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Revista Leia FF n.º 50

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Revista N.ยบ 50 dezembro 2017

Revista online

ISSN 2183-993X

Finalistas

Francisco Franco 2017

Entrevista ร lvio Camacho


nestaedição: Editorial

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Análise Estudar no Estrangeiro

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Carreiras Entrevista com o ator Élvio Camacho

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Clubes e projetos Lombo Grande - Levada do Castelejo Achada - Porto da Cruz 10 Levada da Achada Grande – Ribeira dos Moinhos-Levada Grande(Boaventura) 12 Parlamento dos Jovens 2017 16 Campanha de recolha de bens para a Cruz Vermelha Portuguesa 20 Dia Internacional para eliminação da Violência Contra as Mulheres 21 Entrega dos Bens Recolhidos na ESFF para a Associação Centro da Mãe 22 Caminhando para a Igualdade 24 Todos os sonhos do Mundo 25 Ambiências e vivências nos Jardins públicos da cidade 26 Fomos para a rua com a intenção de calçar os sapatos dos outros 32 O LIS leva alunos FF à casa de Saúde S. João de Deus 34 Vamos falar de Investimento 36 Cooperação para inovação e intercâmbio de Boas Práticas 36 Visita de Estudo à Assembleia Legislativa Regional RAM 37 Jantar solidário de Natal 38 Concerto de Natal 39 Breves Galeria de Arte Das ideias nascem coisas 40 Atividades curriculares Viagem Clube de História 44 Vencedor do prémio de literatura infanto-

F

-juvenil da CPCJ do funchal com o conto “A verdade” 46 Uma voz Africana no Francisco Franco 48 Dia Mundial da Alimentação e da segurança alimentar 50 Visita ao Museu da Família Teixeira 52 Visita de estudo realizadas pela tura 12.º32, do curso profissional – Técnico de Turismo Rural e Ambiental 53 Visita à exposição “Escultura - Retrato - Relevo” 58 Visita de estudo ao RG3 60 Breves 61 Aconteceu O dia da escola 62 O testemunho do ex-aluno Rodrigo Costa 67 Obrigada F.F. 68 Arte de Rever 69 Abordagem gráfica à obra escultórica de Francisco Franco existente no espaço público 70 Rostos da Violência 72 Aconteceu Finalista FF 74 O Início? 76 Funchal, 24 de novembro de 2017 80 E cá estamos nós 82 O dia da bênção das capas 84 Missa do Parto 88 Breves 80 Vemos, ouvimos, lemos e escrevemos A função humorística da Escrita Apreciação crítica de obra de salvador Dali Unnamed Importância do relato de vida Vale uma imagem mais que mil palavras? Homem, todo poderoso

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07

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90 92 93 93 95 97

Sugestões Arte no Feminino 98 Presépios da festa tradição ou inovação, eis a questão 98 Informações Créditos 99

Capa

ICHA TÉCNICA Nr. 50 dezembro de 2017

ISSN 2183-993X Direção: Mestre António Pires Coordenação: Prof.ª Isabel Lucas; Prof. José Alcino Nunes Revisão: Prof. José Alcino Nunes Design: Prof.ª Isabel Lucas Colaboração: Comunidade Educativa Colaboração Especial: Autor Élvio Camacho Fotos: Comunidade Educativa Capa: Marco Gonçalves e Luísa Ramos do 12.º 12 do Curso Científico Humanístico - Artes Vísuais com o apoio científico pedagógico da Prof.ª Graça Berimbau. Contactos: Escola Secundária de Francisco Franco, Rua João de Deus, n.º9 9054-527 Funchal Email geral: esffranco@madeira-edu.pt Email da Revista Leiasff: leiasff@esffranco.edu.pt Telefone: 291 202 820 Fax: 291 230 342


Editorial na elevada procura dos seus cursos, nos bons desempenhos dos alunos na avaliação externa e no seu ingresso em cursos com as médias mais elevadas nos diversos percursos académicos. Mas as respostas educativas são intrinsecamente dinâmicas e os desafios de adaptação às mudanças devem ser uma constante numa escola que se repensa enquanto organização prestadora de um serviço de educação, que ambiciona ser cada vez melhor. Apesar dos bons desempenhos que temos vindo a Mestre António Pires Presidente do Conselho Executivo

obter, o Relatório de Autoavaliação da Escola forneceu excelentes contributos para nos conhecermos melhor.

A Escola ocupa nas sociedades contemporâneas um

Permitiu também pensar num novo Projeto Educativo e

lugar incontornável. Ciente deste papel relevante, o poder

num Plano de Melhoria enquanto documentos estratégi-

político tem procurado encontrar ao longo dos tempos a

cos para projetar uma escola que queremos ter e que me-

melhor forma de pensar os sistemas educativos em fun-

lhor cumpra a sua função.

ção da sociedade que queremos ter; porque é do futuro que falamos quando falamos de educação, do nosso futuro enquanto indivíduos, mas também enquanto sociedade. As sucessivas reformas, alterações curriculares, modelos de avaliação e de pedagogias são a tentativa de encontrar a melhor fórmula para preparar o cidadão, o profissional, a pessoa para a sociedade que queremos ter e para o mundo que nos espera. Mas independentemente das grandes mudanças pensadas ao nível global ou nacional, é função das escolas, enquanto unidades contextualizadas localmente, de encontrar a melhor forma de cumprir a sua missão no sentido de garantir a todos o acesso a um serviço público de educação de qualidade. Consciente deste seu papel no contexto da socieda-

Num tempo em que o acesso, a difusão e as fontes do conhecimento mudaram profundamente, numa época em que o perfil e características do indivíduo são cada vez mais valorizados, numa altura em que o impacto das tecnologias da informação e da comunicação alteraram a nossa relação com os saberes e o conhecimento, é preciso repensar o lugar da escola, o papel do professor na sala de aula e a função do aluno enquanto agente ativo da sua aprendizagem. Diversificar metodologias de ensino e de modelos de avaliação, tornar cada vez mais o aluno agente e autor do seu processo de aprendizagem, são desafios que todos devemos assumir como cruciais para o sucesso da escola enquanto agente de mudança e para a qualidade do ensino e das aprendizagens que aqui se praticam, para bem dos nossos alunos e para o sucesso da nossa sociedade em competição global.

de madeirense, a nossa escola tem visto reconhecida, ao longo dos anos, a qualidade do seu trabalho, patente

António Pires

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Imagem:

A

Joana Nunes

cada ano que passa, por quase todo o mundo, o número de jovens a estudar no estrangeiro é cada vez maior. Neste cenário de globalização, é a Ásia que exporta

mais estudantes. Muitos para a Europa. Se, por um lado, um número considerável destes se dirige para Portugal (mais de três dezenas de milhar de estudantes em Portugal provêm de cerca de 200 nacionalidades), por outro, os jovens portugueses cada vez mais estudam lá fora. Estudam nos Estados Unidos e principalmente nos países do espaço europeu. Há uns anos, eram sobretudo licenciados que faziam pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Ultimamente tem crescido a apetência dos nossos jovens, no fim do ensino secundário, por uma licenciatura no estrangeiro. Apresentamos, de seguida, o testemunho duma estudante que terminou o 12.º ano no ano passado, na Francisco Franco, e frequenta agora a University for the Creative Arts, no Reino Unido.


Análise

Estudar no estrangeiro (Texto/Imagem: Joana Nunes

É tudo hábito e mudança. É difícil de considerar, eu

a todos os alunos que estão agora no 12º ano é que não

sei, largar o que se pensa que é território conhecido e

descartem a ideia de prosseguir estudos no estrangeiro,

mudar-se, para uma nova cultura, para uma nova rotina.

pois é uma grande oportunidade e uma ótima maneira de

A verdade é que a mudança é inevitável vamos para onde

descobrir novos interesses. Reino Unido ou não, existem

formos. Portugal pode ser cómodo, a língua é a mesma, a

muitos países pela Europa e pelo mundo a dar valor e

cultura é a mesma, às vezes até os amigos são os mes-

a apoiar os estudantes internacionais. Por isso, mesmo

mos. Todo o sistema é o mesmo e não tem de haver algo

que aches que não estás interessado e que isso não é

errado com isso.

para ti, informares-te não custa nada e pode te valer o

Mas o que esta experiência me tem ensinado é a im-

futuro.

portância das minhas capacidades práticas, de explorar, de criar, de mudar. E eu posso não saber o que é tirar

Joana Nunes

uma licenciatura em Portugal, mas aqui, no Reino Unido, sei que o meu tempo e individualidade são valorizados e que o meu lugar na indústria do trabalho está assegurado. Quanto à vida aqui, não vou dizer que tudo está a correr como planeado ou que tudo é fácil, porque não está nem é. De repente és tu que passas a ir às compras, a fazer comida, a limpar a casa, etc. Mas é também mais fácil do que pensas, basta saberes as tuas prioridades e organizares o teu dia. Garanto-te que depois de uma semana já é rotina. De resto, é só uma questão de ocupação de tempo. E isso é algo que admiro muito aqui, pois o sistema de educação é feito de modo a puderes fazer tudo: ir ás aulas, estudar, trabalhar e descansar. Isto sem esquecer família e amigos, claro. Talvez isso seja o mais difícil de tudo, as saudades são muitas, obviamente, mas quase que te esqueces delas. Acho que o segredo aqui é saber que estás longe deles por uma boa razão, pelo teu futuro. É assim que funciona e no final do dia o que importa realmente é sentires que tens pessoas que te apoiam incondicionalmente e que querem o melhor para ti. Por isso, se há algo que gostaria de poder aconselhar

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Imagem: Estúdio Lápis-Lazúli tiradas por Marco Gonçalves

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presentamos, nesta edição, mais um dos nossos ilustres antigos alunos. Élvio Camacho frequentou a Escola Secundária de Francisco Franco nas

duas últimas décadas do século XX, tendo terminado o Secundário em 1992/1993, em Ciências e Tecnologias. A sua paixão, no entanto, era o teatro, a que já na altura se dedicava. Formou-se, nos últimos anos do século, em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e ao longo da carreira tem integrado vários projetos no mundo do espetáculo, desde o TEF (Teatro Experimental do Funchal), à televisão (destaque-se a participação na série Morangos com Açúcar) e, nos últimos anos, ao Teatro Feiticeiro do Norte.


Carreiras

Entrevista com o ator Élvio Camacho (Imagens: Estúdio Lápis-Lazúli tiradas por Marco Gonçalves)

RL| Há quantos anos foi a passagem pela Francisco Franco como aluno? EC| Entrei no ano letivo 1990-1991 e terminei o meu 12º no ano de 1993. Dediquei um ano ao teatro antes de

“Eram muito distintos quase todos, diria mesmo, livres; e partilhavam com a gente tal liberdade. Fica-nos para sempre. “ A Guerra do Golfo foi um marco, chegámos a assis-

seguir o ensino superior pelo que ainda voltei à F.F., no fi-

tir à mesma numa televisão que levámos para a sala de

nal do ano letivo 1993-1994, para ter explicações, dadas

aulas de geometria. A descoberta dum plágio que fiz e as

de graça, pelo professor Tolentino de Nóbrega uma vez

paixões platónicas que tive por dois rapazes, duas pelo

que fiz a minha prova de aferição em geometria descri-

que me lembro...

tiva. Os meus testes do 10º ao 12º nesta área variavam sempre entre os 0,5 pontos (pela linha de terra que às

RL| Qual foi a sua área de formação na Francisco Franco?

vezes era a única coisa que conseguia desenhar, e os

EC| Fui integrado numa experiência piloto dum novo

17 (pontuação que tinha quando resolvia empenhar-me).

‘programa’. A minha área era o Cenário Dois: Engenha-

RL| Que considera ter sido mais marcante nesse

rias Várias e Artes. Aquilo foi um monte de disciplinas até

tempo de estudante do ensino secundário? EC| Os professores e os companheiros de turma. O

ao 12º. E até hoje fico agradecido. É uma pena terem acabado com tal mistura nada normativa.

professor Vasco, de matemática, que morreu na altura

RL| O teatro era já, nessa altura, uma paixão?

e que fumava nas aulas, a professora Regina de Castro

EC| Completamente. Tinha ensaios à noite, das 19H

e Abreu que andava com sacos de plástico na mão ou

às 23H, no TMBD onde estava o TEF.

como muito bem lhe apetecesse (no Natal ela andava

RL| E os livros, que importância tiveram na cons-

com sacos de trigo), a professora Zelinda, de História da

trução do que é hoje enquanto pessoa e enquanto ar-

Arte, com os seus acetatos carregados de coisas para

tista?

metermos na mona (só fixei os capitéis jónicos, dóricos e coríntios), o professor Tolentino de Nóbrega que, entre tanto rebatimento, no quadro, de planos horizontais e verticais, nos ensinava política sem dizer de que partido era, e tantos mais.

EC|

“Toda. Nunca teria lido, por exemplo, A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco se não fosse a Professora Regina de Castro e Abreu.”

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de teatro. Nasceu no dia de São João (o nosso, em Portugal, dia 24 de junho de 2013). Saltámos a fogueira toda a noite e a coisa deu-se. Depois, fomos à escrituração, pela tarde, queimar os papéis, já a peça Menina Júlia (1908) de August Strindberg teria acabado tão triste - no prefácio* da mesma escreve o autor «não tenho esperança de ver um dia um ator completamente voltado de

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costas durante uma cena importante; queria apenas que as cenas cruciais não fossem todas feitas junto à caixa do ponto como se os atores estivessem a fazer um dueto e esperassem aplausos no final». Um palco íntimo, uma sala íntima era o que, acima de tudo, queríamos. Sim, iguais à Baronesa de A Corte do Norte, de Agustina Bessa-Luís, somos manhosos “c’más uvas” e como O Homem que Comia Névoa, de Ernesto Leal, vimos do nevoeiro. Temos contos de José Viale Moutinho para pôr em cena e caminharemos pelo vale das sombras (pensamos em José Agostinho Baptista) ou no quentinho violento de Antígona Gelada, de Armando Nascimento Rosa.

H

No fundo, queremos ter o centro em toda a parte, como oje em dia não pesco nada de Geometria Descritiva e Química e Matemática, disciplinas que, entre outras, tivemos até ao 12º ano, mas não tenho dúvidas

que também me ajudaram imenso os livros dessas áreas. RL| E a televisão, quando e como surgiu na sua carreira? EC| A televisão, com carácter mais sistemático, só surgiu aos 33 anos, curioso número, com a novela Flor do Mar, curiosamente, no ano em que tal aconteceu, estava na Madeira a trabalhar. RL| Pode fazer-nos uma breve caraterização da Teatro Feiticeiro do Norte (TFN)? EC| Uma vontade, mais que isso, uma necessidade de duas criaturas teimosas, a da gigante Paula Erra e a mi-

a tão simples proposta de Herberto Hélder para se ser múltiplo. Isto é cá uma modéstia (foi-se algures quando perdemos a virgindade no meio da serra)! Parafraseando Gonçalves, não nos falta braço e alento para ainda podermos dar o dobro do rendimento. A Teatro Feiticeiro do Norte assina também como esquadra teatrilha de navegação terrestre, o que bem pode atestar parte da sua propensão para o folguedo. E Strindberg, uma vez mais no prefácio:

“Fiz uma experiência. Se tiver falhado, há tempo suficiente para fazer outra.” * STRINDBERG, AUGUST. Menina Júlia, “Prefácio do Autor”. Tradução de J. A. Osório Mateus. Lisboa: A Regra do Jogo, Edições Lda. 1980, p.61 e 63.

nha em fazermos teatro a tempo inteiro. Tem dado certo,

RL| Nesta época de escassez de apoios públicos

já fomos a Paris e até já percorremos toda a ilha desde

para a cultura, como é que se consegue desenvolver

2013 até agora.

este tipo de iniciativas?

Ou citando-nos «A TFN, não é uma companhia de ópera (quem nos dera!) é de teatro, se estivermos em cena, é

EC| Não se deixando morrer na praia. Reivindicando


mos linguagem “BASIC” e “MS-DOS” sem imaginar que íamos chegar ao “Skype”. Ainda assim, acho que não me

Carreiras

“chat”, ainda estava a nascer. Na informática aprendía-

custou nada. RL| Muitos dos madeirenses que estão fora falam da falta do mar. O seu caso parece ser diferente. De que sente mais falta quando recorda a sua terra? EC|

“Sinceramente, da “fala madeirense” e dos meus.”

