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Jornal de Fato

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@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 18 DE abril DE 2021 | EDIÇÃO 6.043– ANO XXI | R$ 2,50

domingo

tv

mulher

A mente e os cabelos Autismo:

das incertezas à vitória Reitora diz que judicialização das eleições surpreendeu Fátima Raquel é a entrevista da série “Cafezinho com César Santos. principal 3 e 4

New Face

Sob os

holofotes covid-19

Estados pedem ajuda à ONU para obter vacinas

>> Governadores afirmam que apoio das instituições internacionais é Maior número importante para destravar o repasse de doses previstas no acordo do de casos de aids atinge pessoas mecanismo Covax Facility. Consórcio antecipará 8 milhões de doses principal 8

de 30 a 40 anos Em um ano, 26 pessoas morreram de Aids em Mossoró e cidades da região. mossoró 1 e 2

Fantástico mundo do sal desperta a garotada

Reprodução

CRIME DIGITAL

211.890 CONFIRMADOS 5.093 ÓBITOS

433.314 DESCARTADOS

140.649 curados

Crédito de R$ 2,6 bi vai custear UTIs nos estados

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Última atualização: 17 de abril de 2021 - às 12h30

52.736 SUSPEITOS

Livro de professor da Ufersa conta história de garoto que quer saber como se produz sal. mossoró 3

Liberação vai garantir mais de 8 mil leitos em hospitais de todos os estados. principal 5

Boletim dA Covid-19 no rio grande do norte - PARCIAL

NESTA EDIÇÃO [40 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS

A prática de perseguir alguém na web, mais conhecida como “stalking”, se tornou crime no Brasil, com pena de até dois anos de prisão. Especialista fala sobre o tema. segurança 5 e 6

MOSSORÓ..............................p1 a 8 MULHER ........................................ p1 a 4 domingo........................p1 a 16 televisão.................................p1 a 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 18 DE ABRIL DE 2021

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: CLAUDER ARCANJO

O BRASIL, DE BOSI A BOZO sei o papel das empregadas domésticas na obra de Clarice Lispector. Daquele seu ar que parecia grave ao falar, me disse, um tanto tocado, o quanto minha abordagem era singular ou especialmente importante. (...) Reconheci naquele momento a erudição generosa do professor, sua gentileza no trato com aquele bando de jovens ignorantes no qual eu me incluía.

EDMÍLSON CAMINHA

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

“Meu Deus, não posso perder esse título!” Penso no Brasil dos últimos cem anos, e duas frases me ocorrem. A primeira, com a lucidez aguda de Nelson Rodrigues: “Subdesenvolvimento não se improvisa, é obra de séculos”; a outra, com o cinismo irônico de Delfim Netto: “Estamos passando por um século muito difícil...”, como se não fosse ele corresponsável pelo que ainda hoje nos faz sofrer o golpe de 1964. À legião de brasileiros que paga com a vida a fúria de insanos e a estupidez de seguidores, soma-se, agora, o nome do Professor Alfredo Bosi, vitimado aos 84 anos pelo mal que o messianismo demente agravou em peste bíblica, maldição do Velho Testamento. Poderia chamá-lo de escritor, crítico literário, acadêmico, que ele também o foi com distinção e brilho, mas propositadamente o homenageio com a honra de Professor, para que a nobreza do título soe como ofensa a poderosos alheios à educação e indiferentes à cultura. Ao receber, em 2009, o título de Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, o intelectual ilustre lembra os pais – a costureira Teresa, que se deliciava com os romances de folhetim, e o ferroviário Alfredo, que sabia de cor passagens da Divina Comédia –, de quem herdou a paixão pela boa literatura, a poesia, especialmente, como prova um caderno de que nunca se desfez, em que copiava poemas de Camões, Sá de Miranda, Gonçalves Dias, Castro Alves, Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alphonsus de Guimaraens e Vicente de Carvalho:

Letras precisa amar a palavra poética, e que só conseguirá transmitir esse amor lendo em voz alta para os seus alunos. Não fazê-lo seria como querer ensinar música sem ouvir e produzir a magia do som. As ideias virão depois, os conceitos não devem preceder as imagens (...)

Assim, naturalmente, tornouse modelo para jovens depois consagrados no magistério ou no exercício da criação literária, como Antonio Carlos Secchin, Alcides Villaça e Marilene Felinto, escritora que o evoca em belo artigo na Folha de S. Paulo: De uma aula sobre Machado de Assis, ou de outra sobre Lima Barreto, saí pasma com tanta clareza, com o tanto de coisas

que eu não sabia e fiquei sabendo, não só sobre Machado e Barreto, mas sobre a história do país e da vida – da minha própria vida. Assim são os grandes professores. Sua História Concisa da Literatura Brasileira, já na 50ª edição, segue como meu manual de cabeceira.

Homem que foi da teoria à prática, do pensamento à ação, Alfredo Bosi inscreve-se na linhagem a que pertencem Sérgio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes, Celso Furtado e Antonio Candido. Cumprido um ano de estudos na Itália, volta ao Brasil em meio à instabilidade política que levará à queda de Jango em 1964, como lembra ao discursar na USP: Veio o golpe, veio a ditadura com seus atos institucionais,

vieram as cassações de alguns de nossos colegas mais ilustres e ativos. Os que ficaram resistiram como puderam na semiclandestinidade das salas de aula, dos renovados estudos sobre a sociedade brasileira, das primeiras comunidades de base formadas no fim dos anos 60, e cuja lembrança me transporta para reuniões em Vila Yolanda, Osasco, com a presença de um padre-operário, Domingos Barbé, figura luminosa que desejo agora evocar com veneração. Lendo Vidas Secas com jovens daquela comunidade, percebi que estava conversando com os filhos de Fabiano e Sinhá Vitória... Observe-se que Bosi não lê a história de Graciliano “para” os presentes, mas “com” eles; não lhes “dá aula”, no sentido tradicional da expressão, mas participa com o grupo de uma animada e prazerosa “conversa”. Porque assim se devem relacionar professores e alunos: como companheiros da fascinante aventura intelectual em que se trocam experiências, se repartem descobertas e se partilham saberes. Essa, a comunhão pedagógica de que participou Marilene Felinto: Enquanto aluna sua, ele se dirigiu a mim pessoalmente duas únicas vezes. A primeira, ao me devolver o trabalho de fim de semestre em sua disciplina, em que anali-

Começou assim pela poesia minha educação sentimental e provavelmente também a intuição de que o professor de

DIREÇÃO GERAL: César Santos DIRETOR DE REDAÇÃO: César Santos GERENTE ADMINISTRATIVA: Ângela Karina DEP. DE ASSINATURAS: Alvanir Carlos

Das muitas fotos com que órgãos de imprensa lhe ilustraram o necrológio, escolho uma: Alfredo Bosi e o amigo Antonio Candido a sorrir, sentados não à mesa diretora de alguma solenidade acadêmica, mas em carteiras escolares, como se estudantes fossem. E eram: ao longo de toda a vida, leram com a inquietude de adolescentes, pesquisaram com a disposição de jovens aprendizes, buscaram o conhecimento com o prazer dos que se dessedentam na fonte. “Levar este país à dignidade só pode ser pela esquerda”, afirmou, acredite-se, o playboy Jorginho Guinle, com a experiência de quem nunca trabalhara na vida. Como ninguém lhe seguiu o sábio conselho, de Bosi a Bozo o Brasil piorou muito. De uma época em que o pensamento crítico, a reflexão substanciosa e o debate honesto nos faziam confiantes em um futuro melhor, mais justo e mais digno, mergulhamos no pesadelo que, imaginado por um escritor, seria ficção delirante, “mistura de Gabriel García Márquez com Franz Kaf ka”, no dizer do publicitário Washington Olivetto, um país que “banaliza o absurdo”, para o teatrólogo Dias Gomes. Entre as personagens que o povoam, um presidente que faz Odorico Paraguaçu parecer equilibrado; um ministro do Meio Ambiente defensor de madeireiras e garimpos; um chanceler pródigo em confrontos diplomáticos; um ministro da Saúde impreciso ao ponto de falar em “cerca de cinco a oito milhões de doses da vacina”, como se a diferença fosse pouca; um presidente, negro, de uma fundação da cultura negra, que fala mal... dos negros; um ministro da Economia para quem livro é luxo de brasileiro rico, e, portanto, deve ser mais caro... Prova de que Lima Barreto, aquele do Triste fim de Policarpo Quaresma, tem toda a razão: “O que estraga o Brasil não é a cachaça, não. É a burrice, meu caro.”

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

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FILIADO À


entrevista 3

DOMINGO, 18 de abril de 2021

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

Reitora Fátima Raquel Rosado Morais

‘A Comissão Eleitoral é autônoma e responsável pela condução do pleito’ Por César Santos - FOTOS: Assessoria/Uern

A judicialização da consulta acadêmica para escolha do futuro reitor e vice-reitor marcou a semana da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. O pleito, que se realizaria na quarta-feira, 15, foi suspenso por decisão judicial e não há previsão de quando a nova daHá informações, e opiniões, desencontradas sobre a suspensão das eleições para os cargos de reitor e vice-reitor da Uern. O que, de fato, está ocorrendo? Bem, César. Primeiro, obrigada pelo espaço e oportunidade para que possamos esclarecer pontos importantes sobre este assunto. A consulta para reitor e vice-reitor da UERN é definida e organizada por uma comissão eleitoral, legalmente constituída pelo nosso Conselho Universitário (CONSUNI), instância colegiada máxima da UERN. Isso garante total independência e autonomia da comissão para realização dos trabalhos. Na instrução normativa expedida pela comissão, instituindo regras complementares para o pleito, foi estabelecido um prazo para validação do cadastro dos usuários no sistema SigEleição, para efeito do exercício do voto. A instrução estabelecia que essa validação ocorresse até o dia 12 de abril, dois dias antes da data marcada pelo Consuni para a consulta à comunidade. A juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró entendeu que este dispositivo estabelecido pela comissão eleitoral feria o direito ao voto dos eleitores e, através de liminar, suspendeu a votação até que todos as pessoas aptas a votar estejam habilitadas no sistema. A partir daí, o que foi feito para reverter a decisão? Com a decisão à véspera da votação, a Comissão Eleitoral demandou que a universidade impetrasse agravo de instrumento no Tribunal de Justiça buscando restabelecer a votação no dia 14 de abril, e definiu que o cadastro dos usuários - antes determina-

ta será marcada. Por gravidade, subiu a temperatura na instituição, o que sugere que a sucessão da Reitoria da Uern será outra a partir de agora. É sobre isso que a reitoria Fátima Raquel Rosado Morais trata no “Cafezinho com César Santos”.

do até o dia 12 - pudesse ser feito até o dia da votação. O agravo foi negado pela desembargadora Judith Nunes e aguarda-se agora novo posicionamento da justiça para a questão. Neste histórico, César, fizemos questão de esclarecer à comunidade alguns pontos, que foram repassados de forma confusa e deturpada por algumas pessoas. Primeiro, que as medidas tomadas pela Comissão Eleitoral e pelo Consuni não têm interferência alguma da reitoria da universidade. Como falei, todo o processo é conduzido por esta comissão, que tem autonomia e independência. A comissão é composta por um representante de cada segmento (Aduern, Sintauern, DCE), dois representantes indicados pelo Consuni, e dois representantes indicados pela reitoria. À reitoria cabe dispor de todo apoio necessário, demandado pela comissão ou pelo Consuni, para que os trabalhos ocorram tranquilamente. A Reitoria, então, garantiu todo o suporte que o processo exige... Foi o que fizemos desde o início, com a Diretoria de Informatização (DINF) estando a serviço da comissão para todo o suporte técnico em relação ao sistema de plataforma virtual definido pelo Consuni para realização da consulta: o SigEleição.Para oferecer suporte aos usuários que encontrassem problemas para realização da validação de seus dados no sistema, colocamos equipes de suporte técnico remoto de plantão, atendendo a todas as demandas que surgiram. Nos colocamos à disposição da comissão, inclusive, para manter esse suporte até o dia da consulta, caso ela considere necessário.

A consulta acadêmica teve as regras definidas pelo Conselho Universitário e o processo é conduzido pela Comissão Eleitoral, que sugere completa isenção. Onde entra a responsabilidade da Reitoria na judicialização das eleições? A Comissão Eleitoral é

autônoma e responsável pela condução de todo o pleito. Aproveito para reforçar nossa crença na lisura e compromisso dos membros da referida Comissão e na condução de todo o processo. Todavia, mesmo com a sua autonomia, a Comissão não é um ente que possa proceder

resposta judicial com a juntada de pedidos, ou interposição de recursos, carecendo que isso seja demandado pela gestão da Universidade junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Quando recebemos o mandado de segurança, a gestão superior da UERN teve uma reunião acerca

dessa situação com a Comissão Eleitoral para, coletivamente, discutir como proceder. Reforçamos que iríamos respeitar e encaminhar as decisões da comissão e essa, com apenas a abstenção do membro discente, votou em na sua totalidade favorável para que a universidade pudesse proceder com a apresentação de um agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça. Assim procedemos, garantindo o respeito às decisões colegiadas da comissão. Na decisão que suspendeu as eleições, a juíza Adriana Santiago Bezerra, da 3ª Vara da Fazenda Pública, impõe que seja assegurado o direito ao voto a partir da habilitação na plataforma virtual de todos os eleitores aptos a votar. O sistema não contemplava a todos os professores, técnicos e estudantes? Contemplava sim. A lista de pessoas aptas a votar na consulta para reitor e vice da UERN foi publicada em momento oportuno no Jornal Oficial da UERN (JOUERN). Todos os nomes de docentes, discentes e técnicos administrativos presentes na lista já haviam sido previamente cadastrados na plataforma SIGEleição, sendo necessário apenas que cada usuário valide seus dados e gere uma senha individual e intransferível. Ou seja, todos os eleitores aptos ao voto presentes na lista já estão na plataforma. Algumas pessoas chegaram a afirmar que o setor de tecnologia da universidade poderia ter gerado uma senha e logins automáticos para os usuários. Tal proposta não se sustenta, conforme inclusive parecer técnico emitido e enviado à UERN pela Superintendência de Tecnologia da UFRN, desenvolvedor do SigEleição. A própria UFRN, neste parecer, recomenda fortemente que a UERN mantenha o posicionamento padrão de solicitar validação dos dados e login e senha pessoais de cada usuário para garantia de segurança dos dados e do próprio voto de cada eleitor. Esse é o procedimento comum já adotado pelo SigEleição em todas as universidades onde as consultas à comunidade acontecem através deste sistema. Como apontei anteriormente, já nos colocamos à disposição da comissão eleitoral para, caso considere necessário, seja ofertado suporte remoto de plantão para auxílio aos usuários até o último minuto da votação, na nova data a ser definida pelo Consuni, após a resolução judicial do caso. CONTINUA NA PÁG. 4


4 entrevista

DOMINGO, 18 de abril de 2021

continuação da pág. 3

‘Acreditamos nas candidaturas de Cicília Maia e de Chico Dantas’ Até que ponto a judicialização da consulta acadêmica para os cargos de reitor e vice-reitor pode comprometer a imagem da Uern? Não acredito em comprometimento da imagem da UERN pelo fato da sociedade conhecer o funcionamento da universidade e saber que nossas instâncias colegiadas decidem, de forma democrática, em processos de diálogo e discussão de suas medidas. É claro que a suspensão prejudica o pleito, gera ansiedade na comunidade acadêmica, mas a universidade permanece cumprindo seu papel e oferecendo à justiça as respostas demandadas. Importante destacar que, pelo cadastro prévio já feito no sistema de todos os usuários, o direito ao voto de cada pessoa apta a votar está garantido, principalmente quando há a possibilidade da validação dos dados poder ser feita até o último minuto do dia da votação, com total suporte técnico para auxiliar quem precise de ajuda. A judicialização do processo surpreendeu, havia clima que apontasse para este caminho? O que gerou certa surpresa, principalmente na comissão eleitoral e entre conselheiros do Consuni, é que o questionamento judicial do dispositivo por uma das candidaturas tenha sido feito somente 48 horas antes da votação, quando a própria legislação que define as etapas da consulta prevê as possibilidades de pedidos de impugnação e de recurso de qualquer medida tomada pela Comissão Eleitoral ou pelo próprio Consuni. Esses questionamentos não foram feitos formalmente às instâncias cabíveis da universidade em nenhum momento. Buscou-se a justiça comum como primeira alternativa, às vésperas da votação. Isso sim causou surpresa na equipe responsável pela condução da consulta, como afirmado em entrevista pelo próprio presidente da Comissão Eleitoral, professor e promotor Armando Lúcio. A Assembleia Legislativa ainda não examinou o projeto, encaminhado pelo Executivo, que acaba

com a lista tríplice e estabelece eleições diretas para reitor (a) e vice-reitor (a) da Uern. A senhora vê algum risco de a vontade acadêmica não ser respeitada? De forma nenhuma. Temos certeza que a Governadora Fátima Bezerra, pela sua história e postura, não tomará qualquer medida que coloque em risco a nomeação daqueles dirigentes escolhidos democraticamente pela comunidade uerniana. A senhora apoia a chapa Cicília Maia/Chico Dantas, o que sugere a continuidade do projeto administrativo do reitor de segundo mandato Pedro Fernandes. Ao mesmo tempo, a comunidade acadêmica tem discutido a necessidade de mudança na Uern. Onde o projeto de Cicília/Chico Dantas se encaixa nesta perspectiva? Uma coisa que respeitamos muito, César, é a vontade da comunidade. Em todos os processos de consulta, em nenhum momento a Uern teve um reitor/reitora que não fosse

aquele/aquela escolhida pela comunidade, depois que a escolha por consulta foi estabelecida na instituição. Desta forma, quando há a continuidade de um trabalho, de um projeto de gestão, é por decisão da comunidade. Questionar essa vontade popular é colocar em risco a democracia também. Diferente do que alguns setores tentam emplacar, com o discurso de uma Uern conduzida por um mesmo grupo há 50 anos, o que temos são projetos de gestão, escolhidos democraticamente pela comunidade, com uma equipe totalmente diversa e diferenciada. Olhe nossa equipe de gestão atual. Temos professores e técnicos administrativos empenhados em fazer essa universidade crescer cada vez mais. Muitos deles integram a gestão superior pela primeira vez. Como falar em um grupo de 50 anos? Há muitos discursos da oposição que não se sustentam na realidade. Por exemplo? Enquanto algumas pessoas tentam vender a ideia de uma Uern parada, atra-

sada, nosso resultados mostram o contrário. Mostram uma Uern, que nas duas últimas gestões ampliou o número de programas de pós-graduação, com mestrados e doutorados, o que consolidou o perfil acadêmico da universidade; Mostram uma Uern que conseguiu seu recredenciamento institucional e o reconhecimento de todos os seus cursos, muitos deles com boa e ótima avaliação pelo Conselho Estadual de Educação e pelos indicadores do MEC; Mostram uma Uern que ampliou sua assistência estudantil e fomentou políticas socialmente inclusivas de acesso à universidade, como a Lei de Cotas, que fomenta a entrada na universidade de estudantes pretos, pardos e indígenas, pessoas com deficiência e estudantes de escolas públicas, com bônus especial na nota do Enem para estudantes de escolas do Rio Grande do Norte; Mostram uma Uern que, nas duas últimas gestões do professor Pedro Fernandes, atualizou seu quadro de servidores, com a realização de concurso

público; E mostram uma Uern cada vez mais presente na sociedade, como tem ocorrido agora durante a pandemia, onde nossos profissionais e estudantes têm feito a diferença, seja na linha de frente da luta contra a Covid-19, em mutirões de vacinação, atendimentos em unidades hospitalares, e também produção de conhecimento sobre o assunto, por meio de pesquisas. Então: que Uern parada no tempo é essa que setores da oposição falam? Mas, a senhora concorda que existem dificuldades que geram outras expectativas? Temos uma Uern com inúmeras dificuldades financeiras, o que limita demais a atuação institucional em setores importantes, como a atualização da nossa infraestrutura. Mas olhar para a universidade somente pelos seus problemas, desconsiderando seus resultados e sua atuação na sociedade me parece um olhar mesquinho e que só enfraquece a nossa instituição. Temos que atuar conjuntamente buscando

apoios e recursos para a solução dos nossos problemas, e não potencializá-los. Talvez, a vontade da comunidade acadêmica nas últimas consultas públicas para escolha de reitor e vice-reitor mostre em qual projeto ela tem apostado e confiado. E é nessa perspectiva que acreditamos nas candidaturas da professora Cicília Maia e do professor Chico Dantas o projeto de gestão com melhores condições para liderar a Uern nas batalhas necessárias e urgentes. Temos dois professores totalmente comprometidos com a universidade e com conhecimento de gestão pública, pois não conhecem apenas de discurso, mas da prática cotidiana. Quem os conhece, sabe da atuação de cada um para que os resultados positivos da universidade possam se consolidar. Por isso nossa confiança neste projeto. E temos certeza que a comunidade saberá escolher o melhor para o futuro da Uern. Após isso, é respeitar a escolha democrática e buscar unir a universidade para os desafios que surgirão. O governo estadual deu o primeiro passo para a autonomia da gestão financeira da Uern ao formar uma comissão para discutir o tema. É possível esperar, a partir daí, que a luta de décadas, pela autonomia da instituição, ganhará ritmo para ser concretizada? Tenho plena convicção que o compromisso da governadora com a nossa instituição será cumprido. A governadora Fátima Bezerra, em diversos momentos, afirmou que até o final do seu mandato concretizará a autonomia financeira da UERN. Temos mantido diálogo constante com o governo e apostamos que conseguiremos nossa sonhada autonomia. O concurso público é outra necessidade urgente da Uern, mas que pouco ou nada avançou. É possível gerar expectativa para o concurso sair em curto tempo? Estamos discutindo cotidianamente com a Secretaria de Administração a organização do nosso concurso. Estamos trabalhando diuturnamente para iniciarmos o certame ainda neste ano, na perspectiva de atender uma necessidade que se encontra presente na nossa comunidade. De uma coisa pode ter certeza, César: estamos trabalhando diariamente para concretizar mais esta ação fundamental para o funcionamento da Uern, e vamos conseguir. Nosso trabalho não para, e o melhor é ter a consciência tranquila de que a sociedade e a maioria da nossa comunidade sabem disso e confiam em nosso trabalho.


opinião 5

DOMINGO, 18 DE abril DE 2021

césar santos cesar@defato.com

PANDEMIA ‘FUROU’ O BOLSO DO CONSUMIDOR

C

omo está o bolso dos brasileiros após um ano de pandemia? A Serasa e a Opinion Box foram buscar a resposta entrevistando a população. O resultado aponta que, com elevação de 50% nos gastos, quando comparado ao início da pandemia, em fevereiro de 2020, a redução na renda é de 38%. Por gravidade, houve uma queda no número de brasileiros que consegue pagar as contas em dia. A pandemia causou descontrole financeiro para 4 em cada 10 pessoas, conforme a pesquisa realizada em um grupo de 2.059 pessoas, com objetivo de identificar os impactos causados pela pandemia da Covid19 na população, como o endividamento diante da alta do desemprego e retração econômica. Segundo o estudo, houve uma queda de 5 pontos percentuais no número de pessoas que conseguia pagar as contas no vencimento e uma alta de 7 pontos percentuais na priorização de quais contas pagar den-

''

tro do prazo, sendo que a busca por um equilíbrio mínimo nas finanças veio do corte de gastos. O endividamento predominante corresponde aos planos de saúde, escolas ou faculdades. Em comparação à pesquisa realizada em 2020, com o mesmo perfil de entrevistados, a compra de mantimentos, gastos de rotina e os cartões de créditos lideravam os níveis de inadimplência, mesmo com o auxílio emergencial oferecido pelo Governo, segundo a Serasa/Opinion Box. Em relação a 2021, os serviços de assinaturas viraram essenciais, com o alto índice de pagamentos em dia, devido à recorrência. Já os cartões de crédito, ao contrário do ano passado, aparecem em terceiro lugar, com 74% dos pagamentos em dia. A pesquisa revela que alguns perfis foram mais impactados, como mulheres e pessoas das classes C, D e E. Também foram afetadas nas questões emocionais diante do nome negativado. O desemprego e o endividamento trouxeram impactos no comportamento e nas emoções, como insônia e dificuldades para dormir (73%), além da concentração na execução de tarefas diárias (69%). A especialista em pesquisa e comportamento do consumidor, Jéssica Vicente, observa que algumas diferenças históricas, que estavam em processo de diminuição, regre-

Se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não às pessoas nem às coisas.

