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Jornal De Fato

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MOSSORÓ (RN), SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026 – EDIÇÃO 7.512 – ANO XXVI – R$ 2,50

Jornal de Fato NESTA EDIÇÃO: 48 PÁGINAS

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OPINIÃO P2 | POLÍTICA P3 | NACIONAL/OPINIÃO P4 | COLUNA CÉSAR SANTOS P5 | SEGURANÇA P6 | ESPORTE P7 E 8 | CADERNO MOSSORÓ/ESTADO P1 A 4

DIVERSIDADE BIOLÓGICA AINDA POUCO EXPLORADA NO RN

Descoberta de novas espécies no rio Piranhas-Açu amplia o conhecimento sobre a biodiversidade potiguar Principal 6 e 7

Despesas públicas estaduais no RN chegam a R$ 14,5 bilhões

NOSSOS CADERNOS

Mossoró tem ação para verificação do “verme do coração” em cães Mossoró 3

ESPORTE

Vasco e Fluminense abrem oitavas da Copa do Brasil em clássico

>> Números equivalem a R$ 4,5 mil por habitantes e 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. No Nordeste, despesas públicas estaduais chegam a R$ 200 bilhões em 2026.

Mossoró 8

Mossoró 1

ELEIÇÕES

Convenções confirmam seis chapas majoritárias no RN Principal 3

Style

DINHEIRO FÁCIL

Bets no centro do debate da saúde mental no Brasil Conexão Saúde - Sua Vida Mulher 7

SAÚDE ANIMAL

A MODA QUE TEM A CARA DO RN!


2 Opinião

Jornal de Fato

SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

ESPAÇO

Organização: Organização: Clauder Clauder Arcanjo Arcanjo

JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

clauderarcanjo@gmail.com clauderarcanjo@gmail.com

PÁGINAS DE UM DIÁRIO (III) EDMÍLSON CAMINHA

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

1998 Quinta-feira, 1° de outubro Para Fernando Dídimo, o gosto que tenho por biografias é fruto da minha “porção comadre” – referência às velhas nordestinas que adoram xeretar a vida alheia... Pode até ser, mas o que me atrai mesmo é a experiência de vida, os sonhos e as desilusões, os sofrimentos e os prazeres, as conquistas e os malogros que enriquecem a história de um ser humano. É o que sinto agora, ao devorar Na fogueira, o volume de memórias com que Joel Silveira lembra a infância em Sergipe e a mocidade no Rio. Mais uma vez, convenço-me de que nos interessam não apenas os grandes feitos, as existências heroicas, as confissões dramáticas, mas também a vida simples, as pequenas lembranças, o cotidiano banal das pessoas comuns. Da provinciana Aracaju à excitação carioca, Joel repetiu a aventura de milhares de jovens da sua época: mas quanta força, quanta substância numa vida tão singela e tão rica! &&& Terça-feira, 6 de outubro Ana Maria chama-me a atenção para cenas da comédia Não me mandem flores. Rock Hudson começa a tomar banho enquanto a mulher, Doris Day, atende à campainha da casa para receber o que lhe trouxera o entregador do supermercado. Quando puxa o jornal metido por baixo da porta, esta se fecha, prendendo-lhe o robe de chambre. Debaixo do chuveiro, o marido não a ouve implorando por ajuda; antes que os vizinhos a encontrem naquela situação constrangedora, livra-se da peça que a mantém presa e, apenas de camisola, atravessa o jardim para jogar-se pela primeira janela que lhe dá passagem, sob o olhar curioso do tintureiro. Terá sido no cinema que Fernando Sabino se inspirou para escrever “O homem nu”? Comparamos as datas e vemos que não: a história do autor brasileiro é de 1960, e o filme, de 1964. Se houve plágio, a culpa não pesa, portanto, sobre o nosso contista... &&&

Segunda-feira, 12 de outubro Telefonamos para Fernando Sabino e deixamos na secretária eletrônica os parabéns pelos 75 anos que comemora hoje. Pena que muitos insistam em vê-lo somente como o autor de Zélia, uma paixão, e não como o grande ficcionista de O encontro marcado, um dos melhores romances da literatura brasileira contemporânea. Na coluna “Dito e feito”, que por vários anos escreveu para diversos jornais, reproduziu, em 1984, história que lhe contei, sabedor do interesse que tem pelo mistério das coincidências: Meu amigo Edmílson Caminha, crítico e professor de literatura em Fortaleza, veio passar uns dias no Rio, em companhia de sua encantadora mulher, Ana Maria. Grande figura humana, estende o seu bom gosto à música popular brasileira, especialmente à tradicional, como o samba de gafieira. Ontem andou por aí, procurando alguma gravação de um músico de sua particular predileção, o trombonista Raul de Barros. Acabou encontrando uma preciosidade, um LP chamado, se não me engano, O trombone de ouro, celebrando os 50 anos de carreira artística do instrumentista. Contente da vida, foi ouvir o disco no apartamento de seu irmão, onde está hospedado, na rua Senador Vergueiro. A horas tantas, debruçado à janela, viu a seu lado, na janela vizinha, um cidadão estranhamente parecido com o músico que escutava. Intrigado, foi olhar a foto na capa do disco. Não tinha dúvida, era mesmo alguém muito parecido com ele. Não satisfeito, consultou o catálogo de telefones: Raul de Barros, rua Senador Vergueiro... — Me desculpe, mas o senhor é o Raul de Barros? – ousou perguntar, de volta à janela. Não só era ele, como contou que, ouvindo no apartamento ao lado uma música sua, chamou a atenção da mulher, achando ambos a princípio que se tratasse de rádio FM. Mas eram várias faixas, algumas repetidas... — Pois então traga aqui o disco para que eu ponha uma dedica-

tória – sugeriu então, satisfeito, quando Edmílson lhe falou da sua admiração. E confraternizados, passaram os dois então a celebrar esse extraordinário acontecimento que é o de, numa cidade com mais de cinco milhões de habitantes, dois seres humanos se encontrarem. &&& Terça-feira, 13 de outubro Carta minha para o diplomata Nestor dos Santos Lima: Grato pela gentileza com que me ofertou a sua excelente Evocação de Rui Ribeiro Couto, que devorei no mesmo dia em que a recebi. O volume fez-me logo recordar a grande e estreita relação que há entre a literatura e a diplomacia brasileiras. São muitos os escritores que, pertencentes ou não à carrière, prestaram serviços ao Brasil no exterior: Gilberto Amado, Afonso Arinos de Melo Franco, Álvaro Lins, Antônio Houaiss, Guimarães Rosa, Vinicius de Moraes, João Cabral de Melo Neto, Rubem Braga, Mário Palmério, Josué Montello... Entre eles, avulta o nome de Ribeiro Couto, o romancista de Cabocla, o poeta de O jardim das confidências, com quem você teve a oportunidade de conviver nas lonjuras de Belgrado. Convivência que lhe possibilitou evocá-lo não só como criador, mas sobretudo como pessoa, como figura humana em quem, parece, a delicadeza do artista se contrapunha ao protocolo do diplomata. Daí a importância do seu pequeno-grande livro, a que todos, doravante, teremos de apelar para discorrer sobre a vida e a obra do autor do Cancioneiro de Dom Afonso.

Austregésilo de Athayde, que recorda o encontro:

&&& Quarta-feira, 14 de outubro Em O século de um liberal, de Cícero Sandroni, referência ao Padre Azarias Sobreira, primo de meu pai, colega e amigo do biografado, Austregésilo de Athayde, no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Deixavamse os dois ficar horas perdidas no alto da torre que se ergue fronteira ao velho instituto, de onde se podem contemplar os verdes mares da Praia de Iracema. Entretinham-se com a leitura dos manuscritos de Marion, em que já se pressentia a verdadeira vocação do seminarista que acabaria por abandonar a Igreja em favor do jornalismo e da literatura. Por volta de 1988, encontro Austregésilo – cheio de vigor e de energia para os 90 anos que completara – na recepção do Esplanada Praia Hotel, em Fortaleza. Apresentome como primo do Padre Azarias, o virtuoso sacerdote que ficou na lembrança dos que o conheceram pelo exemplo de amor a Deus e de doação ao próximo. “Era um santo”, diz-me o acadêmico, dando o braço a Dona Cármen, a cuidadosa e fiel secretária que o acompanhou nos últimos anos de vida. &&& Sexta-feira, 16 de outubro Assis Chateaubriand é uma das figuras mais pitorescas da história do Brasil, pelo fulgor da inteligência e pela incerteza do caráter, pelo espírito empreendedor e pela falta de escrúpulos, pelo senso de humor e pela disposição truculenta – pelo que havia nele, enfim, de grandioso e de abjeto. Ao assumir o controle de O Jornal, apressou-se em procurar Dom Sebastião Leme, bispo coadjutor da Arquidiocese do Rio de Janeiro, a quem visitou na companhia de

De e Fato com

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

Direção Geral: César Santos Diretor de Redação: César Santos Gerente Aadministrativa: Ângela Karina Dep. de Assinaturas: Alvanir Carlos

www.defato.com E-MAIL: redacao@defato.com TWITTER: @jornaldefato_rn REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (084) 99836-5320 (Mossoró)

AS CO LU NAS E MATÉ RIAS AS SI NA DAS SÃO DE RES PON SA BI LI DA DE DE SEUS AU TO RES

D. Sebastião Leme recebeu-nos muito bem, deixou-nos à vontade; diante do prelado aquele homem desafiador de céus e terras mostrava-se submisso, e dizia que O Jornal estaria sempre ao lado do catolicismo. Concordou em dar mais espaço para os artigos de Alceu Amoroso Lima, garantiu que eliminaria de suas páginas a coluna de assuntos protestantes. Saindo do palácio, Chateaubriand elogiou a esperteza e a inteligência do bispo, acrescentando: — Seu Athayde, duvido muito que ele creia em Deus... &&& Sexta-feira, 23 de outubro Sérgio Gaio me presenteia com O menino e o palacete, de Thiers Martins Moreira. Poucas vezes, em nossa literatura, vemos transformar-se uma coisa (no caso, o prédio a que faz menção o título) em substância da memória: lembro-me d’A casa do meu avô, de Carlos Lacerda, e dos primeiros volumes escritos por Pedro Nava. No livro que acabo de ler, o autor resgata com maestria os acontecimentos mais remotos, as sensações mais profundas, a gênese das recordações com que o menino se faz eterno na lembrança do homem. Em páginas que nos tocam pela riqueza dos sentimentos e pela delicadeza do estilo, avulta a percepção sinestésica do memorialista: ao reviver a casa onde morou, luzes, cores e sons se fundem compondo belíssimos efeitos, pelos quais sentimos, como se fosse nossa, a emoção do escritor no comovente regresso ao território da infância. O menino e o palacete é uma pequena obra-prima da literatura brasileira.

COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 99956-4810 - (84) 99485-3685

FI LIA DO À


Política

Jornal de Fato

SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

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Convenções confirmam Ney Lopes seis chapas majoritárias no Rio Grande do Norte nl@neylopes.com.br www.blogdoneylopes.com.br

O futebol não está à venda

A

s federações europeias protestaram junto à FIFA contra o plano de transformar a Copa do Mundo em um ativo negociável. A proposta prevê a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões e a transferência de até um quarto dela a investidores institucionais, com o objetivo de revenda com lucro.

ELEIÇÕES 2026 / São seis candidatos ao Governo do Estado e

11 postulantes às duas vagas ao Senado da República

Reprodução

FUTEBOL NÃO PODE SER VENDIDO EM LEILÃO Há quem apresente a medida como modernização inevitável. Argumentam que o dinheiro injetado transformaria os clubes em empresas e permitiria choque de gestão capaz de atrair patrocínios milionários e futebol mais vistoso, taticamente evoluído. O problema é que, “aberta a porta”, a pressão por resultados financeiros vira prioridade. O comando passaria as mãos de quem tenha maior poder econômico. Afinal, o futebol, patrimônio cultural e social de bilhões de pessoas, foi construído por gerações de atletas, clubes e torcedores e não deve ser vendido em leilão.

DA REDAÇÃO

P

elo calendário eleitoral 2026, as convenções partidárias devem ser realizadas até a próxima quartafeira, 5 de agosto, mas no Rio Grande do Norte todos os partidos realizaram as suas convenções, definindo os candidatos e as coligações da disputa majoritária. Convenções partidárias são reuniões de filiados a um partido político para julgamento de assuntos de interesse do grupo ou para escolha de candidatos e formação de coligações (união de dois ou mais partidos a fim de disputarem eleições). Conforme o art. 87 do Código Eleitoral, só podem concorrer às eleições os candidatos que estiverem filiados a um partido político. Uma vez que cada partido político possui inúmeros filiados, é necessário escolher entre eles, em convenção partidária, os que serão candidatos a cargos eletivos. Encerrado o prazo das convenções, as legendas têm dez dias para pedir os registros das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. As definições dos candidatos, ocorridas durante as convenções, precisam ser registradas pelas legendas em atas oficiais. Até 15 de agosto, os partidos devem enviar uma cópia do documento da convenção ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)A. Também precisam entregar uma autorização do filiado para incluir seu nome como candidato e uma prova de filiação partidária. É necessário apresentar declaração de bens, cópia do título eleitoral, certidão de quitação eleitoral, certidões criminais da Justiça (Eleitoral, Federal e Estadual), fotografia do candidato e, para candidatos aos cargos do Poder Executivo, propostas defendidas.

GOVERNO E SENADO Seis chapas majoritárias foram confirmadas nas con-

LUCRO SOCIAL DO FUTEBOL Toda privatização impõe análise, caso a caso. O futebol não pode subordinar-se a vantagens financeiras, mas sim ao lucro social, aquele que beneficia os de menor poder aquisitivo, os miseráveis e os excluídos. Lucro social se mede através de indicadores reais: número de jovens de baixa renda que passam a treinar regularmente; redução da violência em comunidades onde o futebol se torna rotina; taxa de permanência escolar entre jovens vinculados a projetos esportivos; proporção de recursos aplicados em infraestrutura pública de base. Governadoria, sede do Governo do Estado do Rio Grande do Norte

venções partidárias no Rio Grande do Norte, sendo seis candidatos a governador, seis a vice-governador e 11 ao Senado da República. A disputa pelo Governo do Estado será acirrada entre os candidatos Cadu Xavier (PT), que tem como vice Larissa Rosado (PSB); Álvaro Dias (PL) com o vice Babá Pereira (PL); e Allyson Bezerra (União Brasil), que escolheu Hermano Morais (MDB) como vice. Outras três chapas ao governo foram homologadas pelo Psol (Robério Paulino/ Lenny Grilo), PSTU (Dário

Barbosa/Nanda Soares) e pela Unidade Popular (Arinalda Medeiros/Francisco Dias). A Federação Brasil da Esperança, que sustenta a candidatura a governador de Cadu Xavier, homologou as candidaturas ao Senado de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT). Já o PL confirmou a candidatura do Coronel Hélio, acompanhado do senador Styvenson Valentim (Podemos). Os dois candidatos ao Senado da coligação Brasil da Esperança, do candidato a governador Allyson Bezer-

ra, são a senadora Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (União Brasil). Os outros candidatos ao Senado são: Sandro Pimental e Sônia Godeiro, pelo Psol; Luciana Mandu e Rosália Fernandes, pelo PSTU; e o Professor Guilherme, pela Unidade Popular. A partir de agora, as legendas devem oficializar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral, com prazo até o dia 15 de agosto. No dia seguinte, 16, começa a campanha eleitoral nas ruas; e no dia 28 terá início a campanha eletrônica no rádio e TV.

EXEMPLOS NO BRASIL Cabe mencionar cenários de privatização do futebol ocorridos no Brasil. No Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno adquiriu 90% das ações e adotou postura que gerou profunda insatisfação na torcida. Em abril de 2024, devolveu o clube à SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O Botafogo, após momentos de glória, mergulhou em uma profunda crise institucional e judicial, culminada com o afastamento do investidor norte-americano John Textor, que transferiu de forma irregular participações societárias do Clube para uma empresa desconhecida nas Ilhas Cayman. A iniciativa privada não constitui solução milagrosa capaz de atender, por si só, aos interesses do futebol. É necessária a preservação do modelo atual, no qual a FIFA permaneça uma associação privada sem fins lucrativos de direito suíço, cujo controle está vinculado à adesão voluntária das 211 associações-membro, obrigadas a cumprir seus estatutos e regulamentos. Por essas razões, a resistência europeia é compreensível, diante da investida da FIFA para privatizar um bem que pertence ao público. Ao entregar o futebol aos cofres do mercado, a entidade empurra multidões a abrir mão do direito de viver a alegria coletiva do jogo, reduzindo tudo ao que os investidores decidirem liberar como sobra de seus lucros. MEMÓRIA, HISTÓRIA, HOJE Ao longo da vida tive momentos significativos como político, advogado, professor. No jornalismo, a maior recordação foi ter ganho aos 17 anos o prêmio Esso regional, em 1962, pela publicação no jornal A ORDEM, de Natal, RN, da série de reportagens “A cidade por dentro”. Até hoje é a única premiação outorgada a um jornalista norterio-grandense, com matéria publicada na imprensa local. Outros potiguares que ganharam o Prêmio Esso foram Humberto Pinheiro Borges, repórter internacional e investigativo do Jornal do Brasil, com textos sobre Cuba e o Caribe; Gildson Oliveira, 1990, com uma marcante série de reportagens sobre o “Rei do Baião, Luiz Gonzaga”, publicada no Diário de Pernambuco e Gaudêncio Torquato, que trabalhou no tradicional Jornal do Commercio (JC), do Recife (1966), onde fomos colegas de redação, período em que ele foi consagrado com a premiação do Prêmio Esso de Jornalismo. Dedico a honraria do prêmio Esso ao aprendizado com o jornalista português Manuel Carlos Chaparro (perseguido pelo regime salazarista em Portugal), que dirigiu o jornal A ORDEM, nos anos 60, a convite de D. Eugenio Sales, transformando o periódico semanal em veículo de forte atuação no RN. Ele acumulou quatro distinções no Prêmio Esso, quando trabalhava na imprensa de Recife e São Paulo. Tornou-se professor doutor da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP) e presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação).

Leia o “blog do Ney Lopes” – informação e opinião


4 Gerais

Jornal de Fato

SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

Conheça o perfil dos seis postulantes ao Governo do Rio Grande do Norte ELEIÇÕES / Apenas uma mulher, negra e trabalhadora doméstica, disputará o cargo de governadora do Estado Biblioteca Nacional - Reprodução do Ministério da Saúde

DA REDAÇÃO

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decisão sobre o futuro do Rio Grande do Norte está nas mãos de 2.660.565 eleitores aptos a votar nas eleições de outubro deste ano. Os potiguares têm a responsabilidade de eleger o sucessor da governadora Fátima Bezerra (PT), que encerrará oito anos de gestão no dia 31 de dezembro. Os potiguares também vão escolher dois senadores da República, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Confira os seis nomes que vão disputar o Governo do RN.

CADU DE LULA Carlos Eduardo Xavier foi o nome escolhido pelo PT para a sucessão estadual. Ele aparecerá nas urnas como “Cadu de Lula”, uma associação ao presidente da República, como forma de fortalecer a sua candidatura com a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva. Auditor fiscal de carreira, Cadu teve papel importante no ajuste fiscal do Governo Fátima. Ele respondeu pela Secretaria da Fazenda até o último dia de março deste ano, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer às eleições deste ano. Cadu tem como vice a ex-deputada e ex-vereadora de Mossoró Larissa Rosado, que preside o PSB no Rio Grande do Norte, e o apoio dos partidos do campo progressista como PCdoB, PV, PDT, além do PT. ÁLVARO DIAS Ex-deputado estadual, expresidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias aposta na sua experiência na vida pública para chegar ao Governo do RN. Iniciou sua trajetória política aos 24 anos, em 1983, quando filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1987, assumiu a Vice-prefei-

Cadu de Lula, Álvaro Dias, Allyson Bezerra, Robério Paulino, Dário Barbosa e Arinalda Medeiros

tura de Caicó e a Secretaria Municipal de Saúde dois anos depois. Na sequência, elegeu-se deputado estadual, deputado federal, viceprefeito e prefeito de Natal. A candidatura de Álvaro tem o apoio da federação PSDB/Cidadania, do Podemos, NOVO e o PL. Ele escolheu como vice Babá Pereira (PL), ex-presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN).

ALLYSON BEZERRA O mais jovem a disputar o Governo do RN este ano, Allyson Bezerra tem uma carreira política meteórica. Até 2018, quando foi eleito deputado estadual, era pouco conhecido da atividade pública. Mas ele ganhou notoriedade

quando, dois anos depois, foi eleito prefeito de Mossoró, a segunda maior cidade do RN, derrotando a então prefeita Rosalba Ciarlini, que cumpria o quarto mandato na Prefeitura, além de ter sido senadora da República e governadora do Estado. Em 2024, Allyson foi reeleito prefeito com a maior votação da história de Mossoró, com 78,02% dos votos computados. Apoiado pela coligação “Esperança e Trabalho”, Allyson tem o apoio dos partidos União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, Avante e Solidariedade. O seu vice é o deputado estadual Hermano Morais, indicado pelo MDB.

PSOL Robério Paulino vai disputar o Governo do

RN pela segunda vez. Em 2014, ele surpreendeu ao receber 8,74% dos votos computados, o que provocou o 2º turno das eleições entre Robinson Faria e Henrique Alves, vencida por Robinson. Ex-vereador, o professor universitário concorreu ao cargo de prefeito de Natal em 2012 e 2016, sem sucesso. O seu discurso de campanha será voltado à Educação: “Nós queremos acabar com essa vergonha, que é o analfabetismo no Rio Grande do Norte, que continua muito alto. Tem professor pra acabar em dois anos com o analfabetismo", disse o candidato, que tem como vice Lenny Grilo.

aposentado de Educação Física e militante sindical. Lecionou nas redes estadual e municipal de Natal e iniciou a militância nos movimentos populares durante a década de 1980, antes de ingressar no movimento sindical. Fundou o PSTU no Rio Grande do Norte e também esteve entre os fundadores da Central Sindical e Popular Conlutas, a CSP-Conlutas. Barbosa é experiente em eleições: já disputou o mesmo cargo em 2018, apresentou-se para o Senado em 2022 e já concorreu a prefeito de Natal, vice-prefeito, vereador e deputado estadual em diferentes pleitos. Ele tem como vice Nanda Soares.

PSTU Dário Barbosa é professor

UNIDADE POPULAR A única can-

didata à governadora do RN nas eleições de 4 de outubro, Arinalda Medeiros entra para a história como a primeira trabalhadora doméstica a disputar o cargo. Mulher negra, 46 anos, ela trabalha como diarista e na maior parte da vida morou pagando aluguel. Sem teto, Arinalda conheceu o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e iniciou a sua militância em defesa de moradia para todos. A partir do movimento semteto, ela conheceu também a Unidade Popular e passou a militar no partido. A sua maior bandeira de luta é reduzir o déficit habitacional no estado. A Unidade Popular confirmou Francisco Dias como candidato a vice-governador.


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SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

Poeta Caio César Muniz leva a Fortaleza cordel de Belchior

Divulgação

Gerais/Opinião

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César Santos cesar@defato.com

VAMOS PALPITAR

R

ealizadas todas as convenções partidárias que definiram os candidatos e candidatas às eleições de 4 de outubro no Rio Grande do Norte, é possível apresentar uma análise razoável sobre a disputa pelas oito vagas à Câmara dos Deputados. De pronto, uma certeza, apenas três chapas deverão eleger deputados federais, uma vez que as nominatas de legendas pequenas dificilmente alcançarão o quociente eleitoral, que deverá ficar entre 235 mil a 240 mil votos. Partindo desse ponto, e observando as chapas formadas, vamos palpitar na distribuição das vagas. 1 – A Federação Brasil da Esperança será a mais votada, devendo eleger três federais, quem sairão do quarteto mais competitivo: Natália Bonavides e Fernando Mineiro, do PT; Dr. Bernardo Amorim e Thabatta Pimenta, do PV. O PL também caminha para fazer três deputados federais, com pelo menos cinco nomes fortes: a primeira-dama de Natal, Nina Souza, e o ex-prefeito de Caraúbas, Juninho Alves, e os atuais deputados General Girão, Sargento Gonçalves e Carla Dickson. As outras duas vagas ficarão com a Federação União Progressista, que serão disputadas pelos atuais deputados João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio. Os outros nomes da nominata são apenas para completar a chapa. Essa é a projeção de hoje, levando em consideração o cenário do momento, e lembrando que o quadro é passivo de mudança durante a campanha eleitoral que começa daqui a 15 dias.

