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Campos Novos-SC, Quinta-feira, 21 de Agosto de 2025.

ESTADO

Congresso Estadual Adjori Debate Futuro do Jornalismo.

uPág. 04

ESPECIAL

AGOSTO LILÁS:

Delegada destaca a importância da Denúncia.

uPágs.06 e 07

COMUNIDADE

Mais duas áreas, são incorporadas a Comunidade Invernada dos Negros.

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EMPRESARIAL

Campos Novos sedia Encontro Regional da FCDL-SC.

uPág. 12

COLUNAS

DIREITO

O Contrato de Trabalho Intermitente é uma das inovações trazidas pela Reforma Trabalhista ocorrida em 2017, pela Lei 13.467, a qual inseriu na Consolidação das Leis do Trabalho –CLT, os artigos 443 § 3º e 452-A. Há uma corrente bastante expressiva que entende que a referida reforma atendeu mais aos interesses dos empresários do que a classe trabalhadora, no entanto, aqui não nos cabe adentrar na discussão ideológica.

Sem delongas, o Contrato de Trabalho Intermitente é um importante instrumento que tanto pode ser utilizado nos vínculos empregatícios urbanos, quanto rurais. Nessa relação trabalhista entre patrão e empregado o serviço é prestado de forma não contínua, com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, utilizado quando o empregador tiver demanda. No Contrato de Trabalho Intermitente, o prazo para execução do serviço pode ser fixado em horas, dias ou meses, mas, frise-se, sem exclusividade, ou seja, o trabalhador pode ter vínculo empregatício com outros empregadores simulta-

oceleirofinanceiro@gmail.com

TRABALHISTA: Contrato de Trabalho Intermitente

neamente. Isso quer dizer que em período de inatividade não se considera como tempo de serviço e, portanto, o empregado não terá direito a remuneração, bem como direito as demais verbas trabalhistas

Pede-se venia, mas entende-se indispensável trazer à baila a transcrição dos artigos apontados acima, e que foram inseridos na CLT, com a finalidade de contribuir e facilitar o entendimento do assunto para o leitor:

“Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente.

§ 3o Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria.

Art. 452-A. O contrato de trabalho intermitente deve ser celebrado por escrito e deve conter especificamente o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empre-

Reputa-se fundamental esclarecer que o pagamento da remuneração do empregado será realizado proporcionalmente ao tempo de serviço prestado; as verbas deverão ser quitadas ao final de cada período de prestação de serviços, mediante a entrega de recibo, com os valores discriminados. Juntamente com a remuneração será acrescentado férias proporcionais +1/3; décimo terceiro salário proporcional; repouso semanal remunerado; adicionais legais (adicional noturno, insalubridade etc., se for o caso); recolhimento de INSS e FGTS conforme os ditames previstos em Lei. No que tange ao FGTS, esta rubrica será recolhida até o dia 7 do mês ulterior ao vencimento (Lei 8.036/90, art. 15), ao passo que a contribuição previdenciária no dia 20 do mês posterior ao da competência (Lei 8.212/91, art. 30, I," b");

Com relação ao término do contrato, as verbas rescisórias serão calculadas com base na média dos valores recebidos pelo empregado por horas, dias e meses, durante a contratualidade (artigo 5º da Portaria MTE 349/18). Quanto ao seguro-desemprego, há que se destacar que não há regra específica, mas entende-se que, se o empregado preenche os requisitos para concessão do benefício, poderá solicitá-lo.

gados do estabelecimento que exerçam a mesma função em contrato intermitente ou não”. Analisando a redação dos dois artigos retromencionados, chegam-se a algumas conclusões: no Contrato de Trabalho Intermitente é obrigatória a anotação da CTPS do empregado; o contrato dever ser escrito com especificação do valor em hora, dias ou meses; o valor da remuneração não poderá ser menor que o salário mínimo ou piso da categoria competente; o trabalhador pode prestar serviços a outros empregadores por contrato intermitente ou outra modalidade contratual; no período que não ocorrer a prestação de serviço, o empregado continua à disposição do empregador, mas sem direito à remuneração, ou seja, só haverá remuneração quando em atividade; a convocação do empregado pelo empregador (admite-se por whatsapp) deverá ser com 03 dias corridos de antecedência; por meio eficaz e com informação da jornada; o empregado tem 01 dia útil para responder, sendo que o silêncio representa recusa; após a aceitação pelo empregado, considera-se consolidado a contratação e as regras a serem seguidas, que se descumpridas pelas partes, pode gerar uma multa de 50% (cinquenta por cento) correspondente a remuneração que seria paga naquele período trabalhado, com prazo de 30 dias para ser paga (CLT, art. 452-A, § 4º).

Por: Leonardo Rafael Fornara Lemos, Advogado - OAB/SC 16707 Especialista em Direito do Agronegócio e Pós-Graduado em Direito Tributário

Impressão: Gráfica Araucária/ Lages-SC . Tiragem: 1000/ Exemplares/Semana

ENCONTRO DA IMPRENSA DE SC DEBATE FUTURO DO JORNALISMO

Palestras e painéis sobre estratégias

para melhorar a performance no ambiente virtual reúne especialistas em evento da Adjori/ SC, promovido de 29 a 31 de agosto, no Favorita Golden Hotel, em São José, município da Grande Florianópolis.

Diante da crescente valorização dos sites noticiosos e redes sociais pelos consumidores de informação e, consequentemente, pelos anunciantes públicos e privados, a Associação dos

sites

Jornais do Interior de Santa Catarina - Adjori/SC traz para o 51º Congresso Estadual o tema: Plataformas digitais como estratégia de sustentabilidade para jornais locais.

A Adjori/SC reúne 110 empresas jornalísticas atuantes no meio impresso e digital, presentes em praticamente todos os municípios catarinenses. O evento acontece de 29 a 31 de agosto, no Favorita Golden Hotel, em São José, município da Grande Florianópolis, e deve reunir proprietários, diretores e profissionais de imprensa de veículos de comunicação de todas as regiões do Estado.

do Google auxiliam os jornalistas

ESTRATÉGIA DIGITAL

Palestras e debates sobre como melhorar a performance no ambiente virtual vão ocupar parte da programação que traz, ainda, o balanço do 1º Programa de Capacitação promovido pelo Núcleo Digital da Adjori/SC, que objetiva promover o aprimoramento das empresas de comunicação associadas, que atuam em multiplataforma. A meta do programa é elevar substancialmente a audiência e alcance da Rede de Comunicação da Adjori/SC e de seu portal RCN On-line. A palestra de abertura será Estratégia digital para sites jornalísticos, com

o professor e estrategista digital Marcello Natale. Outra esperada atração é o Painel: Como explorar os recursos disponíveis para o universo on-line, que vai reunir especialistas ligados ao Google (Augusto Conconi); SEO ON (Michael Linhares), JP do Whats (João Paulo Borges) e Jornal Razão (Lorran Barentin), com mediação de Everton Palaoro, diretor do Núcleo Digital da Adjori/SC

OUTROS TEMAS EM DESTAQUE

A programação do 51º Congresso Estadual da Adjori/SC inclui outros temas de interesse da imprensa

Solenidade de premiação aos Melhores do Ano

Parte integrante do evento, o Prêmio Adjori/SC de Jornalismo já se consolidou como o maior concurso jornalístico do Estado de Santa Catarina e entre os maiores do país. Na noite de 30 de agosto, serão revelados os finalistas e vencedores da 26ª edição do concurso. Disputam premiação 280 trabalhos, inscritos por 40 jornais e 28 acadêmicos. Mais de 60 membros da comissão julgadora se debruçaram na avaliação dos materiais para eleger os Melhores do Ano, nas categorias Jornalis-

mo Impresso, Jornalismo

On-line, Publicidade & Propaganda e Área Acadêmica. Além de troféus para o primeiro colocado, os finalistas recebem menções honrosas.

