Revista Nr. 39 novembro- 2014
Revista online
Uma vis茫o sociol贸gica sobre a familia
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nestaedição: FICHA TÉCNICA Nr. 39 - novembro 2014 Direção: Mestre António Pires Coordenação: Professor Alcino Nunes Professora Ana Andrade Professora Isabel Lucas Revisão: Professor Alcino Nunes Professora Conceição Silva ProfessorTeresa Pereira Colaboração: Alexis Pereira Ana Canha Ana Teixeira Barbusano - Clube de Ecologia Beatriz Freitas Beatriz Peres Carlos Antunes Carmo Santos Catarina Santos Celina Fernandes Dr.ª Filipa Mendonça Fernando Abreu Érica Fernandes Gisela Camacho Grupo Disciplinar de Artes Visuais Grupo Disciplinar de Educação Física Grupo Disciplinar de Economia e Contabilidade Grupo Disciplinar de Electrónica Grupo Disciplinar de Francês Grupo Disciplinar de Filosofia Grupo Disciplinar de Biologia e Geologia Grupo Disciplinar de Geometria Grupo Disciplinar de História Grupo Disciplinar de Informática Grupo Disciplinar de Inglês e Alemão Grupo Disciplinar de Matemática Grupo Disciplinar de Multimédia Grupo Disciplinar de Português Hilário Silva Joana Silva Joana Viveiros Jéssica Almada Lina França Lisete Marcos Margarida Santos Marlene Sá Nuno Reis Professora Ana Andrade Professor Duarte Sousa Professor Eduardo Almeida Professora Filipa Venâncio Professor Firmino Lobo Professor Helder Lourenço Professora Helena Camacho Professor Jorge Capela Professor Jorge Baptista Professora Mafalda Fernandes Professora Mafalda Gonçalves Professor Marco Olim Professora Maria Rodrigues Professor Miguel Andrade Professor Pedro Berenguer Professora Rita Rodrigues Professora Sandra Freitas Professora Sara Boto Professora Sílvia Pimenta Professora Tânia Martins Professora Tânia Viveiros Professora Teresa Jardim Professora Vera Carvalho Tatiana Araújo Técnico de Informática Gilberto Basílio Turmas: 1, 9, 10, 11,12, 13 e 14 do 12ºano, (ano letivo 2013/ 2014.) Núcleo de Música
Análise “Uma Visão Sociológica sobre a Família” Clubes e Projetos Núcleo de Música “25 anos de Educação Ambiental” “Clube Europeu FF - 2013/ 2014” “Realidade digitalizada”
Escola Secundária de Francisco Franco Rua João de Deus, 9 9054-527 Funchal esffranco@madeira-edu.pt leiasff@madeira-edu.pt Tlfn. - 291202820 Fax - 291230342
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Atividades Curriculares “Uma Visão Sociológica sobre a Família - 2” “Sociologia Visual: Uma imagem vale mais do que mil palavras” “Família: Parte de nós. Os laços que nos unem” “Família: Relações parentais” “Desenhar o espaço” “Visita de estudo a Barcelona” “Viagem de “finalistas”/ Visita de estudo” “Picasso” “O Pavilhão de Mies van der Rohe” “Museu Nacional de Arte da Catalunha” “Gaudí” “Barcelona - Um olhar” “Registos fotográficos da visita” “Edvard Hagerup Grieg” “A Vida são as nossas opções” “Visita de Estudo ao Jornal da Madeira” “Visita de Estudo à RTP - Madeira e Antena 3” “Arduino Domus” “Art with hearts” “Visita de Estudo à Loja do Cidadão” “Visiting ECM” “Voyage Culturel à Paris” “Tipografia Ilustrada” “Espaço refletido” “Clin dòeil sur la famille” “Ponto” “Projeto de intervenção urbana” “Segurança e Saúde no Trabalho” “Segurança na Internet” “Atividades do Grupo Disciplinar de Biologia e Geologia” “Certificação na RAM” “Dia Triunfal” “A Boa Alimentação e o Rendimento Escolar” “Semana das Tecnologias” “Comemorações do 40º Aniversário do 25 Abril” “Semana da Matemática” “Semana do Multimédia” “Semana da Filosofia” “Atividades do Grupo Disciplinar de Português” “Semana das Atividades Naúticas” “Quem sou eu?” “V Sarau de Ginástica”
“Benalmádena - Viagem de Finalistas” “Divulgação dos Cursos ESFF”
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Aconteceu 130 136
Opinião “A comunicação escola - família”
Contactos:
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Informação “Preparar o Exame Nacional - Matemática A
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Sugestões “Família em cinema”
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By presto44, in http://mrg.bz/SbEZGi, consultado a 31-07-2014
Editorial mento dos bens e riqueza, ela é hoje sobretudo marcada pela afetividade, são os afetos que determinam a constituição, preservação e dissolução da família. Antigamente o divórcio era indício ou risco de ruína financeira, hoje o divórcio indicia o fim das relações de afetividade. Aliás já nem divórcio formal existe em muitos casos porque as famílias constituem-se e dissolvem-se num processo isento de relação jurídica formal, na estrita dependência de relações de afeto. Hoje a família adotou por força destas circunstâncias Mestre António Pires Presidente do Conselho Executivo
uma diversidade imensa de manifestações, que são um desafio à nossa reflexão pelas suas implicações éticas, jurídicas e culturais. Mas também à sua maneira a escola é uma família,
A organização da sociedade foi sofrendo profundas
uma grande família alargada que a todos procura aco-
alterações ao longo do tempo. Desde os primeiros grupos
lher, orientar, integrar socialmente, preparar para a vida
tribais até à complexidade das sociedades políticas con-
e para o desempenho dos variadíssimos papéis na socie-
temporâneas, desde uma organização muito baseada na
dade. Como família todos nos preocupamos com todos,
força do coletivo até ao individualismo tão característico
partilhando os sucessos e os fracassos porque tanto uns
do nosso tempo, um longo caminho se percorreu.
como outros os sentimos como nossos, como parte da
Mas tanto no passado como no presente, a famí-
nossa vida coletiva.
lia tem ocupado um papel fundamental na organização
E é também por isso que gostamos de partilhar o que
das sociedades. É na família que a que a criança inicia
de bom se faz na escola, quer nas atividades letivas, quer
a sua educação, é nela que encontra proteção, seguran-
no variadíssimo número de núcleos, clubes, projetos, que
ça, orientação para a vida, integração social, é na família
traduzem a dinâmica da escola e de que esta revista ago-
que a criança adquire os seus traços mais característi-
ra nos dá conta.
cos, afastando-se do domínio do determinismo biológico
E sendo próprio das famílias a partilha de experiên-
e adquirindo as marcas culturais que caracterizam a hu-
cias, de ideias, de projetos, fica aqui um convite para que
manidade. Sem laços familiares fortes todo o processo
toda a nossa comunidade possa utilizar este espaço da
da hominização fracassaria. Sem família a sociedade não
revista para melhor se dar a conhecer, divulgando e parti-
sobreviveria.
lhando aquilo que de bom se faz na escola.
Mas este núcleo familiar sofreu também profundas alterações. Começando por ser uma organização muito baseado no interesse, de proteção, de conservação e au-
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As famílias- conceito e evolução histórica
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Quando estudamos a família podemos sentir-nos tentados a ver a nossa família como uma referência/padrão de uma família considerada “normal” e a dos outros, quando se afasta das vivências da nossa família, como
“Uma Visão Sociológica sobre a Família”
sendo menos normal ou “desviante”. Mas cada cultura tem a sua conceção de família e até mesmo dentro da mesma cultura o conceito pode variar. São múltiplas as formas de entender como deve ser constituída a família, quem deve viver no espaço do lar e quem devemos e podemos considerar família. Podemos constatar que existem várias formas de organização familiar, desse conjunto nenhuma delas se pode considerar melhor ou pior, apenas diferente. Os vários cientistas do saber social são de opinião de que se
Professora Sandra Freitas Grupo Disciplinar de História (Texto)
deve abordar o conceito da família no plural “famílias”, porque não existe um modelo familiar único e universal. A Família é considerada um pilar fundamental da sociedade, contudo as transformações contínuas e aceleradas da vida moderna têm provocado grandes alterações nesta instituição tradicional. A Família entende-se como sendo um grupo de pessoas unidas diretamente por laços de parentesco, onde os adultos assumem a responsabilidade de cuidar das crianças. Os laços de parentesco são entendidos como sendo as relações entre os indivíduos, estabelecidas através do casamento ou por meio de linhas de descendência. O casamento é visto como uma união sexual entre dois indivíduos adultos, reconhecida e aprovada socialmente. O casamento une, igualmente, um número muito vasto de pessoas que se tornam parentes pela relação de afinidade entre as duas famílias.
Análise 5
y 042a.jpg, by jdurham, in http://www.morguefile.com/archive/display/562790, consultado a 04-04-2014 às 15:54
O estudo da evolução da instituição familiar ao lon-
tante do prolongamento da sua carreira escolar/académi-
go dos tempos pode ser efetuada através da análise dos
ca; da insuficiência de políticas de apoio à maternidade,
seguintes indicadores demográficos, a nupcialidade (ca-
à paternidade, às grávidas e aos pais de crianças peque-
samento) /coabitação (pessoas que vivem maritalmente
nas, o que leva a que as mães adiem a maternidade para
mas que não oficializaram a relação através do casamen-
consolidar as suas carreiras profissionais. Contudo é vi-
to), o divórcio (dissolução do casamento) e a fecundidade
sível, que nas classes mais baixas não é feito o planea-
(número de crianças nascidas por mulher).
mento familiar, logo existem nesses contextos famílias
Existem diversos fatores responsáveis pela variação
muito numerosas. Mas nas classes mais elevadas, tam-
da taxa de nupcialidade em Portugal, tais como o prolon-
bém não se evidencia com regularidade o planeamento
gamento do percurso académico por parte das mulheres,
familiar, mas tem aumentado o recurso a tratamentos de
tendo como consequência o adiamento da idade do ca-
fertilidade, o que significa que o desejo de ter filhos não
samento; uma maior permissibilidade ligada à evolução
diminui, mas o stress da vida profissional e o adiamen-
das mentalidades o que torna mais acessível aos jovens
to da maternidade tem conduzido à redução drástica do
a coabitação, mesmo que eles não prescindam do casa-
número de nascimentos, nos países capitalistas. Para a
mento, numa fase posterior à sua relação e a generaliza-
renovação das gerações se proceder, estatisticamente
ção do divórcio após o 25 de Abril 1974.
por casal deveriam existir 2,1 filhos, mas tal não se está
Podemos igualmente apresentar algumas razões
a verificar, no contexto do continente europeu. A baixa
para a variação das taxas de fecundidade na sociedade
taxa de fecundidade e o aumento da esperança média de
ocidental e que se prendem com o facto de a mulher ter
vida está a contribuir para o envelhecimento da popula-
cada vez menos filhos e cada vez mais tarde, isto é resul-
ção a passos largos, evidenciando por conseguinte uma
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situação deveras problemática para Portugal, visto que foi um dos países com a taxa de natalidade mais baixa do
uma fonte de riqueza. Depois da Revolução Industrial, no final do século XVIII ocorreram um conjunto de transformações. As po-
mundo, no ano de 2013.
pulações abandonaram as localidades rurais e migraram A génese da família nuclear nas sociedades
para as cidades, vão para junto das fábricas, onde podem
ocidentais
trabalhar e ter autonomia de residência, tornando-se invisível o velho sistema familiar. Perde-se a estrutura hie-
O núcleo de família considerado ideal em cada mo-
rárquica e os serviços mútuos, assim como se alteram a
mento não assumiu sempre a mesma forma de organiza-
forma de constituir os casais, isto porque cessa o controlo
ção, pois, coexistiram formas diferentes de organização
do ancião, dominam as preferências pessoais na escolha
familiar. Contudo é possível encontrar algumas regulari-
do cônjuge, diminui o peso da aprendizagem feito no seio
dades e efetuar uma contextualização histórica do pro-
familiar, diminui o peso do controlo feito pelos mais velhos
cesso de generalizações, do modelo de família nuclear
aos seus parentes, a escassez do espaço impede a for-
mais comum nas sociedades ocidentais.
mação da residência conjunta de muitos familiares e re-
A Família antes da Revolução Industrial apresentava
duzem o número de filhos. Os filhos deixam de ser vistos
uma estrutura com um elevado número de filhos, os filhos,
como fator de riqueza e os pais já não podem contar com
por sua vez, eram considerados um fator de prestígio,
a ajuda dos parentes para a sua criação. A família tradi-
contudo deparavam-se com elevadas taxas de mortalida-
cional vê-se substituída pela família conjugal ou nuclear
de infantil. Na casa de família podiam coexistir duas ou
unida por laços emocionais, imbuída de um grande grau
três gerações distintas, a habitar o mesmo espaço, sendo
de privacidade doméstica e de uma grande preocupação
todas elas controladas pela autoridade máxima, que era
com a criação e educação dos filhos. O casamento passa
o homem mais velho da casa – o patriarca. A residência
agora, pós revolução industrial, a obedecer a critérios de
era comum ou próxima à prática da atividade profissional
escolha pessoal, guiado por normas de afeição e de amor
de toda a família. Estas famílias apresentavam uma hie-
romântico, onde passa a ser natural a dimensão da vivên-
rarquia muito rígida, baseada nas diferenças de género e
cia sexual. O homem e a mulher têm diferentes posições
de idade, em que as mulheres estavam sempre subordi-
no seio da família, a mulher fica encarregue da educação
nadas aos homens e os jovens sempre subordinados aos
dos filhos e o homem é o ganha-pão. Em meados do sé-
mais velhos e todos eles, homens e mulheres submetidos
culo XX estava generalizado o sentimento de que a fa-
ao elemento com mais autoridade na família, o ancião. A
mília é ou deveria ser um mundo privado, de realizações
mulher gozava de um estatuto mais baixo, pois enquan-
pessoais, onde imperasse carinho, afetividade, proteção,
to solteira era controlada pelo pai, enquanto casada pelo
estímulo à educação e formação, promoção social e re-
marido, enquanto viúva pelo filho mais velho e o seu es-
criação lúdica.
tatuto só aumentava na proporção direta do número de filhos que conseguia ter, pois o filho aqui era considerado
Análise Tipos contemporâneos de Família
padrastos e enteados nem sempre estão bem definidas e havendo filhos de ambos os lados, podem existir discre-
Uma família tradicional é constituída por dois adultos de sexo diferente que vivem maritalmente, com os seus
pâncias quanto às regras de convivência e educação, a ministrar aos filhos e aos enteados.
filhos biológicos e/ou adotados, mas hoje nós encontra-
Coabitação é uma situação cada vez mais frequente
mos diversos tipos de família que têm surgido nas so-
entre os jovens, que entendem esta situação como um
ciedades ocidentais, nas últimas décadas: os agregados
período experimental de vida em comum, antes do ca-
monoparentais; as famílias recompostas; a coabitação e
samento. Em Portugal a união de facto é reconhecida
os casais homossexuais.
juridicamente, desde que em termos práticos, duas pes-
Os agregados monoparentais são constituídos por um
soas do sexo oposto, que vivam juntas apresentem nas
adulto e pelos seus filhos, na maior parte dos casos o
finanças uma declaração conjunta de rendimentos du-
adulto é a mulher. As razões que originam a monoparen-
rante dois anos consecutivos. Este casal passa a ter os
talidade são a separação ou divórcio, a viuvez e a gera-
mesmos direitos de um casal que tenha oficializado a sua
ção de uma criança por parte de uma mulher solteira. A
união pelo casamento. O mesmo acontece com os filhos,
custódia partilhada dos filhos começa a ganhar adeptos,
o facto de os progenitores não serem casados não altera
permitindo às mães e aos pais constituírem dois agrega-
os seus direitos e deveres para com os descendentes,
dos familiares autónomos, mas partilhando os filhos.
visto que os filhos legalmente estão sempre protegidos.
Famílias recompostas - Os segundos casamentos
Estas condicionantes podem explicar o facto de muitos
estão relativamente generalizados na nossa sociedade e
casais não verem o casamento como um ato necessá-
podem acontecer por várias circunstâncias. Uma primeira
rio. Contudo os unidos de facto não gozam dos seguin-
situação ocorre quando se realiza um casamento entre
tes direitos inerentes ao casamento: direito de visita em
pessoas jovens que não trazem filhos do casamento an-
ambiente hospitalar ou prisional; definição de regime de
terior. Uma segunda situação ocorre, quando se está a
bens; direito de herança e regulamentação da dissolução
realizar um segundo casamento em que os cônjuges tra-
da união.
zem filhos de casamentos anteriores, que vêm viver num
Casais Homossexuais - A evolução dos tempos tem
novo agregado com um novo cônjuge. Porém numa idade
possibilitado a estabilização das relações homossexuais,
mais tardia dos cônjuges, os filhos podem existir, mas
pessoas do mesmo sexo que optem por viver maritalmen-
como já estão crescidos não acompanham os pais no
te. Apesar de na maioria dos países ocidentais ainda não
seu novo agregado familiar. Este novo casamento pode
se aceitar o casamento entre homossexuais, os casais
gerar novos filhos e esta situação, pode trazer grandes
assumem livremente os seus compromissos inerentes ao
benefícios familiares ou ser uma fonte de grande tensão,
casamento. Contudo não têm acesso aos seguintes direi-
quando um dos progenitores mantém contactos com os
tos: à adoção de crianças; visita hospitalar ou prisional;
filhos do primeiro casamento e o outro cônjuge atual se
definição de regimes de bens; direito de herança e regu-
sente posto à margem dessas visitas. As relações entre
lamentação da dissolução da união.
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papel expressivo (gestão do cuidar e dos afetos) asso-
8 O lugar da Criança na família
ciado à mulher e do instrumental ao homem, passando os dois progenitores a ter os mesmos papéis, gerando-se
A Evolução dos papéis familiares está intimamente li-
famílias de dupla carreira – mulher e homem desempe-
gada às transformações ocorridas na estrutura familiar,
nham em simultâneo o papel expressivo e instrumental.
que desde logo vão alterar a forma como se vê a criança,
Recentemente, as mulheres têm reivindicado a igualdade
a mulher e o idoso.
de direitos e deveres no casamento, exigindo ao homem
Na idade média e moderna a criança era entendida
a partilha das tarefas domésticas e a educação dos filhos.
como um adulto em miniatura e por volta dos sete anos
Esta situação é aceite pelos homens, mas a situação de
passavam para o mundo dos adultos, dos homens no
ajuda é mais comum (quando aceite), visto que as gran-
caso dos meninos, compartilhando com eles o trabalho
des responsabilidades domésticas continuam a recair so-
e a diversão. A menina ficava em casa a aprender as li-
bre a mulher.
des domésticas, sendo educada para cuidar da casa, do
As relações matrimoniais começam pelo amor e ter-
marido e dos filhos. A família tinha a exclusiva função de
minam com a falta do mesmo. Os casais são confronta-
transmitir a vida, os bens e o nome, mas não tinha gran-
dos com responsabilidade acrescida, tendo de ser felizes
de influência na sensibilidade da criança e o conceito de
juntos, numa busca constante de harmonia e felicidade.
educação não existia. Contudo a proibição do trabalho in-
Na família conjugam-se vários interesses, trabalho, amor
fantil e a instituição da escolaridade obrigatória tornaram
e a liberdade para prosseguir objetivos pessoais, tanto o
a criança, uma fonte de despesa para a família, deixan-
homem como a mulher dá uma importância enorme às
do a criança de ser um fonte de rendimento. As famílias
suas necessidades pessoais e profissionais. Os casais
passam nos dias de hoje, a dar-lhe um lugar de destaque
modernos enfrentam hoje um conjunto de problemas que
central na orientação da afetividade de todos os elemen-
exigem uma negociação e uma tomada de posição cons-
tos da família.
tante, no amor, no sexo, no número de filhos pretendidos, na gestão do casamento, na partilha dos deveres domésO lugar da mulher na família
ticos, no trabalho, nas opções políticas, nas poupanças, na projeção da profissões e no combate às desigualdades
A mulher durante muito tempo estava destinada a ocu-
dentro do lar.
par exclusivamente o espaço do lar dentro de portas, foi durante longos séculos entendida como “dona de casa”,
O Lugar do idoso na família
responsável pelas tarefas domésticas, pela educação dos filhos e cuidado do marido.
Na terceira idade ocorrem, forçosamente, mutações
A mulher na sociedade atual passa a trabalhar fora
no que toca aos papéis sociais ocupados pelos idosos.
de casa tal como o homem, vai portanto aliar o emprego
A entrada nesta nova etapa implica o reajustamento de
com o trabalho doméstico, atenua-se a exclusividade do
comportamento do idoso a novas condições de vida. É
Análise 9
Stripping feathers.jpgBy FidlerJan , in http://www.morguefile.com/archive/display/890636, consultado a 04-04-2014, às 16h13
neste contexto que tanto a sociedade, o Estado (através
falamos no conceito de “família nuclear”, mas sim no con-
de políticas públicas para apoiar estas mudanças), mas
ceito de “família extensa”, que designa as situações em
sobretudo a família, devem intervir no sentido de preve-
que os filhos retornam à casa dos pais ou o contexto em
nir a solidão e estimular o envolvimento social do idoso.
que as famílias incluem os avós maternos ou paternos na
Não podemos esquecer que, genericamente, a Terceira
sua convivência familiar, bem como de outros parentes.
Idade vem acompanhada de circunstâncias como a re-
Focando a nossa atenção no caso particular dos ido-
forma, a viuvez e a enfermidade, que não determinam,
sos, à família, tida como a célula principal de organização
mas influenciam a privação dos idosos de algumas das
social, cabe a reorganização da sua composição familiar
funções e relações importantes que contribuíram para a
para assumir o dever de auxiliarem os seus idosos no
formação da sua identidade. A solidariedade familiar é,
processo de adaptação às novas mudanças biológicas
então, essencial para que o idoso tenha uma boa quali-
naturais.
dade de vida.
No contexto familiar, o idoso tem, efetivamente, um
Devido a vários fatores socioculturais e económicos,
papel relevante em vários aspetos. Não podemos esque-
a dinâmica familiar tem vindo a sofrer alterações ao longo
cer que um idoso é um ser que tem consigo toda uma
dos anos. A composição da família moderna é, sobretu-
história de vida e de experiências feita. Graças à expe-
do, influenciada pela seguinte ordem de condicionantes:
riência acumulada, os idosos podem apresentar soluções
o aumento da longevidade, a entrada da mulher no mun-
de problemas, eficazes e bem-sucedidas, aos que os ro-
do do trabalho, os divórcios, a viuvez, a gravidez fora do
deiam, pois conhecem as necessidades e as motivações
casamento, o desemprego, o empobrecimento dos pais
humanas, os processos sociais físicos e psicológicos da
e dos avós e as doenças na família. Assim, aqui já não
evolução dos tempos. Contudo, é importante ressalvar
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que esta sabedoria manifestada na velhice não é comum
ção de colaboradores e participantes na dinâmica fami-
a todos os idosos, depende de fatores como as experiên-
liar, os idosos nem sempre são valorizados ou respeita-
cias vividas ao longo da vida, a educação, a profissão, as
dos por isso.
características de personalidade, o domínio cognitivo e o seu estado de sanidade e lucidez.
Por vezes, esta instituição da família, o pilar básico da sociedade, está ausente ou negligencia o seu idoso e fá-
Geralmente verificamos que os idosos têm prazer em
-lo entrar numa situação de anulação total de si como ser
contar as suas histórias de vida a quem se disponibili-
humano, numa solidão profunda e numa depressão mor-
za para os ouvir. Consideramos portanto que é através
tal. Isto acontece quando muito simplesmente os seus fa-
do ato de contar aquilo que vivenciaram, que os mesmos
miliares diretos, criados e amados pelos idosos são agora
transmitem as suas crenças e os seus valores, os quais
agentes de agressões físicas e psicológicas, exploração
têm um papel crucial na descoberta, por parte dos seus
material, discriminação, humilhações, total abandono nos
familiares, das raízes da família em que estão inseridos.
hospitais e asilos e neglicência nos cuidados básicos de
Em suma, os idosos representam a memória da família,
saúde, higiene e alimentação.
do grupo, da instituição e da sociedade em que nasceram, cresceram e vivem.
São vários os relatos de idosos que ficam o dia inteiro com a mesma fralda suja e molhada, ganhando ferimen-
Para além disso, os idosos que são avós têm, mui-
tos no corpo, para que a família poupe alguns tostões
tas vezes, a seu cargo o cuidado diário dos seus netos,
na compra de material necessário ao idoso, são outros
colaborando assim com a família. Estas situações possi-
tantos, a quem não lhes são dados os medicamentos a
bilitam o diálogo e o convívio entre várias gerações relati-
horas devidas, a quem se priva de uma alimentação cui-
vamente distantes, provavelmente com valores distintos,
dada e de um espaço digno de se habitar. Muitas destas
nos quais há uma aprendizagem recíproca.
situações existem ao nosso lado e o maior de todos os
Acresce ainda que, cada vez mais, os idosos assu-
perigos é quando por nós são ignoradas.
mem um papel relevante na economia familiar, na me-
Esta é a sociedade dos tempos modernos que não
dida em que são cada vez mais frequentes os casos em
tem tempo, para com aqueles que têm um ritmo mais len-
que, apesar das suas limitações financeiras (alguns deles
to, porque as pernas já não os ajudam, as peles caem
contam apenas com uma reforma baixa no início de cada
de flacidez e a mente processa as coisas de forma mais
mês), os idosos são o sustento da família e os educado-
lenta. Pois os novos tempos premeiam o domínio das
res dos netos.
tecnologias, a beleza, a boa forma física, a imagem, a
Geralmente são também os mais velhos que abrigam
agilidade e a juventude … e o idoso passa ao lado de
nas suas casas filhos, noras, genros e netos, que numa
todos estes estereótipos, promovidos pelas sociedades
situação de divórcio ou de desemprego, por exemplo, não
modernas ocidentais.
têm para onde ir. Apesar de, como foi referido, desempenharem a fun-
Estamos perante uma sociedade de homens e mulheres que não têm tempo, para os que têm todo o tempo do mundo: os seus velhos.
Análise Que famílias são estas que estamos a incubar e a formar? Como agirão os nossos filhos quando chegarmos à velhice? Referências Bibliográficas: • Direcção-Geral da Saúde. “Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas”. http://portaldasaude.pt • http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1224165225Z5aRR5fx5Sc98EV6.pdf • http://br.innatia.com/c-organizacao-familiar/a-a-evolucao-da-familia-1757.html •http://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/22-pa%C3%ADses-j%C3%A1-legalizaram-uni%C3%A3o-gay-100932515.htm • http://caminhodapsicologia.webnode.com.pt/idade-adulta/familia/ • http://cuidamos.com/artigos/actividades-para-idosos-vida-comeca-60 • http://educacao.aaldeia.net/psicologia-jovem-1316-anos/ • http://educacao.aaldeia.net/psicologia-jovem-1316-anos/ • http://gabinetedepsicologiaclinica.blogspot.pt/2008/12/os-estilos-parentais-e-o.html • http://ipcn.org.br/index.php/casais/o-lugar-o-papel-e-as-rela-es-dos-filhos-na-fam-lia/ • http://milagre.no.comunidades.net/index.php?pagina=1284659038 • http://pipcpram.blogspot.pt/2013/04/determinantes-da-parentalidade.html • http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_entre_pessoas_do_mesmo_sexo • http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_monoparental • http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7a/Parentescos.jpg • http://www.abpp.com.br/abppprnorte/pdf/a07simionato03.pdf • http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura%20&artigo_id=%209019 •http://www.aninter.com.br/ANAIS%20I%20CONITER/GT17%20Estudos%20de%20fam%EDlia%20e%20gera%E7%F5es/A%20PARENTALIDADE%20NAS%20 FAM%CDLIAS%20NEOCONFIGUARADAS%20-%20Trabalho%20completo.pdf •http://www.cbnfoz.com.br/bem-estar/editorial/na-sala-de-estar/13062013-28450-adolescencia-o-que-muda-na-relacao-entre-pais-e-filhos/ •http://www.ics.ul.pt/rdonweb-docs/Vanessa%20Cunha%20-%20Publica%C3%A7%C3%B5es%202005%20n%C2%BA3.pdf •http://www.ics.ul.pt/rdonwebdocs/Vanessa%20Cunha%20%20Publica%C3%A7%C3%B5es%202005%20n%C2%BA3.pdf • http://www.pesquisedireito.com/artigos/civil/a-familia-conc-evol • http://www.pordata.pt/Portugal/Agregados+domesticos+privados+monoparentais+total+e+por+sexo-20 • http://www.pordata.pt/Portugal/Familias+classicas+monoparentais+do+sexo+feminino+(percentagem)-532 • http://www.priberam.pt/dlpo/parentalidade • http://www.slideshare.net/marrocano/estrutura-familiar-e-dinamica-social • http://www.slideshare.net/PTAI/familia-modulo3 • http://www.slideshare.net/ZaaraSousa/famlia-9610155 • http://www.unicef.org/earlychildhood/index_40754.html • http://www.unicef.org/earlychildhood/index_69849.html • http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.p • http://www4.crb.ucp.pt/Biblioteca/GestaoDesenv/GD9/gestaodesenvolvimento9_81.pdf • https://www.google.pt/search?q=rela%C3%A7%C3%B5es+incestuosas+na+familia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=LWuKUu3DAYbUswbv34HACw&ved=0CAcQ_AUoA Q&biw=1366&bih=666#q=viola%C3%A7%C3%A3o+sexual&tbm=isch&imgdii=_ http://pt.wikipedia.org/wiki/Incesto • LEANDRO, Engrácia. “Associar Terceira Idade à reforma está ultrapassado”. http://www.cmjornal.xl.pt, 2013-01-29 • LEMOS, Daniela de, PALHARES, Fernanda, PINHEIRO, João Paulo, LANDENBERGER, Thaís. “Velhice”. http://ufrgs.br • LYANS, Mark, LING Lisa. “The Third Age of the Future” (“A Terceira Idade do Futuro”). http://www.nationalgeographic.pt • MARTINS, Rosa Maria Lopes, RODRIGUES, Maria de Lurdes Martins. “Estereótipos sobre idosos: uma representação social gerontofóbica”. http://www.ipv.pt/millenium/ Millenium29/32.pdf • MINAYO, Maria Cecília de Souza. “Violência contra idosos: o avesso de respeito à experiência e à sabedoria”. http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br, 2004 • PEREIRA, Liliana Patrícia Teixeira. “Solidão e Depressão no Idoso Institucionalizado”. http://www.repositorio.utad.pt, 2010 • POMBO, António Pedro; CÉSAR, Filipa; LOPES, João Teixeira; ALVES, Maria Helena. Sociologia em Ação. Sociologia 12ºano. Porto Editora • RODRIGUES, Liliana Cristina da Silva. “Qualidade de Vida no Idoso e Envolvimento Comunitário”. http://repositorio.ispa.pt • RODRIGUES, Lizete Sousa, SOARES, Geraldo António. “Velho, Idoso e Terceira Idade na Sociedade Contemporânea”. http://www.ufes.br, Revista Ágora, Vitória, n4, 2006
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“Concertos” O Núcleo de Música da Escola Secundária Francisco Franco levou a efeito, no anterior ano letivo, o Concerto Rock com a participação das bandas Karnak Seti, The Leech, Running Bliss, Thorns Of Asylum e Sphinxinator na sala de sessões. Numa atividade posterior, a Escola Secundária Francisco Franco assistiu ao Concerto da Amizade e do Amor, de homenagem a Sérgio Borges e ao Conjunto João Paulo, com a participação do Grupo Vocal e instrumental do Núcleo de Música, e do Ensemble do Núcleo de Música, na Sala de Sessões.
