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Gazeta Rural nº 321

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THE FUTURE

’S = O futuro

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é de todos. 09/02/2018

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Agenda

EVENTOS POPULARES A 2 e 3 de Agosto Festa da Senhora da Ouvida O espaço envolvente à capela de Nossa Senhora da Ouvida, na freguesia de Monteiras, Castro Daire, vai estar em festa, e com muita azáfama. A Feira Anual atraiu em 2017 cerca de dez mil pessoas, oriundas de vários pontos do país. De 9 de Agosto e 6 de Setembro Feira de São Mateus 2018 renovada A mais antiga Feira Franca do país está a chegar e com ela algumas novidades. A edição 626 da apresenta um novo bairro da restauração e será mais ecológica. Os mais de 263 mil copos de plástico utilizados na edição de 2017 vão ser substituídos por copos reutilizáveis. De 10 a 19 de Agosto Feira de São Bartolomeu Trancoso recebe mais uma edição da Feira de São Bartolomeu, uma das mais antigas feiras francas. O programa de animação conta com nomes como Rui Veloso, Agir, Matias Damásio, Richie Campbell, João Pedro Pais e Augusto Canário, entre outros artistas. FEIRAS SECTORIAIS Até 5 de Agosto Ficavouga 2018 Sever do Vouga prepara-se para receber mais uma edição da Ficavouga, certame que é uma mostra de actividades económicas do concelho é, também, uma das grandes festas de Verão da região centro, que este ano apresenta um cartaz musical para todos os gostos. De 8 a 12 de Agosto Feira do Pinhal A Feira do Pinhal, que se realiza em Oleiros, vai ter uma redução de um terço na verba destinada aos espectáculos devido aos fogos que afectaram o concelho em 2017. Vão marcar presença no certame 145 expositores. De 30 de Agosto a 2 de Setembro AgroSemana – Feira Agrícola do Norte O Espaço AGROS, na Póvoa do Varzim, vai abrir portas para a sexta edição da AgroSemana – Feira Agrícola do Norte, evento que, segundo a organização, pretende aproximar o público urbano do mundo rural. De 30 de Agosto a 2 de Setembro Feira Raiana A XI Feira Raiana já tem data marcada e, este ano, vai realizar-se em Moraleja, Espanha, com a participação de mais de uma centena de expositores espanhóis e portugueses. De 14 a 16 de Setembro Expodemo Moimenta da Beira prepara a sétima edição da “Expodemo - Mostra de Produtos, Atividades e Serviços da Região”. Este evento é uma mostra de atividades, produtos e serviços da região das Terras do Demo, tendo como mote a maçã.

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De 26 e 28 de Outubro IX Feira da Caça de Mértola Gastronomia, conferências, concursos, exposições, animação musical e caçadas são algumas das actividades de um certame que, segundo a autarquia, “atrai milhares de amantes da actividade cinegética”. O certame terá no pavilhão desportivo da “vila museu”, numa organização da Câmara de Mértola EVENTOS VÍNICOS A 13 e 14 de Agosto Reguengos Wine & Blues Reguengos de Monsaraz será palco de mais um grande evento, onde o vinho e a música se harmonizam. O festival ‘Reguengos Wine & Blues’ pretende ligar o blues, ao vinho que é produzido na maior sub-região do Alentejo. De 30 de Agosto a 2 de Setembro Feira do Vinho do Dão Um seminário marca o arranque da edição 2018 da Feira do Vinho do Dão, que decorrerá em Nelas de 30 de Agosto a 2 de Setembro. O maior evento de promoção, venda e divulgação do vinho do Dão começa este ano mais cedo e decorrerá durante quatro dias. De 19 a 21 de Outubro Wine In Azores Está marcado para Outubro o maior evento vínico, gastronómico e empresarial dos Açores. Marcado para o Parque de Exposições de Santana, no Norte da Ilha de São Miguel, vai comemorar o décimo aniversário. EVENTOS GASTRONÓMICOS De 10 a 12 Agosto XII Feira dos Petiscos em Ponte de Lima Sabores intensos e aromas condimentados são a imagem de marca da vila mais antiga de Portugal, que não descura o rótulo. A XII Feira dos Petiscos vai decorrer no Pavilhão de Feiras e Exposições de Ponte de Lima. EVENTOS DE ÉPOCA De 11 a 15 de Agosto Aljubarrota Medieval Durante cinco dias, de 11 a 15 de Agosto, a vila de Aljubarrota, no concelho de Alcobaça, estará em festa. Aljubarrota Medieval é um evento que conta com mais de duas décadas de existência, onde se evoca a gloriosa Batalha de Aljubarrota. EVENTO CULTURAL De 1 a 5 de Agosto Ser+Cultura Fusion 2018 Mariza e DAMA são destaques do cartaz do Ser+Cultura Fusion, em Sernancelhe. Os concertos serão no Expo Salão, nos dias 1 e 2, e a programação para os restantes dias terá como palco o Centro Histórico da Vila.


MARIA RITA

25 AGO

• ANA MOURA 18 AGO • RUI VELOSO 01 SET • XUTOS & PONTAPÉS 15 SET • MICKAEL CARREIRA 15 AGO • AMOR ELECTRO 10 AGO • ANSELMO RALPH 24 AGO • DIOGO PIÇARRA 08 SET • D.A.M.A 22 AGO • QUINTA DO BILL 29 AGO • ORELHA NEGRA 05 SET • RICHIE CAMPBELL 17 AGO • CALEMA 31 AGO • PAULO SOUSA 13 AGO • RAQUEL TAVARES 11 AGO

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Momento N

os momentos difíceis há sempre uma mão amiga. O presidente da Câmara de Sever do Vouga, António Coutinho, tem tido no seu vice-presidente, Almeida e Costa, o apoio indispensável num período difícil.

Sumário 06 08 12 13 14 15 16 17 18 19 22 26 27 28 29 30 32 33 34 37 38

Feira do Vinho do Dão 2018 organizada por sub-regiões

“Estou apaixonado pela missão!”, diz Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Oliveira de Frades

Mariza e DAMA no cartaz do Ser+Cultura Fusion 2018

Feira de S. Mateus 2018 com novidades e mais ecológica

Rui Veloso e Matias Damásio são cabeças de cartaz na Feira de São Bartolomeu Ponte de Lima promove viagem por entre saberes e sabores

Festa da Senhora da Ouvida à espera de mais de 10 mil pessoas

FICHA TÉCNICA

Feira do Pinhal 2018 salvaguarda o património e o ambiente

Ano XIII | N.º 321 | Periodicidade: Quinzenal Director: José Luís Araújo (CP n.º 4803 A) jla.viseu@gmail.com | 968044320 Editor: Classe Média C. S. Unipessoal, Lda Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Redacção: Sara Santos (Jornalista estagiária) Opinião: Miguel Galante | Paulo Barracosa | Carlos Neves Departamento Comercial: Luís Cruz Redacção: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu | Telefone 232436400 E-mail Geral: gazetarural@gmail.com | Web: www. gazetarural.com ICS: Inscrição nº 124546 Propriedade: Classe Média - Comunicação e Serviços, Unipessoal Limitada Administração: José Luís Araújo Sede: Lourosa de Cima - 3500-891 Viseu Capital Social: 5000 Euros | CRC Viseu Registo nº 5471 | NIF 507 021 339 Dep. Legal N.º 215914/04 Execução Gráfica: Novelgráfica | R. Cap. Salomão, 121 Viseu | Tel. 232 411 299 Estatuto Editorial: http://gazetarural.com/estatutoeditorial/ Tiragem média Mensal: - Versão Digital: 120.000 exemplares - Versão Impressa: 1500 exemplares Nota: Os textos de opinião publicados são da responsabilidade dos seus autores.

Aljubarrota revive os tempos medievais Quinta Mendes Pereira ‘regressa’ com nova gama de vinhos Douro apresentou plano com 25 medidas para combater alterações climáticas

Criação da Ecovia do Mondego deu passo decisivo

Câmara de Valpaços investe em cultura e turismo de natureza Turismo do Centro quer ser voz activa na discussão sobre a floresta Eira dos Canastros ou um paraíso à Beira Vouga Confraria ‘Grão Vasco’ promoveu IV Capítulo de Entronização no Rio de Janeiro

Opinião: Carlos Neves e os “Queijos da Quinta” Opinião: Miguel Galante - Um abraço solidário para com o povo grego Opinião: Paulo Barracosa - A pensar… nas férias… e no futuro do cardo

Ten Years After actuam no Reguengos Wine & Blues Cidade de Viseu ficará para a história do Europeade

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Segundo a vice-presidente da Câmara de Nelas

Feira do Vinho do Dão 2018 organizada por sub-regiões

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GR: A Câmara está a trabalhar para fazer a melhor feira? SR: Da parte da Câmara de Nelas, que organiza este evento há 27 anos, o nosso compromisso é de enorme profissionalismo para termos uma grande Feira de Vinhos da região, pois só temos todos a ganhar com isso, os produtores, os territórios, o enoturismo, os produtos presentes na feira, como o queijo Serra da Estrela, os enchidos, os doces, o pão e o azeite, uma feira em que a Praça de Alimentação vai ganhar uma área nova, com mais disponibilidade para que as famílias possam Gazeta Rural (GR): Como estão a correr os preparativos vir almoçar e jantar na feira durante os três dias para a Feira do Vinho do Dão? seguidos, porque a diversidade de oferta gastronóSofia Relvas (SR): Estão a correr bem. Estamos a fazer um mica é muita. esforço grande de visitação de todos os produtores da Região Aquilo que posso dizer a quem visita a nossa feira, Demarcada do Vinho do Dão, de todo os municípios que comseja um enófilo, um curioso, um enólogo, ou alguém põem as sete sub-regiões, de modo a termos o maior número que gosta de conhecer uma região de vinhos, vai pode produtores presentes. Estamos com essa expectativa e as der ter mais provas conduzidas e não apenas as que coisas estão a correr muito bem. os produtores oferecem. Vamos ter duas provas com os 10 melhores brancos GR: A Feira, este ano, tem mais um dia? e os 10 melhores tintos, que resultarem do concurso. SR: Sim, a feira que este ano ganha mais um dia. O primeiro No sábado à tarde, teremos a prova dos 10 melhores dia é dedicado sobretudo ao sector profissional de vinhos. Da brancos, harmonizada com queijos da região Centro, parte da manhã decorrerá o Concurso de Vinhos Oficial da dirigida por João Afonso, jornalista e critico de vinhos. feira, da parte da tarde, teremos o Fórum de Enoturismo, em No domingo à tarde, a prova dos 10 melhores tintos, Santar, e à noite jantar oficial da Feira no restaurante Paço acompanhada pelos enchidos da região Centro, será didos Cunhas, durante o qual serão entregues os diplomas rigida pelo Tiago Macena, enólogo e grande conhecedor dos 10 melhores tintos e dos 10 melhores brancos presende vinhos do mundo. O Tiago Macena está a terminar o tes Feira do Vinho deste ano. curso de Master of Wine, é um grande comunicador e esO júri do concurso será composto por jornalistas, blopecialista em vinhos. Ambas as provas vão terminar com ggers, profissionais freelancers e críticos conhecedores de uma conversa com um segundo convidado, que mais tarvinho, e será presidido por Luís Lopes, director da revista de será conhecido. Vinho Grandes Escolhas. uma das novidades da edição 2018 da Feira do Vinho do Dão, que se realiza em Nelas de 30 de Agosto a 2 de Setembro. Com a inscrição de produtores das sete sub-regiões da Região Demarcada do Vinho do Dão, a Câmara de Nelas vai avançar com a organização do certame a mostrar o que cada uma tem para oferecer e o que as diferencia. Em entrevista à Gazeta Rural, a vice-presidente da Câmara de Nelas salientou a importância que a nova orgânica pode trazer à feira, que este ano tem outras novidades, como um seminário no Centro de Estudos Vitivinícolas de Nelas, bem como um conjunto de provas comentadas, diferente do que tem sido habitual.

