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Ano 6 - n.º 78 - agosto 2021
Preço 0,01€
Mensal
Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida
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Douro capta portugueses ● São cada vez mais os portugueses a procurar o Douro como destino turístico ● Operadores turíticos satisfeitos com o aumento da procura ● Emigrantes regressam em força após um verão de ausência
Págs. 16, 17 e 18
Entrevista
Tabuaço
Alijó
Stª Marta de Penaguião
Sernancelhe
Patrícia Mamona:
Longa metragem
Inaugurada quarta
Oferta de alojamento
“O Esperança voltou a revelar-se um evento com bastante adesão”
> Págs. 4 e 5
> Pág. 6
> Pág. 8
> Pág. 12
> Pág. 14
“O meu mote de vida é: ser “Chouriço Santo” porta de entrada do cresceu durante uma pessoa melhor, no geral, filmada no concelho Parque do Vale do Tua pandemia e fazer sempre melhor”
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VIVADOURO
AGOSTO 2021
Editorial Miguel Almeida Diretor VivaDouro
SUMÁRIO: Entrevista Páginas 4 e 5 Tabuaço Página 6 Alijó Páginas 8 e 21 Santa Marta de Penaguião Página 9
Autárquicas: Rosa no país e laranja na CIM Douro, será para manter? Dia 26 de setembro, Portugal vai às urnas para escolher quem os vai representar na próxima legislatura. Habitualmente é uma eleição complicada para o partido que está no governo. Será o momento para aferir, quer o desgaste de alguns ministros, quer o impacto que a pandemia provocou no governo, e sobretudo perceber a quantidade de votos, que tudo isso irá retirar às câmaras lideraras pelos socialistas. Nos municípios da CIM Douro, o cenário é completamente distinto, temos 12 concelhos liderados pelos social democratas, seis pelos socialistas e temos ainda São João da Pesqueira que é liderado por um movimento independente. Ao que tudo indica, o panorama político nestes 19 concelhos, não deverá sofrer grandes alterações. Alguém acredita que Vila Real deixe de ser governada pelo socialista Rui Santos? E Sernancelhe pelo social democrata Carlos Silva? É mesmo muito pouco provável. Com algumas honrosas exceções o dia 26 de setembro não deverá trazer grandes alterações, mas os eleitores destes concelhos, terão, como sempre acontece em democracia, a derradeira palavra. Termino, desejando a todos os envolvidos, que entram agora no último mês de campanha, que consigam passar a mensagem aos seus eleitores. Assim, estarão muito mais próximo daquilo que desejam, a vitória no dia 26 de setembro.
PRÓXIMA EDIÇÃO 22 SETEMBRO
Armamar Página 10
Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivadouro.org POSITIVO O período de vindimas parece trazer boas notícias para a região com vários responsáveis a darem indicação que esta campanha poderá estar ao nível de 2011 em quantidade e qualidade.
Lamego Página 11 Carrazeda de Ansiães Página 13 Sernancelhe Página 14 São João da Pesqueira Página 15 Sabrosa Página 19 Vila Real Páginas 20 e 27 Região Páginas 24 e 25
NEGATIVO Com o avançar da campanha eleitoral e a colocação de cartazes pelas diversas campanhas vão também surgindo relatos de vandalismo um sinal negativo para o diálogo democrático.
Moimenta da Beira Página 27 Régua Página 28 Torre de Moncorvo Página 29 Lazer Página 30
Luís Braga da Cruz Engenheiro Civil
Opinião Página 31
"Sobre a Excelência nas Instituições de I&D?"
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Na base de dados nacionais da PORDATA encontra-se a evolução da despesa em I&D, em percentagem do PIB. Tal indicador contabiliza o investimento em investigação e desenvolvimento pelos quatro segmentos de execução: empresas, Estado, ensino superior e instituições privadas sem fins lucrativos (IPSFL). Entre 1982 e 2020, passou de 0,27% para 1,58%. Recordo que o programa CIÊNCIA, integrado no PDR 1989-93, "como meta estratégica, apontava ampliar a capacidade do sistema científico e tecnológico nacional por forma a atingir em 1993 uma participação de despesas de I&D no PIB da ordem dos 1,1%". No período de programação seguinte QREN (1994-99), teve continuidade no programa PRAXIS. Neste, a ambição ainda era mais elevada - "que no final do século, o volume de despesa de I&D atinja entre 1,2 e 1,5% do PIB". Porém, a realidade ficou aquém das metas. Entre 1988 e 1992, passámos de 0,38% para 0,55% e em 2001 alcançámos 0,76%. Em política é necessário ter ambição. Passados 30 anos, temos de reconhecer o impacto positivo que tiveram este dois programas na transformação do sistema científico nacional e na ênfase dada à inovação. A evolução entre 1982 e 2020, nos registos da PRODATA, também revela alterações na participação de cada sector de execução: o Estado, que através dos seus laboratórios era dominante (44,4%), reduziu muito (5,1%); As instituições de ensino superior cresceram de (22,2%) para (36,7%); o sector privado que já era significativo (29,6%) hoje lidera (56,3%); as IPSFL são agora residuais (1,9%), tendo atingido o máximo em 1995 (15,4%), porque
então não eram contabilizadas no mundo académico. Resta avaliar as grandes mudanças em termos regionais. Nos anos 80, o peso de Lisboa em termos de I&D era tão grande que o programa Ciência teve de incluir uma regra no sentido de não permitir que a região de Lisboa e Vale do Tejo pudesse ter mais de 50% dos recursos. Assim, se foram desenvolvendo as capacidades das outras regiões. Porém ainda subsistem disparidades. Na proposta de avaliação para financiamento plurianual das unidades de I&D (2020-2030), feita pela FCT, em Junho de 2019, as unidades de I&D com classificação de "Muito Bom" ou "Excelente" totalizaram 223, no País, das quais 69 na região Norte (31%). Em contrapartida, o financiamento global correspondente foi de 351,3 M€, para o país, enquanto às instituições da região Norte couberam apenas 69 milhões (16%). Com regiões administrativas estou certo que a conversa seria outra. 1 "PORTUGAL - Plano de Desenvolvimento Regional 1989-93", Ministério do Planeamento e da Administração do Território, Secretaria de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, volume II, Março de 1989, ficha 12. 2 "Programa Operacional Bases do Conhecimento e da Inovação: Educação, Ciência e Tecnologia", Quadro Comunitário de Apoio PDR 1994-1999, Ministério do Planeamento e da Administração do Território, Secretaria de Estado do Planeamento e do Desenvolvimento Regional, Fevereiro de 1994, pág 39. 3 "Proposta de Avaliação e Financiamento Plurianual de Unidades de I&D para o período 2020-2023 Resultados Provisórios de 336 Unidades de I&D", FCT, 24 Junho 2019, https://s3.observador.pt/wp-content/ uploads/2019/06/25080929/lista-de-resultados-de-avaliaccca7acc83o-unidades-para-publicaccca7acc83o_24062019.pdf
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VIVADOURO
AGOSTO 2021
Entrevista Foto:POLARIS SPORTS
PATRÍCIA MAMONA: “Se o corpo está a dar-me sinais sinais de que preciso descansar, tenho de respeitar. ”
Texto: André Rubim Rangel
Sentiste-te alguma vez dividida entre o atletismo, que cedo já corria em ti, e outra área como a medicina, cuja bolsa te levou depois para uma universidade americana? Sim, o facto de eu ter ido para os Estados Unidos foi mesmo a oportunidade que agarrei, porque na altura tinha que decidir entre uma e outra. Infelizmente, naquele tempo, era muito difícil conseguir conciliar as duas coisas. Tinha horários incompatíveis entre a parte académica e a parte de treino. Na altura, também era menor de idade e não tinha carta de condução: não conseguia chegar a tempo nem ao treino nem à Universidade. Então tive que escolher entre ambos. Como jovem que não sabe o que é que vai acontecer a nível de atletismo, escolhi a Universidade. Tive a sorte, nesse momento, de receber o convite para fazer parte da equipa universitária de atletismo dos EUA, no Estado da Carolina do Sul. Ali têm um programa próprio para estudantes atletas. Se não fosse isso, pensei que o meu sonho do atletismo ia acabar rapidamente. Não hesitei em ir para os EUA: caso corresse mal, tinha sempre aquela hipótese de voltar a Portugal. Mas correu bem e nalgumas competições tiveste dois pódios. Isso deu-te alento e fez-te ver que a tua decisão estava correta? Sim, foi lá que eu percebi que o atletismo era mais sério na minha vida do que eu pensava que seria. Eles têm uma cultura desportiva muito forte e o atletismo é uma das disciplinas-rainha, principalmente no sistema universitário, muito parecido com o profissional. Aliás, quase todos os atletas profissionais da América saem do desporto universitário. É outro mundo! Percebi que não era só naquele intuito de gostar, porque eu sempre gostei muito de desporto e – como se diz – “quem
corre por gosto não se cansa”, mas comecei a vê-lo como uma profissão. Vi o meu talento. O facto de ter ganho lá dois campeonatos nacionais, sem nenhum treino técnico ou sem me aventurar em treinar especialmente para o triplo salto, fez-me perceber que eu tinha ainda muito para dar e que podia ser uma possibilidade. Consegui fazer lá o meu curso e regressei a Portugal por ter cá condições melhores para treinar só triplo salto. E com o apoio do Prof. José Uva, que sempre me treinou e acompanhou os meus saltos quando eu estava na América. Juntos fizemos, então, um pacto: tínhamos quatro anos para tornar a Patrícia Mamona numa atleta de elite. Acho que correu tudo muito bem. Atingi o objetivo em atingir uma final olímpica, no Rio de Janeiro 2016. E entretanto sempre a estudar, como plano B, pois o triplo salto é uma disciplina muito violenta. Há muitos atletas que têm muitas lesões. Leva depois tempo a recuperar. É uma disciplina muito ingrata nesse sentido. Com o meu curso de medicina terminado nos EUA, infelizmente não tive equivalência em Portugal. Optei cá por ingressar no curso de engenharia biomédica, que ainda frequento e espero poder acabar em um ou dois anos. Tive dois anos parada por causa dos Jogos Olímpicos de Tóquio. O estares uns anos da adolescência/juventude sem a família por perto, antes já tinham emigrado, ajudou-te na tua forma de ser, ver a vida e resolvê-la? Eu acho que sim. Estas experiências fazem também algo de nós. O que eu notei, quando não tive os meus pais presentes durante aquela fase, foi ter tido uma maturidade mais repentina em relação aos outros jovens da minha idade. Tive de aprender a resolver os problemas por mim mesma, embora sempre tivesse o apoio deles, mas através da comunicação digital, que era o modo como conseguíamos falar. Mas aquilo que eu sou, de ser lutadora e de trabalhar muito foi fruto daquilo que eu tinha aprendido antes. Os meus pais sempre quiseram que eu fosse a
melhor aluna da turma, a melhor nos «Olímpicos Jovem», a melhor nas olimpíadas de matemática. Ou seja, em tudo aquilo que eu interessava. E ser melhor não depende só de mim, mas também dos outros. Para eu ser a melhor tenho de entregar tudo: isto é e foi a minha educação desde muito nova. Aprendi e consegui levar isso para o resto da minha vida. Às vezes, queremos ser os melhores o mais rápido possível, mas temos de ter a consciência que as coisas também durar um bocado a aparecer. Eu, só agora e depois de 20 anos, é que estou a conseguir medalhar-me a nível olímpico e passar a ser uma das melhores atletas do mundo. Tive muito trabalho e é fruto do que aprendi com os meus pais. Até porque “filha de peixe sabe nadar” e o significado do teu apelido vindo do teu pai, angolano, é “visionário”. Sentes-te também uma visionária desta vida? (risos) Sim, felizmente o meu nome não é tão mau quanto parece! (risos) Sinceramente sinto-me um pouco isso. Faz parte da minha personalidade ter bem definido aquilo que eu quero fazer, os meus objetivos, aquilo que quero ser e acreditar que vai dar frutos. Embora eu preferisse “Patrícia Visionária” no meu nome (risos). Campeã da Europa este ano e vice-campeã olímpica há três semanas: ainda te sentes nas nuvens ou já completamente focada nos próximos desafios principais? Pergunta difícil de responder, porque estou num misto. Acho que ainda não processei tudo. Já percebi bem o que aconteceu, já consegui ver a minha prova, pois durante dias não consegui ver e ter aquela sensação de ter feito muita coisa, mas nunca tinha visto de fora. Estava, de facto, numa forma espetacular (risos). Já comecei a treinar, porque ainda tinha objetivos depois dos Jogos Olímpicos, pelo menos até meio de setembro que quero continuar a competir. Tive que descer um bocadinho à terra e tentar focar
nos próximos objetivos. Agora, está assim a meio. Antes, ia para o treino e treinava sossegada. Hoje, entre treinos, há pessoas a pedirem fotografias, pessoas que querem dar o seu carinho. Isso faz-me sentir muito nas nuvens, mas depois quando estou a treinar aterro e foco-me no que tenho de fazer. Como constróis esse foco abstraindo-te de tudo o resto que distrai? Acho que é um misto de experiência, porque já tinha ido a outros dois Jogos Olímpicos. Nesses, as minhas emoções não me deixaram mostrar o que realmente eu valia. Lembro-me, em Londres 2012, de entrar no estádio às nove da manhã, completamente cheio, com uma sensação de medo que não estava nada habituada, de não saber gerir o que estava a acontecer. Isso não jogou a meu favor e, infelizmente, não fui à final. Depois de várias experiências desse género, percebi que tinha de ter um treino mental e emocional que me permitisse conseguir estar psicologicamente no meu melhor, numa competição desse nível, porque o meu corpo também já estava no seu melhor. A partir daí decidi dar muito mais valor à minha parte mental e desde há quatro anos que trabalho com um psicólogo. Neste momento, trabalho com dois, para treinar não apenas a parte mental e emocional, mas também do comportamento. Depois de muitos treinos mentais, descobri que a minha zona de conforto é estar muito focada, equilibrando as emoções mais positivas e menos positivas. É muito difícil explicar, porque é algo muito sentido. Ainda agora em Tóquio, eu sabia que muitas colegas minhas podiam estar nas medalhas e não estiveram porque, emocionalmente, não estavam em alinhamento com o corpo. Não sei se pensas nisso e/ou se te ajuda pensar: tens uma adversária de peso, a venezuelana Yulimar Rojas. Sente-la como uma ameaça ao ouro – ora no próximo Mundial ora em Paris 2024 –, e dado até o recorde mundial dela em mais 66 cm do que o teu? Uma coisa que eu também aprendi, e mudei muito o meu discurso nesse sentido, é que a única coisa em que me posso focar é naquilo que eu faço e que posso fazer. Eu não posso dizer o que é que a Yulimar faz, porque isso só pode influenciar negativamente o que eu faça. Foco-me em estar bem mental e fisicamente e conseguir bons resultados nas provas. É nisso que tenho de me focar! Mas também aprendi, com algumas provas que já fiz com a Yulimar, que ela é tão humana como eu, embora ela tenha o tipo genético perfeito para o triplo salto e que possa bater o recorde mundial – que já é dela – por muito mais ainda. Contudo, tenho de ver que tudo pode acontecer nas competições. Faz parte delas serem imprevisíveis. Sinceramente, acho que a Yulimar tem a parte humana e essa parte humana se não tiver 100% afinada, ela pode deslizar e eu subir. Ou eu, também, posso deslizar. Importa é estar focada para atingir a meta. Treinas todos os dias, mesmo em férias. Se estiveres um dia sem fazê-lo, por não conseguires mesmo ou por estares doente, que sensação te fica? De que modo reage o teu corpo? Se o corpo está a dar-me sinais de que preciso descansar, tenho de respeitar. E acho que isso é uma mais-valia e uma das minhas valências: já cheguei ao ponto de conseguir perceber o que é que o meu corpo precisa
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Entrevista Foto: POLARIS SPORTS
Acho muito bem. Mas, acima de tudo, não é só pensar em medalhas e no desporto de elite, eu acho que é também criar pessoas. Nessas experiências que nós temos quando éramos mais novos, num desporto de equipa, dá-nos a entender que na nossa vida normal nós não conseguimos fazer tudo sozinhos. Precisamos sempre de alguém que tem a ferramenta que se calhar precisamos e que nós podemos ser a ferramenta que a outra pessoa precisa. O trabalho da equipa é muito importante para conseguirmos chegar ao objetivo das nossas vidas. Essas são as pequenas lições que querem transmitir aos mais novos e acho que não tanto de querermos ter xis medalhas. Embora o resultado seja depois natural e o desporto possa ser uma potência. Gosto muito desta iniciativa! Imaginemos que estás nessa situação: tens até 12 anos e a tua modalidade individual está escolhida, bem escolhida. Qual seria aquela que escolherias para jogar em equipa? Não sei, talvez o voleibol. Eu gosto de vólei, também tens de saltar muito (risos). Também podia ser o andebol. Todos aqueles desportos que impliquem um pouco mais de salto seriam, para mim, uma mais-valia. Mas desses o voleibol é o teu segundo desporto favorito? Penso que é aquele que teria mais jeito.
