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Revista leiasff n.º 16

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Distribuição Gratuita

Número 16 Janeiro/Março 2005

EDUCAR PARA SAÚDE

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nesta edição: Inquérito: FICHA TÉCNICA N.º 16 - JANEIRO/MARÇO DIRECTORA EXECUTIVA DRA. DINA JARDIM COORDENAÇÃO DRA. ALEXANDRA FONSECA (5º/17) DR. CRISTÓVÃO PEREIRA (8ºA) DR. GUALTER RODRIGUES (5º/17) DR. RUI COELHO (11ºB) COLABORAÇÃO ALFERES MIGUEL ASCENSÃO DR. JOÃO COSTA E SILVA DR. JORGE CARVALHO DR. J. SOUSA RAMOS DR. RICARDO ALVES ENG. COSTA NEVES GILBERTO BASÍLIO RÁDIO RÉ-FF S.A.J.

PATROCINADORES:

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“A Escola educa para a saúde?” “Preocupas-te com a tua saúde?” Entrevistas da Ré-F.F. Promoção da Saúde na Escola

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Funchal, uma cidade saudável???

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Agricultura: Bio é lógica

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Curso Superior

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Estudantes e desportistas

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Escola Ideal: Sonho ou pesadelo de um professor

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Ano Mundial da Física

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Clubes & Projectos:

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O LIBERAL CARTONADA IMPRESSÃO: O LIBERAL, EMPRESA

DE

ARTES

GRÁFICAS, LDA

Imagem da capa: EDUCAR PARA A SAÚDE

Barbusano Olimpíadas de Matemática Concurso Literário Audição Musical Futsal

(entendendo os ecossistemas)

Passatempos & Humor

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Editorial

Janeiro/Março 2005

Dr. António Pires Vice-Presidente do Conselho Executivo

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saúde é o estado natural do Homem. Com efeito, só pensamos verdadeiramente nela e na sua importância, quando a não temos. Sendo portanto a falta de saúde um estado de excepção, quando estamos doentes acreditamos que a situação é passageira e tudo fazemos para voltar ao “estado normal”. Como acontece todas as coisas, também a relação do Homem com a doença e a saúde sofreu uma evolução ao longo da História. A princípio prevalecia a terapia – agia-se através da magia, dos rituais religiosos, dos produtos naturais, das drogas, dos medicamentos, das intervenções médicas para restabelecer a saúde. Mas agora, cada vez mais esta relação do Homem com a sua saúde/doença é marcada pela prevenção. Em vez de curar a doença, a tendência é evitar que ela apareça. Os cuidados com a higiene, com a alimentação, com o exercício físico, o sistemático recurso a consultas/análises de rotina com a função de detectar eventuais situações anómalas, levam-nos cada vez mais a encarar o nosso estado de saúde como o resultado de bons hábitos, de boas práticas, associadas a uma atitude vigilante sobre o estado desta máquina tão complexa que é o Homem. Não apenas do seu corpo, mas também da sua dimensão psíquica, do

Homem na sua dimensão plena enquanto um todo constituído pela unidade corpo/mente. Na verdade, além das doenças que afectam o nosso corpo, ganham hoje cada vez mais preponderância os distúrbios do comportamento, da mente, de integração, de relação, do equilíbrio emocional. Desta forma, saber cuidar de si, ter consciência do que é bom ou prejudicial, saber como prevenir males futuros, saber que os nossos hábitos de vida têm consequências, saber lidar com as dificuldades do dia-a-dia próprias de uma vida em sociedade, competitiva, dinâmica, em constante mudança, são hoje exigências de qualquer educação. De uma educação que nos leve a compreender que somos seres complexos cujo bem-estar resulta de uma cultura de hábitos saudáveis na alimentação, na higiene, na relação com o outro, na inserção na família, na comunidade, no mundo do trabalho… Educar é por isso hoje uma actividade multidimensional que visa desenvolver as faculdades não só intelectuais, mas também físicas, relacionais, morais. Hoje, ser saudável é estar bem no seu corpo, sentir-se bem consigo e com os outros.

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Aconteceu... CEIA DE NATAL

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Conferência de S. Vicente de Paulo da nossa escola, à semelhança dos anos anteriores, promoveu no final do primeiro trimestre mais uma ceia de Natal, que juntou um vasto grupo de professores, funcionários e alunos. Por entre a alegria do convívio, os comensais partilharam também um momento de solidariedade uma vez que a finalidade última do encontro foi, como aliás tem sido nos últimos anos, angariar fundos para ajudar os mais desfavorecidos. A ocasião serviu também, ou não se vivesse já o espírito natalício, para sortear uma série de prendas.

PROJECTO DAR SOLIDÁRIO

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projecto DAR da Escola Secundária de Francisco Franco dinamizou, por alturas do Natal, uma campanha de solidariedade para ajudar as crianças e adolescentes do Patronato de Nossa Senhora das Dores, vulgarmente conhecido como Patronato de São Filipe. Toda a escola se envolveu nesta campanha de apoio aos utentes daquela Instituição Particular de Solidariedade Social, através dos delegados e subdelegados de turma. Estes, nas suas turmas, angariaram dinheiro e outros bens que depois transformaram em oferta para uma criança ou adolescente que apadrinharam solidariamente. A vinda à nossa escola daqueles jovens socialmente desfavorecidos para receber as prendas constituiu um momento alto para toda a comunidade educativa. A alegria incontida, os sorrisos inocentes e os olhos curiosos em desvendar o que estava dentro dos embrulhos foram algumas das marcas deixadas pelas crianças do Patronato. A par da alegria de receber, juntou-se a alegria de partilhar patenteada pelos nossos alunos.

TRADIÇÕES DO POVO BRITÂNICO

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ais uma vez, os alunos do Clube de Inglês quiseram lembrar à comunidade esco lar algumas das tradições mais enraízadas na cultura do povo Britânico. Sendo assim, na época natalícia puderam todos disfrutar de uma exposição alusiva a esta quadra. Já no decorrer do mês de Fevereiro, para além de alguns trabalhos expostos no primeiro andar, o Clube organizou o correio de São Valentim e, como habitualmente, decorou a Sala de Sessões de forma a tornar este espaço um pouco mais acolhedor para o espectáculo que nos foi proporcionado pelo Núcleo de Música.

PROJECTO WIRELESS LABS

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Escola Secundária Francisco Franco foi palco no dia 16 de de Fevereiro da cerimónia de entrega dos primeiros laboratórios móveis referentes ao projecto “Wireless Labs”. No âmbito deste projecto, financiado pelo Programa Operacional da Sociedade de Informação no quadro do Madeira Digital e promovido pela Secretaria Regional de Educação em parceria com a Fundação Berardo e os estabelecimentos de ensino que se associaram à iniciativa, a nossa escola recebeu três laboratórios móveis. Cada laboratório, refira-se, é constituído por 16 computadores portáteis com tecnologia wifi, impressora de rede e software de controlo, permitindo o trabalho em rede em ambiente de sala de aula normal.

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Janeiro/Março 2005 EM SITUAÇÕES DE CATÁSTROFE, O QUE FAZER?

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ugir! Fugir e não olhar para trás. Foi esta uma das mensagens que nos ficou das palavras do Prof. Donato Caires, aquando da tertúlia sobre catástrofes, organizada pelo Projecto DAR e Rádio escola, no passado dia 27 de Janeiro. Olavo Manica, que viveu as inundações de Vargas na Venezuela em 1999, alertou para os perigos que surgem na sequência da falta de cuidado e respeito pela natureza. Na ocasião estabeleceu comparações com a Madeira, chamando a atenção para a necessidade de prevenção. El Nacional (Venezuela)- Dezembro 1999 Antes das catástrofes acontecerem é preciso prevenção. A nível das pessoas e dos países ou regiões. Para tal, a tecnologia permite-nos usar meios de detecção de calamidades. Fazer exercícios de prevenção e simulações ,tal como acontece no Japão, é importante. Da parte da assistência houve uma chamada de atenção aos governos para que tenham em conta os estudos feitos acerca dos riscos existentes e tomar as medidas necessárias a fim de se poupar vidas humanas. Em situações de catástrofe duas situações são necessárias: manter a calma e libertar-se da situação o mais rápido possível.

MAIS UM INFORTECA

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equipa responsável pela dinamização da Biblioteca lançou no mês de Fevereiro mais uma edição, a segunda, do Inforteca, boletim que “tem como objectivo aumentar o elo de ligação entre a Biblioteca e os seus utilizadores”, bem como “fornecer elementos que possam contribuir para a aprendizagem dos nossos alunos, através de temas directamente relacionados com a leitura, pesquisa e estudo”. Neste número, além de textos que falam sobre “A importância da Biblioteca Escolar”; “A importância da Leitura”e “Técnicas de Leitura”, são ainda deixadas algumas sugestões para leitura e visionamento de filmes. Passatempo e momento de humor fazem igualmente parte desta edição. Agatha Christie, José Saramago e Nicholas Sparks ocupam o top de preferências dos autores mais procurados na Biblioteca, enquanto I am Sam; Matrix Reloaded; Titanic e Notting Hill foram os filmes preferidos pelos cinéfilos da escola.

WORKSHOP SOBRE ORIENTAÇÃO Tenente Coronel Pereira Nunes esteve no passado dia 24 de Fevereiro na nossa escola no âmbito de uma acção de formação dirigida sobretudo a docentes de Física e Química, relacionada com Orientação. A acção, realizada na sala de sessões, foi dinamizada pela Comissão de Formação de Professores e inseriu-se no plano de formação 2004/2005.

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FESTIVAL DE GASTRONOMIA Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira venceu o Festival de Gastronomia, Desporto e Saúde, 2005, realizado entre 26 de Fevereiro e 2 de Março no Algarve. Este evento foi promovido pela Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e organizado pela Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve. Nele participaram dez escolas de Hotelaria, de diferentes países europeus. O objectivo do Festival foi a promoção, criação e apresentação de menus saudáveis destinados a atletas de alta competição, para além de proporcionar o convívio e a troca de experiências entre diferentes escolas e países. Cada escola foi representada por um formador de Cozinha, dois alunos de Cozinha/Pastelaria e um aluno de Restaurante/Bar que, durante dois dias, confeccionaram, apresentaram e serviram um Buffet e um menu racional utilizando iguarias regionais.

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Inquérito A escola educa para a saúde? “Sim, porque para sabermos o que é ou não saudável é preciso ter conhecimentos e é exactamente isso que a escola faz: ajuda-nos a adquirir conhecimentos.” A. 10º 26 “Educa porque faz acções sobre o álcool, tabaco, drogas, como se alimentar correctamente.” Joana R. 10º 22

“Sim, prepara-nos para uma vida saudável, porque tem o cuidado de seleccionar os alimentos que expõe no bar e na cantina.” Débora, 10º 31 “A escola para algumas pessoas pode trazer vícios, ou seja, nem sempre nos dá uma perspectiva de vida saudável. Atitudes como fumar não deviam existir na escola!” Nuno Miguel 10º 28 “Sim. Quer seja no bar, quer seja na cantina, os alimentos são seleccionados, por exemplo, no bar não há Coca-Cola ou fast food e na cantina os alimentos são muito bons: não são à base de fritos, são equilibrados.” Diogo 10º 31 “Não, porque no bar não existe grande quantidade de alimentos saudáveis e agora que puseram uma máquina de chocolates estão a contribuir para que os alunos optem por comer chocolates em vez de algo mais saudável.” Ana Cristina ,11º 5

“Acho que a escola nos prepara para uma vida saudável tanto física como espiritualmente. A escola promove actividades extracurriculares, nas quais nos podemos inscrever, que nos preparam para uma vida saudável.” Natacha 10º 22

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“Todas as escolas educam para a saúde. Nós, muitas vezes, para justificarmos determinados comportamentos incorrectos, é que dizemos que não educa. Não acredito que haja algum aluno que diga, por exemplo, que fumar faz bem! Todos os anos tenho professores que alertam para os malefíciosdo tabaco, só para dar um exemplo, mas a verdade é que cada vez se vêem mais jovens a fumar...” Tânia G. 10º 22 “Não, pois deviam proibir fumar na escola ou, então, arranjar salas específicas para os fumadores, mas a alimentação é muito saudável e variada.” Ruben, 10º 31 “Acho que sim, sobretudo os alunos que estão no Agrupamento 1, por terem disciplinas mais ligadas ao ramo da saúde. Logo esses alunos estão mais alertados para os problemas que podem surgir. Os alunos dos outros Agrupamentos não estão tão preparados por terem outras disciplinas.” Tiago Sousa, 11º 5 “Eu acho que a escola actual tenta ajudar-nos educando para a saúde, mas também nos está a prejudicar ao dar a liberdade de fumar.” Vanessa R. 10º 22 “Penso que não porque só adquirimos informação para a universidade e não para a vida do nosso quotidiano. Tony Freitas, 11º 5


Janeiro/Março 2005

Preocupas-te com a tua saúde? “Claro que me preocupo, pois não fumo, não tenho contactos com drogas, não bebo bebidas alcoólicas. Às vezes, porém, descuido-me um pouco com a alimentação.” Zara 10º 22 “Não me preocupo muito com isso. Alimento-me quando tenho fome, mas não me importo com o que como, simplesmente como o que me apetece. Em relação a cigarros ou a drogas, não ando nisso, por isso não tenho razões para me preocupar.” L.L. 10º 26 “Falando a verdade: não me preocupo com a alimentação. Como em função da fome que tenho, mesmo sabendo que há alimentos que futuramente trazem “doenças”. Edward Moniz 10º 25 “Por vezes não me preocupo muito com a minha alimentação, pois como aquelas comidas de que a juventude gosta mas que não fazem bem.” Janette Dominguez 10º 22 “Procuro fazer uma alimentação regular, não bebo bebidas alcoólicas, não fumo, nem ando nas drogas. Além disso pratico muito desporto.” Nélio Rodrigues 10º 31 “Muitas vezes não me preocupo, porque não faço uma boa alimentação,; fumo e, por vezes, bebo bebidas alcoólicas, quando saio com os meus amigos.” C. G. 10º 22 “Tenho cuidado com a minha saúde, pois procuro uma alimentação saudável, embora na altura da escola não seja tão boa. Tento comer um pouco de tudo, consultar o médico de vez em quando, além de fazer exercício físicocom alguma regularidade.” Cátia Abreu 12º 22

“Sim, por exemplo, tento ter uma alimentação o mais variada possível; evito o consumo de bebidas alcoólicas e do tabaco; pratico exercício físico e procuro manter-me informada sobre tudo o que possa contribuir para uma vida saudável.” Marta Martins 12º 22 “Claro que me preocupo com a minha saúde, porque é dela que dependemos. Tenho algumas preocupações, tais como: praticar desporto, não exagerar nas gorduras e tomar muito cuidado com a alimentação.” Paulo, 10º 28 “Nem sempre. Quando vou almoçar, não me preocupo com o que vou comer, mas com o que é mais barato e me deixe satisfeito.” Diogo Pita 10º 31 Preocupo-me, fazendo uma alimentação equilibrada e variada, comendo pouco e muitas vezes ao dia. Deveria também praticar desporto mais vezes, o que não possível devido à falta de tempo. Yenny Sá, 11º 5 “Claro que me preocupo com a minha saúde porque não há ninguém que goste de estar doente. Pelo menos uma ou duas vezes por ano, costumo fazer exames médicos.” Cláudio, 10º 31 “A minha saúde é o mais importante para mim, por isso pratico desporto, ando de bicicleta, faço corridas e passeio nas levadas para me manter saudável.” Nuno Aguiar, 10º 28

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Guilherme Cova Clube de Rádio

Procura fazer uma alimentação saudável?

O que é para si alimentação saudável?

Considera esta Escola “saudável”? Porquê?

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Décia Andrade

Dra. Isabel Fino

Funcionária do Bar

Prof. de Educação Física

A minha saúde é saudável porque a minha própria saúde não me permite outra alimentação, por isso tenho cuidado com a minha saúde. Para mim a alimentação saudável é ter como base a roda dos alimentos. Ter também como base aquilo que nós aprendemos na escola. Nos dias de hoje é um pedaço complicado ter uma alimentação muito saudável, porque temos um nível de vida muito agitado que não permite que nos alimentemos bem e acabamos por comer um hambúrguer, ou uma pizza.

