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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023 | EDIÇÃO 6.829 – ANO XXIV | R$ 2,50
Cultura do RN ocupou 64 mil pessoas em 2022 >> IBGE aponta que o setor aumentou as vagas de trabalho. No ano passado, representou 4,6% do total de ocupados no estado, que foi de 1,4 milhão. MOSSORÓ 3
Talento do quadrinista mossoroense Luckas
Dom de Amar prepara o “Natal Solidário”
Luckas Iohanathan se destaca com álbuns quadrinhos escritos e ilustrados. REVISTA DOMINGO
Associação irá entregar cestas básicas, kits de higiene e brinquedos para pessoas carentes da cidade. MOSSORÓ 1
Cólica mulher Menstrual: causas, sintomas e alívio
Leopoldo Silva - Senado
AAAAA AAAA domingo
Mônica Danuta vive Santa Luzia na vida e na arte
tv Reportagem do Arquivo S revela que a ditadura brasileira criou Estatuto do Índio para afastar acusações de genocídio . PRINCIPAL 3 E 4
NESTA EDIÇÃO [ 16 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS MOSSORÓ/ESTADO...................P1 A 8
Costa Neto “azeda” relação do PL com Allyson
Prisões revelam advogados “fora da lei” no Estado
Palmeiras pode ser campeão do Brasileirão na rodada de hoje
Ao lançar Rogério Marinho para governador, líder provocar o prefeito de Mossoró. CÉSAR SANTOS 5
Segurança alcança advogados por supostas ligações com organizações criminosas. SEGURANÇA 5 E 6
Se vencer o Fluminense, alviverde será campeão se Botafogo, Atlético e Fla tropeçarem. ESPORTES 7
Carolina Dieckmann celebra retorno
2 OPINIÃO
domingo, 3 DE dezembro de 2023
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
A fascinante e trágica família Mann (Parte II)
Vera Lúcia de Oliveira
Carol Caminha
Escritora, membro da Academia de Letras do Brasil - (Brasília-DF) veraluciaoliveira@hotmail.com
Desde que Carla se matou e você rompeu com Lula por toda a vida, esse tipo de separações para sempre não constitui novidade no círculo de nossa família. Não tenho gozado a vida. Desprezo-a. Mas cada um tem de viver até o fim sua vida o melhor que puder. Adeus. T
Heinrich, em resposta igualmente dura, mas um tanto conciliadora, diz:
Heinrich e Thomas, amor e ódio
Outra “tragédia”, no entanto, iria se abater sobre a família, principalmente sobre a mãe: a briga dos dois filhos mais velhos, escritores aclamados no país e no mundo: Heinrich e Thomas. Apesar da amizade e dos dois anos que viveram juntos na Itália, crescia lentamente uma diferença entre eles que acabou em grave desentendimento e rompimento. Criticaram-se, veladamente ou não, por meio de seus personagens e nas numerosas cartas trocadas, em razão das obras literárias e, sobretudo, pelo posicionamento político e filosófico perante o país e o mundo. Houve, assim, duas “guerras” que abalaram a família e a mãe: a Primeira Guerra Mundial e a guerra entre os dois mais velhos que, afirma-se, não se falaram durante a guerra. Trocaram cartas duríssimas, com acusações de ambas as partes, como podemos observar: Diz Thomas, em carta escrita em Munique, em 3 de janeiro de 1918: (...) Se você acha que tenho sido um irmão difícil, eu, naturalmente, o tenho achado ainda mais difícil. Eu também fiz honestamente o melhor que pude. Até hoje elogio, a todos enfrentando, pelo menos dois de seus livros como obras-primas. (...) Não é verdade que minha conduta na guerra tenha sido “radical”. A sua foi, ao ponto de se tornar de fato absolutamente detestável. (...) Não espere que eu vá me debruçar em seu ombro, aos soluços (...) Você e os do seu tipo podem me chamar de parasita, se o quiserem. A verdade, minha verdade, é que não o sou. (...) Deixemos que a tragédia de nossa irmandade siga seu curso até o amargo fim. Pesar? É suportável. Vamos ficando mais duros e insensíveis.
Querido Tommy Diante de tanta amargura eu deveria me manter calado e aceitar a “separação para sempre” da maneira que você a apresenta. Mas quero tentar todos os meios. Quero ajudá-lo tanto quanto possível a ver as coisas de modo mais justo, quando mais tarde isso tiver passado. (...) Não sou o tipo de pessoa que reduz a miséria e a morte de povos inteiros de acordo com as fantasias de meu espírito, não sou mesmo. (...) E eles ainda continuam morrendo. Você, no entanto, que aplaudiu a guerra e continua a fazê-lo, que considera minha conduta completamente abominável – eu, que montei uma peça que se tornou o espelho de nossa situação presente e que fui o primeiro dos primeiros a dar aos atormentados alguma esperança para o futuro –, você terá, com a graça de Deus, mais uns quarenta anos para provar a si mesmo, se não para se “afirmar”. Chegará o dia, eu o espero, que você verá pessoas em vez de sombras, e talvez então me veja. (HAMILTON, Nigel, pp. 269, 270, 271, 272). Foi esse o momento mais tenso na vida dos irmãos, com o perigo da quebra da fraternidade o que, em ampla escala, se deu com a Alemanha dividida e depois derrotada. Mas, no fim da guerra, Thomas foi gradualmente aceitando os ideais defendidos por Heinrich, que tinha dons “proféticos” em relação à política da Alemanha e da Europa. E Thomas, quando foi criticado por mudar de opinião, respondeu: “Não sou escravo do meu pensamento”. Dessa forma, revelou sua grandeza humana e espiritual, ele que era profundamente honesto e íntegro, admitindo, em 1941, que não fora capaz de enxergar o que o irmão já via com clareza, que percebera “os deveres modernos do escritor mais cedo que nós todos.” (HAMILTON, Nigel, p. 460). Assim, mais tarde, fez o mea culpa e, como disse
o biógrafo, “pôs aos ombros o manto de campeão da causa antifascista e democrática alemã, que estivera até então com Heinrich”. “Capa” que tornara Heinrich durante o nazismo o mais destacado escritor antifascista da Europa ocidental. Se, no momento da Primeira Guerra, Thomas dera um passo para trás, agora dava dois para frente. Se se considerava um alemão na época da guerra, agora se considerava, acima de tudo, um europeu. Começa a reconciliação entre os irmãos, depois de oito anos de desentendimento, de 1914 a 1922. Acabaramse as duas guerras: a Alemanha, derrotada; a fraternidade, vencedora. Essa foi, segundo o biógrafo, “a mais significativa irmandade literária de todos os tempos”, pois nela “se refletia – e se confirmava – a história da Alemanha em toda a sua agonia”. E, diz ainda o biógrafo, a “tragédia” é que os irmãos reconciliados que representavam “tão altas esperanças para o destino da Alemanha, foram exilados, despojados e injuriados como ‘não-alemães’.” (Pág. 276). E mais: Heinrich, “um homem cuja honestidade e coragem se haviam tornado lendárias na Alemanha (...) um escritor que trouxera à literatura e ao espírito alemão a humanidade da Itália e o exclusivo iluminismo intelectual da França”. (p. 361), foi obrigado, aos setenta anos, a fugir a pé da França até a Espanha, com destino a Portugal, onde embarcaria para os Estados Unidos, escapando, assim, do nazismo (acompanhado pelo sobrinho historiador Golo Mann, que fugira de um campo de refugiados na França). Para Heinrich, os escritores e intelectuais não deveriam ter medo de agir como líderes da sociedade.
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Os dois irmãos eram diferentes tanto na aparência física quanto no modo de vida: o louro Heinrich, de saúde frágil, inúmeras vezes internado em casas de saúde, levou vida dissoluta na juventude, escrevia com muita facilidade e rapidez (nove romance em dez anos, por exemplo); considerava Thomas superior: “comparado com você, não passo de um plebeu” (p. 536); e o moreno Thomas, de vida contida, de gosto burguês, tinha dificuldades em terminar seus trabalhos. Levou doze anos para terminar A montanha mágica (1924) e quarenta para completar Confissões do impostor Félix Krull (1954), sua última e única obra alegre e divertida, aquela em que o humor é mais acentuado. Escreveu, no entanto, dezenas de contos com fina ironia, um dos seus traços estilísticos. Como escritores, porém, eram ambos humanistas, embora politicamente Thomas tivesse ideias mais conservadoras, mas igualmente democráticas, apegado à liberdade, buscando o equilíbrio. Já o irmão Heinrich, um dos mais aclamados ensaístas e um dos maiores do pré-guerra alemão por seu profundo humanismo, tinha ideias radicais e sonhava com uma pátria socialista (teve suas cinzas levadas para a República Democrática Alemã). Thomas repousa na neutra Suíça, porém legou os direitos autorais de sua obra às duas Alemanhas daquele momento, em 1955, ano da sua morte. Reconciliaram-se na maturidade, admiravam-se e amavam-se como irmãos até a morte do sofrido e solitário Heinrich, no ostracismo e na penúria, em Santa Mônica, Califórnia, “sem uma pátria que não pôde encontrar em lugar algum”, pois perdera a cidadania alemã e fora condenado (in absentia) à prisão; seu coração con-
tinuaria sempre na Europa continental; no país estrangeiro onde viu sua estrela se apagar, e onde ambos viveram em autoexílio, foi cuidado por Thomas, o provedor, como o seu personagem José, do romance de inspiração bíblica José e seus irmãos (1933-1935), obra magistral, em quatro volumes, considerada uma das maiores realizações literárias do século 20. Aliás, foi o grande provedor da família, principalmente dos filhos Erika e Klaus. Thomas sentiu profundamente a morte do irmão mais velho e sentiu-se ferido e revoltado por não receber condolências de nenhuma academia ou instituição da Alemanha pela perda de um dos maiores homens de letras do país. Morreu Heinrich no exílio com sua obra e seu nome jogado no esquecimento – duplamente exilado. Foi um triste fim para o autor de obras-primas como O anjo azul (1905) e O súdito (1918), o eterno combatente pela democracia. Ele não merecia isso. E Thomas, que fora tão festejado nos Estados Unidos por lutar contra Hitler, após a guerra, passou a ser considerado comunista devido à onda reacionária que tomou conta do país. Apesar da cidadania e dos sete títulos de Doutor, deixou o país rumo à Suíça, em 1952, “exilado” pela segunda vez. Dessa forma, os dois maiores nomes da literatura alemã do século 20, dois homens de elevação moral, levaram o espírito épico que apareceria nas obras maduras de ambos, o Doutor Fausto (1947), de Thomas, A juventude do Rei Henrique IV (1935) e O fim de Henrique IV (1938), de Heinrich, obras de grande profundidade e reflexão. E foi com tristeza e alívio que Thomas, ao embarcar de volta aos Estados Unidos, na viagem que fizera à Alemanha depois de dezesseis anos de ausência, disse: “Nunca mais”. Mas voltou, foi festejado e até recebeu, com profunda emoção, as chaves de Lübeck, sua cidade natal, por ocasião de seu octogésimo aniversário; Lübeck, agora reconciliada com o filho ilustre, que lamentou ter decepcionado o pai e que ele não vivesse mais para vê-lo merecedor de tamanha honraria. Em seguida, voltaria à Europa para fixar residência na Suíça, onde morreu aos 80 anos de idade. E, por grave ironia do destino – e erro imperdoável da Alemanha –, Heinrich e Thomas morreram como não-alemães. Diz Hamilton: “E dois dos maiores homens de Letras alemães do século 20, Heinrich e Thomas, morreram, respectivamente, um como cidadão tchecoslovaco, e outro como cidadão americano.” (p. 541).
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(Continua)
FILIADO À
política 3
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Arquivo S
Ditadura criou Estatuto do Índio para afastar acusações de genocídio >> Em 19 de dezembro de 1973, o presidente Emílio Garrastazu Médici assinou o Estatuto do Índio, em vigor até hoje Arquivo/Agência Brasil
Ricardo Westin Agência Senado
A
principal lei de proteção dos povos indígenas do Brasil está prestes a completar 50 anos. Trata-se do Estatuto do Índio (Lei 6.001), que determina, entre outros pontos, que os indígenas têm direito à demarcação e à posse das terras que ocupam, devem ter seus valores culturais respeitados e precisam ser protegidos pelo Estado. Não foi por benevolência, no entanto, que em 19 de dezembro de 1973 o presidente Emílio Garrastazu Médici assinou o Estatuto do Índio — em vigor até hoje. Documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que a ditadura militar se empenhou na criação do estatuto porque o Brasil vinha sendo acusado no exterior de genocídio dos povos originários. No entender dos militares, a nova lei neutralizaria as denúncias, que eram reiteradamente feitas por jornais, políticos e organismos estrangeiros. Entre 1970 e 1973, período em que o projeto do Estatuto do Índio permaneceu em discussão no Congresso Nacional, senadores tanto da Arena (partido de sustenta-
Indígenas do povo Cinta Larga, habitantes da divisa entre Mato Grosso e Rondônia, num registro da década de 1970 ção da ditadura) quanto do MDB (partido de oposição consentida) refutaram diversas vezes as acusações de genocídio. O senador Vasconcelos Torres (Arena-RJ) discursou: — Somos cinicamente acusados de genocídio, numa tremenda campanha de imprensa contra o Brasil de graves repercussões internacionais. Para o senador Adalberto Sena (MDB-AC), não haveria problema se os jornais es-
trangeiros se limitassem a citar as arbitrariedades políticas do regime militar, como a cassação de mandatos: — Nada teríamos a dizer disso, porque realmente constitui uma anormalidade. Contudo, eles têm deixado de lado esses fatos para se apegarem a mentiras. Uma dessas balelas é a de que tratamos mal e chegamos mesmo a matar índios. Todos sabemos que não é verdade. Não existe nenhuma ação governamental no intuito de eliminar aqueles que
foram os primeiros habitantes da nossa terra. O senador Mem de Sá (Arena-RS) ficou furioso ao saber que partiram acusações até do Senado dos Estados Unidos, mais especificamente do gabinete de Edward Kennedy, irmão do falecido presidente John Kennedy: — É de pasmar que um senador que leva o nome Kennedy garanta com uma tranquilidade grotesca que “o governo brasileiro admitiu que o Serviço de Proteção
Mais de 8,3 mil indígenas morreram por omissão do governo De acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade, de 2014, pelo menos 8.350 indígenas morreram comprovadamente em decorrência de violências diretas e omissões do governo brasileiro entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (19641985). O documento avalia que o número real de mortos deve ser “exponencialmente maior”, mas é impossível de ser determinado porque muitos casos não foram documentados. A virada dos anos 1960 para os anos 1970 foi caracterizada pelo incentivo da ditadura à ocupação da Amazônia. Os
generais no poder acreditavam que essa era uma região despovoada e, como tal, vulnerável a infiltrações “subversivas” e invasões estrangeiras. Com o intuito de garantir a segurança nacional e, ao mesmo tempo, construir o “Brasil grande”, o governo militar investiu pesado na abertura de espaços na floresta para nela assentar pequenos colonos oriundos de outros pontos do país, permitir a instalação de grandes empreendimentos agropecuários, liberar a extração de madeiras e minérios e construir rodovias e usinas hidrelétricas. Em 1970, por exemplo, o general Médici lan-
çou o Programa de Integração Nacional (PIN), que incluiu a abertura da rodovia Transamazônica, entre o Amazonas e a Paraíba, e a criação de vilas e comunidades rurais às suas margens. Os slogans do PIN foram “integrar para não entregar” e “terra sem homens para homens sem terra”. A Amazônia, contudo, não era uma terra sem homens. Os grupos indígenas que viviam nos locais das obras tiveram que sair. Alguns deles jamais haviam tido contato com os brancos. Cabia à Fundação Nacional do Índio (Funai), comandada por militares, fazer o primeiro contato e tentar convencê-los a se
mudarem. Os indígenas que aceitavam acabavam por vezes sendo transferidos para lugares inadequados, sem condições de subsistência ou perto de grupos inimigos. Os que não aceitavam a mudança por bem, por sua vez, saíam por mal. Os embates entre os indígenas e as forças de segurança pública ou os vigias das obras eram corriqueiros e resultavam em mortes e até massacres. As flechas não tinham como fazer frente às balas. Embora os problemas tenham sido mais frequentes no Norte, os indígenas foram considerados obstáculos a projetos da ditadura em todas as regiões do Brasil.
ao Índio estava assassinando índios sistematicamente”. Esse bravo congressista, pelo que se depreende de sua verbiagem, reserva para governos sul-americanos a virilidade das agressões que não se anima a dirigir aos governantes de seu próprio país nem muito menos aos da Rússia, da China ou de Cuba. Se é contra o Brasil, vale tudo. Qualquer asseveração fantasiosa passa a ser dogma no discurso do senador de Massachusetts. O senador Eurico Rezende (Arena-ES) contou aos colegas que sentiu na pele os efeitos dessa “campanha tremendamente mentirosa” quando esteve em Dakar, capital do Senegal, para proferir uma palestra numa universidade: — Fui recepcionado com imensa vaia. Alguns estudantes mais exaltados não queriam que eu fizesse a conferência. Fiquei perplexo. O vice-reitor me disse que os jornais da Europa tinham intoxicado a opinião pública do Senegal noticiando que no Brasil se praticava o genocídio, isto é, que o governo estimulava o extermínio das tribos. Com muita dificuldade, falei alguma coisa. Não pude terminar a conferência. Quase toda a imprensa alemã e parte da imprensa francesa cometem uma injustiça para com o Brasil, exibindo
uma mentira que contaminou a África inteira. O senador Benedito Ferreira (Arena-GO) apontou o jornal francês Le Monde como um dos mais engajados: — O Le Monde, comprometido com o esquerdismo, muito se prestou à terrível campanha provavelmente por haver a afinidade da raça [entre Brasil e França], por existirem ligações históricas ou por lá terem montado o tristemente famoso “comitê” de tentativa de desmoralizar e comunizar o Brasil. De acordo com o senador José Lindoso (Arena-AM), as acusações de genocídio não condiziam com a índole do brasileiro: — O índio representa aquele que foi o dono primeiro da terra, com o qual estamos dialogando na construção de uma civilização, esta civilização brasileira representada por uma democracia racial, sem abismos entre grupos de raças ou de qualquer outra espécie, porque as pontes são as da solidariedade, do diálogo e da fraternidade cristã. Na defesa do governo, o senador Luiz Cavalcante (Arena-AL) foi ainda mais longe: — Médici é hoje nome que está até na maloca dos índios. E não somente maloca. Também está nos corações dos que nela habitam.
ONU enquadrou o genocídio como crime contra o direito internacional O jornalista Rubens Valente, repórter da Agência Pública e autor do livro Os Fuzis e as Flechas: a história de sangue e resistência indígenas na ditadura (editora Companhia das Letras), explica por que os generais no poder tinham tanta aversão à palavra “genocídio”: — Após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, a ONU enquadrou o genocídio como crime contra o direito internacional, e o Brasil ratificou a convenção. Por isso, se houvesse alguma acusação formal contra o país, o governo seria julgado pelos tribunais internacionais e poderia ser condenado. Era tudo que a ditadura não queria. A palavra “genocídio” era combatida de todas as formas. A Comissão Nacional da Verdade usa o termo “geno-
cídio” em alguns trechos do relatório, mas adota com mais frequência a expressão “graves violações de direitos humanos”. — Trata-se de uma discussão que não é simples, porque envolve a conceituação jurídica de “genocídio” — continua Valente. — De qualquer forma, os povos indígenas que foram submetidos a tantas violações e sofreram perdas monumentais de vidas humanas sentem que o que sofreram foi, sim, um genocídio. Mais tarde, em 1980, o Brasil foi condenado pela quarta sessão do Tribunal Russell, em Roterdã, por violar direitos humanos dos povos Waimiri Atroari, Yanomami, Nambikwara e Kaingang de Manguerinha. (*) Segue na página 4
4 GERAIS
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Arquivo S
Parlamentares conheciam a realidade dos indígenas no Brasil >> A recente Comissão Nacional da Verdade concluiu que o que havia em Resplendor era, sim, uma cadeia indígena Reprodução
Ricardo Westin
Agência Senado
O
s documentos históricos do Arquivo do Senado indicam que os parlamentares conheciam a realidade dos indígenas no Brasil. Em 1968, antes de o governo propor a criação do Estatuto do Índio, o senador Aurélio Vianna (MDB-Guanabara) leu para os colegas uma reportagem do Correio da Manhã sobre o chamado Relatório Figueiredo, um extenso documento resultante de uma investigação sobre os abusos cometidos pelo Estado brasileiro contra os indígenas. Foi esse escândalo que deflagrou as críticas internacionais. O jornal avaliou que as violências descritas no Relatório Figueiredo “só encontram paralelo na ação de extermínio em massa praticada pelo nazismo”. O Correio da Manhã seria fechado em 1974, sufocado financeiramente pela ditadura. — Causou-me profunda revolta. A impressão que se tem é a de que o nosso país, pela irresponsabilidade de certos dos seus dirigentes, transformou-se numa segunda Rodésia — discursou Vianna, citando a matança no país africano em guerra civil. — Se o mundo está revoltado pela execução daqueles grupos humanos que vêm lutando pelo direito de ser cidadãos da própria pátria, o que não dirá do genocídio que se vem praticando no Brasil por autoridades governamentais? Muitas vezes nos comovemos quando um africano é assassinado barbaramente e até achamos graça quando
Indígenas acompanham os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 se fala no assassinato de um índio. O senador Clodomir Millet (Arena-MA) também ficou chocado com a reportagem: — É costume em nosso país usar-se mal a palavra. Chama-se de selvagens, entre nós, essas pobres vítimas indefesas e inermes [desarmadas] da fúria sanguinária e selvagem de homens ditos civilizados. Em 1973, pedindo a aprovação do Estatuto do Índio, o senador fluminense Vasconcelos Torres mencionou o marechal Cândido Rondon, sertanista que primeiro dirigiu o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e se imortalizou pela defesa das populações indígenas na primeira metade do século 20, e afirmou:
— Os êmulos [antagonistas] de Rondon no SPI se deixaram embotar [cegar] na preservação dos seus ideais humanísticos a ponto de ter sido aquela sigla traduzida, na linguagem candente do ministro [do Interior] Albuquerque Lima, como “Serviço de Prostituição dos Índios”. O senador Nelson Carneiro (MDB-Guanabara) apresentou um requerimento para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado se manifestasse sobre a veracidade da denúncia noticiada pelo Jornal do Brasil de que em Resplendor (MG) existia um presídio ou reformatório exclusivo para indígenas da etnia Krenak. A ideia original de Carneiro era pedir uma comissão parlamentar de inquérito
sobre o caso, mas mudou de estratégia por saber que a oposição não tinha força suficiente para criar CPIs que não fossem do interesse da ditadura. A recente Comissão Nacional da Verdade concluiu que o que havia em Resplendor era, sim, uma cadeia indígena e que nela ocorreram “trabalho forçado”, “desaparecimento de prisioneiros” e até “morte por tortura no tronco”. O senador Danton Jobim (MDB-Guanabara) avaliou que a situação das populações originárias era mesmo dramática, mas seria exagero qualificá-la de “genocídio”. As doenças, de fato, pesaram. A Comissão Nacional da Verdade afirma, porém, que em certos casos as doenças foram introduzidas em
aldeias propositalmente e em outras situações o poder público simplesmente se omitiu e deixou de oferecer vacinas antes da chegada da “civilização” às terras indígenas. O relatório oficial aponta, entre outras cifras, a morte de 90% do povo Suyá Ocidental, 65% do Krenakore, 60% do Parakanã e 35% do Araweté. Os integrantes da etnia Parakanã foram compulsoriamente transferidos de lugar pela Funai cinco vezes entre 1971 e 1977. Só as obras da rodovia Transamazônica, segundo a ditadura, cortaram terras habitadas por 29 etnias indígenas diferentes, das quais 11 jamais haviam tido contato com os brancos — chamadas na época de tribos “arredias” ou “bravas”.
