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Campos Novos-SC, Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025.

COLUNA

Sabores:

uPág. 04

ESPECIAL

AGOSTO LILÁS:

Defensora Pública, fala sobre atuação jurídica.

uPágs.06 e 07

EMPRESARIAL

Conheça Ana Rosa, Nova colunista de Moda do Jornal O Celeiro.

uPág. 10

O trabalho do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente. COMUNIDADE

uPág. 13

COLUNAS

Cuidados com Pets

Vacinação contra raiva em cães e gatos

A raiva é uma doença viral que afeta cães e gatos, transmitida pela saliva de animais contaminados, geralmente por meio de mordidas e arranhões.

Os cães e gatos são os principais transmissores, seguido dos morcegos , raposas , saguis e outros mamíferos silvestres.

É importante salientar que somente animais infectados transmitem a doença pela saliva, geralmente por mordida, o vírus se propaga do local de entrada através dos nervos para a medula vertebral ou tronco encefálico e, em seguida, para o encéfalo.

Os sintomas iniciais da raiva humana são inespecíficos, como dor de cabeça, náuseas, febre, no entanto, à medida que a doença se desenvolve, surge sintomas relacionados à função cerebral, como confusão, agitação, comportamento anormal, alucinações e insônia. Podendo evoluir para salivação excessiva, dificuldade de deglutir e convulsões.

A evolução é rápida e pode levar a morte em 2 a 7 dias após o aparecimento dos sintomas.

Nos cães os sin-

tomas são semelhantes, também é observado mudança de comportamento, salivação excessiva, dificuldade para deglutir, convulsões e evolui rapidamente para morte.

A raiva é uma doença quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação preventiva.Em cães e gatos a vacina da raiva pode ser administrada a partir dos 3 meses de idade, em dose única e posteriormente deve se realizar reforço anual.

Outra medida importante é evitar tocar em animais silvestres.

A erradicação da raiva animal é uma prioridade, principalmente nas cidades, devido a letalidade da doença.

Os casos de rai-

va canina e felina reduziram drasticamente no Brasil, devido a vacinação em massa de cães. É importante manter os pets vacinados , pois a raiva animal que é transmitida por animais silvestres ainda é uma ameaça real para cães, gatos e humanos.

A vacina é destinada a cães e gatos a partir de três meses de idade, com dose única de 1 ml administrada preferencialmente por via subcutânea. A imunidade se estabelece 21 dias após a vacinação e a proteção dura um ano, sendo necessária a revacinação anual. Fêmeas prenhes ou lactantes também podem ser vacinadas. Além disso, a vacina não é aplicada em outras espécies animais, como macacos, hamster, coelhos, raposas, furões etc.

Por: Vanessa Barcarolo Vida com Patas Clínica Veterinária

OAB em Destaque

Análise de Risco na Compra e Venda de Imóveis: se proteger ou contar com a sorte?

Comprar um imóvel é, para a maioria das pessoas, um dos maiores investimentos da vida, seja para morar, investir ou revender. Encontrar o imóvel ideal, negociar e finalizar a compra, são etapas empolgantes, mas que geram várias inseguranças em relação ao negócio. E não é sem razão, já que esse tipo de transação pode esconder riscos jurídicos graves, capazes de gerar incômodos, tanto ao comprador como ao vendedor.

Essa importante decisão, muitas vezes, é tomada sem os devidos cuidados. Com isso, podem surgir problemas de natureza documental, no histórico do imóvel, com as partes ou terceiros, e até pendências só descobertas após a conclusão da compra e venda, gerando grandes transtornos e prejuízos, que poderiam ser prevenidos. É nesse contexto que se insere a análise de risco imobiliário, etapa essencial para garantir uma transação segura e tranquila. Trata-se de um verdadeiro “check-up” do imóvel, dos documentos e das partes envolvidas.

Nesse proces-

PARCEIROS: >Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). >Membro da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina (Adjori)

so, são verificados aspectos importantes, dentre os quais:

uA matrícula do imóvel e seu histórico;

uA existência de pendências judiciais ou extrajudiciais envolvendo o bem e as partes;

uDívidas tributárias ou condominiais que gravam o imóvel;

uSe quem está vendendo possui, de fato, legitimidade para realizar a transação; u Capacidade econômico-financeira do comprador;

uAnálise de mercado; uVistoria no imóvel, com verificação das condições estruturais, conservação e vícios aparentes;

Vale destacar que a identificação de pendências não significa, necessariamente, que o negócio não poderá ser realizado. Porém, esses riscos devem ser considerados e influenciarão diretamente na negociação, especialmente no valor do imóvel.

Ao identificar e avaliar potenciais problemas antes de finalizar o negócio, você poderá tomar decisões conscientes e embasadas, evitando surpresas desagradáveis e prejuízos não calculados, além de estar em uma posição mais forte para negociar o preço e as condições da compra. Ressalta-se

Advogada – OAB/SC 71.343

que, de nada adianta fazer uma boa análise de riscos e não investir em uma boa assessoria de negociação e elaboração do Contrato de Compra e Venda

Para quem busca tranquilidade e segurança jurídica do negócio, antes e depois da assinatura da documentação, a continuidade da análise de risco é o estabelecimento dos termos da negociação e a elaboração diligente do contrato.

Realizar uma compra e venda segura exige mais do que boa vontade: exige análise e assessoria jurídica. A análise de risco nas transações imobiliárias é um processo complexo, que exige conhecimento jurídico especializado e que reflete tranquilidade e segurança jurídica para as partes.

Por isso, contar com a orientação de um(a) advogado(a) de sua confiança, antes de assinar ou fechar qualquer negócio, é fundamental para garantir tranquilidade e evitar surpresas desagradáveis.

Um investimento tão importante como a Compra e Venda de Imóveis merece, e exige, muita cautela. A análise de risco é o melhor caminho para proteger o seu patrimônio. Conte com orientação jurídica especializada para isso.

Especialista em Direito Imobiliário

Circulação: Abdon Batista, Brunópolis e Campos Novos

Impressão: Gráfica Araucária/ Lages-SC . Tiragem: 1000/ Exemplares/Semana

COLUNAS

Do Discurso à Prática: “A Fissura da Gastronomia Local” ou “A Ponte entre o Chef e o Campo”

A filosofia do "quilômetro zero" é um canto de sereia na gastronomia: sutil, atraente e, muitas vezes, fatalmente utópica. É a promessa de uma conexão direta, quase poética, entre a terra e o prato—um resgate da pureza, da sazonalidade e do trabalho manual do pequeno produtor. O discurso, como sempre, é belo, mas a prática revela as fissuras que separam o ideal da realidade. E não se engane: não estamos falando de um mero desvio, mas de um abismo cavado pela falta de pontes.