A escola, por si, está a fazer um grande esforço, tanto no bar dos alunos como no bar dos professores. Estamos a tentar fazer bolos sem cremes, mas os alunos continuam a comer os bolos com creme. Acho que já estamos a dar um grande passo.

Sim, procuro. Dentro da variedade em que deve consistir a nossa alimentação,

Procuro comer mais peixe que carne e, desta ,faço os possíveis por comer carne branca.

Sou aqui professora há mais de 30 anos e parece-me que é uma escola saudável, mesmo falando do mau hábito dos fumadores, que até nem acho excessivo, embora baste um para ser excessivo. Há bons hábitos aqui: não temos elevadores (o que é mau para os deficientes motores, por isso não os temos na escola) o que faz com que haja um sobe e desce de alunos, funcionários e professores, o que é bom pois é exercício físico.

Fuma? Já experimentou ou tentou?

Não. Nunca experimentei por opção própria numa brincadeira, nunca tentei.

Colesterol, hipertensão, SIDA , Hepatite B dizem-lhe alguma coisa?

Eu própria desconhecia que não eram só as pessoas gordas que tinham colesterol. Eu própria já tive colesterol. Como todas as pessoas com colesterol, não podemos comer de tudo.

Tenho conhecimentos teóricos: o que podem provocar, quais a causas e consequências e o que fazer para se evitarem.

A escola deveria ter médico ou um enfermeiro?

Essa é uma pergunta que se adequa a mim, porque nos quatro anos em que estou cá na escola, eu é que tive de levar os alunos que se magoavam ao hospital, quando muitas vezes não se passava nada de especial. Penso que sim, que deveríamos ter alguém minimamente formado pois assim diria se era necessário levar os alunos ao hospital ou não.

Acho que sim, pois nas minhas aulas e nas dos meus colegas, por vezes, acontecem problemas que se resolveriam aqui rapidamente e só em caso de necessidade se iria ao hospital.

Fumei, quando era estudante universitária, mas graças a Deus larguei, logo que acabei o curso.


Janeiro/Março 2005

Dra. Lígia Faria

Ricardina Corte

Prof. de Filosofia

Chefe de Secretaria

De acordo com o que penso ser uma alimentação minimamente saudável, procuro fazer.

Sim, procuro fazer uma alimentação saudável.

É uma alimentação variada, equilibrada no sentido de fornecer ao nosso organismo todos os constituintes de que ele necessita.

Normalmente eu procuro ter uma alimentação saudável. Assim tudo o que o meu organismo aceita, procuro comer; tudo o que ele rejeita, deixo de comer. Além disso, procuro não comer nada em excesso. Para mim isto é alimentação saudável.

Não posso responder nem negativa nem afirmativamente, porque, quando pensamos numa escola saudável, o modelo que nos ocorre é um organismo. Tendo em conta que um organismo é saudável na medida em que lhe são dados todos ao ingredientes de que necessita, eu não sei se a escola os tem todos, mas num primeiro olhar não me apercebo da falta de ingredientes essenciais, nessa medida posso considerar a escola saudável.

Sim. Acho esta escola saudável. Já estou aqui há 40 anos e acho que ela é saudável porque é bem organizada, tem bom pessoal e bons alunos e todos saudáveis.

Já experimentei, mas não fumo.

Sim, porque é aquela coisa que, quando somos mais jovens, todos gostamos de fazer, porque fica bem. Quando fica mal, deixamos de fumar ou pelo menos tenta-se.

Penso que tenho uma informação mais ou menos global sobre isso.

Sim, fui lendo, ouvindo, e gosto de coisas relacionadas com a saúde.

A escola está virada para a dimensão pedagógica, no entanto como é frequentada por pessoas, a qualquer momento, podem surgir problemas. Para os prevenir, deveria haver alguém especializado com os cuidados primários.

Sim, para o nível que a escola tem acho que deveria ter um médico ou alguém minimamente formado. No meu tempo de estudante, quando andava nesta escola, havia um médico escolar e uma rapariga que andava a estudar enfermagem e quando um aluno faltava à escola viam se ele estava em condições de assistir as aulas.

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Educação e Saúde A PRIMAVERA DA VIDA É BONITA DE VIVER

Dra. Cristina Simões Psicóloga

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Organização Mundial da Saúde definiu a Promoção da Saúde como o processo através do qual o indivíduo e a comunidade se tornam capazes de aumentar o controlo sobre as determinantes da saúde e assim desenvolver a sua própria saúde. Sublinhe-se a ênfase que é dada ao controlo do indivíduo sobre a sua saúde, o que envolve mudança de comportamentos, com o objectivo de adoptar estilos de vida saudáveis. De modo a estudar os comportamentos relacionados com a saúde e seus determinantes, com vista à sua promoção, a Psicologia desenvolveu alguns modelos teóricos que têm em comum o pressuposto de que os comportamentos de risco para a saúde têm na sua origem variáveis cognitivas que são a sua causa ou então predispõem o sujeito a enveredar por comportamentos de risco para a saúde. Esses riscos podem incidir nas áreas do alcoolismo, toxicodependências, tabagismo, sexualidade, alimentação… Nas intervenções de promoção e educação para a saúde na adolescência, cujo objectivo geral é reduzir os factores de risco, são consideradas as particularidades do desenvolvimento intelectual deste período - o desenvolvimento do pensamento operacional formal (Piaget) - que capacita o adolescente a lidar com proposições abstractas e pensar hipoteticamente. Estas capacidades permitem trabalhar nessas intervenções temáticas complexas como os valores, os mitos, ou os afectos, os quais podem estar na base dos comportamentos de risco. Outra especificidade do funcionamento cognitivo na adolescência a ter em consideração, segundo determinados autores, é o surgimento de um fenómeno

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chamado egocentrismo, que se revela pelas múltiplas preocupações acerca de si mesmo e do seu papel social, e pelo acreditar que é o único a viver situações que são novas para ele. O sentimento de invulnerabilidade, vivido por vezes na adolescência que tanto preocupa as famílias, caracterizado pelas dificuldades em aceitar, é tão susceptível a perigos, como a qualquer outra pessoa, pode exercer um certo impacto no seu envolvimento em comportamentos que envolvem riscos pessoais, e a comprometer a saúde no futuro. A intensa necessidade de explorar o meio envolvente, facilitadora do crescimento, assim como factores de influência social, como seja a pressão dos grupos, podem também potenciar os comportamentos de risco. Os programas de promoção e educação para a saúde pretendem estimular no adolescente os sentimentos de auto-eficácia (confiança na sua própria capacidade de reduzir riscos e mudar); aumentar a capacidade de resistir


Janeiro/Março 2005

a pressões grupais e sociais - o aprender a dizer não - trabalhar o que o ele pensa sobre questões da saúde - conforme as pessoas acreditam, agem - e a consciência crítica acerca da sociedade em que vivemos, a qual é por vezes contraditória nas suas mensagem e regras sociais. Relativamente às famílias com adolescentes, é adequado haver abertura ao exterior. Estudos revelam que os pais que são mais afectivos, democráticos e que promovem o diálogo entre eles e os filhos são mais

capazes de proteger os seus filhos contra um envolvimento em comportamentos de risco. Por exemplo, no âmbito da sexualidade, autores mencionam que famílias rígidas tendem a aumentar as possibilidades de ocorrência de gravidez indesejada na adolescência. Todas as famílias e todos os adolescentes têm potencialidades de crescimento e bem-estar, é necessário descobri-los, activá-los e acreditar que a primavera da vida é bonita de viver.

Saúde: não há dinheir o q ue a pague... Liliane Bessa 10º 22 Não há dinheiro que pague o bem mais precioso que Deus nos deu: a saúde! Andamos todos em busca dela. Só que muitos procuram-na de uma maneira errada. A saúde começa já no ventre materno, com os cuidados que a mãe deve ter em alimentar-se bem, para que o bebé nasça saudável. E, assim, a criança nasce e cresce com os bons costumes dos pais. Na escola, optar sempre pelas refeições da cantina e não por certas comidas apetitosas, que por vezes levam à obesidade, deve ser uma preocupação juvenil. Na família, a boa educação e o bom ambiente contribuem muito para a felicidade, substituindo os maus vícios, o tabaco, a droga, etc. que dão cabo da saúde. Para além de tudo isto, também o desporto escolar e a educação física são fundamentais para a saúde. Tornam o corpo mais leve e flexível, diminuindo o cansaço e o stress. E diariamente andar a pé uma hora… é também um excelente remédio! Vivemos num mundo tão doentio que é preciso lutar, sempre, pela saúde. Viver com saúde… eis a razão de viver!

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PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ESCOLA Dr. Ricardo Alves Professor de Educação Física

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ctualmente, a saúde é encarada numa perspectiva dinâmica e holística, em que cada indivíduo é considerado como um todo e simultaneamente como um elemento em integração com um todo maior, do qual fazem parte os outros e o meio envolvente. De acordo com Cristoph Djours, citado por Catalina Pestana (2000), “saúde é a capacidade de cada homem, mulher ou criança para criar e lutar pelo seu próprio projecto de vida, pessoal e original, em direcção ao bem-estar”. De facto, parece ser do senso comum e consensual que a saúde é um bem precioso, sendo considerada como um dos maiores recursos para o desenvolvimento social, económico e pessoal, e uma dimensão fundamental da qualidade de vida, como vem referido na Carta de Otawa. Em opinião emitida pelo Departamento de Metodologias da Educação e Psicologia da Universidade do Minho, o estado de saúde das pessoas está relacionado com o sistema de assistência médica, com a hereditariedade, com os factores meio-ambientais e com o estilo de vida. Ainda, segundo aquele departamento, o factor que mais influencia o estado de saúde dos indivíduos é o seu estilo de vida, onde se incluem os seus comportamentos. Este facto torna-se ainda mais evidente quando estudos indicam que “(...) cerca de 50% ou mais das mortes prematuras que ocorrem nos países ocidentais podem ser atribuídas aos estilos de vida (Hamburg e col., 1982, citado por Paul Bennett e Simon Murphy, 1997). Por estes e por muitos outros motivos, as medidas de promoção de saúde devem ter em vista a adopção voluntária de comportamentos conducentes à saúde. Promoção da saúde entendida como um “(...)processo que visa criar as condições que permitam aos indivíduos e aos grupos controlar a sua saúde, a dos grupos onde se inserem e agir sobre os factores que a influenciam” (Carta de Ottawa, 1986).

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Deste modo, a Educação para a Saúde parece ser uma das vias mais eficazes e adequadas para promover, de forma natural e consistente, atitudes e comportamentos salutares, conducentes ao bem-estar de cada indivíduo. Face a este quadro, a escola, pelas características próprias que possui, parece ser um local em que esse processo educativo encontra condições óptimas de desenvolvimento, por forma a proporcionar um conjunto de “(...) oportunidades educacionais programadas por forma a capacitar os indivíduos, agindo isoladamente ou em conjunto, para tomarem decisões fundamentais sobre assuntos relacionados com a saúde” (Resolução nº 89/C3/01 do Conselho de Ministros da C.E., citada por Fátima Sousa, 1995). Esta resolução inclusivamente explicita que a integração da Educação para a Saúde na escola é fundamental. A Escola, ao inserir esta componente na oferta educativa que proporciona, está a corresponder simultaneamente a dois direitos fundamentais – o direito à educação e o direito à saúde, amplamente reconhecidos por todas as instituições e organismos internacionais, bem como pelo foro constitucional e legislativo do nosso país.


Janeiro/Marรงo 2005

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adaptado de:

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FUNCHAL, uma cidade saudável??? água que diariamente consumimos é potável? O ar que respiramos é puro? O parque habitacional funchalense oferece boas condições de vida? As áreas verdes e de lazer são prioritárias para a edilidade? Existe pedagogia e sadia convivência ambiental por parte dos munícipes? Estas foram algumas das questões que a leia S.F.F. colocou ao Engenheiro Costa Neves, Vereador do Ambiente da maior autarquia madeirense, com o objectivo de verificar se o Funchal é uma cidade saudável.

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Engenheiro Costa Neves, Vereador do pelouro do Ambiente da Câmara Municipal do Funchal

leia SFF – Podemos considerar o Funchal uma cidade saudável? Eng. Costa Neves – O Funchal é uma cidade com boa qualidade de vida. Tem, por exemplo, 200 hectares de zonas verdes que são importantes para a cidade, não só para a refrescar em termos de ventilação, arejamento e oxigenação, como também para o aspecto lúdico, recreativo e visual. No centro da cidade temos vários parques públicos importantes: o Parque de Santa Catarina, o Parque do Almirantes Reis e, neste momento, estamos a construir o Jardim panorâmico sobre a Promenade, ali para os lados do Gorgulho, e em vias de começar a construir outro com 1,5 hectares na Ajuda. São investimentos que visam a melhoria gradual da qualidade de vida dos Funchalenses. leia SFF – O trânsito no centro da cidade não afecta essa qualidade de vida? Eng. Costa Neves – O Funchal é uma cidade antiga [está a preparar a comemoração dos 500 anos] com um traçado de ruas antigas,

uma intensidade de trânsito grande, mas penso que não é nada exagerado se comparado com o de outras cidades como Lisboa. Mas a realidade é esta: o Funchal é pequeno, as ruas não foram desenhadas para o trânsito automóvel e hoje tem que se confrontar com esse trânsito. leia SFF – A água, saneamento básico e recolha de resíduos são prioritários na política camarária no sentido de melhorar a qualidade de vida das populações? Eng. Costa Neves – A Câmara Municipal do Funchal, em termos de limpeza urbana, recolha de resíduos e qualidade da água, desenvolve um trabalho que eu considero talvez o melhor do país. Neste momento, a cidade do Funchal tem uma taxa de reciclagem de 18,6 por cento, o que é muito bom quando comparada, por exemplo, com a de Lisboa que é de 6 por cento ou a do Porto que ronda os 5 por cento. O Funchal está realmente na liderança na reciclagem de resíduos.

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Leia SFF – Os munícipes estão (são) educados para uma convivência salutar com o ambiente circundante? Eng. Costa Neves – Cada vez mais. Também tem havido um grande investimento para a educação e sensibilização ambiental não só por parte da Câmara Municipal como também pelo Governo Regional. A pedagogia é sempre fundamental mas também penso que a par da pedagogia é preciso o exemplo que tem de ser dado por parte de quem gere a cidade, neste caso a Câmara. Se a Câmara apenas apelasse à pedagogia, mas não executasse, morria tudo à nascença. É importante complementar a pedagogia com a acção. É evidente que as pessoas e os munícipes em geral em muito têm contribuído para que as altas taxas de reciclagem sejam uma realidade. Leia S.F.F. – E relativamente à qualidade da água… Eng.Costa Neves – Bem sabemos que a água é um bem preciosíssimo; a água potável é cada vez um bem mais importante e neste século, a seguir ao ar puro, é já o bem natural mais importante. Se prestarmos um pouco de atenção, actualmente um litro de água engarrafada já é mais cara que um litro de gasolina. Há 10 anos o petróleo era o bem mais importante, mas a água nos nossos dias também o é. A confirmar-se esta secura gradual e este aquecimento global, apesar de eu acreditar que isto é cíclico e passageiro, a água terá de ser, cada vez mais, bem gerida.

Áreas verdes: Parque de Santa Catarina (na foto de cima); Parque Ecológico (na foto de baixo)

Leia S.F.F. – Qual é a importância do Parque Ecológico do Funchal para a cidade? Eng.Costa Neves – O Parque Ecológico do Funchal é uma área de mil hectares, propriedade da Câmara, que serve de descompressão à cidade e permite que as pessoas que para lá vão possam andar a pé e se recriem. O Funchal é, de facto, uma cidade com boa qua lidade de vida e que tem esta grande vantagem: tão depressa estamos junto do mar como, pouco tempo depois, já podemos estar na montanha. Em Lisboa, por exemplo, isto não é possível! Leia S.F.F. – Os Madeirenses têm consciência desta boa qualidade de vida? Eng.Costa Neves – Às vezes não. As pessoas têm de ser sair daqui, têm de sentir um choque para dar valor à realidade de cá. As pessoas, depois de se ausentarem algum tempo, quando regressam dizem que o Funchal é uma cidade limpa. Quem aqui vive permanentemente não se apercebe dessa realidade e, por isso, nem sempre dá o devido valor.