TÚNEL DO TEMPO

TÚNEL DO TEMPO II

Há 44 anos, completados nesta segunda-feira, 19, o presidente Getúlio Vargas inaugurava a ponte interligando o centro da cidade ao Grande Alto de São Manoel, em Mossoró. A obra construída no início da década de 40 foi um marco para o desenvolvimento. A ponte recebeu o nome de Jerônimo Rosado. O prefeito Padre Mota recepcionou o presidente da República durante a importante visita.

Também nesta segundafeira, 19, completa 20 anos que a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) se desfez do ramal Mossoró/Souza (PB). Por meio de leilão, até hoje suspeito, foram arrematados por 37 pessoas físicas e jurídicas os 373 quilômetros de trilhos. O ramal ao todo foi vendido por R$ 2.786 milhões. Uma ninharia que pôs fim ao sonho de retomada do trem de ferro Mossoró/Sousa.

1

Hoje é celebrado o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem à data de nascimento do escritor e editor Monteiro Lobato, ocorrido em 18 de abril de 1882. Pai da literatura infantil brasileira.

2

A ONU anunciou a antecipação de 8 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 para o Brasil por meio do consórcio Covax Facility. Nesta semana, o consórcio irá definir se virão doses da vacina da Pfizer ou da vacina de Oxford para o Brasil.

3

Os efeitos da pandemia na economia fizeram encolher a classe média no Brasil. Estudos do Instituto Locomotiva apontam que essa classe já tem o mesmo tamanho da classe baixa.

4

5

RAPOSA... O senador Renan Calheiros (MDB/AL) como relator da CPI da Covid, convenhamos, é esdrúxulo. Trata-se de legítimo representante da escória da política nacional. Eita Brasil véi pra não ter jeito, como diria nossa gente matuta e desalentada.

...PARA CUIDAR Calheiros é um recordista na lista de réus da política brasileira. Quase duas dezenas de processos adormecem nas gavetas do Supremo Tribunal Federal. O último deles é datado de 3 de dezembro de 2019, quando a Segunda Turma aceitou denúncia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Ele também responde por ação penal.

...DO GALINHEIRO

É NOTÍCIA

ALBERT EINSTEIN

Físico que elaborou a Teoria da Relatividade, falecido nesta data, em 1955

diram devido aos efeitos da pandemia. Segundo ela, fica nítido que, ao comparar os gêneros, as mulheres sofreram impactos mais negativos na vida financeira. Consequentemente, sentiram mais impactos no seu emocional. Da mesma forma, o estudo evidencia que as classes classificadas pelo IBGE como C, D e E sofreram mais, até mesmo por terem menos posses e acesso restrito a alternativas de crédito para enfrentar esse período. A pesquisa também identificou aspectos positivos em relação às finanças: 71% dos entrevistados dão mais valor a ter dinheiro guardado, agora, do que antes da pandemia; enquanto 64% concordam que aprenderam a cuidar melhor do dinheiro e 54% perceberam que faziam gastos desnecessários. Porém, o estudo também deixa nítido que a alta de mais de 50% nos gastos consumiu as reservas dos brasileiros que possuíam dinheiro guardado. Os gastos aumentaram mais de 50% e parte dos brasileiros teve que usar as reservas financeiras para pagar as contas básicas de água, luz e gás. Além disso, o desemprego e o endividamento trouxeram impactos no comportamento e nas emoções, como insônia e dificuldades para dormir (73%), além da concentração na execução de tarefas diárias (69%).

As pessoas que já tiveram covid têm um risco 84% menor de serem infectadas novamente quando comparadas com pessoas que não foram infectadas. Os estudos científicos revelaram o quanto a contaminação age como imunizante do paciente. Eduardo Cunha está lançando "Tchau, Querida - o Diário do Impeachment", com a sua versão de bastidores sobre a queda da ex-presidente Dilma. Em um dos trechos, diz que Lula se arrependeu de ter deixado a reeleição de Dilma. O livro promete.

Como é que um sujeito com a ficha tão suja, embora blindado pelos homens de lei, tem condições de conduzir, de forma honesta, uma CPI para investigar desmandos? É como colocar raposa para cuidar de galinheiro.

IMUNIZAÇÃO A vacinação contra a Covid-19 neste domingo, 18, em Mossoró acontece nas UBSs dos bairros Walfredo Gurgel, Boa Vista, Abolição IV, Quixabeirinha, Liberdade I, Vingt Rosado, Lagoa do Mato, Bom Pastor, Redenção e Centro. Serão atendidos idosos de 60 anos ou mais.

Crédito de R$ 2,6 bi vai custear UTIs nos estados Por Agência Brasil

O

presidente Jair Bolsonaro editou Medida Provisória que abre crédito extraordinário no valor de R$ 2,6 bilhões em favor do Ministério da Saúde. A liberação, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, 16, tem o objetivo custear cerca 8 mil leitos de

unidades de terapia intensiva (UTI) nos estados. Com isso, segundo o governo federal, o incremento total de leitos de UTI será de 21,3 mil desde o início do ano. Os recursos serão repassados mediante transferências do Fundo Nacional de Saúde para fundos de saúde dos demais entes federativos. O crédito também será aplicado na aquisição de medicamentos e fármacos

utilizados na intubação orotraqueal, procedimento usado em pacientes graves de covid-19. Os medicamentos a serem comprados são os chamados agentes hipnóticos, opioides e bloqueadores neuromusculares. De acordo com o governo, de janeiro a março houve um crescimento de mais de 148% no número de infecções e óbitos causados pela pandemia. Foram

Rovena Rosa - Agência Brasil)

UTI Covid é importante para salvar vidas

mais de 5,1 milhões de casos novos notificados e 126,5 mil óbitos apenas

neste trimestre. Atualmente, o país registra mais de 368,7 mil mortes e um total

de 13,8 milhões de infectados desde o início da crise sanitária.


6 GERAIS/OPINIÃO

DOMINGO, 18 de abril de 2021

Cultura

PROSA

RN destina R$ 8 milhões para & VERSO projetos da Lei Câmara Cascudo Senadores americanos pedem crispinianoneto@gmail.com

>> É o maior valor de financiamento ao Programa Cultural Câmara Cascudo nos seus 21 anos de existência

O

Governo do Rio Grande do Norte destina neste ano de 2021 o maior valor de financiamento ao Programa Cultural Câmara Cascudo nos seus 21 anos de existência. Será aplicado o montante de R$ 8 milhões oriundos de renúncia fiscal do ICMS de empresas que aderiram ao programa, que também é conhecido como Lei Câmara Cascudo. O valor foi definido pelo Governo do Estado por meio de decreto publicado nesta sexta-feira (16), no Diário Oficial do Estado, e consolida o programa como um dos principais instrumentos de democratização do acesso à cultura no Rio Grande do Norte. O sistema de funcionamento consiste na renúncia fiscal do ICMS por parte do Estado para que o valor correspondente à contribuição seja investido em projetos culturais. “Nosso governo tem o compromisso de respeitar os artistas potiguares. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no contexto da pandemia, sabemos que a Cultura é uma das principais ferramentas para o engrandecimento de um povo. É imensamente gratificante para mim ter sido autora do Projeto de Lei, quando era deputada estadual, que deu o pontapé para a criação da lei que há 21 anos incentiva o setor cultural do Rio Grande do Norte”, disse a governadora Fátima Bezerra. O secretário estadual de Tributação destaca a importância dessas ações de go-

Sandro Menezes - Assecom RN

Grupos e artistas recebem o apoio por meio da Lie Câmara Cascudo verno como alternativas necessárias para mitigar os efeitos dessa crise sanitária, de saúde e econômica. Ações em várias frentes, observando as especificidades de cada um desses segmentos sociais e cadeia produtiva. “O anúncio dessa renúncia para a Lei Câmara Cascudo é fundamental para a área cultural do Estado, ainda mais em um ano de grave crise econômica causada pela pandemia da Covid19”, ressaltou o secretário de estado da Tributação, Carlos Eduardo Xavier. A operacionalização do programa é realizada pela Fundação José Augusto (FJA) por meio da Comissão

de Cultura, que teve seu mandato prorrogado até 31 de outubro. O artista, grupo de artistas ou instituição interessada na captação dos recursos, poderá inscrever seu projeto entre 19 de abril e 31 de agosto, que será analisado para confirmar adequação às normas da Lei, e decidida sua aprovação. Nos 21 anos de existência, o Programa Câmara Cascudo disponibilizou R$ 86 milhões, beneficiando mais de 550 projetos. “Em tempos de pandemia, pode parecer estranho aumentar os recursos de fomento à Cultura. Mas é fato que depois dos profissionais da Saúde e até antes

deles, são os trabalhadores da cultura que estão dentro das casas alimentando e curando almas, levando alento a milhões de seres humanos no mundo inteiro para romper com a solidão e a angústia que assolam a humanidade no momento em que a Ciência exige o distanciamento social. Os trabalhadores da Economia da Cultura foram os primeiros a terem suas atividades profissionais paralisadas e, com certeza, serão os últimos. Mas, precisam continuar vivendo e distribuindo vida, saber e alegria através dos seus projetos culturais”, afirma o diretor-geral da FJA, Crispiniano Neto.

a Biden que imponha condições para parceria com o Brasil

O

jornalista Edson Sardinha, do site Congresso em Foco disse que um grupo de 15 senadores do partido Democrata pediu, nesta sexta-feira (16), ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que condicione qualquer apoio ao governo brasileiro para a preservação da Amazônia a uma redução progressiva do desmatamento na região. A carta endereçada a Biden é assinada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, Bob Menendez, e pelo ex-candidato presidencial Bernie Sanders, entre outros. O texto é uma resposta à nota encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro ao colega americano nesta semana, pedindo apoio para eliminar o desmatamento ilegal na região amazônica até 2030. Os democratas disseram que apoiam a cooperação na Amazônia entre os governos dos dois países, mas questionaram a credibilidade de Bolsonaro. Os dois presidentes devem se encontrar nos próximos dias em uma cúpula do clima organizada pelos Estados Unidos. Bolsonaro foi um dos últimos chefes de Estado a reconhecer a vitória do democrata sobre o republicano Donald Trump e fez ataques ao então candidato Joe Biden. Os parlamentares americanos ressaltam que o fracasso brasileiro na redução do desmatamento impedirá os Estados Unidos de apoiar a entrada do Brasil na OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, vaga cobiçada por Bolsonaro. “A retórica e as políticas do presidente Bolsonaro efetivamente deram luz verde aos perigosos criminosos que operam na Amazônia, permitindo-lhes expandir dramaticamente suas atividades”, escreveram os senadores democratas na carta revelada pela agência Associated Press, citando reportagens recentes sobre abusos cometidos em relação aos direitos humanos no país. De acordo com os senadores, a parceria entre os dois países “só será possível se o governo Bolsonaro começar a levar a sério os compromissos climáticos do Brasil. E somente se proteger, apoiar e se envolver de forma significativa com os muitos brasileiros que podem ajudar o país a cumpri-los”. Um grupo de 23 governadores brasileiros também enviou carta ao presidente americano pedindo parceria para a preservação ambiental.

Vergonha Uma vergonha sem limites a forma como Luiz Fux, presidente da STF se comportou no julgamento de

anteontem. Mentiu descaradamente e foi cínico como o mais desclassificado dos mentirosos.

No mundo da lua A jornalista Cynara Meneses diz que depois do Lula Livre, tem 3 tipos: 1. Os que estão felizes porque desde o início sabiam que era perseguição a Lula; 2. Os que estão putos (com o STF) porque não achavam que era perseguição a Lula; 3. Os que estão chateados porque sabiam que era perseguição a Lula, mas achavam melhor que fosse assim. Entre os últimos o Coronel Ciro Gomes que nasceu em São Paulo, faz política no Ceará e vive no mundo da lua...

E Pedro Bial? Por estas bandas tem uma expressão muito adequada para este jornalista babão dos Marinho: Cabra de peia...

Movimento fortalece por assistência aos artistas de Mossoró Representantes dos segmentos artísticos de Mossoró debatem a possibilidades de emprego e renda para os artistas da terra em época de pandemia da covid-19. O vereador professor Francisco Carlos (Progressistas)decidiu somar esforços à Associação de Articulação de Artistas Mossoroenses da Economia Criativa para encontrar caminhos que venham atender às necessidades desses segmentos. A associação vem se articulando para elaboração de uma pauta que possa con-

templar, mesmo que de forma mínima, todos os envolvidos na economia criativa, cadeia produtiva da cultura e das artes, fortemente afetadas pelas restrições impostas pela pandemia de Covid19. Os artistas e demais trabalhadores do setor estão passando por profundas necessidades, sem que se tenha qualquer perspectiva ou alternativa apresentada. O movimento registra que o orçamento anual da Prefeitura de Mossoró possui recursos destinados à cultura, que devem ser rema-

nejados para atender em condições emergências esse setor. Não se trata de criar novas despesas, simplesmente, mas, redirecionar recursos que já estão alocados, uma vez que, neste ano, não se tem qualquer perspectiva em termos de novos recursos da Lei Aldir Blanc.

Em comum acordo ficou definida a realização de uma reunião temática da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara Municipal, presidida por Francisco Carlos, para ampliação da discussão, mobilização, sensibilização e envolvimento das autoridades municipais.

Pauta Auxílio Emergencial para cultura; Suplementação da verba da Lei Maurício de Oliveira; Realização de reunião temática na Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara Municipal de Mossoró; Esclarecimento sobre a adequação das verbas “flutuantes” da cultura; Revisão e repasse da proposta de Larissa Rosado; Restabelecer a pauta da Escola de Arte. O movimento defende que o prédio Joaquim da Silveira Borges seja destinado ao uso exclusivo da cultura e suas atividades; Reivindicar a retomada do projeto Câmara Cultura: como atuar em caráter de urgência para com o setor.

iMAGEM QUE MARCA Uma aula muito adequada para estes tempos de BozoNAZISMO...


GERAIS 7

DOMINGO, 18 de abril DE 2021

Tempo de pandemia

Isolamento social aumenta procura por cultivo de planta em casa >> As pessoas tendem a sentir falta de sair e do contato com a natureza devido ao confinamento Reprodução

Ludmilla Souza

Repórter da Agência Brasil

E

m isolamento social, as pessoas tendem a sentir falta de sair e do contato com a natureza, por isso, ter plantas em casa e cuidar delas pode ser um alívio e um passatempo que pode facilmente ser incorporado à rotina. Manter plantas em casa exige cuidados simples que podem ser feitos por qualquer pessoa, sem a necessidade de contratar um profissional. Além do contato com um pouco de natureza dentro de casa, o cultivo de plantas ainda é uma atividade terapêutica, como cita a jornalista Melissa Carmelo, de 30 anos. Ela conta que sempre gostou de plantas, mas a lida e a convivência diária com as plantas vieram para ficar durante a pandemia de covid19, em agosto de 2020. “Assim como muitos brasileiros, desenvolvi um quadro emocional de ansiedade e pânico, e durante uma sessão de terapia foi que as plantas surgiram como forma de resgate de memórias acolhedoras da infância e como uma atividade segura que me permite a abstenção do momento presente. Acompanhar o desenvolvimento

Plantas em casa refletem a nova realidade dos brasileiros de uma plantinha acaba nos colocando em contato com nossos próprios processos e ideias, além de criar um vín-

Para começar a cultivar Para quem ainda não começou e pretende manter plantas e flores em casa, pode aproveitar o fim de semana para iniciar o cultivo. Quem dá as dicas é a Regina Bazani, especialista em plantas e flores ornamentais da MilPlantas (perfil do instagram: @milplantas), uma das maiores referências em plantas e flores ornamentais em São Paulo. “Iniciei com espécies como cactos e suculentas. Elas podem estar em vasos ou em arranjos plantados. São espécies que precisam de cuidados menos intensos. Você pode também ter filodendros como a Jibóia, Orquídeas e ir testando lugares da casa, seu tempo para cuidado e se será possível dispor de mais tempo para outras espécies.” Ela aconselha pesquisar sobre a espécie que se

pretende comprar: “primeiro deve-se pesquisar a espécie que você quer ter e quais os cuidados que ela necessita: a rega correta para cada espécie; o adubo que lhe é mais indicado; um lugar iluminado, mas não diretamente no sol. [É importante] o olhar constante nas folhas e caules para ver se existe parasitas. E um segredinho pra saber se está na hora de regar é colocar o dedo na terra, se ele sair sem terra, está seca e deve ser regada”. Segundo a especialista, para quem mora em casa ou mesmo apartamento, as plantas mais indicadas são: Cróton - Esta espécie chama a atenção por suas folhas coloridas e grandes. Brilhantes e um pouco retorcidas, elas surgem em tamanhos variados e po-

culo de aprendizado e cuidado, o que pra mim foi essencial”, detalhou Melissa, que já havia tentado corte e cos-

dem mesclar tons de vermelho, amarelo, verde ou laranja, formando lindas combinações. A folhagem exuberante somente será mantida se a planta receber bastante sol direto. “Por isso, posicione o vaso próximo a uma janela. Dicas importantes: ela não se adapta a locais com ar condicionado; ao manipular a planta, utilize luvas, pois sua seiva pode provocar irritações na pele”, aconselha Regina. Orquídea - Campeã no uso interno, ela pede poucos cuidados. Uma das espécies mais comuns é a phalaenopsis, cujas flores arredondadas variam entre o branco, o rosa, o amarelo e a púrpura. Por ser bastante delicada, é melhor escorar sua haste em um apoio. “Vale a pena substituir os vasos de plástico pelos de barro, pois são porosos e drenam melhor a água. Deve ser cultivada à meiasombra, recebendo ilumi-

tura, modelagem, musicoterapia e outras atividades para lidar com a ansiedade. Melissa, que tem nome

nação indireta. Preste atenção na coloração da folhagem: se estiver escura, mude a orquídea de local”, diz a especialista. Suculentas - São plantas que apresentam raiz, talo ou folhas engrossadas, característica que permite o armazenamento de água durante períodos prolongados. Bastante fáceis de cuidar, elas costumam “avisar” do que precisam, basta prestar atenção aos detalhes. “Se as folhas começarem a murchar, aumente gradativamente a quantidade de água; se as folhas da base começarem a apodrecer, diminua. Se ela ficar fina e perder muitas folhas, não está recebendo a quantidade necessária de luz. O ideal é proporcionar pelo menos quatro horas diárias de sol para que elas sobrevivam com saúde”. Lança de São Jorge - É uma das espécies de plan-

da planta, começou com quatro vasos de renda portuguesa (Davallia fejeensis), uma samambaia nativa das ilhas Fiji, de origem da Austrália, e que pode ser cultivada nos mais diferentes ambientes. “Na hora não entendi porque havia escolhido esta plantinha entre tantas. Depois, me recordei. Minha avó Beatriz, a quem sou muito apegada, sempre cultivou a planta e foi a forma inconsciente que encontrei para trazê-la para perto. Quinze dias depois eu já tinha samambaia, diversas begônias, heras, jiboias, azaléias, bromélias, avencas, costelas de adão, lágrima de cristo, primavera... Atualmente tenho umas 20 espécies diferentes e mais de 30 vasos”. Para a jornalista, além do efeito visual na decoração da casa e terapêutico, o cultivo das plantas se tornou uma forma de troca para fazer o outro feliz. “Na era do compartilhamento, fomos pegos de surpresa por um vírus que nos impede de ir e vir e nos questiona sobre respeito ao próximo, política, planos e escolhas. Descobri que me faz bem poder compartilhar com familiares, amigos e vizinhos, vasinhos ou mudas das minhas próprias plantas como forma de aproximação emocional. E a onda pega. Em meados de março me infectei pelo coronavírus e como forma de amor, minha avó me enviou um vaso com uma muda de avenca que havia sido plantada pelo meu falecido avô anos atrás. Meu coração transbordou de felicidade e serviu como um acalanto durante minha recuperação”. Melissa afirma que, quando o isolamento social acabar, o passatempo vai ficar: “Pretendo levar para a vida e continuar a usar como forma de atividade terapêutica. Também tenho interesse em

tas mais indicadas para cultivo dentro de casa. Além de ser uma planta fácil de cuidar – exige poucas regas e quase nada de adubação – a Lança de São Jorge se desenvolve muito bem em ambientes de baixa luminosidade, sendo ideais para aquele cantinho da sala sem muita luz. Cacto - Ótima opção para quem não tem tempo ou jeito para cuidar de plantas, a espécie gosta de muitas horas de luminosidade direta e pouca água. Quanto mais sol seu cacto receber, mais robusto e bonito ele ficará. Quando plantado em vasos, ele estaciona seu crescimento ao perceber que o espaço acabou. Bromélias - Com vários tipos diferentes de flores e folhas, a bromélia pode apresentar as mais variadas cores e complementar a decoração de qualquer ambiente. A luz

me envolver mais em questões do meio ambiente, projetos sociais que protegem o verde. Faz um bem sem igual estar perto da natureza, mesmo que simbolizada em vasos de plantas”. Já a dona de casa e trader Thaís Doblado Prodomo, de 46 anos, cultiva plantas há 17 anos. “Quando eu morava em apartamento, comecei cultivando um tipo de suculenta em três vasos na sacada, depois comprei sementes de coléus para outro vaso e plantei três jardineiras com kalanchoes (flor-da-fortuna) floridos. No decorrer dos anos, me tornei colecionadora de suculentas, comprei e ganhei também várias folhagens”. Quando a quarentena começou, e já morando em uma casa, toda vez que precisava ir ao supermercado ou à loja de construção, Thaís voltava com novas mudas de suculentas. “Mantenho esse costume até hoje, porque o isolamento social me causa muito desconforto e tristeza, e o cultivo de plantas é uma terapia para mim, fazendo com que eu me sinta melhor. Há dez anos eu me mudei para uma casa e atualmente tenho 25 jardineiras médias, 7 vasos grandes e 239 vasos de tamanhos variados, com suculentas, orquídeas, folhagens com e sem flores e um vaso com carnívora drosera, distribuídos na garagem, na sacada da suíte da frente, na cozinha e nos banheiros. Ela afirma que este é um passatempo que pretende manter por toda a vida. “Além de me servir como terapia contra estresse e depressão, embeleza a minha casa, torna os ambientes aconchegantes, traz alegria e conforto para minha família, além de alegrarem os vizinhos que passam pela minha porta e muitas vezes, ganham mudinhas, que ofereço com muito gosto”.

direta pode queimar suas folhagens, portanto prefira mantê-las na sombra. Lembre-se também de molhá-la a cada dois dias. Palmeira Ráfia ou Rápis- Esta é uma planta perfeita para ter dentro de apartamento: muito bonita e fácil de cuidar, esse tipo de palmeira é ideal para ser cultivada em salas de estar, por conta do seu tamanho mais avantajado. Deve ser mantida protegida do sol, mas em um ambiente com boa qualidade de luz natural. Já quem deseja ainda ter uma horta em casa deve iniciar da forma mais simples, aconselha Regina: “comece comprando vasos plantados e deixe na sacada ou em seu quintal. Veja como funciona a dinâmica e aí você pode investir em um espaço para horta plantada em casa ou em vasos, inclusive até com os modelos autoirrigáveis”.