Jornalismo On-line - O concurso premia três quesitos: Publicidade na Rede, Reportagem Multimídia e Site. Nesta edição, estão concorrendo 31 sites, 21 reportagens multimídia e 21 materiais publicitários postados nas respectivas redes sociais das empresas jornalísticas associadas.

Jornalismo Impresso - A categoria Jornalismo

Impresso, que deu origem ao concurso, é tradicionalmente a mais concorrida. São avaliadas e premiadas oito diferentes áreas da produção jornalística: Apresentação Gráfica, Coluna, Crônica, Editorial, Fotografia, Projeto Especial, Reportagem Livre e Reportagem Pautada. Ao todo, foram inscritos 134 trabalhos jornalísticos no segmento impresso nesta 26ª edição do prêmio. Publicidade & Propaganda - Disputam troféu e menções honrosas: Anúncio e Campanha elaborados pela equipe do jornal, e

Anúncio criado por agência e veiculado no jornal. Ficam de fora anúncios e campanhas produzidos para os governos estadual e federal, e suas autarquias. No total, 41 peças publicitárias foram inscritas no concurso deste ano.

TROFÉU PENA DE OURO

Os Melhores do Ano nas categorias Jornalismo Impresso, Jornalismo On-line e Publicidade & Propaganda recebem os troféus Pena de Ouro, Prata ou Bronze, correspondentes ao primeiro, segundo e terceiro lugares. O ranking

catarinense. O Painel “Comunicação Institucional” terá a presença do secretário adjunto de Comunicação do Governo de Santa Catarina, Nathan Neumann, que falará sobre as iniciativas para divulgação das ações governamentais. A Publicidade Legal - que tem crescente presença no meio digitalserá abordada por lideranças da Abralegal - Associação Brasileira de Agências e Veículos Especializados em Publicidade Legal.

AS CIDADES E O MOMENTO ECONÔMICO

O papel da Engenharia, Agronomia e Geociências no desenvolvimento das

cidades catarinenses será debatido pelo engenheiro civil e chefe de gabinete da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - Crea/SC, Felipe Penter. O Momento econômico e os pequenos Negócios será tema explorado por especialista do Sebrae/SC.

“O Congresso abre espaço, também, para uma reflexão sobre nossa postura como empresários e associativistas, vislumbrando, pelo valor da união, as possibilidades de crescimento e fortalecimento no mercado”, observa o presidente da Adjori/SC, José Roberto Deschamps.

é definido pela soma das notas obtidas nos quesitos das respectivas categorias.

PATROCÍNIOS E APOIOS

O 51º Congresso Estadual da Adjori/SC e a 26ª edição do Prêmio Adjori/

SC de Jornalismo têm o patrocínio das seguintes empresas e instituições: SEBRAE/SC, CREA/ SC, FIESC, SCGÁS, BRDE, SICRED, ACAERT, AEGEA Palhoça, SINDEJOR e Favorita Hotéis.

FOTOS: DIVULGAÇÃO
Marcello Natale: Foco no planejamento digital para
jornalísticos
Augusto Conconi: Ferramentas
Michael Linhares: Estratégias de SEO aumentam a audiência dos sites
João Paulo Boges: WhatsApp é poderosa ferramenta de engajamento
Nathan Neumann: Pilares da comunicação do Governo de Santa Catarina
José Roberto Deschamps: Caminhos para crescimento e fortalecimento no mercado

A Súmula do Doce de Leite e o Dilema da Autenticidade

A palavra "artesanal" foi, durante muito tempo, um refúgio. Hoje, arrisco dizer que se tornou um campo de batalha, um epíteto desgastado por usos indiscriminados, estampando desde pães de fermentação natural até produtos de escala industrial que pagam apenas o devido marketing. Quando uma nova produtora regional de doce de leite se apresenta sob essa bandeira, o meu ceticismo natural levanta uma sobrancelha, questionando: trata-se de um ideal ou apenas uma estratégia de mercado?

A análise do produto em si, porém, cala a ironia. O doce de leite em questão foge à norma açucarada que domina as prateleiras dos supermercados, onde o leite é quase um coadjuvante. Aqui, o protagonista é ele, o leite. Sua textura aveludada e a doçura sutil

e elegante, quase na fronteira com uma nata suíça, denunciam um segredo que não está na receita, mas na origem. A promessa de um gado criado a pasto, alimentado com frescor e cuidado, não é um mero romantismo bucólico. É a base química e sensorial que confere ao produto sua identidade única. O sabor de um bom ingrediente é, afinal, a mais honesta das assinaturas.

Do Campo à Mesa: Uma Economia da Experiência O que essa pequena produtora está a fazer, no entanto, é muito mais do que um doce de leite. Ela está a desenhar um novo modelo de negócio que se afasta do ciclo vicioso do preço da commodities.

A decisão de agregar valor à produção primária não é apenas um ato de empreendedorismo, mas uma resposta visceral a uma realidade econômica cruel, onde o valor do trabalho no campo é sistematicamente achatado por leis de

POR: Rafael Brognoli Recco

mercado globais.

Esse movimento, por sua vez, está intrinsecamente ligado à economia do turismo de experiência. O visitante de hoje não busca apenas comprar um produto, mas entender sua história, ver o processo, conhecer o produtor. Ele

quer tocar a grama onde as vacas pastam, sentir o cheiro do leite fresco e, finalmente, provar o fruto de todo esse cuidado. Essa produtora, ao transformar sua propriedade em um ponto de venda, não está apenas a vender um pote de doce, mas a vender uma

narrativa, uma conexão emocional, uma fatia da identidade regional. É a venda de uma experiência que a grande indústria, com suas linhas de produção impessoais e eficientes, jamais poderá replicar.

