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Revista O Celeiro do Agronegócio

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Campos Novos/SC - Ano 5 - Edição 5 - 2014 - R$ 10,00

O CELEIRO do Agronegócio

Revista

Fecoagro: 39 anos de Integração Cooperativista Com objetivo principal de promover a integração, a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina atua em diversos setores do ramo cooperativista. Em Campos Novos tem como filiada a Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam.

Págs. 27 a 30

Entrevista

Especial

Pecuária

Agricultura

Além das porteiras: Deputado federal catarinense Valdir Colatto fala sobre os desa�ios para implantar o Novo Código Florestal Brasileiro.

Soja tem a maior área plantada já registrada em Campos Novos com crescimento de 11% na safra 2014/2015.

Genética de qualidade e mercado em expansão foi o que se viu em leilão da raça de corte Angus na Fazenda Renascença em Vargem.

Quebra na safra de trigo na região. Área semeada foi até maio neste ano, porém, fatores climáticos prejudicaram produtividade e qualidade do cereal Revista colhido.

Págs. 12,13,14 e 15

Págs. 10 e 11

Pág. 42 e 43

1 O CELEIRO Pág. 54 do Agronegócio


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O CELEIRO do Agroneg贸cio

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SUMÁRIO Análise de Mercado Clebi Renato Dias, Diretor Executivo da Copercampos e Operador de Mercado faz uma análise do Agronegócio em 2014.

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Especialista em sucesso Com atuação em mais de 100 municípios, a AGRO DIVEL é a maior concessionária de Santa Catarina. Oferece a linha completa da New Holland e também implementos agrícolas.

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Capa Com meta de promover a integração e o desenvolvimento das cooperativas, a Fecoagro comemora em 2014, 39 anos de fundação, com atuação em diversos setores do ramo cooperativista. Em Campos Novos é representada pela Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam.

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Incentivo Governo catarinense quer revitalizar Programa Novilho Precoce e lança linha de apoio para aquisição de touros de raças de corte.

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A bola da vez Canola é alternativa para o inverno. Comercialização rápida, seguro e utilização de nutrientes presentes no solo são diferenciais da cultura em relação ao trigo, por exemplo.

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E mais... Artigos ..................................................................................................................................................................................5,6,7 e 8 Qualidade............................................................................................................................................................................................17 Responsabilidade Social......................................................................................................................................................22 e 23 Supermercados..............................................................................................................................................................................34 Tecnologia.........................................................................................................................................................................................37 Conhecimento..................................................................................................................................................................................38 Vitivinicultura..................................................................................................................................................................................46 Meio Ambiente..................................................................................................................................................................................51 O CELEIRO do Agronegócio

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EDITORIAL

Informação da realidade no campo É com grande prazer que chegamos à quinta edição da Revista “O Celeiro do Agronegócio”. Uma revista que nasceu com objetivo de informar e sintetizar tudo que aconteceu no ano sobre o agronegócio em Campos Novos, na região, no estado, no Brasil e no mundo. Esta mola propulsora que move o Brasil hoje que se chama agronegócio, responsável por um terço do nosso Produto Interno Bruto (PIB), onde estão concentradas as grandes riquezas do país. A economia brasileira, sem sombra de dúvida, tem sua maior parcela ligada ao agronegócio, temos produções de Norte a Sul, de Leste a Oeste dos mais variados sistemas produtivos, agregando valor à produção e o produtor cada vez mais, buscando tecnologia e alta produtividade no campo. Este é o grande objetivo: produzir muito e com sustentabilidade. Campos Novos é o Celeiro Catarinense, maior produtor de grãos e que tem o segundo maior rebanho bovino do estado, títulos que me orgulham muito de ser camponovense. Isso se deve a cada homem do campo, a cada mulher que trabalha com a terra, a cada pessoa envolvida, cada mão calejada, que forjaram ao município o título de “Celeiro Catarinense”. Um grande produtor não só de grãos, mas de carne, de leite, de proteína, de aves e de suínos. Campos Novos está aberto a novas tecnologias e a novos desafios. Nesta quinta edição da Revista “O Celeiro do Agronegócio”, estamos mostrando a realidade no campo, o que o setor produz e os desafios a serem superados. 2014 foi um ano difícil, atípico, com a Copa do Mundo e Eleições, com os resultados que as urnas ditaram e que temos que encarar. Esse continuísmo de governo que muitos produtores não queriam, mas é o quadro que se apresenta e devemos nos unir para enfrentar as adversidades que estão por vir, sejam elas climáticas ou de outra natureza. Adversidades climáticas não há como intervir, no entanto, quando se trata de governo, de preço e de outros fatores, há como lutar por mudanças e nós estamos fazendo o dever de casa. Elegemos vários representantes ligados ao agronegócio, o que não havia acontecido em 2010. Para 2015, o cenário que se apresenta é de retração em função de mercado e questões de clima. No entanto, o produtor não deixa de investir. O empresário do agronegócio não deixa de buscar novas tecnologias no campo para produzir mais e melhor. Este é o grande objetivo que temos que alcançar: profissionalizar cada vez mais a agropecuária. O mundo sempre vai ter carência de proteína, tanto animal, quanto vegetal. O produtor sabe produzir e tem que se aperfeiçoar no mercado. Conhecer as tendências e aproveitar as alternativas de comercialização. Com a globalização temos que estar ligados ao mundo, para podermos aproveitar o que o mercado agropecuário nos oferece. Este é o grande desafio do produtor rural. Plantar, cuidar e colher ele sabe, falta melhorar a comercialização. Neste sentido, destaque para o serviço prestado pelas cooperativas ao agronegócio camponovense. São elas que fazem com que o produtor esteja cada vez mais capacitado para produzir e levar comida à boca de todos os brasileiros. As cooperativas representam a união de forças e ideais em prol do agricultor. 2014 chega ao fim e um novo ano se aproxima. Desejo a todos os camponovenses, em especial a todas as pessoas do campo, um 2015 de grandes safras, boas colheitas e muitas realizações empresariais e pessoais a todos os agricultores! Boa leitura.

Alexandre Alvadi Di Domenico

Produtor Rural e Diretor da Revista Celeiro do Agro-

EXPEDIENTE

O CELEIRO do Agronegócio

Revista Diretor: Alexandre Alvadi Di Domenico. Editora Chefe: Antonia Claudete Martins - 0002305SC Jornalista e Fotógrafo: Felipe Götz - JP 03410 SC Produção, Projeto Gráfico e Diagramação: Wilhiam Rodolfo Peretti. Comercial: Wilhiam Rodolfo Peretti. Colaboração e Agradecimentos Especiais:

Airton Spies, André Debastiani, Bárbara Bittencourt da Silva, Camila Bebber Gomes, Clebi Renato Dias, Cristiano Nascimento, Daniel Gris, Eliza Berwig, Emilio Cassaniga, Fernando Rosar, Italo Tissian, Ivan Ramos, João Carlos Di Domenico, José Zeferino Pedroso, Luiz Carlos Chiocca, Luiz Vicente Suzin, Maiara Gonçalves, Marcos Antonio Bedin, Marcos Zordan, Maribel Roese, Mauro Schuh, Nelson Serpa, Patricia Dalmolin, Rafael Carboni, Silvio Zanon, Solange Appelt Althaus, Valdir Colatto, Vanessa Soccol e Wellison Moreira Vieira.

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O CELEIRO do Agronegócio

Ed. 5 / Dezembro 2014

Contato: E-mails: celeiro@brturbo.com.br oceleicomercial@gmail.com / redacaooceleiro@gmail.com Fone/Fax: (49) 3541 0597. Rua: São João Batista, 131, Centro, Campos Novos (SC) CEP: 89620-000. CP: 96 Impressão: Gráfica Blumen. Tiragem: 4000 exemplares.

Revista

A Revista Celeiro do Agronegócio é um produto do Jornal O Celeiro com tiragem anual


ARTIGO

Fecoagro 39 Anos

Por Ivan Ramos Diretor executivo da Fecoagro-SC

No último dia 25 de julho, o sistema cooperativo agropecuário de Santa Catarina teve um fato muito importante a comemorar. Ultrapassando obstáculos, suportando reveses econômicos, enfrentando individualismos, sobrepondo dificuldades do dia a dia, a Fecoagro completa quase quatro décadas de existência. Completar 39 anos com solidez, mantendo credibilidade e eficiência nas atribuições a ela conferidas pelas cooperativas, e, sobretudo pregando a unidade, a integração, a intercooperação e a defesa da filosofia cooperativista num mundo capitalista, realmente merece ser comemorado. A visão de Aury Luiz Bodanese que em 1975, já vislumbrava que o futuro dos pequenos só estaria assegurado com a união, prosperou e frutificou. Não foram só rosas não. Houve percalços, dissabores, prejuízos, desaceleração, estagnação e até constrangimentos. Isso tudo fez parte da história da Fecoagro. Mas sobrou sempre o resquício do espírito da cooperação e do reconhecimento de que juntos sempre seremos mais fortes, até para superar dificuldades. Na sua segunda fase de atuação a partir de 1991, quando Aury Bodanese reassumiu o comando da entidade, houve revisão de atitudes e programas de atuação. Foi revigorada, ampliada e modernizada. É verdade que os tempos são outros, a realidade dos mercados mudou e a necessidade de união se solidificou. Todos os negócios e atividades da Fecoagro na área econômica são importantes para as cooperativas e seus associados, entretanto, deve ser destacado o papel que sempre teve de estimuladora da união, da integração,

da solidariedade. Para isso tem utilizado os mais variados instrumentos de pregação, defendendo os princípios do cooperativismo e tentando minimizar a ganância econômica que vez por outra afeta também as cooperativas de qualquer ramo e em todas as partes. O sistema de comunicação cooperativista prega diuturnamente as vantagens da cooperação; os direitos e deveres dos associados; os reflexos das políticas econômicas e governamentais e a necessidade de conscientização dos associados, e tem sido preocupação permanente nas atividades da Fecoagro. Hoje com diversas atribuições definidas pelas cooperativas associadas, portanto, democraticamente, com resultados distribuídos de alguma forma e com a gestão profissional, a Fecoagro se impõe nos mercados interno e externo. Importando e exportando, regulando preços, lançando novas tecnologias, mostrando as divergências com a finalidade de minimizá-las entre as cooperativas, marca presença no contexto cooperativista não apenas estadual, como nacional. Com 39 anos pode se considerar ainda jovem diante dos desafios que poderão ser definidos como prioridade para as cooperativas associadas. Sabemos que sempre teremos os contrários, os divergentes, que pensam diferente, que agem de outras formas, mas temos que conviver com isso. A nossa expectativa é de que aos poucos todos tenham a consciência de que podemos ir mais longe se tivermos unidos no ideal cooperativista. A Fecoagro não é uma pessoa jurídica nem depende de um único dirigente. Tratase de um grupo de deliberadores de projetos, e de executores de processos e consumidores de resultados. A Fecoagro é um grupo de pessoas trabalhando para outras pessoas. Completar 39 anos significa entrar na maturidade de uma instituição que já saiu da sua adolescência. Pense nisso.

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ARTIGO

Interior: migração e infraestrutura

Por José Zeferino Pedroso Presidente da Faesc

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Revista

A redução da população das áreas rurais dos municípios catarinenses não é um fenômeno tipicamente barriga-verde, mas preocupa o governo e a sociedade. Apesar de todos os esforços governamentais e do setor privado, o êxodo de talentos e capital humano especialmente do grande oeste catarinense – a região mais distante da Capital – não foi estancado. A triste verdade é que a população jovem está reduzindo velozmente e a população de idosos aumentando. Essa realidade foi comprovada em vários estudos de cooperativas agropecuárias, do serviço de extensão rural e de universidades, entre eles, um admirável trabalho da Universidade do Oeste Catarinense - Unoesc, capitaneado pelo reitor Arístides Cimadon. Desde o ano 2000 os pequenos municípios perdem população e os micropolos crescem a taxas que ficam abaixo da média de crescimento registrada no Estado. A perda de população ocorre na maioria dos municípios com até 10 mil habitantes. Essa situação inspirou plano de governo que priorizou a deslitoralização populacional do Estado e a

criação das Secretarias de Desenvolvimento Regional, entre outras medidas. Porém, não se sabe ainda os progressos obtidos. São múltiplas as causas da evasão e a mais frequente é a falta de infraestrutura das comunidades: a baixa qualidade de vida é a causa mais frequentemente referida pelos migrantes. Tudo está interligado pelo tecido social e, com a redução populacional, a economia perde dinamismo e as carências infraestruturais afugentam novos empreendimentos. A reversão desse quadro passa por investimentos econômicos de grande repercussão social, como a infraestruturação regional para manter as empresas no oeste, especialmente a construção da ferrovia norte-sul para ligar Chapecó ao Mato Grosso e garantir o suprimento de grãos do centro-oeste brasileiro para as agroindústrias catarinenses e a duplicação da rodovia federal BR-282. Além disso, a malha rodoviária regional está deficitária e prejudica o escoamento da produção. É grande o peso dessas deficiências na competitividade das empresas. E na fuga de pessoas.


ARTIGO

As Cooperativas Mudarão o Mundo

Por Marcos Antônio Zordan Diretor/Presidente da Ocesc

Não sou um teórico do cooperativismo, mas posso ser considerado um operador dessa doutrina. Há mais de 36 anos convivendo dentro das cooperativas, convenci-me da eficiência delas no aumento da renda das famílias e na elevação da qualidade de vida das pessoas. Ver que a sociedade está optando pelo cooperativismo como meio de realização econômica e social é a consolidação de um sonho que há pouco tempo parecia distante. Constato que o cooperativismo deixou de ser apenas uma doutrina bonita, apurada e reconhecida mundialmente, para transformar-se em um grande e eficaz instrumento de transformação da sociedade humana. No contexto brasileiro, Santa Catarina é o Estado com maior taxa relativa de envolvimento populacional direto com o cooperativismo. As 254 Cooperativas catarinenses reúnem 1,6 milhões de famílias associadas. Isso representa que mais da metade dos catarinenses está direta ou indiretamente envolvida com esse avançado modelo de associativismo que, no conjunto, representa 12% do PIB barriga-verde. Aqui ficou consagrado que o cooperativismo é um meio de aproximar, unir as pessoas nas mais variadas atividades, individualmente frágeis, economicamente falando, para no conjunto, viabilizá-las pela via cooperativa. O cooperativismo é uma alternativa ao capitalismo selvagem e ao socialismo utópico, é um caminho para o desenvolvimento, a democracia e a

paz. Não representa nenhum romantismo professar fé na doutrina cooperativista e na ação das cooperativas para reduzir as desigualdades, promover o desenvolvimento e obter a independência das diversas classes e categorias profissionais ou econômicas. Foi comprovado que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos municípios onde existem cooperativas, é maior que aqueles onde elas não atuam. Ou seja, onde o cooperativismo está presente, toda a sociedade compartilha de seus ganhos. A prova está aqui: o cooperativismo catarinense – estruturado no campo e na cidade – movimentou 20 bilhões de reais em riqueza no ano passado e recolheu 1,3 bilhões de reais em tributos aos cofres públicos e ainda distribuiu 1,1 bilhão de reais em sobras. As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo, seguindo-se os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional. Cooperativismo é uma forma de atuação e interação humana baseada no trabalho e na lealdade que requer, antes de mais nada, a participação laboral e econômica do cooperante. Assim, busca o bem-estar da comunidade, promovendo o equilíbrio tanto entre eficiência econômica e eficácia social, quanto entre independência individual e interdependência coletiva, além de gerar desenvolvimento e equitativa distribuição de renda. É por isso que as cooperativas podem e vão mudar o mundo, porque não existe futuro sem cooperativismo.

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ARTIGO

O Valor da União Cooperativista

Por Luiz Vicente Suzin Presidente da Fecoagro

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A palavra “cooperação”, por si só traduz o significado e os objetivos de uma cooperativa. Quando pregamos a união das pessoas em uma determinada entidade associativa, é porque acreditamos que no esforço conjunto, poderemos resolver problemas comuns, fortalecendo a atividade ou intenção da união. Se numa cooperativa difundimos com insistência que precisamos estar unidos para atingir os objetivos para a qual foi constituída, o mesmo principio devemos pregar em relação a outras entidades que defendem a união. A integração pressupõe que ninguém pode perder no processo, isto é, com a ajuda mútua se atinge resultados positivos para o conjunto. Infelizmente o cooperativismo, como qualquer outro segmento organizado, sempre terá aqueles que tentam desvirtuar os princípios e objetivos, e se aproveitam para conseguir ganhos individuais, corrompendo a verdadeira filosofia da união. “Cooperativas de fachadas”; cooperativas dissociadas do sistema; ou pessoas e empresas que se apropriam irregularmente do nome “cooperativa” para lograr vantagens pessoais estão presentes em todos os cantos e devemos estar atentos para denunciar junto a quem de direito e tentar separar o joio do trigo. A união de agricultores, por exemplo, em cooperativas não pode jamais ser negado que oferece resultados positivos não apenas para seus integrantes, mas para a sociedade como um todo. Por sua vez, a união das cooperativas em centrais e federações, em segundo grau, busca outro patamar de resultados, que no final deve retornar de uma forma ou outra, ao início da cadeia, que são os associados. Nosso estado é farto de bons exemplos de cooperação e integração cooperativista, apesar dos eventuais desvirtuamentos que pipocam aqui ou ali. Para ficar dentro daqueles segmentos que estamos pre-

sentes, vale ressaltar o modelo da Coopercentral Aurora Alimentos, que se tornou um conglomerado respeitado na área de carnes e laticínios em nível nacional e internacional, única agroindústria que socializa resultados, e que consegue repassar aos seus integrantes, ou seja, às cooperativas e associadas, os ganhos obtidos pela união de esforços. Da mesma forma, a Fecoagro, que em outro nível de atuação, tem prestado serviços relevantes ao cooperativismo agropecuário e por via de consequência aos associados das cooperativas. Está presente nos mercados de insumos, arrebanhando negócios que visam reduzir a intermediação, nivelando e uniformizando procedimentos e que além de devolver os resultados econômicos, diretos, tem sido a reguladora de preços nos insumos agrícolas em nosso estado. Nesses poucos anos que estou à frente à direção da Fecoagro, tem sido gratificante o retorno que recebo do bom trabalho desenvolvido pela federação. Da centralização de compras, passando pela importação e processamento de fertilizantes, coordenando programas de incentivos governamentais de interesse dos agricultores, até o processo permanente e dinâmico de conscientização dos valores e resultados do cooperativismo por meio dos programas de comunicação que mantém, tem proporcionado o alto conceito de entidade integradora, e propulsora da intercooperação em Santa Catarina. O cooperativismo é um movimento universal que congrega pessoas e não apenas capital no mundo inteiro, e se os governantes fossem mais atentos da sua importância, certamente teriam um aliado bem mais expressivo para consecução de seus planos de governo, tão difundidos como de interesse da sociedade como um todo.


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ESPECIAL

Cultura da segurança O plantio do grão dourado já começou. Em Campos Novos, a expectativa é de que a área plantada de soja nesta safra 2014/2015 seja de 54 mil hectares, a maior já registrada no município. O mercado mais estável e a resistência ao clima da cultura da soja são sempre levados em conta na hora de definir o que plantar na safra subsequente e nesta safra 2014/2015, os produtores de grãos de Campos Novos definitivamente optaram por investir mais na cultura da oleaginosa. O aumento de área plantada em Campos Novos é superior aos 11%. Na safra 2013/2014, o município contava com uma área de 48,5 mil hectares e nesta safra que iniciou agora no mês de outubro, há expectativa da área plantada ser de 54 mil hectares, de acordo com dados do IBGE e Epagri. A cultura da soja, que tem a maior área plantada já registrada nos últimos cinco anos no município deve ter incremento de produção em 6%. Na safra 2013/2014, por exemplo, a produção foi de 183 mil toneladas do grão dourado e neste ano, a expectativa é de 194 mil/ton. De acordo com o Técnico em Agropecuária, Silvio Zanon, da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, este aumento de área está relacionado a diversos fatores, como preço, clima, custo de produção, maior resistência da cultura ao clima e alta tecnologia presente na soja. O Técnico em Agropecuária destaca que

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Hoje as novidades são muitas no campo e o produtor precisa introduzir novas tecnologias no plantio, por exemplo, que tragam resultado. Eu acredito que a tecnologia tem que ser sustentável e que perdure por 10 ou 15 anos para que o produtor possa colher esses resultados do investimento realizado.

