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DIA MUNDIAL DO
MEIO AMBIENTE Cachoeiro de Itapemirim - ES | Sรกbado | 3 de Junho de 2017
PROJETO COMERCIAL
INICIATIVAS QUE FAZEM A DIFERENร A
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DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
ES de Fato, Sábado, 3 de Junho de 2017
Kennedy investe em saneamento e preservação de nascentes No Dia Mundial do Meio Ambiente poucos temas são tão importantes para serem lembrados quanto saneamento básico e reflorestamento de nascentes. É o que destaca o secretário de Meio Ambiente de Presidente Kennedy, Leandro da Costa Rainha. Por meio do Projeto Olho D’água, quase 90 nascentes do município estão sendo recuperadas, com o plantio de mais de 45 mil mudas de árvores e a conscientização de proprietários rurais sobre a importância do reflorestamento e da proteção dos mananciais. “Incentivamos os agricultores e pecuaristas a também serem produtores de água, a seca trouxe muita preocupação. Além das mudas, fornecemos todo o material (mourão, arame e grampo) para fazer o cercamento da nascente. Ainda realizamos o georreferenciamento delas”, informa Rainha, acrescentando que a equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente faz o acompanhamento do trabalho de reflorestamento e proteção in loco. A pasta conta com engenheiro florestal, engenheiros ambientais, biólogos, técnicos, entre outros profissionais. “Temos uma equipe muito boa”, orgulha-se. A Prefeitura de Presidente Kennedy, divulga Rainha, está na fase de conclusão do seu plano de saneamento básico. “Elaborado nos quatro eixos”, diz o secretário, para explicar em seguida: “diferente de como a maioria dos municípios faz, visando apenas água e esgoto. O nosso engloba - além do abastecimento de água potável e do esgotamento sanitário - também drenagem flu-
Divulgação/PMPK
Leandro Rainha: “mais de 45 mil mudas foram plantadas para reflorestar mananciais”
vial (para evitar enchentes na cidade) e manejo de resíduos sólidos”. Um dos “carros-chefes” da Secretaria de Meio Ambiente kennedense é a coleta seletiva de lixo. “A destinação do lixo coletado é ambientalmente adequada, tudo vai para aterro sanitário em Cachoeiro de Itapemirim”. Rainha complementa, citando a estrutura e organização: “temos caminhões compactadores, área de transbordo, caixa estacionária. O caminhão já vai direto no container, não cai nada no chão. Quando falamos em gerenciamento do lixo, alguns municípios acham que é só recolhê-lo, mas não é apenas isso. A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que haja coleta seletiva”. O governo federal, portanto, exige que as cidades organizem os
catadores em associações. “Vários municípios começaram a formá-las. Nós fizemos diferente, buscamos pessoas em vulnerabilidade social, principalmente as inscritas no CadÚnico, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. E a partir delas se formou a associação”, lembra. A Prefeitura de Presidente Kennedy capacitou os catadores e forneceu todos os equipamentos e instrumentos necessários, inclusive a sede, que funciona no terreno da própria pasta de Meio Ambiente, em um amplo galpão. “Hoje trabalham, ganham seu sustento”, comenta Rainha. PDM O secretário municipal informa ainda que a expectativa é de que nos próximos meses a
Câmara de Vereadores de Presidente Kennedy aprove o Plano Diretor Municipal (que regulamenta o uso e ocupação do solo). “Pela lei, apenas municípios com mais de 200 mil habitantes precisam ter PDM, ou os que vão receber grandes investimentos”, diz Leandro Rainha, se referindo ao Porto Central. Esporte e educação A Secretaria de Meio Ambiente de Presidente Kennedy costuma promover eventos esportivos para divulgar seus projetos, como o de coleta seletiva, por exemplo. Há distribuição de brindes alusivos às campanhas. Já fizeram parte das atividades passeio ciclístico, caminhada ecológica, e trilha de trekking no Morro do Serrote, um dos maiores do Estado.