A ironia reside no paradoxo: o chef, em sua busca por autenticidade e diferenciação, anseia pela matéria-prima que carrega uma história, um DNA único. O pequeno agricultor, por sua vez, opera em uma lógica de sobrevivência, de venda garantida e de preço justo. A busca de um e a necessidade do outro deveriam convergir, mas frequentemente se repelem. O produtor, isolado, desconhece as exigências de uma cozinha de alta gastronomia; e o

chef, imerso em seu cotidiano caótico, não tem tempo para a garimpagem de porta em porta. O resultado?

O "quilômetro zero" se converte em mero artifício de marketing, e os ingredientes nobres são obtidos por canais de distribuição que pouco ou nada têm de heroico. A narrativa da fazenda à mesa vira um conto de fadas, e os ingredientes, transportados por longas distâncias, tornam-se apenas mais uma commodity no mercado.

No entanto, há quem, em meio a essa paisagem de desencontros, consiga construir a ponte. A trajetória de um cozinheiro como Pedro Soares serve de mapa para essa ambição, já que o levou a alguns dos mais renomados centros da vanguar-

da culinária mundial. Sua busca por excelência o fez estagiar no Noma, em Copenhague, Dinamarca—um verdadeiro templo da gastronomia nórdica, onde a filosofia do ingrediente sazonal e local é elevada a um nível quase obsessivo. Mas a peregrinação de Pedro não parou por aí. Ele também buscou conhecimento na Fundação elBulliLab, em Barcelona, na Espanha—um laboratório de investigação e criação onde o renomado Ferran Adrià, um dos arquitetos da culinária moderna, desconstruiu a própria ideia de restaurante. Para além desses nomes de peso, sua jornada incluiu experiências em restaurantes e laboratórios criativos na Suécia, Noruega, México e, mais recentemente, China, cimentando sua filosofia de que a verdadeira inovação reside na intersecção entre a técnica apurada e

o profundo respeito pela matéria-prima.

Com um currículo eclético, ele absorveu a essência da vanguarda e a aplicou de forma concreta. Sua cozinha no restaurante Puro, em Jurerê Internacional, não se limita ao discurso; ela pratica a arte da conexão, traduzindo o universo do pequeno produtor em pratos que ressoam a identidade catarinense. A Quirera com Camarões Rosa e Copa Maturada é um poema à terra e ao mar, unindo a rusticidade de um ingrediente clássico do interior à leveza de um camarão local, harmonizados pela precisão de uma charcutaria artesanal. Da mesma forma, o Arroz Serra & Mar, com suas carnes curadas selecionadas, é a prova de que a inventividade não está em mimetizar o que se faz na Europa, mas em aprimorar o que já é genuinamente nosso,

construindo uma rede de valor que beneficie a todos.

Para que a filosofia do quilômetro zero se torne uma realidade sustentável, é preciso mais do que um cardápio bonito. É fundamental um esforço coordenado, um olhar atento para o que está à nossa volta, para além das vitrines dos grandes centros. É preciso que a visão do Estado e a ambição do mercado se unam, que a

burocracia se converta em facilidade e que a distância entre o produtor e o consumidor seja reduzida não apenas por pontes físicas, mas por um entendimento mútuo. E é com essa esperança que Campos Novos se prepara para um evento que pode ser o primeiro tijolo de uma nova construção: um encontro onde chefs, indústrias e produtores de Santa Catarina se sentarão à mesma mesa—não para debater a utopia do "quilômetro zero", mas para, de fato, começar a construí-la. É uma oportunidade para que se celebre não apenas o prato, mas a jornada, o trabalho e o sonho de todos os que fazem a verdadeira gastronomia. Afinal, a perfeição de um prato não reside apenas em seu sabor, mas na história de todos os que contribuíram para sua criação.

Quirera com Camarões Rosa e Copa Maturada Arroz Serra & Mar
Arroz Serra & Mar
Pedro Soares

COLUNAS

Judocas de Campos Novos, participaram na última semana, da Regional Oeste Chapecó. No total Fomos 14 Atletas, competiram, conquistando 11 medalhas, para o município.

Resultados: uCampões: Bernardo César Plestch, Ariel Renan Thibes, Angelo Gabriel Mazo e Lenon Cordeiro. u2º Lugar: Arthur Rossi, Mateus Rocha Souza, Ana Clara costa, Pedro Molon e Pablo Guzatti Lins. u3º Lugar: Gabriela Dani, Willian santos junior. u5º Lugar: Sofia Souza Morais, Maria Vitória dos santos e Erick Matheus dos Santos.

Os atletas representaram muito bem o município provando que o Judô, está entre os melhores no regional. Agradecimentos à Secretaria de Esporte, em nome do Secretário, Elison kunen. Judô Camponovense: Professor sensei Claudecir Rossi.

VEM AÍ...

A Câmara de Dirigentes Lojistas, já está reservando mesas para mais uma edição do Remember Fest. O evento acontece no Galpão Crioulo, em Campos Novos.

Será o maior evento retrô de todos os tempos. Na programação está prevista apresentação da 'Celebration Band'. Serão 05 horas de show com os clássicos dos anos 60 a 2000, além de Luiz Maurício, Wilma e Vitória. O evento acontece no dia 25 de Outubro. Venda de Mesas: (49) 98848.6628.

INVESTIMENTO

O Sicoob 'Novos Campos', reafirma seu compromisso com o bem-estar da comunidade, realizando na última semana, a entrega de um carrinho elétrico infantil à Fundação Hospitalar Dr. José Athanázio.

A doação tem como objetivo proporcionar mais conforto e acolhimento às crianças em deslocamento para o centro cirúrgico.

A equipe Sicoob de Campos Novos, acredita que pequenas ações podem transformar experiências e fortalecer vínculos.

Juntos, construímos uma sociedade mais humana e cooperativa, reforçando a atuação em causas da comunidade e o senso de cooperação.

07 dE SETEMbrO

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura, já está organizando o tradicional Desfile Cívico em comemoração ao Dia da Independência do Brasil, que neste ano será realizado no domingo, 7 de setembro, a partir das 14 horas.

A concentração dos participantes será próxima às Lojas Leão, na Rua Coronel Farrapo, com o percurso seguindo até a frente da Casa da Cultura, na Praça Lauro Müller, onde ocorrerão as principais homenagens e apresentações.

O desfile contará com a participação de escolas municipais, estaduais e particulares, além de entidades comunitárias, grupos culturais, associações civis e equipes esportivas, reforçando o caráter integrador do evento.