Clubes e Projetos 13
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juventude e respeitabilidade, uma herança meritória e um
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futuro que se adivinha tão brilhante quanto o passado. Tal como referi no número anterior da LeiaSFF, não seremos nunca capazes de avaliar plenamente os frutos que colheram todos quantos, ao longo destes 25 anos, têm
“25 anos de Educação Ambiental”
participado nas atividades do Clube; falando não apenas por mim, garanto que lá que as pessoas ficam diferentes, isso ficam! No que me diz respeito, não só pelos anos em que tive a honra de presidir à Direção do Clube, a mais antiga
Professor Firmino T. Madeira Lobo (Texto)
associação ambiental do país (sabiam?!), mas, e em igual medida, por todos os momentos, mais descontraídos, em que participei nas saídas de campo e em muitas outras
Em finais de 1988, um grupo de professores da Esco-
iniciativas dinamizadas pelo Barbusano, senti tanto uma
la Secundária de Francisco Franco, entusiastas da Natu-
satisfação telúrica difícil de descrever nestas toscas pala-
reza e comprometidos com a proteção ambiental, criou
vras, como uma profunda emoção por ter convivido inten-
formalmente o Clube de Ecologia Barbusano, um clube
samente com pessoas de tão elevada craveira.
escolar focalizado na educação ambiental dos alunos,
A culminar a comemoração, no dia 19 de março, do
funcionários e professores da nossa escola. Uma outra
anterior ano letivo, decorreu a inauguração da exposição
vocação do Clube manifestou-se fora dos muros da Es-
retrospetiva 25 Anos de Educação Ambiental. A exposi-
cola, quer através de intervenções públicas em defesa do
ção, que contou com a colaboração dos clubes de Foto-
património natural da Região, quer pela participação ativa
grafia e de Desenho/Artes Plásticas e também do Grupo
em projetos de conservação e divulgação do património
Disciplinar de Desenho A e B e Oficina de Artes, valorizou
natural da Madeira.
sobretudo os trabalhos fotográficos mais premiados nos
Muito do vigor do Clube fica a dever-se à dedicação e ao empenho de alguns dos seus mais ilustres fundadores
concursos temáticos que o Clube tem vindo a promover desde a sua fundação.
e dirigentes. Correndo o risco de esquecer alguns, não
A sessão solene que antecedeu a abertura da expo-
posso deixar de referir nomes como Raimundo Quintal,
sição contou com a presença de muitos dos seus fun-
Ana Mendes, Celina Andrade, Rita Cora, José Manuel Pi-
dadores, dirigentes e associados que, ao longo destes
menta, Natividade de Jesus, Diamantino Santos e, mais
25 anos, têm construído a história do Clube. Foi também
recentemente, Alcino Nunes, Agustin Freitas e Cândida
com grande satisfação que recebemos na nossa esco-
Rodrigues.
la a criadora do símbolo do Clube, Susana Vasconcelos
Feitas as contas, o Clube acabou de celebrar os seus
e a autora do nosso hino, a distinta poetisa Irene Lucí-
primeiros 25 anos, uma idade que espelha um misto de
lia. Em intervenção tão pedagógica quanto emocionada,
Clubes e Projetos Raimundo Quintal recordou a uma vasta e atenta plateia
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momentos e figuras que fazem parte das memórias coletivas da Escola, do Clube e de muitos de nós que por cá temos andado. Com a inestimável participação do Núcleo de Música, houve também ensejo de cantar o Hino do Clube que, segundo opiniões isentas de toda e qualquer suspeita, foi entoado tão afinadamente como se de um orfeão profissional se tratasse!... Mais uma vez, fazem bem os ares da serra! Longa vida ao Barbusano, o clube que vos leva por velhos e maus caminhos!
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Aconteceu
fig.1
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“Atividades Clube Europeu FF”
fig.2
Professores Ana Andrade, Helder Lourenço e Tânia Viveiros Coordenação do Clube Europeu (Texto)
O Clube Europeu da Escola Secundária de Francisco Franco, reativado no anterior ano letivo, após um inter-
fig.3 - 1º Prémio - Daniela Pita
regno de alguns anos, procurou dar resposta aos anseios de participação, por parte da nossa Escola, em atividades vinculadas à promoção, difusão e defesa dos valores europeus. No que concerne à participação e integração da Comunidade Escolar nas atividades do Clube Europeu ESFF, foram desenvolvidas as seguintes ações:“ - 1.º Concurso de Fotografia do Clube Europeu ESFF”, dedicado ao tema: “A proteção à família no contexto da
fig.4 - 2º Prémio - Mariana Silva
União Europeia” com a colaboração da Caixa Geral de Depósitos, da Porto Santo Line e das colegas Graça Berimbau e Teresa Jardim. fig 1 a fig5, e fig.s 7 e 8; - Conferência “Trabalhar na Europa” com a Dr.ª Lília Bernardes; fig.s 6 e 9; - “A proteção à família no contexto da União Europeia” com Dr. Carlos Jardim, Dr. Marco Teles e Dr.ª Gilda Dantas, inserido na Semana dos Clubes; fig.s 10 e 11; - “Mês da Europa” - Ciclo de conferências: “O papel da
fig.5 - 3º Prémio - Ana Freitas
u Clubes eA c Po r onj te et ocse fig.6
fig.9
política de coesão nas Regiões Ultraperiféricas e outros
17
desafios na atualidade”, com o Eurodeputado Dr. Nuno Teixeira, evento organizado com o grupo disciplinar de economia; “Europa: cidadania e descriminação (as novas representações sociais) ”,fig.12, com os colegas Carlos Santos e Marco Carvalho, fig.14, evento organizado com o grupo disciplinar de filosofia; “Habermas e a Europa”, com o colega Helder Lourenço, fig.13;
fig.10
- Conferência: “A família – um lar que é de todos”, com a Dr.ª Maria Leitão Figueiredo, técnica da Segurança Social da Madeira, e a colega Sandra Freitas. - Criação de um logótipo do Clube Europeu ESFF, através de um concurso desenvolvido em parceria com a colega Sílvia Pimenta na disciplina de Oficinas de Multimédia B, com as turmas 12.º 6 e 12.º 7. Foi divulgado através da página de facebook e do blogue, sendo eleito
fig.11
por votação online
fig.7-1ª Menção Honrosa - Daniela Pita
fig.12
fig.8-2ª Menção Honrosa - Mafalda Delgado
fig.13
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fig.14
fig.16
fig.15
fig.17
Clubes e Projetos Este projeto teve como um dos principais pressupostos a aplicação dos conhecimentos adquiridos na disciplina, num contexto real, ou uma aplicação imediata com função utilitária e não apenas experimental. Para tal foi divulgado via e-mail o pedido de colaboração aos docentes que tivessem interesse em recuperar fotografias suas, muitas delas já sem o negativo analógico que as gerou.
“Realidade digitalizada”
Os alunos envolvidos no projeto também participaram na recolha de imagens suas e de familiares. O resultado final de muitas das experiências efetuadas fou surpreendente. Algumas das fotografias estavam em mau estado, muitas esquecidas e postas de parte à
Professora Sílvia Pimenta Grupo Disciplinar de Multimédia (Texto e imagens)
espera da contínua degradação. Os trabalhos foram apresentados na exposição da Semana do Grupo de Multimédia. Após o restauro digital, será possível reproduzi-las novamente em suportes físicos, mas com a vantagem de permanecerem armazenadas em suporte digital, online
Com a evolução de técnicas digitais, hoje é possível
ou offline.
transformar um grande conjunto de informação com su-
Desde já, em nome da docente Sílvia Pimenta e dos
portes físicos, em registos digitais, alterar, reconstruir e
alunos das turmas 12º6 e 12º7 envolvidas no projeto,
recriar a informação, tendo como auxílio uma grande va-
apresentam-se os agradecimentos a quem colaborou
riedade de Softwares.
com esta iniciativa.
Uma grande vantagem é poder armazená-los em diversos dispositivos físicos, mas que através da internet permitem o acesso em qualquer parte do mundo, a qualquer hora. É o caso do conceito de armazenamento em nuvem da informação digital. No âmbito da disciplina de Oficinas de Multimédia B, os alunos do 12º6 e 12º7, das artes visuais, procederam à concretização de um projeto de restauro de fotografias antigas danificadas ou com cores alteradas pelo tempo, recorrendo a ferramentas de edição de imagem digital, nomeadamente o Photoshop.
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Ana_Guerlixa_12_6
Beatriz_Freitas_12_7
Carla_Gouveia_12_6
Carla_Gouveia2_12_6
Carmo_Santoa_12_7 Diogo_Gomes_12_6
Clubes e Projetos 21
Ines_da_fonseca_12_7
Margarida_dos_Santos_12_6 Sara_Bonito_12_6
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By Raquel Pinheiro, in http://www.raquelpinheiro.net/portfolio/editorial.html, consultado a 23-05-2014 as 16h30
Atividades Curriculares
“Uma Visão Sociológica sobre a Família”
modelo de vida entendido como uma exceção à regra.
Parte 2
de informação é interpretada de múltiplas formas pelos
Os princípios, as normas, os valores, as formas de pensar, agir e sentir são difundidos pelos diversos agentes de socialização conhecidos por todos nós, a destacar: a família; a escola; os mass media, a comunidade e o grupo de amigos. Contudo toda esta carga diversos agentes sociais, convém no entanto frisar que existem aspetos que nos unem e que permitem que a vida em sociedade seja possível e compreensível. A sociologia está atenta aos vários assuntos que
Professora Sandra Freitas Grupo Disciplinar de História (Texto e imagens)
enredam a vivência do homem, dedica-se ao estudo de vários temas, mas esses assuntos não têm de ser problemas sociais. Uma problemática social não é necessariamente um problema sociológico, mas pode sê-lo se for objeto de análise, estudo e investigação socio-
No primeiro período, no anterior ano letivo, na dis-
lógica. Isto significa que no âmbito da disciplina de so-
ciplina de Sociologia foi feita a sensibilização para a
ciologia tanto podemos estudar temáticas relaciona-
aprendizagem da disciplina e no contexto da mesma
das com o lado mais feliz da vivência humana, como
foram explanados vários fenómenos sociais passíveis
a dimensão mais degradante da condição do homem.
de serem estudados por esta área do saber social.
A análise sociológica pode surgir por mera curiosi-
A análise sociolgica dos fenómenos sociais é des-
dade ou quando solicitada para diagnosticar situações
poletada pela necessidade de compreender as regula-
e avaliar impactos sociais. A pesquisa que é chamada
ridades sociais, consideradas como os comportamentos
a desenvolver intervenções na realidade social, nes-
padrão existentes na vida social. A investigação socioló-
te sentido intervém para resolver um determinado pro-
gica também se dedica ao estudo das particularidades
blema que preocupa os seus atores. Nesta pesquisa
sociais, ou seja das pequenas comunidades que se en-
podemos encontrar fatores, causas e tendências, que
contram integradas nas grandes culturas, mas os resul-
explicam o fenómeno social e detetar formas de com-
tados que daí são extraídos não podem ser extrapola-
bater esse fenómeno a nível institucional. Deste modo,
dos e generalizados para outras realidades, porque são
os atores sociais ao terem conhecimento das análises
considerados estudos de caso. A Sociologia pode focar-
efetuadas e das conclusões retiradas podem reorien-
-se igualmente no estudo das singularidades sociais.
tar as suas ações e dar início a processos de mudança.
A singularidade reside no facto de cada um de nós se
A sociologia debruça a sua particular atenção sobre os
apropriar da realidade de forma diferenciada e adotar um
fenómenos que apresentam uma certa regularidade e que
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resultam da interação entre os homens. Neste sentido
tuações de ruturas na dinâmica familiar, conduzindo em
foram trabalhadas temáticas próximas da realidade dos
última análise à dissolução do casamento – ao divórcio.
nossos alunos, a destacar a família e o divórcio. Os alu-
Para efetuar uma análise deste fenómeno social
nos das turmas de sociologia tiveram de tecer alguns tex-
total tão complexo, que é o divórcio, é necessário fa-
tos, sobre estes dois temas, que representam o começo e
zer o uso da interdisciplinaridade, recorrendo às diver-
o fim de um núcleo gerador do nascimento do ser social.
sas ciências sociais, como por exemplo, à Psicologia.
“Outono a estação das Sopas, dos divórcios e das novas oportunidades”
A psicóloga Cláudia Morais constatou que as terapias de casais têm aumentado gradualmente nos meses de outubro e setembro, pois após a passagem de um longo período de tempo em ambiente de lazer, o casal acaba por trazer os “problemas de uma vida a dois à tona”. Também na Psicoterapia, é possível constatar um “ligeiro aumento dos pedidos de ajuda no que toca a transtornos depressivos”, pelo facto de entrarem
Marlene C. Figueira de Sá.
numa fase de estados mais melancólicos e depressivos. Assim sendo, o outono é uma oportunidade para recomeçar ou instituir mudanças nas nossas rotinas, de
“Sopa,
divórcios
e
novas
oportunidades
defi-
qualquer modo é necessário andar protegido, com a in-
nem outono”, eis uma expressão muito apelativa.
dumentária adequada para a época, isto porque a rou-
À partida, sopa, divórcios e novas oportunidades
pa trará conforto ao corpo e o aconchego à alma nos
são palavras que em nada definem outono, contudo
dias mais frios e apostar numa alimentação reforçada
o meu texto vem justamente provar que o outono afi-
de sopas e géneros alimentícios mais calóricos res-
nal é um acontecimento de ordem física, mas que con-
ponsáveis pelo conforto do estômago e do físico, pois
tém em si o motor das grandes mudanças sociais.
como nos dizem as ciências da nutrição o conselho é
Primeiramente, o outono é entendido como um fe-
uma alimentação diversificada, com legumes e frutas.
nómeno físico, que se dá no espaço universal, entre o
O outono é apenas uma estação inerente à passagem
nosso planeta Terra e a estrela maior, o Sol. No entanto,
do tempo, contudo é ao ser social, ao homem, que com-
perante uma análise sociológica é possível constatar que
pete fazer do outono uma estação de feliz passagem, na
o outono é demarcado como o início e o retorno à rotina,
qual ele tem de se descobrir e desvendar o outro que
que pode ser entendida como o regresso à escola e ao
partilha consigo uma vida de casal, ou ficar pela frieza da
trabalho. Por outro lado, é notório que após a passagem
noite à espera que os cobertores o venham agasalhar. O
dos meses mais quentes, ocorre um momento de reen-
casamento é visto como um projeto de realização afetiva,
contro com os elementos da família dentro do espaço do
pessoal, familiar e sexual, em que os dois elementos têm
lar e esse processo gera por vezes a ocorrência de si-
a tarefa de levar este empreendimento a bom porto, mas
Atividades Curriculares nem sempre se encontram em harmonia nestas quatro
processo de socialização da criança, bem como as tradi-
esferas da vivência do casal, logo o divórcio é visto como
ções e os costumes perpetuados através das gerações.
uma solução imediata para a cura das fricções existentes
O ambiente familiar é um local onde deve existir har-
entre os mesmos. Podemos constatar que a grande per-
monia, afeto, proteção e todo o tipo de apoio necessário
centagem de divórcios ocorre no outono, no tempo das
na resolução de conflitos ou problemas de alguns dos
mudanças e da queda das folhas, mas o outono é também
seus membros. As relações de confiança, segurança,
a estação dos novos recomeços. A cada recomeço somos
conforto e bem-estar proporcionam a união familiar, na
pessoas diferentes e renovadas, com projetos e aspira-
família tradicional, onde há uma enorme preocupação en-
ções inovadoras e cabe a quem partilha uma vida de casal
tre todos os seus membros. Mas com o evoluir dos tem-
entender, descobrir e partilhar desses projetos pessoais
pos e com todas as mudanças que foram existindo, a ní-
do parceiro e introduzi-los na dinâmica de uma vida a dois.
vel económico, social, político e em especial tecnológico,
O outono é a estação das sopas, das novas oportu-
houve uma enorme mudança nos valores dos indivíduos.
nidades, da queda da folha e do recomeço, isto porque
Na minha opinião o termo “família” era mais levado
como nos diz o ditado “ No outono todos os anos as folhas
a sério antigamente. Pois as pessoas eram mais uni-
caem, mas o tronco tem sempre as raízes presas à terra.”
das e queriam ter uma boa família, respeitada, em que todos fossem muito ligados e prezassem as tradições.
“A verdadeira essência das famílias dos dias de hoje.”
O típico domingo, o dia de ir à missa e estar com a família era muito mais valorizado pelos antigos. Hoje com a entrada das novas tecnologias muita coisa mudou! Eu por exemplo sempre dei muito valor à minha família, pois para mim a minha família é sempre quem melhor me vai entender e ajudar em todas as situações, porque estão comigo desde o meu nascimento. O que
Ana Canha
vejo hoje são as pessoas mais novas a dar mais valor aos amigos do que a família. E acho isso uma mudança algo híbrida! Porque para eles os verdadeiros valo-
Na sociologia existe claramente uma definição para
res da família já se estão a perder e desligam-se dos
o conceito de família, em que este nos diz que a família
seus familiares com muita facilidade para buscar nos
é considerada uma instituição responsável por promover
amigos a construção de um novo conceito de família.
a educação dos filhos e influenciar comportamentos/ma-
Antigamente as pessoas trabalhavam para poderem
neiras de como melhor agir no seu meio social. O pa-
gerir a casa e ter forma de sustentar algum membro da
pel da família no desenvolvimento de cada ser é muito
família mais desfavorecido, hoje já não se pensa assim!
importante e é no seio familiar que são transmitidos os
As pessoas estão dependentes das novas tecnologias, do
valores morais e sociais, que servirão de base para o
convívio com os amigos, pondo os “seus velhos” de par-
Outono laranja, in http://www.papeldeparede.etc.br/fotos/papel-de-parede_outono-laranja/l, consultado a 23-05-2014 as 16h30
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te, ou colocando-os num lar, desculpando-se sempre que
doloroso, até percebermos que ele já não nos serve e
estão com muito trabalho. Hoje está a perder-se o concei-
nos pesa. Muitas vezes no Outono damos por nós com
to de “família tradicional”. Os tempos mudaram, as men-
um humor mais deprimido, em processo de luto daqui-
talidades e os valores também. As pessoas têm de traba-
lo que já não nos serve, mas de que custa desprender.
lhar muito, as pessoas querem sempre ter mais e melhor.
O Outono abre caminho à introspeção do Inverno,
O conceito que tenho de família para a minha vida é de
a partir da qual tomamos decisões mais fundamenta-
união, respeito, afeto, carinho, amor, atenção, interajuda,
das e adequadas às nossas necessidades. No Outo-
educação, preocupação e tudo mais, porque uma família
no, é tempo de refletir “o que é que eu quero e preci-
tem de ser unida para o bem, para o mal, a família são todos
so?”, cientes de que a tristeza e as depressões não
aqueles que nos acompanharam desde que nascemos. E
ficam para sempre e o que fica é espaço para o novo.
acho que a base de uma boa educação é uma boa família.
Para a maioria das pessoas o Outono é a estação
Os tempos mudaram e evoluíram de certa for-
que nos dá a oportunidade para recomeçar, é o tem-
ma para melhor, mas há conceitos base e valores que
po das mudanças, transformações e retoma de rotinas.
por mais antigos, velhos e ultrapassados que este-
A sopa, os divórcios e as novas oportunidades definem
jam, estão sempre atuais, porque hoje se somos os
Outono. Nas famílias onde existem crianças, o Outono é
indivíduos que somos devemo-lo à nossa família.
o marco para o recomeço de um novo ano, através da escola, referindo o “ano passado” como ano letivo anterior
“O Outono,
e não ano civil. O Outono para as crianças é símbolo de
a estação do divórcio.”
como fim de férias e regresso à rotina do trabalho. O fim
regresso às aulas e fim das férias de Verão e nos adultos do Verão, dos meses quentes, da nostalgia, da plenitude e exuberância que dão lugar a um novo ciclo de vida.
Érica Lisandra Abreu Fernandes
O problema sociológico mais recorrente no outono é o divórcio, ou seja, a suspensão da convivência conjugal, a rutura do casal, motivada pela conjuntu-
Se a Primavera é a estação da renovação, o Outono é a estação da libertação, a partir da qual a renovação é possível. No Outono, as árvores despem-se das suas roupas antigas, deixam de alimentar as folhas que trazem da Primavera e do Verão, que envelhecem e morrem, e deixam-nas cair por terra, libertam-se do antigo, do que já não lhes serve e do que já pesa. De um ponto de vista psicológico, este libertar do antigo é por vezes
ra criada no Outono, isto porque no Verão, quando o casal está de férias estão em contacto “24 sobre 24 horas” por dia, o que propícia a que os problemas venham à tona, ocorrendo mais discussões, tensões e inseguranças que, consequentemente, causam depressões sazonais que afetam as pessoas no seio familiar. Nos casos onde os confrontos entre o casal são mais sérios, podendo haver situações de tensão e até mesmo de agressão, como instrumentos de controlo para estes
Atividades Curriculares casos, apresentam como solução as roupas e dos alimen-
litoral, com especial destaque para Lisboa e Porto, no en-
tos (sopa) e a opção pelo “bom senso”. O casamento con-
tanto algumas regiões do interior começam já a revelar ta-
tinua a ser o que era, as pessoas ainda acreditam no “fe-
xas de divórcio consideráveis como na Guarda e em Viseu.
lizes para sempre” e ainda têm como objetivo a busca da felicidade individual e conjugal, no contexto de uma vida a dois. Os primeiros sinais de desentendimento surgem com as incompatibilidades de feitios que são acentuadas
“O papel da família”
pelo convívio entre os membros do casal, o desentendimento na divisão de tarefas e o aparecimento de proble-
Jéssica Almada
mas económicos. Outro dos problemas muito frequente e que pode minar a vida de um casal é a falta de diálogo, as constantes discussões, o alcoolismo, as traições e abusos físicos e psicológicos. Por vezes, apesar dos cenários
Família é um grupo de pessoas que convivem unidas
de grande instabilidade emocional os casais continuam
por laços e compromissos e com responsabilidades mú-
juntos por motivos económicos e pelo bem dos filhos.
tuas, assim sendo, é o homem com a mulher no ato do ma-
Apesar de por vezes uma separação ocorrer de forma
trimónio que constituem a família e desta união nascem os
rápida, o processo de recuperação psicológica da crise
“frutos”, que são os filhos. A função principal da família é
do divórcio leva cerca de 2 anos a ter uma resolução sa-
caminhar em sociedade com todos os que ajudam a edu-
tisfatória, quando se torna possível que o ex-cônjuge seja
car e a fortalecer cada vez mais o vínculo familiar entre os
visto de um modo neutro (sem raiva ou rancor, ou por
seus, originando assim futuros cidadãos e futuras famílias.
outro lado, quando deixa de ser visto como uma “paixão
As famílias têm algumas funções consideradas funda-
insubstituível e perfeita”), com cada um dos separados
mentais, que a sustentam e garantem, a destacar a função
aceitando a sua nova situação de solteiros e divorciados.
da reprodução, educação, económica, jurídica e religiosa.
O processo psicológico do divórcio é muito complexo,
Quanto à função de reprodução, com a mesma asseguram
mas a chave está em compreender as posições emocio-
a perpetuação biológica da espécie. Na função educativa
nais de ambas as partes. O mais importante na psicolo-
irão perpetuar a sua cultura ao longo de várias gerações.
gia do divórcio é a questão de reciprocidade e como se
Na função económica satisfazem as necessidades vitais.
desenvolve, são raros os casos de divórcio em que am-
Com a função jurídica, na medida em que cada pessoa
bos os parceiros decidem mutuamente pôr um fim à sua
é proprietária de objectos dotados de direitos e deveres,
relação matrimonial. O sonho associado ao casamento
garantem o direito à propriedade dos seus bens, fazendo
de realizar os seus projetos de vida pessoais e do casal,
deles a herança da sua descendência e por último na
a procura pela felicidade, a realização afetiva são uto-
função religiosa transmitem um credo aos seus, porque o
pias que deixam de existir com a hipótese do divórcio.
homem precisa e sempre precisou de acreditar em algo.
O maior número de divórcios ocorre nos distritos do
É importante reconhecer que desde o nascimento so-
Imgem em http://www.paroquiaqueijas.net/portal/images/familia_2.jpg, consultado a 23-05-2014 as 16h30
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Imgem emhttp://madalenaresende.com/wp-content/uploads/2012/05/crescer-na-familia.jpg, consultado a 23-05-2014 as 16h30
Atividades Curriculares mos socializados na cultura da nossa família e como a
de base para o processo de socialização dos mesmos.
infância é o período da mais intensa aprendizagem cul-
Posto isto, as famílias têm diversas funções tais
tural, aprendemos a falar, estar, pensar, agir e sentir com
como a função económica, protetora, educacional,
aqueles que nos educam desde crianças. Nesse período
e da realização pessoal. Na minha opinião, as duas
de vida é quando as crianças aprendem a língua e as
funções que nunca devem desaparecer dos horizon-
regras básicas de comportamento, que consistem nos
tes dos pais são a função afetiva e a educacional.
sustentáculos basilares de toda a nossa socialização.
Atualmente, podemos ver, que a função afetiva está
As famílias como união social, ao longo dos tempos,
sendo “esquecida”, devido à situação de crise em que o
adotaram igualmente a função de proteção e socializa-
nosso país está mergulhado, levando muitos pais a aban-
ção dos seus membros, como resposta às necessida-
donar as suas casas, emigrando para terras longínquas ou
des intrínsecas de uma convivência em sociedade. O
então a acumular vários empregos, distanciando-se cada
papel da família pauta-se por dois objetivos, um a ní-
vez mais horas dos restantes elementos da família e da
vel interno, que consiste na proteção psicossocial dos
vida dos seus filhos, por se preocuparem com o futuro dos
membros, e outro a nível externo, que consiste na aco-
mesmos e quererem garantir e assegurar o bem-estar da
modação a uma cultura e sua respetiva transmissão.
família. Desta forma não dão aos filhos a atenção que eles necessitam ou até mesmo educação que eles precisam. Em jeito de conclusão, é de salientar que apesar do
“A função prioritária
“stress” do dia a dia e do trabalho, a família, sendo a base
da família
mesmos, tentando estar sempre presentes nas suas vidas.
de desenvolvimento dos filhos, não se deve esquecer dos
nos dias de hoje” “O retrato de uma Família”
Ana Cristina Teixeira
Gisela Camacho, Lisete Marcos,
A família é a unidade basilar da sociedade formada por
Catarina Santos, Tatiana Araújo,
dois indivíduos em que estes possuem um grau de paren-
(Texto e imagens)
tesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar. Estes serão os primeiros e os principais “pilares”
No período da primeira Guerra Mundial, a fa-
dos seus filhos, visto que, os primeiros contactos e, a
mília Marques estava a passar por tremendas di-
convivência diária serão feitos com a mãe e o pai e por
ficuldades
isso, estes devem ser os responsáveis pela sua edu-
tos
cação e transmissão de valores morais que servirão
na
e
por
mesma
esta humilde
razão casa
viviam (família
todos
jun-
extensa).
O pai, por mais arduamente que trabalhasse, mal
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conseguia sustentar os seus sete filhos, a sua mulher que estava novamente grávida. Os seus pais e os sogros que já não trabalhavam devido à velhice. Devido à depressão, o Srº. Marques tornou-se alcoólico e consequentemente começou a ter comportamentos extremamente agressivos, chegando a bater violentamente na sua mulher, que acabou por perder a criança. A -se
senhora do
to
que
Marques
marido, estava
mas
na
nada
economicamente
Posteriormente, tugal
de
procurou
guerra,
com o
a
Srº
divorciar-
lhe
serviu,
dependente
entrada Marques
de foi
visdele. Por-
chama-
do para servir a Nação, onde acabou por falecer. Em casa, a situação não estava melhor. Os pais e os sogros do senhor Marques acabaram por falecer e a senhora Marques tornou-se a chefe de família, educando os seus filhos com carinho e responsabilidade, guiando-os no bom caminho de modo a integrá-los na sociedade (família monoparental). Décadas depois, devido à diminuição da influência religiosa na sociedade, o filho mais novo casou-se apenas no registo civil. Este teve dois filhos (família nuclear). Traiu a mulher, esta descobre e pede o divórcio, pois era financeiramente autónoma, ao contrário do que aconteceu com a sua sogra. Posteriormente lher
que
já
tinha
voltou
a
um
filho
casar
com
(família
uma
mu-
recomposta).