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BRK Ambiental leva funcionários para plantio e trilha em floresta Os funcionários da BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim irão comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente neste ano de uma forma diferente. Eles participarão neste sábado, dia 3 de junho, de visita, plantio de mudas de espécies nativas do bioma Mata Atlântica e de trilha na Floresta Nacional de Pacotuba (Flona), acompanhados de familiares. A Flona, localizada no distrito de Pacotuba, é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e tem uma área de 449,44 hectares de Mata Atlântica, preservando a biodiversidade e contribuindo para a conservação de espécies silvestres do sul do Espírito Santo. Além de espécies da flora da região, a floresta guarda representantes da fauna, como a jaguatirica, o gato-do-mato, a cutia, o sapo-cururu, o macaco-prego, entre outros. O trabalho ainda inclui ações de educação ambiental nas suas diferentes funções, como pesquisa, recuperação de áreas degradadas, produção de sementes e visitas monitoradas. A programação do passeio à Flona de Pacotuba começa às 7 horas da manhã, na sede da BRK Ambiental, na Ilha da Luz, quando os participantes sairão de ônibus para a floresta, que fica distante 20 quilômetros. Na Flona, participarão de um plantio de mudas de árvores de espécies nativas do bioma Mata Atlântica e conhecerão o trabalho de preservação desenvolvido pela Unidade de Conservação. Cada grupo familiar plantará uma muda de árvore, que receberá uma plaquinha com o nome da espécie, o sobrenome da família e a data do plantio. Na sequência da programação, caminharão pela “Trilha das Árvores Centenárias”, que permite a observação de várias espécies de árvores que, por suas dimensões, têm entre
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300 e 400 anos de vida. Também visitarão a Comunidade de Remanescentes de Quilombos de Monte Alegre. O evento comemorativo ao Dia Mundial de Meio Ambiente, cuja data oficial é 5 de junho, termina por volta das 10h30, com retorno à Sede da BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim. EXPECTATIVA O funcionário Amauri Caixas de Souza, 33 anos de idade, da área Operacional da BRK Ambiental, participará da visita na companhia de sua esposa, Adriana da Rosa Souza. “Eu gosto muito de atividade ao ar livre, de sair da cidade e ir conhecer localidades na área rural. Eu me inscrevi para o passeio porque também não conheço a Flona de Pacotuba. Estou com boas expectativas”, disse ele. Da área de Atendimento ao Público, a funcionária Larissa Silva Zucoloto, de 19 anos de idade, também se inscreveu para a visita à Flona. “Gosto de ter contato com o meio ambiente e de fazer atividade física, por isso, vou participar do evento organizado pela empresa”, afirmou. O diretor da BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim, Bruno Ravaglia, destacou que a Flona de Pacotuba é uma das parceiras da empresa em projetos de educação ambiental desenvolvidos com escolas e comunidades e que sempre está de portas abertas para receber as pessoas. “O evento que realizaremos na Flona neste sábado atende a vários objetivos: é uma oportunidade de fortalecer a parceria com a Unidade de Preservação e de comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente com nossos funcionários com uma programação especial, além de possibilitar a interação com os familiares que participarão do passeio e despertar a consciência ambiental”, afirmou.
Na “Trilha das Árvores Centenárias” os visitantes, além de verem espécies de árvores que têm entre 300 e 400 anos, podem avistar animais.
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Ecologia em evidência no calendário mundial
Dayane Hemerly
A presença de biguás é um indicativo que o rio Itapemirim, em Cachoeiro, está vivo e despoluído
Marcos Leão
Com o objetivo principal de chamar a atenção do mundo para a importância da preservação dos recursos naturais, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio AmCADERNO ESPECIAL DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
biente, há 45 anos. A data da celebração é sempre 05 de junho. Esta segunda-feira, portanto, é mais um dia que merece todo o destaque no calendário mundial, para se colocar sobre os holofotes os impactos negativos Diretor: Wagner Santos wagnersantos25@hotmail.com Textos: Marcos Leão e Assessoria de comunicação Departamento Comercial - Lília Argeu Editorador - Wellington Rody
da ação do homem sobre a natureza. E também o que está sendo feito para contorná-los. Por incrível que pareça, há ainda pessoas que acreditam que os recursos naturais são inesgotáveis e que o meio ambiente vai
Impressão e pré-impressão: Espírito Santo de FATO. CNPJ: 06.056.026/0001-38 Contatos: (028) 3511-7481
continuar suportando todas as agressões humanas pela eternidade, apesar de todas as evidências... Chegamos a mais um Dia Mundial do Meio Ambiente com um dado alarmante, divulgado recentemente: aumento de
Versão digital disponível em www.jornalfato.com.br Este suplemento especial integra a edição 3783 do jornal Espírito Santo de FATO, de 3 de Junho de 2017
quase 60% na devastação da Mata Atlântica, no período de 2015 a 2016 ante a época anterior (2014-2015), monitorado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A Bahia, Estado de forte vocação turística com sua – ainda paradisíaca – faixa litorânea, liderou o desmatamento.
