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Jornal de Fato

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Fátima diz que Robinson traiu o PT e o RN

Moda

A senadora Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores, reafirma précandidatura e analisa que o governador Robinson Faria, do PSD, traiu o PT e o Rio Grande do Norte. principal 3

Coluna Style de hoje focaliza os modelitos para as festas juninas.

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Sua Vida 4

/jornaldefatorn

17os an MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 27 DE MAIO DE 2018 | EDIÇÃO 5.174 – ANO XVIII | R$ 2,50

Uma semana de caos no RN

>>A semana foi de caos no Rio Grande do Norte, em razão da paralisação dos caminhoneiros: faltam combustíveis em alguns postos e produtos de hortifrutigranjeiros já ficam escassos nos supermercados. Cadeia produtiva do camarão registra prejuízo de R$ 10 milhões em cinco dias e a indústria salineira não contabilizou danos. ESTADO 1

Professor lança livro sobre índice de violência domingo 4

Cedida

Leitura infantil

De 31 pessoas julgadas, 19 são condenadas A série de julgamentos que ocorre em Mossoró desde março passado resultou, até agora, em 19 condenações. Das 31 pessoas que sentaram no banco dos réus, 12 foram absolvidas. Mossoró 5 NESTA EDIÇÃO [36 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 MULHER ........................................ p1 a 4 DOMINGO........................p1 a 12

Escreve bem quem ler bem. O hábito da leitura faz que se desenvolva o senso crítico. Saiba como deve ocorrer na infância. domingo 7

CIANO MAGENTA AMARELO PRETO


2 OPINIÃO

DOMINGO, 27 de maio de 2018

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

MORRE UM GÊNIO Imagem: Livro Health and History

Klarice Holanda

Escritora klariceholanda@hotmail.com

N

ada era tão claro para Ives, ou melhor, Dr. Ives, Exmo. Ives, como destino do seu caçula, António. Fora dado como gênio pelo pai desde o pretenso dia do nascimento. No seu quartinho de bebê já possuía todos os números d’A Comédia Humana, uma biografia do Trótski (comentada), alguns Niestzches, entre outros. Especialmente um detalhe que o pai não deixara de faltar, diga-se a cereja do bolo no quarto do António, um exemplar novinho, recémsaído da gráfica, de Vigiar e Punir, livro que o Exmo. Ives tinha bastante apreço, pois marcara o início da sua carreira no direito. Toninho, como era chamado pela mãe, Totonho, como era chamado pela empregada, passava a ser apenas António na presença do pai, limpo e seco. Era inadmissível que o próximo Joyce fosse tratado com tanta indiscrição. Assim iam os mais tenros anos do pobre garoto, fadado ao sucesso iminente que o pai sempre estava profetizando. Se brincava, Ives para esconder a raiva da atitude evidentemente infanta do filho, falava em tom de dissimulação para os amigos “um ato filosófico.” Quando surgiram os primeiros rabiscos pela casa, Dr. Ives temeu que fosse se tornar o próximo Goya, afinal para ele era indiscutível a semelhança entre as pinturas de ambos. Convocou então a mulher e a empregada e sentenciou para ambas “não quero mais giz de cera e tinta guache por aqui, sob nenhuma hipótese.” Dia a dia ia conseguindo

''

Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido? Será essa, se alguém a escrever, A verdadeira história da humanidade. (“Pecado Original”, de Álvaro de Campos).

aos poucos remodelar o filho. Ao tirar todas as pinturas de perto do garoto – evitando que potencializasse seus talentos e virasse o mais novo Michelangelo – religiosamente o pai ia até o quarto do filho

de quatro anos para ler Bocage. E havia até uma escala. Dos quatro anos aos quatro anos e três meses, toda a obra bocagiana, dos quatro anos e três meses aos quatro anos e seis meses, toda a obra de

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

Gregório de Matos, dos quatro anos e seis meses aos quatro anos e nove meses, Baudelaire. Ives tinha essa lista feita até mais ou menos os dezoito anos do garoto. Tudo se encaminhava a

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

www.de­fa­to.com E-mail:re­da­cao@de­fa­to.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918

AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

favor do futuro gênio. António começava a perceber a dimensão do mundo, o quão era grande. O pai, entusiasmadamente nervoso, esperando desde o nascimento do garoto que ele começasse a explanar os primeiros traços de genialidade, começou a ficar perplexo quando chegara o aniversário de cinco anos – sim, cinco anos – e nada. Nada, simplesmente nada. Nenhum esboço criativo para um conto promissor, nenhum poema minucioso a gosto naturalista. Nada. O desespero começou a bater, e uma decisão precisava ser tomada. Uma solução na mente de Ives a ser tomada era aumentar a melancolia. Parecia muito óbvio que a falta de criatividade do filho se devia à falta de tristeza. Tirou-o da escola. Mandou o garoto para a quinta de verão da família. Lá somente empregadas à disposição do garoto que já se aproximava dos seis anos. Ir lá fora, nem pensar. Estava criada a situação perfeita: rico e triste. Não era possível que daqui uns anos não saísse nem um Crime e Castigo, ao menos. Sufocado pelo peso de sua própria futura genialidade e a negação à natureza, e até mesmo o sol, adoece o garoto. Tuberculose, claro. Não poderia ser outra doença a não ser tuberculose. Sabendo da notícia, o pai não se preocupou de imediato. “Vai passar. Não vamos medicálo, vai passar”. Se a tuberculose rendesse ao menos umas Noites de Amor... Mas não foi o que aconteceu, muito pelo contrário, o garoto ia de piora em piora. Já estava definhando como o Ivan Ilitch, quando Dr. Ives autorizou a medicação. Não adiantava mais. O mais novo Proust estava comprometido e o pior: não estava deixando nenhuma obra, nem uma linhazinha sequer. Quando morreu estava com exatamente seis anos e quatro meses. Iniciara o ciclo Schopenhauer. Os livros já estavam para serem trocados em sua estante quando o seu pai, como em um último esforço intelectual, trancou-os em seu quarto como forma de preservar a imagem do gênio que poderia ter sido.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 27 de maio de 2018

cafezinho com césar santos

cesar@defato.com

SENADORA FÁTIMA BEZERRA:

'Minha pré-candidatura vai quebrar paradigmas, como foi em 2014'

>> O PT terá candidatura própria ao Governo do Rio Grande do Norte, depois de 16 anos. A última vez que disputou o cargo foi nas eleições de 2002, com o médico sanitarista Rui Pereira. Nas eleições de 2006, 2010 e 2014, o partido se aliou a grupos tradicionais, como Faria e Alves, o que trouxe prejuízos políticos e eleitorais para a sigla no estado. Agora, o PT se prepara para disputar o Governo com nome próprio. A senadora Fátima Bezerra será a candidata. A petista lidera todas as pesquisas publicadas até aqui e chegou ao momento que antecede a campanha eleitoral como favorita para vencer o pleito. Nesta entrevista, no Cafezinho com César Santos, Fátima Bezerra falou do projeto eleitoral do PT, de provável aliança com PC do B e PHS e da possibilidade de ter um companheiro de chapa indicado por Mossoró. Leia: POR: César santos - FOTO: divulgação

A ÚLTIMA vez que o PT teve candidatura própria ao Governo do RN foi nas eleições de 2002, com o médico sanitarista Ruy Pereira. Nas três eleições seguintes – 2006, 2010 e 2014 –, o partido fez alianças e apoiou candidaturas tradicionais. Agora, 16 anos depois, o PT, com a sua candidatura própria ao Governo, está reconstruindo a sua história no RN? NAS eleições que se seguiram desde 2002 até 2014, o PT liderava um projeto nacional do qual faziam parte vários partidos. O PT apoiou e foi apoiado nas diversas eleições. Infelizmente, esse projeto, que retirou milhares de potiguares da linha de pobreza, que trouxe distribuição de renda, universidades, os IFRNs, foi traído pelos partidos "tradicionais" e o resultado todo o RN está vendo e sentindo na pele. Então, neste momento o que nós estamos fazendo é dizendo que, assim como o PT pegou um país quebrado em 2002 e fez em 13 anos o que as elites nunca fizeram em 500 anos de dominação política, nós podemos fazer com o nosso estado. O FATO de enfrentar prováveis candidatos de sobrenomes tradicionais, como Alves e Faria, facilitará o discurso contra a política tradicional e as oligarquias ou o PT, que já foi unido a esses dois grupos familiares, terá dificuldade de convencer o eleitor? MINHA pré-candidatura, pelo perfil de origem social que representa, vai quebrar paradigmas, assim como foi em 2014. Se vencermos a eleição, o Rio Grande do Norte terá a primeira governadora de origem popular, suspendendo um círculo que se arrasta há décadas. Isso é um primeiro ponto que deve ser considerado. Por outro lado, com relação às alianças que o PT fez, é preciso compreender que fazíamos um go-

verno de coalizão, e as posições que os diretórios do PT daqui e de outros estados adotaram estavam em consonância com aquela conjuntura. Não pretendemos fazer campanha com o olho no retrovisor – e se o RN entender e acolher nossa proposta para o estado –, nós não vamos administrar pensando no passado ou na base dos ataques pessoais. Queremos fazer o debate de quem tem projetos para o estado. De quem já teve chance de fazer, como fez, o que fez e para quem fez, no RN e no Brasil. O PC do B e o PHS anteciparam que querem apoiar a sua candidatura ao Governo do Estado, mas exigem a coligação proporcional para deputado estadual. Há resistência dentro do PT, uma vez que o partido tem nominata própria. Esse impasse ameaça a coligação majoritária? A ALIANÇA entre PT, PC do B e PHS está consolidada. Essas dificuldades, que dizem respeito a cada partido, estão sendo discutidas e avaliadas. Isso é natural. Nós estamos em processo de discussão para adotar uma tática que contemple o PT, mas também os demais partidos aliados. A DEPUTADA Zenaide Maia, do PHS, é uma das candidatas ao Senado no palanque do PT. Quem será candidato para a outra vaga? NOSSA coligação terá nome para disputar a outra vaga para senador. E eu repito: estamos em processo de discussão com os outros partidos. O nome será definido coletivamente no conjunto dos que já entraram na coligação e dos demais que ainda vão integrar. MOSSORÓ, o segundo maior colégio eleitoral do RN, pode oferecer o seu companheiro de chapa? E quem seria esse nome? MOSSORÓ tem um peso

no contexto da geopolítica do RN, nós estamos falando da segunda maior cidade do estado. E eu tenho um carinho enorme por Mossoró, uma cidade que tem me dado demonstrações repetidas de confiança e apoio, como foi na eleição de 2014, com aquela belíssima votação. Eu tenho uma gratidão muito grande pelo povo de Mossoró. Então, é claro que não está descartado. Seria uma honra ter um mossoroense ao meu lado. Mas, esse assunto de vice ainda será fruto de um debate e nós não temos uma definição. Evidente que, na condição de pré-candidata, vou dialogar com o meu partido e os aliados. O PT teve papel importante na eleição de Robinson Faria em 2014 e foi sócio da primeira metade de sua administração (2015/2016), comandando a pasta da Educação e a liderança do Governo na Assembleia Legislativa.

Por que o governo Robinson não deu certo? EM 2014, o RN acompanhou o acordão liderado pelo deputado Henrique Eduardo para sufocar e esmagar o PT. Naquele momento, tínhamos o PSD, que fazia parte da aliança nacional, e fomos às ruas com um programa apresentado pelo então candidato a governador. Vitoriosos, e coerentes com a nossa responsabilidade, fomos dar a nossa contribuição ao Governo. Mas, infelizmente, veio o golpe e a traição. O governador nos traiu e frustrou não só a nós do PT, mas a maioria da população do RN, quando não cumpriu as promessas de campanha. Mas, isso é página virada. Como disse antes, não vou ficar olhando para o retrovisor. Queremos falar dos projetos que temos para o nosso estado e das nossas propostas para tirá-lo do caos em que ele se encontra. O TSE decidiu que 30% do Fundo Eleitoral deve

ser destinado para candidaturas femininas e, também, 30% do guia eleitoral do rádio e televisão. Qual o peso que essa conquista da bancada feminina no Congresso terá nas eleições deste ano? ESSE foi um passo muito importante para avançar na luta pela igualdade de gênero, especialmente com vistas a esse grande desafio que é ampliar a participação das mulheres na política. Não é aceitável essa sub-representação das mulheres na política. Quantas governadoras nós temos? Dos 513 representantes na Câmara Federal, somos 51; dos 81 no Senado, somos 12. Isso é inconcebível. Por isso, reafirmamos e esperamos que essa decisão seja aplicada, uma vez que já temos partidos judicializando a questão para rever essa decisão. É um absurdo isso. A Procuradoria das Mulheres no Senado está atenta. Nós todas estamos atentas.

O ELEITOR vai exigir o debate sobre corrupção na campanha eleitoral deste ano, por tudo que está acontecendo na política do país. A senhora tem a tranquilidade de ser ficha limpa, mas o seu partido é do bloco de frente dos escândalos Mensalão e Lava Jato. Isso provoca desconforto para a sua campanha debater o delicado tema? QUERO começar dizendo da tranquilidade que eu tenho de em todos estes anos pautar minha trajetória político-parlamentar com honradez, seriedade e transparência. Quanto ao PT, não negamos os erros, mas a população é testemunha de que os acertos foram muito maiores. Nossos governos foram reconhecidos nacional e internacionalmente pelo legado, um dos governos mais ousados do ponto de vista de inclusão social. O PT está sendo perseguido, aliás, muito mais pelos acertos do que pelos erros. Alguém acha que o golpe foi somente para tirar Dilma? Alguém acha que a interdição da candidatura de Lula não foi porque ele é o preferido da população? O caminho que encontraram foi uma prisão injusta e arbitrária. Tudo isso está cada dia mais claro e a população já separa muito bem o joio do trigo, tanto que quer Lula presidente. O PT lança neste domingo a pré-candidatura de Lula, mesmo o ex-presidente cumprindo pena em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Essa estratégia político-eleitoral não caminha divorciada do apelo pela ética na política? NÃO podemos desconhecer a contribuição dada pelos governos do PT por dotar o país dos instrumentos de combate à corrupção e à impunidade. Claro que isso não nos impede, repito, de fazer uma autocrítica. O PT cometeu seus erros e está pagando o preço, inclusive, por não ter atentado para a necessidade urgente de uma reforma política que modificasse o sistema político-eleitoral que aí está. No meio disso tudo tem a questão da seletividade da Justiça, perseguição ao PT. O maior exemplo é a prisão arbitrária do presidente Lula, que foi alicerçada de uma imensa fragilidade técnica e do ponto de vista legal. LULA foi alcançado pela Lei da Ficha Limpa. Fernando Haddad é o plano B definido? HADDAD é um quadro valoroso, um dos melhores ministros da Educação que este país já teve, mas nós não temos plano B. O povo está dizendo que quer Lula candidato e ele será o nosso candidato.


