Uso em sala de aula e autoaprendizagem
Ana Viegas
ATIVIDADES DE LEITURA RECREATIVA E de ESCRITA CRIATIVA QECR e QuaREPE NÃveis A1/A2
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A Lidel adquiriu este estatuto através da assinatura de um protocolo com o Camões — Instituto da Cooperação e da língua, que visa destacar um conjunto de entidades que contribuem para a promoção internacional da língua portuguesa. Edição e Distribuição Lidel — Edições Técnicas, Lda. Rua D. Estefânia, 183, r/c Dto — 1049-057 Lisboa Tel.: +351 213 511 448 lidel@lidel.pt Projetos de edição: editoriais@lidel.pt www.lidel.pt Livraria Av. Praia da Vitória, 14 A — 1000-247 Lisboa Tel.: +351 213 511 448 livraria@lidel.pt Copyright © 2020, Lidel — Edições Técnicas, Lda. ISBN edição impressa: 978-989-752-466-0 1.ª edição impressa: maio de 2020 Conceção de layout e paginação: magnetic Impressão e acabamento: Tipografia Lousanense, Lda. — Lousã Depósito Legal: 469856/20 Capa: José Manuel Reis Ilustrações — miolo e capa: Luís Prina As citações dos autores das narrativas orais, tal como as respetivas narrativas orais incluídas nesta obra, foram atualizadas segundo a grafia do novo Acordo Ortográfico. Nas narrativas orais, sempre que possível, tentou-se respeitar a pontuação dos textos originais. Todos os nossos livros passam por um rigoroso controlo de qualidade, no entanto aconselhamos a consulta periódica do nosso site (www.lidel.pt) para fazer o download de eventuais correções. Não nos responsabilizamos por desatualizações das hiperligações presentes nesta obra, que foram verificadas à data de publicação da mesma. Reservados todos os direitos. Esta publicação não pode ser reproduzida, nem transmitida, no todo ou em parte, por qualquer processo eletrónico, mecânico, fotocópia, digitalização, gravação, sistema de armazenamento e disponibilização de informação, sítio Web, blogue ou outros, sem prévia autorização escrita da Editora, exceto o permitido pelo CDADC, em termos de cópia privada pela AGECOP — Associação para a Gestão da Cópia Privada, através do pagamento das respetivas taxas.
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Prefácio Apresentação Parte l — Atividades iniciais A literatura oral O provérbio popular português A anedota popular portuguesa A adivinha popular portuguesa A lengalenga popular portuguesa O trava-língua popular português Os escritores A leitura recreativa A escrita criativa Mensagem para os leitores e escritores Mensagem para o professor
13 14 15 16 17 18 19 20 21 23 26 27
Parte l l — Oficinas de Leitura Recreativa e de Escrita Criativa A1 Oficina 1 Oficina 2 Oficina 3 Oficina 4 Oficina 5 Oficina 6 Oficina 7 Oficina 8 Oficina 9 Oficina 10
29 30 34 38 42 46 50 54 58 62 66 três
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Parte l l (continuação) A2 Oficina 1 Oficina 2 Oficina 3 Oficina 4 Oficina 5 Oficina 6 Oficina 7 Oficina 8 Oficina 9 Oficina 10
72 76 80 84 88 92 96 100 104 108
Parte l l l — O meu dicionário
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Soluções
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Bibliografia
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quatro
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Prefácio Os textos da tradição oral e/ou popular são uma referência cultural que consubstanciam características identitárias de um povo. Revelam, não só, formas de pensar, de sentir, mas também de interagir com os outros. Estes testemunhos da sabedoria popular não podem ser ignorados pela riqueza que as suas palavras, aparentemente simples, escondem. É isso o que propõe a obra Era Uma Vez, isto é, trazer para a aula de Português Língua Estrangeira (PLE) textos simples e curtos da tradição oral, através do desenvolvimento de oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa, adaptadas a um nível de proficiência básico. Para este volume, foram selecionados provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas, exemplos populares da tradição oral, partilhados e muitas vezes alterados, pois, como diz o provérbio, quem conta um conto acrescenta um ponto. Ana Viegas apresenta uma seleção baseada em fontes fidedignas, como António Machado Guerreiro e José Viale Moutinho, e simultaneamente num trabalho de pesquisa exaustivo, o que reforça a riqueza e a seriedade desta sua proposta. As vantagens inerentes à exploração destes textos no contexto do ensino-aprendizagem do PLE não se limitam ao aperfeiçoamento da fluência e da pronúncia dos aprendentes, já que a vertente cultural implícita no corpus compilado por Ana Viegas confere uma outra profundidade ao estudo do PLE. Para os que perspetivam a aprendizagem de uma língua estrangeira como um todo, que vão para além de uma conceção meramente