Estatuto atendeu o que queria o general Médici O Estatuto do Índio foi criado tal qual o general Médici desejava. Do projeto aprovado pela Câmara e pelo Senado, o presidente vetou apenas o artigo que permitia às entidades religiosas atuar nas comunidades indígenas, tal qual haviam feito os catequizadores católicos durante todo o período colonial e imperial. O temor da ditadura era que entidades desse tipo, como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) em 1972, ajudassem os indígenas a formar um movimento social que pudesse fazer pressão sobre o governo. Para os generais, qualquer grupo organizado tinha potencial “subversivo”. Apesar de listar uma série de direitos (com frequência desrespeitados), o Estatuto do Índio contém um dispositivo altamente prejudicial aos povos indígenas. É o que estabelece que o Estado buscará “integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comu-
nhão nacional”. Isto é, fazêlos “evoluir”, passando de indígenas (tutelados pela Funai, portanto) a cidadãos comuns (livres da tutela estatal). Essa política, chamada de assimilacionista, era apoiada por vários parlamentares. O senador Danton Jobim foi um deles: — O conflito entre o desenvolvimento das regiões mais interiorizadas do país e as comunidades indígenas isoladas é previsível sempre e mesmo inevitável. O papel da Funai não é
propriamente evitar o fim do índio como tal, não é fazê-lo parar num determinado momento da evolução histórica do país. Sua grande missão é tornar o menos penosa possível a integração do silvícola na comunidade nacional, pois essa integração se fará fatalmente. De acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade, a ditadura desejava a rápida integração deles à “comunhão nacional” porque assim deixariam de ser considerados
legalmente indígenas e perderiam o direito à terra garantido pelo estatuto, facilitando o desenvolvimento nacional tão almejado pelos militares. Em termos legais, a política assimilacionista caiu em 1988, com a promulgação da atual Constituição. Pela primeira vez na história do Brasil, a Lei Magna foi elaborada com a contribuição dos povos indígenas. O Estatuto do Índio continua em vigor, mas os seus trechos que contrariam a Constituição caducaram.
Ditadura usou táticas para desacreditar acusações Além de criar o Estatuto do Índio, a ditadura militar adotou várias outras táticas com o intuito de desacreditar as acusações de genocídio. A primeira delas, em 1967, foi fechar o SPI e criar a Funai em seu lugar. Depois, submeteu o tema a uma comissão mista formada por integrantes dos Ministérios do Interior e das Relações Exteriores e também ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, ligado ao Ministério da Justiça. Nenhuma das duas frentes concordou com a tese de genocídio indígena. O Ministério das Relações Exteriores mandou as embaixadas brasileiras darem publicidade ao parecer da comissão mista pelo mundo afora. Em 1970, a ditadura permitiu que a Cruz Vermelha Internacional fizesse uma averiguação da situação dos indígenas. A missão, contudo, trabalhou vigiada o tempo todo por agentes do governo. No relatório divulgado em Genebra, a entidade afirmou não ter visto genocídio no Brasil, mas listou tantas recomendações ao governo que se pôde inferir do documento que o país negava, sim, os direitos mais básicos aos povos originários. Em 1972, os militares conseguiram fazer de Brasília a sede do Congresso Indigenista Interamericano, que teve representantes de diversos países do continente e de organismos internacionais. Segundo o senador goiano Osires Teixeira, o evento foi um sucesso: — Segundo a Declaração de Brasília, aprovada unanimemente, o Brasil passou a fazer parte da relação de países que mais benefícios levam às populações indígenas. O relatório afirma que o Estatuto do Índio, em vias de se transformar em lei, será a base legal e efetiva para a defesa e o desenvolvimento dos grupos indígenas e poderá oferecer sugestão aos demais países do continente. Em 1973, a ditadura aproveitou a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para distribuir aos países membros um relatório sobre a sua política indigenista traduzido para o inglês.
opinião 5
DOMINGO, 3 DE dezembro DE 2023
césar santos cesar@defato.com
BOCA MOLE
O
presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, deu uma de “boca mole” em sua passagem por Natal, na agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao deixar escapar que o senador Rogério Marinho será candidato a governador do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. Era tudo que Rogério não queria. Explica-se: A candidatura de Rogério desarruma o processo aliança que ele está construindo nos principais colégios eleitorais do estado, com destaque para Mossoró. A sua postulação ao governo, antecipada por Costa Neto, conflita com o projeto do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), que também foi lançado a governador pelo presidente do seu partido, ex-senador José Agripino Maia. Rogério Marinho vinha trabalhando para o PL indicar o vice na chapa de Allyson em 2024, justamente para colocar uma “trava” no projeto do prefeito. Em melhor português: se reeleito, com o PL no cargo de vice-prefeito, Allyson não renunciaria ao mandato para ser candi-
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dato a governador em 2026, sob pena de entregar a segunda maior prefeitura do estado a Rogério, eventual adversário dele na disputa pelo Governo do Estado. Portanto, Valdemar da Costa Neto, sem conhecer a política por essas bandas de Poti, causou um estrago considerável nas pretensões do seu PL e do senador Rogério Marinho. A partir de agora, para quem tem um mínimo de entendimento, o partido bolsonarista está eliminado da chapa do prefeito Allyson. Não há hipótese, mínima, de um político ambicioso e matreiro, como Allyson é, “dormir” com o inimigo. Nas conversas de bastidores, Allyson Bezerra tem dito que o seu vice sairá de “dentro de casa”. Ou seja, um nome de sua extrema confiança, para que ele, caso seja reeleito em 2024 e precise renunciar em 2026 para ser candidato a governador, continue mandando na oxigenada Prefeitura de Mossoró. Aliás, qualquer outro político faria o mesmo. Se ele quer ser candidato a governador, e quer, tem que procurar facilitar o caminho e, de preferência, evitando obstáculos. Isso não significa dizer que Allyson
PAU DOS FERROS
Há um processo de aproximação do PT de Pau dos Ferros com o ex-prefeito Leonardo Rêgo (PP). Adversários históricos no passado podem estar juntos no mesmo palanque nas eleições municipais do próximo ano. Os mais apressados acreditam que o PT pode indicar o nome do vice na chapa de Leonardo Rêgo.
SEGUE
O delegado Inácio Rodrigues, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas em Pau dos Ferros, pode ser o nome do PT na chapa de Leonardo. Os dois mantêm relação política e pessoal harmoniosa. Nas eleições de 2020, o PT foi importante para a vitória da prefeita Marianna Almeida (PSD), mas hoje estão rompidos.
RAFAEL GODEIRO
Rogério Marinho será o nosso candidato a governador do RN” VALDEMAR DA COSTA NETO Presidente nacional do PL, antecipando a candidatura de Rogério Marinho em 2026
SANTA LUZIA
Há 12 anos, a Festa de Santa Luzia chamou as crianças para celebrar a padroeira dos olhos e da luz. Era realizada a primeira Noveninha de Santa Luzia, envolvendo a Catedral e diversas paróquias nos bairros de Mossoró. Desde então, as crianças participaram do momento de muita emoção, fé e celebração. Neste ano, na Catedral.
A programação da Festa de Santa Luzia neste domingo, 3, será aberta com a "Pedalada da Luz", às 6h, com saída na Igreja de São José, zona norte de Mossoró, e chegada à Catedral, no centro da cidade. Também tem missa na Catedral às 6h, 9h e 11h. A novena será celebrada às 19h, seguida da apresentação do Oratório de Santa Luzia e shows.
Lula pede que países ricos paguem conta por preservação Lucas Pordeus León Repórter da Agência Brasil
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que são os países ricos que devem pagar a conta pela preservação das florestas. Ao discursar em reunião na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), em Dubai, nos
Emirados Árabes Unidos, Lula destacou que essa é a primeira vez, em 28 anos de COPs, que as "florestas falam por si”. “É a primeira vez que as florestas vêm falar por si. É a primeira vez que nós estamos dizendo: não basta evitar desmatamento, é preciso cuidar da floresta, cuidar das pessoas que moram na floresta, e cuidar da biodiversidade da floresta. Isso custa
É NOTÍCIA Nesta data, em 2009, era inaugurada a bandeira Hiperbompreço em Mossoró, ocupando grande estrutura na Avenida Diocesana. Recentemente, a gigante Carrefour assumiu a unidade. Hoje completa 13 anos da morte do ex-prefeito Antônio Rodrigues de Carvalho. Natural de Capim Grosso, hoje Upanema, o político governou Mossoró por dois mandatos, sendo eleito em 1958 e 1968. Também foi deputado estadual por quatro mandatos.
NOVENINHA
O
vai brigar com o PL nesse momento. Nada disso. Ele precisa do partido para aumentar o tempo da propaganda eleitoral no pleito do próximo ano. Também precisará da chapa de vereadores liberais para aumentar o seu batalhão nas ruas de Mossoró. Agora, resta saber se o PL, que tem capilaridade política e vem ganhando musculatura em Mossoró, aceitará o que for oferecido por Allyson Bezerra. Tem um batalhão bolsonarista ávido por espaço, de preferência, na majoritária. O partido, certamente, colocará as condições na mesa de negociação do tamanho de sua importância, ou da importância que acha que tem. Paralelamente, o presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim, está observando tudo de cadeira cativa. Não perde um lance. Ele sabe o tamanho que tem na base de sustentação política do prefeito Allyson e também está ciente dos objetivos que o PSDB, seu novo partido, tem para o pleito municipal do próximo ano, como passagem importante ao projeto de 2026, sonhado pelo líder maior Ezequiel Ferreira de Souza. Como visto, Valdemar da Costa Neto acendeu o pavio, que parece curto.
A concessionária de carros elétricos BYD vai apostar no concorrido mercado de Mossoró. Concluiu negociação para se instalar no Partage Shopping. Será a primeira loja de carros elétricos da cidade. Nos últimos dias, o Partage recebeu as lojas Bagaggio e Zeiss. Emocionante a homenagem ao Padre Sátiro Cavalcanti Dantas na abertura da Festa de Santa Luzia. E hoje a Igreja celebra o 7º dia da partida do padre educador: Na Catedral, às 9h; e no Santuário de Santa Clara, no bairro Dom Hélder Câmara, às 17h. Está pronta a Revista de Santa Luzia 2023, editada pelo Jornal de Fato. Na edição deste ano, tem homenagem ao Padre Sátiro, entrevista exclusiva com Dom Mariano Manzana e as boas-vindas ao novo bispo Dom Francisco de Sales. Circula esta semana.
muito dinheiro, e os países ricos têm que ajudar a pagar essa conta. É isso que nós queremos nesta COP”, afirmou. O presidente participou, ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de evento chamado Protegendo a Natureza para o Clima, Vidas e Subsistência, que reuniu especialistas, representantes de povos de florestas e chefes de Estado de países com florestas, como o presidente da França, Emannuel Macron, devido a posse sobre o território da Guiana Francesa, aqui na América do Sul. Lula cedeu seu tempo de
fala para a ministra Marina uma vez que ela cresceu nos seringais da floresta amazônica, no Acre. O presidente chorou ao lembrar a história de vida da ministra. “Eu não poderia utilizar a palavra sobre a floresta, se tenho no meu governo uma pessoa da floresta. A Marina nasceu na floresta, se alfabetizou aos 16 anos. Eu acho que é justo que, para falar da floresta, ao invés de falar o presidente, que é de um Estado que não é da floresta, a gente tem é que ouvir ela, que é a responsável pelo sucesso da política de preservação ambiental que nós estamos fazendo no
A ex-prefeita Ludmila Amorim (MDB) voltará a disputar a Prefeitura de Rafael Godeiro em 2024. Substituirá a atual prefeita Keké, viúva do ex-prefeito Dr. Abel. Ludmila já governou o município por três vezes e só não foi candidata em 2020 por impedimento legal. Ela é vista pelo eleitor como "prefeita de férias".
HÁ UM PORÉM...
A candidatura de Ludmila é consenso na tradicional família Abel, mas há entrave na escolha do vice. Parte do grupo é contra a manutenção na chapa da atual vice-prefeita Elenice Cortez. Os vereadores governistas defendem o nome de Dayner da Farmácia.
Ricardo Stuckert
Presidente Lula e a ministra Marina Silva na COP28
Brasil”, destacou. Em seu primeiro dia, na quinta-feira, 30, a COP28 aprovou um fundo climático para financiar perdas e
danos de países vulneráveis. O objetivo do novo fundo é ajudar as nações pobres a lidar com desastres climáticos.
6 GERAIS
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Ensino
PROSA
& VERSO MEC suspende cursos a vai pra cima de Netanyahu distância; instituições reagem Lula diante do genocídio em Gaza crispinianoneto@gmail.com
>> Defensores afirmam que vai mitigar problemas na formação de professores; críticos apontam que os mais pobres serão prejudicados Reprodução
Pedro Sales
Congresso em Foco
O
Ministério da Educação (MEC) divulgou portaria que suspende processos de autorização de cursos de 17 áreas na modalidade a distância. A medida causou divergências em instituições do terceiro setor que tratam da educação. Os defensores afirmam que o objetivo é mitigar problemas na formação de professores, enquanto os críticos apontam que os mais pobres serão prejudicados. Segundo o último Censo da Educação Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2022, cerca de 4,3 milhões de pessoas estavam inscritas em cursos superiores a distância. No Brasil, a oferta de cursos oferecidos pelas instituições de ensino no ano chegou à marca de 9.186. O crescimento do ensino superior na modalidade a distância é exponencial. Em 2012, de acordo com o Censo do Inep, existiam 1.113.850 matrículas ativas em Ensino a Distância (EaD). O aumento em relação a 2022 foi de mais de 280%. Isso significa, para aqueles que defendem a modalidade, a democratiza-
Portaria afeta cursos de 17 áreas na modalidade a distância ção do ensino superior. Entidades privadas de ensino superior reagiram à portaria. Para a presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Elizabeth Guedes, a decisão do governo contra os cursos a distância é “temerária”. Integrante do Conselho Nacional de Educação, ela afirma que a suspensão pode inviabilizar para muitas pessoas a entrada no ensino superior. “Da forma que está, poderá levar a um apagão na educação superior em quase 2 mil municípios, onde a EaD é o único caminho para graduação. Isso significa 34% das cidades brasileiras
EaD não é o ideal para a formação inicial docente A organização Todos Pela Educação, por outro lado, reconhece a decisão como positiva no que diz respeito à formação de professores. Segundo a entidade, o EaD não é o ideal para a formação inicial docente. Seis em cada dez professores se formaram pela modalidade a distância em 2022, de acordo com o Inep. Outro ponto levantado é a baixa qualidade dos cursos de formação de professores independente de modalidade. “Considerando as atribuições do governo federal, é nosso entendimento que o Ministério da Educação tem o dever de promover mudanças estruturais para a melhoria da formação inicial docente. Ao permitir a oferta de
cursos inadequados à formação para o início do exercício da docência, o país promove, no sentido contrário que deveríamos tomar, a desvalorização da profissão docente, a mais importante e uma das mais complexas”, diz carta assinada pelo Todos Pela Educação em conjunto com a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e outras instituições. Para o diretor executivo do instituto, Olavo Nogueira, a “medida merece elogios” sob análise da formação de docentes, pois tenta mitigar um problema de anos. “Que esse movimento signifique o início de um projeto contundente para revolucionar a forma-
sem nenhuma porta de entrada para a iniciação científica dos estudantes”, explica. Medicina, Direito, Farmácia e licenciaturas em qualquer área estão entre as áreas com processos de abertura suspensos. A medida, no entanto, não impacta cursos já em andamento. O presidente da Anup acrescenta que os resultados dos estudantes de EaD no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), em 2022, foi superior aos dos colegas de cursos presenciais, com 40,2% e 39% de acertos, respectivamente. Ela reforça ainda
que mais de 50% dos estudantes têm mais de 31 anos e 67% deles conciliam trabalho e estudos. “Essa realidade por si só destaca a eficácia da EaD como uma ferramenta para promover a inclusão e superar barreiras socioeconômicas”, diz. Outra crítica de Elizabeth diz respeito à consulta pública realizada pelo MEC para suspender os cursos a distância. Na audiência organizada pela pasta, apenas 16 cursos EaD seriam impactados pela portaria. No entanto, foi adicionado a licenciatura para qualquer área, indo além do que foi discutido.
ção inicial de professores no país. Fazer isso exigirá ir muito além da questão do EaD, mas sem dúvida alguma este anúncio dá indícios de que este MEC, felizmente, parece estar disposto a fazer o que vários outros MECs não fizeram”, explica. A presidente do Todos Pela Educação e uma das
coordenadoras do grupo de trabalho focado em políticas públicas para a primeira infância, Priscila Cruz, celebrou a medida nas redes sociais. “Finalmente o MEC dá um passo firme para combater a farra do EAD na formação dos professores”, declara em publicação no X (antigo Twitter).
Veja quais cursos foram impactados - Biomedicina;
- Medicina;
- Ciências da Religião;
- Nutrição;
- Direito;
- Oceanografia;
- Educação Física;
- Odontologia;
- Enfermagem;
- Psicologia;
- Farmácia;
- Saúde Coletiva;
- Fisioterapia;
- Terapia Ocupacional;
- Fonoaudiologia;
- Licenciaturas em
- Geologia/Engenharia
qualquer área.
Geológica;
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou críticas contundentes a Benjamin Netanyahu, rotulando-o como líder de “extrema direita” em uma entrevista à Al Jazeera. Quando indagado pelo repórter que o entrevistou sobre o que ele diria a Netanyahu, se o encontrasse neste momento, Lula disse: “Ao Netanyahu não digo nada. Ele é efetivamente um líder extremista, de extrema direita, sem sensibilidade com os problemas humanos dos palestinos. Ele pensa que os palestinos não significam nada. Ele precisa aprender que os palestinos precisam ser respeitados, suas terras demarcadas”. Lula também cobrou do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma postura mais firme em relação aos ataques de Israel na faixa de gaza e classificou a situação como “um genocídio”. “Não consigo entender como o Biden, o presidente do país mais importante do mundo, não cobrasse de Israel o fim da guerra. Eles influenciam muito Israel e poderiam ter parado a guerra”, afirma Lula. “Está faltando sanidade e autoridade da parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Ninguém respeita mais o Conselho. Os membros decidem ir para guerra sem consultar ninguém, e os países podem vetar. Falta governança no mundo. Precisamos de um órgão que possa tomar decisões. Essa guerra é reflexo da insanidade, um grupo comete um ato terrorista e o Estado que faz algo ainda mais sério que o ato terrorista, há mais de 16 mil mortos, 6.500 crianças, 35.000 feridos. Hospitais destruídos. Se a ONU tivesse força, teríamos a solução de dois Estados. Mas desde 1947 não há paz”.
Arrogância Deu no New York Times: Há mais de um ano Israel sabia do plano de ataque do Hamas de 7/10. Documentos, e-mails e entrevistas demonstram isso. Mas os militares e a Inteligência de Israel descartaram o plano, considerado pretensioso e difícil demais para ser empreendido pelo Hamas.
Família do dedo podre
Tudo o que a familícia toca vira estrume. Lembram da última viagem de Chupetinha, Bananinha e asseclas a Washington e do encontro com o deputado George Santos, aquele de um passado transformista? Depois uma caravana de fascistas liderados por Eduardo Bananinha, com outros senadores da “qualistria” do sempre bêbado Magno Malta e Jorge Seif, aquele do caminhão carregado de drogas, além da deputada Júlia Zanata, a da tiara nazista, e Gustavo Gayer, pois é, ele acaba de ser cassado por corrupção. Como se diz na linguagem popular: “um gambá cheira outro”...
iMAGEM que marca É sempre bom visitar a ciência. Norberto Bobbio, cientista político italiano, um dos nomes mais respeitados nas ciências políticas, no mundo inteiro descreveu muito bem como funciona o fascismo nos tempos atuais. Em torno da sua conceituação, poderíamos listar os nomes de todos os bolsonaristas que continuam fedendo na política brasileira.