4 gerais

DOMINGO, 27 de maio de 2018

Incêndio

HRTM tem princípio de incêndio em ala masculina >> O incêndio foi provocado por uma central de ar-condicionado que estava instalada no repouso masculino. Todos os pacientes e acompanhantes foram retirados do local

U

m incêndio em uma central de arcondicionado que estava instalada no repouso masculino do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) deixou os pacientes assustados na madrugada deste sábado (26). Fotos que circularam pelas redes sociais mostraram a central de ar destruída e focos de incêndio nas paredes da ala masculina. De acordo com informações repassadas pelo diretor Aldiclésio Maia, do Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte (SINDSAÚDE), regional de Mossoró, o fogo começou por volta das 3h30. Ele contou ainda que os profissionais que estavam de plantão conseguiram tirar, com segurança, todos os pacientes e acompanhantes que estavam no local. “O fogo começou por volta das 3h30 desta ma-

Cedida

O fogo começou em uma central de ar e se alastrou pelas paredes próximas drugada. Nós nos aproximamos e a labareda começou a consumir o repouso masculino. A gente conse-

guiu tirar todos os pacientes de lá. No momento, o repouso estava muito lotado. Acho que tinha ao menos 23

pacientes e 23 acompanhantes”, disse o sindicalista. Aldiclésio Maia disse,

ainda, que a fumaça provocada pelo incêndio causou problemas em alguns profissionais. Por ser tóxica, a

fumaça provocou irritação na garganta de quem estava presente e um profissional de plantão precisou de inalação de oxigênio para poder respirar. O sindicalista disse, também, que os pacientes que estavam no repouso masculino foram deslocados para os corredores do hospital. Ainda segundo informações de Aldiclésio Maia, não existe nenhuma condição de colocar pacientes no setor onde ocorreu o princípio de incêndio. “A gente tirou os pacientes de lá e eles estão agora em alguns corredores da unidade. O repouso masculino não tem condições de receber ninguém. Alguns estão no chão, outros sentados em cadeiras. A sala está inoperante no momento. Não tem como ficar ninguém lá até que o problema seja resolvido”, finalizou o diretor do sindicato. A reportagem do DE FATO tentou entrar em contato com o Hospital Tarcísio Maia para saber quais medidas serão tomadas em relação aos pacientes e ao local onde ocorreu o incêndio, bem como saber se já existem informações sobre o que provocou o problema no ar-condicionado. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi dada por parte do hospital.


defatocom

DOMINGO, 27 de maio de 2018

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

O BICO

LONGO DE

GERALDO

O

ex-governador e exsenador Geraldo Melo (PSDB) reafirmou seu apoio à pré-candidatura ao Governo do Estado do vice-governador dissidente Fábio Dantas (PSB). Em entrevista a uma emissora de Natal na noite desta sexta-feira (25), o tucano realçou as qualidades e a sua simpatia pelo projeto de Dantas. A declaração de Geraldo, porém, não acrescenta muita coisa. Na verdade, não altera nada. O PSDB, que deu corda a Fábio Dantas, sabe que a pré-candidatura do vice-governador não empolga o eleitor e pouco é conhecida no estado. As pesquisas registradas e publicadas, até aqui, mostram Dantas em posição sofrível, não alcançando os três pontos de intenção de votos. A essa

''

altura, muito dificilmente a sua postulação vingará. Na verdade, Geraldo Melo levantou voz para não ser engolido. Fábio Dantas e sua pré-candidatura pálida foram apenas o mote. É que o seu PSDB está caminhando para apoiar a candidatura a governador do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) e a chapa está sendo fechada com os senadores Garibaldi Filho (MDB) e José Agripino (DEM). Daí, Geraldo sobra. Ele teme que os colegas do bico longo deixem para trás a sua postulação ao Senado. Os bastidores fervem e começam a fritar o projeto Geraldo. Nem o “vento forte” tem sido capaz de atenuar a temperatura. De público, porém, o presidente estadual do PSDB, que também preside a Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, tem dito que a candidatura de Geraldo é para valer e que o partido está fechado ele. Ezequiel também afirma que o PSDB continua com o projeto eleitoral de Fábio Dantas, embora nesse caso ressalta que os tucanos ainda não definiram a chapa majoritária que esta-

Meu apoio é a Fábio Dantas e vou fazer o que puder para ajudá-lo.”

isto é brasil O PT vai fazer barulho neste domingo (27) em todos os municípios do país, para lançar a candidatura de Lula à Presidência do Brasil. Vai dizer que, mesmo atrás das grades, o corrupto pode ser candidato. Lula ou qualquer um condenado e preso.

dia d rá e que apoiará. Dois pontos pesam a favor de Geraldo: 1 – ele aparece bem em todas as pesquisas, tanto para o Senado quanto para o Governo; 2 – ele tem a simpatia da prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), que não deseja votar no senador José Agripino. O fato é que Geraldo, que estava “morto” para a política, foi ressuscitado pelo PSDB, que agora ensaia devolvê-lo à “cova”. Não

É NOTÍCIA 1

GERALDO MELO

Pré-candidato ao Senado pelo PSDB, usando o vice-governador Fábio Dantas para mandar recado ao ninho tucano.

segurança

sétima arte

O plano de segurança do Mossoró Cidade Junina contará 66 câmeras instaladas no Corredor Cultural (Avenida Rio Branco) e pontos estratégicos da cidade. Serão 500 agentes de segurança envolvidos na operação, que será ampliada por todos os pontos da cidade. O plano reforçado justifica na escalada da violência que a cidade vive, com crimes registrados todos os dias.

Nesta segunda-feira, 28, completa 63 anos da inauguração do Cine Caiçara de Mossoró. Iniciativa do empresário Renato Costa. As atividades foram iniciadas com o filme "Melodia Imortal", o drama/ romance que conta a história do talentoso pianista Eddy Duchin, que encantou o mundo musical nas décadas de 30 e 40. Hoje, o Caiçara funciona como centro comercial.

conseguirá. Ele já colocou as digitais na intenção de votos do eleitorado e demarcou espaço. A situação não é nova para Geraldo. Em 2006, ele foi preterido no palanque PMDB/DEM, que optou pela candidatura vitoriosa de Rosalba ao Senado. Geraldo manteve a postulação, ficou em terceiro lugar, mas atingiu de morte a candidatura de Garibaldi ao Governo, derrotado pela então governadora Wilma de Faria.

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O ministro Napoleão Maia vai levar ao plenário do TSE na sessão de terça-feira (29) o debate sobre a possibilidade de um réu condenado ser candidato a presidente da República. O entendimento da maioria vai antecipar o veredicto sobre a candidatura do petista. E a Lei da Ficha Limpa estará sob teste.

denuncie

Nesta data, em 1931, as concessões de emissora de rádio passavam a ser atribuição do Governo, por decreto. Daí, o controle dos veículos por grupos políticos, que sobrevive até hoje. Uma assembleia nesta segunda-feira, 28, vai decidir sobre indicativo de greve dos servidores do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN). A categoria reclama o não encaminhamento do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações. Já em clima de Cidade Junina, hoje será realizado o concurso da Realeza Junina, a partir das 18h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Serão eleitos reis e rainhas do MCJ 2018. A Cosern suspenderá fornecimento de energia nas ruas Francisca Vilani de Oliveira, Silva Jardim, Vereador João Manoel Filho, bairro Boa Vista. Das 8h às 13h de hoje, para melhorar a rede. Acontece hoje em Mossoró o 2° Passeio Ciclístico Maio Amarelo – Atenção pela Vida. Evento esportivo para refletir a segurança no trânsito. O passeio iniciará às 8h, com largada na Cedutram.

Atenção, consumidor: se os postos aumentar o preço da gasolina e do diesel, provoque o Ministério Público Estadual (MPRN) e o Procon. Há uma recomendação para não repassar a "bomba" ao consumidor, sob pena de multas e outras sanções. Denuncie, então.

magoou A vereadora Isolda Dantas ficou amuada com o desembarque de Francisco do PT em Mossoró. Nome do Sinte-RN para deputado estadual, Francisco pisou na pré-candidatura de Isolda e o PT expôs sua prioridade.

Conta de luz ficará mais cara no mês de junho

A

s contas de luz em junho terão bandeira tarifária vermelha no patamar 2, o maior patamar entre as faixas tarifárias. Com isso, haverá cobrança extra nas contas de luz de R$ 5,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A cobrança da nova bandeira foi anunciada na última sexta-feira (25) pela Agência Nacional de

Energia Elétrica (ANEEL). De acordo com a Aneel, a decisão foi tomada em razão do fim do período chuvoso e a redução no volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com isso, há a necessidade de usar energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção. "Com o fim do período úmido, os reservatórios do

Sul apresentaram redução de volume provocando o aumento do risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD). Além disso, a previsão de chuvas é baixa quando comparada à média histórica. O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada", disse a agência.

Em maio, vigorou a bandeira tarifária amarela, em que há adicional de R$ 1,00 na conta de energia do consumidor a cada 100 kWh consumidos. Nos quatro primeiros meses do ano, vigorou a bandeira verde, em que não há cobrança extra na conta de luz. Na terça-feira (22), o presidente da Aneel, Romeu Rufino, chegou a afirmar

Ilustrativa

O fim do período chuvoso foi determinante para a mudança da bandeira tarifária da conta de luz que a tendência era de manutenção da bandeira amarela. Segundo Rufino, não houve alterações relevantes

nas condições que levaram a agência a adotar a bandeira amarela neste mês de maio.


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 27 de maio de 2018

Consequências

PROSA

Paralisação provoca o & VERSO cancelamento de 5,7% dos voos crispinianoneto@gmail.com

Greve grave. O que será que será?

>> Os cancelamentos afetaram somente voos domésticos. A Infraero não registrou problema desse tipo com viagens internacionais

A

té as 20h desta sexta-feira (25), segundo dados da Agência Brasil, a paralisação dos caminhoneiros havia provocado o cancelamento de 70 voos no país. O número representa 5,7% das viagens programadas para o dia. As informações são da Infraero, que monitora o movimento nos aeroportos brasileiros. No mapeamento da situação de voos do dia disponibilizado pela empresa, estavam previstos 1.219 voos para a sexta. Desse

total, 966 (79,2%) estavam no horário, 161 (13,2%) estavam atrasados e 22 (1,8%) estavam atrasados no momento em que a aferição foi realizada. O maior número de voos cancelados foi da Azul, com 32 (45%) viagens não realizadas. Em seguida vêm a linha aérea TAM, com 29 (41%), Gol, com 5 (7%), e Avianca, com 3 (4%). Os cancelamentos afetaram somente voos domésticos. A Infraero não registrou problema desse tipo com viagens internacionais.

Em relação aos atrasos, a companhia aérea com maior número de voos nessa situação é a TAM, com 54 (33%), seguida pela Gol, com 38 (23%), Azul, com 36 (22%), e Avianca, com 29 (18%). Entre as viagens internacionais, apenas uma estava fora do horário, da Azul. ABASTECIMENTO Ainda na sexta-feira, a Infraero divulgou nota sobre a situação de combustível dos aeroportos brasileiros. No comunicado, afirmou que está monitorando

o abastecimento de caminhões para fornecer combustível às aeronaves e que está em diálogo com órgãos públicos para garantir a chegada dos caminhões, bem como com as companhias aéreas. A Infraero reforçou a necessidade de passageiros entrar em contato com as respectivas linhas aéreas para consultá-las sobre a situação de seus voos. A recomendação também foi dada pela Agência Nacional de Aviação Civil em nota divulgada na sexta-feira. Cedida

A

greve dos caminhoneiros tem abalado o Brasil e, com ela, todos os segmentos de oposição vibram vendo Michel Temer encurralado. Entretanto, um cheiro ruim, uma imensa desconfiança enche os corações de todos os democratas do Brasil. Não falta quem se lembre que em 1972 uma greve de caminhoneiros paralisou o Chile, promovendo um desabastecimento no setor de consumo do país, que era parte do plano executado pela CIA para derrubar Salvador Allende e dar início à ditadura Pinochet. Não falta, também, quem se lembre que em 2016, as greves de caminhoneiros, com o diesel a mais de um real abaixo de hoje e quase 1,50 a menos no preço da gasolina, ajudaram no projeto de derrubar Dilma Rousseff, reforçando o trabalho da mídia, do Judiciário, das polícias e do empresariado. Cada dia, fica mais claro que o império americano não está querendo correr o risco de eleições no Brasil em 2018, pois sabe que indubitavelmente Lula será eleito, mesmo que esteja preso. E que, se não puder concorrer, Lula elege o novo presidente por ele apontado como candidato. A senadora Gleisi Hoffman denunciou no Senado que a alta dos preços dos combustíveis é resultado direto da gestão privatista da Petrobras, da venda dos seus ativos, da venda do pré-sal, do fim da política de conteúdo local. Não está no tamanho do Estado e nos impostos. Encerrou, fazendo uma pergunta: Como era possível antes ter gasolina mais barata?

APAGÕES Com José Sarney (PMDB), faltou carne e leite. Com FHC (PSDB), faltou energia elétrica. Com Temer (MDB), faltou gasolina, etanol e diesel: desabastecimento de

combustíveis. Mas, a culpa de tudo é do PT, que descobriu o pré-sal e construiu duas refinarias enormes e fez outros grandes investimentos em infraestrutura.

REDUZINDO A refinaria Landulpho Alves, na Bahia, reduziu a sua capacidade de refino de 300 mil barris por dia para 160 mil barris. Não é por acaso. Todas as refinarias estão assim. Trata-se de uma política de governo. Para que se possa compreender o objetivo do governo golpista nesse particular, o número de empresas importadoras de combustíveis refinados aumentou de 40 para 300. Vale salientar que as 10 refinarias da Petrobras no Brasil têm condições de refinar todo o petróleo de que o Brasil necessita. Mas, a Petrobras dos golpistas prefere exportar 500 mil barris de petróleo cru por dia e a compra de um absurdo de petróleo refinado.

GARANTIA DE PREÇOS INTERNACIONAIS Passageiros são penalizados por atrasos em voos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros

BRT e barcas param totalmente no Rio por falta de combustível Todas as três linhas do BRT, o sistema de ônibus expresso por corredores, foram suspensas ontem no Rio. Em comunicado, o consórcio informou que ficou totalmente sem combustível para alimentar os veículos articulados, responsáveis por transportar 450 mil passageiros por dia. “Sem ter como abastecer seus articulados, pela falta de combustível nos

postos e garagens, o BRT Rio, apesar de todos os esforços, não conseguirá manter o sistema operando na manhã deste sábado. Todos os serviços, nos três corredores expressos Transoeste, Transcarioca e Transolímpica –, serão suspensos por tempo indeterminado. Neste momento, os estoques de diesel das empresas consorciadas estão zerados. Os articulados voltarão a circular tão logo se

restabeleça a distribuição de combustível no estado e o consórcio consiga abastecer o número de veículos necessário para normalizar a operação”, informou o consórcio. As 125 estações foram fechadas e os 440 ônibus articulados ficaram parados. São 125 quilômetros de corredores exclusivos, responsáveis por fazer a ligação entre as linhas de ônibus locais e também com o metrô. O BRT Transcarioca liga o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca e também ao campus da Universidade Federal do Rio. O Transoeste liga Santa Cruz e Campo Grande com a Barra e o me-

trô. E a Transolímpica liga Deodoro ao Recreio dos Bandeirantes. BARCAS E TRENS Também por falta de combustível, o transporte de barcas entre o Rio e Niterói foi totalmente suspenso neste sábado. A linha Paquetá está operando com menos viagens. As barcas transportam diariamente, em média, 73 mil passageiros, em seis linhas e 19 embarcações. Nos trens, duas extensões que funcionam com locomotivas a diesel também estiveram sem operação neste final de semana: Vila Inhomirim e Guapimirim.