Quanto aos filhos desta nova família, a rapariga casou e decidiu adiar o projecto de ter filhos, pois ela estava a investir na sua carreira académica e o salário do seu marido tinha sido reduzido. Acabaram, pois, por ter um filho quando o casal já tinha trinta e cinco anos. Relativamente ao outro filho, acabou por se juntar com uma rapariga e decidiram viver juntos (união de facto).
Atividades Curriculares 31
Por fim, o filho fruto do 2º casamento, acabou por descobrir a sua homossexualidade e em 2010 casou-se com o homem da sua vida (família homossexual). Mais tarde adotaram uma menina africana. Finalizando, podemos concluir que o conceito de família é um fenómeno social de carácter universal, sujeito a várias alterações, variando de cultura para cultura e de geração para geração e ao longo dos tempos.
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“Sociologia Visual: Uma imagem vale mais do que mil palavras”
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Professoras Sandra Freitas e Maria Rodrigues (Texto) (Imagens recolhidas pelas turmas: 1, 9, 10, 11,12, 13 e 14 do 12ºano, ano letivo 2013/ 2014.)
No âmbito da disciplina de Sociologia foi sugerido aos alunos, que pusessem em prática uma das técnicas
de
investigação
sociológica,
aprendidas
na sala de aula, designada por “Sociologia Visual”. Nesta as
turmas
atividade de
foram
Sociologia
do
envolvidas
todas
12ºano,
ESFF.
da
Para o efeito, foi pedido aos alunos que captassem “momentos” de fragilidade ou felicidade humana. Nesta busca, cada um foi obrigado a captar o “instante” que o levasse a refletir, do ponto de vista sociológico, sobre as situações que podem causar dor ou felicidade ao homem. A barreira que separa o conceito de felicidade e angústia é tão ténue e particular, que estes dois conceitos são relativos no tempo e no espaço e de indivíduo para indivíduo. Com esta experiência, aos alunos foi permitido concluir que de pequenos gestos vive o homem.
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Atividades Curriculares
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Atividades Curriculares
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Atividades Curriculares
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Atividades Curriculares
“Família: Parte de nós. Os laços que nos unem”
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Professoras Sandra Freitas e Maria Rodrigues (Texto) (Imagens recolhidas pelas turmas: 1, 9, 10, 11,12, 13 e 14 do 12ºano, ano letivo 2013/ 2014.)
A temática da Família é o tema aglutinador da nossa escola e foi igualmente um assunto trabalhado na disciplina de Sociologia, durante o 2º período, no ano letivo 2013/ 2014. Nesse sentido foi sugerido a todos os alunos, de todas as turmas de Sociologia, que através de um pequeno relato expusessem a sua visão sobre a verdadeira essência da instituição “Família”. Esta exposição, patente no atrium, contemplou todos esses relatos individuais. Neste sentido e através dos mesmos conseguimos depreender o quanto a instituição da família é estruturante e fulcral na construção do homem enquanto ser social. Mas esta instituição tem evoluído ao longo dos tempos. Contudo e apesar de todas as mudanças, a família continua a assegurar algumas funções essenciais, que são o afeto, a proteção, a educação e o sustento, alimentadas pelo sentimento do amor. Os des
à
novos
tempos
instituição
família,
ditam mas
novas há
necessida-
responsabilida-
des que são intemporais, para que a instituição família continue a persistir e coexistir como um pilar crucial de todos os tempos e de todas as sociedades.
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Atividades Curriculares
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As perguntas que os filhos gostariam que os pais respondessem! 1. Por que razão os irmãos mais novos são os favoritos da família? 2. Por que razão os pais não elogiam os filhos, mesmo sendo estes bem comportados? 3. Por que razão umas famílias são tão felizes e outras não? 4. Como é que a família nos forma o carácter? 5. Qual a razão para os filhos não respeitarem os pais? 6. Porque é que os pais não aceitam os projetos dos filhos? 7. Como é que se constrói uma família feliz? 8. Porque é que os irmãos não demostram o carinho que sentem um pelo outro? 9. Os Casais homossexuais podem ser considerados família? 10. Porque é que os pais tratam os filhos de forma diferente? 11. Porque é que as nossas relações familiares têm tanta influência na nossa predisposição para estabelecer novas relações? 12. Porque é que as heranças destroem as famílias? 13. Como é que algumas mães se conseguem desfazer dos filhos recém-nascidos? 14. Em família é possível desculpar todas as falhas dos seus elementos? 15. Porque é que os homens casados são infiéis? 16. Será a gravidez na adolescência capaz de acabar com uma família? 17. Por que razão são os pais mais protetores e exigentes com as filhas e menos com os filhos? 18. Qual deve ser a verdadeira essência da Família? 19. Porque é que os pais não entendem os filhos? 20. Por que razão são os filhos que mais sofrem com a separação dos pais? 21. Será que um casal homossexual pode adotar uma criança? 22. Porque é que os pais exigem sempre tanto dos filhos? 23. Porque é que os irmãos estão sempre a discutir? 24. Porque é que os pais nunca gostam dos namorados dos filhos?
Atividades Curriculares
“A Família”
43 Carolina
Carolina Freitas
A família, um dos conceitos que mais sofreu alteração ao longo dos tempos, é fundamental a cada indivíduo. ExisFamília consiste num grupo de pessoas que con-
tem as mais variadas definições associadas a esta pala-
vivem unidas por laços de parentesco e com res-
vra, quanto à sua estrutura ideal, mas, para mim, tudo isso
ponsabilidades mútuas, desde cuidar, educar, prote-
se torna irrelevante, pois, com efeito, a meu ver, família é
ger e amar estes são os “deveres” que a família tem
apenas sinónimo de apoio, carinho, amor, compreensão.
em relação a qualquer um dos seus membros des-
Não
existe
nenhuma
família
considera-
de que este nasce até ao final do seu ciclo de vida.
da oficialmente como a “ideal” a não ser aque-
Na minha opinião, o a família tende a ser cada vez mais
la onde há aceitação e proteção entre os membros.
reduzida, não ligando tanto às tradições, mas continua a
Desta forma, sendo com uma só figura parental, com
ser um dos pilares mais importantes para cada pessoa.
duas do mesmo sexo, ou qualquer outro tipo de estru-
Ter família é uma forma de riqueza, de bem-estar, uma
tura, todos merecemos estar integrados no seio de uma
fonte de afeto, de proteção e de amparo. Quem não é aceite
família, que, apesar de eventuais adversidades, cria um
pela sua família corre o risco de ser excluído pela sociedade.
ambiente de felicidade e conforto entre os seus membros.
A família é o primeiro abraço que nos acolhe e afaga.
Catarina Santos Bárbara Barbosa.
O ser humano, desde sempre, teve a necessidade de ter um seio familiar, um grupo de pessoas que o estimasse, cuidasse e o educasse para desenvolver as suas capacidades sociais, físicas e psicológicas. A família, no meu entender, é um pilar crucial para o bom desenvolvimento emocional do ser humano. A família é toda a riqueza que o ser humano pode ter. Sem ela, o Homem perde o sentido da vida e da sua existência.
Na minha opinião, a família tem perdido grande parte do seu valor. Isto não quer dizer que tenha perdido a sua essência, mas, ao longo dos tempos, ela evoluiu e talvez não da melhor maneira. Antigamente, as famílias eram mais unidas. Existia a autoridade dos pais e a obediência “total” por parte dos filhos. Hoje em dia, já não se observa tanto isto, talvez porque parte dessa autoridade se tenha perdido, não em todos os casos, mas na maioria. Deixou
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de existir o respeito que havia antes, gerando conflitos e mal-estar entre as famílias, causados pelo egoís-
Ana Sofia e Pedro
mo ou pela ganância, pois antigamente a maior parte das pessoas vivia na miséria o que as levava a dar valor não aos bens materiais, mas a quem as apoiavam. Hoje,devido ao consumismo, as pessoas perderam o valor que davam às famílias e a sua verdadeira importância.
Família é o amor incondicional que existe entre pessoas, com o qual conseguimos ser nós próprios, sem fachadas ou mentiras. É principalmente onde podemos contar tudo, brincar e partilhar alegrias. Nem todos podemos ter uma família ideal. Existem maneiras de pensar, agir e sentir diferentes em cada família. Hoje em dia, o valor da
Paula
família baixou visto que as novas gerações de crianças ou adultos reagem de forma diferente de antigamente. Já não há tempo para conversar, dar carinho, brincadeiras,
Família é uma instituição que nos transmite desde cedo e sempre, valores para vivermos em sociedade. Na minha opinião, esta não precisa ser constituída formalmente (pai, mãe e filhos), mas sim por pessoas que se amam e se identificam, pois para aqueles que vivem, por exemplo, num abrigo, as pessoas
porque o trabalho ou vício estão em primeiro lugar. Muitas vezes famílias vão se afastando devido a isso. Os valores ou costumes vão se perdendo de geração em geração, os tempos mudam, e temos que nos habituar a eles, quer queiramos quer não. Apenas lamento que a palavra família já não tenha o mesmo significado que antes.
com quem ele se dá podem designar-se de família. Eu, por exemplo, nasci numa família formada pela
Jéssica Garanito
minha mãe, o meu irmão e os meus avós. Não é convencional, mas é sem dúvida uma família feliz. Com desavenças como qualquer uma, mas o amor pre-
Para mim a família é como um grupo de amigos que se
valece. Respeito, carinho, confiança e espírito de
ajudam a qualquer momento, estão sempre lá para dar su-
entreajuda nunca faltaram nos momentos bons e
porte às nossas escolhas, guiando-nos pelo caminho cer-
maus. Estes são os lemas de uma família perfeita!
to. Efetivamente, foi com a família que aprendemos a ser
Família é um dom que nem todos nascem já possuin-
as pessoas que somos hoje, através de erros e castigos.
do, mas é certamente um dom que todos podem alcançar.
A família é como um lugar de refúgio. Os nossos pais já nos conhecem e sabem o suficiente para nos poderem confortar e fazer sentir melhor. Foram eles que permitiram a minha existência e assim declaro-os como tesouros, visto que, sem eles, eu não seria nada.
Atividades Curriculares amam e se respeitam, pessoas que se responsabiliCátia
zam emocionalmente umas pelas outras, pessoas que se reconhecem como parte do universo do outro, pessoas, que crescem juntas fisicamente e emocional-
A família é um elo de ligação que nos une uns
mente pessoas que moldam suas personalidades atra-
aos outros com laços de amor, que não nos dei-
vés de experiências conjuntas... Enfim família é isso!
xa
sozinhos A
em
palavra
nenhuma
Família
circunstância
remete-nos
para
da
vida.
palavras
como conforto, amor, amizade, dedicação, atenção... Em suma, a Família é um apoio que nos faz crescer
e
orienta
cada
passo
da
nossa
A minha família é o meu tudo, o meu porto seguro, a minha vida. Ter família é uma dádiva. Uma base para a minha vida. Poderá faltar-me tudo, menos o amor da minha família.
vida. Adelino
Micaela Sousa
Uma família deve ser constituída principalmenUma família, na minha opinião deve ser unida em todas as ocasiões. Os nossos familiares foram os nossos primeiros amigos, as pessoas que passaram mais tempo ao nosso lado. A família é o nosso porto de abrigo, é a quem nós recorremos quando estamos tristes e também quando estamos felizes. Muitas vezes a nossa família é muito mais que o nosso pai e a nossa mãe. A família são todos aqueles
te por um indivíduo do sexo masculino e outro do sexo feminino, estando estes ligados pelo matrimónio. Dentro de uma família tem de haver respeito (um pelo outro), para poder haver duração do matrimónio. Umas famílias optam por ter filhos e outras não. As que optam por ter filhos, têm que lhes dar segurança, confiança, carinho, e sobretudo amor.
que cuidam de nós mesmo que não tenham nenhum grau de parentesco connosco. Existem vários tipos de família. Nem todas as crianças podem estar ao lado do pai e da
Marta
mãe por vários razões, mas ficam com a família mais próxima como os avós, os tios ou até os padrinhos. Por esse motivo estou de acordo com a expressão de que pai e mãe
A família é composta pelas pessoas com as
é quem cuida, mesmo que não sejam os pais biológicos.
quais criamos laços de amizade verdadeiros e que chamamos para morar dentro do nosso coração.
Petra Ferreira
A família não nasce pronta, constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar, pode-se experimentar
Na minha opinião a família são pessoas que se
com profundidade a grande aventura de amar sem medo.
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45
46 Mickael Pestana Rodrigues
Sara
A família é um coletivo onde nos inserimos e identifica-
A família é a instituição mais importante de todos
mos como seres humanos. Contudo já não representa o
os grupos sociais, pois é através dela que aprendemos
valor que tinha antigamente. Atualmente, a família, por si
a perceber o mundo e nos situamos nele, é formado-
só, não encarna apenas a transmissão da cultura de ge-
ra da nossa identidade social e a base do processo de
ração em geração e o crescimento pessoal, mas também
socialização. Tem ainda como função a proteção, a ní-
é uma comunidade de amor, de afetos, de união, de soli-
vel quer psicológico quer económico e social. A família
dariedade, partilha, amizade, companheirismo e respeito.
deve saber corresponder às mudanças externas e in-
Na família nós sentimo-nos seguros e protegidos e
ternas de modo a atender às novas circunstâncias sem,
também aprendemos a desenvolver o nosso relacio-
no entanto, perder a continuidade, propiciando sem-
namento psicossocial, ou seja, a conviver e a dividir.
pre um esquema de referência para os seus membros.
Liliana Silva
Leonor
A família, para mim, são os pais, os irmãos, os filhos Família é quem segura a nossa mão e ampara o
e os cônjuges. Estes são os elementos mais importantes,
nosso coração quando mais precisamos. A família é
porque são verdadeiros e generosos nas relações familia-
o nosso refúgio, o nosso suporte, a nossa bengala.
res. A família não tem só a função de sustento e de apoio,
A minha família para mim é tudo. Sei que dariam tudo
mas também de união, amor, carinho, mimo e educação.
por mim como eu por eles. Penso que a essência familiar
Assim
acreditamos
que
o
bem-estar
emo-
é essa…estarmos sempre presentes em todos os momen-
cional e familiar propicia, um bom ambiente en-
tos bons e maus, nas vitórias e derrotas e em tudo o que
tre indivíduos, uma boa disposição tanto no tra-
faz parte da nossa vida. A família está a formar-me como
balho
como
na
nossa
vida
pessoal
e
familiar.
pessoa, ajuda-me no que preciso e é ela que me guia no meu trajeto de vida. Ensinou-me valores, ideias e comportamentos adequados para seguir esta minha etapa.
José Nuno Agrela
Posso afirmar que sem a presença ativa da minha família eu não seria quem sou hoje. Agradeço todos os puxões de
A família é o nosso ponto de partida. Nascemos,
orelhas, todas as brigas e todas as chamadas de atenção.
conhecemo-la e, a partir das bases que ela nos dá, en-
Atividades Curriculares frentamos a realidade lá fora. Teoricamente, trata-se de uma instituição social e, portanto, é hierarquizada, pos-
47 Miguel Costa
sui as suas próprias regras de funcionamento e é fixa no tempo. Todas estas particularidades adicionadas a um carácter educativo e emotivo tornam esta instituição num núcleo ainda mais forte. A família é, assim, um espaço de interiorização de valores e uma fonte de energia saudável, dado o aconchego emocional/afetivo que ela nos proporciona e o estado de segurança que nos oferece, tornando-nos pessoas maduras, seguras e felizes. Em suma, a família é uma parte de nós de valor incalculável e impossível de não constar no nosso ADN. É, também, um lugar de crescimento e o ninho que nos traz felicidade.
Para mim, a família são os nossos pais e irmãos. A família tem que estar toda unida já que é ela quem nos dá educação, carinho, proteção e amor... Quando estamos numa situação com a qual não conseguimos lidar, podemos sempre contar com os nossos pais para nos ajudar. Podem-nos dar conselhos sobre as coisas que não sabemos da vida. Quando somos adolescentes, por vezes, não gostamos de os nossos pais estarem sempre a controlar e a proibir certas coisas da nossa vida, mas esse é o papel deles.
Suse Vieira Carlos Antunes
A família teve sempre, em todos os tempos, a função
Designa-se por família o conjunto de pessoas que
de proteger, de transmitir conhecimentos e experiências
possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma
que serão sempre comunicadas ao longo de gerações.
casa, formando um lar. A família hoje em dia tem um papel,
Nos nossos dias, a família foi alterando o seu papel,
uma função diferente da que tinha antes do 25 de Abril.
uma vez que já não só protege e transmite informação,
A função da família dos dias de hoje é dar o melhor
como também intervem cada vez mais na vida de cada
ao filho, na educação, nos estudos, nas vestimentas, nos
elemento familiar, tornando-se assim num “porto” seguro.
produtos tecnológicos, entre outros bens. Antigamente,
A família pode ser designada como uma ilha, um
as famílias tinham filhos para ajudar nas lidas de casa e
refúgio, um mundo à parte, porque não põe “rótulos”
na agricultura, ou seja, eram vistos como uma fonte de
nas pessoas. Isto é, hoje em dia, na sociedade, so-
rendimento. O papel da família está melhor no que toca
mos cada vez mais discriminados, nomeadamente
à partilha de atividades dentro da família, porque hoje o
na escola ou no trabalho, o que não acontece dentro
homem faz coisas que antigamente só as mulheres é que
da família pois todos se apoiam mutuamente. A Famí-
faziam e vice-versa. Hoje os pais são mais compreensi-
lia é também um lugar onde podemos ser livremen-
vos e amigáveis, o que leva a que nos deem mais liber-
te nós próprios, pois ela gera a situação de refúgio.
dade. Mas ainda não se verifica isto em todas as famílias.
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teger,
48 Pedro Andrade
les
cuidar,
que
hoje
mimar,
ajudar
permanecem
e do
desculpar nosso
lado,
aquepois
amanhã não sabemos se eles estarão connosco. Em A família é uma instituição milenar, que desempenhou
suma,
mais
vale
arrepender-se
daqui-
lo que se fez do que daquilo que nunca fizemos.
e tem vindo a desempenhar um papel de grande relevo na civilização humana. Na verdade, a família tem tido o papel de formar as gerações futuras para sobreviverem
Anastácia Melo
e subsistirem, de modo a que a espécie não se extinga. Mas não podemos resumir a função da família ao seu plano biológico. A família também desempenha funções
O conceito geral de “família” traduz-se num conjunto de
do foro emocional, afetivo e social. Cabe a ela dar afe-
pessoas com relação de parentesco, que vivem juntas ou
to, carinho e fazer com que os seus membros se sintam
interligadas por relações de sangue e de afinidade. Real-
integrados em algo, para que tenham sempre um lugar
mente, a família é a relação que se estabelece através das
para onde possam voltar caso algo corra mal no decor-
funções de pais, filhos, avós, etc. Independentemente de
rer da sua vida. Acima de tudo, a família tem a função
estarem juntas ou separadas espacialmente, as pessoas
de ensinar aos mais novos os mecanismos de comuni-
da mesma família sentem-se unidas, por força sanguínea
cação e as regras da sociedade, para que eles consigam
e também por ser a família a primeira a intervir na socia-
integrar-se mais facilmente. No fundo, a essência da fa-
lização do indivíduo, transmitindo afeto, normas e valores
mília é intemporal e encontra-se no ato de fornecer esta-
da sociedade em que se insere, tornando-se na sua base
bilidade e segurança para o desenvolvimento da prole.
de sustentação. No entanto, o conceito de família não pode esquecer que as relações familiares também se dão
Marina
pela via do afeto, sem qualquer relação sanguínea. Por exemplo, as crianças adotadas fazem parte da família que as acolhe e não partilham da mesma herança genética.
Na minha opinião, uma família é composta por elementos que se amam uns aos outros. De uma família não podem fazer parte aqueles que se invejam e que se odeiam.
Adriano Ribeiro
A palavra família tem um significado muito importante, pois é com ela que apreendemos a ser quem somos. Por isso, a família tem como fun-
Dizem que os amigos são a família que podemos es-
ção não só proteger-nos como também preparar-
colher. A diferença é que a amizade pode ser sujeita a um
-nos para o futuro, seja ele bom ou menos bom.
prazo, a família não. Não importa os dilemas de pais para
Assim
sendo,
temos
de
valorizar,
amar,
pro-
filhos ou as zangas de irmãos, a família é para sempre.
Atividades Curriculares A família é aquele conforto que, não importa o que acon-
existir união entre todos. Quando existe união na família
teça, para o bem ou para o mal, está lá para nós, não
obtemos uma satisfação própria, por saber que aquelas
só para criticar e julgar, mas sobretudo, para consolar
pessoas gostam de nós da maneira como nós somos e
e ajudar. Ajudam-nos a atravessar as fases mais impor-
não nos vão deixar de apoiar em nenhuma circunstância.
tantes da vida, desde o aprender a andar de bicicleta, o primeiro dia de aulas, até ao primeiro amor, em que o pai encoraja e ajuda sempre naquilo que é necessário. A
Tânia Silva
mãe, que faz de tudo o que um filho precisar, pois é mãe, e por isso, dá sempre consolo e apoio. A família é a união
Família são todos aqueles que estão presentes nos
afetiva, isto é, saber que nunca iremos estar sozinhos,
bons e maus momentos da nossa vida, seja através dos
de que teremos sempre alguém para nos dar consolo e
laços de sangue ou através da amizade. Eles não nos
afeto e alguém para partilhar a felicidade e o bem – estar.
julgam, mas sim aceitam aquilo que somos e as escolhas que fazemos, acabando por ser a nossa base, o nosso
Mariana Pêssego e Natacha Flor
porto seguro. Sabemos assim que, apesar de tudo o que aconteça e façamos, eles (os familiares) estarão lá para tudo e principalmente, para nos aconselhar, motivar e
Família não tem definição. Família seja de san-
não nos deixar desistir dos nossos sonhos. São também
gue ou não, é indispensável. Família é vida, é o ar
eles que nos dão o carinho, o amor, aquele abraço que às
que respiramos todos os dias. Família é crescer, é so-
vezes sabe tão bem quando as coisas vão mal, acabando
nhar e viver. Família é estar presente. Família sobretu-
sempre por tornar as coisas um pouco mais fáceis, pois
do é amizade. É olhar para o futuro pensando em pro-
contamos com o apoio daqueles de que mais gostamos.
teger e ajudar quem está ao nosso lado. Família não é ter um lar, família é ser feliz ao lado de quem seja.
Andrea
Mónica Silva
A família é um pilar fundamental da sociedade. É na família que fazemos as primeiras socializações e hoje Para mim a família significa a base da vida, porque
somos quem somos graças aos conhecimentos que ad-
ao longo da vida nós crescemos e aprendemos em fun-
quirimos com a família ao longo de toda a nossa vida.
ção dela. É com ela que posso partilhar bons e maus
É possível encontrar vários tipos de família. As
momentos, estando ela sempre presente. Para mim,
mais tradicionais são constituídas apenas pelos pais
na família deve existir confiança e amizade e aceita-
e os filhos, mas há aquelas em que, além dos pais e
ção da personalidade de cada um de nós, de modo a
dos filhos, temos também a presença dos tios, avós e
novembro - 2014
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50
primos. A família é fundamental pois é nela que encon-
ção cultural e opiniões acerca do mundo em geral.
tramos apoio e proteção. É algo que sabemos que vai
É, basicamente, a possibilidade de pertencer a um
estar sempre presente ao longo de toda a nossa vida.
grupo desde a nascença, que nos permite a nossa inte-
Antigamente, os papéis dos elementos da família
gração na sociedade, dando-nos os materiais necessá-
eram diferentes daquilo que são hoje: o pai era a força
rios para viver em harmonia, na resolução dos proble-
de trabalho e o sustento familiar, a mãe tratava do lar
mas existentes, garantindo assim relações de confiança,
e os filhos obedeciam aos superiores. Hoje, tanto o pai
segurança, conforto e de bem-estar, tanto na sociedade
como a mãe têm uma função essencial no sustento do lar
como na unidade familiar. Mesmo sendo esta hereditária
e nos cuidados a ter com o mesmo, pois as tarefas são
e, por isso, completamente impossível escolher os seus
partilhadas. Podemos assim ver que, apesar das funções
membros, muitas vezes pode haver conflitos entre eles,
dentro da família se terem alterado ao longo dos tempos,
desestabilizando o normal funcionamento do grupo social,
a sua importância como pilar fundamental não se alterou.
levando à criação de problemas na sociedade. Concluindo, acho que a família é algo que ultrapassa qualquer ou-
Jéssica
tra relação, pois tem um carácter duradouro e, portanto, apesar, de por vezes, ter problemas internos, como já re-
A família são aquelas pessoas que estão connosco nos momentos bons, nos momentos maus, nas vitórias,
feri, é um grupo que se mantém fiel ao seu estatuto, tendo sempre um papel importante na vida de cada cidadão.
nas derrotas, que nos apoiam e ajudam naquilo de que precisarmos. É como em todas as famílias, nós fazemos
Cristina Caires
de tudo uns pelos outros, tentamo-nos proteger, ficamos felizes juntos, tristes juntos, fazemos de tudo pela felicidade de qualquer membro da família. Podemos até mesmo, de vez em quando brigar, mas isso acontece a todos. Todos temos altos e baixos; porém isso não afeta o carinho e o amor que os familiares sentem uns pelos outros. Acima de tudo, dentro de uma família todos se amam, se ajudam, se respeitam apesar das discórdias. Jéssica
O ser humano é dotado de imensas capacidades, contudo não consegue viver solitário no mundo onde habita. Por isso, existe a família que é essencial para o bom desempenho da sua vida diária. A família será aquela que vai ajudar o indivíduo no incremento de normas, valores, entre outras coisas, mas também lhe transmitirá, de forma genuína, tudo o que ele necessita, para se sentir feliz consigo próprio: o amor e o carinho. Pois, hoje em dia, quem não
Na minha opinião, família significa união. É a
tem uma família que o levante nos maus momentos e
união de um conjunto de pessoas, que existe há va-
o aplauda nos momentos de vitória, cairá certamen-
rias gerações, com determinadas formas de educa-
te num profundo oceano de solidão e desencanto.
Atividades Curriculares
“Conceito de Família”
sociedade, para o futuro, para as dificuldades, para as controvérsias. É ainda um projeto de maior afetividade, porque, sobretudo nos dias de hoje, as relações entre
Raquel
pais e filhos são mais afáveis. Estes aspetos são notórios na preocupação por parte dos pais em colocar os seus filhos nas escolas e em que estes estudem e ob-
Com o passar dos tempos, o conceito de família foi-
tenham bons resultados. Além disso, nas famílias, nota-
-se alterando. Uma vez que a mentalidade das pessoas
-se ainda a preocupação em colocar os seus filhos, des-
também muda, a comunidade e o espaço social também
de cedo, a frequentar clubes desportivos e recreativos.
se alteram. No meu ponto de vista, as famílias de hoje
Em suma, a família é um conceito que se tem vin-
são completamente diferentes das famílias de antiga-
do a alterar ao longo dos tempos, mas nunca vai de-
mente, isto é, os seus costumes e hábitos foram-se mo-
saparecer. Com efeito, seja para o melhor ou para
dificando ao longo dos tempos. Por exemplo, no passa-
o pior, a família existe sempre, porque todos nós
do, uma mulher tinha cerca de sete a dez filhos, hoje, não
temos uma que é e será sempre a nossa família.
passa dos dois, isto porque antes os filhos eram vistos como fonte de trabalho e hoje são vistos como fonte de despesa. Nos dias de hoje, observa-se cada vez mais
Fernando
a diminuição de filhos por casal, uma vez que os pais procuram proporcionar o melhor aos seus descedentes, possibilitando-lhes uma melhor educação e mais re-
O conceito de família tem evoluído ao longo dos anos.
cursos, de modo a que eles tenham um futuro melhor.
Hoje, podemos observar vários tipos de família como fa-
Numa outra perspetiva, a meu ver, hoje o conceito
mílias nucleares, recompostas, de coabitação, homos-
de família centra-se num projeto de sustento, educação,
sexuais e monoparentais. Todos estes tipos de família
preparação e maior afetividade. Considero um projeto
têm um objetivo em comum, que é a partilha de afeto
de sustento, porque são os pais que fornecem aos fi-
e a transmissão de valores de uma determinada cultu-
lhos alimentos, roupas, um lar e objetos de lazer (PSP,
ra. A família tem na sua base dois seres humanos res-
computadores, tablet, etc). Um projeto de educação,
ponsáveis por um lar, pela gestão do mesmo e também
porque, até os filhos iniciarem a vida escolar e mesmo
pela procriação e/ou adoção de novos elementos para
após e durante, são os pais que têm “mão firme” e po-
essa família. O conceito de família passa de geração em
der sobre os filhos, ensinando a estes as práticas, os
geração, mas cada vez mais se desvia do conceito de
costumes e os bons modos (regras de saudação, de
família idealizado pela religião católica, segundo o qual
higiene e de etiqueta). Também um projeto de prepara-
o homem e a mulher por vias do casamento, prometem,
ção, porque são os pais (para além da função dos pro-
imbuídos do espírito da fidelidade, a partilha na alegria
fessores nas escolas) que preparam os filhos para a
e na tristeza, na saúde e na doença, uma união eterna.
novembro - 2014
51
52 Jéssica Quintal
Catarina Araújo
A meu ver, as famílias de hoje assumem composições e funções diferentes. A nível da composição verifica-se cada vez mais a existência de famílias monoparentais, pais homossexuais, pais que não estão casados, casais que não querem filhos e outros que querem poucos filhos, existindo igualmente as famílias tradicionais, isto é, um pai, uma mãe e filhos. As funções também variam. Antigamente, as mães tinham por funções cuidar dos filhos e arrumar a casa, não podendo trabalhar fora do contexto familiar. Contudo, atualmente, isso mudou pois constatamos que cada vez mais mulheres entram no mercado de trabalho, desempenhando as mais diversas funções. O homem perdeu um pouco o papel exclusivo de sustentar a família, passando a ser também aquele que ajuda a cuidar dos filhos e da casa.