8 GERAIS

DOMINGO, 18 de abril DE 2021

Covid-19

Governadores pedem ajuda à ONU para obter vacinas >> Apoio das instituições internacionais é importante para destravar o repasse de doses previstas no acordo do mecanismo Covax Facility Marcos Gouvea

Jonas Valente

Repórter da Agência Brasil

O

Fórum de Governadores se reuniu com representantes da secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), Amina Mohamed, e com representantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) para solicitar auxílio na viabilização de mais doses de vacinas. Os governantes estaduais defenderam um tratamento especial ao Brasil como uma “ajuda humanitária” diante do reconhecimento dos órgãos internacionais de que o país é o novo centro da pandemia. Os governadores solicitaram apoio das instituições internacionais para destravar o repasse de doses previstas no acordo do mecanismo Covax Facility, consórcio coordenado pela OMS. Segundo o coordenador do Fórum, o governador do Piauí, Wellington Dias, o Brasil teria direito a 9,1 milhões de doses oriundas do mecanismo, mas só recebeu até o momento 1 milhão. “Haverá esforço para que

IFA Outro pleito foi a partici-

Íntegra da carta dos governadores brasileiros Os Governadores dos Entes Federados brasileiros – considerando que o país ocupa o epicentro mundial da Covid-19, com registros crescentes de óbitos por dia, gerando enormes riscos de propagação de variantes mais contagiosas e letais do novo coronavírus, e enfrenta o colapso da rede hospitalar nacional, diante da falta de oxigênio, medicamentos e outros insumos – dirigem-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a fim de encaminhar os pleitos seguintes, que integram a pauta emergencial dos Estados da Federação, em combate à pandemia em curso, e o Pacto Nacional em Defesa

pação de tratativas junto à Índia para enviar 15 milhões de Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) – as matérias-primas chave da fabricação de uma vacina - para a produção e novas doses da vacina CoronaVac, desenvolvida a partir de uma parceria entre Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac. Os 15 milhões de IFAs foram prometidos e seriam disponibilizados pelo laboratório Serum, da Índia. Contu-

do, com a explosão de casos nesse país os insumos e produção de imunizantes estão sendo voltados para atender ao mercado interno. A demanda dos governadores é que sejam entregues até o fim de abril pelo menos 10 milhões de IFAs ou de doses prontas da CoronaVac pela China. Isso porque eles alertam para o risco da falta desta quantidade deixar pessoas desprotegidas sem a aplicação da 2ª dose ainda no mês de abril.

Transferência de tecnologia Tanto no caso da CoronaVac quanto no da vacina de Oxford/AstraZeneca, o Fórum defendeu a atuação da ONU e OMS na interlocução com as farmacêuticas para antecipar a transferência de tecnologia aos laboratórios brasileiros: o Instituto Butantan e a Fiocruz, respectivamente. Tal antecipação permitiria que as duas instituições passassem a produzir novas

Insumos e patentes Os governadores também trataram do colapso no sistema de saúde nacional e da falta de insumos, especialmente dos medicamentos que fazem parte do chamado “kit intubação”, usado no suporte ventilatório de pacientes com covid19. Eles requisitaram à secretária-geral adjunta da ONU auxílio no diálogo com países que possuam estoques desses medicamentos que que possam disponibilizá-los. Outra proposta apresentada foi que, a exemplo do que ocorreu no caso das drogas para tratamento de pessoas com HIV/AIDS, ocorra uma quebra das patentes para que outros laboratórios possam também produzir as vacinas.

quantidade inferior de insumo farmacêutico ativo (IFA) entregue no corrente mês, relativamente ao anterior, e com vistas a manter a estratégia de imunização do grupo populacional de maior risco, pedem que sejam envidados esforços para a mediação de negociações entre o Brasil e a China, com o propósito de que seja antecipada a entrega suplementar de IFA, ainda neste mês de abril, em quantidade suficiente para a produção de 10 milhões de doses, iniciativa que evitaria a falta de vacinas para aplicação da segunda dose. 3) Tendo em vista o atraso no cumprimento do cronograma de entrega das vacinas oriundas do consórcio global Covax Facility, que estimava o total de 9,1 milhões de doses na primeira

remessa, das quais apenas 1 milhão de doses da AstraZeneca/Coréia foi disponibilizado, solicitam apoio no sentido de viabilizar a importação do montante acordado, qual seja, 5 milhões de doses em abril e 3,1 milhões em maio próximo, advindos da Coréia, Espanha, Itália ou de qualquer outro país produtor. 2 Ademais, pedem auxílio para garantir o cumprimento do contrato firmado entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a AstraZeneca/Universidade de Oxford, a fim de viabilizar a entrega da quantidade de IFA necessária à produção de 15 milhões de doses de vacinas, considerando que foram entregues pelo Serum Institute of India/AstraZeneca/Índia somente 4 milhões até fevereiro, devido à suspensão de exportações de

vacinas pelo governo da Índia. Objetiva-se, com isso, assegurar a entrega das 2 milhões de doses que estavam previstas para o mês de março, 4 milhões para abril e 5 milhões de doses para maio. 4) Sendo conhecida a existência de estoque não destinado à utilização imediata pelos Estados Unidos da América, pleiteiam mediação, junto àquele país, visando à aquisição – ou empréstimo condicionado a posterior devolução da quantidade correspondente – do imunizante da AstraZeneca/EUA pelo Brasil, bem como por outros países que apresentem índice deficitário de vacinação, em quantidade aproximada de 10 milhões de doses. 5) Por fim, com o propósito de assegurar a capacida-

de de atendimento dos hospitais da rede de saúde nacional, solicitam assistência para a obtenção de insumos hospitalares, a exemplo de oxigênio e medicamentos que compõem do chamado “kit intubação”. Na qualidade de líderes subnacionais de Estadomembro fundador da ONU e ciosos do princípio da solidariedade que une os povos e norteia as relações internacionais do Brasil, os Governadores signatários pedem ao mundo que se sensibilize com o atual estágio da crise sanitária que acomete o país, certos de que essas Organizações têm a desempenhar papel imprescindível no atendimento aos pleitos assinalados, cujo fim é salvar vidas por meio da imunização em massa. Brasília, 12 de abril de 2021.

Transporte de lotes de vacinas contra a Covid-19 uma entrega que estava prevista para maio possa ser antecipada para até o fim de abril, de 4 milhões de doses. Vamos tratar com Coreia, Índia e China, que estão neste esforço de produção [dos imunizantes]. Até o mês de maio completa essa entrega e maio-junho tem perspectiva de regularização”, declarou Dias em entrevista coletiva após a reunião.

da Vida e da Saúde. 1) Apesar do extenuante esforço dos gestores estaduais para mitigar os efeitos da pandemia por meio da implementação de medidas preventivas e de isolamento social, visando conter o vírus e ampliar as condições de atendimento de pacientes diagnosticados com a Covid19, clamam à comunidade das nações que ofereça ajuda humanitária ao Brasil para viabilizar a compra de mais vacinas, com o intuito de acelerar o processo de imunização e deter a disseminação da doença. 2) A fim de evitar a interrupção do processo de vacinação com a primeira dose da CoronaVac, em razão da

doses inteiramente no Brasil, sem dependência do envio de insumos de outros países, o que agilizaria o atendimento do mercado interno. Os governadores requisitaram aos representantes dos dois organismos internacionais ajuda na intermediação também junto ao governo e Congresso dos Estados Unidos para alterar a proibição de exportação do excedente de vacinas produzidas no país. A expectativa do governo estadunidense é imunizar toda a sua população até maio. A previsão de é que sobrem doses. Os governadores querem que a venda ou empréstimo de parte deste excedente sejam autorizados ao Brasil como uma situação excepcional de “ajuda humanitária”.

Assinam esta carta: GLADSON CAMELI - Governador do Estado do Acre RENAN FILHO - Governador do Estado de Alagoas WALDEZ GÓES - Governador do Estado do Amapá WILSON LIMA - Governador do Estado do Amazonas RUI COSTA - Governador do Estado da Bahia CAMILO SANTANA - Governador do Estado do Ceará IBANEIS ROCHA - Governador do Distrito Federal RENATO CASAGRANDE - Governador do Estado do Espírito Santo RONALDO CAIADO - Governador do Estado de Goiás CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

FLÁVIO DINO - Governador do Estado do Maranhão MAURO MENDES - Governador do Estado de Mato Grosso REINALDO AZAMBUJA - Governador do Estado de Mato Grosso do Sul ROMEU ZEMA - Governador do Estado de Minas Gerais HELDER BARBALHO - Governador do Estado do Pará JOÃO AZEVÊDO - Governador do Estado da Paraíba RATINHO JUNIOR - Governador do Estado do Paraná PAULO CÂMARA - Governador do Estado de Pernambuco WELLINGTON DIAS Governador do Estado do Piauí

CLÁUDIO CASTRO - Governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro FÁTIMA BEZERRA - Governadora do Estado do Rio Grande do Norte EDUARDO LEITE - Governador do Estado do Rio Grande do Sul MARCOS ROCHA - Governador do Estado de Rondônia ANTONIO DENARIUM - Governador do Estado de Roraima DANIELA CRISTINA REINEHR - Governadora em exercício do Estado de Santa Catarina JOÃO DORIA - Governador do Estado de São Paulo BELIVALDO CHAGAS - Governador do Estado de Sergipe MAURO CARLESSE - Governador do Estado do Tocantins


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Mossoró (RN), domingo, 18 de abril de 2021

HIV

Maior número de casos atinge pessoas de 30 a 40 anos

>> De acordo com os dados repassados pelo Serviço de Assistência Especializada do Rafael Fernandes, maioria dos casos de HIV é em homens amina costa

Da Redação

E

mbora estudos apontem a redução no número de óbitos e de pessoas diagnosticadas com o vírus HIV, no país, é preciso manter os cuidados para evitar a contaminação com o vírus, uma vez que os dados ainda apontam números expressivos nos novos diagnósticos da doença. Em Mossoró, desde janeiro de 2020 até o momento, 26 pessoas morreram em decorrência da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Os dados são do Serviço de Assistência Especializada (SAE) do Hospital Rafael Fernandes, que é uma referência no acompanhamento de pacientes com HIV de Mossoró e região. Atualmente, cerca de 1.700 pacientes são acompanhados pelas equipes do hospital,

onde são disponibilizados exames, consultas e medicamentos para o controle da doença. Ainda de acordo com os dados do SAE, em 2020, foram registrados 146 novos casos de HIV, que são acompanhados pelo hospital, sendo os municípios de origem mais frequentes: Mossoró (50), Pau dos Ferros (10) e Assú (12). Já nos primeiros meses de 2021, o Hospital Rafael Fernandes registrou nove casos de pacientes recém-diagnosticados. Como se trata de um hospital regional, o Rafael Fernandes atende pacientes de dezenas de cidades da região oeste do estado. A maior parte dos pacientes (476 do número total) que são atendidos pelo hospital tem idade média entre 30 e 40 anos, e são pessoas do sexo masculino. Também é expressivo o número de pessoas de 40 e 50 anos e de pessoas com ida-

Enfermeira alerta para os cuidados com doenças sexualmente transmissíveis As pesquisas que apontam a redução dos números de óbitos e de pessoas infectadas pelo vírus HIV demonstram que estão ocorrendo significativos avanços na ciência, desde o pico da epidemia, nos anos de 1990, até o momento. Estes avanços podem ser observados nas terapias antirretrovirais e nas atividades de educação sexual voltadas para a saúde, principalmente no incentivo do uso de preservativos. Mesmo com estes avanços, o que chama bastante atenção é a faixa etária das pessoas contaminadas com o vírus HIV, que é dos 20 aos 39 anos, ou seja, os jovens adultos. “Estima-se que essa expressividade em pessoas jovens se dá, principalmente, pelo fato de que as pessoas pensam que a AIDS não é mais uma doença tão forte e que não choca tanto as pessoas, porque a terapia

antirretroviral permitiu uma maior taxa de sobrevida das pessoas”, comenta a enfermeira Keylla Duarte. A enfermeira lembra ainda que essa “segurança” no tratamento da doença não pode fazer com que as pessoas tenham a falsa sensação de estarem protegidos e deixem de usar o preservativo, que é a única forma de prevenção da doença. “Esse alto índice entre adultos jovens se dá também porque são pessoas em idade fértil que, algumas vezes, não têm acesso à informação, que não têm acesso a preservativos de qualidade e não têm o conhecimento de como usar corretamente aquele preservativo. A gente percebe nas atividades de educação e saúde que quanto mais se fala sobre isso, mais se precisa falar, porque ainda existem muitas dúvidas que às vezes parecem assuntos batidos, mas que são importante estar re-

Cedida

Em pouco mais de um ano, 26 pessoas morreram em decorrência da Aids, em Mossoró e região de entre 20 e 30 anos que são portadoras do vírus (409 e 375 pacientes registrados no sistema, respectivamente). Segundo os dados do setor de farmácia do Hospital

forçando”, relata. “É importante também ressaltar que nem todo mundo que entra em contato com vídeos do HIV desenvolve a Aids. Está aí a importância também de periodicamente estar fazendo os exames, além de tomar as medidas de proteção, principalmente o uso do preservativo, independente da orientação sexual. Qualquer pessoa que tenha relações sexuais, ela pode tanto ser contaminada quanto transmitir o vírus do HIV, acrescenta Keylla Duarte. Mesmo para as pessoas que foram expostas ao vírus é possível manter uma qualidade de vida, realizando o tratamento de forma adequada. “Além do preservativo, existe a prevenção pós-exposição, quando a pessoa percebe que naquela situação ela esteve exposta ao contato com o vírus do HIV. Então, ela pode procurar uma unidade de saúde, para fazer esse tratamento. Aqui em Mossoró, por exemplo, a nossa referência é o Rafael Fernandes”, conclui a enfermeira.

Rafael Fernandes, 252 pessoas com idade entre 50 e 60 anos são acompanhadas pela equipe médica do local. As faixas etárias que contam com o menor número de pacientes em acompanhamen-

to são as de pessoas entre 10 e 20 anos (46) e entre 60 e 90 anos (147 pacientes). Os dados levam em conta pessoas com o vírus desenvolvido (AIDS), gestantes, pessoas que recorrem à profilaxia

pós-exposição (PEP), entre outros. Geórgia Viana é coordenadora do SAE do Hospital Rafael Fernandes e explica que, mesmo com a pandemia, o Serviço nunca parou de funcionar, mesmo tendo sido reduzido o número de pacientes por consulta, para evitar a aglomeração. “O nosso atendimento ambulatorial permanece com as consultas, exames e dispensação de medicamentos. Somente em casos específicos nós orientamos os pacientes para que tragam acompanhantes”, explica. Como informa a coordenadora do Serviço de Assistência Especializada, os atendimentos ambulatoriais continuam ocorrendo, de forma controlada e evitando aglomerações. No entanto, os casos de internação de pacientes com AIDS, que é quando o vírus HIV avança e começa a atingir as células do corpo, não estão sendo mais tratados na unidade. Conforme um acordo entre a direção do Hospital Rafael Fernandes e Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). “Desde o início do ano, estamos internando apenas os pacientes covid. Atualmente os casos AIDS estão sendo encaminhados para o HRTM, conforme acordo entre os diretores. Quando um paciente nosso necessita de cuidados hospitalares, ele é encaminhado para o HRTM”

Casos acompanhados pelo Hospital Rafael Fernandes, de acordo com a faixa etária: 10 a 20 anos – 46 casos 20 a 30 anos – 375 casos 30 a 40 anos – 476 casos

40 a 50 anos – 409 casos 50 a 60 anos – 252 casos 60 a 90 anos – 147 casos

Atendimentos realizados pelo Hospital Rafael Fernandes em 2020 e 2021: 2020 Total de atendimentos: 14.950 Consultas médicas: 2.279 Consultas de enfermagem: 1447 Dispensação de medicamentos: 6992 Pacientes cadastrados: 1347, sendo 839 homens e 508 mulheres Óbitos: 23 Novos casos (cadastrados no SAE): 146, sendo os municípios de origem mais frequentes: Mossoró (50), Pau dos Ferros (10), Assu (12)

2021 Atendimentos gerais: 3845 Consultas de enfermagem: 716 Consultas médicas: 1057 Dispensação medicamentos: 1066 Pacientes cadastrados: 1363, sendo 851 homens e 512 mulheres Óbitos: 03 Novos casos (cadastrados no SAE): 9


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 18 DE ABRIL DE 2021

CONT. DA CAPA

>> Os dados municipais apontam que os casos apresentados se referem à Aids quando há agravamento do vírus HIV

Município contabilizou 27 novos casos de Aids Cedida

O tratamento do vírus HIV é feito com medicamentos antirretrovirais

OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS

T

aristida603@hotmail.com

MEU COBERTOR DE LÃ

enho de escrever, agora, o último texto da semana, e esta tarde assim, nublada, me leva para distâncias que não sei dizer, apenas vagamente sentir. A vontade é a de não fazer coisa nenhuma, a mente mergulhada num profundo silêncio interior. Mas tenho de desobrigar-me do trabalho do jornal, e eis-me aqui, a postos. Vazio. Se me acodem lembranças e recordações, estas me chegam pouco nítidas dos cantos e recantos da memória, assim, meio afloradas de través. De modo que procuro juntá-las, sob o critério das emoções, a fim de encher o vazio que me crava, no peito, o sombrio nostálgico do nevoeiro lá fora. Esse silêncio frio, como aderente à pele. Como é vulgar dizer, qualquer coisa assim como quem junta as peças de um quebra-cabeça. Só que, bem no lá dentro de mim, tudo, tudo, me parece sem motivos. Sem graça nenhuma. Busco fixar-me numa melhor lembrança, que mais me revitalize a alma, me anime a vontade, mas tudo me foge, pássaros amedrontados. Mas onde ir buscar minhas melhores recordações senão no chão perdido da infância, muito embora a pobreza desvalida? Assim, tudo o que posso fazer agora que escrevo, como se estivesse fora de mim, ou isso mesmo, é descer às lonjuras desse passado, a catar as coisas que me ficaram, para sempre, na sentimentalidade.

Estou voltando, pois, pelos caminhos da imaginação sentimental, à casa materna, sem abrir condescendências às lembranças tristes. Estas, devo dizer, por mais que as descarte de mim, do meu ser mental e psicológico, não consigo apagar do mapa da memória. É que, também, me ficaram gravadas, marca de “ferro”, inapeláveis. E, então, lembro que, nas tardes assim, escuras de nuvens pesadas, ameaçando clima frio à noite – era geralmente assim lá na minha terra –, minha mãe preparava logo nossos agasalhos. Eram cobertores de lã, daqueles baratos, meio ralos, vendidos nas bancas de tecidos, na chamada “pedra do mercado”. E como eram aquecedores. O jantar lá em casa, como aliás em todas, era sempre pelas sete: quase sempre caldo de ovo, acompanhado do pão fresquinho, e bom, da padaria de seu Lalá – o melhor pão da cidade – diziam. Ficava, quero dizer, na esquina da nossa rua com a então rua do Progresso, apenas duas casas acima da nossa. E íamos dormir, felizes. Não será minha principal lembrança da infância, a mais agradável, mas será a mais oportuna em meio a esse vazio interior que me inflige a tarde nublada, e fria – de pensamentos desordenados e sentimento neutro. De qualquer forma, ela me traz o último texto da semana, e como que o calor daquele cobertor pobre.

RECADO

COVID

UNIÃO

Meu caro David Leite, veja aí, mais um favor, se me encontra a “Pequena história da literatura brasileira”, de Ronald de Carvalho, adquirível, hoje, só nos sebos. O meu exemplar, edição de l949, o cupim comeu. Obrigado.

Fico triste. Tenho informação de que aumenta o número de casos de infecção pela covid-19, em Areia Branca, Ainda bem que a prefeita, Iraneide Rebouças, tem-se mantido atuante no enfrentamento da pandemia.

Como dito na coluna anterior, a hora é de grande união dos brasileiros, em primeiro lugar, das autoridades do governo. Coisa é que não se pode aceitar as decisões retardatárias, ou mesmo omissão, do governo federal.

LINGUAGEM Ainda a arte de pontuar. Agora me refiro especificamente ao uso do ponto-e-vírgula e do dois pontos. É de lamentar a ignorância entre escritores contemporâneos, a maioria, é claro. Na verdade, poucos sabem usar, corretamente, digo, com valor semântico, esses importantes itens da arte de escrever. Com isso, resta prejudicada a expressão adequada e eficiente de conteúdos mentais. Sem semântica, pode-se dizer, sem dúvida nenhuma, desfigura-se a sintaxe: esvai-se o sentido lógico. A rigor, não se escreve literatura sem sintaxe, e dúvida nenhuma pode haver em relação ao domínio da arte de pontuar, como grande, se não absoluta, necessidade da ordem. Enfim, a pontuação não é, como ainda hoje ensina a gramática normativa, correspondente à necessidade de respirar, e sim uma exigência da sintaxe, Tudo a ver com a clareza nas relações sintáticas.

A

lém dos números de pacientes com HIV contabilizados pelo Hospital Rafael Fernandes, o Sistema de Assistência Especializada (SAE) do Município também tem o registro de pacientes com HIV, acompanhados pelo equipamento municipal. De acordo com os dados repassados pela Secretaria Municipal de Saúde, no ano 2020, foram notificados 27 novos casos de HIV em adultos. Nos primeiros meses de 2021, o SAE municipal notificou apenas um novo caso. Conforme as especificações da Secretaria, os casos apresentados se referem à Aids. A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV e surge quando a pessoa apresenta infecções oportunistas (que se aproveitam da fraqueza do organismo, como tuberculose e pneumonia)

devido à baixa imunidade ocasionada pelo vírus, muitas vezes provocada pela falta do tratamento. De acordo com Geórgia Viana, coordenadora do SAE do Hospital Rafael Fernandes, os números dos novos casos registrados são distintos. “Pode ocorrer de um paciente que abriu prontuário conosco ser acompanhado pela rede municipal, mas os números referentes a novos casos são distintos, o que aumenta o número final de pessoas recémdiagnosticadas com HIV”, informa. O diagnóstico do HIV é feito por meio de testes. Existem diferentes tipos de testes de HIV disponíveis, como o autoteste, os exames laboratoriais e os testes laboratoriais remotos. Os testes de HIV estão disponíveis também na rede pública de saúde.


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Lúdico

ficar só na produção de artigos científicos, livros técnicos que são importantes sim, obviamente, mas que a gente tem de começar isso desde a base. Nós temos que começar a criar nas nossas crianças a ideia de valorização da atividade, porque isso faz parte da nossa cul-

tura. Estamos falando de uma atividade que se desenvolve aqui na região desde o período da colonização portuguesa”. Para ajudar nessa missão, o menino vai contar com a ajuda de uma garça branca. A ave será a guia do garoto nessa aventura “sal-

gada”. Segundo o autor, o livro tem o objetivo de fazer um resgate histórico da atividade salineira e passar lições de educação ambiental para as crianças a partir deste setor. “A história gira em torno de uma criança curiosa por volta dos seus dez anos. Ela fica curiosa para entender o que é aquilo dentro do saleiro e fica curiosa para entender como se produz o sal. Esse é o ponto de partida dessa jornada. Ela encontra o dia que vai entender de onde surge o sal, seu aspecto natural e como é que o sal entra dentro da água e depois como ele é retirado de lá. Esse guia vai levando ele por uma viagem, tanto no espaço por várias regiões do mundo mostrando essa atividade e também no tempo. É uma viagem mágica trazendo todas as informações importantes dessa atividade”. Rogério Taygra disse também que foi um desafio escrever pela primeira vez uma história infantil sem perder a contextualização da produção de sal. Ele diz ainda que tem desejo que a obra seja adotada pela rede pública de ensino. “Foi um desafio de escrever pela primeira vez na forma mais lúdica, mais fantasiosa, mas sem perder a fundamentação dos aspectos históricos e técnicos da atividade. Esse foi o cerne, aliado obviamente a uma ilustração muito bem feita e bela que prende a atenção do leitor. Meu desejo é que esse livro seja adotado pelas escolas da rede pública e privada do estado, e que isso sirva como ponto de partida para o reconhecimento dessa atividade”, destaca. O livro “O fantástico mundo do SAL” ficará disponível em breve nas livrarias de toda a região. “A nossa proposta é que este livro chegue às crianças de nosso estado para que elas entendam dessa atividade de forma lúdica e didática”, comentou Taygra. A assinatura da obra é da Editora Timbú com ilustrações de Carlos Varejão.

produção que é feita da maneira que se fazia no período da colonização portuguesa, que é aquela produção de carro de mão. Essa atividade corre um sério risco de desaparecer e dentre os desafios dessa atividade está a regularização ambiental. Como qualquer outra atividade econômica que utilize recursos naturais, a produção artesanal de sal também necessita de licenciamento ambiental”. Os salineiros artesanais encontram cada vez menos estímulos para continuar com a atividade. Além das dificuldades econômicas, a

atividade sofre ainda com a insegurança jurídica advinda da falta de licenciamento ambiental das unidades produtivas, a qual pode, inclusive, provocar seu fechamento. Rodrigo Taygra revela que o licenciamento é um processo complexo e muitas vezes caro para o produtor fazer e que o pequeno salineiro não tem condições de fazer isso por diversos motivos. O licenciamento ambiental é o primeiro passo para garantir a continuidade da atividade, uma vez que a partir do licenciamento ambiental, os salineiros artesanais,

além de poderem continuar o ofício de forma legal, sem o risco de embargo das áreas, poderão acessar mercados mais exigentes (com melhor retorno econômico) e ter acesso a linhas de crédito junto às instituições financeiras, reivindicação antiga dos produtores. A salinicultura nacional está concentrada majoritariamente no litoral setentrional do Rio Grande do Norte, resultado da combinação de condições climáticas, geográficas e ambientais dessa região, as quais favorecem a formação de salinas naturais.