Temos condições de eleger até quatro federais” THABATTA PIMENTA

Vereadora e pré-candidata à deputada federal pela federação Brasil da Esperança

Caio César Muniz com o cordel Batendo à Porta do Céu e um disco de Belchior

CULTURA / Poeta e jornalista é o fundador

do Fã-clube Alucinação, em Mossoró DA REDAÇÃO

O

cantor e compositor cearense Belchior está completando 80 anos. Tributos estão sendo realizados por várias partes do país e Fortaleza recebe neste sábado, 1º, o lançamento do cordel ilustrado “Batendo à Porta do Céu – a Chegada de Belchior ao Paraíso”, do poeta e jornalista Caio César Muniz, além da exposição Alucinação, também de propriedade do escritor, que é fã do eterno “rapaz latinoamericano” e fundador do Fã-clube Alucinação, em Mossoró/RN. A exposição conta com toda a discografia de Belchior, inclusive com vários álbuns autografados, além de itens raros do bardo sobralense. O cordel, além das ilustrações do artista plástico natalense Carlos Alberto, traz o prefácio de Jotabê Medeiros, autor da única biografia de Belchior até o momento e apresentação de Jorge Mello, parceiro de Belchior em várias composições.

O cantor, compositor e violonista cearense Tiago Juruviara também fará parte da homenagem levando música ao vivo ao público com um repertório especial voltado para os clássicos de Belchior. O artista foi vencedor do Festival Soltando a Voz na categoria melhor canção autoral em 2015 e em 2025 foi homenageado pela Câmara Municipal de Fortaleza por sua contribuição à música cearense. Di Sousa Band complementará o evento com o tributo “Rock In Nordeste” com clássicos de Fagner, Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo com uma pegada rock and roll. A programação encerra o projeto Férias na Ruazinha, que levou boa música e várias outras atrações à rua Norvinda Pires, na Aldeota e abre a programação de agosto da iniciativa, formada por um conglomerado de estabelecimentos que estão transformado o cenário local, com muita arte, cultura, gastronomia e boa convivência. Caio reside em Mossoró desde 1992, mas é cearense

de Iracema, onde foi um dos fundadores da Academia Iracemense de Letras e Artes e foi seu presidente por dois mandatos. No Rio Grande do Norte também atua nas áreas do jornalismo e da cultura e teve vários encontros com Belchior, criando laços com o cantor e com o seu universo artístico. “É uma alegria dupla estar em Fortaleza. Em primeiro lugar, em lançar um trabalho meu na capital do meu estado, mostrar a minha literatura na minha terra. Depois, rememorar Belchior, sua trajetória, sua vida e sua poesia. Então é uma grande satisfação este momento para mim.”, declara o poeta.

PASSOU O RODO

O deputado federal Benes Leocádio passou feito um “furacão” por Mossoró, arrastando os apoios que eram do deputado federal Robinson Faria. Ambos são candidatos à reeleição pela federação União Progressista. Benes passou o rodo com apoio do grupo familiar do ex-prefeito Allyson Bezerra (União).

QUANDO: Sábado, 1º de agosto, a partir das 17h. ONDE: Ruazinha – Rua Norvinda Pires, Aldeota.

Derrotar Robinson Faria é uma questão de honra para Benes Leocádio. Ele atribui ao inimigo dentro da federação a notícia de que estaria envolvido com o motorista do banqueiro Daniel Vorcaro. A versão, que Benes chama de fake news, teria partido do ex-deputado Fábio Faria, filho de Robinson.

É notícia...

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SERVIÇO O QUÊ: Especial Belchior 80 Anos.

VINGANÇA

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O sábado é de samba no Beco dos Artistas, que fica ao lado do Teatro Lauro Monte Filho, centro de Mossoró. A partir das 17h.

Reunida com empresários e representantes dos segmentos produtivos, a Azul Linhas Aéreas confirmou a retomada da rota Mossoró-Recife (PE) a partir do dia 3 de setembro. Até lá, será inaugurada a nova estrutura do Aeroporto Dix-sept Rosado.

Neste sábado, 1º, a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus celebra 100 anos. Foi criada por dom José Pereira Alves, na época bispo de Natal. A missa inaugural foi celebrada pelo padre Aníbal Coelho, nomeado primeiro vigário.

Neste domingo, 2, o Colégio Sagrado Coração de Maria celebra 114 anos. Fundado pelas freiras da Congregação das Irmãs Franciscanas - Hospitaleiras da Imaculada Conceição, o colégio hoje vive nova fase sob a direção da rede de educação da Diocese de Mossoró.

BODE

A Prefeitura de Mossoró contratou 14 atrações musicais para a Festa do Bode 2026, que será realizada entre os dias 13 a 15 de agosto. Entre os nomes estão Sirano e Sirino, Collo de Menina, Walkyria Santos, Noda de Caju, João Bandeira. Os negócios, que vão além do forró, prometem oxigenar a cadeia produtiva regional.

CAIU

Pesquisa da Uern/CDL revela que o Mossoró Cidade Junina 2026 teve queda na geração de empregos, menos investimento e menor participação popular em relação ao ano anterior. O lado positivo foi a segurança, com redução de 58% de ocorrências em relação a 2025.

SEGUE

Segundo o diagnóstico do MCJ 2026, do total de visitantes, 95,48% foram provenientes de cidades do RN, enquanto 3,08% oriundos do Ceará. Os dois estados responderam por 98,56% do público presente.

NOTIFICAÇÃO

A Câmara de Mossoró será notificada pela Justiça Eleitoral sobre a condenação com trânsito em julgado do vereador Vavá (REDE). A partir daí, caberá ao presidente Genilson Alves (União Brasil) cumprir o que determina a lei e o regimento interno da Casa. É o que espera o suplente Bruno do Munck (REDE).


6 Gerais

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SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

Cícero Oliveira - Agecom UFRN

Grupo de peixes é conhecido por responder rapidamente às alterações ambientais

DIVERSIDADE BIOLÓGICA AINDA POUCO EXPLORADA NO RN PEIXES DAS NUVENS /

Descoberta de duas novas espécies no rio PiranhasAçu amplia o conhecimento sobre a biodiversidade potiguar

RITA PAIXÃO Especial – UFRN

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inda pouco conhecidas pela ciência, Hypsolebias guararug e Hypsolebias negobispoi demonstram que as lagoas sazonais da Caatinga abrigam uma diversidade biológica ainda pouco explorada. A descoberta dessas duas novas espécies de peixes anuais na bacia do rio Piranhas-Açu, no Rio Grande do Norte, amplia o conhecimento sobre a biodiversidade desse bioma exclusivo do Brasil e abre novas perspectivas para pesquisas sobre os impactos ambientais em ecossistemas temporários. A pesquisa, publicada na revista científica Neotropical Ichthyology, teve início em junho de 2024 e integra

o doutorado do zoólogo Yuri Abrantes, do Programa de Pós-Graduação em Sistemática e Evolução (PPGSE/ UFRN). O estudo foi desenvolvido no Laboratório de Ictiologia Sistemática e Evolutiva da UFRN, sob a orientação dos professores Sérgio Lima (UFRN) e Waldir Miron Berbel-Filho, da University of West Florida (Estados Unidos), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para o professor Sérgio Lima, a descrição das espécies é essencial para que elas passem a integrar estratégias de conservação. “A partir desse trabalho de taxonomia, essas espécies passam a existir para a ciência. Isso permite avaliar seu estado de conservação e considerar sua ocorrência nos processos de licenciamento ambiental”, explica.

Espécies recém-descobertas estão ameaçadas Embora tenham acabado de ser descritas pela ciência, as duas espécies já apresentam elevado risco de extinção. As análises realizadas pelos pesquisadores indicam que Hypsolebias guararug deve ser classificada como Em Perigo (EN), enquanto Hypsolebias negobispoi se enquadra na categoria Criticamente em Perigo (CR). Abrantes explica que a situação é preocupante porque esses peixes vivem em áreas muito pequenas e temporárias. “São lagoas temporárias, isoladas, que

podem facilmente deixar de existir. Um trator pode passar por cima, uma estrada pode ser construída sobre elas. Além do impacto antrópico, a falta de conhecimento também contribui para que essas espécies se tornem ameaçadas”, afirmou. Segundo o pesquisador, a inclusão dessas espécies nas listas oficiais de ameaça representa um importante instrumento para a conservação, pois estimula a criação de políticas públicas voltadas à proteção de seus habitats.

Segundo Abrantes, a descoberta é resultado de uma linha de investigação iniciada ainda durante a graduação. “Essa pesquisa começou antes mesmo do doutorado, ainda na graduação. Já coletamos peixes em diferentes estados do Nordeste, principalmente na região costeira que abrange os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte. Nessa região, nossos estu-

dos já resultaram na descoberta de seis novas espécies de peixes das nuvens, sendo duas no Ceará e quatro no Rio Grande do Norte.” As expedições de campo duravam apenas alguns dias, mas eram seguidas por meses de análises em laboratório, envolvendo morfologia, genética, química da água e avaliação do estado de conservação. O trabalho concentrou esforços na ba-

cia do rio Piranhas-Açu após estudos anteriores indicarem a possível ocorrência desse grupo de peixes na região, mas sem registros geográficos precisos. Muito antes de a ciência explicar seu ciclo de vida, moradores da região acreditavam que esses peixes “caíam das nuvens”, já que apareciam apenas após as primeiras chuvas. Na realidade, os ovos permanecem

enterrados no solo durante o período de seca e eclodem quando as lagoas temporárias voltam a se formar. Essa característica faz com que cada população permaneça isolada em pequenas lagoas temporárias, dificultando a dispersão para novos ambientes e tornando essas espécies extremamente vulneráveis às alterações provocadas pela ação humana.

Efeitos das alterações ambientais nos organismos Agecom UFRN

Estudo identificou características fenotípicas incomuns

Durante as análises laboratoriais, os pesquisadores identificaram um fenômeno inédito para o gênero Hypsolebias. Normalmente, machos e fêmeas apresentam colorações bastante distintas, o que permite diferenciá-los facilmente. Entretanto, parte dos indivíduos exibia características de coloração típicas de ambos os sexos. O fenômeno foi observado em aproximadamente 42% dos indivíduos de Hypsolebias guararug e em cerca de 40% dos exemplares de Hypsolebias negobispoi. A elevada frequência desse padrão chamou a atenção da equipe e motivou investigações sobre a influência das condições ambientais. Segundo Yuri Abrantes, trata-se de um polimorfismo de cor, ou

seja, uma variação na coloração caracterizada pela presença simultânea de padrões típicos de machos e de fêmeas. Além desse padrão intermediário de coloração, também foram registrados indivíduos cegos e exemplares com deformações na coluna vertebral. Embora ainda não seja possível estabelecer uma relação direta entre essas alterações e uma possível contaminação ambiental, essa hipótese está sendo investigada em novas pesquisas. “Essa característica pode ser uma forma de as populações desses peixes responderem às mudanças ambientais. É justamente isso que estamos investigando”, afirmou Yuri. Para investigar se fatores ambientais poderiam

estar associados aos fenótipos observados, os pesquisadores analisaram a qualidade da água das lagoas temporárias onde as populações foram encontradas. Os resultados confirmaram a presença de hidrocarbonetos derivados de petróleo em todas as áreas estudadas, com concentrações variando entre 281 e 447,88 microgramas por litro. Em uma das localidades estudadas, um poço de petróleo em operação está localizado a menos de dez metros da lagoa onde vivem os peixes. Segundo Abrantes, a proximidade entre os empreendimentos e os habitats motivou a investigação. “Os peixes já estavam ali há muito tempo, bem antes de esses empreendimentos chegarem”, afirma.

Segundo o professor Sérgio Lima, embora a presença de hidrocarbonetos na água tenha sido confirmada, ainda não é possível mensurar seu impacto sobre as espécies. “A única coisa que podemos afirmar é que a água está contaminada por hidrocarbonetos. Ainda não sabemos como nem em que medida isso está afetando essas espécies”, explica. Embora a legislação brasileira ainda não estabeleça limites específicos para hidrocarbonetos de petróleo em água doce, esses compostos são reconhecidamente tóxicos para organismos aquáticos e podem comprometer diferentes funções fisiológicas, especialmente a reprodução. SEGUE NA PÁGINA 7 >>


Jornal de Fato

Sábado, 1º de agosto DE 2026

Importância ecológica e ambiental das espécies PEIXES DAS NUVENS / Grupo de peixes é conhecido

por responder rapidamente às alterações ambientais

Cícero Oliveira - Agecom UFRN

Gerais

S JERNS fortalecem valores dentro e fora das quadras Comunicação Colégio Simples

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Para o pesquisador Yuri Abrantes, conhecer essas espécies é o primeiro passo para garantir sua conservação

Rita Paixão

Especial – UFRN

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lém de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade da Caatinga, a pesquisa publicada na revista científica Neotropical Ichthyology mostrou que esses pequenos peixes desempenham funções importantes para o equilíbrio das áreas úmidas do bioma. Como vivem em lagoas que também podem servir de criadouro para larvas de mosquitos, inclusive de espécies capazes de transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, esses animais ajudam a controlar naturalmente a repro-

dução desses insetos ao se alimentarem das larvas. “Esses peixes podem estar exercendo um papel ecológico muito importante ao se alimentarem das larvas de mosquitos vetores de doenças”, destaca Yuri. Os pesquisadores também destacam que esse grupo de peixes é conhecido por responder rapidamente às alterações ambientais, o que pode tornálo um importante bioindicador da qualidade da água e do estado de conservação desses ecossistemas. “Uma vez que identificamos essas características incomuns em ambientes contaminados e não observamos esse padrão em ambientes preservados, elas podem

servir como um bioindicador da qualidade ambiental”, afirma o pesquisador. Esse potencial abre novas frentes de investigação. A equipe desenvolve estudos em genética, comportamento e fisiologia para compreender como esses organismos respondem às mudanças ambientais e de que forma podem contribuir para o monitoramento de áreas impactadas. Para Yuri Abrantes, proteger esses ambientes significa preservar toda a rede ecológica da Caatinga. “Perder a biodiversidade também é perder todos os serviços ecossistêmicos que as espécies oferecem gratuitamente”, conclui.

Nomes que contam histórias Os nomes científicos escolhidos para as duas espécies também carregam significados culturais. Hypsolebias guararug resgata o nome original do rio PiranhasAçu na língua tupi-guarani. A palavra guararug significa “rio dos pássaros”, denominação utili-

zada pelos povos indígenas antes da colonização portuguesa. Já Hypsolebias negobispoi homenageia o filósofo e mestre quilombola Antônio Bispo dos Santos (1959–2023), conhecido como Nego Bispo, referência nacional na valorização dos sabe-

res tradicionais e na defesa da natureza. A escolha dos nomes busca aproximar ciência, território e memória, reforçando que a conservação da biodiversidade também passa pelo reconhecimento da história e da cultura dos povos brasileiros.

s Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (JERNS) ocupam um papel importante na formação dos estudantes ao incentivar a prática esportiva e desenvolver competências que acompanham os jovens durante toda a vida escolar. Disciplina, responsabilidade, respeito às regras, convivência e trabalho em equipe são aprendizados que se consolidam a cada treino e a cada competição. Com esse entendimento, o Colégio Simples já iniciou sua preparação para a edição deste ano. Nesta semana, o diretor pedagógico Elton Gomes e o professor de Educação Física Franklin Valentim reuniram os alunos para apresentar as orientações da competição, alinhar a organização da participação da escola e conversar sobre o compromisso de representar a instituição nos jogos. O incentivo ao esporte faz parte da proposta pedagógica do Colégio Simples. Ao lado da formação acadêmica, a escola procura criar oportunidades para que os estudantes desenvolvam seus diferentes talentos, compreendendo que o desempenho esportivo também contribui para o crescimento pessoal, para a construção da autoconfian-

ça e para o fortalecimento das relações entre os alunos. Cada participação nos JERNS representa uma oportunidade de aprendizado. Independentemente dos resultados obtidos nas competições, a experiência permite que os estudantes desenvolvam valores que permanecem além do ambiente escolar e reforça o compromisso da instituição com uma formação completa, capaz de preparar jovens para os desafios da vida, da universidade e da sociedade.

Lista de espera para 2027 já está disponível O Colégio Simples já iniciou a formação da lista de espera para o ano letivo de 2027. Famílias interessadas em fazer parte da comunidade escolar podem realizar o cadastro antecipadamente, garantindo prioridade no contato quando o período oficial de matrículas for iniciado. A iniciativa busca organizar a demanda e oferecer um atendimento mais ágil aos responsáveis que desejam conhecer a proposta pedagógica da instituição e acompanhar a abertura das vagas. As matrículas para 2027 serão abertas em breve. Enquanto isso, os interessados podem procurar a secretaria do Colégio Simples para obter informações e realizar a inscrição na lista de espera.

Escola também é lugar de construir amizades Entre uma aula e outra, os corredores e espaços de convivência do Colégio Simples também se transformam em cenários de boas conversas, risadas e momentos de descontração. Essas experiências fortalecem os laços entre os estudantes e tornam a rotina escolar ainda mais acolhedora. A convivência diária contribui para o desenvolvimento de valores como respeito, cooperação e empatia, mostrando que a escola vai além da aprendizagem dos conteúdos. É também um espaço onde nascem amizades que acompanham os alunos por toda a vida.

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8 Gerais

Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto DE 2026

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Mossoró Jornal de Fato •

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Sábado, 1º de agosto DE 2026

Despesas públicas estaduais no RN chegam a R$ 14,5 bilhões em 2026 LEVANTAMENTO / Números equivalem a R$ 4,5 mil por habitantes e 14,8% do Produto Interno Bruto do estado Ilustrativa

Da Redação

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Rio Grande do Norte, com população de 3,3 milhões, teve despesa pública primária no total de R$ 14,5 bilhões no período de 1º de janeiro a 29 de julho. Os dados são da plataforma Gasto Brasil divulgados esta semana. O levantamento mostra que a despesa pública apurada representa 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, que foi de mais de R$ 101,7 bilhões, e equivale a R$ 4,5 mil por habitantes. Criada em 2025 pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a ferramenta Gasto Brasil reúne informações on-line (da União, Distrito Federal, estados e municípios) sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos. O Levantamento revela que as despesas públicas primárias estaduais da Região Nordeste chegaram a R$ 200 bilhões em 2026, segundo dados da plataforma Gasto Brasil, no período de 1º de janeiro a 29 de julho. De acordo com informa-

No Nordeste, despesas públicas estaduais chegam a R$ 200 bilhões em 2026

ções do Nordeste, em Alagoas, com mais de 3,1 milhões de habitantes, o Gasto Brasil mostra que a despesa do governo estadual chegou a R$ 11,6 bilhões no período analisado, o que representa uma despesa per capita de aproximadamente R$ 3,6 mil. O valor desembolsado correspondeu a 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB) alagoano de 2025, que foi de R$ 89,7 bilhões. Na Bahia, os números apontam um total de R$ 48 bilhões em despesas públicas estaduais neste ano. Com uma população de 14,1 milhões de habitantes, o cruzamento de dados revela um gasto de R$ 3,3 mil por pessoa. Quanto ao PIB baiano, que em 2025 atin-

giu R$ 431 bilhões, o Gasto Brasil parcial deste ano correspondeu a 10,7%. De acordo com dados, no Ceará, com população de 8,8 milhões de pessoas, a despesa pública estadual está R$ 28,9 bilhões, o que equivale a R$ 3,2 mil por habitante. Até a data do levantamento, o Gasto Brasil representou 12% do PIB do estado em 2025, que foi de mais de R$ 232 bilhões. No Maranhão, com 6,8 milhões de habitantes, a despesa pública estadual em 2026 chega a R$ 22 bilhões, projetando um custo per capita de R$ 3,1 mil e um consumo correspondente a 14,2% do PIB de 2025 (R$ 149,2 bilhões).

A Paraíba, com população de 3,9 milhões de pessoas, teve despesa pública estadual no total de R$ 15,5 bilhões, o que equivale a R$ 3,8 mil por habitante. Até a data do levantamento, o Gasto Brasil representou 15,5% do PIB do estado em 2025, que foi de mais de R$ 96,9 bilhões. Em Pernambuco, os números apontam um total de R$ 33,1 bilhões em despesas públicas estaduais neste ano. Com uma população de nove milhões de habitantes, o cruzamento de dados revela um gasto de R$ 3,5 mil por pessoa. O PIB pernambucano, que em 2025 atingiu R$ 270,4 bilhões, equivale a 11,8% do gasto do governo do estado.

Transparência e cobrança popular A melhor forma de promover gastos públicos eficientes é a constante cobrança popular. É o que defende o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Maranhão (Faem), Felipe Mussalém. “Muitos brasileiros, infelizmente, não sabem e não entendem o peso da carga tributária. Pensam que apenas empresários pagam impostos, mas impacta em todos os

cidadãos”, comenta. Para Mussalém, a Plataforma Gasto Brasil é um importante trabalho de conscientização, que mostra para onde está indo o dinheiro público. “Por meio dessa consulta, a população pode ser informada sobre os gastos públicos e a sociedade poderá cobrar a melhor aplicação dos recursos”, ressalta. Na avaliação do presidente da Federação das

Associações Comerciais e Empresariais de Alagoas (Federalagoas), Kennedy Calheiros, os gastos públicos precisam estar conectados aos desejos da sociedade, principalmente do setor produtivo. Ele afirma que a Plataforma Gasto Brasil ajuda na orientação das despesas públicas. “Podemos interferir e sugerir onde são necessários os investimentos para que o país possa crescer e não ficar

estagnado”, argumenta. Hanriette Cedraz, conselheira na Bahia do Conselho da Mulheres EmpreendedoraedaCultura(CMEC), também enxerga na iniciativa um caminho para expandir a conscientização sobre os gastos públicos. “É um instrumento, que tem a responsabilidade de tornar transparente as informações para que a população conheça o cenário das despesas governamentais”.

No Piauí, com 3,3 milhões de habitantes, a despesa pública estadual em 2026 chega a R$ 14,9 bilhões, projetando um custo per capita de R$ 4,4 mil e um consumo correspondente a 17,8% do PIB de 2025 (R$ 80,9 bilhões). Em Sergipe, com 2,2 milhões de habitantes, a despesa pública estadual em 2026 chega a R$ 11,7 bilhões, projetando um custo per capita de R$ 5,1 mil e um consumo correspondente a 18,6% do PIB de 2025 (R$ 60,8 bilhões).

M Despesas chegam a R$ 3,2 trilhões no âmbito nacional Em âmbito nacional (União, DF, estados e municípios), a despesa governamental atingiu a marca de R$ 3,2 trilhões. Desde o início de 2026, o governo federal respondeu por mais de R$ 1,5 trilhão do gasto público. Do restante, os estados consumiram R$ 872 bilhões e os municípios, R$ 855 bilhões. Outro dado importante é que, na comparação com dados do Impostômetro, apurados no mesmo dia, a despesa pública supera em mais de R$ 900 bilhões o valor total da arrecadação de impostos no país (R$ 2,3 trilhões). Para ampliar a divulgação dos dados sobre despesas públicas, a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento do “Painel Gasto Brasil” na Câmara dos Deputados, no dia 11 de agosto. A solenidade será às 15h30, no Salão Nobre da Câmara, com as presenças dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também haverá a exposição do “Painel Gasto Brasil”, que ficará até o dia 13 de agosto no Espaço Mário Covas.

FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E SANEAMENTO AVISO DE RETIFICAÇÃO E REAPRAZAMENTO CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 004/2026 – CREDENCIAMENTO (Processo Administrativo nº 11050001/2026) O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE RIACHO DA CRUZ/RN, através da Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento, por intermédio da Comissão de Contratação designada pela Portaria nº 19/2024, torna público, para conhecimento dos interessados, a RETIFICAÇÃO do ANEXO I – TERMO DE REFERÊNCIA do Edital de Credenciamento em epígrafe. Em razão das alterações promovidas no Termo de Referência e em observância ao princípio da isonomia e ao disposto no item 18.5.1 do Edital, bem como na Lei nº 14.133/2021, fica REAPRAZADA a data para recebimento do Termo de Adesão ao Credenciamento e da Documentação de Habilitação, conforme abaixo: Novo prazo para envio da documentação: a partir do dia 03 de agosto de 2026, às 08h00min, até o dia 24 de agosto de 2026, às 09h00min (horário de Brasília/DF), exclusivamente por meio eletrônico, através do Banco Nacional de Compras (www.bnccompras.com.br). As demais disposições e condições estabelecidas no Edital de Credenciamento nº 004/2026 permanecem inalteradas. O Edital retificado e seus anexos estarão disponíveis, na íntegra, no site oficial do Município de Riacho da Cruz/RN (www.riachodacruz.rn.gov.br), no Portal Nacional de Contratações Públicas – PNCP (www.gov.br/pncp/pt-br) e no Banco Nacional de Compras (www.bnccompras.com.br). Riacho da Cruz/RN, 31 de julho de 2026. LAENE DE PAIVA REGO MESQUITA Secretária Municipal de Saúde e Saneamento Fundo Municipal de Saúde


2 Opinião

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SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

15 ANOS DE MISSÃO E FÉ

Gente De fato MARILENE PAIVA

O próximo dia 3 de agosto será de celebração para Pe. Charles Lamartine, que completa 15 anos de ordenação sacerdotal, vividos com dedicação ao chamado de Deus e ao serviço da Igreja. A data será marcada por uma Missa em Ação de Graças, às 17h30, na Catedral de Santa Luzia, em Mossoró. Familiares, amigos e fiéis são convidados a participar deste momento de fé, comunhão e gratidão.

marilene.paiva@gmail.com

UNS E OUTROS > Mossoró e toda a região comemoram o retorno dos voos da Azul Linhas Aéreas, marcado para o dia 3 de setembro. A novidade já movimenta os viajantes, com muita gente garantindo lugar nas primeiras operações e celebrando a retomada da conexão aérea da cidade. > O Beco dos Artistas recebe hoje, a partir das 18h, a terceira edição do Samba no Beco. Com excelente programação e muito samba, o evento promete reunir boa música, animação e um público apaixonado pela cultura e pela boa roda de samba. > O Colégio Sagrado Coração de Maria celebra 114 anos de uma história construída com fé, dedicação e compromisso com a educação. A data será marcada por Missa em Ação de Graças, presidida por Dom Francisco de Sales Alencar Batista, amanhã, 2 de agosto, às 9h, na Catedral de Santa Luzia, reunindo a comunidade escolar em um momento de louvor e gratidão.

