Retorno às 'Na minha aulas é um imaginação, desafio eu fui a 1901' Pedagoga e psicóloga orientam sobre como lidar com as crianças. sua vida mulher
O padre educador Sátiro Cavalcanti Dantas revela a sua emoção com o reconhecimento do curso de Direito da Faculdade Diocesana de Mossoró. revista domingo @defato_rn
17os an
Kadu fala sobre desafio
/jornaldefatorn
Pré-candidato a vice-governador, publicitário Kadu Ciarlini diz que chegou a vez dos jovens na política. principal 3 e 6
MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 29 DE JULHO DE 2018 | EDIÇÃO 5.228 – ANO XVIII | R$ 2,50
violência
Duas irmãs e um bebê de oito meses mortos >> Sheylla e Samira foram mortas com tiros na cabeça. Sheylla, de apenas 19 anos, estava grávida de 36 meses.
>> Equipe do Samu chegou a fazer o parto, mas bebê não resistiu a uma parada cardíaca e morreu minutos depois.
>> Pai do bebê identificado como "Roberto" é o principal suspeito. Ele baleou a mãe das vítimas. principal 8 Fotos: Reproduções/Blog do Scarlack
Diaconia
Força da mulher na agricultura agroecológica Projeto “Cinco mulheres e uma terra” no assentamento São José em Caraúbas é exemplo bem-sucedido. ESTADO 1
Cresce número de jovens com aids Entre 2016 e 2017, números de jovens com o vírus em Mossoró aumentou 100% na faixa etária dos 15 aos 19 anos de idade. mossoró 1 NESTA EDIÇÃO OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA.............................................p3 CÉSAR SANTOS................................p5 braSIL/MUNDO...............................p7 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ.....................................p1 a 8 ESTADO .............................. p1 a 4 DOMINGO............................p1 a 16
2 OPINIÃO
DOMINGO, 28 de julho de 2018
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
A JORNALISTA QUE APRENDEU A CRASEAR Divulgação
Edmílson Caminha
Escritor, membro da Academia de Letras do Brasil edmilson.caminha@gmail.com
C
omecei a escrever para a imprensa em 1966, com 14 anos de idade, no jornal O Povo, de Fortaleza. Não tenho feito outra coisa desde então, há mais de 50 anos, donde se pode concluir que, se não aprendi a rabiscar coisa que preste, por falta de tempo é que não foi. Embora sem diploma (iniciei-me no jornalismo antes da lei que o regulamenta), sou a favor dele: só em um curso de comunicação se estudam disciplinas técnicas como projeto gráfico, diagramação e jornalismo digital, a par das cadeiras de teoria da comunicação e história da imprensa. No mínimo, tem-se a oportunidade de conhecer a língua com que se vai trabalhar, a exemplo do cálculo para o engenheiro, da anatomia para o médico e da meteorologia para o aviador. Houvesse a qualificação profissional exigida em outros ramos, o volume de erros na imprensa não a comprometeria tanto. Vivemos a era dos pleonasmos, como “estado democrático de direito”. Se há democracia, pressupõe-se a vigência da lei. Não se conhece estado democrático que não de direito, o que não vale para a recíproca: com o golpe de 1964, continuamos a ter no Brasil um estado de direito (à força de leis, embora discutíveis), mas não democrático. Diga-se, assim, estado de direito democrático, ou simplesmente estado democrático, pois, para bom entendedor, dispensa-se afirmar o óbvio. Já que estamos a falar de república, frequentemente ouvimos: “sobre a questão, o Presidente não fez qualquer comentário”, como se o pronome significasse nenhum. Se o paciente ouve do médico “este antibiótico não se encontra em qualquer farmácia”, deve concluir que o medicamento só se acha em certas farmácias, não em nenhuma farmácia. Quem sabe escrever infor-
mará, portanto, que o Presidente não fez nenhum comentário, não fez comentário nenhum ou não fez comentário algum. Reconheça-se, porém, a criatividade dos jornalistas que “reinventam” a língua, porque, para eles, esse negócio de precisão vocabular não tem nenhuma importância (ou qualquer importância, como certamente dirão...).
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Vivemos a era dos pleonasmos, como “estado democrático de direito”
A propósito: que vem a ser “presidente em exercício?” Na ausência do titular, quem assume o cargo torna-se presidente interino (o vice-presidente da República, ou o presidente da Câmara dos Deputados, ou o presidente do Senado Federal, ou o presidente do Supremo Tribunal Federal que se achará no exercício da Presidência, por ocupá-la provisoriamente). Interinidade que, por sinal, carece de razão, pois com ela o país passa a ter dois presidentes, o verdadeiro e o nem tanto... Nestes tempos de internet e de comunicação instantânea, o chefe de estado ou de governo pode tomar decisões de onde quer que se encontre, como ocorre, por exemplo, com os Estados Unidos. Consultor legislativo da Câmara dos Deputados, lutei em vão para explicar que sessões solenes não “homenageiam o centenário” de ninguém, mas prestam homenagem a alguém pelos cem anos do nascimento, ou da morte, ou de um feito relevante. Esforço inútil, na casa onde se escreve que “fulano de tal, enquanto ser humano...”, como se pudesse deixar de sê-lo, pois a conjunção é temporal. O que, pensando bem, até que pode acontecer, quando figuras nos obrigam a desconfiar de que não viemos de espécies irracionais, mas estamos vindo... Com tantos poderosos que viram réus ou cumprem temporada na cadeia, é bom distinguir penalizar (causar pena, condoer) de
direção geral: César Santos diretor de redação: Edilson Damasceno Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
apenar (aplicar pena, condenar). Assim, um corrupto não é “penalizado”, mas apenado com 12 anos de prisão. Penalizados devem sentir-se os que tiravam proveito do roubo, e que veem o propinoduto fechar-se, até que outro se abra... Só não digam, por favor, que concordam comigo em gênero, número e grau, simplesmente porque não se exige concordância do grau. Na frase “estas duas escritoras inglesas ganharam o Nobel de literatura”, com o substantivo feminino plural (escritoras) concordam, em gênero e número, o pronome (estas), o numeral (duas) e o adjetivo (inglesas); a forma verbal (ganharam) concorda com a terceira pessoa no plural (elas). Houvesse concordância de grau, não escreveríamos “criancinha bonita”, “homenzarrão gordo”, mas, obrigatoriamente, criancinha bonitinha, homenzarrão gordão... Assim, pode-se concordar em gênero, número e pessoa, ou, os eruditos que sabem latim, em gênero, número e caso... mas em “grau”, nunca. Foi preciso Evandro Carlos de Andrade, conhecedor da língua portuguesa, assumir o Departamento de Jornalismo da Globo para ensinar aos colegas: com particípios verbais no papel de adjetivos, não se usam superlativos relativos sintéticos, mas analíticos: “o pastor foi o mais bem (e não ‘o melhor’) votado no primeiro turno”; “o juiz era o mais mal (e
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não ‘o pior’) preparado para promover a conciliação”. Deveria ter aproveitado para esclarecer que o verbo pegar só tem um particípio passado, regular: pegado. A bola, portanto, não é “pega” (muito menos “pêga”, como pronunciam alguns) pelo goleiro, mas simplesmente pegada; o ladrão foi pegado (não “pego”) pela polícia. Aos alunos que objetavam “mas, professor, assim vão dizer que estou falando errado!”, minha resposta era que cada um deve ocupar-se com a própria falta de conhecimento, pois à ignorância dos outros só Deus pode dar fim... Em palestra para assessores de imprensa do Governo do Ceará, uma pergunta sobre crase me levou a dar exemplos da contração da preposição a com o artigo a (a + a = à). Ao fim, aproximou-se uma recém-formada jornalista para confessar, com surpreendente honestidade, que pela primeira vez entendera o que vinha a ser crase... Redatora de notícias para jornais, revistas e emissoras de rádio e de televisão cearenses, passara por colégios e universidade sem compreender o enigma daquele acento virado para a esquerda, que às vezes se punha, misteriosamente, sobre o a. Para recompensar-lhe a franqueza, admiti que a questão atrapalhava muita gente, e que era bom esclarecer as dúvidas: afinal, como já dissera Ferreira Gullar, “a crase não foi feita para humilhar ninguém”...
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 29 de julho de 2018
cafezinho com césar santos
cesar@defato.com
Kadu Ciarlini
‘Meu sentimento é de querer ver o desenvolvimento do RN’ >> Kadu Ciarlini é publicitário, tem 33 anos de idade. Nasceu em ambiente político. Filho do ex-presidente da Assembleia Legislativa e líder político Carlos Augusto e da prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP). A política está no seu DNA. Agora, tem o seu primeiro grande desafio: disputar as eleições majoritárias deste ano como candidato a vicegovernador na chapa encabeçada pelo candidato a
governador Carlos Eduardo (PDT). Indicado por seu partido, o PP, Kadu Ciarlini afirma ter encontrado motivação no momento delicado da política e do Rio Grande do Norte, por entender que pode colaborar com o futuro governo para tirar o Estado da situação em que se encontra. No “Cafezinho com César Santos”, o pré-candidato a vicegovernador fala desse desafio.
POR: César santos - FOTO: Arquivo
A POLÍTICA brasileira vive um momento delicado, com o descrédito da maioria, e o senhor decide ser candidato pela primeira vez exatamente no momento de crise. Onde o senhor busca motivação para aceitar esse desafio? A MINHA motivação é que sou um brasileiro, um norte-rio-grandense que quer ver o meu país, o meu estado, ser transformado. O fato de ser de uma família tradicional de Mossoró não impede que no meu sangue não pulse a indignação por ver um país tão maravilhoso, com tantas potencialidades, ainda ter tanta desigualdade, tanta miséria. O meu sentimento é o de querer ver o desenvolvimento desse potencial que existe em nossa região, em nosso estado, para encontrar um caminho que gere cidadania, oportunidade e dignidade para as pessoas. Eu não tenho medo desse momento de intranquilidade na política, pois tenho convicção da minha boa índole, do meu caráter, das minhas boas intenções da minha capacidade. Os bons brasileiros, os bons potiguares podem e devem fazer parte da política e da vida pública. A política precisa disso. Por isso, eu topo entrar, mesmo em um momento complexo como este em que estamos vivendo. ESSA é a sua primeira campanha eleitoral como candidato, e logo postulante a um cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte. Por que uma postulação em chapa majoritária? MOSSORÓ e a região Oeste, na eleição passada, sofreram perda de representação política. Isso atrapalhou muito o processo de desenvolvimento e de conquistas sociais. O que houve é que desenvolvi um trabalho, desde a luta política de 2016, passando por um assessoramento direto à prefeita Rosalba Ciarlini,
que chamou atenção do meio político. Com isso, o pré-candidato Carlos Eduardo me convidou e as pessoas do seu grupo me elegeram como o nome ideal. O convite foi formulado para também prestigiar a cidade de Mossoró com um representante que vai lutar por agilidade nas soluções no que se refere ao Governo em nosso município e, sendo assim, aceitei o desafio. Sei que o fato da minha juventude e por ser a minha primeira candidatura podem suscitar dúvidas. Mas, as pessoas me conhecerão. Verão as minhas entrevistas, as ideias que lancei e já estão em prática, como o projeto Ônibus Inteligente, muito bem aceito. É uma motivação enorme ser o precursor, a pessoa que está levando ao Rio Grande do Norte essas ideias de políticas públicas inteligentes. No Ônibus Inteligente, o usuário sabe a hora da passagem do transporte coletivo, evitando ficar suscetível aguardando
na parada com o risco de ser assaltado, pois sabemos que a situação da segurança piorou. Ninguém que eu conheço que ingressou na política estudou e se preparou tanto quanto eu. Por isso me sinto absolutamente confiante nessa contribuição em termos de trabalho para Mossoró, re-
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inicial, eu vou surpreender positivamente. Essa será a minha grande satisfação. QUANDO o seu nome foi anunciado como précandidato a vice-governador de Carlos Eduardo, logo surgiram críticas por sua juventude e pelo fato de ser a primei-
Usarei a garra da juventude, a voz incansável em defesa do nosso Estado. Isso se converterá em mais ações, mais policiamento, mais investimento em áreas essenciais. ”
gião Oeste e todo o estado. Eu quero olhar para as pessoas no futuro e perceber que, se houve desconfiança
ra que disputará um cargo eletivo. A sua juventude é sinônimo de inexperiência?
EU TENHO 33 anos de idade. A prefeita Rosalba foi eleita a primeira vez com 35 anos. Todos sabemos que foi uma grande prefeita e que continua fazendo um trabalho digno e reconhecido. Ela conseguiu superar as principais adversidades de um descalabro administrativo herdado da gestão anterior, a exemplo dos salários atrasados. Citaria outros brasileiros que iniciaram jovens a trajetória. Como o pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, que foi prefeito de Fortaleza aos 29 anos e governador do Ceará aos 31. Eu tenho bagagem, estudei, me preparei. Tenho ideias já lançadas em Mossoró para soluções e eficiência no serviço público. Me sinto preparado para essa missão. É POSSÍVEL afirmar que a sua presença na chapa majoritária representará a juventude na campanha? Vai atrair o interesse dos jovens
para o processo de escolha do futuro governante? NÃO só a juventude, mas a região Oeste está representada. Teremos um oestano, um mossoroense, com boas ideias. E não são só boas ideias. Algumas já estão em prática. Desde a criação das propostas de campanha, como as ações de políticas inteligentes em Mossoró, a juventude permite um novo olhar, ideias inovadoras de que o nosso estado precisa para encontrar soluções neste momento. Trago essas ideias modernizadoras das “smartcities” que já têm alcançado resultados maravilhosos em várias cidades pelo país, que trazem benefícios para a gestão, mas, sobretudo, para o cidadão. Preciso frisar da minha afinidade com o pré-candidato Carlos Eduardo, com a equipe do seu plano de Governo. Tenho certeza que as ideias se converterão em trabalho para Mossoró, para a região Oeste. Usarei a garra da juventude, a voz incansável em defesa do nosso estado. Isso se converterá em mais ações, mais policiamento, mais investimento em áreas essenciais. Além da própria parceria administrativa com a prefeita Rosalba, porque a união de forças é fundamental. O SENHOR, como profissional de marketing político e eleitoral, participou de campanhas vitoriosas no Rio Grande do Norte e em outros estados. De que forma essa experiência pode ser colocada em favor da campanha deste ano? TER trabalhado com comunicação pública ajuda no estudo da realidade sociológica, dos anseios da população. Como é fundamental ouvir as pessoas. Trabalhar nessa área não desabona ninguém, porque acredito que há um certo preconceito com o profissional de marketing, em função de incompreensões, em imagens que não correspondem à realidade. Foi muito interessante essa minha incursão fora do estado, na vida profissional, para poder ver experiências e trazê-las para a nossa terra. O único ponto negativo é ver alguém que você já trabalhou, daí você nutre aquela esperança de que aquele candidato faça um brilhante trabalho, aí surge alguma decepção. É nessa hora que também pensamos em sair dos bastidores e ir para a linha de frente. Dar uma pausa na minha carreira profissional significa trabalhar pela minha região, pelo meu estado. Tenho convicção que essa foi uma decisão correta. CONTINUA NA PÁG. 6
6 entrevista
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Continuação da página 3
‘Os problemas do Rio Grande do Norte se agravaram, isso é nítido, é sentido por todos’ O FATO de ser filho da prefeita de Mossoró, o segundo maior colégio eleitoral do estado, aumenta a responsabilidade de sua postulação. Passa ser obrigação vencer na cidade, pois estará em julgamento a gestão Rosalba Ciarlini. Como o senhor vê esse desafio? TEMOS uma gestão que iniciou com grandes desafios. Primeiro, tínhamos servidores com dois meses de salários atrasados. A prefeita conseguiu definir um calendário de pagamento e honrar a folha de pagamento em dia, muitas vezes até antecipando. O mossoroense reconhece esse trabalho. Temos uma gestão com maioria de aprovação, mesmo em um cenário de dificuldades vivido pela maioria dos municípios brasileiros. Tenho consciência da responsabilidade que é ser o nome da prefeita Rosalba, mas sabe-
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mos que há um trabalho sendo feito. Mas, o que vai ser julgado é se Mossoró quer ter um vice-governador da terra, que vai ser um elo maior tanto para a cidade como para a região, além das nossas ideias, os nossos caminhos, para solucionar os mais graves desafios do estado. Isso é o que vai ser levado em conta pelo eleitor. Não apenas a gestão. Não estamos em uma eleição municipal, mas em uma eleição estadual. O SENHOR já antecipou que pretende, com a sua postulação a vicegovernador, colocar em debate projetos que o senhor julga importantes para resgatar o Rio Grande do Norte. O senhor pode antecipar alguns pontos do que será defendido na campanha? UM PONTO basilar dessa minha postulação é de que precisamos fazer
Tenho consciência do que é ser o nome da prefeita Rosalba, mas sabemos que há um trabalho sendo feito. Mas o que vai ser julgado é se Mossoró quer ter um vice-governador da terra.”
um esforço hercúleo para utilizar bem os recursos do RN Sustentável, adquiridos pela prefeita Rosalba enquanto esteve no Governo do Estado. É inacreditável que estamos há quase 4 anos com esses recursos disponíveis e que não se utilizou adequadamente. Esses recursos poderiam dar um grande salto no desenvolvimento, transformando
Mossoró e a região Oeste em um canteiro de obras. Então, agora precisamos de gente capaz e de vontade política. Gente com bons projetos, para que o Banco Mundial se sinta seguro nos investimentos que faz no Rio Grande do Norte. Várias das minhas ideias passam pelo reequilíbrio fiscal do Estado. É nítido que as despesas precisam caber dentro da
receita. Em vários estados, com a utilização de inovação, a exemplo de um projeto intitulado em algumas regiões de “Nota Legal”, que faz que o cidadão tenha interesse em receber a nota fiscal em troca de descontos ou outros impostos para registro no CPF. Isso pode aumentar a arrecadação sem necessariamente aumentar tributos. O cami-
nho é o da modernização administrativa. Essa política engessada, principalmente praticada nos últimos três anos, não trouxe resultados. O GOVERNADOR Robinson Faria tentou o apoio do seu grupo político, mas a decisão foi pela candidatura de Carlos Eduardo. O que pesou para o senhor e o seu grupo fazer a escolha? O FATO de que enxergamos que Carlos Eduardo é o melhor para o Rio Grande do Norte, por ser um gestor comprovadamente eficiente, tendo sido aprovado em Natal por quatro vezes. Isso estamos falando de uma cidade complexa, a maior do estado. Além disso, Carlos Eduardo enfrentou situações de crise e recolocou a cidade no rumo certo. O Rio Grande Norte precisa de um grande gestor e ele é essa pessoa. EM POST nas redes sociais, o senhor disse que o RN está agudizando pela péssima gestão do atual governador e que é preciso um novo rumo completamente diferente. Que rumo é esse? OS PROBLEMAS do Rio Grande do Norte se agravaram, isso é nítido, é sentido, mostra que as coisas não foram feitas da forma ideal. O caminho para o Rio Grande do Norte resgatar o seu potencial, temos aí os recursos do RN Sustentável, que um grande montante sequer foi utilizado. Isso mostra que o nosso estado precisa mudar. Não esperem de mim radicalismo, agressividade. Disse em discurso que gostaria hoje de dizer que havia uma boa administração, mas isso não está ocorrendo. Por isso, a nossa opção é pelo bom gestor chamado Carlos Eduardo. Espero escrever, ao lado dele, uma belíssima página de superação na história do Rio Grande do Norte.
opinião 7
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césar santos cesar@defato.com
MACHISMO EXISTE TODO DIA
T
atiana Spitzner, de 29 anos, advogada, foi encontrada morta no último domingo (22) em um apartamento no centro da cidade de Guarapuava (PR). O marido foi preso, investigado por suspeita de feminicídio. Ivanilda Kanarski, de 30 anos, dona de casa, foi morta em um parque aquático em Irati (PR), atingida por disparos, na última quinta-feira (26). O marido foi preso, e é acusado por crime de feminicídio. As irmãs Sheylla Mendonça, de 19 anos, e Samira Mendonça, de 23 anos, foram mortas dentro do apartamento onde moravam, no bairro Alto da Conceição (zona sul de Mossoró). Além disso, a mãe das vítimas também foi atingida de raspão na cabeça. Uma delas estava grávida de 36 semanas; a
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criança também não resistiu. O caso que aconteceu na última sexta-feira (27) tem como principal suspeito o pai da criança, em mais uma prática de feminicídio. Em apenas uma semana, quatro mulheres e uma criança foram mortas por homens, maridos e pai, crimes motivados unicamente pelo machismo. O combate a crimes de feminicídio não pode ser apenas repressivo, com a aplicação da lei ao caso concreto; deve, principalmente, ser preventivo, com educação. Daí, a importância de se debater e pugnar práticas e discursos machistas desde o início da vida. Seja dentro de casa, nos grupos de amigos e, inclusive, nas escolas. Nesse último caso, uma grande ferramenta de luta contra essas práticas na vida adulta é o estudo de gênero dentro da sala de aula. O que não se confunde, de modo algum, com doutrinação, indução. Falar de gênero é exercitar a cidadania para o reconhecimento da igualdade entre homens e mu-
É preciso tirar o RN do descalabro e Robinson tem que cair fora."
terrível Absurda a violência em Mossoró. Quatro assassinatos em menos de cinco horas na noite de sexta-feira (27). Entre as vítimas, uma jovem de 19 anos grávida de oito meses. O bebê de 36 semanas não resistiu. Mossoró conta 148 mortes violentas no ano. Terrível.
lheres, é libertar sujeitos das amarras alicerçadas em convenções sociais, que tentam amordaçar mulheres e encarcerá-las no ambiente doméstico. Agindo assim, tentamos quebrar toda a conjuntura social que foi construída para manter a mulher nessa prisão cultural, tão agressiva quanto qualquer outra, especialmente por não haver qualquer crime no fato de “ser mulher”. Quando falamos que a educa-
ção em gênero liberta, queremos dizer que ela proporciona a qualquer pessoa, seja ela mulher, homem, cis, trans, gay, lésbica, bissexual, travesti (dentre outros sujeitos), a ser quem deseja ser. Se colocarmos abaixo o regime de precarização dos sujeitos que vivem fora da norma, lá no futuro veremos o resultado de um combate preventivo efetivo, este realizado por meio de um grande instrumento de poder: a educação. (BRENA SANTOS – ADVOGADA)
É NOTÍCIA 1
RAIMUNDO FERNANDES
Apodi está de luto com a morte de Francisco Paulo Freire, seu Chico Paulo. Líder político, homem empreendedor. Todas as lutas levantadas por ele. Respeitado por todos. Que descanse em paz.
Deputado estadual do PSDB, partido que apoia o governador Robinson Faria.
2 esam/ufersa
sétima arte
Nesta data, em 2005, o presidente Lula sancionava o projeto de lei 11.153 que transformava a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) em Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). A lei foi publicada na edição do Diário Oficial da União do dia 1° de agosto daquele ano. Na mesma edição, foi publicada a nomeação do primeiro reitor: Josivan Barbosa de Menezes.
Nesta segunda-feira (30), completa 25 anos que era exibido o último filme na telona do Cine Teatro Cid: "Esqueceram de Mim 2". No dia seguinte, o templo da sétima arte se transformou na sede da Cooperativa de Artistas, Técnicos, Produtores Culturais de Mossoró (COOCAR). Tempos depois, o Cid se transformou no Teatro Estadual Lauro Monte Filho. Hoje, em reforma.
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A Unidade de Pronto-Atendimento do Alto de São Manoel completa 16 anos nesta segunda-feira (30). A primeira UPA de Mossoró e do Brasil, projetada e inaugurada pela prefeita Rosalba Ciarlini, em sua terceira gestão na Prefeitura de Mossoró. Inelegível, o deputado José Adécio (DEM) lançou carta para anunciar que será substituído pelo filho Gustavo Costa (PSD) na disputa para manter a cadeira na Assembleia Legislativa. O juiz Agenor Fernandes da Rocha Filho, da 2ª Zona Eleitoral em Natal, comandará a propaganda eleitoral no Rio Grande do Norte, escolhido pelo TRE. A propaganda começa dia 31 de agosto. "Pente fino" vai cortar 1 milhão de benefícios irregulares no INSS. Em Mossoró e região, mais de 2 mil beneficiados podem perder o benefício. A revisão médica começou em Mossoró.
bico longo A convenção do PSDB neste domingo (22) vai oficializar aliança com o governador Robinson Faria (PSD) e homologar a candidatura de Geraldo Melo ao Senado, mas os holofotes estão direcionados para Sandra e Larissa Rosado. Elas vão com Robinson ou continuam a parceria política com a prefeita Rosalba Ciarlini?
E o vice? O governador Robinson espera que a convenção do PSDB ofereça o seu companheiro ou companheira de chapa. De preferência, que o vice seja de Mossoró, para bater de frente com Kadu Ciarlini (PP), vice de Carlos Eduardo (PDT).
outro 'não' A vereadora de Natal Karla Dickson, do Pros, também disse "não" ao convite para ser vice de Robinson Faria. Tião da Prest e Jorge do Rosário, do PR, já tinham rejeitado a indicação.
Polícia Civil de São Paulo aponta ligação de agentes penitenciários com PCC, diz UOL
A
operação “Echelon” da Polícia Civil do estado de São Paulo aponta que agentes penitenciários em todo o país estariam se aproximando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada neste sábado (28) pelo UOL. Segundo o site, a investigação chegou à conclusão através de um telefonema
grampeado em 25 de novembro de 2017, onde na ligação, um integrante do PCC teria falado sobre duas exclusões de "irmãos" da facção em Londrina (PR), após o “batismo” de dois agentes penitenciários. Ainda de acordo com o portal, Laudemir Costa dos Santos, “Dentinho”, que cumpre pena no presídio de Segurança Máxima de Campo
Grande, comanda o setor responsável por cadastrar e coordenar integrantes do PCC nos estados e país, além dos que estão em situação de inadimplência, dívida ou indisciplinas perante a facção criminosa. A reportagem também cita que uma interceptação telefônica de 7 de novembro de 2017 revelou dois integrantes da facção discutindo por que um advogado, iden-
Folhapress
Presídio de Campo Grande (MS), onde "Dentinho" afirmou ter batizado dois agentes, segundo o site tificado apenas como “Tiago”, integrante do crime organizado, teria sido barrado no concurso de agente penitenciário no Rio Grande do Norte sob a desconfiança de que ele entraria no "sistema"
para ajudar o "comando". A matéria informa que procurada, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (AGEPEN) do Mato Grosso do Sul disse que até então não tinha sido comuni-
cada sobre investigações da Polícia Civil, mas, que o caso seria apurado. A reportagem disse que o Departamento Penitenciário (DEPEN) do Paraná não se manifestou sobre o assunto até a publicação.