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GR: O modelo das provas é diferente do habitual? SR: Sim. Este ano as provas de vinhos da Feira são organizadas num modelo diferente, mais arrojadas, num 3 em 1, conciliadas com gastronomia, a que juntamos uma tertúlia, dando um pouco mais de conhecimento sobre a região e os vinhos. A prova dos brancos vai acabar com uma conversa sobre as castas de vinhos do Dão, com um enólogo que será uma surpresa. No domingo à tarde a conversa final vai ser sobre uma outra temática, que será também uma surpresa. Teremos uma terceira prova de vinhos, para quem quiser saber mais, conduzida pela Ivone Ribeiro, proprietária da Garrafeira Garage Wines. Será uma prova de vinhos descontraída, muito para o momento de sunset, porque os vinhos do Dão também são bons para o Verão e para momentos de convívio de uma final e tarde. GR: A Feira está a mudar e a tornar-se mais profissional? SR: Naturalmente. Reforçamos essa característica de um certame profissional de vinhos, que para além de ser uma mostra grande de produtores, pretendemos organizar sempre momentos para provar vinhos do Dão, conduzidos por especialistas, uma aposta que reforçamos este ano. Estas provas decorrem sempre nas instalações da antiga Federação dos Vitivinicultores do Dão, um edifício emblemático de Nelas, em particular.

ajude, para continuarmos a ter um evento que seja o orgulho da região.

GR: O Centro de Estudos recebe um seminário importante sobre a selecção da videira? SR: O Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão vai receber um grande seminário, com a apresentação de um projecto nacional que está a decorrer sobre a selecção da videira, conduzido por todas as direcções regionais de agricultura, pelo INIAV e por várias entidades do sector. Sentimo-nos orgulhosos por poder fazê-lo no Centro de Estudos, homenageando sempre o papel fundamental e inquestionável que esta entidade tem, relembrando sempre a figura do Eng.º Alberto Vilhena, que homenageamos também com o nosso concurso de vinhos.

GR: A Feira começa na quinta-feira, mas a abertura oficial será no dia seguinte, como habitualmente? SR: Sim. Na sexta-feira à tarde decorrerá a sessão de abertura oficial da Feira onde vamos fazer o reconhecimento público aos viticultores afectados pelos incêndios de Outubro de 2017. Pensamos que é merecido esse reconhecimento, pois eles resistiram e continuaram a apostar nas suas propriedades. Os nossos territórios devem-lhes esse reconhecimento público de coragem. Contamos que isso possa ser feito com a presença do senhor Presidente da República. O convite já foi endereçado e esperamos que possa estar, ficaríamos muito gratos por isso. E acredito que ele também ficaria por assistir à coragem e à vontade que estes territórios têm em não ficar abandonados, nem desaproveitados. E, portanto, este é um interior forte, vivo e um interior que tem muito orgulho em demonstrar a todos como diariamente se constrói as tradições e a modernidade do que é um país extraordinário, que é Portugal e também enquanto país vínico e país de enoturismo.

GR: A possibilidade de dividir os produtores pelas sete sub-regiões do Dão, pode ser um elemento diferenciador para a feira, para os produtores e também para os visitantes? SR: É essa a nossa intenção, daí termos pensado não em dividir, mas em organizar. Se Nelas organiza este evento há mais de 25 anos se tem crescido, particularmente nestes últimos quatro anos, a dimensão deste certame profissional de vinhos de toda a Região Demarcada do Vinho do Dão e se temos tido produtores de todas as sub-regiões, porque é que não havemos de GR: O musical, nas três noites da Feira, é um organizar a feira num circuito contínuo pelos vários roteiros da grande atractivo? Rota do Vinho do Dão? E é isso que vamos tentar fazer, situação SR: Claramente. Vai decorrer na Praça do Municíesta que só posso confirmar assim que tivermos o número de pio, onde se realiza a Festa do Vinho do Dão. É um produtores completamente fechado. Mas conto vir a fazê-lo grande musical original e criado exclusivamente para porque, de facto, dá um sentido de orientação diferente à feieste evento, pois não se volta a repetir em lado nera para quem a visita, de ir provando vinhos e de ir apurando, nhum. Essa singularidade, essa força de atracção, tem com mais informação, aquilo que os diferencia pelos vários provocado um crescimento exponencial no número de terroirs. Assim, acho que ajudamos a perceber a diferença visitantes no evento, que vêem mais cedo, que provam entre os vários vinhos, das diferentes sub-regiões e com e compram vinho da região, vão à Praça de Alimentaessa perceção de diferença, valorizar uma região extraordição e ficam para este maravilhoso espectáculo. Esta é nária, como é a nossa. Se temos a possibilidade de o fazer uma Feira de vinhos, que continua pela noite dentro, em na feira, porque não fazê-lo? É talvez o único evento feito na festa com o vinho do Dão. Esperamos que S. Pedro nos região onde isso é possível. Portanto, só temos que o fazer. www.gazetarural.com

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Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Oliveira de Frades

“Estou apaixonado pela missão!”

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aulo Manuel Robalo da Silva Ferreira é um nome que, para muitos, diz pouco, mas se falarmos de Paulito aí a coisa muda de figura. Foi jogador de futebol, capitão no Grupo Desportivo de Oliveira de Frades e é agora o presidente da Câmara. Em conversa com a Gazeta Rural, em pleno Festival do Frango do Campo, Paulo Ferreira mostrou o outro lado, sem nunca deixar de ser quem é. Simples, afável com as pessoas que o abordam, mostra-se ‘fora da caixa’ para um político. Lembra nesta entrevista o percurso que o levou até à cadeira de presidente da Câmara de Oliveira de Frades, que começou sem base de apoio. Comunidade, território, gratidão e conforto são palavras que lhe são caras. Para Paulito, a paixão pela sua terra falou mais alto na hora de decidir ser candidato. Gazeta Rural (GR): O Festival do Frango do Campo ultrapassou as melhores expectativas? Paulo Ferreira (PF): Quando preparámos o certame era com a expectativa de ser o melhor de sempre. Havia muitas condicionantes, desde logo as questões climatéricas, a pressão de se mudar o figurino da promoção do produto principal, que é o Frango do Campo, e que começou por condicionar o sucesso deste evento. Porém, desde o dia de abertura até ao final, a comunidade colaborou com esta iniciativa, que correu muito bem. Haverá, naturalmente, coisas a corrigir, o que tentaremos fazer na próxima edição. GR: O Frango do Campo é hoje uma marca do concelho? PF: Sim. Somos um concelho com elevada produção avícola, pois 80% da nossa comunidade vive, de forma directa ou indirecta, do negócio da avicultura. Temos a Confraria do Frango do Campo, entidade que tem promovido o produto e o território. O Frango do Campo, como produto de excelência, será um dos motes para promovermos a nossa região, através de uma grande marca como é esta. Porém, daqui a algum tempo poderemos estar a falar da capital do megalítico, pois temos no concelho um dos monumentos mais importantes dessa época em Portugal e com elevado marco histórico. GR: Mudando o chip. Dez meses depois de ter sido eleito presidente de Câmara, como está o concelho?

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PF: Considero que tenho uma forma não convencional de estar na política, sendo importante estar permanentemente a implementar os maiores e melhores esforços e dar sempre o nosso melhor. Infelizmente, por mais diligências que tentemos fazer, haverá sempre desigualdades, que não conseguiremos reverter ou alterar. Gostaríamos de colmatar todas as necessidades das oito freguesias do concelho, no exato momento da sua ocorrência, mas temos consciência que é uma utopia. Estamos cientes do que fizemos no decurso destes dez meses, desde fazer um levantamento dos projectos que estavam em, e para, execução, que estavam muito condicionados, acrescentando o fenómeno dos incêndios de outubro de 2017. Foi um fenómeno natural que teve um impacto no nosso concelho, mas ressalvo o tecido empresarial e industrial que, sozinho, ressurgiu das cinzas, alguns ainda com maior crescimento económico. Este é um agradecimento que terei sempre. Foi um conforto e uma segurança muito grande ter os empresários que estão instalados no nosso concelho.

GR: Quando pensou em se candidatar à Câmara, esperava ter uma “prova de fogo”, como foram os incêndios? PF: Foi literalmente uma “prova de fogo”. Tenho uma forma diferente de encarar os desafios e não sei, muitas vezes, quem os coloca no meu caminho. Encaro-os com o conforto da minha consciência, sem lesar o conforto do próximo. Esse foi um dos princípios que nos levou à candidatura, sem sabermos até onde chegaríamos. A 21 de Março de 2017, quando apresentámos a nossa candidatura, era eu e a vereadora Clara Vieira, tínhamos um grande percurso a fazer e, num curto espaço de tempo, preparar as listas a quatro Assembleias de Freguesia, à Assembleia Municipal e a lista para o Executivo. Ficamos contentes quando chegamos ao dia 7 de Agosto e nos apercebemos que conseguimos algo que grande parte da comunidade, especialmente a política, duvidava


ser possível, para alguém que começou do zero e sem nenhuma estrutura partidária de capa. A 21 de Março era o Paulito e a Dr.ª Clara Vieira. Hoje é o resultado e a consequência de estarmos no Executivo, pois tratou-se apenas de uma manifestação de vontade da comunidade, sendo de exaltar que 70% da população foi às urnas, reduzindo o absentismo. Foi uma das maiores vitórias. GR: O Paulo Ferreira, presidente de Câmara, é diferente do Paulito, capitão e jogador de futebol do Oliveira de Frades? PF: Completamente. O Paulito tenta manter sempre a sua matriz, a originalidade do ser. O Paulito já vestiu mais vezes o fato em 10 meses de Executivo, do que nos outros 47 anos de vida. Quando o Paulito veste o fato está a representar 10 mil pessoas e toda a responsabilidade que lhe é inerente. Vestir o fato não é nenhuma transformação, mas é o Paulito a adaptar-se e a saber que está a representar toda a comunidade do seu concelho. As diferenças que as pessoas possam sentir é porque o cargo de presidente de Câmara limita e condiciona muitas atitudes. GR: Tem que ser mais contido? PF: Naturalmente, até pela responsabilidade do papel que assumi, mas saber que em todos os momentos terá que estar sempre aquela característica que equacionou o voto de confiança do tamanho do mundo, que muito gente considerava impensável. GR: Percebemos, sentados à mesa, que a comunidade olha para o seu presidente de Câmara com ar confiante. Sente isso também? PF: Foi uma missão de paixão desde o primeiro momento. O que me levou a ser hoje presidente de Câmara é um amor incondicional em servir os outros, que nasceu comigo, naquele que é o maior desafio. A comunidade paulatinamente vai percebendo que a liderar os destinos da sua autarquia está alguém muito apaixonado, que pediu desde a primeira hora o apoio de todos, e não tem refutado esforços para que as coisas aconteçam na comunidade, ciente que não vai conseguir fazer tudo ao mesmo tempo em diferentes locais. Quando nos focamos num determinado momento é porque entendemos que aquela é a prioridade, outras mil haverá para executar, mas sabemos que só temos condições para fazer dez. Poderão ocorrer injustiças devido a pormenores, mas nunca terá por princípio criar danos ou impactos negativos. Há pouco tempo a Assembleia Municipal não aprovou uma alteração ao nosso mapa de pessoal, mas essa deliberação é o resultado da democracia. Porém, no Executivo vamos procurar sempre a responder às solicitações que a democracia ditou e vamos ter que arranjar estratégias para resolver os problemas com que nos deparamos ao longo deste percurso. GR: Esse é um discurso “fora da caixa”, de quem está na política, mas fora dela? Sente isso?

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PF: Claramente. Estou “fora da caixa”. GR: Sente que hoje é isso que as pessoas mais valorizam em quem ocupa um cargo político? PF: Continuo a achar que o termo “política” ainda afasta muita gente destes órgãos de decisão. Sei das dificuldades que foi constituir uma lista. Quando sentes que há uma comunidade que te responde, ficas assustado se ela te deixa na mão no dia 2 de Outubro de 2017. Como a comunidade vai sendo transversal, vai sendo minimamente tolerante, porque na base da política está a polis, a gestão da cidade e não o princípio que generalizam de “pulhitica”. Ser presidente de Câmara é um cargo político, que irei sempre respeitar com os meus princípios e não as condicionantes que as políticas trazem ao cargo. GR: Voltando à “prova de fogo”. Face à tragédia que ocorreu, duas semanas após as eleições, no seu concelho, isso aglutinou as pessoas e fez com que fossem mais compreensivas e mais tolerantes? PF: O incêndio foi um facto e não o podemos esquecer. A partir desse momento tudo pode acrescer a essa decisão. São factores que fizeram como que a comunidade tivesse necessidade de se organizar. E sentiu essa vontade. GR: O que trouxe de novo? PF: Trouxe muitas potencialidades, as quais não vamos conseguir rentabilizar todas. Nalguns momentos estivemos à espera de decisões políticas, acima de nós. A comunidade sentiu que era necessário e mais importante reerguer o concelho e penso que o está a conseguir, de uma forma saudável. GR: Agora é preciso que fique sustentável?