utilitária, encontrarão aqui reunidas propostas variadas, que permitem consolidar as competências de leitura e de escrita previsíveis neste nível de proficiência. Cada um dos géneros textuais reunidos neste volume apresenta mais-valias para os professores e estudantes de PLE pelas características particulares que passamos a enunciar. Os provérbios são comummente usados pelos falantes nativos para rematar uma conversa, quase sempre com o objetivo de mostrar uma certa superioridade moral e de realçar a falta de prudência ou de perspicácia do(s) outro(s) e é provável que os estudantes já os tenham lido/escutado ou que venham a contactar com eles no seu dia a dia. Por este motivo, a sua exploração num contexto mais formal pode ajudá-los a compreender o seu significado e, quem sabe, a utilizá-los eficazmente. Do mesmo modo, as anedotas, enquanto textos humorísticos, são ótimos desbloqueadores de conversa, criando um bom ambiente e predispondo cinco
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as pessoas à comunicação, dado que podem diminuir as inseguranças dos aprendentes de uma língua estrangeira. Nem sempre as anedotas são utilizadas em sala de aula por apresentarem estereótipos, caricaturas ou formas de pensar politicamente incorretas. No entanto, é precisamente neste contexto que existe a oportunidade de explorar abertamente as ideias que veiculam e desconstruir possíveis preconceitos ou visões tendencialmente redutoras da sociedade aí presentes. Já as adivinhas constituem desafios mentais, charadas, que testam a nossa acuidade. Estes enigmas introduzem uma componente lúdica na aprendizagem e são, por isso, utilizados recorrentemente no ensino nas mais variadas áreas do saber e em qualquer faixa etária. Por sua vez, as lengalengas fazem parte do imaginário infantil de cada um e são textos que transmitem uma sensação de conforto e de segurança a quem os escuta, mas também a quem os «canta», funcionando como mantras. Não raras vezes transmitem valores culturais que podem igualmente ser explorados no âmbito escolar. Por último, os trava-línguas constituem-se enquanto desafios de pronunciação, de diferentes níveis de complexidade, contendo ratoeiras que só podem ser superadas com concentração e treino. Em contexto coletivo, o erro desperta o riso e este ambiente de alegria cria uma ligação afetiva dos aprendentes com a língua de estudo. Tendo em conta as características dos textos da tradição oral aqui compilados e as propostas de exploração originais de Ana Viegas em torno dos mesmos, as potencialidades da obra Era Uma Vez são evidentes. Assim, acreditamos que este livro será um auxiliar fundamental para quem pretende variar as estratégias e os materiais usados na aprendizagem do Português Língua Estrangeira e, simultaneamente, valorizar o texto literário desde os níveis mais elementares. Sofia Rente
Professora de português e autora da obra Expressões idiomáticas ilustradas (https://www.lidel.pt/pt/catalogo/portugues-europeu-lingua-estrangeira/ materiais-complementares/expressoes-idiomaticas-ilustradas/)
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Apresentação Era Uma Vez tem como principal objetivo desenvolver as competências comunicativas em língua (linguísticas, sociolinguísticas e pragmáticas) do aprendente de Português Língua Estrangeira através de atividades de leitura recreativa e de escrita criativa com base em provérbios, anedotas, advinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses. Especificamente, tem como objetivo que o aprendente seja capaz de: • Reconhecer a literatura oral como um conjunto de textos transmitidos oralmente, de geração em geração, por um povo, o que os torna uma criação coletiva; • Identificar alguns tipos de literatura oral, particularmente o provérbio, a anedota, a advinha, a lengalenga e o trava-língua; • Definir e caracterizar o provérbio popular português enquanto um texto curto que se serve do bom senso dos seus conselhos para regular o modo de vida de um povo, valendo pelo seu sentido figurado e não pelo seu sentido literal; • Definir e caracterizar a anedota popular portuguesa enquanto um texto curto que relata humoristicamente os acontecimentos mais marcantes de um povo com a intenção de provocar riso espontâneo; • Definir e caracterizar a adivinha popular portuguesa enquanto um texto curto composto por um jogo de pergunta-resposta desafiante que visa o entretenimento; • Definir e caracterizar a lengalenga popular portuguesa enquanto um texto curto quase cantado, com ritmo, rimas e repetições, normalmente acompanhado por atividades físicas, com a intenção de entreter enquanto transmite ensinamentos; • Definir e caracterizar o trava-língua popular português enquanto um texto curto com uma sequência de palavras com sons parecidos difíceis de pronunciar sem hesitações nem atrapalhações, provocando riso espontâneo; • Nomear os dois escritores apresentados: António Machado Guerreiro e José Viale Moutinho; • Identificar as vantagens da leitura e caracterizar a leitura recreativa enquanto um tipo particular de leitura que estimula a imaginação e a criatividade; • Identificar as vantagens da escrita e caracterizar a escrita criativa enquanto um tipo particular de escrita que estimula a imaginação e a criatividade; • Fomentar hábitos de leitura e de escrita em Português Língua Estrangeira. sete