Livrocontahistóriadegarotoque quer saber como se produz sal >> A história infantil retrata para a garotada a importância de uma das atividades econômicas mais importantes do RN. A obra é direcionada para o público de 08 a 12 anos Rogerio taygra

Edinaldo Moreno

Da Redação

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professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e pesquisador da área da salinicultura, Rogério Taygra, lançou o livro “O fantástico mundo do SAL”, que conta a história de um garoto de 10 anos que se mostra curioso em saber como é feito o sal. A obra é direcionada para o público de 08 a 12 anos. A história infantil retrata para a garotada a importância de uma das atividades econômicas mais importantes do Rio Grande do Norte. A salinicultura é secular no estado e sempre foi vista como algo de “gente grande”. O JORNAL DE FATO conversou com o autor do livro sobre a importância de destacar a produção salineira para um público que está iniciando a leitura. Rogério Taygra ressalta que desde a graduação desenvolve atividades relacionadas à produção de sal e que o que chama a atenção dele é o desconhecimento da atividade na região. “Uma coisa que sempre me chamou a atenção nesse aspecto é o quão desconhecida essa atividade pelas próprias pessoas da região, embora nós tenhamos a totalidade das áreas produtivas do país aqui. Isso me chamava a atenção. Eu trabalhei um tempo com o setor salineiro e era muito comum receber visita de pessoas de fora, desde escolas até turistas que estavam pela região e queriam

A salinicultura é secular no estado e sempre foi vista como algo de “gente grande”

conhecer a atividade e quase nunca eu via as pessoas do próprio estado indo e isso me chamou muita atenção. Desde criança que eu entro de salina em salina e sempre me causou encantamento a produção do sal. Esse foi o ponto de partida para se pensar nessa divulgação”. O professor da Ufersa disse que costuma levar sua filha que tem sete anos e seu irmão bem mais novo para acompanhar de perto a produção. Rogério revela que gosta da reação da filha e do irmão quando estão no local. “Venho trabalhando com essa parte de divulgar a atividade e a cultura salineira. Sou pai também. Tenho uma filha de sete anos e um irmão bem mais novo

e sempre que tenho a oportunidade os levo para conhecerem a salina. Sempre gostei de ver a reação deles quando estavam naquele local, deles entenderem aquilo, como funciona, vê aquelas pilhas de sal gigantes, vê o sistema que se forma ali, lagoas gigantes onde se tem peixe, crustáceos, uma infinidade de vida”. Para ele, a valorização da cultura do sal na nossa região passa necessariamente em abordar o assunto com as crianças para que elas obtenham o hábito de procurar estar mais próximo e valorizar o produto que é fabricado em terras potiguares. “Se a gente quer mudar essa realidade de valorizar nossa própria atividade, nossa cultura eu não posso

Professor é coordenador de projeto que pretende regularizar salinas artesanais O professor Rogério Taygra é coordenador do projeto Ekosal. A iniciativa objetiva promover a regularização ambiental das salinas artesanais do Rio Grande do Norte. De acordo com Taygra, atualmente existem menos de 200 salinas artesanais no Rio Grande do Norte, localizadas, em sua quase totalidade, no município de Grossos. A produção artesanal de sal marinho é uma das ativida-

des mais antigas e tradicionais do Brasil. “Essas salinas preservam a forma tradicional de produção do sal marinho, tal qual era realizada há mais de 400 anos, usando cataventos para captação de água do mar e colhendo o sal com pás e carros de mão. A produção artesanal de sal é um patrimônio histórico e cultural do estado e do país”, comentou Taygra. O pesquisador destaca

que o projeto tem o objeto semelhante ao próprio livro direcionado ao público infantil, que é sempre pela valorização da atividade salineira, mas com uma abordagem um pouco diferente. Ele destaca que uma das formas de produzir sal que existe aqui na região é a produção artesanal de sal. “A gente conhece muita produção de sal mecanizada e pouca gente sabe também que existe ainda parte da

O livro “O fantástico mundo do SAL” ficará disponível em breve nas livrarias de toda a região


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Uern

Universidade na linha de frente da vacinação >> Professores e alunos de Enfermagem e Medicina estão atuando como voluntários na aplicação dos imunizantes na população

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esde o início da pandemia, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) tem atuado com protagonismo no combate ao novo coronavírus (Covid-19). Recentemente, dezenas de professores e alunos dos cursos de Enfermagem e Medicina assumiram mais uma missão: se tornaram voluntários na aplicação das vacinas contra a doença. Até a reitora em exercício, professora Dra. Fátima Raquel Rosado Morais esteve na linha de frente ajudando a imunizar a população. O envolvimento da comunidade acadêmica na vacinação, institucionalizada como ação de Extensão na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) teve início no último final de semana de março nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Mossoró. Desde então, a participação dos professores, estudantes e até egressos tem sido por escala, de acordo com a chegada das doses dos imunizantes e o funcionamento das unidades de saúde nos finais de semana e feriados. A diretora da Faculdade de Enfermagem (FAEN), professora Dra. Érica Louise Bezerra, ressalta que dar este exemplo de cidadania e solidariedade está salvando também as nossas vidas, resgatando nossa humanidade de contribuir e ajudar o próximo, renovando a esperança e a fé em dias melhores. “Um orgulho poder fazer parte desta corrente do bem, desta Universidade que tem um olhar e um fazer tão diferenciado - realmente nos importamos com a comunidade. Cada vacina administrada foi comemorada por termos o sentimento de estarmos salvando uma vida”, complementou. Para a professora Amélia Caroline Lopes Fernandes, da Faen, a oportunidade tem sido extremamente gratificante, principalmente para o pessoal da área da saúde que vem há mais de um ano desenvolvendo diversas ações de combate à Covid e orientando a sociedade sobre os riscos. “Tem sido emocionante presenciar várias histórias de vitórias, mesmo a nível

Cedida

Jussara Alcântara vacinou a professora aposentada da Uern Verinha Lopes e mais 116 pessoas Cedida

Cedida

A aluna Sarah Glícia se sente grata por participar de um momento que é de benefício coletivo

Para Fernando Santos, a experiência foi significativa e simbólica enquanto aluno e cidadão

de vida pessoal, em que todos temos passado por algumas perdas que são irreparáveis nesse momento. Inclusive tem nos propiciado conhecer mais sobre as vacinas, especificamente as que estão sendo ofertadas – a CoronaVac (do Instituto Butantan) e AstraZeneca (Oxford e Fiocruz)”, explicou a docente. Entre tantas pessoas vacinadas por voluntários uernianos, a aluna Jussara Alcântara vacinou a professora aposentada da Uern Ma-

fundamente. Foram 117 olhares emocionados e cheios de esperança de dias melhores. 117 pessoas que passarão a viver mais tranquilas”, relembrou a discente do 9º período do curso de Enfermagem. O sentimento que prevalece sobre o voluntariado na vacinação é, para a aluna Sarah Glícia Medeiros, como se fosse um mix de “respiro de alívio” e esperança por estar ajudando a acelerar o processo de imunização dos mossoroenses.

ria Vera Lúcia Fernandes Lopes – mais conhecida como Verinha Lopes –, mãe da docente Amélia Caroline. “Preparar e administrar o imunizante nos idosos e, ao mesmo tempo, observar a reação deles e das suas famílias ao receberem a vacina foi, sem sombras de dúvidas, histórico e emocionante. Foram 117 doses aplicadas por mim em um único dia de campanha. 117 rostos que, por mais que estivessem cobertos por uma máscara, me marcaram pro-

“A cada dose aplicada significa que vidas foram salvas e, também, alegria em contribuir para o benefício do coletivo enquanto estudante de Enfermagem em meio ao cenário atual da pandemia no Brasil”, comentou a estudante também do 9º período. Fernando Santos relatou que experienciar a campanha de vacinação foi algo extremamente significativo e simbólico para ele enquanto discente e cidadão. “Foi uma alegria imensa

ver que cada pessoa que recebia a vacina trazia consigo não só o desejo de ser imunizado, mas também a emoção e a esperança de que dias melhores estarão por vir. Ter atuado como vacinador nesse momento foi conseguir uma grande oportunidade de fazer a diferença na vida de muitas pessoas que carregam angústias e anseios que a pandemia lhes trouxe”, comentou o aluno do 6º período. Também foi para o universitário uma oportunidade de poder reafirmar a importância das universidades, em especial da Uern, e o compromisso que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem com a vida dos seus usuários. À época de sua atuação na linha de frente na UBS Dr. José Fernandes de Melo, no bairro Lagoa do Mato, no dia 03 de abril, a reitora em exercício, enfermeira de formação, declarou que era motivo de orgulho e satisfação contribuir com a sociedade neste momento decisivo. “Muito bom olhar no olho das pessoas, orientar, passar confiança e fazer parte de um momento tão especial, como é o da vacinação contra a Covid-19. Na parceria com a Prefeitura de Mossoró, a Uern coloca seus profissionais e estudantes nessa linha de frente, em mais um serviço que reafirma o compromisso da Universidade com o povo potiguar”, comentou Fátima Raquel. Mais uma vez, a Uern faz valer o reconhecimento de uma universidade socialmente referenciada, um patrimônio do estado do Rio Grande do Norte. Gratidão é o sentimento que tem a professora Amélia por tudo que a instituição representa na sociedade potiguar. “A Uern está aí disponível pra população de Mossoró e do Rio Grande do Norte, para o trabalho, para a prática social, ao alcance da população, as populações mais vulneráveis, juntamente com as equipes de saúde da família, as equipes de trabalhadores de saúde que são extremamente destemidos, organizados, receptivos. Temos sido recebidos com um carinho sem igual, sem tamanho. Então, só temos a agradecer, mandar o nosso abraço caloroso para os nossos colegas trabalhadores da saúde”, ressaltou a docente. Para Jussara, participar da vacinação é uma ocasião especial que marcará sua trajetória como acadêmica de Enfermagem. “Só gratidão à Uern por me permitir vivenciar e atuar neste momento tão importante que marcará para sempre a vida de diversas pessoas”, completou.


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Crime digital

Ilustrativa

>> A prática de perseguir alguém na web, mais conhecida como “stalking”, recentemente se tornou crime no Brasil, com pena de até dois anos de prisão

Fábio Vale

Da Redação

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gerente de uma livraria fica obcecado por uma escritora iniciante e usa as redes sociais e a internet para se aproximar dela de forma insistente. O roteiro realmente é de ficção e a trama, envolta por conflitos intensos e até assassinatos, é contada em uma série de uma emissora de streaming. Mas, situações como essa também podem fazer parte da vida real. A prática é mais conhecida como “stalking”. No Brasil, o ato de perseguir ou assediar alguém reiteradamente na web, interferindo na liberdade e na privacidade, se tornou crime recentemente. No dia 09 de março deste ano, a medida foi aprovada de forma unânime pelo Senado Federal do país. A autora do projeto, a senadora Leila Barros (PSB-DF), dedicou a aprovação à radialista sul-matogrossense Verlinda Robles, vítima de um caso de “stalking”, em 2018, que a levou a mudar de estado, e à jornalista Jaqueline Naujorks, que levou a história às manchetes. Em entrevistas, a senadora avaliou que o avanço

das tecnologias e o uso em massa das redes sociais trouxeram novas formas de crimes; e disse acreditar que a medida é necessária para dar mais segurança às vítimas de um crime que muitas vezes começa online e migra para perseguição física. “É um mal que deve ser combatido antes que a perseguição se transforme em algo ainda pior. Com a nova legislação poderemos agora mensurar com precisão os casos que existem no Brasil e que os criminosos não fiquem impunes como estava ocorrendo”, afirmou. No dia 31 de março deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou a lei, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 1º de abril. A norma altera o Código Penal e prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos e multa para esse tipo de conduta. Antes, a prática era enquadrada apenas como contravenção penal, que previa o crime de perturbação da tranquilidade alheia, punível com prisão de 15 dias a dois meses e multa. De acordo com a nova lei, o crime de perseguição terá pena aumentada em

Advogado vê lei anti-stalking como modernização do Código Penal A sanção da chamada lei anti-stalking é uma medida de modernização necessária para o Código Penal. Essa é a avaliação do advogado com atuação no Rio Grande do Norte, Igor Hentz. Para o especialista, diretor da Hentz Advocacia, a nova lei vai ajudar a prevenir prática muito comum em tempos de pandemia e redes sociais, especialmente em casos de término de relacionamento amoroso. “A modernidade e a mudança da vida cotidiana impõem, sempre, atualizações nas leis. Essa implementação vem em boa hora, porque esta nova lei serve para punir quem infringir e perseguir essas vítimas nas redes sociais e, por conta da pandemia, o nosso mundo virtual está acalorado e muito mais habitado”, analisa o advogado. Ele explica ainda que essa

lei não vem para substituir a tipificação de outros crimes, que podem ser correlatos ao próprio ato de “stalkear” a vítima, como, por exemplo, o assédio moral, sexual, atentados contra a honra e tantos outros que acabam ocorrendo em conjunto com a perseguição que a legislação agora veda. “O criminoso poderá incorrer nesse crime em concurso com outros, o que, no geral, servirá para aumentar a carga de punição contra quem costuma se valer desse expediente”, esclarece. O advogado lembra que até a sanção da lei, não havia nada na nossa legislação que definisse como crime especificamente o “stalking”, tendo o judiciário, muitas vezes, de se valer do uso análogo – e nem sempre apropriado – de outras disposições legais criminais e até cíveis, para pre-

50% quando for praticado contra criança, adolescente, idoso ou contra mulher por razões de gênero. O acréscimo na punição também é previsto no caso do uso de armas ou da participação de duas ou mais pessoas.Por ter pena prevista menor que oito anos, porém, o crime não necessariamente provocará prisão em regime fechado. Os infratores podem pegar de seis meses a dois anos de reclusão em regime fechado e multa.

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Igor Hentz diz que prática pode incluir situações como, enviar mensagens em excesso, com teor obsessivo ou intimidatório venir e punir quem atuava dessa forma. Igor Hentz pontua que agora os casos podem incluir situações de tentativas persistentes de aproximação física, recolhimento de informação sobre terceiro, envio repetido de mensagens, bilhetes, e-mails e aparições nos locais frequentados pela vítima, além de deixar comentários em excesso por email, nos serviços de mensagens como WhatsApp e redes sociais da vítima, com teor obsessivo ou intimidatório.

Psicólogo analisa que prática pode estar ligada a transtornos de comportamento Cedida

“O stalkear é um comportamento muito comum executado entre todos nós. Quando pensamos em redes sociais, a citar Instagram, automaticamente lembramos de seguir, curtir, acompanhar a vida ou trabalho de alguém. Mas, quando essa prática excede os limites do que temos entendido como entretenimento, passa a ser uma prática perigosa, abusiva, colocando a integridade física, moral, social e psicológica de outras pessoas em perigo.” A análise é do psicólogo clínico e especialista em Neuropsicologia, Terapia Cognitiva Comportamental, e Análise do Comportamento, Max Muller. Diretor clínico de um Centro Cognitivo em Mossoró, além de professor e pesquisador da área, ele afirma que esse tipo de situação se dá quando o ato de seguir/perseguir alguém ou um grupo de pessoas se constrói a partir de obsessões, gerando comportamentos compulsivos. “Além disto, outras dificuldades psicológicas estão associadas a esta prática; demais distúrbios psicopatológicos, como transtornos de ansiedade, transtornos de personalidade, vivências traumáticas, vivências de rejeições e conflitos, e inseguranças, dentre outros”. Para o psicólogo, o início deste processo pode se dar de diversas formas, e passa

Max Muller recomenda tratamento profissional tanto para autores quanto vítimas a se acentuar à medida que o perseguidor obtém prazer, principalmente com o incômodo e sofrimento de quem está sendo perseguido. Ele avalia que isso pode fazer lembrar da sociopatia ou psicopatia, mas, que vale ressaltar que estes se tratam de estruturas profundas em nível de construção do psíquico do sujeito, onde os comportamentos e obtenções momentâneas de ganhos são similares; mas, que é importante lembrar das distinções, e que, assim, o stalker, necessariamente, não é sociopata ou psicopata. “Existem várias formas de se praticar tal ato, dependendo das situações e das dificuldades sociais e psicológicas envolvidas, poden-

do ser circunstanciais, psicopatológicas, obsessões e entre outras. Não existe uma única forma da perseguição. Ela pode acontecer através dos mais diversos meios e canais, em qualquer lugar e a qualquer momento”, explica o especialista, acrescentando que os danos causados nas vítimas desta prática são na grande maioria de ordens psicológicos, emocionais e sociais. “Ter sua vida invadida e se perceber perseguido e, por muitas vezes ter em risco sua integridade física, acaba por produzir o acesso a muitos sintomas dos mais diversos quadros psicopatológicos; sendo os mais comuns, quadros graves ansiosos e depressivos. Estes devem ser submetidos a tratamento especializado, com acompanhamento de psicólogos e psiquiatras”, recomenda ele, destacando que para o autor do ato de stalking também se faz necessário tratamento. “Por se dar de causas psicológicas o mesmo não conseguirá restruturação deste processo de ordem individual. Lembrem-se que o ato de seguir deve adotar padrões e limites, ao perceber a necessidade deste, algo apresenta-se em desordem, e o primeiro a ser observado é a fixação e a quantidade de tempo que se gasta vigiando e buscando saber sobre alguém”, finaliza Max Muller.


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Especialista diz que ‘estamos mais suscetíveis’ a perseguições na web >> Para a pesquisadora Izaíra Thalita, o fato de termos uma vida mais ativa nas plataformas digitais nos torna mais propensos a sermos alvos de “stalkers”

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oje, pelo fato de termos uma vida ativa nestes espaços virtuais, incluindo dados pessoais que são constantemente divulgados, além de locais por onde se passou, preferências e etc., estamos mais suscetíveis a sermos alvos de perseguições, ameaças ou chantagens de quem busca afetar a imagem e reputação de pessoas, invadir a privacidade, visando um benefício ou coagir a uma determinada ação”. A afirmação é da jornalista e mestra em Ciências Sociais (ambos pela UERN), Izaíra Thalita Lima. Para ela, a internet abriu um vasto leque de possibilidades quando permitiu que as pessoas realizassem conexões entre si, no campo virtual, diminuindo distâncias e acelerando interações e novas práticas culturais no digital. No entanto, a especialista avalia

que como somos pessoas humanas utilizando as ferramentas e mecanismos tecnológicos, do mesmo modo que as pessoas podem usar para o bem, também podem usar para o mal. A pesquisadora de temáticas como Cibercultura e mídias sociais, cita dentro desse contexto situações como, as práticas criminosas que violam direitos individuais ou fundamentais das pessoas. Izaíra diz que é importante diferenciar a curiosidade ao se buscar informações sobre alguém na rede, do ato de realizar uma perseguição criminosa. “Obter informações sobre pessoas usando a internet tem sido uma prática comum, até mesmo pelas empresas que buscam ofertar serviços ou contratar seus colaboradores. A curtida e o envio de mensagens são formas importantes de interação nas

Cedida

Izaíra fala ainda sobre como ter um bom convívio em redes sociais e dá dicas de segurança em ambientes virtuais

redes sociais entre pessoas que estão tendo suas conversas mediadas pelos dispositivos e distantes. O stalking é diferente disso: está em enviar mensagens invasivas, são constantes, geram desconforto e invadem a privacidade podendo até ter algum tipo de ameaça”, analisa. A pesquisadora também faz uma avaliação sobre ferramentas ou medidas que podem ser adotadas para coibir esse tipo de prática. Ela cita que atualmente no Brasil como ainda não há uma Lei Geral de Proteção de Dados, muitas das informações pessoais que estão da internet acabam se tornando um prato cheio para práticas criminosas. “O que cada pessoa pode fazer é evitar dar informações muito detalhadas sobre sua rotina de vida, lugares em tempo real, pessoas próximas e disponibilizar informações

muito pessoais na Internet”, orienta. “É importante lembrar que nossos perfis de redes sociais são acessados pelo público, independente de ter alguma marcação de privacidade. Portanto, cautela na divulgação de informações pessoais e até mesmo de hábitos ou ações que compõem a sua rotina. Outra forma importante é buscar alterar as configurações em cada plataforma utilizada para que suas informações estejam de maneira sigilosa ao navegar na internet”, acrescenta a especialista dentre as recomendações dadas. Izaíra assevera que o princípio da convivência presencial vale também para o meio virtual. “Ou seja, entender que nem tudo eu devo dizer, fazer, especialmente se isto causa desrespeito ao outro (ou outros), pois, essas ações não estão livres de penalidades, também no meio virtual”, pondera ela, refletindo que os cibercrimes atualmente são um campo vasto de atuação também das polícias e que tem sido cada vez maior a quantidade de crimes e de vítimas na internet. “Cada vez que a sociedade vai demandando e cobrando atuação e punição, estas práticas virtuais vão ganhando legislações e procedimentos para que possamos nos proteger ou coibir que avancem mais”, finaliza.


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Potiguar

‘Sensação incrível’, diz Zé Flores ao comemorar 1º gol como profissional >> Atacante veio do futebol carioca para reforçar o time mossoroense na sequência do Estadual

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Potiguar só teve motivos para comemorar nesta sexta-feira, 16. Pela 6ª rodada do primeiro turno do Estadual, a equipe alvirrubra venceu o Força e Luz, por 2 a 1. O atacante Zé Flores valorizou o triunfo, o segundo do Potiguar na competição, e celebrou o primeiro gol como jogador profissional. “Emoção única. Venho sonhando desde pequeno em jogar profissionalmente e também por esse momento. Primeiramente, muito grato pelo gol e pela atuação da equipe. Estou muito feliz pelo gol, o meu primeiro como profissional e agora é dar continuidade no trabalho”, afirmou o jogador, de 21 anos. Zé Flores também ressaltou a importância do técnico Luciano Quadros para ter levantado a equipe alvirrubra e evoluído na competição e falou sobre o ambiente positivo entre o elenco. “Creio que todo jogador precisa de confiança. E isso o Luciano Quadros tem passado para mim e também ao grupo, para que nos doemos dentro de campo e façamos o nosso melhor durante os jogos e treinos também”. “É um clima maravilhoso. Somos uma família, um apoiando o outro. Nosso ambiente é muito bom, de amizade, de muito profissionalismo. Isso é muito importante dentro de um grupo e essa união está fazendo a diferença dentro do

Léo Koura

Zé Flores comemora o seu primeiro gol como atleta profissional campo”, completou o atleta, que é primo de Erick Flores, atacante da Portuguesa/RJ, e que começou a carreira no Flamengo/RJ. Emocionado, Zé Flores dedicou o gol aos seus pais, grandes incentivadores da carreira do atacante.“Quero

dedicar o gol a minha mãe e ao meu pai que me apoiam desde pequeno. Momento especial, bastante especial. É uma sensação incrível”, contou. EQUIPE Depois da vitória de sexta,

Vasco enfrenta o Boavista querendo manter boa fase Rio – Em alta após vencer o Flamengo, o Vasco tenta dar sequência ao bom momento, neste domingo, 18, contra o Boavista, em Bacaxá, no encerramento da 10ª rodada do Carioca. O Vasco chega à penúltima rodada da Taça Guanabara na quinta colocação, com

13 pontos, e ainda com chances de chegar ao G4, a zona de classificação para a semifinal. Para continuar sonhando com a vaga, porém, o time cruzmaltino dependia de tropeços de PortuguesaRJ, atual terceira colocada, e Fluminense, quarto colo-

cado, em partidas que aconteceriam neste sábado, 17. Já em relação à equipe que irá a campo na região dos Lagos, a tendência é que o técnico Marcelo Cabo repita a escalação utilizada quinta-feira, 15, na vitória de 3 a 1 sobre o time da Gávea.

