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#Quarentine Mood – 7
anos
MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 19 DE JULHO DE 2020 | EDIÇÃO 5.818 – ANO XX | R$ 2,50 COVID-19
tv defato com
OS CONFLITOS CONJUGAIS
Caco Ciocler Ação e reação
Homens da segurança entram para a política Já se foi o tempo em que lugar de polícia era exclusivamente no quartel. Reportagem mostra que os agentes também são políticos . POLÍCIA 5 E 6
Recuperação fiscal permite investimento em obras Mossoró tem 68 obras em andamento e licitadas. A Prefeitura banca com recursos do Finisa, depois da recuperação das contas públicas. CÉSAR SANTOS 5
O aumento do número de divórcios chamou atenção nos países mais afetados pelo novo coronavírus, e essa é uma tendência que parece se repetir aqui no Brasil.
mulher
SAÚDE EM DIA
A importância de diagnosticar precocemente doenças, como o Câncer de Mama
CONEXÃO SAÚDE
'Governadora quer sacrificar os servidores com reforma' Deputado Nelter Queiroz afirma que a reforma da Previdência atinge os servidores que ganham menos. Ele diz que não vota proposta. POLÍTICA 3
REVISTA DOMINGO
ENGORDOU NA QUARENTEMA?
RN recebeu 274 respiradores de ministério
PRINCIPAL 6
NESTA EDIÇÃO [40 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8
Hospital abre mais 5 leitos em Mossoró PRINCIPAL 8
Projeto de universidade de São Paulo abre espaço para relatos da população em tempo de isolamento social. O RN é o segundo estado que mais enviou relatos para o programa da Unicamp. MOSSORÓ 1 E 2
BOLETIM DA COVID-19 NO RIO GRANDE DO NORTE - Nº 113
CADERNOS MOSSORÓ..............................P1 A 8 MULHER ........................................ P1 A 4 DOMINGO........................P1 A 16 TELEVISÃO.................................P1 A 12
Potiguares ganham espaço para relatos em tempo de pandemia
Última atualização: 18 de julho de 2020
43.432 1.532 52.158 68.455 3.441 CONFIRMADOS
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
ÓBITOS
SUSPEITOS
DESCARTADOS
CURADOS
2 OPINIÃO
DOMINGO, 19 DE JULHO DE 2020
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: CLAUDER ARCANJO
BRASÍLIA, CIDADE DE CLARICE VERA LÚCIA DE OLIVEIRA
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil - (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
Se Clarice Lispector fosse uma cidade, esta seria Brasília. Quando a escritora visitou a nova Capital do Brasil pela primeira vez, em 1962, foi uma cidade-bebê que ela viu. Viu que foi construída na linha do horizonte e tão artificial quanto o mundo quando foi criado! E que a criação não é uma compreensão, é um novo mistério. Quando retornou em 1974, encontrou-a adolescente, querendo definir o que seriam seus traços de cidade adulta. Clarice escreveu duas crônicas sobre essas visitas nas quais mergulhamos, nadando a favor de sua corrente, fazendo nossas as suas palavras. Ela viu tudo e tudo observou com olhos de connaisseur, de quem é íntima das cidades do mundo e seus mistérios. Comparou-a às ruínas de Roma e, sobretudo, ao Rio de Janeiro, onde vivia desde os dezessete anos. E Clarice viu muito. Viu, em 1962, que Brasília não tinha ratos; em 1974, observou que eles já estavam por todos os lados. Sim, Clarice, eles eram muitos ratos; foram aparecendo e invadindo a cidade, como n’A Peste, de Camus. Clarice, mulher de curvas, viu que a cidade também era feita de curvas, porém magra, elegante, sem esquinas com botecos para um cafezinho, como no Rio. E ela não podia com as ruas redondas. Até o céu é redondo aqui. E as nuvens, agnus dei. Clarice achou a cidade um espanto, pois Lúcio Costa e Oscar Niemeyer não queriam que ela fosse bonita ou feia, mas
'' E, longe de Brasília, na madrugada insone, ouvindo Debussy no seu apartamento no lindo Rio de Janeiro, escrevendo, encerra sua crônica/balada sobre Brasília: “Mas Brasília é esplendor. Estou assustadíssima.”
que fosse o espanto; uma cidade espantada como ela mesma, e isso a encantou, pois se movia e escrevia a partir do espanto. (Assim como Gullar). E achou-a também arriscada. E ela ama o risco. Achou que podia aqui levitar. E condenou o vento que tudo varria. O vento aqui, Clarice, era um deus brincalhão que fustigava os cabelos das mulheres e levantava suas saias. E o sol tão alto e claro que atingia as pessoas com seus raios verticais. E Clarice perdeu o sono aqui e pôde ver a escuridão da madrugada, negra, negra, como o mais negro mar em noite sem luar. Clarice achou belíssimo o Santuário Dom Bosco com seus magníficos vitrais, mas, com olho de artista, achou de gosto burguês o fabuloso lustre que parece uma imensa estrela brilhante caindo sobre a cabeça dos fiéis (agora, não posso vê-lo como antes). E, para ela, faltou um imenso ovo branco no meio da cidade. Vou encomendá-lo a Brancusi, em sua homenagem, no céu dos gênios. Clarice, Brasília é mistério, sim. Ela disse que Brasília é uma praia sem mar. O mar
DIREÇÃO GERAL: César Santos DIRETOR DE REDAÇÃO: César Santos GERENTE ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
aqui, Clarice, é o sertão que não acaba mais... Diferentemente de Caetano, que não viu seu retrato no espelho de “Sampa”, Clarice viu-se retratada nesta cidaderuína, que nasceu antes dos seus habitantes, espalhada a céu aberto. Ela mesma, de alma antiga, imemorial, do tempo em que tudo foi criado e que não havia diferença entre os seres vivos, e já existiam baratas. “Quero esquecer Brasília mas ela não deixa. Que ferida seca. Ouro. Brasília é ouro. Faiscante. Tem coisa que eu sei sobre Brasília mas não posso dizer, não deixam.” Clarice pergunta quem é mais bonita das duas. As duas, responde. “Em Brasília me dá vontade de ser bonita.” Você já é, Clarice. Uma deusa. E lembra que Brasília não admite diminutivo. Sim, Brasília é um aumentativo do Brasil. Mas Clarice confessa que não sabe descrever Brasília porque Brasília é limpa, é novinha, é feliz. É Júpiter. É eletrizada. Tem um público exigente. Fez palestra na cidade. E diz que ficou no Hotel Nacional, o mítico hotel que hos-
pedou outra rainha, a Elisabeth, da Inglaterra. Brasília cheia de tesourinhas (e de censura em 1974). E Clarice amou o pôr do sol de Brasília. E tem pena de Brasília porque não tem mar. Tem, sim, Clarice; o céu é o nosso mar. E, longe de Brasília, na madrugada insone, ouvindo Debussy no seu apartamento no lindo Rio de Janeiro, escrevendo, encerra sua crônica/balada sobre Brasília: “Mas Brasília é esplendor. Estou assustadíssima.” E, neste ano de 2020, em que a cidade vira uma senhora de sessenta anos, e a eterna menina Clarice completa os seus cem anos, só podemos dizer da falta que ela nos faz. E dizer, Clarice, você se esqueceu do Presidente JK. Foi ele que, com a coragem de um Ulisses, fez a marcha heroica, e fez o Brasil, como um girassol, virar a cabeça para o Oeste. Mas está perdoada. E Clarice disse: “Quando morri, um dia abri os olhos e era Brasília.” E Brasília é Clarice: ninguém viu outra igual no mundo!
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.
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AS COLUNAS E MATÉRIAS ASSINADAS SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 19 de julho de 2020
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
cesar@defato.com
Nelter Queiroz
‘Os deputados da base do Governo querem sacrificar os servidores mais simples’ A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o sistema de Previdência no Rio Grande do Norte dominou o debate na Assembleia Legislativa na semana que passou. Havia a expectativa da matéria ser votada durante as últimas sessões, o que acabou não ocorrendo. Ao mesmo tempo em que rejeitaram requerimento do deputado Kelps Lima (Solidariedade) para que o projeto só fosse votado presencialmente, os parlamentares que integram a base de apoio à governadora Fátima Bezerra (PT) esvaziaram as sessões seguintes para que não houvesse quórum e a PEC não fosse colocada em pauta. O motivo? O Governo não tem votos suficientes para aprovar o polêmico texto. Um dos principais críticos da reforma, o deputado Nelter Queiroz (MDB) é o entrevistado da semana da seção “Cafezinho com César Santos”. Na conversa a seguir, Nelter explica os motivos de
sua posição contrária à PEC do Governo Fátima e é categórico: “Quem votar essa matéria, a tendência forte é de ser derrotado nas próximas eleições se forem candidatos”. O deputado também acredita que a gestão estadual não conseguirá conquistar os dois votos a mais que precisa para aprovar a reforma. Nelter Queiroz também faz duras críticas ao Consórcio Nordeste, mencionando o escândalo dos respiradores que nunca foram entregues aos estados da região, um prejuízo de quase R$ 50 milhões, sendo R$ 4,8 milhões apenas para o Rio Grande do Norte. “Esse consórcio é pura roubalheira”, dispara o parlamentar, revelando ainda ser favorável à instalação de uma CPI para investigar o caso no âmbito da Assembleia Legislativa. Por fim, Nelter fala ainda sobre eleições 2020 e a sua atuação na região de Jucuturu. Acompanhe.
Por: Maricelio Almeida FOTO: Assessoria/ALRN Qual a posição do senhor em relação à Proposta de Emenda à Constituição que altera o sistema previdenciário potiguar? A minha posição nessa PEC sempre foi contrária. O Governo fez uma proposta, sentou com os Poderes, Tribunal de Justiça, Poder Judiciário, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público, e ia taxar, aumentar a alíquota de quem ganha muito em 20%, aí os representes dos Poderes fizeram uma pressão, não aceitaram, e o Governo baixou a alíquota para 16%. E aí o governo quer taxar os aposentados, que ganham pouco, aumentando, no geral, para 12%. O aposentado que não paga também quer taxar, então sou contra, é um absurdo, é a verdadeira PEC da morte. A votação da proposta deveria ter ocorrido na semana que passou, mas a bancada de situação esvaziou as sessões. Como o senhor avalia essa estratégia dos deputados que integram a base da governadora na ALRN? A bancada do Governo tem 14 deputados, mas no momento tem 13, porque Sandro Pimentel está contra nessa matéria, então na verdade o Governo não tem votos suficientes. Para aprovar tem que ter 15 votos a favor e 15 votos presentes, e não está tendo. Os deputados do Governo estão mergulhando para ver se o Governo coopta e faz um “tratorzão” para ver se consegue tirar alguns deputados, dois deputados que hoje são con-
tra, que eu acho difícil tirar. É lamentável que os deputados da base do Governo queiram sacrificar os servidores mais simples, mais humildes; e não estão conseguindo. O Governo terá sucesso nessa articulação, de alcançar os votos que faltam? Eu não acredito que o Governo consiga cooptar dois deputados dos 10, não acredito. Quem votar essa matéria, você não esqueça e anota aí: a tendência forte é de ser derrotado nas próximas eleições se forem candidatos, essa é minha opinião; e respeito à posição de qualquer um, mas penalizar o povo simples, jamais. A própria Fátima, senadora da República, dizia claramente que era a PEC da morte, então ela deve assumir, soltar um vídeo, pedir desculpa à população, dizer que a reforma é importante, mas não penalizar o mais simples. Ela está sem coragem, porque ela rasgou a sua biografia, a sua história, ela não pertence mais àquela bandeira de origem popular, ela é ex-origem popular, acabou-se, não existe. O senhor defende que a proposta seja votada só de forma presencial? Defendo que a proposta seja votada de forma presencial, com a presença de todos nós, inclusive do sindicato, fazer um debate, audiências públicas, com todos os secretários do Governo, porque está havendo muito disse me disse, precisam esclarecer. Por outro lado o Governo está dizendo que
'' A governadora não dialogou com os servidores, ela dialogou com os grandes, com os sindicatos dos grandes, com as pessoas que ganham bem
vai deixar de receber recursos do Governo Federal, é mentira! Existe a lei, que na verdade é uma coisa; a portaria do Governo Federal fala até 31 de julho, portaria é uma coisa simples, e o Governo está jogando isso para colocar a população contra os deputados, e não vai conseguir. Estou a favor do servidor mais simples. Como o senhor avalia a condução da governadora Fátima Bezerra nessa reforma? Faltou diálogo com os deputados, com a sociedade e servidores?
A governadora não dialogou com os servidores, ela dialogou com os grandes, com os sindicatos dos grandes, com as pessoas que ganham bem, preservou esses grupos e acabou-se. Não dialogou com o alicerce, que é a base, que são os servidores mais simples, que ganham um salário mínimo e estão há muitos anos sem aumento, que antes ela defendia e que agora esqueceu o servidor mais simples, não dialogou e não aceitou dialogar. Em relação à pandemia do novo coronavírus,
qual a análise que o senhor faz da atuação do Governo do Estado? Sobre a pandemia, o Governo mentiu muito, uma publicidade mentirosa. Tem aí o escândalo da compra dos respiradores no Consórcio Nordeste, que não vejo nenhum promotor de Justiça entrar com uma ação contra o Governo do Estado, porque eles são bem tratados, está certo? Estão, inclusive, aí muito bem, obrigado. É lamentável. Se fosse um prefeito, os promotores já tinham “matado” esse prefeito, e assim por diante. Mas, é um absurdo. Nunca vi na história de um Governo comprar uma mercadoria e adiantar o dinheiro, e com detalhe: comprar através do consórcio. Consórcio é parecido com cooperativa, são uma meia dúzia de inteligentes e pensando que o resto do povo é besta, é bobo, então jamais. É um absurdo isso. Esse consórcio é pura roubalheira. O senhor é a favor da instalação de uma CPI para apurar o caso? Já denunciei isso e vamos esperar a oportunidade pra abrir uma CPI sim presencial pra fiscalizar isso aí. Votarei a favor e assino se for pedido oportunamente. Nós estamos fazendo um levantamento. Sobre máscaras, que o Governo está anunciando, onde foram feitas essas máscaras? Qual foi o valor de cada máscara? O Governo até agora não respondeu. Eu estou aguardando, porque eu tenho a impressão que não foram confeccionadas essas 2,2 milhões de máscaras que estão anunciando, que não foi feito aqui no estado, eu desconfio. Queremos saber o valor e onde foi feita, o processo licitatório, onde foi comprado, então estou aguardando também, que pode ser um escândalo também, semelhante ao dos respiradores. Para finalizar, falando agora sobre eleições 2020. Qual o papel do deputado Nelter no pleito, na sua região, na sua cidade? Sobre o pleito eleitoral de 2020 na nossa cidade de Jucurutu, nós estamos dialogando com os amigos para derrotar o atual prefeito Valdir, que colocou a cidade no fundo do poço. A saúde não funciona, o desastre é grande na cidade; ruas sujas, esburacadas, fala muito de uma coisa que é obrigação, que é salário em dia, e assim por diante. Há um desgaste muito grande do prefeito, que enganou, que mentiu para ganhar a eleição, e está mentindo para administrar. Então, nós estamos reunindo a maioria do povo para ganharmos a eleição com a verdade, e que realmente faça Jucurutu voltar a crescer.
4 GERAIS
DOMINGO, 19 de julhO de 2020
Empresas
Câmara vai votar crédito para empresas pagarem folha >> Sessão deliberativa virtual está marcada para as 15 horas desta segunda-feira, 20
O
Plenário da Câmara dos Deputados pode votar na segunda-feira (20) a Medida Provisória 944/20, que concede linha de crédito para empresas pagarem a folha salarial em meio à crise causada pelo coronavírus. A MP foi votada pelos deputados no fim de junho e agora serão analisadas as emendas do Senado ao texto do relator, deputado Zé Vitor (PL-MG). A sessão deliberativa virtual está marcada para as 15 horas.. Uma das mudanças propostas pelos senadores estende o acesso à linha de crédito aos microempresários com renda bruta anual inferior a R$ 360 mil, mas diminui o teto para empresas de médio porte de R$ 50 milhões para R$ 10 milhões. Todas as receitas se referem ao ano de 2019. Para aqueles com faturamento maior que R$ 360 mil e até R$ 10 milhões, o crédito continua vinculado ao pagamento por quatro meses da folha de salários. No caso das empresas com receita igual ou inferior a R$ 360 mil, a emenda permite empréstimos de até
Maryanna Oliveira
40% da receita anual e seu uso será livre, exceto para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios. Chamado de Programa Emergencial de Suporte a Empregos, o mecanismo funcionará com repasses da União ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será o agente financeiro do governo a título gratuito, ou seja, sem remuneração. Outra emenda do Senado Federal diminuiu o repasse total de R$ 34 bilhões para até R$ 17 bilhões. Fundeb A Câmara dos Deputados pode votar ainda a Proposta de Emenda à Constituição 15/15, que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A relatora da PEC, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEMTO), já havia apresentado uma versão de seu relatório que não chegou a ir a voto no começo de março, pouco antes da pandemia de Co-
Deputados vão analisar emendas do Senado à MP que ajuda empresas a pagar salários
vid-19. Segundo essa versão, a União aumentaria progressivamente sua participação no fundo a partir do ano seguinte ao da publicação da futura emenda constitucional, começando com 15% e avançando 1 ponto percentual até chegar a 20%. O texto também estabelece critérios gerais para
repasse dos recursos aos estados e municípios. Entretanto, a tendência é que a relatora apresente um novo relatório em razão das negociações e da crise provocada pela pandemia. Agricultura familiar Consta ainda em pauta o Projeto de Lei 735/20, do deputado EnioVerri (PT-
PR) e de outros parlamentares da bancada do PT, que estabelece várias medidas para ajudar agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionada ao coronavírus. O texto prevê benefício especial, recursos para fomento da atividade e prorrogação de condições para o pagamento de dívidas. Segundo o substitutivo
preliminar do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), poderão ter acesso às medidas propostas os agricultores e empreendedores familiares, os pescadores, os extrativistas, os silvicultores e os aquicultores. O agricultor que não tiver recebido o auxílio emergencial de R$ 600,00 poderá receber do governo federal parcela única de R$ 3 mil. A mulher provedora de família monoparental terá direito a R$ 6 mil. Os requisitos são semelhantes ao do auxílio emergencial: não ter emprego formal; não receber outro benefício previdenciário, exceto Bolsa Família ou seguro-defeso; e ter renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos. Minha Casa, Minha Vida Também está pautado o Projeto de Lei 795/20, dos deputados Professor Israel Batista (PV-DF) e Helder Salomão (PT-ES), que suspende os pagamentos mensais de beneficiários do programa residencial Minha Casa, Minha Vida por 180 dias. Segundo o substitutivo preliminar do deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ), a medida será para os mutuários da faixa 1, com renda familiar mensal de até R$ 1,8 mil, cujo financiamento usou recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) ou do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Fonte: Agência Câmara
opinião 5
DOMINGO, 19 DE julho DE 2020
césar santos cesar@defato.com
CANTEIRO DE OBRAS NA CIDADE
A
Prefeitura de Mossoró anunciou a realização de 68 obras – em andamento e licitadas – que estão contemplando infraestrutura, saneamento, educação, esporte e lazer, em todos os bairros da cidade. Essas obras compreendem parte da operação de crédito realizada pelo município junto à Caixa Econômica Federal (CEF), por meio do programa de Financiamento de Infraestrutura (FINISA). A primeira parte do programa de investimentos, que será concluída até dezembro, deve envolver algo em torno de R$ 90 milhões. A segunda fase ficará para a próxima gestão, que começará em 1º de janeiro de
''
2021, com um volume de R$ 60 milhões, completando os R$ 150 milhões contratados pela Prefeitura. São 44 projetos elaborados, como pavimentação e calçamento de dezenas de ruas, recuperação de logradouros públicos, as praças da Convivência e Esportes, Memorial da Resistência, Teatro Municipal Dixhuit Rosado, dentre outras. É preciso reconhecer nesse momento, que os investimentos estão sendo feitos e beneficiando à população, e que o contrato do Finisa só foi possível porque a gestão municipal recuperou as contas públicas e, por gravidade, o poder de endividamento. Mossoró foi o único município do Rio Grande do Norte e um dos poucos do Nordeste a ter acesso ao Finisa. As secretarias de Finanças e Planejamento elaboram o plano de recuperação das contas públicas, iniciado em 2017, primeiro ano da atual gestão Rosalba Ciarlini (PP), com resulta-
A operação de crédito do Finisa só foi possível porque fizemos o dever de casa."
dos consolidados em 2019, quando o município resgatou o seu poder de endividamento. O plano proporcionou um aumento significativo na arrecadação própria. Para se ter ideia, até o final de2016, último ano da gestão do ex-prefeito Silveira Júnior, o volume de recursos referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) superava a arrecadação própria de Mossoró em 18%. O jogou começou a mudar já em 2017, quando houve um crescimento de receitas em 13%. No ano seguinte, o aumento foi de 17%, e em 2019, mesmo com a crise econômica no País, o crescimento ficou em 15%, isso sem aumentar a carga tributária. Talvez, e provavelmente, o plano de recuperação fiscal tenha sido a maior ação da gestão Rosalba Ciarlini. Se olhar no retrovisor, vai ver que o ex-prefeito Silveira devastou as contas do município e, por gravidade, destruiu a cidade uma vez que
É NOTÍCIA 1
ROSALBA CIARLINI Prefeita de Mossoró
2 VINGT NETO
ELIZEU VENTANIA
Hoje, completa 19 anos da morte do vereador Jerônimo Vingt Rosado Maia Neto. Ele cumpria o primeiro ano de mandato na Câmara Municipal de Mossoró, seguindo os passos do avô e líder político Vingt Rosado, dos pais ex-deputados Laíre e Sandra Rosado e da irmã exdeputada Larissa Rosado. Hoje, o mandato de Vingt Neto é representado por Sandra no legislativo mossoroense.