RL| Muitos dos nossos jovens saem atualmente do país para trabalhar e para estudar. Que pensa sobre isso? EC| Por um lado, que é uma maravilha, cada um deve procurar o lugar que lhe dê mais felicidade, por outro lado, tenho consciência que é a prova de lacunas em muitas frentes do nosso país. RL| A terminar, pedimos que deixe um conselho aos alunos da Francisco Franco. EC| Admirem, admirem-se, toquem-se (estou a falar de abraços e beijos) e se alguma vez tiverem dificuldade em dizer não, façam esta pergunta (quem ma fez saber a obrigação do Estado em apoiar sustentadamente as atividades culturais. Todos sabem que sou defensor do 1% ou mais do PIB para a cultura. RL| Quão importante lhe parece ser, na formação dos adolescentes, o teatro e o teatro escolar? EC| É essencial! isto se o foco não for o pensarem que é para serem atores na televisão nem para alimentar vaidades (quer de quem orienta os grupos, quer de quem

dela foi o pai da Paula Erra): em que é que isto, para o qual posso dizer sim ou não, pode contribuir para a minha felicidade e a do próximo? E venham ver-nos. Na nossa página de Facebook, a da Teatro Feiticeiro do Norte, anunciamos sempre quase tudo, e fazemos, a pedido atempado, espectáculos que temos em repertório. Link da página do Teatro Feiticeiro do Norte no Facebook: https://www.facebook.com/teatrofeiticeirodonorte/

participa nos mesmos) e muito menos para se fazerem concursos para se descobrir o menos canastrão de todos.

“Deverá apenas ser encarado como uma descoberta de cada um, da sua distinção e não extinção.” Se ajudar à fuga de tudo quanto é comportamento de manada já é belo. RL| Para fazer os estudos superiores teve de sair da Madeira. É difícil deixar a ilha? EC| “Naquele tempo” talvez o tenha sido. O ICQ, o

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Lombo Grande Levada do Castelejo Achada - Porto da Cruz Saída de Campo/Visita de Estudo Organizado pelo Clube de Ecologia Barbusano (Texto: Prof. Diamantino Santos/Imagem: Carlos Barata Fernandes)

I

niciamos o percurso a pé, aos 450 m de altitude, no sítio do Lombo Grande, situado na freguesia de São Roque do Faial, numa antiga vereda recuperada em 2011.

Serpenteamos por terrenos de cultura tradicional, constituídos por minúsculas parcelas minuciosamente cultivadas onde sobressaem práticas de regadio. Por aqui se constatam as cadências da vida rural. Passando o Córrego da Marujo penetramos aos poucos na Laurissilva, floresta classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO, desde 1999, onde surgem, aos poucos, loureiros, folhados, vinháticos e tis. Após 2,4 km e já aos 310 m de altitude chegamos ao leito do Ribeiro Frio, onde tem lugar a madre da levada do Castelejo. Vale a pena contemplar o exuberante vale envolvido por uma densa floresta e por onde descem, no fundo do leito, águas cristalinas que alimentam a levada do Castelejo que mata a sede das terras baixas de cultura até à Cruz ou Terra Baptista, a quatro quilómetros de distância aproximadamente. Nos anos 60 foi necessário levar água mais além, para as terras baixas do Porto da Cruz, nascendo então a chamada Levada Nova que, per-


Clubes e Projetos 11

correndo os vales das ribeiras do Maçapez e Tem-te não Caias leva a água até à Referta e á Cruz da Guarda. No fundo do vale contemplamos enormes blocos rochosos, fruto do trabalho das águas de escorrência ao longo de milhares de anos. Agora, percorrendo o trilho da levada no sentido da água, podemos apreciar um belo conjunto de colunas prismáticas nas rochas da margem esquerda do Ribeiro Frio, bem como uma fajã cuidadosamente trabalhada no fundo do vale. Já na Terra Baptista, os solos á beira da levada estão cultivados, alternando os campos de vinha com as culturas hortícolas e um ou outro campo de cereais. As casas um pouco dispersas estão bordadas por lindíssimos buquês das mais variadas flores. Vale a pena observar a Penha de Águia, bloco rochoso isolado à beira mar, entre o Porto da Cruz e o Faial, e que não é mais do que um enorme relevo residual de basalto que resistiu, ao longo dos tempos, às forças erosivas das águas de escorrência. Contornando, já na levada Nova do Porto da Cruz, o vale da ribeira do Maçapez chegamos junto a um tanque de água de rega. Aí, abandonamos a levada e descemos na vereda de acesso à Achada – pequeno planalto soerguido entre os vales das ribeiras do Maçapez, a oeste, e do Juncal, a leste. Nesta terra, aplanada, de solos mais férteis e exposta ao Sol, produz-se um dos bons vinhos da Madeira – o americano. Da Achada até à vila, ao sítio das Casas Próximas, passamos junto de habitações e pela Cal, local assim chamado por ali aflorar uma rocha cinzento-clara parecida com o calcário. Trata-se apenas de uma rocha vulcânica chamada mugearito, mais brando do que o basalto. Na vila, vale a pena visitar o templo dedicado a Nossa Senhora do Guadalupe, a praia levantada, o antigo engenho, testemunho de uma época agrícola bastante mais próspera ou até, por fim, saborear uma sandes de gaiado seco no bar do Zé. Clube de Ecologia Barbusano

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núcleos de espécies da antiga laurissilva envolvidos por espécies introduzidas tais como pinheiros, incenseiros (Austrália) e bananilhas (Himalaias). Estas últimas assumem cada vez mais um carácter infestante. Os exóticos brincos de princesa, do género científico Fuchsia, originários do Chile e do Peru, de flores ver-

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Levada da Achada Grande - Ribeira dos Moinhos - Levada Grande(Boaventura) Saída de Campo/Visita de Estudo

melhas, adornam os taludes sobranceiros à levada. Ao chegarmos à madre de água, no Curral Ganhão, temos a sensação de chegar a um paraíso. Aqui a água brota da ribeira e de uma cascata por entre uma floresta densa dominada por tis, loureiros, vinháticos e seixeiros. Um pouco antes da origem da levada, uma vereda na margem direita da Ribeira dos Moinhos conduz-nos para jusante até encontrarmos a madre de água da Levada Grande. Esta surpreende-nos com a sua bonita cascata. Com pouco mais de 2Km de comprimento, a levada corta a cabeceira ocidental da Ribeira dos Moinhos por entre poios cultivados nos lombos soalheiros e floresta

A

Organizado pelo Clube de Ecologia Barbusano

indígena nos vales mais fechados. Ao longe, no topo do

(Texto: Prof. Diamantino Santos/

interflúvio da vertente oriental da Ribeira dos Moinhos

Imagem: Carlos Barata Fernandes)

jusante do vale da Ribeira do Porco, na

destaca-se, à volta da Igreja dedicada a Santa Quitéria, o principal núcleo habitacional da Boaventura. Após contornar a Achada do Castanheiro passamos pelo sítio da

freguesia da Boaventura, em direção ao

Levada de Cima e chegamos às antenas parabólicas da

Lombo do Urzal, encontramos a Falca de

Telecom, perto do tanque que recebe a água da levada

Baixo, um dos pequenos aglomerados lo-

para posterior distribuição pelas terras agrícolas borda-

calizados ao longo dos quatro quilómetros do vale. Logo de seguida, numa posição altaneira, surge a Achada Grande, área aplanada no meio da vertente declivosa da margem esquerda da Ribeira do Porco, correspondente a uma terra bastante fértil que guarda um aglomerado

das de vinhas da Lombadinha. No miradouro da Lombadinha, vislumbramos, aos nossos pés, a grande fajã projectada no mar, a Ponta Delgada, onde se destaca o templo que, desde o século XVI, é dedicado ao Senhor Bom Jesus e as antigas piscinas municipais, atualmente recuperadas.

populacional muito reduzido. Uma estreita e curta vereda liga-nos à Levada da Achada Grande ou Levada Nova, assim chamada por ter entrado em funcionamento em 1960. Esta vai buscar água à Ribeira dos Moinhos e atravessa terras férteis do povoado principal da Boaventura, permitindo a irrigação até à Achada da Madeira, lá para os lados do Lombo do Urzal. Iniciamos o nosso percurso a pé, no sentido contrário ao das águas, avistando a oriente o aglomerado da Fajã do Penedo, o Pico do Arco de S. Jorge, facilmente identificável pelo retransmissor de televisão, e o miradouro das Voltas a 850 metros de altitude. Rapidamente contornamos o sítio do Pastel e aos poucos mergulhamos em

Clube Ecologia Barbusano


Clubes e Projetos 13

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Parlamento dos Jovens 2017 A constituição que temos, a constituição que queremos: desafios ao poder autárquico 16

Organizado pelo projeto do Parlamento dos Jovens com a coordenação do Prof. Pedro Pereira Texto: Maria Salma Quintal Awam do Curso de Ciências e Tecnologia/Imagem)

T

odo o alento, interesse e dedicação levou os

tação na fase de defesa de ideias, cooperação e respeito.

três alunos da Escola Secundária Francisco Franco, Ricardo Cordeiro, Mariana Bela e

O desafio começou com...

Salma Quintal, juntamente com o professor

1.ª fase: Escola – 1.ª parte

coordenador, Pedro Pereira, a embarcar naquela que se viria a tornar a grande missão e desafio, tornar-se parte do

Primeiramente, sucedeu a campanha eleitoral, a qual

projeto “Parlamento dos Jovens”, contribuindo assim, cada

teve início nos finais de novembro com a participação do

um com o melhor que podia para que este fosse bem reco-

político, que não só revelou um vasto conhecimento e sa-

nhecido pelo árduo trabalho.

tisfação com os desafios postos ao poder autárquico, como

Este desafio, aos poucos, foi-se tornando cada vez mais

também forneceu informações acerca deste mesmo tema.

exigente até ao ponto de levar este grupo rumo aos lados

Concorreram duas listas ao projeto (A e B), tendo decorri-

do Rato, mais concretamente à Assembleia da República,

do a sua apresentação em meados de janeiro, seguindo-se

onde se encontravam 130 deputados dispostos a dar por

um debate de ideias acerca das medidas defendidas por

cumprida a missão a que se tinham proposto: debater os

cada uma, em conformidade com o nosso projeto. Após a

desafios ao poder autárquico.

apresentação das listas, decorreram as eleições. O resulta-

Todos os jovens tiveram a oportunidade de comprovar que o “Parlamento dos Jovens” não se limita a ser apenas

do mostrou a preferência pela maior clareza da lista A, que venceu com a maioria dos votos.

“um” projeto, mas sim “o” projeto, cujo intuito é incentivar o interesse dos jovens na participação política e cívica, promovendo desta forma as nossas capacidades de argumen-

1ª fase: Escola – 2ª parte Sessão escolar Nos finais de janeiro, decorreu, na sala de sessões da Escola Secundária de Francisco Franco, a chamada sessão escolar. Esta teve como objetivo a aprovação do Projeto de Recomendação da Escola. A discussão e reflexão acerca das medidas a serem apresentadas foi bem sucedida graças ao respeito e ao saber ouvir das inúmeras opiniões. Houve ainda a eleição dos deputados da lista vencedora (A), que iriam à fase seguinte, à sessão Regional. Os deputados eleitos foram, Ricardo Cordeiro, Mariana Bela e


vam capacidade e perfil para representar a região. E assim foi. Conseguiram garantir um lugar na Sessão Nacional. O projeto exigiu muito trabalho, mas, mesmo as-

Clubes e Projetos

zes de convencer as restantes escolas de que apresenta-

sim, os jovens conseguiram criar laços de amizades com os restantes colegas que os iriam acompanhar na fase seguinte, nomeadamente, a Escola Básica e Secundária de Machico, juntamente com a Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol.

Dado por concluído o desafio... 3ª e última fase: Sessão Nacional Após várias, longas e trabalhosas reuniões de grupo para preparar a próxima sessão, a tão ansiada Sessão Nacional, o esperado dia chegou, 8 de maio. A viagem desde a região até à capital foi feita no dia anterior, tendo as três escolas chegado em horários diferentes. Chegados ao Parlamento, os deputados e jornalistas do Salma Quintal, membros da lista A, e por parte da lista B, a

círculo da Madeira almoçaram na cantina do mesmo, sendo

deputada suplente, Tetyana.

E assim continua o desafio... 2ª fase: Sessão Regional A 14 de março teve lugar a Sessão Regional, na qual vários deputados das diferentes escolas da região autónoma se reuniram para aprovar os Projetos de Recomendação a submeter à próxima fase, a Sessão Nacional, e assim, eleger os respetivos deputados. Uma vez que a Escola Secundária de Francisco Franco já não participava no projeto “Parlamento dos Jovens“ há alguns anos, o desassossego e ânsia faziam-se sentir, visto que a responsabilidade que recaía sobre os nossos deputados era imensa. De facto a sorte não esteve do nosso lado na parte da manhã, tendo em conta que o projeto-base vencedor foi o da Escola Básica e Secundária de Machico; contundo os deputados da Francisco Franco não se resignaram e acreditaram, nunca dando por concluído o objetivo. Assim, o grupo não só criou argumentos sólidos como foram capa-

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o convívio e a partilha de vivências nas restantes sessões o tema de conversa. Dado por concluído o almoço, cada

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distrito se dirigiu à respetiva Comissão. Região Autónoma da Madeira ficou na 1ª comissão, juntamente com os distritos de Beja, Bragança, Faro, Porto e, por fim, a Europa.

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Nesta comissão estavam a deputada Marga-

rida Lopes, do PS, Ana Mesquita do PCP e a assessora da Assembleia da República, Luísa Veiga Simão. As Reuniões das Comissões foram constituídas por três partes, nomeadamente, debate, na generalidade e na especialidade, dos Projetos de Recomendação, continuação do debate na especialidade e, por fim, redação final do projeto de recomendação da Comissão e seleção das perguntas a apresentar na Sessão plenária. O círculo da Madeira esteve sempre ativo, obtendo bons resultados, nomeadamente, ao conseguir que duas das nossas medidas fossem anexadas ao projeto como também levar uma questão a Plenário, relacionada com o financiamento dos partidos. Todos os jornalistas tiveram oportunidade de fazer uma visita guiada ao Palácio de S. Bento, pelo que não assistiram à restante reunião. Através desta visita, foi dada a conhecer detalhadamente a Assembleia assim como a sua história. Terminados os trabalhos dos deputados, estes, os professores e os jornalistas assistiram ao momento cultural executado pelo “Grupo dos Improváveis”, um grupo dedicado ao teatro de improviso, onde tudo o que se observou foi criado na hora. Quando este terminou, sucedeu-se o jantar nos Claustros do Palácio de S. Bento. O esgotamento físico e a satisfação do dever cumprido pediam uma noite de descanso.

coreta Correia do CDS-PP e, por último, Ana Mesquita do PCP. Terminado este primeiro período, teve lugar o Debate de Recomendação à Assembleia da República sobre o tema em questão. Nesse momento os jornalistas foram convidados a uma

Deu-se o nascer do sol do dia 9 de maio, o que signifi-

Conferência de imprensa com o Presidente da Comissão de

cava que este grande desafio estava prestes a terminar. O

Educação e Ciência, Alexandre Quintanilha, durante o qual

presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Ro-

foram colocadas diversas questões complexas e do agrado

drigues realizou a Abertura solene do Plenário com as boas

do mesmo, tendo respondido a todas de forma clara e pre-

vindas e congratulação a todos os presentes.

cisa. O círculo da Madeira teve oportunidade de fazer uma

Seguidamente procedeu-se ao período de perguntas

questão, relaciona com a previsão da restruturação dos

aos Deputados da Assembleia da República, nomeadamen-

Cursos de Educação e Formação e Cursos Profissionais,

te, às deputadas Heloísa Apolónia do PEV, Luís Monteiro do

visto que no presente estes não correspondem às especta-

BE, Carla Barros do PSD, Odete João, do PS, Filipe Ana-

tivas da maioria dos alunos que os frequentam.


Clubes e Projetos 19

Após o almoço e em tom de despedida, foram entregues aos 130 deputados presentes os respetivos diplomas de participação, entregues pelo Presidente da Comissão de Educação e Ciência. Já no final da cerimónia, muito expressivamente, cantou-se o Hino Nacional, comovendo todos os presentes. Dia que sempre será recordado na memória de todos com muita emoção e saudade, uma vez que esta foi a primeira vez nas suas vidas que estes alunos tiveram a oportunidade de conhecer a Assembleia da República e com uma importante missão, não sendo apenas meros visitantes. E as surpresas pareciam não acabar neste mesmo dia. Em primeiro lugar, o objetivo foi alcançado. Seguidamente, com muito orgulho e satisfação, alcançamos o terceiro lugar no EuroEscolas. Deu-se, assim, por concluído o grande desafio, onde todos de alma e coração, lutaram pelo mesmo propósito: que a voz do jovens seja sempre ouvida.

dezembro - 2017


Campanha de recolha de bens para a Cruz Vermelha Portuguesa 20

Organizado pelo Banco de Afetos (Projetos LIS/Projeto GPS)

N

(Texto/Imagem)

oventa e Três Voluntários do Banco de Afetos participaram na recolha de bens para a Instituição da Cruz Vermelha nos dias 27,28 e 29 de outubro, no supermer-

cado do Continente da Rua do Seminário. O Banco de Afetos (uma rede de angariação de voluntários sediado na Escola Francisco Franco), agradece a amabilidade demonstrada por todos aqueles que de forma anónima, num ato marcado pela partilha e generosidade, deram o seu tempo à causa da Cruz Vermelha Portuguesa. E porque “um grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos”, o ato dos Voluntários faz que a missão do Banco de Afetos se concretize, na grandiosidade dos que comungam do sonho da implementação de projetos de partilha e disseminação do bem.


