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Jornal De Fato

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19

#Quarentine Mood – 4

anos

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 21 DE junho DE 2020 | EDIÇÃO 5.794 – ANO XX | R$ 2,50

tv defato com

Mudança de

estação

covid-19

Boletim dA Covid-19 no rio grande do norte - nº 93 Última atualização: 20 de junho de 2020

16.168 698 24.574 25.301 2.035 CONFIRMADOS

ÓBITOS

SUSPEITOS

DESCARTADOS

curados

Fátima tem 48 horas para explicar sobre respiradores >> Governadora vai ter que esclarecer o prejuízo de quase R$ 5 milhões com aparelhos que não foram entregues

>> Ação pede suspensão de repasses de recursos públicos do RN para o Consórcio de governadores do Nordeste. COLUNA CÉSAR SANTOS 5

História inspiradora de Ekarinny

Pesquisadores do Ibope nas ruas de Mossoró mulher

Elas ganham destaque na construção civil

Mossoró recebe pesquisa com teste a partir deste domingo, que estima a proporção de casos de infecção por coronavírus no Brasil. mossoró 3

Pandemia afeta tratamento de câncer no País principal 6

Codes tem boas perspectivas de ser nomeado reitor da Ufersa

Deputados acionam a Justiça pela CPI da Arena

Jovens são maioria na lista de mortos no Estado

Primeiro colocado na consulta à comunidade acadêmica, Rodrigo Codes vive a expectativa da nomeação. política 3 e 4

Trabalhos da comissão que investiga a contratação da Arena das Dunas foram suspensos em razão da pandemia. principal 7

Quase 5.400 pessoas entre 12 e 29 anos de idade foram mortas no Rio Grande do Norte entre 2015 e 2019. polícia 5 e 6

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

RN passa de 16 mil pessoas infectadas principal 8

NESTA EDIÇÃO [40 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 MULHER ........................................ p1 a 4 domingo........................p1 a 16 televisão.................................p1 a 12


2 OPINIÃO

domingo, 21 DE junho de 2020

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

NA PAREDE DA MEMÓRIA, É A VALE QUE DÓI MAIS... Edmílson Caminha

Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com

Em Itabira para mais um Festival de Inverno, o de 2014, tomo café da manhã com José Miguel Wisnik, que conheço desde 1988, quando o entrevistei em Teresina sobre as múltiplas atividades que exerce como professor, crítico literário e musicista. Profundo conhecedor da obra de Drummond, surpreendeu-me ao comentar que nunca estivera antes na cidade do poeta. Sugeri-lhe, então, que a percorrêssemos em busca das referências drummondianas: a casa em que viveu o menino Carlos, a poucos metros da Matriz do Rosário, depois demolida, à direita, com o sino evocado em tantos poemas; o lugar em que funcionava o Grupo Escolar Carvalho de Brito (agora Escola Municipal Coronel José Batista), de que foi aluno; a sede da Fazenda do Pontal, pertencente à família; o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projetado por Oscar Niemeyer, no Pico do Amor cantado em verso; a casa do “velho santeiro Alfredo Duval”, citado na “Confidência do itabirano”; o Pico do Cauê, cujos 1385 metros a extração do minério transformou em cova com 200 metros de profundidade. A experiência tocou tão fortemente Wisnik que deu como fruto o livroMaquinaçãodomundo:Drummond e a mineração (São Paulo : Companhia das Letras, 2018), em que, como um trabalhador que desce ao fundo da mina, trata o autor, pioneiramente, do poder com que o ferro de Itabira marcou a obra do seu filho mais ilustre. Já no começo do século XX, estimava-se que as gigantescas reservas minerais itabiranas dariam para abastecer “quinhentos mundos durante quinhentos séculos”, na hipérbole do Visconde do Serro Frio, citado em crônica de Drummond. Um bilhão e quinhentos milhões de toneladas com grau de pureza superior a 65%, para cuja

exploração criou-se, em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce. Promessas muitas: empregos, desenvolvimento, modernização... Com pouco tempo, a realidade era bem outra: exploração predatória, natureza poluída, descumprimento do que se estabelecera por escrito, como a determinação de que a empresa teria sede em Itabira. Mas cadê coragem para denúncias, se, invertidos os papéis, a cidade é que passara a viver em função do negócio? “Aqui, em toda família alguém trabalha, trabalhou ou vai trabalhar na Vale...”, disseram-meitabiranosem1986,quando pela primeira vez lá estive. Em 1948, um pequeno avião leva Drummond de Belo Horizonte a Itabira, para visitar a mãe enferma. Nunca, antes, contemplara as suas Minas Gerais de cima, como escreve em um diário e comenta depois em crônica, a que José Miguel Wisnik faz referência: Nessa visão extraordinária (“chegada inédita à velha terra, por sobre suas montanhas”, conforme anotou no diário), salta-lhe pela primeira vez aos olhos a somatória das forças e dos espaçosenvolvidosnaexperiênciasecularde Minas Gerais, a coreografia coral das montanhas, a “fita amarela” do rio, a massa de silêncio captada em bloco, a solidão medida em toneladas (...).

Impressiona-o, profundamente, a devastação causada pela busca do minério, no dizer do ensaísta: O vislumbre cósmico e totalizante dasMinasGeraisseconfundia,noentanto, na mesma viagem, com a visão, tambémprimeira,damáquinadeexploração pesada que se instalava no pico do Cauê. O momento era do exato meio caminho entre a fase inicial da Companhia Vale do Rio Doce, a extração de ferro por meios rudimentares, e a da mecanização e expansão internacional.

Wisnik relaciona o testemunho de Drummond à composição de um grandioso poema, eleito por escritores e críticos, em enquête feita no ano 2000 pelo jornal Folha de S. Paulo, o mais importante da literatura brasileira no século XX: Há boas razões para acreditar que o jogo de forças envolvido nessa experiência de chegar a Itabira, em maio de 1948, tenha contribuído para o insight e a formulação d’“A máquina do mundo”, publicado no Correio da Manhã no ano seguinte. Não quero dizer com isso que o episódio, ele mesmo, seja o assunto oculto do poema, nem que a máquina do mundo deva ser entendida, numa metáfora simplória, como sendo a Companhia Vale do Rio Doce.

Em nada menos do que 59 páginas de A maquinação do mundo, Wisnik apresenta um dos mais substanciosos e brilhantes estudos já feitos sobre o poema. No trecho que vai da estrofe 17 à 23, engenhosamente identifica o verso em que o segmento se “torce” como a clássica fita de Moebius, com o que uma formiga, em marcha contínua, poderia percorrê-lo todo, por “fora” e por “dentro”, como nas ilustrações para explicar a estrutura do modelo concebido pelo geômetra alemão. Cronista do influente Correio da Manhã, Drummond passa, na década de 1950, a dar apoio aos conterrâneos que cobram da Vale o respeito que deve a Itabira. Em 1956, quando comemora a publicação da crônica número 500, escreve, com a ironia de que lançava mão para arejar o texto: Lamento reconhecer que o único assunto sério aqui tratado não foi levado a sério: a mudança da Cia. Vale do Rio Doce para a sua sede natural, Itabira. Essa extraordinária empresa continua descumprindo religiosamenteseuestatuto,sobasvistas paternais do governo, e não me admira nada se amanhã ela mudar as jazidas de ferro de Itabira para o Leblon, a fim de trabalhar mais a gosto.

Em 1957, sobe o tom: Sempre se chamou a indústria da mineração de “indústria ladra”, porque ela tira e não põe, abre cavernas e não deixa raízes, devasta e emigra para outro ponto. (...) O presidente da Cia. Vale do Rio Doce respondeu às palavras aqui alinhadas sobre os interesses de Itabira em face dos lucros crescentes da exportação do minério de ferro produzido naquela comuna. Infelizmente, sua carta ao Correio da Manhã não me convenceu nem me leva a retificar qualquer das afirmações de minha crônica.

Até que, desencantado, assina a rendição, como observa Wisnik: Uma nota retrospectiva de Drummond n’O observador no escritório, de 24 de março de 1960, assumia a guerra como perdida e, mais que isso, indicava o fato de que ela se travara ingloriamente, na rea-

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: César Santos Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

lidade, no campo da velha política eleitoral. Solicitado pelo presidente da Câmara Municipal de Itabira a interceder pela cidade junto ao governo e à Companhia Vale do Rio Doce, Drummond declara ter-se incompatibilizado com ambos, avaliando que lutara“empuraperdapelasaspirações da comunidade” e que não se sentia “animado a recomeçar”.

Para a empresa, era o escritor persona non grata, pela dimensão nacional que dera às queixas itabiranas. Em Maquinação do mundo, estampa-se a conduta infeliz com que provoca um dos mais respeitáveis nomes da literatura brasileira: sem, é claro, a autorização do poeta de “No meio do caminho”, a Vale publica em novembro de 1970, no jornal O Globo, o anúncio “Há uma pedra no caminho do desenvolvimento brasileiro”, comemorativo dos 20 milhões de toneladas de minério de ferro exportados. Propaganda que se conclui com desfaçatez lamentável: “Somos especialistas em transformar pedras em lucros para a Nação. É de mais pedras como essa que o Brasil precisa.” Muito antes, as críticas e maledicências já haviam transposto o território da mineradora para surdamente chegar à população, às famílias, às escolas da cidade, com o que se transformara o cronista em filho ingrato, mal-agradecido que fora embora para sempre, renegava o berço em que viera ao mundo. Ao jornalista Marcos Caldeira Mendonça, editor do jornal O Trem Itabirano, ocorreu então o que ninguém antes deduzira: a má vontade do povo para com o conterrâneo ilustre devia-se não ao famoso verso da “fotografia na parede”, mas à insidiosa guerra da companhia contra quem a enfrentara. Um colega, ex-servidor da empresa, deralhe o mote para investigar o que chama de “birra burra antidrummondiana”: Em 2004, trabalhávamos na comunicação da prefeitura, sempre conversávamos sobre a história de Itabira e ele me contou, espontaneamente, que muito se detestava o poeta no ambiente da empresa. Passei a pesquisar o assunto e a todo exfuncionário da Vale com quem converso pergunto: o que diziam de

Drummond nas dependências da mineradora? Pau na moleira, é a resposta mais ouvida.

Até Drummond deixou-se enredar pela culpa da foto que doía na parede, e tentou, em várias ocasiões, desfazer o engano que o jornalista Marcos Caldeira esclarece com irreverência e bom humor: Sustento até no Supremo Tribunal Federal: o principal motivo da birra burra contra o imenso itabirano nascido em 31 de outubro de 1902 na rua das Flores foi a crítica correta e desassombrada à Vale. Somam-se aí porções de ciúme por ele ter-se mudado para o Rio de Janeiro; provincianismo brabo, que enxergava desdém no poeta por não estar frequentemente em Itabira – veio poucas vezes e só para tratar de assuntos de doença na família ou cemitério; cadiquinho de inveja e – se houve mesmo – incompreensão dos versos “Itabira é apenas uma fotografia na parede. / Mas como dói!” Não, essas palavras não são suficientes para render tamanha celeuma – até parece que o atraso itabirano lia tanta poesia assim para compreendê-la mal. O busílis foi criticar Mamãe Vale, pela qual tantos têm ajoelhada gratidão.

Grande conhecedor da obra de Drummond, meu conterrâneo Belchior o homenageia em “Como nossos pais”, referência oportuna para concluir que, na parede da memória do poeta, a lembrança da Vale é o quadro que dói mais... Música e poesia que se completam com a esperança de José Miguel Wisnik, no texto em que apresenta sua Maquinação do mundo: “O país de baixo letramento médio que tem, no entanto, Carlos Drummond de Andrade – contemporâneo, em certo momento, de Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Murilo Mendes, Nelson Rodrigues, a poesia concreta – não foi feito para desembocar (...) na entropia política, na ‘incompetência cósmica’ (...) Se as palavras ‘rolam num rio difícil’, sujeitas ao desprezo e ao equívoco, como diz ‘Procura da poesia’, elas continuam lá, límpidas e opacas, com a sua extraordinária força de existência e de reexistência.”

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda.. Fundado em 28 de agosto de 2000, por César Santos e Carlos Santos.

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 21 de junho de 2020

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

rodrigo codes

‘Esperamos que a vontade da comunidade acadêmica seja ouvida’ Na última segunda-feira, 15, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) definiu, em uma consulta virtual, a lista tríplice para a reitoria da instituição. Os mais votados pelos docentes, técnico-administrativos e alunos foram os professores Rodrigo Codes, Jean Berg da Silva e Ludimilla Serafim, nessa ordem. Se antes havia uma certeza da nomeação do mais bem votado da lista, pela Presidência da República, hoje as dúvidas se avolumam. Até o mês de setembro, quando termina o mandato do atual reitor José Arimatea de Matos, as incertezas permanecerão. Diante desse cenário, a seção “Cafezinho com César Santos”

conversou com o professor Rodrigo Codes. Na entrevista a seguir, ele agradece os 2.115 votos recebidos e revela que buscará apoio da bancada federal para que sua nomeação seja efetivada. Rodrigo Codes é doutor em Engenharia Mecânica e de Materiais, e ingressou na Ufersa em 2010, também destaca, na entrevista concedida ao DE FATO, que as declarações da professora Ludimilla Serafim (terceira colocada no pleito e que afirmou aceitar a nomeação do presidente Jair Bolsonaro, se essa for a escolha dele) vão “de encontro com a legitimidade democrática da comunidade universitária”. Acompanhe.

Por: Maricelio Almeida – contato@maricelioalmeida.com - FOTOS: MaRCOS GARCIA Como o senhor avalia o resultado do pleito? Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer o espaço para a entrevista e agradecer à comunidade universitária ufersiana. Na segunda-feira, 15 junho, nós tivemos um grande momento em nossa Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), com a oportunidade de debater, nos últimos dias, um projeto de universidade, o que nós queremos para os próximos quatro anos. Eu externo aqui a minha felicidade de uma grande vitória em todas as categorias, dos docentes, dos técnico-administrativos e também dos estudantes, inclusive, com a participação absolutamente expressiva da comunidade acadêmica universitária: quase 95% dos docentes da Ufersa votaram; mais de 90% dos servidores técnico-administrativos também votaram; e praticamente 40% dos estudantes, sendo essa a maior votação da história da nossa universidade. Esperava a quantidade de votos que o senhor recebeu? Eu agradeço aos 2.115 votos de confiança depositados na nossa chapa. Eu avalio o resultado do pleito de forma satisfatória, positiva e condizente com os diálogos que nós estabelecemos com a comunidade ao longo desse período de 21 dias de campanha, nós tivemos 70 eventos em reuniões via Google Meet, lives no Instagram, entrevistas em rádio, TV, e o debate, coincidindo, inclusive, esse número de eventos com o número da nossa chapa que era a chapa 70. Tivemos uma campanha, uma eleição virtual, percorremos toda nossa universidade virtualmente e aqui eu aproveito para parabenizar a comissão eleitoral e os três segmentos que votaram em peso na nossa chapa. Nós tivemos 37,9% de votos dos docentes, 36% dos técnicos e 37,6% dos alunos, que votaram na nossa chapa; um percentual bem semelhante nas três ca-

tegorias e com a vitória expressiva em todas elas.

tea teve um papel muito importante nesse processo.

Até que ponto o senhor acredita que o apoio do atual reitor, professor Arimatea de Matos, influenciou no resultado da consulta? Primeiramente, quero agradecer à gestão, em nome do reitor Arimatea, agradecer à confiança, o apoio e, sobretudo, o aprendizado ao longo desses anos na sua gestão. Integro sua equipe de gestão desde o início do seu segundo mandato, em setembro de 2016, à frente da pró-reitoria de Graduação e tenho muito orgulho de fazer parte dessa equipe na nossa universidade. Antes, tinha também muito contato com a gestão do reitor Arimatea, mas à frente da unidade acadêmica das engenharias no Campus Mossoró, tendo sido eleito em 2013, posteriormente reeleito para o segundo mandato. Todos esses anos trabalhando na gestão acadêmica, durante sete anos, para mim foram de muito aprendizado e certamente o reitor Arima-

De forma geral, como o senhor enxerga as declarações dadas pelos demais candidatos eleitos para a lista tríplice? Especificamente, sobre as falas da professora Ludimilla Serafim, qual a posição do senhor? De que ela aceitaria ser nomeada reitora pelo presidente, mesmo sem ser a mais votada da lista... Eu, particularmente, ao longo de toda a campanha, quando questionado se assumiria a reitoria se não fosse o primeiro colocado, sempre coloquei com muita sinceridade que não assumiria se não fosse o primeiro, e olhe que a gente foi questionado por diversas vezes, praticamente em todas as reuniões sempre surgia essa questão, então, muito me admira a postura da colega que ficou em terceiro lugar na consulta, ela que já participou inclusive do mesmo pleito há quatro anos, ficando em segundo lugar e não questionando a nomeação. A

postura do colega que agora ficou em segundo lugar é diferente, ele já declarou que não assume, considero essa postura importante, pois contribui com a legitimidade democrática da comunidade universitária ufersiana em respeito à autonomia da instituição. A postura da professora Ludimilla surpreendeu o senhor? Eu fico admirado com as declarações, porque consideramos que vai de encontro com a legitimidade democrática da comunidade universitária. Embora a legislação determine que sejam enviados três nomes ao Ministério da Educação, a lista tríplice, o desejo da comunidade universitária em todos os seus segmentos é que seja respeitada a sua escolha, que é a candidatura que ficou em primeiro lugar. Nesse sentido, já temos várias coordenações de cursos de graduação, várias coordenações de cursos de pós-graduação, docentes, técnicos e também estudantes que vêm

se manifestando na nossa universidade em notas de respeito à nomeação da nossa candidatura, que ficamos em primeiro lugar. O senhor acredita que o presidente respeitará a ordem da lista tríplice? Nós temos boas expectativas. O nosso processo eleitoral transcorreu muito tranquilamente, e aqui eu aproveito para parabenizar, mais uma vez, a Comissão Eleitoral pela excelente condução do processo. Na maioria das instituições, o primeiro da lista tríplice foi o nomeado, é o que a gente tem observado. No geral, quando o processo ocorre dentro da normalidade, sem nenhuma intercorrência, a nomeação do primeiro foi efetivada. Nossa atuação agora está no sentido para que nossa nomeação seja sim efetivada e, para tanto, nós temos a perspectiva de contar com o apoio do Poder Legislativo, sobretudo, Federal. Esperamos realmente que a vontade da comunidade acadêmica da Ufersa seja ouvida.

Em sendo nomeado reitor, que medidas/ações iniciais o senhor pretende implantar na Ufersa? Bom, o nosso objetivo central, da nossa proposta, é a busca incessante pela qualidade. Nós queremos entregar a nossa universidade daqui a quatro anos com melhores indicadores, externo e internos, a partir de nossas autoavaliações, com relação a essa métrica dos indicadores externos, sobretudo, no que diz respeito aos indicadores de avaliação de cursos de graduação, de cursos de pósgraduação, e tudo que diz respeito aos aspectos de governança na nossa universidade, para que a nossa Ufersa seja ainda mais protagonista no cenário regional e também nacional, cumprindo nossa missão institucional que é de produzir e difundir conhecimentos na Educação Superior com ênfase na região do Semiárido. Buscamos para isso boas práticas em diversas outras instituições, nós participamos, ao longo desses quatro anos, tanto de fóruns de graduação como também os fóruns mais ampliados, discutimos com diversas instituições e buscamos essas boas práticas para que a gente possa aplicar na nossa realidade de Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Há alguma medida mais urgente que deve ser aplicada? Um dos pontos que a gente pretende criar desde o princípio é uma política institucional de qualidade de ensino, e a partir daí criar programas em discussão com a comunidade universitária para que a gente possa atender às suas necessidades. A gente pretende criar uma maior aproximação com a sociedade. Nós temos que, até 2022, atualizar todos os nossos projetos pedagógicos dos nossos cursos de graduação, com um mínimo de 10% de extensão universitária, que se refere àquelas ações diretamente para a sociedade, além dos muros da universidade e, a partir daí, a ideia é de que a gente possa ampliar a nossa carta de serviço à comunidade, à sociedade. Com relação à infraestrutura, um dos pontos que também foi bastante debatido, que a gente pretende implementar é um programa de revitalização de todos os nossos laboratórios de ensino de pesquisa, a curto, médio e longo prazo, como forma de melhorar os índices acadêmicos dos nossos cursos de graduação. A ideia é que a partir daí a gente possa implantar um catálogo de serviços da Ufersa, integrando os diferentes serviços oferecidos pela nossa instituição em uma única plataforma. Esse é um ponto que a gente acredita. CONTINUA NA PÁG. 4


4 entrevista Que outros pontos estão presentes no plano de gestão do senhor? O nosso plano de gestão foi dividido em seis grandes eixos, três deles relativos às nossas atividades finalísticas de ensino, de pesquisa e de extensão, mas também temos um eixo relacionado à permanência estudantil, que abrange também assistência estudantil, um quinto eixo de gestão e planejamento administrativos e o sexto eixo, de política de valorização das pessoas. Dentro desses seis eixos, nós temos 20 estratégias com um total de 184 propostas de ações para realizarmos nos próximos quatro anos, mas é um plano bastante pé no chão, um plano que a gente possa atingir integralmente ao longo desses quatro anos. Claro que nem tudo depende só da gente, mas o que não depender nós vamos buscar sem medir esforços. A partir do que apresentamos amplamente para a comunidade acadêmica e em diálogo com toda a comunidade, com as entidades, associações, representações, a gente pretende sim realizar uma grande gestão. Como o senhor avalia a saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e sua passagem pelo comando da pasta? Eu avalio como um reflexo da crise política, e de certa forma institucional, que o país vem enfrentando, que se soma a outras crises, a exemplo da econômica e do momento de exceção que nós passamos com essa pandemia. Eu vejo com preocupação, pois se trata de uma pasta de extrema importância, pois está relacionada

DOMINGO, 21 de junhO de 2020

continuação da pág. 3

‘Não temos uma política de Estado para a educação’

fortemente com o desenvolvimento do país, é uma das bases para o seu desenvolvimento na realidade. A passagem do ministro se caracterizou de forma bastante polêmica do início ao fim do seu mandato, com declarações e posturas polêmicas, inclusive acerca do financiamento das instituições.