8 GERAIS
DOMINGO, 29 DE JULHo de 2018
Violência sem fim
Irmãs assassinadas; uma estava grávida de 8 meses
N
oite de sexta-feira (27) e início de sábado (27) sangrento em Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, a 265 quilômetros da capital. Quatro assassinatos foram registrados em menos de cinco horas, fazendo vítimas jovens entre 19 e 23 anos de idade. E o que causou mais revolta à população: um bebê de 36 semanas foi vítima de crime ocorrido no bairro Alto da Conceição (zona sul). O caso aconteceu no apartamento onde moravam as irmãs Sheylla Mendonça Bezerra, de 19 anos de idade, grávida de oito meses, e sua irmã Samira Mendonça Bezerra, de 23 anos, localizado próximo à praça do Alto da Conceição. Elas foram mortas a tiros, sem direito a defesa. O principal acusado é um homem identificado por “Roberto”, que seria o pai do filho de Sheylla. Sônia Maria de Mendonça, mãe das vítimas, foi ferida de raspão na cabeça e precisou de atendimento médico. O corpo de Sheylla foi
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
>> Equipe do Samu ainda conseguiu fazer o parto, mas o bebê de 36 semanas não resistiu a uma parada cardíaca Fotos: Reprodução blog do Scarlack
Samira e Sheylla Mendonça Bezerra foram mortas com tiros na cabeça
Dona Sônia Maria, mãe das vítimas, foi socorrida pelo Samu
encontrado na sala com uma perfuração provocada por um tiro na cabeça. O corpo de Samira foi encontrado em cima de uma cama dentro do quarto do apartamento, também com um tiro na cabeça. Segundo o perito criminal Renildo Marcelino, Samira pode ter sido morta dormindo. O perito não identifi-
acredita que o acusado tinha as chaves das portas. “Roberto” contou com ajuda de um comparsa, segundo informações colhidas no local. Uma equipe do Samu, chamada por vizinhos, ainda conseguiu retirar a criança (de 36 semanas), mas, segundo informações, ela não resistiu depois de ter sofrido
cou qualquer sinal de resistência ou outro tipo de violência nos corpos das vítimas. Segundo informações, o principal suspeito do duplo homicídio, identificado por “Roberto”, teria entrado no apartamento onde as vítimas moravam sem violar nenhuma porta de acesso. A polícia
uma parada cardíaca. Quando os profissionais médicos “Vanderley, Rodolfo do Samu e o Cb Lira, médico da Polícia militar” chegaram ao local, 15 minutos após o chamado, uma das vítimas, grávida no oitavo mês de gestação, no caso Sheylla, já estava morta na sala da residência. Numa corrida contra o
tempo, a equipe realizou o parto lá mesmo, na sala da casa, e a criança foi retirada ainda com vida. Segundo o médico Vanderley, em casos de emergência semelhantes, o tempo é fundamental para salvar a vida da criança. O tempo ideal e possível para o procedimento seria, no máximo, cinco minutos. A criança foi conduzida para a Casa de Saúde e Maternidade Almeida, mas não resistiu. A polícia iniciou diligências para prender o principal suspeito, mas não havia mais informações até o fechamento desta edição, por volta das 13h. OUTROS CRIMES Antes do duplo assassinato de Sheylla e Samira, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) já havia registrado dois homicídios. O primeiro vitimou Iego Rafael Souza de Medeiros, de 21 anos de idade. O crime aconteceu na Maisa (zona rural de Mossoró). O corpo dele foi encontrado com marcas de tiros em uma estrada carroçável. O segundo homicídio aconteceu na Rua João Damásio, no bairro Belo Horizonte (zona sul). Naim Hilquias Gomes de Oliveira, 21 anos, foi encontrado morto no local com marcas de balas. As informações deram conta de uma perseguição com tiros antes do ocorrido. Mossoró chega a 148 mortes violentas no ano.
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
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Mossoró (RN), domingo, 29 de julho de 2018
Alerta
Cresce número de jovens infectados pelo vírus da Aids >> Entre 2016 e 2017, crescimento foi de 100% na faixa etária dos 15 aos 19 anos; especialistas estão preocupados Agência Brasil
Maricelio Almeida
Da Redação contato@maricelioalmeida.com
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Contaminação entre jovens reacende alerta sobre a importância da prevenção 2006 a 2015, o número de brasileiros infectados pelo vírus da Aids saltou, na faixa etária de 15 a 19 anos, de 2,4 para 6,9 para cada 100 mil habitantes. Em 2016, do total de 1,8 milhão de novas infecções pelo vírus HIV registradas em todo o mundo, 600 mil ocorreram entre jovens de 15 a 24 anos.
Em 20 anos, Mossoró registra mais de 630 casos de Aids Ao longo dos últimos 20 anos, Mossoró registrou 636 casos de Aids. Os dados foram disponibilizados ao JORNAL DE FATO pela coordenação do Programa Municipal de IST/Aids. O ápice de pacientes infectados ocorreu em 2014, quando 78 pessoas foram diagnosticadas com a infecção. A doença voltou a cres-
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
cer em 2017, quando 76 casos foram registrados, sendo 53 homens e 23 mulheres acometidos pela doença. A série histórica aponta o ano de 1999 como o de menor número de pacientes diagnosticados, quando apenas uma pessoa foi infectada pelo HIV e desenvolveu a síndrome da imunodeficiência adquirida.
Aids em Mossoró: evolução histórica de 1997 a 2017
(*) Números fornecidos pelo Programa Municipal de IST/Aids
número de mossoroenses infectados pelo vírus da Aids, na faixa etária de 15 a 19 anos aumentou 100% entre os anos de 2016 e 2017, saltando de dois para quatro os registros na cidade. O quantitativo de pacientes pode parecer pequeno, mas revela uma tendência que tem assustado especialistas: os casos de Aids voltaram a crescer, principalmente entre os jovens. “O público jovem tem se contaminado muito. O alerta está aceso novamente, pois esse grupo está muito desligado das questões referentes à prevenção, ao autocuidado. O advento dos medicamentos trouxe uma perspectiva de tratamento, de uma qualidade de vida melhor, de a Aids ser caracterizada até como uma doença crônica. A gente só consegue quebrar essa cadeia com o entendimento de que é preciso se prevenir. Eu diria até que essa é uma questão comportamental”, afirma Conceição Melo, responsável técnica pelo Programa de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/ AIDS) de Mossoró. A realidade vivenciada na cidade não é diferente do contexto nacional e internacional. Dados divulgados por um levantamento realizado pelo Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostram que, de
Ano Diagnóstico
Masculino
Feminino
Total
1998 1999 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Total:
1 1 4 3 3 2 12 5 13 25 30 22 37 42 34 49 45 32 53 413
1 0 1 2 0 0 5 10 6 13 18 19 18 19 17 29 20 22 23 223
2 1 5 5 3 2 17 15 19 38 48 41 55 61 51 78 65 54 76 636
“O Ministério da Saúde vem trabalhando com várias ferramentas de prevenção e a gente tenta chegar com essas ferramentas aos usuários, inclusive os mais jovens. Em nível de Secretaria Municipal de Saúde, nosso papel é trabalhar a perspectiva de prevenção, com parcerias. É um trabalho incansável, e quanto mais parceiros para ajudar, melhor”, destaca Conceição Melo. Para o infectologista Alfredo Passalacqua, o aumento no número de casos, constatado também em seu consultório, está relacionado a vários fatores, entre eles a falta de orientação quanto à prática do sexo seguro, o uso de drogas, lícitas e ilícitas, e ainda os avanços no tratamento da doença, que proporcionam uma falsa impressão de que a cura pode estar próxima. “Estamos vendo um aumento do número de informações de que o tratamento está mais simples, e que em breve a cura vai estar acontecendo, então você junta tudo isso na cabeça de uma população que ainda está em formação, você vai acabar tendo o que estamos percebendo: pessoas jovens se infectando devido a essa soma de fatores, e infelizmente descobrese que o HIV não é tão simples assim”, alerta o especialista. O fato de os hospitais de referência no tratamento de HIV/Aids oferecerem serviços como a profilaxia pósexposição, que se trata, basicamente, da ingestão diária de um medicamento contra o vírus por pacientes não infectados após terem se exposto a uma situação considerada de risco, também pode favorecer, segundo Passalacqua, a prática de relações desprotegidas, principalmente entre os jovens. “São poucas medicações, poucos efeitos colaterais, então muitas vezes as pessoas têm relações sabidamente sem proteção, fazem de forma irresponsável e dizem: ‘Qualquer coisa vou lá no Hospital Rafael Fernandes e faço meu tratamento de alguns dias e não adquiro nada’; isso é errado, já que o tratamento é para situações extremas, para acidentes com material perfurocortante, o caso de um preservativo que venha a se romper, de um estupro, abuso sexual, temos alguns protocolos que devem ser seguidos. A informação às vezes é lançada na mídia, mas sem ter como foco o público mais jovem; é difícil conseguir que ele compreenda as consequências disso”, conclui o infectologista.
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POSICIONAMENTO
“Essa geração não viu a cara feia da Aids”, afirma psicóloga >> Anna Lívia destaca que os jovens adotam um comportamento desafiador por acharem que a doença não os atingirá
A
reportagem do JORNAL DE FATO ouviu a psicóloga Anna Lívia, para entender melhor o comportamento da atual geração de jovens. Para a especialista, apesar de terem acesso a informações propagadas pelos veículos de comunicação, os jovens não colocam as orientações em prática, adotando um comportamento de risco, desafiador, acreditando que a Aids não os atingirá. “À medida que os tratamentos vão consolidando sua eficácia, manter condutas saudáveis pode ser mais difícil. As novas gerações estão iniciando a prática sexual mais cedo, tendo um maior número de parceiros e utilizando com menor frequência o preservativo em relações não estáveis. Hoje, vivemos uma situação em
Foto meramente ilustrativa
que pessoas com HIV vivem muito bem, continuam bonitas, com o corpo em forma, não têm mais o estigma que tiveram. Essa geração não viu a cara feia da Aids, como ela debilitava”, pontua. Segundo a psicóloga, existe na contemporaneidade a falsa sensação de que a Aids está controlada, quando na verdade os números mostram uma evolução da doença na sociedade, o que pode ser explicada por diversos fatores. “Cada vez se discute menos sexualidade nas escolas e nas famílias, os jovens relaxaram na prevenção da doença e o tratamento evoluiu muito”, reforça. “Tudo isso faz emergir novos problemas, tanto do ponto de vista médico e psicológico quanto social, mostrando que as pessoas infectadas pelo HIV necessitam
Jovens: orientações de prevenção não são seguidas na prática muito mais do que indicação adequada de regimes terapêuticos e acesso a exames laboratoriais. A informação continua aliada importante nessa batalha. É necessário
alertar para os riscos da infecção e propagação do HIV/ Aids, através da conscientização nas escolas, nos meios de comunicação”, conclui Anna Lívia.
OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS
aristida603@hotmail.com
EXERCÍCIO SENTIMENTAL
H
oje amanheci com vontade de dar um passeio pela minha terra do nascimento, coisa que não faço há mais de ano. Pra ser mais exato, dois anos, por aí. Não menos. Mas ultimamente tem sido sempre assim: me animo, traço roteiros, até, e de repetente me bate um desânimo. Só encontro uma referência pra explicar esse estado de espírito: a ausência da humanidade antiga. Todos já se foram desta vida. Esse “todos” quer dizer o maior número. Ainda viverão alguns, muito poucos, dispersos por outras terras distantes. E que nunca mais voltaram à terra natal. Uma revisita ligeira, sequer. Um só dia. De qualquer forma, a ausência, em vida ou em morte, mudou a fisionomia humana da cidade. Já falei disso em outras ocasiões, eu sei disso, mas paciência. Na minha idade, é natural ao vivente humano, sabe-se, o estar sempre de volta aos tempos idos e vividos. Em falta de explicação melhor, digo isso um capricho da vida. Com tudo isso, quero significar que essa ausência, ou antes, esse perder de vista aquela humanidade antiga é o que mais me tem desencorajado à revisita a meus pagos: é que me sinto, lá, um estranho entre estranhos. E ponho-
me a recolher, de cada canto, uma saudade, como única gratificação sentimental. Rua em rua. Quero dizer, as ruas que ficaram, inapagáveis, na memória dos meus sentimentos. Com seu casario indiferente a requintes de arquitetura, quase sempre no intervalo entre as casas a vegetação mal-assobrada. Tempos tranquilos, e as ambições de vida, ou de consumo, como se diz hoje em dia, cabiam na mesma medida. Ih, vou me desviando do assunto. Ou não? Afinal, as minhas ruas antigas são referências daquela humanidade, boa e simples, que se foi da luz dos meus olhos. Em vida ou em morte. Como eu poderia lembrar, por exemplo, a figura sisuda e grave de seu Zé do Rosário, sem a evocação da Rua doMeio? Uma coesão perfeita. Falando nisso: em menino, eu tinha por certo que seu Zé do Rosário fosse o André Vidal de Negreiros da história do Brasil. Como seu Zé Vicente, fiscal da prefeitura, o mesmo Barão do Rio Branco; e seu Aristides Siqueira, José Bonifácio, em carne e osso. Ainda adulto, não era outra a impressão, fixa nos meus olhos. Pois, indo a Areia Branca, a memória dos meus olhos insiste em procurar os meus antigos nas ruas que, de certo modo, lhes faziam parte da identidade pessoal. As minhas ruas de antigamente. As quais, com eles, parece-me que se foram também. Hoje são outras.
CONCEITO
EIS O CANDIDATO
DEFINIÇÃO
Do Ministério da Saúde: “Os médicos matam mais do que o câncer”. Já Millôr Fernandes dizia que, no Brasil, morrese mais de medicina do que de doença. A medicina virou indústria, é isso.
Uma dona de cabaré em Fortaleza anuncia-se candidata à presidência da república, com o slogan: “De cabaré eu entendo”. Pronto – encontrei o candidato. Não precisa me dizer mais.
Se esse slogan contém a melhor definição para o Brasil, ao menos fica provado que aquela “dama da noite” conhece, e muitíssimo bem, o nosso (catastrófico) país. Definição na medida.
LINGUAGEM Sujeito composto com núcleos ligados pela preposição “com”. O verbo ficará de preferência (não necessariamente) no plural: O professor com seus alunos realizaram a pesquisa. Mas, preferir dar realçar o primeiro núcleo (professor), a concordância se faz no singular: O professor com os alunos realizou a pesquisa. Observe que, se o núcleo preposicionado vier separado por vírgulas, o verbo deverá concordar com o primeiro núcleo: O professor, com os alunos, realizou a pesquisa. Nesse caso, teremos sujeito simples. Trata-se de possibilidades da língua portuguesa, à escolha do falante. Questão de gosto.
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Saúde Arquivo
No local, são cultivadas várias plantas que têm efeitos medicinais
UBS dispõe de horta com plantas medicinais >> Os profissionais que trabalham na UBS localizada no bairro Costa e Silva explicam aos pacientes o uso correto das plantas medicinais
É
bem comum ver pessoas mais velhas utilizando plantas no tratamento de doenças. O uso de plantas para essa finalidade não é recriminado pela medicina convencional, desde que ocorra de forma correta. Em Mossoró, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Epitácio da Costa Carvalho, localizada no bairro Costa e Silva (zona leste), está realizando um trabalho pioneiro com plantas medicinais. O projeto Farmácia Viva, como é conhecido, está orientando a comunidade a usar de forma correta aquelas plantas com propriedades de cura que os moradores têm em suas residências. Para exemplificar ainda mais essas orientações, a UBS cultiva em suas instalações um canteiro cheio de plantas medicinais. Na UBS dos Costa e Silva, são cultivados: alecrim, hortelã, corama, mastruz, babosa, manjericão, pata-de-vaca, campim-santo, romã, malvasanta, erva-cidreira, erva-
doce, agrião e louro. Os profissionais da UBS realizam ciclos mensais de conversas com a comunidade, apresentando as vantagens de utilizar determinada planta, as indicações, contraindicações e o modo correto de fazer chás que possam ajudar na complementação de um tratamento médico do usuário. A cada mês, a UBS trabalha as propriedades medicinais de uma planta e promove, no final do encontro, uma degustação de um chá da planta que fizeram a explicação. O uso de plantas para tratar doenças é feito há anos pela aposentada Maria da Costa. Ela relata que, apesar de fazer uso de medicamentos convencionais, sempre preferiu usar plantas para tratar gastrite, dor de cabeça e doenças mais simples. “Desde a infância, eu tomo chá de plantas medicinais. Sempre tive esse hábito que já vem da minha avó. Hoje, eu tomo remédio de farmácia, mas nunca deixei de tomar meus chás.
Acho que um ajuda o outro no tratamento da minha hipertensão”, disse a aposentada. Ela conta ainda que as principais plantas que faz uso é loro, alecrim, hortelã, romã, erva-doce, eucalipto e alho. “Para gripe, não tem nada melhor do que um chá de limão com alho e eucalipto. Não conheço outro remédio que seja tão bom quando o chá para diminuir o mal-estar provocado pela gripe”, disse Maria da Costa. Segundo o agente de saúde Edson Medeiros, que tem contato constante com a comunidade local, é muito comum encontrar esses tipos de plantas nas casas dos usuários durante visitas de rotina. Ele também afirma que, muitas das vezes, os moradores faziam uso dos chás das plantas sem ter o devido conhecimento científico para que cada uma servia e que o projeto Farmácia Viva está sendo muito significativo para o bairro. O projeto Farmácia Vi-
va ajuda a esclarecer muitas dúvidas da comunidade e, além disso, está preservando a cultura do cultivo de plantas medicinais, que é uma tradição muito antiga. Uma coisa interessante é que a comunidade do Costa e Silva vai ajudando a ela mesma, compartilhando as plantas medicinais e, assim, elas se espalham por todo o bairro”, destaca o agente de saúde Edson Medeiros. A ideia de criar o Farmácia Viva surgiu em março de 2017, por meio da dentista Ivana Cristina, que atua há 25 anos na UBS. “Em uma reunião de planejamento da USB eu joguei a ideia e foi acatada pela equipe”, relembra Ivana. A comunidade também contribuiu, doando mudas de plantas para que a Unidade pudesse ter seu próprio cultivo e pneus para servir como divisórias, evitando que eles estivessem em locais inadequados e servindo de criadouro das larvas do mosquito Aedes aegypti.
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DOMINGO, 29 de julho de 2018
Ginecologia e Obstetrícia
Residência promove Curso de Aperfeiçoamento em Cardiotocografia >> Ação integra uma série de cursos e capacitações voltados a estudantes e profissionais da saúde
A
Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FACS/UERN), junto com a Residência em Ginecologia e Obstetrícia – ofertada em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) –, vêm promovendo uma série de cursos e capacitações voltados a estudantes e profissionais da saúde. Bem mais do que otimizar o processo de formação dos graduandos, a iniciativa visa contribuir para qualificar os servidores e melhorar o atendimento na área. Dentro do cronograma de capacitações, foi realizado nesta semana o primeiro Curso Teórico-Prático de Aperfeiçoamento em Cardiotocografia. A iniciativa ocorreu nos dias 25 e 26 de julho e foi desenvolvida em parceira a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP) – Setor de Capacitação e Treinamento. O curso teve como facilitadores os professoresdoutores Ricardo Ney Cobucci, da Universidade Potiguar (UnP), e Conceição Cornetta, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Na parte teórica, foi utilizada a metodologia ativa de sala de aula invertida, que con-
Wilson Moreno
Curso contou com parte prática com atendimento a gestantes Wilson Moreno
Ricardo Ney Cobucci, Larizza Queiroz, Isabelle Cantídio e Conceição Cornetta destacam importância do curso Wilson Moreno
Capacitação oferece curso de aprimoramento prático na inserção de DIU Ainda dentro da programação de capacitação, foi realizado nos dias 17 e 18 de maio o curso de aprimoramento prático na inserção de Dispositivo Intrauterino (DIU) pós-parto e pós-abortamento, disponibilizado gratuitamente para médicos e enfermeiros do Hospital Maternidade Almeida Castro, bem como aos residentes de Ginecologia/Obstetrícia e Medicina da Família da Uern. Na oportunidade, foram inseridos 11 DIUs pós-parto e pós-abortamento, com todas as informações necessá-
rias às pacientes sobre o método, e os consentimentos devidamente assinados antes da inserção. Após a capacitação, a ação de inserção de DIUs prosseguiu. “Hoje, podemos contabilizar 84 DIUs corretamente inseridos por vários médicos do serviço e residentes da Uern. Isso mostra que estamos alcançando o objetivo não só do aprendizado, mas também o nosso compromisso em garantir um serviço de qualidade e atenção às gestantes que procuram o serviço onde estamos inseridos”, declara Isabelle Cantídio. Estudantes avaliam positivamente a capacitação
siste em responder às demandas do ensino em saúde. Já na atividade prática houve atendimento a gestantes do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), onde foram feitos exames. O objetivo é que os alunos possam aprender a fazer os exames e interpretá-los. De acordo com um dos facilitadores do curso, o professor Ricardo Ney Cobucci, o aparelho de cardiotocografia é utilizado para avaliar o bem-estar fetal e a saúde das gestantes, principalmente as que se encaixam em grupos de risco – que têm pressão alta e diabetes. O objetivo do curso é fortalecer as parcerias, qualificar o público-alvo em relação à cardiotocografia, bem como unificar o laudo no Estado do Rio Grande do Norte. “A ideia é que todos possam fazer esse exame no mesmo padrão”, frisa Cobucci. Interno do curso de Medicina, Tiago Rodrigues avalia positivamente a capacitação. “Foi um momento. O contato com os exames práticos de cardiotocografia, que avalia as condições do bebê e da gestante, possibilita ampliar nosso conhecimento e nos ajuda a tomar decisões, a atitude adequada diante de um risco potencial”, declara. Galileu Oliveira é estudante de Medicina na Universidade de Bratslava, na Eslováquia, e faz intercâmbio na FACS/Uern. Ele declara que o curso de Aperfeiçoamento em Cardiotocografia contribuiu de forma significativa para a sua formação. “Foram conhecimentos que ainda não tive contato em sala de aula que vão acrescentar bastante na minha vida profissional”, diz. Para a diretora e interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), Larizza Queiroz, a capacitação realizada pela Residência em Ginecologia e Obstetrícia beneficia não apenas os alunos e profissionais participantes do curso, como também a população atendida na unidade. Ela frisa que o curso é de suma importância para a qualificação profissional e, consequentemente, a melhoria do atendimento às gestantes. De acordo com a professora Isabelle Cantídio, coordenadora da Residência em Ginecologia e Obstetrícia, a capacitação foi voltada para médicos do serviço/ preceptores, residentes em ginecologia e obstetrícia e internos do estágio supervisionado em tocoginecologia. “O programa de residência médica traz esse cenário de prática à qualificação e capacitação profissional”, diz a professora, destacando que o curso faz parte de um processo de capacitação continuada. A proposta é que sejam desenvolvidos outros módulos de curso.
SEGURANÇA 5
DOMINGO, 29 DE JULHO DE 2018
>> Com uma população de pouco mais de 20 mil habitantes, município do interior do Rio Grande do Norte já registrou 12 assassinatos neste ano
VIOLÊNCIA EM
CARAÚBAS
FÁBIO VALE
Da redação
A
violência homicida que atinge todo o Rio Grande do Norte tem cada vez mais se deslocado para o interior do estado. Entre os municípios potiguares que são atingidos pela onda de criminalidade está a cidade de Caraúbas.
Com uma população de pouco mais de 20 mil habitantes, o município localizado na região Oeste do estado e distante cerca de 80 Km de Mossoró já registrou 12 assassinatos neste ano. O dado é de um levantamento feito pelo site Icém Caraúbas, que cobre o noticiário da região e mantém na página virtual uma espé-
Caraúbas tem dez assassinatos no primeiro semestre deste ano Somente no primeiro semestre deste ano, o município de Caraúbas foi alvo de dez assassinatos. O mapeamento do Icém Caraúbas revela que o primeiro crime aconteceu dia 8 de janeiro. O ocorrido vitimou um jovem de 20 anos de idade, que foi morto a tiros. A autoria e a motivação do crime não foram apontadas. O segundo homicídio do ano foi registrado dia 25 do mesmo mês. Na ocasião, um empresário de 51 anos de idade foi
ACESSE
assassinado em uma churrascaria local. Já no dia 5 de fevereiro, um comerciante de 54 anos foi morto a tiros em via pública da cidade. A autoria e a motivação do crime também não foram apontadas. O quarto homicídio no município aconteceu quase no fim do mês e vitimou um homem de 34 anos, que morreu em um hospital de Natal um dia após ser baleado e queimado em Caraúbas. E no dia 5 de abril, um
cie de contador de homicídios ocorridos na cidade. O mapeamento do site dá conta também de que no ano passado o município foi alvo de 12 assassinatos. O contador de homicídios mostra ainda que 17 pessoas foram mortas na cidade em 2016 e outras 17 no anterior. Já em 2014, o levantamento aponta que foram
ex-presidiário de 43 anos foi morto a tiros em uma residência do município. O sexto homicídio do ano aconteceu no dia 16 de maio. Um homem de 36 anos foi assassinado a tiros na zona rural da cidade. Menos de 15 dias depois, outra pessoa foi morta no município. A vítima foi encontrada sem vida com marcas de tiros e as circunstâncias do ocorrido não foram informadas. Já no dia 3 de junho, um homem de 43 anos morreu em um hospital após ser baleado na zona rural da cidade. Os dois últimos crimes no primeiro semestre deste ano ocorreram um no dia 14 de junho e outro no dia seguinte.
11 crimes contra a vida. Segundo o site, a série de 12 homicídios em Caraúbas em 2018 começou no dia 8 de janeiro e seguiu até 8 de julho. Em todo o estado, entre 1° de janeiro e 9 de julho de 2018, foram notificados 1.079 assassinatos, segundo o Observatório da Violência (OBVIO).
Levantamento de um site local dá conta também de 12 assassinatos no ano passado no município, 17 em 2016, outros 17 em 2015 e mais 11 em 2014
Caraúbas começa segundo semestre com duas mortes Após fechar o primeiro semestre deste ano com dez assassinatos, a cidade de Caraúbas começou o mês de julho com mais dois duas mortes. A primeira aconteceu no último dia 3 e foi resultante de um confronto entre a polícia e um suspeito, que morreu após ser baleado. Na ocasião, policiais realizavam diligências dentro da operação “Sertão Seguro”, quando se depararam com o suspeito
de 18 anos de idade e teria sido iniciada uma troca de tiros, em que o jovem foi baleado e socorrido, mas não resistiu. Ele teria passagem pela polícia, que diz ter apreendido arma de fogo e drogas. Já no dia 8 deste mês, um idoso foi morto a tiros na calçada da casa dele, quando conversava com o filho. A informação é de que a vítima de 66 anos de idade já teve dois filhos assassinados. Mas, até a
época do crime, a polícia ainda não apontava ligação entre os crimes. A autoria e a motivação do crime também não foram apontadas. O caso fez Caraúbas chegar ao segundo homicídio de julho de 2018 e aos 12 assassinatos do ano. A reportagem encaminhou um e-mail por volta das 15h desta sextafeira (27) para a Comunicação da Prefeitura de Caraúbas, solicitando um posicionamento do Município sobre a violência que atinge a cidade, mas, até o fechamento desta matéria, por volta das 17h30, não houve retorno.