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O provérbio, a anedota, a adivinha, a lengalenga e o trava-língua populares portugueses enquanto recursos lúdico-didáticos para o ensino-aprendizagem de Português Língua Estrangeira Aprender Português Língua Estrangeira através de provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses comprova que é possível aprender uma língua através da sua cultura. Efetivamente, estes textos ensinam enquanto divertem, o que dinamiza e facilita o processo de ensino-aprendizagem:
ligência e de saúde mental, «[O] riso, manifestação de inte lhores pedagogias, ao mesmo intelectual e física, é uma das me linguística e conceptual.» tempo que suporta a maturação (Nogueira, 2006: p. 7)
Por serem concisos, são fáceis de memorizar, tornando-se motivadores, e não precisam de adaptação, permanecendo materiais autênticos. Além disso, a sua narração aperfeiçoa a dicção e melhora a fluência. No mesmo sentido, ao brincarem com as palavras, revelam que é possível atribuir-lhes outros sentidos além dos mais óbvios, o que promove a reinterpretação. Esta capacidade ativa os conhecimentos que o aprendente tem do mundo, prepara-o para o questionamento contínuo (e a correspondente resposta às mais variadas situações do quotidiano) e contribui para a formação da sua personalidade. Adicionalmente, não exigem competências de compreensão e de produção escritas muito desenvolvidas, apresentam a leitura e a escrita como prazerosas e abrem o caminho para leituras e escritas gradualmente mais complexas. Além do mais, souberam evoluir com o tempo, mantendo-se válidos a cada geração (por reinterpretarem as novas realidades e equilibrarem a preservação do antigo com o acrescento do novo), continuam a ser amplamente divulgados e reconhecidos e são abrangentes a ponto de permitirem a caracterização do povo que narram, como exemplificado pelo caso da anedota:
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da de o pré-nascimento até depois «Ela acompanha a nossa vida des sidio costumes, modos de pensar, morte, ela testemunha épocas, aetivas, fases da linguagem, region sincrasias1, maneiras de agir col , iais 3 as4 das diversas camadas soc lismos2, idioletos . Ela indica gíri lgos, da de famintos à de poten-6 desde a dos marginais à dos fida ia na escola e fora desta. Mimose tados5; acompanha os meninos a templa pobres diabos e a invers políticos, lembra criminosos, con o, giã haços. Intromete-se com a reli deles, os espertalhões, e reis e pal anBestializa7 homens, tanto como celebriza pensadores e artistas. nem 8 peita fortes nem fracos, pobres tropomorfiza irracionais, não res ricos. E muito mais ainda.» (Machado Guerreiro, 1986: p. 84)
Por fim, representam a universalidade e a particularidade. Por exemplo, um provérbio pode ser universal (pois uma mesma ideia pode existir em provérbios de línguas diferentes, ainda que com as particularidades de cada país, mantendo o mesmo significado), como em 1
português: «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar» italiano: «meglio un uovo oggi che una gallina domani»9, ou pode ser nacional (não fazendo sentido fora de fronteiras), como em «de Espanha, nem bom vento nem bom casamento»10. De igual modo,
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ular por diferentes regiões «uma mesma anedota pode circ tada, outras vezes de forma e países, algumas vezes readap 11 o riso independentemente semelhante, conseguindo induzir ficas». das fronteiras culturais e geográ (Rosa, 2014: p. 8)
1 Idiossincrasias = características; 2 Regionalismos = palavras próprias de uma região; 3 Idioletos = = modos de falar; 4 Gírias = linguagem específica usada por determinados grupos; 5 Potentados = =pessoas com muita influência; 6 Mimoseia = insulta; 7 Bestializa = torna animal; 8 Antropomorfiza = = torna humano; 9 Mais vale um ovo hoje do que uma galinha amanhã = é melhor ficar com algo seguro do que esperar por algo incerto; 10 Refere-se aos ventos desagradáveis de leste e aos maus casamentos entre monarcas portugueses e castelhanos, que punham muitas vezes em causa a independência do reino de Portugal; 11 Induzir = provocar.