O desafio, contudo, é monumental. Como competir com a capacidade de distribuição e os preços esmagadores de gigantes que dominam o mercado? O selo de "artesanal" tem o poder de justificar um preço mais elevado, mas a escala de produção e a visibilidade se tornam obstáculos quase intransponíveis. É um embate entre o volume e o valor, entre a padronização e a singularidade. Nesse cenário, o apoio de políticas públicas de incentivo, a desburocratização e a criação de canais de venda direta (como feiras de produtores e rotas gastronômicas) são fundamentais para que essa semente de autenticidade possa florescer e sustentar as famílias no campo.

No final das contas, o valor do artesanal não reside na imperfeição ou na rusticidade. Ele está na transparência, na rastreabilidade e, acima de tudo, na sustentabilidade em seu sentido mais amplo. Significa a garantia de que cada pote de doce de leite está a sustentar uma família, a proteger um pedaço de terra e a preservar uma técnica que, de outra forma, se perderia no tempo. É a garantia de que o alimento que nutre o corpo também nutre uma comunidade, uma tradição e um modo de vida.

O termo pode ter sido banalizado, mas a essência por trás dele continua a ser um farol. Ele nos lembra que a comida é mais do que nutrição; é um pilar da nossa cultura, uma ferramenta para o desenvolvimento regional e uma expressão de dignidade. Talvez o verdadeiro valor do 'artesanal' no mundo de hoje seja nos forçar a fazer uma pergunta simples e fundamental a cada garfada: o que estamos realmente a alimentar?

O Verdadeiro Valor do 'Artesanal'
*Fotos: Divulgação

AGOSTO

LILÁS

Delegada

destaca importância

da denúncia e da rede de proteção às mulheres

Seguindo série especial sobre a Campanha Agosto Lilás, que tem como objetivo fortalecer o Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, ouvimos:

Fernanda Gehlen, Delegada de Polícia (DPCAMI): Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso

Durante o mês de agosto, em que se celebra a campanha nacional Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, a delegada Fernanda Gehlen da Silva

reforça a importância da informação, da prevenção e do acolhimento.

À frente da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Campos Novos desde abril de 2025, ela atua diretamente na linha de frente desse enfrentamento.

A DPCAMI é uma unidade especializada da Polícia Civil, criada para oferecer atendimento humaniza-

do às vítimas de violência doméstica e familiar, com foco em mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

Em Campos Novos, a delegada Fernanda, com nove anos de carreira, coordena os trabalhos com olhar atento à escuta, orientação e encaminhamento das vítimas.

A IMPORTÂNCIA DO AGOSTO LILÁS

Para a delegada, a campanha Agosto Lilás tem papel essencial na prevenção. “Ela promove a cultura do respeito e da igualdade e busca reduzir a ocorrência de crimes por

meio da conscientização”, explica. No município, os casos mais comuns atendidos pela delegacia envolvem perseguição e ameaças, geralmente motivadas por rompimentos de relacionamentos. Situações de violência física também são registradas, mas de forma menos frequente. Segundo a delegada, o padrão dos casos se mantém estável ao longo dos anos, sem alterações significativas.

AÇÕES DE CONCIENTIZAÇÃO

Durante o mês de agosto, além dos atendimentos de rotina, a unidade participa de ações em parceria com outras entidades, como palestras em escolas,

rodas de conversa e reuniões. “A ideia é que a conscientização comece cedo e se estenda para

toda a comunidade”, ressalta. O atendimento oferecido pela delegacia

é voltado para garantir um espaço de escuta e orientação.

A mulher que procura ajuda é acolhida e informada sobre os seus direitos e sobre as medidas que podem ser adotadas, tanto no âmbito criminal quanto cível. Quando necessário, há encaminhamento para outras instituições da rede de apoio.

A FORÇA DA REDE DE PROTEÇÃO

Dra. Fernanda destaca que o enfrentamento à violência de gênero exige integração entre os setores jurídico e social. Em Campos Novos, essa rede tem funcionado de maneira satisfatória. Um dos exemplos é o programa “OAB por Elas”, que oferece atendimento jurídico gratuito às vítimas em uma sala específica dentro da própria delegacia.

O Serviço Social do município também atua oferecendo apoio material às mulheres que, ao denunciarem seus agressores, muitas vezes precisam deixar o lar e se encontram em situação de vulnerabilidade. Cada órgão tem um papel, e o trabalho em rede garante suporte efetivo à mulher em todas as frentes necessárias.

A mulher precisa saber que não está sozinha. Se reconhecer a necessidade de romper um ciclo de violência, hoje ou mais adiante, encontrará suporte legal e social para isso

Fernanda Gehlen da Silva

O PAPEL DA SOCIEDADE

Mesmo com a ampla divulgação da Lei Maria da Penha e das formas de proteção legal, a delegada reconhece que ainda existem casos em que o medo, a vergonha ou a dependência impedem que a mulher busque ajuda. Nesses casos, o apoio de pessoas próximas vizinhos, amigos, colegas de trabalho pode ser essencial. No entanto, ela faz um alerta:

“É importante que o apoio respeite a vontade da mulher. Trata-se de um assunto muito sensível, com vínculos afetivos, filhos e muitos outros fatores envolvidos. A decisão de denunciar deve ser livre e jamais forçada. ”

tal: “As medidas de proteção e os mecanismos legais devem ser acionados em situações reais e legítimas. O uso indevido dessas ferramentas enfraquece a lei e compromete o atendimento de quem realmente precisa. ”

FORMAS DE DENÚNCIA EM SC

O PRIMEIRO PASSO

A mensagem principal da delegada para este Agosto Lilás é clara: toda mulher tem direito à proteção e ao respeito. A Polícia Civil, por meio de suas delegacias especializadas, está preparada para acolher, orientar e encaminhar as vítimas, com respeito à individualidade de cada caso.

“A mulher precisa saber que não está sozinha. Se reconhecer a necessidade de romper um ciclo de violência, hoje ou mais adiante, encontrará suporte legal e social para isso”, afirma.

Por fim, ela reforça que a seriedade no trato da violência doméstica é fundamen-

Em Santa Catarina, as mulheres vítimas de violência podem registrar denúncias de diversas maneiras. É possível ligar para o Disque 180, que funciona 24 horas, ou utilizar o Disque Denúncia 181, que aceita chamadas anônimas.

A Polícia Militar também pode ser acionada pelo número 190 em casos de emergência. Além disso, a Delegacia Virtual da Mulher permite registrar boletins de ocorrência online para situações não emergenciais, facilitando o acesso à proteção.

PROCEDIMENTOS APÓS A DENÚNCIA

Após receber a denúncia, a Polícia Civil realiza a coleta de informações, depoimentos e provas, garantindo a proteção da vítima e a responsabilização do agressor.

Quando há risco imediato, medidas

protetivas de urgência são solicitadas, como o afastamento do agressor do lar ou a proibição de contato. A vítima também recebe orientação sobre seus direitos e é encaminhada para serviços de apoio psicossocial e jurídico.