O conceito de família perfeita é aquele em que tanto o marido quanto a mulher se ajudam mutuamente em qualquer que seja o campo do trabalho, desde a limpeza ao trabalho profissional, partilhando a educação dos filhos. Para mar
é
qualquer necessário
família um
atingir
grande
este
esforço
e
patadedica-
ção por parte dos seus membros. O que é preciso? Esta parece a resposta mais difícil do mundo! Mas, no fundo, não é. A resposta é simples, em primeiro lugar é necessário haver amor, harmonia, confiança, capacidade de ajudar o próximo e a si mesmo e também um pouco de capacidade para ser líder. Mas este não é o objetivo, pois querer ter a liderança poderá criar atritos dentro do lar. Em segundo lugar, é necessário que cada membro da família cumpra algumas tarefas obrigatoriamente. No caso de haver crianças, é necessário dar-lhes muita atenção e carinho, pois nenhuma criança sobrevive sem afeto. Esta é uma ferramenta essencial para ser uma família perfeita.
Linda
No caso de existir jovens, é necessário estar sob controlo o dinheiro que este gastam, quais as suas companhias e ajuda-lo na vida escolar. Estes necessitam de ajuda para ultrapassar os seus problemas tanto escolares como pes-
O conceito de família é muito diversificado, depen-
soais, e, como sempre, é fundamental o afeto que recebem
dendo da opinião de cada um. Para mim, família é aque-
Por fim, numa família perfeita, tanto o marido como
le grupo de pessoas cujo apoio podemos contar, ou pelo
a mulher têm de ser carinhosos para com os filhos.
menos deveríamos. A família é aquela que nos inculca
Tem de existir cooperação e ajuda mútua no contex-
valores para podermos enfrentar/acompanhar a socie-
to do lar, há que ser excelente no emprego e saber so-
dade da melhor forma, é aquela que nos ensina como é
cializar com a sociedade, sendo que é com o diálogo
que a vida é. A família é o nosso refúgio. Se não pode-
que se resolvem os conflitos, que entramos em acor-
mos contar com ele, não podemos contar com ninguém.
do em diversos parâmetros e em muitas situações.
Atividades Curriculares selhar e orientar para um futuro que é incerto, cheio Hugo Ornelas
obstáculos e desafios. Os filhos, por sua vez devem prestar obediência, respeito e amor aos pais. Porém não existe um conceito universal de família,
Falar sobre a família pode parecer clichê, mas
podendo assim constatar-se facilmente que existem vá-
com as mudanças que a sociedade está a sofrer, a
rios tipos de família e que nenhuma delas pode ser consi-
discussão é necessária. Tida sempre como referên-
derara melhor ou pior que a outra. São apenas diferentes.
cia de valores, a família tem mudado a sua formação, mas tem mantido os seus principais “objetivos”. De forma clássica, uma família é composta por um pai, uma mãe e os filhos. Foi assim por muito tempo.
Linda
No entanto, essa organização familiar tem-se modernizado. Hoje já é comum encontrar lares com apenas uma mãe e os filhos, apenas o pai, ou dois pais, e até duas mães para os filhos. E continuam a ser famílias. O papel da família é fundamental no amadurecimento e bem-estar das pessoas, e isso é algo que nunca mudará. Pouco importa como é formada a família. Sabe-se que é nela que se encontrará o amor incondicional, compreensão, perdão, incentivo e tudo mais quanto se precisar. A família “moderna” não é a destruição da família “clássica”, mas sim uma nova visão sobre o que de facto é fazer parte de um lar.
O conceito de família tem mudado ao logo dos tempos, visto que era o pai quem tinha o domínio exclusivo sobre a família, mas hoje os dois têm papéis semelhantes dentro de casa. A função da família consiste em transmitir valores, educação e carinho. Estas funções, durante vários anos, foram desempenhadas pela mãe, pois o pai muitas vezes estava fora de casa a trabalhar. Nos dias de hoje, o conceito de família já não é o mesmo. Agora a educação dos filhos é feita pelo pai e pela mãe, fazendo com que tanto o pai como a mãe tenham papéis cruciais no funcionamento do lar. Já existem famílias em
Fátima Andrade
que os pais não são casados, famílias em que apenas existe um pai ou uma mãe e ainda existem famílias em que os pais são homossexuais. Contudo, estes estão su-
Uma família é um conjunto de pessoas diretamen-
jeitos a um grande preconceito. Apesar de todas estas
te unidas por laços de parentesco, no qual os adultos
alterações, o objetivo principal é dar um maior conforto
assumem a responsabilidade de cuidar das crian-
às crianças, uma boa educação e bons valores, indepen-
ças. No meu ponto de vista, os adultos não se devem
dentemente das suas orientações ou estilos de vida. O
preocupar apenas em dar ensino e melhorar a edu-
conceito de família nunca será sempre o mesmo, pois os
cação dos filhos, mas também têm de ter a respon-
estilos e os modos de vida vão sempre se alterando e a
sabilidade de os acompanhar, apoiar, ensinar, acon-
sociedade tem de se adaptar a estas novas mudanças.
novembro - 2014
53
“A Família
o sonho quando parece que o mundo vai desabar con-
do meu ponto de vista”
forto, onde nos aceitam tal como somos e nunca nos
54
tra nós. A família deveria ser o nosso “lugar” de conconsideram uma ovelha “ovelha negra”, isto é, imprestável. Pois cada um tem algo de bom dentro de si, sim-
Joana Gouveia
plesmente nem todos transpõem isso para o exterior. Uma verdadeira família deveria estar sempre unida quer nos maus como nos bons momentos da nos-
Do meu ponto de vista, a família não depende ape-
sa vida. Deveria haver sempre troca de informações,
nas do sangue que nos liga ou apenas de um sobrenome
partilha de sentimentos e apoio psicológico. Mas tam-
que temos em comum. É o que nos ajuda a construir o
bém têm de ter alimentos necessários, cuidados de
nosso carácter desde muito novos, ensinando-nos os va-
higiene, um teto e vestuário para agasalhar o corpo.
lores humanos, a formação moral, espiritual e intelectual.
Mas a família perfeita não existe e muitas vezes não
Para mim, a família é fundamental, pois mesmo con-
passa de uma mera ilusão. Daí que, família deveria ser
seguindo os nossos objetivos, de longo ou curto prazo, a
e é feita por todos aqueles que escolhemos como famí-
família está sempre do nosso lado para nos apoiar, para
lia. Não temos de nos sentir bem com pessoas que têm
nos dar conforto, incentivo e uma palavra de consolo.
o nosso sangue, só porque são da nossa família e ver
É na
família que podemos ser nós próprios,
isso como que uma obrigação. Família para mim não é
sem medo de que nos vão abandonar. Podemos
uma obrigação mas sim uma escolha... Família, antes de
estar à vontade com as nossas virtudes ou defei-
tudo, deveria ser sinónimo de amor e nunca de rivalidade!
tos que ninguém nos vai julgar.
Muito pelo con-
trário irão continuar a nos amar de igual forma.
Joana Silva
Adriana barbosa
A família é o meu porto seguro. Todas as minhas atitudes, o respeito que tenho pelos outros, a forma
A família deveria ser o porto de abrigo de cada pessoa. É o “lugar” onde podemos conversar, desabafar e partilhar todos os nossos problemas, medos e aflições do dia-a-dia. A família deveria ser para cada um de nós a fonte de encorajamento para lutarmos pelos nossos objetivos e ambições, sem desistir facilmente daquilo que nos faz realmente feliz, e não abandonar
como lido com as situações, provêm da educação familiar. A família ensina-me os valores da vida, ensina-me a lidar com o bem e com o mal. Para mim, a família é a minha fonte, eu sou base dela. Vejo na minha família a felicidade, a paz, o carinho, a compreensão, a generosidade. Eu sou fruto e base da minha família.
Atividades Curriculares
“A essência da família” Soraia
um casal de pessoas do mesmo sexo ou por de sexo lação
oposto,
que
reconhecida
vivem e
maritalmente aprovada
numa
re-
socialmente.
Atualmente a família tem uma função económica, porque quer o homem quer a mulher trabalham Na minha opinião, a verdadeira essência da fa-
para adquirir um património comum e para o sustento
mília, sendo esta um conjunto de pessoas do mes-
do lar. A família detém a função de segurança e pro-
mo sangue ou parentes por aliança, é o amor. Ne-
tecção dos seus velhos e crianças e uma função edu-
nhuma família é perfeita, existem discussões, às
cativa pois os pais são responsáveis pela socialização
vezes deixamos de falar uns com os outros, no entan-
primária e por assegurar a socialização secundária.
to, família é família e o amor estará sempre presente. Podemos associar a família aos ramos numa árvore, todos crescem em diferentes direções mas todos
Paulo Fernandes
permanecem como um só. Para que haja esta união de pessoas com diferentes personalidades, medos, desejos e esperanças… é necessário amar, cultivando amores fraternos e eternos, ou seja, o amor é o elemento essencial para que uma família mantenha o equilíbrio.
Ao longo dos anos, o papel das famílias tem vindo a modificar-se, e isso é indiscutível, uma vez que com as alterações sociais que se deram, consequentemente, o papel das famílias também se alterou. A família tem um
“O papel das famílias”
importante papel na nossa sociedade pois é no seio da mesma que se desenvolverão as novas gerações, e a estas serão transmitidas valores, crenças e ideais. A família tem o papel de formar os novos indivíduos, e mais
Érica Sousa
do que isso tem uma função socializadora pois ajuda os indivíduos a inserir-se na sociedade. Para além deste aspeto, a família, no meu ver, tem também um papel de suporte para nós, pois podemos sempre contar com ela,
A família nos nossos dias é considerada o pi-
dando-nos apoio em tudo o que precisamos. A família é
lar da sociedade pois é aquela instituição que defi-
o nosso “porto de abrigo”. Para finalizar, a família, é algo
ne as regras básicas da convivência social, quer seja
importante e de grande valor, não só para a sociedade
atribuindo punições quer seja estimulando os indi-
em geral, mas também para nós, uma vez que devemos
víduos com elogios, prendas, mimos, entre outros.
quem somos à família que temos e a sociedade não se-
Hoje
as
famílias
podem
ser
compostas
por
ria a mesma sem as famílias que nela estão inseridas.
novembro - 2014
55
e adolescentes). A verdade é que a nossa família in-
56 Nicole
fluencia no modo como lidamos com certas situações e também nas nossas atitudes e valores, pois tudo aqui-
A família é considerada uma instituição onde os seus membros têm como principal função promover a educa-
lo que nós fazemos, de uma certa forma, tem a ver com a educação que nos é dada pela nossa família.
ção dos filhos, influenciar o comportamento dos mesmos
João Teixeira
no meio social. O papel da família é muito importante no desenvolvimento de cada pessoa. É no seio da família que se transmitem os valores morais e sociais, bem como os costumes e as tradições passadas através de gerações. O papel da família na sociedade sempre foi, e continua a ser, o de educar, ensinar, dar exemplos, dar
Na lia
minha
tem
um
Precisamos tros,
para
opinião, papel sempre
sermos
atualmente essencial
na
da
uns
ajuda
“alguém
na
a
famí-
educação. dos
nossa
ouvida”.
amor e dar afeto. A família é a base de qualquer indi-
Quando acontece alguma coisa, os nossos pais
víduo. Sem essa estrutura, a pessoa terá maiores difi-
ou familiares estão sempre disponíveis para nos aju-
culdades para superar determinados problemas na sua
dar e aceitar as nossas diferenças e são eles que
vida, em comparação com aqueles que são gerados num
nos ajudam ao longo da nossa vida a enfrentar qual-
lar onde os pais conseguiram transmitir a essência do
quer obstáculo que nos seja mais difícil de enfrentar.
amor, da fé, da compreensão, do diálogo, do carinho, da perseverança, pois, mesmo enfrentando problemas do dia-a-dia, é essencial mostrar o valor de cada indi-
Isabel Sá
víduo dentro de um lar. Na minha opinião, uma família “perfeita” é aquela que envolve tudo isso, é aquela onde
Nascemos inocentes e, ao longo do tempo, vamos ga-
existe harmonia, afeto, proteção e todo o tipo de apoio
nhando experiência com os nossos atos. Podemos come-
necessário, não só na resolução de conflitos ou proble-
ter ou não erros graves na nossa vida e lá estão os nossos
mas de algum dos membros, como no dia-a-dia. São
pais ou familiares para nos apoiar e melhorar em cada as-
as relações de confiança, segurança, conforto e bem-
peto negativo, tornando-nos pessoas cada vez melhores
-estar entre todos que proporcionam a unidade familiar.
e cada vez mais especiais, para um dia também podermos transmitir aos nossos filhos aquilo que alguém já fez por nós.
joana Cardoso
Érica Fernandes
Nos tempos que decorrem, a família possui um
A família é uma instituição onde assentam os valores
papel importante na vida dos mais pequenos (crianças
do amor, da união e da comunicação. A união entre um ho-
Atividades Curriculares mem e uma mulher assenta num amor mútuo, em que as
E acho que o melhor papel de uma família de hoje se
realizações pessoais, familiares, afetivas e sexuais con-
relaciona com isto, é dar o melhor aos seus membros.
sistem numa multiplicidade de valores, normas e comportamentos definidores de uma boa união e de um bom am-
Catarina Figueira
biente familiar. A família é algo onde é necessário incutir valores que a façam crescer e desenvolver num ambiente de paz, calma e felicidade entre todos. Para que isto
No meu entender, uma família tradicional é normalmen-
aconteça, é crucial desenvolver e incitar a valores como
te formada pelo pai e mãe, unidos pelo matrimónio ou união
a união, o amor, a comunicação, o respeito e a lealdade.
de facto, e por um ou mais filhos. A família é considerada
Uma família onde não existem estes valores não é uma “fa-
uma instituição responsável por promover a educação dos
mília feliz” e realizada. São estes os valores base que ser-
filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio
vem como elo de ligação entre os elementos das famílias.
social. O papel da família no desenvolvimento de cada
Para mim, a família é o pilar essencial da so-
indivíduo é de fundamental importância. É no seio familiar
ciedade,
onde
os
pais
desempenham
a
função
que são transmitidos os valores morais e sociais que ser-
de educar, proteger e promover os filhos, e es-
virão de base para o processo de socialização da criança,
tes, de se integrar e desenvolver no meio social.
bem como as tradições e os costumes conservados atra-
A família é, assim, de grande importância, pois pos-
vés de gerações. No entanto, ter filhos deixou de ser uma
sibilita o desenvolvimento bem como a criação de va-
prioridade e há cada vez mais famílias mononucleares.
lores em nós, podendo estes serem usados não só em contexto familiar, mas também a nível pessoal e social. Rosa Leite Susana Gonçalves
A essência da família, nos dias de hoje, consiste na manutenção da coesão social dos seus elementos, esnos
perando que cada um deles cumpra o papel social que
dinâmica.
é esperado pela sociedade. Uma das principais funções
Antes o homem ia trabalhar para sustentar a família
da família é criar uma estabilidade propícia ao desenvol-
e a mulher ficava a fazer as lidas da casa. Agora o pa-
vimento saudável e sustentado de cada um dos elemen-
pel de ambos é sustentar a família. Nos tempos de hoje,
tos familiares, proporcionando assim uma boa qualida-
acho que o papel crucial da família é sustentar-se e trazer
de de vida que é adquirida através de uma socialização
comer para casa. Em relação aos seus filhos, o grande
primária e secundária de qualidade. Estes fatores mul-
papel das famílias é darem-lhes acesso a educação, para
tiplicados por várias famílias criam estabilidade social,
que possam ter um futuro melhor e uma boa profissão.
que leva ao desenvolvimento da região onde estão in-
Na dias
minha de
opinião
hoje
tem
o
papel
ganhado
das
famílias
outra
novembro - 2014
57
58
seridos, o que, como previsto, traz inúmeros benefícios. Catarina Teixeira, Carina Camacho, Cristiana
Nos tempos de crise, como o que atravessamos agora,
Silva e Jennifer Marques
há uma diminuição da qualidade de vida, pois as famílias encontram um estrave económico que não lhes permite dar continuidade ao modelo de vida que tinham anteriormente. Devido à insuficiência monetária que priva muitas famílias de consumirem bens e serviços de qualidade fundamentais como educação, saúde e alimentação. Muitas famílias estão a perder a coesão social, o que leva à criação de tensões internas e externas à família. Isto cria uma necessidade de reforçar o papel da família, fundamental à manutenção da coesão social.
A
familia
é
um
alicerce
para
todos
nós.
É uma instituição social, porque nos faz crescer para sermos um ser social. Mas acima de tudo, como elemento chave na vida de qualquer pessoa, dá-nos afeto e amor incondicional. Todavia, vemos que está a perder cada vez mais valor nos dias de hoje, sendo menosprezada e criticada. Catarina Ribeiro
A família é a principal responsável pelos nossos Diogo Teixeira
comportamentos primários. São aqueles que seguimos nos primeiros anos de vida e que nos tornam quem nós somos. Uma boa educação dentro de casa garante uma base mais sólida e segura no contato com a so-
Família é o conjunto de duas ou mais pessoas que
ciedade. A família é o mais importante para o indivíduo,
possuem grau de parentesco entre si e vivem na mes-
pois é a base de tudo e quem está sempre lá para nós.
ma casa, formando um lar. Nos melhores dias da nossa vida, nos momentos de choro, nas conquistas, nas tristezas são aqueles com quem partilhamos as nossas vi-
Letícia Pinto
tórias e a quem recorremos para buscar apoio. É como uma capa que nos protege nos momentos de tempestade. Serve-nos de abrigo, refúgio e proteção… isto é a Família! No entanto, e cada vez mais, esta palavra tem sido sinónimo de discórdia, desentendimentos, falta de diálogo e afastamento. Esquecemo-nos do quanto é importante a família para o bem-estar e equilíbrio interior. Momentos de lazer e de diálogo promovem a união e alegria familiar. Devemos aproveitar as oportunidades para reatar laços perdidos, para dialogar e conviver.
A família é o nosso primeiro contacto social, sendo extremamente importante para o nosso crescimento. À medida que vamos crescendo, o seu papel varia, pois vamos passando por várias fases do nosso desenvolvimento, sendo que adquire um grande peso no desenvolvimento da nossa personalidade. Para mim, o papel da família, nos dias de hoje, é a proteção e o afeto, pois é algo que todos precisamos e na adolescência ainda mais, pois passamos por grandes
Atividades Curriculares turbulências sociais e emocionais para nos incluirmos na sociedade estudantil. Claro que este é o meu ponto de vis-
59 Jéssica almada
ta. Para outros adolescentes, a família é apenas uma fonte de sustento de alguns vícios como o do cigarro, álcool, etc, sendo que apenas representa uma fonte de dinheiro. Apesar disso, o mais importante é o amor, o afeto, a união, a proteção e o respeito, pois em qualquer
família,
seja
ela
nuclear,
seja
monopa-
rental, é só isso que importa para ser estável.
Família é o grupo de pessoas que convivem unidas por laços de compromissos com responsabilidades mútuas, ou seja, é a junção do homem com a mulher no matrimónio, para constituírem uma família. Desta união, originam-se “frutos” que são os filhos. A Função principal da família é, a partir desde momento da união, caminhar em sociedade com todos os que ajudam a educar e for-
Carolina Andrade
talecer cada vez mais o vínculo familiar entre os seus, originando assim, futuros cidadãos e futuras famílias. É importante reconhecer que, desde o nascimen-
Para mim a família é algo que necessita de cuidados
constantes
para
crescer
para
ser
e
se
desenvol-
to, somos socializados na cultura da nossa família e a infância é o período de mais intensa aprendizagem cul-
de
tural e social. Aprendemos a falar, a ser, a pensar e a
laços que sejam capazes de manter os seus mem-
agir, com aqueles que nos educam desde crianças. É
bros unidos durante uma vida ou durante gerações.
nesse período da vida que as crianças aprendem a lín-
É na família que são transmitidos certos conceitos so-
gua e os padrões básicos de comportamento que for-
bre o que é certo e errado. A principal função da família é
mam a base para toda a socialização posterior. As famí-
a união entre o homem e a mulher. Desta união surgem
lias, como uniões sociais, ao longo dos tempos, adotam
os filhos. A família tem a responsabilidade de os criar, cui-
funções de proteção e socialização dos seus mem-
dar, educar, proteger e garantir o seu desenvolvimento.
bros, como resposta às necessidades da sociedade.
ver.
Uma
família,
unida,
necessita
Ao longo dos anos, a mulher foi ganhando espaço no mercado de trabalho, ocupando-se assim de ou-
Sara Barros
tras coisas, além da casa e dos filhos, enquanto o homem deixa de ter o papel mais importante na família. Os filhos, em geral, estudam para garantir um bom futuro, alterando assim os papéis tradicionais da família.
Para mim, a família é alguém que, para além de ser do mesmo sangue que nós é um amigo. Amigo em quem podemos confiar sempre, quer para os bons quer para os maus momentos. É com essas pessoas que nos sentimos melhor, mais confortáveis, mais respeitados e raramente desiludidos. Respeitam os
novembro - 2014
60
nossos defeitos sem os criticarem, tentando apenas corrigi-los para que nos tornemos melhores pessoas. Para que uma família funcione bem, é necessário haver respeito entre todos e uma certa adoção de regras,
“Uma família do Século XXI” Henrique Andrade
para que haja um bom entendimento. Numa família, cada membro ocupa determinada posição e estatuto, onde os pais são aqueles que desempenham a função principal. São eles que recebem a remuneração referente ao seu trabalho e por isso têm o dever de sustentar os seus filhos. Tal como esta, as funções desempenhadas pelos pais são diversas. Cabe a estes dar o exemplo aos seus filhos, dar os conselhos necessários para que estes sejam o melhor sucedidos possível ao longo da sua vida, apoiar emocionalmente, estabelecer regras, entre outras funções que permitam transmitir segurança total aos seus descendentes. Para se constituir uma família, os filhos não têm necessariamente de ser do mesmo sangue, podem ser adotados. Desde que saibam dar amor, é o essencial. Grande parte das memórias que serão recordadas no futuro são, especialmente, aquelas que foram passadas com a família. É com ela que crescemos e adquirimos comportamentos semelhantes. Tudo se perde, mesmo a família, e, por isso, é extremamente importante aproveitar
Uma família do século XXI tem uma mentalidade muito diferente, comparada com uma família do século passado. A minha família é uma família do século XXI. Os meus pais dão-me liberdade, mas com algumas limitações, nas saídas e nos almoços com os meus colegas, etc. Nas famílias do passado, a mulher tinha que ficar em casa a aprender a fazer as tarefas de limpeza, aprender a cozinhar e a coser, etc. As famílias atualmente apostam na educação, como a minha, para que no futuro eu tenha possibilidades de conseguir emprego e ganhar o meu dinheiro e construir uma família. Antigamente o filho só completava a escola obrigatória, tendo logo depois, em alguns casos, que ir ajudar o pai com os trabalhos mais pesados. Acho que a família é muito importante para a sociedade, porque nela, nos dias de hoje, os progenitores têm que ser mais do que pais, têm que ser amigos. Elas não querem que os seus filhos sintam os problemas da vida.
cada segundo com esta, passar bons momentos, divertir-se, aproveitar cada segundo como se fosse o último. Para
finalizar,
na
minha
perspetiva,
a
Diogo
famí-
lia é importante pois funciona como um pilar ao lon-
Cada vez mais as famílias, estão menos numero-
go da nossa vida, apoiando-nos em tudo o que for
sas do que há alguns anos atrás, fruto também da cri-
necessário e nunca nos deixando fracassar. Con-
se que estamos vivendo. Uma consequência desta cri-
tudo, se isso acontecer, podemos contar com ela
se é o fenómeno da emigração, pois vê-se cada vez
para nos levantar e nos guiar pelo caminho certo.
mais famílias a procurarem melhores condições de vida e também trabalho, que este país já não oferece. As famílias que vão ficando por cá vão vivendo conforme podem, de acordo com os seus rendimentos, mas
Atividades Curriculares apostam seriamente na educação dos seus filhos, visto que
As famílias dos séculos passados davam muita liber-
antigamente os filhos mais velhos tinham de ficar a cuidar
dade aos seus filhos. Hoje já não vemos tanta liberdade.
dos mais novos enquanto os pais trabalhavam e também
Nos séculos passados, jovens de dez anos já trabalha-
ajudavam os pais no que fosse necessário, por isso muitos
vam e já ganhavam o seu ordenado, enquanto hoje, com
deles não iam à escola e, se fossem, era só até ao ensino
essa idade, nós estamos na escola. Nos séculos passa-
básico. Desta maneira e fruto disso, vemos que os pais
dos, não havia discotecas nem bares onde pudessem ir
de hoje em dia se preocupam que os filhos possam estu-
à noite, enquanto hoje temos essa possibilidade. A minha
dar e em boas condições, para que depois possam des-
família dá-me liberdade, mas limitada, pois não posso an-
frutar de uma boa carreira profissional e um futuro melhor.
dar sempre a sair à noite, a almoçar ou a jantar fora com
Também vemos cada vez mais o divórcio entre os
os meus amigos nem posso estar sempre a ir ao cinema.
casais, uma coisa que antigamente era algo raro encontrar. Apesar disso, vemos que as famílias procuram cada vez mais momentos de lazer, convívio e
Jesus
diversão onde se partilham afetos, sentimentos, alegrias, emoções e valores, que hoje em dia são necessários para tornar uma família mais forte e feliz.
Uma família no século XXI tem que ter a noção que está numa era de grande desenvolvimento tecnológico. E com o
Pedro Rodrigues
crescimento da tecnologia o modo de educar os filhos tem que ser muito diferente do que era em séculos passados. Eu não falo de ter que dar aos filhos tudo o que
No século XXI, muitas famílias não educam como
queram, mas sim dar a conhecê-las. É muito impor-
foram educadas, pois têm uma mentalidade diferente
tante saberem trabalhar com essas tecnologias, para
dos seus pais, devido ao desenvolvimento da socieda-
seu conhecimento geral e até para arranjarem futu-
de. Nos séculos passados, os filhos só iam à escola até
ro trabalho. Mas isto não é o mais importante. Um
ao quarto ano e muitos nem isso. Os que iam à escola
pai ou mãe, tem que passar tempo com o seu filho,
acabavam o quarto ano e procuravam trabalho ou tra-
que é coisa que vai se perdendo ao longo do tempo.
balhavam na terra (se os pais tivessem). Os que não
A criação de laços entre a família é tão boa e ali-
trabalhavam em casa iam para muito longe de casa,
via tanto o ambiente lá em casa. Uma família no sécu-
muitas vezes, trabalhar em casas de senhores ricos.
lo XXI tem que dar mais liberdade aos filhos, para que
Hoje nós vamos à escola, obrigatoriamente, até ao
os mesmos estejam previamente preparados para o que
décimo segundo ano e, se quisermos aperfeiçoar ainda
devem ou não fazer, em qualquer situação da sua vida.
mais o nosso conhecimento teremos de ir para a universi-
Há alguns dias atrás, vi um cartaz que se ade-
dade, para onde, em séculos passados, só os mais ricos é
qua perfeitamente a este tema. Dizia: “Nenhum su-
que podiam ir, mas nos tempos de hoje quase todos vão.
cesso
na
vida
justifica
o
fracasso
na
Família”.
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62 Marlene
O que é uma Família? Muitos responderiam que é uma união de sujeitos, que partilham o mesmo sangue e o mesmo lar. Ora, à partida, nada de ilícito nesta resposta, mas olhando para o seculo XXI, a instituição familiar não é necessariamente uma união sanguínea, ou um conjunto de sujeitos que convivem no mesmo lar. O Família é algo complexo de definir. Nos dias de hoje, muito se fala de adoção por casais homossexuais. No entanto, é impensável e inconcebível ouvir uma criança dizer “ Eu tenho dois pais” ou “eu tenho duas mães”. Será assim tão inconcebível? Sem dúvida que a família é berço do ser, o modelo que irá sempre conotar uma criança, mas esta também é berço do afeto, do amor, da aprendizagem e de todo um conjunto de valores que irão ser fomentados ao longo de toda a sua vivência. Assim, nada impede que tenhamos dois pais ou duas mães, que promovam esses valores. Olhemos para a Declaração dos Direitos da Criança: “3.Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade. (…) 7.Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.” Todas as crianças devem ter quem as proteja, todas as crianças têm o direito ao amor e à compreensão, independentemente da sua ligação biológica e hereditária aos pais, independentemente dos pais serem homossexuais ou não, porque uma criança precisa de amor e de proteção, e para isso não é necessária uma união biológica nem uma união heterossexual. Assim, ter uma família é fácil, são apenas necessários doses de amor, de carinho, de proteção, de união, de respeito, de convivência, e de atenção. A Família é uma questão de afeto, uma questão de amor, uma questão de direito.
