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Jornal VivaDouro ed54 setembro 2019

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Ano 4 - n.º 54 - setembro 2019

Preço 0,01€

Mensal

Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida

Contacte-nos em: geral@vivadouro.org - www.vivadouro.org


João Paulo Fonseca Presidente da Câmara Municipal de Armamar Caros amigos, O mês de outubro é para o setor primário um mês de resultados. Numa terra como Armamar, que vive maioritariamente da agricultura, as colheitas são aguardadas com grande expetativa. Os nossos agricultores colhem nas vinhas do Douro e nos pomares de macieiras do planalto beirão os frutos que resultam de um ano

inteiro de trabalho, dedicação e esforço. Todos estão cientes da importância de garantir não só o seu sustento, mas também apresentar nos mercados produtos de excelência que são já uma forte marca de Armamar em Portugal e além-fronteiras. A Câmara Municipal, ciente da importância deste, organiza desde 2008 um certame onde se podem apreciar esses produtos, e

se toma contacto com os agricultores para perceber o trabalho que está por trás desses frutos. Assim surgiu a Feira da Maçã. Desde então o número de expositores e empresas representadas tem crescido. Os visitantes podem apreciar o que movimenta o tecido económico de Armamar: empresas do sector agrícola, de apoio à atividade agrícola, as indústrias de transformação alimentar, entre outras. Também os agentes ligados ao turismo estão presentes com cada vez mais força. Nos últimos anos surgiram inúmeros projetos de iniciativa privada ligados ao alojamento, restauração e serviços de apoio ao setor. Na Feira da Maçã é possível conhecer muitos deles. Durante o evento a Autarquia organiza visitas temáticas a explorações agrícolas, vinhas e adegas, bem como a pomares e unidades de conservação das maçãs em frio. O visitante conhece também alguns pontos emblemáticos do nosso património natural e histórico, e prova iguarias da

nossa gastronomia, de que o cabritinho é embaixador. A Feira da Maçã também é feita de animação, a cargo das nossas associações culturais, desportivas e recreativas. “Fazemos a festa” com a nossa gente porque é importante, e orgulhamo-nos muito, mostrar as raízes culturais e etnográficas… as marcas do que somos! Felizmente apraz-me realçar que, contrariamente ao que se passa em muitas regiões do interior de Portugal, esta dinâmica da atividade agrícola tem permitido fixar os nossos jovens, que apostam e têm conseguido manter as suas raízes. Essa constatação deixa-me, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Armamar, muito feliz. Faço o convite, em nome de Armamar e dos Armamarenses, para que visitem Armamar e a Feira da Maçã nos próximos dias 18, 19 e 20 de outubro. Venha conhecer as nossas gentes, os frutos do nosso trabalho, as nossas tradições e, claro, provar a nossa riquíssima gastronomia. Armamar está à sua espera!


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Ano 4 - n.º 54 - setembro 2019

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Diretor: Miguel Almeida - Dir. Adjunto: Carlos Almeida

Contacte-nos em: geral@vivadouro.org - www.vivadouro.org

INEM:

Reportagem VivaDouro

PEDU vai tornar cidade de Vila Real mais ecológica

Falhas na assistência por helicóptero colocam região em sobressalto

> Págs. 8 e 9 Lamego

17 mil brindaram ao Douro no Wine & Music Valley > Pág. 12 S. João da Pesqueira

Vindouro celebrou o vinho e o Marquês > Págs. 14 e 15 Vila Real

UTAD com 92% de taxa de ocupação na 1ª fase

Págs. 16 e 17

> Pág. 24 PUB

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4 VIVADOURO SETEMBRO 2019

Editorial Alerte para o que está bem e denuncie o que está mal. Envie-nos as suas fotos para geral@vivadouro.org

José Ângelo Pinto

Administrador da Vivacidade, S.A. Economista e Docente Universitário Caros leitores,

Registo no ICS/ERC 126635 Número de Registo Depósito Legal 391739/15 Diretor: Augusto Miguel Silva Almeida (TE-241A) miguel.almeida@vivadouro.org Tlm.: 916 430 038 Redação: Carlos Almeida carlos.almeida@vivadouro.org Tlm.: 912 002 672 Departamento comercial: Carlos Rodrigues Tel.: 962 258 630 Tel.: 910 599 481 Paginação: Rita Lopes Administração e Propriedade do título: Vivacidade, Sociedade de Comunicação Social, S.A. Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435-778 Baguim do Monte Administrador: José Ângelo da Costa Pinto Estatuto Editorial: http://www.public. vivadouro.org/vivadouro

Sumário: Breves Página 6

Lamego Páginas 12 e 18 São João da Pesqueira Página 13, 14, 15 e 20 Destaque VivaDouro Páginas 16 e 17 Vários Concelhos Páginas 21 e 27 Sabrosa Página 23 Penedono Página 26

Lazer Página 29

Próxima Edição 23 OUTUBRO

" Viver na Ruralidade"

Armamar Página 11

Detentores com mais de 5% do capital social: Lógica & Ética, Lda. e Augusto Miguel Silva Almeida e Maria Alzira Rocha

Impressão: Unipress Tiragem: 10 mil exemplares Sítio na Internet: www.vivadouro.org Facebook: www.facebook.com/ jornalvivadouro E-mail: geral@vivadouro.org Agenda: agenda@vivadouro.org

A candidatura à terceira fase do projecto era para onde estava previsto maior necessidade de investimento – quase 60 milhões - e não foi aprovada pela linha de financiamento comunitário disponível. Projecto da Via Navegável do Douro fica, para já, na gaveta

Vila Real Páginas 10 e 24

Opinião Página 28

Colaboradores: António Costa, António Fontainhas Fernandes, Guilhermina Ferreira, José Penelas, Luís Alves, Manuel Cabral, Paulo Costa, Pedro Ferreira, Ricardo Magalhães, Sandra Neves e Silva Fernandes.

NEGATIVO

Reportagem VivaDouro Páginas 8 e 9

NIF: 507632923

Sede de Redação:Rua Poeta Adriano Correia de Oliveira, 197 4435-778 Fânzeres Tel.: 916 894 360 / 916 538 409 Sede do Editor: Travessa do Veloso - 87 4200-518 Porto Sede do Impressor: Arcozelo - Vila Nova de Gaia

O Vinho do Porto regista uma performance positiva, tendo aumentado as exportações acumuladas em 3,2% no volume e em 6,3% no valor, com um aumento do preço médio em 2,9% (de 4,65 €/L para 4,79 €/L).

FOTO: DR

Estamos quase a entrar em período de campanha eleitoral. Independentemente do sentido e orientação de voto de cada um, que toda a comunicação social deve respeitar, apelo aos cidadãos, com capacidade de voto nestas eleições para exercerem este dever e este direito de forma cívica e para o fazerem de forma informada e inteligente. Informada porque os eleitores devem procurar perceber o que cada uma das propostas eleitorais tem em cima da mesa e como pretendem concretizar essas propostas. Devem perceber a composição das listas, procurando as competências, formação e capacidade que os futuros eleitos vão ter para executar ou fazer executar as propostas que realizam. Devem procurar conhecer o passado de cada candidato e, se já tiverem sido deputados, observar a forma como defenderam a sua região no parlamento e como dizem agora que a vão defender. Por exemplo, apoiaram ativamente os planos para obras estruturantes como as IC’s que nos faltam ou a modernização da linha do douro? Ou no seu registo de intervenções como deputados nunca defenderam quem os elegeu? Para tal, devem

os eleitores procurar assistir aos debates e entrevistas que os candidatos vão dar ao longo de toda a campanha para perceberem quem e como é a sua região fica mais bem defendida. Inteligente porque só votando nas listas certas (nas pessoas certas) pode a região se desenvolver. E se poderá parecer fácil votar desinformadamente a verdade é que as consequências de um voto desinformado e, por isso, pouco inteligente podem ser brutais para a região, levando a que a estagnação e o desinvestimento prossigam e que não sejamos capazes de fazer mais e melhor, i que acontecerá inevitavelmente se não votarmos bem. Claro que isto não é fácil. É por isso que falo aqui do dever de cidadania. Porque ir às eleições colocar uma cruz, à sorte ou por causa da influência de um amigo, é fácil. Difícil é fazer escolhas informadas e feitas em função do que é melhor para Portugal e para a nossa região. Isso já é difícil. E dá trabalho. E não chega. Porque o nosso voto sozinho não altera nada, é preciso que os votos dos amigos, conhecidos e familiares também seja informado e inteligente e isso significa que temos a obrigação de informar e discutir com todas as pessoas como devemos votar.

FOTO: DR

POSITIVO

Luís Braga da Cruz Engenheiro Civil

Há dias, tive o privilégio de participar numas jornadas sobre o tema desta crónica, organizada pela Cooperativa Agrícola de Boticas, que nos desafiou a reflectir sobre os problemas da Ruralidade. Os problemas do mundo rural são reais. Correspondem-lhe formas de vida tão respeitáveis como as dos que vivem em ambiente urbano. Já nos anos 50, o Sr. D. António Ferreira Gomes abanava a má consciência política da época quando se referiu à "miséria imerecida do nosso mundo rural". Habituámo-nos a olhar para a quebra demográfica das zonas do interior como uma fatalidade. Muitos, até assumem que é problema incontornável e não alimentam grande esperança na

sua inversão. No entanto, as práticas do planeamento regional e o sucesso de programas de desenvolvimento local, ensinam-nos que pode haver soluções, que há boas experiências e formas objectivas de contrariar o declínio nas regiões de baixa densidade. Não é simples nem fácil, mas é possível, dá trabalho e, sobretudo, reclama vontade política. Boticas tem mostrado como se alcançam resultados positivos, através da valorização de produtos específicos de qualidade e da protecção das suas denominações de origem, porque foi exigente e se organizou para o conseguir. São exemplos de excelência - a "Carne Barrosã", o "Mel de Barroso" ou o turismo de montanha - ofertas que alcançaram o reconhecimento nacional. O mais importante no mundo rural é criar condições para atrair e reter pessoas, gerar emprego e sustentá-lo. Diz-se que a qualidade de vida dos territórios do interior é superior à das zonas de concentração urbana, porque associada à excelência dos recursos naturais. Porém, o que mais determina a escolha de alguém por um dado território são as condições que este oferece no acesso a bens e serviços. Mesmo que tal equidade esteja consagrada na Constituição, sabemos que não é suficientemente garantida pela prática da política pública. Criar condições para que se possa continuar a viver nestes territórios

é o desafio que se coloca às autoridades políticas, tanto nacionais como locais. Mais difícil é saber como tal se consegue e afectar bem os meios correspondentes. É preciso ter a noção de que o interior não é homogéneo e que a especificidade de cada espaço é a sua maior riqueza, o que reclama medidas diferenciadas que preservem o que tem valor e seja factor de enriquecimento. Depois, é importante actuar a nível político local por concertação de interesses à escala intermunicipal. A CIM (comunidade intermunicipal) do Alto Tâmega tem sabido estar à altura dos problemas do seu território, como plataforma de conciliação de vontades e de racionalização de soluções. Cada problema tem de ser analisado e as medidas encontradas em conjunto. No passado e aqui, o bom discernimento conduziu a vias inovadoras bem sucedidas, no uso de recursos energéticos renováveis e na mobilidade transfronteiriça. Tem de continuar a ser assim no futuro. Em Boticas, foram propostas formas de ajustamentos e de diversificação na floresta, em especial nos terrenos baldios. Sendo a floresta um dos mais importantes activos socioeconómico e ambiental do Alto Tâmega, temos de reconhecer que foi ajustado por parte destes municípios terem escolhido a política florestal com uma das temáticas que ganha em ser abordada conjuntamente.


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6 VIVADOURO SETEMBRO 2019

Breves Mais médicos no território Em comunicado, a ARS Norte revelou que as 61 vagas disponibilizadas, 57 para os Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) e quatro para as Unidades Locais de Saúde (ULS), foram preenchidas na totalidade, sendo os novos especialistas alocados às unidades mais carenciadas. No território da CIM Douro os concelhos que receberão os novos profissionais são: Lamego, Tarouca, Tabuaço, São João da Pesqueira, Moimenta da Beira, Mesão Frio, Alijó, Santa Marta de Penaguião, Régua, Vila Real e Freixo de Espada à Cinta.

Tribunal dá "visto prévio" para constituição da Águas do Interior Norte O Tribunal de Contas concedeu "visto prévio" para a constituição da empresa Águas do Interior Norte, que englobará os concelhos de Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, e Vila Real, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa e Santa Marta de Penaguião, no distrito de Vila Real. A sociedade intermunicipal Águas do Interior Norte irá assumir a gestão delegada dos serviços de abastecimento de água e drenagem de águas residuais nos territórios envolvidos.

Estátuas vandalizadas em Lamego FOTO: DR

Várias estátuas na Avenida Visconde Guedes Teixeira, em Lamego, foram vandalizadas. As imagens apareceram pintadas com tinta azul. O problema foi rapidamente resolvido pela Câmara local, com a realização de trabalhos de reparação.

Efacec vai reforçar capacidade de barragem em Lamego A Efacec foi escolhida pela Águas do Norte para a instalação de comportas no descarregador de cheias da barragem de Pretarouca, localizada em Lamego. Segundo um comunicado da empresa, “a intervenção da Efacec irá alargar a capacidade da barragem em 30%, permitindo criar uma reserva para apoio dos municípios na região em caso de seca prolongada”.

A autarquia de Mesão Frio ofereceu tablets a todos os alunos do 4º ano e livros de fichas a todos os alunos com escalão, do 1.º Ciclo do Ensino Básico, do Agrupamento de Escolas Prof. António da Natividade.

Pitoresco regressou a Vila Real

Mais uma bandeira Eco Escolas para a Escola de Hotelaria do Douro-Lamego A Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego foi, pelo 8º ano consecutivo, condecorada com a Bandeira Eco Escolas. A preocupação com o meio ambiente é um dos pilares do ensino e formação na EHTD-L. A provar isso mesmo, está a atribuição desta distinção, que orgulha alunos, professores, e toda a comunidade educativa, desde 2011. Relembrando que as inscrições da 2ª fase para a EHTD-L estão abertas até dia 15 de setembro sendo que, a partir deste ano letivo, os alunos dentro da escolaridade obrigatória não pagam propinas e os alunos de nível V têm uma redução de 50% nas mesmas.

FOTO: DR

O “Pitoresco 2019”, Festival de Street Art de Vila Real, inclusivo, gratuito e aberto à comunidade, vai já na sua 4ª Edição. Este ano, surgiram cinco novos murais, nesta inovadora galeria a céu aberto da nossa cidade, perfazendo um total de 26 trabalhos, com forte ligação às tradições e cultura de Vila Real e região transmontana. Produziram-se diversas criações: Mon Devane que homenageou os Bombeiros; Godmess a evocar a Estrada Nacional 2; Neku que mostrou a Lontra pescadora; Draw e Contra a continuar a “Rua dos ofícios”, com a tecedeira.