A política educacional do país precisa de mudanças, na visão do senhor? Com certeza precisamos de muitas mudanças. Isso começa pela efetivação de uma política de Estado. Na realidade, não temos uma política de Estado para a educação. Com relação ao Plano Nacional de Educa-

ção, por exemplo, aprovado em 2014, várias de suas metas não vão ser cumpridas na totalidade, por falta de um olhar mais cuidadoso, elas não se efetivam da forma que deveriam, e isso é um reflexo da falta de políticas realmente de Estado, a qual a Constituição de 1988 estabelece, mas que

não são efetivadas. O Fundeb, por exemplo, que é o fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica e de valorização dos profissionais da educação, tem validade até o final desse ano de 2020 e precisa ser rediscutido. Para finalizar, é necessário um maior investimento em ciência também? Sim, é preciso uma maior valorização da ciência, com maior investimento em pesquisa, o que passa por esse contexto. É fundamental para o desenvolvimento do país a busca de soluções para seus problemas em todas as áreas do conhecimento. As universidades públicas estão fazendo um trabalho espetacular durante esse período de pandemia, por exemplo, na fabricação de máscara, de produtos, de insumos para as redes de saúde municipais e estaduais de uma maneira geral e, para isso precisamos de apoio, de investimento, certamente o retorno para a sociedade será dessa forma ainda bem maior e tudo isso passa pela efetivação de uma política educacional de fato.


opinião 5

DOMINGO, 21 DE junho DE 2020

césar santos cesar@defato.com

FÁTIMA VAI TER QUE EXPLICAR

O

juiz Francisco Seráphico Nóbrega Coutinho, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, abriu prazo de 48 horas para a governadora Fátima Bezerra (PT) esclarecer sobre a compra de respiradores que não foram entregues nem o dinheiro devolvido. O magistrado também notificou o procurador-geral do Estado do Rio Grande do Norte, Luiz Antônio Marinho, para se manifestar sobre o caso. A Justiça foi provocada pelos deputados Kelps Lima, Cristiane Dantas e Allyson Bezerra, do Solidariedade, que querem explicações sobre o contrato suspeito e, também, a suspensão imediata de transferências de recursos públicos do RN para o

''

Consórcio Nordeste. Antes de a Justiça se manifestar, a Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus, aprovou uma recomendação para que o governo Fátima interrompa qualquer repasse de recursos para o consórcio formado pelos nove estados nordestinos e que é coordenador pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). Ainda dentro da Assembleia Legislativa há um movimento, cada vez mais forte, de aprovar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que vem sendo chamado de “escândalo dos respiradores”. O deputado Tomba Farias (PSBD) sugeriu a CPI e espera ter apoio necessário para instalação da comissão. Os deputados também aprovaram a convocação do secretário de Saúde do Estado, Cipriano Maia, para apresentar esclarecimento sobre a participação do RN na transação suspeita, o que deverá ocorrer nos próximos dias. As explicações de Maia serão de-

O governo tem que explicar sobre as denúncias de fraudes na aquisição dos respiradores."

cisivas. Se não for convincente, fatalmente dará margem para abertura da CPI. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) também abriu procedimento para apurar a participação do Governo do RN não compra dos respiradores. De início, verificou-se erros graves como, por exemplo, o Estado mandar dinheiro antecipado para um contrato, sem licitação, firmado com empresa sem expertise na fabricação de aparelhos de saúde. O caso é gravíssimo. O Consórcio Nordeste pagou antecipadamente R$ 48,7milhões para a HempCare Pharma entregar 300 respiradores, sendo quase R$ 5 milhões pagos pela governadora Fátima Bezerra. Os indícios são de fraude, conforme apontam as investigações realizadas até aqui. O endereço da empresa é um apartamento de dois quartos, localizado em um bairro de São Paulo. A HempCare emitiu a segunda nota fiscal desde que abriu, o que comprovou a falta de experiência no ramo.

50 ANOS

DE OURO

O Brasil celebra, hoje, os 50 anos da conquista do tricampeonato mundial no México. Campanha histórica de Pelé e cia. Foram cinco vitórias em cinco jogos, 16 gols assinalados e apenas cinco sofridos. Na final, a goleada de 4 a 1 sobre a Itália, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres. A única nódoa da história foi a exploração da ditadura militar da conquista de chuteiras.

Era um esquadrão de ouro, construído por João Saldanha e mantido por Mário Lobo Zagallo. Na final o Brasil jogou com Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Marco Antônio; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino. As conquistas individuais foram importantes: Pelé ganhou a Bola de Ouro, Gérson a de Prata e Jairzinho "Furacão" ficou com a Chuteira de Prata.

SEM BARULHO O ministro do Desenvolvimento Rogério Marinho deixou o PSDB. Sem barulho, sem traumas. Fez opção de continuar no primeiro escalão do presidente Jair Bolsonaro, sem sair batendo a porta do tucanato. Marinho ficará sem filiação partidária até a criação oficial do Aliança pelo Brasil, de Bolsonaro

BICO LONGO No RN, o PSDB é a base de sustentação política do governo Fátima Bezerra (PT), o que gerava incômodo a Rogério Marinho, frequentemente atacado por petistas. A saída do ninho tucano evita constrangimento futuro.

TÁ FORA

1

Nos 100 dias de pandemia do novo coronavírus no RN, completados neste sábado, 20, o estado bateu a casa de 16 mil infectados, 655 óbitos e uma economia destroçada e de futuro incerto.

2

O Ibope realiza a partir de hoje a terceira fase da pesquisa nacional sobre a equivalência do novo coronavírus. Mossoró é uma das 133 cidades selecionadas para o estudo. Dez pesquisadores vão colher dados em 17 bairros e realizar exames rápidos.

O presidente estadual do PSL, Daniel Sampaio, afirma que o deputado federal Girão não está autorizado a fazer qualquer tratativa eleitoral em nome do partido. E também afirma que o PSL vai expulsar o parlamentar dos seus quadros. Desde 2019, que Girão está suspenso pela direção nacional da sigla.

3

O prefeito de Apodi, Alan Silveira (MDB), decretou "toque de recolher" para esvaziar as ruas do município. Não teve outra opção diante da insistência de pessoas formando aglomerações.

PRÉ-CANDIDATO

4

A semana começa com a expectativa da definição das eleições municipais. A PEC 108 será colocada em discussão no Congresso. A alternativa mais viável é o adiamento do pleito para os dias 15 de novembro (1º turno) e 6 de dezembro (2º turno).

É NOTÍCIA

KELPS LIMA

Deputado Estadual cobrando explicações ao governo Fátima Bezerra

A empresária Cristiana Prestes, dona da HempCare, revelou que pagou R$ 12 milhões para “intermediários” do Consórcio Nordeste, outros R$ 24 milhões para uma terceirizada e ficou com R$ 10 milhões de lucro, sem entregar nenhum respirador. Outras pessoas que foram presas afirmaram, em depoimento, que a compra dos respiradores foram uma fraude e que agentes públicos desviaram os recursos que seriam para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Como envolve os governadores do Nordeste, o caso subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) onde eles têm foro. Por gravidade, as investigações ficarão sob a responsabilidade da Procuradoria Geral da República (PGR). Caberá a Polícia Federal descobrir o fio que vai desmontar o denso novelo que envolve o Consórcio Nordeste. E pensar que o referido consórcio foi criado e apresentado pelos governadores como um exemplo de gestão para o País.

5

O presidente do Previ Mossoró, economista Elviro Rebouças, revela que o instituto tem um patrimônio líquido de R$ 72 milhões. Garantia de que a suspensão do recolhimento da contribuição patronal não afetará o pagamento em dia dos benefícios.

As tratativas do PSL no RN são conduzidas por Daniel Sampaio, com destaque para Natal, Mossoró e Parnamirim. O PSL disputará as eleições em chapa majoritária nos três maiores colégios eleitorais do estado. Em Mossoró, Daniel é pré-candidato a prefeito.

Justiça nega prisão domiciliar para Fabrício Queiroz Karine Melo

Repórter da Agência Brasil

N

a madrugada deste sábado, 20, a desembargadora Suimei Cavaleiri, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido de substituição de prisão preventiva por domiciliar, feito pelo advogado Paulo Catta Preta ao ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-

RJ), Fabrício Queiroz. Como o processo está sob segredo de Justiça, a íntegra da decisão não foi divulgada. Ainda sem data definida, o mérito do habeas corpus será julgado pelo colegiado da 3ª Câmara Criminal. Prisão Na última quinta-feira (18), Queiroz, investigado em um suposto esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio e por lava-

gem de dinheiro, foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo. A casa onde ele estava pertence a Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Segundo informações dadas pelo caseiro da propriedade à polícia, o caseiro afirmou que ele estava no local havia mais de um ano. No mesmo dia o ex-assessor foi transferido para o Rio de Janeiro, onde está preso no Complexo Penitenciário

Sebastiao Moreira/EFE

Fabrício Queiroz foi preso na quinta-feira, 18 de Gericinó, conhecido como Bangu 8. Por causa da pan-

demia de Covid-19, Queiroz ficará isolado por 14 dias, em

uma cela de 6m2, com chuveiro, sanitário e pia.


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 21 de junho DE 2020

Saúde

PROSA

Pandemia da Covid-19 afeta & VERSO tratamento de câncer no Brasil Ângela Rô Rô e a cultura crispinianoneto@gmail.com

>> Uma das consequências foi o atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer Marcello Casal Jr - Agência Brasil

Alex Rodrigues

Repórter da Agência Brasil

A

lém de ter causado 445.535 mortes em todo o mundo até sexta-feira,19, o novo coronavírus impôs cuidados que, se por um lado ajudam a conter a disseminação da covid19, por outro criaram desafios adicionais ao enfrentamento de outras doenças. Uma das consequências da pandemia foi o atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer. Situações que, segundo especialistas, podem contribuir para o agravamento da enfermidade. Uma pesquisa que o Instituto Oncoguia realizou entre os dias 29 de março e 10 de maio revelou que 43% dos 429 pacientes oncológicos que responderam ao questionário foram impactados pela pandemia, contra 55% de entrevistados que disseram não ter sido prejudicados. Entre os que declararam ter sido afetados pela crise sanitária, 15% afirmaram que seus tratamentos tinham sido adiados. Dez por cento relataram que não conseguiam agendar consultas e 6% que seus tratamentos haviam sido cancelados, sem previsão de retorno. Os 12% restantes relataram diferentes efeito da pandemia sobre suas rotinas. Quarenta e três por cento dos pacientes afetados responderam que o adiamento

Mais de 40% dos pacientes do SUS tiveram o tratamento impactado pela pandemia ou a interrupção dos tratamentos ou procedimentos foi decidido por clínicas e hospitais, unilateralmente, por necessidade de priorizar o atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus; incertezas quanto ao risco de propagação da covid-19; falta de profissionais de saúde ou outros fatores associados à pandemia. Apenas 12% dos que responderam ao questionário disseram ter decidido eles próprios interromper a rotina de cuidados médicos. Em geral, por medo do contágio da covid-19. Em 3% dos casos a decisão foi compartilhada entre médico e paciente. Dois por cento dos pesquisados não tinham uma justificativa e 10% apresentaram outras razões. Seis em cada dez dos pacientes oncológicos que responderam ao questionário e que utilizam o Sistema Único

de Saúde (SUS) declararam que seu tratamento sofreu impacto, contra 33% dos usuários de hospitais particulares. Analisadas por regiões, as respostas indicam que os entrevistados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) foram mais impactados que a média (43%) nacional: 63% deles responderam que seus tratamentos foram sim afetados em razão do contexto. A presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, acredita que a situação se alterou após o fim da coleta das respostas, em 10 de maio, quando a sociedade já tinha mais clareza quanto aos riscos da doença e a forma como o novo coronavírus se propaga. Mesmo assim, ela sustenta que os resultados são preocupantes e merecem atenção.

“Os resultados comprovam os relatos de suspensão e cancelamentos que vínhamos recebendo e, em parte, refletem o que foram os dois primeiros meses [da doença no Brasil]. Tudo virou de ponta cabeça. As pessoas tinham muito medo de sair às ruas e tivemos que nos organizar para compreender o real impacto do novo coronavírus nos hospitais”, disse Luciana a Agência Brasil. “Agora que já estamos vendo pessoas e serviços se reorganizando, modificando padrões e comportamentos e, pouco a pouco, retomando os tratamentos, estes dados servem de alerta para os gestores”, acrescentou Luciana, defendendo que hospitais devem informar seus pacientes sobre os protocolos de segurança adotados para garantir a integridade de todos. “Isso será importante para a reconquista da confiança.”

brasileira em tempos de emergência cultural

R

oda na internet uma postagem da cantora Ângela Rô Rô expondo sua conta bancária e pedindo que façam uma vaquinha virtual com depósitos a partir de dez reais. Alega que está passando privações e que está tentando vender uma live a qualquer preço e ninguém demonstra interesse. Não se sabe se é fake, mas é fato que ela não desmentiu. Portanto, deve ser verdade. Foi assim com Nelson Sargento que pôs o violão e os ternos verde-rosa da mangueira à venda, disseram que era Fake News, mas até hoje ele não desmentiu o pedido de socorro. Aldir Blanc, que virou nome da Lei de Emergência Cultural, quando adoeceu rodou em vários hospitais do Rio de Janeiro porque não tinha dinheiro nem Plano de Saúde. Quando conseguiu a vaga de UTI para COVID-19 precisou que os amigos fizessem uma ‘Vaquinha” virtual. Morreu e não conseguiu ser socorrido a contento. Três nomes de peso na cultura brasileira: Ângela Rô Rô, Nelson Sargento e Aldir Blanc nesta situação, imagine os milhões de artistas que levam vida pobre e semianônima, desde os tempos normais... A Lei Emergencial da Cultura Aldir Blanc, que foi criada justamente para resolver este tipo de situação, está dormindo no birô de Jair Bolsonaro. Estamos todos lutando para compreender o que virá após a lei sancionada, cursos, reuniões, lives, discussões, Grupos de Trabalho, cadastros, regulamentações, etc. Uma luta incansável para que se possa fazer com que a lei funcione quando entrar em vigor. Uma luta imensa para que não vire letra morta, a exemplo de muitas legislações, sobre as quais diz o repentista nordestino Severino Feitosa: “Sobram leis que não se aplicam/ Falta quem faça justiça”... Desconfio que a nomeação de um novo Secretário Nacional de Cultura não vai ajudar no andamento da lei. E que pode se tornar um complicador, pois pelo estilo do nomeado, é muito provável que ele queira convencer a nação do impossível, que é a capacidade de execução deste orçamento pela Secretaria Nacional de Cultura que era ministério, deixou de ser, virou secretaria do Ministério da Cidadania, já migrou para o Ministério do Turismo e já está no quinto titular, sem funcionar e perdida na burocracia mortal de um labirinto, que para se tornar funcional precisa de anos e não de dias, como é a situação dos artistas e das atividades culturais bombardeadas pelo pandemônio da pandemia. Enquanto ela não se pronunciar oficialmente, não se pode ter certeza sobre o pedido de socorro de Ângela Rô Rô, mas, ainda que seja fake, é verossímil e representa a realidade nua e crua de milhões de artistas sem fama, sem mídia, sem contratos permanentes, sem empregos, sem renda fixa. E se trata de um segmento da economia brasileira, a economia da Cultura, que gira entre 2 e 2,8% da economia geral, à espera da sanção presidencial. Que Mário Frias não queira se assenhorear de uma luta que não tem nenhum nanômetro de mérito seu e que não queira imprimir suas digitais no retardamento desta vitória. Enfim, que não se atreva a querer colocar a cultura brasileira numa fria!

Frase da semana

Cerca de 70% das cirurgias deixaram de ser realizadas A partir de um levantamento realizado junto a serviços especializados de todo o país, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia estimam que ao menos 70 mil pessoas com câncer deixaram de receber o diagnóstico da doença entre março e o fim de maio. As duas entidades calculam que cerca de 70% das cirurgias oncológicas deixaram de ser realizadas nos primeiros três meses após a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar a situação de pandemia. Além disso, em alguns lugares, o número de biopsias realizadas em determinados períodos chegou a cair 80% em comparação ao mesmo período de um ano antes. Questionado, o Ministério da Saúde se limitou a informar que a organização

e o controle da Rede de Atenção às Pessoas com Câncer são de responsabilidade dos estados e municípios. “Quanto ao impacto nos tratamentos desse grupo [pacientes oncológicos], o gestor tem quatro meses de prazo para lançar os dados de atendimentos nos Sistemas de Informação Hospitalar (SIH) e no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério”, acrescentou a pasta. Doenças crônicas Desde que o primeiro caso da covid-19 no Brasil foi confirmado, em 26 de fevereiro deste ano, entidades médicas e profissionais de saúde vêm manifestando preocupação com pacientes com doenças crônicas. Conforme a Agência Brasil noticiou em abril, enquanto os números de casos e de

mortes causadas pelo novo coronavírus aumentavam dia após dia, hospitais, laboratórios e clínicas públicas e privadas registravam o esvaziamento de setores destinados a pacientes com outras doenças. Fosse pelo medo dos próprios pacientes que temiam sair de casa e serem infectados, fosse pelas dificuldades de agendar consultas ou seguir com seus tratamentos, pacientes cardíacos, diabéticos, imunodeprimidos, oncológicos, entre outros, deixaram de procurar ou receber a adequada assistência médica. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), o número de exames gerais caiu cerca de 80% entre fevereiro e março, enquanto o total de cirurgias caiu pela metade. No mesmo período, as clínicas de diagnóstico por imagem registraram uma redução de 70% na realização de exames. Ainda em meados de abril, a Agência Nacional de

Saúde Suplementar (ANS) divulgou uma nota reafirmando que, apesar da recomendação para as pessoas manterem o distanciamento social, permanecendo o máximo de tempo possível em suas casas, tratamentos contínuos não deveriam ser interromper sem orientação médica. A recomendação da ANS se aplica não só a pessoas com doenças crônicas, mas também àquelas que necessitam de atendimentos associados ao pré-natal e pósparto; revisões pós-operatórias; tratamentos psiquiátricos e outros “cuja não realização ou interrupção coloque em risco o paciente”. Além disso, para tentar reduzir a demanda nos hospitais particulares e a exposição desnecessária dos pacientes ao novo coronavírus, o Conselho Federal de Medicina (CFM) admitiu e o Ministério da Saúde regulamentou o uso da telemedicina no país, para algumas modalidades.

Roda na internet, sem a certeza de quem é o autor: “Nós não seríamos hoje o epicentro da Pandemia se não tivéssemos sido antes o epicentro da ignorância”.

Crime bárbaro A deputada Carla Zambelli, que onde se mete espalha cocô como pé de galo, está às voltas com uma acusação que, se houver o mínimo de seriedade na Câmara Federal, poderá chegar ao limite de perder o mandato. Ela ameaçou o deputado Rogério Correia com uma avalanche de ódio bolsonarista nas redes sociais. E a ameaça se cumpriu, provando que a deputada tem assento no comando da facção criminosa que dissemi-

na o ódio bolsonarista nas redes sociais. Vem processo por aí. Vamos ver para que lado soprem os ventos. O que não se pode mais é dizer que os bolsominions são totalmente inimputáveis. Sara Winter está na cadeia, Queiroz também, a esposa dele está foragida, Flávio Bolsonaro está mais apertado que pinto no ovo, e as tenazes da Justiça estão apertando o cerco sobre a criminalidade bolsonarista.

Gente frouxa Queiroz chorou muito no primeiro dia de presídio. Carla Zambelli chorou copiosamente quando foi alvo de uma batida policial em sua casa; Sara Winter, aquela que vivia exibindo armas e chamou o ministro Alexandre de Moraes para trocar soco, também chorou feito Madalena arrependida quando foi presa; Allan dos Santos, o blogueiro marginal também chorou muito quando a Polícia federal foi a sua casa recolher seus equipamentos. Jair Bolsonaro anda com cara de choro... esses são os heróis que vivem pregando a luta armada. Eita, que gente frouxa.


gerais 7

DOMINGO, 21 de junho DE 2020

Arena das Dunas

demia do novo coronavírus, sob a justificativa que a comissão precisa-

ria ouvir testemunhas presencialmente e o isolamento social impediria

essa atividade. O mandado de segurança indica que os deputados não discordam do adiamento dos prazos da CPI, mas que esse período permite "trabalhos internos, como os de análise de documentos, perícia, solicitações e coletas de informações, audiências, compartilhamento de dados com outros órgãos dos Poderes, etc". Portanto, eles acreditam que os atos de apuração devem continuar. Uma auditoria da Controladoria Geral do Estado, feita em maio, que apontou supostos sobrepreços na construção da obra, que teria ocasionado prejuízos ao erário público superiores a R$ 300 milhões. O resultado é contestado pela Arena das Dunas Concessões e Eventos S.A. A CPI apura as condições em que o contrato foi elaborado, a atual execução, assim como os possíveis prejuízos ao erário público. Além dos quatro deputados que impetraram com a ação, Ubaldo Fernandes (PL), Isolda Dantas (PT), Raimundo Fernandes (PSDB), Francisco do PT (PT) e Kelps Lima (Solidariedade) votaram contra a suspensão da CPI da Arena das Dunas no plenário da Assembleia do último dia 9.

Com a lei fica suspenso o recolhimento da contribuição previdenciária patronal, inclusive as decorrentes de parcelamentos, devida pelos Poderes Executivos e Legislativo ao regime Próprio de Previdência Social do Município de Mossoró/RN, com vencimento entre 1º de março e 31 de dezem-

bro de 2020. Em parágrafo único, a lei determina ainda que o Instituto Municipal de Previdência Social, PREVIMOSSORÓ, ao final do prazo fixado, fará a apuração dos valores devidos, que serão pagos em até 60 (sessenta) meses, sem incidência de encargos. A lei de autoria do Exe-

cutivo foi aprovada por maioria na Câmara Municipal. Na ocasião, o presidente do PREVI Mossoró, Elviro Rebouças, tranquilizou os aposentados e pensionistas, pois “não há risco de atrasos dos benefícios”, assegurou. O instituto dispõe de um patrimônio líquido de R$ 72 milhões.

Deputados entram na Justiça para ALRN retomar trabalhos da CPI >> Trabalhos da comissão que investiga a contratação da Arena das Dunas foram suspensos em razão da pandemia

U

m grupo de deputados acionou a Justiça para retomar os trabalhos da CPI da Arena das Dunas, que foram suspensos no dia 9 deste mês pelo plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A ação é assinada pelos parlamentares Sandro Pimentel (PSOL), Coronel Azevedo (PSC), Allyson Bezerra (Solidariedade) e Eudiane Macedo (Republicanos). Os quatro deputados pedem uma liminar para suspender o efeito da resolução que paralisou a CPI, justificando que, apesar da pandemia do novo coronavírus, que afeta as atividades presenciais do Legislativo, é possível continuar analisando o contrato de concessão da Arena das Dunas pelo Governo do Estado, foco da CPI. O documento pede

Marcos Garcia/Arquivo

Deputado Sandro Pimentel é o autor do pedido de CPI

ainda que o Ministério Público seja intimado. O plenário da Assem-

bleia Legislativa suspendeu a CPI, por 12 votos a 8, enquanto durar a pan-

Suspenso o recolhimento das contribuições previdenciárias patronais A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) sancionou a lei 3.776/2020 que dispõe

sobre a suspensão do recolhimento das contribuições previdenciárias pa-

tronais do Município devidas ao regime próprio de previdência.

Transporte coletivo em Mossoró monitora novo coronavírus Profissionais do transporte coletivo em Mossoró fizeram testagem para Covid-19, no Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT). A ação faz parte do monitoramento da saúde na pandemia de motoristas da Cidade do Sol, operadora do serviço de ônibus urbano em Mossoró. O resultado dos testes será enviado pelo Sest Senat por email.

Em caso de positivo, o trabalhador receberá suporte para o tratamento e contra propagação do novo coronavírus. Os profissionais do transporte coletivo em Mossoró apoiaram a testagem na categoria. É o caso de Macksuel Henrique, que trabalha na Cidade do Sol há quatro anos. “Acho importante, a gente se sente valorizado, vendo a preocupação com a nossa saúde e a saúde dos nossos clientes”, diz.

Cuidados Em nota, a Cidade do Sol agradece ao Sest Senat por mais essa parceria e reitera compromisso sanitário. Lembra que, na empresa, há uso de máscara, álcool e distanciamento mínimo. “Os ônibus são higienizados a cada viagem, com água sanitária e álcool gel, ao sair da empresa e no terminal da A&C (Centro). Motoristas estão orientados e usam máscara e álcool gel”, informa.

