Jornal Turismo & Eventos - EDIÇÃO ESPECIAL 20ª AVIRRP
Agosto de 2016
Confira a matéria e a entrevista especial sobre a legalização dos hotéis hotéis--cassinos no Brasil.
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A Legalização dos Hotéis-Cassinos no Brasil.
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Turismo para Idosos em Uberlândia (MG).
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Imposto sobre remessas ao exterior.
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Hotel Villa Mayor (CE) recebe certificado de excelência.
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Como organizar eventos em tempos de crise?.
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O segredo do sucesso das empresas. 1
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Expediente
MATRIZ Rua Jaguaribe, 511 Cj - 32 Vila Buarque - São Paulo CEP 01224-001 F:5511 3327-2132 Diretor / Editor Marcos Arruda - MTB 77890SP diretoria@jornalturismoeeventos.com.br Comercial Marcos Arruda comercial@jornalturismoeeventos.com.br Redatora Chefe Patrícia Penna - MTB 77891/SP redacao@jornalturismoeeventos.com.br Diagramação Marcia Araújo jteredacao@gmail.com
O Jornal Turismo&Eventos é uma publicação brasileira, especializada em turismo, destinos, eventos, congressos, convenções e feiras, abrangente no mercado nacional e internacional.
Jornal Turismo&Eventos
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Capa A legalização dos hotéis-cassinos no Brasil . Por Marcos Arruda
Luigi Rotunno, pres. ABR Resorts , o Deputado Federal Herculano Passos e Aristides de La Plata Cury , pres. Skal-SP ( Foto: Marcos Arruda)
Esta em tramitação na Câmara dos Deputados, o Marco Regulatório dos Jogos no Brasil - discutido por meio de uma Comissão Especial criada em outubro do ano passado - avalia 14 propostas sobre a legalização de bingos, cassinos, jogo do bicho, jogos pela internet e caça-níqueis em território nacional. Os projetos foram reunidos em torno do PL 442/91, proposta mais antiga sobre o tema apresentada há 25 anos para descriminalizar o jogo do bicho. O relator é o deputado Guilherme Mussi (PP/ SP). Já no Senado, o PLS 186/2016, de autoria de Ciro Nogueira (PP/PI), busca legalizar o funcionamento de cassinos, bingos, jogo do bicho e vídeo jogos e tem a relatoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).parte das várias atrações turísticas. Balneário Camboriú fica próximo a grandes destinos turísticos. Conversamos com o deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo, ele fala o sobre a legalização dos Cassinos no Brasil como medida de incentivo ao turismo . T&E – o que é preciso entender sobre o mundo dos casinos para os brasileiros, e por que os cassinos são proibidos no Brasil? HP- Em 1946, o Decreto-lei 9.215/1946 proibiu a prática ou exploração de jogos de azar em todo o território nacional. Com isso, foram fechados 71 cassinos e 53.200 4
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pessoas ficaram desempregadas. A argumentação, que consta neste decreto de proibição é a seguinte: “Considerando que a repressão aos jogos de azar é um imperativo da consciência universal; Considerando que a legislação penal de todos os povos cultos contém preceitos tendentes a esse fim; Considerando que a tradição moral jurídica e religiosa do povo brasileiro e contrária à prática e à exploração e jogos de azar; Considerando que, das exceções abertas à lei geral, decorreram abusos nocivos à moral e aos bons costumes; Considerando que as licenças e concessões para a prática e exploração de jogos de azar na Capital Federal e nas estâncias hidroterápicas, balneárias ou climáticas foram dadas a título precário, podendo ser cassadas a qualquer momento”. T&E- Já tramitam tanto na Câmara quanto no Senado propostas de liberação de jogos de azar. Quais são os benefícios que a liberação trará à economia? HP - No Brasil, as apostas ilegais movimentam o dobro de dinheiro do que as apostas legais, como as loterias e o turfe. Em 2015, só com o jogo do bicho, foram R$ 12 bilhões. Nos cerca de 300 bingos clandestinos, foram arrecadados R$ 1,3 bilhão. Segundo estimativas do Governo Federal, só em impostos, o Brasil arrecadaria cerca de R$17 bilhões por ano se estas modalidades fossem legalizadas. A falta de um marco regulatório na área de jogos leva os brasileiros a apostarem nos cassinos de outros países. Anualmente, 200 mil brasileiros viajam para jogar, especialmente para Las Vegas, Uruguai, Argentina e Paraguai. O Brasil recebe anualmente cerca de 6 milhões de turistas estrangeiros. Enquanto Las Vegas, que tem no jogo seu principal fator econômico, teve 41,1 milhões de visitantes em 2014. E Macau, na china, recebeu mais de 31,5 milhões de pessoas. Ou seja, a legalização dos cassinos atrai turistas, fomentando o setor e toda a sua cadeia produtiva.
