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conheça as causas, sintomas e saiba como tratar /photos/jornaldefatorn
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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 30 DE agosto DE 2020 | EDIÇÃO 5.853 – ANO XX | R$ 2,50 Carlos Costa
CRESCIMENTO POPULACIONAL
PACIENTES QUEREM FICAR COM TERRENO DE HOSPITAL EM MOSSORÓ MOSSORÓ 3
NESTA EDIÇÃO [40 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8
Quase mil mulheres foram mortas em 10 anos
Sucateada, Caern só tem solução com privatização
Ufersa empossa hoje a primeira mulher reitora
Levantamento nacional revela violência contra a mulher no Rio Grande do Norte. Durante a pandemia, o problema se agravou. polícia 5 e 6
Falta de água nas torneiras castiga o consumidor. A Caern está sucateada e cheia de vícios. A privatização é a solução. césar santos 5
Ludimilla Oliveira toma posse para um mandato de quatro anos. Ela está no Cafezinho com César Santos. pricipal 3
covid-19
Boletim dA Covid-19 no rio grande do norte - nº 152
CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 MULHER ........................................ p1 a 4 domingo........................p1 a 16 televisão.................................p1 a 12
Cedida
>> Mossoró experimenta explosão populacional nas últimas duas décadas. Em 20 anos, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte ganhou 86.777 novos habitantes, crescimento de 40% mossoró 1
Última atualização: 29 de agosto de 2020 - às 13h
61.506
CONFIRMADOS
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
2.241 ÓBITOS
26.281 SUSPEITOS
113.876 DESCARTADOS
37.767 curados
2 OPINIÃO
domingo, 30 DE agosto de 2020
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
UMA CANÇÃO PARA DIADORIM Vera Lúcia de Oliveira
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil - (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
“Quando você foi embora/ Fez-se noite em meu viver”. Assim começa “Travessia”, de Fernando Brant e Milton Nascimento, que dispensam apresentação. E assim começa o sofrimento de Riobaldo, personagem-narrador de Grande sertão: veredas (1956), de Guimarães Rosa, autor que também dispensa apresentação – e que morreu em 1967, mesmo ano em que nasceu a famosa canção.
No meio da guerra dos jagunços, que liderava do alto de um sobrado no arraial do Paredão, Riobaldo atirava e comandava o seu grupo. Mas não acreditou no que viu: após o silêncio das balas, Diadorim avançava sozinho ao encontro do inimigo Hermógenes, motivo da guerra, alvo de sua vingança, pois assassinara o seu pai, Joca Ramiro. Hermógenes também seguia destemido ao encontro de Diadorim. O Diabo no meio da rua, no meio do redemunho... era o único pensamento que acudia Riobaldo. E ele não pôde acreditar no que via. Perdeu o fôlego. Ficou paralisado. Olha a faca! Era como ver Davi indo ao encontro de Golias, ou São Jorge enfrentando o dragão: O que vendo, vi Diadorim – movimentos dele. Querer mil gritar, e não pude, para encurralar comprido... Tiraram a minha voz, disse Riobaldo. Morre Diadorim. É sobre esse momento que a canção “Travessia” parece falar, do clímax desse romance,
obra-prima de nossa literatura, momento de tensão máxima, de drama ou tragédia, que a canção tão bem retrata, coincidentemente ou não. Nesse momento profundo, algo se rompeu na alma de Riobaldo, se desprendeu e se perdeu para sempre. Fez-se memória da dor. Riobaldo que amou Diadorim de puro amor, mal encoberto de amizade. Diadorim que tinha um segredo a revelar a Riobaldo: ... repago e refeito, um segredo, uma coisa, vou contar a você... Eu despertei de todo Temos, dessa maneira, a – como no instante em morte de Diadorim: “Quanque o trovão não acabou do você foi embora/ Fez-se de rolar até ao fundo, e noite em meu viver”. Era uma se sabe que caiu o raio... noite de toda fundura, premoDiadorim tinha morrinizou Riobaldo. “Forte eu sou do – milvezes-mente – mas não tem jeito/ Hoje tepara sempre de mim; e nho que chorar”. E, ao ver eu sabia, e não queria Diadorim morto, agora revesaber, meus olhos marelado linda moça, Deodorina, jaram. Riobaldo chorou rios de lágrimas, se desesperou. DesRecobra, no entanto, os senmaiou. Fez uma viagem simtidos e chora: Eu descuidei. Eu bólica da vida à morte. Uma deixei minhas lágrimas virem travessia: (...) “Solto a voz nas estradas/ Já não quero parar”, diz a canção. E Riobaldo gritou, chamou Diadorim: Diadorim, Diadorim, Oh, ah, meus buritizais levados de verdes..., Buriti, do ouro da flor... Segue a canção: “Estou só e não resisto/ Muito tenho pra falar”. Viu que Diadorim era o corpo de uma mulher moça perfeita. (...) Uivei. Diadorim! E Diadorim morreu com o seu segredo, só agora revelado, mas pressentido por Riobaldo (...) nas curvas da boca, em rir dos olhos, na fina cintura. Conta, então, Riobaldo, a sua vida a um interlocutor, o moço da cidade. “Minha casa não é minha/ E nem é meu este lugar”: Riobaldo estava em casa alheia, longe do seu lar. “Estou só e não resisto/ Muito tenho pra falar”. Viu-se em dolorosa solidão depois de perder o ami-
direção geral: César Santos diretor de redação: César Santos Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
go, o amor secreto de sua vida. Travo de tanto segredo. Diadorim que foi “Sonho feito de brisa” que o “Vento vem terminar” (morte), em meio a um “caminho de pedra”, de luta, de vida difícil de Riobaldo, doravante sem sonhos: “Como posso sonhar”, pergunta; “Vou fechar o meu pranto / Vou querer me matar”; “Vou seguindo pela vida /Me esquecendo de você”; e Riobaldo, após se recuperar do ferimento da luta, depois de meses de isolamento, de falta de vontade de viver, recebe a visita de Otacília, moça bonita, a quem queria bem e com quem viria a se casar. “Eu não quero mais a morte /Tenho muito que viver /Vou querer amar de novo /E se não der não vou sofrer”. Decide, então, casar-se com Otacília e tentar ser feliz. Mas sem ilusão: “Já não sonho, hoje faço /Com o meu braço o meu viver.” Riobaldo casa-se e tornase barranqueiro sossegado no São Francisco. Cumprindo dever. Diadorim foi amor turbilhão, cachoeira; Otacília foi remanso do rio na vereda; Diadorim foi a violência da paixão, cavalo selvagem em corrida doida, desenfreada, nos campos dos Gerais. Urucuia, rio do amor de Riobaldo. Otacília foi o rio calmo, silencioso, tocando leve e suave no barranco do rio. E foi porto seguro. Travessia.
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.
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AS COLUNAS E MATÉRIAS ASSINADAS SÃO DE RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 29 de agosto de 2020
CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS
cesar@defato.com
Ludimilla Oliveira
‘Nossa gestão será aberta ao diálogo, republicana e de paz’
Por: César Santos - FOTOs: Cedidas
A professora doutora Ludimilla Oliveira escreve a partir deste domingo, 30, uma página importante na história da Escola Superior de Agricultura de Mossoró, transformada em Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Ela toma posse como a primeira mulher reitora em 53 anos da existência da instituição e passará a compor um time de personalidades que elevaram o protagonismo da mulher mossoroense, como Ana Floriano (líder do Motim das Mulheres), Celina Guimarães (primeira eleitora da América Latina), Heloisa Leão (primeira vereadora de Mossoró), Wilma de Faria (primeira governadora do RN), Rosalba Ciarlini (primeira prefeita de Mossoró e primeira mulher senadora da República pelo RN). Ludimilla Carvalho Serafim Oliveira é graduada em Serviço Social pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), possui especialização em Direito Ambiental, Mestrado
em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Rede Prodema e Doutorado em Arquitetura e Urbanismo pelo da Universidade Federal do RN (UFRN). Considerada uma das principais intelectuais da cidade, é ainda membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), da Academia de Ciências Sociais e Jurídicas de Mossoró (ACJUS), e do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN). Ludimilla, ao lado do vice-reitor professor doutor Roberto Vieira Pordeus, comandará os destinos da Ufersa pelos próximos quatro anos. No “Cafezinho com César Santos”, a reitora garante que está preparada para o desafio, que não será fácil. A sua nomeação dividiu a comunidade acadêmica, com a esquerda universitária prometendo paralisar a Universidade. Ela, porém, afirma que estabelecerá a ordem: “Trataremos com respeito todas as pessoas e estamos abertos ao diálogo com parcimônia.”
Como foi o processo de escolha do seu nome pelo presidente Jair Bolsonaro? Pesou a influência política, a afinidade ideológica, já que os outros dois nomes da lista tríplice eram apoiados por partidos de esquerda? Antes de iniciar a entrevista, quero agradecer-te pelo convite e fazer uma saudação especialdesejando saúde e paz para todos os leitores! A escolha pelo Presidente da República para a nomeação de reitores nas Universidades Federais é realizado por intermédio de uma lista tríplice. O processo de nomeação me deixou auspiciosa, pois reunimos condições técnicas que nos capacitam para assumir o cargo, isto é, uma construção de uma sólida carreira profissional e diplomacia política para a condução da grandiosa missão da nossa universidade: a transformação de vidas através do conhecimento. A universidade é um espaço de pluralidade de ideias, focado no desenvolvimento e acessibilidade do conhecimento, então, almejamos fomentar as diversas nuances da intelectualidade, com uma gestão aberta ao diálogo, republicana e de paz no ambiente universitário. Glorifico a Deus pela missão que tenho a desempenhar no cargo e confiando N’Ele, que está no comando da minha vida, iremos fazer um excelente trabalho. O fato de ter sido a terceira colocada na consulta acadêmica e ser a nomeada para a Reitoria, não a incomoda de alguma forma, uma vez que a senhora não era o nome de preferência da maioria? Deixa-me tranquila o fato da minha nomeação ser legal, legítima e moral. Os meandros políticos/ ideológicos são naturais e os respeito, todavia, não suplantam a determinação que tenho para exercer com excelência nos próximos quatro anos. Consoante a lista tríplice, importa-me esclarecer que ela não é classificatória , e sim uma escolha em que qualquer um dos nomes estavam aptos para o cargo. Não há eleições diretas na UFERSA, nem em qualquer outra Universidade Federal no Brasil. A nomeação da senhora dividiu opiniões dentro da comunidade acadêmica. A chamada esquerda universitária, que defendia outro nome, do professor doutor Rodrigo Codes para o cargo, reagiu de forma contundente, inclusive, com ameaça de paralisar a instituição. A senhora está preparada para enfrentar um ambiente que parece hostil? Estou sim. Ressalto, mais uma vez, que os meandros políticos/ideológicos são parte da pluralidade da universidade, porém, uma única vertente não representa toda a pluralidade presente na universidade. Trataremos com respeito todas as pessoas e estamos aberto ao
diálogo com parcimônia, garantindo o compromisso com a formação de profissionais de excelência para o mundo do trabalho. Asseguro também que zelaremos com afinco pela segurança e urbanidade institucional. As manifestações são naturais. Hoje, temos diversas demandas institucionais ,e enquanto autarquia federal temos o dever com a sociedade de cumpri-las, apesar dos manifestos. A senhora acredita ser possível pacificar a Ufersa. Como a senhora pretende atuar para estabelecer a união em favor de sua gestão e do bom funcionamento da própria Universidade? A pacificação é possível e necessária, pois somos servidores públicos, isto é , temos direitos, mas há deveres para cumprirmos e mostrarmos resultados efetivos para a sociedade, não temos soberania . Os pilares da universidade são ensino, pesquisa e extensão. Portanto, manifestações de uma nuance ideológica é legitima , porém, não podem representar todas as nuances do tripé principal. A senhora pretende convocar os líderes da oposição e de todos os outros segmentos para dialogar, para construir uma união em prol da Ufersa? Sim, o espaço sempre estará aberto. As entidades de classe têm lutas legítimas e importantes. No que concerne ao termo união , ampliarei-o para uma gestão impessoal e pautada no respeito, na valorização das pessoas, e nas mais diversas áreas do conhecimento. O presidente Jair Bolsonaro deixa claro, em todas as suas falas, que não permitirá a militância políticopartidária dentro das universidades e dos institutos técnicos federais, sobremaneira, a ação da esquerda. Como a sua gestão vai conduzir esse delicado processo? Não é um processo árduo. Trata-se de objetivamente a universidade focar na sua missão, isto é, a fomentação do conhecimento através da pluralidade de ideias. Trazendo como resultado o impacto positivo na sociedade causado pela formação com excelência. A política é extremamente necessária para a universidade , mas a falta de equilíbrio nos embates desencadeou as atuais problemáticas, desviando o foco de muitos jovens promissores, em durante sua formação acadêmica. Trabalharemos com o encorajamento de criação de mais oportunidades para os estudantes e a integração com os setores produtivos das mais diversas áreas, vislumbrando todo o potencial que o semiárido possui. É dever da universidade cumprir seu papel social.
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4 entrevista
DOMINGO, 29 de agosto de 2020
continuação da pág. 3
‘É a opinião delas e eu respeito as convicções das deputadas’ A senhora já está com o nome escrito na história da Ufersa como a primeira mulher nomeada reitora. Esse fato aumenta a responsabilidade e/ou serve de combustível para renovar a gestão na Universidade? Ser a primeira mulher reitora em 53 anos de história ESAM-UFERSA, mossoroense , nomeada presencialmente pelo Presidente da República na minha terra, terra de mulheres aguerridas, pioneiras e determinadas aumenta a minha responsabilidade. A nossa missão é, pois, deixar o nosso legado. A mulher no cargo máximo da Ufersa será um divisor de águas da luta das mulheres para ocupar o seu protagonismo em todos os segmentos? Atraiu-me a atenção, porque o movimento feminista não acolheu a conquista. Há sempre outras inspirações, recordo-me da Baronesa Margaret Thatcher, uma mu-
lher que ,apesar de muitas políticas controversas, deixou o seu legado na história do Reino Unido. Thatcher era filha de comerciantes, estudou Química na Universidade de Oxford, foi a primeira mulher a ser primeira ministra do Reino Unido, tinha fortes convicções ,profundos debates políticos ,e ainda assim, é , muitas vezes , rejeitada por movimentos feministas. Todavia , o protagonismo feminino venceu e deu mais um passo para a história. Demarcando um momento de crescimento com a força, a coragem, a determinação, a fé e a vontade de fazer o melhor para a história da UFERSA. Chamou a atenção a posição das deputadas Isolda Dantas e Natália Bonavides, ambas do PT, de acusar que a nomeação da senhora foi um “golpe”. O fato de ser mulher, e de a mulher está fazendo história na Ufersa como a primeira reitora,
'' Todos os projetos estão dentro de um plano para fazer da UFERSA nos próximos quatros anos uma referência para as estratégias de convivencia no semiárido
essa reação das parlamentares surpreende? Ou não? É a opinião delas e eu respeito as convicções das deputadas. Quais os planos que a senhora tem para a Ufersa? O que será prioridade da sua gestão? Todos os projetos estão dentro de um plano para fazer da UFERSA nos próximos quatros anos uma referência para as estratégias de convivencia no semiárido, nas suas diversas vertentes de atuação e áreas do conhecimento . Nossa prioridade será desenvolver, aprimorar e criar ações para uma educação pautada na excelencia acadêmica para o ensino , a pesquisa e a extensão interagindo com a sociedade por meio de ações e resultados que venham cooperar com o crescimento, desenvolvimento por meio da ciência, da tecnologia , das atividades e serviços pela Universidade realizados.
O que há de mais urgente para mudar na Ufersa? E o que precisa ser aprimorado? A mudança será prioritariamente pela gestão multicampi, itinerante, aberta para a comunidade e em especial às famílias, assim como para os setores produtivos. Encorajaremos o fortalecimento do setor produtivo para a coopera-
ção local, regional, nacional e internacional para o crescimento e o desenvolvimento no que concerne à ciência e tecnologia . Todo o aprimoramento irá acontecer para que todas as áreas do conhecimento na UFERSA tenham representatividade, investimentos adequados e integração. Fomentando sempre a transparência nas ações.
opinião 5
DOMINGO, 30 DE agosto DE 2020
césar santos cesar@defato.com
CAERN DEVE SER PRIVATIZADA
A
Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) vem castigando a população com a suspensão diária de fornecimento de água. Nos últimos dias, em Mossoró, moradores de cerca de 20 bairros ficaram sem água. O problema se repete em todas as regiões do Estado, com reclamações diárias. A justificativa oficial são panes frequentes de suas adutoras, poços e outros equipamentos. Antes, a explicação era centrada na longa estiagem que fez secar os reservatórios, agora todos cheios pelo bom inverno dos últimos dois anos. Por isso, o problema no abastecimento é exclusivamente da Caern. Trata-se de uma empresa sucateada, cheia de vícios, apadrinhamentos políticos e outras ma-
''
zelas. Recentemente, o senador Styvenson Valentim (Podemos) denunciou salários de “marajás” na Caern, com alguns ex-diretores chegando a receber algo em torno de R$ 70 mil. A partir daí, outras denúncias surgiram e que, se confirmadas, justificam o sucateamento da empresa. O fato é que a população paga caro por um serviço ruim. Parecido com o que ocorria com o serviço de energia elétrica, época em que a Cosern era empresa de governo. Conta cara, serviço de péssima qualidade. A Cosern era o que a Caern é hoje. A privatização resolveu. Hoje, o consumidor paga por um serviço de qualidade. A Cosern entrega o que cobra. Deve ser feito o mesmo com a Caern. A privatização é a solução. O assunto deve ser tratado de forma séria, sem viés político-ideológico e sem discurso de ocasião. O serviço de água e esgotos no RN só será solucionado pela iniciativa privada, dada o estágio de sucateamento em que se encontra a estatal potiguar. O momento é agora, com o novo
Tenho muito trabalho na presidência e, tal atividade, tomaria todo o meu tempo."
POBRE RJ
Nesta data, em 2003, a cultura foi enlutada pela morte de Cícero Batista Dias da Costa, vítima de um coágulo no cérebro. O artista caraubense adotou Mossoró para mostrar a sua arte e fez história como o primeiro a interpretar o cangaceiro Lampião, no espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró. Cícero Dias é homenageado com o seu nome na Praça do Teatro Dixhuit Rosado.
Veja que situação desalentadora da política do Rio de Janeiro. Todos os governadores eleitos entre 1998 e 2018 foram presos e/ou afastados do cargo por corrupção: Anthony Garotinho, Rosinha, Sérgio Cabral (condenado a quase 200 anos de prisão), Pezão e Wilson Witzel. Nesse período, só se salvou Benedita da Silva, que governou o Rio por apenas oito meses (abril a dezembro de 2002).
Bolsonaro vai reunir líderes na terça para apresentar Renda Brasil Congresso em Foco
O presidente Jair Bolsonaro vai apresentar o projeto do Renda Brasil aos líderes da base na próxima terça-feira (1º) em reunião no Palácio da Alvorada. A informação foi confirmada ao Congresso em Foco pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-
PR), que será encarregado de fazer os convites aos parlamentares. Trata-se de uma reformulação do Bolsa Família com mais beneficiários e um valor maior. Bolsonaro não ficou satisfeito com a proposta enviada por Guedes no início desta semana e externou isso na quarta-feira (26), desautorizando o ministro na ideia de corte do abono salarial.
desperdício de água e aproveitamento da água da chuva; De acordo com o Ministério da Economia, o novo marco legal do saneamento deve alcançar mais de 700 bilhões de reais em investimentos e gerar por volta de 700 mil empregos no país nos próximos 14 anos. Veja como está o panorama geral hoje: - Apenas 6% da rede de água e esgoto são geridas por empresas privadas - Estudos estimam que seriam necessários 500 bilhões de reais em investimentos para que o saneamento chegasse a toda a população - 15 mil mortes e 350 mil internações por ano em decorrência da falta de saneamento básico - 104 milhões de pessoas (quase metade da população) não têm acesso à coleta de esgoto - 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. Portanto, necessário e urgente colocar em debate a privatização da Caern. Para o bem do RN e dos potiguares.
É NOTÍCIA 1
O Brasil deve entrar este dia com 120 mil vítimas do novo coronavírus. Será que vamos ter mais um espetáculo por mais um número emblemático, ou vamos respeitar as vítimas em silêncio?
2
Cidades com 300 mil a 450 mil habitantes podem ter até 23 vereadores. Não é uma obrigação, mas um teto definido por lei. Portanto, como Mossoró passou dos 300 mil habitantes, a Câmara Municipal pode perfeitamente ampliar as cadeiras das atuais 21 para 23.
3
A rede de saúde pública do RN tem a menor taxa de ocupação de leitos dos últimos quatro meses, com média de 41%. Em Mossoró, na manhã deste sábado, a taxa era de pouco mais de 30%.
4
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), autorizou a retomada de aulas presenciais a partir desta terça-feira, 1º. No primeiro momento, escolas privadas e creches. Os estabelecimentos devem, porém, oferecer a opção de aulas remotas.
5
Para observadores mais criteriosos, a palavra do presidente Bolsonaro de que não vai se meter nas eleições municipais, não vale para as capitais mais importantes, em especial o Rio. O presidente sabe que a reeleição em 2022 passa pelo pleito de 2020.
JAIR BOLSONARO
Presidente, anunciando que não vai participar do 1º turno das eleições municipais
"LAMPIÃO"
Flávia Said e Lauriberto Pompeu
marco legal do saneamento básico. A lei facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto. Oportunidade para os estados se livrarem de empresas capengas, sem condições de investimentos, como é o caso da Caern. Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer a critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas. A Caern não tem as condições de cumprir pontos importantes contidos no novo marco, que prevê metas como: - 99% da população com água potável em casa até dezembro de 2033; - 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033; - Ações para diminuição do
A equipe econômica busca alternativas de fonte de financiamento para ampliar o Bolsa Família. A intenção é que o valor do Renda Brasil, que vigoraria em janeiro de 2021, seja igual a da prorrogação do auxílio emergencial, que acabaria em dezembro de 2020. O presidente já disse que o valor será entre R$ 200 e R$ 600. Guedes tem manifestado o desejo de vincular o Renda Brasil à proposta de emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, relatada pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC), que também é relator do orçamento de 2021. A PEC
CONVENÇÕES Começa nesta segundafeira, 31, a temporada das convenções partidárias para escolher candidatos e definir coligações. Conforme o calendário eleitoral, as convenções devem ser realizadas até 16 de setembro, podendo ser presencial e/ou virtual em razão da pandemia.
