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Projeto de requalificação da antiga fabrica da cervejaria Antárctica - Ribeirão Preto/ SP

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MARCAS NO TEMPO PROJETO DE REQUALIFIACAÇÃO DA ANTIGA FÁBRICA CERVEJARIA ANTÁRCTICA RIBEIRÃO PRETO - SP

LETÍCIA BAPTISTA FIACADORI 2020


Ficha Catalográfica Elaborada por Matheus Felippe Tunis. CRB 8/8766

F438p

Fiacadori, Letícia Baptista. Projeto de requalificação da antiga fábrica da Cervejaria Antárctica - RP / Letícia Baptista Fiacadori. – Ribeirão Preto, 2020. 96 f. : il. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto, como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo, sob a orientação do(a) Prof(a). Ma. Catherine D'Andrea. 1. Espaço público. 2. Memória. 3. Cervejaria Antárctica. 4. Parque urbano. I. Título. II. D'Andrea, Catherine CDD 720


LETÍCIA BAPTISTA FIACADORI

PROJETO DE REQUALIFICAÇÃO DA CERVEJARIA ANTÁRCTICA – RIBEIRÃO PRETO/SP

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto como requisito obrigatório para a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo. Trabalho Final de Graduação orientado junto as disciplinas de Fundamentos do TFG e TFG em Arquitetura sob orientação dada respectivamente pelas docentes: Profª Catherine D’Andrea e

RIBEIRÃO PRETO - SP 2020


Fonte: https://vidasimples.co/transformar/por-que-caminhar-pela-cidade/ Acesso em: 15/04/20

Acima de tudo, nunca perca a vontade de caminhar. Todos os dias, eu caminho até alcançar um estado de bemestar e me afasto de qualquer doença. Caminho em direção aos meus melhores pensamentos e não conheço pensamento algum que, por mais difícil que pareça, não possa ser afastado ao caminhar. Soren Aabye Kierkgaard Filósofo dinamarquês 1813-1855


Agradecimentos Agradeço em primeiro lugar a minha família, que sempre acreditou em mim, incentivoume e fizeram parte fundamental da minha formação. Aos meus pais Edson e Lurdes, obrigado, pelos ensinamentos, oportunidades, apoio e paciência. Aos meus irmãos Hugo e Polyana, por estarem sempre comigo, obrigado, por aguentar meus surtos e me ajudar mesmo, as vezes, sem ter ideia do que eu estivesse falando. Eu amo muito vocês!

Aos meus amigos, pelo companheirismo e incentivo, especialmente aqueles que fizeram parte dos meus grupos de trabalho, Ariane, Diego e Tainah, obrigado por compartilharem comigo todos esses momentos, trabalhos, experiências e por me apoiarem e auxiliarem em meu crescimento profissional e pessoal – vou lembrar e levar nossa amizade para o resto de minha vida. --------------------------------------------------------------Agradeço também a instituição e aos professores, obrigado, por durante esses cinco anos se dedicaram e me proporcionaram conhecimento nas mais diversas áreas , em especial a Profª Ma. Ana Tereza Cirigliano e Profª Ma. Catherine D’Andrea que me apoiaram nesse ultimo ano, muito obrigado..-------------------------------------------------------------------

RIBEIRÃO PRETO - SP 2020


Cia Antarctica Paulista

Cia Antarctica Paulista

Fonte: Acervo do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto

Caixa d’agua símbolo da Cia Antarctica Paulista

Fonte: Acervo do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto

Fonte: Colagem elaborada pelo autor


Resumo

Abstract

Os espaços públicos possuem um papel determinante para a sociedade, onde seus elementos são considerados como principais movimentadores e articuladores dos espaços, sendo assim autores das estruturas urbanas. É onde acontecem as principais atividades coletivas e por isso está sempre relacionado a lugares com grande concentração de pessoas, permitindo a formação e o compartilhamento de informações e cultura entre os cidadãos. Dentro desse contexto, no qual entende-se a importância desses espaços, surge então a necessidade de não só projetar, mas também preservar esses elementos da nossa cidade, levando em consideração seu entorno e com isso os ambientes já construídos, ou seja, suas préexistências. Sendo assim, o presente trabalho propõe-se a estudar e compreender esses espaços, levantando questões como a qualidade, planejamento e identidade destes.

Public spaces have a determinant role for society, where their elements are considered as the main movers and articulators of spaces, thus being the urban structures authors. It is where the main collective activities take place and that is why it is always related to places with a large concentration of people, allowing to create and share information and culture among citizens. Within this context, in which the importance of these spaces is understood, the necessity arises not only to design, but also to preserve these elements of our city, taking into account its surroundings and the environments already built, meaning its preexistences. Therefore, the present work proposes to study and understand these spaces, raising issues such as their quality, planning and identity.

A escolha do tema está relacionada as condições dos espaços públicos encontrados no centro de Ribeirão Preto, onde mesmo com um grande potencial de utilização acabam sendo subutilizados e consequentemente abandonados. Por situar-se na zona central do município esses lugares possui ainda caráter cultural retratando a história da cidade, no entanto estes atributos são pouco aproveitados, e espaços como o da antiga fábrica da Cervejaria Antárctica, que contém esse potencial, acabam em ruínas. A proposta projetual tem como objetivo a requalificação da antiga fábrica da Cervejaria Antarctica em um parque urbano, promovendo a movimentação da área abandonada, atividades e lazer para a população, e além disso o desenvolvimento físico, econômico e cultural da área e seu entorno.

The choice of the theme is related to public spaces conditions, found in Ribeirão Preto’s downtown, where even with a great potential for use they end up being underused, and consequently, abandoned. Since they are located in the county’s central area, these places still have a cultural character portraying the history of the city, however these attributes are not used enough, and spaces such as the former Antárctica Brewery, which contains that potential, ends up in ruins. The project proposal aims the requalification of the old factory of Antarctica Brewery in an urban park, promoting the movement of the abandoned area, activities and leisure for the population, in addition to the physical, economic and cultural development of the area and its surroundings.


Cia Antarctica Paulista

Fonte: Colagem elaborada pelo autor


Sumário Cap.

1. Referencial teórico

Cap. Cap.

Cap.

3. Programa de necessidades

5. Desenvolvimento de projeto

Cap. Cap.

2. Leituras projetuais

4. Apresentação e análise da área

Cap.

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Pág.

Pág. 16 Pág. 42 Pág. Pág.

6. Referencias bibliográficas

7. Apêndice

68 Pág.

Pág.

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Movimentação do centro – Ribeirão Preto

Tonel de cerveja abandonado – Cervejaria Antárctica

Janela de vidro estilhaçada – Cervejaria Antárctica

Fonte:https://www.revide.com.br/noticias/cidades/centro-de-ribeirao-preto-registra-aglomeracoes-no-primeiro-dia-de-retornodo-comercio2/


Introdução

A falta de qualidade e preservação dos espaços públicos nas cidades junto as tecnologias presentes na atualidade, vêm promovendo o exilio das pessoas em suas residências particulares, afastando-as do convívio com outras pessoas e consequentemente dos espaços comuns existentes. O espaço público é um lugar que abrange muitas atribuições, não possui somente elementos de valores estéticos, mas engloba também valores sociais, éticos e culturais que auxiliam na construção e na movimentação da sociedade. Para Jane Jacob (2011) por exemplo, os espaços públicos em geral, assim como as ruas, são a alma de uma cidade, onde as pessoas se encontram e convivem, onde desde crianças aprendem a socializar e construir a comunidade. Ao longo do tempo a falta de cuidado tornaram esses espaços lugares pouco atrativos, onde o hábito de sair para parques, praças e ruas se tornou algo periódico. Muitas vezes esses hábitos acabam impactando diretamente nesses locais, ocasionando a degradação e o esquecimento desses em todos os aspectos, material, cultural e histórico. Sendo assim, o presente trabalho tem como intuito a requalificação da antiga fábrica da cervejaria Antárctica em Ribeirão Preto, que aliás faz parte da história da cidade como um lugar que ofereceu interação, movimentação e memórias em suas imediações e que hoje está abandonada. A proposta compreende no desenvolvimento de um parque urbano, propondo um espaço de lazer público como meio de fortalecimento de vínculos, estimulo a movimentação da área e compartilhamento de experiências através do contato com a cultura, o lazer, e principalmente com o próprio espaço e seus elementos.


Capitulo 1 Referencial teรณrico


1. Os espaços urbanos e a esfera pública 1.1 Espaços públicos O conceito de espaço público é algo complexo no qual sua definição está ligada diretamente a organização espacial e os diversos usos de uma cidade. Macedo (1986) afirma que os espaços livres surgem, junto às áreas edificadas, a partir da formação dos sistemas viários, dos lotes e seus recuos, dos pátios e também das áreas atribuídas a recreação e lazer. Quando pensamos em espaço público, logo associamos a um espaço aberto e coletivo, que geralmente fica situado no centro urbano, ou seja, um local acessível e de domínio público. De acordo com SILVA (2012, p.50): “O espaço público desempenha relevante papel na qualidade de vida da população, por se constituir em espaço aberto, livre e acessível a todos, são representativos da vida urbana que se faz presente, e são os únicos lugares onde a vida coletiva, sem distinção de raça e classe social, permanece inalterada. São nessas áreas de uso coletivo submetidas ao domínio, responsabilidade e cuidado do Estado onde ocorrem práticas sociais fundamentais à qualidade de vida da comunidade, entre outras, atividades desportivas, jogos, diferentes formas de convivência e de lazer.” A segmentação entre a esfera pública e privada surgiu nas cidades gregas, onde a organização espacial constituía em seu miolo central um espaço vazio no qual aconteciam encontros, trocas de bens, discussões governamentais, religiosas, comerciais e sociais. Intitulado de Ágora, esse espaço comum ganhou muita visibilidade nas acrópoles, tornando-se um elemento vital para a cidade, onde se debatiam os principais interesses da população. Segundo Mumford (1998), a Ágora trata-se de um espaço dinâmico de reunião que representava o símbolo de encontro e liberdade da cidade grega. Até hoje esses espaços são um símbolo de encontro aberto a comunidade, destinados a fins e atividades diversas, sejam artísticas, culturais, transações comerciais ou não. Segundo Mora (2009), o espaço público tem relação com os locais de circulação, práticas e manifestações sociais, compreendendo elementos urbanos, tais como ruas, praças, espaços de lazer, esporte e recreação, parques urbanos e de também

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preservação ambiental, porém mais que isso, compreende-se como espaço público aqueles onde mesmo com algum tipo de restrição ao acesso e à circulação pertencem ainda à esfera pública, como os museus, hospitais, escolas e outros. Espaço Público, assim como o artigo 99 do Código Civil define os bens públicos podem ser utilizados por toda a sociedade, abrangendo coletividade em igualdade de condições e que não podem ser utilizados de forma privada. Onde o Estado é o titular destes, pois não podem ser adquiridos como bem próprio de ninguém. Mora (2009) destaca ainda, que estes devem permitir a integração de diferentes cidadãos e suas realizações, incentivar a sociabilidade, a recreação, a permanência e o contato com a natureza, sendo vistos como “motor de novas perspectivas na cidade, o palco para o desenvolvimento das necessidades coletivas e da vida pública, o gerador da identidade do local, determinante da sua paisagem, indissolúvel com a natureza, as pessoas e suas dinâmicas”. Interação humana em espaço público


No conhecimento de Gehl (1987), é necessário tornar os espaços mais atrativos, destacando o quanto estes são importantes para as relações sociais e culturais, participando constantemente na criação da identidade. Portanto, a qualidade do espaço, assim como seu entorno irá determinar o uso, e a frequência que as pessoas farão deles. Um lugar que dispõe de acessibilidade, atrativos, iluminação e vegetação atrairá as pessoas, produzindo movimento e consequentemente inspirando a segurança dos usuários. Ao contrario, quando um lugar é descuidado e passa a ser abandonado, sem a produção de movimento resulto em um processo de degradação, no qual a pessoas passam a ter medo de estar. É também importante colocar que nossa segurança e a qualidade do lugar não pode depender de muros e equipamentos de segurança, pois ao mesmo tempo que o usuário se sente confortável e seguro na parte de dentro da “muralha” erguida, a pessoa que passa do lado de fora encontra-se a mercê do escuro e da insegurança. Segundo Jacob (2011) é então por isso que devemos voltar a olhar o espaço público como o coração da vida moderna; seu projeto, seu uso, sua gestão e novas funções. Repensa-los e humaniza-los, para que estes nos permita experimentar e usufruir de novas vivências, encontros e também a diferença. Praça da Liberdade - Belo Horizonte

Movimentação da Rua – São Paulo

Fonte: https://www.fotografia-dg.com/como-fazer-fotos-de-pessoas-na-rua/

Artista de rua – São Caetano “As cidades têm a capacidade de fornecer algo para todos, só porque, e somente quando, são criados por todos”

Jane Jacobs

Fonte: https://www.facebook.com/jornalistas livres/photos/ato-realizado-na-pracada-liberdade-em-belo-horizonte

Fonte: http://www.metodista.br/rronline/noticias/politica/2017/lei-queproibe-apresentacoes-artisticas-em-ruas-de-sao-caetano-causapolemica-1

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1.2 A importância do espaço público para a garantia da cidadania O espaço público como o nome diz, está relacionado ao uso de um lugar por diversas pessoas, sendo ele pertencente a todos. Dito isso, é importante lembrar que projetar esse tipo de espaço demanda um certo tipo de atenção, é preciso avaliar a dinâmica da cidade e da população, pois esses devem atender todos, levando em consideração o desenho urbano e suas necessidades. Para Alves (2003), o desenho urbano deve abordar uma análise crítica “entre os anseios e os conflitos de necessidades, produzindo uma imagem unificadora do espaço” de modo que este acomode as diferentes necessidades. É preciso observar sob seus múltiplos aspectos, seja eles sociais, físicos, econômicos ou culturais, de forma que a partir da criação ou melhorias destes espaços a população possa usufruir da melhor forma. Lembrando que essa esfera abrange a área da saúde, educação, serviços e lazer, na qual a prefeitura atua como principal órgão coordenador. No entanto, a população como maior numero deve não só atuar com usuário mas também participante nas decisões e reflexões encontradas na cidade, deixar de ser figurante das sociedade e envolver-se nos assunto e discussões, seja por meio de transição de informações, debates no meio social e virtual ou nas auditorias abertas que a prefeitura proporciona.

Esses espaços, para encontros e discussões são fundamentais em uma cidade, é a partir dele que a sociedade pode entender e reivindicar seus direitos, criar parte de sua cultura, e aprender outras, é lá que encontramos e compartilhamos nossas diferenças e é por isso que este se torna indispensável. Dito isso, uma outra questão a ser levantada é a importância que a própria população e usuários dispõe sobre esses espaços. A partir do século XX a utilização e o brilho do espaço público perderam consideravelmente a posição para os meios de comunicação virtuais, resultando muitas vezes no abandono destes, principalmente falando de lazer, com exceção de alguns pontos da cidade, geralmente encontrado na parte nobre, os espaços estão sendo ignorados. Movimento da Av. Paulista – São Paulo

Se paramos para analisar, diante do conceito de espaço público, no quesito lazer, que incluem não só as praças e áreas livres mas também as ruas, calçadas, ônibus, entre outros lugares, percebemos que esses são os elementos que formam e conectam nossas cidades, onde possui maior movimentação e interação da população, aquele que pertence a todos e está ligado diretamente ao direito e liberdade de uso por qualquer pessoa, independente da classe social, gênero, cor ou orientação sexual. São lugares que permitem o acesso físico, democrático, a liberdade de expressão, a movimentação e a utilização sem restrições. Entretanto, essa é uma questão complicada, pois os lugares estão ligados a vários elemento, as ruas, a identidade da cidade e seus cidadãos, a memória e até mesmo ao clima, são assuntos que abrange a segurança, o bem estar, o cotidiano. Fonte: https://32xsp.org.br/2018/05/17/aberta-aos-domingos-e-feriados-paulistaganha-conselho-gestor

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Manifestação em espaço público

O que antes rendia conversas, leituras e encontros, agora se tornou somente um ponto de referencia, algo para a localização. Além disso, o vandalismo e a poluição realizada mostra que muitos não tem o conhecimento do valor do espaço, estes que não é meu, não é seu, não é deles, é de todos. No entanto, não podemos enxergar somente o declínio da esfera pública e o encolhimento de seu espaço físico na cidade, é necessário perceber que estamos em evolução continua, e assim como as pessoas os lugares se adaptam, evoluem ao longo do tempo, e é aí que encontramos as várias possiblidades, eles podem assumir novas formas, por meio de vãos, ruas, praças, passagens, enfim, lugares definidos e indefinidos ou seja, apresentaram constantes modificações, e nós somos os principais protagonista disso.

