Jornal De Fato

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NOSSOS CADERNOS

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Potiguar encara o Globo em busca de vaga direta à semifinal

Além do próprio resultado, o alvirrubro, de Alex Mineiro (foto), terá que torcer por um tropeço do QFC diante do ABC

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Mossoró entra em alerta laranja para chuvas intensas e ventos fortes

O alerta emitido pelo INMET aponta para o risco de alagamentos, quedas de energia e ventos de até 100 km/h, até este domingo, 8

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Em 75 anos, ciência financiada pelo CNPq mudou o Brasil

Mossoró
Programa Costura RN é uma das ações do Governo do Rio Grande do Norte para fomentar o setor produtivo do estado

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: Clauder Arcanjo

clauderarcanjo@gmail.com

NO URUBUQUAQUÁ, NO PINHÉM: O SERTÃO DO ROSA

LILIA SOUZA

Escritora, membro do Centro de Letras do Paraná, da ACCUR – Academia de Cultura de Curitiba, autora dos livros Olhares canhestros e Bodas de Espanto dentre outros. liliasouza@uol.com.br

Os contos “O recado do morro”, “Cara-de-Bronze” e o romance A estória de Lélio e Lina, que compõem o livro No Urubuquaquá, no Pinhém (Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967), de João Guimaraes Rosa (19081967), estão entre o que há de melhor na literatura brasileira dos séculos 20 e 21. A releitura comprova isso. Vejamos o primeiro conto. O antológico “Recado do Morro” conta a história de um pequeno grupo de homens que viaja pelo sertão dos Gerais. O guia é Pedro Orósio, moço de estatura e bondade gigantescas que conduz um cientista estrangeiro, seo Alquiste, que tudo anota, interessado na natureza brasileira, plantas e animais; o companheiro dele é o frei Sinfrão, que fala línguas estrangeiras e reza o tempo todo. E mais dois ou três, e o rastreador Ivo Crônico. A viagem seria sem interesse para o leitor, caso não aparecessem figuras estranhas como o Gorgulho, que mora numa lapa e diz ter ouvido o morro falar. O morro é o Morro da Garça que lhe deu um recado cifrado: alguém seria morto à traição.

Guimarães Rosa cria um mundo de culturas diversas, desde o sábio europeu até o homem da caverna. É muito rica a linguagem, que vai da culta, erudita, à dos gestos e sinais, numa mistura de registros, originalíssima.

O mais interessante é que, do mesmo modo que Jacques Lacan interpretou “A carta roubada”, de Edgar Allan Poe – e preferiu denominá-la “carta desviada” –, entendemos que o verdadeiro sujeito do conto do Rosa é o recado, que muda de lugar, pois, como disse o psicanalista, “é por poder sofrer um desvio que ela tem um trajeto que lhe é próprio.” (Lacan, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 1998). Também a trajetória e repetição do recado dado pelo Morro da Garça no sertão dos Gerais, por meio de um mecanismo que chamaremos de deslocamento metonímico, passa de um por um dos sete personagens, formando uma cadeia de significan-

tes (com os devidos acréscimos) que só terá significado no fim da história.

Mais interessante ainda é observar que o primeiro a ouvir o recado é um homem que vive há mais de trinta anos numa caverna. Por isso, talvez fosse ele, Gorgulho, o “escolhido” como intérprete do “oráculo” por ter o inconsciente descontaminado, aberto, capaz de captar, por uma misteriosa sincronia (junguiana) a mensagem da terra, do elemento tectônico. E as pedras falam! (Saxa loquuntur). Era

Um homenzinho terémterém, ponderadinho no andar, todo arcaico. (...) Um velhote grimo, esquisito, que morava sozinho dentro de uma lapa, entre barrancos e grotas – uma urubuquara –casa dos urubus, uns lugares com pedreiras. O nome dele, de verdade, era Malaquias. (Rosa, p. 13).

Auxiliada talvez pelo silêncio daquele lugar ermo e pela surdez de Gorgulho, a voz especial do Morro encontrou no seu inconsciente primitivo o destinatário perfeito. Não gostou, pois disse “é agouro”. (p. 14). E mais:

– H’hum... Que é que o morro não tem preceito de estar gritando... Avisando as coisas...” disse por fim, se persignando e rebenzendo, e apontando com o dedo no rumo magnético de vinte e nove graus nordeste. Lá – estava o Morrro da Garça: solitário, escaleno e escuro, feito uma pirâmide. O Gorgulho mais olhava-o, de arrevirar bogalhos; parecia que aqueles olhos seus dele iam sair, se esticar para fora, com pedúnculos, como tentáculos. (p. 15)

A viagem do grupo prosseguia. E o menino Joãozezim acrescentou,

por sua vez, que o recado falava de uma festa, à noite, da Morte, da música e da traição. Falou para o Guégue, bobo da fazenda onde o grupo se hospedava, o qual, por não ter capacidade de dar opinião:

Apenas repetia, alto, as palavras; e, no intervalo, imitava com o cochicho de beiços. Representando por gestos cada verdade que o menino dizia: sungava as mãos à altura de um homem, ao ouvir do rei; e apontava para o morro, e mostrava sete dedos pelos sete homens, e alongava o braço por diante, para ser a espada, e formava cruz com dois dedos e beijava-a, ao nome de Deus; e batia caixa com as mãos na barriga, e com uma careta e um esconjuro figurava a aparição da Morte. Tudo por seus meios, ele recapitulava, e pontuava cada estância com um meio-guincho. (pp. 34, 35).

O recado só não encontrava eco no gigante Pedro Orósio, que, cético, achava graça. (O falante é que dá significado ao significante). E o grupo seguia, sempre acrescido de algum novo companheiro.

À medida que a viagem avança, a tensão da história aumenta, uma vez que a repetição do recado sugere uma espécie de advertência ao leitor, índice de que a tragédia anunciada se realizará – apesar da explicação do frei Sinfrão de que as serras da região roncam e gemem por deslocamentos nas camadas inferiores. Porém, como não acreditar no saber intuitivo dos homens

da terra, espécie de esfinges, intérpretes das profundezas? O próprio Gorgulho em sua lapa: um homem do subterrâneo.

Outra comprovação de que o recado tinha o seu próprio trajeto, como afirmou Lacan a propósito da carta desviada, é que Pedro Orósio se incomodou com o desvio feito por Guégue, somente, segundo explicou, para passear... O recado cumpria seu trajeto. A partir desse ponto da narrativa, o recado vai-se espalhando, melhor, seguindo em frente, como foi repetido “por um homem grenhudo, magro de morte, arregalado, seus olhos espiando zanga” (p. 37), seminu, carregando uma cruz, chamado Quandão, o Nomindome Era mais um tipo de beato doido, espécie folclórica do sertão, que avisa Pedro Orósio e Guégue da “Morte batendo jogo de caixa, de noite, na festa, feito História Sagrada... Querendo matar à traição...” (p. 40).

Não faltou muito para o Ivo Crônico, o rastreador do grupo, fazer um convite para o bom Pedro Orósio, apelidado Pê-Boi, para irem a uma festa no arraial onde terminaria a viagem. Festa “tocando caixas, com grande ribombo” (p. 43), disse. Lá havia muitas moças. Moças. Essa era a verdadeira pedra no seu sapato (Pedro, pedra), a questão secreta de Ivo, Iago invejoso das conquistas de Pê-Boi, o querido de todas as moças.

E o recado é repetido mais uma vez com a chegada, do agora chamado Nominedômine, à igreja do arraial, alertando a todos: “o fim da morte vem à traição em hora incerta, é de noite...” (p. 49). Assim, a narrativa, como um

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

tornado, vai-se afunilando e ganhando força com a chegada do grupo e de Laudelim Pulgapé, que encontra o amigo Pê-Boi. Pulgapé com seu violão ia cantar e tocar para seo Alquiste, o cientista estrangeiro. E o recado, dado até então por meio de palavras e gestos, significantes que não encontraram significado na mente do pacífico Pedro Orósio, se expressou em forma de canção na voz de Pulgapé:

Quando o Rei era menino Já tinha espada na mão E a bandeira do Divino

Com o signo-de-salomão.

Mas Deus marcou seu destino: de passar por traição.

Mas, um dia, veio a Morte

Dizia, ainda, a música:

A viagem foi de noite Por ser tempo de luar. Os sete nada diziam Porque o Rei iam matar.

Mas o Rei estava alegre E começou a cantar... (pp. 61, 62)

Para completar a cadeia significante do texto, o narrador utiliza elementos do mesmo campo de significação da canção de Pulgapé: noite clara de luar; sete homens; matar o Rei; e mais a lembrança de Pê-Boi da terra onde nascera nos Gerais (“era o que de profundos dizia aquela cantiga memoriã: a cantiga do Rei e seus Guerreiros”) que fechou o círculo do recado. Somente nesse momento completouse a significação de perigo para PêBoi: ele deu significado aos significantes que vinha escutando durante a viagem. Como reagiu Pedro Orósio a essa descoberta?

Esse conto extenso nos remete à longa viagem que Guimarães Rosa fez pelo sertão dos Gerais com um grupo de cavaleiros numa de suas voltas à terra natal, a pequena Cordisburgo, em Minas Gerais. Ao contrário do distraído Pê-Boi, Rosa assimilou todos os recados da natureza: guardou o farfalhar das folhas das árvores, o canto dos pássaros, o pio da coruja, as cores do céu e o som dos riachos, significantes aos quais daria significado em sua obra extraordinária, única. Nela tudo fala e tudo é silêncio...

Direção Geral: César Santos

Diretor de Redação: César Santos Gerente Aadministrativa: Ângela Karina Dep. de Assinaturas: Alvanir Carlos www.defa to.com E-MAIL : re da cao@defa to.com TWITTER : @jornaldefato_rn REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES (084) 99836-5320 (Mossoró)

Em 75 anos, ciência financiada pelo CNPq mudou o Brasil

ARQUIVO S / CNPq ajudou a formar gerações de pesquisadores e a sustentar projetos que impulsionaram o desenvolvimento do Brasil

RICARDO WESTIN

Especial – Arquivo S

Nos anos 1970, o Brasil criou os carros movidos a álcool, pioneiros no mundo e ainda hoje em circulação. Na mesma época, “tropicalizou” a soja, antes cultivada apenas em regiões de clima frio, e a transformou em um importante item da pauta de exportações. Na década de 2000, passou a extrair petróleo da camada pré-sal, localizada em águas ultraprofundas do litoral. No início deste mês, começou a aplicar na população uma vacina inédita contra a dengue, desenvolvida e produzida integralmente no país.

Essas são algumas das maiores conquistas da ciência brasileira, com impactos diretos na economia nacional e na vida das pessoas. Embora muito diferentes entre si, elas têm pelo menos um ponto em comum: todas tiveram, em alguma fase das pesquisas, o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que neste mês completa 75 anos de existência.

O CNPq é o principal órgão público de fomento da ciência no Brasil. Trata-se de uma agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que financia pesquisas em todas

as áreas do conhecimento e, por meio de bolsas, forma e mantém cientistas vinculados a universidades e institutos de pesquisa em todo o país. No ano passado, o CNPq injetou R$ 3,14 bilhões na ciência nacional.

O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, explica como o conhecimento científico é essencial para o desenvolvimento nacional.

— Desde o fim do século 19, todos os países que conseguiram avançar no desenvolvimento contaram com o papel decisivo do Estado como indutor da ciência. Isso vale para Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, China. Para dinamizar a indústria e a economia e melhorar a qualidade de vida da população, as nações se apoiam fortemente nas tecnologias desenvolvidas pela ciência. Ele lembra que, se não fosse o financiamento públi-

Pesquisas transformam esses saberes em inovações

O apoio do CNPq não se restringe às ciências exatas (física, matemática), da saúde (medicina, odontologia) e tecnológicas (engenharias, computação), mas contempla também as ciências humanas (história, filosofia) e sociais (sociologia, economia). Ao mesmo tempo, são fomentadas tanto as pesquisas básicas, que alimentam a ciência com novos saberes, quanto as aplicadas, que transformam esses saberes em inovações e soluções práticas. O filósofo Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), observa que, embora o imaginário público privilegie as ciências exatas, da saúde e tecnológicas quando se fala em pesquisa, as ciências humanas e so-

co da ciência, o Brasil não teria formado engenheiros e outros profissionais especializados para trabalhar em empresas de ponta, como a Petrobras, criada em 1953, e a Embraer, fundada em 1969.

— É um erro depender da ciência importada. Na pandemia de Covid-19, aprendemos que, mesmo dispondo de dinheiro suficiente, corremos o grave risco de não ter quem nos forneça os produtos tecnológicos que necessitamos. Isso aconteceu com respiradores. Temos minerais estratégicos em abundância, mas ainda não contamos com toda a tecnologia necessária para transformálos em equipamentos eletrônicos, de energia limpa e de defesa. Os países que detêm esse conhecimento estão muitos passos à frente. A autonomia científica e tecnológica é crucial para a soberania e até a sobrevi-

ciais são igualmente fundamentais.

— A redução da fome e das desigualdades, por meio do Bolsa Família, por exemplo, deve muito às ciências humanas e sociais. Elas identificaram que os velhos programas de distribuição de cestas básicas e frentes de trabalho [contratação temporária de pessoas atingidas pela seca para trabalhar em obras públicas, normalmente de baixo ou nenhum impacto] não funcionavam como se esperava e concluíram que

Servidor público seria o “vilão” da Nação? Ney Lopes

nl@neylopes.com.br

www.blogdoneylopes.com.br

Considero extremamente injusta a generalização que qualifica o servidor público como “privilegiado”. Até podem existir privilégios, mas não é a regra geral. Infelizmente, denúncias se transformam num “prato cheio”, que atrai a mídia e logo surgem os epítetos: auxílio-panetone”, “auxílio-peru”, “penduricalhos” (vantagens extras legais) etc.

O Congresso Nacional aprovou recentemente alterações na legislação sobre remuneração de servidores, sobretudo do Congresso Nacional e o “mundo caiu”. Até um ministro do STF, “jogando para a plateia”, interfere na competência do Legislativo e manda suspender a matéria aprovada.

REALIDADE DO PAÍS

Nenhum país funciona sem um quadro de servidores. Na democracia, para evitar o egoísmo, a corrupção e a exploração do Estado por parte de quem busca o interesse próprio, a função do servidor público é pautar sua conduta em normas legais e de conformidade (compliance). O foco do serviço público é o coletivo, e não o individual.

vência de uma nação — completa o presidente do CNPq

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) sabe bem da importância do CNPq. Primeiro, porque já foi ministro da Ciência e Tecnologia. Depois, porque o apoio da agência foi decisivo em sua formação como engenheiro aeronáutico e, por consequência, na realização do feito de ser o primeiro — e até hoje único — astronauta brasileiro a viajar para o espaço.

— O CNPq ajudou a formar gerações de pesquisadores e a sustentar projetos que impulsionaram o desenvolvimento do Brasil. Sem o CNPq, teríamos hoje maior fuga de cérebros, mais dependência internacional em setores estratégicos e maior dificuldade de responder a pandemias, desastres ambientais e desafios energéticos — aponta ele.

é mais eficaz a transferência direta de recursos com uma série de regras, como o direcionamento do dinheiro às mães e a exigência de que as crianças estejam vacinadas e matriculadas na escola.

Janine Ribeiro conclui: — Isso significa que agências de fomento como o CNPq têm papel relevante na produção de evidências que orientam a formulação de políticas públicas bem-sucedidas.

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A realidade apresenta inegáveis distorções. Mas um erro não justifica outro. É como equívoco de fechar uma igreja por causa da presença de pessoas infiéis (ou pecadoras). O caminho seria o aprimoramento da máquina pública. Não pode ser a desvalorização salarial do servidor.

EXEMPLOS DE TRATAMENTO DO SERVIDOR

Os exemplos no mundo livre são de valorização do servidor público. Em Singapura, o governo compete pelos melhores talentos com o setor privado. Indexa os salários dos altos cargos à média dos profissionais mais bem pagos do setor privado. Ser um servidor público de alto escalão na França carrega um status social altíssimo, muitas vezes superior ao de executivos de grandes empresas.

Na Alemanha, a valorização se baseia em carreiras estáveis, alta qualificação e remuneração condizente com o mercado privado. O Reino Unido, EUA e Alemanha utilizam sistemas de avaliação de desempenho rigorosos, que incluem prêmios formais, incentivos monetários e reconhecimento pelo longo tempo de serviço

OS EXCESSOS DA ECONOMIA

No caso brasileiro, poder-se-ia citar gravíssimos excessos de “privilégios” econômicos, o que não justificaria eliminálos como indispensável apoio à empresa e à geração de empregos. Por que os protestos e mobilizações se dirigem exclusivamente contra os servidores públicos, tornando-os cobaias da nação?

Por exemplo, no cenário orçamentário brasileiro de 2025, estimam-se benefícios tributários totais de R$ 678 bilhões, equivalente a 5,78% do PIB, concedidos em 2024 pelo governo federal para reduzir a carga tributária de empresas, sem prestação de contas dos beneficiados. Dados da Receita Federal revelam que um grupo restrito de 54 empresas concentra quase metade desse valor, equivalente a cerca de 20% da arrecadação total de impostos. E os incentivos fiscais, criminosamente desviados à luz do meiodia?

Histórico de apoio a setores aponta “favores” através de subsídios, renúncias fiscais, linhas de crédito subsidiadas e programas de socorro, concedidos pelos governos ao Setor Automotivo, com isenções de IPI. Empresas pedem – às vezes, legitimamente - desonerações tributárias que, na prática, reduzem a arrecadação da União, exigindo que o governo compense a perda com dinheiro de outras fontes.

RESPEITO INSTITUCIONAL AO SERVIDOR

Conclui-se que valorizar o serviço público não é apenas gastar mais. Significa adotar um conjunto de estratégias e práticas que reconhecem o profissional como o motor essencial da entrega de serviços à sociedade. Não se resume apenas a aumentos salariais. Abrange o respeito institucional.

Em tempo: Alguns leitores poderão admitir, que a posição neste artigo é pelo fato de ser o autor funcionário público (professor e procurador federal). É mesmo. Por isso, sinto as injustiças das críticas e a necessidade de esclarecer a opinião pública do papel do servidor, que não pode ser considerado o “vilão” da Nação.

Leia o “blog do Ney Lopes” – informação e opinião

Divulgação - Volkswagen
Entre as ações que tiveram verbas do CNPq, está a criação do carro a álcool

Ciência era produzida com poucos recursos financeiros

ARQUIVO S / Lei que criou o CNPq foi assinada por Eurico Gaspar Dutra e coube a Vargas colocá-lo em funcionamento

OCNPq foi criado em 1951 como Conselho Nacional de Pesquisas. A lei, aprovada pelo Senado e pela Câmara, foi sancionada pelo presidente Eurico Gaspar Dutra nos últimos dias de seu governo, em 15 de janeiro de 1951. Coube ao presidente Getúlio Vargas, seu sucessor, colocá-lo em funcionamento três meses depois. A denominação atual foi dada por uma lei de 1974, mas a sigla CNPq permaneceu.

Segundo o historiador Alexandre Correia, do Centro de Memória do CNPq, o que existia até então eram iniciativas isoladas que incentivavam ramos pontuais da ciência. A Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantan, por exemplo, enfrentavam doenças como febre amarela e peste bubônica, e o Instituto Agronômico de Campinas aprimorava a cultura do café.

— Até meados do século 20, a ciência era produzida com poucos recursos financeiros e numa escala muito pequena — diz ele.

O primeiro presidente do CNPq foi o almirante e cientista Álvaro Alberto da Mota e Silva. Foi ele que apresentou a ideia da agência de fomento ao presidente Dutra e liderou a equipe de cientistas incumbida pelo governo, em 1949, de redigir o anteprojeto a ser enviado ao Congresso Nacional.

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) acabara de chegar ao fim. Na esteira da invenção das bombas atômicas, lançadas pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, muitos países entenderam que, para não permanecer em situação vulnerável no cenário internacional, deveriam também apostar na tecnologia nuclear.

Não por acaso, o almirante Álvaro Alberto foi o representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica do Conselho de Segu-

rança da Organização das Nações Unidas (ONU), no fim da década de 1940.

Um dos artigos da lei de 1951 dizia que, entre outras atribuições, o CNPq deveria incentivar a prospecção de minerais radioativos no território nacional. Outro dispositivo proibia a exportação de urânio e tório. Um dos temores do governo era que a Argentina tomasse a dianteira e dominasse essa tecnologia antes do Brasil.

O país, portanto, seguiu uma onda internacional. Os Estados Unidos, por exemplo, abriram sua agência de fomento científico na mesma época: a Fundação Nacional da Ciência, criada em 1950.

O historiador Alexandre Correia explica:

— Foi após a Segunda Guerra que se consolidou, no Brasil e no mundo, a per-

cepção de que o conhecimento científico era indispensável não apenas para a defesa militar, mas também para o desenvolvimento econômico, em especial o industrial. Tornou-se, então, evidente a necessidade de que o Estado fomentasse e coordenasse a pesquisa, dando à ciência um papel central na estratégia de progresso nacional.