6 segurança
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Caraúbas sedia evento que discute violência >> I Fórum Caraubense Educação, Sociedade e Violência acontecerá na sexta-feira (3) na Câmara de Vereadores do município
D
ebater sobre o papel da segurança pública. Esse é o objetivo central do I Fórum Caraubense Educação, Sociedade e Violência que acontece na próxima semana na Câmara de Vereadores de Caraúbas. A atividade é uma iniciativa de alunos de um mestrado da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) em Mossoró, e contará com a participação de especialistas em estudos sobre violência e criminalidade. Para o estudante Higo Lima, da pós-graduação em Cognição, Tecnologias e Instituições, que integra a organização do evento, é importante discutir sobre a segurança pública, pois é um tema urgente que atinge a todos, indiscriminadamente. “É necessário criar espaços de discussão para que todo cidadão participe da construção de iniciativas que busquem entender o fenômeno da violên-
Cedida
Mestrando e jornalista servidor da Ufersa, Higo Lima integra organização do evento
cia e, igualmente, propor e cobrar das instâncias competentes políticas que assegurem saídas para a crise que enfrentamos”, afirma.
O aluno, que também atua como jornalista na Ufersa, avalia que a educação é um caminho para isso e diz que por isso ele e ou-
tros colegas do curso resolveram promover o evento para debater o assunto com a população de Caraúbas. O Fórum está marcado para
acontecer das 8h às 12h desta sexta-feira (3), na Câmara de Vereadores de Caraúbas, localizada no Centro da cidade.
Atividade é iniciativa de alunos de mestrado da Ufersa e contará com participação de especialistas em segurança pública O evento contará com participação de estudiosos no assunto como o especialista em segurança pública e membro do Observatório da Violência (OBVIO), Ivênio Hermes; e o doutor em Ciências Sociais e professor da Ufersa Thadeu Brandão. A organização do Fórum informou que outros convidados ainda não confirmados até o fechamento desta matéria também devem participar do evento. Representantes da imprensa local também foram convidados. A entrada para o fórum é 1 kg de alimento não perecível que será doado ao Lar dos Idosos de Caraúbas. E a organização do evento conta ainda com Cindy Damarys, Iara Nóbrega, Israela Miriam, Ramiro Júnior e Richard Fernandes. O Obvio também é parceiro da atividade.
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Brasileirão
Flamengo
defende a liderança >> Rubro-negro correu risco de ter deixado a ponta na rodada passada e agora precisa voltar a vencer para se manter no topo
Divulgação
FICHA TÉCNICA FLAMENGO Diego Alves; Rodinei, Réver, Léo Duarte, Renê; Cuéllar, Lucas Paquetá, Diego, Everton Ribeiro; Guerrero, Marlos Moreno (Matheus Sávio) e Uribe. Tec. Maurício Barbieri
SPORT Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Léo Ortiz, Sander; Deivid, Fellipe Bastos, Gabriel, Michel Bastos; Rafael Marques, Marlone (Carlos Henrique). Tec. Claudinei Oliveira. Local – Maracanã Horário – 16h Árbitro – Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Uribe tem a chance de iniciar o jogo entre os titulares do Flamengo
O
Flamengo enfrenta o Sport neste domingo, 29, às 16h, no Maracanã, em defesa da liderança do Campeonato Brasileiro. O time rubronegro correu risco de ter deixado a ponta na rodada passada e, agora, precisa
FICHA TÉCNICA INTERNACIONAL Danilo Fernandes; Zeca, Victor Cuesta, Klaus, Iago; Rodrigo Dourado, Edenílson, Patrick; Nico López (Lucca), Leandro Damião, Pottker; técnico Odair Hellmann.
BOTAFOGO Saulo; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello, Moisés; Jean, Matheus Fernandes, Leo Valencia, Gilson; Ezequiel, Kieza; técnico Marcos Paquetá. Local – Beira-Rio Horário – 16h Arbitro – Igor Júnior Benevenuto de Oliveira (MG)
voltar a vencer para se manter no topo. Com 31 pontos, o Flamengo tem dois de vantagem sobre o São Paulo, que nesta 16ª rodada enfrentará o Cruzeiro no Mineirão. Mas, apesar de estar à frente, o time dirigido por Maurício
Barbieri ainda tem encontrar uma nova forma de atuar depois da saída de Vinícius Júnior para o Real Madrid. Depois do recesso do Brasileiro para a Copa do Mundo, o treinador experimentou Marlos Moreno e
Em casa, Inter recebe Botafogo em busca de reação O Internacional joga contra o Botafogo neste domingo, às 16h, no Beira-Rio, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Invicto em seu estádio, o time gaúcho busca recuperação depois de ter perdido para o América-MG. Com 26 pontos, o Inter começa a rodada em quinto lugar e aposta na força do Beira-Rio para se manter entre os primeiros colocados. Em casa, os colorados venceram cinco vezes, empataram duas e estão entre as cinco equipes invictas como mandante.
Para encarar o Botafogo, o técnico Odair Hellmann terá a volta do volante Rodrigo Dourado. Com isso, o time poderá entrar em campo com uma formação mais equilibrada. Diante do América-MG, quatro estavam entre os titulares: Lucca, Nico López, Pottker e Leandro Damião. O problema para escalação é a ausência do meia D'Alessandro. Ele foi expulso diante do América-MG -pela segunda vez no Brasileiro- depois de ter entrado no segundo tempo em lugar de Lucca. O Botafogo chega ao con-
Matheus Sávio. E como resultado, vieram a derrota para o São Paulo, a vitória sobre o Botafogo e o empate contra o Santos. Enquanto Vitinho, contratado do CSKA Moscou por 10 milhões de euros, não pode estrear, o Flamengo
fronto motivado pela vitória na rodada anterior, a primeira sob o comando de Marcos Paquetá. Antes disso, a equipe carioca havia perdido para Corinthians e Flamengo. Com o triunfo, subiu e começa a rodada na metade superior da tabela de classificação. Os problemas para o treinador são as ausências do volante Rodrigo Lindoso e do atacante Rodrigo Pimpão, suspensos. Jean e Ezequiel, respectivamente, devem ser os substitutos. No gol, Saulo, que é a terceira opção, continua como titular. Gatito Fernández está contundido, enquanto Jefferson recebeu alta do hospital após choque com Lucas Paquetá que o deixou internado por seis dias e não tem previsão para voltar a jogar
pode fazer até uma nova mudança no ataque. Diante do Sport, Uribe tem chance de ser escalado ao lado de Guerrero. Marlos Moreno está recuperado de lesão no tornozelo e volta a ser opção. Do outro lado, o Sport é o pior time nesta retomada do Brasileiro. A equipe pernambucana perdeu para Ceará, Fluminense e Vitória e estacionou nos 19 pontos, começando a rodada na 12ª colocação. Para esse confronto, o Sport só não poderá contar com o atacante Rogério, contundido. Em seu lugar, deve entrar Marlone. O meia Gabriel, que está emprestado justamente pelo Flamengo, poderá atuar normalmente, pois não há nenhuma cláusula em seu contrato que o impede de enfrentar o exclube.
Agenda de jogos SÉRIE A Domingo (28) 11h – Palmeiras x Paraná 11h – Vasco x Corinthians 16h – Atlético/PR x Vitória
Corinthians joga para, enfim, engrenar no Brasileiro Após ter vencido o Cruzeiro em casa por 2 a 0 na última quarta-feira (25), o Corinthians enfrenta o Vasco neste domingo (29) em Brasília, às 11h, em busca de repetir o triunfo de forma consecutiva, algo que não acontece desde as duas primeiras rodadas. Na ocasião, a equipe alvinegra venceu Fluminense e Paraná, respectivamente. Desde então, o time oscila. Foram outras 13 rodadas, com apenas quatro vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Sem vencer partidas em sequência. O técnico Osmar Loss não contará com o atacante Jonathas, lesionado. Pedrinho e Mateus Vital disputam a vaga. O Corinthians inicia a 16ª rodada com 22 pontos. Três pontos atrás, o Vasco terá de superar o cansaço da viagem a Quito, no Equador, em derrota pela Sul-Americana no meio de semana. O técnico Jorginho terá três desfalques certos: Henrique e Thiago Galhardo estão suspensos, enquanto Giovanni Augusto, que pertence ao Corinthians, não pode jogar por acordo contratual.
FICHA TÉCNICA VASCO Martín Silva; Luiz Gustavo, Breno, Oswaldo Henríquez e Ramon; Desábato, Andrey e Wágner; Yago Pikachu, Kelvin e Andrés Rios; técnico Jorginho.
16h – Cruzeiro x São Paulo 16h – Flamengo x Sport 16h – Internacional x Botafogo 19h – Chapecoense x Grêmio 19h – Santos x América/MG Segunda (30) 20h – Bahia x Atlético/MG
CORINTHIANS Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Henrique e Danilo Avelar; Gabriel, Douglas, Jadson, Clayson e Pedrinho; Romero; técnico Osmar Loss. Local – Mané Garrincha Horário – 11h deste domingo Arbitro – Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
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fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
Potiguar e Mossoró iniciam uma rivalidade
O
clima entre Potiguar e Mossoró sofreu um abalo na semana que passou, tudo por conta da dificuldade que o MEC encontrou para conseguir a liberação junto ao alvirrubro do zagueiro Felipe Alves, da equipe sub 19, que resolveu migrar para o Carcará, visando disputar a sequência do campeonato estadual da categoria. O Potiguar pretendia emprestá-lo ao Assu, mas Felipe preferiu o Mossoró, ao qual já se apresentou e iniciou treinamento. Após reclamações, que se tornaram públicas, o Potiguar resolveu liberar o atleta. Em
nota, ao anunciar sua decisão, a diretoria do alvirrubro protestou contra um possível assédio ao jogador, o que pressupõe ter partido do clube rival. Coincidentemente, quando faltavam três dias para iniciar o mesmo campeonato, o goleiro Lenilson, que estava no Mossoró, já com nome publicado no BID, fez o caminho inverso, pedindo liberação para atuar no Potiguar, tendo sido, de pronto, atendido. Pesos e medidas iguais para uma situação comum com o advento da Lei Pelé. Sem contrato profissional, prevalece a vontade do atleta.
iMAGEM QUE MARCA
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Professor, hoje vamos ter seção de ‘quimioterapia’?” DUDU Ex-atacante do Potiguar, indagando o preparador físico do clube Gilterlan Ferreira. Na verdade, seria crioterapia, técnica de relaxamento muscular que usa a imersão do atleta em água gelada.
FINAL INÉDITA Em nove edições da Série D, nunca houve um bicampeão. A escrita está mantida por pelo menos mais uma tempora-
da, com a final inédita entre Treze e Ferroviário, que iniciam a disputa nesta segunda-feira (30).
Cedida
CLIMA RUIM O recente imbróglio envolvendo Potiguar e Mossoró pode ser visto como retaliação, tendo como pano de fundo a negativa da LDM ao pedido do alvirrubro para uso do campo do Nogueirão para treinos das bases.
CLIMA RUIM II A postura da LDM já seria reflexo do não pagamento do Potiguar pelo aluguel do estádio, quando de seus jogos como mandante no estadual de profissionais. Foram sete partidas e nenhum centavo repassado. A LDM é presidida por João Dehon, também presidente do Mossoró. No registro, a gravação nesta semana do programa Papo 10, da TCM, no qual Júnior Xavier entrevista Olismar Lima, radialista e historiador do nosso futebol. Muitas e boas histórias contadas. O programa será exibido nesta sexta-feira, 3 de agosto, às 21h30.
A semana na história Hoje, o piloto espanhol de F1 Fernando Alonso completa 37 anos de idade. Alonso tem um bicampeonato da categoria (em 2005 e 2006) pela Renault e três vice-campeonatos (em 2010, 2012 e 2013) pela Ferrari.
MAXWELL SAMURAY Quem subiu para a Série C com o Treze foi o atacante Maxwell. Para quem não se lembra, em 2012 ele disputou a Série D pelo Baraúnas e ficou conhecido por ter tomado uma cotovelada do zagueiro Breno, do Campinense, em jogo disputado no estádio Amigão, em Campina Grande (PB). Saiu desacordado do estádio e foi parar na UTI.
Torcedor
Futebol Clube
SITUAÇÃO A LDM prepara os campeonatos das categorias sub 13 e sub 15. Um torcedor me perguntou nesta semana se o Baraúnas disputará. Se tiver algum representante legalmente constituído para inscrever o clube, sim.
SITUAÇÃO II É que o Baraúnas segue sem diretoria, sob intervenção judicial, embora não tenha um interventor nomeado. Legal-
mente, ninguém pode responder pelo clube, o que inclui assinar contratos e inscrevê-lo seja no que for.
SITUAÇÃO III
Sueldo Leite
Partindo desse princípio, quem porventura resolver assinar inscrição e quaisquer contratos em nome do Baraúnas, vai estar cometendo o crime de falsidade ideológica, e a LDM, caso acate, será conivente.
Bairro Aeroporto Torcedor do Potiguar
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 11 ÀS 13H
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Mossoró (RN), DOMINGO, 29 de julho de 2018
Empoderamento
A força da mulher na agricultura familiar agroecológica Exemplos bem sucedidos no RN têm se tornado cada vez mais comuns, como o das “cinco mulheres e uma terra” no assentamento São José em Caraúbas FABIANO SOUZA fabianosouz@hotmail.com
O
dia 25 de julho é dedicado aos produtores rurais da agricultura familiar, que a cada ano ganha destaque na produção agrícola nacional, principalmente com a presença da mulher. No Rio Grande do Norte, assim como nos demais estados brasileiros, o espaço da mulher vem se ampliando também na agricultura familiar. No município de Caraúbas, região do Médio Oeste Potiguar, cinco mulheres e uma terra. Um encontro que reúne cinco histórias de vida que foram entrelaçadas pela luta na criação dos filhos e filhas no sustento da família e no empoderamento feminino que se consolidou após a derrubada de muitas barreiras. Cinco exemplos de superação que a agroecologia reuniu em um único lugar, no assentamento São José, município de Caraúbas. As produtoras rurais Alessanda Farias, Maria do Socorro (Corrinha), Damiana Veríssimo, Maria das Dores Veríssimo e Josilene Ferreira são exemplos do avanço da mulher.
Há oito anos, elas administram com maestria quase 100 metros quadrados de terra. Lá, elas cultivam quase tudo. O solo fértil produz batata, macaxeira, cheiro verde, alface, berinjela, hortaliças em geral,
frutas como caju, acerola, maracujá, mamão, morango e plantas medicinais, a exemplo da hortelã, mastruz, malvarisco, dipirona, entre outras. Contudo, para que elas chegassem ao sucesso de
hoje, o caminho foi árduo. “Esse pedaço de terra foi adquirido pelo meu irmão e marido há muitos anos. Foram eles que deram início a uma hortinha para garantir nossa sobrevivência com o que a terra dava.
Nós íamos buscar água no açude com baldes e latas carregados nas nossas cabeças para aguar a plantação. Hoje, temos essa lindeza”, disse Alessandra. “Desde 2010, estamos tomando conta dessa hor-
ta. Eu me sinto feliz por trabalhar, vender nossos produtos na feira agroecológica de Caraúbas e dividir com meu marido as despesas da casa de igual para igual”, acrescentou Damiana Veríssimo. Assim como Alessandra e Damiana, Corrinha e Maria das Dores também trabalham no local. “Chegamos aqui bem cedinho e no final da tarde para arar a terra, colher os produtos para levar para casa e para a feira, e também para plantar mais”, disse Maria das Dores. “Somos felizes aqui. Somos guerreiras e a nossa união vai nos levar muito longe”, acrescentou Corrinha. Elas formaram o grupo de mulheres “Unidas pela Paz”. Diaconia
A força feminina ganha espaço na agricultura familiar do RN
Fabricação de doces diversifica atividade produtiva Além da horta, as agricultoras ainda mantêm uma cozinha que foi construída na localidade para a fabricação de doces e salgados. Quem comanda o espaço é Josilene Ferreira, que se afastou da horta para se dedicar exclusivamente à cozinha. “Aqui, nós fazemos bolo de macaxeira, mamão, batata, biscoitos, doces e salgados em geral. Levamos esses produtos para serem vendidos na feira de Caraúbas e até aceitamos encomendas”, disse. De acordo com as agricultoras, depois da chega-
da da Diaconia no assentamento, a vida delas mudou significativamente. “Recebemos orientações importantes sobre nosso trabalho por meio dos técnicos e técnicas que também nos trouxeram equipamentos como os da irrigação para nos ajudar na produção e colheita”, disse Damiana. Contudo, a parceria vai além do material. Está nas relações pessoais que foram estabelecidas. E quem exemplifica bem essa relação é Alessandra. Sua história de vida não foi fácil. A agricultora perdeu o mari-
do, que morreu eletrocutado no açude que abastece a produção. Dois anos depois, o irmão que originou tudo também se foi. “Entrei numa depressão profunda. Não sabia mais o que fazer da minha vida. Perdi a vontade de trabalhar na horta, cuidar dos filhos, perdi até a vontade de viver. Eu me vi tendo que caminhar sozinha e não tinha forças para isso. Ter conhecido o pessoal da Diaconia me ajudou a superar uma crise muito séria. Os técnicos e técnicas são pessoas humanas, muito inteligentes e profis-
Diaconia
Força e superação para vencer obstáculos e aumentar produção
sionais. Hoje, estou participando de feiras, congressos, encontros, eventos que eu nunca imaginei participar e que estão me mostrando o quanto somos capazes de sermos o que a
gente quiser ser”, vibrou. Damiana também tem histórias para contar. “Meu marido nunca gostou desse meu serviço. Mas eu sou batalhadora e não dei atenção para as besteiras
que ele falava. Hoje, tenho o mesmo peso que ele tem dentro da nossa casa e crio todos os meus filhos, mostrando que nós mulheres estamos de igual para igual com os homens.”
2 ESTADO
DOMINGO, 29 de julho de 2018
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Agricultura familiar surge como modelo de vida sustentável >> No Rio Grande do Norte, existem 70 mil agricultores familiares atuando em diversas culturas que envolvem a produção agroecológica
H
oje, a agricultura familiar emprega, pelo menos, cinco milhões de famílias no Brasil e produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Representa 84% de todas as propriedades rurais do país e ocupa 24,3% da área usada por empreendimentos agropecuários. O setor gera um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões, sendo um peso importante para a economia. De acordo com o último Censo Agropecuário, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do país e por mais de 70% dos brasileiros ocupados no campo. No Rio Grande do Norte, existem 70 mil agricultores familiares atuando em diversas culturas que envolvem a produção agroecológica. Para festeja o desenvolvimento da agricultura familiar no estado, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) realizará nesta segundafeira (30) a XI edição da Festa do Trabalhador e Trabalhadora Rural de Janduís. O evento é alusi-
vo ao dia 25 de julho Dia do Trabalhador na Agricultura Familiar. O evento vai reunir trabalhadores, representantes de entidades de toda a região e ho-
menageados. Entre os homenageados estão, o advogado, Morone Linhares Matoso, o sindicalista João Cabral de Lira e o jornalista, Fabiano Souza (Jornal
DEFATO). O presidente da entidade, Raimundo Canuto de Brito, “Raimundo do Sindicato”, disse que o evento servirá para desta-
Correio do Seridó
Agricultura familiar possui mais de 70 mil produtores no RN
Programa do Governo atende a mais de 70 entidades do RN Neste ano, o Governo do Estado está investindo em mais de 70 organizações produtivas (associações e/ ou cooperativas) e 1.500 famílias, que estão recebendo recursos para incrementar seus negócios e se tornar ainda mais competitivas. A ação é coordenada pela Secretaria de Agricultura Pecuária e Pesca (SAPE), que tem à frente Guilherme Saldanha. O secretário destacou que a partir desses investimentos, os agricultores familiares potiguares vão se profissionalizar e terão a garantia de geração de renda. “Eles terão a própria renda e vão fomentar a economia dos municípios do interior”, disse. Para o coordenador do
car a importância da agricultura familiar na economia do município. Segundo ele, várias pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para o avan-
ço da agricultura familiar serão homenageadas. “Estamos realizando um encontro que vai promover a confraternização e o reconhecimento a todos que acreditam e continuam acreditando na força da agricultura familiar em nossa região”, disse Raimundo do Sindicato. O evento acontece ao lado do Sintraf e vai reunir produtores familiares de Janduís e outros municípios da região. Além disso, também participam do evento representantes da classe política, entidades de apoio à agricultura familiar e convidados.
Centro Juazeiro
Produtores da agricultura familiar recebem orientação para comercializar produtos
Governo Cidadão, Vagner Araújo, o Estado está cumprindo seu papel de fortalecer a agricultura familiar, dando oportunidade a mais de 1.500 famílias. “Com o
aperto da legislação e dos órgãos fiscalizadores, o pequeno agricultor não estava mais conseguindo vender seus produtos. Com esses investimentos, todos
vão poder se adequar e voltar a comercializar em supermercados, através de programas institucionais como o Compra Direta”, explicou.
Investimentos da Sape vão atender diversas cadeias produtivas O secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, lembra que investimentos importantes estão sendo direcionados a organizações e projetos promissores e sustentáveis em todo o RN. O principal objetivo desse trabalho que vem sendo realizado no Estado visa fortalecer o setor financeiro e técnicos dos envolvidos e organizações da agricultura familiar através da adequação da agroindústria existente, tornando-a apta a receber o registro sanitário (legalização). Estão sendo contemplados os projetos de iniciativas de negócios sustentáveis voltados a organizações produtivas, em áreas urbanas e rurais,
que manipulem, processem e/ou beneficiem produtos de origem animal e vegetal, que tenham sido sujeitas à fiscalização prévia conforme legislação sanitária vigente e que visem à obtenção de registro ou alvará sanitário. Estão sendo financiados 38 subprojetos de organizações da agricultura familiar nas áreas de apicultura, cajucultura, fruticultura, leite e derivados, ovinocaprinocultura e pescado, distribuídas em todos os territórios do estado. A expectativa é regularizar as organizações, para que elas possam acessar mercados e comercializar seus produtos em mercados institucionais e tradicionais.
ESTADO 3
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Quebrando tabus
A força da “mulher cisterneira” de Assú Ana Maria >> No Projeto de Assentamento Professor Maurício de Oliveira, ela é requisitada para construir cisterna, visto antes como “trabalho de homem”
Q
uebrando as barreiras do que a sociedade patriarcal estabelece como “trabalho de homem” e “trabalho de mulher”, Ana Maria da Silva, do Projeto de Assentamento Professor Maurício de Oliveira, município de Assú, se destaca como cisterneira. Ela é muito requisitada pela população local para trabalhos envolvendo o ofício. Ana Maria também tem influenciado homens de sua família, que antes não acreditavam na sua capacidade, a seguirem seus passos. Em 2011, a família de Ana Maria foi contemplada com a cisterna de 16 mil litros do Programa Um milhão de Cisternas (P1MC) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Em 2014, prestes a ser contemplada com a cisterna-calçadão, do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que capta e estoca
água para a produção, Ana Maria recebeu o convite do Centro Feminista 8 de Março (CF8) para participar de um curso de cisterneira. Ela aceitou o desafio, contrariando a opinião de alguns homens de sua comunidade que não acreditavam que uma mulher pudesse desenvolver esse tipo de trabalho. Foram muitos os obstáculos enfrentados e vencidos durante o processo de construção das primeiras tecnologias, principalmente dentro de casa. Ana Maria conta que seu marido não acreditava na sua capacidade: “Era eu construindo e ele dizendo que não ia dar certo. No final, quando já estava quase pronta, foi que ele veio reconhecer” explica. Ana também disse que o marido não gostava da ideia de trabalhar para ela: “Ele já era pedreiro, aí quando eu fui construir, ele achava um
RN vai instalar primeira unidade recicladora do estado em Arez O Sindicato das Indústrias de Reciclagem e Descartáveis do Rio Grande do Norte (SINDRECICLA-RN) realizou na última terça-feira (24) reunião de alinhamento das ações que serão feitas para a construção da primeira unidade recicladora do estado, que será instalada na cidade de Arez. “Estamos criando um modelo que poderá servir de referência como uma opção viável para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, explicou Roberto Serquiz, presidente do sindicato. Entre as ações aprovadas na reunião estão incluídas a campanha de educação ambiental junto à população da cidade, criação da associação de catadores de resíduos de Arez e divulgação do edital para a construção da UR, que acontecerá até o final do mês de agosto. Serquiz informou que já existe o local para a construção da unidade, que será cedido a partir de uma parceria com a Prefeitura de Arez. O financiamento da construção será da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN). A parte operacional da UR será feita pela Associação dos Catadores – que está sendo criada – e o acompanhamento do projeto e do funcionamento será de responsabilidade de um comitê que será formado. “Estamos organi-
zando o Comitê de Acompanhamento da Unidade Recicladora de Arez, que vai acompanhar todas as ações”, informou Serquiz. Participaram da reunião Rubens Carvalho Cunha, chefe de gabinete da Prefeitura de Arez; Maurício Viana, secretário do Meio Ambiente de Arez; Carlos Bráulio, secretário de Educação; Gilson Costa, coordenador técnico do projeto da UR/Sindrecicla; Marcelo Dantas, gerente do Espaço Empresarial da Fiern; Mariana Torres e Fabíola Correia de Carvalho, técnicas do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER). A lei 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. A PNRS prevê ainda a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Ellen Dias
Ana Maria é conhecida como a “mulher cisterneira” na zona rural de Assú absurdo ele trabalhar como meu servente.” Com força e persistência para enfrentar as críticas e após as primeiras cisternas prontas sem nenhum problema de execução e sem nenhum vazamento, Ana mostrou para a comunidade e para o marido que o trabalho das mulheres é valioso. Ela conseguiu desmitificar a
ideia de que a construção de cisternas era um trabalho exclusivamente masculino. Com o sucesso de seu trabalho, sendo chamada para trabalhar em outras localidades, Ana conseguiu inspirar os homens de sua família a seguirem seus passos. Hoje, o marido e o filho participaram de capacitações e trabalham junto com ela.