nove
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Os escritores escolhidos: António Machado Guerreiro e José Viale Moutinho A escolha das coleções de anedotas populares portuguesas de António Machado Guerreiro e de adivinhas populares portuguesas de José Viale Moutinho prende-se com o facto de serem as mais completas, as mais bem organizadas e as de mais fácil acesso disponíveis. Os provérbios, as lengalengas e os trava-línguas populares portugueses que também fazem parte desta obra advêm da memória da autora, sua família e amigos, assim como da consulta da obra «Velhas Lengalengas e Rimas do Arco-da-Velha», compilada pela equipa do Luso-Livros.
Atividades de exploração de provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-língua populares portugueses: oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa As atividades de exploração de provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses visam atividades de leitura recreativa e de escrita criativa organizadas em oficinas. Estas atividades implicam a participação ativa do aprendente no processo de desenvolvimento das suas competências comunicativas em língua e pretendem demonstrar que é possível aprender uma língua estrangeira através de uma aprendizagem não formal. Ler recreativamente é ler despreocupadamente. Isto permite ao leitor viajar por outros mundos, imergir-se noutras culturas, lidar com sensações boas (a alegria, a amizade, o amor) e más (a dor, a morte), refletir e confrontar pontos de vista, desenvolver a sua criatividade e a sua imaginação, ampliar o seu vocabulário e familiarizar-se com a escrita. Escrever criativamente é não se limitar a procedimentos e modelos pré-estabelecidos, mas, sim, brincar com as palavras. Isto permite ao escritor comunicar consigo próprio e com os outros, imortalizar as suas palavras, organizar os seus pensamentos, refletir e ponderar com maior precisão, desenvolver a sua criatividade e a sua imaginação e aperfeiçoar a ortografia. A leitura recreativa e a escrita criativa justificam a sua copresença nas atividades de exploração de provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-língua populares portugueses pelo enriquecimento mútuo que originam, por se assumirem como competências comunicativas lúdicas — ao aliarem 10
dez
à sua funcionalidade a dimensão de entretenimento — e por estimularem a imaginação, a criatividade e a participação ativa do aprendente. Estas atividades de exploração de provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses serão realizadas em oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa. Poderão ser realizadas individualmente (em contexto de aprendizagem não formal) ou em contexto de aprendizagem formal, enquanto complemento aos materiais de base, e são dirigidas a um público-alvo jovem e adulto.
Organização
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A presente obra encontra-se organizada da seguinte forma: • Parte I: atividades iniciais sobre a literatura oral, o provérbio, a anedota, a adivinha, a lengalenga e o trava-língua populares portugueses, os escritores das principais coleções de anedotas e de adivinhas populares portuguesas, a leitura recreativa, a escrita criativa e duas mensagens dirigidas aos leitores e escritores e ao professor; • Parte II: 20 oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa com base em provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses, repartidas pelos níveis A1 e A2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas: Aprendizagem, Ensino, Avaliação (QECR) e do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro (QuaREPE), com grau de dificuldade crescente. Geralmente, cada oficina contém atividades de pré-leitura, leitura, pós-leitura, planificação, textualização e revisão; • Parte III: o meu dicionário, uma criação pessoal a partir do vocabulário adquirido a ser preenchido com a definição em contexto da palavra adquirida, um sinónimo e um antónimo.