NA ROTA DOS GRANDES MOTORES

Uma vida dedicada ao chamado de Deus e ao cuidado com o próximo. Que os 15 anos de sacerdócio de Pe. Charles Lamartine sejam celebrados com a gratidão de todos que acompanham sua missão.

Enver Freire e Raíza recebendo José Morais e Irlanda Carlos, na noite de lançamento das Feiras Bazar da Vida, Bem Mais Saúde e Décor & Vida. Só queridos!

> Próximo dia 3 de agosto, Mossoró recebe mais uma edição do Workshop Beleza do Bem, evento organizado pela empresária da beleza, Cláudia Guimarães, que une solidariedade e propósito em prol da Liga de Mossoró. O evento conta com a participação de Dornylson Martins, Neto Campos e Gerlyson Carvalho. No Teatro Dix-huit Rosado. > A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mossoró promove no dia 23 de setembro, às 18h30, no Requinte Buffet, a 24ª edição do seu tradicional Chá Solidário. A noite contará com apresentações de Tânia Turene e banda e do cantor Giannini Alencar, unindo solidariedade, música e confraternização. Esta Coluna foi escrita por Rafaella Costa.

A bela vovó de Heitor, Lorene Rosado faz aniversário amanhã e festeja com familiares e amigos. O carinho do netinho é um dos seus presentes mais especiais. Vivas!

A cidade se prepara para receber o Mossoró Auto Show, considerado o maior feirão automotivo do Rio Grande do Norte, de 20 a 23 de agosto, na Estação das Artes Elizeu Ventania. O evento reunirá negócios, exposição de veículos, oportunidades de financiamento, gastronomia, música e atrações para toda a família. Com 22 expositores e uma programação especial, incluindo a exposição de mais de 100 carros antigos, o encontro promete movimentar o setor automotivo e consolidar Mossoró como polo de grandes negócios.

Etevaldo Almeida (Prefeitura de Mossoró), Damásio Medeiros (CDL), Cicília Maia (UERN) e Petras Vinícius (Câmara de Vereadores) prestigiaram Raíza Leite em noite de lançamento das Feiras Bazar da Vida, Bem Mais Saúde e Décor & Vida.

A diretora administrativa do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, Eliza Freitas, aniversaria amanhã e inicia as comemorações hoje. Desejamos toda felicidade do mundo!


Gerais

Jornal de Fato

SÁBADO, 1º de agosto DE 2026

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Jean Rodrigues Instagram e Facebook @colunistajeanrodrigues

Firme e forte o nosso futuro deputado estadual, ex-prefeito de Serra do Mel Bibiano reuniu, ao lado da esposa Milane, amigos e eleitores em apoio político no Caravelas de A. Branca. Aplausos ao casal!

O casal diretor da Rádio FM, Márcio Rebouças e a farmacêutica Jéssica Mayara inaugurou hoje à tarde a sua Farmácia São Miguel e Convida todos!

Vamos hoje ao Mega Brega de Macau, na Praia de Camapum. Anchieta Jácome e Elton convidam para show musical até o amanhecer. Ao sucesso, amigos!

Vereador e presidente Renan Lima anuncia para o dia 18 de agosto o retorno do calendário de sessões ordinárias da Câmara Municipal de Areia Branca, pósFesta dos Navegantes!

Aplausos, Mossoró ganhou mais uma loja Rebouças Supermercado, inaugurada no Condomínio Ninho. O conterrâneo e empresário Júnior Rebouças, primo do amigo Medeiros Maia de A. Branca, segue expandindo sua rede de supermercados.

Sugestão de presentes para o Dia dos Pais, Loja AB Center no Estacionamento do Sempre Mais Atacado. Visitem a loja da amiga empresária Marciana Rafael e Mayra Maia, que convidam os seus clientes às compras!

A cantora aniversariante Nandah Azevedo lança hoje a música Ilusão, dentro do Projeto Mesa de Brega, para convidados. Será na Praça Rivadávia, Praia de Upanema, no bar do Brito JR às 17h. Parabéns e sucesso, amiga!

Coletiva de imprensa da banda Som e Louvor no Sal & Luz, evento de música gospel da Prefeitura de Mossoró, na Estação das Artes. No fim do evento de sábado, nós lá tietando!

Cedida

Mossoró recebe ação gratuita para verificação do “verme do coração” em cães Precaução / A iniciativa é uma parceria da Ufersa e

UFRPE e será realizada de 3 a 7 de agosto no município edinaldo moreno

Da Redação

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ma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) resultará numa ação gratuita para verificar a presença da dirofilariose canina, doença conhecida popularmente como “verme do coração”. A ação, que conta com parceria da Prefeitura de Mossoró, será realizada de 3 a 7 de agosto. Na segunda-feira (3), terça-feira (4) e quarta-feira (5), os responsáveis pelo levantamento estarão nas Unidades Básicas de Saúde Dr. Joaquim Saldanha, na Estrada da Raiz; Vereador Lahyre Rosado; e Dr. Aguinaldo Pereira, no bairro Vingt Rosado,

respectivamente, coletando pequenas amostras de sangue dos cães, sempre com a autorização dos responsáveis pelos animais. O ponto será montado na área externa das unidades de saúde. O horário de atendimento será das 8h às 12h e das 14h às 16h30. Os exames permitirão identificar se os animais estão infectados pelo parasito. O objetivo é atualizar as informações sobre a ocorrência da doença no município e gerar dados que ajudem no planejamento de medidas de prevenção e controle. A ação terá também uma palestra com o Professor Leucio Câmara Alves, referência nacional em parasitologia veterinária e dirofilariose canina. Nesta palestra, serão apresentados os principais aspectos da dirofilariose canina, incluindo como a doen-

ça é transmitida, sua situação atual no Brasil, formas de diagnóstico e as medidas mais eficazes para prevenção, destacando a importância do controle da doença para a saúde animal e pública. “Gostaríamos de convidar todos os responsáveis de cães de Mossoró a participarem desta ação. A coleta é rápida, gratuita e muito importante para avaliarmos como a dirofilariose canina está circulando no município. Quanto mais cães participarem deste estudo, mais informações teremos para compreender a situação da doença e contribuir para a proteção da saúde dos animais e de toda a comunidade”, disse. A dirofilariose canina é uma doença causada pelo parasita Dirofilaria immitis. Esse verme se instala principalmente nas artérias pulmonares e no coração podendo

Os exames permitirão identificar se os animais estão infectados pelo parasito causar sérios problemas de saúde dos cães. A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos infectados. Isso significa que um cão doente não transmite a doença diretamente para outro cão. O mosquito pica um animal infectado, adquire o parasita e pode transmiti-lo ao picar outro cão. Embora seja mais comum em cães, a dirofilariose também pode infectar gatos e seres humanos. Por isso, a doença é considerada um importante problema de saúde pública especialmente em áreas onde há circulação do parasita e de mosquitos transmissores. “A dirofilariose é uma doença silenciosa. Muitos cães

permanecem sem apresentar qualquer sinal clínico durante anos, enquanto o verme continua causando lesões no coração e nos pulmões. Quando a infecção é identificada precocemente, o médico-veterinário pode acompanhar o animal e indicar o tratamento mais adequado, reduzindo o risco de complicações graves. Além disso, diagnosticar cães infectados também ajuda a diminuir a circulação do parasito na população, já que os mosquitos podem adquirir o mesmo ao picar esses animais”, explicou Maria de Lara, médica veterinária e integrante do grupo de pesquisadores responsável pela ação.

PESQUISA

A pesquisa será realizada em diferentes pontos de Mossoró, e a participação dos cães será sempre mediante autorização dos responsáveis pelos animais. Os tutores que desejarem participar deverão assinar um Termo de Livre Consentimento Esclarecido. Em seguida, será realizada a coleta de sangue do animal. A amostra será utilizada em exames laboratoriais específicos para identificar a presença do verme do coração. As análises serão realizadas por pesquisadores da Ufersa e da UFRPE. Os resultados ajudarão a atualizar o conhecimento sobre a ocorrência da doença em Mossoró e servirão de base para futuras ações de prevenção, diagnóstico e controle da dirofilariose no município. O último estudo sobre a dirofilariose em Mossoró foi publicado em 2003 e mostrou que cerca de 8,7% dos cães avaliados estavam infectados. Segundo os pesquisadores, anos depois, foi registrado um caso da doença em um gato no município. A nova pesquisa permitirá atualizar esses dados e fornecer informações importantes para orientar ações de prevenção, controle e proteção da saúde animal e da saúde pública.


4 Mossoró

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sÁBADO, 1º de agosto DE 2026

Aulas da Uern serão retomadas na próxima segunda-feira, 3 de agosto Arquivo Uern

Semestre 2026.2 / Uern se

Semana de Ambientação Acadêmica integra comunidade estudantil

prepara para receber veteranos e estudantes ingressantes nos cursos de graduação nas modalidades presencial e a distância Por Anne Vieira

Especial para o De Fato

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Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) inicia na próxima segunda-feira, 3, as aulas do semestre letivo 2026.2 em seus seis campi – Assú, Caicó, Mossoró, Natal, Patu e Pau dos Ferros. Milhares de estudantes retomam a rotina acadêmica e os novatos iniciam essa nova trajetória. Entre os ingressantes estão Luiza Medeiros, 19, e Larissa Galvão, 31, calouras do curso de Jornalismo. Luiza conta que escolheu a área por identificação pessoal e destaca o prestígio da Uern como fator de decisão. “Jornalismo é um curso muito amplo e interessante, além de ser uma área que me identifico. Também optei pela Uern por ser uma universidade de muito prestígio, com profissionais qualificados e especializados”, afirma. Já Larissa, que atua como educadora em Mossoró, enxerga no curso uma forma de dar voz à própria região. “Sempre vi a pala-

vra como algo forte e potente. Quero dar voz às histórias da gente, do Nordeste, e a Uern é próxima da minha realidade, crescer sem sair das minhas raízes”, relata. Para as duas, a expectativa para esse semestre que inicia é muito positiva: Luiza espera construir uma boa convivência com toda comunidade acadêmica e Larissa quer aprender bastante e levar o que aprendeu para ajudar melhor sua comunidade. A estudante do 6° período do curso de Direito, Giovana Simão, 21, declara que as expectativas para o retorno às aulas são muitas. “A cada semestre, a dificuldade do curso naturalmente aumenta, mas é sempre gratificante retornar à rotina diária, rever os amigos e poder explorar as oportunidades que meu curso”, destaca. A reitora Cicília Maia deseja boas-vindas aos estudantes. “A Uern se enche de alegria em receber nossos estudantes novatos e veteranos para mais um semestre letivo. Que este seja um semestre muito produtivo, que os estudantes possam aproveitar todas as oportunidades que essa universidade tem a

Estudantes estão otimistas com o retorno das aulas Arquivo Uern

Uern prepara suas instalações para retomada das aulas

oferecer, seja no ensino, na pesquisa, na extensão, na inovação. Um bom semestre a todos e todas. Essa é a nossa Universidade”, declara a reitora. A pró-reitora de ensino de graduação, professora Fernanda Abreu, lembra que o semestre iniciou oficialmente no dia 28 de julho com o período de planejamento acadêmico. “No dia 3 de agosto retomamos nossas aulas e é uma excelente opor-

tunidade para reabraçarmos nossos propósitos Uernianos. Em nome da Pró-reitoria de ensino de graduação, desejamos a todos e todas um excepcional semestre letivo”, afirmou a pró-reitora. Os estudantes vão encontrar novidades no retorno às aulas. Durante as férias de julho, a Universidade reformou salas, banheiros e ambientes coletivos para recepcionar a comunidade acadêmica.

O retorno às aulas integra o calendário de atividades do Reconecta, conjunto de ações formativas que a Universidade promove para acolher a comunidade acadêmica no início de cada semestre. A programação teve início na última terça-feira, 28, com a conferência de abertura “Planejar em tempos de transformação: inovação, qualidade e compromisso social”, ministrada pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo Filho. A programação do Reconecta segue com o Seminário de Ambientação Acadêmica (Samba), um evento institucional de acolhimento, integração e recepção de calouros e veteranos. As atividades serão realizadas de 4 a 6 de agosto, nos campi de Mossoró, Natal, Pau dos Ferros e Caicó, unidades que terão estudantes ingressantes no segundo semestre. Na quarta-feira, 5, será realizada a Aula Magna do semestre letivo. O evento será às 18h, de forma on-line pelo YouTube da Uern Oficial, e contará com a palestra “O futuro da universidade pública brasileira: inovação, qualidade e compromisso social”, ministrada pelo professor Luiz Fernandes Dourado. Com a retomada das atividades letivas, a Uern busca reforçar seu compromisso com a educação pública e de qualidade para toda a região.

AVISO DE LICITAÇÃO CONCORRÊNCIA Nº 30003/2026

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO ELETRÔNICO SRP N° 91012/2026

AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO ELETRÔNICO SRP N° 91013/2026

O Município de Francisco Dantas/RN, por intermédio do Agente de Contratação da Prefeitura Municipal, torna público que a fara a licitação na modalidade CONCORRÊNCIA Nº. 30003/2026, tipo menor preço, que tem como objeto: Contratação de empresa especializada para execução de obras de engenharia destinadas à drenagem superficial e à pavimentação de trechos de estradas vicinais localizadas na zona rural do Município, compreendendo os trechos situados no Sítio Engenho e no Sítio Cachoeirinha dos Peixoto, com fornecimento de materiais, equipamentos, mão de obra e demais insumos necessários à completa execução dos serviços, visando à melhoria das condições de trafegabilidade, segurança viária, mobilidade da população rural e ao adequado escoamento da produção agrícola, a ser executados com regime de obra, conforme projeto anexo ao edital, conforme projeto anexo ao edital, de acordo com o que determina a legislação vigente, INÍCIO DO ACOLHIMENTO DAS PROPOSTAS: 29/07/2026; DATA DE ABERTURA DAS PROPOSTAS: 13/08/2026, às 09:00; INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: 14/08/2026, às 10:30. O procedimento licitatório obedecerá ao disposto na Lei Federal nº 14.133, de 01 de abril de 2021, Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, e subsidiariamente ao disposto no presente edital e seus anexos. O Edital e seus anexos encontram-se à disposição dos interessados no site https://www.franciscodantas.rn.gov.br/ e www.novobbmnet.com.br. As vistas estão franqueadas a partir da publicação deste Aviso, no horário de expediente, das 08h00min às 13h00min, na Sala de Licitações situada a Rua da Matriz, nº 158, Centro, Francisco Dantas/RN.

O Município de Francisco Dantas/RN, por intermédio do Agente de Contratação Pregoeiro da Prefeitura Municipal, torna público que a fara a licitação na modalidade PREGÃO ELETRÔNICO SRP Nº. 91012/2026, tipo menor preço, que tem como objeto: Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva, com fornecimento eventual de peças, componentes e materiais, em equipamentos de climatização e refrigeração pertencentes ao Município de Francisco Dantas/RN, visando assegurar o adequado funcionamento dos equipamentos, a conservação do patrimônio público e a continuidade dos serviços prestados à população, INÍCIO DO ACOLHIMENTO DAS PROPOSTAS: 03 de agosto de 2026; DATA DE ABERTURA DAS PROPOSTAS: 18 de agosto de 2026 às 09:00; INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: 18 de agosto de 2026 às 10:30. O procedimento licitatório obedecerá ao disposto na Lei Federal nº 14.133, de 01 de abril de 2021, Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, e subsidiariamente a Decreto Federal n° 11.462, de 31 de março de 2023, Decreto Municipal nº 02, de 14 de fevereiro de 2025, e do disposto no presente edital e seus anexos.

O Município de Francisco Dantas/RN, por intermédio do Agente de Contratação Pregoeiro da Prefeitura Municipal, torna público que a fara a licitação na modalidade PREGÃO ELETRÔNICO SRP Nº. 91013/2026, tipo menor preço, que tem como objeto: Aquisição de materiais, acessórios e equipamentos destinados à estruturação e manutenção dos atendimentos de fisioterapia e reabilitação funcional da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Francisco Dantas/RN, INÍCIO DO ACOLHIMENTO DAS PROPOSTAS: 03 de agosto de 2026; DATA DE ABERTURA DAS PROPOSTAS: 14 de agosto de 2026 às 09:00; INÍCIO DA SESSÃO DE DISPUTA DE PREÇOS: 17 de agosto de 2026 às 10:30. O procedimento licitatório obedecerá ao disposto na Lei Federal nº 14.133, de 01 de abril de 2021, Lei Complementar Federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, e subsidiariamente a Decreto Federal n° 11.462, de 31 de março de 2023, Decreto Municipal nº 02, de 14 de fevereiro de 2025, e do disposto no presente edital e seus anexos.

Francisco Dantas – RN, 27 de julho de 2026. Clecida Natalina Fernandes Agente de Contratação

O Edital e seus anexos encontram-se à disposição dos interessados no site https://franciscodantas.rn.gov.br/licitacaolista.php e www.novobbmnet. com.br. As vistas estão franqueadas a partir da publicação deste Aviso, no horário de expediente, das 07h30min às 13h00min, na Sala de Licitações situada a Rua da Matriz, 158 - Centro, Francisco Dantas, CEP: 59.902-000. Francisco Dantas/ RN, 30 de julho de 2026. Clecida Natalina Fernandes Agente de Contratação

O Edital e seus anexos encontram-se à disposição dos interessados no site https://franciscodantas.rn.gov.br/licitacaolista.php e www.novobbmnet.com.br. As vistas estão franqueadas a partir da publicação deste Aviso, no horário de expediente, das 07h30min às 13h00min, na Sala de Licitações situada a Rua da Matriz, 158 - Centro, Francisco Dantas, CEP: 59.902-000. Francisco Dantas/ RN, 30 de julho de 2026. Clecida Natalina Fernandes Agente de Contratação


Segurança

Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto de 2026

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Duas escolas em Mossoró registram casos de violência no mesmo dia

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INseguraNÇa / Dois alunos adolescentes foram conduzidos à delegacia após ameaça

contra professor e agressão à diretora em colégio municipal na última quarta (29)

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uas escolas em Mossoró registraram casos de violência no mesmo dia. Os fatos aconteceram nesta quarta-feira (29) em um colégio municipal e outro particular. Os ocorridos envolveram situações de ameaça e agressão física. Um dos casos aconteceu na Escola Municipal Heloísa Leão, localizada no bairro Bom Jesus. A informação é de que dois alunos adolescentes, de 15 e 16 anos, foram conduzidos à Polícia Civil, após a Guarda Civil Municipal ter sido acionada para atender a ocorrência de que um dos estudantes teria agredido a diretora e ameaçado um professor. O relato é de que inicialmente após deixar a escola, o adolescente teria retornado ao local, pulado o muro, entrado novamente nas dependências da instituição e voltado a ameaçar o professor. Além disso, um dos jovens teria empurrado

Fim da Linha

E no mesmo dia, um homem teria invadido uma creche particular na cidade e mantido professora e mãe de aluno refém em aparente surto

Guarda Civil Municipal atua na segurança de escolas em Mossoró

e derrubado a diretora. Outras situações consideradas de risco para os funcionários já teriam sido registradas na escola. O outro caso de violência em ambiente escolar em Mossoró nesta quarta aconteceu em uma creche par-

ticular localizada no bairro Bom Jardim. Um homem teria invadido a unidade de ensino e mantido uma professora e a mãe de um aluno como reféns. O suspeito afirmava estar sendo perseguido e exigia a presença da Polícia Militar para libe-

rar as vítimas. Durante a ocorrência, um pai de aluno, que é policial e estava à paisana chegou ao local, identificou-se e conseguiu convencer o invasor a se render. Pouco depois, equipes da Guarda Municipal chegaram à esco-

la, deram voz de prisão ao suspeito e o conduziram para a Delegacia de Plantão de Mossoró. As vítimas foram libertadas sem ferimentos. A motivação da invasão ainda será investigada pelas autoridades competentes.

Presos quatro suspeitos pelo assassinato de eletricista em Mossoró A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu nesta sexta-feira (31) quatro mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos pela prática de um homicídio ocorrido no bairro Barrocas, em Mossoró. A ação policial foi realizada no bairro Belo Horizonte, na cidade potiguar, e no município de Aracati, no estado vizi-

nho do Ceará. A informação é de que as investigações apontaram que os quatro suspeitos são autores e partícipes do homicídio do eletricista Ildo Rebouças de Oliveira, de 48 anos, crime ocorrido no dia 18 de fevereiro deste ano, no bairro Barrocas em Mossoró. O relato é de que os suspeitos integrariam supostamente uma organi-

zação criminosa e de que o homicídio teria sido motivado por rivalidade. A informação é de que o verdadeiro alvo da ação criminosa seria o filho do eletricista, que conseguiu fugir do local no momento do ataque; e que o eletricista não possuía envolvimento com atividades criminosas. Durante as diligências de ontem, as equipes policiais localizaram e

Cedida

Polícia Civil cumpriu ontem quatro mandados de prisão e dois de busca e apreensão

prenderam os quatro suspeitos em Mossoró. As buscas também foram realizadas no município cearense de Aracati, em cumprimento aos mandados judiciais.

Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos de praxe e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, à disposição da Justiça.

Colisão entre carro e moto na RN-079 deixa dois feridos no Alto Oeste potiguar Um grave acidente de trânsito foi registrado nesta sexta-feira (31), na rodovia RN-079, nas proximidades do município de Água Nova, no Alto Oeste potiguar. A colisão envolveu um carro e uma motocicleta e deixou duas pessoas feridas. Segundo as primeiras informações, a batida aconteceu de forma frontal. Com a força do impacto, os ocupantes da motocicleta foram arremessados para a vegetação às margens da rodovia. Equipes de socorro foram acionadas para atender as vítimas. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) esteve no local e realizou os primeiros procedimentos de atendimento e estabilização. Após receberem os cuidados iniciais, as duas vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, para passarem por avaliação médica e receberem atendimento especializado. O atual estado de saúde das vítimas não foi detalhado. As circunstâncias que provocaram a colisão ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

resumão Droga e arma I

Droga e arma II

GCM armada

Um homem foi preso por tráfico de drogas e porte de arma de fogo no bairro bom Pastor, em Natal. a Polícia Militar realizou a prisão nesta quinta-feira (30), durante um patrulhamento. os policiais realizavam o patrulhamento e visualizaram um homem agindo de forma considerada suspeita e, ao se aproximarem para realizar a abordagem, o suspeito teria descartado um saco.

a PM diz ter encontrado porções de entorpecentes e um revólver calibre .38 com registro de roubo. em seguida, a equipe teria ainda realizado diligências no imóvel do suspeito e localizado mais drogas, balanças de precisão, embalagens para fracionamento, facas e 50 munições calibre .40.

a guarda Civil Municipal de Mossoró (CgM) concluiu recentemente mais uma instrução voltada à habilitação de agentes para o manuseio e emprego operacional de armas longas. a capacitação contemplou o uso da Carabina tática taurus (Ctt) e da Carabina taurus (Ct), ampliando a preparação técnica dos guardas para atuar nas mais diversas ocorrências. a instrução foi ministrada pelo Inspetor daniel almeida, instrutor de armamento e tiro da gCM.