FICHA TÉCNICA BOAVISTA

Klever, Caio Felipe, Pedroso, Elivelton e Jean; Erick Flores, Jucilei e Ralph; Feijão, Douglas e Renan. Téc. Leandrão

VASCO Lucão, Léo Matos, Ernando, Castán e Zeca; Andrey, Galarza e Marquinhos Gabriel; Pec, Morato e Cano. Téc. Marcelo Cabo

Local - Bacaxá, em Saquarema (RJ) - Horário - 18h30 - Juiz - Tarcizio Pinheiro Caetano

o time voltou aos trabalhos no dia seguinte iniciando preparação para o duelo com o ABC, na próxima quarta-feira, 21, em Natal. O apoiador Jefinho Alves, que se contundiu durante jogo com o Força e Luz, será reavaliado. (Fonte: Ascom Potiguar).

No Estadual do RN, América e ABC fazem derby, na Arena Natal – Guardadas as proporções e a qualidade dos elencos montados pelas equipes, os mais otimistas esperavam que o primeiro clássico do Campeonato Estadual serviria apenas para definir a liderança da Copa Cidade do Natal, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Estadual. Mas por força do destino veio a paralisação de 14 dias na competição, uma derrota inesperada do América para o Palmeira/RN e o resultado disso é que o primeiro choque entre rivais ganhou contorno de uma verdadeira decisão para o Alvirrubro. A equipe que não vence há três partidas, vai a campo com a obrigação de vencer o ABC, sob pena de colocar em risco, até mesmo a presença na final do turno, exatamente como ocorreu na temporada passada. O confronto deste domingo, 18, tem o início marcado para as 16h, na Arena das Dunas. Com tamanha importância, o mistério passou a rondar os treinamentos dos dois clubes. No lado abecedista, o treinador Sílvio Criciúma faz mistério em relação ao aproveitamento do atacante Wallyson, que sofreu uma contusão muscular de grau um no sábado passado e não participou do jogo contra o Botafogo-RJ, pela Copa do Brasil, com a finalidade de estar em campo diante do América. A única informação a esse que vem do CT alvinegro é que o atacante continua em tratamento intensivo.

Já no América, o treinador Evaristo Piza sabe que não poderá contar com o zagueiro Flávio Boaventura, que também se trata de uma lesão muscular e não atua desde o dia 14 de março. Mas como elogiou o rendimento da equipe na derrota para o Cruzeiro/BH pela Copa do Brasil, o comandante americano deve permanecer com o garoto Ian Carlo formando dupla de zaga ao lado de Alisson Brand. Mas o coelho na cartola de Evaristo está justamente nas peças novas que o elenco recebeu durante a semana e que já estão aptas para atuar. Experiente, Piza disse que antes de definir a escalação vai avaliar as possíveis formações do adversário, que teoricamente vai entrar em campo mais tranquilo, podendo optar por uma formação mais defensiva, para atuar em cima dos erros americanos, uma vez que possui jogadores com velocidade no ataque. “É um clássico que envolve muitas coisas, existe uma rivalidade por trás, mas ela é sadia. Sabemos que será uma partida muito disputada e passei isso para o nosso grupo. Temos uma necessidade de vitória maior que o adversário e necessitamos realizar um confronto consistente. Estamos vindo de uma partida muito boa, independente do resultado final da partida contra o Cruzeiro, então pretendemos render de forma semelhante diante do ABC”, afirmou o comandante americano.

FICHA TÉCNICA AMÉRICA Samuel Pires, Everton Silva, Ian Carlo, Alisson Brand e Peri; Juninho, Felipe Guedes e Romarinho; Caxito, Wallace Pernambucano e Elvinho. Téc. Evaristo Piza.

ABC Wellington, Netinho, Vinícius Leandro, Helitão e Victor; Vinícius Paulista, Janderson e Valderrama; Maycon Douglas, Alan Pedro e Wallyson (Vitinho). Téc. Sílvio Criciúma.

Local - Arena das Dunas - Horário - 16h - Juiz - Zandick Gondim Alves

Neymar admite se dedicar ao Poker quando pendurar as chuteiras Neymar negocia a renovação de contrato com o Paris Saint-Germain, da França, até 2027. A milionária extensão do vínculo não impede o atacante de começar a pensar no plano de aposentadoria. Com 29 anos, o astro, em entrevista ao portal francês ‘CNews’, revelou que pretende transformar um hobbie em profissão quando pendurar as chuteiras e se dedicar ao poker. “É uma das coisas que mais amo. Sinto-me muito confortável e penso, sim...

Disputar torneios, participar dos que sempre quis e nunca pude devido à minha agenda. Quando terminar minha carreira no futebol, essa é uma das coisas que tenho vontade de fazer, porque jogo quase todos os dias há muito tempo e procuro aprender cada vez mais”, disse Neymar. Embaixador do Poker Stars, um de seus patrocinadores, Neymar costuma trocar o gramado pela sala de gamer, onde joga e transmite jogos on-line, e pela mesa de

poker. Ele foi apresentado ao esporte por colegas da seleção brasileira durante o período de preparação para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Hoje, enfrenta os colegas do PSG. “Jogamos muito quando estivemos em Portugal, na fase final da Liga dos Campeões de 2020. Às vezes, nos encontramos na minha casa, na do Navas ou na do Paredes. É uma forma de unir o grupo, de passarmos mais tempo juntos”, garantiu o atacante.


8 esporte

domingo, 18 de abril de 2021

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

Interino

fabio willard de oliveira

Só a municipalização não salva o futebol

A

municipalização do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, por si só, não resolve o problema do futebol mossoroense. O velho Nogueirão, agora incorporado ao patrimônio público, ganha a possibilidade, e não a garantia, de ser melhor cuidado. O prefeito Allyson Bezerra, por exemplo, prometeu ampla reforma. Agora, se isso vai se traduzir em novo tempo do futebol da cidade, não há como atestar. Nem de longe. A crise no futebol profissional da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte é dos clubes, de Potiguar e de Baraúnas, além de incompetência histórica da Liga Desportiva Mossoroense (LDM). Isso vai além da boa vontade da gestão pública municipal. Potiguar e Baraúnas, como clubes

de futebol, deixaram de existir há muito tempo. Funcionam apenas como agremiações amadoras, tocadas por desportistas apaixonados, mas sem nenhuma aptidão para a gestão de futebol. O Potiguar ainda insiste em colocar um time em campo, mas, daqui a pouco, se não mudar de mentalidade, se juntará ao Baraúnas no ostracismo. Veja que nem o desportista suporta o amadorismo no futebol. Eles deixaram de acompanhar Potiguar e Baraúnas e transferiram as suas torcidas para clubes de maior expressão do futebol brasileiro e de europeus como Barcelona, Real Madri, PSG, entre outros. Portanto, a municipalização do Nogueirão pode abrir outros caminhos, que não sejam do futebol. Infelizmente.

iMAGEM QUE MARCA Cedida

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Só bate quem erra” MATEUS, antigo volante do Caixas, do Rio Grande do Sul, ao tentar justificar o pênalti perdido contra o Novo Hamburgo, na final do primeiro turno do Campeonato Gaúcho.

Está melhor O time do Potiguar parece outro, não apenas pelas duas vitórias seguidas, mas pelo futebol apresentado. Valoriza a posse de bola e mostra-se com um esquema de jogo bem definido. Coloque na conta do técnico Luciano Quadros. VAR, POR FAVOR O Ferrim saiu da Copa do Brasil porque a arbitragem não viu que a bola entrou em cobrança de pênalti. Se tivesse o VAR nas primeiras fases da competição, o time cearense teria passado para a terceira fase, com R$ 1,7 milhão em caixa. Há 16 anos Para quem não lembra os autores dos gols do Baraúnas na vitória de 3 x 0 sobre o Vasco, em pleno São Januário (Rio), na noite histórica de 20/04/2005, vamos refrescar a memória: Cícero Ramalho, Toni e Henrique. Escalação O jogo histórico pelas oitavas da Copa do Brasil, o Baraúnas jogou com Isaías; Da Silva, Pedrosa, Nildo e Aguinaldo; Célio, Val, Toni e Amarildo (Edinho); Cícero (Henrique) e Álvaro (Hermano). O técnico era Milluir Macedo.

A crônica esportiva ainda chora a morte de Olismar Medeiros Lima. O Baraúnas, também. Foi ele, como torcedor apaixonado, que escreveu o hino do clube. Grande figura humana.

Torcedor

A semana na história O craque Romário, desolado, observado por Nildo, um dos melhores zagueiros da história do futebol mossoroense. A imagem marca a vitória do Baraúnas sobre o Vasco, por 3 a 0, pela Copa do Brasil de 2005. O jogo histórico completa 16 anos nesta semana, no dia 24 de abril.

Reprodução

Klayton, Luana e Duda Família rubro-negra da Flamossoró está pronta para novas emoções

Futebol Clube

Bloqueado A situação financeira do ABC é complicada, embora a sua diretoria garanta que está sob controle. Só que a justiça trabalhista já bloqueio R$ 550 mil do prêmio de R$ 1,7 milhão que ganhou com a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil. Audiência e Qualidade O SBT deve ganhar pontos de audiência com a fase de grupos da Libertadores que começa nesta semana. Na terça-feira, 20, transmitirá Flamengo X Velez. Agora, seria interessante melhorar a equipe de narradores e comentaristas. Sem falsa modéstia Depois de voltar a atuar na sua posição de origem, Daniel Alves afirmou que é o melhor lateraldireito do mundo. Sem falsa modéstia. E repetiu que, no Brasil, só joga no São Paulo.


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@defato_rn

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DOMINGO, 18 de abril de 2021

mulher

a mente

e os cabelos

>> Especialista explica como

questões emocionais, como depressão, estresse e ansiedade podem afetar a saúde dos fios

D

urante a pandemia do coronavírus, a mudança na rotina, a sobrecarga no trabalho, a preocupação constante com a saúde de amigos e familiares, entre outras questões, podem desencadear diversos problemas emocionais. Mais do que simplesmente impactarem o nosso humor e disposição, doenças psicossomáticas como estresse, ansiedade e depressão têm o poder de impactar até mesmo nosso físico – afetando pele, unhas e cabelo. “A relação entre o lado emocional e o problema capilar está diretamente ligada ao estilo de vida que levamos hoje, principalmente no contexto da pandemia.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Apesar de alimentação inadequada, fatores genéticos e distúrbios hormonais serem alguns dos responsáveis por comprometer a saúde dos fios, questões relacionadas ao estresse pioram esse quadro”, explica a tricologista Viviane Coutinho, membradocente da Academia Brasileira de Tricologia (ABT). A especialista afirma que fatores emocionais podem prejudicar os cabelos, mas também podem ser os próprios causadores de diversos problemas capilares.

“Quando acionamos os gatilhos emocionais, nosso corpo pode comprometer seus marcadores inflamatórios. A partir disso, é possível que se dificulte a oxigenação e circulação sanguínea na cabeça, tornando o couro cabeludo mais sensível”, aponta. Uma das disfunções mais comuns é a queda, que geralmente é causada pelo estresse.

“Seja por pressão no trabalho, na faculdade ou nos relacionamentos, cada pessoa lida de uma maneira diferente com as atividades do dia a dia. Mas é importante ressaltar que o organismo também reage a todos esses acontecimentos. O eflúvio telógeno, que é perda acentuada de fios e a alopecia areata, que se caracteriza pela queda de cabelo em áreas específicas da cabeça, acabam sendo mais frequentes.” Outras doenças causadas por fatores emocionais e que influenciam a saúde dos fios são a dermatite seborreica e psoríase, cujos sintomas muitas vezes surgem na forma de coceira e descamação. Viviane indica o tratamento adequado. “Para tratar, é preciso colher todos os da-

dos e fazer um exame tricoscópico no paciente, no qual seu quadro será analisado. O objetivo principal é diminuir o processo inflamatório, melhorando a microbiota, isto é, a saúde dos microorganismos que naturalmente residem naquela região”, descreve. “Também estimulamos fios novos e reduzimos a queda com o aumento da circulação periférica e ainda damos orientações especializadas de home care, respeitando sempre as necessidades de cada cabelo”, acrescenta a especialista. Ela ressalta que o cabelo reflete o que somos, pois expressa a nossa identidade pessoal por meio do visual. “Quando não estamos satisfeitos com ele, principalmente por mudanças bruscas que não conseguimos controlar, como a queda acentuada, isso também abala a autoestima”, nota. “Nosso corpo está sempre nos dando sinais. Portanto, preste atenção a esses sinais para procurar ajuda profissional o quanto antes e, assim, recuperar a saúde capilar.” Além dos cuidados com os fios, ainda é essencial chamar a atenção para a importância da saúde mental. “De vez em quando, é superválido distrair a mente e relaxar para reduzir o estresse, porque isso também ajuda o seu cabelo a ser mais forte e saudável, além de evitar outros possíveis problemas de saúde”, recomenda.


2 oPInIÃo

DOMINGO, 18 de abril de 2021

conTexTo

sérgio chaves

www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

FesTa

A Juçara Figueiredo Produções, com incentivo da Lei Aldir Blanc e o patrocínio do Governo do RN, Fundação José Augusto, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, realiza o Fest Bossa & Jazz Mossoró – Home Sessions nos dias 24 e 25 de abril. Com a participação de atrações locais, o evento acontece no Garbos Trade Hotel e será transmitido pela TCM Telecom e pelos canais do Festival. O Fest Bossa & Jazz Home Sessions conta com o apoio ainda da Clínica Odete Rosado, do Ro-

MilTon MarQUes

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou, por unanimidade, Projeto de Lei de autoria do vereador Professor Francisco Carlos, que altera o nome da Casa de Saúde São Camilo de Lellys para Hospital Psiquiátrico Municipal Milton Marques de Medeiros, fundador da casa de Saúde, médico psiquiatra, professor e ex-Reitor da UERN, de saudosa memória. Uma justa homenagem! Vamos ver se passa pela caneta do prefeito Allyson Bezerra. Creio que sim. Devido à repercussão positiva junto à imprensa e à sociedade.

Pa r a b É n s !

Saúde, paz, alegrias e muito amor para os aniversariantes da semana! Felicidades!

singride Marcelino rosado (20).

Joana d’arc Fernandes Maria Zuíla coelho (21). negreiros (22).

Toinho silveira (24).

GUiMarães rosa

FesT bossa & JaZZ HoMe sessions MossorÓ

Hoje é dia de vivas para o empresário Alberto Eiji Otani, a professora Inessa da Mota Linhares Vasconcelos e a tia Maria da Glória de Brito Chaves Garcia Maia. Amanhã (19), é dia de festejar o dr. José Otto Santana, Nise Mariane Nóbrega, Jorge Luís Mendes Pinto, Carlos Roberto Marques, o advogado Thiago Carlos Barbosa, o coronel Francisco Canindé de Freitas e a bacana Hildegard Mota. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

dix-sept rosado sobrinho (22), com Kátia.

O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem!”

danísia Freitas (21), com cristiane dantas.

Inessa linhares (hoje, 18), com sânzia Fernandes.

raniére Fernandes (23).

Fátima e Thiago carlos barbosa (19).

Mara lidiane (24), com Frank Felisardo.

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Patrícia e ewans araújo (22).

ck Burg e Stella Artrois. O line-up do evento conta com nomes de destaque da música local. No sábado (24), sobem ao palco Terra do Sal Jazz Band, Gabriela Mendes e banda e As Liras & banda. No domingo (25), será a vez de Jean Lone & The Bluesthunders e convidados, Dayanne Nunes e banda e Brazuka Jazz. Nos dois dias, após os shows, haverá home sessions com coletânea de vídeos unindo virtualmente músicos do RN, do Brasil e do mundo. Vai ser show. Agende!

circUlando @ E a COVID vai nos levando gente boa além da conta. Essa semana, entre tantos que nos deixaram vitimados por esse mal, perdemos o professor e radialista Olismar Lima e o repórter e apresentador Francileno de Góis. Às famílias, o nosso abraço solidário e a certeza de que em Deus encontramos respostas e alento. @ A COVID é uma realidade. Fato. Mais de 365 mil brasileiros já foram vitimados por esse mal no último ano. A variante brasileira, em circulação em todo o país, e que assusta o mundo, é muito mais transmissível e letal. A vacina segue sendo aplicada lentamente (até quinta, 15, nem 15% da população brasileira tinha recebido a primeira dose), é a nossa melhor arma. Enquanto não chega, o distanciamento social, o uso de máscaras e a higienização das mãos com água e sabão e álcool em gel ou a 70% são as nossas armas. Se puder, fique em casa! @ O prefeito Allyson Bezerra não gosta de aparecer normal não, né? A creche do Proinfância da Estrada da Raiz foi inaugurada pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini, cabia ao prefeito colocá-la para funcionar, terminando de equipar. Somente. Pois bem, Allyson promoveu outra inauguração, deu fim à placa original e colocou outra com o seu nome, do secretário forasteiro Brenno Queiroga e outros mais. Não fez sequer menção ao deputado Beto Rosado, autor da emenda para a conclusão do projeto. @ A Creche estava com obras paralisadas desde a gestão desastrosa do ex-prefeito Silveira Júnior, que o atual prefeito tão bem apoiou. Rosalba quando assumiu, em 2017, foi atrás de terminar a obra, sabendo da importância da creche para a região e a inaugurou ao final do seu mandato. Essa é a verdadeira história! @ Mas não podemos esperar outra coisa desse senhor que ora ocupa o Palácio da Resistência. Diariamente, nos chegam relatos de absurdos, perseguição e truculência. Essa história Mossoró conheceu tempos atrás, voltou com outra maquiagem apenas para enganar, mas em pouco mais

de três meses de gestão a máscara já começa a cair. Aguardemos cenas dos próximos capítulos! @ Ah! Sem esquecer de comentar a funcionária “The Flash” né? A cidadã dá expediente na PMM e também em uma cidade do Ceará, distante cerca de quatro horas de viagem daqui, onde é, pasmem, secretária. Só com superpoderes mesmo! @ E olhe que nem vou comentar a mudança da bandeira do município, com o intuito de “modernizar a nossa identidade”. De torar as tamancas, como diria o saudoso jornalista Emery Costa! @ A Temperatto Cozinha Delivery dos Chefs Júlio César Aquino e Teclivan Fernandes lançou dois novos pratos para o a La Carte no jantar de quarta a sábado e almoço do domingo. De segunda a sexta, seguem fazendo sucesso com quentinhas e marmitas com ótimos preços. Comida saborosa! Informese pelo 99606-9003. @ Glenda Frota e a filha Laíssa lançaram esse final de semana o Feijú Delivery que passa a oferecer feijoada completa e de qualidade nos finais de semana. Siga @feiju_delivery. Sucesso! @ E as eleições da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, foram suspensas. O pleito para Reitor e vice estava marcado para a última quarta (14). A juíza Adriana Santigo Bezerra da 3ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró julgou procedente o mandado de segurança impetrado pelos candidatos Paulinho Silva/Kelânia Martins. Nova data deve ser marcada para as eleições após decisão da justiça. Aguardemos! @ E a Tudo diBão continua nos surpreendendo. Além das delícias típicas do Seridó como carne de sol, manteiga da terra, queijos e biscoitos, a loja de Ubiracy Tavares e Cláudia nos brinda com delícias a mais. Burratas, mantas, nozinhos, molhos diversos, geleias, salgados e massas semiprontas. No CCNB na Diocesana. Vale o deleite! @ Que consigamos seguir mesmo em meio às tribulações. Fé e coragem sempre. Boa semana!


saúde 3

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conexão saúde neY robSon VIeIrA AlencAr

conexaosaude.defato@outlook.com conexaosaude.defato@outlook.com

A Importância da Odontologia na UTI Hospitalar

Medidas como higiene oral diária, restaurações de cavidades abertas, exodontia de elementos com mobilidade ou infecção, controle da doença periodontal, são alguns exemplos de procedimentos realizados pelo dentista dentro da UTI

O

dontologia hospitalar dentro das UTIs covid ou não covid tem como principal objetivo diagnosticar e tratar focos de infecção oral. Medidas como higiene oral diária, restaurações de cavidades abertas, exodontia de elementos com mobilidade ou infecção, controle da doença periodontal, são alguns exemplos de procedimentos realizados pelo dentista dentro da UTI. Esses procedimentos diminuem consideravelmente os riscos de uma infecção sistêmica associada, uma vez que os pacientes são polifarmácia, possuem comorbidades ou no caso dos pacientes covid encontram-se com sua imunidade comprometida, favorecendo assim o aparecimento de infecções oportunistas como herpes e candidíase. Outra questão a que devemos estar atentos dentro das UTIs são os traumas orais, causados pelo tubo, por mordidas involuntárias ou pela posição pronada a que alguns pacientes são submetidos. Esses eventos devem ser tratados pelo dentista. Os

traumas são tratados com a instalação de protetores bucais. A babação também é um evento constante na UTI, e a falta de tratamento pode levar o paciente a uma bronco aspiração, o que pode causar uma pneumonia, piorando o quadro geral do paciente. Isso pode levar a um aumento nos dias de internação, onerando os custos hospitalares. Infelizmente não são todos os hospitais que contam com a presença do dentista na sua equipe multiprofissional. A pandemia da covid-19 trouxe à tona essa necessidade. Tem-se falado muito sobre a importância do dentista na equipe, reconhendo sua importância no cuidado geral, pois o paciente de covid tem muitas demandas orais que requerem cuidado especializado, seja pela condição sistêmica do paciente, pela alta carga viral encontrada na saliva, ou pela longa permanência na UTI (em torno de 30, 40 dias). Todos esses fatores propiciam a colonização de bactérias, fungos e vírus levando o paciente a desenvolver infecções oportunistas,

neY robSon VIeIrA AlencAr – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia

piorando assim o quadro geral. A rotina do dentista na UTI é intensa na busca de diagnosticar e controlar focos infecciosos, minimizar traumas orais e melhorar sobretudo a qualidade de vida desse paciente. Na UTI do HMAC e LMECC, hospitais nos quais presto atendimentos, a rotina é a mesma: visitas sistemáticas a todos os leitos, higiene oral em todos os pacientes, orientações e apoio aos técnicos em enfermagem sobre cuidados orais. Na grande maioria das vezes a higiene oral dos pacientes é realizada por eles, resolução das demandas que necessitam de intervenção. Assim é a nossa rotina dentro da UTI. Estima-se que durante a pandemia o índice de prevenção de infecções respiratórias / PAV (pneumonia associada à ventilação) por meio do trabalho dos detistas nas UTIs pode chegar a 80%. Um resultado muito animador para a categoria. Muito ainda precisa ser feito para que todos pacientes em UTI tenham um atendimento completo e especializado, mas estamos no caminho certo.