PRINCIPAIS LEIS

A legislação brasileira prevê instrumentos específicos de proteção. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal, estabelecendo medidas protetivas e punições para violência doméstica e familiar. Em Santa Catarina, a Lei nº 18.322/2022 reforça essas medidas e institui

políticas estaduais de enfrentamento à violência contra a mulher, integrando ações entre órgãos públicos e a sociedade civil.

ORIENTAÇÃO

A delegada reforça que toda mulher tem direito à proteção e à segurança. Reconhecer a necessidade de buscar ajuda é o primeiro passo para romper o ciclo de violência.

O trabalho integrado da Polícia Civil, serviços sociais e apoio jurídico garante que cada vítima receba acolhimento, orientação e proteção adequados, respeitando sua individualidade e suas necessidades.

REGIÃO

Abdon Batista

Obras a todo vapor

Após dias de chuva, a Prefeitura de Abdon Batista, aproveitou o clima favorável para intensificar as ações de manutenção, recuperação de estradas e serviços em diversos pontos do município, garantindo mais segurança e qualidade de vida para a popula-

ção. Além das estradas do interior, ruas do município também receberam investimentos.

Na última semana, foi finalizada a concretação da Rua Levi João Demeneck, e também foi entregue a nova ponte na Comunidade de Santa Catarina. Nesta obra, as

cabeceiras foram executadas pela empresa inicialmente contratada, kits metálicos da ponte Hercílio Luz através da Defesa Civil/SC e a parte de madeira foi concluída com recursos e equipe da própria prefeitura, garantindo a finalização e entrega para a comunidade.

Educação e Tecnologia

A Administração Publica Municipal, através da Secretaria Municipal de Assistência Social/CRAS deu início a uma nova e empolgante jornada para as nossas crianças com o Projeto Maker Robótica em parceria com o Senai. Nesta primeira aula, o entusiasmo tomou conta do espaço. Entre peças, engrenagens, programação e

muita curiosidade, nossos participantes começaram a explorar o universo da tecnologia e da inovação de forma prática e divertida. A proposta do projeto é ir muito além da montagem de robôs: queremos despertar a criatividade, estimular o raciocínio lógico, incentivar o trabalho em equipe e preparar nossas crianças para os de-

safios do futuro, conectando aprendizagem, inovação e cidadania. E mais do que isso: cada encontro também é uma oportunidade de fortalecer vínculos, criar laços de amizade, desenvolver o respeito mútuo e promover a convivência saudável, elementos essenciais para o crescimento pessoal e social.

Agro Divel: Cuidado com o Meio Ambiente

A Agro Divel, em parceria com a FUNDEMA (Fundação do Meio Ambiente), realizou na última quinta-feira (14) a ação "Menos lixo, mais Vida!".

O evento teve como objetivo fazer a coleta lixos descartados incorretamente em pontos do nosso município e dar o destino correto aos mesmos, divulgando e conscientizando a população da importância de preservar o nosso meio ambiente!

Na oportunidade participaram cerca

de 20 colaboradores da Agro Divel e também da prefeitura municipal, onde foram coletadas aproximadamente 8 toneladas de lixo que posteriormente foram levados para a destinação correta.

A quantidade

significante coletada, serve de alerta para toda a população, pois materiais como esses levam anos para se decompor, prejudicando a fauna, a flora e todos que nela habitam ou dependem das mesmas para sobreviver.

*Fotos e Info: ASCOM/agro Divel

O sabor do Japão que invadiu Campos Novos

Fernando Hatano conta sua trajetória e como a culinária japonesa ganhou espaço na cidade.

Em uma entrevista exclusiva ao jornal O Celeiro, o empresário que trouxe a culinária japonesa para Campos Novos contou a história de sua trajetória, desde a infância até o desenvolvimento de seu restaurante, Minamirô, e compartilhou como o mercado gastronômico da cidade evoluiu ao longo dos anos.

Natural de Capão do Leão, no Rio Grande do Sul, Fernando Hatano, cresceu em uma família com raízes japonesas.

“Meu pai veio do Japão jovem, conheceu minha mãe e se estabeleceu como agricultor por lá”, relata.

A conexão com a cultura japonesa se fortaleceu durante os cinco anos em que viveu no Japão, entre 1989 e 1994, onde trabalhou com um futuro dono de restaurante japonês em Porto Alegre, experiência que mais tarde o levaria a se aprofundar na culinária japonesa.

De volta ao Brasil, iniciou sua carreira em Porto Alegre, atuando na área de alimentos e bebidas em hotéis e estabelecimentos gastronômicos, período em que teve seu primeiro contato com o sushi.

Alguns anos depois, em 2010, foi convidado por um conhecido de Curitibanos para se tornar sócio em um projeto de expansão de restaurante. Ele conheceu o projeto e a cidade, e a mudança definitiva para Campos Novos aconteceu em fevereiro de 2011. Inicialmente, a ideia era ficar apenas um ano, mas a oportunidade se consolidou.

Durante nove anos, trabalhou no último andar do Hotel Bebber, com o Restaurante Hikari, enfrentando

desafios de crescimento e atendimento. Apesar do sucesso, a localização dificultava o acesso e o fluxo de clientes. “Mesmo com atendimento de qualidade, percebemos que, sendo a nível da rua, seria mais acessível e aumentaria o fluxo de pessoas”, explica. Durante esse período, a operação enfrentava altos e baixos, com alguns anos de crescimento e outros de retração, o que exigia ajustes constantes.

A sociedade com Gerson Suzuki foi fundamental para entender os processos. A expectativa era de transformar a marca em uma rede, o acabou não sendo realizado.

O tempo passou, e Fernando decidiu seguir sozinho com seu restaurante, agora em novo local, com nome de Minami.

Quando chegou a Campos Novos, o empresário já trouxe consigo a experiência com festivais de sushi e implementou mudanças graduais no cardápio. Inicialmente, oferecia sushi apenas às quartas e sábados e realizava festivais frequentes, atraindo clientes curiosos e já familiarizados

vel à variação cambial, especialmente pelos produtos importados. “Hoje temos acesso mais fácil, mas ainda lidamos com oscilações do câmbio, o que influencia diretamente o custo dos produtos”, comenta.

O empresário também percebeu mudanças significativas no perfil do público de Campos Novos.

com a culinária japonesa.

Ao longo do tempo, expandiu a oferta, oferecendo sushi de terça a sábado e realizando um festival por mês. “Fazíamos três por mês no início, mas com o aumento da oferta de outros locais, optamos por um por mês”, explica.

DESENVOLVIMENTO

No cardápio, a preferência dos clientes por pratos de carne se destacou, enquanto frutos do mar passaram a ser servidos de forma mais esporádica, acompanhando a demanda local. O peixe, em diversas preparações frito, grelhado, assado ou em moqueca, se tornou presença constante, assim como massas, polenta e carnes vermelhas, atendendo à diversidade de paladares.

A logística de insumos também evoluiu ao longo dos anos. No início, era necessário buscar ingredientes como o salmão em Curitiba, mas hoje há quatro empresas realizando rotas regulares do litoral para o Oeste, facilitando a operação.