6 Segurança

Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto DE 2026

Polícias seguem nas buscas a detentos que escaparam de cadeia na Grande Natal Fuga de presos / Evasão envolveu a escapada de 13 internos do presídio

de Alcaçuz, sendo dois recapturados logo após a fuga na madrugada de ontem Divulgação

11 presos seguiam foragidos ainda até o fechamento desta matéria na tarde de ontem

A

s forças de segurança pública do Rio Grande do Norte seguem nas buscas a detentos que escaparam de uma unidade prisional na Grande Natal. A fuga foi registrada na madrugada desta sexta-feira (31). A evasão envolveu a escapada de 13 internos do estabelecimento penitenciário. Até o fechamento desta matéria, dois já tinham sido recapturados e 11 ainda seguiam foragidos. A fuga na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, localizada no município de Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal, foi constatada no começo da manhã de ontem. A escapada foi identificada pelos

policiais penais de plantão responsáveis pelo monitoramento das câmeras de vigilância da unidade prisional. As imagens teriam registrado o momento em que um grupo de internos acessou a área externa do estabelecimento. Ao todo, 13 presos deixaram a cela. Destes, 11 conseguiram fugir da penitenciária, enquanto dois foram recapturados ainda na área interna da unidade pelos policiais penais. Os foragidos foram identificados como Cleidson Martins Dantas; Thiago da Silva Maia Braga; Diogo da Luz Silva; Isaac Donato Rodrigues; Kaio do Nascimento Gomes; Tiago Nogueira da Silva; Petrúcio Railande dos Santos; Jackson Matheus Martins

Simões; Jonatas Ferreira Isis Dorea da Silva; Eliandson Luciano de Lima; e Julianderson Francisco Nogueira. Após a confirmação da fuga, forças de segurança iniciaram diligências para localizar e recapturar os detentos. As buscas seguiam

de forma ininterrupta. A Polícia Penal informou ainda que as circunstâncias da ocorrência serão apuradas por meio de procedimento administrativo instaurado para investigar como a fuga aconteceu e eventuais responsabilidades.

criminosa, o que, para o sindicato, “evidencia o agravamento da crise no sistema prisional potiguar”. Para a presidente do Sindppen-RN, Vilma Batista, o episódio é consequência da falta de investimentos em segurança e da ausência de uma gestão que priorize procedimentos técnicos dentro das unidades prisionais. “Estamos enxugando

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) deu provimento a recurso do Ministério Público e reformou decisão da 2ª Vara Regional de Execuções Penais que havia concedido livramento condicional a um apenado com histórico de descumprimento das condições impostas durante a execução da pena. Conforme os autos, o homem cumpria pena em regime aberto quando deixou de comparecer semanalmente ao estabelecimento prisional em 23 ocasiões, entre outubro de 2022 e janeiro de 2024, situação que culminou em sua fuga no dia 27 de janeiro de 2024. Segundo a decisão, o histórico carcerário do apenado pede exame amplo, considerando todo o período de cumprimento,

sobretudo no caso em apreciação, onde voltou a delinquir, praticando novo crime, além do histórico de evasões. “Na hipótese, embora esteja satisfeito pressuposto objetivo, ficou claramente demonstrada a ausência de bom comportamento prisional (artigo 83, do Código Penal), com base no registro de fuga em 27 de janeiro de 2024 e no novo delito em 16 de maio de 2024, enquanto estava foragido”, reforça o relator. De acordo com a decisão, ficou “evidente” a deliberada inobservância dos deveres da execução penal por parte do apenado, cuja última falta ocorreu há menos de cinco anos, circunstância que impede a concessão do livramento condicional e motivou a reforma da decisão anterior.

resumão Idoso roubado I Um idoso foi vítima de roubo e extorsão nesta quintafeira (30), em Mossoró, após sacar o dinheiro da aposentadoria em um supermercado. De acordo com as informações, a vítima transitava pela região conhecida como “Alto do Louvor”, no bairro Paredões, quando foi abordada por cinco pessoas, sendo três homens e duas mulheres. O grupo teria levado o idoso para outro local, onde passou a exigir dinheiro e outros pertences. Durante a ação, foram subtraídos cerca de R$ 1.600, valor referente à aposentadoria da vítima, além de um relógio e um aparelho celular.

Idoso roubado II

O Sindppen-RN tem o modelo de gestão atual, Sindicato dos Policias Penais gelo. alertado a sociedade do Rio vivemos um verdadeiro reGrande do Norte que as or- trocesso”, acrescentou Vildo RN fala em “crise no ganizações criminosas es- ma Batista, criticando tamsistema prisional potiguar” tão se fortalecendo dentro bém a prioridade dada a O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) manifestou profunda preocupação com a fuga de 11 presos da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga (Pavilhão 5), na Grande Natal, registrada nesta sexta-feira (31). Segundo o SINDPPEN, entre os fugitivos estariam detentos apontados como lideranças de organização

Justiça do RN determina regressão de regime para preso que descumpriu condicional

das unidades prisionais. Quando os policiais penais cobram disciplina e adotam procedimentos de segurança, muitas vezes essas ações são desautorizadas, desmoralizando as equipes e comprometendo o trabalho realizado”, afirmou a presidente do sindicato. “Com isso, práticas que haviam sido superadas desde 2017 voltaram a acontecer. Ficamos anos sem fugas e rebeliões, mas com

políticas de desencarceramento. “Enquanto se discute a implantação de novos projetos ligados ao desencarceramento, o sistema continua com coletes balísticos vencidos, câmeras sem funcionamento, guaritas desativadas, déficit de efetivo e inúmeras deficiências estruturais. A fuga de hoje aconteceu justamente em um local sem monitoramento adequado”, pontuou ela.

Após tomar conhecimento do crime, a Polícia Militar realizou diligências e conseguiu localizar os cinco suspeitos. Eles foram presos e conduzidos à Delegacia de Plantão, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial. Os envolvidos foram autuados em flagrante pelo crime previsto no artigo 157 do Código Penal, referente ao roubo. Após os procedimentos legais, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Trânsito seguro A Prefeitura de Mossoró encerrou, nesta semana, as atividades alusivas à Semana do Motociclista com mais uma ação educativa realizada nesta sexta-feira (31) na avenida Presidente Dutra, no bairro Alto de São Manoel. A iniciativa reuniu órgãos e instituições parceiras para reforçar orientações sobre segurança, respeito à sinalização e condução defensiva. Durante a abordagem, a equipe de educação para o trânsito chamou a atenção para cuidados que podem ajudar a evitar ou reduzir as consequências dos sinistros de trânsito, principalmente aqueles que envolvem motocicletas.


Gerais

Jornal de Fato

SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

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Fifa mantém consultas sobre plano de investimento privado apesar de oposição FUTEBOL / 'Ninguém está vendendo o futebol. Isso é algo que a Fifa jamais consideraria', defende a entidade

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pós a Uefa, a Concacaf e a AFC rejeitarem sua proposta de abertura ao capital privado, a Fifa disse nesta sexta-feira (31) que respeita as preocupações expressas, mas reafirmou sua intenção de continuar o processo de consulta sobre o plano. "A Fifa reconhece e respeita as opiniões e preocupações expressas publicamente", disse a entidade após um dia tumultuado em que enfrentou a oposição das poderosas confederações da Europa, da América do Norte, Central e Caribe, e da Ásia. "Ninguém está vendendo o futebol. Isso é algo que a Fifa jamais consideraria", afirmou a organização em um comunicado esclarecendo o plano, que propõe a criação de uma empresa aberta a investidores privados para operações comerciais relacionadas à Copa do Mundo. Na quinta-feira, a Uefa aprovou por unanimidade o boicote à Copa do Mundo caso a Fifa, liderada por Gianni Infantino, não reverta sua decisão. Posteriormente, a Concacaf e a AFC também anunciaram a oposição de seus membros a essa inicia-

Agustin Marcarian /Reuters

Gianni Infantino durante a Copa, na final entre Espanha e Argentina

tiva lançada por Infantino logo após o término da Copa do Mundo da América do Norte. Na terça-feira, a Fifa revelou inesperadamente seu plano de criar a FFE (Fifa Forward Enterprise), que administraria suas atividades comerciais (transmissão, patrocínios, venda de ingressos, licenciamento) e aquelas relacionadas a eventos

(Copa do Mundo e Mundial de Clubes, entre outros). Infantino afirmou que investidores privados deteriam participações minoritárias e que a receita estimada em US$ 10 bilhões impulsionaria o desenvolvimento global do futebol. De acordo com uma carta de Infantino enviada às 211 federações membros, o

Fla registra crescimento de receita, venda de Ryan Roberto Por outro lado, o Flamas fecha semestre com déficit mengo gerou R$ 106,9 miO Flamengo divulgou nesta semana o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026. Segundo os números apresentados pelo clube, os primeiros seis meses foram fechados com déficit de R$ 33,8 milhões. O resultado se explica, principalmente, pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões com o valor recorde gasto em contratação de jogadores na primeira janela desta temporada. Na comparação com 2025, os valores também caem por não ter existido a premiação da Copa do Mundo de Clubes. Ao mesmo tempo, o rubro-negro aponta um superávit de R$ 30,1 milhões no segundo trimestre, e garante que "o desempenho recorrente do

período é o mais forte dos últimos cinco anos". A receita total de R$ 839 milhões ao longo do primeiro semestre representa uma alta de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita recorrente, de R$ 732,4 milhões, também teve um crescimento de 32% no mesmo comparativo — sem considerar as receitas do Mundial. O rubro-negro bateu o recorde de investimento em compra de jogadores no recorte dos primeiros seis meses do ano: R$ 495 milhões. Os valores foram impulsionados pela contratação de Lucas Paquetá, a maior da História do clube, que chegou a R$ 315,7 milhões, incluindo os encargos envolvidos no negócio. Clube divulga valor de

lhões na venda de atletas. A principal negociação foi a ida do atacante Ryan Roberto, de 18 anos, para o Shakhtar Donestk (Ucrânia) no mês de junho, por um total de 9,5 milhões de euros (ou R$ 56,2 milhões). O mês de junho foi fechado com R$ 127,8 milhões de

prazo para resposta ao projeto é 19 de setembro. Nesta sexta-feira, a Fifa alegou que o processo de consulta planejado foi interrompido por "desinformação na mídia". "Continuaremos com este processo de consulta para garantir que cada Associação Membro tenha a oportunidade de votar com base em fatos", afirmou o comu-

caixa livre consolidado, sendo R$ 89,8 milhões sob gestão direta do Flamengo, e o restante com a Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do Maracanã. Em relação ao final do último ano, houve uma redução de 63,9 milhões. Em trecho do balanço, o clube afirma que "o caixa permanece em um patamar seguro para a continuidade da operação".

PEDIDO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO-LI Prefeitura Municipal de Tenente Ananias-RN, CNPJ 08.357.667/0001-58, torna público que está requerendo ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – Idema a LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI para construção de uma UBS – Unidade Básica de Saúde - Porte I, localizada a Rua Francisco Fernando Pinto, S/N – Bairro Rua Nova – Tenente Ananias-RN. Dayane da Silva Batista Prefeita

nicado. "Todos têm o direito de expressar sua oposição e solicitar esclarecimentos adicionais, mas nenhuma entidade pode alegar representar todas as 211 associações membro em todo o mundo", declarou a Fifa. "Cada associação membro deve ter a oportunidade de analisar a proposta e participar da construção do seu

próprio futuro", acrescentou. "O programa Fifa Fast Forward consiste em um financiamento único para o desenvolvimento, no valor adicional de US$ 20 milhões por associação membro", explicou. "A participação será totalmente voluntária para todas as associações membro, caso a proposta do FFE seja aprovada".


8 Esporte

SÁBADO, 1º DE AGOSTO DE 2026

Vasco e Fluminense abrem oitavas da Copa do Brasil em clássico no Maracanã FUTEBOL / Rivais cariocas se enfrentam

Reprodução

neste sábado pela ida da competição

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s oitavas de final da Copa do Brasil começam neste sábado, 1º, com três confrontos programados. O primeiro duelo será o clássico entre Vasco e Fluminense, marcado para as 17h30, no Maracanã. O Vasco chega à disputa após eliminar o Paysandu. No jogo de ida, a equipe carioca venceu por 2x0, enquanto na partida de volta houve empate por 2x2, resultado suficiente para garantir a classificação cruzmaltina. O Fluminense, por sua vez, teve um caminho mais complicado. Diante do Operário/PR, o tricolor empatou sem gols no primeiro confronto e precisou vencer o duelo de volta, no Maracanã, por 2x1, para avançar

na competição. Para o clássico, o técnico vascaíno Pedro Emanuel não deve promover grandes mudanças. Johan Rojas e Adson disputam uma vaga entre os titulares com Nuno Moreira, enquanto Brenner e Thiago Mendes, ausentes na última semana devido a um quadro de gastroenterite viral, devem ficar novamente à disposição. A provável escalação do Vasco será Léo Jardim; Puma Rodríguez, Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Cauan Barros, Thiago Mendes (Tchê Tchê) e Johan Rojas; Adson (Nuno Moreira), Andrés Gómez e Spinelli. Já o Fluminense deve manter sua formação principal. Thiago Silva e Freytes

devem formar a dupla de zaga, enquanto Jemmes e Millán aparecem como possíveis desfalques. A provável equipe tricolor deve iniciar o derby com Fábio; Guga, Thiago Silva, Freytes e Arana; Hércules, Martinelli e Lucho Acosta; Kevin Serna, Hulk e Canobbio.

REENCONTRO NO MARACANÃ Além da rivalidade histórica entre Vasco e Fluminense, o confronto também marca o reencontro de dois profissionais que já dividiram o mesmo vestiário. Hulk, atacante do Fluminense, e Pedro Emanuel, treinador do Vasco, foram companheiros de equipe no Porto, de Portugal, entre 2008 e 2009.

Hulk vai reencontrar técnico que atuou junto nos tempos do Porto

De Letra MARCOS SANTOS

msantos@defato.com

O apoio que veio de fora

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parceria entre a Prefeitura de Serra do Mel e o Baraúnas expõe um contraste que vai além do futebol. Enquanto um município vizinho investe na reconstrução de um dos clubes mais tradicionais do Rio Grande do Norte, Mossoró segue sem qualquer política de apoio ao esporte profissional. O caso ganha ainda mais significado porque o Baraúnas atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história recente, marcado pelo rebaixamento e pela falta do Estádio Nogueirão. Nesse cenário, qualquer apoio faz diferença — sobretudo quando vem de fora. Mais do que uma parceria, a iniciativa de Serra do Mel evidencia uma ausência. O clube que representa Mossoró encontrou em outra cidade o respaldo que deixou de existir em sua própria casa. O episódio reforça um debate que vai além das quatro linhas: qual é o papel do poder público na preservação de patrimônios esportivos que também fazem parte da identidade e da economia de uma cidade?

SÉRIE D E AS CHANCES A Série D faz uma pausa neste fim de semana e retorna na próxima com os jogos de ida das quartas de final. O ABC segue na disputa e está a um passo do acesso à Série C de 2027. Se avançar às semifinais, garante a vaga. Caso seja eliminado nas quartas, ainda terá outra chance via repescagem, disputando a decisão em casa. ATENÇÃO À COPA BR Quem também faz uma pausa é o Brasileirão, que retorna na próxima semana. Neste fim de semana, as atenções se voltam para a Copa do Brasil, com a disputa dos jogos de ida das oitavas de final. ULTIMATO A VINI JR. O Real Madrid deu um ultimato a Vini Jr. pela renovação de contrato. Segundo o jornal Marca, o clube informou ao estafe do brasileiro que não fará novas ofertas nem aumentará a proposta apresentada. Caso não haja acordo, o atacante poderá ser negociado nesta janela de transferências.

MATHEUS PEREIRA Matheus Pereira, meia do Cruzeiro, vive grande fase, vem jogando muito. Não seria surpresa se o seu nome aparecer na primeira convocação da Seleção Brasileira pós-Copa, no novo ciclo que irá começar. CASEMIRO Em sua apresentação oficial no Inter Miami, Casemiro destacou a felicidade de atuar ao lado de Lionel Messi e classificou o argentino como “o deus do futebol”. O volante afirmou que escolheu o clube para ajudar o camisa 10 e a equipe a conquistar títulos. Ex-Real Madrid e Manchester United, Casemiro já estreou pela equipe na vitória por 1x0 sobre o CF Montréal.

Paulinho é o primeiro jogador a deixar o América/RN após eliminação na Série D O atacante Paulinho não é mais jogador do América/RN. Contratado após se destacar no Campeonato Estadual — competição na qual terminou como artilheiro pelo QFC —, o atleta chegou ao clube para reforçar a equipe na Série D do Brasileiro. Do atual elenco, ele foi o primeiro a anunciar, por meio das redes sociais, que não permaneceria para a próxima temporada. Após a eliminação para o Gama/DF, a diretoria iniciou um regime de reuniões permanentes para definir os rumos do elenco. A primeira medida foi realizar uma avaliação profunda do grupo e estabelecer quem permaneceria no clube. “Hoje venho me despedir do América. Foi uma honra vestir essa camisa. Infelizmente não conseguimos o tão sonhado acesso que esse clube, essa torcida maravilhosa e nós queríamos.

Foram meses de trabalho árduo, fica aqui meu imenso agradecimento. Eu agradeço a Deus por ser tão maravilhoso na minha vida, obrigado à minha esposa, que sempre esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Obrigado, Deus.” Ao todo, o atacante disputou 10 partidas, sendo cinco como titular, com um gol marcado e uma assistência. Seu único gol pelo clube ocorreu na derrota por 2 a 1 para o ABC, pela 3ª rodada da Série D. Paulinho ficou no banco de reservas no jogo de ida contra o Gama, mas não foi relacionado para a partida de volta, no Distrito Federal, que culminou na eliminação do América. Após vencer no tempo normal por 3x2, o clube de Brasília superou o alvirrubro nos pênaltis por 4x3, eliminando a equipe nas oitavas de final.


Mulher

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M

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Jornal de Fato • sÁBADO, 1º De AgOstO De 2026

O corpo avisa PERIMENOPAUSA | Muito antes da última menstruação, alterações hormonais

podem provocar insônia, ansiedade, irritabilidade e ondas de calor DA REDAÇÃO

A

menopausa costuma ser lembrada como um marco na vida da mulher, mas o que muita gente desconhece é que as transformações começam anos antes dela. Esse período de transição recebe o nome de perimenopausa e pode trazer uma série de sintomas que impactam a saúde física, emocional e até a vida profissional. A perimenopausa geralmente começa entre os 40 e os 45 anos, embora algumas mulheres percebam mudanças ainda antes dessa faixa etária. É uma fase marcada pela oscilação dos hormônios produzidos pelos ovários, especialmente o estrogênio e a progesterona, que passam a variar de forma irregular. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), milhões de brasileiras estão vivendo essa etapa sem necessariamente identificar a causa dos sintomas. Muitas associam as alterações ao estresse, ao excesso de trabalho ou ao envelhecimento natural, adiando a busca por orientação médica. Entre os primeiros sinais está a mudança no padrão menstrual. Ciclos que antes eram regulares podem se tornar mais curtos, mais longos ou apresentar alterações no fluxo. Ao mesmo tempo, começam a surgir queixas como dificuldade para dormir, cansaço frequente, irritabilidade, ansiedade, lapsos de memória e redução da libido. As chamadas ondas de calor também estão entre os sintomas mais conhecidos. A sensação repentina de calor intenso, muitas vezes acompanhada de suor excessivo e vermelhidão, pode ocorrer durante o dia ou interromper o sono durante a noite. Para a ginecologista e endocrinologista norte-americana Dra. Stephanie Faubion, diretora médica da The Menopause Society, a perimenopausa é um processo marcado por intensas oscilações hormonais. Em entrevistas concedidas à entidade, ela destaca que muitas mulheres são surpreendidas pela variedade de sintomas e

pela dificuldade de relacioná-los à transição hormonal. Além do desconforto físico, os efeitos emocionais costumam ser significativos. Alterações de humor, maior sensibilidade emocional e episódios de ansiedade são relatos frequentes nos consultórios. Em alguns casos, mulheres que nunca apresentaram problemas relacionados à saúde mental passam a enfrentar sintomas que interferem na rotina e nos relacionamentos. O médico ginecologista César Eduardo Fernandes, ex-presidente da Febrasgo e uma das principais referências nacionais em climatério e menopausa, defende que a informação é uma ferramenta fundamental para atravessar essa fase com mais tranquilidade. Segundo ele, compreender o que está acontecendo com o organismo ajuda a reduzir inseguranças e permite buscar tratamentos adequados

quando necessário. Embora a perimenopausa seja uma etapa natural da vida, os especialistas reforçam que não é preciso conviver com sofrimento. Atualmente existem diferentes formas de tratamento, que podem incluir mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico, medicamentos não hormonais e, em situações específicas, terapia hormonal prescrita pelo médico. A prática regular de atividade física é uma das recomendações mais importantes. Exercícios ajudam a controlar o peso, preservam a massa muscular, fortalecem os ossos e contribuem para o equilíbrio emocional. A alimentação equilibrada, rica em proteínas, fibras, frutas e vegetais, também desempenha papel importante no bem-estar durante essa fase. Outro ponto essencial é a qualidade do sono. Criar uma rotina com horários regulares para dor-

mir, reduzir o consumo de cafeína no período da noite e evitar o uso excessivo de telas antes de deitar podem ajudar a minimizar os impactos da insônia. Mais do que uma preparação para a menopausa, a perimeno-

pausa é uma fase que merece atenção própria. Reconhecer os sinais e buscar orientação especializada são passos importantes para garantir qualidade de vida e bemestar em uma etapa que faz parte da trajetória natural da mulher.

Saúde mental também merece atenção Se as ondas de calor costumam ser os sintomas mais comentados, os impactos emocionais ainda são pouco discutidos. Estudos mostram que a oscilação hormonal da perimenopausa pode aumentar a vulnerabilidade a quadros de ansiedade, irritabilidade e alterações de humor. Especialistas destacam que a sobrecarga comum nessa fase da vida — quando muitas

mulheres conciliam carreira, cuidados com filhos, familiares idosos e responsabilidades domésticas — pode potencializar esses efeitos. Por isso, além do acompanhamento ginecológico, atividades que promovam relaxamento, prática de exercícios físicos, momentos de lazer e apoio psicológico podem fazer diferença significativa no enfrentamento dos sintomas.


2 Social

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A vida é curta demais para ficar cultivando ressentimentos.”

Contexto

CARPINEJAR

SÉRGIO CHAVES www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

Os 7.0 de Boanerges Perdigão Uma noite inesquecível! Foi assim a do último sábado (25), quando o Requinte Buffet abriu suas portas para a comemoração pelos 70 anos de Boanerges Perdigão Júnior. Tudo perfeito! Bolo de Tereza Cristina Fernandes, buffet e serviço de Socorro Paiva e sua equipe do Requinte, decoração e produção de Wanderlânia Lima e da Master Produções, direção artística de Gustavo Rosado e a boa música de Radiola Club. As fotos são de Eduardo Kenedy!

Boanerges diante do bolo assinado por Tereza Cristina Fernandes.

Fafá Rosado com a filha Fádia e Conceição Rosado com a filha Mariana.

Boanerges com Rosângela Barreto, Francisco Carlos Kinkin), Marta Dias, Fafá Câncio e Joatan Saraiva.

Festa

CIRCULANDO @Na noite de Boanerges no Requinte Buffet, a história do anfitrião foi contada por vários artistas de Mossoró sob a direção de gustavo Rosado. Das baladas das antigas, passando pelas festas da ACDP e AABB, pelo grupo Cabide, por histórias pessoais e pelos grupos de dança, a história de Boanerges encheu de emoção familiares e convidados, trazendo lembranças e recordações que marcaram uma época. Foi lindo! @Amigos de Mossoró, de Natal, de Fortaleza e de Maceió estiveram em Mossoró prestigiando Boanerges, juntando-se aos tantos amigos daqui, fazendo da noite de sábado extremamente especial. @Cláudia guimarães realiza mais uma edição do seu workshop Beleza do Bem, na próxima segunda (3), no teatro Municipal Dix-Huit Rosado, com renda revertida para a Liga de Mossoró – estudos e Combate ao Câncer. Além de Cláudia, o evento tem a participação de Dornylson Martins, Neto Campos e gerlyson Carvalho. Informações pelo 84/99904-9890. @Lisboa Batista, colunista De Fato em Pau dos Ferros, ultimando os detalhes para a realização da 24ª Festa dos Destaques, que acontece no próximo sábado (8), na AABB, a partir das 21h15, reunindo a sociedade do Alto Oeste. O colunista assina o cerimonial da noite! @Ricardo Menezes anuncia que o seu agora Dom Ricardo, funcionando no mesmo endereço do Varandas Food Park, continua com as mesmas delícias fritas e agora com sobremesas de primeira qualidade e atendimento impecável. Vale a visita! @Agosto chegando e com ele cresce as expectativas para mais uma edição do

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Boanerges recebendo Wanderlânia Lima e Tereza Cristina Fernandes.

