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Jornal de Fato

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18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018 | EDIÇÃO 5.305 – ANO XIX | R$ 2,00 Cedida

Fátima, a única governadora do país >> O resultado da eleição deixou o RN ilhado: é que a senadora Fátima Bezerra será a única governadora eleita do Brasil. Página 3

Um capitão se elege presidente do Brasil Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, foi eleito neste domingo (28) à presidência do Brasil. Ele tem a missão de unificar o país. O presidente eleito teve uma trajetória de polêmicas na campanha eleitoral. Teve dificuldades em elaborar arco de aliança. Sofreu atentado à faca em 6 de setembro. O caso, indiretamente, impulsionou seu nome. Páginas 6 e 7 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

>> Fátima Bezerra obteve a maior votação, até então, para o Governo do Estado. A petista se elegeu com 1.022.910 votos. Página 3

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Veja quem são os governadores eleitos em 13 estados e no Distrito Federal PáginaS 4 E 5

Saiba quem é Michelle de Paula, que assumirá a função de olhar para o aspecto social do Brasil em janeiro de 2019

Página 7

NESTA EDIÇÃO [8 páginas] POLÍTICa/CÉSAR.............................p2 GOVERNADOR RN............................p3 governadores.............................p4 governadores.............................p5 PRESIDENTE ELEITO.......................p6 PRESIDENTE ELEITO.......................p7 PRESIDENTE TEMER.......................p8


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eleições 2018

COBERTURA ESPECIAL

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

césar santos cesar@defato.com

A DIFÍCIL

MISSÃO DE FÁTIMA

N

a primeira entrevista como governadora eleita do Rio Grande do Norte, minutos depois do veredicto das urnas, a senadora Fátima Bezerra (PT) pregou a construção de um estado unificado para enfrentar a difícil missão de tirar o estado do caos: “Teremos um governo de diálogo, um governo de união, para construir um RN que tenha paz, segurança, dignidade e empregos pro nosso povo.” Fátima Bezerra tem a noção de como assumirá o Governo em 1° de janeiro de 2019. É consciente que os mais de 1 milhão de votos que a consagraram nas urnas pouco servirão se ela não conseguir a sua governabilidade. Para isso, o diálogo é a única via. A campanha deixou sequelas, dado o acirramento na reta final. Por consequência, a divisão radical que se estabeleceu. E isso não é bom, nem abre horizontes. O Rio Grande do Norte vive uma das piores crises de sua his-

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tória. Áreas vitais, como saúde e segurança pública, estão totalmente fragilizadas. O número crescente de assassinatos, arrastões, arrombamentos, assaltos e explosão de agências bancárias é tão grave quanto as macas com pacientes em corredores dos hospitais públicos ou os índices deploráveis do ensino público estadual. Pior é o desequilíbrio fiscal que condena o cofre do Estado. As contas públicas estão desarrumadas. Basta observar que todos os meses, a Previdência Social fecha com um “rombo” de R$ 110 milhões, algo em torno de R$ 1,3 bilhão por ano. O resultado disso é aterrador. Castiga todos os setores e massacra, principalmente, o funcionalismo público. O atual governo não consegue pagar salários em dia desde janeiro de 2016. Entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro semestre de 2018, os servidores amargaram mais de 60 dias sem receber salários. Parte da categoria, formada pelos que ganham acima de R$ 4 mil, ficou quase três meses sem salário. A situação é gravíssima. Muito provavelmente, o governador Robinson Faria (PSD) jogará para a sucessora parte dos salários de 2018. A dois meses e dois dias do final do ano, o Governo tem quatro folhas completas para honrar:

O RN pode ter certeza que serei a governadora de todos e de todas."

pacificar O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), em sua primeira entrevista, afirmou que o seu governo respeitará a democracia, a liberdade de expressão e Constituição. Pregou a pacificação e garantiu que vai governar para todos. O capitão vai precisar, e muito, dos brasileiros.

recorde

outubro, novembro, dezembro, 13° salário de 2018 e, ainda, parte do 13° salário de 2017. Informações de pessoas da equipe econômica do Governo sugerem que muito dificilmente Robinson Faria entregará a folha em dia à sua sucessora. Pior ainda: sem qualquer perspectiva de reduzir o volume de dívidas com fornecedores e outras obrigações. Em melhor português: Fátima herdará uma enorme dívida. Pois bem. Fátima Bezerra sabe da situação, e quando decidiu trocar o

É NOTÍCIA 1

FÁTIMA BEZERRA

Governadora eleita do Rio Grande do Norte.

2 o troco de ciro

"zumbi"

Da carceragem da PF de Curitiba, o ex-presidente Lula esvaziou a candidatura de Ciro Gomes (PDT). Retirou o apoio de partidos importantes do "centrão", deixando Ciro e o PDT sozinhos. No segundo turno, o PT precisou do apoio de Ciro para acordar o "poste" Fernando Haddad. O troco veio de forma direta: "Eu não quero fazer campanha para o PT nunca mais", decretou.