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PF: Naturalmente, fazendo com que a comunidade se auto-ajude a fixar-se e que seja solidária, não porque tenha ocorrido aquela tragédia, mas porque o sucesso do nosso concelho depende de cada um de nós e não do presidente da Câmara. Este pode ser muito bom, ter boas intenções, mas se a comunidade não o acompanhar, não colabore em prol das necessidades e bem comum, vai continuar a ser sempre difícil. O incêndio trouxe, pelo menos, essa tolerância, num quadro em que é mais confortável tomar muitas decisões.

GR: Que marca quer deixar? PF: Se conseguirmos que a comunidade de Oliveira de Frades tenha orgulho na sua terra, em ser oliveirense, esse é o maior legado que poderemos deixar para as gerações futuras, porque isso depois transmite-se e entra na raiz das famílias, quase no ADN. Isso pode parecer pouco, mas nós temos as infraestruturas, criámos inúmeras delas, mas se a comunidade não as preencher, não usufruir delas, se não têm serventia então apenas esbanjámos dinheiro em coisas que não nos permitiram crescer como seres humanos. No nosso concelho, com certeza, vamos crescer como comunidade e sentir orgulho em ser oliveirense, em sermos nós!


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Em Sernancelhe, de 1 a 5 de Agosto

Mariza e DAMA no cartaz do Ser+Cultura Fusion 2018

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ariza e DAMA são destaques do cartaz do Ser+Cultura Fusion, que decorrerá de 1 a 5 de Agosto, em Sernancelhe. Os concertos serão no Expo Salão, nos dias 1 e 2, e a programação para os restantes dias terá como palco o Centro Histórico da Vila. Mantendo a essência da iniciativa Ser+Cultura, o conceito proposto assume-se também como um festival de Verão e o resultado é uma programação variada, para todos os públicos, com nomes sonantes da cena musical portuguesa e cinco dias preenchidos com cultura e animação. Mariza, a artista que passou de um fenómeno local quase escondido, partilhado apenas por um pequeno círculo de admiradores lisboetas, para uma das mais aplaudidas estrelas do circuito mundial da World Music, e DAMA, a banda Pop constituída pelos músicos Francisco Maria Pereira (Kasha), Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho, serão os cabeças de cartaz do Ser+Cultura Fusion 2018. Naquele que pretende ser um evento diferente, nocturno e de Verão, mais de trinta e cinco grupos actuarão em apenas cinco dias. No Centro Histórico da Vila, em vários palcos, haverá concertos, teatro, exposições, street art, literatura, multimédia e tasquinhas. Centenas de artistas mostrarão conceitos inovadores, dinâmicos, onde a cultura e os seus intérpretes são protagonistas, numa mostra diversificada que visa cativar públicos com diferentes sensibilidades e valorizar o património cultural e arquitectónico. É num dos espaços de reconhecida importância patrimonial que acontecerá o Ser+Cultura, onde sobressaem monumentos classificados, como a Igreja Românica, o Pelourinho, o Solar dos Carvalhos, a Casa da Comenda de Malta, bem como os equipamentos Auditório Municipal, Biblioteca e Museu Padre Cândido. De realçar que os espectáculos terão um carácter ro-

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tativo entre os diversos palcos e serão complementados com apontamentos de espectáculos de rua que surgirão espontaneamente em alguns recantos do centro histórico com o objectivo de interligar os diferentes palcos e ajudar no encaminhamento dos visitantes. O artesanato e a gastronomia estarão igualmente em destaque. Mais de uma dezena de espaços representarão as artes e os ofícios do concelho e nas tasquinhas, estrategicamente colocadas junto aos palcos, poderá ser degustada a gastronomia, com os sabores mais autênticos da Terra da Castanha.


Decorre de 9 de Agosto a 16 de Setembro

Feira de S. Mateus 2018 com novidades e mais ecológica

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centenária Feira de São Mateus regressa nal da região como principal inspiração, sendo que 2018 foi o ano em a 9 de Agosto para mais uma edição e que Viseu se tornou a Cidade Europeia do Folclore. prepara-se para abrir portas às novidades que A “lenda viva de Viseu” recupera grandes tradições, assume uma a organização tem para os visitantes. ‘Feirar’ ideologia mais amiga do ambiente e mais amiga dos visitantes, e está no sangue das famílias e amigos que topropõe um cartaz abrangente para todos os públicos, com nomes dos os anos se reencontram em Viseu, na mais nacionais e internacionais, como Maria Rita, Xutos e Pontapés, Dioantiga das feiras populares do país. Em 2018, go Piçarra, Raquel Tavares, Calema, Amor Eletro, Mikael Carreira, celebram-se 626 anos de uma tradição que se Richie Campbell, Anselmo Ralph, Rui Veloso, Ana Moura, Quinta do renova e espera-se uma edição à altura dos perBill, ABBA Gold, Folk Ibérico com Mansaborá Folk, La Musgaña, e gaminhos que o certame granjeou, com o ponto Musicando, entre muitos outros. de encontro marcado no Largo da Feira de S. MaMas nem só de novidades se faz a festa. O evento continua com teus, de 9 de Agosto a 16 de Setembro. o tradicional concurso de vestidos de chita, este ano apresentado Entre as principais novidades da edição de 2018, por Filomena Cautela, apresentadora do 5 para a Meia-Noite na está o novo Bairro da Restauração, um espaço RTP1 e do Festival da Eurovisão. O concurso está agendado para de conforto concebido a pensar nos visitantes do a noite de 19 de Agosto, domingo, e a entrada na Feira de São evento, que apresenta uma nova arquitetura, com Mateus é gratuita para ver a passerelle repleta de criações de esplanadas sombrejadas e com vista privilegiada profissionais e amadores que reinterpretam os tecidos tradiciopara o “Picadeiro”, que tornarão o ambiente mais nais. Haverá o Festival Internacional do Folclore, Cavalhadas de confortável e atractivo. Vildemoínhos, Cavalhadas de Teivas, Desfile de Trajes, Carnaval Este ano a Feira de São Mateus adotou uma atitude de Ovar, entre tantas outras atividades e mostras culturais. ambiental responsável. Será introduzida a utilização Os “Domingos Francos” (de entrada gratuita) voltam, todos obrigatória de copos reutilizáveis, em detrimento dos eles com programação principal e secundária, onde as tradidescartáveis. A Viseu Marca, entidade promotora do ções ganham destaque. A Viseu Marca espera este ano supeevento pretende, com esta iniciativa, eliminar mais de rar um milhão de entradas, número conquistado no ano de 261 mil copos de plástico utilizados em 2017. Desta 2017. Os bilhetes para todos os dias, de entrada paga, estão forma, e pela primeira vez, serão utilizados copos reujá estão disponíveis em www.feirasaomateus.pt e na rede de tilizáveis em PVC e haverá papeleiras para a recolha lojas associadas da Blueticket. seletiva dos resíduos. Ainda sob o mote da responsabilidade ambiental, serão criados 40 lugares de estacionamento para bicicletas nas entradas das Portas de São Mateus e de Viriato. Também o projeto da iluminação decorativa foi renovado e este ano haverá quatro imponentes portas de luz que iluminarão as entradas da Feira, com o folclore tradiciowww.gazetarural.com

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De 10 a 19 de Agosto, em Trancoso

Rui Veloso e Matias Damásio são cabeças de cartaz na Feira de São Bartolomeu

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rancoso recebe de 10 a 19 de Agosto mais uma edição da Feira de São Bartolomeu, uma das mais antigas feiras francas. O programa de animação conta com nomes como Rui Veloso, Agir, Matias Damásio, Richie Campbell, João Pedro Pais e Augusto Canário, entre outros artistas. Criada por D. Afonso III em 1273, este certame, hoje muito diferente da Feira dos séculos passados, “continua a colocar Trancoso no mapa dos grandes eventos de Verão do nosso país”, refere Amílcar Salvador, presidente da autarquia local. A Feira de S. Bartolomeu é um evento organizado pela Câmara de Trancoso e a AENEBEIRA, onde não faltam diversões, exposições, artesanato, sector automóvel, maquinaria agrícola, gastronomia, nos restaurantes e tasquinhas típicas, sem esquecer o importante sector agropecuário e os espectáculos com artistas portugueses de renome. Trancoso é uma terra histórica, cheia de monumentos, memórias, lendas, tradições e mitos galvanizadores. É a terra onde se realizaram as bodas reais de D. Dinis e da Rainha Santa Isabel, em 1282. É terra de batalhas, nomeadamente a Batalha de Trancoso, travada entre trancosenses e castelhanos em 29 de Maio de 1385. É a terra do sapateiro e profeta Bandarra e do nascimento do sebastianismo. Mas Trancoso é, também, sinónimo de Feiras. “A nossa cultura mercantil vem desde o início da nossa história”, pois “as pessoas vêm a Trancoso para comprar e vender desde há muitos anos”, diz o presidente da Câmara de Trancoso, salientando que a Feira de S. Bartolomeu é um certame “tradicional de comercialização, mas é, também, uma forma peculiar de convívio que os trancosenses e as gentes da Beira sempre apreciaram”, diz Amílcar Salvador.

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XII Feira dos Petiscos decorre de 10 a 12 Agosto

Ponte de Lima promove viagem por entre saberes e sabores

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abores intensos e aromas condimentados são a imagem de marca da vila mais antiga de Portugal, que não descura o rótulo, ao acolher de 10 a 12 de Agosto, a XII Feira dos Petiscos, no Pavilhão de Feiras e Exposições de Ponte de Lima. O paladar apimentado do arroz de sarrabulho, o arroz de Lampreia, e o Bacalhau de Cebolada, são apenas algumas das “razões” que fazem muitos eleger a gastronomia limiana, como um dos maiores Polos Gastronómicos de Portugal. Cada vez mais procurada por visitantes de todo o país e da vizinha Galiza, a Feira dos Petiscos ocupa um lugar de referência gastronómica a nível regional e nacional, provando que o investimento Municipal na enogastronomia, cultura e tradição traz resultados. Este evento é organizado em parceria pelo Município de Ponte de Lima e pela Associação de Folclore de Ponte de Lima, onde a forma de acolher das gentes limianas, e a generosidade das doses, são garantidas, ao som da típica concertina e do vira minhoto, que fazem o forasteiro regressar à vila onde se sente em casa. Entretanto, “Loureiro de Ponte de Lima ConVida” é o nome do evento que se constitui nova aposta do Município de Ponte de Lima e que nos dias 17 e 18 de Agosto se propõe a reunir na Expolima, os produtores de Loureiro do concelho e produtores convidados de outras regiões vinhateiras de todo o país.

A bem servir há quatro décadas

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Nos dias 2 e 3 de Agosto na Freguesia de Monteiras

Festa da Senhora da Ouvida à espera de mais de 10 mil pessoas

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espaço envolvente à capela de Nossa Senhora da Ouvida, na freguesia de Monteiras, Castro Daire, vai estar em festa, e com muita azáfama, nos dias 2 e 3 de Agosto. A Feira Anual que ali se realiza, provavelmente a maior e mais popular das feiras que se realiza na região centro do país, atraiu em 2017 cerca de dez mil pessoas, oriundas de vários pontos do país. “Esta é a maior feira do género que se realiza na Beira Alta, atrevendo-me a dizer que é uma das maiores do país”, afirmou Américo Pereira à Gazeta Rural, estimando que a mesma envolva um volume de negócios superior a meio milhão de euros. “Sabemos que esta é uma feira popular e é para essas pessoas que temos que trabalhar na sua organização”, refere Américo Pereira, sublinhando o facto de “ouvimos as pessoas e estas reconhecem que a feira tem vindo a melhorar, mas sabemos que tem que ter sempre algo de diferente. Isso significa que temos que trabalhar ainda mais e melhor para continuarmos a fazer desta feira um evento cada vez maior”. O certame decorre junto à Estrada Nacional, paralela à A25, onde se juntam vendedores ambulantes oriundos de vários pontos do país e onde tudo se vende e tudo se compra. Diríamos que nesta festa popular, promovida pela Junta de Monteiras, com o apoio da Câmara de Castro Daire, as compras e vendas são um “acompanhamento” para os dois “pratos principais”, como são os cantares à desgarrada, tão do agrado das gentes do campo, mas também de quem por esta altura regressa à região e ao país, para uns merecidos dias de descanso, e as chegas de bois, naquele que é o momento alto da festa profana. Há também a festa religiosa que arrasta milhares de pessoas não só para participarem nas cerimónias religiosas e na procissão, mas também para cumprir as promessas feitas à Senhora da Ouvida, pela resposta que deu aos crentes. O dia principal das festas é a 3 de agosto, mas a animação começa no dia anterior e prolonga-se pela noite dentro, com muita comida e cantares ao desafio. No dia 2, pelas 21 horas, há uma arruada pelas ruas da Senhora da Ouvida e já no dia 3 de agosto, pelas 6:30 horas, começa a Feira do Gado, pelas 15 horas as grandiosas Lutas de Bois e ainda se há tempo para o cantar à desgarrada.