O CNPq acabou sendo, de fato, um propulsor do programa nuclear brasileiro, financiando pesquisas, articulando acordos internacionais e estruturando grupos de trabalho voltados para a ciência atômica, mas, como previa a lei, não ficou restrito à questão nuclear. A indústria farmacêutica, por exemplo, com frequência desenvolve medicamentos partindo de descobertas

Bolsas beneficiam pesquisas e estudantes da educação básica

No ano passado, o CNPq tinha 99 mil bolsas de pesquisa vigentes. O número ficou acima das 91,5 mil de 2024 e bem perto das 102,5 mil de 2014, quando as bolsas alcançaram o número recorde de todos estes 75 anos — em razão do Ciência sem Fronteiras, programa que financiou o intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação no exterior.

As diferentes bolsas beneficiam tanto os pesquisadores mais experientes do país quanto estudantes que ainda estão na educação básica. Para estes últimos,

existem as bolsas de iniciação científica, que permitem aos jovens participar de projetos reais de pesquisa ainda durante os ensinos fundamental e médio, com o objetivo de estimular os futuros cientistas.

Está sob a responsabilidade do CNPq a Plataforma Lattes, base de dados oficial da ciência brasileira, que reúne o currículo de pesquisadores e estudantes. Além de permitir acompanhar a produção científica do país, ela é usada pelo próprio CNPq e por outras agências para avaliar pedidos de bolsas, auxílios e financiamen-

da ciência básica feitas por pesquisadores financiados com recursos públicos. Entre os pesquisadores apoiados nas primeiras décadas, figuraram personalidades como o físico César Lattes, o biólogo e compositor Paulo Vanzolini e o historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda. Outro pilar do fomento da ciência brasileira seria criado pelo governo logo depois do CNPq, ainda em 1951: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dedicada a promover os cursos de pós-graduação e a formação de mestres e doutores. Igualmente relevante, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que administra recursos destinados à inovação tecnológica, surgiria em 1967.

tos. Há mais de 1 milhão de currículos ativos na Plataforma Lattes.

Inspiradas no sucesso do CNPq, todas as 27 unidades da Federação criaram suas próprias agências de fomento da ciência. A primeira delas foi a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), inaugurada em 1962. A mais recente, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Roraima (Faperr), é de 2022. Além disso, existem uma série de instituições privadas que financiam pesquisas em diferentes áreas, como o Instituto Serrapilheira, a Fundação Bunge e o Instituto Ayrton Senna.

CNPq enfrenta a escassez e a instabilidade das verbas

Um dos principais desafios do CNPq é de ordem financeira. O volume de recursos gerido pela agência é considerado baixo diante da demanda da ciência brasileira. Enquanto os países investem, em média, 1,8% do produto interno bruto (PIB) em ciência e tecnologia, segundo a Unesco (braço da ONU para educação, ciência e cultura), o Brasil aplica apenas 1,3%, somando recursos públicos e privados. Como comparação, a Coreia do Sul e Israel reservam mais de 4,5%.

De acordo com o físico Glaucius Oliva, professor sênior da USP e presidente

do CNPq entre 2011 e 2015, existem duas explicações principais para a escassez e a instabilidade das verbas. — A primeira é que o orçamento público está sempre pressionado por demandas emergenciais, como saúde, segurança e infraestrutura. Nesse cenário, a ciência perde espaço e não é priorizada porque suas demandas não são vistas como urgentes. A segunda razão é que os ciclos políticos são curtos, geralmente de quatro anos, e os gestores preferem priorizar ações que tragam retorno imediato. A ciência, ao contrário, exige investimento contínuo para que os frutos apareçam anos ou até décadas depois. É a mesma lógica da educação, que também exige visão de longo prazo.

Centro de Memória do CNPq
Presidente Eurico Gaspar Dutra e almirante Álvaro Alberto discutem uma agência de fomento da ciência na década de 50
Rica R do Westin Especial – Arquivo S

RN registra crescimento de

30,5%

de novas empresas em 2025

ECONOMIA / Microempreendedores individuais impulsionaram o setor, sendo responsáveis por um saldo de 18.859 empresas

ORio Grande do Norte encerrou 2025 com saldo positivo de 22.969 novas empresas, crescimento de 30,5% em relação a 2024. É o que revela o Boletim Empresarial elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), em parceria com a Junta Comercial do Estado (JUCERN).

Para o Governo do Estado, os dados consolidam um ambiente de negócios mais dinâmico, com expansão da formalização e fortalecimento da atividade empreendedora em todas as regiões do Estado. Os microempreendedores individuais (MEIs) impulsionaram a economia, sendo responsáveis por um saldo de 18.859 empresas, consolidando-se como o principal motor de crescimento do tecido empresarial potiguar.

Também registraram saldos positivos as microempresas (+2.155), empresas de pequeno porte (+1.375) e empresas de maior porte (+580), demonstrando expansão generalizada entre os diferentes perfis empresariais.

De acordo com a SEDEC, os resultados refletem a consolidação de um ambiente favorável à abertura e manutenção de negócios, com impacto direto na diversificação produtiva, na geração de renda e na movimentação do mercado local.

A análise setorial mostra que 75% do saldo empresarial em 2025 se concentrou no setor de serviços, reafirmando seu papel como principal eixo da economia potiguar. O comércio respondeu por 14% do crescimento e a indústria por 11%, evidenciando uma expansão mais gradual, porém consistente, da base produtiva.

Entre os segmentos com maior dinamismo destacam-se Transporte, Armazenagem e Correio (+3.296 empresas); Comércio (+3.278); Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+2.962), além de serviços profissionais, alojamento e alimentação, educação e saúde. O desempenho aponta para fortalecimento da cadeia logística, do turismo, dos serviços especializados e das atividades voltadas ao consumo interno. Sob o recorte jurídico, o modelo de Empresário Indi-

César Santos

cesar@defato.com

TÁTICA DE SOBREVIVÊNCIA

Acuado pela Operação Mederi da Polícia Federal, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) teve que queimar etapas do seu projeto eleitoral para fazer frente ao desgaste popular. Hoje, lastreado por cinco partidos, ele se apresentará como pré-candidato a governador no encontro intitulado de “Futuro do RN”, em um hotel de Natal. Esse evento estava programado para os últimos dias do mês de março, quando Allyson renunciaria a Prefeitura de Mossoró para concorrer ao Governo do Rio Grande do Norte. O barulho da Operação Mederi causou estrago e o fez alterar a rota. Allyson é consciente do tamanho do problema que tem pela frente. As investigações iniciais apontam para um esquema dentro da gestão municipal que desviou recursos da saúde pública. O prefeito é colocado pela Polícia Federal no topo da estrutura criminosa, inclusive, revelando que ele recebeu propina de 15% do valor do contrato com empresas investigadas, conforme áudio captado no curso da investigação. Até aqui, Allyson não se explicou. Ele optou por explorar manifestação popular, entendendo que a vitimização inibirá o trabalho da Polícia Federal e da Justiça Federal e, dessa forma, a impunidade o absolverá. O encontro “Futuro do RN” faz parte da estratégia. Estão sendo bancadas caravanas de todas as regiões do estado para superlotar o local do evento. A ideia é mostrar força, provocar repercussão positiva e explorar a versão de que Allyson é vítima do “sistema” porque os “poderosos” não o querem no poder. Allyson arriscará esse discurso durante o evento mesmo tendo ao seu lado as oligarquias mais poderosas do RN: Maia, Alves e Faria.

vidual foi o principal responsável pela expansão empresarial, com saldo positivo de 16.493 registros. As Sociedades Limitadas também apresentaram desempenho expressivo, com +6.314 empresas, indicando crescimento de negócios com maior estrutura organizacional e potencial de expansão.

Modelos como sociedades anônimas, cooperativas e consórcios também registraram saldos positivos, mantendo participação estratégica em segmentos de maior escala produtiva.

Por região

Os dados territoriais evidenciam forte dinamismo na Região Metropolitana de Natal. A capital liderou o saldo empresarial com 7.728 novas empresas, seguida por Parnamirim (2.739) e Mossoró (2.552). Municípios como São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba reforçam o papel da região como polo econômico estadual.

No interior, Currais Novos, Ceará-Mirim, Assú e Caicó também apresentaram crescimento relevante, sinalizando expansão das oportunidades econômicas para além da capital.

Não é uma questão menor, não, porque lá (RN) está o centro do bolsonarismo”

J o SÉ g U i M arãe S, Líder do governo Lula na Câmara federal sobre a candidatura da governadora fátima Bezerra ao Senado

QUESTÃO CENTRAL

Na celebração dos 46 anos do PT, nesta sexta-feira, 6, o partido colocou a candidatura da governadora fátima Bezerra ao Senado como “questão central” para o partido. A afirmação é do deputado federal José Guimarães, líder do governo Lula na Câmara. Lula vê a eleição de fátima como certa.

É notícia...

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REPUBLICANOS

O republicanos do rN pode receber em seus quadros o senador Styvenson valentim e os deputados estaduais Adjuto Dias, Cristiane Dantas, Taveira Jr e, possivelmente, o presidente da Assembleia Legislativa, e zequiel ferreira de Souza. O grupo reforçará Álvaro Dias ao Governo do rN.

O pesquisador Lindomarcos Faustino acaba de lançar o livro “Os anos dourados de Mossoró - 1950 a 1959. O trabalho reúne fatos, imagens e história de uma década importante. Compre pelo fone (84) 98811-9244.

A Uern vai promover campanha de doação de sangue para o Carnaval. A iniciativa será lançada na segunda-feira, 9, no Hemocentro Mossoró. Nesse período do ano é importante reforçar os bancos de sangue.

Laudo da Polícia Federal, emitido nesta sexta-feira, reconhece que o ex-presidente Bolsonaro tem comorbidades importantes, mas não impedem que ele continue pagando pena na Papudinha.

A torcida do Potiguar segue na estrada para acompanhar o alvirrubro no Estadual, já que Mossoró teve o Nogueirão fechado na gestão Allyson Bezerra. Hoje, na Serra Mel, o Potiguar enfrentará o Globo em busca da classificação direta à semifinal.

COORDENADOR

O deputado fernando Mineiro (PT) se colocou à disposição para suceder o deputado robinson faria (Progressista) na coordenação da bancada federal do rio Grande do Norte. Há resistência ao petista, no entanto, a oposição, que é maioria na bancada, não tem um nome de consenso para oferecer.

CARNAVAL

A fecomércio estima que o Carnaval movimentará mais de r $ 450 milhões na economia do r io Grande do Norte. e m Mossoró, o consumidor deve gastar em média r $ 401, um pouquinho a mais dos r $ 400 do consumidor natalense. A pesquisa também mostra que 41% dos mossoroense vão curtir o Carnaval no litoral.

RENASCER

A comunidade católica Shalom realizará o renascer 2026 durante o período do Carnaval, de 15 a 17, com o tema “A nossa alegria é eterna”. Serão três dias de intensa programação na escola Mater Christi.

CONCURSO

O i nstituto Avalia de i novação em Avaliação e Seleção será responsável pelo concurso público unificado do Governo do estado. O edital do concurso será publicado nos próximos dias. Serão 175 vagas imediatas no Detran- r N, Ceasa e i pern.

Da r e Dação
Programa Costura rN é uma das ações do governo do rio grande do Norte
Carmen félix

Computação de alto desempenho combate as incrustações nos poços petrolíferos

QUANDO A CIÊNCIA FLUI / Técnica inovadora revolucionará o monitoramento de inibidores utilizados para evitar esses entupimentos químicos

Asegurança energética e a manutenção da produção de petróleo no Brasil, cruciais para a economia e milhares de empregos, dependem diretamente da prevenção de falhas operacionais. Um dos maiores desafios dentro da realidade petrolífera é o combate às incrustações, depósitos minerais que paralisam poços e dutos.

O controle e monitoramento desses inibidores, essenciais para a prevenção, encontram um obstáculo significativo, pois os métodos atuais são caros, demandam equipamentos complexos e equipe altamente especializada, além de serem demorados. Essa limitação operacional impede o monitoramento em tempo real e, consequentemente, a otimização das estratégias de inibição.

Diante dessa perspectiva, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em colaboração com o Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD), desenvolveram uma técnica

inovadora que promete revolucionar o monitoramento de inibidores químicos utilizados para evitar esses entupimentos, oferecendo uma solução mais rápida e

de baixo custo.

Até o momento, a indústria petrolífera dependia de metodologias analíticas lentas e de alto custo, como a ICP-OES, para verificar a

Sensor mais sensível

O avanço da nova tecnologia da UFRN reside na engenharia do novo sensor. A equipe criou um substrato de vidro modifi-

cado com quatro camadas de nanopartículas de prata (AgNPs). Essa arquitetura otimizada proporcionou uma amplificação do sinal

Raman em até sete vezes em comparação com estruturas de camada única. Graças a essa extrema sensibilidade, a detecção do

concentração dos inibidores, como o ATMP (Ácido Aminotrismetileno Fosfônico). Essa lentidão aumenta o risco de falhas no controle da dosagem, o que pode le-

inibidor ATMP foi possível em níveis muito baixos, apresentando uma perspectiva plenamente aplicável às operações industriais.

O professor Rafael Fernandes, do Instituto de Química (IQ/UFRN), reforça o impacto prático do avanço: “O método é mais rápido, econômico e menos dependente de infraestrutura que a ICP-OES e a cromatografia iônica”, afirma. Ele complementa que essa precisão é fundamental porque possibilita o monitoramento em tempo real dos inibidores de incrustação, reduzindo custos e prevenindo perdas de produção causadas por entupimentos em poços e tubulações. Além do professor Rafael, o estudo contou com a participação fundamental dos professores Rosangela Balaban e Miguel Ângelo de Souza, ambos do IQ/UFRN.

var a grandes pausas na produção e prejuízos.

A nova tecnologia da UFRN, baseada na Espectroscopia Raman Aumentada por Superfície (SERS),

apresenta-se como uma alternativa viável e econômica, permitindo o monitoramento em tempo real das substâncias químicas em campo.

Supercomputador

Além do trabalho experimental, o NPAD foi fundamental para executar cálculos teóricos avançados, que confirmaram a forte afinidade química do inibidor com a prata, validando a alta amplificação do sinal e a robustez do método. Os resultados, publicados na revista internacional elsevier, comprovam a viabilidade de utilizar substratos sers de baixo custo e alta reprodutibilidade como ferramenta de análise em campo.

O próximo passo da pesquisa é transformar o conceito de laboratório em um produto aplicável, desenvolvendo sensores sers portáteis. O objetivo é permitir que a análise seja realizada no local da operação, eliminando a logística de transporte de amostras, com uso diretamente nos poços de petróleo.

A metodologia também será expandida para monitorar outros tipos de inibidores e compostos químicos de interesse industrial, solidificando a contribuição da UfrN e do NPAD para a inovação tecnológica no setor energético.

Mariana Melo Especial – UFRN
Pixabay
estudo proporciona segurança e inovação

Governo cria mais de 160 novos laboratórios de

informática no RN

TECNOLOGIA / Computadores para Inclusão ampliam o acesso ao conhecimento digital para crianças, jovens, adultos e idosos

Computadores para Inclusão alcançou a marca de 1.942 equipamentos doados para o Rio Grande do Norte desde a criação do programa, em 2010. A iniciativa coordenada pelo Ministério das Comunicações já realizou entregas em 169 pontos de inclusão digital, principalmente em escolas públicas, ampliando o acesso à tecnologia e às oportunidades educacionais.

Em todo o Brasil, o programa Computadores para Inclusão atingiu a marca de 70 mil computadores doados para escolas públicas, associações e projetos voltados à capacitação de pessoas em informática. São mais de 700 mil pessoas com vidas transformadas no país, por meio do letramento digital e da capacitação profissional para atuar com novas tecnologias.

O programa tem como base a economia circular: equipamentos obsoletos de órgãos públicos são recondicionados em Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), ganham nova vida e são destinados a escolas públicas, associações, centros socioeducativos, penitenciárias, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas.

Mais do que entregas, o Computadores para Inclusão construiu laboratórios de informática que ampliaram o acesso ao conhecimento digital para crian -

ças, jovens, adultos e idosos, de Norte a Sul do país. Os próprios alunos dos cursos de capacitação dos CRCs realizam a recuperação das máquinas, adquirindo uma profissão e abrindo portas para o mercado de trabalho. A atuação do Ministério

também contribui para a preservação do meio ambiente. Os CRCs já deram destinação adequada a mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de equipamentos descartados de forma sustentável.

ESTA d O d O RIO GRAN d E d O NORTE M u NICIPIO d E A NTÔNIO M ARTINS

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO

ELETRÔNICO Nº 0017R/2026 – PE – 2ª CHAMADA

Processo: 00057/2026. Tipo: Aquisição de 01 (um) veículo tipo caminhão pipa, zero quilômetro, trucado, com tração 6x4, capacidade volumétrica mínima de 12.000 (doze mil) litros, destinado ao transporte e distribuição de água, para atender às necessidades operacionais do Município de Antônio Martins/RN, em atendimento ao Convênio nº 049153/2025, celebrado com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – MIDR, com recursos oriundos do referido convênio e contrapartida de recursos próprios do Município. A sessão pública será realizada no site www.bbmnetlicitacoes.com. br. Entrega das Propostas: até 25/02/2026, às 09h29min. Data de abertura das Propostas: às 09h30min do dia 25/02/2026. Informações: www.antoniomartins.rn.gov.br, pmam.cpl@gmail.com e www.bbmnetlicitacoes.com.br

Antônio Martins - RN, 06 de Fevereiro de 2026

João Pedro Bezerra de Mesquita – Assistente Jurídico

AVISO d E LICITAÇÃO

PREGÃO ELETRÔNICO

AMPLA PARTICIPAÇÃO

Fundo Municipal de Saúde de Viçosa

PREGÃO ELETRÔNICO Nº 003/2026 - PE/SRP (Processo Administrativo n° 06020002/2026)

O Governo do Município de Viçosa, Estado do Rio Grande do Norte, através do(a) Fundo Municipal de Saúde de Viçosa , por intermédio do Agente de Contratação/Pregoeiro, designado pela Portaria n.º 003/2022 – GP/PMV, torna público que às 08:00 do dia 25/02/2026, fará realizar licitação na modalidade Pregão, na forma ELETRÔNICA, de nº 003/2026 - PE/SRP, para REGISTRO DE PREÇOS, com critério de julgamento Menor preço Por item, para Contratação de empresa especializada no fornecimento de medicamentos da Farmácia Básica e de medicamentos sujeitos a controle especial (psicotrópicos), destinados ao atendimento das demandas da Secretaria Municipal de Saúde e ao abastecimento regular das unidades de saúde do Município de Viçosa/RN., nos termos da nos termos da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, do Decreto nº 113, de 26 de dezembro de 2023, e demais legislação aplicável e, ainda, de acordo com as condições estabelecidas no Edital.

A sessão pública será realizada no site https://www.portaldecompraspublicas. com.br/, com entrega das Propostas a partir da publicação desta licitação e abertura das Propostas para 25/02/2026 às 08:00. O Edital e seus anexos encontram-se à disposição dos interessados nos sítios https://www.portaldecompraspublicas.com.br/, www.vicosa.rn.gov.br, ou na Sala de Licitações da PMV, sito a Rua Ozéas Pinto, 140, Centro, cidade de Viçosa - RN, a partir da publicação deste Aviso, no horário de expediente. Viçosa/RN, 06/02/2026.

FRANCISCO CANINDE DE SOUSA NUNES Agente de Contratação/Pregoeiro

SColégio SimpleS é a úniCa eSCola de moSSoró a aprovar aluna da 3ª Série em mediCina

Laíse Lira

Comuni C ação | Colégio Simple S

OColégio Simples alcançou um marco importante no cenário educacional de Mossoró ao se tornar a única escola da cidade a aprovar uma aluna da 3ª série do Ensino Médio diretamente no curso de Medicina em uma universidade pública federal, a partir do desempenho no ENEM.

A aprovação foi conquistada por Gianne Alves, que realizou o ENEM em 2025 enquanto ainda cursava a 3ª série do Ensino Médio no Colégio Simples. Com o resultado divulgado neste início de ano, a estudante garantiu vaga no curso de Medicina pela Universidade Federal do Ceará, por meio do SISU 2026, em um dos cursos mais concorridos do país.

Além da aprovação em Medicina, Gianne Alves também foi aprovada no curso de Psicologia da Universidade de São Paulo, reforçando o alto desempenho acadêmico alcançado ainda durante o último ano do Ensino Médio.

O resultado evidencia a capacidade do Colégio Simples de preparar alunos para disputas de alto nível enquanto ainda cursam a etapa final da educação básica. Mesmo com apenas um ano de funcionamento, a escola já apresenta resultados expressivos em processos seletivos nacionais.

O modelo pedagógico adotado pelo Simples é baseado em foco, clareza metodológica, acompanhamento contínuo e aprofundamento real dos conteúdos. A proposta prioriza a construção sólida do aprendizado ao longo da trajetória escolar, evitando soluções imediatistas e preparando o aluno de forma consistente para o ENEM e para a vida acadêmica.