Protesto realizado em espaço público

Roda de capoeira – Praça da Republica /São Paulo

Fonte:https://www.flickr.com/photos/jacoboictus/5739566757/

Fonte: https://www.facebook.com/capoeiradarepublica/photos/

“É preciso que as pessoas exijam as coisas certas. Se você, por exemplo, perguntar a uma criança o que ela quer de natal, ela vai responder uma lista de coisas que já conhece. Uma criança nunca pediria algo de que nunca ouviu falar. O mesmo vale para as demandas das pessoas em relação às cidades. É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas” Jan Gehl

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1.3 Parques urbanos O parque urbano é uma área pública provida de atributos naturais e urbanizados, destinada ao lazer público, ativo ou contemplativo.

urbano, ou seja, com caráter social, para atender a procura pelo lazer e para romper a paisagem árida do ambiente urbano.

Os Parques Públicos são abordados no PDDU, de acordo com Serpa, sob dois aspectos:

Desde o início, apesar de concebido por outros propósitos, os parques apresentam a ideia de um espaço livre para recreação e acolhimento, estes a partir deste período passaram a integrar o desenvolvimento e planejamento da cidade, sendo um elemento que acompanha suas mudanças. Para além disso, os parques permitem conectar pessoas de todo tipo e origem, á todo momentos, tornando-se assim como qualquer espaço público, de uma importância fundamental para que se realize a interação social, de dois ou mais indivíduos em contato, estando diretamente ligado a qualidade de vida da população e a preservação do meio ambiente. Sendo assim, os parques urbanos devem exercem várias funções. Para Scalise (2008), as diferentes funções das áreas verdes urbanas, proporcionam melhorias no ambiente impactado das cidades e trazendo benefícios para os habitantes. São elas:

Pela ótica ambiental, vistos como “espaços verdes” e de conservação, e pela ótica do lazer, vistos enquanto espaços públicos voltados para a recreação e o entretenimento. Sob a ótica ambiental, os parques compõem um sistema de espaços de preservação ambiental subdividido em dois subsistemas: o das áreas de conservação, cuja importância deve-se ao seu valor ecológico ou à sua significância para a qualidade urbano-ambiental, caracterizadas pelos Parques de Natureza e pelos Parques Urbanos; e os da área de valor urbano-ambiental do qual fazem parte os Parques de Recreação e os Espaços Abertos Urbanizados. (Serpa, 2006, p.2). No final do século XVIII a Revolução industrial e sua intensificação na expansão urbana acarretaram diversas complicações urbanísticas. Com o crescimento das cidades, a falta de estrutura e consequentemente aumento da insalubridade, medidas e ações para a melhoria da qualidade de vida e o resgate ambiental foram necessárias. No final do século XIX tais acontecimentos resultaram na criação de parques urbanos como equipamentos redutores destes impactos. Com relação ao surgimento dos parques: “[...] os parques surgem como equipamentos urbanos complementares para as cidades urbano-industriais que surgiam proporcionando um local de lazer e recreação. A princípio, as ideias de parques na Inglaterra estavam ligadas ao modelo de jardins, com influências de culturas e

artes orientais, modelados e planejados paisagisticamente de acordo com a disposição dos elementos naturais pré-existentes (MELAZO E COLESANTI, 2003, p. 05).” Para Kliass (1993), o parque urbano surge em um momento de necessidade de criação, nas cidades, de determinadas áreas públicas adequadas a um novo desejo

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• A função ecológica - a presença da vegetação, do solo não impermeabilizado e da fauna, com melhorias no clima da cidade e na qualidade do ar, água e solo. • A função social - relacionada com a possibilidade de lazer que essas áreas oferecem à população. • A função estética - diversificação da paisagem construída e o embelezamento da cidade. Importância da vegetação. • A função educativa - a possibilidade de oferecer ambientes para desenvolver atividades extraclasse e programas de educação ambiental. • A função psicológica - as pessoas em contato com os elementos naturais dessas áreas, relaxam, funcionando como antiestresse. Este aspecto está relacionado com o exercício do lazer e da recreação nas áreas verdes.


Hyttgardsparken – Falun / Suécia

The Goods Line - Sidney

É importante ressaltar que estes espaços devem possuir qualidade, no qual este atributo afetará diretamente na interação e a intensidade da movimentação no local. Neste aspecto, Gehl (1987) é categórico: quanto mais propício for o espaço, mais as pessoas tendem a usá-lo e mais longas são as suas permanências, proporcionando maior contato entre os indivíduos. Para Serpa (2007), o espaço público, em especial os parques, podem conferir charme e qualidade estética ao ambiente urbano circundante, convidando os indivíduos para a vida pública, por meio de projeto que evoque qualidades e beleza naturais.

https://www.archdaily.com/331794/hyttgardsparken-42architects https://worldlandscapearchitect.com/thegoodsline-aspectstudios/#.XtkbzTpKiM8

“O que as pessoas mais gostam nos parques é a liberdade para se fazer o que se quer, é estar sozinho ou na companhia daquelas com quem se escolher estar, longe das pressões da cidade, e disfrutar do espaço, das flores, do verde e da fauna.” (CONWAY, 2000)

Smartinski Park - Eslovênia http://landezine.com/index.php/2018/03/smartinski-park-playground-by-luz/

Sishane Park – İstanbul, Turquia https://archello.com/story/28099/attachments/photos-videos

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2. Patrimônio como memória da sociedade 2.1 Patrimônio Do latim pater, a palavra patrimônio, que significa pai, refere-se a bens materiais e riquezas pertencentes a famílias e pessoas. Após as guerras, Revolução Francesa e consequentemente suas destruições, essa ideia adquiriu um novo sentido, abraçando uma esfera mais coletiva. Inicialmente o termo passou a ser vinculado a monumentos individuais e grandiosos como símbolo de um passado comum a ser resguardado, com o passar do tempo essa compreensão junto ao desenvolvimento de estudos mais apurados permitiu o crescimento do campo, abrangendo também esferas de maior escala como sítios naturais, ferroviárias, industrias, além de manifestações e tradições culturais. A partir desse ponto, no qual a compreensão de que diversos elementos não só monumentos individuais mas também grandes áreas que igualmente pudessem possuir valores, são elaboradas as chamadas Cartas Patrimoniais, documentos reveladores desse movimento que apresentam uma direção a noções de patrimônio que ultrapassam o monumento histórico, apontando para sua dimensão social, suas múltiplas expressões num universo de diversidades culturais. Contudo, explica Françoise Choay, historiadora das teorias e formas urbanas e arquitetônicas:

sentimento de perda em relação ao passado, sendo assim, o conceito de patrimônio apresenta-se com a necessidade de resguardar algo significativo, onde preservar, seja por critérios valorativos, culturais, histórico e estéticos, significa protege-los dos riscos que a modernidade traz para o desaparecimento destes. Para Sibony (1998) o reconhecimento de algo como patrimônio, mais do que reconstruir o passado garantindo sua identidade, permite ressignificar o espaço, ou seja, fazer com que as pessoas possam atribuir novo significado a acontecimentos através da mudança de sua visão, como por exemplo uma sepultura que simboliza a morte e lembra um ente querido, pode também nos chamar a viver. Assim, quando pensamos á questão do patrimônio, seja cultural, ambiental, industrial, ou qualquer outro, não se trata somente de algo relacionado a preservação da memória, é também uma oportunidade de conhecer a sua história e de outros também, é proporcionar as futuras gerações conheçam essa história. Catedral da Sé – São Paulo

“Contrapor as cidades do passado à cidade do presente não significa, no entanto, querer conservar as primeiras. A história das doutrinas do urbanismo e de suas aplicações concretas não se confunde, de modo algum, com a invenção do património urbano histórico e de sua proteção. As duas aventuras são, todavia, solidárias. (…) foi justamente tornando-se um obstáculo ao livre desdobramento de novas modalidades de organização do espaço urbano que as formações antigas adquiriram sua identidade conceitual. A noção de património urbano histórico constitui-se na contramão do processo de urbanização

dominante (CHOAY, 2001, p.180). Podemos então dizer que a invenção do património urbano histórico e a sua conservação material foi motivada pelas transformações no espaço urbano e por um

9 https://abduzeedo.com/street-photography-instagram-brianwillette

https://catracalivre.com.br/agenda/catedral-da-se-recebe-concerto-gratuito-no-aniversario-de-sp/


Quarteirão Paulista – Ribeirão Preto

Apesar de entendermos a memória com algo individual e particular, segundo Halbwanchs (1990), ela deve ser compreendida também como um fenômeno coletivo e social, e tratando-se de patrimônio, uma memória geralmente herdada, na qual pode ser considerada como um elemento pertencente ao sentimento de igualdade, sendo “também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si” (POLLAK, 1992). Portanto, não se trata somente de um ambiente isolado, é importante analisar como todos os elementos se relacionam com o entorno, com a cidade e de que modo se articulam com a sociedade, de modo a “pensar na cidade como um grande patrimônio e pensar, antes de mais nada, no sentido histórico e cultual que tem a paisagem urbana em seu conjunto, valorizando não apenas monumentos ‘excepcionais’, mas o próprio processo vital que forma cidade (CASTRIOTA,2007).

Fonte:https://www.facebook.com/valdirene.araujo2/posts/330998655575 9323?comment_id

Praça Tiradentes – Ouro Preto

Fonte: Arquivo pessoal

“A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato.” Nildo Lage Fonte: https://www.turismoouropreto.com/blog/por-que-ouro-oreto-se-tornoupatrimonio-cultural-da-humanidade

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2.2 Patrimônio industrial Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, o patrimônio cultural de um povo é formado pelo conjunto dos saberes, fazeres, práticas, expressões e seus produtos, que remetem à história, à memória e à identidade desse povo. Portanto podemos dizer que patrimônio é portador do tempo, transformações e das vivências das pessoas e lugares. As transformações fazem parte da sociedade, no qual os povos desde de o início utilizavam e realizavam transformações com o que a natureza vos oferecia. Com o tempo a extração dos materiais e a construção de novas ferramentas passaram a ser mais constante sendo assim também mais elaboradas. Passamos a FABRICAR utensílios como moinhos e teares, equipamentos que atendiam principalmente a área alimentícia e de vestimenta, que logo deram lugar a grandes produções como mineradoras, ferrovias e industrias. Todos esses elementos são parte de uma cultura, do desenvolvimento e da história das civilizações, são marcos e por isso são também um patrimônio. O patrimônio industrial é um âmbito relativamente recente, onde para alguns a presença do industrial tratava-se de progresso, esfera cheia de ilusões sobre o desenvolvimento, com suas chaminés e as multidões que ali trabalhavam. Para outros era apenas estar rodeada por ruídos, movimentação e sujeira. Para os que amavam a simetria e harmonia das arquiteturas clássicas, estas construções não possuíam nenhum atrativo, e até não as viam como verdadeira arquitetura, apenas uma “mera construção”. Desde do início, quando se começa a falar de patrimônio, os elementos industrias, tal como as fábricas, os cais, e estações, não foram sequer mencionados no assunto, consideravam que o funcional não chegava aos níveis que se requeriam um patrimônio, além de que, não possuíam elementos antigos suficiente. A partir da metade do século XX, com a destruição causada pela revolução industrial começa a se falar sobre uma arquitetura da tradição funcional inglesa, permitindo que estes elementos pudessem ser vistos com mais importância, no qual se destacam dois assuntos: o estudo das indústria, ferrovias e portos de forma associada e que a antes estigma gerada pela sociedade por essas atividades agora gerava novos conceitos e relações ao desenvolvimento do país.

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De acordo com a Carta de Nizhny Tagil (2003), o patrimônio industrial compreende os vestígios da cultura industrial que possuem valor histórico, tecnológico, social, arquitetônico ou científico. Estes vestígios englobam edifícios e maquinaria, oficinas, fábricas, minas e locais de tratamento e de refino, entrepostos e armazéns, centros de produção, transmissão e utilização de energia, meios de transporte e todas as suas estruturas e infraestruturas, assim como os locais onde se desenvolveram atividades sociais relacionadas com a indústria, tais como habitações, locais de culto ou de educação. Mas o que esses elementos representam? Que importância uma fabrica poderia ter gerado na sociedade?

Estação Barracão – Ribeirão Preto

Fonte: https://www.revide.com.br/editorias/cidade/patrimonios-abandonados/


Estação da Luz – São Paulo

Assim como qualquer outra, a arquitetura industrial nos oferece grandes marcos na história e por isso preserva-la permite a conservação de uma memória social representada pela relação entre pessoas, empresa e sociedade, situações, identidade individual e coletiva. O conceito de patrimônio industrial significa ainda, mais do que apenas o antigo prédio onde funcionava uma determinada fábrica, “Ele não se limita apenas a um conjunto de bens arquitetônicos ou sítios cheios de objetos e partes de objetos interessantes. Uma vez que se detém sobre máquinas, equipamentos, instalações e imóveis onde se processou a produção industrial, o Patrimônio Industrial é também a recolha e o tratamento de um patrimônio técnico de uma sociedade e de uma comunidade, e esse processo está sempre em transformação. Nesse sentido, o patrimônio industrial permite a elucidação da transmissão de um saber técnico. Ele permite estabelecer, hoje, um elo entre as formas de produzir - o que envolve homens/mulheres e máquinas - e a cultura”, MELLO (2006,v.4). Infelizmente, hoje em dia, o valor histórico e de memória social são de importância apenas para um grupo seleto de pessoas, ligadas geralmente ao meio da arte, no qual possuem maior conhecimento da área, como arquitetos, artesãos, historiadores, arquipélagos, etc. A falta de reconhecimento das obras faz com que o patrimônio seja esquecido e consequentemente sofra desgastes irreversíveis causados pelas intempéries e das ações humanas. Nos restaram disso principalmente registros documentais, algumas ferramentas e os restos de edifícios que hospedavam essas atividades, mesmo que ainda reste muito para se explorar. Inclusive, do mesmo modo que a ideia sobre patrimônio vem se ampliando, seu leque e sua variedade também.

https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/estacao-da-luz/ http://sterlingnumismatic.blogspot.com/2013/11/brasil-fotos-antigas-anos-50.html

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3. A transformação e a significação de um espaço 3.1 Requalificação de espaços A origem das cidades está diretamente ligada ao convívio e a proximidade das pessoas com seus interesses e comodidades. A o longo dos tempos, o espaço urbano se modificou e se adaptou aos acontecimentos de sua época. Hoje, segundo Roger (2001) a gestão do espaço urbano ocorre entorno da rapidez com que ocorrem modificações nas estruturas sociais e econômicas da cidade. Entre os diversos instrumentos utilizados no âmbito do planejamento e intervenções urbanas, a revitalização, reabilitação ou requalificação são termos parecidos que se referem a processos de intervenção no espaço urbano abandonado, degradado ou subutilizados visando ao reaproveitamento de acervo arquitetônico protegido, recuperando-o e dando-lhe nova utilização.