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na região de Campos Novos, a alta tecnologia em máquinas é outro ponto relevante. “Existem vários pontos que merecem atenção do produtor. As incertezas do clima fizeram com que os agricultores migrassem da cultura do milho para soja nesta safra 2014/2015. Assim como o mercado do milho, o da soja apresentou queda no valor pago por saco, mas como a soja, mantém um custo de produção menor em relação ao milho, os agricultores optam por investir mais nesta cultura, porque a soja tem uma resistência maior a seca, por exemplo, e a produtividade média da região cobre os custos de produção. Além disso, os agricultores utilizam modernas máquinas e implementos que garantem um bom plantio, realizam os tratos culturais corretamente e na colheita a eficiência e os resultados são obtidos”, informou Silvio Zanon. Para o técnico da Coocam, algumas regras são indispensáveis desde a escolha de cultivares para semear até a entrega dos produtos na cooperativa. “O produtor que trabalha certo tem resultados e isso está relacionado à escolha dos cultivares, pois hoje temos tecnologias aplicadas em cultivares que permitem um ganho a mais na colheita, como a Intacta, assim como

o produtor precisa ter boas práticas de manejo, adquirir sementes de qualidade e fazer o tratamento de sementes industrial. A correção do solo e a utilização da agricultura de precisão também têm proporcionado aos agricultores da nossa região, ganhos significativos em produtividade como em eficiência no campo”, destacou. Silvio Zanon destaca, porém, que o produtor precisa estar atento às tecnologias que são sustentáveis para então aplicar no campo. “Hoje as novidades são muitas no campo e o produtor precisa introduzir novas tecnologias no plantio, por exemplo, que tragam resultado. Eu acredito que a tecnologia tem que ser sustentável e que perdure por 10 ou 15 anos para que o produtor possa colher esses resultados do investimento realizado. Nós trabalhamos muito esse conceito de sustentabilidade e o agricultor atendido sabe que isso é necessário. Como trabalhamos diariamente com os agricultores, eles têm confiança no trabalho e a troca de informações entre assistência técnica e produtor tem gerado resultados satisfatórios durante todo o ano. Há sempre um planejamento de safra e é por isso também, que os resultados satisfatórios são obtidos”, comentou Silvio Zanon.


ESPECIAL

Produtor investe mais na cultura da soja Buscar a máxima eficiência das cultivares de soja, aliadas ao trabalho de correção de solo, tratamento de sementes e a utilização de equipamentos de alta tecnologia tem proporcionado maiores ganhos e resultados aos agricultores Valter e Jackson Rech. Na safra 2009/2010, por exemplo, o agricultor Valter Rech foi o 2º colocado em um projeto desenvolvido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil – Cesb. A produtividade da lavoura de Valter Rech foi de 92 sacos/ha, e de acordo com o Técnico em Agropecuária Silvio Zanon, a tecnologia empregada naquela lavoura tem sido fundamental para a evolução da produtividade nas demais áreas do agricultor. No final de outubro, a semeadura da soja estava sendo realizada nas lavouras, e o filho de Valter, Jackson Rech era quem coordenava os trabalhos. Segundo Jackson, nesta safra 2014/2015, a área de soja terá incremento de 20% em relação à safra anterior. “Nós não vamos plantar milho nesta safra pelo custo de produção alto e clima indefinido, e como na soja, há uma garantia maior de preços e é uma cultura mais resistente ao clima, vamos aumentar a área”, informou. Segundo Jackson, utilizar a tecnologia presente em cultivares, ter cuidado no plantio, assim

Silvio Zanon, Tiago e Jackson Rech como ter uma adubação diferenciada é o caminho inicial para obter resultados na cultura. “Nós temos uma média de produtividade dos outros anos de 60 sacos/ha, porém, nós trabalhamos sempre para aumentar essa média e investimos em variedades com alta tecnologia e temos alguns conceitos obtidos com a lavoura que participou do projeto do Cesb

que dá uma linha a seguir. Nós utilizamos, por exemplo, inoculantes no momento da semeadura, realizamos o tratamento de sementes industrial e máquinas com alta tecnologia para que possamos ao final da safra, obter a máxima eficiência e resultados satisfatórios”, concluiu Jackson Rech.

TSI resulta em produtividade

O Tratamento de Sementes Industrial – TSI é ferramenta essencial para produção de grãos na região. Uniformidade na distribuição de produtos em cada grão de semente é o diferencial da tecnologia. A tecnologia presente em apenas uma semente de soja, por exemplo, tem tanto valor que hoje, os agricultores buscam minimizar perdas na semeadura da safra. E para que se mantenha toda a tecnologia que está embutida na semente, o Tratamento de Sementes Industrial – TSI tem proporcionado comodidade e garantias aos produtores de grãos. De acordo com o Engenheiro Agrônomo Cristiano Nascimento, da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, o TSI apresenta inúmeras vantagens ao produtor. “Com o tratamento de sementes, toda a tecnologia presente nas sementes será mantida. Se o produtor perder uma semente, já existe prejuízo e com a realização do Tratamento de Sementes Industrial, essa tecnologia não apenas será mantida, mas vai garantir que as sementes possam germinar com qualidade não deixando que sejam atingidas por pragas”, informou. De acordo com o sojicultor Jackson Reck, o tratamento de sementes dá segurança ao produtor na hora de semear a soja. “Hoje não se pensa mais em fazer o tratamento de sementes na propriedade, pois há todo um trabalho que demanda tempo e não é tão eficiente como o tratamento realizado na cooperativa, além disso, com as sementes tratadas é eliminado o risco de ter uma lavoura danificada por pragas no período de germinação das sementes”, informou.

O custo benefício da realização do TSI é alto. Segundo o Engenheiro Agrônomo Cristiano Nascimento, antes o produtor realizava o tratamento na lavoura e para isso além da mão de obra necessária, existiam os problemas ambientais. “O TSI cumpre seu papel ambiental e social. O funcionário da propriedade não tem contato com os produtos químicos, como antes. Hoje, as sementes chegam tratadas e o funcionário precisa apenas abrir a sacaria e destinar o produto até a plantadeira. Antes, o funcionário precisava adicionar os produtos químicos a sacaria e misturar, o que sempre gerava grande desperdício e resíduos dos produtos”, destacou Cristiano Nascimento. A operação e realização dos tratamentos de sementes hoje são automatizados e precisos. Na Coocam, por exemplo, o tratamento de sementes por bateladas (CBT), funciona da seguinte forma: O CBT pesa o lote de sementes e aplica a quantidade correta de produtos. Um sistema automático de pesagem e distribuição transfere os produtos químicos para tanques com agitação para mistura, formando a calda. Após esse processo, as sementes e os produtos de tratamento são unidos dentro de uma câmara de mistura sem nenhuma exposição do trabalhador e ao meio ambiente, fazendo com que se tenha uma cobertura completa de sementes. Com precisão e garantia na dosagem, excelente cobertura, distribuição e mantendo as sementes com alto padrão, proporcionando recobrimento uniforme e melhor aderência dos produtos à semente e apresentando menor dano mecânico às sementes, o TSI é uma grande

ferramenta para que os produtores de grãos da região possam obter melhor produtividade no campo. A Coocam, por exemplo, está realizando o Tratamento de Sementes Industrial pela segunda safra e segundo o Engenheiro Agrônomo Cristiano Nascimento, esta tecnologia veio para ficar. “Nós realizamos tratamento industrial de sementes de soja, milho, feijão, trigo e aveia e a comodidade com esta operação é tão grande para o produtor que nós só comercializamos hoje, sementes tratadas. Com o tratamento fechado e automatizado, o produtor sabe o que está comprando e na nossa região, o TSI é muito difundido, o que auxilia nos resultados vistos na produção de grãos de Santa Catarina”, finalizou.

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ENTREVISTA

O Novo C贸digo Florestal Brasileiro por

Valdir Colatto

do Agroneg贸cio 12 O CELEIRO Revista


ENTREVISTA

O Deputado Valdir Colatto (PMDB), é engenheiro agrônomo e está no seu quinto mandato na Câmara Federal. É autor do projeto de lei número 5.367de 2009, que resultou no Novo Código Florestal Brasileiro através da lei 12.651 de maio de 2012. Para o parlamentar o desafio agora é implantar a nova lei dentro da porteira.

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m 25 de Maio de 2012 passou a vigorar a Lei 12.651/2012. Trata-se do novo Código Florestal Brasileiro, uma das mais importantes leis aprovadas pelo Congresso Nacional. Isso porque regula o uso da terra, define diretrizes relacionadas à preservação ambiental e a produção de alimentos no Brasil. O Deputado Valdir Colatto apresentou o novo projeto de Lei que deu inicio a discussão de uma nova legislação ambiental no país, o que resultou no novo Código Ambiental. Desde o início da apresentação a maior preocupação era uma lei ambiental que evoluísse de acordo com a tecnologia, a ocupação territorial humana e a atividade econômica que tem nos dias de hoje uma velocidade fantástica e que faz parte das transformações em que vivemos, pois é importante frisar que a luta pela adequação da legislação ambiental é importante para que ela seja aplicável, realista e evite debitar a culpa dos impactos ambientais naquele que alimenta e produz para o país, o produtor rural.

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ENTREVISTA

Da discussão à aprovação A longa discussão, reuniões, debates, audiências públicas em todo o Brasil que durou por mais de 10 anos, iniciadas em Santa Catarina, para aprovar o nosso projeto 5367/09 que resultou no Novo Código Florestal Brasileiro, transformado na lei 12651 em 25/5/2012, regulamentada pelos Decretos federais 7830/2012 e 8235/2014 e IN 2/2014, nos remete agora, a um enorme desafio, a sua implantação dentro da porteira das 5,2 milhões de propriedades rurais no Brasil, incluídas as 350 mil de Santa Catarina. A decisão política foi tomada pelo Congresso Nacional e pelo Governo e não há mais margem para errar na elaboração do Cadastro Ambiental – CAR, nem nas regulamentações e aplicação do Programa de Regularização Ambiental – PRA, a ser implantado pelos estados nas 5,2 milhões de propriedades rurais brasileiras. O CAR é declaratório, fazê-lo não respeitando a realidade da ocupação territorial de cada propriedade por registro, seria como fazer a primeira declaração de renda errada para depois ter que concertar ou justificar, talvez o injustificável.

Pontos Centrais do Código Florestal Brasileiro Em linhas gerais temos que destacar no Novo Código Florestal dois pontos centrais: a Reserva Legal – RL, e as Áreas de Preservação Permanentes – APPs. A Reserva Legal até quatro (4) módulos fiscais em áreas consolidadas até 22/7/2008, não são exigidas, mantém o que tem. Acima de quatro (4) módulos fiscais há reposição 1/10 a cada dois (2) anos, ou seja, 20 anos para repor ou compensar em outra área. Áreas de preservação permanentes: até um (1) módulo fiscal devem ser recuperadas até 5 metros; áreas entre 2 e 4 módulos - 8 metros; áreas entre 4 e 8 módulos - 15 metros; áreas entre 8 e 10 módulos - 20 metros; para cursos de água até 10 metros. Demais casos, devem ser recuperada a metade da largura do rio com no mínimo 30 metros e máximo de 100 metros. Entorno de nascentes e Olhos de água, são 15 metros. Outros pontos importantes também estão contemplados, mas, se os setores da produção agropecuária não se unirem e fizerem uma profunda análise da nova legislação aprovada, com estudos técnicos, consequências e impactos, em curto prazo, teremos grandes impasses, entre a produção e as amarras ambientais, excluindo áreas de produção agropecuária, com repercussões desastrosas, principalmente para a pequena propriedade e a economia do país. Precisamos deixar claro o que é possível fazer por aqueles que vão pagar a conta, os agricultores, e os que apenas fazem o discurso, mas, que nada produzem, e obrigam quem produz pedir autorização para fazê-lo, os burocratas e os ambientalistas radicais. do Agronegócio 14 O CELEIRO Revista

O impacto e os desafios da implantação Imaginemos o Brasil com seus 890 milhões de hectares, suas 5,2 milhões de propriedades rurais, com as mais diversas atividades agropecuárias, topografias, biomas, montanhas, várzeas, rios, nascentes, litoral, biodiversidade, cidades, vilas, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e sua gente, se ajustando as utopias do ambientalmente correto, em áreas já consolidadas, com seus erros e acertos ao longo de sua história. O Brasil de 514 anos ocupado por quem quis, vindo de onde veio, se instalando onde achou melhor, sem nenhum planejamento de ocupação territorial urbano ou rural. Hoje acusado e cobrado por ter feito tudo errado, na visão ambiental, e tendo que ser concertado apenas com uma lei florestal travestida de ambiental, o Novo Código Florestal Brasileiro. A pergunta é, o que fazer para não sermos induzidos a erros grosseiros para implanta-lo dentro da porteira das propriedades rurais? Sem duvida, adotarmos as ferramentas legais e técnicas disponíveis e organizadas com a cooperação de todos os atores do processo, buscar soluções sustentáveis e: Primeiro: As Esferas federativas, municípios, estados e União assumirem suas responsabilidades e competências descentralizadas, delegadas pela lei complementar 140/2011, implantando suas estruturas técnicas, suficientes

e necessárias, determinadas pela legislação e fazer a sua parte na liberação das licenças ambientais, eficientes, ágeis e desburocratizadas. Segundo: Os estados conveniandos com o IBAMA assumirem a responsabilidade e os serviços de sua competência legal das licenças e fiscalizações ambientais, e os municípios conveniando com o órgão ambiental estadual (FATMA), se responsabilizando no que lhes atribuir às competências da lei complementar 140/2011. Com a descentralização ambiental implantada nos municípios e estados poderemos dar mais agilidade a implantação do Novo Código Florestal Brasileiro iniciado com o Cadastro Ambiental Rural - CAR, já em andamento em Santa Catarina e alguns estados brasileiros. O CAR, regulamentado pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA, iniciado em 06/5/2014, é declaratório e de responsabilidade do proprietário do imóvel rural, que tem o prazo de até um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano, é feito por via eletrônica, entregue preferencialmente nas prefeituras municipais, também sindicatos, cooperativas, outras entidades privadas, ou pessoalmente pelo proprietário. Concluído o CAR, pelos proprietários rurais, os órgãos ambientais precisam iniciar a sua


ENTREVISTA análise e farão as recomendações para a regularização ambiental de cada propriedade, por matricula, através do Plano de Regularização Ambiental - PRA, que precisa ser regulamentado por lei estadual, e com prazos estabelecidos tecnicamente para sua implementação. O CAR também poderia ser feito pelo município ou estado de forma global num projeto ambiental de todo o seu território contratando os serviços especializados, basta ter a decisão política dos prefeitos ou governadores, o que tornaria as coisas mais fáceis, menos onerosas e burocráticas para os proprietários rurais. Na implantação do Código Florestal dentro da porteira das propriedades rurais, teremos muitos desafios surpreendentes entre a realidade e a lei, soluções e impasses por não ter, a lei, em muitos casos, respeitado o Brasil real. Se isso ficar claro e comprovado na prática, mude-se a lei, pois mudar cursos de água, montanhas e florestas será impossível.

Normas gerais do Novo Código Florestal

A implementação na prática Na prática, o Novo Código Florestal Brasileiro será implantado com o Plano de Regularização Ambiental - PRA, que vai ser emitido pelo órgão ambiental estadual competente, após análise do CAR de cada propriedade, por matrícula, determinando a adaptação ambiental à nova lei, através do Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas ou Alteradas - PRAD e Compensação de Reserva Ambiental, quando exigidos. Se houver recomendações e correções necessárias, para enquadrar propriedades à nova lei, será dado prazo para fazê-lo e concluídas as exigências, o proprietário receberá o Certificado de Regularidade Ambiental.

A conclusão Será um desafio gigante para um país continental como o Brasil, com tantas diversidades e contrastes, que joga nas costas do proprietário rural, o ônus, os custos e a responsabilidade de implantar dentro e fora da porteira em cada uma das 5,2 milhões de propriedades privadas, o maior programa de reflorestamento e ambiental do planeta, em cumprimento às diretrizes determinadas pelo novo Código Florestal Brasileiro.

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ORGANIZAÇÃO

43 anos da OCESC Presidente da Organização destaca ascensão do cooperativismo em Santa Catarina. A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – OCESC, completou 43 anos de história em agosto, data comemorada com destaque à ascensão do cooperativismo no estado. O presidente da Organização, Marcos Antonio Zordan, afirma que a contribuição do cooperativismo à economia do estado, em especial no setor agropecuário, tem sido fundamental para o seu desenvolvimento e para a sustentação dos pequenos aos grandes produtores. Da mesma forma, disse Zordan, o cooperativismo tem contribuído para o crescimento dos demais setores, como saúde, crédito, consumo e transporte, entre outros. Em números, a representatividade do setor é expressiva. “O cooperativismo em 2013 teve uma receita de R$ 20 bilhões de reais. Isso envolvendo um milhão e 600 mil associados de cooperativas e contribuindo com quase R$ 1 bilhão e meio de reais em impostos para os municípios, estados e governo federal. Acreditamos que o cooperativismo tenha realmente uma representatividade muito importante para o nosso estado”, enumerou. De acordo com o presidente da OCESC, o cooperativismo representa 11% do PIB de Santa Catarina. A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina tem sido um órgão político responsável pela intermediação e viabilização de vários projetos, além do acompanhamento e assessoramento a todas as cooperativas filiadas. O ramo de crédito disse o presidente, é um bom exemplo de desempenho. “Na área de crédito, por exemplo, trabalhamos para fazer com que as cooperativas tenham a possibilidade ou a oportunidade de praticar basicamente tudo aquilo que os bancos praticam, dando uma rentabilidade maior às cooperativas de crédito. Nessa parte de política das cooperativas, eu acredito que a Ocesc tem feito um bom trabalho”, disse Zordan. Dentro desta organização, destaque para Campos Novos, onde se respeita e se pratica o cooperativismo de fato, avaliou ainda o presidente da Ocesc.

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Marcos Antonio Zordan “Campos Novos tem tido esta capacidade de praticar o verdadeiro cooperativismo com este número de cooperativas que tem no município. Fazendo assim um cooperativismo sadio, organizado e principalmente, um cooperativismo com resultado”, concluiu Marcos Antonio Zordan.

Atuação no campo e na cidade Estruturado no campo e na cidade, o cooperativismo catarinense continua em ascensão e crescerá 15%

neste ano, de acordo com projeções feitas pela Ocesc. A expressão do setor é reconhecida nacionalmente: as 254 cooperativas do Estado reúnem 1,6 milhão de famílias associadas e mantêm 49.149 empregos diretos. Atualmente, 35,75% dos associados são do sexo feminino, índice que, até o fim deste ano, chegará a 40%. O quadro geral do desempenho das cooperativas revela que, em 2013, o número total de empregados aumentou 14,40%, passando a 49.149 colaboradores. Em 2014 deve ampliar em mais 11%. Em 2013, as cooperativas catarinenses recolheram 1 bilhão 278 milhões de reais em tributos, sendo R$ 876,6 milhões geração de impostos sobre a receita bruta e R$ 401,6 milhões em geração de contribuições sobre a folha de pagamento de salários. Isso representa 24% a mais que o ano anterior e deve, ainda, subir 15% em 2014. As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo. As 54 cooperativas agropecuárias representam 65% do movimento econômico de todo o sistema cooperativista catarinense. No conjunto, essas cooperativas mantêm um quadro social de 67.517 cooperados e um quadro funcional de 31.659 empregados. O faturamento anual do ramo agropecuário totalizou R$ 13 bilhões e 190 milhões de reais. Marcos Zordan também informa que o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo- SESCOOP/SC, vinculado a OCESC, investiu, no ano passado, R$ 12,7 milhões para ações de formação profissional que beneficiaram 111.079 pessoas e ações de promoção social que atenderam outras 21.307 pessoas – entre associados, empregados e dirigentes de cooperativas. Os principais programas mantidos pelo SESCOOP/SC foram Cooperjovem, Mulheres Cooperativistas, Ações diretas, Jovemcoop, Jovem Aprendiz, Auxílio Educação, Ações delegadas e Programa de Desenvolvimento da Gestão de Cooperativas- PDGC.


QUALIDADE

Máquinas que facilitam a vida do Produtor A Dresch, concessionária Valtra para Campos Novos e toda a região meio -oeste e serrana do estado de Santa Catarina, atende as necessidades do pequeno ao grande agricultor. Com uma linha completa de máquinas e implementos agrícolas específicos para cada região do país, a empresa prioriza o custo beneficio. Isto é, a Valtra possui máquinas que apresentam um custo baixo de manutenção, economia em combustível e de fácil operação, além de contar com tecnologia diferenciada para que o homem do campo possa executar suas atividades com eficiência e qualidade. A concessionária Valtra está há mais de quatro anos perto do agricultor da região de Campos Novos. Com sede em Videira, e com mais de 60 anos de história e trabalho com o produtor rural, a Dresch disponibiliza aos clientes tratores específicos para cada tipo de serviço. Do hortifrutigranjeiro, passando pelo produtor de cereais e grãos até, por exemplo, ao madeireiro, a Valtra conta com equipamentos adaptados às mais diferentes atividades e regiões do país. De acordo com o Gerente Comercial da Concessionária Dresch de Campos Novos, Italo Tisian, a empresa possui tratores para atender a todos os agricultores do país. “Nós temos tratores para as mais variadas atividades e somos líderes em vendas de tratores até 78cv, os tratores destinados ao Programa Mais Alimentos do Governo Federal. A Valtra é líder em vendas destes equipamentos por entregar um trator completo ao agricultor, com todos os acessórios disponíveis e nosso grande diferencial é a agilidade na entrega”, informou ItaloTisian. Sobre este serviço, o gerente comercial destacou que a rapidez na entrega facilita a vida do agricultor. “Quem busca adquirir uma máquina nova, tem necessidade de utilizá-la e na Valtra, há uma reciprocidade no negócio. Nós trabalhamos para atender bem o cliente, possibilitando que este adquira um ótimo produto e também que o agricultor possa adquirir outros implementos agrícolas com facilidades de crédito”, ressaltou. Com baixa manutenção e custo

Confira as máquinas e implementos da Valtra:

Italo Tisian e Julio Cesar Ortiz acessível para efetuar reparos, as máquinas e implementos agrícolas da Valtra permitem que o homem do campo dê o primeiro passo na excelência do trabalho. “Nós priorizamos o cliente. Como temos máquinas que apresentam baixo custo de manutenção, economia de combustível e facilidade em realizar reparos, o agricultor quando necessita de serviços se sente em casa para realizar a manutenção. Nosso atendimento com peças e serviços é imediato e contamos com uma equipe capacitada para que do plantio a colheita da safra, as máquinas não fiquem paradas. Nosso desejo, assim como do agricultor é de produzir resultados e ver as máquinas trabalhando sem parar é nossa maior realização”, resumiu ItaloTisian.