Aula fora da sala, aprendizado em movimento

os alunos da 1ª série do ensino Médio participaram de uma aula de Matemática ao ar livre, em mais uma proposta que reforça o método do Colégio Simples. A atividade levou o conteúdo para além da sala de aula, estimulando concentração, participação e troca direta entre alunos e professor.

Fundado pelos professores Hugo Gomes e Rafael Medeiros, ambos com ampla experiência na preparação de estudantes para o ENEM, o Colégio Simples nasceu a partir da vivência prática em sala de aula e do conhecimento direto das exigências dos vestibulares e processos seletivos federais.

Segundo a direção da escola, o objetivo é oferecer uma formação que respeite o ritmo do aluno e promova escolhas acadêmicas conscientes, com orientação segura desde o início do Ensino Médio. As aprovações diretas em cursos de alta concorrência consolidam o projeto pedagógico do Simples e ampliam seu reconhecimento no cenário educacional local.

Para a comunidade escolar, o resultado representa mais do que uma conquista individual. Trata-se da confirmação de um modelo de ensino que começa a apresentar impacto real, fortalecendo a confiança das famílias e ampliando as perspectivas dos estudantes que escolhem o Colégio Simples para sua formação no Ensino Médio.

Quando o aprendizado desacelera

d urante o intervalo, alunos do e nsino Médio aproveitam o tempo livre para conversar, relaxar e fortalecer laços, como nas partidas de UNO que tomam conta dos corredores do Colégio Simples. Momentos simples, mas importantes, que contribuem para a construção de amizades, respeito e convivência saudável no ambiente escolar. No Simples, o aprendizado vai além da sala de aula. e le também acontece nos encontros, nas trocas e no cotidiano vivido pelos alunos.

Programa do Ministério das Comunicações já doou 44,5 mil equipamentos para 3,1 mil pontos de inclusão digital
Da r e Dação

Jornal de Fato • SÁBADO, 7 DE FEVEREIRO DE 2026

Mossoró entra em alerta laranja para chuvas intensas e ventos fortes

PREVISÃO / Alerta emitido pelo INMET, aponta para o risco de alagamentos, quedas de energia e ventos de até 100 km/h

Chuvas vêm sendo registradas em todo o Rio Grande do Norte desde a última quinta-feira, 5, após um longo período de estiagem. Em Mossoró, as precipitações registradas em Mossoró chegaram a quase 60 milímetros, conforme a média calculada pela estação de coleta da Prefeitura de Mossoró. Para este fim de semana, a previsão é de mais chuvas, uma vez que Mossoró foi incluída em alerta laranja de perigo para chuvas intensas e ventos fortes, conforme aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), divulgado na manhã desta sextafeira, 6. O alerta, que segue válido até o domingo, 8 de fevereiro, abrange também outros municípios da região Oeste e indica risco elevado para ocorrências associadas ao mau tempo.

Anteriormente, Mossoró tinha sido incluída na faixa amarela, com

grau de “perigo potencial” para chuvas intensas e acumulado de chuvas. Mas após nova atualização, o município já parece na faixa laranja. De acordo com o INMET, a previsão é de chuvas com volumes que podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora ou alcançar acumulados de 50 a 100 milímetros por dia.

O aviso também destaca a possibilidade de ventos intensos, com velocidades entre 60 e 100 quilômetros por hora, o que eleva o risco de corte no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos em áreas urbanas e descargas elétricas.

O órgão classifica o grau de severidade do aviso como “perigo” e reforça orientações de segurança à população. Em caso de rajadas de vento, a recomendação é evitar abrigo sob árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

Também é indicado, sempre que possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) emitiu um comunicado, no qual informou que as últimas chuvas aconteceram em todas as regiões do Estado, com maior concentração de volume na região Oeste, onde mais de 40 municípios estão em situação de emergência, classificados pela Defesa Civil como em “seca grave”. “Depois de um longo período de estiagem, as chuvas voltaram ao sertão do Rio Grande do Norte, com maior intensidade numa faixa territorial da mesorregião Oeste”, informou o órgão.

A Emparn contabilizou chuvas em 59 estações de monitoramento espalhadas pelo estado, com Mos-

soró entre os locais que apresentaram os maiores registros. O meteorologista Gilmar Bristot, chefe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, explicou que o fenômeno responsável pelas instabilidades é um vórtice ciclônico atuando sobre o Nordeste.

Segundo ele, embora a presença de vórtices seja comum no período de pré-estação chuvosa, o atual apresenta características distintas. O sistema possui formato cilíndrico e uma ampla área de atuação, que se estende do Maranhão até o Rio Grande do Norte. “Esse vórtice teve uma atuação durante a madrugada na região de Mossoró e da Costa Branca. Com as condições de aquecimento, essas instabilidades se espalharam praticamente por todo o Estado”, detalhou.

O meteorologista acrescentou que áreas com relevo mais elevado, como a Serra de Santana e a Serra do Doutor, favorecem a formação

de nuvens carregadas, aumentando o potencial de chuvas em regiões como o Seridó. A tendência, segundo a Emparn, é de continuidade das precipitações nos próximos dias, devido à conjugação de fatores atmosféricos favoráveis.

!O alerta, que segue válido até o domingo, 8 de fevereiro, abrange também outros municípios da região Oeste e indica risco elevado para ocorrências associadas ao mau tempo

A previsão é de chuvas com volumes que podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora

Gente De fato

MARILENE PAIVA

A musa absoluta de Orley Sampaio, Lourdinha Mendonça apaga velinhas amanhã, dia 8. Ganha sessão bolo confeitado dos amigos do Lions Club de Mossoró Centro. Parabéns, querida! Saúde e alegrias!

marilene.paiva@gmail.com

Na abertura oficial do Congresso Celebrar 2026, no Hotel Thermas, com a médica Pollyana Pedrosa e a psicóloga Eduarda Queiroz. Maravilhosas!

O GRANDE FESTÃO NO REQUINTE BUFFET

Chegamos a outro momento muito aguardado das celebrações. Hoje, a partir das 20h, os majestosos salões do Requinte Buffet recebem aquele que promete ser um dos maiores eventos já realizados no espaço. Radiante, José Maria recebe os convidados ao lado da esposa Ilsa e dos filhos Sara e Joseilson. A noite conta com atrações de peso nacional, como The Fevers e Waldonys, além das pratas valiosíssimas da casa: Radiola Club, André da Mata e Renata Falcão, que, segundo o anfitrião, comanda o encerramento da festa já ao raiar do domingo, em clima contagiante e ritmo de carnaval.

UNS E OUTROS

> Uma grande noite se constrói com grandes nomes. A festa dos 70 anos de José Maria de Oliveira tem ficha técnica digna de cinco estrelas, pensada nos mínimos detalhes para marcar época.

> À frente de tudo, o experiente Fausto Maia, responsável pelo cerimonial, acompanha cada etapa — do planejamento inicial à execução final — garantindo fluidez, elegância e precisão.

> A Master Produções e Eventos entra em

Ela é múltipla em si mesma. Contabilista, empresária e assessora Parlamentar do Deputado Ivanilson Oliveira. Ela é Ingrid Mendonça. Bela!

A toda bacana Débora França garante você linda no Carnaval com os procedimentos estéticos da Royal Face Mossoró. Superconcordo!

cena com todo o seu potencial, elevando o padrão da noite e assegurando uma experiência à altura da celebração.

> O buffet da noite leva a assinatura de Socorro Paiva, referência quando o assunto é excelência gastronômica. Um menu pensado para conquistar paladares e tornar a celebração ainda mais memorável.

> A decoração fica por conta de Felipe Almeida, transformando o ambiente em um verdadeiro espetáculo visual, com bom

Esta coluna foi escrita com a colaboração de Rafaella Costa.

Hoje é dia de folia com o amado Danielson pilotando o lançamento do Bloco O Pinguelo de Dadá, às 15h, no Brisa Beer, Praia do Ceará. Show!

Maria Ilsa elegantemente vestida por Fátima Carlos para a solenidade posse do seu esposo Zé Maria na ACJUS. No clique, com o Presidente Wellington Barreto e a imortal Zilene Medeiros.

gosto, criatividade e atenção a cada detalhe.

> O bolo comemorativo leva a criação de Tereza Cristina Fernandes, unindo beleza e sabor em uma peça à altura do anfitrião e do momento celebrado.

> O aniversariante, conhecido como um grande filantropo, sugeriu que, como forma de partilha, os convidados substituíssem presentes por doações de cestas básicas, itens de higiene pessoal ou fraldas geriátricas, reforçando o espírito solidário que marca seus 70 anos.

CHAMPANHE NO GELO

Celebram idade nova hoje: Zuleide Santos, Elaine Amorim, Roberta Guimarães, Paulo Igo, Alcivone Borges, Fabiana Oliveira, Eliana Linhares, Pedro Henrique, Josivan Oliveira, Raquel Rebouças, José Vieira, Fábio Moreira Fernandes, Heloisa Helena Leão Cox da Gama, Rosana Melo Pereira e Cleodon Marinho. E amanhã, dia 8, apagam velinhas: Mathws Aires, Iara Monteiro, Henrique Mota, Ediesse Souza Filha, Jaqueline Araújo, Maysa Christiane, Lourdinha Mendonça, Anna Dammi Sousa, Ray Rania Christina, Jackeliny Lima, Josirene Queiróz, Aurizete Fernandes, Edivan Pierre, Pablo Marcel, Leonardo Santos, Maria das Graças Alves de Lima, Fádia Rosado Nogueira, Marcelo Melo Costa, Renê Guida, Laura Elisa Martins Nogueira, Klévis Dantas Nogueira. Parabéns, meus amores!

FÉ, GRATIDÃO E CELEBRAÇÃO

As comemorações pelos 70 anos do empresário José Maria de Oliveira começaram em clima de fé e emoção. A abertura da programação festiva aconteceu na segundafeira, 2 de fevereiro, com uma missa em ação de graças na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro de Almino Afonso, sua cidade natal. Devoto fervoroso, José Maria reuniu familiares, amigos e convidados para um momento especial de oração, gratidão e reconhecimento por uma trajetória marcada por trabalho e conquistas.

POSSE ACADÊMICA E LIVRO LANÇADO

Na terça-feira, dia 3, a agenda comemorativa seguiu em alto nível cultural e institucional. José Maria tomou posse na Academia de Ciências Jurídicas e Sociais (ACJUS), passando a ocupar a cadeira nº 28, anteriormente pertencente ao Padre Sátiro Dantas. A solenidade também marcou o lançamento do livro “José Maria de Oliveira – Homem de fé e empreendedorismo”, uma obra com quase 300 páginas, que narra sua história de vida, repleta de experiências, aprendizados e vitórias que ajudaram a construir sua sólida trajetória pessoal e profissional.

Cedida
Cedida Cedida Cedida
Cedida Cedida

Jean Rodrigues

i nstagram e f acebook @colunistajeanrodrigues

dia 5 a promoter Vanessa

do casal o desportista

Parabéns dia 3 ao advogado Lucas Cunha, 3.3, o muso de Mayra Maia. Vivas ao jovem filho do prefeito de Areia Branca, Souza e Joseana. Amém!

Festa dupla dia 5 para o ex-INSS Wellington Tavernard, pai dos filhos Renan e Tavernard Neto; dia 10, aniversaria a professora de Inglês Gladys Tavernard, musa de Erinaldo Rolim!

Camarote do Sempre Mais no Carnaval, na Travessa dos Calafates, inaugura domingo, dia 8, seu espaço vip com segurança e conforto. Temporada de 6 dias por RS 149. Vendas de senhas no Sempre Mais Atacado!!

Homenagem póstuma ao jovem de 31 anos, Estevam Rebouças, que faleceu dia 5 e estava internado no Hospital de Cálculo Renal. Profundo pesar à família enlutada, o irmão Bento Garcia, os pais Marcos Robson e Elenaide Lourenço. Deus o tenha. Amém, Senhor!

Plano Safra registra crescimento de cerca de 300% na quantidade de operações

Agricultur A fAmiliAr / Em relação a safra passada, os 6 primeiros meses da safra atual apresentaram um aumento de 295%

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) aponta que os agricultores familiares do Rio Grande do Norte já contrataram R$ 875 milhões em crédito com juros subsidiados pelo governo para investir na produção de alimentos saudáveis e gerar renda. Até o momento, considerando que a safra 2025/2026 finaliza no dia 30 de junho, já foram mais de 100 mil contratos de crédito rural feitos no estado. Em Mossoró, segundo o balanço, o percentual de operações realizadas é de, aproximadamente, 300% em relação à safra passada.

O MDA mostra que, em relação ao mesmo período da safra passada, os 6 primeiros meses da safra atual apresentaram um aumento

de 295% na quantidade de operações (411 operações) e de 131% no valor financiado (R$ 3,7 milhões). Já nas três ultimas safras, foram 654 operações totalizando R$ 10,2 milhões, sendo 160 na safra 2022/2023 (R$ 2,7 mi), 189 operações na safra 2023/2024 (R$ 3,7 mi) e 305 na safra 2024/2025 (R$ 3,8 mi).

O Plano Safra é fundamental para garantir que a agricultura continue produzindo alimentos, gerando renda e movimentando a economia do país. Ele organiza, a cada ano, o conjunto de políticas públicas que dão suporte direto a quem produz, como crédito com condições adequadas, assistência técnica, seguro, apoio à comercialização e incentivo à modernização da produção.

O Plano Safra é fundamental para garantir que a agricultura continue produzindo alimentos

No caso da agricultura familiar, o Plano Safra é ainda mais estratégico, porque permite que pequenos produtores tenham acesso a financiamento para investir, enfrentar períodos de dificuldade climática ou de mercado e manter a atividade produtiva. Isso fortalece a segurança alimentar, sustenta economias locais e contribui para o abastecimento das cidades.

Em regiões como o Semiárido, o Plano Safra ajuda a dar previsibilidade e apoio para que agricultores e agricultoras sigam produzindo, com foco em convivência com o clima, geração de renda e permanência no campo.

BRASIL

O Governo do Brasil retomou o Plano Safra da Agricultura Familiar na sa-

fra 2023/2024. Em todo o Brasil, entre 2023 e 2025, mais de 2 milhões de agricultores familiares acessaram o crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, previsto no Plano Safra da Agricultura Familiar. Além de recordes em investimentos, o Governo do Brasil destaca que garantiu à agricultura familiar redução de juros para a produção de alimentos e novas linhas para mulheres rurais, jovens, irrigação sustentável e transição agroecológica. Essas mudanças resultaram na ampliação da diversificação dos produtos financiados, com variação, por exemplo, nos contratos para o cultivo de feijão (+92%), arroz (+30%), leite (+26%), pescados (+26%) e bovinos (+107%).

Aniversariou
Castro, filha
Castro e Iracema. Parabéns e felicidades à gentil e atenciosa da VC Viagens e Turismo. Vivas!
Feliz da vida, o casal empresarial Mayara e Leonardo Nascimento, da JLM Energia Solar e loja Puro Mundo, no Atacado Sempre Mais, aguarda a chegada do 1° filho, Izak Leonardo. Neto dos avós irmãos Meire/ Pedro. Parabéns, amigos e parceiros!
Escolha do Rei e Rainha do Carnaval 2026 amanhã à tarde, dia 8, na praia de Upanema. Arrastão no circuito praia-centro com animação em trio da banda Psirico. Premiação aos vencedores do certame momesco!
Obrigado ao casal evangélico Riva e Claudiana, os pais de Riquelme. Juntos comandam sua Banca da Economia, no Mercado das Carnes. As melhores, todas as manhãs. Sucesso, amigos!

exame de histeroscopia já é realizado na unidade há dois anos, mas terá reforço

Parceria da Uern com Hospital da Mulher ajuda a reduzir fila de espera por histeroscopia

Saúde / Ação fortalece o cuidado humanizado e a qualidade da assistência às mulheres

Reafirmando seu compromisso social, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) firmou mais uma importante parceria com o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró.

A partir da próxima segunda-feira, 9, residentes de medicina irão atuar na unidade realizando exames de histeroscopia, procedimento ginecológico que visa detectar e tratar doenças como pólipos, miomas submucosos, sinéquias (aderências), espessamentos e sangramentos anormais.

A iniciativa é da professora da Faculdade de Ciências da Saúde (Facs/Uern), Dra. Rejane Holanda, que é também coordenadora da Residência em Ginecologia e Obstetrícia. A ação irá colaborar para diminuir a fila de espera por este exame, que está em cerca de 900 pacientes na unidade.

“Como professora da Uern, tivemos essa iniciativa para tentar diminuir a fila de espera pela histeroscopia, que não é um exame de preço acessível para todo mundo. Além disso, será mais um campo de estágio para nossos residentes de Ginecologia e Obstetrícia”, comentou a médica Rejane Holanda.

A diretora de Gestão Acadêmica Hospitalar da unidade, Renata Morais, destacou que o Hospital da Mulher atende não apenas pacientes de Mossoró, mas de toda a região, por isso a demanda pelo exame de histeroscopia é alta. “A fila de espera vem crescendo exponencialmente, e infelizmente o hospital sozinho não dá conta de reduzir essa fila. Então a atuação da Uern vai ajudar a expandir o volume de atendimentos e procedimentos”, afirmou.

O exame de histeroscopia já é realizado na unidade há dois anos, mas terá esse reforço com a atuação de 12 residentes da Uern, em sistema de rodízio e sob orientação de Dra. Rejane Holanda, oferecendo atendimentos todas as segundas-feiras, a partir das 14h.

Para ter acesso, é preciso que a paciente seja encaminhada por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e tenha a recomendação para realizar o exame.

Atendimento

Hum A niz A do

Com essa parceria, a Uern demonstra sua preocupação e empenho na formação de profissionais qualificados e com a melhoria da assistência à saúde pública, priorizando o atendimento humanizado, que é também o perfil do Hospital da Mulher.

“Essa parceria possibilita

um atendimento mais acolhedor, com escuta qualificada, orientação adequada e maior vínculo entre os profissionais e as pacientes”, avaliou Renata Morais.

As pacientes passam inicialmente por uma triagem, na qual recebem todas as informações sobre o procedimento e os cuidados pósexame. Embora seja um processo relativamente simples e rápido, esse diálogo permite que a mulher se sinta mais segura e confortável, priorizando assim um atendimento mais indi-

vidualizado.

Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, a Universidade contribui diretamente para a redução de demandas reprimidas no SUS, amplia o acesso da população a serviços especializados e fortalece seu papel como agente fundamental de desenvolvimento social e de transformação da realidade da região.

Os residentes também serão beneficiados, já que antes não dispunham desse campo de atuação. “Esse é um procedimento bem es -

pecializado, e por meio dessa ação, eles não vão precisar procurar esse serviço em outro lugar. Será um impacto positivo no ensino-aprendizagem desses residentes”, frisou Dra. Rejane.

o que é A H iste R oscopi A

A histeroscopia é um procedimento médico realizado por meio de um histeroscópio, um aparelho que é introduzido pela vagina e colocado dentro do útero para avaliar a saúde ginecológica da paciente.

Esse equipamento conta com uma câmera em sua extremidade, que transmite a imagem para que o médico consiga avaliar visualmente a cavidade uterina da paciente e identificar lesões, alterações anatômicas e até mesmo realizar excisões e cauterizações.

Existem dois tipos de histeroscopia: a diagnóstica e a cirúrgica. O procedimento é rápido, seguro e, no caso cirúrgico, permite que a paciente receba alta no mesmo dia.

RosA lb A m o R ei RA
Especial para o De Fato

Crimes sob julgamento

Tribunal do Júri / Quase 30 acusados de homicídios e tentativas devem ser levados a julgamento em Mossoró neste primeiro semestre do ano

Julgamentos acontecem no fórum em Mossoró; serão ao menos 27 casos julgados

Quase 30 acusados de crimes contra a vida devem ser levados a julgamento em Mossoró neste primeiro semestre do ano. As primeiras sessões de 2026 do Tribunal do Júri Popular (TJP) na segunda maior cidade do

Rio Grande do Norte foram realizadas ao longo desta semana.

A série de julgamentos do TJP 2026 em Mossoró começou na última terça-feira (3), com o júri de Rairon Wanderson Ferreira de Sousa. O julgamento terminou com a condenação dele a 15 anos,

Idosa é absolvida da morte do marido em Serra do Mel em 2024

E nesta quinta-feira (5), Dalvanir Santos da Silva, de 74 anos de idade, foi absolvida em júri popular em Mossoró pela morte do então companheiro dela, Everaldo Dantas da Silva, de 77 anos. O crime ocorreu no dia 11 de janeiro de 2024, na Vila Rio de Janeiro, no município de Serra do Mel.

Durante o plenário, o promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins, responsável pela denúncia, surpreendeu ao pedir a absolvição da ré, após reavaliar as circunstâncias do caso apresentadas ao longo do julgamento.

A mudança de entendimento foi decisiva para o resultado final do júri.

A defesa, representada pela advogada Maria Clívia Duarte, afirmou que a sentença foi “libertadora”, destacando o histórico de violência doméstica sofrido por Dalvanir ao longo de, aproximadamente, 50 anos de convivência. Segundo a defensora, a decisão do Conselho de Sentença reconheceu a realidade enfrentada pela idosa e encerrou um capítulo marcado por dor e sofrimento.