O presidente Michel Temer disse, após ter votado no segundo turno, disse que a transição de governo começa já nesta segunda-feira (29). Temer entra para a história como o presidente "não eleito" com a impopularidade recorde de mais de 90% e sem ter concorrido à reeleição por tal motivo. A partir de 1° de janeiro de 2019, sem o foro privilegiado, ele responderá a processos por crime comum.

dia calmo

pifou

O segundo turno das eleições transcorreu na maior tranquilidade em Mossoró e nos municípios interioranos. Em Natal, algum excesso ali outro acolá. Nada, porém, que exigisse mais dos agentes de segurança. O acirramento que antecedeu o dia do voto não resistiu à força da democracia; aliás, como deve ser sempre. Daí, o pequeno número de ocorrências e dia calmo.

O número de urnas que precisaram ser trocadas em todo o país neste segundo turno foi de 4.658, segundo boletim do TSE. O número representa mais de 1% do total das 454,4 mil urnas. A quantidade de urnas trocadas supera a do primeiro turno, quando 2,4 mil equipamentos foram substituídos. Houve votação manual em três cidades: Cordislândia (MG), Apuí (AM) e Saubara (BA).

mandato de senadora da República para concorrer e ganhar o Governo do Estado, certamente estava consciente da missão que enfrentará. A promessa de melhorar a saúde pública, garantir segurança e melhorar a vida da população, embora sem apresentar propostas claras e concretas, foi comprada por 1.022.910 potiguares e agora, assim como todo cidadão, espera que a partir de 2019 o RN reencontre o melhor caminho. Que Deus ilumine a governadora eleita e a todos nós.

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Nesta data, em 1945, Getúlio Vargas era deposto por movimento militar. José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumia provisoriamente o comando do país. O vereador Francisco Carlos (PP) lança nesta terça-feira, 30, o livro " Breve – Passagens sobre o tempo, o vento, as pessoas e a cidade". O lançamento acontece no estande da Livraria Independência, dentro da programação da Feira do Livro de Mossoró, às 19h. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pregou a pacificação após a voz soberana das urnas e afirmou que o Judiciário brasileiro será "moderador". Os carros-fumacê começam a circular hoje na área urbana de Mossoró para combater o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Trabalho das 4h às 18h. Os eleitores de Jair Bolsonaro se concentraram no Corredor Cultural para comemorar a vitória em Mossoró. Os eleitores de Fátima Bezerra foram para a Presidente Dutra. Tudo em paz. Fernando Haddad, o candidato do PT derrotado nas urnas, pediu coragem aos seus eleitores e disse que vai exercer a missão política, que é fazer oposição ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

Fátima Bezerra (PT) aumentou a maioria sobre Carlos Eduardo (PDT) em relação ao primeiro turno. Subiu de 222.217 votos para 269.875 votos no segundo turno. A petista é a primeira a ser eleita ao Governo do RN com mais de 1 milhão de votos.

canteiro A vitória de Fátima Bezerra em Mossoró, terra do candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP), da chapa derrotada, foi maior do que no primeiro turno, que teve maioria de 9.391 votos. No segundo turno, a diferença aumentou para 10.568 votos. Números que vão para a conta – negativa – da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

pátria do pt O PT foi o partido que elegeu o maior número de governadores: 4. Todos no Nordeste (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte). A "pátria petista" ajuda a entender a votação – espontânea e avassaladora – que Fátima recebeu neste domingo (28).

ABSTENÇÃO O segundo turno das eleições teve a maior abstenção desde 1998: 31.308.796 brasileiros não foram às urnas neste domingo. Esse total representa 21,29% do eleitorado brasileiro.

As eleições gerais de 2018 entram para a história por vários aspectos surpreendentes. Um deles é que a televisão assistiu à internet conduzir o debate em todo o Brasil.

primeiro suplente

A turnê de Roger Waters no Brasil chegou ao fim, deixando um rastro de problema dos seus produtores com a Justiça. O ex-Pink Floyd fez campanha contra Jair Bolsonaro (PSL), propagando o "Ele Não". O ministro Jorge Mussi, do TSE, abriu prazo para a defesa e, a partir daí, decidirá se acata ação proposta pelo PSL.

O engenheiro Jean Paul Prates será senador da República a partir de janeiro de 2019. Carioca da gema, com trabalho na área de petróleo no RN, ele foi beneficiado com a vitória da amiga Fátima Bezerra.