Elizeu Ventania completaria 96 anos nesta segunda-feira, 20. Filho da cidade de Martins, adotado por Mossoró, Elizeu Elias da Silva fez história como o violeiro que implantou a canção na literatura de cordel, enfrentando a censura dos cordelistas na década de 50. Faleceu em outubro de 1998, deixando rica obra para a cultura popular. O seu nome está eternizado na Estação das Artes.
não tinha recursos próprios nem crédito para financiar obras de recuperação. Hoje, o cenário é bem diferente, com um canteiro de obras bancado pela operação de crédito da Prefeitura com a Caixa Econômica, por meio do programa de Financiamento de Infraestrutura e Saneamento. Para concluir, é necessário lembrar que a oposição tentou impedir a operação Finisa. Os seis vereadores da bancada oposicionista entraram na Justiça contra o financiamento e até tiveram êxito em primeiro grau, mas o município reverteu e consolidou o crédito na justiça superior e devidamente respaldado pela Controladoria-Geral da União, que aprovou a operação de crédito. Os vereadores que ficaram contra o investimento de R$ 150 milhões em obras foram: Genilson Alves (PTN), Raério Cabeça (PSD), Petras Vinícius (DEM), Ozaniel Mesquita (DEM), Alex do Frango (PSC) e Gilberto Diógenes (PT).
Hoje, completa oito anos do falecimento da educadora Dagmar de Miranda Filgueira, fundadora do Externato Dom Bosco, que depois passou a Colégio Dom Bosco. Educou gerações. Há 47 anos, era inaugurado o busto de Santos Dumont no Aeroporto Governador Dix-sept Rosado, em Mossoró. A homenagem marcou o centenário do "Pai da Aviação". Depois daí, faltou zelo e hoje não se sabe onde está o busto de Santos Dumont. Há 80 anos, era eleita nova diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), tendo o jovem Ulysses Guimarães como vicepresidente. Começava aí uma história política irretocável.
3
A governadora Fátima Bezerra (PT) dá como certa a aprovação da reforma da previdência na sessão de terça-feira, 22, da Assembleia Legislativa. Acredita que os dois votos que faltam para completar a conta serão conquistados no silêncio do domingo.
4
A Prefeitura de Mossoró vai preparar nova testagem em massa da Covid-19. O município receberá mais um lote de testes rápidos do Ministério da Saúde. Além disso, mais de 400 testes sobraram da ação realizada na sexta-feira, que alcançou 1.586 pessoas.
FAÇA O QUE EU DIGO... Está fadada ao insucesso a ação conjunta do MPF, MPRN e MPT para obrigar a Prefeitura de Natal voltar a fechar as atividades econômicas, sob a justificativa que o risco da Covid-19 continua alto. Os números, porém, apontam o contrário. O cenário do RN é de estabilização, por isso, a reabertura da economia.
...MAS NÃO FAÇA... A ida do procurador da República Fernando Rocha para o Crossfit em Natal coloca uma pedra em cima da ação do MP. O legítimo representante do #fiqueemcasa mostrou à população que já pode retomar a vida normal.
...O QUE EU FAÇO Fernando Rocha, em nota à sociedade, pediu desculpas por ter voltado para o Crossfit e anunciou que está saindo do grupo do MP que patrocina a ação para Natal voltar a fechar as atividades econômicas. Agora é tarde. A sua ida para o estabelecimento de exercício físico, que é público, depõe contra a ação e motiva a população a fazer o mesmo.
ALIÁS, Não faz qualquer sentido, nesse momento, recuar o plano de retomada das atividades econômicas no Rio Grande do Norte. Os números da pandemia recuaram. Ademais, a economia potiguar não suporta mais uma temporada de portas fechadas.
Campanha visa incentivar consumo de produtos de Mossoró
A
presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (MDB), requer reunião on-line com Acim, CDL e Sindivarejo para discutir uma campanha de incentivo ao consumo de produtos fabricados em Mossoró. A ideia é incentivar a recuperação da economia local, que foi abalada pela pandemia do novo coronavírus. O requerimento nesse sentido (218/20) foi aprova-
do na Câmara e enviado às entidades de classe. “O consumo de produtos locais preserva empregos, gera divisas, apoia a indústria e o comércio. Temos que despertar isso no consumidor de Mossoró”, justifica. Montenegro também defende reunião on-line, com a Prefeitura de Mossoró, para facilitar adesão ao Refis – regularização de empresas inadimplentes. Esse requerimento (219/20) também
foi aprovado na Câmara. A renegociação de dívidas, segundo ela, devolve a capacidade de crédito. “Com isso, as empresas podem dispor de capital de giro para pagar salários e até fazer novos investimentos. Diante da atual crise, qualquer medida é válida para amenizar o impacto”, observa Izabel. A vereadora alerta para a gravidade da situação, decorrente da Covid-19.
Cedida
Izabel Montenegro é presidente da Câmara Municipal de Mossoró
Impacto Quatro em cada dez empresas que suspenderam operações na pandemia fe-
charam no Brasil, na primeira quinzena de junho, segundo o IBGE. “Ou seja, negócios faliram e outros sobre-
vivem a duras penas. Precisamos nos mobilizar. Não podemos ficar parados”, conclama.
6 OPINIÃO/GERAIS
DOMINGO, 19 de julho DE 2020
Covid-19
Governo Federal entrega mais de 7,9 mil ventiladores pulmonares >> Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal Reprodução
O
Brasil conta agora com o reforço de 7.994 ventiladores pulmonares entregues pelo Governo do Federal, por meio do Ministério da Saúde, para auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal. A compra e distribuição dos ventiladores pulmonares é parte do apoio estratégico do Governo do Brasil no atendimento aos estados. Os ventiladores pulmonares foram distribuídos da seguinte forma: Acre (150), Alagoas (185), Amapá (125), Amazonas (222), Bahia (415), Ceará (268), Distrito Federal (250), Espírito Santo (155), Goiás (413), Maranhão (241), Mato Grosso (216), Mato Grosso do Sul (155), Minas Gerais (551), Pará (409), Paraíba (285), Paraná (534), Pernambuco (195), Piauí (105), Rio de Janeiro (950), Rio Grande do Norte (274), Rio Grande do Sul (400), Rondônia (216), Roraima (160), Santa Catarina (98), São Paulo (787), Sergipe (120) e Tocantins (115). A distribuição dos ventiladores pulmonares para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. A pasta auxiliou ainda a assistência hospitalar militar, entregando 70 equipamentos ao Ministério da Defesa para o reforço das unidades de saúde das Forças Armadas. "O trabalho continua focado em preservar e salvar vidas, e é nesse sentido que está todo o esforço. Estamos fazendo o possível para atender as necessidades dos estados e municípios”, disse o secretário-executivo, Elcio Franco. As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência em
Pela primeira vez, mundo tem 1 milhão de casos em 100 horas As infecções globais pelo novo coronavírus passam de 14 milhões, segundo contagem da agência de notícias Reuters, marcando a primeira vez em que houve um aumento de 1 milhão de casos em cerca de 100 horas. O primeiro caso foi relatado na China no início de janeiro e levou três meses para atingir 1 milhão de casos. Agora, foram necessários apenas quatro dias para subir de 13 milhões, no dia 13 de julho, para 14 milhões de casos na noite desta sexta-feira (17). Os Estados Unidos, com mais de 3,6 milhões de casos confirmados, ainda estão tendo enormes saltos diários em sua primeira onda de infecções por covid-19. Os EUA registraram um recorde global diário de mais de 77 mil novas infecções na quinta-feira, 16, enquanto a Suécia teve 77.281 casos no total desde o início da pandemia. Máscaras Apesar do aumento de ocorrências, cresce uma divisão cultural no país devido ao uso de másca-
Respirador é importante para abertura de leitos de UTI
saúde pública por conta da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra em apoio irrestrito aos gestores locais do SUS. O Ministério da Saúde assinou, até o momento, cinco contratos com empresas brasileiras para a produção de 16.252 ventiladores pulmonares, sendo: 6.500 com a Magnamed, no valor de R$ 322,5 milhões; 4.300 com a Intermed, no valor de R$ 258 milhões; 3.300 com a KTK, no valor de R$ 78 milhões; 1.202 com a empresa Leistung, no valor de R$ 72 milhões; e 950 com a WEG, no valor de R$ 57 milhões. O esforço brasileiro na aquisição destes itens envolve mais de 15 instituições entre fabricantes processadores, instituições financeiras e empresas de alta tecnologia, entre outras. A distribuição dos equipamentos tem ocorrido conforme a capacidade de produção da indústria nacional, que depende de algumas peças que são importadas.
ras para conter a propagação do vírus, uma precaução adotada rotineiramente em muitos outros países. O presidente dos EUA, Donald Trump, e seus seguidores têm resistido a um endosso total das máscaras e defendem o retorno à atividade econômica normal e à reabertura de escolas, em meio à elevação de casos. Outros países duramente atingidos "achataram a curva" e estão flexibilizando os isolamentos, enquanto em outras partes, como as cidades de Barcelona e Melbourne, estão implementando uma segunda rodada de restrições. O total de casos em todo o mundo é aproximadamente o triplo do número de doenças graves por influenza registrado anualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde OMS. A pandemia já matou mais de 590 mil pessoas em quase sete meses. No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas testaram positivo e mais de 77 mil pessoas morreram.
gerais 7
DOMINGO, 19 de julho DE 2020
FGTS
Saiba o que fazer para recuperar o direito à saque de R$ 1.045 >> Com o cadastro no fundo incompleto, eles tiveram o depósito em contas poupança digitais suspenso cedida
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
A
lguns trabalhadores que contavam com o recebimento dos R$ 1.045 da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tomaram um susto nos últimos dias. Com o cadastro no fundo incompleto, eles tiveram o depósito em contas poupança digitais suspenso pela Caixa Econômica Federal. O banco não informou o total de pessoas nessa situação. Apenas esclareceu que não conseguiu abrir as contas poupança digitais por falta de informações, como endereço, nome da mãe, data de nascimento, número do RG (registro geral) e data de emissão do RG. Somente com os dados atualizados, o dinheiro poderá ser transferido. Inicialmente, o banco não tinha avisado aos trabalhadores sobre as inconsistências no cadastro. Apenas informou que a
Bolsa fecha no maior nível em mais de quatro meses Em um dia marcado pela mistura de notícias do exterior e pela retomada das discussões sobre a reforma tributária, o dólar caiu e a bolsa de valores subiu. O índice Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou a semana aos 102.888 pontos, com alta de 2,32%. O indicador está no maior nível desde 4 de março (107.224 pontos). O Ibovespa subiu pela terceira semana seguida. De segunda a sexta-feira, o índice acumulou alta de 2,86%. O indicador descolou-se das bolsas internacionais. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, fechou o dia com queda de 0,23%. O dólar comercial encerrou a sexta-feira vendido a R$ 5,381, com alta de R$ 0,055 (+1,02%). A moeda abriu estável, mas firmou a alta ainda durante a manhã. A divisa encerrou a semana com valorização de 1,1%. No ano, a cotação da moeda norteamericana acumula alta de 34,13%.
abrir o aplicativo, clicar no botão “saque emergencial”, preencher os dados e autorizar a abertura da conta digital em seu nome. Para quem ainda está longe de receber o depósito,
Outros recursos Outros meios de verificar a situação do saque emergencial do FGTS são o site e o telefone 111. A atualização dos dados, no entanto, só está disponível no aplicativo. Nesta primeira etapa, as pessoas podem movimentar o crédito do FGTS apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos, compras com cartão de débito virtual e compras com código QR em estabelecimentos parceiros. Os saques e as transferências só serão autorizados a partir do dia 25 de julho e seguirão um cronograma de acordo com o mês de nascimento do trabalhador, que se estenderá até 14 de novembro.
das domésticas estão alocadas na categoria dos afazeres domésticos, em geral, e acabam fazendo todas as atividades dentro de casa, seja limpeza, alimentação ou cuidados com crianças e pessoas idosas. Elas também precisam cuidar de suas próprias famílias." De acordo com o Dieese, devido a esses fatores instituições como ONU Mulheres, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) lançaram o documento Trabalhadoras remuneradas do lar na América Latina e no Caribe frente à crise da covid-19, que traz 13 recomendações para que os países envolvidos protejam as trabalhadoras domésticas e reduzam os impactos da crise sobre elas. As medidas tratam de garantia do emprego; ampliação do seguro-desemprego; subsídios e transferências monetárias; elaboração de protocolos de saúde e segurança; garantia de acesso à saúde e serviços ligados aos cuidados; fomento à formalização do trabalho; promoção de sistema de proteção e diálogo sociais; formação digital e financeira; e impulso à rati-
ficação e à implementação de convenções internacionais relativas ao trabalho da mulher. Outra ação importante foi a divulgação de um manifesto da Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas (FTDI),em 18 de março deste ano 2020, em defesa e proteção dos direitos dessa categoria de profissionais contra a pandemia do novo coronavírus, onde também são destacadas medidas referentes ao direito a ambiente de trabalho livre de perigos; à remuneração em situação de doença; à proteção aos direitos do trabalho; e à informação. Para Cristina, o momento atual serviu para despertar a discussão sobre aspectos do trabalho doméstico, colocando em foco as condições precárias vivenciadas por essas profissionais, e é bom para repensar o formato das relações entre trabalhadoras domésticas e patrões. "Temos uma mobilização da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas que começou a campanha Cuida de Quem te Cuida, visando à solidariedade dos empregadores para que eles as dispensem no período de pandemia, mantendo o vínculo de emprego e salário."
Trabalhadores com dados incompletos precisam concluir cadastro abertura das contas poupança digitais seria automática. Agora, a Caixa orienta os trabalhadores a consultar a situação do saque emergencial no aplicativo FGTS (Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço), disponível para smartphones e tablets dos sistemas Android e iOS. Lá, será possível verificar a situação do cadastro e atualizar os dados.
Saque emergencial O procedimento pode ser feito a qualquer momento, independentemente da data prevista para o depósito dos R$ 1.045 na conta poupança digital. Basta o usuário, ao
Pandemia da covid-19 atrapalhou relações de emprego doméstico Um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos SócioEconômicos (Dieese) denominado “Quem cuida das cuidadoras: Trabalho doméstico remunerado em tempos de coronavírus” concluiu que a crise causada pela pandemia da covid-19 no Brasil exacerbou as relações de desigualdade existentes no país, e o emprego doméstico foi diretamente afetado. De acordo com o Dieese, isso ocorre tanto pelas características da ocupação quanto pela forma como o vírus atinge as relações de cuidados e afazeres domésticos no país. Segundo a economista e técnica do Dieese Cristina Vieceli, o Brasil tem 6,23 milhões de trabalhadoras domésticas, das quais 70% não têm carteira assinada, o que revela o alto índice de informalidade no setor. Apenas 38% dessas trabalhadoras contribuem para a Previdên-
cia Social, o que, em situação de desemprego, as deixa desassistidas pelo sistema de seguridade e impedidas de receber auxílio-doença ou auxílio-desemprego. "Os trabalhadores domésticos são, em sua maioria, mulheres (93%) e estão bastante vulneráveis a se tornarem desempregadas. Em função das características do trabalho, elas têm baixa remuneração e alto índice de informalidade. A baixa remuneração também as impede de fazer uma poupança para uma eventual crise", afirmou Cristina. O estudo do Diesse destaca que o trabalho doméstico é desempenhado principalmente por mulheres negras. Ressalta também que a média de idade das mulheres é alta, o que as coloca em situação de maior vulnerabilidade ante a pandemia. Além disso, boa parte delas é responsável pela renda familiar – 45% delas são chefes de domicílio, e sua renda
é muito importante para a família. Para Cristina, como os empregadores estão dentro de casa, muitos têm medo de ser contaminados pelo novo coronavírus, causador da covid-19, o que os leva a dispensar as trabalhadoras, deixando-as em situação de fragilidade econômica. "Aquelas que permanecem trabalhando correm o risco de se contaminar com o vírus, já que precisam usar transporte público para se deslocar ao trabalho ou por terem mais de um vínculo de emprego e precisarem percorrer vários lugares da cidade." A economista enfatizou que o fechamento de creches, escolas e restaurantes tornou mais intenso o trabalho das mulheres se intensificou muito, tanto por ter que cuidar das crianças da casa onde trabalham, como por terem que cuidar de seus próprios filhos e muitas vezes não terem com quem deixá-los. "Boa parte
a atualização dos dados resolve os problemas. Basta esperar o dia do recebimento. Para quem deveria ter o dinheiro depositado nas últimas semanas, a Caixa promete que o crédito será reprogramado, com o trabalhador acompanhando o aplicativo para saber a data do pagamento. Até agora, receberam os R$ 1.045 do FGTS trabalhadores nascidos em janeiro, fevereiro e março. O banco depositou o dinheiro para os nascidos em janeiro no último dia 29, no último dia 6 para os nascidos em fevereiro e, no último dia 13, para quem nasceu em março. Os nascidos em abril receberão o depósito na conta poupança digital nesta segundafeira (20).
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DOMINGO, 19 de julho DE 2020
Covid-19
A taxa de ocupação no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), outra unidade que recebe pacientes da Covid-19 de Mossoró e região, era de 85% até o meio-dia deste sábado. A mesma registrada no final da sextafeira, quando 17 dos 20 leitos tinham pacientes sendo tratados.
Hospital de campanha de Mossoró abre mais cinco leitos de UTI Taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes do coronavírus era de 85% neste sábado, 18
A
plataforma Regula RN, que acompanha a situação dos leitos críticos e clínicos no estado do Rio Grande do Norte, mostra que o Hospital de Campanha São Luiz, em Mossoró, ganhou mais cinco novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes do novo coronavírus. Até o meio-dia deste sábado, 18, a unidade tinha 33 leitos ocupados e seis desocupados, totalizando 39. Um dos leitos estava bloqueado para manutenção, informava a ferramenta. A taxa de ocupação estava em 84,2%.
O índice é menor do que o registrado na média na última sexta-feira, 17. Segundo o Regula RN, o São Luiz teve ocupação de 94,12% (32 de 34 leitos ocupados). A assessoria de comunicação da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), que gerencia o hospital de campanha, informou que os primeiros pacientes já estavam a caminho para preencher estes cinco novos leitos abertos na unidade e que na medida em que eles forem chegando vão ser incluídos no sistema.
Reprodução
Novos leitos de UTI são abertos no hospital de campanha
Cultura
NÚMEROS O último boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 17, pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) apontava que Mossoró contabilizava 157 óbitos ocasionados pela Covid-19. Ainda segundo o documento, a Capital do Oeste tem 4.068 casos confirmados da doença. O número de casos suspeitos chegou a 2.594. Os casos descartados são 3.986. A taxa de notificação do novo coronavírus no município está em 872,3 para cada grupo de 100 mil habitantes. Já a incidência da doença na cidade encontra-se em 1.368,0, também para cada 100 mil habitantes. A mortalidade em Mossoró é de 52,8. A Sesap investiga 12 óbitos em Mossoró. Eles podem ter sido provocados pelo novo coronavírus. O órgão também já descartou 38 mortes para a doença.
INFORME PUBLICITÁRIO
Câmara de Mossoró realiza mostra online de arte Legislativo mossoroense lança pinacoteca virtual de artistas da terra A Fundação Aldenor Nogueira, braço social e cultural da Câmara Municipal de Mossoró, disponibiliza link no site da Câmara para sessões de arte virtual. O objetivo é dar continuidade ao Projeto Câmara Cultural, criado para difundir e valorizar a arte e cultura do povo mossoroense. Até o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Câmara Cultural era realizado de forma presencial, antes das sessões ordinárias do Câmara Cidadã, outro importante projeto da Câmara, que realiza uma vez ao mês uma sessão da Câmara em uma escola pública de Mossoró. “O momento exige criatividade para nos reinventarmos, então decidimos criar um espaço no Site da Câmara Municipal de Mossoró, disponibilizando um link para uma Sessão de Arte virtual, onde serão disponibilizados quadros, telas, poemas e poesias e CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Reprodução
Comissão avança em temas de Educação e Cultura
Em reunião remota anteontem (17), a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Cecel) debateu temas e votou projetos, sob a condução do presidente do colegiado, vereador Professor Francisco Carlos (PP). Também com a participação do vereador Ozaniel Mesquita (DEM), a videoconferência reuniu ainda os secretários municipais Isaura Amélia (Cultura), Aldo Gondim (Esporte), professores e técnicos. Na primeira parte da reunião, Isaura Amélia
Tela ‘Tropical’, de Franci Dantas, é uma das atrações literatura de cordel”, explicou Vera Cantídio, diretora da Fundação Aldenor Nogueira. A pinacoteca traz obras de artistas locais e está em construção. Logo mais, outras obras se-
rão adicionadas. Em breve, a Fundação também vai disponibilizar e-books em uma biblioteca virtual. A biblioteca virtual faz parte de uma parceria entre a UERN, Fundação Ulysses Guimarães, Fun-
dação Vingt-un Rosado, entre outros. Para acessar a Sessão de Arte virtual, basta clicar no link: https://www. mossoro.rn.leg.br/fundacao-vereador-aldenornogueira/pinacoteca
informou a destinação de R$ 270 mil em dois editais do Prêmio Fomento e reiterou que Mossoró receberá diretamente do Governo Federal R4 1,9 milhão. Na segunda parte, a Comissão discutiu prioridades para o segundo semestre deste ano; debateu aulas remotas e retorno de atividades presenciais na rede municipal e, por fim, votou projetos de lei, de autoria de vários vereadores e vereadoras. Aprovou 16 matérias e rejeitou uma.
Reunião remota da Comissão de Educação
Assessoria
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), domingo, 19 de julho de 2020
Pandemia
Projeto de universidade de SP abre espaço para relatos da população potiguar >> Rio Grande do Norte está em segundo lugar no ranking (empatado com o Rio de Janeiro) de estados que mais enviaram relatos para o projeto
E
m tempos atípicos de distanciamento social e de vulnerabilidade para a população, ainda é possível estar isolados fisicamente, mas emocionalmente conectados. Dentro dessa lógica, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está construindo a plataforma Memórias Covid-19, coordenada pela pesquisadora e historiadora Ana Carolina Maciel. O projeto da instituição de ensino do estado de São Paulo tem como objetivo criar um espaço memorial virtual para que pessoas de todos os estados do Brasil, bem como do exterior possam expressar suas memórias e subjetividades durante a pandemia do novo coronavírus. O Rio Grande do Norte já contabiliza o segundo estado (empatado com o RJ) com o maior número de participação e envio de relatos para o projeto, com 12,31%. Assim, o projeto Memórias Covid-19 não
pretende ficar centrado no eixo São Paulo/ Rio de Janeiro, tampouco, ficar circunscrito ao espaço da universidade. O projeto conta ainda com uma comissão curatorial, composta de membros de nove universidades brasileiras (de diferentes áreas do conhecimento, representando Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do país), como também de dois representantes da França e Portugal. A comissão será responsável por receber e selecionar os relatos que devem compor a plataforma Memórias Covid-19. O projeto tem um caráter plural e democrático, almejando costurar uma teia de narrativas compartilhadas por pessoas de diferentes localidades do país e do mundo, classe social e escolaridade. As vivências cotidianas e histórias de qualquer pessoa, durante esta pandemia, são bem-vindas e devem ser contadas.