Mais investimentos em Campos Novos Para 2015, a Dresch que já prioriza o atendimento ao agricultor com o pós-venda, vai ampliar os serviços e disponibilizar um espaço para atendimento dos clientes. Uma nova loja será inaugurada em Campos Novos, com um maior espaço para show room e um setor de serviços amplo e eficiente.

- Série A – Geração II - Ideais para você que é pequeno ou médio produtor e que busca alto desempenho com baixo custo operacional. - Linha BM - Para você que procura alto desempenho e baixo custo operacional em operações que exigem eficiência e produtividade. A Linha BM é composta pelos modelos BM100 de 106cv, BM110 de 116cv e o revolucionário modelo BM 125i, o primeiro trator de 4 Cilindros Turbo-Intercooler de 132 cv. - Linha BH Geração III-A lógica da lavoura, Evolução + eficiência = rentabilidade. Para ampliar as opções de potência, chega com exclusividade o modelo BH 180, de 189 cv, com motor AGCO Power de 6 cilindro Turbo. O novo modelo, apresentado na Agrishow 2014, já está disponível ao mercado desde janeiro de 2014. Além deste modelo, completam a Geração III os novos tratores BH135i, de 137 cv,BH 145, de 145 cv,BH 165 de 165, BH 180 de 180 cv, BH 200, de 200 cv e o BH 210i, de 210 cv. - Linha BH -Uma série de produtos desenvolvidos para atender aos clientes mais exigentes. O trator na medida certa, para sua nessecidade, com economia e eficênicia. Linha BT - A Linha BT é consagrada entre os produtores brasileiros. Essa linha conta com exclusiva transmissão HiSix com PowerShift, que possui 24 velocidades à frente e 24 velocidades à ré. Transmissão automática/hidrostática, com modelos: BT 150, BT 170, BT 190 e BT 210. Série S - O futuro e a tecnologia já estão presentes nas máquinas da Valtra. A Série S, com os modelos S293 e S353 de alta potência oferece diferenciais como o motor eletrônico AGCO POWER 84 WI – 4V, TR 2, com baixa emissão de gases poluentes que, associado ao sistema de gerenciamento inteligente, busca o equilíbrio entre a potência e torque e, de acordo com a força exercida na transmissão, pode economizar até 16% no uso de combustível. Colheitadeiras Convencionais - Robustas, funcionais e com ótimo desempenho para qualquer tipo de cultura, estas modernas máquinas vem equipadas com alto desempenho, baixo custo operacional e agilidade na colheita. Colheitadeiras Axiais - Para você que precisa colher o melhor sempre. A Valtra oferece a você as melhores soluções em colheitadeiras do mercado. Inovação e baixo custo de produtividade são características presentes nas Colheitadeiras Axiais Valtra BC 6500 (325cv), BC 7500 (380cv) e ainda na novidade do mercado, a colheitadeira BC 8800 (470cv), que possui a mais alta tecnologia entre as máquinas da classe VIII. Pulverizador BS 3020H - O BS 3020H é perfeito para você que busca grande capacidade produtiva e alta durabilidade. Esta máquina permite que você aplique mais hectares por dia de trabalho, com menor custo operacional. Plantadeiras - Adaptam-se às mais diversas condições de plantio. As plantadeiras destinadas a culturas de verão da Valtra são distribuídas nas séries Compact, HiTech Compact, HiTech e Frontier. Distribuidor de Fertilizantes - O Distribuidor de Fertilizantes tem capacidade de 1300 litros, acionamento individual por cardã e abertura das comportas feitas por cabos de aço ou cilindros hidráulicos. Plaina Frontal - O menor peso da categoria. A plaina frontal VL possui a menor massa (peso) da categoria, reduz a utilização de elevados contrapesos na traseira do trator, contando ainda com uma estrutura robusta composta de chapas transpassadas. A Valtra comprovadamente, possui a linha mais completa e diversificada de tratores no mercado brasileiro. Para facilitar venda, possui banco próprio para financiar seus equipamentos, com as linhas de créditos oferecidas pelo governo federal, além de consórcio próprio da fábrica, com segurança, facilidade e rapidez na entrega dos bens.

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ANÁLISE DE MERCADO

O Agronegócio

Por Clebi Renato Dias Diretor Executivo da Copercampos e Operador de Mercado

do Agronegócio 18 O CELEIRO Revista

O Brasil e o mundo devem muito a evolução do Agronegócio no nosso país, e a cidade de Campos Novos e municípios da região de atuação da Copercampos, são exemplos dessa melhoria. Para o País pelo destaque internacional como produtor de grãos e carnes, e a importância das exportações na economia. Para o Mundo por se tornar um produtor cada vez mais importante de alimentos, evitando que a fome mundial avance. Não fosse essa evolução com certeza o País estaria passando por sérias dificuldades econômicas, financeiras e sociais. Em 2013 todo o resultado da Balança Comercial é creditado as exportações do Agronegócio, sem elas o Brasil teria um déficit de U$ 80,35 bilhões de dólares que impactaria negativamente em todos setores da economia nacional. Muitas vezes não somos notados, pois, quando um ramo está bem como foram os três anos anteriores, a maioria dos atores econômicos e a população nem percebem a importância do setor, talvez agora com um sentimento negativo no que tange a preços todos percebam o grau de importância pelo

seu bom desempenho. Em outubro, já começam a circular notícias na mídia sobre a baixa nas vendas de máquinas agrícolas, caminhões e de insumos agrícolas, um mau sinal econômico. O país, vários estados e inúmeros municípios como os da nossa região dependem diretamente do bom andamento dos negócios na agricultura, mas nesse ano o sinal “amarelo” acendeu, com a previsão de grandes safras nos Estados Unidos, Brasil e Argentina, gerando uma expectativa de precaução. Os sinais estão claros, depois de quase cinco anos de bom desempenho em faturamento e ganhos, os países produtores de soja, milho e trigo recuperaram suas produções e com a maior oferta existe a tendência de queda nos preços, e com certeza preocupa todos, pois a cadeia produtiva de grãos movimenta de fora da porteira para dentro, inúmeros setores produtivos. Citamos alguns para que os leitores analisem o grau de importância: Terras agrícolas, sementes, fertilizantes, defensivos, produtos veterinários, combustíveis, plantadeiras, tratores, colheitadeiras, pulverizadores, mão


de obra (especializada e normal), bancos, seguradoras, cooperativas, indústrias, frigoríficos, tradings, distribuidoras, atacados, varejos, supermercados e etc. Se cada item que citamos for ampliado para o número de empresas e pessoas envolvidas, chegariam a cifras astronômicas, ou seja, todos apesar de muitas vezes não o fazerem deveriam apoiar, ou pelo menos torcer para o setor ficar no lado positivo, pois o contrário implica em perdas coletivas. Na nossa região as culturas de maior importância são as de Soja, Milho e Feijão, e o planejamento para a safra de 2015 já está com ações em andamento. No momento com o plantio da safra de verão as preocupações são enormes. Além do clima, uma variável constante que provoca muita ansiedade nos produtores é que nesse ano teremos o maior custo de produção da história. O produtor terá que ser um super empresário para administrar da melhor forma possível seus custos sem deixar de aplicar a tecnologia adequada, para que no final consiga obter um resultado positivo. As expectativas não são as melhores principalmente as mercadológicas, que anunciam preços bem abaixo dos excelentes conseguidos entre 2011 a 2014, mas temos que buscar resultados, e uma combinação mesmo não sendo a melhor para 2015, com a de (custo alto + produtividade alta + preço médio), ainda poderemos ter ganhos. Desta forma o produtor terá que se prevenir para um ano sem perspectivas de bons preços e liquidez do mercado, analisando bem os custos de produ-

“

O produtor terá que ser um super empresário para administrar da melhor forma possível seus custos sem deixar de aplicar a tecnologia adequada, para que no final consiga obter um resultado positivo.

”

ção para tentar diminui-los, essa atitude com certeza poderá se converter em ganho. A equipe técnica da cooperativa elaborou os custos de produção dessas culturas que antes do plantio são apresentadas aos produtores para a tomada de decisão. Pelos números pode ser observado o altograu de risco que o produtor terá para a safra 2015. - Soja – R$ 2.368,81 por hectare buscando uma produtividade média de 50 sacos. O produtor precisará colher no mínimo 45,55 sacos de 60 quilos para cobrir o custo. (Preço base R$ 52,00 por saco). Com a produtividade poderá obter ganhos. - Milho – R$ 3.562,54 por hectare buscando uma produtividade mínima de 140 sacos. O produtor precisará colher no mínimo 142,50 sacos para cobrir o custo. (Preço base de R$ 25,00 por saco). Custos altos e o produtor terá que buscar a alta produtividade para não ter prejuízos. - Feijão – R$ 3.240,91 por hectare buscando uma produtividade mínima de 35 sacos. O produtor precisará colher no mínimo 40,51 sacos para cobrir o custo. (Preço base de R$ 80,00 por saco). Cultura de alto risco e mesmo assim o produtor tradicional irá plantar pensando numa produtividade acima de 40 sacos e contando com melhoras no preço. Assim encerramos nosso comentário, enfatizando a tendência negativa mundial para o agronegócio, mas que com o alto grau de profissionalismo dos nossos produtores, haveremos de superar. Desejando aos produtores uma boa produtividade em suas lavouras e se o câmbio ajudar, o mercado melhorar com certeza iremos comemorar um bom resultado em 2015.

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HISTÓRIA

Especialista em sucesso Com atuação em mais de 100 municípios, a AGRO DIVEL é a maior concessionária de Santa Catarina. Oferece a linha completa da New Holland e também implementos agrícolas.

Com atuação em mais de 100 municípios catarinenses, a história da New Holland começa ainda no século XIX, mas sua fundação ocorre anos mais tarde, em 1903, nos Estados Unidos. Nesses mais de 100 anos, foram diversas as mudanças, sempre acompanhando o desenvolvimento da empresa. Em 1947 a New Holland funde-se com a Sperry, gerando a Sperry New Holland. É comprada em 1986 pela Ford, alterando seu nome para Ford New Holland. Em 1991, a Fiat compra a divisão de máquinas agrícolas da Ford, permanecendo apenas o nome New Holland. E no ano de 1999, sob a batuta da Fiat, nasce a CNH a partir da fusão entre Case e New Holland. A Agro Divel Indústria Comércio e Representação de Máquinas Agrícolas Ltda, participa desta história desde o início dos anos 1970, quando outra empresa do grupo, concessionária de caminhões Ford, já comercializava tratores da marca, além de colheitadeiras SLC, em Joaçaba. Oficialmente, entretanto, a Agro Divel surge também em Joaçaba em 1974, ano de sua fundação. No início da década seguinte, mais precisamente em 1981, a Agro Divel inaugura sua do Agronegócio 20 O CELEIRO Revista

unidade em Campos Novos, município que despontaria no cenário agrícola catarinense. Cinco anos depois, com o surgimento da Ford New Holland, a empresa passa a oferecer a linha completa de produtos da marca, tornando-se revendedora exclusiva. Os anos 1990 foram marcados por mudanças significativas tanto para a New Holland quanto para a Agro Divel. Para a montadora, a mudança do controle da Ford para a Fiat trouxe um novo jeito de trabalhar, novos valores e novos produtos. Para a Agro Divel, a década foi marcada pela expansão da região de atuação, que ultrapassou os limites do Meio-Oeste Catarinense: em 1997 a Agro Divel se estabelece também em Rio do Sul, no alto vale do Itajaí. Na virada para os anos 2000, o crescimento da montadora e da concessionária caminharam juntos mais uma vez. Em 1999 a New Holland funde-se com a Case gerando a CNH e em 2002 a Agro Divel inaugura sua unidade em Lages, no Planalto Serrano, atingindo a estrutura que apresenta hoje. Atualmente a Agro Divel é a maior concessionária de máquinas agrícolas de Santa Catarina, com 98 funcionários e atuando em mais de 100 municípios. Oferece a linha completa da New Holland e também implementos agrícolas, além de prezar pelo atendimento e pós-venda. E

a cada dia que passa nosso lema se torna mais verdadeiro: Agro Divel New Holland, especialista em seu sucesso.

Concessionárias AGRO DIVEL - CAMPOS NOVOS/SC. (49) 3541-0480 - BR 282, KM 345 TREVO OESTE AGRO DIVEL (49) 3522-1848 - BR 282, KM 391 VILA REMOR - JOAÇABA/SC. AGRO DIVEL 47) 3525-1111 - BR 470 KM 142 CANTA GALO - RIO DO SUL. AGRO DIVEL (49) 3225-0439 - BR 282, KM 212 BAIRRO CHAPADA - LAGES/SC.


HISTÓRIA

AGRO DIVEL

(49) 3541.0480

BR 282 - KM 345 - TREVO OESTE - CAMPOS NOVOS - SC O CELEIRO do Agronegócio 21 Revista


RESPONSABILIDADE SOCIAL

Projeto Escola no Campo: somatório de boas iniciativas em prol do meio ambiente Com onze edições realizadas, o projeto, realizado através de uma parceria entre a Coocam e a Syngenta já formou mais de 6,8 mil agentes ambientais na região. Exatamente como se cultiva o grão, se cultivam as boas iniciativas. É preciso tomar a decisão de plantar, regar cuidadosamente, zelar, para depois colher bons e belos frutos, capazes de saciar a todos e despertar a vontade em outros tantos. Assim acontece com o Projeto Escola no Campo, fruto da parceria entre a Cooperativa Agropecuária Camponovense - Coocam e Syngenta na região, que ao longo de seus 11 anos já fez com que a iniciativa se tornasse conhecida regionalmente e fosse inclusive, motivo de cobiça e expectativa entre os alunos das instituições escolares parceiras. Dessa parceria sólida, mais de 6,8 mil agentes ambientais já foram formados e outros tantos ainda devem passar por este processo. Anualmente o projeto acontece com os alunos do 5º ano das escolas municipais, preferencialmente rurais das cidades onde a Cooperativa atua. Na edição de 2014 foram 13 unidades escolares, de cinco municípios participantes – Celso Ramos, Ibiam, Fraiburgo, Lebon Résgis em Santa Catarina e Barracão, no Rio Grande do Sul, somando mais de 300 crianças envolvidas e outros 80 profissionais da educação. Elas são o motivo de ser do projeto, que durante todo o ano letivo desenvolve ações de conscientização e educação ambiental, proporcionando a formação desses pequenos cidadãos como importantes modificadores da realidade. Ao final do trabalho, eles recebem o título de agentes ambientais, e é neste momento que a Coocam e a Syngenta devolvem este cidadão ativo e consciente de sua responsabilidade na sociedade. “Trabalhamos arduamente na formação dessas crianças por

do Agronegócio 22 O CELEIRO Revista

acreditar que o papel delas na sociedade não se encerra ao final do projeto, pelo contrário, inicia o seu papel de agente na sociedade, levando para a comunidade, suas famílias e seu círculo de amigos os conhecimentos que adquiriram”, explicou o presidente da Coocam, e principal incentivador do Projeto, João Carlos Di Domênico. Com toda uma equipe por trás da realização do

projeto, formada por colaboradores da Coocam e da Syngenta, o projeto além de trabalhar um material didático criado pela Fundação Abrinq especificamente para esta finalidade, ainda levanta a bandeira das ações sociais, onde as escolas desenvolvem projetos com a comunidade nas quais estão inseridas, com os pais e com os demais alunos da unidade escolar. De acordo com a professora, Fabiana Telles, do 5º ano do Centro Educacional Faxinal dos Carvalhos, de Fraiburgo, que pelo primeiro ano participa do Escola no Campo, a modificação de comportamento através do projeto é geral, já que toda a escola e comunidade participam das ações. “Os alunos mais novos querem participar, então inserimos no processo, os mais velhos também, os pais e a comunidade também participam, já que são atingidos pelas mudanças de comportamento dos alunos e pela motivação dos mesmos”, disse. A ex-diretora Thaise Colombeli Daros, da Escola Paulo Freire de Barracão, que por nove edições participa do Escola no Campo ressalta que é uma ferramenta de transformação social na escola, dando oportunidade para que os alunos envolvidos valorizem a atividade rural e o meio onde estão inseridos. “Penso que o Escola no Campo transforma sonhos em realidade. Os alunos passam a valorizar o campo, ter noção do quanto dependem do meio ambiente e querem que esse sentimento de valorização faça parte de suas comunidades e de suas casas.


RESPONSABILIDADE SOCIAL A partir daí surgem as iniciativas transformadoras.”, ressaltou. E essas iniciativas são várias. “Em 2014 diversas foram às campanhas sociais feitas pelos alunos. O interior do município de Ibiam ganhou uma coleta seletiva de lixo mensalmente e isso foi feito através de um projeto dos alunos participantes do Escola no Campo. A comunidade dos arredores da Escola Municipal Alipio dos Santos, de Barracão, também passou a contar com esse serviço, e inclusive a Escola criou um ponto de entrega do lixo para esta finalidade. Celso Ramos realizou uma campanha de conscientização ambiental na rádio local envolvendo toda a comunidade. Fraiburgo criou oficina de mães, que hoje produzem sabão com óleo de cozinha que antes ia para o meio ambiente e Lebon Régis, produz arte com material reciclável sendo que existe até mesmo uma Oficina especifica para isso”, explicou a assessora de comunicação da Coocam, Camila Bebber Gomes, que lembrou ainda que estas são apenas amostras do que o Projeto realiza de fato. Segundo a coordenadora do Projeto na Coocam, Cristiane Aparecida Moro, a cada novo ano o projeto eleva sua qualidade, realizando mais ações e assim gerando a transformação social de um número maior de pessoas. “Com isso estamos atingindo os objetivos da transposição dos muros escolares, levando o Projeto Escola no Campo para as casas dos alunos, as comunidades participantes e a vida dos alunos que passam por ele. São banhos menos demorados, somado a lixo separado, reaproveitamento de materiais e consciência do seu papel na sociedade que fazem o ganho coletivo. Ganham os alunos, ganha a sociedade e ganhamos nós”, finalizou.

Celso Ramos foi o município ganhador em 2014 Somando as ações desenvolvidas durante o ano, a média geral municipal do Vôo do Conhecimento – um teste utilizado para medir o que os alunos aprenderam com o projeto, e a apresentação artística realizada no encerramento do projeto, que aconteceu no dia 12 de novembro, em Campos Novos, o município de Celso Ramos consagrou-se como o grande campeão dessa edição. A premiação foi recebida com festa entre os alunos, que vibraram por receber das mãos de Zoinho e Zoião, os palhaços que agitaram a tarde, a quantia de R$ 2 mil reais pela conquista e ainda o título de melhor apresentação da tarde, que lhes conferiu outros R$ 500 reais em dinheiro. O município de Fraiburgo também foi um dos premiados, recebendo R$ 500,00 por conquistar o título de melhor avaliação escolar das ações desenvolvidas em ambiente escolar e com a comunidade durante o desenvolvimento do projeto. Além disso, aconteceu a premiação do concurso anual de desenhos do Projeto Escola no Campo, onde 11 alunos foram contemplados com uma bicicleta. Os desenhos premiados farão parte do calendário anual da Coocam – Cooperativa Agropecuária Camponovense, que junto com a Syngenta, é a responsável pelo projeto já há 11 anos. “Todos os anos adotamos essa política de contemplar os premiados com uma bicicleta e colocar seus desenhos no calendário da Cooperativa. É uma forma que temos de reconhecê-los pelo empenho e dedicação e demonstrar quantas boas ideias Mateus da Silva Rinaldi

surgem a partir do projeto”, explicou a coordenadora do Escola no Campo da Coocam, Cristiane Aparecida Moro. Como novidade deste ano, foram premiadas as ações de destaque desenvolvidas em ambiente escolar ou com a comunidade, e que somaram pontos na conscientização ambiental e mudança de comportamento comunitário. Todas elas receberam um troféu de reconhecimento e motivação. “As ações que foram destaque este ano, como a revitalização do cemitério que estava abandonado em uma comunidade de Barracão, demonstra como é possível fazer a diferença com atitudes simples, porém de iniciativa. E é isso que buscamos com o Escola no Campo, a mudança. Mudança de consciência, mudança de comportamento e a partir disso, a construção de um mundo melhor”, explicou o presidente da Coocam, João

Carlos Di Domênico. As melhores frases produzidas e os alunos que obtiveram nota 10 no Vôo do Conhecimento, também foram premiados. Segundo Mateus da Silva Rinaldi, um dos alunos nota 10, e estudante do Centro Municipal Eliziane Titon de Ibiam, o ano todo de desenvolvimento do Projeto Escola no Campo foi muito prazeroso. “Mesmo sem meu município ter sido campeão, eu fiquei feliz demais de participar desse projeto. Aprendi muitas coisas para minha vida, as compartilhei com meus pais e minha família, e agora, como agente ambiental, terei que atuar sempre preservando o meio ambiente”, disse. Toda a solenidade de encerramento e formatura dos 300 agentes ambientais, aconteceu no Clube Acqua Camponovense, em Campos Novos. A festa reuniu autoridades municipais e regionais, imprensa, professores e direção das escolas envolvidas. Revista

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TRADIÇÃO

A prioridade é atender bem

Posto Tropeiro de Campos Novos investe no atendimento pessoal e apresenta novidades aos clientes.