Durante o desfile, haverá apresentações artísticas que exaltam o patriotismo, a história e a cultura brasileiras, incentivando o civismo e fortalecendo valores essenciais para a formação cidadã.

A Prefeitura convida toda a comunidade para prestigiar o evento. Entidades interessadas em participar devem procurar a Secretaria Municipal de Educação e Cultura para mais informações e inscrição.

VEM AÍ...

Já está marcada para 22 de novembro a 10ª Feijoada do Pedrão. A festa + Charmosa da Região, inicia em breve a venda de ingressos. Na foto os realizadores: Jacó Stefanes, Felipe Sbrussi, Pedro Bebber e Luiz Bebber.

AGOSTO

Defensora pública detalha atuação em casos de violência contra mulheres

Finalizando série especial sobre a Campanha Agosto Lilás, que tem como objetivo fortalecer o Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, ouvimos:

Rafaela Ramacciotti

Defensora Pública de Campos Novos

Profissional fala sobre a atuação da Defensoria Pública no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica.

EXPERIÊNCIA E ATUAÇÃO

“Meu nome é Rafaela, sou defensora pública aqui em Campos Novos há pouco mais de um ano e meio. Ingressei na Defensoria Pública de Santa Catarina em 2023. Antes, trabalhei na Defensoria Pública do Rio de Janeiro, com mulheres vítimas de

violência doméstica”, relatou.

Em Campos Novos, a Defensoria atua em casos criminais, ações de família, justiça de infância e juventude, medidas protetivas, ações de saúde, e de registros públicos.

Rafaela explica que, o atendimento é prestado a qualquer uma das partes do processo, dependendo de quem procurar o órgão primeiro, podendo envolver tutelas de crianças e adolescentes, proteção de direitos e questões rela-

cionadas a patrimônio e poder familiar.

ATENDIMENTO HUMANIZADO E SIGILOSO

O atendimento da Defensoria é realizado de forma humanizada, com reuniões

periódicas da equipe e orientação de estagiários e servidores.

“Quando mulheres nos procuram, questionamos sobre o desejo de afastamento do agressor, solicitação de medida protetiva e explicamos os procedimentos envolvidos. Em ações de família, apresentamos as possibilidades de processos e ouvimos a preferência da mulher sobre audiências de conciliação, inclusive de forma remota, se desejar”, detalhou.

Rafaela também mencionou que a sede da Defensoria está passando por reforma, com o objetivo de melhorar a privacidade e a qualidade do atendimento.

LEI MARIA DA PENHA E MEDIDAS DE PROTEÇÃO

A defensora lembrou que a Lei Maria da Penha surgiu a partir da responsabilização do Estado brasileiro perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, no qual reconheceu a negligência no combate à violência doméstica.

“A lei possui um âmbito criminal, mas principalmente protetivo, abrangendo relações familiares, de convivência e afetivas. Qualquer situação de violência decorrente do gênero permite que a mulher tenha acesso à proteção prevista na lei”, explicou.

Entre os mecanismos de proteção, Rafaela detalha que as medidas protetivas podem incluir a proibição de aproximação do agressor, o afastamento do lar, a suspensão do direito do agressor de portar armas, a regulamentação de visitas aos filhos, a prestação de pensão alimentícia, o acesso a bens e patrimônio, a matrícula de filhos em escolas próximas ao novo local de residência, o auxílio aluguel ainda em processo de regulamentação mu-

“A lei possui um âmbito

criminal, mas principalmente protetivo, abrangendo relações familiares, de convivência e afetivas. Qualquer situação de violência decorrente do gênero permite que a mulher tenha acesso à proteção prevista na lei.

nicipal e outras medidas urgentes destinadas a garantir proteção imediata.

O pedido de medida protetiva é considerado urgente: a polícia tem 48 horas para enviar à Justiça, que também dispõe de 48 horas para análise. Em caso de descumprimento, o agressor pode sofrer sanções como prisão preventiva, uso de tornozeleira eletrônica ou acionamento do botão do pânico. Rafaela destacou que, em algumas situações, a mulher não deseja que a questão vire criminal, buscando apenas o afastamento do agressor. Nesse caso, a Defensoria pode ajuizar a medida de forma independente.

disponha de recursos, quando houver restrição de acesso a bens ou renda devido à situação de violência.

Além das medidas protetivas, são comuns ações de guarda, alimentos, divórcio e partilha de bens, incluindo solicitações de mudança de cidade ou estado, garantindo segurança e subsistência durante o processo.

ACOMPANHAMENTO

JURÍDICO E AÇÕES DE FAMÍLIA

A defensora explicou que a Defensoria garante acompanhamento jurídico em processos criminais, conforme artigos 27 e 28 da Lei Maria da Penha, inclusive em tribunal do júri, dependendo da estrutura disponível na comarca.

Quanto à renda, a regra geral é que a Defensoria atende pessoas sem condições financeiras de custear advogado particular. Para mulheres vítimas de violência, a orientação será dada independentemente da análise de renda, e pode haver a atuação integral mesmo que a mulher

Rafaela observou que ainda não houve aumento significativo na procura, mas ressaltou a importância da divulgação de informações sobre direitos e órgãos de apoio.

“É fundamental que as mulheres saibam que podem buscar proteção e amparo em diversos órgãos públicos, incluindo a Defensoria”.

ORIENTAÇÃO ÀS MULHERES

Ao final da entrevista, Rafaela deixou uma orientação direta às mulheres: podem buscar atendimento e orientação em delegacias, Ministério Público, Poder Judiciário ou Defensoria Pública. “Não estão sozinhas e podem acessar mecanismos para romper a situação de violência”, concluiu.

CAMPANHA

CAPA

Tanizer Hoppen Lindner: Uma história de superação e fé no enfrentamento do câncer

Após seis anos, Jornal O Celeiro, relembra caminho percorrido por Tanizer em 2019.

Em uma exclusiva entrevista ao Jornal Celeiro, Tanizer Hoppen Lindner compartilhou sua história de batalha e vitória contra um câncer raríssimo, um osteossarcoma na tíbia. Com coragem e serenidade, ela relatou cada etapa do processo, ressaltando a importância do diagnóstico precoce, da saúde preventiva e do apoio da família, além da fé como elemento fundamental para atravessar momentos tão difíceis.

Tanizer recorda que o primeiro grande desafio foi lidar com a queda de cabelo. “Foi muito ruim me imaginar careca. Mas logo isso foi superado, me adaptei usando lenços e me sentia bem”, comenta.

*Fotos:

O cabelo caiu no 15º dia após a primeira sessão de quimioterapia, marcando o início de um tratamento

que duraria sete anos e incluiria intervenções oncológicas e ortopédicas. Durante esse período, enfrentou diversos

efeitos colaterais, infecções, internações, dois fixadores externos e ainda precisou lidar com outro tumor, um microcarcinoma na glândula tireoide. No total, passou por sete cirurgias, além de procedimentos menos invasivos.