ELEIÇÕES 2018 CÉSAR SANTOS

Da Redação

A

partir do dia 1° de janeiro de 2019, o Brasil terá apenas uma mulher governadora, exatamente no estado do Rio Grande do Norte. Fátima Bezerra (PT) foi eleita neste domingo, 28, com mais de 1 milhão de votos (veja quadro nesta página), tendo superado o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT). A vitória nas urnas, anunciada pela Justiça Eleitoral pouco mais de uma hora depois de ter sido encerrada a votação, confirmou o favoritismo da petista, que liderou todas as pesquisas desde o primeiro turno das eleições. Fátima Bezerra também faz história ao levar o PT ao poder estadual. É a primeira vez que o partido governará o RN. Ela já havia construído marcas importantes dentro do partido. Foi a primeira deputada federal e a primeira senadora potiguar eleita pelo PT. Nas disputas vitoriosas, destacam-se a de 2014 e a deste domingo, quando a petista derrotou candidatos da chamada política tradicional. Em 2014, Fátima superou Wilma de Faria

COBERTURA ESPECIAL

DEU PT

Fátima Bezerra é a única mulher eleita governadora no país Assessoria

Governadora eleita Fátima Bezerra, em entrevista coletiva após a vitória

(falecida em 2017), que foi prefeita de Natal, deputada federal e governadora duas vezes. Neste domingo, Fá-

tima venceu Carlos Eduardo, membro da tradicional família Alves. Na primeira entrevista

RESULTADO – 2° TURNO Fátima Bezerra (PT) – 1.022.910 votos (57,60%) Carlos Eduardo (PDT) – 753.035 votos (42,40%) Abstenção – 430.383 (18,14%) Brancos – 34.072 (1,75%) Nulos – 137.179 (6,81%) Votos válidos – 1.775.945 (91,44%).

Deputada estadual, federal e senadora antes de chegar ao Governo do RN Fátima Bezerra é professora e pedagoga de formação. Tem 63 anos. Foi a atuação na área da educação que a fez ter entrado para a política, construindo uma base sólida no movimento sindical, com raiz no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE-RN). Fátima Bezerra nasceu em 19 de maio de 1955, em Nova Palmeira (PB), mas mora no Rio Grande do Norte desde a adolescência. Filiouse ao PT em 1981 e entrou na carreira político-eleitoral após atuação no sindicato dos professores do Estado. O início da carreira política, porém, não foi de vitórias. Ela acumulou insuces-

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

sos. Tentou, por quatro vezes, ser eleita prefeita de Natal, mas fracassou nas urnas (1996, 2000, 2004 e 2008). Foi na Assembleia Legislativa que ela encontrou o caminho das vitórias. Elegeu-se deputada estadual nas eleições de 1994 e 1998. Em 2002, surfando na “onda Lula”, Fátima se elegeu à Câmara Federal. Foi reeleita em 2006 e 2010. Em 2014, com 808.055 votos potiguares (54,84% dos válidos), Fátima foi eleita senadora. Ela poderia permanecer no cargo até 2022, mas decidiu candidatar-se ao Governo do Estado. "Quero agradecer ao povo do Rio Grande do Norte, que foi o grande protagonista des-

sa vitória tão expressiva que a gente acaba de ter. Ao povo do Rio Grande do Norte, o meu mais profundo agradecimento. Nossa candidatura nasceu do sentimento popular. Nossa candidatura expressava isso: esperança por mudança. E o povo do Rio Grande do Norte confirmou isso hoje nas urnas", disse.

Fátima Bezerra é professora e pedagoga de formação

como governadora eleita, a petista agradeceu os votos dos potiguares e afirmou que vai administrar o Estado com

diálogo. "O Rio Grande do Norte pode ter a certeza de que serei a governadora de todos e todas, dos que vota-

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ram em mim e dos que não votaram também. Teremos um governo de diálogo, um governo de união, para construir um Rio Grande do Norte que tenha paz, segurança, dignidade e empregos para o nosso povo", disse. O fato de ter sido a única mulher eleita governadora nas eleições deste ano foi visto por Fátima Bezerra como uma responsabilidade a mais, porém sem alterar a sua prioridade de enfrentar os problemas que afetam os potiguares. "Eu tenho muita consciênciadestemomentopolíticoque o Rio Grande do Norte vive. Tem outro aspecto que me emociona muito. O fato de eu seraúnicamulherquevaicompor o colegiado de 27 governadores no nosso país. E justamente na terra de Nísia Floresta e do primeiro voto feminino do Brasil", destacou. "A maioria do povo do Rio Grande do Norte resolveu fazer uma mudança, no sentido de eleger uma professora de origem humilde que tem mais de trinta anos de vida pública pautada por honestidade, espírito público e seriedade, e isso não vai mudar neste momento político que estamos vivendo", declarou em entrevista coletiva, após a vitória.