Clubes e Projetos

Dia Internacional para a eliminação da Violência Contra as Mulheres. Organizado pelo Banco de Afetos (Projetos LIS/Projeto GPS) (Texto/Imagem)

21 No dia 24 de novembro, o Banco dos Afetos esteve presente no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, num evento destinado a jovens, no qual se pretende refletir e sensibilizar a comunidade estudantil para a importância das relações saudáveis e violência no namoro. O dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres está a ser assinalado com diversas iniciativas um pouco por todo o território da Ilha da Madeira. A iniciativa, subordinada ao tema “N(amor)o = Laços Saudáveis”, decorreu no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, das 9h às 13h, dinamizada pela Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, endereçada a um público jovem, tendo em conta a problemática da violência no namoro. Com esta iniciativa propõe-se lançar o repto pelo respeito no namoro, fomentando laços saudáveis e relações livres e felizes. Durante o evento, foram apresentados vários espetáculos sob diversas modalidades artísticas que, de uma forma didática e lúdica, conduziram os alunos a uma consciencialização sobre a importância do relacionamento saudável. No final foi apresentado um manifesto pelos jovens ao governo, frisando que, só com a vontade de todos é possível mudar mentalidades. Neste manifesto, os jovens pedem uma educação orientada para a formação das competências pessoas e emocionais; espaço e oportunidades de intervenção social; apoio para a família na educação e formação dos filhos; que se treine a cooperação e a descoberta do prazer, da amizade e do Amor Genuíno, Livre e Generoso, sem controlo nem cobranças. Cada participante/convidado foi convidado a colocar um laço de cetim (símbolo do que podemos trazer de positivo à sociedade) num grande laço de verga, simbolizando a vontade de mudar posturas e conceitos retrógrados na construção de uma relação. Os representantes da Escola Secundária de Francisco Franco sentiram-se lisonjeados e orgulhosos de fazer parte desta iniciativa que aponta, realmente, para verdadeiras ações de mudança.

dezembro - 2017


Entrega dos bens recolhidos na ESFF para a Associação Centro da Mãe Organizado pelo Banco de Afetos (Projetos LIS/Projeto GPS)

22

O

(Texto/Imagem)

Banco de Afetos da Escola Secundária de Francisco Franco procedeu, no dia 6 de dezembro pelas 17:00 horas, à entrega ao Centro da Mãe de bens recolhidos na Escola Francisco Franco. O Banco dos Afetos, uma rede de angariação de voluntários sediado na Escola Secundária de Francisco Franco, considera que, na juventude, o Voluntariado poderia ser parte integrante da educação dos jovens, envolvendo-os em

atividades de participação cívica e integração social. O voluntariado propicia a descoberta das potencialidades, contribui para o amadurecimento afetivo, para o aumento da autoconfiança, da autonomia orientada, responsabilidade pessoal e social e disseminação de boas práticas. Na lógica de educação não formal, o Voluntariado é um exemplo de crescimento global da juventude, nas mesmas condições de outros jovens da União Europeia. A prática do Voluntariado treina inúmeras competências de comunicação e relacionamento interpessoal, sendo também uma escola de educação sociopolítica destinada a despertar a consciência da pessoa. O Voluntariado resulta numa prática da convivência social que inclui a gratuitidade nas diversas formas de participação, o empenho político, a colaboração ao serviço do outro e o compromisso para com a defesa e promoção dos direitos humanos. O Banco dos Afetos foi a resposta aos anseios dos jovens anónimos da escola ESFF que queriam dar o seu tempo e o seu afeto às mais variadas causas e iniciativas sociais. Os Voluntários do Banco dos Afetos dinamizaram uma recolha de bens novos e usados junto da Comunidade Escolar, para doar ao Centro da Mãe (Associação de Solidariedade Social que visa ajudar jovens mães grávidas e seus respetivos filhos em situação de risco). A entrega dos bens recolhidos na ESFF em prol da associação será feita no dia 6 de dezembro, pelas 17h, por uma equipa de Voluntários, Professores e Amigos desta causa, tendo um efeito multiplicador de disseminação e contaminação de boas práticas, no contexto escolar e na comunidade envolvente.


Clubes e Projetos 23

dezembro - 2017


Caminhando para a Igualdade Organizado pelo projeto LIS (Laboratório de Investigação Social)

24

O

(Texto/Imagem)

LIS marcou a sua presença no evento “Caminhando para a Igualdade”, que decorreu no Salão Nobre da CMF, a 24 de outubro, para celebrar o Dia Municipal da

Igualdade. O Município do Funchal comemorou esta data simbólica, assinalando uma causa que ainda necessita de um tratamento diferenciado para se atingir este desígnio de justiça e de direitos humanos. Dez alunas da ESFF, que se encontram a desenvolver os seus projetos de Investigação Sociológica, em torno da temática “Igualdade de Género”, integrados na disciplina de Sociologia, assistiram ao programa da 3ª edição do Dia Municipal da Igualdade, uma data a assinalar pelo atual Executivo, como consequência da definição de uma Estratégia Municipal para a Igualdade.


Clubes e Projetos

Todos os sonhos do Mundo Exposição Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social)

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Autores dos Sonhos: Alunos ESFF 2017-2018/Imagem)

Quando “um homem sonha/ o mundo pula e avança ….” Foi proposto aos alunos que nos deixassem ser os guardiões dos seus mais preciosos Sonhos. E, perante a pergunta, “Qual o seu maior sonho?”, as partilhas foram surpreendentes.

“O fim das Guerras, dos egocentrismos, dos julgamentos e das necessidades de usar máscaras. Desejo um novo começo para cada um de nós.”

A praça da alegria abre o cofre de sonhos transportados pelo LIS (Laboratório de Investigação Social). Dentro do cofre encontram-se refletidos, através do espelho dos sonhos, mentes humanas sublimes que demonstram que o sonho continua a comandar a vida, seja ela qual for e tome o rumo que tomar. Somos livres de pensar e sentir o mundo aos nossos olhos. Com um pé na Terra, consciente, e com outro nas nuvens do sonho, manifestam-se vontades genuínas e possíveis de fazer do querer o poder. Dentro de cada um estão inúmeras capacidades: ser, querer, fazer, ter… mais do que somente sonhar com a vida, faz-se o caminho para a vida de sonho.

“Ultrapassar todas as dificuldades da vida, viajar pelo mundo e ser feliz.”

Revisora Literária do Projeto LIS - Professora Margarida Corujeira Coordenação do Projeto LIS - Sandra Freitas.

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Ambiências e vivências nos jardins públicos da Cidade A turma 12.º 18 no Parque Almirante Reis 26

Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social) (Texto/Imagem)

O

LIS tem a seguinte linha conceptual de atuação: inquirir o porquê das coisas; investigar o modo de funcionamento da realidade, estudar as causas, os efeitos

e consequências dos fenómenos. Intervir de forma crítica, pró-ativa e transformadora. No âmbito da primeira ação do projeto, “inquirir o real”, algo que se pode e deve fazer com as saídas de campo e entrevistas de rua, a intenção ação foi auscultar os factos sociais e desvendar os fenómenos que existem nos jardins e parques públicos da cidade: velhice, mendicidade, sem-abrigo, alcoolismo, toxicodependência, pobreza, turismo e o comércio artesanal, fenómenos que

que se encontravam no parque. Um grupo entrevista uma

dão o colorido à vivência dos espaços públicos da nossa

adolescente muito jovem adepta da prática do Skate, filha

cidade.

de uma artesã que se encontra instalada no passadiço a

No jardim pudemos observar muitos adolescentes a

vender as suas obras de arte. Duas alunas mais arrojadas,

praticar Skate, na pista que ladeia o teleférico, um grupo

deixam o seu espaço de observação e dirigem-se às me-

de jovens mais velhos que ocupavam o lado oposto do jar-

sas de pedra usadas para as grandes jogadas de cartas e

dim, em círculo grupal a entrar em processos de evasão do

abordam o Sr. Aires, de 81 anos, que usa aquele mesmo

mundo, resultantes das fumaradas e substâncias que con-

banco desde o momento que entrou na reforma, com 70

somem a céu aberto e à descarada. Tudo naquele espaço

anos. Do que mais sente falta é de poder trabalhar. Enquan-

decorre com naturalidade: o tráfico feito em pleno passadi-

to descreve essa perda, que a idade, as forças, a doença e

ço, misturado com os turistas que passeiam e compram as

a entrada na condição de reformado lhe retiraram, os seus

recordações da ilha; os idosos que passam tardes a jogar às

olhos encharcam de lágrimas. Era um homem muito feliz no

cartas nas longas e repetidas tardes da vida; os sem-abrigo

trabalho, como pedreiro do governo.

que deambulam pelo relvado e jovens maduros marcados

No percurso de regresso à escola, encontrámos um ra-

pela dureza dos consumos. Estas são as pessoas que dão

paz de rua, que acolheu uma ninhada de cachorros abando-

vida ao Jardim Almirante Reis.

nados na Segurança Social. Só pôde ficar com um cachorro;

Os alunos, orientados por um guião de observação e de

os restantes foram levados para a SPAD. Algumas alunas

entrevista, foram escolhendo os seus espaços de observa-

começam a interagir com o pequeno e brincalhão cachorri-

ção para fazer as suas análises. Alguns, imbuídos de gran-

nho. Trata o cachorrinho como um filho recém-nascido, mas

de coragem, lá se atreveram a entrevistar algumas pessoas

já foi visto a agredir a namorada publicamente na rua.


Clubes e Projetos

Testemunho de um aluno (Texto: José Miguel Castro Almeida - 12.º18/Imagem)

Ao observar o jardim pude entender que jardins são um

27

refúgio da cidade e locais de socialização, são um refresco para as rotinas stressantes pois fornecem o contacto com a natureza e com a simplicidade. Sendo assim, nestes espaços públicos pode encontrar-se todos os grupos da sociedade (crianças, adolescentes, adultos, idosos, casais) a desenvolver as suas relações, relaxar ou fazer atividades coletivas como, por exemplo, passear, correr, conversar ou simplesmente passear o cão. Quando cheguei ao jardim, questionei uns locais e estrangeiros (que se recusaram a tirar uma fotografia) sobre os mais variados assuntos. Ao reter a informação das respostas, pude concluir que, apesar de as pessoas questionadas não estarem relacionas, encontrava semelhanças nas suas respostas. Por exemplo, face à questão sobre os momentos mais difíceis de passar na vida, a resposta mais comum foi a perda de um familiar ou de alguém próximo, e à pergunta “Como se passa o tempo nos jardins públicos?”,

pessoas que conheceu nestes espaços. Não as encontrou

as respostas apontavam sempre para piqueniques com a

pela primeira vez lá, mas foi ao combinar passeios pelo jar-

família, passeios com os amigos ou animais de estimação

dim que assim se conheceram melhor e formaram a sua

ou apenas sentar-se num dos muitos bancos disponíveis a

relação.

conversar ou a ver o tempo a passar e apanhar um pouco

Em conclusão os jardins públicos são um sítio de re-

de ar fresco. Muitas das pessoas também acreditavam que

flexão pessoal e imensa sociabilidade e relaxamento, onde

criar amizades nestes jardins é possível. Uma das pessoas

todos os grupos sociais podem usufruir das mais diversas

mencionou que ainda mantém amizades duradouras com

atividades em grupo ou individualmente.

dezembro - 2017


A turma do 12.º17 no Jardim Municipal da Cidade do Funchal Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social) com a coordenação da prof.ª Sandra Freitas (Texto/Imagem)

28

P

ara agir é preciso conhecer. O Levan-

gosta é de um vinhinho: “só isso o deixa feliz”. Procura de

tamento das situações faz-se com uma

forma calma e natural, numa lata que se encontra entre

aprendizagem in loco. A nossa deslo-

os pertences dele e da Dona Pilar, uma substância em

cação foi sentida e saboreada em cada

papel branco que enrola com erva. Fuma a sua “ganza”

passo.

Aproximamo-nos de um trio que se encontra perto do

à nossa frente, numa partilha de passas com a companheira.

anfiteatro, dois senhores de nome Carlos, com a Dona

O Senhor Carlos trabalha na construção civil em S.

Pilar, venezuelana e a morar na ilha há 14 anos. A Dona

Vicente. Veio ao Funchal gozar os seus dias de folga e

Pilar diz-nos que tem um filho a estudar na Escola In-

ver os amigos, mas naquele dia estava triste. Devia estar

dustrial, que faz este ano as Capas. Quando fala do seu

a trabalhar, porque tinha um serviço para fazer a pedido

menino, os seus olhos verdes brilham de encanto. Olha

do patrão, mas perdeu a noite com a Paula; também já

para aquele grupo de jovens e revê nestes o seu filho,

não a via há dois meses. Não se arrepende porque gosta

recomenda-lhes que aproveitem a escola, alerta para que

dela, vai ligar ao patrão e contar a verdade para explicar

estudem, dizendo-lhes que a única e maior riqueza que

porque não foi trabalhar, recomenda aos jovens que não

se deixa a um filho é a educação.

mintam, dizendo que a “mentira só vive até aparecer a

O outro senhor pouco diz, mas nas suas calmas vai

verdade”. Não sabe qual é o papel da Paula na sua vida,

provocando o amigo Carlos, referindo que o que mais

se mulher, namorada, amante ou amiga. Sabe que per-


mãos estão bem na vida, os pais viajam pelo mundo para estar com os filhos e os netos. Os pais não merecem conhecer o rumo que a vida dele tomou. O Senhor Carlos está só, não tem filhos, mas já foi casado no Porto Santo. Quando a mulher lhe pediu o divórcio pegou fogo à casa e agrediu-a. Neste momento anda de pulseira eletrónica. Essa situação

Clubes e Projetos

deu 60 euros na noite. Gostava de ter uma companhia, mas tem de aceitar as coisas como elas são. Todos os seus ir-

levou-o ao mundo tenebroso do consumo do álcool. Andou bêbado durante 5 anos pelas ruas da cidade. Mesmo tendo casa, foram muitas as noites passadas nas bermas das ruas. Não se arrepende de nada na vida, para o futuro não projeta nada de especial, apenas continuar a viver, fazer umas patuscadas, dançar, ouvir as músicas dos programas culturais do jardim com os amigos, tomar um vinhinho e gozar o dia a dia. Como não tem filhos, tudo o que tem gasta com os amigos nas festas e com mulheres. Num outro ponto do parque está um casal de amantes envoltos numa mística só deles, esquecem o mundo que os envolve. Despedem-se com medo de serem descobertos. Regressamos à escola … num passo ainda mais lento do que aquele que nos levou ao jardim.

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A turma 12.º 19 entrevista os utentes dos bancos do jardim Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social) com a coordenação da Prof.ª Sandra Freitas (Texto: Vitória Fernandes; Jennifer Leal; Denise Rodrigues; Pedro Silva/Imagem)

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N

o âmbito da disciplina de Sociologia, no dia 14 de Novembro de 2017, realizamos um inquérito aos utentes dos bancos de jardim com intuito de questionar o real,

fazer investigações e desenvolver projetos de intervenção cívica na realidade social. A entrevista foi feita a quatro pessoas dos bancos do jardim. Analisamos que todos os entrevistados possuíam os mesmos passatempos nos jardins, isto é, jogar às cartas, ao dominó e conviver, criando novas amizades e vínculos com os que por lá passam, fazendo com que não sintam a solidão. Outros afirmaram que utilizavam os jardins públicos como refúgio para fugir aos problemas do quotidiano e da mulher. Neste espaço os pensamentos perdiam-se nas coisas boas e menos boas que a vida lhes proporciona, tais como a família, por exemplo, o bisneto que ficou à espera para brincar. Com o avançar da entrevista realizamos questões mais íntimas a cada indivíduo. Abriram-se connosco desabafando que as perdas da vida, as situações económicas, a ausência de amor, dedicação e afeto são os momentos mais difíceis de ultrapassar na vida. Declararam que com a velhice e com as perdas se aprende a viver, pois não podem ser evitadas. Alguns ainda têm esperança de ganhar o Euromilhões e realizar uma viagem de cruzeiro. Denunciam os males da sociedade retrógrada, cuja situação económica não os favorecia e os impedia de prosseguir os estudos. Concluímos assim, que a perspetiva que tínhamos acerca das rotinas dos utentes dos bancos do jardim não correspondia à realidade, pois estas pessoas revelaram ter princípios e surpreenderam-nos com as suas vivências nos bancos dos jardins.