e consigo comunicá-lo muito bem com o treinador. Quando chegamos a essas situações, eu falo com ele, que percebe muito bem e confia naquilo que lhe digo. E tenho mais descanso, sem preocupações, porque o treino só faz sentido quando o teu corpo está descansado. Como vemos no overtraining (= treino exagerado), o facto de não teres descansado pode dar origem a lesões, por vezes muito sérias. Quando descanso é tranquilo, sem stresse, sem dar voltas à cabeça por não estar a treinar. As únicas vezes onde me sinto pior é nas férias: uma pessoa está tão habituada a treinar, treinar e treinar e fica duas semanas sem fazer nada. E o corpo estranha e pergunta: o que se passa aqui, tanto tempo parada? (risos) Dá-me aquela sensação de que preciso fazer qualquer coisa. Depois duma semana farto-me e vou correr ou faço um pouco de preparação física, só para o corpo não sentir a falta de exercício. Mas mentalmente tento descansar o mais possível, porque sei que quando começar a pré-época vai ser duro, outra vez. E além do descanso, que cuidados tens e necessitas de ter para manter essa tua forma física vigorada? Passando, por exemplo, pela alimentação… Eu, felizmente, também tive de mudar. Eu era uma atleta que não acreditava muito nisso, na minha cabeça era uma falácia, pois eu comia qualquer coisa e saltava muito na mesma. Mas, depois, chegou uma altura em que senti estagnada. Pensei, então, que qualquer coisa tinha de mudar se eu queria evoluir. E mudei essa parte da nutrição, apesar dum pouco à força, depois do meu treinador me dizer que tinha de perder uns quilinhos. A verdade é quando comecei a alterar os meus
hábitos alimentares, a minha performance melhorou muito, exponencialmente. Com a pandemia, várias privações e instabilidade de treinos assolaram vários desportistas e fizeram agravar a tensão e a pressão da saúde mental, que já antes existia. Consideras que ainda não se leva a sério este problema e como consegues lidar com ele? Sim, primeiro temos que quebrar o tabu de que os problemas mentais fazem de nós “malucos”. Não é nada disso! Acho que todos nós, no nosso crescimento, temos problemas físicos, nem que seja uma tosse, e fazemos qualquer coisa para tratar dela. O mesmo tem de ser com a parte mental e emocional. Depois, deve-se falar muito mais sobre este assunto. E o facto de pessoas com maior impacto, como a Simone Biles, falarem nesta questão da saúde mental faz abrir mais os olhos. De facto, há muita pressão nas competições e há atletas que não conseguem sair dessa pressão. Pressão até causada, por vezes, pelas pessoas que não percebem dos sacrifícios que os atletas fazem. A nível mental sempre tive muita ajuda e, pela minha maneira de ser, é algo que tenho conseguido combater, a nível da pressão. Quem tem estes problemas não deve ter medo de pedir ajuda. Como me dizia o Nélson Évora, há muito: a cabeça é que comanda tudo. É verdade! Por isso, ela tem de estar no sítio. E esta questão não se aplica só ao Desporto. O que achas do fomento e educação desportiva na Austrália, em que até aos 12 anos todos têm de praticar uma modalidade individual e outra em equipa? Daí esse país estar no top-10 com mais medalhas olímpicas da História…
O que é que, a nível pessoal e ao longo da tua vida, te tem dado mais satisfação? E, por outro lado, o que te tem provocado maior preocupação? Pergunta difícil! Se calhar o que me dá mais satisfação é mesmo poder acordar e fazer uma coisa que realmente gosto. É das melhores sensações. Há pessoas que não entendem e dizem: “vais levantar-te para ir treinar, vais sofrer”… Mas é isto que gosto de fazer. E porque o que terei a seguir é tudo muito fruto do meu trabalho, que vai recompensar. Em simultâneo, a minha preocupação e frustração surge daí: é eu trabalhar, trabalhar e trabalhar e os resultados não aparecerem. É combater este sentimento do que preciso de fazer mais para sair o salto que eu quero. E se não sair como eu quero, sei que posso estar descansada porque, acima de tudo, eu dei o meu melhor. É, um dia, acabar a minha carreira em paz e saber que fiz o melhor que tinha e sabia. Li dois registos na internet: que és a desportista mais bonita em Portugal e a mais promissora. Identificas-te em ambos os elogios? Porquê? Eu acho que qualquer elogio é bom quando te fazem sentir um bocadinho melhor (risos). É um privilégio esses elogios, mas acho mais importante ser vice-campeã olímpica, pois é o que traz valor à minha pessoa, é para isso que trabalho e na qual quero ser reconhecida. Compreendo isso, até porque estamos numa era em que a imagem é importante e se eu tenho essas oportunidades, tenho de aproveitá-las obviamente a meu favor. Quero, ainda, melhorar a minha imagem na parte mais comunicativa: quero aprender a falar melhor. Aliás, quero melhorar em tudo! O meu mote de vida é: ser uma pessoa melhor, no geral, e fazer sempre melhor. Mas com esses elogios não fico com o ego super grande, quero marcar ainda mais a imagem ou marca «Patrícia Mamona». Tens sido uma atleta de bater recordes
pessoais e nacionais. Que outros recordes, quanto a virtudes humanas, são a tua marca valiosa e gostarias que fossem os de todas as pessoas? Primeiro, acho que todos nós devemos perceber que temos algo importante para ser e dar à sociedade. Apesar disso, é muito esquisito quando as pessoas me colocam num patamar super alto e eu respondo: eu não sou nenhuma extraterrestre nem nada de especial para estar nesse patamar. Sou uma pessoa normal, que trabalhou para aquilo que eu achava que era capaz. E, isto, qualquer pessoa pode fazê-lo, desde que tenha a vontade que aconteça e que trabalhe para isso. Às vezes, as pessoas olham para mim ou para pessoas de elite, como pessoas extraordinárias que fizeram coisas que elas julgam não serem capazes de fazer. E desistem logo dos próprios sonhos porque acham que só acontece aos melhores. A mensagem é precisamente ao contrário: temos de encontrar algo em que nos apreciemos a nós mesmos e, depois, há sempre qualquer coisa que as pessoas como útil contributo para a sociedade. Há que encontrá-lo e partilhá-lo com o mundo, fazendo com que este seja ainda melhor! Com isso vamos dar valor a ele e sairemos, também, valorizados. Se tivesses de votar agora na tua região portuguesa preferida, a opção do Douro seria a melhor? Ou fica, pelo menos, no teu top-3? Está no meu top-3, mas Lisboa primeiro. Eu adoro o Norte. Há qualquer coisa fantástica quando chego aí, que eu não sei explicar: é o ar, a energia, as pessoas são super simpáticas, come-se bem, é a própria cultura e arquitetura. Quando chego ao Norte, e ao Douro, digo sempre: “isto é lindo!”. Tudo me encanta e, por alguma razão, sempre que aí vou eu salto muito. Faço grandes saltos! Se eu tiver de fazer recordes pessoais em Portugal é no Norte! Tem sido assim, pelo facto de estar bem, porque me sinto bem no Douro e todo o Norte. Quem vai a esta região percebe o que eu digo; é o acordar de manhã, ver aquelas paisagens, as pontes, as luzes (suspiros). E há alguma localidade do Douro que consigas eleger, ou que mais gostaste ou por alguma história de memória grata? Sempre que sinto precisar de alguma paz, de assentar na Terra e que preciso sentir-me mais humana, ali é o local ideal, com uma paisagem arrebatadora, e que eu gosto muito. Por acaso sou suspeita a falar bem do Norte porque vou muito a Matosinhos, por ter lá muitos amigos. Sempre que vou aí é uma alegria, fico muito feliz, mas tem a ver com as pessoas. Mas acho que as cidades também são feitas das pessoas e daquilo que elas nos transmitem. Nesse caso, nem é o cenário em si, são mesmo as pessoas por elas serem assim. Por fim, que palavra de estímulo neste tempo queres deixar a todos os que te seguem e apreciam? E mesmo para os que não o fazem… Primeiro, quero agradecer. O carinho e as palavras que me têm andado têm sido mesmo espetaculares. São eles que me fazem sentir nas nuvens. Depois, obviamente, que na parte do desporto irei sempre dar o meu melhor. Podem estar confiantes que representarei todos os Portugueses da melhor maneira, em Portugal e na Diáspora. E o meu repto é: tenham esperança num futuro melhor; que a pandemia acabe rápido, para voltarmos ao antes; e vão sempre à procura dos vossos sonhos. ■
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VIVADOURO
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Tabuaço
Projeto cinematográfico rodado em Tabuaço
Depois de “Tábuas com História”, “Transfugo” e “A Margem”, todas produções galardoadas em inúmeros festivais de cinema por todo o mundo, arrecadando mais de 30 distinções, segue-se “Chouriço Santo” que, segundo a produção, “promete arrecadar muitas gargalhadas do público e acima de tudo divulgar Tabuaço”. Durante este mês de agosto Tabuaço serve de cenário à mais recente produção cinematográfica realizada em Portugal. O projecto conta com nomes bem conhecidos da sétima arte portuguesa e a estreia está marcada para a época de natal. João de Carvalho, Luís Mascarenhas, Paula Luiz, Sara Norte ou Henrique Gomes são apenas alguns dos nomes que compõem o elenco de “Chouriço Santo”. O Santuário de Nossa Senho-
ra do Sabroso, a Igreja Matriz de Chavães, a Foz do Távora e algumas das Quintas do Concelho servem de cenário àquela que é a mais recente produção cinematográfica portuguesa e que terá Tabuaço como tela de fundo. Realizada por Bernardo Antero, com apoio da Câmara Municipal, faz também parte do elenco o TEATRAÇO, Grupo de Teatro Local, cuja direção de atores está ao encargo do diretor da companhia Beto Coville, a quem também pertence a ideia original do projeto. Na equipa técnica salienta-se a participação de Rodrigo Tavares, um dos grandes nomes na direção de fotografia de cinema, que tem conquistado inúmeros prémios ao longo da sua carreira e que já trabalhou com o TEATRAÇO na realização das duas curtas, também muito galardoadas, A Margem e Transfugo. Manuela Martins, presidente do Teatraço conta que as gravações têm corrido bem, “não é a nossa primeira experiência no cinema, já fizemos duas curtas e uma longa metragem, por isso já não há aquele fator de novidade. Depois, trabalhamos com pessoas
com quem já trabalhamos em outros projetos, o que também nos dá alguma segurança, como é o caso do Bernardo Antero ou o Rodrigo Tavares, isto ajuda a que o trabalho seja tão fluido. O ‘Chouriço Santo’ é uma comédia e isso, no que toca ao Teatraço, dá-nos outra liberdade porque nós vimos do teatro cómico, já trazemos essa bagagem que tem ajudado muito neste projeto”. Para a responsável pelo grupo de teatro, um fator decisivo no sucesso deste trabalho é o apoio da autarquia que vê neste projeto a oportunidade de promover o concelho em plataformas diferenciadas. “A câmara municipal, que é a principal promotora deste projeto, vê nesta plataforma, o cinema, uma forma de divulgar o território, daí tentarmos também que este projeto passe pelo maior número de freguesias do nosso concelho. Mesmo, por exemplo, os nomes dos santos que são usados nesta produção são os daqui, uma forma de preservarmos a identidade deste território. É muito interessante esta visão que a autarquia tem, a meu ver é muito inteligente porque é uma forma diferente de promover o território. Com a nossa primeira longa metragem fomos a Hollywood receber um prémio, as curtas estiveram um pouco por todo o mundo em festivais de cinema, é uma promoção única, que não se conseguiria de outra forma. Gostávamos de conseguir também o apoio de algumas marcas da região, como
temos por exemplo da Paladino mas infelizmente em Portugal não há essa visão, não se olha para o cinema como um veículo de promoção territorial”. Paula Luiz é uma das atrizes com maior currículo e notoriedade do elenco, à nossa reportagem confessa que a região a “tem recebido muito bem”. “Por vezes as pessoas reconhecem-me e vêm falar comigo e eu gosto muito disso, tem acontecido de uma forma muito espontânea”. Sobre o trabalho que está a ser realizado, Paula Luiz afirma que as gravações decorrem a bom ritmo. “Está a correr muito bem porque está a ser muito divertido. Desde logo por ser uma comédia mas para além disso é muito bem escrita. É uma comédia que está assumidamente cómica e mesmo nós divertimo-nos imenso durante as gravações”. Participar neste projeto tem também dado à atriz a oportunidade de conhecer a região, uma descoberta que afirma estar a ser muito interessante. “Está a ser uma descoberta muito bonita, eu sou muito do campo. Gosto muito de praia, do mar, mas desde muito pequena que passo as minhas férias no campo e tenho mesmo esta necessidade de estar imersa no verde e com estruturas antigas, portanto, estou muito satisfeita. Ainda ontem estivemos na igreja de Sabroso e foi muito interessante estar em contacto com uma igreja da época medieval portanto, esse lado histórico daqui do concelho de Tabuaço também me interessa. Tem sido uma descoberta muito interessante”. ■
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VIVADOURO
AGOSTO 2021
Alijó
Inaugurada Porta de Entrada no Tua
> Na foto: José Paredes e Artur Cascarejo
Localizada em São Mamede de Ribatua, a Porta de Entrada no Parque Natural Regional do Vale do Tua, em Alijó, é a quarta a ficar disponível ao público. No recuperado edifício da antiga escola primária da freguesia alijoense funciona, a partir deste mês de agosto, mais uma Porta de Entrada no PNRVT, um espaço que se pretende de conhecimento e aprendizagem, destacando as características únicas deste concelho e do Vale do Tua. A Porta de Entrada oferece um conjunto de experiências focadas na preservação e valorização ambiental, na herança cultural e patrimonial, na economia local e nas dinâmicas sociais do território, que se quer assumir como local prioritário de visitação, onde os turistas se devem dirigir quando chegam para procurar informação, obter apoio, solicitar serviços, adquirir produtos, e onde podem aprender, divertir-se, etc., e depois disso partir à descoberta com mais informação. “Esta era uma escola que estava devoluta, acho que fomos muito felizes na escolha deste espaço, inicialmente esta porta estava pensada para Alijó mas a partir do momento que ganhei a autarquia em 2017 pensei logo em fazê-la aqui, até porque São Mamede de Ribatua está situada dentro da área do Parque Natural do Vale do Tua. Este equipamento tem uma larga oferta de conteúdos sobre este vale que abrange diversos setores da nossa realidade, desde a economia local à oferta cultural, entre muitos outros, podendo assim o turista agregar uma série de informações bem estruturadas.