Podemos concluir que a requalificação urbana irá tratar de ações focadas ao espaço público e intervenções de larga escala para a reestruturação do espaço urbano, porém sem tirar a importância do patrimônio edificado como elemento básico para a composição da zona urbana. Parc de La Villette – Paris

A expressão requalificação urbana se difundiu como intervenções sobre um espaço urbano no final do da década de 1980, no qual o período pós-guerra apresentava um cenário de contradições ideológicas, de um lado apresentavam-se intervenções no tecido urbano, conhecidas como higienistas, como melhorias para o processo desordenado na ocupação das cidades, e do outro a necessidade de conservar os patrimônios que ainda possuíam na cidade. Deste modo a requalificação é utilizada para reordenação, proteção e também recuperação de espaços e centros urbanos, abordando questões socioculturais, ambientais e econômicas como ações para melhoria da qualidade de vida na cidade, sustentabilidade e aumento da interação social. No entanto, processos de revitalização - à parte a eventual valorização ambiental ou melhoria do desempenho das funções urbanas - também geram, quase sempre, um impacto significativo sobre o valor dos imóveis, com a consequente substituição da população original, no todo ou em grande parte, voluntariamente ou manu militari. Portanto, esses processos também são dotados de uma dimensão social e política não desprezível que usualmente se expressa em disputas mais ou menos acirradas de poder entre os diferentes grupos de interesse envolvidos (população original, poder público, empresas interessadas etc.). Tal como estipula a Carta de Lisboa, na alínea d) do artigo 1: “Aplica-se sobretudo a locais funcionais da “habitação”; tratam-se de operações destinadas a tornar a dar uma actividade adaptada a esse local e no contexto actual.” (Carta de Lisboa,1995).

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https://efimeras.tumblr.com/post/44613760171/folies-del-parc-dela-villette-bernard-tschumi


Superkilen Park – Dinamarca A prática da requalificação urbana é uma prática ideológica., muitos acreditam que só apenas requalificar o espaço não resultará em nada, no entanto hoje temos tantos exemplos de ótimas intervenções urbanas que sobretudo, a inclui a arquitetura patrimonial, que a anima, e conferem a requalificação um sentido que a liga intimamente à nostalgia de sociabilidades, de tempos e de espaços perdidos., e que ao mesmo tempo, parece transportar e fazer-se transportar por um inusitado desejo de transformação da realidade no sentido de configurar um futuro promissor. Hign Line Park – New Work

https://www.archdaily.com.br/br/875364/espacos-publicos-a-transformacaourbana-com-a-participacao-da-populacao

Geralmente esses processos surgem da necessidade de resolver questões econômicas, sociais ou ambientais. Para que a população possa usufruir e ser impactada de forma positiva pela área transformada, o planejamento deve apoiar-se na participação da sociedade. Muitas vezes liderados por governos em parcerias público-privadas, esses projetos precisam da participação da sociedade para que atendam suas necessidades e não acabem afastando a comunidade local. Essa é uma das críticas comuns a esse tipo de intervenção, nas quais muitas vezes grandes empreendimentos são construídos sem qualquer conexão com a realidade local.

https://www.minhaviagemanovayork.com/blogs/news/o-lindo-passeio-pelo-high-line

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Capitulo 2 Leituras projetuais


Sesc Pompeia

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Projeto por: Lina Bo Bardi Localização: São Paulo – Brasil Ano: Inicio em 1977 – Inauguração em 1982/1986 Área: 21.996m²


Fábrica de Tambores

Fábrica de Tambores

Contextualização Localizado em Pompéia, bairro operário da zona oeste de São Paulo, e implantado onde funcionava uma antiga fábrica de tambores, o que lhe conferiu o nome de Fábrica da Pompeia, o Sesc Pompeia foi projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi. Com quase 22.000m², o Sesc faz parte de uma proposta para manutenção dos espaços livres encontrados no entorno dos galpões do bairro, no qual a tecnologia fabril concederia lugar para uma arquitetura moderna, no entanto, conforme entrevistra² Lina acreditava que aproveitar os galpões contribuiria para a interação das pessoas com a cultura do lugar. O projeto foi idealizado quando Lina visitou a fábrica de tambores e compreendeu que o espaço pertenceria ao projeto. A obra começou em 1977 e durou nove anos. A primeira etapa, que compreendia o centro onde funcionava a antiga fábrica, foi inaugurada em 1982; e em 1986, o Conjunto Esportivo foi aberto ao público.

Fonte: https://www.aarquiteta.com.br/blog/sescpompeia-curiosidades-historia-e-etc/

“Preservar a fábrica é preservar um pedaço da história da cidade, mas um pedaço da história como ela é mesmo, sem disfarces. Nada daquele conceito de que só deve permanecer o que é belo. O que é típico deve ser valorizado. Mesmo que seja simples, como seria obrigatoriamente uma fábrica de tambores.” Lina Bo Bardi ² Fábrica de Tambores

Fonte: https://yoconciertos.com/sesc-pompeia ² (apud AUTOR DESCONHECIDO,não datado, não paginado). “SESC Pompéia Lina Bo Bardi: a casa da liberdade”.

Fonte: Vitruvius

Fonte: Vitruvius

Entrada Sesc Pompeia

Fonte: Vitruvius

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Localização e entorno Sesc Pompéia Centro Zona oeste

Brasil

Estado de São Paulo

Cidade de São Paulo

Zona oeste - SP

N

Com a decisão de utilizar a fabrica o espaço disponível para o restante do programa era limitado, sendo necessário a verticalização deste. Apesar do contraste entre as volumetrias do projeto, estes não agridem ou rompem a paisagem do entorno, pois são constituídos desde casas térreas até grandes condomínios.

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1 5

2

6

Fonte: https://vejasp.abril.com.br/estabelecimento/sesc-pompeia/

Fonte: Sesc São Paulo

Fonte: Google Earth

Localizado no extremo da zona Oeste de São Paulo, no bairro Vila Pompéia, o Sesc situa-se em uma área de fácil acesso devido sua proximidade com as estações de trem e o centro da cidade. Caracterizado um bairro industrial, instituído pela sua dominância de galpões e residências, a região se deparava com a ausência de equipamentos para cultura e lazer, no qual a população local buscava atender com a utilização de galpões e espaços vazios. No entanto, hoje, o Sesc apresenta um dos maiores programas para lazer da cidade e junto ao Shopping, Allianz Parque e aos pequenos comércios, fornece movimentação e vivacidade ao bairro.

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3

Legenda 123456-

Sesc Pompéia Bourbon Shopping Allianz Parque Estação Água Branca Praça Ilza Weltman Praça Daniel Berciano Linha do metrô Vias c/ linha de ônibus

Fonte: https://www.alamy.com/stock-photo/sescpompeia.html


Diagrama de circulação e divisão dos espaços

Acesso e circulação

R. BARÃO DO BANANAL

N

O principal acesso do conjunto situa-se no ponto mais alto do terreno (Rua Célia), no qual, através do declive existente o visitante é conduzido por uma rua aos diversos programas oferecidos. Junto a fábrica e ao Córrego das Águas Pretas essa rua foi preservada com seu material original, os tijolinhos, criando uma relação de memória com as rua do bairro.

N

Como eixo principal da circulação a rua mostrase ainda como um elemento divisor para os setores implantados, seja ele público, privado ou semiprivado, direcionando as pessoas com mais facilidade aos ambientes existentes.

Fonte: ArchDaily – Intervenção da autora

Legenda

Planta de situação

Circulação principal

Fonte: Google Earth – Intervenção da autora

Setor administrativo Novo prédio

“Rua” principal – Sesc Pompéia Fonte: https://guia.melhoresdestinos.com.br/sesc-pompeia173-4434-l.html

Legenda Fábrica de tambores

Acesso principal Acessos secundários Acesso de serviço Eixo principal (rua em declive) Córrego Águas Pretas

Diagrama de acessos Fonte: https://www.behance.net/gallery/40359473/Sesc-Pompeia - Intervenção da autora

Setor de Cultura e Lazer

Setor de Serviços Setor de Esportes Adentrando a rua, pelo acesso principal, ao seu lado direto encontra-se o setor administrativo e o setor de cultura e lazer, em seu lado direito localiza-se o setor de serviços, e por fim, ao fundo o setor esportivo e o solário, localizado sobre o deck de madeira, que recobre o Córrego das Águas Pretas.

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Programa e volumetria Partindo da ideia de que a população já utilizava os galpões da antiga fabrica para atividades de lazer, e que um dos objetivos era que houvesse a integração das pessoas com os valores cultural do lugar, o programa foi distribuído de forma que os principais espaços de convivência e atividades culturais, permanecessem no pavimento térreo, mantendo-os portanto nas instalações da antiga fábrica, Aonde mais estaria alocado as atribuições culturais se não na parcela mais histórica do complexo. Devido ao extenso programa, foi designado ainda um novo volume verticalizado que acolheria as atividades remanescentes com propriedades mais reservadas.

Diagrama de programa A

A

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Fonte: ArchDaily - intervenção da autora

O volume verticalizado é composto por três grandes formas geométricas, onde unidas assemelham uma unidade fabril.

Volumetria do prédio vertical

O volume mais largo (1) possui cinco pavimentos dedicados a atividades esportivas, quadras, academia e piscina, no qual o pé direito mais alto proporciona o desenrolar das atividades sem o empecilho do teto. O segundo volume (2) possui 12 pavimentos e abriga atividades como ginásios para luta, ginastica e também o vestiário. O terceiro e ultimo volume (3) é um cilindro e abriga a caixa d’água.

3 1

2

Para conectar os programas, foram criadas passarelas de diferentes formatos que ligam um prédio a outro. Os acessos ocorrem a cada dois andares e são considerados um dos elementos de mais destaque do projeto.

Corte A-A Fonte: ArchDaily - intervenção da autora

N

Legenda Área dos funcionários Administração Espaço cênico e leituras Biblioteca/ Videoteca Espaço de jogos, espetáculos e exposições Vestíbulo coberto do teatro Teatro Ateliê (Fotografia, música, dança) Restaurante/ Choperia Bar/ Café e Cozinha Galpão de exposições Vestiários/ Ginásios Quadras/ Piscinas/ Academia/ Laboratórios Caixa d’água

Diagrama das passarelas

1

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Fonte: ArchDaily - intervenção da autora

3

4


Estrutura, materialidade e design A preocupação de Lina era projetar toda a ambientação do espaço, incluindo o mobiliário, de maneira a estimular a convivência, por isso utilizou de diferentes acabamentos e métodos construtivos, bem como as soluções arquitetônicas para instituir ambientes convidativos. Partindo da ideia de criar espaços democráticos e acessíveis, a arquiteta optou por utilizar materiais resistentes e de fácil manutenção. Como um dos objetivos era manter a característica do ambiente fabril, também utilizou os materiais dos galpões, como os tijolos, telhas de barro preservando o máximo de elementos possível, de modo a estimular a memória afetiva dos moradores da cidade. Para isso, Lina precisou acrescentar alguns elementos como as canaletas de águas pluviais da rua central e as treliças de madeira das janelas para auxiliar na infraestrutura. Os blocos esportivos e suas passarelas são de concreto aparente, com lajes em grelha e com nervuras protendidas. As aberturas são incomuns, o bloco que abriga a piscina e as quadras esportivas possui aberturas que parecem “buracos de caverna” e a outra torre possui aberturas quadradas, porém dispostas de maneira irregular. A proposta da torre da caixa d’água construída em concreto armado “in loco”, surgiu da ideia de Lina sobre a alusão à chaminé da fábrica, pois a original havia sido destruída. Apesar da dessemelhança entre os volumes o contraste entre os volumes e seus elementos e consedem graça ao complexo.

Fonte:https://laurabarrichello.wixsite.com/lauraba

rrichello/sketches-1 Salão de jogos, espetác. e exposições

Biblioteca

Fonte: Arquitetapage

– Intervenção da autora

Relevância

Teatro Fonte: https://live.apto.vc/sesc-pompeia-quepredio-e-esse/

Além de apresentar uma ótima distribuição do programa, o projeto propõe a reutilização de um espaço pré-existente que já era minimamente utilizado pela população local e mesmo depois da transformação, os caminhos que a Lina escolheu seguir, hora preservando, hora adequando, permitiram que a história e o sentimento de pertencimento permanecessem no lugar, de modo que estes passaram a ter uma maior qualidade e maior interação.

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Museu do Pão

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Projeto por: Escritório Brasil Arquitetura Localização: Ilópolis – Brasil Ano: 2007 Área: 330m²


Contextualização Ilópolis é uma cidade da Serra gaúcha, ocupada em sua maioria por imigrantes italianos recebidos no Brasil no final do século XIX. Devido a grande influencia italiana foi uma região de grande atuação na produção de farinha, na qual até hoje em algumas regiões, é possível encontrar artefatos e testemunhos, entre eles moinhos, destinados a produção do produto alimentício. Os moinhos são grandes ferramentas de importância histórica, apesar disso, e com os novos processos de industrialização, a ferramenta acabou no esquecimento, sofrendo ameaça de desaparecimento. Em 2003, um projeto de uma rota turístico/cultural foi criada visando recuperar e proteger os moinhos da região, oferecendo também um recurso para a movimentação da cidade. O primeiro exemplar a ser recuperado foi o Moinho Colognese, de Ilópolis, no qual foi anexado o Museu do Pão e uma Escola de Padeiros.

Pedra de Mó

Fonte: Livro-ABITRIGO.pdf

Exportação de farinha

Placa de apresentação

Fonte: Livro-ABITRIGO.pdf

Moinho

Vista frontal – Moinho

Fonte: Livro-ABITRIGO.pdf

Fonte: https://necessarioexperiencia.wordpress.com/2008/04/09/museu-do-pao/

Fonte: Livro-ABITRIGO.pdf

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Localização e entorno Museu do Pão

Brasil

Rio Grande do Sul

O caminho do moinho É o roteiro turístico que objetiva preservar o patrimônio histórico e cultural de seis antigos moinhos da região da Serra Gaúcha: Moinho Castaman Arvorezinha Moinho Fachinetto

Ilópolis Moinho Colognese

Moinho Vicenzi

Localizado no centro de Ilópolis O Museu do Pão é uma das principais atrações turísticas da cidade junto ao Parque IBAMA seu lago e sua cascata. Ilópolis é um pequeno município do estado de Rio grande do Sul, na qual sua área urbanizada encontra-se envolta por uma grande massa verde. Sua economia se baseia no cultivo, extração e industrialização da erva-mate, mas as atrações turísticas também auxiliam na gestão da cidade.

N

Anta Gorda

Fonte: http://www.nelsonkon.com.br/museu-do-pao/ 1 2

Moinho Marca

Putinga

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Moinho Dallé Antigos Moinhos

Ilópolis - RS

O caminho do moinho

Por tratar-se de uma cidade pequena, o fluxo nas ruas são bastante calmos, o museu não possui estacionamento ou muros para segurança, o que retrata a cultura e o respeito que a população tem com a construção. Além disso, sua arquitetura composta por um volume existente e dois novos anexos dialoga com o entorto, trazendo concordância e acolhimento perante as outras edificações.

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Antigo Moinho / Museu do Pão

3

6 Fonte: Google Earth

Legenda

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1- Museu do Pão 2- Terminal Rodoviário 3- Lago Verde

4- Prefeitura de Ilópolis 5- Praça Itália 6- Parque do IBAMA

7- IBAMA - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

Fonte: ArchDaily


Acesso e circulação

Compondo-se de três volume bem separados fisicamente e funcionalmente, as edificações apresentam acessos individualizados. Apesar disso, o acesso ao moinho é considerado o acesso principal do conjunto, pois encontra-se no volume centralizado. R. SETE DE ABRIL

R. PADRE JOSÉ DA SILVA KOLING

Composto em sua maioria por grama, o terreno apresenta um declive que origina-se na calçada e dirige-se até o córrego encontrado ao fundo do lote, sendo assim adaptações e soluções como a elevação das novas edificações e passarelas de circulação foram aplicadas para melhor utilização dos espaços.