Notícias assim tornam ainda mais importante a divulgação dos bons exemplos praticados pelo poder público e algumas das mais conceituadas empresas de nossa região. Uma das propostas desse caderno especial produzido pelo jornal ES de FATO. Pois não há desenvolvimento sem respeito à natureza, apenas retrocesso.
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ES de Fato, Sรกbado, 3 de Junho de 2017 SEMANA-DO-MEIO-AMBIENTE-ANUNCIO-FATO.pdf
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Gestão quer agilidade nos projetos para o meio ambiente
Melhorar a qualidade de vida em Cachoeiro encontra barreira também em três tipos de estrutura: a burocrática, a cultural e a urbana. Os atuais projetos para o meio ambiente no município querem resolver entraves nesses campos, para agilizar as iniciativas. Um desses entraves, segundo avalia o secretário municipal de Meio Ambiente, Mario Louzada, está ligado ao costume de parte dos moradores em enxergar como um incômodo a vegetação em área urbana. Para mudar esse tipo de visão, vêm sendo adotadas e programadas ações com mais planejamento, que possam integrar a conscientização e o maior critério no processo de arborização. A iniciativa, entretanto, viria aliada a ações mais firmes por parte do poder público na aplicação da legislação, sem abrir mão do diálogo. Entre as ações em andamento pela prefeitura seguindo essa linha, neste semestre, está o processo para eliminar fiações obsoletas próximo à copa das árvores, a partir de contato com a concessionária de energia local. Com isso, ao mesmo tempo em que libera o desenvolvimento natural dos galhos, é feito o combate à prática das podas indiscriminadas, alimentada pelo excesso de material elétrico e de telecomunicações em postes e fachadas. Como apoio a esse conceito, o centro da cidade será o primeiro a receber o projeto de arborização urbana. As ações começam nesta semana, na praça Jerônimo Monteiro, durante a programação da Semana do Meio Ambiente. Depois, ocorre a expansão para os bairros e distritos. Equipes foram treinadas para atendimento ao público
Em outro campo, um dos principais investimentos é em celeridade nos procedimentos internos. Os servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) acabam de receber novo treinamento em atendimento ao público, e uma das propostas é receber melhor, principalmente, a população que demonstre menos vivência prática nessa área. A partir das orientações, com atendimento mais eficaz, busca-se uma liberação de licenças mais ágil, sem que etapas importantes sejam ignoradas. “Montamos uma equipe técnica multidisciplinar que dará agilidade a esse processo. Na fiscalização, otimizamos o trabalho da equipe e estamos atuando com várias frentes de trabalho para solucionar os problemas demandados. Estamos atendendo às demandas de Recursos Naturais com mais eficácia, tanto nas vistorias quanto nas respostas”, afirma Louzada. Conscientização investe em exemplos práticos Na área de conscientização para mudança cultural, sobre como a comunidade enxerga a preservação ambiental, as equipes têm usado exemplos práticos de situações do município, em descarte de lixo em via pública ou nos dejetos no leito do Rio Itapemirim. Alguns projetos foram desenvolvidos com o objetivo de trabalhar a mudança do hábito comum. No Dia Mundial da Água, a equipe desenvolveu um cronograma de ações que capturasse a atenção do público sobre a importância desse recurso. Alunos da rede pública estadual e municipal visitaram a estação de tratamento de água do município. Na praça Jerônimo Monteiro,
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Os servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) acabam de receber novo treinamento em atendimento ao público