Há 19 anos, o Posto Tropeiro de Campos Novos, distribuidor dos produtos e combustíveis da Rede Ipiranga, é referência de qualidade em produtos. Buscando sempre o melhor, a gerência do posto que está há pouco mais de seis meses coordenando os trabalhos, procura inovar sempre para satisfazer as necessidades dos clientes, que estão cada vez mais exigentes. De acordo com o gerente administrativo do Posto Tropeiro, Wellison Moreira Vieira, investimentos para melhorar a estrutura do Posto de Combustíveis estão sendo realizados, porém, o principal diferencial da empresa está no atendimento aos clientes, tanto os que buscam o posto para abastecer veículos, como na conveniência do Posto Tropeiro. “Desde que chegamos a Campos Novos, nós buscamos implantar um sistema de atendimento diferenciado. Agora estamos com uma equipe que trabalha com o mesmo pensamento, de fazer o melhor pelo Posto Tropeiro e todos aqui querem crescer. Em seis meses conseguimos ter essa equipe, em tempo recorde, mas com a dedicação de todos, faremos o melhor pelo cliente. Nossa prioridade é atender bem a todos os clientes”, destacou Wellison. O Posto Tropeiro é propriedade de três sócios: Márcio Wagner, Luciano Martins e o grupo Pilati Boss. Wellison que administra o posto conta com a colaboração de sua esposa Mirian Borges

Azambuja Vieira, que é responsável pelo setor de atendimento aos clientes. Segundo Wellison, o grande objetivo é resgatar a referência do Posto Tropeiro em atendimento a caminhoneiros, agricultores e clientes variados. “Nós estamos buscando melhorar em todas as áreas. Nossa conveniência, por exemplo, sempre foi reconhecida como diferencial do Posto Tropeiro em relação a outras empresas e estamos trazendo produtos específicos para atender públicos exigentes. Temos cervejas artesanais hoje no Posto, assim como fizemos degustação de uma cachaça mineira que tem 92 anos de tradição, chamada Jerominho Ribeiro, além de degustação de uma novo salgadinho, a Batata Start e estaremos com outras novidades no Posto Tropeiro”, ressaltou o gerente.

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Nós estamos buscando melhorar em todas as áreas. Nossa conveniência, por exemplo, sempre foi reconhecida como diferencial do Posto Tropeiro em relação a outras empresas e estamos trazendo produtos específicos para atender públicos exigentes.

”

Na estrutura do Posto, mudanças já estão sendo realizadas. Melhorias nos banheiros que são disponibilizados aos caminhoneiros e viajantes

Cervejas importadas se tornam diferencial no posto de combustíveis Revista

“


TRADIÇÃO

Wellison Moreira Vieira e Mirian Borges Azambuja Vieira

é uma das prioridades, além de um deck para que os clientes possam ter momentos de lazer e descanso após viagens. “Nós estamos trazendo novidades e fomos conhecer grandes redes de postos para trazer o melhor para Campos Novos. Faremos um deck para que os clientes que venham adquirir, por exemplo, uma cerveja artesanal, e possam degustar a bebida no posto, além de mudanças e melhorias em toda a estrutura do posto”, destacou. De acordo com Wellison Moreira Vieira, o objetivo é crescer em atendimento. “Nós temos produtos de qualidade, preço adequado ao produto, estamos com um bom atendimento, uma ótima estrutura disponível e vamos trabalhar pelo melhor da empresa”, enfatizou. O administrador destaca que a estrutura está sendo trabalhada para atender os turistas e também é fundamental trazer clientes que agreguem valor ao posto. “Nós estamos hoje recebendo ônibus e atendendo com qualidade os turistas. Final do ano está chegando e precisamos atender bem aos viajantes que passam por aqui, além de trazer um público que agregue valor à empresa. Nós estamos trazendo novidades sem esquecer, por exemplo, as cultu-

Cachaça Jerominho Ribeiro é um dos produtos diferenciados ras da região”, comentou Wellison. A equipe do Posto Tropeiro trabalha com um padrão de atendimento diferenciado, uniformizados e capacitados. Wellison destaca que hoje o atendimento está sendo o grande diferencial para manter um cliente fidelizado. “Esse conceito de atendimento ao cliente foi mudado no Posto Tropeiro e quem abastece ou vem buscar outro produto no Posto Tropeiro já percebe a diferença no atendimento e isso é prioridade para nós”, finalizou.

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do Agroneg贸cio 26 O CELEIRO Revista


CAPA

Fecoagro: 39 anos de Integração Cooperativista Com objetivo principal de promover a integração, a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina atua em diversos setores do ramo cooperativista. Em Campos Novos tem como filiada a Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam. Fundada em 25 de julho de 1.975, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina – Fecoagro reúne hoje 10 cooperativas singulares, uma central (Aurora Alimentos) e presta serviços nas áreas de compras conjuntas dos principais insumos e produtos de abastecimento, distribuídos pelas filiadas aos seus associados. No setor de produção, a Feocoagro fornece informações atualizadas do mercado de grãos às cooperativas. No setor de Insumos, a Federação centraliza as compras conjuntas de fertilizantes, defensivos agrícolas, sacarias e sementes, buscando melhores negócios e evitando diferenças de preços gritantes entre cooperativas vizinhas, além de organizar as compras com produtos de qualidade e escoamento adequado dos insumos nas épocas oportunas. Mantém uma Central de Compras localizada em Palmitos, que coordena compras conjuntas de defensivos agrícolas e produtos de abastecimento (supermercados). É responsável pela coordenação das cooperativas que participam das parcerias com o Governo do Estado, na execução dos programas troca-troca de sementes e calcário e forrageiras. Em Campos Novos, a Fecoagro é representada pela Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, que tem sua matriz no município de Campos Novos e mais três filiais em Curitibanos, Lebon Régis e em Barracão (RS).

Indústria de fertilizantes A Fecoagro implantou uma Unidade Misturadora de Fertilizantes no Porto de São Francisco do Sul – SC, importando e processando fertilizantes para as cooperativas filiadas e prestando serviço de mistura e ensaque a outras empresas interessadas. A cada ano, vem ampliando sua planta industrial, tendo em 2014, inaugurado uma indústria de granulação de fertilizantes junto à atual misturadora de adubos.

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CAPA

Comunicação Coperativista A Fecoagro mantém um sistema de informações dirigido aos agricultores associados através de uma rede de emissoras de rádio, cobrindo todas as regiões de abrangência das cooperativas com informações diárias de assuntos de interesse dos agricultores. Mantém ainda a TVCOOP-SC, um sistema de transmissão de TV pela Internet, mostrando diariamente, 24 horas do dia, informações de interesse do agronegócio e do cooperativismo. Também produz semanalmente o programa “Cooperativismo em Noticia”, que é apresentado pelo Canal Rural, todos os sábados às 08h30min. Este é o único Programa de Tevê Catarinense que chega aos agricultores através de antenas parabólicas, com cobertura nacional. O mesmo programa também é apresentado em rede aberta de televisão, através do SBT de Santa Catarina, todos os domingos às 09h30min. Da mesma forma, é apresentado na TV por assinatura, através da TV COM, CANAL 36 da Net, todos os domingos às 18hs com reprise as segundas, quartas e sextas- feiras às 07h30min. Outro canal de comunicação com noticias do agronegócio e do cooperativismo de Santa Catarina é o site www.fecoagro.coop.br, com informações atualizadas diariamente.

Show room de produtos O Espaço Cooperativo com o Show Room de Produtos de Cooperativas, está instalado no térreo do Edifício Aury Bodanese, junto à sede da Fecoagro no centro de Florianópolis. A Federação montou moderno estabelecimento para exposição, demonstração e degustação dos produtos das cooperativas catarinenses associadas que participaram do projeto. No local estão expostos produtos COOPERALFA, COPÉRDIA, COOPERITAIPÚ, COOPERAURIVERDE, COOPERJA, CRAVIL, COOPERVIL e da COOPERCENTRAL-AURORA. Os produtos Aurora compreendem frios, embutidos, produtos pré-prontos, leite, queijos e sucos. A COOPERVIL de Videira apresenta os espumantes da Champ Solair, vinhos Solar das Videiras e sucos de uva Sabore. Também estão expostos e demonstrados: farinhas e café solúvel da COOPERALFA de Chapecó; farinhas da COOPERITAIPÚ de Pinhalzinho; farinhas e produtos lácteos da Cooperativa Auriverde de Cunha Porã; farinhas da COPÉRDIA de Concórdia e arroz da COOPERJA, de Jacinto Machado e da CRAVIL, de Rio do Sul. As instalações do Show Room, além de mostrarem a alta qualidade dos produtos das cooperativas, conta com um profissional em vendas para coordenar a divulgação e eventuais encaminhamentos de pedidos de interessados na aquisição, estabelecendo contato com as áreas de vendas das cooperativas.

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Sede da Fecoagro no centro de Florianópolis.


CAPA

Indústria de fertilizantes das cooperativas de SC

O mercado de fertilizantes em Santa Catarina tem crescido nas últimas décadas. Segundo dados oficiais, o estado consome anualmente cerca de 800.000 toneladas de fertilizantes. Desse volume aproximadamente um terço (320.000t) passa pelas 10 principais cooperativas agropecuárias que fazem parte da Fecoagro. Havia mais de 15 anos que as cooperativas vinham se articulando para participar diretamente no processamento de fertilizantes, a fim de reduzir a intermediação, e oferecer preços mais justos e qualidade garantida aos seus associados. Muitos projetos para construção de um misturador próprio foram desenvolvidos, porém, o volume individual de consumo de cada cooperativa, inviabilizou sua execução. Somente juntando as cooperativas se atingiu escala que compensou um

investimento nessa direção. Baseada no sistema de cooperativas de nova geração, existentes nos Estado Unidos, a Fecoagro montou um projeto para investimento na área de fertilizantes, com a participação das cooperativas filiadas na proporção dos seus interesses e disponibilidades para investimento. Optou-se por uma planta industrial que suportasse pelo menos 50% da demanda das cooperativas. O critério, definido por elas, deve-se a intenção de não ficar no mercado apenas com uma marca, mesmo que a do Sistema, pois haveria a necessidade e outras opções para os agricultores que preferem marca, e da mesma forma, não criar monopólio no fornecimento de fertilizantes às cooperativas filiadas. A participação das cooperativas no empreendimento foi estabelecida na proporção da demanda de fertilizantes, segundo informações das próprias cooperativas. O investimento foi rateado entre as cooperativas partici-

pantes, utilizando como base de cálculo a quota de consumo de cada uma. Nenhuma cooperativa colou dinheiro na frente. Os valores foram financiados e rateados proporcionalmente à quota de cada cooperativa, e essa integraliza em capital na Fecoagro o valor que lhe compete, obedecendo ao cronograma de pagamento dos financiamentos. A fábrica das cooperativas administrada pela Fecoagro tem capacidade atual de processar 300.000 toneladas de fertilizantes por ano. A capacidade estática de armazenamento de matéria prima chega a 100.000 toneladas. Os equipamentos podem produzir 3.000 toneladas por dia. Por sua vez, a granuladora inaugurada nesse ano, tem capacidade de produzir por ano, 40.000 toneladas de fertilizantes diferenciados, com a adição de micronutrientes.

de negócios desde sua fundação em 1975. Enfrentando dificuldades operacionais devido aos diversos interesses individuais de atores dos mercados, sobrepondo percalços individualistas, tem insistido na necessidade de integração das compras conjuntas de insumos agrícolas e produtos de abastecimento em suas lojas e supermercados das cooperativas. A atual Central de Compras, operando em Chapecó, tem centralizado negócios que comprovam as vantagens das negociações conjuntas. No ano passado, por exemplo, foram centralizadas compras de R$ 120 milhões, onde com apenas 15 produtos centralizados, sem a adesão de todas as cooperativas, foi alcançada economia de mais de R$ 4 milhões de reais. Em nova iniciativa de quatro cooperativas do oeste catarinense neste ano, realizou nos primeiros quatro meses, negociações conjuntas de apenas 12 fornecedores de medicamentos veterinários, no valor global de R$ 11,1 milhões, conseguindo aumentar a rentabilidade das cooperativas e oferecer preços mais compensadores aos agricultores que demandaram esses medicamentos. Isso representou o aumento no faturamento em 17% por cento e suas margens

em 23,57%. Esses resultados estimularam as cooperativas a ampliar a centralização de suas compras conjuntas. Por decisão dos presidentes das cooperativas associadas, foi atribuída à Fecoagro, a responsabilidade operacional dessa nova forma de atuar, com a inclusão de maior número de cooperativas e ampliação de produtos e fornecedores que passariam a ser integrantes do novo sistema. As cooperativas que aderiram ao sistema elegeram os produtos que passam a ser centralizados nessa Unidade. Em um universo de R$ 2 bilhões anuais que as cooperativas da Fecoagro comercializam nessas atividades, portanto, fora a área de produção, a estimativa é que o volume de compras conjuntas atinja inicialmente R$ 500 milhões por ano. O ganho projetado nesse volume de negócios deverá superar R$ 15 milhões ao ano. O mais importante, é que os ganhos são repassados aos clientes associados, e os fornecedores não terão seus lucros afetados, pois seus custos operacionais também serão reduzidos e volumes de negócios ampliados. Um sistema de informática exclusivo foi desenvolvido e propiciará que a Central de Compras seja lincada on line com os setores de compras das cooperativas, a fim das mesmas serem geridas, com controle de rotatividade dos estoques dos produtos centralizados. As compras serão feitas na Central, ampliando os volumes e uniformizando ganhos de negócios em escala para todas as cooperativas, independentemente dos volumes demandados para cada uma. Revista

Nova Central de Compras Foram inauguradas recentemente em Palmitos – SC, as novas instalações da Central de Compras da Fecoagro. O Sistema Cooperativo de Santa Catarina tem sido referência nacional pela sua integração. As características fundiárias do estado, com predominância de pequenas propriedades induz aos agricultores se associarem em cooperativas, para poder competir nos mercados, seja dos insumos que necessitam para suas lavouras ou produção pecuária, ou para armazenar, industrializar e comercializar sua produção. Da mesma forma, as cooperativas para competir no mercado, precisam se unir em busca de escala e consequentes resultados para seu quadro de associados. O sistema de integração cooperativista em Santa Catarina já propicia resultados concretos, e tem sido o suporte para os pequenos produtores. Com resultados reconhecidos estão a Coopercentral Aurora Alimentos na área de carnes e lácteos; do Sistema de Cooperativas de Crédito com o Sicoob, Sicredi, Cecred e Unicreds, o Sistema de Saúde da Unimed e Uniodonto, entre outros. A Fecoagro por sua vez, já atua na integração das suas cooperativas há mais de 35 anos. Constituída inicialmente para reunir volumes de exportação de grãos, ajustou-se às necessidades de mudanças para outras atividades das cooperativas filiadas em diversos setores. Atua na centralização

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CAPA

Fecoagro 39 anos Cerca de 200 pessoas, entre dirigentes das cooperativas filiadas, autoridades, funcionários e convidados, participaram dia 25 de julho, em Florianópolis, de evento de confraternização comemorativo aos 39 anos de fundação da Fecoagro. Na ocasião, a Federação homenageou cinco entidades cooperativistas que vem apoiando os programas de comunicação da Fecoagro. Foram entregues placas de agradecimento ao Sistema Sicredi, que apoia o programa Cooperativismo em Notícia do Canal Rural e da TVCOM; ao SICOOB/SC, que apoia os programas de rádio da Fecoagro em 68 emissoras de SC; a Aurora Alimentos, que apoia os programas de rádio e a TV COOP; o SESCOOP/SC que também apoia os programas de rádio e o programa de difusão da entidade pela Internet, e para o SENAR/SC que também vem apoiando os programas de rádio da Fecoagro. Durante a solenidade, ainda foi apresentada uma homenagem surpresa ao diretor executivo da Fecoagro, Ivan Ramos, que recebeu uma placa de agradecimento e o pronunciamento do presidente Luiz Vicente Suzin, que destacou a dedicação de Ivan Ramos nesses 39 anos da Fecoagro, enfatizando que seu dinamismo, dedicação, transparência e humildade são predicados raros em pessoas que atuam na direção executiva de uma entidade. Nos últimos 30 anos, na última semana de julho, a Fecoagro promove esse evento para marcar a data de fundação da federação, sob a liderança de Aury Luiz Bodanese, em 25 de julho de 1975.

A Federação homenageou cinco entidades cooperativistas que vem apoiando os programas de comunicação da Fecoagro como a Ocesc representada pelo presidente Marcos Zordan

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Homenagem surpresa ao diretor executivo da Fecoagro, Ivan Ramos


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QUEM É PROFISSIONAL ENXERGA TUDO EM SUA FAZENDA. PRINCIPALMENTE AS BOAS OPORTUNIDADES.

Cotação da saca de soja tem oscilação de 5%

Clima bom favorece o plantio da próxima safra de grãos

Aumento do consumo de alimentos lácteos favorece a cadeia de produção leiteira

Linhas de crédito estimulam a produção agrícola

O trator ideal para aumentar a sua produtividade

NOVAS POTÊNCIAS

MAIS TRADIÇÃO

110, 120 E 130 CV

MAIS PRODUTIVIDADE

MAIS CONFORTO

BAIXO CONSUMO E CUSTO OPERACIONAL

A MELHOR CABINE DA CATEGORIA

BR-282, 485 - Km 366. Bairro Boa Vista - Campos Novos-SC. Fone: 49 3541-0888 - www.carbonicase.com.br do Agronegócio 32 O CELEIRO Revista


INVESTIMENTO

Grupo Carboni investe no setor agrícola Loja Case IH inaugurada em Campos Novos é a primeira do grupo em Santa Catarina. A Carboni inaugurou em 19 de setembro deste ano, sua mais nova casa em Santa Catarina, a Carboni Case IH Máquinas Agrícolas, localizada às margens da Rodovia BR-282 em Campos Novos-SC. O Grupo que já representa as marcas Fiat e Iveco em Santa Catarina, assumiu a bandeira agrícola da Case IH no início de 2014, promovendo a inauguração oficial em setembro. Representando mais esta marca, o Grupo Carboni coloca a tecnologia Case IH ao alcance do homem do campo, oferecendo um sistema completo de produtos e serviços capazes de preparar o produtor rural para os desafios do seu dia a dia. Entre as soluções oferecidas pela marca, estão as colheitadeiras de grãos Axial-Flow, colhedoras de cana, café e algodão, além de tratores de todas as potências, pulverizadores autopropelidos e plantadeiras. Produtos que fazem da Case IH da marca CNH Industrial, a melhor opção do plantio à colheita. A inauguração da nova loja reuniu centenas de agricultores das regiões do Planalto Serrano e do Meio Oeste Catarinense. O evento também trouxe aos convidados degustação de receitas com o conhecido Chef Mueller, apresentação oficial da nova gama de tratores Case IH Farmall A, com novas potências, e a palestra 'Oportunidade para o mercado de soja e milho' por Paulo Roberto Molinari, editor das publicações especializadas "Safras e Mercado Milho" e "Safras e Mercado Carnes". Segundo o supervisor de área da Case IH, Antônio Sá, a grande participação do público agricultor mostrou a força da Carboni no mercado regional. "A Case IH procurou um parceiro da região, capaz de atender com foco a região de Campos Novos, pois sabemos do potencial deste mercado", analisou Antonio. Para o diretor do Grupo Carboni, Osmar Carboni, o principal foco de atuação da Carboni Case IH é o atendimento e assistência técnica. "Sabemos que o produtor rural precisa de um equipamento capaz de produzir com qualidade e quantidade, mas sabemos também que o principal fator na escolha de uma máquina é a assistência técnica, com disponibilidade de pessoas e peças, para garantir a máxima produtividade aos clientes", explicou Carboni. A Carboni vai abrir lojas Case IH também em Rio do Sul e Lages, e posteriormente em Videira ou Fraiburgo.

dustrial para motores e transmissões. Recentemente, a CNH Industrial foi premiada com uma posição de destaque na The A List: Índice de Liderança em Desempenho Climático CDP 2014. A inclusão no ranking demonstra que a empresa tem uma abordagem superior no trabalho concreto das mudanças climáticas. Isso foi determinado por meio de um processo de avaliação cujos critérios de julgamento incluíram: Governança, Estratégia, Metas e Iniciativas, Comunicação, Riscos e Oportunidades e Desempenho. O Índice de Liderança em Desempenho Climático CDP 2014, reconhece as ações de companhias para reduzir as emissões de carbono e mitigar os riscos do negócio nas mudanças climáticas. A A-list inclui 187 de 2.000 empresas listadas, que foram avaliadas de forma independente, comparadas na metodologia de pontuação amplamente respeitada pela CDP e classificadas em conformidade. A CNH Industrial e as demais empresas líderes de desempenho do clima, de acordo com a The A List, demonstraram que estão investindo para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e, coletivamente, reduziram suas

emissões totais (absolutas) em 33 milhões de toneladas métricas nos relatórios do ano passado. As pontuações de desempenho CDP, como a The A List, fornecem uma ferramenta aos investidores institucionais e às partes interessadas para avaliar e acompanhar os esforços das empresas para mitigar as mudanças climáticas. As pontuações são comunicadas aos investidores e demais tomadores de decisão através de vários canais, incluindo os terminais Bloomberg, para ajudá-los a avaliar na preparação das empresas para novas exigências do mercado e da regulamentação das emissões. A CDP é uma organização internacional, sem fins lucrativos, que detém a maior coleção global de informações sobre as mudanças climáticas primárias, e commodities de riscos hídricos e florestais. Trabalha com as forças de mercado, incluindo 767 investidores institucionais, para motivar as empresas a divulgar seus impactos sobre o meio ambiente e os recursos naturais e tomar medidas para reduzi-los.