4 MUlHer / Moda

DOMINGO, 18 de abril de 2021

Georgiano azevedo georgianoazevedo@gmail.com

allana caValcanTe

rebeca caValcanTe

21 anos e 1,71 m, residente na Maísa, usa blusa Coca-Cola, calça e tênis Colcci. Tudo EMI.

15 anos e 1,70 m, de Patu, usando look Damyller.

daYane Pereira 19 anos e 1,71 m, de Mossoró, com look total CocaCola para EMI e bota Arezzo.

New Face

leTÍcia loPes 17 anos e 1,69 m, de Mossoró, com look Damyller e bota Carmen Steffens.

edUarda cosTa 18 anos e 1,68 m, de Assú, usa vestido R.Vinte.

“Como faço para ser modelo???”. Essa é uma pergunta constante para quem trabalha no ramo!!! Anote aí: um bom começo é procurar uma agência de confiança. No Rio Grande do Norte, a Tráfego Models, que atua há quase 30 anos, revela novos modelos através do Tráfego Look, o maior concurso de modelos do Nordeste. No início, os “novatos” fazem parte do departamento de News Faces. Na edição passada, realizada em dezembro de 2020, o concurso revelou grandes nomes que prometem fazer carreira de sucesso. Alguns já começaram a emplacar trabalhos. E tais trabalhos surgem através do book digital/composite, que é nada mais nada menos do que um “cartão postal” de cada modelo, que será apresentado para clientes e agências de publicidade. Para o Book Digital, a equipe de styling da Tráfego Models procura optar por looks que favoreçam o modelo, uma pegada mais clean, atemporal e cores neutras. Hoje, vamos apresentar cinco news faces que já garantiram seu book digital em fotos de Pedro Sobrinho.

direção de Moda/styling: Georgiano Azevedo – Fotos: Pedro Sobrinho – beleza: João Paulo Oliveira (Salão Vintage Hair) – Modelos: Allana Cavalcante, Rebeca Cavalcante, Letícia Lopes, Dayane Pereira e Eduarda Costa (Tráfego Models Mossoró) – looks: Damyller, EMI e R.Vinte. – Pisantes: Arezzo e Carmen Steffens.

Vendas on line pelo instagram @georgianoazevedo CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

RUA: ALDO FERNANDES, 32 -NOVA BETÂNIA CONTATO (84) 99685-0448 INSTAGRAM @restsaboresdavida


editorial [ índice

Autismo: das incertezas à vitória

C

om o objetivo de ajudar outros pais e mães que assim como ela receberam o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, de seus filhos, orientando sobre seus direitos e os caminhos que precisarão percorrer após o diagnóstico, Rosângela Lima, mãe do adolescente de 15 anos Guilherme Barroso, decidiu compartilhar em livro suas experiências de lutas e vitórias vivenciadas desde recebeu o diagnóstico de seu filho. Na obra que será lançada em maio, Rosângela explica detalhadamente, sem esconder preconceitos e batalhas que passou durante este período, e a maneira como lidou com todas as fases do processo. Há 13 anos, quando recebeu o diagnóstico de Guilherme, Rosângela não contava com os meios de acesso à informação que existem hoje. “Todas as noites respondo a dezenas de mães, pais e familiares de autistas querendo me ouvir, querendo acalmar o coração. Muitas pessoas relatam que após ouvir meu testemunho, passaram a ter esperança e autoconfiança ao enfrentar as incertezas do autismo na vida dos filhos. Então, em respeito a nossos amigos e seguidores das redes sociais, resolvi compartilhar com todos como eu transformei tudo em lutas e vitórias”, explicou Rosângela, ressaltando o quanto é gratificante ajudar as pessoas que buscam apoio. O livro tem o valor simbólico, com o frete grátis para todos os estados do Brasil. Rosângela afirma que para o lançamento será realizado um evento de forma on-line, por meio do Zoom, com participações de convidados e aberto ao público. Os interessados podem obter mais informações por meio da perfil no Instagram @autismoembuscadeinclusao. Boa leitura, Nara Andrade.

Autismo: das incertezas à vitória Mãe mossoroense lançará livro para ajudar pais com o diagnóstico dos filhos com Transtorno do Espectro Autista. Página 4

Adaptação Cia. Pão Doce precisou passar por adaptações, sendo a primeira da região Oeste do Rio Grande do Norte a realizar experimentos cênicos-virtuais, com espetáculos. Página 8

Colunas

José Nicodemos A Balada do Impostor

Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

A DOUTORA MARIQUINHA josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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ra o tempo em que moça direita não andava com moça falada. Moralidade da sociedade tradicional. Caía logo na boca do povo. Mariquinha, moça da sociedade, era uma dessas faladas, não ligava para o falatório vulgar. Justamente o contrário: ria-se dos que lhe enxovalhavam o nome. Não dava bolas. Sempre alegre e jovial, vivia a vida a seu modo, apesar do reclamo constante dos pais. Era existencialista à maneira de Sartre, não que lhe conhecesse os conceitos filosóficos. Tudo que se pode dizer é que era ela um espírito superior, além da mentalidade do tempo. Usava calças compridas, blusa acima do umbigo, amarrada na cintura, fumava cigarros em público, bebia nos bares juntamente com rapazes, sem falar que o namoro era daquele jeito. Dela, diziam que não era mais moça. Era. Ainda não encontrara o homem que lhe tocasse o sentimento do coração – explicava-se. No caso, não hesitaria em entregar-se: a vida foi feita para ser vivida, não para ser sonhada. Era assim que Mariquinha encarava a vida. A realidade concreta. O que era feio, incompatível com a vida em sociedade, era fazer o mal. O desamor ao próximo, neste sentido de ajudá-lo em suas necessidades mais agudas. Justificava-se. E era isso o que ela fazia, quanto lhe era possível. Sem olhar a quem. Desde menina. Dividia com o outro, necessitado, a mesada que o pai lhe dava para suas satisfações. Despesas do estudo.

Mentalmente superior, não alimentava rancor nenhum, ou sentimento equivalente, contra aquelas moças que, seguindo a regra paterna, a evitavam, vezes de forma grosseira. Humilhante.

Formou-se em Direito. Depois, juíza, Mariquinha, agora doutora Mariquinha, tornou-se conhecida e considerada pela intransigência da justiça em suas sentenças. O seu grande respeito à condição humana. DOMINGO, 18 de abril de 2021

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Autismo: das incertezas à vitória

>> Mãe mossoroense lançará livro para ajudar pais com o diagnóstico dos filhos com Transtorno do Espectro Autista.

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ual seria a sua reação se o seu filho fosse diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista? Imagine então, qual seria a sua reação se o diagnóstico fosse há 13 anos, onde os meios de acesso à informação sobre o autismo eram bem menores do que hoje? Rosângela Lima, mãe de Guilherme Barroso, hoje com 15 anos, escreveu um livro para contar a sua história: Autismo - das incertezas à vitória. Nesse livro, ela explica detalhadamente, sem esconder preconceitos e batalhas que passou durante este período, a maneira como lidou com todas as fases do processo. “Todas as noites respondo a dezenas de mães, pais e familiares de autistas querendo me ouvir, querendo acalmar o coração. Muitas pessoas relatam que após ouvir meu testemunho passaram a ter esperança e autoconfiança ao enfrentar as incertezas do autismo na vida dos filhos. Então, em respeito a nossos amigos e seguidores das redes sociais, resolvi compartilhar com todos como eu transformei tudo em lutas e vitórias”, explicou Rosângela, ressaltando o quanto é gratificante ajudar as pessoas que buscam amparo. “Sinto que é uma missão falar sobre autismo. Sou grata a DEUS por ajudar centenas de famílias através da nossa rede social (@ autismoembuscadeinclusao). O

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Lançamento do Livro está previsto para o mês de maio, com uma programação on-line, por meio do Zoom DOMINGO, 18 de abril de 2021

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Lançamento

meu objetivo é orientar os pais sobre os direitos de seus filhos e, principalmente, identificar se estão depressivos e oferecer ajuda conversando ou sinalizando os caminhos que precisarão percorrer após o diagnóstico”, disse. No livro, Guilherme, que já tem três livros lançados, não entra como escritor, mas sim como uma inspiração para que Rosângela pudesse escrever um pouco da trajetória deles. “Foi a primeira pessoa a torcer por mim, a acreditar que eu também poderia ajudar pessoas com meu livro”, comemorou. Rosângela afirma que o lançamento está previsto para o mês de maio, e que a programação de lançamento está sendo preparada. Ela adianta que será realizado um evento de forma on-line, por meio do Zoom, com participações de convidados e aberto ao público. Os interessados podem obter mais informações por meio da perfil no Instagram citado acima. O livro tem o valor simbólico de R$ 29,90, podendo ser pago via pix (8497012838) ou transferência bancária, com o frete grátis para todos os estados do Brasil. Quem o adquire pode acompanhar o andamento de sua entrega por meio do código de rastreio pelo site dos correios. “O dinheiro da venda ajudará Guilherme a lançar seu 4º livro e a impulsionarmos ainda mais informações sobre autismo, respeito e empatia”, comentou, falando também um pouco das vitórias do filho. Orgulhosa como toda mãe, Rosângela faz questão de ressaltar que o próximo livro que Guilherme lançara será bilíngue, nos idiomas português e inglês, com tema voltado para o Capacitismo Familiar. Guilherme Barroso já é autor dos livros: Diário de um Pré-Adolescente Autista, Pelos Olhos de um Autista – Dicas para Professores, e O Menino que Brincava com os Dedos.

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Aos 15 anos, Guilherme já conta com três livros lançados. O adolescente está trabalhando no seu 4º livro, que será bilíngue nos idiomas português e inglês.


Lançamento

Lançado pela Abarros Editora, o livro de autoria de Rosângela Lima, “Autismo – das incertezas

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Rosângela Lima é mãe de Guilherme Barroso, diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista há 13 anos.

à vitória”, foi diagramado por Augusto Paiva, e conta com 75 páginas. “Fazemos um trabalho muito de perto com Guilherme, incansável. Sempre procuro inserir tudo que é possível para o desenvolvimento dele. Ele sabe fazer, por exemplo, crepe, sanduíche, suco. Agora por último ele aprendeu a fazer a barba. Fica na aula on-line, organiza o quarto dele. Dentro do que um dos médicos disse, do diagnóstico, o Guilherme hoje está muito bem. Hoje existem muitos adolescentes autistas que com Guilherme aprenderam a lutar pela inclusão. Muitos garotos autistas também se torna-

ram protagonistas das suas próprias histórias, sobretudo falando que não devem se esconder, e que fazem parte da sociedade. Isso é uma grande vitória”, finalizou. INSTAGRAM A página @autismoembuscadeinclusao já conta com 18 mil seguidores, sendo administrada por Rosângela Lima, com o apoio de Guilherme. Na página é postado um pouco da rotina dos dois, sendo uma forma de encorajar os pais a entender que o problema da inclusão do autista na sociedade não está no filho, e sim na sociedade. DOMINGO, 18 de abril de 2021

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Adaptação

O reinventar

cênico

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>> Cia. Pão Doce precisou passar por adaptações, sendo a primeira da região Oeste do Rio Grande do Norte a realizar experimentos cênicos-virtuais, com espetáculos executados ao vivo por meio de plataformas como a Zoom ou trabalhos gravados disponibilizados no YouTube do grupo ou de contratantes.

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Teatro sempre viveu de aglomerações, e por este motivo foi um dos primeiros a ter suas atividades interrompidas na pandemia. Diante do atual contexto mundial, esta arte que sempre pôs em prática o conceito do termo reinventar-se, talvez mais que outras artes, precisou passar por adaptações inesperadas para que os seus fazedores conseguissem continuar vivendo para além de um possível auxílio emergencial. A Cia. Pão Doce, que vive exclusivamente do teatro de grupo em Mossoró (RN), foi a primeira Cia. da região Oeste do Rio Grande do Norte a experienciar esta nova linguagem híbrida entre o teatro e o audiovisual. Ainda sem uma nomenclatura específica, o grupo chamou as suas montagens de experimentos cênico-virtuais, com espetáculos executados ao vivo por meio de plataformas como a Zoom ou trabalhos gravados disponibilizados no YouTube do grupo ou de empresas e festivais contratantes. Agora, o público é disperso e as peças de teatro são exibidas simultaneamente em várias cidades no mundo. No ano de 2020, o grupo se apresentou, no formato on-line, para importantes festivais do País, como o Festival Tiradentes em Cena (MG), Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana (BA), Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE), Sesc Encena (CE), além de outros projetos.

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Durante a pandemia, Cia. Pão Doce passou a se valer desta nova linguagem híbrida entre o teatro e o audiovisual. DOMINGO, 18 de abril de 2021

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Adaptação Com a execução da Lei Aldir Blanc e o aumento do número de Festivais Teatrais On-line com exibições gratuitas para o público, a agenda de trabalho da Cia. Pão Doce está em crescimento, já com passagem em 2021 pelo Festival Território Cênico e O Mundo Inteiro é um Palco (RN) e Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará (CE); no entanto, ao mesmo tempo em que a lei causou certo alívio financeiro aos artistas contemplados, também os preocupa com a ausência de recursos futuros mediante a finalização do programa, valendo salientar que o formato encontrado (on-line) enfrenta dificuldades para alcançar um público pagante, e/ou desacostumado a bancar por entretenimento na internet, dificultando a continuidade de produções teatrais de maneira independente num futuro próximo. Hoje, além de cumprir a agenda

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No ano de 2020, o grupo se apresentou, no formato on-line, para importantes festivais do País.

de apresentações e debates, o grupo está trabalhando simultaneamente em três montagens, sendo duas pela Lei Aldir Blanc RN, “À Luz do Luar” e “Mundarino”, e a terceira trata-se de uma cena curta para o projeto “Cena Agora”, do Itaú Cultural (SP). Mundarino Impedido de estrear na rua por conta da pandemia, o grupo resolveu disponibilizar no YouTube um documentário homônimo sobre o processo de pesquisa e montagem deste trabalho. Mundarino é o segundo espetáculo da “Trilogia Antoniana” e, nesta obra, histórias reais são pin-

celadas por poemas do cordelista Antônio Francisco, transitando por diversas linguagens artísticas, mesclando elementos do teatro, circo, teatro de animação, música e artes visuais. Respeitando o princípio da sustentabilidade, o grupo utiliza objetos retirados diretamente do cotidiano inseridos em cena como elementos animáveis e de sonoridades possíveis. À luz do Luar Um coquista, um poeta e um cantador encenam histórias dentro da história de uma cidade no interior do Rio Grande do Norte chamada


Adaptação

Mossoró. Em À Luz do Luar, fatos como o Motim das Mulheres e o Voto Feminino são narrados do ponto de vista da massa, e não da elite. Para este trabalho, a Cia. Pão Doce apostou num formato de aula espetáculo, em que o ator apresenta os fatos ao mesmo tempo em que debate com o público. Este trabalho também está disponível no YouTube da Cia. Pão Doce. Cena Agora O projeto “Cena Agora” é uma programação do “Palco Virtual” do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural em São Paulo, em que ar-

tistas criam cenas de até quinze minutos, baseadas em questões contemporâneas, provocados pela temática “Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas”, que questiona as construções estereotipadas ou colonizadas das identidades nordestinas. Histórico A Cia. Pão Doce de Teatro desenvolve desde 2002 projetos na área de artes cênicas, música, audiovisual e dramaturgia, em Mossoró/RN. A partir de 2012, com a primeira edição do projeto Pão Doce da Rural, o grupo passou a dedicar a sua pesquisa e

produções no âmbito da cultura popular nordestina, visando preservar e difundir, a partir do teatro, manifestações populares como o cordel, o repente, o coco, a ciranda, o maracatu, o pastoril, caboclinhos, entre outras expressões. Desde então, a Companhia realizou a montagem de 11 espetáculos, circulou por 19 estados, entre mais de 120 cidades do País. Foi por meio do espetáculo “A Casatóriac'a Defunta” que a Cia. Pão Doce ganhou visibilidade e reconhecimento nacional, quando participou do projeto Palco Giratório 2016, e circulou pelos principais Festivais de Teatro do país.

AGENDA: - À LUZ DO LUAR | de 15 a 30 de abril | youtube.com/ciapaodoce -MINIDOC MUNDARINO | de 15 a 30 de abril | youtube.com/ciapaodoce - A CASATÓRIA C’A DEFUNTA | 18 de abril - 16h | Festival NaLona (Hortolândia-SP) - A CASATÓRIA C’A DEFUNTA |30 de abril - 20h | Mostra Cênica Resistências (São José do Rio Preto-SP) - CENA AGORA | 29 de maio - 20h | Itaú Cultural (SP)

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Acesso à justiça

Atendimentos jurídicos gratuitos

>> Núcleo de Prática Jurídica da UNP oferece serviço on-line à população de Natal e Mossoró, com agendamento por meio de número de WhatsApp

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Acesso à justiça

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omposto por estudantes de direito, advogados e assistentes administrativos, o Núcleo de Prática Jurídica da UNP, integrante da rede Laureate, já está realizando atendimentos ao público de Mossoró e Natal. Voltado para o atendimento e acompanhamento jurídico gratuito à população carente, o serviço tem como objetivo possibilitar o acesso de qualquer cidadão à justiça. A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da UNP, Eduarda Vale, que também é advogada e docente no ensino superior na instituição, explica que o NPJ presta assistência a pessoas que tem renda de até dois salários mínimos. “A prática jurídica da UNP tem como objetivo acolher a população carente que não tem condições de custear serviços com assessoria jurídica e acompanhamento processual. Logo, assegura à população carente a possibilidade de diante de

Em virtude da pandemia, a assistência jurídica é prestada de forma remota.

Eduarda Vale é a Coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da UNP

uma demanda judicial tem um auxílio de forma gratuita a um advogado", frisa. Formada em direito pela UNP, e pós-graduada em Processo e Direito do Trabalho e Processo Civil, Mestre em direito constitucional, Eduarda Vale afirma que as áreas contempladas pela prática jurídica são: cível, família, consumidor, sucessão e administrativo. O Núcleo não realiza atendimentos para os segmentos Penal, Trabalhista e Previdenciário. "As ações mais procuradas pelos cliente são demandas relacionada ao divórcio, ações de alimentos, guarda

e outros", comenta. Segundo a coordenadora do NPJ, o atendimento que teve início desde o dia 1º de abril, funcionará permanentemente até o final do ano e a expectativa da equipe é atender 30 clientes por mês. "Enquanto perdurar o decreto estadual que impõe o afastamento social, atenderemos via whatsapp através do número (84) 3323-8219 em Mossoró. No qual a assistência jurídica é prestada de forma remota. Os atendimentos em Natal podem ser agendados pelo número (84) 94992012", explica. DOMINGO, 18 de abril de 2021

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A Balada do Impostor

Sociopatia congênita JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com

As pessoas estão morrendo, e ficando mais pobres, menos humanas, menos críticas, menos sensatas, e muitas vezes mais intolerantes. As pessoas estão morrendo, de doença, de ignorância, de esperanças vazias cheias de convenções. Estão crendo em deuses recriados por manipuladores, falsos profetas, falsos pastores, falsos eremitas. Doentes desprovidos de empatia, comerciantes da dor. Encantadores que não veem que pessoas estão morrendo, que a fome está voltando, que toda a humanidade se esvai nas UTIs e no medo que elas provocam naqueles que, não estando lá, temem precisar das preces. Pessoas não estão vendo, ou evitam notar;

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negam, o que é cáustico, drástico e criminoso.

mem um desejo assassino de ser o espelho para onde não olha. As sombras na caverna, a distância virtual das telas jorrando dor, insegurança e medo.

Dolosa sensação de ser, e estar dormente.

Um cão espumando, uma criança com fome.

Inerte sociopatia congênita de quem rega a maldade em seu jardim matinal.

Nada mais tem caminho, as portas estão fechadas, o mundo é uma sala e um quarto e uma cozinha e o que tem lá fora é desesperança.

De se sentir superior eivado por um mistério estúpido. É preciso estudar para conhecer, ler para compreender, experimentar para ter dúvida e fazer da dúvida uma premissa testável. Ainda assim, brotam de sapiência monturos de coisas fúteis. Estercos de palavras frouxas, frases mal feitas, certezas infernais. As pessoas estão morrendo e eles não olham as próprias mãos. Não é de bom tom, mas há no ho-

Uma besta anda no Alvorada espantando as emas. Outra besta o espera feito ruminante para ajudar a puxar o gatilho. Em suas casas, uma récua aplaude e reproduz o vírus. Ignorância plasma engorda uma doença sombria enquanto corpos são deixados pelo lamaçal. Sintomatiza os rebanhos mais fracos, mais maleáveis, mas também os demônios invisibilizados que agora urram suas ignóbeis opiniões.


adoro comer

Pudim de Café Ingredientes 1 lata de leite condensado 400 ml de leite integral 3 ovos 1 colher (sopa) de café solúvel Calda 6 colheres (sopa) de açúcar

Modo de preparo Faça a calda de açúcar na própria forma de pudim. Vá girando a forma para que a calda fique em toda a volta da forma. Reserve. Bata todos os ingredientes no liquidificador por alguns minutos. Coloque na forma caramelizada, tampe com papel alumínio e asse em banho-maria em forno médio por 45 minutos. Espere esfriar, desenforme e sirva. Tempo de Preparo: 1 hora e 20 minutos Rendimento: 8 pessoas

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CMYK


tv

>> Bastidores

informal e em constante renovação, “Jornal Hoje” completa 50 anos na grade da globo

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> inside

A partir de diferentes depoimentos, especial “Falas da Terra” valoriza a cultura indígena

/photos/jornaldefatorn

moSSoRÓ (Rn), Domingo, 18 de abril de 2021

defato com

>> principal

nero fala de seu primeiro protagonista no horário nobre e do sucesso avassalador de “império” pÁGina 3

holofotes Sob os


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Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Lua e flor

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lássico de 1989, a novela "O Salvador da Pátria" volta ao ar no Viva Play. O folhetim conta a trajetória de Sassá Mutema (Lima Duarte), um homem do interior, humilde e sem estudo, que, após ser inocentado de um crime, ganha popularidade e passa a chamar atenção de políticos até virar prefeito da cidade em que vive. A trama começa quando Severo Toledo (Francisco Cuoco) - um rico, ambicioso e conservador político da região - casa sua amante, Marlene (Tássia Camargo), com o ingênuo Sassá Mutema (Lima Duarte) para abafar boatos e não afetar sua imagem pública. A novela também marcou época pelo par romântico formado por Sasá e a professora universitária, Clotilde (Maitê Proença), que chega à modesta cidade de Tangará com o intuito de desenvolver sua tese sobre o processo de dedução lógica em um adulto alfabetizado. Lá, em contato com os boias-frias que ensina a ler, conhece Sassá (Lima Duarte), o mais aplicado de seus alunos, que por ela nutre um amor platônico. Escrita por Lauro César Muniz e dirigida por de Paulo Ubiratan, o elenco da novela ainda conta com Betty Faria, José Wilker, Cecil Thiré, Antonio Grassi, Lucinha Lins e Suzy Rêgo, entre outros.

Por dentro

(HBO Go, seg, dia 19) Produção Original HBO, "Mare of Easttown" é um drama policial protagonizado pela premiada Kate Winslet. Na trama, ela interpreta Mare Sheehan, detetive de uma pequena cidade na Pensilvânia que deve investigar um violento assassinato local. Conforme o lado sombrio da pequena comunidade vem à luz, a vida de Mare desmorona, fazendo com que relacionamentos familiares e tragédias do passado ressurjam e redefinam a vida de todos. Criada por Brad Ingelsby, a série tem elenco formado por Mackenzie Lansing, Kate Arrington, Ruby Cruz, Eisa Davis, Enid Graham, Justin Hurtt-Dunkley e Izzy King, entre outros.