toneladas de lixo foram expostas, recolhido nas galerias de alguns bairros durante enchente na semana anterior. Também como parte do evento, uma blitz ecológica enfatizou a coleta seletiva, com distribuição de sacolas para o lixo gerado dentro dos veículos. Parceria com comunidade envolve prática e orientação As parcerias com outros órgãos públicos, a iniciativa privada e entidades vêm apoiando as ações propostas. Palestras com o tema água já chegaram,
por exemplo, à Cooperativa de Laticínios Selita, escolas e à sede do Incaper, em Pacotuba. As escolas vêm sendo parceiras também na prática. O bairro Zumbi, em uma das áreas de maior concentração demográfica da cidade, foi o primeiro a receber o projeto Pontos de Flor, junto com professores, estudantes e moradores. Pontos viciados de lixo são transformados em jardins com material reciclável, como pneus e garrafas plásticas. Outros bairros já estão sendo cadastrados para ações no mesmo modelo, com as
associações e escolas. Ruas e água com menos lixo Em parceria com outras secretarias, está em desenvolvimento o projeto de recuperação de nascentes e áreas degradadas. “Na gerência de resíduos sólidos, temos muitos desafios, mas também alcançamos bons números nesse curto período. Aumentamos a produção da associação de catadores, a Ascomirim, de 9 para 24 toneladas mensais, que significa mais geração de renda e emprego. E está previsto para o segundo
semestre a implantação de novos Pontos de Entrega Voluntária. Isso vai gerar aumento no volume de resíduos recolhidos e no incentivo à participação social”, avalia Louzada. Recentemente, foi firmado um acordo de cooperação técnica que viabilizará a limpeza de todos os córregos de Cachoeiro. A coordenação é da Semma, mas envolve outros agentes. A primeira parte do projeto prevê a limpeza de quatro córregos. As atribuições já foram distribuídas, e as equipes já estão se mobilizando para início do trabalho.
Pontos viciados de lixo são transformados em jardins com material reciclável, como pneus e garrafas plásticas.
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Selita: “crescer respeitando a natureza e as pessoas” Maior cooperativa de laticínios do Espírito Santo, a Selita está no mercado há quase oito décadas (em outubro comemora 79 anos de atividade). Nasceu em Cachoeiro de Itapemirim de uma reunião de 25 produtores de leite, que resolveram mudar a história do setor no Estado. Atualmente reúne cerca de dois mil associados, abrangendo mais de 40 municípios, no Espírito Santo e também no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Por conta da qualidade, a Selita é marca forte na cabeça do consumidor, rompendo fronteiras com um mix de produtos que supera 100 itens atualmente. Visando o futuro, a cooperativa acaba de adquirir um terreno de 25 alqueires no distrito cachoeirense de Safra, às margens do Rio Itapemirim e próximo à BR 101, para abrigar o seu novo parque industrial. O tamanho da área é aproximadamente dez vezes maior do que o da atual, no bairro Campo Leopoldina. A previsão é de que as obras, “sonho de todos os cooperados”, comecem em 2018. Mas a diretoria da Selita, representada pelo presidente Rubens Moreira e o vice-presidente Leonardo Monteiro, faz questão de demonstrar que “é possível crescer com sustentabilidade, sem prejudicar a natureza e as pessoas”. Prova disso é o investimento da cooperativa em tecnologia sustentável em sua indústria, como a estação de tratamento de efluentes (ETE), que recebe todos os insumos líquidos resultantes da produção de laticínios. Apenas a economia de água proporcionada pela ETE com o reúso do efluente tratado chega a
A diretoria da Selita, representada pelo presidente Rubens Moreira(D) e o vice-presidente Leonardo Monteiro
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A Selita desenvolve o projeto “Cooperar para Reflorestar”
Cooperativa, que já prepara novo parque industrial, consegue ultilizar o efluente tratado e assim economizar 30 mil litros de água por dia e vai produzir sabão utilizando gordura resultante do processo de tratamento do efluente gerado na fabricação de derivados do leite.