Ainda assim, o setor continua sensí-

“Quando chegamos, quase todos eram adultos. Hoje, temos adolescentes e crianças a partir de quatro, cinco anos que já comem sushi e gostam. Isso mostra que o mercado continua crescendo”, observa.

DIAS ATUAIS

Ele enfatiza que a concorrência na cidade é saudável, e que cada restaurante se posiciona de maneira diferente, oferecendo produtos distintos e permitindo que os clientes escolham conforme suas preferências.

A evolução do setor de gastronomia em Campos Novos chamou atenção do empresário. Ele nota que os restaurantes locais elevaram a qualidade e a variedade de suas ofertas, impulsionados também pela presença de empresas e profissionais de outras regiões, que trazem expectativas de gastronomia diferenciada.

“É gratificante ver que outros estabelecimentos se dedicam em buscar referências e aperfeiçoamento”, comenta.

Recentemente, o restaurante passou por mudanças em sua marca. Após contestação no INPI, o nome foi alterado para Minamirô, com nova identidade visual em azul índigo e

dourado-oliva, dei xando de lado os tons tradicionais de laranja, preto e vermelho associados à culinária japonesa. Ele destaca o trabalho da equipe responsá vel pela reestilização: “A agência Reação fez um trabalho sensacional, queria deixar registrado que são fantásticas”. A essência que o empresário busca transmitir no restaurante é con fiança. “Acredito que as pessoas confiam no que oferece mos. Não somos necessariamente os de menor preço, mas conseguimos passar uma noção de valor. O cliente percebe a atenção aos detalhes, a qualidade e o cuidado em cada prato, e isso é valorizado”, explica. Ele reforça que, para o mercado gastronômico, o preço não é o fator mais importante, mas sim a experiência, o ambiente, o cardápio e o serviço.

Sobre o futuro, ele mantém uma visão otimista. Acredita no crescimento contínuo de Campos Novos e no desenvolvimento da gastronomia local, com espaço para novos empreendimentos e diversificação de ofertas. Ele observa que, nos últimos cinco anos, o mercado de delivery se expandiu significativamente, incluindo serviços em horários antes inexistentes, como às

segundas-feiras. “Hoje, a cidade oferece mais opções e horários flexíveis. Essa evolução é irreversível e beneficia tanto clientes quanto empresários”, afirma. A trajetória do empresário, marcada por desafios, adaptações e aprendizado constante, reflete o crescimento do setor gastronômico de Campos Novos. Com dedicação, atenção aos detalhes e compreensão do público, ele contribuiu para consolidar a culinária japonesa na cidade e, ao mesmo tempo, acompanha o desenvolvimento da gastronomia local de forma orgânica e sustentável.

Fernando Hatano
*Foto: Wilhiam Peretti/O Celeiro

COMUNIDADE

Câmara promove 3ª Roda de Conversa

Evento foi alusivo ao Agosto Lilás com autoridades no enfrentamento à violência contra a mulher.

A Câmara de Vereadores de Campos Novos, por meio da Procuradoria Especial da Mulher, realizou na última sexta-feira (15), a 3ª Roda de Conversa, reunindo representantes de diferentes áreas que atuam diretamente no enfrentamento à violência contra a mulher.

O encontro teve como eixo central a reflexão sobre “Reconhecer, Romper e Reconstruir”, destacando o papel das instituições no acolhimento e proteção às vítimas.

Participaram como convidadas:

uRaquel Betina Blank – Promotora de Justiça da 1ª Promotoria de Campos Novos;

uJuliana Gou-

lart Ferreira – Promotora de Justiça da 3ª Promotoria de Campos Novos;

uRafaela Lugon Lucchesi Ramacciotti –Defensora Pública da 1ª Defensoria do Núcleo Regional de Campos Novos;

u Fernanda Gehlen – Delegada responsável pela Delegacia de Proteção à Criança,

Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Campos Novos;

uCamila Daros Dalmolin – Soldado da 3ª Companhia da Polícia Militar de Campos Novos;

uKarla Bertelli – Secretária Municipal de Saúde de Campos Novos;

uLeticia Sueny Kato – Coordenadora do

*Esta publicação preencheu o espaço de 1/4 (Um Quarto) de Página.

Cumprindo a Lei nº 4517/2019 esta publicação custou para o Poder Legislativo Municipal o valor de R$ 418,69 (Quatrocentos e Dezoito Reais e Sessenta e Nove Centavos)

Olimpíadas do Interior “Troféu Nei Titon”

A Prefeitura de Campos Novos, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, está finalizando os preparativos para a Olimpíadas do Interior –Troféu Nei Titon, evento que promete movimentar e integrar as comunidades rurais do município. A abertura oficial será no dia 6 de setembro, na Comunidade de Santa Bárbara.

O congresso técnico da competição acontece em 28 de agosto, às 19h, na Comunidade do Caxambu, reunindo representantes das equipes para definição dos últimos detalhes. Nesta edição, serão disputadas as modalidades Futebol Suíço, Bocha e Truco Misto. Mais do que uma competição esportiva, o evento represen-

ta um importante espaço de integração social, fortalecimento comunitário e valorização das localidades do interior.

A Administração Municipal destaca que iniciativas como esta estimulam a prática esportiva, incentivam hábitos saudáveis e preservam a tradição de encontros que aproximam os moradores.

O prefeito Dirceu Kaiper – Pé destacou a importância da iniciativa: “As Olimpíadas do Interior são um momento especial para celebrarmos o esporte e a união das nossas comunidades. É uma forma de levarmos lazer, integração e valorização para cada canto do nosso município.”

mulher. Cada representante destacou o funcionamento de sua área, esclarecendo os serviços disponíveis para as vítimas, desde o primeiro atendimento de urgência até o acompanhamento jurídico, psicológico e social.

Creas de Campos Novos.

Durante a roda de conversa, as convidadas apresentaram informações práticas sobre como identificar os sinais da violência e as formas de denúncia, abordando também os avanços trazidos pela Lei Maria da Penha e por outras legislações voltadas à proteção da

As falas reforçaram que a violência contra a mulher não se limita à agressão física, mas também se manifesta em formas psicológicas, patrimoniais, morais e sexuais. O público presente recebeu orientações de como agir diante de situações de risco, a importância de romper o silêncio e de buscar apoio nas instituições.

O Presidente da Câmara e Procurador da Procuradoria Espe-

cial da Mulher, Vereador Darcy Rodrigo Pedroso, destacou a relevância do evento: “Precisamos dar visibilidade ao tema, unir forças e mostrar que a mulher não está sozinha. A rede de atendimento está pronta para acolher, orientar e proteger. Reconhecer, romper e reconstruir é um caminho que só se faz com informação, empatia e coragem”, afirmou.

O público marcou presença, demonstrando o engajamento da comunidade na causa. Ao final, o sentimento foi de união e compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre da violência.

