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Ano 6 - n.º 79 - setembro 2021
Preço 0,01€
Mensal
Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida
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Autárquicas 2021
Págs. 13 à 19
Entrevista
Peso da Régua
Vila Real
Reportagem
Armamar
Mário Zambujal:
Festival Douro Rock Norberto Mourão Boas expetativas para a conquista bronze nos vindima deste ano jogos Paralímpicos
Feira da maçã regressa ao concelho
> Págs. 4 e 5
> Pág. 6
> Pág. 25
“O que está na ordem do dia marca início é a crescente independência das mulheres face aos do pós pandemia cavalheiros”
> Pág. 22
> Pág. 24
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
Editorial Miguel Almeida Diretor VivaDouro
SUMÁRIO: Entrevista Páginas 4 e 5 Peso da Régua Página 6 São João da Pesqueira Páginas 7, 27 e 28 Armamar Páginas 8,12 e 25
As possíveis alterações nos Municípios da CimDouro Numa rápida análise sobre aquilo que as sondagens nos mostram, verificamos que na esmagadora maioria dos municípios tudo ficará igual. Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Murça, Régua, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real poderemos dizer, com algum grau de certeza, que tudo ficará igual, ou seja os partidos que estão no poder, voltarão a ganhar as eleições. Em Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas, está atrás na sondagem, e poderá perder a liderança do município. Quanto a Lamego, poderemos assistir, com alguma probabilidade, ao regresso de Francisco Lopes. Em Mesão Frio e Moimenta da Beira, apesar da mudança de presidente, o PS deverá continuar a liderar os respetivos concelhos, sendo certo que a probabilidade é maior em Moimenta. Em Penedono, também com alteração de presidente, o PSD, deverá manter a liderança do concelho. Sabrosa, provavelmente será a grande alteração da noite eleitoral, Mário Varela deverá ganhar o município para o PSD. Finalmente, em Torre de Moncorvo, apesar de Nuno Gonçalves estar na frente, tudo poderá acontecer. Apesar de todas estas indicações, a verdadeira sondagem será no dia 26. E, como sempre acontece, o povo será soberano. Vamos aguardar pelo veredicto final.
PRÓXIMA EDIÇÃO 27 DE OUTUBRO
Carrazeda de Ansiães Página 10
Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivadouro.org POSITIVO Os turistas estrangeiros estão de regresso, em força, ao Douro, com destaque para os brasileiros e norte-americanos
Alijó Página 11 Destaque Páginas 13 a 20 Sabrosa Página 21 Vila Real Página 22 Lamego Página 23 Reportagem Página 24
NEGATIVO Morte de Jorge Sampaio. O ex-Presidente da República morreu neste mês de setembro aos 81 anos.
Região Página 29 Opinião Página 30 Lazer Página 31
Luís Braga da Cruz Engenheiro Civil Jorge Sampaio e o Douro
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Sobre o Presidente Jorge Sampaio, praticamente tudo o que podia ter sido dito sobre esse grande português e humanista já foi reportado na comunicação social. Porém, não quero calar a grande admiração que tinha por ele, em especial porque não vi referida uma característica do seu pensamento político - o ser sensível às questões do desenvolvimento e ser favorável à autarquia regional. Jorge Sampaio dizia que era a favor da soberania descentralizada, porque Portugal, para se afirmar plenamente, não podia prescindir de nenhum dos seus cidadãos por mais humilde que fosse, nem do contributo de qualquer parcela do seu território. Foram muitos os momentos em que me cruzei com Jorge Sampaio. Promoveu debates sobre a interioridade em Bragança. Sensibilizou o chefe de Estado espanhol para a importância ibérica da navegabilidade do Douro. Acompanhou a cooperação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza. O que mais lhe tenho a agradecer foi ter salvo o vasto pacote legislativo sobre energia, ratificando-o em final de 2001, quando o último governo de António Guterres já estava em gestão corrente. O Presidente da República reconheceu a legitimidade da iniciativa, a coberto de uma anterior Resolução do Conselho de Ministros1, que explicava a coerência política das medidas a implementar e fora aprovada com o governo em plenitude de funções. Desse pacote fazia parte a Lei que mais estimulou as energias renováveis em Portugal2. Tive o privilégio de com ele ter privado, guardando uma grata recordação. Lembro um episódio duriense, que remete para a sua atitude. Jorge Sampaio inaugurava a Ponte da Ermida,
entre Baião e Rezende. Esta ponte levara muito tempo a definir: acertar a solução global, elaborar o projecto com o apoio do Serviço de Pontes da JAE, combinação de financiamentos (PIDDAC do Ministério do Planeamento, FEDER do PO Regional, contributo dos dois municípios), conciliação regional entre municípios para comprometer mais de 2 milhões de contos de investimento. No dia da inauguração, uma enorme concentração de população dos dois concelhos espalhava-se pelas colinas adjacentes, numa manifestação invulgar de grande satisfação, a que Jorge Sampaio foi sensível. Em determinado momento, interpelou-me: "Não compreendo o que aqui se passa. Na semana passada, inaugurei a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa, e garanto-lhe que não encontrei tanto entusiasmo!" Limitei-me a dizer: "Senhor Presidente, isto só prova que há um claro reconhecimento da importância desta ponte para as populações dos dois concelhos". Acontece que, de acordo com estudos feitos à época pela CCRN, os quatro concelhos com piores indicadores sociais e económicos do Norte, eram justamente Baião e Mesão Frio (na margem direita do Douro) e Rezende e Cinfães (na outra margem), isto é, num troço do Douro de 30 km, entre Mosteiró e a Régua, sem qualquer atravessamento. Tratou-se de um claro exemplo de como uma ponte pode reduzir o isolamento. E as populações compreenderam-no. O País perdeu um dos seus melhores e eu um amigo clarividente. 1 Resolução de Conselho de Ministros 154/2001, de 27 de Setembro. 2 DL 339-C/2001, de 29 de Dezembro, sobre a remuneração diferenciada por tecnologias e regimes de exploração das energias a partir de fontes renováveis e estimulando o pagamento de rendas a municípios
Registo no ICS/ERC 126635 | Número de Registo Depósito Legal: 391739/15 | Diretor: Augusto Miguel Silva Almeida (TE-241A) miguel.almeida@vivadouro.org Tlm.: 916 430 038 | Diretor Adjunto: Carlos Almeida | Redação: Carlos Almeida carlos.almeida@vivadouro.org Tlm.: 912 002 672 | Departamento comercial: Carlos Rodrigues Tel.: 962 258 630 / 910 599 481 | Paginação: Rita Lopes | Administração e Propriedade do título: Vivacidade, Sociedade de Comunicação Social, S.A. Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4510-698 Fânzeres | Administrador: José Ângelo da Costa Pinto | Estatuto editorial: www.public.vivadouro.org/vivadouro | NIF: 507632923 | Detentores com mais de 5% do capital social: Lógica & Ética, Lda., Augusto Miguel Silva Almeida e Maria Alzira Rocha | Sede de Redação: Avenida Barão de Forrester, nº45 5130-578 São João da Pesqueira | Sede do Editor: Travessa do Veloso, nº 87 4200-518 Porto | Sede do Impressor: Av.ª da Republica nº6 1º Esq. 1050-191 Lisboa | Colaboradores: André Rubim Rangel, António Costa, António Fontaínhas Fernandes, Beatriz Oliveira, Freire de Sousa, Gilberto Igrejas, Guilhermina Ferreira, José Penelas, Luís Alves, Paulo Costa, Ricardo Magalhães, Sandra Neves e Sílvia Fernandes. | Impressão: Luso Ibéria | Tiragem: 10 mil exemplares
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
Entrevista Foto: DR
MÁRIO ZAMBUJAL
“Oferecer aos outros a tolerância que evita arrelias e zangas” Texto: André Rubim Rangel
Com 85 anos de idade e sendo Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, é esse o feito de vida que mais o orgulha e/ou que outros mais? Porquê? Nunca usei na lapela a honrosa condecoração e, não fossem as indiscrições jornalísticas, poucos saberiam que me fizeram “comendador”. De qualquer modo, recordo como momento especial o 10 de Junho em que recebi, de Ramalho Eanes e Mário Soares, os símbolos de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Não esperava tal coisa. Indo à gaveta da sua memória, recorde-se e conte-nos dois episódios de vida: um, qual o momento mais caricato que viveu; e, outro, qual o mais surpreendente… Difícil é escolher uma surpresa quando elas são a marcha dos dias – e rara é a data que me poupa a novidades amargas, por vezes em rodapés de TV noticiando o fim de vida de pessoas das minhas relações e amizade ou que à distância, admirava. Na minha idade, já não devia surpreender-me, mas custa.
É alentejano de raízes. Além da sua região escolheria, por exemplo, o Douro para viver? Qual o motivo? Li num jornal de referência nacio- O Douro seria uma excelente esconal, em 2009, que o descreviam lha pelas paisagens e, sobretudo, como “sedutor, amante da noite pela cordialidade dos durienses. e dos seus prazeres, o eterno bom vivant”. Concorda e ainda se sente Que semelhanças e diferenças – a como tal? São imagens que gosta- níveis paisagísticos, gastronómiria que se associassem sempre a cos e de desenvolvimento – consegue traçar entre Douro e Alensi? Há jornalistas que, por vezes, são tejo? uns exageradões. É certo que du- O Alentejo, na sua extensão, oferante largos anos vivi intensamen- rece diferentes tipos de paisagem te as noites – também por exigên- mas a belíssima região do Douro cias profissionais, dado trabalhar cativa qualquer visitante. Das miem jornais matutinos que me retinham até alta madrugada. Concordo, sempre que disponível, embalava em noitadas com grupos de amigos de hábitos e gostos semelhantes. Quanto a sedutor, só por piada, confesso-me antes seduzido por múltiplos encantos de meninas e senhoras com quem tive o privilégio de conviver. Aos 85 mantenho gosto pelo divertimento desde que não me obrigue a esforços físicos. De caricata será a vertigem com que se substitui gente pela frieza de maquinaria.
nhas não muitas deslocações ao Douro, poderei dizer que sempre saí com intensão de voltar. Antes de ser mais conhecido como escritor foi jornalista desportivo na Imprensa e na RTP. E, depois, jornalista de espetáculos na Se7e, que fundou e dirigiu. O que mais gostava de fazer nessas áreas e o que as caracteriza, distinguindo-as de outros jornalistas? São géneros jornalísticos a que se pode chamar de especialidade. Fiz o que haveria a fazer por esse tempo mas já não tenho interesse em repetir essas experiências.
