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Revista Leia FF n.º 59

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Revista n.º 59 abril 2022

Revista online

Ilustração|Miguel Temtem

ISSN 2183-993X

Entrevista Rigo23

No rasto de António Belo


Leia FF n.º 59| Índice

Ficha Técnica N.º 59 abril 2022 ISSN 2183-993X Direção: Mestre António Pires Coordenação: Prof.ª Isabel Lucas Prof.ª Maria do Rosário Antunes Revisão: Prof.ª Maria do Rosário Antunes

Nesta Edição

Design e Página Web Prof.ª Isabel Lucas Redação: Prof.ª Maria do Rosário Antunes Colaboração: Comunidade Educativa Colaboração Especial: Rigo23 (Ricardo Gouveia) António Belo Fotografia: Comunidade Educativa Tratamento Fotográfico: Prof.ª Isabel Lucas Capa: Aluno Miguel Temtem, 11.º 11 do Curso de Artes Visuais. Contactos: Escola Secundária de Francisco Franco, Rua João de Deus, n.º 9 9054-527 Funchal Email geral: esffranco@madeira-edu.pt Email da Revista Leia FF: leiasff@esffranco.edu.pt Telefone: 291 202 820 Fax: 291 230 342 2

Editorial

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Carreiras

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No rasto de...

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Clubes e Projetos

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Aconteceu Eventos em destaque

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No Olhar de... Textos livres dos professores

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Vemos e escrevemos Textos livres dos alunos

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Sugestões Exposições

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Mestre António Pires - Presidente do Conselho Executivo

Entrevista - Rigo23 (Ricardo Gouveia)

António Belo

Atividades dos Clubes


Leia FF n.º 59 |Editorial

Editorial

Presidente do Conselho Executivo

Organização: Conselho Executivo (Texto: Mestre António Pires/Imagem)

Uma formação académica de qualidade é condição para acesso a percursos escolares e profissionais bem-sucedidos. Mas também sabemos que uma sólida educação só se consegue numa integração de saberes e experiências, que ultrapassa em muito o contexto da sala de aula. Enquanto escola que tem como missão formar pessoas que aspiram a uma integração e intervenção plenas numa sociedade global, devemos facultar aos nossos alunos o acesso a esta pluralidade de saberes e de experiências, que fazem parte da vida e da cultura na sua dimensão mais abrangente. Nesse sentido, a escola tem vindo a disponibilizar aos seus alunos experiências em áreas tão diversas como o voluntariado, a sustentabilidade, a intervenção cívica e política, as artes, as tecnologias, o desporto… O envolvimento em projetos que nos ligam ao espaço europeu, como por exemplo o Projeto Euroscola ou os vários Projetos Erasmus promovidos em parceria com diversos países, são uma mais-valia inquestionável, quando pretendemos formar cidadãos para um mundo global. O contacto com outras realidades transnacionais, o conhecimento e a consciência das diversidades culturais que nos identificam e caracterizam, facultam o acesso a um ambiente social em que essas diferenças devem ser consideradas como riqueza e como condição para a construção de um mundo melhor, assumindo-se como uma mais-valia. O domínio das línguas, os intercâmbios com outras escolas, de outros países, os contactos com outras realidades, mesmo que superficiais, facilitam e incutem nos participantes destes projetos uma vontade em querer fazer parte de um espaço mais alargado e de se sentirem verdadeiros cidadãos do mundo, no qual querem ter voz ativa. É para este mundo que devemos preparar os nossos alunos, pois é aí que eles se vão integrar e onde queremos que sejam verdadeiros protagonistas, valorizando de igual modo as qualificações, as competências, as experiências, os valores e aquilo que eles são enquanto pessoas, na sua dimensão mais abrangente.

António Pires 3


Entrevista a

Rigo23

Leia FF n.º 59| Carreiras

|Texto: Pesquisa e questionário: Matilde Cardoso, 10.º 28 Imagem: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira 2006, por Isabel Lucas 4


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R

igo23 (Ricardo Gouveia) é um artista plástico nascido em Santana, na ilha da Madeira. É conhecido pelos murais que criou na cidade de São Francisco, mas também por projetos coletivos que desenvolveu em outros locais do mundo. Depois de se formar no Instituto de Arte de São Francisco (bacharelato), obteve o mestrado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos da América). É o responsável pelo Victory Stand, um monumento construído na Universidade de San Jose, pelo mural eletrizante que apresentou em Nagoya, no Japão, mas também pela manifestação artística intitulada Fátima na Ribeira Seca, que se reporta a um evento que teve lugar naquela localidade de Machico. Rigo é um dos artistas madeirenses mais aclamados, tendo sido distinguido com o prémio SECA Art Award, atribuído pelo Museu de Arte Moderna de São Francisco, e com a Insígnia Autonómica de Distinção, do Governo Regional da Madeira. REVISTA LEIA FF | Desde pequeno que soube que queria ter um trabalho relacionado com as artes, ou este interesse surgiu mais tarde na sua vida? RIGO23 | Desde criança que gosto de desenhar − fazer bonecos − e de fazer coisas com as próprias mãos. De forma que sim, desde que me conheço que gosto de fazer arte e de olhar para o mundo em meu redor como quem lê um livro. REVISTA LEIA FF | Como era a sua relação com a «escola»? RIGO23 | Minha mãe contava que foi difícil levar-me para a escola, porque eu tinha vergonha de não saber ler. “Vou para lá fazer o quê? Eu nem sequer sei ler!”. Aos poucos e poucos, convenceram-me de que era precisamente por isso que eu precisava de ir à escola − para aprender. REVISTA LEIA FF | Quando acabou os estudos, teve, com certeza, certas expectativas ou até mesmo planos para o futuro. Considera que os mesmos se concretizaram? RIGO23 | Na verdade, nunca tive muitos planos, muitas metas. O que tinha, isso sim, eram convicções; modos de estar; modos de ser. Queria comportar-me na vida de acordo com valores em que acreditava, isso era para mim mais importante do que o local aonde a vida eventualmente me levaria. Sinto-me afortunado até agora, agradeço a sorte que tive, pois a vida não me impôs nenhuma tragédia contra a qual eu nada pudesse fazer. O maior obstáculo para a concretização dos meus sonhos continuam a ser as minhas próprias limitações. 5


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REVISTA LEIA FF | Como se define enquanto artista? E como define a sua arte? RIGO23 | Acho que a arte que fazemos é o que nos define como artistas. REVISTA LEIA FF | O que o leva a usar os murais para desenvolver as suas criações em vez das telas? RIGO23 | Entendo que os espaços públicos são os espaços mais naturais para a fruição e manifestação de fenómenos culturais. Na rua, nas praças, nas praias, nos arraiais, nas escolas, convivemos com a cultura enquanto participantes. O distanciamento necessário para a contemplação ocorre em simultâneo com a nossa participação. Nos espaços ditos culturais, acentua-se a diferença entre autor e espectador. Nesse sentido, o muro é um espaço menos codificado do que uma tela − não existem guardas a lembrar-nos do valor daquilo que estamos a ver, nem textos complexos a recordar-nos da complexidade do mundo. Tento encarar a minha atividade de criador artístico com a menor distância possível para com o mundo quotidiano.

Imagem: Worshop Arte Urbana 2019, Isabel Lucas

REVISTA LEIA FF | No que se inspira quando começa a trabalhar num mural? RIGO23 | No local/tempo para o qual o mural é concebido, tendo em conta o contexto humano e não-humano no seu entorno.

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|Imagem: MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira 2006, professora Isabel Lucas

REVISTA LEIA FF | Será que pode partilhar connosco como desenvolve o seu processo criativo, a partir do momento em que sabe que tem mais um trabalho para concretizar? RIGO23 | Começo por me debruçar sobre o local − se é um local novo para mim, ou mesmo sendo familiar − fisicamente e intelectualmente. Ou seja, passo bastante tempo andando pelo local, abordando-o de diferentes perspectivas, a diferentes velocidades… e também tento aprender o máximo sobre o local para o qual o trabalho está a ser desenvolvido. Uma vez surgida uma ideia, uma abordagem que parece interessante, testo-a tanto quanto possível. Vou fazendo exercícios internos de stress inquisitivo por forma a determinar se a ideia/abordagem se aguenta a diferentes questionamentos. Depois de testar e re-testar a ideia − se ela se mantiver de pé, isto é, se continuar a parecer-me interessante e sem calcanhares de Aquiles óbvios – então, aí, abico-me a 100% na sua concretização. REVISTA LEIA FF |O que o fez regressar à sua terra natal, sendo que tem tido mais reconhecimento pelo seu trabalho no estrangeiro? RIGO23 | A minha mãe, os meus filhos, o facto de esta ser a minha terra natal e também por continuar a ter na Madeira amizades que são alicerces do meu ser. Amizades e exemplos de comportamento − pessoas que admiro muito. 7


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REVISTA LEIA FF | As suas obras expressam assuntos de cariz político e social. Porquê? RIGO23 | As minhas obras expressam as minhas inquietações, aspirações, observações, preocupações, desejos, interrogações, devaneios… Enfim − faço obras de arte acerca de/ a partir de situações que sinto de forma mais intensa, ou que me deixam mais desamparado − daí a necessidade de recorrer à arte para recuperar, e descobrir significados. REVISTA LEIA FF | Depois de tantos murais distribuídos pelo mundo inteiro, ainda existem projetos por realizar? Se sim, o que se segue? Qual é – ou qual seria – o seu projeto de sonho? RIGO23 |Apesar de podermos olhar para alguns projetos realizados com algum orgulho especial, os projetos que mais nos movem, que mais mexem connosco são sempre aqueles que ainda estão por realizar. Aqueles que estamos a fazer das tripas coração por conseguir deslindar ou levar avante. Geralmente, existem sempre vários projetos em simultâneo, em diferentes fases de idealização, realização ou frustração. Esta terça-feira, acabei de submeter a proposta final para uma obra de arte pública em São Francisco, na Califórnia, e estou muito entusiasmado com a possibilidade de poder vir a concretizá-la. É um projeto que envolveria a realização de estatuária a indivíduos não humanos. Um projeto de sonho que continuo a nutrir é o de realizar uma obra de arte pública que lembre a existência da escravatura na Madeira. REVISTA LEIA FF |Para alguém que já viajou para tantas partes diferentes do globo, envolvendo-se com culturas tão distintas, o que pode dizer acerca da relação que os portugueses têm com a Arte, comparando com outros povos? RIGO23 | Essa é uma pergunta muito vasta e de difícil resposta, em especial de difícil resposta em poucas palavras. Falando do entendimento que faço da experiência Madeirense (que é um universo um pouco mais abrangível do que todo o Portugal), acho que as pessoas têm um afeto muito grande pela arte com A pequeno, as “brincadeiras” que as pessoas fazem “por gosto”, ou “para matar o tempo”. Já a arte com A grande, embrulhada em palavras difíceis e muito hierarquizada, acho que as pessoas são um bocadinho alérgicas. Sinceramente, não consigo assim − do pé para a mão − compará-la com a relação que outros povos têm para com fenómenos semelhantes. REVISTA LEIA FF | Devido à pandemia, vários setores têm sofrido imensas perdas a nível económico. Sendo a cultura um dos setores mais afetados, de que forma é que se poderia atenuar esta situação? RIGO23 | Constatei que muitos agentes culturais se revoltaram contra as limitações desmesuradas que se impuseram, por exemplo, ao acesso aos espectáculos de música, teatro, dança, audiovisuais e a salas de exposições. REVISTA LEIA FF |Como percepciona a relação que os jovens têm com a arte em geral e a sua em particular? RIGO23 | Muitas vezes, sinto carinho e curiosidade dos jovens para com o meu trabalho. E fico muito grato por isso. Quanto à relação dos jovens para com a arte em geral, vivemos um momento de grande desequilíbrio pelo imenso poder da comunicação digital pela internet e suportes móveis − entra-nos o Mundo pela janela a cada minuto. Com o tempo, criar-se-ão mecanismos culturais de defesa mais propícios ao diálogo entre este permanente “novo” e as formas “antigas” de se fazer e pensar arte. É um processo em que a minha geração será mais observadora do que protagonista e assim não poderia deixar de ser. REVISTA LEIA FF | Que características considera fundamentais para quem deseje ingressar na arte de forma profissional? Quais os maiores desafios que antecipa? RIGO23 | Persistência e crença, companheirismo e apoio mútuo entre criadores são características fundamentais para se alcançar uma eventual profissionalização. O grande mofo e acomodação institucional, o amor instituído pelo betão, pela pompa e pelos galões, e a eterna desconfiança para com o 9


|Ilustração: Miguel Temtem 11º .11

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|Imagem: Rui Marote DN desejo de autonomia dos artistas são alguns dos velhos e grandes desafios que se vão eternizando no nosso caminho. É fundamental que a aspirante ou o aspirante a artista tenha um compromisso claro consigo próprio de que “isto vai exigir sacrifícios” − de que a Liberdade custa caro e é preciso convicção e disciplina. REVISTA LEIA FF |O que tem a dizer a todos os jovens que pretendem ingressar no mundo das artes e, a partir da aí, construir uma carreira? RIGO23 | Que tenho uma enorme admiração pela sua coragem, peço-lhes que tenham noção de que as recompensas não irão chegar na moeda vigente − mas sim em moeda mais dificilmente cambiável por bens materiais. Dir-lhes-ia também que é talvez mais sensato pensar em construir uma caminhada ou um trilho do que uma carreira. Andar a correr é mais coisa para atletas e, sim, jovens… mas eventualmente as pernas vão-nos falhar e há que seguir caminhando. 11


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FICHA TÉCNICA NOME: António Belo IDADE: 27 anos PERÍODO FREQUENTADO NA FF: 2020-2021 ÁREA PROFISSIONAL: Futebol

António Belo

Quando a bola de futebol de menino se torna um sonho concretizado O percurso

Organização: Revista Leia FF (Texto/Imagem: cedidas por António Belo)

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Leia FF n.º 59 |No rasto de...