“...água é um bem preciosíssimo”

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leia S.F.F. – Desporto e Saúde são duas reali importante. As pessoas também têm de fazer dades que complementam. A edilidade funesforço para promover a sua própria chalense preocupa-se com a vertente desporti habitação, ou seja, não podem estar eternava? mente à espera da Câmara para receber uma. O que não pode acontecer é isto: se há 20 anos Eng.Costa Neves – Dentro das suas possifoi atribuída habitação a um agregado bilidades e área orgânica a Câmara promove familiar, a geração seguinte não pode ficar algumas iniciativas no âmbito desportivo, uma pendente quer do vez que ele contribui Governo quer da para a qualidade de vida física e psíquica A cidade, porém, só é saudável se Câmara para lhe uma nova do cidadão. Nesse o próprio cidadão quiser. Qualquer arranjarem habitação. As pessentido, a autarquia dissonância ambiental que surge soas também têm de apoia a prova de fazer esforço para Triatlo, competição tem sempre origem antrópica. adquirir a sua de carácter internaprópria habitação e o cional e de grande que a edilidade está a fazer é promover a comimportância e projecção para a Madeira; propra de habitação a preços de custos. move a travessia do Cais à Barreirinha em Natação; patrocina uma série de Ginásios leia S.F.F. – Como está a qualidade do ar no anexos às Juntas de freguesia que possibiliFunchal? tam a prática do desporto à terceira idade e Eng.Costa Neves – Todas as áreas verdes e possibilita ainda uma série de actividades mesmo as árvores envolventes da cidade têm desportivas, também elas mais direccionadas uma influência grande na qualidade do ar, para a terceira idade, nos Complexos do Lido e porque retêm a poeira que existe em suspenda Ponta Gorda. Não posso esquecer os são, além da fotossíntese que retira o dióxido interessantíssimos percursos a pé, pois o de carbono do ar e liberta oxigénio, o que só é andar a pé também é uma forma de desporto. possível com a existência de espaços verdes. A Câmara, dentro da sua área de competência, não só desenvolve e apoia todas as modalidades de cariz desportivo que se desenvolvem no concelho, como ainda subsidia deslocações ao Continente e ao estrangeiro de desportistas amadores do concelho. leia S.F.F. – A qualidade de vida passa também por uma habitação condigna… Eng.Costa Neves – Sim. A Câmara Municipal tem um departamento responsável por uma série de bairros locais para alojar munícipes que carecem de habitação. Neste momento, está a recuperar alguns, como o de S. Gonçalo e Santo António, e tem vindo a construir e a promover a recuperação habitacional no centro da cidade para evitar a desertificação. A habitação existente de qualquer modo não é a suficiente porque ainda há carências, apesar de cada vez haver menos. leia S.F.F. – Os munícipes, em geral, preocu pam-se em ter a sua habitação? Eng.Costa Neves – Essa é uma questão

Árvores envolventes da Rua João de Deus (portão sul da E.S.F.F.)

leia S.F.F. – Concluindo: é saudável viver no Funchal? Eng.Costa Neves – A qualidade de vida no Funchal é boa e isso é fundamental para a saúde física e mental das pessoas. A cidade, porém, só é saudável se o próprio cidadão quiser. Qualquer dissonância ambiental que surge tem sempre origem antrópica: o homem está no centro de tudo.

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AGRICULTURA:

BIO É LÓGICA

Drª Luísa Gonçalves Professora do 8º A

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doença, seja ela física e/ou psicológica, é sempre um desequilíbrio, uma desarmonia. Uma das suas causas, no mundo em que vivemos, provém do afastamento que operamos em relação à Natureza e à nossa própria natureza. Deixámos de nos maravilhar com o milagre que é a vida porque afastámos os nossos sentidos do fluir das estações, da beleza sinestésica de ver uma raiz, uma folha, uma flor, ou um fruto, de sentir-lhes o cheiro, a textura e o brilho, o sabor único de cada coisa. Como estamos, hoje, longe de perceber o Alberto Caeiro de «Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la/E comer um fruto é saber-lhe o sentido.», quando o cheiro dos produtos químicos de síntese é o cheiro de tudo o que comemos e tudo sabe ao mesmo… do mesmo… Mas talvez ainda seja possível “arrepiar caminho”, reencontrarmos o sentido do que somos, vivendo com a Natureza e não contra ela, no que é o princípio básico das agriculturas ditas biológicas, quer se chamem “natural”, “orgânica”, “biodinâmica”, ou “selvagem”. Vamos, pelo menos por um bocadinho, esquecer. Esquecer a pressa, porque tudo tem o seu tempo; esquecer as leis do mercado que querem, ignorando as estações, tudo em qualquer época, tudo normalizado - o tamanho, a forma, a cor , o sabor – mesmo que depois seja para deitar fora; esquecer uma sociedade onde o agricultor continua a ser tratado como um rústico, um ignorante que à falta de melhor se dedica à terra ou, adquirindo novo estatuto, se transforma num industrial. Vamos ser felizes e amanhecer rente ao ar fresco, às gotas de orvalho sobre as folhas, aos primeiros raios de luz que se entretecem nas teias de aranha. Não é ainda cedo demais para os pássaros e os insectos já se espreguiçam entre os lençóis tenros das pétalas. Qualquer um de nós pode ter este bocadinho de felicidade. E se quisermos saber o que comemos, para o produzir temos de observar o trabalho da Natureza e fazer com ela e como ela. Ela mostrar-se-á generosa se respeitarmos os ecossistemas e nos integrarmos neles. Daí que se passe a apresentar uma mão cheia de princípios básicos para quem não tiver medo de meter as sementes à terra. 1. Na Natureza nada se perde e tudo se transforma. Toda a vegetação morta, tenha passado ou não pelo aparelho digestivo de um herbívoro, apodrece e vai fornecer matéria orgânica a novas plantas. Este processo de decomposição, que em agricultura se chama compostagem, acontece se empilharmos folhas secas, ervas cortadas, terra, restos de comida, aparas de madeira não tratada… e os cobrirmos com palha. Não cheira mal se a quantidade de substâncias húmidas e secas for equilibrada, devendo o monte de composto ser revirado de quando em quando e mantida alguma humidade. No início do processo produz-se calor mas a pilha vai arrefecendo e, oito meses a um ano depois, temos o melhor dos melhores alimentos para plantas. Podemos ainda contar com os chamados “adubos verdes”: plantas – leguminosas, por exemplo, ricas em azoto - que são apanhadas antes de florirem, cortadas e ligeiramente enterradas no solo.

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2. A terra precisa de cobertura vegetal que a mantenha viva e com alguma humidade. Uma terra nua fica condenada à lixiviação dos seus compostos orgânicos e à mercê da erosão. 3. Nada nem ninguém está a mais porque o equilíbrio resulta da interacção de plantas e bichos. Não vale a pena preocupar-se com a lagarta que roeu a folha: há folhas para nós e para elas. Do mesmo modo as ervas daninhas só são problema no início da cultura, quando os nossos vegetais ainda são muito pequenos. O uso de herbicidas e pesticidas só vem afectar a cadeia alimentar e, ainda por cima, ficam a integrar solo e plantas porque não se transformam. 4. A Natureza não faz monocultura. Associar culturas exige conhecimentos e experiência prática. Veja-se, a título de exemplo, uma das vantagens de cultivar cenouras e cebolas juntas: o cheiro da cebola afasta a “mosca” da cenoura e vice-versa. 5. As plantas crescem onde têm condições para o fazer melhor. Na Natureza as sementes são levadas pelo vento ou pelos pássaros para outros lugares. Não se devem cultivar as mesmas plantas no mesmo local, sob pena de esgotarem determinados nutrientes do solo e favorecer-se o aparecimento de pragas e doenças. Daí a rotação de culturas, privilegiando-se a sequência “tradicional”: batatas ou tomates (solanáceas); feijões (leguminosas), abóboras (cucurbitáceas) e milho (gramíneas); alfaces (compostas), couves e nabos (crucíferas); cenouras (umbelíferas) e cebolas (liliáceas).

Devagar, podemos deitar mãos à obra e começar a remexer o solo. Contrariamente ao que se diz, não é preciso muita terra para instalar uma pequena horta: 3x4 metros produzem vegetais suficientes para alimentar uma família de 4 pessoas, se lhe dedicar pelo menos uma hora por semana. Sabe melhor e sai mais barato que manter aquele bocado inútil de relva. Porque não substituí-lo por um jardim-horta? Quem vive num apartamento também pode cultivar… em vasos. Na janela da cozinha, pelo menos salsa, segurelha, orégãos ficam tão bonitos e são mais cheirosos que tantas outras flores. E essa trepadeira que se chama tomateiro não fica magnífica na varanda da sala? E se fosse um pé de alface? E uma laranjeira? E agora que perdemos o medo de sujar as mãos, podemos deitá-las à obra. Antes, porém, vale a pena dar uma volta pelo campo, ouvir as pessoas, sobretudo as mais velhas e perguntar-lhes quando semearam e o quê. Falar-vos-ão das melhores luas e marés para semear, para transplantar e para colher. Falar-vos-ão das sementeiras antes das primeiras chuvas e das mezinhas que se podem preparar com certas ervas. Falar-vos-ão do fundo dos tempos, de técnicas de sobrevivência milenares, de uma ligação profunda à terra e aos seus ritmos. Falar-vos-ão de uma cultura das culturas que é nosso património, de que precisamos, que será útil aos que virão depois de nós e que não temos o direito de deixar esquecer.

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MITOS e RISCOS “Por detrás das coisas que vemos, encontra-se algo mais vasto; tudo é um caminho, um portal ou uma janela que se abre para algo mais.” Antoine de Saint-Exupéry Dr. Jorge Carvalho Professor de Educação Física

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ivemos na era da imagem. Sentimo-nos fascinados pelos seus reflexos, em nós, da sua qualidade e perfeição. Vivemos em êxtase no meio das descobertas do génio humano. Não há um recanto do universo em que não lancemos o pleno poder da nossa inteligência. Colonizamos a Terra, o Espaço Galáctico, o Tempo, o Infinitamente Grande e o Infinitamente Pequeno. E no seu movimento: explosão de informação em todos os azimutes, assédio às últimas novidades cujo desconhecimento nos provoca mal-estar. Tiremos partido do máximo! De qualquer modo, os dias são demasiado pequenos para fazermos tudo. Vinte e quatro horas para trabalharmos, para nos cultivarmos, para nos distraírmos. E também para dormir. Um mínimo. Todos os meios servem para manter a forma. Desporto, curas de todos os géneros, descontracção, células frescas, dietas miraculosas ou grito primitivo alternam alegremente com café, cigarros, álcool, estimulantes, tranquilizantes e outras drogas. Mas nada resulta. Alegrias efémeras. Esforços. Sofrimentos...

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Desde que Beck publicou o livro Risk Society (1992), o conceito de risco assume um lugar central na análise da mudança social na modernidade. Em termos colectivos, o risco expressa-se através das ameaças que pairam sobre a vida e as sociedades humanas em consequência da acção da tecnologia e da ciência; em termos individuais, o risco passa pela insegurança crescente que as pessoas experimentam em virtude de o mundo social se ter tornado menos previsível e o futuro se apresentar como um espaço de contingências. No mundo actual, as transições juvenis entre a família, a escola e o trabalho confrontam-se com novos riscos e oportunidades que as gerações mais velhas não conheceram e, por conseguinte, muitas das opções que os jovens tiverem que fazer terão desenvolvimentos e consequências que dificilmente podem ser antecipados. A incerteza a que os jovens estão sujeitos tem implicações nas suas atitudes e nos seus comportamentos, designadamente nos riscos que assumem ou a que estão expostos.


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A quase permanente mutação das solicitações no quotidiano dos jovens provoca inevitáveis alterações de hábitos e práticas que incidem directamente nas suas relações interpessoais, nos seus recursos e até mesmo nas suas necessidades. É evidente que nem todos os riscos geram consequências nefastas e a própria experiência do risco, para além de ser positiva em muitos casos, é necessária ao desenvolvimento da identidade juvenil. Por exemplo, é impossível evitar os riscos físicos associados às actividades dos jovens sem pôr em causa o desenvolvimento dessas mesmas actividades. No entanto, o risco aparece normalmente associado aos comportamentos que geram maiores consequências negativas para a saúde dos jovens e que maior preocupação social suscitam, como as desordens alimentares (anorexia, bulimia, etc.) - é frequente encontrarmos jovens preocupados com a sua estética e imagem corporal, procurando dietas alimentares em nada equilibradas - ou a toxicodependência. Mas outros comportamentos, como as práticas sexuais e o consumo de tabaco e de álcool estão também entre os que mais facilmente são identificados como fontes potenciais de risco. Em relação às condutas de risco, muitos são os sociólogos que falam de uma “sociedade de risco”, de uma “vida de acidentes”, de uma “cultura de receio”. Os jovens encontram-se no centro destas ameaças, não apenas pelo facto das suas trajectórias de vida serem marcadas pela imprevisibilidade, incerteza e risco mas, também, porque os seus quotidianos

estão associados a processos de individualização que arrastam uma paralela perda de influência de determinadas instituições – como a família – no planeamento e fluir de suas estratégias. Os jovens mais permeáveis ao risco são os que se acostumaram, desde muito novos, a terem contacto com esses mesmos riscos. Que percurso para o êxito? Os exemplos abundam para nos convencerem. Não aprendemos, desde a infância, a sacrificar o jogo – expressão da nossa vida nascente – em benefício dos nossos caros estudos e trabalho? Escolas, universidades, oficinas: o mesmo discurso e a mesma luta contra nós próprios. Aprendemos a vida forçando-nos. As cancelas da selecção entreabrem-se para aqueles que sabem mais e melhor. Na vida, não recebemos, em última instância, o que queremos, recebemos o que somos. As procuras são todas diversas, há cada vez mais itinerários pessoais e individuais. A nova ciência ensina-nos uma coisa muito interessante, a evolução do universo e, do mesmo passo, a dos seres vivos apoia-se num certo limiar de competitividade, como nos legou a teoria darwiniana; mas, hoje, claramente se demonstra que ela se faz também com muita cooperatividade. Cooperação para a competição será a fórmula criacionista do universo; não a da competição sem a cooperação. Está tudo ao nosso alcance. Antes de mais, para acompanhar tudo o que existe de bom na vida, desfrutar das coisas boas, dos bons hábitos, ou seja, viver uma boa existência.

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S e r v A p o i J o v e

i ç o d e o a o m

Salomé Teixeira e Daniela Gonçalves Enfermeiras do S. A. J.

Educar para a Saúde

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Educação para a saúde não significa apenas a aquisição de informação, implica também a adopção de atitudes e comportamentos favoráveis a uma vida saudável. Educar para a saúde é pois contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e valores que ajudam o indivíduo a fazer opções e a tomar decisões adequadas à saúde e bem-estar. A educação para a saúde mobiliza a esfera afectiva contribuindo para a aquisição de conhecimentos, atitudes, envolvimentos e compromissos. A componente afectiva é deveras essencial no processo educativo; daí que o contexto familiar assuma um papel preponderante, pois é através deste que o indivíduo adquire todas as aprendizagens que irão condicionar os seus comportamentos de saúde ao longo da vida, visto representar o principal ponto de referência ou modelo, através das palavras e acções quotidianas. Importa referir que cada pessoa deverá ser responsável pelo seu processo de educação para a saúde, adoptando estilos de vida saudáveis, tais como: alimentação adequada, actividade física e de lazer, vigilância de saúde periódica (incluindo a vacinação), vivência de uma sexualidade saudável e responsável; desenvolvendo simultaneamente capacidades de auto-controlo relativamente aos comportamentos nocivos (alcoolismo, tabagismo e drogas, entre outros). Saliente-se, também, a complementaridade da escola e dos serviços de saúde como agentes promotores de educação para a saúde, na sensibilização das crianças e jovens para a adopção de estilos de vida saudáveis e no diagnóstico precoce de situações carentes de apoio e orientação específicos. Linha SOS Adolescente (gratuita) n.º 800204125, disponível nos dias úteis, das 8 às 20 horas

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Curso Superior

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Cursos superiores na área da saúde (II) Dr. João Costa e Silva Director do Gabinete do Ensino Superior

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ara além do curso de enfermagem, existem em Portugal um conjunto de cursos superiores na área da saúde que, na sua maioria, são ministrados nas Escolas Superiores de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Lisboa e Porto, nalgumas Escolas Superiores de Saúde e, também, em estabelecimentos de ensino superior privado, como é o caso da Escola Superior de Saúde do Alcoitão. Estes cursos têm a particularidade de serem ministrados em duas etapas ou ciclos, daí se chamarem bietápicos. No final do 3º ano conclui-se o grau de bacharelato do curso, podendo desde logo começar-se uma actividade profissional. Mais um ano de escola e conclui-se a licenciatura. CURSOS DAS ESCOLAS DE SAÚDE: ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA; ANATOMIA PATOLÓGICA, CITOLÓGICA E TANATOLÓGICA; AUDIOLOGIA; CARDIOPNEUMOLOGIA; DIETÉTICA; FARMÁCIA; FISIOTERAPIA ; MEDICINA NUCLEAR; NEUROFISIOLOGIA; ORTÓPTICA; RADIOLOGIA; RADIOTERAPIA; SAÚDE AMBIENTAL; TERAPÊUTICA; DA FALA; TERAPÊUTICA OCUPACIONAL Ainda na área da tecnologia da saúde, a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa ministra, para além do curso de Medicina Dentária, dois cursos com o grau de bacharelato: Higiene Oral e Prótese Dentária.