PROGRESSISTAS Em Mossoró, quase nenhum partido definiu data de sua convenção. O PP é um dos poucos com data definida: 11 de setembro. O partido vai confirmar a candidatura à reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini e a chapa completa à Câmara Municipal, cumprindo os 30% de gênero.
PSL E PRTB É possível que o PRTB desista de candidatura própria à Prefeitura de Mossoró para apoiar o pré-candidato Dr. Daniel Sampaio, do PSL. Em contrapartida, o PSL apoiará o Coronel Hélio, candidato do PRTB à Prefeitura de Natal. As negociações estão bastante avançadas.
SAIA Parnamirim tem a chance de eleger a primeira mulher prefeita de sua história. A vereadora professora Nilda (PSL), candidata da oposição, tem chances reais de vitória. E fortaleceu o projeto com a atual vice-prefeita Elienai Cartazo (PL), que rompeu com o prefeito Taveira para ser vice de Nilda.
Agência Brasil
Presidente Bolsonaro convocou líderes
determina corte de despesas obrigatórias, com medidas como diminuição no
salário de servidores, o fim do reajuste pela inflação das despesas com a
máquina pública e o fim de gastos mínimos com saúde e educação.
6 GERAIS
DOMINGO, 30 de agosto DE 2020
Doce Vida
Programa vai ampliar assistência aos diabéticos em Mossoró >> Protocolo permitirá melhor acompanhamento das pessoas que usam insulinas de alto custo
Arquivo
Estoque de insulina de alto custo como Tresiba e Novorapid
se fizerem necessários), acerca de temas que envolvem diagnóstico, tratamento e cuidados que o paciente e a família devem ter para um adequado controle da patologia. O município investiu cerca de R$ 7 milhões na compra de 103.537 unidades de insulinas Tresiba e Novorapid para distribuição gratuita aos mossoro-
enses diabéticos cadastrados. Os investimentos foram realizados desde o ano de 2017 até o mês de julho passado, de acordo com informações da Farmácia Central da Saúde. Atualmente o Setor de Insulinas tem cerca de mil diabéticos cadastrados para uso de Tresiba e Novorapid no Município. Fica localizado na Rua Pedro Alva-
res Cabral, s/n, bairro Aeroporto, no Centro Administrativo Prefeito Alcides Belo. Qualquer dúvida ou mais informações podem ser consultadas por meio do (84) 3315-1290. A implantação do Doce Vida foi publicizada no dia 26 de agosto de 2020, na edição Nº 576B do Jornal Oficial de Mossoró (JOM).
Quilombolas recebem 54,8 toneladas de alimentos durante pandemia no RN Mais de 2,4 mil cestas de alimentos começaram a ser distribuídas para 23 comunidades quilombolas do Rio Grande do Norte. No total, serão doadas 54,8 toneladas de itens alimentícios para minimizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). As entregas resultam de uma parceria entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As cestas de 22 kg são compostas por alimentos como feijão, arroz, farinha de mandioca, açúcar cristal, macarrão, leite em pó, flocos de milho e óleo de soja. A ação vai beneficiar os municípios de Afonso Bezerra, Bom Jesus, CearáMirim, Currais Novos, Ipanguaçu, Lagoa Nova, Macaíba, Parnamirim, Parelhas, Patu, Pedro Avelino, Poço
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crispinianoneto@gmail.com
Flordelis representa a igreja evangélica. Sim lordelis, cantora evangélica que vendeu aos “irmãos” centenas de milhares de discos, fez dezenas de milhares de apresentações, agia como uma líder e foi eleita deputada federal pelos evangélicos, com apoio explícito de igrejas e pastores, agora hipocritamente começa a ser “rejeitada” por alguns deles, como se ela não tivesse nada a ver com as práticas DESSA GENTE. Claro que temos discernimento suficiente para distinguir os verdadeiros crentes e os vendilhões do templo e comerciante do nome de Deus e, de maneira especial, os que usam a boa fé dos evangélicos para fazerem carreira política e formar bancadas evangélicas que em nada se diferenciam dos piores bandidos da política brasileira. Dizer agora que Flordelis não é evangélica ou não representa as igrejas que a edificaram, elegeram e a enriqueceram, é puro farisaísmo. Vejamos o que Vinícius Soares, em artigo divulgado no WhatsApp por Mônica Kartnaller. Leiamos e reflitamos o que ele diz: “Vamos aos fatos: Flordelis representa a igreja evangélica. SIM. Foi eleita, democraticamente, por votos de evangélicos. SIM. Pregou contra o “homossexualismo”, como a igreja evangélica gosta de se referir mesmo sabendo que é um termo pejorativo. SIM. É uma exímia representante da Teologia da Prosperidade. SIM. Arrastou multidões em seus cultos com cantores gospel conhecidos em todo país. SIM. Fez congressos com igrejas lotadas e pastores conhecidos. SIM. Teve espaço e apoio em rádios evangélicas. SIM. Foi tema do filme chamado “Flor de Lis – Basta uma Palavra para Mudar”, em 2009. SIM. Parem, mas parem mesmo, de dizer que ela não representa a igreja evangélica. Ela é a própria figura da igreja evangélica brasileira. Até onde foi conveniente, ela nunca foi criticada pela igreja evangélica que deu voz, deu espaço, deu oferta, dinheiro, visibilidade e cargo político para ela. SIM. Não me venham com “ela não é crente de verdade”. Ela é, sim. SIM. Assumam, em silêncio e autocrítica, que a criação da marca (sim, marca) Pastora Flor de Lis® veio do seio da igreja evangélica. Legitimada e patenteada pela própria igreja evangélica. Assumam a responsabilidade com maturidade, silêncio e autocrítica. A igreja evangélica brasileira precisa, urgentemente, rever seus apoios, seus dogmas, suas “verdades”, seus preconceitos e toda sua colaboração para com o atraso deste país. Com suas alianças, com as bancadas obscuras do Congresso, manipulação da informação (fake news) e o desmonte da cultura do Brasil. Com o acréscimo da relação escusa com a milícia e o PVI (Povo de Israel) ou Portal 001, facção criminosa que se autodenomina evangélica. Cadê vocês criticando a formação do PVI? Teatros públicos sendo transformados em templos. Secretarias de cultura apoiando descaradamente projetos de cunho evangélico num delírio antiético e antidemocrático. Censura às iniciativas de inclusão. Fotos dentro da igreja fazendo arminha com a mão. Continuemos nas Notas Curtas:
Igreja e casa lotérica Deus é fiel. Deus quem me deu. Deus sendo figura do capitalismo, onde não se sabe a diferença entre igreja e casa lotérica. Dízimo como moeda de troca, a nova indulgência. “Dê sua oferta e ganhe a bênção celestial”, que no caso é sempre um carro, um emprego, dinheiro, cura física ou algo material.
Bênção e preconceito
Nunca a bênção é a cura do preconceito, evolução espiritual, resolução das maledicências, de se tornar mais amável, tolerante, ético ou realmente amar o semelhante. Do contrário, a “bênção” é, basicamente, dinheiro. “Deus te honrará nesta terra”, discurso totalmente contrário ao de Cristo.
Branco, Portalegre, Santo Antônio, São Tomé, Tibau e Touros. A medida de caráter emergencial, com foco nas populações em situação de vulnerabilidade, também já garantiu mais de 1,3 mil cestas para comunidades indígenas do estado. Brasil Anunciado pelo Governo Federal e coordenado pelo MMFDH, o Plano de Contingência para Populações Vulneráveis prevê o investimento de R$ 4,7 bilhões em políticas para minimizar os efeitos provocados pela Covid-19. "Esse trabalho conjunto é fundamental para que possamos atender da melhor forma possível as nossas comunidades indígenas e povos tradicionais. Unidos, não vamos deixar ninguém para trás", ressalta a ministra Damares Alves.
& VERSO F
A
Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria de Saúde, implantou o Protocolo de Dispensação de Análogos de Insulina, intitulado programa Doce Vida, que tem como principal objetivo ampliar a assistência e melhorar o acompanhamento dos diabéticos que fazem uso de insulinas de alto custo como Tresiba e Novorapid. A Saúde também quer estimular, nos casos que forem possíveis, a troca dos medicamentos utilizados por mais atividades que proporcionem qualidade de vida, como exercícios físicos, alimentação mais natural e balanceada, correto manuseio da insulina, além de uma série de outras medidas que garantem mais saúde aos mossoroenses diabéticos. O programa vai trabalhar o paciente diabético de forma integralizada, proporcionando rodas de conversa para troca de experiências, atendimentos individuais quando necessário, palestras com equipe multiprofissional (Médicos, Assistente Social, Nutricionistas, Psicólogo, Farmacêuticos, Enfermeiros e Educadores Físicos ou outros que
PROSA
Aceitem as críticas
Tenham o mínimo de decência e aceitem as críticas, em silêncio, por todo atraso que nos propuseram. E sem “Ahhh, mas nem todo crente…” Até porque o discurso e a práxis são bem incongruentes. Vocês estão muito longe de Jesus Cristo, mas muito longe.
Silêncio e autocrítica
A conta não fecha, num balaio de arrogância, ignorância, violência, dogmatismo, intolerância e igrejas lotadas no meio de uma pandemia. Silêncio e Autocrítica. Silêncio e Autocrítica. Silêncio e Autocrítica. Grato.”
Mudando de assunto
24 horas de tiroteio pelo domínio do Morro de São Carlos, onde nasceu o genial compositor e cantor Gonzaguinha. E resta provado que Jair Bolsonaro não tem a mínima competência para acabar com a violência, como não tem força nem interesse para acabar a corrupção que começa dentro de casa e ainda por cima o seu entorno é cheio de exemplos de devassidão no que diz respeito à moral e aos bons costumes, que ele prometia acabar. É só esculhambação.
Ministra Damares Alves: “Unidos, não vamos deixar ninguém para trás”
Cego e gagá
FHC, que apoiou golpe contra Dilma, diz não ver "organização de corrupção" no governo Bolsonaro: não vejo"// Já sabia que FHC estava gagá. Agora resta provado que também está cego...
gerais 7
DOMINGO, 30 de agosto DE 2020
Educação no RN
Escolas privadas apresentam protocolo para retorno das aulas presenciais >> A ideia é que cada família escolha entre mandar seus filhos para aulas presenciais ou manter o ensino remoto
O
comitê Científico Estadual recebeu a proposta de protocolo de retorno das aulas presenciais na rede privada de ensino do Rio Grande do Norte. O documento foi entregue pelo sindicato que representa as escolas particulares e contém uma série de medidas para garantir segurança aos professores, funcionários, alunos e pais de alunos. Segundo reportagem do portal G1-RN, trata-se de uma proposta em formato "híbrido". A ideia é que cada família escolha entre mandar seus filhos para aulas presenciais ou manter o ensino remoto. O estado ainda não tem data para retomada das aulas. O comitê científico, que deverá analisar a proposta. De acordo com o sindicato, o protocolo lista as medidas necessárias para um funcionamento mais seguro. A entidade alega que as instituições estão preparadas para o ensino híbrido. "Nós iremos dar o ensino híbrido para os pais que querem continuar com o ensino online e os outros irão ter o ensino presencial", afirma Alexandre Marinho, presidente da entidade, ouvido pelo G1. Segundo o portal, um protocolo semelhante também está sendo elaborado pela Secretaria de Educação de Natal, que ainda não tem
Reprodução
Salas de aulas continuam vazias no Rio Grande do Norte
data marcada para retomar as atividades presenciais. Isso pode acontecer ainda este ano, mas o município já admite que o retorno poderá ficar para 2021. "No ano de 2021 nós trabalharíamos dois anos letivos (2020 e 2021). Nada disso ainda nós podemos dizer que é certo, porque a pandemia ainda não acabou", considerou a titular da pasta, Cristina Diniz. O plano de retorno às aulas nas escolas privadas prevê normas como: - Fazer retorno gradual dos níveis de ensino;
- Manter os ambientes arejados e com ventilação; - Realizar a limpeza da escola de forma mais cuidadosa e constante; - Disponibilizar, na entrada, corredores e salas de aulas, álcool em gel 70%. - Os alunos só devem chegar na hora da aula e não permanecer na escola após o fim do turno. - Eles não poderão compartilhar comidas ou objetos e devem levar a própria garrafa de água - Os bebedouros das escolas ficarão interditados. Dentro do mesmo docu-
Mercado de trabalho mostra estabilidade após pandemia Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de estabilidade, com algum viés de recuperação, ainda que de forma discreta, após o tombo causado pelos efeitos econômicos da pandemia. Os dados foram divulgados em boletim do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Covid-19) referente à
semana de 2 a 8 de agosto. Segundo a Carta de Conjuntura do Ipea, ainda que não seja possível notar uma reação mais robusta do mercado de trabalho, a simples estabilidade nos índices já pode apontar que houve uma interrupção na tendência de queda, que vinha se mostrando desde o mês de março, notadamente a partir de maio e junho, quando houve o pico da pandemia principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. A taxa de desocupação foi de 13,3% na semana de
referência, próxima da média de julho, de 13,1%. O nível da ocupação também apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, situando-se em 47,9%, nível idêntico à média de julho. “O nível de ocupação costuma reagir aos movimentos do nível de atividade de forma defasada. Assim, o recuo da população ocupada observado em junho e julho teria refletido a forte retração da atividade econômica observada no início da pandemia, e sua estabilidade no período
mento, as instituições também são responsabilizadas por disponibilizar um plano de trabalho domiciliar ou remoto para os estudantes que fazem parte do grupo de risco ou que optarem por não ir à escola no primeiro momento. Para aqueles que tiverem aulas presenciais, as escolas devem garantir que qualquer pessoa que apresente sintomas da Covid-19 faça isolamento. Caso a doença seja confirmada, toda a turma deve ser isolada e continuar com as aulas virtualmente.
mais recente já poderia ser interpretada como reflexo da melhora dos indicadores econômicos a partir de maio”, destacaram os técnicos do Ipea. Segundo eles, se não houver piora das condições sanitárias associadas à pandemia, o que poderia levar a novas restrições ao funcionamento das atividades econômicas, “seria razoável esperar que o nível de ocupação passasse a recuperarse gradualmente nos próximos meses”. Ainda assim, mesmo que a evolução favorável da pandemia possa levar ao processo de retorno gradual a algum tipo de normalidade no funcionamento da economia, os efeitos adversos da crise no mercado de
No Ceará, aulas presenciais serão retomadas na terça-feira Ana Ruth Ramires
Repórter do OP+
A partir do dia 1º de setembro, serão permitidas atividades presenciais em creches e escolas particulares para aulas de pré-escola. A reabertura na educação foi anunciada pelo governador Camilo Santana (PT) durante transmissão nas redes sociais ontem, 28. As instituições poderão funcionar com 30% da capacidade. Também é obrigatório dar aos pais a opção de manter o ensino remoto. A determinação vale para a Capital e os demais municípios da Macrorregião de Saúde de Fortaleza, que cumpriram a 4ª fase de reabertura. A partir desta data, também serão permitidas atividades de cinemas, teatros, museus e bibliotecas com até 35% da capacidade; atividades extracurriculares como ensino de idiomas e informática; atividades de apoio a educação, como serviço transporte escolar; aulas teóricas e práticas de autoescola (35%); e atividades esportivas em locais abertos. Decisão sobre os estudantes das outras séries fica para semanas seguintes. Escolas e creches públicas ainda não reabrirão. As aulas presenciais foram suspensas em 16 de março, um dia após a confirmação dos três primeiros casos de Covid-19 no Estado. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) destacou a queda de indicadores da Covid-19 em Fortaleza há 15 semanas. "Também entendemos que há necessidades econômicas e sociais que, quando
trabalho, de acordo com o Ipea, tendem a persistir durante algum tempo. “Em particular, é razoável imaginar que, nos próximos meses, a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, podendo até vir a oscilar para cima, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de uma parcela de trabalhadores que, amparada pelo recebimento do auxílio emergencial, deixou de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social”, salientou o instituto na Carta de Conjuntura. De acordo com o Ipea, é razoável esperar que, com a continuidade do processo de recuperação do nível de atividade econômica, o ní-
a condição sanitária nos dá segurança para assim fazê-lo, nos orientará a progressivamente a ir flexibilizando", afirmou. Para o epidemiologista Marcelo Gurgel, professor e membro do GT de Enfrentamento à Covid19 da Universidade Estadual do Ceará (Uece), "o governo foi muito módico e cauteloso, vem postergando o retorno das aulas e continua gotejando a liberação". Contudo, ele frisa que a educação infantil é a faixa de ensino onde há maior interação e proximidade com os professores. "É muito mais difícil impedir o contato, é um contrassenso. Há um nível de aproximação maior. Ficou incompreensível. E são as que têm mais contato com os avós", alerta. "Entendemos que não é momento de retorno das atividades presenciais de modo algum. Não se pode comparar com outros setores porque a escola tem a natureza de maior integração", afirma Reginaldo Pinheiro, presidente em exercício do Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc). Ele menciona que nem todas as instituições particulares têm estrutura e profissionais para permitir segurança. O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Ceará (Sinepe-CE), informou que "as instituições seguirão rigorosos protocolos para a retomada das atividades visando a segurança de alunos, professores, colaboradores e familiares".
vel de ocupação passe a recuperar-se nos próximos meses, mas a taxa de desocupação se mantenha em um patamar elevado, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de pessoas que deixaram de procurar emprego por conta da crise e do distanciamento social. “Os resultados recentes da Pnad Covid-19 sugerem que esse movimento ainda não começou de forma significativa. De fato, o número de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego por conta da pandemia, mas gostariam de trabalhar, permaneceu elevado (18,3 milhões), apesar da queda em comparação com a média de julho (18,9 milhões)”, ressaltou o Ipea.
8 GERAIS
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
DOMINGO, 30 DE AGOSTo DE 2020
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
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Mossoró (RN), domingo, 30 de agosto de 2020
Estimativa
População de Mossoró cresceu 40% em duas décadas >> Último levantamento do IBGE mostra que a Capital do Oeste chegou a 300.618 habitantes. O Censo de 2000 apontou que a cidade tinha 213.841 residentes Marcos Garcia
Edinaldo Moreno
Da Redação
L
evantamento do JORNAL DE FATO com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostra que a população de Mossoró cresceu 40% nos últimos 20 anos. Na última quintafeira, 27, o órgão divulgou a estimativa populacional atualizada. De acordo com o IBGE, a segunda maior cidade do Rio Grande do Note chegou a 300.618 habitantes. Em 2000, o Censo Demográfico apontou que o município tinha 213.841 habitantes. Em duas décadas, a população de Mossoró cresceu 40%. No período, a cidade ganhou 86.777 novos moradores. O percentual cai para pouco mais de 14% quando se comparado ao início desta década. Em 2011, Mossoró registrava 263.344 habitantes. Mossoró registrou em seis dos últimos sete anos crescimento de pouco mais de 1% de sua população nas estimativas divulgadas pelo IBGE. Somente entre 2017 e 2018 houve decréscimo na população mossoroense.
Em 20 anos, Mossoró ganhou 86.777 novos habitantes
O crescimento da população mossoroense de 2019 para 2020 foi de 1,08%. Já de 2018 para 2019 foi de 1,12%. Entre 2017 e 2018,
o percentual foi negativo em 0,5%. De 2016 para 2017, o índice chegou a 1,26%. Já entre 2015 e 2016, a população cresceu
1,31% e de 2014 para 2015, 1,36%. Entre 2013 e 2014, ficou em 1,41%. De 2012 para 2013, o salto foi de mais de 5% no crescimento
populacional. A cidade saiu de 266.758 para 280.314 habitantes em 12 meses. O Analista Censitário do IBGE do Rio Grande do
Norte, Marcelo Victor Lima, explica que em 2000 e 2010, os dados são do Censo Demográfico, que é a pesquisa mais precisa porque tem o objetivo de ir a todos os domicílios do Brasil. Já os dados 2007 são da Contagem Populacional. “Enquanto o Censo é uma pesquisa mais abrangente que inclui condições de vida da população e outros aspectos, a Contagem Populacional também vai a todos os domicílios, mas se restringe a pesquisa do número de habitantes”, enfatizou. Ele ainda ressalta que as populações dos municípios são estimadas por método matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos munícipios. “O método baseia-se na população estadual projetada e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos últimos dois Censos e na Contagem Populacional. As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais que tenham ocorrido entre os municípios após 2010”, conta. Damião Ernane de Souza, Chefe da Unidade Estadual do IBGE no Rio Grande do Norte, esclarece que as Estimativas Populacionais atendem os dispositivos legais com vistas ao cálculo do Fundo de Participação dos Municípios de Estados e Municípios de acordo com o artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013, que são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos.
Estimativa populacional em Mossoró de 2000 a 2020 2020 – 300.618 habitantes (estimativa) 2019 – 297.378 habitantes (estimativa) 2018 – 294.076 habitantes (estimativa) 2017 – 295.619 habitantes (estimativa) 2016 – 291.937 habitantes (estimativa) 2015 – 288.162 habitantes (estimativa) 2014 – 284.288 habitantes (estimativa)
2013 – 280.314 habitantes (estimativa) 2012 – 266.758 habitantes (estimativa) 2011 – 263.344 habitantes (estimativa) 2010 – 259.815 habitantes (Censo Demográfico) 2009 – 244.287 habitantes (estimativa) 2008 – 241.645 habitantes (estimativa) 2007 – 234.390 habitantes (contagem populacional)
2006 – 229.787 habitantes (estimativa) 2005 – 227.357 habitantes (estimativa) 2004 – 224.910 habitantes (estimativa) 2003 – 220.487 habitantes (estimativa) 2002 – 218.380 habitantes (estimativa) 2001 – 215.610 habitantes (estimativa) 2000 – 213.841 habitantes (Censo Demográfico)
2 MOSSORÓ
DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2020
CONT. CAPA
Cidade vai atrair maior visibilidade com marca, diz técnico do IBGE Imagem meramente ilustrativa
Hildebrando Mota fala que a cidade vai ganhar visibilidade em termos regionais, nacionais e até internacionais
O
técnico da agência do IBGE em Mossoró, Hildebrando Mota, explica quais os efeitos práticos da cidade ter ultrapassado a marca dos 300 mil habitantes neste último levantamento do órgão. O número de habitantes foi atingido na última quinta-feira. “Mossoró ganha uma nova visibilidade em termos regionais, nacionais e até internacionais, pois passa a figurar em uma das cidades com mais de 300 mil habitantes. Vai atrair uma visibilidade de uma maneira mais notória, podendo atrair uma maior gama de negócios de como franquias que atuam em cidades de mais de 300 mil habitantes”. Mota destaca ainda que outro fator importante também na marca atingida pela Capital do Oeste na última quinta-feira diz respeito ao repasse de fundos federais para a saúde. “Em termos de políticas públicas, isso altera o quantitativo de repasses para a saúde, por exemplo. Agora na pandemia (do novo coronavírus), como exemplo, temos algumas unidades de saúde de cidades com mais de 300 mil habitantes que recebiam mais verbas”, frisou.