7 meses e 15 dias de prisão, pelo homicídio de Magdiel Ferreira de Freitas. O crime aconteceu em março de 2024, na rua Melo Franco, no Bairro Bom Jardim.

Na época, Magdiel foi morto a tiros por suposta briga de facção. A sequência de julgamentos do TJP em Mos-

soró continuou na última quarta-feira (4). José Diego da Rocha Silva foi levado a júri popular pelo assassinato de Jordana Jady de Sousa Oliveira, de 22 anos. O crime aconteceu no dia 16 de abril de 2025, no bairro Aeroporto II, e teria tido motivação relacionada a uma briga.

Série de julgamentos deve julgar 27 processos de homicídios e tentativas

A série de julgamentos do Tribunal do Júri Popular (TJP) 2026 em Mossoró deve julgar 27 processos de homicídios e tentativas. As sessões foram iniciadas no último dia 3 e seguem até o próximo dia 25 de junho, sob a presidência do juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros.

Na próxima semana, a série de julgamentos retorna com uma sessão na terça-feira (10) para o jú-

ri de Luiz Dom Diego. No dia seguinte, William Matheus Vieira da Silva deve sentar no banco dos réus. E na quinta-feira (12), é Weslley Borges da Silva. Os dois últimos julgamentos do mês de fevereiro acontecem nos dias 25 e 26. Carlos Alberto Queiroz de Arruda e Gilmar de Oliveira Andrade também serão levados a júri popular.

A pauta não lista sessões no mês de março. Os julgamentos retornam em abril. No dia 7, Ale -

!Série de sessões do Júri Popular 2026 em Mossoró começou na última terçafeira (3) e deve seguir até próximo dia 25 de junho

xandre Viana Freire deve ser julgado. No dia seguinte, é Raimundo Miguel da Silva Filho e no dia 9, José Ivanildo Pinheiro de Lima.

Os júris continuam nos dias 14, 15 e 16, com, respectivamente, Rute Jales da Silva, Antônio Wellington da Silva e Wilson Mariano da Silva Filho no banco dos réus. No dia 22, é Carlos Antônio da Silva. Os dias 23, 27, 29 e 30 figuram como ‘reservados para réus presos’. Em maio, a série de julgamentos retorna dia 5, com Airton Sidney Neres de Miranda. No dia seguinte, José Rejânio da Silva, e nos dias 7, 12, 13,14, e 18 figuram como ‘reservados para

réus presos’. No dia 20, Geneci Maria da Silva, e no dia 26, serão dois réus: Diego de Souza Pontes e Paulo Vitor Cortez de Oliveira.

Julgamentos em Junho

A série de julgamentos retorna dia 2 de junho com Maxwell da Silva Duarte. No dia 9, Marcos Victor da Silva e no dia seguinte, Mikael Holanda Cordeiro. Os julgamentos seguem nos dias 16 e 17, e as últimas sessões acontecem nos dias 23, 24 e 25, respectivamente, com Alan Deybson Abreu Fernandes, Vinicius Ricardo Nazareno de Araújo e Damião Luiz da Silva.

operação do mPrn combate crimes de abuso sexual infantojuvenil

“a rcan J os X i X” / Ação deflagrada ontem cumpriu mandados na BA e PB, onde foram apreendidos materiais eletrônicos capazes de armazenar fotos, e arquivos de áudio/vídeo

OMinistério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta sexta-feira (6) a operação “Arcanjos XIX”. A ação é um desdobramento de compartilhamento de provas colhidas após denúncia anônima de abuso sexual infantojuvenil que foi investigada pela Promotoria especializada com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN).

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Bahia e na Paraíba.

O objetivo é combater o crime de abuso sexual infantojuvenil, sobretudo os de aquisição e transmissão de material que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente, consumidos e compartilhados no ciberespaço.

Polícia

As investigações identificaram diálogos entre os alvos da operação e outro investigado no Rio Grande do Norte tratando da aquisição de material de abuso sexual infantojuvenil mediante troca. Durante a abordagem, o alvo da Bahia foi detido em flagrante devido ao material encontrado. Os mandados de busca foram cumpridos com o apoio dos Gaecos do MPBA e MPPB, bem como das Polícias Civil e Militar desses estados.

No momento do cumprimento do mandado, foram apreendidos materiais eletrônicos capazes de armazenar fotos, arquivos de áudio/vídeo, para posterior verificação da presença de material de abuso sexual infantil. Todo esse material será encaminhado ao laboratório forense computacional do Gaeco para ser anali-

Civil cumpre mandados contra trio por homicídios em Governador Dix-Sept

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (5), uma operação policial com o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um grupo formado por três homens suspeitos da prática de crimes de homicídio ocorridos no município de Governador Dix-Sept Rosado.

De acordo com as in -

Rosado

vestigações, os crimes ocorreram entre os anos de 2025 e 2026. Os suspeitos, que pertencem à mesma família, estariam envolvidos na prática dos crimes contra desafetos, com o objetivo de manter o domínio comercial de uma região da zona rural de Governador Dix-Sept Rosado.

Durante o cumprimento das diligências, foi

resumão

Armamento

a Guarda Civil Municipal (GCM) de Mossoró realizou uma capacitação voltada ao uso de arma longa, do tipo carabina CT e CTT. o curso aconteceu no Clube de Tiro Baraúna, no Sítio vertente, no município de Baraúna (rN), com três dias de instrução, sendo dois deles dedicados às atividades práticas. A formação contou com 10 horas de aulas teóricas e 22 horas de aulas práticas, totalizando 32 horas. durante as atividades, os guardas receberam orientações rigorosas sobre segurança no manuseio do armamento, incluindo checagens constantes, postura adequada e uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (ePis).

sado. O MPRN informou que a operação teve início após uma denúncia anônima que foi prontamente investigada pela promoto -

apreendido, com um dos suspeitos, um homem de 59 anos, um revólver calibre .38, tendo ele sido autuado em flagrante delito pelo crime de posse irregular de arma de fogo. Em todos os endereços alvos da operação, foram apreendidos objetos de interesse para a investigação, incluindo itens possivelmente utilizados em alguns dos crimes apurados.

O homem foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais e, posteriormente, colocado em liberdade após o pagamento da fiança arbitrada.

Acidentes de moto

o Corpo de Bombeiros Militar do rio Grande do Norte (CBMrN) atendeu nesta quinta-feira (5), ao longo do dia, três ocorrências de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no município de Currais Novos, na região Seridó do estado. Após o atendimento inicial, as vítimas foram devidamente conduzidas para a unidade hospitalar Mariano Coelho, onde permaneceram sob os cuidados das equipes médicas. o Corpo de bombeiros reforça a importância de acionar imediatamente o 193 em casos de acidentes de trânsito.

ria especializada com o apoio do Gaeco.

arcanJos

O nome da operação é

uma referência ao projeto desenvolvido pelo Gaeco/MPRN que vem aprimorando metodologia que tem trazido bastante

RN figura com ‘nível de transparência médio’ em pedidos de informação sobre armas de fogo, aponta estudo

O Rio Grande do Norte figura em um levantamento nacional com ‘nível de transparência médio’ em pedidos de informação sobre armas de fogo. O estudo divulgado nesta quintafeira (5) é dos institutos Igarapé e Sou da Paz. Segundo a pesquisa, os estados de Acre, Amapá e Piauí ficaram com o

nível de transparência definido como ‘Opaco (0 ponto)’. Amazonas, Pará, São Paulo, Bahia, Alagoas, Paraná, Paraíba, e Rio de Janeiro com ‘Muito baixo (1 a 19 pontos)’. Ceará, Rondônia, Santa Catarina, Maranhão, Roraima, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo figuraram com

resultado na investigação e no combate aos crimes de abuso sexual infantojuvenil, praticados no ciberespaço.

‘Baixo: (20 a 39 pontos)’. Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Goiás com ‘Médio (46 a 59 pontos): Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Goiás’. Conforme o levantamento, a falta de transparência dificulta a análise das políticas públicas locais, especialmente em temas como o controle e entrada de armas, investigação e rastreamento da origem de armamento apreendido e a gestão do próprio arsenal das polícias.

Foragido de Goiás

Na manhã desta sexta-feira (6), as equipes da força Tática do 3° BPM, em patrulhamento no bairro Parque industrial, receberam informações que um homem em atitude suspeita estava em um comércio na região. os policiais se deslocaram até o local para averiguarem a informação. Chegando ao local, realizaram abordagem ao suspeito e foi constatado que havia contra ele um mandado de prisão do estado de Goiás. Com isso, o homem foi conduzido para delegacia para realizar os procedimentos cabíveis.

Motos apreendidas

Policiais da 11ª C iPM de Parelhas foram convidados para ministrar uma instrução operacional na área litorânea da capital potiguar. as equipes foram às ruas em uma operação tática que resultou na recuperação de sete motocicletas com sinais de clonagem. Na ação, foram localizadas três motocicletas na cidade de Goianinha, duas no município de Arez e outras duas em espírito Santo. Todos os veículos apresentavam indícios de adulteração e foram encaminhados às autoridades competentes para os procedimentos legais.

Fábio Oliveira

Fábio Oliveira

O STJD é o destino

Além do horizonte

PDor 4 a 1, em votação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), o América teve a confirmação da perda de 18 pontos no estadual, pelo uso irregular do atleta Elias e, consequentemente seu rebaixamento à segunda divisão. Era de se esperar. Mas a parada vai ser mesmo no STJD, onde o clube pretende desqualificar o artigo no qual foi denunciado, chegando a uma absolvição ou, no máximo, uma multa. E não duvido nada que consiga. Há histórico de decisões opostas entre os dois tribunais. Há, antes disso, a tendência de que o campeonato seja paralisado até que o processo seja julgado na instância superior. O próprio América prometeu ir às últimas consequências. Aí, vamos ver quem tem garrafa vazia para vender, pois esticar o campeonato pode significar para os demais um desastre financeiro. Sem receitas para prorrogar suas atividades, os clubes menores tendem a dispensar seus elencos e fecharem suas portas antes mesmo de uma definição. Já vimos esse filme em 2006, ano em que Baraúnas e Potiguar decidiram o campeonato. E isso tá com cara de vale a pena ver de novo. Não duvide.

epois de cinco anos distante da divisão de elite, o Baraúnas volta e já enche seu torcedor de esperanças, ao carimbar seu passaporte para a semifinal do primeiro turno do estadual. Creio que este é um feito que nem mesmo o mais otimista torcedor leonino esperava, pois ficou além dos investimentos do clube. Sem caixa, o Leão faz malabarismo financeiro para contratar e manter os compromissos. Não tem cota de nenhuma competição regional ou nacional para poder contabilizar, e sua longa ausência esfriou de certa forma o mercado de investidores. Sorte que a marca e a massa que a conduz ainda é forte e, portanto, relevante para investidores. É fato que a luta principal de quem está retornando nas condições descritas acima, é manter-se na elite. O que mais conseguir, acaba sendo lucro. Agora, mais que uma final de turno, o Baraúnas tenta distanciar-se de qualquer ameaça de rebaixamento como também beliscar uma vaga na Série D, situação perfeitamente possível. Os próximos dias dirão muito sobre o horizonte tricolor desta e da próxima temporada.

marca

Imagem que marca

representava a

em torneio nos Osnildo, Cleilton, Marcos Cunha, Francisco e Toinho (falecido).

EM 27 DE JULHO DE 1995, o Vasco da Gama-RJ venceu o Baraúnas por 1 a 0, em amistoso no Nogueirão, gol de Valdir Bigode. Na foto, os capitães Ricardo Rocha e Léo, com o trio de arbitragem José Emídio, Kayo Jefferson (falecido) e Arlindo Vieira.

A semana na história

Nesta data, há exatos 24 anos (2002), falecia aos 80 anos de idade o ex-jogador e treinador Zizinho, o Mestre Ziza, um dos ídolos da história do Flamengo. O meiocampista também defendeu, Bangu, São Paulo e seleção brasileira.

Quem aniversaria na próxima quinta-feira (15) é Neto Caraúbas, bom jogador de futsal. O caraubense tem história no esporte. Parabéns!

ANTÔNIO RIVELINO

CARLOS AUGUSTO

Bairro São Manoel

Torcedor do Flamengo

Torcedor do CORINTHIANS

Acabou esse jogo, vamos à final e agora vamos “chupar nosso sangue”

Chico Massagista comemorando vitória de uma equipe amadora e projetando a final. Dar o sangue pra vencer é normal, mas chupar o próprio sangue é exagero.

Ainda sobre

J OÃO CA R LO S, zagueiro do Potiguar.

Contra rebaixamento

O Rafael (goleiro) tem conta a pagar com o TG. Ele vai no Tribunal de Justiça amanhã”

Até hoje não vi ninguém dar nome aos bois nessa mancada americana. Quem cometeu esse erro tão primário? Normalmente, no organograma de um clube, isso cabe ao supervisor. Para o treinador escalar, alguém deu o sinal verde.

Na contagem geral, o Baraúnas está seis pontos à frente que o Potyguar Seridoense, com quem tem um confronto direito na casa do adversário no segundo turno. Pode chegar.

Complicou

Responsabilidade

Com seis pontos atrás do Santa Cruz, o Potiguar se complica na pretensão de garantir vaga na Série D de 2024. Com um time abaixo do montado ano passado, o alvirrubro frustra sua torcida e, creio, seus próprios dirigentes.

Complicou de novo

Não se trata de caça às bruxas, mas de se fazer justiça atribuindo ao profissional que cuida da matéria a devida responsabilidade, evitando de colocar inocentes no mesmo bojo da incompetência. E isso foi pura incompetência.

Pior que ver a vaga para a Série D distanciar-se, é enxergar no retrovisor clubes aproximarem-se em luta contra rebaixamento. A diferença de dois pontos para Força e Luz e Globo, e três para o Potyguar Seridoense, tira-se em uma rodada. É grave.

Paredão

Caneta

O goleiro Edson, do Baraúnas, ainda mostra estar em excelente forma. Foi fundamental na classificação leonina, pegando finalizações e um pênalti, no segundo tempo, quando o jogo ainda estava 0 a 0.

Sempre que há algum caso de provável irregularidade no futebol potiguar, a FNF utiliza da caneta e a partir de atos administrativos tira pontos e elimina, por conta própria, possíveis infratores. Sem julgamento.

Cena que se repete

Rejeitado pelo Potiguar, o atacante Wester vem se configurando no talismã leonino. Foi dele o golaço que abriu caminho para a vitória do Baraúnas, frente ao Força e Luz.

Tribunal

Emocionados

Alexandres Tavares e Djalma Júnior, presidente e vice, respectivamente, do Potiguar, provocaram o Baraúnas, durante entrevistas. Acabaram dando vestiário ao rival, que soube utilizar o desdém como combustível de superação no primeiro clássico e agora, contra o Força e Luz.

Nesses casos, sempre entendi o tal do ato administrativo como uma posição arbitrária. Entendo que essas decisões sobre perdas de pontos são prerrogativas exclusivas de um tribunal. Não vejo a FNF como foro para isso.

Combustível

A dupla Alexandre/Djalma vem sendo bastante criticada. Teoricamente com mais dinheiro, o clube montou um elenco bem inferior ao que disputou a Série D, levando o alvirrubro a uma eliminação precoce, mas por si justificada.

Tribunal II

Reconhecimento

É no tribunal onde o corpo de auditores, a partir de denúncias e provas, decide. Em atos administrativos, o acusado tem tolhido o seu direito à ampla defesa. É decisão ditatorial com presunção de culpabilidade.

Além de pedir a saída de Alexandre e Djalma, a torcida tem utilizado as redes sociais para pedir a volta de Márcio Mossoró, como dirigente. O torcedor não esquece o bom trabalho de MM8, que projetou o Potiguar, ano passado, dando calendário e grana.

Imagem que
fabio willard de oliveira
A semana na história

Potiguar encara o Globo FC em busca de vaga direta à semifinal

ESTADUAL / Além do próprio resultado, o Potiguar terá que torcer por um tropeço do QFC diante do ABC

Marcos santos

Da Redação

OPotiguar volta a campo neste sábado, 7, para uma rodada decisiva da fase classificatória do Campeonato Estadual. O alvirrubro mossoroense enfrenta o Globo FC às 16h, no Estádio Fião, em Serra do Mel, precisando vencer para manter vivo o sonho da classificação direta à semifinal da competição.

Além do próprio resultado, o Potiguar terá que torcer por um tropeço do QFC diante do ABC. A combinação é a única que garante ao time mossoroense o acesso direto à semifinal, evitando a disputa dos playoffs. Já classificado para a próxima

fase, o clube busca vantagem esportiva e descanso no calendário.

Por sua vez, o Globo chega para o confronto em situação teórica de alívio. Isso porque a equipe escapou do rebaixamento após América e Potyguar Seridoense sofrerem punições com perda significativa de pontos. No entanto, o cenário ainda não é definitivo, já que ambos tentam reverter as decisões na esfera judicial.

Para a partida, o técnico Emanoel Sacramento não poderá contar com o meia Jean, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. Uma das opções é a entrada de Jonathan Rato ou do jovem Gadelha ou até mesmo uma mudança de ordem tática, recuando Alex Mineiro para segundo homem de campo,

De Letra

abrindo espaço para um meia-atacante, o que tornaria o time mais ofensivo.

Em outro jogo contra o QFC, Alex foi posto nessa função no segundo tempo e se saiu bem.

Outra dúvida está no esquema de jogo, se mantém o sistema com três zagueiros, utilizado contra o América no meio da semana, ou retornar ao modelo com três atacantes. O treinador tem alternado a formação de acordo com o nível do adversário.

A provável escalação do Potiguar será Wadson (ou Diego Almeida); Ryan, Anderson (Furlan), Admilton, Erick Landini e Wellington Carioca; Vitor Garcia, Rato (ou Gadelha ou Alex Mineiro) e Alex Mineiro (ou Cristiano); Natanael e Alexandre Talento (ou Babi).

OEstádio Nogueirão completa neste sábado, 7, 731 dias de absoluto abandono pela gestão do prefeito Allyson Bezerra. A imagem atual do estádio é o retrato do descaso com o esporte, com os desportistas, com os clubes e com a imprensa esportiva de Mossoró.

O principal palco do futebol mossoroense foi simplesmente deixado de lado. Mais de 5 anos de municipalização se passaram sem soluções efetivas, sem obras, sem planejamento e, principalmente, sem cuidado. O resultado é um estádio fechado e uma cidade privada de futebol, de patrimônio histórico.

Se houvesse o mínimo de zelo, o Nogueirão estaria apto a receber, neste sábado, o jogo decisivo entre Potiguar e Globo FC, movimentando a cidade e fortalecendo o futebol local. Em vez disso, sobra frustração e prejuízo.

E é impossível não lembrar do termo que hoje ecoa nas ruas: mederi. Verbo de origem latina que significa cuidar, tratar, zelar.

Ironia amarga, já que a palavra ganhou destaque após a Polícia Federal (PF) vasculhar a residência do prefeito na Operação Mederi, que investiga desvios de recursos na Saúde.

Faltou mederi com o Nogueirão. E abandono, em gestão pública, não é acaso: é DESCASO.

capital taMbéM Erra

Não é só o futebol do interior que comete vacilos na regra do jogo, a capital também escorrega. veja a punição imposta pelo TJd/rN, mandando o américa para a segunda divisão. No entanto, cabe recursos.

VExaME

Ao fim das contas, se o América não conseguir reverter a situação no sTJd/rJ, terás de amargar o seu pior vexame em 110 anos de história. isso em tempos de saf.

bola rolando

Se o América não conseguir parar o campeonato, neste fim de semana terá bola rolando com 4 jogos, encerrando a

primeira-fase do estadual. definição de vaga direta à semifinal e ordem dos playoffs em jogo.

Vasco

em busca de um reforço de peso para o meio-campo, o vasco tenta a contratação de allan, do flamengo. a ideia do Cruzmaltino é um empréstimo de 1 ano, apostando na boa relação de fernando diniz com o volante para o negócio avançar.

pausa

o brasileirão dá uma pausa e retorna no meio da próxima semana. o fim desta semana está reservado para os estaduais envolvendo os clubes da elite em sua reta decisiva.

Com força

O ABC enfrenta o QFC neste sábado, 7, às 16h, no Estádio Frasqueirão, em Natal, valendo pela última rodada da fase classificatória do Campeonato Estadual. Embora teoricamente já classificado para a semifinal, o ABC busca pelo menos um empate para terminar a fase na liderança.

Do outro lado, o QFC necessita da vitória para se garantir diretamente na semifinal. Um empate será suficiente caso o Potiguar tropece diante do Globo FC na outra partida da rodada.