GERAIS 7
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Excelência
Pós-graduação em Biotecnologia da UFRN possui nível internacional Credenciada pela Capes em 2006, a Renorbio é uma rede composta por 13 instituições Nucleadoras de ensino e pesquisa Cícero Oliveira - UFRN
Maheus Nácer
Agecom/UFRN
“
Excelência constatada em nível internacional”. É assim que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) qualifica o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UFRN (ProgBio/CT/CB), lhe conferindo conceito 6. Integrante da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), o programa forma doutores (profissionais) capacitados para a pesquisa em inovação biotecnológica que também podem atuar em mercados distintos, incluindo a prestação de serviços e a indústria. Credenciada pela Capes em 2006, a Renorbio é uma rede composta por 13 instituições Nucleadoras de ensino e pesquisa de todos os estados da Região Nordeste, além do Espírito Santo, agregando cerca de 200 pes-
Integrante da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) quisadores atuantes nas diferentes áreas da Biotecnologia. Com projeto desenhado em consonância com a estratégia definida no 5º Plano Nacional de Pós-graduação (V-PNPG), o programa busca aumentar a taxa de formação de doutores, sem prejuízo de qualidade. Essa união permite utilizar a infraestrutura de ensino e pesquisa das diferentes instituições para atender aos
objetivos da iniciativa. O intercâmbio entre os participantes é igualmente fomentado, bem como a elaboração e a execução de projetos de pesquisa em rede. Na UFRN, 15 docentes de vários departamentos e dois professores da Universidade Potiguar (UNP) fazem parte do corpo docente permanente da Renorbio. O programa fornece ferramentas que possibilitam a
formação de profissionais com bases técnico-científicas sólidas, fomentando o desenvolvimento da pesquisa na área biotecnológica e oferecendo um amplo currículo de disciplinas relacionadas a quatro áreas de concentração. Cada uma dessas áreas engloba diferentes linhas de pesquisa, sendo elas: Biotecnologia em Agropecuária, com três linhas de pesquisa
que incluem genética e transgênese, sanidade, conservação e multiplicação de germoplasma; Biotecnologia em Saúde, cujo estudo se enquadra no desenvolvimento de agentes profiláticos, terapêuticos e testes diagnósticos; Há, ainda, Biotecnologia em Recursos Naturais, com as linhas de pesquisa em bioprospecção, biodiversidade e conservação, purificação, caracterização e produção de insumos biotecnológicos em sistemas heterólogos; e Biotecnologia Industrial, com a linha de pesquisa em bioprocessos. Coordenadora da pósgraduação em Biotecnologia da UFRN, a professora Susana Moreira conta que os docentes que fazem parte do programa mantêm parcerias com empresas em função das pesquisas que realizam, além de relações com outras instituições, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “É o caso do professor do Departamento de Bioquímica da UFRN Daniel Lanza que mantém parcerias com as empresas Samaria Camarões, DNA fértil e Genaptus, além da Maternidade Escola Januário Cicco, no âmbito de trabalhos desen-
volvidos por alunos do programa”, comenta. O programa também promove várias ações focadas na obtenção de produtos biotecnológicos, bem como no apoio à criação de pequenas empresas. Exemplos disso são as atividades promovidas junto à Associação Nacional de Biotecnologia (Anbiotec) desde 2019, tendo como objetivo a apresentação de iniciativas desenvolvidas pelos discentes do Renorbio que estão aptas a serem negociadas com o setor empresarial. Em ações anteriores, apresentações foram realizadas em modelo de rodada de negócios a empresários ligados à Anbiotec. “Além dessa parceria, outras atividades extracurriculares são desenvolvidas em conjunto com a Biominas Brasil, as quais têm como objetivo principal incentivar os alunos a desenvolverem novas startups”, relata a docente. Os discentes também são incentivados a participar de editais lançados pelo Programa Centelha, iniciativa promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Startups têm aprovado projetos e conquistado premiações
Discentes da UFRN desenvolvem muitos projetos
Mais de 30 empresas já foram criadas por doutores formados pela Renorbio, a maioria delas está sediada no Nordeste, demonstrando a relevância do programa para o desenvolvimento da biotecnologia na região. “Enquanto Nucleadora, observamos um avanço da interação da UFRN com o setor produtivo. Nesse quesito, destacam-se startups fundadas nos últimos anos, com a participação de discentes, egressos e docentes da nossa Universidade, como exemplo da Microciclo Biotecnologia e da Z-safe Biotecnologia LTDA”, conta Susana Moreira. A Microciclo Biotecnologia LTDA foi idealizada, em 2019, pelo grupo formado por pesquisadoras do Laboratório de Biologia Molecular e Genômica (LBMG/UFRN), liderado pela professora Lucymara Fassarella Agnez Lima, e realizou o desenvolvimento de um produto voltado para a biorremediação ambiental. Esse método é definido por utilizar processos biológicos para degradar, transformar e remover contaminantes de uma matriz ambiental, como a água, por exemplo. Desde então, a startup tem aprovado diversos projetos e conquistado vá-
Devido ao caráter multidisciplinar com várias linhas de pesquisa, muitos são os projetos desenvolvidos pelos discentes do programa na UFRN. “Vários produtos de teses ganharam destaque devido à inovação e aplicabilidade na resolução de problemas concretos na sociedade”, conta Susana Moreira. A professora cita o desenvolvimento de um método para estimulação mecânica cardíaca transtorácica com função de marcapasso. Esse feito é produto da tese de Nestor Oliveira Neto, orientado pelo professor Guilherme Fregonezi, do Departamento de Fisioterapia (DFST/UFRN), com patente depositada em 2022. O produto desenvolvido pelos pesquisadores destaca-se por sua aplicação que, de acordo com a pesquisa, apresenta vantagens sobre as alternativas usadas atualmente, como a relativa simplicidade técnica do equipamento e a possibilidade de reduzir a utilização de analgesia para o procedimento de instalação do marcapasso. A doutoranda Júlia Freitas é colaboradora na pesquisa desenvolvida no âmbito do programa que tem como objetivo inves-
rias premiações nacionais e internacionais. A biorremediação é um estudo de extrema importância não só a nível nacional como internacional, prova disso foi a seleção da startup para integrar a delegação brasileira que participou da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-27), que aconteceu, entre os dias 6 e 18 de novembro de 2022, em Sharm ElSheikh, no Egito. Já a Z-safe Biotecnologia LTDA presta serviços de biossegurança, utilizando o zebrafish como modelo experimental in vivo e realizando testes variados que permitem a avaliação de parâmetros de toxicidade, embriotoxicidade, neurotoxicidade, marca-
dores moleculares, estresse oxidativo e genotoxicidade. O zebrafish é, atualmente, a espécie mais utilizada para pesquisas experimentais devido à semelhança genética com seres humanos, apresentando-se como modelo alternativo aos roedores, o que representa um avanço da ciência nas pesquisas da área biomédica e nos estudos comportamentais, genéticos e toxicológicos. Como resultado desse trabalho, a Z-safe foi premiada em diferentes editais, além de estar em processo de pré-incubação no Inova Metrópole, na qual pretendem desenvolver um software de rastreio de larvas de peixe. Cícero Oliveira - UFRN
Susana Moreira destaca a criação de startups, com a participação de discentes da UFRN
tigar quais são os patógenos presentes nas águas residuais de Natal. Ela participou de coletas semanais das águas de esgoto das estações de tratamento de Ponta Negra, Beira Rio e Baldo, durante junho de 2021 e maio de 2022. As amostras foram unificadas (das estações e das semanas) em registros mensais, e foi realizado o sequenciamento do DNA e RNA ambiental, permitindo a identificação dos patógenos (bactérias e vírus). Os resultados apontam quais patógenos estão mais presentes em determinada região em cada mês do ano, possibilitando a realização de ações no sentido de prevenir possíveis endemias, epidemias e pandemias. “Acredito que esse estudo pode fornecer muitos dados para auxiliar diversas áreas, tais como a saúde pública, agricultura e veterinária”, comenta a pesquisadora. O projeto tem coordenação da professora Lucymara Fassarella, do Departamento de Biologia Celular e Genética (DGB/ UFRN). A docente também é responsável por outro estudo, contando com a colaboração da startup Microciclo Biotecnologia LTDA, que obteve o regis-
tro de patente em 2021. A pesquisa investigou a junção de espécies de bactérias na preparação de um inoculante biorremediador, com finalidade de uso na remoção de óleo mineral e hidrocarbonetos derivados do petróleo em água contaminada. Susana Moreira destaca outro estudo que está em andamento na UFRN. Mais focada na área da medicina regenerativa, a pesquisa envolve a avaliação dos efeitos de compostos extraídos de algas verdes (no caso de açúcares sulfatados) na diferenciação de células-tronco humanas isoladas de cordões umbilicais. Os estudos têm mostrado que, dependendo da composição das amostras, elas podem promover a diferenciação de células-tronco em osteoblastos (células do osso) ou inibir a diferenciação em adipócitos (células de gordura), indicando que podem ser candidatos para o desenvolvimento de novas terapias voltadas à regeneração óssea ou à obesidade. “Esses são estudos que realizamos no meu grupo de pesquisa, e, atualmente, tenho um aluno do Renorbio trabalhando nisso”, afirma a professora.
8 Gerais
domingo, 3 de dezembro de 2023
Maceió
Colapso em mina da Braskem: veja o que se sabe sobre o caso >> Prefeito da capital de Alagoas considera a maior tragédia urbana do mundo Da CNN
A
cidade de Maceió (AL) está em alerta para o risco iminente de colapso na mina 18 do município, que é operada pela Braskem. Segundo a Defesa Civil, a área pode colapsar a qualquer momento. Ainda de acordo com a Defesa Civil, até o início da tarde de sexta-feira (1º), o solo no local afundava a uma velocidade aproximada de 2,6 centímetros por hora. Até o meio-dia, o deslocamento vertical acumulado na área da mina era de 1,42 metro. Na quarta-feira, 29, a prefeitura instalou um gabinete de crise para acompanhar a situação. A decisão foi tomada depois que os tremores de terra se intensificaram no entorno da mina, em uma área já desocupada e próxima ao antigo campo do CSA, time de futebol da cidade. Na sexta, 30, em entrevista à CNN, o prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PL), classificou a situação
UFAL
no município como “a maior tragédia urbana do mundo”. Também na sexta, o governo federal reconheceu estado de emergência em Maceió. Alertas Ao longo da semana, moradores do bairro Mutange receberam alertas da Defesa Civil por SMS informando para que deixassem a região e procurassem local seguro. Pelas redes sociais, o governo de Alagoas publicou um guia com medidas de segurança para a população seguir “agora e depois do colapso”. De acordo com a prefeitura, as ações emergenciais incluem o acolhimento facultativo de pessoas em áreas de risco, que serão abrigadas em escolas municipais, além da entrega de kits dormitórios, de higiene e de limpeza pessoal, além de cestas básicas e água. A administração municipal acrescenta que faz monitoramento da situação em tempo real e que “se necessário for”, poderá ampliar as áreas consideradas como de risco iminente.
Solo afundou a uma velocidade aproximada de 2,6 centímetros por hora
Onde fica a mina 18
A mina com risco iminente de colapso fica localizada no bairro Mutange, às margens da lagoa Mundaú e a aproximadamente 5 quilômetros do centro da cidade. Em 2011, a rua Coronel Lima Rocha era uma via normal, como qualquer outra, com comércios abertos e casas. Em 2022, todos os imóveis estavam cercados por tapumes. Uma placa da Defesa Civil indicava um local como “ponto de recolhimento rápido” para o caso de evacuações. As interdições deixaram o local com aspecto de “cidade fantasma”.
O que causou o afundamento do solo? De acordo com a Prefeitura de Maceió, a “instabilidade do solo foi provocada pela atividade de mineração da Braskem em 35 minas na região”. A gestão municipal informa que “até 2019, a empresa fazia extração inadequada de sal-gema”. Esse material é utilizado pela indústria química para fabricação de soda cáustica e PVC. Segundo o governo de Alagoas, cinco abalos sísmicos foram registrados na
região somente neste mês de novembro. O desabamento da mina pode ocasionar a formação de grandes crateras na região, além de provocar um efeito cascata em outras minas. O prefeito JHC atribui à Braskem a responsabilidade pela situação. “A empresa Braskem começou a operar em Maceió na década de 1970. De lá pra cá, essa exploração predatória continuou de forma agressiva.
Faltou fiscalização por parte dos órgãos competentes de maneira mais contundente.” Segundo JHC, “a municipalidade não tem competência direta sobre autorizações e fiscalizações da atividade da Braskem e, por isso, o município também acaba sendo vítima de toda essa tragédia”. O governador Paulo Dantas (MDB) também fez, em entrevista à CNN, críticas à conduta da Braskem.
Pesquisadores fazem alertas há mais de 10 anos Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) afirmam que apontavam para riscos de afundamentos em Maceió há mais de uma década. “Um estudo publicado na revista científica Geophysical Journal International mostrou que a exploração do sal-gema pela Braskem estava provocando aumento do nível do lençol freático na região. Esse aumento de pressão poderia causar o afundamento do solo”, diz texto divulgado nesta semana no site da UFAL, citando publicação cientifica de 2010. “Em 2011, outro estudo,
CMAP
publicado na revista científica Engineering Geology, chegou à mesma conclusão. Os pesquisadores estimaram que o afundamento poderia atingir até 1,5 metro em algumas áreas da cidade”, acrescenta o texto. A Defesa Civil de Maceió disse na noite desta quinta-feira, 30, que o desabamento pode ocorrer a qualquer momento. Sobre os sismos que têm sido detectados nos últimos dias, a geóloga Regla Toujaguez, professora dos cursos de Engenharia e Ciências Agrárias da UFAL, diz que eles são esperados na atual situação. “Na extração, tra-
balha liquofazendo muito o sistema. Injeta água no sistema e lubrifica muito lá embaixo”, explica. “Tirou o sal e ficam muitas cavidades. Essas cavidades são preenchidas com fluido. A mineração parou, mas eles precisam manter o sistema e fazer monitoramento diário”, afirma. O geólogo Francisco Dourado, professor de Geologia da Universidade do Estado do Rio (UERJ) e coordenador do Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres da instituição, explica que os colapsos ocorrem se há perda da auto sustentação de uma estrutura.
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
Amina Costa
Da redação
H
á mais de cinco anos, a Associação Dom de Amar, formada por aproximadamente 40 voluntários, realiza um trabalho social em prol das pessoas em situação de rua, em Mossoró. Eles se reúnem toda quarta-feira, na Praça Vigário Antônio Joaquim, mais conhecida como “Praça da Catedral”, para oferecer às pessoas em vulnerabilidade o ´Jantar Solidário´. Além disso, são feitas outras ações como corte de cabelo, orientação em saúde, entrega de kits de higiene, roupas, entre outras doações. A cada dois meses, são realizadas campanhas itinerantes que vão até às comunidades da zona urbana ou rural de Mossoró, e levam cestas básicas, refeições, diversão, brincadeiras e acolhimento para os moradores da localidade. Para este fim de ano, a Associação está promovendo duas campanhas natalinas. Denominadas de “Almoço Natalino” e “Jantar Solidário Natalino”, o grupo de voluntários tem a expectativa de beneficiar mais de 200 pessoas. Para que as duas ações aconteçam, o grupo de voluntários está recebendo doações, tanto dos alimentos quanto dos itens que serão doados às pessoas beneficiadas. A primeira ação vai ocorrer no dia 17 de dezembro, na Comunidade de Oiticica, na Alagoinha, zona rural de Mossoró. No encontro, será servido um almoço para mais de 150 pessoas e realizada a entrega de 60 cestas básicas, 40 brinquedos, panettones e kits de higiene. Na quartafeira seguinte, 20 de de-
!
A primeira ação vai ocorrer no dia 17 de dezembro, na Comunidade de Oiticica, na Alagoinha, zona rural de Mossoró CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), domingo, 3 de dezembro de 2023
Solidariedade
Associação Dom de Amar está recebendo doações para o “Natal Solidário” A associação irá entregar cestas básicas, kits de higiene e brinquedos para pessoas carentes do município de Mossoró Cedida
O Dom de Amar também realizará almoço e jantar especial de Natal para pessoas em situação de vulnerabilidade social
zembro, o “Jantar Natalino” será celebrado no local de toda reunião semanal do grupo, na Praça Vigário Antônio Joaquim, popularmente denominada como “Praça da Catedral”. “Ao longo do ano realizamos ações itinerantes e o compromisso semanal com as pessoas em vulnerabilidade na questão social. Neste mês de Dezembro, não será diferente e a missão é em dose dupla. É o olhar sensível ao próxi-
mo, de fazer a diferença no hoje e poder colaborar com a insegurança alimentar”, afirma a voluntária Cibelly Duarte. Os jantares semanais que ocorrem todas as quartas-feiras na Praça da Catedral têm o objetivo de minimizar a fome das pessoas em situação de rua. A cada dois meses, as ações da Associação Dom de Amar são estendidas para a zona rural de Mossoró. Nestes mais de cinco anos de tra-
Cedida
Cerca de 200 pessoas devem ser beneficiadas com o “Almoço Natalino” e “Jantar Solidário Natalino”.
balho social, a Associação já beneficiou cerca de 1 mil pessoas. Entre as comunidades que já receberam as ações do projeto estão: Comunidade Rural Cheiro da Terra, Chafariz, Comunidade Quilombola, entre outras. “As comunidades são escolhidas de acordo com a questão da vulnerabilidade social, em que o líder comunitário ou um agente de saúde da localidade entra em contato com a Associa-
ção Dom de Amar e faz uma lista com a quantidade de famílias, de crianças (número de meninos e meninas), das necessidades do local. Então, em toda ação itinerante nós levamos a cesta básica e o almoço. Para que seja realizado, a Associação conta com o apoio de pessoas da sociedade civil, que doam descartáveis, alimentos não perecíveis e demais itens”, disse o voluntário Danilo Moisés.
A Associação Dom de Amar explica que, o voluntário fixo dá uma contribuição mensal de R$ 30 para ajudar nos custos das ações. Para essas ações natalinas, o grupo está arrecadando alimentos não perecíveis, cestas básicas, refrigerantes, brinquedos e itens de higiene pessoal (creme dental, escova, sabonete, shampoo, prestobarba, absorventes). A doação pode ser por meio do pix (chave CNPJ – 50200475000108).
2 mossoró
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Wanderson Diniz comemorou idadecapa nova durante feriadão, cont. em Tibau, ao lado da esposa Alaianny Medeiros.
Associação realiza pelo menos ELA É DEMAIS! cinco ações itinerantes por ano Em viagem para Itália, o casal Leonardo Vale e Luana Mendonça anunciou noivado. Parabéns!
Para esta ação, a Associação arrecadou doações em dinheiro, brinquedos e mantimentos
BODAS DE OPALA
Rannier Cedida Ferrari e Roberta Duarte celebrando 24 anos de casados. Muito amor!
A Dra. Priscila Duarte curte merecidas férias visitando pontos turís�icos da Europa, inclusive, comemorou idade nova por lá. Só alegria!
APAGANDO VELINHA!
#BDAYWALLACE O estilista potiguar, Wallace Macedo, atualmente radicado em Los Angeles, comemorou aniversário na sexta-feira, 7, no P.F. CHANG’S China Bistrô, com almoço intimista para seus convidados. Em seguida, reuniu queridos para um jantar no OMNIA NIGHT CLUB no CESARES PALACE, e encerrou as comemorações na festa SECRETA no LUXOR HOTEL & CASSINO no domingo, 9, com uma badalada pool party. Todos convidados receberam de lembrança peças exclusivas da sua coleção color collection da sua marca WM SWIMWEAR.
O aniversariante Wallace Macedo em dia de #BDay no P.F Chang’s China Bistrô, em Las Vegas. Aí, sim!
MISS UNIVERSO RIO GRANDE DO NORTE 2023
A última ação celebrou o Dia Miss das Crianças, na comunidade Coqueiro, na Lagoinha A modelo Monique Rego, Rio
Grande do Norte 2018, começou a semana de idade nova e daqui segue o nosso abraço!
George Azevedo, coordenador do Miss Universo Rio Grande do Norte, confirma data da edição 2023. Será no dia 17 de maio, na capital potiguar. Voltaremos com detalhes!
Associação Dom de Amar foi formalizada em agosto deste ano Após cinco anos atuando como grupo de voluntários, o Dom de Amar deu um passo importante na sua trajetória: a formalização do projeto. Em agosto deste ano, o grupo passou a ser uma associação, com definição de entidade jurídica (CNPJ), estatuto, missão e mandatos, com o objetivo de poder contribuir com ainda mais pessoas em situação de rua.
De acordo com a Associação, a formalização permite que empresas possam contribuir com o projeto, tendo benefícios como a dedução no imposto de renda, além da possibilidade de agregar valor à marca, mudança na forma como o consumidor vê o estabelecimento e incentivos fiscais. Como empreendedor social e atuando no terceiro setor, o Dom de Amar cons-
ta com o CNPJ 50.200.475/ 0001-08, e no Banco Cora pela agência 0001, conta 4080717-8, instituição 403. Devido aos incentivos, a Associação está com a expectativa de expandir sua atuação e realizar com mais frequência campanhas e ações. Podendo participar de editais, emendas políticas e fonte de doação de empresas e entidades fiscais, o Dom de Amar já atua em duas frentes.
“Ter responsabilidade social não deve ser visto como uma obrigação, uma forma de conseguir isenção fiscal ou de ter mais lucros no mercado. Isso deve ser algo verdadeiro, você deve inspirar a vontade de ajudar outras pessoas para os seus colaboradores”, afirmou Luciano Neto, presidente da Associação Dom de Amar e empreendedor mossoroense.
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Associação Dom de Amar, que é formada por um grupo de aproximadamente 40 voluntários que buscam levar alimentos e qualidade de vida para as pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social, realiza pelo menos cinco ações itinerantes por ano. Além dos jantares que são servidos todas as quartas-feiras para as pessoas em situação de rua, a Associação realiza ações de Páscoa, Dias das Mães, Dia dos Pais, Dias das Crianças, além das ações de Natal. O voluntário Danilo Moisés informa ainda que, quando o período chuvoso é muito intenso, eles também realizam ações para entregar agasalho aos moradores de rua.
A última ação realizada pela Associação ocorreu em outubro, em alusão ao Dia das Crianças. A ação foi realizada na Comunidade de Coqueiro, Lagoinha, zona rural de Mossoró, e beneficiou cerca de 50 crianças. Para esta ação, a Associação arrecadou doações em dinheiro, brinquedos e mantimentos. Com os itens doados pela sociedade, os voluntários puderam ofertar às crianças, além dos brinquedos e almoço, um momento especial de confraternização com brincadeiras e distribuição de lanches, como pipoca e algodão doce. “Foi um momento de muita confraternização que ficou marcado para as crianças da comunidade”, disse o voluntário.