O Rio Grande do Norte apresentou um crescimento de 1,7% de sua população, totalizando 3.534.165, o que mantém o estado como o 16º no país em número de habitantes, com um aumento de 27.312 pessoas. De acordo com o IBGE, o grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, com 1.410 (37,3%). Por outro lado, o grupo entre 100 mil e um milhão de habitantes é o que possui o maior percentual de municípios com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46,0%). Já as cidades com mais de um milhão de habitantes mostraram crescimento entre 0 e 1% ao ano (14 dos 17 municípios). As estimativas da população residente nos municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2020, foram calculadas com base nas Projeções da População do Brasil e Unidades da Federação, Revisão 2018 e nos totais populacionais dos municípios enumerados pelos Censos Demográficos 2000 e 2010.
SAIBA MAIS
OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS
D
aristida603@hotmail.com
- São Paulo continua sendo o município mais populoso, com 12,3 milhões de pessoas. - Com apenas 776 habitantes, Serra da Saudade (MG) é a cidade brasileira com menor população.
FALTA UM GRITO
o nada, penso nisto. As principais categorias profissionais de Areia Branca, oriundas da economia local, desapareceram por completo. Marítimos, estivadores, salineiros. Disse “por completo”, mas, dos marítimos, ainda restam uns poucos. Suspeito que avulsos, quer dizer, sem mais sindicato. Aí, não sei bem. Sem essa força de trabalho que dava vida à cidade, até ali pelos anos 60, porto e salinas movimentados, o que vale dizer, dinheiro na praça, vive ela, hoje, das pensões da previdência social. A cidade parou. Sente-se isso logo ao primeiro olhar, e dizer que Areia Branca era tida como a “cidade do dinheiro”. Gente de toda a parte. De uma forma ou de outra, todo mundo ganhava o sustento da família: as condições de vida eram largamente favoráveis. Ninguém tinha necessidade de pedir. De maneira que era Areia Branca uma cidade, sob esse aspecto, das mais privilegiadas por estas bandas. Se não a mais. Mas um dia tudo mudou quase de uma hora para outra. E tudo isso começou com a mecanização das salinas, sem previsão de consequências. Não se cuidou, ao mesmo passo, de um projeto econômico para o futuro, de sorte que fosse capaz de absorver a mão de obra desempregada. A ambição de lucro falou mais alto, não houve inter-
RESUMO DA ESTIMATIVA POPULACIONAL 2020
venção das autoridades locais. Sus=gestão nenhuma. Em seguida, igualmente sem pesar e medir consequências, o progresso trouxe o porto-ilha, lá nos baixios de João da Cunha, quando o ideal seria o porto continental idealizado por Luiz Fausto, em Areia Branca, e Vingt-un Rosado, aqui em Mossoró. E tudo isso deu no que deu: a cidade, por assim dizer, morta. Em todo caso, creio eu que ainda é tempo de restaurar a economia de Areia Branca, com ocupação da mão de obra válida local. Que tal, por exemplo, uma fábrica destinada à industrialização dos subprodutos do sal marinho? A cidade oferece, ainda, diversos recursos, que poderiam ser industrialmente explorados. Aqui é que entra a pergunta inevitável: para que serve a representação do Rio Grande do Norte em Brasília? Ou não conhecem, ou fingem ignorar os problemas aqui do estado, o que admito ser mais provável. Não faço por menos, nem um pouco, quanto à deputação estadual, cuja incompetência (desastrosa) salta aos olhos. A estas alturas, pois, é preciso que alguma entidade prestigiosa fale por Areia Branca, seria o caso do governo municipal, dispondo-se, para valer, a bater às portas de Brasília. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura” – diz lá a máxima antiga. Um dia se abrirão os ouvidos, surdos, do Planalto. Quem sabe. Falta um grito.
ECONOMIA
BARRILHA
COBRANÇA
No caso da restauração da economia de Areia Branca, a industrialização da pesca seria apenas um complemento, em razão de sua menor abrangência. O principal seria a exploração dos subprodutos do sal, penso eu.
Ou seja, uma fábrica de barrilha, conforme idealizada, e ainda começada, pelo então governador Cortez Pereira, para Macau. O fato é que Areia Branca possui recursos naturais para se tornar uma cidade industrializada.
É cobrar, para valer, diligências da representação política estadual em Brasília, nesta luta envolvendo entidades do maior prestígio social, por exemplo, universidades. Tudo isso, claro, a partir de um projeto bem elaborado. E viável.
LINGUAGEM Temos dito aqui que a estética é o fundamento da arte literária, naturalmente repetindo críticos literários de maior relevo nas letras nacionais. A razão é simples. Literatura é forma e conteúdo, de maneira que não pode faltar um desses elementos. Todavia, é de reconhecer que é a forma esteticamente elaborada que dá permanência ao texto literário em sua finalidade social, pelo clima psicológico que ela encerra, no equilíbrio entre as partes da narrativa. Assim é que, se falta a beleza e a elegância da forma, como sustentação artística do conteúdo, falta tudo, e não se pode falar em texto literário. Quer isso significar que, além da cultura geral, é indispensável ao escritor de ficção o domínio da língua em que se exprime, e é o que, segundo o crítico Sérgio Milliet, à maioria dos escritores brasileiros. Não há contestá-lo.
- 21,9% da população está concentrada em 17 municípios, todos com mais de um milhão de habitantes, sendo que 14 são capitais estaduais. - Em 2020, eram 49 os municípios com mais de 500 mil habitantes. - O grupo de municípios com até 20 mil habitantes é aquele que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional, com 1.410 (37,3%). - Os municípios entre 100 mil e um milhão de habitantes são os com maior contingente com crescimento superior a 1%, totalizando 142 (46,0%). - Em 28,1% dos municípios (ou 1.565 cidades) houve redução populacional, enquanto apenas 205 municípios (3,7% do total) tiveram crescimento igual ou superior a 2%.
Mossoró 3
DOMINGO, 30 de agosto de 2020
Entidades
Pacientes solicitam doação de terreno do Hospital Duarte Filho >> Um grupo de pacientes da Liga Mossoroense acionou a justiça, solicitando a doação do terreno onde funcionava o Hospital Duarte Filho, para a entidade Arquivo
Amina Costa
Da Redação
O
Hospital Duarte Filho, anteriormente chamado de Hospital da Caridade, esteve em funcionamento até o ano de 2008, quando foi fechado devido a problemas financeiros e administrativos. A estrutura do hospital, que funcionou por 70 anos, foi demolida no ano de 2017, e partir de então, aumentaram as especulações sobre a finalidade do enorme terreno onde funcionava o hospital. Em dezembro de 2018, um grupo de pacientes da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) acionou a Justiça para solicitar a doação do terreno onde funcionava o Hospital Duarte Filho, para a instituição. De acordo com as pacientes, por ser um terreno pertencente a uma entidade filantrópica, ele não pode ser vendido e tem que ser doado a outra entidade. Eliane Sobral é uma das coordenadoras deste grupo e comentou que, apesar da Justiça ainda não ter dado nenhum parecer sobre o ca-
O Hospital Duarte Filho foi demolido em 2017, após passar nove anos fechado
so, mesmo após quase dois anos de processo, a expectativa é de que a solicitação seja atendida. A paciente da Liga informa ainda que o processo é justificado pelo fato de a entidade de apoio
ao câncer não ter terreno próprio e por oferecer um serviço de suma importância para pacientes de toda a região oeste. “Ainda não houve nenhuma sentença por parte da
justiça. Sabemos que ela é morosa, demorada, principalmente para casos assim. Mas, a gente está confiante, e esperando uma agilidade no processo. Está tudo favorável para a Liga, porque o
Hospital Duarte Filho era filantrópico e o terreno só pode ser repassado de uma instituição para outra, não pode ser vendido para um grupo particular. Estamos sendo acompanhadas pelo
advogado da Liga, neste processo”, comentou Eliane Sobral. Eliane comenta que os custos da Liga Mossoroense para ofertar um tratamento de qualidade para milhares de pacientes é bastante elevado, principalmente por a instituição não ter sede própria. “A gente sabe que a Liga paga o aluguel dos prédios, e ocorrendo a doação, o dinheiro que era usado para o aluguel poderá ser revertido em serviços para os pacientes. Mossoró merece um espaço assim. Esta seria uma doação justa, porque a Liga atende pacientes de 62 municípios. Os pacientes merecem melhores acomodações durante o tratamento contra a doença”, relata. Além de ser paciente de controle da Liga (quando o tratamento é concluído, mas continua sendo feito o acompanhamento), Eliane Sobral integra o grupo Toque de Mama, que é composto por mais de 50 mulheres. Essas mulheres, conhecedoras dos desafios apresentados pela doença, oferecem apoio às pacientes em fase de diagnóstico e se engajam em várias das atividades promovidas pela Casa de Apoio. “No grupo Toque de Mama nós sempre perguntamos o que as pacientes esperam do tratamento. Na maioria das vezes, elas respondem que querem melhorias no serviço prestado. Então, se Deus quiser, vamos ter benefícios com a ampliação das melhorias no atendimento do paciente com câncer, porque só quem já passou por isso sabe que quanto mais conforto mais agilidade no tratamento, mais ficamos tranquilos”, informa.
Arquivo
Grupo pede apoio da sociedade
A intenção é que o terreno onde funcionou o Duarte Filho seja doado
Nas últimas semanas, as pacientes que fazem parte do grupo Toque de Mama, e estão à frente da solicitação de doação do terreno, iniciaram uma campanha nas redes sociais solicitando o apoio da sociedade. O grupo está produzindo vídeos com o depoimento de pacientes da Liga sobre a importância da doação do terreno para o hospital filantrópico. Rita dos Santos também faz parte do grupo de mulheres que deram início ao processo. Ela pede o apoio das autoridades e a ajuda de toda a sociedade. “Apelo para as autoridades entrarem na luta com os pacientes. Existe um terreno imenso desocupado, então, se ele é um terreno filantrópico, ele precisa ser
doado para uma instituição. Eu, como paciente, vejo o quanto vai ser benéfica para todos os pacientes esta doação”, comentou. Eliane Sobral comentou também que a ideia de produzir estes vídeos surgiu a partir da espera por novidades do processo. Também foi uma forma que as pacientes encontraram de tornar o caso público e de chamar a atenção para as necessidades de melhoria dos serviços prestados pela Liga Mossoroense. A campanha de mobilização a gente começou agora, porque estávamos esperando alguma resposta por parte da justiça. A gente viu que o processo é muito demorado e vimos também que, recen-
temente, tinham máquinas no terreno. Com isso, decidimos fazer uma mobilização, e a forma que achamos foi a de movimentar as redes sociais com os vídeos, e pedir o apoio das pessoas que são a favor da nossa causa”, comentou. “Eu acho que essa causa vai mostrar a força que o paciente tem. Muitas pessoas falaram que seria inútil brigar por uma coisa tão grande, mas nós só estamos entrando nessa luta para conseguir o terreno para uma sede própria da Liga, que é uma instituição que não tem sede própria, que paga caro pelo aluguel e que esse dinheiro pode ser revertido em melhorias para os pacientes”, finaliza Eliane Soares.
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DOMINGO, 30 de agosto de 2020
REINÍCIO
Uern retomará aulas de forma remota >> Início do ano letivo 2020 começa nesta segunda-feira, 31 de agosto, com o Planejamento, e as aulas a partir de 8 de setembro
O
jovem Eduardo Barbosa, de Mossoró, está ansioso para ingressar no curso superior de Letras Espanhol e se tornar calouro. Rosana Silva, do mesmo curso, mas sendo de Pau dos Ferros, e já no segundo período, não vê a hora de estar de volta à rotina acadêmica. Para eles dois e milhares de outros estudantes e professores está chegando o momento de voltar às aulas na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Uern após mais de cinco meses de suspensão das atividades presenciais devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com a decisão tomada em 13 de agosto pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - Consepe, o início do ano letivo 2020 será nesta segunda-feira, 31 de agosto, com o Planejamento, e no dia 8 de setembro, têm início às aulas de forma remota, em caráter excepcional. A Uern foi a primeira instituição de ensino superior do RN a suspender, em 15 de março, as atividades presenciais. Apenas os programas de pós-graduação continuaram funcionando de forma 100% remota nesse período.
Agecom/UERN
Uern foi a primeira instituição de ensino superior do RN a suspender, em 15 de março, as atividades presenciais “Sempre tive muito anseio pela Uern. Quando eu consegui uma vaga, eu fiquei muito feliz. A espera é enorme, ansiedade a mil”, revelou Eduardo Barbosa, acrescentando que a experiência com o ensino remoto será desafiadora. Rosana procurou manter-se atualizada, estudando e participando de eventos on-line relacionados à educação. “Há muita ansiedade. Muito medo de não conseguir acompanhar tu-
do, mas estou aguardando o retorno com grande expectativa de que tudo vai dar certo”, conta. A chefe de Gabinete da Reitoria, professora Dra. Cicília Maia, disse que a Uern está preparada e conta com a compreensão de todos nesse momento que continua difícil para todos. “Teremos muitos desafios, até porque não temos cartilha. É um momento novo para todo mundo. Estamos seguindo o que outras
instituições do estado, do Brasil e do mundo estão fazendo nesse momento. Buscando superar os obstáculos. Muitos vão aparecer no percorrer do caminho e aí vamos precisar que todos os estudantes, docentes e técnicos administrativos entendam seu papel nesse novo normal. Nosso foco é fazer com que as pessoas possam concluir suas formações da melhor forma possível”, avalia. A expectativa do pró-
reitor de Ensino de Graduação, professor Dr. Wendson Dantas, é que o semestre ocorra de modo exitoso e que mantenha a tradição uerniana de oferecer um ensino de qualidade. “Por se tratar de algo novo, temos pela frente um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de minimizar os efeitos desta pandemia no ensino superior e contribuir para a redução das desigualdades regionais, cada vez mais laten-
Auxílio Inclusão Digital beneficiará estudantes Para minimizar os efeitos da exclusão digital, uma realidade não só dos estudantes uernianos, mas do Brasil como um todo, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - Uern criou o Programa de Fomento às Ações de Assistência à Permanência Estudantil, institucionalizada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis - Prae, com o Auxílio Inclusão Digital. Eduardo Barbosa tem acesso à internet e usa o celular para estudar. Contemplado com o auxílio, o jovem está se programando para comprar um notebook. “Acho que chegou em um bom momento porque irá ajudar não apenas a mim, mas a muitos outros alunos. A gestão da Prae merece muitos aplausos por isso”, agradeceu o estudante. O Programa disponibili-
zará apoio financeiro de R$ 1 mil por estudante, sendo mil contemplados, para aquisição de equipamentos ou contratação de serviço de Internet, softwares e outros, para que os discentes tenham condições de acesso às aulas. O investimento é de R$ 1 milhão. De acordo com Erison Natécio, pró-reitor de Assuntos Estudantis, a Universidade já vem há algum tempo empreendendo esforços para não deixar ninguém pelo caminho, não deixar nenhum aluno sem acesso ao ensino. “Sabemos que não é modelo ideal. As instituições de ensino superior de todo o país também estão aprendendo nesse momento. A gente sabe que o desafio é mitigar os danos, os prejuízos no nosso cotidiano acadêmico”, avaliou.
A Prae e a Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas - Dain estão com equipes de profissionais especializados ofertando sistemática e continuamente serviços de apoio psicológico e psicopedagógico aos estudantes através das plataformas digitais. Essa assistência vem sendo dada aos discentes e servidores ao longo do período de isolamento social. O suporte é dado virtualmente por profissionais de assistência social e psicologia, tirando dúvidas e orientando sobre as questões que envolvem a Covid-19 e o isolamento social. Pelo e-mail apoiomultiprofissional.prae@uern.br os alunos podem fazer o agendamento para ter acesso aos serviços. Já os docentes devem encaminhar mensagens para o email ddo.progep@uern.br.
tes neste momento de crise”, projetou. No semestre letivo 2020.1, não será realizado desligamento de estudantes por abandono de curso ou por decurso de prazo máximo para conclusão do curso. Em caráter excepcional, será permitido o trancamento do curso ou de componentes curriculares por parte dos estudantes, inclusive, para ingressantes do primeiro período, até 75% do semestre 2020.1. Os componentes curriculares de natureza prática ou que possuam uma parte prática poderão ser adaptados ao formato remoto, desde que sejam aprovados pelo NDE do curso e pela plenária do Departamento Acadêmico. Caso as atividades não possam ser realizadas integralmente de forma remota, poderão ser realizadas presencialmente, devendo a Universidade assegurar as condições de biossegurança, atentando para as recomendações das autoridades sanitárias. COMITÊ No dia 21 de agosto, a Uern instituiu o Comitê Covid-19 para acompanhamento e definição de ações preventivas e de combate à presença do vírus no âmbito uerniano. Com novos membros, o grupo dará continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Comitê instituído em março. A função é acompanhar, definir e institucionalizar diretrizes preventivas e protocolos de orientação à comunidade acadêmica sobre a pandemia, prevenção e combate à presença do vírus entre professores, estudantes, servidores técnicoadministrativos e prestadores de serviços da Universidade.
Agecom/UERN
Eduardo Barbosa usará recurso para adquirir um computador
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Imagem meramente ilustrativa
VIOLÊNCIA CONTRA
MULHER >> Nesta reta final da campanha “Agosto Lilás”, recente levantamento nacional mostra que quase mil mulheres foram assassinadas no RN entre 2008 e 2018
FÁBIO VALE
Da Redação
J
á imaginou uma mulher ser assassinada no Brasil a cada duas horas? Foi isso o que aconteceu durante o ano de 2018 no país, segundo o Atlas da Violência 2020 divulgado nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública
(FBSP), que produziu a publicação junto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Nesta reta final da campanha “Agosto Lilás”, de combate à violência contra a mulher, o levantamento nacional mostra que quase mil mulheres foram assassinadas no Rio Grande do Norte entre 2008 e 2018. De acordo
com o Atlas da Violência 2020, no primeiro ano pesquisado foram registrados 59 homicídios de mulheres no estado e outros 57 no ano seguinte. Em 2010, esse número passou para 71, e 76 em 2011. Já em 2012, houve uma redução para 64 casos, contra 89 em 2013. O levantamento da publicação nacional dá conta ainda de 102
mulheres assassinadas no território potiguar no ano de 2014; 92 em 2015; 100 em 2016; 148 em 2017; e 102 em 2018, totalizando 960. O comparativo aponta um aumento de praticamente 73% no número de homicídios de mulheres no RN de 2008 para 2018. O estado figura com a sexta maior variação do país.
E a violência letal contra vítimas do sexo feminino também tem cor, assim como contra os homens. O Atlas da Violência 2020 detalha que em 2018, 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras. O estudo assevera que a diferença fica ainda mais explícita em estados como Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba. E os núme-
ros provam isso. De 2008 para 2018, das quase mil mulheres mortas, 729 eram negras. O quantitativo passou de 48 vítimas dessa etnia no primeiro ano mapeado para o pico de 129 em 2017. Com isso, a quantidade de mulheres negras mortas no RN cresceu 77% neste período de dez anos.
Cedida
RN registra durante pandemia 584 casos Assistente Social avalia problemática da violência de lesão corporal, 686 ameaças, 90 contra a mulher estupros e 19 assassinatos de mulheres Os números da violência contra a mulher durante os três primeiros meses do período de pandemia da covid-19 no Rio Grande do Norte não são nada animadores. Muito pelo contrário. Os dados das três publicações Violência Doméstica Durante a Pandemia, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram um cenário preocupante. Segundo o estudo em série, levantado de março a maio deste ano, foram 584 registros de lesão corporal dolosa contra mulheres no RN, contra 635 no mesmo período do ano passado. A pesquisa dá conta também de 686 ameaças, contra 619 em 2019; além de 90 estupros neste ano, contra 50 no ano passado. O mapeamento também trouxe estatísticas de crimes letais, dando conta de 19 homicídios de mulheres em geral em 2020, contra 16 em 2019; e cinco feminicídios, contra mesmo número no ano passado. A publicação Violência Doméstica Durante a Pandemia, datada de abril deste ano, mostra que no Rio Grande do Norte os feminicídios, que são assassinatos de mulheres por violência doméstica e/ou de gênero, cresceram 300% no começo deste surto da covid19. O número passou de um
caso em março do ano passado para quatro no mesmo período deste ano. O estudo apontou que embora o isolamento social seja a principal medida contra a transmissão do novo coronavírus, esse distanciamento trouxe consequências também para as mulheres no que se refere à violência doméstica, pois, as vítimas são levadas a manter ainda mais contato com o possível agressor. O levantamento aponta que o RN registrou assassinatos de mulheres tanto por motivações diversas quanto pela violência doméstica e/ ou de gênero em si, além de demais ocorrências de violência de gênero. “Em março de 2020, o aumento foi de 34% em relação ao mesmo mês de 2019 e de 72% em relação a 2018, mas é importante destacar que o decreto que impôs a quarentena no Estado é de 1 de abril”, frisou trecho do estudo. A publicação registra que o RN apresentou neste período aumento de todos os tipos de violência contra a mulher. Lesão corporal dolosa cresceu 34%, passando de 287 casos em março de 2019 para 385 no mesmo mês de 2020. Ocorrênciasenvolvendoameaça aumentou 54% no estado, passando de 221 casos para
341. Crimes de estupro cresceram 100%, saltando de 20 registros em março do ano passado para 40 em março deste ano. O estudo chamou atenção paraofatodequeassassinatos de mulheres por motivos variados se mantiveram estáveis,comsetecasosemambos os períodos mapeados. A segunda parte da pesquisa, datada do começo de junho deste ano, constatou que em abril deste ano houve uma queda no RN de quase 58% nos casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, reduzindo de 286 no quarto mês de 2019 para 121 registros no mesmo período de 2020. Crimes de feminicídio no estado potiguar em abril deste ano não teve nenhum registro, contra três no mesmo mês do ano passado. Quanto a assassinatos de mulheres em geral, foram seis casos em abril de 2020 e cinco em abril de 2019. E casos de estupro aumentaram 150%, saltando de 12 para 30 notificações. A terceira e última parte da publicação, datada do final do mês passado, aponta que casos de lesão corporal dolosa no RN passaram de 62 registros em maio de 2019 para 78 em maio de 2020. Feminicídios caíram de dois para um caso.