Será um espaço que trará um forte contributo para a região, atraindo mais gente a este território, fixando-as por mais tempo. É um espaço magnífico, bastante amplo e que contribuirá para aquilo que foi erguido”, afirmou José Paredes, autarca alijoense em declarações à comunicação social na inauguração do espaço. As Portas de Entrada no PNRVT nascem como resposta a diversas necessidades de organização do turismo do território, centralizando a oferta numa estrutura específica, criar motivos de atração adicional, monitorizar o acesso de visitantes e organizar visitaspromovendo a sensibilização e educação ambiental, prolongando o período médio de estadia no PNRVT e concelhos integrantes, enriquecendo o tempo passado durante a visita. “O turista pode encontrar aqui duas coisas, tudo aquilo que é a atividade do Parque nas suas três dimensões: ambiental, turística e socioeconómica, e ainda as características únicas do município em que está inserida. O município de Alijó tem esta característica única de ligar o Tua ao Douro, tornando-se na síntese daquilo que é a aposta estratégica do próprio Vale do Tua, que é afirmar-se como uma marca e um território registado do ponto de vista turístico, não esquecendo toda a sua envolvente. Cada vez mais temos que vender o nosso território como um todo e na lógica do Turismo de Natureza. Se conseguirmos, como toda esta oferta, segurar aqui os turista durante uma semana, será ótimo para, em vez de ficarem apenas um fim de semana. Cada vez mais é essa a nossa aposta. A ideia é que cada uma destas portas se complementem, despertando a curiosidade de quem visita uma delas para visitar as restantes. A ideia é “vender” todas
as potencialidades do território do Vale do Tua, do ponto de vista natural, cultural, gastronomia e vinhos, património, etc. Nós temos aqui uma riqueza enorme, a questão é organizá-la de forma turística, como um produto”, afirmou o diretor do PNRVT, Artur Cascarejo. A funcionar em pleno estão já quatro Portas de Entrada (Murça, Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Alijó), faltando apenas abrir ao público a Porta de Entrada de Vila Flor, que está pronta contudo os condi-
cionalismos com a pandemia, e mais recentemente a campanha para as eleições autárquicas, têm atrasado a sua abertura. As “Portas” são um complemento de proximidade do Centro Interpretativo do Vale do Tua, localizado em Foz Tua, equipamentos que integram uma lista de respostas qualificadas que a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) e o PNRVT têm vindo a implementar, como são exemplos, o próprio CIVT, a Rede de Percursos Pedestres, a Certificação do Vale do Tua como “Destino Turístico Starlight”, a Rede de Miradouros, a Rede de Percursos de Birdwatching, em implementação, o património edificado recuperado, os programas de empreendedorismo e a criação da Tua Incubadora, que incentivam a criação de novas empresas, essencialmente, na área do Turismo de Natureza. “Com a pandemia estes territórios registaram um aumento da procura, resta-nos saber aproveitar esta oportunidade. Temos que apostar no valor que aqui temos. Cada vez mais, territórios com esta pureza de ar, com as paisagens que nós temos e com o capital cultural que aqui há, é difícil encontrar, por isso, quem aqui vem tem que pagar”, afirmou Artur Cascarejo. ■
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Santa Marta de Penaguião
Pavilhão Gimnodesportivo disponível durante o mês de agosto O Pavilhão Gimnodesportivo é uma infraestrutura que se presta à realização das mais diversas atividades pelos mais variados utilizadores, funcionando como zona
de lazer e ocupação de tempos livres, através da prática de atividades desportivas. Depois de um período de confinamento que privou os amantes da
prática das modalidades desportivas, nomeadamente as de grupo, o Município de Santa Marta de Penaguião decidiu continuar a disponibilizar o Pavilhão Gimnodes-
portivo durante o mês de agosto, para que todos pudessem usufruir de mais uma forma de combater a sedentariedade e o isolamento que a Covid nos impôs.■
Autarquia procura penaguienses funcionários da Casa do Douro O M u n i c í p i o d e S a n ta M a r ta d e Pe n a g u i ã o e stá a p ro c e d e r a o l e va n ta m e n t o d o s n o m e s
de todos os penaguienses que fo ra m f u n c i o n á r i o s d a C a s a d o D o u ro .
Inaugurada nova sede da Associação de Caça e Pesca Foi inaugurada, no passado dia 14 de Agosto pelo Presidente do Município de Santa Marta de Penaguião, Luís Machado, o novo espaço da associação, em Banduge. A Associação de Caça e Pesca de
Penaguião, agradeceu ao município a cedência destas instalações, “estando certos que será uma mais valia para o clube e para os sectores da caça e da pesca no nosso concelho”. ■
Autarquia assinala Dia do Município O Município de Santa Marta de Penaguião assinalou o seu Feriado Municipal e a comemoração da Padroeira da Região Demarcada do Douro – Santa Marta, com uma cerimónia mais restrita em virtude da situação pandémica
que vivemos hoje. O programa contou com a habitual cerimónia do Hastear de Bandeiras, na Praça do Município, seguida da Eucaristia em Honra de Santa Marta, no Fórum de Atividades. ■
C o m o ta l , s e c o n h e c e a l g u m p e n a g u i e n s e q u e fo i f u n c i o n á r i o d a C a s a d o D o u ro, e n t re e m
c o n ta c t o c o m a C â m a ra M u n i c i p a l a t ravé s d o 2 5 4 8 1 0 1 3 0 o u ga p @ c m - s m p e n a g u i a o . p t ■
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Armamar
Cozinheiro armamarense lança projeto único na região Hugo Laranjeira é natural de Armamar e afirma que a cozinha foi sempre uma paixão para si, tanto que decidiu criar um novo conceito em que leva a sua arte até casa dos clientes, o Laranja D’ouro. A ideia de criar este serviço de chefe ao domicílio surgiu durante o primeiro confinamento provocado pela Covid-19, quando os restaurantes tiveram que fechar, como nos conta Hugo. “A ideia surge porque com a pandemia os restaurantes começaram a fechar, nessa altura decidi dar o passo em frente e criar este projeto que não se resume apenas a ir a casa das pessoas cozinhar mas também preparar picnics ou refeições a bordo de embarcações que passeiam no rio. É uma ideia que acho que é inovadora na região, não conheço outro projeto igual a este”. O percurso de Hugo na cozinha começa de forma mais séria em 2017 quando decidiu inscrever-se no curso de Cozinha e Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego. Contudo, a paixão pelo fogão vem de longe, dos tempos de infância. “A minha mãe
costumava estar sempre a reclamar comigo porque sempre que ela estava a cozinhar lá ia eu para a cozinha ver o que ela estava a fazer e como o fazia”. Desde que terminou o curso, Hugo Laranjeira tem passado por algumas das principais cozinhas da região, tendo mesmo já chegado a trabalhar com chefes de renome como é o caso do famoso Ljubomir Stanisic no Six Senses Douro Valley. Com o confinamento Hugo acabou por ficar em casa sem trabalho. Ávido por encontrar uma solução, este chefe natural de Armamar não desistiu e criou o projeto Laranja D’ouro, nada mais que um chefe ao domicílio “mas também pode ser num barco ou num qualquer miradouro da região, por exemplo”, explica Hugo. Com diversos serviços já realizados, Hugo Laranjeira faz um balanço positivo deste início de atividade. Para o chefe armamarense este projeto torna-se ainda mais interessante por poder estar em contacto com os seus clientes, no seu espaço. “Dá-me algum gozo ir a casa das pessoas e poder cozinhar para elas, tê-las ali a ver o que faço, é um conceito muito interessante. A experiência tem sido muito boa, as pessoas têm ficado muito contentes e tentam sempre aproveitar para
> Hugo Laranjeira, chefe de cozinha
saberem um pouco mais. Também há aqueles que estão sempre dispostos a ajudar mas eu prefiro que as pessoas relaxem enquanto trabalho para depois desfrutarem da sua refeição”. Natural de uma região onde predomina a cultura da maçã e o cabrito, Hugo Laranjeira afirma que estes são dois dos produtos que mais gosta de usar, tendo ainda parcerias com diversas quintas da região, o que lhe permite fazer harmonizações entre os vinhos da região e os pratos que confeciona.
“Tento sempre usar produtos da região, sendo de Armamar gosto muito de usar aa maçã, por exemplo, e o cabrito, que é uma das marcas do nosso concelho. É um estilo de cozinha tradicional com um toque de modernidade. Tenho também algumas parcerias com quintas da região para servir os seus vinhos e ainda uma outra coM uma marca de cocktails de espumante, um produto diferenciado e que tem tido imenso sucesso, até pelo impacto visual que tem”. ■
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RTP emitiu especial 7 Maravilhas
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Lamego
A RTP esteve em direto a partir da cidade de Lamego para uma emissão dedicada às "7 Maravilhas da Nova Gastronomia". Num programa em que foram apresentados os candidatos das categorias "Petiscos" e "Vegetariana", a emissão especial foi apresentada por José Carlos Malato, Joana Teles e Rita Belinha, tendo como cenário o belo Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Ao longo de mais de cinco horas, o programa transmitido pela RTP1 e pela RTP Internacional promoveu o concelho de Lamego como um destino turístico de excelência. Foram convidados o Presidente da Câmara Municipal de Lamego, Ângelo Moura, a Quinta de Santa Eufémia, uma propriedade situada em Parada do Bispo com uma antiquíssima vocação vinhateira, e a empresa "Rumimel", vocacionada para a produção e comercialização de mel e produtos apícolas. O Rancho Regional de Fafel também animou a emissão. Em destaque também esteve o facto das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios terem sido eleitas no ano passado, através de votação popular, uma das "7 Maravilhas da Cultura Popular", tendo em conta a expressão da sua autenticidade e religiosidade. ■
Autarquia e GNR distribuem Lamego recriou peregrinação equipamentos de teleassistência a Santiago de Compostela A Câmara Municipal de Lamego, em parceria com o Comando Distrital da Guarda Nacional Republicana (GNR) e o apoio da Agência para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação e do Conhecimento (ADSI), vai disponibilizar um dispositivo eletrónico de apoio gratuito aos idosos e aos munícipes com necessidades especiais que vivem em zonas mais isoladas. O sistema “eGuard” permitirá obter assistência permanente em qualquer eventualidade. Os primeiros munícipes a receber este equipamento já estão identificados pela autarquia. O equipamento associado ao sistema “eGuard” trata-se de um ob-
jeto do tamanho de um comando de portão, com apenas um botão que, quando premido durante mais de 3 segundos aciona uma chamada SOS para a GNR. Este dispositivo poderá ser utilizado caso o idoso presencie ou seja vítima de crime ou de uma situação de perigo ou, no caso, por exemplo, de doença súbita ou ocorrer um incêndio nas redondezas. O protocolo de cooperação firmado entre a Câmara Municipal de Lamego e a GNR que visa garantir condições de segurança e tranquilidade das pessoas idosas foi assinado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelo Presidente Ângelo Moura e pelo Coronel Vítor Assunção. ■
O Largo da Sé foi palco no domingo de manhã de uma cerimónia de lava-pés aos peregrinos que iam a Caminho de Santiago de Compostela, um momento que culminou uma recriação histórica da peregrinação a Santiago, promovida pelo Município de Lamego. A iniciativa teve início no Convento de Ferreirim, acompanhada ao longo de todo o percurso pelas explicações do historiador Joel Cleto. "Os Caminhos de Santiago também são, hoje em dia, um motor de atividade económica e de promoção dos territórios por onde passam. Lamego ocupa uma posição privilegiada, neste contexto, ao ser cruzada por dois caminhos muito conhecidos: o Caminho do Interior e o Caminho de Torres. Quisemos afirmar Lamego, a este nível, por ser Ano Xa-
cobeo", explicou o Presidente Ângelo Moura no final do evento. Os Caminhos de Santiago constituem algumas das rotas mais antigas do mundo, percorridas por peregrinos desde o período medieval. Com o passar dos anos, tornaram-se itinerários espirituais e culturais, feitos anualmente por milhares de pessoas. A recriação histórica que decorreu em Lamego foi promovida no âmbito da iniciativa "Redes de Património e Caminhos em Ano Xacobeo", financiada pelo FEDER, tendo passado por diversos pontos de interesse histórico, nomeadamente o Convento de Ferreirim, as Igrejas de São Lázaro, Senhora dos Meninos, Senhora dos Aflitos e Desterro, o Teatro Ribeiro Conceição e a Igreja Catedral. ■
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Santa Marta de Penaguião
Oferta de alojamento cresceu em ano de pandemia Ao longo do período pandémico, o setor do turismo foi dos mais afetados. Confinamentos, proibição de circulação entre concelhos e o receio das pessoas foram razões para um largo número de cancelamentos de reservas. Contudo, de acordo com diversos especialistas, o setor do turismo pode também ser dos mais rápidos a recuperar. Em regiões como o Douro existe ainda espaço para o crescimento da oferta e em Santa Marta de Penaguião este período tem registado esse aumento, tendo o concelho neste momento uma capacidade de 170 dormidas, na sua maioria em pequenas unidade de alojamento local e turismo rural. Numa viagem pelo concelho o VivaDouro foi conhecer dois exemplos de quintas que iniciaram recentemente a sua atividade, o Casal dos Capelinhos e a Casa do Salgueiral. Pedro Pinto é o responsável pela quinta Casal dos Capelinhos. A propriedade está na família há vários anos apenas dedicada ao negócio de vinho, com uma produção a rondar o milhão e meio de litros de vinho, que vende a granel. Com o passar dos anos a visão foi mudando e Pedro decidiu apostar num projeto de enoturismo, criando uma marca própria de vinhos e uma unidade de alojamento com sete quartos. “Na casa dos caseiros não havia ninguém há 12 anos, nas adegas não se fazia vinho há 20 anos… Tudo isto a degradar-se debaixo dos nossos olhos metia-nos confusão. Como gostamos de receber pessoas decidimos abraçar este projeto na área do turismo, que vai muito para lá do simples alojamento. Decidimos criar um projeto de enoturismo onde tudo estivesse interligado. Criamos a nossa marca de vinho, apesar de sermos produtores de grandes quantidades de vinho, sempre o fizemos para venda a granel, por exemplo. É um projeto envolvente, em que as pessoas ficam a conhecer quem somos, a nossa história, o que é o Douro”. Pedro conta-nos ainda que após a decisão tomada houve ainda um longo caminho a percorrer entre licenciamentos e obras, tempos que prefere deixar no passado com algum humor. “Depois foi todo um longo caminho de papeis de um lado para o outro, obras e empreiteiros… tema que me recuso falar para não entrar no vernáculo (risos). O projeto do Casal dos Capelinhos, “é um projeto relativamente pequeno, são apenas sete quartos, o que lhe confere alguma exclusividade”, pensado para “responder a uma lacuna que havia no mercado, neste concelho, que foi identificada durante o período de estudo, um espaço de enoturismo com alojamento incluído, algo diferenciado”. “Fomos trabalhando as coisas com calma, marcamos presença em diferentes plataformas de reservas de alojamento e as coisas estavam a acontecer no seu tempo até que levamos aquele “soco no estômago” em março, com o Covid, que nos obriga a fechar as portas. O primeiro impacto é negativo, o investimen-