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Oleiros Feira do Pinhal

Feira do Pinhal 2018 salvaguarda o património e o ambiente

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XVIII edição da Feira do Pinhal tem data marcada para os dias de 8 a 12 de agosto. Nesta edição, a feira mantém uma grande aposta em expositores de qualidade, que marcam pela diferença e são representativos da região, mas conta também com presenças a nível nacional. Dos 145 expositores inscritos, mais cinco do que no ano anterior, 18 são novas presenças contando com a iniciativa de aproximar o público dos expositores. Com este mote, a Feira do Pinhal vai possibilitar a aprendizagem de técnicas de artesanato e ainda uma maior interação com os produtos e tradições da região. O foco principal deste ano é o património da região de Oleiros, pelo seu território inconfundível e tradições únicas deste modo, será inaugurada no dia 10 a Rota do Religioso. Tendo como ponto de partida o memorial do Padre António de Andrade, este percurso circular passa pelos imóveis religiosos de Oleiros. Em destaque está todo o património religioso, ilustrado num espólio artístico peculiar, assim como a devoção das gentes locais que está na base das seculares tradições. As preocupações e responsabilidades pela sustentabilidade ambiental, têm este ano maior relevância. Através da colaboração da Câmara Municipal de Oleiros com a VALNOR, permitirá fazer desta Feira um Eco Evento, uma iniciativa que conta com todos os visitantes e expositores para marcar a diferença. O recinto deste evento é recheado de atividades lúdicas e culturais, tanto pela animação de rua sempre diferente e surpreendente, como pela variedade cultural que assume com artistas locais, integrados nesta edição no Festival das Artes da Beira Baixa mas também com os artistas a nível nacional, como Sangre Ibérico e FF que irá partilhar o palco com o Orfeão de Castelo Branco. O palco Beira Baixa acolhe ainda o IX Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo”, pela primeira vez em Oleiros.

Como habitual a feira encerra no domingo dia 12, mas as festividades continuam com as comemorações do Dia do Concelho, na segunda feira dia 13. A transição entre estes dois acontecimentos faz-se com o habitual espetáculo piromusical a cargo da Pirotecnia Oleirense na madrugada de 12 para 13 de agosto.

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De 11 a 15 de Agosto, na vila do concelho de Alcobaça

Aljubarrota revive os tempos medievais

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urante cinco dias, de 11 a 15 de Agosto, a vila de Aljubarrota, no concelho de Alcobaça, estará em festa. Aljubarrota Medieval é um evento que conta com mais de duas décadas de existência, onde se evoca a gloriosa Batalha de Aljubarrota. Esta é uma oportunidade para descobrir um pouco mais da História de Portugal, vivendo-a junto do local que deu o nome à famosa Batalha, ocorrida no final da tarde do 14 de Agosto de 1385 (há 633 anos) entre as tropas portuguesas, com aliados ingleses, e o exército castelhano e seus aliados. Após esse dia, e da derrota definitiva do exérDe 30 de Agosto a 2 de Setembro, em Moraleja cito castelhano, pôs-se fim à crise de 1383-1385 e consolidou-se a independência de Portugal, dando início ao reinado de D. João I, o primeiro rei da Dinastia de Avis. A este importante momento histórico estão associadas várias personagens que também serão evocadas, como a lendária Padeira de AljubarroXI Feira Raiana já tem data marcada e, este ano, vai realita a quem é atribuído o feito de, com a pá do seu zar-se em Moraleja, Espanha, de 30 de Agosto a 2 de Seofício, ter aniquilado um grupo de sete castelhanos tembro, com a participação de mais de uma centena de exposifamintos; como o D. Nuno Álvares Pereira (o Santo tores espanhóis e portugueses. Condestável), responsável pela consolidação do troRecorde-se que a Feira Raiana decorre alternadamente em no de Avis, preparando as melhores defesas contra Idanha-a-Nova e em Moraleja, em Cáceres, sendo organizao invasor de Castela; D João I, o Mestre de Avis, que da em conjunto pelos dois municípios. Face ao sucesso desta após a vitória na Batalha pode consolidar a sua coroa parceria, a mesma é apontada como excelente exemplo da e manter Portugal independente e D. Martim Aires de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha. Ornelas, comandante das tropas enviadas pelo MosA organização está a preparar um certame que promova as teiro de Alcobaça. empresas, produtores, turismo e cultura de ambos os lados Nesta grande festa nada é esquecido, pois recria-se da raia, com uma importante representação do concelho de o ambiente da época medieval, evoca-se a memória Idanha-a-Nova. A Feira Raiana terá como cenário o Parque dos combatentes e do glorioso passado de Portugal, Fluvial Feliciano Vegas, em Moraleja, um aprazível espaço com muita alegria e animação. Para os que lá passade lazer ao ar livre. rem promete-se um excelente ambiente familiar e de A inauguração será no dia 30 de Agosto, pelas 19 horas convívio. locais. Durante quatro dias poderá contar com concertos, Prova-se o afamado pão da padeira, os queijos, os enanimação de rua, gastronomia, passeios de canoa e dezechidos, as carnes de caça, os licores, os doces, o mel e nas de outras actividades para toda a família. as compotas. Recriam-se os ofícios antigos como a olaria, a tecelagem e os bordados. Brinda-se e saboreiam-se bons repastos nas tavernas, apreciam-se os cortejos, os torneios a pé e a cavalo, as mostras de armas e o acampamento militar. E há ainda espaço para os malabarismos e para a música. A entrada é livre!

Feira Raiana viaja este ano até Espanha

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Já estão disponíveis no mercado

Quinta Mendes Pereira ‘regressa’ com nova gama de vinhos

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Quinta Mendes Pereira, de Oliveira do na. “Graças a Deus tenho uma equipa maravilhosa e um microclima Conde, na Região Demarcada do Dão, surprivilegiado”, pois “perdi apenas cerca de 2% da produção”, refere a ge no mercado com uma nova gama de vinhos, produtora, reconhecendo que “tem sido um ano bem diferente em que Raquel Mendes Pereira diz ter criado com termos climáticos”, com as vinhas a serem afectadas com doenças, “muito cuidado e carinho”. A viticultora brincou, nomeadamente o míldio. justificando o facto de só agora apresentar novos No que diz respeito à comercialização, Raquel Mendes Pereira vinhos, dizendo terem ficado algum tempo (ela e continua a aposta no mercado nacional, mas também a exportar os vinhos) “em estágio”. “O timing da safra nem para o Brasil, mas de forma “mais exclusiva”, pois “não é um vinho sempre é aquele que você deseja”, referiu. de grandes superfícies, nem de supermercado”. “Eu sei aquilo que Esta paragem no lançamento dos novos vinhos produzimos e a qualidade dos nossos vinhos”, refere, realçando o da produtora de Carregal do Sal tem a ver também trabalho de toda a equipa que trabalha na vinha, mas também de com um novo posicionamento no mercado, uma António Narciso, o enólogo da quinta, e “as pessoas que ajudam e vez que “quando um vinho sai com o meu nome os amigos que vêm e que dão força”. quero que seja o melhor que a quinta pode fazer”. Assim, a Quinta Mendes Pereira lançou no mercado um branco Encruzado e Malvasia Fina de 2015; um Encruzado de 2015; um Alfrocheiro de 2013; um blend, Touriga Nacional e Alfrocheiro, de 2011, e um Touriga Nacional de 2011. A nova linha é assinada pelo enólogo António Narciso, numa aposta na qualidade, na linha do que a Quinta Mendes Pereira tem habituado os consumidores. Raquel Mendes Pereira mostra-se confiante de que os seus vinhos sejam bem-recebidos pela crítica e pelos consumidores. “Espero que quem provar goste e queira mais”, salienta. A Quinta Mendes Pereira também foi afectada pelos incêndios de Outubro de 2017, que lhe ‘consumiram’ cerca de um hectare de vinha. Contudo, as videiras que sobreviveram “estão brotando maravilhosas e produtivas”, refere Raquel Mendes Pereira. O ano de 2018 não está a ser fácil para os produtores do Dão, alguns com quebras significativas. No caso da Quinta Mendes Pereira a quebra de produção será peque-


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Gazeta Rural - 14 Anos

A Bio Região de Idanha-a-Nova

Verallia Portugal, SA

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m Fevereiro de 2018, Idanha-a-Nova tornou-se no primeiro município português a integrar a Rede Internacional de Bio Regiões, um conceito de respeito pelo ambiente e desenvolvimento sustentável dos territórios. A adesão a esta rede, que nasceu em Itália em 2014 e se alargou a vários outros países, traduz-se numa oportunidade para reforçarmos a nossa estratégia para Idanha. O compromisso é claro: em cada Bio Região, áreas geográficas de dimensão variável, os agricultores, os cidadãos, as escolas, os operadores turísticos, as associações e o poder local assinam um acordo para a gestão sustentável dos recursos locais, partindo do modelo biológico e agroecológico. Significa isto que toda a comunidade participa na implementação da estratégia de desenvolvimento territorial. A produção biológica e sustentável é o ponto de partida, mas segue-se a articulação do sector produtivo com áreas como a educação, a administração pública, o turismo e a restauração, a saúde, o bem-estar e a preservação da paisagem. Ao mesmo tempo, em Idanha, privilegiamos outras soluções que favorecem o desenvolvimento sustentável do Mundo Rural que constitui o território, por excelência, para a produção alimentar. Refiro-me ao desenvolvimento de circuitos curtos de produção, de práticas de comércio justo, de modelos de economia circular ou a promoção da multifuncionalidade nas áreas rurais, onde cabem, por exemplo, as indústrias criativas (Idanha é Cidade da Música da UNESCO) e o turismo de natureza (integramos o Geopark Naturtejo da UNESCO e a Reserva da Biosfera do Tejo Internacional, uma terceira classificação da UNESCO). Projetos como a Incubadora de Base Rural, que engloba 55 produtores, 90% dos quais biológicos, funcionam como referência para quem partilha uma visão estratégica da sustentabilidade. O mesmo acontece com outros ativos de renome que têm sede em Idanha: o Boom Festival, o mais sustentável dos festivais; a Academia das Ciências do Ambiente; a aceleradora ‘verde’ i-Danha Food Lab; ou o Centro Documental Raiano, instituição ao serviço da produção biológica e da saúde natural. Armindo Jacinto Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova

Verallia é líder Europeu de Vidro de embalagem, tem uma presença industrial em 11 países, 10 000 colaboradores, mais de 10 000 clientes e 16 mil milhões de garrafas e boiões produzidos em 2017, são 32 fábricas, 57 fornos, 5 centros técnicos e 13 centros de desenvolvimento de produto. A Verallia actua em termos internacionais e baseia a sua estratégia na proximidade de um parceiro local. A sua missão está focada no consumidor, trazendo até ele embalagens de vidro saudáveis e amigas do ambiente, para que todos possamos ter a melhor experiência de consumo possível de alimentos e bebidas. A Verallia tem como grande objectivo a satisfação dos seus clientes e proteger no quotidiano o seu capital humano. Para além disso, manter uma relação de proximidade com os seus clientes, a empresa tem soluções inovadoras de valor acrescentado, ao mesmo tempo que cria condições de redução da pegada ambiental, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das comunidades do presente e do futuro. Em Portugal, a Verallia Portugal S.A. dedica a sua actividade ao fabrico e comercialização de vidro de embalagem desde 1987, acompanhando de forma natural a evolução do mercado. Situada na Figueira da Foz, conta com 248 colaboradores directos, a trabalhar em laboração contínua. A progressão crescente assenta na partilha de valores corporativos, sociais e ambientais, aliando o espírito de pertença corporativa e responsabilidade para com a comunidade envolvente. A Verallia Portugal, S.A. produz e comercializa para todos os segmentos e principais clientes do mercado nacional, acrescentando valor aos seus produtos, oferecendo uma vasta gama de modelos especializados para cada cliente. A sua intervenção comercial centra-se em três segmentos: o mercado dos exclusivos, dos standards e o das garrafas especiais. A empresa produz garrafas desde os 5cl até às de 5 litros, num total de diversas referências, inseridas no âmbito dos três segmentos referidos. Dentro de um portfólio amplo e diverso de produtos e clientes, destaca-se os sectores dos vinhos, da cerveja, da alimentação e das bebidas não alcoólicas.