Mossoró 3
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Levantamento
quanto à média de salários pagos, em 10 anos houve uma variação relativa de -8,7%, já que em 2011 esse valor era de R$ 2.189,00. Em 2021, na capital do estado, o salário médio mensal pago é de R$ 2.424,00, cerca de 21% a mais que a média estadual. Nacionalmente, esta média é de R$ 4.121,00 e regionalmente é de R$ 2.250,00, para o Nordeste. Já o total dos gastos públicos (estadual e municipal) alocados no setor cultural aumentou de aproximadamente R$ 85,2 milhões, em 2011, para R$ 183,3 milhões, em 2022. Nesse período, as esferas de governo (estadual e municipal) apresentaram variações da participação da cultura no total de gastos no país: em 2021, 0,7% e 1,4% respectivamente e, em 2022, 0,8% e 1,9%. Em nível
de despesas totais do estado, o RN saiu de 0,32% de despesas com o setor cultural em 2012 para 0,19% em 2022. Depois de três anos em queda, os governos municipais foram a esfera de governo que mais utilizou seu orçamento com o setor cultural, ampliando sua participação em 2022. Os valores captados por produtores culturais no Rio Grande do Norte via incentivo fiscal subiram cerca de R$ 380 mil, saindo de R$ 1,2 milhão em 2021 para R$ 1,6 milhão em 2022. Dos 167 municípios do estado, 137 tiveram distribuição de recursos da Lei Aldir Blanc em 2021. Desses, 12 utilizaram menos de 50% dos recursos, 37 utilizaram entre 50 e 90%, e 82, entre 90 e 100%. Quanto aos tipos de grupos para onde os recursos da lei foram distribuídos pelos municípios, as catego-
rias de Musical, Artesanato e Dança foram as mais contempladas em 2021. O Sistema de Informações e Indicadores Culturais - SIIC iniciou-se em 2004 partir de um convênio celebrado entre o IBGE e o Ministério da Cultura em 2004 e visou desenvolver uma base consistente e contínua de informações relacionadas ao setor cultural para fomentar estudos, pesquisas e publicações. A ideia é fornecer aos órgãos governamentais e privados subsídios para o planejamento e a tomada de decisão e, aos usuários em geral, informações para análises setoriais mais aprofundadas. Em sua sexta edição, com período de referência 2011-2022, tem como objetivo, seguindo o Marco Referencial para Estatísticas Culturais da UNESCO (2009), traçar um panorama a partir de diversas dimensões da Cultura no Brasil. O recorte utilizado no SIIC incluiu setores econômicos relacionados à cultura, gastos públicos, ocupação em trabalhos formais e informais, variação de preços, acesso a equipamentos e à Lei Aldir Blanc nos municípios. A periodização dos indicadores é variável em função da fonte utilizada, com dados entre 2011 e 2022 provenientes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua 2021. São também utilizadas estatísticas da Pesquisa de Informações Básicas Municipais - Munic 2021 e do modelo de cálculo de rotas, distâncias e tempos de deslocamento aplicado na base de referência de distâncias rodoviárias, hidroviárias e aéreas da pesquisa Regiões de Influência das Cidades - Regic 2018 para qualificar as condições de acesso da população a alguns equipamentos culturais selecionados (museus, teatros e salas de espetáculo e cinemas) nos Municípios que não os possuíam. A avaliação dos gastos públicos concernentes ao setor cultural abarca, complementarmente, aspectos dos gastos tributários que ultrapassam a Lei Rouanet (Lei n. 8.313, de 23.12.1991), explorada em edições pregressas.
essa população precisa despender para chegar ao museu, teatro e cinema mais próximos, observou-se que o equipamento cultural que leva o maior tempo de deslocamento para acesso é o cinema (53 minutos), enquanto para o museu leva-se cerca de 17 minutos, e, para o teatro, 24 minutos. Proporcionalmente, a população preta ou parda do Rio Grande do Norte mostrou-se a que tem menos
acesso potencial a esses equipamentos culturais: em 2021, 66% dela vivia em municípios sem salas de cinema, ao passo que, entre os brancos, o percentual era de 60,6%. A diferença ocorreu, ainda, em relação ao acesso a museus (52,1% ante 45%) e em menor grau a teatros ou salas de espetáculos (42,2% ante 41,9%). Quanto ao sexo, 52,2% das mulheres e 49% dos homens do Rio Grande do Nor-
te tiveram acesso potencial a museus em 2021. Esse número aumentou quando o equipamento cultural considerado foram teatros ou salas de espetáculo (58,3% de homens e 57,6% de mulheres) e caiu substancialmente quando se referiu a cinemas (34,9% dos homens e 37,4% das mulheres). Pessoas sem instrução ou fundamental incompleto mostraram maior privação nesse último quesito (70,7%).
Setor cultural do RN ocupou 64 mil pessoas em 2022 Segundo o IBGE, a maioria delas eram homens (69,2%), pessoas de cor ou raça branca (54,6%)
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ados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o setor cultural ocupava, em 2022, 64 mil pessoas no Rio Grande do Norte, representando 4,6% do total de ocupados no estado (1,4 milhão). Em 2021, o total de pessoas ocupadas no setor era de 58 mil. A maioria delas eram homens (69,2%), pessoas de cor ou raça branca (54,6%), que tinham entre 30 e 39 anos de idade (51,1%) e nível de instrução com ensino médio completo e superior incompleto ou equivalentes (49,6%). Se comparado ao total das ocupações do estado no mesmo ano, dois indicadores chamam atenção por diferirem do padrão geral: para o mesmo ano, nos números totais de pessoas ocupadas, o percentual de homens era 59% e pessoas de cor ou raça branca era de 38,3%, ou seja, 10,2 e 16,3 pontos percentuais abaixo do verificado para o setor cultural. Em 2022, nas atividades culturais no Rio Grande do Norte, os homens (R$ 2.047,00) receberam um salário mensal médio superior ao das mulheres (R$ 1.410 ou 68,9% do salário dos homens). Quando o recorte foi feito por cor ou raça, os pretos ou pardos (R$ 1.630,00) receberam cerca de 80 % do salário médio mensal dos brancos (R$ 2.036,00). No geral, o salário médio mensal pago no Rio Grande do Norte no setor cultural em 2022 foi de R$ 1.852,00. No Nordeste, esse valor foi de R$ 1.783,00 e nacionalmente foi de R$ 2.815,00.
Wilson Moreno/PMM/Arquivo
Cerca de 50% das pessoas ocupadas no setor da cultura no RN em 2022 pertencem ao grupo dos que trabalharam entre 40 e 44h semanais
Cerca de 50% das pessoas ocupadas no setor da cultura no Rio Grande do Norte em 2022 pertencem ao grupo dos que trabalharam entre 40 e 44h semanais, seguido dos que trabalharam entre 15 e 39h (39%). Aqueles que trabalharam até 14h foram 6,4% e os que trabalharam acima das 45h foram 4,1%. Na capital, o percentual de quem trabalhou acima das 45h é maior que a média estadual, ficando em 9,1%, enquanto metade (50,3%) trabalhava entre 15 e 39h e outros 37% entre 40 e 44h. UNIDADES LOCAIS EMPRESARIAIS Segundo o Cadastro Central de Empresas, em 2021 havia 3,4 mil unidades locais empresariais atuando nas atividades culturais do estado, as quais ocupavam 12,5 mil pessoas, com
salário médio mensal de R$ 1.999,00. Só a capital, Natal, foi responsável por mais de 50% dessas unidades e por mais de 60% do pessoal ocupado no setor. Na comparação com 2011, houve um acréscimo de 9,4% no número de unidades locais culturais no RN, mas, apesar da variação positiva, a dinâmica de entrada e saídas de empresas mudou pouco o percentual de participação das atividades culturais no total das atividades econômicas do estado. Em 2011, as unidades locais do setor cultural correspondiam a 5,2% do total do Cadastro de Empresas do RN, enquanto em 2021 esse número foi 5%. Em termos de pessoal ocupado, a cultura permaneceu na casa dos 2% da população ocupada no estado, se comparados 2011 e 2021. Já
Acesso potencial a equipamentos culturais no RN revela desigualdades Em 2021, 16,8% dos municípios potiguares tinham teatro ou sala de espetáculo no próprio município, 2,4% tinham cinema e 26,9% tinham museus. Apesar disso,
a maioria dos municípios que não tinham os equipamentos culturais estava a menos de uma hora de deslocamento de outro que possuía. Isso resulta em que 49,4%
da população potiguar morava em municípios sem museu, 42% sem teatro ou sala de espetáculo e 63,8% sem cinema. Quanto ao tempo médio de deslocamento que
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campanha Meu Melhor Natal da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) inicia, nesta segunda, 4, a distribuição dos brinquedos nas unidades de educação infantil, entidades sociais e de saúde que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social. As doações beneficiarão milhares de crianças nas cidades de Assú, Caicó, Mossoró, Natal, Patu e Pau dos Ferros. Ao longo de mais de duas décadas e meia, a iniciativa já despertou alegria em mais de 60 mil crianças. “A campanha Meu Melhor Natal é uma ação consolidada de nossa Universidade. Temos muito orgulho de desenvolvê-la há mais de duas décadas, levando alegria a milhares de crianças da comunidade e aprendendo com elas também, pois essa troca é muito gratificante e ver os sorrisos delas renova nossas energias. Esta edição é especial, pois vamos dedicar à memória de Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas. Anualmente, ele aguardava a primeira entrega lá na escola que leva seu nome, Escola Padre Sátiro, localizada na Funsern”, destaca a reitora Cicília Maia. Neste domingo, 3, haverá um momento simbólico que marcará o início da entrega dos presentes durante a celebração da missa de sétimo de dia de falecimento do ex-reitor da Uern Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, que ocorrerá às 17h, no Mosteiro Santa Clara, em Mossoró. “Vamos homenagear Padre Sátiro com a campanha Meu Melhor Natal, por tudo que ele muito fez pela nossa instituição”, completa a reitora. Amanhã começa a entrega oficial dos brinquedos, a partir das 8h. A primeira instituição a receber a equipe do Meu Melhor Natal será a Escola Estadual Padre Sátiro Cavalcante Dantas. No mesmo dia, as entregas seguem na UEI Noeme Borges de Andrade, bairro Dom Jaime Câmara, e UEI Profa. Terezinha Fernandes de Souza, Belo Horizonte. As entregas seguem até dia 14 de dezembro. Além de brinquedos, a campanha fará a doação de livros paradidáticos. Neste ano, tendo como foco a inclusão, o Meu Melhor Natal promoverá a entrega de brinquedos específicos para crianças com deficiências nas instituições selecionadas. A Campanha conta com o envolvimento de todas as unidades da Uern e o apoio da TCM Telecom, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Mossoró) e Partage Shopping Mossoró.
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
SOLIDARIEDADE
Uern iniciará entrega de brinquedos da campanha Meu Melhor Natal
>> As doações beneficiarão milhares de crianças nas cidades de Assú, Caicó, Mossoró, Natal, Patu e Pau dos Ferros
Uern
Várias unidades de educação infantil de Mossoró serão atendidas com as doações Uern
Uern
Servidora Nadja Girão tem orgulho em ajudar na campanha e ver o sorriso das crianças
Ao longo de mais de duas décadas e meia, mais de 60 mil crianças receberam presentes
Voluntária da iniciativa há quatro anos, Nadja Girão é uma das servidoras da Universidade que doam seu tempo e dedicação para fazer mais crianças felizes. “Arrecadar, fazer tria-
Natal que é o doar, é o compartilhar”, destaca. A servidora lembra que certa vez estava embalando uma bolsinha de pelúcia e se questionou se alguma criança ia gostar daquele presente, até que ela teve a
gem, embalar requer uma dinâmica árdua, mas gratificante. Quando entregamos os brinquedos às crianças, é incrível. Algumas choram, outras abrem um sorriso lindo. E percebemos o real sentido do
grata surpresa de estar na mesma unidade de educação infantil, junto com aquele brinquedo, em um dia de entrega. “Quando a entreguei pra uma menininha ela me falou chorando: ‘tia, como
você sabia que meu sonho era ganhar uma bolsa dessas?’. Aí a gente se desmonta e percebe que a felicidade de alguns pode ser muito simples. Amo essa campanha, ela me faz um ser humano melhor”, finaliza.
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DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Foras da Lei
>> Rio Grande do Norte registrou nos últimos meses prisões de advogados e de integrante de força de segurança pública por supostas ligações com organizações criminosas
Fábio Vale
Da redação
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e forma coordenada, as organizações criminosas têm conseguido atrair pessoas ditas “de bem” para “o outro lado”. Assim como em casos já ocorridos em outros estados do país, o Rio Grande do Norte registrou nos últimos meses prisões de advogados e de integrante de força de segurança pública por supostas ligações com o crime organizado. Recentemente, um policial penal foi preso no território poti-
guar por suposto envolvimento com facção e, nesta semana, mais dois advogados foram detidos também no RN pela mesma suspeita. O caso envolvendo o policial penal no RN ganhou repercussão nacional nesta semana. O site de notícias UOL trouxe na última terça-feira (28) uma matéria sobre um homem de 43 anos de idade que passou de ‘coordenador de presídios’ para ‘presidiário’. A reportagem traz inicialmente a informação de que ele foi coordenador dos presídios estaduais entre 2017 e 2020 e que era con-
siderado “um agente linhadura e gostava de demitir policiais penais acusados por infrações administrativas graves”. A matéria menciona também que o então policial penal em maio de 2021 foi cedido ao Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público potiguar e que ele dirigiu o Grupo de Operações Especiais (GOE) do sistema prisional no RN na época da rebelião de Alcaçuz, em janeiro de 2017, que deixou 26 detentos mortos. A reportagem informa que
Portal afirma que policial penal teria feito ofertas para o crime organizado A matéria do site de notícias UOL também trouxe detalhes de supostas ofertas feitas pelo então policial penal para o crime organizado. O portal informa que as investigações do MPRN apontaram que em 11 de junho deste ano, o policial penal teria procurado uma advogada que defende clientes da facção criminosa Sindicato RN, se apresentado como agente secreto e passado detalhes de in-
vestigações de um preso da organização e do filho de um prefeito. Segundo a reportagem, que publicou reproduções de troca de mensagens obtidas em investigação do MPRN, no último dia 21 de junho, o então policial penal teria trocado mensagens de WhatsApp com uma advogada acusada de integrar a “Sintonia dos Gravatas”, como é chamado o braço jurídico de facções criminosas. A maté-
ria cita que a criminalista também era investigada pelo Gaeco e chegou a ser condenada. “Quatro dias depois o agente ofereceu para outra advogada informações sigilosas de clientes dela recolhidos em presídios estaduais e na Penitenciária Federal de Mossoró, onde estão recolhidos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital)”, detalhou a matéria do UOL, mencionando que o
atualmente ele está preso na Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato, em Ceará-Mirim, a cerca de 40 km de Natal. A publicação reporta ainda que, segundo o Gaeco do RN, em junho deste ano, o então policial penal teria passado para ‘”o outro lado”’ e revelado informações sigilosas sobre investigações e operações policiais, além de supostamente ter também fornecido endereços e placas de carros de agentes públicos de segurança para o crime organizado em troca de dinheiro. O portal informa ter
tentado, sem sucesso, contato por telefone com a Defesa do preso, e diz que o espaço segue aberto para manifestação. O site, que publicou a reprodução da identidade funcional do policial penal, afirma também ter procurado a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP/RN) e que a pasta informou que o então policial penal estava afastado das funções desde 2021, quando foi cedido para o Gaeco e desde então não apareceu mais nas dependências da instituição. Como também não conse-
guiu manter contato com a Defesa do preso, a reportagem do Jornal DE FATO preferiu por não divulgar a identidade dele, mesmo tendo sido já publicada na matéria do UOL. A reportagem do DE FATO também encaminhou e-mail para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP), para o Sindicato dos Policiais Penais do RN (SINDPPENRN) e para o Ministério Público do Estado (MPRN) para obter uma posição sobre o assunto, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
Gaeco apurou ainda que o então policial penal teria fornecido também dados sigilosos de investigações sobre um empresário envolvido em grupo de extermínio, fraudes e sonegação de impostos no valor de R$ 180 milhões. “Graças às informações, o investigado fugiu no dia da deflagração da operação para prendêlo.”, pontuou trecho da reportagem, que detalhou ainda que no ano passado, ele teria sido acusado de tentar vender por R$ 500 mil para o Comando Vermelho (CV) o endereço do
então secretário da Administração Penitenciária. “Prints dessa oferta foram encontrados pela Polícia Civil do Ceará no telefone celular de uma advogada. Ela foi presa por suspeita de ligação com integrantes da facção criminosa fluminense”, informou o portal. A matéria do site acrescenta também que os investigadores apuraram que o então policial penal teria criado perfis falsos para repassar as mensagens ao crime organizado, e que os números de telefones usados por ele
foram rastreados e as antenas das Estações Rádio Base (ERBs) apontavam para endereços da casa dele e do próprio Gaeco. “A Polícia Civil potiguar representou pela prisão preventiva dele. A Justiça concordou e o mandado foi cumprido em 18 de outubro deste ano”, finalizou a reportagem do portal, citando que o então policial penal foi denunciado pelo MPRN sob acusação dos crimes de receptação de equipamentos da Seap, corrupção passiva e violação de sigilo funcional.
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lém de integrantes das forças de segurança pública, outros profissionais como os que exercem a advocacia, também têm sido alvos de aliciamentos por parte de organizações criminosas. Assim como em situações já ocorridas em outros estados do país, o Rio Grande do Norte também tem registrado prisões de advogados por supostas ligações com o crime organizado. Nesta semana, mais dois advogados foram detidos no estado também pela mesma suspeita. A prisão foi resultante de ação da Polícia Civil potiguar, por meio da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor). A diligência foi cumprida na madrugada da última quinta-feira (30) e teve detalhes divulgados nesta sexta (1º). O relato é de que os dois advogados são suspeitos de facilitarem as comunicações entre presos e comparsas que estão fora da cadeia e que integram facções criminosas no estado. As identidades deles não foram divulgadas e a informação apenas é de que se trata de um homem e uma mulher. A ação também teria realizado mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de advocacia. A operação ainda teria resultado na apreensão de bilhetes, cartas e outros tipos de mensagens enviadas pelos presos da Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, Grande Natal, para pessoas do lado de fora da cadeia. Em nota, disponibilizada logo após
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RN também tem registrado prisões de advogados por supostas ligações com organizações criminosas >> Nesta semana, mais dois advogados foram detidos no estado por suposto envolvimento com facção Reprodução
Operações do MPRN resultaram em prisões e até condenações de advogados
MPRN deflagra operações contra advogados por supostas ligações com facção O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou operação contra advogados por supostas ligações com organização criminosa. A ação resultou em prisões e até condenações. As diligências foram deflagradas em julho do ano passado. Denominada de “Carteiras”, a operação do MPRN teve o objetivo de desbaratar a atuação de três advogados – duas mulheres e um homem – suspeitos de envolvimento com facções criminosas. Na época das diligências, o órgão ministerial informou que pelo que já tinha sido apurado, os profissionais trocavam mensagens com detentos, estabelecendo a comunicação deles com outros integrantes da organização criminosa que estavam fora das grades. O MPRN detalhou na ocasião que em um dos bilhetes apreendidos, uma advogada presa tratava da execução de um homem em Natal. A operação Carteiras
cumpriu seis mandados de prisão preventiva e outros quatro, de busca e apreensão, nas cidades de Natal, Parnamirim, Extremoz, Nísia Floresta. Os mandados foram cumpridos nas residências dos advogados, em um escritório de advocacia e ainda nas penitenciárias estaduais de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga. O MPRN explicou na época que a investigação era sobre o envolvimento dos três advogados com uma organização criminosa que atua dentro e fora de unidades prisionais potiguares começou em julho de 2021; e detalhou que os três abusaram das prerrogativas inerentes ao ofício advocatício, realizando a comunicação entre líderes faccionados presidiários e os demais integrantes da organização em liberdade, repassando mensagens relativas às atividades criminosas e, assim, garantindo o regular funcionamento do grupo com a prática de di-
versos crimes. “Os três advogados presos são suspeitos de integrarem a estrutura da organização criminosa, sendo pessoas de confiança dos principais chefes da facção. Os ‘gravatas’, como são chamados os advogados dentro da estrutura do grupo, exercem a função de ‘mensageiros do crime’”, detalhou o MPRN na ocasião, destacando que os três advogados investigados ficariam presos, que tinham sido denunciados pelo órgão ministerial e que já eram réus em ações penais. Em agosto do ano passado, o MPRN deflagrou a operação “Carteiras 2” para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra um advogado suspeito de integrar uma organização criminosa e também cumprir outros quatro mandados de prisão contra detentos. O advogado foi preso na Penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta. “A inves-
tigação do MPRN já apurou que ele, por diversas vezes trocou ‘catataus’ (mensagens) com detentos, estabelecendo a comunicação entre os internos integrantes da organização criminosa que ainda estão nas ruas e as lideranças encarceradas”, detalhou na época o órgão ministerial. Em novembro de 2022, um advogado preso em uma operação do MPRN foi condenado a três anos de prisão em regime aberto pela Justiça potiguar por integrar organização criminosa armada. Ele tinha sido preso na operação “Emissários”, deflagrada pelo órgão ministerial em 2019, por estabelecer a comunicação entre apenados faccionados custodiados no presídio estadual Rogério Coutinho Madruga e outros integrantes da facção criminosa que se encontravam soltos. Já em março deste ano, o MPRN obteve a condenação de mais um advogado preso na operação Carteiras, deflagrada em junho do ano passado. Ele foi preso por transmitir bilhetes e “salves” entre integrantes
de uma facção criminosa que atua dentro e fora de unidades prisionais do estado. O advogado foi condenado pelo crime de organização criminosa armada à pena de 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão e ainda multa, sendo inicialmente cumprida em regime semiaberto, em prisão domiciliar, com o uso tornozeleira eletrônica. No mesmo mês de março deste ano, o MPRN também conseguiu fazer com que uma advogada fosse condenada por integrar uma organização criminosa que atua dentro e fora de unidades prisionais potiguares. Além dela, dois detentos também receberam condenações. O MPRN disse que os três trocavam mensagens por meio de bilhetes e conversas pessoais, estabelecendo a comunicação dos chefes da organização criminosa com outros integrantes que estavam nas ruas. E em abril deste ano, o órgão ministerial obteve a condenação do quarto advogado preso na operação Carteiras. Ele foi condenado a 4 anos de reclusão por
a divulgação da prisão dos dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) disse que, por meio da Central de Defesa de Prerrogativas, estava acompanhando a operação policial. A entidade confirmou que a ação tinha como foco o “cumprimento de mandados de busca que tem como alvos advogados suspeitos de estarem envolvidos em esquema de comunicação ilegal nas unidades prisionais”. A OAB/RN afirmou ainda na ocasião que os procuradores de prerrogativas seguiam adotando todas as providências para que os mandados de busca e apreensão fossem cumpridos em estrito respeito à legislação, garantindo a inviolabilidade dos escritórios de advocacia, com relação a objetos que não fossem relacionados à investigação, conforme determina o Estatuto da entidade. A OAB/RN explicou também que não realizava a defesa técnica de nenhum dos advogados envolvidos, mas que estava vigilante para que as prerrogativas da advocacia fossem respeitadas.
envolvimento com organização criminosa. O MPRN afirma que o mesmo recebia e repassava bilhetes entre integrantes de uma facção criminosa que atuava dentro e fora de unidades prisionais potiguares. Além dele, três integrantes da organização, que já estavam presos, também receberam novas condenações. Desdobramentos Em maio do ano passado, após flagrantes de advogados levando bilhetes de criminosos para dentro de presídios, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (SEAP/RN) anunciou endurecimento dos procedimentos para entrada desses profissionais nas unidades prisionais do estado; como revista em aparelho de raios-x e visitas limitadas. Na época, a secretaria falou em cerca de dez casos suspeitos. Em junho de 2022, a Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) suspendeu cautelarmente uma advogada suspeita de envolvimento no delito.