Congresso Celebrar, que acontece de 13 a 15 no thermas Hotel & Resort. Mais de 80 palestras estão agendadas com nomes de destaque na área médica. O Congresso é mais uma realização do Instituto Oral Clínica. Volto. @O Chá Solidário, que a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Mossoró e Região realiza anualmente, já tem data marcada. será no próximo dia 23 de setembro, a partir das 19h no Requinte Buffet, com shows de tânia turene e gianinni Alencar. toda a renda é revertida para as ações da Rede. As senhas já estão à venda com as voluntárias. Vamos, sim! @O empresário Júnior Rebouças comemora. Na quarta (29), inaugurou a loja Rebouças vizinho ao Ninho Residencial, que promete atender um mercado expressivo da cidade. Loja linda, considerada a melhor da Rede. No dia 30 foi a vez da inauguração da loja de Pau dos Ferros, a primeira do Alto Oeste. Desejamos sucesso! @O Colégio Sagrado Coração de Maria comemora 114 anos de atividades e será comemorado amanhã (2), com missa em ação de graças a partir das 9h, na Catedral de Santa Luzia. Vida longa ao CSCM! @O Manhã tCM, programa diário da tCM telecom, apresentado por Danny silveira, Penélope Dias e Franciélio gomes, comemorou 22 anos na última terça (28), num momento bem especial. Parabéns! @O Boticário apresenta sua nova campanha de Dia dos Pais, que aposta no humor e na linguagem das redes sociais para aproximar pais e filhos. em “A trend das trends”, tadeu schmidt ajuda os pais a entrarem na “For You” dos filhos e a deixarem claro, de um jeito divertido, qual presente gostariam de ganhar na data.

Hoje é dia de festa para Magnólia Pinto gondim, gabriel Linhares souza de Oliveira, Jormar Paiva, edgardo Benavides Carrasco Filho e serly Dias. Amanhã (2), é dia de vivas para a sobrinha Yasmim de França Ramos Chaves, Lorene Rosado, Lenilson Marques, Neuza Lins, Vera Núbia Bezerra da Costa e silva, Ricartte Berttson Fernandes, togo Ferrário, Waltemberg Pereira e Wilson Júnior. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Casal Carlos Careca/Lucinha Figueiredo e Nilo Amâncio.

Debut

Os pais Otávio Domingos Moreira Santos e Águyda Yanne convidando para os 15 anos de sua filha Yasmin Maria, no sábado, 15 de agosto, a partir das 21h30, nos salões do garbos Recepções & eventos. Noite linda para celebrar um momento especial na vida de Yasmin. Confirmo presença!

Inauguração no Villa Oeste

O empresário Rútilo Coelho recebeu imprensa e convidados na quinta (23), na companhia dos filhos thiago e Paloma, para apresentar 15 novos apartamentos e o Centro de eventos do Hotel Villa Oeste. são 2,5 mil metros quadrados de salões climatizados para receber eventos sociais, coorporativos e institucionais dos mais diversos formatos, e um novo estacionamento com capacidade para 100 veículos. Noite das mais prestigiadas!

Rosa Cavalcante faz a festa para comemorar o maridão, o gente fina Gomes sobrinho, com aniversário na quinta (6). Vivas!

Zuíla, Zélia e Jorzel em coro de vivas para o bacana Jormar Paiva, com idade nova neste sábado (1º). Saúde e paz!

Casal Ricartte Berttson Fernandes e Michelângela. Ele comemorando a vida no domingo (2). Parabéns!

Aniversariante da segunda (3), a querida Katharina Gurgel recebe os parabéns da coluna!

Rútilo Coelho com os filhos Thiago e Paloma, recebendo no Villa Oeste.

Górgias Oliveira festejando a amada Lorene Rosado, com idade nova no domingo (2). Felicidades!

Fafá Linhares enche de mimos o filho Gabriel, com aniversário neste sábado (1º). Tim-tim!

Érica Lopes e Ariluce Ferreira festejam Lenilson Marques, aniversariante do domingo (2)!

Jackson Tavernard e Evandro Segundo comemoram idade nova essa semana. Jackson na quarta (5), Evandro na segunda (3). Parabéns!


Saúde

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Conexão saúde

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NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR

conexaosaude.defato@outlook.com

Bets no centro do debate da saúde mental

IMAgeM MeRAMeNte ILUstRAtIVA

FALSAS PROMESSAS levam à perda de controle, adoecimento mental, endividamento e destruição de famílias GABRIEL SANTOS

Especial

P

or trás das falsas promessas de dinheiro fácil, dos anúncios com celebridades e dos jogos acessíveis cresce no Brasil um problema que especialistas, profissionais de saúde e autoridades públicas tratam como uma questão de saúde pública, devido aos impactos do vício em jogos sobre a saúde mental, a renda das famílias e a vida social dos apostadores. Os impactos vão muito além das perdas financeiras. Envolve destruição de patrimônios, ruptura de famílias, violência doméstica, suicídios e até a prática de crimes motivados pelo desespero para continuar apostando ou pagar dívidas acumuladas. A dimensão do problema começou a aparecer de forma mais clara nos dados levantados pelo UOL, que revelou que aproximadamente 250 mil trabalhadores e trabalhadoras deixaram as bets, ou se autoexcluíram, afastandose das plataformas de apostas em razão de problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos. Outro levantamento da Secretaria de Prêmios e Apostas, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, que corresponde às remoções voluntárias dos CPFs (Cadastros de Pessoas Físicas), os brasileiros realizaram mais de 603 mil pedidos de autobloqueio das bets. O balanço corresponde às remoções voluntárias dos Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs) dos ambientes de apostas regulamentados desde dezembro do ano passado. Esses números evidenciam a gravidade do fenômeno e sua capacidade de afetar não apenas indivíduos, mas toda a sociedade. Os dados reforçam o que es-

pecialistas em dependência vêm alertando há anos: a compulsão por jogos não é uma simples falta de controle financeiro. Trata-se de um transtorno reconhecido pela medicina, capaz de alterar comportamentos, comprometer a capacidade de tomada de decisão e produzir mecanismos cerebrais semelhantes aos observados em dependências químicas. Quando o entretenimento se transforma em doença: o vício em apostas, conhecido clinicamente como transtorno do jogo, é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por manuais internacionais de psiquiatria como um transtorno comportamental que afeta diretamente os circuitos de recompensa do cérebro. O processo costuma seguir um roteiro conhecido. O apostador ganha uma quantia inicial, experimenta uma sensação intensa de satisfação e passa a acreditar que pode repetir o resultado. Quando começam as perdas, em vez de parar, ele frequentemente aumenta os valores apostados na tentativa de recuperar o dinheiro perdido. É o chamado “comportamento de perseguição da perda”, considerado um dos principais sinais da dependência. Com o tempo, o jogo deixa de ser lazer e passa a ocupar espaço central na vida da pessoa. Contas deixam de ser pagas. Compromissos profissionais são negligenciados. Relações familiares entram em colapso. O dinheiro destinado à alimentação, aluguel, educação dos filhos ou financiamento da casa própria passa a ser direcionado para novas apostas. A lógica é semelhante à observada em outros tipos de dependência, mesmo diante de consequências evidentes e devastadoras, o indivíduo perde a capacidade de interromper o comportamento sozinho.

Uma bomba dentro das famílias Os efeitos do vício em apostas não ficam restritos a quem joga. Em milhares de lares brasileiros, a compulsão tem provocado uma sequência de consequências econômicas e sociais que especialistas já classificam como um problema coletivo. Relatos de famílias afetadas incluem perda de veículos, venda de imóveis, utilização de limites bancários, contratação de empréstimos sucessivos e comprometimento de toda a renda familiar. Muitas vezes, os parentes só descobrem a situação quando as dívidas atingem níveis insustentáveis. Especialistas também apontam uma correlação preocupante entre o endividamento extremo provocado pelo jogo e o aumento de conflitos domésti-

cos, violência familiar e práticas ilícitas utilizadas para obter recursos financeiros. Em alguns casos, a busca desesperada por dinheiro leva ao uso indevido de recursos de terceiros, fraudes, apropriações indevidas e outros crimes que têm origem direta no ciclo de perdas e tentativas de recuperação.

O IMPACTO NA SAÚDE MENTAL E NO MERCADO DE TRABALHO A reportagem do UOL, ao apontar que cerca de 250 mil pessoas precisaram se afastar das bets em decorrência de problemas de saúde mental relacionados às apostas, trouxe à tona um aspecto frequentemente ignorado no debate público. O vício não afeta apenas o

bolso. Ele produz ansiedade, insônia, irritabilidade, depressão, crises de pânico e, em situações mais graves, pensamentos suicidas. À medida que as dívidas crescem e o controle sobre a própria vida diminui, muitos apostadores entram em um estado permanente de sofrimento emocional. O ambiente de trabalho também sente os efeitos com a queda de produtividade, absenteísmo, dificuldades de concentração e afastamentos médicos passaram a fazer parte da realidade de empresas que convivem com trabalhadores afetados pela compulsão em jogos. O fenômeno gera custos econômicos relevantes para empregadores, para a Previdência Social e para o sistema público de saúde.

Sociedade civil se mobiliza para divulgar a autoexclusão Paralelamente às ações do governo federal, movimentos da sociedade civil vêm ampliando a conscientização sobre os riscos associados às apostas. Uma das iniciativas de maior repercussão é a campanha “Block no Tigrinho”, que tem utiliza-

do a Plataforma Centralizada de Autoexclusão como instrumento de combate ao vício em jogos. A campanha ganhou visibilidade nacional com a adesão de diversos artistas, influenciadores e personalidades públicas, que passaram a divulgar men-

sagens de alerta sobre os riscos da compulsão e a importância de buscar ajuda. O foco da iniciativa não está apenas em um jogo específico, mas na conscientização sobre um fenômeno que afeta milhares de brasileiros e suas famílias.


4 Moda

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Style

sÁBADO, 1º de agosto DE 2026

Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

A MODA QUE TEM A CARA DO RN! Se tem um evento que traduz a essência do Rio Grande do Norte é o GINGA MODA RN, realizado nos dias 27 e 28 de julho no Praia Mar Arena, em Natal. Mais que desfiles, o projeto é movimento: mistura tradição, inovação e muito gingado nas passarelas. Marcas potiguares apresentam coleções inspiradas na cultura, no mar, no sertão e na força do povo daqui. O GINGA MODA RN chegou para valorizar a moda autoral do Rio Grande do Norte. O evento reuniu estilistas, marcas locais e novos talentos em uma noite que celebra identidade, cultura e criatividade. Com desfiles, exposição de coleções e um olhar para a moda consciente, a proposta é colocar o RN no mapa da moda nordestina. A coluna STYLE circulou por lá e registrou bons momentos:

Trabalho artesanal desenvolvido por artesãs de Caicó e Acari com curadoria de Celina Hissa, diretora criativa da Catarina Mina, para compor peças Poti Fios e Linhas.

O vestido criado de páginas de revista pela LaMour Maison.

A alta costura de Juraci Lira.

Arte na coleção VENTO FORTE por George Azevedo em pinturas manuais.

A Flor Xanana, símbolo do RN, aparece de forma repagina na coleção Dali.

Os acessórios de luxo por Sheila Morais.

A Cia do Boné trouxe tecnologia e mostrou bonés com detalhes de LED.

O trabalho delicado e minimalista da Villa Dharma.

Sofisticação nos acessórios da coleção Voilá por Palone Design.

FICHA - TÉCNICA: Produção e cast: Tráfego Models Fotos: Isadora Aragão | Luna Thayse


2 Domingo

Jornal de Fato

A roupa era o problema ou a idade?

O

BaLaDa Do IMPostor P3 Preconceito (in)visível A roupa era o problema ou a idade?.

debate provocado pelos figurinos de Xuxa na turnê “O Último

P4

voo da Nave” diz muito mais sobre a sociedade do que sobre a artista. Aos 63 anos, ela continua fazendo o que sempre fez: ocupando o palco, cantando, dançando e sendo fiel à sua per-

sonalidade. Ainda assim, bastou aparecer com roupas consideradas ousadas para que a idade se tornasse o centro da discussão. Não por acaso, o mesmo julgamento raramente recai sobre homens da mesma faixa etária. O episódio revela como o etarismo segue presente no cotidiano, especialmente na vida das mulheres. Envelhecer não deveria significar abrir mão da liberdade, da vaidade, da sensualidade ou do direito de ser quem se é. Talvez seja hora de trocar o olhar da crítica pelo respeito. Afinal, o problema não está na roupa, na idade ou no palco. Está na dificuldade que ainda temos de aceitar que cada pessoa tem o direito de viver todas as fases da vida sem precisar pedir permissão. boa leitura! Ângela Karina

Linguagem plástica Francinaldo Moura: a liturgia da pedra e o canto invisível.

P8 artigo de opinião: Letargia Espiritual

receita

P14 P15

• edição – c&s assessoria de comunicação • Diagramação – augusto Paiva • Projeto gráfico – augusto Paiva • impressão – Gráfica De Fato • editora e Revisão – Ângela Karina Redação, publicidade e correspondência av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (Rn) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320 site: www.defato.com/domingo e-mail: pautadefato@gmail.com

DoMinGo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. não pode ser vendida separadamente.

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Domingo 3

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BALADA DO IMPOSTOR

Não é preguiça, é estratégia de sobrevivência JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS Jornalista @paiva_reboucas

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izem que sou preguiçoso. Dizem com aquela convicção de quem olha um homem deitado e conclui que encontrou o retrato da inutilidade. Nunca lhes ocorre que o corpo pode estar imóvel enquanto a cabeça atravessa cinco continentes, resolve três problemas, desiste de dois e volta apenas para conferir se a ideia continua respirando. A preguiça ganhou uma fama que não merece. É uma palavra que costuma levar a culpa por crimes cometidos pela pressa. Alguns dizem que tenho altas habilidades. Aceito o elogio com o mesmo desconforto de quem veste um paletó emprestado. Nunca sei se me serve ou se alguém confundiu o cabide. O que sei é que penso antes de fazer. Enquanto muita gente parece construir a ponte durante a travessia, eu fico olhando o rio por um tempo quase ofensivo. Quando finalmente atravesso, atravesso depressa. O percurso já aconteceu tantas vezes na cabeça que o corpo apenas obedece. Talvez por isso eu pareça mais inteligente escrevendo do que falando. As palavras, quando saem pela boca, enfrentam um trânsito caótico. Há buzinas, desvios, engavetamentos e um policial distraído tentando organizar uma avenida que nasceu estreita. No papel, elas caminham em fila. Na cabeça, então, fazem até reverência umas para as outras. Conversar exige uma velocidade que meu pensamento despreza. Pensar exige um silêncio que a conversa costuma assassinar.

O curioso é que a sociedade trata esse funcionamento quase como um defeito de fabricação. Crescemos ouvindo que viver é misturar-se, aparecer, frequentar, sorrir para desconhecidos como quem distribui panfletos da própria simpatia. Existe um campeonato invisível para decidir quem tem mais amigos, mais festas, mais fotos, mais domingos compartilhados. As redes sociais transformaram isso numa religião de calendário. Todo mundo parece feliz numa mesa comprida. Nunca aparece a fotografia do sujeito que voltou para casa esgotado por ter passado quatro horas fingindo gostar de estar ali. Durante a pandemia descobri que eu era um cidadão exemplar para um mundo vazio. Nunca reclamei do isolamento. Enquanto muita gente contava os dias para reencontrar a multidão, eu experimentava uma paz quase embaraçosa. Pela primeira vez, ninguém esperava que eu fosse sociável. Não havia culpa em recusar convites porque os convites simplesmente desapareceram. O planeta inteiro aprendeu a fazer o que sempre me pareceu natural: ficar em casa. O problema surgiu quando o mundo resolveu voltar. Descobri que o silêncio vicia. Ele ocupa pouco espaço, não interrompe raciocínios e nunca pede explicações. A presença das pessoas, por mais querida que seja, cobra uma energia que parece sair de uma conta bancária aberta em meu nome sem autorização. Gosto de encontrar amigos. Gosto de uma mesa cheia, de muitas cervejas e de uma conversa que esquece o relógio. Só que existe um ponto invisível em que alguma engrenagem interna acende uma luz vermelha. Chegou a hora de ir embora. Se eu insisto em ficar até o fim da festa,

pago a conta depois. Quinze dias de recolhimento, pelo menos, para devolver as forças. Passei muito tempo me culpando por isso. Achava que havia alguma peça solta dentro de mim. Hoje desconfio de que a peça solta talvez esteja do lado de fora. Existe uma estranha obrigação de transformar extroversão em virtude moral. Como se quem fala pouco amasse menos, como se quem preferisse a própria sala carregasse algum defeito de caráter. No fim das contas descubro que minha casa não é uma fuga. É um idioma. Minha cama conhece meus silêncios. A televisão conversa sem exigir respostas. O celular me aproxima das pessoas na medida exata em que consigo suportá-las. Minha mulher ocupa esse território com a delicadeza de quem entende que amor também pode ser feito de pausas. Talvez eu continue parecendo preguiçoso para quem mede a vida pelo movimento. Eu prefiro medi-la pela paz, afinal, existe uma enorme diferença entre estar sozinho e finalmente estar em casa.

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4 Domingo ETARISMO

Preconceito (in)visível

Críticas aos figurinos usados por Xuxa na turnê “O Último Voo da Nave” reacendem o debate sobre o etarismo e a liberdade das mulheres de envelhecer sem abrir mão de sua identidade

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Da Redação

A

estreia da turnê “O Último Voo da Nave”, de Xuxa Meneghel, deveria ter sido lembrada apenas pelo reencontro da artista com milhares de fãs que cresceram acompanhando sua trajetória. Aos 63 anos, a apresentadora cantou, dançou, emocionou o público e mostrou a mesma energia que a transformou em um dos maiores fenômenos da televisão brasileira. No entanto, parte da repercussão acabou concentrada em outro aspecto: os figurinos usados no espetáculo. Alguns modelos mais ousados, com decotes e recortes estratégicos, foram alvo de comentários nas redes sociais. Houve quem questionasse a exposição do

corpo da artista, enquanto outros apontaram que as críticas revelavam um problema maior: a dificuldade que a sociedade ainda tem de aceitar o envelhecimento feminino fora dos padrões tradicionalmente esperados. O episódio trouxe novamente à tona uma discussão que afeta milhões de mulheres: por que o envelhecimento continua sendo tão vigiado e julgado? O etarismo, também chamado de preconceito por idade, ocorre quando uma pessoa é discriminada, desvalorizada ou limitada em razão da faixa etária. Embora possa atingir qualquer geração, ele costuma ser mais severo com as mulheres. Isso porque a juventude ainda é frequentemente associada à beleza, à sensualidade e ao reconhecimento social feminino. A antropóloga Mirian Golden-

berg, uma das maiores referências brasileiras nos estudos sobre envelhecimento, tem chamado atenção para a forma como a sociedade insiste em transformar a juventude em um padrão de valor. Em seus estudos, a pesquisadora mostra que muitas mulheres se sentem pressionadas a parecer mais jovens para serem aceitas socialmente, como se envelhecer fosse algo a ser escondido ou corrigido. O caso de Xuxa evidencia essa realidade. Afinal, a discussão não girou em torno da qualidade do espetáculo, da produção ou da performance da artista, mas da adequação de suas roupas para alguém de sua idade. O debate, portanto, ultrapassa a questão estética e alcança uma reflexão mais ampla: existe idade certa para usar determinadas roupas, expressar sensualidade ou simplesmente ocupar sábado, 1º de agosto de 2026


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espaços públicos com liberdade? Para especialistas, a resposta é NãO. O envelhecimento é um processo natural e diverso. Cada pessoa constrói sua própria relação com o corpo, com a imagem e com a passagem do tempo. respeitar essas escolhas é um passo importante para combater um preconceito que, muitas vezes, manifestase de forma silenciosa. A discussão ganha ainda mais relevância em um país que envelhece rapidamente. Dados do instituto brasileiro de Geografia e Estatística (ibGE) mostram que a população com 60 anos ou mais cresce em ritmo acelerado, ampliando a necessidade de combater estereótipos e construir uma cultura de respeito à longevidade.

O preconceito que afeta a saúde mental O etarismo pode parecer apenas um comentário inconveniente, uma piada ou uma crítica isolada. Na prática, porém, seus efeitos vão muito além do desconforto momentâneo. Estudos mostram que o preconceito relacionado à idade impacta diretamente a saúde física, emocional e a qualidade de vida. Segundo o relatório Global sobre o Etarismo, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Organização das Nações unidas (ONu), uma em cada duas pessoas no mundo apresenta atitu-

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des preconceituosas relacionadas à idade. A discriminação etária está associada ao aumento dos casos de depressão, ansiedade, isolamento social e redução da autoestima. O documento também aponta que pessoas expostas continuamente a estereótipos negativos sobre o envelhecimento tendem a apresentar piores indicadores de saúde física e mental. Além disso, estudos internacionais citados pela OMS indicam que percepções negativas sobre a velhice podem influenciar comportamentos, ampliar

o sofrimento emocional e comprometer a qualidade de vida ao longo dos anos. No brasil, o fenômeno atinge especialmente as mulheres. Pesquisa da consultoria Oldiversity revelou que cerca de 70% das brasileiras acima dos 50 anos já vivenciaram algum tipo de discriminação relacionada à idade. Entre os relatos mais frequentes estão críticas à aparência, à forma de se vestir, à vida afetiva e à ocupação de espaços tradicionalmente associados à juventude. Para especialistas, o proble-


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ma é potencializado pelas redes sociais, ambiente em que a exposição constante favorece julgamentos e reforça padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis. Quando a mensagem repetida é a de que envelhecer significa perder valor, muitas pessoas passam a esconder características naturais da idade ou deixam de frequentar determinados ambientes por receio da crítica. A psicóloga Mônica Yassuda, uma das principais referências brasileiras em Psicologia do En-

velhecimento, destaca que a forma como a sociedade enxerga a velhice influencia diretamente a saúde mental e o bemestar das pessoas. Quando o envelhecimento é associado à incapacidade, à perda de valor ou à invisibilidade social, aumentam os riscos de baixa autoestima, insegurança e sofrimento emocional. Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, especialistas defendem que combater o etarismo é também uma questão de saúde pública.

Afinal, envelhecer com dignidade significa ter liberdade para fazer escolhas, ocupar espaços e expressar a própria identidade sem que a idade se transforme em motivo de julgamento. Mais do que uma polêmica sobre figurinos, o episódio envolvendo Xuxa expõe uma questão social que ainda precisa ser enfrentada. O problema não está na idade de quem sobe ao palco, mas no olhar de quem insiste em estabelecer limites para o envelhecimento dos outros.