N

Planta de situação

Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

Por tratar-se de um terreno de esquina e também não possuir muros de proteção, o acesso ao terreno se dá por toda lateral, no entanto para conter o livre acesso, existe em seu entorno um espelho d’água. Além disso todo terreno fora a circulação é composto por grama, elemento que as pessoas geralmente evitam caminhar.

Legenda Circulação principal

Museu

Moinho

Diagrama de acessos Fonte: Revista online do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica - Puc-Rio

N

Moinho Colognese Visão da esquina Fonte: http://www.nelsonkon.com.br/museu-do-pao/

Oficina

Diagrama de circulação e divisão dos espaços

Legenda Acesso principal Acessos secundários Acesso interno Eixo principal de circulação Espelho d’água Córrego

Oficina de padeiros Museu do Pão Pedra Mó (Trituração) Apesar do acesso individualizado, a circulação interna foi distribuída de modo que os volumes se conectassem uns aos outros, permitindo o acesso de um para o outro. Além disso nota-se que o uso da grama ao redor da circulação direciona as pessoas aos devidos ambientes, oferecendo também privacidade á cada um dos edifícios.

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Programa e volumetria Ao invés de transformar o espaço do velho moinho em sala expositiva, preferiu-se preservar as características originais do espaço para trituração de grãos de milho e trigo para a feitura de farinha. Os arquitetos criaram, dessa forma, uma arquitetura narrativa, em diálogo com a tradição construtiva local e com o entorno. Dispostos ortogonalmente ao redor da antiga edificação, os arquitetos adicionaram dois volumes, em um deles situa-se o museu, onde peças simples de valor histórico e afetivo ajudam a contar a história da comunidade, enquanto no outro funciona uma escola de panificação, recuperando a tradição como algo vivo e plenamente operativo. Diagrama de programa

A

Lanchonete Fonte: ArchDaily

Moinho Fonte: ArchDaily

N

A

Nota-se que os arquitetos buscaram nivelar o percurso de modo que os dois anexos estão elevados do solo, procurando alcançar a mesma cota interna do piso do moinho. Corte A-A

Moinho

Fonte: ArchDaily - intervenção da autora

Legenda Lanchonete Área expositiva Sala de atividades (Oficina) Fonte: ArchDaily - intervenção da autora

Sala multimídia Sanitários

Oficina Perspectiva Fonte: ArchDaily

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Museu


Biblioteca de São Paulo

Estrutura, materialidade e design O Moinho e seus elementos internos, junto as novas varandas e a circulação foram construídas com ripas de madeira araucária, material da região empregado pelos imigrantes, os painéis/brises e os capitéis dos pilares relembram as estruturas internas dos moinhos, diferente do novo anexo o telhado de duas águas assemelha-se as construções vizinhas. O emprego de tecnologias como concreto armado, o vidro e a madeira, na intervenção, apresenta-se de maneira a causar o contraste entre o novo e o existente. Apesar disso, a utilização do concreto armado e o uso de formas de ripas de madeira em sua fabricação, criando marcas similares a madeira estabelece um diálogo com o desenho das ripas verticais do Moinho existente. Os ambientes são limpos e bem iluminados, apresentando um interior sofisticado, convidativo e aconchegante. A planta livre, possibilitada pela tecnologia do concreto armado, junto ao vidro, concede transparência ao anexo, permitindo que este apresente-se de forma mais discreta. Além disso, o uso da dessemelhança dos materiais e da altura entre os volumes fornecem destaque ao Moinho, principal elemento do projeto.

Moinho/ Pedra de Mó

Lanchonete

Sala expositiva

Fonte: ArchDaily

Sala de atividades (Oficina) Fonte: ArchDaily

Relevância Nota-se que a arquitetura cumpre seu nobre papel de renovação cultural, protagonizando o reencontro da comunidade local com sua historia, proporcionando movimento, interação e encontro.

Fachada com emblema do museu Fonte: ArchDaily

Fonte: https://live.apto.vc/sesc-pompeia-que-

predio-e-esse/

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Parque da juventude

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Projeto por: Escritório Aflalo & Gasperini / Paisagista Rosa Kliass Localização: São Paulo – Brasil Ano: 1ª fase 2003, 2ª fase 2004 e 3ª fase 2007 Área: 240.000 m²


Contextualização O Parque da Juventude foi o projeto responsável pela ressignificação da área que abrigava o antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, lugar onde ocorreu um grande massacre. O episódio ocorrido em 1992 durante uma intervenção militar devido uma rebelião no complexo, matou 111 presos. Presente na memória das pessoas até os dias de hoje o acontecimento foi retratado em músicas, livros e também no cinema. Rejeitada pelo estado desde o início devido sua localização, agora a área de 240.000m² era também marcada pela violência. Após sete anos, em 1999, o Governo do Estado de São Paulo promoveu um concurso público objetivando conceder um novo significado a área, transformando em áreas fluídas, livres e passíveis de serem utilizadas.

Fonte: Archdaily

Fonte: Archdaily

Fonte: Archdaily

Fonte: Arquivo pessoal

“Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo... quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio! O ser humano é descartável no Brasil. Como modess usado ou bombril. Cadeia? Guarda o que o sistema não quis. Esconde o que a novela não diz. https://www.baressp.com.br/fornecedores/espaco-para-eventos/parque-da-juventude-

(Diário de um detento - Racionais Mc’s) ”

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Localização e entorno Pq. da Juventude

Zona norte

Centro

Brasil

Estado de São Paulo

Cidade de São Paulo

Zona norte - SP

Por possuir grandes espaços livres repletos de vegetação, os prédios internos do parque são protegidos dos ruídos causados pelo intenso fluxo. Além disso, esses espaços oferecem um grande contraste com o entorno aglomerado e acinzentado, tornando-se um lugar de respiro e liberdade ao contrário de seu antigo uso.

N

2 1 5

Biblioteca de São Paulo

4 3 Fonte: Archdaily

Fonte: Google Earth

Localizado no bairro de Santana, na zona norte da capital paulista, o Parque da Juventude situa-se em uma área de fácil acesso visto sua proximidade com as estação Carandiru (linha azul do metrô) e o centro da cidade, o que permite que além dos moradores da vizinhança, moradores de outra regiões possam facilmente deslocar-se ao parque.

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Fonte: Archdaily

Seu entorno apresenta grande fluxo de veículos, relevo e traçado viário irregulares. Seus arredores possuem uso misto, com muitas escolas, pequenos e grandes comércios e residências também. A maior parte de vegetação existente na imediação são encontradas perto do parque e de áreas livres.

Legenda 1- Parque da Juventude 2- Penitenciária Fem. Carandiru 3- Expo Center Norte 4- Estação Carandiru 5- Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU) Linha do metrô Vias c/ linha de ônibus Córrego Carandiru

Etec Parque da juventude Fonte: Archdaily


Com mais de 240.000m² o parque foi construído em três etapas, na primeira etapa, inaugurada em 2003, está localizada a área esportiva, com as quadras poliesportivas e pista de skate. Na segunda etapa, definida como área central, inaugurada em 2004, está localizado o espaço de contemplação, dispondo de um grande espaço livre e de bancos ao longo do percurso. Na terceira e ultima fase, inaugurada em 2007, foi proposto uma área institucional composto por uma praça, uma biblioteca e uma Etec, facilmente acessados, visto que têm entrada ao lado da estação Carandiru.

Acesso e circulação

Legenda

Planta de situação

Eixo principal de circulação

Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

1ª Fase área esportiva

Legenda

Por tratar-se de um terreno extenso, no qual sua área equivale a diversas quadras, o parque possui acessos distintos de modo a atender maior extensão do parque para que os usuários não precisem percorrer grandes distancias. Os acessos são portões derivados da própria grade de proteção do parque, que por sua vez são elementos vazados e não possuem grandes alturas permitindo a integração e boa visualização do exterior com o interior, apesar disso, possibilita também invasão ao espaço com facilidade, levando em consideração que o parque é publico e não possui um sistema de segurança em suas entradas.

N Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

N

Acesso ao parque Acessos ao estacionamento Acesso interno aos prédios Córrego Carandiru

Diagrama de circulação e divisão dos espaços

2ª Fase área contemplativa 3ª Fase área institucional

Área esportiva Fonte: ArchDaily

Área contemplativa Fonte: https://tucano.org.br/parque-da-juventuderecebe-mais-de-r-1-mi-em-investimentos/

Assim como o terreno as circulações apresentam uma linguagem orgânica, no qual sua largura permite que diversos usuários possam percorrer o parque caminhando ou utilizando veículos não motorizados.

Área institucional Fonte: https://www.baressp.com.br/fornecedores/espaco-paraeventos/parque-da-juventude-

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Programa e volumetria Os espaços e atividades apresentados no parque são bem distribuídos de forma que cada área possua sua individualidade e privacidade, e apesar de bem delimitado o eixo principal, que se estende por todo o parque, une todos os programas existentes. Além dos programas de esporte, lazer e educação, o parque apresenta também uma área histórica e cultural, no qual uma muralha e uma estrutura pré-existente relembram a história do lugar, onde a penitenciária existiu e o massacre do Carandiru ocorreu. Fora isso, a maior parte do parque apresenta espaços livre de programa, possuindo área verdes e de contemplação, no qual os usuários são livres para utilizar como desejar, para um piquenique ou para um ensaio fotográfico.

Parque esportivo - Quadras Fonte: ArchDaily

Estrutura pré-existente Fonte: ArchDaily

Diagrama de programa A área institucional, na qual dispõe de uma Biblioteca e a Etec ensino de artes e a área esportiva, na qual dispõe-se de várias quadras e uma pista para manobras, são as áreas mais povoadas, onde o uso é de maior concentração e necessita do edifício ou espaço para acontecer, enquanto os demais programas, com uso disperso possui maior movimentação e menor tempo de permanência.

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N

Estrutura pré-existente

É nítido que o parque oferece distintas atividades alcançando todos os usuários, no entanto nota-se que o Parque Esportivo e o Parque Central são mais utilizados pelo público jovem, enquanto o Parque Institucional é usado por pessoas de faixas etárias variadas. Biblioteca

Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

Legenda 1- Biblioteca de São Paulo 2- Etec Parque da Juventude 3- Lanchonete 4- Estacionamento 5- Área p/ manobras 6- Espaço canino 7- Parquinho

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891011121314-

Administração Sanitários Ruínas pré-existentes Muralha Área de preserv. permanente Quadras poliesportiva Pista de skate

Etec Volumetria - Parque Institucional Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

Fonte: ArchDaily


Pista de Skate

Estrutura, materialidade e design O parque possui em geral uma linha orgânica, onde os caminhos e a vegetação são a maioria do parque e possuem formas sinuosas e circulares, concedendo sua linguagem. No parque esportivo, assim como acontece em todo o resto, a circulação, a vegetação e também a pista de skate apresentam movimentos arqueados, enquanto as edificações que dão suporte, vestiários, lanchonete e sua marquise possuem formas ortogonais. O parque central, apresentada por predominância vegetativa, possui extensos gramados e vegetações, onde os percursos de diferentes escalas permitem o acesso as edificações remanescentes da antiga penitenciária, a muralha, e pérgolas, compostas por concreto, estrutura metálica e madeira. No parque institucional, dois dentre os quatro edifícios originais da penitenciária foram mantidos, no qual tiveram sua estrutura (concreto) conservada, e restauradas para abrigarem a Etec. A biblioteca possui um espaço amplo com um grande pátio interno e iluminação zenital, o layout foi organizado como se fosse uma livraria, para atrair o público não só o leitor, os mobiliários são coloridos e os vidros possuem serigrafias lúdicas, relacionandose com os livros e oferecendo intimidade aos usuários, Além disso suas laterais são coberta por uma estrutura de madeira, protegendo os usuários do sol e criando um elemento estético para o edifício.

Fonte: ArchDaily

Interior da biblioteca

Fonte: ArchDaily

Relevância Marchise biblioteca de São Paulo Fonte: ArchDaily

Interior Etec Fonte: ArchDaily

Etec Parque da Juventude Fonte: ArchDaily

O parque urbano é um espaço livre que se contrapõe a grande massa edificada da Cidade de São Paulo, mas não apenas isso, ele responde às necessidades impostas pelo meio urbano, como ao lazer, a educação e a carência de vegetação. Porém, assim como qualquer outro equipamento publico, o parque apresenta problemas causados pela ausência de manutenção nos mobiliários e áreas existentes. Evidente que a população possui parte da culpa, através do vandalismo e má conduta, ocasionando consequentemente um sentimento de insegurança, é por tanto, importantíssimo reverter essa situação, transformando a insegurança em algo como o sentimento de pertencimento, evitando o abandono da área.

Fora o ato de reverter o espaço, antes marcado por um acontecimento lamentável, em um ótimo espaço de lazer e convivência, o parque apresenta um programa, cativante e envolvente, por toda sua extensão, oferecendo uso para todas as idades. O tamanho do parque e a distribuição dos usos. Além disso, a separação do programa, de modo que alguns destes possam atuar de forma autônoma, foi significativo.

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Parc de la Villette

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Projeto por: Bernard Tschumi Localização: Paris – França Ano: 1982 Área: 55 hectares


Mercado e abatedouro de carne

Contextualização O Parc de la Villette foi o projeto ganhador de um concurso internacional, responsável pela revitalização de um grande espaço, onde funcionava um abatedouro e comercio de carnes na cidade de Paris, França. Fechado em 1974, o espaço permaneceu inutilizado até 1982/1983 quando o concurso foi lançado. Intitulado como “Um parque Urbano para o século XXI” o concurso buscava um conceito contemporâneo que visava o espaço publico do futuro. Diferente das outras propostas e parques da época, onde o espaço era dedicado a paisagem natural, distanciando-se dos elementos da cidade, Bernard Tschumi propõe um espaço mesclado de construções e vegetação desordenadamente, pretendendo retratar a grande e confusa cidade onde o parque está inserido. Parc de la Villette

Fonte: ArchDaily

Pintura “Uma Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte” Pintura de Georges Seurat retratando um típico parque de paris, um espaço de paisagem e natureza isolado da movimentação e urbanização da cidade. A obra apresenta a calmaria e o lazer e da burguesia em um dia ensolarado.

Fonte: https://www.arteeblog.com/2016/12/analise-de-sundayafternoon-on-island.html Fonte: ArchDaily

Sendo a proposta do concurso uma nova configuração para o conceito de parque, o Parc de la Villette, hoje um dos maiores parques do mundo, quebrou essa padronização, trazendo um espaço de cultura, lazer, atividades e interação, buscando um novo conceito de diversidade e liberdade.

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Localização e entorno Parc de la Villette

França

Ilha de França

Zona cnetral

Paris

O parque possui grandes espaços livres repletos de vegetação, sendo assim os prédios internos são protegidos dos ruídos causados pelo fluxo de veículos deslocando-se na rua. Os parque proporciona um grande contraste com o entorno aglomerado e acinzentado, no qual seus prédios de baixo gabarito oferece respiro e liberdade do olhar. Sala de espetáculos - Zénith de Paris

N 6 4

5

7 2

1

3

Fonte: https://services-client.net/zenith-paris/

https://www.petitfute.co.uk/d3-paris/actualite/m17-top-10-insolitesvoyage/a21858-top-10-des-choses-a-faire-et-voir-a-la-villette.html

Fonte: Google Earth

Famosa por seus museus e monumentos como a torre Eiffel, Paris é uma cidade onde encontra-se muita cultura, arte e turismo. Parte desses atrativos o Parc de la Villette situa-se na zona norte da cidade, onde há um fácil acesso devido sua proximidade com a estação de metrô, isso permite também a movimentação de moradores e visitantes ao parque possibilitando o fácil deslocamento.