30 mil litros por dia, segundo a coordenadora da estação, Marizete Peron. A ETE funciona há quatro anos e requereu investimentos na ordem de R$ 8 milhões. Marizete informa que diariamente são tratados nela 400 mil litros de resíduos do processo industrial da Selita. A gordura resultante da produção de manteiga e de requeijão, por exemplo, também vai ser reaproveitada, evitando assim que mais um rejeito seja enviado para aterro sanitário. Testes para transformá-la em sabão estão em fase de conclusão. “Antigamente,
tínhamos muito problema com a alta concentração de gordura. Vamos utilizar o sabão na limpeza interna da empresa”, diz ela. Conscientização A responsável pelo setor de Meio Ambiente da cooperativa, Joeni Bahiense Tamborotti Martins, reforça que na Selita “todo o resíduo gerado é reciclado ou é reutilizado”. Há programas, enumera ela, para o combate ao desperdício tanto de comida (no restaurante da cooperativa) quanto de energia elétrica e água. “Procuramos de todo jeito
minimizar o desperdício. Uma das medidas é buscar equipamentos mais modernos, que gastem menos energia e menos água”. As emissões atmosféricas das caldeiras, assegura Joeni, também são constantemente monitoradas, para garantir o funcionamento dentro dos parâmetros exigidos pela fiscalização ambiental. Ela acrescenta ainda que periodicamente são promovidas campanhas de conscientização ambiental direcionadas aos funcionários. Palestras e plantio de árvores fazem parte das atividades.
Cooperar para Reflorestar O trabalho em prol da preservação da água não se restringe ao parque industrial. Em parceria com o governo capixaba e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), a Selita desenvolve o projeto “Cooperar para Reflorestar”, de proteção e recuperação de nascentes nas propriedades rurais dos produtores associados. A organização fica a cargo do Núcleo Feminino da cooperativa. Atualmente, segundo a coordenadora do programa, Catarina Vasquez, 45 nascentes são abrangidas. O diagnóstico da situação dos mananciais é realizado por técnicos especializados, que depois também fazem todo o acompanhamento. O plantio de mudas costuma ser feito com a participação de crianças, para despertar a consciência ambiental precocemente.
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Centenas de estudantes plantam árvores na Usina Paineiras
Centenas de estudantes do litoral Sul do Espírito Santo têm participado das ações de educação ambiental e reflorestamento que a Usina Paineiras realiza ao longo do ano em sua área, em Itapemirim (ES). As ações fazem parte do Programa Ipê Amarelo, iniciativa da empresa que visa também mobilizar a sociedade da região a reflorestar e cuidar melhor dos rios Itapemirim e Muqui – inclusive com o apoio da empresa. Além de realizar plantios de centenas de mudas por conta própria, a Usina Paineiras recebe os grupos de estudantes com palestras sobre a importância dos plantios para que, em seguida, os jovens plantem com as suas próprias mãos. Para muitos estudantes, é uma experiência única, apesar da importância da água para suas comunidades. E em muitos casos contribui até para a formação profissional desses jovens. “Participar desse plantio permite aos alunos observar a atividade de educação ambiental, o que é muito importante para o curso deles. Eles trabalham com conservação, preservação, im-
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pacto, recuperação de áreas degradadas e função social e ambiental da empresa, quando ela envolve a comunidade”, afirmou, num plantios mais recentes, a professora Andréa Oliveira Ribeiro, então coordenadora do curso curso técnico em Açúcar e Álcool da escola estadual de ensino médio Washington Pinheiro Meirelles, de Itapemirim. Viveiro de Paineiras já tem 40 anos As mudas de árvores plantadas pela Usina Paineiras são fornecidas pelo viveiro que a empresa mantém há 40 anos. É o segundo maior viveiro de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica do Sul do estado, instalado numa área que mede o equivalente a três campos de futebol. “Ao longo da sua história, o viveiro já doou mais de 300 mil mudas de árvores, contribuindo para o reflorestamento de centenas de propriedades rurais. Aqui já foram cultivadas mais de 230 espécies (80% delas, da Mata Atlântica)”, informa o diretor de Negócios da Usina Paineiras, Antonio Carlos de Freitas.