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Apresentado pela Comunidade Intermunicipal

Douro apresentou plano com 25 medidas para combater alterações climáticas

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Comunidade Intermunicipal do Douro apresentou, em Tabuacondições climáticas e disponibilidade hídrica, na ço, um plano de combate às alterações climáticas com 25 implementação de medidas para a protecção dos medidas prioritários a implementar durante cerca de uma década, solos, em acções de sensibilização sobre a poupara mitigar as consequências neste território vinhateiro e classipança de água, em estudos sobre as barragens ficado pela UNESCO. existentes e a construção de novas barragens ou O Plano de Acção Intermunicipal para as Alterações Climáticas o desenvolvimento de um programa para o aprono Douro (PAIAC Douro) quer contribuir para o aumento da resiveitamento das águas pluviais. liência e a mitigação dos riscos neste território da Comunidade Elenca ainda a implementação de planos de conIntermunicipal do Douro (CIM), que junta 19 municípios. tingência para ondas de calor e de prevenção, mo“Quisemos perceber o panorama do nosso território, ainda nitorização e contingência para situações de seca para mais quando esse panorama assenta maioritariamente na para a região do Douro, a criação do ‘Sistema de agricultura que depende directamente do que o clima nos traz”, Alerta, Gestão e Monitorização de Catástrofes (SAGafirmou o presidente da Câmara de Tabuaço, Carlos Carvalho. O MC) do Douro’ e o desenvolvimento de um guia de autarca realçou a “vertiginosa mudança que se vai verificando boas práticas de construção e reabilitação sustena olho nu”. tável. Na região já se notam alterações a nível do clima. No ano pasRicardo Almendra apontou a necessidade de uma sado foi a seca extrema e este ano as trovoadas com granizo e coordenação de esforços entre «os diferentes actoas chuvas fora de tempo, em Junho e Julho, estão a criar condires regionais e pela formação e sensibilização dos técções para a propagação de doenças que afectam a vinha, que nicos municipais» e adiantou que os planos directores é a principal fonte de rendimento deste território. municipais devem “reflectir um conjunto de opções Pretende-se, no fundo, que a região seja “conhecedora dos que visam compatibilizar com a nova realidade”. potenciais impactos das alterações climáticas” e “capaz de transformar os seus desafios em oportunidades para o deRegião tenderá a deslocar vinha para zonas senvolvimento social, económico e ambiental do Douro”, altas devido às alterações climáticas afirmou Ricardo Almendra geógrafo que ajudou a elaborar o documento. Acrescentou ainda que “este plano aponta um Face a este quadro, a região tenderá a deslocar as conjunto de acções a implementar num espaço temporal vinhas para zonas mais elevadas e a apostar em castas de aproximadamente dez anos. A maior parte destas acmais resilientes à falta de água e ao aumento da tempeções passa pela necessidade de aumento do conhecimenratura, segundo o plano apresentado. to sobre estas questões, a monitorização da evolução no As projecções climáticas apontam para uma diminuição terreno, a sensibilização e aspectos relacionados com a da precipitação média anual no final do século XXI nos governança”. O plano elenca 25 acções a implementar no países do Sul da Europa, para secas mais frequentes e território. Algumas dessas medidas assentam na invesintensas, para ondas de calor e o aumento de fenómenos tigação de novas práticas agrícolas mais adequadas às extremos, em particular de precipitação muito intensa e,

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logo, mais episódios de cheias e inundações. da fenologia (uva de mesa ou uva para pasOs impactos futuros das alterações climáticas tenderão a afectar sa), a instalação de porta enxertos mais resisde forma transversal todo o Douro, realçando-se os prejuízos para as tentes à carência hídrica, pela adequação das actividades económicas, como a agricultura, o aumento dos custos de estratégias de rega deficitária em vinha, e por produção de bens e de serviços e o aumento dos custos com seguros. um maior controlo das pragas e doenças. Por isso, a agricultura, nomeadamente a viticultura, que é a princiRelativamente à olivicultura, uma produção pal actividade económica da região, é destacada neste plano de actambém importante para o Douro, prevê-se ção, que aborda ainda outros sectores importantes como o turismo, uma antecipação do início do ciclo vegetativo e a segurança e a saúde das populações. também perdas de produção, pelo que a alteraNa área da viticultura prevê-se que as alterações climáticas, por ção das práticas culturais como a rega, fertilizacausa do aumento da temperatura e as secas mais intensas e freção, controlo fitossanitário, pode ajudar a mitigar quentes, provoquem quebras na produção, o aparecimento de noos efeitos das alterações climáticas. vas doenças e pragas e o aumento dos riscos com acidentes cliOs impactos poderão também sentir-se a nível máticos associados à frequência e intensidade das vagas de calor, do turismo na região, na medida em que previsicomo é o caso do escaldão das uvas. velmente desencadearão algumas modificações, Uma das medidas previstas no PAIAC é a elaboração de um placomo a perda de biodiversidade ou a degradação no de acção para as alterações climáticas do Alto Douro Vinhada paisagem. teiro. Apesar dos impactos negativos, o plano identifica De acordo com o já estipulado no plano de acção, as principais também oportunidades que se traduzem no desenmedidas de adaptação passam pela deslocalização das vinhas volvimento de novas, ou complementares, acções para latitudes mais elevadas, ou seja, para zonas mais altas e que reduzam a sensibilidade e a exposição da região frescas, o que poderá transformar parte da actual paisagem ao clima, que permitam tirar proveito de alterações classificada pela UNESCO. nas condições climáticas, ou que possam passar por O Douro terá ainda que apostar na selecção de materiais vemudar de actividade ou alterar práticas. getais mais adaptados ao ‘stress’ térmico e hídrico, e na alteraCom o PAIAC pretende-se que a região seja “coção de práticas culturais e de sistemas de condução, de forma nhecedora dos potenciais impactos das alterações a optimizar e reduzir o consumo de água pela cultura e, assim, climáticas e “capaz de transformar os seus desafios aumentar a eficiência do uso da água. O plano aponta ainda a em oportunidades para o desenvolvimento social, ecodiversificação da produção para tirar proveito da antecipação nómico e ambiental do Douro”.

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s impactos e consequências das alterações climáticas na agricultura e o papel dos agricultores como “guardiões da biodiversidade” vão ser o tema principal da próxima edição da feira agropecuária Ovibeja, em 2019, em Beja, foi hoje anunciado. Segundo a organizadora da feira, a associação ACOS - Agricultores do Sul, o tema vai ser abordado através de várias iniciativas durante a 36.ª Ovibeja, entre os dias 24 e 28 de abril de 2019, no Parque de Feiras e Exposições de Beja - Manuel Castro e Brito. Colóquios, seminários, sessões de esclarecimento, apresentações e análises de estudos e exposições são algumas das iniciativas previstas e que vão reunir contributos de agricultores, estudantes, técnicos e especialistas nacionais e estrangeiros, indicou hoje a associação. “Com a certeza de que não há agricultura sem homens, nem homens sem agricultura”, os agricultores “são o grupo profissional que está na linha da frente para a tomada de medidas que permitam continuar a produzir alimentos e a desenvolver e a dinamizar o espaço rural de forma sustentável”, considera a ACOS. Os agricultores, continua, são “peças-chave na construção da paisagem” e “responsáveis” pela produção de alimentos de origem vegetal e animal, mas também pela “proteção do espaço rural e pela criação de condições que salvaguardem o equilíbrio entre a atividade produtiva e a proteção do meio ambiente”. Por isso, frisa, os agricultores podem dar “contributos fundamentais para a mitigação e a reversão dos impactos causados pelas alterações climáticas”. A ACOS considera ainda que “o empenho e o esforço dos agricultores na manutenção e na salvaguarda do meio ambiente têm de necessariamente ser tidos em conta na nova Política Agrícola Comum”. Para tal, a associação, “com base em parcerias, sessões de esclarecimento e reuniões”, está a reunir contributos para “trabalhar, reunir e veicular informação relevante sobre a matéria”.

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Certame vai decorrer de 24 a 28 de Abril do próximo ano

Impactos das alterações climáticas na agricultura é tema da Ovibeja em 2019


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Grupo de trabalho reuniu-se em Mortágua

Criação da Ecovia do Mondego deu passo decisivo

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projecto para a criação da Ecovia do MonEste projecto, intermunicipal, constitui-se como absolutamente dego deu, em Mortágua, um passo decisiestruturante para a valorização turística destes territórios do invo com a primeira reunião do grupo de trabalho, terior e para a promoção da coesão económica e social das popuconstituído por técnicos da Comunidade Intermulações. nicipal (CIM) da Região de Coimbra, CIM Viseu Dão A Ecovia do Mondego é essencial para a concretização de uma Lafões, Municípios de Santa Comba Dão, Mortágua estratégica ligação ciclável entre a Ecopista do Dão (já construíe Penacova, bem como da entidade adjudicante da) e a Figueira da Foz – Ecovia do Mondego, nomeadamente para a elaboração do projecto de execução, a Focus através do troço já previsto entre Coimbra e Figueira da Foz por Group. forma a médio-longo prazo, tornar ciclável o eixo estruturante O projecto da Ecovia do Mondego vai criar uma via Viseu – Figueira da Foz, que a par de uma também prevista inciclável, de aproximadamente 40 quilómetros, desde tervenção na Ecopista/Ecovia do Vouga, entre Viseu e Aveiro, a estação ferroviária de Santa Comba Dão até aos permitirá constituir um circuito fechado na Região Centro em limites do concelho de Penacova, atravessando assim conjunto com o troço da Eurovelo 1, entre Aveiro e Figueira da os concelhos de Santa Comba Dão, Mortágua e PeFoz. nacova, num percurso que acompanha o vale do rio Este projecto absolutamente único e inovador aumentará a Mondego, assumindo-se como um prolongamento da visibilidade a nível nacional e internacional deste território enEcopista do Dão e oferecendo mais um troço ciclável quanto destino turístico de excelência de Cycling & Walking, de elevada qualidade no eixo estruturante Viseu-Penaestando perfeitamente alinhado e conectado com a iniciaticova, numa extensão aproximada de 90 km. va Portuguese Trails, do Turismo de Portugal, que comunica O potencial turístico desta Ecovia, que representa um internacionalmente as actividades de Turismo de Natureza. investimento superior a 600 mil euros, é complemenA candidatura ao Programa Valorizar do Turismo de Portutado com os vários pontos de interesse turístico, amgal é outra das acções previstas para um projecto que se rebiental e recreativo que existem na zona ao permitir a vela fundamental no reforço da oferta da Região e do nosso interligação entre as praias fluviais, zonas preparadas país no segmento Cycling & Walking. para actividades náuticas, como exemplo a Albufeira da Aguieira e a praia fluvial de Penacova, e pontos de elevado interesse ambiental, geológico e paisagístico como as Livrarias do Mondego, fazendo desta via ciclável uma das mais belas de Portugal.