"recordo como momento especial o 10 de Junho em que recebi, de Ramalho Eanes e Mário Soares, os símbolos de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique"
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VIVADOURO
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Entrevista
Considera que esse tipo de sátira seria aceite hoje em dia ou que tipo de censura(s) enfrentaria? De que modo? Julgo que está respondido. Tratavase de histórias de ficção e não de crónicas abrangendo gente da política, nada que justificasse prenderem-me. Há décadas que é presidente do Clube de Jornalistas. Como vai sendo e sobrevivendo este clube, perante as dificuldades do associativismo? O Clube de Jornalistas passa por dificuldades óbvias para cumprir objetivos antigos com os Prémios Gazeta que contemplam trabalhos de qualidade. Mas está em preparação a entrega dos Prémios 2018/2020. E vamos continuar.
Foto: DR
Mas a sua atividade jornalística começou, em adolescente, no semanário satírico «Os Ridículos». Chegou a ter problemas com a PIDE ou outras instâncias? Quem eram os grandes “ridículos” de então? Por essa altura eu vivia no Algarve (Faro), era ainda rapaz e escrevia contos, ao que parece divertidos. Nada mais. Estranho seria que me incomodassem por tão pouco.
"Reconheço a importância das novas tecnologias para avanços da humanidade, mas deploro os efeitos da desumanização"
Até, noutro sentido, temos o afamado arroz “malandrinho”… O arroz malandrinho é saboroso. Tem um certo carácter, é um arroz simpático. Pegando noutro livro seu, «Primeiro as Senhoras», o que é feito do cavalheirismo de antigamente? O que há a melhorar no ensino-aprendizagem das boas maneiras? O que está na ordem do dia não é o cavalheirismo de antigamente mas a crescente independência das mulheres face aos cavalheiros.
O primeiro de 17 livros foi há 41 anos e continua imortalizado pela série na televisão, anos depois de ter estado no cinema. A produção é sempre fiel à sua criação? São linguagens diferentes. Um filme ou uma série não podem seguir Sente-se uma pessoa supersticioa par e passo a narrativa do livro. sa ou crente em poderes sobreParece um paradoxo: ser “bom” e naturais? Dado dedicar e explorar ser “malandro”, ao mesmo tem- um livro sobre os talismãs… po… Continuam a haver muitos ou Não sou supersticioso mas evito sipoucos “bons malandros”? Quais tuações que dão azar. os principais, para si, na atualidade? E olho a outro ainda: «Já não se O termo “malandro” tem vários escrevem cartas de amor». Sente sentidos, como indolente, mali- falta delas? Considera que a intercioso para com as mulheres e de- net e o digital foram prejudiciais linquente. Continuam a não faltar para extingui-las ou há, ainda, ouexemplos de todos estes géneros. tros fatores por detrás?
Não há como as velhas cartas manuscritas, a caligrafia dava-lhes o cunho pessoal que nenhum teclado transmite. É avesso às modernidades tecnológicas ou simples conservadorismo, por não escrever ao computador? Reconheço a importância das novas tecnologias para avanços da humanidade, mas deploro os efeitos da desumanização. As máquinas tendem a eliminar o convívio entre as pessoas.
Nessa altura, referiu continuar a escrever. Pode desvendar-nos um pouco – para aguçar o apetite – sobre a sua próxima obra em mãos? É também de ficção? Sim, um novo livro será na linha dos anteriores, história de ficção refletindo um estilo de escrita e, enfim, a personalidade do autor.
Onde vai buscar a inspiração para a sua prosa original e inconfundível? A essa inesgotável fonte que é o ser humano. Para retratar ou caricaturar o ser humano com as suas Homenageado no «Festival da Es- extraordinárias diferenças e semecritaria», em 2020, afirmou: “não lhanças, não há limites para imagihá máquina que substitua um nar histórias. abraço”. Verdade, mas ainda há muita gente – mesmo familiares Por fim, peço-lhe uma mensagem entre si – receosos em se abraçar do género “conselho” a fim de podermos ser todos bons vivants por causa do contágio… E agora? A pandemia é acidente de percur- desta vida e da que virá… so e não apaga os bons princípios. Aconselharia – e aconselho-me a Hoje escreveria o mesmo que dei- mim próprio – a suportar sem azexei em Penafiel, numa edição da dume as pequenas contrariedades «Escritaria» que ficou como acon- de cada dia e a oferecer aos outros tecimento memorável na minha a tolerância que evita arrelias e zangas. vida.
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SETEMBRO 2021
Régua
Um beliscão de casa cheia Texto e Foto: Carlos Almeida
Não cremos que a realidade dos festivais de verão, no futuro, seja a que se viveu na edição deste ano no Douro Rock, mas, se for, então o teste não podia ter corrido melhor.
O que dizem os artistas? "Nunca tinha vindo tocar aqui, tinha estado na Régua apenas numa viagem com os meus pais em criança. Ao chegar aqui, a forma como somos recebidos (vocês aqui sabem mesmo receber as pessoas), tornou este dia ainda mais especial e não temos vontade nenhuma de ir embora" - Cassete Pirata
"Belisquem-me para acreditar que estamos de volta ao palco", o "pedido" foi feito por Samuel Úria, o músico tondelense que subiu ao palco do Douro Rock na primeira de duas noites com casa cheia no festival que se deslocou da Beira Rio, para o coração da cidade reguense, num espaço onde a segurança sanitária foi uma preocupação constante da organização. Público sentado, colaboradores a fazerem entregas de comida e bebida no lugar do espectador, que fazia a sua encomenda usando a aplicação do festival, medição de temperatura na entrada, dispensadores de gel desinfetante no recinto, regras de circulação e, saída no final orientada pelo staff. Se na organização tudo correu bem, no palco as coisas correram ainda melhor. Depois do arranque dado pelos Cassete Pirata, o palco encheu-se com a atuação de Samuel Úria que deixou "em crédito" alguns "beliscões" e "abraços" ao público, "que as regras de afastamento não permitem agora". No final, confrontado com essa dívida, pela nossa reportagem, riu, afirmou que foi uma expressão do momento,
"incentivada pela fantástica reação que ia recebendo do público durante a atuação. Mas que será para cumprir assim que surja a oportunidade". Para fechar a primeira noite da melhor forma o palco ficou entregue aos The Gift, que levaram o público ao êxtase, numa viagem pela discografia da banda liderada por Sónia Tavares. Na segunda noite as honras de abertura foram para NEEV, o artista mais votado pelo público no Festival da Canção 2021, com o tema “Dancing in the Stars”. O músico e compositor apresentou o álbum de estreia “Philosotry”, produzido pelo reputado Larry Klein. Após um hiato de 22 anos, os Três Tristes Tigres voltaram ao ativo e foram o segundo nome da segunda noite no palco do Douro Rock. Ana Deus e Alexandre Soares apresentaram “Mínima Luz”, o novo trabalho da banda que se situa entre o experimentalismo e a pop menos óbvia. A noite, e o festival, encerrou em grande festa com os GNR e a celebração de quatro décadas de estrada para a banda de Rui Reininho e companhia. Ao longo de mais de uma hora de es-
petáculo ouviram-se vários sucessos da banda portuense como Dunas, Popless, Asas, entre muitos outros. Miguel Candeias, da organização, em declarações ao nosso jornal no final do festival mostrava-se bastante satisfeito com o sucesso alcançado. “Foram duas noites muito boas onde pudemos voltar a celebrar a música portuguesa em palco. Duas noites de casa cheia que superaram as nossas expectativas”. Numa edição marcada pelas regras impostas pelas autoridades de saúde, Miguel Candeias destacou ainda o papel do público que “cumpriu rigorosamente todas as regras, contribuindo também para o sucesso destas duas noites”. De destacar ainda, nesta edição, a vertente tecnológica com enfoque na aplicação disponibilizada aos portadores de bilhete, através da qual podiam fazer pedidos de comida e bebida, aceder aos horários das atuações, entre outras facilidades, e na projeção de Video Mapping, da responsabilidade da Feeders, que proporcionou momentos de animação visual nos intervalos das atuações.
"Voltar à Régua é sempre um prazer porque isto é belíssimo e estamos aqui rodeados de tanta beleza que até é um disparate, apetece estar a tirar fotografias de 360 graus. Tínhamos muito boas memórias da nossa anterior passagem pelo Douro Rock e, sem qualquer falsa modéstia, recebi muitas mensagens depois do concerto aqui, há pessoas com quem comecei a falar depois de estar neste festival, por isso foi um reencontro muito positivo com este público" - Samuel Úria "Eu adoro este tipo de locais. Não muito longe daqui tenho um local onde me refugio a escrever. Toda esta envolvência com os montes e o rio que espelha o que se passa à volta é a minha praia, sinto-me em casa e tocar nestes locais é sempre especial" - NEEV "Gostamos muito desta zona, ultimamente temos andado por perto, quer aqui na Régua quer em Vila Real, com a grande vantagem de aqui se comer muito bem. É uma zona forte, em que se sente o ambiente, que tem uma personalidade forte e que parece que nos prende, tal é a falta de vontade que temos em ir embora." - Três Tristes Tigres
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A ESPRODOURO - Escola Profissional do Alto Douro, de S. João da Pesqueira, foi nomeada finalista da categoria Melhor Projeto Educacional da edição 2021 dos prémios, com o projeto AB@PINTA ESPRODOURO: Atitude e Felicidade, nos Hospitality Education Awards, um evento organizado pela Associação Fórum Turismo. Este projeto foi selecionado pelo júri deste prémio, Turismo de Portugal, I.P,
S. João da Pesqueira
Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com Cursos na área do Turismo (RIPTUR) e Organização Mundial de Turismo (OMT). A cerimónia acontece dia 27 de setembro, no Dia Mundial do Turismo, no Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, às 18h30.