Clubes e Projetos 31

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Fomos para a rua com a intenção de calçar os sapatos dos outros Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social) com a coordenação da prof.ª Sandra Freitas (Texto/Imagem)

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T

odos os momentos da nossa vida são uma aprendizagem. Partindo dessa premissa, somos socializados através das múltiplas atividades onde participamos, porque estas nos proporcionam vivências promotoras de solidariedade entre os membros do grupo e uma maior integração e coesão social. As saídas de campo para os parques públicos e jardins da cidade levaram as turmas de Sociologia a colocar-se no lugar do outro, a “cal-

çar os sapatos do outro”. Este contacto com a realidade que pulsa nos centros das nossas cidades desmonta por completo todas as nossas representações sociais sobre o funcionamento “normal” da sociedade. Na rua, observamos de forma direta as cruas e nuas realidades, através de uma aprendizagem informal e distinta das demais, contudo as mais marcantes para quem escuta e vê nos olhos a dura e fria realidade de quem faz da rua a sua casa e os seus contextos de afetividade. A deslocação do 12º16, no dia 15 de novembro, foi desenhada para conhecer as vivências do espaço da Praça do Povo. Esse espaço está sempre cheio de gente, que o usa para observar as atividades da quadra natalícia. Vemos crianças que lancham ao final de um dia de aulas e pessoas reformadas que passam tardes nos bancos à espera de alguém para iniciar uma conversa desinteressada. A parte esquerda do Parque é ocupada essencialmente por uma população mais jovem, que se junta nesse espaço para socializar, namorar, aguardar pela chegada do autocarro ou matar o tempo nos momentos em que estão a faltar às aulas. Vemos a ambiência dos vendedores das motas ambulantes e dos assadores de castanhas que dão aroma e calor ao espaço e ao estômago. Os comerciantes queixam-se do facto de existir uma via turística tão longa, desde o Lido até à Casa da Luz, mas estão todos concentrados no mesmo espaço e os queixumes vão esmorecendo à medida que os turistas se aproximam dos negócios e as esperanças são de novo alavancadas. Percorreram o espaço, entrevistaram namorados, estrangeiros, estudantes universitárias. Foram interagindo entre si,


Clubes e Projetos 33

brincaram, correram e socializaram. Observaram, mas

os grupos mostraram uma grande dificuldade na aceitação

também foram alvo de observação, porque por momentos

de perdas de vida. Afirmaram que apesar de ser um acon-

esqueceram que estavam ali como alunos e passaram a

tecimento natural da vida, era-lhes muito difícil lidar com a

sentir-se utilizadores do Parque público.

dor. As duas amigas acrescentaram ainda que nos devemos apoiar na lembrança das memórias boas para ultrapas-

Entrevista do 12.º 16 aos utentes dos bancos de jardim

sarmos este problema. Abordando as vivências nos jardins públicos, falou-se em solidão, “perder-se no seu pensamento”, estar deprimido e magoado e fazer amizades. Os sonhos destas pessoas são “ser feliz”, “arranjar um bom emprego”, “constituir uma família”. Constatamos assim que muitas pessoas par-

(Texto: Diogo Gouveia; Eva Ferrer; Joana Lourenço; Sílvia Freitas - Turma 12.º16/Imagem)

tilham os mesmos objetivos de vida. Pelo vendedor local que entrevistámos ficámos a saber que os jovens e os estrangeiros são os que mais frequen-

Tendo selecionado um conjunto de perguntas, entrevis-

tam os jardins públicos e que o comércio tem vindo a ser

támos quatro grupos diferentes: duas amigas que se encon-

cada vez mais complicado devido ao excesso de concorrên-

travam sentadas no jardim, um grupo de quatro raparigas

cia concentrado apenas numa pequena área.

que passeavam depois da escola, um vendedor habitual da zona e um casal que por ali passava.

Concluímos, com este trabalho, que a visão das vivências nos bancos segue padrões observáveis como a pre-

Questionados sobre os momentos mais difíceis da vida,

sença de jovens e estrangeiros, casais e grupos de amigos

os entrevistados falaram da morte, da crise económica e do

a conviver, sem esquecer da presença subtil de pessoas

stress provocado pela escola. Também invariavelmente ele-

solitárias, apenas a refletir. Assim os bancos de jardins são

geram como momentos mais felizes partilhados nos jardins

locais tanto de convívio como de reflexão, até onde as pes-

públicos estar com amigos e com o/a namorado(a). Todos

soas se deslocam para se divertir, conversar e pensar.

dezembro - 2017


O LIS leva alunos da F.F. à Casa de Saúde S. João de Deus Organizado pelo Projeto Lis (Laboratório de Investigação Social)

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(Texto/Imagem)

O

LIS leva 17 alunos do 12º ano de escolaridade da ESFF à Casa de Saúde S. João de Deus. Alunos dos cursos de humanidades

e socioeconómicas visitaram a Casa de Saúde S. João de Deus, conheceram as dinâmicas de funcionamento e esferas de atuação desta instituição na Região Autónoma da Madeira. Na visita foi explicado aos alunos o que é a saúde mental, quais as doenças mais frequentes, os contextos vulneráveis às doenças mentais, a causa das psicoses e o processamento da reabilitação física, mental e social de um utente. Os profissionais da Casa de Saúde destacaram, também, as reincidências na doença mental e os estigmas associados à doença que veiculam na sociedade civil. A equipa que nos recebeu, informou que a instituição tem neste momento 56 camas e 64 internados. A Doutora Filipa Cardoso, o enfermeiro Sidónio e todos os outros técnicos e especialistas com quem nos fomos deparando ao longo da visita, receberam-nos de braços abertos, sempre pautados pelos ideais da generosidade e gratidão, no exercício da sua profissão. Evidenciam-se como exemplos de verdadeiro humanismo para com os utentes e grande abertura para com os estudantes, que se encontram a desenvolver os seus projetos de investigação, no âmbito dos Comportamentos de Risco na Adolescência. Esta unidade de saúde recebe em média por ano 600 doentes, dos quais 60% têm recaídas na doença, devido à pouca adesão à terapêutica medicamentosa após a alta hospitalar. Um internamento pode custar por mês 500 euros, financiado pelo estado, mas segundo as sábias e experientes palavras do Enfermeiro Sidónio “ninguém muda nada na vida se não sentir a necessidade de mudar” e para


Clubes e Projetos

isso é necessário motivar para a recuperação da doença que irá acompanhar a vida do doente. As doenças mentais não têm cura, mas têm tratamento. Um dos fenómenos mais conhecidos na ilha, em 2014, foi o consumo do BLOOM, que se comprava a baixo custo e muito facilmente nas ervanárias. Foi um ano dramático para a Casa de Saúde pois, para além dos 600 doentes

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que recebe anualmente, teve ainda de enfrentar o problema de 236 jovens e adultos, que deram entrada na casa de saúde, resultante do consumo do Bloom, também conhecido por Mefedrona. A gravidade deste fenómeno ainda está bem patente nos dias de hoje, pois, segundo fontes da instituição, até este mês já se registaram 72 casos que deram entrada na Casa de Saúde S. João de Deus. Esta nova droga é um perigo ainda desconhecido devido ao facto de não se saber quais os efeitos que esta provoca ao nível da química cerebral. Contudo sabe-se que alguns utentes desenvolveram psicoses irreversíveis e incapacitantes para a integração e vivência plena na esfera social, profissional e familiar. Alertam para outro perigo, o consumo de “Chamom” também conhecido pela população jovem como “erva”. No entender dos especialistas, o consumo das drogas leves é uma porta aberta para que a longo e médio prazo se desenvolvam as doenças mais conhecidas na nossa praça como esquizofrenia, depressão e demências. A origem destes consumos tem a sua justificação, na necessidade de integração no grupo de pares, na satisfação da curiosidade, na permissividade dos contextos culturais, sociais e familiares e na falta de uma estratégia social promotora de uma vida social ativa e saudável. Os jovens que beneficiaram da visita de estudo ficaram cientes desta lição de vida: “A Saúde mental é o bem mais precioso da espécie humana.”

dezembro - 2017


Vamos falar de Investimento

to de forma a revitalizar o crescimento e o emprego nos Estados-Membros. Esta parte da ação teve como orador Ana Rita Barros, na qualidade de formadora do Centro de Informação Europeia Jacques Delors, tendo sido abordados os objetivos e pilares

Organizado pelo Clube Europeu ESFF (Texto/Imagem)

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“

do plano que lançado em 2015, viu recentemente o seu período de aplicação prorrogado até 2020. O investimento e a envolvência de atores económicos

Plano de Investimentos para a Europa –Plano Juncker” foi o tema da palestra proferida, no dia 22 de novembro pelas 19:15 H, na Sala de Sessões, por Ana Rita Barros (Formadora de Forma-

de diversas áreas são a forma de catalisar financiamentos que consigam alavancar a produção - até, mesmo a de cariz social- destinada a consumo interno e exportação, potenciadora do crescimento e geradora de emprego no espaço Europeu.

ção Tecnológica da escola) e Marco Teles, do Centro de Informação Europe Direct (CIED Madeira). Esta foi uma atividade organizada pelo Clube Europeu da ESFF. Este evento assinalou o arranque do plano anual de atividades do Clube Europeu ESFF. Dadas as caraterísticas do tema, a ação dirigiu-se a Formandos dos Cursos EFA, os quais, em número de aproximadamente 75, estiveram acompanhados dos respetivos Formadores. A parte inicial da sessão, explanada pelo Dr. Marco Teles do CIED-Madeira, versou o programa de Voluntariado Europeu, a conjugação de um serviço voluntário dirigido a jovens compaginado com as necessidades de instituições de vária ordem, a desenvolver com cobertura total de custos, no espaço europeu. O “Plano de investimento para a Europa”, também conhecido como “Plano Juncker”, versou o programa multiplicador do investimento na Europa, com esforços conjugados da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimen-

Cooperação para a Inovação e Intercâmbio de Boas Práticas Organizado pelo Clube Europeu ESFF (Texto/Imagem)


para a Inovação e Intercâmbio de Boas Práticas”. Dada a relevância do Programa Erasmus+ no desenvolvimento de projetos regionais e internacionais e o financiamento que torna a realização destas ações uma mais-valia

Visita de Estudo à Assembleia Legislativa Regional da RAM

Clubes e Projetos

O Clube Europeu ESFF participou no Roteiro sobre o Programa Erasmus+ Juventude em Ação: “Cooperação

de valor inquestionável para os jovens, a Direção Regional de Juventude e Desporto (DRJD) em parceria com a Agên-

Organizado pelo Clube Europeu ESFF

cia Nacional e a Associação Cultural Dragoeiro promoveu,

(Texto/Imagem)

nos passados dias 23 e 24 de novembro, uma formação sobre a Ação – Chave 2: Parcerias Estratégicas. A sessão

Os formandos das turmas 13 - Técnico de Apoio à Ges-

decorreu no Centro de Juventude do Funchal, destinando-

tão, 14 - Técnico de Instalações Elétricas e 15 - Técnico de

-se a dirigentes associativos juvenis e desportivos, técnicos

Informática e Sistemas, realizaram uma visita de estudo à

ativos na área da juventude, professores e técnicos de au-

Assembleia Legislativa Regional, no dia 6 de dezembro, pe-

tarquias e de IPSS.

las 14:00h da tarde. Esta teve como propósitos possibilitar

A ação de formação orientada pelo formador Rodrigo Vi-

aos formandos o conhecimento “in loco” da riqueza cultural

larinho apresentou as vantagens deste programa enquanto

e artística do edifício, a logística do seu funcionamento e a

mecanismo de mobilidade e intercâmbio de suma importân-

utilidade do organismo na produção de legislação para a

cia para regiões insulares e ultraperiféricas, no sentido de

Região Autónoma da Madeira.

concretizar projetos no espaço europeu com apoio e finan-

Esta atividade integra o plano de atividade do Clube

ciamento próprios. Enfatizou, também, o trabalho em rede

Europeu ESFF e responde aos objetivos programáticos da

como forma de criar parcerias estratégicas, tendo, assim,

Área de Competência da Cidadania e Profissionalidade e

um efeito multiplicador de disseminação e contaminação de

de Formação Tecnológica, da turma de gestão, de UFCD

boas práticas, no contexto do espaço europeu.

(Unidade de Formação de Curta Duração) de Legislação

Assente na educação não formal, o desafio de incre-

Administrativa.

mentar novos projetos e rentabilizar as potencialidades deste programa para as áreas da juventude surge como prioridade nesta Ação-Chave. Existem hoje vários mecanismos orientados para intervir na área da juventude. Os programas do Erasmus+ são disso um exemplo, promovendo a inclusão social e permitindo aos intervenientes a aquisição de competências sociais, cívicas e interculturais que reafirmam os valores.

dezembro - 2017

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Jantar solidário de Natal Organizado pelo projeto Podengo

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(Texto: Prof.ª Sílvia Castro/Imagem: Prof.ª Lúcia Sousa)

O

Projeto Podengo agradece a todos os que participaram no jantar solidário de Natal, realizado no dia 2 de dezembro na cantina da UMA. Ou que de alguma

forma ajudaram para a angariação de fundos, contribuindo deste modo para um melhor bem estar de animais errantes ou de famílias carenciadas que nos solicitaram ajuda. Bem haja!


Clubes e Projetos

Concerto de Natal

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Organizado pelo Núcleo de Música & Tempo de Jazz. (Texto/Imagem)

No dia 12 de dezembro a partir das 15:15H, o Núcleo de Música da ESFF realizou, no Polivalente da escola, o seu Concerto de Natal. Estando o NM a comemorar o seu 28º aniversário, apresentou uma retrospetiva (Best of...) de 12 canções de Natal, interpretadas por 28 participantes.

Igualdade de Género

Breves

Organizada pelo Prof. Pedro Pereira, coordenador do projeto ‘Parlamento dos Jovens’ da E.S.F.F. (Texto)

Nivalda Gonçalves (Deputada na Assembleia Legislativa Regional) proferiu, no dia 28 de novembro pelas 10:00 horas, na Sala de Sessões, uma conferência intitulada “Igualdade de Género”, a convite de Pedro Pereira (professor coordenador do projeto ‘Parlamento dos Jovens’ da ESFF).

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Galeria de Arte

Das ideias nascem coisas Experiências na arte e no Design Organizado pela UMA (Universidade da Madeira) (Texto/Imagem: Prof.ª Filipa Venâncio e aluna Micaela Cruz 12.º 28)

Na Galeria de Arte Francisco Franco pelas 18:00 horas do dia 29 de novembro foi inaugurada a exposição “Das ideias nascem coisas: experiências e processos na Arte e no Design” numa organização de Filipa Venâncio (Coordenadora da Galeria de Arte Francisco Franco) em articulação com o Departamento de Arte e Design da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. A mostra apresenta trabalhos dos alunos das licenciaturas em Artes Visuais e em Design do Departamento de Arte e Design da Faculdade de Artes e Humanidades da UMa. Na exposição “está presente um espectro alargado de âmbitos de trabalho que atravessam os três anos dos dois cursos, incidindo na ideia de processo, mediante o qual se fundam as premissas de uma aprendizagem criativa, autónoma e responsável”, refere Vítor Magalhães, professor auxiliar da UMa, director do Curso de Artes Visuais, num texto alusivo. Patente até 9 de Fevereiro, esta mostra nasce de uma parceria entre a Escola Secundária de Francisco Franco e o Departamento de Arte e Design da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira que prevê a dinamização conjunta de várias atividades.