Luís Santos
A chamada família contemporânea nasceu de profundas mudanças da dilatada lacuna entre a família clássica e a família moderna. Antes a família era matrimonializada e patriarcal, com o predomínio do homem, como chefe de família. Na antiga família, os laços de sangue eram muito importantes e o interesse económico prevalecia sobre os vínculos do amor, sendo que muitos casamentos sobreviviam ausentes de afeto. Com as constantes transformações da sociedade, a família moderna adquiriu um novo paradigma acolhido por uma identidade, cujos valores se modificaram. A realidade das famílias modernas esboçou uma nova organização familiar, nomeadamente com o enfraquecimento do autoritarismo do pai, ao mesmo tempo que a mãe deixa de trabalhar exclusivamente em casa para concorrer com os homens no mercado de trabalho.
Atividades Curriculares
“Família é o nosso bem
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mais precioso” Maria Inês Freitas
Família é o nosso bem mais precioso, é o nosso melhor apoio, aqueles com quem podemos contar apesar das adversidades. Mas família não são apenas aquelas pessoas com quem estamos relacionados por sangue e linhagem familiar. A verdadeira família são aquelas pessoas que nos dão um sítio a que podemos chamar lar, são aquelas pessoas em quem confiamos e que, apesar das divergências, dos maus momentos e de todos os conflitos que possam acontecer, ao fim do dia, nos aceitam exatamente como somos e são capazes de perdoar tudo. Mais que tudo, família é um compromisso, pois cuida de nós, mas nós temos de dar o nosso melhor e corresponder com amor, carinho, respeito e com a promessa que nos piores ou melhores momentos iremos estar lá.
IMG_7363_bw.jpg, by hotblack, in http://mrg.bz/MrjZdw, consultado a 23-05-2014 as 15h30
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“Família:
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Com esta investigação pretendemos avaliar se os papéis familiares se estão a diluir e a misturar, ou seja, se o
Relações Parentais”
progenitor é cada vez mais visto como um amigo e já não
Investigação
de papéis dentro do lar representa a nossa problemáti-
como uma figura de autoridade. Esta nova distribuição ca, pois evidenciando-se uma alteração de papéis dentro do mesmo, estamos perante uma grande transformação
Carlos Antunes, Fernando Abreu, Hilário Silva, Joana Silva, Nuno Reis
numa das estruturas básicas da sociedade, que é a fa-
Coordenação: Sandra Freitas
mília. Esta é a grande preocupação que se levantou no
Professora da disciplina de Sociologia.
grupo, pois, com o fim anunciado dos papéis tradicionais
(Texto)
de cada membro da família, levanta-se uma névoa que impede a visualização das consequências futuras na prole e nos progenitores.
Objetivo da investigação: O presente trabalho enquadrou-se no âmbito da disciplina de Sociologia, do 12º ano de escolaridade do curso
Este trabalho de investigação desenrolou-se ao longo de todo o ano letivo de 2013-14, e foi passando por várias etapas de trabalho.
de Ciências Socioeconómicas da Escola Secundária de
Na fase inicial da investigação sociológica foi coloca-
Francisco Franco e pretende ser o ponto de partida para
da uma pergunta de partida: “Que tipos de relações exis-
uma investigação sociológica a realizar pelo grupo, refe-
tem entre pais e filhos?”, sendo que no seguimento desta
rente ao fenómeno social das Relações Parentais, que
foi explicitada a escolha da problemática a trabalhar, que
se enquadram no tema aglutinador da escola, a Família.
assentou no seguinte: “Estarão os papéis familiares a
A escolha do grupo pelo tema prende-se com a preo-
diluir-se e misturar-se. Será o progenitor visto cada vez
cupação de tentar clarificar a forma como os pais se rela-
mais como um amigo e não como figura de autoridade”.
cionam com os filhos e estes se relacionam com os pais.
Após a formulação da problemática, o grupo investiu
Na nossa sociedade tem ocorrido uma maior exposição
numa pesquisa bibliográfica, em torno do tema, as Re-
mediática de casos de violência e de desavenças no seio
lações de Parentalidade. A formulação da problemática
das famílias. Por outro lado, a crescente liberalização
teórica levou-nos à construção de hipóteses explicativas
das formas de educar as crianças tem contribuído para
do fenómeno abordado.
padrões comportamentais diversos entre pais e filhos. Desta forma a intenção de levar a cabo este trabalho de investigação prende-se com a finalidade de compreender melhor o que é a Família e as relações que ocorrem no seu interior, que nos levam diretamente a este fenómeno social por nós abordado - as Relações de Parentalidade.
Com este trabalho de investigação tivemos o propósito de confirmar ou infirmar as seguintes hipóteses teóricas: - “O comportamento dos filhos é o reflexo do comportamento dos pais” - “A sociedade moderna exige posturas mais abertas e tolerantes para acompanhar os filhos”
Atividades Curriculares - “Hoje, os papéis do pai e da mãe fundem-se no contexto do lar” - “Os progenitores tratam de igual forma os filhos e as filhas” - “Os progenitores continuam a tratar de forma diferente os filhos de diversas faixas etárias”
permitiu quantificar as práticas dos jovens madeirenses, no âmbito da vivência familiar, no contexto de uma observação não participante. Em relação às técnicas de inquirição, fizemos um inquérito por questionário, (anexo I), direcionado aos alunos da Escola Secundaria de Francisco Franco e uma entrevista à psicomotricista Cláudia Andrade, coordenadora da equipa dos programas de in-
I - Revisão Bibliográfica (Estudo/ Fase Exploratória)
tervenção parental no Instituto de Segurança Social da Madeira, IP-RAM.
Iniciamos esta investigação com uma pesquisa exaus-
O nosso inquérito assentou exclusivamente em ques-
tiva sobre o tema em análise, que incidiu sobre os seguin-
tões fechadas, visto que conhecíamos o nosso campo de
tes assuntos:
estudo. Inquirimos uma amostra representativa não pro-
a)
O que é a família?
babilística, amostra de quotas, onde questionamos 5%
b)
O que são relações de parentesco?
dos alunos da nossa escola, 29 alunos do 10º ano, 22
c)
Evolução da história da Família.
alunos do 11º ano e, por fim, 20 alunos do 12º ano.
d)
Relações incestuosas na família.
e)
O papel dos pais na família.
um guião criado no grupo de trabalho, que refletia os ob-
f)
O papel dos filhos na família.
jetivos da nossa investigação.
g)
A diluição dos papéis entre pais e filhos.
h)
A instabilidade e a busca de independência dos
adolescentes. i)
A monoparentalidade.
Quanto à entrevista diretiva, efetuámo-la a partir de
III – Conclusão da análise dos dados Realizada a investigação sociológica, o grupo tem certamente, uma visão mais ampla e profunda das Relações
Para a recolha dessa informação, o grupo de trabalho
Parentais. No início desta, propusemo-nos a confirmar
recorreu à base de dados online, fez pesquisas nas biblio-
ou infirmar as nossas hipóteses teóricas, que teceram a
tecas e operacionalizou uma entrevista à psicomotricista
nossa problemática teórica: “Estarão os papéis familiares
Cláudia Andrade, coordenadora da equipa dos programas
a diluir-se e a misturar-se e o progenitor é cada vez mais
de intervenção parenta, e no Instituto de Segurança So-
visto como um amigo e não como figura de autoridade”.
cial da Madeira, IP-RAM.
Com o trabalho desenvolvido ao longo do ano podemos dizer que esta teoria não se confirma. O grupo de trabalho
II – Metodologia
chegou a esta conclusão após a confirmação e infirmação
Para a realização do nosso trabalho: “Família: rela-
das hipóteses teóricas, elaboradas na fase inicial do pro-
ções parentais”, escolhemos um método que organizasse todo o processo de seleção, recolha e tratamento de informação. O método utilizado foi o extensivo, que nos
jeto de investigação. Hipótese confirmada: “O comportamento dos filhos é o reflexo do comportamento dos pais”
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Colocámos como hipótese teórica inicial, que o papel
lhos de costura, bordado, ou até mesmo servir para fora
dos pais na família apresenta semelhanças com o papel
como trabalhadora rural ou em serviço doméstico. Com o
dos filhos em casa, e concluímos, a partir da análise dos
passar dos tempos, esta realidade foi-se alterando e hoje
gráficos relativos aos domínios de análise: ‘’ Qual a opi-
este dever é partilhado por todos os membros da família,
nião dos inquiridos quanto ao papel dos pais na família’’ e
desde o pai aos filhos. A nossa realidade tornou-se muito
“ Qual a opinião dos inquiridos relativamente ao papel dos
mais democrática e liberal e até as mulheres começaram
filhos em casa”, que a podemos confirmar.
a exercer outras funções na sociedade, com a sua entra-
Note-se, assim, que a partir dos dados obtidos reco-
da no mercado de trabalho, tornando-se, portanto, quer o
nhece-se que o papel dos pais se prende, essencialmen-
pai, quer agora a mãe, mais atarefados, sentindo, desta
te, com três tipos de atividade: a profissional (trabalhar,
maneira, a necessidade de recorrerem ao auxílio dos fi-
apoiar economicamente e gerir os rendimentos da casa);
lhos (jovens) para a organização e o funcionamento, “dito
a doméstica, (fazendo as refeições e as lides de casa)
normal”, do seu quotidiano.
e a afetiva/responsabilidade parental (levando-os a pas-
Com esta liberdade e democraticidade dos tempos
sear ou ao médico e elaborando convívios familiares).
modernos, os filhos sentem também, a necessidade de
Estas atividades estão lhes incutidas pelo facto de serem
se tornarem indivíduos livres e autónomos, cada vez mais
os adultos, com condições mentais e sociais, suficientes
cedo. Exemplo disto são os jovens que vivem sozinhos,
para as exercer sobre os menores que estão à sua guar-
conquistando a sua autonomia e independência.
da. Na nossa sociedade são os pais que têm de cuidar
Outro dos papéis comuns entre pais e filhos é o da
dos filhos, garantindo-lhes uma certa qualidade de vida,
convivialidade que se deve exercer entre os mesmos.
tentando dar resposta às necessidades básicas do ser
Este papel, na maior parte dos casos, existe quase de
humano (alimentação, vestuário, higiene e saúde). Aliado
modo inconsciente, quando, ao jantar, todos têm o po-
a estas, estão as de caráter afetivo/emocional e educa-
der para tomar a palavra, desde os mais novos aos mais
cional que são fundamentais para um desenvolvimento
velhos. Esta partilha de informação, este diálogo, é efe-
psíquico e social saudável, para uma convivência segura
tuado descontraidamente entre os elementos da família.
e feliz na sociedade.
Os passeios, os convívios e a aprendizagem didática
Hoje, aos filhos é exigida a partilha das tarefas domés-
são experiências necessárias entre pais e filhos, para os
ticas e o auxílio em assuntos relacionados com a gestão
aproximarem ainda mais, quebrar a rotina, aumentar a
do funcionamento do lar. Contudo, no passado, a parti-
sua cultura de maneira divertida e descontraída e parti-
lha das tarefas da “lida da casa” não se verificava, pois
lhar momentos de felicidade em família. Estas experiên-
eram apenas as mulheres que geriam o espaço do lar e
cias são muito importantes para o crescimento e desen-
se responsabilizavam pelas atividades que isso implica,
volvimento saudáveis dos filhos, tornando-os mais felizes
como o lavar a roupa, fazer as refeições e limpar a casa,
e, desta maneira, pessoas mais fortes. Contudo, o afeto
tendo por vezes uma atividade paralela para ajudar eco-
é algo que tem de ser partilhado, de forma recíproca en-
nomicamente a família. Essa tarefa compreendia traba-
tre os pais e os filhos, e não só dos pais para os filhos,
Atividades Curriculares pois os pais também têm a necessidade de receber afe-
zões que os filhos dão aos pais para o fazerem. Assim,
to e atenção, o que os torna igualmente pessoas mais
vejamos que, no caso de um jovem que se costume portar
confiantes, quanto à educação que estão a ministrar nos
mal, os seus pais, decerto, reduzir-lhe-ão a liberdade, ao
seus filhos.
contrário de outros que se mostram mais responsáveis
Hipótese confirmada: “os progenitores continuam a tratar de forma diferente os filhos de diversas faixas etárias” Relativamente à última hipótese teórica, se “Os progenitores continuam a tratar de forma diferente os filhos
e educados, e isto aprende-se ao longo da vida e com o passar dos anos. Hipóteses infirmadas: “Os pais modernos adotam posturas mais abertas e tolerantes para acompanhar os filhos.”
de diversas faixas etárias’ – conseguimos perceber, atra-
A não confirmação desta hipótese teórica já era de
vés do nosso trabalho, que ela é verdadeira e podemos
esperar. Chegou-se a esta conclusão através da análise
confirmá-la.
das rubricas “Vão à discoteca” e “Conversam sobre a vida
Esta situação é visível quando, nos dados relativos
sexual?”, no 5º domínio de análise “Como é que os teus
ao 4º domínio de análise - ‘’Papel dos pais na vida dos
pais/educadores/tutores se relacionam contigo?”. A maio-
inquiridos.” mais precisamente numa das rubricas, “dar
ria dos inquiridos disse que os pais não realizavam este
liberdade”, averiguamos que as opiniões dos inquiridos
tipo de atividades com eles.
relativamente a este domínio, tendo em conta os anos
Isto advém do facto de a maior parte dos pais não ir
de escolaridade, e, desta maneira, as diferentes idades,
a estabelecimentos de diversão noturna, como a disco-
são muito divergentes umas em relação às outras. Assim,
tecas e bares, com os filhos. Para além disso, também
apercebemo-nos de que esta maneira de agir mais libe-
não falam de sexo abertamente com os filhos, sendo visto
ral, por parte dos pais vai aumentando de ano para ano,
muitas vezes como um assunto tabu. Sendo assim, pode-
apesar de se notar que no 12º ano apenas 45% dos in-
mos inferir que na região, apesar da evolução significativa
quiridos considerou que um dos papéis dos seus pais nas
nos últimos anos das relações entre os pais e os filhos, os
suas vidas era o de ‘dar liberdade’. Contudo é legítimo, do
encarregados dos nossos alunos ainda têm a intenção de
ponto de vista do jovem, ir adquirindo mais autonomia à
transmitir comportamentos que lhes foram incutidos em
medida que a idade aumenta.
tempos passados, como por exemplo: a ideia de respeito
O “dar liberdade” por parte dos pais, vai aumentando à medida que aumenta o sentido de responsabilida-
para com uma pessoa mais velha, através do tratamento dos mesmos por ‘’senhor/a”.
de e a maturidade dos seus filhos. Fazem-no de maneira
As famílias madeirenses, em geral, ainda não estão
controlada, de modo a que eles se sintam confortáveis e,
abertas ao diálogo sobre a vida sexual dos seus filhos,
com isto, estão a contribuir para o seu crescimento com
pelo que qualquer ato de fala sobre este assunto causa-
responsabilidade, construindo, também, a sua personali-
rá constrangimentos entre os pais e os seus filhos. Uma
dade. A liberdade para além de depender da idade, está
técnica que os pais utilizam para evitar estes constrangi-
muito associada à maturidade, depende também das ra-
mentos é impedirem os seus filhos de terem namorados/
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as. Isto provoca na sociedade dificuldades em apresentar
tivessem adquirido uma educação muito conservadora.
avanços, ao nível da tolerância e da aceitação de deter-
Este conservadorismo, reflete-se na pouca liberdade que
minados comportamentos, que para os pais são imorais
dão às filhas, porque acham as formas de divertimento
e não vão ao encontro daquilo que pretendiam para os
atuais, potenciadoras dos “pecados” que foram ensina-
seus filhos.
dos a evitar, por exemplo, o ter sexo antes do casamento.
Hipóteses infirmadas: “Os progenitores tratam de igual forma os filhos e as filhas”. Como já era de suspeitar, esta hipótese teórica tam-
Contudo já se vai sentindo alguma abertura por parte dos progenitores e uma mudança de práticas por parte dos filhos.
bém não se confirma. Chegamos a esta conclusão a partir
Apesar das posturas dos pais serem mais liberais hoje
da análise, da rubrica “Dar liberdade”, no 4º domínio de
em dia, existindo um esforço por parte destes para tenta-
análise ‘’Papel dos pais na vida dos inquiridos.”, analisan-
rem compreender as necessidades e problemas dos seus
do os dados por género sexual. Verificamos que a maior
filhos, tendo em conta a sociedade e a vivência em comu-
parte dos inquiridos que disseram que os pais lhes da-
nidade da prole, os pais continuam a ser uma figura de
vam liberdade eram do sexo masculino, representando
autoridade, inspiradora de medo e de confiança, e não de
66% das opções, enquanto os inquiridos do sexo feminino
um amigo semelhante ao amigo da escola do filho.
ficaram-se pelos 34%.
Isto provou-se quando se confirmou que os pais não
Isto deve-se ao facto de na nossa sociedade, as mu-
tratam de igual forma os filhos e as filhas, nem os filhos de
lheres serem vistas como o sexo mais fraco, incapaz de
faixas etárias diferentes. Para além disso, o facto de não
se defender e sujeita a mais situações de perigo do que
acompanhar o filho à discoteca ou não falar abertamente
o rapaz. Para além disso, na fase da adolescência, é a
de sexualidade só reflete ainda mais o fosso existente
altura em que a rapariga mais se desenvolve fisicamente.
entre amizade e autoridade na relação pai-filho. Enquanto
Passando a ter os requisitos considerados necessários
um amigo sai à noite com os amigos e fala abertamente e
para ser sexualmente atrativa, aumenta, supostamente,
com facilidade de sexo, muitos pais preferem manter uma
a possibilidade de ser vítima de violência sexual. Daí que
certa descrição e estatuto, mantendo-se afastados de dis-
haja uma maior proteção dos pais para com as filhas com-
cotecas e não falando à vontade de sexo e de sexualida-
parativamente com os filhos.
de com o filho. Isto deve-se à proeminência de valores
O facto de os pais das jovens que responderam ao
religiosos na sociedade madeirense, onde ainda existem
inquérito terem entre 40 e 60 anos leva-nos a idealizar o
muitos tabus, sendo o sexo um deles, acabando por não
que seria a sociedade madeirense há 40 anos. Era vinca-
ser discutido em família.
damente marcada por valores religiosos, em que ideias
O facto de o comportamento dos filhos ser o reflexo
mais liberais, como o sexo antes do casamento, o direito
do comportamento dos pais, ao contrário das hipóteses
ao aborto ou o optar por uma orientação sexual diferen-
anteriores, trata-se de uma alteração tão ligeira que a sua
te, não se conseguiam impor com facilidade no seio das
influência é quase nula.
famílias. Isto fez com que os pais dos jovens inquiridos
Conseguimos encontrar já de uma forma ténue, o di-
Atividades Curriculares luir do papel de pai amigo e figura de autoridade, pois a realização de tarefas comuns na lida da casa pode indiciar uma relação de companheirismo e compreensão, em que não é só um elemento da família que trata das tarefas, mas todos colaboram para o bem da convivência familiar e funcionamento do lar. Relativamente à hipótese teórica, que pretende avaliar se “Hoje, os papéis do pai e da mãe se fundem no contexto do lar”, as perguntas elaboradas no inquérito não nos permitiram chegar a uma conclusão concreta. Esperamos que a investigação seja retomada no futuro de modo a que esta questão possa ser respondida. A principal conclusão que o grupo retira é a de que, apesar de estar a haver uma ligeira diluição e mistura do papel de amigo e de pai, em alguns contextos familiares, ainda falta trilhar um longo caminho para se atingir um certo equilíbrio, onde o filho possa ver o pai/mãe como uma figura com quem se pode conversar de forma livre, aberta e sem medo de represálias, mas que esta figura não perca com isso o lugar de autoridade dentro do lar. Mas apesar de essa relação não existir, com perfeição e harmonia doméstica, não é isso que põe em causa a funcionalidade de um pilar basilar, que é a família. IV- Referencias Bibliográficas http://www.cbnfoz.com.br/bem-estar/editorial/na-sala-de-estar/13062013-28450-adolescencia-o-que-muda-na-relacao-entre-pais-e-filhos/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_monoparental http://gabinetedepsicologiaclinica.blogspot.pt/2008/12/os-estilos-parentais-e-o.
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html http://www.pordata.pt/Portugal/Familias+classicas+monoparentais+do+sexo+fe minino+(percentagem)-532 http://www.pordata.pt/Portugal/Agregados+domesticos+privados+monoparentais +total+e+por+sexo-20 http://www.slideshare.net/marrocano/estrutura-familiar-e-dinamica-social http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1224165225Z5aRR5fx5Sc98EV6.pdf http://www.pesquisedireito.com/artigos/civil/a-familia-conc-evol http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitu-
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“Desenhar o Espaço” Conferência
Professora Rita Rodrigues Coordenadora do Departamento das Expressões (Texto)
A arquiteta Petra Rodrigues, natural do Funchal, é licenciada pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa e mestra em Ensino de Artes Visuais com a tese “A influência do espaço arquitetónico no processo de ensino-aprendizagem das Artes Visuais no Ensino Secundário – Um projeto para e com a escola e um projeto de uma escola como processo de investigação”, pela UMa (2012). Realizou o seu estágio profissional no atelier Arquitectura Global, Lisboa (2005-2007), sob a orientação do arquitecto professor doutor Pedro Rodrigues. Desde 2012 trabalha em Londres, no atelier HK (Huchison Kivotos Architects), e na mesma cidade trabalhou no atelier Metropolis Architectural Studio (2007-2012). Os seus projetos arquitetónicos podem ser vistos em http://www.hkarchitects.co.uk/about-hk/team/ e http://prezi.com/rwagv1zhioqg/apresentacao/. Petra Rodrigues apresentou aos alunos de Artes Visuais da nossa escola (11º.-12 – HCA, e 12º.-6ª., 7ª. e 8ª. - Desenho A e Oficina de Artes) a comunicação “Desenhar o Espaço”. Aqui fica o registo.
Atividades Curriculares
“Visita de estudo a BARCELONA
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no âmbito da disciplina de História da Cultura e das Artes”
Museu de História da Catalunha
Professora Rita Rodrigues Coordenadora do Departamento das Expressões (Texto e imagens)
A ideia da presente visita de estudo a Barcelona, por
Museu de Arte da Catalunha
um grupo de alunos da Escola Secundária Francisco Franco, do curso de Artes Visuais, nasceu no ano letivo de 2012-2013 (11º.9) dentro do contexto da disciplina de História da Cultura das Artes. Hoje, os referidos alunos, finalistas do 12º. Ano, optaram por realizar a sua tradicional “viagem de finalistas” a uma cidade que permitisse contacto direto com a arte e a cultura. A História da Cultura e das Artes é uma disciplina específica para vários cursos no prosseguimento de estudos médios e superiores, como as diferentes variantes da arquitetura e design, artes plásticas, moda, restauro, fotografia, etc., exigindo, por isso, ao aluno um desempenho específico como compreender o objeto artístico, obra de arte e / ou manifestação artística, como testemunho do seu tempo histórico, através de uma análise conjuntural do tempo e espaço (histórico e cultural), relacionando o “local” (cruzamento de múltiplas interações), com
Catedral de Barcelona (pormenor)
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o “acontecimento” (tempo; contexto; fenómenos e manifestações artísticas), veiculando rigor científico, utilização de vocabulário específico a nível histórico, técnico e estético, e evidenciando capacidade de leitura da obra de arte considerada no seu enquadramento histórico-cultural e revelando entendimento das problemáticas artísticas. Assim, ao aluno é incutindo a prática de pesquisa bibliográfica e testemunhal de forma a selecionar e organizar informação, diversificando a formação cultural e científica, sendo que esta tarefa será tanto mais enriquecedora quando possível a observação (de visu) das obras de arte in loco. Por isso, toda a pertinência da realização da presente visita de estudo à cidade de Barcelona, onde foi possível observar diretamente manifestações artísticas desde a Pré-História à Arte Contemporânea, com evidente destaque para o Modernismo (Arte Nova). A visita poderia ter sido organizada pelos bairros principais: CIUTAT VELLA, EIXAMPLE, SANTS-MONTJUÏC, LES CORTS, SARRIA-SANT GERVASI, GRÀCIA, HORTA GUINARDO, NOU BARRIS, SANT ANDREAU, SANT MARTI, mas optamos pelas zonas chaves da cidade, visitando todos os bairros: MONTJUÏC e RAVEL; PORT VELL e LA RIBERA; e L´EIXAMPLE. Zona 1: - MONTJUÏC e RAVEL: Fundació Joan Miró (pinturas,
Catedral Sagrada Família (corpo central; pormenor), Gaudí
esculturas, desenhos, cerâmicas de Miró; exposições temporárias); Museu d´Art Contemporani (edifício dos finais de XX do arquiteto americano Richard Meier, 1995; exposições temporárias de artistas espanhóis e internacionais); Museu Nacional d´Arte de Catalunya (murais, frescos, esculturas; um milénio de arte catalã; arte desde o século X ao Modernismo); Castelo de Montjuïc (castelo fortaleza, 1640); Fonte Mágica e Pavilhão Mies van der Rohe (Exposição Universal de 1929); Sant Paul del Cam-
Palácio da Música (fachada – pormenor) Projeto de Domènech i Montaner, 1908
Atividades Curriculares 73
Museu Gaudí – Catedral Sagrada Família (maquetes)
po (igreja do séc. XIII). Com passeio a pé pelo Mercado da Boqueria – Carrer de l´Hospital - Rambla de Raval – Hotel Barceló Raval – Carrer de S. Paul – Igreja de Sant Paul del Camp – Carrer de la Reina Amalia – Carrer de la Cera – Ronda de S. Antoni. - BAIRRO GÓTICO: Catedral (igreja gótica, XIII-XV e XIX; orago S. Eulália; elevador do claustro ao telhado com vista panorâmica sobre a cidade); Plaça D´el Rei (zona antiga); Museu de História da Ciutad (palácio medieval; vestígios de Barcelona romana; zonas de exposição e capelas); Ramblas (com comércio tradicional; atuações de músicos de rua e “estátuas vivas”); Plaça sant Jaume (com a tradicional dança “la sardana”); Mercado La Boqueria (“o açougue”; XIX, ferro e vidro; típicos produtos do mediterrânico e chocolates); Plaça de Catalunya (monumentos e estátuas); Plaça del Pi; Plaça Real (arcadas e fachadas clássicas; ruelas e vielas; XIX; candeeiros de Gaudí). Com passeio a pé: Plaça del l´Angel – Baixada de la Libreteria – Carrer de Veguer – Plaça del Rei – Baixada de Santa Clara – Traseiras da Catedral – Carrer dels Comtes – Museu Frederic Marés – Plaça de la Seu – Carrer de Santa Llúcia – Carrer de Bisbe – Sant Felip Neri – Carrer de Sant Domenech del Cal – Carrer del Cal – plaça de Sant Jaume – Carrer de la Ciutat – Carrer del Regomir – Carrer del Correu Vell – Plaça de Sant Just – Carrer de la Dagueria – Plaça del l´Angel. Zona 2: - PORT VELL e LA RIBERA (antiga zona de docas industriais e hoje zona de lazer); Pequena Barceloneta e suas praias (com um mergulho no mar Mediterrânico); Museu Picasso (palácio Berenguer d´Aguilar; obras que testemunham a experiência e evolução da produção artística de Picasso (1881-1973); Palau de la Música Catalana (edifício modernista; projeto de Domènech i Montaner; 1908); Parc de la Ciutadella (fortaleza; arco triunfal da exposição universal de 1888; restaurante modernista projeto de Domènech i Montaner (hoje museu zoológico); Fonte Monumental (Gaudí);
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Fundação Tapiés – Escultura de Tapiès (pormenor / parte superior da fachada)
Port Vell (recuperação do porto velho em 1990); Monumento a Colombo; grande centro comercial Maremagnum que se acede por uma passagem pedonal ladeada por pilares; Estació de Francia (gare de ferro do século XIX); Igreja Santa Maria del Mar (igreja gótica; 1329; obras de XIV-XV); La Ribera (“zona costeira”). Com passeio a pé: Basílica de Santa Maria del Mar – Carrer de Santa Maria – Palaceta de Montcada – Carrer de Montcada – Carrer de la Princesa – Parc de la Ciutadella – Museu de Zoologia – Passeig de Picasso – Carrer de la Fusina – Carrer del Comerç – Mercat del Born – Avinguda del Marquès de l´Argentera – Carrer de Palau – Plaça de les Olles – Carrer del Bonaire – Carrer dels Canvis Vells – Plaça de Santa Maria del Mar. Zona 3: - L´EIXAMPLE (“a extensão”) – construído durante a expansão do século XIX; alberga os mais requintados edifícios modernistas: Casa Milà ou La Pedrera (Gaudí), 1912; construído para Pere Milà Camps, um industrial rico; Gràcia (distinto subúrbio; lugar de antigas quintas; desenvolveu-se no séc. XIX; muitas galerias de exposições e espaços culturais); Casa Vicens (Gaudí); Casa Fuster (Lluis Domènech i Montaner); Manzana de la Discòrdia (apartamentos modernistas; Casa Lleó-Morera, 1905, de Domènech i Montaner, destruído parcelarmente em 1940; Casa Amatler, 1888, de Puig i Cadafalch; Casa Batlló, 1906, de Gaudí); Park Güell (de Gaudí; vista magnífica sobre Barcelona e o Mediterrâneo; comprado por Eusebi Güell); Sagrada Família (Gaudí; 1883); Fundació Antoni Tàpies (instalada num edifício modernista de Domènech i Montaner; obras de Tàpies – existencialista, surrealista e informalista, e exposição temporária de Kaprow); Torre Agbar (projeto do arquiteto francês Jean Nouvel). Com passeio a pé: Casa Milà - Manzana de la Discordia - Carrer de Roger de Llúcia – Carrer de València – Carrer d´Aragó – Passeig de Gràcia – Fundació Tapiès – Rambla de Catalunya – Plaça da Catalunya.