O ABC irá a campo com força máxima, depois de ter poupado titulares na partida anterior contra o Globo FC. Atle-

tas de destaque como o volante Edson, o meia João Diogo e os atacantes Thiaguinho e Igor Bahia estão confirmados entre os 11 iniciais, reforçando a equipe que busca encerrar a fase classificatória com vitória e confiança. A rodada será complementada no domingo, 8, com os confrontos entre Laguna x Potyguar/CN e América x Santa Cruz de Natal. América e Potyguar/CN foram punidos pelo TJD/RN com perda de 18 e 15 pontos, respectivamente, e estão em tese, rebaixados à segunda divisão. Ambos, porém, ainda tentam reverter a situação nos tribunais.

ÚLTIMA RODADA, 1ª FASE DO ESTADUAL

SÁBADO, 7

POTIGUAR X GLOBO FC

Local – Estádio Fião, às 16h

Arbitro – Zandick Gondim

ABC x QFC

Local – Frasqueirão, às 16h

Arbitro – Moisés Estevão

DOMINGO, 8

LAGUNA X POTYGUAR/CN

Local – Frasqueirão, às 16h

Arbitro – Icaro da Paixão

AMÉRICA X SANTA CRUZ

Local – Arena das Dunas, às 16h

Arbitro – Rômulo Bruno

alex Mineiro pode ser recuado no posto de Jean, suspenso
Marcos s antos

Mulher

Explosão de cores

Explosão de cores, leveza em movimento e brilho que acompanha cada passo: os acessórios de Carnaval 2026 chegam como protagonistas absolutos da folia. Inspirados na alegria dos bloquinhos de rua e na estética artesanal que transforma fantasia em identidade, as peças apostam em penas exuberantes, flores vibrantes, fitas multicoloridas e muito paetê para criar composições cheias de personalidade.

Tiaras com flores e penas surgem como coroas contemporâneas da festa, dialogando com cabelos naturais, ondas soltas ou semipresos despretensiosos — penteados que seguem fortes na temporada. Elas combinam especialmente com vestidos fluidos, conjuntos em tule transparente, bodies com brilho suave e peças em tecidos leves, que permitem movimento e frescor durante todo o dia.

Os ear cuffs e brincos maximalistas reforçam a estética ousada da vez. Em tons vibrantes, metalizados ou com aplicações de cristais, eles são perfeitos para looks com decotes assimétricos, tops de alça fina, cropped de paetê ou macaquinhos monocromáticos, criando contraste e valorizando o rosto. A maquiagem iluminada, com pontos de glitter e sombras coloridas, completa a proposta.

Já as ombreiras com fitas coloridas traduzem uma das

grandes tendências para 2026: o “corpo em festa”. Leves e cheias de ritmo, elas elevam produções minimalistas como tops pretos, conjuntos em malha, hot pants e saias de cintura alta, adicionando movimento e impacto visual sem pesar no

CARNAVAL 2026 / O acessório deixa de ser coadjuvante e assume o centro da cena. Mais do que enfeitar, ele conversa com a roupa, potencializa o visual e expressa atitude

look. A ideia é transformar o básico em extraordinário. Detalhes como bicos de pato com flores de lantejoula e brincos longos de paetê entram como arremates criativos, ideais para composições com transparências, telas, rendas e tecidos

acetinados — materiais que prometem dominar os looks carnavalescos deste ano. Nos pés, rasteiras metalizadas ou tênis leves completam a produção com conforto e estilo. Em 2026, o acessório deixa de ser coadjuvante e assume o

centro da cena. Mais do que enfeitar, ele conversa com a roupa, potencializa o visual e expressa atitude. Um Carnaval que celebra a liberdade estética, a mistura de referências e o prazer de brilhar — do look ao último acorde da folia.

Jornal de Fato • sábado, 7 de fevereiro de 2026
@jornaldefato /jornaldefatorn
@defato_rn

Contexto

SÉRGIO

Os 80 anos de Selma Carneiro Azevedo

D. Selma Carneiro Azevedo celebrou seus 80 anos no último sábado (31), do jeito que queria: reunindo familiares e amigos mais chegados na sua cidade Almino Afonso, com missa em ação de graças e muito amor envolvido. Hoje a coluna faz a cobertura do evento e renova os votos de saúde e paz!

MÁRIO QUINTANA

Festa

Hoje é dia de vivas para a querida Heloísa Helena Leão de Oliveira Gama, o amigo José Carlos Costa, rosana Melo Pereira, Cleodon Martinho, Gabriela batista Chaves Costa, o gente fina José vieira, o ex-vereador Paulo igo e Tallyanne Carlos. amanhã (8), é dia de festa para Marcelo Melo Costa, fádia rosado Nogueira barbosa, o professor e historiador renê Guida, o empresário Pablo Marcel, Leonardo Moreira santos, iara Monteiro, o artista plástico Marcelo amarelo, suzete Cabral Gomes e Graça alves. Par vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

CIRCULANDO

@e esse sábado (7) promete! a partir das 16h, tem a primeira edição do bloquinho do Tuna, tendo como atrações beth freitas, Happy street band, dJ Hunter e Tuíra e ainda 2h de caipis liberadas. ainda dá tempo de adquirir o acesso. No restaurante Tuna, no Nova betânia!

@Já o 27 saideira terá mais uma edição do bloquinho do elefante, tudo começando a partir das 17h, no próprio local. No palco shows com Koisa Nossa, andré Luví e Muny santos. das 17h às 19h, open amstel. abadás ainda estão disponíveis!

@Já na quinta (12), o bloco alô frida sai às ruas do entorno da Praça de Convivência, com camisetas ao preço de r$ 25. shows com igor fortunato e Kelly Lira. Mas o alô frida já movimenta a cidade com prévias nos bairros desde o início da semana! @o prefeito allyson bezerra, semana passada, na inauguração de uma Ubs na Zona rural, não poupou adjetivos para chamar para a briga os que estão contrários a ele e, diga-se de passagem, não são poucos. Uns falam e colocam a boca no trombone. outros agem calados, mas agem. a verdade é que depois da operação Mederi, muita coisa precisa ser explicada. Mas se tem algo que chama a atenção é o silêncio do Ministério Público e dos demais órgãos fiscalizadores, pelo menos a nível estadual. @vamos nos unir em uma corrente de orações para o pronto reestabelecimento da saúde das queridas Luzia Pinto Leite e Marizete Medeiros. Que tudo passe da melhor forma.

@apodi, aracati e areia branca prometem fazer os melhores carnavais da região. Confira a programação:

@em apodi, as principais atrações são: Xand avião e Zé vaqueiro (13), olodum (14), rafa e Pipo e Luan santana (16) e Grafith (17).

@aracati começa a festa com grandes atrações. daniela Mercury (14), Taty Girl (15), Léo santana e Natanzinho Lima (16).

@em areia branca, as principais atrações são Grafith, Michele andrade, olodum, É o Tchan! e Tatau. Com desfiles dos blocos e o tradicional Mela-mela.

@No Tibau, movimento mesmo será na rua principal entre o brisa del Mar e a Casa dos ventos. fora isso, temos notícias de eventos particulares nos condomínios e algumas troças de rua. Carnaval tranquilo!

A colunista querida Eliana Lima, aniversariante festejada da sexta (13). Antecipamos os parabéns!

Casal Leonardo Santos/ Daniella brindando à idade nova dele no domingo (8). Tim-tim!

Karolzinha Vieira festejando a mãe, a querida d. Navegantes, com aniversário na quarta (11)!

Daqui para Maceió, um abraço de parabéns para a amiga querida Heloísa Helena, aniversariante deste sábado (7). No click com o maridão, Luiz Eduardo Cox!

A querida Cláudia Izabela comemora a vida na quinta (12). Festa na Tudo di Bão. Felicidades!

Daqui para São Miguel, o abraço para o colunista/professor/ historiador Renê Guida, folhinha do domingo (8)!

Mara Lidiane/Frank Felisardo, em recente evento. Ele com idade nova na quinta (12). Vivas!

aniversariante

Casal Laíre Rosado/Sandra recebendo o Ministro dos Transportes Renan Filho e o Secretário Adjunto do

de Souza.

Malbec

o boticário lançou o Malbec black Legend, a nova fragrância da consagrada linha Malbec, a marca preferida da perfumaria masculina. Criado pelo perfumista francês Pascal Gaurin, a fragrância tem o exclusivo acorde do vinho neroamaro, cultivado no sul da itália, e o blackcurrant, que entrega um toque licoroso contemporâneo a intensidade das madeiras negras. Um luxo já disponível em todas as lojas da rede!

Casal
Outra
festejada deste sábado (7): Rosana Pereira. Na foto com o marido, o empresário Vilmar Pereira. Saúde e paz!
Gabinete Civil do Governo do RN, o professor Ivanilson
D. Selma recebendo o carinho do esposo Teteca Belarmino.
A aniversariante com os filhos Anna Karla, Suzana, Belarmino e Andrea. Selma com o Pe. Wauleson Pereira.
Andrea Azevedo com Vivian Azevedo e Mirna Menezes.

Conexão saúde

conexaosaude.defato@outlook.com

NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR

Fibromialgia agora pode ser reconhecida como deficiência

NOVIDADE / O novo enquadramento não altera a natureza clínica da doença, mas representa um avanço

PAULO SEMICEK

Especial

Em julho do ano passado, foi sancionada a Lei nº 15.176, que atualizou o enquadramento legal da fibromialgia no Brasil. Em vigor desde 20 de janeiro, o texto estabelece que a condição pode ser reconhecida como deficiência, desde que haja avaliação individualizada e laudo médico que comprove limitações funcionais significativas. O novo enquadramento não altera a natureza clínica da doença, mas representa um avanço no reconhecimento de seu impacto social e funcional.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), estima-se que 2% a 3% da população brasileira apresente fibromialgia. Considerando os números do IBGE, isso representa aproximadamente 4,2 a 6,4 milhões de pessoas convivendo com a condição no país.

A fibromialgia é classificada como uma síndrome de dor crônica generalizada, caracterizada não apenas por dor musculoesquelética difusa, mas também por um conjunto de sintomas associados, como fadiga persistente, distúrbios do sono, alterações cognitivas (popularmente chamadas de “fibro fog”), além de alta frequência de sintomas ansiosos, depressivos e gastrointestinais. A sobreposição com outras condições e a ausência de marcadores laboratoriais específicos tornam o diagnóstico predominantemente clínico.

OS DESAFIOS DA FIBROMIALGIA

Vinicius Dilguerian, reumatologista da Afya Educação Médica Curitiba, explica que a fibromialgia não é uma doença inflamatória nem degenerativa, tampouco cursa com lesão estrutural progressiva de órgãos ou articulações. Ainda assim, trata-se de uma condição potencialmente incapacitante, com impacto significativo na funcionalidade e na qualidade de vida.

“A fibromialgia não causa dano orgânico estrutural, como ocorre em doenças inflamatórias ou metabólicas clássicas. No entanto, pode ser profundamente debilitante. Muitos pacientes apresentam limitação importante para o trabalho, para atividades sociais e para o autocuidado, o que justifica o reconhecimento legal da deficiência em casos selecionados”, afirma Dilguerian. Do ponto de vista clínico, o manejo da fibromialgia permanece desafiador, exigindo acompanhamento longitudinal, abordagem empática e estratégias que vão além da prescrição medicamentosa.

HÁ UMA CAUSA

CONHECIDA PARA A FIBROMIALGIA?

Atualmente, a fibromialgia é compreendida como uma síndrome de sensibilização central,

resultante de alterações no processamento da dor pelo sistema nervoso central. Embora sua etiologia exata ainda não seja completamente definida, há evidências robustas de disfunção nos mecanismos de modulação da dor, com envolvimento de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e glutamato.

“Não se trata de uma dor de origem periférica ou inflamatória. O que ocorre é uma amplificação da percepção dolorosa pelo cérebro e pela medula espinhal. Por isso, estímulos normalmente não dolorosos passam a ser percebidos como dor”, explica o reumatologista.

O diagnóstico é clínico e segue critérios internacionais, baseados na combinação de dor difusa, intensidade dos sintomas associados e duração superior a três meses. A fibromialgia é mais

prevalente em mulheres, mas pode acometer ambos os sexos e diferentes faixas etárias. Comorbidades psiquiátricas são frequentes, não como causa, mas como condições associadas que podem influenciar a intensidade dos sintomas.

COMO TRATAR A FIBROMIALGIA?

O tratamento da fibromialgia é multimodal e deve ser individualizado. Evidências atuais mostram que medicações isoladas têm efeito limitado, sendo mais eficazes quando associadas a intervenções não farmacológicas.

“O exercício físico é hoje a intervenção com melhor nível de evidência para o tratamento da fibromialgia. Ele atua diretamente na modulação da sensibilização central e na melhora global dos sintomas”, destaca

Dilguerian.

Atividades aeróbicas, musculação progressiva, pilates, ioga e tai chi chuan demonstram benefícios consistentes, desde que respeitada a tolerância individual e com progressão gradual. No campo farmacológico, antidepressivos de ação dual, como a duloxetina, podem ser úteis em pacientes selecionados, especialmente quando há dor associada a sintomas depressivos ou ansiosos. Outras medicações podem ser consideradas caso a caso, sempre com cautela.

“O mais importante é que o paciente compreenda sua condição, participe ativamente do tratamento e seja acompanhado por um profissional capacitado. Não existe uma solução única, mas sim um plano terapêutico contínuo, ajustado ao longo do tempo”, conclui o reumatologista.

Geor G iano a zevedo

“BRILHO DE VERÃO!”

Uma das novidades do Verão 2026 George Azevedo Arte é o Paetê estampado: a combinação perfeita de glamour e frescor para os looks da estação.

As estampas são inspiradas nas garrafinhas de areias coloridas, tema da coleção.

“Adorei essa Inovação da marca com peças que brilham e chamam atenção, ideais para quem quer um visual cheio de personalidade”, comentou a modelo Gersiana Duarte, que acompanha a marca desde o seu início.

Aqui, também apostamos no mix de texturas trazendo uma proposta autêntica e moderninha.

FICHA - TÉCNICA | Direção de Moda: George azevedo

Styling: Georgiano azevedo | Fotos: Lucas frança

Modelo: Gersiana duarte (Tráfego Models)

Pulseiras; Crocheteria fios e acessórios

Agradecimento: dunas Praia Hotel, Tibau (rN).

Entre batuques improvisados, fantasias coloridas e máscaras lúdicas...

Ajornalista Izaíra Thalita assina de forma colaborativa a reportagem especial desta edição, que aborda a tradição dos Ursos no período carnavalesco. Esta identidade cultural, mantida por gerações e hoje renovada pelas mãos de crianças e jovens, revela a força criativa das periferias de Mossoró, onde a cultura popular sobrevive mesmo diante da ausência de políticas públicas consistentes. Entre batuques improvisados, fantasias coloridas e máscaras lúdicas, a comunidade da Baixinha, no bairro Santo Antônio, Zona Norte de Mossoró, transforma o cotidiano em celebração coletiva, reafirmando que o Carnaval é mais do que festa: é memória viva, resistência e afirmação de identidade.

Assim, O Pessoal do Tarará, por meio do Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes, demonstra que preservar tradição é também formar, incluir e projetar futuro. Neste espaço sociocultural, o grupo promove oficinas, cortejos e uma programação construída de forma colaborativa, mas não só isso. Mostra que a cultura popular é prática viva, capaz de gerar alegria, aprendizado e economia criativa. Em tempos de apagamento das manifestações de rua, iniciativas como a do Carnaval da Baixinha reafirmam que o povo segue sendo o principal autor da maior festa popular do mundo.

Boa leitura! Ângela Karina

Balada do Impostor

tradição dos Ursos nas ruas da Baixinha

Ponto de Cultura mantém viva a arte e a tradição popular na comunidade.

multiartista

J. Borges: com sua arte criou muita gente e umas tantas xilogravuras.

artigo:

O Ciclo da Estiagem Cultural em Mossoró

artigo de opinião: Fraternidade

receita

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação

• Diagramação – Augusto Paiva

• Projeto gráfico – Augusto Paiva

• Impressão – Gráfica De Fato

• Editora e Revisão – Ângela Karina

Redação, publicidade e correspondência

Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320

Site: www.defato.com/domingo E-mail: pautadefato@gmail.com

DomIngo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.

BALADA DO IMPOSTOR

A dificuldAdE dE vEr o óbvio, mEsmo dEsEnhAndo

JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS

Jornalista

@paiva_reboucas

Há eleitores no Brasil que não veem. Não é que não queiram. Não veem porque não podem. Sua cognição é um terreno árido, incapaz de germinar qualquer semente que não tenha sido previamente lançada pelo pastor do zap ou pelo guru do telegrama. A realidade não lhes chega como fato, mas como recorte. E o recorte é sempre tosco, malfeito, colado com cuspe e fake news. Eles não veem o que existe, veem apenas o que já está escrito em suas mentes, como disse o professor da UnB, Zé Geraldo.

Esses sujeitos acreditam que vacina mata, mas compram remédio falsificado no Paraguai para se autoinjetar. Rejeitam a ciência, mas confiam no primo que manda áudio dizendo que a Terra é plana. Ri-se das atrocidades ditas pelo líder extremista, mesmo quando o vídeo mostra, sem margem para dúvida, o energúmeno pronunciando cada palavra. Não veem o vídeo, veem apenas o que já decidiram acreditar. É um exercício de cegueira voluntária, uma devoção à ignorância.

São os que rezam para pneu, pedem ajuda a ET, acreditam em chip implantado em seringa. São os que chamam de mentira o que está diante dos olhos e chamam de verdade o que circula em corrente de WhatsApp. Não leem jornais, não leem livros, não leem nada além da mensagem truncada que con-

firma sua fé no absurdo. A leitura é perigosa porque abre janelas e eles preferem viver em porões.

Mentem tanto que começam a acreditar nas próprias mentiras. Acreditam que defendem a pátria, quando na verdade defendem uma família de traidores que só pensa em enriquecer e salvar o próprio rabo. Foram presos por isso e, ainda assim, dizem-se mártires. São gado pastoreado por hienas famintas, massa de manobra que se orgulha de ser massa.

Trump é o espelho desse delírio. O mesmo padrão de mentira repetida até virar verdade na cabeça dele e deles. O mesmo teatro grotesco em que o líder se apresenta como salvador enquanto destrói o país. O eleitor brasileiro olha para Trump e vê um herói. Olha para o líder extremista e vê um mito. Não vê a ruína, não vê a corrupção, não vê o deboche contra sua própria miséria.

O problema não é apenas a ignorância. É a recusa em aprender. É a recusa

em ver. É a recusa em admitir que o mundo é maior do que o grupo de mensagens que recebe no celular. O eleitor da extrema direita não quer realidade, quer confirmação. Não quer verdade, quer delírio. Não quer futuro, quer a repetição eterna de um passado inventado.

E assim segue, incapaz de enxergar o que existe, enxergando apenas o que recorta da realidade. Um recorte miserável, grotesco, que transforma a vida em caricatura. Um recorte que não liberta, apenas aprisiona. Um recorte que faz da cegueira uma bandeira e da estupidez, uma religião.

Um texto atribuído ao jornalista e escritor Márcio Souza diz que o ignorante é aquele que ignora a sua própria ignorância. Às vezes, chega a ser rude e agressivo, por tentar impor aos outros os seus argumentos e não aceitando dialogar. O pior de todos é o que chamamos de “ignorante autodidata”. É aquela pessoa burra, metida a inteligente.

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TrAdiÇÃo dos ursos nAs ruAs dA bAiXinhA

Por meio de oficinas de confecção de fantasias de ursos e de programação de Carnaval, o Ponto de Cultura do Pessoal do Tarará mantém viva, junto às crianças e jovens, a arte e a tradição popular dos Ursos na comunidade da Baixinha, no bairro Santo Antônio em Mossoró.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Jornal de Fato

De longe se escuta o batuque de tambores improvisados com latas, panelas, papelão e um colorido que já é conhecido pelas ruas nesse período: “Lá vêm os ursos!”, grita a meninada eufórica, correndo e se agitando nas calçadas da comunidade da Baixinha, no bairro Santo Antônio, enquanto um grupo de crianças, adolescentes e adultos dançam ao som dos batuques e roupas de TNT esvoaçantes, dando um colorido e fazendo das máscaras de monstros uma grande diversão.

Essa é uma das brincadeiras populares e tradicionais no período carnavalesco em Mossoró que tem resistido, apesar do tempo, da falta de apoios, quando não há mais uma programação carnavalesca na cidade há anos ou blocos de ruas, que possam garantir a diversão para comunidades carentes. E muito dessa manutenção tem sido feita por meio dos artistas e produtores culturais do Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes, instalado na comunidade da Baixinha, realizando ações de preparação para que a comunidade que não consegue sair da cidade nesse período, possa se divertir durante a maior festa popular do mundo.

“A tradição dos Ursos Carnavalescos é uma das expressões mais singulares e vibrantes do carnaval popular de Mossoró. Nascida e mantida com força nas periferias, essa manifestação mistura música, dança, artesanato, performance e resistência cultural. Apesar de sua relevância simbólica e identidade

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Fotos Oficina de Ursos - Pedro Carlos

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comunitária, os Ursos enfrentam um processo de apagamento, resultante da falta de reconhecimento institucional e da escassez de ações formativas voltadas à valorização de seus fazedores e fazedoras”, explica Renata Soraya, artista e produtora cultural da companhia O Pessoal do Tarará.