Fátima Bezerra teve apoio de 13 deputados eleitos no 1° turno O primeiro desafio da governadora eleita Fátima Bezerra (PT) é construir uma maioria na Assembleia Legislativa para garantir a governabilidade. A petista vai precisar de aprovar matérias importantes na Assembleia Legislativa logo no primeiro momento de sua gestão, para resolver problemas graves que afetam o Rio Grande do Norte, principalmente em relação ao desequilíbrio fiscal. A coligação “Do Lado Certo”, de Fátima Bezerra, elegeu apenas três deputados estaduais: Isolda Dantas e Francisco do PT, ambos do PT, e o reeleito Manoel da Cunha Neto, “Souza”, do PHS. O número é pequeno, no entanto no se-

gundo turno Fátima teve a adesão de deputados eleitos e reeleitos, chegando a 13 no seu palanque. O candidato adversário Carlos Eduardo dispôs de apenas seis deputados eleitos no primeiro turno, o que, supostamente, a oposição ao futuro governo será minoria. Outros cinco deputados eleitos ficaram neutros no segundo turno, o que pode fortalecer a futura governista, embora exista aceno para a oposição, caso a governadora eleita interfira na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. FEDERAL Se na Assembleia Legislativa Fátima precisará

construir uma base, melhor situação ela terá na bancada federal. O PT elegeu dois deputados federais: Natália Bonavides e Fernando Mineiro e teve no segundo turno o apoio do deputado reeleito Rafael Motta (PSB) e do deputado eleito Benes Leocádio (PTC). No Senado, a situação é ainda melhor. A futura governadora terá o apoio de dois dos três senadores: Zenaide Maia (PHS), eleita neste ano, e Jean Paul Prates (PT), o primeiro suplente de Fátima que assumirá o mandato a partir de 2019. O outro senador, capitão Styvenson Valentim (Rede), ainda não tem posição firmada. Assessoria

Ezequiel Ferreira, atual presidente da AL, aderiu a Fátima no 2° turno


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eleições 2018

COBERTURA ESPECIAL

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resultado

Saiba quem são os governadores eleitos em 13 estados e no DF

>> Segundo turno consagrou nas urnas a eleição de candidatos como João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ) Cedida

Na região Nordeste, além do Rio Grande do Norte, onde saiu vitoriosa das urnas a senadora e agora governadora eleita Fátima Bezerra (PT), houve segundo turno para o governo também em Sergipe. Lá o vencedor do pleito foi Belivaldo (PSD), que concorria à reeleição. Advogado, Belivaldo já passou pelo MDB e pelo PSB. Em Santa Catarina, região Sul do país, o candidato Comandante Moisés (PSL) venceu a disputa. Correligionário do presidente eleito Jair Bolsonaro, Comandante Moisés se filiou ao PSL no início do ano e participou de sua primeira eleição. Ele é coronel da reserva e tem mais de 30 anos de atuação no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, em Florianópolis, Criciúma e Tubarão.

Com informações da Agência Brasil

E

m 13 estados e no Distrito Federal, os eleitores voltaram às urnas neste domingo, 28, para escolher, além do presidente, os seus novos governadores. A seguir, os eleitos nessas localidades. No Distrito Federal, o pleito foi vencido pelo advogado Ibaneis Rocha (MDB). Ele ganhou a disputa do segundo turno com 69,79% dos votos válidos. O atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que tentou a reeleição, ficou com 30,21%. Estreante em cargos eletivos, Ibaneis Rocha Barros Júnior tem 47 anos e foi presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 2013 e 2015. Atualmente, ele é membro do Conselho Federal da OAB-DF. Seu vice-governador será o empresário conhecido como Paco Britto (Avante). No maior colégio eleitoral do país, São Paulo, o novo governador a partir de 1° de janeiro de 2019 será João Doria (PSDB). Ele derrotou Márcio França (PSB), atual governador. João Doria tem 58 anos e é formado em jornalismo e publicidade. Foi apresentador de televisão, com programas na TV Bandeirantes, Manchete e Rede TV! Em-

Eleitores de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, foram às urnas eleger novo governador

presário, tem um grupo de marketing que promove eventos e iniciativas culturais e publicações. No governo do ex-presidente José Sarney, Doria foi presidente da Embratur. Em 2016, foi eleito prefeito de São Paulo, mas renunciou ao mandato no início deste ano para concorrer a governador. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, o estreante na política Romeu Zema venceu o ex-governador e senador Antonio Anastasia (PSDB). Zema Neto é

empresário e comandou durante 26 anos as empresas da família. O Grupo Zema opera uma rede de varejo de eletrodomésticos com 430 lojas em seis estados e atua nos ramos de concessionária de carros, autopeças e postos de combustível. Formado em Administração, Zema é hoje membro do Conselho do grupo. No Rio de Janeiro, quem governará o estado será o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC). Ele derrotou o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). Em sua

primeira eleição para um cargo público, Witzel passou boa parte do primeiro turno com menos de 5% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais Com o lema “Mudando o Rio com Juízo”, Witzel aliou sua imagem de político novo com a sua experiência na magistratura para criticar as gestões de Sérgio Cabral (2007 a 2014) e de Luiz Fernando Pezão (governador desde 2014) e angariar o apoio do eleitorado. O Rio Grande do Sul manteve a tradição de não

reeleger governadores. O candidato Eduardo Leite (PSDB) venceu a disputa neste domingo contra o atual governador José Ivo Sartori (MDB). O futuro chefe do Poder Executivo estadual gaúcho teve 35,9% dos votos no primeiro turno. Com discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu mandato de vereador. Nas eleições municipais de 2016, decidiu não concorrer à reeleição e lançou a candidatura de sua vice.