Atividades Curriculares
“Viagem de “finalistas”
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Visita de estudo
Beatriz Vieira Freitas (Texto e imagens)
No ano letivo de 2012-2013, dentro do contexto da disciplina de História da Cultura e das Artes, lecionada pela docente Rita Rodrigues e no decorrer de uma conversa entre os alunos do curso de Artes Visuais, surgiu a ideia de realizarmos uma “viagem de finalistas”/ visita de estudo a uma cidade que permitisse um contacto direto com a arte e a cultura. Deste modo, procuramos uma alternativa à dita “viagem de finalistas”, comum a muitas escolas, que proporciona aos alunos a visita a locais
Janela exterior do Museu de História de Barcelona
onde maioritariamente só se pode desfrutar de praia, espaços comerciais e discotecas. Enquanto alunos da disciplina de História da Cultura e das Artes (componente da formação específica dos Cursos Científico-Humanísticos de Artes Visuais) tínhamos uma grande curiosidade e interesse por conhecer e contactar diretamente com os períodos históricos estudados ao longo do 10º Ano (Românico, Gótico e Renascimento) e do 11º Ano (Neoclássico, Romantismo, Realismo, Arte Nova, Arquitetura do Ferro e Arte Contemporânea), na medida em que seria uma mais-valia para a nossa formação e enriquecimento artístico e cultural. Interes-
Pormenor escultura da Sagrada Família - Gaudí
sa realçar que esta disciplina bianual, sujeita a Exame
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Interior da Sagrada Família (Gaudí)
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Escultura (porta principal) da Sagrada Família - Gaudí
Pavilhão do arquiteto Mies van der Rohe
Nacional, é essencial para o prosseguimento de estudos superiores, visto que é uma disciplina especifica para vários cursos como arquitetura, design, artes plásticas, fotografia, etc., exigindo assim, um desempenho especifico no que diz respeito à compreensão e estudo do objeto artístico/obra de arte/manifestação artística como testemunho de um tempo histórico, cultural e social, veiculando um rigor científico, utilizando um vocabulário específico (a nível histórico, técnico e estético) e evidenciando uma capacidade de leitura e compreensão da obra de arte no seu contexto histórico-cultural e das problemáticas artísticas envolventes. Neste contexto, optamos por uma cidade que reunia todos os nossos requisitos e que, claramente, veio a superar as nossas expectativas: BARCELONA. Valorizada pelo seu património, arte e cultura, Barcelona era um dos destinos ideais para quem pretendia fazer uma «viagem no tempo» e visitar museus/galerias que expõem, divulgam e promovem muitos dos artistas por nós estudados. Para além de presenciarmos e observarmos in loco muitas das obras de arte/ objetos artísticos marcantes da História da Arte, esta cidade deu-nos a conhecer uma cultura e um modo de vida diferente do nosso. Para tudo isto, foi essencial a orientação e o conhecimento da nossa professora de História da Cultura e das Artes, a docente Rita Rodrigues. Grande parte do nosso «gosto» pela arte, evidenciou-se e foi ganhando dimensão com esta disciplina, que se tornou fulcral para uma melhor reflexão, compreensão e interpretação da arte. Enquanto fruidores, agora com uma forma diferente de ver e pensar a arte, a visita a monumentos como a Sagrada Família e a Casa Batlló fascinou-nos pela sua grandiosidade espacial e criativa e pelo engenho que Gaudí tinha ao referenciar a natureza através da escultura e da arquitetura. Após a viagem, é-nos presente a vontade de regressar, servindo esta cidade como ponto de estudo e projetos de vida futura. A cidade de Barcelona é um local de grande atividade cultural e ao mesmo tempo inspiradora.
Atividades Curriculares Castelo de Montjuïc - Museu Nacional de Arte da Catalunha
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Pavilhão do arquiteto Mies van der Rohe
Pormenor da fachada da Casa Batlló (Gaudí)
A Casa do Guarda - Park Güell – Gaudí
Vista da cidade do Castelo de Montjuïc (Museu Nacional de Arte da Catalunha)
Mercado La Boqueria (Ramblas)
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“Picasso”
Lina França (Texto)
Museu
Picasso, Barcelona, imagem in http://1.bp.blogspot. com/_6zNksvDvgQA/TM1MYtq_taI/AAAAAAAAA-o/uxmRQR5rLHI/s1600/IMG00527. jpg, consultado a 15-05-2014 às 16h30.
Na visita ao Museu Picasso, em Barcelona, deparamo-nos com uma exposição de escala global da importância de Picasso na arte contemporânea. É um museu muito popular, visitado por milhares de turistas, uns apenas curiosos, outros com intenções de estudar e compreender a obra de Picasso, artista emblemático do século XX, com obras que vão desde uma linguagem mais realista/naturalista, passando pelo Impressionismo, Expressionismo, Arte Nova, mas destacando-se as fases mais conhecidas: “Fase Azul”, “Fase Rosa” e Cubismo. Em 1963 o museu foi aberto ao grande público com obras oferecidas por Jaume Sabartés Gual (1881-1968), amigo íntimo de Picasso (1881-1973) desde a sua juventude e um grande entusiasta na divulgação da obra do “pai” do Cubismo. O espólio do museu conta 4.249 obras (desenhos, gravuras, pinturas, esculturas), mas as obras de Picasso
“Las meninas”, Picasso, imagem in
http://1.bp.blogspot.com/-fQtf1ca0098/ UjDqenMlc8I/AAAAAAAAA4I/YHCLFzVbK1w/s1600/Las+Meninas+Redux+X+Ten. jpeg, consultado a 15-05-2014 às 16h30.
Atividades Curriculares que mais se destacam neste museu são uma série de
centistas. Nas suas obras deparamo-nos com perspetiva
57 experiências de Las Meninas, variação interpretativa
múltipla, isto é, podemos verificar uma representação a
de Picasso (1957) sobre As Meninas, retrato colectivo da
partir de vários pontos de vistas, simultaneamente, asso-
família do rei Filipe IV de Espanha, que o pintor espanhol
ciando à pintura e escultura o conceito de tempo (a quarta
Diego Velasquez (1599-1660) executou em 1656, e o Re-
dimensão). O artista é livre na escolha dos materiais que
trato Azul de Jaume Sabartés (1901).
não são convencionais complementando a pintura e a es-
Para além do mais, o museu ainda dispõe um conjunto de documentação e fotografias que dão a conhecer a vida e obra de Picasso.
cultura com colagens e outros artefatos. O Cubismo (1907-c.1918) subdividiu-se em três fases principais, Cezanniana ou Pré-Cubista (1907-1909), Ana-
Picasso nasceu e viveu desde 1881 até 1973 em
lítica (1909-1912) e Sintética (1912-1914), mas também a
Málaga, Espanha. Iniciou o seu gosto pela pintura sob a
Secção de Ouro (1911-1912), o Orfismo (Cubismo Órfico
influência de seu pai, pintor e professor de desenho. Pas-
– 1912-1914) e ainda o Purismo, perspectivando sempre
sados quatro anos teve o seu primeiro contato com ar-
uma abertura à arte abstracta.
tistas vanguardistas. Nesta altura, com apenas 14 anos,
A fase cezanniana (ou pré-Cubismo) decorreu entre
já conseguia superar as exigências de uma conceituada
1907 e 1909 e resultou das influências de Cézanne e da
academia de arte.
escultura africana, com forte representação racional e
No ano 1900 visitou Paris, cidade que ele imediata-
geométrica das figuras e paisagens, privilegiando a sim-
mente adotou como novo lar. Entre 1901-1904 Picasso
plificação formal e a redução da gama cromática. A fase
viveu o período azul, fase de extrema pobreza, frio e
analítica decorreu entre 1909 e 1912, apresentando pla-
desespero, pelo que as suas obras traduzem a solidão
nos geométricos, acentuada simplificação formal, substi-
morte e abandono, a própria “tela” de pintura é de cartão
tuindo os sólidos (cubos, esferas e cilindros) pelas figuras
devido aos poucos recursos financeiros. Nos anos 1905 e
planas (quadrados, círculos e rectângulos), caminhando,
1906, Picasso viveu o período rosa, quando se apaixonou
assim, para uma certa abstracção. E por fim a fase sintéti-
por Fernande Olivier, esta cor deve-se a abundância de
ca, entre 1912 e 1914, destacando-se as colagens, como
tons rosa e vermelhos, que é caraterizado pela presença
forma de presentificação.
da alegria, amor, a vida do circo e dos artistas circenses,
Mas no desenvolvimento do Cubismo, especialmente
as suas obras ganham uma conotação lírica. E por fim, a
na obra de Picasso, presente-se também a influência da
fase negra que foi marcada pela influência da arte africa-
arte do Levante Ibérico, naif e infantil.
na (máscaras).
Ao fim de tantos anos de vida a trabalhar exaustiva-
A fase mais importante de Picasso foi o Cubismo,
mente, Picasso aos 87 anos retoma temáticas que já ha-
como fundador deste movimento juntamente com Braque
via explorado na sua adolescência como a alegria, o tea-
(1882-1863). Picasso procurou encontrar um novo sen-
tro, o circo, as touradas e até mesmo cenas que remetem
tido da representação da forma e do espaço que acima
para o erotismo.
de tudo superasse o conceito e as regras clássico-renas-
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“O Pavilhão de Mies van der Rohe ” Alexis Pereira (Texto e imagens)
“Pavilhão Mies van der Rohe”, Imagem em http://amsdarquitetura.com.br/blog/?tag=mies-van-der-rohe, consultado a 18-172014 as 16h30
Ludwig Mies van der Rohe foi um arquiteto alemão que mais tarde se naturalizou americano. Nasceu em Aachen a 27 de Março de 1886 e morreu em Chicago a 17 de Agosto de 1969. Esteve ligado à escola Bauhaus nos anos de 1930-1932, em Dessau, e 1932-1933, em Berlim. Mies van der Rohe foi considerado um dos principais nomes da arquitetura do século XX. Ocupou determinada posição na arquitetura alemã até aos últimos anos da década de 1930, e outra, muito diferente, além-oceano, em Chicago, depois de 1938. Foi considerado éminence grise com reputação de ser um dos mais talentosos arquitetos modernos da Europa e perito em cultura progressista. Contudo, do princípio ao fim da sua vida, permaneceu absorvido por uma única tarefa: encontrar soluções para os novos problemas arquitetónicos da era industrial. Toda a sua arquitetura privilegiou a ideia de “menos é mais”, ou seja, eliminar a decoração supérflua e primar pela simplicidade estrutural e formal. O pavilhão da representação alemã, conhecido como “O Pavilhão de Barcelona”, é uma das principais obras de Mies van der Rohe. A seguir à Primeira Guerra Mundial e à recuperação económica que se seguiu ao plano de
Pavilhão Mies van der Rohe, by Sérgio Twardowski, in http://tudoorna.com/2014/04/03/barcelona-em-7-dias-pavilhao-barcelona/, consultado a 16-05-2014 às 17h40.
Atividades Curriculares 81
Pavilhão Mies van der Rohe - Barcelona 2014
Dawes, de 1924, o edifício deveria representar a nova Alemanha: democrática, culturalmente progressista, próspera e completamente pacifista. Com este edifício, o governo alemão queria oferecer ao mundo um auto-retrato lírico através da arquitetura moderna. Construído para fins cerimoniais e de representação, o edifício foi utilizado para a abertura oficial da secção alemã da Feira Universal de 1929, aquando da visita de Estado do rei e da rainha espanhóis. Como era comum neste eventos de feiras internacionais, o pavilhão foi demolido depois da feira, mas em 1980 foi reconstruído. Este pavilhão evidencia as grandes características do Estilo Internacional: racionalismo; geometrismo depurado; jogo de horizontais e verticais na criação de planos; pilares de aço; cortinas de vidro. Destaca-se, ainda, a utilização de materiais tradicionais e nobres como o mármore polido, e os novos materiais como o vidro e o aço. Perpetiva a arquitetura minimalista. Devo registar que adorei esta viagem a Barcelona, pois tive oportunidade de ver numa escala real muitas das obras de arte que foram abordadas nas aulas de História da Cultura e das Artes lecionada pela professora Rita Rodrigues. Na minha opinião, estas viagens com caráter de visita de estudo são mais vantajosas para os alunos em relação áquelas que são organizadas pelas listas. Este género de viagem dá ao aluno uma oportunidade de ficar a conhecer mais sobre as grandes cidades e ajuda também a aumentar o seu conhecimento acerca de outras culturas. Em suma, acho que a escola deveria incentivar mais os alunos para a realização de mais viagens de finalistas deste género, pois é muito mais vantajoso para os nossos conhecimentos e além disso proporciona também muita diversão!
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“Museu Nacional de Arte da Catalunha ”
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Palácio Nacional Beatriz Peres (Texto e imagens)
O Museu Nacional de Arte da Catalunha situa-se no Palácio Nacional, no Parque de Montjuïc, em Barcelona. O museu nasceu através da junção das coleções existentes no Museu de Arte Moderna, fundado em 1945, e do antigo Museu de Arte da Catalunha que foi inaugurado
Palácio Nacional
em 1934. Em exposição estão dispostas diversas coleções de arte catalã desde o período românico (XII-XIII), com obras muito significativas para a história da Península Ibérica e da Europa, até ao século XX. Destacam-se ainda a Arte Gótica, desde o final do século XIII até ao século XIV, com esculturas e grandes retábulos pictóricos e de pedraria; do Renascimento e o Barroco, dos sécu-
Pormenor das colunas no interior MNAC
los XV-XVI e XVII-XVIII, respetivamente. Está igualmente presente a coleção de Arte Moderna e Contemporânea, desde o século XIX ao século XX. Para além destas coleções, existe incorporada uma coleção de numismática, constituída por moedas e medalhas importantes para a história da Catalunha. A maioria das obras foi retirada e restaurada do antigo Museu de Arte da Catalunha. As coleções que visitei foram as de Arte Gótica, Renascimento e Barroco. Na coleção de Arte Gótica pude
Pormenor do teto do MNAC
Atividades Curriculares verificar a evolução do “naturalismo” gótico, onde as figuras de santos, Cristo e da Virgem caminharam para um grande humanismo, observável nos frescos, na pintura mural e óleos sobre tábua, mas também nas representações escultóricas em madeira, pedra e marfim. Refira-se a importância do douramento que está bem evidenciado na pintura e escultura. Na exposição do Renascimento e Barroco verifiquei uma diferenciação entre as formas de pintar e esculpir, sendo no primeiro caso mais idealizado, com regras de perspetiva, enquanto no segundo se verifica um marcado tenebrismo, grande diferenciação dos valores lumínicos, e as figuras mais rudes e próximas de figuras populares, mesmo quando se trata de temas religiosos. A visita a este museu foi uma experiência gratificante, pois ajudou-me a alargar os meus conhecimentos a nível da história de arte e da história da Catalunha, mas também a observação da paisagem circundante de todo o museu foi igualmente encantadora.
Vista a partir do MNAC
Raparigas a desenhar perto do museu da cidade
Entrada do jardim Joan Miró
Rua em Barcelona
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“GAUDÍ” Joana Viveiros (Texto e imagens)
Pormenor do interior da Casa Batlló
A partir da segunda metade do séc. XIX Barcelona encontrava-se em rápida expansão, devido a uma economia baseada na potência da sua indústria, à expansão territorial que começou a adquirir um perfil urbanístico e de burguesia e com população acima de meio milhão. Assim, Barcelona torna-se uma metrópole moderna e cosmopoli-
Pormenor do interior da Casa Batlló
ta, artisticamente dinâmica e com a Exposição Universal de 1888 mostrou à Europa e ao mundo a sua pujança. É neste ambiente que surge a procura de uma nova linguagem artística e de representação urbana, que cultivou o êxito do Modernismo (Arte Nova) bem presente na obra de tão singular arquiteto como Antoni Gaudí (18521926). Gaudí foi um famoso arquiteto catalão e uma grande figura para a Arte Nova (Modernismo, em Espanha).
Pormenor do interior da Casa Batlló
As obras de Gaudí revelam um estilo único e individual e estão (na sua maior parte) na cidade de Barcelona, encontrando-se principalmente a nível arquitetónico, mas também na projeção de móveis e objetos, planeamento urbano e paisagismo, etc. Em todos estes campos, Gaudí desenvolveu a sua própria linguagem e conseguiu criar uma obra que apela diretamente aos sentidos e ao trabalho em conjunto com artesãos e mestres de diferentes
Fachada da Casa Batlló
Atividades Curriculares ofícios fazendo com que tudo se unisse de forma homo-
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génea. Entre muitas das suas obras destacam-se: a Casa Vicens (1883-1885), El Capricho (1883-1885), o Palácio Güell (1886-1891), o Palácio Episcopal de Astorga (18871894), a Casa de Botines (1891-1894), a Casa Calvet (1898 - 1904) e a torre de Bellesguard. Mas é entre 19001917 que Gaudí projeta as suas mais emblemáticas, inovadoras e criativas obras: Park Güell (1900-1914), a Casa Batlló (1904-1906), a Igreja da Colónia Güell (1908 -15), La Pedrera (1906-1910) e a basílica da Sagrada Família (1883-1926). Durante a nossa viagem, com carácter de eminente visita de estudo, tivemos a oportunidade de visitar a Casa Batlló, a Sagrada Família, o Park Güell, e fomos até à La Pedrera para vermos a fachada, porém esta encontrava-se em obras de restauro.
Fachada da Casa Batlló
A Casa Batlló é um ponto de referência para o Modernismo e uma das obras mais referenciais da arquitetura de Gaudí. Cada pormenor (desde maçanetas, corrimões, rodapés, clarabóias, etc) é pensado e projetado, não só esteticamente, mas também ergonomicamente. Gaudí teve como inspiração elementos da natureza (mar, água, ossos, formas vegetais, etc) e animais fantásticos. A cada passo que dão os visitantes são constantemente
Pormenor da Catedral da Sagrada Família
surpreendidos pelos detalhes que encontram. A Basílica da Sagrada Família é um espaço monumental. Está localizada no centro da cidade e ao longo dos anos tornou-se um dos sinais universais da identidade de Barcelona. Primeiramente foi um projeto do arquiteto Francisco de Paula del Villarmas (1828-1901) e mais tarde Gaudí encarregou-se da obra dando um reviravolta no projeto, notando-se, fortemente, a influência do Gótico (catalão, XIII-XV), com os seus pináculos, verticalidade e
Pormenor da Catedral da Sagrada Família
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86 Park Gruell - (Trencadís), PARC_GÜELL_foto_mexikids_sxc_hu_ in http://bcnvisit2013.blogspot.pt/2013/06/park-guell.html, consultado 18-06-2014, às 17h30.
sobriedade decorativa (para compreendermos esta linguagem basta visitarmos o Bairro Gótico, no centro de Barcelona). Até à sua morte (1926) Gaudí dedicou-se a esta obra cerca de 43 anos, criando um templo único e singular com a intenção de aproximar o povo à fé cristã. Atualmente, a Sagrada Família continua em construção seguindo os projectos e maquetes originais de Gaudí e é com milhões de visitas por ano, devotos e amigos que são recolhidas verbas para continuar a obra que deverá estar concluída por volta de 2030. Neste sentido, o próprio Gaudí disse: “La Sagrada Família é feita por pessoas, é um trabalho que está nas mãos de Deus e na vontade do povo”. O Park Güell foi inicialmente concebido para ser uma urbanização para famílias abastadas. Foi Eusebi Güell (18461918) quem encarregou Gaudí desta tarefa. Apesar de estar num ambiente saudável, com belas vistas para o mar e para a planície de Barcelona, este terreno tinha condições de construção muito restritas. Nos primeiros anos as obras do parque avançavam a bom ritmo, porém com as restrições de construção e a falta de transporte adequado atrasaram a sua construção. Assim em 1914 o projeto foi paralisado. Mesmo assim algumas estruturas já se encontravam construídas, como, por exemplo, a entrada e a receção (constituída por um edifício que servia de receção para os visitantes da urbanização e outro como residência do porteiro), a Escadaria Monumental, a Sala Hipostila (podia funcionar como mercado da urbanização), a Praça da Natureza, o Pórtico da Lavadeira e a Casa Larrard. Em todo o parque prevalece o trencadís (um sistema decorativo que consiste em revestir superfícies a partir de pequenas peças de cerâmica partida) muito usado por Gaudí. Com a morte de Eusebi Güell os herdeiros ofereceram o parque à Autarquia de Barcelona que em 1931 o tornou público. Em 1984 a UNESCO declarou-o Património Cultural da Humanidade. O Park Güell é um sítio de repouso, relaxamento, onde se observam famílias, amigos, turistas que em grupo ou individualmente passeiam pelo parque, fruindo uma obra de arquitetura cujas estruturas e formas então em perfeita comunhão com a natureza que as rodeia criando uma bonita harmonia entre homem e natureza. Gaudí morreu em 1926 atropelado por um elétrico quando ia a caminho da Sagrada Família. Apesar de não ter concluído algumas das suas obras, deixou para trás uma grande diversidade de incomparáveis obras todas com uma linguagem muito singular, linguagem essa que influenciou todo o Modernismo. Com esta visita a Barcelona tivemos a oportunidade de conhecer de perto as obras de Gaudí e assim compreender melhor os seus projetos, que nos surpreendem muito mais do que as fotografias impressas nos livros. Quando nos encontramos nos próprios espaços somos inundados pela magia, pela unicidade e pela criatividade deste incomparável arquiteto. É-nos mais fácil percecionar o espaço e a escala e identificar as influência da natureza nos mais simples pormenores. Foi, sem dúvida, uma grande viagem pelo universo artístico de Gaudí.
Atividades Curriculares Vista para Barcelona de uma da torres da Catedral da Sagrada Família
Pormenor da Catedral da Sagrada Família, Imagem in https://desportoviajar.wordpress.com/2013/09/, consultado a 18-06-2014, às17h30
Pormenor da Casa do Porteiro do Park Güell Imagem in https://desportoviajar.wordpress.com/2013/09/, consultado a 18-06-2014, às17h30
Edifício de receção do Park Güell Imagem in https://desportoviajar.wordpress.com/2013/09/, consultado a 18-06-2014, às17h30
Casa Museu Gaudí
Sala Hipostila, Imagem in http://ca.wikipedia.org/wiki/Sala_hip%C3%B2stila, consultado a 18-06-2014, às 17h35
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“Barcelona Um olhar” Imagens de: Beatriz Freitas (pág. 88) Professora Rita Rodrigues (pág. 89)
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Atividades Curriculares
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“Registos fotográficos da visita”
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Atividades Curriculares
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Edvard Hagerup Grieg, in http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e4/Edvard_Grieg_(1888)_by_Elliot_and_Fry.jpg, consultado a 26 -05-2014 as 15h30
Atividades Curriculares 93
“Edvard Hagerup Grieg ”
Celina Fernandes (Texto)
No âmbito da História da Cultura e das Artes (11º. – 11ª.) apresentei várias peças de Edvard Hagerup Grieg (18431907), compositor romântico. Edvard Hagerup Grieg, norueguês, nasceu em Bergen, a 15 de Junho de 1843, e foi um dos mais célebres compositores da sua época. Como outros grandes compositores, Edvard Grieg demonstrara desde muito novo um excecional talento musical, começando a sua aprendizagem com a mãe, ao piano, com apenas seis anos de idade, sendo, na adolescência, influenciado por Mozart, Weber e Chopin. Apercebendo-se do talento de Edvard Hagerup Grieg, Ole Bull (1810-1880), violinista norueguês, mandou-o para o conservatório de Leipzig. No entanto, Edvard Hagerup Grieg sempre se sentira insatisfeito com o que aprendera, e partiu para Copenhaga para estudar com o compositor Niels Wilhelm Gade (1817-1890). Como compositor reconhecido, Edvard Hagerup Grieg promoveu a música norueguesa através de concertos e aulas, compondo a sua primeira sonata em 1865. Faleceu em Bergen, a 4 de Setembro de 1907, de uma doença pulmonar que o acompanhava desde a juventude.
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“A Vida são as nossas opções” Filipa Mendonça – Psicopedagoga Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, IP-RAM Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (Texto e imagens)
A escola é um lugar privilegiado de aprendizagem e desenvolvimento de relações interpessoais. É neste espaço que crescemos, enquanto pessoas e conseguimos alcançar objetivos que traçamos desde novos para o nosso futuro. É considerado um espaço adequado para a implementação de programas de prevenção do consumo de substâncias psicoativas, que reduzam os fatores de risco e potenciem hábitos de vida saudáveis, e promovam o desenvolvimento pessoal e social, entre alunos, professores e educadores. A escola contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e comportamental dos alunos. Os programas de prevenção das toxicodependências oferecem oportunidades para o reforço destas competências. Assim, surgiu o projecto de prevenção das toxicodependências, “A vida são as nossas opções”, desenvolvido
Atividades Curriculares 95
pelo Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais,IP-RAM, através da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências, destinado aos alunos dos CEF’s, da Escola Secundária Francisco Franco. Os CEF’s, são percursos formativos organizados numa sequência de etapas de formação (desde o tipo 1 ao tipo 7), consoante as habilitações de acesso e duração das formações. Destinam-se a jovens com idade igual ou superior a 15 anos, habilitações escolares inferiores ao 2º e 3º ciclos ou ensino secundário ou, ainda, com o 12º ano concluído que procurem uma certificação profissional. A implementação deste projecto contemplou sessões preventivas, que procurou trabalhar as competências referidas anteriormente, nomeadamente a assertividade e a tomada de decisão. Os mitos e crenças associadas ao uso/abuso de substâncias psicoativas e o esclarecimento dos efeitos e consequências das mesmas a nível físico e psicológico, bem como as suas consequências no domínio familiar e social, foram temas abordados nas sessões. Foram desenvolvidas sessões de carácter dinâmico, em contexto de sala de aula, com destaque para a discussão, a partilha de experiências e o esclarecimento de dúvidas. Novidade, aprendizagem, informação, esclarecimento, partilha, debate, interessante, diferente, fixe,… foram palavras ditas pelos alunos no final das sessões, e sintetiza o interesse e motivação pelos conteúdos preventivos transmitidos neste projecto.
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“Visita de Estudo ao Jornal da Madeira
da Madeira, pelos diversos distribuidores e pontos de dis-
Curso Profissional
da madeira tem vindo a guardar todo o seu trabalho im-
Informática de Gestão”
tribuição (cafés, lojas, etc). Para que isto seja possível, o jornal do dia a seguir tem de ser enviado até à meia-noite para uma empresa responsável pela impressão. O jornal presso desde 20 de Fevereiro de 2010 e pensa-se vir a guardar também de forma digital. Posteriormente, o técnico de informática da empresa,
Professor Eduardo Almeida
Dr. Nelson, sublinhou que a parte da internet também era
Professora Vera Carvalho
importante porque toda a informação atualizada estaria
Professora Helena Camacho (Texto e imagens)
de imediato disponível. O técnico falou de quais são os programas que utilizam para criar o jornal da madeira e
No dia 14 de Fevereiro de 2014, no anterior ano letivo, os alunos do 10º27, visitaram o Jornal da Madeira com
como este é estruturado. Também referiu o jornal online e o canal Meo do jornal.
o intuito de aprender e observar o modo como os jornais
De seguida, visitamos a zona da redação, onde en-
madeirenses são elaborados e a importância da parte in-
contramos jornalistas, editores e fotógrafos. Um jornalis-
formática.
ta/editor informou sobre a tecnologia usada para publicar
Fomos guiados pela Diretora de Marketing, Drª Veró-
as notícias recentes e atualizadas via online. Este infor-
nica Neto, que nos falou da empresa e apresentou exem-
mou-nos que o Jornal da Madeira obtém notícias através
plares de jornais. O Jornal da Madeira, fundado a 1 de
da Agência Lusa e que este serviço é pago.
maio de 1932, é um meio histórico da comunicação social
Não foi possível visitar a rádio porque estavam a fazer
regional, publicado diariamente com a missão de informar
passatempos para o dia dos namorados. A rádio Jornal da
todos os madeirenses e portossantenses sobre os acon-
Madeira é uma rádio local. A sua emissão é sintonizada
tecimentos que marcam a atualidade regional, nacional e
através da frequência 88.8 FM. É uma rádio que opera
internacional.
durante as 24 horas do dia. Para além da seleção musi-
A Drª Verónica informou-nos de como o jornal é traba-
cal, também tem informação regional, desportiva, cultural
lhado, tanto na parte visual, como na parte técnica. Tam-
e religiosa. O site da rádio, lançado em Maio de 2006,
bém falou sobre a importância da publicidade no jornal,
veio permitir a audição da sua emissão em qualquer parte
que é a principal fonte de rendimento. Ficamos a saber
do Mundo. (radio. jornaldamadeira.pt)
que são impressos 15.000 exemplares de jornais durante
Os objetivos da visita foram cumpridos. Aprendemos
a madrugada para serem entregues a toda a população
os vários sistemas utilizados na elaboração de um jornal.
Atividades Curriculares 97
“Visita de Estudo à RTP-Madeira e Antena 3
grama “O prolongamento”. Seguidamente, levou-nos a uma sala com o nome de “Regie de vídeo”. Nesta sala trabalham duas ou três pessoas que controlam todas as câmaras, para depois fazerem os efeitos necessários, tais como, o nome das pessoas que aparecem na televisão, ou o aparecimento
Curso Profissional
da intérprete no ecrã. Na sala ao lado era outra regie,
Informática de Gestão”
a informação das últimas salas o guia levou-nos à sala
Professor Eduardo Almeida Professora Vera Carvalho
mas esta com a função de melhorar o som. Já com toda de iluminação, onde são controlados os holofotes para haver uma boa qualidade de imagem quando chegar às
Professora Helena Camacho
nossas televisões. A regie de continuidade é a sala onde
(Texto e imagens)
um ou dois trabalhadores controlam o tempo de publici-
A turma 10º26 da Escola Secundária de Francisco
dade entre os programas que estão a passar. De segui-
Franco, no ano letivo 2013/ 2014, fez uma visita de estu-
da, levou-nos à central técnica e disse-nos que lá era
do à RTP Madeira com o objetivo de conhecer as instala-
onde chegavam as filmagens do exterior e onde eram se-
ções e o equipamento que esta empresa necessita para
leccionados as melhores. Na sala “ilhas de montagem”, o
o seu funcionamento.
trabalhador faz montagens de fotos e vídeos. Passamos
A nossa visita de estudo começou por volta das 15h00, com a apresentação do guia. Este levou-nos ao estúdio
pelo sector de manutenção, onde um engenheiro arranja todas as máquinas e aparelhos danificados.
de informação onde se realiza, todos os dias, o telejornal.