A hotelaria brasileira de 4 e 5 estrelas emprega de 0,6 a 1 funcionário por apartamento. Num hotel-cassino, essa média sobe para 3,2 por apartamento. A legalização dos jogos criará cerca de 85 novas funções/profissões. T&E- A proposta inicial é autorizar a instalação de cassinos somente em hotéis e mediante regulamentação, e prevê um limite máximo de apenas 35 cassinos em todo País (observando mínimo de 1 e o máximo de três estabelecimentos por Estado). Como seria feita essa distribuição? HP- Conforme o parecer apresentado na Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei 442/1991 , que estabelece o Marco Regulatório dos Jogos de Azar no Brasil, a distribuição será assim:
Já pela proposta do Senado (PLS 186/2014), o Poder Executivo poderá credenciar até 35 cassinos em complexos integrados de lazer, observando o limite de no mínimo um e no máximo três estabelecimentos por Estado, conforme critérios populacionais e econômicos. A determinação do número máximo de cassinos por localidade feita pelo executivo será feita por meio de decreto (a ser formulado). T&E- Outro ponto polêmico do marco regulatório é a anistia a todos os acusados da prática de exploração ilegal de jogos de azar e extinção de todos os processos judiciais em tramitação. O senhor acha que esse item é necessário no projeto? HP - Não sou favorável à inclusão deste artigo no projeto. T&EOs países que permitem o funcionamento de cassinos têm modelos de tributação e regras adotadas pelos governos para evitar que a exploração de jogos seja usada para o cometimento de crimes como lavagem de dinheiro. Quais seriam as medidas tomadas pelo governo brasileiro a esse respeito? 5
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HP - O PLS em análise no Senado determina: Inclusão das pessoas jurídicas autorizadas a explorar jogos de azar na Lei de Lavagem de Dinheiro, de forma que sejam obrigadas a cadastrar os clientes e informar operações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Restrição de previsão de percentual específico para prêmios, a ser fixado pelo regulamento entre 60% a 70% da arrecadação, para vídeo-loteria, jogo do bicho e bingo, pois são modalidades em que é mais factível determinar previamente o montante da premiação. Já o PL que está em análise na Câmara dos Deputados determina que: Será obrigatório às pessoas jurídicas credenciadas à exploração dos jogos de fortuna no território nacional o uso de um Sistema de Gestão de Controle (SGC), de modo a permitir que órgãos da União acompanhem as apostas e pagamentos de prêmios em cada uma de suas modalidades. Os estabelecimentos remeterão ao Poder Executivo Federal, na forma do regulamento, informações sobre os jogadores que receberem premiações superiores a R$ 10 mil de uma única vez. Mapa do jogo legalizado no mundo
Entre os 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), 75,52% têm o jogo legalizado e regulamentado, sendo que o Brasil está entre os 24,48% que não legalizaram esta atividade. Já entre os 156 países que compõem a Organização Mundial do Turismo, 71,16% tem o jogo legalizado, mas vale ressaltar que entre os 28,84% (45 países) que não legalizaram a atividade, 75% são islâmicos e tem a motivação na religião. Nem todas as nações islâmicas proíbem jogos, caso do Egito e Turquia, países de maioria islâmica, mas que permitem os jogos. (Fonte: Instituto Brasileiro Jogo Legal )
Por Viviane Lemes
Turismo
Trilhas da Longevidade: Turismo para Idosos em Uberlândia (MG) A democratização do turismo para idosos ainda não é uma realidade no Brasil. A aposentadoria, condição da maioria destes sujeitos, constitui um tempo de liberdade, livre das obrigações diárias do trabalho. Se o desenvolvimento de novas atividades nesse tempo livre não for desenvolvido, este período pode repercutir em um sentimento de desvalorização, de perda cultural e de vazio. Para que isso não ocorra é que hoje há vários programas do governo que incentivam o idoso a ter uma vida social ativa, através de atividades de lazer e turismo. Sobre o tema do turismo como direito social do idoso ainda há uma lacuna, pois não há na legislação brasileira, principalmente no Estatuto do Idoso, qualquer menção do direito da terceira idade às atividades turísticas, o que certamente reduz aos idosos, a expectativa do uso pelo Poder Público, a utilização do turismo como meio de assegurar