REGIÕES NORTE E CENTRO-OESTE Houve segundo turno ainda em cinco estados da região Norte e no Mato Grosso do Sul, CentroOeste do Brasil. O vencedor no Amazonas foi Wilson Lima (PSC); em Roraima a disputa foi vencida por Antonio Denarium (PSL); Rondônia será governado por Coronel Marcos Rocha (PSL) a partir de 2019; no Pará, foi eleito Helder Barbalho (MDB) e no Amapá as urnas consagraram Waldez (PDT) como novo governador. Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) foi o grande vencedor.

PT elege maior número de governadores em todo o Brasil Concluídas as eleições gerais de 2018, o Partido dos Trabalhadores (PT) conseguiu eleger quatro governadores, o melhor resultado entre todas as siglas que apresentaram candidatos ao pleito deste ano. A legenda do candidato

Ranking dos partidos que elegeram governadores em 2018

derrotado à Presidência da República Fernando Haddad alcançou êxito em disputas estaduais no Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra), Piauí (Wellington Dias), Bahia (Rui Costa) e Ceará (Camilo Santana). No ranking dos partidos

Divulgação

que mais elegeram governadores em 2018, aparecem após o PT o MDB, PSDB, PSB e PSL, cada um com três governadores e PSD, DEM e PSC, com dois vitoriosos. Legendas como PHS, PP, PCdoB, Novo e PDT obtiveram um eleito.

MDB, PSDB, PSB e PSL: 3 PSD, DEM e PSC: 2 PHS, PP, PCdoB, Novo e PDT: 1

Rui Costa, do PT, foi reeleito no primeiro turno com 75,5% dos votos


eleições 2018

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Os eleitos e suas votações no segundo turno DISTRITO FEDERAL

SÃO PAULO

MINAS GERAIS

Ibaneis Rocha (MDB) 69,79% dos votos válidos

João Doria (PSDB) 51,75% dos votos válidos

Romeu Zema (Novo) 71,80% dos votos válidos, com 99,96% das urnas apuradas

rio de janeiro

SANTA CATARINA

Wilson Witzel (PSC) Comandante Moisés (PSL) 59,87% dos votos válidos 71,09% dos votos válidos

RIO GRANDE DO SUL

Eduardo Leite (PSDB) 53,62% dos votos válidos

RIO GRANDE DO NORTE

SERGIPE

AMAZONAS

RONDÔNIA

Fátima Bezerra (PT) 57,60% dos votos válidos

Belivaldo (PSD) 64,72% dos votos válidos

Wilson Lima (PSC) 58,54% dos votos válidos, com 99,80% das urnas apuradas

Coronel Marcos Rocha (PSL) 66,34% dos votos válidos

RORAIMA

PARÁ

AMAPÁ

MATO GROSSO DO SUL

Antônio Denarium (PSL) 53,36% dos votos válidos

Helder Barbalho (MDB) 55,43% dos votos válidos

Waldez (PDT) 52,35% dos votos válidos

Reinaldo Azambuja (PSDB) 52,35% dos votos válidos


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ELEIÇÕES 2018

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SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

NOVA ERA

Jair Bolsonaro cumprirá promessas e governará "ao lado" da Constituição O

presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) usou sua conta oficial no Facebook, que tem mais de 8 milhões de seguidores, para transmitir seu primeiro discurso após a vitória. O pesselista obteve pouco mais de 55% dos votos válidos, contra 44% de Fernando Haddad (PT). Foram quase 8 minutos de pronunciamento na rede social, ao lado de sua esposa, Michele, e de uma tradutora de libras (língua brasileira de sinais). As imagens foram gravadas na casa do próprio candidato eleito. Sobre a mesa, havia exemplares da Bíblia, da Constituição e de um livro sobre o ex-primeiro-ministro britânico Wiston Churchill, que liderou o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, Bolsonaro fez uma referência religiosa e agradeceu aos médicos que cuidaram de sua saúde, após o atentando à faca que sofreu no dia 6 de setembro. "Fizemos uma campanha diferente das outras. Nossa bandeira e nosso slo-

Assessoria

RESULTADO – 2° TURNO Jair Bolsonaro – 57.797.073 votos Fernando Haddad – 47.039.291 votos • Com 99,99% dos votos apurados Bolsonaro diz que projeto de ser presidente surgiu há quatro anos

gan, fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramentas para consertar o homem e a mulher: a Bíblia sagrada",