60% do diesel importado atualmente vem dos Estados Unidos. E essas empresas importadoras só trabalham mediante a garantia de que a política de preços da Petrobras estará atrelada aos preços internacionais.

REALINHAMENTO Em dois anos de política de atrelamento dos preços de combustíveis no Brasil aos preços internacionais, fomos levados a mais de 100 realinhamentos de preços na bomba aqui no Brasil. Em tese, o realinhamento pode ser para cima ou para baixo. E é assim que acontece na prática.

Porém, entre subidas e descidas, nós temos uma desvantagem de 69% a mais nos preços deixados por Dilma até o preço de hoje. Quem ganha com isso, bem caladinho, é o sistema financeiro, para quem a Petrobras, no último ano, destinou mais de 120 bilhões de dólares.

ORIGEM Vale salientar que Pedro Parente veio da presidência de uma dessas empresas de importação de combustíveis refinados.

GREVE Em junho, em plena Copa do Mundo, deverá acontecer a maior greve de petroleiros da história. E não é por aumento ou reajuste de salários.


gerais /opinião 7

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positivo

Administração da Uern é exemplo em Fórum de Reitores >> Durante o fórum, foram apresentadas as melhorias que a universidade teve, quanto à administração e reestruturação Uern Agecom

Durante o fórum, foi apresentada a execução do planejamento da universidade

A

gestão estratégica e a reestruturação administrativa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) nos últimos quatro anos se tornaram exemplos de planejamento para a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). A Uern executou um planejamento que cumpriu mais de 90% das metas durante quatro anos por meio de ajustes que redistribuiu R$ 82 milhões para investimentos em obras, recursos humanos, no ensino de graduação e pós-graduação, pesquisa e inovação, extensão universitária e na política de desenvolvimento e assistência estudantil. Durante o 62° Fórum

Nacional de Reitores, o prof. ms. Adonias Vidal, assessor técnico da Reitoria, fez a apresentação das ações realizadas. Ele explicou que, diante do cenário de crise, a Uern precisou definir prioridades assegurando o mais importante que eram os resultados institucionais, como a ampliação das vagas e da qualidade dos cursos de graduação, dos cursos de pósgraduação e da política de assistência estudantil, criando os meios para a instituição. “Foi fundamental nesse trabalho a liderança na gestão e atuação dos recursos humanos. Pactuamos os desempenhos dando autonomia aos gestores”, frisou. Adonias Vidal destacou que foi feito um trabalho no sentido de priorizar os in-

vestimentos em atividades que melhorassem a qualidade do ensino da Uern. “Foi feita uma reestruturação das atividades meio para fortalecer as atividades fins. Também investimos em capacitação, dedicação exclusiva e progressão funcional dos servidores. Para fazer isso, foi necessário fazer ajustes na gestão dos recursos humanos”, frisou. Ele mostrou também o trabalho institucional no sentido de atrair investimentos por meio de emendas federais. Como resultados, foram apresentados o crescimento de 214% na oferta de cursos de pósgraduação, 667% no registro de patentes, 31% de grupos institucionais de pesquisa, 137% na produção de livros, 14,7% na ofer-

ta de vagas para novos alunos de graduação e pós, chegando a 3.031 vagas em 2018, crescimento do conceito de avaliação da qualidade dos cursos chegando ao conceito de 4.3, realização de concurso público com convocação de 328 novos servidores (professores e técnicos). A universidade apresentou ainda o fortalecimento da política de capacitação que alcançou 90% do corpo docente com titulação de doutores e mestres, ampliação de 130% das bolsas Pibic, criação de novos programas, como auxílio-alimentação (PCAA) e apoio ao estudante (PAE), que junto com outros programas beneficia mais de 2.500 alunos, ampliação das residências universitárias de 5 para 10.

Greve dos caminhoneiros afeta cronograma de concursos

Ó

rgãos públicos com concursos previstos para este fim de semana decidiram adiar os processos em razão da paralisação nacional dos caminhoneiros. Apesar de acordo fechado nesta semana pelo Governo Federal com algumas entidades representativas da categoria, os bloqueios continuaram em diversas rodovias de todo o país. A Força Aérea Brasileira (FAB) adiou o exame de admissão da Escola de Especialistas de Aeronáutica. As provas foram remarcadas para o dia 1° de julho. A motivação, segundo comunicado divulgado na página oficial do órgão, foi a “garantia do interesse público e o acesso ao exame em igualdade de condições a todos os

candidatos, bem como sua segurança”. Os cancelamentos também atingiram a Ordem do Advogados do Brasil (OAB). A entidade anunciou que não realizará a segunda fase do Exame de Ordem. Segundo o comunicado oficial, não havia “condições de logística para a entrega e aplicação das provas de forma uniforme, com segurança, sigilo e eficiência em todo o território nacional”. A greve dos caminhoneiros foi iniciada na última segunda-feira, 21, e acontece em várias regiões do país. A categoria resolveu parar, devido o aumento do preço dos combustíveis. Devido à greve, supermercados e postos de combustíveis já começam a ficar desabastecidos.


8 GERAIS

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Morosidade

Projetoscontraaviolênciasexual infantil não avançam na Câmara >> Na lista de projetos que devem ser votados, constam a previsão de fechamento de boates que não tenham documentação adequada e o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes

Q

uatro anos depois do fim da comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara que investigou por dois anos denúncias de turismo sexual e exploração sexual de crianças e adolescentes, o Congresso Nacional não votou nenhum dos projetos indicados no relatório final da CPI. Das treze proposições nascidas na comissão, apenas três estão prontas para serem votadas em plenário. O restante ainda está em fase de debate e análise das comissões temáticas. Entre as propostas que aguardam apreciação dos deputados, está a que tipifica como crime “o estupro de vulnerável independentemente do consentimento da vítima ou de esta já ter mantido relações sexuais anterio-

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

res”. Também aguarda votação o projeto que trata do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes em contextos de grandes obras, como construção de hidrelétricas e outros empreendimentos que atraem muitos homens para áreas com populações vulneráveis. Na lista pendente de votação, constam ainda projetos que preveem o fechamento de boates e casas de espetáculo que não tenham documentação adequada, a criação de um banco de DNA específico para crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, além da definição de promoção ou facilitação de tráfico de crianças como crime passível de reclusão. O relatório mais recen-

Ilustrativa

As violações contra crianças e adolescentes lideram a lista de denúncias registradas no Disque 100 em 2017

te da Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos mostra que as violações contra crianças e adolescentes lideram a lista de denúncias registradas no Disque 100 em 2017. E um estudo preliminar do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aponta que 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. O Congresso Nacional tem mais de quatro mil proposições que tratam de direitos das crianças e dos adolescentes e são monitoradas pelo programa da agenda legislativa da Fundação Abrinq. Desse total, mais de 90 estão diretamente relacionadas à questão da violência sexual infantil. O projeto propõe que as escolinhas sejam cadastradas nos Conselhos Tutelares dos Municípios, que deverão ter a responsabilidade compartilhada com as federações esportivas de monitorar o trabalho das escolas. O projeto prevê ainda que o estabelecimento deverá ter suas atividades suspensas em caso de abuso ou maus-tratos contra crianças ocorridos no local de treinamento.


mossoró /jornaldefatorn

@defato_rn

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Mossoró (RN), domingo, 27 de maio de 2018

Serviços

da LMECC. A Liga Mossoroense tem como missão o combate ao câncer, oferecendo uma assistência humanizada aliada à alta qualidade de seus profissionais e o uso da mais moderna tecnologia na área, tendo como objetivo prevenir, diagnosticar e tratar do-

enças oncológicas, adulto e infantojuvenil, bem como as demais atividades correlatas. De acordo com a direção, atualmente a LMECC atende cerca de 100 pacientes por dia em suas unidades. A maioria dos casos atendidos é de pacientes de Mossoró e

região, sendo tratados desde crianças até idosos. “É um trabalho difícil, mas que desenvolvemos com muito prazer, pois é possível observar a gratidão das pessoas. Não é fácil desenvolver uma instituição filantrópica em nossa cidade, mas aos poucos estamos conseguindo alcançar o nosso objetivo, que é primordialmente salvar a vida das pessoas”, afirmou Paulo Henrique Lima, presidente da LMECC. A comerciante Francimar Costa esteve em tratamento contra o câncer há menos de um ano, e ainda utiliza os serviços prestados pelo local. Ela frisa que, apesar do problema da falta de medicamentos, provocado por atraso nos repasses dos governos, o serviço prestado pela LMECC é de excelência. “A liga é uma entidade filantrópica e, por isso, passa por problemas, como a falta de medicação quando os governos atrasam os repasses. Mas o acolhimento é perfeito, todo mundo acolhe bem os pacientes, o tratamento é maravilho, todos são tratados com respeito e carinho. Eu chego a dizer que nós somos tratados com muito amor pelos médicos, pelos recepcionistas; todos tratam a gente com muito respeito. Quem precisa do tratamento de lá, recebe um serviço de qualidade”, relatou a comerciante. Francimar Costa contou ainda que todo o seu tratamento foi feito pelo SUS e que, até hoje, utiliza os serviços prestados pela liga. “Duas vezes na semana eu vou para o Hospital da Solidariedade fazer fisioterapia. O que me tranquiliza é que, enquanto eu precisar, vou poder utilizar os serviços de lá”, finalizou.

Suelo Ferreira de França também conhece o trabalho realizado pela instituição. Ele é de Água Nova e aproximadamente um mês acompanha o pai, o aposentado Francisco França, que está sob tratamento oncológico. “É uma coisa muito positiva, porque nós moramos a 150, 160 km daqui. Então, para a gente vir todo dia, ficaria um custo muito alto e, havendo essa casa de apoio, é muito importante para a gente, para evitar os gastos”, menciona. “A gente chegou aqui e se deparou com um pessoal muito bom, uma casa muito limpa, muito acolhedora. Então, é de suma importância essa casa de apoio. Na verdade, a gente

se sente um pouco em casa também. Apesar da distância, a gente se sente muito acomodado”, diz Suelo. Francisco França tem mobilidade reduzida e, para facilitar sua rotina, além de Suelo, outro familiar o acompanha sempre que ele precisa vir a Mossoró. Todos são acolhidos na Casa de Apoio. Sem parentes na cidade, a família encontra na associação o suporte necessário ao tratamento. “Não temos família aqui, a gente teria de vir todo dia”, conta o filho Suelo. “A importância de ter essa casa de apoio é muito bom para os pacientes, para os familiares que estão acompanhando. É de grande valor mesmo essa iniciativa”, reforça o acompanhante.

A dona de casa Maria da Conceição Silva, de Antônio Martins, também é beneficiada com a assistência da AAPCMR. Desde a semana passada, ela fica na Casa de Apoio quando precisa vir a Mossoró, em razão do tratamento de saúde. Sem familiares na cidade, ela conta que, se não fosse a instituição, não teria como ficar em Mossoró, e ressalta a importância da associação. “É muito importante. O pessoal daqui é superlegal.” Se tivesse que me deslocar para Mossoró todos os dias, além do gasto financeiro, teria que enfrentar o desgaste da viagem. “Com certeza, de lá para cá são mais de duas horas”, explica.

LMECC atua há 18 anos na luta contra o câncer >> A LMECC atua há 18 anos, proporcionando o tratamento do câncer a pessoas de Mossoró e região. Para isso, a liga dispõe de duas unidades em pontos diferentes da cidade

N

esta última semana, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) completou 18 anos de serviços prestados em Mossoró e região. A LMECC, que oferece assistência especializada em oncologia SUS, através dos seus estabelecimentos de saúde, foi fundada por meio de uma associação civil em 22 de maio de 2000, sendo uma entidade sem fins lucrativos e de caráter exclusivamente filantrópico. A unidade I do LMECC é o Hospital da Solidariedade, que foi fundado em 2013 e é especializado em radioterapia, destacando-se no atendimento multidisciplinar, que conta com psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, entre outros profissionais da saúde. Situado em uma localização estratégica em Mossoró, o Hospital da Solidariedade é ligado por rodovias que facilitam o acesso de municípios vizinhos, bem como outras cidades do Nordeste. A unidade II é mais antiga. Trata-se da Casa de Saúde Santa Luzia, que é especializada no tratamento de pacientes oncológicos, oferecendo os serviços de quimioterapia, pronto-socorro para as intercorrências do

Arquivo

O Hospital da Solidariedade dispõe de atendimento fisioterapêutico, de radiologia, além de psicólogos e assistentes sociais tratamento, unidade de terapia intensiva (UTI), realização de exames e cirurgias. A unidade ainda conta com um setor de pediatria que atende crianças e jovens até os 18 anos de idade. “Nosso desafio é diário, principalmente porque os procedimentos realizados

são de alto custo, mas contamos com a contribuição da população, de empresários e parceria com Governo e Município. Atualmente, conseguimos desenvolver bem nossas atividades, mas vale destacar que toda ajuda é sempre bem-vinda”, explicou Sérgio Catardo, diretor

Serviços prestados por Associação de Apoio facilitam tratamento de pacientes oncológicos Oferecer aos pacientes oncológicos do Oeste potiguar a assistência necessária para a realização do tratamento é um dos objetivos da Associação de Apoio aos Portadores de Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR). Com esse intuito, a instituição acolhe pacientes e acompanhantes, proporcionando hospedagem gratuita e todas as

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

refeições diárias durante a estadia, entre outros serviços. “É muito importante. Aqui estou muito satisfeito. Aqui é tudo muito bem servido, muito organizado”, comenta o pescador aposentado Miguel Pereira, de 64 anos de idade. Ele é de Olho d’Água do Borges e há cerca de dois meses realiza tratamento de quimio-

terapia e radioterapia em Mossoró. Recentemente, conheceu a AAPCMR e, desde a semana passada, fica hospedado na unidade adulto durante os dias de tratamento. “Aqui tem café, tem almoço, tem janta, tem a dormida”, diz o paciente. “Aqui tem de tudo. Não falta nada não”, acrescenta. O auxiliar de secretaria


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SUPORTE

AAPCMR tem duas unidades para acolher pacientes Os pacientes que são provenientes de outros municípios podem utilizar os serviços gratuitos da Casa de Apoio, que dispõe de duas unidades em Mossoró

P

ara os pacientes que são de outros municípios, contar com os serviços da Casa de Apoio é de suma importância para o andamento do tratamento. A Associação de Apoio aos Portadores de Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR) acolhe pacientes e acompanhantes de pessoas com câncer, oferecendo as refeições diárias, totalmente gratuitas. O local dispõe de duas unidades de acolhimento, sendo a adulto e infantojuvenil. A unidade adulto fica localizada na Rua Miguel Antônio da Silva Neto, 5, Aeroporto – próximo ao Hospital Regional Tarcísio Maia. Já a unidade infantojuvenil fica na Rua Dr. Moisés da Costa Lopes, 48, Nova Betânia. As unidades estão abertas à visitação de

Divulgação

Rotina da instituição reproduz cotidiano de uma casa, onde pacientes e acompanhantes encontram apoio

segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Criada em 3 de agosto de 1997, a AAPCMR é uma entidade filantrópica que oferece auxílio a pacientes de diversos municípios do

Rio Grande do Norte. Para oportunizar esses serviços gratuitamente aos pacientes, a instituição depende inteiramente de doações da população. A casa de apoio também dispõe de um nú-

cleo em Pau dos Ferros, onde os pacientes oncológicos do Alto Oeste potiguar podem contar com alguns serviços. Todos os serviços desenvolvidos pela AAPCMR dependem inteiramente de doações e a população pode contribuir de diferentes formas. Para colaborar, as pessoas podem realizar doações de gêneros alimentícios, material de limpeza, itens de cama, mesa e banho ou dedicar o próprio tempo, através do trabalho voluntário. Os interessados também podem contribuir com doações financeiras, por meio do telemarketing da instituição, cujo número é o (84) 98899-5064, ou por meio de depósito bancário em nome da AAPCMR, no Banco do Brasil, agência 4687-6, conta 14.230-1.

OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS

aristida603@hotmail.com

TEMOS CULPA NO CARTÓRIO

T

odos nos queixamos dos serviços públicos, e muitos chegam mesmo a admitir que o melhor seria entregá-los à livre concorrência ou a empresas capitalistas. Não dou minha opinião a respeito, até porque estou a tratar do assunto sob outro aspecto. Mas bem por cima. A partir dos exemplos pelo mundo, pode-se afirmar, seguramente, que a administração governamental dos serviços públicos pode ser tão eficiente quanto a administração da empresa privada. Quer dizer, sem a morbidez política que se verifica em nosso país, quase se pode dizer, um descaso total. Questão administrativa, pois. A propósito disso, é bom lembrar mestre Corção (Gustavo), ao dizer que se mede o grau de civilização de um povo pela eficiência com que funcionam seus serviços públicos. Distribuindo pela coletividade suas utilidades, é isto. Nesse particular, portanto, não nos podemos considerar um povo civilizado. Muito pelo contrário. É bem verdade, ainda mestre Corção, que se pode imaginar um povo bem servido nas coisas materiais e muito mal servido nas coisas que transcendem essas utilidades, e que mais atendem à natureza humana. Há exemplos pelo mundo. Mas danado é que nós, os brasileiros, não

temos uma coisa nem outra. Orfandade total. Mas também é certo que num país, como o nosso, em que as utilidades públicas funcionam mal, a vida torna-se mais difícil, e chego a dizer que isso realmente depõe contra nossa pretensão de povo civilizado. Digo “pretensão”, porque ainda estamos muito longe desse apanágio da evolução humana, diria a todos os respeitos. Está visto que estou a falar de tudo isso por causa do fato de devermos o nosso atraso, no cenário da moderna civilização, a uma instituição legislativa que, vê-se logo, não vale nada. Um magote de usurpadores, no sentido mais completo que a palavra possa ter. Um entulho na vida oficial, política e administrativa do país. Então, é isto. Vivemos a reclamar de nossos serviços públicos, que é isso, que é aquilo, que é aquilo outro, e não atentamos para o fato de que tudo isso que aí está é por culpa da morbidez da classe política. Ou para ser mais preciso, da imprestabilidade de um Congresso, voltado para interesses, próprios e de grupelhos. E porque não atentamos nisso, de nada adianta reclamar, se fazemos questão, por assim dizer, de manter no cargo legisladores de todo alheios às necessidades coletivas, materiais e além destas, quer dizer, correspondentes à natureza humana. Somando tudo, temos culpa no cartório.

GREVE

BRASIL

INTERVENÇÃO

Greve dos caminhoneiros parando o país, com prejuízo para a população. Não é preciso dizer que é o resultado de um governo sem planejamento, e não é de agora, vem de longe. Erros acumulados.

A grande realidade, bem aos olhos, é que o Brasil é um país por demais precisado de ser passado a limpo, e aí está uma coisa que não podemos esperar da classe política. Está visto.

Sim, é isto mesmo, a inadiável necessidade de uma intervenção militar, com a instalação de um gabinete civil, de incontestável mérito, para se proceder à ordem governamental. De alto nível.

LINGUAGEM Professor aposentado da UERN, e doutor em literatura brasileira pela USP, o poeta R. Leontino Filho vem de publicar o seu “Anatomia do ócio”, e já fazia falta no movimento editorial, daqui e além. Trata-se de um poeta no mais elevado sentido da palavra, dono de uma linguagem literária que, pela busca da essência do Ser, se constrói sobre o achado da metáfora como significação em si mesma, isto é, para além da comparação concreta. O que se pode dizer, a poesia como achado da essência das coisas. Vale a pena ler esse “Anatomia do ócio”. Poesia pura.


MOSSORÓ 3

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Monitoramento

Instalação de câmeras vai auxiliar o trânsito em Mossoró

gurança e também nas saídas da cidade, com a tecnologia do reconhecimento de placa veicular, no auxílio

ao combate ao roubo e furto de veículos e na fiscalização do trânsito, referente aos avanços nos semá-

foros”, disse o secretário Sócrates Vieira. Alguns cruzamentos de grande movimentação co-

mo os que ficam entre as avenidas Augusto Severo e Rio Branco, Rua Dr. João Marcelino com Avenida Rio Branco, Rua Felipe Camarão com Avenida Rio Branco, entre outros, serão os primeiros a receber as câmeras de monitoramento. Além das câmeras, também serão instaladas faixas de pedestres iluminadas nos cruzamentos que receberão o videomonitoramento. De acordo com Sócrates Vieira, essa é a primeira etapa, que fará o atendimento das ocorrências de trânsito e de segurança pública na competência do Município. “O serviço também contempla a radiocomunicação digital, integrada com o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP). No futuro, a Guarda e o Trânsito passarão a operar uma faixa de rádio dentro da segurança pública, o que oferecerá mais segurança à população”, disse o secretário. O projeto é uma continuação do Mossoró Cidade Inteligente. A Secretaria do Trânsito já conta com o Ônibus Inteligente. As câmeras estarão disponíveis à população através do aplicativo. Um software de gerenciamento de trânsito, que estará disponível a partir do lançamento do programa, tem previsão para a próxima semana.

Norte (UFRN), em Caicó. O trabalho sobre o Observatório de Dados da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer apresentado pelas estudantes Maria Júlia Pereira e Débora Virgínia Costa ficou em segundo lugar na jornada. Lançado em abril, o trabalho foi firmado por edital Pibiti da LMECC/CNPq. Na

ocasião, foram premiados os três melhores trabalhos. Segundo o professor Taffarel Torres, essa premiação reflete que a integração entre a universidade e a comunidade mossoroense está gerando bons resultados. O observatório já conta mais de 10 mil acessos desde que foi lançado em abril.

Dentro do material do observatório, o internauta pode acessar todas as informações sobre a incidência do câncer em Mossoró e região. Na página, é possível conferir o panorama geral sobre todos os tipos de câncer, a cidade de origem dos pacientes, a divisão de acordo com gênero, frequência em cada faixa etária, além

de dados sobre tumores em adultos, tumores infantis, entre outras informações. O projeto da plataforma do observatório foi desenvolvido no âmbito do Núcleo de Bioinformática, Bioestatística e Biologia Computacional da Ufersa, que foi criado dentro do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade.

>> As câmeras vão auxiliar nas ações de segurança pública e trânsito em Mossoró. A previsão é que as primeiras câmeras sejam instaladas até o início do Mossoró Cidade Junina (MCJ)

E

m breve, serão instaladas 27 câmeras de monitoramento permanentes e sete fotossensores nos cruzamentos mais movimentados de Mossoró. A intenção é utilizar as imagens das câmeras para auxiliar nas ações de segurança pública e trânsito. Alem destas, serão instalados, também, equipamentos específicos para reforçar a segurança do Mossoró Cidade Junina. Essa ação está sendo feita pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Trânsito e Mobilidade Urbana, através do Centro Integrado de Operações de Trânsito e Segurança Pública (CIOTS). De acordo com as informações da Prefeitura deMossoró,das27câmeras permanentes, 16 serão instaladas até o início das festividades e a segunda etapa está prevista para o mês de agosto. “O videomonitoramento vem para trazer uma segurança eletrônica para

PMM

Os cruzamentos mais movimentados da cidade receberão as câmeras de monitoramento

a população, além do ordenamento do trânsito. O serviço agregará ao município um cinturão de se-

Alunas da Ufersa são premiadas em Jornada de Oncologia do Seridó Um grupo do curso de Biotecnologia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) foi premiado durante a V Jor-

nada de Oncologia do Seridó, realizada no Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) da Universidade Federal do Rio Grande do


4 MOSSORÓ

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contribuição

Uern é responsável pela formação da maioria dos professores da educação >> Com 53 cursos de licenciatura, a universidade desempenha importante papel social e educacional

E

m quase 50 anos de história, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vem oportunizando o acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade, firmando-se como importante instrumento de transformação socioeconômica da região. Todavia, o seu papel social e educacional vai além dos muros da universidade, refletindo também na educação básica. Com 53 cursos de licenciatura, incluindo as habilitações em alguns deles, a Uern é responsável pela formação da maior parte dos professores da região. Para se ter uma ideia, somente no período de 2014 a 2017.1, foram graduados 3.099 licenciados, de acordo com dados da Pró-Reitoria de Ensino e de Graduação (PROEG). Soma-se aos números o curso de Letras na modalidade ensino a distância (EAD) e as 11 turmas do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). “A Uern é a instituição com o maior número de cursos voltados para a licenciatura da região”, declara a pró-reitora de Ensino e de Graduação, prof.ª dra. Francisca Maria de Souza Ramos Lopes. Ainda há projetos para ampliar os cursos de licenciatura na modalidade EAD. Além dos cursos de licenciatura, a Uern contribui de forma significativa para a formação de professores com a educação continuada. Atualmente, a universidade oferece 22 cursos de mestrado e doutorado em todas as áreas do conhecimento. Para Francisca Lopes, os números demonstram a grande importância que a Uern tem não apenas no processo de formação de profissionais, mas, principalmente, no processo de desenvolvimento e de fortalecimento da educação básica. “Grande parte dos docentes da educação básica de nosso Estado tem formação na Uern, que, por meio de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribui para que nos-

Wilson Moreno

De 2014 a 2017, a Uern formou 3.099 licenciados sos licenciandos sejam cidadãos críticos, reflexivos e desenvolvam na educação básica o papel social de além de ensinarem conhecimentos básicos como a aprendizagem da leitura, da escrita e da numeração, prepararem os discentes do ensino fundamental e médio para acreditarem em si, lutarem por seus objetivos

e por uma sociedade mais justa e igualitária”, diz a professora. A professora Angelina Luíza de Souza Neta ratifica a declaração da pró-reitora. Oriunda da Mata Amazônica, Angelina Luíza desde cedo tomou consciência do poder transformador que a educação tem. “Até meus 12 anos tra-

balhei no cabo da enxada, do facão, na mão de pilão, construí cercas, matei cobras e pus duas onças para correr no grito. Ia para a escola a pé e estudava em casa à luz de lamparina porque cedinho tinha que ir à roça com meu pai, pois era filha única e ele só podia contar comigo. A escola da vila ficava a 6 km distante de mi-

nha choupana e só oferecia ensino até a antiga 7ª série. Meus pais, então, decidiram voltar para a terra deles e me mandaram a Assú para que eu pudesse continuar meus estudos.” E complementa: “Concluí o ensino fundamental ainda em escola pública em Assú, fiz o ensino médio, quando se chamava 2° grau, magisté-

rio, também em escola pública. Enfim, no 1° vestibular passei para a Faculdade de Letras na Uern, no Campus Avançado Walter de Sá Leitão (CAWSL)”. Após a conclusão do curso, Angelina Luíza de Souza Neta passou no concurso público do Município de Ipanguaçu, onde leciona há 11 anos em uma escola da zona rural. Também é professora do Estado há 5 anos. Recentemente, a professora concluiu mestrado, também na Uern. O projeto de sua dissertação foi justamente o trabalho de práticas sociais de leitura e escrita que ela desenvolve na localidade rural de Ipanguaçu. “A Uern me proporcionou a realização do sonho daquela menina da mata de se formar. A Uern é um divisor de águas, uma esperança confirmada, um sonho realizado. Voltar a essa instituição para cursar o mestrado foi maravilhoso: um coroamento de minhas melhores expectativas profissionais”, declara Angelina. A pró-reitora enfatiza que a formação integral que os licenciados recebem da Uern os prepara para discutir e buscar implementar em seus ambientes profissionais uma nova metodologia de ensino, com conteúdos além das disciplinas curriculares, que perpassem pelo ponto de vista social. “O fortalecimento da educação básica também é um desafio para a Uern, por isso buscamos disseminar em nossos alunos de licenciatura, desde a formação inicial até a pós-graduação, conteúdos que preparem para a vida, que despertem seu papel social, para que eles possam saber que são capazes e assim poder contribuir para o seu crescimento e o crescimento do outro através da educação”, finaliza.

Wilson Moreno

Uern oferece mais de mil bolsas de estudo em programas para melhorias da educação básica Além da formação, a Uern tem programas que contribuem para melhorias da Educação Básica. Um exemplo é o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), que estimula a reflexão sobre as práticas profissionais da educação básica desde o início da graduação. O projeto vem sendo desenvolvido na universidade e para o próximo semestre a Uern foi contemplada com 528 bolsas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). No programa, os graduandos atuam com um professor supervisor, o que permite a troca de conhecimentos entre estudantes de licenciatura e profissionais Pró-reitora de Ensino e de Graduação, prof.ª dra. Francisca Maria de Souza Ramos Lopes

da educação básica que atuam no mercado. Também para o semestre 2018.1, a Uern iniciará um novo programa de formação: a Residência Pedagógica. A universidade foi contemplada com 600 bolsas, que têm o intuito de motivar e incentivar novas estratégias de ensino entre os licenciandos. A iniciativa, que é uma das ações que integram a Política Nacional de Formação de Professores, tem por objetivo induzir o aperfeiçoamento do estágio curricular supervisionado nos cursos de licenciatura, promovendo a imersão do licenciando na escola de educação básica, a partir da segunda metade de seu curso.


segurança 5

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Banco dos

réus

>> Das 31 pessoas já julgadas em série de julgamentos que acontece em Mossoró desde março deste ano por homicídios e tentativas, 19 foram condenadas e 12 absolvidas Fábio vale

Da redação

A

velha máxima de que no Brasil “o crime compensa” tem uma explicação histórica e cultural. E esse pensamento é reforçado pela impunidade que ronda a grande maioria dos crimes praticados no país. No entanto, com o fim de mudar esse quadro, o Judiciário brasileiro tem buscado agir para levar a julgamento os acusados dos mais diversos delitos.