*Esta publicação preencheu o espaço de 1/4 (Um Quarto) de Página.

Cumprindo a Lei nº 4517/2019 esta publicação Não teve custo para o Poder Legislativo Municipal (O espaço foi bonificado)

Campos Novos é campeão da fase microrregional do JASC

A equipe Pinheiros/SEL Campos Novos conquistou o título da fase microrregional dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) 2025, realizada em Abdon Batista.

Com a vitória, Campos Novos garantiu vaga para a fase regional, que será disputada em Videira, entre os dias 5 e 10 de outubro.

O pódio da etapa microrregional ficou assim definido:

uCampeão: Pinheiros/SEL Campos Novos; u Vice-campeão: Abdon Batista; u3º lugar: Zortéa; O prefeito Dirceu Kaiper – Pé parabenizou os atletas e destacou a importância da conquista: “É uma alegria enorme ver Campos Novos se destacando no esporte. Essa vitória é fruto de muito esforço, dedicação e trabalho em

equipe. Parabenizo a todos os atletas, comissão técnica e a Secretaria de Esporte e Lazer por essa conquista, que leva o nome do nosso município com orgulho para a fase regional em Videira.”

A conquista reforça a força do esporte camponovense e o trabalho de incentivo realizado pela administração municipal, que segue apoiando atletas e equipes locais.

*Foto e Info: ASCOM/CMVCN
*Fotos e Info: ASCOM/PMCN

Mais duas áreas são incorporadas ao Território Quilombola Invernada dos Negros

Processo vem evoluíndo, através do Governo Federal, em breve novas áreas serão entregues na comunidade.

A comunidade de Invernada dos Negros, em Campos Novos, conquistou mais um avanço histórico no processo de regularização fundiária. Na quinta-feira, 14 de agosto, foram entregues os registros públicos de mais duas áreas incorporadas oficialmente ao território quilombola, totalizando 47 hectares obtidos por meio de desapropriação extrajudicial. Essa foi a primeira experiência do país nesse modelo de acordo, que permite repasse das terras diretamente às comunidades, sem necessidade de ação judicial.

PRIMEIROS

RESULTADOS E NOVAS PERSPECTIVAS

As duas áreas, de 31 e 16 hectares, foram avaliadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com a indenização paga pelo Governo Federal aos proprietários não-quilombolas. Além desses imóveis, já há empenho de recursos para aquisição de outras sete áre-

as, em fase de ajustes nos laudos para desapropriação.

De acordo com o chefe da Divisão de Territórios Quilombolas do Incra/SC, Marcelo Spaolonse, a previsão é de que entre 2025 e 2026 mais 19 áreas sejam incorporadas ao território. Atualmente, a Invernada dos Negros soma cerca de 7,9 mil hectares, reconhecida como a primeira comunidade quilombola regularizada em Santa Catarina.

FALA DO SUPERINTENDENTE

Durante o ato de entrega, o superintendente do Incra em Santa Catarina, Dirceu Dresch, destacou a importância

simbólica e prática da medida:

“Uma alegria a gente voltar aqui a Campos Novos. Cada pouco nós estamos aqui. Hoje é um dia especial porque a gente está aqui com o próprio Ministério Público Federal. Estamos aqui junto para discutir com a comunidade os desafios que temos aqui pela frente: o tema da energia, o tema das políticas públicas de crédito. E aqui hoje nós também viemos, além de fazer todo o debate, entregar duas escrituras de terra para a comunidade. Duas áreas de terra talvez sejam as primeiras adquiridas no Brasil agora durante o governo do presidente Lula, sem a ação judicial, de acordo extrajudicial com as propriedades. E temos mais uma perspectiva importante: nos próximos dias de entregar mais. O cenário é para a gente, até final do ano, aqui no Invernada dos Negros, chegar a próxima mil hectares adquiridos pelo governo federal para a comunidade.”

Dirceu ressaltou ainda que a retomada das políticas públicas fortalece não apenas o território, mas as famílias quilombolas:

“Depois de 12, 13 anos que as comunidades tiveram muito

pouco, quase nada de presença do Incra, a gente volta agora com toda a condição de investir mais no crédito de instalação, nos fomentos, na política da habitação e também na aquisição de áreas para passar para a comunidade. Então, estou muito feliz de estar aqui nesse momento representando o governo do presidente Lula, representando o Incra Nacional, o MDA, para a gente poder estar aqui conversando sobre essas políticas e fazendo entrega.”

O superintendente também informou que cerca de 60 famílias ainda devem receber o Crédito Instalação nos próximos 30 a 40 dias.

CRÉDITO PARA AGRICULTURES E QUILOMBOLAS

Além da titulação de áreas, o Incra liberou mais de R$ 800 mil em créditos para beneficiar agricultores assentados e comunidades quilombolas em Santa Catarina. Os recursos, destinados ao Crédito Instalação – modalidade Apoio Inicial, contemplam 102 famílias em diferentes regiões do estado.

Cada núcleo familiar terá acesso a R$ 8 mil para auxiliar na

da dos Negros, em caráter coletivo e inegociável. Isso significa que os beneficiários não podem vender nem dividir as áreas, preservando o caráter comunitário e cultural do território.

AMPLIAÇÃO DO PAPEL DO ESTADO

compra de itens básicos de estruturação, como alimentos, ferramentas e materiais de uso doméstico e produtivo.

Foram beneficiadas 39 famílias do Território Quilombola Invernada dos Negros, em Campos Novos; 29 do Assentamento Dom Pedro Casaldáliga, em Major Vieira; 27 famílias do Território Quilombola São Roque, em Praia Grande; e 7 do Assentamento Antônio Ferreira de Souza, em Ponte Alta.

O financiamento pode ser quitado em até três anos, com possibilidade de desconto de até 90% no valor, desde que cumpridos os critérios estabelecidos pelo programa.

RECONHECIMENTO HISTÓRICO

A Invernada dos Negros, que reúne aproximadamente mil famílias, foi a primeira comunidade quilombola reconhecida em Santa Catarina. Desde 2010, o Incra atua na indenização e desapropriação de imóveis particulares para assegurar a posse coletiva do território às famílias descendentes de ex-escravizados.

Os títulos de terra são concedidos em nome da Associação dos Remanescentes dos Quilombos da Inverna-

Dirceu Dresch também ressaltou que a retomada das ações do Incra integra um esforço nacional de reconstrução do papel do Estado junto às comunidades tradicionais:

“O Incra foi um dos órgãos que também sofreu muito, 12, 14 anos sem concurso público. Agora começou a chegar os servidores, vamos ter 700 e pouco no Brasil que vão assumir como servidor do Incra para ajudar as comunidades, os assentados, a reforma agrária, ajudar os que ainda precisam de terra e principalmente também aqui as comunidades tradicionais. [...] Sem o servidor público as coisas não chegam na ponta. Se a gente não tiver servidor, a gente não consegue prestar o serviço. Então isso é extremamente importante. Estou feliz nesse momento histórico, estar à frente do Incra e poder ajudar a melhorar a vida das pessoas.”