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Reação
blog do professor marciano dantas
mantendo a tendência que vem sendo observada desde outubro de 2017. Quando comparados os dois portes de empresa pesquisados, observa-se, em termos gerais, tendências divergentes, persistindo o quadro de maior dificuldade para as empresas de menor porte. Com efeito, as pequenas indústrias reportaram estabilidade na produção e queda no emprego; e estão pessimistas quanto à evolução do número de empregados e preveem estabilidade no volume exportado de seus produtos. As médias e grandes empresas, por sua vez, sinalizaram aumento na produção e estabilidade no número de empregados; e vislumbram aumento no pessoal ocupado e nas vendas externas nos próximos seis meses. Ressalte-se, no entanto, que, nos dois portes de empresas, a intenção de investimento registrou queda.
carga tributária, embora as assinalações tenham caído relativamente ao trimestre anterior; seguida pelas dificuldades na logística de transporte – reflexo da greve dos caminhoneiros -, pela competição desleal; pelas altas taxas de juros e pela falta ou alto custo da matéria-prima. Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Industrial com
os resultados divulgados em 24/07 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que na indústria nacional os estoques de produtos finais estavam de acordo com o planejado pelas empresas, e os empresários preveem estabilidade no número de empregados nos próximos seis meses.
Atividade industrial potiguar registra crescimento >> Por outro lado, o número de empregados apontou queda, apesar do aumento da produção, mantendo a tendência que vem sendo observada desde outubro de 2017
A
Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela Fiern, mostra que a indústria potiguar registrou aumento da produção em junho na comparação com o mês anterior – após registrar queda por dois meses seguidos. Os resultados da sondagem também sugerem uma recuperação do setor em relação aos impactos da greve dos caminhoneiros ocorrida nos últimos dez dias de maio. Portanto, o que se constata é uma retomada a partir do cenário observado em abril e uma certa compensação na produção que ficou represada por falta de matéria-prima, aumento na utilização da capacidade instalada e reversão na situação dos estoques de produtos finais das empresas de maior porte, que passou de acúmulo para queda. Acompanhando o desempenho positivo da pro-
dução, o nível médio de utilização da capacidade instalada (UCI) passou de 66% para 72% entre maio e junho, mas foi considerado pelos empresários consultados como abaixo do padrão usual para meses de junho, comportamento que se vem repetindo ininterruptamente desde setembro de 2011. Como a ociosidade ainda é elevada, o número de empregados apontou queda, apesar do aumento da produção,
Setor da indústria no RN mostra recuperação
Sondagem aponta aumento do índice de satisfação Os índices de satisfação com a situação financeira e com o lucro operacional registraram aumento no segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior. No entanto, permaneceram abaixo da linha divisória
de 50 pontos, indicando insatisfação dos empresários tanto com a margem de lucro operacional quanto com a situação financeira, ainda em menor intensidade. Por outro lado, o indicador de acesso ao crédito apontou terceira
alta consecutiva, sem, contudo, ultrapassar a linha dos 50 pontos, mostrando que o acesso ao crédito permaneceu difícil no trimestre. Além disso, os empresários avaliaram os preços médios das matérias-primas subiram em relação ao trimestre anterior. O principal problema do trimestre, na opinião dos empresários potiguares, continuou sendo a elevada
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DOMINGO, 29 DE julho de 2018
mulher
Vença o desafio do retorno das crianças à escola >> Pedagoga e psicóloga
orientam sobre o comportamento com as crianças após o período de férias e o retorno das aulas
Renata Wele, pedagoga CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
V
oltar à sala de aula após as férias pode ser um desafio, principalmente para as crianças que estão iniciando a vida escolar. Alguns alunos precisam readquirir confiança na unidade de ensino, o que exige dos profissionais da escola e dos pais orientações e medidas adequadas para que esse processo de retorno não seja traumático e ocorra da forma mais natural possível. É o que afirma a pedagoga Renata Wele. “Durante as férias, as crianças deixam a rotina de lado, acordam mais tarde, não têm hora para se alimentar, brincam bastante, por isso é necessário que os pais adotem algumas medidas principalmente nos dias que antecedem o retorno às aulas, como reunir os coleguinhas mais próximos dos filhos, com idas ao cinema, shopping; retomar a rotina de horários quanto à alimentação e ao sono; envolver a criança nesse clima de reencontro com os amigos e professores, reinserindo-a no cotidiano anterior ao das férias, com a organização, por exemplo, do material escolar”, pontua Renata, que é diretora do Instituto Educacional DóRéMí (IED). Ainda segundo a especialista, conversar com as crianças também é fundamental, reforçando, nesse diálogo, o afeto pelos amigos e professores, a importância de frequentar o ambiente escolar. “É preciso reavivar a memória da criança em relação às atividades desenvolvidas na escola”, destaca Renata. E quando nesse retorno as crianças, principalmente as que estão pela primeira vez frequentando uma unidade de ensino, voltar a chorar quando os pais as deixar na escola, o que fazer? “Os pais devem confiar na escola, uma vez que desenvolvemos atividades direcionadas para esse momento. Orientamos que os pais não se atrasem na hora da saída e procurem sempre passar confiança para os filhos. Ter paciência também é fundamental, já que às vezes é necessário que os pais fiquem um pouco na escola”, acrescenta Renata Wele. A psicóloga Naara Rebouças observa que esse é um comportamento completamente normal nas crianças. “Haverá sim certa resistência no horário para acordar, na motivação em fazer a atividade de casa, dormir cedo, entre outras atividades”, reforça. A especialista explica que, para contornar esse problema, os pais devem esclarecer as regras para as crianças, deixando bem claro que as férias acabaram e que agora é o momento do retorno à rotina.
“Os pais têm o papel de readaptar as crianças à rotina, não abrindo exceções, explicando os porquês e sempre motivando, incentivando, mostrando os pontos positivos em voltar à escola”, orienta a psicóloga. Naara Rebouças acrescenta que um dos principais problemas é seguir os horários de acordar, dormir, ir ao esporte e fazer a atividade de casa. “Isso acarretará certa resistência por parte da criança, já que, nas férias, para muitas crianças, o compromisso era somente brincar e se divertir”, atenta a especialista. A regra para cumprir os horários é simples: disciplina. Mesmo que a criança resista, os pais terão de promover essa mudança de hábito até que os filhos estejam readaptados. Para tornar esse retorno às aulas mais atrativo para as crianças, algumas ações promovidas durante as férias são imprescindíveis. “No nosso instituto, por exemplo, desenvolvemos o projeto Sacolinha de Férias. Durante o recesso, fotos de momentos especiais, lembranças e vários outros pequenos objetos são colecionados na construção de um verdadeiro inventário de todas as atividades realizadas pela criança. Quando voltam às aulas, os alunos dividem com a turma o conteúdo das sacolas”, revela a diretora. Mãe de duas crianças, Glidiane Alves conta que o projeto Sacolinha de Férias tem auxiliado bastante nesse processo de retorno às aulas. Ela revela que o pequeno Gabriel, de 7 anos, está empolgado com a volta à escola, justamente para apresentar aos colegas de sala tudo aquilo que viveu ao longo do mês de recesso. “Para onde ele vai, quer pegar alguma lembrança para colocar na sacolinha, quer mostrar aos amiguinhos como foi legal o período de férias”, enfatiza. Já em relação ao filho mais novo, de 2 anos, Glidiane afirma que tem encontrado dificuldades nesse processo. “É o segundo ano de Geovani na escola, mas o primeiro em que ele tem férias no meio do ano. Então, estou tendo um pouco de dificuldade. Quando falo que as aulas vão recomeçar, ele diz: ‘Para a escola, não. Não quero ir.’ Como foi um período um pouco prolongado, 30 dias, ele ficou um pouco desacostumado. Para trabalhar esse retorno, já combinei com eles de revermos, antes de as aulas começar, a mochila, o uniforme, os livros, para já recolocá-los nessa rotina escolar”, finaliza Glidiane.
2 OPINIÃO
DOMINGO, 29 DE julho de 2018
contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
“Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.”
Sérgio Chaves
FESTA
(OSCAR WILDE)
A DANÇA DE CÍDIA DUARTE É PURO TALENTO
Hoje (29), é dia de vivas para Elpídio Fernandes Carvalho, Leylla Escóssia, Camila Santos, Elizabeth Milana Gomes Diniz Soares e Ana Paula Santos. Amanhã (30), é dia de festejar o dr. Bernardo Américo Rosado de Sá e sua filha a bioquímica Roberta Rosado, Helena Jacinta Belmont, Nilton César e Ana Elisa Gadelha. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
COLÓQUIO O Vírus Cursinho realiza hoje o I Colóquio Mossoroense de Redação Enem. Tudo acontece no Hotel VillaOeste e será dividido em dois tempos. No primeiro, das 8h às 11h30, teremos análise de temas e debate das competências do Enem. No segundo tempo, das 13h30 às 17h, teremos aulão temático e interdisciplinar. Uma ótima pedida para os que vão participar do Enem neste ano.
A bailarina mossoroense Cídia Duarte, filha dos amigos Teles Jerônimo e Cibelle Duarte, aluna do Mater Christi e da Biofit Academia, onde desde os dois anos recebe aulas de balé clássico com a professora Mayra Rolim, agora aos 11 anos, foi destaque no Prêmio de Dança, festival que aconteceu neste mês de julho em Uberlândia (MG), e que é seletiva para o Youth America Grand Prix, que acontece em abril do próximo ano em Nova York. Cídia recebeu o 1° lugar em suas duas apresentações e foi classificada para a final do YAGP/NY,
considerado o maior festival de dança do mundo. Ainda agora em julho no Festival “Passo de Arte Internacional” em Indaiatuba (SP), com sua coreografia “Rubi”, Cídia foi indicada para o Festival Bailados do Porto, que acontece também em abril próximo na cidade do Porto, em Portugal. Já em fevereiro, Cídia segue para Buenos Aires/Argentina, onde fará um curso de 30 dias, prêmio de um dos festivais que ganhou. Anotem esse nome, por favor! Cídia ainda alçará voos mais altos. Sucesso, pequena. O mundo lhe espera!
Cídia Duarte: show e beleza em Uberlândia!
EXPOFRUIT’18
A POSSE DA NOVA DIRETORIA DO LIONS CLUB MOSSORÓ ABOLIÇÃO
Tudo pronto para mais uma edição da Feira Tropical de Fruticultura Irrigada (EXPOFRUIT), que acontecerá de 21 a 23 de agosto na Estação das Artes Elizeu Ventania e que reunirá os setores público, privado e acadêmico em um grande evento. A feira é uma realização da Coex, com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Mossoró, e terá rodada de negócios, mesas-redondas, cursos e palestras.
Joana D’Arc Fernandes Coelho assumiu a presidência do Lions Club Mossoró Abolição em evento concorrido na última sexta (20) no Requinte Buffet. Recebeu o comando das mãos de Zairo Mariano de Azevedo e formou uma equipe competente para o ano leonístico que se inicia. Delícias de Socorro Paiva e sua equipe do Requinte e a boa música de Everton Nascimento. As fotos são de Célio Duarte.
CIRCULANDO @ O Festival Gastronômico e Cultural de Martins, que aconteceu no último final de semana, foi um sucesso estrondoso. A prefeita Olga Fernandes é só alegria. Tudo funcionou perfeitamente. O prato premiado foi “Tilápia na manteiga de dendê com castanhas ao molho de hortelã”, guarnecido com purê de banana e queijo de coalho do chef Uilton Gama, da Pizzaria e Restaurante Água na Boca, de Pau dos Ferros, do amigo Vicente Paula. O Água na Boca é um verdadeiro oásis na gastronomia do Alto Oeste. Parabéns a todos os envolvidos! @ Lilian Martins comemorou na sexta (27) 14 anos do seu Manhã TCM, programa que a loira reina absoluto na tela da TV Cabo Mossoró – canal 10. Um programa especial foi ao ar com direito ao tradicional “parabéns para você”. Sucesso, lindona! @ Aninha Borges Soares reuniu os amigos do Consórcio da Amizade na terça (23) no salão reservado do La Goccia Blu, para comemorar seu aniversário, comemorado no sábado (21). Dividimos a cena com Zilene Medeiros, Vera Rosado, Delvaí Valdes, Rose e Mary Cantídio, Francisquinha Furtado, Zuíla Borges, Valme Almeida, Fátima Marques e Ana Luíza Borges. Noite ótima com gente querida! @ No salão do La Goccia, encontramos o casal José Carlos Rego/ Beth em mesa a dois, comemorando mais um aniversário do poderoso do Garbos Hotel.
@ Em outra mesa, a reunião agradável das amigas Daniela Rosado, Eveline Soares, Ana Cleonice Galvão, Tereza Cristina Fernandes Teixeira, entre outras. @ A Faculdade Diocesana comemorou, e muito, a autorização do Ministério da Educação para o início do curso de Direito na instituição, sonho antigo de muitos, principalmente do padre Sátiro Cavalcanti Dantas. O primeiro vestibular acontece no dia 4 de agosto para turma noturna com início imediato. O conceito dado pelo MEC, que esteve na faculdade em abril passado, foi 4, o que comprova a excelência do curso. Parabéns! @ Ainda dá para curtir as promos da Carmem Steffens (Partage Shopping), Casual (Liberdade Shopping) e da Tressê (Antônio Vieira de Sá). Peças ótimas com preços especiais. Indico sem favor! @ A Vírus Viagens, sempre com ótimas opções em pacotes nacionais e internacionais. Se você pensa em viajar nos próximos feriados, passe lá e faça o seu orçamento. Informações pelo (84) 3422-0500. @ Os acessos para a “Prainha da Claudinha”, que acontece no próximo dia 7 de setembro na Chega Mais Beach, espaço descolado do gente boa Luís Nogueira, na praia de Canoa Quebrada, estão vendendo muito bem obrigado. A baiana Cláudia Leite tem muitos fãs por estas bandas, o que garante o sucesso antecipado do evento. Vamos?
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
Joaninha Fernandes com a vice-prefeita Nayara Gadelha e o casal Cléia Maria/Zairo Mariano de Azevedo.
Os queridos Élder Heronildes/Zélia Macedo.
Joaninha com o filho Sérgio Coelho/Jaete e o casal reitor da Uern Pedro Fernandes/ Yáskara.
Joaninha com os casais Nilson Brasil/Ione e Luzia/ Chico Leite.
PRISCILA BRITO AZEVEDO É APROVADA EM MESTRADO
Prefeita Olga Fernandes com Vicente Paula, proprietário da Água na Boca, e o chef Uilton Gama, recebendo o prêmio de melhor prato no Festival Gastronômico.
Luciana, Betinha e Lorena festejam dr. Bernardo e Roberta Rosado, aniversariantes da segunda (30). Parabéns!
Três amores! Luíza e Bia festejam a mãezona Katharina Gurgel, com aniversário no sábado (3). Felicidades!
Francisco Lins Sobrinho e Zélia Alves festeja o marido Neuza. Ela, com idade nova na Jormar Paiva, com idade nova quinta (2), recebe os parabéns na quarta (1°). Parabéns! da coluna!
Gorgias Oliveira, em vivas para a amada Lorene Rosado, folhinha da quinta (2). Timtim!
Ciro Azevedo e Priscila Brito têm muito o que comemorar. Ela foi aprovada nesta semana para integrar a próxima turma do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (POSEDUC). O mestrado atua com três linhas de pesquisa: Formação Humana e Desenvolvimento Profissional Docente; Políticas e Gestão da Educação; e Práticas Educativas: Cultura, Diversidade e Inclusão. E a coluna, fã do casal, comemora junto. Parabéns!
CONVENÇÕES O PSDB realizou sua convenção ontem (28) em Natal. O PP realiza a sua no próximo sábado (4), quando vai homologar as candidaturas de Carlos Eduardo Alves e Kadu Ciarlini a governador e vice, além de Garibaldi Alves e Antônio Jácome ao Senado. Nos próximos dias em todo o estado, já que as convenções acontecem até o Ciro Azevedo e Priscila: próximo dia 5, só se respira política. novos rumos!
opinião 3
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conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com
Ney Robson Vieira Alencar
Os riscos de cirurgias plásticas estéticas e como evitá-los
N
estes últimos dias, voltou a fazer parte do noticiário nacional novas mortes de pessoas que realizaram procedimentos estéticos, e em varias situações fizeram em locais inadequados e por profissionais não habilitados menosprezando os reais riscos destes tipos de procedimentos, mesmo quando são realizados nos ambientes hospitalares adequados. O Brasil é pais que mais se realiza procedimentos estéticos no mundo! Existe uma fatia de profissionais altamente qualificados nesta área que continua a crescer a cada ano, mas também cresce o número de “pessoas” que se auto intitulam de “qualificadas” e aproveitam esta onda do mercado mundial de procedimentos estéticos. A maioria das pessoas que buscam estes procedimentos ainda continuará sendo as mulheres. Porém, já visível estatisticamente o número de homens em busca de ter o seu “corpo perfeito”. E é exatamente esta busca incessante e a falta de cuidados
ao escolher o profissional capacitado para realizar estes tipos de procedimentos que “estimulam” os aventureiros” a se encontrarem neste caminho: os pacientes que buscam realizar os seus sonhos e as pessoas não qualificadas em busca do mercado financeiro de forma irresponsável e sem os devidos fundamentos de habilitação adequada além de serem realizados em ambientes totalmente impróprios e insalubres perante aos critérios de segurança e vigilância sanitária. Até em casas, apartamentos temos visto que tem sido realizados estes tipos de procedimentos sem nenhum controle dos órgãos reguladores. Um absurdo ! Recomendo que ao se decidir por uma operação plástica estética, antes de escolher o tamanho da prótese de seio ou do bumbum ou o modelo novo do nariz, algumas coisinhas você precisa saber: os riscos que essas cirurgias oferecem para a sua saúde. Do risco anestésico, por exemplo, ninguém escapa quando se decide pela mesa de cirurgia. O problema é maior em pacientes que têm arritmia
cardíaca (alteração nas frequências dos batimentos), porque os medicamentos usados na anestesia provocam justamente esse efeito. O metabolismo é induzido à arritmia através dessa medicação. Porém, prevenir esse tipo de susto é simples. O eletrocardiograma consegue identificar se o
paciente tem essa alteração nos batimentos cardíacos. Uma vez identificado, o anestesista substituirá as medicações,. Ainda com relação à anestesia, correse o risco de reação anafilática, uma alergia intensa que pode provocar parada no coração e edema de glote, levando à morte. Por isso importante as con-
sultas pre-anestésicas para esclarecer e conhecer a história médica e da saúde de cada paciente. Uma vez fora do centro cirúrgico, os pacientes devem estar alertas ao pós-cirúrgico, que devem cuidar do pós-operatório da maneira que é recomendada.
sintonia e diminuir a insegurança antes do procedimento. Não custa lembrar a velha frase: “o barato pode sair caro”.
fazer com que seja necessário realizar diferentes tipos de exames.
Conheça aqui alguns problemas mais comuns: Prótese de silicone nos seios A curto prazo, o risco é que ocorra sangramento. Isso, se a paciente tiver uma predisposição para tanto. Quem tem sangue mais fino, costuma sangrar mais com ferimentos e então, esse sangramento pode virar um hematoma, que é uma coleção de sangue junto da prótese, o que deixa uma mama maior do que a outra, sendo às vezes necessário voltar ao centro cirúrgico para limpar esse sangramento e deslocar um pouquinho a prótese. A longo prazo, outro risco é o que chamam de rejeição, nada mais é do que uma infecção. Nesse caso é preciso retirá-la e recolocá-la somente seis meses depois, ensina. Isso normalmente quando acontece é na primeira semana. Pálpebra (blefaroplastia) Com o passar do tempo, as estruturas palpebrais vão se tornando frouxas, levando a um excesso de pele e protrusão das bolsas de gordura que ficam sob as pálpebras. A blefaroplastia é a cirurgia estética que corrige esses excessos na região. Rinoplastia Esta é hoje uma das cirurgias
mais difíceis. Extremamente delicada, porque o nariz é único e sua posição é central e antes, faziam-se todos os narizes do mesmo jeito. Até que se começou a adaptar a cada anatomia. A cirurgia ficou muito mas complexa, mas com resultados mais objetivos. Lipoaspiração A lipoaspiração, operação cirúrgica estética que remove gordura de diferentes lugares, é um trauma extremamente grande. Neste caso, o principal risco é a trombose venosa profunda, que é um coágulo de sangue que forma nas veias da panturrilha e, de lá, pode subir para o pulmão, transformando-se em tromboembolismo pulmonar, que pode levar à morte. Outro risco é a perfuração de órgãos, como o fígado, o baço, o intestino. Conhecendo agora os riscos, sabemos como são as coisas, quem faz uma cirurgia plástica, muitas vezes quer que o procedimento fique em segredo, com isso, nem tudo que envolve a cirurgia plástica também não é revelado, a não ser que você seja íntima da pessoa que fez a plástica. Então para acabar com alguns
dos mistérios que envolvem as cirurgias e para poder deixar o paciente mais informado e seguir o caminho mais seguro, segue aqui algumas dicas importantes: A escolha do profissional é parte fundamental no processo A primeira coisa que você deve fazer ao escolher o seu médico é procurar referências e verificar se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Assim você consegue se assegurar que o profissional que está lhe atendendo tem qualificação e experiências necessárias para realizar sua cirurgia. Segundo o presidente da SBCP, Luciano Chaves “Para cada cirurgião plástico habilitado para realizar procedimentos na especialidade, existem dois oferecendo plásticas estéticas, especialmente lipoaspiração, sem ter formação para fazer a cirurgia”. Os resultados disso podem ser catastróficos na saúde e na autoestima do paciente. Além da formação e credenciais é importante você confiar no médico, isso irá gerar mais
2 – Alterações de humor acontecem Ansiedade para fazer a cirurgia, apreensão pelos resultados do exame, tédio na recuperação. A cirurgia acaba expondo a paciente a diversas situações estressantes, o que pode gerar alterações de humor. No pré-operatório você ainda poderá apostar em exercícios, massagens, filmes, livros e meditação para ajudá-lo a aliviar o stress, mas o pós-operatório, dependendo da cirurgia que você fizer, pode lhe restar apenas às opções de meditação, livros e filmes.
4 – Existe uma individualidade de cada paciente Não é porque a Maria não sentiu nenhuma dor no pós-operatório que a Joana também não sentirá. Não é porque a Ana ficou com uma cicatriz visível que a Beatriz também ficará. Não é porque o nariz da Amanda ficou igual ao da Kate M que o da Cláudia também ficará.
3 – Você precisa fazer exames Essa é uma parte que os pacientes não gostam, mas é fundamental para garantir que os pacientes estejam em plena saúde para realizar os procedimentos. Os exames podem ser de imagem, de sangue ou urina, cada cirurgia pode exigir diferentes tipos de exames prévios. O histórico médico do paciente e da família dele também pode
neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / moda
STYLE Georgiano Azevedo
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Fotos: Lucas Carvalho | Produção: Equipe Tráfego Models Assistente de Produção: Railson Miran | Participação: Carlos Dantas, Pedro Felipe, Juan Ronald, Daniel Franco, Lucas Guimarães, Brenno Gabriel, Lucas Vinícius, João Marcos, Robson Lucena e Filipe Freitas (candidatos Mister Teen Mossoró 2018). Looks: Prisma | Agradecimento: Shopping Liberdade
georgianoazevedo@gmail.com
O tricô aparece nas camisas de Pedro e Brenno em composição com jeans. Para dias de frio!!!
O P&B é um clássico!!! Lucas Vinícius e Lucas Guimarães mostrando estilos diferente!!!
Daniel e Ruan exibindo diferentes opções para arrasar no tom marsala. Chic, heun?!?!
Robson e João Marcos na proposta do Marrom com Preto. Super clássico!!!
A pegada street caiu super bem nos candidados Carlos e Filipe.
The Boys!!! Se aproximando o concurso Mister Teen Mossoró 2018, próximo dia 02 de agosto na TCM, a coluna STYLE preparou uma super editorial mostrando looks irados para vários estilos, desde o mauricinho ao mais largadinho. Todos usam Ellus para Prisma!!!
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
o. MOSSORÓ 3
@defato_rn
descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn
O milagre da folhadomingo da moringa
/jornaldefatorn
Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1
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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50
O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma
Mossoró (RN), Cedida domingo, 29 de julho de 2018
do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn
CMYK
o de s para o CMYK
Governo vai suspender novos cursos
/photos/jornaldefatorn
/jornaldefatorn
Leia Mulheres Projeto nacional incentiva à leitura e discussão de livros de escritoras. Movimento terá quinta reunião em Mossoró.
editorial [ índice
A emoção do eterno Padre Sátiro
U
m dos destaques da semana em Mossoró foi à autorização do curso de Direito para a Faculdade Diocesana. O anúncio do novo curso foi comemorado, mas o que chamou a atenção mesmo foi à emoção do Padre Sátiro com a novidade. Domingo entrevistou o padre de 88 anos e ele explicou o motivo de sua explosão de alegria. Na nossa matéria principal de hoje abordamos um projeto que tem incentivado à leitura de escritoras. O projeto Leia Mulheres já chegou a Mossoró e terá o seu quinto encontro hoje. Domingo hoje está extremamente cultural. Também falamos sobre o intercambio que está sendo realizado entre coletivos teatrais de Mossoró e de Caxias, no Maranhão. Além disso, falamos ainda sobre o slam. Gênero cultural que é novo em Mossoró, mas que já levará um representante da cidade para uma competição nacional em São Paulo. Domingo é dia de uma receita especial e hoje você aprende a fazer Torta Mousse de Maracujá com Marshmallow. Tem ainda a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças. Boa leitura, Magnos Alves
adoro comer
Entrevista Uma imagem de Padre Sátiro emocionado chamou a atenção dos mossoroenses durante a semana. Nela, ele comemorava a aprovação do curso de Direito para a Faculdade Diocesana de Mossoró. A Domingo, Padre Sátiro revelou o motivo da comemoração. Ele também fala sobre a UERN e diz por que não participou da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. Página 4
Intercambio cultural Cia. Pão Doce de Teatro recebe coletivo de teatro Balaio Coletivo, da cidade Caxias, interior do Maranhão, para troca de experiências. Página 9
Colunas
José Nicodemos
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Como fazer torta mousse de maracujá com marshmallow Ingredientes 1 embalagem de Biscoito Tortinhas Chocolate Fortaleza 1 colher (chá) de amido de milho 3 xícaras (chá) de creme de leite 8 ovos 3 maracujás 1 embalagem de Biscoito Maizena Fortaleza 1 1/2 envelope de gelatina sem sabor 312 g de açúcar 1 ½ xícara (chá) de margarina em temperatura ambiente
Modo de preparo – Comece preparando a massa. – Leve ao processador o biscoito de maisena e bata até obter uma farofa. – Despeje numa tigela funda, junte 1 ½xícara(chá)demargarinaeamassebem com os dedos para ligar tudo. – Forre o fundo de uma forma desmontável (27 cm de diâmetro) e leve ao forno médio (180 °C) por cerca de 10 minutosouatéqueasbeiradascomecem a dourar e reserve. –Prepareamoussedemaracujá.Bata no liquidificador a polpa de 2 maracujás com½xícara(chá)deáguaquente,passe pela peneira e reserve. –Leveàbatedeira8gemas,8colheres (sopa) de açúcar e bata até formar um creme. – Dissolva 1 ½ envelope de gelatina sem sabor em 8 colheres (sopa) de água fria,leveaobanho-mariaoumicro-ondas e deixe aquecer sem ferver. – Numa tigela média, junte o creme, o suco de maracujá, a gelatina dissolvida e mexa até envolver bem. – Leve à batedeira 4 claras e bata até o ponto de neve. Acrescente às claras em
neve ao creme de maracujá e mexa delicadamenteparadeixaramoussebem fofa. – Despeje a mousse sobre a massa e leve à geladeira por 2 horas. Prepare o marshmallow. – Numa panela pequena, coloque 1 xícara (chá) de açúcar, ½ xícara (chá) de água e deixe ferver sem mexer até obter uma calda em ponto de fio. – Leve à batedeira 4 claras e bata até o ponto de neve bem firme. – Sem desligar a batedeira junte a calda em fio e bata até formar picos e reserve. –Prepareacaldademaracujá.Numa panela pequena, junte a polpa de 1 maracujá com as sementes, 3 colheres (sopa) de açúcar, 1 colher (chá) de amido de milho e ½ xícara (chá) de água e deixe cozinhar por 3 minutos, deixe esfriar e reserve. –Nomomentodeservirdesenforme a torta sobre um prato raso, cubra com marshmallow, espalhe por cima a calda demaracujá,decorealateralcombiscoitos recheados e sirva a seguir.