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Galeria de Arte 43

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Viagem - Clube de História Organizado pelo Clube de História com as turmas 11.º 18; 11.º 22 e 11.º 23 (Texto: Luísa Cristina Gonçalves Fernandes 12.º 20 n.º 15 /Imagem)

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C

om o acompanhamento dos professores Olavo Teixeira, José Fortes e André Chaves, alunos das turmas 11.º18, 11.º22 e 11.º23 da Escola Secundária Francisco Franco partiram em direção ao continente português, com o intuito de explorá-lo durante 5 dias. A iniciativa desta aventura foi tomada pelo professor Olavo Teixeira, que trabalhou arduamente na organização da viagem, promovida pelo Clube de História,

e que os alunos certamente nunca irão esquecer. A aventura teve início a 3 de julho de 2017, em Lisboa. Neste dia, os alunos tiveram a oportunidade de visitar inúmeros locais de referência, começando por Benfica, passando por Belém, percorrendo a baixa de Lisboa, o Rossio, parando em Mafra e terminando o dia em Fátima, onde pernoitaram. Foi-lhes dada a chance de ver ao vivo e a cores o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, a Praça do Comércio, o Palácio-Convento de Mafra, o Santuário de Fátima. Aljubarrota foi o primeiro destino do dia seguinte. Ao começar o dia com uma visita ao Centro de Interpretação de Aljubarrota, foi permitido aos alunos rever conhecimentos adquiridos nas aulas de História e indubitavelmente aprofundá-los. Logo de seguida foi feita uma visita ao Mosteiro da Batalha, local onde se encontram sepultados D. João I, D. Filipa de Lencastre e os membros da ínclita geração. Posteriormente foram encaminhados para Conímbriga, cidade onde se encontram importantes ruínas do antigo Império Romano. O dia terminou com a estadia dos estudantes em Coimbra. O terceiro dia de viagem deu-se com uma visita a uma das universidades mais antigas do mundo e a primeira de Portugal, a Universidade de Coimbra, dotada de uma das mais originais bibliotecas barrocas europeias, a Biblioteca Joanina. É também no distrito de Coimbra que se encontra o Mosteiro de Santa Cruz, lugar onde os alunos marcaram presença e viram o túmulo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Após Coimbra, Aveiro, Guimarães e, mais tarde, Braga foram localizações inolvidáveis. A viagem prosseguiu com destino a Santiago de Compostela, passando primeiramente pelo Município de Valença.


Atividades Curriculares

Ao cruzar a fronteira entre Portugal e Espanha, foi proporcionada aos alunos a oportunidade de se depararem com outro tipo de cultura, que não a portuguesa. A Catedral de Santiago de Compostela, templo católico, foi deveras um dos monumentos mais marcantes de toda a viagem. No itinerário de volta a Portugal, foi feita novamente uma paragem em Valença do Minho, onde somente os alunos mais corajosos puderam refrescar-se

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nas águas gélidas da praia fluvial da região. Último dia da aventura organizada pelo Clube de História da escola começou com uma visita a Ponte de Lima e acabou na cidade do Porto, onde passaram pelas ruas mais célebres e viram estruturas e monumentos ilustres, como, por exemplo, na Ponte D. Luís. Graças ao Clube de História da Escola Secundária Francisco Franco, os alunos puderam beneficiar de uma viagem, sem quaisquer dúvidas, enriquecedora. Contribuiu fortemente para a aquisição de novas aprendizagens e expandiu certamente os horizontes de todos aqueles que tiveram a possibilidade de ingressar nesta aventura. Estar em contacto com o património do país onde nascemos, ter noção e conhecimento de toda a história que constitui a nossa nação, é algo que toda a gente deveria experienciar e, claramente, algo que os alunos e professores nunca irão esquecer. Luísa Cristina Gonçalves Fernandes, 12.º 20 n.º 15

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Vencedor do prémio de literatura infantojuvenil da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Funchal, com o conto “A Verdade” Cedido pela Prof.ª Vera Carvalho (Texto: Rafael Faria Correia, aluno da turma 20 de 12.º ano de Línguas e Humanidades da E.S.F.F. /Imagem)

Rafael Faria Correia, aluno da turma 20 de 12.º ano de Línguas e Humanidades da Escola Secundária de Francisco Franco, foi o vencedor do prémio de literatura infanto-juvenil da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Funchal, com o conto “A Verdade”. Este concurso tem por objetivo premiar obras originais de jovens autores que frequentam o ensino secundário de escolas do Funchal. O aluno manifestou interesse em concorrer, posteriormente, a outros concursos.

A Verdade

Frederico de Melo

O

dia mal começara. Os pássaros chilreavam e poucas eram as pessoas que passavam pelas ruas da vila. Mas, no jardim do centro, o vulto de um menino já ocupava um dos vários le jardim sem cor e onde o Outono já tinha dado o ar da sua graça. de cabelo preto e olhos a condizer, estava simplesmente pa-

até passar mil pessoas à sua frente e parado ele continuaria. A disturbaria quem para ele olhasse, o que não aconte-

bancos daqueAquele miúdo rado. Podiam sua calma cia.

Até

as próprias abelhas à sua volta se reuniam, sem temer

a morte.

Quem era aquele menino? Estava ele a olhar para algum

l a d o ?

Várias perguntas, perguntas que nunca ninguém pergun-

tava, e

cuja resposta em nada iria importar a alguém. Passava as

horas

e nunca se mexia, nem na hora do almoço aquele menino

d a l i

saia. Tirava uma barra de cereais que tinha no bolso, mas sem

nun-

ca mover os seus olhos. Só no final da noite é que desapare-

cia.

Literalmente, desaparecia. Um momento lá estava, no seguin-

t e

já lá não jazia. Mas no dia a seguir, logo pelo início do dia,

lá

estava ele sentado. Era assim todos os dias. Até que... certo dia, o menino não apareceu e todos notaram. Até as folhas notaram. Não acostumadas a cair naquele banco, pediam ao vento para as esvoaçar longe daquele lugar. Até o senhor José da pequena mercearia ao pé do parque, que por lá passava todos os dias e nunca notara no menino, sabia que aquele espaço se encontrava vazio. Por toda a vila, a noticia chegava. O alvoroço aumentava e a hipocrisia

não parava. Perguntavam


Atividades Curriculares

pelo nome do menino? Manuel? João? Mário? Ninguém sabia! Perguntavam pela sua família? Era a família Almeida da casa na esquina? Era a Soares que vivia junto à capelinha? Também ninguém sabia! Até ninguém sabia o seu aspeto. Nem sequer a cor do cabelo do menino. O caso era tão grave que quando todos decidiram espalhar cartazes dele por toda a vila, o papel estava em branco e em branco ficou. Ninguém queria reconhecer o erro,

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então o erro persistiria. Passaram horas, passaram dias, passaram meses e do menino ninguém sabia. Um ano depois daquele fatídico dia, finalmente uma menina, que recentemente tinha se mudado para a vila com a sua família, o encontrou. Encontrou - o sentado no banco do jardim que sempre ocupava e ocuparia. Ela perguntou-lhe: - Quem és tu? - Sou o menino que ninguém vê! - És o da televisão? Aquele do qual ninguém tem recordação? - Sim. - Onde estavas? Toda a vila te procurava. - Estive doente nesse dia. Mas depois estive sempre aqui. Mas ninguém nunca me via. Chamavam e respondia, mas ninguém ouvia. - Porque é que não te viam? – perguntava a menina - Porque não vêm mais nada sem ser eles próprios e a opinião dos outros. Pensam que estão a ver, que estão a ser, mas iludidos estão. A menina repara que durante a sua conversa com o menino, este nunca desviara o seu olhar na sua direção, então pergunta-lhe: - Para onde tanto olhas? - Para o mundo. Para o segundo. Para o fundo. - Como assim? - Olho para o relógio da vida. O tique-taque que não para. O sonho que ninguém alcança. A vida que não descansa. O olhar que não vê. - Não vê o que? - A verdade dentro de cada um. - Posso a ver?

nhuma recordação. Eles não querem ser o pai do menino do qual ninguém realmente queria saber. A menina senta-se e vê tudo. Daquele banco de jar-

- Poder podes. Pois pudeste-me ver.

dim, a vila toda se revelava aos seus olhos de criança

- Porque só eu te consegui ver?

inocente, ingénua, mas sobretudo verdadeira. Uma pes-

- Porque és o que és. Não és o que não és e tentas

soa normal que lá se sentasse nada via, senão pessoas

tanto ser.

a andar, a viver, a correr, a fazer o que queriam fazer,

- E os teus pais onde estão?

mas a menina e o menino viam todos os olhares, todas

- Juntaram-se a essa multidão e de mim não tem ne-

as falsidades, todas as meias-verdades.

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Uma Voz Africana na Francisco Franco Organizado pela Prof.ª Maria José Silva de Assunção V. Costa e a turma do 12.º 15 (Texto: Anthony Zapata 12.º 15, n.º 4 /Imagem)

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F

oi uma manhã diferente para os alunos das turmas 12.º15 e 11.º29, do curso de ciências socioeconómicas e profissional de multimédia que, no dia 11 de outubro contaram com a presença da escritora Olinda Beja na sala de aula. A sessão começou com uma breve apresentação da escritora por parte de três alunos do 12º15, se-

guida da declamação do poema “Quem somos” da autoria de Olinda Beja, pela mesma, e da visualização de um vídeo sobre a sua vida, onde expôs as lindíssimas paisagens da terra e do seu povo de origem, que muito se orgulha daquela que tem sido a sua embaixatriz e tem divulgado, pelos quatro cantos do mundo, a cultura da sua mãe África. Uma pesquisa prévia deu a conhecer que Olinda Beja nasceu a 12 de fevereiro de 1946 em Guadalupe, São Tomé e Príncipe. Embora tenha lá nascido, possui nacionalidade portuguesa e reside em Viseu. Foi professora e, para além de escritora, é cantora e contadora de histórias, como demonstrou aos alunos ao entoar melodias da sua terra natal ao longo da sessão. Alertando para a necessidade cada vez maior da aproximação entre Portugal e África e salvaguardando que “o elo mais sólido que nos une é a língua”, Olinda Beja, alternando o português com o crioulo, conseguiu, com êxito, incutir a reflexão sobre a importância que o coração deve ter na união entre os povos. Em terras onde o básico é o suficiente, os sentimentos são o que dá vida às pessoas. E foi com esse espírito de fraternidade que todos se uniram em coro para acompanhar as melodias de Olinda, ao ritmo do batuque, um símbolo da cultura musical africana. A apresentação culminou com a a visualização de um vídeo de despedida, tendo esta sido uma experiência deveras interessante para nós, alunos e futuros cidadãos globais e certamente para as professoras Maria José Costa, de Português e Conceição Gonçalves, de História da Cultura e das Artes, a quem agradecemos, bem como à escritora Olinda Beja, por este maravilhoso evento, com qual esperamos voltar a ser privilegiados num futuro próximo. Aos leitores, recomenda-se a última obra de Olinda Beja, “Chá do Príncipe”, lançada a 17 de outubro deste ano, a juntar à lista de outras obras, entre as quais Água Crioula, Pingos de Chuva e À Sombra do OKA” que são imperativos de leitura no que se refere à cultura africana.


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Atividades Curriculares


Dia Mundial da Alimentação e da segurança alimentar Organizado pela prof. ª Celina Pereira do Curso Técnico de Controlo de Qualidade Alimentar

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N

(Texto: João Pedro Silva, n.°14, 12.º 34/Imagem)

o dia 16 de outubro, a ARAE (Autoridade

ção visa os setores de risco.

Regional das Atividades Económicas)

As falhas verificadas nas fiscalizações, geralmente

apresentou, na nossa escola uma con-

são devidas: ao mau manuseamento de equipamentos; à

ferência, no âmbito do Dia Mundial da

falta de limpeza das áreas de trabalho; à junção de pro-

Alimentação e da Segurança Alimentar. Na conferência realizada o Dr. Rogério Gouveia abordou, primeiramente, o assunto relativo ao ambiente de segurança, que, segundo o orador, é muito abrangente. Falou, seguidamente, acerca da saúde pública e do vasto campo de atuação, devido à oferta de produtos ser variadíssima, ou seja, haver um significativo poder de escolha de produtos por quase todos os consumidores. Uma das normas aplicadas pela União Europeia foi a introdução da rastreabilidade dos produtos comercializados. Esta rastreabilidade funciona como um bilhete de identidade dos produtos; os que não o possuem são retirados da zona comercial. Ficamos a conhecer as cinco chaves (princípios), fundamentais para a segurança alimentar, nomeadamente: não efetuar misturas de comidas nos mesmos espaços; cozinhar os alimentos para uma melhor conservação; armazenar alimentos nas condições adequadas; desinfeção das mãos antes de mexer em algum alimento; conservação dos alimentos em frigoríficos (refrigeração). Passando para a zona de restauração, foram-nos mencionadas as diferentes situações de risco quando não se respeita o sistema HACCP. O Plano Regional da colheita de amostras visa a elaboração de uma qualificação de qualidade de produtos, desde a fase de transformação, de armazenamento, de transporte, até ao retalho. Voltando ao funcionamento da ARAE, esta efetua uma atuação de fiscalizadora proativa, ou seja, funciona mais no âmbito de queixas de consumidores. Este tipo de atua-

dutos tóxicos a alimentos; e às condições de transporte. Em suma, esta conferência manteve-nos mais informados acerca de como manter alguma segurança nos alimentos que consumimos e como funciona o trabalho das entidades, neste caso, da entidade que controla a qualidade dos produtos que são por nós consumidos.


Atividades Curriculares

Organizado pela Prof. ª Celina Pereira do Curso Técnico de Controlo de Qualidade Alimentar (Texto: Sofia Bacanhim n.º 8, 12.º 34/Imagem)

De forma a assinalar o “Dia Mundial da Alimentação”, foi realizada na escola uma conferência proferida pelo

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Inspetor Regional das Atividades Económicas Rogério Gouveia, no passado dia 16 de outubro, na sala de sessões. A ARAE (Atividade Regional das Atividades Econó-

Em nossa casa, todo o processo rigoroso anterior-

micas) assegura o cumprimento das normas legais que

mente descrito deve ter continuidade, de modo a que não

regulam a atividade económica na RAM. Por outro lado,

sejam inúteis todos os procedimentos anteriores. Para

e por sua iniciativa, esta promove ações inspetivas de

tal, e como nos foi apresentado, podemos e devemos

caráter preventivo e repressivo, visando, sobretudo, com-

seguir “Cinco chaves para uma alimentação mais segu-

bater os erros antieconómicos e todas as falhas que, de

ra”, que se caracterizam por “mantermos a limpeza/hi-

algum modo, apresentem algum tipo de risco contra a

gienização ,por exemplo, das mãos todas as vezes que

saúde pública.

manuseamos os alimentos, separar os alimentos crus

No seu site, disponibilizam, a quem quiser fazer as

dos alimentos cozinhados, cozinhar bem os alimentos,

suas queixas, uma zona para a comunidade enviar as

mantê-los a temperatura segura e a que devem ser sub-

suas insatisfações de modo a que ocorra uma inspeção e

metidos e lavar sempre bem os alimentos”. Deste modo,

avaliação do que foi denunciado.

e com outras práticas não mencionadas, como por exem-

Nos dias que correm somos bombardeados com notí-

plo não deixar enlatados abertos no frigorífico, evitamos

cias sobre “Alimentação” e temos perceção de que, cada

assim algum tipo de contaminação e diminuímos os ris-

vez mais, a população procura melhorar a sua qualida-

cos alimentares.

de de vida alimentar, sendo que ainda existe uma taxa

Foram explicadas algumas das maiores causas das

elevada de pessoas que não o fazem. Devemos ter em

toxicoinfeções na população sendo algumas destas: “o

conta que “Alimentação saudável” não é sinónimo ape-

descuido relativamente à temperatura a que os alimentos

nas de “comer bem” é; necessário termos consciência

são cozinhados”; “ausência de higiene no trabalho” e a

de que, todos os processos a que os produtos são sub-

“fervura de alimentos já aquecidos anteriormente”.

metidos são cruciais para que esteja apto, ou não, ao

Ficamos a saber pelo Dr. Rogério Gouveia que atual-

consumo humano, interligando o fator explicado anterior-

mente, num total de 109 inspeções anuais, existe uma

mente com o que fazemos em casa. E foi este o ponto de

taxa de 18% de incumprimentos, o que é de facto uma

partida da conferência.

taxa mínima destas inspeções, 55% são vistorias proa-

O lema “Do Prado ao Prato” é muito utilizado na área

tivas, ou seja, partem da ARAE, enquanto que 45% são

alimentar uma vez que a qualidade dos alimentos que

reativas, partindo assim de denúncias, o que reflete uma

consumimos deriva de todo um processo dividido em fa-

preocupação relativamente alta para que haja um melhor

ses, sendo elas: “plantação; colheita; transporte; arma-

e maior cuidado com a alimentação.

zenamento; manuseamento” até o momento que chega

Assim, devemos, sempre que achemos pertinente,

às nossas casas. Basta uma falha num único passo para

denunciar casos de incumprimento de normas, que le-

que o alimento em questão apresente risco para a saúde

vam a contaminações e desleixo com alimentos porque ,

e bem-estar de todos os que o consumam.

realmente, somos o que comemos.