to é grande, há fundos envolvidos no projeto, portanto surge sempre aquela velha questão, e agora? Tínhamos a parte da viticultura, que essa não parou, era onde íamos mantendo a nossa atenção, sempre a tentar perceber o que poderíamos fazer. No final de maio chegou o desconfinamento e, se o Covid foi um “soco no estômago”, esta nova fase deu-nos uma oportunidade brutal, especialmente com o mercado nacional. Os portugueses começaram a olhar para o Douro, e aí estava, o Casal dos Capelinhos no Douro. No ano passado, em agosto, conseguimos uma taxa de ocupação de 94.8%, eu considero isto como muito positivo, nem nos meus melhores sonhos pensei conseguir uma taxa destas tão cedo”. Para Pedro Pinto, a pandemia pode também ser um período “de oportunidades”. “As alterações que a pandemia provocou permitiram-nos também afinar alguns procedimentos e formas de trabalhar. Por exemplo, não estava no plano inicial servir refeições mas foi uma alteração que a certa altura fez sentido. As pessoas vinham mas não queriam sair para ir a um restaurante, estamos a falar de maio, junho, de 2020, ainda havia muito receio e as pessoas evitavam as idas a certos locais”. “A partir de outubro de 2020 a afluência voltou a cair, pela lógica do turismo mas também muito pelas restrições que existiam na altura, como a situação de não se poder passar entre concelhos. A nossa propriedade fica exatamente na fronteira entre os concelhos de Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião, era frequente termos a presença das autoridades à nossa porta e por essa razão tínhamos também o cuidado de avisar que poderiam ser incomodados ao chegar ao seu destino…” Do jornalismo ao turismo Mais próximo do coração da vila de Santa Marta de Penaguião, uma outra unidade abriu portas recentemente, a Casa do Salgueiral. Com capacidade para albergar 18 pessoas, esta unidade tem três quartos e quatro apartamentos, dois T0 e dois T2. Nos quatro apartamentos, os hóspedes gozam de total independência, podendo confecionar as suas refeições, uma vez que as cozinhas estão equipadas. Na propriedade existe também uma capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, junta da qual o cliente pode disfrutar de um pequeno jardim e da piscina, que foi construída num socalco de vinha, com um amplo horizonte sobre Santa Marta de Penaguião e os vinhedos em redor. Os antigos lagares deram lugar a uma sala de convívio, com jogos e televisão. “Temos uma ligação com a casa que se estende por muitas gerações, em miúdo nas férias escolares vinha sempre para aqui. Mais tarde acabei por herdá-la e nessa altura tínhamos duas opções, ou a recuperávamos ou nos desfazíamos dela, o que seria um corte muito grande. Ficando com a casa, e como hoje ter apenas as vinhas não é rentável, tínhamos que fazer algo. Este era também um sonho com alguns anos, termos este espaço para podermos viver mas também receber pessoas. No fundo o percurso de muitas destas quintas”, conta-nos José Leite Pereira, o proprietário. Homem ligado à comunicação, foi, entre outros, diretor do Jornal de Notícias durante duas déca-
> Luís Machado, Presidente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião
das, José Leite Pereira, abraça agora este projeto com a mulher, Helena Mendonça, também uma mulher da comunicação com décadas de experiência profissional no jornalismo e no ensino. “Com a reforma a vida profissional muda e esta é uma ocupação que surge um pouco nesse sentido, se tivéssemos 30 anos era uma decisão mais difícil. Não viemos para aqui apenas para descansar porque ainda estamos ativos, isso é algo que esta atividade nos permite”. Os primeiros tempos têm sido conturbados, confessa o casal que foi surpreendido a meio das obras de recuperação da casa com a pandemia. Os prazos acabaram por ser todos alterados e a abertura aconteceu só este ano. “Quando começamos o projeto não havia pandemia, ela surgiu a meio das obras e logo aí levamos o primeiro choque que foi parar tudo e diversos atrasos por falta de material. Hoje em dia quem tem um negócio vive uma vida em sobressalto, nunca sabe o dia de amanhã, nunca sabemos o que vai acontecer e para o turismo isso é muito mau. Felizmente estruturamos este projeto de forma a podermos estar algum tempo sem receber ninguém. Apesar de tudo, também vemos que a pandemia acabou por ser favorável a este tipo de turismo, em que as pessoas estão mais isoladas e se sentem mais seguras”. A perspetiva de José e Helena é positiva, as mudanças provocadas pela pandemia podem trazer um novo tipo de cliente que se enquadra no seu projeto. “Há cada vez mais nómadas digitais, pessoas que gostam de ficar num espaço tranquilo durante um período de um mês ou mais, trabalhando no desenvolvimento de projetos e estudos, é um mercado muito interessante, em crescimento, e que se enquadra no nosso conceito. Para nós este primeiro ano é para adquirir experiência, por um lado é bom para nós que as coisas avancem com alguma calma para depois nos prepararmos para a avalanche que esperamos. Até agora os primeiros dias têm corrido muito bem, as pessoas têm elogiado muito quer o espaço, quer o serviço. Depois também estamos muito próximos de tudo, tranquilamente a partir daqui qualquer pessoa vai dar um passei fantás-
tico”. Privado e público no desenvolvimento O crescimento da oferta em alojamento no concelho de Santa Marta de Penaguião é visto, pelo seu autarca, Luís Machado, com satisfação. “Desde que tomamos posse pela primeira vez que sempre defendemos que era necessário promover turisticamente o nosso território, desde logo porque temos uma excelente localização, próximo de Vila Real, Régua e das principais vias de acesso da região, é muito fácil chegar a Santa Marta de Penaguião. Registamos com satisfação que em Santa Marta de Penaguião há uma concertação de esforços para que este projeto tão abrangente seja um sucesso, tornando-se sustentável não só para quem cá investe mas também para quem vive cá”. O autarca afirma que a aposta numa oferta diferenciada, suportada em pequenos projetos de alojamento local, produtos únicos e a N2, “tornou o concelho atrativo”. “Notamos claramente o aumento do número de quintas com alojamento e num patamar de excelência já bastante elevado. Temos também o hotel que faz um equilíbrio entre a oferta e a procura, permitindo dar resposta a outro tipo de turismo, mais de grupos. A N2 tem também um impacto muito forte, no ano passado ultrapassamos os 75 mil visitantes na estrada e este ano o movimento é constante. Hoje a marca Santa Marta de Penaguião é conhecida em todo o mundo. Temos também a felicidade de os particulares confiarem em nós para investirem aqui, até porque acreditam que seremos cada vez mais atrativos”. Luís Machado não esquece ainda os projetos que estão neste momento em desenvolvimento e que irão aumentar a oferta turística do concelho, “o miradouro Douro Vivo, o espaço Origem Douro e o Ligação de História”. De acordo com o autarca, o futuro passa agora pela serra do Marão, “a responsável pela existência do Douro, e que ainda não está explorada, quer a nível de agricultura, quer a nível de atração turística”. ■
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Carrazeda de Ansiães
“Encontrei o amor Tua, Douro e EN2 piscam onde menos esperava” olho aos brasileiros novo livro de Fátima Lopes apresentado em Carrazeda de Ansiães Os Vales do Douro e Tua e a Estrada Nacional 2 (EN2), uniram-se numa ação turística focada no mercado brasileiro, o terceiro mais importante da região. A iniciativa surgiu da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) e pretende promover o Douro e Tua através de uma das vozes mais conhecidas dos
brasileiros, Fafá de Belém. Entre sexta-feira e sábado, 13 e 14 de agosto, a cantora percorreu os pontos mais emblemáticos do território. Percorreu o rio Douro num barco rabelo, visitou Miradouros do Vale do Tua, esteve no Centro Interpretativo do Vale do Tua (CIVT), Casa dos Cantoneiros e passou pelas Fisgas de Ermelo no Parque Natural do Alvão. ■
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O jardim da Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães foi ontem, 12 de agosto, palco da apresentação do novo livro de Fátima Lopes. Um romance fresco e leve numa viagem de autoconhecimento e de motivação, com o Alentejo como pano de fundo. A apresentação contou com a pre-
sença da escritora, do Presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, e de Luís Baião da Zen Family. No evento houve ainda um momento musical, protagonizado pelas alunas da Academia Municipal de Música e também sessão de autógrafos. ■
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Sernancelhe
ESPERANÇA levou a arte às ruas de Sernancelhe FOTO DR
O Município de Sernancelhe organizou, de 23 de julho a 23 de agosto, a 2ª edição da Exposição Coletiva ESPERANÇA, no Centro Histórico e na Avenida das Tílias. À semelhança do ano passado, e devido à prudência que a Covid-19 continua a exigir, a Câmara manteve em suspenso o SER+Cultura e apostou numa versão mais expositiva, de ar livre e de visitação autónoma, ainda que não tenha descurado a aposta na valorização do património, na cultura, na arte e na criatividade dos escultores do concelho e da região. O VivaDouro esteve à conversa com o vereador Armando Mateus que nos fez um balanço deste evento. Qual o balanço final da “Esperança” deste ano? O “Esperança” voltou a revelar-se um evento com bastante adesão. Este verão recebemos a visita de muitos dos nossos emigrantes, o que fez com que o próprio evento tivesse também muitos visitantes e muitos interessados. Associado a isso também há uma tendência que vamos verificando que é o facto de o interior ser cada vez mais um destino selecionado para férias pelos próprios portugueses. Continuamos a ver um crescendo de população que procura esta região e que aproveita para ver todas as ofertas, sejam elas o património edificado ou eventos como é o caso do “Esperança”. O novo Espaço da Castanha e do Castanheiro foi o ponto alto do evento porque para além de poderem visitar as exposições que aconteceram neste espaço, os visitantes podiam também ver outros conteúdos e provar os produtos à base de castanha, nomeadamente o Pastel de Castanha e a cerveja de castanha que foram um sucesso. Este evento acontece pelo segundo ano consecutivo, substituindo o Ser+Cultura em tempos de pandemia. Era importante para o município manter uma oferta cultural rica? Nós já tínhamos tomado a decisão de que este ano o Ser+Cultura, dentro obviamente das obrigações exi-
> Armando Mateus, Vereador da Cultura do Município de Sernancelhe
gidas pela DGS, seria organizado, e estava já definido um plano de contingência com testes para todos aqueles que nele participassem. Devido à situação pandémica nacional fomos obrigados a recuar e não avançamos com essa organização mas não poderíamos deixar este espaço temporal sem uma manifestação cultural, como tal decidimos organizar novamente o “Esperança”. Este formato começou como uma alternativa ao Ser+Cultura, contudo, o sucesso conseguido leva-nos a querer organizá-lo novamente nos próximos anos. É um conceito que o público aceita muito bem até porque pode fazer a visitação de forma autónoma, indo um pouco à aventura. A aposta na cultura, num município do interior, é mais pensada para a sua população ou para a atração de visitantes? A posição de estarmos reduzidos ao nosso espaço territorial já não existe. A CIM Douro hoje, está mais que demonstrado, é uma região unida, de valor, que trabalha vários projetos de uma forma mais global, pensando sempre como um território e não como uma localidade. A Terra da Castanha já se assumiu como um espaço territorial, todos os grandes eventos que realiza como
a Festa da Castanha ou o Festival das Sopas, são todos pensados para toda uma região e uma área geograficamente alargada. Só pensando em eventos a uma escala maior é que conseguimos ser mais atrativos e cativar mais público, no entanto, esses eventos devem também ser pensados para estarem em harmonia com outro tipo de oferta que temos na região como o nosso património edificado, por exemplo.
te ano é a existência de várias exposições não só coletivas na área de espaço, mas onde vários artistas trabalharam a mesma peça. Destaco por exemplo alguns trabalhos de escultura que depois foram grafitados para ganhar um colorido diferente, bem como alguma profundidade. Foi uma exposição mais interativa entre os próprios artistas, resultando em mais diversidade e mais cor, com uma mensagem mais forte a ser transmitida ao público.
Começando a viagem por esta “Esperança” no Posto Interativo de Turismo, que obras destacaria na edição deste ano? Eu não quero destacar um escultor ou um fotógrafo ou qualquer outro artista em particular. Este ano, face também à experiência conseguida no ano passado, tivemos mais tempo para debater com todos os intervenientes o tema, tendências e trabalhos a serem realizados. Isso fez com que a exposição ganhasse em diversidade. Continuamos com o tema geral do pós-pandemia, o que existe como esperança para a cultura e para a arte após esta fase, estando agora num momento mais tranquilo. Uma coisa que gostava de destacar relativamente ao “Esperança” des-
Encerrado este certame e com a situação da pandemia a melhorar, Sernancelhe prepara já outros eventos até ao final deste ano? Sernancelhe prepara-se para realizar o seu grande evento que é a Festa da Castanha, no final de outubro. Vamos entrar numa fase de eleições e este é uma daqueles projetos que está pensado e será executado seja pelo atual executivo ou por qualquer outro. Obviamente que a linha de horizonte este ano é a Festa da Castanha e é a ela que nos iremos dedicar, avaliando as novas indicações das entidades de saúde. Será ainda um evento com algumas limitações mas que já irá permitir a visitação do público que é comum vir a este certame. ■
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São João da Pesqueira
Estratégia local de habitação em S. João da Pesqueira Foi aprovada pela Câmara Municipal a Estratégia Local de Habitação para o nosso concelho de São João da Pesqueira! Trata-se de um programa que envolve a edificação e reabilitação de imóveis habitacionais nos próximos 4 anos, visando a resolução do problema habitacional a pelo menos 65 agregados familiares (cerca de 110 pessoas). O programa tem um orçamento de € 2.350.000,00 (dois milhões e trezentos e cinquenta mil euros), apoiado a fundo perdido em cerca de 50% pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana(IHRU), sendo o restante complementado pelo município! ■
Protocolo de colaboração entre o município e o Grupo Desportivo de S. João da Pesqueira O Municipio de S. João da Pesqueira reconhecendo a importância da atividade física e desportiva e procurando fomentar e incentivar a sua prática regular, assinou hoje com o GDP - Grupo Desportivo de S. João da Pesqueira protocolo de apoio financeiro. Com os apoios estabelecidos no presente protocolo, a instituição ficará assim mais capacitada financeiramente para o cumprimento do seu papel fundamental.■
Apoios à comunidade educativa Vales escolares, prémios de mérito e bolsas de estudo Como habitualmente o Município abre nesta altura do ano concurso para candidaturas a Prémios de Mérito e Bolsas de Estudo aos (às) alunos (as) do concelho. Destaca-se para os (as) alunos (as) do Ensino Superior Público a disponibilização de vinte Bolsas de Estudo de Apoio Social e cinco Bolsas de Estudo por Mérito no valor total da propina do curso frequentado. Estão também a serem ultimados Vales Escolares de 30,00€ e 60,00€ para todos os (as) alunos (as) desde o Ensino Pré-Escolar até ao 12.º
ano de Escolaridade para auxílio económico das famílias no início do ano letivo 2021/2022 que em breve se inicia. Para os (as) alunos (as) que concluem o Ensino Secundário com a média mais elevada existe também um Prémio de Mérito no valor de 500,00€ e este ano pela primeira vez será disponibilizado também um Prémio de Mérito de conclusão do Ensino Secundário aos (as) alunos (as) que por questões de currículo realizaram ou concluíram o Ensino Secundário numa escola fora do concelho.■
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Destaque
Portugueses mais presentes no Douro Texto e Fotos: Carlos Almeida
De acordo com números recentes do Turismo do Porto e Norte, a região lidera o ranking nacional em termos de hóspedes e isso é notório a quem circula pelo Douro. Olhando com mais atenção já não encontramos tanta diversidade de línguas como em outros tempos mas um domínio do português.