O Grupo O Pessoal do Tarará, por meio do Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes, tem atuado na preservação e fortalecimento das tradições culturais populares mossoroenses, especialmente aquelas que emergem das comunidades periféricas e carregam o saber fazer de gerações. Uma das ações realizadas há alguns dias foi a Oficina “Confecção de Roupas de Ursos – Tradição e Resistência na Cultura Popular de Mossoró”, que se propôs como uma ação de formação, salvaguarda e visibilidade dessa manifestação, fortalecendo a memória coletiva, a participação da juventude e a economia solidária e criativa local com foco no protagonismo das comunidades periféricas. Na oficina, que foi um momento também de diversão, foram confeccionadas 8 novas roupas de ursos. Nela, as crianças da comunidade de várias idades puderam aprender a fazer as fantasias de ursos, conhecer os materiais de custo baixo e montar elas mesmas as fantasias que irão ganhar as ruas da comunidade e alegrar ainda mais o Carnaval desse ano.

CARNAVAL NAS

RUAS DA BAIXINHA

Ainda com esse compromisso, O Pessoal do Tarará vai realizar o ‘Carnaval de Mossoró – O povo é quem faz’, no Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes e Dracon Folia, com apoio do Comitê de Cultura do RN,

Banco do Nordeste Cultural e Cooperativa de Cultura Potiguar.

Dionísio do Apodi, ator e produtor responsável pelo Ponto de Cultura, explica que esse Carnaval da Baixinha é uma celebração popular construída com e pela comunidade, articulada pelo Grupo O Pessoal do Tarará – Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes, que chega à sua quarta edição como uma das mais autênticas expressões da cultura popular de Mossoró.

Essa programação nasceu do desejo de proporcionar um carnaval acessível, alegre e enraizado nas tradições locais; o evento transforma as ruas da Baixinha em palco de diversidade, música, fantasia e memória coletiva. Durante os cinco dias de Carnaval, blocos, bonecas gigantes, ursos e bandas animam o bairro, envolvendo moradores de todas as idades e pessoas dos mais diversos lugares de Mossoró.

“Trata-se de um carnaval independente, comunitário e colaborativo, que fortalece o sentimento de pertencimento, valoriza as manifestações da periferia e reafirma a potência criativa do povo mossoroense. O Carnaval da Baixinha representa um movimento de resistência cultural e de valorização das manifestações tradicionais periféricas de Mossoró, como os ursos de Carnaval e a boneca Mamãe Dolores, símbolo da comunidade há mais de 60 anos. Num contexto em que as festas populares sofrem com o apagamento e a falta de apoio, o projeto se propõe a manter viva a tradição, fortalecendo o protagonismo da comunidade e garantindo que a alegria do Carnaval também aconteça dentro dos bairros populares, para quem não tem acesso às festas centrais ou comerciais”, explica Dionísio.

Além de celebrar, o projeto bus-

ca formar, integrar e mobilizar: desde as oficinas de confecção de roupas e figurinos até os desfiles e apresentações artísticas, o Carna-

val da Baixinha é feito por mãos locais, envolvendo artistas, costureiras, músicos, produtores e famílias da comunidade.

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Fotos do Carnaval na Baixinha - Renata Soraya

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VEja a PRogRamação comPlETa Do caRnaVal Da BaIxInha:

CARNAVAL DA BAIXINHA

12/2 – QUINTA-FEIRA

CÍrCULo de CULTUra

Políticas públicas para o fortalecimento do Carnaval de rua de Mossoró

18h – PoNTo de CULTUra baiXiNHa berÇo das arTes – o PessoaL do Tarará (rua francisco Xavier, 20, baixinha, abolição i, Mossoró)

13/2 – SEXTA-FEIRA

bLoCo barrados do baiLe

Netinho Santos e Banda

19h30 – CoNCeNTraÇÃo Na PraÇa do PorTaL do saber, CoM PerCUrso PeLas rUas da baiXiNHa

14/2 – SÁBADO

17h – CoNCeNTraÇÃo eM freNTe ao

MesTre aLÊ, CoM PerCUrso PeLas rUas da baiXiNHa

(rua dracon de albuquerque, 18, Comunidade da baixinha, abolição i, Mossoró)

15/2 – DOMINGO

CorTeJo da boNeCa MaMÃe doLores

Bloco Dracon Folia

17h – CoNCeNTraÇÃo eM freNTe ao

MesTre aLÊ, CoM PerCUrso PeLas rUas da baiXiNHa

(rua dracon de albuquerque, 18, Comunidade da baixinha, abolição i, Mossoró)

16/2 – SEGUNDA-FEIRA

fesTa do MeLa-MeLa

Bloco Dracon Folia

17h – CoNCeNTraÇÃo eM freNTe ao da baixinha, abolição i, Mossoró)

17/2 – TERÇA-FEIRA

CorTeJo da boNeCa MaMÃe doLores

Bloco Dracon Folia

17h – CoNCeNTraÇÃo eM freNTe ao

MesTre aLÊ, CoM PerCUrso PeLas rUas da baiXiNHa

(rua dracon de albuquerque, 18, Comunidade da baixinha, abolição i, Mossoró)

CARNAVAL DA BAIXINHA

reaLiZaÇÃo o Pessoal do Tarará

Baixinha Berço das Artes dracon folia 2026

APOIO

Banco do Nordeste Cultural

J. borges: com sua arte criou muita gente e umas tantas xilogravuras

Bem-aventurados os teus homens, bem-aventurados estes teus servos que estão sempre diante de ti, que ouvem a tua sabedoria!

Reis, 10:8

José Francisco Borges ou J. Borges (1935–2024) nasceu e faleceu em Bezerros, no Agreste de Pernambuco. O seu ateliê integrava parentes e filhos, despontando, quase todos, como grandes artífices da xilogravura, sendo reconhecidos não só na cidade pernambucana, expandindo a fama para o mundo. A capa do livro de Eduardo Galeano As palavras foi feita pelo nosso artista.

No Brasil, não há como tratar do assunto cordel ou xilogravura sem que se passe ou se evoque a figura emblemática de J. Borges, cuja história de vida é deveras interessante, na medida em que menino já começou a demonstrar seu interesse pelo trabalho; visivelmente precoce para sua idade, começou a confeccionar colheres de pau para vender na feira. Com oito anos, ajudava o pai na agricultura; também trabalhou como oleiro, fazia brinquedos artesanais e vendia cordel.

Portanto, o menino era o que nós conhecemos como “vivedor”, aquela fruta de vez ou inchada que tem pressa em amadurecer. Enquanto isso não acontece no físico, vai alargando seu espaço de se ocupar e ganhar dinheiro dentro do limite de uns tantos talentos inatos. Ora, o que podemos constatar é o

sábado, 7 de fevereiro de 2026

fato de que haveria de ser algo importante na vida, haja vista os seus trabalhos como rapazinho, que têm a ver com confeccionar peças utilitárias a partir de uma matériaprima vinculada à terra: a madeira das colheres de pau ou o barro para transformar em cerâmica.

Há outro elemento presente: o fato de utilizar as mãos, que, no futuro fundaria e edificaria seu definitivo trabalho para com a xilogravura. Parece evidente o uso das mãos? Não necessariamente, de forma tão conclusiva e parcimoniosa, pois não necessitava de mais instrumentos que não a goiva para ferir a madeira e os tacos para receberem o desbaste, configurando, aos poucos, figuras em baixo-relevo, para logo mais receberem o rolo com a tinta.

Consagrou-se como um dos mais importantes cordelistas com

o poema A chegada da prostituta no céu (1976), com uma espantosa tiragem de 100 mil exemplares. Em média, um cordel detém cerca de 2.000 exemplares.

Segundo o marchand e colecionador Francisco Francinildo Silva, o ateliê de J. Borges era essencialmente familiar, participando dele como xilogravuristas seu filho Ivan (do segundo casamento), Pablo (filho), Bacaro (filho) e J. Miguel (enteado, filho da sua esposa). Seu irmão, Amaro Francisco, tinha um ateliê próprio. Em suma, todos, à sua maneira, destacaram-se como grandes artífices e artistas da xilogravura.

J. Miguel é enteado de J. Borges (apenas filho da esposa; para o marchand Francisco Nildo, ele seria o melhor do ateliê). Vejamos algumas xilogravuras desse que é parente de J. Borges muito mais

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por afeição, visto não ser seu filho biológico.

Os motivos que demandam como cada um tem seu traço, seu estilo, sua pegada, ao dominar as goivas com as mãos, são quase sempre os mesmos. J. Miguel introduz alguns referentes que os outros não manuseiam, tais como O Galo valente, digladiando-se com uma serpente em pé. Muito provavelmente deve ter sido encomendada como capa de algum cordelista.

Das obras O Frevo e A Professora tive acesso apenas às versões coloridas, o que é um primor que dá tanto gosto de ver, evocando, o primeiro, o carnaval no Recife Velho. No segundo, há uma lousa com o nome de PROFESSORA; do lado direito, os alunos estão integrados à lição do dia, com a mão direita levantada, denotando entusiasmo e ânsia pelo aprender. Trata-se de uma obra de arte tanto na forma quanto na temática. Com efeito, é uma sala de aula de outrora, quando não havia celulares, quando educar era coisa da família e ensinar a contar, a ler e escrever, bem como os conhecimentos gerais de geografia e história diziam respeito à escola e a seu corpo de professores. Nesse caso, temos uma legítima homenagem àquela que traz o conhecimento e repassa para uma turma animada em aprender. A professora está reproduzida em colorido, bem como os três primeiros alunos mais próximos do birô.

Ainda temos um Bumba-meuboi, um Maracatu bem mais elaborado, com a presença de personagens do séquito, como o rei e a rainha, quase sempre negros e pessoas vinculadas ao Candomblé (não consigo esquecer do mais im-

portante Maracatu da cidade do Recife, o de Dona Santa, uma mãe de santo do Candomblé).

Enfim, não podemos deixar de discorrer acerca da xilogravura O Galo valente. Não conhecia xilo com essa temática, a de um galo peitando uma serpente em pé, pronta para dar o bote. Nessa obra, o galo se ergue em sua majestade, como a dizer que não tem medo, que pode medir as forças. O esporão do pé direito já está enterrado no corpo da cobra e o pé esquerdo afasta o corpo do ofídio. As asas em prontidão, abertas para conduzir a força do combate. Do lado direito da xilo, galinhas estão observando, para ver no que vai dar.

Ivan é filho do segundo casamento de J. Borges. Também recebeu a influência do traço do pai. Há uma sua obra, A Vaquejada, repleta de detalhes, mais se assemelha a um desenho do que a um taco que espera o rolo com a tinta visando a ser impressa no papel. O taco já é uma obra de arte, seria até desnecessário o último procedimento, tornar-se xilogravura. O artista difere dos demais por essa delicadeza na arte do desenho.

Amaro Francisco é irmão de J. borges, o único da família que tinha ateliê próprio. Vejamos o que o define como xilogravurista e como se delineia sua dicção estética. De início, podemos afirmar que se rege por uma necessidade de preencher todo o espaço do taco, o que seria uma espécie de tela, digamos assim, na qual não existe qualquer hiato em branco, pois quando a temática primal finda, como no caso da xilogravura com pessoas dançando, Lambada nordestina, ornamenta o plano do fundo erguendo uma enorme casa.

Em seguida, dos dois lados do comprimento do retângulo, ornamenta com pequenas fachadas de modestas casas, com uma porta e uma janela, todas iguais, comprovando o valor de ornamento. Pouco ou nada existe de relação entre as fachadas das casas e os três grupos que estão envolvidos no ato de dançar.

Além dessa necessidade de ocupar todos os espaços do retângulo ou quadrado do taco, outro elemento se desataca na obra de Amaro Francisco é o movimento. Na xilogravura, quase sempre as figuras estão imotas, paradas em uma inércia relacionada ao tempo, como se aguardassem os relógios trabalharem com seus mecanismos, escandindo as horas.

Com efeito, os motivos retratados festejam uma alegria, no caso da Lambada nordestina, os pés e as mãos estão acompanhando o ritmo da dança, sobretudo das mulheres, sugerindo fazer uma coreografia. O restante dos ornamentos do taco só pode ser o que é: fachadas de casas em uma imobilidade visando tão-somente a preencher as lacunas que sobraram, contornando, por meio de geometrias, o que pode ser o mais simples de uma casa, assemelhando-se a um desenho infantil.

O movimento aparece também na xilogravura Maracatu. O cortejo segue, em compasso majestático e lento, com a rainha sendo protegida pelo pálio, damas de honra a seu redor. Na frente, os músicos tocam no compasso rítmico de instrumentos de sopro e percussão, para o séquito avançar lentamente; quase todos se encontram com as pernas esquerdas fora do chão, sugerindo o movimento de andar

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com passos curtos do grupo. As ruas estão repletas de gente, de espectadores. De certa forma, também funcionam como ornamentos, no intuito de não deixar qualquer espaço em branco.

No trabalho de Amaro Francisco, podemos constatar um tanto de metonímia nos seus trabalhos, ou seja, faz uso da parte pelo todo. Pressupõe-se que aquele que encomendou a xilogravura, ou o que irá contemplá-la, sabe do todo que é um salão com pessoas dançando lambada, sabe como é um Maracatu percorrendo as ruas do Recife ou já viram uma performance do Bumba-meu-boi em algum festejo popular.

Por fim, temos o Pau de sebo, antiga brincadeira de um tronco alto, circular, ensebado, para fazer escorregar quem ousasse subir até o cume. Lá tinha uma certa quantia de dinheiro. Nesse caso, repete-se o estilo de Amaro Francisco, com fachadas de casinhas preenchendo todo o lado esquerdo do retângulo, ainda com uma planta assemelhada à palmeira ou à bananeira, pois

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tem um cacho de frutos. Do lado direito, perpendicular, porém, em ângulo mais fechado, descem as mesmas fachadas de casas, com a presença de pessoas, árvores. Não há verossimilhança.

Há inúmeros elementos que estão presentes muito mais como ornamentos, quer ver? Como é do seu feitio: um pequeno animal no terreno, provavelmente um cachorro, duas plantas ornamentais no primeiro plano; a parte superior do retângulo foi preenchida com fileiras de bandeirinhas. Dois meninos mais afoitos tentam subir para alcançar o pico; um terceiro ensaia colocar o pé. Há um homem tocando um tambor, como se fosse para animar a festa.

Assim, não é necessário compor toda a narrativa. Se a xilogravura foi encomendada para ser capa de um cordel, ainda mais isso se confirma, pois, no ato de leitura, encontra-se presente o que vigora na capa, conduzindo o leitor a imaginar como é cada evento discorrido na xilogravura.

Em conclusão, só temos a elo-

giar o fato de um senhor que faleceu aos 88 anos ter edificado sua casa sobre a rocha do trabalho e da busca de ocupar grande parte da família com uma maneira honesta de ganhar a vida. Ele e seus tantos filhos: Ivan, J. Miguel, Bacaro e Pablo. Ele e seu irmão Francisco Amaro. Todos encaminhados na vida. Ainda mais temos a folgar o fato de, ao mesmo tempo que é algo utilitário ou funcional, as xilogravuras são capas para cordéis ou mesmo impressas como gravuras para a venda avulsa de quem estiver interessado, assim como o xilogravurista Samico, de Olinda, que apenas imprimia como obra de arte.

O uso de quem adquire – seja para uma capa de livro, seja para mandar colocar uma moldura, pregando na sala de estar –, isso pouco interessa, pois já foi feito, já expressou a demanda de um espírito que sentia a necessidade de transformar sentimentos, de plasmar emoções, escavando a madeira com as goivas e com o necessário silêncio de quem edifica arte.

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ARTIgO

O CICLO DA ESTIAGEM

CULTURAL EM MOSSORó

P OR : A DEILSON DANTAS

Se analisarmos o atual momento da cultura na cidade, cujo orçamento municipal gira em torno de 50 milhões de reais, chegamos a uma conclusão difícil: enquanto para a maioria dos brasileiros o ano começa em fevereiro, o investimento e o apoio visível à cultura em Mossoró só começam em junho. É nesse período, com o São João, que cerca de 76% do orçamento é obliterado de uma só vez, em um único mês.

Estamos em meados de fevereiro e a única política aguardada é a Política Nacional Aldir Blanc II (PNAB). Embora os valores de R$ 1,8 milhão já tenham sido liberados, não há notícia de um calendário de execução. Em um exercício realista de gestão — que envolve preparar minutas, lançar editais, avaliações e pagamentos —, esse processo deve desembocar apenas em julho ou agosto. Para o artista que depende desse fomento, esperar passivamente é ingenuidade; o município prioriza o São João, e os demais que lutem.

O Abandono dos Espaços e a desestruturação do fomento

Não há perspectiva de apoio ao Corredor Cultural, que outrora pulsava com dezenas de atividades semanais na Praça da Convivência. O que resta são ações esparsas ligadas ao exíguo pagamento da Lei Maurí -

cio de Oliveira. Para agravar a situação, o próximo orçamento prevê uma redução drástica nesse recurso, caindo de 400 mil para apenas 300 mil reais.

Há um vácuo evidente no planejamento. Vivemos um estado de penúria nos primeiros seis meses do ano, como se não existíssemos. No restante, a prioridade são os grandes eventos que geram um legado econômico temporário, mas deixam uma “estiagem” duradoura.

Tenta-se escamotear esse problema crônico com exposições, apoios institucionais e pagamentos sem remuneração adequada, enquanto o patrimônio físico, como o edifício da União Caixeiral, deteriora-se à vista de todos.

O Papel do Terceiro Setor e a Necessidade de Mecanismos

A chegada do Banco do Nordeste Cultural trouxe um alívio, mas ele é insuficiente para a demanda. Se um único edital do município atrai mais de 200 artistas, como um único agente de fomento (banco) dará conta de tudo? É impossível.

Precisamos urgentemente de novos mecanismos, tais como: Planejamento e cronograma anual da Secretaria;

Criação de uma Lei de Incentivo Fiscal Municipal; Aumento do desembolso da Lei Maurício de Oliveira; Retomada das atividades na Pra -

ça da Convivência e descentralização do Corredor Cultural;

Ocupação da região da Praça de Santa Luzia.

Na ausência do Estado em sua plenitude, o povo organizado assume o protagonismo. Vemos blocos de carnaval de bairro saindo com recursos próprios, apoios pontuais e mandatos, mantendo a cidade viva, como ocorre agora no Beco dos Artistas.

Um Exercício de Futuro:

A Potencialidade de Mossoró

Imagine, porém, o pleno funcionamento desses mecanismos: a Lei de Incentivo Fiscal Municipal captando recursos da iniciativa privada local; a Lei Aldir Blanc com aportes federais regulares; a Lei Maurício de Oliveira com verbas dignas; a Ocupação Artística do BNB ampliada e a Lei Câmara Cascudo operando em sua total potencialidade estadual.

Estamos falando de uma injeção de dezenas de milhões na economia criativa mossoroense.

Recursos que circulariam entre artistas, técnicos, produtores e o setor de serviços (hospedagem, alimentação e transporte).

Mossoró deixaria de hibernar por seis meses para se tornar um polo de referência no Nordeste, com ocupação permanente dos espaços públicos, geração de emprego e dignidade para quem vive da arte. O potencial está posto; falta apenas a vontade política de fazê-lo acontecer.

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ARTIgO De

OPInIãO

FRATERNIDADE

A RTUR L EITE

Expositor Espírita prea838998@gmail.com

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” Jesus (JOÃO; 13, 35).

Osermão do Monte pode ser considerado a pedra angular da pedagogia do Divino Mestre Jesus. E, um dos lúcidos e necessários ensinamentos que ele nos exorta é: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus; 7,12). Uma lei que ainda, devido nossa condição evolutiva, temos dificuldade de entender e praticar para o nosso bem.

O orgulho, vaidade, egoísmo e o ego doentio maculam o entendimento da nossa verdadeira essência, de Seres humanos e Espíritos imortais.

Tal virtude (fraternidade) não é limitada nas estreitas relações de parentes, amigos; vai muito mais além. Estende-se a todos os seres das duas dimensões da vida. O homem mais consciente é solidário para com a conservação da natureza.

“Ame e respeite o seu planeta. A nossa Terra é o campo excelente para que nos felicitemos trabalhando, incansáveis, no seio de Deus.” (Raul Texeira).

Nossa principal meta como Espíritos encarnados é que estamos na Terra para aprender, progredir e nos aperfeiçoar, intelectual e moralmente, o quanto nos seja possível.

Cada Ser, com um certo nível de evolução espiritual, entende que se faz necessário cumprir a sua parte, assim contribuindo para sua evolução, e melhoria geral do planeta, conduzindo-nos às sendas da convivência harmoniosa e sublime fraternidade.

“A fraternidade pode traduzir-se por cooperação sincera e legítima, em todos os trabalhos da vida, e, em toda coope-

ração verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo algum”. Emmanuel (Livro O consolador).

A história da humanidade é repleta de bons exemplos de homens e mulheres que dedicaram suas vidas em prol do próximo. Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Ghandi, Mandela, Franscisco Cândido Xavier, Francisco de Assis...