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Seu entorno apresenta um traçado ortogonal e irregular, onde predominantemente de uso misto encontra-se um grande número de casas e prestação de serviços. Nota-se também que a vegetação encontrada localiza-se na imediação do parque e das áreas livres.

Filarmônica - Philharmonie de Paris

Legenda 1- Parc de la Villette 2- Centro de finanças públicas 3- Centro esportivo Jules Ladoumègue 4- Epaço cultural - Espace Périphérique 5- Câmara Municipal - Mairie de Pantin 6- Polícia Nacional 7- Estação de metrô Corentin Cariou Linha do metrô Vias c/ linha de ônibus Canal de Saint-denis

Fonte: https://structurae.net/de/bauwerke/philharmoniede-paris


Proposta Com uma ideia de ordem totalmente questionada, composto por repetições e sobreposição de elementos para a concepção do parque Tschumi propõem uma malha formada por pontos, linhas e planos, onde os pontos são construções na cor vermelha distribuídas pelo parque, criadas a partir da desconstrução de cubos e intituladas de Folies, as linhas são o que definem o percurso do parque, os caminhos, corredores e coberturas, e os planos são os grandes jardins e os grandes edifícios de uso cultural. Apesar de bem distribuídos pelo parque, na qual possuem certa distancia, os elementos ao todo permitem que o parque seja visto como uma unidade.

Diagrama de implantação Fonte: ArchDaily – Interveção da \autora

Folies - Pontos Fonte: https://uk.tourisme93.com/parc-grande-halleparis-villette.html

Diagrama da proposta Fonte:https://faa1586.wordpress.com/2009/11/22/parc-de-lavillette-bernard-tschumi-space-form/#jp-carousel-14

Caminhos - Linhas Fonte:http://rastrourbano.blogspot.com/2010/12/par c-la-villette.html

Gramado - Plano Fonte: https://verparis.com/parque-de-la-villette/

O parque é o segundo maior de Paris e possui um programa diversificado, apresentado em suas edificações e também nos grandes espaços livres. No entanto, nem todas as construções, principalmente os Folies possuem utilização física, estas atuam como esculturas e totens de orientação que auxiliam na localização dos usuários dentro do parque.

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Programa Com espaços e programas diversificados para todos os gostos o parque apresenta a possibilidade de atividades como grandes espetáculos e também atividades como um piquenique em família. Sua distribuição permite que nenhum espaço permaneça por muito tempo sem movimento, além disso a circulação e o gramado também ajuda no percurso e deslocamento dos usuários de um ponto para outro. Diagrama de programa

Fonte: ArchDaily – Interveção da autora

N

Péniche Cinéma Fonte: https://www.timeout.fr/paris/cinema/la-penichecinema 1

3

2

4

5

6

11

7 10

8

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Fonte: https://tropicsofmeta.com/2012/11/09/therelentless-pace-of-hipsterdom-a-day-at-pitchfork

Voltado para o campo cultural o programa apresenta grandes e curiosas atrações para os usuários, como por exemplo, o Péniche Cinéma, um barco ancorado ao canal que passa pelo parque. O cinema oferece filmes, curtas metragem, debates e também uma oficina de teatro isso tudo enquanto flutua. Outra atividade e edifício marcando do parque é o Grande Halle, o grande salão histórico, na qual antes funcionava o abatedouro, hoje concede o espaço para grandes exposições, feiras e festivais. Por possuir grandes pórticos o edifico possibilita a divisão dos espaço com certa liberdade, possuindo também individualidade se necessário, como por exemplo em seu auditório.

Legenda Predominância em espaços Culturais Predominância em espaços Verdes Predominância em espaços de Serviços Folies

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Grande Halle

1- Museu da Ciência e Indústria - Cité des Sciences et de L'industrie 2- Escultura circular Géode 3- Centro de Equitação - Centre Équestre 4- Casa de show - Cabaret Sauvage

5- Cinema de barca – Péniche Cinéma 6- Casa de espetáculos - Zénith Paris 7- Filarmônica - Philharmonie de Paris 8- Filarmônica 2 – Cité de la Musique 9- Conservatório de Musica e Dança – Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris 10- Teatro – Théâtre Paris-Villette 11- Salão – Grande Halle 12- Pavilhão - Pavillon Paul Delouvrier


Estrutura, materialidade e design Parc de La Villette

O parque passou a ser uma extensão da cidade e além do programa uma das coisas que mais atraem os visitantes são as diferentes composições de estrutura e materialidade que as construções apresentam. Apesar de ser implantado em uma malha ortogonal, o parque e as edificações possui linguagens próprias hora orgânica hora ortogonal oque permite que os usuários brinquem com suas formas e passeiem por seus caminhos desconhecidos. Os elementos com mais destaque no parque são os Folies, as marcantes estruturas metálicas em vermelho que contrasta com o vazio do gramado. Outro elemento bem marcante é a La Géode, uma cúpula de aço e espelho que reflete e o céu e é ligada a um dos maiores o maior museu de ciência na Europa. É importante ressaltar que o parque propõe um conceito diferente dos habituais, no qual há uma oposição na relação entre o programa e a forma do edifício. Tschumi apresenta a sua arquitetura como um jogo linguístico aberto a interpretações, onde os usuários são frequentemente estimulados.

Fonte: ArchDaily

Relevância

Marchise Parc de La Villet

Fonte: https://ashleapointer.files.wordpress.com/park.jpg

Marchise Parc de La Villet Fonte: http://blogarchiphotos.com/634-2/

A proposta desconstruída e a distribuição do programa no parque com essa dimensão, onde mesmo com um grande área não edificada e sem programa definido torna o parque uma peça única. Além disso e principalmente o modo como Tschumi consegue ressaltar as construções vermelhas “Folies”, oferecendo-as importância mesmo quando não possui um progrma.

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Capitulo 3 Apresentação e análise da área


Cia Antarctica Paulista Ribeirão Preto Uma das primeiras industrias de Ribeirão Preto, a fábrica de bebidas da Companhia Antarctica Paulista foi uma grande colaboradora para o desenvolvimento econômico e cultural do município. Fundada em Água Branca/SP, no ano de 1888 por Louis Bücher, a cervejaria a princípio atuava na fabricação de Gelo e Cerveja, na qual seus mestres cervejeiros e seus maquinário eram de origem alemã. Para situar em um contexto histórico o processo de industrialização no Brasil iniciou-se por volta dos anos 1889, onde o país passava da fase colonial para a república, na qual o país recebia uma grande onda imigratória, e com isso a chegada de mão de obra para as lavouras e novas indústrias que começavam a surgir. Esse foi também um período de progresso e evolução na formulação de regulamentos e decretos, possibilitando por exemplo a criação de sociedades, despertando maior interesse e possibilidades na área industrial, e assim, em 1891 origina-se a Companhia Antarctica Paulista, uma sociedade anônima formada por 61 acionistas, entre eles João Carlos Antonio Zerrenner, alemão, e Adam Ditrik Von Bülow, dinamarquês proprietários da empresa Zerrenner, Bülow e Cia, exportadora e corretora de café.

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Matéria sobre o relógio da Cia Cervejaria Paulista ¹

O crescimento da companhia parecia implacável, no entanto, dois ano depois, em 1893, a oscilação do mercado, a desvalorização da moeda e a necessidade de importação de matéria, trouxeram problemas para manter o ritmo da produção, levando a fábrica a declarar falência. A virada e salvação veio através da redistribuição das ações, onde Zerrenner e Bülow tornaram-se acionistas majoritários passando a ter o controle de mais de 50% do capital da companhia. Agora com um novo comando a fábrica passou a delimitar a fabricação apenas para cerveja e refrigerante, fazendo com que está crescesse mais rapidamente. Sua primeira filial foi instalada em Ribeirão Preto na Rua Visconde do Rio Branco (esquina com rua Barão do Amazonas) e, em 14 de abril de 1911 foi inaugurada uma nova fábrica, construída á Avenida Jerônimo Gonçalves, ás margens do Ribeirão Preto, próxima a Estação da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, na qual até mesmo existia uma linha que passava dentro do terreno. Desde a sua inauguração, em 1911 até a década de 70, a fábrica de bebidas da Cia. Paulista foi, juntamente com a Cia. Antárctica, responsável pelo desenvolvimento econômico-social e urbano da cidade, gerou inúmeros empregos e, contribuiu

para a formação de mão-de-obra especializada, formada principalmente por imigrantes. Localizada ás margens do córrego (Preto), que dá origem ao nome da cidade, contribuiu ainda para os melhoramentos quanto ao abastecimento de água e energia daquela região da cidade, impulsionando o crescimento do Bairro de Vila Tibério e região Central da cidade.

Ocupando um terreno de 52.000m², a fábrica foi instalada entre as avenidas Jerônimo Gonçalves e Fábio Barreto no final da área central da Vila Tibério, bairro no qual a Cervejaria passou a ser parte, a narrar horários com seu relógio e sirene, integrar e abrigar os trabalhadores, proporcionar movimento e histórias ou seja, passou a ser parte não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. Implantada em um grande terreno, as produções de cerveja estavam cada vez maiores passando a ganhar o mercado da cidade e maior visibilidade na região. Sendo assim, um pouco mais tarde, a companhia foi considerada uma das mais importantes Cervejarias da cidade, possuindo reconhecimento nacional pela qualidade de suas cervejas e chope.

¹ Matéria retirado do trabalho de técnicas retrospectivas realizado no 9° semestre/2020 , conforme encontrado no texto de Heitor Gumerato, jornal Diário da Manhã, Ribeirão Preto, 19 de dezembro de 1968, p. 4.

Fonte: Dossiê de Tombamento – Secretaria de estado da Cultura junto ao CONDEPHAAT

A Historia de Uma Sereia “Em 1928, a diretoria da Cia Cervejaria Paulista, numa de suas reuniões, aprovou a ideia de um dos seus diretores para a criação da "Hora Certa" ou oficial, em Ribeirão Preto para isso, seria necessário uma sereia, que através de seu som, levaria para os quatro cantos da cidade o silvo, da hora certa, às 6hs, 12hs e 18hs. A ideia tornou realidade, mandaram buscar na Alemanha na fabrica da "Siemens" que veio acompanhada pelo próprio montador da fábrica. Logo após a sua chegada, o montador tomou as primeiras providências, como a escolha do local onde deveria ser instalado a Sereia, este local foi mantido até o ano de 1996, se não estaria funcionando até hoje, em cima da torre à esquerda do prédio. Toda a cidade era guiada pelo canto da Sereia da Cia. Cervejaria Paulista, desde o andarilho, que faz sua peregrinação, o que confere seu relógio com o da Cia e o comércio em geral, que seguem o "canto" da Sereia, fechando as portas de suas lojas às IB hrs.“

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Também ocupou a posição de maior e melhor empregadora da cidade, contratando mais de 1.200 funcionários e tornando estes pertencentes de uma família. Foi palco de movimentos trabalhistas, chegando a protagonizar saques em seus armazéns, mas lá sempre desfrutavam de amizades e espaços como a ARCA (Associação Recreativa e Cultural Antarctica) clube recreativo para funcionários e associados. Considerada uma das mais importantes Cervejarias da cidade, segundo M..S (ex funcionário da fábrica), em entrevista² a Mêire Cristina Castro: “(...) de acordo com o depoimento de M. S., as pessoas faziam promessa para conseguir trabalhar na Cervejaria Antarctica Paulista, pois só pelo fato de serem funcionárias desta indústria, elas garantiam crédito no mercado e adquiriam grande status. Além disso, existia um sentimento de pertença a um grupo que construiu grandes laços de amizade, pois se encontravam também fora do ambiente de trabalho, em jogos de futebol, na ARCA [Associação Recreativa e Cultural Antarctica] e frequentando as casas uns dos outros (...) M. S. termina seu depoimento ressaltando que a Cervejaria Antarctica Paulista era uma empresa modelo, muito difícil de encontrar outra igual, nos dias atuais.” A Cia Antarctica Paulista foi ainda precursora dos investimentos imobiliários que injetaram significativas cifras nas finanças locais em meio á crise iniciada em 1929. Em 1927, a Cia. Paulista investiu na compra de terrenos e antigos edifícios localizados á Praça XV de Novembro e, em 1930 inaugurou um Teatro de Ópera, um Edifício Comercial e um Hotel (o chamado Quarteirão Paulista, tombado pelo CONDEPHAAT), isto é, a Antarctica representa mais que só a bebida que tornou Ribeirão a capital do chope, ela foi um símbolo para o bairro, o centro, a cidade, na qual formou uma nova classe trabalhadora, promoveu eventos, clubes, intitulou um córrego e transformou o se espaço e o espaço urbano onde foi inserida.

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O Quarteirão Paulista ² Definido pelo Dr. Meira Júnior, presidente da Companhia Paulista, como um “conjuncto harmônico de edifícios monumentaes”, o Quarteirão Paulista foi o processo de transformações da Praça XV de Novembro. A praça passou por diversas remodelações, sendo a primeira em seu ajardinamento no ano de 1886, em que foram plantadas uma série de figueiras. Em 1919, a praça atingiu as suas dimensões atuais, incluindo em seu interior um pequeno bar circular da Cervejaria Antártica. Em 1926 quando os "barões do café" ainda davam as cartas na economia regional, a Cervejaria Paulista financiou o projeto em frente à praça XV de Novembro, o Hotel Central e, quatro anos depois, as construções complementares o Teatro Pedro II e o edifício Meira Júnior. A inauguração desses edifícios, em 1930, implicou na última reforma importante da praça, quando se introduziu a fonte que substituiu o bar, e juntamente com as edificações a praça vieram a formar o famoso "Quarteirão Paulista“ um exemplar eclético significativo das décadas de 20 e 30 construído pela Companhia Cervejaria Paulista.

Fonte: https://www.ribeiraopretoconvention.org.br/fiquemaisribeiraopreto/praca-xv-denovembro Fonte: https://ribeiraopretoculturaljaf.blogspot.com/2018/10/quarteirao-paulista-ribeiraopreto-sao.html


Em 1973 a cervejaria funde-se com sua concorrente Cervejaria Paulista, transformando-se em Cia Antarctica Paulista, com denominação da fábrica de Cervejaria Antarctica Niger. Em 2000 a cervejaria fundiu-se com a Brahma, formando a Ambev, mas para que isso fosse possível a o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) exigiu que a AmBev se desfizesse de algumas marcas e fábricas, uma delas á de Ribeirão Preto, que foram vendidas para a cervejaria Molson de Montreal, Canadá. Em 2003, sua infraestrutura e maquinário precisavam ser modernizados, além disso, os moradores alegavam grande trânsito devido as filas produzidas pelos caminhões da fábrica, no entanto a modernização exigia um elevado investimento levando desativação da fábrica. Mesmo depois de seu funcionamento ser cessado, a fábrica ainda possuía grande importância na memória da cidade, porém planos para novos usos sempre rodeavam o bairro, reportagens apareciam frequentemente sobre o andamento de negociações do prédio mesmo com ele tombado provisoriamente desde 2011. Mesmo com seu tombamento definitivo aprovado em 19 de fevereiro de 2013 como patrimônio histórico, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (CONPPAC-RP), os rumores de novas propostas para o espaço ainda continuavam aparecendo. No mesmo ano surgiu uma proposta de um novo shopping no antigo prédio da Cervejaria, o grupo responsável pela construção do Shopping, intitulado como Buriti, informou que tudo ainda estava em fase de aprovação e segundo o relatório do CONPACC-RP (2012) as fachadas e o piso de paralelepípedo do prédio deveriam ser mantidos, porém os outros elementos pertencentes ao conjunto, como a caixa d’agua e os prédios já em ruínas, por esse motivo, poderiam ser derrubados. A previsão de entrega do projeto era para 2014, e apesar de já realizarem algumas demolições significativas até o momento nada foi levantado. Relativo a isso, em entrevista² a Mêire Cristina Castro 2010 apresenta em sua pesquisa:

“(...) Sr. José Roberto faz o seguinte relato, emocionado: “ Ah, infelizmente, a gente fica aborrecido com o que aconteceu, por que caminho que foi a a Antarctica. Hoje, você passa lá, não tem nada. Não tem estrutura de um lado, do outro lado diz que vai fazer um shopping. Daqui uns tempos, a maraca Antarctica, o símbolo Antarctica vai acabar lá. Nunca mais.“O que é aqui?” “Ah, aqui é um shopping.” “Ali é o Estúdio Kaiser.” Só isso que a pessoa vai falar, mais nada. A Antarctica já era. A marca Antarctica em Ribeirão Preto já era. Você não vê falar mais. (Sr. José Roberto, 58 anos).” 10° Aniversário da Companhia Cervejaria Antarctica Paulista

Fonte: Acervo do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto

² Entrevista fornecida a Mêire Cristina Castro. Memória do trabalho: Histórias do trabalho e dos trabalhadores da cervejaria Antarctica de Ribeirão Preto (SP), 2010 ,p.7.