Para lá de uma perceção, esta é a realidade com que os diferentes operadores do setor vão vivendo, um crescimento do turismo nacional, provocado pela pandemia, mas que se pretende manter nos próximos anos. Vítor Monteiro é proprietário de um espaço que junta a restauração, com serviço de tapas, e uma garrafeira, próximo da estação de comboios de Peso da Régua. À nossa reportagem confirma a existência de um maior número de turistas nacionais, um movimento que se iniciou no ano passado devido aos condicionalismos de viagens, mas que este ano se mantém. Apesar disso, o empresário afirma que nem tudo é positivo, comparativamente o poder de compra do turista nacional é inferior ao estrangeiro.
“Estamos a trabalhar muito com turismo nacional, sobretudo pessoas de Lisboa por aquilo que conseguimos perceber. Em relação ao ano passado já se nota que vão aparecendo turistas estrangeiros, mesmo assim é ainda muito pouco comparativamente ao que estávamos habituados antes da pandemia. O que nos tem valido é o turismo nacional que, muito dele, descobriu o Douro no ano passado e ficaram surpreendidos com a beleza da região e estão a regressar este ano. O que nos dizem é que ainda há algum receio de irem para fora, preferem fazer as suas férias em Portugal. Nota-se muito a diferença económica. Se olharmos ao número de pessoas, no ano passado e este ano estamos
a receber muita gente, contudo se a comparação for feita pelo valor que aqui deixam, é mais baixo relativamente ao cliente estrangeiro que tem outro poder económico. Um turista português é capaz de comprar uma garrafa de vinho pelos 15€, enquanto o americano, por exemplo, se gosta do vinho não se importa de dar 50€ pela garrafa. Com a situação da pandemia também se nota que o turista nacional tem mais cuidado em gastar dinheiro. É a realidade atual e nós tivemos que nos adaptar a ela”. O mesmo cenário é descrito por Pedro Pinto, se em 2020 os “clientes foram exclusivamente portugueses”, este ano já vão aparecendo alguns estrangeiros, contudo o mercado nacional está ainda muito forte.
“Já começam a aparecer alguns estrangeiros mas há muitos condicionamentos, por exemplo, nós estávamos a trabalhar bem com o mercado alemão mas a decisão da Merkel em relação a Portugal acabou por nos afetar com uma série de cancelamentos”. Certificados e testes, solução desagradável As recentes imposições das autoridades e saúde relativamente ao acesso a certos locais muito utilizados por turistas, em especial na restauração e hotelaria, tem tido efeitos contraditórios. Se por um lado transmite uma maior segurança a quem presta e usufrui um serviço, por outro pode tornar-se excessivo o número de vezes que é necessários recorrer ao certifi-
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Destaque ma a mudança de perfil do turista na região. “No ano passado acabamos por receber mais portugueses do que este ano, o tempo incerto que tem estado também não ajuda muito, com muito vento, acabou por levar a que cancelassem as atividades. Nota-se uma maior afluência na restauração, aí sim, têm tido sempre casa cheia o que é muito positivo para eles. Há um crescimento claro de turistas nacionais na região, especialmente vindos do sul que vêm descobrir o Douro”. Para Manuel Romarigo este fator não causa grande estranheza, “se eu que sou de cá todos os dias me encanto com esta paisagem, quem vem de fora só pode ficar completamente apaixonado”. O empresário conta ainda que, do contacto que vai tendo com os clientes, “nem todos vêm para o Douro apenas por ser mais seguro por causa do Covid, muitos já queriam conhecer a região há algum tempo mas agora surgiu a oportunidade”. cado ou testes. “Se uma pessoa vem de fim de semana e por alguma razão ainda não tem o certificado de vacinação então, tem duas hipóteses, ou paga para fazer um daqueles testes que dá para 48 horas ou vai ter que fazer teste para entrar no hotel e em cada restaurante que vá fazer uma refeição. É demasiado e as pessoas queixam-se”, conta-nos Vítor Monteiro que afirma ainda que alguns clientes “já chegaram mesmo a ir embora porque não havia lugar na esplanada e não quiserem estar a fazer mais testes”. Contudo, como afirma Pedro Pinto, proprietário de uma unidade hoteleira, “com este sistema as pessoas acabam por sentir-se mais em segurança. Pode ser difícil aceitar numa primeira fase mas olhando aos resultados eu penso que acaba por ser bastante po-
> António Ramos - barcos turismo
sitivo”. Atividades registam boa procura No Pinhão, uma das atividades mais procuradas pelos turistas são os passeios em barco rabelo. Curtas viagens que podem demorar uma a duas horas onde o turista pode apreciar a paisagem a partir do rio. António Ramos é proprietário de uma dessas empresas de passeios turísticos. Atualmente tem uma frota de cinco embarcações e afirma nunca ter visto um ano como este. “O verão começou mal, mas gradualmente foi melhorando até chegarmos ao eterno mês de agosto, onde há gente onde não há ninguém (risos). Desde que me lembro este é o mês de agosto com mais gente aqui no Pinhão”, afirma o empresário, sublinhando que é também “notório o
crescimento de turistas portugueses”, mas não só. António Ramos regista ainda um crescimento do número de emigrantes, “no ano passado não puderam vir, este ano vêm em força”. Isa Gonçalves é guia turística e chega com um grupo de turistas para um passeio enquanto entrevistamos António Ramos. “A empresa para a qual trabalho está focada no mercado internacional, é mais o cliente do tipo de serviço que prestamos, contudo passo muito tempo aqui e nota-se claramente que há cada vez mais turistas portugueses”, afirma. Na Régua, Manuel Romarigo dedica-se a atividades mais radicais, passeios de caiaque, sup, boias aquáticas, entre muitas outras. A trabalhar neste ramo há uma década, Manuel Romarigo também confir-
> António Romarigo
Regresso a casa Para os emigrantes, agosto sempre foi um mês do regresso às origens, contudo, em 2020 tal não foi possível e foi-lhes pedido que não regressassem. Pedro Teixeira foi um desses emigrantes, reguense de nascimento tem passado os últimos anos em Bruxelas, cidade a partir de onde falou com o nosso jornal, sublinhando a dureza da decisão em não vir a Portugal. Em 2021 a história não se repete e Pedro está de regresso à região que o viu nascer, junto da família e dos amigos que daqui nunca saíram, algo que afirma, o fez “renascer”. “Este ano, para mim regressar a Portugal, foi honestamente renascer. Voltar ao local onde nasci e cresci era tudo aquilo que necessitava durante estes tão longos dois anos de ausência. Simplesmente poder chegar a casa,
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Destaque
> Isa - guia turística
sentir o cheiro de casa, receber o abraço da minha progenitora, olhar para o horizonte e perceber que finalmente é real. Sim, é real , e é a única sensação que agora importa. Regressar a casa, é muito honestamente o euromilhões, que tantos comuns cidadãos sonham ganhar. Para mim este é o meu. Hoje, sinto-me um milionário, um felizardo. Estar com os meus de novo, é inexplicável”. Para Pedro Teixeira o regresso a Portugal é sempre um momento único, “é sentir outra vez o orgulho da pátria, o orgulho do dever cumprido após muitas lutas e sem dúvida de sacrifícios, para que esta viagem possa finalmente chegar. Estar aqui, é certamente o que todos desejavam há meses. Estar de volta ao pé dos nossos, é a sensação de estar mos de novo vivos”. ■
João Serra & Maria José Canelas – casal turista (Lisboa) O rio Douro, e a natureza que aqui existe são sempre fatores apelativos. Não podemos dizer que tenhamos vindo para aqui por causa do Covid. No ano passado já tínhamos estado aqui pelo Douro, como gostamos imenso e fomos muito bem recebidos este ano decidimos regressar para descobrir um pouco mais sobre a região.
> Pedro Teixeira
Cátia Morais e Duarte Pina – casal turista Porto > Vitor Monteiro
“O Douro surge nas nossas opções por ser um dos Patrimónios da Humanidade que temos em Portugal. Temos também ideia de ser uma zona mais tranquila em termos de turismo com a possibilidade de encontrarmos um turismo rural onde conseguimos ter menos contacto com outras pessoas nesta fase que estamos a atravessar. A viagem tem correspondido perfeitamente, mesmo em termos de clima com este calor mais duro do interior, nada que não se resolva com uma piscina ou uma visita a uma praia fluvial”.
Ricardo Afonso e Andreia Pereira – casal turista Guimarães “Está a ser uma visita fantástica. Passamos aqui pelo Douro em viagem para Bragança, aproveitamos o bom tempo para fazer este desvio. É uma zona muito bonita, já tínhamos passado por aqui em outras ocasiões mas desta vez decidimos fazer uma paragem e explorar um pouco. Apesar da época do ano é uma zona onde não temos encontrado muita gente, sentimo-nos perfeitamente seguros mesmo tendo uma criança como é o nosso caso, e nota-se que as pessoas têm cuidado, vê-se muita gente a usar máscara o que é sempre positivo”.
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Sabrosa
Lançamento da primeira pedra do “Mercado dos Produtos Durienses” aconteceu com presença da Ministra da Coesão Territorial A Cerimónia de lançamento da primeira pedra do futuro Mercado dos Produtos Durienses em Sabrosa contou com a presença da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. O evento decorreu em Paços, no edifício da antiga Escola Primária, futuro Centro de Apoio ao Pedestrianismo, e no local de construção deste pavilhão multidisciplinar. No momento, o presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, Domingos Carvas, agradeceu a presença e todo o trabalho que tem vindo a ser realizado pela ministra da coesão territorial no território duriense e na concretização de projetos como este, afirmando também que este é um projeto “há muito ambicionado e necessário no território sabrosense, que, com esta infraestrutura, se verá dotado de um espaço condigno para a realização de eventos de várias índoles e que servirá para a promoção do nosso território e dos nossos produtos”.
No mesmo sentido foi o discurso da ministra Ana Abrunhosa, que relevou a importância da concretização destes projetos e do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido localmente. A construção do “Mercado dos Produtos do Douro” permitirá a realização de eventos de promoção do território, dos seus produtos e de eventos de índole cultural e desportiva. Será um espaço vocacionado para a realização de um Mercado regular de produtos Durienses, abrangendo ainda atividades promocionais, como feiras temáticas, organização de colóquios e/ou eventos que, com estas atividades estejam relacionados, em articulação estreita com todos os agentes e entidades que operam quer no seu concelho, quer em concelhos adjacentes. Localizado no “antigo campo de futebol de Paços”, junto a uma das entradas da vila de Sabrosa e da Zona Industrial, este pavilhão terá uma área total, aproximada, de 1100 metros
quadrados, e será dotado de todas as condições infraestruturais necessárias à boa realização de eventos diversos. Para além do seu caráter multidisciplinar e multiusos, foi ainda considerado dotar este equipamento de uma valência adequada à prática desportiva, permitindo a prática de todas as mo-
dalidades desportivas de pavilhão (de interior). Prevê-se uma capacidade na zona de bancada para 200 espectadores sentados. Este Projeto tem um investimento total de 1.489.659,22 Euros e a conclusão desta obra está prevista para o verão de 2022. ■
Assinado Protocolo para funcionamento da 2.ª EIP dos Bombeiros Voluntários de Provesende Foi assinado no passado dia 8 de agosto, o Protocolo que permitirá a criação e regulamentação das condições de contratação e funcionamento da segunda Equipa de Intervenção Permanente - EIP dos Bombeiros Voluntários de Provesende. A cerimónia aconteceu no Quartel dos Bombeiros e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, Domingos Carvas, do Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Provesende, Manuel Peixoto dos Santos, do restante Executivo municipal, do comando e de vários elementos daquele corpo de bombeiros. Na ocasião o Presidente da Câmara Municipal destacou a importância da existência destas equipas, “com operacionais preparados e capazes de atuar em diversas situações, destacando-se as questões relacionadas com as áreas da saúde e da proteção civil”. Destacou ainda o facto dos Bombeiros Voluntários de Pro-
vesende passarem a dispor de duas EIP, sendo isso “motivo de orgulho e reconhecimento pelo papel mobilizador que, em circunstâncias difíceis, se tem vindo a verificar na Corporação.” Por outro lado, o Presidente da Direção da AHBVP agradeceu todo o empenho do executivo municipal para a concretização com sucesso deste processo, salientando o apoio que a Associação sempre teve por parte da Câmara Municipal, fazendo votos para que a equipa esteja o mais breve possível operacional no terreno. As EIP são compostas por cinco elementos e visam assegurar, em permanência, o socorro às populações, designadamente no combate a incêndios; socorro às populações em caso de incêndios, inundações, desabamentos, abalroamentos e em todos os acidentes ou catástrofes; socorro a náufragos; socorro complementar, em segunda intervenção, desencarceramento ou apoio a sinistrados no âmbito da urgência pré-hospitalar, não podendo substituir-se aos acor-
dos com a autoridade nacional de emergência médica; minimização de riscos em situações de previsão ou ocorrência de acidente grave; colabo-
ração em outras atividades de proteção civil, no âmbito do exercício das funções específicas que são cometidas aos corpos de bombeiros. ■
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Vila Real
Novo Centro de Proteção Civil recebe luz verde O Aeródromo Municipal de Vila Real recebeu, no passado dia 16 de Agosto, a cerimónia de assinatura da consignação da obra para a criação do novo Centro de Proteção Civil de Vila Real, num projeto resultante de uma parceria entre a autarquia e o Ministério da Administração Interna. Esta tão necessária intervenção recebe assim luz verde para arrancar, propondo-se a melhorar as instalações do Aeródromo Municipal de Vila Real, há tanto votado ao abandono. O projeto promoverá variadíssimas alterações na infraestrutura, criando condições de alojamento condigno para elementos dos GIPS da GNR ali instalados, melhorando as condições de acolhimento de visitantes e passageiros, concebendo ainda um espaço destinado ao Comando Distrital de
Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real e ao Comando Regional Norte da ANEPC. Depois do primeiro concurso ficar deserto e de atrasos causados pelas alterações na lei orgânica da proteção civil, inicia-se assim a empreitada que terá o valor total de cerca de 3 milhões de euros, dos quais 1,5 milhões de euros serão provenientes de fundos comu-
nitários, 385 mil euros investidos pelo Ministério da Administração Interna e cerca de 1 milhão de euros suportados pela autarquia, entre arranjos exteriores e reparação da pista de aterragem. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de 560 dias. O concelho de Vila Real, situado geograficamente no centro da região Norte e que pela sua importância lidera o
desenvolvimento de toda a região do Douro, procura assim valorizar o seu Aeródromo Municipal que, possuindo há vários anos ligações aéreas regionais e também operações aéreas de proteção civil, tem uma infraestrutura aeronáutica completamente desajustada às necessidades e desafios que se colocam ao concelho de Vila Real e a toda a região. ■
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Inaugurada Exposição Mercadoria Humana - Fotografia e Artes Plásticas O Município de Alijó assinalou o Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, que se celebrou no passado dia 30 de julho, com a inauguração da Exposição Mercadoria Humana - Fotografia e Artes Plásticas, no âmbito do Projeto Mercadoria Humana Norte - Projeto de Sensibi-
lização em Tráfico de Seres Humanos. A exposição, promovida em parceria com a organização Saúde em Português, ficará patente na Biblioteca Municipal de Alijó, até 31 de agosto, podendo ser visitada de forma gratuita, de segunda a sexta-fei-
ra, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. A exposição é constituída por fotografias da autoria de Pedro Medeiros e manequins criados por alunos da Escola Universitária das Artes de Coimbra. Depois de uma visita à exposição,
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Alijó
teve lugar uma ação de sensibilização sobre Tráfico de Seres Humanos. Este projeto tem como objetivo sensibilizar a comunidade para a realidade do Tráfico de Seres Humanos que tem sofrido um aumento exponencial, sobretudo para fins de exploração sexual e laboral. ■
"Sons no verão" levam fadista Cassandra Cunha à Avenida Marginal do Pinhão A jovem fadista Cassandra Cunha, vencedora do concurso EDP Tanto Fado, atuou na Avenida Marginal, no Pinhão, no passado sábado, no âmbito da iniciativa “Sons no verão”, que está a levar espetáculos ao ar livre a todas as freguesias do Concelho de Alijó. No próximo sábado, dia 28 de agosto, será a vez do Jardim da Carranca, em Sanfins do Douro, receber Isabelle Furtado. Também até ao próximo dia 27, continua a digressão da peça de teatro de rua “Entre Pedras e Pedros” que vai passar por várias freguesias do Concelho de Alijó. Trata-se de uma criação coletiva a partir de contos tradicionais e conta com a participação de Joana S. Ferrajão e Mara Correia, com encenação de Ángel Fragua. Estes espetáculos inserem-se numa programação ao ar livre, descentralizada e responsável, para todos os públicos. Todos os espetáculos têm início às 18h30, são gratuitos e têm uma
lotação limitada de 100 lugares sentados. É obrigatório o levantamento de bilhete no local do evento para controlo de entradas, de modo a garantir o respeito pelos circuitos de segurança. Ao apostar na descentralização destes eventos, o “Sons no Verão” pretende levar a cultura a todos, fazendo chegar a todos uma oferta segura
e responsável, num ano em que as festas e romarias estão proibidas até ao final do verão. O Município de Alijó apela ao cumprimento rigoroso de todas as normas da Direção Geral da Saúde durante os eventos, nomeadamente o distanciamento físico e a etiqueta respiratória. O uso de máscara é obrigatório.