As ações fazem parte do Programa Ipê Amarelo, iniciativa da empresa que visa também mobilizar a sociedade da região a reflorestar e cuidar melhor dos rios Itapemirim e Muqui – inclusive com o apoio da empresa
DEPOIMENTOS
“Gostei de participar porque ajudei o meio ambiente, ajudando diretamente o rio Itapemirim, e aprendi sobre plantio de outra espécie que não a cana, que eu já tinha praticado na escola.” Vyctória Sad Machado, 15 anos
“Gostei de aprender uma nova forma de ajudar o nosso rio a ter mais água. Agora, quando eu vir uma árvore pequena, eu vou enxergá-la com outros olhos.” Criffson Wingler da Silva Pachado, 15 anos.
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1.600 hectares de Mata Atlântica são preservados em Itapemirim Divulgação
770 espécies foram encontradas na área que pertence a Usina Paineiras
A Usina Paineiras reaproveita, em suas plantações, os resíduos industriais provenientes da fabricação do açúcar e do etanol, em Itapemirim (ES). Os resíduos sólidos que são retirados durante o processo de clarificação do açúcar – a “torta de filtro” – voltam à lavoura como fertilizante orgânico. São ricas fontes de fósforo e nitrogênio para as plantas. Por sua vez, as águas residuais originadas no processo industrial são reutilizadas na irrigação da lavoura. A vinhaça (ou vinhoto), rica em potássio, é um resíduo originado no processo de produção do etanol e utilizado na fertirrigação das lavouras de cana-de-açúcar. Assim, o que seria resíduo a ser descartado é reaproveitado, gerando economia e diminuindo a demanda por fertilizantes industrializados. A atividade da Usina Paineiras gera 15 mil empregos diretos e indiretos, especialmente por trabalhar com praticamente mil produtores rurais, fornecedores de matéria-prima, sendo que sua grande maioria são representados por pequenos proprietários.
Das margens da rodovia que liga a Safra ao litoral Sul do Espírito Santo, é possível avistar parte dos 1.600 hectares de Mata Atlântica preservados pela Usina Paineiras, em Itapemirim (ES). A floresta, conhecida como Mata do Ouvidor, abriga 770 espécies da fauna e flora, sendo 11 ameaçadas de extinção. A área integra o microcorredor ecológico Guanandy, um dos dez prioritários no estado. “Muito antes de se falar da necessidade de preservar o meio ambiente, a empresa já en-
tendia a importância de salvar áreas como essa”, afirma o diretor presidente da Usina Paineiras, Regis Sousa de Carvalho Brito, que há 78 anos zela pela floresta. Pesquisa Em 15 meses de pesquisa in loco (2007 e 2008), o Instituto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Tramirim catalogou 770 espécies: 251 vertebrados terrestres (11 ameaçadas de extinção), 24 anfíbios, 18 répteis, 172 aves, 37 mamíferos e 268 espécies vegetais.
Produção de açúcar sustentável
A Usina Paineiras aproveita na agricultura os subprodutos da indústria
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CTRCI: tecnologia a favor do meio ambiente
Por conta do expressivo crescimento da população urbana, o lixo – se não houver cuidado – pode causar graves problemas ambientais e de saúde pública. Com o compromisso de prestar serviços de transbordo, transporte e destinação final em harmonia com o meio ambiente, a Central de Tratamento de Resíduos de Cachoeiro de Itapemirim (CTRCI), baseada no
distrito de São Joaquim, atua há cerca de quatro anos com o seu moderno aterro sanitário na maior cidade do Sul capixaba. Além de Cachoeiro, que produz em média volume correspondente a 3,5 mil toneladas por mês, a empresa recebe o lixo de 19 municípios da Região Sul, segundo o gerente Newton de Souza Pinto Filho. Para reforçar a tecnologia do processo a CTRCI,
informa Newton, pretende construir nos próximos anos em sua unidade cachoeirense uma usina de extração e queima de biogás igual à que opera em seu aterro sanitário em Vila Velha. A data ainda será divulgada. “Com a usina se faz a queima correta da mistura de gases produzidos pela decomposição do lixo. Mas o aterro é novo; e a geração, ainda baixa”, explica.