a sua qualidade de vida e integração social. Enquanto isso algumas ações com regulamentação local ecoam positivamente no sentido de inovar o turismo, aplicando princípios e práticas do turismo social e promovendo efetivamente politica de inclusão da pessoa idosa. É o caso do município de Uberlândia, localizado no Triângulo Mineiro, cuja população está estimada em 654.681 habitantes. Desse total 246.660 estão na faixa etária acima de 60 anos, perfazendo um total de 37,6% da população nos perímetros urbanos e rural. (Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010). Frente às novas demandas do Turismo para a Terceira Idade, a Prefeitura de Uberlândia inovou e antecipou-se à lacuna da Lei instituindo programa específico para cidadãos com idade igual ou superior a 60 anos. Instituiu o Programa Trilhas da Longevidade, que oferece aos idosos do município viagens turísticas de caráter cultural e de conhecimento evidenciando seu caráter de turismo inclusivo e social. O Programa Trilhas da Longevidade foi implantado em junho de 2014 e instituído pelo Decreto Municipal Nº 14.650, de 31 de Janeiro de 2014, o qual define as finalidades e os critérios de participação. O programa é totalmente subsidiado pelo poder público aos idosos que atendem os critérios da lei, dentre elas idade igual ou superior a 60 anos e renda inferior a 2 salários mínimos. Enquanto politica pública o Programa Trilhas da longevidade destaca-se por oferecer oportunidade de cultura e lazer a quem muito trabalhou em prol 6
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de suas famílias e do desenvolvimento da cidade e que poucas oportunidades tiveram em realizar viagens turísticas. Outro mérito diz respeito à melhoria qualidade de vida dos participantes na medida em que fortalece os vínculos de convivência e laços de amizade, remédio eficaz contra a depressão e outros problemas que afetam a saúde da pessoa idosa. O programa está vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social por dispor de um conjunto de equipamentos e serviços específicos aos idosos (Rede Crescer Conviver da Pessoa Idosa) e por conceber o Turismo como um direito fundamental. Para executar as viagens foi aberta concorrência pública e a vencedora da licitação foi a agência Flanar Turismo Pedagógico Técnico e Cultural. A agência de viagens Flanar Turismo, com atuação no mercado de Uberlândia e região desde 2008 e com foco no turismo técnico, cultural e terceira idade desenvolveu todo o planejamento e execução das viagens seguindo etapas e com especificidades de serviços prestados a idosos tais como segurança, acessibilidade, alimentação adequada, apoio de profissional de saúde à bordo, carro de apoio e roteiros inteligentes e encantadores aos sentidos. Preocupou-se com a permanente capacitação da equipe de trabalho, elaboração e aplicação de instrumentais de inscrição, instrumental para descrição do estado de saúde devidamente comprovado por atestado médico para realizar viagens e avaliação dos serviços por meio de opinário para medir o grau de satisfação dos serviços prestados. Após dois anos de implantação os resultados do programa foram satisfatórios e superaram as expectativas. De junho de 2014 até julho de 2016 foram ofertadas a 870 idosos das quatro unidades de atendimento da Rede Crescer Conviver da Pessoa Idosa, localizadas nos bairros periféricos da cidade de Uberlândia 20 viagens com destinos regionais. Ao apresentarmos o Programa Trilhas da Longevidade como ação concreta e exitosa de politica pública de promoção do turismo social e de inclusão de pessoas idosas demonstramos que as ações isoladas são difíceis de serem mantidas. O projeto consolida-se quando diferentes escalas do governo (União, Estado e Município) se unem para prestar serviços a comunidade, tratando o programa não mais uma politica de governo mas como politica de Estado. Viviane Lemes - Formada em História e Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Membro da OITS – Organização Internacional de Turismo Social, Pós Graduada em Historiografia e Movimentos Sociais, Guia de Turismo Nacional e América do Sul e Proprietária da Flanar Turismo Técnico e Cultural. viviane@flanarturismo.com.br / 34 3254-5550
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Economia
Por Patrícia Penna
Entenda a Lei que reduz o imposto sobre remessas para o exterior.