Vilar de Maçada recebeu “Sons no Verão” com Carla Silva e Cristiano Ramos Carla Silva e Cristiano Ramos atuaram junto à Igreja Matriz de Vilar de Maçada no passado sábado, 31 de julho, no âmbito da iniciativa “Sons no verão” que está a levar eventos culturais a todas as freguesias do Concelho. No próximo sábado, dia 7 de agosto, terá lugar o XII Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo” no Anfiteatro das Piscinas Municipais de Alijó. O “Sons no Verão” tem como objetivo levar a cultura a todos, fazendo-lhe chegar uma oferta segura e responsável, num ano em que as
festas e romarias estão proibidas até ao final do verão. Todos os espetáculos são gratuitos e têm uma lotação limitada de 100 lugares sentados, sendo obrigatório o levantamento de bilhete no local do evento para controlo de entradas, de modo a garantir o respeito pelos circuitos de segurança. O Município de Alijó apela ao cumprimento rigoroso de todas as normas da Direção Geral da Saúde durante os eventos, nomeadamente o distanciamento físico e a etiqueta respiratória. O uso de máscara é obrigatório. ■
A peça “Entre Pedras e Pedros” vai passar pelas seguintes localidades: 23 agosto - Jardim da Junta de Freguesia, Carlão; 24 agosto - Junto à Casa do Povo, Pegarinhos; 25 agosto - Largo do Chafariz, Castedo do Douro; 26 agosto - Largo da Fonte, Vilarinho de Cotas; 27 agosto - Jardim das Laranjeiras, São Mamede de Ribatua. ■
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Lamego
CCDR-N aprova construção da nova UCSP Lamego A candidatura para a construção da nova Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Lamego (UCSP Lamego), submetida pela Câmara Municipal, foi este mês aprovada pela CCDR-Norte. A obra tem início previsto para 2022, representa um investimento de 3 milhões e 900 mil euros
e vai reunir num único edifício, vários serviços e valências que atualmente se encontram dispersos pela cidade. Dotada de uma área bruta de construção de 4305,10m2, a nova UCSP Lamego vai distribuir-se por um edifício de 4 pisos onde ficarão instaladas as unidades que anteriormente se encontravam inseridas em diferentes imóveis, desajustados à realidade e distantes uns dos outros, nomeadamente: a UCSP Lamego, USF Almedina,
a Unidade de Saúde Pública e o Centro de Diagnóstico Pneumológico; a USF Douro Vitae, a URAP Douro Sul e a UCC Lamego; e a equipa de Tratamento de Lamego/ CRI/DICAD. A edificação desta Unidade de Cuidados de Saúde Primários representa um investimento no valor de 3 milhões e 900 mil euros e vem dar resposta às necessidades e anseios dos cerca de 25 mil habitantes do município - melhor acesso, humanização e qualidade
nos serviços de saúde, ao mesmo tempo prevê a redução dos constrangimentos relacionados com mobilidade condicionada, idosos, grávidas e crianças. A construção desta unidade está inserida no âmbito do Plano Operacional Regional do Norte (POR Norte), resultando de um contrato programa com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte). A conceção do projeto de edificação tem a assinatura do arquiteto Daniel Jorge do Couto. ■
Pinturas ajudam a resgatar memórias no Lar da Misericórdia de Lamego Numa parceria inédita, cinco pintores que desenvolvem o seu trabalho em Lamego estão a ajudar a resgatar a memória afetiva dos idosos do Lar da Santa Casa da Misericórdia, ocupando um lugar de destaque na nova sala de estar da instituição, o local onde os idosos passam a maior parte do tempo. A iniciativa “Memórias de Lamego” nasceu de um desafio lançado pelo projeto de cidadania “#lamegoeuacredito”, desenvolvido por Ricardo Pereira, junto de vários artistas locais ou que têm ateliê instalado neste concelho para ajudar os idosos a reviver, através da arte, experiências guardadas na memória. Aldina Alegre, Adelaide Brilhante, João da Fonseca Fernandes, Joaquim Correia e Óscar Rodrigues são os artistas que doaram algumas obras. Em declarações à nossa reportagem, Ricardo Pereira afirma que a ideia foi “criar um baú de memórias no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Lamego para libertar do esquecimento recordações antigas dos idosos, ao poderem reviver, através da arte, experiên-
cias guardadas na sua memória. Os utentes desta instituição passam a maior parte do seu tempo na sala de estar da instituição e, por causa da pandemia, as visitas ao exterior ainda são muito condicionadas”. A este desafio também se juntou a maior e mais antiga instituição de solidariedade social de Lamego, a Santa Casa da Misericórdia. “Quero agradecer publicamente a todos aqueles que, com o seu altruísmo e espírito solidário, ajudaram a concretizar esta iniciativa louvável, em prol dos nossos idosos”, afirma o Provedor António Carreira. Todas as composições artísticas expostas perpetuam a riqueza pa-
trimonial e paisagística da cidade de Lamego e do Douro, como é o caso do Bairro do Castelo e da Igreja Catedral, ou fixam no tempo as manifestações religiosas e culturais que moldam a identidade deste território, como é o caso da Procissão de Triunfo e do Entrudo de Lazarim. “A iniciativa “Memórias de Lamego” teve o grande mérito de desafiar vários pintores naturais de Lamego ou que têm aqui o seu ateliê para trabalharem em rede em prol de um objetivo comum. Um desafio ao qual responderam prontamente quando foram desafiados a oferecer obras da sua autoria para os idosos revivem, através da arte, experiências guardadas na memó-
ria. É um excelente exemplo que mostra que a sociedade civil está sempre aberta a colaborar. A recetividade dos idosos também foi muita boa! As pinturas despertaram a sua curiosidade e motivou de imediato a partilha de muitas recordações antigas, por exemplo, o ambiente que antigamente era vivido nas ruas da cidade ou as primeiras idas, em criança, às Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios. Além disso, o ambiente da sala de estar também se tornou mais acolhedor”, afirma Ricardo Pereira que lembra ainda que o projeto continua disponível “à doação de mais obras que venham enriquecer ainda mais este projeto”. ■
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Região
Gins durienses galardoados em certame internacional Três gins da Cobalto foram galardoados na World Spirits Trophy, uma das maiores e mais conceituadas competições internacionais para este segmento de bebidas. De acordo com os responsáveis pela empresa este “é um passo bastante grande para uma pequena empresa de destilados Portuguesa. Estes prémios mundiais vão dar visibilidade ao mundo dos destilados portugueses e a uma região conhecida pelas suas características vitivinícolas, que neste momento está a passar por uma crise turística dada a pandemia”. O World Spirits Trophy é uma das maiores e mais distintas competições internacionais no sector de Wine & Spirits. O que torna esta competição
diferente é o processo minucioso de escolha do painel de 92 juízes, composto pelos principais compradores da indústria, entre os quais podemos encontrar importadores, distribuidores, retalhistas e sommeliers. O Co-17 e o The Wizard Gold ganharam a Medalha de Ouro na categoria de Best Spirit. O The Wizard Blue ganhou a Medalha de Prata na mesma categoria. “O processo de avaliação, nesta competição, consiste numa “blind taste” onde os juízes pontuam o candidato com base em três atributos: Qualidade, Valor e Embalagem. As pontuações de cada parte são somadas para fornecer a pontuação final e atribuir os prémios individuais”, explicam Edgar Rocha e Miguel Guedes. O reconhecimento mundial que esta competição proporciona coloca a Empresa Cobalto numa posição de destaque a nível mundial, juntamen-
te com gins de empresas multinacionais. A Cobalto dá assim mais um
grande passo ao colocar a região do Douro nos mapas do mundo. ■
Mundial de enduro vai passar pela Régua A cidade de Peso da Régua será palco da segunda etapa do Campeonato Mundial de Enduro de 2022, uma prova que movimenta centenas de pessoas. As provas de motociclismo na cidade duriense são já uma realidade há alguns anos com a passagem do Campeonato Nacional de Enduro, contudo, em 2022 o protagonismo da região vai disparar ao receber a segunda etapa do Campeonato Mundial. Filipe Sampaio é o responsável pela organização, o piloto reguense conta à nossa reportagem que o convite para esta organização surgiu por parte da federação após uma série de avaliações positivas como uma das melhores provas do calendário nacional, uma novidade também bem acolhida pela autarquia local. “Temos uma equipa de trabalho que já há alguns anos organiza o Campeonato Nacional de Enduro aqui na cidade da Régua. Depois de várias avaliações muito positivas que fomos tendo a federação convidou-nos a avançar para uma candidatu-
ra para recebermos aqui o Campeonato do Mundo da modalidade. O município de Peso da Régua aceitou de bom grado esta candidatura e tem dado todo o apoio necessário à mesma”. Para Filipe Sampaio as expectativas são altas e existe desde já uma certeza, será um momento único para a região, até pelo número de pessoas que este evento mobiliza. “As expectativas são muito altas, organizar o nacional já é duro, o mundial é outro patamar, temos que lidar com a FIM e a FPM. Vêm pilotos um pouco de todo o mundo, desde americanos e australianos passando obviamente por muitos europeus. É uma estrutura que, só com as equipas de fábrica, conta com cerca de 600 pessoas que estarão na Régua ao longo de quase uma semana. Para a região vai ser muito bom e esperamos que na altura já possamos ter público a assistir porque temos a certeza que virá gente de todo o país para assistir a esta prova”. Reguense e piloto, Filipe Sampaio afirma estar “orgulhoso de poder organizar esta prova, ajudando a levar o nome da cidade e do Douro
além fronteiras”. O calendário do mundial ainda não é oficial, contudo a prova deverá realizar-se entre os meses de abril e maio de 2022.
Ainda este ano, no primeiro fim de semana de outubro, a cidade de Peso da Régua será ponto de paragem para a caravana do Campeonato Nacional de Enduro. ■
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Vinho do Porto ganha duas novas menções Conselho Interprofissional do IVDP aprovou duas novas menções nos vinhos do Porto da categoria especial Indicação de Idade O vinho do Porto vai ter duas novas menções nas categorias especiais, o Porto Tawny 50 anos ou o Branco 50 anos, e o Very Very Old Tawny Port, reservado para os vinhos com mais de 80 anos. A decisão foi já tomada em sede do Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e deverá, em breve, ser publicada em Diário da República. As duas menções são o resultado de seis meses de trabalho entre os representantes da produção, do comércio e os serviços técnicos do próprio IVDP, que procuraram adaptar e atualizar o regulamento 242/2010 que estabelece o regime aplicável à proteção e apresentação das denominações de origem Porto e Douro e da indicação geográfica Duriense. As categorias especiais são as que mais
têm crescido nos últimos anos, mesmo em contexto de crise, sendo especialmente valorizadas em alguns mercados, como os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido ou a Bélgica, entre outros, pelo que as empresas de vinho do Porto têm vindo, nos últimos anos, a procurar apostar crescentemente nestes vinhos de maior valor acrescentado. E há muito que o setor vinha mostrando interesse em ter uma menção Tawny 50 Anos a juntar às já existentes. Além disso, é criada uma outra categoria para vinhos muito velhos, que terão sempre, no mínimo, mais de 80 anos. Serão vinhos com um envelhecimento absolutamente distintivo, e que passarão a chamar-se Very Very Old Tawny Port. Correspondem a alguns lançamentos raros que têm sido feitos nas últimos anos, em edições exclusivas, como o Taylor’s Scion, o primeiro de todos, em 2008, um Porto com 150 anos, ou mais recentemente, os 1866 Vallado Adelaide Tributa Porto, Carvalhas Memórias do Séc XIX Porto, Quinta do Crasto Honore Porto ou o Graham’s Ne Oublie. Tudo vinhos vendidos a mais de 2500 euros a garrafa, tendo alguns chegado
mesmo acima dos seis mil euros. "As empresas têm feito um enorme esforço para reativar vendas. As ações de promoção coletiva do IVDP ainda não começaram, devido às grandes exigências que o instituto tem no seu estatuto, em termos de contratação pública, mas vão começar agora. E as empresas estão a procurar reinventar-se para saírem do
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declínio de 2020", explica a diretora executiva da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), Isabel Marrana. Recorde-se que o vinho do Porto foi altamente penalizado com a pandemia, quer no mercado nacional, com a falta de turistas e onde as quebras chegar a 40%, quer nas exportações, com uma queda de 4%. ■
Idosos do Concelho de Murça mais seguros e cada vez menos isolados O Município de Murça encontra-se a desenvolver um projeto piloto de inovação social e animação territorial de inclusão ativa junto da população sénior. O projeto, “Abordagens Integradas para a Inclusão Ativa”, em que o município de Murça é líder da candidatura, é realizado em parceria com os municípios de Tabuaço e S. João da Pesqueira e com as IPSS - Centros Sociais e Paroquiais de Castanheiro do Sul e Trevões. A iniciativa consiste na implementação de um processo que permita à população sénior do Concelho, ver melhorada a sua segurança e diminuídas as situações de potencial risco, ao mesmo tempo que é promovida a autonomia pessoal de cada um deles, de forma a poderem dar respostas mais rápidas às dificuldades com que se deparam nos seus quotidianos. A Autarquia de Murça, com a implementação desta medida, proporciona, numa
primeira fase, a 20 idosos do concelho que se encontram a viver sozinhos, a possibilidade de ficarem “ligados” a uma rede de proximidade, que é formada pelos familiares mais diretos e pelos técnicos da ação social do Município, e ainda em articulação com as forças de segurança (GNR), com os diversos parceiros sociais e com os grupos de voluntariado da comunidade. Este projeto inovador oferece também, soluções tecnológicas criadas para responder às necessidades de conforto e segurança. A instalação em cada habitação de um sistema de domótica, permite minimizar ou até, ultrapassar algumas dificuldades com que as pessoas idosas se deparam diariamente. Por exemplo, a iluminação de cada divisão da casa passa a ser controlada automaticamente de acordo com as necessidades do utilizador, possibilitando que se evitem acidentes em divisões da casa que tinham, anteriormente, menos luz. A iluminação é ativada através do movimento da pessoa pela casa. Este sistema permite também, que se detetem mudanças de temperatura, permitindo uma resposta de emergência em casos
de acidentes como incêndios associados a fontes de ignição que, por esquecimento, foram deixadas ligadas. A autonomia do idoso é basilar na implementação deste projeto, uma vez que será este a definir os próprios objetivos e formas de os alcançar, de acordo com as suas competências pessoais, servindo a rede criada pela Autarquia
como guia e suporte. Esta abordagem integrada é uma resposta intermunicipal e comunitária ao envelhecimento da população, realidade cada vez mais patente na sociedade, a que o Município de Murça tem procurado dar resposta, através de medidas que sirvam para dar maior proteção e qualidade de vida aos Seniores. ■
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Domingos Nascimento Presidente da Agência Social do Douro
visão de cada um no contexto dos compromissos comuns. Da diversidade de produtos e oportunidades. Precisamos discutir a marca que deixa todos desconfortáveis, a desertificação humana. Precisamos de falar das políticas comuns de fixação de pessoas. Das soluções de humanização num território envelhecido.