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Análise e Apresentação da área

Contextualização

Brasil

Estado de São Paulo

Ribeirão Preto

Área central de Ribeirão Preto Área de intervenção Centro

47

Ribeirão Preto é um movimentado município do interior de São Paulo que possui uma essência ativa e dinâmica. Desde seu surgimento e também da produção cafeeira, no qual o grande poder aquisitivo dos coronéis do café fez com que a cidade se desenvolvesse a ponto de ser comparada a grandes metrópoles internacionais, suas atividades sociais e culturais tornaram-se um hábito na cidade. Concentrado principalmente no centro da cidade essas atividades, antes usufruídos apenas pelas classes mais altas, hoje faz parte do cotidiano de muitas pessoas, levando entretenimento e lazer a estas. Sendo assim o centro tornou-se o principal polo cultural da cidade, passou a ter uma grande movimentação e atrações, na qual as pessoas de todos os pontos da cidade costumam se encontrar. Dentre as principais atrações destacam-se o Theatro Pedro II e o SESC. Considerado um dos melhores teatros da América Latina, o teatro destaca-se na realização de concertos sinfônicos por sua excelente acústica, mas também é um lugar onde ocorre diversas peças, apresentações, palestras e debates abrangendo todos os públicos. O SESC, constitui-se de um centro cultural, por isso, além de apresentações e eventos, abrange também uma área esportiva e oficinas acessíveis a população. Além dos equipamentos semiprivados as praças também desempenham um papel importante para esse polo atrativo. Obtendo grandes espaços e livre acesso, as praças ganharam atividades e eventos, como feiras de livros, feiras artesanais, batalha de rima, roda de musicas, etc, sendo essas, atividades mais expressivas. Ademais o centro como polo de atrações e movimento apresenta-se como palco das grandes manifestações da cidade, recebendo a população para diversos movimentos em virtude das questões politicas, sociais e culturais existentes.

DADOS SOCIOECONÔMICOS DA ÁREA Fonte: IBGE 2010 SUBSETOR OESTE DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 2683.71 Habitantes/Km² PESSOAS RESIDENTES: 844 pessoas POPULAÇÃO POR SEXO: 55,20%

466 Mulheres

44,80%

378 Homens

FAIXA ETÁRIA: 0 a 4 anos

8,52%

5 a 15 anos

10,32%

14 a 34 anos

30,22%

35 a 65 anos

38,33%

+ de 65 anos

12,61%


EQUIPAMENTOS URBANOS

Problemática Apesar da potencialidade sociocultural da área e da sua história, o centro de Ribeirão preto, apresenta dilemas e dificuldades para manter os diversos equipamentos existentes. A ausência de manutenção e infraestrutura afeta a área de modo que os equipamentos percam a atratividade e consequentemente acabam perdendo sua função, Problemas como mobiliários quebrados, falta de sinalização, caminhos inacessíveis, lixo acumulado, entre outros são problemas frequentes que resultam no abandono desses espaços. Além disso, o descaso e a falta de investimento perante o poder público e privado são elementos decisivos para a preservação das atividades e do movimento da área, porém estes não costumam ocorrer frequentemente.

Área predominantemente mista

N

20 1 Área predominantemente residencial

2 3

Legenda

4

9

18

7 6

19 5

Área predominantemente comercial

14

Áreas verdes

8

10

11

12

13

15 17

16 0 50 150

300

550

Equipamento cultura e lazer Conexão equip. cultura/lazer Vias c/ alto fluxo veicular 1- Área de intervenção 2- Instituto Seb 3- Praça Schimidt 4- Praça do Ponto Socorro 5- Parque Maurílio Biagi 6- Theatro Pedro 11 7- Centro Cultural Palace 8- Biblioteca Sinhá Junqueira 9- SESC Ribeirão Preto 10- Praça XV de Novembro 11- Praça Carlos Gomes 12- MARP – Museu de arte de RP 13- Praça das bandeiras 14- Casa da Memória Italiana 15- Praça Luís de Camões 16- Pq. Roberto de Mello Genaro 17- Praça 7 de Setembro 18- Shopping Center Rodoviária 19- Terminal Urbano – Evangelina de Carvalho Passig 20- Secretaria Estadual da Agricultura Diretriz viária – Ciclovia projetadas em avenidas

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Leitura morfológica FIGURA FUNDO Nota-se que nos arredores do terreno há uma grande predominância do cheio sobre o vazio, no qual as tipologias das construções, em sua maior parte apresentada por formas geométricas, se aglomeram nas quadras sem a presença de recuos laterais. No entanto, devemos levar em consideração que a área analisada trata-se de uma área central, na qual sua formação seguiu as leis e orientações do período. Além disso, tratando-se de uma área central, os pequenos pontos vazios encontrados podem vir a ser estacionamentos.

01-Estacionamento

02-Estacionamento

Fonte: Foto tirada pelo autor

Fonte: Foto tirada pelo autor

1 2

Legenda Área de intervenção Área construída

Área vazia/ sem construção Área analisada

N 49

0 50

150

300

550


GABARITO Percebe-se que as ocupações da área analisada são em sua maioria de baixo gabarito, na qual as regiões em que se encontram maiores gabaritos sugerem usos mais diversos e intensos, características próximas ao centro da cidade e nas regiões de baixo gabarito usos de menor intensidade, como habitações e serviços de pequenos porte. Nota-se também que no entorno imediato da área de intervenção não há grandes construções, possibilitando maior visibilidade, circulação e incidência solar, elementos que poderão ser aproveitados no projeto. 01-Prince hotel

02-Comércio

Fonte: Foto tirada pelo autor

Fonte: Foto tirada pelo autor

2 1

Legenda Área de intervenção Construções com 1 pavimento Construções com 2 a 3 pavimentos Construções com 4 ou mais pavimentos Área analisada

N

0 50

150

300

550

50


Leitura morfológica USO DO SOLO Dispondo de uma diversidade de usos a área analisada oferece aos moradores a possibilidade de escolha entre os vários comércios e serviços existentes. Estes usos são quase que separados por regiões, onde os comércios e a prestação de serviços estão localizados perto das avenidas e também do centro da cidade e as residências nas extremidades da área. Essa divisão acarreta pontos positivos e negativos, como por exemplo os comércios apesar de trazer a movimentação durante o horário comercial, a noite o local se torna vazio e com pouca segurança. É possível observar também uma quantidade significativa de lotes desocupados, na qual muitos encontram-se abandonados e em péssimas condições. 01- Comércio

1

Legenda Área de intervenção Comercial Prestação de serviços

2

Fonte: Foto tirada pelo autor

02- Edificação abandonada

Residencial Institucional Praças e áreas verdes Lotes vazios/desocupado Área analisada

N 51

0 50

150

300

550 Fonte: Foto tirada pelo autor


FLUXO DE PESSOAS É possível observar um intenso movimento de pedestres onde situam-se grande número de estabelecimentos comerciais, como bares, mercearias, salões de beleza, farmácia, etc, onde durante o dia essa concentração de pessoas se manifesta em função do comércio e locomoção, no calçadão e na rodoviária, e a noite em função do entretenimento, em praças, igrejas e bares. Rodoviária

Calçadão

Foto da área

Fonte: Foto tirada pelo autor

Fonte: Foto tirada pelo autor

Legenda Área de intervenção Movimentação diurna Movimentação noturna

1

Praças e áreas verdes

2

Área analisada

N

0 50

150

300

550

52


Área de intervenção

MAPA SÍNTESE

Potencialidades: - Proximidade de outros equipamentos de cultura e lazer; - Proximidade com terminal urbano/ rodoviária; - Patrimônio pré-existente no terreno;

Área predominantemente mista

- Proximidade com vias que permitem fácil acesso a área;

Área predominantemente residencial

Fraquezas: - Vias com alto fluxo de veículos; - Poluição sonora e do ar causada pelo fluxo de veículos - Ausência de investimento do setor público/privado - Baixa movimentação noturna na área

- Diretriz viária p/ ciclofaixa na Av. Jerônimo Gonçalves; Área predominantemente comercial

Levando em consideração todos os dados e questões levantadas, é importante destacar alguns pontos, a fim de direcionar, ressaltando o que pode ser aproveitado ou solucionado durante o desenvolvimento do projeto.

CONDICIONANTES DA ÁREA

521,7

Legenda

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Vias c/ alto fluxo veicular Diretriz viária - ciclofaixa Conexão equip. cultura/lazer

0 25 100 300

500

N

524,6

525,2 528,3

528,9 526,1

Áreas verdes Equipamento cultura e lazer

524,2 521,9

523,8 522,1


ZUP – zona de urbanização preferencial Macrozoneamento urbanístico Lei complementar N° 2.866 -27/04/2018 ZUD 1 – zona de uso disciplinado 1 Carta ambiental Lei complementar N° 2.866 -27/04/2018

LEGISLAÇÃO RIBEIRÃO PRETO

• Área permeável I - na Zona de Urbanização Preferencial (ZUP) e na Zona de Urbanização Restrita (ZUR): c) 15% (quinze por cento) para lotes com área maior que 1000 (mil) metros quadrados. • Recuos das edificações I - na Zona de Urbanização Preferencial (ZUP) e na Zona de Urbanização Restrita (ZUR): c) 15% (quinze por cento) para lotes com área maior que 1000 (mil) metros quadrados.

CENTRO MACROZONEAMENTO: ZUP

• Dos recuos das edificações Art. 57 Nas edificações com gabarito superior ao básico, os recuos laterais e de fundo serão calculados pela seguinte fórmula R=H/6, maior ou igual a 2 (dois) metros, onde:

DADOS DA ÁREA

R significa a dimensão dos recuos em metros lineares; H é o gabarito do edifício, em metros lineares, conforme definido no art. 41. Art. 59 Tanto no caso dos recuos para logradouros públicos como no caso dos recuos laterais e de fundo, será admitido o escalonamento da edificação, desde que cada pavimento atenda aos recuos estabelecidos pelos artigos 55, 56 e 57 desta lei. • Do gabarito Art. 41 Define-se como gabarito a altura do edifício em metros lineares, contada a partir do piso do pavimento térreo até o piso do último pavimento. § 1º Fica estabelecido o gabarito básico de até 10 (dez) metros de altura para todas as edificações novas ou a reformar no Município de Ribeirão Preto, exceto para aquelas localizadas nas áreas definidas no art. 42, obedecidas as exceções ali descritas, no art. 43 desta Lei e nos loteamentos com maiores restrições para tal, registradas em cartório de imóveis.

ÁREA TOTAL: 54.450m²

N 0 25 100 300

500

• Dos usos não residenciais Art. 8º A autorização para instalação de usos e atividades não residenciais, em edificações novas ou existentes, na zona urbana e de expansão urbana, dependerá do cumprimento das normas urbanísticas contidas nesta lei, no Código do Meio Ambiente e no Código de Obras, especialmente no que se refere aos limites máximos admissíveis de geração de incomodidade, nocividade e periculosidade em relação ao seu entorno, expressos pelo índice de risco ambiental no qual a atividade se enquadre e de seu potencial como polo gerador de incomodo no tráfego.

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O pré-existente

Como qualquer outra construção a cervejaria passou por diversas alterações ao longo de sua história, sendo elas mudança de endereços, fusões, reformas, tudo para seu melhor desenvolvimento. No entanto, após o encerramento das produções em 2003, quando a fábrica e o terreno não atenderia mais o fluxo de produção, essas mudanças passaram a ocorrer de forma negativa, onde, mesmo com o apoio e tombamento da área pelo CONPACH, o patrimônio encontra-se em péssima conservação. Além disso, boa parte dos seus componentes foram destruídos em uma proposta de um Shopping Center não concluída.

Linha do tempo

3

3

3 7

7 4

5

4

5

8 5

8

4

6 2 2

2

1 1

1

CIA Antarctica 2012

CIA Antarctica 2016

CIA Antarctica 2020

Fonte: Software de georreferenciamento Qgis

Fonte: Software de georreferenciamento Qgis

Fonte: Google Earth

Legenda

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1- Escritório 2- Torre Kaiser 3- Caixa d’agua 4- Espaço de maturação do produto

5- Armazenamento de insumos e produção 6- Estoque 7- Tonéis 8- Secretaria Estadual da Agricultura

Acessos


Estado atual Escritório

Espaço de maturação do produto

Espaço de maturação do produto

Fonte: Jornal a Cidade On

Fonte: Jornal a Cidade On

Fonte: Jornal a Cidade On

Aerofotografia Av. Jerônimo Gon.

Espaço de maturação do produto

Fachada

Fonte: Jornal a Cidade On

Fonte: Jornal a Cidade On

Fonte: Jornal a Cidade On

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1. Escritório Desempenhando as funções administrativas da fabrica o escritório é o edifício pré-existente mais conservado externamente dentre os outros que ainda permanecem de pé. Composto por três andares o edifício é constituído de tijolo maciço, argamassa e tinta. Hoje o prédio se encontra desgastado, possui poucas janelas envidraçadas, seu pavimentos internos junto as escadas foram demolidos com o processo de venda ao shopping e seu corpo encontra-se pichado.

Fonte: Fotos tiradas por Ariane Padovan

57


2. Torre Kaiser

3. Caixa d’agua

Fonte: Jornal a Cidade On

Fonte: Fotos tiradas por Ariane Padovan

Um dos elementos mais marcantes da fabrica, a torre Kaiser se tornou um símbolo da cervejaria, servindo de ponto de referencia e recordação. Apesar de desgastada, a torre permanece intacta. Diferente do que costumamos ver, um elemento vertical e redondo, a caixa d’agua foi construída horizontalmente e até hoje encontra-se sem nenhum sinal de danos estruturais ou demolição, no entanto sua pintura possui sinais de desgaste e mofo.

58


4. Espaço de maturação do produto O espaço de maturação do produto como o próprio nome já indica, era onde a cerveja ficava de “repouso” antes do envase, ou seja o engarrafamento. Assim como as outras edificações o reservatório é constituído por tijolo maciço, argamassa e tinta. Hoje o prédio encontra-se bem desgastado, os tijolos que constitui sua estrutura estão aparentes e a maioria das janelas estão quebradas. Seu interior está destruído e foi invadido pela vegetação do terreno, além disso em alguns pontos há a ausência do telhado.

Fonte: Fotos tiradas por Ariane Padovan

59


5.