Dentro do território nacional, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte tem sediado desde o mês de março deste ano uma série de julgamentos de acusados de homicídios e tentativas em Mossoró e região. É a Primeira Reunião Ordinária do Tribunal do Júri Popular (TJP) de 2018 do município, que está na reta final. A atividade segue até esta quarta-feira (30), fechando uma série de 31 pessoas julgadas, sendo que até esta quinta-feira (24) ainda falta-

vam ser julgadas cinco pessoas dentro dessa etapa. Para o juiz Vagnos Kelly, da 1ª Vara Criminal de Mossoró, que preside o TJP, esses julgamentos são importantes para fazer justiça e combater a impunidade. “A importância se revela por ser uma forma de mostrar para a sociedade que o Poder Judiciário está fazendo a sua parte, que é julgar os acusados de terem praticados crimes dolosos contra a vida”, afirmou o magistrado, fazendo uma avaliação

da iniciativa: “A avaliação que faço é positiva, já que essa pauta foi extensa e em apenas dois processos não puderam ser realizados os julgamentos, por motivos alheios ao Poder Judiciário”. Vagnos Kelly informou que a meta da Primeira Vara Criminal é levar a julgamento mais 50 pessoas ainda neste ano, a partir do final de agosto. Segundo levantamento repassado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJRN), das 31 pessoas já

julgadas nesta série de julgamentos que está na reta final,

19 foram condenadas e 12 absolvidas.

Primeira Reunião Ordinária do Tribunal do Júri Popular de 2018 da cidade segue até quarta-feira (30) e mais 50 ainda devem ser julgadas nas próximas etapas

Julgados 1) Leandro Silva de Abreu – condenado por homicídio simples e disparo de arma de fogo. Pena: 8 anos e 4 meses no regime semiaberto.

16) Cláudio da Silva Morais – condenado por homicídio qualificado. Pena: 12 anos no regime fechado.

2) Flávio Laurentino da Silva – absolvido.

17) Adriana Nara da Silva – absolvida.

3) Francisco Marques Ferreira de Andrade – absolvido

18) Jorge Alan Henrique Dantas – absolvido.

4) Raimundo Leite da Silva – absolvido

19) Cícera Soares da Silva – condenada por favorecimento real. Pena: 5 meses de detenção, no regime aberto.

5) Francisco Ewerton de Oliveira – condenado por homicídio simples. Pena: 6 anos no regime semiaberto. 6) Ítalo Israel Firmino da Costa – condenado por homicídio qualificado. Pena: 18 anos. 7) Jackson Fernando da Silva – condenado por tentativa de homicídio qualificado. Pena: 12 anos. 8) Samuel Nogueira da Silva – condenado por tentativa de homicídio simples. Pena: 8 anos no regime semiaberto. 9) Clenilton Guedes dos Santos – condenado por homicídio qualificado e roubo. Pena: 20 anos no regime fechado. 10) Camilo Rominson Mendes de Oliveira – condenado por tentativa de homicídio simples. Pena: 3 anos e 6 meses, no regime aberto. 11) Alan Carlos da Costa Lucas – condenado por homicídio qualificado. Pena: 12 anos no regime fechado. 12) Pedro Wigno Gonçalo – absolvido. 13) Valdigley do Sousa – condenado por um homicídio simples e por uma tentativa de homicídio simples. Pena: 8 anos, no regime semiaberto. 14) Josion Miron da Silva – condenado por homicídio simples. Pena: 6 anos, no semiaberto. 15) José Dimas da Silva Martins – condenado por homicídio qualificado. Pena: 14 anos no regime fechado.

20) Raimundo Leite da Silva – absolvido. 21) Alan Carlos Soares Xavier – condenado por homicídio qualificado. Pena: 16 anos, no regime fechado. 22) Alan Carlos Soares Xavier (outro processo) – absolvido. 23) Tiago Antonio Bezerra de Lucena – absolvido. 24) Jeilson Paulo de Souza – condenado por tentativa de homicídio simples. Pena: 4 anos, no regime aberto. 25) Francisco Duarte Jerônimo – absolvido. 26) Paulo Henrique Duarte de Oliveira – absolvido. 27) Ana Patrícia de Souza Gomes – condenada por tentativa de homicídio simples. Pena: 4 anos e 8 meses, no regime semiaberto. 28) Francisco Marcondes Cardoso da Silva – condenado por lesão corporal, ameaça e porte ilegal de arma de fogo. Pena: 6 anos e 1 mês, no regime semiaberto. 29) Ironildo Honorato Rocha da Silva – absolvido. 30) Daniel Carlos Alves dos Santos – condenado por duas tentativas de homicídio qualificadas. Pena: 20 anos, no regime fechado. 31) Alberto Carlos Lopes – condenado por homicídio privilegiado. Pena: 4 anos no regime aberto. Fonte: TJRN


6 SEGURANÇA

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Psicóloga explica sobre a violência humana e fatores que a potencializam >> Anna Lívia também falou sobre consequências que a morte de um ente querido - vítima da violência - pode ter sobre parentes e amigos

P

ara estudiosos da psicologia humana, é possível compreender o comportamento criminoso no sentido de que se pode entender que há uma explicação sociopsicológica para o crime com base em fatores como o ambiente de violência vivido, mas que isso não justifica o delito. A reportagem consultou a psicóloga Anna Lívia Soares para obter mais informações sobre o assunto. Ela explicou, inicialmente, como funciona a questão da violência humana. “Inicialmente, em um nível mais básico, o comportamento violento é um comportamento defensivo, um instinto básico de sobrevivência que o indivíduo possui, ou seja, que faz parte do comportamento humano, porém quando atinge níveis mais elevados, se não filtra-

Cedida

Anna Lívia: “O problema reside quando a pessoa não consegue canalizar a agressividade” dos por sentido ético, jurídico, morais, respeito à dignidade da pessoa humana, pode gerar condutas agressivas e violentas, então entramos na patologia da violência, uma violência destrutiva, algo que viola, transgride, que rompe com

padrões éticos, culturais, morais, corporais.” Anna Lívia também esclareceu que fatores psicológicos podem levar o indivíduo a praticar violência. “Baixa tolerância a frustrações, desespero, egoísmo, competição, ambição, o não

saber perder, não saber lidar com o não, falta de estabilidade emocional, impulsividade. Em resumo, pode-se dizer que o problema reside quando a pessoa não consegue canalizar a agressividade para atividades produtivas, aproximan-

do-a do conceito de violência. Existem diversos mecanismos de controle da agressividade, a exemplo da educação, da lei e da tradição e, desde a infância, o ser humano é levado a aprender a reprimir e a não expressar de forma descontrolada a agressividade, ao mesmo tempo em que o mundo cria condições para que o indivíduo possa transportar seus impulsos para produções consideradas positivas.” A psicóloga ainda citou quais consequências a morte de um ente querido – vítima da violência – podem ter sobre parentes e amigos: “O sentimento de revolta, de desproteção, insegurança coletiva, o clamor público que se instala, o desejo de vingança, as expressões de clamor por justiça, cobrando das autoridades providências.” Ela orientou ainda sobre como conviver/ superar essa perda. “A perda de um ente querido traz sofrimento, dor, saudade e para cada tipo familiar as reações, embora semelhantes, são diferentes em níveis de intensidade, como também quanto maior o vínculo afetivo, maior a dificuldade do desapego e, consequentemente, maior seu luto. A convivência com o luto deve existir. Com a perda de pessoas importantes, é normal sentirmos que a

nossa própria vida não tem mais sentido, uma sensação de vazio causado pela morte.” Anna Lívia pontuou que, mesmo sendo um momento de profunda tristeza, o luto pode ser saudável. “É uma reação normal e, até certo ponto, pode e deve ser vivenciado para que a pessoa que sofreu a perda chegue, enfim, à fase de aceitação. Quando o luto é relacionado a uma morte, não torne isso um tabu, relembre as experiências vividas com a pessoa, os momentos especiais e histórias marcantes. O diálogo faz que o assunto se torne mais espontâneo e que o indivíduo passe a encarar com mais naturalidade a situação.” Mas, ela lembra que essa situação tem um limite. “No entanto, quando o luto se estende por um longo período de tempo e impede que a pessoa realize suas tarefas do cotidiano, é sinal de que chegou a hora de procurar a ajuda de um profissional, pois o luto já se tornou patológico. A psicoterapia pode ajudar na organização mental e na diminuição da sensação de desordem interna, é possível também concluir quais os fatores que estão agravando o luto e, com isso, aprender a lidar com a situação de uma maneira mais assertiva”, finalizou.


esporte 7

DOMINGO, 27 de maio de 2018

Brasileirão Divulgação

Pelo menos, a boa notícia é a volta do meio-campista Giovanni Augusto no time carioca

Vasco reencontra o Bahia na Fonte Nova

>> Time carioca terá de lidar com vários desfalques no duelo deste domingo, em Salvador

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echeado de problemas, o Vasco enfrenta o Bahia neste domingo (27), às 16h, na Arena Fonte Nova, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Entre suspensos, contundidos e afastados, o time dirigido por Zé Ricardo não terá sete atletas à disposição. O maior problema está no ataque, pois Riascos e Andrés Ríos estão suspensos. O zagueiro Breno também não poderá atuar pelo mesmo motivo. Paulão, Evander e Wellington foram afastados pela diretoria por ato de indisciplina, enquanto Werley sentiu um problema físico e não deve ser escalado. A boa notícia é a volta do meio-campista Giovanni Augusto. Ele está recuperado de lesão muscular e treinou

na armação das jogadas. Para compor o setor ofensivo, Zé Ricardo teve de recorrer até a uma improvisação, com a entrada de Henrique no lado esquerdo do ataque. Fabrício ficou com a vaga na lateral. Nesse sistema, Wagner atuou como um falso centroavante. Entre os altos e baixos na temporada, o Vasco chega para a partida em um momento de motivação. Na terçafeira (22) a equipe carioca se garantiu na Copa Sul-Americana com uma vitória sobre a Universidad de Chile, em Santiago, por 2 a 0. O jogo foi válido pela última rodada da Libertadores. No Campeonato Brasileiro, o time cruzmaltino faz uma campanha regular, com duas vitórias, dois empates

e uma derrota. Já o Bahia só ganhou uma vez em seis rodadas e precisa voltar a vencer para escapar da zona de rebaixamento. Para se recuperar, depois de ganhar apenas dois pontos nas últimas quatro partidas, o Bahia terá alguns problemas, como as ausências do goleiro Douglas e do centroavante Edigar Júnior, contundidos. Anderson e Júnior Brumado devem ser os substitutos, respectivamente. A partida deste domingo marca um reencontro entre Vasco e Bahia. Os times são adversários nas oitavas de final da Copa do Brasil, e a partida de ida, na Fonte Nova, teve vitória por 3 a 0 dos baianos. O jogo de volta acontece apenas após a Copa do Mundo.

Ceará estreia técnico Jorginho no duelo com o Grêmio Ceará e Grêmio se enfrentam neste domingo (27), às 19h, em Fortaleza (CE), com uma sensação de dever cumprido. Ambos se enfrentam classificados para as próximas fases da Copa do Nordeste e da Li-

bertadores, respectivamente. Jogando em casa, o Ceará empatou por 0 a 0 com o CRB, na quarta-feira (23), e garantiu uma vaga na semifinal do torneio regional. Já o Grêmio bateu o Defen-

sor, do Uruguai, por 1 a 0, na Arena, e se garantiu como primeiro colocado do Grupo 1 da competição continental. A maior novidade no Ceará é a estreia do técnico Jorginho, que assumiu

FICHA TÉCNICA BAHIA Anderson; Nino Paraíba, Tiago, Lucas Fonseca, Léo; Gregore, Elton, Zé Rafael, Vinícius; Élber, Júnior Brumado. Técnico: Guto Ferreira.

Botafogo recebe o Vitória e tenta a reabilitação O Botafogo enfrenta o Vitória neste domingo (27), às 16h, no Engenhão, em busca de recuperação no Campeonato Brasileiro. O time carioca tem uma campanha regular (duas vitórias, dois empates e duas derrotas), mas foi derrotado pelo América-MG, fora de casa, na rodada passada. Um dos problemas para o Botafogo voltar a vencer é a boa fase do adversário. Após um início ruim. O Vitória encaixou dois triunfos seguidos (contra Vasco e Ceará) e deixou a zona de rebaixamento. Com oito pontos, o time carioca tem apenas um a mais que os baianos. Em campo, o Botafogo não poderá contar com o zagueiro Joel Carli, suspenso. Ele será substituído por Yago, contratado do Corinthians. Nas demais posições, não deve haver muita surpresa em relação ao time que vem sendo utilizado pelo técnico Alberto Valentim. Uma das preocupações do treinador é com o setor ofensivo. Nas seis partidas disputadas até agora, o Botafogo marcou apenas seis gols e vem sofrendo críticas pelo baixo aproveitamento do ataque. "Precisamos melhorar esses números. Mas não é culpa só dos três da frente. A gente pre-

cisa fazer com que a bola chegue", justificou o treinador. Do outro lado, o Vitória não terá à disposição sua zaga titular. Kanu está suspenso, e Walisson Maia se lesionou. Com isso, Aderllan e Ramon vão compor o setor. O time de Vagner Mancini chega à partida após ser eliminado na Copa do Nordeste. O empate sem gols com o Sampaio Corrêa na quinta-feira (24), no Barradão, deixou a equipe rubro-negra fora, pois havia perdido por 3 a 0 na ida.

FICHA TÉCNICA BOTAFOGO Jefferson; Marcinho, Yago, Igor Rabello, Gilson; Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes, Renatinho, Leo Valencia; Luiz Fernando, Brenner. Técnico: Alberto Valentim.

VITÓRIA Elias; Lucas, Aderllan, Ramon, Jeferson; José Welison, Willian Farias, Rhayner; Neilton, André Lima, Wallyson. Técnico: Vagner Mancini. Local - Engenhão, no Rio de Janeiro Horário - 16h Juiz - Flavio Rodrigues de Souza (SP)

VASCO Fernando Miguel; Galhardo, Ricardo, Erazo, Fabrício; Desábato, Bruno Silva, Giovanni Augusto; Yago Pikachu, Wagner, Henrique. Técnico: Zé Ricardo. Local - Arena Fonte Nova Horário - 16h Juiz - Rodolpho Toski (PR)

no lugar de Marcelo Chamusca, mas não esteve no banco na partida pela Copa do Nordeste. De fora, afirma ter gostado do que viu e, com pouco tempo para treinar a equipe para o jogo da sétima rodada do Brasileiro, vai tentar preparar a equipe na base da conversa. "Precisamos ser muito organizados. A Série A não te dá oportunidades para

JOGOS PELO BRASILEIRÃO – série A Domingo, 27 11h – Paraná x Atlético/PR 16h – Bahia x Vasco 16h – Botafogo x Vitória

16h – Santos x Cruzeiro 16h – Internacional x Corinthians 19h – América x São Paulo 19h – Ceará x Grêmio

SÉRIE C 15h30 – Operário/PR x Botafogo/SP 16h – Joinvile x Tupi

muitos erros. É uma questão psicológica. [Na Copa do Nordeste] A equipe se comportou muito profissionalmente, organizada, duas linhas de quatro só com o Elton lá na frente. A gente sofreu muito menos", analisou. O Grêmio tem um desfalque de peso: o atacante Luan, com dores musculares, será poupado por decisão do técnico Renato Gaú-

19h – Náutico x Globo FC 19h – Confiança x Santa Cruz

cho. O lateral esquerdo Marcelo Oliveira também é desfalque: ele sofreu uma lesão na coxa esquerda no jogo contra o Defensor, pela Libertadores. Esse problema, porém, não é tão sentido porque Cortez segue como dono da posição. Por outro lado, o atacante Everton está de volta, após se rec up e r a r d e u m a l es ã o muscular.