Terminada a época de verão, começa agora o novo ano letivo no Jardim de Infância da Misericórdia de Lamego que tem como principal missão estimular o desenvolvimento pessoal e social dos mais pequenos, em estreita colaboração com a família e a comunidade envolvente. Mais uma vez, as educadoras de infância e as auxiliares de ação educativa estão empenhadas em alcançar em pleno este objetivo e projetar as atividades diárias, de acordo com as orientações curriculares para o pré-escolar e as metas de aprendizagem definidas pelo Ministério da Educação.

FOTO: DR

Mesão Frio ofereceu tablets e livros de fichas a alunos

Projeto educativo da Misericórdia de Lamego estimula desenvolvimento infantil

Mestre de navio cruzeiro identificado por descargas para o Douro Na sequência das diligências realizadas a GNR de Bragança identificou, no início deste mês, um homem de 42 anos, mestre de um navio cruzeiro, suspeito de efetuar descargas residuais diretamente para o rio Douro, na barragem do Pocinho, segundo comunicado das autoridades.

Consolidação de taludes será feita pela ADVT A Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua tomou para si a responsabilidade da obra de consolidação dos taludes daquela linha, um dos últimos passos para que os comboios voltem a circular. A confirmação foi dada por João Gonçalves, novo presidente da Agência, enquanto autarca do município de Carrazeda de Ansiães.

Mesão Frio assina transferência de competências para as freguesias O Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, Alberto Pereira, durante a manha do dia 6 de setembro efetuou a celebração do contrato com as cinco juntas de freguesias do concelho, relativamente à minuta de transferência de competências. Este protocolo é feito ao abrigo do Programa do XXI Governo Constitucional que prevê reforçar as competências das autarquias locais numa lógica de descentralização e subsidiariedade.

Tabuaço volta a Hollywood e segue para o Canadá “Transfugo”, realizada em Tabuaço, está nomeada para melhor curta-metragem no Festival de Cinema de Los Angeles e estará também no mais conceituado evento cinematográfico do Canadá. A contar a 12.ª edição, o LABRFF decorre de 13 a 17 de Outubro e Tabuaço estará em destaque na categoria de melhor curta-metragem. O Canadá também ficará a conhecer Tabuaço, já em Novembro, uma vez que Transfugo também está na 13.ª edição do YK Film Fest – The Yellowknife International Film Festival - um festival de cinema que decorre durante cinco dias, tratando-se do evento de maior notoriedade para cineastas, artistas e comunicação social em geral.


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8 VIVADOURO SETEMBRO 2019

Reportagem VivaDouro

Adriano Sousa: “Pretende-se que em 2020 Vila Real possa ser O período de programação 2014 – 2020 apresenta como prioridades de investimento tipologias de intervenção que visem o desenvolvimento urbano sustentável, através de ações integradas capazes de enfrentar os desafios económicos, ambientais, sociais, climáticos e demográficos que afetam as zonas urbanas, designadamente as zonas urbanas funcionais, não descorando a necessidade de promover interligações entre os meios urbanos e o meio rural. Texto e fotos: Carlos Almeida

Para Vila Real foram aprovados 16 milhões de euros, sendo que a maior fatia do PEDU vai para garantir a “alteração do paradigma da mobilidade na cidade”. Para além das novas soluções para a mobilidade sustentável, o PEDU irá promover a Regeneração Urbana, a inclusão social e combate a descriminação bem como assegurar os meios para garantir a prossecução do PEDU com eficácia e inteligência, nomeadamente no que respeita ao seu modelo de governação, à sua equipa técnica, aos mecanismos de acompanhamento e avaliação e ao envolvimento e responsabilidades dos parceiros. Pretende-se, com este projeto, que em 2020, a cidade de Vila Real possa ser uma cidade inteligente, sustentável e inclusiva, capaz de criar condições de desenvolvimento de novas atitudes, geradora de emprego, mais justa e mais saudável, promovendo a coesão económica, social e territorial. O VivaDouro falou com o vereador Adriano Sousa, responsável pelos pelouros da regeneração urbana, para perceber o que irá mudar em Vila Real com este projeto. Começo por lhe pedir que me explique, em traços gerais, este PEDU Vila Real. No âmbito do Acordo de Parceria “Portugal 2020” para a utilização dos Fundos Europeus Estruturais, a regeneração urbana e a revitalização física, económica e social das zonas urbanas foram temas considerados prioritários, tendo em vista a melhoria do ambiente urbano, por via da reabilitação física do edificado, bem como do espaço público envolvente. Os PEDU são constituídos por um Plano de Ação para a Reabilitação Urbana (PARU), por um Plano de Ação para a Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS) e por um Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas (PAICD).

Para Vila Real foram aprovados 16 milhões de euros, a que se vieram a somar 1,2 milhões de euros provenientes do acelerador de investimento municipal. A maior fatia foi destinada a garantir a alteração do paradigma da mobilidade na cidade, sem, contudo, se descurar a reabilitação do espaço público dos bairros sociais e de algum do seu edificado. Mas, no domínio da mobilidade urbana da cidade, importa esclarecer que o PEDU não financia obras destinadas à construção de novas rodovias. Financia, sim, ações que contribuam para a promoção de uma mobilidade urbana mais sustentável do ponto de vista ambiental, mais eficaz do ponto de vista económico e mais justa do ponto de vista social. E que mobilidade é essa? Estou a referir-me a um paradigma de mobilidade assente na promoção do transporte público e dos modos suaves (andar a pé e de bicicleta). É isso que todas as cidades que têm PEDU´s aprovados estão a fazer, aliás, na senda das boas práticas que estão a ser implementadas em inúmeras outras cidades. Precisamente porque se chegou à conclusão que a mobilidade nas cidades não poderia continuar a ser gerida com o foco no transporte individual, atendendo ao propósito de contribuirmos para a descarbonização das cidades no contexto do combate às alterações climáticas, área em que todos devemos ser atores ativos. A propósito do combate às alterações climáticas, costumo citar Amin Maalouf, um escritor libanês e autor do livro “Um mundo sem regras”, quando afirma que “se nos mostrarmos incapazes de mudar os nossos comportamentos e a ameaça se tornar real, perderemos tudo; se conseguirmos mudar radicalmente os nossos comportamentos e a ameaça se revelar ilusória, não teremos perdido absolutamente nada.” Portanto, em jeito de conclusão, poderei dizer que o PEDU de Vila Real, à semelhança dos seus congéneres, tem como objetivo transformar gradualmente a nossa cidade, de modo a torná-la mais inteligente,

ANTES

mais sustentável e mais inclusiva, capaz de criar condições de desenvolvimento de novas atitudes, geradora de emprego, mais justa e mais saudável, promovendo a coesão económica, social e territorial. Tem havido alguma resistência da população a este projeto, essencialmente no que diz respeito à obra que se realizará na Av. Carvalho Araújo. Acredita que um melhor entendimento deste projeto diminuirá as críticas? Esta pergunta leva-nos ao cerne da questão, ou seja, ao facto de as pessoas ainda não terem assimilado as mudanças que se estão a operar ao nível das cidades, e também em Vila Real, no que se refere à mobilidade urbana. É inegável que o PEDU veio mexer com os hábitos e com os comportamentos instalados em algumas franjas da população, especialmente nas gerações que hoje estão na casa dos 50 ou mais anos, a geração que eu costumo chamar de “automobilizada”. Chegou a hora de assumirmos, sem tibiezas, a necessidade de prepararmos a nossa cidade para o futuro. Isso significa devolver a cidades às pessoas, aos peões.

lojistas, através da incorporação no valor da renda, em função da área da loja. Mas falando concretamente do projeto da avenida Carvalho Araújo, importa dizer que, com a sessão que ainda esta semana organizamos, será a quarta vez que debatemos publicamente este projeto. Porque há tendência para misturar questões de natureza racional e questões de natureza sentimental. Quanto às questões de natureza sentimental, elas são estritamente subjetivas e variam de pessoa para pessoa. Penso, contudo, que não devem ser os sentimentalismos a comandar os destinos de uma cidade, o rumo dos projetos e a concretização das obras. Quem gere, de forma circunstancial, uma cidade tem o dever de suportar as suas decisões no domínio da racionalidade, naquilo que acredita ser o melhor e estar imbuído de uma visão prospetiva. A critica que, por vezes, se ouve sobre o projeto da avenida Carvalho Araújo é que “vamos destruir a avenida”. Mas será esta crítica justa e racional? Com o devido respeito que todas as críticas e opiniões me merecem, penso que essa afirmação assenta numa visão de carácter sentimentalista!

Isso significa reduzir o número de veículos a circular na cidade? A “pedonalização” deve ir para além do simples condicionamento de trânsito. Deve ser aproveitada para revitalizar toda essa zona, o que só é possível se houver uma conjugação de esforços entre os poderes públicos e a iniciativa privada. Quando uma das partes faz o seu trabalho e a outra parte permanece agarrada ao passado, é natural que o sucesso fique aquém do desejado. Aos que hoje atribuem o insucesso do comércio tradicional à “pedonalização”, costumo perguntar: quem é que hoje vai ver montras ou comprar um par de sapatos de carro? E quando alguém alude ao facto de alguns centros comerciais disporem de estacionamento gratuito, costumo esclarecer que esse estacionamento, na realidade, não é gratuito. É, antes, suportado pelos

Porque é que diz isso? Se perguntarmos aos alunos que frequentam atualmente a escola secundária Camilo Castelo Branco se gostam da praça do município conforme agora está, eles responderão que gostam. Porque sempre a viram assim. Mas também porque é um espaço onde eles convivem e se divertem, ao ponto de se dizer que é a escola do país que possui o maior recreio. Se pudéssemos perguntar aos nosso bisavós e trisavós se gostam da avenida conforme está, o que eles porventura diriam é que não gostam. Porque não é a avenida do “seu tempo”, aquela que existia antes da última grande intervenção, por volta da década de 30 do século passado. E agora pergunto eu: seria legítimo manter a imagem da avenida Carvalho Araújo estática, desde os tempos

DEPOIS


VIVADOURO SETEMBRO 2019

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Reportagem VivaDouro

uma cidade inteligente, sustentável e inclusiva” na praça do município, certamente estaremos em melhores condições para opinar sobre a bondade do projeto e da obra que nos propomos, agora, levar a bom porto.

dos nossos bisavós e trisavós? É óbvio que não! Porque as cidades, como espaços vivos, dinâmicos e complexos que são, viverão sempre em permanente mudança. Devemos ter sempre presente que o património de hoje é o resultado de mudanças sociais e económicas que, ao longo dos tempos, foram transformando a sociedade. Importa realçar um aspeto importante: o que hoje consideramos passado foi outrora uma visão de futuro. É, pois, nossa obrigação darmos continuidade a essa visão, respeitando o passado, trabalhando o presente e tendo como horizonte e fonte de inspiração o futuro. Estou certo que as gerações vindouras saberão reconhecer este esforço! Manuel Aires Mateus, Prémio Pessoa 2017, afirmou, a propósito das obras de reabilitação urbana, que “todos temos a ideia de que é necessária uma análise cuidada dos valores em presença. A necessidade de preservarmos e elevarmos os valores existentes e de substituirmos os não valores pela possibilidade de novos valores.” Esta afirmação enquadra-se em todos os projetos que pretendemos levar a bom porto, com especial destaque para o projeto da avenida Carvalho Araújo, senão vejamos: há lá valores que necessitam ser preservados e sê-lo-ão; há lá valores que precisam ser elevados e realçados e sê-lo-ão; e há lá os chamados “não valores”

que devem ser substituídos por novos valores e sê-lo-ão. Mas pelos valores do século XXI. É precisamente neste tabuleiro de condicionantes e de vontades que o projeto de requalificação urbana da avenida Carvalho Araújo se moveu. Mas este foi um projeto alvo de um estudo pormenorizado? O projeto da avenida foi devidamente estudado, trabalhado e maturado, tendo tido a intervenção de arquitetos, de engenheiros, de arquitetos paisagistas e de pessoas com um conhecimento profundo da história da cidade de Vila Real. É difícil acreditar que todos estes profissionais, bem como aqueles que têm o poder de decidir, queiram o mal da cidade. Como em tudo na vida, na ausência de uma certeza absoluta sobre o que opinamos, o mais sensato é, por norma, darmos sempre o benefício da dúvida. Pessoalmente, creio que as pessoas, ao princípio, vão estranhar, especialmente as que nasceram e viveram com a imagem da avenida que lhes chegou dos seus pais. Mas quando começarmos a usufruir daquele espaço transformado, quando o comércio aproveitar a oportunidade desta transformação e quando a avenida começar a ter mais vida do que a que tem agora, em toda a sua extensão e não apenas

ANTES

Também a Quercus tem levantado algumas questões sobre esta obra e a intervenção na zona da Estação. Como é que autarquia vê estas críticas? Temos por hábito ouvir todas as críticas que nos chegam. Até porque algumas delas, especialmente as de cariz construtivo, dão-nos contributos que, por vezes, acabam por ser incorporados nos projetos e até, nalguns casos, já no decurso das obras. Mas há que compreender que não podemos acolher todas as críticas e opiniões que nos chegam. Primeiro, porque muitos dos seus conteúdos são distintos e, nalguns casos, até antagónicos. Segundo, porque caso atendêssemos a todas as vontades, isso significaria nada fazer, porque neste tipo de projetos é difícil obter o consenso. E, nesse caso, continuaríamos a ser criticados por deixar tudo na mesma. Temos sido acusados de não ouvirmos as pessoas na fase da elaboração dos projetos, de sermos intransigentes na defesa das soluções. O que acontece é que a calendarização do PEDU é muito apertada e exigente. Se ao tempo necessário para a elaboração dos projetos, para o lançamento dos concursos, para a adjudicação e para a realização das obras, somássemos o tempo necessário para debater publicamente os projetos até se obter o maior consenso possível, arriscar-nos-íamos a não concluir as obras no tempo previsto e a perder o financiamento. Quanto às questões levantadas pela Quercus, merecendo-nos esta organização não governamental de ambiente, o maior respeito, fizemos questão de ler, com toda a atenção, a carta aberta que a Direção do Núcleo de Vila Real da Quercus endereçou ao executivo municipal. Mas, no âmbito das nossas obrigações para com os vilarealenses, de os esclarecer sobre todas as matérias que digam respeito à cidade e ao concelho, tivemos de rebater publicamente o conteúdo da carta, uma vez que os aspetos que nela eram referidos não correspondiam à realidade. Em todos os projetos do PEDU há uma efetiva preocupação pelas questões ambientais, até por força da necessidade de garantirmos a pontuação necessária correspondente ao mérito dos projetos e das obras, como condição para o seu financiamento.