Foto: DR
Unidade Móvel de Saúde O Município de S. João da Pesqueira informa que a Unidade Móvel de Saúde reiniciou a sua atividade, desde o dia 13 de setembro. Depois de um período de suspensão do serviço devido à pandemia, a autarquia procedeu à contratação de uma profissional em enfermagem e a uma necessária intervenção à estrutura e mecanismos de apoio da carrinha da UMS, que está agora em condições de reiniciar a sua atividade, de forma a colmatar as dificuldades sentidas pela população, principalmente a
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Foto: DR
ESPRODOURO nos finalistas dos Hospitality Education Awards
VIVADOURO
mais idosa, com maior grau de vulnerabilidade, dificuldade de mobilidade e isolamento, onde o povoamento é muito disperso e com algumas dificuldades de acesso, em que se assiste a uma quase total concentração de serviços na sede do concelho. A UMS tem por base a acessibilidade e a proximidade à população, deslocando-se a todas as localidades do município. Consulte o calendário da passagem da UMS na sua freguesia em www.sjpesqueira.pt
UVA - Universidade Vida Ativa inscrições abertas para o ano letivo 2021/2022
A cerimónia de abertura do ano letivo 2021/2022, decorrerá no dia 30 de setembro, às 14h30, na Biblioteca Municipal de S. João da Pesqueira. O Município assegurará, como em anos anteriores, o transporte gratuito para a frequência das atividades.
Foto: DR
A UVA - Universidade Vida Ativa, de S. João da Pesqueira, vai iniciar o ano letivo 2021/2022, no dia 6 de outubro de 2021. Os interessados em ingressar na UVA podem efetuar a sua pré-inscrição através dos seguintes contactos: (Via e-mail indicar nome completo e contacto telefónico) E-mail - uva@sjpesqueira.pt Telemóvel - 969727267 (UVA) 963648413 (Paula Vila Real) 969727267 (Susana Carvalho)
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
Armamar
Há quantidade e qualidade, falta beleza
Em Armamar a campanha da maçã 2021 traz um sabor agridoce aos fruticultores, se em termos de quantidade e qualidade não há preocupações, o granizo deixou marcas nos frutos que perderam valor de mercado. Maurício Fonseca é fruticultor em Armamar, local onde recebeu a nossa reportagem. O produtor começa por afirmar que “em termos de quantidade é um ano bom, a maçã está com um calibre muito bom, em termos de qualidade é que as coisas são diferentes. Se continua a ser uma maçã suculenta e doce, apresenta várias marcas deixadas pelo granizo, o que prejudica na hora da comercialização. Se tivermos que fazer uma análise mais geral, este é um ano mau para a maçã”. Entre olhares que se vão perdendo nas linhas dos pomares, Maurício Fonseca faz contas ao prejuízos provocados pelo granizo. “Tentamos remediar a situação com gastos avultados, fizemos uma monda nos pomares a retirar tudo aquilo que estava mais danificado, até porque a maior parte dos pomares não estavam mondados e, como tal, deu para se tirar o que estava mais afetado ficando as maçãs mais sãs. Ao fazermos a monda passamos manualmente por cada árvore e retiramos as maçãs mais danificadas, todas as que ficaram têm qualidade e boas características de conservação, o único problema é mesmo o aspeto visual”. A somar ao acréscimo de custos que esta campanha tem, há ainda o fator da queda do valor comercial da maçã. A fraca aceitação que a fruta marcada tem no consumidor leva a que as grandes cadeias revejam o seu preço
em baixa, mais ainda num ano em que a maçã regista um grande volume nos mercados externos, potenciando a importação. “Agora temos o fator aceitação, por parte do consumidor, porque este ano, sendo um ano de quantidade, os preços são logicamente mais reduzidos, a famosa lei da oferta e da procura. O granizo, que já referi, que também retira algum valor ao fruto tendo em conta que a maçã não fica tão bonita como as pessoas estão habituadas. Estamos na expectativa do que se vai passar, ficando a aguardar também para ver a fruta que é importada, que irá também influenciar o preço”.
como não gostam de ter fruta menos bonita nas suas prateleiras, vão buscar maçã a Espanha, disponibilizando ao consumidor um fruto que em termos de paladar, comparando com o nosso, é bastante mais fraco. O consumidor é mesmo aquele que mais fica a ganhar porque pode comer uma maçã com a mesma qualidade de sempre mas a um preço mais baixo, mas é preciso passar essa mensagem às pessoas. Uma prova do que defendemos em relação à qualidade das nossas maçãs em comparação com os nossos vizinhos espanhóis é que eles vêm cada vez mais ao nosso território comprar
> Na foto: Maurício Fonseca
> Na foto: José Osório
Para o produtor armamarense é nos hipermercados que o cenário pode mudar. Maurício Fonseca defende que nas grandes superfícies deveriam ser disponibilizadas ao consumidor provas do fruto, de forma a que este conseguisse perceber que, se lhe falta beleza, à maçã de Armamar sobra doçura e suculência. “Nos hipermercados, por exemplo, que são quem acaba por ditar o preço do produto, podiam ser dadas provas ao consumidor fazendo este entender que a qualidade está lá, mesmo não havendo essa beleza. O problema é que,
maçã para a produção de cidra, para a tornar mais doce porque a maçã que eles produzem é muito ácida. Ora, se isto acontece fica evidente que o nosso consumidor se deixa “enganar” apenas pelo aspeto visual do fruto nas prateleiras dos hipermercados”. As mesmas ideias são defendidas por José Osório, presidente da Associação de Fruticultores de Armamar e da Cooperativa de Fruticultores, que classifica este ano como “razoável”. “As expectativas para esta campanha são razoáveis. O granizo prejudicou boa parte da nossa produção, mas nas zo-
nas não afetadas, as expectativas são boas. Numa produção normal teríamos 90 a 100 mil toneladas, contudo este ano cerca de dois terços da área sofreu com o granizo. Não podemos desistir e estamos neste momento a trabalhar numa solução para evitar futuras situações semelhantes”. A solução que José Osório fala são as “torres anti granizo” que já começaram a ser instaladas no concelho de Armamar e que em breve estarão em funcionamento, de forma a evitar que nos anos vindouros tais situações se repitam. “Trata-se de um investimento de cerca de 2 milhões de euros que irá instalar uma série de torres anti granizo no nosso concelho. Vão ser montadas um total de 46 torres, sendo que cada uma abrange uma área de 80 hectares, de forma a evitar futuros problemas, tendo em conta as alterações climatéricas que têm provocado cada vez mais episódios destes. Há outras soluções, como a colocação de redes mas esse é um processo mais longo e moroso pelo que a nossa aposta passa por estas torres”. De regresso à campanha deste ano o dirigente associativo reafirma que Maurício Fonseca já havia dito à nossa reportagem, o aspeto da maçã irá influenciar negativamente o preço e promover a importação. “Esta maçã não dá para exportar mas o seu sabor, as suas qualidades. permanecem lá. Contudo, como diz o ditado, “os olhos também comem” e as grandes superfícies não querem o produto nestas condições, acabando por importar maçã de Espanha, França ou Polónia. Seria um ano ótimo de produção se não tem acontecido o granizo. Temos os seguros mas não compensam as perdas, servem apenas para minimizar os prejuízos”.
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
Carrazeda de Ansiães
Esperados mais de 300 participantes no Ansiães Douro Trail 2021 A prova de Trail Running é apadrinhada pelos maratonistas Flor Madureira e João Oliveira e Integra a Taça de Portugal de Trail 2021. No dia 10 de outubro realiza-se, em Carrazeda de Ansiães, o Ansiães Douro Trail (ADT) 2021, uma prova de Trail Running, organizada pelo município em colaboração com a PORTUGALNTN, e certificada pela Associação de Trail Running de Portugal (ATRP), que integra a Taça de Portugal de Trail 2021. Esta é já a quarta edição de um evento que junta ao seu caráter desportivo uma forte componente turística de descoberta de um território com paisagens únicas, dando a oportunidade aos participantes e à assistência, de conhecer o Castelo de Ansiães e o Alto Douro Vinhateiro, classificado pela UNESCO como Património Mundial. São esperados mais de 300 participantes nas três modalidades que integram o evento, que se desenvolve nos trilhos, caminhos rurais e estradões do concelho de Carrazeda de Ansiães: • ADT29K com a distância aproximada de 29km com desnível positivo acumulado de 888m e com desnível negativo acumulado de 888. • ADT16K com a distância aproximada de 16,4 km com desnível positivo acumulado de 475m e com desnível negativo acumulado de 475.
• Caminhada pedestre, sem intuito competitivo, com uma distância aproximada de 10,9km com desnível positivo acumulado de 277m e com desnível negativo acumulado de 406m. “Este evento é já uma marca no concelho de Carrazeda de Ansiães, no último ano tivemos 300 participantes distribuídos pelas três modalidades da prova” refere João Neves da PORTUGALNTN. A primeira fase de inscrições decorreu até 14 de setembro, o custo é reduzido: 10 € para se inscrever na ADT29K; 8 € para a ADT16K; e 5 € para a inscrição na Caminhada. Valores que aumentam em 2 €, em qualquer uma das modalidades, na segunda fase da inscrição, que decorre de 15 a 27 de setembro. João Neves acredita que, para além da componente desportiva, este evento é uma excelente oportunidade para conhecer Carrazeda de Ansiães. “A caminhada, não sendo uma prova de competição, é um momento que permite aos participantes sentir o território, percorrendo Trilhos que promovem a paisagem, o património e a cultura local”, refere. Do ponto de vista desportivo e pelo facto desta prova integrar a Taça de Portugal, o Ansiães Douro Trail atrai atletas de todo o país e também da vizinha Espanha, com especial incidência nas regiões de Trás-os-Montes e alto Douro, Alto Tâmega, Porto e zonas de Viseu e Aveiro.