O meu nome é António Belo, tenho 27 anos e sou natural de Lisboa. Antes de começar a contar a minha trajetória profissional, quero agradecer à Escola Secundária de Francisco Franco pela oportunidade que me deu de completar o décimo segundo ano, evoluir a nível escolar e, num futuro, encontrar alguma vocação que seja importante, e me faça sentir bem e completo. Comecei a jogar futebol aos oito anos, desde pequeno sempre gostei de jogar à bola, foi algo por que me apaixonei desde pequeno e nunca mais consegui largar. Os meus pais são naturais de Angola e, quando vim viver para a ilha da Madeira, eles colocaram-me no Clube Sport Marítimo. Fiquei no clube até assinar como profissional duas épocas, sempre joguei pela equipa B e cheguei a treinar na equipa principal, mas infelizmente não consegui estrear-me pelo clube. Quando acabei o meu contrato com o Marítimo, recebi uma proposta para jogar na primeira liga da Lituânia, no FC Stumbras, a qual aceitei, porque a vida é feita de experiências e aprendizagem. Ao chegar ao país, senti uma enorme diferença cultural. As pessoas não eram tão simpáticas como no nosso Portugal, e na Lituânia faz um frio tremendo. Quando cheguei (em agosto), pensava que estava no inverno (risos). Por outro lado (a nível positivo), é um país muito verde para fazer atividades ao ar livre, o que é muito bom, e tem uma das melhores internets do mundo, é possível encontrar conexões gratuitas nos autocarros, comboios, cafés, etc. Fiquei dois anos e meio e aprendi muito sobre a cultura. É um país muito limpo, não podemos passar na rua sem ser na passadeira, por exemplo, e as pessoas são muito corretas. A nível futebolístico, correu-me muito bem e sempre fui muito bem tratado. Em 2019, tive de sair do clube, porque este estava com problemas monetários, e até recebi propostas para continuar por outros clubes, mas já tinha muitas saudades da minha família e da minha terra natal. Ao regressar a Portugal, foi difícil arranjar clube, devido à altura em que cheguei, em setembro, pois o campeonato já tinha começado. Felizmente, recebi uma proposta para ficar uma época no Clube Esperança de Lagos, do terceiro escalão, no Algarve. Fui muito feliz, fiz muitas amizades e, quando voltei para a Madeira, o Clube Esperança de Lagos sempre quis que voltasse. Gostaria de salientar que o futebol é uma profissão em que podemos receber monetariamente muito bem, mas temos de fazer muitos sacrifícios. Às vezes, estamos longe da família, temos de nos manter sempre bem fisicamente, evitando lesões e persistindo numa alimentação saudável, com a finalidade de estarmos bem para os jogos e poder ajudar o clube. Continuando a minha trajetória, voltei para a ilha da Madeira na altura do aparecimento do coronavírus e optei por fazer a quarentena na Madeira. Com essa paragem, senti que precisava de aprender algo novo e completar a minha escolaridade, porque a escola é muito importante, muitos alunos não completam, penso que por falta de motivação, mas, quando terminamos, sentimo-nos bem e com a sensação de missão cumprida, para começar novos desafios e podermos criar uma futura carreira. A nível futebolístico, estou na Associação Desportiva da Camacha e já tenho algumas propostas para a próxima época no estrangeiro. Espero que o futuro seja risonho, com a certeza de que, independentemente do que aconteça, o importante é crescermos como pessoas e nunca desistirmos dos nossos sonhos.

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Plano de Atividades 2021/2022 Clube de Ecologia Barbusano Organização: Clube de Ecologia Barbusano (Texto)

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Clube pretende, com as suas atividades, desenvolver na Comunidade capacidades no domínio da leitura e interpretação das paisagens, natural e humanizada, da ilha da Madeira. Pretende, igualmente, contribuir para a formação de espíritos críticos, de cidadãos capazes de defender o ambiente e o património, dois conceitos indissociáveis.

I - Saídas de Campo / Visitas de Estudo 23 de outubro: Ribeiro Frio – Levada da Serra do Faial - Santo da Serra 13 de novembro: Choupana – Levada da Serra do Faial – Vale Paraíso – Águas Mansas 04 de dezembro: Barreiros – Levada dos Piornais – Moinho velho – Lourencinha (Câm. de Lobos) 22 de janeiro: Raposeira – Levada Nova da Calheta – Prazeres – Paul do Mar 19 de fevereiro: Lombo do Mouro – Levada do Lombo do Mouro – Lombo Cesteiro (visita em autocarro às Furnas) 12 de março: Poço da Neve – Levada do Barreiro – Altos Tornos – Corujeira de Dentro 30 de abril: Ribeira Funda – Miradouro das Voltas – Fajã do Penedo 21 de maio: Ribeira da Cruz – Levada do Moinho – Santa do Porto Moniz 18 de junho: Ribeira Seca – Levada Nova dos Maroços – Pico do Facho - Vereda do Natal – Caniçal 02 de julho: Almoço convívio II - Conferências 1.º Período: Ribeiras: Ecossistemas a conhecer e a proteger 2.º Período: Os solos – que desafios? 2.º Período: A polinização no equilíbrio dos ecossistemas 3.º Período: Gestão dos recursos hídricos na ilha da Madeira III - Outras Atividades Apoio a alunos e professores. Dinamização do Facebook e do site do clube. Edição e divulgação de informação sobre questões ambientais. Atualização da mediateca do Clube. Elaboração e divulgação de trabalhos referentes às Visitas de Estudo. Participação em Encontros de Educação Ambiental e Cultural. Colaboração/parcerias com outros grupos/projetos ligados à Educação Ambiental e Cultural. Pel`A Coordenação do Clube. Sandra Sousa Diamantino Santos Ana Paula Vasconcelos Elsa Araújo

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Ribeiro Frio - Levada da Serra do Faial - Santo da Serra Saída de campo Organização: Clube de Ecologia Barbusano (Texto/Imagem)

Iniciámos o percurso pedonal, logo abaixo do Posto Florestal do Ribeiro Frio, aos 860 metros de altitude, na esplanada da Levada da Serra do Faial, situada na vertente Este do vale do Ribeiro Frio, em direção ao Santo da Serra. Construída no século XIX, as suas águas começaram a correr em setembro de 1905, numa extensão de 50 km, aproximadamente, regando os campos agrícolas do Porto da Cruz, Santo da Serra, Camacha e Caniço, para terminar na Choupana e alimentar o Funchal. A partir de 1966, com o funcionamento da Levada dos Tornos, a da Serra do Faial enceta o seu fim. Hoje, apenas leva água às terras do Porto da Cruz e ao armazenamento na Lagoa do Santo da Serra, para posterior distribuição ao campo de golfe. Desde o início do percurso, temos a possibilidade de percorrer e contemplar a densa floresta natural da ilha – a Laurissilva. São inúmeras as espécies: as de maior porte, como o til, o vinhático e o loureiro; de porte médio, como o folhado, a uveira da serra e o azevinho; as arbustivas e subarbustivas, de que se destacam o isoplexis, o piorno, a giesta, o massaroco e as estreleiras, até às herbáceas e rasteiras como a orquídea da serra, os ranúnculos, os musgos e os líquenes. Neste ambiente deslumbrante, atravessamos o Cabeço do Pessegueiro, passamos sobre a ponte do Ribeiro do Poço do Bezerro e chegamos ao Cabeço Furado. Ao percorremos, agora, a cabeceira da Ribeira Tem-te Não Caias, sobranceira à vila do Porto da Cruz numa esplanada mais estreita, somos surpreendidos pela belíssima paisagem, contemplada das janelas abertas na floresta e na rocha dos túneis. Avistamos a imponente Penha de Águia que separa as terras do Faial das do Porto da Cruz e que não é mais do que um enorme relevo residual de basalto que resistiu, ao longo dos tempos, às forças erosivas das águas de escorrência. Passando junto à Casa da Divisória de Águas, continuamos até alcançar a segunda Casa da Divisória, a cerca de 2 km. Aqui, abandonamos a levada e descemos pelo caminho florestal que atravessa o Lombo das Raízes, passando 15


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pelo Parque da Ribeira Primeira, onde o contacto com a natureza é mais real, até chegarmos à ER 201 que liga o Santo da Serra à Portela. Agora, falta-nos cerca de 1 km até ao centro do principal núcleo populacional, onde se localiza a igreja dedicada a Santo António da Serra.

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Choupana - Lev. da Serra do Faial – Vale Paraíso - Águas Mansas Saída de campo Organização: Clube de Ecologia Barbusano (Texto/Imagem)

O início do percurso a pé situa-se perto do campo de futebol da Choupana, no Caminho dos Pretos. Este é assim designado, porque a sua construção, no princípio do século XX, se deve a mais de cem operários negros, “imigrantes” forçados de Cabo Verde, importados pelo Visconde da Ribeira Brava e depois deportados para a sua terra de origem. Obrigados a subir o velho caminho empedrado do Infante, 300 metros acima do campo já referido, deparamo-nos com a levada da Serra do Faial, à direita, aos 800 metros de altitude, cuja extensão é de cerca de 54 km. Desde 25 de setembro de 1905, este curso trouxe água desde as serras do Faial até ao Funchal, a fim de abastecer a zona leste da cidade e irrigar os campos agrícolas do Porto da Cruz, Santo da Serra, Camacha e Caniço. Em 1966, esta levada inicia a sua decadência, quando entra em funcionamento a levada dos Tornos. Hoje, em grande parte do seu percurso, está desativada, revelando um desrespeito pelo nosso património cultural. Percorrendo uma mata de flora exótica constituída por eucaliptos e acácias, onde se misturam castanheiros e pereiros, atravessamos as terras sobranceiras de Santa Maria Maior e de São Gonçalo, avistando a Quinta do Palheiro Ferreiro. Ao chegar à Quinta do Vale Paraíso, conhecida por “Aldeia do Padre Américo”, vale a pena descansar um

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pouco neste “éden” e visitar e contemplar um frondoso exemplar de pinheiro-bravo. De seguida, a levada serpenteia e leva-nos por entre casas e terrenos de cultura, deste sítio, até chegar ao Bar do Moisés, no sítio da Achadinha. Daqui, percorremos a esplanada na direção do Santo da Serra, constatando que, por várias vezes, a levada desaparece sob a estrada de acesso ao Rochão e ao Ribeiro Serrão traçada sobre o próprio aqueduto, o que nos leva a contornar parte da cabeceira da Ribeira do Porto Novo por estrada. No entanto, temos oportunidade de avistar o Pico dos Eiroses, aos 746 m de altitude, e troços de paisagem onde campos de cultura se misturam com vegetação natural e exótica. Prosseguindo, passamos pelos terrenos agrícolas de João Ferino, célebre pelas couves e grelos tenros. Lamentavelmente, verificamos que, em “tempos modernos de democracia”, aqui se instalou uma aterradora britadeira, no setor montante do leito da sua ribeira, destruindo todo o ambiente natural. A nossa caminhada termina na localidade conhecida por Águas Mansas.

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Ribeiras - Ecossistemas a conhecer e a proteger Conferência

Organização: Prof.ª Elsa Araújo, coordenadora do Clube de Ecologia Barbusano (Texto/Imagem: Clube de Ecologia Barbusano)

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Clube de Ecologia Barbusano promoveu, no dia 3 estas linhas de água, constituindo uma fonte de de dezembro, uma palestra intitulada “Ribeiras − poluição das mesmas e do mar, a jusante. Ecossistemas a conhecer e a proteger”. O palestrante foi o Doutor Hélder Spínola, docente e investigador na Universidade da Madeira. Este investigador deu particular ênfase à origem e dinâmica destes cursos de água, à biodiversidade associada e às ameaças a que estão sujeitos. Destacou que algumas intervenções humanas realizadas nas ribeiras, nomeadamente a sua canalização excessiva, o seu desvio e a ocupação das suas margens, põem em causa os seus valores naturais e também a segurança das populações. Neste âmbito, realçou que os sedimentos transportados pelas ribeiras, na sequência da atividade humana, colocam igualmente em causa a biodiversidade marinha, com consequências negativas significativas a este nível. O investigador enfatizou também que estes cursos de água não podem ser encarados apenas como simples canais de transporte de água e para onde, por vezes, são também lançados esgotos, tendo alertado que é necessário respeitar estes ecossistemas, para bem da sua biodiversidade e da segurança das populações. Esta palestra foi antecedida por uma pequena introdução feita pela professora Elsa Araújo, do Clube de Ecologia Barbusano, com o objetivo de sensibilizar para a beleza e riqueza destes ecossistemas, assim como para algumas ameaças que põem em causa a integridade dos mesmos. Neste sentido, destacou a instalação desordenada de pedreiras e britadeiras nos seus leitos e margens. Referiu igualmente que também o lixo, quando atirado para o meio ambiente, acaba por ser arrastado para 20


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Visitas à SPAD

Voluntariado junto do animal doméstico abandonado Organização: Banco dos Afetos (Texto/Imagem)

O Banco dos Afetos levou Voluntários à SPAD, nos dias 13 e 28 outubro e 5 novembro de 2021, sensibilizados com a problemática do abandono do animal doméstico. A Causa mais acarinhada pelos jovens leva os alunos do Banco dos Afetos da ESFF, das turmas 10.º 18, 10.º 26, 11.º 01, 11.º 26, 12.º 01, 12.º 17, 12.º 19, 12.º 20, e da Jaime Moniz, que integraram o projeto do Banco dos Afetos, à prática do Voluntariado na SPAD (Sociedade Protetora do Animal Doméstico). O Banco dos Afetos convidou os Voluntários inscritos no projeto a integrar três comitiva de alunos, para visitar a SPAD, conhecerem as instalações e as dinâmicas relacionadas com a instituição. Depois de uma visita e mediante o preenchimento de um seguro, estes voluntários já se encontravam aptos a iniciar a atividade do Circulacão, que consiste no ato de passear os cães resgatados pela instituição de situações de abandono e maus-tratos, doando o seu tempo e o seu amor à causa do animal doméstico. Neste momento, a instituição lida com um problema de sobrelotação de espaço, tendo nas suas instalações cerca de 300 cães, uma tendência que tem vindo a agravar-se, resultante dos contextos gerados pela pandemia. O Banco dos Afetos recruta jovens cada vez mais conscientes da necessidade de uma harmonia plena do ser humano com o contexto social, ambiental e animal. Estes jovens, impulsionadores da mudança e fontes de afeto, estão prontos a responder às carências afetivas dos animais domésticos, abandonados e maltratados. A dedicação ao animal doméstico é também um tempo que o Voluntário dá de si para a autoafirmação da sua pessoa, na resposta a um problema social gritante que é o abandono do animal doméstico. O Voluntariado junto da causa animal é um processo terapêutico promotor de saúde mental, é um trabalho interno de conquista da autoconfiança, um processo revelador das habilidades e valências dos jovens, é a resposta que o jovem sabe e pode dar, de forma plena, ao problema do abandono do Animal Doméstico, através da integração no projeto circulação, criado pela SPAD. O Voluntariado é o ativismo interno e a ação promotora de Saúde Mental, no reconhecimento do valor de cada um, na busca das soluções para muitos flagelos sociais. 21


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A Preocupação com a SAÚDE MENTAL Conferência

Organização: Banco dos Afetos em parceria de trabalho com a AFARAM (Texto:Alina Beatriz Sousa de Abreu, 11.º 1/Imagem)

A preocupação com a SAÚDE MENTAL levou o Banco dos Afetos a estabelecer parcerias de trabalho com a Associação de Familiares e Amigos do Doente Mental da Região Autónoma da Madeira – AFARAM.