Cedida
Ana Santana Batista é uma das potiguares que enviou seu relato para o projeto
A professora da Unicamp, Ana Carolina Maciel comenta que ficou surpresa ao ter conhecimento de que o Rio Grande do Norte está empatado em 2º lugar com o Rio de Janeiro no ranking de envios de relatos sobre a pandemia. “Nós estamos atualmente em fase de análise do material e toda semana nós temos relatórios dando uma dimensão de como tá o alcance da plataforma. E aí nós tivemos a notícia que o Rio Grande do Norte tá com o Rio de Janeiro em segundo lugar no envio de relatos, o que é muito interessante e nós ficamos bastante surpreendidos com essa parceria”, comenta a professora Ana Carolina Maciel. Um desses relatos é da advogada e escritora potiguar, Ana Santana Batista Farias que já enviou quatro depoimentos. Ela conta que nunca se está preparado para viver uma pandemia que deixa um lastro de óbitos, desempregos, problemas emocionais, entre outros; e que por isso, o registro das memórias de um tempo doloroso pode ser uma forma de se libertar do peso de uma experiência difícil. “O projeto não se absteve em ser só uma cápsula desse tempo nublado pela pandemia. Ele conseguiu despertar em mim que, mesmo em momentos difíceis, a força ainda permanece no nosso ímpeto. Ao escrever sobre os meus dias pude perceber que apesar das angústias desse tempo incerto, ainda carrego dentro de mim a certeza de que dias melhores estão por vir”, relatou Ana Santana.
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Gráfico mostra o perfil dos potiguares que enviaram seus relatos para o projeto
Panorama geral de todos os que já enviaram os relatos para o projeto
2 MOSSORÓ
DOMINGO, 19 DE JULHO DE 2020
Cedida
CONT. DA CAPA
Projeto surgiu das incertezas sobre a pandemia Ana Carolina Maciel comenta sobre a forma que o projeto surgiu e sobre a equipe que foi formada para colocá-lo em prática
A
Ana Carolina Maciel é a criadora e coordenadora do projeto Memórias Covid-19
professora, historiadora e documentarista, Ana Carolina Maciel, comenta que a proposta para iniciar o projeto Memórias Covid-19 surgiu a partir do pensamento que ela mesma sentiu sobre os efeitos que a pandemia iria causar na vida de todos os brasileiros. Tudo começou a ser pensado ainda no início da pandemia, quando a Unicamp deu as primeiras instruções sobre o isolamento social. “Eu comecei a estruturar a proposta do projeto quando a Unicamp deu as primeiras instruções sobre o isolamento social, no co-
meço da pandemia, há mais de 120 dias. Passei algumas noites de insônia, com muita preocupação, tanto com relação a minha família quanto com relação à sociedade, e essas noites de insônias acabaram sendo produtivas porque foi quando eu comecei a estruturar mentalmente esse projeto”, comenta a professora. Além de historiadora e documentarista, Ana Carolina Maciel ainda trabalha com trajetórias de vida e memórias, fato que a motivou a se mobilizar para fazer arquivo de salvaguarda das experiências que as pessoas estão tendo
OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS
U
aristida603@hotmail.com
O BRASIL É ISSO
m jornalista alemão veio ao Brasil para estudar a poesia popular do Nordeste, e se mostrou horrorizado com o estado de miséria do trabalhador brasileiro, notadamente nessa região. Disse que já lera na imprensa do seus país a respeito, mas que achava haver, no caso, algo de sensacionalismo. Custava-lhe acreditar. E mostrou-se ainda mais espantado com a resignação com que esse mesmo trabalhador se submete ao esbulho dos seus direitos, vale dizer, sem lutar por melhores condições de vida. Luta que seria assim – reunidos em clubes, associações, sindicatos, comunidades de base, enfim, junto aos partidos políticos, principalmente. Que lhes impõem seus candidatos, segundo suas conveniências, ou seja, sem a oitiva do povo eleitor, o que vai de encontro aos princípios da democracia. A essa ausência de participação popular do processo político, chamou aquele jornalista “marginalização das massas do povo”, e não será mesmo outra coisa. Penso nisso agora, e combino que, do atraso político do nosso povo, manifestamente deriva o estado de miséria em que vive o trabalhador brasileiro, em maioria, mais visivelmente no Nordeste e no Norte, de todo à margem dos bens da civilização. E semelhante situação, diga-se, não é de hoje, vem desde o começo.
Na verdade, isso aí a que chamamos de representação política, não representa outra coisa mais que não seja o interesse das classes do prestígio, que roubam do trabalhador os seus direitos. É o povo que trabalha menos, ou nem isso, a usurpar os direitos dos que trabalham mais, construindo a riqueza da nação. Numa palavra: o tripúdio do privilégio, velho de séculos, sobre as carências das maiorias, espalhadas pelo campo, pelas fábricas, pelas oficinas, pelas cozinhas domésticas, enfim, os marginalizados aqueles. Como é dito e ouvido, resta-lhes o único direito de não ter direito, burros de carga, que é também como se diz. E, dispersados, aceitamos essa realidade, sem a exigência de participação na vida dos partidos, no sentido de que exijamos candidatos escolhidos pelo povo, e que apresentem atributos relativos à vocação de servir o interesse coletivo. Em vez dos aventureiros ou, com o perdão da palavra crua, patifes da pior espécie. E aí está o resultado. Um país de todo inviável. Um país onde o trabalhador de baixo é roubado para sustentar o bom viver das classes e categorias de cima, sem o mais mínimo escrúpulo de consciência. E tudo isso, é bom dizer, a partir de uma política salarial, antes de tudo, desumana. Resumindo: o Brasil é isso.
COLUNA
RECLAMAÇÃO
AFINAL
Leitores do Jornal de Fato, principalmente de fora, me reclamam da ausência de minha coluna no site do jornal, e eu fico sempre sem saber como explicar. É que não sei mesmo a que atribuir essa atitude da parte do jornal.
Para mim, nada importa, mas já reclamei essa desconsideração, diversas vezes, não por mim, mas pelo leitor, que sempre me cobra. Não sei, mas deve haver algo de oculto nessa história, dá para perceber.
Minha coluna, eu sei disso, não é lá essas coisas, mas também posso dizer que não diminui o jornal. Não será tão ruinzinha assim. Mas que fazer? Afinal, a respeito, não sei do que se trata, nem me interessa saber.
LINGUAGEM Um dos vícios linguagem apontados pelo gramático Sacconi, dos melhores da atualidade. Trata-se do verbo “terminar” em vez do verbo “acabar”. Vejamos a frase: “Você já terminou de almoçar?” Ensina ele que, antes de infinitivo, usa-se, de preferência, “acabar”, e não “terminar”: “Você já acabou de almoçar?” A lição se encontra nos mestres da palavra, velhos e moços. Outros exemplos: Ainda não acabei de fazer o almoço. Acabei, há pouco, de escrever o discurso. É verdade que exemplos em contrário podem-se encontrar em bons escritores, notadamente modernos, mas não fazem a regra, porque não é a preferência. O professor Sacconi está com a razão. No final das contas, trata-se de um vício de linguagem, que convém ser evitado, como o fazem escritores mais zelosos da vernaculidade. Ao menos, por enquanto, pois a língua, sabe-se, vai mudando.
com esta pandemia, de experiências individuais e subjetivas de todo este processo. Para isso, após estruturar o projeto, convidou uma equipe curatorial, com especialistas de todo o país e dois membros europeus (França e Portugal), para colocar o projeto em prática. “A gente faz uma chamada pra envio de diversas possibilidades de material, como vídeos, fotos, poemas, canções, textos. Enfim, a gente tem essa pluralidade de possibilidades e todo esse material é avaliado pela comissão curatorial pra efetivamente entrar na plataforma que vai estar pronta em agosto”, comenta. Para participar, basta enviar relatos sobre as experiências pessoais em tempos de isolamento social. Os arquivos devem ser de autoria do participante ou estar de acordo
com a legislação de Direitos Autorais, Lei 9.610/98. “Nós temos uma prática atual de formulário Google. Então, as pessoas preenchem o formulário e se pode optar pelo anonimato ou não, e aí esse material é avaliado”, informa a professora. “Junto com isso, nós temos uma parceria com o arquivo da Unicamp, que se chama CLE (Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência), e esse arquivo está sistematizando todo esse material, tudo que é enviado todas as tratativas que nós temos no âmbito do projeto e, inclusive, todos os relatos que são enviados estão sendo armazenados nesse arquivo. A proposta é que isso fique pra consulta futura, algum estudo que queira trabalhar com esses tempos e então a gente tem essa parceria”, finaliza Ana Carolina Maciel.
MOSSORÓ 3
DOMINGO, 19 DE JULHO DE 2020
PrEP
Rafael Fernandes passa a oferecer novo serviço para prevenção do HIV >> O novo serviço de prevenção ao HIV utiliza da combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) como forma de bloquear o vírus Marcos Garcia
EDINALDO MORENO
Da Redação
O
Hospital Rafael Fernandes passa a oferecer a partir desta terça-feira, 21, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). O novo serviço de prevenção ao HIV utiliza da combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) como forma de bloquear o vírus. A PrEP é uma estratégia de prevenção que envolve a utilização de um medicamento antirretroviral (ARV), por pessoas não infectadas, para reduzir o risco de aquisição do HIV através de relações sexuais. Há duas formas principais de PrEP: a PrEP Oral em forma de comprimido e a PrEP Tópica em forma de gel. A medida é voltada para minimizar o risco de infecção por indivíduos que são mais susceptíveis. O tratamento só funciona se o usuário ingerir o medicamento diariamente e de uso contínuo, e não previne com as outras ISTs.
O Rafael Fernandes oferecerá a partir desta terça-feira, 21, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP)
“Trata-se de uma atenção voltada para minimizar o risco de infecção por indivíduos que são mais susceptíveis. Utiliza-se a combinação de
dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) como forma de bloquear o vírus”, disse a coordenadora do SAE Hospital Rafael Fernandes,
enfermeira Geórgia Viana. É preciso frisar que o remédio, evidentemente, só tem esse efeito protetivo para quem não tem o vírus.
SAIBA MAIS PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO (PrEP) O que é PrEP HIV? A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus. Como a PrEP funciona? A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam alguns “caminhos” que o HIV usa para infectar seu organismo. Se você tomar PrEP diariamente, a medicação pode impedir que o HIV se estabeleça e se espalhe em seu corpo. Mas, ATENÇÃO: a PrEP só tem efeito se você tomar os comprimidos todos os dias. Caso contrário, pode não haver concentração suficiente do medicamento em sua corrente sanguínea para bloquear o vírus. Em quanto tempo a PrEP começa a fazer efeito? Após 7 dias de uso para relação anal e 20 dias de uso para relação vaginal. IMPORTANTE: a PrEP não protege de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (tais como sífilis, clamídia e gonorreia) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção, como a camisinha.
Quem pode usar a PrEP? A PrEP não é para todos. Ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV. Você deve considerar usar a PrEP se: Fizer parte de uma dessas populaçõeschave: • Gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); • Pessoas trans; • Trabalhadores (as) do sexo. E, além disso, se você: • Frequentemente deixa de usar camisinha em suas relações sexuais (anais ou vaginais); • Tem relações sexuais, sem camisinha, com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento; • Faz uso repetido de PEP (Profilaxia PósExposição ao HIV); • Apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis. Como posso começar a usar a PrEP? Procure um profissional de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP. Na PrEP, você deve tomar o medicamento todos os dias, fazer exames regulares e buscar sua medicação gratuitamente a cada três meses.
Quem já tem o vírus, não deve tomar a PrEP, porque o esquema para tratar é diferente do esquema para a profilaxia.
Os candidatos a participarem da Profilaxia EP são Gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), as pessoas trans, os profissionais do sexo e as pessoas que são parcerias de pacientes soropositivos. “Ressaltamos que a PrEP só funciona se o usuário tomar o medicamento diariamente e de uso contínuo e não previne com as outras IST”, explica Geórgia. Ao aderir à PrEP, o paciente precisará fazer visitas regulares ao serviço de saúde, realizar exames de acompanhamento para ver se o organismo está reagindo bem aos medicamentos e buscar a medicação a cada três meses. O comprimido deve ser tomado todos os dias, como prescrito. A PrEP não substitui a camisinha. O paciente não deve parar de usar preservativos só porque está tomando a PrEP, pois ela só é eficaz contra a infecção pelo HIV. Já a camisinha oferece proteção contra todas as infecções sexualmente transmissíveis (tais como sífilis, clamídia e gonorreia). As consultas podem ser agendadas via telefone (84)3315-3482 ou de forma presencial. Em virtude da pandemia, o hospital está trabalhando com limite de pessoal por turno de atendimento e o agendamento é necessário. Qualquer dúvida, o usuário pode procurar o serviço que fica localizado na Rua. Juvenal Lamartine, 03, Santo Antônio, em Mossoró.
4 mossoró
DOMINGO, 19 de julho de 2020
pioneirismo
Especialistasdestacam aUern na aplicação de políticas de inclusão e acessibilidade >> O empenho da instituição inclui um duplo trabalho, de sorte a promover a pesquisa científica sem ignorar a prestação de serviço social
M
esmo antes da publicação do Estatuto da Pessoa com Deficiência em 2015, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Uern já havia formado sua junta multiprofissional, avaliando a pessoa com deficiência de forma biopsicossocial. Esse pioneirismo foi destaque no Programa do Uern Talks da quarta-feira passada, dia 15, que trouxe o tema “Políticas de inclusão e acessibilidade na universidade pública”. De acordo com a professora Ana Lúcia Oliveira Aguiar, docente da Faculdade de Educação – FE/ Uern e titular da Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas – Dain da Uern, o empenho da Universidade inclui um duplo trabalho, de sorte a promover a pesquisa científica sem ignorar a prestação de serviço social. “Nós temos reuniões e rodas de conversa com as famílias, porque elas também precisam entender essa condição da pessoa com deficiência”, declarou a professora. Para ela, “não adianta um trabalho de que-
Assessoria
Tema foi tratado durante o programa Uern Talks do último dia 15
bra de barreiras sem a presença de todos ali”. A professora frisou ainda que essa política de inclusão deve ultrapassar a graduação, proporcionando às pessoas com deficiên-
cia galgar todos os graus de ensino. Além de Ana Lúcia Aguiar, o programa contou com a participação do professor Vicente Celeste de Oliveira Júnior, docente do curso de Direito
Alunos promovem pesquisa sobre os impactos da pandemia Estudantes do curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde – Facs, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Uern, estão promovendo uma pesquisa junto a moradores de Mossoró sobre os impactos causados pela pandemia da
Covid-19. Realizado através de formulário virtual, o levantamento busca reunir informações que abrangem desde as delimitações terrestres da disseminação do vírus até o perfil sociodemográfico e psicológico dos participantes.
No formulário, há perguntas sobre idade, gênero, se o entrevistado teve sintomas da doença, se manteve contato com pessoas doentes, com quem reside, se viajou recentemente, entre outros questionamentos. “A pesquisa tem a persAssessoria
Formulário pode ser respondido por qualquer residente em Mossoró
da UnP, e do bacharel em Direito João Paulo Barbosa, pessoa com deficiência visual e egresso da Faculdade de Direito – FAD/Uern. Destacando o direito de todos os brasileiros à edu-
pectiva de fazer um estudo geral sobre os impactos da pandemia, o perfil de saúde da população, o perfil social, os impactos psicológicos vividos nesse momento e de que forma a população aderiu às medidas de isolamento e proteção, dentre outros aspectos inseridos no questionário”, enfatiza a aluna Ana Carine Guedes, uma das pesquisadoras. Além de Ana Carine, participam da pesquisa os estudantes Sadi Bruno e Daiane Beilfuss, também do curso de Medicina. A iniciativa tem como orientadores o professor Napoleão Tulio, do Departamento de Educação Física, e a professora Patrícia Giovaninni, do Departamento de Ciências Biomédicas. O formulário elaborado pelos pesquisadores pode ser preenchido por qualquer pessoa que resida em Mossoró. O link para acesso está no www.portal.uern.br.
cação de qualidade, Vicente falou sobre o papel das universidades na construção de políticas públicas de inclusão na área. O professor salientou que, além de realizar políti-
Esse pioneirismo foi destaque no Programa do Uern Talks cas públicas multiprofissionais antes da entrada em vigor do Estatuto, a Uern “já convidava a sociedade para debates acerca da legislação”. João Paulo, por sua vez, declarou-se surpreendido com o trabalho desenvolvido pela Universidade estadual. O bacharel contou que, durante a sua graduação, encontrou uma instituição preparada, com docentes e servidores técnicos abertos a aprender e colegas estudantes receptivos. Ele completou que “certamente, hoje quem entrar vai encontrar uma universidade melhor do que a que eu encontrei”. Atualmente, a Uern é referência na promoção de políticas de inclusão da pessoa com deficiência no RN e no Brasil. PROGRAMA O Uern Talks – Diálogos com a sociedade é um projeto institucional de divulgação científica realizado pela Assessoria de Governança da Informação e Transparência em parceria com a Uern TV e a Agência de Comunicação – Agecom. A transmissão ao vivo acontece pelos canais da Uern TV no YouTube e Facebook e no canal 23.1 da TCM Telecom.
Comissão Uern Mulheres promove enquete sobre violência de gênero A comissão para construção da política de enfrentamento à violência contra mulheres no âmbito da Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Fuern está realizando uma enquete virtual para averiguar a possível incidência dessa problemática na comunidade acadêmica. Formada em abril, a “Uern Mulheres” é composta por quatro professoras, duas técnicas-administrativas e uma discente, e conta com o apoio do Núcleo de Estudos sobre a Mulher Simone de Beauvoir – NEM/Fasso/Uern. Pioneira, a iniciativa dá visibilidade coletiva à questão no âmbito acadêmico e fora dele. Com isso, a Uern cumpre sua função de ser
uma entidade socialmente referenciada. A enquete ficará disponível durante 15 dias e a participação de todos é fundamental. O link para acesso está no www.portal.uern.br.
A enquete ficará disponível durante 15 dias e a participação de todos é fundamental
SEGURANÇA 5
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POLICIAIS NA POLÍTICA >> Reportagem ouviu três profissionais da Segurança do RN que concorrerão nas eleições municipais deste ano para entender a presença de policiais na política FÁBIO VALE
Da Redação
J
á se foi o tempo em que lugar de polícia era exclusivamente no quartel. Os profissionais de segurança pública superaram essa barreira e alcançaram cargos eletivos na política brasileira. Atualmente, já são diversos os representantes das forças policiais presentes no cenário político nacional. O próprio Rio Grande do Norte tem nomes como o senador e policial militar Styvenson Valentim,
e o deputado estadual Coronel Azevedo. Mas, como se dá a presença de profissionais da segurança pública no campo da política? Para entender essa questão, a reportagem conversou, através de e-mail e redes sociais, com três representantes da segurança pública potiguar que concorrerão nas eleições municipais deste ano. Também entrevistamos um professor de Direito, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), para aprofundar a discussão e compreender melhor o assunto.
Para a policial penal Vilma Batista, que se afastou da presidência do Sindicato dos Policiais Penais do Estado (SINDPPEN-RN) para ser pré-candidata à vereadora em Natal, a ideia de concorrer às eleições surgiu de uma necessidade de mudança e de um desejo de estar frente à política. Ela conta que a candidatura dela é fruto de “um projeto coletivo”, oriundo da Federação Nacional da categoria. Segundo ela, a entidade chamou a atenção para a importância do empodera-
mento político dos profissionais da área. Vilma lembrou que a categoria já conta com deputados em nível nacional e representantes em prefeituras e câmara municipal, mas, que ainda precisa de mais. “O sistema prisional é um tema abordado, mas, muito esquecido. Queremos levar à população nossa proposta não só em relação ao sistema prisional, mas, a segurança como um todo”. A presidente licenciada do Sindicato dos Policiais Penais do RN disse também que mesmo afastada, no
momento, do movimento sindical, está acompanhando de perto os trabalhos do presidente interino do SINDPPEN-RN. Ela comentou ainda sobre outras candidaturas de demais representantes da segurança pública. “Infelizmente, cada um (trabalhador de segurança) decidiu lançar sua candidatura, no entanto, acho que futuramente nós poderemos nos unir e fortalecer a segurança pública não só na bancada parlamentar, como também na própria sociedade que merece esse esforço”.
Vilma destacou alegadas contribuições da Polícia Penal, antigamente denominada de Agente Penitenciário, para a segurança pública em geral, ao citar aspectos como manutenção da ordem e disciplina no sistema prisional; e com isso até ajudar, segundo ela, os colegas de outras corporações a diminuir o índice de insegurança, ao controlar o ânimo das facções criminosas. “Esse trabalho precisa continuar aqui fora. E são com essas políticas de segurança que nós queremos levar para as comunidades”, finalizou.