Douro é diversidade!
Importa abordar as políticas de imigração que tão importante seria para a região.
Na agricultura e nos produtos.
O Douro foi criado pela força de muitos Ho-
Na cultura e nas marcas do passado.
mens e Mulheres de muitos lados. Somos uma
Um território largo e rico.
grande diversidade também na nossa origem.
Dezanove municípios com grandes poten-
O Douro pode ser um exemplo de abertura a
cialidades. Muito diversas mas igualmente
pessoas de outras geografias.
relevantes.
Saibamos abrir a porta, de forma estruturada
Uma comunidade que tem ensaiado a uni-
e humanizada, a seres humanos que podem
dade. De propósitos e de trabalho conjunto.
fazer do Douro a sua casa.
A diversidade enriquece-nos. Alarga hori-
O Douro da vinha, dos vinhos tão diversos, da
zontes.
maçã, da castanha, do azeite e da amêndoa,
Da diversidade vamos certamente partir
da horticultura. O Douro da excelência. Seja
para a cada vez maior unidade.
também o Douro das pessoas. Da diversida-
Nesta altura do debate democrático em
de. Da multiculturalidade. Da felicidade.
cada Município, importa falar da região e da
Da Humanidade!
Unidade de Saúde Pública do ACES Douro I Ana Luísa Santos, Emília Sarmento, Helena Pereira Enfermeiras Especialistas em Enfermagem Comunitária Unidade de Saúde Pública do ACeS Douro I
Água é Vida Segundo a Nova Roda dos Alimentos, a água não se encontra inserida em nenhum grupo individualizado, mas sim de forma destacada no centro da mesma e ainda está representada em todos os grupos, pois para além de ser um dos constituintes de cada género alimentício é também muitas vezes necessária na confeção dos mesmos. Sendo esta imprescindível à vida é fundamental que seja ingerida diariamente. A água é fundamental para manter o equilíbrio do organismo e ainda tem como funções: ser componente essencial do sangue, linfa e de todas as secreções corporais, intervir nos processos de digestão, absorção, metabolismo e excreção do organismo; regular a temperatura do corpo; ajudar a controlar e melhorar o peso e ainda contribuir para uma pele e cabelos mais bonitos. O facto de beber água em quantidade insuficiente pode trazer consequências graves para saúde como dor de cabeça e dificuldades de concentração e memória. Chegando a um ponto de desidratação podemos mesmo alcançar um estado de desorientação, lesões musculares, problemas renais e urinários, convulsões e até mesmo choque. Em último caso e se a situação não for tratada e revertida pode mesmo levar à morte. São diversos os fatores que influenciam as necessidades de água diárias, nomeadamen-
te a idade, a gravidez e lactação, a atividade física, o tipo de alimentação, o clima e as perdas aumentadas que podem ocorrer derivadas de vómitos, náuseas, entre outros. No entanto também perdemos líquidos através da urina, fezes, transpiração e respiração e quando estas excedem a quantidade de líquidos ingeridos pode ocorrer desidratação celular. A quantidade de líquidos recomendada por dia é de 1,5 a 2 litros (DGS, 2014), pelo que devemos ter o cuidado de ingerir pelo menos esta quantidade diariamente. Embora existam vários tipos de líquidos, como sumos, refrigerantes, chás, tisana e bebidas alcoólicas, ao escolher uma bebida devemos sempre dar preferência à água. Quando queremos uma bebida que não seja água, por se tratar por exemplo de uma ocasião especial, devemos ter em atenção o rótulo e escolher bebidas com menores teores de açúcar e aditivos. Ler o rótulo pode não ser uma tarefa muito fácil, mas existem estratégias simples que nos podem ajudar. Em relação ao açúcar é possível, e facilitador, estabelecer relação com a medida de uma colher de chá. Por exemplo, uma colher de chá de açúcar corresponde a 6 gramas de açúcar, ou seja, se consumirmos uma lata de refrigerante que tem na sua composição 30 gramas de açúcar, significa que vamos efetivamente ingerir uma quantidade de açúcar equivalente a 5 colheres de chá de açúcar. É fundamental que façamos escolhas conscientes e acertadas no que diz respeito ao líquido com que vamos hidratar o nosso organismo, mas tendo sempre presente que a melhor escolha é sempre a água! A sensação de sede é a forma de o organismo nos manifestar a sua necessidade de água. Muitas vezes não lhe damos atenção e ao longo da vida vamo-la perdendo, pelo que é fundamental criar o hábito de beber água ao longo do dia. Beba água nas quantidades recomendadas, com ou sem sede! E tenha especial atenção se tiver crianças e idosos a seu cargo, eles são especialmente vulneráveis à desidratação!
AGOSTO 2021 VIVADOURO
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Moimenta da Beira
PLANALTO festival regressa para coabitar o presente e desafiar o futuro De 30 de agosto a 4 de setembro, o PLANALTO – Festival das Artes regressa à vila de Moimenta da Beira numa edição que propõe um manifesto para coabitar o presente e uma reflexão profunda e construtiva sobre como vamos querer ocupar os lugares do futuro. Depois de um arranque muito positivo, em 2019, o festival de artes que acontece em plena beira alta, continua o seu percurso pela democratização e o acesso à cultura num território de baixa densidade, este ano com selo do Alto Patrocínio do Presidente da República. São seis dias de uma programação intensa que se equilibra entre a difusão de artistas emergentes e a apresentação de alguns dos mais conceituados artistas nacionais nas áreas da Dança, do Teatro, da Música, do Cinema, das Artes Visuais e da Performance. Num programa que inclui ainda, workshops, conversas, aulas, caminhadas culturais, projetos de mediação cultural e de ecologia. “É um programa multidisciplinar que não se centra apenas numa lógica de apresentar uma programação
artística e cultural. Queremos sentir o pulso de quem aqui vive, e deixar que essas pulsações alimentem o caminho com que vamos desenhar o futuro deste projeto”, conta Luís André Sá, diretor artístico e de programação. Numa edição que reclama a iminência como um estado de movimento e uma condição de resistência para uma política cultural preocupada, interventiva, participada e que regenere a essência humana, coloca-se ênfase nas políticas culturais, sociais, ambientais, de identidade e igualdade para um novo mundo construído em conjunto. “Tanto queremos proporcionar a fruição e o acesso a uma programação cultural de elevada qualidade, como pensar em intervenções específicas, muitas vezes até de cariz social, em que sabemos que estamos a dar um contributo claro à comunidade e do qual o próprio festival poderá beneficiar muito no futuro. Isto porque, para nós, só faz sentido se for para fazer com as pessoas”, acrescenta. Inserido numa região demograficamente banhada pelos rios Távora, Varosa e Paiva, o PLANALTO – Festival das Artes assume, em 2021, nova vida com a estreia de dois novos programas. O Neblina – programa de participação artística e de mediação cultural e o Programa de Arte Pública. Será através destes dois programas que o festival continuará a desenvolver pontes de diálogo com organismos locais, regionais, nacionais e internacionais, assim como, na criação de um roteiro a médio prazo
que crie um museu a céu aberto em coabitação com a paisagem. Ao todo, serão 31 propostas que se desenvolvem sobre uma curadoria em torno do encontro, da sustentabilidade e da paisagem. Um programa que envolve públicos e participantes dos 3 aos 89 anos, criando diálogos intergeracionais que ativem a participação de toda a comunidade. Sobre as expectativas para esta edição, que acontecerá ainda em contexto pandémico, Luís André Sá, partilha que "Em 2019, o PLANALTO
“Metamorfoses Improváveis” para descobrir na UTAD Até ao final do mês, a mostra “Metamorfoses Improváveis” está patente na Galeria de Exposições da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Entre a escultura e a pintura, são mais de duas dezenas de obras da autoria de Márcio Silva. As esculturas nasceram da recriação artística de raízes e troncos recolhidos na Natureza. Depois das madeiras serem devidamente tratadas, Márcio Silva explorou as texturas e as diferentes formas das raízes de castanheiro, freixo, oliveira, medronheiro, carvalho e amieiro.
Algumas peças são também um legado da memória coletiva. É o caso das sulipas que pertenciam à antiga linha de comboio do Corgo, que ligava Vila Real a Chaves, e que foram, agora, transformadas em luminárias de interior. Natural de Fortunho (concelho de Vila Real) Márcio Silva aproveitou o que sobrou de um incêndio no apeadeiro da sua aldeia para, através do seu olhar artístico, criar uma obra de arte que desafia a criatividade de quem vê. “Metamorfoses Improváveis” inclui ainda uma mostra de pinturas singulares, inspiradas na observação ao microscópio de várias rochas com que Márcio Silva, também colaborador do Laboratório de Geologia da UTAD, trabalha diariamente. Com entrada gratuita, “Metamorfoses Improváveis” pode ser visitada até ao dia 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, entre as 10 e as 17 horas, na Galeria de Exposições situada no edifício da biblioteca da UTAD.
foi um grande momento da Cultura em Moimenta da Beira. Essa é uma boa memória que queremos manter e continuar, em 2021. Tenho a certeza que será uma bolsa de oxigénio para todo o público que estará connosco neste reencontro que queremos seguro e bonito”. Esta edição leva a Moimenta da Beira mais de três dezenas de atividades com entrada livre, sujeita à lotação dos espaços e ao levantamento de bilhete ou inscrição prévia. A programação completa pode ser consultada em www. planaltofestival.pt. ■
Vila Real
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VIVADOURO
AGOSTO 2021
Régua
GNR, The Gift e Samuel Úria no regresso do Douro Rock
António Fontaínhas Fernandes Professor Universitário
Tendências demográficas
O Douro Rock regressa à Régua dias 11 e 12 de Setembro numa versão adaptada aos tempos que vivemos. A partir da Alameda dos Capitães, zona exterior do AUDIR – Auditório da Régua, o festival recebe os GNR, The Gift, Três Tristes Tigres, Samuel Úria, NEEV e Cassete Pirata. Do azul da margem do rio, o festival muda-se para uma zona verde no centro da cidade da Régua de forma a tornar possível a realização do Douro Rock durante a pandemia. Com lugares marcados e cumprindo as normas da DGS, o festival apresenta-se em 2021 numa versão 2.0, mas onde a música portuguesa continua a estar no centro de todas as atenções. No primeiro dia de festival, 11 de Setembro, a noite encerra com The Gift que trazem a “Tour Verão” à Régua, onde vão revisitar os grandes momentos dos últimos 25 anos, com a ajuda de cenografia e iluminação pensados para o momento. Antes, o palco é de Samuel Úria e o seu mais recente álbum de originais, “Canções do Pós-Guerra”. Um disco confessional que tem o propósito de conduzir o público numa viagem à
criatividade do músico e compositor. Os Cassete Pirata – de João Firmino, Margarida Campelo, Joana Espadinha, António Quintino e João Pinheiro – abrem o festival com o álbum de estreia, “A Montra”. Dia 12, comemoram-se os 40 anos de carreira dos GNR. A preparar um concerto especial, Rui Reininho, Jorge Romão e Tóli César Machado trazem de volta as canções de sempre e o rock ao Rio Douro. Quem também regressa aos palcos são os Três Tristes Tigres. Depois de um hiato de 22 anos, Ana Deus e Alexandre Soares editaram “Mínima
Luz”, entre o experimentalismo e a pop menos óbvia. A noite abre com NEEV, o mais votado pelo público no Festival da Canção 2021 com o tema “Dancing in the Stars”. O músico e compositor vai apresentar o álbum de estreia “Philosotry”, produzido pelo reputado Larry Klein. Os bilhetes – diários e passes para os dois dias – estão à venda nos locais habituais e on-line. Promovido pelo Município da Régua e a Aplausos e Silêncios, o Douro Rock realizou-se pela primeira vez em 2016, sendo esta a 5ª edição do festival. ■
Os resultados preliminares dos últimos Censos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que em Portugal vivem menos 214 mil pessoas do que há dez anos, o que significa uma redução de 2%. O esvaziamento demográfico e o envelhecimento da população é um tema que merece ser debatido no próximo período eleitoral autárquico. Os resultados mostram ainda, por um lado, que na última década o País perdeu população na maioria dos municípios. Efetivamente dos 308 municípios portugueses, 257 registaram diminuição de população, enquanto que apenas 51 registaram um aumento. Por outro lado, verifica-se que a população se concentra ainda mais no eixo litoral, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve. Contrariar a tendência de diminuição de população exige políticas sociais, mas também estratégias locais. O Fundão é um exemplo de um município do interior que apostou na atração de empresas tecnológicas e na valorização dos recursos endógenos, atraindo e fixando população. Indubitavelmente, promover a fixação da população nos territórios do interior do país, caso do Douro, exige entre outras medidas atrair investimentos e potenciar as medidas aprovadas no ano passado num Conselho de Ministros realizado simbolicamente em Bragança. As medidas incluíam incentivos aos funcionários públicos que decidam ir trabalhar para o interior, apoios financeiros para os trabalhadores de PMEs que se mudem para estes territórios ou incentivar as empresas a investir, nomeadamente em parceria com instituições de ensino superior. De igual modo, é vital desenhar estratégias de articulação do poder regional com as empresas e o sistema científico, na lógica seguida nas regiões europeias mais desenvolvidas de criar ecossistemas regionais de inovação. Esta estratégia, obrigatoriamente, também deve atender a uma lógica de coesão territorial, de forma a dar resposta aos desafios de um país regionalmente mais equilibrado e coeso. Dito isto, o debate autárquico deve inscrever nas prioridades políticas a questão da demografia e do modelo de desenvolvimento que se pretende para os territórios. Combater a tendência de diminuição demográfica deve ser uma prioridade para os responsáveis políticos, constituído um tema transversal a toda a sociedade.