Cedida

Motorista Macksuel Henrique faz coleta de teste para Covid-19


8 GERAIS

DOMINGO, 21 de junho DE 2020

Covid-19

NÚMEROS DE MOSSORÓ Sexta-feira, 19.

Rio Grande do Norte tem mais de 16 mil infectados O número de óbitos pelo novo coronavírus no estado chegou a 698 no início da tarde deste sábado, 20

A

té o fechamento da edição, às 14h deste sábado, 20, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) não havia atualizado – oficialmente – os números da pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Norte. A pasta liberou apenas alguns dados parciais. Entre o último boletim epidemiológico, o de número 92, divulgado no início da noite de sextafeira, 19, para o início de ontem, cinco novas mortes foram confirmadas. Com isso, o RN passou a contar 698 óbitos pela Covid-19. Os casos confirmados, segundo dados parciais, subiram de 16.026 na sexta-feira para 16.168 ontem. Já os casos suspeitos caíram de 24.601 no boletim anterior para 24.574 e os casos descar-

Divulgação

Novos casos do novo coronavírus foram confirmados no RN

tados que eram 25.201 subiram para 25.301. A assessoria de imprensa da Sesap/RN não confirmou a hora que seria divulgado oficialmente o boletim número 93, mas a previsão era para o final

da tarde deste sábado. MOSSORÓ Conforme o boletim epidemiológico nº 92, com atualização na noite de sextafeira, Mossoró chegou a 98 óbitos por Covid-19. A cida-

de tinha 1.815 casos confirmados da doença e 1.326 em investigação. Os casos descartados somam 1.495. Ainda segundo a pasta estadual, 13 mortes que podem ter sido provocadas pelo vírus estão em

1.326 casos suspeitos 445,9 taxa de notificação 1.495 casos descartados 49 casos ignorados 1.815 casos confirmados 610,3 taxa de incidência 13 óbitos em investigação 20 óbitos descartados 98 óbitos confirmados 33,0 taxa de mortalidade investigação e 20 óbitos já foram descartados para a Covid-19. A taxa de mortalidade no município é de 33,0. A incidência da doença em Mossoró está em 610,3 para cada grupo de 100 mil habitantes e o de notificação chegou a 445,9 para 100 mil

Covid-19

INFORME PUBLICITÁRIO

Câmara Municipal de Mossoró higieniza áreas de uso comum Trata-se de mais uma ação do Poder Legislativo contra o novo coronavírus Edilberto Barros

A Câmara Municipal de Mossoró continua no esforço para evitar a propagação da Covid-19. Mais uma medida para isso é a sanitização de ambientes de uso comum, como salas, banheiros e corredores. Também mesas, cadeiras e computadores. A aplicação de solução desinfetante age contra vírus e bactérias, inclusive, o novo coronavírus. A ação se soma a outros cuidados, como restrição de pessoas em áreas coletivas, medição da temperatura corporal, uso de máscara e álcool em gel no prédio. A Casa também orienta servidores e prestadores de serviços que, em caso de sintomas de Covid-19, comunicar à direção e manter isolamento. Para a presidente Izabel Montenegro (MDB), são medidas internas, mas com repercussões além Câmara. Precauções “Fomos uma das primeiras Casas Legislativas a restringir circulação de pessoas e iniciar trabalho remoto dos servidores. Assim, contribuímos para frear o ciclo de contaminação. Também

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

habitantes. A Secretaria Municipal de Saúde também divulgou seu boletim com o número de pessoas recuperadas do novo coronavírus. De acordo com a pasta local, Mossoró tem 313 recuperados da Covid-19. O boletim da Sesap aponta 308.

Técnico aplica solução desinfetante em sala na Câmara Municipal fizemos campanha educativa interna e com carro de som, em bairros”, informa. A vereadora lembra que as

sessões continuam por videoconferência e que os vereadores e as vereadoras atuam nas suas prerrogativas. Propõem leis, inspe-

cionam unidades de saúde, sugerem soluções, fiscalizam medidas, entre ações contra a pandemia.

Plenário analisa mais de 180 proposições Nas sessões remotas de terça (16) e quarta-feira (17), o Plenário da Câmara Municipal de Mossoró encaminhou pelo menos 183 propostas, entre projetos de Lei, requerimentos e indicações. A maior parte são indicações (156), das quais 86 terça-feira e 70, quarta-feira. Indicação é uma das principais ferramentas dos vereadores e vereadoras. Indicam ações à Prefeitura de Mossoró. São elas: recuperação de ruas, reforma de praças, limpeza de vias, restauração de estradas vicinais, poda de árvores, capinação, retirada de lixo, iluminação pública, entre outras medidas. Várias se baseiam em pedidos de moradores de bairros e de comunidades rurais. Os vereadores recebem essas demandas da população e as levam à Câmara, na forma de indicação. Aprovadas no plenário, são enviadas às secretarias correspondentes na Prefeitura. Dessa forma, auxiliam em políticas públicas do Município – mais uma importante contribuição da Câmara.


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@defato_rn

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Mossoró (RN), domingo, 21 de junho de 2020

Chuvas

Mossoró ultrapassou a marca de 1.000 milímetros >>A precipitação acumulada já supera a Normal Climatológica Anual (1964-2019) que é de 689,8 mm Ilustração Internet

Edinaldo Moreno

Da Redação

A

té a última sextafeira, 19, Mossoró acumulava o volume de chuvas em 1.091 milímetros. De acordo com a Empresa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), o ano de 2020 é considerado muito chuvoso na segunda maior cidade do estado. A precipitação acumulada já supera a Normal Climatológica Anual (1964-2019) que é de 689,8 mm, apresentando um desvio percentual de 59,2%. Segundo levantamento do órgão estadual, março foi o mês que mais choveu na Capital do Oeste. O terceiro mês do ano teve 406 milímetros e foi considerado como muito chuvoso. Em seguida vem abril, com 277 mm. Maio foi o terceiro mês mais chuvoso do ano com 161,7 mm, e fevereiro o quarto com 137,8 mm. Junho tem 80 mm registrados em 19 dias. Realizado o comparativo com a Normal Climatológica (1964-2019) do respectivo mês, cujo valor

Análise precipitação acumulada por mês em Mossoró

Janeiro – 27,9 mm (Normal) Fevereiro – 137,8 mm (Chuvoso) Março – 406,0 mm (Muito chuvoso) Abril – 277,0 mm (Chuvoso)

Maio – 161,7 mm (Chuvoso) *Junho – 80 mm (Chuvoso) Total – 1.091 mm (Muito chuvoso) * Até 19 de junho

considerado é de 48,7 mm, obtém-se um desvio absoluto de 26,0 mm o que representa um desvio percentual mensal de 53,3%. Em relação ao número de dias com chuvas o total observado é de 6 dias, igualando-se a média climatológica. Todos esses meses foram considerados como chuvoso. Janeiro foi o mês com a menor quantidade registrada. O primeiro mês do ano teve acumulado de apenas 27,9 mm e foi considerado normal. Apesar de janeiro ficar abaixo da média, em que o desvio percentual calculado é de -52,2%, o quadrimestre fevereiro-março-abrilmaio apresentou totais pluviométricos que superaram as normais climatológicas mensais, cujos desvios percentuais calculados foram de 225,9%, 37,7%, 56,1% e 109,5%, respectivamente. O município registrou neste ano quatro chuvas acima dos 50 mm. A maior delas foi registrada no dia 29 de fevereiro. A precipitação atingiu pouco mais de 156 mm. Naquele final de semana o acumulado foi de 176 mm. No dia 21 de abril, a cidade registrou uma chuva de 65 mm. Em 25 de maio, a chuva foi de 58,3 mm. Por fim, em 05 de março teve uma precipitação de 51,3 mm Esta marca de 2020 só não é maior do que a registrada em 2011. Naquele ano o acumulado foi de 1.242,8 mm. O acumulado de chuvas no ano passado chegou a 747,2 milímetros.


2 mossoró

DOMINGO, 21 de junho de 2020

cont. da capa

Região Oeste terá temperaturas mínimas entre 19°C e 22°C durante o inverno

A

nálises da Unidade de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) apontam a tendência de inverno com temperaturas um pouco

abaixo do normal, devido às condições oceânicas, a maior circulação do vento, aumento da umidade e a predominância de dias nublados. A estação começou ontem (20), às 10h31 e seguirá até o dia

22 de setembro. De acordo com o órgão, as temperaturas mínimas na Região Oeste durante o inverno vão variar entre 19°C e 22°C. Segundo a Emparn, a mínima média para este mês de junho será de

21°C. Em julho a temperatura mínima será de 19°C. Em agosto sobe para 20°C e em setembro atingirá a média de 22°C. Já as máximas ficarão entre 29°C e 33°C. Em junho e julho a média será de 29°C. Em

outras palavras José Nicodemos

O

aristida603@hotmail.com

A RUA FAZ FALTA

noticiário da tevê já não vinha trazendo nada de bom, e nessa quarentena, pior. É só essa pandemia e a criminalidade urbana. E o pior é que não se sabe, mesmo, quando é que vai acabar essa reclusão social, comércio e serviços funcionando sem risco de contágio. A ciência tem-se mostrado impotente. Falei “impotente”: tudo ainda na base de experiências laboratoriais, anuncia-se uma coisa, anuncia-se outra, mais outra, sem resultado. Um mísero vírus, que morre com água e sabão, a desafiar a medicina, inclusive a dos centros mais adiantados do mundo. Parece incrível. E o Brasil subindo na escala das contaminações. Ao menos é o que informa o noticiário da televisão, notadamente em São Paulo. Virou o prato do dia, que é como diz o povo. Grupo de risco, já passando dos oitenta, ainda não me achei com disposição de um giro pelas ruas, as pernas velhas ficando entrevadas. O corpo amolecido. E o estado psicológico? Nem é bom falar. Ainda bem que me chega ultimamente um tanto de disposição para alguma leitura, e vou matando o tempo. Ainda bem. Já teria pirado. Esse estreitamento, forçado, entre quatro paredes, escangalha os nervos de qualquer mortal. E eu tenho de aproveitar essa disposição enquanto dura. Lendo, lendo...

Outras vezes, que ninguém é de ferro, vá a frase feita, à falta de outra melhor, outras vezes deixando-me levar pelos caminhos de minhas lembranças e recordações, como é o caso, agora, das minhas noites morador da cidade de Santos, São Paulo, ali pelos fins dos anos 50, pegando 60. Mais precisamente, na beira do cais. Ainda, mais exatamente, na avenida João Otávio, de mulheres. Depois dos sebos, era onde eu gastava toda a minha fortuna nenhuma. Mulheres de todas as raças e todas as línguas, em maioria de língua espanhola: chilenas, cubanas, argentinas. E todas com a mesma tragédia, o mesmo desgosto sentimental. Lembro uma argentina, por nome Elvira, que se apaixonara por um brasileiro, feio e desengonçado, por sinal meu conterrâneo de Areia Branca. Chico de Pedro Pereira, era o segundo nome dele. Dizia-me o maior amor de sua vida, não saberia viver sem ele. Era muito bonita, o tipo perfeito da mulher portenha. Alva e loura. Então, é isso: vou levando assim os meus dias de confinamento social, mas com saudade, é claro, do convívio das ruas. Daquele papo matinal com amigos, conhecidos e (até) indiferentes. Faz falta. Gosto da solidão, é verdade, mas que haja alguma trégua. Coisa semelhante a escancarar a janela para respirar oxigênio novo.

BARRETO

POETAS

LITERATURA

E por falar em leitura, ando relendo algum Lima Barreto, dos meus autores prediletos, entre os nacionais. Pena que ande muito esquecido. Literatura como instrumento de ação voltada para o aspecto social. O fenômeno humano.

Dos nossos poetas potiguares, Palmira Wanderlei, que fez meus encantos na adolescência. E como não poderia deixar de ser, o nosso Leontino Filho, em sua “Cidade íntima”, que representa o homem em busca de si mesmo.

E assim vou matando o tempo, nessa quarentena, ao mesmo tempo que revigoro o espírito no gozo estético. E de olho em mais literatura que valha a pena, pela expressão de pura arte. Na construção de mundos.

agosto subirá para 31°C, e em setembro atingirá a marca de 33°C em média. No estado, a Emparn ressalta que as temperaturas médias do Estado deverão variar em junho, entre 20,8°C e 27,8°C; em julho, entre 19,5°C e 28,5°C; em agosto, 20,0°C e 30°C; e 22°C e 31°C, em setembro. Nas regiões serranas poderão acontecer temperaturas variando entre 15°C a 16°C, (Serra de Martins, Serra de Santana, Serra João do Vale, Serra do Doutor e Serra de São Miguel). O chefe da unidade, Gilmar Bristot, explica que o inverno deste ano no Nordeste brasileiro vai acontecer sob a influência do Fenômeno La Niña. “Na análise global das condições oceânicas e atmosféricas, o inverno deste ano acontecerá sob a influência do Fenômeno La Niña, isto é, as águas no oceano Pacífico Equatorial estarão mais frias do que o normal durante os próximos meses. Essa condição altera um pouco as condições climáticas sobre o Nordeste Brasileiro, induzindo uma tendência de uma estação com temperaturas um pouco abaixo do normal, devido à facilidade na

circulação do vento e da predominância de dias nublados com chuva”. Bristot ressalta que “a condição do oceano Atlântico Sul, também influenciará nas características desta estação, devido ao Sistema de Alta Pressão do Atlântico Sul estar próximo da América do Sul e mais intenso, e as águas superficiais deste oceano estarem um pouco mais quentes do que o normal próximo da costa do Nordeste. Desta forma, com ventos atuando na costa do Estado, ora de sudeste, ora de leste, e com mais umidade, as condições para ocorrência de chuvas no Leste e Agreste do Estado devem aumentar”. CHUVAS A previsão para o período na Região Oeste é de que deverão ocorrer chuvas em volume muito baixo. De acordo com Emparn, a média é de 85,1 mm na região. A média na Região Central será inda mais baixa: 73 mm. A Emparn destaca que as precipitações estarão concentradas nas regiões Leste e Agreste, com volumes esperados de 506,5 milímetros (mm) e 226,9 mm, respectivamente.

Médias das temperaturas esperadas para o período Temperatura Máxima no inverno de 2020 - ºC Mesorregião

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Oeste

29,0

29,0

31,0

33,0

Central

28,0

29,0

31,0

32,0

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linguagem

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Lima Barreto. Certos críticos lhe apontam erros gramaticais, e os mais complacentes lhe atribuem tais deslizes ao fato de ele haver escrito seus textos em mesa de botequim. Outros, mais sensatos, negam essa condição e os atribuem a preferências pessoais em matéria de linguagem literária, a exemplo de José de Alencar. De mim, fico com estes últimos. Lima Barreto era lido nos clássicos, sabia escrever literariamente, tanto que, em seus textos, é sensível a arte de dizer as coisas. Aí é que está o legítimo escritor ou, se quiser, o verdadeiro domínio da estrutura e funcionamento da língua. Não se diga, pois, que o romancista de Clara dos Anjos ignorava os exemplares da linguagem clássica. Nada disso. Quis, e apenas, fazer valer sua gramática subjetiva, e o conseguiu, perfeitamente. Um mestre da palavra ao lado de mestres.

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Mossoró 3

DOMINGO, 21 de junho de 2020

EPICOVID19-BR

Mossoró recebe pesquisa com teste a partir deste domingo >> Estudo é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas com financiamento do Ministério da Saúde Divulgação

A

pesquisa EPICOVID19-BR, que estima a proporção de casos de infecção por coronavírus no Brasil, inicia nova etapa a partir deste domingo, 21, com a meta de realizar 33.250 testes rápidos e entrevistas em Mossoró e em mais 132 cidades de todos os estados do país. Cerca de 2,6 mil pesquisadores do IBOPE Inteligência vão às ruas, nos dias 21, 22 e 23 de junho, para visitar residências e convidar 250 moradores a realizar testes rápidos para o coronavírus em cada uma das cidades incluídas na pesquisa. "É fundamental que a população aceite participar da pesquisa. Em cada cidade, por exemplo, é preciso realizar pelo menos duzentos testes, para que possamos apresentar estimativas sobre a real dimensão da Covid-19. Além de contribuir com o esforço coletivo de enfrentamento da pandemia, o participante tem a oportunidade de realizar o exame e saber o resultado na hora", diz a epidemiologista Mariângela Freitas da Silveira, integrante da coordenação do estudo. O Estudo de Prevalência da Infecção por Covid19 no Brasil (EPICOVID19BR), coordenado pela Uni-

Pesquisadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo

versidade Federal de Pelotas com financiamento do Ministério da Saúde, é o maior levantamento populacional do mundo a estimar a prevalência de Covid-19. A segunda etapa da pesquisa apresentou evidências inéditas sobre a velocidade de expansão do coronavírus em 83 cidades do país. A proporção de pessoas que já contraíram o vírus no Brasil aumentou em 53% no período de duas semanas entre a primeira etapa, realizada de 19 a 21 de maio, e a segunda, de 4 a 5 de junho.

“Corona Zero” vai testar idosos do Amantino Câmara O Abrigo de Idosos do Instituto Amantino Câmara, em Mossoró, vai receber o projeto “Corona Zero”, que está sendo realizado em todo o País pelo Rotary Club. O objetivo é fazer testes do novo coronavírus nos idosos e profissionais que atuam nos abrigos. A Secretaria Municipal de Saúde vai participar da ação disponibilizando profissionais de saúde. A secretária de Saúde, Saudade Azevedo, e a presidente Clube Mossoró, Joana D’arc, se reuniram para definir a estratégia do projeto na cidade. A coleta de material será feita pelos servidores da saúde do município. O Rotary ga-

rantiu 110 testes tipo RTPCR. As amostras serão enviadas à realização dos exames em Natal. A data da testagem será definida nesta semana. Joana D’arc disse que a parceria firmada com o município é importante para viabilizar a execução do projeto “Corona Zero”, uma vez que o Rotary local não dispõe de suporte para realizar a coleta de material. “O projeto é do Rotary Club a nível nacional, exatamente para fazer testagem nos asilos. Nós conseguimos cadastrar o Amantino Câmara, o que já foi uma vitória. A gente precisava de um suporte de uma equipe de saúde

Os dados mais recentes também mostram que, para cada diagnóstico confirmado, existem ao redor de seis casos reais não notificados na população. Para se ter uma ideia, as estimativas somam mais de 1,7 milhão de pessoas que têm ou já tiveram o coronavírus, contra o total de 296.305 casos notificados em 120 cidades brasileiras na véspera do segundo levantamento da pesquisa. COMO FUNCIONA O estudo inclui a cidade

para aplicar os testes. Estamos muito felizes por essa parceria da Secretaria de Saúde”, disse a presidente do Rotary Club Mossoró. Saudade Azevedo se colocou à disposição para contribuir com boas ações que visam ajudar a sociedade. “Nós é que agradecemos por essa iniciativa. Estamos todos os dias lutando para enfrentar o novo coronavírus na cidade. Essa ação é mais uma forma de combater a doença, porque caso alguém esteja com o vírus e sabendo que está com ele vai poder se isolar e não contaminar ninguém.”, afirmou a secretária. O Rotary Club Mossoró também fez a doação de 100 máscaras ao abrigo das pessoas que estão em situação de rua da Prefeitura de Mossoró.

mais populosa de cada uma das 133 sub-regiões definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o território brasileiro. A seleção das residências e das pessoas que serão entrevistadas e testadas ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base. Para o exame, os pesquisadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente

15 minutos. Enquanto aguarda o resultado, o participante responde a perguntas sobre sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina em relação às medidas de prevenção e isolamento social. Em caso de resultado positivo, os profissionais comunicam a Vigilância Epidemiológica local. Os questionários incluem perguntas relacionadas sobre a rotina da pessoa, frequência de possíveis sintomas e se há contato

Aluno consegue na Justiça desconto de 30% na mensalidade Um aluno da Escola de Enfermagem Nova Esperança (FACENE), sediada em Mossoró, conseguiu na Justiça uma decisão para ter desconto de 30% na mensalidade do curso de medicina. A tutela de urgência, de natureza cautelar, foi concedida pela juíza Carla Virgínia Portela, titular da 2ª Vara Cível, em favor do aluno Joede Soares de Moura. Ação de revisão contratual de reequilíbrio financeiro-econômico em desfavor da Facene foi justificada em razão da pandemia do novo coronavírus. Na peça, o autor afirmou que a instituição de ensino paralisou as ati-

vidades presenciais, passando os alunos a assistirem aulas por meio remoto, o que beneficiou a demandada nos seus gastos, além de a Facene ter recebido apoio financeiro pelo governo federal. A magistrada também levou em conta que o autor é autônomo/estudante e vem enfrentando dificuldades para honrar os seus compromissos, especialmente devido ao momento de crise enfrentado. Ao final, além da gratuidade de justiça e da inversão do ônus da prova, a parte autora requereu a concessão de tutela de urgência, no escopo de determinar que a ré

com pessoas que estão na linha de frente do combate à doença. As perguntas como, “buscou assistência? como está a rotina do distanciamento? pode ficar em casa? para o que sai?”, são feitas no período máximo de 20 minutos, tempo suficiente para o teste rápido emitir o resultado. Em caso de resultado positivo para a Covid-19, os profissionais já dão toda a orientação para o cidadão e comunicam ao setor de Vigilância Epidemiológica do município. Canais de informação Os pesquisadores que realizam as visitas estão identificados por crachá do IBOPE Inteligência e utilizam os equipamentos de proteção individuais (EPIs): máscaras, toucas, aventais, sapatilhas (todos descartáveis), óculos de proteção e luvas. Todos os profissionais são testados e apenas aqueles que tiverem resultado negativo realizam as visitas domiciliares. O estudo tem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e cumpre todos os requisitos de segurança necessários, para proteger os pesquisadores e a população. Serviço: Em caso de dúvidas, os participantes podem entrar em contato para esclarecimentos sobre as visitas às casas pelos telefones 0800-800-5000, (11) 3335-8583, (11) 3335-8606; (11) 33358610, ou pelos e-mails pesquisa.covid-19@ ufpel.edu.br e pesquisa.covid-19@ibopeinteligencia.com.

aplique desconto no percentual de 30% sobre os valores das mensalidades, até o retorno definitivo das aulas presenciais, sob pena de aplicação de multa diária em caso de descumprimento. Na decisão, a juíza Carla Portela escreveu: “Defiro a tutela de urgência, de natureza cautelar, determinando a redução das mensalidades contratuais no valor equivalente a 30% (trinta por cento), tendo por base a última mensalidade cobrada, fixando tais prestações, pois, nesse período, no percentual de 70% (setenta por cento) da última parcela contratual cobrada, pelo período de 06 (seis) meses, sob pena de multa diária de R$ 500,00 (quinhentos reais), limitada ao valor correspondente a 01 (um) ano de mensalidades.”