Subtenente diz que entrar na política é forma de continuar trabalhando pela segurança
“A segurança será minha bandeira principal”, diz Policial Civil candidato a vereador em Natal
Após quase 30 anos de atuação na Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), o subtenente Eliabe Marques decidiu entrar na política. O oficialatéselicencioudapresidência da Associação dos Subtenentes e Sargentos e Bombeiros Militares do RN (ASSBPMRN) para poder se candidatar a vereador em Natal. O subtenente conta que a ideia de ser vereador realmente surgiu depois de 28 anos servindo aos potiguares como PM. “A minha pré-candidatura à Câmara Municipal de Natal foi motivada pela missão assumida de continuar trabalhando em defesa de uma segurança melhor para todos nós. Quero levar para dentro do parlamento municipal o debate sobre um tema tão relevante que é a segurança pública”, afirmou. “A vida acontece na cidade, nos bairros e nas ruas, portanto, o vereador é o agente público que deveria estar mais próximo à população, mas infelizmente não é o que vemos em Natal. Estamos cheios de representantes que
“A segurança será minha bandeira principal, que a nível municipal políticas podem ser implantadas voltadas principalmente aos jovens, com objetivo preventivo”. A declaração é do policial civil do Rio Grande do Norte, Nilton Arruda, que se afastou da presidência do Sindicato de Policiais Civis e Servidores da Segurança do RN (SINPOL-RN) para se candidatar a vereador em Natal. Arruda disse que há uma orientação da Confederação Brasileira de Policiais Civis para os integrantes terem uma carreira política com intuito de empoderamento da categoria e, consequentemente, implantação de políticas de segurança pública para a melhoria do bem-estar da sociedade brasileira. Segundo o policial civil, outras bandeiras da campanha dele, além da segurança pública, serão a promoção de atividades socioculturais para que os jovens fiquem longe das drogas e adquiram uma cultura de paz no trânsito. “Os jovens são as princi-
não nos representam de fato, então eu trago uma proposta de renovação, transparência e compromisso com o cidadão e com a coisa pública”, analisou Marques. Ele disse ainda que o fato de ter 28 anos de atuação na segurança o credencia a ter essa área como principal tema de campanha. “Vou mostrar que combate à violência não é competência apenas do Estado, mas que o município pode e deve tomar medidas preventivas neste sentido. Uma boa manutenção da cidade contribui para a inibição da criminalidade. Vou atuar na fiscalização em prol de uma boa estrutura da cidade (revitalização de áreas degradadas; iluminação pública; paisagismo; acessibilidade; viadutos; escolas e etc.) e pelo fortalecimento da Guarda Municipal”, projeta. “Políticas públicas baseadas em evidências conectadas com o bem-estar das pessoas e transparência são a minha principal causa”, acrescenta, mencionando que esta é a terceira vez que participa de uma disputa elei-
toral. “Assim como das outras vezes, o afastamento é temporário, mas deixo as atribuições nas mãos de profissionais extremamente competentes e compromissados. Assim como na posição de operador de segurança, encaro o período de pré-candidatura como mais uma oportunidade de fazer a diferença na cidade que moro desde os 19 anos”, avalia o subtenente. Marques conclui com uma análise do atual cenário da segurança pública estadual. “Não dá para falar de segurança pública sem falar em valorização dos operadores de segurança. Nos últimos anos, enquanto presidente da ASSPMBMRN, conquistamos de forma pacífica, porém árdua, direitos importantes nas trajetórias dos Policiais e Bombeiros Militares, tais como a Lei de Promoção de Praças e Lei do Subsídio. Mesmo assim, os últimos governos deixaram um grande débito para com estes profissionais, dentre folhas salariais atrasadas, falta de material adequado e calote em diárias operacionais”.
pais vítimas do trânsito, a preservação de vidas é uma meta que sempre deve ser pautada por todos”, afirma Arruda, chamando atenção também para a necessidade de uma melhor estrutura para os espaços de acolhimento para mulheres em situação de violência doméstica. Ele contou ainda que ficar longe das atividades no sindicato e na Polícia Civil, neste período de pré-campanha, “causa muito desconforto, pois se distanciar do que se gosta é difícil”. O policial civil disse também acreditar que compensará essa ausência na instituição, contribuindo para a melhoria da estrutura de segurança pública e na diminuição da violência com ações políticas. “Posteriormente, a legislação estabelece que a função de vereador, para a qual eu estou me colocando como pré-candidato, possibilita manter as atividades de servidor público havendo compatibilidade de horário”, explicou. Ele também avaliou a atu-
al situação da segurança pública potiguar. “A insegurança no nosso estado continua com números alarmantes, e houve um considerável aumento em 2020 em comparação com 2019. É um mal em todo o Brasil, não existem políticas efetivas voltadas para segurança, há apenas paliativos e para que o RN e o Brasil deixem de serem os locais mais violentos do mundo, paliativos não resolvem”, asseverou. “Há necessidade de que verdadeiros profissionais da área, estudiosos dos problemas com atuação prática participem de verdadeiras soluções, que mudem a estrutura do sistema de justiça, para que este fique mais dinâmico e efetivo. Investimento em ferramentas de Inteligência Policial, treinamento contínuo dos profissionais de segurança, aumento do efetivo e fomento de uma cultura nas instituições policiais para que vejam todos os cidadãos como iguais, evitando a discriminação racial; são soluções efetivas”, finalizou ele.
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Professor de Direito da UERN diz que participação de policiais na política é legítima >> Lauro Gurgel apontou equívocos no pensamento popular de que ‘como segurança não seria atribuição municipal, não faria sentido policial se candidatar a cargo local’ Cedida
Lauro Gurgel: ‘considero saudável a participação de policiais no processo eleitoral em nível municipal’
A
lém de entrevistar profissionais da segurança pública potiguar que serão candidatos nas eleições municipais deste ano, a reportagem também consultou um professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Dentre outros pontos, ele apontou equívocos no pensamento popular de que ‘como segurança não seria atribuição municipal, não faria sentido policial se candidatar a cargo local’. Para Lauro Gurgel de Brito, de início, é importante lembrar que homens e mulheres policiais são trabalhadores e trabalhadoras que exercem uma profissão digna tanto quanto milhares de outras. “São profissionais imprescindíveis à segurança das pessoas e do patrimônio público e privado, à investigação
e desvendamento de crimes. São cidadãos e cidadãs, com direitos e deveres. Podem votar e serem votados. É a Constituição quem lhes garante o direito de se candidatarem”, assevera. Segundo o Doutor em Direto, e isso é bom. “No exercício da função policial, eles e elas conhecem como poucos o drama das pessoas que vivem em periferias desassistidas, de sujeitos vitimizados pela desigualdade social, discriminação de gênero, origem, poder econômico, deficiência física e sexualidade. Também convivem, dias e noites, com a intolerância e a maldade humanas. Esse cenário é apto lhes potencializar um mínimo de indignação e insurgência contra a má gestão do erário público. Quem sabe possam também cultivar o sentimento de alteridade”.
Lauro Gurgel avalia que, portanto, tais profissionais podem exercer um papel fundamental na política, inclusive, em âmbito municipal. “Eles reúnem, em tese, as condições para saberem definir prioridades e exercerem os respectivos mandatos em benefício das pessoas que mais necessitam das políticas estatais. Podem fazer a defesa por investimentos nas áreas de saúde, educação, cultura e lazer, mobilidade urbana e acessibilidade, preservação do meio ambiente e saneamento básico, por exemplo”. Ele questiona ainda um pensamento popular deturpado envolvendo a atribuição constitucional de garantir a segurança pública. “Alguns dizem que a segurança pública não é uma atribuição municipal e que, portanto, não faria sentido policial se candidatar a cargo local. No meu entendi-
Doutor em Direito explica que profissionais da segurança pública são cidadãos com direitos e deveres garantidos pela Constituição mento, aí existem pelo menos dois equívocos”, analisa, esclarecendo que os Municípios têm sim atribuição na segurança, como proteger o patrimônio público contra depredação; e que policiais não são eleitos ou eleitas para defender apenas pautas vinculadas à segurança pública, mas, sim trabalhar pelo bem da coletividade e não apenas da corporação que integra. “Portanto, considero saudável a participação de profissionais policiais no processo eleitoral em nível municipal. Cabe ao público eleitor fazer a avaliação, investigando a trajetória de vida e as intenções de cada candidato e candidata. Somente assim poderá descobrir o verdadeiro objetivo das candidaturas e, se quiser, separar o joio do trigo”, conclui o professor de Direito da UERN.
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Flamengo
Os motivos da saída do ‘Mister’ >> Agilidade para trocar oficialmente de clube contrasta com uma novela que se arrastou por semanas
Joga10news
R
io – Em um intervalo de pouco menos de três horas na última sexta-feira (17), Jorge Jesus se reuniu com dirigentes do Flamengo, comunicou a decisão de deixar o clube, viu a carta anunciando sua saída da Gávea e foi confirmado como novo treinador do Benfica. A agilidade para trocar oficialmente de clube contrasta com uma novela que se arrastou por semanas. Motivos não faltaram para tanta reflexão do técnico português até o momento de selar seu futuro. Envolto em debates sobre uma possível saída do Rubro-negro desde dezembro de 2019, ainda em meio à disputa do Mundial de Clubes no Catar, o “Mister” gostava de atrair os holofotes enquanto alternava entre o silêncio e esquivas sobre perguntas mais diretas sobre os próximos passos da carreira. Em um primeiro momento, nada mudou. Campeão da Libertadores, do Brasileiro e vicemundial, ele seguiu no Flamengo na virada de 2019 para 2020. Em meio à pandemia do novo coronavírus, nova novela. Primeiramente, sem sustos, e com a renovação do contrato até meados de 2021. Pouco tempo depois, no entanto, tudo mudou. Cobrado pela família, diante de um cenário que enxergou como sendo de indefinição para o futuro do futebol brasileiro e com um caminhão de dinheiro lhe aguardando em sua terra para uma confortável reta final de carreira, Jesus bateu o martelo e deixou o Rio de Janeiro. COBRANÇA DA FAMÍLIA AINDA EM 2019 O treinador “balançou” pela primeira vez ainda em 2019. Em setembro, enquanto começava a ser festejado pelo desempenho em
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a contratação do Hospital Israelita Albert Einstein para a realização de testes da covid19 na retomada do calendário de competições nacionais. O objetivo, de acordo com a entidade, é “garantir padronização e alto grau de confiabilidade aos testes realizados”. Os diagnósticos serão dados por testes moleculares (RTPCR), com o objetivo de testar todas as equipes antes de cada rodada das competições. O protocolo divulgado prevê que os jogadores passarão por exames três dias antes de cada compromisso e terão resultados na véspera de cada jogo. Com o diagnóstico em mãos, a CBF recomendará aos clubes o eventual afastamento imediato dos que tiverem a covid-19 detectada no organismo. A CBF informou ainda que irá custear integralmente os testes, inclusive para treinadores, árbitros e assistentes. Inicialmente, o acordo é válido para as seguintes competições:
Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Campeonato Brasileiro Sub-20, e os campeonatos brasileiros feminino nas divisões A1 e A2. “Vamos retomar o futebol de forma segura. Oferecer um ambiente de proteção e confiança nos protocolos é o nosso compromisso com os protagonistas do futebol”, afirmou o presidente da CBF, Rogério Caboclo. “Com este projeto conjunto com a CBF, o Einstein tem a oportunidade de colaborar com a retomada das competições nacionais. De nossa parte, serão fornecidos testes moleculares do padrão ouro para o diagnóstico da covid19”, acrescentou ainda Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Os primeiros testes já estão sendo realizados para a retomada da Copa do Nordeste. Os 14 times da competição passaram por exames antes do deslocamento para a Bahia, onde a competição voltará a ser realizada no dia 21.
Autuori utiliza Honda em linha recuada do meio
Jorge Jesus ficou na memória do torcedor pela historia de títulos em tão pouco tempo
campo no comando do Flamengo, o lado pessoal não vivia a melhor fase. A esposa, que não estabeleceu residência no Brasil, sentia sua falta em Portugal. Por alguns meses, o treinador contornou o caso. Porém, em meio à pandemia de 2020, quando regressou ao Rio, o tom subiu. Os familiares queriam o retorno a Portugal. O técnico Jorge Jesus viu a distância para o país natal ficar ainda maior por
conta do momento de isolamento. Sem poder ter os familiares mais perto e com maior frequência, o Mister já sinalizou que poderia ceder aos apelos das pessoas mais próximas. Sem as sonhadas grandes propostas europeias, Jesus ainda tentou enxergar argumentos para resistir. O Flamengo, por sua vez, sabia que a renovação passava por tudo isso. Em caso de convite do outro lado do oceano, o multicampeão e
Bom contrato e relação com presidente do Benfica A possibilidade de um contrato mais longo - três temporadas - também foi algo sedutor para o treinador Jorge Jesus, que já está com 65 anos. Disputar novamente a Liga dos Campeões e quem sabe, enfim,
CBF anuncia testes de Covid para jogos de competições nacionais
aparecer no radar dos grandes europeus também foi levado em conta na sua decisão de deixar o Flamengo e voltar para o Benfica. Além disso tudo, o “Mister” tem uma espécie de dívida de gratidão com Luis
Filipe Vieira, presidente benfiquista. Foi ele quem deu ao treinador a primeira oportunidade em um grande clube e ambos têm uma relação muito íntima de amizade. Como Vieira está em
badalado treinador poderia se despedir. Os convites dos grandes centros não chegavam, mas uma conversa de um amor antigo sim. Prometendo um salário que o Flamengo até sinalizou bancar, porém, recuou pela recessão na pandemia - na casa dos cinco milhões de euros anuais -, o Benfica surgia como porto-seguro para um retorno que o tranquilizaria e reataria os bons momentos com a família.
apuros por conta de denúncias que envolvem sua administração, o técnico topou socorrer o amigo em um momento de dificuldade. Cumprida à missão de não largar o Flamengo em meio a uma competição, Jesus esperou o encerramento do Campeonato Carioca e - com mais um título - se despediu.
Rio – Keisuke Honda vem passando por uma experiência praticamente inédita nos primeiros meses de Botafogo. Sem contar, claro, as questões de língua e adaptação climática, o japonês vem sendo utilizado de forma recuada no meio-campo, como responsável pelo começo da criação das jogadas. O treinador Paulo Autuori deixa claro que conta com o camisa 4 no setor. O jogador de 34 anos atuou praticamente ao lado de Caio Alexandre, primeiro volante do Alvinegro, nos três jogos do Botafogo no retorno do Campeonato Carioca após a pandemia do coronavírus. Em uma espécie de segundo homem de meio-campo, o japonês fica em uma posição intermediária do gramado. E assim vem sendo no atual período de treinamentos. Paulo Autuori deixa claro, dia após dia, que conta com Keisuke Honda para a criação de jogadas de uma forma recuada, para iniciar o toque de bo-
la desde o campo de defesa. Contra o Fluminense, pela semifinal da Taça Rio, o japonês se destacou pelos passes longos que deu da primeira metade do gramado. Na visão do treinador, ele pode ser participativo nesta posição. Honda foi o segundo jogador que mais controlou a bola e trocou passes certos no retorno do Botafogo ao Campeonato Carioca - atrás apenas de Caio Alexandre. Na posição, o japonês passa mais tempo com a bola no pé. Na frente, Paulo Autuori treina movimentações para que os atacantes e pontas deem opções ao atleta asiático. O camisa 4 já havia atuado nesta função na curta passagem que teve no Vitesse, da Holanda, antes de assinar com o Botafogo. Nos Países Baixos, foi uma espécie de segundo volante, com funções semelhantes. No dia a dia do Botafogo desde o retorno dos treinos presenciais, parece que esta posição será, realmente, seu novo habitat.
8 OPINIÃO/ESPORTE
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FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
Vem mais justiça por aí no futebol mossoroense
A
diretoria do Baraúnas convocou a imprensa no meio de semana que passou para informar que está ingressando na justiça comum, pedindo a intervenção judicial na Liga Desportiva Mossoroense. Algumas irregularidades teriam sido detectadas, fruto de uma pesquisa minuciosa feita em cartórios e Receita Federal, que vai desde as condições em que se deram as últimas eleições até a situação cadastral da entidade. Entre essas irregularidades alegadas pelo clube, há o fato de que a Liga está com seu CNPJ inapto já há algum tempo, o que a deixa sem qualquer condição de atuação legal, inclusive, para celebrar parcerias com entes públicos, como a Prefeitura, nem fechar patrocínios. Seria, no momento, uma en-
tidade fantasma. No tocante às eleições, também pesa a acusação de que pessoas não credenciadas e clubes irregulares teriam participado do pleito, além da suspeita de fraude em assinaturas, que é o mais grave. Não bastasse o fato das condições precárias para se manter a estrutura do estádio Nogueirão, que voltou a viver a era de interdições, agora questões de irregularidades administrativas, situação que o próprio Baraúnas experimentou por anos e que só agora começa a ser corrigida. Embora muitos não se deem conta, a base para um futebol organizado e promissor passa, também, pela existência saudável de sua entidade amadora. Que a verdade seja estabelecida e a justiça feita, para o bem do esporte.
IMAGEM QUE MARCA Foto Alexandre Pinto.
Na imagem, o atacante Maurício Pantera comemora um dos oito gols marcados por ele no estadual de 2006, ano do título do Baraúnas. Atrás, aparece Luciano Paraíba, artilheiro daquela temporada com 11 gols.
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Cambalhota já está recuperado. Agora, ele vai iniciar recuperação na bicicleta geométrica” CHICO MASSAGISTA, no Baraúnas, em 2012.
LIBERDADE YouTube, Facebook, canal aberto ou fechado. A diversidade de plataformas a ser explorada nas transmissões esportivas, a partir da MP 984, dá aos clubes a possibilidade de explorar a imagem de seus jogos como bem lhes convier. Isso se chama liberdade.
LIBERDADE II Ainda para clubes e torcedores, a MP do futebol, mesmo que por hora temporária, pois a efetivação só quando virar lei (se é que vai) significa poder, inclusive, para definir horários mais sensatos para seus jogos.
OPORTUNIDADE CRIADA Aos clubes menores, que raramente aparecem na TV, a MP é a chance de visibilidade e faturamento extra. Como só bilheteria não resolve há tempos, publicidade, ingressos virtuais, entre outros, viram opção que não existia.
HIGOR É DO GRUPO DE RISCO
A SEMANA NA HISTÓRIA Quinta-feira (23), o exjogador Everton Graúna, completa 35 anos de idade. Bom volante, defendeu Potiguar e Baraúnas. Tinha grande potencial, mas lhe faltou um empresário e parou cedo. Parabéns pela data, Grau! Cedida
Higor César não vem mais para o Potiguar. Inicialmente, alegou melhor proposta de outro clube e logo foi especulado o Campinense. Depois, em entrevista ao GE, disse que, por ser do grupo de risco, preferiu ficar recluso, esperando a pandemia passar. O mossoroense Hugo Chacon (Palmeira) e João Paulo (Força e Luz), técnicos da nova safra, foram citados como possíveis substitutos. Ranielle Ribeiro (ex-ABC), também.
TORCEDOR
FUTEBOL CLUBE
Romildo Soares
ORGANIZAÇÃO Para esses casos, o engajamento da torcida vai exigir, também, uma organização administrativa dos clubes. Eis, talvez, o principal entrave. Mas, não é culpa da MP e sim da própria falta de profissionalismo no esporte.
Espetinho e Petiscaria
Funcionando de quarta a domingo a partir de 17 horas Rua: Rubens Pinto, 1098-Abolição 4 Fone: 2140.9359 - Zap:9 9939.3214
PROFISSIONAIS O produto tem que ser atrativo, como já deveria ser naturalmente. É a lei do consumo. Para convencer o comprador, tem que seduzir. O marketing terá que funcionar e, como todo departamento, deve ser tocado por profissionais.
PROFISSIONAIS II Além de todas essas questões, mesmo que um clube decida não se aliar a mídia tradicional e resolva fazer suas próprias transmissões, se quer vender bem, terá que usar profissionais, pois não se escolhe cliente. É o cliente quem escolhe o seu produto. E seu público consumidor pode estar, também, fora da bolha da sua torcida.
Boa Vista Torcedor do Corinthians
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 09 ÀS 11H
/jornaldefatorn
@defato_rn
DOMINGO, 19 de juLho de 2020
/photos/jornaldefatorn
Cedida
mulher
saúde em dia a partir dos 40 anos, para a maioria das mulheres, a mamografia deve ser realizada anualmente
>> Com a pandemia,
por medo de se arriscar, as pessoas deixaram de fazer suas consultas de rotina. Especialista alerta para a importância de prevenir ou diagnosticar precocemente outras doenças, como o Câncer de Mama
exames médicos de rotina. Visitar alguns especialistas regularmente é de grande importância no caso das mulheres, por exemplo, que devem fazer exames ginecológicos ao menos uma vez por ano, como o preventivo e ultrassonografias, para o monitoramento da saúde íntima, como análise do útero, ovários e colo uterino, além de exames voltados para a saúde das mamas, como a mamografia. SUA VIDA MULHER conversou com uma especialista para entender a importância de se manter essa rotina de consultas, mesmo nesse momento de pandemia. De acordo com a mastologista, Layza Belo, as mulheres devem manter certa regularida-
de com o mastologista, assim como fazem com seu ginecologista, e o início desse acompanhado depende de cada caso. A médica diz que para a maioria das mulheres, que são pacientes de baixo risco, a partir dos 40 anos é anualmente. Já para as mulheres consideradas de alto risco, como aquelas que apresentam casos de câncer em parentes de primeiro grau, por exemplo, o acompanhamento deve começar bem antes dos 40 anos e deve ser a cada 6 meses ou 1 ano. Sobre a frequência na realização dos exames, a mastologista orienta que a partir dos 40 anos, para a maioria das mulheres, a mamografia deve ser realizada anual-
nara andrade Da Redação naraandrade@gmail.com
D
esde o início da pandemia, muitas pessoas por medo de se arriscar deixaram de realizar várias atividades do seu cotidiano. É certo que ficar em casa e manter o distanciamento social tem sido uma das principais recomendações dos profissionais de saúde, para evitar a contaminação e disseminação do novo coronavírus (COVID-19). No entanto, o cuidado integral com a saúde é fundamental, portanto, não dá para deixar de fazer as consultas e
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
Mastologista Layza Belo
mente. Já a ultrassonografia mamária, segundo a profissional, é realizada rotineiramente por um grupo de pacientes que ainda não podem fazer a mamografia ou para aquelas que já fazem, porém, apresentam a mama muito densa. A médica lembra que o homem também pode apresentar afecções mamárias e estes devem manter o acompanhamento com o mastologista após seu tratamento. “De acordo com um levantamento das Sociedades Brasileiras de Cirurgia Oncológica e de Patologia, a pandemia do novo coronavírus provocou a redução de até 90% de todos os exames no país. Isso também foi refletido aqui em Mossoró, mas aos poucos os pacientes estão entendendo a importância de se prevenir contra a COVID19, e ao mesmo tempo, ficarem atento as outras doenças”, destaca o especialista. Layza Belo explica que a não realização dos exames de forma rotineira dificulta no diagnóstico precoce e, consequentemente, no início do tratamento causando prejuízos para a paciente podendo diminuir as chances de cura em até 90%. “O paciente que já está em tratamento do câncer de mama, precisa seguir realizando o acompanhamento com o seu mastologista a cada 6 meses para detecção precoce de recorrência da doença”. Um dos proprietários de uma rede de laboratórios de análises clínicas de Mossoró e região, Getúlio Vale, afirma que a empresa realmente percebeu a diminuição da demanda de exames laboratoriais com o início da pandemia. “É verdade, houve uma queda da procura por exames de rotina nas nossas unidades. No entanto, como já fazíamos coleta domiciliar e com a pandemia aumentou bastante a procura por esse serviço. E o atendimento presencial está retornando aos poucos”, enfatiza.