Sobre a CNH Industrial A Case IH traz a marca da CNH Industrial, que é líder global no setor de bens de capital com experiência reconhecida e uma ampla gama de produtos. Cada uma das marcas individuais que pertencem ao Grupo é uma força internacional de destaque em seu setor específico. No Brasil, estão a Case IH e New Holland Agriculture para tratores e máquinas agrícolas; Case e New Holland Construction para equipamentos de movimentação de terra; Iveco para veículos comerciais; Iveco Magirus para veículos de combate a incêndio; Iveco Veículos de Defesa para Segurança e proteção civil; e FPT In-

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SUPERMERCADOS

Copercampos inova e investe no ramo Supermercadista Em Campos Novos além da loja localizada no centro da cidade a Cooperativa inaugurou um moderno supermercado que conta com central distribuidora para toda a rede de Supermercados Copercampos. O novo e moderno investimento está localizado no Bairro Aparecida.

Supermercado Copercampos no Bairro Aparecida em Campos Novos Há 44 anos presente na vida do produtor rural, a Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos – Copercampos, é referência no agronegócio catarinense. Com mais de 1.200 associados, busca constantemente o crescimento, focando nas atividades de produção e comercialização de cereais, produção de sementes, venda de insumos e agroindústria. Com mais de 40 unidades distribuídas em Santa Catarina e Rio Grande

Supermercado em Otacílio Costa do Agronegócio 34 O CELEIRO Revista

do Sul, a Copercampos é hoje a 3ª maior cooperativa em faturamento do estado. Buscando sempre atender as necessidades de seus associados, clientes e contribuindo com o crescimento dos municípios onde está presente, a Cooperativa está a cada ano expandindo sua área de atuação com construções e ampliações em recebimento e armazenagem, lojas agropecuárias, e unidades de beneficiamento de sementes. No ano de 2014 a cooperativa também ampliou a rede supermercadista, com a construção de mais três supermercados. Em Campos Novos, além da loja localizada no centro da cidade, a Copercampos inaugurou no mês de junho, um moderno investimento que conta com 1.500m de área de vendas, 600m de área de apoio e um depósito com área de 1.500m, além de uma Central de Distribuição para toda a rede de Supermercados Copercampos. O novo e moderno investimento, localizado no Bairro Aparecida, foi estrategicamente instalado para atender toda a cidade, em especial aos clientes dos bairros Jardim Bela Vista, Nossa Senhora Aparecida e São Sebastião, além das comunidades do São José Operário, Conjunto Habitacional Integração, Residencial Colina das Flores e Centro.

Para maior comodidade de seus clientes, o novo Supermercado além de contar com os setores tradicionais, possui também área de alimentação em anexo à padaria, com um cardápio variado e uma vasta linha de produtos, preços e promoções. A obra contou com investimento superior a R$ 10 milhões e proporcionou em torno de 80 novos empregos. Possui ainda estacionamento coberto com espaço total para 200 vagas, proporcionando aos clientes, maior conforto e segurança na realização de suas compras. A rede de Supermercados também inclui a construção de uma unidade em Otacílio Costa, um moderno estabelecimento com 1.500m de área de vendas, que comportará uma elevada gama de produtos. O estacionamento interno abrigará aproximadamente 70 veículos, além disso, um elevador facilitará o acesso dos clientes no deslocamento do estacionamento até a loja. O investimento nesta obra será em torno de R$ 10 milhões e proporcionará de início mais de 50 novos empregos. O investimento da Copercampos no ramo supermercadista está localizado na cidade de


SUPERMERCADOS

Supermercado Copercampos no Centro de Campos Novos

Capinzal. A obra seguirá o padrão e a qualidade das demais unidades, contará com amplo espaço de vendas e estacionamento coberto. A conclusão e inauguração estão planejadas para 2015. Para o Diretor Presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, o setor supermercadista é um ramo que está em constante crescimento e a cooperativa precisa acompanhar esta evolução, “Investimento no setor supermercadista foi uma das metas da nossa diretoria para este ano, e acredito que estamos no caminho certo, pois a cooperativa precisa expandir e atuar em novos ramos. Com a ampliação da rede de supermercados e o centro de distribuição, estamos investindo com segurança e buscando trazer os melhores resultados. Sabemos que estes investimentos são frutos do excelente trabalho que a Copercampos desenvolve em todas as suas atividades e demonstram o perfil de uma cooperativa sólida, que se destaca pela qualidade e compromisso com seus associados, funcionários e clientes”, comentou Chiocca. Atualmente a rede de Supermercados Copercampos conta com quatro lojas e novos investimentos estão previstos na região para os próximos anos.

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COOPERATIVA DE CRÉDITO

Sicredi busca alimentar a alma e cultivar pessoas O fortalecimento da economia regional é o segredo para a construção das relações.

A construção de relacionamentos diretos e fortes é a ‘alma’ da grande aceitação que o Sistema Sicredi vem angariando pelo Brasil. Estar presente numa comunidade é para o Sicredi uma missão, pois envolve seu comprometimento de ser um real agente do desenvolvimento, fomentando a economia com o incentivo a produção, serviços e comércio dessas localidades. “Mas a nossa responsabilidade com nossos associados vai além da simples oferta de produtos e serviços. Buscamos orientá-los para a importância do crédito responsável, adequado ao seu perfil e às suas reais necessidades”, salienta o presidente da Cooperativa Sicredi Altos da Serra RS/SC, Mario Antonio Maurina. Para ele, a grande vocação do Sicredi é alimentar a alma e cultivar pessoas. “Existimos para tornar realidade os sonhos de vida dos nossos associados, por isso que cultivar o relacionamento com as pessoas é vital para nós”. O modelo de organização sistêmica do Sicredi é referência internacional e essa atuação permite ganhos em escala e aumenta o potencial das cooperativas de crédito para exercer a atividade em um mercado no qual estão presentes grandes conglomerados financeiros. “Por essa razão nossa responsabilidade diante das comunidades em que estamos presente é ainda maior”, afirma Maurina. Um dos pilares do crescimento do Sistema Sicredi é a concessão de crédito rural, que contempla linhas de custeio, investimento e comerciali-

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zação, e representa cerca de 45% da carteira de crédito. Em 2013, foram liberados R$ 9,7 bilhões, R$ 2,2 bilhões a mais do que no ano anterior. A conquista reflete o crescimento da carteira de crédito rural do Sicredi, em média 24% ao ano. O Sicredi é o principal agente privado na concessão da linha Pronaf, do BNDES, destinada ao fortalecimento da agricultura familiar. O volume total liberado em 2013 atingiu R$ 1,95 bilhão, com 107.793 operações. Grande parte deste movimento foi devido à demanda por alimentos, seja ela nas exportações de soja, milho, açúcar e carnes, seja no mercado interno, como no caso de leite e lácteos, frango, ovos e carne bovina. A demanda por crédito rural cresceu no mesmo sentido, dando sustentação à oferta de recursos necessária para o aumento de área e de produtividade das principais culturas, com reflexo direto sobre o incremento da produção. Neste sentido, a Cooperativa Sicredi Altos da Serra, com sede em Tapejara, no Rio Grande do Sul, está em Santa Catarina com três Unidades de Atendimento (UA), duas em Lages e uma em Campos Novos, que conta com mais de 2,4 mil associados. A região tem forte vocação para a produção primária da agropecuária e da agroindústria, sobretudo de propriedades de pequeno e médio porte, e é conhecida como ‘celeiro do agronegócio catarinense’. Na última safra, a região produziu um total de 84 mil hectares entre as culturas de soja, milho, feijão e trigo. O gerente da UA de Campos Novos, Ademar Antonio Bettiolo, aposta cada vez mais na vocação econômica dos seus associados, trabalhando para gerar efeitos multiplicadores nas comunidades onde está presente, por meio da formalização de atividades, do resgate da cidadania, da geração de empregos e do aumento da renda. Os recursos depositados no Sicredi são reinvestidos na região do poupador, por meio do crédito rural, fortalecendo assim a economia local. “Para nós, é um compromisso continuar investindo no incremento da disponibilidade de

recursos, com a missão de financiar o desenvolvimento dos nossos associados, agregando renda para eles e fomentando o desenvolvimento da sociedade local”, explica Bettiolo. Outro compromisso importante do Sicredi, salientado por Bettiolo, é com relação à permanência dos recursos nas comunidades. “Os recursos que captamos ficam aqui mesmo na comunidade, ou seja, todo o dinheiro investido por nossos associados é utilizado diretamente no crescimento econômico do próprio município”, afirma Bettiolo.

Conheça o Sicredi Nacional – O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa, reconhecida mundialmente por sua forma de organização em sistema. Em 2013, o patrimônio líquido foi de R$ 5,3 bilhões e o volume de ativos cresceu 24% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 38,4 bilhões, e as sobras geradas cresceram 26%, atingindo R$ 846,3 milhões. Presente em 11 estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás), com 1.310 pontos de atendimento em 990 cidades. Com 101 cooperativas distribuídas pelo Brasil, o Sicredi valoriza a vocação econômica das regiões, criando oportunidades de negócios e assegurando a manutenção de empregos nas comunidades. São mais de 2,8 milhões de associados e 17,5 mil colaboradores. Um dos pilares do crescimento do Sicredi é a concessão de crédito rural (crescimento anual entre 20% e 27%). Sicredi RS/SC - Reúne 46 cooperativas e 620 pontos de atendimentos. No Rio Grande do Sul, o Sistema está presente em 91% dos municípios e é a instituição financeira com a maior rede de atendimento do Estado. Nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o Sicredi já atingiu, até julho deste ano, R$ 24,23 bilhões em ativos, registrando crescimento de 19,1% sobre o ano passado. Soma-se até o momento 1.523.676 associados. Já o patrimônio líquido ficou acima dos R$ 3,24 bilhões, representando uma evolução de 20,9% sobre igual período de 2013. E os depósitos totais cresceram 16,8%, somando mais de R$ 13,44 bilhões.


TECNOLOGIA

Plantadeiras que satisfazem o produtor Genius completa uma década e empresário destaca evolução da linha de plantadeiras e principalmente, os diferenciais do produto.

destaco que não importa o como se faz algo, mas sim, se satisfaz as necessidades. Isso é fundamental”, destacou. Para o empresário, as plantadeiras Genius são resultado de dedicação, conhecimento e busca constante pelo melhor. “Nós temos a máquina ideal para o solo de todos os agricultores. Fizemos e fazemos um trabalho diferenciado nestas plantadeiras. Nós temos máquina para plantar em área de pedra e os produtores são nossos melhores vendedores. Eu sempre digo para nossa equipe: Cultive o primeiro cliente, pois ele será o porta-voz dessas máquinas. Se o primeiro gostar, vai repassar isso a um amigo”, destacou.

Sobre a máquina

Eduardo Zortéa Em 2004, a Estrutural Zortéa inovou e lançou uma máquina capaz de satisfazer às necessidades de agricultores de todos os cantos do Brasil. A linha de Plantadeiras Genius nasceu graças ao sonho do empresário Eduardo Zortéa, em ter uma máquina capaz de aliar robustez, durabilidade e praticidade. Em sua vida, Eduardo Zortéa sempre superou limites e as dificuldades foram sempre transformadas em motivação. Após muito estudo em casa e vendo seu avô e também seu pai desenharem projetos e mais projetos de residências ou outras construções, Eduardo tinha certeza do que queria e o que corria em suas veias era mesmo o gosto por inovar e construir. Construir sonhos e principalmente, facilitar o processo industrial ou agrícola em Campos Novos. Nasceu assim, a linha de Plantadeiras Genius. A marca que completa 10 anos em 2014 é hoje uma das referências em equipamentos agrícolas e reconhecida por sua durabilidade, como o empresário e projetor da máquina gosta de frisar. “A Genius é um sonho meu. Queria uma máquina genial e que atendesse as necessidades dos agricultores. Hoje temos uma linha de plantadeiras que é robusta e tem na durabilidade um grande diferencial. Não fazemos plantadeiras para vender peças, mas sim atender os produtores mais exigentes”, destacou Eduardo Zortéa. O Engenheiro Civil e empresário se formou em 1974, mas seu gosto por agricultura é de infância. “Eu comprei um pequeno sítio e tinha tanto amor por agricultura, que todos os cursos que tinham na região sobre alguma coisa ligada ao setor, eu participava. Eu queria saber, queria aprender sobre tudo”, comentou Zortéa. O empresário destaca que sua família e

principalmente seu pai, sempre o incentivaram a aprender. “Eu sempre tive uma família que me incentivava e meu pai fazia projetos e eu ficava copiando. Ele me fazia pensar, o que foi fundamental pra mim. Não dizia tudo que estava em um desenho, por exemplo, ele mostrava e queria uma resposta do que era aquilo, e por isso aprendi,” enfatizou. Quanto a Genius, o empresário é enfático em afirmar. “Quando foi dado o nome Genius, um nome forte, nós queríamos fazer sempre algo genial e nós conseguimos isso. São coisas daqui, nós que desenvolvemos esta máquina e é um prazer enorme ter esta máquina nas lavouras e ouvir dos agricultores, os benefícios que a Genius possibilita no plantio”, ressaltou Eduardo Zortéa. De acordo com o empresário, há necessidade de estar constantemente inovando e aprimorando as plantadeiras. “Não existe nada perfeito, mas nós procuramos sempre o melhor em cada equipamento. Estamos com lançamentos e com máquinas melhores que já temos. Sempre

As Plantadeiras Genius oferecem soluções para as condições adversas de plantio, modernizam o manejo no campo e trazem grandes resultados de produtividade e rentabilidade. Algumas das vantagens das plantadeiras são: distribuição mecânica ou pneumática, máquinas com chassi único de 2 a 17 linhas e tendem para união de duas plantadeiras de 10 a 34 linhas. Com uma equipe atuando em diversas regiões do Brasil, a empresa genuinamente camponovense oferece ao produtor rural maquinário específico, permitindo o plantio sob as mais diversas condições de solo, mesmo aqueles compactos. Disponibiliza ainda um sistema exclusivo de desarme e retorno do sulcador (patente Genius Estrutural Zortéa), que opera em solos com pedras, raízes e outros obstáculos sem parar a máquina, juntamente com uma linha de plantio pantográfica com amplitude de 0,45 cm que acompanha as ondulações do terreno mesmo em condições irregulares do solo. A empresa possui ainda maquinário voltado para a distribuição de sementes através de cardans e do adubo em cascata pelo sistema Ferti System.

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CONHECIMENTO

Evolução no campo Planejamento estratégico do Senar/SC tem metas definidas até 2020. Em 20 anos de formação profissional rural em território catarinense, O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar, vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina – Faesc, qualificou gratuitamente 2,1 milhões de produtores rurais. Para dinamizar ainda mais suas atividades, o Senar/SC definiu um planejamento estratégico para o período 2014-2020, que estabelece um arrojado conjunto de objetivos, metas e ações para os próximos sete anos. Entre as metas, a capacitação de mais 840 mil pessoas até dezembro de 2020. O planejamento, elaborado com o apoio do Sebrae/SC, foi apresentado no mês de abril aos conselheiros administrativos e fiscais e à jornalistas em Florianópolis, em evento coordenado pelo presidente do sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. O projeto foi elaborado pelo consultor do Sebrae Luciano Pinheiro, com coordenação do assessor administrativo, financeiro e contábil do Senar Gilson Angnes. O propósito principal é que “a ação do Senar está direcionada para a melhoria da qualidade de vida do produtor e do trabalhador rural”. Para atingir com absoluta eficiência a meta, serão cumpridas doze ações, entre elas, a construção da nova sede em parceria com a Faesc e a implantação do plano de previdência privada para os colaboradores. Para ampliar sua estrutura interna, o planejamento prevê que serão implantadas sedes regionais em parceria com os Sindicatos Rurais conveniados e desenvolvido o sistema de racionalização dos processos e procedimentos de gestão, além de dois programas: o de avaliação de desempenho e o de capacitação de recursos humanos. Na área de inovação e aprendizado três ações serão alinhadas: programa de gestão da qualidade dos cursos, parcerias com propriedades rurais modelo e implantação da área de estudos e pesquisas. Os programas que atendem as grandes cadeias produtivas com as agroindústrias integradoras (aves, suínos, leite, etc) serão ampliados. Também serão expandidos os programas de saúde e educação para o produtor, o trabalhador rural e suas famílias. “A implementação articulada e convergente dessas ações tornará o Senar/SC mais conhecido e valorizado pela clientela rural”, prevê Pedrozo. O dirigente ressalta que o órgão tornou-se “uma grande escola sem bancos e sem paredes”, que vai ao encontro do aluno, no campo, levando formação profissional, totalmente gratuita e de qualidade, para milhares de famílias rurais. Nessas duas décadas de atuação em Santa Catarina, o Senar prestou fundamental cooperação para o desenvolvimento estadual, atendendo 2 milhões, 139 mil produtores rurais em cerca de 77 mil treido Agronegócio 38 O CELEIRO Revista

namentos e programas voltados para melhorar a vida dos catarinenses. “Somos a escola de maior capilaridade no território catarinense porque estamos em todas as microrregiões”, enfatizou o presidente. O Senar chega às regiões rurais com centenas de empresas prestadoras de serviços de instrutoria, composta por agrônomos, veterinários, zootecnistas, administradores, técnicos agrícolas, entre outros profissionais, oferecendo treinamentos em salões comunitários e nas unidades produtivas das empresas e propriedades agropecuárias. Pedrozo enfatiza que a partir deste ano, o Senar entra em nova fase e passará, também, a atuar na educação formal com cursos técnicos de nível médio, curso superior e pós-graduação, consolidando-se como instituição de ensino, composta por uma rede nacional de educação profissional, conduzida pela administração central, em Brasília. Aações foram realizadas em 282 municípios do Estado, representando 96% do território catarinense. Apenas 13 municípios não tiveram demandas para os serviços educacionais ofertados em razão da baixa vocação agrícola.

Definição O Senar é uma entidade de direito privado, paraestatal, mantida pela classe patronal rural, vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA. Integra o chamado “Sistema S”. A maior parte dos recursos orçamentários, 89,59%, é aplicada na atividade-fim.

Missão O Senar tem como missão realizar a educação profissional e promoção social das pessoas do meio rural, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável do país. A Formação Profis-

sional Rural - FPR é um processo educativo, sistematizado, que se integra aos diferentes níveis e modalidades da educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia, objetivando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para a vida produtiva e social, atendendo às necessidades de efetiva qualificação para o trabalho com perspectiva de elevação da condição sócioprofissional do indivíduo. A Promoção Social– PS, é um conjunto de atividades com enfoque educativo, que possibilita ao trabalhador, ao produtor rural e às suas famílias a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades pessoais, sociais e mudanças de atitude, favorecendo, assim, uma melhor qualidade de vida e participação na comunidade.

Objetivo em Campos Novos O Senar tem o objetivo de proporcionar aperfeiçoamento às pessoas do meio rural e atuando em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Campos Novos – SPRCN foram disponibilizados a comunidade 97 cursos ao longo de 2014. Projetos e treinamentos como o curso de Inclusão Digital, Programa de Saúde Bucal para adultos e Sorriso no Campo para crianças, além da participação e apoio na promoção do Outubro Rosa e Novembro Azul. A parceria entre Sindicato, Senar e empresas, assim como Prefeituras da região, permitiu também a execução do Programa Empreendedor Rural. O SPRCN trabalha hoje nos municípios de Brunópolis, Vargem, Abdon Batista e Campos Novos e com o Senar vem possibilitando mais conhecimento e qualidade de vida às pessoas.


FEDERAÇÃO

Inflação alta sem crescimento preocupa setor rural Preocupação foi manifestada em palestra durante Seminário de Líderes Rurais promovido pela Faesc. Para 2015, porém, cenário é positivo. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina – Faesc, aproveitou a Expo Lages 2014, uma das maiores exposiçõesfeiras agropecuárias catarinenses para promover o Seminário Estadual de Líderes Rurais e a Assembleia Geral Ordinária da entidade, no Parque Conta Dinheiro, em outubro, no município de Lages, reunindo mais de uma centena de presidentes de Sindicatos Rurais. A palestra “Tendências e perspectivas do agronegócio brasileiro e mercado futuro”, foi o tema da abordagem do diretor geral da BM&F Bovespa e Bolsa Brasileira de Mercadorias, Ivan Wedekin, cargo que ocupa desde 2006. Ivan Wedekin também é membro do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Wedekin destacou que o baixo crescimento da economia brasileira, a diminuição do consumo interno, o endividamento dos consumidores e, principalmente, a inflação alta sem crescimento são fatores que criam um quadro de preocupação para os produtores e empresários. Acrescentou que, a esse cenário, agrega-se o “custo Brasil”, a elevada carga tributária e o excesso de regulação. “Tudo isso gera perda de competitividade”, alertou. O diretor geral da BM&F Bovespa e Bolsa Brasileira de Mercadorias, ressaltou a importância do agronegócio, detalhando que nos últimos 12 meses o setor gerou 80 bilhões de reais em exportações, enquanto os demais setores em seu conjunto gastaram R$ 77,3 bilhões em importações. Graças ao agronegócio, a balança comercial ficou positiva. Wedekin prevê que, em 2015, o cenário será positivo para a agropecuária brasileira. Não haverá escassez de grãos no mercado mundial e as carnes em geral estarão mais caras. Já o futuro da pecuária de corte no sul do País foi o tema da palestra do agrônomo José Fernando Piva Lobato, com experiência na área de forrageiras e zootecnia com ênfase em produção e

manejo de gado de corte, ecologia dos animais domésticos e etologia, atuando principalmente nos seguintes temas: produtividade a pasto, ganho de peso, desempenho reprodutivo, carga animal e vacas primíparas, recria de novilhas e novilhos. Lobato disse que o criador deve impor metas de produtividade e exibiu indicadores de eficiência da pecuária no sul do Brasil, onde segundo ele, há muito que melhorar. Discorreu sobre as características das terras e a pecuária. As terras altas se prestam a criação de bovinos e ovinos; as acidentadas para silagem; e as planas para cria e engorda. Orientou sobre a importância de maximizar a produção por vaca para geração de renda e lucros. Destacou a necessidade de controle da carga animal, seleção “verdadeira” e controle de prenhez, parição, desmame e inseminação artificial a tempo fixo. Para Lobato, o futuro da pecuária é a vaca média. O Seminário de Lideres Rurais contou ainda

com a palestra “El niño 2014 – já temos sinais?”, ministrada pelo meteorologista Leandro Puchalski.