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Visita ao Museu da Família Teixeira (Faial) Organizado pelas disciplinas de Área de Integração, Português e Matemática

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N

do cursos Técnico de Manutenção Industrial - Eletromecânica e Técnico de Turismo Ambiental e Rural (Texto/Imagem)

o dia 19 de outubro, as turmas 12.º 31 e 12.º 32 (cursos Técnico de Manutenção Industrial - Eletromecânica e Técnico de Turismo Ambiental e Rural, respetiva-

mente) realizaram uma visita de estudo ao Museu da Família Teixeira (Faial), no contexto das disciplinas de Área de Integração, Português e Matemática. Daí a presença, disponibilidade e apoio das docentes Sónia Rosa, Margarida Baptista e Tânia Nóbrega. Mesmo chovendo, a visita revelou-se ser realmente uma mais-valia na compreensão e reflexão dos conteúdos programáticos das disciplinas implicadas bem como no enriquecimento do currículo oculto/informal que este tipo de iniciativas costuma desencadear. O Museu da Família Teixeira é a forma encontrada pelo empresário Anacleto Teixeira de Freitas para perpetuar uma justa homenagem aos seus pais Albino e Conceição, nados e criados na Fajã da Murta, Faial, no concelho de Santana, Ilha da Madeira. Não podendo estar presente o anfitrião, as honras foram feitas pela respetiva Guia, a qual deu a conhecer toda a história, artefactos, vivências, originalidade e algumas infelicidades que fazem parte desta família tão especial. É ainda de destacar que esta visita não seria possível se não tivéssemos contado com a disponibilidade e apoio de transporte da Câmara Municipal do Funchal. Um agradecimento especial ao Sr. Duarte (motorista) o qual manifestou não só profissionalismo como compreensão e capacidade de comunicação com todos os alunos, contribuindo para o bom ambiente e segurança da viagem. No final, tanto alunos como professores foram unânimes no sucesso que desta visita. Obrigado a todos!


Organizado pelo professor Roberto Fernandes do Curso Profissional Técnico de Turismo Rural (Texto/Imagem: Prof.º Roberto Fernandes)

O professor Roberto Dário Gonçalves Fernandes promoveu, durante este período, várias visitas de estudo com os seus alunos da turma 12.º 32 (Curso Profissional “Técnico de Turismo Rural e Ambiental”). Em relação a todas as visitas, o docente manifestou gratidão aos alunos pelo seu empenho e salientou a importância da iniciativa para as aprendizagens.Enumeram-se seguidamente as visitas e sobre cada uma publica-se um pequeno texto do professor Roberto.

•

No dia 3 de outubro, ao cais

A visita de estudo teve como principal objetivo a análise específica das consequências associadas ao aumento do turismo de cruzeiro. Os alunos realizaram um pequeno relatório crítico sobre a componente ambiental associada. Os discentes revelaram esforço no sentido de apresentarem um conjunto diversificado de consequências associadas a esta forma de turismo. Os mesmos puderam apurar as reais consequências para o ecossistema marítimo geral e em particular nas nossas águas portuguesas. Não menos importante foram as medidas apresentadas no sentido de reduzir e/ou colmatar as consequências ambientais que este tipo de turismo revela.

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Atividades Curriculares

Visita de estudo realizadas pela turma 12.º 32, do Curso Profissional -Técnico de Turismo Rural e Ambiental

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•

A 10 de outubro, ao Instituto do Vinho, do

A

Bordado e Artesanato da Madeira visita de estudo teve como principal objetivo a aprendizagem das diversas atividades promovidas e dinamizadas pelo respetivo instituto.

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Os discentes revelaram esforço no sentido de recolherem um conjunto diversificado de ideias fundamentais para a elaboração do Projeto de Aptidão Profissional a ser apresentado no final do curso. Os mesmos manifestaram dedicação e empenho para superar as dificuldades emergentes na escolha dos temas a serem tratados.


Ao Centro de Formalidades das Empresas, a 7 de novembro do Funchal

O Centro.de Formalidades das Empresas do Funchal são serviços de atendimento e de prestação de informações aos utentes que têm por finalidade facilitar os processos de constituição, alteração ou extinção de empresas. Consistem na instalação física, num único local, de Delegações ou Organismos da Administração Pública que mais diretamente

Atividades Curriculares

•

intervêm nos processos acima referidos.

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•

A 14 de novembro, trabalho de campo so-

bre “A Importância do Bordado para o Turismo

A

na R.A.M

visita de estudo teve como principal objetivo a análise de pormenor, com texto de apoio, sobre a importância que o Bordado

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Madeira tem na atividade turística na Re-

gião Autónoma da Madeira. Os alunos analisaram documentos de apoio para refletirem sobre a génese e desenvolvimento do bordado na R.A.M. Os discentes revelaram esforço no sentido de apurarem a génese e expansão do Bordado Madeira, desde as origens portuguesas do Minho e do Algarve, passando pela influência fundamental que Elisabeth Phelps teve na expansão do mesmo.


Atividades Curriculares

•

A 28 de novembro, ao Hotel Pestana Stu-

dios A visita de estudo teve como objetivo dar a conhecer aos discentes toda a dinâmica e orgânica de funcionamento do denominado hotel. A diretora do Hotel manifestou particular atenção às caraterísticas necessárias para se poder trabalhar na área do turismo. Os discentes

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ficaram a conhecer uma nova estrutura de organização e funcionamento hoteleiro, no sentido de dar resposta a uma maior procura diversificada na área do turismo na Região Autónoma da Madeira. Os discentes revelaram esforço no sentido de recolherem um conjunto diversificado de ideias fundamentais para a elaboração do Projeto de Aptidão Profissional a ser apresentado no final do curso. Os alunos puderam constatar a importância da assiduidade e pontualidade na realização das tarefas no setor do turismo.

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•

A 5 de dezembro – Levantamento das

Empresas de Animação Turística no Funchal A visita de estudo teve como principal objetivo fazer o levantamento numérico das Empresas de Animação Turística e as Agências de Viagens que a cidade do Funchal tem na atualidade e fazer uma análise comparativa com

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o número de empresas existentes no ano letivo anterior.

Visita à exposição “Escultura - Retrato - Relevo” do escultor António Rodrigues

Após a realização do itinerário pedestre por parte dos alunos, estes concluíram que houve um aumento significati-

Organizado pelo Grupo 600 - Artes Vísuais, Desenho A e Oficinas de Artes

vo no número de empresas, fruto do aumento da atividade turística na região

(Texto/Imagem: Escultor António Rodrigues)

A

s Turmas 12 e 13 do 11.º ano e 12, 13 e 14 do 12.º ano, realizaram durante o mês de outubro, visitas de estudo ao Museu Henrique e Francisco Franco e à Exposi-

ção “Escultura: Retrato/Relevo” do escultor António Rodrigues, mostra integrada na comemoração dos 30 anos daquele museu. A atividade contou com visitas guiadas pelo artista com larga experiência pedagógica e na investigação formal e informal: um discurso pontuado por referências históricas e técnicas na sua dinâmica com os

•

A 11 de dezembro – Convívio e lanche

partilhado A todos os meus alunos o meu sincero obrigado por todo o trabalho e dedicação demonstrada sempre em todas as visitas de estudo e trabalhos de campo realizados.

materiais e o processo criativo. Os alunos foram acompanhados pelos respetivos professores da Disciplina de Desenho A e de Oficina de Artes: Filipa Venâncio, Teresa Jardim, Graça Berimbau, Nélio Cabral e Rui Venâncio Pestana.


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Atividades Curriculares


Visita de estudo, ao RG3 (Regimento de Guarnição Nº3) Organizado pelo Prof. André Chaves do Curso Profissional de Técnico de Secretariado (Texto/Imagem)

60 O professor André Chaves, dinamizou uma atividade de visita de estudo, ao RG3 (Regimento de Guarnição Nº3), no dia 30 de novembro de 2017 com a turma do 12.º 30 - Curso Profissional de Técnico de Secretariado. Esta atividade foi dinamizada no âmbito do módulo 18-Reuniõesde trabalho, e teve como objetivos: • Aproximação da vida académica ao mundo do trabalho, • Esclarecimentos para um possível ingresso em funções na área do secretariado; • Conhecer as possíveis funções/profissões no RG3; • Conhecer as instalações e funções do RG3; • Esclarecimentos para um possível ingresso na Banda Militar; • Sensibilizar para a importância do trabalho em equipa numa organização; • Sensibilizar para a importância da preparação das reuniões de trabalho numa organização (RG3) .

Momento de boas vindas ao Rg3 - Tenente Coronel Lourenço


Lufinha School Tour 2017 Organizada pelo Prof. Duarte Mendonça de Educação Física. (Texto)

Visionamento real de exercícios no RG3

No dia 15 de novembro teve lugar na nossa escola, pelas 15:15 horas, na Sala de Sessões, a palestra “Lufinha School Tour 2017”, promovida por Duarte Mendonça (professor de Educação Física). O orador, Francisco Lufinha, é o atleta de kitesurf recordista mundial de distância percorrida non-stop (fez Lisboa-Porto Santo em 2015, durante 47 horas consecutivas).

Estratégias para o sucesso e bem-estar escolar Organizada pela Rosa Silva (Mediadora pessoal e social dos cursos de educação e formação de adultos). (Texto)

“Estratégias para o sucesso e bem-estar escolar” foi o tema da conferência proferida por Verónica Faria (Mestre em gerontologia social) na Sala de Sessões pelas 19:15 horas do dia 5 de dezembro. Esta atividade foi organizada por Rosa Silva (Mediadora pessoal e social dos cursos de educação e formação de adultos).

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Atividades Curriculares

Breves

Palestra sobre as funções/profissões e reuniões de trabalho

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O dia da escola Organizada pelo Conselho Executivo (Texto/Imagem: Professor Paulo Pimenta; Alunas: Margarida Mendeiros e Micaela Cruz 12.º 28 )

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A

celebração do centésimo vigésimo aniversário da Francisco Franco, o dia 9 de outubro, foi celebrado no Pavilhão como já é tradição: com hino da escola, discursos (pelo Presidente do Conselho Executivo e pelo Secretário Regional da Educação), homenagens, música e entrega de prémios aos alunos que mais se destacaram em 2016/2017.

Foram 462 os alunos premiados este ano, distribuídos pelos quadros de Excelência (103), de Honra (129) e de assiduidade (230). Merece destaque o facto de 18 dos alunos destacados pelo nível de assiduidade não terem faltado a qualquer aula no conjunto dos três anos letivos em que passaram pela escola. Além destas distinções, foram também agraciados mais de uma vintena de estudantes da nossa escola com outros prémios: Atitudes e Valores, Melhor Aluno da ESFF; Melhor Aluno da ESFF nos Exames Nacionais; Prémio CINM (melhor aluno de Economia); Melhor Aluno por Curso/Ano; Melhor Alunos dos Cursos Profissionais; Melhor Aluno dos Cursos CEF. Os números destes prémios, quando comparados com os anos anteriores (desde 2013/2014) apresentam uma curva ascendente, espelhando uma evolução da Francisco Franco não só no número de alunos, mas sobretudo na qualidade da educação fornecida.


Aconteceu Houve, no Dia da Escola, dois momentos musicais a cargo do Núcleo de Música: na parte da manhã, interpretação do Hino da ESFF e atuação da aluna Constança França, que ficou em 2.º lugar no concurso Vozes da Francisco Franco do ano passado; na parte da tarde, às 15:15, três atuações de canto em frente ao bar dos alunos com Constança França, Alice Fernandes e Catarina Inês.

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Aconteceu 65

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O texto que se segue é o testemunho do ex-aluno Rodrigo Costa, distinguido com o prémio de Melhor Aluno da ESFF em 2016/2017. Não podendo estar presente o autor do texto, pois encontra-se no Reino Unido a frequentar a faculdade, proferiu-o, durante a cerimónia do dia da escola, o respetivo encarregado de educação.


possível, atirou-me para fora de pé sem colete salva-vidas e eu aprendi a flutuar sozinho, sem nunca esquecer, claro, que vivemos em comunidade e que, como tal, devemos respeitar-nos e ajudar-nos uns aos outros. Acredito que todos vocês aprenderão isto e muito mais com o tempo, perceberão que esta não é a fase mais difícil da vossa vida e que até o vosso “pior professor”, como o apelidam, contribui com algo para a vossa formação

(Textos: Rodrigo Costa/Imagem: Prof. Paulo Pimenta)

pessoal e social. Por me terem proporcionado estar aqui hoje, em espírito pelo menos, a receber este prémio, a filosofar desta

Bom dia a todos! Fico feliz que vos tenham dado a oportunidade de faltar à aula das 10:00 para estarem aqui a dormitar mais um pouco. Infelizmente, não pude estar presente nesta cerimónia porque, de momento, estou em Coventry, no Reino Unido, a estudar Belas-Artes. Contudo, espero que este pedaço de papel sirva para que se faça sentir a minha presença. Adiante… “Três anos” soa a muito tempo quando, no nono ano, nos dizem que é essa a quantidade de anos de escolaridade “obrigatória” que nos restam para decidirmos o resto da nossa vida. Soa-nos que temos tempo para aproveitar o que resta da adolescência, que temos tempo para decidir o que queremos fazer “quando formos grandes”. Muitos de nós chegam ao Secundário com uma clara ideia do que querem para o seu futuro, outros chegam com uma vaga paixão e ainda outros nem sonham o que anda por aí. Ou então, são como eu que nunca soube o que realmente queria, que sempre so-

Aconteceu

O testemunho do ex-aluno Rodrigo Costa

ninguém mais lutará, ensinou-me a acreditar que tudo é

maneira tão profunda, queria agradecer a todos os professores, do secundário e de todos os anos passados, o tempo que tiraram para me aturar e as coisas mais ou menos valiosas que me ensinaram, aos meus colegas, que me tornaram numa pessoa melhor e mais compreensiva, à Direção Executiva da ESFF por me ter propiciado um espaço físico e psicológico onde pude criar sem limites, e a todos os funcionários da ESFF que nunca nos deixam sentar no chão (acreditem que ainda estou à procura de uma boa metáfora para este último ponto…) e ainda um grande obrigado a todos vocês por estarem aqui a ouvir este discurso. Para terminar, queria só cair no cliché de vos aconselhar a seguirem os vossos sonhos, sem nunca fechar portas a sonhos alheios, porque ninguém sabe o futuro que o espera. Parabéns à Escola pelos seus 128 anos e aos alunos destacados. Boa sorte a todos para este novo ano letivo! Rodrigo Costa

nhou em poder fazer um pouco de tudo, sem ter uma profissão ou curso específico, e que acabou, assim, por optar pela área que mais o apaixona. Os que já acordaram, estarão talvez a pensar que esta descrição vai totalmente contra a minha realidade atual, porque estou a frequentar um curso específico; no entanto, não quer isto dizer que sei o que desejo para o resto da minha vida pessoal e profissional. Tento viver um dia de cada vez, a descobrir o mundo e tudo o que me rodeia com calma, ponderando todas as opções e aproveitando todas as experiências. O Secundário ensinou-me isto, ensinou-me que se eu não lutar por mim

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Obrigada Francisco Franco (Textos: Ana Carolina Vale /Imagem: Prof. Paulo Pimenta)

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om o amanhecer caloroso do dia 9 de outubro, abrimos as portas à comunidade educativa a fim de celebrar o dia da escola. O dia em que esta é relembrada,

renascendo cada vez mais forte e poderosa. Penso que todos nos lembramos dos momentos mais marcantes da nossa vida escolar. O dia em que entramos numa nova escola é o mais importante… Ansiedade? Receio? Alegria? Medo? Tudo sensações possíveis ao dar este primeiro passo na construção do nosso futuro (um friozinho na barriga também é totalmente aceite). No entanto, assim que rompemos sala a dentro, vemos que todas aquelas coisas são superficiais. É como a adolescência. Detestamos inicialmente, mas depois verificamos a quantidade de pessoas que estão a passar pela mesma situação; não somos os únicos… e começamos finalmente a aceitar… Acalmamo-nos psicologicamente e percebemos que, até acabarmos esta fase da nossa vida, aquela instituição será a nossa segunda casa. Irá aconchegar-nos nos momentos mais tristes, felicitar-nos quando tivermos sucesso e apertar-nos um pouco mais daí em diante. Mas sabem que mais? É por isso que existe o Dia da Escola. Para nos lembrarmos que tudo valeu a pena, que não estamos sozinhos. Que teremos sempre os nossos professores e funcionários para ajudar. Tudo para sermos felizes e nos convertermos em pessoas de sucesso. Durante 128 anos a escola Francisco Franco criou memórias em pessoas que já estiveram no nosso lugar. Por isso acredito profundamente que nós faremos sempre parte da escola, assim como ela fará parte de nós. Devemos seguir o som do nosso coração e flutuarmos na imensidão do céu para atingirmos tudo aquilo que tanto desejamos. Obrigada Francisco Franco, por seres aquilo que és!