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conTexTo www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
cLÍsTenes Blogger, colunista, assessor de comunicação e produtor em Pau dos Ferros com atuação em todo o Alto Oeste, Clístenes Carlos divulgou no início dessa semana em suas redes sociais que está iniciando o tratamento para combater um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que ataca o sistema linfático. Para seus amigos, colegas de trabalho e familiares uma notícia difícil. Para Clístenes, principalmente. Jovem, saudável e com uma vida inteira pela frente, a notícia cai como uma bomba na vida de qualquer um. Mas, por experiência própria, acredito que o amigo irá superar e bem tudo isso. O motivo? Explico: Clístenes está encarando a situação desde o início. Cabeça erguida, uma fé imensa em Deus, dividindo com os amigos, fãs do seu trabalho, e a família toda a situação e com o pensamento positivo de que a luta, apesar de árdua, será vitoriosa. Doença nenhuma suporta tudo isso. Eu creio! Força, Clístenes!
coVId
A Prefeitura de Mossoró vem, gradativamente, promovendo a abertura da economia. Um processo que seguirá até o próximo dia 7 de agosto. Mas, isso não quer dizer que acabou a preocupação com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Claro que não! Agora é que precisamos ter mais cuidados, principalmente nos próximos dias, quando completamos 14 dias desse processo, tempo de incubação do vírus. Se você não tem realmente necessidade de sair, fique em casa. Os que precisam sair, usem máscaras, lavem as mãos com água e sabão, álcool em gel ou a 70%. Lojistas, comerciantes, donos de academias, bares e restaurantes devem manter a exigência de distanciamento de no mínimo 2 metros e seguirem as medidas impostas pelo decreto municipal e autoridades sanitárias.
sérgio Chaves
nIeTZsche
dIas MeLHoRes VIRÃo...
fesTa Hoje é dia de festa para a querida Dilma Amaral Duarte, o amigo Lenilton Moreira Júnior, o oftalmologista José Martins de Vasconcelos Neto, Silvinho Rebouças, Cristovão Frota e para a jornalista Izaíra Thalita. Amanhã (20), é dia de vivas para a Sra. Maria da Conceição Maciel Filgueira, a Sra. Susana Goretti, Alyne Cabral Falcão e Zenilda Leite. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
“Por vezes, as pessoas não querem ouvir a verdade porque não desejam que suas ilusões sejam destruídas.”
Eronildo Pereira, gestor da Master Eventos, é o nosso convidado de hoje no quadro “Dias melhores virão...”. A seguir, confira a sua opinião sobre a pandemia que vivemos e suas perspectivas para o setor de eventos durante o pós-pandemia. “Aceitamos, entendemos e respeitamos a pandemia como um sinal de Deus. Como uma necessidade de evolução da humanidade, pois achamos que todo sofrimento nos dar a oportunidade de crescimento e grandes lições. Lições que permitem mudanças de comportamento e experiência que nos proporcionam crescimento pessoal e profissional se estivermos dispostos a enxergar dessa forma. Sobre o pós-pandemia, acreditamos sim que dias melhores virão. No setor de eventos, como em tantos outros, houve muitas dores, pois grande parte dos profissionais não tem conseguido exercer suas atividades,
são pessoas que trabalham com montagem de som e palco, serviços de produção, cerimonial, assessoria, buffets, garçons, equipe de limpeza, segurança e tantos outros que formam a cadeia produtiva do setor que movimenta cerca de R$ 210 bi ao ano no país. Essa cadeia foi afetada de forma muito dura. Foram comemorações privadas, como os aniversários, às festas públicas, como o São João, que nos fez muita falta. Também os eventos de negócios, como a Feira do Livro, Feira de Noivas e outros eventos importantes na Construção Civil e agropecuária. Muitos sonhos foram adiados. Casamentos, 15 anos, formaturas... Muitos negócios deixaram de ser feitos em virtude desse momento em que vivemos. E claro que nos preocupa, pois sabemos da importância de um evento para a sociedade em geral, pela alegria e o bem-estar que ele proporciona
às pessoas. O evento é necessário para a vida em sociedade, mas entendemos que nesse momento não é um serviço essencial, por isso o adiamento das comemorações, mesmo sabendo da importância deles para a economia como um todo. Contudo, estamos confiantes que logo estaremos de volta atendendo a critérios mais rígidos de segurança, mantendo o distanciamento, utilizando EPIs e todas as medidas possíveis para proteger a todos, mas, isso acontecerá de forma gradativa e com muita responsabilidade. Temos a certeza de que iremos passar por tudo isso e as mudanças acontecerão trazendo benefícios para todos. Estamos otimistas com o novo tempo. Por enquanto, nossas celebrações são com a família e amigos mais próximos, mas acredito que o Natal e Réveillon devem ser planejados de forma segura e restritiva, na expectativa que já em 2021 possamos ter
acesso a uma vacina. E, assim, imunizados, até março, já com perspectiva do carnaval e com a realização de grandes eventos, aonde possamos comemorar no calor do abraço da família e entes queridos.”
a prefeita olga Fernandes recebendo a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini.
Casal vereador Francisco Carlos e Geilma curtindo o friozinho da serra.
o Chef Gama do Restaurante e Pizzaria Água na Boca de Pau dos Ferros exibe o prato vencedor do Festival Gastronômico.
eronildo Pereira, gestor da Master eventos!
recordando... Em 2019, a coluna circulou por essa época, com destaque para o Festival Gastronômico e Cultural da cidade de Martins, administrada pela prefeita Olga Fernandes. O Festival foi sucesso de público e crítica, com shows diversos, degustação, concursos e uma gama de outras atrações que tiveram Martins como point no Estado no fim de semana. Esse ano o Festival Gastronômico foi cancelado devido à pandemia do novo coronavírus. Em 2021, volta com força total!
happY bIrThdaY!
Semana de festa para muita gente querida! Saúde, paz, amor e alegrias para todos vocês. Parabéns!
a ex-deputada Larissa Rosado (22).
aninha Borges soares (21).
dilma amaral duarte (19).
Jornalista aglair abreu (22).
Noguchi, Maria das Graças e Gustavo Rosado (21).
a arquiteta Wnderlânia Lima (22).
o ator e coreógrafo Boanerges Júnior (22).
o dr. José de Vasconcelos Neto (19)
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
saúde 3
DOMINGO, 19 de juLho de 2020
conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com
INTERINA
Maria Stella Rocha
ENGORDEI NA QUARENTENA, E AGORA? Quando a COVID-19 teve seu primeiro caso, ninguém imaginaria o impacto que causaria. Nos últimos meses, a população brasileira e do mundo sofreu grandes alterações na rotina, trazendo diversas consequências para o corpo e tendo o sobrepeso como destaque. Neste momento de isolamento social, as pessoas estão submetidas a privações, causando impacto direto em suas rotinas (hora de acordar, trabalhar, dormir e se alimentar). Dessa forma, nota-se que a mudança comportamental está intimamente ligada ao ganho de peso. Inicialmente, são apenas alguns descuidos e “dobrinhas” a mais, mas é
importante nos atentarmos que o aumento de peso e uma composição corporal desequilibrada, diz muito mais sobre a nossa saúde do que apenas a aparência estética, podendo causar inúmeras alterações fisiológicas e psicológicas, como hipertensão, diabetes, resistência à insulina, gordura no fígado, apneia do sono, depressão e entre outras. Apesar da mudança brusca, é possível usar o isolamento social como uma oportunidade de rever a rotina e dar adeus aos quilos extras adquiridos na pandemia. É preciso inserir novos hábitos nesse momento. Você sabia que uma alimentação
Conheça os 3 pilares para potencializar o emagrecimento
saudável, combinada com tratamentos estéticos e atividade física é a combinação perfeita para quem quer bons resultados, tanto no âmbito estético quanto na melhoria da qualidade de vida? A busca pelo corpo perfeito faz com que as pessoas se submetam a qualquer tipo de dieta para ver resultados em um curto período de tempo, onde na maioria das vezes, perdem peso comprometendo a saúde. Por esse motivo, a associação de dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos é fundamental para manter a harmonia do seu corpo e mantê-lo saudável.
Mas, afinal, qual o papel dessas 3 práticas no emagrecimento? No processo de emagrecimento, ao unir essas 3 práticas, estaremos promovendo a lipólise. Os procedimentos estéticos promovem a quebra da gordura, mas é necessário realizar atividade física para promover a sua queima e ter bons hábitos alimentares para que não ocorra a lipogênese (formação metabólica da gordura). Percebeu que um complementa o outro? Agora é hora de mudar a rotina!
neY robSon VIeIrA AlencAr – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
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STYLE Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
“Tudo na vida tem seu lado bom, e nesse período aproveitamos o tempo para aprimorar as técnicas e trazer novidades para as clientes”, Lindocássia Bezerra e Bárbara Bezerra, proprietárias do Espaço MH, especializado em Extensão de Cílios e micropigmentação labial e sobrancelhas.
“Nesse período de pandemia da COVID – 19, muitos estão nervosos, apreensivos, confinados... e a ansiedade é constante. Se está com algum sintoma, procure um profissional da psicologia para ajudar a resolver o seu problema”, Dra. Vanessa Furtado, psicóloga clínica, da Nossa Clínica.
“Já voltei com atendimento presencial, mas estou sempre aproveitando meu tempo livre para me dedicar à família, ler livros e cuidar da pele”, Dra. Mariana Ferreira, médica dermatologista.
#QuarentineMood – 7
“Trabalho com cortinas, mesas postas e artigos de decoração, e nesse período fabricamos máscaras de proteção, inclusive, fizemos doação para muitos necessitados”, Ceição Rodovalho, proprietária da Divina Criação.
Seis convidadas de diferentes áreas são destaque no sétimo grupo do projeto social #QuarentineMood, relatando a experiência desse período de #IsolamentoSocial e exibindo os looks que mais se identificam nesse momento em que estamos vivendo. IMPORTANTE. Todas colaboraram com a doação de cestas básicas, que servirão para ajudar várias famílias carentes da cidade. FICHA – TÉCNICA Fotos: Pedro Sobrinho Direção de Moda: Georgiano Azevedo Convidadas: Adriana Soares, Brennda Valença, Mariana Ferreira, Lindocássia Bezerra, Bárbara Bezerra, Ceição Rodovalho e Vanessa Furtado. Beleza: Vintage Hair, Romário Morais, Daiany Ferreira, Best Club – Espaço de Beleza, Styleron e Espaço MH
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
“O setor do turismo foi um dos mais afetados e, talvez, o que mais demore a retornar suas atividades, mas continuo trabalhando em home office, e peço a todos que não desistam do seu sonho de viajar”, Adriana Soares, proprietária da Maretur Viagens e Turismo, usa vestido EMI.
“No início da pandemia, tivemos que suspender as atividades, mas já retomamos os atendimentos, com todos os cuidados necessários, em atenção a sociedade, continuando os nossos serviços, levando saúde às pessoas”, Dra. Brennda Valença, médica, veste Tressê.
editorial [ índice
Quarentena e aumento dos conflitos conjugais
Entrevista O advogado e servidor público da UERN, Ítalo Dantas, fala sobre a decisão de investir na profissionalização de seu trabalho como cantor e compositor. O multi-instrumentista lançou recentemente algumas canções autorais. Página 4
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asados há 17 anos, Leandro e Priscila falam dos desafios impostos pela quarentena devido à pandemia do novo coronavírus, além de alguns impactos na rotina da família, alguns conflitos conjugais têm sido inevitáveis. No entanto, mesmo em meio às adversidades, eles afirmam continuar apaixonados e que estão se esforçando para resolver os problemas, e manter momentos a dois na rotina corrida. Segundo a psicóloga Yonalle Montenegro, especialista em terapia cognitivo-comportamental, para entender por que o número de divórcios aumentou nos países mais afetados pela pandemia, após o período de quarentena. No Brasil, esta tendência parece está se repetindo; basta fazer uma rápida pesquisa por casais de famosos que se separaram nos últimos quatro meses para perceber que muitos relacionamentos não têm resistido à mudança na rotina e a convivência em tempo integral durante a quarentena. Boa leitura, Nara Andrade.
Quarentena e aumento dos conflitos conjugais Mudança na rotina das famílias imposta pela pandemia tem gerado conflitos entre casais, provocando o aumento de divórcios. Especialista explica como a pandemia tem interferido nos relacionamentos. Página 7
Colunas
José Nicodemos A Balada do Impostor
Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com
Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
A LIÇÃO DO FLANELINHA josé nicodemos aristida603@hotmail.com
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cabada a leitura do conto “O príncipe feliz” de Oscar Wilde, põe-se a refletir sobre o sentido da vida. Rico, no entanto tinha essa preocupação – a felicidade como paz interior. O conforto material, os prazeres, tudo eram satisfações exteriores. Não estavam no espírito. Queria algo mais do que a felicidade do príncipe feliz, mas sem atinar com a explicação. Ou
antes, o que fosse. Tarde monótona de um domingo sem motivos. Pegou o carro e saiu por aí, meio sem rumo. Parou de frente a um bar desses de cadeiras na calçada, beberia alguma coisa. Sentia-se vazio. Às mesas, jovens ruidosos. Aquilo lhe daria um certo ânimo para desafrontar-se com a inquietação interior, do momento. Pediu uma cerveja. De repente, chamou-lhe a atenção um flanelinha. O rapaz, bermudas e camiseta do tipo regata, um boné virado para trás, dava polimento num carro, sorridente e feliz da
vida, cantando Amado Batista. De vez em quando uma prosa com a rapaziada, e era como se participasse das mesas. Satisfeito de si. Aparentemente, de todo isento de ambições mórbidas – as morbidamente derivadas do pecado capital mais repugnante. A inveja. E voltava a cantar, sorridente e feliz, se nada lhe faltasse na vida. Foi então que o nosso personagem pôde achar, naquele flanelinha, feliz de si e da vida, o “algo mais” que procurava para a pacificação do espírito: – O sentido humano da existência.
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ENTREVISTA
ITALO DANTAS “O mercado fonográfico evoluiu muito rápido com as plataformas digitais e democratizou os lançamentos.” Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com
O paraibano natural de João Pessoa, Italo de Sousa Dantas, veio morar em Mossoró ainda na infância, aos 4 anos. Aqui na capital do oeste potiguar, cresceu, se formou profissionalmente e constituiu família. Casado e pai de dois meninos, aos 32 anos, ele é Bacharel em Direito, Especialista em Direito Processual Civil, Servidor Público na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Advogado, Professor de Gestão Orçamentária e Músico. Italo Dantas conversou com DOMINGO sobre a decisão de profissionalizar sua paixão pela música, que segundo ele, o acompanha desde muito novo. Cantor e compositor, o artista multi-instrumentista lançou recentemente algumas canções autorais em todas as principais plataformas digitais, além dos videoclipes no Youtube. Ele falou do início de sua relação com a música e como aprendeu a tocar tantos instrumentos, o processo de composição de suas canções, suas referências e influências musicais, próximos lançamentos e expectativas em relação a uma carreira musical. Italo falou ainda sobre a evolução do mercado fonográfico.
Em suas redes sociais você sempre posta vídeos tocando instrumentos, e interpretando canções de diferentes compositores e cantores/bandas. Você sempre teve contato com a música, lembra como começou?
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Sim, a música sempre esteve presente em casa. Desde criança via meu avô tocando sanfona, meu tio tocando violão e meus pais que até hoje preservam os discos de vinil que ouvíamos. Eu sempre quis participar tocando e cantando
quando a família estava reunida. Meu tio me incentivou a começar a tocar violão, e com 12 anos de idade meu pai me deu um Di Giorgio com cordas de Nylon. Foi aí que comecei a praticar e tentar tocar músicas que gostava de ouvir.
ENTREVISTA
Além de cantar você também toca diferentes instrumentos. Quais são eles? Você fez cursos ou é autodidata? Além do violão e guitarra, também toco piano, gaita, ukulele e viola caipira. Nunca estudei música formalmente, sempre gostei de estudar em casa comprando revistas. Além disso, a igreja foi muito importante pra minha formação musical. Quando você se envolve no grupo de música da igreja consegue avançar de nível tendo contato com outros músicos experientes e com a diversidade de instrumentos. Quando alguém falta você acaba tendo que substituir naquele instrumento e vai aprendendo devido à necessidade, até dominar os ritmos e técnicas. Uma vez passou pela igreja um maestro da aeronáutica, que me ensinou diversos dedilhados para treinar no violão. Aos 14, tive um professor de teclado que também era da igreja, me ensinou os acordes e exercícios para ganhar independência nas mãos e serviu de base pra aprender a lógica dos outros instrumentos. Recentemente, você lançou algumas músicas autorais, em suas redes sociais. Você tem outras composições? Sim, já tenho quase 20 músicas compostas e outras que estou concluindo as letras. Desde quando compõe? Como é o processo de composição? Desde os 12 anos, quando ganhei o violão que componho. Cada música vem de um jeito. Às vezes, tenho uma ideia de melodia e vou encaixando a letra e, na maioria das vezes, escrevo as poesias e vou musicando, experimentando e adaptando até chegar ao resultado final. Antes, andava com um pequeno caderno no bolso e sempre que vinha uma ideia eu anotava. Hoje, anoto no celular e quando chego em casa me sento ao piano ou com o violão e vou cantaro-
lando até fechar a ideia de uma música. Se eu sinto que alguém iria querer ouvi-la eu sigo até ficar pronta. Você pretende continuar fazendo esse trabalho mais voltado para o lado autoral? Tem mais algum lançamento previsto? Sim, o trabalho autoral sempre foi um sonho pra mim, ao ouvir meus artistas preferidos, desde criança já pensava “queria ter escrito essa música”, fazendo a composição ser algo muito forte na minha vida, pois você expõe o que tem no coração. Desejo continuar lançando minhas músicas pra que todo mundo possa ouvir e se conectar com elas. Tem mais lançamentos previstos para esse ano, inclusive, nos próximos dias espero anunciar. Apesar do atraso devido à pandemia, consegui remodelar o cronograma de lançamentos que havia planejado para 2020. Você é servidor público e advogado, e nos últimos meses decidiu investir na música, lançando clipes produzidos, e músicas em plataformas digitais. Como surgiu o interesse de profissionalizar o seu trabalho como músico/compositor? O mercado fonográfico evoluiu muito rápido com as plataformas digitais e democratizou os lançamentos. Não é preciso mais bater a porta de uma gravadora até ter seu trabalho publicado. Com um pouco de zelo é possível submeter os fonogramas para o mundo inteiro em poucos minutos. Eu já havia me apresentado com trabalho autoral anos atrás, mas foi ficando esquecido à medida que fui investir na vida acadêmica e na advocacia. Meu amigo e produtor Jônatas Andrade, que trabalha comigo na UERN e tocava comigo nos eventos perguntou pelas músicas. Eu fui revisitá-las antes de enviar pra ele. Tocando as músicas que estavam em um caderno antigo senti a mesma sensação de quando as escrevi e per-
cebi que não devia mais esperar pra tirar o sonho do papel. No trabalho já haviam me parado pra falar que já tinham me ouvido cantar na internet, que eu devia investir nisso. Foi quando me reuni com Jônatas e começamos a gravar cada canção de modo profissional. Atrelado ao fato de ser advogado, aprendi a proteger os direitos autorais de cada fonograma que geramos, assim fazendo todo o preparo pré-lançamento não tenho mais receio de publicar as músicas. Para quem estiver interessado em conhecer seu trabalho, onde é possível encontrar suas músicas? Quais suas redes sociais e em quais plataformas elas estão? Quem quiser ouvir pode me seguir em todas as principais plataformas digitais, além dos videoclipes no Youtube. As músicas estão no Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal, Amazon, Youtube, TikTok e outras, basta pesquisar por “Italo Dantas” que é possível ver meu catálogo. No YouTube o endereço é youtube.com/italodantas. Já as Redes Sociais, onde posto conteúdo diário, tem o Instagram @italosdantas, e a fanpage no Facebook também @italosdantas. Como tem sido o feedback das pessoas, dentro da expectativa? Tem sido até melhor que a expectativa, pois as plataformas digitais me dão relatórios diários dos ouvintes e sempre sou surpreendido com a localidade e as mais diversas faixas etárias reproduzindo as músicas. Tem streaming do mundo inteiro. E nas redes sociais já recebi feedback de outros artistas que nem esperava e deixaram uma mensagem carinhosa sobre as músicas. Só me leva a crer que estou no caminho certo. Qual sua expectativa em relação a uma possível carreira musical, tem planos nesse sentido? Música também é um produto e, muitas vezes, por ser arte as pessoas DOMINGO, 19 de julho de 2020
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ENTREVISTA
não sabem como é possível viver dela. Quando descobri isso passei a fazer planos para uma carreira musical e estou estruturando primeiramente um catálogo nas plataformas digitais, investindo na construção de uma audiência, para em seguida pensar em shows e liberação de músicas para que outros intérpretes a regravem. Para as canções que você lançou profissionalmente você contou com a participação de outros músicos e profissionais para produção desses trabalhos? Sim, Jônatas Andrade que também é multi-instrumentista, cuida dos arranjos e faz toda a mixagem e masterização. No geral, eu mesmo gravo e produzo meus vídeos, mas no primeiro clipe, da música “Ninguém vai te amar como eu” contei com Arthur Fernandes, um grande fotógrafo e videomaker, que por ser músico entendeu na hora a ideia e cuidou pra que tudo saísse perfeito no teatro.
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Mais recente, contamos com a participação do baterista Paulo Medeiros, que gravou a bateria direto dos Estados Unidos pra uma música que iremos lançar em breve. Qual o estilo de suas músicas? Quais as referências para seu trabalho, os cantores que você mais ouve? Tem um estilo preferido ou é mais eclético? No geral são músicas românticas, que acabam contando um pouco de mim, das experiências vividas. Tem muita influência da MPB e Pop Rock, dependendo do sentimento a transmitir com cada uma. Tenho como referências Almir Sater, Tiago Iorc, Paul Maccartney, Bob Dylan e John Mayer, que além de grandes instrumentistas são grandes compositores. Apesar de gostar de muitos estilos musicais me identifico muito com o Folk pela característica de ter muito violão como instrumento principal e pra estudo é excelente.