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Torre de Moncorvo
Município já tem disponível plataforma com bicicletas elétricas No âmbito do Projeto Raia Norte, já está disponível em Torre de Moncorvo, junto do parque coberto, uma plataforma com oito bicicletas elétricas, para usufruição dos visitantes e da população local. Para dar um passeio numa destas bicicletas amigas do ambiente, é necessário inscrever-se na aplicação Raia Norte e destrancar a bicicleta fazendo scan do
QRcode. No final basta prender a bicicleta na doca com o respetivo cadeado. O aluguer das bicicletas possui vários tarifários, sendo que o base tem um custo de 2€ por cada 120 minutos. No futuro, o projeto Raia Norte contempla ainda a implementação de duas áreas de serviço no concelho de Torre de Moncorvo, uma em Carviçais e outra na Cardanha. ■
Câmara Municipal apoia criadores de gado O Município de Torre de Moncorvo apoia os criadores de gado com um valor anual de 2,30€ por animal, destinado ao pagamento anual da quota de criadores do concelho de Torre de Moncorvo, a suportar uma vacina e uma ação de desparasitação, por animal da exploração declarado ao Ministério da Agricultura /IFAP. Os criadores para beneficiarem deste apoio devem ser associados do Agru-
pamento de Defesa Sanitária de Torre de Moncorvo/Organização de Produtores de Torre de Moncorvo (ADS/OPP) e ser residentes no concelho de Torre de Moncorvo. A autarquia efetua o pagamento diretamente ao criador, após este entregar nos serviços municipais, o comprovativo do pagamento da quota anual de 2021 ao ADS/OPP de Torre de Moncorvo e o comprovativo do Ministério da
Monumento aos Escritores nasce no Parque Verde Engº Aires Ferreira O Parque Verde Eng.º Aires Ferreira dispõe de um Monumento aos Escritores, onde estão representados 3 grandes escritores Miguel Torga, José Saramago e Jorge Luís Borges. O monumento é da autoria Hélder de Carvalho, escultor de Carrazeda de Ansiães. O autor explicou que este projeto surgiu de um pedido do município para que “de algum modo procurasse simbolizar três figuras que tenham escrito ou de algum modo estão relacionadas com Torre de Moncorvo, uns porque escreveram sobre ela ou porque na família tem ascendência e, portanto, foi nessa base que surgiram estes três personagens, Miguel Torga, Saramago e Jorge Luís Borges. Esse foi o ponto de partida para o projeto que agora vamos apreciar.” Na visita ao monumento esteve também presente a Diretora Regional de Cultura do Norte, Laura Castro, que referiu que “a Câmara Municipal está de parabéns, acho que é um trabalho interessantíssimo até pelo enquadramento, tem uma série de componentes arquitetónicos que serão espaços de exposição, portanto é um lugar cultural por excelência e ter uma obra de arte pública aqui im-
plantada é muitíssimo interessante. É um trabalho que tem uma ligação muito grande ao território e isso é talvez das características mais importantes da arte pública, mas ao mesmo tempo não se esgota no território porque estamos a falar de vultos da cultura universal.” Relativamente ao trabalho do escultor adiantou que tem a “singularidade de permitir que as pessoas entrem dentro da obra, circulem e isso é muito interessante.” Estas três esculturas, que estão nesta obra, têm um lado de retrato e de identificação das personagens, que é complementada por pequenos textos. É uma obra bastante abrangente do ponto de vista das suas linguagens, deixando depois alguns componentes, nomeadamente o corpo das personagens mais indiferenciado”, explicou Laura Castro. Na Casa de Chá, situada também no Parque Verde Eng.º Aires Ferreira, está patente a exposição “A Ideia, o Mestre e a Obra”, que faz uma retrospetiva de todo o projeto e também sobre o criador das esculturas que compõem este monumento. Os interessados em visitar a exposição devem dirigir-se à Loja Interativa de Turismo. ■
Agricultura com o efetivo da exploração. A autarquia implementou esta medida de forma a compensar os criadores de ovinos, caprinos e bovinos pelas perdas causadas devido ao baixo do preço do leite e pela diminuição da venda de borregos e cabritos, devido à pandemia e consequente cancelamento das festas tradicionais e do fim de semana gastronómico do borrego da churra da
terra quente, verificando-se nestes últimos dois anos uma quebra de 80% na venda de borregos e cabritos. Com este apoio assegura-se ainda que todos os animais sejam vacinados e desparasitados prevenindo-se o aparecimento de doenças infeciosas e parasitárias, combatendo as zoonoses nomeadamente a brucelose que é um grave problema para a saúde pública. ■ PUB
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VIVADOURO
AGOSTO 2021
Lazer Piadas de bolso:
RECEITA CULINÁRIA VIVADOURO
Um homem rindo às gargalhadas conta para o amigo: - Hoje às 3 da manhã entrou um ladrão em casa! O amigo diz: - A sério?! Mas um ladrão entrou na tua casa e estás a rir? E o que é que ele levou? E o homem responde: - Levou porrada da minha mulher! Achou que era eu a chegar bêbado!
Brownie de Queijo Creme
Ingredientes Camada de chocolate 50gr de manteiga sem sal 200gr de chocolate de culinária 100gr de açúcar 1 colher de chá de extrato de baunilha 3 ovos 70gr de farinha 1 colher chá fermento pó Camada de queijo creme: 175gr de queijo creme ( Philadelphia) 100gr de açúcar 1 colher de chá de extrato de baunilha 2 ovo 50 gr Manteiga derretida
PREPARAÇÃO Pré aqueça o forno a 180ºC. Forre um tabuleiro com papel de vegetal. Derreta depois o chocolate com a manteiga. Adicione o açúcar e a baunilha. Junte depois os ovos, um de cada vez, misturando bem. Junte agora a farinha e o fermento pó. Retire 1/4 da mistura, e coloque o restante preparado na forma já forrada. Bata o queijo creme com o açúcar, a baunilha e os ovos até obter uma mistura cremosa e sem grumos. Coloque esta camada sobre a camada de chocolate. Com a restante massa de chocolate que reservou, coloque colheradas espaçadas sobre a massa de queijo creme, e depois, com a ajuda de um garfo misture grosseiramente as duas massas de modo a formar efeitos de duas cores. Leve ao forno durante cerca de 30 minutos. Quando estiver cozinhado retire do forno e deixe arrefecer. Coloque depois no frigorifico. Cortar em pedaços e decorar com chantilly e noz.
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Opinião Emídio Gomes Reitor da UTAD
A entrada de novos alunos no ensino superior é um momento muito importante na vida de dezenas de milhar de jovens e suas famílias, porque há a consciência que esta etapa formativa é na maioria dos casos decisiva para o seu futuro. Não é por acaso que os países mais desenvolvidos têm associados a si as melhores e mais prestigiadas universidades. O ensino superior é, para além disso, um dos maiores fatores de coesão territorial, enquanto meio de promo-
Gilberto Igrejas
Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I. P. (IVDP)
O Douro Vinhateiro, na sua enormidade, não nos deixa indiferentes quando ousamos conhecer todas as dimensões da sua Paisagem Cultural classificada Património Mundial: por estrada, de comboio, por barco, pelos trilhos de caminhadas… Do cimo dos seus numerosos miradouros conseguimos contemplar, no meio de paisagens deslumbrantes sobre o rio e vistas infinitas sobre as vinhas, vilas e aldeias que pontuam todo o vasto panorama e assinalam o esforço secular das gentes que, na labuta persistente, sedimentaram conhecimentos e construíram tradições que, de forma espontânea, nos mostram a face de um património cultural genuíno e incomensurável. São o rosto de uma sabedoria herdada de gerações, onde se
Beraldino Pinto
Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte
Os Caminhos de Santiago são um emblema vivo da nossa identidade galaico-portuguesa, mas também um património distintivo da cooperação de instituições e pessoas. Um território é também isto: uma soma, ou uma multiplicação, de vontades. Há séculos que estes trilhos assumem uma posição de destaque na busca da fé, da concordância entre reinos, das trocas comerciais e, claro, da amizade e união entre povos peninsulares. Hoje, somos convocados no desafio de valorizar e pro-
A importância de estudar na UTAD ção de desenvolvimento económico e social. A qualificação progressiva do emprego é um dos desafios mais críticos na competitividade da economia nacional, o que está fortemente interligado com o aumento médio das qualificações da população. Só assim poderemos crescer em produtividade e na cadeia de valor dos diferentes segmentos de atividade económica. Os indicadores sobre os candidatos a frequentar o ensino superior no ano letivo de 2020/2021 foram muito positivos, com um total de 62.675 estudantes registados no concurso nacional de acesso, o que comparado com os 51.291 em momento idêntico no ano anterior, demonstra bem a relevância que esta importante faixa etária da população atribui
à frequência de uma formação superior. Os dados da DGESES, Direção Geral do Ensino Superior, mostram que o número total de novos ingressos em todos os ciclos de estudos, públicos e privados, poderá atingir 90.000 novos estudantes matriculados no próximo ano letivo. Nascida no início da década de setenta, no âmbito da reforma do ensino superior lançada pelo Ministro da Educação José Veiga Simão, a UTAD é hoje um dos mais importantes ativos públicos situados fora do eixo litoral que vai de Braga a Setúbal, num país que, de forma evidente, concentra e drena parte substancial dos seus recursos para a faixa territorial mais litoral, com tendência para descair para sul e um dobrar final no estuário do Tejo. A UTAD
tem uma identidade com uma herança sólida e consistente que precisa de se expandir em relevância e reconhecimento, sem medos nem preconceitos, alinhada com o mundo e com o futuro. Vivemos tempos de mudanças aceleradas, com muita incerteza e adversidades à mistura, mas que oferecem caminhos de oportunidades e desenvolvimento. Acredito cada vez mais que a região pode ter um papel determinante para alavancar o desenvolvimento e a progressão da universidade, e ao mesmo tempo poderá beneficiar da liderança e do desenvolvimento que esta pode trazer ao território. Acredito na consolidação e afirmação inequívoca de uma universidade em Trás-os-Montes e no Alto Douro.
Cultura: Pilar de Sustentabilidade! modificou o relevo natural da montanha e se criaram terraços inclinados para que os raios de sol pudessem melhor chegar às uvas e assim ocorresse uma melhor maturação. Das encostas íngremes e solos pobres e acidentados, nasceu, com a ação ancestral e contínua do Homem, o espaço adaptado às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. A sustentabilidade cultural constitui um pilar essencial - denominado o 4.º pilar da sustentabilidade - para o desenvolvimento da Região Demarcada do Douro, não menos relevante que os restantes pilares: o social, o ambiental e o económico, igualmente fundamentais para o equilíbrio global que se pretende. Muito embora os Vinhos do Douro e do Porto persistam em ser o principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais, a oferta cultural da Região, na sua diversidade e no seu extraordinário e diversificado interesse, surge como uma atração peculiar, indubitavelmente um com-
plemento incontornável para qualquer projeto de desenvolvimento turístico. São várias as iniciativas destinadas a alargar a oferta cultural e de animação na região, atraindo turistas ao Douro Vinhateiro. Ao se unir a música à paisagem para promover o território, ao se promover a gastronomia regional associada aos vinhos, ao se mostrar nos museus do Douro Vinhateiro as memórias das gentes, numa perspetiva viva e dinâmica, ao se associarem as históricas abadias, ao se estabelecerem rotas vitivinícolas ou trilhos pedestres temáticos, estamos a construir uma oferta cultural diversificada e eclética. Os museus instalados na Região Demarcada do Douro são pedras-chave na concretização da oferta cultural: ao provocarem o visitante, despertam o seu interesse em conhecer o que foi a vida do seu espólio no ambiente original. Daí a importância da Rede de Museus do Douro – MuD, enquanto plataforma de encontro e diálogo entre as diferentes instituições museológicas,
para-museológicas e de âmbito cultural, públicas e privadas, a operar na Região Demarcada do Douro, ao fixar, como objetivo, a criação de condições adequadas para dar voz à diversidade cultural da Região e às experiências culturais, aproximando a oferta cultural das populações, dentro e fora da Região. Estes museus são, também, um tributo que irá preservar a memória das nossas gentes, dos nossos agricultores, verdadeiros arquitetos e engenheiros que humanizaram uma paisagem inóspita e dura. O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) orgulha-se de ser um parceiro cultural interveniente nas iniciativas de desenvolvimento da oferta cultural do Douro Vinhateiro, investindo em todas as ações ao seu alcance que possam tornar o Douro um destino cultural forte, para além da atração que decorre de ser uma das mais belas, porventura a mais bela, paisagem vitivinícola de montanha.
Caminhos de Santiago: um Turismo Sustentável e de Futuro mover este património e o seu imaginário a uma escala internacional, segundo padrões de qualidade e diversificando experiências. Tive a oportunidade de abordar este desafio e a sua oportunidade no “I Congresso Internacional do Caminho de Santiago – Caminho de Torres”, em Amarante. É hoje inequívoco que o Norte tem também o seu futuro no desenvolvimento de um turismo sustentável e de excelência, associado ao seu património cultural e natural. Por isso, o setor – o seu crescimento e as necessidades da sua qualificação e diversificação – tem vindo a justificar um volume expressivo de operações e dinâmicas de salvaguarda, investigação, reabilitação, promoção, educação e valorização, cofinanciadas pelos fundos estruturais da União Europeia, designadamente através do programa NORTE 2020. O Turismo não pode ser mais visto como um
adversário da salvaguarda e do respeito pelo património, mas antes como um dos seus melhores adjuvantes e promotores. Os “Caminhos de Santiago” são, no Norte, um dos produtos de maior potencial de afirmação e crescimento do setor, num contexto de sustentabilidade e qualidade. O “novo” Caminho de Torres inscreve-se nessa visão, ao lado de outros Caminhos de Santiago da Região Norte, onde temos vindo a fazer um investimento de qualificação e valorização. Estes caminhos abrangem dezenas de municípios do Norte, combinam os centros urbanos históricos com as vilas, as aldeias e os percursos de natureza, combatem a sazonalidade do setor, pulverizam públicos, competências e eventos. Com o apoio do programa NORTE 2020 foi possível por em marcha iniciativas diversas no sentido de converter este potencial em ativo.
No caso do “novo” Caminho de Torres, o projeto em curso inclui medidas de estudo, levantamento e caracterização, de valorização e qualificação e, ainda, de comunicação e promoção. No horizonte colocam-se agora desafios como os da certificação do Caminho, da digitalização e da adoção de um modelo de gestão e desenvolvimento. A pandemia travou a fundo este motor chamado Turismo, mas a recuperação da sua atividade é indispensável, e sobretudo, urgente. A CCDR-NORTE tem em marcha uma dinâmica de programação dos fundos comunitários para o ciclo 2021/2027, onde não deixou de considerar o setor do Turismo e das apostas que, a um nível regional, mais importa realizar. Esta é uma década para fazermos o(s) caminho(s) rumo a Santiago e a um turismo sustentável e de futuro.
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