A lei que reduz de 25% para 6% o valor do imposto de renda retido na fonte sobre remessas para o exterior foi sancionada no último dia 21. De acordo com o texto da Lei nº 13.315, a diminuição da taxação será válida até 31 de dezembro de 2019.
empregados ou remetidos para pessoas físicas ou jurídicas residente ou domiciliada no exterior com o objetivo de cobrir gastos pessoais, no exterior, de pessoas residentes no Brasil.
De acordo com o texto, serão beneficiadas pessoas em viagem de turismo, negócio, "Trata-se de uma importante vitória do setor, treinamento ou missões oficiais até o limite global liderado pelo Ministério do Turismo, que está de R$ 20 mil ao mês. mobilizado desde o ano passado em torno Entenda como funciona: dessa negociação com o governo federal. 1) Estão isentos da nova tributação as remessas Durante esse período, o MTur esteve para o exterior destinadas ao pagamento para reunido diversas vezes com a equipe fins educacionais, científicos ou culturais, econômica do governo para discutir essa inclusive para pagamentos de taxas escolares, redução. O reconhecimento dessa bandeira inscrições em congressos, conclaves, seminários permitirá que o Turismo continue tendo um e taxas para exames de proficiência. papel fundamental na geração de emprego e renda em todo o País", comemora o ministro 2) Somente as agências e operadoras de turismo cadastradas no Ministério do Turismo, por meio interino do Turismo, Alberto Alves. do Cadastur, serão beneficiadas com a nova A legislação vigente nos dois primeiros alíquota reduzida. meses deste ano cobrava uma alíquota de 25% sobre as remessas para o exterior, o 3) As remessas feitas por pessoas físicas que contribuiu para elevar o custo dos residentes no País para cobertura de despesas serviços oferecidos em agências de turismo. médico-hospitalares com tratamento de saúde no O exemplo disso é que o valor de um pacote exterior também ficarão isentas. de viagens poderia passar de US$ 5.000 4) As remessas das divisas se limitam até R$ 20 mil por mês e terão de ser realizada pelas para US$ 6.250. A nova tributação terá validade sobre os agências e operadoras de viagem por meio de valores pagos, creditados, entregues, instituições financeiras sediadas no Brasil. 8
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Hotelaria Hotel Villa Mayor (CE) recebe certificado de excelência.
Por patrícia penna
O Hotel Villa Mayor, anunciou recebeu
o
Certificado
de
tem de estar na lista do TripAdvisor há, pelo menos, 12 meses.
Excelência TripAdvisor® 2016. O certificado, agora no seu sexto ano, premia as empresas de
hotelaria
que
obtiveram
avaliações excelentes por parte dos viajantes no TripAdvisor no último ano. Os destinatários do Certificado de Excelência incluem alojamentos,
restaurantes
e
atrações situados em todo o mundo
que
tenham
proporcionado de forma contínua uma experiência de cliente de qualidade. “Estamos muito honrados com o reconhecimento dos nossos clientes. É uma prova de que estamos no caminho certo e mais uma
motivação
continuarmos”,
para
comemora
o
gerente comercial do Villa Mayor, Ribamar Silva . O Certificado de Excelência tem em conta a qualidade, a quantidade e a atualidade das avaliações
enviadas
pelos
viajantes no TripAdvisor ao longo de um período de 12 meses. Para ser elegível, uma empresa tem de manter uma classificação geral no TripAdvisor de pelo menos quatro em cinco, ter um número mínimo de avaliações e 10
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Eventos
Por Marcos Arruda
Como organizar eventos em tempos de crise? A situação não está nada fácil para empresas dos mais diversos setores. Nesse cenário, como é possível organizar eventos corporativos e de divulgação de produtos e marcas, sendo que a verba destinada a esses setores anda cada vez mais enxuta? Pois essa é a pergunta da vez que vem rondando o dia a dia dos profissionais de marketing das empresas. Afinal, ao mesmo tempo em que precisam planejar cada vez mais ações de divulgação para alavancar as marcas (pois é disso que as empresas necessitam em tempos de crise), têm que saber lidar com orçamentos cada vez menores. Sabemos que essa missão definitivamente não é (nem de longe) das mais fáceis, veja os aspectos mais essenciais para a organização de um evento corporativo de sucesso, que atinja plenamente seus objetivos mesmo na crise. Chamando especialistas: mas isso não encarece? Por mais que possa parecer contraditório, investir na contratação de empresas ou agências especializadas em organização de eventos corporativos pode, em muitos casos, ser