Portugal, sendo que uma em cada cinco pessoas desse grupo padece de um problema de saúde psicológica e requer acompanhamento profissional. Desde a data de início da sua atividade, em 2004, puderam encontrar ajuda na AFARAM entre 100 a 150 utentes e suas famílias, uns e outras afetados pelo carácter devastador das doenças mentais de carácter Quebrar o estigma sobre a Doença Mental, grave. “porque na casa do outro, o Outro somos nós”, Voluntária do Banco dos Afetos − Alina Beatriz Sousa de Abreu, 11.º 1 AFARAM é uma instituição privada, sem fins lucrativos, de solidariedade na área da saúde mental, criada de 2001 e reconhecida em 2002 com o estatuto oficial de IPSS. É uma associação típica das que surgiram no país, desde finais de 1980, ligadas ao contexto da desinstitucionalização e da orientação para um modelo comunitário de assistência psiquiátrica. O espírito desta reforma foi retirar os doentes das grandes unidades hospitalares psiquiátricas e tratá-los na sua comunidade, através de novas soluções de prestação de cuidados e de apoio social. Esta instituição visa a reinserção social dos doentes e, nessa perspetiva, a reabilitação psicossocial emerge como uma metodologia essencial. Atualmente, os seus focos de ação incidem sobre a necessidade de informar e qualificar através da formação, técnicos e cuidadores, para os dotar de competências de resposta, em pessoas com diagnósticos de doença mental. Um outro vetor prende-se com a necessidade de apostar na prevenção primária em contexto escolar, dotando a comunidade educativa de literacia em Saúde Mental, de forma a quebrar o estigma e o preconceito sobre um uma doença que afetas 2,3 milhões de pessoas em

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Programa de Erasmus + Mobilidade de Professores a Salerno – Itália Organização: Clube Europeu ESFF (Texto/Imagem)

O programa de Erasmus + KA229 “Pronto, firme, clique: caminhe pela cidade e salve o planeta” promoveu o encontro de Professores das Escolas Parceiras de Itália, Roménia, Grécia, Turquia e Portugal, na Cidade de Salerno – Itália, entre os dias 21 e 23 de outubro de 2021.

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o âmbito do Programa de Erasmus+ KA229 “Pronto, firme, clique: caminhe pela cidade e salve o planeta”, foi implementada a Ação − C1 “Future in a Click” LICEO CLASSICO FRANCESCO DE SANCTIS (E10059296, Italy) Short-term joint staff training events (10-2021), para definir um plano de trabalho entre a Coordenação Italiana e os Países Parceiros, numa mobilidade de Professores, que decorreu entre os dias 21 a 23 de outubro de 2921, no Liceo Classico Francesco de Sanctis, na Cidade de Salerno − Itália. Esta mobilidade de Professores foi pensada de forma a trabalhar as preocupações ambientais, temendo o facto de a Europa não conseguir atingir os objetivos fixados para 2030 sem uma ação urgente, nos próximos dez anos, o que nos levou consequentemente a abordar o ritmo alarmante da perda de biodiversidade, os efeitos crescentes das mudanças climáticas e a exploração excessiva dos recursos naturais. À luz dessas considerações, foram apresentadas as atividades do projeto Erasmus, organizando uma conferência-estudo, realizada no dia 22 de outubro, no Liceo De Sanctis, onde participaram os representantes das equipas Erasmus + de cada escola parceira. A conferência focou dois temas fundamentais: 1. análise dos problemas ambientais presentes nos territórios que acolhem as escolas parceiras; 2. apresentação do aplicativo “Citytrekk”. A conferência foi dinamizada com o contributo dos alunos e professores do Liceo De Sanctis, funcionários da escola, professores das escolas parceiras, imprensa e televisão locais, contando com as intervenções de oradores das Universidades de Salerno e Nápoles, Legambiente Campania, Marevivo Salerno e de um especialista em poluição por microplástico, de Bath (Reino Unido), para discutir as seguintes

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questões ambientais acordadas com as escolas parceiras, de acordo com as críticas que surgiram para cada área: − poluição do ar; − costas e mares; − poluição sonora; − resíduos e desperdício; − biodiversidade nas ilhas. Durante a conferência, foi apresentada a App Citytrekk, desenvolvida pelos alunos do Liceo De Sanctis, para compreender a sua funcionalidade na operacionalização do projeto. Foi mostrada ao público como funciona e a razão da sua importância na promoção da mobilidade sustentável. Um professor de arte da Universidade de Salerno abordou a importância de preservar e valorizar o património cultural local para as gerações futuras. Outras atividades foram contempladas no programa da Mobilidade de Professores a Itália: 1. Tour Citytrekk em Salerno; https://www.facebook.com/1416850275259621/videos/882906345923575 https://www.facebook.com/watch?v=155946553403642 2. workshop com o objetivo de planear datas e atividades das próximas mobilidades; 3. jobshadowing na De Sanctis High School. A conferência no Liceo De Sanctis foi o ponto de partida da formação conjunta de curta duração, com o objetivo de discutir e encontrar soluções concretas para os problemas ambientais que afetam os países das escolas parceiros. Os participantes nas atividades regressaram às suas escolas enriquecidos e motivados para trabalhar estas questões na sua comunidade. Durante a conferência, existiram momentos de debate para estimular a participação e o desenvolvimento de ideias. Brainstorming, workshops, laboratórios criativos, intervenções de professores universitários levaram os participantes a aprofundar as questões com evidente enriquecimento de todos os parceiros. Os conteúdos do encontro constituíram uma oportunidade preciosa para uma análise aprofundada e discussão com os parceiros sobre as questões fundamentais que, a médio e a longo prazo, irão favorecer uma consciência ecológica cada vez mais sustentável, nos futuros cidadãos europeus, impulsionando-os a implementar uma mudança comportamental na busca de soluções, capazes de salvar o nosso planeta para o futuro. Nesta mobilidade de professores, ficaram definidas as próximas Mobilidades com Estudantes a decorrer em fevereiro de 2022, na ESFF Funchal − Madeira, e em março de 2022, na Grécia.

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Calçada Portuguesa na cidade do Funchal Breve resenha Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

A Calçada Portuguesa teve o seu início em meados do século XIX. Com uma tecnologia de construção e uma herança histórica semelhante aos mosaicos romanos, a calçada é o tipo de pavimento mais usado em espaços públicos, principalmente nos passeios e praças da cidade do Funchal. Ao longo dos tempos, esta arte foi-se espalhando pelo país, sempre ligada à sofisticação e bom gosto. Visto ser este um produto de grande prestígio, a calçada portuguesa deixou de ter um uso exclusivo do exterior, passando também a ser aplicada em espaços interiores, tanto privados como públicos, como zonas comerciais. A calçada portuguesa resulta do acumular e conjugar de pedras de pequenas dimensões e formas irregulares, em calcário e basalto, o que permite a permeabilidade do solo. Os motivos decorativos elaborados pelos calceteiros retratam, entre outros, cenas da vida quotidiana da Madeira antiga, como por exemplo os carros de bois, a rede de transporte de doentes ou ainda alguns produtos da economia madeirense, nomeadamente o vinho, as bananas e as flores, cujo símbolo é a estrelícia.

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Portas com ARTE Um passeio pelas ruas do Funchal Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

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m passeio pelas ruas do Funchal, mesmo para os madeirenses, pode revelar-se surpreendente a um olhar mais atento. As portas dos edifícios mais antigos podem dar a conhecer uma arte quase esquecida: os batentes das portas. Antes da invenção das campainhas, as visitas faziam-se anunciar batendo às portas e, para que o som fosse audível e os visitantes não magoassem as mãos, foi necessário criar um acessório colocado na própria porta. Alguns destes batentes são autênticas obras de arte, representando mãos, flores e até animais. Usando materiais como bronze, ferro ou latão, os batentes foram bastante populares durante o século XIX e início do século XX. Embora atualmente este objeto seja praticamente desnecessário, visto ter sido substituído pela campainha elétrica, há ainda casas que ostentam os seus batentes, apesar de não serem usados. Revelará isto uma certa consciência no que concerne à preservação da nossa herança cultural ou será que este é apenas um facto revelador de um estatuto social que se pretende exibir? De qualquer forma, aqui fica um conselho: ao passear pelas ruas mais antigas da cidade do Funchal, vale a pena demorar o olhar a descobrir estes pequenos detalhes.

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Parquímetros do Funchal ‘viram’ peças de arte Projeto Urban Impact Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

Alguns parquímetros da cidade do Funchal foram pintados, a partir de outubro de 2014, por artistas plásticos de várias nacionalidades, nomeadamente Diana Cró, Carina Mendonça, Olga Drak, Fátima Spínola, Pedro Silva e Marcos Milewski, entre outros, no âmbito do projeto Urban Impact. Este projeto visou dar a conhecer, não só aos madeirenses, mas também aos turistas, a arte urbana que assenta na criatividade dos artistas convidados a utilizar os parquímetros como telas. Estes parquímetros

projetam a imagem da Madeira além-fronteiras. A temática deste trabalho espelha caraterísticas regionais, como a Laurissilva, os jardins tropicais, as flores, o peixe-espada, o lobo-marinho, o vilão, o traje regional, o bordado Madeira, o azulejo… Esta iniciativa foi promovida pela empresa municipal Frente MarFunchal. 27


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As estátuas de personalidades na cidade do Funchal

Personalidades conceituadas Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

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s estátuas existem entre nós desde os tempos primitivos do homem e homenageiam, neste particular, personalidades conceituadas no panorama histórico-cultural a nível regional e internacional. Estas obras de arte representam uma memória existente tanto no momento da sua criação, quanto na da própria imagem. Elas servem para manter vivo um passado e a sua importância é relevante para a identidade de um povo e para divulgar a sua história e a sua cultura. Esta recolha é também um tributo aos distintos autores das obras e pretende despertar a consciência coletiva para a necessidade de preservar e valorizar esta forma de arte na cidade do Funchal.

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Os gradeamentos em ferro Pelas ruas do Funchal Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

Pelas ruas do Funchal, é possível notar a presença de diversos elementos em ferro forjado, na sua maioria, fixos em varandas e sacadas. Com um grande número de elementos, diversidade de ornamentos e detalhes, constitui, em parte, a história da paisagem urbana do Funchal. Contudo, nem sempre são percecionados pelos olhares distraídos dos transeuntes. É, pois, importante sensibilizar as consciências e dirigir os olhares para estes elementos que tiveram, outrora, um papel histórico e social e que deverão continuar a têlo. Assim, os trabalhos de reabilitação e de construção urbanística deverão respeitar a sua função social, o que nem sempre vem acontecendo.

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Visita ao Monte Palace Madeira Dar a conhecer Organização: Projeto Conhecer o Funchal (Texto/Imagem)

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o dia 3 de março deste ano, o Projeto “Conhecer o Funchal” levou a efeito uma visita de estudo guiada ao Monte Palace Madeira, com o objetivo de dar a conhecer aos alunos de Francês, das turmas 11.º 7, 11.º 13 e 11.º 24, as várias culturas e artes patentes neste espaço. Os participantes puderam observar uma coleção de esculturas africanas, provenientes do Zimbabué, intitulada Paixão Africana, e uma recolha de minerais, Segredos da Natureza Mãe, vindos na sua maioria do Brasil, África do Sul, Zâmbia e América do Norte. Finalmente nos jardins, os visitantes tiveram a oportunidade de admirar os painéis de azulejaria, retratando a aventura dos portugueses no Japão e a História de Portugal. No final da visita, os intervenientes apreciaram as plantas exóticas oriundas dos quatro cantos do mundo e os peixes Koi.

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Projeto de escrita criativa - “Palavras com alma” Texto

Organização: Prof.ª Ana José da Silva Ferreira, grupo de Português (Texto/Imagem)

Eras Eras a imensidão no vazio, a intensidade necessária aos loucos que, como eu, só o são por amar, assim, perdidamente. Eras o mas abstrato pôr-do-sol, transbordavas, ainda assim, e ao anoitecer descobria como te desvendar, inconsequentemente. Eras a mais potente droga, emocionante, imprescindível àqueles que, como eu, se deixam por ti viciar, abismalmente. Eras, mas já não és, não agora que compreendi que amar alguém não é suposto acontecer, assim, violentamente. Ana Beatriz Ramos 12.º 23

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FF no projeto ERASMUS+

“Digitalisation Goes School” Mobilidade a Las Palmas (Gran Canárias, Espanha) Organização: Profs. Jorge Monteiro e Ricardo Félix (Texto/Imagem)

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e 12 a 18 de dezembro, dois professores e quatro alunos do projeto SPAR da ESFF deslocaram-se à cidade de Las Palmas (Espanha), tendo participado em diferentes workshops de Arduíno e IOT (Internet of Things). Os alunos foram recebidos pela escola anfitriã, IES Politécnico de Las Palmas, onde puderam partilhar experiências com professores e colegas de diferentes nacionalidades (croata, espanhola e italiana), envolvidos nesta atividade inserida no projeto de ERASMUS+ intitulado “Digitalisation Goes Schools”. Esta mobilidade, coordenada pelos docentes Jorge Monteiro e Ricardo Félix, contou com a participação de alguns alunos do projeto SPAR (Sala de Projetos de Automação e Robótica) e dos professores Paulo Pimenta e Ricardo Félix. Para além dos workshops programados, o grupo teve a oportunidade de visitar as instalações da PLOCAN (Plataforma Oceânica das Ilhas Canárias) − uma infraestrutura científica e tecnológica singular, que visa acelerar o desenvolvimento de conhecimentos e tecnologias para o uso responsável e sustentável dos oceanos – e ainda o município de Arucas e a rocha vulcânica Roque Nublo. Com esta mobilidade, os alunos aprofundaram os seus conhecimentos na área da tecnologia e no uso da língua inglesa, não descurando a experiência sociocultural. Em março, será a vez da Escola Secundária Francisco Franco acolher os grupos intervenientes, por forma a dar continuidade aos trabalhos iniciados com este projeto, que tem como tema central o uso de vários programas digitais, bem como de software e hardware para criar produtos digitais comuns.

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Futuro da Europa Conferência

Organização: Projeto EPAS – Escola Embaixadora do Parlamento Europeu (Texto/Imagem)

Os alunos Embaixadores Júnior do Parlamento Europeu, das turmas 12.º 16 e 12.º 18 do agrupamento de Ciências Socioeconómicas, colaboraram em mais uma iniciativa do Projeto EPAS – Escola Embaixadora do Parlamento Europeu. No passado dia 5 de fevereiro, seis alunos da Escola Secundária de Francisco Franco participaram, na sede do Europe Direct Madeira, no European Youth Year, um evento organizado no âmbito da Conferência sobre o Futuro da Europa e do Ano Europeu da Juventude. A Madeira representou Portugal no evento. Para além de Portugal, participaram jovens da Grécia, Chipre e França. A conferência foi organizada pela Representação da Comissão Europeia na Grécia, pelo Gabinete do Parlamento Europeu em Atenas e pela Europe Direct da Grécia. Os alunos debateram ideias e apresentaram propostas em sessão plenária, que foram introduzidas na plataforma da Conferência sobre o Futuro da Europa. No final da sessão, que durou cerca de duas horas, os alunos fizeram uma visita local a Câmara de Lobos, orientada pelo Dr. Marco Teles, na qualidade de Presidente da Associação Insular de Geografia e gestor do Europe Direct Madeira. Ainda no decorrer dessa visita, referiu e apresentou os diversos projetos de caráter ambiental desenvolvidos pela Associação Insular de Geografia.