Armazenamento de insumos e produção

Desempenhando a funções de armazenamento da matéria-prima e do produto finalizado, a edificação é a maior e por isso principal componente dos edifício pré-existente. mais conservado externamente dentre os outros que ainda permanecem de pé. Composto por pelo menos quatro pavimentos o edifício é o mais danificado dentre os que permanecem em pé. Como os outros é constituído de tijolo maciço, argamassa e tinta, mas seu interior compõem-se azulejos. Nota-se também o uso de vigas metálicas, EPS e que as espessura das paredes são nitidamente mais volumosas. Hoje o prédio encontra-se em ruínas, os materiais que constitui sua estrutura estão expostos, a maioria das janelas estão quebradas e seu interior foi demolido com o processo de venda ao shopping.

Fonte: Fotos tiradas por Ariane Padovan

60


Capitulo 4 Programa de necessidades


Programa ADMINISTRATIVO

ESPORTE

Possuirá espaços privados e semiprivado, no qual os espaços privados será restrito aos funcionários do parque, onde será concentrado toda a parte de administração e manutenção do parque. O espaço semiprivado abrigará a recepção e um espaço dedicado a segurança do usuários, onde será instalado um guarda volume, achados e perdidos e balcão de informações.

Com exceção do depósito toda área de esporte será destinado e possuirá acesso ao público. Os espaço cobertos e descobertos e suas divisões/ fechamentos serão dinâmicos de modo que os ambientes e pessoas possam interagir e os usuários possam escolher e usufruir do espaço de sua preferência.

AMBIENTES

AMBIENTES

ÁREA

MOBILIÁRIOS

Quadras poliesportivas

QUANT.

ÁREA

MOBILIÁRIOS

04

1.000m²

Quadras, bancos, tela de proteção, bebedouro.

Recepção

01

30m²

Balcão de atendimento, mesas, cadeiras, espera, armário, bebedouro, eletroeletrônicos.

Sala administrativa

01

30m²

Mesas, cadeiras, armários, bebedouro, eletroeletrônicos.

Pista de manobras

01

500m²

Pista livre, bancos, bebedouro.

Sala de Coordenadoria

01

15m²

Mesa, cadeiras, armários, bebedouro, eletroeletrônicos.

Depósito

01

15m²

Armários, ferramentas, material de limpeza, equipamentos esportivos.

Central de Segurança

01

20m²

Mesa, cadeiras, armários, bebedouro, eletroeletrônicos.

Arquibancada

02

100m²

-

01

40m²

Armários, ferramentas, maquinários, materiais de limpeza.

Vestiários/ sanitários

02

45m²

Cabines, chuveiros, pias, armários, cabideiros, bacias sanitária, espelhos.

01

50m²

Mesas, cadeiras, eletroeletrônicos.

Bebedouro

01

5m²

-

Contemplação

01

2.000m²

Bancos, vegetação, iluminação.

Área p/ jogos de mesa

01

1.000m²

Bancos, mesas, puffs, tapetes, iluminação, bebedouro, ping-pong, xadrez, cartas.

Sanitários

05

10m²

Pias, bacias sanitária, espelhos.

Área livre/ contemplação

05

5.000m²

Bancos, mesas, iluminação, bebedouro.

Central de Manutenção Sala de funcionários/ copa

TOTAL: 2.195m²

63

QUANT.

sofá,

bebedouro,

TOTAL: 7.665m²


CULTURA E LAZER

SERVIÇOS

A área de cultura e lazer abrigará espaços de exposição, eventos e também aprendizado, no qual oferecerá um espaço para oficinas de arte, dança e musica. Haverá também dois centro de eventos para pequenos shows, apresentações, batalha de rap, poesias faladas e etc. A ideia é que o espaço instigue o encontro de pessoas com interesse na mesma atividade, de modo que estes possam compartilhar experiência.

Apresentando a parte mais estática do parque, além da área de alimentação o setor de serviços dispõe do principal elemento histórico do parque, um restaurante/choperia instalado na antiga edificação da cervejaria. O espaço exibirá á história da cervejaria, realçando a arquitetura industrial da antiga edificação.

AMBIENTES

AMBIENTES

QUANT.

ÁREA

100p

390m²

Recepção, bar, mesas, cadeiras. Eletrodomésticos, pia, bancada (industrial).

QUANT.

ÁREA

MOBILIÁRIOS

MOBILIÁRIOS

Área p/ exposição

01

300m²

Banco, expositores.

Restaurante

Depósito

01

15m²

Armários, ferramentas, material de limpeza, equipamentos artísticos.

Cozinha

01

40m²

Oficina de arte/ convivência

01

2.000m²

Bancos, mesas, puffs, tapetes, iluminação, bebedouro, expositores.

Choperia/ história

01

1.000m²

Playground

01

300m²

Escorregador, balanço, casinha, espaço lúdico.

Depósito/ dispensa

01

20m²

Contemplação

01

3.000m²

Bancos, vegetação, iluminação.

Contemplação

01

3.000m²

Bancos, vegetação, iluminação.

Sanitários/ bebedouro

05

15m²

Pias, bacias sanitária, espelhos.

Sanitários

10

15m²

Pias, bacias sanitária, espelhos.

Espaço eventos coberto

01

600m²

Coleta de lixo

01

5m²

Espaço eventos descobertos

05

700m²

Arquibancada, palco, telão, bancos. Arquibancada, palco, iluminação, telão, bancos.

Recepção, bar, mesas, cadeiras, expositores. Armários

Lixeira

TOTAL: 4.470m²

TOTAL: 6.930m²

64


Distribuição de setores ÁREAS LIVRES Ocupada em sua maior parte por vegetação e espaços livres, está área não possui demarcação de usos, será destinada a contemplação e realização de atividades singulares, seja ela individual ou coletiva, como ler um livro ou fazer um piquenique. Além da vegetação a área possuirá um espelho d’água onde os usuários poderão molhar o pé e se refrescar. AMBIENTES

QUANT.

ÁREA

MOBILIÁRIOS

Caminhada

01

Xm²

-

Ciclofaixa

01

Xm²

-

Bicicletário

60

150m²

-

Estacionamento

60

750m²

Área livre/ Zen

01

3.000m²

Estatuas, iluminação, bancos.

Aspersores/ espelho d’agua

01

50m²

Bancos, espelhos d’agua.

Contemplação/ Solário

01

10.000m²

Bancos, espelhos d’agua.

TOTAL: 14.950m²

65

-

ÁREA TOTAL DO TERRENO: 54.450m²

ADMINISTRATIVO:

2.195m²

ESPORTE:

7.665m²

CULTURA E LAZER:

6.930m²

SERVIÇOS:

4.470m²

ÁREAS LIVRES:

14.950m²

CIRCULAÇÃO/ ÁREA REMANESCENTE:

18.240m²

54.450m²


Fluxograma Acesso

Acesso Recepção

Central de Segurança

Estacionamento

Sala Administrativa

Central de Manutenção

Bicicletário

Sala da Coordenação

Sanitários

Ciclofaixa Coleta de lixo

Caminhada

Depósito/ dispensa

Área de convivência

Área p/ exposição

Restaurante

Playground

Espaço de eventos

Sanitários

Depósito

Vestiários

Aspersores

Convivência

Pista de manobras

Sanitários

Arquibancada

Quadras Poliesportivas

Bebedouro

Bebedouro

Sala de Funcionários Copa

Cozinha

Choperia Sanitários

Área de convivência

Acesso

66


Capitulo 5 Desenvolvimento de projeto


CONCEITO E PARTIDO Conceito Nos encontramos em um período onde a correria do nosso cotidiano e o uso excessivo das mídias sociais vêm nos isolando gradativamente, onde não percebemos o tempo passar e nem nos permitimos observar com mais delicadeza o que está em nossa volta, os detalhes, as pessoa, a arquitetura e a história que cada lugar nos conta. Dito isso, e levando em consideração a história da área (que muitos não conhecem) e o seu alto fluxo de pessoas/veículos, a proposta é criar espaços de encontro, cultura e lazer que permitam e instigam o conhecimento e a história da área, possuindo como principal conceito enaltecer as edificações e memória do lugar .

NOVA ÁREA ESPORTIVA ÁREA COMTEMPLATIVA

RESTAURAÇÃO DO EDIFÍCIO EXISTENTE

RESTAURAÇÃO DO EDIFÍCIO EXISTENTE

ÁREA PARA TRANSPORTES

Partido Para isso, a primeira medida adotada foi a restauração das fachadas e de algumas das edificações existentes, essas além de contar as história por si só, possui também exposições e quadros informativos que narram o processo da famosa cervejaria de Ribeirão Preto. Para as novas edificações foi adotado o sistema préfabricado, no qual seu processo e acabamento limpo permite que as construções existentes possuam maior destaque dentro do parque. Além disso, uma grande área contemplativa permite a observação desses elementos que retratam a memória, possibilitando também a integração de todos os componentes do parque.

69

NOVA ÁREA CULTURAL

RESTAURAÇÃO DO ELEMENTO EXISTENTE

RESTAURAÇÃO DA FACHADA RESTAURAÇÃO DO EDIFÍCIO EXISTENTE


SETORIZAÇÃO

N 5

4

1.ACESSO PRINCIPAL EXISTENTE RUA CEL. LUÍZ DA CUNHA

3

2.ACESSO EXISTENTE RUA CEL. LUÍZ DA CUNHA

6 2 1

3.ACESSO EXISTENTE RUA CASTRO ALVES

4. ACESSO EXISTENTE RUA CASTRO ALVES

5.NOVO ACESSO POR PAREDE DESCARACTERIZADA RUA CASTRO ALVES

6.NOVO ACESSO POR PAREDE DESCARACTERIZADA AV. JERÔNIMO GONÇALVES

LEGENDA: ESTACIONAMENTO

ACESSO AO PARQUE

CULTURA/LAZER

ACESSO VEICULAR

CONTEMPLATIVO

ACESSO DE SERVIÇO

ÁREA DE ESPORTES

CIRCULAÇÃO PRINCIPAL

ADMINISTRAÇÃO

TERRENO

70


DIRETRIZES PROJETUAIS

71

ÁREA CULTURAL

ÁREA CONTEMPLATIVA

Para a área cultural a proposta é a utilização do espaço como um pequeno centro de apoio local que ofereça programas e oficinas culturais para os usuários. Além disso, a proposta inclui um novo teatro a centralidade, buscando aproximar as pessoas a esse tipo de programa.

Sendo a maior área do parque a proposta para a área contemplativa é além de proporcionar um espaço de respiro, na qual seu uso pode ser definido pelo usuário, que a área também permita a visibilidade dos elementos históricos do parque desfrutando das sombras e vegetação enquanto os observa. Além disso, é aonde encontra-se a principal circulação do parque permitindo a união de todos os programas existentes.

RESTAURAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

A proposta para o maior e principal edifício pré-existente (armazenamento de insumos e produtos), é a utilização do espaço como um restaurante/bar e também salão expositivo que apresente a história da cervejaria através de objetos, memórias e do próprio edifício.

ÁREA ESPORTIVA

Para a área esportiva a proposta é oferecer aos usuários e residentes locais um espaço para lazer e atividades físicas, trazendo diferentes áreas demarcadas e também livre para que esses possam utilizar da maneira que preferirem, levando em consideração os poucos equipamentos existentes para atender a população.


RESTAURAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

A proposta para o edifício préexistente onde antes acontecia a maturação da cerveja é a utilização dos espaço como uma área de descanso e tranquilidade, no qual o espaço será repleto de vegetação e a parte em que há a ausência da cobertura seja um observatório para o céu.

ÁREA DESTINADA A VEICULOS

Para o estacionamento, diante da cenário atual, do quanto os veículos motorizados são prejudiciais e também do auto fluxo de veiculo no entorno a ideia é que esse seja mais ocupados por veículos não motorizados, dispondo de um grande espaço para o bicicletário e um espaço reduzido para os veículos motorizados.

RESTAURAÇÃO DA FACHADA

Assim como a capa de um livro, a fachada deu uma edificação diz muito sobre sua história, sendo assim, e devido seu tombamento, a proposta busca a restauração da fachada e preservação de elementos como a torre Kaiser, de modo que estes possam nos ensinar mais sobre a Antárctica.

ÁREA ADMINISTRATIVA

Assim como seu programa no passado, a proposta para o edifício existente é a utilização deste para a instalação do setor administrativo do parque. A edificação será também restaurada apresentando um pouco mais sobre a história da cervejaria.

72


ESTRUTURA/MATERIALIDADE Para a estrutura das novas edificações foi adotado o sistema construtivo do concreto pré-fabricado, pois além do seu processo e acabamento serem mais rápidos e limpos este tipo de sistema permitirá que o destaque seja direcionado aos edifícios pré-existente devido ao seu contraste tanto na cor como nas dimensões. A forma das novas construções serão ortogonais de modo a seguir os existentes, sendo assim, apesar do contraste das cores e dimensões eles ainda serão harmônicos. • • •

Além do concreto utilizado na estrutura, o concreto também aparecerá na pavimentação do parque sendo hora intertravado permitindo com mais facilidade o escoamento da água e hora por blocos de concreto permitindo a melhor caminhabilidade e o uso de veículos não motorizado como bicicletas, patins e skate. O parque terá ainda materiais como a madeira, pedras e muita vegetação.

SISTEMA PRÉ-FABRICADO CONTRASTE ENTRE CORES E DIMENSÕES EM RAZÃO DO SISTEMA ESCOLHIDO. ORTOGONALIDADE SEGUINDO A LINHA DOS EDIFICIOS PRÉ EXISTENTES.