a melhor estratégia na hora de economizar sem deixar de promover um evento de alta qualidade. Está aí se perguntando como isso pode ser possível? Acontece que essas empresas contam com especialistas que sabem trabalhar exatamente com o que você tem: orçamento reduzido. Só um último detalhe agora: como existem muitas opções de empresas especialistas no mercado, é preciso fazer uma boa pesquisa para escolher a mais adequada a seus objetivos e às expectativas da sua empresa, ok? Gerindo os eventos corporativos: o que mudou com a crise? Com a receita das organizações mais apertadas em função da instabilidade econômica, muitas empresas (especialmente as de pequeno e médio porte) têm se perguntando se realmente vale a pena investir tempo e dinheiro em eventos corporativos. Pois a resposta para essa pergunta é curta, direta e claríssima: sim! Quando bem organizado e focado em proporcionar boas experiências ao público-alvo, esse tipo de ação promove a interação e a produtividade dos colaboradores, aumenta a geração de leads e o reconhecimento da marca junto ao mercado. 12
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Fazendo mais com menos: o que é essencial em um evento? Para começar, é extremamente importante definir o que efetivamente é prioridade na organização e no planejamento de um evento. Com isso em mente, faça uma lista dos elementos que não podem faltar de jeito nenhum — como local adequado, comida suficiente e música agradável, por exemplo. Afinal de contas, é praticamente impossível fazer um bom evento sem algum desses pilares, não concorda? O segredo está em analisar, ponto a ponto, cada item do evento, verificando sua real necessidade para o sucesso da ação como um todo. Pesquisando fornecedores: é possível negociar? Pesquisar e negociar com fornecedores é uma questão absolutamente essencial. Primeiramente, faça uma busca detalhada tanto na internet quanto com seus contatos, montando uma lista de possíveis fornecedores para cada item necessário à realização do evento. Por essa busca você já conseguirá ter uma ideia do preço que cada um cobra por determinado serviço. Corte logo aqueles que apresentarem uma média significativamente maior que o que você tem disponível para gastar com tal contratação. Isso poupará seu tempo em negociações que provavelmente não levariam a lugar nenhum. Soltando a criatividade: soluções inovadoras podem ajudar? Tempos de crise e de retração da economia exigem muito da capacidade criativa dos profissionais responsáveis pela organização de eventos. Com o cinto apertado e menos recursos para transformar teoria em prática, é preciso ter muito jogo de cintura, além de uma visão além do alcance para fazer com que o evento seja um sucesso — mesmo gastando pouco. A substituição de determinados itens por outros que sejam similares, mas apresentem um custo-benefício melhor, é uma atitude que pode economizar um bom dinheiro. Reduzindo custos: evitar desperdícios é uma boa pedida? Infelizmente, o desperdício faz parte do nosso dia a dia. E se resolver converter todo o desperdício em valores, não acreditaria na quantidade de dinheiro que simplesmente é jogada pela janela. E isso vale para empresas de todos os setores e tamanhos, viu? Mas a verdade é que os tempos não são nada propícios a desperdícios! Justamente em épocas de orçamento apertado que você deve ficar atento a possíveis torneiras abertas, pensando em como evitar o transbordamento. Fonte: Copastur
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Por Márcio Arruda Msc, MBA
Capital Humano O segredo do sucesso das empresas
A gestão eficiente dos recursos estratégicos é sabidamente o segredo do sucesso das empresas de todo o mundo. Como tal, esse processo demanda das empresas a necessidade de investimento em estrutura, capacitação dos seus profissionais, sistemas de informação e, muito talento por parte dos seus gestores para gerirem tais recursos de modo que, ao final desse processo, se apresente um dos seguintes resultados: Valor agregado ao serviço e/ou produto final, ou, vantagem competitiva. Nessa árdua tarefa, todas as áreas do organismo vivo chamado empresa são convocadas a dar a sua colaboração e, entre elas está a área de RH-Recursos Humanos. Assim como ocorre com a área Financeira, a área de RH estrategicamente é responsável pela gestão do capital da empresa e pelo relacionamento com os investidores (explicarei mais adiante!). Para ser eficiente nessas duas tarefas de alto grau de complexidade, se faz necessário que o profissional de RH entenda qual a sua responsabilidade para que garanta o retorno esperado pelos investidores oferecendo-lhes retornos satisfatórios e dignos do investimento realizado por eles na companhia. Para que não pareça um discurso retórico, superficial e evasivo de minha parte, tornarei mais claras algumas das colocações feitas. 14