José de Paiva Rebouças Página 14
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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DOMINGO, 29 de julho de 2018
DOMINGO, 29 de julho de 2018
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OPINIÃO [ ARTIGO
OPINIÃO [ CRÔNICA
Sem jeito
A saudade se vê
José de Paiva Rebouças
aristida603@hotmail.com
josé nicodemos
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josedepaivareboucas@gmail.com
Olha, quer saber, vou dizer logo o que penso. Nem me importa o que vão dizer, se vão me chamar do contra ou me acusar de ser polêmico. Sou mesmo, pronto, e aí, vai dar em que? Porque você sabe, tamo aqui pro que der e vier e pro que não vier também! Aqui é sangue no olho, tá me entendendo?! Então é o seguinte: para com essa besteira de que se trocarmos os políticos a coisa vai resolver. Vai não! Né assim não, Manel. Se fosse só isso, Igarapé era a melhor cidade do Maciço do Itanhanhé. Dá até raiva ficar repetindo uma história que já se sabe. Parece que você é como a maioria dos brasileiros, de ideias esquecidas, de memória curta, como dizem por aí. Você lembra, Manel, que em 1990 o Joca Vale estava destruindo Igarapé? Até os salários dos servidores vinha atrasando, enquanto o dele e dos secretários estavam em dia. Lembra que tinha secretário que ganhava mais diária do que o salário de um professor? Lembra não? O que nós fizemos? Fomos lá, botamos a boca no trombone, saímos às ruas e tiramos o Joca. Dissemos que o André Martins era a solução. Nunca tinha sido político, servidor público, ganhava bem, de família boa. E o que é que deu? André humilhava a gente, perseguia funcionário e todo mundo sabia do esquema dele com o serviço do lixo. Um lixo ganhando dinheiro com o lixo. Aí começamos a fazer isso campanha após campanha, sem reeleger ninguém. Igarapé é a única cidade do Maciço que mais experimentou modelo político com grupos diferentes. O povo diz que a gente não tem identidade político porque não existe um grupo que se mantenha no poder sen-
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do dominante das campanhas. Claro que o Januário Viroto é o empresário por trás da maioria das campanhas e é o que melhor se beneficia, mas ele ganha para onde vai. E o povo tem a sorte de ele ir pelas pesquisas. Mas o Viroto não é povo, ele segue a onda e a onda do povo foi eleger caras novas e esperar solução. Sim, esperar, Manel, porque eu mesmo vi você muitas vezes reclamando com os feirantes que faltava o básico no mercado, mas foi só ali. Vocês não fizeram mais nada. Só quatro anos depois se juntaram a gente para tirar o André. Tiramos o André e colocamos o Miguelzinho, depois o Armando Miguel, o Clóvis Arrouba, o Zé do Jeep, a Maria da Lurdes e agora a Rosa Pereira. E a gente vai mudando esse povo e nada muda, Manel, nada! Agora vem você, um cara que atravessou esses anos todos nesta luta sem fim e sem solução, dizer que a saída é tirar todo mundo. Eu que não vou dizer da peleja que foi mudar a maioria dos nomes da Câmara Municipal toda campanha. Essa confusão nossa. Graças a Deus, nunca entramos nessa furada de se candidatar, sabe por que, Manel? Porque o problema não é só o político. O problema somos nós. A cada quatro anos você e eu juntamos um bocado de gente e reclamamos mudança, mas depois cruzamos
os braços esperando que os políticos resolvam nossos problemas. O político quando entra lá, encontra um monte de gente pedindo coisa e ele vai fazendo e acha que o povo tá devendo a ele. E o povo que pede acha também que deve. Aí ficamos nós aqui lutando contra esses políticos e contra esse povo que deve favor a político. Porque eles devem a todos que entraram. Vão lá pedir coisas simples, mas não previstas em lei. Então, você acha que o político faz como para resolver isso? Ele dá um jeitinho, mas dá um jeitinho para o pobre e um jeitão para ele. E a gente fica como? Fica aqui penando, lutando, angustiando uma coisa que não tem jeito. Desistir eu não vou, mas concordar que trocar os políticos resolve, resolve não, Manel! Nem se trocar o povo todo. O problema é que não se sabe como resolver isso. Como posso apontar para esse povo sofrível e pobre e dizer que eles são corruptos? Como chamar alguém que tem fome de corrupto porque recebe um quilo de arroz para ficar calado? Sei o que fazer não, Manel, mas sei que só trocar os políticos não resolve. Não resolve mesmo! É como enxugar gelo, dá uma raiva, uma vontade de chorar, mas é assim mesmo a luta, se desistir a gente morre. E se a gente morrer, quem vai lutar, Manel?
A saudade não se define – disse Odorico para o companheiro de mesa de bar, a propósito de coisa nenhuma. Era ele um fazedor de frases de efeito e, nessa condição, era conhecido na cidade. Tinha sempre uma frase pronta, fosse qual fosse a ocasião. E não perdia o momento de soltá-la, ainda que coubesse no contexto. Não importava. A frase de efeito era-lhe um hábito quase que se pode dizer genético. Fazia-lhe parte da vida. Do ser mental e psicológico. Dele todo, enfim. O outro apenas sorriu, depois de entornar o copo de cerveja. Um riso, assim, vago. E como presentemente o preço do sal tivesse despencado no mercado nacional, precinho lá embaixo, o assunto girou em torno disso: ambos eram feitores de salina. Nunca tinham visto uma safra maior. Os aterros não tinham mais onde acondicionar tanto sal, um verdadeiro despotismo, por assim dizer. Agora era esperar preço. Não demorou, e veio compor a mesa um velho amigo dos dois. Tão depressa entrou no bar como foi convidado, largos gestos de alegria. Não bebia cerveja, pediu uma dose de Macieira, o conhaque da preferência do tempo. Chamava-se Freitas. Mulherengo, Freitas foi logo dando notícia das “novatas” no cabaré de Marlene, e de suas (delas) habilidades libidinosas. Uma delas, a mais bonita, aos olhos de Freitas, era argentina, e era uma mulher “completa”. E ficou sendo o assunto da mesa. Entre gargalhadas marotas. Na mesa ao fundo do bar, sozinho, como gostava de beber, Anastácio, vigia de salina, não tirava os olhos de Odorico. A Ruminar aquela frase – A saudade não se define. Sentia que nela faltava alguma coisa...
Aproximava-se a hora de pegar no batente, Anastácio pediu a “saideira”. Na cabeça, a resposta à frase de Odorico, que era o feitor da salina onde trabalhava, havia anos. Davam-se muito bem.
– Seu Odorico, a saudade pode não se definir, como diz o senhor, mas se vê. Odorico o fitou espantado... – É contemplando um pôr de sol na salina – emendou Anastácio, com ar vitorioso. DOMINGO, 29 de julho de 2018
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ENTREVISTA
Padre Sátiro DANTAS
“Na minha imaginação, eu fui a 1901”
competição adoro comer nacional de poesia e performance
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epois de muita expectativa, está confirmado que o campeão do Slam Mossoró vai representar o Rio Grande do Norte no Slam Brasil, que acontece em dezembro no município de São Paulo (SP). O Slam BR é uma competição de poesia e performance que classifica o campeão nacional para o campeonato mundial na França. Responsável por trazer o slam para Mossoró, Carlos Guerra Júnior explica que trata-se de um gênero poético em constante ascensão em nível mundial, em que performance e qualidade textual são avaliados. “A definição desse gênero é complexa, pois pode ser considerada como uma competição de poesia falada, um espaço para livre expressão poética, um local para debates de questões da atualidade ou mesmo um entretenimento”, acrescenta. Esse formato poético já existe há 25 anos, sendo permitida a livre expressão artística de textos autorais, mas sem uso de equipamentos musicais. Em nível mundial, existe uma rede conectada por todos os continentes do planeta. Enquanto isso, em nível nacional ocorre eventos por todas as regiões do Brasil. Na competição que vai ser realizada em dezembro, são selecionados 24 poetas das diferentes regiões Bra-
Carlos Guerra Júnior explica como o slam funciona
sil. Em todos os locais, é necessário que sejam feitas uma etapa municipal e uma etapa estadual, para depois classificar um poeta para São Paulo. Em Mossoró, a situação será diferente, por ser o único slam do estado. Dessa forma, o campeão municipal terá o direito de defender o Rio Grande do Norte no Slam BR. Algumas cidades demonstraram interesse em integrar-se ao slam, como Caraúbas, Assú e Natal, mas são necessárias cinco etapas mensais e uma final. Com isso, as cidades podem iniciar
as atividades e realizar uma etapa municipal do slam para 2018. Os eventos em Mossoró acontecem sempre na última quarta-feira de cada mês, em noites de poesia, rap, debates e dança no Memorial da Resistência. O campeão municipal, que vai representar a cidade, será conhecido no dia 31 de outubro. Antes disso, restam duas vagas para os poetas que pretendem se juntar ao evento. As datas classificatórias são as seguintes: 29 de agosto e 26 de setembro.
Por Magnos Alves
Uma imagem do padre Sátiro Cavalcanti Dantas emocionado chamou a atenção dos mossoroenses durante a semana. Nela, ele comemorava a aprovação do curso de Direito para a Faculdade Diocesana de Mossoró. Mas o que levou um homem de 88 anos, quase todos eles dedicados à educação, a se emocionar com a criação de um novo curso superior? À DOMINGO, o padre Sátiro revelou que a comemoração se deu porque ele voltou ao passado, ao momento em que toda a história foi iniciada, em 1901. Nesta entrevista, o religioso também fala sobre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e diz por que não participou da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. Confira.
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competição nacional de poesia e performance
ENTREVISTA
DOMINGO – Qual o motivo de tanta emoção, ao ter recebido a notícia da autorização, via MEC, do curso de Direito da Faculdade Diocesana de Mossoró? PADRE SÁTIRO DANTAS – Eu vi a alegria do colégio e senti ali a história do colégio. Na minha imaginação, eu fui a 1901, vendo o cônego Estevam Dantas, com muita humildade, começando tudo, com cinco casinhas, onde hoje funciona o Banco do Brasil. Posteriormente, o monsenhor Manoel Almeida Barreto construindo salas. Depois, dom João Costa, comprando esses terrenos ao lado da lagoa, já pensando na sede do Diocesano. Depois, entrando o padre Sátiro e chegando até hoje, com o padre Charles. Eu vi naquele momento o passado e também o futuro com a transformação da faculdade em Universidade Católica.
De Mossoró para São Paulo >> Campeão do Slam Mossoró terá vaga em competição nacional de poesia e performance com poetas de várias partes do Brasil
O SENHOR participou do processo para o curso de Direito? EU JÁ vinha participando do processo quando a comissão esteve aqui analisando os projetos da faculdade e dos cursos. Sempre estou acompanhando.
transformar a faculdade na primeira Universidade Católica do Rio Grande do Norte? É UM processo, ao mesmo tempo, civil e canônico. Estamos estudando a parte canônica. Não é coisa para amanhã, mas em médio prazo.
QUANDO e como surgiu a ideia da Faculdade Diocesana? SURGIU pelo curso de Teologia, por conta da necessidade que nós tínhamos, isso porque nossos estudantes candidatos ao sacerdócio iam fazer Teologia fora de Mossoró. A minha geração teve o privilégio de fazer Filosofia no Rio Grande do Sul, Teologia em Roma, mas hoje está muito mais difícil enviar cinco, seis pessoas para fora.
COMO o senhor avalia a continuidade do trabalho do senhor no Diocesano? GRAÇAS a Deus, o padre Charles encaixou muito bem na linha do Colégio Diocesano, na linha da Diocese. Aliás, ele já foi para Roma sabendo que ia me substituir e, realmente, está trabalhando muito bem. Eu posso garantir aos leitores do JORNAL DE FATO que ainda vem coisa boa por aí.
QUANDO a Faculdade Diocesana começou realmente a se tornar realidade? COM a presença de dom Mariano, com o seu prestígio no Vaticano e na Europa, conseguindo recursos para a criação da Faculdade Diocesana, que começou com o curso de Teologia e hoje é essa maravilha, já com o curso de Direito e uma perspectiva muito boa, talvez já de início com duas turmas de 50 alunos.
DIANTE da criação da Universidade Católica, existe possibilidade de o Diocesano ser extinguido? JAMAIS. O Colégio Diocesano é a base. Eu poderia dizer até que a semente e a força do ensino superior. O Colégio Diocesano, com 117 anos, com toda essa história, eu tenho certeza que jamais se apagará pelo brilho da universidade.
COMO está o processo para
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O SENHOR também faz parte da história da Uern, mas esteve au-
sente da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. O que houve? EU SOU franco, não tem segredo. A Uern está muito sofrida ultimamente, com greves terríveis, falta de apoio e valorização da parte do Governo. Uma homenagem sofrendo? Eu prefiro que pague aos professores, que abra mais cursos, como, por exemplo, de Direito em Pau dos Ferros. Então, receber uma homenagem diante de uma situação dessas? COMO se deu o processo de estadualização da Uern? FOI na minha reitoria que a Uern foi transformada em universidade estadual. O prefeito Dix-huit me convidou para a reitoria e eu notei que não tinha condições de a Prefeitura continuar mantendo. Então, eu parti para a estadualização. COMO o senhor analisa a atual situação da Uern? ELA é reversível. Ela passará a crise, como já passou, mas ela vai vencer. Vamos ter agora as eleições, certas mudanças e, acredito, mais apoio para a universidade. O doutor Pedro (Fernandes, reitor da Uern) é um menino preparado e vai deixar a universidade numa situação progressiva. DOMINGO, 29 de julho de 2018
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movimento
TEATRO
Cia. Pão Doce de Teatro
Leia Mulheres >> Projeto nacional incentiva à leitura e discussão de livros de escritoras. Movimento terá quinto encontro em Mossoró neste domingo.
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DOMINGO, 29 de julho de 2018
A Cia. Pão Doce de Teatro, que comemorou 15 anos de trajetória em 2017, figura hoje entre os importantes grupos teatrais no cenário cultural norte-rio-grandense. Desenvolvendo hoje um trabalho investigativo com foco na construção da presença do ator e da música como elemento de dramaturgia, os artistas continuam aperfeiçoando suas produções e métodos de interagir com o cenário local, colaborando sempre para a pluralidade cênica em Mossoró. O grupo já circulou por quase 80 cidades entre 19 estados brasileiros e desenvolveu, durante dois anos, um trabalho em mais de vinte zonas rurais no estado do Rio Grande do Norte, com o "Projeto Pão Doce na Rural". O processo despertou na Companhia o interesse de estar cada vez mais próximo do público, surgindo em 2014 o primeiro espetáculo para a rua e espaços alternativos, “A Casatóriac’a Defunta”. A Cia. Pão Doce de Teatro traz em seu currículo participação em importantes festivais nacionais e internacionais. Foi contemplada em 2014 com o Prêmio Funarte Artes na Rua, representou o RN no Intercâmbio Cultural Palco Giratório 2015 (RN-GO) e no 22° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, ficando entre os três melhores espetáculos da Mostra Nordeste segundo o júri popular com o espetáculo "A Casatóriac'a Defunta", participou da Aldeia Sesc Seridó 2015, XI e XIII Mostra Ariús de Teatro, do III e V Festival O Mundo Inteiro é um Palco, organizado pelo grupo Clowns de Shakespeare, do 6° Festival Popular de Teatro de Fortaleza, 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas, do 3° Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará, do 17° encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, foi selecionada para integrar o Circuito Palco Giratório 2016, recebeu duas indicações ao Troféu Cultura RN 2016 nas categorias de "Melhor Ator" e "Melhor Atriz" e duas indicações ao Prêmio Cenym do Teatro Nacional nas categorias "Melhor Cia. De Teatro" e "Melhores adereços e objetos de cena" levando para casa os troféus de “Melhor Ator” e “Melhores adereços e objetos de cena”. Em 2017 foi convidada à compor a
programação do Circuito Sesc de Artes (SP), participou do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP-RJ). Em 2018, o grupo estreou o seu novo trabalho “O Torto Andar do Outro”, baseado no cordel do mestre Antônio Francisco, no Festival Internacional Casa da Ribeira. BALAIO COLETIVO O Balaio Coletivo tem origem ligada ao desejo do fazer teatral de jovens atores maranhenses de uma pacata cidade interiorana. Criado em 2010, até então com o nome de Grupo Fama de Teatro, o coletivo hoje busca aliar múltiplas linguagens cênicas que vão desde o circo, o teatro de rua, o teatro de pesquisa, a performance e espetáculos com grande poder de comunicação com o público. Também desenvolve investigação da música em seus trabalhos. É um dos grupos mais importantes da cidade de Caxias e desde 2016 busca expandir-se nacionalmente. Alimenta uma rede de encontros e vivências com grupos e artistas do Piauí, Ceará e da capital do Maranhão. Neste ano de 2018, firmam-se como Balaio Coletivo com o intuito de desenvolver pesquisas mais elaboradas para seus próximos trabalhos. Atualmente, estão em fase final do processo criativo do novo espetáculo “A garota e o anjo” – com dramaturgia e direção de André Ribeiro, que conta com colaboração de Marcelo Flecha. Formado hoje por quatro artistas: André Ribeiro, Adriele Bezerra, Ígor Nascimento e Hedra Mariani, o Balaio Coletivo defende o teatro de grupo, promove encontros, debates, reflexões e carrega em si o desejo de mudar o mundo através da arte. Em seu currículo de quase oito anos, traz algumas montagens como “Eita, a Coisa quer casar!” (2012), “Minha Fulô de mandacaru” (2013), “Matinta Perera” (2014), “Dona Flor e seu único futuro marido”, de Jean Pessoa (2015) e Cena curta “Experimento Sobre Cosme” 2017, todos com direção de André Ribeiro.
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TEATRO
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s coletivos teatrais estão buscando, cada vez mais, estratégias para continuar vivendo de arte em meio à crise no país. A partir dessa premissa, dois coletivos que até então se conheciam apenas por meio virtual, resolveram se encontrar presencialmente para realização de um intercâmbio que visa discutir e aperfeiçoar os métodos para resistir diante do cenário negativo. A ideia partiu do Balaio Coletivo, grupo de teatro do município de Caxias (MA), que no viés cultural, assim como grupos de Mossoró, resiste a duras penas. As dificuldades e similaridade aproximaram ainda mais o coletivo
10DOMINGO, 29 de julho de 2018
movimento
maranhense da Cia. Pão Doce de Teatro, grupo mossoroense, com sede no bairro Alto de São Manoel, que recebeu a proposta de intercâmbio de braços abertos. “A Cia. Pão Doce é referência para o Balaio, é um grupo que acompanhamos e admiramos sua força e resistência há muito tempo. Essa interlocução possibilita uma luta contra uma acomodação artística”, comenta André Ribeiro, ator do Balaio Coletivo. “Precisamos nos inquietar. Intercambiar é um ato de resistência. Esse encontro está sendo realizado de maneira independente e só acontece porque há coragem”, complementa Romero Oliveira, da Cia. Pão Doce.
O intercâmbio prossegue até hoje, com uma programação intensa de atravessamentos, entre exercícios, ensaios, mostras de processos, rotina de produção, promovendo também o encontro com outros artistas da cena mossoroense, como a atriz Tony Silva, Edson Saraiva, Chico Window, Antônio Francisco e a Cia. A Máscara de Teatro, que abriu para o coletivo maranhense o processo de montagem do espetáculo Deus Danado, que é dirigido pelo também maranhense Marcelo Flecha. A próxima troca de experiências entre a Cia. Pão Doce e o Balaio Coletivo ocorrerá em Caxias, com data ainda a ser definida entre os coletivos.
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Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres”, sexto romance da escritora Clarice Lispector, é o livro do mês de julho no clube de leitura “Leia Mulheres” em Mossoró neste domingo (29). O clube mossoroense, que integra o movimento de leitura nacional homônimo, seleciona todos os meses um livro para ser lido e debatido no último domingo de cada mês. A estudante de Direito Fernanda Isla, uma das organizadoras do clube em Mossoró, explica que “as mediadoras sugerem livros para que o grupo possa debater”, mas que a escolha das obras “costuma ser feita de forma coletiva, por todas as participantes no encontro”. “O ‘Leia Mulheres’ é um movimento de leitura que está presente em todo o país. No Rio Grande do Norte, já nos organizamos em cinco cidades: Natal, Parnamirim, Assú, Apodi e aqui em Mossoró”, informa Fernanda.
“No último domingo de cada mês, nos reunimos no Memorial da Resistência, no centro da cidade, para lermos obras de escritoras brasileiras e estrangeiras. Neste mês, vamos nos reunir no dia 29 para debater o livro de Clarice”, declara Roberta Pereira, estudante de Filosofia, que será uma das mediadoras no encontro. “Nosso objetivo nos encontros é incentivar uma maior leitura e a publicação das obras de autoras mulheres, é diversificar o mercado editorial, que ainda é predominantemente masculino”, completa a estudante. Os encontros do “Leia Mulheres” em Mossoró são abertos ao público e têm início às 16 horas no Memorial da Resistência. “O encontro é feito para quem leu e para quem não leu os livros: é para todas. Venha e descubra uma obra e uma autora por quem se apaixonar”, convida Roberta Pereira. O Leia Mulheres surgiu em 2014, quando a escritora Joanna Walsh
propôs o projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014) que consistia basicamente em ler mais escritoras. “O mercado editorial ainda é muito restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade, por isso a importância desse projeto”, destaca o movimento, em seu site. No ano seguinte, Juliana Gomes convidou as amigas Juliana Leuenroth e Michelle Henriques para transformar a ideia de Joanna Walsh em algo presencial em livrarias e espaços culturais. Um convite à leitura de obras escritas por mulheres, de clássicas a contemporâneas. O Leia Mulheres faz parceria com editoras, livrarias e instituições, mas não há intermediários. Todo e qualquer contato apenas é feito diretamente pelas gestoras do projeto e pelas mediadoras das respectivas cidades. Em Mossoró, o movimento é mediado por Diana Duarte, Edja Lemos, Fernanda Mesquita e Roberta Pereira.
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movimento A falta de espaços para publicações femininas é reconhecida pelos próprios escritores. Fundador da Editora Sarau das Letras e escritor, Clauder Arcanjo vai direto ao ponto: “No todo, Magnos Alves, ainda há um ranço de machismo na literatura. Fruto, ainda, do nosso passado patriarcal e opressor”, analisa. No entanto, ele afirma que na Sarau das Letras o espaço é o mesmo para homens e mulheres. Questionado sobre como a editora consegue publicar títulos de homens e mulheres no mesmo patamar, Clauder Arcanjo diz que o motivo é simples: “Porque somos procurados por ambos e qualidade não tem sexo.”
TEATRO
Mediadora do Leia Mulheres em Mossoró
ENTREVISTA - Roberta Pereira DOMINGO – Mossoró dispõe de uma grande publicação de títulos. Como está a participação das mulheres nesse universo local? ROBERTA PEREIRA – Existem várias escritoras de nossa cidade que estão aí publicando poesias em livros de compilação de vários poemas, temos escritoras aí em gênero textual de quadrinhos na batalha para conseguir publicar suas obras. Ser escritor é muito difícil, por ser muito caro arcar com as publicações e ganhar algum dinheiro em cima disso, e ainda mais ser escritora, pois existe uma ideia de um tipo de escrita literária “feminina”. Elas também estão ativamente trabalhando na organização do Leia Mulheres ou dando apoio ao clube de leitura. Muitas mulheres do curso de Comunicação Social da Uern estão envolvidas, professoras e alunas, inclusive foram elas que deram partida ao clube aqui na cidade. O PROJETO tem discutido publicações nacionais de mulheres, há publicações locais das mulheres que possam e serão discutidas? NAS últimas edições do Leia Mulheres aqui na cidade, não tivemos nenhuma obra de autoras mossoroenses comentada. O mais próximo que chegamos a trabalhar com uma obra mais regional foi de uma escritora que reside em Natal, a Marize Castro. Na cidade, temos nomes como Camila Paula, Fernanda Isla e Renata Nolasco, jovens escritoras locais. E nós vamos, nos próximos encontros, trabalhar com autoras de nossa cidade. COMO é possível reverter esse quadro de domínio masculino também na publicação de livros? INCENTIVANDO as mulheres a lerem mais mulheres. Mulheres escrevem todo tipo de escrita. A representatividade ajuda muito com o incentivo de que elas podem escrever sobre tudo e que não há uma ideia de literatura “feminina”. Por isso, o Leia Mulheres. Há pequenas editoras que só publicam nomes femininos, já como um incentivo às mulheres a publicar seus escritos.
8 DOMINGO, 29 de julho de 2018
Intercâmbio
cultural
>> Cia. Pão Doce de Teatro recebe coletivo de teatro Balaio Coletivo, da cidade Caxias (MA), para troca de experiências DOMINGO, 29 de julho de 2018
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movimento A falta de espaços para publicações femininas é reconhecida pelos próprios escritores. Fundador da Editora Sarau das Letras e escritor, Clauder Arcanjo vai direto ao ponto: “No todo, Magnos Alves, ainda há um ranço de machismo na literatura. Fruto, ainda, do nosso passado patriarcal e opressor”, analisa. No entanto, ele afirma que na Sarau das Letras o espaço é o mesmo para homens e mulheres. Questionado sobre como a editora consegue publicar títulos de homens e mulheres no mesmo patamar, Clauder Arcanjo diz que o motivo é simples: “Porque somos procurados por ambos e qualidade não tem sexo.”