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Amor e Amizade, indispens Concerto

Organização: Núcleo de Música (Texto: Maria Antónia Dinis e Carolina Vieira, 11.º 24/Imagem)

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m fevereiro, o Núcleo de Música da Escola Secundária de Francisco Franco organizou um concerto no âmbito do tema “O Amor e a Amizade”, que se realizou por duas vezes, uma à 19h30 do dia 23, para as turmas dos Cursos EFA, e outra às 10h do dia seguinte, na Sala de Sessões. O grupo musical tocou e cantou várias melodias vibrantes, tendo impressionado a plateia de alunos e professores dos cursos noturnos e a de algumas turmas da manhã do dia 24. Entre as diversas músicas, destacaram-se Quem és tu miúda, Stand by me e Treasure, cantadas por alunas e professoras. Foi a estas canções que as vozes e os instrumentos transmitiram, particularmente, uma energia contagiante de alegria a todos. Este concerto foi fruto de uma vocação especial e dedicação profunda ao trabalho musical, realizado por todos os jovens participantes e professoras que coordenam o Núcleo de Música, nomeadamente as professoras Humberta Correia e Anabela Machado. A cooperação de todos auxiliou de forma significativa a organização do evento, a atuação grandiosa e, acima de tudo, a força da verdadeira mensagem deste concerto: o poder do amor e da amizade em todos nós, indispensáveis à humanidade perante os conflitos no mundo e os tempos difíceis que ocorrem. De facto, o concerto foi um grito de esperança e homenagem a todas as vítimas da guerra perpetuada pela Rússia. A luta pela paz e pelos direitos humanos, em plena ditadura, tem sido o motor da revolta por parte dos ucranianos. Deste modo, este evento musical, conjugando estes temas, demonstra a nossa missão na divulgação dos princípios e valores ético-morais, pois, já dizia Anne Frank, não precisamos de esperar por um único momento para melhorar o mundo.

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sáveis à Humanidade

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Leia FF n.º 59| AconteceuGaleria de Arte

Atividades do CEF

Técnico de Controle de Qualidade Alimentar Organização: Prof.ª Celina Pereira, grupo de Biologia (Texto: Prof.ª Celina Pereira/Imagem)

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s alunos da turma 34 do 12.º Ano, CEF - Técnico de Controle de Qualidade Alimentar, estiveram envolvidos em várias atividades de enriquecimento curricular ao longo do primeiro período. Entre as várias ações, destaque para as palestras que assinalaram o “Dia Mundial da Alimentação”, que refletiram sobre a sustentabilidade alimentar das nossas ações e também sobre a possibilidade de se conseguir uma alimentação simultaneamente saudável e também com menos encargos ambientais para o planeta. Neste âmbito, os alunos realizaram trabalhos que se encontram em exibição, no bloco, junto às salas de Biologia e onde abordaram temas como o “Desperdício alimentar”, “Alimentos Funcionais”, “Aditivos alimentares”, “Alimentação Adaptada”, entre outros. Estiveram também envolvidos noutras atividades dentro e fora da escola, nomeadamente as “Jornadas Memória & Esperança” e o workshop “Elos de Prevenção: Juntos Contra a Sida”. Estas ações, enquadradas no tema aglutinador da escola e nos temas a desenvolver em Cidadania e Desenvolvimento, permitiram desenvolver competências de relação, civismo, reflexão e contribuem para a desejada formação integral em termos científicos e humanos dos nossos alunos.

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A Sustentabilidade Ambiental da Alimentação Conferência

Organização: Prof.ª Celina Pereira, grupo de Biologia (Texto: Carolina Brito, 12.º 34/Imagem)

No dia 19 de outubro, na sala de sessões, a turma 12.º 34 compareceu a uma conferência sobre a “Sustentabilidade Ambiental da Alimentação”, proferida pelo Professor Doutor Hélder Spínola, da Universidade da Madeira.

Atualmente, somos abordados por diversos assuntos acerca do planeta e do meio ambiente. Um desses assuntos é a sustentabilidade alimentar. Muitas pessoas têm uma ideia errada acerca do seu significado, associam automaticamente a ações como não poluir, reciclar o lixo, economizar água e preservar áreas naturais. Mas raramente nos lembramos de relacionar com uma atividade diária: a alimentação. O problema não está na alimentação em si, mas sim na má gerência dos alimentos, levando depois ao seu desperdício. O desperdício alimentar, além do gasto inútil de recursos ambientais e económicos, também está associado a um ponto de vista moral, pelo facto de milhões de toneladas de alimentos serem lançados ao lixo anualmente, quando um sexto da população mundial passa fome. A forma como a sociedade de hoje em dia se alimenta ditará o futuro do nosso planeta. É necessário pensar sobre vários aspetos na ida aos supermercados, de entre os quais: como é que os alimentos foram produzidos, quantos quilómetros viajaram até chegar ao prato, se foram processados, como estão embalados. Porque tudo isto tem consequências do ponto de vista ambiental. A alimentação considerada mais amiga do ambiente é aquela que não contempla carne nem peixe ou, melhor dizendo, é aquela que é praticada num estilo de vida vegan. Com estas medidas, todos nós podemos contribuir para o bom funcionamento do planeta Terra. Esta palestra, organizada pela professora Celina Pereira, foi muito enriquecedora e alertou para a consciência ambiental que devemos ter com os alimentos que escolhemos.

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Alimentação Saudável e Sustentável Conferência Organização: Nutricionista Dr. Miguel Andrade (Texto: Patrícia Sousa, 12.º 34/Imagem)

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o dia 28 de outubro, na sala de sessões, a turma 12.º 34 esteve numa conferência sobre “Alimentação Saudável e Sustentável”, organizada pelo nutricionista Dr. Miguel Andrade.

O objetivo da conferência era dar a conhecer os benefícios de uma alimentação saudável e sustentável e as medidas projetadas pela Organização das Nações Unidas. Foi referido, pelo nutricionista Dr. Miguel Andrade, que a Organização das Nações Unidas lançou a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável até 2030, onde foram definidos 17 objetivos, que pretendem impulsionar e restituir um planeta mais saudável às gerações futuras. Outro assunto referido foram as quantidades de alimento que são desperdiçadas anualmente, sendo surpreendentemente 1,3 biliões de toneladas. O Dr. Miguel Andrade anunciou que a alimentação em Portugal, na sua maioria, também não é correta, pois mais de 3,5 milhões de portugueses, o que corresponde a 34 % da população, têm um consumo de carne superior a 100 g/dia. Este facto é preocupante por diversos motivos, pois além de se constatar que os portugueses consomem mais alimentos de origem animal do que de origem vegetal, o que se tornará prejudicial para a saúde e bem-estar, também se constata que a produção da pecuária terá de aumentar cada vez mais, o que afetará o planeta por aumentar o aquecimento global. Além disso, foram referidos alguns tipos de alimentação que podem ser adotados, como o veganismo, o vegetarianismo e o flexitarianismo. Para concluir, acho que a conferência foi interessante e importante, pois ajudou-nos a entender o que está a acontecer no nosso planeta e como a nossa geração pode ajudar a melhorá-lo.

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Jornadas “Memória & Esperança” Atividades

Organização: Alto Patrocínio do Presidente da República (Texto: Prof.ª Celina Pereira/Imagem: Prof. Paulo Pimenta)

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Escola Secundária de Francisco Franco participou na iniciativa de âmbito nacional, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, Jornadas “Memória & Esperança 2021, no dia 22 de outubro de 2021. Foram muitas as atividades que envolveram toda a comunidade escolar, em especial os professores, alunos e funcionários. Em ações individuais, ou em parceria, estiveram envolvidos Clubes, Núcleos e Projetos e grupos disciplinares. Todos foram convidados a “VESTIR A CAMISOLA”, em homenagem aos trabalhadores e cidadãos envolvidos nesta luta e em memória pelas vítimas da Covid-19. Muitos alunos, funcionários e professores uniram-se a esta causa, vestindo uma camisola branca, amarela ou verde. A performance “Memória & Esperança” contou com a presença do Coordenador Regional das Jornadas, o jornalista Nicolau Hernandez, que leu a mensagem da Comissão Promotora. Ao longo dos três dias de duração desta iniciativa nacional, os materiais criados foram divulgados nas plataformas digitais da escola, em especial o Facebook e Instagram, e através do Instagram da Revista LEIA FF. No Praça dos Afetos, o “Memorial da Esperança” foi sendo intervencionado pelos alunos, nas semanas seguintes, com frases e desenhos que fomentam a memória

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Escola Secundária de Francisco Franco participou na iniciativa de âmbito nacional, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, Jornadas “Memória & Esperança 2021, no dia 22 de outubro de 2021. Foram muitas as atividades que envolveram toda a comunidade escolar, em especial os professores, alunos e funcionários. Em ações individuais, ou em parceria, estiveram envolvidos Clubes, Núcleos e Projetos e grupos disciplinares. Todos foram convidados a “VESTIR A CAMISOLA”, em homenagem aos trabalhadores e cidadãos envolvidos nesta luta e em memória pelas vítimas da Covid-19. Muitos alunos, funcionários e professores uniram-se a esta causa, vestindo uma camisola branca, amarela ou verde. A performance “Memória & Esperança” contou com a presença do Coordenador Regional das Jornadas, o jornalista Nicolau Hernandez, que leu a mensagem da Comissão Promotora. Ao longo dos três dias de duração desta iniciativa nacional, os materiais criados foram divulgados nas plataformas digitais da escola, em especial o Facebook e Instagram, e através do Instagram da Revista LEIA FF. No Praça dos Afetos, o “Memorial da Esperança” foi sendo intervencionado pelos alunos, nas semanas seguintes, com frases e desenhos que fomentam a memória e o espírito de comunidade. Esta atividade envolveu a performance “Memória & Esperança”, com a participação de alunos de várias turmas e dos professores, no apoio, na construção das frases, ilustrações, vídeo e som, e contou com a atuação, ao vivo, do Núcleo de Música. Integrou também a construção de um Memorial – dois painéis com frases e poemas e um painel de intervenção no momento e nas semanas seguintes − e a Plantação da “Árvore da Memória e Esperança”, momento simbólico, com a plantação de uma árvore, símbolo de esperança no futuro e memória viva da luta de toda a comunidade, durante os tempos de confinamento e pandemia. A oliveira-brava (Olea maderensis (Lowe) Rivas Mart. & del Arco), espécie escolhida, é um endemismo madeirense, que se encontra também nas outras ilhas do arquipélago, Porto Santo e Desertas. Este foi o contributo da Escola Secundária de Francisco Franco “em memória do que cada um viveu, para sublinhar o luto coletivo, afirmar a esperança que nos move e homenagear as vítimas da pandemia”, sendo que outras ações continuarão a ser desenvolvidas ao longo do ano letivo. A todos os envolvidos, o nosso profundo agradecimento.

| “VESTIR A CAMISOLA”

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|Praça dos Afetos, o “Memorial da Esperança”

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|Frases que fomentam a memória e o espírito de comunidade.

|Desenhos/ilustração das turmas 11 e 12 do 11.º Ano do Curso de Artes Visuais na disciplina de Desenho A que fomentam a memória e o espírito de comunidade. 43


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|Atuação, ao vivo, do Núcleo de Música.

|Plantação da “Árvore da Memória e Esperança” 44


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Uma experiência única de vivência cultural Intercâmbio 2021 Organização: Prof.ª Humberta Correia, grupo de Alemão Texto: Maria Antónia Dinis, 11.º 24/Imagem)

No passado mês de outubro, foi realizado um intercâmbio entre a Francisco Franco e a associação alemã CREW. Após um longo interregno provocado pela pandemia, os alunos de Alemão do curso de Línguas e Humanidades tiveram a oportunidade de ingressar neste projeto, coordenado pela Diretora de Turma, a professora Humberta Correia. Da associação alemã, fizeram parte três adultos e cinco adolescentes, sendo Timo Scholz o coordenador. O intercâmbio teve início numa tarde de domingo, na qual os alunos se juntaram com os jovens alemães em São Vicente, a fim de visitarem algumas atrações turísticas do norte da ilha. As piscinas do Porto Moniz, o Miradouro da Santa e a Praia do Seixal foram locais muito apreciados pelos alemães que acabavam de chegar de Düsseldorf. Mas a aventura ainda estava só a começar! Numa terça-feira soalheira, o grupo de intercâmbio fez uma ida de catamarã até à Fajã dos Padres, onde mergulhou nas águas límpidas e azuladas do oceano, iluminadas pelo brilho do Sol. Regressado do Funchal, experimentou a gastronomia madeirense no Restaurante da Imperatriz e visitou a nossa escola no fim da tarde.

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o dia seguinte, todos usufruíram de um roteiro magnífico pelo espaço montanhoso, bucólico e impassível da ilha. Caminharam pela levada dos Balcões, visitaram as casas de Santana, rodeadas de jardins floridos e, no final do dia, visitaram o Miradouro do Pico do Facho. O fim desta aventura culminou na manhã de quinta-feira, com uma visita pelas ruas antigas do Funchal, na Zona Velha, e as visitas ao Forte de Santiago e ao Museu Cristiano Ronaldo. Todo este itinerário esplendoroso e de forte adesão pelos estudantes da Francisco Franco mostrou-se próspero na interação entre diferentes culturas e, sobretudo, na difusão da nossa qualidade paisagística e tradicional insular. É certo que esta foi uma experiência incrível para os grupos de jovens, uma vez que promoveu um contacto entre culturas nunca experienciado. A professora de Alemão, Humberta Correia, coordena estes projetos com a Alemanha há quinze anos, tendo começado atualmente a desenvolvê-los noutros moldes com a associação alemã CREW. A docente responsável pela gestão destas atividades explica a importância da realização de intercâmbios na comunidade juvenil: “Eu comecei a fazer intercâmbios quando estava na universidade. Isso despertou em mim a vontade de, depois, enquanto professora, desenvolver intercâmbios para que os alunos tivessem as mesmas experiências que eu tive, pois foi extremamente importante para mim. Além disso, gosto de ver como os alunos desenvolvem a língua estrangeira, quando contactam com os outros jovens, e a abertura que se cria neles ao conhecerem pessoas de outras culturas”. Hodiernamente, os estudantes de Alemão aguardam ansiosamente um feedback por parte da CREW, no âmbito da realização de um novo projeto na Alemanha. A incógnita evolução desta pandemia, no futuro, deixa-nos uma expectativa reduzida de que viajaremos para Colónia, no final do ano. Tempos vindouros de uma nova aventura para os alunos da Francisco Franco estão por vir, mas será decerto uma espera que valerá a pena, ao finalizarmos esta experiência única de vivência cultural.