A assistente social com atuação em Mossoró-RN, Danielly Karol Lima Silvério, avalia a problemática da violência contra a mulher como uma prática “desrespeitosa, desumana e de um ponto radical até banalizado por parte da sociedade machista e patriarcal”. Para ela, a violência contra a mulher é um fenômeno complexo e bastante praticado. “Isso é um fato. Que atribui perspectiva de gênero, histórico, social e cultural. Entre tudo vivemos em uma cultura machista revelando posturas de banalização da violência por parte dessa cultura enraizada no país”, analisa a profissional que também é pós-graduada em Saúde Pública de Atenção à Família, atribuindo o enraizamento dessa prática no país a determinados fatores. “O pensamento e o comportamento machista que predomina nossa sociedade é o principal fator. Tendo em vista que empoderamento feminino incomoda muito essa cultura machista”, assevera a especialista, explicando que em casos de violência contra a mulher o Serviço Social atua de uma forma ativa. Ela destaca a importância de atividades e atenções prestadas às famí-
lias no leque de serviços socioassistenciais. Danielly Silvério chama a atenção para a necessidade de ações como políticas públicas em parceria com os demais órgãos do sistema de garantia de direitos. “Garantindo o atendimento imediato e necessário para a inclusão da família e seus membros em serviços socioassistenciais de forma a qualificar a intervenção e restaurar o direito da pessoa violentada”, defende ela, esclarecendo que procedimentos são realizados pelo Serviço Social, área para lidar com esse tipo de violência. “Partimos do ponto que a violência contra a mulher tornou-se um problema de saúde pública, a partir do momento em que deixou de ser vista como um fato exclusivamente policial e passou a ser considerado um problema social. Mediante tamanha proporção a atuação da Assistente Social é de suma importância no acolhimento e orientações das usuárias/vítimas, uma vez que as unidades de emergência estão se configurando como a porta de entrada”, reflete ela. A profissional também orienta como vítimas desse
Danielly Silvério defende necessidade de mais políticas públicas protetivas
tipo de violência podem agir. “Em primeiro lugar, reconhecer que está sendo vítima de uma violência doméstica. Segundo, procurar ajuda. Seja para um desconhecido, parente ou amigo. Mas, que nos permitam ajudá-las. A violência não está apenas no ‘bater”, ela pode se apresentar disfarçada de uma brincadeira sem graça, de um ‘carinho’ sem permissão, de uma crítica ‘construtiva’”, aconselha, afirmando que a vítima não deve se calar, nem se sentir culpada e que deve procurar ajuda, denunciando o caso.
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Advogada e professora diz que violência contra mulher é muito comum em conflitos familiares >> Fernanda Abreu explica que o Direito atua nesses casos com políticas preventivas, de educação e diálogo, e também repressivas punindo os praticantes do delito
U
m fenômeno múltiplo, que acontece em espaços públicos e privados com as mulheres de maneira geral, mas, que é experenciado de forma diferente por mulheres diferentes”. A declaração é da advogada e professora da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Fernanda Abreu, ao analisar a problemática da violência contra a mulher. A estudiosa também alerta que o silêncio perpetua a prática que atinge vítimas do sexo feminino. Para Fernanda Abreu, a violência contra a mulher é um problema grave e estrutural, que precisa ser prevenido e combatido pelo Poder Público e também pela sociedade civil. “Erradicar a violência contra as mulheres é um compromisso civilizatório”, defende ela, atribuindo o enraizamento dessa prática a fatores como, a sociali-
zação estereotipada a qual meninas e meninos estão expostos. “Uma socialização que dociliza e inferioriza mulheres, criando-as para atividades e posições sociais invisibilizadas, mal pagas e desvalorizadas, que limita sua liberdade de ser e de agir, mantendo-as cativas de estereótipos que prejudicam e impedem seu pleno desenvolvimento”. A doutoranda em Direito também critica a cultura do machismo imposta na sociedade. “Uma socialização que superestima e valoriza a força física e a agressividade enquanto demonstrações de masculinidade e de superioridade, criando homens legatários acríticos de uma masculinidade tóxica, violenta. Não se ensina nem se socializa para a compreensão das diferenças e para o desfazimento das desigualdades”, analisa, acrescentando que esse tipo de socia-
lização “é um desserviço que autoriza, endossa e cristaliza a violência contra as mulheres desde seu aspecto simbólico até seus elementos concretos, em casa ou na rua, em todo lugar”. Fernanda Abreu cita que em sua atuação profissional já teve que lidar com alguma situação relacionada à violência contra a mulher. “Ela é muito comum em conflitos familiares. As estatísticas estão aí para dizer que, infelizmente, a maior parte dos agressores das mulheres são familiares e conhecidos”, pontua mencionando que, o Direito atua com políticas preventivas, de educação e diálogo, tal como previsto na Lei Maria da Penha; e também de forma repressiva, punindo os praticantes da violência, tanto civilmente, para reparação de danos e composição dos conflitos possíveis, como penalmente.
Cedida
Fernanda Abreu também é Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/ Mossoró e integra Núcleo de Estudos sobre a Mulher
A advogada e professora universitária explica também que para a ocorrência desse tipo de violência, as principais possibilidades são acesso aos canais públicos de denúncia, como o serviço do 180 e o do 190 da Polícia Militar. “Também se em o acesso direto à Delegacia da Mulher, contando em vários locais agora com atendimento on-line, atendimento este também fortaleci-
do, a depender do local onde a mulher esteja, perante os Juizados ligados aos casos de violência doméstica, perante o Ministério Público e as Defensorias Públicas”, detalha, lembrando da importância de procurar ainda orientação e apoio de profissionais como advogados, que são capacitados para lidar com os aspectos de compreensão e aplicação das leis.
Fernanda Abreu também externa a preocupação com a incidência de casos de violência contra a mulher neste período de pandemia da covid-19. “Aprendemos que o período em questão é especialmente preocupante por várias razões, com destaque para: a demanda do isolamento, que expõe às mulheres a um contato mais amplo e contínuo com aquele ou aqueles que, em regra, são seus maiores algozes. Infelizmente – e isso é estatístico – em sua grande maioria os companheiros, esposos e conhecidos são os praticantes desse tipo de violência”, alerta, pontuando que em tal período, os serviços de prevenção e enfrentamento a esse tipo de violência tendem a ficar mais restritos. Diante desse quadro, a estudiosa orienta as vítimas desse tipo de violência a denunciar e buscar ajuda qualificada. “O silêncio perpetua a violência”, assevera ela, recomendando que a população continue cobrando dos órgãos públicos e dos gestores públicos, em particular, serviços de proteção às mulheres em situação de violência, a exemplo dos atendimentos on-line em delegacias; e que fomente uma cultura, uma prática de responsabilidade social em face do fenômeno da violência contra as mulheres, conscientizando-se de que é dever de todos não tolerar e denunciar tais práticas, além de oferecer apoio às mulheres vitimizadas por tais práticas.
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Brasileirão
Santos e Fla buscam vitória e regularidade na competição >> Donos da casa querem recuperação enquanto rubro-negro tenta convencer após começo decepcionante
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GettyImages
antos e Flamengo ainda lutam pela regularidade dentro do Campeonato Brasileiro e vão se enfrentar neste domingo, às 16h, no gramado da Vila Belmiro, pela sexta rodada. O Peixe vem de derrota para o Palmeiras, por 2 a 1, e com sete pontos ocupa posição intermediária. Pior situação é do Flamengo, com cinco pontos e para o lado da turma debaixo da tabela. Um início decepcionante para o supercampeão de 2019. Na última rodada, o rubro-negro empatou o clássico com o Botafogo, por 1 a 1, com um gol de pênalti marcado por Gabigol no finalzinho.
FICHA TÉCNICA Santos João Paulo, Pará, Lucas Veríssimo, Luan Pereira e Felipe Jonatan; Jobson, Carlos Sánchez e Pituca; Marinho (Lucas Braga), Kaio Jorge e Soteldo. Téc. Cuca
Flamengo Diego Alves, Matheuzinho, Rodrigo Caio, Leo Pereira e Felipe Luís; Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol. Téc. Domènec Torrent Local - Vila Belmiro Horário – 16h Juiz – Wilton Pereira Sampaio/GO
Gabigol deve enfrentar o ex-clube hoje, na Vila Belmiro
No Santos, o técnico Cuca ficou com cabeça quente nos treinos de sexta-feira. Não contou com o atacante Marinho, seu melhor jogador neste início de Brasileirão. Ele sente dores musculares e só fez exercícios de musculação na academia. Em seu lugar, Cuca escalou Lucas Braga, que será o titular caso Marinho seja vetado pelos médicos.
Outra experiência no ataque, o técnico tentou com Raniel no lugar de Kaio Jorge, ainda irregular por causa da sua inexperiência. A única mudança confirmada em relação ao clássico com o Palmeiras é à saída do volante Alison, suspenso com três cartões amarelos. Em seu lugar vai entrar Jobson, formando o tripé de marcadores ao la-
Coritiba e Sport se enfrentam com técnicos novos Coritiba e Sport se enfrentam neste domingo, 30, às 16h, no estádio Couto Pereira, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Em comum, as equipes terão um novo treinador após o início ruim da competição, ocupando a rabeira da tabela de classificação. O Coritiba terá o retorno de Jorginho ao seu banco de reservas. Será a segunda passagem do treinador, que levou o time paranaense ao acesso à Série A no ano passado. Ele vai substituir
Eduardo Barroca, demitido há dez dias, após a derrota para o Corinthians, no Itaquerão. Já o Sport terá Jair Ventura em seu comando. O ex-técnico de Botafogo, Santos e Corinthians volta a trabalhar depois de quase dois anos parado. Ele vai substituir Daniel Paulista, demitido após a derrota para o São Paulo no domingo passado (23). Com quatro derrotas seguidas na largada do Brasileiro, o Coritiba se re-
cuperou na rodada passada, ao vencer o RB Bragantino por 2 a 1 sob o comando de Mozart interinamente. Mesmo assim, ainda ocupa a lanterna do Brasileiro, com três pontos. Já o Sport estreou com vitória em casa sobre o Ceará. Depois, acumulou um empate e três derrotas. Com isso, inicia a sexta rodada na zona de rebaixamento com quatro pontos -pelos critérios de desempate está à frente apenas de Ceará e Coritiba.
do de Carlos Sanchez e Diego Pituca. MISTÉRIO BOBO NO FLAMENGO O espanhol Domènec Torrent começa a ser questionado no Flamengo por suas seguidas mudanças no time. Parece que sua ansiedade em mostrar seus conhecimentos atrapalhou um pouco o time nesta saída de Jorge Jesus.
Para o jogo na Baixada Santista, as dúvidas por lesão parece não ser preocupantes. O artilheiro Gabigol e o zagueiro Rodrigo Caio se queixaram de dores musculares e só treinaram fisicamente nos últimos dias. Mesmo assim, os dois já avisaram que querem jogar. “Estou pronto”, garantiu Gabigol nas suas redes sociais.
Em vantagem, Grêmio mira o tricampeonato O Grêmio enfrenta o Caxias neste domingo, 30, às 16h, na Arena, pela segunda partida da final do Campeonato Gaúcho. O time tricolor pode até perder por um gol de diferença para conquistar o tricampeonato. Na partida de ida, quarta-feira passada, 26, no estádio Centenário, o Grêmio venceu por 2 a 0. Por isso, conquistou uma grande vantagem para o jogo final que pode lhe dar o título estadual pela 39ª vez na história. O In-
ter é o líder entre os campeões, com 45 troféus. Para a partida, o Grêmio deve ter seu ataque principal. Pepê não teve diagnosticada nenhuma lesão muscular, mesmo que tenha sentido dores na perna e substituído no início do segundo tempo do primeiro jogo contra o Caxias. Já Diego Souza está fora de ação desde o dia 19, mas se concentrou junto com seus companheiros e tem chance de atuar. Se não jogar, Isaque será o substituto.
Atlético/MG quer 1º titulo de Sampaoli no Brasil O Atlético-MG terá apenas dois desfalques para enfrentar o Tombense, neste domingo, 30, às 16h, no Mineirão, pela partida de volta da final do Campeonato Mineiro. Nathan e Diego Tardelli permanecem no departamento médico e sem previsão para retorno aos gramados. O meio-campista se recupera de uma lesão na coxa esquerda, e o atacante, de uma cirurgia no tornozelo direito. Ambos já estariam fora de combate no duelo decisivo do Estadual. A escalação diante do Tombense confirma a aparição de um jogador de confiança de Jorge Sampaoli. Contratado a pedido do treinador, Júnior Alonso é titular desde a retomada do futebol brasileiro após a parada por causa da pandemia do novo coronavírus. Ele vai atingir 11 partidas em pouco mais de um mês. Para ser campeão, o Atlético-MG depende de um empate. Na primeira partida, realizada na quarta-feira passada, 26, também no Mineirão, o time alvinegro ganhou por 2 a 1. Keno fez o gol decisivo aos 52 minutos do segundo tempo. Já o Tombense, que fez a melhor campanha da fase de classificação, depende de uma vitória simples para ser campeão estadual pela primeira vez.
AGENDA JOGOS, HOJE SÉRIE A 11h São Paulo x Corinthians 16h Coritiba x Sport 16h Santos x Flamengo 18h Atlético/GO x Ceará SÉRIE B 19h CSA x CRB 19h Operário x Brasil/RS SÉRIE C 18h Remo x Vila Nova 20h Treze x Ferroviário
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fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
O perigo do “novo normal”
A
cabou o estadual 2020 para os pequenos. Agora, seguem apenas os grandes da capital, ABC e América, para uma sequência de confrontos decisivos. Campeonato mais previsível, impossível. O primeiro colocado, ABC, tem quase o dobro dos pontos do terceiro, Força e Luz. Sim, o leitor não está lendo errado. O Força e Luz foi o terceiro do estadual. Já o Potiguar, com dois títulos de campeão e um de vice, terminou na antepenúltima colocação. Também queria o quê, depois de conseguir a façanha de ser goleado por 5 a 1 pelo próprio Força e
Luz? O torcedor que lute. Não sei o que planejam, mas a imagem que se tem de momento, sem nenhum fato novo que oferte perspectiva de mudanças, é de um colecionador de goleadas humilhantes, como se isso, de fato, fosse normal para sua história e grandeza. Em outros tempos, essas coisas causariam inquietação dentro e fora do clube. Hoje, silêncio que ensurdece. Tenho medo que isso tenha virado, aproveitando a moda, um “novo normal” no Potiguar. Esse ano, mais uma vez, o clube flertou com o rebaixamento. Vai tentando. Um dia consegue também.
iMAGEM QUE MARCA
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Pra jogar no Corínthians, tem de ter lealdade, disposição. Essa camisa é “horrorosa” Half, quando chegou ao clube. Os torcedores rivais concordaram.
Para que servem? Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal que não fiscalizam, não cobram, não contestam, assinam embaixo. Também são responsáveis pelo que ocorre em uma instituição. Omissão e cumplicidade andam juntas.
Cedida
No alvirrubro Carivaldo, histórico colaborador do Potiguar, é declarado candidato a presidência do clube, para o lugar de Benjamim Machado. Tem procurado (e encontrado) apoio entre vários abnegados alvirrubros. Boa sorte! Ridículo Em Vitória 3x4 Ceará, pela Copa do Brasil, o presidente do clube baiano, Paulo Carneiro, invadiu o gramado para ofender o árbitro e ameaçar o meia Vinícius, do Vozão. Coronelismo puro dos anos 70.
Time do Humaitá, em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto - Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.
Manhãs de domingo
A semana na história Paulinho Criciúma completa hoje 58 anos de idade. Atualmente, comentarista esportivo, foi meia que marcou época no Botafogo, participando dos títulos de 1989 e 1990, quebrando jejum de 21 anos sem título do clube. Cedida
A partir de 2021 a F1 não será mais exibida pela Globo. A emissora não renovou contrato com a Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da categoria. Agora, os amantes da F1, como eu, devem assistir as corridas apenas em canais fechados ou plataformas de internet, pagando pelo produto.
Torcedor
Futebol Clube
Tiago
Amistoso O Potiguar definiu amistoso com o Globo para o dia 8 de setembro, às 15h30, no Nogueirão. Clube deve definir outros testes até a estreia na Série D, dia 19 ou 20, diante do Frei Paulistano, aqui em Mossoró.
Espetinho e Petiscaria
Funcionando de quarta a domingo a partir de 17 horas Rua: Rubens Pinto, 1098-Abolição 4 Fone: 2140.9359 - Zap:9 9939.3214
Divisão de acesso A FNF deve convocar em breve os clubes interessados em participar da segunda divisão. O Mossoró Esporte Clube, segundo o presidente Dehon, deve participar. O Baraúnas ainda arrumando a casa, é uma incógnita. Bate e volta Ainda sobre a segunda divisão, o Palmeira, rebaixado este ano, em tese já tem uma base montada para tentar retornar. No RN, clube rebaixado pode disputar a divisão de acesso no mesmo ano do rebaixamento.
Bairro Santo Antônio Torcedor do Flamengo
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 09 ÀS 11H
/jornaldefatorn
@defato_rn
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mulher
Candidíase
conheça as causas, sintomas e saiba como tratar >> Médico ginecologista e obstetra, Maxson
Bruno, explica o que é a candidíase e destaca que mudanças no hábito de vida das mulheres podem prevenir a infecção
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roblema que atinge de três a cada quatro mulheres pelo menos uma vez na vida, conforme apontam estudos recentes, a candidíase é tema recorrente em ambulatórios médicos. Mas, o que causa a infecção? Quais os sintomas? Como tratar? Como prevenir? O ginecologista e obstetra Maxson Bruno responde a esses questionamentos. De acordo com o especialista, praticamente todos os dias ele recebe, em seu consultório, uma paciente relatando incômodo provocado pela candidíase. “É um tema corriqueiro no ambulatório. A cândida é um fungo (Candida albicans), que pode ser encontrado tanto no organismo feminino, quanto masculino. Na mulher ele coloniza a vagina, vive na vagina, e o desequilíbrio dessa colonização, por vários motivos, gera as crises de candidíase”, comenta o médico. Segundo Maxson Bruno, como fungo, a cândida possui algumas características muito particulares: “Gosta de ambiente quente, úmido, abafado, e se a gente for pensar, o melhor lugar no corpo feminino para ela viver e se multiplicar nos seus desequilíbrios é a flora vaginal. O fungo cândida não tem cura, ele vive com a gente. Vários fatores levam ao desenvolvimento de crises, de quadros de candidíase durante toda a vida da mulher”, reforça o especialista. O médico esclarece que a candidíase não é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), mas a relação sexual pode sim desencadear uma crise da infecção. “As
mulheres comumente falam: ‘algumas vezes, após a relação, percebo que desenvolvo uma crise de candidíase’. É importante esclarecer que o intercurso sexual pode ser um momento, um gatilho para aquela vagina que estava totalmente propícia a desenvolver uma crise, com a fricção do ato sexual, a paciente pode vir a desenvolver a crise após a relação”, enfatiza. Por ser uma vaginite, a candidíase apresenta sintomas inflamatórios vaginais, como irritação vulvar, vagina avermelhada, dolorida, mais sensível. “Nas crises, é muito mais comum que aconteçam situações como fissuras vaginais. Diante da sensibilidade dessa mucosa vaginal não é incomum que aconteça, em algum momento, um sangramento durante a relação sexual. Temos ainda aquele sintoma clássico: corrimento vaginal com aspecto de leite talhado”, explica o ginecologista. E o que causa a candidíase? Alguns fatores como a vestimenta, hábitos alimentares e até mesmo questões psicológicas devem ser levados em consideração. “Começando pela vestimenta: nosso clima é super quente, então, esse clima abafado, úmido muitas vezes, associado ao uso de uma vestimenta que não colabora muito, como calcinhas de lycra, jeans, muitas vezes por necessidade do ambiente de trabalho as mulheres acabam passando o dia inteiro com roupas apertadas, acaba acarretando o surgimento das crises”, relata Maxson Bruno. O excesso de carboidrato, uma alimentação inflamatória, a partir da ingestão de
Como tratar? Segundo explica Maxson Bruno, existem várias estratégias de tratamento contra a candidíase, que variam de paciente para paciente. “É um tratamento particularizado, muitas vezes com antifúngicos orais, tópicos, e associando isso. Temos trabalhado bastante a possibilidade dos banhos de assento, do uso de alguns fitoterápicos. A gente entende que algumas ervas têm sim comprovadamente o poder de combater a cândida”, revela.