Homenagem Na abertura da Expolages, o presidente da Associação e Sindicato Rural de Lages Márcio Pamplona homenageou o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, pelos esforços na valorização, na profissionalização e na defesa do produtor catarinense. Pedrozo recebeu um troféu, simbolizando a gratidão e o reconhecimento das classes produtoras rurais da serra catarinense. A Associação Rural completou 75 anos de fundação em 2014 e, desde 1949, promove a Expolages. “Há 65 anos realizamos ininterruptamente essa expo-feira”, assinalou Pamplona. O presidente da Faesc destacou na oportunidade, que a pecuária de corte vive um bom momento. O rebanho catarinense é superior a 4 milhões de cabeças de bovinos e, ao contrário da avicultura e da suinocultura, a produção interna de carne é insuficiente. O Estado importa 40% da carne bovina que consome. Pedrozo defendeu um programa de estímulo à produção para a conquista da autossuficiência. Mostrou que, na região serrana, estímulos da Epagri, Fapesc e Faesc junto com o Sindicato Rural permitiram, no período de 2009 a 2013, aumentar o rebanho em 7% com mais 22 mil animais. Nesse período, o número de animais vendidos para abate e recria subiu de 63 mil para 194 mil cabeças, com aumento de 108%, enquanto os nascimentos cresceram mais de 200% em um período de apenas quatro anos. Revista

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TRADIÇÃO

Sucesso na retomada de eventos pecuários Sindicato dos Produtores Rurais registra bons resultados em feiras pecuárias, movimentando o mercado e mostrando o que há de melhor em genética. O Sindicato dos Produtores Rurais de Campos Novos – SPRCN, promoveu duas feiras pecuárias neste ano de 2014, alcançando seus objetivos de reativar o Parque de Exposições Leônidas Rupp, movimentar o mercado pecuário e apresentar o que há de melhor da genética bovina no município. Em maio foi realizada a Feira do Terneiro e da Terneira com 100% dos animais comercializados. Terneiros e terneiras com diversos cruzamentos, entre eles das raças Charolês, Simental e Red Angus. Um verdadeiro show de genética na pista de remates, disse o presidente do Sindicato Rural, Fernando Rosar. “É um show de animais, eu até estava brincando que os produtores transformaram nossa pista de remates em um palco”. Além dos terneiros e terneiras, também foram a leilão em maio, 50 novilhas. A Feira movimentou R$ 451.140,00. Os preços do remate, realizado pela Tarumã Remates, ficaram acima da média da região disse o leiloeiro Flávio Rosar. Os destaques foram às novilhas, comercializadas numa média de R$ 5,95 o quilo. Segundo Flavio Rosar, o resultado superou as expectativas em função do intervalo de tempo que não foram realizadas feiras de gado em Campos Novos. “Conseguimos preços importantes e até acima da média da região. A qualidade do gado realmente era acima da média”, observou. O terneiro desmamado foi comercializado na média de R$ 5,60 o quilo e a terneira saiu a R$ 5,20 o quilo. 60% dos animais vendidos foram fêmeas e 40% machos. Os vendedores vieram dos municípios de Erval Velho, Frei Rogério e Vargem e os compradores foram produtores de Campos Novos, Major Vieira, Mafra, Caçador, Videira, Tangará e Santa Cecília. Fernando Rosar disse na oportunidade que a feira não era realizada há três anos pois havia dificuldades em locar baias para realização dos eventos. Hoje com 60% das instalações das obras (mangueiras e centro de manejo), prontas, a intenção é promover a Feira do Terneiro e da Terneira, todos os anos. Durante a Feira no Parque de Exposições Leônidas Rupp, também foram premiados pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Campos Novos, os melhores lotes de terneiros, de terneiras e de novilhas. Com o melhor lote de terneiros foi premiado criador Jean Carlos Dogenski, do município de Vargem. Com o segundo melhor lote de terneiros foram premiados os criadores Daniel Dalagnol e Emanuelle Dalagnol, que também receberam premiação com o melhor lote de novilhas. Com o melhor lote de terneiras, foi premiado o criador José Zaferino Pedroso, que trouxe animais do seu criatório de Erval Velho. Em 2015, a Feira do Terneiro, já tem data marcada e acontece no terceiro final de semana de maio. do Agronegócio 40 O CELEIRO Revista

Feira da Primavera Em setembro, foi promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais, a Feira da Primavera, evento tradicional da pecuária camponovense, que voltou para ficar. Após três anos de ausência no calendário de eventos do Sindicato, o evento aconteceu no dia 13 de setembro, no Parque de Exposições Leônidas Rupp. De acordo com o Presidente do Sindicato Rural, Fernando Rosar, foram comercializados 100% dos animais e a receita foi de R$ 135 mil. “Nós tivemos uma média de R$ 4,93 para bois e de R$ 4,96 para terneiras. O evento, apesar de contar com um número menor de animais do que o esperado foi muito bom e para o ano que vem tenho a certeza de que os pecuaristas vão participar ainda mais devido ao bom resultado”, informou. Neste ano, o evento premiou os dois melhores lotes de animais, tanto machos como fêmeas. Os melhores lotes de machos avaliados foram do pecuarista Alceu Calgaro, que expôs e comercializou animais cruza de Charolês. Os melhores lotes de fêmeas foram do pecuarista Alceu Calgaro, com cruza de Charôles e em 2º, o lote de Nelson Gasperin Júnior, com novilhas cruzadas de Red Angus.

Retomada de exposições em 2015 Para 2015, a intenção da diretoria do Sindicato Rural é a retomada das exposições de animais no Parque Leônidas Rupp, além da promoção de uma feira de reprodutores. “Nós pretendemos fazer uma exposição de gado e estamos em contato com os pecuaristas de nossa cidade para definirmos se fazemos esta exposição juntamente com alguma das feiras já tradicionais, ou um evento separado. Nós também temos a intenção de promover uma feira de reprodutores e para 2015, muitas novidades serão apresentadas aos pecuaristas da região”, finalizou Fernando Rosar. O Parque Leônidas Rupp conta com uma estrutura para realizar eventos de exposição e feiras. Nas mangueiras, por exemplo, a capacidade é de até 500 animais.


BOVINOCULTURA DE LEITE

O leite está morno

O momento é de profissionalizar o setor para obter resultados e ter continuidade na atividade.

O mercado do leite é instável e o que regula o setor, assim como outros da economia, são as grandes empresas e a demanda. Com grande oferta do alimento, o preço pago ao produtor cai e assim que o leite fica escasso em grandes regiões produtoras do centro-oeste do país, o valor sobe. Durante o mês de novembro, o período é de calma no setor. Com preço estável, o mercado do leite não está nem quente, nem frio, possibilitando que o produtor pense muito no que fazer para reduzir custos e obter máxima produtividade. A região de Campos Novos conta hoje com uma grande bacia leiteira e produtores focados na produção de resultados. Segundo João Batista Ramos de Almeida (Tita), da Fazenda Santa Rita de Cássia, de propriedade de Hélio Almeida e Filhos, a profissionalização do setor é o caminho a seguir. “Hoje continua produzindo quem se profissionaliza. Quem investe em genética, em equipamentos e principalmente na nutrição dos animais”, informou. Segundo João Batista, a fazenda conta com 100 vacas em período de lactação e uma produção média de 30 litros/dia por animal. “No inverno conseguimos uma produção maior de leite pela alimentação mais rica do que no verão. A nutrição dos animais é o grande diferencial para produzir leite. Tendo comida, os animais que possuem genética leiteira vão produzir”, destacou. É na nutrição que está o grande pulo do gato. O custo de produção de leite está 50% ligado à alimentação dos animais e o restante diluído em operacionalização com equipamentos, mão de obra, profissionais especializados que dão suporte à fazenda e manejo rotineiro dos animais. “A base alimentar hoje, no verão, está na silagem de milho, pré-secados como o feno, bagaço de cevada e rações. Nós contamos com um profissional veterinário que tem especialização em nutrição de animais que conduz essa área e conseguimos assim, melhorar nossa produção de leite e também a qualidade nutricional do leite, pois é na nutrição, que isso pode ser obtido”, explicou. Em equipamentos, o produtor também tem alto investimento e por isso, há necessidade de se profissionalizar. De acordo com João Batista Ramos de Almeida, um dos problemas enfrentados pelos produtores está ligado ao resfriamento do leite. “Muitas vezes o pequeno produtor não tem condições de comprar um equipamento para resfriar rapidamente o leite e aí a qualidade de todo o setor fica prejudicada. Nós temos exemplos internacionais, como nos Estados Unidos da América, que a duração do leite nas prateleiras dos supermercados tem uma validade maior do que do Brasil por ter um sistema de produção profissional, pois lá, o sistema é altamente eficiente e a qualidade do leite não se perde”, enfatizou o produtor. Para produzir leite e obter renda, o produtor precisa controlar custos. O gerenciamento da propriedade é fundamental. Para se ter ideia, um

João Batista Ramos de Almeida (Tita) animal tem custo superior a R$ 8 mil em fase de produção. Uma terneira, até chegar ao período de reprodução custa em média R$ 1.800,00. A vida útil dos animais em produção é de 7 a 8 anos. A produção do leite é uma alternativa para agricultores do país. Para João Batista, diversificar atividades é fundamental. “O leite casa com produção de grãos, com suinocultura e outras atividades, então, ele permite uma renda mensal e o produtor se mantém na atividade. O que não se pode pensar é em produzir apenas para cobrir os custos da propriedade. Se o produtor quer resultado, ele precisa investir. Esse investimento terá retorno se a propriedade funcionar como uma empresa. No inverno nós chegamos a ter uma média de produção de 32 litros/dia e no verão essa média cai para 28 ou 30 litros, então, é preciso gerenciar isso e investir em alimentação e operação correta dentro da propriedade”, informou.

Potencial brasileiro Para João Batista, o Brasil tem alto potencial de crescimento na produção de leite. “Nós temos hoje as duas maiores empresas lácteas do mundo instaladas no país e todos os olhos estão voltados para o Brasil, porque aqui existe possibilidade de crescimento. A média de produção de leite no Brasil é muito baixa, não chegando a dez litros/ dia por animal, então é preciso profissionalizar a atividade. Hoje, o produtor que tem alto investimento, precisa ter uma produção de 25 a 30 litros/ dia, senão vai ficar fora da atividade e pra isso, é preciso olhar pra nutrição, e diluir os outros custos na propriedade, como na produção de silagem e pré-secados, por exemplo”, ressaltou.

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LEILÃO

Na pecuária, genética de qualidade e mercado em expansão Leilão da Fazenda Renascença, de Vargem, apresenta o melhor da raça de gado de corte Angus. 140 animais selecionados foram apresentados e pecuaristas destacam valores da raça. A exigência do mercado por carne de qualidade proporciona evolução na criação de gado de corte e criadores melhoradores da raça Angus buscam aplicar a melhor genética em seus rebanhos. E, para que a genética se fortaleça e se multiplique ainda mais, a Fazenda Renascença, localizada no município de Vargem, de propriedade de Nelson Antônio Serpa, abriu as porteiras e realizou, no mês de agosto, a 5ª edição do Remate Destaques Angus. Com 140 animais disponíveis para comercialização, 50 touros vermelhos e pretos registrados, 20 fêmeas registradas e 70 fêmeas cruza angus, todos de alto valor genético e fertilidade comprovada, o evento foi mais uma vez sucesso e apresentou toda a genética, rusticidade e padrão da raça dos animais criados na fazenda. O remate fechou com a seguinte média de valores por animal: fêmeas CA (puro por cruza): R$ 5.000; fêmeas PO (puro de origem): R$ 12.000; reprodutores CA: R$ 7.200; e reprodutores PO: R$ 8.400. De acordo com a organização, o valor da fêmea PO ficou dentro da média prevista, embora tenha sido superior à comercialização dos reprodutores. O público do evento foi calculado em aproximadamente 500 pessoas. Há 14 anos como criador da raça, Nelson Serpa preside hoje o Núcleo Catarinense de Criadores de Angus. Ele destaca que a raça de gado de corte tem evoluído muito nos últimos anos em Santa Catarina, principalmente por apresentar características que proporcionam expressivos resultados econômicos aos produtores. “Nosso objetivo é ofertar uma genética de alta qualidade e de uma raça que tem características adaptáveis à nossa região. A precocidade e fertilidade dos animais são diferenciadas, além, é claro, da qualidade de carne que é fator decisivo para comercialização destes animais”, diz. Serpa ressalta que o evento da Fazenda Renascença é destinado à comercialização de animais considerados melhoradores da raça, ou seja, busca ofertar a raça e fomentar a melhoria do rebanho catarinense, esp e c i a l m e nt e na região de Campos Novos. “A pecuária de nossa região mudou e estamos acompanhando esta evolução. Hoje, a pecuária é técnica e específica e a raça Angus atende às exigências dos Nelson Serpa

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criadores que buscam um acabamento mais rápido dos animais para comercialização”, comenta o criador. O pecuarista Dorival Borga, de Videira, é parceiro do evento da Fazenda Renascença desde o início do projeto e destaca que a busca pela genética de ponta é o principal motivador para a continuidade dos remates. “Nós trazemos animais em parceria com o Nelson Serpa e nosso objetivo é trazer os pecuaristas na fazenda e demonstrar como o animal é criado e as particularidades da região. O pecuarista precisa ter uma maior rentabilidade na atividade e, por isso, o cruzamento de animais agrega valor à atividade”, observa. No Estado de Santa Catarina, 35 pecuaristas criam especificamente a raça Angus nas duas variedades: Aberdeen Angus (cor preta) e Red Angus (cor vermelha). Um dos fatores mais importantes para quem adquire um exemplar de Angus é a rusticidade do animal, que pode se adaptar facilmente às diversas condições climáticas do Estado.

Visibilidade O criador Nelson Serpa destaca que a visibilidade da raça, seja por participação em feiras, exposições ou remates, permite aos pecuaristas conhecerem mais sobre a raça Angus, adquirindo, por consequência, mais animais para cruzamentos, o que vem crescendo a cada ano. Neste ano, o Núcleo de Criadores realizou três feiras ranqueadas da raça em Xanxerê, Fraiburgo e Lages. Em Santa Catarina, a raça Angus tem se destacado nacio-

nalmente. “Este trabalho realizado pelo núcleo e associação tem sido essencial para o crescimento da raça e aumento do número de criadores”, enfatiza Serpa.

Rentabilidade diferenciada A certificação de carnes no Estado de Santa Catarina tem proporcionado maiores ganhos aos pecuaristas que comercializam animais da raça Angus destinados ao abate. De acordo com Nelson Serpa, há uma bonificação de até 12% em relação ao preço normal de comercialização de animais de outras raças. “É uma rentabilidade adicional paga aos produtores que buscam consequentemente maior genética e qualidade na produção de carnes, e esta qualidade é marca do Estado de Santa Catarina”, ressalta. A produção de carne bovina em Santa Catarina atende apenas 45% dos consumidores do Estado e Serpa acredita que o incremento na produção, aliado à genética de qualidade, é fundamental. “Nós temos condições de atender o mercado interno e levar aos consumidores do nosso Estado um produto certificado e de qualidade. Temos um frigorífico credenciado que faz o abate de Angus e paga esta bonificação aos produtores, o que garante um ganho maior aos criadores da raça e, consequentemente, esse crescimento da raça no Estado”, afirma.


LEILÃO Das cerca de quatro milhões de cabeças de gado que compõem atualmente o rebanho catarinense, metade é para corte e cerca de 10% dos produtores de gado de corte no Estado já trabalham com a raça Angus. O Programa Carne Angus Certificada é uma parceria entre a Associação Brasileira de Angus e a indústria frigorífica para produção de carne de alta qualidade. Conforme a associação, o objetivo do programa é valorizar a carne dos animais Angus e cruzas, fomentando o crescimento da raça para aumentar a remuneração dos produtores e atender aos consumidores mais exigentes.

Alguns diferenciais da raça: - Fertilidade e habilidade materna: menor intervalo entre os partos e maior peso até a desmama, o que aumenta o rendimento do produtor; - Precocidade: animal atinge mais cedo à puberdade e o estado de abate quando comparado às demais raças; as fêmeas podem ser entouradas a partir dos 14 meses de idade e os machos abatidos mais jovens e com maior peso; - Adaptação e rusticidade: raça suporta de forma muito positiva as variações de temperatura sem comprometer desempenho produtivo e reprodutivo; - Facilidade de parto: terneiros nascem com porte menor (entre 28 e 35 kg), o que diminui os problemas durante o parto; reduz o desgaste da parição, abrevia a recuperação pós-parto; favorece a repetição da cria e diminui o intervalo entre as gestações; - Qualidade da carne: Angus apresenta carne marmorizada (gordura entremeada na carne), o que confere maciez e sabor incomparáveis.

Na busca pelo melhor

Cruzamento vantajoso O pecuarista Telmo Palma Souza, de São Joaquim, participou do leilão da Fazenda Renascença. O criador de gado Charolês destaca que sua busca foi por reprodutores da raça Angus para realizar cruzamento industrial diferenciado. “Nós conseguimos terminar os animais em um curto espaço de tempo com este cruzamento, pois o Charolês tem carcaça maior e o Angus uma fertilidade maior e precocidade para atender o mercado de carnes, por exemplo”, avalia Souza.

Telmo Palma Souza

O administrador da Fazenda Mãe Rainha, Edson Ribeiro Colombo, de Lages, criador e selecionador de animais das raças Hereford e Braford, destaca que há 14 anos o trabalho na fazenda é direcionado à adaptação de animais na região. Os animais destas raças, assim como Angus, têm diferenciais na eficiência em produzir carne a campo e a gené- Edson Ribeiro Colombo tica vem se aperfeiçoando cada vez mais. isso está relacionado à genética di“Há um tempo, um terneiro de 150kg ferenciada de hoje que nós temos era bom. Hoje, temos animais com até visto nas raças Hereford e Bra300kg sendo entregues aos pecuaristas e ford”, destaca Colombo.

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TRADIÇÃO

Gris Pneus: empresa familiar está na terceira geração Certificada pelo Inmetro, a empresa trabalha com serviços que seguem os padrões internacionais da reforma de pneus. Com sede às margens da BR 470, a Gris Pneus e Recapagem é uma empresa familiar que nasceu na década de 50, quando Santo Vitório Gris percebeu a oportunidade de negócio devido ao crescimento do setor madeireiro na região. Até aquele momento, ele atuava como prático na área da odontologia. Com a chegada de um dentista formado na cidade, Santo Vitório resolveu investir no ramo de reforma de pneus. “Com o cunhado, ele foi para São Paulo, em busca de informações para a atividade, comprou as primeiras máquinas e de volta a Campos Novos fundou a Renovadora de Pneus Gris”, contou Daniel Carlos Gris, neto do fundador da empresa e atual administrador do negócio. Depois de 20 anos, os filhos, de Santo Vitório, João Carlos Gris (Caito) e Luiz Sérgio Gris (in memoriam) assumiram os negócios. Hoje, a empresa ainda pertence à família e tem como diretor-geral João Carlos Gris. Atualmente, a Gris Pneus conta com 17 funcionários que reformam 25 pneus/dia de automóveis de passeio até veículos agrícolas. “A Gris Pneus tem todo tipo de serviço, concerto, dublagem, recapagem, pulverização, vendas de pneus novos e recapados, câmaras de ar, além de serviços de balanceamento para caminhões”, enfatizou o administrador. A empresa trabalha com maquinário moderno e investe constantemente para atender a demanda de mercado. “Somos uma empresa familiar e não é fácil se manter no mercado, estamos sempre em busca de alternativas para solidificar o negócio. Investimos em equipamentos, treinamento da equipe e buscamos a melhor matéria-prima”, comentou Daniel Carlos. Com as constantes melhorias, a Gris Pneus foi certificada pelo Inmetro em meados do ano passado, o que atesta que a empresa trabalha com produtos e serviços de qualidade nos padrões internacionais de reforma de pneus. A regulamentação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), tirou muita gente do mercado. Mas a concorrência, segundo o administrador, ainda dificulta os negócios. “Em Campos Novos não existem muitas

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João Carlos Gris (diretor-geral), Daniel Carlos Gris (administrador) e Emanuele Klein (vendas)

empresas no nosso ramo, mas há empresas de fora, até multinacionais, que atuam na região com camionetes, como se

fossem filiais, indo de porta em porta oferecer seus serviços”, enfatizou. Mas quando se fala em recapeamento de pneus, a Gris Pneus é a mais lembrada de Campos Novos, segundo apontou a pesquisa de opinião realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas, realizada em 2013. A empresa foi lembrada por 90% dos entrevistados. Para Daniel Gris, o diferencial da marca é o tempo em que estão no mercado. “Isso passa confiança aos consumidores”, avaliou ele, que também atribui o sucesso a amizade construída com os clientes ao longo dos anos. A empresa atende a região da Associação dos Municípios do Planalto Sul Catarinense Amplasc, além de Joaçaba, Herval D´Oeste, Capinzal, Ouro, Ibiam, Tangará, Videira, Luzerna, Campo Belo, Anita Garibaldi e os municípios gaúchos de São José do Ouro, Machadinho e Barracão.