Concerto Mátria Língua por Ana Laíns encerra “Verão em Carrazeda” O evento Verão em Carrazeda fechou com chave de ouro, com o concerto intitulado Mátria Língua da fadista Ana Laíns no Auditório do Centro de Inovação Tecnológica Inovarural de Carrazeda de Ansiães (CITICA) , no dia
31 de agosto. Além de ser o concerto que encerrou as festividades foi também um concerto de comemoração dos 20 anos de carreira da cantora, que decidiu com a sua música homenagear vários
poetas portugueses. O evento Verão em Carrazeda levou à vila transmontana um vasto número de atividades que foram desde uma mostra de produtos locais, que contou com a presença de 13 produtores lo-
cais na Praça do Município, bem como atividades desportivas como escalada, slide e uma caminhada que juntou mais de 50 participantes num percurso de 12 quilómetros entre o Castelo de Ansiães e a freguesia de Linhares. Foto: DR
Foto: DR
SETEMBRO 2021
VIVADOURO
Chegou ao fim a iniciativa cultural “Sons no verão”
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Alijó Foto: DR
O espetáculo de Isabelle Furtado, em Sanfins do Douro, encerrou a iniciativa “Sons no verão” que voltou a dar vida a vários espaços públicos do Concelho de Alijó. Durante os meses de julho e agosto, o Município de Alijó promoveu uma programação ao ar livre, descentralizada e responsável, em todas as freguesias do Concelho.
O público encheu o Jardim da Carranca, sempre em cumprimento das recomendações da DGS, para ouvir o concerto de encerramento do “Sons no verão”. Além de espetáculos musicais, esta iniciativa também proporcionou teatro de rua que animou os fins de tarde de várias localidades. A programação estendeu-se por todas as Freguesias do Concelho e incluiu a
atuação da Banda Filarmónica de São Mamede de Ribatua, Homem ao Mar, Rancho Folclórico “O Plátano” de Alijó, Carla Silva e Cristiano Ramos, Cassandra Cunha, Isabelle Furtado, Entre Pedras e Pedros - Teatro de Rua e o XII Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo 2021”. Ao apostar na descentralização destes eventos, os “Sons no Verão” levou cultura a todos
os públicos, fazendo chegar a todos uma oferta segura e responsável, num ano em que as festas e romarias estão proibidas até ao final do verão. A peça de teatro “Histórias da Vermelhinha” com o Grupo de Teatro Filandorra - Teatro do Nordeste, teve de ser adiado por motivos alheios ao Município, sendo que a nova data será anunciada em breve.
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Armamar
Candidaturas abertas ao Porta 65 Jovem Foto: DR
Estão abertas as candidaturas ao Programa Porta 65 Jovem. O período decorre de 13 até 30 de setembro às 17 horas (hora de Portugal Continental). A equipa técnica do setor de desenvolvimento social da Autarquia está disponível para prestar a informação necessária aos interessados e até ajudar na submissão das candidaturas.
Está aí o regresso às aulas Nos próximos dias vão ter lugar as primeiras ações de arranque do ano escolar 2021/2022, com iniciativas dirigidas a alunos e encarregados de educação. O Agrupamento de Escolas de Armamar disponibilizou na sua página na Internet uma breve mensagem, bem como o calendário de apresentações para cada um dos ciclos de ensino e respetivas turmas. Também na Câmara Municipal se ultimam os preparativos.Os serviços de educação têm estado a receber os
pedidos de apoio no âmbito da ação social escolar. Todos os intervenientes no funcionamento das escolas do município desejam que se retome a normalidade, depois de dois anos fortemente perturbados pela pandemia da COVID-19. Isso não significa, no entanto, que se abandonem os procedimentos de combate à pandemia. A bem da saúde de todos ainda não é possível fazê-lo. Vamos acreditar, e fazer por isso, que rapidamente chegaremos à normalidade possível.
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Destaque Autárquicas 2021
O VivaDouro apresenta nesta edição uma sondagem elaborada pela Multidados, onde poderá ficar a conhecer a projeção para as Autárquicas 2021
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Projeto BUPi (Balcão Único do Prédio) arrancou em Sabrosa seus direitos de propriedade. Para isso precisa de fazer o registo na Conservatória do Registo Predial, que será gratuito ao apresentar a localização da sua propriedade, obtida através do BUPi. Deve fazer o registo também porque o registo na Conservatória é obrigatório quando se pretende comprar ou vender um terreno e porque, desta forma, está a ajudar na gestão do território rústico português, contribuindo para a prevenção de incêndios no nosso país. O registo pode ser feito de forma gratuita, se apresentar a representação gráfica georreferenciada obtida através do BUPi, pelo período de 4 anos a contar da data de adesão do município ao BUPi. Este serviço também estará disponível online em bupi.gov.pt a partir da mesma data.
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Sabrosa Foto: DR
A abertura do Balcão Único do Prédio – BUPi no concelho de Sabrosa aconteceu no passado dia 06 de setembro. Este serviço funcionará no Balcão Único da Câmara Municipal de Sabrosa entre segunda e sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, pretendendo reunir informação sobre as propriedades e os seus donos, permitindo aos proprietários fazer a georreferenciação e o registo dos seus terrenos, de forma a mapear e entender o território português e transformar esse conhecimento em valor para todos. Se é proprietário de terrenos, deve fazer este registo de forma a garantir os seus direitos de propriedade, uma vez que a inscrição dos terrenos nas Finanças (Autoridade Tributária e Aduaneira) não é suficiente para garantir a proteção dos
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Abertura da Exposição 'Das Sombras do Douro e das Serras Natais até aos Reflexos do Oceano' res Carneiro gasta-se pintando a terra, os cais de barcos, o amor à vida... As suas obras comunicam diretamente com generosidade as emoções e a energia, trabalhando sobre as cores e as linhas, a fim de dar movimento e vida às suas obras. Descendente de famílias vinicultoras, Manuela começou a pintar depois de ter criado os seus filhos. Hoje, as pinturas de Manuela Torres Carneiro evocam o essencial da vida.
Foto: DR
Da autoria de Manuela Torres Carneiro, a exposição estará patente até ao dia 1 de outubro no Auditório Municipal de Sabrosa, com entrada livre. Manuela Torres Carneiro nasceu na aldeia de Paredes do Pinhão, entre as montanhas e as vinhas, entre a natureza bruta e a agricultura, na região mítica do Douro onde a mão humana parece ter desenhado as paisagens em harmonia com os desfiladeiros selvagens. Indo ao fundo das raízes, Manuela Tor-
Foto: DR
Foto: DR
Vinte e dois anos depois da sua estreia, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, a blablaLab e o Teatro da Rainha regressam ao texto que anuncia o modo alvariano: um teatro musical, polifónico, transdisciplinar, sem personagens. Uma peça coral para intérpretes, vozes off e imagens em movimento, revisitada em versão ‘Manuel sur Scène’, disposi-
tivo de leitura orquestrada desenvolvido pelo autor para explorar as infinitas possibilidades da(s) língua(s) e das suas linguagens. “O teatro abre os parênteses: os actores-reactores imaginam todo um filme. Criam uma janela que é a de um avião, porque o teatro voa. Com ele o tempo voa e faz-nos voar. Alto. Ao mesmo tem-
po, dentro de um avião, os passageiros assistem a um filme catástrofe e inventam logo a seguir outro. E o avião cai sobre o teatro em plena representação. Morre toda a gente. Na autópsia abre-se um crânio como quem abre uma caixa de Pandora e fecha-se o parêntese.” Alvaro García de Zúñiga, Abril de 1999.