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
“Muitas vezes, a paciente cuja crise foi desencadeada pelo fator estresse e a gente não conseguiu controlar, mesmo a paciente indo ao psiquiatra, psicólogo, nesses casos, em alguns momentos, para que a gente fuja um pouco da medicação de antifúngicos orais, a gente acaba sugerindo o fitoterápico para aquelas pacientes que já são adeptas, que já gostam das ervas”, acrescenta. O médico reforça a importância dos
processados, trituradores, como mortadela, salsicha, presuntos, hambúrgueres, também influencia no desenvolvimento das crises: tudo que é muito rotineiro da alimentação do brasileiro. “Vários estudos recentes mostram que os derivados do leite também pioram as crises. As minhas pacientes sabem, eu sempre peço: evitar o leite e seus derivados de sete a 10 dias, enquanto estiver na crise”, comenta o médico, acrescentando: “Outras condições, como a própria gestação, as modificações que são esperadas do ciclo gravídico, podem desencadear ou favorecer o desequilíbrio dessa flora fúngica e causar o corrimento. Abro aqui um parêntese para também falar sobre o protetor de calcinha e absorvente: sempre tenho orientado minhas pacientes a preferir os absorventes e protetores de algodão, evitar os plásticos”. Além dos fatores já citados, outro ponto também ganha relevância entre as causas da candidíase: o estresse. “Se eu pudesse categorizar quais as pacientes que mais me procuram com crises de candidíase, são aquelas mulheres que assumem posição de chefia, líderes de trabalho, as profissionais de saúde também, as enfermeiras, técnicas, médicas, farmacêuticas, as professoras também”, pontua o especialista. E como vencer tudo isso, diante de uma pandemia, das situações do dia a dia que deixam as mulheres tão estressadas? “É,
banhos de assento. “É um momento espetacular no tratamento da cândida, não pelo banho em si, nem pelas ervas, mas pela junção das duas coisas, e por ser a hora da paciente relaxar, esquecer o mundo, colocar uma música agradável, muitas vezes é único momento da dona de casa a sós com ela mesma, é um tratamento acessório importante, mas reforço: mente sã, corpo são”, diz. Por fim, o médico enfatiza que a adoção de hábitos saudáveis contribui para a prevenção à candidíase: “Se a mulher
de fato, um desafio, mas é preciso buscar um hábito de vida saudável, uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, buscar, mesmo diante do caos, momentos de satisfação ao longo do dia, com uma caminhada, conversa, para que não fiquemos bitolados nas energias ruins, nas coisas que nos trazem estresse, ansiedade, pressão”, aponta Maxson Bruno. A prevenção à candidíase também passa por mudanças simples no cotidiano das mulheres: “A mulher em casa precisa deixar a vagina respirar. A genitália masculina é externa, mas a feminina é interna. A vagina é um órgão feminino, não é a estrutura por fora, que a gente conhece como vulva. Eu sempre falo para as pacientes: chegou em casa, está sozinha, com o parceiro, coloca um vestido, uma saia, e fica sem calcinha. É obrigação também, ao dormir, deixar a vagina um pouco mais livre”, sugere o médico. Sobre a candidíase de repetição, o especialista destaca três características mais comuns nas pacientes que relatam essa recorrência das crises: “A vestimenta, o abafamento da região da vagina; a alimentação, fator que pesa bastante, principalmente naquelas mulheres viciadas em carboidratos, doces, chocolate, biscoito, e nos alimentos que já mencionei anteriormente; as pacientes estressadas, afinal, são filhos, o trabalho, a tripla jornada que a mulher assume. Esses fatores acabam levando ao desenvolvimento da candidíase de repetição”.
deseja uma saúde genital, precisa mudar hábitos de vida, buscando atividades que tragam prazer e bem-estar. A vida é bela, a gente precisa de muito pouco para ser feliz, é preciso buscar a alegria e motivação nas pequenas coisas, nos pequenos momentos. É sempre possível encontrar um caminho para que esses hábitos de vida sejam modificados, e a mulher precisa ter um momento para ela, para relaxar, se cuidar. Eu costumo dizer que a falta de saúde psicológica e mental reflete nessa falta de saúde ginecológica”, conclui.
2 oPINIÃo
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CoNteXto
“Sintonize a frequência que você deseja e, inevitavelmente, essa é a realidade que você terá.”
Sérgio Chaves
www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
aLBeRt eINsteIN
CaMPaNHa
Último dia 21, o Partage Shopping Mossoró lançou a campanha solidária #vamosjuntos, que visa arrecadar alimentos não perecíveis, material de limpeza e higiene pessoal, além de valores através de vaquinha virtual, que serão distribuídos a instituições e projetos sociais que apoiam famílias em situação de vulnerabilidade, principalmente, nesse período de pandemia causada pelo novo coronavírus. O Rotary Clube Mossoro e o Rotaract Mossoró serão os encarregados em selecionar os projetos e instituições que irão receber as doações. Em frente ao Kalunga no Partage, fica o ponto de arrecadação. O Partage abriu a campanha doando 6 toneladas de alimentos e R$ 30 mil. Mais informações nas redes sociais do Partage Shopping Mossoró. Louvável!
dIaS mELHoRES VIRÃo... O jornalista César santos, diretor-presidente do JORNAL DE FATO, é o nosso convidado desse domingo no quadro “Dias melhores virão...”. A seguir ele nos relata sua perspectiva para o pós-pandemia. Confira!
Jornalista César Santos, diretorpresidente do Jornal de Fato.
“Era março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde – OMS comunicou ao planeta a pandemia do novo coronavírus. A palavra de ordem, como passo seguinte: quarentena. No entendimento unânime, o isolamento social reduziria a ação do vírus letal. De pronto, decidimos que 90% de nossa equipe trabalharia em home office, o que acontece até hoje. Quase todos em casa. Sede do Jornal de Fato pratica-
mente vazia. Um choque para quem, nos últimos 20 anos, construiu uma família no local de trabalho. No entanto, como tem sido a nossa caminhada até aqui, se nos jogam um limão procuramos fazer a limonada. Decidimos extrair algo que fosse positivo, capaz de manter o jornal em circulação, observando, claro, todas as dificuldades que já eram inerentes à produção do jornalismo impresso. De sorte, o nosso leitor manteve-se fiel, o anunciante também, e serviram de combustível para as nossas máquinas continuarem imprimindo o bom jornalismo. E como bom repórter, contador de história, o Jornal de Fato está registrando para toda a vida a maior
Festa Hoje é dia de festa para a querida Priscila Figueiredo Brito de Azevedo; a Secretária Municipal da Saúde, Maria da Saudade Azevedo Moreira; Jaete Carlos de Queiroz Coelho; o empresário Emmano Frota; Paulo de Paula; e Danielle Porcino. Amanhã (31) é dia de vivas para o advogado Marcos Araújo; o professor Benedito de Vasconcelos Mendes; a gente fina Delvaneide Valdes de Murilo; Patrícia Araújo; Liliane Almeida; e Daniely Marques. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
Na saLa, CoM KatHaRINa gURgeL
PetRoBRas
Essa semana, com o anúncio da Petrobras de que irá colocar à venda todos os ativos do Polo Potiguar, encerrando assim as atividades da empresa no Estado, dois deputados federais (Natália Bonavides - PT e Rafael Motta PSB) e dois senadores (Jean Paul Prates - PT e Zenaide Maia - PROS), entraram com uma ação popular na Justiça Federal, com pedido de liminar para impedir o encerramento das atividades da Petrobras no RN. Pura balela. Bem sabem eles que o desmonte da estatal no RN acontece há pelo menos 10 anos, ainda no governo Lula. É prego batido, ponta virada como diz o nosso povo. A retomada do crescimento no setor, mesmo lenta, começou com a venda dos campos maduros e pode crescer com novos investimentos e eles sabem disso. Ao invés de tentarem ludibriar o povo com gestos como esses, os nobres parlamentares poderiam correr atrás de compensações financeiras para o Estado o que aliviaria e muito os prejuízos que estão por vir.
crise sanitária dos últimos 100 anos, o que, evidentemente, auxiliará gerações futuras na pesquisa sobre o novo coronavírus, em especial na terra de Mossoró e no RN. E o que esperar do futuro? Dias melhores virão? Certamente, sairemos dessa maior do que quando entramos. Se somos capazes de enfrentar o inimigo, somos capazes de reconstruir a vida do país. Também entendemos que as pessoas não devem olhar para trás para chorar o tamanho da tragédia. Como diria William McFee, escritor inglês de histórias sobre o mar, “O mundo não está interessado nas tempestades que você encontrou. Querem saber se trouxe o navio.”
o amigo Ricardo menezes, administrador competente, com passagem em grandes empresas do RJ e mossoró, segue novo rumo em breve.
duas queridas em idade nova nessa semana. Saudade azevedo hoje (30) e Rose Cantídio na terça (01). Saúde e paz!
Haroldo duarte em vivas para a amada Patrícia, nutricionista das melhores, folhinha da quarta (02)!
assessor da presidência da Cmm, o amigo Kaio Freire comemora idade nova na segunda (31). Tim tim!
delvaní e delvaí festejam a irmã delvaneide Valdes de murilo, aniversariante da segunda (31). Felicidades!
Priscila Brito e Ciro azevedo celebram idade nova essa semana. Ela hoje (30), ele no sábado (05). Parabéns!
meus queridos marcos araújo e Carla Portela. Ele com aniversário na segunda (31). Vivas!
Naide Bessa faz festa em torno do marido, Ronaldo medeiros, folhinha da quarta (02)!
Ewans araújo e Patrícia. Ela comemorando a vida amanhã (31). Parabéns!
mariana Pinto pilota sessão parabéns para a mammy Silmar mendes, na sexta (04)! Felicidades!
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Uma das mais concorridas lives de artistas da terra durante essa pandemia, sem dúvida nenhuma, são as de Katharina Gurgel. Na Sala, é um momento intimista e gracioso onde a artista, dona de uma voz única, nos brinda com uma viagem linda pelos melhores momentos de nossa MPB, tem feito a diferença, pelo menos aqui, no País de Mossoró. A terceira edição acontece no próximo sábado (05), com início às 20h, no instagram @kathgurgel e irá nos oferecer um repertório de músicas para roer, título de um show que Katharina já fez, com sucesso e que rendeu um CD magistral, e o nosso tão aclamado brega. Agende aí!
Cantora e produtora cultural Katharina Gurgel!
SaÚdE 3
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CoNeXÃo saÚde conexaosaude.defato@outlook.com
NEY RoBSoN VIEIRa aLENCaR
método que “quebra” gordura localizada e promete reduzir medidas: funciona mesmo? A eletrolipólise é um dos métodos mais utilizados pela Fisioterapia Dermatofuncional, destinada a tratar gordura localizada. A gordura localizada corresponde ao excesso de gordura acumulada em locais específicos e é mais difícil de ser eliminada. Ela pode aparecer até em pessoas sem excesso de peso, o que explica a presença de adiposidade mesmo em mulheres aparentemente magras. Com isso, existem vários procedimentos que auxiliam a sua perda, um deles é a eletrolipólise. O que é eletrolipólise? Também chamada de eletrolipoforese, é um método que envolve a aplicação de agulhas muito finas, semelhantes àquelas utilizadas na acupuntura, que são inseridas na região onde será feita o tratamento. Elas são ligadas a uma corrente elétrica que atua diretamente na célula de gordura e dos lipídios acumulados, promovendo sua destruição e posterior eliminação.O processo não necessita de qualquer anestesia local e leva de 40 a 60 minutos. Esse procedimento realmente emagrece? Como ele promove a destruição da célula de gordura, podemos afirmar que a ela é eficaz no processo de emagrecimento. Além disso, para realmente poder sentir a diferença, é preciso manter uma alimentação equilibrada e fazer exercícios físicos para aumentar ainda mais a eficácia e garantir que, no seu caso, efetivamente a eletrolipólise emagrece. Quantas sessões devem ser feitas? O tratamento geralmente é composto de 10 sessões, mas já é possível ver uma significativa melhora antes, ainda mais se junto forem aliados outros métodos, tais como a drenagem linfática, que potencializa o resultado. Existem efeitos secundários? Um dos efeitos colaterais mais comuns do tratamento é o inchaço e a vontade de urinar frequente durante os primeiros dias após o procedimento. Também é possível ter um pouco de coceira onde são aplicados os eletrodos. Fabricantes de equipamentos e cirurgiões plásticos afirmam que o procedimento é totalmente indolor. Os pacientes relatam que a eletrolipólise é uma técnica bastante agradável e você pode relaxar e até mesmo dormir durante a aplicação. Sugestão de tabela com as informações abaixo Dra. Maria Stella Rocha CREFITO: 1/304543-F
BeNeFICIos da eLetRoLIPÓLIse – destrói a gordura localizada – Tonifica a estrutura da pele – diminui o volume do corpo – melhora os processos de circulação e eliminação de toxinas – diminui a celulite - Promove a renovação celular - melhora a circulação local - Estimula a produção de certos hormônios relacionados com a eliminação de toxinas.
NeY RoBsoN VIeIRa aLeNCaR – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / moda
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#QuarentineMood
Especial
Nutri
georgianoazevedo@gmail.com
O projeto social #QuarentineMood faz uma homenagem ao Dia dos Nutricionista (31 de agosto) com a participação de seis nutricionistas que atuam com sucesso na Terra de Santa Luzia. Todas, vão relatar um pouquinha da experiência do #IsolamentoSocial, em ralação à pandemia do COVID – 19, e também, posaram com looks que mais usam nesse período, seja em casa ou no consultório.
Solidariedade
As convidadas do #QuarentineMood de hoje colaboraram com a ajuda de várias famílias que estão passando por necessidade, através de doação de cestas básicas.
“Mãe de duas filhas, e nesse período aproveitei o lado bom da pandemia, ficando em casa com minha família. Até cheguei a testar novas receitas, que antes não tinha tempo. E também, consegui mostrar para as pessoas, através de redes sociais, que é possível se manter saudável em casa, treinando, se alimentando bem... tendo mais saúde”, Lissa Melo, nutricionista, veste Anna Store.
“Sou nutricionista funcional e nessa quarentena tive que me adaptar aos atendimentos on line, que até então nunca tinha passado por essa experiência. Foi uma forma de não deixar de acompanhar os pacientes. Foi tranquilo. Já estou atendendo presencialmente, e continuo também em atendimento on line”, Roberta Brito, nutricionista, veste Officiale.
“Antes de voltar aos atendimentos presenciais, aproveitei para estudar bastante, procurando inovações na minha área de nutrição esportiva. É importante sempre está lembrando que a pandemia não acabou, temos que nos proteger e proteger as pessoas que nos rodeiam”, Lia Moreira, nutricionista e proprietária da NutriNow Suplementos & Naturais, veste Tereza Stella.
“Tive COVID – 19 logo no início da pandemia, e graças ao meu sistema imunológico está adequado, consegui vencer o vírus sem maiores danos. É importante manter uma alimentação bem regrada com vitamina C, zinco e glutamina, pois vai ajudar bastante caso teste positivo. Trabalho como Personal Diet e posso ir até a casa do paciente para dar orientações e até ensinar receitas de comidas saudáveis”, Jarda Jacinta, nutricionista, usa look Carmen Steffens.
FICHA – TÉCNICA
Georgiano Azevedo
“Nesse período, percebi que as pessoas estão bastante ansiosas, passando mais tempo em casa, compartilhando bons momentos em família. Alguns até aprenderam a cozinhar. No meu lado pessoal, adotei um gatinho que vem me trazendo bastante alegria”, Jessyca Larissa, nutricionista.
Minha área principal de atuação é nutrição esportiva, com foco em performance, e também, nutrição renal. Acompanhei meus pacientes de maneira on line, mas já voltei com os atendimentos presenciais”, Kaline Melo, nutricionista, veste EMI.
– Fotos: Pedro Sobrinho – Direção de Moda: Georgiano Azevedo – Convidadas: Lissa Melo, Lia Moreira, Roberta Brito, Jarda Jacinta, Kaline Melo e Jessyca Larissa. Beleza: Mariana Cardoso (Studio GLAM), Adriana Dantas, Paulinho Junior Beauty, Fernando Fernandes, Airton Bittencourt
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
editorial [ índice
Protagonista de sua própria história
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e hoje em dia o diagnóstico do autismo em meninas é complicado, imagine há 20 anos. Mesmo tendo iniciado uma série de tratamentos ainda na infância, Pamella Vidal passou a vida toda sem conseguir se entender e, principalmente, sem conseguir se encaixar. Foi, então, que aos 29 anos, ao estudar sobre o autismo para ajudar a um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA), grau severo, que ela começou a identificar algumas de suas próprias características e decidiu investigar. Após algumas avaliações com diferentes profissionais, como neurologistas e psiquiatras, ela conseguiu o diagnóstico que mudou a sua vida. Com o tratamento adequado com medicamentos, acompanhamento neurológico e terapia comportamental, Pamella percebeu uma grande melhoria em sua qualidade de vida. No entanto, alguns desafios permanecem, o preconceito e a falta de conhecimento das pessoas são reais. Mesmo com todas as dificuldades que ainda tem, principalmente, em relação à convivência e socialização, ela se considera uma vencedora, ao perceber tudo o que já conquistou, mesmo antes do tratamento adequado. Formada em teatro e pedagogia, a professora desenvolve um projeto de contação de histórias e músicas, todas de sua autoria. Boa leitura, Nara Andrade.
Protagonista de sua própria história Professora, escritora e contadora de histórias, Pamella Vidal fala sobre a descoberta do autismo, aos 30 anos de idade, e como a sua qualidade de vida melhorou após diagnóstico. Página 4
Viva Mais Saúde Desenvolvido pela nutricionista Jessyca Larissa, programa tem como objetivo proporcionar aos participantes uma nova relação com seu corpo, focado na saúde física e emocional. Página 9
Colunas
José Nicodemos A Balada do Impostor
Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com
Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
A SUPERSTIÇÃO DE SEU CHICO CARPINTEIRO josé nicodemos aristida603@hotmail.com
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inguém neste mundo podia ter mais medo de morrer do que seu Chico carpinteiro. Óbvio apelido. Completara noventa anos sem nunca, em toda a sua vida, ter ido a médico. Receio de um diagnóstico com prenúncio de morte. Quem sabe. Melhor assim. Os filhos queriam levá-lo para um exame clínico geral, estava na idade. Seu Chico resistia. Não vou, não, o doutor vai inventar uma doença ruim. Eu não sinto nada, não tenho doença nenhuma. Se um dia aparecer uma doença que precise de cura com o
doutor, eu vou. E não tinha jeito de convencê-lo. Não ia a velório, mas acompanhava enterro, desde que fosse de parente ou de pessoa de suas relações de amizade, mas sempre lá atrás do cortejo, cabeça baixa. Calado. Não queria ver o caixão, sentia-se mal. Ainda menos conversa relativa ao morto, isto ou aquilo. Quando o féretro chegava à esquina que virava para o cemitério, não tinha bom, voltava, a passo largo. A visão do cemitério causava-lhe grande pavor. Só entraria ali morto, costumava dizer, acrescentando – imaginem só – que Deus me livre. E benzia-se. Ninguém falasse de morte ou de doença em sua presença – retirava-
se de imediato, quase em pânico. E era tão grande o seu medo da morte, que não queria na sua casa retrato de defunto, em vida, é claro, nem sequer dos pais. Missa de sétimo dia, fosse pela alma de quem fosse, nem pensar. Era, para ele, ver o fantasma da morte. Um dia morreu-lhe a esposa, e mesmo sendo a companheira de quase setenta anos, não foi levá-la até a sepultura: voltou da esquina que levava ao cemitério. Intrigado, alguém, da intimidade, lhe perguntou – seu Chico, por que o senhor não acompanha sua esposa a última morada? E ele, sem meias-palavras: – Meu filho, quem não é visto, não é lembrado.
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Realidade
Protagonista de sua pr贸pria hist贸ria
>> Professora, p贸s-graduanda em psicopedagogia, escritora e contadora de hist贸rias, Pamella Vidal fala sobre a descoberta do autismo aos 30 anos de idade, e como a sua qualidade de vida melhorou ao iniciar o tratamento adequado.
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Realidade
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os últimos três anos, a vida da pedagoga Pamella Vidal mudou. Mas, a mudança foi positiva, já que vem lhe proporcionando uma melhor qualidade de vida. Natural de Niterói (RJ), Pamella, que é professora do terceiro ano do Ensino Fundamental I, escritora e contadora de história, conta que tudo começou quando, aos 29 anos, ela passou a se aprofundar mais sobre a questão do autismo, para poder melhor atender um aluno com autismo severo e poder ajudálo. No entanto, à medida que foi entendendo mais sobre o assunto, ela começou identificar algumas de suas próprias características. “Eu sempre percebi que era muito diferente, nunca me encaixei em lugar nenhum, percebia que eu tinha certas dificuldades que para todas as outras pessoas da minha idade eram coisas tranquilas de se fazer. Eu me sentia só, só não sabia que isso tinha uma explicação. Eu passei a vida sendo diagnosticada com depressão, ansiedade, fobia social, coisas que eu realmente tenho, mas que são comorbidades do autismo e a gente não sabia. Quando eu fui receber um aluno autista severo, comecei a estudar, para entendê-lo melhor e conseguir ajudá-lo, e eu comecei a ver vários pontos parecidos comigo, mas até então, o autismo que se falava era o autismo severo, como era o caso dele. Isso fez com que eu levantasse muitas questões da minha personalidade e pensei que essas semelhanças poderiam me dar alguma explicação”, lembra. Pamella diz que conversou sobre o assunto com sua psicóloga, e a profissional levantou alguns pontos. “Ela me perguntou por que eu queria o diagnóstico, e eu disse que queria me entender melhor, saber o que acontece comigo. Então, ela me encaminhou para um psiquiatra, um neurologista, e fez um apanhado de características minhas, parecia até que ela Pamella Vidal foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), grau leve, aos 30 anos. já desconfiava”, explica.
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Após fazer uma série de avaliações com psiquiatra, neuropsicóloga, e com neurologista, Pamella Vidal foi diagnosticada, aos 30 anos, com Transtorno do Espectro Autista grau leve. Para ela, receber o diagnóstico foi libertador. Além de medicamentos, o tratamento inclui acompanhamento neurológico e terapia comportamental. “Foi a melhor coisa. Tudo mudou na minha vida. As pequenas coisas que viravam uma bola de neve, hoje eu consigo compreender e aprender a melhor forma de lidar com elas. Agora eu faço o tratamento correto, me entendo, não me cobro tanto, me respeito mais. Porque eu não entendia o porque das coisas, eu acreditava no que os outros falavam, que eu era preguiçosa, que era falta de vontade, e hoje eu sei que não é, e sei que existe uma limitação real”, afirma. Hoje, prestes a completar 32 anos, Pamella Vidal enfatiza que ao pensar em tudo o que conquistou ao longo de sua vida, mesmo com todas
as dificuldades, se considera uma vencedora. “Se eu tivesse o diagnóstico desde o início, tivesse tido acompanhamento e tratamento adequados, com certeza muita coisa não teria sido tão pesada para mim, e eu poderia ter sido uma criança e jovem feliz”, destaca. Diagnóstico além do rótulo Desde muito nova, com cerca de oito anos de idade, Pamella iniciou sua rotina de terapias, e buscas para entender o que a diferenciava das demais crianças. E mesmo iniciando as investigações ainda na infância, não foi tão simples encontrar o diagnóstico. Hoje em dia, sabe-se que é mais difícil diagnosticar o autismo em mulheres, principalmente se for grau 1. Pamella Vidal explica que a dificuldade de fechar um diagnóstico de autismo em meninas pode ser atribuída a pelo menos dois motivos:
Formada em teatro e pedagogia, Pamella Vidal desenvolve o Projeto Pamalê, com contação de histórias e músicas de sua autoria.