ESPORTE 7
DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023
FICHA TÉCNICA
BRASILEIRÃO
PALMEIRAS
Perto do título, Palmeiras enfrenta o Fluminense
Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez e Murilo; Mayke, Zé Rafael, Richard Ríos, Raphael Veiga e Piquerez; Endrick e Breno Lopes. Téc.: Abel Ferreira
FLUMINENSE
>> Verdão poderá ser campeão antecipado dependendo de combinação de resultados Assessoria
O
Palmeiras está muito próximo da mais um título de Campeonato Brasileiro e trata cada jogo como uma final. Às 16h deste domingo, 3, a equipe de Abel Ferreira enfrentará o Fluminense, no Allianz Parque. O jogo é válido pela penúltima rodada da competição. No momento, o Palmeiras é o primeiro colocado da classificação. Em 36 partidas disputadas até aqui, o Verdão conseguiu somar 66 pontos. Desta forma, dependendo de outros resultados na rodada, o clube poderia sagrar-se campeão antecipadamente. Em seu último jogo, o Verdão precisava vencer para abrir vantagem na liderança. Enfrentando o lanterna e já rebaixado América/MG, o time alviverde fez a lição de casa e aplicou goleada por 4 a 0 no Allianz Parque. O Fluminense, por sua
Local - Allianz Parque Hora – 16h Juiz – Bráulio da Silva Machado (FIFA-SC)
Palmeiras cresceu no momento certo da competição
vez, já não briga por mais nada neste Brasileirão e apenas enfrenta o Palmeiras para cumprir tabela. Já
que venceu a Libertadores, o tricolor carioca garantiu sua vaga na competição do ano seguinte. Ago-
Botafogo encara o Cruzeiro, no Nilton Santos Vivendo braba crise de resultados, o Botafogo volta a campo neste domingo, 3, para enfrentar o Cruzeiro pela penúltima rodada do Brasileirão. O time carioca precisa vencer e torcer por tropeço do Palmeiras para chegar à última rodada com chance de brigar pelo título. O clube mineiro precisa também do resultado para se livrar de vez do rebaixamento. O Botafogo é o vice-líder na tabela, com 63 pontos, três atrás do Palmeiras. Por conta dos critérios de desempate, o Fogão se mantém acima do Atlético-MG e Flamengo, que têm a mesma pontuação. A equipe de Tia-
Fábio; Yony González, Nino (David Braz), Thiago Santos, Diogo Barbosa; André, Martinelli, Daniel; Arias, Keno (Lima), Cano (John Kennedy). Téc.: Fernando Diniz
go Nunes está há nove jogos sem vitórias – são quatro derrotas e cinco empates no período. Na última rodada, contra o Coritiba, empatou em 2 a 2, fora de casa. Para o confronto, o meiaatacante Eduardo não poderá entrar em campo por ter sido expulso na rodada passada; Diego Costa, Mateo Ponte, JP e Marçal, lesionados, também ficam de fora. Em contrapartida, o volante Danilo Barbosa retorna após ter cumprido suspensão. O provável time será Lucas Perri; Adryelson, Victor Cuesta e Danilo Barbosa; Tchê Tchê, Marlon Freitas, Gabriel Pires, Victor Sá e Lucas Fernandes (Hugo);
Júnior Santos e Tiquinho Soares. Já o Cruzeiro empatou com o Athletico na 36º rodada do Brasileirão, em 1 a 1, e chegou a quatro jogos invicto. Na tabela, a equipe de Paulo Autuori ocupa o 14º lugar, com 45 pontos. O lateral-direito William, suspenso, será desfalque, bem como Matheus Jussa, Wesley, Rafael Bilu e Ramiro, todos machucados. O provável time cruzeirense será Rafael Cabral; Palácios, Neris, Luciano Castán e Marlon; Filipe Machado, Japa (Mateus Vital), Lucas Silva e Matheus Pereira; Arthur Gomes e Bruno Rodrigues.
ra, tem 56 pontos somados no Brasileirão. Mesmo sem nenhuma pretensão neste fim de
campeonato, o Fluminense de Fernando Diniz segue jogando muito bom futebol. Na última rodada,
Flamengo recebe o Cuiabá em jogo de despedidas RIO – O Flamengo encara o Cuiabá neste domingo, 3, em jogo válido pela 37ª rodada do Brasileirão. Depois de perder no meio de semana para o Atlético Mineiro, a chance de título para o time carioca ficou mais distante, enquanto o Cuiabá, livre do rebaixamento, busca se manter na faixa de classificação para a Sul-americana. O duelo começa às 16h, no estádio Maracanã. O duelo será marcado
por despedidas. O zagueiro Rodrigo Caio e o lateralesquerdo Filipe Luís não terão seus contratos renovados. O zagueiro pode ir para o Internacional, enquanto o lateral esquerdo deve anunciar a aposentadoria. O provável time será Rossi, Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Filipe Luís; Erick Pulgar, Gerson e Arrascaeta; Everton Cebolinha, Luiz Araújo (Bruno Henrique) e Pedro. Já o Cuiabá está em 12º
SÉRIE A 16h – Flamengo x Cuiabá 16h – Palmeiras x Fluminense 18h30 – América x Bahia 18h30 – Athletico/PR x Santos 18h30 – Grêmio x Vasco
18h30 – Fortaleza x Goiás
18h30 – Bragantino x Coritiba
lugar, com 48 pontos. Na última rodada do Brasileirão, a equipe perdeu para o Internacional, por 2 a 0, depois de ter empatado sem gols com o São Paulo no último domingo (26). O zagueiro Vitão, lesionado, fica de fora. A provável equipe será Walter; Marllon, Allyson e Empereur; Matheus Alexandre, Raniele (Filipe Augusto), Denilson e Rikelme; Jonathan Cafú e Clayson; Deyverson. Assessoria
AGENDA JOGOS, DOMINGO (3)
18h30 – Botafogo x Cruzeiro
enfrentou o Santos na Vila Belmiro e foi muito superior ao adversário. Assim, venceu por 3 a 0. Com essa, já são três vitórias seguidas do time carioca na temporada. Para o confronto, o Palmeiras não poderá contar com o camisa 10 Rony, que sofreu fratura no braço durante a partida contra o América-MG. Por outro lado, o time terá o retorno de Abel Ferreira, Mayke e Gustavo Gómez, que cumpriram suspensão na última rodada. No Fluminense, o time poderá ter uma formação mista, poupando algumas peças por questão física, já pensando no Mundial de Clubes.
Rodrigo Caio e Filipe Luís estão de saída do Flamengo
8 ESPORTE
DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023
FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
O nome de bilheteria
E
m seu retorno à primeira divisão, o Baraúnas apostará em Marcelinho Paraíba como treinador. O ex-jogador, de 48 anos, tem em sua história recente o título da segunda divisão paraibana de 2022 pelo Serra Branca. Antes já havia treinado o Treze e Oierense. Fora isso, nas redes sociais, cogita-se a contratação de um jogador de peso (leia-se famoso) e o primeiro nome cogitado é o de Rodrigo Pimpão. Um patrocinador bancaria 80% dos salários, enquanto o clube, os outros 20%. De fato, bom jogador e para os nossos parâmetros, seria de bom tamanho. A questão
é quem o clube oferecerá para estar ao seu lado, produzindo para ele e o time, já que uma andorinha só não faz verão, realidade que justifica o dito popular. Ademais, que bilheteria? Com capacidade reduzida do estádio, projetar bilheteria é fantasia. Entendo, também, que essa tática de trazer o chamado jogador de bilheteria está ultrapassada. Um time equilibrado com resultados em campo atrai muito mais que um único atleta que não vai produzir sozinho. Se o time não for à altura, a estrela vai, no máximo, posar para boas fotos, mas até quando?
IMAGEM QUE MARCA
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Tomamos um gol aos 47 do segundo tempo. É uma falta de “displicência” Helinho, atacante do América, ao final do jogo em que levou 4 a 0 do Potiguar, na final do Estadual 2004.
DE BILHETERIA Dois momentos que lembro, com efeitos práticos, sobre jogador de bilheteria. O primeiro foi Jacozinho, em 1988. Mas ali o Nogueirão tinha capacidade total, Jocozinho estava no auge e o time era fora de série.
Arquivo pessoal de Roosevelt
DE BILHETERIA II O segundo momento foi em 2006, com Ely Tadeu e William. Mas lembra do elenco que o Baraúnas tinha? As estrelas eram a cereja do bolo, que foi todo confeccionado com produtos de qualidade e acabou campeão. ESTUDIOSO Técnico campeão da segunda divisão, Alexandre Dantas permanece no Baraúnas. Ele será auxiliar de Marcelinho Paraíba. Esperando nova oportunidade, o profissional segue em busca de conhecimentos e a licença A, em curso na CBF. BOA PERGUNTA O colega Marcos Santos indagou em seu Instagram: Por que Gabriel Pereira e Paulinho não estão na lista de apresentáveis do Potiguar para 2024? SÃO PAULO, CAMPEONATO DO CSU NA DÉCADA DE 1990: Mairton (falecido), Jeykson, Linaldo, Josias, Neneca e Neném; Zé Maria, Roosevelt, Fantico e Lázaro.
A SEMANA NA HISTÓRIA Na próxima quarta-feira (6), se estivesse vivo, o atacante Hermano Silva, único jogador local bicampeão estadual por Potiguar (2004) e Baraúnas (2006), completaria 46 anos de idade. Ele faleceu em 2019.
CMAP
LUCIANO BARRETO Bairro Belo Horizonte Torcedor do Flamengo
BOA PERGUNTA II Os dois jogadores em questão têm potencial, são da base do clube e estiveram no elenco principal que disputou estadual e Série D. Se não estão mais no Potiguar, o clube os negociou? CHEGANDO O bom zagueiro Anderson Júnior já chegou a Mossoró. Giovani Silva, zagueiro, e Giovanni Oliveira, volante, estão confirmados e mais cinco chegam nesta semana. A apresentação do elenco acontece dia 11. TOQUE MOSSOROENSE Coube ao mossoroense Augusto Paiva, do Jornal De Fato, a diagramação do livro “Predestinado – A vida do craque Muller”, ex-jogador do São Paulo. O jornalista mineiro Anderson Olivieri assina a publicação, disponível na Amazon.
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DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023
CÓLICA MENSTRUAL: mulher causas, sintomas e alívio Combata as cólicas menstruais de forma natural com remédios caseiros simples: chás, banhos, compressas e muito mais.
A
s cólicas menstruais, ou dismenorreia, é uma condição enfrentada por inúmeras mulheres. Conhecer mais sobre ela é essencial para buscar alívio e melhorar a qualidade de vida. A cólica menstrual refere-se à dor pélvica que muitas mulheres sentem antes e durante o ciclo menstrual. Apesar de ser um fenômeno comum, é fundamental entender suas origens para buscar soluções eficazes de alívio. A sua origem está nas contrações uterinas, essenciais para expulsar o endométrio – a camada interna do útero que descama na ausência de fecundação. Durante esse processo, substâncias chamadas prostaglandinas são liberadas, causando contrações. Em algumas mulheres, elas são intensas ao ponto de causar dor. A percepção e intensidade da cólica variam; a duração também. Algumas mulheres são naturalmente mais sensíveis à dor. Adicionalmente, a posição do útero, como um útero mais posterior, pode resultar em dor nas costas durante a menstruação. A intensidade da dor flutua ao longo do ciclo menstrual. Muitas descrevem a dor como mais aguda nas primeiras horas do início da menstruação. Essa dor pode ser percebida como pressão ou cólica na região pélvica e pode irradiar para as costas e coxas. Outros sintomas, como náuseas, vômitos, diarreia e fadiga, também podem surgir. Comumente, inicia-se um ou dois dias antes da menstruação e pode perdurar até o fim do ciclo. Em média, dura de 24 a 72 horas. É crucial estar atento: uma duração prolongada, acompanhada de outros sintomas, pode indicar condições sérias como endometriose. As cólicas menstruais são um desconforto comum entre as mulheres. Felizmente, existem métodos naturais que podem ajudar a aliviar esse incômodo. Aqui estão algumas dicas eficazes: 1. Bolsas de Água Quente: A aplicação de uma bolsa de água quente na região abdominal pode ajudar a relaxar os músculos uterinos. Este método funciona, pois as cólicas surgem devido às contrações intensas do útero, e o calor pode atenuar essa dor; 2. Alimentação Equilibrada: Evitar alimentos ricos em cafeína e sal é essencial, pois podem intensificar as cólicas. Optar por uma dieta repleta de frutas, legu-
Divulgação
mes, grãos integrais e proteínas magras pode ajudar a reduzir a severidade da dor; 3. Exercícios e Alongamentos: Praticar atividades físicas regularmente libera endorfinas, os analgésicos naturais do nosso corpo. Além de promoverem
bem-estar, exercícios e alongamentos focados nas áreas pélvica e abdominal podem aliviar a tensão e a dor; 4. Engajando-se em Atividades Prazerosas: É comum que mulheres prefiram se isolar durante a menstruação devido à
dor. No entanto, envolver-se em atividades prazerosas, como a leitura ou assistir filmes, pode distrair a mente e amenizar a percepção da dor. 5. Evite a Automedicação: Apesar da tentação, é vital evitar medicamentos sem a orientação
de um profissional de saúde. Mesmo que certos remédios sejam eficazes, é essencial usá-los com consciência para evitar complicações. Caso as cólicas sejam muito intensas e persistentes, não hesite em buscar ajuda médica.
REMÉDIOS CASEIROS PARA ALIVIAR A CÓLICA 1. Chá de Ervas: Chás como camomila, erva-doce e antes de iniciar a suplementação; gengibre possuem propriedades analgésicas e anti-in4. Iogurte Natural: Rico em probióticos, o iogurte naflamatórias. Para melhores resultados, beba de duas a tural ajuda a equilibrar a flora intestinal. Uma flora sautrês xícaras nos dias de maior intensidade da cólica; dável pode reduzir inflamações, incluindo aquelas cau2. Bolsas de Gelo: O frio reduz o fluxo sanguíneo na sadoras de cólicas. Consuma uma a duas porções diariaregião abdominal, aliviando o inchaço e a inflamação. mente; Use uma bolsa de gelo envolvida em uma toalha e aplique 5. Técnicas de Relaxamento: A meditação e o yoga popor 15 a 20 minutos; dem ser extremamente benéficos. Meditar reduz o es3. Suplementação de Magnésio: O magnésio auxi- tresse e a ansiedade que agravam cólicas. Já o yoga, eslia na redução da inflamação, relaxamento muscular pecialmente posturas como a do arco, da criança e da e regulação hormonal. Considere tomar um suple- deusa, alivia tensões musculares abdominais. Fonte: Mulheres do Poder mento diariamente, mas sempre consulte um médico
2 OPINIÃO
DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023
CONTEXTO www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
FESTA Hoje é dia de vivas para Sérgio Rodrigues Cabral, Lidiane Linhares Pinto, Lúcia Queiroz da Escóssia, Débora Rodrigues, Cleônia Rebouças, Chrystiano Ângelo, Jurandy Pereira Filho e Monalisa Escóssia Pereira. Amanhã (4), é dia de festejar Raimundo de Medeiros Luz, Maria Luíza Azevedo Machado, Maria de Lourdes Souza, Monalisa Sales, Arthur Fernandes, Tenilly Barreto, o dr. Jean Falcão, João Jales Dantas Filho, Návila de Souza Vasconcelos, Lucinha Figueiredo, Carla Maia Fernandes, Ilma Araújo Lima Soares e Raimundo Hipólito de Medeiros Neto. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
A coragem nasce conosco. Os medos, aprendemos.”
Sérgio Chaves
OSHO
O ANIVERSÁRIO DE MARA MAIA Hoje trazemos mais fotos da noite em que a querida Mara Maia comemorou mais um aniversário. Foi na quinta (16), no Chico & Teta ao som da roda de samba de André da Mata, reunindo muita gente querida.
Mara com Ivana Linhares e Elis Regina Morais.
A aniversariante com Tereza Cristina Fernandes.
Com Eduardo Falcão e Socorro Paiva (aniversariante da terça, 5).
Com Clézia Barreto e Jean Reis.
O BOTICÁRIO Na era do excesso de estímulos, a presença consciente está cada vez mais rara, e a “Intimidade Artificial” – fenômeno da falta de atenção às relações e aos momentos da rotina – tem implicado diretamente nas conexões humanas e habilidades socioemocionais. Recentemente, em uma palestra do South by Southwest (SXSW), a psicoterapeuta e professora da Universidade de Nova York, Esther Perel, explorou o fenômeno e o impacto das novas tecnologias na saúde mental do ser humano. Entendendo a importância das relações, da conexão e do amor, o Boticário criou a campanha de Natal “Seja Um Amor Presente”, para mostrar que nenhum presente é maior do que estar com quem se ama agora, inspirando e incentivando o diálogo sobre a presença ativa nos vínculos humanos. A campanha foi lançada na segunda (27), em TV aberta em todo o país. Neste fim de ano, O Boticário nos chama para refletir. Show!
SCULP
A querida Zilene Medeiros comemorando a vida na sexta (8). Saúde e paz!
Casal Joãozinho Marques/Fátima. Ele com idade nova na terça (5), recebe os parabéns da coluna!
Meus queridos Isadora Fonseca e João Gentil. João celebra a vida na sexta (8) e a coluna faz a festa. Parabéns!
Adriana festeja o amado Josivan Pereira, folhinha da quinta (7)!
Lucineide faz festa para celebrar mais um aniversário do marido, o empresário Jair Queiroz, no sábado (9). Felicidades!
Quero um bem danado! Luciana Nunes brinda idade nova na sexta (8) e a coluna faz a festa!
Casal Návila/Tiano Vasconcelos. Ela brinda idade nova na segunda (4). Tim tim!
Meus queridos Lucinha Figueiredo/ Carlos Careca. Ela festejando a vida na segunda (4). Vivas!
Camilo de Paula Barros, aniversariante do sábado (9). Parabéns!
Próxima terça (5), a partir das 18h30, Mossoró recebe a SCULP – Estética Avançada, bem localizada na Rua Bianor do Lago Câmara, no Nova Betânia, sob a batuta do Dr. Cleudes Cavalcante. Noite com delícias do Requinte Buffet e produção do colunista. Sucesso!
SANTA LUZIA E a Festa de Santa Luzia segue a todo vapor. Diariamente, as novenas acontecem às 16h e 19h30 e logo após, por volta das 21h, acontece a apresentação do espetáculo “O Oratório de Santa Luzia”. No domingo (3), tem a XIV Pedalada da Luz. No sábado (8), acontece a IV Revoada da Luz, às 8h, o Leilão a partir das 11h, no Buscapé Budd e o I Clássicos da Luz, às 15h. Diariamente, tem shows no Palco Luz e no Palco de Eventos Culturais, e a Lojinha de Santa Luzia funcionando todos os dias ao lado da Catedral!
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Dr. Cleudes Cavalcante entrega a Mossoró a Sculp
PE. SÁTIRO Mossoró iniciou a semana extremamente triste com a partida do amado Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, que nos deixou aos 93 anos. O velório aconteceu no Ginásio O Carecão do Colégio Diocesano, no Mosteiro Santa Clara e na Catedral de Santa Luzia, com direito à parada para homenagem na Reitoria da UERN. Locais onde Pe. Sátiro escreveu sua história, história rica de atitudes, de lealdade e de convicção. Após as Exéquias na Catedral, enterro na Capela do cemitério São Sebastião. Perdemos, talvez, o nome mais importante da história de nossa cidade nos últimos tempos. Que Pe. Sátiro continue sendo luz...
SAÚDE 3
DOMINGO, 3 DE DEZEMBRO DE 2023
CONEXÃO SAÚDE conexaosaude.defato@outlook.com conexaosaude.defato@outlook.com
NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR
DIETA ENTERAL
Opção viável para diminuir hospitalizações de longa duração A alimentação dos pacientes envolve uma série de desafios, já que existem diversas condições de saúde que impedem o consumo de alimentos normalmente, via oral. Um derrame, por exemplo, pode impossibilitar a mastigação. Situações como essa exigem outra solução para o paciente receber todos os nutrientes necessários. “A boa notícia é que é possível receber tais cuidados em casa, além do hospital. É aí que entra a dieta enteral, na forma líquida, administrada por sonda”, afirma Denise Yagui, CEO da Special, empresa pioneira no atendimento domiciliar no Brasil. A dieta enteral deve ser sempre considerada no tratamento. Afinal, determinados pacientes podem necessitar desse recurso por um determinado período e voltar a se alimentar normalmente ou utilizar esse tipo de alimentação durante toda a vida. Uma das suas vantagens é que não precisa, necessariamente, ser realizada em ambiente hospitalar. “A dieta enteral pode ser feita no lar, com diversos benefícios para o paciente, como menos chances de contaminação por infecções hospitalares, bem-estar e proximidade dos familiares. Ou-
tro ponto muito importante é que o tratamento domiciliar representa um leito ocupado a menos – hoje há no Brasil 2,03 leitos por mil habitantes, segundo o Ministério de Saúde. O ideal seria 2,5 leitos por mil habitantes”, reforça Denise. A dieta enteral inclui os mesmos nutrientes da alimentação normal, com vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas. A diferença está na forma como o alimento é oferecido: ao invés de “quebrado” no estômago e intestino, ele já está pronto para ser absorvido pelo corpo, em forma líquida, facilitando a distribuição pela corrente sanguínea. Essa forma de dieta também estimula o estômago e o intestino, assim como acontece durante a alimentação convencional. Porém, é adaptada para ser mais facilmente absorvida pelo organismo. Além disso, pode ser utilizada por pessoas de todas as idades e é uma alternativa mais prática, de menor custo e elevada segurança, se comparada a outras formas de nutrição alternativas. Denise Yagui informa que existe uma gama bastante diversa de dietas enterais, de acordo com as necessidades de cada pessoa e
do seu quadro de saúde. Ela ressalta que é fundamental cuidar do passo a passo do processo. “É preciso que todos os equipamentos estejam higienizados, assim como as mãos do responsável pelo manuseio do equipamento e dos nutrientes. A dieta precisa estar em temperatura ambiente e ser administrada lentamente. Isso evita efeitos colaterais. Além disso, o paciente deve estar sentado de forma confortável, em ângulo de 45º. A Special tem equipe de nutricionistas para garantir que tudo ocorra da melhor forma possível.”
>>Especialistas
apontam como boa solução para o paciente receber todos os nutrientes necessários
>>
SAIBA MAIS O QUE É
A dieta enteral é um tipo de alimentação oferecida por meio de uma sonda que pode ser colocada no nariz, em conexão com o estômago ou intestino, ou cirurgicamente implementada direto no estômago ou intestino, sendo indicada em casos nos quais há dificuldade de mastigar ou engolir alimentos. Algumas pessoas podem, a médio e longo prazo, voltar a se alimentar normalmente pela boca. Outros necessitam que este tipo de alimentação seja mantido pelo o resto de suas vidas. A dieta enteral não é oferecida somente em ambiente hospitalar. Ela também pode ser usada em casa, aumentando o contato com sua família e reduzindo os custos de hospitalização. Por meio desta terapia nutricional, o paciente recebe calorias e nutrientes importantes para recuperar ou manter o estado nutricional.