Mas, quero crer que tais afirmações tenham, antes, resultado de um conhecimento incompleto dos projetos. Temos afirmado que estamos permanentemente ao dispor dos cidadãos para quaisquer esclarecimentos que necessitem sobre as obras que nos propomos realizar. Outra das obras de relevo nesta empreitada é a requalificação do Mercado Municipal. Na apresentação pública do PEDU Vila Real, o presidente Rui Santos afirmou que queria ter esta obra finalizada até ao final do ano, esse objetivo mantém-se? Estamos aqui a falar no 2 em 1. Porque, para além da requalificação da envolvente ao mercado municipal, incluída no PEDU, vamos também intervir no próprio edifício do mercado, aqui com recurso apenas ao nosso orçamento municipal. Houve uns pequenos contratempos relacionados com a elaboração do projeto, mas que estão ultrapassados e muito em breve estaremos em condições de lançar os procedimentos necessários para a adjudicação da obra. Por último, que vantagens terá a implementação do PEDU Vila Real na vida diária dos Vilarealenses? As ações do PEDU que estão a ser levadas a cabo têm como pano de fundo o futuro de Vila Real. Todos os cenários desenhados pelos grandes especialistas nacionais e internacionais, apontam para que o futuro das cidades vai ser completamente diferente do presente e do passado. A população vai estar cada vez mais envelhecida, a ponto de já se falar não só na terceira, mas também na quarta idade, em regra para os que têm mais de 85 anos. As mudanças estão a operar-se a uma velocidade vertiginosa, o que nos desafia a sabermos acompanhar a dinâmica dos acontecimentos e os sinais dos tempos, sob pena de perdermos a oportunidade de deixar uma cidade mais solidária e mais inclusiva para as gerações dos nossos filhos, dos nossos netos e bisnetos. Mas também uma cidade mais acessível, mais solidária e mais inclusiva, para quem, hoje, cá vive, mas quando chegados à quarta idade e já não sentirem forças nem reflexos para conduzir a sua viatura, possam continuar a sair de casa, caminhando a pé ou ir de transporte público, e usufruírem da cidade, irem às compras ou ao café, conviverem com os amigos, irem ao teatro, etc. É essa cidade que temos obrigação de deixar para o futuro. Uma cidade melhor do que aquela que recebemos. ■

DEPOIS


10 VIVADOURO SETEMBRO 2019

Vila Real

Importadores de vinhos de 12 países no Douro A NERVIR - Associação Empresarial traz ao Douro 25 importadores de vinhos de 12 países e de 3 continentes, naquele que é, provavelmente, o único encontro de negócios com importadores de vinhos, que se realiza no nosso país. Este encontro de negócios, o In Douro Wine Export Business, está aberto à participação de produtores de vinhos Doc Douro e Porto e vai decorrer de 17 a 19 de outubro próximo, na Quinta do Paço Hotel e tem como objetivo principal proporcionar encontros de negócios entre os produtores e os importadores, que se deslocam à região.

São dois dias e meio de encontros, iniciados com um speed meeting entre todos os importadores e todos os produtores, a que se seguem provas de vinhos e negociações, assim como encontros à mesa, harmonizando os vinhos dos produtores presentes com a gastronomia. Para a presente edição, está já confirmada a presença de importadores dos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Polónia, Canadá, Holanda, Letónia, Dinamarca, Alemanha, Lituânia e Irlanda. Evento exclusivo para produtores de vinhos Doc Douro e Porto. O In Douro Wine Export Business, realiza-se desde 2006 e já trouxe ao Douro cera 282 importadores de 28 países, num encontro B2B, exclusivo para produtores de vinhos Doc Douro e Porto e já proporcionou a diversos produtores a entrada em novos mercados. Este evento está integrado no projeto de

Internacionalização da NERVIR - SOUL WINES, Vinhos com Alma, e são várias as Missões inversas previstas, com a vinda

de importadores, assim como as Missões ao exterior, com a ida dos produtores aos mercados. ■

Continental Advanced Antenna apresentou a nova marca e auditório Sob o mote “A Continental Co(n)vida”, a Continental Advanced Antenna Portugal realizou, no passado dia 14 de setembro, o evento de lançamento oficial da marca, ao mesmo tempo que inaugurou o Auditório CAA. Este evento contou com a presença de diferentes entidades oficiais da região, nomeadamente o Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Rui Santos, representantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Vila Real, do Hospital de Vila Real, entre outros. Miguel Pinto, Diretor Geral da Continental Advanced Antenna (CAA) Portugal, foi o anfitrião deste evento que contou com a participação de mais de uma centena de pessoas. À nossa reportagem mostrou-se “satisfeito por fazer parte de um grupo da dimensão da Continental, o que permite olhar para o futuro com novas ideias e mais capacidade. Somos o maior empregador de Vila Real mas o objetivo passa por continuar a crescer nos próximos anos e aumen-

tar o número de postos de trabalho”. Michael Heise, Head do Segmento 7 da Continental, ao qual pertence a CAA, também viajou da Alemanha para Portugal com vista a participar neste momento de lançamento da marca. O gestor alemão em declarações ao nosso jornal afirmou que “o sucesso Kathrein, antes de sermos vendidos ao grupo Continental, foi conseguido aqui em Portugal, é aqui que temos a nossa maior fábrica e estamos felizes de aqui continuar”. Com capacidade para cerca de 120 pessoas, o objetivo da empresa passa por abrir este auditório à comunidade, aproximando a marca das pessoas e reforçando a sua posição enquanto empresa de referência na região onde se situa. “Será um espaço que vamos usar para momentos de formação e outros dentro da empresa, mas também onde poderemos realizar concertos ou pequenas peças de teatro, por exemplo, abertos à comunidade. Esta é também uma obrigação que temos, a responsabilidade social”, afirma Miguel Pinto. A partilha de conhecimento através de conferências e palestras abertas à comunidade, em temas da área de atuação da Continental Advanced Antenna, é outra das grandes apostas para esta infraestrutura. Esta inauguração foi o ponto de partida para uma série de eventos que a empresa pretende realizar no futuro. A Direção Geral da empresa pretende que este seja um espaço de eleição para a realização de eventos

culturais, proporcionando assim uma vasta oferta cultural aos colaboradores e à comunidade em geral. Rui Santos, autarca vilarealense também esteve presente nesta inauguração sublinhando, à reportagem do VivaDouro, a importância da empresa na economia local como uma das maiores empregadoras da região. “A Continental é uma grande empresa a nível mundial e é talvez o maior player no concelho de Vila Real com mais de 550 trabalhadores. É importante não só pelos postos de trabalho e pelo contributo direto à economia local, como serve para que Vila Real se apresente como embaixadora da geração

4.0, como exemplo daquilo que se pode fazer no interior norte”. Este espaço vai ainda estar ligado a diversas iniciativas de Responsabilidade Social Corporativa, sendo esta uma área em que a empresa pretende continuar a apostar no futuro. Sublinhe-se que este foi o primeiro evento da empresa, aberto à comunidade, depois da oficialização da denominação legal enquanto Continental Advanced Antenna Portugal, aprovada no passado mês de julho. O evento iniciou com a realização de um Porto de Honra, seguido dos discursos oficiais e encerrou com um concerto de Jazz, proporcionado pela banda G Project. ■


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Armamar

“Conservação Preventiva - pensar o património no quotidiano” A Câmara Municipal de Armamar associa-se novamente este ano às Jornadas Europeias do Património (JEP), este ano em parceria com o Museu do Douro. Assim na tarde de 27 de setembro no salão nobre do edifício da Câmara Municipal de Armamar terá lugar um encontro para refletir e debater o tema “Conservação Preventiva - pensar o património no quotidiano”. No encontro estarão presentes o Presidente da Ordem dos Arquitetos, José Manuel Pedreirinho, o

Presidente da Fundação do Museu do Douro, Fernando Pinto, técnicos da Direção Regional de Cultura do Norte e do Museu do Douro, e a anfitriã Cláudia Damião, Vereadora da Cultura da Autarquia Armamarense. As JEP decorrem entre os dias 27 e 29 de setembro. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, dinamizada pelos 50 Estados signatários da Convenção Cultural Europeia, este ano sob o tema “Património nas Artes e no Lazer”. ■

Requalificados dois espaços públicos no município Estão concluídas duas das cinco intervenções integradas no projeto de Requalificação Urbana da Vila de Armamar, as obras da Rua

Cândido dos Reis e do Espaço Público da Misarela. Os investimentos de 130 mil euros e 77.500 euros respetivamente, foram

financiados pelo Programa Operacional NORTE 2020, com uma taxa de comparticipação de 85%. Estas intervenções permitem promo-

ver e dignificar os espaços, melhorar as condições de utilização, circulação e segurança e promover a qualidade de vida de residentes e visitantes. ■


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Lamego

Wine & Music Valley celebrou o Douro Os muros caíram, as margens desapareceram e o Douro uniu-se numa celebração que homenageou a história da região e mostrou o futuro dos vinhos do Douro e Porto com a presença de mais de 90 produtores locais. A primeira edição, o “ano 0”, como apelidou Luís Pedro Martins, Presidente do TPNP, do Wine & Music Valley foi um sucesso com mais de 17000 pessoas a passarem pelo recinto do festival. Ao longo dos dois dias, os milhares de festivaleiros que passaram pelo recinto para assistirem ao concerto de nomes como Mariza, Seu Jorge, Carolina Deslandes, Xutos & Potapés, entre tantos outros, viveram uma experiência única que a organização afirma como “sucesso”, um festival onde a única bebida alcoólica servida é o vinho, neste caso os vinhos do Douro e Porto. Branco, tinto, rosé, Porto, moscatel, espumante ou cocktail… as opções eram várias e a opção variada entre os mais de 90 produtores locais que ali estiveram. No total a organização contabilizou cerca de 28000 copos de vinho vendidos durante os dois dias do evento. Aliado à oferta vínica, no no Chef ’s Stage, as estrelas foram outras e quase todas com ligações à região. Por lá passaram os chefes de cozinha Miguel Castro e Silva, Vítor Matos, Rui Paula, Tiago Moutinho, entre outros. A acompanhar a programação e

a promover as partilhas com o público, esteve o crítico de vinhos e gastronomia Fernando Melo. Neste palco também não faltou banda sonora, assegurada por Fernando Alvim e pelo projeto Rua das Pretas. A boa disposição era evidente entre o público, maioritariamente jovem adulto, alternando entre os concertos que passavam pelos dois palcos do festival e alguns momentos de convívio junto das barracas dos produtores, aproveitando para apreciar os vinhos da região enquanto partilhavam uma conversa. Com milhares de festivaleiros a chegarem de fora da região este evento proporcionou ao Douro, a possibilidade de se mostrar ativo e resiliente, capaz de proporcionar momentos à medida de todos os públicos e com capacidade de projeção deste território.

Entre os artistas, durante os concertos foram vários os elogios que iam tecendo ao local do evento, à paisagem envolvente e à região. Carolina Deslandes falou à reportagem do VivaDouro após o concerto que deu no Douro Stage e destacou a beleza da região para descrever as sensações que levaria para casa. “Acho que nunca estive num palco tão bonito como este. Esta é uma oportunidade de conhecer melhor o nosso país e no meio da correria, quando pensamos em férias devemos deixar de pensar em ir para fora para passar a visitar locais tão maravilhosos como este. Qualquer pessoa do mundo, que chegue aqui, com uma paisagem destas, com um festival a acontecer com um cartaz destes, vai pensar na sorte que nós temos”. Os Xutos e Pontapés regressaram ao Dou-

ro, e Tim, vocalista da banda que também tem um vinho, no caso produzido no Alentejo, sublinhou a ligação da banda à região, em especial através do baterista, Kalú. “A família do Kalú tem origens aqui, tinham aqui quintas, por isso já vimos para cá há muito tempo e é uma região onde gostamos sempre de estar, não só pelas paisagens mas também pelos excelentes vinhos que aqui bebemos (risos)”. O primeiro festival de música inteiramente dedicado ao vinho fica assim marcado pelo sucesso, ficando já garantido o regresso desta celebração para o ano 2020. Nota: O VivaDouro entrevistou ainda os Fogo Fogo, uma conversa que poderá ler na nossa edição online a partir do próximo dia 23 de setembro. ■


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São João da Pesqueira

Município atribuiu bolsas de apoio social e de mérito no valor de mais de 30.000€ O executivo municipal no cumprimento dos seus compromissos para com os alunos do concelho, atribuiu um conjunto significativo de incentivos e ajudas dos quais se evidenciam 5 bolsas de mérito no valor equivalente ao da propina universitária anual, aos alunos com melhor desempenho no ensino superior. Atribuiu ainda 19 bolsas de carácter social aos alunos que frequentam o ensino superior, no valor correspondente ao da propina anual. O apoio à Educação e Formação dos jovens do concelho é absolutamente prioritário para o executivo municipal. ■

Reunião na sede da IP - Infraestruturas de Portugal O Presidente da Câmara Municipal de S. João da Pesqueira, Manuel Cordeiro, deslocou-se no dia 16 de Setembro, à sede da IP Insfraestruturas de Portugal, em Almada, a propósito da requalificação da EN222 (Bateiras - S. João da Pesqueira) e da EN 222/3

(S. João da Pesqueira - Ferradosa). O executivo do Município de S. João da Pesqueira depois de diversas reuniões em Lisboa, conseguiu que fosse introduzida a requalificação da EN222, nas propostas que serão alvo de análise na próxima le-

gislatura para o período 2021-2030. Uma via estrutural para o desenvolvimento do concelho. Também o Presidente da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, que esteve há algum tempo atrás de visi-

Câmara premeia os melhores alunos O Município de S. João da Pesqueira, na continuação da politica do atual executivo municipal, de premiar a excelência dos alunos que se distinguiram ao longo do ano letivo nos seus estabelecimentos de ensino, surpreendeu e premiou com um cheque de 500€ o melhor aluno da ESPRODOURO – Escola Profissional do Alto Douro no ano letivo 2018/2019.

Guilherme Nascimento trabalha agora no hotel Six Senses, em Lamego, depois de concluir o curso de Técnico de Cozinha/Pastelaria com distinção. Foram atribuídos 3 prémios de mérito de 500€, aos melhores alunos do ensino secundário do Agrupamento de Escolas e Escola Profissional. Uma medida desta autarquia de forma a premiar os alunos de excelência. ■

ta ao concelho de S. João da Pesqueira, em entrevista no canal 2 abordou este assunto e reconheceu a urgência nas intervenções nestas vias para o concelho de S. João da Pesqueira e para o turismo da Região do Douro. ■


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São João da Pesqueira

Festa do Douro recebeu milhares de A 18ª edição da Vindouro levou milhares de visitantes a São João da Pesqueira, para um certame de referência, considerado a maior festa do vinho da Região do Douro, e que contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação, Luís Medeiros Vieira, na cerimónia de abertura. Texto e fotos: Carlos Almeida

Depois da mudança de local no ano passado para a Praça do Marquês, o evento dedicado ao vinho e à sua história apresenta-se em 2019 com mais espaço para receber os expositores que, segundo a autarquia, foram quase 100, registando-se assim um novo recorde de participações. No final da inauguração Luís Medeiros Vieira, Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação, mostrou-se satisfeito por estar num evento ligado a um setor cada vez mais importante para a economia nacional, destacando ainda os desafios que o vinho e a região terão de enfrentar. “É muito gratificante o aumento de 30% que se irá registar nesta região, não só em termos de quan-

tidade mas também de qualidade visto que este ano não há registo de pragas ou doenças. O setor do vinho é um setor de excelência da agricultura portuguesa em particular nesta Região Demarcada do Douro que se tem afirmado com vinhos de cada vez maior qualidade, quer nos Vinhos do Porto quer nos de denominação de origem Douro. O nosso desafio agora é acrescentar valor ao nosso produto, essa deve ser a nossa batalha e já temos dado alguns passos nessa direção com o preço médio da garrafa a aumentar nos últimos anos. Este setor não era o que é se não fosse a resiliência dos nossos produtores e as ideias novas que os jovens enólogos trazem para o terreno, com uma nova forma de ver o vinho”. Os elogios ao evento e à resiliência

das gentes do Douro foi também o destaque das palavras de Gilberto Igrejas, Presidente do IVDP, à nossa reportagem. “A Vindouro é extremamente importante na região uma vez que fixa valor através da promoção que faz aos vinhos do Porto e Douro e, com diversas atividades de caráter lúdico e histórico, que são importantes para a nossa região. Dinamizam, trazem gente aos nossos territórios que é aquilo que queremos e de alguma maneira também são momentos festivos, de celebração e de enriquecimento para aqueles que estão no território e que teimosamente aqui permanecem”. Presente nesta inauguração esteve também a Diretora Regional da Agricultura do Norte que elogiou o evento destacando a altura em que ele se realiza, dando ao visitante a oportunidade de assistir às vindimas.