"OS TÉCNICOS DE SAÚDE" No número anterior desta revista, tive a oportunidade de abordar alguns dos cursos e profissões da área da saúde. Hoje completa-se essa informação através de uma breve descrição, retirada do site de estabelecimentos de ensino que ministram os cursos superiores desta área, das competências e actividades dos restantes profissionais.

Apresentação de opções para o seguimento de estudos e respectivos apoios financeiros na sala de sessões da E.S.F.F.

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CURSO: ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA TÍTULO PROFISSIONAL: TÉCNICO DE ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA O Técnico de Análises Clínicas e Saúde Pública (A.C.S.P.) actua integrado numa equipa inter e pluridisciplinar, contribuindo para o diagnóstico, prognóstico, terapêutica e prevenção da doença, no âmbito da Patologia Clínica, da Imunohemoterapia e da Saúde Pública. Efectua determinações analíticas, aplicando e avaliando técnicas e métodos próprios, e avalia e regista os resultados em função do diagnóstico, tratamento ou rastreio a que se destinam. Para desenvolver as actividades referidas, este profissional necessita de mobilizar um referencial de competências ao nível dos Saberes, dos Saberes Fazer e dos Saberes Sociais e Relacionais que se adquirem na Escola e se consolidam ao longo da vida, através da formação permanente. A evolução tecnológica tem acentuado a automatização e informatização dos processos analíticos e a evolução científica, em áreas como a genética e a biologia molecular, faz prever o alargamento do conteúdo de trabalho destes profissionais. Para além das duas grandes áreas de intervenção que constituem a essência da profissão, diagnóstico e prevenção, o Técnico de A.C.S.P. pode, também, exercer a sua actividade no âmbito da terapêutica, da investigação, da gestão e do ensino.

CURSO: FARMÁCIA TÍTULO PROFISSIONAL: TÉCNICO DE FARMÁCIA O Técnico de Farmácia prepara, fornece e distribui medicamentos, produtos químicos e eventualmente produtos dietéticos, segundo fórmulas farmacêuticas e prescrição terapêutica. Planeia toda a actividade do circuito do medicamento, desde a aquisição e recepção, até ao armazenamento e distribuição, assegurando a sua qualidade. Presta aconselhamento aos utentes sobre o uso de medicamentos e produtos químicos. Embora a principal área de intervenção do Técnico de Farmácia se centre na terapêutica, pode também intervir na prevenção e promoção da saúde, na investigação, na gestão e no ensino. Com a integração da nutrição artificial no sistemas de prestação de cuidados de saúde ao domicílio é previsível a participação deste profissional em equipas pluridisciplinares, o que vai exigir a mobilização de competências ao nível do Saber e do Saber-fazer e essencialmente ao nível do Saber-fazer social e relacional.

CURSO: RADIOLOGIA TÍTULO PROFISSIONAL: TÉCNICO RADIOLOGISTA O Técnico Radiologista realiza exames convencionais e especiais, no âmbito da radiologia clínica, nomeadamente Radiologia Convencinoal, Tomografia Computorizada, Ressonância Magnética, Mamografia, Angiografia Digital, Osteodensitometria e Ecografia. Estes profissionais aplicam métodos e técnicas através de equipamentos sofisticados e avaliam as imagens colhidas de acordo com as especificações da clínica, para a complementarização ou implementação do pré-diagnóstico. Embora o diagnóstico seja a principal área de intervenção, o Técnico Radiologista também intervem ao nível da terapêutica, da prevenção e promoção da saúde e pode desenvolver actividades de investigação, de gestão e de ensino. A evolução deste profissional de saúde está subjacente ao desenvolvimento das tecnologias de informação e suas aplicações nos meios de diagnóstico em medicina.

CURSO: PRÓTESE DENTÁRIA TÍTULO PROFISSIONAL: PROTÉSICO DENTÁRIO O Prótesico Dentário é o profissional capacitado para executar, em laboratório os trabalhos de prótese dentária, de acordo com as especificações médicas. Objectivos/Funções: Preparar profissionais para, em laboratório, executar e reparar todos os tipos de próteses dentárias, utilizando os produtos, materiais, técnicas e procedimentos de acordo com as prescrições e indicações dos médicos dentistas ou estomatologistas, por forma a que a função, o conforto e a estética dos pacientes sejam recuperados ou melhorados.

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CURSO: RADIOTERAPIA TÍTULO PROFISSIONAL:TTÉCNICO DE RADIOTERAPIA O Técnico de Radioterapia desenvolve actividades terapêuticas, com a utilização de radiações ionizantes, em doentes oncológicos. A tecnicidade das actividades deste profissional e a natureza das patologias a tratar, exige a aplicação de normas adequadas de protecção e o acompanhamento permanente do doente, de forma a garantir o máximo de rigor e de segurança durante o acto terapêutico. Para além do rigor na realização da dosimetria a aplicar, a vigilância e avaliação na aplicação do tratamento, contribuem para o bem-estar físico e psicológico do doente. Na evolução deste profissional está subjacente a contínua investigação científica na área das doenças oncológicas e no interesse pelo estudo do comportamento humano face à dor, à vida e à morte, em particular nas fases terminais. O Técnico de Radioterapia exerce também a sua actividade ao nível da prevenção e promoção da saúde, e pode participar na investigação, na gestão e no ensino.

CURSO: SAÚDE AMBIENTAL TÍTULO PROFISSIONAL: TÉCNICO DE SAÚDE AMBIENTAL O Técnico de Saúde Ambiental colabora em acções de vigilância sanitária e monitorização dos factores do ambiente biofísico (água, ar, solo, biota, alimentos, habitat e energia) através de acções de observação e medição sistemática, com vista à identificação, prevenção e correcção dos factores de risco para a saúde. Pode desenvolver actividades no âmbito da saúde, higiene e defesa do ambiente. É uma profissão em fase de crescimento e transformação, cujo campo de acção se situa na área da prevenção e promoção da saúde. O Técnico de Saúde Ambiental pode ainda intervir nas áreas da investigação, da gestão e do ensino. A evolução destes profissionais irá depender da importância atribuída aos factores ambientais e seu impacte na saúde.

CURSO: HIGIENE ORAL TÍTULO PROFISSIONAL: HIGIENISTA ORAL O higienista oral é o profissional que actua na prevenção das doenças orais, integrado numa equipa de saúde sob supervisão médica. Objectivos/Funções: Preparar profissionais clinicamente aptos para administrar cuidados de prevenção em higiene oral a utentes de todas as idades, incluindo deficientes e colaborar com os membros das equipas de saúde no planeamento, execução e avaliação de programas de saúde comunitários.

Há pessoas q ue desejam saber só por saber, e isso é cur iosidade; outr as, par a alcançar em f ama, e isso é v aidade; outr as, par a enr iq uecer em com a sua ciência, e isso é um neg ócio t or pe: outr as, par a ser em edif icadas, e isso é pr udência; outr as, par a edif icar em os outr os, e isso é car idade. S. Tomás de A q uino

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CURSO: TERAPÊUTICA DA FALA TÍTULO PROFISSIONAL: TERAPEUTA DA FALA Objectivos: O terapeuta da fala é um profissional responsável pela prevenção, avaliação, tratamento e estudo científico da comunicação humana e problemas relacionados. Neste contexto, a comunicação humana engloba todos os processos associados a compreensão e produção da linguagem oral e escrita, assim como formas de comunicação não-verbal. Engloba também a prevenção, avaliação e tratamento da deglutição.

Dr. Costa e Silva numa sessão de esclarecimento na ESFF

De forma a poderem exercer a prática profissional no domínio da Terapia da Fala, os alunos da licenciatura bietápica em Terapia da Fala deverão adquirir as seguintes competências ao longo do curso: - Participar na identificação e resolução de problemas da comunidade relativos à deficiência, à incapacidade e à inadequação da comunicação humana. - Avaliar problemas de comunicação verbal e não verbal, assim como problemas de deglutição através de antecedentes clínicos, observações directas e uso de métodos, técnicas e instrumentação (hardware e software) específicos. - Elaborar e aplicar o plano terapêutico da fala adequados a cada caso utilizando métodos, técnicas, instrumentação e software específicos. - Avaliar o procedimento clínico de modo a decidir da continuidade, da alteração ou da interrupção do tratamento, assim como o prognóstico clínico e a reinserção no meio social do doente. - Elaborar relatórios dos exames efectuados e terapêuticas aplicadas. - Aplicar normas de higiene e segurança inerentes à sua actividade profissional. - Comunicar com os doentes e seus familiares, profissionais de saúde e de educação, e público em geral. Promover acções de formação relacionadas com a promoção da saúde e prevenção dos problemas de comunicação. - Trabalhar de uma forma efectiva dentro de uma equipa multidisciplinar assim como colaborar na gestão dos serviços em que venha a ser integrado. - Resolver problemas e introduzir, na sua prática diária, resultados de estudos científicos e pesquisa adicionais. - Avaliar o exercício profissional e promover o seu desenvolvimento tendo em consideração valores e atitudes de um profissional de cuidados de saúde consistentes com elevados padrões de conduta profissional e ética. Saídas Profissionais: O terapeuta da fala avalia, trata e contribui para a prevenção de alterações da comunicação humana (problemas de voz, de articulação, de fluência e de linguagem), em crianças e adultos. Poderá exercer a sua actividade em hospitais gerais e especializados, centros de saúde e de saúde mental, jardins de infância, escolas de ensino regular e especial.

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EMPREGO Os técnicos de saúde exercem a sua actividade profissional nos hospitais, nos centros de saúde, nas clínicas, em lares de idosos, creches, em escolas enquanto docentes e em empresas especializadas na prestação de serviços de saúde ao domicílio. O mercado de trabalho para estes profissionais encontra-se numa fase positiva, dado que o número de diplomados é inferior às necessidades do país. É do conhecimento público que já existem muitos profissionais estrangeiros a trabalhar em Portugal e, também se sabe que muitos destes profissionais exercem a sua actividade por diversos locais, acumulando funções em instituições públicas e privadas. Na Região Autónoma da Madeira, a situação do emprego para estes profissionais é mais ou menos idêntica à que se passa no Continente. Porém, segundo informações recentes da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, poderei adiantar que as carências da Região acentuam-se mais nas seguintes áreas: enfermagem, terapia ocupacional, análises clínicas, fisioterapia, radiologia, terapia da fala, cardiopneumologia e farmácia. OS PLANOS DE ESTUDO DOS CURSOS A escolha de um curso superior é, por vezes, um processo em que muitos estudantes têm alguma dificuldade. A oferta é muito variada, os cursos apesar do mesmo nome nem sempre são iguais, as saídas profissionais são algo complicadas, enfim, todo um conjunto de situações difíceis de lidar. Pessoalmente, e tenho-o dito por todas as escolas por onde tenho passado, parece-me que a escolha do curso deve ser feita em função dos interesses, dos valores, da motivação e das aptidões e vocação de cada um. Mas é preciso, também, conhecer-se o curso. E isso passa por conhecer os objectivos da sua criação, os seus ramos e especializações mas também os seus planos de estudos, as disciplinas. No Gabinete do Ensino Superior, na Rua das Hortas, e na Internet (www.madeira-edu.pt/dre/ges) é possível aceder a este tipo de informações. Seria interessante disponibilizar informação sobre os planos de estudo de cada um dos cursos aqui apresentados, mas tal não é possível por falta de espaço, como facilmente se pode compreender. A título de curiosidade apresento os planos de dois cursos de Enfermagem e de um de Fisioterapia. E relativamente aos cursos de Enfermagem veja-se como as disciplinas são diferentes de Escola para Escola.

PL AN O DE ES TUDOS DO CURSO DE TERAPIA D A FAL A DISCIPLINAS CURRICULARES Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto BACHAREL ATO 1º ANO Anátomo-Fisiologia I Biomatemática e Bioestatística I Psicologia Aquisição e Desenvolvimento da Linguagem Linguística I Fonética e Fonologia I Introdução às Ciências Sociais Anátomo-Fisiologia II Patologia Geral Pediatria Neurologia Otorrinolaringologia Psicopedagogia Patologia da Comunicação e Intervenção Terapêutica I 2º ANO Metodologia de Investigação Patologia da Comunicação e Intervenção Terapêutica II Linguística II Fonética e Fonologia II Psicopatologia Audiologia Patologia da Comunicação e Intervenção Terapêutica III Linguística III Métodos e Técnicas de Comunicação Comunicação Alternativa e Aumentativa Psicopedagogia Especial Seminários

3º ANO Educação Clínica Projecto de Investigação Seminários

LICENCIATURA 4º ANO Metodologias de Intervenção em TF I Administração em Saúde Neurobiologia Tecnologias de Apoio em TF Fundamentos de Planeamento Experimental Construção e Validação de Instrumentos Prevenção da Patologia da Comunicação Verbal Metodologias de Intervenção em TF II Gestão e E conomia da Saúde Seminários em Dinâmica de Grupos Quadros Específicos de Intervenção em TF Estudo de Casos Projecto em Terapêutica da Fala

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EXAMES NACIONAIS 2004/2005 PRAZOS

ACÇÕES

28 de Fevereiro a 25 de Março

Inscrição para a realização de pré-requisitos

21 de Fevereiro a 4 de Março

Inscrição para a 1ª fase de exames (prazo normal)

4 de Abril a 13 de Maio

Realização de pré-requisitos

7 e 8 de Março

Inscrição para a 1ª fase de exames (prazo suplementar) Anulação de matrícula em disciplinas do ensino secundário

9 de Junho

Fim das actividades lectivas do 12.º ano Afixação das pautas de chamada

17 de Junho a 6 de Julho

Chamada única da 1ª fase dos exames nacionais

14 a 18 de Julho

Inscrição para a 2ª fase de exames (prazo único)

15 de Julho

Afixação das pautas dos exames da 1ª fase

19 a 25 de Julho

Chamada única da 2ª fase dos exames nacionais Apresentação da candidatura: 1ª fase do concurso nacional (estudantes que já concluíram os seus cursos de ensino secundário ou que os concluam na 1ª fase de exames)

4 de Agosto

Afixação das pautas dos exames da 2ª fase destinadas a aprovação e dos exames utilizados como provas de ingresso que não tenham sido realizados na 1ª fase (excepto os exames realizados para melhorias) Apresentação da candidatura: 1ª fase do concurso nacional (estudantes que que só concluam os seus cursos de ensino secundário na 2ª fase de exames)

17 de Agosto

Afixação dos resultados da reapreciação dos exames da 1ª fase

17 de Agosto

Afixação das pautas dos exames da 2ª fase para melhoria de classificação

2 de Setembro

Afixação dos resultados da reapreciação dos exames da 2ª fase, referentes às classificações afixadas em 4 de Agosto Afixação dos resultados da candidatura: 1ª fase do concurso nacional Matrícula no ensino superior - estudantes colocados na 1ª fase do concurso nacional

16 de Setembro

Afixação dos resultados da reapreciação dos exames da 2ª fase, referentes às classificações afixadas em 17 de Agosto Apresentação da candidatura: 2ª fase do concurso nacional Afixação dos resultados da candidatura: 2ª fase do concurso nacional Matrícula no ensino superior - estudantes colocados na 2ª fase do concurso nacional