Ana Carolina Vale ES de Francisco Franco (Funchal)


Aconteceu

Arte de Rever Organizada pelo grupo disciplinar de Desenho A e Oficina de Artes (Textos/Imagem)

“Arte de Rever” é o tema de uma exposição de pintura e técnicas mistas sobre tela que dá a conhecer algumas peças realizadas por alunos do 11.º ano do ano letivo de 2016/17 e que agora frequentam as turmas 12, 13 e 14 do 12.º ano do curso de Artes Visuais. Esta mostra visa ainda integrar a evocação do Dia da Escola e do patrono escultor Francisco Franco, convidando também a comunidade escolar a visitar a exposição ACOARDARTE- Desenho A- 10º e 11º ano, inaugurada a 24 de maio e que esteve patente na Galeria de Arte Francisco Franco até 11 de outubro. No âmbito curricular da disciplina de Desenho A foi realizada, no dia 10, uma abordagem gráfica à obra de Francisco Franco, existente no espaço púbico da cidade do Funchal. A conceção e coordenação da exposição é da responsabilidade dos professores Graça Berimbau, Teresa Jardim e Nélio Cabral. A coordenação pedagógica é do professor Nélio Cabral, docente responsável pelo desenvolvimento da Unidade de Trabalho no 11.º Ano, no ano letivo de 2016/17.

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Dia da Escola - abordagem gráfica à obra escultórica de Francisco Franco existente no espaço público Organizada pelo grupo disciplinar de Desenho A e Oficina de Artes,

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sob a orientação dos professores: Teresa Jardim, Nélio Cabral e Graça Berimbau (Textos/Imagem: Prof.ª Teresa Jardim e Prof.ª Graça Berimbau)

A

dentro da atividade evocativa do “Dia da Escola” e do seu patrono escultor Francisco Franco, os alunos das Turmas 12, 13 e 14 do curso de Artes Visuais do 12.º Ano da Escola Secundária Francisco Franco estiveram no centro da cidade do Funchal, para desenvolver uma abordagem gráfica à obra escultórica de Francisco Franco existente no espaço público. Este trabalho inseriu-se no âmbito da disciplina de

Desenho A, sob aorientação dos respetivos professores, Teresa Jardim, Nélio Cabral e Graça Berimbau.


Aconteceu 71

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Rostos da Violência Exposição Organizada pela prof.ª Carol Aguiar do grupo disciplinar de Informática) (Textos/Imagem: Prof.ª Carol Aguiar)

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oube a Carol Aguiar (docente do grupo de Informática) a organização da exposição “Rostos da Violência“, que esteve patente na Praça da Alegria de 23 de novembro a 6 de dezembro, e o convite à Presidente do Departamento Regional das Mulheres Socialistas, Mafalda Gonçalves, para vir à escola, no dia da inauguração desta exposição, falar sobre a “Eliminação da Violência Contra a Mulher“, aler-

tando para a violência no namoro assim como os padrões sociais de beleza, o que se concretizou na Sala de Sessões, às 15:15 H.

A exposição “Rostos da Violência” é da autoria da Professora Carol Aguiar e foi realizada o ano passado numa parceria com o Departamento Regional das Mulheres Socialistas para assinalar o dia 25 de novembro - Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. A exposição itinerante começou por estar no átrio da Câmara do Funchal, seguidamente esteve no átrio da Junta de Freguesia São Martinho, no estabelecimento prisional e agora esteve na nossa escola. Trata-se de uma exposição de fotografia que retrata as diversas formas de violência contra as mulheres, não apenas a violência doméstica mas também o casamento infantil, a excisão feminina, o assédio sexual, o tráfico de mulheres, o assedio sexual e a imposição social da mulher padronizada como magra e bela, colocando a tónica na necessidade de uma sociedade que se quer evoluída e proposta a acabar com todas as formas de violência. Pretendemos com isto assinalar a data 25 de novembro - Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, alertando os nossos alunos para comportamentos de risco e chamando a atenção para a crescente onda de violência que se tem verificado na nossa sociedade, colocando a tónica na violência no namoro como forma de prevenção de comportamentos violentos futuros.


Aconteceu 73

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Finalistas F


Aconteceu 75

F. F. 2 0 1 7 Organizado pelo Conselho Executivo da F.F.

(Textos/Imagem: Carlos Fotógrafo; Prof.ª Celina Pereira e Prof.º Isabel Lucas)

Este ano foi no dia 24 de novembro a cerimónia da Bênção das Capas dos Finalistas da Escola Francisco Franco. A concentração dos alunos foi pelas 13:00 H nos espaços exteriores da escola, tendo-se iniciado o cortejo pelas 14:30 H em direção à Sé, onde foi celebrada, pelas 15:30 H, a Eucaristia da Bênção das Capas.

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O início? (Textos: Francisco Silva, presidente da Comissão de Finalistas/Imagem: Carlos Fotógrafo; Prof.ª Celina Pereira, Prof.º Isabel Lucas e Prof. Teresa Jardim /Ilustração com apoio pedagógico da Prof.ª Teresa Jardim Marta Rodrigues; Raquel Silva

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e Joana Pereira; Bianca Bettencourt e Carlota Henriques do 12.º12 respectivamente.)

início? O início foi estranho para ser sincero. Juntámos 4 grupos de amigos completamente diferentes e criámos uma lista fora do normal. Talvez seja

por isso que tivemos tanta adesão. Nunca pensei fazer parte de algo como isto, mas quem vê de fora não percebe, não há maneira de explicar o orgulho que tenho por esta comissão. Começámos por organizar uma festa no Dubaï Club no último dia de férias de Verão, foi lindo. Ninguém estava à espera de receber a quantidade de gente que recebemos, cerca de 900 pessoas a aproveitar a festa que nós organizámos? Como assim? Foi irreal. Obviamente, ficámos estupefactos e um pouco nervosos porque não havia maneira de saber o que nos esperava dali para a frente, mas seguimos confiantes e organizamos uma segunda festa no Maresia Beach Club. Um bar à beira-mar perfeito para um sunset. Aí tivemos a primeira experiência de servir bebida aos nossos finalistas. Embora não seja um trabalho fácil foi bastante interessante e conseguimos trabalhar em sintonia. Depois disto aconteceu a melhor semana da nossa

fez-nos perceber a importância de lidar com pessoas di-

vida, a semana de campanha. Juntámo-nos aos nossos

ferentes e o ambiente de trabalho que provém disso. Foi

grandes apoiantes e criámos as nossas próprias t-shirts,

uma experiência incrível.

construímos uma bandeira e fizemos imensos cartazes

Agora, aproxima-se a maior festa e maior celebração

característicos. Nessa semana cantámos todos juntos e

deste ano. Dia 24 de Novembro dar-se-á a bênção das

sentimos algo que não se expõe em palavras, ver aquela

capas e o baile de finalistas que se segue. É inacreditável

gente toda do nosso lado, a nos apoiar, a chamar por nós,

olhar para trás e ver onde chegámos, estamos respon-

a chamar por mim! Foi algo inesquecível e até hoje sinto-

sáveis por proporcionar possivelmente um dos melhores

-me extremamente agradecido.

bailes da ilha da Madeira. É isso que os finalistas da nos-

Depois da melhor semana voltámos às dores de pensar, o Halloween aproximava-se. Fizemos uma parceria

sa escola merecem e é uma grande honra estar aqui para poder tornar isso possível.

com a comissão vencedora da Escola Secundária de Jaime Moniz e organizámos um grande evento que superou

Os meus cumprimentos

todas as nossas expectativas. Trabalhar com esta escola

O Presidente, Francisco Silva


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Aconteceu 79

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Funchal, 24 de novembro de 2017 (Textos: André Abreu, 12.º 4 /Imagem: Carlos Fotógrafo; Prof.ª

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Celina Pereira e Prof.º Isabel Lucas)

uerido diário, Este dia é muito especial para mim; trata-se do dia das capas, em que alunos que estão quase a completar o se-

cundário e fazer a transição para a universidade festejam os seus feitos académicos, e tento confessar que foi um dia para recordar. O dia começou com o meu despertar, mais tarde que o habitual. No entanto, a tempo para arranjar-me e poder estar o mais apresentável possível para a celebração. Por volta da hora de almoço já só faltava vestir-me e, por este motivo, almocei e acabei de arranjar-me para que não chegasse muito tarde ao local de encontro e, assim, tivesse tempo para umas fotos com a família e para um encontro com os amigos. Já no local, nem tarde nem cedo, fiz tudo o que tinha planeado e preparei-me para ir até à Sé, local onde decorreria o evento. Algumas horas depois, deparei-me com uma igreja sobrelotada, em que imensas pessoas se preparavam para assistir à missa da celebração da minha capa. Procedeu-se ao início da missa, que devo admitir ter sido extremamente interessante e cativante. Na verdade, apesar das críticas que tinha previamente ouvido acerca da duração, considero que o senhor padre realizou um ótimo papel na dinamização do evento. Após este momento, dei um longo passeio pelo Funchal com a minha família, enquanto falávamos e tirávamos fotos, fazendo tempo para depois irmos todos jantar em família. Após uma bela refeição, pelas 23 horas, encontrei-me com os meus amigos no baile da escola, no qual nos divertimos de forma responsável, sem correr riscos. E assim terminou o meu longo dia, que definitivamente ficará marcado na minha memória como um dia a recordar.


Aconteceu 81

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E cá estamos nós (Textos: André Rodrigues Dias, 12.º 4/(Textos/Imagem: Carlos Fotógrafo; Prof.ª Celina Pereira e Prof.º Isabel Lucas)

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cá estamos nós vestidos a rigor num dia pluvioso. Acordei, olhei-me ao espelho e vi que tinha de fazer a barba. Wow!!! Como os anos passam! Este era o dia mais esperado do secundário há já algum tempo, mas, desde que conheci a minha amada, ganhou outra dimensão. É a primeira vez que a levo ao altar.

Entrei na escola com os meus seis anos – o normal. A minha primeira professora, de nome Virgínia, tinha os seus 50 anos (que mais pareciam 70) e era daquelas que ensinava e impunha ordem com um pau. Os alunos receosos, claro, nem abriam a boca. Alguns ainda ganhavam confiança e armavam-se em “espertinhos”, testemunhando, depois, uma coordenação dos membros superiores da professora com o pau rapidíssima. Eu nunca fui vítima do pau, mas uma coisa que a minha primeira professora me ensinou, e que levo para a vida, é que temos de confiar em nós, sermos persistentes e, então, os resultados virão como consequência. Outra das coisas que me marcaram durante aqueles quatro anos foi a organização que ela exigia de mim e o facto de querer que a minha letra fosse bem legível. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa organizada, que gosta de ter tudo sob controlo. Às vezes, até a arrumação da minha coleção de calçado no vestuário é feita com régua e esquadro; não sei porquê, mas, aos meus olhos, aquilo parece-me o mais certo a fazer. O segundo e o terceiro ciclos permitiram-me ganhar métodos de estudo que se viriam a revelar fulcrais no secun-


Aconteceu

dário. O secundário, quando começou, foi intimidante, mas, progressivamente, habituei-me ao seu ritmo de trabalho, que acabou até por não ser tão extenuante como as pessoas me diziam. Exceto, claro, os exames no final do ano. No fundo, o dia 24 de novembro de 2017, o dia em que receberíamos a bênção das capas, era o culminar

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desta longa caminhada, o que viria a ser ainda mais longo seria a caminhada desde a escola até à igreja da Sé. Neste percurso pedestre, o asfalto esburacado e a calçada mal assentada não me impediram de desenterrar um pouco do que tem sido a minha viagem escolar, o meu desenvolvimento enquanto filho de uma mãe que me obrigava a estudar até eu compreender a sua importância e até que este hábito se tornasse algo que faria de livre vontade. À minha mãezinha, só tenho a agradecer por ter sido persistente comigo, adotado uma postura amigável, mesmo ao obrigar-me a estudar às vezes, nunca me julgando pelo que fiz mal, mas sim mostrando-me o caminho que deveria ter escolhido. Era aquele tipo de abordagem que nos leva a repetir, desenvolvendo um forte espírito crítico e que nunca nos impede de errar outra vez. Faz parte. Quanto mais errarmos, mais próximos estaremos de atingir a “perfeição”. Isto é, se formos conscientes de que , neste mundo, nada sabemos. Receber a bênção das capas teve uma conotação agridoce. Por um lado, é uma maneira de celebrarmos estes anos como alunos e, por outro, relembra-me de como a vida efémera. Há tão pouco tempo tinha entrado na escola e agora era finalista. Se, enquanto miúdo, queria ser crescido, agora só peço que o tempo volte atrás. Só me resta a nostalgia da infância, nesta tentativa falhada de voltar a ser criança, quando os dias eram passados a brincar jubilosamente, o cansaço provinha exclusivamente da brincadeira, e vivia tranquilamente sem nunca pensar no dia de amanhã. O secundário tem sido desafiante. Felizmente já me

acorde todos os dias com o sonho de viver ao máximo e não de simplesmente sobreviver.

decidi sobre o que quero seguir: a carreira militar. Pa-

O caminho é difícil, a estrada está repleta de peripé-

rece-me o mais adequado para mim. Prossigo uma vida

cias e, muitas vezes, leva-nos a desistir. A cada momento

cheia de aventuras em que o risco é constante. O facto

de pânico, para, pensa antes, depois age. A cada mo-

de acarretar algum risco leva a que me sinta vivo, a que

mento de fadiga, lembra-te para onde queres ir.

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O dia da Bênção das Capas (Textos:Diana Sara Chaves Aguiar, 12.º 5 /Imagem: Carlos Fotógrafo; Prof.ª Celina Pereira e Prof.º Isabel Lucas)

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M

adeira, 24 de novembro de 2017 – Hoje é um dia especial na minha caminhada de estudante. É, para mim, um momento de reflexão. Chegando a

esta fase, tenho necessidade de pensar no passado, no presente e no futuro. Este dia é uma marca de persistência, do esforço contínuo e diário em atingir, ou pelo menos tentar, o máximo. O dia começou bem cedo – era o esperado. Cabeleireiro, maquiagem, vestir a fatiota, enfim, o ritual que se repete todos os anos, mas que é sempre vivido com uma emoção especial por quem o espera ansiosamente. Ao todo, éramos quase setecentos alunos reunidos às 13:00 H na entrada da escola, rodeados por familiares. Vi a felicidade e o orgulho na cara dos meus e de cada um

ses que proferiu para os professores foi que “devem des-

deles. Seguiram-se fotos e mais fotos!!! Ora de lado, ora

bloquear os 19 e 20 valores quando os alunos os mere-

sentada, ora de capa posta, todo um misto de memórias

cem”, afirmação que foi aplaudida por todos nós.

que ficarão eternizadas em mim. Às 14:30 H começou o

Cumpridas as formalidades, o dia ainda estava longe

desfile pelas ruas da cidade rumo à Sé do Funchal. Ape-

de acabar. Fotos e mais fotos à saída da catedral e, de-

sar de a “chuva miudinha” teimar em cair, tivemos sorte

pois, seguiu-se o jantar com familiares e amigos. Ansio-

pois até à Sé, caminhámos de sorriso rasgado sem uma

samente aguardado é o tradicional baile de finalistas que,

única pinga de chuva, pelo menos para mim. Chegados à

este ano, se realizará no Estádio dos Barreiros.

igreja, depois de termos sido seguidos pelo olhar atento

O dia da Bênção das capas é um marco importante

da população ao longo do desfile, estava uma equipa a

na vida de qualquer estudante. O que não acho muito

organizar a disposição dos lugares. Fiquei bem à frente,

coerente é o facto de se realizar no início do ano letivo,

no terceiro banco, após os principais docentes da Escola.

em vez de ser após a conclusão deste, pois, se assim

E, pensando eu que já poderia descansar dos flashes das

fosse, iria ter um maior significado de recompensa. Mas a

máquinas fotográficas, vieram mais uns tantos fotógrafos.

preservação da tradição é importante, e, neste dia, todos

Estava-me a sentir como uma atriz de cinema na famosa

se sentem orgulhosos pelo trabalho desenvolvido desde

red carpet! E, para surpresa minha, dois dias depois um

o primeiro momento, desde a entrada na primária até ao

tio liga-me a dizer que eu estava no Diário de Notícias!!!

secundário. E eu não fugi à regra! Foi um dia memorável,

A cerimónia foi conduzida pelo padre Pedro, que nos deixou palavras de incentivo e esperança. Uma das fra-

repleto de sorrisos e sempre com o desejo de isto ser apenas o início de algo maior, de um futuro promissor!


Aconteceu 85

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Celebrar a Festa Organizado pelo Conselho Executivo (Textos/Imagem: Micaela Cruz, 12.º 28)

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dia 15 de dezembro não foi apenas o último dia de aulas do primeiro período. Foi dia de Festa: convívio, partilha, solidariedade.