Para o superintendente, o trabalho realizado em Campos Novos representa não apenas regularização fundiária, mas também um resgate histórico e cultural: “A gente acabou com a escravidão no Brasil, mas não deu dignidade para esse povo. Agora nós estamos começando a recuperar um pouco dessa história.”

*Foto: Ascom/Incra

Campos Novos sedia Encontro Regional FCDL

Evento reuniu presidentes de Câmaras de Dirigentes Lojistas de regiões distritais.

Aconteceu em Campos Novos, na última semana, o Encontro Regional realizado pela Federação de Câmaras de Dirigentes Logistas de Santa Catarina, na oportunidade Presidentes de Câmaras, Presidentes Distritais e Representantes das CDL’s nas cidades, participam, efetuando sugestões, abordando necessidades nos locais onde atuam e também se capacitam.

Durante o evento que durou toda manhã, a FCDL, apresentou também dados institucionais, e serviços além de novidades aos participantes.

Estiveram no encontro, o Presidente da FCDL/SC, Onildo Dalbosco Júnior, José Manuel Ramos, 1º Vice-Presidente, além de Polônio Tonini, Coordenador do Conselho Fiscal e Eder Gastmann, Conselheiro Fiscal Suplente.

A Presidente da CDL Campos Novos, Sidreana da Silva recepcionou os participantes junto com alguns Diretores da instituição. “É uma alegria ter todos os representantes da nos-

sa federação, visitando o município e abordando temáticas importantes para o desenvolvimento e fortalecimento do comércio na região”.

Diretores Distritais membros da 3º Regional também participam do evento, sendo:

uRogério Antônio Cecchin (Diretor do 9º Distrito) contemplando as cidades de: Concórdia, Irani, Jaborá, Lindóia do Sul e Peritiba;

uOrlando Bucco (Diretor 10º Distrito), cidades de: Água Doce, Catanduvas, Erval Velho, Herval D’ Oeste, Ibicaré, Joaçaba, Luzerma, Treze Tílias e Vargem

Bonita.

u Fernando Dorini (Diretor do 11º Distrito), cidades de: Abdon Batista, Campos Novos, Capinzal, Celso Ramos, Ipira, Piratuba e Zortéa;

uValtair José Cardoso de Vargas (Diretor do 12º Distrito), cidades de: Caçador, Fraiburgo, Lebon Régis, Monte Carlo, Tangará e Videira.

DESTAQUES

Em coletiva de imprensa, o Presidente, da FCDL, Onildo Dalbosco Júnior, abordou as principais iniciativas realizadas pela federação. Ele comentou que o momento de co-

letar informações em cada regional serve para que o movimento esteja próximo das CDL's, entendendo o que se pode fazer para melhorar o ambiente de negócios.

"Aqui em Campos Novos, mostramos a todos os trabalhos realizados pela Federação, sobre nossa Prestação de Serviços aos Associados e a questão Institucional e Representativa, junto ao Governo do Estado e Assembleia Legislativa".

MALHA FISCAL

Onildo destacou que recentemente a FCDL, participou de diversas reuniões e conversou com o Secretário

de Estado da Fazenda de Santa Catarina, Cleverson Siewert, sobre o controle de recebimentos de PIX.

"O Secretário, foi muito solícito às nossas demandas e conseguimos que o assunto seja orientado aos empresários, de como proceder na nova forma de Malha Fiscal do PIX no Estado, essa ação foi buscada na facilitação de acesso e na forma que seja realizada para que o empresário, lojista, continue prosperando".

SERVIÇOS

O presidente também comentou a apresentação de Assuntos Comerciais.

"Aproveitamos para falar do nosso SPC Brasil, uma Análise de Crédito e Inteligência de Dados, genuinamente brasileira. Nós temos esse como um produto das CDL's, e quando você contrata, você usa o SPC, o dinheiro fica na cidade, reinvestindo esses recursos pela própria Câmara Lojista Municipal. Outros pontos abordados, foram a Telemedicina como oportunidade de negócio, o Certificado Digital, e também o Observatório Econômico, que é uma forma com que os lojistas podem realizar uma gestão da sua entidade, com os dados do município. Número de Empresas, Número de Contratações, tudo em uma única plataforma".

O Crediário com Garantia também foi apresentado aos lojistas no evento, onde os associados.

CRESCIMENTO

O presidente destacou o crescimento do número de associados à Federação, onde foi passado de 42 mil,

para 45 mil. "Somos um número, e lançamos esse desafio de crescer juntos, logo queremos chegar aos 50 mil associados, e evoluir acima deste número. Claro que fornecendo ao lojista, ao pequeno, médio e grande empresário, oportunidades, serviços, presença, iniciativas e ações, que invistam nele, no seu conhecimento e desenvolvam o seu negócio".

CAMPOS NOVOS

A Presidente da CDL Campos Novos, Sidreana da Silva destacou o crescimento do comércio no município. "Todos que andam pela cidade, vêem a quantidade de investimentos sendo realizados, várias marcas, produtos e novidades, estão chegando, trazendo crescimento, emprego e renda. Nós como CDL, também estamos atuando para fornecer aos que chegam e aos que investem aqui, conhecimento, capacitação, e fomento".

A CDL conta com uma gama de ações, que estão previstas, exemplo é um Encontro Empresarial com palestra e posse da Diretoria da CDL em setembro. No calendário também está programado, um Treinamento de Inteligência Artificial em Outubro, além de uma palestra com nome Nacional em Novembro, fomentando ainda mais ações e iniciativas de desenvolvimento lojista. Neste mês de Agosto a CDL, estará presente no 'Borracho Rock Festival', que será realizado no Parque de Exposições Leônidas Rupp e também está marcado a data do próximo 'Remember Fest'.

Onildo Dalbosco Júnior
*Fotos: Wilhiam Peretti/O Celeiro

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Dia de Cooperação Família Coocam:Uma celebração que transforma

O evento da cooperativa une valores e propósitos, fortalecendo o espírito cooperativista.

Tudo começou com um propósito. Em 2024, inspirada pelo movimento nacional conhecido como Dia C – Dia de Cooperar, a Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam) decidiu transformar a essência do cooperativismo em uma experiência vivida em família.

Assim nasceu o Dia de Cooperação Família Coocam, um evento que ultrapassa a ideia de uma simples gincana para se tornar uma celebração do que realmente nos une: a cooperação, a solidariedade e o sentimento de pertencer a algo maior.

A primeira edição, realizada em julho de 2024, surpreendeu. Reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre colaboradores, familiares e dirigentes da cooperativa.

Sorrisos espontâneos, brincadeiras compartilhadas e olhos brilhando durante cada desafio mostraram que havia ali algo especial.