O início do tratamento foi especialmente desafiador. Tanizer não sabia como seu corpo reagiria aos medicamentos nem quais efeitos colaterais enfrentaria. O protocolo incluía 72 horas de infusão contínua, exigindo cinco dias de internação. A primeira quimioterapia foi administrada por uma veia no pescoço, com uma punção extremamente dolorosa, durante o procedimento de colocação do cateter Port-a-Cath. Posteriormente, toda a medicação pôde ser aplicada por meio do cateter, com punções simples e praticamente indolores.

JORNADA

O segundo ciclo de quimioterapia trouxe outro momento crítico. Após sofrer os efeitos da primeira sessão, Tanizer chegou a pensar em desistir do tratamento. No entanto, encontrou força na fé: “Tive uma inspiração, que hoje sei que foi o agir de Deus, e decidi aceitar que precisaria passar por todo o processo. Escolhi enfrentar tudo sorrindo, pois desistir não era uma opção.” Essa decisão marcou o início de um enfrentamento com coragem e determinação, mantendo a mente positiva mesmo diante das adversidades.

A fé e a positividade foram, segundo Tanizer, pilares funda-

contando a história de Tanizer em 2019, marcou pelo olhar.

mentais em sua recuperação.

“Existem momentos em que não temos poder de ação, então é preciso entregar a Deus, fazer sua parte e seguir firme e confiante na vitória. A fé não é um sentimento, é uma convicção. Eu sabia que seria curada, mesmo que o processo fosse doloroso e sofrido. E aceitar sorrindo foi a melhor opção, porque tudo cooperou para a minha melhora”, conta.

Durante o tratamento, Tanizer manteve pensamentos positivos e visualizava seu futuro: sonhava com a formatura, casamento, filhos, trabalhar e andar sem auxílio de andador. O apoio da família foi essencial: a mãe esteve incansavelmente ao seu lado, o pai e os irmãos participaram quando possível, e amigos e outras pessoas deram suporte com orações e palavras de incentivo. Entre os desa-

Tive uma inspiração, que hoje sei que foi o agir de Deus, e decidi aceitar que precisaria passar por todo o processo. Escolhi enfrentar tudo sorrindo, pois desistir não era uma opção.
“ Tanizer Hoppen Lindner
Reportagem publicada
Anai Hoppen (Mãe), e Tanizer
Arquivo Pessoal

fios mais intensos, ela destaca a mucosite, que surgiu no final do segundo ciclo de quimioterapia, obrigando-a a se alimentar por sonda nasoenteral durante 28 dias. Em outro momento, uma infecção no cateter Port-a-Cath trouxe grande risco, exigindo cirurgia e transfusão de plaquetas.

Apesar das dificuldades, Tanizer afirma: “Foi em meio ao caos que me apresentei a Jesus, e tudo mudou. Entendi que Ele estava cuidando de tudo, que havia um propósito maior no que eu estava vivendo.”

ALERTA

Ela reforça a importância de estar atento aos sinais do corpo e buscar auxílio médico sem demora. No seu caso, uma dor persistente na canela levou à consulta com um médico vascular e depois um ortopedista, que pediu um raio X e encaminhou para um oncologista.

O diagnóstico de osteossarcoma foi confirmado cerca de 40 dias depois, e a atitude rápida do profissional foi crucial para que o tratamento começasse a tempo. Tanizer alerta: “Nosso corpo dá sinais quando algo está errado. Quanto antes iniciar

o tratamento correto, maior a chance de cura.”

Além do diagnóstico precoce, Tanizer destaca a relevância da saúde preventiva e da alimentação. Durante o tratamento, estudou sobre o tema e recomenda a leitura do livro Anticâncer, de David Servan Schreiber, que aborda a relação entre alimentação e sobrevida pós-câncer, reforçando a importância de manter o corpo forte e saudável.

A experiência também trouxe aprendizados sobre resiliência física e emocional. Tanizer se descobriu capaz de enfrentar situações extremas, entendendo que a doença não era mais forte do que ela.

“Tive que aceitar o meu processo e acreditar que tudo era necessário para me aproximar de Jesus e valorizar cada aspecto da vida. A gratidão se tornou essencial”, explica.

Após vencer a doença, Tanizer realizou outro sonho: a maternidade. Ela relata a felicidade de gerar sua filha, valorizando cada instante e percebendo como a maternidade trouxe novas motivações e transformações em sua forma de viver. O amor pela filha, a família e a possibilidade de andar e se movimentar sem auxílio

refletem, segundo ela, a importância de apreciar cada detalhe da vida.

Para quem enfrenta momentos difíceis, Tanizer deixa uma mensagem clara: não desistir. “Nossa vida é feita de momentos, bons e ruins. Para Deus, nada é impossível. Peça ajuda, ore, e permita-se enxergar e crer. Tudo muda quando você começa a ver o lado bom da vida”, aconselha.

Ela também reforça que, muitas vezes, os desafios não vêm para destruir, mas para ensinar e fortalecer: “Se tudo o que aconteceu te aproximou de Deus, então era tudo que você precisava.”

Tanizer compartilha ainda que pequenos detalhes, como caminhar, enxergar, ouvir e falar, têm valor imenso. Agradecer pelo que se tem é o maior ato de amor. Ela finaliza com suas duas frases-guia: “Tudo Passa” e “Se tudo o que aconteceu te aproximou de Deus, então era tudo que você precisava.”

Para quem quiser conhecer mais sobre toda a sua trajetória e detalhes do tratamento, Tanizer mantém um blog pessoal com relatos completos: https:// tanizerhoppen.wordpress.com.

CAPA

O Sabor do Japão invade Campos Novos

Com Delivery e Restaurante Fisico, marca é destaque no município e fomenta setor.

Na última semana, o Jornal O Celeiro, deu destaque em reportagem de capa, sobre o avanço da culinária oriental em Campos Novos, nesta semana, contamos a hitória de outras empresas que também crescem baseadas no atendimento à demanda.

KAIPON

Com início das atividades em 2011, Keli Polese Ortiz e Maycon Ortiz, começaram no ramo empreendendo no delivery. "Começamos porque gostava muito de comer sushi e aqui em Campos Novos na época não tinha nenhum, quando queria comer precisava ir à Joacaba que tinha bem pouca opção na época",

comenta Keli. 'Comecei dentro de casa, sem funcionários, trabalhávamos Maycon e eu, com baixo estoque de ingredientes, na época era bastante desafiante conseguir salmão fresco também. Iniciamos com

pedidos antecipados, mas logo de início o telefone começou tocar e virou um tele entrega, e devagar fomos crescendo e ficando cada vez mais conhecidos".