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primeiro, porque o autismo não se manifesta da mesma maneira em meninos e meninas; segundo, as meninas têm mais facilidade em copiar comportamentos. “Foi exatamente o que aconteceu comigo. Quando eu fazia as estereotipias, mais conhecidas pelos autistas como stimmings, me mandavam parar de besteira, achavam que era uma ‘mania boba’. Quando eu era muito sincera, era reprimida, pois era feio falar. Quando eu não olhava nos olhos, era orientada a sempre olhar, pois, senão, eu passaria como mentirosa. Quando eu tinha crises, era vista como mimada. Quando demonstrava rigidez de pensamento, eu era a chata. Aprendi a agir (ou tentar ao máximo) como as pessoas esperavam, como era o ‘certo’, mesmo que não fosse para mim”, relata. A pedagoga cita algumas situações normais para a maioria das pessoas, mas que podem representar um grande sacrifício para as pessoas
Realidade
diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista, e que por passar a vida toda tentando se adequar ao padrão acabou desenvolvendo outros problemas. “Aprendi a chegar em um lugar e sorrir e cumprimentar, não importa o martírio que isso representasse para mim. Como assim eu não sou capaz de ir a um simples restaurante? Não ir à formatura da prima? Que absurdo! Onde já se viu não querer ir na viagem de formatura? Eram tantos os sofrimentos, mas na minha cabeça, eu estava errada. Então, tentei a vida toda me moldar no ‘certo’. Não deu. Toda essa repressão da minha natureza desencadeou depressão e ansiedade, além de uma compulsão alimentar que eu nunca entendi”, ressalta. Pamella frisa que se hoje ainda é difícil o diagnóstico do autismo para meninas, na sua infância, cerca de 20 anos atrás, era muito mais complicado, pelo desconhecimento das pessoas acerca do tema. Para ela, os próprios profissionais ainda ignoram muito o assunto. “Todos ainda estão ligados no padrão autista mostrado na televisão. De todos os tratamentos que eu fiz, claro que nenhum ajudou muito, pois para autista o que mais ajuda é a abordagem comportamental. Cheguei a tomar remédio pra ansiedade, florais para tentar dormir, remédio para inibir o apetite, mas tudo isso vinha de uma raiz que não estava sendo tratada. Hoje, após a descoberta da minha real condição, minha qualidade de vida melhorou muito”, revela. Pamella Vidal fala sobre o fato de alguns pais ainda adotarem uma postura de negação ao receber o diagnóstico ou mesmo percebem que os filhos são diferentes, mas se negam a procurar ajuda profissional. “O diagnóstico vai muito além do rótulo. O diagnóstico é uma oportu-
Prestes a completar 32 anos, Pamella Vidal se considera uma vencedora, mas, frisa que se tivesse o diagnóstico desde o início, poderia ter sido uma criança e jovem feliz.
nidade de proporcionar uma vida melhor para seu filho. É uma oportunidade de compreendê-lo e ajudálo. É horrível crescer se achando realmente preguiçoso, incapaz... E muitos pais não aceitam o autismo; acham sofrido, e tudo o mais. Mas, não veem que um neurotípico pode trazer muito mais sofrimento. Pode
crescer e não ter uma boa conduta, pode ter problemas com drogas ou álcool. Não que todos sejam assim. Claro que não! O que quero dizer é que autismo não é sinônimo de sofrimento, assim como neurotípico não é sinônimo de felicidade ou facilidade. Todo ser humano terá suas questões boas e ruins”, diz.
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Realidade
O preconceito é uma realidade Mesmo sendo adulta, profissional formada, dona de sua vida, Pamella Vidal diz que convive com o preconceito das pessoas ao saberem que ela é autista. Muito disso se deve à falta de conhecimento a respeito dessa condição clínica. “É muito comum as pessoas assistirem a um filme ou novela sobre um tema e acreditar que realmente sabe sobre o assunto. Então, muitas pessoas, inclusive, da minha família ou conhecidos, dizem não achar que eu seja, que eu não tenho jeito de autista, que isso é desculpa, que autismo está na moda, que ‘todo mundo é um pouquinho autista’. Isso é muito cansativo. Pois, nenhum autista é igual ao outro, então, eu realmente não serei igual ao ‘primo do seu vizinho’. Quanto ao desconhecimento, as pessoas não têm culpa. O problema é quando elas querem falar sobre o que não sabem. Julgar uma realidade da qual elas não fazem parte! Por isso, tenho me movimentado muito nas redes sociais, para levar mais informações sobre o tema. Uma vez com o conhecimento,
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as pessoas só continuam ignorantes se quiserem!”, acrescenta. No entanto, Pamella diz que sua maior dificuldade, além da socialização, que foram e ainda são muitas, as maiores dificuldades vieram do desconhecimento de si mesma. Já o seu maior desafio diz respeito a convivência. “Eu tenho uma visão muito simples das coisas. Conviver com neurotípicos é um desafio, pois existe código em praticamente tudo o que é falado. Existem indiretas, mensagens subliminares. A falta de compreensão de ambas as partes atrapalha muito. É comum as outras pessoas acharem que eu ‘quis dizer’ algo; quando na verdade, eu quis dizer exatamente o que eu disse. Sem códigos nem máscaras”, pontua. Projeto Pamalê Pamella diz que sempre foi uma boa aluna, gostava de estudar e tirava boas notas. Algumas dificuldades foram surgindo, a medida que séries foram aumentando, matemática sempre esteve entre as matérias mais complicadas para ela. Já língua portuguesa, história,
e, principalmente, redação eram as disciplinas preferidas dela. “A partir do oitavo ano, ficou praticamente insustentável. Principalmente, porque nessa idade, eu tive uma mudança em minha vida que não foi nada agradável (me mudei muito e nunca consegui lidar bem com mudanças, mas essa foi a pior). Aos treze anos, cidade nova, escola nova e pessoas hostis; por mais que eu tentasse estudar, não conseguia. Tinha crises atrás de crises. Deprimida demais, autoestima destruída e pensamentos suicidas mais acentuados. A dificuldade escolar se alastrou, até nas matérias que eu mais amava como, língua portuguesa e história, tirando notas medianas. A única matéria que eu realmente continuava bem era redação”, conta. E foi justamente nesse caminho que ela conseguiu se encontrar. Formada em teatro e pedagogia, Pamella Vidal é pós-graduanda em psicopedagogia, escritora e contadora de histórias. Além de professora Ensino Fundamental I, ela desenvolve o Projeto Pamalê, com contação de histórias e músicas de sua autoria.
Bem-estar
Viva Mais Saúde >> Desenvolvido pela nutricionista Jessyca Larissa, programa tem como objetivo proporcionar aos participantes uma nova relação com seu corpo, ajudando no processo de educação alimentar e na saúde física e emocional.
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Bem-estar
U
m dos maiores desafios enfrentados por quem busca o emagrecimento é manter o peso alcançado por meio de dietas, muitas vezes bastante restritivas. Pensando nisso, a nutricionista clínica funcional Jessyca Larissa desenvolveu um programa de emagrecimento que visa proporcionar aos participantes, além da perda de peso desejada, a manutenção do estilo de vida saudável, por meio de uma mudança verdadeira. A idealizadora do programa Viva Mais Saúde, que vem sendo realizado anualmente desde 2017, explica que o objetivo principal é de proporcionar maior qualidade de vida e bem-estar aos participantes. Este ano, em virtude da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), a programação precisou ser adaptada para um formato 100% on-line. “Nos três primeiros anos, o programa tinha duração de 45 dias, e a cada fim de semana ocorriam os encontros com atividades educativas em saúde em grupos e palestras. Neste ano de 2020 devido à situação em que vivemos, moldamos o programa para o formato 100% on-line e de acesso vitalício, no qual o participante pode acessar as aulas quantas vezes quiser, por tempo indeterminado, e terá também acesso a todas as atualizações dos próximos programas. Todo o formato on-line acontece por meio de videopalestras com toda a equipe de profissionais, dispondo também de uma comunidade fechada para suporte individual e entre os participantes”, explica a idealizadora. Segundo a nutricionista, a metodologia adotada pelo Viva Mais Saúde proporciona o suporte necessário para o emagrecimento, e, mais que isso, possui ferramentas que permitem aos participantes dar continuidade a uma nova relação com a saúde e seu corpo. “Tudo por meio de ações que vão ajudar na educação alimentar e em aspectos emocionais e físicos, tudo voltado para o seu
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Jessyca Larissa, nutricionista e idealizadora do programa.
bem-estar. A metodologia conta com palestras com vários profissionais, acompanhamento nutricional individualizado e em grupo.”, comenta. De acordo com Jessyca Larissa, através do programa ajuda aos participantes a terem mais foco, mais disciplina, alcançar resultados mais rápidos e duradouros, promovendo maior satisfação em relação ao próprio corpo e mais disposição física e mental. Nas três primeiras edições o Viva Mais Saúde possuía público limitado de 45 pessoas por edição. Este ano, por ser 100% on-line, a turma não tem limite de vagas e já obteve mais de 200 inscrições até o momento.
“Qualquer pessoa que sinta necessidade de melhorar sua qualidade de vida e saúde nos aspectos: físico, alimentar e emocional. Independentemente de idade, sexo ou condição atual de saúde pode participar no Viva Mais Saúde”, explica a nutricionista. Uma tendência no segmento de nutrição, a ausência de um plano alimentar rígido, de uma dieta restritiva visando o emagrecimento, também é uma característica do Viva Mais Saúde, já que de acordo com a especialista, em seus anos de experiência na nutrição clínica, ela aprendeu que só o alimento não cura. O que cura é o autoconhecimento e equilíbrio en-
Bem-estar tre corpo e mente. “A ideia é trazer autonomia e educação nos vários aspectos da saúde. Não só alimentar, mas também emocional. Neste programa de emagrecimento, você encontra aquilo que precisa para transformar a sua vida e mandar embora tudo aquilo que te incomoda e te impede de se sentir Plena e com Saúde, como alimentação, exercícios físicos e hábitos saudáveis, por exemplo”, enfatiza. Equipe multidisciplinar Além da nutricionista, Jessyca Larissa, o Viva Mais Saúde conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de diferentes áreas, para garantir maior suporte aos participantes. A equipe é composta por educador físico, um médico, e por uma psicóloga. O professor e educador físico Danilo Araújo é responsável pelo módulo que ajuda a montar uma rotina de exercícios físicos. Já o médico Geison Freire, acupunturista e radio-oncologista, ministrará o módulo “Mindfulness e Bem-Estar”, que trata sobre crenças limitantes, o autoentendimento das emoções e como melhorar os seus relacionamentos, seja familiar, conjugal, trabalho e amigos. A psicóloga Carolina Barros irá trazer a perspectiva da saúde mental, de
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Lançado em 2017, o Viva Mais Saúde é realizado uma vez por ano.
como criar bons hábitos e saber lidar emocionalmente com todos os desafios em diversos aspectos da sua saúde, potencializando os seus resultados. A nutricionista explica que todas as informações sobre a metodologia e as inscrições para participar do programa Viva Mais Saúde, podem ser obtidas por meio do seu perfil do Instagram (@jessycalarissanutri), ou no site www.jessycalarissa.com.br. Experiência bem-sucedida Participante de uma das edições anteriores, Patrícia Xavier fez questão de falar sobre sua experiência com o Viva Mias Saúde e os efeitos positivos em seu bem-estar. O depoi-
mento está presente na página da nutricionista Jessyca Larissa, junto com relatos de outras participantes. “O programa foi um diferencial na minha vida. Nele aprendi que precisamos trabalhar todo um conjunto para obter o resultado desejado. Foi depois dele que enxerguei a real importância da prática de exercício físico, trabalhar a nossa mente através da meditação, e o mais importante que foi o processo de reeducação alimentar. Antes eu não tinha sucesso, pois sempre fazia dieta, e com a reeducação alimentar eu continuo chegando cada vez mais a minha melhor forma. Siga a risca todos os aprendizados e você também terá um resultado fantástico”, afirma Patrícia Xavier.
Em decorrência da pandemia, o programa que era marcado por encontros presenciais foi adaptado para um formato 100% on-line. DOMINGO, 30 de agosto de 2020
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Dia do Psicólogo
Terapia on-line
>> Especialista afirma que com o aumento das demandas durante a pandemia, os próprios psicólogos também precisaram se reinventar e adequar-se ao cenário de distanciamento social, por meio dos atendimentos remotos. A adequação também tem trazido benefícios no tratamento.
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Dia do Psicólogo
O
Dia do Psicólogo se comemora anualmente na última semana de agosto, no dia 27. No atual cenário vivenciado com a pandemia do novo coronavírus, a atuação desses profissionais tem se mostrado cada vez mais relevante, tendo em vista as implicações emocionais da quarentena: ocorrência da perda de familiares, queda na renda da família e demais consequências emocionais decorrentes do isolamento social. Em situações como uma pandemia, como a da Covid-19, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) constitui a possibilidade da atuação de psicólogos em emergências e desastres, contextos clínicos, de assistência social e saúde pública. Além dos atendimentos clínicos, o psicólogo tem atuado na linha de frente de treinamento dos profissionais de saúde, auxiliando na conscientização dos pacientes, promovendo no ambiente hospitalar um atendimento mais humanizado. Diante desta necessidade, em abril, foi lançado um serviço de apoio psicológico aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que estão atuando no enfrentamento ao novo coronavírus. “Em uma pandemia, a psicologia hospitalar tem um papel fundamental. Pois, ela é responsável pela mediação das relações entre pacientes
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Antes da pandemia, apenas 2% dos psicólogos no RN realizavam atendimento virtual. Até o mês de julho deste ano, esse índice saltou para 20%.
Zacarias Ramalho, professor do curso de Psicologia da Estácio Natal.
e equipe de saúde. O profissional atua também na identificação do que gera impacto à saúde mental no contexto hospitalar”, explica Zacarias Ramalho, professor do curso de Psicologia da Estácio Natal. Para toda esta atuação, o próprio psicólogo também precisou se reinventar e adequar-se ao cenário de distanciamento social, por meio dos atendimentos remotos. “Segundo o Conselho Regional de Psicologia do RN, apenas 2% dos psicólogos no estado realizavam atendimento virtualmente antes da pandemia. Até o mês de julho deste ano, esse índice saltou para 20%”, informa Ramalho. De acordo com o especialista, esta adequação do exercício profissional da Psicologia na modalidade a distância também tem trazido benefícios no tratamento. “Não há mudanças no atendimento, independente de ser on-line ou presencial, mas nos
deu um norte maior sobre o movimento do sujeito na perspectiva da sua casa. A gente consegue entender melhor algumas questões que o indivíduo traz nas suas demandas e podemos ter uma visão mais ampla sobre o paciente”, expõe. O professor Zacarias Ramalho também acredita que o trabalho remoto é uma tendência e que deve crescer em número de adeptos, tanto pela disposição dos psicólogos, como também pela necessidade apresentada pela população. O entendimento corrobora com o parecer das Nações Unidas. Conforme documento lançado pelo órgão, a pandemia de COVID-19 está destacando a necessidade de aumentar urgentemente o investimento em serviços de saúde mental, já que há um risco de um aumento maciço do número de pessoas necessitando de serviços de saúde mental nos próximos meses em todo o mundo. DOMINGO, 30 de agosto de 2020
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A Balada do Impostor
O mal nos manda recados, mas nos fingimos surdos
JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com
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mal nos ronda esgueirando-se nas brechas e nas oportunidades. Está no deslize, na ausência de vírgula, no ego mal amaciado dos que sofrem de ausência de poder. No geral, ninguém é bom ou mau a todo momento, a não ser que a maldade seja base de sua manutenção enquanto indivíduo visibilizado. Por mais antiquado que pareça, superado ou medieval, a humanidade não está imune à maldade pura dos porões da antiguidade. O mal personificado de demônio, na ascensão semântica da palavra, estende-se na moral e estabelece aspectos críticos da cultura. Como coisa do passado, o mal como componente espiritual era a base para o estabelecimento do medo e da miséria. Foi utilizado por religiões para matar mulheres, justificar a pobreza e derramar sangue. Desde sempre, a bíblia cristã explora de muitas maneiras este substantivo. O mal está presente como elemento opressor e dominador na voz dos
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homens desde o primeiro livro. Em Gênesis está dito que toda a inclinação do pensamento do homem era “sempre e somente” para o mal. Mas o mal não é algo exterior a Deus que, segundo Isaías 45:7, foi criado por ele. “Deus acima de todos”, uma conceituação compilada ao menos de dois versículos bíblicos: Êxodo 20: 3 e Mateus 22:18 e “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, João 8:23, são sofismas utilizados com a dubiedade de domínios não para constituir uma estrutura social dinâmica em favor da cooperação e compaixão. Novamente, a religião é usada para estabelecer um discurso que encobre o que há de pior no mundo: o mal moral e traumático do fracasso humano. Em Provérbios 28:5, vimos que “os homens maus não entendem o juízo” condiz com o pensamento de Plotino que via a matéria identificada como o mal a privação de toda forma de inteligibilidade. O psiquiatra polonês Andrzej M. Łobaczewski que cunhou o termo “ponerolgia” – ciência do mal adaptado a propósitos políticos – desenvolveu essa
teoria observando como os psicopatas influenciam no avanço da injustiça e sobre como abrem caminho para o poder na política. Um psicopata é, geralmente, uma pessoa sem empatia, o que lhe permite realizar atos impensados que vão da desatenção à crueldade, ao sadismo. O mal está em atos comuns, na negação da obviedade, no esquecimento das experiências aprendidas. O Brasil vivencia um período de escuridão que pode se tornar trevas caso não haja uma mobilização do pensamento democrático. O mal se manifesta pela língua dos que defendem a exceção, regimes autoritários, a punição aos diferentes, a negação da justiça social, o desmonte da educação, a meritocracia, a pureza de raças e, mais recentemente, o desprezo pelos milhares de mortos vítimas de uma doença ainda incompreensível. Aos poucos, gota a gota, o mal vai poluindo o lago e, se não nos importarmos, todos estaremos nadando na lama sem termos em que nos agarrar, porque sair do mal é sempre um desafio de morte.
adoro comer
Torta Mousse de Manga Ingredientes 1 pacote de Biscoito Maizena Vitarella Tradicional 4 colheres (sopa) de Margarina Namesa 1 lata de leite condensado 1 caixa de creme de leite 100 ml de suco de manga (rosa ou espada) 1 manga grande (rosa ou espada) 6 colheres (sopa) de açúcar
Modo de preparo - Pegue o biscoito, coloque no liquidificador e triture. Em uma tigela, misture a margarina e deixe-a homogênea. Coloque na forma redonda. Fure toda a massa com um garfo.
forno, vá preparando a cobertura.
Cobertura - Em uma panela, coloque a manga picada e adicione o açúcar, mexendo até ferver. Depois dos 15 minutos de forno, retire a torta e coloque a Prepare o recheio: cobertura por cima. Espere esfriar - Coloque no liquidificador o leite con- um pouco e coloque na geladeira densado, o creme de leite e o suco da para servir bem gelada. manga. Coloque o recheio em cima da massa. Leve ao forno por 15 minutos Tempo de preparo: 40 minutos à 180 ºC. Enquanto a torta está no Rendimento: 8 porções
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>> Bastidores
globo aposta na solar “Flor do Caribe” para manter a leveza do horário das seis durante a quarentena
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>> insisde
Com a própria casa como cenário, Luisa Arraes protagoniza um dos episódios da série “Amor e Sorte”
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moSSoRÓ (Rn), Domingo, 30 de agosto de 2020
defato com
memória
afetiva
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Reprise de “Tapas & Beijos” faz Fernanda Torres recordar os anos em que viveu a debochada Fátima pÁGina 3
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Seriais
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>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Amores solares
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s ares praianos do Rio de Janeiro e do Leblon chegam ao Viva Play em "Mulheres Apaixonadas", sucesso exibido originalmente em 2003. A novela de Manoel Carlos traz Christiane Torloni na pele de Helena, a protagonista que vive um dilema ao reencontrar um amor do passado. Além do drama familiar, a novela também explorou temas que geraram grande repercussão durante sua primeira exibição. Vera Holtz interpretou a professora Santana, que sofria de alcoolismo. Regiane Alves, com os veteranos Oswaldo Louzada e Carmem Silva, abordaram os maus tratos com idosos. Helena Ranaldi e Dan Stulbach deram vida ao casal Marcos e Raquel para abordar a temática da violência contra a mulher. Alinne Moraes e Paula Picarelli eram as jovens namoradas Clara e Rafaela, e trouxeram a homossexualidade para debate. A campanha pelo desarmamento também esteve presente na trama com a personagem de Vanessa Gerbelli sendo uma vítima de bala perdida. "Mulheres Apaixonadas" também contou com a estreia de Bruna Marquezine e Carol Castro em novelas. Bruna, com apenas oito anos, viveu Salete, filha de Fernanda e Téo. Na época, a atriz fez grande sucesso com o público, sendo elogiada principalmente nas cenas que pediam mais emoção.
Terra sem lei (Globoplay, dom, dia 30)
Novo projeto cinematográfico do diretor Estevão Ciavatta: "Amazônia Sociedade Anônima" é uma das novidades da Globoplay. Produção da Pindorama Filmes, Imazon, Canal Brasil e Coletivo Audiovisual Munduruku, o documentário - que tem como produtor associado o cineasta Walter Salles - faz um importante registro ao longo da BR 163 Cuiabá-Santarém, mostrando os índios Munduruku em sua luta para defender a terra e rios diante de máfias de grileiros de terras. "Amazônia Sociedade Anônima" surgiu após a série homônima desenvolvida pelo diretor para o programa "Fantástico", entre 2014 e 2015, que teve um dos episódios dedicado à grilagem e ao comércio ilegal de madeira. Ao longo de cinco anos, a narrativa do documentário foi se desenvolvendo à medida que os acontecimentos históricos se davam. O diretor e sua produção acompanharam ações de órgãos oficiais federais no combate ao roubo de terras públicas. Nesse período, presenciaram as duas maiores ações do IBAMA junto ao Ministério Público e a Polícia Federal para combater o roubo de terras públicas no Sudoeste do Pará: as operações Castanheira e Rios Voadores. Ignorando os limites da lei, essas organizações criminosas começaram a avançar sobre regiões de florestas intocadas, chegando cada vez mais perto das terras dos Munduruku.