“É a primeira vez que aqui venho mas é um evento muito importante que junta um conjunto bastante alargado de produtores que têm aqui a oportunidade de mostrar a diversidade que existe na região, notando-se um crescimento no número de vinhos que chegam ao mercado. Fazer a Vindouro nesta altura é muito interessante porque já começaram as vindimas e quem aqui vem tem oportunidade de ver um pouco desse trabalho, este ano com uma boa notícia que é o aumento da produção, com mais qualidade, o que é ótimo para a região. É ótimo chegar aqui e ver que se faz tão bem como nos grandes centros e estou certa que a câmara terá feito aqui uma aposta muito forte, tendo sabido colar a história a esta realização”.


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São João da Pesqueira

visitantes Presentes na abertura do certame estiveram alguns dos candidatos às próximas eleições legislativas pelo distrito de Viseu, no caso, António Lima Costa (PSD), Hélder Amaral (CDS) e Manuel Ferreira (PS). O VivaDouro falou com os três questionando a importância deste evento para o concelho de São João da Pesqueira.

António Lima Costa (PSD)

No final do evento o VivaDouro falou de atração deste evento. com Manuel Cordeiro, autarca pesqueirense que se congratulou pelo su- Dos diferentes momentos que marcacesso do evento. ram estes três dias de certame destaca algum? Qual o rescaldo que faz da edição O Jantar Pombalino com o requinte e deste ano da Vindouro? o glamour da época pombalina, com A edição de 2019 da VINDOURO - serviço da equipa de Rui Paula DOC Wine & History - Festa Pombalina foi (1 estrela Michelin) e a envolvência do indiscutivelmente uma das melhores Palácio de Cidrô, foi outro dos grandes de sempre, com milhares de visitan- destaques do programa. tes durante os 3 dias do evento, Pe- O concurso Douro em Prova que landro Abrunhosa e Amor Electro foram çamos o ano passado e que conta no apostas ganhas, com concertos de lo- seu painel com Nuno Pires, diretor tação esgotada. Este ano mais de 50 da Revista de Vinhos, José João Sanprodutores de vinhos e mais de 100 ex- tos, crítico de vinhos e o sommelier positores gerais a comprovarem o cres- Manuel Moreira, tem também se afircimento e atração da nova VINDOU- mado e atraído mais produtores de viRO. As transmissões televisivas tanto nho. Nesta II Edição tivemos mais de na SIC (Olhá a Festa), como na TVI 70 referências da região do Douro em (Somos Portugal) ajudaram a elevar o prova. Desse grupo, foram apurados os evento para uma dimensão nacional e melhores, num total de 37 vinhos. internacional de forma a potenciar o O mercado e os cortejos Pombalinos, conceito e marca deste evento de refe- com toda a animação de rua, também rência do Douro. permitiram “catapultar” os visitantes para a época de uma das figuras mais A mudança de local levada a cabo no importante para o nosso concelho e ano passado foi importante na afir- para a região, o Marquês de Pombal, que mação deste evento? também homenageamos com esta festa. A mudança de local no ano passado, para a renovada Praça do Marquês, e a Enquanto autarca como se sente ao concentração da festa num recinto mais ver este evento? intimista mostrou ser uma fórmula de Enquanto autarca, sinto-me orgulhosucesso para a VINDOURO, com mais so pelos resultados alcançados em tão algumas alterações que o executivo de- pouco tempo, com a Vindouro a ser cidiu implementar este ano, de forma cada vez mais o evento, quando se fala a melhorar e a otimizar o modelo que em vinhos, gastronomia e animação. idealizamos para o maior evento de S. Aproveito para vos convidar para a 19.º João da Pesqueira e do vinho no Douro. Edição da Vindouro - Wine and HisTambém conseguimos nesta edição es- tory - Festa Pombalina, nos dias 4, 5 e gotar a capacidade hoteleira do Conce- 6 de Setembro de 2020, que será ainda lho e da região, um sinal da capacidade melhor que esta edição. ■

A Vindouro ganhou uma expressão brutal ao longo das suas muitas edições não se cingindo apenas a São João da Pesqueira, é um evento regional que pretende divulgar para o exterior as potencialidades da Região Demarcada do Douro e do que de melhor aqui se faz. A organização tem vindo a melhorar ao longo dos anos, eu tenho o gosto de ter participado na fundação deste evento enquanto presidente deste município e é com particular agrado que vejo que os autarcas que me seguiram deram continuação a esse trabalho. É um evento regional e a Pesqueira assume com ele o seu papel na região como o maior concelho em termos de produção dos vinhos Porto e Douro.

Hélder Amaral (CDS)

É uma importância enorme, muito mais do que aquilo que vemos da festa e do convívio, tem uma importância que é não só divulgar a marca mas criar unidade. A nossa região é um território de pequenas quintas e muros altos, ninguém fala com ninguém, ninguém cria estratégias comuns, ninguém coopera e é por isso que não conseguimos aqui ter melhores vias de acesso, por exemplo. Temos que encontrar uma estratégia comum para fazer entender ao Governo que aqui vive gente. Na produção e no comércio há o mesmo problema, cada um trabalha para si e, para mim, é também para isto que servem este tipo de feiras para se encontrar uma estratégia comum deixando ao mercado a capacidade de escolha em função dos seus gostos e da maior ou menor qualidade de cada produto. Há uma regra de economia que diz que não temos que ter 100% do mercado para ter 100% do resultado e é preciso que nós consigamos perceber isso, no azeite, no vinho, na paisagem, no património e em tantas outras áreas.

Manuel Ferreira (PS)

Este é um evento muito importante na medida em que dá escala e dimensão não só a São João da Pesqueira mas também à própria região. É sem dúvida um evento de grande qualidade e que, de alguma forma, tem afirmado muito bem a nossa região. É fundamental que o Douro cada vez mais se projete para além daquilo que são as suas fronteiras e isso já tem acontecido. Eventos desta natureza, com o vinho que é por excelência o nosso produto maior, podem transportar a região muito para lá das suas fronteira.


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Destaque VivaDouro

Assistência Médica de Emergência com Com a reorganização da assistência médica foi garantido à região que o serviço prestado não seria prejudicado, sendo o território capacitado de mais meios, aéreos e terrestres, para uma resposta adequada. Uma investigação do VivaDouro na sequência do caso que aconteceu em S. João da Pesqueira vem revelar algumas falhas na assistência médica de emergência helitransportada. Texto e fotos: Carlos Almeida

A morte de um homem, após violenta agressão em S. João da Pesqueira, a bordo de uma ambulância que se dirigia para o heliporto certificado dos bombeiros de Aguiar da Beira, onde o paciente seria transferido para o helicóptero, fez disparar as sirenes na região. Segundo fontes próximas da equipa que assistiu o homem de 50 anos, à porta do restaurante onde foi agredido, o piloto do helicóptero terá recusado aterrar em dois locais antes de sugerir a viagem até Aguiar da Beira: no campo de futebol da Beselga, em Penedono, e no campo de futebol de Sernancelhe (informação não desmentida pelo INEM), havendo ainda a possibilidade do Estádio Municipal do Matão, em Moimenta da Beira, que há

> Carlos Silva, presidente da CIM-Douro

10 anos é o local estabelecido para a aterragem dos helicópteros e próximo da unidade SUB de Moimenta da Beira, para onde a SIV se dirigia. A opção por não aterrar no local habitual causou estranheza ao comandante dos bombeiros locais, José Requeijo, que afirmou ao VivaDouro que “três semanas antes aterrou um helicóptero no mesmo local, durante a noite. “O que está predefinido e acordado há muitos anos com o INEM é que quando são acionados os meios de apoio a uma missão de um helicóptero o destino é o Estádio do Matão. Eles já sabem as coordenadas para onde vão. O procedimento normal é sair um veículo tanque, predefinido para fazer rega e estabilização do terreno, uma ambulância de socorro para dar apoio à equipa médica, e foi isso que estava feito”, esclarece ainda o comandante. INEM afirma que decisão cabe ao piloto Questionado pela nossa reportagem, o INEM esclarece que, em qualquer caso, a decisão de aterrar ou não em determinado local é da responsabilidade do piloto, sublinhando que nesta situação a morte do paciente não poderia ter sido evitada. “Depois de avaliar e estabilizar o doente, a Equipa da SIV de Moimenta da Beira realizou a respetiva transmissão de dados clínicos ao CODU, que decidiu acionar o Helicóptero de Emergência Médica de Macedo de Cavaleiros, antevendo a possibilidade do doente ter que ser evacuado para uma Unidade de Saúde mais diferenciada. A vítima foi no imediato encaminhada para o Serviço de Urgência Básica de Moimenta da Beira para receber adicionalmente assistên-

cia por parte de um médico, funcionando o SUB de igual forma como ponto de encontro entre as equipas de emergência médica pré-hospitalar (Ambulância SIV e Helicóptero). Durante o voo do helicóptero, o Médico do SUB de Moimenta da Beira informou o CODU que a vítima teria entrado em paragem cardiorrespiratória, tendo sido declarado o óbito nesta unidade de saúde. O Helicóptero do INEM foi desativado pelo CODU quando se encontrava em voo para o local. Em locais não preparados para aterragem de helicópteros, como é o caso de campos de futebol ou autoestradas, a decisão de aterragem compete sempre e exclusivamente ao comandante da aeronave, sobre quem recaem as responsabilidades por essa decisão, que deve obedecer às normas aplicáveis à operação aeronáutica”, respondeu o Instituto no final de agosto. Contudo, num comunicado de imprensa enviado às redações e datado de 31 de julho, o mesmo Instituto afirma que “assim que a missão de helitransporte foi aceite, o local sugerido pelo comandante para aterragem da aeronave foi o Campo de Futebol Relvado de Moimenta da Beira, que integra a lista de locais validados para aterragem de helicópteros de emergência médica. No entanto, o CODU foi informado pelos BV de Moimenta da Beira acerca da proibição de aterragem neste local”. Esta informação foi contrariada por José Requeijo que afirmou à nossa reportagem que “a utilização do estádio nunca foi recusada. O habitual é o helicóptero aterrar no campo pelado e para aterrar no sintético é necessária a autorização da autarquia, até porque é preciso alguém que abra a porta e acenda as luzes porque nós não temos a chave, enquanto eu fazia esses contactos fui avisado que já não era

necessário porque o senhor já tinha falecido”. Contactada a empresa detentora dos helicópteros, Babcock, a mesma afirma que o estádio do Matão não era o local mais adequado, em especial existindo nas proximidades um campo relvado. “A adequabilidade do campo de futebol pelado foi comprometida a partir de relato interno em resultado de uma aterragem noturna já este ano. Procurou-se a partir daí encontrar alternante a este campo. Coexistindo nas imediações um campo relvado, entende-se, à luz dos procedimentos e princípios de gestão de risco que regulam este tipo de operação, que este campo é adequado garantindo a aterragem e descolagem num patamar de risco muito mais reduzido”, afirmação mais uma vez refutada pelo comandante dos bombeiros locais que diz à nossa reportagem que “alguns dias após este caso o helicóptero voltou a Moimenta e aterrou no campo pelado”. Autarca disponível para construir heliporto Questionado pela nossa reportagem, José Eduardo Ferreira, autarca moimentense, afirma que “todos os equipamentos estão ao serviço”, contudo, avisa, “têm de existir condições adequadas de segurança para todos: aeronave, pilotos, população. O estádio relvado tem uma utilização exaustiva à noite. Eu não posso introduzir um helicóptero sem previamente ter estudado todas as condições de segurança para que ele ali aterre. Quer relativamente aquela população, quer em relação à população que por ali passa, a única coisa que precisamos é de definir os melhores procedimentos e colocá-los em prática de forma estabilizada”. O autarca diz-se ainda disponível para cons-