4 mossoró

DOMINGO, 21 de junho de 2020

Nota técnica

Estudo da Uern aponta necessidades de isolamento para municípios potiguares >> Trabalho elaborado por professores do Departamento de Geografia do Campus Central considera as especificidades locais e regionais do RN

U

m estudo realizado por professores do Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Uern traçou um perfil das medidas que cada município potiguar deve tomar para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19). Ao considerar as especificidades locais e regionais, a nota técnica Covid19 Nº. 001/2020 – DGE/ Uern sugere que é possível equalizar as medidas de isolamento social para obter um melhor resultado nas variáveis: saúde, economia e sociedade. “O objetivo do estudo é mostrar para a população e para as autoridades sanitárias que é possível fazer um isolamento seletivo em função das peculiaridades de cada região. Nós fizemos uma junção de variáveis e geramos um mapa de isolamento sugerido. Nesse mapa, temos uma gradação que vai de ‘muito baixo’ ao ‘máximo’”, explicou o prof. Ms. Gutem-

Reprodução

Os níveis de isolamento variam de acordo com o município

berg Henrique Dias. Os professores Dr. Filipe da Silva Peixoto, Ms. José Alexandre Berto de Almada e Dr. Fabio Ricardo Silva Beserra são os demais autores. Os pesquisadores levaram em conta que o RN possui especificidades re-

gionais, econômicas, sociais e de mobilidade urbana. Cada município é afetado de um modo específico pela pandemia. Desse modo, cada um dos lugares deve ser pensado individualmente ou em um arranjo que caracterize uma região. Conside-

rando essas características, “é possível traçar e equalizar as medidas de isolamento social para obter um melhor resultado nas variáveis ‘saúde’, ‘economia’ e ‘sociedade’”, diz o estudo. A nota técnica apresenta uma proposta de criação

de regiões de isolamentos que seriam atualizadas com base no fechamento das Semanas Epidemiológicas e teriam uma série de medidas específicas e mutáveis de acordo com os riscos que a população estará submetida. É possível, diz o texto,

Mossoró requer nível de isolamento “máximo” Mossoró, Alto do Rodrigues e Apodi, por exemplo, são os municípios que deveriam ter, segundo o estudo, um nível de isolamento “máximo”. Assú, Natal, Guamaré e Nova Cruz deveriam adotar o nível “alto”. Os demais municípios apontados variam entre “médio”, “baixo a médio” e “muito baixo a baixo”. Em relação ao nível máximo, as medidas de restrição sugeridas na nota técnica são: fechamento de todas as atividades econômicas não essenciais; proibição de

qualquer tipo de aglomeração; vedação de circulação de pessoas em espaços e vias públicas ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, ressalvados os casos de extrema necessidade; abordagem e controle de circulação de veículos particulares; controle da entrada e saída de pessoas e veículos no município; fechamento das orlas urbanas; manutenção de medidas sanitárias rígidas; e lockdown se os números de casos aumentarem seguidamen-

te por duas semanas epidemiológicas. “A partir dos produtos cartográficos gerados e das análises feitas, é possível afirmar que o isolamento linear ou homogêneo no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte impõe a uma grande parte dos municípios medidas altamente restritivas, que se analisado com base nos riscos que a população daquele município/ região está submetida para Covid-19, as restrições poderiam ser de menor proporção”, conclui o estudo.

implantar no RN um modelo seletivo de isolamento levando em consideração as variáveis utilizadas no estudo que resultou na elaboração do mapa de regiões de isolamento. Os professores argumentam que é necessário que as autoridades aumentem as ações de controle com a criação de barreiras sanitárias, intensifiquem a testagem da população, criem mecanismos de monitoramento de fluxo populacional para as áreas de maior risco e invistam em comunicação para explicar à população que não se trata de uma abertura ampla e irrestrita, mas de uma reestruturação do modelo de isolamento para a retomada segura das atividades econômicas no âmbito do Estado. Em relação à introdução de lockdown nas regiões de isolamento, o estudo propõe que, caso a taxas de incidência e de letalidade cresçam durante duas semanas epidemiológicas consecutivas, as autoridades de saúde devem decretar a paralisação de todas as atividades no âmbito do município, liberando apenas as essenciais com restrições rígidas. As informações utilizadas para subsidiar a nota técnica são oriundas dos Boletins Epidemiológicos emitidos pela Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte – Sesap/RN, decretos despachados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde – Lais/UFRN.

Arquivo

A segunda maior cidade do RN deveria adotar medidas rígidas de isolamento

O estudo completo pode ser acessado no www.portaluern.br.


SEGURANÇA 5

DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2020

JOVENS

MORTOS

>> Quase 5.400 pessoas entre 12 e 29 anos de idade foram mortas no RN entre 2015 e 2019 FÁBIO VALE

Da Redação

Q

uem matou Gabriel?” Essa foi uma pergunta que ressoou intensamente no decorrer desta semana no Rio Grande do Norte. O questionamento surgiu após o jovem Giovani Gabriel de Souza Gomes, de 18 anos de idade e morador da periferia de Natal, ser encon-

trado morto com marcas de violência, depois de nove dias desaparecido. Assim como Gabriel, quase 5.400 jovens tiveram a vida interrompida no território potiguar, nos últimos cinco anos. O quadro assustador de violência letal intencional contra jovens no estado é constatado por um levantamento disponibilizado nesta semana pelo Observatório da Violência

(OBVIO). O estudo “Mortandade da Juventude Potiguar 2015-2019”, edição 17 da Revista OBVIUM de junho de 2020, aponta que nos últimos cinco anos, 5.376 pessoas, com idades entre 12 e 29 anos, foram mortas no RN. Esse total equivale a uma média de um pouco mais de 1.075 vítimas por cada ano, ou seja, praticamente três casos por dia. Dentro desse cenário, a

situação é agravada ainda mais pelo fato de que a publicação de 66 páginas, que integra a série especial para subsidiar o Plano Estadual de Segurança Pública, reforçar que nesse “processo de extermínio da juventude”, como autores do estudo definem, o estado segue a tendência nacional ao atingir, principalmente, jovens negros e pobres. A pesquisa detalha que cerca de 90% das pessoas, entre 12 e 29

anos de idade, mortas no RN entre 2015 e 2019 se constituem da etnia parda e preta. O mapeamento foi realizado pelo OBVIO a partir do cruzamento de dados de diversas fontes governamentais e não-governamentais, como Datasus, Segurança Pública Estadual, ITEP, SISOBI, Ministério Público e algumas fontes jornalísticas previamente credenciadas. “Mas, e a ju-

ventude? Além da Covid-19 e seus impactos, que outras preocupações afligem esses sujeitos de direitos? Jovens, sobretudo, negros, continuam a morrer nas periferias do Rio Grande do Norte. Quem mata? Quem (ou quê) causa tanta morte? Quem se responsabiliza por elas?”, questionam Jenair Alves e Cláudio Roberto, pesquisadores ligados à UFRN, no texto de abertura da publicação.

RN teve aumento de mortes entre 2015 e Quase 57% do total de pessoas mortas 2017 e queda de 2017 para 2018 e 2019 entre 2015-2019 no RN eram de jovens O estudo “Mortandade da Juventude Potiguar 2015-2019” mostra que no primeiro ano pesquisado, 2015, foram registrados 967 jovens mortos. No ano seguinte, esse número saltou para 1.130; e cresceu mais ainda em 2017, chegando aos 1.398 crimes letais contra pessoas entre 12 e 29 anos. Em 2018, houve uma redução para 1.104 casos; caindo mais ainda no ano seguinte: 777, sendo o menor número dentro deste período de cinco anos. O comparativo mostra um aumento de quase 17% de 2015 para 2016, e de quase 24% de 2016 para 2017. Já de 2017 para 2018 e de 2018 para 2019 foram registradas reduções de, res-

pectivamente, 21% e 29,6%.O estudo mostra que a maioria dos jovens mortos nestes anos foi de etnia parda e preta. Do acumulado nos cinco anos, 3.177, ou seja, 59,1% eram pardos; e 1.677 ou 31,2% eram pretos, totalizando 90,3%. Brancos aparecem em 9,5% dos casos. Para se ter uma ideia da enorme diferença entre as vítimas por etnia, dos 777 jovens mortos no estado no ano passado, 63 eram brancos e mais de 700 eram pardos e pretos. O estudo assevera que “a cor da pele é fator de risco para a população negra e parda no estado”. “No Brasil, ser jovem, em especial jovem negro, significa também ser sujeito de

diversas violações de direitos. A realidade do estado do Rio Grande do Norte não foge à regra e tem sido de uma dureza enorme para a juventude”, analisa em um trecho da publicação, Gabriel Medeiros de Miranda, que preside o Conselho Estadual de Juventude e exerce o cargo de subsecretário da juventude da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, acrescentando que “a tarefa de construir políticas públicas que permitam a superação do caráter de genocídio dos índices de mortes matadas de jovens potiguares é árdua e que exige o poder público e a participação ativa da sociedade civil.”

Quase 57% do total de pessoas mortas entre 20152019 no RN eram de jovens. É o que revela ainda a publicação da Revista OBVIUM de junho de 2020 “Mortandade da Juventude Potiguar 2015-2019”. Segundo o estudo, das quase 9.500 pessoas mortas no estado nestes últimos cinco anos, mais de 5.300 eram de jovens. A pesquisa acrescenta também que do total de jovens mortos, quase 60% eram da faixa etária entre 18 e 24 anos. Os outros 28% eram de jovens com idades entre 25 e 29 anos. E 12% dos jovens mortos eram da faixa etária entre 12 e 17 anos de idade. A grande maioria deles foi classificada pela publicação

com o estado civil “solteiro” e a escolaridade “ignorada”, ficando o ensino “fundamental” em segundo lugar (28,9%). A classificação “sem atividade remunerada” figura em 63,5% do total de casos. “Isso mostra como a violência pode estar atrelada à desigualdade econômica, à falta de investimentos na educação da nossa juventude e à elevada circulação de armas de fogos, além da falta de políticas públicas de permanência dessa juventude no mercado de trabalho”, avalia trecho do estudo. A publicação esmiúça ainda que a região Leste liderou com 61% das ocorrências, seguida do Oeste potiguar, com 22,6%.

Com relação aos municípios com maior número de casos, Natal concentrou quase 27% e Mossoró 11,5%. Parnamirim (7,4%), São Gonçalo do Amarante (6,4%) e Macaíba (4,7%) completam os cinco primeiros. O levantamento detalha também que quase 80% das mortes foram resultantes de homicídios, seguido de intervenção policial (8,9%); que arma de fogo foi o meio empregado em 92,1% das mortes; e que crimes classificados como ‘de encomenda’ representaram 42,1% das macrocausas da violência, seguida de “violência interpessoal”, “conflito polícia x criminalidade” e “ação do tráfico”.


6 segurança

DOMINGO, 21 de junhO de 2020

Cont. pág. 5

Debate virtual discute violência contra jovens no RN >> Evento “Em Defesa da Vida da Juventude Potiguar”contou com o lançamento do estudo “Mortandade da Juventude Potiguar 2015-2019”

O

estudo “Mortandade da Juventude Potiguar 20152019” foi lançado nesta última quinta-feira (18). A publicação foi apresentada em uma discussão virtual sobre a defesa da vida dos jovens, que vem sendo frequentemente interrompida pela violência. O debate “Em Defesa da Vida da Juventude Potiguar”, promovido pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), contou com o lançamento da edição 17 da Revista OBVIUM, que trata do assassinato de jovens no Rio Grande do Norte entre 2015 e 2019. A atividade, que foi transmitida na página Facebook.com/sejuvrn, teve a participação do subsecretário da Juventude, Gabriel Medeiros; da subcoordenadora de Articulação Social, Patrícia Santiago; de Jenair Alves, do Observatório da População Infantojuvenil (OBJUV); do militante do Coletivo Enegre-

Cedida

Debate aconteceu logo após a morte do jovem Gabriel que gerou protesto nesta semana

cer, Ysmael Venttura; e dos pesquisadores Ivenio Hermes e Jarvis Campos, responsáveis pelo estudo. Na ocasião, foram discutidos vários aspectos que compõem os diagnósticos que podem ajudar na produção

de políticas públicas para a juventude. O debate, que faz parte da ação “Bate-papo Sejuv”, aconteceu logo após o estado ter registrado a morte do jovem Geovani Gabriel de Souza Gomes, depois de

ele passar nove dias desaparecido. O corpo dele foi encontrado no fim de semana passado na Grande Natal, com marcas de violência. O caso gerou protestos e cobranças por justiça. No começo desta semana, uma

passeata foi realizada na capital potiguar cobrando justiça para a morte do jovem. A própria governadora do estado Fátima Bezerra (PT) usou as redes sociais para comentar o caso ocasião.

Iniciativa aconteceu logo após o estado ter registrado a morte do jovem Geovani Gabriel, depois dele passar nove dias desaparecido Ela disse que tinha falado com a mãe do jovem residente no bairro Guarapes e expressado indignação e solidariedade. A governadora disse que também já tinha determinado rigor na investigação do ocorrido ‘para que o(s) culpado(s) sejam punidos e que outros jovens não tenham também a vida interrompida’. A deputada federal Natalia Bonavides (PT/RN), também falou sobre o caso em postagem na internet. “Quem matou Gabriel, jovem negro, de periferia com toda a vida pela frente?”, questionou na ocasião. A Polícia Civil informou que as investigações estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Capturas e Polinter (DECAP).


Mossoró 7

DOMINGO, 21 de junho de 2020

Futebol

Carioca: Vasco recebe o Macaé, em São Januário

discutem retomada nesta segunda

O Campeonato Carioca voltou, e neste domingo, 21, é a vez do Vasco da Gama entrar em campo. Pela quarta rodada da Taça Rio, o time recebe o Macaé, às 16h, em São Januário, tentando se recuperar de uma Taça Guanabara desastrosa e, também, de um início de segundo turno bastante ruim. Agora, sob o comando de Ramon Menezes, o time cruzmaltino deve ter Talles Magno, recuperado de fratura no quinto metatarso, como titular. Além disso, Bruno César, reintegrado, tende a ser uma das novidades para esta retomada. Na zaga, Ricardo assume vaga de Werley, que está em reforço muscular.

FNF e Governo >> Protocolo médico será apresentado mesmo um pouco atrasado às autoridades

A

Federação Norteriograndense de Futebol (FNF) e o Governo do Estado vão se reunir nesta segunda-feira, 22, a fim de discutir o retorno do futebol. A entidade esportiva apresentará um protocolo médico para avaliação do Comitê Científico e, caso seja aprovado, o futebol voltará de forma gradual, iniciando com os treinamentos físicos nas equipes. O presidente da FNF, José Vanildo, está otimista. O protocolo médico da FNF vem sendo elaborado por uma equipe coordenada pelo médico-fisiologista Antônio Araújo, contratado há duas semanas. José Vanildo acredita que a entidade não terá maiores dificuldades para conseguir a liberação do esporte, faltando definir junto à Secretaria de Tributação qual fase do plano de flexibilização a atividade futebolística será contemplada. “Na segunda-feira nós iremos nos reunir a partir das 10h, no auditório da FNF, em duas frentes. A nossa comissão médica irá apresentar o protocolo de segurança para o futebol ao Comitê Científico do governo estadual. Enquanto isso, nós estaremos reunidos com os representantes de clubes para definir as questões relativas a esse retorno. Teremos de definir o dia da retomada do Estadual, para que os clubes possam planejar seus

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Divulgação

Carlos Eduardo disse que não contemplou futebol na lista de flexibilização devido ausência do protocolo médico

preparativos”, disse Vanildo à reportagem da Tribuna do Norte. Na ultima sexta-feira, 19, o Governo anunciou medidas de flexibilização do isolamento social, mas elas não contemplavam o futebol. O secretário estadual de tributação, Carlos Eduardo, informou que a liberação depende do parecer do Comitê Científico com base no protocolo médico da FNF, o qual será entregue somente amanhã. Vale lembrar que esse comitê vem auxiliando o governo do RN a administrar a política no combate a Covid-19. Segundo Carlos, o atraso na apreciação do protocolo de segurança da FNF foi o motivo pelo qual o fu-

tebol não ter sido contemplado na lista inicial de liberação de algumas atividades econômicas. “Fomos contatados pela federação de futebol há uma ou duas semanas, então, foi marcada essa reunião para apresentação desse protocolo, que irá ocorrer no dia 22, quando será realizada avaliação desse documento. Como isso ainda não ocorreu, a gente não marcou data para retorno da atividade do futebol. Mas, a partir da avaliação teremos condição de estabelecer quando o futebol poderá ser retomado”, informou Carlos Eduardo. DECLÍNIO EM INTERNAÇÕES Catorze Estados brasi-

No Espanhol, Real Sociedad e Real Madrid fazem duelo interessante O Campeonato Espanhol reserva um dos jogos mais importantes desta reta final. Real Sociedad e Real Madrid, clubes que se enfrentaram nas quartas de final da Copa do Rei, se reencontram pela rodada 30 do campeonato nacional, neste domingo, 21, às 17h

No Macaé, o clube precisou regularizar novamente os contratos dos jogadores, mas terá praticamente o mesmo grupo que vinha jogando antes da pandemia de coronavírus. O Vasco, que sequer se classificou para a semifinal da Taça Guanabara, agora ocupa a penúltima colocação do Grupo B da Taça Rio. Em três partidas, empatou duas (1 a 1 com o Resende e 0 a 0 com o Volta Redonda) e perdeu outra (2 a 0 para o Fluminense). O Macaé, por sua vez, é o quarto colocado, com uma vitória (1 a 0 sobre o Resende) e duas derrotas (1 a 0 para o Volta Redonda e 3 a 0 para o Madureira).

(de Brasília). Partida valiosa para os dois rivais, que sonham com grandes feitos na competição. Antes da paralisação do calendário, a Real Sociedad vivia um momento especial em sua história: finalista da Copa do Rei - eliminando justamente seu rival desta

rodada nas quartas de final -, também estava no grupo dos cinco primeiros de La Liga. Acontece que o time basco retornou com ‘marcha lenta’ e ainda não venceu um jogo sequer, sendo ultrapassado pelo Atletico de Madrid na corrida pela Champions: hoje, é o atual

leiros apresentam atualmente tendência de queda no número de internações hospitalares ligadas à pandemia de covid-19. Cientistas ouvidos pela BBC News Brasil e informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que há anos gerencia o principal monitoramento de casos de doenças respiratórias do país, indicam que essa queda se deve às medidas de distanciamento social. Entre esses estados com tendência de queda ou sinais dela está o Rio Grande do Norte. Os outros 13 são Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

sexto colocado com 47 pontos, dois atrás dos Colchoneros. O Real Madrid, por sua vez, parece ter deixado para trás as atuações irregulares e voltou à competição em grande nível, emplacando uma ótima exibição na última rodada contra o Valencia. A rodada 30 se apresenta como ideal para os merengues, já que o Barcelona tropeçou no Sevilla: uma vitória do Madrid contra a Sociedad leva a equipe da capital à liderança dividida com os catalães, que somam 65 pontos neste momento.

Ramon Menezes inicia trajetória no comando técnico do Vasco

FICHA TÉCNICA VASCO Fernando Miguel; Yago Pikachu, Leandro Castan, Ricardo e Henrique; Andrey, Fellipe Bastos (Raul) e Bruno César; Benítez (Vinicius); Talles Magno e Cano. Téc. Ramon Menezes

Macaé Jonathan; Felipe, André Ribeiro, Vladimir e Maranhão; Wagner Carioca, Gedeil e Julinho; Alexandro, Madson e Luquinha. Téc. Charles Almeida

Local - São Januário - Horário - 16h - Juiz - Grazianni Maciel

Jô deve ser a última contratação de impacto em 2020 Mesmo que os torcedores do Corinthians estejam sonhando com a chegada de novos reforços de peso, a chegada do atacante Jô deve ser a última a causar grande impacto. O clube paulista Timão só não descarta novas contratações por conta de oportunidades de mercado que podem surgir. A diretoria do clube

considera o atacante uma importante peça para o elenco. O centroavante chega para receber R$ 520 mil mensais, equivalente ao que ganhava Vagner Love. Em comparação ao restante do elenco, o bicampeão brasileiro terá salário semelhante ao de Luan e abaixo apenas de Cássio, Gil e Fagner.


8 OPINIÃO/esporte

DOMINGO, 21 de junho de 2020

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Baraúnas pavimenta caminho de volta aos gramados

C

om ações visando o retorno aos gramados, o Baraúnas lançou o #ProjetoEstamosVoltando. O clube tem se utilizado bem das redes sociais para divulgar suas ações. O marketing tem atuado conjuntamente com o departamento de futebol. A reativação dos trabalhos com as equipes de base deve ser um dos pontos fortes nessa ação. Sem fixar data para o retorno, o projeto anda de forma coordenada. Um dos fatores importantes nesse sentido é que, enfim, tem se encontrado a paz

para trabalhar, já sem a pressão natural que enfrentou nos primeiros momentos, por se tratar de um clube de massa. Então, as coisas andam dentro de um compasso natural de quem está recomeçando. Ressalte-se, também, o trabalho de parceria com a Associação do Sítio Florânia, mantenedora da Toca do Leão, que tem trabalhado forte naquele espaço para acomodar os projetos ligados ao futebol, em um primeiro momento com as bases, e em seguida com o elenco profissional, quando a hora chegar.

iMAGEM QUE MARCA Cedida

Essa semana, faleceu o exzagueiro do Mossoró Esporte Clube, Ednílton, que disputou o estadual de 1996. Nossos sentimentos à família: Magnaldo, Delmar, Laércio, Ednílton, Cenir e Marquinhos Mossoró; Mazinho, Ednei, Adriano, Zé Aírton e Chiquinho Bala.

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O problema da internet é o rastreador”

Santos, goleiro do Potiguar em 2013, confundindo roteador com rastreador.

Futebol seguro O futebol voltou. Começou pelo Carioca, que deve estimular os passos de outros estados pela mesma trilha. Os protocolos de segurança sendo seguidos, não há muito o que temer. O medo, muitas vezes, é o maior inimigo do ser humano.

Na espera Fora algumas poucas formalidades, o RN ainda não deu nenhum passo concreto no sentido do retorno. Só cena. Munganga, em linguagem popular. Nada que nos surpreenda, pois quase sempre nos limitamos a copiar, raramente à vanguarda.

Devagar Como temos visto apenas imitações de passos alheios, e com certo delay, estimamos que, quando a maioria dos estados tiver voltado, é que iniciaremos um ensaio de retorno. Coisa pra agosto. Talvez.

A semana na história Hoje é dia de festa para o ex-presidente do Baraúnas, o empresário Damásio Medeiros. Completa 48 anos de idade. Parabéns, amigo! Fábio Oliveira

A escalação de Roberto Dinamite

Andrada, Orlando Lelé, Dedé, Mauro Galvão e Marco Antônio; Juninho, Geovani, Felipe, Edmundo, Roberto Dinamite e Ademir da Guia. Técnicos: Antônio Lopes e Joel Santana. Essa a formação do Vasco, de todos os tempos, escalada pelo ídolo cruzmaltino, Roberto Dinamite. Romário não entrou.

Torcedor

Futebol Clube

José Airton

Nordeste Enquanto isso, a Liga do Nordeste já bateu o pé e quer a conclusão da Copa do Nordeste em campo. E não deve demorar. O restante dos jogos deve acontecer em sede única. Bahia, Ceará e Pernambuco são os estados mais cotados.

Nordeste II Como o futebol pernambucano já tem vive a fase de treinos, leva uma certa vantagem nessa corrida. Como no RN não há liberação de treinos, ABC e América podem treinar em um desses estados para concluir sua participação na disputa, com tudo bancado pela Liga.

