar cavidades esquerdas(adaptado 14)
Dimensão da AE
Diâmetro VE
Espessura parietal
Homem (AEd > 40 mm e VolIndex > 34 mL/m2) Mulher (AEd > 38 mm e VolIndex > 34 mL/m2)
Homem (DTDVE > 59 mm ou > 3,1 mm/m2) Mulher (DTDVE > 53 mm ou > 3,2 mm/m2)
> 12 mm (ou 14 mm em homens e 13 mm em mulheres de raça negra)
Avaliar função sistólica VE > 53%
FEVE (Simpson biplano)
< 53%
> 9 cm/s
S’ (média septal/lateral)
< 9 cm/s
Avaliar função diastólica VE
E’ > 9 cm/s E/E’ < 8
Doppler pulsado Doppler tecidular E’ – média septal/lateral
Considerar FISIOLÓGICO
E’ < 9 cm/s E/E’ > 8 Considerar patológico
Correlacionar com clínica (ECG, sintomas, características demográficas, história familiar)
alteração fisiológica
E/A < 1
Seguir recomendações específicas Correlacionar com clínica
mais provável
alteração patológica
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61
avaliação
E/A > 1
Anexos
Ventrículo Esquerdo(1)
Massa do VE: 0,8 x (1,04 [(Ø TDVE + PP + SIV)3 – (Ø TDVE )3]) + 0,6 g Espessura relativa de parede: (2 x PP)/Ø TDVE Fração de encurtamento: (Ø TDVE – Ø TSVE )/Ø TDVE x 100% Fração de ejeção (Quinones modificado): (Ø TDVE2 – Ø TSVE2)/Ø TDVE2 x 100% + K K = (quociente de mobilidade do ápex - 10 a 10%) dP/dt: 4(3)2 – 4(1)2/Δt = 32 mmHg/(1m/s-3m/s) sec Volume ejeção: π x (CSVE/2)2 x ITV CSVE Débito cardíaco: (Volume ejeção x freq. cardíaca)/1000 Índice cardíaco: Débito cardíaco/área de superfície corporal
Anexos
Pressão telediastólica VE: Tensão arterial diastólica – 4 (velocidade telediastólica regurgitação aórtica)2 Pressão da AE: Tensão arterial sistólica – 4 (velocidade máxima regurgitação mitral)2 Pressão de encravamento capilar: 65 – 0,5 x tempo de aceleração da CSVD Tempo de hemipressão: TD da onda E x 0,29
66
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Anexos
Válvula Mitral(7,8,11)
Anel mitral considera-se dilatado quando: • Razão anel/folheto anterior > 1,3 • Diâmetro > 35 mm Descrição anatómica da doença degenerativa mitral (8): • Válvula floppy: com degenerescência mixomatosa, espessura > 5 mm • Válvula billowing: corpo atinge nível abaixo do anel mas a sua linha de coaptação é superior • Válvula com prolapso: linha de coaptação abaixo do plano do anel • Válvula flail: com corda rota
Anexos
Avaliação da área mitral: • Área da válvula mitral por equação de continuidade: (CSVE2 x 0,785 x ITV CSVE)/ITV válvula mitral • Área da válvula, método de PISA: ([6,28 x R2 x velocidade aliasing]/vel. máx. estenose mitral) x αº/180º • Área funcional por tempo hemipressão: 220/tempo hemipressão Avaliação de insuficiência por equação de continuidade: • Volume regurgitante mitral: Volume transmitral – volume de ejeção = (Anel mitral2 x 0,785 x ITV transmitral [PW]) - (CSVE2 x 0,785 x ITV CSVE [PW]) • Fração regurgitante: Volume regurgitante mitral/volume válvula mitral Avaliação de insuficiência por método de PISA: • Fluxo regurgitante: 2 π R2 x velocidade de aliasing • AOER: Fluxo regurgitante/vel. máx. regurg. mitral (CW) • Volume regurgitante: AOER/ITV regurgitação mitral (CW) 76
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Manual de Ecocardiografia Lígia Mendes
Lígia Mendes: Médica Cardiologista. Responsável pelo Laboratório de Ecocardiografia do Hospital da Luz – Setúbal. Membro do Comité de Acreditação Europeia em Ecocardiografia Transesofágica.
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