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Espaço Miguel Torga recebeu “O teatro é puro cinema”
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Vila Real
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Bronze paralímpico vive em Vila Real Norberto Mourão é natural de Vila Real. O canoísta estreouse este ano nos Jogos Paralímpicos, prova onde chegou já como Campeão Europeu e Vice-Campeão Mundial, títulos aos quais soma agora a medalha de bronze. Na chegada a casa foi recebido em festa, com família, amigos, vizinhos e elementos do executivo municipal, que prestaram homenagem ao atleta medalhado. Norberto chegou à medalha paralímpica na prova 200 metros VL2, dos Jogos Paralímpicos Tóquio2020, percorrendo a distância em 55,365 segundos, ficando a 2,288 do brasileiro Paulo Rufino (53,077), que se sagrou campeão paralímpico com a melhor marca da distância. Como foi conviver com uma realidade tão distinta daquela a que estamos tão acostumados? É uma realidade completamente diferente. Os japoneses são muito metódicos, levam tudo ao pormenor. Se quiséssemos fazer algo diferente daquilo que estava planeado por eles era impossível. Por exemplo, no final da prova, até à cerimónia de entrega das medalhas havia um espaço temporal de cerca de 30 minutos, queríamos aproveitar esse tempo para passar pela zona de imprensa mas como não era esse o roteiro definido por eles foi-nos dito que não era possível. Mesmo na questão dos transportes, se havia espaço para três cadeiras de rodas , são essas que vão, nem mais nem menos. O autocarro não arrancava enquanto os três lugares não tivessem ocupados, mas também não aceitavam uma quarta cadeira, chegando mesmo a dividir os elementos das comitivas. Houve atletas que acabaram por faltar às suas provas por questões destas. No seu caso podemos dizer que apanhou todos os transportes a horas, vindo mesmo com um peso extra no regresso a casa. Como é que se vivem esses momentos da conquista de uma medalha olímpica? São momentos de muita alegria. São muitos anos de trabalho e empenho de
toda uma equipa, não sou só eu, é o treinador, a UTAD, o Comité Paralímpico, a Federação, os parceiros… é muita gente que se junta para que não nos falte nada e esteja tudo pronto na hora certa. Felizmente as coisas acabaram por acontecer e esse momento foi vivido com uma alegria enorme. Acabei a prova no meu limite, quando olhei para o meu lado esquerdo e vi muitos atletas ao meu lado pensei que não tinha conseguido chegar à medalha, depois olhei para o placar e vi o meu nome em terceiro lugar, aí é que festejei. A conquista da medalha era algo que estava no meu horizonte, até porque já sou medalhado desde 2019, apesar de isto ser uma prova completamente diferente de qualquer outra. A vertente em que competes foi estreia nestes Jogos Paralímpicos. Conseguir logo no primeiro ano uma medalha, uma quadro classificativo que ficará para a história, é uma satisfação extra? Claro que sim. Contudo, eu não trabalho para ficar na história, trabalho para ser cada dia melhor, conseguir melhores resultados, mas não deixo de ficar satisfeito. É muito gratificante o que temos alcançado até agora e espero que daqui em diante, enquanto tiver forças, possa continuar a conseguir alcançar mais feitos. Com todas as dificuldades que ultrapassaste para atingir este objetivo, sentes que podes ser uma inspiração para os mais jovens? Como é que isso te faz sentir? Eu acabo por sentir isso na canoagem, os miúdos já olham para mim como exemplo e isso é excelente. Aquilo que eu acho é que, todos aqueles que se podem enquadrar nos chamados desportos adaptados, devem olhar para o meu exemplo e tomar uma atitude, agarrar
as oportunidades que lhes surgem. Comparando com outros países, em Portugal ainda estamos atrasados neste aspeto. Nós fomos para os jogos com uma comitiva de 33 atletas, só a Holanda, por exemplo, conquistou mais medalhas do que o número de elementos da nossa comitiva, é absurdo. A grande diferença é que as pessoas não se limitam a ficar em casa e em Portugal fazemos o oposto. Quem fica em casa acaba por perder tudo, a mobilidade, a força, a saúde… É importante que as pessoas saiam de casa e pratiquem desporto. É nesse sentido que eu quero ser um exemplo, mostrar que quando queremos podemos atingir os nossos objetivos. Estes certamente têm sido dias agitados, as pessoas agora passam por ti na rua e reconhecem-te, como é viver esta realidade? É um reconhecimento muito bom. Eu treino em Montemor-o-Velho e lá as pessoas já me reconhecem onde quer que vá, de certa forma já estou habituado a isso. Aqui em Vila Real, já começa a haver esse reconhecimento. Sou natural de cá mas estive fora muitos anos, só vinha cá em férias, mudei-me definitivamente para cá há cerca de um ano e por exemplo, nas minhas redes sociais agora recebo pedidos de amizade a todo o momento. E a medalha, tem sido mostrada a muita gente? No dia da receção toda a gente teve oportunidade de a ver e eu também fiz questão que pegassem nela para que lhe sentissem o peso, até para que tenham a verdadeira noção do que é. Eu ganhei
a medalha, era eu que estava na água mas ela pertence a todos, e por isso faço questão de a partilhar para que possam ver como é. Alteraste a fotografia das redes socias aparecendo agora ao lado da tua avó, tendo ela a medalha ao peito. A família é um pilar importante? Essa fotografia foi trocada agora. Infelizmente o meu avô deixou-nos este ano, antes do europeu, uma prova em que senti que ele estava comigo ajudandome a vencer. Agora nos Jogos o meu avô também lá estava e está sempre no meu pensamento, tal como a minha avó e a restante família. Sou muito ligado à família, por isso faz todo o sentido ter ali aquela fotografia com a minha avó. Antes mesmo desta entrevista ser publicada vais estar na Dinamarca para outra prova. Com que sentimento vais para as próximas competições? Eu parto com a vontade de dar tudo e de me superar. Para esta prova na Dinamarca não vou com a preparação que fui para Tóquio. Desde que saí da água na final dos Jogos não voltei a treinar na água, até porque não tenho canos, uma está a regressar de Tóquio e outra já está na Dinamarca à minha espera, por isso nem possibilidade tinha de o fazer. Vai ser chegar e ver o que vai dar, vou fazer já um treino lá, no dia anterior à prova (risos). Há também uma motivação moral extra? Sim, claro que sim, e vamos estar todos (atletas) mais ou menos na mesma situação. PUB
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tituição integral do piso sintético, anteriormente bastante deteriorado, e a colocação de novos equipamentos de diversão à disposição das crianças. Localizado num dos principais espaços verdes da cidade de Lamego, esta zona de diversão foi o primeiro equipamento
deste tipo a ser construído na cidade e necessitava de uma intervenção urgente para repor as condições de segurança. Pais e filhos podem agora usufruir em pleno os momentos em família. O parque é destinado a crianças com idades entre os 2 e os 12 anos. Concluídas re-
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Parque infantil renovado ao serviço das crianças O parque infantil situado no Parque Isidoro Guedes reabriu ao público, dispondo agora de melhores condições de lazer e segurança. O investimento efetuado pela Câmara Municipal de Lamego ascendeu a mais de 45 mil euros e contemplou a subs-
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centemente, as obras de renovação do parque infantil do Parque Isidoro Guedes estão inseridas na candidatura de reabilitação do Bairro de Alvoraçães, executada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), cofinanciado em 85% pelo FEDER. Foto: DR
Município com novo operador rodoviário urbanos de Lamego. Este sistema é complementado pela rede de linhas intermunicipais sob tutela das CIM's. A concessão atribuída pela Câmara Municipal de Lamego à Rodonorte vigorará durante os próximos três anos. A operação contempla a entrada em funcionamento de novos autocarros e de novos horários, que podem ter alterações pontuais, e estão disponíveis para consulta em https://www.cm-lamego.pt/verdinho
Foto: DR
O concelho de Lamego dispõe, desde o dia 4 de setembro, de um novo operador rodoviário, que vai melhorar a qualidade do serviço de transporte. O transporte público por autocarros era assegurado pela empresa Transdev, que foi substituída pela Rodonorte. Esta operadora venceu o concurso público internacional, passando a garantir o serviço que compreende oito linhas municipais e sete circuitos do “Verdinho”, o sistema de transportes
Lamego com internet grátis nos espaços públicos Diversos espaços públicos de Lamego já disponibilizam internet gratuita, na sequência de uma candidatura apresentada pelo Município de Lamego ao programa "WiFi4EU". Este projeto é dirigido a residentes e visitantes locais que têm agora acesso
a internet sem fios (Wi-Fi) gratuita em várias zonas da cidade. O acesso à rede é feito com autenticação que funciona à escala europeia, não sendo solicitados quaisquer dados pessoais. Em Lamego, os pontos de acesso Wi-
Fi foram instalados pela Câmara Municipal, na sequência da aprovação de financiamento comunitário para a aquisição de equipamentos. Com o objetivo de proporcionar acesso à internet de alta qualidade a um maior número de cidadãos, a autar-
quia disponibiliza esta rede nos seguintes locais: Parque Isidoro Guedes, Jardim da República, Câmara Municipal, Loja Interativa de Turismo, Avenida Visconde Guedes Teixeira, Avenida Alfredo de Sousa e Largo D. Dinis.
Autarquia parceira de novo projeto artístico no Douro O Município de Lamego é um dos parceiros e cofinanciadores do novo projeto ViViFiCAR que vai selecionar quatro artistas durienses para integrarem um programa de criação e exposição na região do Douro, em colaboração com mais oito artistas, nacionais e no-
ruegueses. Com o apoio do Museu do Douro, o novo projeto ViViFiCAR pretende que os artistas construam diálogos com as comunidades, articulando fotografia, novos media e arquitetura, juntamente com vários especialistas, nos muni-
cípios de Lamego, Alijó, Mêda e Torre de Moncorvo. Serão atribuídas quatro bolsas no valor de 3.000€. Para além deste incentivo, este projeto organizado e promovido pela plataforma Ci.CLO inclui outros apoios, nomeadamente a par-
ticipação numa residência artística, a alimentação, a mentoria durante o processo de criação e a produção de uma exposição. As candidaturas estão abertas em www.vivificar.pt, até ao próximo dia 19 de novembro.
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Reportagem
Vindima arrancou com expectativa de aumento de produção do de trabalho, uma vinificação mais personalizada”.