Antes de encerrar gostaria de falar mais alguma coisa que deixou de ser contemplada nas questões anteriores? Apenas deixar uma mensagem pra quem tem sonhos e planos guardados, seja na música ou não. Tire do papel e comece com o que você tem, pois enquanto algumas pessoas com muito talento estão deixando pra depois, outras estão criando e muitas vezes sem tanto talento assim, porém, executam e fazem acontecer o que planejam. Demorei um tempo pra perceber que podia gravar minhas músicas com o que eu tinha, com a ajuda das pessoas ao meu redor. O primeiro clipe gravei em um piano emprestado no teatro da cidade, e ninguém me conhecia. Apenas percebi que já tinha esperado tempo demais e corri atrás de fazer o que tanto idealizei. Pode não sair perfeito, mas o importante é o sentimento que está feito.
Contornando a crise
Quarentena e aumento dos conflitos conjugais >> Psicóloga especialista em comportamento fala sobre como as mudanças na rotina dos casais podem afetar o relacionamento. Casados há 17 anos, Leandro e Marta Priscila dizem que se mantêm apaixonados mesmo em meio às adversidades.
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lém de tantos outros problemas provocados pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19), percebidos em países onde o pico da doença já passou, um fato vem chamando atenção nos noticiários de todo o mundo: o aumento do número de divórcios. E essa é uma tendência que parece se repetir aqui no Brasil, pois se fizermos uma rápida pesquisa no Google por casais famosos que se separaram durante a pandemia, é possível ter uma noção dos efeitos desse período complicado também nos relacionamentos. DOMINGO conversou com a psicóloga Yonalle Montenegro de Freitas e Assis, especialista Terapia Cognitivo-Comportamental, para entender um pouco mais sobre os impactos da pandemia no relacionamento conjugal. Yonalle Montenegro também é especialista em Terapia Clínica e Neuropsicologia, e atende presencialmente em seu consultório no Edifício West Clinical, além de realizar atendimentos on-line. Chegando ao quarto mês de Psicóloga Yonalle Montenegro. quarentena no Brasil, a profissional destaca que, realmente, os atenPara a especialista, a quebra da dimentos de casais aumentaram em virtude da Covid-19. Ela expli- rotina das famílias, o aumento da ca que o que ocorre é que os pro- convivência, o acúmulo de coisas blemas rotineiros se intensificaram para fazer em casa (trabalho, taredevido ao convívio mais próximo fa com filhos, a organização da casa) e a pressão de todo esse moe intenso nesse período. “Isso requer paciência, capacida- mento, com certeza pode interferir de de escuta, diálogo, tolerância, no relacionamento conjugal se o compreensão, e por muitos casais casal não souber ceder e gerenciar ainda não terem desenvolvido tais as mudanças. “O momento de pressão interfehabilidades e virtudes acabam perdendo um pouco a capacidade de re não exatamente pelas mudanças lidar com os conflitos e com isso, em si, mas pela falta de habilidade deixam de criar estratégias de en- do casal em saber conviver harmofrentamento e superação de resolu- nicamente com essas mudanças. ção de problemas para lidar com Estas, inclusive, podem até unir o uma série de questões como filhos, casal se cada um souber tirar profinanças, contratempos como de- veito dessa situação, aproveitando semprego, adaptação à rotina e co- para cuidar melhor de si, do outro, mo resultado disso tem-se o confron- fazendo acordos que beneficiarão ambos como reservar um tempo to e desgaste emocional”, frisa.
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para curtir a presença um do outro para, por exemplo, assistir um filme juntos ou outra atividade que gostem”, comenta. Para Yonalle, o diálogo mais do que nunca se torna fundamental para compartilhar as dores, as incertezas, os sentimentos confusos que são fatores que elevam o nível de estresse e ansiedade. E ao invés de descarregar no outro essas emoções desconfortáveis, é muito mais benéfico encarar os problemas juntos na compreensão de que ambos fazem parte de um mesmo time. Havendo essa cooperação, a relação tende a melhorar significativamente, tornando-se mais forte e saudável, não apenas na pandemia, mas nos demais contextos de dificuldades na vida a dois.
Contornando a crise
Organizar a rotina ajuda a reduzir os conflitos Ainda de acordo com a psicóloga, é possível organizar essa nova rotina, de uma forma que permita ter tempo para todas as tarefas diárias, sem esquecer um momento para a família e para o casal. “Para isso, é necessário administrar o tempo com sabedoria e leveza. Alguns estudos mostram que dialogar, respeitar e dividir as tarefas de casa são caminhos certeiros para manter o relacionamento saudável. Então, com pequenos ajustes na rotina, grandes chances há de uma relação mais colaborativa e com mais tempo de qualidade juntos para se exercitar, ler, cozinhar, assistir séries, conversar, fazer planos, combinar e pensar sobre o orçamento do mês, etc. Esse é um
ótimo momento para usar o bom senso, compreensão e repensar as prioridades e, com isso, fortalecer o casamento por meio de uma parceria ainda maior. Com a divisão de tarefas sobra tempo para o vínculo familiar e falta tempo para o estresse cotidiano”, orienta. Regar a relação com carinho, atenção e cuidado um com o outro, buscando unir as forças para lidar juntos com os problemas pode ser uma ótima maneira de reduzir as interferências externas, como explica a especialista. Para ela, isso pode ocorrer a partir de algumas atitudes assertivas como: conversar sobre o que incomoda no outro, alinhando assim as expectativas, sem precisar ficar esperando a go-
ta d’água para explodir e culminar assim numa briga. “No caso de se chatear um com o outro, o melhor a fazer é falar sem ofender, apenas dizendo como se sente e aproveitar a situação para buscar uma alternativa interessante para os dois. Reservar um horário todos os dias para se conectar um com o outro, se divertirem, se curtirem, reconhecer os favores, ser grato, trocar afeto, não apenas para estar juntos por obrigação também é uma boa opção para fortalecer o vínculo. Nos casos mais delicados em que as brigas forem inevitáveis, o ideal é exercitar a paciência em relação às frustrações derivadas das diferenças individuais, lembrando o que os uniu no passado”, reforça.
Respeito à individualidade do parceiro Além da importância de reservar momentos da rotina para estar em família, e a sós com o cônjuge, a psicóloga enfatiza que é essencial tirar alguns momentos para o autocuidado. Segundo Yonalle Montenegro, o autocuidado é fundamental para uma autoestima saudável, o que reflete diretamente na qualidade dos nossos relacionamentos, além de ser um indicativo de saúde emocional. “Assim como é importante o casal estar junto, também é importante um respeitar a individualidade do outro e cuidar de si mesmo. Dessa maneira, torna-se essencial incluir na rotina uma variedade de práticas para se cuidar por inteiro e assim elevar o
bem-estar e a qualidade de vida”. A especialista destaca os aspectos que necessitam de cuidado. Entre eles: O autocuidado emocional - por meio da expressão, aceitação e cuidado dos seus sentimentos e emoções (psicoterapia, ter seu momento para reflexão, externar sentimentos, pintar, dançar, anotar suas gratidões, etc.) O autocuidado físico também é importante e pode ser feito por meio de práticas que foquem no cuidado com a saúde física, seu corpo e sua pele (respiração diafragmática, exercícios físicos, sono de qualidade, banho relaxante, massagem, rotina de skincare, etc.). Assim como
o autocuidado mental: por meio de cuidados relacionados ao seu bemestar cognitivo, intelectual, conhecimento e descanso mental (leitura de livros, assistir filmes e séries, ensinar algo que sabe, apreciar a natureza, ter momentos de lazer e descanso, etc.). Yonalle cita ainda o autocuidado social, por meio de atividades que promovam conexão humana e contato com pessoas que te farão bem (conversar com amigos e familiares, manter uma vida social afetiva fazendo chamada de vídeo, por exemplo, ter uma rede de apoio, dar risadas com quem está a sua volta, conhecer pessoas novas, etc.). DOMINGO, 19 de julho de 2020
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Casal se mantém apaixonado mesmo em meio às adversidades Para o casal Leandro e Priscila, conflitos são inevitáveis, mas o importante é superá-los.
Casados desde abril de 2003, o casal Leandro Moreira de Oliveira e Marta Priscila Costa Soares de Oliveira afirma que os conflitos são inevitáveis, mas o importante é solucioná-los. Leandro trabalha como técnico de frota e Marta Priscila como Supervisora Pedagógica, e ambos estão fazendo home office. “Trabalhar em casa é algo novo, e como tudo que é novo é um desafio que traz adaptações e superações”, comenta Leandro. Se com a pandemia e todos os seus desafios a rotina de um casal que mora só já pode ser complicada, imagine com mais três filhos adolescentes, também tendo aulas remotas. A supervisora pedagógica afirma que no início foi mais difícil, por se tratar de uma nova realidade para os cinco membros da família; depois das vivências, adaptações e avaliações dos formatos positivos e negativos, tudo tem fluido melhor. “Logo no início, fizemos uma reunião (tradicional na nossa família) e definimos uma rotina, para não haver exageros ou insuficiência em determinadas atividades. Ela não funcionou muito bem (risos), pois percebia
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que era muito rígida, então, decidimos flexibilizar um pouco e tem dado certo”, explica. Marta Priscila conta que a família não mistura as atividades domésticas com o trabalho, pois dentro da rotina limitam o tempo do trabalho/ estudo, atividades domésticas, devocionais e momentos em família. “É certo que os horários de trabalho sempre são excedidos, mas sempre estamos tentando dar tempo as demais atividades cotidianas”. O casal é pai de Sarah Letícia (17), Leandro Filho (16) e Pedro Lucas (13), que desde o início do período de quarentena em Mossoró estão em aulas remotas, on-line e EaD. Com todos trabalhando e estudando de casa, no início a família sentiu dificuldade em relação à divisão dos equipamentos eletrônicos para atender as demandas de todos, mas a empresa que Leandro trabalha disponibilizou os materiais necessários para o seu trabalho, sendo possível adaptar os equipamentos que já possuíam para os demais. “A rotina construída pra família já direciona as atividades de todos os
membros da família de acordo com a disponibilidade. Os conflitos são inevitáveis, mas o importante é solucioná-los”, ressalta Marta Priscila. Eles têm momentos em família com algumas atividades, como culto doméstico, cinema em família, com pipoca, lives com discussões dos conteúdos para que envolver a todos. Além de algumas atividades para mudar a rotina, como uma caminhada coletiva, receitinhas diferentes e dias de pedir comida fora, que segundo Marta Priscila é momento muito aguardado pelos filhos. A família também fez acampamento numa praia deserta e outros passeios, sempre respeitando as regras sanitárias. “Acho que esses momentos fazem toda diferença para nossa família e pra nós enquanto casal”. Segundo a supervisora pedagógica, os momentos a dois têm sido mais raros ultimamente, como também os momentos de estresse têm sido percebidos mais facilmente pelos filhos. “Eles perguntam logo se a gente brigou, e pedem para a gente fazer logo as pazes, já que dizem que a casa fica muito chata quando a gente briga. Pelas misericórdias de Deus os desentendimentos acontecem e logo são resolvidos, o que também é facilmente percebido pelos nossos filhos. Quando percebem as bajulações eles dizem logo: ‘já sei que fizeram as pazes, oba hoje vamos pedir comida fora’(risos)”. O casal tem se esforçado para manter os momentos a dois, assistindo um filme ou uma live mais romântica juntos. Eles também aproveitam para botar os assuntos particulares em dia quando precisam sair para comprar alguma coisa necessária em farmácias ou supermercados. “Hoje em dia sair, mesmo que seja só para dar uma voltinha na cidade, é artigo de luxo. Enfim, Deus sempre tem sido o centro da nossa família e eu tenho certeza que esse é o principal motivo de continuarmos juntos e apaixonados mesmo em meio às adversidades”, conclui.
Alerta
Cistite:
inflamação na bexiga é mais comum em mulheres
>> Urologista, Éddio Dantas, explica que problema pode afetar de 50 a 80% das pacientes do sexo feminino, podendo ser recorrente. Menopausa está entre as causas da cistite de repetição.
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Alerta
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m problema comum, principalmente entre pacientes do sexo feminino, a Cistite é o termo médico utilizado para se referir a inflamação da bexiga. Essa inflamação pode ocorrer por diversas causas sendo a mais comum a infecciosa. Estima-se que cerca de 50 a 80% das mulheres apresentarão ao menos um episódio ao longo da vida. Destas, em torno de 20 a 50% apresentarão recorrência do quadro. "Quando a recorrência ocorre na frequência de dois episódios em um período de seis meses ou três episódios em um ano, chamamos de cistite de repetição. Alguns fatores podem facilitar a recorrência como deficiência de imunidade, alterações anatômicas, diabetes melitos, menopausa", destacou o médico urologista, Éddio Dantas. A automedicação deve ser desestimulada, a fim de evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana a certos antibióticos. Contudo, algumas medidas comportamentais devem ser instituídas. "É preciso evitar ficar longos períodos sem urinar, tomar líquidos em quantidades apropriadas, combater a constipação intestinal, fazer a adequada higiene da genitália, e também praticar exercícios físicos", finalizou Éddio.
Cistite é um problema comum entre as mulheres.
A dona de casa Fabíola Souza diz que há alguns anos começou a sofrer com alguns sintomas comuns ao problema na bexiga. Ela conta que sentia dor e ardor ao urinar, dor no baixo ventre, sensação persistente de bexiga cheia, mesmo depois de ir ao banheiro, alguns episódios de febre e chegou a notar um pouco de sangue na urina, além de muita dor nas costas. “As crises se repetiam com certa frequência. Sentia muita dor ao urinar. Tomava uns remédios caseiros, e cheguei a tomar antiinflamatórios
indicados por amigas que já tiveram problemas parecidos, mas sempre as dores voltavam a me incomodar. Na última crise que tive, fiquei realmente acamada. Sentia muita dor, e fiquei sem conseguir urinar, então decidi ir ao médico do posto de saúde do bairro, fiz alguns exames, ele me falou que tenho cistite e passou o tratamento adequado. O médico também alertou para o risco da automedicação e sobre a demora para procurar o médico já que o problema poderia se agravar ainda mais”, afirma.
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Especialista orienta evitar a automedicação, procurando o médico para diagnóstico e tratamento correto.
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Ingestão de bastante líquido ajuda na prevenção do problema.
Alerta
Cistite x Infecção Urinária: semelhanças e diferenças Embora as duas doenças apresentem sintomas bastante parecidos, é importante entender que são problemas com causas diferentes. A Cistite, como o urologista explicou, é uma inflamação na bexiga e que pode se tornar uma infecção. Já a infecção urinária, por sua vez, afeta todo o aparelho urinário, então além da bexiga a doença abrange os rins e a uretra. Assim como sintomas seme-
lhantes, como dor ao urinar e a sensação constante de bexiga cheia, as doenças também são mais comuns em pacientes do sexo feminino, geralmente as que são ativas sexualmente. Isso se deve a anatomia do corpo feminino, já que nas mulheres a uretra é menor do que nos homens, além de possuir acesso mais fácil para as bactérias. Para diagnosticar a ocorrên-
cia de um dos problemas, o médico geralmente pede exames laboratoriais, em especial os de urina. A presença de bactérias na amostra de urina coletada para o exame caracteriza uma infecção, e deve ser tratada com antibióticos. Já uma inflamação, que é o caso da Cistite, é mais indicado o uso de remédios anti-inflamatórios. Nos dois casos é importante aumentar o consumo de líquidos.
Dor no baixo ventre é um dos sintomas comuns ao problema.
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A Balada do Impostor
Recado inestético JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com
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unca embarquei na onda da metrossexualidade. Nos anos 80 e 90 as pessoas eram magras ou gordas e os que apresentavam músculos os tinham pelo trabalho ou pela paixão ao esporte, não pelas academias. De todas as coisas que menos gosto na vida a principal delas é usar academia. Até vou, mas a força e por, vez ou outra, me deixar enganar por mim mesmo. Revendo vídeos, filmes e novelas nacionais antigas a gente percebe que anteriormente as pessoas eram distintas uma das outras. Hoje estão cada vez mais iguais. Li recentemente uma reportagem sobre a nova cara das artistas brasileiras, cada dia mais parecidas uma com a outras devido rotinas de alimentação, exercício e cirurgias plásticas. Esse fenômeno já aconteceu em países como EUA e México onde está ficando difícil diferenciar uma celebridade da outra. Os jovens de academia estão nesse rumo. Uma coisa de cintura e canela fina que não sei como pode agradar. É ordem também andarem depilados, retirando inclusive o pelo dos peitos. E eu achando que ainda era sexy ter pelo no peito como antigamente. Óbvio, não estou mais na pista e nem pretendo voltar. Se voltasse iria me relacionar com gente de minha época e do meu tempo, pessoas preocupadas com o futuro e com medo de repetir o passado. Com consciência disso, sabe? Não essa gente nova que finge não está nem aí pra nada ou saber de tudo, mas que não pode ver uma ansiedade que quer passar. Assisti entrevistas antigas de Dercy Gonçalves e Elza Soares. Maravilhosas. Mas tentei fazer um esforço para entender porque as pes-
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soas de minha época de meninice achavam que uma era imoral e a outra deveria ajeitar o cabelo. O povo de nosso tempo era um pouco sem noção, mas nós mesmos conseguimos superar isso e quando digo nós, me refiro à minha geração e à geração imediatamente anterior. Nos adaptamos a mudanças do tempo, lutamos para que a sociedade aceitasse ou fingisse aceitar melhor os negros, os mestiços como eu, os black powers, a opção sexual das pessoas, as tatuagens a liberdade do corpo na mulher. Mas ainda não superamos o preconceito estético. A minha barriga, a sua celulite, meu cabelo branco, o seu crespo, meu so-
taque, seu sotaque, por que tudo isso ainda incomoda tanta gente? Penso que essa geração tem ajudado com inúmeras e significativas contribuições políticas e sociais, mas parte dela continua nos aprisionando, nos pondo no lugar de velhos e, além de tudo, demonstrando uma produtividade duvidosa. Não adianta dar nome inglês as coisas ou colocar na internet, é preciso ser criativo, proativo e corajoso. E é necessário respeitar as imperfeições. Não, é fundamental aceitar o imperfeito e centrar o olhar no que realmente importa ou então, sempre veremos o progressismo ser engolido pelo conservadorismo de nós mesmos.
adoro comer
Macarronada de Forno Ingredientes 500 g de Macarrão Fettuccine Speciale Vitarella 1 lata de ervilha e milho verde 1 caixa de molho de tomate refogado 500 g de mussarela cortada em cubos 500 g de presunto cortado em cubos 500 g de carne moída cozida 50 g de queijo ralado
Modo de preparo - Cozinhe o macarrão al dente e escorra. - Em uma panela, esquente o molho de tomate pronto e adicione a carne moída e o presunto. - Com o fogo já desligado, adicione a lata de ervilha e milho verde ao molho e, por último, a mussarela cortada. - Em um refratário untado, coloque a massa e junte o molho preparado; misture bem. - Por último, coloque por cima o queijo ralado e leve ao forno até o queijo derreter.
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19 anos de
compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn
CMYK
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@jornaldefato
tv
>> Bastidores
História sobre corrupção recheada de grandes vilões, “Vale Tudo” entra no catálogo do globoplay
/jornaldefatorn
@defato_rn
>> insisde
na pele da Antônia, Jeniffer Dias conta os dias para a retomada das gravações da nova temporada de “Segunda Chamada”
/photos/jornaldefatorn
defato com
moSSoRÓ (Rn), Domingo, 19 de julho de 2020
>> principal
Caco Ciocler exalta importância histórica e tom humanista de “novo mundo” pÁGina 3
reação Ação e
2 televisão
Seriais
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>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Música para unir
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este mês, o Fox Premium estreia a primeira temporada da comédia "Perfect Harmony". A série, estrelada por Bradley Whitford, chega ao Brasil com exclusividade para os assinantes da Fox. Na trama, o ex-professor de música de Princeton Arthur Cochran (Withford) acaba encontrando inspiração nos lugares mais improváveis. Inesperadamente, ele se depara como diretor de um coral em uma igreja rural na pequena cidade de Conley Fork, no Kentucky, onde os cantores estão desafinados em mais de um sentido. O coral, cujo membro principal é a garçonete Ginny (Anna Camp), entretanto não acredita que a presença de Arthur ali seja necessária. Apesar do total confronto de sensibilidades, Arthur e seus novos companheiros de coral podem ser a combinação perfeita de indivíduos para ajudar um ao outro a se reinventar e redescobrir um pouco de felicidade, exatamente quando todos mais precisam. Além de Whitford e Camp, o elenco da produção conta ainda com Tymberlee Hill, Rizwan Manji, Will Greenberg, Geno Segers e Spencer Allport.
Perdas misteriosas (MTV Play, seg, dia 20)
Destaque do MTV Play, "True Life Crime" é uma série que investiga crimes misteriosos que tiveram grande repercussão também nas redes sociais. Dometi Pongo, jornalista premiado e apresentador do "MTV News", popular programa da rede nos Estados Unidos, é quem lidera as investigações. A apresentação do programa fica por conta de Nev Schulman, apresentador de "Catfish", também da MTV. As vítimas geralmente são jovens e os crimes, além de chocantes, geraram muita controvérsia. No primeiro episódio, Dometi Pongo vai até Chicago para investigar a morte de uma garota de 19 anos, Kenneka Jenkins. Ela estava em uma festa de aniversário, em um hotel, e nessa mesma noite teve seu corpo encontrado dentro de um freezer. Ela estava congelada. Poucas horas antes, Kenneka havia feito uma "live" no Facebook. Apesar de muitas investigações, poucas respostas foram dadas à família da vítima. Mas as teorias são inúmeras.