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Destaque VvaDouro

mprometida na região

truir um heliporto junto ao SUB de Moimenta da Beira. “Há um esboço de um projeto feito pelo arquiteto que teve intervenção na obra do SUB, só que eles não são a entidade competente para este licenciamento”. E acrescenta que, ao lado do serviço de urgência, há um terreno e “metade desse espaço está atribuído a um parque de estacionamento e a outra metade está reservada para aí poder vir a ser construído o heliporto”. Carlos Silva fala em “fuga à obrigação” Para Carlos Silva, autarca de Sernancelhe e Presidente da CIM Douro esta situação é inaceitável, mostrando-se surpreendido com a situação e questionando o presidente do INEM sobre a necessidade de certificação de todos os locais onde o helicóptero possa aterrar. “Gostaria de questionar o senhor presidente do INEM se todos os campos de futebol deste país e descampados têm que estar certificados para receber um helicóptero de emergência porque, se assim for, eu peço então que se certifique cada centímetro deste país para que a população do meu território, da CIM Douro, tenha a garantia de assistência. Quando foi reorganizado o sistema de emergência médica neste país foi-nos dito que teríamos um conjunto de meios, terrestre e aéreos, que poderiam assistir as pessoas de uma forma imediata. Não entendo porque é que agora se tenta fugir a cumprir uma obrigação em territórios de baixa densidade como o nosso”. Outro caso em fevereiro, em Lamego-Régua Em fevereiro deste ano um caso semelhante aconteceu em Ferreiros de Avões, Lamego, quando um homem sofreu queimaduras gra-

ves após ter espalhado gasolina num terreno para uma queimada. A equipa que se dirigiu ao local para assistir o homem contactou o CODU para que o helitransporte fosse ativado indicando as coordenadas de um local próximo ao acidentado, tendo o piloto recusado a aterragem o que levou a vítima a ser transportada para Peso da Régua onde foi transferida para o meio aéreo, no relvado do Estádio Municipal. A utilização do estádio foi escolhida pelo piloto da aeronave que se deslocou para a cidade reguense tendo em Lamego pelo menos outros três locais onde a aeronave poderia aterrar, o heliporto do Hospital de Lamego, que ainda se encontra em processo de certificação pela ANAC segundo informação oficial do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, o heliporto do Centro de Tropas de Operações Especiais do Exército Português e ainda o estádio municipal. “Quem entrou em contacto comigo foi o comandante Nuno Carvalho, dos Bombeiros de Lamego. Eu não sabia que o helicóptero ia aterrar aqui. Quando, por curiosidade, me desloquei ao estádio, que tinha ainda a iluminação desligada, recebo uma chamada do INEM a pedir-me para tratar da iluminação até porque o helicóptero já se encontrava a sobrevoar as instalações", afirmou Rui Lopes, comandante dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, em declarações à comunicação após o sucedido. Também o autarca reguense se afirmou surpreendido quando soube da aterragem no estádio municipal, visto nunca ter sido contactado para validar esse local como seguro para este tipo de utilização, contudo, caso as garantias existam o mesmo garante que “não será por oposição da autarquia que o helicóptero não aterra na Régua”. Neste caso a Babcock, em resposta por escrito às questões do VivaDouro afirma que “a missão referida ocorreu após o pôr do sol, sendo que estas operações noturnas para locais que, não sendo infraestruturas aeronáuticas, são autorizados desde que tenham sido alvo de avaliação e estudo in situ por parte de técnicos especializados, as duas localizações referidos não estavam incluídas nos locais autorizados para operações noturnas.”, não explicando, no entanto, como foi feito esse estudo no estádio municipal da Régua, visto que nem a autarquia nem bombeiros foram contactados nesse sentido. 10 em 19 concelhos sem helicóptero à noite Após diversos contactos desenvolvidos pela nossa reportagem e de algumas denuncias recebidas por fontes ligadas à Emergência Médica e a diversos corpos de bombeiros da CIM Douro, conclui-se que em 10 dos 19 municípios que compõem este território os helicópteros não aterram em período noturno, colocando em causa a assistência. As situações relatadas surgem após a assinatura de um novo contrato de 5 anos entre

> José Requeijo, comandante dos Bombeiros de Moimenta da Beira

> José Eduardo, presidente do município de Moimenta da Beira

o Estado e a Babcock, no valor de quase 39 milhões de euros e que pressupõe a disponibilidade das aeronaves 24 horas por dia em todos os concelhos do território nacional. A empresa, contactada pela nossa redação, não torna pública a lista de locais definidos para a aterragem de helicópteros e, questionados diversos autarcas da região confirma-se a inexistência de contactos por parte da empresa com vista a ter, devidamente estudados, locais de aterragem em todos os municípios do território, a qualquer hora do dia. Também contactado pela nossa reportagem com vista a esclarecer esta informação, o INEM, por escrito, afirma que cumpre o que está no contrato, fiscalizando as operações dos aparelhos, tentando identificar qualquer falha. “O INEM, no âmbito das suas competências, cumpre com o que está descrito no contrato, desde logo no que diz respeito “ao acompanhamento e à fiscalização do modo de execução do contrato, designadamente dos serviços de manutenção e operação”, atuando de acordo com o previsto”. Presidente da CIM Douro sem resposta Carlos Silva, presidente CIM Douro, confirmou, antes do fecho desta edição, não ter ainda recebido qualquer resposta à carta enviada ao Presidente do INEM, Luís Meira, a 30 de julho deste ano. “É uma vergonha o que estas instituições públicas fazem ao nosso território, conti-

nuamos esquecidos neste interior cada vez mais despovoado de gente e de infraestruturas e serviçoes públicos. Eu gostava de perceber que futuro esperam os nossos governantes para estes territórios de baixa densidade”. ■

Heli aterrou em descampado em novembro Uma situação caricata e que passou à margem dos holofotes aconteceu em Vila Real, em novembro de 2018, quando o piloto decidiu aterrar o aparelho num descampado ao lado das urgências do hospital daquela cidade. O episódio foi confirmado pelo então Presidente da Administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, João Oliveira, que afirmou que “até novembro de 2018 não se levantava a questão da certificação da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) para aterragem de emergência. Para utilização de meios de emergência médica, a certificação não estava a ser requerida. Ter uma aprovação da ANAC é sempre positiva, mas até à altura a questão nunca se levantou”.


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Unidade de Saúde Pública do ACES Douro I Ana Luísa Santos Emília Sarmento Helena Pereira

Enfermeiras Especialistas em Enfermagem Comunitária

Lancheiras saudáveis no regresso à escola Agora que as férias de verão chegaram ao fim, setembro é o mês de regresso às aulas. O início de mais uma etapa. No recomeço de ano letivo os alunos entusiasmados com os livros novos, os lápis e as canetas a brilhar, a mochila e… porque não, levar também uma lancheira atrativa e saudavelmente recheada? A idade escolar constitui uma excelente etapa de aprendizagem, e a aquisição de hábitos alimentares saudáveis é fundamental para o crescimento e desenvolvimento das crianças/jovens. Uma alimentação saudável, pressupõe que esta seja: • equilibrada - adequada às suas necessidades energéticas e nutricionais, • completa - que inclua diariamente a ingestão de cereais e seus derivados pouco refinados, produtos hortícolas, frutos, lacticínios, carne ou peixe ou ovos e leguminosas secas • variada - que evite a monotonia das refeições e promova um maior leque de oferta nutricional. Os hábitos alimentares aprendidos durante a infância determinam os comportamentos alimentares na idade adulta. Os pais, a família e os educadores em geral têm um papel importantíssimo na aprendizagem do “saber comer”. A preparação da merenda para a escola pode ser um momento em família divertido e de aprendizagem! As crianças devem assim ser incluídas na escolha, de forma a que se sintam envolvidas na tomada de decisão. Ao escolher os alimentos para a merenda, pais e filhos devem ter em conta que as merendas não devem ser monótonas, mas sim variadas e criativas. Estas podem e devem ser preparadas em casa e levadas para a escola, e uma merenda saudável deve conter uma fonte de hidratos de carbono, como o pão ou os seus equivalentes (bolachas ou cereais). O pão deve ser a solução preferencial, devendo optar-se, sempre que possível, pelo pão de mistura ou o pão confecionado com farinhas escuras. O pão poderá ainda ser recheado, sendo importante escolher bem o recheio e usá-lo nas quantidades certas, uma vez que poderemos aqui desequilibrar a merenda. Assim, aconselha-se a preferência por queijo (curado ou fresco) com um teor de gordura não superior a 45% (1 fatia fina) ou fiambre de aves (1 fatia fina) ou margarina (1 colher de chá) ou compota (1 colher de chá), podendo ainda enriquecer com hortícolas ou outros géneros alimentícios (alface, cenoura, tomate, rúcula, milho, pepino, beterraba, couve roxa, couve-branca, aipo, ervas aromáticas, …). Devem ser evitados recheios ricos em chocolate ou fumados, como chourição, mortadela ou linguiça. Os lacticínios são também um importante complemento numa merenda saudável, como o leite ou os iogurtes (líquidos ou sólidos). O leite deve ser simples, meio gordo “branco” e os iogurtes naturais ou de aromas (líquidos ou sólidos), sem adição de edulcorantes. As frutas também devem ser incluídas, dando preferência a fruta da época, sendo importante variar o tipo de fruta para aumentar o aporte de vitaminas e minerais. Em alternativa à fruta ao natural podem ser utilizados os sumos de fruta “100%” sem açúcares ou edulcorantes adicionados. Bom regresso á escola…. E boas merendas!!

Lamego

Dois enólogos e dois projetos distinguidos nos prémios "Douro + Sustentável" Integradas nas celebrações da 6.ª edição do Port Wine Day, foram, no passado dia 10, entregues as distinções da 1ª edição dos prémios "Douro + Sustentável", num jantar que teve lugar no Museu de Lamego. A Real Companhia Velha (categoria Viticultura), a enóloga Luísa Borges (categoria Revelação), a Quinta do Vallado (categoria Enoturismo), e o enólogo Mateus Nicolau de Almeida (categoria Enologia), são os distinguidos nesta 1.ª edição dos prémios da Região Demarcada do Douro. Tais distinções premeiam projetos que conseguiram destacar-se na preservação do território duriense. A promoção da vitalidade da região, do esforço das comunidades locais e do envolvimento de todos na salvaguarda de uma paisagem única são igualmente premissas dos prémios atribuídos esta noite. Sem necessitar de quaisquer apresentações, a Real Companhia Velha tem um percurso de mais de duas décadas na recuperação de castas autóctones do Douro, algumas das quais desconhecidas, outras pouco investigadas e uma grande parte em processo de extinção. O projeto Series, e embora registado como marca de vinhos, surge, pois, com o objetivo de colocar no mercado estas experiências vitícolas. O propósito é analisar o seu valor comercial sempre aliado ao desenvolvimento científico da diversidade vitícola duriense. A conquista da categoria Viticultura homenageia assim o trabalho de Investigação & Desenvolvimento levado a cabo pela equipa de viticultura e enologia. De resto, a Real Companhia Velha distingue-se na reconstrução da memória das castas ancestrais da Região Demarcada do Douro, “assegurando o futuro, recuperando o passado”. A enóloga Luísa Borges, distinguida na categoria Revelação, perfilhou a região duriense com apenas 23 anos para liderar a Vieira de Sousa. Projeto familiar produtor de Vinho do Porto há cinco gerações, embora sem investimento em

marca própria, a empresa decidiu, então, apostar nesse ano de 2008 na vertente de engarrafamento de Vinho do Porto. Estreia, essa, acompanhada pela produção do seu primeiro Porto, o Vieira de Sousa LBV 2008. Bastaram cinco anos para o devido reconhecimento. Em junho de 2013, e numa prova organizada pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) para apresentação dos Vintages 2011, o Vintage da Vieira de Sousa surpreendeu ao posicionar-se ao lado das marcas melhor pontuadas. Licenciada em Viticultura e Enologia pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, Luísa Borges é hoje um nome a reter no universo dos vinhos do Douro e Porto. Agora gerida pela sexta geração, João Álvares Ribeiro e Francisco Spratley Ferreira, a Quinta do Vallado foi distinguida na categoria Enoturismo. A transformação da casa senhorial do século XVIII (datada de 1733) num hotel vínico dentro do perímetro da quinta localizada no Baixo Corgo num primeiro momento, o reforço da capacidade de alojamento com mais oito quartos no novo hotel rural (edifício da autoria do arquiteto Francisco Vieira de Campos inaugurado em 2012) numa segunda fase, e mais recentemente a abertura do Hotel da Casa do Rio em Vila Nova de Foz Côa (sito na Quinta do Orgal) materializam a oferta do projeto de enoturismo dos tetranetos de Dona Antónia Adelaide Ferreira. O denominador comum é o respeito pela natureza, conservando os processos biológicos integrados essenciais aos ecossistemas. Construindo vários projetos de raiz, que incluem uma adega subterrânea, enologia sustentável e práticas agrícolas menos convencionais, Mateus Nicolau de Almeida foi distinguido na categoria Enologia. Na verdade, os “Trans Douro Express” e os “Eremita” revelam um Douro carregado de potencial no campo da viticultura e dos terroirs, num equilibrado compromisso entre a qualidade e a sustentabilidade. Descendente de um dos nomes grandes do Douro, residente em Vila Nova de Foz Côa e tendo estudado enologia em Bordéus, Mateus Nicolau de Almeida é também corresponsável pelos vinhos produzidos na Quinta Monte Xisto, um projeto familiar que partilha com o pai e os irmãos. A 6.ª edição do Port Wine Day®, promovida pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP) nos dias 7, 8 e 10 de setembro, incluiu provas, jantares vínicos, declaração de Ano Vintage (20179, festas aos pôr-do-sol e a cerimónia de entrega das distinções “Douro + Sustentável”. A intenção foi festejar os 263 anos da Região Demarcada do Douro que, e para além dos socalcos, das vinhas e do rio, abarca também o vasto património arquitetónico, monumental e escultural. As ações estenderam-se ao longo do Vale do Douro proporcionado momentos inesquecíveis a todos aqueles que estiveram associados a estas iniciativas. ■


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XIV JORNADAS COOPERATIVAS S. JOÃO DA PESQUEIRA. | 9 DE NOVEMBRO DE 2019

MUSEU DO VINHO - 14 HORAS


20 VIVADOURO SETEMBRO 2019

São Joao da Pesqueira

Protocolo assinado para nova capela mortuária em Soutelo do Douro O Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, esteve no dia 13 de setembro, em S. João da Pesqueira, para formalizar o protocolo de apoio para a construção da Capela Mortuária de Soutelo do Douro, numa manhã que se iniciou com uma receção do governante na ESPRODOURO – Escola Profissional do Alto Douro. A viagem a S. João da Pesqueira para a assinatura do protocolo foi aproveitada pelo município para dar a conhecer ao Secretário de Estado a escola profissional, dando-lhe a conhecer as obras de melhoria do espaço e a nova metodologia de ensino, que foi implementada para fazer face aos desafios do século XXI no que toca ao ensino e formação profissional, onde é imperativo repensar os métodos, estratégias, e conceções. A ocasião foi ainda aproveitada para pedir ao governante apoio para a construção de umas residências para os estudantes que ali chegam todos os anos de diversos concelhos da região. “Falamos das nossas dificuldades, em São João da Pesqueira, com os nossos alunos e do crescimento da nossa escola, pedindo-lhe que nos ajudasse nesse

crescimento em especial no que diz respeito à criação de uma residência para os nossos alunos e um hostel dedicado à região, com restaurante, dando a possibilidade aos nossos alunos de aí colocarem em prática o que aprendem. Já há um projeto mental, estamos à espera que existam as candidaturas e foi disso que também falamos com o Secretário de Estado que teve a amabilidade de nos indicar por onde devemos ir e, de facto já temos um caminho por onde seguir”, afirmou Fernando Rodrigues, diretor da ESPRODOURO, no final da visita. Também Manuel Cordeiro, autarca pesqueirense, destacou, em declarações à imprensa, o papel fundamental da escola no concelho e da importância dos

apoios para continuar a desenvolver o projeto. “Esta é uma das lutas da autarquia, aliás, a Escola diz-nos tanto que quando assumimos a autarquia promovemos diversas mudanças ao nível da duração e da oferta formativa e resolvemos as questões financeiras pendentes, contudo há ainda algumas necessidades, em especial uma residência para os seus estudantes. O Secretário de Estado não é o responsável por esta pasta mas é um governante e pode ajudar-nos a fazer a mensagem chegar mais rápido a quem de direito. Foi-lhe pedido que aproveitasse a sua visita ao nosso concelho para conhecer a escola, solicitação que ele aceitou prontamente”. Depois de um breve Porto de Honra, o Secretário de Estado foi recebido no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde decorreram os discursos oficiais e foi assinado o protocolo de apoio de 50% do valor para a construção da Capela Mortuária de Soutelo do Douro, com o Presidente da Câmara Municipal, Manuel Cordeiro e o Presidente da Junta de Freguesia de Soutelo do Douro, Jorge Silva. Nos discursos oficiais Carlos Miguel destacou a resiliência do executivo em avançar com esta obra, apesar das dificuldades técnicas que o projeto teve e das dificuldades financeiras que o município tem vindo a recuperar. “Esta candidatura foi muito difícil de aprovar, por uma questão técnica que felizmente foi ultrapassada permitindo que ela avançasse, com a ajuda de diversas entidades, desde autarquia local, a junta de freguesia e o pároco.