CONCRETO PRÉFABRICADO

DECK DE MADEIRA

GRAMA SÃO AGOSTINHO

EDIFICAÇÃO PRÉ-EXISTENTE ARGILA EXPANDIDA

PERGOLADO COM VEGETAÇÃO

PLACA DE CONCRETO

CONCRETO INTERTRAVADO

PEDRA DE RIO

NOVAS EDIFICAÇÕES ÁGUA

73


IMPLANTAÇÃO N

LEGENDA: 1- BANHEIRO/ VESTIÁRIO 2- ALUGUEL DE BICICLETA 3- QUADRA POLIESPORTIVA 4- ÁREA PARA MANOBRAS 5- ÁREA FOOD TRUCK 6- TEATRO AO AR LIVRE

1

7- ESTACIONAMENTO 8- RESTAURANTE/ BAR/ EXPOSIÇÃO 9- PLAYGROUND 10- ASPERSORES 11- ADMINISTRATIVO 12- SALA DE EXPOSIÇÃO 13- OFICINAS 14- TEATRO 15- ALIMENTAÇÃO 16- ACADEMIA AO AR LIVRE

4

3

15

2

7 6

5

2

PALMEIRA (grande porte)

1 8

9

10 9

15

12 13

VEGETAÇÃO ÁRBOREA (grande porte) VEGETAÇÃO ÁRBOREA (médio porte) VEGETAÇÃO ARBUSTIVA (pequeno porte)

14 15

16

11

VEGETAÇÃO RASTEIRA ESPELHO D’AGUA

DECK DE MADEIRA CONCRETO ARGILA EXPANDIDA ACESSOS EXISTENTES

0 10 20

50

NOVOS ACESSOS

74


ÁREA ESPORTIVA

N

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

MATERIAIS:

9

CONCRETO PRÉFABRICADO 4

10 5

9 6

4

7

ARGILA EXPANDIDA

4

3 6

4

5

8

10 11

2

CONCRETO 11

1

DECK DE MADEIRA

LEGENDA:

05

15

30

2. ALUGUEL DE BICICLETAS

5. QUADRAS POLIESPORTIVAS 6. ÁREA DE MANOBRAS

9. DECK DE MADEIRA 10. ÁREA LIVRE PARA ESPORTES (SLACKLINE, PETECA, ETC.)

3. ENFERMARIA/DEPÓSITO

7. PISTA DE SKATE

11. ESPAÇO RELAX (LEITURA, MEDITAÇÃO, ETC)

1. GUARITA

75

0

4. VESTIÁRIOS/BANHEIRO

8. LANCHONETE

ACESSO A ÁREA

GRAMA SÃO AGOSTINHO


ÁREA CONTEMPLATIVA

6

N

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

8

2

3

6

MATERIAIS:

2

7 1

PERGOLADO COM VEGETAÇÃO

4

2

CONCRETO INTERTRAVADO 6 6

DECK DE MADEIRA

LEGENDA:

1. RESTAURANTE/BAR

0 05

2. PRAÇA ALIMENTAÇÃO

4. PLAYGROUND 5. ACADEMIA

3. FOOD TRUCK

6. PRAÇA

15

30

5

6

7. TORRE KAISER 8. TEATRO AR LIVRE

ACESSO A ÁREA

GRAMA SÃO AGOSTINHO

76


ÁREA ESPORTIVA QUADRA POLIESPORTIVA

77


PISTA DE SKATE

78


ÁREA ESPORTIVA LANCHONETE

79


DECK DE MADEIRA/E´PAÇO RELAX

8075


ÁREA CULTURAL

N

MATERIAIS:

CONCRETO PRÉFABRICADO 9

2

3

4

ARGILA EXPANDIDA

6

5

1 11 1

1

7

10

3 9 9

1 8

LEGENDA:

1. OFICINAS 2. ÁREA DE EXPOSIÇÃO 3. BANHEIROS 4. DEPÓSITO

81

5. DML 6. TEATRO

CONCRETO INTERTRAVADO

0

05

15

30

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO DECK DE MADEIRA

7. BILHETERIA 8. LANCHONETE 9. PRAÇA 10. DECK DE MADEIRA 11. ESPELHO D’ÁGUA

ACESSO A ÁREA

GRAMA SÃO AGOSTINHO


ÁREA CONTEMPLATIVA

N

MATERIAIS:

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

1

CONCRETO PRÉFABRICADO

VEGETAÇÃO:

PALMEIRA IMPERIAL (grande porte)

5

2 4

6

3

7

ARGILA EXPANDIDA

SOMBREIRO (grande porte)

CONCRETO

PATA DE VACA (médio porte)

DECK DE MADEIRA

ACEROLA (médio porte)

8

9

LEGENDA: ACESSO A ÁREA

10

1. ESTACIONAMENTO 2. BICICLETÁRIO 3. DECK DE MADEIRA

4. ÁREA LIVRE PARA ESPORTES

(PATINS, DANÇA, ETC.) 5. GUARITA 6. ALUGUEL DE BICICLETA 7. ENFERMARIA/DEPÓSITO 11

8. VESTIÁRIO/BANHEIRO 9. ASPERSORES DE ÁGUA 10. PLAYGROUND

0 05

15

30

11. ADMINISTRAÇÃO

GRAMA SÃO AGOSTINHO

AGAVE DRAGÃO (pequeno porte)

82


ÁREA CULTURAL

83

OFICINAS


OFICINA

84


ÁREA CULTURAL DECK DE MADEIRA/ ESPELHO D’ÁGUA

85


PRAÇA

86


CORTE

ÁREA CULTURAL

RESTAURANTE/BAR CORTE A-A

87

CORTE B-B


PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

A B

ÁREA DE ESPORTES

A

ESPAÇO ZEN

05

0

CONTEMPLATIVO

15

30

ADMINISTRATIVO

0

05

15

30

88


ÁREA CONTEMPLATIVA GRAMADO/PERGOLADO

89


RESTAURANTE/BAR

90


Capitulo 6 ReferĂŞncias bibliogrĂĄficas


Referências LIVROS

ARTIGOS

ALVES, F. B. Avaliação da qualidade do Espaço Público Urbano. Proposta metodológica. Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Lisboa. 2003.

HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo:Vértice, 1990.

BARROS, M.V. F.;VIRGÍLIO, H. Praças: espaços verdes na cidade de Londrina. Geografia, v. 12, n. 1, p. 533-544, 2003. CHOAY, F (2001). A Alegoria do Patrimônio. 5.ed. São Paulo: Estação Liberdade/UNESP, 2006. 288p. JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. 3.ed.WMF Martins Fontes,2011. LÉFÈBVRE, Henri. O direito à cidade. 5.ed. São Paulo: Centauro, 2001. LUNARDELLI, Ana Laura Bandeira Lins. A proteção de áreas públicas. Manual prático da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Ministério Público do Estado de São Paulo, 2005. MELLO E SILVA, Leonardo . Patrimonio Industrial: Passado e Presente. Patrimônio Revista Eletrônica do Iphan , Brasilia, v. 4, 2006.

MUMFORD, L. A Cidade na História: suas histórias, transformações e perspectivas. Tradução Neil R. da Silva.São Paulo: Martins Fortes, 1998. POLLAK. Michael. Memória, esquecimento e silêncio. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 2, n. 3, 1989, p. 3-15. SERPA,Angelo. Gestão territorial do sistema de parques públicos em Salvador, Bahia: contradições e paradoxos. Curitiba. 2006. SAMPAIO, Andrea da Rosa. Centros históricos de Bolonha e do Porto: lições de reabilitação urbana para o debate contemporâneo. Revista CPC, n.23, p. 40-64, 9 ago. 2017. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn1980-4466.v0i23p40-64. Acesso em: 03 de março de 2020.

93

KLIASS, R. G. Parques urbanos de São Paulo. São Paulo: PINI, 1993.

MACEDO, S. S. Os Espaços de Edificação e o Destino da Paisagem Urbana. In: SEMINÁRIO SOBRE DESENHO URBANO NO BRASIL, 2., São Paulo. Anais. São Paulo: Pini, 1986. p. 103-110.

MELAZO, G. C.; COLESANTI, M. T. M. Parques urbanos: importantes “espaços verdes” na dinâmica ambiental das cidades. In: SIMPÓSIO REGIONAL DE GEOGRAFIA, 2., 2003, Uberlândia. Anais... Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2003. SCALISE, W. Parques urbanos: evolução, projeto, funções e usos. Rev. Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Tecnologia. Disponível em:< http://www.unimar.br/feat/assent_humano4/parques.htm/>. Acesso em: 02 Abril 2020. SILVA, Kelson de Oliveira. Lazer, espaço público e qualidade de vida na capital Potiguar – ensaio exploratório. Turismo: Estudos e Práticas. UERN, Mossoró/RN, vol. 1, n. 2. jul. dez. 2012. Disponível em:< http://periodicos.uern.br/index.php/turismo/article/viewFile/336/225/>. Acesso em: 02 Abrril 2020. ZANCHETI, Silvio Mendes. Conservação urbana. 2002. Disponível em: http://concervacaourbana.blogspot.com/. Acesso em: 03 de março de 2020


CARTAS TICCIH. Carta de Nizhny Tagil sobre o Patrimônio Industrial. Nizhny Tagil; Unesco, 2003. Disponível em:

https://ticcihbrasil.com.br/cartas/carta-de-nizhny-tagil-sobre-opatrimonio-industrial/. Acessado em: 05 de fevereiro de 2020 Carta de Lisboa. 1995. Dispponível em: https://www.culturanorte.gov.pt/fotos/editor2/1995__carta_de_lisboa _sobre_a_reabilitacao_urbana_integrada-1%C2%BA_encontro_lusobrasileiro_de_reabilitacao_urbana.pdf. Acessado em: 05 de fevereiro de 2020

LEI SECRETÁRIA do Planejamento Urbano. Plano diretor do Município. Dispponível em:

https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/planejamento/planodiretor-do-município. Acessado em: 05 de abril de 2020 SECRETÁRIA do Planejamento Urbano. Lei complementar nº 2505, de 17 de janeiro de 2012. Dispponível em:

https://leismunicipais.com.br/plano-de-zoneamento-uso-eocupacao-do-solo-ribeirao-preto-sp. Acessado em: 05 de abril de 2020

94


Capitulo 7 ApĂŞndice


Pesquisa e levantamento A participação da população no processo do projeto

Contextualização Como um país democrático a participação popular na vida pública é extremamente importante para o desenvolvimento e crescimento da nossa sociedade. Não só na gestão pública, mas também na criação de novos espaços que serão desenvolvidos. A partir do momento em que as pessoas se veem envolvidas com o processo de criação de um novo lugar, estes se sentem pertencentes a este lugar, além disso com a colaboração da população e dos usuários mais próximos é que podemos levantar as principais problemáticas e resoluções da área, direcionando os melhores usos, materiais e conceito para o projeto. Participação da população em reuniões púbicas

Perguntas 1- Para você o que é espaço público? RESPOSTA MÉDIA:

É um espaço acessível a todos. Um espaço que seja útil às necessidades da população como um todo. 2 - Para você o que é um parque urbano? RESPOSTA MÉDIA:

Um parque com características naturais, situado na zona urbana. Um espaço público , com vegetação e áreas para prática de esportes, caminhadas e atividades ao ar livre. 3 - O que você considera essencial em parque urbano? RESPOSTA MÉDIA:

Ter muita permeabilidade, arborização, espaço para atividades variadas e integração. 4 - Quais tipos de esporte você gostaria de ter mais espaço para praticar? RESPOSTA MÉDIA:

- Vôlei; 35% das respostas. - Futebol; 20% das respostas. - Patins; 15% das respostas. - Basquete; 15% das respostas. - Outros esportes (ex: Slackline, tênis) Fonte: https://www.oficina.org.pt/noticias/conheca-as-5-melhores-praticasde-participacao-cidada-de-2019

15% das respostas.


Jan Gehl 5 - Você gostaria de ter mais contato com a natureza? O que faria se possuísse mais espaços como este? RESPOSTA MÉDIA:

Sim, aproveitaria mais o contato com a natureza e praticaria mais atividades ao ar livre. 6 – Você conhece a antiga fábrica de Cervejaria Antárctica de Ribeirão Preto e sua história? RESPOSTA MÉDIA:

- Sim. Conheço a localização, e o básico da sua história. - Não. Só por ponto de referência. 70% das respostas.

30% das respostas.

7 – Que tipo de lazer e equipamentos urbanos você sente falta na cidade? RESPOSTA MÉDIA:

Equipamentos culturais no geral. - Biblioteca; 40% das respostas. - Teatro; 30% das respostas. - Oficinas culturais/ profissionalizantes; 10% das respostas. - Equipamentos esportivos; 20% das respostas. DADOS RECOLHIDOS COM PESSOAS RESIDENTES EM RIBEIRÃO PRETO/SP - Total de 28 pessoas. SUBSETOR OESTE

Fonte: https://www.environmentshow.com/jan-gehl/

“É preciso que as pessoas exijam as coisas certas. Se você, por exemplo, perguntar a uma criança o que ela quer de natal, ela vai responder uma lista de coisas que já conhece. Uma criança nunca pediria algo de que nunca ouviu falar. O mesmo vale para as demandas das pessoas em relação às cidades. É fundamental que haja informação sobre como uma cidade pode ser melhor para que a sociedade exija as coisas certas” Jan Gehl


LEGENDA: 2. ALUGUEL DE BICICLETA 3. QUADRA POLIESPORTIVA

A

6. TEATRO AO AR LIVRE

DECK DE MADEIRA +0,40

7. ESTACIONAMENTO 1

DECK DE MADEIRA +0,40 QUADRA POLIESPORTIVA 01 0,00

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA

MANOBRAS 0,00

PISTA DE SKATE -1,00

+3,20

4

3

9. PLAYGROUND

GRAMADO 0,00

MANOBRAS -1,05

10. ASPERSORES

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +3,20

15

QUADRA POLIESPORTIVA 02 0,00

DE ENTRADA 0,00

2

+3,20

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +3,20

DECK DE MADEIRA +1,40

11. ADMINISTRAIVO 7 0,00 DECK DE MADEIRA +1,40

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA

13. OFICINAS

+4,20 TEATRO AO AR LIVRE +1,00

6

FOOD TRUCK +1,00

5

MANOBRAS 0,00

14. TEATRO COBERTO

2 LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA

RUA CASTRO ALVES

+3,20

DECK DE MADEIRA 0,00

16. ACADEMIA AO AR LIVRE 1

PALMEIRAS (porte grande)

BAR/ RESTAURANTE +2,00

PLAYGROUND +2,00

9

8

ASPERSORES ASPERSORES D'AGUA 0,00 0,00 DECK DE MADEIRA +1,00

10 9 PLAYGROUND 0,00 +3,00 DO RESTAURANTE +3,00

15

ESPELHO D'AGUA +2,60

LAJE VERDE +7,20

CONCRETO

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +7,20

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +7,20

14

12

B

B

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +7,20

11

ESPELHO D'AGUA +2,60

ACADEMIA AO AR LIVRE +2,00

13

16

LAJE IMPERMEABILIZADA COM ARGILA EXPANDIDA +7,20

15

DE ENTRADA +4,00

DECK DE MADEIRA ARGILA EXPANDIDA ACESSOS EXISTENTES NOVOS ACESSOS

RUA DUQUE DE CAXIAS

N

A ESCALA: 1:500


LAYOUT

LEGENDA: 1. GUARITA 2. ALUGUEL DE BICICLETA 3. ENFERMARIA

A

5. QUADRAS POLIESPORTIVAS DECK DE MADEIRA +0,40

10

7. LANCHONETE

VEST. MASC. 0,00

5

4

DECK DE MADEIRA +0,40

QUADRA POLIESPORTIVA 01 0,00

MANOBRAS 0,00

PISTA DE SKATE -1,00

VEST. FEM. 0,00

6

9 GRAMADO 0,00

VEST. FEM.

DML 0,00

ENFERMARIA

3

0,00

MANOBRAS

4

-1,05

5

ALUGUEL DE BICICLETA

7

VEST. MASC.

DE ENTRADA

0,00

QUADRA POLIESPORTIVA 02

0,00

0,00

2

DECK DE MADEIRA

10

LANCHONETE

+1,40

13 COPA

12. TEATRO AO AR LIVRE

0,00

DECK DE MADEIRA +1,40

BANHO

GUARITA

1 TEATRO AO AR LIVRE +1,00

12

A FOOD TRUCK +1,00

RUA CASTRO ALVES

11

MANOBRAS 0,00

DECK DE MADEIRA 0,00

2

14. PLAYGROUND 15. TORRE KAISER

3

1

8 15

PLAYGROUND +2,00

14

8

18. ACADEMIA AO AR LIVRE

ASPERSORES D'AGUA 0,00

DECK DE MADEIRA +1,00

16 14

20. TEATRO COBERTO

PLAYGROUND 0,00

9

+3,00 DO RESTAURANTE +3,00

8

ESPELHO D'AGUA +2,60

21. BILHETEIRA

9 19

22. OFICINAS +4,00

20 23

B

+4,00

B

TEATRO 180 pessoas +4,00

PALCO

COXIA

+4,80

+4,80

WC MASC

17

DML +4,00

+4,00

OFICINA +4,00 ESPELHO D'AGUA +2,60

WC FEM

OFICINA

OFICINA

+4,00

+4,00

22

21

DECK DE MADEIRA +3,40

WC FEM

7

DE ENTRADA

+4,00

OFICINA +4,00

+2,00

18

BILHETERIA WC FEM

ACADEMIA AO AR LIVRE

ACESSOS EXISTENTES NOVOS ACESSOS

+4,00

8

LANCHONETE

RUA DUQUE DE CAXIAS

A

LAYOUT ESCALA: 1:500

N


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Projeto de requalificação da antiga fabrica da cervejaria Antárctica - Ribeirão Preto/ SP by Letícia B. Fiacadori - Issuu