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“Relatos de Arlinda Spínola e Manuel Freitas”

Desafios da “interculturalidade” Organização: Prof.ª Maria Dora de Freitas Agrela, grupo de Geografia Texto: Mariana Freitas, Beatriz Capelo e Vanessa Câmara, 10.º 23/Imagem)

No dia 23 de novembro de 2021, a turma 23 do 10.º ano, do curso científico-humanístico de Línguas e Humanidades, recebeu, na sala de sessões da Escola Secundária de Francisco Franco, a Sra. Arlinda e o Sr. Manuel Spínola, os avós de uma aluna da nossa turma que, entre 1962 e 1976, foram emigrantes em Moçambique. Intitulada “Relatos de Arlinda Spínola e Manuel Freitas”, esta atividade fez-nos viajar pela história de vida desta família: um exemplo das vivências e dificuldades de integração de muitas famílias de emigrantes, no passado, mas que se repetem nos dias de hoje. Falaram das suas maiores dificuldades, mas, também, de uma bela história de amor relatada em livro, do qual ouvimos alguns excertos, lidos pela neta e nossa colega, Mariana Freitas. Vamos contar a história dos nossos convidados como se de duas personagens se tratassem: Arlinda e Manuel Spínola. Arlinda conheceu Manuel Spínola através de uma carta, enviada de Moçambique para a Madeira, porque Manuel “andava à procura de uma mulher para pedir a sua mão”. Segundo ele, “não gostava das raparigas da cidade, eram diferentes das do campo”. Decidiu, então, “falar com familiares e amigos para ver se tinham conhecimento de alguma madeirense, com um coração bom e genuíno”. Falaram-lhe de Arlinda e logo ficou encantado. Um encanto que continua espelhado nos seus olhos e coração quando, com orgulho, nos diz que ela “faz tudo bem” e que até já escreveu três livros: “Eu e os Meus” foi o último, dedicado à família, mas também escreveu ‘Lembranças do Passado’ e “Retalhos Dispersos’. Numa viagem ao passado, contou, então, que decidiu enviar-lhe cartas de amor a que Arlinda respondeu e começaram o seu namoro, para mais tarde formalizarem o casamento. Arlinda queria acreditar naquele desconhecido, mas vivia na dúvida, como se pode ler numa das quadras do seu livro:

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“O meu coração dizia sim Mas no medo tinha o não Encontrava sempre a dúvida No meio da decisão.” Porém, o amor acabou por vencer o medo e decidiu aceitar o pedido. Só a distância os separava, Arlinda na Madeira e Manuel em Moçambique, sozinho e a ficar impaciente, ele que não queria voltar, e ela para Moçambique não queria ir sem casar. Então, decidiram casar-se por procuração. Manuel escolheu o seu irmão para o representar e lá estava Arlinda sem o noivo junto do altar. “Não fui vestida de noiva Nem levei flor de Laranjeira Apenas levava a mágoa Não ter noivo à minha beira.” Foi difícil para ambos este casamento, mas era a única maneira de fazê-lo acontecer. Finalmente, Arlinda recebeu uma carta com o bilhete de viagem. Ficou destroçada quando deixou os seus pais, como relata no seu livro. “Dizer adeus aos meus pais Senti tristeza de morte E ainda com um Oceano A separação é mais forte.” No dia 5 de janeiro de 1968, despediu-se da sua tão amada ilha para começar uma nova aventura, num país distante. Chegou a Moçambique a 25 de janeiro de 1968, desembarcou no porto de Lourenço Marques e, no meio da multidão, pela primeira vez, viu o seu amor. Não conseguiram dizer uma palavra que fosse, mas sim mostrar todo o amor que tinham dentro do seu coração, guardado durante o tempo todo que estiveram separados. Casaram primeiro e namoraram depois, dizem-nos. 48


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Arlinda teve de se adaptar à nova cidade e, por vezes, sentia-se muito sozinha pois não conhecia ninguém. Começaram por fazer planos: comprar uma casa sem ficar com dívidas era o sonho do casal. Apesar das dificuldades, conseguiram comprar um terreno e uma casa, tudo em muito mau estado, mas o terreno era bom para a agricultura e, mais tarde, com certeza lhes renderia algum dinheiro. Passados alguns meses, Arlinda engravida, a sua primeira gravidez, em 1969, e “ficaram radiantes com a notícia”, como nos conta Manuel, que, de vez em quando, faz uma paragem para dizer “Eu sei que falo muito”. “Não Sr. Manuel, continue, porque estamos a gostar de ouvir”, pensamos nós. E lá prosseguia: “A família continuou a aumentar e, enquanto vivemos em Moçambique, tivemos três filhos”. O 25 de Abril “estava à porta” e estavam à espera da liberdade prometida. A 7 de setembro de 1974, Manuel tinha ido à cidade e estava a demorar muito, o que deixou Arlinda preocupada. Estava a acompanhar os acontecimentos pela rádio e percebeu que algo se passava. A guerra havia começado e a estrada estava cortada, Manuel não conseguia voltar para casa. Ela estava aflita e, na companhia dos seus filhos, permaneceu na casa de uns vizinhos à espera que o seu amor voltasse. Ligaram para o quartel, tinham de ir embora. Foi então que “mandaram a tropa” e de lá conseguiram sair. Durante o caminho, viram muitas desgraças e Arlinda diz que “nunca vou esquecer”. Ficaram a salvo quando, finalmente, chegaram à cidade, mas Arlinda mantinha no pensamento a preocupação com o seu marido “será que se encontra bem?”. Ela foi procurá-lo à casa da sua comadre, em vão, e só acabaram por se encontrar numa rua da cidade. Angustiados e de coração apertado, começaram a pensar em voltar para a Madeira. Depois daquele sobressalto, quando acharam que a guerra estava a acalmar, ela recomeçou. Segundo Arlinda, ficaram em casa de luz apagada, com medo de terem a casa invadida. Só se ouvia estrondos na rua e, quando perceberam que a casa dos vizinhos estava a arder, fugiram para a casa de conhecidos. No último Natal que passaram em Moçambique, não havia nada para comer. Como relata Arlinda no seu livro, “Até parecia mentira Pobreza num país rico Tanta fartura que havia E na altura nem grão-de-bico.” Manuel chegou a ser raptado, amarrado, agredido e deixado no meio do mato, mas, felizmente, conseguiu escapar. Contaram, ainda, que passaram muitas dificuldades para comprar comida, porque simplesmente não havia.

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Independência de Moçambique foi em junho de setenta e cinco e trouxe-lhes a esperança de que talvez pudessem ficar, mas “quando Samora Machel comunicou que tudo passava a ser propriedade do Estado, vimos que já não adiantava ficar em Moçambique”. A situação política do país, a aventura de Manuel e de outras que envolviam, também, Arlinda - como aquela em que, sozinha, teve de proteger os filhos quando a sua casa estava a ser assaltada -, decidiram que, naquele país, não tinham condições para viver em segurança. Regressaram à Madeira, “com uma dor no coração por deixar tudo o que construíram para trás, como acontece agora com os nossos emigrantes na Venezuela”, acrescenta Manuel. A 14 de setembro de 1976, regressaram à Madeira. Na sua ilha sentiram-se pouco apoiados pelo Estado, mas sempre tiveram ajuda da família de amigos. As dificuldades eram muitas, entre elas arranjar trabalho, pois as pessoas não confiavam neles, o que era visível na atitude daquelas que julgavam a situação e faziam piadas e comentários maldosos a quem vinha de fora: “chamavam-nos os retornados”. Começa uma nova luta. Construíram casa e alargaram a família tendo mais três filhos. Como diz Arlinda no seu livro, “Foi um período muito difícil Que na Madeira passamos Conseguimos sobreviver Mas dificuldades encontramos” Os seus filhos iam à escola e ajudavam na agricultura, eram uma família pobre, mas as crianças tinham muita vontade de estudar. Arlinda diz que eles foram a sua força, que quando se sentia em baixo por causa destas peripécias da vida, logo se erguia com a energia dos seus filhos. Com o emocionante relato de uma vida cheia de altos e baixos destes dois apaixonados, podemos ter uma ideia do quão difícil foi e continua a ser a vida das pessoas que emigram, em busca de melhores condições de vida ou para fugir de conflitos. Pessoas que são obrigadas a experimentar outras culturas onde, nem sempre, se prezam valores como o respeito, a cidadania, a igualdade, a tolerância e direitos humanos, quer nos países de acolhimento, quer quando, por alguma razão, são forçadas a regressar ao seu país de origem, onde, também, se sentem “estrangeiras”. Um obrigado a todos os que permitiram que contactássemos com os desafios da “interculturalidade”.

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Bênção das Capas na de Francisco Franco ANO LETIVO 2021/22

Organização: Conselho Executivo (Texto: Prof. Fernando Alves, Vice-Presidente do Conselho Executivo/Imagem: Nova Foto)

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ão fora as condicionantes resultantes da pandemia que assolou a humanidade nos anos de 2020 e 2021 e a realização da Cerimónia da Bênção das Capas, dos finalistas da Escola Secundária de Francisco Franco do ano letivo 2021/22, cumprir-se-ia pela quadragésima terceira vez. Assim, pela quadragésima segunda vez cumpriu-se a tradição. No dia 27 de novembro, na Sé Catedral do Funchal, numa cerimónia celebrada pelo Exmo.º Senhor Cónego Marcos Gonçalves, os setecentos alunos da Escola Secundária de Francisco Franco que ingressaram, no ano letivo de 2021/22, no 12.º ano, envergando os seus trajes de gala, participaram na Bênção das Capas. Quero aqui elogiar o esforço meritório dos alunos que nos diferentes cursos trabalham para alcançar os melhores resultados no seu percurso escolar e que ao longo da vida lhes farão atingir os objetivos que delinearam. Dadas as regras em vigor, decorrentes do estado pandémico que atravessávamos, a cerimónia decorreu à porta fechada, sem a presença dos familiares dos alunos. Para estes, quero aqui elogiar a forma ordeira com que acataram esta decisão bem como quão importante foi o papel destas famílias, que tudo fizeram para proporcionar aos seus educandos as condições favoráveis para os respetivos êxitos e de todos os que na escola, dia a dia, contribuíram para que as condições de trabalho fossem as melhores possíveis. Como elemento do Conselho Executivo da Escola Secundária de Francisco Franco, responsável pela logística e acompanhamento dos finalistas, quero deixar uma palavra de agradecimento aos elementos da Comissão de Finalistas, e aos respetivos Pais, pelo empenho, dedicação e competência demonstrados na qualidade evidenciada nos eventos que realizaram, que culminaram com a organização do Baile de Gala do ano letivo 2021/2022, que teve lugar no Mercado do Lavradores. 52


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Escola Secundária

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Torneio de Voleibol 4x4 Atividade fisíca Organização: Grupo de Educação Física (Texto/Imagem)

No dia 17 de dezembro de 2021, realizou-se, na Escola Secundária de Francisco Franco, o Torneio de Voleibol 4x4, no campo sintético da escola, com a participação de 129 alunos, divididos em 24 equipas e com a realização de 54 jogos. Todos os jogos disputados foram de bom nível competitivo, mas, acima de tudo, com um enorme fair play. É de salientar que todos os participantes respeitaram as regras do jogo, como também a utilização da máscara, higienização das mãos e distanciamento social. Numa primeira fase da competição, as equipas foram distribuídas por seis grupos com quatro equipas, competindo entre todas. Numa segunda fase, as equipas classificadas em 1.º e 2.º lugares foram agrupadas em quatro grupos de três equipas e, na fase final (apuramento de campeão), foram apurados os 1.os classificados da 2.ª fase num grupo formado por quatro equipas, onde realizaram uma competição entre todas. 1.os Classificados: “Legau” – constituída pelos alunos Lara Nunes, Afonso Ferreira e Clara Ferraz, do 11.º 24, e Carina Gouveia, do 12.º 32 (foto IMG 7652) 2.os Classificados: “Qui Panquecas” − constituída pelos alunos Margarida Mendonça, 12.º 06; Guilherme Freitas, Martim Silveira, Tomás Silveira e Alexandre Pereira, do 12.º 11 3.os Classificados: “A Operação” − constituída pelos alunos Afonso Vilaça, Vasco Soares, Mário Soares, Nuno Martins, Guilherme Henriques e Beatriz Martins, do 12.º 09. 4.os Classificados: “Lindos c/ dois L´s” − constituída pelos alunos Diana Mafalda, João Afonso, Guilherme Marques e Daniella Pontes, do 11.º 01

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Museu de Fotografia da Madeira – Museu Vicentes Fotografia (a sua base, a sua evolução e os seus elementos característicos) Organização: Prof.ª Eugénia Escórcio, grupo de História (Texto: Matilde Cardoso, 10.º 28/Imagem: Marta Lima, 10.º 28)

As vivências do fundador (Vicente Gomes da Silva) e a sua linhagem, que também fez da fotografia profissão Síntese da Visita de Estudo Primeiramente, fomos presenteados com um pequeno resumo sobre os tópicos que seriam abordados ao longo da visita. De seguida, passámos à visualização de um filme intitulado “Pérola do Atlântico”. Nesta obra do cinema português, é denotada a beleza e a funcionalidade de cada uma das regiões constituintes da ilha da Madeira. Uma das ocorrências retratadas no filme é, por exemplo, a forma como as crianças mergulhavam no mar de modo a alcançarem as moedas que lhes eram atiradas pelos turistas. A curta-metragem também revela alguns dos aspetos culturais da ilha, tais como a construção de cestos de vime (prática usualmente efetuada na região da Camacha). São também referenciados locais emblemáticos, tais como o atual Museu Madeira Monte Palace, que na altura desempenhava o papel de hotel turístico. Para concluir, o filme salienta ainda as características da Madeira, sendo uma delas o seu ar puro e fresco – ao qual os visitantes recorriam, não só por motivos de cariz prazeroso, como também para efetuarem práticas de reabilitação/ recuperação. Após o término da obra cinematográfica, fomos rapidamente encaminhados 59


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|Imagem: Isa Kalam, 10.º 28

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|Imagem: Maria Leonor Silva, 10.º 28

para uma nova divisão do estabelecimento, onde nos foram reveladas mais informações acerca das fotografias centenárias que o museu tinha em exposição. Através das breves explicações da guia, conseguimos perceber de que maneira se deu a evolução do retrato e de que forma é que os elementos como a montagem foram inseridos na arte da fotografia. Também se deu ênfase aos cenários e adereços utilizados, que não só tinham uma função decorativa, como também eram inseridos no panorama de forma que o fotografado pudesse usufruir do maior conforto possível (algo que não era comum na altura, posto que as fotografias demoravam algum tempo a serem capturadas1. Posteriormente, entrámos numa sala escura, que evidenciava ser um espaço de carácter laboratorial. Nesta sala, tivemos a oportunidade de ver os diferentes formatos de vidro em que a fotografia era revelada, assim como pudemos aprender um pouco mais sobre a máquina que os acompanhava. Esta tinha como especificidade a ampliação de imagens. Numa fase final da visita, tivemos a chance de ver os diversos tipos de máquinas fotográficas que se usavam ao longo dos séculos2. Para terminar, regressámos ao local inicial da visita de estudo, onde se exibia a condecoração atribuída ao fotógrafo Vicente Gomes da Silva. Tanto Vicente Gomes da Silva como o seu filho Vicente Gomes da Silva Júnior receberam premiações referentes aos serviços prestados à família real austríaca e aos indivíduos da Casa Real de Bragança, respetivamente.