Crime por acaso

(Globoplay, ter, dia 20) Em "1 Contra Todos", Cadu (Julio Andrade) é um advogado e pai de família com forte senso de justiça que entra para o mundo do crime e da corrupção. Depois de muito drama e ação, a quarta e última temporada da série chega ao Globoplay. Na season finale, Cadu precisa assumir os negócios de Pepe (Roberto Birindelli) no cartel. Ele embarca na missão de levar uma tonelada de droga da Bolívia para Miami, passando pelo Brasil. Em paralelo, Malu (Julia Ianina) está tentando se recuperar do acidente e reconstruir sua vida, mas ela será impactada pelas decisões do ex-marido, Cadu, em uma espécie de acerto de contas com seu passado. Ao longo das temporadas, a obra recebeu duas indicações à categoria de Melhor Série Dramática no Emmy Internacional e Julio Andrade concorreu duas vezes ao título de Melhor Ator pelo personagem. No elenco, Stepan Nercessian, Silvio Guindane, Rita Guedes e João Fernandes, entre outros.

Tensões do racismo

(Amazon Prime Video, qua, dia 21) Novidade no catálogo da Amazon Prime Video. Do criador Little Marvin e da produtora executiva Lena Waithe, a primeira temporada de "Outros" é ambientada nos anos 1950 e conta a história de uma família negra que se muda da Carolina do Norte para um bairro totalmente branco de Los Angeles, durante o período conhecido como "A Grande Migração". A casa da família se torna o ponto inicial, onde forças malignas, tanto reais quanto sobrenaturais, ameaçam provocá-los e destruí-los. A produção é estrelada por Deborah Ayorinde, Ashley Thomas, Alison Pill, Shahadi Wright Joseph, Melody Hurd e Ryan Kwanten. A série foi criada por Little Marvin, que também atua como produtor executivo ao lado de Lena Waithe, Miri Yoon e Roy Lee da Vertigo Entertainment, David Matthews e Don Kurt. "Outros" é uma coprodução da Sony Pictures Television e Amazon Studios.

Luz do mundo

(Netflix+, sex, dia 23) "Sombra e Ossos" é a nova série de fantasia da Netflix. Inspirada na série de livros Grishaverse, escritos por Leigh Bardugo, a história acompanha a saga da órfã Alina Starkov. Em um mundo devastado pela guerra, a protagonista descobre que possui um poder extraordinário, capaz de libertar o seu país. Com a terrível ameaça da Dobra das Sombras cada vez mais perto, a heroína é arrancada de tudo o que conhece para treinar com um exército de soldados mágicos. Enquanto se esforça para aprimorar o seu poder, Alina descobre que seus amigos e inimigos podem ser os mesmos e que as coisas não são o que parecem. Entre forças perigosas de todos os lados, a jovem perceberá que é necessário mais do que magia para sobreviver. O elenco da série conta com Jessie Mei Li, Ben Barnes, Archie Renaux, Freddy Carter, Amita Suman e Kit Young, entre outros.


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>> principal Alexandre Nero fala de seu primeiro protagonista no horário nobre e do sucesso avassalador de “Império”

Sob os holofotes P – Como você recebeu a notícia da reprise de “Império”? R – Foi uma surpresa para mim. Tanto tempo depois do sucesso avassalador que foi a primeira exibição de “Império”, vai ser interessante assisti-la agora em outro momento, em outro contexto de vida. Ainda hoje, não tem um dia sequer que eu não seja chamado de Comendador. A novela teve uma repercussão espetacular, inclusive internacional com o Prêmio Emmy, e para mim foi um marco. Me deu a oportunidade de fazer o meu primeiro protagonista, logo no horário nobre.

A

lexandre Nero tem inúmeros motivos para celebrar o retorno de “Império”. A novela de Aguinaldo Silva marcou a estreia do ator no posto de protagonista, alçando Nero ao time de primeiro escalão do “casting” da Globo. Além da importância extrema do projeto em sua trajetória, ele também terá a chance de refrescar a memória sobre um trabalho recente. Apesar de ter participado do folhetim do começo ao fim, Nero confessa que tem poucas lembras do enredo do horário nobre. “Sou um desmemoriado para tudo na minha vida. Não lembro de muita coisa da história do personagem. Com a reestreia da novela, estou dando muitas entrevistas e, então, vou lembrando uma coisa ou outra. Recentemente, a Lilia (Cabral) relembrou uma história na Sapucaí que eu não lembro mesmo. Me recordo muito das festas e da afetividade dos bastidores. Isso me marcou muito”, explica Nero, que vive o protagonista José Alfredo na edição especial. “Se eu que fiz a novela não lembro, imagino que o público também não recorde. Vai ser bom rever”, completa. Na história, José Alfredo é um homem de origem humilde. Após ser separado de seu grande amor, ele se torna dono de uma rede de joalherias. Casado com a esnobe Maria Marta, papel de Lilia Cabral, ele precisa lidar com a intensa ganância dos filhos que brigam pelo controle de todo o império de joias. “O José Alfredo é um anti-he-

rói, capaz de atitudes no mínimo duvidosas, mas que também sabe proteger, ser solidário. É um ‘casca grossa’ de bom coração, eu diria, com os seus defeitos, e talvez isso tenha ajudado a aproximá-lo do público. Ele não tem aquela característica angelical dos mocinhos. Veio muito naquela esteira de ‘Os Sopranos’. Uns personagens meio grotescos e agressivos”, defende. P – O José Alfredo foi seu primeiro protagonista no horário nobre. De que forma esse personagem impactou na sua trajetória profissional? R – As pessoas se encantaram com o Comendador. Mais do que um divisor de águas na minha carreira, ele provocou um verdadeiro tsunami! (risos) O projeto não foi um sucesso, foi um fenômeno maluco mesmo. As pessoas se fantasiavam

no Carnaval, tinha uma romaria até a minha casa. Foi algo meio doido. Eu precisei mudar de casa porque eu não morava como um ator global, né? (risos) Até hoje eu recebo mensagens do mundo inteiro sobre esse personagem. Fui chamado de Comendador na Itália, em Paris... Mas, na verdade, ninguém lembra do personagem que eu acho mais importante da minha carreira. P – E qual foi? R – É curioso, mas o personagem, para mim, mais importante foi o Gilmar, de “Escrito nas Estrelas”, escrita pela Elizabeth Jhin. Era um personagem que eu amava fazer, era muito interessante, mas ninguém lembra dele (risos). Mas do ponto de vista da repercussão nacional, o Comendador fez mais sucesso. Em qualquer profissão, você faz sucesso e fracassa o tempo inteiro.

P – Você teve algum tipo de dificuldade para lidar com essa repercussão intensa na época? R – No início, foi complicado para mim, mas hoje eu já desapeguei. Acho um barato e não vejo problema. Desde que se reverta em reais está tudo bem (risos). Brincadeira. Eu entendi que a carreira continua independente do Comendador. Se eu estou de bigode, acham que veio do Comendador, mas o bigode é meu, eu é que emprestei para o personagem. Quando estou de preto é a mesma coisa, mas eu sempre usei preto. No começo, eu pensava como sairia do Comendador. Aquela coisa meio atores de “Friends”. Novela tem uma repercussão assustadora e isso fica na cabeça do grande público, da massa. Não posso ficar pensando em não aceitar um personagem nordestino porque o Comendador era. Sou eu e não tem como fugir. Isso está mais no olho de quem vê do que em mim. Depois que eu vi as pessoas chamando o Fagundes (Antônio) de Rei do Gado, quem sou eu para não querer ser chamado de Comendador?


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>> close Depois de saída da globo e “geladeira” na Cnn, Cris Dias reconquista espaço na tevê à frente do tradicional “Band Esporte Clube”

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Ritmo leve

O

s últimos dois anos foram de reavaliação de prioridades para Cris Dias. Acostumada a uma rotina frenética na Editoria de Esportes da Globo, em março de 2019, a jornalista saiu da emissora disposta a equilibrar mais seu tempo dedicado ao trabalho. Meses depois, assinou com a CNN por acreditar no projeto de implementação da marca internacional no Brasil e também com a promessa de sair das notícias diárias e trabalhar com “soft news”. A pandemia, entretanto, “azedou” a relação entre a jornalista e o canal fechado de notícias. No último mês de março, um convite vindo da Band acabou por se afinar perfeitamente com as aspirações profissionais de Cris que, depois de duas semanas de negociações, surgiu renovada à frente do “Band Esporte Clube”, um clássico da emissora. “O programa é uma revista semanal de todas as modalidades e trata o esporte com o destaque que ele merece. O projeto dessa retomada é incrível e não tive dúvidas em aceitar. Depois de tantos anos no ‘hard news’, minha prioridade agora é trabalhar em um ritmo mais tranquilo e em um ambiente leve”, explica. Fora do ar desde meados de 2020, Cris encara a volta ao vídeo cheia de vigor. Sem a pressão diária, ela consegue pensar sobre quais pautas gostaria de desenvolver no programa e se diverte com a boa inte-

ração das reuniões remotas feitas com a equipe ao longo da semana. “A pandemia acabou forçando todo mundo a buscar novas formas de se trabalhar de forma coletiva. Só é necessário ter uma boa com a conexão internet”, avalia. Grande parte desses encontros virtuais é feito a partir da estrada, onde Cris resolveu morar e que está em total sintonia com a postura mais leve da apresentadora. Na companhia do namorado, o ator Caio Paduan, depois de pular entre hotéis, casas alugadas por temporadas e pousadas

à beira-mar, ela decidiu residir em um motorhome – veículo recreativo equipado com espaço de convivência e facilidades encontradas em uma residência, como cozinha, banheiro e acomodações de repouso. “Saímos da nossa casa, doamos e vendemos tudo. A ideia era consumir menos e ter mais liberdade”, conta Cris, que chama o veículo carinhosamente de “Vanda”. Nos dias em que Cris precisa estar na Band, o motorhome acaba virando a grande sensação do estacionamento da

emissora. A curiosidade em torno deste tipo de moradia acabou fazendo com que Cris e Caio captassem as boas experiências e os inevitáveis perrengues para lançar um registro dessa vivência na tevê ou em livro. “Temos algumas ideias nesse sentido. Mas é tudo muito embrionário. O importante é estar nessa rotina inusitada e divertida”, valoriza. Apesar do otimismo, o casal já passou por diversos contratempos, seja por esquecer de travar a porta da geladeira ou por estourar o alternador do veículo. Para Cris, entretanto, nada se compara ao processo de descarregar os detritos diários. “Deixo esse trabalho ‘sujo’ para o Caio, que consegue abrir o dispositivo para liberar a água que usamos, o “número 1” e o “número 2” (risos). Entre as contrapartidas desses perrengues, há a descoberta de diversas praias lindas e desertas, além da facilidade que é deixar a ‘casa’ limpa”, compara. Gaúcha de Porto Alegre, aos 18 anos, Cris se mudou para o Rio de Janeiro em busca do sonho de se tornar Jornalista. Com a faculdade concluída, em 2004, teve sua primeira experiência televisiva no esportivo “Stadium”, da antiga TVE, hoje TV Brasil. Na Globo entre 2006 e 2019, passou por produções clássicas da casa, como o “Globo Esporte” e o “Esporte Espetacular”, além da cobertura de Olimpíadas e diversos campeonatos. Agora, feliz em fazer parte da renovação do jornalismo esportivo da Band, a apresentadora se empolga com o crescimento de audiência das primeiras edições do “Band Esporte Clube”. “O público estava com saudade do programa e tivemos a sorte de estrear no mesmo fim de semana da Fórmula 1. O investimento da emissora na área é sério e crescente. Muitas coisas ainda vão acontecer”, ressalta.


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Vai

pra lá

>> ponto de vista Cópia equivocada dos programas matinais da concorrência, “Vem Pra Cá” é uma tentativa tosca de renovar as manhãs do SBT

A

s crianças reinaram por muito tempo nas manhãs do SBT. Por conta das limitações publicitárias, as outras emissoras foram abandonando a programação infantil sem qualquer cerimônia. Mesmo sem faturar tanto, o contrato com a Disney garantia ao SBT um público relevante sem grandes esforços. O fim da parceria entre as empresas, entretanto, forçou uma renovação. O colorido das animações deu lugar ao vermelho-sangue do sensacionalismo que invadiu a programação. Espécie de atualização ainda mais controversa do clássico “Aqui e Agora”, o jornalismo apelativo do “Primeiro Impacto” acabou se firmando na faixa matinal. De olho na concorrência, há tempos que a emissora planejava o lançamento de um programa matinal aos moldes do “Hoje Em Dia”, da Record, e do “En-

contro com Fátima Bernardes”, da Globo. Esse momento chegou com a estreia do morno e perdido “Vem Pra Cá”, comandado por Patrícia Abravanel e Gabriel Cartolano. Da Record, o SBT claramente se inspirou no tratamento jornalístico sem critérios das pautas do dia. Enquanto a Globo foi a referência dos cenários, em tons bege e estrutura em madeira – semelhante ao programa de Bernardes –, e a mistura de serviço, merchandising e receitas que lembram muito o “Mais Você”, de Ana Maria Braga. O principal erro do programa é bem trivial: a escalação dos apresentadores. Cartolano ganhou destaque na emissora por conta de sua participação nos programas de fofoca vespertinos. Tão bonito quanto sem graça, não consegue expressar personalidade e trafega entre o nervosismo e os movi-

mentos ensaiados, onde nada parece realmente genuíno. O desempenho sofrível do jovem é compreensível e está de acordo com sua inexperiência. O inexplicável mesmo fica por conta da presença de Patrícia Abravanel. Apresentadora do SBT desde 2011, Patrícia completa uma década no vídeo com pose e atitude de iniciante. Exemplo nítido de que o dom da comunicação e carisma não são hereditários, a segunda filha de Silvio Santos e Íris Abravanel, montou sua carreira a partir do grande incentivo paterno. E mesmo com produções como “Máquina da Fama” e “Topa ou Não Topa” nas costas, ainda mostra sérias dificuldades em transmissões ao vivo. Sem filtros, Patrícia age de forma legítima como a filha do dono da emissora. Por isso, fala a ponto de calar seus convidados, é irônica com a equipe

de produção e a todo momento precisa destacar que é a estrela do show, em detrimento de Cartolano. Apesar do investimento e da vontade de renovar sua programação matinal, os deméritos do “Vem Pra Cá” acabaram sobressaindo-se aos objetivos e o tornaram um “tiro no pé” da emissora, que desde a estreia vem amargando uma crescente perda de audiência. Em outros tempos ou se fosse comandado por alguém de fora do clã, certamente o programa já teria saído do ar. No entanto, ganha sobrevida às custas da presença de Patrícia. Mesmo assim, a produção não conseguiu escapar dos caprichos de Silvio, que já alterou o horário e parte da equipe em busca de uma nova “pegada”. Entretanto, de nada adianta pequenas mudanças de rotina quando um programa já nasce pronto para acabar.


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globo – 17h35

>>MalHaÇão

Terça – Duca percebe a felicidade de Karina e Pedro e desiste de contar o que descobriu. mari e Jeff ficam satisfeitos por conseguirem ficar juntos. Duca diz a Pedro que descobriu que ele recebeu dinheiro para namorar Karina. João se revolta com a decisão de Dandara em deixá-lo morar com René. marcelo aconselha Pedro a não contar a verdade para Karina. Lincoln não aceita que Jeff continue dançando.

Quarta – Duca confessa para Dalva que n confia mais em Bianca. nat observa Duca. E gard finge ser o fantasma de norma e exige q nando deixe a Ribalta. Duca pede um tem para pensar em seu relacionamento com Bianc Dalva afirma a Heideguer que Duca não irá ma procurar por Alan ou sua ex-namorada. nat e contra Lobão em sua casa e decide seduzir lutador.

>>a vida da Gente globo–18h15

Segunda – nanda invade o escritório de Jonas e exige que ele financie sua estadia em Londres. iná e Rodrigo convencem manuela a fazer uma festa para o aniversário de Júlia. matias sugere que Cris contrate Lorena para cuidar de seu futuro filho. Sofia reclama da casa de marcos. Eva se irrita com a festa de aniversário da neta. nanda diz ao irmão que irá viajar. Laudelino insinua que matias estão interessado em Lorena. Lorena fica feliz quando matias a chama para sair.

Terça – manuela publica fotos suas com Júlia e Rodrigo no blog que fez para Ana. Júlia começa a andar. Rodrigo frequenta a faculdade de arquitetura. Rodrigo leva a filha para visitar Ana. Há uma passagem de tempo e Júlia continua crescendo feliz. iná percebe que manuela sente alguma coisa por Rodrigo. Rodrigo confessa a Lourenço que está cada vez mais próximo de manuela. Rodrigo e manuela se beijam. Rodrigo pergunta para manuela se ela quer casar com ele.

Quarta – manuela conta para Ana que se apa xonou por Rodrigo. manuela e Rodrigo compra uma casa juntos e começam uma grande reform Cris e Jonas não dá atenção para o filho Tiago. Lo renço manda um funcionário da editora entreg um convite do lançamento de seu livro para Celin va assiste ao jogo de tênis de Sofia e sorri, satisfe ta com os erros da menina. marcos encontra Do na porta do prédio de Vitória. Dora conta para ma cos que se separou e voltou para Porto Alegre.

>> salve-se QUeM pUder 19h15

Segunda – Alexia sente ciúmes de Zezinho. Renzo insiste para Rafael aceitá-lo como sócio. Dominique ameaça Lúcia. Zezinho se arrepende de ter beijado Bel. Ermelinda aconselha Luna a não voltar à casa de Helena e Téo. micaela aceita entrevistar os primos de Verônica para trabalhar no restaurante, sem saber que a falsa amiga tem planos de vingança. Rafael fica surpreso quando Alexia/Josimara afirma que ele conseguirá falar com Kyra.

Terça – Kyra conta a Luna que Alexia vai fingir psicografar uma carta sua para Rafael. Bia revela a Agnes que seu marcapasso é um empecilho para ela começar um relacionamento. Rafael lê a suposta carta psicografada por Kyra e tem a impressão de que a moça ainda está viva. Téo pensa em seguir as sessões de fisioterapia com Luna/ Fiona. Vicky percebe o clima entre Luna/Fiona e Téo. Alan e Tarantino se preocupam com a confusão mental de ignácio.

Quarta – Kyra/Cleyde tranquiliza os filhos Alan. Petra insiste em convencer graziela a inte nar ignácio. Alan impede que ignácio seja assa tado. Luna evita pensar em Téo. Bel e Alexia te tam seduzir Zezinho. Tammy descobre que Bia Tarantino ficaram juntos. Kyra/Cleyde consta que ignácio não está tomando o remédio para memória. Alexia/Josimara e Bel brigam.

Segunda – Cristina fica atordoada com o conteúdo do álbum de recortes. José Alfredo discute com José Pedro. Elivaldo é transferido para um presídio. Lorraine chantageia maria marta. José Alfredo vai para a casa de maria Ísis. orville é impedido de viajar. José Alfredo percebe o nervosismo de maria Ísis com a chegada dele e finge acreditar no que ela diz. os agentes de polícia encontram quadros falsificados no armário de orville.

Terça – Cristina mente para José Alfredo. maria Ísis pede para Severo e magnólia impedirem Robertão de voltar à sua casa. José Alfredo chega à casa de maria Ísis. Cristina vai ao camelódromo. maria Clara gosta da comida de Vicente. Xana, Fernando e Cora cobram de Cristina uma explicação por seu sumiço. Tuane pede para Reginaldo deixá-la conversar com Elivaldo. José Alfredo encontra maria marta à sua espera e se surpreende.

Quarta – José Alfredo discute com Cristina. o ville vai para o mesmo presídio que Elivaldo. ma marta se surpreende ao saber que a sala de Jo Alfredo está trancada. maria Clara mostra para pai a nova coleção de joias. merival fica incomod do com a presença de maria marta na reunião empresa. marisa tenta descobrir com Valquíria que ela sabe sobre maria marta e merival. Cláud vai à casa de Téo. José Alfredo decide marcar um reunião com os pais de Enrico.

Segunda – Abrão enfrenta o faraó. Femi pede perdão a gate. o faraó marca o casamento com Sarai. Ló não percebe o flerte entre Lúcifer e Ayla. Baraki promete pedir a mão de Agar em casamento. Sarai diz a verdade para Agar. massá e Adália se beijam. Abrão perde a cabeça com Lúcifer.

Terça – Sarai se prepara para o casamento. Abrão chega ao palácio e fala com Sarai. gate se emociona ao rever seus pais na prisão. Helda chora com o sumiço das filhas de Ló. Ziva e Simei convencem gate na prisão. o faraó e suas esposas sofrem com a praga. Ayla agradece a Lúcifer.

Quarta – o faraó se enfurece e ameaça S rai e Abrão. Abrão e Sarai deixam o palácio co muitas riquezas. Baraki se desentende co massá. Adália questiona Lúcifer, mas rece uma resposta inesperada. A caravana de Abr deixa o Egito.

RECoRD – 21H

>>GÊnesis

globo. – 21h

Segunda – João conta para Duca que Pedro usou o dinheiro de Bianca para gravar seu CD demo. Lincoln tira Jeff à força da Ribalta. Delma e marcelo tentam tranquilizar Lincoln, que decide mandar Jeff para a casa dos avós. João comenta com Cobra que Duca e Bianca brigaram. Pedro assiste a Karina treinar. Bianca confessa que mentiu para Duca e implora que ele não conte a Karina sobre seu acordo com Pedro.

>>iMpÉrio

reSumo daS novelaS

ACESSE


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não Edque po ca. ais enro

Quinta – Duca enfrenta gael e afirma que não falará com Bianca. Roberta elogia gael para indira. Dandara apoia a decisão de mari de ficar com Jeff. Karina decide falar com Duca, e Pedro se preocupa. Lincoln fica furioso com o protesto dos alunos da Ribalta em frente ao Perfeitão. Dalva consola Duca. Tomtom pede para Jeff ensiná-la a dançar. Dandara deixa René e João juntos em seu apartamento.

Sexta – Bianca discute com Duca. Jade questiona Edgard sobre a viagem de Lucrécia. Wallace fica radiante ao saber que participará do campeonato de muay thai. gael e Pedro afirmam que Karina não tem condições de participar do campeonato, e ela se enfurece. Cobra tenta convencer Karina a treinar em sua academia. Delma comenta com Dandara que tentará reconquistar marcelo.

aiam ma. ougar na. eiora ar-

Quinta – marcos e Dora conversam e marcam um encontro com as filhas. Cris e Jonas se irritam quando Tiago quer dormir com eles, e o menino pede ajuda a Lorena. olívia e Sofia não lembram uma da outra, e marcos e Dora ficam desapontados. moema vai ao baile de iná e Wilson conversa com ela. Ana aperta a mão de Eva.

Sexta – Eva conta para Lúcio que Ana apertou sua mão, mas o médico acredita que seja um movimento involuntário. Júlia reclama de ter que ir ao hospital visitar a mãe. Sofia tenta conseguir um emprego para marcos. Lorena lamenta a tristeza de Tiago. marcos e Dora levam as filhas para sair, mas se frustram com a falta de assunto entre elas. manuela consegue convencer Júlia visitar Ana. nanda volta ao Brasil e Rodrigo a busca no aeroporto.

Sábado – Eva vê Ana chorando e chama Lúcio. marcos não aceita o emprego que o pai da amiga de Sofia lhe oferece. Lúcio ainda não acredita que Ana esteja se recuperando. Sofia pede para sair com as amigas, mas Vitória não deixa. Lorena avisa que Tiago precisa ser levado ao médico e se assusta com o descaso de Jonas e Cris. iná intui que Ana esteja se recuperando e conta para Laudelino.

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Quinta – Bel pede desculpas a Alexia/Josimara. Tammy faz Bia acreditar que Tarantino espalhou para os amigos que ela o acusou de assédio. Alexia pede ajuda a Zezinho para deixar o Programa de Proteção. Petra convida Alan para acompanhá-la na festa de lançamento da novela. Luna questiona Alexia sobre seus sentimentos por Zezinho. Renzo pensa em Alexia/Josimara. micaela fica encantada com Bruno e gael, os primos de Verônica.