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Uma ecovia com 60 quilómetros

Câmara de Valpaços investe em cultura e turismo de natureza A Câmara de Valpaços estreou o Auditório Luís Teixeira, investimento de 1,2 milhões de euros e que abre “portas à cultura” e serve de palco para as associações do concelho, para espectáculos e cinema. Depois desta iniciativa, a autarquia prevê aplicar cerca de 2,5 milhões de euros numa ecovia de 60 quilómetros, numa ciclovia, passadiços e pontos de pesca nas praias fluviais. No novo edifício, o espaço foi ampliado, o auditório possui lotação para 259 espectadores e é dotado de equipamento cénico e mecânico de cena, possui um projector digital para a visualização de cinema, ainda um bar e uma sala multiusos para exposições. O que se manteve foi o nome de “Luís Teixeira”, o empresário natural de Valpaços, que morreu em 2006 e que ajudou “todos quantos lhe batiam à porta”, desde cidadãos a instituições, como os bombeiros ou a banda municipal. Para além do investimento na cultura, o município pretende também aproveitar os recursos naturais do concelho, planeando criar uma ecovia de 60 quilómetros, uma ciclovia, passadiços e pontos de pesca nas praias fluviais para atrair cada vez mais visitantes ao concelho. O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, afirmou que o município está a fazer “uma forte aposta” no turismo ligado à natureza e “àquilo que o concelho tem de diferenciador”. O autarca disse que o município vai avançar com a construção de uma ecovia de 62 quilómetros ao longo do rio Rabaçal, entre os limites com os concelhos de Chaves e Mirandela. Serão ainda construídos passadiços, colocadas espreguiçadeiras e cerca de 70 pontos de pesca, para que Valpaços possa acolher provas internacionais. Na praia fluvial de Rio Torto serão instalados “uma âncora de canoagem e espaços dedicados às crianças” e, na praia fluvial de Ribeira da Fraga, pertencente já à zona fria do concelho, serão construídos passadiços que vão subir até “à fraga furada”. O projecto para o concelho inclui ainda uma ciclovia, que terá como particularidade, “ter uma parte suspensa em cima de um regato”. Amílcar Almeida prevê que o investimento global ronde os 2,5 milhões de euros e que a intervenção esteja concluída no Verão de 2019.

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Pedro Machado na tomada de posse em Penalva do Castelo

Turismo do Centro quer ser “voz activa” na discussão sobre a floresta

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presidente do Turismo Centro de PortuPedro Machado avançou que os órgãos sociais que tomaram posse gal, Pedro Machado, defendeu que a envão fazer a revisão do plano de marketing aprovado em 2014. “Estidade a que preside deve ter “uma voz activa” tamos em 2018, às portas de 2019, e temos consciência de que é na discussão do perfil e da utilização da florespreciso fazer ajustamentos”, afirmou. ta, porque o turismo está muito dependente da Um dos objectivos para os próximos anos é intensificar as parcepaisagem. rias já existentes com as várias redes, nomeadamente das aldeias Ao discursar na cerimónia da sua tomada históricas, das aldeias de xisto e das judiarias. “Queremos ter, cada de posse, após ter sido reeleito para o período vez mais, uma evolução para os grandes desígnios da actualidade, 2018-2023, Pedro Machado lembrou os incêndios que são os domínios da sustentabilidade, da economia circular, da ocorridos em 2017 na região Centro e “as dificulinovação e da competitividade”, acrescentou. dades e alterações” que trouxeram a este destino turístico. Na sua opinião, justifica-se “uma participação activa do Turismo do Centro na discussão, por Órgãos sociais da TCP, para o período 2018-23: exemplo, do perfil e da utilização da exploração Comissão Executiva: da floresta, dos seus planos de segurança e dos Pedro Manuel Monteiro Machado (Presidente) perímetros de segurança” das comunidades. “Nós João Nuno Ferreira Gonçalves Azevedo (Presidente da Câmara Munitemos que ter uma voz activa. O turismo não pode cipal de Mangualde) ficar dispensado desta discussão”, frisou, lembranJosé Agostinho Ribau Esteves (Presidente da Câmara Municipal de do que o sector vive “com a paisagem” e “com os Aveiro e da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro) Maria do Céu de Oliveira Antunes Albuquerque (Presidente da Câagentes económicos que estão nessa paisagem”. mara Municipal de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do MéPresente na cerimónia, realizada em Penalva do dio Tejo) Castelo, estava a secretária de Estado do Turismo, Jorge Manuel da Silva Almeida (Vice-Presidente da AHRESP) Ana Mendes Godinho, que salientou os bons resultados que o turismo da região Centro tem alcançado. Mesa da Assembleia Geral: Presidente da Mesa: Luís Manuel dos Santos Correia (Presidente “Significa que o território está, de facto, a reagir, com da Câmara Municipal de Castelo Branco) condições que todos sabemos muitíssimo difíceis, noSecretário da Mesa: Manuel Augusto Soares Machado (Presidente meadamente em 2017”, afirmou. da Câmara Municipal de Coimbra e da Associação Nacional de MuAna Mendes Godinho referiu que, nos últimos três nicípios Portugueses) anos, apareceram cem novos empreendimentos turísConselho de Marketing: ticos e 386 empresas de animação turística (num uniGonçalo Nuno Bértolo Gordalina Lopes (Vice-Presidente da Câverso de cerca de 790) na região. “O Centro, nos últimos mara Municipal de Leiria) dois anos, cresceu um milhão de dormidas, cresceu 600 Pedro Miguel Ferreira Folgado (Presidente da Câmara Municimil hóspedes. E, em termos de alojamento local, cresceu pal de Alenquer e Presidente da Comunidade Intermunicipal do cerca de 150%”, sublinhou. Oeste) José Eduardo Arimateia Antunes (Grupo Visabeira) Na sua opinião, estes resultados devem-se a “um traAntónio Luís Vaz da Veiga Camões (Associação da Hotelaria de balho conjunto, com uma estruturação profunda de proPortugal) dutos, com a articulação das redes, com um grande trabaVictor Jorge Paiva Leal (Presidente da Associação Termas de lho entre o Turismo de Portugal e o Turismo do Centro para Portugal) dar visibilidade aos produtos” da região. Paulo Alexandre Bernardo Fernandes (Presidente da ADXTUR

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– Associação das Aldeias do Xisto) António dos Santos Robalo (Presidente da Aldeias Históricas de Portugal - Associação de Desenvolvimento Turístico)


Para Visitar

Eira dos Canastros ou um paraíso à Beira Vouga

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campo é algo que atrai e descontrai, especialmente para aqueles que gostam do sossego e que fogem do reboliço da cidade para passar um ou mais dias numa local onde possam recarregar baterias. Há sítios mais ou menos exóticos, mais ou menos paradisíacos na terra. A Eira dos Canastros é seguramente um destes locais. Situada à beira do Rio Vouga, em Paçô, na freguesia de Cedrim, em Sever do Vouga, é um refúgio para quem quer fugir do ritmo frenético do dia-a-dia, oferecendo simpatia, tranquilidade e paisagens únicas. Foi entre o rio e a Serra do Vale do Vouga que Manuela Figueiredo criou este paraíso. “Tínhamos as casas ruínas e como estava uma de cada lado da casa principal pensámos em reconstrui-las e criar um turismo rural”. Dois anos mais tarde, o projeto vai de vento em poupa. O espaço conta com seis suítes, que combinam o rústico com o moderno, uma piscina exterior aquecida, sauna e banho turco para um relaxamento profundo e uma sala para o pequeno almoço e de convívio. A Eira dos Canastros não serve refeições para além do pequeno almoço, contudo dispõem de cestas de piquenic para quem prefere usufruir dos encantos da natureza. “Tendo em disponíveis cativa também o ramo dos negócios, como conta a gastronomia que temos na região, as pessoas prefebancos e empresas que ali promovem reuniões com rem os restaurantes e acabam também por passear e conheclientes ou colaboradores, por ser, consideram, “um escer o nosso concelho”, acrescentou Manuela Figueiredo. paço íntimo e neutro”. Existem ainda outras comodidades disponíveis como o parNão são apenas as grandes empresas que procuram o que de estacionamento privativo, aluguer de bicicletas e ainespaço que o promovem, são também os hóspedes que da atividades para os mais pequenos, pois a Eira dos Canastecem rasgados elogios não só às instalações, mas tamtros é um lugar íntimo e familiar. “Quando recuperámos as bém à hospitalidade de Manuela Figueiredo. “Já tivemos casas, o objetivo era só fazer mais um alojamento. Porém, pessoas que disseram que tinham chegado ao céu”, e que acabámos por ter outra variante, uma vez que as pessoas “quando entram o portão sentem-se no paraíso”. A Eira começaram a procurar, que é o espaço para fazer eventos”, dos Canastros é classificada com a melhor média qualidarefere a proprietária. Desde festas de aniversário, casade/preço entre os alojamentos rurais da região. mentos, baptizados e comunhões, a área e comodidades www.gazetarural.com

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No âmbito das comemorações dos 52 anos da Casa de Viseu

Confraria ‘Grão Vasco’ promoveu IV Capítulo de Entronização no Rio de Janeiro

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Confraria de Saberes e Sabores da Beielogio à comunidade beirã em Terras de Vera Cruz. O presidente da ra ‘Grão Vasco’ promoveu o IV Capítulo Câmara de Viseu destacou a sua dinâmica, mas deixou as portas de Entronização no Rio de Janeiro: A cerimónia abertas para que os empresários da nossa comunidade possam aposdecorreu no âmbito das comemorações dos 52 tar na região de Viseu. anos da Casa de Viseu naquela cidade. Na ocasião foram entronizados 19 novos confrades, Casa de Viseu do Rio de Janeiro comemorou 52 anos oriundos da comunidade portuguesa no Rio de e recebeu “desfile de autoridades” Janeiro. Este evento marcou mais um momento na Entretanto, a Casa do Distrito de Viseu do Rio de Janeiro coaproximação entre Brasil e Portugal, mas tammemorou 52 anos da sua fundação, durante uma sessão solene bém na promoção e defesa da cultura e da gasna sua sede social, na Vila da Penha, Zona Norte carioca, que tronomia beirã, com destaque para o vinho do contou com a presença de várias autoridades locais, bem como Dão. Na ocasião, o Almoxarife da Confraria, José uma delegação bem representativa da região de Viseu, à cabeça Ernesto Silva foi agraciado com o Troféu “Cristo com os presidentes das Câmaras de Viseu e Mangualde, Almeida Redentor”, da Academia de Letras e Artes ParanaHenriques e João Azevedo, e da Confraria de Saberes e Sabores puã (ALAP) e com a Comenda Honorífica de Honra da Beira ‘Grão Vasco’, José Ernesto Silva, Almoxarife, e António ao Mérito da Associação Cultural Barão de AyuruoMeneses. ca. Durante a cerimónia, os discursos privilegiaram os resultaO momento foi presenciada pelos presidentes da dos apresentados pela Casa de Viseu e sublinharam o momenCâmara de Viseu e Mangualde, Almeida Henriques to positivo que Portugal atravessa. O presidente da Casa de e João Azevedo, pelo deputado José Cesário, pela Viseu, Alcídio Morgado, realçou o grande esforço de todos em vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, Teresa Bermanter as actividades da instituição, adiantando que o futuro gher, bem como o presidente do Conselho Permanenreserva novos desafios. “Com a ajuda de companheiros abnete do Conselho das Comunidades Portuguesas, Flávio gados, procuramos manter e promover o nosso património Martins, e todo o elenco directivo da Casa de Viseu. material e imaterial sob vários aspectos”. Porém, “o trabalho Na ocasião, José Ernesto Silva agradeceu todo o cade recuperação ainda não está completo”, pelo que “prerinho que tem recebido dos amigos da Casa de Viseu, cisaremos, cada vez mais, do apoio e da participação de da qual é responsável pelas Relações Internacionais. associados e amigos”. Alcídio Morgado frisou que o futuro O Almoxarife da Confraria destacou o “grande trabada Casa de Viseu “é e será sempre fruto da dedicação e do lho” desenvolvido por Antonio Cardão, responsável esforço de todos”. pela Confraria no Rio de Janeiro, bem como a dinâmica O presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, foi que Alcídio Morgado tem imprimido à Casa de Viseu, na o orador oficial da celebração. O autarca abordou a activicontinuidade do trabalho desenvolvido pela anterior didade política que desempenha no seu concelho, cujo foco recção presidida por Flávio Martins. José Ernesto Silva é “desenvolver a região e combater o desemprego”. Sedestacou a presença no acto de “dois grandes amigos”, gundo o autarca, “a componente industrial em MangualAlmeida Henriques e João Azevedo, da vereadora Teresa de apoia a economia local”, apontando o trabalho que a Bergher, no estreitar das relações entre as duas cidades, Casa de Viseu desenvolve no Rio de Janeiro como “um e de Igor Lopes, jornalista que muito tem feito na divulgagrande exemplo a ser seguido” na promoção da cultura ção das actividades da comunidade portuguesa. beirã, facto que deve ser valorizado. Antes já Almeida Henriques tinha deixado palavras de

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Queijos da Quinta – Quantos conhece? Já provou?