8 OPINIÃO/esporte

DOMINGO, 27 de maio de 2018

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Clubes se reúnem para discutir segunda divisão

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a próxima terça-feira (29), acontece reunião do Conselho Técnico da Segunda Divisão na sede da FNF. Enquanto são discutidos quantos clubes, formato e quando começa a disputa, uma situação é dada como certa: a ausência nesse encontro do Baraúnas. Rebaixado neste ano, o clube está sem direção desde o dia 29 de abril passado, quando acabou o mandato de Josirense Ribeiro e de toda a sua diretoria. Como o clube não realizou a eleição, que estava prevista em edital para o dia 30 passado, acabou acéfalo e, portanto, sem

poder ser representado legalmente em qualquer situação. Uma intervenção judicial, que nomeará um administrador temporário, que por sua vez convocará novas eleições, é apontada como a única solução para o impasse no clube. Embora alguns tricolores mais otimistas aguardem esse fato para os próximos dias, mesmo que ocorra, não haveria tempo hábil para que o processo se desenrole até a definição sobre a Segundona. Até lá, ninguém pode responder pelo Baraúnas, o que inclui confirmar inscrição em qualquer competição.

iMAGEM QUE MARCA

BLOG DO GRINGO

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Ele teve um problema no ‘calcanhar de Aquino’!” Chico Massagista, na época do Baraúnas, explicando uma contusão do meia Da Silva.

IMPASSE Ainda sobre a reunião de terça (22) na FNF, a expectativa é se clubes que estão na primeira divisão poderão, ou não, participar da divisão de acesso, como no passado. Diretores da entidade divergem sobre o assunto.

IMPASSE II Assim, fica a expectativa se o Potiguar, que já declarou intenção de participar, enviará representante à reunião. Se for aceito, depois basta pagar a taxa de inscrição, que gira em torno de R$ 5 mil, e vida que segue.

VAI ASSISTIR

Terça-feira (29), acontece a reunião para definir a segunda divisão. No ano passado, quem representou o Mossoró foi Paulo Júnior, então gerente de futebol, ao lado de Cícero Ramalho. Saudades que ficam desse ser essencialmente humano.

A semana na história Na próxima quintafeira (1°), o zagueiro Nildo, ex-Potiguar e Baraúnas, completa 42 anos de idade. Apesar da idade, o jogador já se pôs à disposição do Mossoró para disputar a segunda divisão.

Em entrevista à 95 FM, Gaúcho, candidato a presidente do Baraúnas, disse que estará nessa reunião da FNF. Louvável a intenção, mas sem cargo, não poderá representar clube algum. Será mero espectador, resultado da bagunça instalada no Leão, hoje sem diretoria.

DAS 11 ÀS 13H

CREDENCIADO DISCURSO E PRÁTICA

OPOSIÇÃO

Contrariando a tese da aposentadoria, os cartolas de sempre continuam cortejando o Baraúnas. O “abrir passagem para uma nova geração” foi mero discurso para aplacar a ira da massa no calor do rebaixamento.

Ainda sobre o tema, a proposta de uma renovação total fez de Gaúcho, candidato no Baraúnas, um patinho feio para a ala que, apesar do fracasso contínuo, não se enxerga longe das tomadas de decisões no clube.

Torcedor

O técnico Júlio Terceiro está cotado para retornar ao Assu no estadual do ano que vem. Ficou claro que a eliminação precoce do Camaleão na Série D é um fato atribuído à limitação do elenco e não ao treinador.

SANTA CLARA NA COPA O sonoplasta Ênio Ticiano comemora a oficialização da FM 105 como emissora filiada à Tupi para a transmissão, em conexão, da Copa da Rússia de 2018. Parabéns ao “Mito” e à direção pela visão e conquista.

PEDIDO NEGADO

Futebol Clube

Zezinho Mossoró, ex-gerente do Baru, pediu na Justiça a tutela antecipada em processo de interdição no clube. A Justiça enxergou não haver elementos para isso e rejeitou o pedido.

Zé Augusto Abolição I

PARA REFLETIR A rapadura ainda é doce, mas, pelo desejo que desperta, não parece ser tão dura quanto dizem.

Torcedor do Potiguar

O esporte é a nossa paixão notícias GOLS e COMENTÁRIOS

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

www.f9.net.br


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@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 27 de maio de 2018

Caos

Protestos causam desabastecimento no RN Além da falta de combustível nos postos, a paralisação dos caminhões está provocando falta de alguns produtos em supermercados e aumento de preços FABIANO SOUZA fabianosouz@hotmail.com

U

ma semana de caos para a população brasileira em consequência da paralisação dos caminhoneiros contra os preços abusivos dos combustíveis praticados pela Petrobras. Foram registrados protestos de caminhoneiros em todos os estados e no Distrito Federal. No Rio Grande do Norte, a greve dos caminhoneiros atinge diversos setores da economia. Além da falta de gasolina que atinge diversos postos de combustíveis em todo o Rio Grande do Norte, a paralisação também

afeta a comercialização de alguns produtos nos supermercados e também em setores da economia, como exportação de produtos como sal marinho e frutas tropicais. O impacto direto na falta de produtos do setor alimentício e na alta dos preços dessas mercadorias atinge diretamente os consumidores. Desde a última quinta-feira (24), os transportes de alimentos não conseguem chegar aos centros de abastecimentos por estarem presos nas estradas que estão parcialmente interditadas. Os que estão à venda nos supermercados têm preços superfaturados. “Os comerciantes tendem a aumentar o processo

Marcos Garcia

Caminhões estão parados nas principais rodovias do Rio Grande do Norte

do produto escasso e dos que ainda não estão disponíveis. Além disso, a entrega mais cara vai recair também

Mapa mostra os principais pontos da paralisação ao longo da semana

Cadeia produtiva do camarão registra queda de R$ 10 milhões em cinco dias O importante setor que registra prejuízos com a paralisação é a cadeia produtiva do camarão do Rio Grande do Norte. Em cinco dias de paralisação, ocorreu uma queda de R$ 10 milhões no faturamento. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão, Itamar Rocha, afirmou que as despescas e vendas de camarão para fora do estado foram suspensas. Como consequência, ele explicou que as produções

de pós-larvas, rações e outros insumos, principalmente os camarões em tempo de despesca, estão severamente prejudicadas. O valor real do prejuízo só será descoberto após o desenrolar dos processos de cultivo e com o fim da greve. Arimar Filho, diretorpresidente de uma das maiores empresas de pesca do Rio Grande do Norte, informou que está tendo dificuldade de conseguir caminhões para carregar os

produtos para fora do estado e que tem uma carreta sua parada na Bahia, carregada com 24 toneladas de peixe congelados, que ia para Santa Catarina. A empresa Produmar é a maior exportadora de atum e meca do estado, com um volume de 300 toneladas mensais. Por causa dos problemas de escoamento da produção, a empresa está tentando adiantar a exportação de peixe para liberar espaço no estoque.

sobre o preço. Trata-se da lei da demanda e da oferta. Quanto maior a extensão da greve, maior o impacto nos

preços. Isso vai pesar bastante no bolso dos consumidores”, explica a professora de Economia Michele Nu-

nes, da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), José da Fonseca Lopes, disse que as manifestações dos motoristas só devem ser suspensas se o Governo zerar, até o fim deste ano, o PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel. Apesar de o governo ter anunciado acordo, a paralisação se manteve. O movimento, que teve início de forma tímida na última segunda-feira (21), ganhou novas adesões e começou a provocar prejuízos e desabastecimento em alguns setores. No caso do Rio Grande do Norte, o presidente do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (SIMORSAL), Renato Fernandes, informou que ainda não contabilizou os prejuízos que a paralisação dos caminhoneiros vem causando ao setor. “Desde que se começou a falar de paralisação, informamos os nossos clientes para que se preparassem e fizessem estoque de reserva. Alguns fizeram, outros não. No momento não temos os números exatos sobre o que deixou de ser embarcado", afirma.


2 ESTADO

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Ceasa do RN começa a enfrentar desabastecimento de produtos >> Diante disso, produtos como tomate, pimentão, laranja e repolho já estão em falta e outros produtos tiveram disparada nos preços

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e acordo com a Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte (CEASA), apenas um terço das cargas que estavam previstas para terem chegado à central até a última sexta-feira (25) havia chegado. Ou seja, das 120 cargas previstas, apenas 40 chegaram. Diante disso, produtos como tomate, pimentão, laranja e repolho já estão em falta e outros produtos tiveram disparada nos preços. "A partir de hoje, isso vai refletir nos serviços de restaurantes, bares e outros estabelecimentos. Os produtos que estão chegando são os regionais, que são bons, mas existem alguns, como é o caso do tomate, que não têm produção aqui", afirmou Agacir Virgínio, diretor-técnico da Ceasa. Produtos que ainda estão disponíveis tiveram alta de preços. Nesta quinta-feira (24), por exemplo, o preço da saca de 50 kg de batata dobrou de preço e passou de R$ 90,00 para R$ 180,00. Em nota, a Associação

dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) informou que se preocupa com os impactos que a paralisação dos caminhoneiros pode causar no abaste-

cimento de produtos de necessidade básica, principalmente os alimentos como frutas, legumes, verduras, carne e demais categorias de produtos resfriados,

blema se amplie nos próximos dias", informou, em nota. "A Assurn, junto às Associações Estaduais e à Associação Brasileira de

Odálio Girão

Ceasa do RN registra falta de diversos produtos com paralisação dos caminhoneiros

Projeto ‘Memorial da Gente’ resgata história de Apodi Conhecer a própria história e se reconhecer nas tradições locais estimulam a formação da própria identidade e a criação de laços consistentes com o passado. A valorização da vida no campo, o resgate das tradições e o aprofundamento dos elos entre gerações inspiraram alunos dos 7° e 9° anos do ensino fundamental da Escola Estadual Sebastião Gomes de Oliveira, no distrito de Melancias, zona rural de Apodi. Como resultado, os estudantes criaram o projeto “Memorial da Gente – Resgate de memórias afetivas e preservação do patrimônio histórico”, finalista do Desafio Criativos da Escola. Motivados a recontar suas próprias histórias, os jovens paramentaram uma carroça para visitar os idosos moradores da zona rural, com o intuito de escutar suas lembranças. A partir dessas conversas, os estudantes resgataram acontecimentos particulares e fa-

como laticínios. "Até o momento, poucos supermercados associados à Assurn relataram desabastecimento, mas não descartam que o pro-

Supermercados (ABRAS), alerta as autoridades competentes à questão no Rio Grande do Norte e no país para que negociem o mais rápido possível com os manifestantes a adoção de providências de curto prazo que permitam a circulação de veículos de cargas perecíveis. Também conclama para que o diálogo prossiga para além das providências de curto prazo e que permita o perfeito restabelecimento dos fluxos de logística no Brasil, evitando que a população sofra com a falta de produtos de necessidades básicas", concluiu a nota.

Cedida

Estudantes de Apodi resgatam tradições e fortalecem elos com a comunidade

tos marcantes da comunidade, estabeleceram vínculos com os idosos e compreenderam o valor histórico de móveis, objetos e documentos antigos. Munido dessas “velhas-novas” informações, o grupo percebeu a importância de valorizar e preservar a linguagem, cultura e tradições

locais para a manutenção da identidade coletiva regional. Para compartilhar essas descobertas, os jovens criaram um museu fotográfico itinerante e outro virtual, a fim de preservar a memória cultural do povoado. Além das imagens, eles listaram expressões e palavras di-

versas que originaram o Dicionário de Verbetes e Palavras, o “Melanciês”. Depois de documentado e catalogado, o projeto foi levado pelos alunos à Câmara de Vereadores de Apodi, para pedir sua preservação como patrimônio do município. O “Memorial da Gente”, que segue ativo em 2018, resultou, ainda, na organização do Festival de Teatro e Danças Populares, promovido pela Diretoria Regional de Educação. Projetos protagonizados por crianças e jovens que estejam transformando a escola ou a comunidade já podem ser inscritos na 4ª edição do Desafio Criativos da Escola. Tanto estudantes quanto educadores podem enviar suas ações até o dia 1° de outubro de 2018. Em 2017, a premiação recebeu 1.492 projetos de todas as regiões do Brasil. É possível conhecer os projetos das edições anteriores do desafio nas redes sociais do programa e em seu site, que possui, entre outras coisas, textos, vídeos e reflexões que podem contribuir com a prática pedagógica dentro e fora da sala de aula.

Hoje tem programação cultural no Parque das Dunas O projeto Bosque Encena recebe neste domingo (27) a Princesinha Sofia e a Fada Lara. O local do encontro com o público é no anfiteatro Pau-brasil, a partir das 10h. Durante o passeio, Lara vai ajudar Sofia a entender que está preparada para ser a mais nova princesa de Encantia. Para isso, contará histórias mostrando os obstáculos que outras princesas também enfrentam, mas isso não significa desistir dos sonhos. Com ajuda de um amuleto mágico, elas acham Bela, Branca de Neve e muita aventura. Às 16h30, também no anfiteatro, uma fusão de ritmos latino-americanos toma conta do Som da Mata. Essa união fica por conta do Duo Filândia, que, pela segunda vez no palco do

Parque das Dunas, apresentará uma diversidade de sonoridades pouco difundidas, como huayno, saya e cumbia, sem esquecer os tradicionais tango, milonga, dentre outros. Formado em 2010 pelo brasileiro Raphael Evangelista e pelo argentino Mauricio Candussi, o Duo encanta o público de qualquer idade usando violoncelo, acordeão e som eletrônico. Com cinco álbuns produzidos, a dupla já se apresentou em 17 países da América Latina, tendo seu trabalho reconhecido com alguns prêmios. Somente em 2015, ganhou Top 8 Álbuns Essenciais de Música Eletrônica, Melhores da Música Brasileira e Top 10 Artistas do Ano. O acesso ao parque custa apenas R$ 1,00.