Conjunto Vingt Rosado Torcedor do Fluminense

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


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DOMINGO, 21 de junho de 2020 Imagem meramente ilsutrativa

mulher

o setor que é conhecido historicamente por ser composto, principalmente, por homens, vem cedendo mais espaço para a entrada de mulheres

construção civil

Mulheres ganham destaque na

>> o setor que é conhecido historicamente por ser composto, principalmente, por homens, vem cedendo mais espaço para a entrada de mulheres

amIna costa Da Redação

I

nfelizmente, a mulher ainda sofre muito preconceito quando o assunto é área de trabalho. Embora o mercado tenha mostrado que é possível ter homens e mulheres trabalhando nas mesmas funções, empresas e funcionários ainda se sentem receosos para contratar mulheres para executar determinadas funções. A construção civil é um exemplo de setor que, por muitos anos, foi composto apenas por homens. Mas, nos últimos anos, as mulheres vêm ganhando ainda mais espaço nessa área de atuação, demonstrando que podem executar as mesmas tarefas e até ocupar cargos de chefia, mantendo o respeito e a confiança dos funcionários. Simone Araújo Lima é técnica em edificações e trabalha há 17 anos na área da construção civil. Desde que se formou na antiga Escola Técnica Federal do RN (ETFRN), hoje Instituto Federal do RN (IFRN), nunca trabalhou em outra área que não fosse a construção civil, mais precisamente com a coordenação de equipes formadas totalmente por homens. “A construção civil é uma área totalmente masculina, como é do conhecimento de todos, então, não é uma área fácil. No início, foi muito difícil por ser mulher e coordenar pedreiros e serventes. Mas, o respeito deles por mim foi conquistado dia a dia, trabalhando em equipe, nunca humilhando, nunca impondo, mas, sim, pedindo e falando as três palavras mágicas que são ‘obrigado’, ‘por favor’ e ‘com licença’”, comenta Simone Araújo.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Hoje, aos 40 anos, a técnica em edificações informa que está realizada com a profissão que escolheu, mesmo com todas as dificuldades que enfrentou nestes 17 anos de trajetória. O fato de ser destemida e de buscar sempre uma solução para os problemas fazem com que Simone Araújo Lima tenha facilidade em lidar com sua equipe e com qualquer situação que tende a fugir do seu controle. “Sigo nessa área até hoje com muita dedicação, com muita luta porque é uma área difícil por não ter mulheres trabalhando em conjunto, então, toda a mão de obra e toda a minha equipe é masculina. Tem sim os momentos ruins, como todo trabalho tem, mas são coisas que vão sendo resolvidas no dia a dia. Sou determinada, guerreira e não tenho medo de enfrentar nenhuma situação porque eu amo o que faço e não me vejo em outra área”, relata. A técnica em edificações lembra que, para manter o respeito de sua equipe é necessário saber conversar e entender que ela não está numa situação melhor por coordenar pedreiros e serventes, até porque sem o trabalho da equipe não existe resultado. Simone comenta também sobre a troca de experiências que tem com os profissionais, que estão todos os dias colocando em prática aquilo que foi estudado em sala de aula pela profissional. “Eu gosto dessa área de construção civil, gosto dessa troca de experiências da qual aprendo muito com eles e acabo fazendo amizades. Hoje, eu costumo dizer que conquistar o seu trabalho pegando na mão de todo mundo é melhor do que se impor diante da equipe, para mostrar que é superior por estar coordenando. É preciso ser amiga, saber puxar a orelha e saber elogiar também para conquistar os objetivos do dia a dia do trabalho”, finaliza a profissional.

simone araújo Lima trabalha há 17 anos no setor da construção civil e coordena uma equipe formada apenas por homens


2 oPINIÃo

DOMINGO, 21 de junho de 2020

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

Simone de Beauvoir

sérgio Chaves

dIas meLHoRes VIRÃo...

Festa Hoje é dia de vivas para o advogado Vicente Neto, o jornalista Higo Lima, Taynara Martins e Clézimo de Lima Azevedo. Amanhã (22), é dia de festa para a Chefe de Gabinete da PMM, a querida Jacqueline Amaral, Kadja Maia, o juiz Manoel Padre Neto, a amiga Íris Menezes, Aníbal Marques Bezerra, a enfermeira Suzana Saldanha Néo, Riomar Mendes Rodrigues, Conceição Santos e Elis Regina de Medeiros. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Nesses tempos de pandemia, temos que pensar pra frente. Apresentar ideias que favoreçam um novo recomeço. Nesse novo espaço da coluna, políticos, empresários, profissionais liberais, pessoas de destaque em suas áreas, apresentam sua perspectiva pós-pandemia e o que esperam do novo tempo. A prefeita Rosalba Ciarlini, convidada, aceitou estrear essa enquete. Confira! “Estamos vivendo uma das maiores provações da humanidade. O mundo está diante de um inimigo cruel, traiçoeiro e invisível. Como médica e prefeita tenho tomado medidas de proteção à saúde através de decretos, montagem de uma unidade hospitalar de campanha, parceria do município com o Estado para o aumento da oferta de leitos de UTI, barreiras sanitárias e regras rígidas de isolamento social. Mas, é necessário que a população continue cumprindo as determinações para a segurança sanitária de todos. Com trabalho e fé vamos vencer essa pandemia e Mossoró voltará a escrever mais um capítulo de luta e resistência. Voltaremos à normalidade celebrando a mais nobre das liberdades: a vida!

ana escÓssIa Ana Maria Couto da Escóssia. Ana Escóssia. Ou simplesmente Ana. A esposa de João, mãe de Joãozinho e Ana Laura, avó de Leonardo. Essa família foi uma das primeiras a me receber quando retornei para Mossoró em 93. Primeiro, pela minha ligação com Joãozinho. Atualmente, pela minha amizade com Ana Laura. Vivemos tardes excelentes quando Joãozinho reunia os amigos para jogos e brincadeiras, ou no A saborosa, restaurante que a família mantinha nos anos 90. E Ana sempre recebia a todos com seu sorriso franco, alegria contagiante e delícias, ganhando assim muitos “sobrinhos”. Tia Ana era uma cozinheira de mão cheia. Nunca comi uma feijoada como a dela. E sempre que a fazia me chamava para saborear ou mandava uma porção generosa. Na quarta (10), Ana nos deixou. Tranquila e serena, após mais de ano em tratamento conta o câncer. Foi ao encontro do Pai e dos seus, deixando a todos nós, que privamos de sua amizade, cheios de tristeza. À João, Ana Laura e Léo o meu abraço cheio de carinho e solidariedade. Que Ana seja luz...

“Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.”

Rosalba Ciarlini, Prefeita de mossoró! Cedida

Cedida

recordando... Na terça (11.06.2019), a prefeita Rosalba Ciarlini entregava a reforma da Praça da Criança, no Corredor Cultural. Na oportunidade foi assinado a concessão do espaço para a Master Produções e Eventos, empresa vencedora do processo licitatório e que passa a administrar o Parque. Tarde das mais festivas! As fotos são de Célio Duarte. Cedida

Cedida

Início de semana com festa para esse casal querido! Vicente Neto e Jacqueline amaral festejam a vida. ele, hoje (21). ela, amanhã (22). Parabéns!

amiga sempre, Íris menezes comemora idade nova na segunda (22) e a coluna faz a festa. saúde e paz!

Cedida

Liane dantas e a prefeita Rosalba Ciarlini

Cedida

Roberta Rosado com a filha Gigi Cedida

Cedida

Karina Ferreira, Procuradora geral do município, com idade nova no sábado (27). Felicidades!

a prima suelene spinelli santos com os filhos Rafael e Letícia, celebra a vida no sábado (27). Tintin!

Cedida

o casal master Liane/eronildo Pereira com a presidente da Cmm e a secretária Kátia Pinto

a vereadora sandra Rosado com os secretários Pedro almeida e Lorena Ciarlini.

Casal Luiz Lira/elizabeth. ele ouvidor Geral do município, comemorando a vida na quinta (25). Vivas!

Cedida

Zulaílde Gadelha, folhinha da sexta (26). Parabéns!

educação

coVId-19

O professor Pedro Fernandes Ribeiro Neto, Magnífico Reitor da UERN, foi indicado para compor câmaras no Conselho Nacional de Educação. A indicação de Pedro partiu da ABRUEM, a Associação Brasileira de Reitores de Universidades Estaduais e Municipais, da qual a UERN já teve um presidente, o ex-reitor Walter Fonsêca, no início dos anos 2000. Desejamos sucesso!

Voltamos a bater na tecla: A COVID-19 é uma realidade dura e cruel que não escolhe vítima; os números estão aí para mostrar. Manter a higienização das mãos, usar máscaras, fazer o distanciamento social e usar álcool em gel ou a 70º ainda são medidas preventivas essenciais. Evite sair de casa e tenha sempre muito cuidado com tudo que vem de fora para dentro do seu lar, higienizando tudo, literalmente. Só assim conseguiremos vencer esse mal.

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409


saúde 3

DOMINGO, 21 de junho de 2020

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

Os cuidados com as doenças crônicas e a COVID-19 A Covid-19 é mais perigosa para portadores de doenças crônicas como hipertensão, cardiopatias, doenças renais e respiratórias Não existem evidências indicando que pacientes crônicos sejam mais propensos à contaminação pelo novo coronavírus. Mas o fato é que as pessoas portadoras de doenças crônicas têm uma probabilidade muito maior de apresentar sintomas graves da Covid-19, que podem evoluir para internação ou óbito. Enquanto a taxa de mortalidade do vírus entre pessoas saudáveis fica em torno de 1%, esse índice sobe para perto de 13% nos doentes crônicos. É o que indicam os dados de um levantamento do governo chinês compilados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na prática isso significa que a Covid-19 é mais perigosa para portadores de doenças crônicas como hipertensão, cardiopatias, doenças renais e respiratórias. Que pacientes apresentam mais riscos? Outro estudo, publicado pelo British Medical Journal (BMJ), avaliou a progressão da doença em 113 pacientes que morreram e em 161 recuperados na cidade chinesa de Wuhan, considerada o local de origem da pandemia. Segundo os dados desse estudo, a hipertensão arterial é uma das comorbidades mais associadas às complicações fatais da Covid-19. Entre os casos pesquisados, 48% dos pacientes que vieram a óbito apresentavam um quadro de pressão alta. Esse índice foi o dobro do percentual verificado nos recuperados, entre os quais apenas 24% eram hipertensos. Outra doença considerada de alto risco para pacientes de Covid-19 é o diabetes. Na pesquisa publicada no BMJ, 21% dos pacientes mortos eram diabéticos. Entre os recuperados esse índice caiu para 14%. Por sua vez, as doenças cardiovasculares foram detectadas em 14% dos mortos pelo novo coronavírus. Aliada à presença de uma doença crônica, a pesquisa apontou que a idade avançada é outro importante fator de risco. A idade média entre os mortos pela Covid-19 foi de 68 anos, enquanto entre os recuperados a média foi de 51 anos.

De acordo com o estudo, as alterações causadas por doenças como hipertensão, diabetes ou asma no metabolismo provocam um aumento na expressão do gene ACE-2 nas células do paciente. Este gene é o responsável por codificar a proteína à qual novo coronavírus se conecta dentro da célula. Ao aumentar a expressão do ACE-2, as doenças crônicas acabam favorecendo a infecção das células pulmonares pelo coronavírus e aumentando o risco de agravamento dos sintomas da Covid-19. Mas cada doença em particular tem seus próprios fatores de risco para os indivíduos infectados. Covid-19 em pacientes cardíacos e hipertensos Nos portadores de doenças cardiovasculares, a circulação prejudicada pode causar debilidade dos pulmões e facilitar a evolução para os sintomas mais graves da Covid-19. Além disso, muitos pacientes que já tiveram um ataque cardíaco ou que têm hipertensão crônica acabam ficando com o músculo cardíaco fraco. Tal condição é preocupante, pois caso esses indivíduos sejam infectados seu co-

ração precisará trabalhar ainda mais para compensar a falta de oxigênio vindo dos pulmões. Esse estresse adicional no músculo cardíaco pode gerar um efeito cascata no organismo, afetando os rins e causando até uma falência múltipla de órgãos. É importante observar ainda que um grande número de pacientes cardíacos fazem uso de medicamentos que podem favorecer sangramentos e contribuir para o agravamento da Covid-19. Contudo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta para os riscos da suspensão de tratamentos e recomenda que cada caso seja avaliado individualmente pelo médico responsável. O fundamental é que tanto os hipertensos quanto os pacientes cardíacos reforcem as medidas de prevenção, como o isolamento social. Covid-19 em pacientes diabéticos Os portadores de diabetes tipo 2 estão entre os doentes crônicos mais vulneráveis à Covid-19 por dois motivos principais: 1. excesso de glicose no sangue 2. tendência a inflamação É sabido que tais condições enfraquecem as defesas do organismo e impedem que o sistema imunológico responda adequadamente a infecções virais e bacterianas de maneira geral. Além disso, o sistema imunológico mais comprometido dos pacientes com diabetes pode fazer com que alguns sintomas da infecção pelo novo coronavírus demorem a aparecer. Covid-19 em pacientes renais Responsáveis pela filtragem do sangue, os rins são parte fundamental da resposta imunológica do organismo. Com estes órgãos debilitados, fica mais difícil combater o avanço da infecção por coronavírus. Por esse motivo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também considera os portadores de doença renal crônica um grupo de risco para a Covid-19. Além disso, é importante lembrar que muitos problemas renais decorrem de outras doenças crônicas, como hiperten-

são e diabetes, o que significa um risco ainda maior de agravamento da infecção. Outras doenças crônicas que agravam a Covid-19 Como se trata de uma infecção que ataca principalmente o sistema respiratório, a Covid-19 tem relação clara com pacientes portadores de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O novo coronavírus é conhecido por agravar doenças respiratórias preexistentes, causando um acúmulo ainda maior de secreção pulmonar e aumentando a sensação de falta de ar no paciente. Portadores de doenças hematológicas, pessoas com quadro de imunodepressão causada pelo tratamento de câncer ou lúpus, além de pacientes obesos, também são considerados de alto risco. Como proteger os grupos de risco De maneira geral, é importante destacar que as principais medidas preventivas são as mesmas para todas as pessoas: • Manter o isolamento social (evitando as saídas na rua) • Lavar as mãos com frequência por pelo menos 20 segundos • Evitar qualquer contato com pessoas que manifestam sintomas parecidos com os da gripe Contudo, para os pacientes crônicos esses cuidados devem ser seguidos com atenção redobrada. Praticar atividades físicas, manter-se hidratado, dormir e se alimentar bem são outras recomendações importantes para esse público, pois contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico. É preciso preocupar-se também com a saúde mental desses pacientes, que muitas vezes são idosos e sentem de forma mais intensa tanto o estresse causado pelo risco de contrair o vírus quanto a própria condição de isolamento social. Outra preocupação deve ser imunizar idosos e pacientes crônicos para que não contraiam outras doenças que podem debilitar seu organismo, com a gripe, por exemplo.

Por que os doentes crônicos são mais sensíveis? Pesquisadores das Universidade de São Paulo (USP) publicaram recentemente os resultados de uma pesquisa que pode explicar por que a mortalidade pela Covid19 é maior entre portadores de doenças crônicas. neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

DOMINGO, 21 de junho de 2020

STYLE #QuarentineMood – 4 Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

O projeto social #QuarentineMood chega ao seu quarto grupo. E desta vez, com mais novidades: além de personalidades da moda, teremos da arquitetura, cosmético e fitness. E estreamos a versão masculina. Isso mesmo, os rapazes também, vão poder relatar um pouco a experiência desse período de #IsolamentoSocial e mostrar looks que mais se adequam ao momento.

#Solidariedade

itaram Todos os convidados que ace ood, participar do #QuarentineM quena contribuíram para ajudar a pe síndrome Manuela, que sofre de uma , que afeta rara, chamada Wolf-Hirschorn se alimentar, em tudo, seja para respirar, rmir. se movimentar e até para do

“Estou aproveitando o momento para estudar e me aperfeiçoar cada vez mais na minha área: cuidados com os cabelos. E também, bem satisfeita com a boa procura de produtos para as clientes cuidarem dos cabelos em casa”, Elisângela Costa, proprietária da Afrodite Capilar, veste look da Lisbela.

“Nossa empresa foi idealizada por pessoas da própria família De Sá Leitão. Nesse momento, estamos intensificando a divulgação na plataforma on line e mantendo contato direto com o cliente”, Pablo Sá, sócio proprietário da D’Sá Perfumes.

“Trabalho com decoração e projetos, e posso garantir que essa quarentena surpreendeu, pois a demanda aumentou consideravelmente. Talvez pelo fato das pessoas estarem com mais tempo para o lar”, Sanzia Moniky, proprietária da SM Interiores, veste look Camarim Store. “Resolvi reformar meu escritório e reajustar toda metodologia de trabalho. Enquanto isso, estou em home office, e venho estudando, fazendo cursos, lendo livros, assistindo filmes, e também, cozinhando bastante”, Diogo Almeida, arquiteto.

“Sou do setor de cosmético. E devido a ser produtos de higiene pessoal, a procura está agradável. Trabalhamos com serviço on line, com atendimento personalizado, retirada no local ou delivery”, Vanessa Sá, proprietária da Julie Presentes e Julie Aqui Tem Natura, veste look total Madu Store.

“Com essa pandemia, ocorreram muitas mudanças, mas não podemos deixar de cuidar da nossa saúde. Não abro mão do meu treino diário, mesmo que seja feito em casa, e também, continuo na minha dieta”, Segundo Nogueira, proprietário da Casa Leve, usa camisa, cueca e meia da Espaço das Meias, bermuda Alma de Sal e tênis Passo a Passo.

“Nesse período, tenho me dedicado bastante à minha casa, meus filhos e intensificando os cuidados com os deliveries para que a mercadoria chega perfeitamente aos clientes”, Lorena Bárbara, proprietária da Lore, usa look Avevara.

“Atuo em Mossoró há três anos, no ramo de óculos, e aproveitei o momento para reformar a loja. Enquanto isso, estou trabalhando em Home Care, atendendo clientes nas suas casas”, Diana Bezerra, proprietária da VG Lux Mossoró, usa óculos VG Lux e macacão Miss Lola.

FICHA – TÉCNICA – DIREÇÃO de MODA: Georgiano Azevedo / Fotos: Pedro Sobrinho, Alexandre Pinto e Saulo Rocha. / Beleza: Romário Morais, Mariana Cardoso (Studio GLAM), Laís Pires e Kleber Barbearia. / Convidados: Pablo Sá, Segundo Nogueira, Diogo Almeida, Diana Bezerra, Vanessa Sá, Sanzia Moniky, Elisângela Costa e Lorena Bárbara.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO


editorial [ índice

Dos laboratórios para a TV aberta

A busca por conhecimento em meio à pandemia Luzia Cibele Maximiano comenta sobre a possibilidade de utilizar a pandemia como um momento de aquisição de novos conhecimentos, com a realização de cursos on-line. Página 4

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a última semana, a estudante mossoroense, Ekarinny Medeiros, e o professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Felipe Ribeiro, foram notícia, após participação no quadro The Wall, do Programa Caldeirão do Huck. O que mais chamou a atenção do apresentador e do público foi a motivação da estudante e do professor para estarem ali. Ekarinny é estudante do curso de Ciência e Tecnologia da Ufersa e integra o Programa Ciência para Todos do Semiárido Potiguar. O prêmio conquistado no programa será investido no seu projeto, intitulado Cateter Bioativo, que é produzido a partir do líquido da castanha de caju, fruta típica da nossa região. Nesta edição, a REVISTA DOMINGO traz relatos da estudante sobre o projeto e suas motivações para idealizá-lo, bem como sobre a experiência de ter participado do programa e ser, agora, um exemplo a ser seguido, quando o assunto é ciência. A edição deste domingo, 21, terá ainda uma entrevista com a enfermeira Luzia Cibele Maximiano, sobre a realização de cursos on-line durante a pandemia. O leitor também encontrará uma homenagem a Odilon Teodósio da Silva, barbeiro mais antigo de Mossoró, que faleceu na última semana, vítima de complicações da covid-19.

Boa leitura.

Projeto científico mossoroense ganha visibilidade nacional Ekarinny Medeiros comenta sobre sua experiência em participar do programa Caldeirão do Huck e sobre a falta de investimento na ciência do país. Página 7

Colunas

José Nicodemos A Balada do Impostor

Página 14 • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editora – Amina Costa • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 21 de junho de 2020

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OPINIÃO [ CRÔNICA

DOMINGO, 21 de junho de 2020

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Entrevista GAZETA DO POVO

A busca por conhecimento em meio à pandemia >> Embora aulas, congressos e cursos presenciais estejam suspensos devido à pandemia, ainda é possível participar de eventos de forma on-line e agregar ainda mais conhecimento, neste momento de isolamento social.

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Entrevista

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os últimos meses, os serviços remotos foram impulsionados por serem uma alternativa prática e segura. No caso da área de cursos on-line, a realidade não é diferente. Segundo o Google, as pesquisas por especializações à distância aumentaram 130% somente em abril. São milhares de cursos disponibilizados para a população, sendo muitos deles de forma totalmente gratuita. Baseado nestes dados em relação ao aumento da procura por cursos on-line, a REVISTA DOMINGO conversou com a enfermeira e professora de estágio, Luzia Cibele Maximiano, que vem buscando se capacitar e obter novos conhecimentos com a realização de cursos disponíveis na internet. Ela comenta sobre a possibilidade de usar o tempo ocioso provocado pelo isolamento social para agregar conhecimentos e expandir o currículo. 1 - Apesar do momento crítico que estamos vivendo, considera que é possível adquirir novos conhecimentos em plena pandemia? Por quê? Considero perfeitamente possível adquirir novos conhecimentos no nosso momento atual. Sei que o acesso à internet e às plataformas de aprendizagem não são uma realidade de toda a população, mas acredito que as pessoas que possuem o acesso podem sim tirar um tempo do dia, quando possível, para atualizar os conhecimentos e ampliá-los. A internet nos deu uma facilidade enorme com eventos on-line, pelo menos na minha área são vários e de todos os tipos, em muitas especialidades, feitos em dias e horários diferentes. Deste modo, fica a critério da pessoa escolher um curso ou evento de interesse que possa acrescentar em algo na vida acadêmica/profissional. 2 - Por qual motivo você decidiu realizar tantos cursos e estar

Cedida

A enfermeira Luzia Cibele Maximiano realizou cerca de 4 cursos extensos e participou de 7 eventos, neste período de isolamento social.

presente em tantos congressos nesse momento de pandemia? A área da saúde é algo muito dinâmico e muda bastante o tempo inteiro. É uma eterna atualização pra gente. Comecei a ver ligas acadêmicas e grandes instituições de saúde se movimentando para nos atualizar sobre covid-19 e outras áreas e achei muito interessante. Apesar de toda a pandemia, não podemos parar, muito pelo contrário. Temos aí uma doença nova, que não há um tratamento específico documentado, precisamos nos atualizar, aprender e extrair o máximo do que essas plataformas e esses cursos podem nos oferecer. É muita coisa boa!