TIPOS DE DIETA ENTERAL
Elas são diferenciadas pelo seu modo de preparo e podem ser fornecidas por meio de dietas industrializadas ou não-industrializadas: - Dietas não-industrializadas ou artesanais – O preparo pode ser feito em casa ou no hospital, com ingredientes comuns da cozinha. As dietas artesanais apresentam uma limitação: existe a dificuldade em garantir a quantidade calórica, a osmolalidade e a oferta de micronutrientes (vitaminas e oligoelementos), além de possuírem maior risco para contaminação microbiológica. - Industrializadas – Possuem composição nutricional adequada e garantida, menor risco de contaminação microbiológica por menor necessidade de manipulação e podem ser encontradas na forma de pó, líquidas semiprontas e as prontas para uso: - Sistema aberto – Pó ou líquido que devem ser manuseados. - Sistema fechado - Já vêm prontas para uso, sem necessidade de manter na geladeira. Elas são conectadas diretamente ao equipamento, não necessitam de manipulação e apresentam risco muito menor de contaminação.
NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR – é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / MODA
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Georgiano Azevedo georgianoazevedo@gmail.com
Giovanna França para Camarim Store.
Rízia Fernandes para Camarim Store.
péareia Kevin Henri para Ponto Certo.
na
Jeferson Andrade para Ponto Certo.
A
Samilly Guimel para MMorena Beachwaer.
praia de São Cristóvão, em Areia Branca/RN, foi cenário para o concurso Mister Rio Grande do Norte CNB Teen 2023 no último dia 22, em passarela armada bem em frente à famosa Barraca Fenda do Biquíni, com pegada rústica e desfile pé na areia. Além do desfile dos Misters, o evento contou com o momento “Fashion Show” com a loja Camarim Store, apresentando a coleção Carlota Costa; Ponto Certo com propostas para os homens arrasarem no verão e festas de fim de ano; e a MMorena Beachwear com a moda náutica cheia de ousadia.
FICHA - TÉCNICA: Direção de Moda: Georgiano Azevedo Styling: Marcílio Targino Assistentes: Rodolfo Silva e Pedro Júnior Fotos: Lucas França Cast: Tráfego Models Locação: Barraca Fenda do Biquíni
Jefferson Alcântara para MMorena Beachwear.
editorial [ índice
Mônica Danuta vive Santa Luzia na vida e na arte
A
atriz volta a viver Santa Luzia no espetáculo teatral que narra a vida e morte da Virgem de Siracusa. Ela interpreta o papel pela oitava vez e considera um privilégio viver e proporcionar diferentes linguagens por meio da arte e da fé. Esse ano, o Oratório de Santa Luzia chega a 20ª edição e teve sua estreia na noite de ontem, 2, no Adro da Catedral de Santa Luzia, e prossegue até o dia 11 de dezembro. Nessa entrevista para DOMINGO, a atriz conta que cada ano interpretando Santa Luzia é único e que sempre tem a sensação de ser a primeira vez. Confira:
Mônica Danuta vive Santa Luzia na vida e na arte
A atriz volta a viver Santa Luzia no espetáculo teatral que narra a vida e morte da Virgem de Siracusa. Página 4
Talento do quadrinista mossoroense Luckas Luckas desenvolveu, com rara habilidade, a sua paixão pelas histórias em quadrinhos. Página 9
Boa leitura! Ângela Karina
Caravana de Natal da Coca-Cola chega ao RN amanhã Cinco caminhões iluminados farão parte do comboio natalino. Página 11
Colunas
José Nicodemos
Página 3
Balada do IMpostor
Página 15
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Ângela Karina Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/99836-5320 Site: www.defato.com/domingo E-mail: pautadefato@gmail.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
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Entrevista
Mônica Danuta vive Santa Luzia na vida e na arte
O Oratório aproxima não somente os fiéis, mas todas as pessoas que desejam conhecer a história de Santa Luzia” 4 DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
Entrevista
Por César Santos - Da Redação
Fotos Cedida
A atriz volta a viver Santa Luzia no espetáculo teatral que narra a vida e morte da Virgem de Siracusa. Ela interpreta o papel pela oitava vez e considera um privilégio viver e proporcionar diferentes linguagens por meio da arte e da fé. “Contar a história da padroeira de Mossoró, por meio do teatro, aproxima os fiéis ao que foi a vida de Luzia e sua devoção”, relata. Esse ano, o Oratório de Santa Luzia chega a 20ª edição e teve sua estreia na noite de on-
tem, 2, no Adro da Catedral de Santa Luzia, e prossegue até o dia 11 de dezembro. Nessa entrevista, a atriz conta que cada ano interpretando Santa Luzia é único e que sempre tem a sensação de ser a primeira vez. Mônica Danuta ressalta que o longo período de reclusão do Oratório, em razão da pandemia da Covid-19, aumentou ainda mais a importância do Oratório na Festa de Santa Luzia 2023. Leia:
Passamos por um período muito difícil, incerto e que ainda hoje sentimos as consequências” DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
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Entrevista O retorno do espetáculo após três anos ressignifica o Oratório de Santa Luzia? Sem Dúvidas. Passamos por um período muito difícil, incerto e que ainda hoje sentimos as consequências. Artisticamente falando, ter de volta o Espetáculo Oratório de Santa Luzia, traz-nos a sensação de que ‘as coisas’ estão tomando seu canto de volta. E nesse retorno, reencontrar amigos, celebrar a vida, voltar a olhar nos olhos da plateia e dos fiéis, com certeza trará um significado especial para o espetáculo esse ano. O que significa reviver o papel de Santa Luzia pela oitava edição seguida do Oratório? Em todas as edições, tem sido sempre como a primeira vez. Mesmo sendo a mesma personagem, com a mesma história, porém temos diretores diferentes, novos parceiros de cena, e isso faz com que a cada vez que subo ao adro da igreja para defender aquela personagem, eu acesse novas sensações. Fico feliz com cada convite recebido durante a trajetória do espetáculo, e procuro deixar a cada ano o registro de
Procuro deixar a cada ano o registro de minha dedicação e estudo por meio de meu ofício”
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Entrevista minha dedicação e estudo por meio de meu ofício. A edição deste ano traz uma nova proposta, novos artistas, novo formato. O que o público pode encontrar no Oratório de Santa Luzia 2023? Acredito que, principalmente, acessar o imaginário mais afetivo que cada um guarda do espetáculo. E para quem está assistindo pela primeira vez, o encanto de uma obra teatral que narra a vida da padroeira de nossa cidade. Com simplicidade, porém repleta de emoção e devoção. É possível afirmar que contar a história de Santa Luzia, por meio da arte, promove maior aproximação dos fiéis à padroeira de Mossoró? Sim, o Oratório sempre cumpriu muito bem sua função. Ela
aproxima não somente os fiéis, mas todas as pessoas que desejam conhecer melhor a história de Santa Luzia. Mesmo aqueles que não participam tão ativamente das festividades, sempre se fazem presentes prestigiando o espetáculo. Você, além de viver Santa Luzia no teatro, também se envolve na festa da padroeira como um todo. A história da Virgem de Siracusa a aproxima de uma religiosidade maior? Sempre participei da festa de Santa Luzia junto à minha família, indo às novenas, barracas, procissão... E desde que comecei a fazer parte da festa, tenho observado as pessoas em cada noite de novenário, pessoas que estão lá to-
das as noites agradecendo, louvando, festejando a padroeira. Isso fez eu me aproximar mais ainda desse momento festivo de nossa cidade, como da própria Santa Luzia.
Sou artista aqui da cidade de Mossoró, e de onde mais a arte possa me levar”
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Entrevista
Fale um pouco mais de você, de sua formação, de seus planos... Sou artista aqui da cidade de Mossoró, e de onde mais a arte possa me levar. Faço parte da Cia. Pão Doce de Teatro, na qual trabalhamos diariamente com nos-
sas produções artísticas. Minha primeira oportunidade de atuar em um espetáculo ‘grande’ foi justamente o Oratório de Santa Luzia em 2005; depois, nunca parei de fazer arte, e nem pretendo parar. Os planos são exatamente esse, não parar! Evoluir cada vez
Que a arte aconteça todos os meses, todos os dias, e em diversos lugares”
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mais enquanto artista e ser humano, e cativar cada pessoa que eu cruzar por meio de minha arte. O Oratório de Santa Luzia se junta a espetáculos como o Chuva de Bala no País de Mossoró e o Auto da Liberdade, todos com
elencos formados por artistas da cidade. Qual é a exatidão do que isso representa para a arte em Mossoró? Os Autos da cidade de Mossoró são conquistas que grandes artistas tiveram em anos atrás. São propostas que já fazem parte do calen-
dário cultural da cidade e que possibilita e aproxima a cidade de sua própria história. Mas que não sejam somente as únicas oportunidades de trabalho e investimento anual para a classe. Temos 12 meses de possibilidades. Que a arte aconteça todos os meses, todos os
dias, e em diversos lugares. Existem em Mossoró muitos grupos de teatro, atores, bailarinos, músicos, artistas plásticos, poetas, cheios de ideias e dispostos a desenvolver seus trabalhos e serem reconhecidos por isso, por meio de investimento e fomento.
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Arte
Talento do quadrinista mossoroense Luckas
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Arte
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ertamente, o jovem Luckas Iohanathan era um desconhecido do grande público de sua terra natal, Mossoró, até ser descoberto pelo jornal O Globo que, esta semana, publicou reportagem sobre o seu talento em quadrinhos escritos e ilustrados. O talentoso mossoroense trabalha como diretor de arte e ilustrador freelancer desde os 18 anos de idade. Atualmente, vive na Argentina. Luckas, 29 anos, desenvolveu, com rara habilidade, a sua paixão pelas histórias em quadrinhos. Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), ele acaba de ter lançados dois álbuns em quadrinhos escritos e ilustrados por editoras diferentes. Leia a reportagem, assinada pelo jornalista Télio Navega, de O Globo: Natural de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, Luckas Iohanathan viveu uma feliz coincidência: em um intervalo de três dias, foram lançados dois álbuns em quadrinhos escritos e ilustrados por ele por editoras diferentes. “Como pedra” saiu primeiro, pela Comix Zone, e “O monstro debaixo da minha cama”, que foi vencedor da segunda edição do Prêmio Geek de Literatura na categoria Quadrinhos, foi lançado logo depois, pela Pipoca & Nanquim. — Foi pura coincidência — conta o artista, de Rosário, na Argentina, onde vive desde 2021. — Tive a sorte de participar de dois prêmios importantes em dois anos, e “O monstro debaixo da minha cama” acabou ganhando. Com o “Como pedra”, participei do Prêmio Latino-Americano de Quadrinhos, não ganhei, mas felizmente chamei a atenção da editora. Com apenas três cores (branco, preto e laranja), “Como pedra” conta a história de Cristo — de Cristóvão, como sua mulher, sem nome, faz
Quadrinho ‘O monstro debaixo da minha cama’ questão de frisar — e sua família no sertão, na miséria. Além da penúria extrema, agravada pela falta de chuvas, Cristo e a mulher criam com dificuldades a filha, que vive em uma cadeira de rodas, sem se movimentar ou se comunicar. O silêncio da filha e de sua mãe comovem o leitor, principalmente quando surge o antagonista, chamado de O Sonhador, um homem que usa a religião para oprimir a família: — Embora a ideia de “Como pedra” tenha surgido em 2020, foi só no ano passado que me senti maduro o suficiente, tanto mentalmente quanto artisticamente, para contar essa história da melhor maneira que eu podia — explica o quadrinista, de 29 anos. — Durante o quase um ano e meio de produção, acabei mudando muito a história, considerando e desconsiderando os temas que queria abordar. Da mesma maneira que em “Como pedra”, o protagonismo em “O monstro debaixo da minha cama” é feminino. Lucy é uma menina que, dia após dia, sofre, sozinha, os abusos de seu próprio pai, com a omissão da mãe: — Particularmente, não acho difícil criar personagens femininas, nem é algo muito planejado na verdade, quando tenho uma história pra contar, geralmente já imagino os personagens, e por algum motivo, que nem
sei explicar, personagens femininas são mais recorrentes. Acho que tem um pouco a ver com o fato de ter exemplos de mulheres fortes na minha vida. Iohanathan diz que a ideia para a angustiante trama de “O monstro debaixo da minha cama” surgiu há cinco anos, logo depois que ele se formou em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte: — A temática escolhida para a obra parte de uma curiosidade sobre o impacto mental na formação das crianças que lidam com situações traumáticas e como isso afeta nosso desenvolvimento. Enquanto a primeira HQ tem o laranja como cor complementar ao branco e preto, aqui a cor escolhida foi o rosa, numa evidente referência à menina protagonista. — Quadrinhos em preto e branco sempre me chamaram mais atenção do que os coloridos — conta o quadrinista. — Desde criança nunca gostei muito de pintar meus desenhos, gostava apenas do contraste do preto da linha com o branco do papel. Quando penso na história que quero contar, uma cor já surge em minha mente. Não consigo separar uma coisa da outra. Acho que colocar apenas uma cor transmite mais a sensação que quero passar em cada obra, sem distrações, direto ao ponto. A emoção tem essa cor e pronto. DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
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Natal
Caravana de Natal da CocaCola chega ao RN amanhã A iniciativa faz parte da campanha de Natal da Coca-Cola que, em 2023, traz como tema “Desperte o Papai Noel que há em você”
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Natal camos contagiados com a magia desse momento, e poder proporcionar essa alegria no coração das pessoas das mais diversas idades, nos deixa orgulhosos e realizados. Precisamos despertar o espírito natalino dentro de cada um de nós, e essa ação com certeza é um momento de confraternização e emoção”, afirma Natasha Castro, coordenadora de marketing e responsável pelas Caravanas Iluminadas da Solar Coca-Cola. Neste ano, cinco caravanas simultâneas percorrem o território da Solar, que além do Nordeste, também abrange Norte e Mato Grosso. Ao todo, serão mais de 10 mil km rodados, dois mil a mais que a trajetória do ano passado, que chegou a 8 mil km. Durante os desfiles pelo menos
cinco caminhões farão a alegria do público, com paradas em shoppings, pontos de venda e pontos turísticos durante 44 dias, finalizando no dia 21 de dezembro, no Piauí. Acompanhe o trajeto das Caravanas Natal (com início em Parnamirim) (4/12): a partir das 18h, a Caravana de Natal da Coca-Cola passa por pontos como o Mar Vermelho Atacado, o Caminhódromo Parnamirim, o Favorito Supermercados (Av. Ayrton Senna), e o Nordestão (Av. Engenheiro Roberto Freire). Link para rota completa: https://www.coca-cola. com.br/natal?state=20&city=3773& caravan=101 (a rota está sujeita a alterações sem aviso prévio). Fotos: @dotpromo
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ara dar início à celebração da magia natalina, os caminhões iluminados da Caravana de Natal da Coca-Cola já começaram a percorrer o país. Nesta segundafeira (4), o Estado do Rio Grande do Norte recebe esse momento mágico que leva luz, encanto e emoção por onde passa. Este ano, os caminhões iluminados passam por Natal e Parnamirim. A iniciativa faz parte da campanha de Natal da Coca-Cola que, em 2023, traz como tema “Desperte o Papai Noel que há em você”. Os caminhões desfilarão a partir das 18h até as 22h, passando por pontos estratégicos das cidades. A Solar CocaCola, fabricante do Sistema CocaCola no Brasil com atuação em 70% do território nacional (regiões Norte e Nordeste, Mato Grosso e parte de Tocantins e Goiás), é quem executa o espetáculo natalino dentro da sua área de atuação. “As caravanas de Natal da CocaCola são uma tradição natalina que o público ama, e que encanta milhares de brasileiros e brasileiras. Neste ano, os caminhões iluminados passarão por 40 cidades e 13 Estados, percorrendo mais de 10 mil km. Fi-
Cinco caminhões iluminados farão parte do comboio natalino DOMINGO, 3 de dezembro de 2023
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A Balada do Impostor
Recolher-se à minha insignificância JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS
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hega uma hora na vida que a gente precisa parar de querer ser herói de tudo e aceitar a nossa insignificância. Não estou falando de desistir, jogar a toalha, abandonar as convicções, apenas estou dizendo que nem todo mundo precisa se lançar ao mundo com a obrigação de ser importante o tempo inteiro. Agora, na era da informação, não estar nas redes postando a imagem de uma vida louca de conquistas e felicidade é uma forma de viver isolado. Mas o custo disso é muito alto, primeiro financeiramente e, muito mais importante, psicologicamente. Ser importante o tempo todo nos mobiliza a fazer muitas coisas, mas não necessariamente a estar feliz. Pode parecer derrotista assumir um lugar de insignificância. Para o mundo talvez sim, mas, e para nós mesmos? Vamos parar para pensar um pouco: a maioria de nós é mesmo insignificante para o mundo. Exemplo: você sabe quem é a pessoa mais relevante política, socialmente ou intelectualmente de Kokshetau, no Cazaquistão? Não? Pois neste momento existe alguém sofrendo horrores por não ser melhor do que a maioria dos que vivem naquele lugar sem ter a noção de que nós, nessa parte do mundo, nunca saberemos dele. Neste grupo de oito bilhões de habitantes, que compõem toda a humanidade, alguns se sobressaem mais do que outros. Certas pessoas por puro talento, mas a maioria porque busca ser melhor, ser líder e ser emblemático o tempo inteiro. Uma das histórias que mais me impressionam é a do escritor mexicano Juan Rulfo, que praticamente só escreveu dois livros, sendo um deles um romance, Pedro Páramo. Publicado em 1955, chamou atenção desde o começo, vencendo inclusive um prêmio importante, porém, dos dois mil exemplares
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lançados, só mil foram vendidos. Rulfo só vai descobrir que sua obra se tornou realmente importante anos depois quando esta foi traduzida para outras línguas e ganhou o mundo. Hoje é um clássico. Acho essa história particularmente intrigante porque Rulfo já fez seu esforço de escrever o livro. Depois voltou a fazer seu trabalho normalmente e deixou de lado a ideia de ser importante no meio da literatura. Além disso, mesmo com a fama, vinda posteriormente, não escreveu mais literatura e preferiu manter-se discreto, longe dos holofotes. Sua competência é o que lhe fez extraordinário, não a forçosa ideia de sê-lo. Aí é, a meu ver, onde habita a verdadeira aura da significância, o que é autêntico e natural, onde o que se faz é o que o torna quem o é. Ouvi alguém dizendo por aí que até os 40 a curva é ascendente, depois é só ladeira abaixo. Parece drástico, mas não é de todo exagero. Não quer dizer que alguém de 40, 50, 80, não possa
conquistar muito em meio às novas gerações, pode e deve se tiver fôlego e chama. Contudo não acho que precise pagar determinados preços para isso. Recolher-se à sua insignificância, repito, não é desistir, abandonar-se, talvez seja exatamente o contrário. Como disse Keanu Reeves, interpretando ele mesmo no filme Meu eterno talvez, “o homem que aceita sua insignificância medíocre brilha mais do que os outros”. Talvez não tentar brilhar seja uma nova forma de brilhar no mundo, já que as pessoas estão tão focadas em ser bonitas, em forma física, em parecer bemsucedidas que é difícil compreender a participação social de outra pessoa que só quer viver em paz, no sossego de seu biotipo e de sua cabeça e na vivência simples da vida. Ao escrever sobre isso, Martha Medeiros disse que se permitir ser insignificante é deixar de ser tão misteriosa pra si própria e se conectar com suas outras possibilidades de existir. Na minha cabeça isso faz todo sentido.
adoro comer
Torta Invertida de Tomates Ingredientes: (4 porções)
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga 1 dente de alho grande em fatias finas 400 g tomates-cereja 1 envelope de MAGGI Tempero e Sabor Legumes 2 ramos de tomilho 6 folhas de manjericão fresco 1 massa folhada Folhas verdes para acompanhar
Modo de preparo: 20min
Receita de Torta Invertida de Tomates deliciosa feita com tomates-cereja com massa folhada e MAGGI Tempero e Sabor Legumes.
1. Em uma assadeira redonda antiaderente (24 cm de diâmetro, com bordas baixas) polvilhe o açúcar, coloque a manteiga aos pedaços, espalhando por toda a assadeira, e o alho. 2. Coloque a assadeira sobre a chama do fogão e aqueça-a delicadamente, para que a manteiga e o açúcar derretam. 3. Distribua os tomates, polvilhe com o MAGGI Tempero e Sabor e leve para assar em forno alto (220°C), preaquecido, por cerca de 20 minutos, ou até que os tomates estejam macios e dourados. Retire do forno e distribua o tomilho e o manjericão. 4. Abra a massa folhada e cubra os tomates, encaixando-a bem sobre eles (colocar a massa junto aos tomates e pressionar as bordas da massa para o fundo da forma, como se fosse uma coberta).
5. Faça pequenos furos sobre a massa com a ponta de uma faca e retorne a assadeira ao forno alto (220°C), preaquecido, até que a massa esteja seca e bem dourada. 6. Vire a torta ainda quente sobre um prato de servir e acompanhe com salada de folhas. Dicas - A torta deve ser desenformada ainda quente para não grudar e pode ser servida quente ou morna. - Deve ser assada em forno alto, para evitar a formação de líquido em excesso. - Ao levar a assadeira à chama do fogão use luva térmica para segurá-la, pois as bordas ficarão aquecidas. Dificuldade: Médio; Rende: 8 Porções; Tempo: 50 min. Fonte: Receitas Nestlé
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tv
>> Bastidores
Com cores fortes e inspiração tropical, cenografia de “Fuzuê” se destaca pela grandiosidade
/jornaldefatorn
@defato_rn
>> inside
Ana Hikari viverá blogueira fitness na série “Body By Beth”, que irá ao ar na TnT
/photos/jornaldefatorn
moSSoRÓ (Rn), Domingo, 3 de dezembro de 2023
defato com
>> principal
mateus Solano relembra as origens noveleiras no remake de “Elas por Elas” pÁGina 3
remota memória
2 televisão
Seriais
Domingo, 3 de dezembro de 2023
>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Guerra de Natal
O
natalino "Candy Cane Lane" acaba de chegar ao Prime Video. Estrelado por Eddie Murphy e dirigido por Reginald Hudlin, o longa conta a história de Chris, um pai determinado a vencer o concurso anual de decoração de Natal de seu bairro a qualquer custo. Porém, a competição começa a trazer problemas quando Chris vai até uma misteriosa loja de Natal e acaba, sem querer, fazendo um acordo com um elfo na esperança de ser o campeão. No entanto, o elfo lança um feitiço contrário. Cabe a Chris, sua esposa e seus três filhos correrem contra o tempo para desfazer a magia. Além de Murphy, o elenco conta com Nick Offerman, Riki Lindhome e Timothy Simons, entre outros.