E como o estudo nunca é demais, sugerem-se alguns sites onde podes tirar as tuas dúvidas sobre o funcionamento do concurso e provas de exame de anos lectivos anteriores: http://www.madeira-edu.pt/dre/ges http://www.edunau.pt http://www.facultis.pt http://www.edusurfa.pt

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O Ser viço Milit ar Pr of issional nos regimes de contrato e volunt ariado Miguel Ascensão Alferes do Exército Português

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om o final do Serviço Efectivo Normal, que teve lugar no final do ano passado, o Exército enfrenta novos desafios. A instituição tem vindo a se adaptar às novas exigências de modo a se converter numa organização totalmente profissional, no que diz respeito aos recursos humanos. Esta tem sido provavelmente uma das missões efectuadas com mais acuidade e realce por parte da instituição militar e dos políticos em geral. Assim, o Recrutamento militar como área dos recursos humanos com maior relevância tem sido provavelmente um dos sectores que mais atenção tem concentrado, tanto pelas chefias militares, como pela comunicação social e, consequentemente, pelas populações em geral. Desta forma, surgem os regimes de contrato e voluntariado (RC/RV) que permitem aos jovens dos 18 aos 24 anos, acederem a uma carreira profissional nas fileiras do Exército, com contratos até 6 anos de duração, que simultaneamente permitem usufruir de vários incentivos, que se prendem com a sua natural inserção no meio civil no final do contrato ou com a sua continuidade na vida militar, através de um contingente de vagas na Academia Militar, Escola de Sargentos do Exército, GNR ou PSP. Os Incentivos a que os militares no regime de contrato têm acesso, de uma forma geral são: . Contingentação de 2,5 % das vagas de acesso ao ensino superior público; . Acesso a 10% das vagas de cada curso de Formação Profissional a realizar pelo IEFP; . Contingentação de 30% das vagas de acesso à Academia Militar; . Exclusividade no acesso ao quadro de praças da GNR e 30% no quadro de oficiais; . Contingentação de 15% das vagas de acesso à PSP; . Preferência no ingresso na função pública e nas forças de segurança; Deste modo o Exército oferece diversas possibilidades aos jovens militares, que, para além da sua componente militar, permitem enriquecer a sua formação académica e profissional, obtendo currículo e algumas mais valias que podem ser valiosas no terminus do seu contrato. As condições de admissão são: Ter nacionalidade portuguesa; Possuir, no mínimo, 18 e no máximo 24 anos de idade; Possuir aptidão psicofísica adequada; Habilitações literárias necessárias para a classe pretendida: Oficiais – Ensino Superior Sargentos – 12ºAno Praças – 6º Ano Ter altura mínima de: 1,60m para o sexo masculino; 1,56m para o sexo feminino;

Para formalizar a candidatura e esclarecimento de dúvidas dirija-se ao Centro de Recrutamento do Funchal, à Rua da Carreira, nº155; ou contacte a linha verde do Exército, através do telefone 800 12 20 74.

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Destaque Estudantes e Desportistas

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nossa escola é frequentada por vários jovens que preenchem o dia a dia da sua vida não só com o estudo mas também com a prática desportiva nas mais diversas modalidades. E são vários os que conseguem ser excelentes alunos e exímios desportistas. Outros, contudo, sentem mais dificuldades em conciliar as duas realidades. Nesta edição, a leia S.F.F. vai falar-lhe de três jovens estudantes (ao mesmo tempo desportistas), um do 10º ano, outro do 11º e outro do 12º, que se distinguem meritoriamente na modalidade que praticam: a Alexandrina Barbosa deixou a sua família, os seus amigos e a sua terra natal para vir jogar andebol no Madeira Andebol SAD; a Sara Cerdas atingiu um patamar de excelência nas piscinas, conquistando, ainda recentemente, o título regional de ‘nadador completo’, além de muitos outros troféus na sua carreira e o Tiago Freitas persegue o sonho de renovar o título de campeão do mundo de Pesca Desportiva. Estes três jovens têm em comum, além de serem estudantes da nossa escola, o facto de representarem a selecção nacional portuguesa nas modalidades desportivas a que dedicam algum do seu tempo. Quem disse que estudar e praticar desporto, ao mesmo tempo, eram realidades incompatíveis?

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Andebolista de duas selecções hama-se Alexandrina Barbosa. É aluna do 10º ano, turma 24, do curso Tecnológico de Administração da nossa escola e joga andebol, ao mais alto nível, quer ao serviço da equipa do Madeira Andebol SAD, quer representando duplamente as cores da selecção portuguesa de andebol, ora a nível de juniores, ora a nível se seniores. Beneficia do estatuto de atleta de alta competição.

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onciliar os estudos e o andebol tem sido bastante complicado para mim, porque a verdade é esta: eu passo mais tempo no desporto do que na escola”, disse-nos. “O último ano lectivo – conta – foi o mais difícil para mim e tanto assim foi que o perdi. As dificuldades ficaram sobretudo a dever-se à adaptação à ilha da Madeira, pois eu jogava no Assomada, equipa do Continente das proximidades de Lisboa, e tive que deixar família e amigos para vir jogar e estudar num local completamente desconhecido até então para mim.” Ainda assim hoje reconhece que a mudança “foi bastante benéfica e muito positiva, porque para crescer é preciso passar por sacrifícios”. “Jogar andebol – reconhece Alexandrina Barbosa – e estudar ao mesmo tempo é, realmente, algo complicado de conciliar, sobretudo quando se pratica a modalidade ao mais nível.” De facto, enquanto andebolista, representa a equipa que nos últimos anos tem ganho, praticamente, todos os troféus em disputa naquela modalidade e, além disso, defende as cores da selecção nacional de andebol, tanto de juniores, como de seniores. No meio desta vida repartida entre a prática do desporto e o estudo há um aspecto que Alexandrina Barbosa faz

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questão de sublinhar: “o apoio prestado pelos colegas da escola. Eles têm-me ajudado bastante; tenho bons colegas que me emprestam os cadernos e me explicam as matérias”. Relativamente aos professores refere que “alguns percebem e compreendem a situação, outros tentam perceber”. Se, por um lado – diz – “a escola, em geral ainda não está preparada para lidar com alunos que, ao mesmo tempo que estudam, praticam um desporto de alta competição”, por lado, reconhece que “na Madeira as pessoas valorizam muito o desporto e neste caso concreto o andebol”. “Gostava que as pessoas que não estão a par do desporto procurassem conhecêlo melhor ou o praticassem ou então tentassem compreender quem o pratica para se evitarem situações desagradáveis que, por vezes, acontecem”. Aqui na Madeira – ressalva – há uma maior compreensão e os professores que tenho na escola são muito mais tolerantes que os que tinha no Continente, quando lá estudava”. Mais do que os treinos diários, o que retira realmente mais tempo a esta jovem andebolista e estudante são as deslocações que faz ao serviço da equipa e as esporádicas concentrações ao serviço da selecção portuguesa de andebol júnior e sénior.

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A nível escolar, Alexandrina Barbosa tem as disciplinas de Educação Física, Informática e Contabilidade entre as preferidas e dispensava, se pudesse, a Matemática do currículo. Sobre o futuro, diz não ser uma preocupação por enquanto. Ainda assim, tirar um curso de Contabilidade e continuar a jogar andebol não deixam de aparecer como metas no horizonte para o qual trabalha diariamente. Apesar de muito jovem ainda, em termos desportivos, Alexandrina Barbosa já ganhou, praticamente, tudo o que uma andebolista podia ganhar. Foi campeã

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nacional em juvenis, juniores e seniores. Representa a selecção nacional de andebol, ora na categoria de juniores, ora na categoria de seniores. Beneficia do estatuto de atleta de alta competição, o que lhe concede algumas regalias e outras tantas responsabilidades. “Como surgiu o andebol na minha vida? De uma maneira muito simples: na zona onde eu morava (em Linda-a-Velha, Lisboa) jogar à bola era o desporto mais adequado para os rapazes, enquanto para as raparigas a modalidade considerada feminina era o andebol”. E assim comecei...


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Boa na escola e na piscina

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s 6.15 horas da manhã está na piscina. Quase duas horas depois, inicia uma manhã/tarde de aulas. Terminadas as actividades lectivas, pelas 18.30 horas entra novamente na piscina para mais duas horas de treino. Com um horário tão preenchido consegue ainda tempo para estudar e para estar com os amigos. E, para, sobretudo, ser boa aluna. Falamos de Sara Cerdas, aluna do 11º ano, turma 1, que quer seguir o curso de Medicina. odos sabemos que o desporto faz bem à saúde. Não é preciso ir ao médico para ouvirmos esse conselho” refere Sara Cerdas, aluna do 11º ano, praticante de natação, para quem, realmente, “o segredo de uma vida saudável passa pela prática desportiva”. No entanto, sublinha, “se não for feito com cuidado, o desporto também pode causar problemas de saúde, sobretudo, devido a lesões.” Vencedora do recente troféu “Nadador Completo”, no escalão de Juniores, onde teve de nadar sete provas de diferentes estilos e distâncias, Sara Cerdas referiu que desde pequenina sempre gostou da natação: “não sei se por influência do meu pai – treinador de natação, se por apetência inata, o certo é que sempre gostei da nadar na piscina, apesar de ter experimentado outras modalidades como mini-basquete e badminton.” Porquê esse gosto especial pela natação? “Estar na água é estar num meio diferente, parece que estamos mais vivos. A água dá-nos uma sensação que a terra não dá”, respondeu. Conciliar a prática da natação e a vida escolar é “muito, muito difícil, mas com organização, método, disciplina e aplicação lá vamos conseguindo estudar e nadar”, revela, para de seguida acrescentar que, mesmo assim, “o dia acaba por

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ser pequeno para tanta coisa e, à noite, chego a casa muito cansada”. Sara Cerdas contou-nos o seu dia a dia de estudante e nadadora: às segundas, quartas e sextas treina entre as 6.15 e as 7.30 horas da manhã na piscina; frequenta o 11º ano, turma 1, com aulas uns dias de manhã e outros de tarde de segunda a sexta; volta à piscina diariamente entre as 18.30 e as 20.30 horas e aos sábados das 9 às 11 horas. “Mas não sou só eu, também há outros colegas, por exemplo, aqui da escola que fazem o mesmo que eu”. Lembrou os nomes de Mariana Marques (11º 15); Eliezer Cerdas (12º 5); Tomás Gouveia (11º 10) e Catarina Abreu (10º 3). “Eu gosto muito de natação, mas também tenho de ser boa na escola, aliás a escola está em primeiro lugar e para conseguir o curso que ambiciono: Medicina, estou ciente de que tenho de conseguir uma boa média.” Optar em exclusivo pela natação é algo que não está no horizonte desta campeã, tanto mais que é considerada uma modalidade amadora. “Como gosto muito das áreas voltadas para a ciência, o meu sonho é tirar o curso de Medicina, pois desde pequenina que gostava de ser médica para poder ajudar as pessoas”, confidencia humildemente a jovem estudante.

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A qualidade de Sara Cerdas enquanto nadadora faz com que, por vezes, tenha de faltar às aulas a fim de poder participar em competições desportivas. Isso não a prejudica nos estudos? “Se eu assistisse às aulas era bem melhor, mas como os colegas da turma são excepcionais e os professores compreensivos, vou conseguindo conciliar as coisas.” Se a competição em torneios de natação a priva de algumas aulas, possibilita-lhe, porém, o contacto e conhecimento de outras realidades. “Graças à natação, já estive na Sardenha, Itália; Paris, França; Canárias, Espanha; Praga, República Checa e em várias localidades do Continente”, recordou. Questionada se a Escola reconhece os alunos que, como ela, se distinguem no desporto, a jovem estudante-nadadora foi peremptória na resposta: “Só quando saímos nos jornais é que nos reconhecem.” Apesar da sua juventude, são já vários os títulos que Sara Cerdas ostenta/ou: detém vários recordes regionais; foi campeã nacional dos 200 metros mariposa; representou a selecção nacional em competições internacionais. Ainda recentemente bateu vários recordes a nível regional.

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Campeão Mundial de Pesca

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uer ser Engenheiro Mecânico. Frequenta o 12º ano, turma 7, da área de Desporto. Na Pesca Desportiva já foi campeão regional, campeão nacional e campeão mundial, então com 16 anos, numa prova que decorreu no Porto Santo. Além disso, foi ainda pentacampeão regional de Ténis de Mesa no Desporto Escolar. Renovar o título mundial de Pesca Desportiva e entrar na Faculdade são sonhos que este jovem estudante quer tornar realidade ainda este ano. u comecei a praticar Pesca Desportiva em 1999. Sempre gostei de todos os outros desportos, mas a minha mãe não me deixava ir treinar por causa da escola”, começou por nos contar Tiago Freitas para quem o gosto pela pesca surgiu como uma forma de conciliar desporto e estudo. “Uma vez que os treinos na pesca desportiva são ao fim de semana, os estudos, como era desejo de minha mãe, acabam por não ser afectados e assim vou praticando uma modalidade pela qual, já em pequenino, tinha um certo gosto”, disse, para nos confidenciar de seguida que “aos sete anos já saía de casa para ir pescar para a Pontinha”. “O convívio com o mar é muito saudável. De facto, dizem que um dia ao pé do mar é mais um dia de vida e é bem verdade! Para a saúde, o contacto com o mar é das melhores coisas que podemos fazer”, refere este jovem, também ele praticante de caça submarina e de body board. Praticar pesca desportiva não o prejudica, portanto, nos estudos? “Quer dizer, houve dois anos em que os estudos foram prejudicados pela modalidade. Um torneio de pesca, por exemplo, demora quatro horas, mas requer uma preparação que gasta muito, muito mais tempo. A pesca exige, ao contrário do que muita gente pensa, ciência, destreza, rapidez, concentração, e isto só se consegue com dedicação e esforço”.

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“No entanto, e quero sublinhar isso, dá perfeitamente para conciliar a pesca desportiva com os estudos – a pesca é mais uma modalidade de fim de semana e, portanto, desde que se aproveite a semana para os estudos, o tempo chega”. Normalmente o dia escolhido para treinar é o sábado. Das 7 da manhã até às 15/16 horas. Um dos locais preferidos para treino, em função das especificidades que a Pesca Desportiva exige, é o Porto Santo, por ficar mais próximo, e como tal se tornar mais económico.

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“A Madeira para a pesca desportiva é boa, mas há um grande problema: como não há areia, as grandes provas nacionais e internacionais nunca acontecem cá, ora eu tenho que estar preparado para competir em locais com areia. Como aqui, excepto a Prainha, só há calhau tenho que procurar praias com areia”, explicou. “Além disso – complementou – na areia podemos usar três anzóis ao passo que no calhau apenas se pode usar um. Se não estivermos preparados para estas situações, não vamos a lado nenhum, é por isso que vou frequentemente ao Porto Santo. Às vezes dizem-me: porque não vais para a Prainha? É que aí existe o dobro ou o triplo do peixe que se encontra numa praia normal do Continente e como as competições ocorrem todas lá é de acordo com a realidade de lá que temos que estar o mais preparados possível”. O campeonato nacional de Pesca Desportiva decorre no Continente, dividido por três zonas: Norte, Centro e Sul. O facto de não haver nenhuma prova nas ilhas é para Tiago Freitas “bastante prejudicial. No meio de tudo isto, os insulares são os mais prejudicados porque a nossa realidade é

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completamente diferente”. “O que é curioso – explica – é que ainda assim nós conseguimos ser melhores que eles, o que não deixa de ser estranho. Porquê? Nós dedicamo-nos muito – a pesca como vimos exige ciência, rapidez, concentração, dedicação – e eles, lá, têm tudo ao pé de casa, mas não valorizam nada”. “O meu grande sonho agora é voltar a conquistar o título de campeão do mundo. O que conquistei no Porto Santo, há quatro anos, foi conseguido no meio de condições muito adversas. Enquanto não sou o melhor ou dos melhores naquilo que faço não descanso”, diz-nos Tiago Freitas. Que faz um pescador de Pesca Desportiva ao (muito) peixe que pesca? “Muito do peixe que pesco dou-o. Não sei porquê, mas custa-me comê-lo. Além disso também prefiro outro tipo de peixe”. Surpresas na ponta do anzol, aparecem? “A maior surpresa que me aconteceu, assim como ao meu irmão Miguel Freitas, foi pescar um tubarão com aproximadamente dois metros, mas jogámo-lo novamente para a água”.