TEATRO
Mediadora do Leia Mulheres em Mossoró
ENTREVISTA - Roberta Pereira DOMINGO – Mossoró dispõe de uma grande publicação de títulos. Como está a participação das mulheres nesse universo local? ROBERTA PEREIRA – Existem várias escritoras de nossa cidade que estão aí publicando poesias em livros de compilação de vários poemas, temos escritoras aí em gênero textual de quadrinhos na batalha para conseguir publicar suas obras. Ser escritor é muito difícil, por ser muito caro arcar com as publicações e ganhar algum dinheiro em cima disso, e ainda mais ser escritora, pois existe uma ideia de um tipo de escrita literária “feminina”. Elas também estão ativamente trabalhando na organização do Leia Mulheres ou dando apoio ao clube de leitura. Muitas mulheres do curso de Comunicação Social da Uern estão envolvidas, professoras e alunas, inclusive foram elas que deram partida ao clube aqui na cidade. O PROJETO tem discutido publicações nacionais de mulheres, há publicações locais das mulheres que possam e serão discutidas? NAS últimas edições do Leia Mulheres aqui na cidade, não tivemos nenhuma obra de autoras mossoroenses comentada. O mais próximo que chegamos a trabalhar com uma obra mais regional foi de uma escritora que reside em Natal, a Marize Castro. Na cidade, temos nomes como Camila Paula, Fernanda Isla e Renata Nolasco, jovens escritoras locais. E nós vamos, nos próximos encontros, trabalhar com autoras de nossa cidade. COMO é possível reverter esse quadro de domínio masculino também na publicação de livros? INCENTIVANDO as mulheres a lerem mais mulheres. Mulheres escrevem todo tipo de escrita. A representatividade ajuda muito com o incentivo de que elas podem escrever sobre tudo e que não há uma ideia de literatura “feminina”. Por isso, o Leia Mulheres. Há pequenas editoras que só publicam nomes femininos, já como um incentivo às mulheres a publicar seus escritos.
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>> Cia. Pão Doce de Teatro recebe coletivo de teatro Balaio Coletivo, da cidade Caxias (MA), para troca de experiências DOMINGO, 29 de julho de 2018
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s coletivos teatrais estão buscando, cada vez mais, estratégias para continuar vivendo de arte em meio à crise no país. A partir dessa premissa, dois coletivos que até então se conheciam apenas por meio virtual, resolveram se encontrar presencialmente para realização de um intercâmbio que visa discutir e aperfeiçoar os métodos para resistir diante do cenário negativo. A ideia partiu do Balaio Coletivo, grupo de teatro do município de Caxias (MA), que no viés cultural, assim como grupos de Mossoró, resiste a duras penas. As dificuldades e similaridade aproximaram ainda mais o coletivo
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maranhense da Cia. Pão Doce de Teatro, grupo mossoroense, com sede no bairro Alto de São Manoel, que recebeu a proposta de intercâmbio de braços abertos. “A Cia. Pão Doce é referência para o Balaio, é um grupo que acompanhamos e admiramos sua força e resistência há muito tempo. Essa interlocução possibilita uma luta contra uma acomodação artística”, comenta André Ribeiro, ator do Balaio Coletivo. “Precisamos nos inquietar. Intercambiar é um ato de resistência. Esse encontro está sendo realizado de maneira independente e só acontece porque há coragem”, complementa Romero Oliveira, da Cia. Pão Doce.
O intercâmbio prossegue até hoje, com uma programação intensa de atravessamentos, entre exercícios, ensaios, mostras de processos, rotina de produção, promovendo também o encontro com outros artistas da cena mossoroense, como a atriz Tony Silva, Edson Saraiva, Chico Window, Antônio Francisco e a Cia. A Máscara de Teatro, que abriu para o coletivo maranhense o processo de montagem do espetáculo Deus Danado, que é dirigido pelo também maranhense Marcelo Flecha. A próxima troca de experiências entre a Cia. Pão Doce e o Balaio Coletivo ocorrerá em Caxias, com data ainda a ser definida entre os coletivos.
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Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres”, sexto romance da escritora Clarice Lispector, é o livro do mês de julho no clube de leitura “Leia Mulheres” em Mossoró neste domingo (29). O clube mossoroense, que integra o movimento de leitura nacional homônimo, seleciona todos os meses um livro para ser lido e debatido no último domingo de cada mês. A estudante de Direito Fernanda Isla, uma das organizadoras do clube em Mossoró, explica que “as mediadoras sugerem livros para que o grupo possa debater”, mas que a escolha das obras “costuma ser feita de forma coletiva, por todas as participantes no encontro”. “O ‘Leia Mulheres’ é um movimento de leitura que está presente em todo o país. No Rio Grande do Norte, já nos organizamos em cinco cidades: Natal, Parnamirim, Assú, Apodi e aqui em Mossoró”, informa Fernanda.
“No último domingo de cada mês, nos reunimos no Memorial da Resistência, no centro da cidade, para lermos obras de escritoras brasileiras e estrangeiras. Neste mês, vamos nos reunir no dia 29 para debater o livro de Clarice”, declara Roberta Pereira, estudante de Filosofia, que será uma das mediadoras no encontro. “Nosso objetivo nos encontros é incentivar uma maior leitura e a publicação das obras de autoras mulheres, é diversificar o mercado editorial, que ainda é predominantemente masculino”, completa a estudante. Os encontros do “Leia Mulheres” em Mossoró são abertos ao público e têm início às 16 horas no Memorial da Resistência. “O encontro é feito para quem leu e para quem não leu os livros: é para todas. Venha e descubra uma obra e uma autora por quem se apaixonar”, convida Roberta Pereira. O Leia Mulheres surgiu em 2014, quando a escritora Joanna Walsh
propôs o projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014) que consistia basicamente em ler mais escritoras. “O mercado editorial ainda é muito restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade, por isso a importância desse projeto”, destaca o movimento, em seu site. No ano seguinte, Juliana Gomes convidou as amigas Juliana Leuenroth e Michelle Henriques para transformar a ideia de Joanna Walsh em algo presencial em livrarias e espaços culturais. Um convite à leitura de obras escritas por mulheres, de clássicas a contemporâneas. O Leia Mulheres faz parceria com editoras, livrarias e instituições, mas não há intermediários. Todo e qualquer contato apenas é feito diretamente pelas gestoras do projeto e pelas mediadoras das respectivas cidades. Em Mossoró, o movimento é mediado por Diana Duarte, Edja Lemos, Fernanda Mesquita e Roberta Pereira.
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Cia. Pão Doce de Teatro
Leia Mulheres >> Projeto nacional incentiva à leitura e discussão de livros de escritoras. Movimento terá quinto encontro em Mossoró neste domingo.
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A Cia. Pão Doce de Teatro, que comemorou 15 anos de trajetória em 2017, figura hoje entre os importantes grupos teatrais no cenário cultural norte-rio-grandense. Desenvolvendo hoje um trabalho investigativo com foco na construção da presença do ator e da música como elemento de dramaturgia, os artistas continuam aperfeiçoando suas produções e métodos de interagir com o cenário local, colaborando sempre para a pluralidade cênica em Mossoró. O grupo já circulou por quase 80 cidades entre 19 estados brasileiros e desenvolveu, durante dois anos, um trabalho em mais de vinte zonas rurais no estado do Rio Grande do Norte, com o "Projeto Pão Doce na Rural". O processo despertou na Companhia o interesse de estar cada vez mais próximo do público, surgindo em 2014 o primeiro espetáculo para a rua e espaços alternativos, “A Casatóriac’a Defunta”. A Cia. Pão Doce de Teatro traz em seu currículo participação em importantes festivais nacionais e internacionais. Foi contemplada em 2014 com o Prêmio Funarte Artes na Rua, representou o RN no Intercâmbio Cultural Palco Giratório 2015 (RN-GO) e no 22° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, ficando entre os três melhores espetáculos da Mostra Nordeste segundo o júri popular com o espetáculo "A Casatóriac'a Defunta", participou da Aldeia Sesc Seridó 2015, XI e XIII Mostra Ariús de Teatro, do III e V Festival O Mundo Inteiro é um Palco, organizado pelo grupo Clowns de Shakespeare, do 6° Festival Popular de Teatro de Fortaleza, 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas, do 3° Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará, do 17° encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, foi selecionada para integrar o Circuito Palco Giratório 2016, recebeu duas indicações ao Troféu Cultura RN 2016 nas categorias de "Melhor Ator" e "Melhor Atriz" e duas indicações ao Prêmio Cenym do Teatro Nacional nas categorias "Melhor Cia. De Teatro" e "Melhores adereços e objetos de cena" levando para casa os troféus de “Melhor Ator” e “Melhores adereços e objetos de cena”. Em 2017 foi convidada à compor a
programação do Circuito Sesc de Artes (SP), participou do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto e da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP-RJ). Em 2018, o grupo estreou o seu novo trabalho “O Torto Andar do Outro”, baseado no cordel do mestre Antônio Francisco, no Festival Internacional Casa da Ribeira. BALAIO COLETIVO O Balaio Coletivo tem origem ligada ao desejo do fazer teatral de jovens atores maranhenses de uma pacata cidade interiorana. Criado em 2010, até então com o nome de Grupo Fama de Teatro, o coletivo hoje busca aliar múltiplas linguagens cênicas que vão desde o circo, o teatro de rua, o teatro de pesquisa, a performance e espetáculos com grande poder de comunicação com o público. Também desenvolve investigação da música em seus trabalhos. É um dos grupos mais importantes da cidade de Caxias e desde 2016 busca expandir-se nacionalmente. Alimenta uma rede de encontros e vivências com grupos e artistas do Piauí, Ceará e da capital do Maranhão. Neste ano de 2018, firmam-se como Balaio Coletivo com o intuito de desenvolver pesquisas mais elaboradas para seus próximos trabalhos. Atualmente, estão em fase final do processo criativo do novo espetáculo “A garota e o anjo” – com dramaturgia e direção de André Ribeiro, que conta com colaboração de Marcelo Flecha. Formado hoje por quatro artistas: André Ribeiro, Adriele Bezerra, Ígor Nascimento e Hedra Mariani, o Balaio Coletivo defende o teatro de grupo, promove encontros, debates, reflexões e carrega em si o desejo de mudar o mundo através da arte. Em seu currículo de quase oito anos, traz algumas montagens como “Eita, a Coisa quer casar!” (2012), “Minha Fulô de mandacaru” (2013), “Matinta Perera” (2014), “Dona Flor e seu único futuro marido”, de Jean Pessoa (2015) e Cena curta “Experimento Sobre Cosme” 2017, todos com direção de André Ribeiro.
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competição nacional de poesia e performance
ENTREVISTA
DOMINGO – Qual o motivo de tanta emoção, ao ter recebido a notícia da autorização, via MEC, do curso de Direito da Faculdade Diocesana de Mossoró? PADRE SÁTIRO DANTAS – Eu vi a alegria do colégio e senti ali a história do colégio. Na minha imaginação, eu fui a 1901, vendo o cônego Estevam Dantas, com muita humildade, começando tudo, com cinco casinhas, onde hoje funciona o Banco do Brasil. Posteriormente, o monsenhor Manoel Almeida Barreto construindo salas. Depois, dom João Costa, comprando esses terrenos ao lado da lagoa, já pensando na sede do Diocesano. Depois, entrando o padre Sátiro e chegando até hoje, com o padre Charles. Eu vi naquele momento o passado e também o futuro com a transformação da faculdade em Universidade Católica.
De Mossoró para São Paulo >> Campeão do Slam Mossoró terá vaga em competição nacional de poesia e performance com poetas de várias partes do Brasil
O SENHOR participou do processo para o curso de Direito? EU JÁ vinha participando do processo quando a comissão esteve aqui analisando os projetos da faculdade e dos cursos. Sempre estou acompanhando.
transformar a faculdade na primeira Universidade Católica do Rio Grande do Norte? É UM processo, ao mesmo tempo, civil e canônico. Estamos estudando a parte canônica. Não é coisa para amanhã, mas em médio prazo.
QUANDO e como surgiu a ideia da Faculdade Diocesana? SURGIU pelo curso de Teologia, por conta da necessidade que nós tínhamos, isso porque nossos estudantes candidatos ao sacerdócio iam fazer Teologia fora de Mossoró. A minha geração teve o privilégio de fazer Filosofia no Rio Grande do Sul, Teologia em Roma, mas hoje está muito mais difícil enviar cinco, seis pessoas para fora.
COMO o senhor avalia a continuidade do trabalho do senhor no Diocesano? GRAÇAS a Deus, o padre Charles encaixou muito bem na linha do Colégio Diocesano, na linha da Diocese. Aliás, ele já foi para Roma sabendo que ia me substituir e, realmente, está trabalhando muito bem. Eu posso garantir aos leitores do JORNAL DE FATO que ainda vem coisa boa por aí.
QUANDO a Faculdade Diocesana começou realmente a se tornar realidade? COM a presença de dom Mariano, com o seu prestígio no Vaticano e na Europa, conseguindo recursos para a criação da Faculdade Diocesana, que começou com o curso de Teologia e hoje é essa maravilha, já com o curso de Direito e uma perspectiva muito boa, talvez já de início com duas turmas de 50 alunos.
DIANTE da criação da Universidade Católica, existe possibilidade de o Diocesano ser extinguido? JAMAIS. O Colégio Diocesano é a base. Eu poderia dizer até que a semente e a força do ensino superior. O Colégio Diocesano, com 117 anos, com toda essa história, eu tenho certeza que jamais se apagará pelo brilho da universidade.
COMO está o processo para
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O SENHOR também faz parte da história da Uern, mas esteve au-
sente da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. O que houve? EU SOU franco, não tem segredo. A Uern está muito sofrida ultimamente, com greves terríveis, falta de apoio e valorização da parte do Governo. Uma homenagem sofrendo? Eu prefiro que pague aos professores, que abra mais cursos, como, por exemplo, de Direito em Pau dos Ferros. Então, receber uma homenagem diante de uma situação dessas? COMO se deu o processo de estadualização da Uern? FOI na minha reitoria que a Uern foi transformada em universidade estadual. O prefeito Dix-huit me convidou para a reitoria e eu notei que não tinha condições de a Prefeitura continuar mantendo. Então, eu parti para a estadualização. COMO o senhor analisa a atual situação da Uern? ELA é reversível. Ela passará a crise, como já passou, mas ela vai vencer. Vamos ter agora as eleições, certas mudanças e, acredito, mais apoio para a universidade. O doutor Pedro (Fernandes, reitor da Uern) é um menino preparado e vai deixar a universidade numa situação progressiva. DOMINGO, 29 de julho de 2018
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ENTREVISTA
Padre Sátiro DANTAS
“Na minha imaginação, eu fui a 1901”
competição adoro comer nacional de poesia e performance
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epois de muita expectativa, está confirmado que o campeão do Slam Mossoró vai representar o Rio Grande do Norte no Slam Brasil, que acontece em dezembro no município de São Paulo (SP). O Slam BR é uma competição de poesia e performance que classifica o campeão nacional para o campeonato mundial na França. Responsável por trazer o slam para Mossoró, Carlos Guerra Júnior explica que trata-se de um gênero poético em constante ascensão em nível mundial, em que performance e qualidade textual são avaliados. “A definição desse gênero é complexa, pois pode ser considerada como uma competição de poesia falada, um espaço para livre expressão poética, um local para debates de questões da atualidade ou mesmo um entretenimento”, acrescenta. Esse formato poético já existe há 25 anos, sendo permitida a livre expressão artística de textos autorais, mas sem uso de equipamentos musicais. Em nível mundial, existe uma rede conectada por todos os continentes do planeta. Enquanto isso, em nível nacional ocorre eventos por todas as regiões do Brasil. Na competição que vai ser realizada em dezembro, são selecionados 24 poetas das diferentes regiões Bra-
Carlos Guerra Júnior explica como o slam funciona
sil. Em todos os locais, é necessário que sejam feitas uma etapa municipal e uma etapa estadual, para depois classificar um poeta para São Paulo. Em Mossoró, a situação será diferente, por ser o único slam do estado. Dessa forma, o campeão municipal terá o direito de defender o Rio Grande do Norte no Slam BR. Algumas cidades demonstraram interesse em integrar-se ao slam, como Caraúbas, Assú e Natal, mas são necessárias cinco etapas mensais e uma final. Com isso, as cidades podem iniciar
as atividades e realizar uma etapa municipal do slam para 2018. Os eventos em Mossoró acontecem sempre na última quarta-feira de cada mês, em noites de poesia, rap, debates e dança no Memorial da Resistência. O campeão municipal, que vai representar a cidade, será conhecido no dia 31 de outubro. Antes disso, restam duas vagas para os poetas que pretendem se juntar ao evento. As datas classificatórias são as seguintes: 29 de agosto e 26 de setembro.
Por Magnos Alves
Uma imagem do padre Sátiro Cavalcanti Dantas emocionado chamou a atenção dos mossoroenses durante a semana. Nela, ele comemorava a aprovação do curso de Direito para a Faculdade Diocesana de Mossoró. Mas o que levou um homem de 88 anos, quase todos eles dedicados à educação, a se emocionar com a criação de um novo curso superior? À DOMINGO, o padre Sátiro revelou que a comemoração se deu porque ele voltou ao passado, ao momento em que toda a história foi iniciada, em 1901. Nesta entrevista, o religioso também fala sobre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e diz por que não participou da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. Confira.
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OPINIÃO [ ARTIGO
OPINIÃO [ CRÔNICA
Sem jeito
A saudade se vê
José de Paiva Rebouças
aristida603@hotmail.com
josé nicodemos
–
josedepaivareboucas@gmail.com
Olha, quer saber, vou dizer logo o que penso. Nem me importa o que vão dizer, se vão me chamar do contra ou me acusar de ser polêmico. Sou mesmo, pronto, e aí, vai dar em que? Porque você sabe, tamo aqui pro que der e vier e pro que não vier também! Aqui é sangue no olho, tá me entendendo?! Então é o seguinte: para com essa besteira de que se trocarmos os políticos a coisa vai resolver. Vai não! Né assim não, Manel. Se fosse só isso, Igarapé era a melhor cidade do Maciço do Itanhanhé. Dá até raiva ficar repetindo uma história que já se sabe. Parece que você é como a maioria dos brasileiros, de ideias esquecidas, de memória curta, como dizem por aí. Você lembra, Manel, que em 1990 o Joca Vale estava destruindo Igarapé? Até os salários dos servidores vinha atrasando, enquanto o dele e dos secretários estavam em dia. Lembra que tinha secretário que ganhava mais diária do que o salário de um professor? Lembra não? O que nós fizemos? Fomos lá, botamos a boca no trombone, saímos às ruas e tiramos o Joca. Dissemos que o André Martins era a solução. Nunca tinha sido político, servidor público, ganhava bem, de família boa. E o que é que deu? André humilhava a gente, perseguia funcionário e todo mundo sabia do esquema dele com o serviço do lixo. Um lixo ganhando dinheiro com o lixo. Aí começamos a fazer isso campanha após campanha, sem reeleger ninguém. Igarapé é a única cidade do Maciço que mais experimentou modelo político com grupos diferentes. O povo diz que a gente não tem identidade político porque não existe um grupo que se mantenha no poder sen-
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do dominante das campanhas. Claro que o Januário Viroto é o empresário por trás da maioria das campanhas e é o que melhor se beneficia, mas ele ganha para onde vai. E o povo tem a sorte de ele ir pelas pesquisas. Mas o Viroto não é povo, ele segue a onda e a onda do povo foi eleger caras novas e esperar solução. Sim, esperar, Manel, porque eu mesmo vi você muitas vezes reclamando com os feirantes que faltava o básico no mercado, mas foi só ali. Vocês não fizeram mais nada. Só quatro anos depois se juntaram a gente para tirar o André. Tiramos o André e colocamos o Miguelzinho, depois o Armando Miguel, o Clóvis Arrouba, o Zé do Jeep, a Maria da Lurdes e agora a Rosa Pereira. E a gente vai mudando esse povo e nada muda, Manel, nada! Agora vem você, um cara que atravessou esses anos todos nesta luta sem fim e sem solução, dizer que a saída é tirar todo mundo. Eu que não vou dizer da peleja que foi mudar a maioria dos nomes da Câmara Municipal toda campanha. Essa confusão nossa. Graças a Deus, nunca entramos nessa furada de se candidatar, sabe por que, Manel? Porque o problema não é só o político. O problema somos nós. A cada quatro anos você e eu juntamos um bocado de gente e reclamamos mudança, mas depois cruzamos
os braços esperando que os políticos resolvam nossos problemas. O político quando entra lá, encontra um monte de gente pedindo coisa e ele vai fazendo e acha que o povo tá devendo a ele. E o povo que pede acha também que deve. Aí ficamos nós aqui lutando contra esses políticos e contra esse povo que deve favor a político. Porque eles devem a todos que entraram. Vão lá pedir coisas simples, mas não previstas em lei. Então, você acha que o político faz como para resolver isso? Ele dá um jeitinho, mas dá um jeitinho para o pobre e um jeitão para ele. E a gente fica como? Fica aqui penando, lutando, angustiando uma coisa que não tem jeito. Desistir eu não vou, mas concordar que trocar os políticos resolve, resolve não, Manel! Nem se trocar o povo todo. O problema é que não se sabe como resolver isso. Como posso apontar para esse povo sofrível e pobre e dizer que eles são corruptos? Como chamar alguém que tem fome de corrupto porque recebe um quilo de arroz para ficar calado? Sei o que fazer não, Manel, mas sei que só trocar os políticos não resolve. Não resolve mesmo! É como enxugar gelo, dá uma raiva, uma vontade de chorar, mas é assim mesmo a luta, se desistir a gente morre. E se a gente morrer, quem vai lutar, Manel?
A saudade não se define – disse Odorico para o companheiro de mesa de bar, a propósito de coisa nenhuma. Era ele um fazedor de frases de efeito e, nessa condição, era conhecido na cidade. Tinha sempre uma frase pronta, fosse qual fosse a ocasião. E não perdia o momento de soltá-la, ainda que coubesse no contexto. Não importava. A frase de efeito era-lhe um hábito quase que se pode dizer genético. Fazia-lhe parte da vida. Do ser mental e psicológico. Dele todo, enfim. O outro apenas sorriu, depois de entornar o copo de cerveja. Um riso, assim, vago. E como presentemente o preço do sal tivesse despencado no mercado nacional, precinho lá embaixo, o assunto girou em torno disso: ambos eram feitores de salina. Nunca tinham visto uma safra maior. Os aterros não tinham mais onde acondicionar tanto sal, um verdadeiro despotismo, por assim dizer. Agora era esperar preço. Não demorou, e veio compor a mesa um velho amigo dos dois. Tão depressa entrou no bar como foi convidado, largos gestos de alegria. Não bebia cerveja, pediu uma dose de Macieira, o conhaque da preferência do tempo. Chamava-se Freitas. Mulherengo, Freitas foi logo dando notícia das “novatas” no cabaré de Marlene, e de suas (delas) habilidades libidinosas. Uma delas, a mais bonita, aos olhos de Freitas, era argentina, e era uma mulher “completa”. E ficou sendo o assunto da mesa. Entre gargalhadas marotas. Na mesa ao fundo do bar, sozinho, como gostava de beber, Anastácio, vigia de salina, não tirava os olhos de Odorico. A Ruminar aquela frase – A saudade não se define. Sentia que nela faltava alguma coisa...
Aproximava-se a hora de pegar no batente, Anastácio pediu a “saideira”. Na cabeça, a resposta à frase de Odorico, que era o feitor da salina onde trabalhava, havia anos. Davam-se muito bem.
– Seu Odorico, a saudade pode não se definir, como diz o senhor, mas se vê. Odorico o fitou espantado... – É contemplando um pôr de sol na salina – emendou Anastácio, com ar vitorioso. DOMINGO, 29 de julho de 2018
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editorial [ índice
A emoção do eterno Padre Sátiro
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m dos destaques da semana em Mossoró foi à autorização do curso de Direito para a Faculdade Diocesana. O anúncio do novo curso foi comemorado, mas o que chamou a atenção mesmo foi à emoção do Padre Sátiro com a novidade. Domingo entrevistou o padre de 88 anos e ele explicou o motivo de sua explosão de alegria. Na nossa matéria principal de hoje abordamos um projeto que tem incentivado à leitura de escritoras. O projeto Leia Mulheres já chegou a Mossoró e terá o seu quinto encontro hoje. Domingo hoje está extremamente cultural. Também falamos sobre o intercambio que está sendo realizado entre coletivos teatrais de Mossoró e de Caxias, no Maranhão. Além disso, falamos ainda sobre o slam. Gênero cultural que é novo em Mossoró, mas que já levará um representante da cidade para uma competição nacional em São Paulo. Domingo é dia de uma receita especial e hoje você aprende a fazer Torta Mousse de Maracujá com Marshmallow. Tem ainda a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças. Boa leitura, Magnos Alves
adoro comer
Entrevista Uma imagem de Padre Sátiro emocionado chamou a atenção dos mossoroenses durante a semana. Nela, ele comemorava a aprovação do curso de Direito para a Faculdade Diocesana de Mossoró. A Domingo, Padre Sátiro revelou o motivo da comemoração. Ele também fala sobre a UERN e diz por que não participou da sessão solene em homenagem aos 50 anos da instituição. Página 4
Intercambio cultural Cia. Pão Doce de Teatro recebe coletivo de teatro Balaio Coletivo, da cidade Caxias, interior do Maranhão, para troca de experiências. Página 9
Colunas
José Nicodemos
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Como fazer torta mousse de maracujá com marshmallow Ingredientes 1 embalagem de Biscoito Tortinhas Chocolate Fortaleza 1 colher (chá) de amido de milho 3 xícaras (chá) de creme de leite 8 ovos 3 maracujás 1 embalagem de Biscoito Maizena Fortaleza 1 1/2 envelope de gelatina sem sabor 312 g de açúcar 1 ½ xícara (chá) de margarina em temperatura ambiente
Modo de preparo – Comece preparando a massa. – Leve ao processador o biscoito de maisena e bata até obter uma farofa. – Despeje numa tigela funda, junte 1 ½xícara(chá)demargarinaeamassebem com os dedos para ligar tudo. – Forre o fundo de uma forma desmontável (27 cm de diâmetro) e leve ao forno médio (180 °C) por cerca de 10 minutosouatéqueasbeiradascomecem a dourar e reserve. –Prepareamoussedemaracujá.Bata no liquidificador a polpa de 2 maracujás com½xícara(chá)deáguaquente,passe pela peneira e reserve. –Leveàbatedeira8gemas,8colheres (sopa) de açúcar e bata até formar um creme. – Dissolva 1 ½ envelope de gelatina sem sabor em 8 colheres (sopa) de água fria,leveaobanho-mariaoumicro-ondas e deixe aquecer sem ferver. – Numa tigela média, junte o creme, o suco de maracujá, a gelatina dissolvida e mexa até envolver bem. – Leve à batedeira 4 claras e bata até o ponto de neve. Acrescente às claras em
neve ao creme de maracujá e mexa delicadamenteparadeixaramoussebem fofa. – Despeje a mousse sobre a massa e leve à geladeira por 2 horas. Prepare o marshmallow. – Numa panela pequena, coloque 1 xícara (chá) de açúcar, ½ xícara (chá) de água e deixe ferver sem mexer até obter uma calda em ponto de fio. – Leve à batedeira 4 claras e bata até o ponto de neve bem firme. – Sem desligar a batedeira junte a calda em fio e bata até formar picos e reserve. –Prepareacaldademaracujá.Numa panela pequena, junte a polpa de 1 maracujá com as sementes, 3 colheres (sopa) de açúcar, 1 colher (chá) de amido de milho e ½ xícara (chá) de água e deixe cozinhar por 3 minutos, deixe esfriar e reserve. –Nomomentodeservirdesenforme a torta sobre um prato raso, cubra com marshmallow, espalhe por cima a calda demaracujá,decorealateralcombiscoitos recheados e sirva a seguir.