Idas e vindas (Starzplay, qua, dia 22)
Aclamado pela crítica internacional, o drama romântico "Normal People" chega ao Starzplay. A série é uma adaptação do "best-seller" homônimo de Sally Rooney e leva para as telas a história de amor moderna e viciante entre Marianne e Connell, interpretados por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal. Ao longo de seus 12 episódios, a produção acompanha o casal entrando e saindo um da vida do outro, explorando de forma verdadeira e relacionável como a intimidade e o amor jovem podem ser complicados. Em uma escola em uma pequena cidade a oeste da Irlanda, Connell é um jovem popular, boni-
to e atlético jogador de futebol. Marianne é uma garota solitária intimidadora, orgulhosa e nada popular que evita ativamente seus colegas de classe e questiona a autoridade de seus professores. Uma atração desperta entre eles quando Connell vai buscar sua mãe Lorraine (Sarah Greene) em seu trabalho na casa de Marianne. Uma conexão profunda e inquebrável cresce entre os dois adolescentes — uma que eles estão determinados a esconder de seus colegas. Produzida pela Element Pictures, a série foi elogiada pelas incríveis performances dos protagonistas e por seu belo roteiro, que Sally Rooney ajudou a adaptar. Lenny Abrahamson e Hettie Macdonald dirigem os episódios.
Gula latina (Netflix, qui, dia 23)
Novidade no catálogo da Netflix: dos criadores de "Chef's Table", "Street Food América Latina" explora a rica cultura da comida de rua em algumas das cidades mais encantadoras do mundo. Os seis episódios viajam por alguns países da região, destacando as histórias de perseverança que dão vida à culinária e à cultura de cada lugar - no Brasil, o destaque é para a comida de rua de Salvador. Com produção executiva de Brian McGinn, a série mostra que Os comerciantes de comida de rua são parte integral da cultura do país, preservando as tradições enquanto alegram as pessoas e as comunidades à sua volta. Em um momento em que os comerciantes estão enfrentando desafios com fechamentos temporários, futuros incertos e o medo do que está por vir, a produção quer celebrar essas histórias e o trabalho desenvolvido em cada região. Fãs pelo mundo verão o valor imensurável que pessoas inspiradoras trazem para a comunidade que servem durante esta temporada, que viaja por países como Argentina, Brasil, México, Peru, Colômbia e Bolívia
televisão 3
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>> principal Caco Ciocler exalta importância histórica e tom humanista de “Novo Mundo”
Ação e reação
A
maturidade modificou radicalmente o jeito de Caco Ciocler encarar a profissão de ator. Se antes ele corria atrás de qualquer oportunidade na ânsia por ganhar repertório, agora ele seleciona com critérios os convites que surgem para o cinema, teatro e tevê. “Quando a gente é novo, morre de medo de não ser chamado para nenhum teste e vai fazendo de tudo um pouco. Fiz muitas coisas ruins, mas coisas boas me trouxeram até onde estou hoje”, acredita. Entre os bons trabalhos no vídeo, Caco faz questão de destacar o médico Peter de “Novo Mundo”. O caráter aventureiro e histórico da novela das seis, exibida originalmente em 2017, que agora é reprisada na mesma faixa por conta da pandemia, deu ao ator outra dimensão sobre o trabalho em folhetins. “Eu li a sinopse e fiquei muito encantado. Além disso, a entrega dos autores, diretores e toda a equipe no projeto foi muito empolgante. O resultado foi profundo e complexo”, ressalta. Natural da cidade de São Paulo, Ciocler largou o curso de Engenharia Química para fazer Artes Cênicas e ganhar os palcos e companhias de teatro paulistanas. Foi a partir do burburinho em torno de seus desempenhos no teatro, inclusive, que ele estreou na tevê. Após ser visto pelo diretor Luiz Fernando Carvalho no espetáculo “Píramo e Tisbe”, de Vladimir Capella, Ciocler ganhou um papel importante em “O Rei do Gado”, de 1996. A carreira televisiva, no entanto, só ganharia mais destaque a partir
dos anos 2000, onde participou de sucessos como “A Muralha”, “América” e “Duas Caras”. Hoje, aos 48 anos, ele assume que demorou a encontrar real prazer em atuar no vídeo. “Aproveitava a visibilidade da televisão para conseguir trabalhos no teatro e no cinema. O tempo foi passando e comecei a realmente me apaixonar pelo ritmo dos estúdios de tevê. Foi um processo de amadurecimento mesmo”, avalia, entre risos. P - “Novo Mundo” foi ao ar há três anos. Qual sua principal lembrança sobre os bastidores da trama? R - Novelas de época exigem uma preparação mais elaborada. Então, quando penso neste trabalho, minha cabeça vai direto ao momento da leitura de texto, ensaios e início das gravações. Esse começo é sempre muito gostoso, pois toda a equipe está na mesma torcida para que tudo dê certo. Não sabemos direito a cara que a novela tem e como a personagem vai se desenvolver. O elenco aposta em um caminho e não sabe exatamente o que vai acontecer com isso. A gente apenas se entrega.
P - Como é rever esse trabalho neste momento de pandemia? R - Tenho falado muito com os colegas de elenco e, embora a gente fique de olho nas cenas durante as gravações, é a primeira vez que a gente realmente presta atenção nos detalhes. Justamente porque agora temos tempo para isso. Esperava por uma reprise, mas essa me pegou de surpresa e está sendo uma delícia acompanhar. Faz todo sentido “Novo Mundo” voltar agora, não só porque “Nos Tempos do Imperador” é a continuação dessa história, mas também porque o Brasil vive um momento onde rever a nossa própria história é muito importante. P - Em que sentido? R - É uma história que fala das nossas origens, do passado escravocrata e dos vícios da elite. São questões que se arrastam até os dias de hoje. Acho oportuno que ela volte no momento onde o Brasil precisa rever o caminho perigoso que está trilhando. P - Por ser uma trama histórica e aventureira, “Novo Mundo” exige personagens com mais composição. Do ponto de
vista do ator, recorrer a tantos apetrechos facilita ou dificulta o trabalho? R - Acho que depende muito. A composição não pode ser vazia. De nada adianta maquiagem e figurinos rebuscados se o ator não preparou um bom estofo para o papel. A composição dá mais possibilidades de atuação, pois é mais fácil embarcar no faz-de-conta do que em algo que próximo do meu cotidiano. Em compensação, é preciso que tudo seja bem equilibrado para não ficar fora do tom. O Peter tem um pouco de composição, mas não é algo tão complexo. P - O visual cabeludo e barbudo incomoda você? R - Um pouco. Mas assim que me convidaram para a trama eu imediatamente deixei de aparar barba e cabelo. A principal entrega de qualquer ator a um personagem é a visual. Quando sei que vou fazer um trabalho de época, já vou procurando ficar com a aparência bem natural para que as modificações possam ser feitas quando a produção começar a ganhar forma. Já fiquei com essa aparência antes, na época em que fiz (a minissérie) “A Cura” (2011). P - Você viveu um médico em “A Cura” e voltou a esse tipo de personagem em “Novo Mundo” e em “Unidade Básica”, série do canal pago Universal. O que você acha do retrato que a ficção faz desses profissionais? R - Acho que depende muito da “pegada” de cada produção. Em “A Cura”, o Luiz Camilo era médico dividido entre o ceticismo e os milagres em uma cidade do interior. Na atual novela das seis, é mostrada uma forma muito rudimentar do cotidiano médico. O Peter chega e encontra um país sem qualquer saneamento básico. Ele fica muito chocado com a situação e começa a fazer um trabalho extremamente humanista.
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no amor e na dor >> close
Com reprise de “Fina Estampa”, Helena Ranaldi relembra personagem terminal que escolhe morrer perto do filho e do ex-marido
S
e teve uma coisa que Helena Ranaldi se acostumou em sua carreira na tevê foi lidar com as questões dramáticas de suas personagens. E isso mesmo quando sua aparição é mais rápida, como na época em que gravou suas cenas como a doente terminal Chiara de “Fina Estampa”. A atriz está prestes a ver sua participação na novela atualmente em reprise pela Globo às 21h terminar. Mas recorda com muito carinho esse período. Especialmente o momento dessa despedida. “Lembro, por exemplo, da cena da morte dela no táxi da Vilma, papel de Arlete Salles. O diretor da cena, Marcus Figueiredo, era formado em Medicina, o que ajudou bastante”, conta a paulistana de 54 anos. Na história, Chiara sofre de uma doença terminal e, sabendo que sua morte se aproxima, decide passar seus últimos momentos perto do filho Fábio, vivido por Guilherme Leicam, e do ex-marido Juan, personagem de Carlos Casagrande. O problema é que Juan estava de casamento marcado com Letícia, interpretada por Tânia Khallil, e a chegada repentina da ex acaba atrasando os planos do novo casal. Na época, o jeito misterioso como Chiara foi apresentada pelo autor Agui-
naldo Silva chegou a abrir espaço para se pensar que poderia se tratar de uma mulher mentindo, tentando retomar sua antiga família. “Acredito que o público tenha ficado com essa dúvida, assim como eu também. Ela poderia ser uma vilã que simplesmente voltou para atrapalhar a vida do ex-marido, por conta de algo mal resolvido na história deles”, analisa Helena. No entanto, Helena confessa: sabia que a ideia original era mesmo mostrar uma mãe que, ao saber que não tem mais como lutar contra sua doença, decide se reaproximar do filho. Mesmo
assim, como atriz experiente que é, também sabia que, dependendo da repercussão e da vontade do autor, tudo poderia mudar. “Acho obras abertas interessantes pelo fato de poderem ter várias possibilidades de trama para as personagens. É um ponto positivo das novelas”, aponta. Estão mesmo na reaproximação de Chiara com o filho e na própria morte da personagem as principais memórias de Helena sobre “Fina Estampa”. Das cenas que gravou com Guilherme Leicam, sobra carinho por parte dela. Já sobre o desfe-
cho, a atriz é bem mais detalhista. “Eu lembro que o diretor iniciou a cena com um close na minha mão, que começava a tremer. Depois, seguiu com a câmera para os olhos, que piscavam. E, então, ela tem realmente a convulsão e acaba morrendo”, recorda Helena, que se mostra bem sincera ao falar sobre como enfrenta esse período de isolamento social, em função da pandemia do novo coronavírus. “Há dias melhores que outros. A gente acaba, de alguma forma, se acostumando. Apesar de não ser fácil, temos de nos reinventar”, afirma.
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menina dos
olhos
>> ponto de vista Carolina Ferraz é o grande destaque entre as mudanças no “Domingo Espetacular”, da Record
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esde o fim de 2017, quando deixou o GNT e já depois de ter sido dispensada pela Globo, Carolina Ferraz estava fora da tevê. Há algum tempo, porém, era sabido que tanto o SBT quanto a Record tinham interesse em tê-la em seu casting. Bastava apenas encontrar o melhor posto para a atriz e apresentadora. Com a proposta de renovação no “Domingo Espetacular”, surgiu então o espaço ideal para recebê-la, já que, aos 52 anos, não parece estar nos planos da goiana voltar a se comprometer com novelas. Ponto para a Record, porque até as alterações feitas no cenário do programa chamaram menos atenção que a estreia de Carolina na emissora.
Antes de mais nada, é preciso lembrar que Carolina Ferraz já deu expediente como apresentadora de uma revista eletrônica antes. Inclusive, do principal concorrente do próprio “Domingo Espetacular”, o “Fantástico”, da Globo, entre 1992 e 1993. Antes, ficou cinco anos na extinta Manchete, também à frente do “Programa de Domingo”. Ou seja, a estreia na Record é para Carolina, na verdade, um retorno às suas origens na carreira. E isso fica nítido ao vê-la com Eduardo Ribeiro como âncora do dominical da Record. A função de Carolina ali, porém, não se resume a comandar o “Domingo Espetacular” do estúdio. Ela também fica responsável por matérias que deve escolher a dedo. Pe-
lo menos a julgar pela exibida em sua estreia no posto, no último domingo, sobre a reabertura de restaurantes em São Paulo, diante da flexibilização de medidas para conter a pandemia do novo coronavírus. Afinal, a culinária é uma das áreas de interesse da apresentadora – seu último programa antes desta nova fase, no GNT, era o “Receitas da Carolina”. Além da chegada de Carolina Ferraz, o “Domingo Espetacular” também estreou cenário novo no último domingo, dia 12. Agora, tudo é virtual e torna-se uma forma do telespectador já começar a ter contato com o assunto das matérias enquanto os âncoras as anunciam. A novidade também incentiva Eduardo e Carolina
a se movimentarem mais, tornando a apresentação mais dinâmica. Quanto à linha editorial, curiosamente, poucas foram as referências à Covid-19 no primeiro “Domingo Espetacular” apresentado por Carolina Ferraz. A aposta em pautas mais leves, de entretenimento, é grande. Mesmo assim, o programa não deixou de lado outros assuntos mais densos, como o – até então – desaparecimento da atriz Naya Rivera e uma reportagem especial sobre a falta de condições de trabalho de peritos criminais para atestar a existência de novas drogas sintéticas. Ao que parece, a ideia é justamente essa: mesclar temas mais suaves com pautas investigativas e materiais exclusivos.
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>>MalHaÇão
Terça – Deco pede a Roney para falar com Keyla em particular. Deco garante a Keyla que não fugirá de suas responsabilidades com Tonico. Lica, Ellen e Tina acreditam que Keyla ficará com Deco, e Benê se preocupa com Tato. Anderson convida Tina para um churrasco em sua casa. Das Dores e K2 incentivam Tato a cozinhar. K1 se exibe no carro de mB. Felipe e Lica namoram. Benê sonda guto sobre sua vida amorosa.
Quarta – nena é hostil com Tina. Roney ob ga Keyla e Deco a fazerem o exame de DnA e Tonico. noboru estranha o comportamento mitsuko. Das Dores acolhe Tina. Samantha inic o ensaio da banda, mesmo sem Felipe. marta fl gra Lica e Felipe juntos. nena ofende Tina, q deixa a casa de Anderson. malu comenta co Edgar sobre a proximidade entre Lica e Bór Anderson confronta nena.
globo – 18h15
>>novo MUndo
Segunda – Cecília decide vender a joia que ganhou de sua mãe para ajudar Libério. Tibiriçá elogia os feitos de Piatã como pajé. Hassan tenta obrigar Elvira a contar onde Thomas esconde seus tesouros. Bonifácio teme que a Constituição seja aprovada. Domitila encomenda a cópia de suas joias. Diara ofende greta, e Wolfgang desconfia. Licurgo encontra a escritura da taberna. Pedro obriga Peter e Bonifácio a fazerem as pazes. Cecília desabafa com Amália.
Terça – Leopoldina afirma ao Barão de marescal que não irá contrariar Dom Pedro. Pedro suspeita de que Domitila esteja grávida. Libério e Cecília se reconciliam. Elvira sonha com Hugo. Joaquim pensa em fugir com Anna e Vitória novamente. Thomas exige que Domitila assine uma promissória. Bonifácio conta a Dom Pedro sobre a ameaça do Barão de marescal. Chalaça fica indignado ao descobrir que Dom Pedro assumiu seu romance com Domitila.
Quarta – Chalaça conta a Joaquim sobre s vingança. Amália reconhece a joia que está co Domitila, e Peter fica intrigado. Dom Pedro n meia os Embaixadores do Brasil com a ajuda Leopoldina. Anna se enfurece com o presente q recebe de Thomas. Piatã tem um pressentime to e encontra Jacira. Peter faz uma sessão de hi nose com Amália. Piatã teme pela saúde de Jac ra. Domitila conta para Dom Pedro que foi expu sa do teatro.
>>totalMente deMais 19h15
Segunda – germano pede a Jonatas o endereço da família de Eliza. Carolina pensa em novas formas de afastar Eliza do concurso. Eliza se decepciona com Jonatas quando o rapaz lhe pede o endereço de sua família, ignorando seu passado com o padrasto. Dino finge que perdoou Eliza e sugere a gilda que toda a família viaje para o Rio de Janeiro para torcer pela menina. Dino combina com Peçanha uma forma de colocar Eliza na cadeia e roubar o dinheiro do concurso.
Terça – natasha tenta ajudar Eliza a fazer o ensaio e manter-se no concurso. germano paga maurice pela informação sobre o endereço de gilda. germano procura gilda. Dino, gilda e os filhos se preparam para assistir à final do concurso garota Totalmente Demais e surpreender Eliza.
Quarta – germano questiona Leonor sobre pai de Eliza. gilda confessa a Dino que esteve co Eliza no Rio. Leonor alerta gilda que germa procurou por ela. Arthur avisa a Carolina que Do nha está em sua casa, em estado de confusão. D rinha volta a si ao ver os filhos João e maria. Day foge da pensão para encontrar Eliza e acaba se pe dendo, mas é ajudada por Lili e germano. Eliza pe gunta a Arthur por que Dorinha mencionou um aposta entre o empresário e Carolina.
>>Fina estaMpa
Segunda – griselda e Renê acertam a venda do Brasileiríssimo. griselda desabafa com Celeste sobre a conversa que teve com Renê. Quinzé e Teodora dormem juntos. Chiara convida Letícia para jantar. Quinzé promete ficar com Teodora se ela revelar onde conseguiu seu dinheiro. Zuleika finge ser amiga de Edvaldo. Wallace cumprimenta Dagmar no Tupinambar. Tereza Cristina busca Renê Junior na casa de Leonardo. griselda troca olhares com guaracy.
Terça – guaracy e griselda discutem, e Dagmar repreende os dois. Teodora procura Quinzé. Tereza Cristina descobre suas camisolas no armário de Crô. Chiara diz a Letícia que a convidou ao jantar para contar sobre sua vida com Juan guilherme. Teodora e Quinzé trocam desaforos. mônica fica apreensiva com a crise que Teodora tem em seu escritório.
Quarta – Vilma aconselha Letícia a se cas com Juan guilherme o quanto antes. Vanes discute com Paulo por causa de Esther. grisel conversa com Rafael e Amália sobre o casame to deles. Álvaro conta para Íris que o laptop de ma cela está com griselda. griselda afirma a Anten que não revelará o segredo de Tereza Cristina. P reirinha consegue apagar o arquivo que compr mete Tereza Cristina. Tereza Cristina pensa em vingar de Antenor. Vilma procura Chiara.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.
globo. – 21h
globo – 17h35
Segunda – mitsuko se surpreende com Anderson. Lica convida Felipe para sair. Keyla decide dar o telefone de Deco para Roney. Tato pensa em Keyla. Das Dores tenta ajudar Tato a voltar a cozinhar. Lica fica animada com a notícia de que Bóris irá à sua casa. Tato treina com Felipe. Keyla, Benê, Lica, Tina e Ellen discutem os assuntos que irão abordar no canal de internet. mitsuko sugere a nena que se unam para separar Anderson e Tina.
>>as aventUras de poliana SBT - 21h
reSumo daS novelaS
ACESSE
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Domingo, 19 de julho de 2020
briem de cia laque om ris.
Quinta – Anderson conclui que mitsuko instigou nena contra seu namoro com Tina. Tato afirma a K2 que gosta dela como amiga. Samantha e mB insinuam para Felipe que Clara está interessada em guto. Ellen não consegue contar para Tato sobre a volta de Deco. Keyla passeia com Deco e Tonico. Josefina acredita que Benê esteja gostando de um rapaz. marta, Leide e Lica especulam sobre a relação de Luís e Clara.
Sexta – Roney combina com Keyla e Deco de ir ao hospital conferir o resultado do exame de Tonico. Lica convence Bóris a lutar por uma bolsa de estudos para Ellen em seu colégio. Dóris percebe o entusiasmo de Lica por Bóris e alerta o namorado. K2 descobre sobre o exame de DnA de Tonico, exigido por Roney. Clara e Samantha convencem guto a desmarcar sua aula com Benê por conta do ensaio da banda.
sua om node que enipciul-
Quinta – Thomas conta ao ministro como Anna fugiu de sua casa. nívea fica intrigada com a saída de Liu. Piatã confessa a olinto que não sabe como curar Jacira. Amália se emociona com a descrição que Cecília faz da joia que vendeu. greta mente para Wolfgang. Diara avisa a Ferdinando para se afastar de sua cunhada. Liu volta ao navio e ameaça Elvira. Joaquim revela a Leopoldina que Chalaça voltou ao Brasil. Anna pede ao ministro que lhe conceda a separação.
Sexta – Anna implora que o ministro não deixe Vitória com Thomas. idalina alerta Diara sobre greta. Hugo agrada os possíveis patrocinadores da candidatura de Licurgo. Elvira faz um acordo com Liu. Anna volta para o palácio. Domitila acredita estar grávida de Dom Pedro. Diara decide fazer as pazes com greta para agradar o marido. Schultz se preocupa quando greta fala sobre a saúde de Wolfgang. Piatã cuida de Jacira com a ajuda de olinto.
Sábado – Domitila afirma que terá um filho homem. Chalaça descobre que Benedita também está grávida de Dom Pedro. Joaquim teme que a prisão de Fred os impeça de tê-lo como aliado. Thomas coloca Fred em um navio inglês que está ancorado no porto. Chalaça se alia a Benedita contra Domitila. Leopoldina revela a Anna que Bonifácio se declarou para ela. Tibiriçá se preocupa com a implicância de Ubirajara com Jacira e Piatã. Thomas desconfia de Liu.
eo om ano oriDoyse ererma
Quinta – Lili comenta com Rafael que germano a traiu com gilda. germano pergunta a gilda se Eliza é filha dele. Fabinho se surpreende ao perceber que Cassandra mentiu para ficar a sós com ele. gilda leva Dayse e Carlinhos para visitar Eliza. Débora vê Cassandra beijar Fabinho. germano conta para Jonatas que Dino chegou à cidade. Fabinho afirma que não irá namorar Cassandra. Jonatas revela a Eliza que Dino está no Rio de Janeiro.
Sexta – Dino insiste para que gilda volte para sua cidade com as crianças e inventa que tem um assunto profissional para resolver no Rio de Janeiro. Stelinha faz uma surpresa a Eliza e afirma que a ajudará na última prova do concurso. Carolina se surpreende ao saber por germano que Eliza pode ser filha do empresário. germano pede a Carolina que lhe ajude a fazer um teste de DnA em Eliza. Peçanha informa a Dino que conseguiu um pedido de prisão provisória para Eliza.