Eu tenho perfeita consciência das dificuldades financeiras em que este executivo encontrou a autarquia e do trabalho de recuperação que tem feito mas, mesmo com essas dificuldades o presidente sempre fez pressão para que pudéssemos aprovar esta intervenção que a parte da câmara estava garantida e esta postura é de elogiar. Esta é uma obra para servir as pessoas em momentos de tristeza mas, mesmo nesses momentos, devemos ter o melhor conforto possível para que a dor, doendo sempre, possa doer menos um bocadinho”. O governante mostrou-se ainda satisfeito com mais uma visita a S. João da Pesqueira para a assinatura de um protocolo, sublinhando a importância desta sua presença para um contacto mais direto com a realidade do país. “Não há nada como ver pelos nossos próprios olhos, perceber a dinâmica. Quando vamos aos locais não ficamos apenas pelo que assinamos, há sempre uma conversa que se cruza, um conselho que se dá e um recado que se leva e isso é muito importante. A nossa vida faz-se destes encontros e destes contactos”. No final da cerimónia Manuel Cordeiro falou ainda à imprensa para sublinhar a importância desta obra, há muito reivindicada pela população. “Temos que investir na juventude e no desenvolvimento, certamente que uma capela mortuária não segue essa linha contudo era uma obra necessária, reivindicada pela população há já algum tempo e agora surgiu esta possibilidade de apresentar uma candidatura”. ■


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Vários Concelhos

Driver's Club by I Love Douro Um clube que nasce das vontades congregadas de um grupo de amigos com a I Love Douro, aficionados por carros e com muita curiosidade de percorrer e conduzir nas belíssimas estradas do nosso país, especialmente na região do Douro.

“Pretendemos ser um club abrangente e viver esta paixão com todos aqueles que se queiram juntar a nós! Todos aqueles que sentem o coração bater mais rápido

com o trabalhar do motor, vivendo ao máximo este vicio e adrenalina”, afirma José Lopes, responsável da I Love Douro. A aventura começa a 19 de Outubro, na

marina de Entre os Rios, pelas 9h30 horas para um primeiro passeio que será recheado de muita animação e algumas surpresas para os participantes. ■

O único requisito é a paixão pelo barulho dos motores, cheiro a gasolina e estrada. Os carros clássicos, pré clássicos ou desportivos, sendo indiferente a marca ou o modelo. O espírito do condutor é o que importa, por isso não somos uma Associação, somos DRIVERS CLUB by I Love Douro: amigos que queiram partilhar, viver, entusiastas de carros e toda a “ afición” que nos move e envolve para entrar na aventura e descoberta.

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22 VIVADOURO SETEMBRO 2019 PUB

Eduardo Graça Presidente da direção da CASES

João Salazar Leite Uma organização é feita de pessoas com suas qualidades e defeitos, conhecimentos e competências, a todos os níveis da sua estrutura. O fluxo de entradas e saídas de pessoas nas organizações é, em regra, uma questão tendencialmente burocrática, não se lhe dando relevo público. No caso em apreço venho contrariar essa quase fatalidade. João Salazar Leite aposentou-se. A partir de 1 de setembro do presente ano deixou de prestar serviço na CASES, onde o conheci. Desempenhou funções técnicas e dirigentes na CASES tendo-o encontrado com fama de “pessoa difícil”, um traço de personalidade que serviu, a meu ver, mais para lhe sonegarem os méritos do que para lhe apreciarem as virtudes. Ora, a verdade é que em Portugal existem, para ser benévolo, uma dúzia de personalidades que pensam e estudam, de forma estruturada e consistente, o cooperativismo e a Economia Social. João Salazar Leite é uma delas, tendo dado à estampa uma obra relevante versando os temas da sua predileção, além de inúmeras participações em eventos públicas e estruturas de missão, a nível nacional e internacional. Agradeço publicamente a sua dedicação, lealdade e amizade ao longo de tanto tempo de serviço público, no que me toca conhecer, no âmbito das atividades do INSCOOP e da CASES. É difícil escrever uma espécie de louvor a quem sempre considera que o seu trabalho não é mais do que uma obrigação que resulta de um vínculo não burocrático e livre a um programa no qual cabe de parte inteira a reflexão e o pensamento. Mas não poderia deixar de expressar publicamente a minha admiração pela sua capacidade de formular propostas, a sua irreverência no debate de ideias, a sua retidão no cumprimento das inúmeras missões que lhe foram cometidas, o seu cuidado em construir pontes, mesmo quando a um olhar menos atento, parecia destruí-las. A sua obra está presente e disponível e cuidaremos de a divulgar o melhor que pudermos e soubermos, sempre disponíveis para acolher novos contributos.


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Sabrosa

Concerto de Filipe Raposo Município continua e Amélia Muge em homenagem a aposta na Requalificação a Manuel Hermínio Monteiro Energética O auditório municipal de Sabrosa recebeu, no dia 10 de setembro, o concerto "Pelo Fio dos Versos", por Filipe Raposo e Amélia Muge, uma iniciativa do Espaço Miguel Torga em homenagem a Manuel Hermínio Monteiro, na data do seu aniversário. Num concerto simbólico e memorável, os dois artistas não conseguiram evitar a emoção em cada melodia e em cada citação do homenageado, fazendo o público, sobretudo os seus familiares e amigos recordar a inteligência e a perspicácia deste grande homem. Manuel Hermínio Monteiro, além de uma invulgar intelectualidade, no seu papel de editor, deu valor a poesia portuguesa e divulgou alguns poetas menos reconhecidos criando como que uma pequena história da poesia portuguesa. Deu mais visibilidade a nomes como, Teixeira de Pas-coaes, Mário de Sá – Carneiro, Fernando Pessoa, António Patrício, Edmundo Bettencourt, Ruy Cinatti, Herberto Hélder, Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão

Cruz e Luiza Neto Jorge, João Miguel Fernandes Jorge, Tolentino, José Agostinho Baptista, Joaquim Manuel Maga-lhães, António Franco Alexandre, Al Berto, e António Gancho. No seu longo curriculum algumas das muitas referências consta a sua conceção e direção da revista “A Phala” da qual se destaca: “A Phala: Um Século de Poesia (18881988) ”. Esteve ligado a promoção de muitas livrarias do Porto e Lisboa e participou em programas na Radio e T. Foi diretor da revista “MetropoLIS” no âmbito de Lisboa Capital Europeia da Cultura lançou a Associação Cultural Saldanha. Fora de portas, esta ligado a revista hispano-americana de poesia “ Hablar/Falar de Poesia” e teve publicações no jornal “ La Vanguardia. Mas o seu ícone foi sem dúvida a edição antologia universal “A Rosa do Mundo 2001 Poemas para o Futuro”. Considerado um filho da terra em Parada do Pinhão, Manuel Hermínio Monteiro faleceu em Junho de 2001, com 48 anos. ■

Fernão de Magalhães - Concerto dos 500 Anos da Viagem junto à casa do navegador sabrosense O navegador sabrosense foi homenageado, no passado dia 28 de agosto, num concerto de índole especial que enalteceu o feito por ele realizado há 500 anos através da música dessa época. Junto à casa de Fernão de Magalhães, o grupo Vox Angelis apresentou um concerto que contemplou programas para harpa a solo, trios de harpa e violoncelo, lamentos, orações e duetos antigos, transportando os presentes para a época dos descobrimentos, num momento único e que ficará na memória de todos. Este concerto decorreu no âmbito do Sabrosa Summer Fest 2019 e do programa de comemorações do V Centenário da Volta ao Mundo de Fernão de Magalhães organizado pelo município de Sabrosa. ■

No seguimento da aposta que tem sido feita na requalificação energética da iluminação pública do concelho, o município de Sabrosa viu ser aprovada uma candidatura no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte, que permitirá a aquisição de 2381 luminárias LED, para substituir as atuais luminárias obsoletas. Esta intervenção permitirá, entre outras, uma melhoria de eficiência energética da iluminação pública nas freguesias do concelho, atingindo-se reduções significativas dos custos de exploração relativas ao consumo energético associado a cargo do município, bem como uma maior longevidade em termos de manutenção da rede de iluminação pública, derivado do aumento de vida útil expectável que a nova tecnologia LED proporcionará face às luminárias

atualmente existentes. Contribuirá, igualmente, para uma maior eficiência energética, com uma economia de baixo teor de carbono, e serão ainda melhoradas as atuais condições luminotécnicas das vias de circulação automóvel e pedonal, fruto de uma melhor performance que a nova solução proporcionará. Esta operação será realizada no âmbito da candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte, do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, eixo 3 - Economia de Baixo Teor de Carbono, através do aviso NORTE-03-2017-42 (Eficiência Energética nas Infraestruturas Públicas da Administração Local), cujo investimento total será de 596 080,40€. A conclusão desta intervenção está prevista até 31 de julho de 2020. ■

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Vila Real

UTAD com melhor resultado da história A UTAD teve uma taxa de ocupação de estudantes de 92% das vagas, um aumento de 3% face ao ano anterior, fazendo deste o melhor resultado da história da instituição. Depois de já no anterior ano letivo a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ter registado uma taxa de ocupação bastante elevada este ano voltou a bater recordes na taxa de ocupação logo na 1ª fase de candidaturas. Para José Luís Mourão, Vice Reitor da UTAD, em declarações ao nosso jornal, este é um ano bom para a instituição, valorizando o trabalho da equipa reitoral e de toda a academia para atingir este resultado. “É um ano muito bom para a universidade, estamos muito satisfeitos com as colocações. É óbvio que há um curso ou outro que merece a nossa atenção para melhorarmos a sua atratividade. É uma consequência da equipa reitoral e de toda a gente da instituição. Há um envolvimento muito grande de todos aos desafios que a equipa reitoral e o Reitor têm posto à instituição. Portanto acho que há aqui uma resposta positiva de toda a academia que muito nos satisfaz. Tivemos a preocupação, em conjunto com a Associação Académica, de compilar uma série de informação útil para os novos alunos. Consideramos que a cidade também

está preparada para a chegada dos novos alunos em termos gerais.” A mesma ideia defende o Reitor Fontainhas Fernandes que destaca ainda a notoriedade que a Universidade tem granjeado nos últimos anos. “Neste momento há uma notoriedade da universidade, estamos a criar uma marca, mas este resultado deve-se à academia, sejam professores ou funcionários ou ainda um outro grupo que tem uma enorme importância apresar da sua presença aqui não ser diária, apesar que são os antigos alunos. Eles já perceberam que a universidade está em mudança e também têm ajudado neste crescimento. Além desta imagem é claro que as reformas internas, a capacitação, a aposta na qualidade e o reajustamento da oferta educativa às expectativas dos estudantes e ao mercado de trabalho, são também uma excelente ajuda. As instituições têm que perceber que o mundo está em mudança, nós temos que procurar seguir o caminho da procura e não o do desejo interno. É claro que há sempre resistências mas as lideranças têm que ser ativas e combater essa inércia da instituição, se não existirem essas mudanças nada acontece”. Para a chegada destes novos alunos a UTAD preparou este ano uma semana de integração com algumas alterações, desde logo com grande parte das iniciativa a serem organizadas ao ar livre, permitindo assim um contacto direto com o campus por onde irão circular nos próximos anos como contou à nossa reportagem a Vice-

Reitora Paula Seixas. “Mais uma vez vamos ter uma semana de integração com diversas atividades que irão decorrer entre os dias 16 e 19 deste mês. Este ano a cerimónia realiza-se ao ar livre aproveitando para realizar diversas atividades relacionadas com os cursos que lecionamos no campus. Logo na segunda feira pela manhã temos a sessão de abertura do novo ano académico aos novos estudantes com intervenções do Reitor, do Provedor do Estudante e do Presidente da Associação Académica, bem como do ministro Manuel Heitor, que também marcará presença nesta cerimónia. Após esse momento os convidados irão passear entre diversas atividades lúdicas e científicas Da parte da tarde os alunos vão para a sua Escola onde serão recebidos por elementos do seu núcleo de estudantes bem como os diretores de departamento e curso. Terça à tarde são os Jogos Sem Fronteiras no Parque da Cidade, uma tarde de brincadeira. Quarta de manhã acontece o Peddy Papper do ambiente, uma iniciativa que se inicia na cidade, com os novos alunos a deslocarem-se em seguida para o campus, tendo oportunidade de conhecer diversos pontos da cidade. Será uma prova de orientação dedicada à sustentabilidade ambiental, um tema bem presente nos dias de hoje, que levará os alunos a descobrir diversas mensagens ambientais espalhadas pelo campus. Esta semana é o ADN da UTAD, temos vindo a trabalhar afincadamente as questões ambientais, com o objetivo de chegar a um campus carbono zero e é em prol disso que trabalhamos todos”. Quem também marca presença nesta chegada dos novos alunos é a Associação Académica com diversos elementos a prestarem apoio ao processo de matricula, divulgando as diversas atividades desta organização e ajudando os recém chegados a conhecer a realidade de Vila Real em questões tão diversas como alimentação e alojamento, sendo esta última uma das maiores preocupação do Presidente, José Pinheiro. “Durante o último mês reunimos várias vezes e preparamos tudo para a receção aos novos alunos. A semana de integração será bastante animada e o facto de se realizar em grande parte ao ar livre vai permitir aos novos alunos estarem em contacto com esta nova realidade. Temos tido também atenção à questão do alojamento, em especial o privado de forma a melhor podermos defender os interesses dos nossos alunos. Este ano está muito complicado, o mercado privado continua muito inflacionado, muito pela falta de investimento público na construção de novas residências. Comparativamente com o que acontecia há 4 ou 5 anos, os alojamentos estão cerca de 50€

mais caros. Olhamos para o Plano Nacional de Alojamento Estudantil que o Governo anunciou dia 31 de agosto e vemos que o aumento de 4% da oferta aconteceu essencialmente em Lisboa e no Porto, aqui em Vila Real, por exemplo, o aumento foi zero. Com o número de alunos a aumentar ano após anos esta situação é insuportável, os valores dos privado vão continuar a crescer enquanto o investimento público neste setor for apenas uma bandeira de campanha política”. ■

João e Nuno Rodrigues Engenharia Informática Alfandega da Fé João: Estou entusiasmado e um pouco nervoso com esta nova etapa. Nuno: Estamos confiantes, agora falta resolver a parte do alojamento que parece mais complicada. Já fizemos alguma pesquisa, em termos de imobiliárias está tudo já ocupado agora vamos ver em termos particulares mas já vi que este é um problema geral.