Texto e Foto: Carlos Almeida
A festa das vindimas ocupa por estes dias a vida no Douro em ano de boas expectativas quanto à produção. O clima ameno e a ausência de doenças da vinha são bons indicadores. Rui Soares, presidente da Prodouro, em declarações à nossa reportagem confirma as expectativas de aumento de produção, contudo é mais contido quanto aos valores, comparando com os avançados pela ADVID, que perspetiva um aumento de 20%. “Em termos quantitativos a tendência é sempre fazer a comparação com o ano anterior, quase parecendo que o que aconteceu há dois ou três anos é já um passado longínquo. Fazendo essa comparação, aquilo que vemos é que temos uma produção superior àquela que tivemos em 2020. A nascença foi melhor, não tivemos tantos problemas sanitários na primavera como no ano passado, o que nos condicionou muito porque houve algumas perdas. Em resultado disso agora que já estamos em vindima o que vemos é mais uvas na vinha, algo que mesmo as previsões quer da ADVID, quer do IVV já anteviam na previsão para esta vindima no Douro, apesar de me parecer que o aumento que apontam, cerca de 20%, é um pouco exagerado, deverá rondar os 10 a 15%. Esta minha análise baseia-se nas diferenças de produção entre as cotas mais altas e as mais baixas. Se for perguntar a um agricultor das cotas mais altas, certamente a resposta é que tem muitas mais uvas do que no ano passado (mais 20 a 30%), no caso das cotas baixas a resposta já será que a produção é semelhante a 2020. Esta diferença este ano é muito notória”. Quando questionado sobre a qualidade o discurso do responsável associativo é mais animador, de acordo com Rui Soares as condições climáticas ao longo do ano foram favoráveis a um bom desenvolvimento das vinhas. “Em termos qualitativos, que é a parte mais importante porque podemos produzir muito mas se não tem qualidade então o vinho não se vende, as
coisas estão a correr de feição. O ano climático correu muito bem, primavera amena com humidade suficiente, verão ameno sem grandes episódios de calor, percetível na ausência de episódios de escaldão. Resumindo, o que estamos a ver agora no decorrer da vindima é que as vinhas estão viçosas, os cachos estão ótimos, com maturações lentas, tudo apontando para que efetivamente possamos este ano ter vinhos de excelente qualidade. Contudo, como diz o ditado, “até ao lavar dos cestos é vindima” e ainda falta muito até que toda a produção esteja nas adegas”. Produtores confirmam vindima positiva Rufino Pereira é um dos milhares de produtores do Douro. Nas suas vinhas, na freguesia de Canelas, Peso da Régua, produz cerca de 60 mil litros de vinho anuais, parte dos quais engarrafados com marca própria, Quilate Douro. À nossa reportagem o viticultor confirma o aumento de produção, mesmo tendo parte da sua propriedade sido afetada por uma tempestade de granizo nos primeiros dias de junho. “Nos brancos temos maior produção que no ano passado, em relação aos tintos ainda não tenho uma noção exata porque só agora estamos a vindimar. A produção aqui tem vindo a aumentar gradualmente porque te-
nho feito muita intervenção no solo com adubação por cobertura vegetal, até porque esta vinha teve durante algum tempo sem esse tipo de cuidado, que é importante. Sofremos alguma coisa com o granizo, contudo fizemos logo um tratamento de choque à base de cálcio que acabou por minimizar os estragos”. No que diz respeito à qualidade, também aqui Rufino Pereira tem expectativas bastante positivas, numa vindima que é feita por talhões, vinificando cada casta individualmente. “Aqui temos castas muito específicas que, com esta altitude, em especial ao nível dos brancos, têm um comportamento muito bom, daí o nosso sucesso na vinificação destes vinhos. O Gouveio o Viosinho e o Rabigato que maturam mais cedo, dão vinhos mais alcoólicos mas com uma boa acidez. Depois temos castas que maturam mais tarde como o Cerceal que nos dão uma grande frescura para os entradas de gama. Tentamos sempre manter que a qualidade dos nosso vinhos seja o mais homogénea possível de ano para ano. Aqui fazemos a vinificação por castas, quando vamos engarrafar fazemos a prova de todos os vinhos que temos e, caso tenham qualidade, engarrafamos varietais que neste caso temos um Viosinho e um Gouveio. Depois fazemos os vinhos de lote, mantendo o perfil do ano anterior, é o nosso méto-
Uma vindima diferente Na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural do Rodo (EPDRR) as vindimas são um desafio que envolve docentes, funcionários e alunos, numa realidade diferente de qualquer outra adega. O calendário escolar dita a cadência a que os trabalhos são feitos, em agosto, enquanto nas adegas tudo é preparado para o arranque da vindima, na EPDRR é tempo de férias para docentes e alunos. Fernanda Gomes é professora e enóloga responsável pela produção da escola, em declarações ao nosso jornal começa por afirmar que esta é uma vindima diferente do habitual. “As diferenças são enormes quando comparamos a vindima aqui com uma adega. Desde logo porque muitas decisões não se podem tomar no momento, tudo depende do Ministério da Educação. Depois o mês de agosto, que é um mês de azáfama nas vinhas e nas adegas, aqui é o mês de férias, o que complica muito as coisas porque quando chega setembro é preciso fazer tudo aquilo que não foi feito, e as vindimas estão já à porta. Os timings são muito diferentes”. Apesar disso, a enóloga da escola confirma que a produção deste ano supera a de 2020, não só em termos quantitativos como também qualitativos. Os confinamentos provocados pela Covid-19, que se registaram no ano passado, condicionaram a produção que, num ano marcado por doenças foi bastante afetada. “Este ano, se compararmos com o ano passado estamos muito bem. Tivemos a sorte de não sermos atingidos pelas tempestades de granizo que aconteceram na região. No ano passado foram necessários muitos tratamentos e nós estávamos em confinamento, tanto os professores como os funcionários o que limitou bastante o nosso trabalho, refletindo-se no quantitativo com uma quebra significativa. Este ano, apesar de ainda terem havido alguns confinamentos foi mais fácil acompanhar o processo evolutivo da vinha, resultando num aumento em comparação com a última campanha, rondando os valores vindima de 2019 em que produzimos aqui cerca de 40 pipas”.
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Feira da Maçã regressa ao formato presencial Depois da paragem forçada pela pandemia, a Feira da Maçã está de regresso a Armamar, com um formato adaptado para “que se concretize o desejo de um regresso, apesar de moderado, à normalidade”. A afirmação é de Cláudia Damião, vereadora municipal, que esteve à conversa com a nossa reportagem em vésperas de um certame adaptado a uma nova realidade, mas com o habitual foco na promoção “dos recursos endógenos, culturais, patrimoniais e paisagísticos” do concelho. 2021 marca o regresso da Feira da Maçã a Armamar. Quais são as expectativas para esta edição? Em primeiro lugar que se consiga fazer, como até aqui, uma boa promoção do concelho, dos seus recursos endógenos, culturais, patrimoniais e paisagísticos. Em segundo lugar, que se concretize o desejo de um regresso, apesar de moderado, à normalidade. E ainda em terceiro lugar, esta edição vai mostrar um cenário mais aprazível pois a Praceta que acolhe geralmente o evento foi recentemente requalificada e estamos expectantes pela opinião de todos os que nos visitarem.
evento tem, pelo facto de ocorrer ao ar livre, condições essenciais para garantir o cumprimento das normas de segurança.
> Na foto: Cláudia Damião, vereadora municipal
Em 2020 a Feira da Maçã não se realizou devido à Covid-19, que medidas excecionais estão pensadas para a edição deste ano? Está a ser já elaborado o Plano de Contingência do local pelo grupo de trabalho da Proteção Civil que define as regras e procedimentos a adotar. No entanto deixo algumas notas. O número de expositores será mais reduzido e privilegiaremos uma animação da Feira descentralizada. A zona da restauração funcionará apenas por reserva, e com horários pré estabelecidos com os clientes. Vamos ter um reforço dos meios de higienização e desinfeção, e serão definidas as áreas de circulação. Se ao nível do Plano de contingência se verificar que o espaço está com lotação superior à recomendada, teremos recursos para controlar os acessos. O
As tempestades de granizo que este ano afetaram os pomares deixaram os fruticultores apreensivos com o valor a que o fruto será vendido. A realização da Feira da Maçã pode ajudar a colmatar este problema? Não temos, enquanto município, capacidade para regular a comercialização e o preço do produto. A nossa aposta tem sido ao nível da melhoria da produção quer pelas acessibilidades dos pomares e instalações fruteiras, no sistema de rega, no apoio à colocação dos canhões anti granizo e na promoção da maçã. Esta Feira tem como objetivo a valorização do produto. A valorização do processo produtivo, e do processo de conservação, embalamento e comercialização. Pretende alertar para os custos de uma produção de qualidade, para as adversidades climatéricas,
as especificidades e diferenciação da maçã no sentido de poder ser mais valorizada, inclusivamente pela transformação, etc.. Pretendemos pois ajudar a alavancar esta cadeia de valor e, por conseguinte, ajudar a que o preço do produto reflita todos os custos de produção, e o da qualidade extraordinária para que a atividade continue a ter rentabilidade. O cartaz deste evento ainda não foi divulgado, que momentos estão planeados para o certame? Estamos a estabelecer contactos, a analisar propostas, mas será certamente um evento onde teremos mais uma vez a possibilidade de ter uma diversidade de artes a enaltecer a maçã, o vinho e a nossa cultura. O desporto vai também marcar presença com uma grande aposta num trail e numa caminhada pelas magnificas extensões de pomar a perder de vista, deleite para os cinco sentidos. Esperamos por si.
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Domingos Nascimento Presidente da Agência Social do Douro
Segunda feira é um novo dia! Independentemente dos resultados, vamos despertar num novo tempo social e político. A pandemia deixou um rasto de destruição de valor económico e social muito significativo. Algumas empresas, microestruturas, instituições, estão a viver no fio da navalha. Mas, muito preocupante é que muitas famílias estão numa desassossegante realidade económica e financeira. Na nossa região podemos minimizar os efeitos. Se nos unirmos nesse propósito. As medidas avulsas de cada município vão provocar iniquidade.