(1) Exemplos: Barco (para os jovens, normalmente do sexo masculino), varanda (elemento predominante na captação de fotografias de uma mulher) e cadeira/banco. (2) De notar a máquina fotográfica de 12 lentes (de cariz mais antigo) e outras tantas máquinas relativamente recentes (como, por exemplo, as da marca Olympus)

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Museu da Baleia da Madeira – Caniçal Relátorio

Organização: Prof. ª Maria Paula Andrade de Vasconcelos, grupo de Portugês (Texto: Camila Baptista e Sofia Silva, 11.º 11/Imagem: Prof.ª Helena Camacho e Prof.ª Teresa Jardim)

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urante a tarde do dia 5 de janeiro de 2022, a turma 11.º 11, do curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Francisco Franco, realizou uma visita de estudo ao Museu da Baleia da Madeira, situado no Caniçal, acompanhada pelas professoras de Inglês e Diretora de Turma, Teresa Jardim, de Geometria Descritiva, Mafalda Sousa, de Desenho, Isabel Lucas, e pela professora coordenadora do Projeto Escola Azul, Helena

Camacho. Esta saída teve como objetivo inspirar os alunos para um futuro projeto a envolver toda a turma, visando influenciar a comunidade para a proteção dos oceanos. Foi igualmente benéfica a iniciativa para cada uma das disciplinas implicadas no projeto de Cidadania e Desenvolvimento, mais concretamente, no tema Educação Ambiental: Planeta Azul, Mares e Oceanos. Todas contemplarão tarefas cujo mote comum é a defesa dos mares. Partimos da escola por volta das 13h20 e fomos de autocarro até ao referido museu. Chegados ao local, depois de medida a temperatura e desinfetadas as mãos, encaminharam-nos para uma primeira sala cujas paredes ostentavam pinturas maravilhosas: ilustrações de alguns cetáceos presentes nos mares do Arquipélago da Madeira. Aí, foi feita uma breve apresentação do projeto criativo por um dos representantes do museu, o professor Márcio, que nos explicou que, de forma a cumprir com os objetivos estabelecidos pelo Parlamento Europeu, todos os anos há uma temática diferente. Neste caso, inserido no desafio BaleiArte, trata-se da decoração de um vaso de exterior para a cidade de Machico, no qual será plantada uma árvore endémica. A inspiração advirá do próprio museu, das boas práticas ambientais e da obra de uma artista que utiliza cores fortes e vivas, Dema Reis (entretanto escolhida pela Delegada de Turma, mediante um sorteio aleatório). Seguidamente, guiados pelo mesmo técnico, começámos a nossa incursão pelas salas do museu, onde nos elucidaram sobre a caça às baleias, quando e como começou (1941); mostraram-nos os pontos de avistamento, a maneira como as informações eram transmitidas, os barcos utilizados, em tamanho real e em miniatura, o que se extraía e aproveitava das baleias, bem como uma parede de tributo(s) aos baleeiros, alguns deles perdidos no mar. Pudemos mesmo observar o mar e as Desertas através de um telescópio, tal como os antigos vigias faziam. Após tudo isto, chegámos, finalmente, a uma sala gigante, em que, suspensas no teto, se podiam ver maquetes em tamanho real, de baleias, golfinhos, lobos marinhos e peixes, enfim, várias miniexposições de temas relacionados com o mar e a terra, bem como a simulação de um submarino, que granjearam o agrado geral. Espalhados pelos quatro cantos da divisão, havia vários recursos audiovisuais e propostas igualmente aliciantes: ouvir os sons das baleias, questionários, ecrãs com jogos e atividades afins. Terminada a visita, por volta das 16h, antes de regressarmos à escola, ainda houve lugar a algumas fotografias de grupo, pois, como dizem muitos, «recordar é viver», e esta experiência trouxe-nos, certamente, motivos lúdicos e didáticos para tal. 62


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Uma visita de estudo é sempre uma boa atividade para nos conectarmos mais intensamente com a turma. (Leonor Aveiro, n. º15)

Foi, deveras, uma experiência interessante e lúdica, que será extremamente útil para o tema do Projeto de Cidadania, das várias disciplinas. (Camila Baptista)

Pudemos conhecer um pouco mais da História da nossa ilha e de como as coisas funcionavam há não muito tempo atrás. (Guilherme Pestana)

Foi, de facto, uma ótima iniciativa; fez com que os alunos se informassem mais e melhor e, de modo interessante e prático, se sentissem mais seguros sobre o tema que iriam trabalhar no projeto de cada disciplina. (Miguel Tentem) 63


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Concluímos esta visita de estudo ao Museu da Baleia ganhando um pouco mais de novas e curiosas informações sobre os nossos ‘mares’ e com um projeto fascinante em mãos. (Mariana Nóbrega)

Por meio da visita a este museu, foi possível conhecer melhor a fauna e flora marinhas, bem como a caça à baleia e as suas propriedades. (Andreia Vieira)

Acabou por ser bastante educativa, pois ficámos a conhecer um pouco a história e estórias das espécies já avistadas na nossa ilha. (Valentina Lé Costa)

…e com os maravilhosos sons do Oceano e as suas encantadoras criaturas permanecendo na nossa memória, voltámos ao Funchal. (Isabel Silva) 64


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A ESFF e a Casa – Museu Frederico Freitas Uma parceria didática Organização: Prof. ª Maria Dora de Freitas Agrela, grupo de Geografia (Texto/Imagem)

No dia 4 de fevereiro de 2022, as docentes da disciplina de Geografia A da ESFF concluíram a sequência didática, programada para os alunos de 10.º ano dos cursos Científico-Humanísticos de Ciências Socioeconómicas e de Línguas e Humanidades, da abordagem ao tema “Os Recursos do Subsolo”. “Minerais, Metais e Outros mais” foi o título da palestra que se repetiu na ESFF durante três sessões e foram quatro as visitas de estudo realizadas à Casa-Museu Frederico Freitas (pequenos grupos para garantir a segurança dos participantes nas atividades), para um contacto mais próximo com o acervo daquela casamuseu: uma rica ilustração da variabilidade de aplicações dos recursos do subsolo, encontrados na RAM, Portugal continental ou fora do nosso país. Um bem-haja à Casa-Museu Frederico Freitas, bem representada pelas Dra. Catarina Andrade e Dra. Helena Sousa, pela disponibilidade dada à nossa escola para, assim, se continuar a estimular vivências e aprendizagens diversas nos nossos alunos, apesar de todas as dificuldades de um tempo vivido em contexto de pandemia.

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Uma escola para todos Atividades inclusivas Organização: Prof. Pedro Pereira, grupo de Educação Física (Texto/Imagem)

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o passado dia 16 de fevereiro, os alunos de 12 turmas da ESFF tiveram a oportunidade de participar num conjunto de atividades inclusivas: por um lado, a prática de modalidades desportivas (Boccia, Voleibol adaptado e Goalball) e, por outro, a mobilidade com cadeira de rodas. A dinamização deste conjunto de atividades foi da responsabilidade do professor Pedro Pereira, procurando alertar os discentes sem qualquer problema físico ou deficiência para a realidade que alguns dos seus colegas enfrentam diariamente, em virtude das limitações físicas que apresentam, bem como transmitir a ideia da importância da escola inclusiva, onde todos possam ter uma participação plena e equitativa. Globalmente, os alunos que estiveram presentes mostraram-se motivados e participativos. Durante a dinamização das atividades, constataram todo o conjunto de competências que são desenvolvidas com a prática das modalidades desportivas apresentadas, mas também com todos os obstáculos e desafios que se impõem quando a mobilidade se faz com o recurso a cadeiras de rodas. Para a realização da atividade de mobilidade com cadeira de rodas foi imprescindível o apoio da Delegação da Cruz Vermelha na Madeira e do SESARAM, na disponibilização do referido material, estendendo este agradecimento ao Clube “Os Especiais”, que se dispôs, caso fosse necessário, ao empréstimo de cadeira de rodas.

ALGUMAS INFORMAÇÕES TÉCNICAS: Boccia

O Boccia é um desporto praticado num espaço interior, de precisão, em que são arremessadas bolas de couro, seis azuis e seis vermelhas, com o objetivo de as colocar o mais perto possível de uma bola branca chamada jack ou bola-alvo. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio (calhas) para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Esta modalidade pode ser disputada de forma individual (jogado por todas as classes e composto por 4 parciais), pares (jogado pelas classes BC3 e BC4 e composto por 4 parciais) ou por equipas (jogado pelas classes BC1 e BC2 e composto por 6 parciais). Este desporto é jogado num campo de 12,5 m de comprimento por 6 de largura. Através de moeda ao ar, no início da partida, o árbitro sorteia a escolha da cor das bolas com que cada equipa vai competir. Quem ganha o sorteio tem o direito de escolher se quer competir com as bolas de cor vermelha ou azul. O 66


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lado que escolhe as bolas vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha; depois é a vez da equipa com as bolas azuis jogar. A partir daqui, joga sempre a equipa que tiver as suas bolas de cor mais afastadas do jack. A contagem dos pontos faz-se após terem sido lançadas todas as bolas. Os pontos são atribuídos de acordo com o número de bolas da mesma cor mais próximas da branca em relação às bolas do adversário. Vence quem acumula a maior pontuação. (Nota: BC1, 2, 3 e 4 são as classes de classificação desportiva dos jogadores)

Voleibol adaptado

O Voleibol adaptado pode ser praticado segundo duas vertentes: Voleibol sentado, jogado por pessoas com deficiência motora; e Voleibol em pé, igual ao voleibol praticado por pessoas sem deficiência, jogado por pessoas com deficiência auditiva e intelectual. No Voleibol sentado, competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores, e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. Os atletas jogam sentados, sendo obrigatório o contacto no solo com um dos glúteos durante o toque na bola. O campo está dividido em duas zonas e é menor, com 10 m x 6 m. A altura da rede é inferior à da prática regular (a rede é colocada a 1,15 m do solo no setor masculino e 1,05 m no feminino). É permitida a realização de bloco imediatamente após o serviço. Cada jogo é decidido à melhor de cinco sets, vencendo a equipa que marcar 25 pontos em cada. Em caso de empate, ganha quem obtiver dois pontos de vantagem. Há, ainda, o tie break de 15 pontos.

Goalball

O Goalball é disputado num campo com as mesmas dimensões de um recinto de voleibol, embora as delimitações sejam feitas com fio de sisal (coberto com fita), para que os jogadores se possam aperceber, através do tato, da dimensão do terreno de jogo. O objetivo do jogo passa por marcar golo na baliza adversária (com uma dimensão de 9 m Mobilidade com cadeira de rodas x 1,30 m), dispondo cada equipa, constituída por 3 elementos de campo (e 3 suplentes), de um total de 24 minutos (duas partes com 12 minutos). A fim de que os jogadores se apercebam da trajetória, a bola (com 1250 gr) está equipada com um dispositivo sonoro, pelo que, durante a realização do jogo, é determinante evitar o ruído. 67


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O Lixo Marinho Atividades

Organização: Prof.ª Maria Dora de Freitas Agrela, grupo (Texto/Imagem)

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de Geografia

Dra. Sara Bettencourt, investigadora ligada ao Observatório Oceânico da Madeira e, ainda, ao Centro de Ciências do Mar e do Ambiente esteve, no dia 11 de março, com a turma 18 do 10.º ano, do Curso de Ciências Socioeconómicas, da ESFF, para dar início à dinamização de uma sequência de atividades (3 a 4 sessões), visando a abordagem de questões ligadas ao “Lixo Marinho”: um problema emergente e global, com significativos impactes ambientais, económicos e sociais. A investigadora irá desenvolver diferentes estratégias educativas (teóricas, teórico-práticas, laboratoriais e de campo), durante três semanas consecutivas, procurando sensibilizar os nossos alunos para esta problemática e, ainda, avaliar como as dinâmicas criadas podem estimular uma maior consciencialização. Integrada no PAA da Disciplina de Geografia A, as próximas sessões terão lugar numa interdisciplinaridade com as Disciplinas de Economia A e Matemática A. Um bem-haja a todos os envolvidos nesta atividade e um agradecimento muito especial à Dra. Sara Bettencourt pela brilhante sessão e simpatia.

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Valores Tradicionais Projeto de Olimpíada Sustentada Organização: Estagiária Soraia Cassaca, do Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário da Universidade de Coimbra. (Texto/Imagem)

A turma 13 do 12.º ano de escolaridade desenvolveu o subprojecto designado “Valores Tradicionais”, através da disciplina de Educação Física. Este subprojecto está enquadrado no Projeto de Olimpíada Sustentada, implementado pela estagiária Soraia Cassaca, do Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário da Universidade de Coimbra. O dia do evento de “Valores Tradicionais” foi ao encontro dos objetivos delineados na Agenda de 2030 de Desenvolvimento Sustentado, a qual afirma que “ninguém deve ser deixado para trás” e também teve em consideração os valores dos Jogos Olímpicos, sendo estes a excelência, a amizade e o respeito. Este dia contou com a presença dos alunos da turma e seus familiares (avós, pais, tios, primos, etc.). O evento culminou na realização de jogos tradicionais, nomeadamente, o jogo do pião, da macaca, do rei manda, do macaquinho do chinês e da batata quente. Por fim, ainda se realizou uma dança tradicional entre todos os participantes e um convívio. O Projeto contou com a colaboração interdisciplinar da disciplina de Desenho A, da professora Graça Berimbau, através de desenhos de ilustração de “jogos tradicionais”, realizados pelos alunos e que estiveram expostos no recinto, durante a atividade.

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Vamos celebrar a Poesia! Dia Mundial da Poesia na FF Organização: Prof.ª Rosário Antunes, grupo de Portugês (Texto: Prof.ª Rosário Antunes/Imagem)

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1 de março foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1999, para celebrar a Poesia a nível mundial, sublinhando-se a sua relevância artística. Nesse dia, anualmente, comemora-se igualmente a criatividade, a pluralidade linguística e cultural e promove-se o ensino e declamação da poesia. Com esses objetivos em mente, as turmas 26, 27 e 28 do 10.º ano foram desafiadas, pela professora de Literatura Portuguesa, a preparar ‘leituras encenadas’ de poemas à sua escolha, para uma apresentação pública, que decorreu na manhã do dia 21 de março, na Sala de Sessões da Escola Secundária de Francisco Franco. O processo de trabalho dividiu-se por várias fases, orientadas pela docente. Primeiramente, os alunos, de forma individual, selecionaram poemas do seu agrado (maioritariamente de autores portugueses) e apresentaram-nos à turma. Seguiuse uma votação, para se chegar a um corpus consistente com uma determinada temática (surgida após a análise dos textos mais votados). Posteriormente, os alunos organizaram-se em pequenos grupos de trabalho, para estudarem mais profundamente cada um dos poemas e prepararem a sua proposta de ‘leitura’. Finda esta tarefa, cada grupo apresentou à turma a ‘sua’ leitura, havendo espaço para debate e sugestões de melhoria. Depois, seguiram-se os ensaios. Se é inegável que os nervos fizeram parte dessa manhã do dia 21 de março, também não é possível questionar a dedicação com que as turmas concretizaram essa atividade. Se, por um lado, para a grande maioria, era a primeira vez que se expunha num palco perante uma plateia, por outro, havia uma certa ‘tranquilidade’ por todos se saberem alunos de Literatura Portuguesa, logo, estarem todos ali com o mesmo espírito. Os cerca de setenta jovens leram e celebraram autores consagrados como Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Sophia de Mello Breyner Andresen, mas também poetas menos conhecidos como Warsan Shire e Alice Neto de Sousa. As 70


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temáticas andaram à volta do amor, da vida, da mudança, do racismo e dos refugiados. Cada apresentação culminou com um ‘poema de turma’, em que todos os elementos deram o seu contributo na leitura e interpretação do texto. De assinalar que ao lado de Eugénio de Andrade, tivemos o poema de um aluno do 10.º 27, Renato Fernandes, que a turma fez questão em declamar como o ‘chave de ouro’ da sua apresentação conjunta. Concluída a atividade, seguiu-se um balanço daquilo que foi feito antes e durante a celebração do Dia Mundial da Poesia. Para a professora, a palavra que melhor define o seu sentimento perante a prestação das turmas é orgulho, uma vez que foi possível acompanhar de perto a evolução dos alunos (e da sua interpretação dos textos) até à récita final. Na memória geral, ficou a colaboração entre todos, a boa disposição, o respeito e o espírito de grupo que esta atividade proporcionou, unido em torno dessa força vital, que é Poesia.