Espaços e recursos

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Pólo de Tecnologias de Informação

(PTI) Dr. Cipriano Dias Professor do 11ºB

P.T.I?! Poucos serão os membros desta comunidade que ainda se interrogam sobre o significado da sigla! Com já alguns anos de actividade, o Pólo de Tecnologias de Informação (P.T.I.) foi concebido com o intuito de criar e desenvolver competências na actual “sociedade de informação”, permitindo que os seus frequentadores se familiarizem com as novas tecnologias e adquiram destrezas. Neste ano lectivo, o P.T.I. conta com 14 computadores e o seu funcionamento é assegurado por 6 professores da nossa escola: Dr.ª Anabela Machado, Dr. Cipriano Dias, Dr. Fernando Rodrigues, Dr. Pedro Nóbrega, Dr.ª Sónia Morgado e Dr. Rui Coelho. Funciona todos os dias da semana, de acordo com o horário (tabela abaixo), localizando-se junto à reprografia, na sala 216 da “Praça da Alegria”. Os computadores do P.T.I. destinam-se a actividades lúdicas e escolares. Assim, os alunos que se encontram fora do horário escolar, poderão dirigir-se à sala e fazer trabalhos escolares, jogar, aceder à Net, desenvolver projectos, ouvir música, ler jornais e outras publicações… Podem inclusivamente trazer programas, jogos ou filmes para utilização na sala, desde que o material e sites visitados estejam de acordo com o regulamento do Pólo, que proíbe a utilização e/ou visualização de programas ou sites com conteúdos xenófobos, pornográficos, e outros que incitem à violência… As portas estão abertas! Os professores dinamizadores aguardam a vossa presença, para a mais variada utilização do material disponível, no Pólo de Tecnologias de Informação. Segunda

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8h00 9h00 10h00 11h00 12h00 13h00 14h00 15h00 16h00 17h00 18h00 19h40 20h30

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Tradição Oral Pedagogia da saúde nos provérbios s provérbios populares - também conhecidos por adágios, aforismos, anexins, apotegmas, axiomas, ditados, ditos, ditos sentenciosos, máximas, parémias, preceitos – foram durante muitos séculos um veículo privilegiado de educação para a saúde. Numa época de constante e permanente progresso tecnológico em todos os domínios da ciência, não deixa de ser interessante conhecer a pedagogia da saúde transmitida pela imorredoura sabedoria popular.

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Casa onde não entra o sol entra o médico. Come caldo, vive no alto, anda quente, viverás longamente Dia frio e dia quente fazem andar o homem doente. Casa sem luz, tumba de vivos. Quem quiser medrar viva ao pé de serra ou perto de mar.

A laranja de manhã é ouro, à tarde prata e à noite mata. Azeite de oliva todo o mal tira. Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a doente. Um copo de vinho por dia mantém o médico à distância. Uvas, pão e melão são sustento de nutrição.

Andar, ventura até à sepultura. Espírito são em corpo são. O corpo não deita raízes.

Isso é birra: quem toma tabaco espirra. Tabaco e aguardente transformam o são em doente.

A quem é de vida a água lhe é medicina. Água e vento são meio sustento. Água fervida alimenta a vida. Água que não soa não é boa.

Mais vale a saúde que o dinheiro. O homem velho é médico de si. Velho que de si cura cem anos dura. Para longa vida regra e medida no beber e na comida.

A doença e a dor conhecem-se na cor. Fora de horas urinar é sinal de enfermar. Pés quentes, cabeça fria, boa urina - merda para a medicina. Se a tua casa é húmida abre conta na botica.

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer O braço quer peito e a perna quer leito. Se queres enfermar, ceia e vai-te deitar.


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A vida tem uma porta só, a morte tem cem. Ano de muito peixe, ano de mortes. Nem rei nem papa à morte escapa. Temer a morte é morrer duas vezes. Tosse seca – trombeta da morte.

Em uma hora se paga quanto se erra em toda a vida. Engorda o menino para crescer e o velho para morrer. Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber. Por um dia de prazer um ano de sofrer.

O são ao doente em regra mente. Terra ruim e mulher doente quebram a gente. Um doente come pouco e gasta muito.

A doença vem a cavalo e vai a pé. A doença vem às braçadas e sai às polegadas. Febre outonal ou longa ou mortal.

À custa do doente come toda a gente. Doente mudou de cabeceira, morte certa. Doente que espirra, não morre no dia. Feliz o doente que se conhece.

Erros médicos a terra os cobre. O bom médico é o do terceiro dia. O melhor médico é o que se procura e se não encontra. Pior é ter mau médico que estar enfermo. Se tens médico amigo manda-o a casa do teu inimigo.

Mais vale uma perna sã do que duas muletas. O mal do olho coça-se com o cotovelo. Se queres conhecer o teu corpo, abre o teu porco. O que não tem remédio remediado está.

Come como são e bebe como doente. Come para viver e não vivas para comer. Come que a hora de comer é a da fome. De lautas ceias estão as sepulturas cheias.

Doença bem tratada poucas vezes é demorada. Mal com mal se cura. O bom remédio amarga na boca. Quem tem doença abra a bolsa e tenha paciência. Saúde o come que não boca grande.

O tempo cura o enfermo e não o unguento. O tempo dá o remédio onde falta o conselho. Pouca peçonha não mata. Se a pílula bem soubera, não se dourara por fora. Uma pílula a tempo poupa nove.

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Opinião Balão P anor âmico do F unc hal - apr eciação crítica Mariana Marote 11º 9

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omo é do conhecimento dos madeirenses em geral, há cerca de 6 meses atrás, a baía do Funchal adoptou um novo visual. O projecto que a empresa madeirense Balloon Vísion tinha em mãos foi realmente para a frente. O resultado, esse, está à vista, e bem visível. Tão visível que se torna

Austrália, China e Japão. Vislumbra-se aqui, portanto, ao trazer para a ilha uma atracção mundialmente conhecida, uma tentativa de modernizar a Região Autónoma da Madeira, de manter a sua reputação como destino turístico privilegiado. Porém, um balão à beira-mar não terá sido a opção

difícil desviar o olhar. Refiro-me ao mais afamado “inquilino” da cidade, o vaivém publicitário – mais tecnicamente falando, balão panorâmico do Funchal - que, desgraçadamente, escolheu como residência a Avenida do Mar. O turismo que se acautele pois com a comercialização de imagens desactualizadas da cidade. O balão panorâmico do Funchal consiste, imagine-se, num exemplar daquele que é considerado o maior balão a gás do mundo, com 22 metros de diâmetro. ‘Irmãos gémeos” e “primos” seus podem ser encontrados um pouco por todo o mundo: desde cidades europeias, como Paris, aos EUA,

mais acertada e, embora o presidente do governo regional contorne a questão defendendo que “Só quem não consegue torcer o pescoço, não consegue ver o mar”, tal não impedirá uns quantos torcicolos. Um turista, visitando a cidade pela primeira vez, não se surpreenderá com o brinquedo e sentir-se-á tentado a experimentá-lo, já que os seus “irmãos” e primos” operam há mais de 15 anos e acidente algum, envolvendo pessoas, ocorreu até hoje. Outra coisa é o seu significado para os residentes que, contrariamente aos visitantes, vêem-se diariamente sujeitos a tamanha poluição visual.


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Desta forma, não é de surpreender que o comum habitante do Funchal, tendo consciência da beleza da sua cidade, só pondere desembolsar 15 euros a fim de satisfazer alguma réstia de curiosidade. No entanto, a inevitavelmente fraca adesão por parte dos residentes, até nem vem dificultar o negócio, visto o aeróstato destinar-se ao turismo. E, ainda que a realidade correspondesse à situação inversa, considerando que a descolagem só se efectua com o vento a soprar a menos de 25 km/h (por motivos de segurança), o vaivém tem capacidade para cerca de 30 astronautas e que o voo dura 15 minutos, ao fim de quantos longos anos apenas os mais de 100 mil habitantes do Funchal teriam gozado da oportunidade de subir a bordo? Entretanto, uma nova dor de cabeça a acrescentar a outras tantas. Causas, desconhecem--se. Apenas se sabe que, no réveillon do último ano, a equipa pirotécnica foi obrigada a afastar cerca de 50 metros os postos de fogo instalados junto à zona da Avenida do Mar, e ainda a inclinar as peças de modo a não implicarem com a segurança de um

determinado objecto... Se ainda não se chegou ao absurdo, para lá se caminha. No meio de tanta depreciação, somente alguns aspectos salvam a honra da nave. Com a sua instalação, cerca de 20 pessoas foram empregadas, quer na parte técnica do balão, quer na plataforma de apoio a este (no café, por exemplo). Além disso, no que respeita às condições de segurança, tudo indica serem merecedoras de crédito. Em conclusão, decorridos seis meses, não obstante o transtorno e a polémica que tem vindo a gerar, o balão panorâmico do Funchal prevalece no trono do reino dos céus, encantando turistas e desesperando residentes. Se o descontentamento geral dos habitantes não se revela razão de preocupação maior, então menos provável se adivinha o abandono deste querido e inovador projecto tão pouco respeitador do património histórico-cultural da cidade. Deveras decepcionante é, com efeito, não se fomentar o espírito de investimento noutras áreas de maior prioridade que não o turismo.

No réveillon do último ano, a equipa pirotécnica foi obrigada a afastar cerca de 50 metros os postos de fogo instalados junto à zona da Avenida do Mar, e ainda a inclinar as peças de modo a não implicarem com a segurança de um determinado objecto... Se ainda não se chegou ao absurdo, para lá se caminha.

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Diana Gavazzo 24 January 2005

12º 6 Dear readers:

I am pleased to announce that I read our school magazine last month and thought it was extremely interesting. There was enormous variety subject-wise, with poetry (various pupils plus A. Aleixo), art (paintings by our pupils), jokes, interesting bits and pieces, sport, a very complete description of courses, for those who wish to continue studying after the 12th year, and naturally lots of ‘photos and comments on one of the most fun and important events for the 12th year pupils: the “Capa”! Also, I would like to point out to pupil Liliane Bessa, who wrote the article on smoking, that there is already a law which forbids smoking in some public places, and further legislation is being prepared which will ultimately forbid smoking indoors, like in Ireland. (Of course, it might actually have no effect whatsoever, if there is no one to enforce it, because, by the looks of things, people already seem to ignore existing nonsmoking areas!). By now you may be asking yourselves why I am writing to “Leia SFF”; the answer is simple, I write to “Leia SFF” with the sole purpose of commenting on the story written by one of our pupils: “The Stranger from India”. Firstly, I must say that I admire anyone who so much as attempts to write anything in a foreign language. Furthermore, this pupil not only wrote in a language other than her own, but also wrote extremely well! Her use of the language is remarkable and it is obvious that she speaks English perfectly. (I will not even attempt to describe what my French is like! We don’t get along very well). Before I continue, I would like to stress that I am about to state my opinion on content alone, and this must not be confused, in any way, with any kind of opinion or judgement on the writer, or actual person. I started reading the abovementioned story and – I confess – I couldn’t put it down, unfortunately not for the reasons one would expect. You have no idea how surprised I was when I discovered that this story actually won first prize in a contest held during the “Quinzena do escritor inglês”. I find it fascinating that this uninteresting soppy disgraceful silly mess could actually have won FIRST prize. I am afraid I feel compelled to protest against this fact. This is not a criticism of the actual phrases, which, as I said, were correctly written; however, there wasn’t a single phrase I did not find rather pathetic or drippy, added to the fact that the hero of the story smoked, the heroine betrayed the person she was going to marry, and – last but not least – this heroine seemed to me to have run away from her problem, instead of facing it! Having said that, I must add that even though nothing in this story appealed to me, I accept that it may be enjoyed by someone else (highly unlikely, though!). For this reason, I shall direct my criticism at the judges. I have no idea whom they may be. I did not even know such a contest had even taken place! I find it amazing that of all the stories submitted this one was the one you (judges) found the best! Nevertheless, although I find it hard to believe that there was not a better story than this one, I have no option but to accept your judgment. However, presuming that this one was, in fact, the best, then I sincerely think there should be a contest every WEEK, and that a selection of such stories might be read by others pupils, so that stories as pathetic as this one are not encouraged! I am glad this contest was held because it is a good way to encourage young writers and enable them to feel their work is appreciated. I wish all the best to all those involved (writers AND judges), and add that I am glad that you took the time to read MY opinion on this subject! Yours faithfully, Diana Gavazzo 42


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Escola ideal: Sonho ou pesadelo de um professor? Dr. J. Orlando Freitas Professor de Matemática

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cordo numa bela manhã. Como só lecciono à tarde posso virar-me uma vez mais e dormir uns minutos... Mas lembro-me de repente que preciso preparar as aulas e lá me levanto. As aulas hoje em dia (ano 2500 d.C.) são desmotivantes. Por um lado as médias dos alunos andam perto do 19. Por outro lado, quando se faz uma pergunta quase todos os alunos a sabem responder. E caso algum aluno não saiba responder, não precisamos de nos preocupar, pois este no intervalo pergunta a um dos que a sabem ou então procura na internet num dos computadores existentes no corredor. As aulas estão a se tornar cada vez mais chatas, pois a maioria do que se fala na escola os alunos já ouviram falar na família ou com as suas excelentes capacidades chegam lá mesmo sem nós professores insitirmos muito. Por incrível que pareça, as aulas de Matemática são as mais desejadas e procuradas pelos lunos. Os alunos são encorajados a usar calculadoras que trabalham com gráficos, tabelas, geometria interactiva, cálculo simbólico e com coisas esquisitas descobertas depois do séc. XXI - uma calculadora não é mais do que um mini-computador. Realmente todos os alunos são peritos em usar computadores devido aos excelentes jogos que usavam na infância e até muitos jovens se tornam potenciais programadores. As escolas não têms problemas no material a usar, é que o governo cede mais de metada do PBN só para a educação. Quando sai um novo livro sobre ciência, quer seja ou não de um autor juvenil, este esgosta-se em poucos dias. Os museus não

param de abrir “filiais” por tudo quanto é sítio, mesmo em pequenas aldeias. Em pouco tempo recuperam o investimento devido à grande afluência dos jovens e aposentados. É cada vez mais difícil ver uma novela nos mil canais da TV cabo; é uma enchente de programas culturais e científicos. Os jogos de futebol nos estádios já passaram à história pois a maioria prefere programar nos seus próprios computadores (que já vai no Pentium XX a 1 000 000 000 MHz) o campeonato nacional de futebol a seu gosto. A bota de ouro é entregue ao melhor marcador virtual. Por outro lado, e não tendo medo do apito dourado, ganha sempre a nossa equipa favorita e as vedetas de futebol continuam imortais. Poucos são os que seguem uma carreira de psicologia, pois vive-se numa euforia. Os dois grandes sindicatos nacionais uniram-se e formaram o Sindicato dos Cientistas – note-se que a palavra “cientista” convergiu para o significado da palavra “trabalhador”. Para tratar os jardins das nossas cidades, as camâras municipais já estão a exigir licenciatura em ecologia. Estamos vivendo o sonho dos antigos gregos... De repente dou uma cabeçada na mesa-de-cabeceira e acordo estonteado... Fico contente porque tudo não passou de um pesadelo. Uma escola ideal abalaria muitos de nós e penso que ainda não estamos preparados para tal. Não se sabe bem o que aconteceria se todos os alunos passassem de ano por mérito próprio. Sempre é bom termos de motivar os alunos das nossas reais escolas e ensinar-lhes os segredos da humanidade. E como Sócrates disse “só sei que nada sei”.

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NÚCLEO DE ESTÁGIO DE INFORMÁTICA Orientador Pedagógico: Prof. Rodolfo Gomes Elementos: Prof.ª Cátia Sousa Prof.ª Marlene Neves Prof.ª Teresa Vale

Conferência – Códigos de Ética No passado dia 2 de Fevereiro de 2005 realizou-se, na Universidade da Madeira, uma conferência intitulada “Códigos de Ética”, organizada pelo Núcleo de Estágio de Informática da Escola Secundária de Francisco Franco. Teve como oradores a Prof.ª Doutora Ana Isabel Cardoso e Prof. Doutor Eduardo Fermé e contou com a presença de cerca de 70 participantes, entre os quais vários docentes do grupo de Informática. Foram abordados nesta conferência os problemas éticos que se levantam no exercício laboral de um profissional de informática, através da análise dos códigos de ética comuns da ACM e IEEE uma vez que são seguidos mundialmente, sendo actualmente a norma ética aprovada na Europa.