Sábado – Arthur e Pietro expulsam Dino do estúdio. incentivada por Arthur, Eliza decide fazer o ensaio fotográfico e tem um ótimo desempenho. gilda diz a Dayse que está decepcionada com Eliza. Carolina pergunta a Zé Pedro se existe alguma cláusula no contrato que impeça a participação de parentes do patrocinador do concurso. Jonatas e Leila percebem o clima de romance entre Eliza e Arthur.
sar ssa lda enarnor Perose
Quinta – Teodora afirma a Pereirinha que provará que todos estão enganados a seu respeito. Tereza Cristina manda Ferdinand apressar o plano contra Quinzé. Vanessa se incomoda com a proximidade de Esther e Paulo. Wallace diz a Clint que aguarda o resultado dos exames que refez em São Paulo. Tereza Cristina vê marcela durante uma visita ao túmulo de seus pais, e acaba desmaiando. Baltazar liga para Tereza Cristina ao ver os funcionários fecharem as portas do cemitério.
Sexta – Baltazar não consegue falar com Tereza Cristina e liga para Crô. Quinzé avisa à mãe que sairá para um serviço, e Deborah fica enciumada. o repórter Beto Junior chega para o encontro com Antenor. griselda tenta impedir que Antenor revele o segredo de Tereza Cristina para Beto, mas o repórter consegue copiar o arquivo. Vanessa descobre que Renê está solteiro. guaracy e griselda voltam a ser amigos. Tereza Cristina acorda no cemitério.
Sábado – Teodora encontra Quinzé boiando na piscina. Ferdinand se esconde ao ver griselda e guaracy chegando. griselda leva o filho para o hospital. Tereza Cristina convence Crô de que marcela está viva. Vanessa reclama de Paulo por falar de Esther durante o jantar. Teodora fica no hospital com Quinzé. Edvaldo e glória se preocupam quando Beatriz afirma que lutará para ficar com Vitória. Quinzé deixa o hospital. Tereza Cristina se irrita ao saber que o filho de griselda sobreviveu ao atentado.
não
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
ACESSE
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Domingo, 19 de julho de 2020
Por caminhos diversos >> CINCO
PERGUNTAS: Destaque na CNN Brasil, Gabriela Priori encara experiência como apresentadora no “CNN Tonight”
O
s últimos meses têm sido um turbilhão na vida de Gabriela Prioli. Após estrear na CNN Brasil em março, a advogada criminalista viu novas variantes em trajetória profissional se abrirem diante de seus olhos repentinamente. Após uma rápida, porém intensa, passagem pelo quadro “O Grande Debate”, Gabriela passou a ir além da posição de comentarista e começou a ganhar mais força no vídeo. Há pouco mais de dois meses participando do programa especial “O Mundo PósPandemia”, ela estreia na posição de apresentadora à frente do “CNN Tonight”. “Estou aprendendo muito em pouquíssimo tempo. No ‘Mundo PósPandemia’, tive a chance de conduzir as entrevistas e foi uma delícia de fazer. Nunca tinha feito isso. São tantas oportunidades diferentes em tão pouco tempo. Me sinto privilegiada. Pela primeira vez, quando ligou uma câmera, eu não me senti tão nervosa como quando estreei na tevê. Deve ser um bom sinal. Isso muito em virtude das companhias do programa também”, explica Gabriela, que comanda a produção ao lado de Mari Palma e do historiador Leandro Karnal. “É uma possibilidade de tratar de temas diversos, sérios e profundos, mas com uma leveza.
É um respiro que estamos precisando depois de um dia intenso de hard news”, completa. Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Mestra em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Gabriela não tinha ambições de trabalhar com televisão. Mas sempre nutriu o desejo de se comunicar de alguma forma sobre os assuntos e temáticas que acreditava. “Conforme os projetos foram aparecendo e se encaixavam nessa perspectiva mais ampla, eu encarei. Mas nunca foi nada direcionado ou desenhado. Sempre quis comunicar sobre coisas que acredito e de uma forma proveitosa, incitando o debate e a reflexão”, aponta. P – O “CNN Tonight” é a terceira produção que você se envolve desde a estreia da CNN Brasil. Como esse projeto chegou até você? R – Desde que eu saí do quadro “O Grande Debate”, eu e a CNN já vínhamos discutindo um novo formato. Começamos a estruturar melhor as ideias e a gravar os pilotos. Sempre achei a ideia maravilhosa e, depois que descobri que seria ao lado da Mari e do Karnal, fiquei mais feliz ainda. Gosto muito de participar de tudo do programa. Dou minhas ideias, sugestões, falo das formas como gosto de abordar os assuntos. É muito gostoso participar de tudo.
P – O “CNN Tonight” não foca no “hard news”. As conversas, análises e debates giram ao redor de temas atuais. O programa é uma chance de ampliar sua atuação no canal além dos debates sobre política? R – Acho que sim. É um conteúdo que já é possível encontrar na minha comunicação através das redes sociais e agora posso levar isso para a tevê. A gente é uma complexidade. Não podemos segmentar nosso tipo de conhecimento. A gente vai formando um repertório ao longo da vida e esse repertório faz a diferença na nossa forma de abordar os assuntos. Quando faço uma avaliação política, parto do meu repertório construído na advocacia. Quando falo de assuntos mais amplos como felicidade, por exemplo, eu trago meu repertorio construído na advocacia e nos meus comentários políticos na tevê. O que a gente adquiriu ao longo da vida faz a diferença na hora que queremos nos comunicar. P – Atualmente, o debate político está bastante polarizado. Como você busca fugir das constantes rotulações impostas, principalmente, pelas redes sociais? R – É natural as pessoas quererem colocar a gente em uma caixinha. Quanto mais as pessoas couberem em uma caixinha, mais confortável a gente se sente. Elas ficam em um lugar que a gente deu para elas e não gera nenhum ruído na nos-
sa percepção de mundo. Eu acredito muito que o mundo se apresenta mais complexo do aquele que se mostra em caixinhas. É uma polarização normal dentro do contexto político que estou inserida. As pessoas, às vezes, ficam em dúvida comigo. Acho isso muito positivo. Ao acompanhar minhas opiniões, as pessoas vão saber meus posicionamentos. P – Desde a sua estreia na CNN, você viu sua repercussão crescer bastante entre o público. Como você tem lidado com essa exposição do vídeo e sua vida privada? R – No começo, fiquei assustada com a repercussão da estreia. Claro que é muito legal a gente ver essa repercussão positiva. Foi gratificante. Mas ainda estou processando tudo, tenho um caminho a percorrer. Não sinto muito isso da exposição. Compartilho uma parte da minha intimidade nas redes sociais. É o que estou disposta a compartilhar. É natural as pessoas terem curiosidade e eu vou estabelecendo meus limites do que compartilhar ou não. P – Pouco tempo após a estreia de “O Grande Debate”, você decidiu deixar a produção. Como esse posicionamento foi importante para a sua relação com a CNN a partir daquele momento? R – Acho que assumir o que a gente acredita, de forma firme e encarando as consequências que isso representa, faz com que as pessoas com quem a gente se relaciona vejam que temos um posicionamento e somos transparentes em relação a ele. Isso é positivo para qualquer relação. Por isso, busco ser muito transparente sempre em minhas opiniões e posicionamentos.
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>> raio x De volta ao ar na reprise de “Malhação: Viva a Diferença”, Bruno Gadiol revê sua estreia nas novelas
Por outros ângulos
A
s câmeras de tevê já eram bastante conhecidas por Bruno Gadiol durante “Malhação: Viva a Diferença”. Apesar de ter estreado na dramaturgia a partir da trama de Cao Hamburger, o ator de 22 anos havia sido apresentado ao universo da televisão durante sua participação na quinta temporada do “The Voice Brasil”, em que foi semifinalista. Porém, foi o dia a dia nos estúdios do folhetim que mostraram a tevê de uma forma diferente e sólida para Bruno. “Foi meu primeiro personagem no audiovisual, por isso ele tem um espaço mais que especial no meu coração. Foi meu presente de 18 anos. Eu aprendi bastante com todos os envolvidos no projeto. Somou muito para a minha bagagem profissional”, explica Bruno, que vive o retraído pianista Guto na reexibição do enredo infantojuvenil. “É muito gostoso revisitar o trabalho. A gente se vê com uma distância bem maior do que na época da gravação. Sinto muito orgulho de ter feito parte de uma obra que fez sucesso e está sendo reapresentada”, completa. Na trama, Guto é aluno do fictício Colégio Grupo. Músico talentoso, ele acaba se aproximando da doce e tímida Benê, papel de Daphne Bozaski. A afinidade entre os dois tem início na paixão pelo piano e vai ganhando força durante os capítulos. Guto começa a dar aulas para jovem e os dois acabam se envolvendo. “Acho que o
que despertou o interesse das pessoas é justamente por eles serem um casal tão inesperado. Acho que muitas pessoas sonham com alguém, ou com algum tipo de relacionamento que acham que não é possível acontecer. Os personagens buscavam alguém e eles eram improváveis de estar juntos, mas, mesmo assim, rolou o amor. As pessoas se inspiram e se reali-
zam neles”, defende. Durante as gravações, Bruno se aproximou bastante de Daphne. Os dois contaram com diversas sequências juntos diante das câmeras. “Contracenar com a Daphne foi uma aula. Ela é muito talentosa, tem uma experiência em teatro muito legal. As lembranças que eu tenho desse trabalho são das vezes em que a gente passava o texto, íamos
para a casa um do outro para saber bem o que a gente queria transmitir com determinada cena e seguir o principal objetivo”, relembra. Nome: Bruno Gadiol Antoniassi Nascimento: Em 6 de junho de 1998, em São Paulo. Atuação inesquecível: “Cena do beijão da Benê e do Guto na praia”. Um momento marcante na carreira: “O Emmy internacional de ‘Malhação - Viva A Diferença’”. O que falta na televisão: “Mais representatividade”. O que sobra na televisão: “Notícias ruins”. Com quem gostaria de contracenar: Julia Roberts. Se não fosse ator, o que seria: “Cantor (risos)”. Ator preferido: Robert De Niro. Atriz preferida: Julia Roberts. Novela preferida: “Avenida Brasil”, de 2012, da Globo. Vilão marcante: Carminha, interpretada por Adriana Esteves em “Avenida Brasil”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Viver A Vida”, de 2009, da Globo. Que papel gostaria de representar: “Um bem difícil e complexo de compor”. Filme: “Um Lugar Chamado Notting Hill”, de Roger Michell. Autor predileto: Julia Cameron. Diretor favorito: Ryan Murphy. Vexame: “Estar com a cueca rasgada em uma cena em que eu estava usando saia”. Uma mania: “Várias”. Um medo: “De passar por imigrações. Não dá um medo? (risos)”. Projeto: “Meu primeiro álbum”.
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>> inside Na pele da batalhadora Antônia, Jeniffer Dias conta os dias para a retomada das gravações da nova temporada de “Segunda Chamada”
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Tempo de aprender
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epois de uma estreia celebrada, as gravações da nova temporada da série “Segunda Chamada”, da Globo, já estavam acontecendo em locações e externas de São Paulo quando foram paralisadas pela emissora por conta da pandemia de coronavírus. Apesar de saber que a atitude da empresa foi totalmente coerente com o momento, Jeniffer Dias assume que não vê a hora de voltar a mergulhar nos dilemas de Antônia, personagem que vai movimentar o cotidiano já extremamente denso da Escola Carolina Maria de Jesus, fictícia instituição pública que investe no ensino de Jovens e Adultos no período noturno e principal palco da série criada por Carla Faour, Julia Spadaccini e Jô Bilac. “Antônia é guerreira como várias mulheres brasileiras. Trabalha de manhã e estuda à noite na esperança de ter uma vida melhor no futuro. Ela é do tipo que está muito ligada aos diversos problemas em torno da questão feminina e preta. Acho que isso acaba me aproximando muito dela”, admite a atriz. Telespectadora fervorosa da primeira temporada, Jeniffer quase não acreditou quando surgiu a oportunidade de integrar o elenco do segundo ano da série, que começa com a ameaça do encerramento do curso para jovens e adultos da escola. O baixo número de matrículas preocupa a professora Lúcia, protagonista de Débora
Bloch, e reflete os contrastes sociais do país. Nos 12 novos episódios, que têm previsão de exibição para o início do ano que vem, Jeniffer tem a companhia de outros “novatos” na escola. Nomes como Ângelo Antônio, Flávio Bauraqui, Pedro Wagner, Ruy Ricardo Dias e o veterano Moacyr Franco reforçam o elenco. “Foi um processo diferente de tudo o que já fiz. A preparação foi muito pensando no grupo. Com base em exercícios bioenergéticos e leituras de mesa, aprofundamos e conhecemos todos os personagens juntos. Foi bem interessante e uniu todo mundo”, valoriza. Mesmo
isolados e distantes, o contato entre Jeniffer e os colegas de elenco continua firme na quarentena a partir de reuniões virtuais. “A gente está só esperando a ligação da direção para retornar. Tive de mudar minha agenda do segundo semestre para priorizar a retomada da série”, revela a atriz, que tem mantido as longas tranças utilizadas pela personagem em cena. Em meados do ano passado, paralelamente à preparação para a série da Globo, Jeniffer arranjou um espaço na agenda para participar do telefilme “Ricos de Amor”, da Netflix. No longa dirigido por
Sylvio Gonçalves e Bruno Garotti, a atriz vive a empoderada Katia. “O primeiro filme a gente nunca esquece. Apesar de ser uma comédia romântica, o roteiro toca em pontos sociais importantes”, ressalta. Defensora da liberdade de ir vir entre emissoras, canais fechados e empresas de streaming, Jeniffer celebra o poder de ser reconhecida por diversos tipos de público a cada novo trabalho. “A tevê aberta é uma grande potência. Mas fiquei bem impressionada com o alcance mundial da Netflix. Recebi mensagens de pessoas de diversos países e diferentes culturas falando sobre o filme”, conta. Natural de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, Jeniffer estava cursando Engenharia Ambiental quando resolveu largar tudo e investir na atuação. Depois de uma estreia com um pequeno papel em “Novo Mundo”, de 2017, sua vida mudou quando foi selecionada como uma das protagonistas da temporada 2019 de “Malhação - Vidas Brasileiras”. “Foi tudo muito rápido. Fiz o teste, passei, experimentei o figurino e comecei a gravar em duas semanas. A visibilidade de 'Malhação' é incrível e foi a produção que me abriu portas”, detalha. É exatamente essa oportunidade que ela quer para outras mulheres pretas que estão buscando espaço no audiovisual. Preocupada com o cenário crítico que o setor cultural vem passando por conta da pandemia, ela torce para que muitas oportunidades possam aquecer o mercado assim que as gravações estiverem liberadas. “Imagino e espero por um mercado mais consciente em vários âmbitos, tanto no cuidado com a saúde e higienização quanto na preocupação de escrever
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>> BASTIDORES História sobre corrupção recheada de grandes vilões, “Vale Tudo” entra no catálogo do Globoplay
Golpe certo
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ma calorosa discussão familiar foi o ponto de partida para Gilberto Braga criar uma de suas novelas mais celebradas: “Vale Tudo”. No centro do debate estava a postura incorruptível de seu padrinho, um delegado da Polícia Federal. De um lado, alguns parentes valorizavam a forma ética como ele desenvolveu a carreira. Na outra ponta da mesa, ele era motivo de riso por não ter se aproveitado do cargo e enriquecido ilicitamente. “Fiquei muito angustiado em ver pessoas tão próximas defendendo a corrupção. Esse assunto sempre teve espaço nas minhas novelas. Mas, neste jantar, decidi que precisava falar dessa distorção de valores de forma mais contundente. A novela inteira gira e torno dessa disputa entre dignos e golpistas”, explica Braga, que dividiu a autoria com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Êxito de crítica e público, mais de 30 anos depois de sua exibição original, a obra agora passa a fazer parte do catálogo do aplicativo Globoplay. Para o diretor Dennis Carvalho, o capricho técnico e a atualidade de texto mostram que “Vale Tudo” envelheceu muito bem. “É uma obra que resume o Brasil de ontem e de hoje. É impossível assistir e não se identificar. Continuamos um paísdesigualecheiodemalandragem, no pior sentido da palavra”, analisa o diretor. Na trama, Maria de Fátima, de Glória Pires, sempre sonhou em ter uma vida abastada e distante do cotidiano humilde de sua família. Cheia de planos e
tomada por essa inerente ambição, aproveita que a casa em que mora com a mãe, Raquel, de Regina Duarte, está registrada em seu nome e vende a propriedade. Sem pensar nas consequências, pega todo o dinheiro e foge para o Rio de Janeiro. Na nova cidade, Maria de Fátima se envolve com o igualmente inescrupuloso César, ex-modelo que vive como garoto de programa de luxo interpretado por Carlos Alberto Riccelli. Juntos, os dois articulam um golpe para que ela conquiste Afonso, herdeiro da família Roitman. O primeiro passo é a vilã fica amiga da ingênua Solange, namorada do riquinho interpretada por Lídia Brondi. “Maria de Fátima é um rolo compressor. Ela vai passando por cima de quem tenta se meter na frente dela. Só que tem gente muito mais poderosa que ela que também está de olho nessa fortuna. É cobra engolindo cobra em um jogo muito bem montado pelo Gilberto. É
impressionante o carinho e respeito que o público tem por essa história”, avalia Glória. Novela comandada por vilões, “Vale Tudo” acabou eternizando a figura de Odete Roitman, vivida pela saudosa Beatriz Segall, como um símbolo desse arquétipo na teledramaturgia. Arrogante e requintada, Odete fazia questão de humilhar quem estivesse ao redor. Uma de seus principais alvos era a própria filha, a alcoólica Heleninha, de Renata Sorrah. Por conta de seu gênio difícil, a vilã acumulava inimigos e no final da novela foi brutalmente assassinada com quatro tiros à queima-roupa, protagonizando um último mistério na trama: “Quem matou Odete Roitman?”. “A verdade é que a morte da Odete não estava prevista. A novela fez sucesso e ganhou mais capítulos. As tramas já estavam desenvolvidas. Sendo assim, precisava de algo novo que pudesse prender o telespec-
tador até o capítulo final”, admite Braga. O principal suspeito do crime é Marco Aurélio, de Reginaldo Faria, ex-genro e ex-diretor da TCA, empresa de aviação comandada pela megera. “Marco Aurélio era tão ruim quanto a exsogra, tinha roubado muito dinheiro da empresa e ela queria que ele devolvesse”, relembra Reginaldo, que protagonizou outra das cenas mais famosas da obra: a fuga de seu personagem do Brasil com direito a uma “banana” para o país do alto de seu jatinho. Com cinco versões gravadas, o final da novela revelou que Odete foi assassinada por engano em um acesso de fúria e ciúmes de Leila, dondoca interpretada por Cássia Kis. “Naquela época era possível guardar segredo e realmente surpreender o público. É uma cena antológica e sinto muito orgulho de fazer parte deste projeto”, valoriza Cássia.
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Zapping
Domingo, 19 de julho de 2020
>> por Caroline Borges
Paixão por educar Ana Flavia Cavalcanti gosta de estar rodeada de jovens. Por isso mesmo, a atriz não hesitou em aceitar o papel para viver a educadora Dóris em “Malhação: Viva a Diferença”. “Eu amo trabalhar com jovens e quero poder trabalhar ainda mais. O elenco jovem de 'Malhação' deu um show. O Guilherme Gobbi, produtor de elenco, foi muito preciso nessa escalação. O Mouhamed (Harfouch) foi meu primeiro par romântico (risos), acho que deu muito certo. Fico vendo no Twitter os comentários de que Boris e Dóris são o maior casalzão. Eu adoro. Foi um prazer poder trocar em cena e na vida com ele”, valoriza. Na história escrita por Cao Hamburger, Dóris é diretora da escola pública Cora Coralina. A personagem, inclusive, foi inspirada na mãe do autor, que também era educadora. “A Dóris foi uma honra. Agradeço ao Cao Hamburger e equipe pela construção dessa personagem. Agradeço ao Paulo Silvestrini, que nos conduziu tão bem e tão precisamente enquanto diretor, e ao produtor de elenco, que fez um trabalho minucioso na pesquisa desse elenco. Só tenho a agradecer”, vibra.
De fora
Marieta Severo não participará da sequência de “Verdades Secretas”. A trama escrita por Walcyr Carrasco será produzida para o Globoplay. Com estreia prevista para o próximo ano, a novela terá Camila Queiroz, Guilhermina Guinle e Christiane Torloni no elenco.
Muita calma
Após a volta de Luciano Huck aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a Globo estuda formas de voltar a gravar o “Altas Horas” e o “Domingão do Faustão”. Assim como acontece no “Caldeirão do Huck”, as produções contariam com plateias virtuais.
Premiação mantida
A ViacomCBS confirmou as edições de 2020 de suas grandes premiações no Brasil: MTV MIAW e Meus Prêmios Nick. Ambas as celebrações que caminham, respectivamente, para a terceira e 21ª edições, serão produzidas em formato totalmente reformulado, adaptado à nova realidade e, pela primeira vez, ao vivo. As premiações vão contar com uma equipe de talentos produzindo
conteúdos para todas as telas. As produções vão acontecer em estúdio, seguindo todos os padrões de segurança e higienização estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cofre cheio
A audiência do “Masterchef Brasil” foi diminuindo ao longo dos anos. Porém, o “talent show” segue como sucesso comercial. A atual temporada estreou com as cotas de patrocínio totalmente vendidas. Ao todo, 13 marcas patrocinam a produção: Amazon, Aurora, Brastemp, Cacau Show, Camil, Eisenbahn, Estácio, Kitano, L´OR, PicPay, Renata, Tramontina e Young Living. Outras cinco cotas de participação foram negociadas: Oxford Porcelanas, Piracanjuba, UOL, Veja e Vinícola Garibaldi. “A relevância do ‘MasterChef Brasil’ é enorme. O programa segue sendo um sucesso comercial porque atende a um tripé que faz todo o sentido na vida de qualquer marca: resultado, experiência e propósito”, explica Cris Moreira, diretor geral comercial do Grupo Bandeirantes.
Risos e reflexões
A trama de “Diário de Um Confinado” é uma comédia. Ainda assim, para Lúcio Mauro Filho, a produção também provoca uma série de reflexões e debates sobre o momento de isolamento social. “O que difere é que pouquíssimas pessoas têm o privilégio de poder se trancar em casa e ficar esperando isso tudo passar de uma forma confortável. São momentos conturbados. Nós, que representamos a área da comédia, estamos abordando de uma forma suave, entregando entretenimento e diversão para as pessoas”, explica o ator, que vive o divertido Serginho, melhor amigo do protagonista Murilo, papel de Bruno Mazzeo.