Ele lembrou que tomou a decisão de disputar a Presidência da República há quatro anos. "A verdade tem que começar a valer dentro

dos lares, até o ponto mais alto, que é a Presidência da República. O povo, mais que o dever, tem o direito de saber o que acontece em seu

país. Graças a Deus, essa verdade o povo entendeu perfeitamente. Alguém sem um grande partido, sem um fundo partidário, com gran-

de parte da grande mídia o tempo todo criticando, colocando-me numa situação, muitas vezes, próximo a uma situação vexatória". Sem fazer referência a Fernando Haddad, o presidente eleito falou que o país clamava por mudança e fez críticas à esquerda, prometendo governar sem indicações políticas. "Não podíamos mais continuar flertando com o socialismo, o comunismo e o extremismo da esquerda. (...) O que eu mais quero, seguindo o ensinamento de Deus, ao lado da Constituição brasileira, inspirando-se em grandes líderes mundiais e com uma boa assessoria técnica e profissional, isenta de indicações políticas de praxe, começar a fazer um governo, a partir do ano que vem, que possa colocar o Brasil em um lugar de destaque", afirmou. Bolsonaro disse ainda que terágovernabilidade,"dadoos contatos que fizemos ao longo dos últimos anos" e disse que "todos os compromissos assumidos com essas bandeiras serão cumpridos, com o povo em cada local do Brasil em que estive presente". Minutosdepois,Bolsonaro falou em rede nacional, para emissoras de rádio e televisão do país. Antes de ler o discurso escrito, houve um rápido momento de oração, puxado pelo senador Magno Malta (PR), integrantedabancadaevangélica e aliado do presidente eleito. Nesse segundo pronunciamento, Bolsonaro voltou a agradecer a Deus e ao povo brasileiro e falou dos diversos compromissos assumidos. (Agência Brasil)

Bolsonaro vence em 16 unidades Bolsonaro confirma quatro ministros para seu governo da Federação, Haddad em 11 O presidente da República eleito, deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), ganhou em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, o candidato do PT, Fernando Haddad, liderou em 11 estados. Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Ron-

dônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo. As unidades da Federação onde Bolsonaro obteve os melhores resultados foram Santa Catarina (75,92%), no Acre (73,74%), em Rondônia (72,04%), em Roraima (71,29%) e no Distrito Federal (69,99%). Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins. As maiores vanta-

gens foram registradas no Piauí (76,93%), no Maranhão (72,66%), na Bahia (72,56%) e no Sergipe (67,55%). Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões: Norte (51,14%), Centro-Oeste (66,6%), Sul (68,27%) e Sudeste (65,48%). Haddad venceu somente no Nordeste, com 69,47% dos votos válidos. No exterior, onde 87,88% das urnas estão totalizadas, Bolsonaro obteve 70,62%, contra 29,38% de Haddad. (Agência Brasil)

Haddad agradece votos Recebido entre palmas de correligionários,liderançasde PT, PROS, PCdoB, PSOL e movimentos sociais, o candidatoderrotadoapresidenteda República Fernando Haddad agradeceu na noite de ontem os 46 milhões de votos no segundo turno das eleições. Em tom firme, Haddad discursou por cerca de dez minutos e garantiu que se

manterá na oposição parafraseando o hino nacional. "Verás que um professor não foge à luta. Nem teme quem adora a liberdade a própria morte", afirmou, ao lado da esposa, Ana Estela Haddad, seus filhos Bernardo e Ana Carolina, sua mãe, e irmãs. Haddad ressaltou que há um longo período as "instituições são colocadas à prova

a todo instante" e que soberania nacional e a democracia são valores que estão "acima de todos nós." Temos uma tarefa enorme no país, que é em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades desses 45 milhões de brasileiros", argumentou. "Parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento", completou.

A definição do ministério do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá se acelerar nos próximos dias, mas os primeiros nomes foram confirmados por ele. No poderoso ministério da Fazenda, que poderá ser renomeado para Economia, figura desde o início o economista Paulo Guedes. Para a estratégica Casa Civil, foi escolhido o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). E para o Ministério da Defesa, a escolha recaiu sobre o general reformado Augusto Heleno. A pasta de Ciência e Tecnologia, o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que é tenente-coronel da Aeronáutica, também foi confirmado por Bolsonaro e ele próprio admitiu que aceitaria a missão. A meta máxima de 15 ministérios, por exemplo, já não é uma certeza. A primeira polêmica surgiu com a tão anunciada e propagada pelo candidato fusão entre as pastas da Agricultura e Meio Ambiente. Após receber visitas de empresários, expor-

tadores, e de representantes do agronegócio, ficou claro que é preciso analisar eventuais prejuízos na economia internacional com as possíveis mudanças. Hoje, o principal discurso de Bolsonaro é afirmar que irá ouvir e avaliar todas as vertentes políticas e econômicas antes de tomar qualquer decisão. Paulo Guedes é carioca, tem 69 anos, é formado em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com mestrado pela Universidade de Chicago. É conhecidonomeioacadêmico, tendo lecionado na PUC-Rio e na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi um dos fundadores, em 1983, do Banco Pactual. O deputado gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM-RS) foi escolhido para a Casa Civil pelo trabalho de articulação legislativa desempenhado com sucesso no Congresso, meses antes do início da campanha, arregimentando maioria parlamentar de sustentação a Bolsonaro. Onyx tem 64 anos, nasci-