Estudos mostram que o preconceito relacionado à idade impacta diretamente a saúde física, emocional e a qualidade de vida

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LIngUAgEM PLÁSTICA

Francinaldo Moura: a liturgia da pedra e o canto invisível

sábado, 1º de agosto de 2026


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Jornal de Fato

Márcio de Lima Dantas

Especial

Vejo cantar o pássaro toco este canto com meus nervos seu gosto de mel. Sua forma gerando-se da ave como aroma

A

Orides Fontela

título de portal e abertura hermenêutica, a trajetória de Francinaldo Moura (Currais Novos, RN, 1982) filia-se àquela estirpe singular de criadores cujo itinerário repele a explicação reducionista pelas aduanas exclusivas da linguagem pictórica. Antes de se arvorar no domínio das artes visuais, a música já fizera em seu psiquismo morada e sacrário. Como integrante da orquestra de sua urbe natal, o jovem artífice habituou-se desde cedo a apreender a tessitura do cosmos através da modulação das ressonâncias, do compasso dos intervalos e do equilíbrio polifônico. Ouve-se aí a razão de o seu pincel nunca tratar o artefato sonoro como reles natureza-morta ou adorno cenográfico; violões, violinos, saxofones ou flautas abdicam da condição de apêndices para ascenderem à condição de eixos estruturantes e ontológicos, aptos a conferir visibilidade e forma ao que, por essência, pertence ao domínio da imaterialidade. A gênese de seu percurso afasta, de igual modo, qualquer juízo ingênuo. Francinaldo recusa o estatuto de ingênuo ou autodidata estrito, em 1999, o frequentar do curso de Desenho de Observação e Pintura sob a tutela do mestre João Antônio, no espaço do CAIC, municiou-o de um estofo técnico rigoroso no tocante à sintaxe formal, à estática da composição e ao esquadrinhamento da superfície. Posteriormente, sua estesia assimilaria o influxo da vanguarda modernista, do fraturamento cubista e do turgor expressionista, sob a sombra tutelar de Vincent van Gogh. Contudo, essas filiações repelem o decalque servil, operam como matéria antropofagicamente devorada, posta a serviço de uma dicção egrégora e profundamente sin-

gular, enraizada na substância trágica e poética do chão potiguar. Forjar uma sintaxe inconfundível figura entre as travessias mais árduas do meio pictórico. A mestria artesanal curva-se frequentemente à técnica; poucos, contudo, elevam o meio à condição de arquitetura do pensamento. O estilo autêntico não brota da reiteração mecânica de maneirismos, mas da sístole e diástole de uma inquietação ontológica que atravessa a obra. Em Francinaldo Moura, essa busca se ramifica em dois quadrantes aparentemente díspares: num primeiro momento, a atenção detém-se nos instrumentos, nas fisionomias graves e no amálgama entre a corporalidade e a ressonância; em seguida, o olhar volta-se para a topografia telúrica do Seridó, com seus lajedos arcaicos, a caprinocultura, a matéria do couro, a argila e a silhueta das serras. Trata-se, porém, de duas alças do mesmo vaso, o que varia não é a natureza da interrogação, mas o suporte empírico em que se busca a resposta. Toda a sua produção parece orbitar em torno de uma indagação velada: como condensar em visibilidade o que esquiva à retina apressada? No primeiro bloco de telas, a resposta transita pela vibração harmônica; no segundo, pela geologia e pela aridez do sertão. Em ambos os horizontes, todavia, o pintor confere densidade transcendente à substância. A madeira dos cordofones, o metal dos sopros, a pedra, o couro ou a vegetação da caatinga abandonam a passividade física e erguem-se como receptáculos da Mnemósine, da estesia e da resistência. A pintura abdica de documentar a coisa inerte para perscrutar o rastro de vida que nela perdura. Subjaz a essa busca pela permanência o vetor que articula a totalidade de sua lavra. Em uma época marcada pelo frenesi das imagens voláteis e pelo consumo voraz da percepção, Francinaldo caminha na contramão da efemeridade. Suas composições repelem a vertigem, demandam o recolhimento e a contemplação, exigindo uma duração análoga à da própria execução musical, em que a pausa e a estase resguardam a mesma gravidade do

som emitido. Paira em suas telas um silêncio que jamais equivale ao desamparo ou à vacuidade, constitui o intervalo tutelativo e sagrado no qual o espectador percebe que a imagem autêntica continua ressoando no inconsciente muito após a cessação do impacto óptico. Sob essa perspectiva, sua visualidade estabelece conversação com as correntes originárias do pensamento Helênico. Os gregos concebiam por mousiké não somente o arranjo acústico, mas a totalidade dos saberes presididos pelas Musas, onde a invenção poética, o ritmo, o conhecimento e a preservação mnemônica integravam a mesma cartografia mítica. Não por acaso, Mnemósine figurava como genitora das divindades da criação. Ao outorgar aos cordofones e aerofones uma presença categórica em sua lavra, Francinaldo Moura reata intuitivamente com essa percepção arcaica, o artefato sonoro ultrapassa a função acústica e transmuta-se em relicário e egrégora do tempo, resguardando o que a enunciação verbal claudica em traduzir. Eis a clave hermenêutica para adentrar o seu templo plástico. O artista não pinta reles músicos, violões ou acidentes geográficos do Seridó; assinala, em verdade, estados de permanente suspensão do devir. Enquanto a maioria se precipita em capturar o acontecimento fático, ele elege auscultar o que permanece após a tempestade dos eventos. A ressonância perpassa a matéria mesmo quando o instrumento jaz em repouso muto; a rocha atravessa a marcha das eras; e entre a fibra do violino e a aspereza do lajedo ressequido, Francinaldo desvela a mesma matéria poética, o peso do tempo dourado e transfigurado em linguagem estética. No primeiro conjunto de obras, a música não comparece como assunto, mas como estrutura de pensamento. Seria um equívoco compreender os instrumentos apenas como referentes iconográficos, da mesma maneira que seria insuficiente explicar uma natureza-morta apenas pelos objetos que a compõem. O que interessa a Francinaldo Moura não é o violão enquanto sábado, 1º de agosto de 2026


10 Domingo objeto de uso, tampouco o violino como atributo do músico. Ambos aparecem destituídos de sua função imediata para assumirem uma condição muito mais profunda, tornam-se mediadores entre a matéria e aquilo que escapa à matéria. Há, nessas pinturas, uma tentativa insistente de conceder corpo ao invisível, de converter o som, experiência efêmera e impalpável, em permanência visual. Desde a Antiguidade Clássica, a música ocupa um lugar singular entre as artes. Os gregos chamavam Mousiké todo o conjunto das atividades presididas pelas Musas. A música não constituía uma disciplina isolada, mas uma linguagem capaz de unir poesia, memória, ritmo e pensamento. Entre essas divindades, Euterpe, guardiã da música e da poesia lírica, era frequentemente representada empunhando instrumentos de sopro, enquanto Erato surgia acompanhada da lira, símbolo da harmonia amorosa e da criação poética. A recorrência quase obstinada dos instrumentos nas telas de Francinaldo parece operar como uma espécie de epíclese visual, uma invocação silenciosa dessas antigas presenças tutelares. O artista não pinta apenas músicos; pinta a própria condição da inspiração. Cada instrumento se torna a possibilidade permanente da música, mesmo quando nenhuma nota parece vibrar. Tal compreensão explica por que quase todas as figuras se apresentam recolhidas, distantes de qualquer teatralidade. Não encontramos gestos grandiloquentes nem expressões de êxtase performático. Os personagens parecem absorvidos por uma interioridade que antecede o próprio ato musical. Em muitos casos, sequer olham para o observador. Seus rostos permanecem voltados para baixo ou perdidos numa contemplação silenciosa, como quem escuta uma melodia que não pertence ao mundo exterior. A pintura substitui o espetáculo pela introspecção. A música, antes de ser executada, já existe como estado da alma. Essa atmosfera aproxima a obra de Francinaldo de uma antiga tradição órfica. Na mitologia grega, Orfeu jamais foi celebrado apenas por sua habilidade musical. Sua lira possuía uma sábado, 1º de agosto de 2026

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potência muito mais elevada, era capaz de ordenar aquilo que se encontrava disperso. As pedras moviam-se, os animais abandonavam sua ferocidade e até mesmo o reino dos mortos suspendia momentaneamente suas leis diante da força do canto. A música representava, portanto, uma possibilidade de instaurar ordem sobre o caos. Quando observamos a insistência com que os instrumentos retornam de uma tela para outra, é difícil não reconhecer algo semelhante. O violão, o violino ou o saxofone deixam de desempenhar o papel de simples acessórios da composição para converteremse em verdadeiros talismãs plásticos, como se sua presença fosse necessária para restaurar um equilíbrio continuamente ameaçado pelo tempo e pela dispersão da existência. Talvez por isso os instrumentos nunca pareçam abandonados ao acaso. Eles ocupam posições centrais, organizam diagonais, estabelecem ritmos compositivos, articulam os campos cromáticos e determinam o percurso do olhar. Não estão subordinados às figuras humanas; muitas vezes acontece justamente o contrário. É como se a própria arquitetura da pintura nascesse da anatomia do instrumento. O braço do violão prolonga o eixo vertical da composição; a caixa acústica determina o equilíbrio dos volumes; as curvas do tampo encon-

tram correspondência nas linhas do tronco humano. Aos poucos, objeto e figura deixam de existir separadamente. O instrumento invade a estrutura da imagem e passa a organizar sua lógica interna. Essa aproximação revela um dos aspectos mais refinados da produção de Francinaldo Moura. O artista parece compreender intuitivamente a antiga analogia antropomórfica que aproxima o corpo humano dos instrumentos de corda. Não é casual que a caixa acústica do violão lembre o tórax, nem que o braço do instrumento prolongue o eixo da coluna. Desde o renascimento essa correspondência foi explorada por inúmeros artistas e pensadores, mas aqui ela adquire um sentido ainda mais amplo. O homem não segura o instrumento; torna-se, ele próprio, uma caixa de ressonância. As emoções deixam de encontrar expressão apenas no rosto ou no gesto e passam a vibrar através da própria estrutura da composição. O corpo se converte em música antes mesmo que qualquer corda seja tocada. Tal leitura também permite compreender o delicado equilíbrio entre racionalidade e impulso que atravessa essas pinturas. Há nelas uma construção rigorosa dos planos, uma organização cuidadosa das massas cromáticas e um evidente domínio do desenho, aspectos que aproximam a obra


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do universo apolíneo, onde prevalecem medida, ordem e harmonia. Entretanto, a repetição quase obsessiva do mesmo motivo, a insistência sobre os instrumentos e a intensidade emocional da cor denunciam uma energia de natureza inteiramente diversa. Sob a serenidade da composição pulsa uma inquietação profundamente dionisíaca. Francinaldo parece reunir, numa mesma superfície, aquilo que Nietzsche julgava inseparável para o nascimento da verdadeira arte, a disciplina de Apolo e o fervor subterrâneo de Dioniso. Sua pintura não escolhe entre ambos; faz da tensão permanente entre essas duas forças o próprio motor de sua linguagem plástica. Nesta passagem culminante do estudo, delineia-se a transmutação em que a poética de Francinaldo Moura atinge o seu ápice de maturação formal e ontológica. Trata-se do limiar em que o artefato acústico abdica de sua localização circunscrita na partição da tela para esbater suas próprias fronteiras tectônicas. Dissolve-se a linha divisória entre o organismo vivo e a fibra polida da madeira, a anatomia do sujeito e o bojo da caixa harmônica passam a germinar do mesmo estofo pictórico, compartilhando a mesma respiração primordial. A pintura transcende o dueto binário entre o observador e o referente sensível para erigir uma unidade indissociável, um corpo egrégoro no qual a corporalidade, o ritmo acústico e a espacialidade coexistem em absoluto amálgama. Essa confluência encarna um dos achados mais singulares do pintor potiguar. Desde a aurora da reflexão ocidental, a meditação estética intuiu que os instrumentos cordofônicos resguardam uma secreta simetria com a tessitura do corpo humano. As ampolas e curvas das ilhargas mimetizam a caixa torácica; o braço de madeira prolonga a coluna vertebral; as cordas, postas em perpétua tensão, alinham-se aos nervos invisíveis que sustentam a arquitetura dos afetos. Francinaldo acolhe esse arquetípico atavismo sem jamais rebaixálo a mero ornamento didático. O violão não escolta o sujeito, torna-se o próprio

sujeito. Ambos convertem-se em um único bojo de ressonância no qual a textura da existência deposita seus murmúrios mais velados. Nesse instante de suspensão, a pintura tangencia os domínios da sinestesia. Se a música se inscreve na fluidez irreversível do tempo e a artes plásticas no recorte estático do espaço, Francinaldo se empenha em conciliar essas naturezas divergentes. O desafio consiste em imbuir a rigidez da tela de uma vibração contínua, permitindo que o tom purpúreo prolongue um tom inaudível e cada linha insinuada projete uma estrofe no ar. O instrumento em repouso transmuta-se, então, em pauta e partitura latentes. O transeunte do quadro não escuta notas no plano auditivo, mas ausculta intervalos no plano óptico; não capta vibrações do ar, mas decodifica síncopes visuais, pulsações de pigmento e pausas estrategicamente dispostas pela superfície. A mousiké renuncia às aduanas da audição para instalar seu reinado no centro da retina. Daí advém o fato de a paleta jamais resvalar para o excesso ou para a estridência vulgar. Mesmo quando incandescente, o pigmento curva-se a um rigoroso preceito de contenção e assepsia. As zonas de vibração quente encontram imediato contraponto no repouso das sombras; as rupturas jamais fraturam a coerência do todo;

cada mancha se alinha ao seu quadrante harmônico. Sabe o artista que o equilíbrio não decorre da anestesia das tensões, mas da justa afinação de forças antagônicas. Como numa formação orquestral, nenhuma voz clama pelo monopólio da cena, massas cromáticas, linhas estruturantes e planos modulam-se como naipes que executam uma oração conjunta. Essa sensibilidade retira seu estofo da própria prática do artista enquanto musicista de orquestra. Exercitar a escuta coletiva ensina que o enunciado solo é ilusão, o arco do violino pede a gravidade do violoncelo, o sopro das madeiras exige a réplica dos metais, e o silêncio atua com a mesma eficácia simbólica de uma nota emitida. vigora em sua pintura essa disciplina da recepção. As figuras não rivalizam pela atenção; o espaço não asfixia as formas; as formas não profanam o vazio. Tudo curva-se a uma ordem imaterial, qual se a imagem aguardasse a sua hora precisa de desabrochar. Chama a atenção o alheamento dessas telas perante a ostentação do espetáculo profano. Negam-se o palco, a plateia e as lógicas de exibição. A sonoridade de Francinaldo opera na intimidade do cenóbio; seus personagens tocam voltados para o sacrário de seu próprio mundo interno. Essa postura filia a criação do potiguar a uma ética da criação monástica, na qual a iluminação não emana do ruído dos aplausos, mas do mergulho na interioridade do ser. Tal hiato de som, porém, repele a vacuidade. Trata-se de um silêncio adensado e palpável, que impregna a textura da pintura como a massa de ar que ocupa a alma de um violino. Sem esse espaço oco, desmorona-se a possibilidade do eco e da ressonância. reside aí uma das mais belas alegorias de sua produção, reconhecer que o ato gestador requer uma vacuidade apta a acolher o que ainda carece de forma. Do mesmo modo que o artefato de corda necessita do vazio para cantar, o pincel clama pelo repouso e pelo silêncio para consagrar a cor. sábado, 1º de agosto de 2026


12 Domingo No ápice dessa investigação, desdobra-se um vetor de transmutação surpreendente. O foco do pintor recua dos recintos íntimos, da madeira e dos contornos antropomórficos para abraçar o vasto horizonte do Seridó. O que parecia uma fratura constitui tão somente a migração da mesma matéria poética para novos suportes. A vibração dantes abrigada nas fibras da madeira transfere-se para a pedra milenar dos lajedos, para a aspereza da pele do couro, para a porosidade do barro e para a resistência ancestral da caatinga. A ressonância não se extingue: transmuta o seu receptáculo. Se outrora cantava nos bordões do instrumento, adormece agora no âmago das rochas geológicas, revelando que a terra potiguar guarda, sob sua pátina de aridez, um cântico primordial percebido unicamente pela ausculta contemplativa da arte. O segundo bloco de composições não sinaliza um cisma estilístico, mas a dilatação e o adensamento do horizonte poético de Francinaldo Moura. Se outrora a investigação se concentrava na mnemone da ressonância e no recolhimento da interioridade, agora ela se expande em direção ao território, à paisagem e às matrizes elementares do habitar sertanejo. O artista desvia a atenção daquilo que vibra no plano acústico para auscultar também o que persevera no plano tectônico. A rocha, o barro, o couro, a vegetação xerófila, as pequenas casas caiadas, as serras e os rebanhos passam a constituir um vocabulário plástico tão eloquente quanto haviam sido as caixas harmônicas e os cordofones. A mutação esquiva-se da epiderme do tema para atingir a ordem ontológica; não se trata de abandonar um universo em prol de outro, mas de reconhecer que ambos pertencem à mesma inquirição primordial, ao apreender a permanência das coisas frente ao devir de Cronos. As cabras e os bodes irrompem com frequência, pontuando os lajedos, as cercas de madeira e as manchas discretas da caatinga. Ausenta-se qualquer farsa dramática voltada a espetacularizar a aridez do solo. O pintor repele o miserabilismo de consumo sábado, 1º de agosto de 2026

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fácil; seus animais não ostentam o estigma da derrota ou da degradação. Habitam a paisagem com a solenidade e a serenidade de quem conhece os seus ciclos, como se a caatinga deixasse de figurar como espaço adverso para ascender à condição de matriz natural da existência. A cabra erige-se em símbolo precioso dessa simbiose, longe de pretender dominar o meio, ela assimila o seu rigor. Sua resistência brota da vivência compartilhada, e não da conquista violenta. Há nessa escolha iconográfica uma lição antropológica, pertencer ao mundo exige, amiúde, a sabedoria da convivência e da adaptação. Essa mesma intuição ressoa no tratamento da paisagem. As serras, os lajedos e os acidentes geológicos jamais atuam como passivos panos de fundo. Reclamam para si uma presença dotada de densidade e personalidade silenciosa. A rocha adquire uma espessura temporal que suplanta a brevidade da existência humana, enquanto as gerações constroem, migram e se dissolvem no tempo, a matéria mineral persevera. O regresso obstinado do artista às formações rochosas do Seridó se justifica por essa razão, elas funcionam como arquivos minerais do psiquismo coletivo, testemunhas mudas dos passos ancestrais.

Encontra-se nessas massas uma gravidade ética que prescinde de qualquer monumentalismo retórico. As pequenas alvenarias caiadas, dispostas ao pé das escarpas ou abrigadas pelas cercas de faia, reforçam essa fenomenologia do habitar. Embora as fisionomias humanas raramente apareçam nessas cenas, sua presença é continuamente sugerida pelos vestígios do cotidiano, um varal estendido, a madeira da porteira, a vereda de terra batida ou o desenho do curral bastam para anunciar o pulso da vida. Intui o artista que a memória de uma espacialidade nem sempre reside na presença física de seus ocupantes, mas nas marcas sutis e nos rastros que o gesto humano imprime sobre o suporte. A morada convertese, assim, em relicário doméstico da experiência sertaneja, onde a sobriedade não denota carência formal, mas a depuração essencial da existência. A composição em relevo, articulada com argila, cerâmica e elementos tridimensionais, ostenta posição singular nessa pesquisa. Nele, Francinaldo Moura abandona momentaneamente o plano bidimensional da pintura para roçar os domínios da escultura e da arqueologia sensível. A cabeça do boi, a máscara velada pelo chapéu de couro, as incisões pontilhadas, os móbiles estelares e, sobretudo, a fissura profunda que fratura a face do animal erigem uma imagem de extraordinária densidade arquetípica. O barro reconecta a criação à substância primordial da cosmogonia; o couro evoca a civilização pastoril e as raízes da formação nordestina descritas por Câmara Cascudo; o gado sintetiza o ciclo econômico e o imaginário mítico que o cerca. A rachadura, por sua vez, constitui o índice mais eloquente da peça, longe de indicar a ruína do objeto, ela atesta o peso do tempo decorrido. À semelhança dos vestígios exumados em escavações arqueológicas, a fenda converte-se em atestado de sobrevivência, lembrando que a memória jamais nos alcança intacta, mas atravessada pelas intempéries da história. Nesse ponto de inflexão, os dois blocos da obra de Francinaldo Moura


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confluem em um único vetor simbólico. A fibra polida do violão e a crueza do lajedo pertencem à mesma linhagem arquetípica, ambos resistem à erosão do tempo, resguardam memórias e fornecem a matéria sensível para o artista interrogar o que permanece quando o efêmero se dissipa. Se o instrumento guardava um som em estado de repouso, a rocha preserva uma narrativa igualmente silenciosa. Um atesta a permanência da ressonância; o outro, a permanência do chão. Em ambos os horizontes, o pintor demonstra compreender que a verdadeira arte não consiste na mimese do visível, mas no desvelamento das camadas ocultas que habitam a substância. Reside aí o maior mérito de sua trajetória. Em vez de recorrer ao artifício do extraordinário, Francinaldo Moura reencontra o sagrado e o mistério no recesso das coisas mais simples. Um violão recolhido, a silhueta de uma cabra, uma casa caiada, o lajedo ressequido ou um bloco de argila despojam-se de sua banalidade diária para adquirir uma espessura metafísica. Sua linguagem visual reitera que toda matéria guarda uma memória latente e que toda memória clama por uma forma sensível para se manifestar. Se a tradição órfica ensinava que a Mousiké possuía a virtude cosmogônica de mover as rochas, Francinaldo Moura empreende o itinerário inverso, em suas composições, são as próprias pedras que parecem resguardar uma música ancestral. Não um cântico direcionado aos ouvidos profanos, mas uma pulsação lenta e mineral que atravessa o território do Seridó e alcança o olhar de quem aceita a contemplação paciente. Entre a lira e o lajedo, entre a caixa harmônica do instrumento e a tectônica da terra, sua pintura edifica uma poética da permanência, demonstrando que certas formas jamais cessam de cantar, ainda que o mundo, no seu ritmo vertiginoso, tenha esquecido a arte de escutá-las. À guisa de epílogo e coroamento

analítico, desvela-se nessa síntese a missão silenciosa e soteriológica da arte, salvaguardar do esquecimento e do esquivo devir aquilo que as engrenagens de Cronos teimam em obliterar. Enquanto certas estéticas se restringem à mimese dos espaços, ao registro documental dos eventos ou à mera duplicação da retina, Francinaldo Moura trilha uma vereda de acentuada finura e complexidade hermenêutica. Seu pincel recusa a epiderme do real para escavar a substância arquetípica que repousa latente sob o manto dos fenômenos. A fibra do violão, a tectônica do lajedo, o couro curtido pelas intempéries, a porosidade da argila, a contenção dos caprinos e

a sobriedade das alvenarias dispersas no sopé das serras transformam-se em relicários de uma memória primordial, anterior à codificação verbal, qual se cada átomo resguardasse uma fração da epopeia humana sobre o solo potiguar. Por essa razão, suas telas esquivamse da fruição apressada ou do consumo óptico voraz. Reclamam do observador a mesma temporalidade estática e compenetrada que a mousiké exige do silêncio no átrio que antecede o acorde inaugural. Ocorre, então, um

instante de epifania e iluminação em que a visão transcende o mero reconhecimento figurativo para auscultar o inaudível. É quando se intui que as geografias possuem síncope, que os minérios retêm ressonâncias do passado e que o próprio chão do Seridó se erige em um soberbo bojo de amplificação mnemônica. Na charneira entre a mística órfica e o chão da caatinga, entre o bojo da lira e a dureza do lajedo, Francinaldo Moura edifica uma estesia em que a matéria atinge a redenção do canto. Os cordofones estendem-se nas cercas de faia; os veios da madeira polida encontram espelhamento nas fissuras geológicas da rocha; e a argila primordial vibra no mesmo tom silencioso da madeira sacudida pelo toque do musicista. A inteireza do cosmos seridoense integra uma única e paciente orquestração, como se a totalidade da paisagem constituísse uma pauta cuja partitura se gravou não no papel, mas na cartografia afetiva do território. Em arremate a esse itinerário, firma-se a percepção de que sua pintura não ambiciona a ilusão de triunfar contra o tempo, mas pactuar uma reconciliação poética com a sua passagem. Pois tão somente a matéria que acolhe o desgaste da finitude alcança a permanência ontológica; tão somente o espírito que habita a vacuidade do silêncio se mostra apto a apreender a vibração essencial. Eis o testemunho maior de sua criação: recordar que, muito antes de a humanidade moldar os primeiros artefatos de corda e sopro, já palpitava uma melodia oculta na rocha, no sopro que varre a vegetação xerófila, na textura do couro, na penumbra das serras e na respiração da terra. Francinaldo Moura limitou-se a escutar esse rumor ancestral para, em seguida, com a reverência dos que compreendem que o ato gestador é primordialmente uma atitude de escuta e acolhimento, transmutar esse cântico perene em matéria de pintura. sábado, 1º de agosto de 2026


14 Domingo

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Artigo de Opinião

LETARGIA ESPIRITUAL Artur Leite Expositor Espírita prea838998@gmail.com

“Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.” Jesus, parábola dos talentos. (Mateus; 25, 30).

