
Essa curadoria tem como objetivo nos lembrar quem ou o quê nos ensinou a moldar o som e transformar em música. Onde podemos encontrar a música em sua essência , o quê ela nos ensinou e por que deixamos de tocar junto com ela.
Antes de grandes estúdios de música ou astros pop, humanos de períodos mais antigos criavam composições e ritmos com intenções diferentes de ganhar dinheiro e fama. Seus objetivos eram mais simples, como o de cultuar uma divindade, comemorar um acontecimento ou

O Som tem uma existência muito antiga. Desde que a primeira molécula se movimentou, ele está lá, correndo em meio ao ar, na água e no solo. Então a música pode ser um esse catálogo foifeito para ser lido na horizontal.
Um exemplo para começarmos é o Dung
Chen, utilizado principalmente no Tibete.

Título: Dung Chen
Data: Sec. XIX
Técnica: Metal
Dimensões: 172,7cm
Local de origem: Tibete
Local de acervo: The Met Fifth Avenue na Galeria 964
Dung Chen é muito mais do que apenas uma longa trombeta — é um emblema espiritual e cultural do budismo tibetano qr code com o som do instrumento

Os tons profundos e ressonantes visam evocar uma atmosfera espiritual e são frequentemente comparados ao som do chamado de um elefante.
Em cada canto do mundo temos diferentes grupos que entendem a música com diferentes ouvidos, mas todos seguem um caminho de escolha parecida, vão em busca de mimetizar a música percebida por eles.
Não foi escolhido uma só região para essa curadoria, o mundo todo faz parte da mesma Natureza, só mudam os pontos de vista. Então esperamos conseguir mostrar um pouco de cada região.

O
Dramyin, instrumento tibetano é tocado há mais de mil anos é um instrumento que evoca sons do vento das montanhas. É muito importante na tradição budista até os dias atuais.

Título: Sgra-Snyan
Data: Sec. XIV-XVI

Técnica: Madeira entalhada, pele, gesso, douramento
Dimensões: Altura 109cm
Local de origem: Tibete
Local de acervo: The Met Fifth Avenue na Galeria 684
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Pipa, o alaúde chinês, tem sua estrutura baseada na natureza.
O comprimento da caixa de percussão, numa medida tradicional chinesa, é de três pés e cinco polegadas, isso representa os três poderes: Céu, Terra e homem e também cinco elementos: metal, madeira, água, fogo e terra. De modo semelhante, as quatro cordas representam as quatro estações do ano
Título: Músico feminino com alaúde
Data: final do Sec. VII
Técnica: Barro com pigmento
Dimensões: 14,6cm, 8,9cm, 7,9cm
Local de origem: China, Dinastia Tang
Local de acervo: The Met Fifth Avenue na Galeria 207



chineses mais importantes.
é incrivelmente expressivo, capaz de imitar o som do canto de pássaros ou o relinchar de cavalos.

Técnica: Madeira, pele de píton, cana, marfim
Dimensões: 76 × 11,8 × 6,2 cm
Local de origem: China, Dinastia Qing
Local de acervo: The Met Fifth Avenue na Galeria 681
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O uso de materiais da natureza para criar instrumentos também é culturalmente importante.
O uso de chifre de boi para fazer berrantes ou penas de aves para criação de flautas ou até mesmo conchas do povoado maori são bons exemplos de como o humano cria instrumentos para conversar com o planeta.

Tambor de carapaça de tartaruga(tracajá), dos índios Ticuna, do Rio Solimões. As crianças possuem tambor igual, em tamanho pequeno.
O Putorino é esculpido em madeira e imita o casulo de mariposas. Seu som foi descrito como o som de água sendo derramada de uma cabaça
Os Maoris acreditam que o instrumento tem uma conexão espiritual com as forças da natureza e o tocam em cerimonias importantes para invocar as energias dos ancestrais e dos Deuses Maoris.
Título: Putorino
Data: 1800-1820
Técnica: Madeira Entalhada
Dimensões: 43,2 × 3,8 × 2,5 cm
Local de origem: Povos Maori
Local de acervo: The Met Fifth Avenue na Galeria 352