do em Porto Alegre, formado em medicina veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Está em seu quarto mandato como deputado federal, depois de exercer dois mandatos como deputado estadual. Também aparece cotado para um ministério da Infraestrutura o general da reserva Oswaldo de Jesus Ferreira, 64 anos, que atuou em Brasília como um dos coordenadores do plano de governo de Bolsonaro. O general, que chegou ao posto máximo da carreira como chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, tem como meta retomar as obras paralisadas, o que exigirá aumento das verbas para investimentos, hoje reduzidas. Na área de educação e comunicações, surge o nome do general Aléssio Ribeiro Souto, que tem coordenado esta área do programa de governo, mas há políticos do DEM cotados para ser ministro da Educação.


ELEIÇÕES 2018

COBERTURA ESPECIAL

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

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QUEM É

Trajetória e polêmicas de Jair Bolsonaro, presidente eleito D

esde o período préeleitoral, sem o expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República e venceu o primeiro turno e conquistou a presidência no segundo turno com mais de 55% dos votos válidos. Com apoio até de defensores da monarquia, o capitão da reserva, nascido em Campinas (SP) há 63 anos, fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas. Ocupando o espaço de principal rival do PT, Bolsonaro firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos - que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar. Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior. Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” - um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas. Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Assessoria

Deputado federal Jair Bolsonaro, que se elegeu ontem presidente do Brasil

Durante a campanha, seu discurso foi se tornando mais moderado. Teve inclusive que enviar carta ao STF para prestigiar a Corte depois que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SL), apareceu em vídeo dizendo que “bastava um cabo e soldado para fechar o STF”. Jair Bolsonaro condenou a violência entre eleitores e conclamou os brasileiros à pacificação. MULHERES Com o sucesso de suas propostas e de sua pregação, Bolsonaro virou um fenômeno de massa, mas encontrou resistência, segundo demonstraram as pesquisas de opinião, no eleitorado feminino. Ele afirmou considerar questão de mercado a diferença salarial entre homens e mu-

lheres – posição da qual mais tarde recuou. O candidato já foi condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por apologia ao estupro. Em 2014, da tribuna da Câmara, ele disse à colega deputada Maria do Rosário (PTRS) que ela não merecia ser estuprada. Ele recorreu e o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Por causa dessa decisão do STJ, ele se elege como o primeiro presidente que é réu na Justiça. MEMÓRIA Um fato rumoroso marca o início da vida pública de Bolsonaro. Em 1987, reportagem publicada pela revista Veja informou que havia um plano denominado "Beco Sem Saída" para explodir bombas em banheiros da Vila Militar, da

Saiba quem é Michelle de Paula O presidente eleito Jair Bolsonaro terá ao seu lado a brasiliense Michelle de Paula – como Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro gosta de ser chamada. Ela passará a ocupar, a partir de janeiro, posto de primeiradama e terá a tarefa de olhar para as causas sociais do Brasil. Os dois se conheceram na Câmara dos Deputados em 2007. Na época, Michelle era secretária parlamentar na Casa e Bolsonaro já cumpria o seu quinto mandato como deputado federal.

Após seis meses de namoro, o político a pediu em noivado e, passados mais 90 dias, os dois se casaram no civil, em novembro daquele mesmo ano. Michelle é mãe da filha mais nova de Jair Bolsonaro, Laura, de 8 anos. O casal mora em um condomínio de casas na orla da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio de Janeiro). Michelle trabalhou como funcionária da Câmara entre 2006 e 2008. No período, ocupou o cargo de secretária parlamentar nos gabinetes dos

Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), quartéis e locais estratégicos do Rio. O objetivo seria protestar contra os baixos salários. O então capitão publicara um artigo em que reivindicava a melhoria dos soldos – o que lhe rendeu, posteriormente, punição disciplinar. Na ocasião, Bolsonaro foi identificado como fonte da reportagem, que exibia croquis feitos a mão supostamente pelo próprio militar. Ele negou as acusações, recorreu ao Superior Tribunal Militar (STM) e foi absolvido. Em 1988, foi para a reserva. Já conhecido e identificado inicialmente como porta-voz de reivindicações militares, iniciou então a carreira política no Rio de Janeiro. Com a pauta ampliada para segurança e temas

“contra a ideologia esquerdista”, foi eleito sete vezes deputado federal, permanecendo quase três décadas no Congresso Nacional, período em que apresentou mais de 170 projetos, mas teve apenas dois aprovados. Foi o mais votado no Rio para a Câmara em 2014, obtendo 464 mil votos.