queijo fatiado não tem rótulo e pelo sabor não se distingue a língua de origem. Foi neste contexto que nos últimos anos assistimos ao surgimento de pequenas queijarias familiares e outras estarão certamente na calha, entre o sonho acalentado por muitos e a concretização só possível para alguns. ueijo é um alimento produzido a partir do leite de vacas, caNão se pense que é fácil acumular o trabalho bras, ovelhas, búfalas ou outros mamíferos. “Queijo vegetal” dos campos, o cuidar das vacas, a produção não existe, não é queijo. Sendo talvez o mais antigo alimento procesde queijo, a comercialização e o recebimento… sado, não se sabe exatamente quando foi inventado, mas já era coNão se trata apenas de investir umas dezenas nhecido na Grécia antiga, no Egipto dos faraós e no império romano. ou centenas de milhares de euros nas instalaPensa-se que na sua origem terá estado o armazenamento do ções e equipamentos, é também a criação de um leite usando o estômago de um animal, resultando daí a coalhada e produto novo, diferente, agradável para o consusoro por ação da quimosina, uma enzima proveniente precisamenmidor, é o criar e lançar a marca, criar mercado, te do estômago dos ruminantes. gerir o tempo, gerir o pessoal que é necessário O queijo tem, essencialmente, os benefícios nutricionais do leite. contratar e todas as dores de crescimento de um É rico em cálcio e outros minerais como fósforo, selénio, zinco e novo negócio. sódio. Tem uma alta percentagem de proteína e um teor de gorNão se pense também que isto vai ser a solução dura que pode variar. Tem ainda as vitaminas A, B2, B12, D e K2. para todos os produtores de leite. Em concelhos do E temos ainda de acrescentar o bem-estar causado pelo sabor/ país com centenas de produtores não podemos ter prazer do seu consumo, por exemplo associado aos bons vinhos centenas de queijarias. Teremos talvez mercado portugueses. para duas, três, meia dúzia de queijarias em cada Portugal tem uma longa história na sua produção, tem vários região, se forem capazes de trabalhar bem, serem queijos de renome com registo da denominação de origem proautênticos e serem diferentes. tegida, mas tem também uma enorme importação de queijo, Quem compra queijo de uma quinta (e não me renomeadamente queijo de vaca. Os últimos dados disponíveis firo aos que tem a quinta no nome, mas já venderam indicavam uma importação anual de 185 milhões de euros em as vacas há muito tempo!) não vai apenas consumir queijo e requeijão. Estou convencido que apenas uma peque“queijo”. Vai provar um sabor, uma história, o trabana parte se refere a queijos “top”, nomeadamente os famosos lho específico de algumas famílias, que pode visitar e queijos franceses ou italianos… a maioria é queijo flamengo contactar. em barra. Enquanto isso, muitos produtores nacionais são Não é a “solução” para todo o leite, mas são exemobrigados a reduzir ou limitar a sua produção. plos que puxam para cima, ao invés dos maus exemProduzir e consumir mais queijo português não significaria plos de cima que puxaram o preço do leite para baixo apenas consumir mais leite, mas serviria também para valotodos estes anos. E pode ser um desafio para a grande rizar melhor o leite produzido. Nas últimas décadas a indúsindústria valorizar também o leite que recolhe e transtria dominante apostou no leite UHT e na exportação de leite forma, para estar mais próxima e solidária com os seus cru ou fornecimento de marcas brancas para Espanha. Os produtores, que deviam ser os primeiros a ter a oporturesultados foram evidentes nos últimos anos e sobretudo nidade de também dar a cara e participar na promoção em 2017: limites de produção e o pior preço médio ao prodos produtos lácteos que resultam do seu trabalho inicial dutor entre os 28 países da Europa. e, claro, a partilhar também os lucros que daí resultam. Valorizar o leite através do queijo terá de ser mais do que produzir queijo flamengo em barra para entrar nos leilões decrescentes da grande distribuição ou dos armaCarlos Neves zenistas que fornecem hotéis, cafés e restaurantes onde o Agricultor, produtor de leite e consumidor de queijo

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Opinião

Um abraço solidário para com o povo grego

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sta semana a tragédia humana dos valorização do Interior do Pais, no qual foi aprovada uma resolução que fogos florestais voltou a entrar nas define uma nova orientação estratégica para os Programas Regionais de nossas casas, a partir da devastação cauOrdenamento Florestal (PROF) e na qual é estabelecido o enquadramento sada pelos incêndios. Um ano depois do político da criação de uma segunda geração de PROF, que se traduzirá drama vivido em Portugal, as imagens e os numa passagem dos actuais 21 Programas Regionais para apenas 7, tenrelatos chocantes que nos chegam da Grédo em vista ganhos de eficiência na sua implementação e a redução da cia alertam-nos, mais uma vez, para os riscomplexidade administrativa para todos os agentes envolvidos. cos dos incêndios florestais. Foi esse o sentimento expresso pelo Ministro da Agricultura ao afirEmbora Portugal tenha reagido com coramar que os municípios vão ter de integrar nos seus planos directores gem e determinação aos incêndios do ano municipais (PDM) as novas orientações contidas nos programas regiopassado, o perigo ainda espreita e entre nós, nais até 31 de Dezembro de 2020. “Passaremos do desordenamento em Sintra, na Aroeira ou em Sesimbra, encontotal ou quase total, que infelizmente existe há muitas décadas, para tramos zonas em tudo semelhantes àquela um ordenamento progressivo”, afirmou Capoulas Santos a propósito que foi devastada pela violência das chamas desta Resolução do Conselho de Ministros. junto a Atenas. Sem dúvida que esta é uma decisão política fundamental para muO programa “Aldeia Segura”, coordenado dar o estado da floresta em Portugal. No entanto, importará perceber pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, se os PROF de segunda geração, de facto, estão preparados para aponta no bom caminho para a mitigação do esse efeito. Daquilo que tive a oportunidade de observar na consulta problema do interface urbano-rural, mas é prepública do PROF de Lisboa e Vale do Tejo, confesso que fiquei com ciso ter presente que ainda há muito caminho a algumas reservas quanto à capacidade de estabelecerem uma propercorrer e, acima de tudo, que é preciso envoljecção até 2050 sobre a evolução da floresta no território nacional. ver, de forma activa, as autarquias. Sem a colaAcresce que, para concretizar tal desiderato, será necessário que, boração e envolvimento efectivo dos Municípios, em simultâneo, ocorra também uma “reforma” profunda do ICNF, das Juntas de Freguesias e dos agentes locais de dotando este organismo de uma orgânica funcional e verdadeiraProtecção Civil, este programa estará, necessamente desconcentrada, que permita materializar as orientações riamente, condenado ao fracasso. de política florestal no terreno. Como já tive oportunidade de expressar neste Em suma, Portugal tem dado passos importantes na decisão poespaço de opinião, a chave para a mudança do palítica, mas continuamos a falhar na hora de marcar. Sem melhorar radigma assenta numa regionalização das políticas a concretização, a cenarização dantesca de incêndios florestais públicas. Sem descurar a necessária coordenação devastadores que percorrem 750 mil hectares num único ano, estratégica e a monitorização das políticas, num apresentada pelo especialista norte-americano Mark Beighley domínio em que a futura AGIF assume um papel em Abril, será uma realidade trágica no médio/longo prazo. central, a operacionalização precisa de uma descenPortugal tem registado um Verão atípico, de temperaturas retralização urgente. lativamente baixas para os padrões dos últimos anos, com alguAs Comunidades Intermunicipais (CIM), conforme ma precipitação e persistência de dias com nebulosidade baixa defende o Secretário de Estado das Florestas e do e chuviscos. Em Agosto as previsões meteorológicas apontam Desenvolvimento Rural, podem assumir um novo propara o regresso do Anticiclone dos Açores às latitudes normais tagonismo nesse patamar. Aliás, aqui ao lado, em Ese o calor irá chegar em força. Veremos, então, se os Portuguepanha, o planeamento supramunicipal na prevenção ses aprenderam a lição… e combate aos incêndios rurais é feito à escala regioTermino com uma palavra de enorme saudação e gratidão nal, dando expressão às várias florestas e incorporanao editor da Gazeta Rural, o amigo José Luís Araújo, por mais do as especificidades de cada região – a estratégia de um aniversário desta publicação que teimosamente, a partir prevenção e combate aos incêndios florestais na Área de Viseu, vai contribuindo para divulgar o Portugal inteiro! Metropolitana de Lisboa ou do Porto deve obedecer a lógicas e tácticas diferentes daquilo que sucede na SerMiguel Galante ra da Estrela… Eng.º Florestal É nesse sentido, da progressiva regionalização das decisões, que aponta o Governo, conforme ficou patente no Conselho de Ministros Extraordinário dedicado à www.gazetarural.com

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Opinião

isso temos vindo a estabelecer colaborações com empresas de reconhecido mérito nas mais diversas áreas da produção, desde o design de mobiliário customizado ão podia deixar de responder ao repto da Gazeta Rural para colaborar na como a Movecho, queijarias como Germil, edição do seu décimo quarto aniversário, mesmo sendo a primeira coisa que Casa da Ínsua e Vale da Estrela, entre oufaço chegado às férias. Existem dois momentos no ano, a passagem do ano e o tras. Atualmente, no âmbito do projecto Cyinício das férias de verão, nos quais, normalmente em ambiente mais descontraínatura produzimos plantas de cardo devidado, fazemos uma avaliação e uma análise retrospetiva e procuramos gizar uma mente selecionadas em escala e a um custo estratégia de futuro para almejarmos atingir os objetivos a que nos havíamos competitivo. Para isso estabelecemos um proposto, muitas vezes obrigando-nos a mudar de rota ou de modus operandi. protocolo de parceria com a Brasplanta, um É certo que nas férias procuramos fazer aquilo que nos dá prazer, por isso viveirista nacional de referência que cumpre escrevo esta crónica, buscando a inspiração no sapal da Ria Formosa que tenho os requisitos e os padrões de qualidade a que como fundo, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade e funcionalidanos obrigamos e que são cruciais para propade e que melhor conheço. garmos a cultura e numa estratégia de afirmaUma tendência atual é existirem cada vez mais especialistas, em temáticas ção na qual acreditamos. cada vez mais especializadas, parecendo querer desvalorizar aqueles que doNeste caso, como em muitos outros exemminando distintas áreas ajudem a estabelecer pontes e unir pontas. Por isso, plos, é a produção agrícola que suporta toda a as equipas de projeto ou de negócio são vastas, por vezes demasiado vaspirâmide de valorização da produção e transtas, quer no número de instituições quer nas suas composições e aquilo que, formação. Produzir com uma qualidade diferennuma primeira análise, poderia ser uma vantagem pode tornar-se num óbice ciada de forma eficiente e sustentável perspetivando as alterações climáticas são requisitos se não existir uma coordenação competente e partilhada. obrigatórios para o sucesso na agricultura. Para Na `Gazeta´ habituei-me a escrever sobre cardo, tornei-me um especialista no cardo, na opinião de alguns, mesmo sabendo pouco sobre o que concretizarmos este desígnio temos que produzir o cardo ainda nos vai poder trazer. Por isso, apenas exponho aquilo que com menos recursos e meios, ter menos despervamos fazendo na tentativa de contagiar mais alguns que vejam aqui aldícios e retirar mais dividendos económicos pela guns exemplos que possam ser transpostos para outras culturas ou mesmo aplicação especializada dos mais diversos comoutras áreas. Nunca existiram em Portugal tantos projetos científicos relapostos bioativos existentes nos diversos compocionados, direta ou indiretamente com o cardo, sendo que quase todos se nentes da biomassa vegetal, designadamente na procuram justificar com o queijo. Esta história começou com o objetivo de raiz, caule, folha, capítulo, flor e semente. A selevalorizar a cultura através do conhecimento da sua biodiversidade e dos ção, caracterização e melhoramento dos recursos seus recursos genéticos, através de um projeto PRODER, numa altura em genéticos permitem a criação das melhores caracque o conhecimento era limitado. Todos os projetos de sucesso na área terísticas para a planta tendo como objetivo as suas agroalimentar começam por aqui. Depois segue-se um longo percurso vocações mais específicas. A flor assume-se como a de instalação e produção, aquisição de conhecimento, desenvolvimento força motriz do projeto, com um potencial de rentabie inovação que ajude a promover a criação de produtos que respondam, lidade produtivo e económico, pela padronização da simultaneamente, aos propósitos dos seus criadores e às expectativas qualidade e especialização, procurando uma maior dos consumidores. Tudo isto só é possível atingir se à qualidade e exvalorização para todos produtos onde conste como celência aliarmos um plano de comercialização e marketing arrojado matéria-prima nas indústrias agroalimentar, cosmétinuma estratégia que queremos conceptualmente integrada e multidisca e farmacêutica. ciplinar. Outras aplicações estão a ser desenvolvidas aproveiO projecto Cynatura, alvo de distinções e méritos reconhecidos, detando a diversidade morfológica e fitoquímica, aliadas senvolve e cria soluções inovadoras com assinatura no cardo, atraa uma elevada resistência e adaptação a diversos tipos vés do conhecimento técnico-científico multidisciplinar numa espécie de stresse, usando a multidisciplinariedade e a capacicom vocações e aplicações múltiplas que, ao promover a valorizadade técnico-científica instalada nas várias instituições ção nutricional e alimentar, a saúde e bem-estar, a sustentabilidade envolvidas. Para além da sua capacidade intrínseca, o ambiental e a integração social pode afirmar-se como uma cultura cardo é uma espécie que pode valorizar outras cultude futuro para muitas das regiões do nosso território. Este projeras, seja na produção especializada de cogumelos com to procura estimular o desenvolvimento de conhecimento científico propriedades exclusivas, seja na ação biocida e proteção aplicado entre departamentos e unidades orgânicas do IPV e entre de outras culturas que permitem o desenvolvimento de politécnicos, para além de outras instituições referência como uninovos produtos e conceitos agroalimentares saudáveis, exclusivos e inovadores, nutricionalmente mais evoluídos, versidades e centros de investigação a nível mundial. São exemnum processo produtivo que respeita a preservação e vaplos recentes o Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Inslorização do ambiente. tituto Politécnico de Bragança com quem estamos a caracterizar Todo este trabalho em torno do cardo está, neste preciso os pigmentos da flor que constituem uma forma de valorização e momento, a ser alvo de um estudo europeu, com o intuito reconhecimento de identidade e autenticidade de um produto, no de poder ser validado sob ponto de vista produtivo e ecocaso os Queijos DOP. nómico como uma cultura a ser apoiada em territórios com No Departamento de Mecânica da UP estudamos hoje o potenvocações similares ao nosso. Em jeito de remate não posso cial do óleo da semente em aplicações que se querem inovadode deixar de referir a criação mais recente, a cerveja de carras e promissoras e com o Departamento de Madeiras da ESTGV do, desenvolvida por um jovem empreendedor da região e à a excelência da biomassa, que acreditamos poder ter aplicações qual auguro um futuro promissor e cuja estreia mundial será interessantes fruto das suas características de leveza e resisagendada muito em breve para ser lançada na sua região de tência. Todas estas aplicações devem, em primeira instância, origem, onde as identidades se revelam….e para brindarmos poder ser valorizadas por empresas da região vocacionadas ao sucesso do Cardo! para a criatividade e inovação aplicadas que se possam traduPaulo Barracosa zir em mais e melhor emprego e dividendos económicos. Por