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Quando digo que o RH é responsável pela relação com investidores, estou me referindo aos colaboradores das suas empresas, que investem nelas o seu bem mais precioso, ou seja, o Capital Humano. Thomas Davenport, em seu livro ”O Capital Humano: O que é e por que as pessoas investem nele“, publicado no ano de 2001 pela editora Nobel, já defendia a tese de que os trabalhadores são investidores que ao contrário do que se pensava, desde aquela época, não constituem custo e nem são fatores de produção e muito menos são ativos das companhias. Segundo o autor, as pessoas são investidores num empreendimento, onde pagam em Capital Humano e esperam retornos satisfatórios para o seu investimento. Ao colocar os colaboradores metaforicamente na condição de investidores, assim como Davenport, estou classificando-os como seres independentes que só serão atraídos pelas empresas se o pacote de valor oferecido por elas for de fato condizente com o valor do seu capital a ser investido. Isso traz para a relação investidor e investimento, um certo fator de risco que deve ser administrado diariamente pela área de RH de modo que a ação de captação de Capital Humano realizada seja eficiente e duradoura. Daí a minha afirmação de que a gestão de RH é uma operação de relacionamento com investidores e, o sucesso deste relacionamento resultará em vantagem competitiva para as empresas, uma vez que o Capital Humano é por natureza um recurso intangível de difícil imitação e substituição. Diante de tais colocações, você pode se perguntar, “Mas, o que é o Capital Humano e de que forma este recurso intangível se torna fonte de vantagem competitiva e riqueza para as empresas? ”. Para responder este questionamento é necessário falar sobre questões como a propriedade e a posse do conhecimento, elemento base da formação do Capital Humano. Sob a perspectiva da propriedade, o conhecimento pertence às pessoas, pois, advém do conhecimento adquirido ao longo da vida delas, seja de forma tácita ou explicita (habilidades, capacidade de desempenho, senso crítico e talento). E com relação à posse, esta é de quem adquire o
conhecimento por meio de uma oferta de valor suficientemente atraente aos investidores detentores do Capital Humano, no caso, as pessoas. Quando ocorre essa transação, ou seja, quando as empresas oferecem aos seus colaboradores oportunidades de emprego, na verdade, elas colocam em prática uma operação de captação de recursos junto a investidores que irão decidir pela melhor proposta de valor para alocarem o seu Capital Humano. Portanto, garantir o bom relacionamento com estes investidores é uma das principais tarefas da área de RH. Outro ponto importante é o papel da área de RH na gestão e na retenção do capital humano. Este se torna fundamental, pois, ela será responsável por medir o sucesso desta operação de captação de Capital Humano e devolver informações que suportem às tomadas de decisões da alta gestão das suas empresas. Isso só será possível se o RH atuar como agente ativo e direto do processo, proporcionando aos colaboradores uma proposta de valor que lhes garanta a satisfação mais plena possível das suas necessidades básicas, entre elas podemos citar: a estabilidade econômica, o pertencimento, o status social advindo deste pertencimento e, principalmente, a capacitação constante. É importante salientar ainda que, na direção inversa, ou seja, caso a atuação do RH não consiga atender às expectativas dos investidores, pode haver a dilapidação do Capital Humano aportado nas suas empresas e por consequência, uma perda de riqueza intangível de grandes proporções. Dado que os investidores, como dito, são seres independentes e como tal, estão sempre procurando pelas melhores ofertas de valor 15
e, facilmente mudam de opção de investimento em busca de boas oportunidades de retorno para o seu Capital Humano. Márcio Arruda, é Mestre em Controladoria Empresarial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais pelas universidades FGV/RJ com extensão em empreendedorismo pelo Babson CollegeUSA, Consultor de empresas, Palestrante, Professor , Sócio da Neo Negócios Soluções e Representações Ltda e Colunista do Jornal Turismo&Eventos.
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