No meio do nada (Starzplay, seg, dia 31)
Nas profundezas do Delta do Mississippi encontra-se um oásis de areia e brilho em um pedaço áspero da existência humana, onde a beleza pode ser difícil de encontrar. "P-Valley" é drama tipicamente sulista que conta a caleidoscópica história de um pequeno clube de
strip-tease e dos grandes personagens que passam por suas portas: os esperançosos, os perdidos, os corações partidos, os jogadores, os belos e os condenados. A "trap music" encontra a produção "noir" nesta série lírica e atmosférica que ousa perguntar o que acontece quando o povo de uma cidade pequena sonha além dos limites de Piggly Wiggly e da casa de penhores. No elenco, Brandee Evans, Nicco Annan, Shannon Thornton, Elarica Johnson, Skyler Joy, J. Alphonse Nicholson, Parker Sawyers, Harriet D. Foy, Tyler Lepley e Dan J.Johnson
Amor inventado (Amazon Prime Video, ter, dia 1)
O filme Original Amazon "Chemical Hearts", baseado no romance de sucesso de Krystal Sutherland, "Our Chemical Hearts", chega ao AmazonPrimeVideocomexclusividade.Olonga,dirigidoeescritoporRichard Tanne, conta com Lili Reinhart, Austin Abrams, Sarah Jones e Bruce Altman no elenco principal. "Chemical Hearts" conta a história de Henry Page (Austin Abrams), que acreditava que entrando no último ano do ensino médio, finalmente, conseguiria o cargo tão cobiçado por ele: o de editor do jornal da escola. Em vez disso, ele é convidado a dividir o cargo com a novata Grace Town (Lili Reinhart), uma garota misteriosa e encantadora. Com o tempo, Henry acaba se apaixonando por ela - ou pelo menos por quem ele acredita que ela é - e está determinado a ajudá-la a juntar os pedaços de sua vida, mesmo ela não gostando muito desta ajuda.
Segredos digitais (Fox Premium, qui, dia 3)
O Fox Premium apresenta "Devs", a aguardada primeira criação para a televisão de Alex Garland, cineasta reconhecido por seus trabalhos de ficção científica que, por meio de personagens profundos e grandes ideias elegantemente desenvolvidas, explora conceitos como a teoria do multiverso, a inteligência artificial, o livre arbítrio e a complexidade das ambições pessoais, questionando até onde pode chegar o ser humano quando se depara com possibilidades inimagináveis.
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>> principal Reprise de “Tapas & Beijos” faz Fernanda Torres recordar os anos em que viveu a debochada Fátima
Memória afetiva de Copacabana, no primeiro capítulo. Eu olhei para a Andrea e comecei a rir, dizendo que a gente parecia a Beth Carvalho e a Clara Nunes. Me lembro ainda do primeiro tapa que eu dei no Vlad, que não estava escrito. Ele dizia uma gracinha e eu mandei o tapa, que acabou virando uma marca do casal. E eu e a Andréa no ônibus, que era um inferno de gravar, mas que rendia muito em cena. Tantas coisas!
N
a carreira de uma atriz, há personagens que ficam marcados ao longo de anos. Avessa às novelas desde que protagonizou o remake de “Selva de Pedra”, em 1986, na Globo, Fernanda Torres acabou pautando sua carreira na tevê nas séries. Mesmo antes do formato se tornar tão frequente no Brasil. De todas, a mais longa da qual fez parte foi “Tapas & Beijos”, que protagonizou ao lado de Andréa Beltrão, entre 2011 e 2015. E que, desde o último dia 4, vem sendo reprisada pela Globo no segundo horário da linha de shows das noites de terçafeira, após “Cine Holliúdy”. “No dia a dia da loja, elas vivem o sonho do casamento no altar, do vestido de noiva, mas a realidade delas é o oposto disso tudo. É um programa romântico realista, uma comédia trágica do cotidiano”, analisa Fernanda Torres. Na história, Fátima e Sueli, papéis de Fernanda e Andrea, são duas funcionárias de uma loja de vestidos de noiva. Ambas são mulheres independentes, mas se deparam com as mais tumultuadas e divertidas situações envolvendo suas vidas amorosas. Quando a história começa, Fátima mantém um relacionamento com Armane, papel de Vladimir Brichta, que até seria um bom partido, não fosse por um detalhe: é casado com outra mulher. “Adorava as situações que ela criava para acabar com a mulher do Armane, a sina do relacionamento dela com ele. Os dois não tinham jeito, eram fadados um ao outro”, recorda a atriz.
P – Como você recebeu a notícia da reprise de “Tapas & Beijos” na Globo? R – Gostei muito de saber desse retorno da série. “Tapas & Beijos” é um fenômeno interessante, porque era vista por pessoas de diferentes idades e classes sociais. As crianças gostavam das agruras da Sueli e da Fátima, havia uma mistura de comédia e romance nas tramas. Muitas senhoras vinham me falar do quanto gostavam, elas adoravam as roupas, aquele uniforme rosinha. E muitas mulheres se identificavam com as duas, que pegavam ônibus, eram independentes, trabalhadoras, corriam atrás, enquanto tentavam se realizar amorosamente. P – Foi uma parceria longa com a Andrea Beltrão... R – A Andrea virou uma irmã. Nos tornamos parceiras de um jeito muito profundo. É difícil atravessar cinco anos de convivência sem se desentender, conseguindo perceber o limite do outro, respeitar a parceria. Tínhamos uma harmonia muito grande. Depois de tanto tempo juntas, viramos parentes e nos sentimos assim até hoje. P – Quais lembranças você guarda dessa época?
R – Guardo a lembrança dos amigos, do elenco extraordinário da série. Nos transformamos em uma família. A Andréa virou uma irmã, o Vlad (Vladimir Brichta), o Fábio (Assunção), o Otávio (Müller), a Fernandinha (Fernanda de Freitas), o queridíssimo Flávio (Migliaccio), Érico Brás, Daniel Boaventura, o extraordinário Kiko Mascarenhas e a Malu Rodrigues... Passávamos mais tempos juntos do que com a família, porque filmávamos de março a novembro. Cinco anos juntos, sem brigas, em uma harmonia muito grande. Viramos parentes. Até hoje, somos parentes. P – Durante esses cinco anos, muitos momentos devem ter sido marcantes para você. Quais estão mais na sua memória? R – Foram tantos momentos divertidos... O episódio do estouro do bueiro, com o Kiko Mascarenhas lá dentro e aquele cenário incrível. Muita gente vinha me perguntar onde era aquele quarteirão de Copacabana da cidade cenográfica, como se fosse real. E havia também a figuração, que conviveu com a gente ao longo daqueles cinco anos. Lembro de nós duas vestidas de noiva na Praia
P – Como você enxerga a Fátima? R – A Fátima é a Suzanita, da “Mafalda”. Um personagem maravilhoso, desesperado, amiga, mas também egoísta e autocentrada. A Fátima é tragicômica. A mãe dela era um horror, interpretada pela maravilhosa Yoná Magalhães. A Fátima só tinha a Sueli, porque até o Armane era casado com outra, ela era a amada amante. Eu adorava o lado egocêntrico da Fátima: “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Adorava as situações que ela criava para acabar com a mulher do Armane, a sina do relacionamento dela com ele. P – Uma das características de “Tapas & Beijos” foi a identificação popular com as personagens principais. A que você atribui isso? R – “Tapas & Beijos” foi criada no período de ascensão da classe C, quando o Brasil estava na capa da “The Economist”. Era um programa que falava de gente que trabalha. Tinha “A Grande Família” e veio os sem família, que era o “Tapas”. Todas as relações do programa se davam na rua: as confissões, os amores, as traições, as juras, tudo ocorria no ônibus, a caminho do serviço, na loja do vizinho, no almoço do restaurante da esquina.
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Quase uma premonição >> close Ao perceber que gravações poderiam ser suspensas na globo, Daphne Bozaski imaginou reprise de “malhação: Viva a Diferença”
A
ssim que percebeu como o mundo estava mudando em função do combate ao novo coronavírus, Daphne Bozaski, a Benê de “Malhação: Viva a Diferença”, imaginou que as gravações de novelas pudessem ser interrompidas no Brasil. E logo pensou: “Bem que poderiam reprisar a ‘Malhação: Viva a Diferença’”. Bastaram alguns dias para que seu desejo se tornasse real, ainda que por um motivo triste. “Depois, saíram notas na internet, mas eu duvidei. Até que soubemos que era verdade, que iríamos voltar ao ar”, recorda a paulistana, que completou 28 anos no último dia 14. Exibida entre maio de 2017 e março de 2018, “Malhação: Viva a Diferença” foi a primeira experiência de Daphne com as novelas. E ela não tem dúvida: foi algo que mudou sua vida para sempre. “‘Malhação’ tem, em média, um ano de duração. Fazer por todo esse tempo a mesma personagem, com um grande volume de diárias e textos, foi um aprendizado sem igual”, revela ela, que ainda completa: “Sem falar na possibilidade de mostrar meu trabalho para milhares de pessoas, devido ao
grande alcance que tem a televisão aberta”. A repercussão foi imensa. E rendeu o Prêmio Emmy Kids Internacional 2018 para a produção, na categoria “Melhor
Série”. “Isso mostra ainda mais a importância que esse trabalho representa. Demos tudo de nós durante o tempo que gravamos a temporada”, valoriza. Para Daphne, foi a união de
todos os envolvidos o principal trunfo para que o projeto alcançasse tanto sucesso. “A gente trabalhava muito em conjunto e isso fez a diferença”, atesta. O resultado não rendeu frutos apenas no exterior. Por aqui, a Globo decidiu investir em um spin-off de “Malhação: Viva a Diferença”, focado nas cinco protagonistas da trama. A ideia é mostrar como elas estão, mas na faixa dos 25 anos. “Conseguimos uma série sobre as protagonistas em função do sucesso e do reconhecimento”, defende Daphne. A estreia acontecerá no Globoplay, no dia 12 de novembro. Além dos episódios semanais inéditos na plataforma de streaming, sempre às quintas-feiras, as atrizes estarão nas segundas-feiras seguintes em um talk show, no próprio Globoplay, para comentar a série. E uma nova temporada já está confirmada para 2021. De todas as protagonistas de “Malhação: Viva a Diferença”, Daphne provavelmente foi a que precisou de mais cuidado em sua construção de personagem. É que Benê é uma adolescente diagnosticada dentro do espectro autista. “Eu não tinha contato com ninguém com espectro autista. A partir dela, reparei que diversas pessoas ao meu redor poderiam ter esse espectro. Eu tinha uma visão muito limitada do assunto”, revela. E garante que essa experiência mexeu muito com sua forma de lidar com alguns aspectos da vida. “Acho que quebrei um preconceito que eu tinha e aprendi a me relacionar melhor com as pessoas. Consegui ter um olhar menos julgador e mais aberto”, confessa.
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>> ponto de vista
Solidão
noturna O
“Altas Horas” sempre foi um espaço de grandes encontros. Hábil em promover a união de figuras semelhantes e, especialmente, entre seres de diferentes frequências, Serginho Groisman demorou a embarcar no esquema remoto que vem se intensificando na linha de shows da Globo. Por muitos meses, edições especiais foram reprisadas com sucesso. Nos bastidores, entretanto, a produção já articulava uma edição remota que mantivesse o espírito livre e despretensioso do programa. Na grade de programação da Globo desde 2000, o público é parte importante da interação entre Serginho e o telespectador e, por motivos óbvios, acabou ficando de fora da temporada online
que acaba de estrear nas noites de sábado. Para compensar essa “falta”, o “Altas Horas” ficou ainda mais criterioso e afetivo em seu modo “online”, exibindo seu usual prestígio em trocar ideias com as principais estrelas da emissora e do universo musical. Realizada com restrições, a principal complicação da gravação remota é deixar todos os programas com um formato parecido. Afinal, a entrevista vira protagonista da cena, o que acaba tirando o “Altas Horas” da arena e o moldando a um “talk-show” do tipo “Conversa com Bial”, que estreou sua atual temporada já focado em bate-papos à distância. Com apenas uma edição semanal e muito mais tempo para pensar em erros e acertos téc-
mesmo bem produzida, versão remota deixa claro que o “Altas Horas” é refém de uma boa aglomeração nicos, é visível o cuidado da equipe de Serginho com a unidade estética entre a imagem captada do apresentador e de seus entrevistados. O problema é que, ao contrário de um programa de entrevista tradicional, o “Altas Horas” perde muito do seu vigor com a imagem dividida entre os convidados. Momentos que poderiam ser grandes e divertidos no palco original acabam não rendendo tanta repercussão com todos os envolvidos sendo captados apenas no plano americano de câmeras menores ou geradas a partir de aparelhos celulares. A criação de novos quadros, entretanto, garante um certo ar de novidade. Em especial, o “Nunca Te Vi Sempre Te Amei”, que mesmo piegas,
emociona e diverte ao promover o encontro de famosos que se admiram de longe, como Tirulipa e Eduardo Sterblitch, Zeca Pagodinho e Fábio Porchat ou Renato Sorriso e Mateus Solano. Ponto mais forte do “Altas Horas”, os números musicais também tiveram de passar por uma adaptação drástica. Agora concentrado mais na parte final da exibição, os encontros inusitados continuam sendo o ponto de partida, como o que reuniu Andreas Kisser, do Sepultura, e Kiko Zambianchi e sua banda, em um trabalho de edição de som e áudio digno de nota. Mesmo bem idealizado e produzido de forma remota, o “Altas Horas” confirma que precisa de um ambiente de aglomeração para ter real razão de existir.
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>>Flor do >>MalHaÇão cariBe globo – 18h15 globo – 17h35
Terça – malu manipula Edgar, que confronta Bóris sobre seu suposto envolvimento com Lica. Tina e Anderson reatam o namoro. Ellen anuncia aos amigos que ganhou a bolsa de estudos. Dóris afirma a Tato que irá ajudá-lo a se reconciliar com Aldo. nena e Das Dores fazem uma surpresa em homenagem a Ellen. mB se surpreende com a reaproximação de Lica e Clara. Janete alerta Aldo sobre a presença de Dóris e Tato.
Quarta – Lica afirma que malu quer prejudic la e nega seu envolvimento com Bóris. Aldo g rante a Dóris que deseja se tratar para ficar co Tato. Dóris convence Tato a dar uma nova cha ce a seu pai. Lica confronta Clara. Deco avisa Keyla que está voltando para o Brasil. malu i vestiga a troca de mensagens entre Lica e Bó nas redes sociais. Samantha agradece a aju de Juca, e Jota se surpreende.
Segunda – Lindaura ajuda Samuel, que se sente mal ao ouvir o ruído do avião de caça, pilotado por Cassiano, Ciro, Rodrigo e Amadeu. Cassiano, Ester e Alberto se encontram e relembram o tempo em que eram crianças. Alberto aceita o convite de olívia para almoçar. Cassiano diz a Alberto que Ester é a mulher de sua vida. Chico não gosta da presença de Alberto em sua casa. Alberto diz a Dionísio que aceita ser presidente do grupo Albuquerque.
Terça – Dionísio não gosta de saber que Alberto deu o anel da avó para Ester. Alberto é surpreendido com a greve dos salineiros. Ester esconde de Samuel o anel dado por Alberto. Ester conta a Lindaura que ficou noiva de Cassiano. Lindaura estranha o fato de Alberto ter dado o anel para Ester. Dom Rafael exige que Alberto entregue os diamantes que ele encomendou com Dionísio. Alberto pede a Cassiano que leve os diamantes para o Caribe, dizendo que é em prol dos salineiros.
Quarta – Alberto disfarça os cristais de di mante entre os de sal. Dionísio diz que o saco diamantes deve ser colocado numa pasta, prot gida por um código numérico, a ser revelado s mente para Dom Rafael. Veridiana conta aos net que pediu ajuda para descobrir o paradeiro de m ria Adília. Lindaura mostra a Samuel o anel q Alberto deu para Ester. Candinho e Dadá lamenta a ausência da mãe. Alberto chama Ester para v sitar a velha mina do grupo Albuquerque.
>>totalMente deMais 19h15
Segunda – o sonífero colocado por Sofia na comida da família faz efeito e todos adormecem. Sofia envia a Rafael uma foto de germano e Lili juntos. Hugo e as filhas chegam à casa de germano, surpreendendo Sofia. Cassandra pega uma amostra da comida feita por Sofia e pede à Débora que analise. Rafael insinua a Jonatas que Sofia pode estar aliada a Jacaré. Fabinho termina seu relacionamento com Cassandra. Sofia e os pais visitam Eliza no Flor do Lácio.
Terça – Lu e max contêm Rafael, que se irrita ao ver germano beijando Lili. Débora avisa a Cassandra que o resultado da análise da comida feita por Sofia sairá em alguns dias. natasha avisa a Arthur que Jojô fugiu de casa e rastreia o celular da menina. Jonatas encontra Jojô e a leva até Cida. Arthur afirma que Jojô ficará no Brasil. Já no Uruguai, Carolina incentiva Rafael a tirar fotos com Eliza, insinuando um clima amoroso entre os dois, para deixar Arthur e germano com ciúmes.
Quarta – Arthur segue o conselho de Jojô liga para Eliza. Sofia aproveita o aniversário casamento de germano e Lili para colocar s plano de roubo em ação. natasha permite q Jojô continue morando com Arthur. Carolina av sa a Eliza que ela terá que participar do jant oferecido pelo governo uruguaio. Lorena regist Lili e germano no restaurante e divulga a foto casal em seu site, deixando Rafael furioso. Jo incentiva Arthur a ir para o Uruguai.
>>Fina estaMpa
Segunda – Ferdinand revela para Tereza Cristina que gravou as conversas que os dois tiveram na sauna. Pedro Jorge se revolta contra Celina. Wallace e Dagmar são fotografados por uma coluna social no Brasileiríssimo. Ferdinand recebe dinheiro de Tereza Cristina para fugir. Teodora diz a Quinzé que o bebê que ela espera não é dele. Paulo surpreende os repórteres ao dizer que ele e Esther continuam juntos. Chiara decide se operar por causa de Fábio. Wallace beija Dagmar.
Terça – Pereirinha acorda seus serviços com Tereza Cristina. griselda surpreende Antenor e Patrícia na cozinha. Alice descobre a senha do cofre de Tereza Cristina. Quinzé conta para griselda que Ferdinand está foragido e que Tereza Cristina é suspeita de ser a assassina de marcela. Wallace pede para Clint convocar a imprensa para uma coletiva. Enzo não gosta quando Danielle o dispensa por causa de Pedro Jorge. guaracy flagra Jackelaine e Alberto se beijando na cozinha.
Quarta – griselda conta para o delegado P redes tudo o que Ferdinand fez contra sua fam lia a mando de Tereza Cristina. Álvaro anunc um concurso do quiosque, e Alberto ameaça te minar com Jackelaine se ela participar. Tere Cristina chantageia Ferdinand para que ele tire vida de griselda. Esther impede Pedro Jorge se aproximar de Vitória. Solange fica radiante ser fotografada pelo jornal Diário de notícia Baltazar reclama do desprezo de Crô.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.
globo. – 21h
Segunda – Anderson afirma a Tina que gosta dela de verdade. guto agradece Benê pela parceria na apresentação. Benê se aproxima de Juca. As meninas comemoram o sucesso da Balada Cultural. Lica envia uma mensagem para Clara sobre Bóris, e malu descobre. nena descobre que Anderson e Tina continuam separados. Dóris avisa a Tato que irá com ele falar com seu pai.
>>as aventUras de poliana SBT - 21h
resumo das Novelas
ACESSE
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Domingo, 30 de agosto de 2020
cágaom anaa inóris uda
Quinta – iolanda, assistente social indicada por Dóris, se apresenta a Aldo e Tato. Clara ouve malu dizer a Edgar que Bóris assediou Lica. Fio, Benê e Keyla organizam a festa de despedida de Ellen do Cora Coralina. Edgar avança contra Bóris, que exige seus direitos de defesa. Tina e Felipe se preocupam com o estado de Lica. Tato cozinha para Aldo. guto alerta Tina e Felipe sobre a armação de malu contra Lica e Bóris.
Sexta – Lica se revolta com os boatos contra Bóris. mitsuko cobra explicações de Edgar. K2 visita Tato. Começa a reunião de Bóris e Ana maria com Edgar e marta. marta se incomoda ao descobrir que Bóris e Lica trocaram mensagens em redes sociais, e Edgar pressiona o orientador. Tato desconfia da demora de Aldo em voltar para casa. Ana maria confirma com Lica as informações passadas por Bóris.
iade tesotos maque am vi-
Quinta – Cassiano parte para a propriedade de Dom Rafael. Juliano avisa a Quirino que Doralice está interessada nele. Zuleika incentiva Doralice a se declarar para Quirino. Alberto presenteia Ester com duas passagens aéreas para a lua de mel dela e de Cassiano no Caribe. Ester pede a Samuel que faça o anel de noivado dela e de Cassiano. Dom Rafael descobre que os diamantes foram misturados a cristais de sal e resolve manter Cassiano refém. Cassiano é preso.
Sexta – Cassiano se desespera quando Duque lhe diz que está em um presídio de segurança máxima. Ester tenta falar com Cassiano, mas não consegue. Alberto finge para Dom Rafael que está surpreso com a presença de cristais de sal no saco dos diamantes. Ester mente para olívia, diz que Cassiano ligou e está bem. Cristal demonstra interesse por Cassiano. Dom Rafael mente para Cristal, dizendo que Cassiano é um marginal e está preso na delegacia.
Sábado – Dom Rafael orienta Duque. Alberto engana Dionísio e diz ao avô que os diamantes foram entregues a Dom Rafael. Cassiano tenta fugir, mas é pego pelos capangas de Dom Rafael. Lino pede a Veridiana sigilo sobre sua costura. Dionísio expulsa Candinho de sua casa. Hélio e Donato discutem. Chico confronta Alberto e afirma que não acredita nele. Donato descobre que Hélio saiu de carro sem sua permissão e vai atrás do filho. Donato humilha Hélio.