A empresa iniciou com o nome de 'Hai Sushi', mas depois

devido a necessidade de registro, mudou para Kaipon.

"Em 2012, regularizamos a empresa, mas ainda continuamos trabalhando de casa. Em 2014 alugamos uma sala para atender o delivery e a equipe, que também precisava de espaço. A demanda de pedidos começou a crescer. O Hai Sushi, acabou sendo um portal pra muitas pessoas aprender a comer sushi, muita gente conheceu a culinária japonesa através de nós" e isso também nos orgulha, destaca Keli.

"Em 2023 começamos a planejar o restaurante, e aí resolvemos mudar a marca e a identidade visual para marcar essa nova etapa. O Kaipon, hoje é um sucesso, nós, viajamos e buscamos muitas referências fora daqui pra trazer um empreendimento diferenciado para a cidade. Nós acreditamos que Campos Novos merece esse desenvolvimento no ramo. Desde junho de 2024 estamos trabalhando no restaurante físico e continuamos o delivery. Hoje temos 13 funcio nários diretos e mais 2 empresas que prestam serviços terceirizados. Nós somos apai xonados pelo que fazemos", finaliza.

No empreendimento os prin cipais produtos, são: Sushis, sashimis, yakisoba, poke e também porções de petiscos para quem não come sushi.

*Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal

Ana Rosa estreia como nova colunista de moda no Jornal O Celeiro

Coluna retorna com proposta de trazer conteúdos diferenciados ao impresso e ao portal de notícias.

Ana Rosa da Silva Trento chega ao Jornal O Celeiro com uma proposta inovadora: compartilhar conhecimento, dicas práticas e reflexões sobre moda, estilo e imagem pessoal na nova coluna quinzenal voltada a leitores de todos os perfis.

Especialista em estilo pessoal e imagem corporativa, Ana Rosa traz formações nacionais em coloração pessoal, tecidos e consultoria para o varejo, além de uma especialização internacional em Mercado de Luxo na França, o que a coloca em posição de referência para quem busca aprimorar a própria imagem de forma estratégica e autêntica.

Natural de Ponte Serrada, Ana Rosa cresceu em Campos Novos dos 9 meses aos 18 anos. A conexão com a cidade permanece forte: seus pais ainda residem no município e ela busca trazer o filho para conhecer suas origens.

A ligação com o universo da moda surgiu ainda na adolescência, quando desenhava suas próprias roupas e as levava para a costureira, embora tenha inicialmente seguido uma carreira mais tradicional como farmacêutica.

A consultoria de imagem entrou em sua vida em 2019, marcando o início de uma trajetória de transição de carreira que a levou, a partir de 2023, a se dedicar exclusivamente a essa área.

O trabalho de Ana Rosa como consultora de imagem e estilo é definido por ela como um processo que ajuda as pessoas a se vesti-

*Fotos: Arquivo Pessoal

rem com confiança e inteligência.

“O resultado é uma imagem autêntica e alinhada à essência”, explica.

A consultoria atende tanto homens quanto mulheres, e embora o processo seja similar para ambos, os objetivos diferem: homens geralmente buscam aprimoramento da imagem profissional ou auxílio em compras, enquanto as mulheres têm motivos variados, desde mudanças pessoais até estratégias profissionais.

Além do atendimento individual, Ana Rosa realiza consultoria corporativa, conduzindo palestras, workshops e treinamentos. Entre os temas mais procurados estão aprimoramento da imagem no ambiente de trabalho, comunicação e etiqueta profissional.

Ela também adapta os conteúdos para datas comemorativas, como Dia Internacional da Mulher, Ou-

serviços pontuais como a análise de cores ou estratégia de imagem profissional.

Ana Rosa também destaca erros comuns na construção de um guarda-roupa ou definição de estilo:

“Não ter clareza do que realmente gosta e faz sentido para o seu estilo de vida hoje. Muitas vezes compramos por emoção ou por estar na moda, e o resultado é frustração, aquela sensação de não ter nada para vestir.”

Não tenha medo de mudar e saiba que existem profissionais competentes para ajudar.
Ana Rosa da Silva Trento

tubro Rosa ou Dia das Mães. Para Ana Rosa, o impacto desse trabalho é direto: colaboradores se sentem valorizados, melhoram o relacionamento com a empresa e os resultados tendem a crescer. Ela gosta de lembrar a frase de Henry Ford: “Pior do que treinar um funcionário e ver ele sair, é não treinar e ver ele ficar.”

Os atendimentos podem ocorrer presencialmente, na Grande Florianópolis, ou online, com a mesma metodologia e comprometimento. A consultora observa, porém, que perfis mais pragmáticos se adaptam melhor ao formato virtual, enquanto os mais teóricos podem sentir dificuldade em aplicar sozinhos as orientações.

O processo de consultoria começa com uma conversa sincera, para entender o motivo da procura, e pode resultar em serviços variados, desde uma consultoria completa até

Para ela, a diferença entre moda e estilo é essencial: moda é passageira e coletiva, enquanto estilo é individual e atemporal, refletindo personalidade, rotina e valores.

Para quem pensa em mudar o visual, Ana Rosa oferece uma mensagem de encorajamento:

“Se está pensando em mudar, é sinal de que algo interno está acontecendo. Mudanças de vida, como nova cidade, emprego ou estado civil, podem inspirar essa transformação. Não tenha medo de mudar e saiba que existem profissionais competentes para ajudar.”

Na sua coluna quinzenal, Ana Rosa pretende trazer conteúdos variados, alternando entre informações práticas sobre imagem pessoal, comunicação e comportamento, dicas de moda e análise de tendências. Ela planeja envolver os leitores, permitindo sugestões de temas, de modo que os conteúdos sejam úteis tanto para quem acompanha tendências quanto para quem busca praticidade no dia a dia.

Para finalizar, a nova colunista deixa uma mensagem inspiradora: “Não existe fórmula pronta para ter estilo, mas existe processo. Seu maior poder é ser você. Vista-se para se agradar. Somos melhores para o mundo quando somos melhores para nós mesmos.”

Convite aos leitores: acompanhe a coluna de Ana Rosa no

Jornal O Celeiro e fique por dentro de dicas práticas e inspiradoras sobre moda, estilo e imagem pessoal. Para contato direto, você pode acessar o Instagram @anarosa. imagemestilo, o site anarosaimagem.com, enviar e-mail para anarosa.imagem@gmail. com ou ligar para (48) 99600-7522.