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http://www.informesff.net

Formação em Microsoft Office 2003 para docentes de todos os grupos diciplinares

Este portal foi criado com o objectivo de fornecer um serviço de apoio aos alunos e a toda a comunidade escolar, nomeadamente informações sobre: .os membros do núcleo de estágio, .as disciplinas leccionadas; .o material de apoio às aulas; .as actividades; .os endereços de correio electrónico; .os programas disponíveis para download; .links úteis, .motores de busca.

O Núcleo de Estágio de Informática preparase para realizar uma formação em três aplicações pertencentes ao pacote Microsoft Office 2003, com um total de 25 horas, agendado para os dias 4, 5 e 6 de Maio de 2005 (Semana do Desporto Escolar). Esta formação destinar-se-á a todos os docentes dos vários grupos disciplinares desta escola. Para tal serão abertas inscrições na sala de professores num período antecedente às datas indicadas.


Janeiro/Março 2005

ANO MUNDIAL DA FÍSICA na Francisco Franco (2,3 e 4 Maio) Dr. Rui Afonseca Delegado Disciplinar de Física

Aí está, o ano por muitos esperado... Todos nós reconhecemos a dificuldade que temos em despertar nos jovens de hoje o interesse e a motivação para a Física. Mas, nós adultos, não podemos cruzar os braços. Assim, com o objectivo de despertar a curiosidade pelos fenómenos relacionados com a Física e de promover a criatividade e a cultura científica, irá realizar-se nos dias 2,3 e 4 de Maio de 2005, na Escola Secundária de Francisco Franco, um conjunto de conferências e de actividades experimentais da responsabilidade de alunos e professores.

Este plano decorrerá no âmbito da Comemoração do Ano Internacional da Física 2005, conforme declarado pela ONU, estando também inserido no Plano Anual de Actividades do grupo de Física e Química. A realização deste projecto terá a colaboração e empenho de todos os professores do 4º Grupo A e B, que visam a sensibilização e formação de práticas científicas de modo a contribuir para a nossa missão que é de: ensinar ciência, saber, saber fazer e de formar indivíduos que saibam pensar e, porque não, de sentir.

Porquê o Ano Mundial da Física? O ano de 2005 corresponde ao centésimo aniversário do "ano milagroso" ("annus mirabilis") da produção científica de Albert Einstein, em que publicou os artigos lendários que criaram ou forneceram a base para o desenvolvimento de três campos fundamentais da Física, a saber: a Teoria da Relatividade, a Teoria Quântica e a Física Atómica e Molecular; Albert Einstein, como físico e como homem, é, para o grande público, uma figura carismática de cientista e de cidadão, constituindo por isso uma apropriada bandeira emblemática do Ano Mundial da Física; A Física é a base de muitas outras ciências experimentais; A investigação em Física, tanto fundamental como aplicada, é a base de muito do desenvolvimento tecnológico e económico da nossa sociedade; Pessoas treinadas em ciência, incluindo físicos, são necessárias para o desenvolvimento sustentado em todos os países; A cultura resultante do estudo e aplicação das ciências físicas, que reconhece as vantagens quer do trabalho em grupo com estratégias bem definidas, convergência de saberes e optimização de recursos, quer da medição, da análise crítica dos resultados, etc., é aplicável a muitas outras disciplinas científicas e domínios de actividade; O número de estudantes que querem seguir carreiras em Física (e, mais em geral, em ciência) está a declinar em todo o mundo, criando sérias dificuldades aos sistemas de ensino e formação profissional, à indústria e aos serviços; O aumento, perante os olhos do público e dos decisores políticos, da percepção dos benefícios que a Física traz para a sociedade poderá aliciar mais jovens para estudar Física. www.spf.pt

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Controlo de qualidade das águas: determinação de pH Dra. Bárbara Santos Professora de TLQ II

A

ntes de chegar às nossas casas, a água é recolhida e submetida a numerosos tratamentos físicos e químicos, bem como a exames microbiológicos de forma a garantir a sua qualidade e consequentemente evitar riscos de saúde pública. Todo o processo de recolha e de análise é feito tendo em conta um conjunto de normas pré-estabelecidas pelas entidades responsáveis. Uma das indicações presentes em qualquer rótulo de uma água mineral é o valor do seu pH que constitui a medida do carácter ácido, básico ou neutro de uma dada solução aquosa. É definida, para 25ºC, uma escala de pH – escala Sorensen – onde 0<pH<14. Quando o pH, a esta temperatura, assume o valor 7, a solução diz-se neutra. Quando assume valores abaixo de 7 será ácida e acima deste valor será básica (ou alcalina). O facto de o pH assumir um ou outro valor está directamente relacionado com as características da própria água, que, em parte, são determinadas pelas propriedades geológicas da região onde é captada. No âmbito da disciplina de TLQ II, desenvolveram-se actividades experimentais nas quais os alunos mediram os valores, aproximados, de pH de diversas amostras de água: mineral, da torneira, do mar, duma

piscina entre outras. Neste sentido, foi possível comprovar, se o valor de pH obtido experimentalmente estava de acordo com o previsto teoricamente, uma vez que existem limites impostos para o valor de pH numa dada água. Por exemplo, para as águas potáveis, nomeadamente para a água da torneira e para as águas minerais, o pH deve assumir valores entre 6,5 - 9,0 e entre 4,5 – 9,0 respectivamente. Valores acima ou abaixo destes alteram as propriedades da água e podem causar danos na saúde do Homem. O objectivo da actividade desenvolvida foi atingido. Foi possível sensibilizar os alunos para a importância da informação que aparece nos rótulos dos produtos que consumimos e alertar para a necessidade de se desenvolverem métodos que controlem a sua qualidade. Desta forma, a Química, nomeadamente a Química Analítica, assume um papel cada vez mais relevante nos nossos dias, na área do controlo de qualidade. É fundamental que tenhamos acesso a todo um conjunto de informações qualitativas e quantitativas que caracterizem os materiais que nos rodeiam, promovendo uma melhor utilização dos mesmos.

Visita de estudo - Instituto do Vinho da Madeira Ainda no âmbito da disciplina de TLQ II, os alunos de 11ºano das turmas 3 e 4 realizaram uma visita de estudo ao museu e aos laboratórios do IVM – Instituto do Vinho da Madeira. Estes alunos tiveram a oportunidade de observar in loco alguns dos processos utilizados no controlo de qualidade do Vinho Madeira.

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Janeiro/Março 2005

Análise da sequência do DNA numa perspectiva fractal utilizando o Jogo do Caos J. Orlando Freitas (professor de Matemática na ESFF) J. Sousa Ramos (professor do deptº de Mat. do Inst. Sup. Técnico)

A

relação da matemática com a realidade constitui uma importante orientação curricular que tem vindo a ganhar cada vez mais destaque nos currículos de matemática, nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento da modelação matemática. A importância da modelação matemática está, pois, presente e subjacente, de forma consciente ou não, na inclusão obrigatória em qualquer programa curricular, de qualquer nível de ensino, de qualquer escola, de qualquer parte do mundo. Na constituição do nosso mundo, da natureza em geral (nuvens, montanhas, costa dos continentes, árvores, distribuição das galáxias, evolução dos preços na economia, flutuações da bolsa, seres vivos, batimentos cardíacos, etc.) temos componentes com as suas formas nas quais dominam a irregularidade e o caos; tentar simplificá-las, empregando formas usuais da clássica geometria euclidiana, como círculos, polígonos, esferas, cones, etc., seria absurdamente inadequado. A geometria fractal pode fornecer aproximações para essas formas complexas. Com recurso à tecnologia veremos como analisar a sequência do DNA numa perspectiva fractal utilizando o jogo do caos, o qual foi introduzido na década de 80 e tem as seguintes regras:

1. Desenhe um triângulo de vértices A, B, e C; escolha um ponto X no plano. 2. Lance um dado . 3. Ligue o ponto X com o vértice: i. A, caso obtenha a face I ou a face II no lançamento; ii. B, caso obtenha a face III ou a face IV no lançamento; iii. C, caso obtenha a face V ou a face VI no lançamento; e assinale no plano o respectivo ponto médio. Este é o seu novo ponto X. 4. Vá para 2 e repita o processo.

1ª iterada

Ao fim de 3000 iteradas

Por sua vez, não é preciso sermos especialistas na programação para tirarmos partido da programação nas calculadoras gráficas. Na pág. 17-11 do manual da calculadora TI-83 encontra-se um programa para este jogo. Agora podemos pensar no jogo do caos com mais pontos. Podemos experimentar em http://math.bu.edu/DYSYS/arcadia/index.html.

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Em particular estamos interessados no jogo do caos com 4 pontos, pois no ADN são usadas 4 letras (ACGT) as quais corresponderão aos vértices. Este método em analisar o ADN através do jogo do caos, introduzido em 1990, é conhecido por Representação através Jogo do Caos (CGR – Chaos Game Representation). Vejamos o exemplo da Beta-globina Humana no Cromossoma 11 (HUMHBB) (73.357 bases) quando se usa este método, em que as primeiras 6 letras são GAATTC, começando do centro do quadrado.

Vejamos agora se aparece algum padrão ao fim das 73.357 iterações.

Pode-se obter a sequência do DNA na internet, por exemplo em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/viewer.fcgi. Depois é só introduzir a sequência num dos programas on-line, por exemplo o que está em http://genstyle.imed.jussieu.fr/CGR_.html, obtendo-se então a respectiva imagem fractal associada ao método CGR. As figuras têm uma estrutura complexa que varia em função da sequência do DNA. Este método permite a representação e a investigação dos testes padrões nas sequências do DNA, revelando visualmente estruturas previamente desconhecidas. O método produz uma figura duma sequência do gene que indica testes padrões locais e globais. As figuras têm uma estrutura complexa que varia em função da sequência do DNA. As aplicações e os problemas extraídos do mundo real deveriam estar no centro dos currículos das disciplinas ditas (propriamente) científicas. Com o recurso à tecnologia é possível – e deve-se – introduzir temas de matemática que se usam hoje na investigação em várias áreas da ciência. Só assim se conseguirá preparar os alunos para enfrentar o séc. XXI com novas e actuais ferramentas quer na ciência quer na tecnologia de ponta. Por outro lado, a relação da matemática com a realidade representa uma grande oportunidade de tornar a matemática significativa para os alunos, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento de uma atitude mais informada e crítica sobre o mundo que nos rodeia.

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Janeiro/Março 2005

O renascer da vida Da nuvem, Soltou-se a bátega generosa Que se estilhaçou de encontro à rocha Em miríades de transparências cristalinas. Detrás da nuvem surgiu o sol Que dourou as trevas E espreguiçou o raio cálido Que em mil cuidados e ternuras Fecundou a rocha fendida. A vida estremeceu, E da fresta escura da terra Espreitou em trémula fragilidade. A brisa embalou de mansinho E o gomo, ainda agora desperto, Abriu-se num sorriso tenro Que a Primavera acordou Numa explosão de cor. Logo o Verão o matizou Com tons de aventura E perfumes de emoção. O Outono, ainda distante, Distendeu-se na certeza de saber O milagre da vida De novo a acontecer. Carmo Marques (Professora do 9º Grupo)

De pouco mais se despem as imagens Visto-me de sombra: sou uma sombra. Quando nada era desejava ser orvalho no teu rosto: imaginava-me lírio/poema numa jarra/num livro na mesa/na tua pele. Agora vejo que o olhar tudo consegue possuir ou realizar. Conheci-te quando já sabia alguma coisa de mim própria. Mas quando perguntaste: "Há mais talento no meu olhar ou naquele quadro?" Encolhi o ventre, por instinto maternal e protegi a resposta, como a um filho meu. Referias-te ao "Mar em Saints-Maries-de-la-Mer" de Vicent Van Gogh. Se bem me conheço teria sido muito difícil, para mim como para qualquer outra pessoa, ver atentamente aquele quadro e simultaneamente olhar para o teu olhar, ouvir a pergunta e responder. Foi apenas uma imagem o que nos separou no Museu de Van Gogh em Amsterdão. Quem trazia o ciúme, atento, no coração não se sabe. Sei que não fui ou não quis ser suficientemente lesta para te deter numa prega de tinta espessa de azul, numa linha, no mar, na luz que não se perdeu antes de chegar à tela. De pouco mais se despem as imagens. Teresa Jardim (Professora do 5º Grupo)

Infografia - Graça Berimbau (Professora do 5º Grupo) Esta página constitui uma segunda abordagem à conjugação dos domínios da Poesia e das Artes Plásticas, trabalho em desenvolvimento por utentes e coordenadoras do Núcleo de Desenho/ Artes Plásticas.

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Clubes e Projectos Clube de Ecologia Barbusano Do P oiso ao P or t o da Cr uz

A

Picos da Cordilheira Central

Grupo de alunos em contacto com a natureza

cerca de dez quilómetros a norte da cidade do Funchal, aos 1400 metros de altitude, encontra-se o sítio chamado Poiso, assim conhecido, porque, desde o passado, serviu de lugar de descanso às populações que se deslocavam entre as freguesias do Norte e as do Sul da ilha. O nosso percurso a pé inicia-se no velho caminho empedrado que passa pelo Ribeiro Frio, ligando a Santana. Logo ao descer, podemos avistar os picos mais altos da cordilheira central da ilha: o Pico Ruivo, o Pico das Torres, o Pico do Areeiro e a Achada do Teixeira (na imagem da esquerda para a direita). Percorrendo uma floresta constituída essencialmente por pseudo- tsugas, abetos, loureiros e urzes, chegamos a um pequeno planalto, o Chão da Feiteiras. A descida até ao Porto da Cruz será feita pelo Lombo do Folhadal, atravessando terrenos agrícolas, casarios e passando pela casa solarenga dos Leais e pela capela de S. João, construída nos finais de século XVIII. Um pouco acima do velho solar, reside a mais frondosa Magnólia existente na Madeira. Ao chegarmos à estrada regional nº 108, depois do Folhadal, em direcção à vila do Porto da Cruz.

comentários... Nós viemos às saídas pelo convívio com os amigos, mudar o dia-a-dia e descontrair. Estas saídas promovem uma educação ambiental. É pena não virem mais alunos, deviam-se colocar mais cartazes nos locais que os alunos frequentam. Francisco Branco 12º21 Diogo Gomes 11º26 Filipe Gil 11º26

comentários... Aranha (Tibouchina urvilleana)

O melhor destas saídas é mesmo o contacto com a natureza, conhecendo assim a fauna e a flora da Madeira, e também os costumes e tradições dos diferentes locais por onde passamos. Servem-nos também para distrair do dia a dia. Estas saídas são agradáveis uma vez que se tem em conta percursos diferentes, em diferentes pontos da ilha. Dra Irene Geraldes Prof. Física e Química

“Se a natureza manda só resta obedecer... “ Sócios do Barbusano (Folhadal)

Disjunção esferoidal no basalto (Raposeira)

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Jornal da Madeira (27-02-2005)

...e assim foi, a saída programada para sábado 27 de Fevereiro, que se iniciou na Raposeira com direcção à Ponta do Pargo. Tivemos ainda a oportunidade observar um conjunto de disjunções esferoidais em composições basálticas (imagem ao lado esquerdo). Porém, devido a uma depressão (centro de baixas pressões) localizada a Noroeste da ilha que se associou a uma superfície frontal, a Madeira viu-se assolada por um intenso mau tempo com rajadas de vento tempestuosos entre os 91 e 104 km/h (escala de Beaufort). Apesar do espírito aventureiro e audaz (típico do povo português), há alturas em que é preciso dizer à natureza: “Pronto, venceste...mas eu volto.”


Janeiro/Março 2005

XV CONCURSO

DE

FOTOGRAFIA – RURALIDADES RESULTADOS DO CONCURSO

1º P RÉMIO

2º P RÉMIO 3º P RÉMIO

Carlos Cabral - fotografia n.º 105

Vitor Miguel Lopes Reinecke - fotografia n.º 12 Maria Celina Sá - fotografia n.º 101

Menções Honrosas: Nélia Susana Fernandes Ferreira - fotografia n.º 8 Carina José Almeida Mendonça - fotografia n.º 124 Carlos Cabral - fotografia n.º 106 Teresa Barreto - fotografia n.º 41 Elizabete da Encarnação Henriques de Sousa - fotografia n.º 3 Júri:

Domingas Pita (Núcleo de Fotografia) Teresa Jardim (Núcleo de Desenho / Artes Plásticas) Alcino Nunes (Clube de Ecologia Barbusano)

Os trabalhos foram premiados pelas empresas patrocinadoras com os seguintes prémios, de valor aproximado de 1600€: Máquina fotográfica Reflex BX-20 / Praktica – Belafoto Câmara Digital Fuji – Informania Impressora Canon S200 – Insularmática Telefone sem fios – Portugal Telecom Viagem Funchal - Porto Santo - Funchal – Porto Santo Line 12 cheques - formação em novas tecnologias – Centro Multiserviços EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS DE 11 A 22 DE ABRIL NA GALERIA DA E.S.F.F.