Logo às 8:00 H, no Ginásio Central, teve lugar a Missa do Parto, presidida pelo P.e Francisco Caldeira, numa organização do Conselho Executivo e dos professores Ana Paula Dias (professora de Matemática) e Ricardo Félix (professor de Inglês). Como todas as celebrações natalícias, exigia-se uma preparação, que ocorreu no dia 13 pelas 17:00 H e consistiu no ensaio dos cânticos para a Missa do Parto. Como tem acontecido nos últimos cinco anos, esta celebração juntou muitos membros da Comunidade Educativa da ESFF e prolongou-se com a partilha, na Cantina, de iguarias típicas do Natal madeirense, oferecidas pelo Conselho Executivo e por todos os participantes. A partir das 9:30 H e prolongando-se até às 17:00 H, decorreu, no Pavilhão da Escola, um torneio de voleibol 4 X 4, organizado pelos docentes de Educação Física José Carlos Fagundes, Nuno Ribeiro e Armando Carreira. À noite, pelas 20:00 horas houve a tradicional Ceia Solidária de Natal, no Ginásio Central da Escola, organizada pelo Conselho Executivo e pela Conferência de S. Vicente de Paulo. O espírito solidário juntou perto de duas centenas de membros da Comunidade, já que as receitas deste jantar com iguarias típicas da Festa, se destinavam ao apoio aos alunos economicamente mais carenciados. No sábado, dia 16, entre as 12 e as 16 horas, houve a Sweet Heritage, venda à comunidade escolar de broas, compotas, bolos... tudo de confeção caseira. Esta iniciativa, como em anos anteriores, foi dinamizada pelo Grupo de Professores de Inglês e Alemão, tendo-se realizado no Hall de entrada da escola.


Aconteceu 89

Breves Dias Tecnologia Viva Organizada pelo Núcleo Regional (Texto)

Realizou-se a 25 de novembro, na Sala de Sessões, entre as 8:30 e as 17:00 horas, a atividade “Dias Tecnologia Viva”, contando com as intervenções de Jaime Carvalho Silva (Universidade de Coimbra), Margarida Dias (CASIO), Isabel Leite (Coordenadora CASIO +) e Ana Paula Jardim (coordenadora do Núcleo Regional da APM). Este evento foi organizado pelo Núcleo Regional

Lançamento do livro Pedras e Almas Organizada pela Prof.ª Ana Maria Lomelino Gomes Fernandes (professora aposentada da ESFF) (Texto)

Com seleção, organização, introdução e notas de Ana Maria Lomelino Gomes Fernandes (professora aposentada da ESFF) e apresentação de Sílvio Fernandes (vice-reitor da Uma), foi realizado o lançamento do livro Pedras e Almas, uma antologia da obra de Alberto Figueira Gomes. Este evento teve lugar no dia 4 de dezembro, pelas 17:00 horas, na Sala de Sessões.

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Vemos, ouvimos, lemos e escrevemos A escrita… a poesia (Texto)

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Ilustração de Rui F. Rodrigues screveu Saramago em Ensaio sobre a cegueira: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Para os leitores da Leia FF prolongo o conselho: Se reparaste, ex-

pressa.

O “repara de Saramago”, evidentemente, significa uma abertura, uma disposição para o enriquecimento pessoal em humanidade. Só que esse crescimento humano que a observação atenta promove, consolida-se verdadeiramente apenas quando dizemos o que vimos. É o que fazemos com os trabalhos escolares, é o que fazem os escritores, os artistas, os atores, os jornalistas… É o que vos convidamos a fazer. Ficará a faltar apenas uma tarefa: a publicação. Essa, nós fazemos.


Vemos Escrevemos

A função humorística da escrita (Texto: Margarida Ribeiro, 11.º 10/ Imagem) A comédia, apesar de estar presente na sociedade, é algo que está em declínio na escrita portuguesa. Existe um vasto número de obras que têm por base este género, como é o caso de Oblomov, de Ivan Goncharov, Pickwich, de Charles Dickens ou A relíquia, de Eça de Queirós. É um tipo de escrita que tem impacto na sociedade, na medida em que a leva a refletir sobre a ironia que consegue provocar o riso. A comédia tem como função fazer com que o leitor se abstraia do seu dia-a-dia, fazendo-o rir, de uma forma inteligente, da auto-humilhação que lhe é propiciada. Embora tenha muitos benefícios, a comédia é difícil de escrever. Dificulta a sua ação a incerteza do autor quanto ao efeito desejado: provocar o riso. Concluindo, este género textual é importante na nossa sociedade, pois tem como função provocar não só o riso mas também a reflexão.

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Apreciação crítica de obra de Salvador Dali (Texto: César Freitas, 11.º10 /Imagem)

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obra em causa, intitulada “Dali com seis anos de idade, quando ele pensava que era uma rapariga, levantando a pele da água para ver um cão a dormir sob a sombra do mar”, remonta a 1950, encaixando-se assim no período clássico do artista (1941-1989). Apresenta o estilo surrealista, sendo pintada a óleo e tendo sido guardada pelo autor na sua coleção privada.

O autorretrato mostra uma rapariga a “levantar a pele” do mar, assim revelando um cão a repousar e as rochas flutuantes, com outros pormenores nas laterais do quadro. O título extravagante da obra realça as suas principais caraterísticas. Analisando superficialmente a pintura, vemos a rapariga (Dali e a sua confusão sobre o seu género) nua, o que mostra que enquanto atravessava o seu caminho de artista, o pintor se expunha ao mundo; ao levantar o oceano, Dali transmite a ideia da descoberta de inesperadas maravilhas de um mundo escondido, inacessível àqueles que atravessam a superfície; tudo isto ajuda Salvador Dali a se expressar. Resumindo, é uma obra que nos deixa perplexos (como a maioria dos feitos de Dali), face ao atrevimento de explorar o mundo com novos olhos, indo mais fundo do que se vê inicialmente e revelando, ao mesmo tempo, as suas verdadeiras cores. Uma verdadeira obra de arte deixa o visualizador a pensar, a admirar e a ponderar as maravilhas transmitidas pelo autor, algo que esta pintura alcança com facilidade.


Vemos Escrevemos

Unnamed

Poetry isn’t just words.

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Poetry isn’t just rhymes. Poetry is so much more Than sadness to the sound of chymes. Poetry is the sound of all the words together. Poetry is the power to make the world better. Poetry is music, like a really nice song, The song of all the people getting along. Poetry is being kind Poetry is me and you Poetry is happiness too That can help you empty your mind…

João Amado, 11.º 29 Curso profissional de Técnico de Multimédia Inglês – módulo 6 Professora Dalila Ornelas

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Importância do relato de vida (Texto: Francisco Pires, 11.º 10/Imagem)

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Acho o relato de vida mais interessante que a própria vida”. É sobre estas palavras de Ricardo Araújo Pereira que quero incidir o meu pensamento e descobrir a importância desses relatos de vida. Apesar de parecer uma afirmação um pouco exagerada, talvez contenha mais sentido do que aquele que aparenta. A vida é, indiscutivelmente, o bem mais precioso de cada um, já que, sem ela, nada poderíamos apreciar;

no entanto, isto não quer dizer que ela, só por si, possa ser suficiente para satisfazer as necessidades da mente, pois, por ser longa e às vezes vazia, pode não ser capaz de captar interesse constante nem transmitir sempre o mesmo sentimento. Por outro lado, os relatos e histórias de vida, apesar de muito mais curtos que as vivências e de não poderem ser experimentados diretamente como a própria vida de cada um, são mais chamativos e didáticos, na sua maioria. Cada um de nós passa, durante a sua vida, por situações entusiasmantes, tristes e alegres que nos marcam e se tornam histórias que depois contamos aos outros. Estas ajudam a moldar a nossa forma de ver o mundo, a não cometer os mesmos erros e a saber quando é melhor arriscar ou deixar passar. Por partilharmos estas histórias e sentimentos associados aos que nos rodeiam, vamo-nos, aos poucos, compreendendo e ensinando mutuamente. É como um pai que conta histórias de outros tempos da sua juventude ao filho, e o filho ouve, aprende com elas e compreende melhor o pai. Outras vezes, estes relatos servem apenas para saciar a fome de aventura e de uma história, provocada pela monotonia da vida diária, e trazer aquele entusiasmo que faltava. Assim sendo, acabo chegando á mesma conclusão que Ricardo Araújo Pereira: apesar de a vida ser o mais importante, são os relatos de vida que lhe dão som e cor, para que verdadeiramente valha a pena.


(Textos: Ana Sofia Pestana da Costa, 11.º 03/Imagem)

A palavra, por ser abstrata, tem uma maior amplitude do que uma imagem; é mais universal, permitindo assim alcançar planos superiores. É claro que, na base das palavras, seguem as imagens, que lhes deram vida de alguma maneira. Por vezes, deparamo-nos com imagens que nos tocam de forma intensa sem qualquer descrição a acompanhá-las. Tal facto pode ser motivado apenas por não existirem palavras capazes de descrever os sentimentos ou sensações que, num dado momento, uma fotografia, por exemplo, despoleta em nós ou simplesmente por a legenda ser desnecessária e/ou inútil na entrega de determinada mensagem por detrás de uma imagem. Em contrapartida, as palavras acabam por vencer no grande combate em ocasiões específicas. Um bom exemplo disto é um assunto discutido por muitos: “o livro ou o seu filme?” A maior parte das pessoas opta pelo livro, pois, comparativamente com o filme, é muito mais pormenorizado, transmite-nos sensações que, na maior parte das vezes, não sentimos quando assistimos ao filme; vivenciamos cada palavra e ansiamos pela seguinte. Na verdade, não é correto afastar uma da outra, antagonizar palavra e imagem, ou pôr em causa a utilidade de cada uma, pois, quando se juntam, fazem um trabalho inigualável

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Vemos Escrevemos

Vale uma imagem mais que mil palavras?

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Vemos Escrevemos

Homem, todo poderoso (Texto: Sofia Henriques; n.º l8, 12.º 03 /Imagem)

A permanente insatisfação do Homem levou-o a procurar novos horizontes, a fazer novas viagens, a desbravar novos terrenos e a edificar novas aspirações. De natureza curiosa e racional, o ser humano tem vincado o seu papel no Mundo. O alargado campo de criação mental que possui abriu portas a descobertas outrora impensáveis de alcançar. O globo tem-se chocado com as suas extravagâncias e com o seu extremo descontentamento face àquilo que já possui. O Homem quer mais e mais, e quer relembrar ao Mundo que veio para ficar. Procurando aumentar a longevidade, contraria todas as leis naturais, há muito impostas. Agora não só os mais bravos, fortes e corajosos sobrevivem; os inofensivos e os cobardes também têm o seu lugar. A seleção natural despediu-se e nunca mais tomou a voltar. O Homem senta-se à mesa, vitorioso, alimentando os seus caprichos com aquilo que lhe prestar máxima conveniência. Fala muito sobre a Natureza, como se ainda tivesse noção do que está a dizer. Ela, esbelta e poderosa, agora não passa de uma lenda, contada de geração em geração. Dizimada, é assim que a encontramos hoje em dia. Chorosa, ajoelhada sobre o asfalto, a colher as últimas folhas caídas. O Homem brinda pelos seus feitos e termina assim a sua refeição, satisfeito, ainda mais poderoso. Levanta-se do seu trono e todos aplaudem a sua nobreza. Que infindável poder! Ele acena, cheio de exuberância e escassa humildade, mal sabendo o quanto está a ferir o seu povo. A sala de conferências esvazia-se. Ele toma a sorrir, sabendo que voltou a triunfar. Quando o Sol se põe, debruça-se na sua varanda, com visão para algo que julga ser o Mundo. Todos sorriem, em harmonia, beijando a brisa fresca e passageira. Tudo está calmo, sob controlo, como sempre esteve. Fecha as cortinas e deita-se sobre os luxos que colheu. Não tarda muito e fecha os olhos. É tão fácil adormecer quando se está de consciência tranquila. A noite cai, como sempre fez, mas algo está diferente, desta vez. Está muito calor. Mexe-se, vira-se e contorce-se nos lençóis, mas não consegue dormir. E aí ouve um choro. O que se está a passar? Aproxima-se da fonte do som, com receio, sem noção daquilo com que se está prestes a deparar. Espreita pelas cortinas e vislumbra labaredas. Atacam o império, ardentes, consumidas por uma tamanha revolta. Uma multidão lança os punhos irados em direção ao céu, gritando pelo fim desta miséria. Basta! E ali está ela, no comando deste protesto: a Natureza. Destemida, guerreira, varonil. Eleva as flores moribundas, rugindo a destruição que o egoísmo humano causou. Basta! O Homem leva as mãos ao coração, apunhalado pela desagradável surpresa. Cai no chão, desfeito pela vergonha. É tarde demais para voltar atrás. As vozes protestantes ecoam na sua cabeça, ensurdecendo e calando todos os seus sonhos e criações. Cerra os olhos, desejando que o pesadelo chegue ao fim. Como pôde deixar as coisas chegar a este ponto? Pouco a pouco, a revolução recolhe-se e dá lugar ao radiante Sol. Que linda manhã Os seus amos encontram-no amparado no chão e correm ao seu auxílio. O Homem murmura algo sobre a Natureza, que tudo isto tem que acabar. Os servos olham entre si e tentam conter o riso. Decerto que endoideceu. E assim se repete esta história em tomo do globo, onde outros reis ainda vivem orgulhosos do seu império.

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Sugestões

Arte no Feminino Ciclo de conferências

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E

Presépios da Festa: Tradição ou Inovação, eis a questão

Organizada pela Academia de Ciências de Lisboa

Organizada pelo MEM

(Texto/Imagem)

(Texto/Imagem)

stá a decorrer em Lisboa um ciclo de con-

As peças expostas nesta exposição são os artefactos

ferências sobre a Arte no feminino, Du-

utilizados para a montagem dos presépios ou “lapinhas”,

rante o mês de dezembro e janeiro.

como são designados na nossa Região. Ao longo de mais de vinte anos de existência, o MEM tem vindo a adquirir essas interessantes figuras de presépio, enriquecendo o acervo do museu. As exposições que apresentam ao público, anualmente, nesta festividade cíclica, que o povo madeirense designa de “Festa”, tem como objetivo a divulgação do trabalho de diferentes artesãos madeirenses, tradicionais ou modernos, que criam figuras que compõem os nossos presépios tradicionais de Rochinha ou de Escadinha, os chamados “pastorinhos”, ou que concebem presépios modernos que se podem designar “de autor”, nas mais variadas matérias-primas, com o objetivo de fazer perpetuar um ritual simbólico, com tradição secular no nosso arquipélago.


Informação

Créditos

(imagens)

Vemos e escrevemos pág.87.Oblomov, de Ivan Goncharov. http://www.exhibitionsinternational.org/img/9781847493446.jpg às 13:00 de 30-11-2017 Pág.87.Pickwich, de Charles Dickens. https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/71ZhDRH2Z8L.__BG0,0,0,0_FMpng_ AC_UL320_SR232,320_.jpg às 12:54 de 30-11-17 Pág.87.A relíquia, de Eça de Queirós. https://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsKIiGhh Tnv74wHCxfUMk1Ojie%2BNy5bnMXjIcvJyVpCbE&width=300 às 13.00 de 30-11-2017 Pág.90.Dali com seis anos de idade, quando ele pensava que era uma rapariga...http://www.the-artfile.com/gallery/artists/dali/ liftingsea.jpg. às 13:10 de 30-11-2017 Pág.91.poesia. http://www.mediotejo.net/wp-content/uploads/2016/09/poesia-DR-e1503587621810.jpeg às 13:35 de 30-11-2017 Pág.92. Ricardo Araújo Pereira http://s3cdn.observador.pt/wp-content/uploads/2016/12/06211535/ricardo-araujo-pereira1_1280x720_acf_cropped.jpg.às 15:57 de 01-12-2017 Pág.93.Vale uma imagem mais que mil palavras. http://perolas.com/wp-content/uploads/2013/04/livro-vs-televisao.jpg às 16:22 de 01-12-2017 pág.95 Fogo na paisagem. http://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/594d21480cf2202a654183ff/às 23:22 de 1312-17 às 23:22 Sugestões Pág.96. Arte no feminino.https://www.viralagenda.com/pt/events/432211/ciclo-de-conferencias-arte-no-feminino às 11:45 de 14-122017 Pág.96.Presépios da Festa: Tradição ou Inovação, Eis a Questão.http://cultura.madeira-edu.pt/Portals/9/Imagens/Agenda/Destaques/destaq.%20semanal%20interior%20expo%20MEM%2015%20dez.jpg. às 11:38 de 14-12-2017

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