Sexta – Alexia/Josimara garante a Rafael que pode trazer Kyra do mundo dos mortos. Luna/ Fiona sugere a Téo que crie um blog sobre as viagens que fez. Ermelinda concorda em ajudar Luna no plano para unir Zezinho e Alexia. Alexia se surpreende quando Zezinho afirma que voltará para Judas do norte para esquecê-la. micaela contrata Bruno e gael como garçons do restaurante. Verônica arma um plano contra micaela. Renatinha pede a Renzo para demitir Alexia/Josimara.

Sábado – Renatinha acusa Alexia/Josimara de querer seduzir Rafael. Kyra arma para que Renatinha fique presa no elevador da empresa. mário vence o concurso de gastronomia do hotel. Kyra assombra Renatinha. Edgar paquera Ermelinda. Ao estilo ‘ghost’, Kyra se aproxima de Rafael e fica emocionada com o reencontro durante a ‘sessão’ conduzida por Alexia/Josimara. Renatinha não consegue convencer Rafael de que Alexia/Josimara é uma impostora.

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Quinta – Cristina conta para José Alfredo que é filha de Eliane. Cristina entrega a carta de Eliane para José Alfredo, mas maria marta se enfurece e a acusa de tentar dar um golpe em seu marido. Cora vê a sobrinha sendo levada para dentro da império. maria marta conta para os filhos sobre Cristina. José Alfredo avisa a Cora e Cristina que não dará dinheiro para elas. Cora insiste para que a sobrinha lute por seus direitos. Tuane pede para Cristina deixá-la falar com Elivaldo antes dela.

Sexta – Reginaldo garante a Tuane que conseguirá a guarda de Victor. Téo marca um encontro com maria marta. Cristina se surpreende com a visita de José Alfredo. marcão sugere que Cristina peça dinheiro a José Alfredo. Cora sai de casa com o álbum de fotos. maria marta manda Helena descobrir onde José Alfredo passou a tarde. Cora consegue entrar na loja império. Vicente decide inovar na cozinha, sem a autorização de Enrico, e Antônio se preocupa.

Sábado – Vicente ajuda João Lucas e Du. José Alfredo não consegue dormir pensando no álbum de recortes. Cristina se preocupa com Cora. o segurança consegue libertar Cora do armário. maria marta encontra Cora nos corredores da empresa. José Alfredo fica furioso ao saber que maria marta levou Cora em casa. Xana encontra a gangue e obriga o líder a devolver o que roubou de João Lucas. José Alfredo e maria marta veem João Lucas sair da casa de Xana.

Saom om ebe rão

Quinta – Em Sodoma, o rei Bera decide enfrentar o rei Quedorlaomer. gate fica perturbado com um pesadelo. Abrão vê um arco-íris e diz ser um sinal de Deus. Azel pede a mão de maresca em casamento. Adália sofre com um pesadelo. Lúcifer incentiva a briga entre Alom e Azel. Abrão fica surpreso com a atitude de Ló.

Sexta – massá ameaça Adália. Abrão e Ló fazem a divisão de seus destinos. Em Sodoma, o rei Bera e Jaluzi armam contra o rei Quedorlaomer. massá fica tenso diante de gyasi. Sarai observa o entrosamento entre Abrão e Agar. A caravana de Ló se despede da de Abrão. Sarai surpreende massá. Deus fala com Abrão.

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>> CINCO

PERGUNTAS: Após a dramática “Amor de Mãe”, Murilo Benício revisita a comédia com o atrapalhado Ariclenes de “Ti-Ti-Ti”

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Riso solto

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ara Murilo Benício, é inevitável não fazer uma viagem no tempo ao se deparar com as cenas de “TiTi-Ti”, que voltou ao ar no “Vale a Pena Ver de Novo”. No “remake” assinado por Maria Adelaide Amaral, o ator interpretou Ariclenes/Victor Valentim, que foi vivido por Luís Gustavo na primeira versão. Ao longo da produção, Murilo não só conheceu o veterano ator, mas também relembrou de momentos importantes de sua infância. “Nesse trabalho tive a oportunidade de conhecer o Luís Gustavo, de quem sempre fui fã. Foi uma honra fazer o personagem que ele interpretou. Eu adorava a versão original, lembro de sair correndo do futebol de rua quando dava sete da noite, e sentava no chão para não sujar o sofá, suado, mas acompanhando cada capítulo com a minha mãe”, afirma o ator, que também acabou de finalizar o trabalho em “Amor de Mãe”, em que viveu o empresário Raul. “Após a paralisação das gravações, foi muito bonito ver o profissionalismo que uniu a equipe. Tivemos pouquíssimas baixas por Covid. Acho que o Vlad (Vladimir Brichta) e alguém da técnica. Deu um orgulho enorme da disciplina de todos para concluir a novela”, completa. Em “Ti-Ti-Ti”, Ariclenes é um antigo inimigo André Spina, papel de Alexandre Borges. Os dois nasceram na mesma vila do bairro do Belenzinho, Zona Leste de São Paulo, e

sempre disputaram brinquedos, amigos e garotas. E a rivalidade só se acentua quando os dois conquistam espaço no mundo da moda. “Eu me sinto premiado quando o personagem faz sucesso e a história também. Não imagino retorno melhor do que esse. Nenhum troféu traduz o carinho e o calor do público. Lembro muito do retorno das pessoas nesse trabalho e acho que tenho essa sorte na minha carreira. Também lembro muito do Jorge Fernando. Um diretor engraçado, com seu humor escrachado e ao mesmo tempo carinhoso... Ele faz muita falta”, explica.

e conhecer um dos meus ídolos, Luís Gustavo. Inesquecível, me marcou muito.

P – A reprise de “Ti-Ti-Ti” era bastante pedida pelo público. Você tinha o desejo de rever esse trabalho? R – Com certeza. Fico muito feliz por essa novela ser reprisada. Esse trabalho foi a minha terceira parceria com o Jorge Fernando, tive a oportunidade de trabalhar com o Alexandre, que é um grande companheiro,

P – Qual foi a maior dificuldade para construir o Ariclenes/Victor Valentim? R – Eu tive muita dificuldade com o “portunhol”, já que o Victor Valentim fingia falar espanhol. Lembro que no meu primeiro dia de gravação tentando falar espanhol foi tão difícil que o Jorginho Fernando cancelou o estúdio (risos).

P – A trama da novela é pautada pela rivalidade entre Ariclenes e André Spina. Como foi contracenar tão intensamente com Alexandre Borges? R – O Alexandre é uma dessas pessoas que a gente tem vontade de ter em todo projeto, um amigo fiel e um profissional que torce por você, a essência que todo ator deveria ter. Foi uma parceria maravilhosa. O clima nos bastidores era de muita festa. O elenco inteiro entrosado e se divertindo do começo ao fim.

P – Recentemente, você estava no ar com a reta final de “Amor de Mãe”, que teve os trabalhos interrompidos pela pandemia de Covid-19. Você já faz algum balanço do aprendizado desse projeto? R – O Raul trouxe um aprendizado muito atual para mim. Ele poderia ser cancelado a qualquer momento (risos). Ele era um machista declarado, mas estava aberto a aprender. Lembro que, durante as gravações, a gente discutia se amenizava algumas falas, mas eu achava que não deveria suavizar nada. Era a oportunidade de o personagem aprender. A gente vive em uma cultura machista e estamos aprendendo conforme o erro. Eu me via muito no Raul. Ele era um machista querendo se modernizar. Era algo muito delicado, não ficava fechado em uma ideia só. P – Após quase seis meses, você retornou aos estúdios para finalizar a trama de “Amor de Mãe”. Como foi essa experiência de gravar em meio a uma pandemia? R – Eu sentia que a volta tinha uma euforia muito grande. Lembro quando o Projac, atualmente Estúdios Globo, foi inaugurado. Era uma portaria que nunca se fechava, uma empresa que estava sempre cheia. Mas, quando voltei para gravar foi assustador. Parceria que éramos sobreviventes de uma bomba. Todos os lugares com equipes reduzidas, gente tirando a temperatura e pessoas orientando como proceder a partir dali. É legal sempre falar que, apesar de todos os estudos e protocolos, a palavra final do retorno das gravações foi do elenco. A emissora teve um respeito muito grande conosco.


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>> raio x Papel de Mario Bregieira em “Gênesis” veio depois de convite para teste por sua participação especial em “Jesus”, em 2019

Passos épicos

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oi aos 14 anos que Mario Bregieira começou a estudar teatro. Mas só 11 anos depois, o ator conquistou seu primeiro personagem na tevê, o evangelista Marcos na novela “Jesus”, da Record. Ali, conseguiu dar os primeiros passos para, agora, interpretar o mulherengo Gate de “Gênesis”. “Logo que acabaram as gravações fui chamado para o teste. Fiz para o Abel, segundo filho de Adão e Eva. Cinco meses depois, soube que tinha passado, mas para interpretar um sobrinho de Abraão e Sara na maior fase da novela”, conta, orgulhoso, citando os papéis de Zé Carlos Machado e Adriana Garambone. Em uma produção com tantas fases, integrar o elenco da maior delas tem suas vantagens. Como, por exemplo, experimentar momentos distintos da jornada de um mesmo papel. “O que mais me atraiu foi a possibilidade de amadurecer durante os episódios, tendo em vista que Gate entra na trama com 20 anos e fico com ele até os 40”, revela. Na história, Gate é um garoto cheio de sonhos e curiosidades. Tem um espirito leve e bem humorado, apesar de ter medo de compromissos. “Seu ponto fraco são as mulheres. Ele não consegue resistir a elas”, diverte-se ele, que elogia a conduta da Record diante da pandemia. “Temos um rígido protocolo de segurança.

Fazemos, frequentemente, testes de covid-19 e nos protegemos com muito álcool em gel e máscara”, garante. Sobre as dificuldades nesse período conturbado de distanciamento social, assume que não enfrentou problemas no trabalho. “Não posso dizer que atrapalhou meus planos profissio-

nais. Estava contratado pela Record e continuo até o final da novela”, diz. Nome: Mario José de Negri Bregieira. Nascimento: 27 de agosto de 1993, em Piracicaba, no estado de São Paulo. Atuação inesquecível: Marcos Evangelista, na novela

“Jesus”, em 2019, na Record. Interpretação memorável: Leonardo Di Caprio no filme “O Regresso”, dirigido por Alejandro González Iñárritu e lançado em 2015. Momento marcante na carreira: “Quando fiz a novela ‘Jesus’”. O que falta na televisão: “Mais novelas e séries”. O que sobra na televisão: “Jornais sensacionalistas”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse ator: “Seria diretor ou diretor de fotografia”. Ator: Wagner Moura. Atriz: Kate Winslet. Novela: “Duas Caras”, escrita por Aguinaldo Silva e exibida pela Globo entre 2007 e 2008. Vilão: Nazaré, personagem interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, novela de Aguinaldo Silva, exibida pela Globo entre 2004 e 2005. Personagem mais difícil de compor: Emílio, na websérie “Lascívia”. Que papel gostaria de representar: “Um jogador de tênis em alguma novela contemporânea ou um guerreiro espadachim em alguma trama épica”. Filme: “Django Livre”, filme de Quentin Tarantino, lançado no Brasil em 2013. Autor: João Emanoel Carneiro. Diretor: Woody Allen e Quentin Tarantino. Mania: “De tomar café”. Medo: “De altura”. Projeto: “Produzir uma série até o final de 2021”.


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>> inside A partir de diferentes depoimentos, especial “Falas da Terra” valoriza a cultura indígena

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Povo original

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luralidade e diversidade são palavras que estão rondando cada vez mais as produções de tevê. Buscando ampliar o leque de projetos com debates sociais atuais na programação, a Globo exibe na próxima segunda, dia 19, o especial “Falas da Terras”, que joga luz na luta dos indígenas pelo direito de existirem e serem ouvidos, fazendo um resgate histórico de valorização de suas culturas. O projeto, que vai ao ar no Dia do Índio, segue a linha das produções “Falas Negras” e “Falas Femininas”, que integram o Projeto Identidade, que transforma em especiais de tevê importantes temáticas da agenda social que estão vinculadas a datas do calendário, como o Dia Internacional da Mulher. A primeira temporada teve início em 20 de novembro de 2020, no Dia da Consciência Negra, com o “Falas Negras”. “A palavra ‘índio’ é uma ficção que foi introjetada na mente dos brasileiros pelo sistema oficial de ensino. É uma palavra que não diz quem somos, mas o que as pessoas acham que somos. Costumam nos chamar de preguiçosos, selvagens, atrasados, inúteis. Todos estes adjetivos estão dentro da palavra ‘índio’. Ela nega o que somos porque assim aprendemos. Para que novos significados façam parte de nosso repertório, é necessário criarmos consciência do que os povos indígenas são de verdade”, explica Daniel Munduruku, escritor e vencedor do Prêmio

Jabuti e do Prêmio de Literatura pela Unesco, que participa do especial. A produção conta com 21 depoimentos em primeira pessoa com informações sobre preservação da cultura, língua e costumes dos diversos povos originais; proteção do meio ambiente e da vida; respeito à diversidade; histórias de resistência e ativismo; demarcação de terras; invasão de territórios demarcados; preservação das florestas; e importância da literatura para ajudar na conscientização e entre muitos outros temas. O especial apresenta a trajetória de indígenas que expressam sua luta e ganham seu sustento com a arte, seja através da música, da dramaturgia ou das artes plásticas.

“A música indígena atravessa os mundos para transmitir a voz de um povo originário. A brisa, os ventos, o canto dos pássaros e o universo que nos rodeiam, as coisas que vemos e que só sentimos, isso tem sido ensinado para cada nova geração. A música é o que me dá força na minha luta. Tenho uma carreira de 15 anos divulgando a cultura, levantando comigo outros artistas indígenas que por muito tempo foram apagados”, defende Djuena Tikuna, cantora do Amazonas que foi a primeira indígena a protagonizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas. Além dos depoimentos diante das câmeras, o projeto também teve a participação de profissionais indígenas nos

bastidores. Ailton Krenak atuou como consultor, construindo o especial junto com a diretora artística Antonia Prado. Líder do Movimento Socioambiental de Defesa dos Direitos Indígenas, escritor e organizador da Aliança dos Povos da Floresta, ele participou da escolha dos personagens e da criação do projeto. “Nós temos a lei 11.645 que orienta ações educativas de História e Cultura Indígena em nossas escolas, uma abertura recente que deve ser ocupada por novas abordagens da nossa presença na vida brasileira. O dia 19 de abril foi estabelecido como uma convocatória na década de 1940, no Congresso Indigenista para denunciar o Genocídio Ameríndio. Não celebrando nada, apenas invocando o dever dos Estados nacionais, em convocar a mobilização e respeito aos Direitos dos Povos Indígenas”, aponta Ailton. Além de Ailton, Ziel Karapató, artista e ativista; Graciela Guarani, cineasta; Olinda Tupinambá, jornalista e documentarista; e Alberto Alvarez, cineasta e realizador, fizeram parte da equipe indígena realizadora da obra. As histórias mostram as várias maneiras de ser indígena, traduzindo a riqueza cultural dos mais de 300 povos existentes no Brasil. “É importante dar visibilidade à nossa cultura, aos nossos direitos, aos nossos saberes ancestrais. Somos protagonistas da nossa história, dos nossos próprios saberes. Precisamos falar que o dia do índio não é aquele da escola, que coloca um papel como forma de cocar, precisamos que as escolas e a sociedade não indígenas escutem nossa voz, conheçam nossa cultura, nossa diversidade”, ressalta a ativista indígena Maial Kayapó.


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>> BASTIDORES Informal e em constante renovação, “Jornal Hoje” completa 50 anos na grade da Globo

Fatos com afeto

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leveza sempre foi uma das grandes marcas do “Jornal Hoje”. Há exatos 50 anos, a produção estreou como um noticiário local, com meia hora de duração e era exibida somente para o Rio de Janeiro, cidade onde a Globo tinha nascido apenas seis anos antes. A escolha por pautas mais brandas e diversos quadros de comportamento estava em sintonia com o público feminino vespertino, que até então ainda não tinha sido muito explorado pela emissora. Com apresentação de Léo Batista e Luís Jatobá, o jornalístico seguia tendências internacionais ao experimentar o formato de revista eletrônica, combinando as principais notícias da manhã, utilidade pública e diversas reportagens sobre artes e espetáculos. Por fim, o programa era valorizado a partir de suas entrevistas com as maiores celebridades da época. “Tenho muito orgulho de ter participado da concepção e de ter sido o primeiro apresentador do ‘Jornal Hoje’ ao lado do grande Jatobá. Lembro das reuniões em que definimos o seu formato, diferente dos telejornais da época, misturando atualidades com serviço, e guardo até hoje algumas das anotações que fiz nessas reuniões”, conta Batista, do alto de seus 88 anos de idade. O formato deu tão certo que, três anos depois, em 1974, o jornalístico passou a integrar a grade nacional da Globo. Disposta a mostrar seu poder de fogo, a emissora passou a contar com a participação de repórteres das praças em que a Globo tem emissoras próprias: Belo

Horizonte, São Paulo, Brasília e Recife. Ao longo da década, diversos jornalistas se revezaram nas bancadas, quadros e entrevistas. Com a força do movimento feminista e a abertura política no final dos anos 1970, o “Jornal Hoje” precisou se modernizar. De olho em um público feminino agora mais jovem, a direção de jornalismo escalou um trio “descolado” formado por Ligia Maria, Márcia Mendes e Sônia Maria para comandar o telejornal. As pautas começaram a se tornar levemente mais sérias, o que sedimentou a produção para uma fase mais focada nas notícias e se aproveitando dos “links” ao vivo. Nesta época, um jovem Pedro Bial passou a editar o bloco cultural do telejornal. “O ‘Jornal Hoje’ tem esse papel do jornal vespertino, uma tradição que se mantém e se renova na televisão. Foi onde me formei no jornalismo diário e onde tive a felicidade de conhecer e dividir a redação com grandes nomes como Rubem Braga e Paulo Francis”, relembra o apresentador do “Conversa Com Bial”. Um verdadeiro rodízio de apresentadores marcou os primeiros anos do “Jornal Hoje” na década seguinte. Na lista, Márcia Peltier, Valéria Monteiro, Cláudia Cruz, Cristina Ranzolin, Fátima Bernardes e William Bon-

ner, que também assumiu o cargo de editor-chefe até 1996. Para Bonner, o trabalho no vespertino foi a oportunidade de viver a notícia no momento em que ela estava acontecendo, como espectador e como jornalista. “Lembro de assistir ao ‘Jornal Hoje’ ainda criança e foi emocionante ter a oportunidade de fazer parte dessa equipe durante três anos. Vivi a notícia no momento em que ela estava acontecendo. O grande trunfo da produção é a forma quente e instantânea de informar”, ressalta o âncora e editor-chefe do “Jornal Nacional”. O final dos anos 1990 marcou a primeira passagem de Sandra Annenberg, apresentadora mais icônica da história da bancada do “Jornal Hoje”. “Após dois anos, aceitei o cargo de correspondente internacional. Na volta, retornei ao posto feliz da vida. Foi neste telejornal que desenvolvi o meu jeito de apresentar mais conversado, menos formal. Fui aprendendo e construindo meu estilo. É possível demonstrar emoção, ser séria sem ser sisuda e dar um sorriso para continuar levando a vida adiante”, ensina Sandra. Ancorando juntos de 2004 a 2017, a dupla formada por Sandra e Evaristo Costa acabou tornando-se a mais longeva do

“Jornal Hoje”. Alegando motivos pessoais, o jornalista resolveu não renovar seu contrato com a Globo. Cercada de emoção, sua despedida da bancada quebrou qualquer protocolo da emissora, com direito a homenagens e muitas lágrimas no estúdio e nas redes sociais. Em 2019, uma dança das cadeiras no setor de jornalismo da Globo acabou provocando mais uma renovação nas tardes da emissora. Com a aposentadoria de Sérgio Chapelin do “Globo Repórter”, Sandra acabou aceitando o convite de apresentar o programa de reportagens ao lado de Glória Maria. Após diversos boatos e apostas, o nome de Maria Júlia Coutinho, até então “moça do tempo” do “Jornal Nacional”, acabou confirmado pela Globo como a nova apresentadora do “Jornal Hoje”. “Sinto-me honrada e desafiada por estar à frente do JH no momento em que vivemos esse desastre global provocado pela pandemia. O ‘Jornal Hoje’ completa 50 anos com a nobre missão de bem informar a população diante de um período de medo e incerteza, no qual a disseminação de notícias falsas mostra como o jornalismo profissional é essencial”, defende a jornalista, mais conhecida como Maju.


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Zapping

>> por Caroline Borges

Aprendizados profundos Ao chegar em “Malhação”, Eriberto Leão já tinha uma carreira consolidada. Porém, ao longo da trama adolescente, o ator encarou aprendizados inéditos até então. “Aprendi demais com esse elenco novato. Esses meninos compartilharam um aprendizado e um fôlego novo com todos da equipe e do elenco. Poder rever ‘Malhação – Sonhos’ nesse momento é algo muito especial. Foi um projeto inesquecível”, valoriza o ator, que lembra bastante da família formada por Gael e Dandara, papel de Emanuelle Araújo. “A família que foi formada na ficção também se formou por trás das câmeras. Na fase final da novela, a gente já estava muito próximo dos personagens e dos colegas de cena”, completa.

Jogos intensos

A Globo já começou a produção para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Na tevê aberta, serão mais de 200 horas de transmissões ao vivo, principalmente de provas que envolvam atletas brasileiros e as grandes decisões, além das cerimônias de abertura e encerramento. Além disso, o SporTV terá quatro canais com programação especial e mais 45 sinais com competições ao vivo.

Romance com açúcar

Sucesso da Netflix, a série americana “Bridgerton” foi renovada para terceira e quarta temporadas. A produção conta a história de oito irmãos inseparáveis que buscam amor e felicidade na alta sociedade de Londres.

Casal na selva

Os casais Álisha e Gerson, Liwarie e Witch, Thaís e Ricardo e Tuane e Jadson vão enfrentar os maiores desafios na segunda temporada de “Se Sobreviver, Case”, do Multishow. A produção estreia no dia 5 de maio. Desta vez, o amor dos casais será posto à prova em uma reserva ecológica com praia e cachoeiras.

Troca de comando

A jornalista e executiva Renata Afonso assumirá a posição de CEO da CNN Brasil. Com grande experiência no mercado de mídia, Renata foi por 14 anos a principal executiva da TV TEM, afiliada da Globo presente em 318 municípios do Estado de São Paulo.

Ela também teve passagem pela Band, Rede TV! e HBO, antes de ingressar na TV TEM.

Tevê fechada

Bernardo Marinho estará no elenco da série “Galera FC”, do canal TNT. Na produção, ele viverá Truco, um dos melhores amigos do protagonista Elton Jr., interpretado por Maicon Rodrigues. Com oito episódios, a série tem estreia para 10 de maio.

Para relembrar

O Canal Viva irá reprisar a temporada de 2009 de “Malhação”. A novela adolescente estreia no dia 4 de maio. A produção foi protagonizada por Bianca Bin e Micael Borges.

Conversa doce

Sucesso no “Saia Justa”, do GNT, e nas redes sociais, Maria Bopp é uma das convidadas da primeira temporada do “Bem Juntinhos”. A produção do GNT é comandada por Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert.

Miscelânia literária

Sophie Charlotte vê inúmeras temáticas ao longo dos episódios de “Todas as Mulheres do Mundo”. A série da Globo reúne diversos textos de Domingos Oliveira. “É uma série sobre amor, amizade, encontros com todas as suas possibilidades. Vai além do filme homônimo ‘Todas as mulheres do mundo’, ela passa por uma grande parte da obra do Domingos”, explica. Na produção, Sophie vive Maria Alice, uma jovem bailarina que se apaixona por Paulo, de Emílio Dantas. A personagem, no entanto, decide dar uma pausa no romance para dançar fora do Brasil. “A Maria Alice é uma mulher livre, para além de qualquer amarra, de qualquer convenção”, defende.


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