3 - Qual o número médio de cursos que fez ou congressos on-line que participou, desde o início do isolamento social? Eu divulgo bastante todos os cursos que tenho conhecimento porque sei que muitas pessoas ainda não sabem onde achá-los e podem perder oportunidades incríveis. Desde o início dessa pandemia, acredito que fiz uns 4 cursos extensos e, pelo menos, uns 6 ou 7 eventos. Existem jornadas, simpósios, congressos, módulos de estudo. São muitas modalidades que podem se adequar à realidade das pessoas que buscam essas atualizações. DOMINGO, 21 de junho de 2020

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Entrevista 4 - Acredita que o rendimento nos cursos realizados de forma on-line fica comprometido, em relação aos presenciais? Sim, isso é algo que não podemos negar. O rendimento presencial é muito melhor, há mais interações, o contato faz muita falta. Quando o evento ou curso se estende muito a chance de você se dispersar e perder o foco é bem maior. Então, sim, o rendimento fica comprometido, principalmente se for um volume muito grande de conteúdo. 5 - Fale um pouco sobre o tipo de atividades on-line que vem realizando e explique de que forma isso te ajuda no trabalho. Bom, sendo enfermeira e professora de estágio, preciso de atualiza-

Luzia Cibele Maximiano é enfermeira, mestranda e professora de estágio, no HRTM.

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ções diárias na minha área. Os cursos que faço e eventos que participo servem muito para essa atualização das nossas práticas. Numa época em que há um negacionismo da ciência, estudar para basear nossas práticas em evidências se torna uma necessidade cada vez mais crescente. Essas atividades on-line nos dão direção, materiais e novas evidências para que possamos melhorar nossa prática clínica e aperfeiçoar nossas técnicas. 6 - Em meio a toda essa situação de isolamento social, provocado pela pandemia, considera que a internet pode ser mais uma aliada ou uma vilã, quando o assunto é aquisição de conhecimento?

A internet veio para nos proporcionar muitas facilidades. Estava comentando com um amigo esses dias e falamos que esses eventos online são incríveis porque vemos e absorvemos experiências de todos os estados do país e fazer isso presencialmente seria bem mais difícil. Então, sem dúvidas, a internet veio como uma aliada. Porém, ando cansada de desmentir fake news. A internet é uma ferramenta poderosa de aquisição de conhecimento quando você o procura em lugares confiáveis, lugares científicos. Há uma enorme quantidade de sites espalhando mentiras e negando muitas vezes a realidade que vivemos. Acredito na internet como uma aliada, desde que seja utilizada com prudência e inteligência.


Ciência

Projeto científico mossoroense ganha visibilidade nacional

>> Ekarinny Medeiros é responsável pela realização do projeto científico que produz cateter bioativo através do líquido da castanha de caju. Ideia surgiu após estudante perder familiar devido infecção causada por cateter.

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Ciência

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a última semana, os olhos do país inteiro se voltaram para Mossoró, devido ao quadro The Wall, do programa Caldeirão do Huck, exibido pelo Rede Globo. Na ocasião, a estudante da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Ekarinny Medeiros e o professor da instituição, Felipe Ribeiro, conquistaram o segundo maior prêmio já pago pelo programa, neste quadro. Com o jogo, a dupla conquistou o total de R$ 278 mil. Mas, o que chamou a atenção do apresentador Luciano Huck e de todo o público foi a história de vida da estudante Ekarinny, que participou do programa com a intenção de conseguir recursos para custear sua pesquisa e incentivar outros jovens a serem pesquisadores. Integrante do Programa Ciências Para Todos no Semiárido Potiguar, a estudante executa um projeto que consiste no desenvolvimento de cateter bioativo, proveniente do líquido da castanha de caju. Este trabalho foi desenvolvido quando a estudante cursava o ensino médio na rede pública estadual, dentro do âmbito do Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar da Ufersa. A iniciativa de produzir o cateter bioativo se deu após uma tia falecer devido uma infecção ocorrida durante o tratamento de hemodiálise. “Já é comprovado cientificamente que o líquido da castanha de caju tem efeito anti-inflamatório e o custo benefício é baixo, comparado a outros produtos que existem no mercado. Meu objetivo é que o cateter possa ser inserido no mercado hospitalar e assim ajudar milhares de pessoas que fazem o tratamento ou que estão internadas, prevenindo infecções de corrente sanguínea nos pacientes”, explica a estudante. Aos 19 anos, a estudante já tem um currículo excelente graças a sua determinação com a ciência. “Tudo começou no ano de 2015, quando três amigos meus participaram da Feira de Ciências do Semiárido Potiguar

8 DOMINGO, 21 de junho de 2020

Aos 19 anos, a estudante Ekarinny já conquistou 40 prêmios com seus projetos científicos.

realizada pelo Programa Ciência para Todos. Eles me motivaram a também fazer ciência. Então, no ano de 2016, com 16 anos me juntei com duas amigas e com nossa professora de biologia e decidimos fazer um projeto científico e participar da feira”, relatou a estudante. Desde o ano de 2016, Ekarinny Medeiros já desenvolveu três projetos científicos, todos tendo o caju como matéria prima. O primeiro projeto, o EMBACAJU, consistia na produção de uma embalagem biodegradável a partir do reaproveitamento da folha seca do cajueiro. O segundo projeto científico da estudante foi a CASHEW BOTTLE, garrafa biode-

gradável produzida a partir dos resíduos do cajueiro. O terceiro projeto desenvolvido por Ekarinny se trata do CATETER BIOATIVO, que é a produção do cateter a partir do líquido da castanha de caju. “Todos esses projetos têm um significado e uma grande importância na minha vida. Eles me levaram a participar de grandes eventos científicos, dentre eles, a Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (FEBRACE), o Fórum Científico em Londres (LIYSF) e a maior feira de ciência do mundo, que é a INTEL ISEF. Com esses projetos conquistei mais de 40 prêmios”, comenta Ekarinny Medeiros.


Ciência

Prêmio será destinado a programa de incentivo à ciência

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falta de incentivos para a ciência faz com que jovens de todo o país desistam de suas pesquisas e de seus sonhos. Faltam laboratórios, verba destinada para esta finalidade, falta capacitação de professores que deem o direcionamento necessário para os estudantes e falta, ainda, transparência nos recursos. O problema não se resume apenas a universidades e institutos, mas também a própria rede básica de ensino. “O maior desafio, infelizmente, é não ter o incentivo à ciência desde a educação básica, além da falta de recursos. Nossas escolas da rede pública enfrentam vários desafios como estrutura; não tive laboratório para fazer a minha pesquisa, por exemplo. Esse problema é grave em todo o país”, comentou Ekarinny Medeiros, que utilizou o quintal da própria casa como laboratório para os seus projetos científicos. Participar do quadro The Wall e ganhar a premiação de R$ 278 mil trouxe à Ekarinny e aos pesquisadores que fazem parte do Programa Ciência Para Todos no Semiárido Potiguar a possibilidade de investir ainda mais nas pesquisas e nos projetos científicos que são promovidos através dele. A estudante comenta sobre a experiência de participar do programa e de poder contar um pouco da sua história, incentivando estudantes a seguirem com seus sonhos. “Essa foi uma das maiores experiências da minha vida. Tudo mudou, conseguimos chegar a milhares de pessoas. Inspirar tantos

jovens através da minha história de vida. Muita gratidão por tudo isso. O programa The Wall foi muito importante para conseguirmos recursos necessários para criar um fundo de apoio à pesquisa de jovens cientistas e, também, recurso para o projeto do cateter bioativo e assim viabilizar e escalar o cateter para o mercado. Essa é minha maior missão como jovem cientista: É despertar essa paixão e busca pela ciência.”, relata a estudante. Desde o ano de 2016, quando iniciou sua trajetória na ciência, Ekarinny Medeiros sempre contou com a ajuda e o apoio da família e da comunidade escolar. A união da escola (na época ela estudava na

Escola Estadual Prof. Hermógenes Nogueira) e família foi fundamental para que a estudante nunca desistisse dos seus sonhos. Hoje, na Ufersa, a estudante conta com o apoio da comunidade escolar, em especial a todos os que compõem o Programa Ciência Para Todos. “Tenho como maiores incentivadores a minha orientadora durante todo o ensino médio, a professora Luísa Kiara, a Professora Celicina Azevedo e o professor Felipe Ribeiro (coordenador do Programa Ciência Para Todos do Semiárido Potiguar). Dentre tantas outras pessoas que me ajudaram a me tornar quem hoje sou”, finaliza a estudante.

Projeto Ciência Para Todos estimula iniciação científica. O Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e Secretaria do Estado de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte (SEEC/RN), que vem sendo desenvolvido desde o ano de 2010. O objetivo deste programa é estimular o interesse pela ciência nos jovens de localidades remotas do sertão do semiárido. Para isto, o programa envol-

ve etapas de capacitação de professores e alunos sobre o método científico, por meio da Tecnologia social de educação “Metodologia Científica ao Alcance de Todos”- MCAT; oficinas de elaboração de projetos; acompanhamento das atividades de execução dos projetos; feira de ciências nas escolas; feira de ciências nas diretorias regionais; organização da Feira de Ciências do Semiárido Potiguar e, por fim, a participação dos melhores trabalhos em Feiras de Ciências Nacionais e Internacionais.

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Ciência

Parceria entre professor e aluna resulta em livro

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quintal da minha casa e foi se desenvolvendo, chegou tão longe! Muito mais longe do que aquela menininha que gostava de dançar na escola jamais poderia imaginar. Sou tão grata aos meus professores, meus colegas

de escola e de feira e, em especial ao Ciência para Todos, por proporcionar essa chance a jovens como eu. Hoje, sou aluna universitária e voluntária do programa”, agradeceu Ekarinny na obra “Faça pelo outro”.

ASSESSORIA UFERSA

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epresentantes do Programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar, da Ufersa, professor Felipe Ribeiro e a estudante Ekarinny Medeiros lançaram o livro “Faça pelo outro”, que traz a trajetória de alguns casos de sucesso que passaram pelo Programa, que completa 10 anos. No livro de 46 páginas, o professor Felipe faz uma espécie de diário sobre a participação dos dois no quadro The Wall, do programa Caldeirão do Huck, da TV Globo. A participação ocorreu no dia 13 de junho e o lançamento do livro ocorreu após o programa. No quadro, o professor e a estudante conquistaram o prêmio de R$ 278 mil, segunda maior premiação conquistada neste jogo. O dinheiro será usado no apoio às iniciativas dos jovens cientistas do semiárido. “Desde aquele momento que conheci Ekarinny em uma feira de ciências, lá em 2016, eu sabia que ela tinha um brilho diferente, algo especial e isso nos trouxe até aqui hoje, nesse momento. Eu lembrei de sua história, tanta dificuldade que ela passou e de quanto o prêmio do programa faria diferença em sua vida”, destaca Felipe na obra. O livro “Faça pelo outro” está disponível para compra no site do programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar. “Me pergunto quantos jovens como Ekarinny estão por aí nas periferias das grandes cidades, nos interiores mais simples, no sertão do semiárido? Jovens que não sabem quão brilhantes são e que precisam apenas de alguém que acenda suas chamas para que elas cresçam e iluminem o mundo”, analisa Felipe. “Aquele projeto que começou no

A obra está disponível para compra no site do programa Ciência para Todos no Semiárido Potiguar.


Homenagem

106 anos de dedicação à família, ao trabalho e à leitura

>> Odilon Teodósio da Silva tinha 106 anos e era um ícone mossoroense, estando presente em momentos importantes da história da cidade. Ele faleceu no último dia 12, em decorrência de complicações da covid-19. DOMINGO, 21 de junho de 2020

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Homenagem

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ecentemente, a cidade de Mossoró perdeu um dos ícones mais antigos da história, Odilon Teodósio da Silva, que faleceu aos 106 anos, devido complicações da covid-19. Odilon era o barbeiro mais antigo da cidade, que durante os anos de dedicação ao trabalho atendeu muitas personalidades do estado e do país, com o ex-presidente Café Filho. Nascido em 1914, na cidade de Almino Afonso, seu Odilon ficou reconhecido pela sua longevidade, que sempre foi motivo de orgulho para ele e para toda a família, principalmente por ter se mantido saudável por todos estes anos. A sua trajetória foi marcada por muita determinação e pela ânsia de estar aprendendo sempre mais sobre o seu ofício e sobre as culturas populares. A história de seu Odilon se mistura com a de Mossoró quando, em 1942, ele chega na cidade, com sua

esposa e filhos. Aos poucos, os sogros e cunhada também deixam o interior e se mudam para a capital do este potiguar. Odilon Teodósio teve duas esposas e 22 filhos (sendo nove com a primeira esposa e 13 com a segunda). Fez muitas coisas para sobreviver e garantir o sustento da família. Ele era o barbeiro mais antigo da cidade vivo. Mas, na adolescência foi agricultor, vendeu livros. Autodidata, também foi professor no sertão. Aqui em Mossoró, vendeu frutas, fabricou fuba para vender, foi sapateiro e, por último, barbeiro. De acordo com as informações repassadas pela família, Odilon Teodósio chegou a ocupar a presidência da Associação dos Barbeiros de Mossoró, bem como da União dos Artistas de Mossoró, que tinha o objetivo de reunir os artistas locais para discutir melhorias para a sociedade. Também chegou a receber o título de cidadão

mossoroense, devido sua contribuição para a economia e cultura da cidade. O bairro escolhido para morar em Mossoró foi o Doze Anos, e foi nele que construiu sua história de amor ao próximo e pela cidade. Nos 106 anos de vida, seu Odilon Teodósio teve 22 filhos (dos quais 13 ainda estão vivos) 59 netos, 88 bisnetos, 30 tataranetos. “Muitos se admiravam com a longevidade de Vovô, por ele ter vivenciado, mesmo que de longe, duas grandes Guerras Mundiais, a Gripe Espanhola, a ditatura militar, e muitos outros fatos da história mundial. Mas, para nossa família o maior motivo de admiração era a sua genialidade, criatividade, sabedoria, e esforço para superar os momentos difíceis; ele era um exemplo de retidão, integridade, honestidade, moral, amor e fé”, comenta a neta, Nara Andrade. ARQUIVO PESSOAL

Em 106 anos, seu Odilon construiu uma família grande, com 22 filhos, 59 netos, 88 bisnetos, 30 tataranetos.

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Homenagem

A paixão pela leitura encantava família e amigos

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dilon Teodósio da Silva sempre foi comunicativo e nunca escondeu seu amor pela leitura e pela cultura popular. Apaixonado por ela, adorava a literatura de cordel, gênero literário de forte influência na região.Poeta, adorava escrever e declamar poesias para todos que conhecia. Amava ler, e entre suas leituras favoritas estava o cordel e a bíblia sagrada, a qual consultava diariamente. Além da família, que sempre admirou as paixões de seu Odilon, amigos e pessoas que tiveram a felicidade de conhecê-lo também compartilham sobre a boa sensação de estar próximo dele. O jovem compositor Odilon Santos é exemplo disto. Ele conheceu seu xará há seis anos, quando seu Odilon estava internado em um hospital da cidade, mesmo local onde a mãe do compositor estava internada. “Eu estava no hospital resolvendo algumas coisas para mamãe, e meu pai me chamou para me apresentar a seu Odilon. Ele se levantou cheio de energia (mesmo estando hospitalizado) e me falou que era poeta. Brincou com minha altura e com os nossos nomes, e me recitou uma poesia de improviso para mim, falando sobre o dia em que eu também chegaria aos 100 anos”, relata o compositor sobre o primeiro encontro com seu Odilon. O segundo encontro entre os dois se deu três anos depois, também no hospital. Sobre este segundo momento, o compositor Odilon Santos lembra que não viu mais a mesma energia em seu Odilon Teodósio, na época com 103 anos, mas lembra bem de ainda ter sido surpreendido com a força em relação às palavras.

ACERVO PESSOAL

Odilon Santos conheceu seu Odilon Teodósio há seis anos, e lembra sua energia e vivacidade.

“Aquele coração de menino me recebeu com um olhar de felicidade, um sorriso sincero e declamou outra poesia linda, brincando com a nossa idade. Mostrando que não há barreira no tempo para a nossa amizade, pois quando as almas se gostam, sabemos logo de cara quem é de mentira e quem é de verdade. Infelizmente, eu tenho um problema de memória e não consigo lembrar os poemas que ele fez pra mim lá no hospital. Até hoje, eu fico triste por não conseguir lembrar-me deles”, comenta o compositor.

Seu Odilon Teodósio faleceu no dia 12 de junho, devido complicações da covid-19. Mesmo com todos os cuidados sendo tomados, começou a apresentar os sintomas da doença ainda no mês de maio e no dia 1º de junho recebeu o resultado positivo para o novo coronavírus. “Segundo o pneumologista, ele estava curado da COVID, mas as sequelas decorrentes da doença agravaram seu quadro de saúde. Ele precisou ser intubado alguns dias depois e às 23h30 do dia 12 faleceu”, comenta a sua neta, Nara Andrade. DOMINGO, 21 de junho de 2020

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A Balada do Impostor

Uma banda numa propaganda de refrigerante JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com

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ão é tão difícil ser jovem hoje em dia. Primeiro você precisa ter menos de 25 anos e se tiver mais precisa parecer idiotizado. Não temos mais os valentões, ainda bem, mas temos um misto de nerd, que só lê mangá e vê Netflix, com uma versão 2.0 dos emocores. Haverá nos estudos futuros da anatomia indicações de que a coluna passa por modificação adaptativa graças à necessidade da meninada de ficar travado nas telas de celular ou dos dispositivos que virão depois, mas que permanecerão presos à mão forçando a inclinação do pescoço. Para ser jovem basta trocar as palavras comuns por termos e siglas em inglês: app, scroll, thread... aliás, tudo que transformar em inglês e desprezar a língua portuguesa tá valendo. Outra coisa é transferir o que já existe para o mundo virtual e chamar de novo, como mensagens no whatsapp, vídeos no youtube, podcasts... como se a televisão não tivesse 60 anos, o rádio 100 e o telégrafo 185 anos. O primeiro SMS contemporâneo foi enviado há 28 anos. Então, a atualização dessas tecnologias é importante, mas não é revolucionário. O que há de revolucionário na internet é a conexão internacionalizada, o acesso mais dinâmico e universal e a possibilidade de reunir plataformas. Mas todos os suportes usados na internet já eram usados antes dela. Na vivência rural do meu tempo, uma das primeiras coisas que aprendemos é respeitar os mais velhos. Eles conhecem mais o mundo, mesmo não possuindo, em muitos casos, os mesmos conhecimentos técnicos e

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científicos da juventude. Nada substitui a experiência, a experimentação e observação. E é por isso que, nesse espaço, particular mantemos acessa essa vela tradicional de maneira orgânica. Aprendemos a aprender nos outros espaços, mas também a manter a atenção nas pessoas ditas simples para nunca ultrapassar a barreira real da participação humana neste mundo. Isso não é defesa do conservadorismo, longe disso, mas do respeito à história das gerações. Percebo que os jovens de hoje desconhecem o limite entre a liberdade e a extrapolação. Sentem-se mais superiores e suficientes do que qualquer um que tenha um pouco mais de idade. Não sabem eles que toda geração passa pela mesma coisa, embora os tempos tenham mudado. A minha geração demorou 20 anos para amadurecer, a atual já está se sentindo pronta após os dez anos. É um movimento natural promovido pela tecnologia, mas tem uma coisa de arrogância e desprezo

aprendida através dos fenômenos da mídia, porém, como todo conhecimento superficial, nem sempre é internalizado adequadamente e, talvez por isso, tenhamos tanta gente fragilizada e triste. Em 1951, J. D. Salinger começou a demonstrar essa juventude pósgerra com “O apanhador no campo de centeio”. Em 1955, James Jean representou esse sujeito em “Juventude transviada” e Matthew Broderick em “Curtindo a vida adoidado” em 1986. O que significa que nossa geração e as gerações anteriores passamos por isso, fomos rebeldes. A rebeldia é uma parte importante no desenvolvimento humano, pois é o que nos impulsiona a largar a proteção dos pais e começar a caçar nosso próprio alimento. Mas ser rebelde não é ser melhor, é ser mais irresponsável e experimentador, o contrário disso, como disse Engenheiros do Hawaii na música “Terra de gigantes”, a juventude não passa de uma banda numa propaganda de refrigerante.


adoro comer

Mungunzá doce tradicional Ingredientes • 500 gramas de milho para mungunzá ou canjica • 100 gramas de coco ralado (fresco ou seco) • 2½ xícaras de açúcar (400 gramas) • 400 mililitros de leite de coco • 1 litro de leite • 1 pau de canela • 4 cravinhos • Canela em pó

Modo de preparo • Comece hidratando o milho em água durante uma noite, para que fique bem macio e seja mais fácil preparar este docinho. Após o tempo indicado, lave o milho e escorra. • Cozinhe o milho de mugunzá na panela de pressão com 2 litros de água filtrada, os cravinhos e o pau de canela durante 45 minutos. • Escorra a água do cozimento da canjica e junte o leite, o leite de coco, o coco e o açúcar. Leve de novo ao fogo, mexendo de vez em quando, até engrossar.

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19 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

CMYK

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@jornaldefato


tv defato com

>> Bastidores

Unindo a tradição cigana e os primórdios da internet, "Explode Coração" entra no globoplay

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> raio-x

Felipe Silcler aparece em sequência na programação da globo como Libério de “novo mundo” e Cascudo de “Totalmente Demais”

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moSSoRÓ (Rn), Domingo, 21 de junho de 2020

>> principal

Enquanto aguarda a volta das gravações de “As Aventuras de Poliana”, Dalton Vigh revê seu trabalho em “Fina Estampa” pÁGina 3

mudança de

estação


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Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Novo olhar

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om episódios de meia hora de duração, "I May Destroy You" é a estreia da semana na HBO GO e explora questões relacionadas ao consentimento sexual na vida contemporânea e como, no atual cenário de encontros e relacionamentos, é feita a distinção entre liberdade e exploração. Michaela Coel, ganhadora do prêmio BAFTA de Melhor Atriz em Série de Comédia por "Chewing Gum", é roteirista, diretora, protagonista e produtora executiva da série. A trama segue a vida de Arabella (Coel), uma jovem que depois de ser agredida sexualmente em uma boate, é forçada a reavaliar sua carreira, seus amigos e até sua família. Enquanto luta para aceitar o que aconteceu, ela começa uma jornada de autodescoberta. Produzida pela Various Artists Ltd e pela Falkna Productions, "I May Destroy You" é uma coprodução da HBO e da BBC, que será distribuída no mundo todo pela Warner Bros. International Television Distribution.

Drama americano (Paramount+, seg, dia 22)

A segunda temporada da aclamada "Yellowstone" chega ao Paramount+. A trama apresenta a família liderada por John Dutton, controladora do maior rancho dos Estados Unidos, e retrata um estudo intenso de um mundo violento onde a apropriação de terras gera bilhões e os políticos são comprados e vendidos pelas maiores empresas de petróleo e madeira do mundo. A água potável é envenenada por poços fraturados e assassinatos nunca chegam a uma solução. A série mostra o melhor e o pior da América, através do ponto de vista de uma família que representa ambos os lados. Na segunda temporada, John e sua família continuam lutando para sobreviver e parcerias inesperadas, novos inimigos e deslealdade ameaçam separá-los. Estrelada pelo premiado Kevin Costner, a obra é escrita e dirigida pelo roteirista indicado ao Oscar e aclamado pela crítica, Taylor Sheridan, e produzida por John e Art Linson.