N

o pretérito, não muito distante, devido à falta de recursos da medicina, havia casos de pessoas dadas como mortas e que, posteriormente, no caso de exumações, verificouse que o cadáver se encontrava em posição diferente da qual fora colocado no caixão ou de tampas arranhadas, sugerindo que tais pessoas foram enterradas vivas durante um estado letárgico. Atualmente, a medicina reconhece como mortas somente as pessoas que não apresentem nenhuma atividade cerebral, o que impossibilitaria tal fato. Os evangelistas narram casos de mortes aparentes, que Jesus, por meio do seu magnetismo, faz com que retornem à vida ativa. O caso da filha de Jairo: todos a choravam e se feriam de pena. Jesus, porém, lhes disse: “Não choreis, que a menina não está morta, mas dorme. Então Jesus, tomando-lhe a mão, disse em voz alta: “Talitha Kume.” Menina, desperta! Então a sua alma tornou ao corpo e ela se levantou logo. (Marcos 5; 22, 43). O conhecido caso de Lázaro. João; 11, 25. E, do filho da viúva de Naim; Lucas 7; 11, 17. “Na letargia, o corpo não está morto, pois há funções que continuam a realizar-se; a vitalidade se encontra em estado latente, como na crisálida, mas não se extingue. Ora, o Espírito está ligado ao corpo enquanto ele vive; uma vez rompidos os laços pela morte real e pela sábado, 1º de agosto de 2026

desagregação dos órgãos, a separação é completa e o Espírito não volta mais. Quando um homem aparentemente morto volta à vida, é que a morte não estava consumada.” (Questão 423 do Livro dos Espíritos). A inércia, mais das vezes confundida com conforto, é um mal que atinge boa parte da população, quando a criatura vai deixando as atividades do cotidiano. Sendo o corpo o instrumento do Espirito para suas atividades enquanto permanece na dimensão da matéria, necessita de movimento; parando suas atividades, o corpo vai definhando, e suas consequências são funestas. Como acontece, por exemplo, com o arado se um quando desprezado fica enferrujado. Os motivos letárgicos da alma são diversos; decepção, dores, perdas, entre outros acontecimentos, o espírito se entrega ao desengano, levando seu corpo a trilhar pelas sendas da desilusão, perdendo o sentido da existência… Por vezes, em consequência de violento pesar, causado pela morte de um ente querido, o espírito cai em grande desalento, provocando no corpo sono letárgico que pode durar horas. Após esse lapso de tempo, desperta. Na maioria das vezes, perdendo sua vivacidade e alegria, caindo numa espécie de alienação que se alia à mais profunda tristeza. Evita o diálogo, respondendo por monossílabos às perguntas que lhe fazem, chegando, em casos extremos, a um estado cataléptico, caracterizado pela rigidez dos membros e pela fixidez do olhar. A provocação desses fenômenos acontece por uma ação magnética anestesiando as forças vibratórias até ao estado agudo, e anulando, por assim dizer, os fluidos vitais, podendo levar a chamada morte aparente, por suspenderlhe, momentaneamente, a sensibilidade, as correntes de comunicação com o corpo carnal, qual ocorre no fenômeno espontâneo, se bem que o fenômeno

espontâneo possa ocupar um agente oculto, espiritual, de elevada ou inferior categoria. Tais acidentes são próprios na marcha da evolução, e enquanto o homem não se integrar de boa mente na sua condição de ser divino, vibrando satisfatoriamente no âmbito das expansões sublimes da Natureza, estará sujeito a esse e demais distúrbios. Segue-se que, para a lei da Criação, a chamada morte é considerada fenômeno natural, absolutamente destituído da importância que os homens lhe atribuem, exceção feita aos casos de suicídio e homicídio. (...) Para nossa reflexão! O que mais sofremos no mundo: Não é a dificuldade, é o desânimo em suportá-la. Não é a provação, é o desespero diante do sofrimento. Não é a doença, é o pavor de recebê-la. Não é o parente infeliz, é a mágoa de tê-lo na equipe familiar. Não é o fracasso, é a teimosia de não reconhecer os próprios erros. Não é a ingratidão, é a incapacidade de amar sem o egoísmo. Não é a própria pequenez, é a revolta contra a superioridade dos outros. Não é a injúria, é o orgulho ferido. Não é a tentação, é o desejo de lhe experimentar as sugestões. Não é a velhice do corpo, é a paixão pelas aparências. Não permitamos que o desânimo e a falta de fé se instalem em nossa alma. Caso percebermos que nossas forças estão se esgotando, busquemos imediatamente o amparo junto ao coração magnânimo de Jesus. “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (seguir seus ensinamentos). “O homem nunca é mais forte do que quando ele sente a sua fraqueza, pois tudo pode empreender sob o olhar de Deus. Sua força moral cresce em razão de sua confiança, porque sente necessidade de dirigir-se ao Criador, para pôr sua fraqueza ao abrigo das quedas a que a imperfeição humana pode arrastá-lo.” (Fénelon).


Domingo 15

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Bisteca com Molho de Laranja

Receita de Bisteca com Molho de Laran-

1 colher (chá) de sal

Cubra com plástico-filme e deixe mari-

ja deliciosa, feita com suco de laranja, mo-

1 pitada de pimenta-do-reino

nar em geladeira, por cerca de 1 hora, mis-

starda, MAGGI MEU SEGREDO Refoga, pi-

900 g de bisteca suína em fatias

turando na metade do tempo.

menta-do-reino, bisteca suína, azeite,

1 colher (sopa) de azeite

laranja e cebolinha-verde.

2 laranjas sem casca, em rodelas

o azeite e doure bem as fatias de bisteca

2 colheres (sopa) de cebolinha verde picada

dos dois lados.

Ingredientes 2 xícaras (chá) de suco de laranja suco de 1 limão

Modo de Preparo Em um recipiente, misture os sucos de

2 colheres (sopa) de mostarda

laranjaelimão,amostarda,oMAGGIMEUSEG-

2 sachês de MAGGI® MEU SEGREDO® Refoga

REDO, o sal, a pimenta do reino e a bisteca.

Em uma panela de fundo largo, aqueça

Adicione o líquido da marinada e cozinhe por cerca de 10 minutos ou até encorpar. Adicione as rodelas de laranja e a cebolinha verde. Sirva a seguir. Fonte: Receitas Nestlé

sábado, 1º de agosto de 2026


Televisão Jornal de Fato • sábado, 1º de agosto DE 2026

Cauã Reymond

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T

>> No papel de "Maurício", ex-jogador de futebol, investiga o submundo do futebol em “Jogada de Risco”


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sábado, 1º de agosto de 2026

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Destaques das séries e conteúdo “on demand”

POR GERALDO BESSA Mundo inédito

Momento delicado > A segunda temporada de “ Uma Loja Para Assassinos”, um dos maiores k-dramas da atualidade, chegou ao Disney+. A produção retorna trazendo a combinação de ação, suspense e reviravoltas que tornou seu primeiro ano tão querido. A história começa em um momento delicado para a protagonista, Jeong Ji an (Kim Hye jun), que recebe a notícia da morte de Jeong Jin man (Lee Dong wook), seu tio e última família viva. Em meio ao luto, a jovem descobre que seu responsável guardava um segredo obscuro: o fato de ser dono de uma grande loja de armas, materiais e serviços para assassinos de aluguel. Para piorar, clientes e velhos inimigos de seu tio decidem aproveitar sua morte para tomar o lugar, obrigando Ji-an a literalmente batalhar pela própria vida.

se média tornaram-se zonas ocupadas e a Mata Atlântica retomou vastas porções do território urbano. Dentro desse novo contexto, um dos maiores entretenimentos da cidade é a Corrida dos Bichos, um jogo em que magnatas, os Jogadores, controlam pessoas de classes baixas, os Bichos, durante uma corrida em busca de um prêmio milionário. O elenco conta com Matheus Abreu, Rodrigo Santoro e Isis Valverde.

Mistérios (Netflix, sex, dia 7)

Clássico na tela (Netflix, qua, dia 5)

O destino da família Buendía está cada vez mais próximo. A Netflix lança a segunda parte de “Cem Anos de Solidão”. A produção traz a passagem inexorável do tempo sobre Macondo, a chegada do progresso e suas consequências, as tensões entre as gerações mais jovens da família e a transformação da cidade, cujo esplendor cede lugar a um declínio inevitável, até que a maldição que acompanha os Buendía desde sua origem finalmente se cumpra.

Rei do drama (Disney+, qua, dia 5)

o produtor Ryan Murphy está de volta com a série dramática “estilhaços”, baseada no aclamado romance best-seller de “bret easton ellis”. Ambientada na vibrante Los angeles nos anos 1980, a série acompanha um grupo de privilegiados alunos do último ano de uma exclusiva escola preparatória enquanto eles lidam com temas como identidade, sexo, ciúmes e obsessão, além dos perigos que se escondem sob a superfície da adolescência norteamericana.

Fora de ordem (Prime Video, sex, dia 7)

O “thriller” de ação “Corrida dos Bichos” chega ao Prime Video. Ambientada em um Rio de Janeiro de um futuro próximo, a produção transforma uma das cidades mais icônicas do mundo no cenário de uma realidade brutal e muito fragmentada socialmente. Um evento ambiental catastrófico remodelou a região: a maré subiu e destruiu tudo em seu caminho. No rastro da devastação, o mar recuou, os bairros de clas-

O longa “A Última Casa” é destaque no catálogo da Netflix. estrelado por Wagner Moura e greta Lee, o longa acompanha uma família de quatro pessoas que de repente se vê presa dentro de casa e precisa se unir para sobreviver à falta de alimentos e à ameaça misteriosa que está à espreita. A direção é de Louis Leterrier e o roteiro de Matthew Robinson.

Vida nova (Netflix, sex, dia 7)

A Netflix investe em mais romances com a estreia de “Um grude de amor”. Na história, acompanhamos go eun-sae (Ha Young), uma promotora de seul que perdeu a memória, e Jang tae-ha (Jung Hae In), um treinador de boxe que aparece ao lado de sua cama no hospital alegando ser seu namorado. Sem nenhum passado de que ela se lembre, e tendo apenas esse estranho como “pista”, eun-sae acaba indo morar com ele e é levada para uma nova vida inesperada em uma cidade do interior. A partir disso, o público poderá acompanhar o desenrolar de um romance ainda mais inesperado.


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Televisão

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principal / Cauã Reymond investiga o submundo do futebol em “Jogada de Risco”

O mundo é uma bola

A

curiosidade de Cauã Reymond sobre o que rola fora das quatro linhas foi o ponto de partida para “Jogada de Risco”. Fascinado pelos bastidores do futebol, o ator transformou esse interesse em um projeto desenvolvido ao longo de cerca de seis anos e apostou em uma história que explora negocia‑ ções, relações de poder e dile‑ mas éticos. Para ele, essa in‑ quietação não é apenas pesso‑ al, mas compartilhada por milhões de brasileiros. “Minha ideia sempre foi contar os bas‑ tidores do futebol e eu percebi que as pessoas também tinham muita curiosidade em saber sobre isso”, afirma. Na série original Globo‑ play, Mauricio, papel de Cauã, é um ex‑atacante de futebol que viu a carreira minguar por lesões e pela má administração do pai, Valdemar (Marcos Fro‑ ta). Com a aposentadoria, ele migra para os bastidores deci‑ dido a emplacar como agente. Ao lado de Cris (Mariana Se‑ na), sua grande parceira, ele aprende a proteger talentos enquanto negocia com dirigen‑ tes, mídia e patrocinadores. “Gosto de pensar que ele vai ascendendo como agente, aprendendo a driblar as difi‑ culdades e a lidar com a sua própria ética. É aí que a série existe: no jogo por trás do jogo, num universo que mexe com o imaginário do Brasil e do mun‑ do”, explica. P – A trama de “Jogada de Risco” mergulha em um uni‑ verso pouco explorado na fic‑ ção. O que mais despertou seu

interesse nesse projeto? R – Minha ideia sempre foi contar os bastidores do futebol e eu percebi que as pessoas tam‑ bém tinham muita curiosidade em saber sobre isso. Vamos abordar o que a gente não vê no jogo: negociações, relações de poder, escolhas morais. É nesse universo que a série existe, no jogo por trás do jogo, que mexe com o imaginário do Brasil e do mundo. P – Apesar de a série não ser baseada em uma história real, ela traz um contexto esportivo muito autêntico. Como foi o trabalho de pesquisa? R – Antes do projeto entrar na Globo, eu fiz uma pesquisa gigantesca. Conversei com jo‑ gadores e agentes que fizeram e não fizeram tanto sucesso. Foi um processo muito rico. A série não é inspirada em fatos reais, mas é inspirada na realidade. P – Ao longo da temporada, o Maurício também carrega

uma trajetória marcada por frustrações. Como esse passado influencia as escolhas dele? R – Ele foi um atacante que quase chegou ao topo, viveu uma fase de artilheiro, jogou alguns jogos pela Seleção, mas teve a carreira interrompida por lesões e por uma gestão equivo‑ cada feita pelo próprio pai. De‑ pois disso, abre um escritório para cuidar da carreira de ou‑ tros atletas. Gosto de pensar que ele vai ascendendo como agen‑ te enquanto aprende a driblar as dificuldades e também a lidar com a própria ética. P – Você está por traz da criação da série e ainda estreou na direção ao longo dos episó‑ dios. O que esse processo repre‑ sentou para você? R – Eu me dedico a “Jogada de Risco” há cerca de seis anos. Participei de todas as etapas, da idealização à construção do roteiro, da formação da equipe criativa e ainda dirigi algumas

sequências. Foi um percurso intenso e muito enriquece‑ dor. P – Mesmo após a Copa do Mundo, o assunto futebol segue em alta. Esse timing de lança‑ mento foi proposital? R – Na verdade, pensamos a série para a Copa passada, mas esse tempo maior permitiu aprofundar algumas histórias e definir melhor os arcos. Eu sem‑ pre quis lançar perto de uma Copa e, felizmente, deu certo. O momento também provoca reflexões sobre o nosso futebol e a série levanta algumas dessas questões. P – Entre o fim de “Vale Tu‑ do” e o início das gravações de “Jogada de Risco”, você teve pouco tempo para mudar com‑ pletamente de personagem. Como foi essa transição? R – Foi difícil. Acabando “Vale Tudo”, eu já emendei “Jo‑ gada”. Tive apenas três sema‑ nas para dar tchau ao César e conhecer o Maurício. Eu preci‑ sava me despedir daquele per‑ sonagem antes de mergulhar nesse novo universo. P – Depois de tantos anos envolvido com a série, qual é o sentimento de ver esse projeto indo ao ar? R – Minha vida sempre foi uma jogada de risco. Quando olho para o arco dramático da minha trajetória, de onde saí e onde estou hoje, sinto que per‑ corri um caminho importante. Defender esse projeto durante tantos anos também foi uma grande aposta. Estou muito curioso para ver como o público vai receber essa história ao lon‑ go dos episódios.


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close / Rafael Zulu relembra desejo de integrar “Papo de Segunda”, do GNT

Sonho antigo

N

em toda estreia representa uma surpresa. Para Ra‑ fael Zulu, assumir uma cadeira fixa no “Papo de Segunda” significa ocu‑ par um espaço que ele já imaginava para si desde a primeira participação como convidado, em 2024. Agora integrante do quarteto do programa do GNT, o ator, empresário e apresentador encara a novidade como a concretização de um objeti‑ vo construído ao longo dos anos. “Estar aqui é a realiza‑ ção de um sonho mesmo. Sempre admirei, sempre as‑ sisti ao programa. Ano retra‑ sado eu vim como convida‑ do e pensei: ‘Caramba, acho que seria muito legal se eu estivesse aqui um dia com‑ pondo esse quarteto’”, re‑ lembra. Por trás dessa nova etapa profissional também existe uma relação de incentivo e confiança. Zulu destaca a importância de João Vicen‑ te de Castro, um dos apre‑ sentadores da produção, que há tempos enxergava nele o perfil para integrar a bancada. “O João sempre foi um cara que falou: ‘Acho que, em algum momento, hipoteticamente, quem sa‑ be, pode ter uma cadeira ali para você sentar’. Ele real‑ mente é um grande amigo, um irmão, um baita incenti‑

vador e uma referência que tenho como apresentador”, afirma. Mais do que buscar um personagem ou um estilo específico para a televisão, Rafael diz que a orientação da equipe foi justamente o contrário: levar sua própria história para as conversas. Entre lembranças da infân‑ cia em São Gonçalo, a famí‑ lia e as experiências acumu‑ ladas ao longo da vida, ele

acredita que encontrará sua principal contribuição para o programa. “Me deixam muito à vontade para eu ser eu o tempo todo. Empresto muito desse cara que tem boas histórias para contar. Não tem nada mais autênti‑ co do que sermos nós mes‑ mos”, pontua. Acostumado a transitar entre a atuação, a apresenta‑ ção e projetos de entreteni‑ mento, Rafael vê no “Papo de

Segunda” uma oportunidade de explorar um lado mais pessoal diante das câmeras. Sem roteiro para interpretar, ele aposta na troca de expe‑ riências e na espontaneidade como marcas dessa nova fa‑ se. “Quando penso no Rafael de hoje, penso também no Rafael lá de São Gonçalo. Venho de uma origem muito simples, mas cheia de afeto, e é isso que tenho levado ao programa”, conclui.


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A regra é obscura

U

m herói fracassa‑ do e de caráter du‑ vidoso, banditis‑ mo, jornalista de comportamento predató‑ rio, polícia corrupta e em‑ presários inescrupulosos. A princípio, os elementos que compõem “Jogada de Ris‑ co” são os mesmos que inundam as diversas séries brasileiras, sempre exaltan‑ do o lado barra pesada e desonesto do país e, mais especificamente, do Rio de Janeiro. A série, de oito episódios, estreou em 23 de julho e te‑ rá dois episódios liberados a cada semana. E conta com um elenco bastante interes‑ sante: Cauã Reymond, Mar‑ celo Adnet, Letícia Colin, Rodrigo Lombardi, Marcos Frota e Maria Bopp, com es‑ pecial destaque para Maria‑ na Sena e Breno Ferreira. A história busca prender a audiência com um tom de denúncia, com cenas de vio‑ lência e injustiças. Nada de novo nesse front. Desde o sucesso de “Tropa de Elite”, boa parte das produções au‑ diovisuais do país batem nessas teclas. Mas “Jogada de Risco” parte dos clichês para trazer à baila questões controversas que sempre orbitaram a vida de jogado‑ res. E é isso que diferencia a série.

A produção comandada por Cauã Reymond, que tam‑ bém interpreta o protagonis‑ ta Maurício (o tal herói fra‑ cassado), foca em questões que não costumam ser trata‑ das na cobertura esportiva, mas sim nas colunas de fofo‑ cas ou em páginas policiais. Fuga das concentrações, ho‑ mossexualidade, festa com muitas prostitutas, bebidas, pagode e outras drogas e des‑ dobramentos. Os jogadores ali mostram a fragilidade emocional de garotos que cresceram sem preparo e sem estudo, total‑ mente dedicados a superar

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ponto de vista / “Jogada

de Risco” abusa dos clichês, mas ousa ao abordar o lado sombrio do futebol

as peneiras da profissão. E, de uma hora para outra, são obrigados a enfrentar os efei‑ tos colaterais de um eventu‑ al sucesso, que traz dinheiro, fama e assédio pesado de pessoas gananciosas, como empresários de ocasião e também as chamadas ma‑ rias-chuteiras. É bem verdade que mui‑ tas das situações retratadas parecem anacrônicas. Hoje os próprios empresários e clubes tentam preparar me‑ lhor os potenciais craques. E mesmo os empresários são mais profissionais. Mas aqui o próprio protagonista tem

um comportamento extre‑ mamente amador. Ele é en‑ ganado com facilidade de‑ mais, como se não fosse um empresário que encaixa jo‑ gadores em um time impor‑ tante, que chega a finais de campeonatos. A produção, comandada também por Cauã, soube aproveitar os recursos da própria Globo para usar a estrutura física, os estúdios e até profissionais da equipe de esportes da emissora, que não tiveram como evitar uma certa canastrice, como Grafite e Caio Ribeiro. A fo‑ tografia e a direção de arte também são bem cuidadas. Mesmo abordando um tema muito utilizado como o futebol, “Jogada de Risco” é capaz de incomodar, em‑ bora as denúncias sejam fei‑ tas de forma ligeira (até por‑ que são tantas que, se fossem aprofundadas, só caberiam em uma novela). Incomo‑ dou, por exemplo, Luciano Huck, quando apresentou a série no palco ao lado de Cauã. Em um certo momen‑ to, o ator e criador começou a listar os problemas que acometiam o futebol. E quando tocou na mazela das bets, Luciano logo interrom‑ peu. Afinal, o apresentador não queria morder a mão que o alimenta. Ponto para “Jo‑ gada de Risco”.


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Segunda - Todos comemoram o noivado de Tonho e Lúcia/Alika. Mirinho beija Virgínia pensando em Lúcia/Alika. Omar chega à festa de Alika e Tonho e todos se surpreendem. Januário dança com Ana Maria. Manoel nutre sua raiva de Mirinho. Virgínia questiona Mirinho sobre Lúcia/Alika. Omar se incomoda ao descobrir que Alika está noiva de Tonho. Binta comenta com Jawari sobre as mentiras de Jendal e tem uma ideia para consumar seu casamento com o rei. Ana Maria confronta Mirinho sobre a situação com Manoel. Alika tem uma conversa sincera com Omar.

Terça - Omar garante a Alika que a ajudará a derrubar Jendal e afirma que não desistirá do amor da princesa. Omar desabafa com Onildo. Fátima apressa Salma a marcar seu casamento com Fuad. Akin e Ladisa reconhecem Bakari como o assaltante que lhes roubou as joias de Jendal. Campbell leva Bakari até Jendal, que prende o estrangeiro ao ver as joias da Coroa em seu poder. Viriato se revolta com a insistência de Bartô em construir um santuário para Veneranda. Tonho diz a Alika que lutará ao seu lado por Batanga. Marta questiona Diógenes sobre a promoção de Mirinho em detrimento de Manoel. Omar presenteia Alika e Tonho flagra os dois. Binta sugere que Jendal anule seu casamento com Alika.

Quarta - Binta manipula Jendal para q anule seu casamento com Alika. Diógen pede que Manoel faça o trabalho de Mirin em segredo. Tonho se aconselha com Viri sobre Lúcia/Alika e Omar. Fuad se intere por Belmira. Salma e Fuad procuram Viri para marcar a data do casamento. Alik Teresa enviam dinheiro para Dumi em Bat ga. Jendal afirma a Chinua que, mesmo a lando seu casamento, não desistirá de pu Alika com a morte. Virgínia ouve quando C semiro comenta com Graça sobre a paix de Mirinho por Lúcia/Alika. Ana Maria co a Manoel que a promoção de Mirinho foi quitetada por Diógenes. Virgínia permite q Sebastião a beije.

Segunda - Cinara revela a Ronei que foi Zilá quem provocou a morte de Jean Carlos. Alaor e Zuzu se casam. Ronei questiona Zilá sobre a morte de Xavier. Palhares anuncia a prisão do empresário Heitor e Walmir alerta João Raul. Valéria falha com Sol e Eduarda se irrita. João Raul recebe uma intimação policial por conta da proximidade com Heitor.

Terça - Laurinha comenta com Esteban que pensa em criar Manu a seu lado. Zilá recusa a companhia de Cinara. Agrado pede o apoio de Eduarda para interceder por João Raul junto a Ronei. Eduarda nega o apoio a João Raul. A pedido de Cinara, Nora vai ao encontro de Zilá. Alaorzinho declara seu amor por Janete para toda a cidade. Laurinha entra em trabalho de parto e sua família e amigos se movimentam para levá-la à maternidade. Walmir se preocupa com o estado de João Raul. Agrado desabafa com Janete sobre sua chateação com Eduarda. Nasce Manuela e Malvino e Laurinha se emocionam.

Quarta - Zilá tem um sonho com Cec Verônica acusa Janete de ter tirado a vida Jean Carlos. Janete afirma a Alaorzinho q Verônica está mentindo sobre ela. Alaor p cura Verônica para sondar sobre a relação Janete e Jean Carlos. Ronei se irrita com questionamentos de Régis a respeito de Jo Raul durante a coletiva de imprensa de Ag do e Eduarda. Naiane agradece a atuação Régis. Zilá se preocupa com a repercussão torno da morte de Jean Carlos e comenta c Cinara.

Segunda - Pedro se oferece para ajudar Adriana a arrumar um emprego. André oferece seu apoio a Dora. Ademir descobre que Pedro é advogado das novas mulheres que o denunciaram. Bruna observa Pedro e Adriana conversando, sem ser vista. Otoniel conta a Elisa sobre o seu encontro com Francesca. André confessa a Pedro que está apaixonado por Dora. Dora comunica a Ademir que o casamento acabou. César repreende Bia pelo excesso de ciúmes. Ademir pede ajuda a André para convencer Dora a se reconciliar com ele. Ademir fica atônito ao perder uma conta significativa de um cliente por causa das denúncias. Mau Mau escuta Bruna contar a Bia que acha que Pedro está tendo um caso com Adriana.

Terça - Pedro sente repulsa pelo pai. Adria-

Quarta - Pedro percebe que Bruna tom um remédio para dormir. Joel demonstra teresse por Adriana. Fernando elogia M Mau. Bia não gosta quando Brigitte e Raf se sentam à mesa com ela e César, atra lhando o jantar romântico do casal. Bruna aproveita da preocupação de Pedro com saúde para manter o marido ao seu lado. E nice acusa Rosa por seu desentendime com Adriana. Joel convida Adriana e a fam para jantar no restaurante. Otoniel se dep com o retrato de Francesca no restaura de Joel.

Globo – 21h15

>> Quem Ama Cuida

Globo – 19h15

>> Coração Acelerado

Globo – 18h15

>> A Nobreza do Amor

resumo das novelas

na descobre que Bruna acredita que ela e Pedro são amantes. Lyris pede ajuda a Ulisses para sair do cassino. Otoniel pensa em Francesca. Nancy pede a Adriana para examinar Joel. Lyris conta a Ulisses que está em liberdade condicional. Elisa aceita o convite de Enéas. Ingrid demite Ulisses, que reage enfrentando a sobrinha. Joel convida Adriana para jantar. Bia e César fazem as pazes. Rafael pede a Brigitte para parar de investir em César. Otoniel se preocupa com a ausência de Elisa. Pedro se desespera ao encontrar Bruna desacordada na cama.