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Quinta – Sofia avisa a Jacaré que não irá embora antes de se livrar de Eliza. Ela pede ao namorado que venda as joias roubadas do cofre e providencie seus passaportes falsos. Carolina incentiva Rafael a adulterar a bebida de Eliza. Carolina tira fotos de Rafael e Eliza, insinuando que os dois estão juntos. Arthur se revolta ao entrar no quarto de hotel de Eliza e vê-la dormindo ao lado de Rafael.
Sexta – Leila decide não publicar as fotos de Eliza e Rafael enviadas por Carolina. Arthur não acredita em Eliza quando a namorada lhe garante que não aconteceu nada entre ela e Rafael. Carolina envia as fotos de Eliza e Rafael para Lorena. Wesley confessa a Janaína que está interessado nela. Zé Pedro mostra a germano as fotos de Eliza, publicadas no site de Lorena, e provoca a ira do empresário contra Rafael. germano manda Zé Pedro contatar Lorena.
Sábado – germano acusa Carolina de ter enviado as fotos para Lorena e a jornalista se defende, culpando Leila. Leila desconfia quando Carolina a demite e a indica para outra revista. Jonatas apoia Leila. Lili ofende Rafael e afirma que não quer mais vê-lo. Rafael garante a Leila e Jonatas que não aconteceu nada entre ele e Eliza, mas não revela que foi Carolina quem divulgou as fotos. Jojô culpa Eliza pelo sofrimento de Arthur. Eliza aceita o convite de Sofia para jantar.
Pamícia ereza ea de ao as.
Quinta – Henrique avisa a Danielle que Celina levou Pedro Jorge até a Fio Carioca. Paulo tenta convencer Esther a deixar Pedro Jorge conhecer Vitória. Enzo é chamado para fazer uma campanha como modelo. Quinzé reconhece a mulher que o dopou. Wallace chama Dagmar para fotografar com ele. Alberto explica a guaracy por que implica com a cozinheira do Tupinambar. Pereirinha revela que a única mulher de quem gostou foi griselda.
Sexta – A mulher confessa que foi Ferdinand quem a mandou seduzir Quinzé. Crô vê a ligação de Ferdinand no celular de Tereza Cristina. Tereza Cristina recebe uma alta quantia em dinheiro, que guarda em seu cofre. Juan guilherme pede para Chiara contar a verdade sobre sua doença para Fábio. Vanessa aconselha Renê a se mudar da casa de Tereza Cristina com seus filhos. Paulo sente ciúmes de guaracy e confessa a Esther que ainda a ama.
Sábado – Renê luta com Tereza Cristina e acaba se ferindo. griselda socorre Renê. Crô dispensa o convite de Celeste para jantar, e Baltazar o critica. Danielle não aceita que Enzo lhe dê dinheiro. Esther pensa em Paulo. Tereza Cristina tenta explicar para Álvaro como baleou Renê. Íris e Alice se escondem no quarto de Patrícia. Álvaro orienta Tereza Cristina a se afastar de sua casa por uns tempos. Fábio fica arrasado ao saber da doença de sua mãe.
não
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
ACESSE
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>> CINCO
PERGUNTAS: Em “Totalmente Demais”, Hélio de La Peña valoriza outras formas de fazer comédia na tevê
Domingo, 30 de agosto de 2020
Riso comedido R - As minhas lembranças são do alto astral nos bastidores e nas gravações. A gente tinha um ambiente ao mesmo tempo sério e divertido, formamos uma grande família, elenco, direção, produção. Destaco a parceria com a Samantha Schmütz, sempre divertida, e com o Humberto Martins, com quem contracenei muito. Minha família fazia a maior zona na casa da Carol (Juliana Paes).
H
élio de La Peña já tinha uma extensa carreira na tevê quando surgiu a oportunidade para “Totalmente Demais”. O ator, que ficou conhecido por integrar o elenco da trupe do “Casseta & Planeta”, estreou nas novelas na trama de Rosane Svartman e Paulo Halm. Apesar de veterano no vídeo e conhecer bem os meandros da comédia, Hélio precisou encontrar uma nova forma de fazer humor dentro da dramaturgia naturalista dos folhetins. “O comando do diretor era para que eu fizesse uma graça menor do que aquela que eu estava acostumado (risos). Eu vivia um advogado mais educado e contido. Foi muito legal experimentar um humor mais realista”, relembra o ator, que voltou ao ar como o focado Zé Pedro na edição especial de “Totalmente Demais”. A novela voltou ao ar em decorrência da paralisação dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, por conta do avanço da pandemia de Covid-19. Hélio, inclusive, entrou para as estatísticas e faz parte dos mais de 3 milhões de brasileiros que foram infectados pelo novo coronavírus. O ator sentiu os primeiros sintomas da doença no final de abril. “Fiquei cansado e com muita febre. Mas, quando fiz o exame para confirmar, os sintomas já estavam melhorando. Foi bem leve. Desconfio que peguei em alguma ida ao supermercado. Eu era o responsável pelas compras aqui em casa. Só saía para fazer mercado e dar foto para um papara-
zzo que eu alimento aqui perto (risos)”, brinca. P – A trama de “Totalmente Demais” foi sua estreia no universo dos folhetins. Qual foi a importância dessa experiência na sua trajetória? R - Foi a minha primeira e única novela até hoje, com um elenco de primeira e o desafio de apresentar um outro tom de humor me levaram a aceitar o convite. Foi muito legal experimentar um humor mais realista. O “Casseta & Planeta, Urgente!” tinha um tom mais exagerado, sobretudo nos personagens. Na novela, tive de baixar a bola, trabalhar numa frequência mais sutil. Foi muito legal a experiência. O comando do diretor era sempre fazer menor. Não era o tipo de comédia que eu estava acostumado a fazer. Tinha uma estética mais naturalista. Não precisava ser caricato. Na verdade, a grande comicidade do núcleo estava com a Samantha (Schmütz).
P – Em que sentido? R – O Zé Pedro faz contraponto à sua mulher, Dorinha (Samantha), é um advogado sério, mas o público esperava por um momento em que ele se revelaria um picareta, o que não aconteceu. Me diverti com a expectativa dos fãs, causada pela imagem criada pelo “Casseta & Planeta”. Ali, ao contrário do que se costuma ver, um negro pode ser o advogado de uma grande empresa, caso do meu Zé Pedro. Além disso, era um advogado negro que tinha família, tinha um núcleo. Quando tem um médico negro na novela, por exemplo, a gente só vê no consultório. O Zé Pedro tinha um núcleo. A melhor forma de combater o racismo estrutural é mostrando que é possível escalar negros para outros papéis, além dos clássicos bandido-traficante-policial. P – Quais são as principais recordações que você carrega desse trabalho?
P – Você tem conseguido se manter ativo artisticamente durante essa quarentena? R – Estamos descobrindo novas formas de trabalhar. Gravei uma insta série e, aos sábados, faço a minha live nas redes sociais. Fui inventando formas de trabalhar. Consegui escrever alguns projetos também. O bom de você ficar isolado e não encontrar outras pessoas é que consegue dar uma concentrada no que tem de fazer. Mas o melhor de tudo, claro, foi a convivência familiar ter se intensificado. P – Como assim? R - Não tenho do que reclamar. Tenho o privilégio de morar numa casa ampla e confortável. Minha família está toda bem instalada. Estou achando o máximo essa convivência intensa. Mas não sei se meus filhos adolescentes pensam igual (risos). Agora a gente almoça e janta junto. Estamos malhando todos juntos. Temos quase uma academia aqui em casa. Porém, somos uma exceção dentro do Brasil. Estou preocupado com as mães das favelas, que sabem da importância do confinamento, enquanto não sabem como vai ser o dia de amanhã.
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Domingo, 30 de agosto de 2020
Crescimento gradual >> raio x
Fernando Rubro celebra papel de destaque na produção da Netflix
A
série “3%”, primeiro original brasileiro da Netflix, já fazia parte do dia a dia de Fernando Rubro. Mesmo antes de integrar o elenco da produção, o ator acompanhava a série como espectador. A partir da terceira temporada, ele teve a chance de integrar o elenco da produção que era fã. Agora, na recémestreada quarta leva de episódios, Fernando não só seguiu no “casting” como também assumiu o posto de protagonista desta que será a última temporada. “Eu sabia que era possível ir para temporada final, mas quando soube que meu personagem se tornou um dos protagonistas, foi uma sensação de trabalho bem feito, sabe? Fiquei feliz demais por esse reconhecimento e pela minha vontade de querer fazer”, vibra o ator, que interpreta Xavier Toledo. “Nessa temporada, vamos descobrir um pouco mais da história do Xavier, sua relação com a família e vê-lo enfrentar seus medos de perto. Ele acaba indo para o processo 108, como infiltrado da concha”, completa. Em posição de destaque na produção do serviço de streaming, Fernando ressalta o crescimento de artistas negros nas mais diversas produções do audiovisual. Para o ator, tudo é um resultado de uma intensa luta por espaço e visibilidade. “O audiovisual, de modo geral, tem mudado. Hoje, vemos mais
artistas negros em papéis de destaque, e isso é um reflexo de toda uma luta por visibilidade que ainda não terminou, e talvez não termine, mas já temos um grande avanço. A própria Netflix busca por essa visibilidade em suas produções, como é o caso de ‘3%’, ‘Sangue e Água’, e ‘Cara Gente Branca’”, defende. Nos últimos meses, Fernando desacelerou sua agenda profissional. Em virtude da pandemia, o ator adiou a
estreia de um musical e a produção de um curta. “Tive dias produtivos no isolamento, mas outros nem tanto. Acho importante respeitarmos nossos momentos. Eu relembrei que amo paisagens em preto e branco, fiz alguns e em breve vou enquadrá-los”, revela. Nome: Luís Fernando Dos Santos. Nascimento: Em 25 de agosto de 1995, em Piracicaba, São Paulo.
Atuação inesquecível: “O segundo episódio da quarta temporada de ‘3%’”. Interpretação memorável: Viola Davis no filme “Um Limite Entre Nós”, de Denzel Washington. Um momento marcante na carreira: “Entrar para o elenco de ‘3%’”. O que falta na televisão: “Diversidade”. O que sobra na televisão: “Realities shows”. Com quem gostaria de contracenar: Matheus Nachtergaele. Se não fosse ator, o que seria: Sommelier. Ator preferido: Lázaro Ramos. Atriz preferida: Adriana Esteves. Novela preferida: “Verdades Secretas”, da Globo, de 2015. Vilão marcante: Carminha, interpretada por Adriana Esteves em “Avenida Brasil”, da Globo, de 2012. Personagem mais difícil de compor: Xavier da quarta temporada de “3%”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “O Beijo do Vampiro”, da Globo, de 2002. Que papel gostaria de representar: “Um vilão”. Filme: “Corra”, de Jordan Peele. Autor predileto: Sidney Sheldon. Diretor favorito: Jordan Peele. Vexame: “Tomar uma bolada na cara, no meio de uma peça, na qual eu mesmo chutei a bola”. Uma mania: “Erguer a sobrancelha toda hora”. Um medo: “Ficar sozinho em lugares muito grandes”. Projeto: “Castelo Rá-TimBum - O Musical”.
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>> inside Com a própria casa como cenário, Luisa Arraes protagoniza um dos episódios da série “Amor e Sorte”
Domingo, 30 de agosto de 2020
Público e privado
A
televisão é um meio de exposição bastante intenso. Luisa Arraes, no entanto, sempre buscou ir na contramão dessa tendência. Reservada e avessa aos “status” da fama, a atriz de 27 anos precisou repensar sua relação com a privacidade ao aceitar protagonizar o episódio “A Beleza Salvará o Mundo”, da série “Amor e Sorte”, que tem estreia marcada para o dia 8 de setembro, na Globo. Seguindo as regradas de isolamento social por conta da pandemia, a produção foi gravada de forma remota diretamente da casa da atriz. “No começo, eu pensei: ‘Caramba, não mostro nada da minha vida ou da minha casa. Como vai ser? Vou ter de ver uma forma de enquadrar’. Mas, logo nos primeiros dias de gravação, eu percebi que isso não teria como existir. Eu ia precisar sair da minha zona de conforto. A casa virou o trabalho. É um jeito de reinventar nosso ofício”, afirma. Luisa, que interpreta Teresa, divide o protagonismo do episódio com Caio Blat, que vive Manoel. A produção apresenta a história de um engenheiro químico aspirante a diretor de cinema e uma atriz, que se conhecem justamente no fim de semana em que o isolamento social começa e resolvem fazer um filme. Manoel não pode voltar para casa porque sua mãe o trancou do lado de fora. Namorados na vida real, o casal de atores estava passando o período de isolamento social juntos. “Tínhamos algumas
conversas e DR´s diárias, mas, no dia seguinte, a gente conseguia se entender melhor. Já havíamos trabalhado juntos, mas nunca de forma tão intensa e decidindo tudo junto. Em um dia, a gente avançou um mês na relação”, explica Luisa, que, antes de se envolver com a série, ocupava o tempo costurando máscaras de pano. “Sentia que precisava fazer alguma coisa. O mundo caindo lá fora e a gente em casa”, completa. Além de atuar, Luisa também participa do roteiro do episódio ao lado de Jorge Furtado e Caio. Há alguns meses, Furtado enviou, por aplicativo de mensagens, uma história com começo, meio e fim e pediu para o casal ir adicionando algumas
ideias. “Conversamos muito os três, falamos dos problemas da quarentena, o que a gente estava fazendo. A gente escrevia e mandava para ele. Só depois de um mês escrevendo é que percebemos que estava usando a data de 2018 (risos)”, relembra. Filha do cineasta Guel Arraes e da atriz Virginia Cavendish, Luisa tem uma relação bastante familiar com Furtado. O autor é um dos grandes parceiros de trabalho de seu pai. “A gente brinca que o casamento do Jorge com meu pai é o mais longo da vida dele. Somos acostumados a dar ‘bom dia, pai’ e ‘bom dia, Jorge’ quando acordamos”, brinca. De folga da tevê desde o fim de “Segundo Sol”, ela estava no meio dos ensaios para o filme
de Guel Arraes, “Grande Sertão: Veredas”, com roteiro de Guel com Jorge Furtado, quando foram decretadas as primeiras medidas de isolamento social. Assim como em “Amor e Sorte”, no longa, Luisa irá contracenar com Caio – ela no papel de Diadorim e ele como Riobaldo. Os dois fizeram parte do elenco da peça de Bia Lessa adaptada da obra de Guimarães Rosa. “A gente estava ensaiando e com tudo pronto para começar. Com a pandemia, estamos pensando em outras formas. Com certeza será outro filme do pensando inicialmente. A gente segue estudando à nossa maneira. É um projeto grande e de muita responsabilidade. Vamos voltar assim que der”, torce.
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Domingo, 30 de agosto de 2020
>> BASTIDORES Globo aposta na solar “Flor do Caribe” para manter a leveza do horário das seis durante a quarentena
Bons ventos
W
alther Negrão é acostumado a “apagar” incêndios na Globo. O tom popular e funcional de seu texto é sempre uma alternativa para a emissora quando a faixa das seis enfrenta alguma crise. Em meados de 2012, após a baixa repercussão de “Lado a Lado”, Negrão furou a fila do horário para desenvolver uma de suas especialidades: tramas praianas. Com “ecos” de “Top Model”, “Tropicaliente” e “Como Uma Onda”, o autor concebeu em 2013 a solar “Flor do Caribe”. Sete anos depois, o folhetim novamente é escalado em um momento de emergência. Por conta da paralisação dos Estúdios Globo provocada pela pandemia de coronavírus, a novela volta ao ar em uma edição especial a partir da próxima segunda, dia 31 de agosto. “Idealizei essa novela pensando no público. Reciclei ideias que já tinham sido bem-sucedidas em outros trabalhos e busquei a clássica disputa entre o bem e o mal para reconquistar a audiência. Tudo tendo como referência a simplicidade da vida à beira-mar”, conceitua o autor. “Flor do Caribe” começa em 2006. Ester, de Grazi Massafera, é uma guia de turismo que vive em Vila dos Ventos, uma cidade próxima a Natal, no Rio Grande do Norte. Desde a adolescência, ela vive uma bela história de amor com Cassiano, um piloto da Força Aérea Brasileira, interpretado por Henri Castelli. “É, sem dúvida,
uma das novelas mais divertidas da minha carreira. Gosto dessa mistura de ação e maresia que o Negrão sabe fazer tão bem”, elogia Castelli. O casal nem desconfia que Alberto, melhor amigo de Cassiano, interpretado pelo então estreante Igor Rickli, também é apaixonado pela mocinha. Disposto a separar os dois, o vilão pede ao amigo para entregar uma suspeita encomenda de diamantes na Guatemala. Na verdade, o mocinho acaba caindo em uma armadilha e é preso por um chefe da máfia local. No Brasil, Ester descobre-se grávida e fica desesperada com a suposta morte do amado. Esperto, Alberto aproveita a oportunidade para consolá-la e, mesmo sem que ela o ame, os dois acabam se casando. “Estou muito feliz de poder rever essa novela. Eu tinha acabado de ser mãe e foi um trabalho que me exigiu muito. Agora, vou poder acompanhar os capítulos mais tranquila e ao lado
da minha filha, que tinha apenas um ano na época das gravações”, relembra Grazi. Sete anos depois, Cassiano consegue fugir do cativeiro e volta à Vila dos Ventos disposto a reconquistar sua amada e fazer justiça contra Alberto, que está cada vez mais poderoso à frente dos negócios de sua família. Antes governada por seu avô, o prepotente Dionísio, de Sérgio Mamberti, a fortuna da família tem origem escusa e ligações com o nazismo. No desenvolver da história, descobre-se uma traumática relação entre Dionísio e o judeu Samuel, pai de Ester, interpretado por Juca de Oliveira. “Estava estreando na tevê e lembro com alegria do carinho com que fui recebido por todos. Alberto foi ganhando contornos mais densos ao longo dos capítulos e se tornou aquele tipo vilão que todo ator quer fazer. Foi um grande privilégio”, valoriza Rickli. Outros tipos se destacaram ao longo da exibição de “Flor do Caribe”, como Veridia-
na, de Laura Cardoso, matriarca que simbolizava a força da mulher nordestina. Além da romântica Taís, de Débora Nascimento, e a misteriosa Guiomar, de Cláudia Netto. Fã das tramas praianas de Negrão, o diretor Jayme Monjardim queria locações diferentes e marcantes na região do Caribe. Tudo para fazer jus ao título. “Pesquisei diversos países e fui surpreendido pela Guatemala, um local de belas paisagens e que ainda não é tão explorado pelo audiovisual”, conta Monjardim, que lembra com orgulho das cenas realizadas em pontos turísticos como o Vulcão Pacaya, as cidades de Tikal, Lago Izabal e Semuc Champey. No Brasil, a região escolhida foi o Rio Grande do Norte, onde o diretor geral Leonardo Nogueira e uma equipe de cerca de 100 profissionais passaram 40 dias captando cenas que foram usadas ao longo dos 159 capítulos de “Flor do Caribe”.
12 televisão
Zapping
Domingo, 30 de agosto de 2020
>> por Caroline Borges
Mais risadas Após participar de “Orgulho & Paixão”, JP Rufino volta ao ar na terceira temporada de “O Dono do Lar”. Na produção, ele interpreta o divertido Miguel. A nova leva de episódios é marcada pela chegada de novos personagens ao enredo. “Não há nada melhor do que poder nos divertir neste momento tão complicado que estamos passando. Estou torcendo para que o público curta bastante e se divirta com a nossa família, assim como nós curtimos e nos empenhamos para levar um pouco de alegria para os espectadores”, valoriza. Além de JP, o “sitcom” também conta com Maurício Manfrini, Marcos Oliveira, Roberta Santiago, Lili Siqueira e Estevam Nabote, Patricya Travassos e Ary França no elenco.
Mistérios do passado
Fabiula Nascimento estará na série “Sob Pressão – Plantão Covid”, da Globo. Na produção, ela aparecerá em sequências de “flashback” como a mãe do protagonista Evandro, papel de Júlio Andrade. A produção médica ganhará dois episódios especiais sobre a pandemia do novo coronavírus. A série tem estreia prevista para este ano.
Revisão de contrato
A Globo irá prolongar o contrato dos atores de “Salve-se Quem Puder” e “Amor de Mãe”. O vínculo irá até janeiro por conta da pandemia do novo coronavírus. As novelas já retomaram as gravações, mas só irão ao ar a partir de janeiro do ano que vem.
Fim de um trabalho
Planos possíveis
Sabrina Petraglia encerrou sua participação como Micaela em “Salve-se Quem Puder”, da Globo. A atriz gravou suas últimas sequências. Sabrina precisou deixar o elenco da trama ao descobrir que estava grávida.
Ao lado do papa
Ainda sobre “Salve-se Quem Puder”, Deborah Secco retomou os trabalhos da novela nesta semana. A atriz esteve nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para gravar sequências como Alexia/ Josimara. A novela é protagonizada por Deborah, Juliana Paiva e Vitória Strada.
A equipe de “Nos Tempos do Imperador”, nova novela das seis, planeja retomar as gravações a partir de novembro. A trama estava prevista para estrear em março, mas, por conta da pandemia do novo coronavírus, foi adiada para o próximo ano. Selton Mello e Mariana Ximenes farão os papéis principais.
A Netflix estreia, no dia 21 de setembro, o documentário “Papa Francisco: Um Homem de Palavra”. Na produção, o cineasta Wim Wenders viaja o mundo ao lado do papa Francisco e registra as visões humanistas do pontífice em uma época extremamente polarizada.
Primeiro dia de trabalho
Reprise no foco
A reprise de “Floribella” irá estrear no dia 15 de setembro na Band. A produção infantojuvenil é protagonizada por Juliana Silveira.
Carinho do povo
Patrícia Poeta é uma pessoa que gosta de se comunicar. No projeto do “É de Casa” desde a estreia, a apresentadora desbravou o entretenimento. Ao longo dos últimos cinco anos, ela viu sua relação com o público ficar cada vez mais próxima no comando do matinal. “A relação próxima com o público sempre foi um dos principais objetivos do ‘É de Casa’. E ela foi construída ao longo desses cinco anos com as visitas que fazíamos às casas dos telespectadores, com os brasileiros de várias regiões que participavam do programa ao vivo e com os assuntos de um modo geral”, explica Patrícia.