Na mira do crime (Starzplay, ter, dia 23)

Já estão disponíveis para os assinantes do Starzplay todas as temporadas de "Luther". Aclamado no mundo inteiro, o drama policial britânico gira em torno de John Luther, um detetive de assassinatos quase genial, cuja mente brilhante nem sempre pode salvá-lo da violência perigosa de suas fixações. Quando descobre a identidade de um assassino, ele inicia uma batalha psicológica entre predador e presa. Produzida pela BBC, um dos pontos altos da série é o roteiro envolvente de Neil Cross, que aprofunda as camadas psicológicas do protagonista interpretado por Idris Elba, vencedor do Globo de Ouro em 2012. O elenco conta ainda com nomes como Dermot Crowley, Michael Smiley, Warren Brown, Ruth Wilson, Paul McGann, Nikki Amuka-Bird e Steven Mackintosh. "Luther" estreou em 2010 e faz sucesso até hoje com seus personagens humanos, conturbados e apaixonantes. A quinta e última temporada foi lançada em janeiro de 2020.

No limite da investigação (Netflix, qua, dia 24)

A terceira temporada da antologia policial, "The Sinner: Jamie" já está disponível na Netflix. Baseada no livro de mesmo nome da escritora alemã Petra Hammesfahr, a série foi originalmente concebida como uma minissérie, em 2017. O sucesso, entretanto, acabou fazendo com que a produção ganhasse uma sobrevida. Em oito episódios, além do retorno de Bill Pullman como o detetive Ambrose, o novo ano contará com Matt Bomer no papel de Jamie, um cidadão aparentemente exemplar que se torna o principal suspeito de uma investigação. Segundo a sinopse oficial, o caso da terceira temporada girará em torno de um acidente de carro que se torna mais complicado à medida que Ambrose se aprofunda nos bastidores do crime. O elenco do novo ano da produção conta ainda com Chris Messina, Parisa Fitz-Henley e Jessica Hetch.

Entre o choro e o riso (Globoplay, qui, dia 25)

Série que marca o primeiro papel fixo de Jim Carrey em uma série em mais de duas décadas, a dramédia "Kidding" estreia com exclusividade no Globoplay. A produção mostra o premiado ator em um personagem complexo cheio de nuances, emoções afloradas e facetas diferentes das que o público está acostumado a ver em seus grandes sucessos de bilheteria. Pelo trabalho, Carrey foi indicado ao prêmio de melhor ator em série de tevê no Globo de Ouro de 2019. A própria obra concorreu, na mesma premiação, na categoria melhor série musical ou comédia. Jim Carrey interpreta Jeff Pickles, conhecido publicamente como Mr. Pickles, um ícone da televisão infantil que marcou a memória de diversas gerações que cresceram assistindo ao seu show educativo com fantoches. Ele parece ser a felicidade e o otimismo em pessoa. Por trás das câmeras, tenta manter toda a alegria do personagem e esconder suas fragilidades e seus traumas. Quando sua vida está prestes a desmoronar, ele percebe que nenhum mundo de fantasias poderá ajudá-lo. Jeff trabalha ao lado da família na televisão.


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>> principal Enquanto aguarda a volta das gravações de “As Aventuras de Poliana”, Dalton Vigh revê seu trabalho em “Fina Estampa”

Mudança de estação P – O que você pode adiantar da próxima temporada? R - Acho o público verá um Pendleton mais humano, mais acessível às próprias emoções e sentimentos, menos sisudo. Sem contar que a Poliana (Sophia Valverde) estará com 15 anos e a relação dos dois vai amadurecer.

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ompletamente imerso no universo infantil de “As Aventuras de Poliana”, do SBT, Dalton Vigh viu outro trabalho ganhar a cena subitamente. Em virtude da pandemia do novo coronavírus e a suspensão das gravações de “Amor de Mãe”, a novela “Fina Estampa”, exibida originalmente em 2011, voltou ao ar em uma edição especial no horário nobre da Globo. Ao contrário do fechado empresário Pendleton da trama de Íris Abravanel, o ator tem a chance de rever um de seus personagens mais leves e boa-praça na tevê. “É um papel bem diferente dos vilões que sou constantemente lembrado. Gostaria de rever a novela em outras circunstâncias, claro. Mas é bom relembrar esse projeto e rever os amigos com quem contracenei”, valoriza Dalton, que também aguarda o retorno das gravações da próxima temporada de “As Aventuras de Poliana”. “Tenho lido os capítulos e ensaiado sozinho, mas acho que o próprio período de distanciamento que estamos vivendo vai trazer elementos novos para o desenvolvimento dos personagens. Confesso que sinto saudades da Soso (Sophia Valverde, que vive a protagonista Poliana)”, completa. A trama de “As Aventuras de Poliana” permanece no ar até o próximo dia 6 de julho, quando será substituída pela reprise de “Chiquititas”. Atualmente, a produção do SBT é a única novela inédita no ar. Nos

últimos meses, o folhetim ganhou diversas reviravoltas, como a revelação de que Pendleton é o pai biológico de Poliana. “Com certeza, houve grande mobilização dos fãs com essa notícia, acho que muitos torciam por isso. Acredito que essa coisa da paternidade do Pendleton não estava prevista na sinopse não, acho que acabou acontecendo de tanto que as pessoas achavam que ele era o pai dela. O time de autores foi bastante esperto ao perceber isso e colocar na história”, defende.

Clone” (em exibição no Canal Viva), e assim que “Fina Estampa” entrou no ar, já deu pra sentir a repercussão nas poucas vezes que fui na rua.

P – Como você reagiu ao saber da reprise de “Fina Estampa”? R - Eu confesso que preferiria ver essa reprise em outras circunstâncias e por outros motivos. Mas é claro que, tirando esta questão do momento (Covid-19), é legal poder rever um trabalho antigo, pessoas com quem você trabalhou.

P – Além de “Fina Estampa”, você também está no ar na inédita “As Aventuras de Poliana”. Antes da pandemia, você tinha começado a gravar a segunda temporada da trama infantil. Como recebeu a notícia da paralisação das gravações? R - Achei corretíssimo a emissora interromper as gravações, além de tudo, nós tínhamos um vasto material para ser exibido por algum tempo. Achei prudente, sensato, e que se preocuparam com as pessoas e não com os números, com a economia, finanças.

P – Como tem sido a repercussão da novela? R - Antes da pandemia muita gente me dizia que estava acompanhando novamente “O

P – Antes de “Fina Estampa”, você já havia participado de outras tramas das nove. Qual a relevância que a novela de Aguinaldo Silva tem em sua trajetória? R – Acho que o Renê foi um personagem leve e completamente diferente de alguns vilões pelos quais sempre sou lembrado.

P – Além de “Fina Estampa” e “As Aventuras de Poliana”, você também está no ar na reprise de “O Clone”. Como está sendo se rever em trabalhos tão distintos ao mesmo tempo? R - É no mínimo curioso, já que um foi há quase dez anos e o outro há quase 20, então não dá para não ser um pouco nostálgico. Quando eu consigo assistir, sempre acabo lembrando de momentos nos bastidores, lembrando das pessoas com quem trabalhei, onde eu estava morando, enfim, é uma viagem no túnel do tempo. P – Como a pandemia do novo coronavírus afetou sua agenda profissional? R - Tivemos de adiar uma peça que estrearia em agosto e ainda esperamos a confirmação da volta das gravações, por enquanto é isso. P – De que forma você analisa que o mercado do entretenimento irá se comportar em um mundo pós-pandemia? R - Não tenho a menor ideia, mas acho que, em relação ao teatro, talvez fosse uma ideia a ser estudada a possibilidade de se fazer mais sessões por dia e mais dias de apresentações em vez de somente finais de semana. Assim poderíamos compensar a diminuição do número de espectadores por sessão.


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>> close no elenco de “Coisa mais Linda”, Larissa nunes ganha mais espaço na segunda temporada da série da netflix

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Entre novos acordes

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arissa Nunes é uma mulher bastante contemporânea. Ainda assim, a atriz se sentiu muito próxima de sua personagem ao longo da história da série “Coisa Mais Linda”, da Netflix, em que vive a aspirante a cantora Ivone. Ambientada na década de 1960, a produção é permeada por uma forte trama musical. Larissa, inclusive, começou a trilhar sua trajetória artística na música aos cinco anos. Mas só começou a escrever aos 12. “Quando a carreira no teatro começou, deixei de lado o sonho de ser cantora. A série é muito envolvida por esse universo musical dos anos de 1960. Eu venho de uma cena musical mais independente e do hip hop, mas tive muito contato com o samba e a bossa nova. ‘Coisa Mais Linda’ tem esse lugar de nostalgia e estimula o público a trocar ideias e referências sobre a trilha. As músicas da série, inclusive, estão disponíveis em plataformas digitais”, explica. Após integrar a primeira temporada da série, Larissa volta na nova leva de episódios. Dessa vez, no entanto, a atriz terá sua participação ampliada. Irmã mais nova de Adélia, papel de Pathy de Jesus, ela passa de uma adolescente típica a uma talentosa aspirante a artista, que terá a chance de provar sua capacidade para uma indústria ainda dominada por homens, com a

ajuda de Malu, de Maria Casadevall. “Ivone terá sua história mais desenvolvida, com mais conflitos. Mesmo sendo a caçula, ela tem personalidade forte, é ousada, rebelde e um pouco despreparada. Embora a trama se passe nos anos 1960, há traços muito marcantes e atuais nesta personagem, que carrega uma certa ‘inconformidade’

com a situação dela e da irmã. A série levanta debates sobre a luta das mulheres em diversas instâncias sociais, cada uma na sua luta específica, e todas estão buscando espaço – em especial as mulheres negras, que já trabalhavam para conseguir sobreviver, enfrentando machismo, racismo e falta de apoio”, afirma.

Ainda descobrindo o universo audiovisual, Larissa é bastante alinhada com os debates promovidos pela série, como o machismo, racismo e a luta de classes. Na pele de Ivone, a atriz valoriza a oportunidade de viver um papel com diversas discussões relevantes e atuais dentro da sociedade. “Ao lado do elenco, tive a chance de trocar várias ideias sobre assuntos interessantes. Esse trabalho segue uma coerência que eu sempre procurei. Ter essa oportunidade logo no começo é muito rico. A série caminha dentro de um ideal ético e coerente para sermos produtivos”, valoriza. Muito à vontade nos palcos e diante das câmeras, Larissa enfrentou alguns percalços ao longo de sua recente trajetória. Antes de se formar como atriz, ela passou pela faculdade de Jornalismo e trabalhou em um banco. Logo no começo, Larissa precisou encarar a resistência de sua mãe em aceitar sua escolha profissional. Durante a jornada, a atriz foi percebendo como o mercado reflete muitas desigualdades da sociedade. “Os artistas negros têm tido novas conquistas, surgiram oportunidades nos grandes meios e a galera também está se produzindo de forma autônoma. Porém, o espaço dado é muito pequeno perto da quantidade de negros no país e na arte. Sinto que a cada conquista que tenho, mais e mais preciso conquistar, porque tudo parece escasso. No final das contas, eu quero apenas mostrar meu trabalho e ser reconhecida por ele”, ressalta.


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>> ponto de vista Programas se adaptam ao “novo normal” imposto pelo coronavírus para retomarem suas produções

Flexibilização

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esde que foi declarada a pandemia do novo coronavírus, fala-se muito no tal “novo normal”. Em todos os campos profissionais, são muitas as dúvidas sobre como tudo vai seguir diante da possibilidade iminente de um aumento no número de contaminações. Na tevê, além do compromisso com a informação, há também a necessidade de se enquadrar nesses novos padrões de segurança, para que a saúde das equipes envolvidas não seja colocada em risco. Alguns programas de auditório, por exemplo, como o “Encontro com Fátima Bernardes”, da Globo, já voltaram ao ar. No entanto, sem auditório, reduzindo a quantidade de pessoas no cenário e abusando da tecnologia para garantir o isolamento adequado.

Ao contrário do “Encontro”, o “Mais Você”, também da Globo, ainda não tem data para voltar. Ana Maria Braga, como todos os profissionais com mais de 60 anos na Globo, está trabalhando em “home office”, com um pequeno espaço dentro do programa da colega. Atuar remotamente também foi a solução adotada por Pedro Bial para o “Conversa com Bial”. A Globo, inclusive, lançou um novo talk show, mas no Globoplay, o “Sterblitch Não Tem Um Talk Show: O Talk Show”, que Eduardo Sterblitch comanda também remotamente. A falta de plateia, pelo menos por um bom tempo, será uma constante nessas produções. O “The Noite com Danilo Gentili”, do SBT, entrou nesse esquema, assim como o “Programa da Maísa” e “Passa ou

Repassa”, entre outros da emissora de Silvio Santos, que já estão com os trabalhos retomados. Em alguns deles, o álcool em gel chega a aparecer. O “Bake Off Brasil - A Cereja do Bolo” já foi produzido no período pós-pandemia e, ali, as garrafas do líquido higienizador são tão grandes que é impossível não notar. Planos mais abertos também chamam atenção – aliás, isso em quase todos os programas que estão sendo produzidos atualmente e envolvem mais de uma pessoa no ar. É que se torna necessário mostrar o distanciamento físico entre os apresentadores e/ou convidados – até para dar o exemplo a quem assiste. No “Bake Off”, a distância é tanta que, às vezes, Nadja Haddad e Beca Milano ficam “pequenininhas” no vídeo.

Um dos gêneros que parece ser complicado de se retomar em meio à pandemia do novo coronavírus é o de reality shows. Mesmo assim, a Record já tem planos para produzir, em breve, uma próxima edição de “A Fazenda”. E a Globo já gravava a segunda edição do “Mestre do Sabor” quando a pandemia foi declarada. Correu para finalizar os trabalhos, faltando apenas a grande final, prevista para ser exibida no dia 23 de julho. Até aí, nada fora do previsto, já que as competições gastronômicas costumam mesmo ter o último episódio transmitido ao vivo, evitando “spoilers” a respeito do resultado final. Resta agora saber como isso será feito. A emissora tem pelo menos mais um mês para decidir.


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>>MalHaÇão

Terça – Keyla fala para as amigas que encontrará Deco antes da festa. Felipe ensina Lica a grafitar. Roney se recusa a contar para Josefina o que aconteceu entre ele e o pai de Tato. Tina e Ellen dão um ultimato em Keyla. mB discute com Lica por causa de Felipe. mB tenta afastar Felipe da banda. marta e Luís se beijam. Edgar discute com malu. Dóris fica orgulhosa ao ver a escola arrumada. Benê se preocupa com a renda da festa.

Quarta – Keyla se preocupa com Tonico. Ell tenta animar Benê. Tina e Lica ficam encantad com Dóris. Das Dores avisa a Tato para tom cuidado com K2. nena chega à festa, e Anders e Ellen comemoram. Bóris incentiva Edgar a i festa no colégio público. Samantha e mB se su preendem com o show de Fio. Josefina repree de Roney por seu comportamento. Keyla n consegue se afastar de Tonico.

>>novo MUndo

Segunda – Jacinto acredita que Elvira perdeu a memória. Thomas castiga Anna e a impede de ficar com Vitória. Tibiriçá orienta Piatã. Leopoldina questiona Bonifácio sobre Pedro e Domitila. Cecília pede Libério em casamento. germana arma para ficar sozinha com Hugo e Licurgo quase flagra os dois. Thomas descobre que Joaquim escapou da prisão. Joaquim vai ao encontro de Piatã e afirma ao rapaz que eles precisam salvar Anna.

Terça – Piatã, olinto e Jacira afirmam que ajudarão Joaquim a resgatar Anna. Licurgo estranha o comportamento de germana. Hugo diz a Quinzinho que Joaquim escapou da prisão. Leopoldina consegue avisar a Anna que Joaquim está livre. Tibiriçá garante a Joaquim que Elvira está viva. incentivado por Domitila, Dom Pedro não comparece à reunião com os liberais. Amália beija Peter. Elvira despista Jacinto, mas acaba presa.

Quarta – Ubirajara permite que Joaquim fiq na aldeia com Anna, Vitória e Quinzinho até pr var sua inocência na suposta morte de Elvi Leopoldina pergunta a Pedro se ele ama Domi la. Peter diz a Amália que foi um erro se envolv com ela. Licurgo acredita que germana está lo ca. Wolfgang passa mal e Ferdinando o assis Leopoldina se culpa pelo sofrimento de Anna co Thomas. Elvira se disfarça de cigana e reencont Quinzinho.

>>totalMente deMais 19h15

Segunda – Eliza e Arthur se juntam a Carolina e Pietro. max aconselha Jamaica sobre como se aproximar de Lu. Eliza e Carolina trocam provocações. Stelinha convida Daniele para atrapalhar o clima de romance entre o filho e Eliza. Leila passa a noite na casa de Jonatas, e Fabinho deduz que os dois estão juntos. Lili decide ir ao estúdio de Rafael e acaba se encontrando com germano.

Terça – Carolina comunica à sua equipe que a próxima prova do concurso será um editorial romântico. Eliza avisa a Arthur que não sabe se conseguirá fazer o editorial. João e maria fotografam Lili com Rafael saindo do estúdio e enviam para Dorinha. Arthur orienta max a beijar Eliza para o ensaio do editorial romântico, mas a modelo trava. Dorinha arma um jantar para unir germano e Carolina. germano se surpreende ao ver, no celular de Dorinha, uma foto de Lili e Rafael juntos.

Quarta – Stelinha e Aparecida convocam J natas para jantar na casa de Arthur. Fabinho co vida Débora para almoçar em sua casa. Rafa conta para Lili que viu germano e Carolina junto Rafael tenta beijar Lili, mas é interrompido p Fabinho e Débora, que percebe o clima entre fotógrafo e a dona da Bastille. Débora diz a Lili q trabalha com Fabinho na Bastille. Jonatas se su preende quando Jojô lhe diz que Eliza está go tando de Arthur.

>>Fina estaMpa

Segunda – Esther dá à luz uma menina. Esther convida guaracy e Danielle para serem os padrinhos de sua filha. Todos os convidados começam a chegar para a inauguração do Brasileiríssimo. Rafael é condenado, e Amália sofre. Pereirinha fica intrigado ao ver Barinski no hotel. Tereza Cristina invade o novo restaurante de Renê.

Terça – Tereza Cristina critica o restaurante, e Renê a expulsa do estabelecimento. Paulo visita Esther e se desentende com guaracy. Tereza Cristina exige que Ferdinand ateie fogo à mansão de griselda. Barinski conversa com Silveira. Rafael consegue um alvará de soltura e marca um encontro com Amália. Ferdinand invade a mansão de griselda e prende Amália. Rafael chega ao marapendi Dreams. Tereza Cristina finge espanto ao saber do incêndio na casa de griselda.

Quarta – Rafael entra na mansão para salv Amália. Enzo tenta enganar Barinski para de cobrir a verdade sobre as miniaturas. grisel agradece a Rafael por ter salvado Amália. Ju guilherme recebe um telefonema de Chiara. g selda suspeita de que o incêndio em sua casa criminoso. Tereza Cristina reclama do trabal de Ferdinand. Renê comemora o sucesso de s novo restaurante. Enzo consegue informaçõ sobre as miniaturas com Barinski.

Segunda – Lindomar diz a Falcão que irá compor um samba em homenagem ao pai do bandido, e ele permite que reative a escola. Pendleton conversa com Ester sobre o ocorrido com Poliana. Vini incentiva guilherme a perdoar seu pai. Após o acidente, os amigos de Poliana vão visitar a menina e perguntam o que aconteceu. Antônio comenta com nancy que Violeta anda muito nervosa ultimamente. Luisa pergunta para Poliana o que houve no acidente, mas a menina hesita em contar a verdade.

Terça – nancy, Antônio e Branca vão visitar Poliana no hospital. Filipa fica feliz com o acidente de Poliana, pois assim irá conseguir o papel principal no musical de fim de ano. gabi faz uma proposta a Jeff. Helô pede que os alunos apoiem enviando mensagens de carinho para Poliana em sua recuperação. mário suspeita que Ester possa ter algo quanto ao acidente de Poliana. glória entrega a Luisa algumas jóias de sua mãe. Disfarçado, Roger passeia pela comunidade e vê Verônica trabalhando.

Quarta – Sophie continua a dar aulas música na comunidade e Falcão decide par cipar. Ainda muito triste com o acidente, P liana volta para casa e seus amigos e famí tentam alegra-la. Henrique envia flores pa gleyce, mas Kessya entrega para a mãe e seu nome e joga fora o cartão. Pendleton pr cura tratamentos tecnológicos avançad para o tratamento de Poliana. Sérgio e Joa passam a discutir no trabalho e chamam atenção dos demais colegas. Jeff recusa a pr posta de gabi.

globo. – 21h

globo – 18h15

globo – 17h35

Segunda – Edgar tenta revogar a decisão da associação de pais. mitsuko organiza uma votação para afastar Edgar e Lica do colégio. malu não aceita que Bóris fique no lugar de Edgar. marta conta para Lica sobre as decisões tomadas na reunião. Edgar tenta se desculpar com os alunos, mas é hostilizado. Dóris anuncia a festa no colégio pelas ruas e é elogiada por todos. malu tenta convencer Edgar a nomeá-la como diretora.

>>as aventUras de poliana SBT - 21h

reSumo daS novelaS

ACESSE


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len das mar son ir à urennão

Quinta – Keyla não percebe a presença de Deco. Tato se emociona quando Keyla conta que Tonico falou “papai”. Ellen sente ciúmes de Fio. guto percebe o desespero de Benê e tenta tranquilizá-la. noboru obriga Telma a ir com ele para a festa junina. Josefina sente ciúmes de nena com Roney. Julinho fica encantado com Telma. Benê entra em pânico no palco. Anderson pede para guto tocar com a banda de Tina.

Sexta – Deco vibra com a apresentação de Keyla. Tina dança no palco, e Anderson não gosta. Lica vê Edgar e se afasta com Felipe. Benê reconhece Deco e alerta Keyla. Tato vê Keyla dançando com Deco. Samantha se insinua para Anderson. Deco questiona K2 sobre Keyla. Lica mostra Deco para Tina. nena não gosta do comentário que marta faz sobre a amizade das filhas. noboru aprova o hambúrguer feito por Ta-

to.

que roira. itiver ouste. om tra

Quinta – Leopoldina enfrenta Domitila. Anna conclui que Thomas e Fred eram cúmplices. Vestida como madame Dalila, Elvira engana germana e Licurgo. Diara agradece Ferdinando por cuidar de Wolfgang. Joaquim aconselha Piatã a aceitar Jacira. Thomas se insinua para Liu. Anna sofre por não poder ficar com Vitória. Bonifácio garante a Leopoldina que ficará a seu lado. Amália foge e Peter se preocupa. Joaquim pede ajuda a Diara.

Sexta – Diara acolhe Joaquim, Piatã, Jacira e olinto. Peter pede ajuda a Libério para encontrar Amália e confessa seu amor pela paciente. Jacinto pede que madame Dalila leia sua mão. Joaquim e Bonifácio armam um plano para resgatar Anna. Thomas, Domitila e Francisco vibram com o desentendimento entre Pedro e Bonifácio. Amália afirma a Peter que tem medo de Sebastião. Peter declara seu amor por Amália e a leva para casa.

Sábado – Anna disfarça para que Thomas não perceba a encenação de olinto. Amália diz a Peter que reconheceu a voz de Sebastião. olinto explica para Anna o plano de Joaquim. Leopoldina discute com Dom Pedro por causa de Domitila. Domitila pensa em ter um filho de Dom Pedro. Licurgo reconhece madame Dalila. Sebastião encontra maximiliano, sem saber que é olinto. germana ataca Hugo. Bonifácio tenta aconselhar Leopoldina sobre seu casamento.