Unidade de Saúde Pública do ACES Douro I Ana Luísa Santos, Emília Sarmento, Helena Pereira Enfermeiras Especialistas em Enfermagem Comunitária Unidade de Saúde Pública do ACeS Douro I
Dia Mundial da Segurança do Doente 2021 No dia 17 do mês de setembro comemora-se o Dia Mundial da Segurança do Doente. Os objetivos da comemoração desta efeméride são melhorar a compreensão global da segurança do doente, aumentar o envolvimento público na segurança dos cuidados de saúde e promover ações globais para prevenir e reduzir danos evitáveis nos cuidados de saúde. Tendo em conta a carga significativa de danos aos quais as mulheres e os recém-nascidos estão expostos devido a cuidados inseguros, o Dia Mundial da Segurança do Doente tem este ano como tema “Cuidados Maternos e Neonatais Seguros”. A intenção é salientar a necessidade de priorizar a reflexão sobre a segurança nos cuidados maternos e neonatais, especialmente no momento do parto, que é quando ocorrem a maioria dos danos associados aos cuidados de saúde. As experiências das mulheres durante o parto são também, segundo a OMS
O seu efeito será limitado e eventualmente sem impacto. É a hora da união de municípios. De adoção de políticas com escala. Arrojadas. Corajosas. Tenho a certeza de que a segundafeira será dos corajosos. Será dos que melhor conseguiram demonstrar ao povo a capacidade, a força e a determinação para o exercício da nobre missão de liderar os destinos coletivos. Acredito, possamos também esperar dos vitoriosos vontade de inovar. De olharem para o presente com olhos largos e projetados neste novo horizonte que iremos viver. Resta-me aguardar por uma manhã fresca e luminosa. Para um amanhecer motivador e carregado de esperança! Segunda-feira será um dia bem melhor. O que o Povo escolhe, em liberdade, é sempre o melhor. Um abraço D'Ouro para todos os envolvidos neste extraordinário processo democrático!
afetadas por questões de igualdade de género e violência e destaca a importante noção de cuidado respeitoso e sua relação com a segurança. É importante refletir sobre alguns dados que a OMS partilhou no âmbito das comemorações deste dia. No mundo inteiro, todos os dias: - Ocorrem 5400 nados-mortos - 810 Mulheres perdem a vida em consequência do parto - 6700 Recém-nascidos perdem a vida A maioria destas vidas poderia ter sido salva através da prestação de cuidados seguros. De destacar que em Portugal, em cerca de 20 anos a mortalidade infantil caiu para mais de metade. No ano de 2020 tivemos a taxa mais baixa de sempre, 2.4 crianças com menos de um ano por cada 1000 nascimentos. Isto é reflexo do investimento do SNS nos cuidados materno-infantis, da formação altamente diferenciada dos nossos profissionais e também das condições de vida em geral. Infelizmente esta não é uma realidade para muitos países, existe uma desigualdade evidente e é fundamental que o Mundo, de uma forma global observe e atente a esta problemática, chamando à ação as entidades governativas que tenham o poder para priorizar a melhoria da segurança nos cuidados maternos e neonatais, nomeadamente através do investimento na formação dos profissionais de saúde. A palavra de ordem é “agir agora para uma natalidade segura e cortês”.
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International Hermitage Summer School na aldeia de Pereiros
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José Luís Rodrigues, Vice-Presidente da Câmara Municipal presidiu, no Museu do Vinho, á sessão de Boas Vindas a que se seguiram duas intervenções, on-line, sobre Património, por Lucia Rosas e Tokie Laotan-Brown. Presencialmente Gonçalves Guimarães dissertou sobre “S. Salvador do
Mundo e a Aldeia de Pereiros, dois locais singulares do Património Duriense”. Os participantes, em número de vinte e cinco, de nacionalidades tão diversas como Argélia, Brasil, Hong Kong, Itália e obviamente Portugal, mostraram o maior interesse, com amplo e vivo de-
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São João da Pesqueira
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No passado dia 21 de Julho, o International Hermitage Summer School, organizado pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi consagrado a dois locais do concelho de S. João da Pesqueira: S. Salvador do Mundo e a aldeia de Pereiros.
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bate sobre as diversas intervenções. Após o almoço o grupo visitou o Centro Histórico da vila, seguindo depois para S. Salvador do Mundo. A meio da tarde chegaram aos Pereiros, onde efetuaram uma visita pormenorizada á aldeia, com destaque para a Igreja Matriz e os diversos polos museológicos. A “Oficina-Museu de Ourivesaria” mereceu de todos especial atenção, tendo sido prestadas informações diversas por Gonçalves Guimarães e pelo Presidente da Associação.
A visita terminou com um jantar ao ar livre, servido pelo restaurante “Ernestus” com produtos locais e tradicionais, como os enchidos, o puré de azedas e o habitual leite creme de sobremesa. No final, a satisfação era generalizada. A Associação dos Amigos de Pereiros, que desde a primeira hora apoiou esta atividade, afirmou-se “muito honrada, por ter integrado o programa do International Hermitage Summer School”, e a aldeia de Pereiros conquistou novos “amigos”.
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
São João da Pesqueira
Pesqueira recebe empreendedores internacionais Foto: DR
Na próxima sexta feira, dia 24 de setembro, a Capital Douro - Associação Industrial, Comercial e de Serviços de São João da Pesqueira, através da sua Incubadora de Empresas “Douro Start Up”, irá acolher os dois primeiros empreen-
dedores internacionais, provenientes da Malásia, no âmbito do programa Startup Visa do IAPMEI, para desenvolverem os seus projetos de investimento na região do Douro. Os modelos de negócio a desenvolver
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assentam em tecnologias de informação, comunicação e eletrónica aplicados aos setores da agricultura e agroalimentar. Este intercâmbio acontece no âmbito da medida Startup Visa, programa de acolhimento de empreendedores
António Fontaínhas Fernandes Professor Universitário
A aposta no conhecimento O histórico encravamento geográfico do Douro, torna difícil apagar a sua condição de território periférico e marginal, face aos centros mais dinâmicos. Esta condição, associada a um processo generalizado de esvaziamento demográfico e de envelhecimento, tem agravado as disparidades em matéria de desenvolvimento económico e social, colocando novos desafios de peso para o futuro. Contudo, graças a uma nova geração de empresários e de enólogos com vocação empreendedora e de mérito conhecido, o Douro está hoje no mapa dos vinhos de excelência, do património mundial e dos destinos turísticos mundiais de qualidade. No livro “Douro - Rio, Gente e Vinho”, António Barreto confirma esta evolução da região: “As coisas, são hoje diferentes do que eram há vinte anos, e do que foram durante séculos. Talvez o Douro tenha evoluído mais em vinte anos, do que nos últimos duzentos”. Indubitavelmente, o mundo dos vinhos representa hoje um dos setores da sociedade que mais se internacionalizou e projetou a imagem de um país moderno, aberto ao mundo, de conhecimento e inovação, que desenvolve talento, promove o emprego, com potencial para
estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal, com vista à concessão de visto de residência ou autorização de residência para imigrantes empreendedores..
atrair e fixar pessoas no território. Passamos, de uma pequena região, económica e socialmente isolada, quer em relação ao estrangeiro, quer aos movimentos globais dos vinhos, para o radar mundial dos vinhos e dos destinos turísticos, graças à aposta no conhecimento. Nos tempos de incerteza e de mudança que marcam a atualidade, é através do conhecimento e da fixação de talento que se combate a tendência para manter as desigualdades, quer na sociedade, quer entre territórios. A complexidade desta ambição exige organizações fortes e diversificadas que desenvolvam estratégias empresariais de forma inovadora e explorem as potencialidades do Plano de Recuperação e Resiliência e do próximo quadro de financiamento plurianual de 2021-2027. Do futuro esperam-se políticas que promovam investimentos que criem e fixem valor, de investimentos que assentem na inovação e promovam o emprego qualificado e a atração de população, bem como de projetos que envolvam e comprometam todos os atores regionais, o que exige da região instituições ativas e catalisadoras. Da articulação entre educação, investigação e inovação, poderão surgir novos motores de crescimento económico, que estimulem a criação de riqueza, ao mesmo tempo, que promovam a inclusão social e a sustentabilidade do Douro. Acredito firmemente que é na educação, no conhecimento e na inovação, que assenta o Futuro de qualquer região, e do Douro em particular.