O sucesso foi tamanho que o que era piloto virou tradição. E agora, em 2025, a segunda edição promete ser ainda mais inesquecível. Os preparativos já começaram muito antes da data. A movimentação nos setores,

*Foto e Info:

A primeira edição, realizada em julho de 2024, surpreendeu, reunindo colaboradores, familiares e gestores

os convites que circulam nos grupos, os banners coloridos e a ansiedade das equipes são apenas a superfície de um evento que está sendo feito com o coração.

Com o tema

“Juntos, construindo um futuro melhor”, a 2ª Gincana do Dia de Cooperar será realizada no dia 31 de agosto, no campo da sede da Coocam. Neste ano, o evento também ganha uma nova dimensão: estará alinhado às ações do Ano Internacional das Cooperativas, reforçando o papel das cooperativas como modelos de desenvolvimento sustentável, capazes de transformar realidades e gerar impacto positivo de forma coletiva.

Edital de Convocação da Assembleia Geral Ordinária da Associação de Produtores da Comunidade de Rio Pardo – CNPJ: 73.823.346/0001-63

Ficam convocados os senhores associados, a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária da Associação de Produtores da Comunidade de Rio Pardo, a realizar-se no salão da Comunidade de Rio Pardo, interior, no município de Campos Novos, no dia 03 de setembro de 2025, às 19:00 horas em primeira convocação com 2/3 da diretoria ou em segunda convocação às 19:30 horas com no mínimo 30% da diretoria, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

1º - Elaboração de ata de Convalidação, conforme prevê art. 596 CNE/SC;

2º - Eleição da Nova Diretoria, Gestão 2025/2027, conforme legislação vigente;

3º - Prestação de Contas. Campos Novos, 18 de agosto de 2025. Presidente – Milton Barcarolo

“Quando a gente prepara cada material de divulgação, não é só para chamar para o evento, é para mostrar que ele foi pensado para todos. A família cooperativista está no centro dessa ação", afirma Kalinka Françoise, gerente administrativa e coordenadora da gincana, ressaltando a importância da participação das pessoas na primeira edição. “O evento está tendo continuidade porque os colaboradores e familiares, literalmente vestiram a camisa”.

Dentre todas as atividades, duas ações já estão mobilizando emoções antes mesmo da gincana começar: o concurso de desenho e a arrecadação de alimentos não perecíveis.

O desenho, com tema cooperativista, é mais do que uma prova — é uma expressão de sentimento. Crianças e familiares colocam no

Esse engajamento que vimos na edição anterior e, estamos vendo antes do evento de 2025, mostra o quanto as pessoas se sentem parte da nossa cultura.

João Carlos Di Domenico, presidente da Coocam

papel, com lápis de cor ou tinta, o que compreendem e sentem sobre o cooperar. E cada traço revela um mundo de sensibilidade e pertencimento, além de incentivar o conhecimento sobre o cooperativismo e sua história.

Já a arrecadação de alimentos é, sem dúvida, a ação mais simbólica de todas. Porque vai muito além da pontuação. É um gesto

cesta para saborear ali mesmo, ao ar livre, em meio às atividades. Um momento de integração, conversa, troca de sorrisos e conexão entre pais, filhos, colegas e amigos. Um respiro leve, mas cheio de significado, que reforça o valor da convivência e do estar junto com propósito.

de empatia concreta. Cada doação carrega uma mensagem silenciosa: "eu me importo".

As arrecadações serão organizadas por cada equipe em seus setores ou filiais e, depois, destinadas a famílias ou entidades que precisam de um olhar solidário. E entre uma prova e outra, acontece o piquenique coletivo. Cada família participante recebe uma

“Esse engajamento que vimos na edição anterior e, estamos vendo antes do evento de 2025, mostra o quanto as pessoas se sentem parte da nossa cultura. É bonito ver que as equipes estão se organizando não só para competir, mas para participar de algo maior. O que se constrói com cooperação tem raízes mais profundas. Por isso, o Dia de Cooperação Família Coocam não é só um evento no calendário. É um reflexo de tudo o que a cooperativa acredita e cultiva ao longo do ano. E, mais do que isso, é um presente para quem faz parte dessa história — onde cada gesto conta, cada sorriso vale e cada esforço tem um propósito”, afirma o presidente da Coocam, João Carlos Di Domenico. A ação conta com o apoio de empresas parceiras da Coocam, além da Ocesc e Fecoagro, fortalecendo ainda mais o alcance e os princípios da iniciativa. Em 2025, o convite está feito: vamos, juntos, mais uma vez, construir um futuro melhor.

ASCOM/Coocam

Consórcio John Deere: Alternativa inteligente

Plataforma vendida pela Napalha serve para quem quer investir em máquinas com economia e planejamento.

Seja para ampliar a frota, renovar o maquinário ou planejar o futuro da propriedade, o Consórcio Nacional John Deere vendido pela Napalha é uma das maneiras mais seguras e econômicas de investir no agronegócio.

Essa modalidade de compra permite que o produtor rural adquira tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e outras soluções John Deere sem pagar juros, sem entrada e com pagamento 100% parcelado. É o jeito planejado de conquistar o equipamento certo, na hora certa.

MAS AFINAL, O QUE É CONSÓRCIO?

O consórcio funciona como um autofinanciamento coletivo.

Ao adquirir uma cota, o produtor passa a fazer parte de um grupo formado por outras pessoas com o mesmo objetivo: investir em um bem. Mensalmente, todos pagam suas parcelas e, por meio de sorteios ou lances, alguns participantes são contemplados com o valor do crédito para comprar o

equipamento desejado. O melhor? Tudo isso com menos burocracia e com a garantia de fábrica da John Deere.

DIFERENCIAIS PARA O CLIENTE NAPALHA

Na Napalha, os clientes têm duas opções: cotas dos grupos nacionais do Consórcio John Deere, com mais participantes, ou cotas do grupo regional, formado exclusivamente por clientes da Napalha e da Tecnosafra — ambas concessionárias John Deere em Santa Catarina.

A grande vantagem do grupo regional é que o produtor concorre com menos participantes, o que aumenta suas chances de ser contemplado mais cedo nos sorteios.

CAMPANHA ESPECIAL

E tem mais: os clientes que adquirirem uma cota de consórcio John Deere com a Napalha até o dia 16 de outubro de 2025 serão presenteados com uma cervejeira Consul de 82 litros. O prêmio será entregue após a quitação da 8ª parcela da cota. É

mais um incentivo para quem quer investir no campo com inteligência e ainda comemorar essa conquista com estilo.

FOCO NO

PRODUTOR RURAL

Com mais de 30 anos de história no campo, a Napalha conhece de perto a realidade do agricultor. Por isso, o consórcio é apresentado como uma ferramenta de planejamento, crescimento e modernização — seja para o pequeno produtor que quer começar, ou para o grande que busca renovar e expandir sua operação.

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POR QUE O CONSÓRCIO É UM BOM NEGÓCIO?

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