Joonael os. por eo que uros-

Quinta – Carolina fica furiosa quando Lu lhe conta que Arthur e Eliza estavam se divertindo na boate. Rafael diz a Lili que germano não tem um caso com Carolina. Jojô conta a Eliza que Leila dormiu na casa de Jonatas. Hugo contrata Riscado para trabalhar como garçom. Rosângela pede a Eliza que se afaste de Jonatas. Jonatas se oferece para ajudar Leila e Jamaica na gravação do concurso. Arthur se prepara para encontrar Eliza no concurso, quando maurice chega à sua casa.

Sexta – maurice diz a Arthur que perdeu seus bens em jogos de azar. Florisval liga para uma agência de modelos à procura de uma senhora para fingir ser sua mãe. Lurdinha e Kátia se derretem por germano, o novo morador do Bairro de Fátima. Eliza e Jonatas discutem. Arthur afasta Eliza de Jonatas e pede à menina que se concentre para a prova do concurso. Jonatas pergunta a Arthur se ele está interessado em Eliza.

Sábado – Jonatas e Carolina ficam arrasados ao ver o beijo que Arthur dá em Eliza. Ao tentar explicar o beijo para Jonatas, o ex-namorado a esnoba e Eliza sofre. Eliza se destaca na prova e dá beijo cinematográfico em Henri Castelli. maurice aconselha Arthur a ficar logo com Eliza para que não se encante mais. Florisval teme ao ver que a atriz que fingirá ser sua mãe não é parecida com ele. Fabinho leva Lili para conhecer o Flor do Lácio. montanha e Durão se desentendem.

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Quinta – Enzo e Pereirinha fogem do antiquário, mas acabam perdendo as miniaturas. Teodora recupera o tesouro. Crô comenta sobre seu companheiro misterioso com Tereza Cristina. Amália e Rafael passam a noite juntos. griselda sugere que Amália e Rafael se casem. Pereirinha encontra uma miniatura na rua. Esther tem alta do hospital e vai para casa com Vitória. griselda pensa em mandar prender Tereza Cristina. Antenor afirma que Patrícia ainda está interessada nele.

Sexta – Tereza Cristina exige uma reunião com seus ex-funcionários. Pereirinha repreende Enzo. Tereza Cristina avisa que irá reabrir o Le Velmont, e Fred se interessa ao saber que ela ainda não tem um chef de cozinha. griselda teme que sua rival descubra que ela financiou o novo restaurante de Renê. Vilma ajuda Letícia a escolher seu vestido de noiva. Pereirinha vê Teodora com seu passaporte e confronta a moça. Ferdinand afirma a Álvaro que pretende ficar com Tereza Cristina.

Sábado – Tereza Cristina conta a Crô que foi ao restaurante de Renê para causar discórdia entre os funcionários. Renê Junior não gosta de ver Fábio olhando para Carol. Juan guilherme avisa a Fábio que sua mãe está voltando para o Brasil. Zuleika agradece Edvaldo por tê-la deixado viajar com Wallace. griselda se arruma como Pereirão para trabalhar na reforma de sua mansão. Fred liga para Tereza Cristina. Alex flagra Antenor se declarando para Patricia.

de rtiPoília ara em rodos na ma ro-

Quinta – Jeff diz a Brenda que perdeu a confiança nela. Luisa insiste para Pendleton contar o que sabe sobre o acidente de Poliana. Henrique tenta conversar com Kessya e gleyce aparece. guilherme pede para Raquel desistir da viagem. Roger pede ajuda de Débora e ameaça denuncia-la. Poliana tenta sair da cama sozinha e cai. Pendleton diz a Luisa que Ester empurrou Poliana durante uma briga. Waldisney leva nancy para a "toca" da RatCave. A polícia invade o bar Toca Toca, e Waldisney faz nancy de refém.

Sexta – os pais de Hugo vão viajar e o menino fica novamente na casa do tio Afonso. A noticia sobre a prisão de Waldisney se espalha, e Jeff diz a mãe que já sabia que Waldisney era o Rato. A polícia intima Violeta para um interrogatório. glória pergunta se Pendleton roubou as jóias da família da mãe de Luisa para conseguir a guarda de Poliana. Filipa tem dificuldades para aceitar a situação com seu pai. Arlete desconfia que tenha visto Roger andando na comunidade. João tem uma ideia brilhante para animar Poliana.

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Olhar interno >> CINCO

PERGUNTAS: Em “Aruanas”, Luiz Carlos Vasconcelos ressalta a importância ambiental em tempos de pandemia

E

m um primeiro momento, Luiz Carlos Vasconcelos não enxergou nada que o aproximasse do ambicioso empresário Miguel, seu personagem na série “Aruanas”, da Globo. Mas bastou ler alguns episódios do roteiro e mergulhar na preparação de elenco que o ator percebeu que todas as emoções e sentimentos do vilão estavam muito próximas. Mais precisamente dentro de si. “O ator acessa lugares horríveis que estão dentro da gente. Faz parte do que somos. Eu e Miguel somos o mesmo. A gente busca dentro da gente seja o bonito ou o feio, o luminoso ou o sombrio e, dentro da trama, vai procurando uma progressão lógica. A série é bastante clara nessa evolução do personagem”, explica. No “thriller” ambiental, Miguel é dono da mineradora KM e rivaliza diretamente com o quarteto de protagonistas. Seus interesses na região amazônica correm perigo com a investigação da ONG Aruana, que pode frustrar seus planos. Mas a ganância e a briga contra as ativistas escondem o avô querido e bondoso que Miguel é longe dos negócios: ele tem um amor incondicional pela netinha Gabi, papel de Manuela Trigo, menina com paralisia cerebral e que é capaz de derreter o coração do avô. “Acho que ‘Aru-

anas’ traz um assunto que estava fora das manchetes, afinal estamos atravessando uma pandemia. Temos de pensar o que será o normal após essa pandemia. Se com as fábricas paradas e menos carros nas ruas os rios ficam limpos, como o contrário disso pode ser o normal? Essa sociedade de consumo não tem mais espaço, não cabe mais. Temos de discutir como salvar o mundo e nos salvar. Isso não é utopia”, defende. P – Apesar de ser um empresário ambicioso e inescrupuloso, Miguel também apresenta uma faceta mais leve e doce na presença da neta. Como você traduz essa dualidade do personagem? R - O Miguel não é aquele vilão de uma camada só, ele tem muitas camadas. Ele é capaz de atitudes egoístas tremendas, a ponto até de matar, mas também é capaz de um amor profundo, como o amor pela netinha. De certa forma, ela é um homem incrível como batalhador capaz de construir uma trajetória profissional. Ele veio de baixo até se tornar um empresário. Mas, ao mesmo tempo, na dimensão mais humana, é extremamente primitivo. Talvez por ter sofrido e vivido o

que viveu, é capaz das coisas mais atrozes para conseguir o que quer. É um alienado de si mesmo. Ele é um total ignorante de si e do outro. O Miguel não é um vilão chapa branca. P – Como foi seu processo de composição para o papel? R – A leitura dos episódios e as sugestões e indicações dos diretores foram muito importantes. Embora eu também seja diretor, como ator, sou cego, fico indefeso, eu me ponho na mão do diretor e de quem está fazendo essa preparação. E eles vinham com toques preciosos nos momentos mais difíceis. Agradeço a toda a equipe de direção por isso. Mas o que mais me fascinou foi perceber que esse Miguel tão primitivo e alienado de si mesmo, com seus acessos de fúria e amor, estava em mim, dormia em mim em algum lugar. P – Na série, você contracena com a Manuela Trigo, atrizmirim com paralisia cerebral, que dá vida a Gabi. Como foi dividir as sequências com a jovem atriz? R - Pode-se talvez cometer o erro de se enxergar primeiro sua condição física, mas a Manu é antes de tudo uma atriz, com suas ideias e criatividade pró-

prias. Isso era a coisa mais comovente e linda da relação. A gente ia para a cena, ensaiávamos e ela sabia o que tinha que dizer, mas ia além. Ela queria sugerir e a gente vibrava junto. Passava também a ser meu o prazer daquele avô em ver a netinha se comunicando. Contracenando com a Manu, como não aflorar o amor, o que há de melhor em mim? Vai ser para sempre minha netinha. P – De que forma “Aruanas” pode despertar uma consciência ambiental? R - Antes de qualquer discussão sobre devastação ou garimpo, temos de defender a vida, em todas as suas possibilidades. Isso não deveria se questionar. E isso deve ser feito com dois pés fincados: um no direito humano e outro no direito da natureza. Isso ficou muito claro quando filmamos na Amazônia: um passeio em qualquer embarcação num igarapé me fazia entender e gritar isso: a luta dessas mulheres (as protagonistas da trama) é uma defesa na base pela vida. P – O Brasil e o mundo seguem enfrentando uma pandemia. Como você analisa que a humanidade sairá desse momento inédito da história contemporânea? R – Eu vejo uma crença ou uma torcida para que usemos esse momento doloroso para transformações tão necessárias. A nossa democracia está afundando. A gente vê sinais de que alguma coisa muito estranha pode acontecer a qualquer momento, várias ameaças verbais. É muito assustador ver que algumas pessoas embarquem em posturas tão equivocadas. Estamos vendo pessoas com um viés fascitóide, acampamento de pessoas armadas na frente do Palácio do Planalto? São pessoas que não estão com pudor de mostrar esse interior e o quão sombrio ele é. Torço para esse grupo se transformar.


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>> raio x Felipe Silcler aparece em sequência na programação da Globo como Libério de “Novo Mundo” e Cascudo de “Totalmente Demais”

Jornada dupla

D

esde sua estreia na tevê, em 2014, na série “O Caçador”, Felipe Silcler atuou em apenas três novelas. Coincidentemente, com a interrupção das gravações de novas produções no Brasil nos últimos meses, justamente duas delas foram escolhidas para serem reprisadas na Globo. Em “Totalmente Demais”, ele interpreta o marrento Cascudo. Já em “Novo Mundo”, seu destaque é bem maior, na pele do jornalista Libério. “Quando anunciaram, vários amigos começaram a me mandar mensagens, dizendo que eu estaria em dois horários na programação da Globo. De cara, não acreditei muito. Mas, depois, comecei a ler em vários lugares, até que saiu a confirmação oficial. Amei”, comemora. Apesar do papel em “Totalmente Demais” também ter particularidades interessantes, é por “Novo Mundo” que Felipe mais suspira. Tanto que considera esse seu principal trabalho na televisão. “Até hoje, as pessoas me param na rua para falar sobre meu personagem. Tive um retorno positivo do público e de crítica muito grande”, conta ele, que também interpretou o estudante de Medicina Zumbi em “Topíssima”, na Record, no ano passado.

Nome: Felipe Clemente Silva. Nascimento: 7 de março de 1991, no Rio de Janeiro.

Atuação inesquecível: “Quando eu fiz Jesus Cristo, no teatro (no espetáculo ‘Via Sacra’)”.

Interpretação memorável: Lázaro Ramos no filme “Madame Satã”, de 2002. Momento marcante na carreira: “Viver Libério na novela ‘Novo Mundo’, por tudo que o personagem representa”. O que falta na televisão: “Mais espaço e valorização para o povo preto e pessoas que não estão nos padrões de beleza que a sociedade impõe”. O que sobra na televisão: “O protagonismo das histórias ser voltado sempre para os mesmos perfis. Já deu”. Com quem gostaria de contracenar: Luiz Miranda, Lázaro Ramos, Adriana Esteves e Marjorie Estiano. Se não fosse ator, seria: “Triste”. Ator: Luiz Miranda. Atriz: Adriana Esteves e Marjorie Estiano. Novela: “Avenida Brasil”, produzida pela Globo em 2012. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Pode ser uma série? Se sim, ‘Justiça’, de Manuela Dias”. Que papel gostaria de representar: Coringa ou Madame Satã. Filme: “Pantera Negra”, dirigido por Ryan Coogler e lançado no Brasil em 2018. Autor: Plínio Marcos. Diretor: Rodrigo Portella. Vexame: “Estar ‘congelado’, tipo estátua, e um amigo do elenco esquecer de entrar em cena. Eu fiquei lá, ‘vendido’, sem poder fazer nada e nem improvisar”. Mania: “Passar perfume antes de entrar em cena”. Medo: “Da solidão”. Projeto: “Meu monólogo no teatro, onde eu falo da minha ancestralidade”.


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>> inside Com direção de Joana Jabace, Bruno Mazzeo cria a série “Diário de Um Confinado” durante a quarentena

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Sob o próprio teto

A

pandemia do novo coronavírus alterou e subverteu a ordem em diversas casas. Na residência de Bruno Mazzeo, a pandemia detonou uma criatividade intensa. Ao lado da esposa, a diretora Joana Jabace, o comediante enxergou um rico para explorar a realidade de forma cômica. A série “Diário de Um Confinado” foi criada, produzida e gravada inteiramente durante a quarentena, de forma remota, no apartamento onde o casal vive com os filhos, no Rio de Janeiro. A obra multiplataforma será exibida primeiro no Globoplay, no dia 26, depois na Globo aos sábados de julho, a partir do dia 4. E também em julho, estreia dia 6 no Multishow e ganha pílulas ao longo do mês no GNT. “Como tudo o que escrevo, sobretudo quando escrevo sob o olhar da crônica, normalmente tem um pé na biografia, na minha e na de cada um que está participando do projeto comigo. Tem um ditado italiano que eu gosto muito que diz que ‘na arte, tudo é autobiográfico’, porque vem de sensações, de referências que recebemos do mundo, coisas que vivemos, que os amigos vivem. ‘Diário de um Confinado’ é um programa que busca uma identificação. Ao mesmo tempo, tem pitadas de uma loucurinha, que é o que a gente está vivendo, com sentimentos alterados. E é aí que entra a carga do humor”, aponta Mazzeo. Para ser colocada em prática em dias de isolamento, “Di-

ário de Um Confinado” seguiu todo o protocolo de segurança elaborado pela emissora, com uma série de cuidados para evitar a exposição dos profissionais. Para a produção, foi montada uma equipe multidisciplinar que conceituou e pré-produziu a série, com um importante diferencial: tudo deveria ser feito à distância. “Assistente de direção, produção de arte, montador, pós-produção, figurino, efeito especial. Todos os departamentos foram partici-

pando cada um de sua casa. Entramos de cabeça nesse desafio imbuídos de fazer dar certo e nos reinventarmos”, explica Joana, que buscou potencializar os talentos que tinha dentro de casa. “Temos na mesma casa um autor que também é ator e eu, que sou diretora. Usamos essa nossa especificidade a favor da arte. Acredito que o artista tem de se reinventar de acordo com as necessidades do tempo em que vive”, completa.

A série faz uma crônica sobre o dia a dia de um cidadão, Murilo, papel de Mazzeo, que de repente se vê obrigado a tocar a vida dentro de casa. Seus compromissos pessoais e profissionais são todos remotos, como a terapia e o encontro com os amigos. “Em casa, com nossos dois filhos, tocamos todas as fases de uma produção: texto, filmagem, edição. Tudo é desafiador, desde uma prova de roupa, com a figurinista olhando o meu armário por vídeo de celular e nós, montando o personagem com as peças do meu guarda-roupa. A maneira de escrever, de produzir, os roteiros, as soluções são o grande diferencial deste programa. Fomos solucionando as impossibilidades em todos esses setores, inclusive criativamente na dramaturgia, dando agilidade às cenas, mesmo sem o recurso de uma fuga para a rua ou para outros cenários”, defende o ator. Ao longo das gravações, Joana buscou uma produção artesanal, mas não amadora. Além de Bruno, a série conta com as participações de Arlete Salles, Debora Bloch, Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Lúcio Mauro Filho e Renata Sorrah. Os atores convidados aparecerão em chamadas de vídeo, mas também farão eles mesmos a captação de suas cenas com um kit de gravação, preparado para uso individual. “Quero que a luz e o enquadramento sejam bacanas. É um projeto feito na minha casa, mas poderia ter sido feito num estúdio. O programa vai ter um look de dramaturgia, e nosso intuito é que o espectador embarque no universo do Murilo. Nosso diferencial é a dramaturgia e o conceito de direção”, aponta Joana.


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>> BASTIDORES Unindo a tradição cigana e os primórdios da internet, sucesso "Explode Coração" entra no catálogo do Globoplay

Paixões virtuais

G

lória Perez é uma autora de faro apurado. Observadora de tendências e sempre de olho em coisas que ainda estão por vir, suas novelas têm a façanha de abordar temas como fertilização "in vitro", doação de órgãos, clonagem, imigração e tráfico internacional de pessoas de forma pioneira. Em 1995, muito antes da popularização da internet, a cabeça de Glória já pensava sobre as facilidades cotidianas promovidas pela nova tecnologia e, sobretudo, as relações surgidas a partir de interações virtuais. Entusiasta de culturas diferentes e sempre na busca por ideias contrastantes que possam complementar sua narrativa, Glória há anos também queria falar sobre o a tradicional cultura cigana, mas de forma contemporânea. E foi da junção de temas tão distintos que a autora criou o sucesso "Explode Coração" que, para alegria dos saudosistas e curiosidade de uma nova geração do público, chega ao catálogo do aplicativo Globoplay como parte de uma estratégia de relançamento de folhetins clássicos promovida pela Globo. "A internet engatinhava no Brasil, mas as pessoas do mundo todo já conversavam e se conheciam por programas de mensagens. Pensei: uma mocinha cigana de uma família rígida e de classe média alta conheceráumhomempelocomputador e desafiará seu destino. Os executivos da emissora acharam a trama maluca, mas bancaram porque eu garanti que daria certo", lembra a autora, entre risos.

Na trama, Dara e Igor, de Teresa Seiblitz e Ricardo Macchi, foram prometidos em casamento quando ainda eram crianças e moravam na cidade espanhola de Sevilha. Depois de 20 anos, Dara mora com sua família no Rio de Janeiro e todos aguardam a chegada de Igor para que os dois cumpram o acordo. No entanto, Dara não está muito disposta a casar-se com alguém que mal conhece. Mesmo orgulhosa de suas raízes ciganas, a mocinha quer ter a liberdade de fazer faculdade, sair sozinha e conhecer pessoas novas. Sua mente progressista causa uma confusão com seus pais, Jairo e Lola, e sua irmã, Yanka, personagens de Paulo José e Eliane Giardini e Leandra Leal. Fugindo do casamento, Dara acaba envolvendo-se com Serginho, colega de cursinho pré-vestibular interpretado por Rodrigo Santoro. Em seguida,

maravilhada com a possibilidade de conversar com pessoas do outro lado do mundo, conhece o empresário Julio, de Edson Celulari, em um programa de mensagens instantâneas. Vindo de um casamento falido com a mimada Vera, de Maria Luiza Mendonça, Julio se apaixona pela cigana, mas os obstáculos sociais insistem em separar o casal. "A Dara é uma alma livre. Ela não é uma rebelde que quer apenas confrontar os pais. Ela tem essa curiosidade sobre o mundo dentro de si e vai pagar caro por querer trilhar um caminho diferente. É uma história muito bonita de amor e superação", resume Teresa. Além da história de amor central, "Explode Coração" traz em seu enredo características básicas de uma trama de Glória Perez. Ambientado na lanchonete de Lucineide e Salgadinho, personagens dos saudosos Re-

gina Dourado e Rogério Cardoso, o núcleo popular da trama recebeu diversos convidados especiais e apresentou tipos como o "nerd" Edu, jovem introspectivo e muito ligado ao universo dos computadores que cria um perfil falso na rede para conquistar o coração da sonhadora Yone, de Deborah Evelyn. Principal causa social da novela, o desaparecimento de crianças, mote da trama de Odaísa, de Isadora Ribeiro, tomou grandes proporções e iniciou uma campanha nacional. A personagem se juntou ao grupo Mães da Cinelândia e a visibilidade do folhetim ajudou a localizar 64 crianças que estavam longe de suas famílias. Na pele de Sarita, Floriano Peixoto mergulhou no universo das travestis e transgêneros cerca de duas décadas antes do assunto se tornar uma pauta de teor público.


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Zapping

>> por Caroline Borges

Em fase de crescimento Com rotações no elenco, a produção infantil “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul” mantém um fôlego invejável na grade do Gloob. Na 13ª temporada, a obra conta com a chegada do esportista Max, vivido por Samuel Minervino. Ele mostrará aos detetives Pippo e Sol, interpretados por Pedro Motta e Letícia Braga, o seu potencial para ser o novo capa amarela da turma. “‘D.P.A.’ é a nossa marca original mais longeva. É incrível acompanhar a evolução desse produto tão querido pelo público ao longo desses oito anos no ar. Esta, sem dúvida, será uma temporada cheia de emoção e suspense, para deixar o público sem fôlego”, vibra Flavia Costa, gerente de conteúdo da Unidade Infantil do Grupo Globo. Tadeu Mello, Suely Franco e Cintia Rosa também integram o elenco do seriado infantil.

Para maratonar

Já está disponível no Globoplay a série “Os Forasteiros”. A produção acompanha o clã Farrell, uma família de forasteiros que vive há muitos anos no topo da montanha e segue suas próprias regras e tradições. Quando necessitam de algo que não podem obter no local, vão para a cidade próxima fazer saques. Por causa disso, parte dos habitantes têm medo deles e alguns acreditam que eles possuem poderes sobrenaturais. O elenco conta com David Morse, Ryan Hurst, Kyle Gallner, Christina Jackson, entre outros.

Tevê fechada

Rumo ao altar

O SBT irá estrear a nova temporada de “Fábrica de Casamentos” no próximo dia 27. A produção é comandada por Chris Flores e Carlos Bertolazzi.

Agente da lei

Na dramaturgia

Helga Nemetik estará no elenco de “Além da Ilusão”, nova novela das seis da Globo. No ano passado, a atriz participou da última temporada de “Popstar”. Sem data de estreia definida, o folhetim será protagonizado por Larissa Manoela.

Após participar da última edição do “Big Brother Brasil”, Babu Santana voltará às novelas. Ela entrará no elenco de “Salve-se Quem Puder”. Na trama de Daniel Ortiz, ele viverá um policial linha dura. Com as gravações suspensas por conta do novo coronavírus, o folhetim ainda não tem data para retornar ao ar.

De folga da tevê desde “Rock Story”, Claudia Alencar participará da série “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, do GNT. A produção é dirigida por Pedro Vasconcelos. O elenco também conta com Kéfera, Léo Jaime, Evandro Mesquita e Patrícia Travassos.

Comédia em foco

Após encarar os dramas médicos de “Sob Pressão”, Drica Moraes voltará ao universo do humor. A atriz está cotada para integrar o elenco da série “Cilada”, escrita e protagonizada por Bruno Mazzeo. Originalmente lançada no Multishow, a produção fará parte do catálogo do Globoplay.

Trabalhos no ar

Malu Galli pode ser vista em dose dupla na tevê atualmente. A atriz está no ar em “Malhação: Viva a Diferença” e “Totalmente Demais”. Malu, inclusive, ressalta a importância das tramas leves e descontraídas para o momento atual. “Acho que são histórias leves, gostosas. E, atualmente, nosso dia a dia está muito pesado. Acho que deve estar sendo agradável assistir e é o que a gente precisa agora, enquanto ainda não temos uma notícia muito melhor”, defende a atriz, que vive Marta e Rosângela na trama infantojuvenil e no atual enredo das sete, respectivamente. Fora do ar desde as paralisações das gravações de “Amor de Mãe”, Malu tem enfrentando a quarentena com uma mistura de sentimentos.


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