SETEMBRO 2021
José dos Santos Costa empossado Presidente do Instituto Politécnico de Viseu
VIVADOURO
Região
litécnicos), Pedro Dominguinhos e do Presidente do Conselho Geral do IPV, Professor Doutor Arlindo Cunha. O Presidente do CCISP salientou que Portugal é hoje um país mais coeso, competitivo e sobretudo mais qualificado, devido à existência de Politécnicos em cerca de cem concelhos, com ação relevante também ao nível da investigação. Manifestou, ainda, em sinal de solidariedade e colaboração para com a nova Presidência, a vontade do CCISP em contribuir para a inclusão, a coesão e o desenvolvimento regional. Por sua vez, Arlindo Cunha salientou que “uma tomada de posse numa instituição é sempre um momento alto da sua vida, sobretudo para a sua afirmação na sociedade e coesão interna”. Notou ainda que o mandato que agora se inicia “coincide com um novo ciclo de políticas públicas”, pelo que manifestou esperar que esta instituição possa ter um papel preponderante nessas mesmas políticas, sendo “um pilar mais forte
Foto: DR
José dos Santos Costa tomou posse do cargo de Presidente do Instituto Politécnico de Viseu no passado dia 14 de setembro, na sequência da sua eleição, em 29 de junho último. Depois de oficialmente aberta a sessão, usou da palavra a Presidente da Associação Académica do IPV, Maria Lobo, que manifestou a esperança num diálogo positivo e de procura de soluções, apelando à união entre todos, com vista ao engrandecimento da instituição. Desejou que o IPV possa formar “não só os melhores profissionais, mas também as melhores pessoas”. Ascensão Abrantes, funcionária mais antiga do IPV, em nome dos colaboradores não docentes, referiu-se à necessidade e disponibilidade destes para um papel de intervenção nas decisões da vida institucional. Prometeu que a nova Presidência pode contar com o espírito de missão comum para prossecução do seu programa de ação. As duas últimas intervenções, ainda antes da tomada de posse do novo Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, estiveram a cargo, respetivamente, do Presidente do CCISP (Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Po-
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para o crescimento económico da região e da coesão social e territorial”. Desenvolvimento, Cooperação e Investimento José dos Santos Costa dirigiu-se, na altura, a todos os que contribuem para o “engrandecimento da instituição, não esquecendo os que “fizeram parte desta família institucional, “pois uma vez do IPV serão para todo o sempre do IPV”. Uma instituição que disse “sentir como uma instituição estimulante” e “baseada
em valores”, respeitando, entre outros, “a multiculturalidade e a pluralidade”. Relativamente ao mandato que agora inicia, para o quadriénio 2021/2025, o novo Presidente do Politécnico de Viseu, destacou, como pontos fundamentais o contributo do IPV para o desenvolvimento da região em que se insere, a internacionalização e cooperação, bem como o investimento em infraestruturas, nomeadamente das escolas superiores de Educação e Agrária e do próprio campus Politécnico. PUB
CTeSP’s
CONCORRE ATÉ 08/10/2021
- Gestão Comercial e Vendas; - Intervenção Social e Comunitária;
Este mundo ! a s a c a u t a é
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VIVADOURO
SETEMBRO 2021
Opinião Eduardo Rosa
Vice-Reitor para a Investigação da UTAD
É por demais evidente a importância da fileira da vinha e do vinho em Portugal, que, no início do século, atingia os quase 250 mil ha de vinha e que hoje se situa nos 192 mil ha, dos quais 55 800 ha são em Trás-os-Montes (43 000 na região do Douro). O decréscimo de 20% a nível nacional foi compensado pelo aumento de 55% na região do Alentejo. Em 2020, o setor representou um volume de negócios de 2 286 milhões de € (crescimento de 112%, entre 2009 e 2019,- 492 milhões €) para 6418 mil hl (785 mil toneladas de uva
Gilberto Igrejas
Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I. P. (IVDP)
São animadores os dados mais recentes relativos à evolução das exportações dos vinhos da Região Demarcada do Douro e sua contribuição para evolução das exportações dos vinhos portugueses, no cômputo que fizemos até agosto passado. Recentemente foram divulgados dados do Instituto Nacional de Estatística evidenciando um comportamento muito positivo das exportações de vinhos portugueses nos 7 primeiros meses de 2021, com um crescimento de 13,7 % em valor em comparação com o período homólogo de 2020, crescimento que
Helena Teles Chefe da Estrutura Sub-regional de Vila Real da CCDR-N e do Gabinete Técnico Missão Douro
Tradicionalmente, a vindima é o culminar de um árduo ciclo de trabalho. Nesta época do ano colhem-se no Douro os frutos do investimento individual e coletivo numa atividade tão antiga quanto exigente, não fosse esta a mais antiga e regulamentada região demarcada do Mundo, cuja componente espacial e patrimonial mais representativa foi, há 20 anos, reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO. À semelhança do resto do Mundo, a região duriense vive um impasse, uma espécie de “momento da verdade”
Três décadas de Enologia na UTAD ao serviço do vinho (INE, 2018). Deste volume de produção, é bom salientar os 3428 mil hl de vinho DOP (53,4%) e os 2361 mil hl de vinho IGP (36,8%). Para além disso, não despiciendo são também os 821 milhões de euros de exportações correspondentes a 2971 mil hl transacionados, infelizmente apenas a 2,76 €/L. Em boa hora, num grande espírito de visão e estratégia nacional e institucional, subjacente à necessidade de aumentar a competitividade do setor da Viticultura e Enologia, a Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro lançou, em 1984, Cursos de Formação não conferentes de grau em Enologia. Face à enorme recetividade e reconhecido nível de qualidade e importância para o impulso do sector, rapidamente se identificou a necessida-
de de criar a Licenciatura em Enologia, em 1989, passando a Mestrado 20 anos depois, designando-se de Mestrado em Enologia e Viticultura em 2015. Em breve, teremos um doutoramento, desta vez ancorado numa parceria estratégica internacional, nesta mesma área. Mais de 1000 alunos passaram por esta licenciatura, registando uns notáveis 90% de empregabilidade. Até ao lançamento no mercado dos enólogos da UTAD, o setor vivia de um parco número de técnicos e especialistas formados no exterior. Não creio assim que existam grandes dúvidas sobre a importância e o impacto, relativamente imediato, dos primeiros enólogos formados na UTAD e dos que, entretanto, foram sendo formados, no aumento da
qualidade e diversidade dos nossos vinhos, tantas vezes distinguidos por prémios internacionais, extraindo assim do “terroir” todo o potencial que coloca Portugal na senda dos países com vinhos de ímpar qualidade. É nesse registo que se enquadra o evento Alumni, numa iniciativa institucional também ela inovadora, que cria anualmente vinhos na UTAD (1 Branco, 1 Tinto, 1 Porto e 1 Espumante), num esplendor de criatividade oriunda das mais diversas regiões, e que este ano se realiza no dia 21 de outubro. Os vinhos Alumni podem ser desfrutados no nosso icónico Restaurante Panorâmico, um convite que aqui deixamos a quem nos quiser visitar.
Mercados em franca recuperação – Vinhos do Douro e do Porto no pódio das exportações! foi obtido sem qualquer custo ao nível do preço médio, visto que este aumentou 3,7 %, para 2,72 euros por litro. De destacar a contribuição das exportações dos vinhos da Região Demarcada do Douro para aquela evolução, em especial do vinho do Porto (o vinho português mais exportado) e do vinho do Douro (o 3.º mais exportado), registando percentagens de crescimento nas suas exportações bem superiores à média global das exportações dos vinhos portugueses. Esse comportamento muito positivo manteve-se em agosto, pelo que nos 8 primeiros meses do presente ano se registaram exportações de vinhos da Região Demarcada do Douro com DOP/ IGP um pouco acima de 227 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de
19 % em comparação com igual período de 2020, e um preço médio de 4,82 euros por litro, a crescer 5,5 %. De destacar que estes números se situam também acima dos registados para as exportações dos vinhos da Região Demarcada do Douro no período pré pandemia. Com efeito, ao comparar as exportações entre janeiro e agosto de 2021, com as do período homólogo de 2019, verifica-se que para o vinho do Porto se registam aumentos de 9,4 % no volume de negócios e de 6,0 % na quantidade. No que ao vinho do Douro diz respeito, registaram-se acréscimos de 17,9 % no volume de negócios e de 18,5 % na quantidade. Para contextualizar a importância destes números, importa lembrar o momento de
inversão de tendência nas exportações de vinho do Porto em 2019, quando se registou um crescimento de 1,2 % na quantidade, após 8 anos consecutivos de decréscimo. Já no que respeita ao vinho do Douro, é igualmente de realçar que as exportações nos 8 primeiros meses do presente ano estão também acima das de igual período de 2018, esse que é até hoje o ano record na quantidade e valor exportado de vinho do Douro. Tal como havíamos assinalado em junho passado, podemos assim reiterar que, à fase de resiliência de 2020, se está a seguir uma franca recuperação de mercados, o que evidencia a capacidade da Região Demarcada do Douro para enfrentar novos desafios.
Vindimar hoje para colher amanhã sobre a forma como se deve posicionar face ao inevitável efeito das alterações climáticas, ao penalizante decréscimo de população e ao incontornável peso socioeconómico de uma pandemia com a qual também teremos que aprender a viver. Repensar o futuro exige o envolvimento de todos: das entidades com responsabilidade na gestão do território (em geral) e de cada duriense (em particular). Pese embora a responsabilidade de tal exercício, este deverá ser feiro com ânimo se atendermos ao saldo positivo de todos os apoios financeiros, alguns deles equacionados especificamente para esta região onde desenvolvimento e preservação se conjugam. O Plano de Desenvolvimento Turístico no Vale do Douro, a Estratégia de Eficiência Coletiva - Programas de Valorização Económica
de Recursos Endógenos Douro ou Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão das Vinhas (VITIS) são, na memória recente, alguns dos mecanismos que permitiram potenciar as condições ímpares do vale do Douro, tais como a riqueza do seu património natural, paisagístico, histórico e cultural, associada a produtos de eleição como os vinhos do Porto e do Douro. Os investimentos de hoje encerram novas preocupações e vão incorporando princípios transversais associados a novos desígnios civilizacionais como é o da economia circular, da mobilidade verde e sustentável, da transição digital, da inclusão e desenvolvimento social, da modernização dos serviços e qualificação dos recursos humanos, entre outros de idêntica pertinência. São estes alguns
passos significativos rumo à sustentabilidade e à coesão. Todavia, o contexto atual e a urgência de alguns desígnios globais exigem mais do que planeamento ou estratégia, exigem consenso e agregação de vontades para a ação. Importa pois, alavancar toda a região para um novo patamar de competitividade, não só pela consolidação do setor vitivinícola, mas também pelo incremento do enoturismo, da cultura e do aproveitamento dos recursos endógenos do território. Trabalhamos para Que o novo ciclo de apoios comunitários permita antecipar, com confiança no futuro, “outras vindimas” para o nosso Douro.
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Lazer Piadas de bolso:
RECEITA CULINÁRIA VIVADOURO Tarte de castanhas
O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:
Ingredientes 300 g castanhas 1 c. de chá erva-doce 230 g massa quebrada 200g farinha de amêndoa 300g açúcar 3 ovos M 1 limão (raspa) 2 c. de sopa manteiga 100ml natas 1 c. de sopa açúcar em pó
- Querida, eu quero amá-la. A mulher, meia ensonada, responde: - A mala? Não sei onde está, mas a mochila está no armário do quarto do teu filho. - Não é isso. Hoje vou amar-te. - Por mim, podes ir a Marte, a Júpiter e à Lua, deixa-me é dormir em paz!
PREPARAÇÃO 1. Pré-aqueça o forno a 180 °C. 2. Coza as castanhas em água a ferver aromatizada com a erva-doce durante cerca de 15 minutos. 3. Forre uma tarteira com a massa quebrada. Reserve. 4. Numa taça, misture a farinha de amêndoa, 200g de açúcar, os ovos, a raspa de limão, a manteiga derretida e as natas. 5. Reserve cerca de 8 castanhas e triture as restantes num processador de cozinha até ter um puré. Junte-o à mistura de amêndoa, envolva bem e coloque na tarteira. Espalhe bem. 6. Leve ao forno por cerca de 30 minutos. 7. Polvilhe com o açúcar em pó e sirva decorado com as castanhas reservadas.
HORÓSCOPO
Maria Helena Socióloga, taróloga e apresentadora
SOLUÇÕES:
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BALANÇA Amor: O companheirismo é a base de qualquer relação. Fale sobre o que é necessário e seja carinhoso. Saúde: Combata a tendência para se isolar e refletir demasiado. Dinheiro: Algo inesperado poderá acontecer e colocar em causa a sua competência. Mostre o que vale com determinação e coragem PUB