Gastronomia Oriental é destaque

Delivery aposta em sabor familiar para conquistar novos rumos e crescimento.

Na última semana, o Jornal O Celeiro, deu destaque em reportagem de capa, sobre o avanço da culinária oriental em Campos Novos, nesta semana, contamos a hitória de outras empresas que também crescem baseadas no atendimento à demanda.

Com um trabalho exclusivo no delivery o Sushi Dushi, iniciou as atividades, no ano de 2020 em Campos Novos.

Tudo iniciou após os proprietários Adnilson da Silva Azevedo e Ilce da Costa Azevedo resolverem empreender em algo diferente, vindo a ideia do Sushi.

O principal objetivo da empresa é satisfazer seus clientes, com os melhores produtos e um cardápio variado.

No topo de vendas, eles tem os tradicionais sushis entre eles Hots e Uramakis.

Prazo prorrogado

O destaque do momento é a Coxinha de Salmão, uma novidade que está sendo um sucesso.

"Nossa motivação é sempre entregar o melhor. Sempre temos retorno dos clientes e conversamos com eles

sobre a sua experiência. Para nós não é só fazer sushi, é entregar um momento especial", comenta Ilce.

Por trabalhar totalmente no ramo de Delivery, o forte da marca são promoções em produtos diferenciados.

O destaque é a Promoção do Dia', Lançamentos e Produtos Exclusivos como o Sanduba de Salmão, também auxiliam para que os clientes experimentem outros itens do cardápio.

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Comissão de Orçamento prorroga prazo de cadastramento de propostas para emendas impositivas.

A Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação da Câmara de Vereadores de Campos Novos fez nova divulgação do cronograma de instrução do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025, incluindo as etapas de apresentação, análise e correção das Emendas Impositivas.

O calendário prevê que entidades e órgãos interessados em solicitar emendas devem realizar o cadastramento no sistema, disponível no site da Câmara (www.camaracamposnovos.sc.gov. br), até o dia 30 de setembro de 2025.

O prazo, inicialmente previsto para encerrar em agosto, foi prorrogado por mais 30 dias, garantindo mais tempo para a formali-

aliado com o sabor familiar e também estão em constante pesquisa e aprendendo ainda mais sobre o ramo e a culinária japonsa.

Na foto o Certificado de Sushi Destaque do Ano, pela pesquisa realizada em Campos Novos (Max Líder.

zação das demandas e apresentação dos planos de trabalho. Após o cadastramento, as propostas serão analisadas pelo setor Jurídico e Administrativo da Casa Legislativa, que verificará sua viabilidade técnica.

No período de 1º a 31 de outubro, será aberto espaço para reapresentação ou correção das emendas que não atenderem aos requisitos legais.

O cronograma também define que, até 10 dias após a entrada

da LOA (Lei de Diretrizes Orçamentárias), na Câmara, os vereadores poderão apresentar suas emendas individuais e de bancada. Já entre os dias 15 e 30 de outubro, a Comissão de Orçamento deverá apresentar o parecer final,

contendo a análise das sugestões populares, emendas apresentadas e conteúdo do projeto.

Se necessário, audiências públicas serão realizadas até oito dias após a divulgação do parecer preliminar. A Câmara re-

força a importância da participação das entidades no processo, pois as emendas são instrumentos fundamentais para atender às demandas da comunidade e garantir investimentos em áreas prioritárias do município.

*Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal
*Imagem e Info: ASCOM/CVCN

O trabalho do CMDCA em Campos Novos

Na última semana, teatro “Quintal de Infâncias”, foi realizado em comemoração aos 35 anos do ECA.

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) de Campos Novos, presidido por Célio Santos, promoveu na quarta-feira, 20 de agosto, no Clube Aqua Camponovense, o espetáculo teatral “Quintal de Infâncias”.

A ação fez parte das comemorações pelos 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e contemplou aproximadamente

1.400 crianças do Ensino Fundamental 1, com idades entre 6 e 12 anos, abrangendo do 1º ao 6º ano da rede municipal de ensino.

O evento teve início às 8h30 e foi dividido em seis sessões ao longo do dia, sendo três pela manhã e três à tarde. A apresentação ficou a cargo da Cia de Teatro Cobaia Cênica, de Rio do Sul, que trouxe ao público um espetáculo lúdico e educativo, valorizando brincadeiras tradicionais e o contato das crianças com a natureza.

Sidineia Kopp, atriz do espetáculo, explicou que “Quintal de Infâncias” busca resgatar as brincadeiras da infância em contato com elementos naturais, como barro, folhas e histórias, proporcionando experiências de transformação e aprendizado de forma livre e divertida. A companhia é composta por cinco integrantes, mas Sidineia realizou a apresentação sozinha em cena, com apoio técnico de som e iluminação de Samuel e Thiago, respectivamente.

Para o presidente do CMDCA, Célio

Santos, o teatro cumpre um papel fundamental na formação das crianças.

“Hoje, neste evento, o público contemplado é o Ensino Fundamental 1 da Rede Municipal de Ensino. O espetáculo é promovido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e comemora os 35 anos do ECA, lei que desde 1990 trouxe grandes avanços na proteção e na garantia dos direitos da criança e do adolescente”.

Célio também ressaltou a importância do cuidado com a chamada “adultização” precoce

das crianças, fenômeno potencializado pelo uso excessivo de telas e pelo acesso antecipado a conteúdos digitais inadequados.

“Nossa preocupação é com o bem-estar das crianças e adolescentes, que muitas vezes ficam presos à tecnologia e se distanciam das brincadeiras saudáveis, da convivência familiar e social, que o ECA busca proteger e incentivar”, explicou.

O presidente do CMDCA ainda apontou que a ação é direcionada inicialmente à rede municipal, devido ao grande número de alu-

nos, e que futuramente será estendida a redes estaduais e particulares. Ele destacou que a gestão do conselho (2025-2026) pretende dar continuidade a projetos semelhantes e a eventos como o primeiro Fórum Regional do CMDCA, que terá Campos Novos como sede, reunindo municípios da região para aprimorar o trabalho em prol das crianças e adolescentes.

Elinêz Guarda, secretária do CMDCA, reforçou o papel do conselho na proteção dos direitos infantojuvenis.

“Nos reunimos mensalmente com representantes governamentais e não governamentais para discutir temas relevantes, diagnosticar demandas e planejar ações. Nosso objetivo principal é preservar os direitos das crianças e adolescentes e atuar de forma efetiva para garantir sua proteção e desenvolvimento”, explicou.