José de Paiva Rebouças Página 14
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn
O milagre da folhadomingo da moringa
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Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1
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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50
O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma
Mossoró (RN), Cedida domingo, 29 de julho de 2018
do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn
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Governo vai suspender novos cursos
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Leia Mulheres Projeto nacional incentiva à leitura e discussão de livros de escritoras. Movimento terá quinta reunião em Mossoró.
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>> bastidores
Com trama recheada de ação e temas polêmicos, “Chamas da Vida” completa uma década de exibição
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@defato_rn
>> raio-x
Guilhermina Libanio vibra com personagem que rompe padrões de beleza em “Malhação – Vidas Brasileiras”
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Mossoró (RN), domingo, 29 de julho de 2018
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De trás para
frente
“O Tempo Não Para” brinca com as diferenças de costume entre o passado e o presente página 3
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Seriais
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>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Elas em destaque (Canal Brasil Play, dom, dia, 29) Andréia Horta está à frente da nova temporada de “O País do Cinema”. Depois de dois anos nas mãos de Fabiula Nascimento, agora é a vez da mineira passear pela história recente e por fases marcantes do cinema nacional. Entre os convidados da atriz nos 26 episódios, dirigidos por Marcello Ludwig Maia, estão os atores Camila Pitanga, Leandra Leal, Lázaro Ramos, Camila Morgado e Cauã Reymond. A lista conta ainda com roteiristas e diretores de peso como Julio Bressane, Bráulio Mantovani, Cláudio Assis, Sérgio Rezende, Carolina Jabor, Jorge Durán e Hilton Lacerda. Apesar de os filmes discutidos no programa não serem obrigatoriamente estreias, todos são extremamente atuais. O papel da mulher na sociedade contemporânea, por exemplo, é a pauta principal das conversas com Gabriela Amaral e Luciana Paes sobre o longa “Animal Cordial”, de 2018, e com Caroline Leone e Magali Biff, responsáveis pelo filme “Pela Janela”. As questões femininas também dominam o episódio de estreia, onde Horta recebe Laís Bodanzky e Maria Ribeiro, diretora e protagonista, respectivamente, de “Como Nossos Pais”, drama cotidiano de 2017. A cada semana, os episódios são disponibilizados na plataforma “on demand” Canal Brasil Play.
“Oxente my God!”
(Viva Play, seg, dia 30) Há 21 anos, o telespectador se encantava pelos habitantes de Greenville, a pequena – e fictícia – cidade do litoral do Nordeste, onde os costumes britânicos e nordestinos se misturavam, graças a ocupação pelos ingleses no século XIX. A partir de 30 de julho, na tevê a cabo e na plataforma Viva Play, a história de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, com direção de Paulo Ubiratan, volta a apresentar este pedacinho de Brasil muito bem-humorado e recheado de realismo fantástico em “A Indomada”. A novela contava a história da corajosa Helena, de Adriana Esteves, que depois de anos estudando na Europa, volta à Greenville para assumir a fortuna de sua família, comandada por seu tio, o covarde Pedro Afonso, de Cláudio Marzo. Viciado em jogos de cartas, Pedro perdeu todos os bens do clã para o misterioso Teobaldo Faruk, de José Mayer. Faruk, sempre foi apaixonado por Eulália, irmã de Pedro – também interpretada por Adriana Esteves, na primeira fase da trama –, uma jovem inocente que acaba engravidando do cortador de cana Zé Leandro, de Carlos Alberto Riccelli. Dessa relação nasce Helena, a quem Faruk promete o patrimônio da família assim que ela se tornasse maior de idade e retornasse ao Brasil. Helena e Faruk acabam se envolvendo, mas no meio desse romance e da posse dos bens, está Altiva, a inescrupulosa mulher de Pedro Afonso, de Eva Wilma.
Brasil cômico
(Comedy Central Play, ter, dia 31) “A Culpa é do Cabral” volta ao Comedy Central em uma versão repaginada e com o selo “Na Estrada”. Com 10 episódios de uma hora de duração cada, Fabiano Cambota, Nando Viana, Rafael Portugal, Rodrigo Marques e Thiago Ventura se mantém à frente da atração, comentando sobre as diferenças regionais do Brasil. Pela primeira
vez, o grupo botou o pé na estrada, viajou e filmou em cada uma das cinco cidades natais dos integrantes: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Recife e Porto Alegre. Nestas capitais, eles participam de gravações externas e promovem um grande show de bom humor e improviso nos teatros lotados por seus conterrâneos. No primeiro episódio, a bordo de uma Kombi, o grupo visita a “quebrada” de Thiago Ventura, em São Paulo. Além de comerem um típico “dogão” do centro, o grupo também conhece a mãe e a casa do humorista paulistano. Dentre as novas experiências, eles irão nadar no Rio Tietê, jogar taco e comer uma marmita de dar água na boca. Já no palco, a “hashtag” do dia instiga os humoristas a dizerem como é a diversão nos subúrbios de São Paulo. Além disso, ainda acontece o “Jogo da Mímica” e o aflitivo e divertido “Jogo da Bexiga”.
Carros fortes
(History Play, qua, dia 1) Em “Monstros Sobre Rodas”, nova série de não-ficção do History, a batalha será entre picapes, jipes e terrenos adversos. Cinquenta proprietários e motoristas de todos os Estados Unidos vão competir em desafios cansativos que testarão sua engenhosidade e habilidade no volante, além da força e performance dos veículos. Em 10 episódios, e com o acompanhamento de quatro especialistas, os competidores lutam pela chance de completar o percurso de obstáculos mais difícil já construído. Em jogo, estão 10 mil dólares. Cada episódio traz cinco motoristas e seus carros customizados que enfrentarão três desafios, para testar características diferentes dos veículos: velocidade, força e dirigibilidade. Entre as etapas, os motoristas devem mostrar suas habilidades, fazendo modificações na engenharia dos veículos para o desafio seguinte. Os dois finalistas de cada episódio devem encarar um percurso de obstáculos conhecido como “Inferno Verde”.
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De trás para frente >> principal “O Tempo Não Para” brinca com as diferenças de costume entre o passado e o presente
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horário das sete é sempre um ambiente livre de compromisso com a realidade. Enquanto as novelas das seis e nove na maioria das vezes retratam o cotidiano – contemporâneo ou de outras épocas –, na faixa intermediária o conceito é mais elástico. Desaparecimentos misteriosos, como em “Além do Horizonte”, robôs e dinossauros de “Morde & Assopra”, e até um chimpanzé que pintava quadros em “Caras & Bocas” abriram um grande precedente para autores poderem exercer sua criatividade. Por isso, Mario Teixeira decidiu ousar em “O Tempo Não Para”, que estreia na próxima terça, dia 31. A história começa em 1886, quando a família de Dom Sabino, interpretado por Edson Celulari, colide com um “iceberg” em uma viagem de navio, fazendo com que toda a tripulação seja congelada. Elas são reencontrados e descongelados dias de hoje. “É uma novela divertida e contemporânea. Vamos falar sobre o choque de relações e como essas pessoas vão se adaptar a esse novo mundo”, revela o autor. Ambientado em São Paulo, o folhetim começa mostrando como vive a aristocrata família de Dom Sabino. Ao lado da mulher Dona Agustina, de Rosi Campos, e das filhas Marocas, Nico e Kiki, vividas por
Juliana Paiva, Raphaela Alvitos e Nathalia Rodrigues, ele é um defensor dos costumes da época. Por isso, apesar de criar a filha para que ela fosse atrás de seus sonhos, ele espera que ela arranje um bom marido. “Ele cria a Marocas como se fosse o primogênito que ele sonhava em ter. Por isso, ela é uma mulher feminista para sua época, que não aceita ser subjugada”, afirma Juliana. Nos dias de hoje, a trama se inicia quando Samuca, personagem de Nicolas Prattes, encontra um bloco de gelo com Marocas, de Juliana Paiva, enquanto surfa. O rapaz resgata a moça, enquanto o resto da família vai para a Criotec, empresa da cientista Petra, vivida por Eva Wilma. Encantado pela menina, Samuca vai fazer de tudo para integrá-la à atualidade. Apesar de estar de casamento marcado
com Betina, personagem dúbio interpretado por Cleo Pires, ele vai se apaixonar por Marocas. “À primeira vista ele fica curioso, querendo entender melhor o olhar dela. E depois, quando rola o interesse, ele descobre que vai ter de cortejá-la”, diverte-se Nicolas. Seu personagem, no entanto, não é o único interessado em Marocas. Emílio, de João Baldasserini, é um advogado sem escrúpulos que vê em Marocas a oportunidade de herdar as terras que atualmente formam a Freguesia do Ó, em São Paulo. “Ele é o grande vilão da história”, revela o ator. A partir daí “O Tempo Não Para” vai brincar com as contradições e os valores do passado e do presente. Por isso, foi feito um trabalho grande para marcar bem essas diferenças. As equipes de figurino e carac-
televisão 3 terização, por exemplo, adotaram cores mais vivas e quentes para os personagens que vieram do passado, enquanto os contemporâneos seguem uma paleta mais sóbria. “Para conceituar, o exercício era pensar o que as pessoas do Século XIX pensariam se vissem pessoas do Século XXI. O visual dos personagens contemporâneos é bem representativo das mudanças que ocorreram nesses 132 anos”, explica a caracterizadora Juliana Mendes. Cuidados atemporais Para “O Tempo Não Para”, a equipe comandada pelo diretor Leonardo Nogueira viajou para destinos diferentes entre os meses de maio e junho. No Guarujá, em São Paulo, foram rodadas as cenas em que Samuca encontra o bloco de gelo. A Praia do Pernambuco, recebeu a sequência, em uma locação que recebeu 200 pessoas entre equipe, elenco e figuração. Além disso, locais na Costa Verde do Rio de Janeiro, como Ilha Grande, e pontos importantes de São Paulo, como a Avenida Paulista e a Praça da Sé também foram visitadas. “Gravamos em praias, fazendas, temos bonitas imagens de uma São Paulo moderna para ajudar a ilustrar o impacto dos congelados”, valoriza Leonardo. Para ele, outro ponto importante na construção da novela foi o de fazer a preparação do elenco “congelado” separada de quem ia interpretar personagens contemporâneos. “Assim, conseguimos ter o ineditismo do estranhamento entre eles. Isso faz parte do humor que queremos trazer”, explica Leonardo. Além disso, os atores que vieram do Século XIX fizeram “workshops” para aprender os trejeitos da época. “Eles tiveram aulas de comportamento, linguajar e etiqueta e também um grande trabalho de preparação corporal”, revela o diretor.
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>> close Danilo Mesquita fala sobre seu personagem em “Segundo Sol”
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Retorno às origens
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anilo Mesquita está à vontade em “Segundo Sol”. Aos 26 anos, o intérprete do Valentim, do atual folhetim das nove, está trilhando caminhos conhecidos. Natural de Salvador, para ele foi um bálsamo interpretar um personagem baiano. Na história de João Emanuel Carneiro, ele é o filho de Beto Falcão, personagem de Emilio Dantas. “Estou em uma novela das nove, trabalhando com atores que sempre foram referência para mim e podendo falar sobre a minha terra. Sou muito grato por isso”, celebra. Em seu quarto trabalho na tevê – os anteriores foram “I Love Paraisópolis” e “Rock Story”, da Globo, e “Os Dez Mandamentos”, da Record –, ele diz que ainda está se acostumando com a pressão de ser uma das promessas de sua geração. “Ainda não acredito que tenho esse currículo. Vou indo aos poucos e tentando abrir meus caminhos”, diz, com simplicidade. Apesar de trilhar um caminho conhecido em “Segundo Sol”, Danilo conta que participou de uma extensa preparação com o argentino Eduardo Milewicz. Ao longo de quatro semanas, ele conviveu com o elenco da produção para entender melhor o Valentim. “Ele é um cara simples, mas que tem muito dinheiro. E ele carrega uma certa culpa por não ter tudo isso de mão beijada”, revela. Além disso, ele fez um trabalho profundo com José Carlos Arandiba, o Zebrinha, importante diretor e pesquisador do folclore e cultura baia-
na. “Ele ajudou a resgatar a ancestralidade que diz muito sobre o baiano, para gente trazer isso no corpo”, conta. O sotaque, amplamente trabalhado com os outros integrantes do elenco, para ele, foi fácil. “Passei oito anos trabalhando no Rio de Janeiro tentando
minimizar esse jeito de falar. Agora pude me soltar”, diverte-se. Por conhecer bem o tipo de prosódia e a musicalidade baiana, Danilo virou referência nos bastidores de “Segundo Sol”. “As pessoas me procuram para perguntar os termos,
as gírias. Eu acho massa”, diz, quase sem jeito. Além da preparação de elenco, ele, Chay Suede e Danilo Ferreira, que interpretam Ícaro e Acácio, fizeram aulas de capoeira por quase dois meses. “Nunca tinha feito e me apaixonei. É completo, é música, dança, luta. É a cara do Brasil, nunca mais quero parar de fazer”, jura. A relação de seu personagem com a música também foi outro obstáculo facilmente contornado por ele. Em “Rock Story”, ele também interpretou um músico. “E eu toco uns instrumentos, gosto de cantar, de escrever umas letras. Sempre tive uma relação muito próxima com a música”, revela. Apesar de estar realizando o que planejou, Danilo olha com carinho para sua trajetória. De origem humilde, ele conta que passou por muitos “perrengues” em Salvador até conseguir se mudar para o Rio de Janeiro, aos 18 anos. “Queria estudar e estava determinado. Mas não tinha um centavo no bolso e estudava a uma distância de duas horas de onde morava”, lembra, com bom humor. Depois de trabalhar como modelo e se profissionalizar como ator no Nu Espaço, na Zona Sul carioca, atuou em peças musicais até conseguir sua primeira oportunidade na tevê, em 2015. “Estou no Rio há oito anos e ainda sinto falta de tudo da minha rotina de Salvador. Dos amigos, da família e, principalmente da comida”, entrega. Apesar disso, ele garante que não planeja voltar para sua terra natal. “Acho que meu lugar agora é aqui. É aqui que estão as melhores oportunidades de trabalho e é onde posso crescer”, finaliza.
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>> ponto de vista
Caminho certo O
início dos anos 2000 foram marcados pela entrada dos “realities shows” na grade da tevê aberta brasileira. Formatos como o “Big Brother Brasil” e a “Casa dos Artistas” seguiram o roteiro esperado e repetiram o sucesso de suas versões estrangeiras. Um pouco depois, foi a vez dos “talent shows” serem importados. Embora produções como “Fama” e “Ídolos” tenham alcançado uma repercussão satisfatória, nenhum deles conseguiu ter vida longa dentro de suas incubadoras. Nesse sentido, o “The Voice Brasil” tem feito história. O programa global iniciou, há poucas semanas, sua sétima temporada, se tornando o mais longevo nesses moldes. E, por isso, ganhou um dia a mais de exibição – agora é transmitido às terças e às quintas, igual à sua versão americana, que está no seu décimo quarto ano e continua sendo líder de audiência. Com um dia a mais no ar, o “The Voice Brasil” ganha volu-
me. Desta vez, mais participantes são selecionados pelos jurados, que ganharam mais um “poder” nesta temporada. Agora, além de selecionarem vozes para seus times através de um botão, podem bloquear seus rivais para impedir que eles aprovem o cantor que está se apresentando. É uma tentativa de criar algum tipo de atrito e rivalidade entre Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Lulu Santos e Michel Teló – na prática, ainda não surtiu efeito, apenas gerou uma série de brincadeiras. No entanto, as mudanças param por aí. O que não significa necessariamente um demérito, já que o formato está “redondo” e não pede por muitas transformações. Ainda que pareça que o telespectador está vendo um programa já assistido anteriormente – o que acontece com as versões seguidas do “MasterChef”, da Band –, já que os candidatos são sempre parecidos, assim como os comentários dos jurados, sempre tem um participante ou outro para chamar a
Com poucas mudanças, “The Voice Brasil” aposta nos seus êxitos para a sua sétima temporada
atenção e criar uma torcida que movimente o programa. Tiago Leifert, puxado da área de jornalismo para encabeçar o formato, continua com uma presença forte. Cada vez mais à vontade na função de apresentador de entretenimento, ele já aprendeu como conduzir cantores e jurados. Além disso, parece entender bem a sua função de coadjuvante em cena, aparecendo somente quando necessário – até porque sua imagem está desgastada para quem acompanhou o “Central da Copa”. Mariana Rios, que faz a função de repórter desde a última edição, também desempenha bem seu papel, sem maiores afetações. O quarteto de jurados caminha entre a coerência e a pedância, mas geralmente consegue se sair bem devido ao inegável carisma de Ivete Sangalo. Originalmente jurada do “The Voice Kids”, Ivete tem trocado de lugar com Claudia Leitte, que foi para o formato infantil. Como uma espécie de brincadeira
com os outros jurados, no episódio de estreia, Claudia se apresentou às cegas para os jurados, cantando “It Hurt So Bad”, conhecida na voz de Susan Tedeschi, como se fosse uma participante do programa. Com caras, bocas, sussurros e gritinhos, a apresentação conquistou todos os jurados, que se surpreenderam com sua presença. Apesar da boa repercussão e dos bons índices – desde a estreia, o programa incrementou em 30% o nível de audiência da Globo nos horários, chegando a 26 pontos –, o “The Voice Brasil” ainda não conseguiu cumprir com seu maior objetivo: emplacar um cantor ou uma cantora. Na versão infantil ou com adultos, o formato ainda não conseguiu revelar um sucesso que ficasse nas paradas de sucesso. A única exceção à regra é Lucy Alves, que além de cantar, acabou migrando para a dramaturgia e despontou em novelas como “Velho Chico” e “Tempo de Amar”.
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Terça (31/07) - Talíssia homenageia Vinícius na festa de sua formatura. Hugo provoca os dois com o tema casamento. Leandro se insinua para Bárbara, que repreende o menino. Guto se aproxima de Marli e Paulo observa. Gabriela questiona Rafael sobre a foto enviada por Márcio. Leandro pede ajuda a Kavaco para se aproximar de Bárbara. Getúlio tenta conseguir um buquê de flores para Brigitte.
Quarta (01/08) - Érico beija Jade na frente d amigos e a menina se incomoda. Úrsula confes a Bárbara que está confusa com seus sentime tos por Enzo. Após beber, Rafael inventa um desculpa para não encontrar Gabriela. Paulo preocupa com Marli, que marca encontro co Guto. Pérola aconselha Márcio sobre sua relaç com Rafael. Começa a feira do Sapiência e os al nos exibem seus estudos.
>>O Tempo Não >>Orgulho e Para Globo – 19h15 Paixão Globo – 18h15
Segunda (30/07) - Lady Margareth desafia Elisabeta. Julieta convida Olegário para trabalhar para ela. Mariana é impedida de correr de moto. Ema convence o avô a aceitar seu noivado. Lídia e Randolfo se beijam. Lady Margareth dá um vestido de noiva para Susana. Otávio vê Brandão e Mário/Mariana se beijando e fica confuso. Aurélio pede que Camilo perdoe Julieta. Julieta tenta se aproximar de Jane. Brandão impede Otávio de contar o que viu para Agatha.
Terça (31/07) - Josephine arma para Cecília e Edmundo acredita na mãe. Rômulo e Cecília decidem deixar a mansão. Jorge declara sua paixão por Amélia. Lídia sofre pela rejeição de Uirapuru pela sua gravidez. Jane aconselha Camilo a procurar seu próprio caminho, longe das influências de Julieta. Otávio tem uma crise de ciúmes de Luccino com Brandão. Brandão pede Mariana em casamento. Charlotte assume a autoria das explosões na fábrica, inocenta Elisabeta.
Quarta (01/08) - Charlotte é levada pela políc e Elisabeta parte para a delegacia. Kléber conc que Charlotte está mentindo sobre a autoria crime. Josephine manipula Fani. Luccino desa Otávio para um duelo de esgrima. Lídia decide mudar para a casa de Uirapuru. Camilo tem um ideia para recomeçar sua vida profissional. Lu mila conta que retornará à presidência da fábric Lídia aceita voltar para casa com Mariana. La Margareth humilha Susana.
Segunda (23/07) - A emissora nãodivulgou capítulo até o fechamento dessa edição.
Terça (31/07) - Dom Sabino supervisiona a chegada das encomendas para a festa de Marocas. Marocas e Damásia veem Bento e os amigos no riacho. Dom Sabino recebe uma carta da rainha da Inglaterra e fica orgulhoso. Bento exige um beijo de Marocas e Dom Sabino os flagra. Dom Sabino tenta limpar a honra da filha. Marocas vai ao suposto velório de Bento. Dom Sabino descobre a farsa de Bento e decide casar a primogênita com ele. J
Quarta (01/08) - Elmo encontra parte da pra cha de Samuca e se preocupa com o amigo. M rocas acorda, se assusta com Samuca e Mari ajuda a moça. Waleska e Mateus coordenam remoção das pessoas congeladas para a Criote Elmo avisa a Betina que Samuca está desapar cido. Samuca tenta se explicar para Marino. M nalisa cuida de Marocas. Petra sugere que o ca dos congelados permaneça em sigilo. Maroc foge da casa de Marino.
>>Segundo Sol
Segunda (30/07) - Beto afirma a Luzia que os dois conseguirão ficar juntos. Edgar tenta convencer Cacau a começar uma nova vida a seu lado. Valentim comenta com Rosa que teme que o casamento de Beto e Karola tenha chegado ao fim. Acácio desabafa com Valentim sobre sua preocupação com Manuela. Com a ajuda de Katiandrea, Remy descobre um segredo de Laureta. Laureta tenta seduzir Roberval. eto revela a Ícaro que reatou com Luzia. Remy encontra Januária.
Terça (31/07) - Remy ameaça Januária e descobre que Valentim é filho de Luzia. Roberval repreende Rochelle por ofender Karen e aceita abrigar as duas em sua casa. Zefa afirma a Severo que eles precisam reunir sua família novamente. Karola e Laureta acreditam que Remy não conseguirá descobrir o segredo delas. Valentim conforta Karola, que sofre com a distância de Beto. Laureta visita Ícaro no estúdio de Beto. Roberval e Rochelle comemoram o sucesso do plano armado contra Edgar.
Quarta (01/08) - Karola persegue Luzia. Rem revela a Rosa que descobriu o segredo de Karo e Laureta, e propõe um acordo à moça. Severo Zefa recebem o pedido de resgate de Manuela se desesperam. Cacau procura por Nice, e Agen acaba descobrindo que a esposa voltou a vend quentinhas. Karola confronta Valentim sobre L zia, e Beto pede que o filho disfarce. Juarez proí a família de se apegar a Manuela. Remy pressi na Karola. Valentim procura Luzia.
Segunda (30/07) - Mirela sai de casa escondida da avó durante a noite para se encontrar com Raquel e ir para a balada onde está Brenda, Guilherme, Jeferson e Vini. Durval chega na casa noturna para se encontrar com o amigo Afonso. Claudia chega na casa de Luísa chorando para desabafar sobre estar desempregada. Poliana escuta Claudia dizer que se encontrou com o irmão de Luísa e pergunta se seu tio está no Brasil. Luísa inventa que o homem esteve no País, mas já foi embora. Durval se depara com a filha na balada com Mirela.
Terça (31/07) - Luísa conta para Poliana que desde que Alice fugiu com Lorenzo a família nunca mais foi a mesma. Emocionada, a menina diz que agora compreende o motivo da tia ser sozinha e triste. Kessya recebe o convite da festa de 50 anos da escola que será temática dos anos 1960. Sérgio comenta com Joana que acha que Mário possui razão sobre Otto e Sr. P. serem a mesma pessoa. João corre na escola vestido como aluno de Éric e Hugo, mas esbarra em Marcelo. Kessya fotografa João e pergunta para Poliana o que o menino estava fazendo na escola. Poliana desconversa.
Quarta (01/08) - Luísa vai até a casa de Claud que está triste e desmotivada em casa. Claud diz que vão abrir as cápsulas do tempo na fes da escola. Luísa fica preocupada que se Polia for na festa descubra toda verdade sobre Durv Iuri convida Poliana e Filipa para participarem uma encenação na festa da escola. Mirela che em casa e as malas dela estão prontas. Dona Bra ca diz que a neta passou dos limites e irá volt para o interior para morar com os pais. Mirela fi triste, mas ao ver que a avó não muda de ideia s correndo de casa.
Globo. – 21h
Globo – 17h35
>>malhação
Segunda (30/07) - Úrsula afirma a Enzo que não consegue esquecer o que ele lhe fez. Rafael e Gabriela fazem um novo jantar para reunir seus filhos. Márcio provoca Alex. Brigitte faz insinuações a Getúlio. Rafael e Gabriela comunicam aos filhos sua ideia de morar junto. Márcio afirma a Pérola que fará tudo para separar Rafael de Gabriela. Marcelo comenta com Brigitte que sua filha Dandara voltará ao Brasil.
>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h
Resumo das novelas
ACESSE
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dos ssa enma se om ção lu-
Quinta (02/08) - Gabriela repreende Rafael por não ter pedido ajuda para ela. Márcio percebe o estado alterado do pai. Úrsula pede desculpas a Enzo e os dois se beijam na frente de todos. Fabiana provoca Pérola durante sua apresentação sobre o tema corrupção. Gabriela pede ajuda a Vinícius para recuperar Rafael. Rafael é rude com Vinícius. Vinícius confronta Rafael. Leandro beija Bárbara. Rafael tem crise de abstinência.