Na biografia de Francisco de Assis, encontramos muitos relatos da prática da fraternidade por ele vivida. Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados, e com a natureza.

Há um relato de que, certa feita, três malfeitores que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei Ângelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou.

Pensando que tinha feito algo relevante em defesa da comunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera.

Mas Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus.

Convidando os frades para algumas diretrizes, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos equivocados e, portanto, desertores da Lei. Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas.

Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, local de refúgio dos malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos:

Irmãos, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, não batam nelas.

O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças deles para a refeição, de-

veriam aproveitar para lhes falar de outra forma:

“Irmãos, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez da prática delitosa? Podemos ajudá-los a arrumar alguma ocupação. Que tal?”

A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco.

Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento.

Há uma máxima atribuída a Mahatma Gandhi, líder pacifista indiano: “Quem não vive para servir, não serve para viver.” Tal afirmativa destaca a importância do serviço ao próximo, da solidariedade, fraternidade e da dedicação como propósito de vida.

Ao sermos úteis aos outros, descobrimos que também somos úteis para nós mesmos. Ganhamos um sentimento de autoestima. Descobrimos que nossas ações, nossas palavras e nossa presença são capazes de agregar valor à vida de outro ser humano. Há uma alegria profunda nisso.

Há muitas campanhas, louváveis, que fomentam a prática da fraternidade.

Na Revolução Francesa de 1879 o lema era: Liberdade, Igualdade, Fraternidade, que posteriormente foi citado em duas Constituições da França e que se mantém como ideal até os dias atuais.

Mesmo não sendo praticado na sua essência, vê-se que não é de hoje que tal pretensão existe. E, que não é só aclamada no seio das religiões ou doutrinas.

A fraternidade, na rigorosa acepção do termo, resume todos os deveres dos homens, uns para com os outros. Significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência. É, por excelência, a caridade evangélica e a aplicação da máxima: “Proceder para com os outros, como quereríamos que os outros procedessem para conosco.” Allan Kardec. (Obras Póstumas).

Jornal de Fato

receita de almôndega com legumes

IngredIentes:

• 500 g de carne moída (patinho, acém ou mistura)

• 1 batata média crua ralada ou ½ xícara de batata cozida amassada

• 1 cenoura pequena ralada

• ½ abobrinha ralada e bem espremida

• 2 dentes de alho picados

• ½ cebola ralada

• 1 ovo

• sal e pimenta-do-reino a gosto

• Cheiro-verde a gosto

• azeite para dourar

modo de preparo:

Em uma tigela, coloque a carne moída. Acrescente a batata, a cenoura e a abobrinha. Junte o alho, a cebola, o ovo e os temperos.

Misture bem com as mãos até formar uma massa uniforme.

Modele as almôndegas no tamanho desejado.

a queça uma frigideira com um fio de azeite e doure as almôndegas.

se preferir, finalize no molho de tomate por alguns minutos. Suas almôndegas estão prontas.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Fonte: Tudo Gostoso

Televisão

Jornal de Fato • sábado, 7 de fevereiro de 2026

Vozes eternas

>> No ar em “Dona Beja” e “Três Graças”, Grazi Massafera exalta debates sobre o feminino

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Toque

brasileiro

> Produção nacional, o Globoplay disponibiliza o filme “Roubo do Cão”. Depois que a chihuahua de Luciana viraliza nas redes, um casal de atores falidos fará de tudo para roubá-la. Mas a missão será muito mais difícil do que pensavam. O elenco conta com Dandara Arcebispo, Júlia Taubman, Caíque Ivo, Luisa Perisse, Dhonata Augusto e Fabíula Nascimento.

Clássico da dramaturgia (Globoplay, seg, dia 9)

Parte do projeto “ f ragmentos”, a novela “ d uas v idas” chega ao Globoplay. o riginalmente exibida em 1976, a produção contou com b etty f aria, f rancisco Cuoco, Mário Gomes e s usana v ieira no elenco. Na trama, uma rua do bairro do Catete, no r io de Janeiro, é desapropriada para a construção de uma linha de metrô. o s moradores têm suas vidas alteradas pelo progresso da cidade, por suas relações familiares e amorosas.

Continuação (Netflix, qua, dia 11) o filme de ação “ s alve Geral: i rmandade” estreia na Netflix. d irigido por Pedro Morelli e produzido pela o 2 f ilmes, o longa é o primeiro spinoff de uma série brasileira da Netflix, “ i rmandade”, criada por Morelli. Na produção, os membros da i rmandade enfrentam um momento crítico quando a transferência dos principais líderes para presídios de segurança máxima ameaça o equilíbrio do grupo. e lisa (Camilla d amião), filha de e dson ( s eu Jorge), fundador da i rmandade, é uma jovem de 18 anos criada à margem do crime e sequestrada por policiais corruptos. e nquanto sua tia Cristina (Naruna Costa) tenta resgatá-la, a facção ordena o s alve Geral, uma série de ataques violentos contra delegacias e forças de segurança, que mergulha a cidade de s ão Paulo no caos. e m meio a esse cenário, e lisa e Cristina enfrentam dilemas sobre justiça e violência em uma história que desafia as escolhas e os legados que moldam suas vidas.

Crimes e soluções (Globoplay, qui, dia 12)

Uma nova temporada de “Law & o rder: sv U” chega ao Globoplay. a Unidade de v ítimas especiais de Manhattan, liderada por b enson (Mariska Hargitay) e pelo s argento fin Tutuola ( i ce-T) enfrentam crimes complexos que testam sua determinação e desafiam o sistema judiciário.

Caminhos entrelaçados (HBO Max, sex, dia 13) a série “ r ivalidade ardente” estreia no b rasil com seis episódios. a produção é criada pelo premiado escritor, diretor e produtor canadense Jacob Tierney. o projeto acompanha a história de s hane Hollander e i lya rozanov, duas estrelas da Major League Hockey, que são unidos pela ambição, pela rivalidade e por uma atração intensa que nenhum dos dois consegue compreender completamente.

Competição do riso (Prime Vídeo, sab, dia 14) fábio Porchat irá comandar a nova temporada de “Lo L: s e r ir, Já e ra!”, original Prime vídeo. Na produção de humor, craques das temporadas anteriores retornam para uma competição ainda mais acirrada e difícil de segurar o riso. d essa vez, Tom Cavalcante testa suas habilidades como participante. o time de craques escalados ainda conta com ed Gama, estevam Nabote, fabiana Karla, f lavia reis, Gregório d uvivier, i gor Guimarães, Luciana Paes, s uzy b rasil e rafael i nfante.

principal / No ar em “Dona Beja” e “Três Graças”, Grazi Massafera exalta debates sobre o feminino

Vozes eternas

Atrama de “Dona Beja”, original da HBO Max, pode até se passar no Brasil Império no Século XIX. Mas Grazi Massafera encarou a personagem com a consciência de que, por trás dos vestidos de época e dos cenários históricos, há questões sociais que continuam a reverberar até hoje. Ao aceitar o papel, ela buscou se afastar de comparações com versões anteriores e preferiu construir sua própria leitura, guiada pela intuição e pela força de uma figura feminina que, mesmo situada em outro tempo, dialoga diretamente com debates contemporâneos sobre autonomia, poder e liberdade. “Eu vivo intensamente minhas personagens. Assim como estou vivendo a Arminda, eu vivi a Beja. Falar sobre questões femininas é o meu dia a dia. Eu sou uma mulher solteira, livre, faço o que eu quero e sou constantemente julgada: pelos meus namorados, pelo meu corpo, pela minha relação com a minha filha, pela minha beleza, pelo meu envelhecimento. Esse julgamento continua e não vai parar”, aponta Grazi, que também vive a vilã Arminda em “Três Graças”, da Globo.

Com 40 episódios, “Dona Beja” acompanha a história de uma mulher que desafia as normas sociais impostas à sua época em um contexto marcado por restrições e desigualdades. Ao longo da trama, temas como desejo, liberdade, poder e vingança se entrelaçam na construção de uma personagem complexa, cuja inteligência e postura independente a colocam em constantes confrontos.

P – Você está no ar simultaneamente com duas personagens muito distintas, uma protagonista e uma antagonista. O que conduziu para esse encontro curioso?

R – Não foi nada pensado. O destino acabou ajudando e trouxe duas figuras muito interessantes e completamente diferentes. Isso me dá uma versatilidade como atriz que até eu mesma gosto de observar, porque vivo intensamente cada momento do ano em que estou trabalhando.

P – Em “Três Graças”, você vive uma vilã que transita entre comédia e fantasia. Como foi o processo de se permitir nesse lugar novo?

R – No início eu entrei em crise, porque vinha de um estudo profundo desde a

pandemia para me reestruturar. Estava estudando sobre estruturas raciais e sociais. De repente, precisei inverter tudo isso e assumir um caráter oposto. Mas depois veio a diversão. Esses vilões têm um tom acima, são personagens de composição, e isso é muito novo para mim.

P – Como tem sido a receptividade do público sobre a Arminda?

R – Mudou o olhar do público sobre os vilões. Hoje estamos em uma boa época para fazer vilões. O público entende melhor que é arte, que é composição. E o texto do Aguinaldo tem esse carisma, que faz os vilões serem amados de outra forma.

P – “Dona Beja” foi lançada como uma releitura e não um remake da novela de 1986. Qual é a importância dessa diferença para você?

R – É essencial. O Dani (Daniel Berlinsky, que escre-

veu a trama ao lado de António Barreira) escreve com poesia, e isso dá uma nova camada à história. Não estamos repetindo, estamos reinterpretando. Isso provoca reflexões, mexe com a sociedade, enfia o dedo na ferida. E eu acho maravilhoso que a obra tenha esse poder.

P – Como assim?

R – Os mais conservadores vão falar coisas absurdas, vão falar que é lacração. E isso é bom também. Dane-se. A gente quer isso. Porque a novela traz poesia, reflexão, e abre espaço para debates que são necessários.

P – Você chegou a conversar com Maitê Proença sobre a personagem?

R – Claro! Fui pedir a benção. Foi um ato de respeito e admiração. A Maitê transformou a Beja em ícone, em lenda. Eu precisava desse encontro para me sentir autorizada a seguir.

close / Sabrina Sato exibe os preparativos para a folia na nova temporada do “Carnaval da Sabrina”

Brilho pessoal

Sabrina Sato é do tipo incansável. Queridinha da publicidade e sempre envolvida ou pensando em um novo projeto para a tevê, ela assume que adora os momentos em que pode misturar trabalho e diversão. E desde 2022, Sabrina aglutina compromissos profissionais, rotina pessoal e toda sua dedicação à folia de Momo no “Carnaval da Sabrina”, série documental produzida pelo GNT e Globoplay. Rainha de Bateria da Escola de Samba Gaviões da Fiel, em São Paulo, e da tradicional Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, a produção de seis episódios exibe o cotidiano exaustivo para dar conta dos ensaios nas duas cidades e da confecção das fantasias que ela usará nos desfiles principais. “Dezembro, janeiro e fevereiro são os meses mais loucos do ano para mim. Mas é uma correria boa e que me faz muito feliz. Sempre amei o Carnaval. Encontrar o meu lugar e ser abraçada pelas comunidades da Vila e da Gaviões é algo que eu valorizo muito. Por isso, faço questão de ser uma rainha presente”, destaca.

Aos 45 anos recém-completados e vivendo um dos

melhores momentos de sua vida pessoal e profissional, a temporada de 2026 do programa divide com o público um lado mais íntimo do cotidiano da apresentadora, mostrando sua relação com o marido, o ator Nicolas Prattes, e as brincadeiras com a pequena Zoé, sua filha de sete anos. “Na temporada do ano passado, a gente casou. Minha equipe teve de criar não só minhas fantasias para os desfiles, mas também meu vestido de casamento. Agora, os episódios mostram a dinâmica familiar e acho que ficou tudo bem divertido e real”, explica. As sequências mais surpreendentes, entretanto, focam nos cuidados e na bagunça feita pelos cachorros da apresentadora: Bupi, Maui, Coco, Lucky e Belinha. Com os cinco correndo pela casa e destruindo os móveis. “Antes de qualquer visita chegar, a gente esconde tudo o que está comido. É sofá comido, não tem um móvel que não esteja comido. Todos os livros, todas as revistas, tudo comido”, conta, entre risos.

Envolvida com diversos projetos de forma paralela, como o programa de viagens “Essa Eu Quero Ver” e o recente “Sua Maravilhosa”,

ambos do GNT, Sabrina acabou de gravar a segunda temporada do reality “Minha Mãe com Seu Pai”, parceria entre a Globo e o Multishow que fez sucesso no ano passado. O lançamento da dinâmica onde pais e mães solteiros, inscritos por seus filhos, são desafiados a dar uma nova chance ao amor será o foco da apresentadora assim que a folia chegar ao fim. “A questão geracional faz com que o programa seja diferente. Já apresentei outros formatos que falavam de relacionamento, mas esse tem um componente que é a diferença de geração, a maneira como pais e filhos flertam e se relacionam amorosamente. É muito bom poder falar para toda a família e mostrar que pais e mães podem e devem ser felizes no amor”, valoriza.

Natural de Penápolis, pequena cidade do interior de São Paulo, Sabrina sempre quis estar na tevê. De forma tímida, no início dos anos 2000, fez figuração em novelas e participou do balé do “Domingão do Faustão”. A virada veio em 2003, quando conseguiu mostrar seu sotaque carregado e o potencial de seu carisma como participante do “Big Brother Brasil”. Embora não tenha ganhado o prêmio milionário, caiu nos braços do público. Por uma década, foi integrante da trupe do “Pânico” em emissoras como Rede TV! e Band. Na sequência, resolveu brilhar sozinha na Record, onde apresentou por oito anos um programa com seu nome e se tornou um dos maiores salários da tevê.

ponto

de vista / Nova versão de Dona Beja aposta em ousadia estética, discurso feminista

e protagonismo negro

Beleza indomável

Aestreia de “Dona Beja” na HBO Max, vai além de um resgate nostálgico de um sucesso da teledramaturgia dos anos 1980. Ambientada no Brasil do início do Século XIX, a novela assume desde seus primeiros capítulos uma postura de enfrentamento, revisitando uma história conhecida, mas reorganizada a partir de valores contemporâneos e com uma narrativa marcada pela violência de gênero, pela discussão racial e pela recusa a idealizar o romantismo como único destino possível para sua protagonista.

Interpretada por Grazi Massafera, Beja surge menos como heroína tradicional e mais como uma anti-heroína moldada pela brutalidade do mundo ao redor. A personagem atravessa perdas, sequestro, abandono e humilhação pública, até transformar a própria beleza, apontada como maldição pela própria mãe, em instrumento de poder. O texto assume um viés claramente feminista, afastando-se da promessa de redenção amorosa para investir na ideia de liberdade como conquista. Não por acaso, frases de impacto atravessam os capítulos, reforçando que o conto ali não é de fadas, mas de sobrevivência.

Outro ponto que distingue Dona Beja é a forma como a novela trabalha a questão racial. A presença de personagens negros em posições de prestígio, como artistas, advogados, enfim, pessoas instruídas na sociedade da década de 1820, desloca a lógica comum das narrativas de época, sem apagar o debate sobre racismo. Pelo contrário: ele é frontal, verbalizado e encenado em situações duras. Assim como o machismo, materializado desde o primeiro capítu-

lo com o linchamento moral de Candinha, vivida por Erika Januza. A escolha de uma mulher trans como dama de companhia de Beja reforça ainda mais uma vocação da novela para o risco. E isso é muito bom.

O elenco numeroso ajuda a dar corpo a esse universo. David Junior constrói um Antônio dividido entre desejo, culpa e conveniência social, enquanto Bianca Bin imprime ambiguidade à antagonista Angélica, persona-

gem que escapa da vilania fácil e funciona como espelho das contradições femininas da trama. Grazi parece tropeçar nos minutos iniciais, mas não demora para mostrar que a personagem foi feita para ela.

Ainda é cedo para entender o alcance total dessa nova “Dona Beja”, mas o início é inegavelmente promissor. O folhetim se mostra pronto para incomodar, tensionar expectativas e reposicionar uma história clássica sob outra lente. Se conseguir sustentar esse equilíbrio entre espetáculo, discurso e dramaturgia ao longo dos capítulos, a produção tem tudo para se firmar não apenas como remake bem-acabado, mas como uma leitura atual e politicamente consciente de um clássico da tevê brasileira.

resumo das novelas

s egunda - Candinho, s amir, d ita e Joaquim fogem para o r io de Janeiro. e stela agride a b aronesa/ s andra. Zulma descobre que Candinho fugiu com s amir e o denuncia para o delegado. a raújo revela a Haydée as condições de Janete para interromper o processo contra a irmã. estela conta a Celso que a baronesa/sandra a agrediu, quando Túlio flagra os dois juntos novamente. Zulma deduz que Candinho fugiu com samir para o rio de Janeiro. Lourival pede ajuda a Lúcio para preservar doris river. dita avista a polícia na estrada e Candinho teme que Zulma o tenha encontrado.

s egunda - Zilá procura por alaorzinho na casa de eliomar. agrado afirma a Janete que precisa de um tempo para perdoar a mãe. alaorzinho pressiona ronei e bara sobre negócios. Leandro pede uma carona a agrado para Goiânia. Naiane arma para João raul e o avião em que estão simula um pouso de emergência na fazenda do avô da menina. Janete sugere criar uma cooperativa com Nora e Cinara ouve.

Terça - Candinho e d ita conseguem despistar a polícia e chegam ao r io de Janeiro com s amir e Joaquim. Tamires, Mirtes e Cunegundes anunciam na rádio a estreia de seu musical. Lúcio e Lauro têm uma ideia para combater o preconceito de o lím pia e e rnesto. a sdrúbal, Celso e a raújo vendem a fábrica para a b aronesa/ s andra. a nabela declara seu amor de filha para e stela. Quincas comenta com Manoela seus planos de voltar a estudar. e stela ameaça seu casamento com Túlio, caso o rapaz não mude seu comportamento.

Terça - Leandro assiste ao show de agrado. João raul percebe que Naiane armou para ficar sozinha com ele. agrado estranha ao não conseguir contato com João raul. eduarda lamenta que ronei não tenha retornado sobre sua gravação. Leandro encontra Xavier. eliomar confronta Zilá. Malvino exige que Janete deixe a cidade. Naiane tem uma reação alérgica. Leandro agride Xavier ao ouvi-lo maldizer soraia.

Quarta - Zulma decide ir com o delegado para o r io de Janeiro atrás de s a mir e Zenaide e crianças tentam impedi-la. Lourival tenta se decla rar para dita, que despista o empresário. ernesto a baronesa/sandra afirmam que são os novos tores de Policarpo e Candinho pressente algo errado envolvendo o amigo. anacleto diz a Cune gundes e Quinzinho que deseja comprar o sítio para morar com Jocasta. Zé dos Porcos sonha com seu filho e Maria divina se preocupa com o exame de fertilidade do marido. Carneiro e Medeia chegam para a estreia do musical de Cunegundes.

Quarta - agrado tenta interromper a briga entre Xavier e Leandro. Janete garante a Malvino que tem medo de Zilá. Zilá afirma a eliomar que segui rá com o pedido para sua interdição. agrado acom panha Leandro no hospital, enquanto João r cuida de Naiane na cabana. Leandro confessa agrado que tem um segredo. Zilá desabafa com Cinara sobre Jean Carlos. ronei pede que b quite a dívida de Walmir com adilson. Luan se apro xima de eduarda. Naiane promete a João raul rar de provocar agrado nas redes sociais. Janete propõe criar uma cooperativa com as artesãs. vier alerta Zilá sobre a investigação sobre soraia.

segunda - Gerluce teme o questionamento de Paulinho, e pede ajuda a Lígia. Consuelo explica ao delegado fausto a origem de seu dinheiro. Misael avisa a Joaquim e Júnior que Consuelo foi presa. ferette manda fausto soltar Consuelo e seguir a moça. ferette descobre que Gerluce tentou fazer uma denúncia anônima na delegacia. Zenilda fica sabendo por José Maria que os remédios da fundação são falsos. Zenilda afirma a Xênica e a José Maria que irá até o fim para descobrir a verdade sobre ferette e a fundação. Paulinho está disposto a seguir seu dever de policial colocando em risco seu namoro com Gerluce.

Terça - Zenilda confronta ferette e arminda. Consuelo garante a Misael que não falará nada para a polícia. ferette se nega a deixar sua casa. arminda celebra a decisão de Zenilda de abandonar a casa, apoiada por Lorena e Leonardo. Xênica aceita a proposta de rogério de fornecer informações sobre tudo o que acontece na fundação. viviane questiona Leonardo sobre sua omissão diante da distribuição de medicamentos falsos feita pela fundação. Gerluce fica petrificada ao ser convocada por Paulinho para prestar esclarecimentos na delegacia. Macedo avisa a ferette que Leonardo e viviane brigaram.