ECONOMIA

O agronegócio brasileiro e o ciclo de preços das commodities Por André Debastiani - Sócio analista da Agroconsult É indiscutível a importância do agronegócio brasileiro. Responsável por 23% do PIB e 37% da geração de empregos, o agronegócio tem ganhado cada vez mais relevância no contexto social e econômico nacional. Nos últimos 10 anos a produção de grãos cresceu mais de 60%, alcançando na última safra 194 milhões de toneladas. No mercado internacional o Brasil apresenta o maior saldo comercial agrícola, com a quinta posição na produção de grãos, atrás de China, EUA, União Européia e Índia, e outras tantas posições de destaque na produção e exportação de laranja, açúcar, café, soja, milho, carne bovina, suína e de aves. Todas essas conquistas se deram por uma conjunção de fatores, tanto internos quanto externos. No contexto internacional foi o crescimento das economias asiáticas que promoveu a expansão do comércio internacional agrícola. O aumento de renda nos últimos 10 anos, que em alguns países foi de mais de 10 vezes - como no caso da China - trouxe mudanças não só nos hábitos alimentares da população, que passou a consumir mais proteínas, como também na sua locação física. Hoje mais de 50% da população vive em áreas urbanas, ao contrário de 50 anos atrás, quando a população urbana era de apenas 30%. Boa parte desse crescimento de demanda por grãos para produção de ração e carne recaiu sobre o Brasil. Hoje 75% das exportações de soja do Brasil têm como destino a China. Vários desses fatores deverão continuar a promover o crescimento do mercado agrícola. Pelo lado da demanda, por mais que venhamos a observar um crescimento mais ponderado da China nos próximos anos, ainda continuará sendo uma expansão, o que trará sustentação aos preços das commodities agrícolas. Já pelo lado da oferta, continuaremos a conviver com uma redução da área agrícola por habitante e impactos negativos provenientes de mudanças climáticas. Esse cenário deverá garantir a trajetória de grande importância do agronegócio brasileiro

André Debastiani no futuro, mas isso não implica em dizer que não teremos desafios pela frente. Ao longo dos últimos quatro anos, tivemos uma grande oportunidade de aproveitar o bom momento de preços e renda para enfrentar problemas estruturais que assolam nossa agricultura há muito tempo, porém não o fizemos de forma séria e organizada. Poderíamos listar aqui uma série deles como a precariedade da nossa infraestrutura logística para escoamento e armazenagem da produção agrícola, a insegurança jurídica relacionada às questões fundiárias, legislação ambiental ainda sob discussão, baixa qualificação da mão de obra disponível, aumento dos custos de produção, fraco desempenho da economia brasileira, taxas de juros elevadas e inflação em alta, entre outros. O momento atual de baixos preços das commodities traz mais preocupações ainda, pois se esses problemas já causavam grandes transtornos em épocas de margens folgadas, quiçá em épocas de margens apertadas. Os preços

das commodities seguem uma trajetória cíclica, com momentos de alta e baixa de preços, que se repetem a cada período de tempo. Quanto maior o choque de mercado, seja de oferta ou de demanda, mais tempo esse ciclo levará para se completar. Nesse momento estamos sob o efeito de um choque de oferta proveniente da super safra de grãos dos EUA. A produção de soja dessa safra deverá ser 18% maior que a anterior, alcançando 108 milhões de toneladas. As boas condições climáticas, tanto no desenvolvimento das lavouras como na colheita, foram responsáveis por esse feito histórico, que elevou os estoques norte-americanos para os maiores níveis desde a safra 2005/06 para a soja e desde a safra 2004/05 para o milho. Os efeitos dessa supersafra poderão ser ainda maiores caso a safra sul-americana tenha o mesmo êxito. No Brasil, mesmo diante de um cenário de preços baixos, a área de soja na safra 2014/15 deverá apresentar um crescimento de quase 1,5 milhão de hectares, o que eleva seu potencial de produção para perto de 95 milhões de toneladas. Isso nos remonta a um cenário de estoques mundiais elevados para os próximos anos e, por consequência, preços reprimidos, um típico ciclo de baixa dos preços das commodities. Certamente esse período responderá por margens apertadas, senão negativas para alguns casos, o que traz ainda mais desafios para o produtor, que passará a administrar custos com implacável persistência. A grande diferença desse ciclo de baixa dos preços em relação ao último que tivemos em 2008, após a crise de derivativos, é que agora o nível de capitalização do produtor rural é maior, o que lhe confere mais resistência para passar por esse período sem ter que se desfazer de ativos ou aumentar seu endividamento significativamente como ocorreu no passado. Em termos de comparação, na safra 2007/08 um produtor típico do Mato Grosso dependia quase que exclusivamente de recursos de terceiros para financiar sua safra. Estima-se que, na época, apenas 8% provinham do seu próprio bolso. Na última safra esse percentual subiu para 26%, reflexo da capitalização decorrente de seis safras de bons resultados. O período de duração desse ciclo de baixa ainda é incerto e dependerá dos resultados da safra sul-americana. A agricultura brasileira não perderá sua importância nesse período, porém certamente veremos uma redução dos níveis de investimento no setor, o que pode nos levar até mesmo a retrações de área. O enfrentamento dos problemas crônicos que possuímos no Brasil se torna, em momentos como esse, ainda mais latente. Vamos torcer para que esse período de baixa seja longo o suficiente para tratarmos dos problemas de forma séria e curto o bastante para que seus efeitos não nos deixem sequelas. www.agroconsult.com.br

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VITIVINICULTURA

Campos Novos na rota dos vinhos finos de altitude Intenção da Vinicampos é lançar novo espumante ano que vem e investir também na produção de vinhos mais populares, os chamados vinhos de mesa. Produzir vinhos finos de altitude, com qualidade e valor agregado, visando atender aos desejos dos consumidores e associados, promovendo também o desenvolvimento da região”. Com esta missão nasceu em 2003 a Vinicampos – Cooperativa de Produção e Processamento de Frutas do Planalto Sul Catarinense. São 32 produtores associados e uma área de 22 a 23 hectares de uvas viníferas em Campos Novos, destinadas à produção de vinhos finos de altitude. Com uma produção inicial de variedades cabernet e merlot, há cerca de dois anos a Vinicampos também investiu na produção de espumantes, no intuito de ampliar o mix de produtos. Hoje a vinícola produz oito variedades de vinhos. Os Cabernet Sauvignon Barão de Demétria (eleito entre os 100 melhores vinhos do Brasil pela revista "Sabores da Mesa"), Barão de Demétria 2012 e Campello; os Merlot Campello e Flor de Rocío, Vinho Branco Lorena e os Espumantes Método Champenois com uvas Chardonnay Luna Chiara Brut e Luna Rossata Brut. Nesta safra, a proposta é a produção da uva moscato, destinada à produção do Espumante Moscatel. De acordo com o Secretário da Vinicampos, Dari Scaraboto, a ideia é a produção do novo espumante a partir do ano que vem. “Nós estamos diversificando um pouco as uvas. Quando nós iniciamos o projeto, nós pensamos em produzir vinhos finos. Chegamos a ter muitos vinhos tintos de variedades cabernet e merlot. E agora de uns dois anos pra cá, nós estamos já direcionando a produção para espumantes. Tentando também entrar nessa linha de produção de uva moscato, uvas brancas, para fazer um outro tipo de espumante, fazer um vinho branco, que tem um apelo maior de consumo. E também ele pode ser utilizado pra sucos, e isso amplia um pouco a linha de produção”, disse Dari. A intenção é manter a produção, explicou Scaraboto, investindo em qualidade. “Nós estamos implantando moscato, que não tínhamos. Há uma substituição de área para diversificar um pouco mais. E tem a intenção também de implantar mais algumas áreas com Chardonnay, uma uva vinífera muito boa para vinho branco e espumante”, anunciou. Para o cultivo é necessário avaliar o clima da região. Conforme Scaraboto, definir os microclimas com condições de produção, conforme a variedade. Em Campos Novos, por exemplo, pode haver até 20 dias de diferença da maturação entre uma microrregião e outra. As áreas com implantação de pomares abrange produtores da Entrada do Pelotas, Inferninho, Serraria Weis, São Simão, do Chamado Primeiro Distrito e também em Vargem Bonita. Há ainda associados em Celso Ramos, que produzem a variedade bordô para sucos e vinho tinto mais do Agronegócio 46 O CELEIRO Revista

popular. A intenção é trabalhar a partir deste ano com a produção dos chamados vinhos de mesa. “Temos dez sócios em Celso Ramos que tem uns 30 hectares de uvas bordô, que é uma uva para suco e vinho tinto. Com esse tipo de uva você produz os chamados vinhos de mesa, mais populares, mais comuns. Então nós estamos pensando em começar este ano a produzir também esses vinhos. Um preço mais acessível, que tenha mais facilidade de venda”, enfatizou o secretário da Vinicampos. Os preços das variedades fabricadas hoje pela Vinicampos variam entre R$ 10,00 e R$ 40,00.

Safra e Mercado A estimativa para a safra de uva 2014 é de 50 a 60 toneladas. O mercado ainda é difícil, disse Dari Scaraboto, pela falta de estrutura e forte concorrência de vinhos importados. “Mercado de vinho é difícil aqui. Nós não temos estrutura de comercialização comparada às outras regiões, pois quem faz o trabalho todo são os sócios. Ninguém recebe remuneração pelo trabalho que faz na Vinicampos ainda. E a concorrência é principalmente de vinhos importados, pois nós estamos bem próximos do Chile e da Argentina

Dari Scaraboto

e vem muito vinho destes países. A maioria vem contrabandeado. Nós temos pensado em abrir locais novos, mas tudo depende de recursos. A gente tem vendido mais regionalmente e em Florianópolis, porque temos sócios que levam estes produtos para determinadas regiões”, esclareceu. Para a divulgação, a Vinicampos também participa de feiras, exposições e outros eventos em Campos Novos e região.

Proposta para agilizar o processo de fabricação Para agilizar o processo de fabricação dos espumantes, a diretoria da Vinicampos pensa em adquirir um novo equipamento, o alto clave. A proposta é adquirir o equipamento em parceira com a Vinícola Panceri, para reduzir os custos. Hoje o processo natural leva em média um ano. Com o equipamento, o tempo médio de fabricação de espumantes pode ser reduzido consideravelmente, com maior produção e menos custo.


MERCADO

O produtor precisa se adaptar ao mercado Analista de mercado Paulo Roberto Molinari fala sobre o mercado de grãos e destaca que a queda de preço de grãos é normal. Em palestra realizada em setembro em Campos Novos, o analista de mercado da Safras&Mercado, Paulo Roberto Molinari, falou sobre o tema “Oportunidades para o Mercado de Soja e Milho 2015”. Paulo Molinari, que é editor das publicações especializadas “Safras e Mercado Milho” e “Safras e Mercado Carnes”, destacou que o ciclo de alta do mercado acabou e os preços em que se encontravam os grãos, eram irreais. “Nós precisamos entender que os preços que se mantiveram altos durante quatro anos eram irreais. Precisamos enxergar 2015 dentro da realidade pós-ciclo e ela terminou e agora temos que nos adaptar a essa situação normal de valores para o próximo ano”, ressaltou. O analista acredita que a cultura do milho deveria ocupar mais área do que até mesmo a soja em Santa Catarina. “Eu digo que para Santa Catarina é até melhor plantar milho no verão do que plantar a soja, em função de que se está todo mundo indo pra soja, e já vai ter muita soja no mercado ano que vem, seria melhor o produtor ficar com milho no verão, porque o estado não tem safrinha, então a alternativa é plantar milho no verão, porque os preços do milho em Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os melhores do país e não tem porque não plantar milho”. Para Paulo Molinari, a desculpa do custo de produção maior do milho em relação à soja não pode ser levada em conta, pois o custo de produção da oleaginosa também está alto. “O custo de produção de soja não está baixo e as margens da soja são menores do que do milho”, ressaltou. Segundo ele, o clima, principalmente com expectativa de El Niño dá sempre a chance de safra cheia. “A probabilidade é de dar uma safra cheia e não tem porque ter medo do milho. Eu acho mais fácil o milho ter um preço bom ano que vem, no primeiro semestre, do que a soja”, explicou. De acordo com Paulo Molinari, o agricultor precisa pensar na demanda do mercado.

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Paulo Roberto Molinari, analista de mercado da Safras&Mercado

A venda antecipada sempre foi um bom negócio para garantir o custo de produção porque os preços foram muito altos. Esse ano não tem o preço alto para o ano que vem, mas o problema maior é para quem está longe do porto.

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“Quando você tem estoque baixo, qualquer demanda reflete em preço, e quando você tem estoque alto, você precisa de muita demanda. A demanda foi reprimida nestes últimos quatro anos porque os preços estavam muito altos, e agora com os preços baixos a demanda vai se revigorar e isso é positivo ao longo do ano. O mais importante é que do período de plantar até fechar o ano comercial, nós temos 16 meses, então temos toda a safra sul-americana, a próxima safra norte-americana e todo o segundo semestre do ano que vem para tentar comercializar bem, só que é um ano diferente”, informou. Na venda antecipada, Paulo comenta. “Nos anos anteriores os produtores venderam muito antecipado porque os preços eram muito bons e a comercialização foi mais

fácil. Esse ano, os preços estão entrando mais baixos e assustando todo mundo, então os produtores vão vender pouco na frente, vão armazenar muito e esperar a safra americana para ver se tem algum problema. A venda antecipada sempre foi um bom negócio para garantir o custo de produção porque os preços foram muito altos. Esse ano não temos o preço alto para o ano que vem, mas o problema maior é para quem está longe do porto. Mato Grosso, Goiás e Piauí, nesses estados é um problema, mas para Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, soja e milho vão andar bem”, explicou o analista da Safras&Mercado. Molinari considera ainda que o agricultor se acostumou mal, principalmente quanto aos preços dos últimos quatro anos. “Tem muita gente falando que os preços vão subir em plena colheita americana recorde e isso não existe. A China vai demandar um monte, mas temos muita oferta”. Sobre o mercado catarinense, Paulo destaca que são feitas análises locais e isso não é recomendado. “O preço nosso não é feito em Santa Catarina, é em Chicago, pelo cambio, menos aqui e é preciso visualizar o cenário das culturas, para comercializar bem. Santa Catarina teve preços de R$ 28,00 a R$ 30,00 no milho e tem gente com milho estocado, então é preciso aproveitar a alta para vender. O produtor é um especulador com o preço alto, porque não vender? No primeiro semestre para soja e milho, o preço foi espetacular, mas teve gente que teve um pouco da gulodice, do não precisar de dinheiro. A tomada de decisões de mercado é a coisa mais difícil que tem e aqui na região, o mercado é diferenciado. Porque tem indústria perto, cooperativas fortes, assistência e o consumo ao lado. Aqui é o filé Mignon do mercado”, finalizou.

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ATUAÇÃO

O resultado do campo começa aqui! Napalha investe em eventos de capacitação para agricultores e funcionários. Ações fortalecem relacionamento e oportunizam conhecimentos. A Napalha é uma empresa camponovense, Concessionário John Deere de tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, grandes máquinas para forragem e outros produtos utilitários em 88 municípios do estado de Santa Catarina, com loja Matriz em Campos Novos e filiais em Fraiburgo, Rio do Sul e São Joaquim. O nome Napalha é destaque desde o pequeno até o maior produtor em sua área de atuação. As ações da Napalha sempre são levadas ao cliente com honestidade, clareza e responsabilidade, orientando o cliente para aquisição do produto certo para sua atividade, sobre a melhor forma de compra e auxiliando em todos os passos durante a realização de seu financiamento. Mantém amplo estoque de peças e um pós venda fornecido com responsabilidade e comprometimento. A Napalha capacita e orienta os operadores de colheitadeiras, tratores, pulverizadores e plantadeiras nas propriedades dos clientes visando sempre à melhor utilização das máquinas e a eficiência nas atividades desenvolvidas por cada agricultor. Para um resultado diferenciado, a Napalha mantém seu quadro de funcionários atualizado, através de cursos e capacitações, tendo profissionais especialistas em sistemas de gerenciamento agrícola integrado (agricultura de precisão) e para cada linha de produtos comercializados pelo Concessionário. Proporcionar um atendimento diferenciado e levar a tecnologia de máquinas para a casa do agricultor é uma missão da empresa e por isso, a Napalha realiza trabalhos de demonstração de produtos no campo e eventos chamados Dia da Comunidade, ações que dão oportunidade do produtor conhecer o funcionamento de alta tecnologia de forma prática e com informações técnicas. Sem contar as inúmeras participações em feiras e Dias de Campo em toda área de atuação, com equipe preparada e especializada. “Ao adquirir nossos produtos o agricultor conta com mais de 177 anos de experiência da John Deere em equipamentos agrícolas”, comentou Emilio Cassaniga, um dos sócios fundadores da Napalha.

Nossos produtos As colheitadeiras John Deere são líderes de mercado não só pelo fato de ter o maior pacote de tecnologia de agricultura de precisão, mas também por apresentarem grandes inovações em qualidade de grão, que possibilitam colheita em menos tempo, e que o agricultor colha várias culturas com o mesmo equipamento, mantendo a qualidade, a eficiência, a rapidez e com baixo custo de manutenção. E ainda o cliente tem a tranquilidade de contar com o suporte especializado da Napalha em todos os momentos. As novas colheitadeiras da Série S, por exemplo, S540, S550, S660, S670 e S680 não são

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Novas colheitadeiras da Série S apenas novas em seus desenhos. Todos os componentes e sistemas foram projetados para proporcionar o máximo em produtividade e capacidade de colheita. Desde a plataforma até o tubo descarregador, foram desenvolvidos para resistir e obter alta performance. O novo sistema de trilha, separação e limpeza são os mais avançados do mercado juntamente com o novo sistema de retrilha independente, resultando em máxima qualidade de grãos. A moderna e espaçosa Cabine Premium das colheitadeiras Série S, associadas às soluções AMS e as plataformas John Deere, permitirão fazer uma colheita mais eficiente, com maior comodidade, mantendo o operador atento e produtivo ao longo de toda sua jornada de trabalho. Pulverizadores - Atualmente são fabricados no Brasil dois modelos de pulverizadores autopropelidos, oferecendo segurança ao produtor, com o sistema de agricultura de precisão mais moderno do mercado, totalmente integrado. O produto se destaca pela precisão nas aplicações, e deixa seus usuários muito satisfeitos. O pulverizador John Deere 4630, foi projetado

para proporcionar o melhor desempenho. O motor diesel turbinado, com 165cv de potência, aliado à transmissão hidrostática faz com que tenha ótima atuação mesmo em terrenos mais difíceis, apresentando maior vida útil, manutenção fácil e econômica. O raio de giro de 4,9m é o menor da categoria. Plantadeiras eficientes - Já as plantadeiras John Deere se destacam pela qualidade de plantio e o menor custo de manutenção do mercado. As plantadeiras da Série 1100 são disponibilizadas em dois sistemas: Vácuo (9 a 13 linhas) e Mecânica (7 a 13 linhas) e apresentam baixa demanda de potência do trator durante a tração; elevada resistência e durabilidade; alta tecnologia para aumentar a produtividade a campo; facilidade de regulagens e ajustes; capacidade de plantio em condições adversas; elevada uniformidade de plantio e baixa manutenção. Tratores para o dia a dia - A linha de tratores 5E possui seis modelos entre 55 e 90 cv, produzidos no Brasil, projetados para atender a


ATUAÇÃO necessidade diária e para obtenção de excelente desempenho. Oferecem alto rendimento operacional, facilidade de operação, versatilidade, economia de combustível, fácil manutenção e maior durabilidade. O motor agrícola, com alta reserva de torque, e a transmissão com marchas sincronizadas são determinantes para o alto desempenho, principalmente em operações de tração e contribuem para a maior durabilidade do trator. Com plataforma de operação ampla e espaçosa, freios com acionamento hidráulico e auto ajustáveis sem necessidade de regulagem, freio estacionário usando a própria alavanca de marcha, dando total segurança. Essa linha de tratores assegura ao produtor baixo custo de manutenção e alta produtividade. Além da Série 5E atualmente são fabricados no Brasil tratores de 110 a 225 cv. São as séries 6J e 7J. Estes modelos contam com uma combinação perfeita de motores potentes e econômicos. Tendo como grandes diferenciais transmissões totalmente sincronizadas e automáticas, que proporcionam elevada produtividade operacional. Sistema de embreagem hidráulico multi disco que proporciona mais eficiência, excelente desempenho e muita durabilidade. Contam com plataforma de operação e cabines modernas, com ampla visibilidade e com excelente ergonomia. Todos os tratores destas séries possuem exclusiva tecnologia de chassi estrutural, o que permite a montagem de implementos frontais e carregadores sem a necessidade de reforços, facilitando a montagem. Destacamos que os modelos de 195 a 225cv produzidos no Brasil trazem em sua configuração sistemas avançados de agricultura de precisão e armazenamento de dados. São pacotes tecnológicos que equipam exclusivamente estes modelos, com monitor de coluna, computador de bordo COMAND CENTER e sistema completo de agricultura de precisão. Receptor para agricultura de precisão – A John Deere conta com o Receptor StarFire 3000 para agricultura de precisão que capta sinal de satélites GPS e GLONAS, além do sinal diferencial John Deere. As vantagens do StarFire 3000 estão na melhoria no método de compensação do terreno, melhor aquisição do sinal de satélites, resistência ao sombreamento do sinal e maior adaptação à necessidade de cada produtor.