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A Lista de Schindler A análise crítica do filme Organização: Prof. Carlos Miguel Santos, grupo de Multimédia (Texto/Imagem)

A análise de filmes históricos contribui para a reflexão sobre o significado e a importância de ter consciência das questões pertinentes para a Formação Pessoal e Social. O encadeamento temático aponta para exemplos fulcrais, quer em termos de reflexão de ideias, quer de eventos importantes na História da Humanidade, especialmente do que nos torna humanos. A análise crítica do filme A Lista de Schindler

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Lista de Schindler é um filme norte-americano de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto, ao empregá-los em sua fábrica. O filme foi dirigido por Steven Spielberg e escrito por Steven Zaillian, baseado no romance Schindler’s Ark, escrito por Thomas Keneally. É estrelado por Liam Neeson como Schindler, Ben Kingsley como o contador judeu de Schindler Itzhak Stern e Ralph Fiennes como o oficial da SS Amon Göth. A película foi um sucesso de bilheteira e recipiente de sete Óscares, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador (Spielberg), como também muitos outros prémios (incluindo 3 Globos de Ouro e 7 BAFTA). Em 2007, o American Film Institute elegeu-o como o oitavo melhor filme americano da história. É considerado pela crítica especializada como um dos melhores filmes já feitos. O filme começa em 1939, com os alemães iniciando a relocação dos judeus poloneses para o Gueto de Cracóvia, pouco tempo depois do início da Segunda Guerra Mundial. Enquanto isso, Oskar Schindler, um empresário alemão de Morávia, chega à cidade com a esperança de fazer uma fortuna lucrando com a guerra. Schindler, um membro do Partido Nazista, prodigaliza subornos para oficiais da Wehrmacht e da SS em troca de contratos. Patrocinado pelos militares, ele adquire uma fábrica para produzir panelas para o exército. Sem saber muito como comandar a empresa, ele ganha a colaboração de Itzhak Stern, um oficial da Judenrat (Conselho Judeu) de Cracóvia, que possui contactos com a comunidade empresária de judeus e os mercadores negros dentro do Gueto. Os empresários judeus emprestam o dinheiro a Schindler para a fábrica em troca 72


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de uma pequena parte dos produtos produzidos. Ao abrir a fábrica, Schindler agrada os nazistas, aproveita a sua nova fortuna e a sua posição como “Herr Direktor”, enquanto Stern cuida de toda a administração. Schindler contrata judeus poloneses ao invés de poloneses católicos por serem mais baratos (os próprios trabalhadores não recebem nada; os salários são pagos à SS). Os trabalhadores da fábrica recebem permissão para sair do Gueto, e Stern falsifica documentos para garantir que o maior número de pessoas seja considerado como “essencial” para o esforço de guerra da Alemanha Nazista, que os salva de serem transportados para campos de concentração, ou de serem mortos. O Tenente Amon Göth da SS (Ralph Fiennes) chega a Cracóvia para supervisionar a construção do novo campo de concentração de Płaszów. Com o campo completo, ele ordena a liquidação final do gueto e a Operação Reinhardt em Cracóvia começa, com tropas esvaziando os apartamentos e matando arbitrariamente qualquer um que proteste ou não coopere. Schindler, assistindo ao massacre de um morro, é profundamente afetado. Mesmo assim, ele é cuidadoso para ficar amigo de Göth e, através da atenção de Stern para subornos, Schindler continua a ter apoio e proteção da SS. Durante esse período, Schindler suborna Göth para que ele possa construir o seu próprio subcampo para os seus trabalhadores, para que a sua fábrica continue a funcionar e para proteger os judeus de serem executados. Enquanto o tempo passa, Schindler age conforme as informações dadas por Stern e tenta salvar o maior número possível de vidas. Enquanto os rumos da guerra mudam, Göth recebe ordens de Berlim para exumar e queimar os restos de todos os judeus mortos no Gueto de Cracóvia, desmantelar Płaszów e enviar os judeus restantes — incluindo os trabalhadores de Schindler — para o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Num primeiro momento, Schindler prepara-se para deixar Cracóvia com a sua fortuna. Ele não consegue fazer isso, todavia, e prevalece sobre Göth para permitir que ele mantenha os seus trabalhadores para levá-los para uma fábrica em Zwittau-Brinnlitz, sua cidade natal, longe da Solução Final, em funcionamento na Polónia ocupada. Göth eventualmente consente, porém, cobra grandes subornos para cada trabalhador. Schindler e Stern fazem uma lista de trabalhadores que serão mantidos longe dos comboios para Auschwitz. A “Lista de Schindler” compreende esses judeus “especializados”, e para muitos no campo de Płaszów ser incluído na lista significa a diferença entre a vida e a morte. Quase todos os membros de sua lista chegam em segurança a Brinnlitz. O comboio que levava as mulheres judias acidentalmente é redirecionado para Auschwitz. Ao saber disso, Schindler vai imediatamente para o campo. Com a intenção de resgatar as mulheres, ele suborna o comandante do campo, Rudolf Höß, com diamantes. Com o problema resolvido, as mulheres finalmente chegam em Brinnlitz. Schindler institui um controle firme nos oficiais da SS enviados para a fábrica, proibindo-os de entrar nas áreas de produção. Para manter os seus trabalhadores vivos, ele gasta a sua fortuna subornando oficiais nazistas e comprando produtos de outras companhias, significando que ele nunca produziu cartuchos de artilharia funcionais durante sete meses. O seu dinheiro acaba quase ao mesmo tempo que o exército alemão (Wehrmacht) se rende, encerrando a guerra. Como um membro do Partido Nazista e alguém que lucrou com a guerra, em 1945, Schindler deve fugir do Exército Vermelho. Ele arruma as suas coisas num carro e despede-se dos seus trabalhadores. Antes de ir embora, estes entregam-lhe uma carta explicando que ele não é um criminoso, junto com um anel com uma citação do Talmude, “Aquele que salva uma vida salva o mundo inteiro”. Schindler fica tocado, mas profundamente envergonhado, achando que poderia ter feito mais para salvar mais vidas, como vender o seu carro e o seu broche nazista para salvar outras pessoas. Chorando, ele deixa a fábrica com a sua esposa durante a noite. Os Judeus de Schindler dormem ao lado dos portões da fábrica e são acordados pelo Sol no dia seguinte. Um soldado soviético chega e anuncia aos judeus que eles foram libertados pelo Exército Vermelho. Eles andam até uma cidade próxima em busca de comida. Depois de algumas cenas mostrando eventos do pós-guerra, como a execução de Amon Göth e um sumário sobre a vida posterior de Schindler, o filme retorna para os judeus andando até a cidade. Enquanto eles andam, as imagens e preto e branco mudam para imagens coloridas dos Judeus de Schindler no presente, no túmulo de Schindler em Jerusalém (onde ele queria ser enterrado). O filme encerra mostrando uma procissão dos judeus que trabalharam na fábrica de Schindler, cada um colocando uma pedra na sua lápide — um tradicional costume judeu de indicar grande gratidão ou agradecimentos a alguém falecido. Os atores que interpretaram os personagens principais caminham de mãos dadas com a pessoa real interpretada, colocando as suas pedras enquanto passam. Na cena final, Liam Neeson (apesar de o seu rosto não ser visível) coloca um par de rosas na lápide. 73


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|Ilustração: Cecília Alvernia, 11.º 12 74


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Já conheces Pessoa?

Apreciação crítica de peça de teatro Organização: prof. João Sousa, grupo de Português (Texto: Matilde Brazão, 12.º 22/Imagem: Birra Produções)

Peça teatral: Já Conheces Pessoa? Autoria: Birra Produções Atores: Gonçalo Babo, Dara Couceiro e Inês Saúde (Portugal) Local: Sala de Sessões da Escola Secundária Francisco Franco Data: 31 de janeiro de 2022; 11:45 h Classificação (de 0 a 5): 5 estrelas A interrogação afigurava-se retórica: Já Conheces Pessoa? Decerto, assumirase fingidor, o poeta. Porém, todos asseverávamos conhecer, verdadeiramente, este incontornável vulto literário, cuja arte não descobriu fronteiras. Do mesmo modo, a “Birra Produções” atravessou parte do Atlântico para desenganar a ilha e pisar o palco da Sala de Sessões, no passado dia 31 de janeiro, faltava um quarto de hora para o meio-dia, exíguos minutos para uma encenação magnificente. Outros fingidores, Gonçalo Bobo e Dara Couceiro, envolveram-nos no complexo enredo que é a obra pessoana, mas os reais protagonistas foram os diversos “eu” que, dali, emergiram. No princípio do espetáculo, a dúvida transcendeu o título da peça para invadir a sala. O silêncio foi abafado pela música, as palavras encobertas por meras expressões faciais. Perscrutávamos, com o olhar, os artistas até que, finalmente, se pronunciaram os primeiros dados biográficos. Estávamos, então, acima do terraço. Mais do que desvendar Pessoa ortónimo, ou os seus heterónimos e semiheterónimo, descobrimos, antes, o batimento cardíaco da prosa e do poema, a vida que habita aquelas frases e aqueles versos. Se, para alguém, a escrita de Fernando Pessoa parecera distante, intangível, com a representação sentida dos atores, ganhou outra dimensão, adquiriu um novo significado. De facto, neste cenário pandémico, a contagiosa sensibilidade dos artistas revelou-se a mais recente variante! Ademais, igualmente, excecional foi a interação constante com a plateia. O palco prolongou-se além do estrato de madeira para nos mostrar que o leitor e o espetador são, também, engenheiros, nesta arte, que a literatura e o teatro, cronicamente, incompletas, não subsistem isoladas. Só as complementa o fruidor, que observa, de fora, as expressões e as palavras. Para concluir, resta-me evocar a prosa de Bernardo Soares: “O meu desejo é fugir”. Pois, o meu foi, sem dúvida, ficar. Ó Pessoas, magnificamente, representados! Ó palavras que se precipitam para fora do papel! A peça foi, realmente, triunfal, pelo que é digna de maior visibilidade. 75


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|Texto: Ivan Alexandre Neves Vasconcelos, 12.º 21

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rotagonizada pelos dois jovens atores continentais Gonçalo Babo e Dara Corceiro, a peça de teatro “Já conheces Pessoa?” contou com a presença de três turmas do 12.º ano de escolaridade e foi dinamizada no âmbito da disciplina de Português. Após a encenação da companhia de teatro coimbrã “Birra Produções”, os dois protagonistas da peça disponibilizaram, ainda, algum tempo no fim da sessão para responderem às questões, não só de alunos, como também dos dois professores presentes. Percorrendo um pouco de toda a vida e obra de Fernando Pessoa, bem como dos seus vários “Pessoas”, esta peça de teatro foi deveras interativa, tocante e lúdica. Citado pela atriz Dara Corceiro logo no princípio da sessão, o verso “Se o coração pudesse pensar, pararia” sintetizou muitas das informações facultadas pelos atores no decorrer da mesma, pelo que, não só foram exploradas as temáticas do ortónimo, como também foram declamados, de forma muito cuidada e emotiva, poemas como “Autopsicografia”, “Isto” e “Ela canta, pobre ceifeira”, composições incontornáveis da autoria do nosso emblemático poeta nacional. Para além disto, enfatize-se a alusão igualmente prestada aos três heterónimos pessoanos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, bem como ao semi-heterónimo Bernardo Soares, em que o diálogo informal entre os dois atores em cena contemplou alguns dados biográficos sobre cada um deles. Após o término da peça teatral, foi a vez de o público satisfazer algumas das suas curiosidades, tendo-se sentido uma grande sinceridade e disponibilidade por parte dos jovens atores nas respostas que iam facultando. O ator e a atriz em questão revelaram estar na ilha da Madeira entre o dia 24 de janeiro e o dia 4 de fevereiro, sentindo muita ansiedade em relação à pandemia que atravessamos atualmente, já que não conseguiriam imaginar o que poderia acontecer com os seus espetáculos, caso algum membro do grupo testasse positivo à Covid-19. Para além destes receios, houve lugar, ainda, para umas agradáveis palavras e conselhos de ambos para a eventualidade de algum dos presentes também pretender seguir a representação no futuro, bem como as confissões de ambos que admitiram preferir atuar num palco com um público a assistir, dada a espontaneidade, o calor humano e as reações imediatas e diretas do público que pautam a representação em teatro, à representação em televisão ou no cinema, em que o mesmo não acontece nestes dois últimos moldes. Em suma, recomendo veementemente a presença de todos os alunos do Ensino Secundário ou daqueles que se interessam pelo Universo Pessoano e pela cultura portuguesa nesta emocionante e informativa peça de teatro. O preço de 3€, bem simbólico por sinal, compensou toda a energia passada pelos atores à plateia, assim como os momentos de riso e improviso que acontecem em determinados momentos desta espetacular peça de teatro.

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Concurso-Grande Ideia Modalidade de poesia Organização: Prof.ª Maria Paula Andrade de Vasconcelos, grupo de Português (Texto: Miguel Afonso Furtado Temtem, 11.º 11/Ilustração: Ilda Gomes, 11.º 11)

Um Jogo de Cartas Cada um tem o seu jogo e baralho complexo… No entanto todos jogam contra o mesmo mundo. Ele é um adversário tão misterioso e perplexo, Que me pergunto se vocês veem este jogo profundo. Todos nós queremos “ganhar a vida”, o mundo. Ainda que ele “jogue sujo”, seja injusto e imperfeito. Como vamos jogando e aprendendo a cada segundo, Começamos a perceber as suas regras, direito.