Quarta - rogério não fala toda a verdade policiais, e inocenta Gerluce. ferette cai na arma ção de Xênica e não consegue se desvencilhar jornalista Téo Pereira, que insiste em publicar separação. Gerluce e Paulinho fazem as pazes. Pereira publica a matéria sobre a separação de rette e Zenilda. edilberto dá dinheiro a bagdá para garantir a tranquilidade do evento de inauguração de mais uma farmácia na Chacrinha. Lena combina de se encontrar com Joélly, sem que Herculano saiba. Misael mira contra ferette, na hora em ele é chamado ao palco por Xênica.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora divulgou o resumo do capítulo.

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Quinta - Candinho e d ita prometem construir uma família feliz. Med eia desmente o roteiro do musical de Cunegundes, que sofre com a atitude da cunhada. Zulma descobre o paradeiro de Candinho e d ita. a nabela volta para a escola. Túlio consulta Padre Lucas sobre seu casamento com estela. s andra afirma que araújo será funcionário de o lga na fábrica. Tamires anuncia que nenhum ingresso foi vendido para o musical de Cunegundes. Celso descobre que Policarpo ficará preso em uma jaula na fábrica. d ita é presa por subtração de menor e o delegado devolve s amir a Zulma.

Quinta - alaorzinho decide rescindir o contrato com a empresa de ronei. Xavier conta a Zilá que foi procurado por Leandro. eduarda se encanta por Leandro. alaorzinho usa o programa de Talita para pressionar ronei, que se desespera com os maus resultados de sua empresa. Cinara faz um perfil falso em uma rede social para se aproximar de alaor. Zilá anuncia que conseguiu a interdição de eliomar na Justiça. João raul e agrado declaram seu amor.

s exta - Candinho e Joaquim avistam o carro da polícia levando d ita e s amir. Celso se recusa a trabalhar na fábrica de s andra e e rnesto. Maria d ivina e Zé dos Porcos descobre m que ele não pode ter filhos biológicos. Cunegundes decide voltar para o sítio. ao cumprir a ordem judicial de Janete, Haydée aproveita para revelar sua história na rádio. s abiá consegue provas contra e rnesto no crime contra estela. Zé dos Porcos deixa o sítio. Lourival se desespera com a ausência de d oris/ d ita na primeira apresentação de sua turnê. Candinho descobre que Policarpo foi embora.

s exta - João raul discute com Walmir sobre o contrato com ronei. Zilá sabota mais uma vez a água de alaorzinho, que novamente sai à procura de Janete. v ilma comenta com agenor que Zilá precisa saber que alaorzinho visitou Janete. Luan tenta se aproximar de eduarda, que pensa em Leandro. Zilá confronta alaorzinho sobre sua procura por Janete. Xavier confessa seu crime a Leandro.

s ábado - Candinho se desespera com a ausência de Policarpo e a sdrúbal o conforta. Candinho convoca a raújo para tirar d ita da cadeia. Quincas acolhe Joaquim. Lauro conta a Tobias seu plano com Lúcio para desbancar e rnesto e o límpia. Candinho vai até a mansão de e rnesto tentar resgatar Policarpo. Maria d ivina afirma que deseja ficar com Zé dos Porcos mesmo sem filhos. Lourival visita d ita na cadeia. s andra confronta Candinho.

Quinta - Consuelo estranha quando o delegado a liberta, mas vai atrás de Misael para impedir que ele atire em ferette. Zenilda procura rogério e se disponibiliza para ser sua advogada. Lena descobre que raul é pai da filha de Joélly. samira observa Lena saindo do evento com Joélly e pede ajuda a edilberto. Lucélia convence bagdá a roubar o dinheiro dos tios. ferette e arminda se surpreendem ao ver Zenilda anunciar a presença de rogério no palco. edilberto impede Lena de sair com Joélly. Consuelo aborda Misael no exato momento em que ele atira em direção ao palco.

sexta - Misael percebe que a pessoa atingida não morreu e é forçado a sair do local por Consuelo e Gilmar. José Maria se vê obrigado a cuidar do ferimento leve de ferette por conta do tiro disparado por Misael. samira repreende Lena. ferette readmite José Maria. Consuelo aproveita a distração de Misael e o desarma. Misael beija Consuelo para disfarçar quando a polícia chega. Leonardo procura viviane.

sábado - Leandro desabafa com agrado. Leandro explica sua situação para alaor e sua família, a fim de conseguir o dinheiro para o tratamento de Júlia. ronei aconselha eduarda sobre sua voz. Nora pede que eliomar guarde seu livro de ervas. alaor procura Leandro para reparação. Janete pede para conversar com alaorzinho.

não Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

sábado - viviane fica decepcionada com Leonardo, quando este não se coloca do lado do povo da Chacrinha. arminda dá entrevista para Téo Pereira e fala do relacionamento de Lorena para o jornalista. rogério pede a angélico que providencie uma reunião com seus aliados, pensando em tomar posse de tudo que é seu. Kasper vai atrás de Júnior e acaba encontrando as Três Graças no ferro-velho de Joaquim. Misael revela aos amigos que foi ele quem atirou em ferette e todos ficam preocupados ao saberem que a arma está com Gilmar. arminda se depara com rogério em seu quarto.

cinco perGuntas / Em “Dona Beja”, da HBO Max, André Luiz Miranda encara seu primeiro protagonista

Força artística

Assumir o papel de protagonista em “Dona Beja” não foi apenas um desafio artístico para André Luiz Miranda, mas uma experiência que atravessou sua própria história. Mais do que interpretar, ele precisou sentir na pele a dor e a força de um personagem marcado pela memória de atrocidades vividas por seus ancestrais. “O texto é a espinha dorsal de qualquer obra, mas nesta novela ele ganha um protagonismo especial. É o texto que move os atores, a direção, toda a engrenagem. Ele nos dá poder, porque nos permite discutir temas relevantes, nos dá ferramentas para provocar o público e contribuir para uma sociedade melhor. Trabalhar em uma obra onde o texto é tão forte é um privilégio, porque ele nos guia e nos desafia ao mesmo tempo. É como se cada palavra tivesse um peso e uma responsabilidade”, aponta.

Na nova versão do folhetim, André dá vida ao advogado João Carneiro de Mendonça, um dos personagens centrais da trama, que é apaixonado por Dona Beja, papel de Grazzi Massafera, e se torna rival de seu então amigo de infância, Antônio Sampaio, de David Junior, na disputa pelo amor da dona

do bordel. “É um projeto pioneiro, por reunir tanta diversidade e colocar tantas pessoas pretas em funções onde, muitas vezes, não somos enxergados”, ressalta.

P – A trama de “Dona Beja” marca sua estreia no posto de protagonista nas novelas. Que peso essa responsabilidade trouxe para você dentro e fora da trama?

R – Ser protagonista é carregar uma responsabilidade enorme. Não é apenas sobre o personagem em si, mas sobre a energia que ele imprime em toda a obra. O protagonista dita o ritmo, a temperatura, a intensidade do projeto. Para mim, foi um desafio gigantesco, porque além da responsabilidade artística, havia também uma carga histórica.

P – O que mais encantou você na proposta de viver João Carneiro?

R – João é um personagem que me emociona profundamente. Ele nasceu de um amor verdadeiro, em uma época em que casamentos arranjados e dotes eram comuns. Isso já o torna especial: ele é fruto de afeto genuíno. Cresceu cercado de carinho, com um olhar limpo para as pessoas. É alguém que não tem medo de dizer o que sente, que luta pelos seus ideais, que viveu uma infância bonita e cheia de afeto.

P – A trama mostra três amigos de infância com o mesmo objetivo, mas pensamentos diferentes. O que essa relação simboliza para você?

R – Essa relação é muito simbólica. Historicamente,

pessoas pretas foram colocadas no mesmo bolo, como se pensassem todas da mesma forma, como se não houvesse diversidade de ideias entre nós. A novela quebra esse estigma ao mostrar três amigos que compartilham o mesmo objetivo, mas têm visões diferentes sobre como alcançá-lo.

P – Atualmente, você vive a experiência de gravar “A Nobreza do Amor”, próxima das seis da Globo, em que o roteiro se molda muito ao que os atores entregam e às impressões do público. Agora, em Dona Beja, no streaming, a obra já nasceu toda escrita, com arco definido. Como você enxerga essa diferença entre os dois formatos e o impacto que isso tem na construção dos personagens?

R – Na tevê aberta, existe uma dinâmica muito viva: o autor tem uma ideia inicial dos personagens, mas essa ideia vai se moldando conforme o ator entrega nuances diferentes e também conforme o público reage.

P – Apesar de ser uma trama de época, “Dona Beja” carrega discussões atuais. Qual é a importância de trazer esses debates?

R – É fundamental. Nós vivemos em uma sociedade que ainda carrega marcas profundas de machismo, racismo, transfobia, gordofobia e tantas outras formas de preconceito. A novela tem um papel social importante porque coloca essas questões em debate, expõe feridas que ainda não cicatrizaram.

r aio-x / No elenco de “Três Graças”, Guthierry Sotero traz à cena a resiliência e a energia de jovens brasileiros

Força jovem

Guthierry Sotero se guiou pela resiliência e responsabilidade para dar vida a Júnior em “Três Graças”. Na trama das nove, o jovem precisou amadurecer cedo para apoiar o pai e garantir o bemestar da família, sem perder o alto-astral e a disposição de estar sempre na correria. “Essas características conversam muito comigo, com os meus amigos e com diversos jovens desse Brasil”, aponta. Na história de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, Júnior é um jovem estudioso e trabalhador que trabalha com computação. Perde o pai, que tomava os remédios falsos, e está disposto a combater as maldades que acabam com famílias como a sua. No meio de seu caminho por justiça, ele se envolve com Maggye, papel de Mell Muzzillo. “O Júnior precisava nadar contra a maré e ajudar as pessoas próximas a ele. Sou um cara tímido e poder observar meus colegas é incrível. Receber esse convite era algo muito distante pra mim, mas tratei isso na terapia e vi que era digno desse convite. Estou muito feliz e grato”, explica o ator, que ganhou seu primeiro papel fixo em novela na trama de “No Rancho Fundo”.

Nome: Guthierry Sotero Cristovão.

Nascimento: Em 3 de outubro de 2001, no Rio de Janeiro/RJ.

Atuação inesquecível: “A sequência que saio de casa com o pai doente e retorno com ele falecido nos meus braços em ‘Três Graças’”.

Interpretação memorável: Wagner Moura em “O Agente Secreto” e Michael B. Jordan em “Pecadores”.

Um momento marcante na carreira: “Cena do beijo de Vini e Yuri em ‘Vai na fé’”.

O que falta na televisão: “Vídeo Show”.

O que sobra na televisão: “Histórias brasileiras sendo muito bem contadas”.

Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos.

Se não fosse ator, o que seria: Desembargador de Justiça.

Ator preferido: Lázaro Ramos.

Atriz preferida: Andréa Beltrão.

Novela preferida: “A Regra Do Jogo”, de 2015, da Globo.

Vilã marcante: Flora (Patrícia Pillar) em “A Favorita”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Império”, de 2014, da Globo.

Que papel gostaria de representar: “Um assassino em série, vilão carismático”.

Filme: “Trash – A Esperança Vem do Lixo”, de Stephen Daldry e Christian Duurvoort, e “Saneamento Básico”, de Jorge Furtado.

Autor predileto: Aguinaldo Silva.

Diretor favorito: Ryan Coogle e Quentin Tarantino.

Vexame: “Ir no jogo Bota-

fogo x Palmeiras (3x4) e na semana seguinte Botafogo x Grêmio (3x4) nessa semana eu silenciei uns seis ou sete amigos das redes e briguei com dois”.

Uma mania: “Simular uma entrevista sozinho em casa”.

Um medo: “De partir sem concretizar meus sonhos”.

Projeto: “Lançar meu EP ‘JN’ e rodar o Brasil com o rap”.

inside / Globo investe no Carnaval de Rua por todo país com o “Glô na Rua”

Além dos desfiles

AGlobo aposta mais uma vez no Carnaval como vitrine nacional com o projeto “Glô na Rua”, que contará com uma cobertura intensificada entre os dias 14 e 17 de fevereiro. A iniciativa amplia a cobertura para 20 cidades e promete mostrar a diversidade cultural que pulsa nas ruas do país. A proposta é celebrar estilos, sotaques e tradições regionais, mas também reforça a centralização da festa sob o olhar da emissora, que transforma manifestações populares em espetáculo televisivo. “O ‘Glô na Rua’ é um projeto que traduz a essência do Carnaval brasileiro: diversidade, alegria e cultura. Em 2026, ampliamos nossa presença para mostrar ainda mais histórias e tradições, levando para a tela da Globo a energia que pulsa nas ruas”, valoriza Beto Silva, diretor do projeto.

Em 2026, o “Glô na Rua” amplia sua atuação para 20 cidades, incluindo as capitais Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Goiânia, Brasília, Manaus, Macapá, Florianópolis e outras localidades

que representam a riqueza cultural das cinco regiões do Brasil. O time de repórteres nas capitais inclui Pedro Henrique França (Rio de Janeiro), Letícia Vidica (São Paulo), Rita Batista e Luana Souza (Salvador), Carol Maloca (Recife) e Kdu dos Anjos (Belo Horizonte). Além deles, profissionais das afiliadas da Globo estarão presentes em cidades como Manaus, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Ouro Preto, Vila Velha, Caruaru, Maceió, João Pessoa, entre outras. “Estou no ‘Glô na Rua’ desde o seu início e acompanho de perto as evoluções do projeto, sempre focado em atender melhor o nosso telespectador, a nossa telespectadora, ampliando cidades e capitais. Eu sou apaixonada pela festa e para mim é uma felicidade enorme fazer parte do ‘Glô na Rua’ reportando o Carnaval de Rua de Salvador para todo o Brasil, agora do meio da folia. Nós, que temos o maior carnaval de trio elétrico do mundo, a maior festa popular do planeta”, explica Rita Batista, que também integrará o elenco de “A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis.

Com 60 entradas na programação até 17 de fevereiro, o “Glô na Rua” reforça seu compromisso de mostrar a pluralidade da folia brasileira, valorizando tanto a cultura regional quanto os talentos locais responsáveis por transportar o público para dentro da festa e das expressões culturais únicas de cada cantinho do país. “Quatro anos de ‘Glô na Rua’ já dá até para chamar de relacionamento sério com o Carnaval. É emoção, é cansaço, é riso, é suor e muito amor envolvido. Da primeira vez que eu participei, confesso que achei até que tinham errado a pessoa (risos). Mas agora, estou aqui no meu quarto ano consecutivo e, em cada ano, eu busco aprofundar o olhar, o respeito e a responsabilidade de mostrar essa

cultura com verdade”, afirma a humorista e influenciadora Carol Maloca, que comanda as reportagens de Recife e Olinda, cidades conhecidas por terem o maior carnaval em linha reta do mundo.

Além da transmissão dos desfiles de São Paulo, o Carnaval de rua também será destaque no “Glô na Rua”. A jornalista Leticia Vidica, repórter dos programas “Encontro”, “É de Casa” e “Mais Você”, fará parte da cobertura da folia de rua paulistana. “Costumo brincar que nem parece trabalho. Participar desse projeto é a oportunidade de colocar pra fora a minha versão foliã. É a parte carnavalesca da Lelê que sempre existiu e agora o Brasil vai conhecer um pouquinho mais.

Bastidores

/ Próxima novelas das seis,

“A Nobreza

do Amor” conecta África e Nordeste, entre reinos, batalhas e romance

Fábulas reais

Ohorário das seis da Globo costuma dar espaço para experimentações. “A Nobreza do Amor”, próxima trama da faixa, mistura culturas e realidades, construindo uma ponte entre África e Brasil, enquanto aborda questões contemporâneas em meio ao romance e à luta pela sobrevivência. Com estreia prevista para 16 de março, o folhetim reúne reis e rainhas africanas, batalhas, disputa de poder, luta por justiça e o despertar do amor entre uma princesa africana e um trabalhador de engenho do Nordeste. “Essa história vai construir uma ponte entre África e o Nordeste do Brasil, misturando culturas e realidades. É uma fábula sobre uma princesa preta, e isso, por si só, é muito significativo. Ela busca refúgio no Brasil quando seu pai, o Rei Cayman II, sofre um golpe perpetrado por seu primeiro-ministro, Jendal, e a família é condenada à morte. Nesse sentido, apesar de ser uma história que se passa em 1920, ela também aborda temas contemporâneos”, afirma Duca Rachid, que assina o enredo ao lado de Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr.

De mundos que, inicialmente, parecem completa-

mente distintos, dois jovens destemidos se conhecem na cidade fictícia de Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte, nos anos 1920. A partir desse encontro improvável, esse casal, além de perseguir seus sonhos e lutar por justiça, descobre um grande amor. Assim são os caminhos de Alika, papel de Duda Santos, e Tonho, de Ronald Sotto, uma princesa africana e um trabalhador brasileiro, protagonistas de “A Nobreza do Amor”. “Na trama, cada personagem vai ter um despertar e isso está conectado à construção e ao fortalecimento da nossa autoestima, tão negligenciada pela forma como a história do nosso país nos foi contada. Alika, por exemplo, descobre o amor verdadeiro, mas não abre mão de seu ideal, que é recuperar o trono de Batanga. Tonho desperta para a sua origem e sua missão, entendendo os limites impostos por sua cor”, define Elisio.

A trama traz o continente africano representado pelo fictício Reino de Batanga, uma ex-colônia portuguesa onde se desenrola parte da história. É de lá que a Princesa Alika foge para o Brasil com sua mãe, a Rainha Niara, vivida por Erika Januza, para escapar do tirano Jendal, de Lázaro Ramos, primeiro-mi-

nistro e homem de confiança do Rei Cayman II, papel de Welket Bungué, cujo trono é usurpado pelo vilão. “É uma história que se passa em dois continentes, mas o que acontece numa arena, reverbera diretamente na outra e viceversa. Uma história sobre as identificações entre Brasil e África. Sobre nossa herança africana. Nossa ideia é apresentar uma trama com uma grande variedade de histórias, cores e formatos, reforçando e celebrando essa conexão entre o continente africano, o Nordeste e o Brasil”, explica Júlio.

As gravações já acontecem no Rio de Janeiro e são a se-

gunda etapa dos trabalhos, que começaram em dezembro no Rio Grande do Norte, onde desembarcou um grupo de 150 pessoas e mais de 25 toneladas de equipamentos, para gravar em diferentes paisagens, incluindo dunas, falésias, praias e parques. A logística envolveu caminhões de figurino, de produção de arte, além de um camarim móvel, e equipamentos, como câmeras, drones e geradores. Foram usados também cerca de seis veículos com estruturas desenvolvidas para garantir a estabilidade das câmeras em cenas de movimento em terreno arenoso.

Mundo inédito Zapping por Caroline Bor G es Força da tevê aberta

> Amaury Lorenzo ainda está construído uma história na tevê. Apesar do curto tempo diante do vídeo, o ator já coleciona bons projetos no currículo. Em sua terceira novela, o intérprete de Gilmar, de “Três Graças”, vibra com as oportunidades em sequência na tevê aberta. “Rodo o Brasil fazendo teatro e sempre me falam como a novela é importante para a cultura brasileira. Sou um ator que vai para tudo quanto e lado, faço drama, faço humor... Gosto de muito de trabalhar e atuar”, vibra.

Novela das seis

Hilton Cobra estará no elenco de “a Nobreza do amor”, próxima novela das seis. o folhetim estreia dia 16 de março.

Temporada completa

a primeira temporada de “No fogo com bronze” contará com 10 episódios. a produção comandada por felipe bronze estreia dia 13 de maio, no GNT, e contará com exibições às quartas e sextas, às 21h45.

Microdramas

vividas por débora bloch e bella Campos, odete e Maria de fátima de “ vale Tudo” ganharão uma novela vertical no Globoplay. o conteúdo estreia no próximo dia 10.

Tudo novo

a próxima temporada de “Café filosófico” contará com uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, vinheta de abertura e artes gráficas. Com apresentação de Tainá Müller, o programa da Tv Cultura estreia na segunda quinzena de abril.

Projeto infantojuvenil

Manu Morelli, que participou de “beleza fatal”, está no elenco da série “os 12 signos de valentina”, original Netflix. sem data de estreia prevista, a produção está em fase de gravações.

Comentários em campo

alexandre Pato estará na equipe do sbT de transmissão da Copa do Mundo 2026. a emissora exibirá 32 jogos ao vivo, incluindo todas as partidas da seleção brasileira, independentemente da fase da competição. a Copa do Mundo terá início em 11 de junho, e sua final acontece em 19 de julho.

Horário nobre

João vitor silva está escalado para “Quem ama Cuida”, próxima novela das nove. a produção estreia no primeiro semestre deste ano.

Assunto espinhoso

Na série “Tremembé”, original Prime vídeo, Letícia Tomazella mergulha em um universo marcado por crimes brutais e personagens complexos, e sua própria reflexão sobre o processo revela a profundidade desse desafio. “sou uma interessada na psique humana. então isso ampliou meu olhar sobre o ser humano, suas luzes e sombras. Me fez conhecer um novo hall da sociedade, que eu ainda não conhecia. Mas de fato é um tema de difícil digestão, claro”, afirmou a atriz, que vive a personagem Poliana, inspirada em Luciana oldberg.

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