ex-deputados Vanderlei Assis (PP-SP) e Dr. Ubiali (PSB-SP). Em 2007, a esposa de Bolsonaro foi nomeada para uma posição na liderança do PP – sigla do político carioca, na época –, na qual permaneceu entre junho e setembro. Em 18 de setembro de 2007, a funcionária foi nomeada para o gabinete de Bolsonaro, também como secretária parlamentar. Contudo, a brasiliense acabou exonerada em novembro de 2008, após uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) emitida em agosto daquele ano proibir a contratação de parentes até terceiro grau. Partiu dela o pedido para

que Malafaia celebrasse seu casamento religioso com Bolsonaro, em 21 de março de 2013. O dia foi escolhido por ser o aniversário do parlamentar e a véspera da data de nascimento da noiva. No entanto, a brasiliense começou a frequentar a Igreja Batista da Atitude, que também mantém uma sede na Barra da Tijuca, a partir de 2017. Na nova igreja, Michelle envolveu-se com a educação de surdos e mudos. A brasiliense chegou a trabalhar, inclusive, com a tradução simultânea dos cultos para a língua brasileira de sinais (libras). (Com informações do Pleno News)

CORRIDA PRESIDENCIAL Na corrida ao Palácio do Planalto, o candidato teve dificuldade para ampliar alianças e negociar um nome para vice-presidente cargo entregue ao polêmico general Mourão (PRTB), que trouxe consigo o apoio de alas da elite das Forças Armadas. Bolsonaro já negou várias vezes que tenha existido golpe militar e tortura política no Brasil.

Desde o início, ele apresentou o banqueiro Paulo Guedes como o fiador de seu programa econômico. Com o aumento de sua popularidade e a entrada de Guedes na campanha, cresceu também o apoio de setores empresariais e financeiros ao PSL. Fiel ao discurso anticorrupção, diz que vai combatê-la acabando com ministérios e estatais. Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais três estão na vida política – Carlos é vereador no Rio, Flávio é deputado estadual no Rio e Eduardo é deputado federal por São Paulo. O PSL é o seu nono partido. À Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões. Com apenas oito segundos de propaganda eleitoral, o candidato e seus filhos, que costumam criticar a imprensa, usaram as redes sociais intensamente e terminaram acusados pelos adversários de liderarem a produção de fake news nessas eleições. Denúncia sobre o uso impulsionado de mensagens em aplicativos, supostamente pago por empresários próBolsonaro, está sendo investigada pela Justiça Eleitoral. Pelas redes, detalharam até o estado de saúde de Bolsonaro quando esteve hospitalizado durante o primeiro turno, alvo de atentado a faca – algo que nunca aconteceu a presidenciáveis em campanha, após a redemocratização no Brasil. Ferido em 6 de setembro quando participava de ato público em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou 22 dias internado, recuperando-se de uma hemorragia e de duas cirurgias no intestino. Ele foi atacado pelo desempregado Adélio Bispo – que hoje é réu por “atentado pessoal por inconformismo político”. Nos últimos dias de campanha, Bolsonaro, que votou com colete à prova de bala e forte esquema de segurança, voltou a dizer que não acredita que Adélio agiu sozinho.

Assessoria

Michelle ocupará a função de olhar para as questões sociais do Brasil


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SEGUNDA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2018

NOVO GOVERNO

Temer afirma que transição começa nesta segunda-feira O

presidente Michel Temer (MDB) votou cedo neste domingo (28) de eleição. Logo depois das 8h, ele já estava em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na seção de votação. Temer disse que a transição para o novo governo já começa nesta segundafeira (29). "Vamos começar a transição logo, prontamente amanhã, e faremos uma transição muito tranquila, muito sossegada. Já estão praticamente organizados, em relação a todos os setores do governo, os tópicos da transição. De modo que a equipe do eleito, quando fizer contato, já receberá praticamente todos os dados do atual governo, daquilo que foi feito e daquilo que ainda precisa ser feito", explicou Sobre um possível apoio do MDB ao governo de Jair Bolsonaro

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

César Itiberê

Presidente Michel Temer vota no segundo turno

(PSL), o presidente afirmou que não há nenhuma

decisão nesse sentido, mas que o partido resol-

verá o que pode fazer. O presidente defendeu

que a partir da decisão soberana do eleitor, o país

possa ser reunificado, ressaltando a essência pacífica do povo brasileiro. “Os brasileiros são muito ligados à solidariedade, à amizade, à fraternidade, vai se irmanar a partir do dia de hoje e vamos em frente", disse. Michel Temer assumiu a presidência da República em 2016, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Sofreu forte resistência do povo, principalmente devido à campanha do “golpe” conduzida pelo PT. A impopularidade foi inevitável, o que impediu qualquer possibilidade de Temer concorrer à reeleição. O desgaste de sua imagem que alcança mais de 90% de reprovação popular, obrigou o presidente a acompanhar as eleições de longe. Nenhum candidato quis o seu apoio, nem seu ex-ministro Henrique Meirelles, que concorreu o primeiro turno pelo MDB. Além disso, Michel Temer é alvo de investigações e de processo por suposta prática de crime de corrupção. A partir de 1° de janeiro, sem o foro privilegiado, e como cidadão comum, ele vai prestar contas com a Justiça brasileira.


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