O ECA, desde

sua criação em 1990, representa um marco legal essencial na proteção integral das crianças e adolescentes no Brasil. Entre seus objetivos, está a assegurar o direito à educação, saúde, lazer, convivência familiar e proteção contra qualquer forma de negligência, exploração ou violência. Eventos como o “Quintal de Infâncias” reforçam esses princípios, ao promover atividades lúdicas, educativas e culturais que estimulam a convivência, o respeito e o desenvolvimento saudável das crianças.

A parceria entre o CMDCA e a Secretaria Municipal de Educação demonstra a importância da articulação entre órgãos públicos e sociedade civil na implementação de políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, fortalecendo a aplicação prática do ECA e incentivando o protagonismo infantojuvenil de forma segura, saudável e educativa.

Fotos: Lilian de Lima/O Celeiro
Conselheiros e a Cia de Teatro

A volta aos palcos depois de lesões e desafios

As duas últimas preparações do fisiculturista Eduardo Côrrea foram marcadas por grandes desafios, tanto físicos quanto de saúde. Mesmo diante das dificuldades, ele decidiu não desistir do esporte e voltou a competir em julho de 2025, alcançando resultados importantes.

Na preparação para o campeonato Eduardo Corrêa, o atleta enfrentou uma dor persistente no ombro direito. Foram dias intensos, com uso de medicações para aliviar o desconforto, mas sem deixar de treinar. A situação se estendeu até a competição, na qual ele conquistou o 5º lugar. O momento teve ainda um significado especial: levar a mãe para acompanhar de perto sua participação.

Após o cam-

peonato, as dores não cessaram e começaram a limitar a rotina de treinos. Consultas médicas e exames apontaram o diagnóstico de bursite subacromial.

O tratamento, feito ao longo de nove meses, envolveu fisioterapia e medicamentos. Nesse período, os treinos foram adaptados

apenas para pernas, costas e braços. Entre incertezas, frustrações e até a possibilidade de cirurgia, ele chegou a cogitar abandonar o fisiculturismo, esporte ao qual sempre se dedicou.

Em março de 2025, já sem limitações, Eduardo voltou aos treinos. O retorno

*Imagens: Arquivo/Pessoal

reacendeu a paixão pelo fisiculturismo e trouxe novamente o desejo de subir aos palcos. Contando com o apoio da Mega Nutrição, Semideus Suplementos e LPF com Edna Antunes, iniciou uma nova prepa ração.

ch César Vezaro, come çou um processo acele

rado, com sete semanas de “mini bulking” e cinco semanas de preparação. Foram treinos quatro vezes por semana, conciliados com a rotina de trabalho e estudos. Pouco antes da

antecederam o evento, ele apresentou sintomas de sinusite bacteriana, que poderiam evoluir para pneumonia.

Para não comprometer a preparação, optou por não realizar o tratamento medicamentoso e ficou dez dias sem treinar, priorizando a recuperação da saúde.

Na pesagem, outro contratempo: uma intoxicação alimentar. Os conselhos eram de não competir e buscar hidratação, já que o corpo vinha de uma fase frágil. Ainda assim, ele decidiu subir ao palco. No domingo, 20 de julho de 2025, Eduardo Côrrea participou da competição e conquistou o 2º e o 3º lugar na categoria Classic Physique, resultado que marcou a sua volta ao fisiculturismo.

O QUE É GERMOPLASMA E POR QUE ELE É TÃO IMPORTANTE?

O germoplasma é um conjunto de informações, onde estão registradas as “instruções” genéticas que determinam como a planta vai nascer, crescer e se desenvolver Essas informações estão guardadas no DNA ou RNA e podem ser passadas de geração em geração, garantindo a diversidade das espécies, bem como sua continuidade.

Preservar o germoplasma é garantir que as florestas do futuro continuem a existir, oferecendo abrigo e alimento para os animais e mantendo nossas paisagens em equilíbrio

Na UHE São Roque, o germoplasma é preservado em nosso viveiro de mudas. Sementes coletadas no entorno do reservatório germinam com cuidado, originando mudas fortes e saudáveis. Elas são cultivadas até estarem prontas para serem plantadas em áreas de preservação e reflorestamento, ajudando a manter a diversidade genética e a restaurar a vegetação nativa.

Quer ver esse processo de perto? Convidamos às instituições de ensino a visitar o viveiro de mudas da UHE São Roque e ter uma oportunidade de conhecer a usina e entender a importância de cuidar de nossas florestas. Agende sua visita pelo e-mail: visita@uhesaoroque.com.br

Figura 01: Viveiro de mudas da UHE São Roque.
Figura 02: Germinação de uma semente de Araucária.

CAMPOS NOVOS – A HISTÓRIA DO NOME

A região onde atualmente se encontra o município de Campos Novos, no Meio-Oeste Catarinense, tem habilitação humana há pelo menos 5 mil anos. No entanto, a habitação branca é bem mais recente, datada do fim da década de 1830. Porém fica a questão: desde quando o local tem esse nome? Será desde 1881, quando ocorreu a emancipação? Em 1854, quando vira freguesia? Em 1851, quando vira distrito junto com Curitibanos? Ou será anterior a tudo isso?

Segundo a história oral da família Pedroso, seria porque o primeiro habitante da cidade – João Gonçalves de Araújo – viu pessoas queimando campos para fazerem surgir Campos Novos. Porém, isto é verificável nos documentos? Em essência: desde quando, os campos altos no Planalto Catarinense passaram a ser chamados Campos Novos?

CAMPOS NOVOS EM FONTES ADMINISTRATIVAS

Em 16 de outubro de 1837, Antonio Lins de Córdova, alferes de Lages, manda um ofício ao presidente da Pprovíncia sobre a povoação de terrenos descobertos em Curitibanos. Três dias depois, em 19 de outubro, Antonio Caetano Machado manda um ofício ao Presidente da Província comentando sobre a descoberta de “campos extensos nos fundos dos Campos dos Curitibanos”. No segundo ofício, Antonio Caetano Machado comenta que no dia 17 de setembro conferiu os campos novos. Mas a descoberta já tinha alguns meses: em 17 de julho do

mesmo ano, em seção ordinária da Câmara de Lages, foi comentado sobre estes campos, sendo no mês seguinte enviado um ofício ao inspetor do Quarteirão dos Curitibanos. No primeiro ofício, de 16 de outubro, Campos Novos é citada sem nome, apenas como campos: "Tendo cido descuberto huns Campos [ilegível] extenços nos fundos dos Campos dos Coritibanos. Como varios abitantes deste Municipio, e do Districto da Vacaria os querem povoar com Sacrificio de suas Vidas pelos gentios celvagens (...)". (Figura 01).