A vida é um jogo de cartas genial, no fundo. Lembremo-nos disso, ao distribuir ou a baralhar; Grande parte da beleza deste engenhoso mundo Está nas pessoas que este gosto sentem pulsar. O truque é saber jogar com as cartas dadas. Uma carta na manga, também é conveniente… Por fim despeço-me, mas cuidado, camaradas, Podemos precisar de um naipe melhor, diferente!…

E vocês, porque jogam com as cartas dadas? Por felicidade, sucesso, poder, perdão…talvez? Analisem bem as cartas que já foram lançadas, E fiquem atentos para jogarem na vossa vez! A vida é um jogo de cartas! Veem agora, gente? Nós é que demoramos a aprender a jogar! Com tanto truque, regra e tática diferente... Penso que só um oportunista poderá ganhar! Percebam que é um jogo; nem sempre irão triunfar. Percebam que jogar já quase conta como vencer. Não pensem que têm muito tempo para apostar, Senão o pior dos erros acabarão por cometer… Há que arriscar, há que aproveitar a sorte. Há que confiar na equipa e jogar para conquistar. Ainda que as regras mudem, digo, a quem se importe: “Se vou jogar, será para me divertir e para ganhar!” 77


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Mundo(s)

Organização: Prof.ª Maria Paula Andrade de Vasconcelos, grupo de Português (Texto: Isabel Aveiro Silva n.º 14, 11.º 11/Ilustração: Margarida Gonçalves n.º 18, 11.º 12)

No mundo repleto de mistérios Existem enigmas estrondosos, Criados por mentes de ambos os hemisférios; Tesouros maravilhosos! Decifrar o ser humano É uma tarefa considerável; Precisamos de um bom plano Para manter a espécie estável, Pois, apesar dos pesares, A sanidade se vai; A loucura aumenta, O lado humano esvai… Na realidade de cada um de nós Existe um mundo diferente; Maneiras de dar voz A mental(idades) do passado e do presente… Alguns se encontram presos no passado, Produzindo um futuro trágico, Tendo como base um trauma bem marcado, Algo terrivelmente nostálgico… Tanto ser atormentado pela própria imaginação; Imaginando de tudo e mais um pouco, Com a esperança de se manter são, No entanto, ficando cada vez mais louco… Mas como diz o velho ditado, Cada louco com a sua loucura; Alguns pensam ser disparatado, Outros apreciam, com fartura… Os bons corações dos anjos caídos Apodrecem na escuridão, No meio de tantos anjos perdidos, Todos seguem aquele que toma uma decisão. 78

Seja essa boa ou má, O desespero fala mais alto; Será que a esperança s’evaporará? É assim que tudo acabará?... Entre tantas perguntas Continuamos a nossa trajetória, Porque, afinal de contas, Tudo não passa de uma ignota história.


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De volta ao ponto de partida Texto livre

(Texto: Maria Inês Santos, 12.º 01/Ilustração: Madalena Vieira Fernandes, 11.º 12 )

Deambular por esta cidade, integrar esta comunidade, mergulhar nos estigmas e estereótipos pré-concebidos, por vezes torna-se desafiante. No meio de toda esta azáfama, tenho ainda de encontrar forças para deixar o passado no seu verdadeiro lugar, viver o presente aqui, neste exato momento e, como se ainda não bastasse, vejo-me obrigada a ter um olhar fixo no longo caminho que me falta percorrer. Na minha deambulação pela rua urbana mais agitada, capto imagens, que me permitem questionar o Futuro. Acabam por surgir, subitamente, na minha cabeça, perguntas às quais não consigo obter resposta, não sei se por estar tão concentrada no que me rodeia ou por serem demasiado vagas. Realmente, qual será o futuro da criança que faz uma birra por um gelado com três bolas, embora a mãe entenda que só tem direito a uma? De facto, é interessante refletir sobre o que acontecerá ao casal que conversa apaixonadamente no banco verde do jardim. Um casamento? Uma separação? Uma casa com três filhos e um pastor alemão? Do outro lado da rua, uma idosa compra hortaliças. O que terá reservado o futuro para si? Mais um netinho? E as hortaliças? Farão parte de um delicioso cozido à portuguesa ou de uma sopinha que consola a alma? O que terá o destino ditado à rapariga perspicaz e atenta que, enquanto volta para casa, gatafunha no seu caderno favorito? Então, envolvida nos meus pensamentos profundos e simultaneamente dispersos, deparo-me com uma formiga. O meu olhar atento observa um momento crucial no futuro daquele inocente ser vivo. Este é o momento em que a formiga é pisada por um sapato envernizado e reluzente, novinho em folha! Um mero animal morto por um comum mortal… Agora, melancólica e pensativa, apercebo-me de que nós, os seres humanos, somos pequenas formigas, diariamente, esmagados pela sociedade, que nos encurta e limita o futuro e temos plena consciência disso. Apesar de não estar tão segura quanto a vidente, que me lê a palma da mão e diz que terei sucesso e encontrarei o amor da minha vida, o futuro é uma incógnita. Aquilo em que, na verdade, confio é que não prevemos nem antecipamos o amanhã, deixando-o nas mãos de um planeta sobrecarregado de funções e cansado de pessoas ingratas que não o valorizam. Assim, ao terminar os meus gatafunhos e já no fim da rua, percebo que o futuro de todos nós está inevitavelmente delineado. Embora por vezes percamos o rumo, porque a vida nos decide trocar as voltas e tornar-se numa montanha-russa, encontramos sempre o caminho destinado. Resta-me apertar o cinto e esperar que ela volte ao ponto de partida, para que eu possa continuar a construir o meu percurso sempre ciente de que o futuro… COMEÇA AGORA!

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Labaredas

Atividade de Escrita Criativa Organização: Prof.ª Maria do Rosário Nogueira Antunes, grupo de Português (Texto/Imagem: Maria Leonor Silva, 10.º 28)

Uma das propostas de atividade ‘surpresa’ das aulas de Literatura Portuguesa foi criar uma história, a partir de uma imagem aleatória. Eis o que surgiu após a ‘descoberta’ da ilustração que coube na ‘sorte’ desta aluna.

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equenas faíscas tingidas de laranja percorriam lentamente as estradas sinuosas. Salpicavam de vez em quando, quando se sentiam próximas do seu destino. Outras vezes, recuavam embrulhadas numa avalanche de «E se…» ou «Será que afinal…?». Passaram a ser tão evidentes as suas cores vivas, em que agora uma cor encarnada contrastava com aquele cor de laranja clarinho, que quando a Estrela maior surgia, tornavam-se abscônditos entre os ramos das árvores. Afinal, queriam passar despercebidas. Ainda não tinham a certeza do seu destino. Quando as estrelas começam nos preparativos do seu baile, para o qual a Estrela maior não é convidada, as faíscas, outrora escondidas, libertam-se em pequenas chamas que queimam hectares. Reúnem-se com as estrelas e tomam o papel principal do baile. Iluminam-no. Avivam-no. Protagonizam-no. No entanto, estavam cansadas. Para quê esconder-se? O seu destino estava tão perto. Quanto mais se escondessem, mais longínquo se tornava, certo? Despiram-se dos tons claros que lhes restavam e acrescentavam àquele encarnado os tons mais quentes das cores vivas. Queriam dar nas vistas. “Estamos aqui!”, “Queremos gritar e contar ao mundo que estamos aqui!”. Incluíram a Estrela maior no baile (já não tinham receio de fazê-lo durante o dia). Com a sua luz própria, formaram os holofotes. Já não eram faíscas. Eram grotescas labaredas influenciadas pela luz natural daquela grande Estrela. Se gostavam do baile das estrelinhas menores? Claro. E continuavam a lá ir. Contudo, aquele baile soava-lhes mais intenso, mais adoçado, mais forte, como se finalmente pudessem ser libertadas daquelas perguntas incessantes e pudessem alcançar o seu destino o quanto antes. Correram como nunca. Por si, pelo seu destino. Dançavam, num estado de euforia, por todo o caminho. Era tão bom ser livre. As árvores já nem se importavam de ser alvo daquele baile de cores vivas. Olhar para aquelas labaredas era como olhar para um poço de Esperança. Olhar para a eternidade. Saber que aquilo prevaleceria para sempre. Abriram a porta do seu destino, confiantes. Afinal de contas, haviam passado por tanto para chegar até ali, porque não se entregarem completamente e agarrarem aquela oportunidade com cada partícula que as compunha? “Casa”, pensaram. E que bela casa. Continuavam eufóricas, mas já não precisavam de queimar tudo à sua volta. Já estavam seguras. A salvo de qualquer percalço. Estavam tão felizes ali. Era o seu lar. Numa noite quente da estação do cheiro a sal e do som de barbatanas alegres, o telhado da casa desabou. As labaredas enfureceram-se e acabaram por queimar as paredes. Mas porquê? Gostavam tanto daquele seu lar. Arrependeram-se instantaneamente e fizeram um acordo com a casa para que aquilo não acontecesse novamente. As labaredas não sabiam reconstruir o seu lar. Só tinham aprendido a bailar, a queimar e a sorrir descontroladamente, entre pequenos fragmentos de fogo contentes. Como se reconstruía algo? Aquele acontecimento, daquela noite, não lhes 80


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trazia boas recordações como os bailes. Então, para quê pensar nisso? Deixaram passar. Já não as compunham muitos tons quentes, mas ainda restavam alguns. Já bastava. Ainda conseguiam bailar. Bailaram naquele que, apesar de tudo, continuava a ser o seu lar. Mas o chão ficou cansado. Todos os dias, as labaredas dançavam nele, enquanto ele ainda estava triste por ter perdido as suas companheiras paredes e o seu tão protetor telhado. Desfez-se. Esvaiu-se em partículas de nada. Nada. Foi o que restou. A Estrela maior e as restantes estrelas distanciaram-se das labaredas. Estas perguntavam-se “Porquê?”, “Como?”. Teriam elas feito algo de mal? Reduziram-se às iniciais faíscas. Já nem um tom de amarelo as constituía. Estavam frias. E não era inverno. E assim, tal como no início, ela viu-o a distanciar-se de si. E já não sabia o caminho de volta.

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How to be a Hero

Mental and Emotional Health Organização: Prof.ª Cristina Pestana, grupo de Inglês (Texto: Henrique São Marcos dos Reis, 10.º 10/Imagem)

The students were asked to write an opinion essay o n Mental and Emotional Health - How to be a Hero in this world. This is related to the topic Health (Global Citizenship). Cristina Pestana

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here isn’t a recipe to properly become a hero. It´s a process, different for everyone. It can´t be the same for two individuals because the definition of “hero” is also different from person to person. Having said that, I am going to present hot to be a hero from my point of view. To begin with, being a hero consists of not giving up when everything looks like squeezing water from a stone, and by working as hard as you possibly can, day after day. This is, of course, not being a hero of the world itself, but being the hero of your world, which is, at least for me, the most important one of all. Yet how does one achieve this, you may ask? It´s surprisingly simple. You solely need to maintain a positive mind-set at all times, seeing the brighter side of things. All in all, keep the worst-case scenario in mind and work towards finding efficient solutions to your problems, without ever considering quitting. Furthermore, being a hero means setting the biggest number of realistic and reachable goals possible. The purpose of this is to make you more motivated every time you reach one of your goals. Therefore, “more goals” means “more motivation” which, in itself, means more will to control your surroundings. To sum up, to become a hero, everything you need is to be in control of your world, your emotions and your opportunities. Sounds easy, right? Try it yourself! Good luck being a hero.

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The “Blue Jay”

Happens to be Black and White Organização: Prof.ª Nadina Castro, grupo de Inglês (Texto: Matilde Cardoso, 10.º 28/Imagem)

“Blue Jay” is a cinematic piece that provides us a close view of a couple of friends who meet again after a long period of time. This movie could be easily described as a romantic drama, since it focuses closely on the feelings carried throughout the film. The film tells us the story of Jim (Mark Duplass) and Amanda (Sarah Paulson) and their reunion at the grocery store after 20 years without speaking to each other. As soon as the dialogue takes off, we realize that their relationship hasn´t been the best and that the lack of communication between them affects the way they perceive each other in the present day. Aspects such as the death of Jim´s mother and Amanda´s unhappy marriage are discussed and as spectators, we can feel the empathy these characters have for one another. As the film starts to move to a higher pace, we find out that the connection between them is stronger than we had anticipated and the revelation that they had dated during their teen years comes as no surprise. “Blue Jay”, which is set in an alpine hometown in California with the same name, has an interesting fact about its cinematography. In an abnormal, yet fascinating way, the director Alexandre Lehmann decided to shoot the film in black and white, leaving almost no record of the movie in colour. This fact makes the viewer revive the old days of “film noir” – in its expression of melancholy and desperation – and conventional romances, meanwhile speaking about daily life issues that are present in our society, nowadays. Another mind-blowing fact is that most of the lines in the movie are improvised and the actors did a marvellous job with the work they have been assigned. One of the most gripping moments of this movie is when Amanda finds herself reading Jim´s diary and reflects on how their lives turned out to be and how they could´ve changed if they had stuck together. In the words of F. Scott Fitzgerald: “What she was regretting was not the lost past but the lost future, not what had not been but what would never be”. In my opinion, this is one of the best films of 2016. A film that gives us the truth behind a love story, its rawness and inevitable pain. I recommend “Blue Jay” to everyone because I sincerely believe that its intriguing and breathtaking view on relationships these days is one of a kind.

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Da Raiz ao Núcleo Exposição

Organização: Artista Teresa Gonçalves Lobo (Texto/Imagem)

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exposição DA RAIZ AO NÚCLEO, da artista plástica Teresa Gonçalves Lobo, inaugurada em março, e que estará patente na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, até ao dia 31 de julho de 2022. A artista encontra-se disponível para realizar visitas guiadas, dirigidas às escolas da Região Autónoma da Madeira, devendo as escolas interessadas solicitar a proposta de agendamento através do Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa da Madeira, utilizando o seguinte endereço de email: protocolo. presidencia@alram.pt

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BIOGRAFIA Nasceu em 1968 no Funchal. Vive e trabalha em Lisboa e no Funchal. Estudou desenho, pintura, gravura e fotografia no Ar.Co Centro de Comunicação Visual e no Cenjor, respetivamente. Teresa Gonçalves Lobo, cujo trabalho se iniciou há quase duas décadas, centrou-se logo de início no desenho, campo expressivo onde tem desenvolvido notável pesquisa. Tendo exposto em diversos espaços em Portugal, e também internacionalmente, é hoje representadan em Inglaterra pela prestigiada galeria londrina WATERHOUSE & DODD, onde expôs quer individual quer colectivamente. O seu trabalho tem merecido uma grande atenção crítica, tendo sido objecto de ensaios monográficos de autoria de vários críticos e curadores portugueses como Nuno Faria, João Pinharanda ou Bernardo Pinto de Almeida. Teresa Gonçalves Lobo encontrase representada em diversas Colecções, privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro.


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A Ilha do Imperador Exposição

Organização: Quinta Magnólia – Centro Cultural (Texto/Imagem: Duarte Gomes, Jornal da Madeira)

A exposição está patente, até ao dia 30 de abril de 2022, na Quinta Magnólia – Centro Cultural. Trata-se de uma iniciativa integrada no centenário do falecimento do Beato Carlos, que contempla peças de escultura, fotografias, desenhos, instalação e técnica mista, onde podemos ver os trabalhos dos artistas Carla Cabral, Ricardo Velosa e Martim Velosa.

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