Skip to main content

MUSEU JUDAICO DE BERLIM - ARQ 116

Page 1

MUSEU JUDAICO DE BERLIM Berlim, Alemanha

ARQUITETO: DANIEL LIBESKIND ANO: 2001

CONTEXTO HISTÓRICO Em 1976, nasceu a “Sociedade Por um Museu Judeu” e logo depois, em 1979 o museu de Berlim criou o departamento judeu em suas instalações. Nesse momento, já haviam especulações sobre a construção de um museu totalmente dedicado à história dos povos judaicos em Berlim. Em 1988 foi lançado o concurso de arquitetura com o objetivo de definir a forma do novo museu. SIMBÓLICO A história dos judeus na Alemanha, a perseguição e o holocausto serviram de inspiração para Daniel Libeskind, um filho de judeus sobreviventes do holocausto, desenhar o prédio. Seus ambientes tem o objetivo de tornar tangível experiências e sensações vivenciadas pelos judeus.


CONCEITO Baseando no significado da estrela de Davi, ao quebrar sua forma e trazer para o contexto do holocausto, a ressignifica com o sentimento de revolta ao sofrimento dos judeus.

FORMA

A forma do edifício se dá em ziguezagues por conexões de linhas entre distintos lugares de eventos históricos. São duas estruturas lineares, que quando juntas formam o corpo do edificio. A primeira linha se dá em varios ângulos ao longo de sua extensão, enquanto a segunda rompe de uma ponta à outra do museu.

IMAGEM 02

PARTIDO A planta se baseia em ziguezagues e três eixos principais: Eixo do Exílio (em vermelho) , Eixo do Holocausto (em azul) e o Eixo da Continuidade (em verde), tendo cada um desses spaços, objetivo de despertar sensações que os judeus sentiram no passado.

2

IMAGEM 03

ACESSO

IMAGEM 04

Embora tenha uma forma "independente", o edificio mão possui nenhuma extrada exterior, tendo seu acesso pelo antigo museu barroco. A entrada é feita pelo subterraneo, conduzida pela escadaria que desce três níveis até chegar no primeiro eixo.

IMAGEM 05


EIXO DA CONTINUIDADE

IMAGEM 06

O primeiro eixo, o "eixo da continuidade", apresenta-se como uma extensão do acesso ao novo edifício conduzindo às salas de exposições. Este, simboliza a continuação da história , o caminho da conexão que superou os outros eixos IMAGEM 07

3


EIXO DO EXILIO Oferece um ponto de escape até o exterior, conectando o museu ao "Jardim do Exílio", um grande quadrado composto por 49 pilares de seção quadrada dispostos em uma quadrícula. Os pilares são compostos de concreto e ocos, preenchidos com terra de Berlim (com exceção do central, que contêm terra de Jerusalém) e coroados com vegetação.

IMAGEM 09

IMAGEM 08

4

O espaço faz referência ao exilio de milhares de judeus da Alemanha em 1930. Cada coluna tem inclinação de 12º para representar a desorientação dos judeus quando foram expulsos pelos nazistas. As colunas possuem ainda uma árvore que simboliza a vida envolta do regime totalitario (representado pelo concreto). A uniformidade da distribuição das colunas, se assemelha ao movimento das marchas em massa dos judeus saindo da Alemanha.


EIXO DO HOLOCAUSTO

IMAGEM 10

Um ponto importande do museu, é a Torre do Holocausto, que remete ao fim da vida, ao exterminio dos judeus em campos de concentração. O lugar possui enormes paredes de 20 metros de altura e apenas uma única abertura no topo, por onde acontece a entrada de luz, que contrasta com o cinza do ambiente. O acesso se dá por um único corredor silencioso, que se estreita à medida que se caminha em direção à torre. IMAGEM 11 5


LUZ O edificio quase não possui entradas de luz natural. A iluminação do local se dá por rasgos, originados de um padrão criado pelo arquiteto que liga endereços em mapas de relevância no judaísmo, além de outras janelas recortadas.

IMAGEM 12

IMAGEM 13

6

IMAGEM 14

IMAGEM 15


VAZIOS O edifício possui seis “vazios” verticais. Assim como a torre do Holocausto, não possuem controle da temperatura ou luz, grande parte inclusive não possui luz artificial. O único dentre os seis, passivo ao acesso é o último dos vazios: o “Vazio da Memória", onde milhares de rostos de barro ficam dispostos no piso, de forma que ao serem pisados, emitem um som, ecoando de forma assustadora pelo vazio. IMAGEM 17

IMAGEM 16

IMAGEM 18

7


USOS Com área de aproximadamente três mil metros quadrados, o andar superior abriga a exposição de vida dos judeus na Alemanha. A história é contada através de documentos, cartas, fotos, imagens, videos, objetos do cotidiano que vão de peças de roupa à mobília, alem de elementos interativos.

IMAGEM 20

IMAGEM 21

IMAGEM 19

8

IMAGEM 22


CONSTRUTIVO O edifício é revestido em zinco, material tradicional na arquitetura berlinense. O zinco não tratado muda de cor e oxida-se com a exposição à luz e às intempéries, resultando em mudanças na fachada através dos anos. O contraste entre o novo e o antigo é evidenciado na nitida diferenciação das fachadas dos dois prédios. No interior, o arquiteto faz uso do concreto, que ajudam inclusive na expressão das sensações e sentimentos abordados na obra.

IMAGEM 23

IMAGEM 24

A janelas em tiras que parecem cortar o edifício através dos painéis de zinco, inundando o interior com lampejos de luz em todas as direções

IMAGEM 25

A estrutura é composta de concreto armado e aço, tendo em determinados ambientes vigas aparentes. IMAGEM 26

IMAGEM 27

9


REFERÊNCIAS DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO ARQ116 TEORIAS DA ARQUITETURA 101949 KAREN PEREIRA OLIVEIRA MARÇO, 2022 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

https://archtrends.com/blog/museu-judaico-de-berlim-umaexperiencia-sensorial/ https://ilmitte.com/2014/11/museo-ebraico-berlinoarchitettura/ https://www.archdaily.com.br/br/799056/classicos-daarquitetura-museu-judaico-de-berlim-daniel-libenskind https://www.jmberlin.de/en/libeskind-building#media-18095 IMAGENS: 01/ Capa - Denis Esakov 02, 03, 04, 06, 08, 10 - Karen Oliveira 05 - Thomas Bruns 07, 16, 17, 18, 25 - Anabella Fernandez Coria 09, 11 - Jewish Museum Berlin 12 - Inge Kanakaris-Wirtl 13 - Nicolas Janberg 14 - Reprodução 15 - Archilovers 19 - Renate Pelzl 20 - Jaroslav Moravcik 21, 22, 27 - Simplesmente Berlim 23, 26 - Diego Fredes 24 - CYRUS PENARROYO3


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
MUSEU JUDAICO DE BERLIM - ARQ 116 by Karen Oliveira - Issuu