ESTADO 3

DOMINGO, 27 de maio de 2018

Diário do Sudoeste

Fraturas causadas por queda em acidentes de trabalho são as principais causas de afastamento do trabalho

Diagnóstico

Fraturas correspondem a 35,41% dos afastamentos de trabalho N

o Rio Grande do Norte, das 20 principais causas de afastamento por acidente ou doença no trabalho, sete são decorrentes de vários tipos de fraturas. Somadas, essas ocorrências obrigaram 949 trabalhadores a se ausentar das atividades laborais por mais de 15 dias em 2017. O número corresponde a 35,41% de todos os casos registrados no ano passado. No estado, dos 2.563 acidentes registrados em comunicações de acidentes de trabalho (CATs), 284 foram causados por quedas de trabalho em altura. Foi registrada uma morte com esse motivo

>> No estado, dos 2.563 acidentes registrados em CATs, 284 foram causados por quedas de trabalho em altura no estado. Os dados foram repassados ao Ministério do Trabalho pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) com base nos benefícios concedidos no estado. Os números ainda são preliminares, mas servem para chamar a atenção à prevenção de acidentes e adoecimentos que vitimam trabalhadores diariamente. Em todo o ano de 2017, eles afastaram 2.680 trabalhadores no Rio Grande do Norte, uma média de pelo menos sete casos por dia. Para fazer um alerta so-

bre a seriedade do tema, o Ministério do Trabalho realiza até novembro a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CANPAT). O ministro do Trabalho, Helton Yomura, explica que o objetivo é conscientizar empregadores, trabalhadores e toda a sociedade sobre a necessidade de observar as normas de segurança e saúde no ambiente de trabalho. “Precisamos olhar para esse tema com a importância que ele merece. Ter ambientes de trabalho seguros e saudáveis é importante

tanto para o trabalhador quanto para o empregador, com benefícios que alcançam todos os brasileiros, economicamente ativos ou não”, destaca. No Brasil, em 2017, foram concedidos 196.754 benefícios a trabalhadores afastados devido a acidentes ou adoecimentos laborais. A média foi de 539 afastamentos por dia. As quatro principais causas foram as fraturas, a quinta, dorsalgia. O auditor-fiscal do Ministério do Trabalho Jeferson Seidler informa que as

instituições que acompanham o tema acreditam que esses números sejam bem maiores, porque nem todos os empregadores preenchem as CATs, apesar de essa ser uma obrigação legal. Quando a CAT não é preenchida, o INSS só fica sabendo do acidente se o trabalhador é encaminhado para a perícia médica ou quando ocorre uma fiscalização trabalhista. Nesse último caso, o empregador é autuado, e a empresa, obrigada a garantir os direitos trabalhistas do empregado.

Números de acidentes podem ser subnotificados No caso dos adoecimentos, a subnotificação é ainda maior, porque a relação entre o trabalho e a doença não é tão imediata e evidente como ocorre com os acidentes. São classificados como adoecimento problemas como dores nas costas, transtornos mentais (estresse, ansiedade e depressão) e LER/Dort, bem como perdas auditivas em expostos a ruídos, doenças pulmonares e câncer ocupacional. Por causa dessa peculiaridade, frequentemente as CATs deixam de ser emitidas informando do problema. Das 349.579 comuni-

cações de acidente de 2017, 8.798 foram registradas como doenças, o correspondente a 1,96% do total. Na maioria dos casos, é na perícia do INSS que o problema é identificado. E no órgão, o percentual dos benefícios concedidos por adoecimento sobe para 32,55%. “Até meados de 2007, o perito só considerava acidente ou adoecimento causados pelo trabalho quando o trabalhador chegava ao INSS com a CAT preenchida. Com a entrada em vigor de outras formas de reconhecer o nexo, especialmente o NTEP, houve uma

mudança no procedimento do perito. Se ele identificar que o problema está relacionado ao trabalho o afastamento é reconhecido como acidentário, isto é, ocupacional, passando a ser computado nas estatísticas”, explica Seidler. Apesar de a Canpat tratar da prevenção em todas as situações que envolvem o trabalho, a campanha deste ano terá dois focos principais: os adoecimentos e as quedas com diferença de nível, ou seja, quando o trabalhador cai de locais altos, como plataformas elevadas, escadas ou andaimes.

Adoecimentos passaram a ser tratados como prioridade Os adoecimentos estão sendo tratados como prioridade em 2018 porque ainda há um desconhecimento muito grande em relação às doenças causadas pelo trabalho. A secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, lembra que as empresas tendem a registrar casos de acidentes típicos, quando a relação entre a lesão e o acidente é mais evidente, tais como casos de fraturas, mas tendem a não reconhecer o adoecimento em decorrência do trabalho, como os transtornos mentais e os distúrbios musculoesqueléticos (LER/Dort), que também afastam trabalhadores e podem causar danos permanentes. “Há uma subnotificação muito grande das doenças causadas pelo trabalho no Brasil. Elas representam menos de 2% das comunicações no país e 1% dos óbitos. Há necessidade de jogar luz sobre esse assunto”, explica. Já as quedas de trabalho em altura chamam a atenção pela gravidade, apesar de o número de ocorrências parecer pequeno diante do total de acidentes. Das 349.579 comunicações de acidentes de trabalho (CATs) entregues ao INSS em 2017, referentes a acidentes típicos e doenças, desconsiderados os acidentes de trajeto, em 37.057 a causa envolveu quedas com diferença de nível, 10,6% do total. Esse percentual sobe, no entanto, quando contabilizados os acidentes fatais. Das 1.111 mortes causadas pelas atividades laborais, 161 foram causadas por quedas. Isso é 14,49% do total.

Divulgação

Algumas doenças, como perda auditiva, muitas vezes não são notificadas imediatamente nos CATs


4 ESTADO

DOMINGO, 27 de maio de 2018

Intercâmbio

Alunos participam da maior feira de ciência e tecnologia do Brasil >> Os representantes do RN vão participar da Expo Nacional Milset Brasil, que acontece em Fortaleza, entre os dias 29 de maio e 2 de junho

A

lunos das escolas estaduais Raimundo Gurgel (do município de Mossoró) e Alcides Wanderley (de Carnaubais), através do projeto Ciência para Todos no Semiárido Potiguar, tiveram trabalhos científicos selecionados para apresentação em uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do país, a Expo Nacional Milset Brasil, que acontece em Fortaleza (CE), entre os dias 29 de maio e 2 de junho. O projeto tem como objetivo incentivar a pesquisa científica nas escolas públicas, evidenciando seu potencial e gerando oportunidades. “São várias etapas até chegar ao credenciamento. As pesquisas são avaliadas nas escolas, depois nas regionais e então chegam à Ufersa. Na feira, nós avaliamos os trabalhos e os melhores são selecionados para participar da Milset”, explicou Felipe Ribeiro, coordenador do programa Ciência Para Todos no Semiárido Potiguar, respon-

Asscom

Alunos foram credenciados durante a 5ª Feira de Ciências

sável pelo credenciamento dos estudantes. Os trabalhos trazem como tema “O uso do polietileno contido nas embalagens de xampu para a produção de uma telha ecológica” e “Dispositivo Sensorial de Segurança no Trân-

sito - D2ST 2.0”, orientados, respectivamente, pelos professores Serginaldo de Oliveira Bezerra e Romário Felipe da Fonseca. “A nossa expectativa é das melhores, pois nós ampliamos a pesquisa e estamos preparando o projeto

desde o ano passado. As estudantes estão todas muito entusiasmadas em participar de um evento desse porte”, destacou Serginaldo. Os trabalhos foram credenciados na VII Feira de Ciências do Semiárido em outubro de 2017. O evento

reúne trabalhos não só do Brasil, mas também de outros países. A expectativa é que mais de 500 alunos participem da feira. A técnica pedagógica Marilice Pereira, da Codese, relatou que participações como essa tornam-se

uma motivação para toda comunidade escolar. “A participação dos alunos credenciados em feiras de grande destaque, como a Milset, torna-se uma motivação e incentivo a esses alunos, como também a toda comunidade escolar, tendo em vista a repercussão e visibilidade dos trabalhos expostos, que vêm despertar, consequentemente, o interesse de novos estudantes, motivando a busca pelo conhecimento de forma prazerosa”, disse ela. Os custos com viagem, hospedagem e inscrição dos alunos serão arcados pela Secretaria de Educação do RN. O projeto “Ciência para todos no Semiárido Potiguar” tem como parceiros a Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), a Secretaria da Educação do RN e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A iniciativa teve seus primeiros passos dados no ano de 2007, através da 12ª Diretoria Regional da Educação e da Cultura (DIREC) da Secretaria da Educação do RN, com a realização da primeira feira de ciências. Em 2011, já na condição de projeto desenvolvido com a parceria Ufersa e Secretaria da Educação do RN e apoio federal do CNPq, foi dado início a um amplo cronograma de capacitação de professores e de feiras de ciências em escolas e em Direcs, e uma feira de caráter estadual na Ufersa em Mossoró.


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mulher

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DOMINGO, 27 DE maio de 2018

Festas juninas e doenças sexualmente transmissíveis >> Urologista conscientiza o

público sobre a importância do uso de preservativo na prevenção contra a Aids e demais doenças sexualmente transmissíveis

C

om a chegada dos festejos juninos no Nordeste e a aproximação de grandes eventos, como a Copa do Mundo, também é dada a largada para estratégias de alerta para medidas preventivas contra o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) nos momentos de divertimento. O médico urologista Tarcísio Lucena ressalta que são de extrema importância as campanhas de conscientização neste período, principalmente para chamar a atenção, em especial, do público jovem, visto que o aumento de casos de Aids tem se concentrado, principalmente, entre populações vulneráveis e nos mais jovens de 15 a 24 anos. A epidemia de Aids no Brasil, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes, representa cerca de 41,1 mil casos novos da doença ao ano. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualmente 827 mil pessoas vivem com HIV e Aids no Brasil. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, e, destas, 260 já sabem que estão infectadas. Além disso, outras 112 mil pessoas vivem com HIV e ainda não sabem. A maneira mais eficaz de prevenir as DSTs é, segundo Tarcísio Lucena, o uso do preservativo, que constitui uma barreira física, evitando o contato direto das secreções masculinas com as femininas, além de proteger os parceiros em caso de haver ferimentos na região genital de um deles ou de ambos (ferimentos esses que muitas vezes passam despercebidos). O especialista afirma ainda que o uso do preservativo não é a única maneira de prevenir-se contra doenças: “Evitar a promiscuidade e o uso de vacinas específicas também pode ajudar na prevenção.” Há grande número de DSTs, sendo as mais conhecidas o HIV, as hepatites B e C, sífilis, herpes, uretrite gonocócica (gonorreia) e HPV, sendo que dessas, as de sintomatologia mais precoce são: gonorreia, sífilis e herpes. Já o HPV, HIV e as hepatites podem ser assintomáticas durante vários anos após o contágio. Segundo o urologista, o diagnóstico de uma DST pode ser feito através de exames físico e laboratoriais: “Por exemplo, na sífilis, pode ser encontrada uma úlcera na região genital conhecida como protossifiloma. No

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

HPV pode ocorrer verrugas no pênis, colo do útero, vulva e região pubiana. Já em doenças como as hepatites e o HIV, geralmente são diagnosticados através de sorologias especificas realizados no sangue”, conta Tarcísio Lucena. Em relação ao tratamento, o urologista afirma que este será específico para cada DST e, após o diagnóstico, o especialista vai informar o que deve ser feito. Das DSTs, as virais, tais como HIV, HPV e herpes, não possuem cura definitiva. Já as bacterianas, como gonorreia e sífilis, são tratadas e curadas com o uso de antibióticos. No caso das hepatites B e C, estas podem apresentar cura ou cronificação, condição que vai depender de vários parâmetros a serem avaliados: “O importante é ter em mente que mesmo quando não existe cura definitiva, os tratamentos podem promover um bom controle da doença e fazer que o seu portador desenvolva suas atividades de uma maneira satisfatória”, finaliza Tarcísio Lucena.

Médico Tarcísio Lucena alerta para cuidados para prevenir doenças


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2 OPINIÃO

DOMINGO, 27 DE maio de 2018

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

Sérgio Chaves

O Pingo está chegando Próximo sábado (02), o maior bloco junino do Brasil ganha as ruas do Corredor Cultural para mais uma edição do Pingo da Mei Dia, evento que abre oficialmente o Mossoró Cidade Junina 2018. Quatro trios se revezam das 12h

às 22h com shows de NatalyVox, Núzio Medeiros, Forró Com Ella, Banda Inala, Caddu Rodrigues, André Luvi, Forró dos 3, Aline & Dayvid, Renata Falcão, Ítalo & Reno, Giannini Alencar e Os Gonzagas. Vai faltar chão!

Camarotes E para o Pingo existem Camarotes para todos os gostos e bolsos. A coluna indica sem medo de errar os Camarotes: .Thermas/Papo de Buteco com open bar durante todo o evento e shows com Beth & Jamir e Rose & Naelson. Acessos à venda na Tressê(33174545) .La Goccia Blu com feijoada free,

“Se você não puder fazer nada a respeito, então deixa para lá. Não se torne prisioneiro das coisas que você não pode mudar.”

climatização, segurança privada, banheiros exclusivos e shows com Beth & Jamir e o Trio Ednardo Santos – Informações e reservas pelo 33170775. .Bambinos/Castelo Casado com open bar de caips e shows com Lagosta Bronzeada, Darlan Dias e Sax in the House. Vendas na Óticas Diniz e no Bambinos.

(Tony Gaskin)

Festa Hoje é dia de festejar Albetiza Melo, Lúcia de Fátima Fernandes Negreiros, a arquiteta Neísa Fernandes de Lima, Eclair Oliveira Goring, Surley Alves, Cleide Santana, José Belarmino de Azevedo Júnior, Rosinha Moreira Carioca, a arquiteta Sara Monte, Maxwell Nunes, Edward Araújo, Weber de Siqueira Chaves e Edilene Fernandes Benjamim. Amanhã(28), é dia de festa para Suelen Ribeiro Soares, Robson Carvalho, a professora Ana Maria Duarte do Vale, a querida Lucineide Queiroz e o primo Marcelo Chaves Martins. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

A Inauguração do Dia a Dia Atacarejo O empresário Júnior Rebouças entregou a Mossoró, na quarta(23), mais um grande empreendimento: o Dia a Dia Atacarejo. Uma grande loja localizada no Santo Antônio, final da continuação da Rio Branco. Noite com produção da Master Eventos, cerimonial de Walterlin Lopes e delícias de Socorro Paiva e sua equipe nota 10 do Requinte Buffet. Desejo sucesso! As fotos são de Célio Duarte.

DIA A DIA O empresário Júnior Rebouças recebe autoridades, imprensa e convidados na quarta (23), às 19h, para inaugurar o Dia a Dia Atacarejo, empreendimento localizado

na Avenida Rio Branco, no Santo Antônio. Noite com delícias do Requinte, produção Master Eventos e cerimonial assinado por Walterlin Lopes. Desejo sucesso!

Os anfitriões Júnior Rebouças/Lilia e os filhos.

A vice-prefeita Nayara Gadelha com a blogger Lizana Lima e a empresária Marluce Bezerra.

Edmar Henrique/Detinha Reis, Zélia Macedo/Élder Heronildes e Afrânio Leite.

Neuso Leite e Wellington Fernandes.

Marcília Pereira, Zilene Medeiros e Fernanda Kaline.

Edvaldo Santos/Glória.