Segue no ofício do dia 19, Antonio Caetano Machado diz: “Em virtude da Recomendação de Vossa Senhoria em Seção ordinária de 17 de Julho próximo passado, e officio de mesma dacta, [ilegível] dactado de 17 de agosto do Corrente anno, remetidos ao Inspetor dos Coritibanos, me dereguei com [ilegível], para os Campos novos em 17 de 7bro do [ilegível] anno em boa paz (...)” É a primeira vez que a cidade recebe esse "nome" – ainda que seja evidente que, neste caso, o “novos” é uma descrição, não um nome propriamente dito. Em livro sobre a história da cidade, Paulo Blasi (p. 32) cita uma petição de Isaías Pinheiro da Silva, dito um dos moradores mais antigos da cidade, datada de 1843. A petição de Isaías, com meu grifo, diz: "Izaias Pinheiro da Silva, morador do município de Lages diz, por petição, que achando-se na posse

de um rincão e matos nos Campos Novos, neste município, que ele suplicante achando-se a seis anos com sua família, na posse de dito rincão (…)". Infelizmente, Blasi não cita em que órgão estaria o documento ou que dia de 1843 ele foi feito.

Ainda em 1843, em 2 de maio, a Câmara de Lages envia ao Presidente da Província um abaixo-assinado contra um projeto de uma nova estrada do Rio Grande do Sul para São Paulo, que passaria por Campos Novos. Estar seria a primeira vez que a cidade é chamada com este nome, se desconsideramos a petição de Isaías, visto que não sabemos a data exata do documento.

FONTES ECLESIÁSTICAS

A primeira presença de notórios camponovenses nos registros paroquiais de Lages é no livro de batismos de livros número 6, folha 14, em 11 de julho de 1838, quando o vigário interino Rafael Gomes de Silva batiza o inocente Jorge (futuramente, Jorge Ricardo da Silva), nascido aos 6 de junho de 1837, filho de Francisco Ricardo da Silva e Anna Maria de Mattos, tendo como padrinhos Generoso José de Oliveira e Antonio Lins de Córdova. Como Antonio não pode estar presente, foi representado por Isaías Pinheiro da Silva – irmão de Francisco Ricardo. Generoso José de Oliveira, não coincidentemente, era irmão de Maria de Assunção e Oliveira – esposa de Isaías Pinheiro da Silva. O assento não consta onde

*Imagens: Arquivo/Pessoal

Figura 2 - Batismo de Vidal

nasceu a criança ou onde ocorreu o sacramento do batismo. No mesmo dia foi batizado Francisco (que passaria a ser chamado na vida adulta de Francisco Pinheiro da Silva), filho de Isaías Pinheiro da Silva e Maria de Assunção e Oliveira – tendo como padrinhos João Manuel da Silva Braga e Francisca Luiza da Cunha. Como os padrinhos não puderam estar presentes, foram representados por...Francisco Ricardo da Silva e Anna Maria de Mattos!

A folha 15 consta um assento de batismo realizado aos 10 de julho do mesmo ano (um dia antes, embora o batismo tenha sido anotado depois) de Itelvina, filha de Antonio Gomes de Campos e Joaquina Maria Borges – outros residentes de Campos Novos. Ela nasceu em 11 de novembro de 1837. No entanto, nenhum destes assentos menciona Campos Novos explicitamente. O primeiro assento de batismo da Paróquia de Lages a mencionar Campos Novos explicitamente é datado de 24 de janeiro de 1856, de Honorato, filho de Felisbino Antonio de Nhaia e Maria Rodrigues da Conceição. A criança tinha como padrinhos "Gabriel dos Santos Martins e Anna Maria Pires casados, todos de Campos Novos.".

Já o primeiro batismo que é dito explicitamente que ocorreu na cidade é de Vidal, filho de Antonio Rodrigues (de Almeida) e Jozefa Ferreira da Silva, batizado aos 23 de julho de 1856 – é dito que o batismo ocorreu na "Parochia de Sao Joao dos Campos Novos ". (Figura 02)

José!

FONTES JORNALÍSTICAS

Em jornais, a menção mais antiga ao nome em jornais encontrada foi em 8 de janeiro de 1839, no jornal O Despertador, citando outro jornal, o Observador Paulistano, da edição de 21 de dezembro de 1838 , citando depoimento de 20 de novembro de 1838 no contexto da Revolução Farroupilha (meus grifos): "Constando, porem, ao commandante que os farrapos reunião gente na Vaccaria, e que podião pelos Campos Novos vir e cortar o batalhão pela retaguarda, posto que ja estavessem na paragem chamada a ilha, meia legoa distante do lugar aonde vem abrir a passagem dos Campos Novos, por conselho dos officiaes, regressou o batalhão a fazer-se forte na margem do Norte do Rio Correntes, duas legoas para cá da Ilha (...)".

FONTES JUDICIAIS

Já em fontes judiciais, a primeira menção encontrada ao nome data de 1843. Aos 12 de abril deste ano, José Pedro Monteiro comparece diantes das autoridades judiciais de Lages para fazer uma denúncia, escrita dois dias antes. Residente em Lages, ele denuncia Francisco Vieira, Henrique Vieira e Flozinda Antunes – esta última, esposa de

A denúncia foi porque José foi viajar a negócios e ao chegar em casa, sua esposa não estava lá e havia fugido, junto com Henrique e Francisco Vieira, levando consigo "apeiros de cavalho hum chapiado de prata e tudo o mais que encontrarão dentro da mesma casa do Supe (...)". A denúncia relatava o seguinte: "Diz Joze Pedro Monteiro, morador deste termo que tendo elle Supe ausentado-se de sua Caza, para os Campos Novos atratar de seus negocios isso por espaço de quinze dias (...)". (Figura 03).

Em setembro e outubro do mesmo ano, há uma onda de pessoas regularizando posses de suas terras – e ali a cidade é muito citada.

CONCLUSÃO

A conclusão que se chega analisando estes documentos é que a primeira menção a um lugar chamado Campos Novos no onde fica hoje o município (em oposição a campos que são novos) é de 21 de dezembro de 1838, no jornal O Observador Paulistano, citando o depoimento de um terceiro, cujo nome e identidade foi perdido para o tempo.

Ainda que a motivação do nome não tenha sido preservada nas fontes contemporâneas, há uma menção da vila com este nome – mas apenas como descrição: sugerindo que esta pode ser a origem do nome. A evolução da história do povoado nos leva até 16 de junho de 1854, com a Lei Provincial nº 377, quando ele é elevado à freguesia. Os campos novos receberam o maravilhosamente criativo nome de: Campos Novos.

Figura 1 - Ofício de 16 de outubro de 1837 da Câmara Municipal de Lages para o Presidente da Província de Santa Catarina; FONTE: LAGES (SC)
Figura 3 - Denúncia de José Pedro Monteiro

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