Sexta (03/08) - Gabriela se desespera por não conseguir falar com Rafael. Márcio insinua que o pai voltou a beber por causa de Gabriela. Marcelo se apresenta durante a feira do Sapiência. Márcio confessa a Pérola que se sente culpado pela recaída de Rafael. Getúlio e Brigitte combinam um encontro. O principal patrocinador da ONG cobra de Vinícius o paradeiro de Rafael. Getúlio e Brigitte se beijam.
cia clui do afia e se ma udca. ady
Quinta (02/08) - Lídia comenta com Cecília e Mariana sobre a proposta de casamento que recebeu de Randolfo. A mando de Susana, Petúlia seduz Kléber para conseguir as provas contra Elisabeta. Julieta investiga Lady Margareth com Tião. Aurélio pede Julieta em casamento. Petúlia consegue as fotos que incriminam Kléber no incêndio da fábrica, e Susana se anima para chantagear Lady Margareth. Darcy e Elisabeta resgatam Charlotte da delegacia.
Sexta (03/08) - Olegário sequestra Susana. Camilo explica a Darcy sua ideia de fazer um café especial, e os dois firmam uma sociedade. Tião se oferece para trabalhar para Lady Margareth. Petúlia e Lady Margareth constatam o desaparecimento de Susana. Otávio e Luccino se aproximam. Susana se desespera ao acordar ao lado de Olegário. Ludmila anuncia a François e Ema que ambos tocarão a loja de agora em diante. Josephine e Xavier armam contra Mariana e Brandão.
Sábado (04/08) - Darcy comemora o fim da chantagem de sua tia. Ernesto encerra sua participação no ringue de lutas. Olegário descobre a pasta com os documentos furtados de Kléber. Darcy e Elisabeta ficam juntos. Josephine pede perdão a Rômulo e Cecília. O Barão propõe uma aliança com Julieta. Ernesto planeja seu casamento surpresa com a ajuda dos amigos. Brandão convoca Rômulo para uma conversa, mas Uirapuru os interrompe e revela o segredo do coronel.
anMaino ma ec. reMoaso cas
Quinta (02/08) - Betina questiona Samuca sobre Marocas. Betina se assusta com Elmo no apartamento de Samuca. Marino encontra joias no fundo no mar. Waleska se preocupa com o sumiço de Marocas. Samuca admira Marocas. Waleska descobre, através de Elmo, que Marocas está no hospital. Betina tem uma crise de ciúmes. Waleska discute com Samuca, que impede a retirada de Marocas do hospital. Lalá beija Carmen durante a aula e acaba demitido.
Sexta (03/08) - Samuca conversa com um médico sobre Marocas. Lalá mente para Carmen. Eliseu se sente mal e Paulina o leva ao hospital. Petra se anima com os resultados das análises sobre os congelados. Marocas acorda e chama pelo pai. Dom Sabino acorda na Criotec procurando Marocas. Helen e Petra conversam com Marocas. Herberto se assusta com Dom Sabino e diz onde a filha está. Samuca estranha o discurso de Marocas.
Sábado (04/08) - Dom Sabino acorda em um leito ao lado de Eliseu. Eliseu oferece ajuda a Dom Sabino e decide levá-lo para sua casa. Herberto avisa a Petra que Dom Sabino fugiu do hospital. Samuca leva Marocas para seu apartamento. Marocas se tranquiliza na presença de Carmen. Dom Sabino fica fascinado com a cidade. Carmen se surpreende com os comentários de Marocas. Eliseu chega com Dom Sabino à sua casa na Freguesia do Ó.
my ola oe ae nor der Luíbe io-
Quinta (02/08) - Valentim confronta Luzia e rompe sua amizade com ela. Remy chantageia Karola e humilha a ex-amante. Laureta questiona Rosa sobe Remy. Valentim pede que Beto jamais se separe de Karola. Zefa decide pedir ajuda financeira a Roberval para resgatar Manuela. Roberval exige que toda a família de Manuela vá a seu encontro. Doralice encontra Gorete e lhe conta sobre o estado de Clóvis. Remy ofende Karola.
Sexta (03/08) - Roberval humilha Severo e toda a família Athayde, e afirma que deixará o dinheiro para o resgate de Manuela na casa de Cacau. Gorete aceita voltar a morar na casa de Dodô para salvar Clóvis. Gorete dispensa Tomé. Remy revela a Laureta que descobriu tudo sobre Valentim. Laureta aceita as chantagens de Remy, e Karola se irrita. Remy incentiva Rosa a provocar Laureta. Berta pede que Juarez não faça nada contra a vida de Manuela.
Sábado (04/08) - Manuela desperta e destrata Luzia. Ícaro conforta a mãe. Karola inventa uma história para justificar sua ausência em casa durante a noite, mas Beto e Valentim desconfiam. Artur e Roberval armam contra Edgar. Clóvis sugere contar para Badu que Dodô é seu pai. Gorete e Clóvis dormem juntos, mas a moça pensa em Tomé. Laureta ameaça Januária, que consegue fugir. Selma e Maura discutem sobre o projeto do filho.
dia, dia sta ana val. de ega antar ica sai
Quinta (02/08) - Dona Branca segue Poliana até sua casa e descobre que Nanci na verdade trabalha como doméstica na mansão de Luísa. Yasmin chega em casa cheia de compras e diz que foi o pai quem comprou para ela. Sr. Pendleton percebe que está sendo observado de maneira intensa por Gael, Benício, Mário e Lorena. Dona Branca descobre que Nanci na verdade nem terminou a faculdade. Luísa aparece e tenta acalmar Dona Branca. Mais tarde, Poliana consegue convencer Dona Branca a desistir de mandar Mirela embora e perdoar Nanci.
Sexta (03/08) - Poliana visita Dona Branca. A menina pede para que Branca costure uma roupa para que Kessya possa usar na festa da escola com temática dos anos 60. Em outro dia, Kessya vai até a casa de Dona Branca com Poliana e fica feliz com o vestido que a mulher costurou para ela. Durval diz que Raquel não irá para a festa da escola por ainda estar de castigo. Todos começam a se arrumar para irem até a festa da escola. Luísa diz para Poliana que as duas não irão na festa da escola e ponto. Os convidados começam a chegar na festa e João também consegue uma roupa para entrar no local.
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perguntas Autor de “O Tempo Não Para”, Mario Teixeira utiliza humor típico das sete para misturar passado e presente
Domingo, 29 de julho de 2018
Alvo certeiro Tempo Não Para” é um reflexo das muitas vezes que li “O Dorminhoco”, do H. G. Wells, que teve uma divertida adaptação cinematográfica feita pelo Woody Allen, em 1973.
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versatilidade é um dos grandes trunfos de Mário Teixeira. Em “O Tempo Não Para”, sua terceira novela como autor titular na Globo, é a primeira vez que ele desenvolve uma ideia originalmente sua e de forma solo. Antes, ao lado de Alcides Nogueira, foi coautor do sucesso “I Love Paraisópolis”. Em 2016, assumiu o texto da elogiada “Liberdade, Liberdade”, cujo argumento era de Márcia Prates. “Gosto de trabalhar e me adapto muito facilmente. Sou um apaixonado por televisão. Então, me agarro às boas oportunidades e tento dar o meu melhor sempre”, destaca. O equilíbrio entre propostas conceituais e apelo popular de seu texto, além da organização na hora de escrever uma novela, foram fatores levados em consideração na hora da Globo adiantar o lançamento da história de adaptação de uma família congelada no final do Século XIX que desperta na São Paulo de 2018. “Essa trama me acompanha há muitos anos. Estava só esperando o momento certo de apresentá-la”, valoriza. Natural da cidade de São Paulo, Teixeira estreou na tevê no final dos anos 1990 como integrante da equipe de roteiristas do clássico “Castelo Rá-TimBum”, da TV Cultura. Ao longo da carreira, passou por emissoras como a extinta Manchete, SBT e Band, até que se fixou na Globo, onde colaborou em novelas de Walcyr Carrasco, Alci-
des Nogueira e Silvio de Abreu. Após 15 anos trabalhando em novelas alheias, estreou como autor titular em “I Love Paraisópolis”, trama cômica que conquistou o público das sete e catapultou Teixeira para o primeiro time de autores da emissora. P - O “Tempo Não Para” seria exibida apenas no ano que vem, mas “furou” a fila do horário das 19 h. O que aconteceu? R - Existe uma série de detalhes entre a criação da sinopse e a produção efetiva do folhetim. Eu estava tranquilo, dentro do cronograma previsto, quando a Globo verificou que a novela que substituiria “Deus Salve o Rei” iria ter um núcleo de temática política. A história ficaria prejudicada por conta das eleições deste ano e a emissora acabou por adiar essa trama. Ao analisar todos os textos candidatos à faixa, o meu era o que estava mais bem desenvolvido, com personagens, tramas e alguns atores já definidos. Então,
me avisaram que a obra entraria em produção o mais rápido possível. P - Qual foi sua primeira atitude ao receber essa notícia? R - Fiquei bem tenso. Normalmente, teria mais uns seis meses para trabalhar no texto e tive de correr para fazer tudo em tempo recorde. Formei meu time de colaboradores e tive umas duas semanas para começar a entregar os primeiros capítulos. Foi preciso dar uma reformatada no esquema de fases da novela e ficou decidido que apenas o primeiro capítulo seria de época. A partir disso, começaram os encontros com a direção e, em seguida, com atores. P - De onde veio a ideia de utilizar um contexto de época em uma trama contemporânea? R - Essa história já está na minha cabeça há alguns anos. Acredito que as referências vão surgindo ao longo da vida e “O
P - Como assim? R - A premissa principal é o deslocamento desses personagens no tempo e a necessidade deles se adaptarem aos dias de hoje. Eles vieram de um mundo onde não existia penicilina, televisão e a fotografia estava no início. Todos vão enfrentar um mundo novo onde tudo é diferente. O principal choque, no entanto, não vai ser o das questões tecnológicas. Eles terão de reaprender a sentir como uma pessoa moderna, contemporânea. A questão da ética e o inconformismo dos personagens congelados em relação às injustiças de hoje em dia terão destaque na novela. P - Tramas que flertaram com temas ligados a avanços tecnológicos, como “Tempos Modernos” e “Geração Brasil”, não conseguiram conquistar o público. Esse risco é calculado em “O Tempo Não Para”? R - É claro que isso é levado em consideração. Mas a gente não pode deixar de apostar em histórias só porque elas não obtiveram êxito no passado. Existem muitas maneiras de se desenvolver o folhetim. Não considero “O Tempo Não Para” uma novela sobre tecnologia, mas uma clássica comédia romântica protagonizada por Marocas (Juliana Paiva), uma mocinha do Século XIX, e Samuca (Nicolas Prattes), um jovem empresário que vive a dualidade de ser um grande empresário da área tecnológica e ao mesmo tempo ser um humanista nato. A novela é, acima de tudo, uma crônica de comportamento.
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O inverso do espelho >> raio x Guilhermina Libanio vibra com personagem que rompe com os padrões de beleza em “Malhação – Vidas Brasileiras”
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uilhermina Libanio é convicta de suas opiniões. No ar como a divertida Úrsula, de “Malhação – Vidas Brasileiras”, a atriz vibra com a representatividade de sua personagem na história escrita por Patrícia Moretzsohn. No enredo adolescente, a jovem sofre com os comentários maldosos de colegas de classe por estar acima do peso. Porém, ao longo dos capítulos, Úrsula começa a se aceitar e busca derrubar o culto aos padrões irreais de beleza. Bem resolvida com suas medidas e seu corpo, a atriz de 20 anos acha importante ressaltar o amor-próprio na trama juvenil. “Eu nunca passei pelo que a Úrsula passou, mas é claro que a gente se sente oprimida pelos padrões de beleza. São cruéis e irreais! As pessoas sofrem para se encaixar em algo que elas não são porque querem ser aceitas”, aponta Guilhermina, que tem tido um retorno positivo do público sobre os caminhos de sua personagem. “O público está sedento por representatividade. Elas querem se ver, se identificar. A Maria Ribeiro tem uma frase que diz: ‘Saber que alguém passa pelo mesmo que você é quase tudo na vida’. É verdade. Quando se vê um personagem na tevê que parece com você, é como se ele legitimasse a sua existência. Senti muita falta de representatividade e ainda sinto”, completa.
“Malhação” é a primeira novela de Guilhermina. A atriz chegou ao elenco da produção dirigida por Natalia Grimberg através da indicação do assistente de direção Matheus Malafaia. Na época, ela cursava Artes Cênicas na PUC Rio. Após uma bateria de testes, deu início ao processo de preparação ao lado do elenco. “Foi como descascar uma cebola. Fui descobrindo a Úrsula dentro de mim. Busquei referências em tudo o que eu já tinha vivido e também em blogueiras, modelos e youtubers”, afirma. Ao longo da preparação e “workshops”, Guilhermina também foi se acostumando com a dura tarefa
de se ver no vídeo. Quando assiste suas a cenas, a atriz busca ser comedida nas críticas e elogios ao seu próprio trabalho. “A crítica sempre está lá. O que nós podemos fazer é conseguir analisar mais friamente e reconhecer quando vamos bem também. Não vale só exaltar os erros”, valoriza. Nome: Guilhermina Jordano Libanio. Nascimento: Em 29 de agosto de 1997, no Rio de Janeiro. O primeiro trabalho na tevê: “Malhação – Vidas Brasileiras”, da Globo. Atuação inesquecível: “Acho que atuação inesquecí-
vel é sempre a que a gente consegue entrar na cena de peito aberto. Se jogar no abismo. Quando você consegue parar de pensar no que está fazendo e simplesmente faz”. Interpretação memorável: “Tem dois olhares que são muito marcantes para mim. A última cena da Meryl Streep em ‘O Diabo Veste Prada’ e a cena final de ‘O Outro Lado do Paraíso’ com o olhar da Fernanda Montenegro. Gosto quando a gente consegue sentir várias sensações sem ninguém ter de falar nada”. Um momento marcante na carreira: “Sair de um dia de estúdio com o sentimento de ‘é por isso que eu escolhi ser atriz’”. O que falta na televisão: “Ainda sinto que falta diversidade, principalmente entre os protagonistas”. Se não fosse atriz, o que seria: “Arquiteta. Gosto muito de arquitetura, mas tenho um probleminha com matemática”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Atriz: Meryl Streep. Novela preferida: “Paraíso Tropical”, da Globo, de 2007. Vilão marcante: Nazaré Tedesco, interpretada por Renata Sorrah em “Senhora do Destino”, da Globo, de 2004. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Paraíso Tropical”. Que papel gostaria de representar: “Nunca pensei muito nisso”. Filme: “Simplesmente Complicado”, Nancy Meyers. Autor: “Não tenho um específico. Mas eu gosto muito de autores brasileiros em geral”. Diretor: José Villamarim. Vexame: “Nunca lembro o nome das pessoas. Morro de vergonha disso”.
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Elenco do “Tô de Graça” se prepara para estrear segunda temporada do programa protagonizado por Rodrigo Sant’Anna
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Foco no riso
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rogramas de humor tomam conta da grade do Multishow. Mas, apesar da abertura do canal para produções do gênero, as equipes precisam estar atentas para que esses seriados ganhem uma sobrevida. Depois de uma primeira leva bem-sucedida de episódios, o “Tô de Graça” já se prepara para a estreia da segunda temporada, prevista para dia 29 de agosto. Protagonizado por Rodrigo Sant’Anna, o programa parte do mesmo princípio de outros também exibidos pelo Multishow. Apoia-se em uma história de comédia escrachada e popular, conta com um nome de peso do humor para encabeçar o elenco e faz uma espécie de teatro na televisão, já que a plateia acompanha as gravações e até interfere no desenrolar das cenas. Para o diretor Marco Rodrigo, é importante se preocupar em trazer novidades aos próximos episódios e apostar na criatividade do elenco. “Eu não limito os atores, temos um elenco que é muito bom de improviso. É um programa livre para criar e fugir das marcas. O nosso principal objetivo é ser engraçado”, avisa. Para o público sentir o frescor da segunda temporada e não correr o risco de pensar que está vendo “mais do mesmo”, o cenário do “Tô de Graça” foi repaginado e o elenco ganhou novos integrantes. Agora, Rafael Zulu, Rita Gue-
des e Edmilson Barros fazem parte do time interpretando, respectivamente, Craudio, Suelen e Pará. A escalação, aliás, foi baseada na familiaridade dos atores com o humor. “Eles são muito bons de comédia e sensacionais artisticamente. Se encaixavam perfeitamente no biótipo alegre, solar e cômico”, explica o diretor. Depois de chamar atenção como o Cido, em “O Outro Lado do Paraíso”, Rafael Zulu está animado com a oportunidade de seguir com um papel engraçado na televisão, mas, ao mesmo tempo, em um formato completamente diferente do de uma novela. “Acho que o mundo seria mais leve se a gente enxergasse as coisas com mais humor, está tudo muito duro. O humor subverte tudo isso, mesmo sendo às vezes mais ácido, acaba sendo libertador”, acredita o ator.
Apesar de também se sentir à vontade em personagens cômicas, Rita Guedes teve o caminho inverso do de Zulu. Ela estava envolvida com as gravações de uma série dramática da Fox, a “1 Contra Todos”, quando foi convidada para interpretar a encrenqueira Suelen no Multishow. “Pular de um gênero para o outro foi uma delícia. Além do mais, o ‘Tô de Graça’ é diferente do que sempre fiz porque é um teatro misturado com tevê. Estou adorando ter o calor da plateia no estúdio”, conta a atriz. Foi justamente essa linguagem mais próxima do teatro que atraiu Edmilson Barros, cujo personagem chega na história para tomar o morro e controlar a comunidade. “O programa me cativou muito. É tudo feito com leveza, de forma humana e engraçada”, elogia o intérprete de Pará.
Com a responsabilidade de dar vida à personagem-título, Rodrigo Sant’Anna percebe que o entrosamento entre o elenco aumentou de uma temporada para a outra e que a chegada de novos integrantes ajudou a estabelecer relações interessantes para a trama. Como, por exemplo, a eterna rixa entre Suelen e Graça, que tem inveja do corpo da loura. “Além disso, a Graça olha para o marido, Moacir (Eliezer Motta), e sente um pouco de depressão depois de olhar para o Craudio”, explica Rodrigo, que confessa ter uma participação intensa em quase todas as etapas do programa. “Como tudo veio da minha cabeça, eu sempre opino porque também estou ali interagindo com os atores. Sem dúvida, dou palpite na escalação. Acho que dou palpite em tudo”, entrega, aos risos.
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>> BASTIDORES Com trama recheada de ação e temas polêmicos, “Chamas da Vida” completa uma década de exibição
Fogo cotidiano
A
teledramaturgia da Record teve seu apogeu durante a segunda metade dos anos 2000. O alto investimento da emissora em novas contratações a partir de 2005 acabou por encher seu “casting” de “apostas” e atores reconhecidos que estavam insatisfeitos ou sem espaço na Globo. Com rostos conhecidos e histórias centradas em romance e muita ação, a Record chamou a atenção do público a partir de títulos como “Prova de Amor”, “Vidas Opostas” e a saga mutante de “Caminhos do Coração”. Cerca de um ano e meio depois do sucesso de “Bicho do Mato”, Cristianne Fridman, coautora da novela ao lado de Bosco Brasil, foi escalada pela Record para fazer sua estreia solo no recém-inaugurado horário das 22h. De olho no esquema ágil das tramas do horário, a autora se inspirou em sua admiração pelo trabalho do Corpo de Bombeiros, dividiu os núcleos entre a zona periférica da Baixada Fluminense e o bucolismo urbano do bairro carioca da Urca e colocou um incêndio criminoso como o elo entre os personagens na frenética “Chamas da Vida”, que completa dez anos de exibição neste mês. “O horário de exibição me permitiu falar sobre assuntos cotidianos de forma mais aprofundada. Então, tratei de temas como drogas, pedofilia, transmissão de HIV entre jovens e aborto. Tive total liberdade para trabalhar e, apesar dos sufocos normais de uma obra muito longa, fui feliz na empreitada”, destaca a autora.
Na trama, Carolina, protagonista de Juliana Silveira, é uma cineasta determinada e batalhadora que não quer saber de assumir o negócio dos pais, Walter e Arlete, de Antônio Grassi e Jussara Freire: a fábrica de sorvetes GG. O sonho da mocinha é seguir o próprio caminho e abrir uma produtora de vídeo. Ela está em um namoro morno com Tomás, vivido por Bruno Ferrari, rapaz que não a ama e que está sendo manipulado pela mãe, a inescrupulosa Vilma, de Lucinha Lins, a manter o relacionamento para que esta possa retomar a presidência da fábrica de sorvetes. O finado marido da vilã é um dos fundadores da GG e foi expulso da sociedade após suspeitas de desvios financeiros. Durante um incêndio criminoso na fábrica, Carolina é salva pelo bombeiro Pedro, de Leonardo Brício, e os dois se apaixonam. No entanto, muitas pessoas são contra essa relação. Além de Tomás e Vilma, o namoro desperta a ira de Ivonete, a ex-namorada do bombeiro, interpretada por Amandha Lee. “Carolina foi meu primeiro papel adulto. Apesar de ser a mocinha da história, ela tinha seus momentos de raiva e corria atrás de seus ob-
jetivos de forma dinâmica. Além disso, tinha um apelo sensual. Foi um novo momento para mim”, analisa Juliana. Pedro cuida dos três irmãos mais novos desde a morte dos pais: o pequeno Rafa, a adolescente Vivi e o rebelde Antônio, personagens de João Vithor Oliveira, Letícia Colin e Dado Dolabella. Ao lado da namorada e de outros amigos, Antônio acaba se envolvendo com o tráfico de drogas e outros delitos cometidos por uma gangue que aterroriza o bairro de Tinguá, localizado no munício fluminense de Nova Iguaçu. Além dos problemas com o irmão mais velho, o protagonista precisa ajudar Vivi a se recuperar do trauma de ter sido estuprada e ameaçada pelo pedófilo Lipe, de André de Mauro. Fora do âmbito familiar, Pedro encara uma rotina pesada no Corpo de Bombeiros. Entre salvamentos e desastres, ele acaba sendo a base de sua equipe, formada por Júnior, Eurico, Cazé e Guilherme, personagens de Gabriel Gracindo, Raymundo de Souza, Milhem Cortaz e Roger Gobeth. A descoberta de que Guilherme contraiu o vírus HIV acaba unir ainda mais o grupo. “Mesmo com assuntos tão pesados, a novela era leve e fugia
do óbvio. Pedro era um herói bem ocupado e cheio de problema. Dessa forma, não caiu no heroísmo chato de ficar em eterna disputa pela mocinha”, relembra Brício. As gravações de “Chamas da Vida” começaram na região metropolitana do Rio de Janeiro, com externas na Reserva Biológica Federal do Tinguá e no Quartel Central do Corpo de Bombeiros do estado, local que serviu também de preparação para o elenco. “A cooperação entre a emissora e os bombeiros foi fundamental para que a novela tivesse o tom de realidade exato. Compramos um caminhão com a consultoria deles, as sequências de incêndios em locações e na cidade cenográfica também contavam com supervisão profissional e nós ainda tivemos a chance de captar cenas em simulações promovidas pela corporação”, explica o diretor Edgard Miranda. De olho no sucesso da trama, cuja media geral de audiência ficou em 14 pontos no Ibope, e para que a novela seguinte não estreasse com a concorrência do então bem-sucedido “Big Brother Brasil”, da Globo, a Record acabou por esticar o folhetim em mais 40 capítulos, além dos 200 já previstos.
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Zapping
>> por Caroline Borges
Viés musical Enquanto esteve no ar em “O Rico e Lázaro” e, mais recentemente, em “Lia”, Bruna Pazinato teve a chance de mostrar seu talento na atuação. Porém, a atriz também almejava a chance de mostrar seu talento como cantora no vídeo. Após encerrar sua participação na minissérie bíblica da Record, ela foi convidada para integrar o júri de “Canta Comigo”, novo “reality show” comandado por Gugu Liberto. A gaúcha de 26 anos começou sua trajetória artística na música aos 13 anos. “Por incentivo da minha mãe, me inscrevi em um festival, em que fui eleita vencedora após interpretar canções como ‘Sorte grande’, da Ivete Sangalo, e ‘Boate Azul’. A partir daí, passei a compor canções e realizar meus primeiros shows”, lembra. Junto com seu trabalho na Record, a cantora também trabalha na produção de um novo EP, que tem previsão de lançamento para este ano. “Vou apresentar sete músicas autorais que tem um pouco de mim”, valoriza.
Pré-estreia na telona
A série “Cine Holliúdy” terá seu primeiro episódio exibido na 28º edição do “Cine Ceará”, que programado para os dias 4 e 11 de agosto. A produção, que é ambientada no Ceará, tem Letícia Colin, Matheus Nachtergaele e Heloísa Périssé no elenco.
Público da internet
O influenciador digital Hugo Gloss participará da final do “MasterChef Brasil” na próxima terça, dia 31. Ele comandará o estúdio interativo, onde outros influenciadores irão acompanhar e comentar o último episódio da competição.
Reservado
Há tempos que Chay Suede chama a atenção dos executivos da Globo. O desempenho do ator em “Segundo Sol” agradou aos diretores do canal e, mesmo antes de terminar seu trabalho na atual novela das nove, ele já tem novo trabalho à vista. Chay estará no elenco de “Troia”, folhetim escrito por Manuela Dias. A produção tem estreia prevista para maio do ano que vem depois de “O Sétimo Guardião”.
Nova temporada
Uma equipe de roteirista já trabalha nos novos episódios da próxima temporada do programa “Lazinho com Você”. A produção comandada por Lázaro Ramos está prevista para deixar as tardes de do-
mingo e ser exibida na grade noturna semanal da emissora. A primeira temporada foi ao ar no final do ano passado.
Família querida
A partir do próximo dia 6 de agosto, o Canal Viva reprisa o seriado “A Grande Família”. A produção protagonizada por Marieta Severo e Marco Nanini ficou no ar entre os anos de 2001 e 2014.
Agenda apertada
Taís Araújo é um dos nomes mais requisitados da Globo. Após finalizar a última temporada da “Mister Brau”, a atriz se prepara para assumir o comando do programa “Popstar”, que tem estreia prevista para setembro. Além do “reality show” musical, ela também está escalada para ser uma das protagonistas da série “Gaia”. Debora Falabella e Leandra Leal também estão no elenco da produção dramatúrgica.
Viagem ao passado
O universo da atuação será explorado na trama de “Espelho da Vida”, próxima novela das seis. A história escrita por Elizabeth Jhin contará história de Cris Valência, papel de Vitória Strada, uma famosa atriz que chega a fictícia cidade de Rosa Branca, em Minas Gerais, para gravar um filme. Porém, na pesquisa para interpretar a protagonista Julia Castelo, ela viverá uma experiência de viagem no tempo, em que vai se deparar com uma de suas vidas passadas. Ao visitar o casarão em ruínas onde Julia Castelo viveu, Cris volta ao passado e na pele da própria Julia. Com a ajuda de Margot, papel de Irene Ravache, Cris busca desvendar o assassinato que abalou Rosa Branca na década de 1930. Tudo indica que Julia levou um tiro de seu grande amor, Danilo, interpretado por Rafael Cardoso, mas a atriz não acredita nessa hipótese.