Ficámos a conhecer um pouco mais da evolução dos
Revelou-nos alguns truques, como por exemplo, quando,
aparelhos de filmagem e de gravação através do Museu
numa das câmaras, aparece uma luz vermelha, significa
da RTP, como por exemplo, uma das grandes lâmpadas
que já “está no ar” a gravação. Depois do estúdio de infor-
usadas antigamente. Neste museu encontram-se câma-
mação, o guia deu-nos a conhecer o estúdio de produção,
ras antigas e outros objetos, como, por exemplo, micro-
que é uma sala maior, com necessidade de mais luzes,
fones antigos, fotos com anos de existência.
de mais câmaras para a qualidade de vídeo ser melhor. Em relação ao material audiovisual, observámos vários equipamentos destinados à captação de imagem e som, tais como, câmaras e microfones. Neste estúdio é realizado, todos os domingos, o pro-
O arquivo é onde o estabelecimento guarda todas as filmagens que podem ser úteis para o futuro. Tinha filmagens antiquíssimas. Para finalizar, o guia levou-nos aos vários estúdios de rádio (Antena1 e Antena3). Tivemos oportunidade de
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conhecer um disk-jockey que trabalha na Antena3. Nesse momento estava a dar um programa em direto de música e conseguimos entender o processamento do programa. Realçamos que a visita foi de enorme interesse, ajudando a perceber o processo de comunicação de massas, tendo a televisão o seu destaque. Nós achamos que os objetivos propostos para a visita de estudo foram cumpridos. Ficámos a saber que, para realizar programas de televisão, é necessário muito trabalho/dedicação, para que a televisão chegue todos os dias às nossas casas.
Atividades Curriculares Fig. 1- Arduino MEGA 2560 Rev3
Fig. 2. - Ethernet shield
“ARDUINO DOMUS” Professor Jorge Capela Grupo Disciplinar de Informática (Texto e imagens)
Fig. 3. - Sensor de temperatura/humidade
objetivo de acrescentar novas funcionalidades ao Arduino e são encaixadas por cima da placa: ethernet shield, motor shield, wi-fi shield, entre outros. Neste projeto, utilizámos uma placa ethernet shield para possibilitar a ligação do Arduino a uma rede de dados. Utilizámos ainda diversos acessórios: sensor de
O Projeto
temperatura/humidade, sensor de luminosidade, sensor de movimento, placa de relés e motor de passo (stepper).
O projeto «ARDUINO DOMUS» surgiu no âmbito da
Para desenvolver a aplicação que controla o Arduino
disciplina «Gestão de Redes Intranet e Internet», da tur-
(e consequentemente todos os acessórios conetados)
ma 11º28 do curso CEF «Instalação e Manutenção de
utilizámos o App Inventor. O App Inventor é uma plata-
Sistemas Informáticos», no ano letivo 2013/ 2014, e o seu
forma de programação para Android, acessível pela web,
principal objetivo é ensinar a programar de forma lúdica,
que permite criar aplicações de forma simples e intuitiva
intuitiva e simples.
através do desenho da interface e do encaixe de blocos.
Este projeto consiste na programação de Arduinos
A aplicação desenvolvida pode ser instalada num
para controlar uma casa, tornando-a “inteligente”. A in-
smartphone ou tablet e para permitir a comunicação com
teração com o utilizador é realizada com auxílio de uma
o Arduino utilizámos um router wireless ligado à placa
aplicação para Android, desenvolvida pelos alunos da tur-
ethernet shield. Desta forma criámos uma rede wi-fi inter-
ma no App Inventor.
na, à qual o dispositivo móvel se pode conetar e comuni-
O que é então um Arduino? É uma placa de compo-
car com o Arduino.
nentes eletrónicos que pode ser programada para intera-
Esta aplicação pode, por exemplo, ligar/desligar as
gir com outros acessórios, através do envio e receção de
lâmpadas em cada divisão da casa, acionar os estores
sinais analógicos e digitais nas diferentes portas de co-
elétricos, acionar um aparelho de ar condicionado, ligar/
municação. Existem diversos Arduinos, uns com menos
desligar o sistema de rede. A aplicação pode ainda exe-
portas e menor capacidade de memória, outros com mais
cutar ações pré-definidas, em função de determinado
portas e maior capacidade de memória. Devido às ca-
acontecimento. Por exemplo, se for detetado movimento
racterísticas deste projeto escolhemos o Arduino MEGA
pelo sensor de movimento, a lâmpada daquela divisão
2560 Rev3, pois possui mais portas e maior capacidade
é ligada automaticamente. Por outro lado, se ativarmos
de memória, permitindo controlar mais acessórios.
o modo de ausência, o alarme é ativado se existir movi-
Quando falo em acessórios refiro-me a componentes
mento.
eletrónicos que foram fabricados para o Arduino e podem ser ligados diretamente às portas da placa: sensor de
Exposição ARDUINO DOMUS na Semana das
temperatura, relés, entre outros. Refiro-me ainda a outras
Tecnologias
placas, denominadas shields, que foram fabricadas com o
O projeto esteve patente no Polivalente da escola du-
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Fig. 4 - Lâmpada e Breadboard com sensor de luminosidade, sensor de temperatura e respetivas ligações
100
rante a Semana das Tecnologias (28 a 30 de Abril). Para a montagem utilizámos painéis de madeira para simular as paredes de uma casa e delimitar dois quartos e uma sala. Em cada divisão da casa foi colocada uma breadboard (placa perfurada para montagem de protótipos sem ser necessário soldar componentes) com um sensor de temperatura/humidade, um sensor de luminosidade e um sensor de movimento.
Fig. 5 - motor de passo (stepper);
Estes sensores enviam dados para o Arduino através de cabos de rede Ethernet Cat. 5e (gentilmente oferecidos pela empresa LarNET). Foram ainda instaladas lâmpadas nas divisões cuja energia elétrica é transportada por cabos elétricos (fornecidos pela empresa Alfilux). Na porta principal de entrada instalámos um trinco elétrico que pode ser acionado manualmente no interface
Fig. 6. Placa de relés;
da aplicação Android. Na sala foi instalado um motor de passo (stepper) para simular um estore elétrico, que pode ser acionado manualmente no interface da aplicação Android, ou acionado automaticamente, consoante as condições de luminosidade transmitidas pelo respetivo sensor de luminosidade. Ainda neste ano letivo e já a pensar em 2014/2015, contamos montar a exposição na sala 210 para que toda a comunidade escolar possa visitar o espaço, e também
Fig. 7. Interface gráfico e programação em blocos
para que os alunos possam continuar a desenvolver o projeto.
Fig. 8 - Painel principal de controlo
Atividades Curriculares 101
“Visita de estudo Curso Profissional de Técnico de Multimédia” Professora Ana Andrade Professora Conceição Gonçalves Professor José Migueis Grupo Disciplinar de Multimédia (Texto e imagens)
No ano letivo 2013/ 2014, realizaram-se duas visitas de estudo ao estúdio “Paulo Ferraz Studio” e ao estudio “Eduardo Costa – Produções Lda” com a atual Turma 23 do 12º. Ano, integrado nas disciplinas de Design, Comunicação e Audiovisuais, de Técnicas de Multimédia, de Projeto e Produção Multimédia e de História da Cultura e das Artes, do Curso Profissional de Técnico de Multimédia, da Escola Secundária de Francisco Franco. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer como se grava músicas num estúdio profissional, os vários tipos de microfones para registo de som e como criar música sintetizada por computador. O músico Paulo Ferraz teve a gentileza de ofertar à Escola e ao grupo Multimédia software de edição de som profissional. Os objetivos da visita foram observar: - O mundo da edição do áudio e do video digital; - Os diversos tipos de ligação de video e áudio digital e equipamentos dedicados; - Equipamentos de pré-produção, produção e pós-produção - Manuseamento e noções de segurança no uso do material profissional.
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“Art with hearts”
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tagiando a comunidade escolar. Testemunhos (em Inglês):
Professora Sara Boto Delegada do Grupo Disciplinar de Inglês (Texto e imagens)
The experience of Hugs 4U in my opinion was an awesome idea. I felt really excited and worried because when you hug somebody you have a big responsibility. I liked
A ideia para a atividade Art with hearts surgiu como
the idea because we hugged people we didn´t know. In
resposta ao tema aglutinador “Escola e Família”, escolhi-
the end we felt tired but we really liked to participate in this
do pela Escola Secundária de Francisco Franco, para o
project. (Ricardo Freitas)
ano letivo de 2013/2014.
Hugs 4 U was a unique and unforgettable event. Peo-
Com o objetivo de celebrar a relação entre Escola e
ple welcomed our class enthusiastically although with
Família, os alunos e professores de Inglês entregaram-
some surprise. Giving a Hug isn’t only a way to salute that
-se a este projeto com entusiasmo e organizaram alguns
person but also a way to transmit our really strong feelings
eventos ao longo de quase duas semanas, de 13 a 21 de
that are blowing up in our body and mind! (Jorge Videira)
março, conjugando a música, a dança, a pintura, a poe-
I felt that a hug is more than just a hug. When we hug
sia, a fotografia, o vídeo. A exposição Art with hearts reuniu citações, cartazes, panfletos, fotografias, maquetas, desenhos e pinturas de alunos do 10º, 11º, 12º ano e dos cursos EFA.
someone we can give him/her some positive energy. I learnt that a hug can have different characteristics. (Carolina Saldanha) In the beginning we felt a bit afraid of doing this activity
Para além da exposição, a sala de sessões da Es-
and how people would react, for being hugged by people
cola Francisco Franco foi palco para uma palestra sobre
they didn’t know. After doing it, we enjoyed so much and
a evolução do conceito de família e a estruturação da
we felt the enthusiasm of the people we hugged. (Lean-
família na sociedade atual, com a intervenção da Dr.ª.
dro and Carina)
Maria Fernanda Gomes, Vogal do Instituto de Segurança Social. Orientados pela Profª Isabel Macedo Pinto, do grupo
Hugs4U was a good experience for us. I liked that sense when I hugged people I didn´t know and it made me feel so well (Glória)
Danças em Transição, deixámo-nos deslumbrar por al-
The project “Hugs 4 you” was a success because we
guns exemplos de danças de todo o mundo, inspiradas
met new people, shared a lot of emotions and feelings. It
na tradição, que os presentes puderam experienciar na
was wonderful! (Cátia & Francisco)
sessão prática Dancing with the heart. E, porque a Escola é igualmente um lugar de afetos e
Hugs 4U was an interesting project which gave us many smiles and new feelings. (Élio)
emoções, a turma 15 do 11º ano decidiu abraçar o projeto
Hugs 4u... in the beginning this appeared to be so-
Hugs 4U, espalhando pelos diversos espaços da escola
mething strange but soon we felt differently. The classes
demonstrações de calor humano, surpreendendo e con-
received us so well and their response was so amazing
Atividades Curriculares that all we wanted to do was to do it again. When we hug someone, we feel a sense of happiness, of being loved, that no other thing can give us. So, be happy and hug a lot! (Luísa & Jéssica) I liked Hugs 4U a lot, in the beginning I felt weird with the situation, but in the end it was a good and fun experience (Nuno) It was really nice. We truly enjoyed it and if we could do it again we wouldn’t even hesitate. We hope the people we hugged enjoyed it as well. (Helena & Vera) Na sessão multiartes Sounds of our hearts, alunos e professores celebraram, uma vez mais, a Família e a Escola, através da música, poesia e vídeo. Os que assistiram a esta sessão não ficaram certamente indiferentes às emoções e aos sonhos dos que contribuíram de forma tão genuína e entusiástica para a realização deste evento. As atividades não ficam por aqui. A atividade Art with hearts culminou, no final do ano letivo, com um momento de convívio, Tea Party, entre alunos, pessoal docente e não docente, pais e encarregados de educação. E, assim foi na nossa escola, a atividade Art with hearts. Os nossos alunos demonstraram que realmente acreditam na estreita relação entre Escola-Família, como espaços de socialização e crescimento. Tal como uma aluna do 11º ano coloca esta questão de forma rigorosa e inquestionável: Family = Education School = Education Education2 = Perfect Education
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“Visita de Estudo à Loja do Cidadão
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Curso Profissional Informática de Gestão” Professor Eduardo Almeida Professor Miguel Andrade Professor Helena Camacho Professor Marco Olim (Texto e imagens)
Finalidades da Visita de Estudo: •
Conhecer a estrutura e organização da Loja do
Cidadão; •
Conhecer os problemas do dia à dia que podem
ser resolvidos na Loja do Cidadão; •
Conhecer as aplicações informáticas utilizadas
na área da gestão, por exemplo: gestão comercial na óptica do utilizador; •
Conhecer as instalações Informáticas, em termos
de soluções de rede, servidores, virtualização e sistemas de Backup; •
Divulgar e promover a cultura científica na área
da Informática; •
Permutar ideias e conhecimentos científicos na
área da Informática. Os alunos foram guiados pela Subgerente da Loja do Cidadão, Dr.ª Fiona Pereira e pela hospedeira Ana. O Engenheiro Matias da Direção Regional de Informática explicou toda a componente informática da Loja do Cidadão. Os objectivos da visita de estudo foram cumpridos.
Atividades Curriculares 105
“Visiting ECM” Professora Sara Boto Delegada do Grupo Disciplinar de Ingles (Texto e imagens)
On May 7, the 18 students from 11º24 (Curso Profissional de Informática de Gestão) and their teachers, Imponina Célia Paulo and Sara Boto, were conducted through Madeira’s Beer Company (Empresa de Cervejas da Madeira). With this visit, we found out how the process of fermentation occurs and how the bottles of beer, soda and water get filled up and are stocked. Mrs. Diana Jardim explained us all these phases. We had the chance to learn so much about the different departments and their operations and we even tasted their soda. Thank you, ECM!
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“ Voyage Culturel à Paris” Exposição Professor Jorge Baptista Grupo Disciplinar de Francês (Texto e imagens)
A exposição:”Voyage culturel à Paris” reflete o trabalho final referente ao tema do 9.º e último módulo do programa do 11.º ano de Francês:”Autour d’un projet”. A atividade que, esteve exposta no corredor adjacente às salas 200 durante o período compreendido de 8 a 16 de maio de 2014, constituiu um projeto coletivo desenvolvido através de uma metodologia cooperativa. Este projeto, compreendeu uma estada no mundo do virtual de seis dias em Paris, capital da França, cidade da luz, fulgurante e generosa, mítica e eterna: para se deixar seduzir e envolver pela sua incomensurável beleza, através de um programa cultural negociado com os alunos. Paris divide-se em 20 arrondissements (distritos administrativos) em forma de espiral, refletindo o desenvolvimento urbanístico da capital francesa e das suas sucessivas ampliações. Cada grupo de trabalho recolheu informações através da pesquisa pela internet produzindo materiais de suporte tendo em vista a sua difusão, neste caso concreto, a sua organização e divulgação, à comunidade escolar, através de uma exposição. Assim, os grupos de trabalho desenvolveram o seu trabalho, sobretudo, no 1.º; 4.º; 7.º; 8.º e 18.º arrondissements, um pouco da sua história e respetivos monumentos de interesse cultural e turístico, no circuito das quatro linhas de autocarro: “Paris Open Tour”
Atividades Curriculares e nas suas atrações turísticas e propuseram várias sugestões para a ocupação de uma tarde livre. Os conteúdos/atividades que foram desenvolvidos permitiram a aquisição de conhecimentos específicos subjacentes a este projeto, mobilizar as várias competências adquiridas ao longo do percurso de aprendizagem, conhecimentos diversificados de outras áreas de saber, assim como comportamentos e atitudes inerentes a um trabalho cooperativo.
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“Tipografia Ilustrada” ProfessoraTânia Martins Grupo Disciplinar de Multimédia (Texto e imagens)
Através deste registo, dou a conhecer um dos trabalhos realizados pelos alunos da turma 30 do 10º ano, do Curso de Técnico de Multimédia, no ano letivo 2013/ 2014. A proposta de trabalho apresentada na disciplina de Design Comunicação e Audiovisuais remetia para a criação de uma tipografia ilustrada, e o programa a utilizar seria o Adobe Illustrator. Cada discente, de um modo aleatório e didático, selecionou letras do abecedário às quais atribuiu a sua própria interpretação. O resultado do trabalho é uma imagem gráfica jovem e dinâmica cujo objetivo seria a aplicação em t-shirts.
Atividades Curriculares 109
“Espaço refletido” Professor Duarte Sousa Professor Pedro Berenguer Professor Mafalda Sofia Fernandes Professor Teresa Mafalda Gonçalves Grupo Disciplinar de Geometria (Texto)
“…o desenvolvimento da axonometria coexistiu com a perspetiva. Isto significa que tivemos ao mesmo tempo, desde as primeiras tentativas para representar a profundidade espacial num plano, até a maturação de ambos os sistemas em termos científicos, nos séculos XV e XVI, duas formas de observar ou representar o mundo, ou duas maneiras de o pensar: a visão do ‘occhio interiore’ encontrada na axonometria e do ‘occhio del corpo’ da perspetiva, um instrumento precedente da mimésis, para reproduzir a natureza.” João Pedro Xavier A exposição da Disciplina de Geometria Descritiva denominada espaço refletido, foi instalada no corredor, junto ás salas onde é lecionada de há muito esta disciplina, criando urna relação de proximidade e familiaridade com os alunos que frequentam e com a comunidade educativa, na vivência dos espaços físicos e vivenciais da escola. O trabalho exposto decorre do desenvolvimento de uma atividade programada que aconteceu no 3ª período, do ano letivo 2013/14, como componente letiva (trabalho de grupo; desenvolvimento dos itens do 1º, 2º e 3° períodos do currículo do 10° e 11° ano; criação de composições geométricas segundo os sistemas de representação diédrica e axonométrica). A exposição um espaço refleti-
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do organizada pelos alunos e pelos professores, decorreu durante o final do ano letivo 2013/14 até ao atual ano letivo. Esta exposição tem como objetivo sensibilizar e motivar os alunos a iniciarem a disciplina no novo ano letivo. Os alunos na disciplina de Geometria Descritiva procuraram, com recurso a uma ampla utilização dos elementos visuais de uma linguagem plástica em materiais e suportes menos usuais, uma transversalidade com o domínio plástico-expressivo. A disciplina de Geometria Descritiva é uma disciplina de carácter bienal (10° e 11° Anos), e enquadra-se na estrutura curricular dos Cursos de Artes Visuais e Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário. O sentido da presença desta disciplina no repertório curricular do ensino secundário é o de contribuir para a formação de indivíduos, enquanto tal, e, particularmente, daqueles para quem seja fundamental o ‘diálogo’ entre a mão e o cérebro, no desenvolvimento recíproco de ideias e representações gráficas.’ A disciplina de Geometria Descritiva desenvolve a capacidade de ver, perceber, organizar e estruturar o espaço. No estudo do meio envolvente ou na criação de objetos ou situações de que se pode compreender a dimensão formativa (Programa de Geometria Descritiva, 1999). A Geometria Descritiva estuda as representações no plano de formas tridimensionais e dos espaços, a sistematização de diferentes métodos de representação gráfica. Alunos envolvidos:Turmas,10ª08,10ª09,10ª1O,lOªll,10ª12, 10º13 10º14, 11°08, 11°09, 11º10, 11º11, 11º12 e 11º13, do ano letivo 2013/ 2014.
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Atividades Curriculares
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“Ponto” Margarida Santos e Carmo Câmara Santos, (Texto)
“A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final.” Fernando Pessoa A partir do momento em que somos confrontados com a possibilidade de deixar uma marca do nosso percurso escolar - no estabelecimento de ensino que escolhemos e que representa um dos alicerces da nossa educação, mas também o local responsável pela evolução de cada um enquanto estudante e enquanto ser humano -, não poderíamos deixar de ambicionar a plena satisfação desta experiência. Denominada
ponto, esta exposição engloba
trabalhos de alunos do 10º, 11º e 12º ano, integrando propostas desenvolvidas ao longo do anterior ano letivo nas disciplinas de Artes Visuais – Desenho A, Oficina de Artes e Oficina Multimédia B. A mostra apresenta exercícios, estudos, esboços, ensaios, registos de reflexões gráficas fruto de unidades de trabalho com a finalidade de aproximação ou de aprofundamento programático. É visível uma vasta utilização de procedimentos técnicos e tecnológicos, materiais e suportes diferenciados. Esta mostra acolhe também dois momentos ou pontos importantes: uma homenagem à professora Domingas Pita (1964-2013), artista e docente do Grupo de Artes Visuais da escola, cuja dedicação aos alunos e ao ensino das artes muito contribuiu para o reconhecimento desta
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área de estudos; a presença de peças de três artistas
desfecho. Com a finalização deste ciclo na vida de cada
e docentes, convidados, Duarte Encarnação, Marco Fa-
aluno, desta etapa do nosso percurso enquanto estudan-
gundes Vasconcelos e Paulo Sérgio Beju, pontuando a
tes, começa uma outra, repleta de novas experiências,
colaboração prestada em diferentes contextos de aula,
novas realidades, lugares e pessoas.
adentro das actividades pedagógicas e científicas desenvolvidas no 12º Ano de escolaridade.
Todos estes elementos complementam-se num pon-
to de encontro, ponto que determina um lugar, um
O conceito base presente nesta exibição colectiva,
momento, um acontecimento entre estudantes, docentes
proposta e elaborada pelos alunos e professores da Dis-
e visitantes, atmosfera que estimula a inovação, a criativi-
ciplina de Desenho A remete-nos para uma relação intrín-
dade e a fruição estética.
seca do desenho com o âmbito oficinal. E todo o trabalho realizado, intrinsecamente associado à linguagem visual
Professora Teresa Jardim
ou plástica, começa inevitavelmente por um simples pon-
Grupo disciplinar de Artes Visuais
to. Desta forma, este elemento encontra-se presente em todos os registos, tendo várias interpretações conceituais, não só no que diz respeito à representação visual
Ponto foi a designação encontrada para a Ex-
do mesmo, como também à significação da própria pala-
posição Coletiva de Artes Visuais dos alunos do 10º, 11º
vra (escrita e verbalizada), podendo assim ser entendido
e 12º Anos, num total de onze turmas, do Curso Cientí-
de diversas maneiras.
fico-Humanístico de Artes Visuais da Escola Secundária
O
ponto, enquanto elemento estrutural da lingua-
de Francisco Franco.
gem plástica e expressão mínima da comunicação visual,
A inauguração desta mostra ocorreu no dia 5 de Ju-
pode ser interpretado como início, lugar de partida. Todo
nho e esteve patente à comunidade educativa, até ao dia
o desenho parte de um ponto inicial e é a partir deste que
30 de Julho de 2014, reabrindo aquando da receção aos
o ato de criação nos propõe e gera uma constelação de
alunos, para o ano lectivo 2014/15. Um dos propósitos
possibilidades.
desta atividade foi odne alargar o conceito de espaço ex-
Da mesma forma, este elemento remete-nos à ideia
positivo e integrar a vivência quotidiana da escola, pelo
ponto de vista – e de per-
que o percurso expositivo contempla os corredores e es-
ceção do mundo envolvente, refletindo-se nos diferentes
cadarias do edifício principal da escola e a Galeria de
trabalhos expostos. A maneira como cada aluno é influen-
Arte Francisco Franco.
de perspetiva pessoal –
ciado pelas suas vivências, pela sua infância e pelo local
A mostra organizada pelo Grupo Disciplinar de Dese-
onde vive é visível no seu processo criativo e, consequen-
nho A e Oficina de Artes, teve a Conceção e Coordena-
temente, nos resultados obtidos, cada um apresentando
ção Geral a cargo das professoras da disciplina de De-
trabalhos com características únicas, com uma identida-
senho A do 12º Ano, Teresa Jardim, Graça Berimbau e
de pessoal.
Filipa Venâncio e dos alunos finalistas de Artes Visuais
Outro entendimento é o de princípio e fim, início e
representados, por Beatriz Vieira e Gonçalo Silva.
Atividades Curriculares A orientação pedagógico-científica foi dos docentes das disciplinas de Desenho A: 10º Ano, Teresa Jardim, Nélio Cabral e Graça Berimbau; 11º Ano, Lília Diogo e Ana Paula Sousa e no 12º Ano, Graça Berimbau, Teresa Jardim e Filipa Venâncio. Em Oficina de Artes, esteve a cargo de Filipa Venâncio e Rui Pestana e em Oficina Multimédia B, por Sílvia Pimenta e Tânia Martins.
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Atividades Curriculares
“Projeto de intervenção urbana ”
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Professora Filipa Venãncio Grupo Disciplinar de Artes Visuais (Texto e imagens) A Convite do Estabelecimento Vila Mar, a turma 7 do 12º ano do Curso Científico Humanístico das Artes Visuais desenvolveu, no âmbito da disciplina de Oficina de Artes, no ano letivo 2013/ 2014, um projeto de intervenção mural para a referida instituição, com o intuito de renovar os murais realizados em anos anteriores, nos seguintes espaços: Mural 1 - entrada das residências e Mural 2 - balneários. Esta proposta foi desenvolvida no projeto artístico da turma ao longo do 3º período, o que implicou várias visitas ao espaço, para medições e registos fotográficos, a 23 de abril e a 12 de maio. Foram desenvolvidos estudos diversificados para os dois espaços considerando a envolvência do lugar e as pinturas anteriores. Foi desenvolvido um trabalho em parceria com o professor Marco Fagundes Vasconcelos, docente desta instituição, envolvendo os alunos do estabelecimento não só no acompanhamento e execução do projeto mas também na seleção dos projetos propostos. No contexto da exposição final de 12º ano intitulada ponto, foi feita pela referida turma uma intervenção a giz nas paredes do palco do ginásio por forma dar a ver no espaço da escola alguns apontamentos dos diversos projetos trabalhados pelos alunos, em articulação com o grupo de teatro Corpus
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No dia 9 de junho teve lugar a concretização do Mural 1 junto à entrada das residências no estabelecimento Vila Mar. No dia 11 de julho foi feita a intervenção do Mural 2 – balneários.
Atividades CAucr roi n c ut e l acr e e su
“Segurança e Saúde no Trabalho”
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No dia 10 de fevereiro, no anterior ano letivo, às 15h15, na Sala de Sessões, na Escola Secundária Francisco Franco, decorreu a Sessão de informação sobre ‘Segurança e Saúde no Trabalho’, seguida de visita à unidade móvel instalada na frontaria da escola. Esta sessão foi organizada pelo Engenheiro Rui Ferreira e teve como orador o Médico Rui Silva.
“Segurança na Internet” A professora Carol Aguira organizou no dia 11 de fevereiro, no anterior ano letivo, às 15h15, na Sala de Sessões, na Escola Secundária Francisco Franco, a conferência “Segurança na Internet”, que teve como oradora a Dr.ª Rosa Silva do Núcleo de Tecnologias Educativas da DRE.
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Atividades do Grupo Disciplinar de Biologia e Geologia O Grupo Disciplinar de Biologia e Geologia organizou nos dias 18 e 19 de fevereiro, na Escola Secundária Francisco Franco,
a conferência “Riscos Geológicos”,
que teve como orador o Professor Doutor Domingos Rodrigues, da Universidade da Madeira. Já no dia 20 de fevereiro foi possivél assistir à conferência “Cetáceos vêm à escola - biodiversidade”, que contou com a participação da Dra. Sílvia Carvalho, do Museu da Baleia.
Atividades Curriculares
“Certificação na Ram
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Fator de Competitividade” A professora Sandra Vieira, do Grupo Disciplinar de Economia e Contabilidade, organizou no dia 3 de março, no anterior ano letivo,às 10h00, na Sala de Sessões, na Escola Secundária Francisco Franco, a palestra “Certificação na Ram - Fator de Competitividade”, que teve como oradora a Eng.ª Andreia Martins, Gestora de Clientes da Empresa APCER - Associação Portuguesa de Certificação.
“Dia Triunfal” Exposição
No dia 06 de março inaugurou-se, na Escola Secundária Francisco Franco, a exposição “Dia Triunfal”, a propósito do centenário da criação dos heterónimeos de Fernando Pessoa, com a participação das turmas 12º06, 12º07 e 12º08, sob a coordenação pedagógica das professoras de Português, Teresa Pereira, Graça Cõrte e Susana Rodrigues.
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“A Boa Alimentação eo Rendimento Escolar” O professor Roberto Henriques, do Grupo Disciplinar de Informática, organizou no anterior ano letivo, no dia 23 de abril, do anterior ano letivo, às 17h00, na Sala de Sessões, na Escola Secundária Francisco Franco, a palestra “A Boa Alimentação e o Rendimento Escolar”, que teve como oradoras as Enfermeiras Clélia Henriques e Titina Câncio.
“Semana das Tecnologias” Os Grupos de Electrónica e de Informática desenvolveram, entre os dias 28 e 30 de abril, a Semana das Tecnologias. Ao londo desta semana desenvolveu-se diversas atividades, desde conferências a apresentações de projetos e divulgação, a outras escolas, dos respetivos cursos.