Milagre para o bem (Disney+, seg, dia 4)
Com a chegada do fim de ano se aproximando, o Disney+ lança o curta-metragem natalino "The Shepherd". O especial, estrelado por John Travolta é uma adaptação do conto homônimo do autor britânico Frederick Forsyth e apresenta a história de Freddie Hooke, interpretado por Ben Radcliffe, um jovem piloto da Força Aérea Real que enfrenta perigos em plena véspera de Natal de 1957. O personagem se vê em uma situação desesperadora ao perder o contato por rádio e a eletricidade do avião enquanto sobrevoa o Mar do Norte, com o combustível no limite. John Travolta não apenas atua como também assume a cadeira de produtor executivo, interpretando um enigmático piloto de resgate que se torna o bom samaritano em um momento crítico. O elenco é complementado por Steven Mackintosh e Claire Price.
Sempre de olho (Star+, ter, dia 5)
O Star+ estreia a segunda temporada de "Meu Querido Zelador", a série do selo Star Original Productions tem a assinatura da dupla de cineastas argentinos Mariano Cohn e Gastón Duprat e narra as aventuras de Eliseo (Guillermo Francella), o zelador de um prédio que, sem o conhecimento do grupo que o emprega, faz uso e abuso de seu poder de vigilância. Por trás de sua aparência prestativa e obediente, ele esconde um talento para a manipulação. Tendo pleno conhecimento das dinâmicas e regras específicas do edifício de luxo, Eliseo observa cada mínimo detalhe da vida dos moradores. Na segunda temporada, o zelador se sente ameaçado pela possibilidade de descobrirem os acordos que firmou com os diferentes fornecedores. No elenco, Gabriel Goity, Pochi Ducasse e Gastón Cocchiarale, entre outros.
Vida alheia (Prime Video, qua, dia 6)
Filme escrito e dirigido por Emerald Fennell, "Saltburn" é o esperado longa estrelado por Barry Keoghan e ambientado na Inglaterra, no começo dos anos 2000. O filme segue os passos de Oliver, um garoto um tanto quanto misterioso que começa a frequentar a Universidade de Oxford. Pobre e vindo de um lar corroído por problemas mentais, Oliver é desprezado por outros colegas de universidade até conhecer Felix (Jacob Elordi), um jovem filho de pais milionários, que se compadece da história do garoto. A aproximação dos dois jovens faz com que Felix convide Oliver para passar o verão em Saltburn, a excêntrica propriedade de sua família. O local, extremamente luxuoso, hedonista e repleto de personalidades curiosas, aumenta ainda mais a obsessão de Oliver pela vida do amigo, fazendo com que ela ganhe contornos cada vez mais perigosos e mortais.
Atração fatal (Globoplay, qui, dia 7)
O Globoplay resgata a elogiada minissérie policial "Boca do Lixo". Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Roberto Talma, a produção conta a história de Claudia Toledo (Silvia Pfeifer), uma atriz que ficou famosa pelos ensaios nus e filmes que a tornaram um símbolo sexual. Na virada para os anos 1990, com a retração do cinema nacional e já sem o prestígio e os convites de outrora, Cláudia vê na possibilidade de se casar com Henrique (Reginaldo Faria), empresário do ramo da metalurgia, a certeza de uma vida sem grandes dificuldades. Sem resistir muito às investidas, os dois logo se casam e planejam a construção de uma mansão nos arredores de São Paulo. Durante a construção da casa, Cláudia conhece o envolvente Tomás (Alexandre Frota), um dos encarregados da obra. Os dois se apaixonam perdidamente, a ponto de fazer Cláudia armar um plano para matar o marido e viver esse amor.
televisão 3
Domingo, 3 de dezembro de 2023
>> principal
Mateus Solano relembra as origens noveleiras no remake de “Elas por Elas”
Memória remota
R – Acredito que o grande plot twist do personagem é ele ganhar protagonismo sobre a própria vida. Ele deixou a vida profissional, amorosa, financeira e sentimental nas mãos da ex-esposa. Esse reencontro entre as amigas também é benéfico para o Jonas porque ele vai em busca de entender quem ele é. Ele é um homem fraco. Precisa de tônus como homem, marido, pai e empresário.
A
nostalgia tem sido uma companheira frequente de Mateus Solano ao longo das gravações de “Elas por Elas”, da Globo. O ator, que era muito jovem para acompanhar a versão original da trama assinada por Cassiano Gabus Mendes no início da década de 1980, foi um telespectador assíduo das demais obras do falecido autor. Ele, que iniciou sua carreira no teatro, reencontra não apenas as técnicas dos palcos sob a direção de Amora Mautner, mas também todos os detalhes do texto que tornou Cassiano um dos grandes autores da teledramaturgia brasileira. “Eu me formei como noveleiro vendo as novelas do Cassiano. Então, é um privilégio encarar esse personagem. Que prazer fazer reeditar uma trama do Cassiano. Temos assuntos muito ricos nas mãos e que chegam com novas leituras”, aponta o ator, que vive o empresário Jonas. Na história das seis, Jonas era casado com Helena, papel de Isabel Teixeira, e pai de Giovanni, de Filipe Bragança. Ainda na juventude, era namorado de Adriana, vivida por Thalita Carauta, mas casou-se com Helena quando ela ficou grávida. Ao reencontrar o amor da adolescência, ele decide retomar essa relação inacabada. “O Jonas precisa reaver o protagonismo da própria vida. Ele foi muito dominado por anos, mas agora está em busca de entender quem ele é”, defende. P – Originalmente, a trama de “Elas por Elas” foi ao ar no
início da década de 1980. O que você conhecia do folhetim de Cassiano Gabus Mendes antes de integrar o elenco do remake? R – Eu não vi a primeira versão porque era bem bebê. Mas eu vi muitas novelas do Cassiano. As obras dele me formaram como noveleiro. Ele se foi antes de eu virar ator de novela. Então, está sendo um privilégio encarar esse personagem, que retorna ainda mais rico nessa nova versão. É muito bom trazer essa novela com protagonismo feminino. Uma coisa é falar de “Elas por Elas” em 1982. Hoje esse protagonismo feminino tem outra leitura. P – Você sentia vontade de participar de uma releitura de uma obra da teledramaturgia? R – O Zé Boninho (“Escolinha do Professor Raimundo”) foi uma espécie de remake. O Bôscoli foi um personagem que existiu, mas não foi um remake. Eu nunca tive essa necessidade clara de fazer um remake. Acho que estou tendo uma grande oportunidade. O Cassiano teve
grandes obras que me divertiram muito. A trama de “Que Rei Sou Eu?” é uma obra-prima das novelas. Reúne tudo que uma novela deveria ter. Trazia debates que, por conta dos patrocinadores, hoje não é mais possível falar. Não se pode mais falar tanto do Brasil como se falava antes. Temos um autor completo sendo revisitado brilhantemente. P – Após um período eleitoral tão bélico, você ainda se sente à vontade para expor suas opiniões na internet? R – Eu não costumo pensar no que petista ou bolsonarista pensa de mim. Falo o que penso. Todos os governos estão aqui para serem criticados e serem chamado a atenção, independentemente de termos votado neles ou não. É uma postura de cidadão. P – Recentemente, seu personagem Jonas terminou o casamento com Helena e retomou o romance de juventude com a Adriana. É um grande momento de virada no seu papel?
P – Inicialmente, havia um questionamento sobre o caráter do personagem por conta do casamento repentino com a Helena. Existe espaço para algum desvio do Jonas? R – Não, ele não tem nenhum perfil dúbio. Ele só é um cara que fez uma escolha pelo casamento e a estabilidade financeira que essa união oferecia. O personagem não abre espaço para nenhuma vilania ou algo assim. P – Sua última novela havia sido “Quando Mais Vida, Melhor!”, que foi totalmente gravada antes de ir ao ar por conta da pandemia de Covid-19. Como foi essa experiência? R – Bem louca. Mas acho que foi um golaço. A gente não tinha como mudar nada da novela, mas ganhamos um público fiel. O meu personagem com a personagem da Valentina (Herszage) ganhou uma grande torcida. Tínhamos os “FlaGui lovers” (risos). Tivemos bons momentos que aqueceram a trama. P – Como assim? R – A troca de corpos, por exemplo. Passamos semanas com os personagens com corpos trocados. Quando gravávamos, não fazíamos ideia de como isso iria bater no público ou se daria certo.
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>> close William nascimento treinou quatro horas por dia para protagonizar “Anderson Spider Silva”, do Paramount+
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Entrega intensa
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á tempos, a televisão aposta em séries biográficas. No streaming, essa prática acabou se acentuando. Um dos títulos recentemente lançado é “Anderson Spider Silva”, que começou a ser disponibilizada pelo Paramount+ no último dia 16. Com produção executiva do próprio lutador, a trama tem William Nascimento na pele do ex-campeão de peso médios do UFC. Um trabalho que, como já era de se esperar, exigiu bastante dedicação do ator no que diz respeito à preparação física. “Eu treinava quatro horas por dia. Fazia treino de MMA, de Muay Thai e tinha uma nutricionista me ajudando na perda de peso. À noite, era a vez de fazer musculação”, lembra William. A história se passa principalmente em Curitiba, onde Anderson vivia com uma tia. Lá, conheceu o amor de sua vida e passou a lutar profissionalmente quando já estava com um filho a caminho. Em um torneio no Japão, conquistou seu primeiro título internacional, o que fez a carreira decolar até se tornar campeão mundial. Só que tamanha fama o afasta da família e traz diversas dificuldades. “Dediquei minha vida a esse projeto. Tive de entrar de cabeça, corpo e alma. Assistia a lutas e competições. A série me ajudou a superar medos. Levo isso para a vida”, entrega o protagonista.
De cara, William sabia que dar vida a um personagem real e tão conhecido pelo público
seria uma responsabilidade e tanto. Mesmo assim, entendeu que era preciso também trazer
alguma leveza a essa nova fase de sua carreira. “Entendi que eu precisava me divertir, amar o que estava fazendo. Nossos encontros eram lindos. A gente sorria, se emocionava, chorava, se identificava com as histórias”, derrete-se o ator. “Estava ao lado de pessoas que vieram bem antes de mim e que abriram esses caminhos para fazer esse trabalho com excelência”, valoriza, que contracenou com nomes como Tatiana Tiburcio e Seu Jorge no projeto. Para encontrar a personalidade de Anderson Silva em seu processo de construção de personagem, William assume que teve dificuldades. Mas, além de contar com uma preparadora, outra pessoa ganhou bastante importância naquele momento. “O Seu Jorge. Teve um dia que me contou que conhecia o Anderson, que era amigo. A gente criou códigos de postura, de como andar, como olhar, de como Anderson se comportaria nas situações. O começo foi difícil, mas ficou fácil com a ajuda de todos”, diz. Esses encontros proporcionados por sua escalação para o papel, aliás, foram marcados por bastante emoção, dedicação e, é claro, satisfação. Quando já estava confirmado na série, o diretor Caito Ortiz começou a brincar se o ator seria capaz de adivinhar quem interpretaria o tio de Anderson. William entrou no jogo e até arriscou alguns nomes, mas não conseguiu acertar. “Quando ele falou Seu Jorge, não acreditei. No nosso primeiro encontro, travei. Só conseguia observar ele. Sua forma, sua presença, ele tem muita luz”, elogia.
televisão 5
Domingo, 3 de dezembro de 2023
>> ponto de vista “Prato Feito Brasil” prende atenção misturando sabores, paisagens e personagens diversos do país
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á anos, Rita Lobo se destaca no GNT, à frente do “Cozinha Prática”. Em 2023, porém, a chef conquistou um espaço novo, desta vez na Globo: o “Prato Feito Brasil”, uma série documental com quatro episódios, disposta a percorrer quatro estados brasileiros para decifrar alguns conceitos criados em cima do tão tradicional PF nacional. A ideia é, a cada semana, focar em um grupo alimentar para misturar conhecimentos sobre gastronomia, história e até uma pitada de turismo. Tudo, claro, sem deixar de lado o jeito prático e didático que tanto marcou o trabalho da apresentadora em sua trajetória televisiva, oferecendo algumas receitas e dicas para quem quer se aventurar no fogão. Uma combinação que deu muito certo já no episódio de estreia, que levou Rita para a Bahia. O resultado foi uma boa dose de informação e entrete-
temperos
combinados
nimento, misturados em porções tão generosas quanto as de um belo prato feito. No Nordeste, a aposta era para não ter erro mesmo: para abordar o grupo das leguminosas, Rita desbravou o vasto universo de um queridinho nacional, o feijão. Mostrou os variados tipos encontrados facilmente por lá, ensinou o público uma forma fácil de tentar ter, diariamente, uma porção fresquinha no prato e, a partir de personagens interessantes, pesquisadores e um roteiro bem planejado, conseguiu encantar, emocionar e até mesmo fazer o público refletir sobre como a alimentação de muita gente pode estar mudando para pior com a atual falta de tempo. Um exemplo foi quando mostrou dados sobre a diminuição do consumo do feijão, mas não por gosto e sim pela grande oferta de alimentos ultraprocessados nos mercados de hoje.
Um dos pontos que mais diferencia Rita de vários chefs com sucesso na televisão é que ela, mesmo sendo cria da tevê fechada, sabe exatamente como se comunicar com o público, seja ele qual for. No próprio “Cozinha Prática”, mesmo quando trabalha com alimentos mais refinados, difíceis de serem encontrados ou de preço salgado , a apresentadora consegue adotar uma linguagem simples e de fácil compreensão. No “Prato Feito Brasil”, essa característica chama bastante atenção. No episódio de estreia, Rita dá voz a quem cozinha, a quem come e até mesmo a quem, em feiras, vende o feijão. E sem deixar que o papo ficasse raso em qualquer momento. Ao contrário: ao explorar a cultura gastronômica local de regiões tão diferentes, Rita mostra o quão imenso, tanto em território quanto em diversidade, é o Brasil. O maior problema do “Prato Feito Brasil”, porém, está na ho-
ra em que ele vai ao ar: na segunda faixa de linha de shows da Globo de sexta-feira, ou seja, depois do “Globo Repórter”. Pela grade da emissora, isso significa que ele é exibido de 23h15 a 0h – mas, claro, se nada atrasar na programação, o que é difícil de acontecer. Pela forma como se comunica, pela riqueza de seu conteúdo e pelo sucesso que já faz, há mais de 10 anos, no GNT, Rita poderia se destacar mais se conseguisse espaço um pouquinho mais cedo. A escolha pode ter acontecido em função de se tratar de uma série documental e, por isso mesmo, com uma pegada bem parecida com a do próprio “Globo Repórter”. Tanto que as audiências dos programas ficaram parecidas. “Prato Feito Brasil” deu 13 pontos de média em sua estreia, o mesmo que o programa de Sandra Annenberg registrou na semana anterior, quando, em função de “Todas as Flores”, foi na faixa entre 23h e 0h.
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Domingo, 3 de dezembro de 2023
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.
>>aelas por elas globo–18h15
Segunda – Lara se desculpa com Taís pela perda do processo. Roberto e Vilma pagam ao assistente do juiz pela sentença. Sérgio aconselha Helena a dar um passo atrás para preservar sua relação com giovanni. márcia implora para que Renée a ajude com Vic e Tony. giovanni conversa com Jonas. Sérgio briga com míriam, e maninha percebe. Tony se preocupa com sua dívida no banco, e disfarça para Cris. Helena se surpreende ao ver que giovanni desconfia dela.
Terça – Todos ficam surpresos com a semelhança entre marcos e Bruno. Ulisses se irrita com Carol. Tony desabafa com Cris sobre a volta de márcia. Sérgio se alarma ao saber da existência de marcos. Aramis garante a Jonas que conseguirá descobrir quem adulterou suas negociações. Cris ouve Tony falando sobre sua dívida. Taís nota o interesse de Lara por mário. Carol convida Carlinhos para ser voluntário em uma pesquisa da universidade.
Quarta – Érica descobre que foi atropelad Pedro decide investigar marcos. Roberto diz Helena que eles não correm riscos, a não ser q Jonas tenha um álibi. Jonas comenta com Adri na que usou o celular no mesmo horário em q fizeram a transferência na sua conta na Helàn Pedro fica preocupado ao saber por marcos q natália bebeu. giovanni pede desculpas por t desconfiado de Jonas e conclui que a mãe ment Tony impede márcia de falar com Vic.
>> FUZUÊ 19h15
Segunda – Luna avisa à maria navalha a presença de Barreto e pede que ela não volte para casa. maria vai ao Beco do gambá para se aconselhar com Lampião. merreca teme pela segurança de Soraya. Pascoal e Preciosa tramam para pegar o baú do tesouro. Cata ouro deixa o Beco do gambá com o baú e encontra Preciosa e Cecília. Pascoal sonda gláucia sobre merreca. Selena tenta convencer Jefinho a acabar com a dupla com Luna. Pascoal segue Soraya.
Terça – merreca tira o baú de Cata ouro, e gilmar vê. miguel fala com Barreto sobre o sumiço de maria. maria se sente mal, e Rejane a ampara. miguel segue gilmar sem ser visto. merreca esconde o baú. Soraya é sequestrada. gilmar conta para miguel que merreca pegou o baú. Edgar tira o baú da casa de gláucia. Preciosa tenta fazer negócio com merreca. Pascoal manda a foto de Soraya para merreca. Bebel comenta com Vânia que afastará Pascoal da Conde de montebello.
Quarta – miguel e Jefinho colocam o baú carro no momento em que Barreto chega pa falar com eles. Pascoal descobre que Soraya fug e se enfurece com Bigão. merreca leva Sora para a casa de Luna, e Rejane e maria a acolhe Luna e miguel fazem uma denúncia anônima p ra Barreto e se escondem para observar o resg te do baú. Bebel conta sobre seu noivado pa Heitor. Preciosa se incomoda com o desprezo marido.
>>terra e
paixão globo.–21h
Segunda – Ramiro recebe ordem de Agatha para ir armado atrás de irene e Luigi. Petra convoca reunião com diretores e apresenta o dossiê que comprova o desfalque de Luigi na empresa. Vinícius confirma para Caio e Jurecê que levou o tiro de Antônio, ao ver a foto do produtor rural. Anely vasculha o quarto de Hélio. Luigi avisa a irene que Hélio é filho de Agatha. irene, Luigi e Caio invadem a casa de Antônio para avisar a Petra que Hélio é filho de Agatha e que a jovem está sendo vítima de um golpe.
Terça – Hélio confessa a Petra que é filho de Agatha. Antônio continua confuso. Petra decide enfrentar Hélio. Caio teme que Agatha envenene Antônio. Luana emociona os alunos com sua aula sobre Direitos Humanos. Hélio explica a Petra toda a verdade sobre o plano de Agatha e sofre ao ser dispensado pela filha de Antônio. Agatha consegue a assinatura de Antônio em uma procuração, e avisa ao marido que veio para resgatar os bens que foram roubados da família. Angelina avisa a Caio que viu Agatha dar papéis para Antônio assinar.
Quarta – Ramiro deixa escapar para Agatha q irene foi responsável pela morte de Daniel. Pet pede desculpas a Luigi por ter acreditado nas ac sações de Agatha contra ele. Agatha deixa Petra Luigi intrigados ao dizer que descobriu um crim de irene. menah sente ciúmes de Jonatas com gr ça. Agatha invade a casa de irene e diz que sa que foi ela quem matou Daniel. Angelina leva pa Caio a erva que Agatha está usando em Antôn e Jurecê confirma que a planta pode deixar um pessoa inconsciente.
Segunda – Alex e nando perguntam para Téo sobre o pai biológico dele. Lívia e Sofia estão na mesma barraca e o diálogo é sobre os meninos. Romeu e Julieta esperam todos dormirem para se encontrarem. mariana pergunta para Amanda se o pai do Téo é alguém conhecido. Fausto percebe que deixou o notebook na casa de Bernardo e Vera e vai em busca do aparelho. Bassânio encontra Vitor e Pórcia na rua e dá parabéns pelo noivado, mas Pórcia e Vitor não sabiam sobre isso. Romeu e Julieta escutam passos vindo da floresta e saem correndo do local.
Terça – Chilique, muke e Fê Dengosa acham que Trapaça ficou louca depois de ler o manual de escoteiro do ian. Lívia fica preocupada com o paradeiro da irmã. o admirador secreto de Clara deixa um papel de bala de caramelo, que só vende no monter mercado, cair na estufa. Karen chora e desabafa com Patrick, mas Enzo e Daniel encontram os dois. Romeu observa pessoas misteriosas no meio da mata. nando come chocolate escondido e Sofia flagra a cena e se aproxima do garoto. Fausto distrai Bernardo e Vera, entra no apartamento e recupera o notebook.
Quarta – glaucia pede demissão do mont mercado para Vera e expõe que vai gerenciar CEC. na disputa com muke, ian acerta o valent com uma bola e um estilingue. Trapaça foge co o manual de escoteiro do ian. Bassânio descob que Fausto só criou a história de noivado de Pó cia para afastar a menina dele. Leandro fica za gado que glaucia se demitiu do monter merca e manda ela voltar para o emprego, já que é i certa a nova administração dela no CEC. Rom se machuca na floresta e dois seguranças co tratados por Leandro aparecem.
globo – 17h35
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
>>a inF. de roMeU e JUlieta SBT – 20H30
>>MalHaÇão
reSumo daS NoVelaS
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Domingo, 3 de dezembro de 2023
não
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.
da. za que iaque ne. que ter tiu.
Quinta – Pedro recomenda que Taís conte a Lara que namorou Átila. Aramis orienta Jonas sobre o que fazer com a conta do exterior. Edu comenta com Yeda que teme que Érica não o perdoe. Lígia alerta natália para não projetar Bruno em marcos. Helena concorda em retomar o projeto das gestantes. míriam conta a Danilo seu plano. giovanni pergunta a Helena se foi ela quem vendeu o apartamento e depositou o dinheiro na conta de Jonas, a fim de incriminá-lo.
Sexta – Helena nega para giovanni que tenha agido contra Jonas. Cris decide quitar a dívida de Tony. Érica se surpreende com a mudança de comportamento de Edu. Pedro descobre que marcos está morando em um abrigo. Sérgio pede que Fagundes descubra a identidade do comparsa de míriam. Aramis ameaça Roberto. Jonas se prepara para o novo emprego. Cris conhece márcia. Ísis questiona Sérgio sobre os filhotes resgatados.
Sábado – Adriana confronta Helena. Tony reclama de Cris ter invadido sua privacidade e termina o relacionamento com ela. Pedro confidencia a Taís que marcos está morando em um abrigo. Lara acredita que mário irá se declarar para ela. Érica garante a Edu que não se lembra de nada do dia do acidente. natália descobre que Pedro deu dinheiro para marcos. Cris avisa a Taís que Helena retomou o projeto dos cosméticos para gestantes.
