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ALIADO OU INIMIGO?

LANCOG NEWS TECNOLOGIA X SAÚDE

O avanço tecnológico consolidou o século XXI como a era da conectividade Computadores, internet e, sobretudo, smartphones deixaram de ser ferramentas auxiliares para se tornarem centrais na organização da vida cotidiana. Hoje, o celular não apenas facilita a comunicação, mas estrutura agendas, relações sociais, trabalho e lazer.

O que inicialmente surgiu como instrumento de produtividade e aproximação entre pessoas passou, gradualmente, a ocupar papel dominante na formação de hábitos. Especialistas alertam que o uso intensivo do aparelho pode ultrapassar o campo da funcionalidade e assumir características de comportamento compulsivo.

VIVO COM O CELULAR OU PELO CELULAR?

Segundo estudos publicados na revista científica da New Science Publications, o design das plataformas digitais utiliza mecanismos de reforço intermitente (princípio semelhante ao empregado em jogos de azar). A imprevisibilidade das notificações e das interações virtuais estimula a repetição constante do comportamento de checar o aparelho

O CÉREBRO NA ERA DIGITAL

Especialistas ressaltam que o problema não está na tecnologia em si, mas na frequência e na intensidade do uso. Quando o smartphone preenche todos os intervalos do dia: filas, pausas no trabalho, momentos de silêncio, o cérebro perde oportunidades de descanso cognitivo, consolidação de memória e reflexão.

Pesquisas em neurociência indicam que a formação de hábitos ocorre por meio da repetição de comportamentos associados a recompensas. Cada nova mensagem, curtida ou notificação ativa o sistema cerebral responsável pela sensação de prazer. A dopamina, neurotransmissor ligado à motivação e à recompensa, é liberada não apenas quando o estímulo ocorre, mas também na expectativa de que ele aconteça.

Com o tempo, esse ciclo cria trilhas neurais automáticas. O gesto de desbloquear o celular deixa de ser deliberado e passa a ocorrer quase sem percepção consciente. É nesse ponto que o hábito pode se aproximar de um vício comportamental.

VÍCIO PELO PRAZER DAS TELAS!

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PROCRASTINAÇÃO E PERDA DE FOCO

Outro impacto apontado por pesquisadores envolve a dificuldade de concentração.

A exposição constante a estímulos rápidos favorece a busca por recompensas imediatas, o que pode enfraquecer o controle inibitório, função cerebral responsável por manter o foco em tarefas de maior esforço.

A troca de atividades complexas por estímulos instantâneos, como redes sociais, recondiciona o sistema de recompensa. O cérebro passa a preferir tarefas de baixo esforço e retorno rápido. Entre as consequências mais citadas estão:

Redução da capacidade de concentração

Diminuição da tolerância ao tédio

Dificuldade em manter foco prolongado

Aumento dos níveis de ansiedade

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NOMOFOBIA:

O MEDO DE FICAR DESCO NECTADO

Estudos sobre nomofobia, termo que define o medo irracional de ficar sem o celular, apontam sintomas semelhantes aos observados em transtornos ansiosos. Inquietação, irritabilidade e sensação de isolamento estão entre os sinais relatados.

Pesquisadores explicam que a retirada repetina do aparelho reduz a estimulação dopaminérgica habitual, gerando desconforto psicológico. O mecanismo, segundo especialistas, apresenta semelhanças com processos observados em dependências comportamentais.

A NOMOFOBIA NÃO É OFICIALMENTE CLASSIFICADA COMO UM TRANSTORNO ESPECÍFICO NO MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS, MAS É AMPLAMENTE ESTUDADA NA PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA.

Pessoas com nomofobia sentem ansiedade intensa quando estão sem bateria,sem sinal ou quando esquecem o celularemcasa.

A nomofobia é considerada um dos reflexos psicológicos mais marcantes da hiperconectividade do séculoXXI.

IMPACTOS NAS RELAÇÕES SOCIAIS

O uso excessivo também afeta a qualidade das interações presenciais.A comunicação face a face ativa circuitos neurais ligados à empatia, leitura emocional e regulação afetiva. A substituição progressiva dessas experiências por contatos digitais pode comprometer o desenvolvimento socioemocional, especialmente entre criançaseadolescentes

Para especialistas,o cenário atual exige reflexão O cérebro adapta-se ao ambiente digital e reorganiza seus padrões de funcionamento conforme os estímulos recebidos. O desafio contemporâneo não está em eliminar a tecnologia, mas em estabelecer limites saudáveis.

Para especialistas,o cenário atual exige reflexão. O cérebro adapta-se ao ambiente digital e reorganiza seus padrões de funcionamento conforme os estímulos recebidos. O desafio contemporâneo não está em eliminar a tecnologia, mas em estabelecer limites saudáveis.

A discussão sobre o uso do smartphone envolve mais do que comportamento individual. Trata-se de compreender como o ambiente digital molda hábitos, influencia emoções e interfere nas funções cognitivas.

Recuperar o equilíbrio entre conexão virtual e presença real é apontado como passo fundamental para preservar a saúde mental e as relações sociais A proposta não é abdicar da tecnologia, mas reposicioná-la em seu papel original:ferramenta de apoio e não protagonista davidacotidiana

No equilíbrio entre o digital e o real, preservamos aquilo que nenhuma inovação substitui: nossa atenção, nossa presença e nossa humanidade.

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MUNDODOSPSIS.COM

REFERÊNCIAS:

CORREIA,PAULO.NOMOFOBIA:OSIMPACTOSPSÍQUICOSDOUSODEAPARELHOSCELULARES.ASSOCIAÇÃO EDUCACIONALLUTERANABRASILEIRA.2018

TEIXEIRA,IRENIDES;SILVA,PAULACORRÊADA;SOUSA,SONIELSONLUCIANODE;SILVA,VALDIRENECÁSSIA DA NOMOFOBIA:OSIMPACTOSPSÍQUICOSDOUSODEAPARELHOSCELULARES REVISTAOBSERVATÓRIO,V 5, N 5,AGO 2019 DISPONÍVELEM:HTTPS://D1WQTXTS1XZLE7CLOUDFRONTNET/97275506/16264-LIBREPDF ACESSOEM:26FEV 2026

MARQUES,SÉRGIO DEPENDÊNCIATECNOLÓGICA:COMOASTELASESTÃONOSAFETANDO MARQUES, SÉRGIO DEPENDÊNCIATECNOLÓGICA:COMOASTELASESTÃONOSAFETANDO 2024 EM: HTTPS://BOOKS.GOOGLE.COM.BR/BOOKS?ID=3XKNEQAAQBAJ.ACESSOEM:26FEV.2026.

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IBGE–AGÊNCIADENOTÍCIAS NOBRASIL,88,9%DAPOPULAÇÃODE10ANOSOUMAISTINHACELULAREM 2024 RIODEJANEIRO,24JUL 2025 DISPONÍVELEM:HTTPS://AGENCIADENOTICIASIBGEGOVBR/AGENCIANOTICIAS/2012-AGENCIA-DE-NOTICIAS/NOTICIAS/44032-NO-BRASIL-88-9-DA-POPULACAO-DE-10-ANOS-OU-MAISTINHA-CELULAR-EM-2024 ACESSOEM:4MAR 2026

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