A pensar… nas férias… e no futuro do cardo

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5 | 6 | 7 SETEMBRO 2018 Valada do Ribatejo

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Última Hora

Carolina Deslandes e Gisela João nas Festas do Castelo em Vouzela

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arolina Deslandes e Gisela João são cabeças de cartaz da 103ª edição das Festas do Castelo, que se realiza em Vouzela, de 1 a 6 de Agosto. As maiores festas do concelho contam ainda com outras atracções, para outro tipo de públicos. A destacar, desde logo, o tradicional festival internacional de folclore, no dia 5, que este ano terá como convidados internacionais o Choreographic Ensemble da Rússia e o Gahyum Art Group da Coreia do Sul. Participarão ainda o Rancho de Vilar, de S. Miguel do Mato; o Grupo Folclórico de Castelo de Neiva, de Viana do Castelo e o Rancho Regional da Vila de Lobão, de Vila da Feira.

Sabores Tradicionais em destaque no V Encontro Gastronómico de Abrunhosa-a-Velha

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Encontro Gastronómico de Abrunhosa-a-Velha coloca novamente em destaque a gastronomia tradicional do concelho de Mangualde. A iniciativa, que já vai na sua quinta edição, realiza-se a 11 de Agosto, a partir das 17 horas, como habitualmente, no Centro da Aldeia. A sopa de barbo do Chefe João Tomé, os rojões à moda da Abrunhosa do Chefe Alfredo, o rancho à moda de Mangualde do Chefe Neca, as pataniscas com arroz de feijão da Chefe Ivone e o pão no forno a lenha e bolos de chouriço do Chefe Américo farão as delícias de todos os presentes. A entrada tem o custo simbólico de cinco euros e permitirá aos visitantes provar os vários “pratos” apresentados, bem como desfrutar de muita animação.

Queijo Serpa pode vir a entrar na Rede Europeia de Queijos

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convite da Câmara de Serpa, uma comitiva espanhola, liderada por Angel Pacheco, presidente da região demarcada do Queijo Torta del Casar DOP, esteve em Serpa para uma visita institucional. A delegação foi recebida por Tomé Pires, presidente da Câmara de Serpa. Esta visita é fruto da deslocação de uma missão empresarial que a Câmara de Serpa promoveu, no passado mês de Abril, à Feira Internacional do Queijo de Trujillo. A possível inclusão do Queijo Serpa na Rede Europeia de Queijos, a participação de produtores locais na semana da Torta del Casar DOP, em Espanha, e ainda a realização de acções conjuntas dirigidas a produtores que utilizam cardo, portugueses e espanhóis, foram os assuntos em análise. Além do presidente da região demarcada do Queijo Torta del Casar DOP, Angel Pacheco, da delegação espanhola faziam ainda parte produtores e técnicos ligados à organização da Feira Internacional do Queijo de Trujillo.

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Feira Medieval de Torre de Moncorvo 2019 já tem data e tema

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próxima edição da Feira Medieval de Torre de Moncorvo realiza-se de 26 a 28 de Abril de 2019 e tem como tema a Alquimia do Ferro. Surgida no extremo Oriente, a alquimia chegou à Península Ibérica na Idade Média. Os alquimistas procuravam a “pedra filosofal” necessária à produção de ouro a partir de metais considerados inferiores como o cobre, chumbo, estanho e o ferro. Estando situada em Torre de Moncorvo a maior jazida de ferro da Europa, faz todo o sentido que nesta edição o destaque seja a alquimia do ferro. Durante os três dias não faltarão alquimistas e recriações de todo o processo de transmutação do ferro. Com o objectivo de criar uma nova imagem para o evento, a Câmara de Torre de Moncorvo está a promover no facebook da autarquia uma votação para escolher a nova imagem da Feira Medieval. À escolha estão oito imagens que foram criadas com fotografias tiradas com um dos parceiros da Feira Medieval, o Grupo Alma de Ferro Teatro, e que têm como base uma gravura de Torre de Moncorvo com o antigo castelo medieval, retirada do Diário Ilustrado de 13 de Maio de 1874. A fotografia com mais gostos será a imagem usada para promover a próxima edição da Feira Medieval de Torre de Moncorvo. As votações encerram no dia 9 de Agosto.

Melancia do Ladoeiro a caminho da certificação DOP

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Melancia do Ladoeiro vai avançar para um processo de qualificação com Denominação de Origem Protegida (DOP), para certificar a sua origem, autenticidade e qualidade. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, durante o evento “Saberes e Tradições da Beira Baixa”, que decorreu no Ladoeiro. “A Melancia do Ladoeiro é hoje uma marca registada pela Câmara de Idanha-a-Nova e agora queremos que seja um produto certificado com DOP”, afirmou Armindo Jacinto, explicando que o objectivo é “dar aos produtores e consumidores todas as garantias da origem e características desta melancia”, protegendo-a de falsificações. Denominação de Origem Protegida é a designação regulamentada pela União Europeia para proteger os nomes dos produtos cuja produção, elaboração e transformação ocorrem numa região delimitada, com um saber-fazer devidamente reconhecido e verificado. Armindo Jacinto salienta que a Melancia do Ladoeiro, emblemática da Campina de Idanha, é reconhecida “pela sua qualidade, nível de brix (que mede a doçura da fruta) e dimensão”, que resultam das condições edafoclimáticas excepcionais em que é produzida. Apesar do ano atípico do ponto de vista climatérico, na presente campanha os produtores estão a obter resultados positivos, tendo sido comercializadas dezenas de toneladas de melancia no evento “Saberes e Tradições da Beira Baixa”.


Festival decorre a 13 e 14 de Agosto

Ten Years After actuam no Reguengos Wine & Blues

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eguengos de Monsaraz será palco de mais um grande evento, onde o vinho e a música se harmonizam. O festival ‘Reguengos Wine & Blues’ pretende ligar o blues, ao vinho que é produzido na maior sub-região do Alentejo. Algumas das melhores bandas e artistas nacionais e internacionais são chamados para este ‘casamento’, com destaque para o grupo Ten Years After, que tocaram em Woodstock no ano de 1969. O teclista Chick Churchill e o baterista Ric Lee são os únicos membros da formação original dos Ten Years After e têm agora a companhia de Marcus Bonfanti, vencedor do British Blues Award, na voz e na guitarra, e o baixista Colin Hodgkinson. A banda britânica de blues-rock está outra vez no auge e os fãs poderão ouvir os clássicos “I Woke Up This Morning”, “Love Like A Man”, “Good Morning Little Schoolgirl”, entre tantos outros. Em 2018 os Ten Years After festejam o seu 50º aniversário e para comemorar, a banda escreveu e gravou um novo álbum de estúdio, intitulado “A Sting In The Tale”. O festival conta ainda com a presença de Vítor Bacalhau, que foi o terceiro classificado no European Blues Challenge 2018, e Velma Powell que trás consigo o seu repertório de Chicago Blues dos anos 40, 50 e 60, que atuam no dia 13. Já no dia 14, para além de Ten Years After, o palco receberá Julian Burdock e Danny del Toro, Burdock com a sua guitarra e voz inconfundível, misturadas com a harmónica de del Toro. O evento acontece no Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz, a partir das 22 horas, dias 13 e 14 de agosto. www.gazetarural.com

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Diz o presidente da Câmara de Viseu

Cidade de Viseu

“ficará para a história do Europeade”

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iseu recebeu o Europeade, o maior festival de folclore Europeu, e “ficará para a história” deste evento, considerou o presidente da Câmara de Viseu, sublinhando que o saldo dos quatro dias de folclore, que envolveu cerca de 100 mil pessoas, “é extremamente positivo”. “O que senti hoje é que Viseu ficará para a história do Europeade. O secretário-geral dizia que, provavelmente, terá sido o melhor evento que já houve na história, isto significará que estes grupos nos próximos anos, para além da imagem positiva que levam para suas casas vão, no seio do próprio Europeade, falar sempre nesta referência que Viseu é”, congratulou-se Almeida Henriques. No balanço dos quatro dias oficiais de festival, o autarca não escondeu o orgulho pela forma como o evento decorreu e assumiu que Viseu “passará sempre a ser uma referência enquanto patamar de excelência” em organizações futuras deste festival europeu de folclore. “E isso também é bom, porque as pessoas vão valorizar a cidade como tal, esta dinâmica de entrosamento, a simpatia das pessoas, a gastronomia, o vinho, enfim, toda esta componente que valoriza Viseu”, acrescentou. O vereador da Cultura e Turismo complementou que “Viseu poder-se-á tornar lendária do ponto de vista da relação afectiva dos grupos com o próprio festival” e considerou que um dos contributos do evento, “à margem da dimensão estritamente cultural, é o empurrão do ponto de vista da internacionalização do destino Viseu”. “Nós passaremos a contar com milhares de embaixadores em países e mercados de origem de turistas que nos interessam, que valorizam o património, que valorizam cidades como Viseu como é o caso de França, Alemanha, os países nórdicos e, portanto, passaremos a ter aqui uma difusão da marca Viseu que muito dificilmente alcançaríamos de outra forma”, assinalou Jorge Sobrado. O Festival Europeu de Folclore, que já não se realizava em Portugal há 26 anos, explicou o presidente da câmara, “tem neste momento um saldo extremamente positivo, porque ninguém falava em Europeade em Portugal e, neste momento, já há outras cidades que se começam a posicionar” para organizar o festival no futuro. O evento mobilizou, no decorrer de quase cinco dias, “cerca de 100 mil pessoas”, adiantou o autarca, sublinhando que “foi o maior evento que Viseu já teve, fora da Feira de São Mateus que é um evento que já tem o seu próprio ritmo”. O autarca disse que, segundo estimativa da polícia aquando do cortejo dos 206 grupos participantes, que se prolongou por quase dois quilómetros, “estiveram cerca de 50 mil visitantes a apreciar o desfile”.

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