Diana e Cláudio Silva Genética e Biotecnologia Barcelos Diana: Estou nervosa e ansiosa. Significa o começo de uma nova etapa, é o meu futuro, uma nova fase da minha vida onde vou ter que me empenhar. Cláudio: Sinto-me bem, um pouco preocupado como pai e certamente que verei a conta bancária diminuir drasticamente. Um pouco inseguro com a violência que há hoje em dia, não conhecia nada da UTAD mas já me informei e sei que é um local seguro.


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Domingos Nascimento Presidente da Agência Social do Douro

Combater a desertificação humana A desertificação humana é o nosso principal problema! Todos os problemas são problemas, mas há alguns que provocam ainda muitos mais problemas. O efeito depressivo que a falta de pessoas tem nos territórios deve ser ponderado e tomadas medidas urgentes. A região caminha para o desaparecimento humano? O trabalho dos Municípios não é já suficiente e é muitas vezes inglório porque não é acompanhado por políticas adequadas dos governos centrais! Para além do trabalho em rede, criando-se uma comunidade apoiada e motivada, teremos que exigir medidas suplementares que promovam fixação de empresas e fomentem a empregabilidade. São vários os exemplos de Municípios que tudo fazem na região para atrair investimento multiplicador. Há casos de sucesso, mas ainda assim insuficientes. Só a instalação de grandes estruturas empresariais poderiam mexer estruturalmente com o emprego e consequentemente com a contenção da fuga de gente para outras regiões do país e estrangeiro, ou atrair pessoas para a região. Para ambicionarmos algo do género, precisamos de uma estratégia conjunta e encontrar-se um critério que defina a localização mais adequada, independentemente do concelho. A diferenciação pelas intangibilidades notáveis e notórias, as características climáticas e geográficas, a monumentalidade, a gastronomia e os contextos humanos em geral, serão, havendo uma estratégia conjunta adequada e objetivada, grandes argumentos. Há, por tudo isto, e a par do excelente trabalho já realizado pelos Municípios e Instituições, a necessidade de fixarmos um objetivo claro de atrairmos investimento relevante e impactante para o Douro Sul.

Penedono

X Encontro Europeu da Castanha Entre os dias 12 e 14 de setembro, Trancoso e Penedono receberam o X Encontro Europeu da Castanha. A organização do evento esteve a cargo da RefCast – Associação Portuguesa da Castanha, AREFLH – Assembleia das Regiões Hortícolas Europeias, os Municípios de Trancoso e Penedono, bem como a Cooperativa Agrícola de Penela da Beira. Tal como em edições anteriores, este encontro apresentou um programa bastante preenchido, com forte componente técnica, com ênfase para as questões das podridões e pragas da castanha, na sequência também dos impactos da presença da vespa das galhas do castanheiro nos soutos europeus, abordando ainda outros temas como,

por exemplo, os desafios futuros do setor. “Estes encontros resultam de uma parceria que está a acontecer a nível europeu entre quatro países: Portugal, Espanha, França e Itália que se juntaram e criaram a Eurocastanea à qual a partir deste encontro se junta também a Áustria. O objetivo destes encontros é promover o contacto entre as pessoas e a partilha de conhecimento, juntar as gentes da castanha. Esta partilha de experiências, estes momentos de reflexão são base para novas estratégias para o setor. Para se perceber a importância destes encontros, há neste momento uma ideia transversal a todos os países, que é a falta de castanha na Europa e o desafio que este continente tem de criar condições para que sejam plantados 40 mil novos hectares de soutos para repor as quantidades de castanha que tínhamos há 20, 30 anos atrás e que é aquilo que precisamos. Esta união que aqui mostramos é importante para que os políticos entendam o que estamos a fazer e esse é o trabalho que agora temos de fazer. Compilar os resultados que levamos daqui e apresenta-los aos nossos políticos, sejam eles nacionais ou internacionais. O nosso objetivo é chegar à União Europeia mas não tem sindo fácil porque este é um setor pequeno, que

estava relativamente desorganizado. Queremos que o próximo Quadro Comunitários de Apoio seja um quadro de oportunidade para a fileira da castanha a nível europeu. Só pedimos que nos ouçam, ouçam a fileira da castanha”, afirma José Laranjo, Presidente da RefCast. A mesma ideia foi partilhada por José Ângelo Pinto, Presidente da Coopenela que sublinhou ainda a importância destes eventos para um contacto pessoal entre os produtores dos diferentes países. “O evento correu muito bem desde logo porque batemos o recorde de participantes, nacionais e internacionais, e mesmo a gestão dos tempos, que é sempre uma questão complicada, conseguimos cumprir dentro do que estava programado. Ao longo deste dias foram debatidos vários temas ligados ao setor e tivemos oportunidade de ver qual o estado da castanha nos cinco países que agora compõem a Eurocastanea e isso foi muito útil para percebermos o que está a acontecer nesta fileira e perceber, com algumas projeções, que este ano irá haver uma pequena quebra na produção. Por outro lado, tal como o próprio nome indica o interesse aqui é que as pessoas se encontrem portanto, a parte técnica e a parte das apresentações é importante mas mais do que isso é o intercâmbio entre os participantes, esta é a grande mais valia destes encontros, permitir que os atores do setor interajam uns com os outros”. Entre muitos outros momentos, o programa contemplou um workshop de atualização na investigação Eurochesnut; a análise à produção da castanha na região “Soutos da Lapa”, a apresentação do Livro Branco da Castanha, assim como das principais conclusões da Missão ao Japão “Eurocastanea” 2019. Do programa fizeram ainda parte várias visitas técnicas e a exposição de inovações técnicas de produção de castanha. A visita aos centros históricos de Trancoso e Penedono foram outros dois momentos de convívio entre os participantes. Trancoso e Penedono unidos em prol da castanha Amílcar Salvador – Pres. CM Trancoso Foi com muito gosto que recebemos este 10º Encontro Europeu da Castanha, numa estreita colaboração com o município de Penedono. Ficamos felizes por isso, as reuniões preparatórias correram muito bem e modéstia à parte acho que realizamos aqui o melhor encontro de todos realizados até agora.

Estes são dois concelhos em que a castanha é extremamente importante, e temos feito um trabalho significativo na promoção, na divulgação, no plantio e no apoio aos agricultores, por isso considero que é de inteira justiça que este encontro se realize aqui, sabendo que outros concelhos da nossa DOP dos Soutos da Lapa, também o faria muito bem. Os nossos produtores ganharam em dois sentidos, não só na aquisição de conhecimento que lhes permite ter outra visão de como se trabalha nos outros países e conhecer as melhores técnicas de combate a pragas e doenças apresentadas pelos melhores técnicos da área, como também a possibilidade da troca de informação e contactos que poderá permitir abrir novas portas ao nosso produto. Carlos Esteves de Carvalho – Pres. CM Penedono Para Penedono, para o Presidente da Câmara de Penedono, este evento tem um significado enorme. Ontem afirmei na abertura oficial que este encontro é a afirmação de territórios do interior que mostram que são capazes de concretizar eventos que efetivamente afirmam esse território. Depois há ainda a importância de tudo isto se realizar à volta de um fruto que para nós tem o significado que tem e a importância que tem e refiro-me em especial à economia local do concelho de Penedono, mas não quero falar só do meu concelho, quero falar sobre todos os concelhos que integram a DOP Soutos da Lapa. Para nós a castanha pode ser uma grande oportunidade, seja na fixação de pessoas, seja na capacidade económica das nossas famílias. Vejo neste encontro três fatores importantes. O primeiro deles é a transmissão de conhecimento e saber que é fruto de uma investigação permanente que, na atualidade é muito dinâmica. Este para mim é fundamental porque este encontro é direcionado para os produtores, para aqueles que têm e trabalham os soutos e que aqui vêm aprender com os melhores técnicos. Depois há a questão da oportunidade de comércio que é outro aspeto muito importante deste tipo de iniciativas. Associado a tudo isto temos ainda um outro fator que não podemos esquecer que é a divulgação, a promoção dos nossos territórios. Possivelmente muitas destas pessoas que aqui estão nunca viriam a Penedono ou Trancoso se não fosse este encontro, por isso estamos muito empenhados neste tipo de organizações. ■

> Na Foto: Amílcar Salvador e Carlos Esteves de Carvalho


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Vários Concelhos

Doces durienses vencem 7 Maravilhas Doces de Portugal Realizou-se no passado dia 7 de setembro, em Montemor-o-Novo, a eleição das 7 maravilhas doces de Portugal. Entre os 7 vencedores o território do Douro conta com 2 representantes: a Amêndoa Coberta de Torre de Moncorvo IGP e a Crista de Galo de Vila Real. Nesta iniciativa foi ainda eleito o melhor doce elaborado por um aluno das Escolas de Turismo de Portugal, sendo este troféu entregue a um aluno da Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego com uma Mousse de Maçã Verde. “A Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego foi a vencedora do concurso “Doce Maravilha de Portugal”, com o doce "Mousse de Maçã verde" (chocolate com puré de maçã verde, coberta por ganache de chocolate branco e maçã, pintada de verde (manteiga de cacau e coran-

te lipossoluvel) com crumble de amêndoa e lima com gel de menta). A criação desta proposta de sobremesa coube à Chefe Pasteleira da EHTD-L e a sua apresentação e elaboração ao aluno Wendel Malnacic e ao formador David Gomes. Os produtos endógenos do Douro foram a fonte de inspiração para a Chefe Patrícia Duarte, que os conjugou de forma exemplar e equilibrada com o chocolate trabalhado em diferentes técnicas e texturas. As maçãs e a amêndoa casaram na perfeição com o chocolate. Uma vez mais a EHTD-L e a sua equipa de profissionais foi capaz de se destacar e evidenciar colocando competência, técnica e inovação ao serviço do território, dos seus produtos autóctones e endógenos e assumindo uma capacidade única de inovar e criar, fazendo jus ao lema da Escola: fazer coisas simples, extraordinariamente bem!

Estamos de parabéns, o Douro esta de parabéns, pois foi capaz de ser distinguir através de outros produtos que não o vinho”, declarou Paulo Vaz, diretor da EHTD-L, contactado pela nossa redação. Este foi o culminar de uma maratona de doces que decorreu ao longo do ano, organizada pela 7 Maravilhas de Portugal, já em 8.ª edição temática. A primeira colherada foi dada em Fevereiro, com a apresentação oficial do concurso nacional. Até

7 de Março foram recebidas mais de 900 candidaturas, entre a doçaria tradicional. Depois, foram selecionados 140 doces candidatos. Destes, passou-se a 28 pré-finalistas e, depois, aos 14 finalistas que competiram em Montemor-o-Novo. Em análise, estiveram sete categorias: Doces de Território, Bolo de Pastelaria, Doce de Colher e Doce à Fatia, Biscoitos e Bolos Secos, Doces Festivos, Doces de Fruta e Mel e Doces de Inovação. ■

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exposição || SÉRGIO´19 10 de outubro a 6 de dezembro de 2019

CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO Paços do Concelho - Praça General Humberto Delgado, 4049 - 001 Porto

www.CASES.pt

Passam agora cinquenta anos da morte de António Sérgio. Interessa pois perceber o que em Sérgio ainda nos é contemporâneo e não apenas histórico; porque um legado é algo que ainda não se esgotou, que ainda conserva potência – política, reformadora –, que ainda pode ser assombro, pasmo e surpresa, porque nos ajuda a ler, compreender e transformar o mundo que nos rodeia, isto é, o mundo que é nosso contemporâneo, aquele onde convivemos, coexistimos, convergimos, coincidimos, colaboramos, enfim, cooperamos. O que nos ficou da sua obra e trabalho, das suas reflexões e intenções? – das ideias cooperativistas, associações horizontais, economia social, do ensino autónomo? Esta exposição pretende, senão responder a todas estas questões, pelo menos disponibilizar dados, documentos, notícias e objectos que visam propor ao visitante possibilidades de resposta e, igualmente, encarar o pensamento de Sérgio como algo pertinente e vivo.


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Opinião

Atrair jovens para a região

António Fontainhas Fernandes Reitor da UTAD

As instituições de ensino superior localizadas em regiões de menor densidade populacional, como é o caso da UTAD, além da missão de ensino, de investigação e de valorização do conhecimento desempenham um papel decisivo na fixação de talento. Numa perspetiva de crescimento inteligente e sustentado, estas instituições podem ainda ser chamadas a desenvolver um papel ativo na valorização económica e social do território. Mas, a fixação de talento exige atrair jovens para a região, sendo para tal determinante a entrada de novos estudantes. Indubitavelmente, no Douro assiste-se a uma conhecida perda de população, mas também a

um preocupante envelhecimento. Os resultados do concurso nacional de acesso do presente ano foram positivos na UTAD, comprovando que a Universidade continua a aumentar o número de novos estudantes e em primeira opção. Trata-se da Universidade, situada em regiões de menor pressão demográfica, que apresentou o maior número de entrada de novos estudantes pelo concurso nacional de acesso. A taxa de ocupação de estudantes aumentou 3% em relação ao ano anterior, representando 92% de ocupação de vagas. Em comparação com 2014, regista-se um aumento de mais 348 candidatos. Contudo, manter esta trajetória de crescimento da UTAD, e atendendo às conhecidas previsões de

diminuição da demografia em Portugal, exige maior financiamento e medidas concretas de apoio social. Em termos globais, os resultados do acesso confirmam a evolução positiva do ensino superior em Portugal, maior equilíbrio territorial da procura e novas dinâmicas, principalmente de atração de estudantes internacionais, e na especialização das instituições. É fundamental que Portugal mantenha a aposta em superar o défice de qualificação dos portugueses. Mas também é determinante promover a fixação de jovens no interior, o que exige atrair empresas e criar emprego. Para tal, são necessárias políticas públicas que removam obstáculos ao acesso ao ensino superior e uma for-

te aposta na valorização do conhecimento. Desde logo, exige inverter a trajetória de diminuição de financiamento das Universidades, cujo financiamento reduziu cerca de 30% nos últimos quinze anos. No caso das instituições que desempenham um papel na valorização e coesão territorial é fundamental um novo olhar. A coesão é um tema de regime, transversal a todos os partidos políticos, que urge dar resposta. Há que assumir politicamente, tanto no discurso como na prática, o modelo de desenvolvimento que pretendemos para o país: o do passado, ou um modelo inovador de aposta no conhecimento, enquanto pilar de desenvolvimento e de coesão do país.