Atividades Curriculares 123
“Comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril” O Grupo Disciplinar de História, da Escola Secundária de Francisco Franco, desenvolveu, no anterior ano letivo, um conjunto de atividades no âmbito das comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril: - Conferência com o tema “Conta-me como foi”, que teve como oradores os ex-furriéis António Gonçalves e Henrique Silva; - Criação de um painel coletivo “40 cravos de/para abril 1974-2014”, com a participação dos alunos das turmas 13 e 14 do curso de Artes Visuais, sob orientação científica e pedagógicas dos professores Filipe Meleiro, Graça Berimbau e Nélio Cabral; - Audição da gravação “Do Estado Novo ao 25 de abril de 1974“, no Pátio Central da Escola; - Dramatização: “Aquela foi a madrugada…” , com a dinamização da Associação Companhia Contigo Teatro; - Encenação: “Madeira, a Prisão Dourada”, com a dinamização da Oficina de Teatro Corpus; - Atividade: “O meu primeiro de maio”, com a dinamização da Oficina de Teatro Corpus;
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“Semana da Matemática” O Grupo Disciplinar de Matemática, da Escola Secundária de Francisco Franco, desenvolveu, no anterior ano letivo, de 5 a 9 maio, um conjunto de atividades que incluiram exposições, encenações, conferências, atividades lúdicas e desportivas e concertos de música. Destacamos: - Exposição de trabalhos; - Atividade “A Matemática na Robótica”; - Conferência “Outra visão da Matemática”; - Aula de descer abismos (leitura encenada pelo grupo “Contigo Teatro”); - Visualização do filme “Moneyball”; - Conferência “Matemática da música”, que teve como convidado o Mestre Pedro Nóia da E.S.J.M; - Atividade “Gincana matemática”; - Conferência “Promoção da Literacia Estatística”, que contou com a presença da Dra. Emília Alves, do Eng. Miguel Teixeira e da Dra. Ângela Gouveia; - Concerto de música pela Orquestra de Sopros B do DSEAM;
Atividades Curriculares 125
“Semana do Multimédia” O Grupo Disciplinar de Multimédia, da Escola Secundária de Francisco Franco, desenvolveu, de 12 a 20 de maio, um conjunto de atividades que incluiram uma exposição, conferências, e a divulgação do Curso Profissional de Técnico de Multimédia, integradas na Semana do Multimédia. Destacamos: - Exposição de trabalhos na sala 422 e na Galeria Francisco Franco; - Conferência “O Fenómeno da Globalização”, que teve como convidados a Professora Doutora Rita Rodrigues com o tema “Comunicação e Globalização”, o Dr. João Gonçalves, com o tema “O papel da internet nos meios de comunicação” e os alunos do curso Sara e João, que falaram sobre “A tecnologia, principal condutor da globalização”. Esta conferência contou ainda com a moderação da Dr.ª Conceição Gonçalves; - Conferência “Projetos Criativos”, que contou com os convidados Dr. Duarte Encarnação, que falou da Arquitetura Digital, Dr. António Abreu, que falou do seu projeto “MAD Productions” e ainda a Dr.ª Bruna Pires e o Dr. Gonçalo Correia, que falaram do Projeto “Gonna”. A conferência contou com a moderação do Dr. José Migueis; - Conferência “Tecnologia e Multimédia”, que contou com os convidados Dr. Eduardo Costa, que falou de “Filme, Televisão e Multimédia na Madeira” e Dr. António Abreu, que falou de “Música e Produção Musical”. A conferência contou com a moderação da Dr.ª Ana Andrade.
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“Semana da Filosofia” O grupo Disciplinar de Filosofia da Escola Secundária de Francisco Franco, desenvolveu, no anterior ano letivo, um conjunto de atividades que incluiram uma exposição, feiras e conferências. Destacamos: - Exposição com o tema “Alteridade na Subjetividade” - Atividade: “Feirinha Doce Sabedoria ”; - Conferência: “Liberdade e Responsabilidade”, com a oradora Liliana Rodrigues, docente da Universidade da Madeira; - Conferência: “Europa: cidadania e discriminação (as novas representações sociais)”, com os oradores Carlos Santos e Marco Carvalho, docentes da E.S. de Francisco Franco e em parceria com Clube Europeu ESFF; - Conferência “Habermas e a Europa”, com o orador Helder Lourenço, docente da E.S. Francisco Franco e em parceria com Clube Europeu ESFF;
Atividades Curriculares
“Atividades do Grupo Disciplinar de Português”
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No dia 19 de maio, do anterior ano letivo, às 11h30 no Polivalente, na Escola Secundária Francisco Franco, o Grupo Disciplinar de Português promoveu um recital de poesia e a inauguração das exposições “Selfies”; “Camões no séc. XXI”; “A cidade e as serras”; “(Re)criar valores (publicidade)”; “O Dia Triunfal” e “Há Luar?” Estas iniciativas contaram com a colaboração de alunos, sob a coordenação das professoras Ângela Carvalho, Magda Santos, Graça Corte, Rosinda Rodrigues e Teresa Pereira. No mesmo dia foi possível assistir à atividade “Corrente poética – poesia em voz alta”, com a participação dos alunos das professoras Ângela Carvalho, Regina de Castro e Abreu e Rosinda Rodrigues. Já no dia 22 de maio, a Comunidade Educativa, da Escola Secundária de Francisco Franco assistiu à atividade “Revisão de matéria dada – leitura de textos (12º ano)”, dinamizada pelos alunos das professoras Eker Gomes, Maria José Assunção, Susana Rodrigues e Teresa Pereira. No dia 3 de junho, a professora Teresa Pereira apresentou novamente a atividade “Troca de livros”, na Sala de Professores, que faz parte do Projeto “Ler +, Escrever Melhor.”
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“Semana das Atividades Naúticas” Os professores João Paulo Silva e Duarte Mendonça , do Grupo Disciplinar de Educação Fisica desenvolveram a atividade “Semana das Atividades Naúticas, na Rampa de São Lazaro que contou com a participação de diversos alunos da Escola Secundária de Francisco Franco.
“Quem sou eu?” Conferência No dia 21 de maio, do anterior ano letivo, decorreu, na Escola Secundária Francisco Franco, na sala de sessões, a conferência “Quem sou eu?, que teve como orador Fábio Freitas, aluno invisual da nossa escola.
Atividades Curriculares
“V Sarau de Ginástica”
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No dia 06 de junho, do anterior ano letivo, decorreu, na Escola Secundária Francisco Franco, no Pavilhão Desportivo, o V Sarau de Ginástica. Este evento teve a organização dos Professores Dalila Trindade, Carla Pestana, David Ferreira e Irene Mendonça.
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Benalmádena
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Viagem de Finalistas Professor Jorge Baptista Grupo Disciplinar de Francês (Texto e imagens) As viagens de finalistas têm sido alvo, por parte da comunicação social, de muitos comentários, alguns deles muito céticos quanto à sua realização no modelo atual, outros mais compreensivos, indicando aspetos positivos. Como professor responsável da Escola nesta viagem ,devo referir que tudo decorreu normalmente, sem incidentes de maior, e a julgar pela leitura dos testemunhos escritos de alguns finalistas, foi uma semana inesquecível que os marcará para o resto das suas vidas. Esta atividade foi muito bem planeada e envolveu muitos intervenientes: Conselho Executivo, funcionários, comissão de finalistas, alunos, encarregados de educação, empresas, representantes da agência que organizou esta viagem. Este ano não faremos, como habitualmente, a narrativa dos acontecimentos vividos durante a nossa estada em Ben Almádena pois os nossos finalistas já o fazem nos seus textos que podemos ler na nossa revista. Iremos, sim, tecer algumas considerações a propósito destas viagens, resultado de uma reflexão pessoal efetuada, via internet. A juventude é um momento de fortalecimento, em que se começa a fazer o que quiser. Quando amadurece e ganha novas responsabilidades, o jovem adquire sabedoria e não perde de vista o que é realmente importante.
Aconteceu A melhor maneira para o jovem realizar isso é focar e investir na sua vida.
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As viagens de finalistas são um marco importante na vida dos jovens, um ritual de passagem à idade adulta. Pretendem premiar o seu esforço, alargar a sua cultura geral e empurrá-los para os desafios futuros. Na Páscoa, época por excelência destas comemorações, já está bom tempo e os preços ainda não são proibitivos..., Milhares de finalistas fazem-se à estrada. Com viagens cada vez mais massificadas, a semana pascal também é, para muitos, o período mais louco da sua vida em que o dia e a noite se confundem, em que multidões enchem as ruas, a qualquer hora. As viagens começam muito antes. Em setembro, logo no início do ano letivo, fazem-se os contactos com as comissões de finalistas. Depois, chegam as rifas, para angariar fundos, com prémios patrocinados pela agência escolhida. Os programas são, em regra, “tudo incluído”: refeições, snacks, bebidas. A promessa é sempre de “uma volta a um mundo novo em sete dias”, “uma semana inesquecível”, além do inevitável “sair à noite sem horas para chegar, muita festa e diversão entre amigos”. Os preços, esses, oscilam entre os 400 e 500 euros, no caso da Madeira. São chamarizes que acabam por conferir força aos seus críticos. “Estas viagens estão estruturadas para dar resposta ao gozo fácil”, aponta Helena Fonseca, coordenadora da consulta de adolescentes do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e presidente da Medicina do Adolescente, na Sociedade Portuguesa de Pediatria. “Têm como destinatários miúdos ávidos de experimentação”, reflete a especialista, ao lembrar que muitos deles se encontram, pela primeira vez, sozinhos. “Os mais equilibrados fazem as suas experiências sem correr riscos; os outros têm mais dificuldade em encontrar o limite.” Helena Fonseca lembra, também, uma importante descoberta recente: “Aos 17, 18 anos, o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que avalia as consequências dos nossos atos, ainda não está completamente desenvolvida.” A Organização Mundial de Saúde estima que isso aconteça, em média, só por volta dos 25 anos. Deixar que os filhos adolescentes saiam do país com os colegas da escola para uma viagem de finalistas implica que os pais lhes deem um voto de confiança. Na maioria destas viagens, os professores não acompanham os alunos, o que não acontece com a nossa Escola. Alguns docentes acompanham os alunos. “ É aconselhável irem com um conjunto de professores. Os docentes são figuras de referência, que os acompanharam durante um ano letivo ou mais e são um suporte para qualquer coisa que não corra tão bem ou qualquer dúvida que surja”, afirma Pedro Dias Ferreira, psicólogo na Unidade de Adolescentes do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Os riscos fazem parte da vida, mas na adolescência muita coisa é levada ao extremo. Evitar os perigos e tornar a viagem memorável com muita diversão é o lema para qualquer finalista que se preze. Este psicólogo, habituado a lidar com adolescentes, preconiza até a ideia de serem as escolas a organizar, em conjunto com os alunos, aquela que é a «viagem de sonho» para muitos. Aliás, tem sido a orientação e prática da escola Francisco Franco durante todos estes anos para que se dê um outro sentido àqueles dias tão ansiados, que podem ser muito mais do que praia e grandes noitadas. Na viagem de finalistas, os professores podem mesclar-se com os alunos, fazer com que seja mais uma experiência relacionada com a escola. Porque não incluir no programa, uma manhã ou uma tarde, uma visita guiada pela
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cidade ou ao museu principal? Sabemos que este tipo de atividades iria ainda mais restringir o número de alunos a participar na viagem, a par da crise financeira que vivemos, mas a escola, como espaço favorável para o crescimento e desenvolvimento destes jovens, não favorece esse tipo de atividades, porque não organiza este tipo de viagens? Muitas vezes, têm medo daquilo que se vai dizer dos alunos daquela escola em concreto que foram para uma visita de estudo... Mas se o fizessem, haveria um ambiente mais favorecedor para que as coisas corressem bem e os pais se sentissem mais confortáveis e confiantes. Na adolescência é necessário correr riscos, testar os limites de cada um e do grupo, mas se os riscos forem controlados, perfeito. Álcool, droga e sexo – a combinação mais receada pelos pais. Daí a importância de os jovens adolescentes serem preparados para os riscos que correm. Mas a preparação tem de vir de trás e não nos dias que antecedem a viagem de finalistas. Para tal, cabe aos pais preparar os seus filhos a crescer livres mas com responsabilidade. «Os pais têm de favorecer o crescimento, step by step, possibilitando que façam experiências todos os dias, a qualquer nível, para que depois se sintam capazes de pensar, ponderar, interpretar, fazer a escolha acertada num momento que pode não ser o melhor. É permitir que o menino se torne rapaz, e o rapaz se torne adolescente, e o adolescente se torne homem. É pedido aos jovens adolescentes que sejam autónomos, responsáveis e capazes de responder às solicitações do exterior. «É necessário que giram o quotidiano: tarefas, organização da mala, higiene, horários, serem capazes de decidir o que comem, de que forma é que se protegem do frio ou do sol, a que horas é que ligam aos pais, com quem vão estar, que bebidas é que vão experimentar, a que horas é que têm de ir para o hotel, até que ponto é que o rapaz se vai envolver numa briga de um amigo por causa de uma rapariga, até que ponto é que a rapariga vai pensar em preservar a sexualidade – é pedir imenso num curto espaço de tempo. Por isso é que eles devem ser preparados antes.» - afirma Pedro Dias Ferreira. Preparar antes para que o depois seja bonito de recordar. Sem arrependimentos. «[A viagem de finalistas] deverá ser uma memória associada a coisas que foram saborosas de vivenciar, que acrescentaram alguma coisa, que fizeram crescer. Memórias inesquecíveis de partilha e de comunhão de situações com os amigos e colegas. Portanto, aproveitem!», aconselha o psicólogo, em jeito de conclusão. A todos, desejamos os maiores êxitos pessoais e académicos. Até para o ano! Textos adaptados da Visão Online e Família Cristã de março e abril de 2012 Comentários: Presidente da Comissão de Finalistas: Mariana Mota: Na semana de 06 a 13 de Abril de 2014, realizou-se a nossa viagem de finalistas, ou seja, a Viagem de Finalistas 2014 da escola Francisco Franco, cujo rumo foi em direção a Bem Almádena que se localiza no sul de Espanha. As expectativas para esta viagem eram muito grandes, pois o programa apresentado pela agência, Slide in, era muito atrativo.
Aconteceu No entanto, e como em tudo na vida, a viagem teve os
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seus contratempos. A viagem começou às 24.00 horas do dia 06 de Abril, quando partimos do nosso ponto de encontro, que se localizava no aeroporto de Lisboa, rumo a Ben Almádena. A viagem durou cerca de 08.00 horas, sendo que parávamos aproximadamente a cada 2 horas. Foi muito agradável, apesar de também ter sido muito cansativa. Quando lá chegámos, apanhámos contratempos, de não termos os nossos quartos prontos, que foi resolvido, e todos os viajantes tiveram direito ao seu quarto, bem como de não existir a tenda onde se iriam realizar as nossas festas temáticas noturnas, que tinha sido prometida pela agência de viagens. Nessa semana o tempo foi muito bem ocupado, pois as diversões eram muitas. Até a meteorologia estava do nosso lado, pois tivemos dias cheios de sol e de calor. Para além das belíssimas praias de areia amarela, da piscina sempre limpa, das tendas e centros comerciais de compras, também fomos sempre presenciados com festas junto à piscina e com festas de espuma onde sobressaía a dança e muita diversão. Durante a noite, para além das 3 discotecas gratuitas para quem tinha adquirido o acess pass, ou seja, o cartão da noite, houve sempre festas temáticas, como por exemplo, Hip hop, Reggae, Nadness, Glow party, entre outros. Cada noite tinha a sua festa temática com o seu code dress respetivo. Alguns finalistas tiveram também a oportunidade de viajar de limusine, bem como visitar o parque dos golfinhos. Foi-nos também proposta a oportunidade de visitar o parque de diversões Tivoli World, sendo este um parque cheio de diversões que preenchiam um dia inteiro, e de visitar a cidade vizinha de Ben Almádena, Málaga, sendo esta uma cidade muito grande, bonita e considerada pelas rapari-
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gas um paraíso para compras. A nossa escola teve também a oportunidade de andar de teleférico, que na opinião geral, foi uma experiência incrível. No fim da viagem surgiu novamente um contratempo, pois o nosso hotel tinha sido vandalizado e como não descobriram os culpados iríamos pagar todos. No entanto, tudo ficou resolvido, visto a culpa destes atos não ter sido da nossa escola, que ao longo desta semana mostrou um comportamento exemplar. A viagem de volta foi novamente agradável e de modo geral mais rápida. E foi desta forma que os finalistas viveram a sua viagem de 2014. No geral, a viagem foi muito positiva, não tanto devido à agência, salvaguardando, no entanto, que os seus responsáveis da Madeira nos apoiaram muito em tudo o que podiam, mas pelo grupo de viajantes em si, pois tornou- se um grupo unido e amigo, o que tornou a experiência sempre animada e divertida. Elemento da comissão Diogo Figueira: Para mim a viagem foi bastante agradável, divertida e, sem dúvida, voltaria a repeti-la porque foi simplesmente fantástica. Houve também coisas que não gostei devido ao facto de ter havido promessas feitas por parte da agência Slide in que não foram cumpridas, como, por exemplo, a existência de uma tenda onde se iriam realizar as nossas festas temáticas noturnas. Achei também muito negativo o facto de o nosso grupo ter sido o primeiro a chegar a Ben Almádena e praticamente os últimos viajantes a terem os seus quartos preparados, pois para além das horas de espera, levou também ao descontentamento geral dos finalistas, bem como ao desespero de alguns. No geral, a viagem foi muito boa, sendo que foi esta a viagem em que a comissão esteve a trabalhar e a quem os finalistas se mostraram muito agradecidos. A minha viagem foi merecida e esperemos que a próxima comissão consiga, novamente, tornar a viagem de finalistas uma experiência inesquecível. Elemento da comissão Alexandra Oliveira: Foi uma viagem espetacular, sendo que no geral foi uma semana que nunca vou esquecer e da qual devo boas memórias para o resto da minha vida. Houve contratempos, mas, no geral, tudo foi resolvido e os bons momentos triunfaram. Espero um dia voltar a Ben Almádena, pois esta experiência deixou saudades. Maira Caires (finalista) Com o tema ‘Non stop trip -168 horas sem dormir’ , pode-se dizer que foi realmente uma viagem em que não deu tempo para dormir pois, com tantas festas, tanta animação e tantas coisas com que nos entreter, a última coisa que queríamos (e nem tempo tínhamos) era dormir. É verdade que ocorreram alguns imprevistos, como, por exemplo, o grande atraso na entrega nos quartos, mas, apesar de querermos instalar-nos não foi por isso que deixámos de aproveitar o excelente tempo e a piscina do nosso
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hotel. Outro aspeto negativo foi o facto de não haver tenda e apenas termos sido informados aquando da chegada a Ben Almádena. Contudo, isso veio a revelar-se benéfico pois estávamos muito mais perto das discotecas do que da marina. Tirando isto, devo dizer que a viagem superou todas as minhas expetativas. Não só o grupo foi espetacular mas também tivemos a grande sorte de ficar num dos 2 hotéis em que ocorriam as sunset parties, o que foi altamente, pois tivemos grandes artistas a atuar e a pôr musica para nós enquanto disfrutávamos de dias de muito sol e calor na piscina. Se, durante o dia, a animação era constante, à noite então não se fala. As festas temáticas foram muito bem pensadas, com excelentes artistas e música muito boa para dançar. Um aspeto muito bom foi o facto de termos a opção de escolher entre as 3 discotecas, o que sempre nos dava a possibilidade de, caso não estivéssemos a gostar de algo, mudarmos de sítio. Em suma, devo dizer que foi uma semana excelente e memorável. Foram noites e dias muito bem passados no hotel, nas discotecas, no concerto, no Tivoli, no teleférico, em todo o lado e a toda a hora. Não há palavras para descrever uma viagem de finalistas tão espetacular com um grupo tão fantástico! As saudades já se fazem sentir!
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“Divulgação dos Cursos ESFF” Visita da Escola EB 123/ PE Bartolomeu Perestrelo
Opinião O modo como descrevemos, avaliamos e explicamos, para nós mesmos, cada uma das pessoas com quem nos relacionamos, determina o nosso comportamento para com elas e favorece ou bloqueia a comunicação. Se houver concordância, ainda que parcial, entre a imagem que fazemos de determinada pessoa e o seu real pensar e sentir, então a comunicação flui e será possível.
“A comunicação escola-família”
Cria-se, de certa forma, um laço social. Caso contrário, o acesso ao outro com quem queremos comunicar, não se realiza. O desencontro pode estar na linguagem. Ou pode estar no fato de atribuirmos à outra pessoa, maciçamente, as construções da nossa mente (as nossas represen-
Dr.ª Cristina Simões
tações sociais), deixarmos de a ver, ela deixar de existir
Psicóloga da ESFF
e no seu lugar ficaram os nossos próprios pensamentos,
(Texto)
desejos e sentimentos. Ou pior, os nossos preconceitos. Torna-se necessário libertar-nos desta falsa comunicação. Como comunicar com os pais e o quê? A resposta possível, dá-a a psicóloga Isaura Pedro: “Na medida em que a escola explicite os objetivos pedagógicos, clarifique os métodos utilizados, dê conta dos progressos dos alunos, abre-se verdadeiramente à comunidade.” Para ponto de partida, tal como em qualquer encontro, comecemos por confiar que toda a família tem potencial, por muito intangível que nos pareça e que esta poderá alcançar, pela relação, mudanças positivas, mesmo que não sejam aquelas que os elementos da instituição educativa tenham planeado. E no vai e vem destas interações humanas, espera-se que aconteça reciprocidade, de modo a haver tocas e que cada qual se reconheça responsável num propósito comum: que o aluno aprenda e aprenda em conjunto. A comunicação escola-família, que se manifesta através de vários meios (uso da caderneta, atendimento di-
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reto…), é uma das dimensões dessa ligação, estudada pela psicologia da educação, sendo que as outras duas habitualmente consideradas, são: o envolvimento da família em atividades na escola (a participação nos dias festivos…); e o envolvimento da família em atividades de aprendizagem em casa (os chamados TPC,…). A investigação científica também ajudou a definir diferentes níveis de profundidade da relação. Estas dinâmicas interativas, se para uns não passam de uma ideologia de participação, os estudos encontram contudo, um fio condutor, que aponta para o efeito positivo no desenvolvimento intelectual, emocional e social, porque é na escola que as crianças e jovens passam grande parte do seu tempo, na altura em que estão a vivenciar períodos cruciais do seu desenvolvimento. Perante esta missão, a lógica oficial recomenda a necessidade de estreitar laços. Mas julgo haver, por parte da escola e dos professores, a quem cabe a gestão das interações, um sentimento geral de que a sociedade espera de mais, o que, por si sós, não podem dar. Que preencham aquilo que a família não sabe ou não pode dar às suas crianças e jovens, quando a responsabilidade pela educação é de todos. Por último, poderá ser útil questionar-mo-nos para quê e não “por quê” somos professores, ou alunos, ou psicólogos, ou pais…. As razões encontradas têm muito com a forma como entendemos a comunicação.
Informação 139
Os novos livros de Matemática A da Texto Editores do professor Roberto Oliveira encontram-se à venda na Fnac, na Bertrand, na Leya, na Papelaria do Colégio e nos supermercados Continente (aqui só 12.º ano). Existe um exemplar de cada um desses livros que pode ser consultado na biblioteca da escola (o de 12.º faz parte da coleção “Preparar os exames” e os de 10.º e de 11.º fazem parte da coleção “Preparar os testes”). Para mais informações, consulte a seguinte página: http://www.prof2000.pt/users/roliveira0
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“Família em cinema” Dr. Carlos Miguel (Texto e imagens)
mesmo, a tirar proveito do que de mais fulcral que cada exemplo nos possa dar, tendo em conta, especialmente, o universo escolar desta revista e portanto as ideias como exemplo, discutível e criticável, mas sobretudo pretendido como fecundo na reflexão que possam provocar. Impõe-se uma grande pergunta: O que define melhor
Em tempos, aqui dissertei sobre um tema de gran-
o tema “a família”? Da “Tabula rasa”, o conhecimento dos
de importância, que a 7ª arte refletiu desde sempre, com
“genes” transmissíveis há muito nos libertou, e no entan-
muitos exemplos de diferentes tipos de filme, em mui-
to, agora sabemos o quanto a família é menos influente,
tos dos acontecimentos e personagens que marcaram a
inclusive nas velhas máximas, como “homem rico – ho-
evolução do pensamento humano, porque, precisamente
mem pobre”. A envolvente cada vez mais globalizante,
a temática dos “Direitos Humanos” acompanhou-nos na
nos liberta da mais imediata, mas a circunstância do devir
nossa evolução com um protagonismo que, felizmente,
ensina-nos que a intencionalidade com que lidamos com
cada vez mais, sabemos o quanto fulcral foi e é para essa
ele, ainda é e muito, a marca de que “quem sai aos seus,
evolução. Dir-se-ia que dificilmente pensaríamos nalgum
não…”. Mas esta oportunidade releva-me para uma cir-
outro tema à sua altura. O mais interessante é que os
cunstância assaz muito mais desafiante: Até que ponto
“genes” de tal tema poderão afinal ter sido, e sendo posi-
podemos escolher um, no máximo dois filmes, que re-
tivista, ainda serão, oriundos de um outro tema, que quer
presentem a essência do conceito “família”? Vou assu-
queiramos, quer não, tem sempre um grande protagonis-
mir que conseguirei manter o espírito racional perante tal
mo no nosso desenvolvimento, e portanto na consciência
responsabilidade, ao mesmo tempo que agarro a profun-
que temos sobre o mundo e nós próprios.
didade que tal tema tem para nós, e, por isso, peço-vos
Esse tema é “a Família”, e preenche sem dúvida es-
compreensão e paciência. Apesar do aparente absurdo
ses requisitos, tanto na diversidade como no aprofunda-
das duas escolhas, garanto-vos que “às vezes, é de fora
mento da consciência que referi, pelo que é natural que
de nós mesmos, que melhor nos vemos”.
tenha sido e continue a ser um dos maiores da 7ª Arte.
É interessante constatar como coincidem os temas e
Escolher um só filme, para representar a sua importân-
as mensagens, e sendo especialmente na defesa pelos
cia, é condenar injustamente muitos, numa possível in-
direitos dos gorilas à vida, acabem ambos por falar-nos
genuidade, dada a diversidade, produto das diferentes
dos nossos direitos, humanos, pelo menos a compreen-
etnias. Por isso, tentarei focar mais os valores que, mes-
der a essência do que deverá ser o conceito de família,
mo indirectamente, protagonizem os aspectos que valori-
independentemente de laços de sangue e especialmente
zam o conceito, da forma que melhor nos representem na
das sociedades que a civilização nos tenta impingir, nem
nossa humanidade. Assim, mais uma vez, esta rubrica,
sempre com a melhor das intenções. Ou seria muito lem-
prometida ao comentário de um filme, terá de adaptar-se,
brar, por exemplo, os significados de “família” em ditadu-
neste tema concreto, pela responsabilidade inerente ao
ra como foi a nossa? Os “chefes de família” obedientes
Sugestões Nos Estados Unidos, ele é encarcerado em uma prisão famosa por abrigar criminosos psicopatas do mais alto potencial. Na prisão, o médico Dr.Theo Caulder (Cuba Gooding Jr.) vê em Ethan um grande material para desenvolver uma pesquisa para se consagrar enquanto psiquiatra. Mas as coisas tomam rumos bem diferentes, onde “cliente” e “terapeuta” fazem parte de um papel só. O que nos traz aqui é precisamente a razão para o distanciamento de Powell da sociedade humana, quando compreende a profundidade simples mas inabalável com que os gorilas o acabam aceitando, especialmente num aparente conjunto de relações selvagens, onde afinal o fazem sentir-se mais “em casa” e verdadeiramente “parte de uma família” do que alguma vez julgou possível, e Imagem em http://www.imdb.com/title/tt0128278/, consultado a 18-06-2014, às 17h155
muito menos com este misterioso primata. A sua revolta perante a caça e morte dessa sua nova família é retratada
ao regime, com esposas e filhos a eles obedientes…
no filme como os muitos casos de gorilas, que uma vez
O filme “Instinct “ (em Portugal, Instinto) de drama e
em cativeiro, separados do ambiente e da “família” aca-
suspense, produzido nos Estados Unidos em 1999, co-
bam morrendo por “abandono da vida”, isto é, perdendo
-escrito por Gerald Di Pego e dirigido por Jon Turteltaub
por completo a vontade de viver.
foi muito vagamente inspirado pelo romance filosófico de
A relação de Powell com Caulder revela-nos a verda-
1992, Ismael - Um romance da condição humana, escrito
deira importância do conceito de família, pois, além da
por Daniel Quinn, que examina a mitologia, seus efeitos
história com os gorilas, Powell exprime muito bem como é
na ética, e como isso se reflete na sustentabilidade.
ténue o equilíbrio mental em que sustentamos as nossas
Nos Estados Unidos, o filme teve o título provisório
vidas, no “abraço mortal” onde ele impõe a Caulder a res-
de Ishmael. Em 2000, o filme foi indicado e ganhou um
posta certeira à sua pergunta, sobre, “o que é que ele lhe
prémio Genesis Awards na categoria de filme. A acção
tirava”, sendo a resposta, não a liberdade, não a vida, não
decorre primeiro em África, onde o Dr. Ethan Powell, (An-
a segurança, mas as suas ilusões. Por alguma razão se
thony Hopkins) é um antropólogo que foi para Uganda
diz que “só com a morte dos pais, crescemos”, pois dei-
pesquisar a vida dos gorilas e lá passou um tempo viven-
xa de haver a ilusão da segurança que eles nos davam.
do como “um integrante aceite” no grupo desses antro-
Mesmo nos casos das famílias disfuncionais, sabemos
póides. Mas acontece uma trama onde Ethan é acusado
como, “na hora do perigo”, logo se unem e como, apesar
de crimes ambientais e acaba sendo extraditado para os
dos problemas, como sempre, “preferem” os verdadeiros
Estados Unidos.
familiares a qualquer equilíbrio externo à família.
novembro - 2014
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