onze
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Oficina 1 Nível A1
Duração aproximada: 60 minutos
1. L ê a lengalenga, primeiro em silêncio, depois em voz alta.
Varre, varre, vassourinha, varre bem esta casinha. Se varreres bem, dou-te um vintém, se varreres mal, dou-te um real. 1.1. R elaciona o vocabulário com as definições. 1 2 3 4 5
vassourinha varre
casinha vintém real
a
unidade de moeda
b
utensílio de limpeza
c
habitação
d
moeda que vale 20 reais
e
limpa com a vassoura
1.2. Indica se as afirmações são verdadeiras ou falsas. 1.2.1. A vassoura tem de varrer quase bem. 1.2.2. Se a vassoura varrer bem, recebe mais dinheiro. 1.2.3. Se a vassoura varrer mal, recebe menos dinheiro.
30
trinta
V
F
2. L ê o trava-língua em silêncio.
Fui a Belas para ver as velas, mas em Belas velas não vi, porque as velas que para Belas iam eram as velas que iam daqui.
2.1. Responde às perguntas com uma ou duas palavras. 2.1.1. Onde? _______________________________________________________________ 2.1.2. O quê? ______________________________________________________________ 2.2. Memoriza e repete o trava-língua, devagar, com um amigo. Entre os dois, decidam quem lê cada metade. 3. L ê as adivinhas com um amigo. Cada um lê uma.
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1
Uma senhora delicada com a saia rodadinha, ao dançar numa casa deixa-a muito asseadinha.
2
Qual é a coisa que é grande antes de ser pequena?
3.1. Atribui a solução à adivinha correspondente. a
Vassoura
b
Saia
c
Vela trinta e um
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4. L ê o provérbio, primeiro em silêncio, depois em voz alta.
A dúvida é a sala de espera do conhecimento.
4.1. R elaciona os dois sentidos com as imagens. 1
Sentido literal
2
Sentido figurado
a
b
4.2. I dentifica as palavras-chave do provérbio. ____________________________________
32
trinta e dois
____________________________________
Oficina 1 5. Lê a anedota com dois amigos. Entre todos, decidam quem faz de narrador, quem faz de freguês e quem faz de barbeiro.
No barbeiro: O freguês: — Você conta histórias de pôr os cabelos em pé! O barbeiro: — É que me facilita o trabalho… 5.1. O que significa a expressão «pôr os cabelos em pé»? a
Arrepiar.
b
Entreter.
c
Aborrecer.
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5.2. Qual não é a função de um barbeiro? a
Contar histórias.
b
Cortar o cabelo.
c
Fazer a barba.
trinta e três
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Era uma vez é um de três complementos lúdico-didáticos que, a partir de narrativas orais portuguesas, promovem atividades de leitura recreativa e de escrita criativa. Destina-se a um público jovem e adulto e tem como objetivo desenvolver as competências comunicativas em língua (linguísticas, sociolinguísticas e pragmáticas). Encontra-se organizado em três partes: a Parte I explora os conceitos de literatura oral, provérbio, anedota, adivinha, lengalenga e trava-língua populares portugueses; a Parte II compreende 20 oficinas de leitura recreativa e de escrita criativa com base em provérbios, anedotas, adivinhas, lengalengas e trava-línguas populares portugueses, repartidas pelos níveis A1 e A2 do QECR e do QuaREPE, com grau de dificuldade crescente, abrangendo, geralmente, atividades de pré-leitura, leitura, pós-leitura, planificação, textualização e revisão; a Parte III contém um dicionário de criação pessoal a ser preenchido com a definição em contexto da palavra adquirida, um sinónimo e um antónimo. Era uma vez segue uma abordagem comunicativa e orientada para ação, o que implica uma participação ativa quer do ensinante quer do aprendente, podendo ser utilizado tanto em contexto de aprendizagem formal, mediado pelo professor, como de aprendizagem não formal, autonomamente. As soluções das atividades encontram-se no final do livro.
Da mesma autora:
QECR e QuaREPE Níveis C1/C2
ISBN 978-989-752-466-0
9 789897 524660
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QECR e QuaREPE Níveis B1/B2