Área de Atuação

Dia da Tecnologia Eventos especiais são realizados pela Napalha durante o ano e apresentações a produtores de “Soluções em Gerenciamento Agrícola – AMS” foram realizadas para que o cliente obtenha eficiência na agricultura.

Dia da Comunidade Aproximando o produtor, tirando dúvidas e orientando para a escolha do produto correto para o seu dia a dia, a Napalha promove integração e conhecimento aos clientes.

Capacitação de Operadores O serviço realizado na propriedade por técnicos especializados capacita operadores para que as máquinas sejam conduzidas com eficiência, facilitando o trabalho e garantindo que todo o potencial tecnológico existente seja utilizado.

Exposição de tecnologias A Napalha participa de feiras e dias de campo em toda área de ação e com isso, apresenta toda a linha de equipamentos e novidades do setor aos agricultores da região. Com máquinas especificas para cada atividade, a Napalha tem a solução para todos os produtores.

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PECUÁRIA DE CORTE

Incentivo à pecuária de corte Governo catarinense quer revitalizar Programa Novilho Precoce e lança linha de apoio para aquisição de touros de raças de corte. O Governo do Estado anunciou na ExpoLages 2014 em outubro, maior feira do agronegócio catarinense, duas novidades para o setor da pecuária de corte: a proposta de alteração da lei que estabelece o Programa de Apoio à Criação de Gado para Abate Precoce e a criação de uma linha de apoio dentro do Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte, com crédito especial para aquisição de touros de raças de corte em Santa Catarina. De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Airton Spies, o projeto de lei propõe alterações no programa de abate precoce, criado em 1993 com objetivo de atualizar a política de incentivos do Governo neste setor. Tendo em vista que as condições de criação de gado de corte registraram significativas mudanças ao longo das duas últimas décadas, especialmente com relação à incorporação de tecnologias no sistema produtivo da pecuária de corte e ao aprimoramento genético, se observou a necessidade da revitalização do programa. “Ele dá um incentivo ao agricultor, ao pecuarista que aderir ao programa para produzir novilhos, os bovinos de corte que são abatidos com idade precoce e com peso adequado. Então uma parte do ICMS que o frigorífico recolhe, ao invés de recolher para o estado, ele paga um adicional, devolvendo isso para o agricultor, como incentivo de

Secretário de Estado da Agricultura, Airton Spies ter produzido bovinos de corte com qualidade e com idade precoce”, explicou Spies. Para poder produzir novilhos precoces é necessário o uso da tecnologia, reforçou o Secretário de Agricultura, com genética, manejo e alimentação adequados, o que resulta em aumento de produtividade e qualidade da carne produzida. O Programa Novilho Precoce registrou pouca procura em 2013. Conforme Spies, dos 550 mil bovinos abatidos no ano passado, apenas 40 mil foram classificados como novilhos precoces, num índice entre 7% e 8%. A intenção é incrementar este índice. “Nós queremos aumentar esta taxa. Então re-

sumindo, nós mandamos para a Assembleia Legislativa, o Governo já assinou, um projeto de lei que altera a lei de 93 e cria novos incentivos para estimular os produtores, os pecuaristas a produzir animais mais precoces e aumentar a produtividade. O produtor se inscreve para participar do programa, ele está cadastrado e com isso o frigorífico pode dar um incentivo ao produtor e se credenciar junto ao governo desse crédito, deste imposto referente. Então os produtores vão ser agora informados a respeito disso, através de uma ampla divulgação. Significa uma revitalização do Programa Novilho Precoce em Santa Catarina”, esclareceu o Secretário Spies. Serão considerados precoces os novilhos com até 30 meses de idade e peso superior a 240 quilos no caso dos machos e 210 para as fêmeas. Pela legislação atual, o peso mínimo é de 210 quilos para os machos e de 180 para as fêmeas. Esses animais demonstram características desejadas pelos consumidores, já que a carne é de melhor qualidade, com menos gordura e maior maciez. O projeto de lei que altera o programa de apoio ao abate precoce depois de avaliado e aprovado pelos deputados estaduais, dependerá ainda da edição de um decreto do governador do Estado para fixar o incentivo financeiro oferecido, por meio da aplicação de um redutor sobre a alíquota do ICMS incidente nas operações com bovinos.

Linha de apoio para aquisição de touros de raças de corte Com o objetivo de melhorar a genética do gado e incrementar a produção de carne bovina em Santa Catarina, o Governo do Estado também anunciou a criação de uma linha de apoio para que os produtores adquiram touros de raças de corte de boa qualidade. Segundo Spies, 40% da carne bovina consumida em Santa Catarina é importada. “Nós temos 6,5 milhões de catarinenses que consomem bastante carne e nós não podemos trazer bois de corte vivos de outros estados para abater em nossos frigoríficos, porque temos a restrição por ser estado livre de febre aftosa sem vacinação. Isso significa uma grande oportunidade para nossos produtores aumentarem a produção de carne bovina, porque se nós produzirmos um quilo a mais de carne de frango, teremos que achar alguém no mundo para vender. Se produzirmos um quilo a mais de carne bovina, teremos mercado aqui mesmo no estado. Por este motivo, nós queremos aumentar a produtividade da pecuária de corte”, disse o Secretário Airton Spies. Para aumentar a produtividade é necessário ir além do aumento de áreas de pastagens. É preciso gerar mais produção por meio da produtividade, garantindo qualidade. “Para ter mais produtividade, nós precisamos de pastagens melhores e isso nós já estamos fazendo pelo incentivo dado através do Programa ABC, com o governo pagando os juros dos finando Agronegócio 50 O CELEIRO Revista

ciamentos do ABC (Agricultura de Baixo Carbono) para agricultores que investem em melhorias de pastagens. O segundo componente é genética de qualidade. Então nós lançamos em Lages, um programa de aquisição de touros registrados PO (Puro de Origem) ou PC (Puro por Cruza) de raças de corte, por parte dos pecuaristas, principalmente produtores que tem uma genética mista para que tenham touros de qualidade nas suas propriedades”, anunciou o secretário. A resolução que estabelece a linha de crédito dentro do Programa de Desenvolvimento da Pecuária de Corte Catarinense da Secretaria da Agricultura e da Pesca foi aprovada em 15 de outubro pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural.

A partir de 2015, será oferecido crédito especial para pagamento das taxas de juros aos financiamentos feitos por produtores para aquisição de touros de raças de corte. A expectativa é de que o rebanho catarinense melhore não só em produtividade, mas também em qualidade. Serão oferecidos touros entre 15 e 30 meses de idade das raças de corte com registros PO ou PC, reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, peso mínimo de 450 quilos e o agricultor poderá comprar o animal através de um projeto técnico elaborado através da Epagri, financiado por instituição financeira em qualquer linha de crédito agrícola. A Secretaria de Agricultura pagará os juros do financiamento num limite de até 5,5% ao ano e, se for um agricultor familiar, o estado paga ainda 10% de bônus do valor do bovino. Com um consumo de carne bovina de aproximadamente 220 mil toneladas por ano, disse Spies, o estado tem hoje um déficit de 90 mil toneladas, importadas de outros Estados. Hoje, a produção catarinense é de 130 mil toneladas anuais, o que representa um abate de 550 mil bovinos. Para suprir o mercado interno, o Estado deveria ter um abate de mais 360 mil animais anualmente, afirmou o secretário. O rebanho bovino catarinense é de quatro milhões de cabeças, sendo dois milhões de gado de corte e dois milhões de cabeças de gado leiteiro.


MEIO AMBIENTE

Agricultores recebem auxílio para se adequar ao CAR Técnicos foram treinados através da Amplasc para auxiliar agricultores na inscrição do Cadastro Ambiental Rural. Santa Catarina é destaque na implementação do Cadastro.

Santa Catarina tem mais de 21 mil imóveis ou posses rurais inscritos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). Em alguns municípios, mais de 50% das propriedades rurais já foram cadastradas, com destaque para o Extremo-Oeste, Oeste e Sul do Estado. Os dados são da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, atualizados até o mês de outubro deste ano. Desde junho de 2014, o Governo do Estado está trabalhando para universalizar o acesso ao Cadastro Ambiental Rural - CAR, treinando facilitadores que podem auxiliar os proprietários de imóveis rurais no preenchimento do cadastro. Os números demonstram o resultado da estratégia montada pelo grupo de trabalho do Governo do Estado, formado pelas secretarias da Casa Civil, Desenvolvimento Econômico Sustentável e da Agricultura e da Pesca, além da Fatma e Epagri, que envolveu as entidades representativas dos produtores rurais e o setor privado para universalizar o acesso dos proprietários ou possuidores de imóveis rurais ao CAR. Para cumprir a determinação que dispõe a Lei Federal, a Associação dos Municípios do Planalto Sul Catarinense – Amplasc, também capacitou técnicos municipais em todos os municípios associados. Estes técnicos estão auxiliando os proprietários na inscrição do CAR, sendo que as informações prestadas no sistema são todas de responsabilidade do proprietário. A sede da Amplasc

está localizada em Campos Novos e a Associação também abrange os municípios de Vargem, Brunópolis, Monte Carlo, Zortéa, Abdon Batista e Celso Ramos. Os últimos dados pesquisados junto ao Ministério da Agricultura, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, indicam que até outubro, 57 imóveis rurais localizados nos municípios da Amplasc, já haviam sido inscritos no Cadastro Ambiental Rural, totalizando 1.524,46 hectares (ha). Campos Novos é o município com maior número de cadastros, com 17 imóveis inscritos (504,14 ha). Facilitadores foram treinados para operar o sistema e orientar os agricultores. O serviço é prestado gratuitamente por aproximadamente 1.440 técnicos distribuídos em todos os municípios do Estado.

Sobre o CAR O CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis ou posses rurais, que regulariza a situação ambiental da propriedade e que deve ser feito até maio de 2015, prazo prorrogável por mais um ano. O Cadastro é um instrumento fundamental para o proprietário rural regularizar a situação ambiental da propriedade. Ao preencher o documento, o agricultor receberá um certificado de cadastramento, que prova o cumprimento das exigências ambientais. Caso a propriedade rural esteja em inconformidade com a legislação, o proprietário irá aderir ao Programa de Recuperação Ambiental (PRA). Nele serão estabelecidos prazos e ações de recuperação ambiental. Com a implantação efetiva do CAR em Santa

Catarina, os proprietários ou possuidores de imóveis rurais ficaram desobrigados da averbação da reserva legal em cartório, o que reduz os custos e simplifica os procedimentos de regularização ambiental.

Benefícios O engenheiro florestal Bruno Henrique Beilfuss, da Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, que esteve em Campos Novos para um dos treinamentos de técnicos, enfatiza que o principal benefício do Cadastro Ambiental Rural é o reconhecimento das áreas consolidadas dentro do imóvel rural. “O proprietário tem a possibilidade de registrar as áreas que foram consolidadas com atividades agrossilvopastoris anteriormente a 28 de julho de 2008 e em função disso ele tem uma série de benefícios legais, se optar pela regularização de algum passivo ainda existente quanto a APP (Área de Preservação Permanente) e reserva legal”, esclareceu. Outro benefício citado pelo engenheiro é que a partir da inscrição no CAR, o agricultor já atende a um requisito importante da lei, que é possuir o cadastro para acessar crédito. Uma medida que vem auxiliar na gestão e regularização ambiental da propriedade. “É uma medida necessária e eu entendo que vem para simplificar tanto o processo de gestão ambiental, quanto o processo de regularização ambiental da propriedade”, concluiu Bruno Henrique Beilfuss.

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Revista


CANOLA

A bola da vez

Há três anos agricultores de Campos Novos investem na canola. Área plantada nesta safra foi de 1500 hectares. Cultura é uma boa alternativa no inverno.

Aquele que olha uma lavoura de canola em período de floração jamais esquece a cena. A beleza inconfundível da plantação da oleoginosa é vista hoje nos campos do município de Campos Novos. Porém, a canola tem mercado garantido tanto para elaboração de óleos destinados à alimentação humana, como pode ser utilizada na produção de biodiesel. Por esses e outros motivos, a Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, por meio da equipe técnica, trouxe esta cultura para a região. A canola é uma opção para os agricultores que deixam áreas em pousio ou plantam aveia apenas para cobertura das áreas com a finalidade de plantar na safra de verão, a cultura do milho. De acordo com o Engenheiro Agrônomo, Cristiano Nascimento, em 2012, a área plantada de canola em Campos Novos foi de 150 hectares e como a cultura se desenvolveu bem, na safra de 2013, a área foi de

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A comercialização da canola é rápida e há venda garantida do produto, além de que o preço é baseado no da soja. Outra vantagem é o uso de nutrientes presentes no solo, e nós fizemos um comparativo na última safra de que o milho semeado na área de canola rendeu mais do que em outra área, então a canola faz uma rotação de culturas e aumenta a produtividade em culturas subsequentes.

”


CANOLA to destaca que existe seguro e crédito destinados à produção e a condução das lavouras é semelhante a da cultura do trigo. “Quanto a investir, o produtor fica tranquilo, pois há seguro e crédito para a cultura da canola. Além disso, a condução da lavoura é fácil, sendo parecida com a do trigo. Somente no plantio é necessário um kit de disco especial, pois a semente é pequena e na pré-colheita alguns fatores podem influenciar na produtividade, pois é sensível ao vento, por exemplo”, comentou. Quanto ao custo de produção da canola, Cristiano Nascimento destaca que fica em torno de 15 sacos de soja/ha. “O custo de produção não é alto e a média de produção que esperamos nesta safra é de 23 sacos/ha. A adubação é a normalmente utilizada na cultura do trigo e vale ressaltar que ainda estamos aprendendo sobre a cultura. Nós estamos buscando informações e em ensaios já verificamos que para a próxima safra, devemos aumentar a quantidade de sementes/ha e também aumentar um pouco a adubação para ter um incremento de produtividade”, finalizou Cristiano Nascimento.

700 hectares. “Nesta safra de 2014, a área plantada foi de 1.500 hectares e acreditamos que para os próximos anos, esta área permaneça entre 1.500 a 1.700 hectares. O que nós vemos é que esta cultura é uma alternativa excelente para o inverno e apresenta alguns diferenciais tanto de produção como de comercialização”, informou Cristiano. Sobre estes diferenciais, o Engenheiro Agrônomo ressalta os principais benefícios. “Eu considero que há um tripé que diferencia a cultura e os produtores já conferem estes resultados. A comercialização da canola é rápida e há venda garantida do produto, além de que o preço é baseado no da soja. Outra vantagem é o uso de nutrientes presentes no solo, e nós fizemos um comparativo na última safra de que o milho semeado na área de

canola rendeu mais do que em outra área, então a canola faz uma rotação de culturas e aumenta a produtividade em culturas subsequentes. Fizemos este comparativo lado a lado e vimos o resultado diferenciado. Outro fator deste tripé é que a cultura não compete com áreas de trigo, então, é uma boa alternativa para os agricultores de nossa região”, explicou. Quanto ao uso de nutrientes, pesquisas evidenciam que a canola tem a vantagem de utilizar o nitrogênio residual, além de interromper o ciclo de doenças fúngicas do trigo e milho, como giberela, glomerela, septória e cercosporiose, controla ervas daninhas e apresenta tolerância ao estresse hídrico. Com áreas para cultivo da cultura no Brasil e principalmente na região de Campos Novos e com demanda existente, o Engenheiro Agrônomo Cristiano Nascimen-

Engenheiro Agrônomo, Cristiano Nascimento

Produtor satisfeito com os resultados O agricultor Fernando Rupp e seu pai Ademar Rupp investiram desde o início do projeto da Coocam na cultura da canola e desde o primeiro ano, os resultados foram satisfatórios. De acordo com Fernando, na primeira safra a área de testes foi de 15ha e na segunda safra a área foi de 40ha. Nesta safra de 2014, porém, a área mais que dobrou. “Nesta safra plantamos uma área de 85 ha e para a próxima safra, já estamos trabalhando com uma expectativa de semear 100/ha de canola. Vemos que esta é uma boa cultura para o inverno e temos um bom resultado na cultura do milho, além de que o investimento para produção de canola não é alto”, informou Fernando Rupp. Quanto à colheita desta safra, Fernando se mostra contente com o resultado. “Nós iniciamos a colheita e na primeira área tivemos uma produção média de 23 sacos/ha e temos mais uma área para colher nos próximos dias, então, pelo custo de produção, consideramos a canola como um bom investimento”, finalizou.

Fernando Rupp

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NO CAMPO

Quebra na safra de trigo na região Área semeada foi até maior neste ano, porém, fatores climáticos prejudicaram produtividade e qualidade do cereal colhido na região.

Silvio Zanon e Nelson Alves de Carvalho A colheita do trigo iniciou na segunda semana de novembro na região de Campos Novos e as expectativas de quebra na produção se confirmaram. Com área de plantio de 9 mil hectares (ha), superior a registrada na safra de 2013 (8.500ha), a produtividade foi abaixo do esperado e a qualidade também não é das melhores. De acordo com dados da Epagri, a quebra de produtividade deve ser de 6,5%, com rendimento 12% abaixo da safra passada. Se a produtividade média obtida na safra de 2013 foi de 65 sacos/ha, neste ano a média deve fechar em torno dos 57 sacos/ha. Na grande região de Campos Novos, que abrange todo o meio-oeste, além da região de Curitibanos, nesta safra foram cultivados 13 mil/ha de trigo, contra 12 mil/ha em 2013. De acordo com o Técnico em Agropecuária da Cooperativa Agropecuária Camponovense – Coocam, Silvio Zanon, nesta safra de trigo, o que chamou atenção de todos foi o clima. “Tivemos um

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inverno atípico em relação aos últimos cinco anos. Foi um inverno quente e com geadas fora de época e que apresentaram alta intensidade e isso interferiu significativamente no desenvolvimento da cultura, prejudicando o potencial produtivo”, informou. Segundo Silvio Zanon, além disso, na fase de enchimento de grão do trigo, períodos chuvosos fizeram com que a qualidade baixasse. “Esses fatores então fizeram com que a média produtiva baixasse e a qualidade do trigo ficou limitada”, ressaltou.

Preço é que o que desanima produtor Se o investimento na cultura do trigo é alto, com custo de produção médio de R$ 1.800,00 por hectare, o preço é outro fato desanimador. No dia 13 de novembro, por exemplo, o saco de trigo tinha valor de R$ 30,00, fazendo com que o produtor tenha média de produção de 60 sacos/ ha para cobrir apenas os custos de produção. O agricultor Nelson Alves de Carvalho cultivou 110ha de trigo nesta safra, a mesma área de 2013 e espera

obter uma média de produtividade de 60 sacos/ha. “O preço do trigo desanima o produtor e o que sobra mesmo ao final da safra é a palhada, a cobertura para a soja. Eu sempre cultivo esta área pela rotação de culturas, que é fundamental para garantir sucesso na atividade. Para se ter uma ideia, na safra de 2013 tivemos uma média de 73 sacos/ha em nossas áreas e nesta safra, nós estamos com expectativa de fechar a área em 60 sacos/ha”, informou Nelson Alves de Carvalho. O clima interferiu significativamente na produção de trigo do agricultor. A perda registrada com granizo na área de trigo de Nelson foi de 5%. “Tivemos temporais de granizo e muita chuva em momentos específicos de desenvolvimento da cultura que interferiram na produtividade e principalmente na qualidade do trigo”, ressaltou o agricultor. Com o alto investimento realizado nas áreas, Nelson acredita, porém, que a safra do trigo vai ser satisfatória. “Nesta área que estamos colhendo, a qualidade do trigo é boa, é tipo 1, então isso dará um melhor retorno financeiro”, finalizou. Manejo correto – Com o alto investimento desde a semeadura do trigo até a colheita, o produtor do cereal precisa levar em conta as recomendações e aplicações necessárias durante todo o ciclo da cultura. Segundo o Técnico em Agropecuária da cooperativa, Silvio Zanon, o produtor de trigo é consciente das necessidades da cultura. “O Departamento Técnico da cooperativa acompanha todo o desenvolvimento da cultura e o produtor entende e realiza as aplicações necessárias e nós percebemos que hoje, nas áreas que já foi realizada a colheita, o potencial produtivo está acima da média estimada por órgãos de pesquisa e a qualidade também é superior e isso é resultado do manejo do trigo e do alto investimento em adubação, por exemplo”, ressaltou.


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