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que nes nho iato ssa iato ka e tananuunir Caxão onta i arque

Quinta - Omar afirma a Tonho que lutará pelo amor de Alika. Salma repreende Miguel e Fátima por terem sido rudes com Omar. Maria Helena aconselha Manoel sobre seu namoro com Ana Maria. Pressionado, Bakari revela a Jendal que Chinua esteve em terras inimigas. Omar pede que Alika o acompanhe até a agência bancária. Chinua alerta Dumi, Akin e Ladisa sobre as desconfianças de Jendal, que sonda Pascoal sobre seu conselheiro. Chinua sugere que Kênia reveja sua decisão de se juntar aos rebeldes. Virgínia chantageia Sebastião para que o rapaz descubra tudo sobre Omar.

Sexta - Virgínia promete uma noite de amor com Sebastião em troca de descobrir a relação entre Omar e Lúcia/Alika. Kênia acredita que Binta esteja mesmo ao lado de Jendal e nega o convite para jantar com os dois. Tonho desabafa com Casemiro e conta que a família de Lúcia/Alika tem uma dívida com Omar. Ana Maria vai à casa de Manoel e é destratada por Fortunato. José e Omar comentam sobre a possível jazida de tungstênio na região. Virgínia provoca Diógenes na frente de Marta. Binta sugere que Jendal envie Kênia para um convento. Omar revela a Adônis que preferiu guardar seu dinheiro no banco por conta dos cangaceiros.

Sábado - Tonho se sente excluído diante da conversa de Alika e Omar e decide deixar a casa da amada. Niara conforta Alika. Mirinho comenta com Casemiro e Graça que Omar parece interessado em Lúcia/Alika. Sebastião conta a Virgínia que Viriato deverá ser absolvido pela igreja. Dona Menina aconselha Tonho a não desistir de seu amor por Lúcia/Alika. Maria Helena lembra de sua história de amor com Murilo. Jendal ameaça afastar Kênia de Batanga e Binta vibra. Sebastião ouve quando Omar afirma a Onildo que Alika não pode se casar com Tonho porque é uma princesa.

cília. a de que proo de m os oão grao de o em com

Quinta - Agrado e Eduarda são prejudicadas pela proximidade com João Raul. Bará se incomoda com o ciúme de Talita. Cinara desabafa com Ronei e decide passar uns dias na casa de Palhares. Agrado pede para ter uma conversa com Eduarda. Janete confronta Zilá, que garante à irmã que não conhece Verônica. Ronei reconhece uma possível bolsa de Zilá entre os pertences de Verônica e liga para Cinara. Agrado pensa em desfazer sua dupla com Eduarda para ajudar João Raul sem prejudicar a amiga. Janete comenta com Alaorzinho que ficou preocupada com o estado de Zilá.

Sexta - Agrado e Eduarda fazem um comunicado sobre suas carreiras. Ronei teme ter seus negócios impactados pela decisão da dupla. Janete decide prestar queixa contra Verônica. Gael descobre que Naiane passou informações sigilosas para Talita. Ronei procura Verônica novamente e descobre que ela deixou Bom Retorno. Gael se decepciona com Naiane. Valéria anuncia que se mudará de país e Eduarda se preocupa com Sol. Palhares desconfia de Cinara em relação a Zilá. Ronei e Cinara desconfiam da ligação de Zilá com Verônica.

Sábado - Gael desabafa com Irene sobre Naiane. Sem querer, João Raul causa um tumulto durante a reunião de Agrado com um patrocinador. Zilá orienta Osmar a seguir Cinara, que percebe a movimentação e alerta Ronei. Palhares confronta Cinara sobre a aproximação com Ronei. Eduarda pensa em pedir a Valéria para ficar com Sol. Gael decide terminar com Naiane. João Raul inventa para Agrado que não está conseguindo conviver com seu sucesso e termina o relacionamento dos dois.

mou a inMau fael apaa se sua Eleento mília para ante

Quinta - Otoniel disfarça o choque que levou ao ver o retrato de Francesca e diz a Joel que teve uma queda de pressão. Pedro se irrita com Carmita. Fábia enfrenta Pilar e critica a postura submissa do marido diante da cunhada. Ulisses promete a Pilar que ficará ao lado de Ingrid. Pilar tenta convencer Ingrid de que a filha precisa de Ulisses na joalheria. Elisa fica surpresa quando Otoniel revela a identidade de Francesca. Pedro reage mal à visita de Pilar. Ademir fica surpreso ao ver Adriana e Suely juntas. Ulisses diz a Ingrid que Tiago tem o direito de olhar a contabilidade da empresa. Ademir surpreende Suely ao lhe perguntar o que a ex-secretária estava fazendo com Adriana.

Sexta - Suely avisa a Ademir para não chegar

Sábado - Ademir ameaça colocar Adriana

mais perto dela. Nancy sente a indiferença de Camilo. Tiago diz a Ingrid que ela não tem competência para presidir a joalheria. André conta a Pedro que a associação de advogados expulsou Ademir. Laurentino contrata Adriana para servir no restaurante. Adriana vê Pedro e Bruna no restaurante. Bruna provoca Adriana. Dora pede ajuda a André para marcar um encontro com Suely. Adriana diz a Lyris que está feliz trabalhando no restaurante de Nancy. Suely vai até a casa de Dora. Adriana encara Ademir ao encontrá-lo na rua.

de volta na cadeia. Suely conta a Dora como foi assediada por Ademir. Joel e Otoniel conversam sobre Francesca. Cléber fica surpreso quando Pedro lhe comunica que voltou a estudar o caso de Arthur Brandão. Carmita conta a Pilar que Adriana está trabalhando em um restaurante. Pedro comemora o estado de saúde de Bruna. Dora encontra Ademir em sua academia de dança. Bruna tenta prejudicar seu tratamento para manter Pedro ao seu lado. André descobre que o perito que assinou o laudo de Arthur estava envolvido em fraudes e foi encontrado morto. Adriana e Iuri se encontram.


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cinco perguntas / Hilton Cobra

valoriza a representatividade

Conselheiro fiel

P

oucos personagens de “A Nobreza do Amor” conhecem os bastidores do poder tão profundamente no reino fictício de Batanga quanto o cauteloso Chinua. Conselhei‑ ro da antiga família real, ele permaneceu no palácio mes‑ mo após o golpe de Jendal (Lázaro Ramos) para acom‑ panhar de perto os passos do tirano e ajudar Alika (Duda Santos) na missão de recupe‑ rar o trono. Seu intérprete, Hilton Cobra, vê no persona‑ gem da novela das 18h da Globo um símbolo da valori‑ zação da cultura africana e da representatividade negra na televisão. E não esconde que espera que isso seja fortaleci‑ do na reta final. A grandiosidade da pro‑ dução também impressiona o ator, especialmente pelo cui‑ dado com a caracterização e o figurino de Chinua. Depois de participar do desfile temá‑ tico da novela no Rio Fashion Week, Hilton reforça que o personagem lhe proporcio‑ nou experiências inéditas e

um olhar ainda mais atento para a riqueza da cultura re‑ tratada na trama. P – Quando você partici‑ pou de uma ação inédita de “A Nobreza do Amor”, duran‑ te o Rio Fashion Week, se dis‑ se realizado por desfilar, co‑ mo modelo. Agora, com a novela há mais tempo no ar, como se sente? R – Olha, eu sempre quis ser modelo na minha vida. Mas, nunca tinha assistido a um desfile de moda. Toda ho‑ ra que aparece um desfile de moda, ou mundo animal ou Fórmula 1, eu paro. Final‑ mente, desfilei e foi maravi‑ lhoso! E quem trouxe isso para mim foi Chinua, que tem me proporcionado umas ale‑ grias, umas coisas bastante interessantes. Sobretudo nes‑ sa questão negra na novela brasileira. Isso, para mim, é muito, é extremamente im‑ portante. Lutamos por 30, 40 anos, para ter uma realidade negra nessa linguagem da te‑ levisão, da novela. E final‑ mente entra a África com um personagem como Chinua,

que é o conselheiro do rei, uma espécie de Celso Amorim do governo de Batanga. Aquele homem que viajou, que sabe outras línguas, que faz análise de conjunturas políticas, cul‑ turais e etc. Chinua é, real‑ mente, um homem extrema‑ mente chique. Ele bebe água, ele bebe chá e ele é vegano, como o Lewis Hamilton. En‑ tão, são essas alegrias que es‑ tou tendo com essa novela. É uma satisfação enorme estar participando de algo que, para mim, será, com certeza, ou já está sendo, um divisor de águas. P – Já que você diz que sem‑ pre sonhou em ser modelo, fale um pouco sobre o figurino de seu personagem. R – Eu não posso dizer que jamais tive um figurino tão trabalhado, tão rico em deta‑ lhes, porque o Cata Ouro (per‑ sonagem da novela “Fuzuê”) também era uma coisa extra‑ ordinária do ponto de vista da arte, da maquiagem, da carac‑ terização e dos cenários. En‑ tão, não posso dizer que é a primeira vez que tenho isso. Mas essa equipe de figurino de “A Nobreza do Amor” conse‑ guiu vestir esse homem de um metro e meio e fazer com que Chinua, através desse figurino mágico, de pura cultura, seja gigante nas coisas que fala e que pensa. P – A caracterização ajudou você de alguma forma? R – Tudo ajuda. Quando a gente está criando esses per‑ sonagens, tudo que vem... Bom, você evidentemente tem de filtrar. Mas, sem dúvida ne‑ nhuma, quando eu boto algu‑ ma coisa mais de festa, ou aquele cabelo, que são duas parabólicas, já aparece boa parte dessa personagem. Dá

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muita imponência. P – Chinua simboliza a re‑ sistência espiritual do povo de Batanga. E você? Como é a sua relação com a religião, a espi‑ ritualidade? R – Eu sou da macumba, eu sou do candomblé. Mas sou uma pessoa muito indisciplina‑ da na questão religiosa, não tenho dúvidas disso. O que me nutre, o que realmente me dei‑ xa em pé, o que faz com que a minha vida seja um pouco mais alegre e mais saudável, de fato, sem dúvida, são os orixás. Em‑ bora indisciplinado, não posso deixar de agradecer e dizer que sou daqui, que sou da macum‑ ba, sou do candomblé, eu sou da Oxum, eu sou de senhor Ogum. A Lélia Gonzalez, que é uma mulher extraordinária, pensadora, filósofa, dizia, quando ia chegar em alguma palestra, “seu Ogum, o senhor me botou aqui, agora, segura a minha pemba”. Então, para mim, é isso! Dona Oxum me botou na novela, agora segura a minha pemba e traga todos os outros para me ajudar, para compor essa personagem e ser, de fato, uma das pessoas que está levando as questões ne‑ gras, a religiosidade negra e a cultura negra para todo o Bra‑ sil, principalmente para os 120 milhões de negros e negras des‑ se país. P – Jendal vem para o Bra‑ sil. Chinua o acompanhará? R – Não sei. E não quero saber. Cada coisa, cada movi‑ mento, cada quadro, cada con‑ junto de capítulos, isso é como se fosse um respiro, um novo viver dessa personagem. En‑ tão, se eu sei de muita coisa antes, eu não gozo, eu não brinco, eu não vivo. Então, é bom que a gente tenha algu‑ mas surpresas.


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raio-x / Haonê Thinar celebra

personagens que existem além da deficiência em “Quem Ama Cuida”

Apenas

uma atriz

D

epois de fazer suces‑ so como a divertida Pam de “Dona de Mim”, Haonê Thinar retorna rapidamente às nove‑ las da Globo em um desafio completamente diferente. Em “Quem Ama Cuida”, a atriz in‑ terpreta Ivana, recepcionista da clínica de estética coman‑ dada pelos médicos Rafael e César, papéis de João Vitor Sil‑ va e Rainer Cadete. Carismáti‑ ca e sempre em contato com pacientes e funcionários, a per‑ sonagem integra um dos nú‑ cleos que promete discutir te‑ mas como procedimentos es‑ téticos e a pressão por padrões de beleza na novela das nove. Para Haonê, porém, a maior conquista está além da nova personagem. “Sempre foi o meu sonho estar lá, atriz Hao‑ nê Thinar, sem precisar colocar atriz preta, atriz PCD, enfim, é atriz e ponto”, afirma. A atriz, porém, frisa que sua personagem anterior também não foi construída a partir da deficiência, mas de sua perso‑ nalidade e das relações que estabelecia na trama. Agora, comemora a oportunidade de repetir esse caminho em outro horário e em novo universo. “Faço uma atendente e tem

atendentes com deficiência. Meu papel não tem nada a ver com a deficiência. Espero que abram muitas portas para ou‑ tros atores e atrizes com defi‑ ciência que estão aí, no merca‑ do, e que só precisam de uma oportunidade”, defende. Nome completo: Haonê Thinar Silva de Oliveira. Nascimento: 8 de agosto de 1992, em São Paulo/SP. Atuação inesquecível: “Quando contracenei com Claudia Abreu e consegui acompanhar o ritmo de uma veterana. Foi incrível”. Interpretação memorável: “As cenas após o estupro so‑ frido pela personagem Kami, de Giovanna Lancellotti em ‘Dona de Mim’. Nunca tinha visto nada igual. Acompanhar o processo dela de estudo e concentração me deixou fas‑ cinada”. Momento marcante na car‑ reira: “Minha primeira apari‑ ção na tevê como atriz. Foi como presenciar um milagre na minha vida. E também quando desfilei no São Paulo Fashion Week”. O que falta na televisão: “Oportunidades e espaço! Fal‑ ta olharem para as pessoas com deficiência e sem nenhum con‑

tato dentro da tevê como pro‑ fissionais capazes”. O que sobra na televisão: “Gente sem carisma e sem ta‑ lento, que, muitas vezes, tem oportunidades por ter hype na internet, entre outras coisas”. Com quem gostaria de con‑ tracenar: Fernanda Montene‑ gro. “Realizei o sonho de con‑ tracenar com Tony Ramos, graças a Deus, mas ficaria feliz em repetir”. Filme: “Uma Prova de Amor”, dirigido por Nick Cassa‑ vetes. “Nele, a Cameron Diaz faz o papel de uma mãe que lida

com a doença da filha. Me lem‑ bra muito quando fiquei doente e minha mãe estava comigo o tempo todo, além do meu irmão Kauê, que também era muito meu parceiro”. Autor (a): Julia Spadaccini, Rosane Svartman, Raphael Montes e Walcyr Carrasco. Diretor: Rodrigo Bitti. Vexame: “Cair na rua”. Mania: “Acho que não te‑ nho”. Medo: “De morrer”. Projeto: “Um monólogo no teatro que possa, um dia, virar uma série”.


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Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto DE 2026

INSIDE / Diogo Almeida

viverá o sensível Otto em “Por Você”, próxima das sete

Ponto de referência

D

iogo Almeida vai viver em “Por Vo‑ cê” um persona‑ gem que, segundo ele, reúne características ra‑ ras de encontrar. O ator acredita que o sensei Otto, professor de judô de Glori‑ nha (Laura Luz) e Ítalo (Fa‑ brício Assis), vai além do mestre de artes marciais e se torna uma referência afetiva para os jovens. “Eu vejo o Otto como um homem ad‑ mirável, de quem eu gosta‑ ria de ser amigo. Ele é uma figura masculina importan‑ te na vida desses jovens e um homem com quem uma mu‑ lher pode contar”, afirma. Na próxima novela das sete da Globo, Otto acaba se tornando uma presença constante na vida da família e carrega consigo o legado deixado por Juli (Lucy Ra‑ mos). Para Diogo, o perso‑ nagem representa alguém que escolhe cuidar das pes‑ soas e manter vivos os laços construídos ao longo da vi‑ da. “Eu falo sempre que a gente tem o poder de manter as pessoas vivas. As pessoas que fazem parte da nossa vida e somam para a nossa vida. A mensagem que ela deixa fica muito viva em

nós”, reflete o ator, que verá a história de seu persona‑ gem expandir ao longo dos 20 episódios da novela ver‑ tical derivada do folhetim das sete. Para dar vida ao sensei, Diogo intensificou a prepa‑ ração física. Depois de ini‑ ciar aulas de jiu-jítsu no ano passado para outro projeto, o ator agora está se dedican‑ do ao judô, modalidade pra‑ ticada por Otto. “Quando recebi o convite para dar vi‑ da ao Otto, que também era das artes marciais, pensei: o universo vai conspirando para realizar aquilo para o que eu já estava me prepa‑ rando”, ressalta. Animado com a estreia da novela das sete, Diogo reve‑ la que desejou integrar o elenco desde que o projeto foi anunciado e acredita que a produção levará uma men‑ sagem positiva ao público. “Quando anunciaram ‘Por Você’, eu senti uma coisa muito boa no coração e falei: ‘Nossa, eu queria muito fa‑ zer parte dessa história’. Es‑ pero que seja uma novela que deixe uma mensagem muito especial e faça dife‑ rença na vida das pessoas”, valoriza.

“Por Você” – Estreia dia 17 de agosto, na Globo.


Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto de 2026

Bastidores / “Vai que Cola”

se despede após 13 anos na programação do Multishow

F

oram 14 temporadas, mudanças de elenco, viagens para outros cenários e, no fim, um retorno ao ponto de par‑ tida. A partir de 3 de agosto, o “Vai que Cola”, do Mul‑ tishow, estreia sua última temporada, encerrando um ciclo que, apesar de explorar novos ambientes ao longo dos anos, nunca deixou o Méier de lado. Para o diretor Silvio Guindane, essa perma‑ nência está ligada à identifi‑ cação do público com o uni‑ verso da série. “Chegar ao público fazendo comédia, fazendo com que as pessoas consigam descontrair e sor‑ rir depois de um dia de tra‑ balho ou no fim de semana com a sua família, é emocio‑ nante. Alcançar 14 tempora‑ das é um sinônimo de resis‑ tência que me emociona muito. É uma grande vitória e um ciclo maravilhoso que se fecha, com uma tempora‑ da engraçadíssima”, afirma o diretor‑geral, que também integra o elenco como o per‑ sonagem Lacraia. Na nova leva de episó‑ dios, a pensão da Dona Jô, papel de Catarina Abdalla, é catapultada para os holofo‑ tes depois que ela lança o seu segundo livro, com o suges‑ tivo título “Tudo que eu Aguentei”. O sucesso de ven‑ das faz com que a rotina do local passe por uma revira‑ volta, transformando a vida dos moradores em um espe‑

Televisão

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Fim de ciclo

táculo digno de Hollywood, com direito a casamentos, surpresas em família e o caos de sempre. “Encerrar esse ciclo tem um significado mui‑ to especial para mim. Foram 14 temporadas fazendo parte de um projeto que marcou a televisão brasileira e, princi‑ palmente, a minha trajetória como artista. Ao longo desses anos, tive o privilégio de di‑ vidir cena com profissionais extraordinários, construir amizades que levarei para a vida e viver experiências que contribuíram de forma deci‑ siva para o meu crescimento. Cada temporada trouxe no‑ vos desafios, descobertas e muitas histórias que vou guardar com enorme cari‑ nho”, valoriza Marcus Ma‑ jella, que integra o elenco desde a primeira temporada, assim como Catarina e Sa‑ mantha Schmütz. Ao longo de mais de uma

década, o programa serviu como uma vitrine e espaço de consagração para diversos nomes do humor nacional, como é o caso de Paulo Gus‑ tavo, que viveu Valdomiro Lacerda nas primeiras tempo‑ radas. “Foi com o Paulo Gus‑ tavo que tudo começou e que os caminhos se abriram. A gente continuou nessa tarefa honrando o ser artista por ele e para ele. Para mim, esse programa foi uma escola, com essa junção de tevê e te‑ atro, de ensaiar e fazer uma peça no mesmo dia. A Dona Jô fez eu me reinventar. São 13 anos de muita dedicação, eu me dediquei muito, por‑ que tem muita coisa a se fazer aqui, afinal de contas, eu sou a mãezona de todo mundo, né?”, ressalta Catarina.

A última temporada do seriado de humor foi grava‑ da no segundo semestre do ano passado, encerrando uma trajetória com mais de 500 episódios. O elenco do humorístico ainda reúne nomes, como Luis Lobian‑ co, Marcelo Médici, Katius‑ cia Canoro e Nany People. “A nossa profissão tem dis‑ so. A gente vive muito in‑ tensamente alguns traba‑ lhos, depois se despede. No ‘Vai Que Cola’ foram 14 temporadas, demora para cair a ficha de que é a últi‑ ma. Claro que todo mundo quis que fosse um sucesso, mas surpreendeu a todos. Ninguém esperava um su‑ cesso tão grande e que seria um programa tão longevo”, aponta Samantha.

“Vai que cola” – Estreia dia 3 de agosto, no Multishow.


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Jornal de Fato

sábado, 1º de agosto de 2026

Zapping POR CAROLINE BORGES Mundo inédito

Papo e cozinha > Com estreia prevista para o segundo semestre, o “Angélica ao Vivo” contará com André Marques em uma função que combina duas de suas marcas registradas: a cozinha e o bom humor. Enquanto Angélica comanda as conversas no estúdio, ele prepara o jantar em tempo real e participa do bate-papo, comentando temas como comportamento, cultura pop e relacionamentos. “Acho que o que todo mundo espera do programa é aquele bate-papo que se tem em casa com a família, com os amigos, com aqueles amigos que você não encontra há muito tempo e acaba trocando uma ideia, fala besteira. É meio sem filtro, mas com respeito”, afirma.

Horário nobre

No elenco de “Quem Ama Cuida”, eloise Yamashita celebra a oportunidade de integrar uma produção que, para ela, representa um avanço importante na forma como atores amarelos são retratados na televisão. Na pele da personagem Suzana, a atriz destaca a importância de ocupar papéis livres de estereótipos e vê a novela como mais um passo na ampliação da representatividade. “A nossa grande luta é a busca por espaço não estereotipado. É muito legal isso ter acontecido nos últimos quatro ou cinco anos na globo. a gente não via atores amarelos longe do estereótipo. É uma secretária e que honra estar nesse lugar com tanto ator bom e poder aprender. estou muito feliz e honrada”, explica.

Novas tramas

o sbt estreia a novela “amor Valente” no próximo dia 19 de agosto. A produção fará uma dobradinha com “a História de Joana – a Virgem”.

Adaptação literária

Uma das histórias fundamentais da literatura brasileira da se-

gunda metade do século 20, “Feliz Ano Velho”, a autobiografia de Marcelo Rubens Paiva, publicada em 1982, vai ganhar nova adaptação para as telas pela Netflix. A produção é da amaia e da o2 Filmes.

Novela turca

Fenômeno turco, “Iludida” estreia na grade da Record. A produção chega à programação no dia 25 de agosto, às 21 horas.

História musical

A série documental “Marília Mendonça: Sentimento Louco”, original Prime Vídeo, chega à plataforma de streaming no dia 16 de outubro.

Reforço nas manhãs

o “globoNews Radar”, novo telejornal da globoNews que estreia em 3 de agosto, ganha o reforço da jornalista Malu gaspar. ela passa a integrar o time de comentaristas do jornal, ao lado de Fernando Nakagawa, responsável pelas análises econômicas.

Equipe reunida

tiago Leifert seguirá à frente das narrações dos jogos da UeFa Champions League pelo sbt. ele

estará ao lado de Mauro Beting e Alexandre Pato. Além disso, Nadine Bastos continuará como comentarista de arbitragem.

Papo de mãe

Comandado por Claudia Raia, o “reality” “Sua Mãe te Conhece?” chega à Netflix no dia 26 de agosto. Na produção, nove mães observam os filhos adultos e apostam nas escolhas que eles fazem, colocando seus laços familiares à prova.

Por trás das câmeras

Clarissa Lopes irá assumir a direção geral do “domingão com Huck”. ela substituirá Hélio Vargas.

Nome na lista

Luis Miranda estará no elenco da próxima novela das seis. escrita por Mario teixeira, a produção tem estreia prevista para novembro.

Temporada musical

o sbt contará com uma nova temporada do “the Voice brasil”. o projeto comandado por Boninho tem estreia prevista para outubro e contará com um novo time de jurados.

Além das redes

Com mais de seis milhões de seguidores no Instagram, Pietra Quintela fará sua estreia nas novelas da globo. a jovem influenciadora está no elenco de “Por Você”, próxima trama das sete, que estreia dia 17 de agosto.

Bola em campo

a segunda temporada de “galera F.C.” estreia em agosto. A produção protagonizada por Maicon Rodrigues irá ao ar na tNt e na Hbo Max.


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