Próximos Eventos 18 de Maio, 15 horas Palestra sobre arquitectura popular pelo arquitecto Victor Mestre (sala de sessões) 21 de Maio Saída de Campo: Fanal - Chão da Ribeira Inscrições no Clube de Ecologia Barbusano

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Olimpíadas Portuguesas de Matemática Finalíssima Dra. Ana Paula Jardim Responsável pelas Olimpíadas na ESFF

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o passado dia 17 de Março chegaram à nossa ilha os 60 alunos seleccionados para participar na Finalíssima que se realizou na nossa escola nos dias 18 e 19 de Março. Na primeira fase estiveram envolvidos cerca de 15 mil alunos, de 840 escolas de todo o país. Na segunda eliminatória, que decorreu no dia 12 de Janeiro, participaram 1400 alunos. Esta selecção resultou do apuramento dos 50 melhores de cada região (Norte, Centro e Sul+Ilhas) conjuntamente com o melhor de cada escola. Para a final foram seleccionados os 60 melhores alunos, 30 em cada categoria, 10 de cada região. Para receber este grupo de alunos, organizamos um conjunto de actividades que decorreram nas tardes dos dias 18 e 19 de Março. Visitámos a Quinta Berardo, aproveitando a subida do teleférico para apreciar a bela vista da nossa cidade, a Reserva do Garajau , a Fajã da Nogueira e as suas belas paisagens, o Centro de Vulcanologia e as Grutas de S. Vicente. Tivemos também animação nos jantares (e almoços) que decorreram na nossa escola, além de algumas surpresas… A entrega dos prémios realizou-se na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira e contou com a presença de algumas individualidades da nossa região. Todos os alunos participantes receberam prémios sendo que aos doze melhores de cada categoria (A e B) foram atribuídas medalhas de ouro, prata e bronze (aos três melhores lugares, aos três segundos melhores e aos seis terceiros melhores, respectivamente). Dos 12 melhores da categoria B foram seleccionados dez que constituem duas equipas e representarão Portugal nas Olimpíadas Ibero-Americanas, na Colômbia, e nas Olimpíadas Internacionais, no México. Na próxima edição da revista publicaremos algumas fotos do evento. Para já fica um “cheirinho” do que foi a segunda eliminatória: http://www.mat.uc.pt/~opm/

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Janeiro/Marรงo 2005

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AUDIÇÃO MUSICAL O Núcleo de Música celebra o São Valentim Dra. Maria do Carmo Marques Professora do 9º Grupo

C

elebrar o renascer da vida e a Primavera será quase tão antigo quanto a humanidade. Manifestar respeito e/ou veneração pelas forças da natureza ou pelos deuses, foi desde sempre para o homem uma necessidade que ele tão bem soube aliar à sua própria fruição. Assim, e de acordo com as características das sociedades, estes festejos vão sendo celebrados ao longo dos tempos. À simbologia pagã sobrepôs-se o culto cristão e surge-nos então um São Valentim, defensor dos amantes. Sobre a sua vida real pouco se sabe mas, todos concordam em celebrar o que ele representa. Na tradição portuguesa não era, até há alguns anos santo das nossas devoções mas, com o avançar da globalização e com o entusiasmo consumista da sociedade actual, o São Valentim chegou e todos o acolhemos sem hesitações. E afinal não somos nós portugueses um povo de poetas e cantores tão dados aos sortilégios, andanças e desandanças da paixão e do amor? Na escola, sempre reflexo da sociedade, falar de São Valentim deixou de ser apenas um tema abordado nas aulas de Inglês e passou a ser uma motivação para toda uma série de actividades que se realizam anualmente um pouco por toda a comunidade educativa. É neste contexto que o Núcleo de Música promove há já alguns anos um espectáculo musical que em cada ano ganha cambiantes diferentes consoante as músicas ou as temáticas escolhidas. Este ano, o espectáculo a antecipar o dia do santo, teve lugar no dia 11 de Fevereiro pelas 15 horas na Sala de Sessões, cuidadosamente decorada por um grupo de alunos do 12º 15, membros do Clube de Inglês, clube que, tal como nos anos anteriores, orientado pelas professoras Anabela Pereira e Nadina Fernandes, se juntou a esta festa.

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Janeiro/Março 2005

Desta feita, a selecção musical apostou em melodias de expressão portuguesa. De Portugal continental e insular ao Brasil, com passagem por Cabo Verde, 20 músicas foram desfilando pela tarde, interpretadas por alunos e professores membros do Núcleo de Música desta escola. O programa, que foi apresentado por Nicole Soares, aluna do 11º ano, dividiu-se em 4 partes. Na primeira assistimos à actuação da formação Musicoscópio, orientada pelo professor Mário André. Na segunda e quarta partes tivemos a oportunidade de ouvir interpretações a solo e pelo grupo vocal do Núcleo de Música, guiados pelo saber e pela dedicação do professor Jorge Borges. Entre estas duas partes assistimos à actuação de um grupo de alunos, também desta escola, que seleccionaram e prepararam a apresentação de 3 lindas canções de amor. O programa e o cartaz que o anunciou foram desenhados por Ricardo Pestana, aluno do 11º ano. A tarde agradável, que todos puderam vivenciar, foi preparada ao longo de muitas horas de pesquisa, selecção e ensaios a que todos se entregaram no intervalo de outras obrigações. Foram horas em que todos aprendemos e nos enriquecemos de várias formas, a provar a importância das actividades de complemento curricular dentro da escola. Aqui a festejar o São Valentim, de outras vezes a lembrar um outro qualquer evento, estas actividades são sempre uma mais valia para o crescimento de todos os que nela se envolvem. Parabéns aos participantes e à escola.

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Futsal: Francisco Franco continua a ganhar

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o passado dia 15 de Janeiro, realizou-se no campo 1º de Maio a segunda concentração de Juniores/Seniores Masculinos na modalidade de Futsal. A equipa da Escola Secundária de Francisco Franco, orientada pelo professor Joaquim Pereira, voltou a dominar todos os jogos, realizados durante a manhã em que decorreu a prova. Nesta segunda concentração de Futsal, a equipa da nossa escola teve de enfrentar também às más condições climatéricas e o nevoeiro “intenso”, que só por si não foram factores condicionantes para a excelente prestação da equipa. Nas concentrações já realizadas, os nossos alunos têm saído vitoriosos, facto esse que revela o forte empenho, dedicação e trabalho do núcleo de Futsal. Por toda esta excelente prestação em prol do bom nome da escola, estão de parabéns todos aqueles que fazem parte deste excelente trabalho. É de salientar que a escola apresentou uma equipa B, resultado da grande adesão de alunos ao Núcleo de Futsal. Os resultados desta segunda equipa não foram tão positivos quanto os da outra, uma vez que é composta por alunos que não têm disponibilidade de horário para os treinos, não obstante nunca viram fechar a porta à sua participação. A forma de disputa foi a seguinte: poule a uma volta, seguido-se apuramento dos 1º, 2º, 3º e 4º classificados.

SÉRIE B

SÉRIE A

EQUIPAS

1

2

3

TOTAL CLASSIF.

F. Franco A

3

3

3

9

1º

Machico B

1

1

3

5

3º

J. Moniz

3

3

1

7

2º

S. Roque

1

1

1

3

4º

EQUIPAS

N.º 1

HORA

F. Franco A - Machico B 9h00

SÉR.

RES.

CAMPO

A

9-2

1

9h00

A

4-1

2

3

A. A. Silva - F. Franco B 9h00

B

2.2

3

4

F. Franco A - S. Roque 10h00

A

5.3

1

5

Machico B - J. Moniz

10h00

A

0-5

2

6

A. A. Silva - Machico B 10h00

B

3-1

3

7

Machico B - S. Roque

A

4-3

1

2

J. Moniz - S. Roque

11h00

8

F. Franco A - J. Moniz 11h00

A

5-1

2

9

F. Franco B - Machico A 11h00

B

1-5

3

10

F. Franco A - A. A. Silva 12h00

A\B

6-3

1

A\B

3-1

2

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JOGO

J. Moniz - Machico A

12h00

1

2

3

TOTAL CLASSIF.

A. A. Silva

2

3

-

5

1º

F. Franco B

2

-

1

3

3º

Machico A

-

1

3

4

2º

CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1º - F. Franco A 2º - A. A. Silva 3º - J. Moniz 4º - Machico A


Música

Janeiro/Março 2005

Side w alk: uma banda madeir ense

N

ascidos na terra do Bailinho, das flores, da banana e do vinho, a banda madeirense Sidewalk formou-se em meados de 97 no Funchal. A banda é constituída por Rodolfo Sousa na voz, Marco Figueira na guitarra eléctrica, Angelo Sousa na viola baixo e Marco "Panamá" na bateria. A sua sonoridade define-se como uma mistura gerada a partir da junção de vários géneros caracterizados pelo ritmo aliados à melodia, fundindo nos seus temas o Rock, Metal, Funk, Grunge e Blues. A primeira actuação ao vivo da banda Sidewalk surgiu após a qualificação para a final do concurso "Antena-3 Rock 97" (com uma assistência de cerca de 5 mil pessoas), onde foi seleccionada de entre mais de uma dezena de bandas, o que permitiu participar com dois temas no CD de lançamento do referido concurso. Os dois temas foram gravados no estúdio Paulo Ferraz, em Novembro de 97, com produção de Sidewalk e Luís Nunes, e masterizado nos Estúdios Tchá, Tchá, Tchá por Cajó. A partir daí os Sidewalk deram inúmeros concertos na Região (Caniçal, São Vicente, e no Funchal no Auditório da Antena 3 e na Discoteca Vespas entre outros), incluindo vários concertos acústicos, que permitiram à banda uma performance mais versátil e com maior aceitação do público menos atento à cena musical madeirense. Destaca-se a participação no festival alternativo - "Funchal Noites Rock" - realizado em Outubro de 1998 no Tecnopólo do Funchal, onde tiveram a oportunidade de partilhar o palco com os Blasted Mechanism, Turbojunkie, Mind da Gap e os regionais Tol, obtendo uma crítica bastante favorável, por parte do semanário musical Blitz e da revista Pro-Música. Esta revista divulgou dois temas da banda, "Arte da Solidão" em Novembro de 98 e "Guardian Angel" em Julho de 2000, considerando os Sidewalk como "uma banda revelação". Foi em Dezembro de 98 que o grupo materializa um dos seus sonhos, gravando nos Estúdios Tchá, Tchá, Tchá, um CD-Single "Face It" contendo quatro temas, "Climb", "Fat Man", "Garden" e "Guardian Angel", com produção e misturas de Zé Motor e Sidewalk. A edição do CD-Single foi inteiramente suportada pela banda, constituindo um feito assinalável numa terra onde o espaço geográfico condiciona o contacto com os estúdios de gravação, com as eventuais editoras e com as empresas de agenciamento, onde o número de espectáculos é limitado visto que o Rock ainda não é aceite como cultura urbana. Esta edição de autor foi apresentada ao vivo no Auditório da Antena-3 Madeira a 20 de Abril de 2000, através de mais um concerto em formato acústico transmitido para todo o arquipélago da Madeira. Os Sidewalk tiveram a sua estreia televisiva no programa "Pôr-do-Sol" da RTP-Madeira demonstrando que formam uma banda carismática, criativa, original e com a atitude típica de músicos que adoram fazer música. No verão de 2002 os SIDEWALK gravam 11 novas músicas nos estúdios Paulo Ferraz e esperam a possibilidade de virem a editá-los em CD. Em Setembro de 2003, a banda participa na mítica festa do Avante, organizada pelo PC, em Lisboa, depois da actuação num concurso a nível nacional "vamos ao avante" que teve lugar em Braga, donde saíram seleccionados, num universo de cerca de 30 bandas. Apesar de ter o Atlântico como horizonte e barreira, a banda continua firme e inspirada, ganhando o máximo de experiência nas actuações ao vivo e trabalhando na criação de novos temas com vista à gravação de um novo CD que a possa lançar a nível nacional ou, mesmo, a nível internacional. Pode consultar o nosso site na Internet através do endereço: http://www.sidewalk-band.com Ou enviar-nos uma mensagem para o nosso e-mail: sidewalk-band@excite.com Contacto: Sidewalk, Apartado 853, 9001-909 Funchal

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Passatempos e Humor P ala vr as Cr uzadas Horizontais 1 – Interpretarei. Soar, repercutir-se. 2 – Ausência (Pref.). Queixa-se em voz alta. Nome de letra. 3 – Relação, lista. Interjeição designativa de dor, o m. q. ui!. Rio europeu. 4 – Cacete. Esconda. 5 – Uma das peças do talher (pl.). Cumpre ordens superiores. 6 – Congreguem. Sulcam. 7 – Nome de homem. Dialecto que outrora se falou no norte da França. Nome de mulher. 8 – Abalava. Quebradiças. Duas vogais. 9 – Acalmai. 10 – Conhece. Porcaria (infant.). 11 – Exala, nasce. Tomar alimento.

Conheciment o 1- Quanto durou a Guerra dos Cem Anos? 2 - Que país fabrica os famosos chapéus “Panamá”? 3 - De que animal se obtêm as cordas de Tripa de Gato?

Verticais 1 – A casa de habitação. Escapasse. 2 – Paixão ou mania do vinho. Antes do meio-dia (abrev.). 3 – Localidade. Margem de rio. 4 – Era Cristã (abrev.). Caminho (abrev.). Assim seja! 5 – Arquipélago. Vazia. 6 – Ouro (s.q.). Área destinada a jogos públicos, na antiga Roma. 7 – Ponha em circulação monetária. Pequeno poema cantado pelos jograis na Idade Média. 8 – Nesta terra. Mau cheiro (Bras.). Bolsa, cavidade. 9 – Limalha. Abalavam. 10 – Diz-se dos tecidos que imitam baeta. Nome de letra. 11 – O m.q. raer. Acalmar, afroixar.

Um alemão veio a Lisboa depois de ter decorado umas frases do livro: "Aprenda Português em 3 Lições". Numa confeitaria pediu um café, agradecendo ao empregado que lho trouxe: - Obrigado, senhor ou senhora, conforme o caso.

4 - Em que mês celebram os russos a Revolução de Outubro? 5 - De que são feitos os pincéis de pêlo de camelo? 6 - Com base em que animal foi posto o nome às Ilhas Canárias? 7- Qual era o primeiro nome do Rei Jorge VI ? 8 - De que cor é a Caixa Negra dos Aviões?

O médico informa o paciente que só lhe restam 6 meses de vida. Ante o seu desespero, sugere: - Case-se com a mulher mais feia e mal humorada que encontrar e mude-se para o Paraguai. - Mas doutor, isso vai ser um inferno! diz o doente. - Sim, mas, em compensação, serão os seis meses mais longos de sua vida!

SOLUÇÕES Nº 15: 1- A Guerra dos Cem Anos, durou exactamente 116 anos; 2- Os chapéus “Panamá” são fabricados no Equador; 3- As cordas de Tripa de Gato, obtêm-se de Ovelhas e Cavalos; 4-Os russos celebram em Novembro a Revolução de Outubro; 5- Na realidade não é pêlo de Camelo, mas sim pêlo de Esquilo; 6-Chamam-se Canárias pelos Cães (Canis, em latim); 7- O primeiro nome do Rei era ALBERTO; 8- As Caixas Negras dos Aviões são cor de laranja.

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H u m o r


Janeiro/Março 2005

APENAS A LÍN GU A POR TUGUESA N OS PERMITE ESCREVER IS T O...

P

edro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.

P

Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.

Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.

Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...”

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, parei. PRONTO...

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:

“O Rato Roeu a Rolha da gaRRafa de Rum do Rei da Rússia.”?

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Chap@Arte


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