Há também estudo sendo produzido sobre a utilização na cobertura do aterro sanitário de detritos resultantes do beneficiamento de rochas ornamentais. Bem-estar O gerente da CTRCI diz que uma das premissas da política de qualidade da empresa é melhorar a qualidade de vida das comunidades atendidas, buscando tecnologias
que visem minimizar os possíveis impactos causados pela destinação dos resíduos. “Temos que preservar o meio ambiente para garantir um futuro melhor”, conclui Newton de Souza Pinto Filho. Aterro x lixão Diferente do lixão, no qual o lixo era depositado a céu aberto, sem nenhum pré-tratamento, o aterro sanitário com-
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preende técnicas de disposição de resíduos sólidos urbanos utilizando princípios de engenharia para não causar danos ou riscos à saúde pública, minimizando impactos ambientais. O lixo é impermeabilizado, por exemplo, além de outros cuidados. Não há mau cheiro, atração de urubus, poluição visual, contaminação dos lençóis freáticos e do solo.
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Hospital Evangélico possui setor para reciclagem de lixo O Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), sempre trabalhando pela valorização da vida, possui, há cerca de 10 anos, uma Comissão de Resíduos, formada pela Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) e o setor de reciclagem, coordenador pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) do Hospital. Essa comissão define o controle do descarte dos materiais residuais e também o processo de reciclagem no hospital. De acordo com o coordenador do SESMT do HECI, Jocimar Rosa, o setor de reciclagem do Hospital atua somente como ponto de coleta, armazenagem e separação de material que é encaminhado para a destinação final. A cada duas semanas, uma
empresa faz o recolhimento do material o que gera uma verba que é transformada em melhorias para o próprio hospital. Atualmente, cerca de 90% do material recolhido e entregue é produzido pelo próprio hospital. Segundo Jocimar a última entrega, realizada no final de maio, foram cerca de 500 quilos de papelão e 100 quilos de plástico. Mas, para o coordenador do setor de reciclagem, essa ação pode ainda ser melhor se houver mais envolvimento de toda a população. Ele e sua equipe definem algumas ações para incentivar a coleta seletiva do lixo. “Fazemos treinamentos informando a necessidade e a forma adequada de descarte desse material uma vez que a sua eliminação correta é muito importante. Além disso, essa ação gera um
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Instituição atua como posto de coleta de material reciclável
retorno financeiro e social que contribui para o meio ambiente ”, explica. No hospital existem lixeiras para coleta seletiva do lixo, indicada por cores o material que deve ser depositado ali. Os vidros devem ser jogados na lixeira verde. Plásticos na ver-
melha. Metais na amarela e papeis nas azuis. Há ainda a lixeira cinza, para jogar materiais que não podem ser reciclados. Mas não somente empresas que podem dispor dessas lixeiras não. De tamanhos e materiais variados, certamente, ter lixeiras assim em casa
irá estimular o trabalho de todos os membros da família, em busca de um mundo melhor. Saiba Mais: E o material separado pode ser deixado no hospital para destinação correta. Quem quiser, pode trazer papelão, pa-
pel, alumínio, ferro velho e plástico para o setor de reciclagem. O setor também atua como ponto de coleta de óleo de cozinha usado cuja destinação adequada é feita a cada 3 meses. Mais informações pelo telefone 35266104.
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Planejando juntos um futuro melhor. A Prefeitura Municipal de Presidente Kennedy se preocupa em melhorar a saúde e a qualidade de vida dos milhares de kennedenses. Junto com a população, o Município irá discutir ações e obras que trarão benefícios para o meio ambiente. No próximo dia 12 de julho, os problemas de água, esgoto, destinação do lixo e drenagem de água da chuva, serão debatidos em Audiência Pública para a construção do Plano Municipal de Saneamento Básico – PMSB.
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