Douro + sustentável: A velha região reage aos novos desafios

Gilberto Igrejas Gilberto Igrejas Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP)

Crescer, hoje, implica responsabilidade: crescer com responsabilidade nos seus mais variados aspetos. Num enfoque de sustentabilidade considerada nos seus três pilares fundamentais: a sustentabilidade ambiental, económica e social. Valorizamos sobremaneira as dimensões social, económica, política, institucional e tecnológica da Região Demarcada do Douro. Esforçamo-nos por conhecer as dinâmicas de transformação das explorações agrícolas, do território e da sociedade rural, conhecimento incontornável para alicerçar o futuro. Nesses pressupostos, a sustentabilidade será desígnio basilar da estratégia do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P. (IVDP). De resto, temos programado um alargado quadro de iniciativas a serem desenvolvidas nos próximos tempos sob a alçada da marca “Douro + Sustentável”. Neste âmbito, teve lugar a 1.ª edição

dos “Prémios Douro + Sustentável”. Oportunidade para reconhecermos os projetos que em nosso entender mais se destacaram na preservação do território duriense. Projetos que são testemunho da vitalidade do Douro, do esforço das comunidades locais e do envolvimento de todos na salvaguarda de uma herança única. Projetos que são a expressão coletiva de um sentimento de culto, de apego e de bem-querer à região. Para este reconhecimento, elegemos quatro categorias – Viticultura, Enologia, Enoturismo, e Revelação – que agregam um conjunto de requisitos determinantes para o sucesso da Região Demarcada do Douro. Uma reputação de ontem, de hoje e de amanhã, sempre assente nas nossas gentes, nos que trabalham nos socalcos tórridos ou frios do Douro e fazem o vinho, nos empresários que cultivam o empreendedorismo e fomentam a inovação na Região De-

marcada do Douro, que investem em projetos para a vitivinicultura, que muito arriscam para conseguirem explorar esta riqueza infinita que é o Douro, nos que pelo Mundo vendem os nossos vinhos, nos que com imaginação descobrem novas formas de mostrar esta nossa região admirável e única e com isso ajudam a criar valor. Incluídos neste conjunto de pessoas estão, obviamente, os distinguidos no passado dia 10 de setembro - data de aniversário do Port Wine Day- no Museu de Lamego: a Real Companhia Velha – categoria Viticultura, o enólogo Mateus Nicolau de Almeida – categoria Enologia, a Quinta do Vallado – categoria Enoturismo e, a enóloga Luísa Borges – categoria Revelação. Homenageados num dia especial de celebração. Uma celebração que parte das pessoas e para as pessoas se dirige: momento que agrega num espírito de obra coletiva todos aqueles que con-

tribuíram e contribuem para a construção desta região demarcada. Uma celebração que ocorre numa região que enfrenta os problemas de sempre e outros novos problemas: se é certo que com a crónica falta de mão-de-obra especializada no Vale do Douro temos uma população que aflui muito mais qualificada, população que se rejuvenesce com a chegada continuada de novos enólogos, produtores, empresários, viticultores ou distribuidores. Contudo, esta nossa região enfrenta renovados desafios: e aqui destaco os que decorrem das evidentes alterações climáticas. Que acrescem aos que decorrem da competição de mercados a nível nacional, da concorrência internacional das novas pragas biológicas do século XXI, e de tantos outros. Mas, e como sempre, a velha região reage aos novos desafios e nós, no tempo presente, igualmente saberemos reagir e encontrar soluções.

Chancela UNESCO que a todos deve orgulhar

Helena Teles, Chefe da Estrutura Sub-regional de Vila Real da CCDR-N e do Gabinete Técnico Missão Douro

A abertura da nova Campanha VITIS 2020/21 trará nova dinâmica à viticultura duriense e consequentemente novas variações à sua paisagem. Ao longo dos últimos anos, a Missão Douro, pelo seu Gabinete Técnico, sedeado em Vila Real, tem assegurado a gestão e monitorização das intervenções que vão sendo efetuadas no âmbito da plantação e reconstituição de vinhas, beneficiação e construção de muros - dois atributos nucleares do Valor Universal Excecional do Alto Douro Vinhateiro reconhecido pela UNESCO. Neste âmbito, dão entrada no nosso Balcão Eletrónico, em média, 1800 pedidos/ano, sendo que grande parte deles contempla a recuperação dos tradicionais muros de xisto. A disponibilização, neste Balcão, de áreas específicas para submissão de

processos relativos a Vinhas e Muros, concebidas à medida das necessidades de gestão e do público-alvo, revelou-se uma mais-valia quer na tramitação dos processos, face à interoperabilidade com o sistema de informação geográfica em uso, quer no fomento da proximidade com os promotores, permitindo-lhes consultar o estado dos processo e receber online as respetivas decisões, melhorando a qualidade do serviço prestado. Depois de analisados os documentos, as parcelas a intervencionar são georreferenciadas e enquadradas nos Instrumentos de Gestão Territorial, tendo por base critérios uniformes e a visão integrada duma equipa técnica multidisciplinar, sendo sinalizados aqueles que requerem uma visita ao local, com o intuito de

conhecer detalhadamente os valores patrimoniais em presença, sensibilizando os vitivinicultores para a sua salvaguarda e para a necessidade de incorporar boas práticas agrícolas, ambientais e as condicionantes expressas nos pareceres emitidos. A este propósito, o trabalho desenvolvido junto das associações do setor, responsáveis em parte pela elaboração dos projetos, tem dados os seus frutos. Temos vindo a organizar ações de formação, em parceria com outras instituições, visando promover a utilização de software adequado ao desenho de soluções técnicas ajustadas a cada pretensão, otimizando a instrução dos processos e facilitando todo o trabalho de análise, num esforço que deve ser reconhecido e replicado. Importa, ainda, salientar que a me-

todologia adotada para a gestão destes processos, que tem por base a atualização sistemática da base de informação geográfica e o mapeamento das alterações ao uso do solo, validado por inúmeras saídas de campo, permite-nos alimentar o modelo de monitorização que complementa o sistema de gestão apresentado à UNESCO, agregando os dados necessários para podermos reportar exercícios de avaliação relativos ao estado de conservação deste Bem Património Mundial. Temos perfeita noção de que no Douro nem todas as colheitas são Vintage, no entanto continuaremos a dar o nosso contributo para a construção de uma região cada vez mais sustentável e para a manutenção de uma chancela que a todos deve orgulhar.


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Lazer RECEITA CULINÁRIA VIVADOURO

DESCUBRA AS CINCO DIFERENÇAS

Arroz de pato no forno Madalena Almeida Quinta de Santo António Tabuaço Ingredientes: 4 peitos de pato 2 chávenas almoçadeiras de arroz 1 chouriço de carne 150 gr de toucinho fumado 1 cebola média 3 dentes de alho 1 colher de sopa de polpa de tomate ½ dl de azeite 2 folhas de louro Colorau q.b. Sal q.b Pimenta q.b. Noz moscada q.b. Preparação: Num tacho, coza os peitos de pato com bastante água, ½ do chouriço, as folhas de louro e ½ de toucinho fumado, cerca de 40-50 minutos. Entretanto, faça um refogado com o azeite, a cebola e os alhos picados, deixe alourar e acrescente a polpa de tomate, deixe refogar uns minutos. Depois do pato cozido, coe e reserve o caldo, deixe arrefecer os peitos. Desfie os peitos, corte o chouriço às rodelas e o toucinho aos bocados e acrescente tudo ao refogado. Adicione um pouco do caldo, para não queimar, e deixe os sabores se misturarem, acrescente um pouco de colorau e deixe ferver. De seguida, junte o arroz, envolva e deixe fritar uns minutos, em lume brando. Adicione o caldo, em quantidade o dobro da medida do arroz, tempere de sal, pimenta e noz moscada, deixe levantar fervura, depois reduza o lume e deixe cozer mais 10 minutos. Num tabuleiro de ir ao forno, unte-o com um pouco de margarina, coloque todo o preparado e enfeite por cima com a outra metade do chouriço às rodelas e a outra metade do toucinho às fatias. Leve ao forno até ficar douradinho, cerca de 15-20 minutos. Foto: DR

SOLUÇÕES:

HORÓSCOPO

Maria Helena Socióloga, taróloga e apresentadora 210 929 000 mariahelena@mariahelena.pt

Amor: A sua capacidade de entrega e sensualidade estarão em destaque e podem trazer muita animação à sua vida amorosa. Saúde: Sentir-se-á muito dinâmico e determinado, cheio de força de vontade para enfrentar os desafios. Dinheiro: poderá receber uma ajuda da parte de um colega de trabalho.

QUAL É O CAMINHO CORRETO PARA CHEGAR AO OVO?

Piadas de bolso: Uma loira está a passear na rua com telemóvel na mão, um ladrão aproxima-se dela, aponta uma arma e diz: – Passa tudo o que tens! A loira questiona: – Mas o seu tem Bluetooth? - Doutor, como eu faço para emagrecer? - Basta a senhora mover a cabeça da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. - Quantas vezes, doutor? - Todas as vezes que lhe oferecerem comida!


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Cláudia Damião: "Estou convencida que o número de visitantes irá aumentar" Qual a importância da a Feira da Maçã para o concelho de Armamar? Este evento é claramente uma aposta do município de há uns anos a esta parte, até porque é a grande montra dos nossos produtos para a região e para o país. Aqui mostramos os nossos melhores ativos, quer em termos agrícolas, turísticos ou paisagísticos. É uma festa que envolve as diferentes associações e freguesias do concelho? Esta é uma festa de todo o concelho. Este evento, quando foi pensado, começou de forma discreta, com pouca envolvência, mas rapidamente isso mudou e todos se envolvem neste certame. As associações mas também todas as empresas da área da restauração e hotelaria, por exemplo, ou da área agrícola, têm aqui um papel fundamental e é fácil envolve-los porque percebem que há aqui uma oportunidade criada para se promoverem. O fluxo de dinheiro que este evento gera, com a venda de produtos, as refeições e alojamento, por exemplo, é também importante para a economia local? Sem dúvida. Nós não acreditamos que a maior parte das produções sejam aqui vendidas, até porque não é esse o propósito deste evento, contudo, as vendas que aqui são feitas obviamente terão um impacto positivo nas nossas empresas e produtores, somando ainda o facto de poderem na Feira criar uma relação com o consumidor/ visitante que mais tarde poderá regressar e recomendar. Assim como criar oportunidades de negócio futuras.. Os expositores pagam uma renda pelo espaço que ocupam? Sim, há um custo fixo que não corresponde ao custo real para o município. É uma forma dos expositores também nos ajudarem com esta despesa que é significativa. Empresas que sejam de fora do concelho, também podem participar no certame? Sim, podem. Qual é o critério de escolha, há uma prioridade para as empresas locais? Sim, há de facto uma discriminação posi-

tiva para aqueles que são de Armamar. Ao nível do regulamento definimos as áreas que podem integrar esta feira onde a maçã é a força motriz mas há lugar para muitas outras áreas de atividade: o vinho que é essencial também no nosso concelho, os queijos, fumeiro, compotas, licores, a castanha, o artesanato, serviços e turismo. À volta destas áreas as empresas vão-se inscrevendo, sempre numa lógica de prioridade aos locais mas temos empresas um pouco de todo o país. A procura é maior que a oferta? Sim, definitivamente. Há empresas que ficam de fora, até mesmo para ser exequível em termos de organização. Este ano é de esperar um aumento da produção de maçã, comparativamente ao ano passado em que as intempéries trouxeram grandes prejuízos. Esse aumento também se irá refletir numa melhor qualidade? Saímos de dois anos fatídicos para o concelho e para toda a nossa região, este ano o cenário é completamente diferente, em termos quantitativos e qualitativos. Temos bons calibres com o fruto a apresentar parâmetros de excelência, portanto estamos expectantes que seja um bom ano. Resta agora perceber como é que o preço irá reagir a esta tendência do aumento da quantidade e qualidade porque normalmente, em anos de boa produção, o preço tem tendência a descer. Esse não é um cenário muito positivo para os produtores. Sem dúvida que não. Há uma expectativa muito grande em conseguir rendimentos que ajudem inclusivamente a saldar dívidas dos últimos dois anos. De uma forma resumida, o que distingue a maçã de Armamar de tantas outras que há por este país fora? São nossas e por isso falamos sempre do que é nosso com paixão. É difícil, cientificamente, provar essa distinção. Há fatores que obviamente tornam os frutos diferentes e como a nossa maçã se produz numa altitude superior a 800 metros, tem, desde logo, características dife-

renciadoras. Está exposta a uma amplitude térmica muito maior o que lhe confere uma coloração diferente, tem um teor de brix superior, uma maçã mais doce, e depois aquela textura crocante e uma polpa sumarenta. Numa entrevista recente ao nosso jornal, a Diretora Regional de Agricultura do Norte, Carla Alves, afirmou que a maçã de Armamar é um dos bons exemplos do que se faz na região em termos agrícolas. Quer comentar esta afirmação? Eu penso que o que estará na base desse comentário é a forma como produzimos e aí, sem dúvida, somos muito bons, não ficamos atrás a nenhuma região fruteira de Portugal ou da Europa. Atrevo-me a dizer isso não só por testemunhos na primeira pessoa mas também por aquilo que tenho ouvido de diversos especialistas da área. Os nossos agricultores deram um salto da produção rudimentar para a especialização técnica, na menor área possível, extrair os melhores frutos, com a melhor qualidade, aspeto e calibre. A nível nacional Armamar desempenha um papel de destaque, o mesmo acontece se passarmos para o nível internacional? Sim, também, e isso acontece porque há um acompanhamento e uma supervisão técnica muito boa através da nossa associação de fruticultores que faz esse trabalho com a sua equipa técnica. Esse acompanhamento também é feito ao nível do investimento, ajudando os agricultores com todas as questões, fazendo com que, a nível nacional se reconheça que aqui há uma produção organizada e com acompanhamento técnico que garantem a qualidade do produto. Temos tido algumas dificuldades mais ao nível da afirmação da marca, do escoamento do produto mas essa é uma situação na qual também temos estado a trabalhar. Quem visitar a 11ª edição da Feira da Maçã, pode esperar encontrar alguma novidade? Esta feira tem a característica de se renovar a cada ano e nesta edição isso acontece de uma forma quase

imposta porque estamos a requalificar o espaço onde o certame decorre o que, a partir do próximo ano, possibilitará condições melhores a quem nos visita. Este ano teremos que realizar pequenos ajustes na localização o evento mas estamos devidamente preparados para estas mudanças. E tem já uma previsão do número de visitantes que irão receber? Ainda não, contudo, temos tido já muitas inscrições de grupos que irão chegar de autocarro, mesmo antes de saberem o cartaz, o que para nós é um bom sinal pois são pessoas ou que regressam ou que vêm porque alguém lhes recomendou. É muito bom quando nos dizem que querem voltar porque no ano passado levaram daqui uma maçã muito boa, um vinho divinal ou simplesmente porque se sentiram bem recebidos. Resumindo, a nossa expectativa é alta até porque, mais uma vez, temos a parceria com a CP, começamos a promover o evento muito mais cedo com este parceiro e isso é uma mais valia para nós. Estou convencida que o número de visitante irá aumentar. Para terminar pedimos-lhe uma mensagem à população. Este é um casamento perfeito. Os armamarenses já se revem neste projeto e portanto acarinham-no, acalentam-no e colaboram na sua realização como parceiros efetivos. A mensagem que gostava de deixar a todos é que continuem a ver nesta feira algo em que devemos todos investir para criar a melhor imagem possível, para promover os nossos produtos da melhor forma possível. Quanto melhor for esta imagem mais gente conseguiremos atrair ao nosso concelho.


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Jornal VivaDouro ed54 setembro 2019 by Jornal VivaDouro - Issuu