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Quinta – Preciosa não aceita ficar longe do tesouro. maria tenta consolar merreca. miguel e Luna abrem o baú. merreca conversa com maçarico e seus comparsas sobre Pascoal. Caíto, Bartô, Jefinho e Luna cuidam de Soraya. maria culpa Luna por não ter ficado com o tesouro. Preciosa revira a casa de Pascoal. Edgar flagra o flerte entre gláucia e Domingos. miguel conta para Francisco sobre o sequestro de Soraya. Bernardo liga para Preciosa, e Heitor fica tenso ao falar com ela.
Sexta – merreca e seus comparsas dão uma lição em Pascoal. Soraya aceita namorar Francisco. miguel, maria e Luna se preocupam com Soraya. Heitor assume seu amor por Preciosa para Bebel. Preciosa se preocupa com a demora de Pascoal. merreca invade a casa de Luna para falar com Soraya, e se enfurece ao ver Francisco. miguel chega à casa de Pascoal, e Preciosa se assusta com o estado do cúmplice. Heitor desabafa com Alícia.
Sábado – Barreto questiona Preciosa sobre a procedência do vídeo de Pascoal. Soraya faz o boletim de ocorrência na delegacia. miguel diz a Luna que contará para o delegado que ajudou Pascoal. maria reclama de nero, e miguel e Francisco defendem o pai. Luna flagra Jefinho e Selena juntos. Bernardo conta para Preciosa sobre o noivado de Bebel e nero. Luna se emociona ao ver o novo letreiro da Conde de montebello. Chega o dia do almoço de noivado de Bebel e nero.
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Quinta – Vinícius declara seu amor por iraê. Yandara não gosta de ver sua mãe com Vinícius. Caio entrega a erva que Agatha está usando na comida de Antônio para marino. gentil fica feliz ao ver a disposição de Jonatas com a fisioterapia, mas preocupado em como conseguirá pagar o tratamento do filho. Agatha convida marino para a coletiva de imprensa em sua casa. Hélio pensa em fazer Agatha desistir do plano de vingança. marino consegue o mandado contra Agatha. marino encontra Agatha no chão na mansão.
Sexta – Caio leva Antônio para o hospital. Hélio fica arrasado com o acontecimento envolvendo Agatha. Jonatas percebe a tensão de gentil. menah conta a Jonatas sobre Agatha. irene tenta acalmar Ramiro. graça fica assustada com a reação de irene ao ninar Danielzinho. marino recebe de um perito uma pulseira encontrada no local onde encontrou Agatha caída. Frazão conta a marino que Agatha iria fazer uma denúncia. Antônio fica surpreso com a demonstração de carinho de irene, e finge estar mentalmente confuso.
Sábado – marino comenta com Silva que precisa entender como Agatha foi envenenada, e se pessoas diferentes estão envolvidas na situação. o médico avisa a Petra e a Luigi sobre a melhora de Antônio. irene percebe que perdeu sua pulseira, e avisa a Ramiro que ambos podem estar perdidos caso a polícia a tenha encontrado. Angelina se surpreende ao ver Antônio no cemitério. Rudá e Raoni encontram o corpo de Sidney. Antônio volta ao normal e resolve dar um jantar para celebrar os novos tempos.
ter ro tão om bre óranado inmeu on-
Quinta – Trapaça fala para Leon que tinha de ter a certeza que ele era real. Vera fica surpresa com a volta de glaucia no monter mercado. A quinta e última prova do acampamento é o cabo de guerra, a equipe ‘Água’ perde e cai na lama e a equipe ‘Fogo’ leva o troféu do acampamento. Vitor faz uma armadilha na estufa para capturar o admirador secreto. Bernardo e Vera sentem um cheiro podre do apartamento e encontram um prato com comida estragada debaixo do sofá. Alex quer levar o troféu para o Lado Torre, mas Téo e Sofia não deixam.
Sexta – o oficial de justiça explica para mariana que o antigo dono da casa perdeu o imóvel e que a residência foi leiloada. mariana percebe que caiu no golpe de Simão. Hélio cai na armadilha de Vitor. mergulhando em fotos antigas, Amanda relata os momentos do passado para Téo. Posteriormente, ele procura por pistas do pai biológico nas redes sociais da mãe. nervosa por voltar a trabalhar no monter mercado, glaucia recebe encomendas erradas. glaucia coloca a culpa em Vitor e acha melhor Vera rever a presença dele como colaborador do estabelecimento.
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>> CINCO
PERGUNTAS: Do alto de seus 75 anos, Tony Ramos se diverte em cena com o torpe e convencido Antonio de “Terra e Paixão”
Domingo, 3 de dezembro de 2023
Urso feroz
P – Como foi o movimento de quebrar com essa limitação e passar a fazer personagens mais diversos? R – Os autores e diretores me ajudaram muito. Mas é claro que, a cada novo chamado para trabalhar, eu conversava bastante sobre as minhas vontades artísticas do momento e a proposta que estava sendo oferecida. No caso de “Terra e Paixão”, por exemplo, o Walcyr (Carrasco) já chegou em total sintonia com o que eu queria fazer.
P
rotagonista definitivo e, há mais de quatro décadas, um dos atores mais disputados da Globo, chega a impressionar a empolgação de Tony Ramos a cada trabalho. “No dia em que eu tratar a atuação como qualquer coisa, é sinal de que é hora de me aposentar. Acredito que isso esteja bem longe de acontecer”, brinca. E está longe mesmo. Sempre que acaba um trabalho, Tony já está pensando no próximo. Aos 75 anos e com toda a gama de personagens já vividos sob o olhar do público, o ator assume que está se divertindo na pele de um vilão forte e totalmente sem pudores como o Antonio de “Terra e Paixão”. “Antonio comete atrocidades absurdas. É um sujeito sem filtro social e, justamente por isso, um prato cheio para qualquer ator. O texto do Walcyr (Carrasco) tem me feito muito feliz”, celebra. Paranaense da pequena Arapongas, Tony passou parte da juventude no interior de São Paulo, onde teve suas primeiras impressões com o cinema e virou fã dos filmes de Oscarito. Aos 16 anos, disposto a seguir a carreira de ator, resolveu se mudar para a capital, onde logo encontrou abrigo em pequenos grupos de teatro amador. Entre os anos 1960 e 1970, trabalhou de forma ininterrupta em novelas e programas da extinta Tupi. Em 1977, transfe-
Quando fiz “Torre de Babel” e “Paraíso Tropical”, por exemplo, as pessoas estranharam sim. Justamente porque eu pouco era chamado para o posto de antagonista.
riu-se para a Globo e, consequentemente, para o Rio de Janeiro, onde está até hoje. Na lista de sucessos, tramas como “O Astro”, “Pai Herói”, “Baila Comigo”, “Rainha da Sucata”, “A Próxima Vítima” e “Belíssima”, entre outras. Apesar dos inúmeros personagens no seu histórico e de ter se tornado um dos símbolos do herói romântico, Tony se mostra avesso a qualquer glamourização. “A tevê voltou a se interessar mais pelo talento. Por muitos anos, a beleza foi uma grande porta de entrada. Agora, vejo jovens preocupados com disciplina e repertório e não apenas em aparecer nas capas de revista. Acho que vem uma geração muito boa por aí”, ressalta o ator, que vive um casamento tranquilo e longe dos holofotes com Lidiane Barbosa desde 1969. “Somos naturalmente discretos. Não temos redes sociais e nem a pretensão
de ficar mostrando tudo o que fazemos”, assume. P – “Terra e Paixão” chega ao fim em janeiro do ano que vem. Com tantas reviravoltas ao longo da trama, qual o balanço que você faz deste trabalho até aqui? R – Interpretar o Antônio La Selva é um dos maiores momentos da minha carreira. Sinto isso andando na rua, no posto de gasolina, no aeroporto. Outro dia eu entrei em um restaurante e as pessoas começaram a bater palma. Então, esse é o termômetro e o fenômeno promovido pela tevê aberta e por ter um belo personagem em mãos. P – Em algum momento você achou que o fato de ele ser vilão pudesse causar algum estranhamento no público? R – Acho que hoje as pessoas sabem entender isso melhor.
P – Como assim? R – Eu queria me divertir e fazer algo diferente do que estava acostumado. É claro que tenho consciência de que Antônio La Selva é um homem de um caráter absolutamente horroroso. Não sabe perder, quer ter todas as suas vontades prontamente atendidas e é capaz de tudo para chegar aos seus objetivos. Ele brinca com a vida das pessoas. Com este desenho, do ponto de vista de papel para um ator desenvolver, sem dúvida, é uma linda missão que eu ganhei. Estou me divertindo muito em cena. P – O Antenor, vilão que vo cê viveu em “Paraíso Tropical”, também está de volta ao ar no “Vale a Pena Ver de Novo”. Qual sua principal lembrança desta obra? R – São várias lembranças. Mas vou destacar meus companheiros de trabalho. A novela tinha um texto muito afiado assinado pelo Gilberto Braga e era dirigida de forma muito bem-humorada e transparente pelo Dennis Carvalho. Era uma dupla muito afinada.
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Domingo, 3 de dezembro de 2023
Caminhos abertos >> raio x
Como Bianca de “Fuzuê”, Guilhermina Libanio se divide entre o lúdico, o romance e a comédia
H
á personagens que, desde o teste para saber se serão aceitos na produção, chamam a atenção de seus intérpretes. Foi assim com Guilhermina Libanio quando participou da seleção para dar vida à polivalente Bianca de “Fuzuê”, novela das 19h da Globo. Seu primeiro contato com o papel foi interpretando uma cena em que a babá desabafava com Valentina, vivida por Maria Flor Silva, sobre um cara que gostava, na dúvida se ficava com ele ou não. “O texto era tão profundo e maduro que eu só descobri ali, na hora do teste, que a Valentina teria entre 10 e 11 anos. Era um papo de igual para igual, então achei que a minha personagem fosse babá de uma adolescente. Aí, a direção pediu para eu mudar o tom da conversa: de uma adolescente para um papo com uma criança muito madura”, lembra a atriz, que acabou conquistando a vaga. Na história, Bianca começou como babá, cuidando de Valentina desde pequena. A parceria com Alícia, vivida por Fernanda Rodrigues, porém, fez com que fosse chamada para trabalhar como assessora da patroa, produzindo conteúdos e acompanhando-a nos compromissos. Assim, passou a frequentar mais a Fuzuê e conheceu Vitor, papel de Dani-
lo Maia, por quem se interessou. No início, o rapaz escondeu trabalhar ali como um dos mascotes. “A Bianca tem romance, tem amizade com Soraya Terremoto (personagem de Heslaine Vieira), tem conversas inteligentes com Valentina e ainda administra a cabeça caótica da Alicia. É muito prazeroso fazer comédia com essas parcerias”, valoriza Guilhermina. Para a construção de Bianca, Guilhermina passou por alguns encontros com os outros atores de seu núcleo. “Foi para entender a dinâmica da família, nos conhecer e ver como o outro estava criando seu personagem”, conta a atriz. Mas uma atividade individual acabou se revelando extremamente útil nesse trabalho. “Me ajudou muito botar em um caderno tudo que eu sabia sobre a Bianca. Depois, capítulo a capítulo,
fui traçando o que ia acontecendo com a história dela. Assim, conseguia entender melhor de onde ela vinha, para onde estava indo”, entrega. Além de “Fuzuê”, Guilhermina ainda pode ser vista em outras produções recém-lançadas. Em “Fim”, do Globoplay, ela dá vida a Cinira, secretária de Ciro, papel de Fabio Assunção. “Ela é uma mulher fogosa, assanhadinha e encantada por esse chefe. Faz de tudo para tentar chamar a atenção dele. Fui relendo o livro, estudando as cenas e resultou em um dia de gravação árduo, mas delicioso”, fala ela, que também dá expediente na segunda temporada de “Tudo Igual... SQN”, do Disney+. “O que mais recebo são pedidos de uma terceira temporada. As pessoas querem saber como as histórias continuam. Fico feliz e grata com a repercussão”, diz, orgulhosa.
Nome completo: Guilhermina Jordano Libanio. Nascimento: 29 de agosto de 1997, no Rio de Janeiro. Atuação inesquecível: “O plano sequência que gravei com Fabio Assunção em ‘Fim’. Foi de primeira, sem ensaio e ficou lindo”. Interpretação memorável: Andréa Beltrão como Elen em “Som e Fúria”, minissérie de Fernando Meirelles exibida originalmente pela Globo em 2009. Momento marcante na carreira: “Eu e 200 figurantes embaixo do MASP, fazendo a manifestação feminista, como Cibele, em ‘Órfãos da Terra’”. O que falta na televisão: “Protagonistas diversas”. O que sobra na televisão: “Não atores com papéis de destaque”. Com quem gostaria de contracenar: Andréa Beltrão. Se não fosse atriz, seria: Diretora. Ator: Wagner Moura. Atriz: Drica Morais. Novela: “Senhora do Destino”, escrita por Aguinaldo Silva e exibida originalmente pela Globo entre 2004 e 2005. Vilão marcante: Nazaré Tedesco, papel de Renata Sorrah em “Senhora do Destino”. Personagem mais difícil de compor: “Todos”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Além do Tempo”, escrita por Elizabeth Jhin e exibida originalmente pela Globo entre 2015 e 2016. Que papel gostaria de representar: “Uma vilã de novela, daquelas bem sarcásticas”. Filme: “Marte Um”, escrito e dirigido por Gabriel Martins e lançado em 2022. Autor: Fernanda Young. Diretor: Andrucha Waddington. Vexame: “Quando eu era pequena, revelei um carro antes da hora porque puxei a cortina que o escondia no evento”.
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>> inside Ana Hikari viverá blogueira fitness na série “Body By Beth”, que irá ao ar na TNT
Domingo, 3 de dezembro de 2023
Chave de virada
E
nquanto estava na escola, Ana Hikari era uma aluna exemplar. Seu boletim, inclusive, era repleto de notas altas. A atriz de 28 anos, porém, tinha um calcanhar de Aquiles: as aulas de Educação Física. “Tirava 10 em tudo, mas sempre ficava de recuperação em Educação Física. Nem sabia que isso era possível (risos)”, relembra. Fora do colégio, um rompimento de ligamento do pé e algumas aulas de musculação depois, as atividades físicas deixaram de ser um sofrimento para Ana e passaram a ser um momento de prazer. E todo esse universo fitness tem ido além do lazer para a atriz. Nos últimos meses, ela grava a série “Body By Beth”, que irá ao ar na TNT a partir do ano que vem. Produzida pela Migdal Filmes, a produção é totalmente ambientada em uma academia de ginástica. “Na faculdade, rompi um ligamento do pé e a única solução foi fortalecer minha musculatura com muita malhação. Entendi que meu corpo era minha ferramenta de trabalho. Fiquei apaixonada por malhar desde então. Após ficar de recuperação em Educação Física, não imaginava participar de uma série com todo esse universo”, afirma. Na série, Ana interpreta a dedicada Lu, que se envolve com Daniel, papel de Victor Lamoglia. Ela é nora da protagonista Beth, de Marisa Orth. A história faz críticas aos padrões de beleza, além de abordar etarismo, gordofobia e exageros da vida zen. “A Lu é uma blogueira fitness, mas a
gente não quis fazer uma construção rasa. Ela é muito inteligente e formada em Educação Física. Então, é uma profissional que quer crescer e preocupada em se aperfeiçoar cada vez mais. Tivemos um cuidado de não fazer uma personagem fútil, idiota ou alienada”, aponta. Com dez episódios, “Body By Beth” é ambientada em uma academia familiar que parou no tempo. O problema agora é a chegada de uma academia de rede moderna, high-tech e com um grande leque de atividades, do outro lado da rua. A personagem de Ana, inclusive, busca
emprego no novo empreendimento, mas é rejeitada por não ter um extenso número de seguidores em suas redes sociais. “Isso é muito comum hoje em dia. Tenho amigos atores que são incríveis e talentosos, mas não são escalados por não terem 50 mil seguidores nas redes. Todo mundo deveria ter uma oportunidade por ser bom”, defende. A trama de “Body By Beth” não será o único trabalho de Ana em 2024. A atriz também retorna na pele da moderna Tina na terceira temporada de “As Five”, spin-off de “Malhação:
Viva a Diferença” que estará disponível para os assinantes Globoplay. “Muito legal acompanhar a longevidade desse projeto. Nunca imaginei que fosse ser algo tão duradouro. Os fãs sempre foram os que mais acreditavam. Foi a paixão e o engajamento deles que tornou tudo esse sucesso. Sempre fui muito feliz revivendo essa personagem”, valoriza Ana, que também gravou a série “Amor da Minha Vida”, original Star+, e em breve começa a preparação para “A Vovó Sumiu”, próxima novela das sete da Globo.
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Domingo, 3 de dezembro de 2023
>> BASTIDORES Com cores fortes e inspiração tropical, cenografia de “Fuzuê” se destaca pela grandiosidade
Vibração cênica
A
trama de “Fuzuê” conta com nomes estelares de bastante destaque no enredo, como Edson Celulari, Marina Ruy Barbosa e Lilia Cabral, que vivem Nero, Preciosa e Bebel, respectivamente. Ainda assim, além do elenco de renome, a atual novela das sete também conta com uma protagonista onipresente: a fictícia loja de departamentos Fuzuê, que abriga o misterioso e almejado tesouro da história criada por Gustavo Reiz. Na produção, a Fuzuê foi projetada, inicialmente, como uma grande feira para estrangeiros por explorar as belezas do país, a cultura popular e dar preferência aos produtores locais. “‘Fuzuê’ é uma novela divertida, colorida, alegre e muito dinâmica. A loja Fuzuê é uma reprodução de toda essa personalidade e espírito do Nero”, explica o diretor de arte Daniel Flaksman. A loja de departamentos fundada por Nero de Braga e Silva, dona de uma decoração tropical, com cores e símbolos do Brasil por toda parte, é o coração da história de “Fuzuê”. Localizada na cidade cenográfica dos Estúdios Globo, a Fuzuê tem 1.200 m² e se destaca em meio aos cenários desenvolvidos para a novela por ser um verdadeiro showroom de brasilidade e tropicalismo. “O universo do Nero é colorido. Então, a loja faz uma brincadeira com a temática tropical. O corrimão da escada tem um
desenho de abacaxi, as paredes têm folhagens, as colunas do interior da loja são decoradas por palmeiras com leds em volta”, aponta Daniel. A referência de fachada para a loja é o antigo comércio do Centro do Rio de Janeiro, com arquitetura art noveau, vitral em forma de cauda de pavão e uma imponente escultura de gavião no topo, que serviu de inspiração para uma fonte d’água que fica dentro da loja da novela. Para o interior da arquitetura, corrimão de latão dourado, balaustrada de serralheria, piso de ladrilho hidráulico e cores que vão do dourado
ao verde. Nas prateleiras, uma mistura entre o que se encontra na Saara, tradicional área de comércio popular do Centro do Rio, com o que é vendido na Feira de São Cristóvão, importante polo da cultura nordestina na Zona Norte da cidade. “Os cenários do Nero e da loja são exuberantes, multicoloridos. Acho que eles vão dominar mais o gosto popular porque puxam para uma coisa alegre e solar que é uma das características, inclusive, desse horário de tratamento das novelas”, defende o cenógrafo Keller Veiga. Outro cenário de destaque de “Fuzuê”, e palco das princi-
pais viradas no enredo, é o Beco do Gambá, localizado dentro da cidade cenográfica do Bairro de Fátima. Com referências da casa de shows parisiense Moulin Rouge, o espaço foi inspirado no famoso Buraco da Lacraia, que funcionou por quase 30 anos na Lapa, e o Cine Íris, o cinema em funcionamento mais antigo do Rio. “O Beco do Gambá lembra um pouco os cineteatros tão comuns antigamente. Usamos muitas referências de cinema, principalmente filmes brasileiros, da Atlântida, mas a estrutura dele é a de um cabaré, uma casa noturna”, ressalta o cenógrafo.
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Zapping
Domingo, 3 de dezembro de 2023
>> por Caroline Borges
Debate sério Mesmo com a pouca idade, aos 13 anos, Fred Gomes tem encarado discussões sérias no horário nobre da Globo. No elenco de “Terra e Paixão”, o ator vive o personagem Bento, que não economiza na hora de fazer bullying com Cristian, papel de Felipe Melquiades, por conta do albinismo. “Não é fácil gravar essas sequências. Mas, com muita conversa, nós conseguimos fazer as cenas sem deixar ninguém magoado e sempre dá tudo certo no final”, explica Fred, que desenvolveu uma relação de amizade com Felipe. “Brincamos nos bastidores e o clima é ótimo”, completa.
Temporada renovada
A série “live action” “Turma da Mônica” ganhará uma nova temporada. A produção original Globoplay contará com elenco reformulado.
Resumo do ano
A Globo marcou para o dia 29 de novembro a “Retrospectiva”. O projeto do jornalismo da emissora está em fase de pré-produção.
No elenco
Gabriel Stauffer retornará na terceira temporada “De Volta aos 15”, original Netflix. Protagonizada por Maisa e Camila Queiroz, a produção tem estreia prevista para o ano que vem.
De volta aos estúdios
Debora Bloch estará no elenco de “Dias Perfeitos”, nova série original Globoplay. A produção, que está em fase de gravações, é uma adaptação do livro homônimo de Raphael Montes.
No destaque
Alanis Guillen irá estrelar a série “Espécie Invasora”, novo original Globoplay. Com suspense, fantasia e vampiros, o projeto escrito por Rosane Svartman tem estreia prevista para 2025.
Primeiros trabalhos
Com o título de “A Decadência”, a próxima temporada de “Reis”
já está em fase de pré-produção. A trama bíblica retorna ao ar em abril do ano que vem.
Direto das redes
A influenciadora Fefe Schneider estará na série “Wander”, do Warner Channel. Na história produzida pela Gullane, ela interpretará a personagem Valentina.
Na água
A cantora Linn da Quebrada será uma das entrevistas do programa “Na Piscina, com Fe Paes Leme”, que estreia no GNT, a partir de janeiro do ano que vem. A cada episódio, Fernanda Paes Leme recebe - direto da piscina, cercada de boias, refrescos e muita proteção solar - um convidado especial para conversar, se divertir e brindar o verão.
Clássicos disponíveis O Globoplay está cada vez mais valorizando seu acervo dramatúrgico. A plataforma de “streaming” liberou o lançamento dos canais “Viva 70 fast” e “Viva 80 fast”. No serviço “on demand”, o público poderá conferir clássicos, como “A Sucessora”, “Locomotivas”, “Dancin´ Days” e “Sassaricando”. “É uma grande alegria saber que vou ter o prazer de rever minhas primeiras novelas neste canal. Muito feliz em ter a minha trajetória eternizada. E mais feliz ainda em poder mostrar isso para o meu filho, meus netos e fãs”, explica Susana Vieira, que viveu a protagonista Marina, em “A Sucessora”.