Pingo Weekend Já a turma pilotada por Diego Coelho aposta na novidade e o Pingo Weekend promete ser dos melhores. Tudo começa na quinta(31), com uma pool party começando às 15h., com as atrações Aby, Kadulim, Ed Oliver, Math e Lhy. Na sexta(01), a partir das 20h, tem a prévia do Pingo, tendo como atrações Abacaxi Galáctico, Amber Hudson, Jade Vitale, Tallyson Moura e Mercurius. No sábado(02), o Camarote Ideal/ Chilli Beans, localizado na calçada do antigo Fórum, terá open bar até

às 17h e shows com Túlio Santana, As Liras, Ciara Le Glam, Ferrucio e Mila Mian. E se você pensa que acabou,engana-se.Nosábado(02), a partir das 22h, acontece o After do Pingo tendo como atrações Las Vegas Fabulous, Renata Falcão, Rachid Barros, Luiz Neto e Cadu Siqueirab2bVictor Pimentel. Todos os eventos acontecem no Hotel Villa Oeste. Sucesso total! Vendas na Beauté(Liberdade Shopping), Chilli Beans(Partage) e no Villa Oeste.

Mossoró Cidade Junina E o São João mais cultural do Brasil vai começar. A edição 2018 do Mossoró Cidade Junina tem seu início no sábado(02), com o Pingo da Mei Dia. Na quinta(07), no adro da Igreja de São Vicente começam as apresentações do Chuva de Bala no País de Mossoró, esse ano totalmente repaginado pela visão do diretor Marcos Leonardo. Tem início também a Cidadela e os shows na Estação das Artes, começando com Xandy Aviões e Wonney Saraiva. Na sexta(08), sobem ao palco Solange Almeida e Forró do Front e no sábado(09), é o dia de Solteirões, Banda Encantu’s e Avine Vinny.

Festa dos Destaques 2018 O amigo/irmão Lisboa Batista, colunista De Fato em Pau dos Ferros, ultimando os detalhes para a edição 2018 da tradicional Festa dos Destaques, evento maior do Alto Oeste, que acontece no sábado(02), na AABB em Pau dos Ferros, a partir das 22h. Noite para homenagear os 36 destaques profissionais da cidade que irão receber o Troféu “Monsenhor Manoel Caminha Freire de Andrade”. Noite com as delícias do Kandice Buffet e a boa música de Thásya Araújo e a banda Skema Sertanejo. Esse ano levarei falta por motivos superiores. Sucesso Lisboa!

Valcides Sales festeja a amada Jair Queiroz faz festa para comemorar a vida Jozeílma Nobre, folhinha da quarta da amada Lucineide Queiroz, aniversariante (30). Vivas! da segunda (28). Felicidades!

Vânia Leite, Raíssa e Enver Paiva brindam o sucesso do primeiro ano da Cia. Marítima em Mossoró!

Leonardo Melo em vivas para a amada Stella Maris, com idade nova na sexta (01)!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Saul, George e Georgiano enchem de mimos a mammy Zoraide Azevedo, aniversariante da quarta (30).

Gumercília Paiva, folhinha da quinta (31). Tim tim!

A amiga Kátia Formiga comemorando a vida na quarta (30). Parabéns!


DOMINGO, 27 DE maio de 2018

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opiniĂŁo 3


4 MULHER / moda

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STYLE

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Fotos – Pedro Sobrinho | Produção – Equipe Tráfego Models Assistente de produção – Michelle Dias | Modelo – Gustavo Amorim (Tráfego Models Mossoró) Participação especial – Karoline Sales (Digital Inflencer) | Looks – MMorena Beachwear Óculos – Boos Action | Acessórios – Eita Ateliê Óculos – Boos Action | Locação – Boteco Sertanejo.

Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

Ela, t-shirt com nozinho e legging usado com bolsinha, em tom diferente. Ele, t-shirt lisa + bermuda xadrez e lenço fazendo pulseirismo.

Pode apostar: T-shirt + short saia, puro conforto. Os óculos são Boos Action. E para os meninos, o lance é usar conjuntinho!

Cropped top de babadinho + saia rodada. Supercharmoso. Ele, t-shirt + bermuda!

ANARRIÊ!

Chapéu de palha não pode faltar. Este é da Bonés Imports, usado com lencinho da mesma estampa da bermuda. Ela, body de ombro só + saia assimétrica com colar Eita Ateliê!

Animal Print + floral. Ela, arrasando no macaquinho. Ele, tshirt + bermuda. Os óculos são Boos Action!

Cropped top + legging, supersensual. O nosso mister usa lenço e bermuda da mesma estampa!

O mês de junho está chegando. É hora de vestir o look xadrez ou chita e se jogar no arrasta-pé. E quando o assunto é “Pingo da Mei Dia”, maior micareta junina do país, os “foliões” querem mesmo é caprichar no visual, sem medo de serem felizes. A nossa dica é sair com a mesma estampa do seu par. E se não tiver par? Pode juntar um grupo de amigos e fazer um bloquinho. As estampas em destaque são exclusivas da marca MMorena Beachwear com xadrez, flores e até animal print. Melhor ainda quando tudo se mistura e faz um mix incrível. E aí? Vai encarar?

Jardineira jeans para homens com estilo. Esta é Dog Ville. O boné e lenço têm a mesma estampa. Os óculos são Boos Acation. Ela usa body + short saia com colar Eita Ateliê!

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO


o. MOSSORÓ 3

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descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

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Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma

Mossoró (RN), Cedida domingo, 27 de maio de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

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o de s para o CMYK

Governo vai suspender novos cursos

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Leitura na

infância

O papel da escola e dos pais na formação de novos leitores


editorial [ índice

Crianças e a leitura

adoro comer

Como fazer um bolo de sonho

Entrevista O professor-doutor Francisco Vanderlei de Lima fala sobre o seu terceiro livro: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Página 4

MASSA 3 ovos grandes 1/2 xícara de açúcar refinado 3/4 xícara de Farinha Finna Tipo I (sem fermento) 1 colher (sopa) de essência de baunilha

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e acordo com dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Os números são preocupantes e reforçam a necessidade de incentivar o gosto pela leitura cedo. DOMINGO conversou com a pedagoga Carla Liliane sobre o tema. Ela fala como é possível tornar o hábito da leitura agradável entre as crianças e a partir de que idade elas devem ser introduzidas nesse universo. Na mesma matéria, a psicóloga Anna Lívia Soares orienta sobre a escolha dos livros para as crianças. Com seis décadas de estrada, o Trio Mossoró acabar de receber o Troféu Gonzagão 2018, considerado o óscar do forró. DOMINGO conversou com a cantora Hermelinda sobre essa homenagem recebida em Campina Grande (PB). Ainda no campo das artes, o professor Márcio de Lima Dantas traça um perfil do artista plástico Marcelo Morais. Na entrevista de hoje, o professor-doutor Francisco Vanderlei de Lima fala sobre o lançamento do seu terceiro livro: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Na receita do dia, aprenda a fazer um bolo de sonho. Tem ainda a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças. Confira a DOMINGO de hoje. Boa leitura, Magnos Alves

Ingredientes

RECHEIO 2 gemas 40 g de açúcar 20 g de Farinha Finna Tipo I (sem fermento) 250 ml de leite 1/2 colher (chá) de essência de baunilha CALDA 1 xícara de água 3/4 de xícara de açúcar

Leitura na infância Como tornar o hábito da leitura agradável entre as crianças? A partir de que idade elas devem ser introduzidas nesse universo? Página 6

Modo de preparo MASSA – Bata os ovos na batedeira até dobrar de volume. Adicione a essência de baunilha. Acrescente, aos poucos, o açúcar. Com uma espátula, incorpore aos poucos a Farinha Finna. – Quando a mistura estiver homogênea, transfira para uma forma untada com manteiga e farinha de trigo. Asse em forno preaquecido, a 180 graus, por mais ou menos 25 minutos. Espere esfriar e desenforme. RECHEIO – Em uma panela, coloque as gemas, a Farinha Finna e o açúcar. Misture bem. Acrescente leite e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar. Desligue o fogão e incorpore a baunilha. Transfira para um recipiente e cubra com papel filme. – Leve para geladeira para resfriar. CALDA – Misture água e açúcar e leve ao fogo. Deixe ferver até derreter o açúcar. Deixar esfriar. MONTAGEM – Deixe o bolo esfriar e faça alguns furinhos com ajuda de um palito de dente, em seguida, pincele com a calda já fria. Cubra o bolo com o recheio e coloque a segunda camada do bolo por cima. Fure o segundo bolo e pincelar a calda de açúcar novamente. Polvilhe açúcar de confeiteiro. Fonte: “Dicas para cozinhar bem”, de Harold McGee, Zahar, 2010.

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 27 de maio de 2018

DOMINGO, 27 de maio de 2018

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Sei ler, não apoio caminhão

Dois traídos em torno à mesa

José de Paiva Rebouças

josé nicodemos

josedepaivareboucas@gmail.com

aristida603@hotmail.com

J

É

polêmico, eu sei, mas não posso agir com falsidade. Eu não apoio a paralisação dos caminhões. Não porque me incomode, me atinja, nada disso. Também não quero que eles parem, vejo legitimidade na ação, mas não apoio. Não apoio porque sei fazer leitura de textos escritos, mas também do mundo, dos acontecimentos, da história e dos ocorridos recentes. Eu sou, por natureza, um homo politicus e não sofro da “síndrome Goldfield”, aquela doença fictícia do filme “Como se fosse a primeira vez”. Lembro-me, como se fosse hoje, dos caminhões pedindo a queda de uma presidenta legitimamente eleita, vítima de um processo ilegítimo, sexista, misógino e bizarro, protagonizado por pessoas cheias de ódio e desconhecimento. Naquele tempo, a gasolina estava subindo, é verdade, mas custava R$ 2,80, o que é pouco mais da metade do valor de hoje. Digo, do valor antes da greve dos caminhões, porque depois dela foi par R$ 9,99. Naqueles dias, os caminhões não estavam nas ruas unicamente por vontade própria, por espírito de nacionalidade, mas atuando como massa de manobra de grupos específicos com o único propósito de atingir um só partido político. Esses grupos, todos sabem, eram conduzidos por partidos políticos, assim como os caminhões. Desta vez não é diferente. Parte está lá não apenas por vontade própria, mas por incentivo dos patrões ou contratantes. A isso se dá o nome de “locaute”, termo do inglês lockout, que quer dizer “bloqueio” e tem como objetivo inverter o jogo. Ao invés de greve, ato realizado pelos trabalhadores, o locaute é coordenado pelos patrões a partir da suspensão do trabalho. Não é à toa que os caminhoneiros estão dizendo que os sindicatos da categoria não os representam. Essa é a diferença entre massa e

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multidão. No livro “Como conversar com um fascista” a filósofa Marcia Tiburi explica que enquanto a massa é amorfa e manipulável, a multidão seria feita de singularidades que se expressam politicamente em busca do comum. Ou seja, as multidões são políticas, as massas antipolíticas. A multidão é a união das singularidades, a massa a reunião das individualidades. Eu, como sou multidão, não apoio a massa dos caminhões. Usados como massa de manobra, os caminhões, em um movimento muito menor e pouco significativo, ajudaram a derrubar a democracia em 2016. Permitiram a implantação no país de uma política sem rumo, sem firmamento e certezas. Um ensaio malfeito de um tipo tupiniquim de neoliberalismo direcionado, onde os beneficiários são as empresas internacionais e os políticos lesa-pátrias financiados por elas. Quem lutou e defendeu esse tipo de política, apoiou o golpe e colocou no poder o atual governo. Por isso, não deveria estar desesperado, reclamando de preços, dos aumentos, da inflação real. Deve ficar quieto e esperar o que acontece quando se implanta uma “gestão empresarial” e uma política de “livre mercado” sem “amarras governamentais” no país. Deve aguardar com paciência como o modelo que di-

zem funcionar nos EUA modificaria nossa economia. Se querem tanto um “estado mínimo”, por que reclamam da mão invisível do mercado? Neste modelo, o governo sai de cena e é o mercado que conduz a economia. Achei que eles soubessem. Estou gostando de ver o desespero de alguns verde-amarelos, a preocupação pela falta de comida, de combustível. Isso é ótimo para o crescimento educacional dessa gente. Para ver como é frágil a economia de um país, seja ele qual for. Se movimentos de caminhões podem fazer isso em cinco dias, imagina países que sofrem com as barreiras econômicas há décadas? Os filhos do Pato tinham tanto medo de os governos de esquerda deixarem o Brasil com os mesmos problemas pontuais da Venezuela e Cuba, que eles mesmos providenciaram isso. Por causa de uma simples greve, vimos iminente a ameaça de falta de comida nas prateleiras e supermercados limitando a quantidade de produtos a serem levados. Então, não posso, de maneira alguma apoiar os caminhões, não hoje, não com essa proposta duvidosa. Mas também não quero que parem de bloquear estradas. Quero ver até onde os patos amarelos aguentam as consequências de seus próprios atos.

uninho sabia que a mulher o traía com o próprio compadre, diversas vezes o flagrara com ela na cama. Fazia que não tinha visto nada, mau grado a cena ter-lhe entrado inteira pelos olhos. Com todos os detalhes imagináveis. E fingindo, em voz alta, ter esquecido alguma coisa na rua, retirava-se apressado. Em cima dos passos. Demorava-se um bom tempo na rua, pra voltar pra casa. Mais precisamente, no bar do costume. Calculava o tempo de voltar pra casa. O dono já sabia, das conversas dali, que, quando se dava Juninho tornar ao bar, depois de ter saído meio chumbado, era porque tinha deparado com a mulher na cama com o amante. E todos ali se entreolhavam, por trás de um riso de mal contida galhofa. Sim, não faltava um inconveniente que lhe mandasse um gracejo, meio por alto. Algumas vezes, dependendo do estado etílico, de forma direta, mesmo. Como dizem que as pedras se encontram, quanto mais as criaturas, deu pra aparecer ali no bar um outro cara também traído pela mulher. E desde logo Juninho e ele se fizeram compaheiros, sempre os dois juntos à mesma mesa. Nessa condição, e vítimas da mesma situação conjugal, é natural que logo entrassem, os dois, a trocar confidências. O outro, chamava-se Barbalho. Eram mais ou menos da mesma idade e, por coincidência, os dois tinham a mesma profissão, mecânicos de automóvel. Não suporto mais chegar em casa e dar com minha mulher com o compadre na cama, assim, também já é demais – confidenciou-lhe Juninho, sem esconder a lágrima que lhe es-

corria dos olhos. Nisto, Barbalho, pondo-lhe a mão no ombro, amigo: Faça como eu, colega. Já sofri demais situações igualmente arrasadoras. Mas arranjei um jeito de não sofrer mais. Quer saber? Entro sempre em casa cantando alto, desde a

rua, e faço de conta que não vejo o cabra safado se escapulindo pela porta de detrás. É o único jeito de evitar o pior, meu caro colega. A gente sofre menos. E se acomoda, sem problema. Faça como eu, pois.

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adoro comer Arte

ENTREVISTA

Por Márcio de Lima Dantas

VANDERLEI LIMA

Especial

M

“A redução de índices de violência passa por um complexo processo de prevenção, em que a educação é basilar” Por Fabiano Souza

A revista DOMINGO conversou com o professor e doutor Francisco Vanderlei de Lima, que falou sobre o seu terceiro livro, que tem como titulo: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Vanderlei Lima fez doutorado em sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (2006). Seu mestrado foi em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1997) e sua graduação em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (1994). Atualmente, é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Ciência Política e Sociologia, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura política e poder local, imaginário político, gestão de cidades, sociologia do Nordeste, economia regional. DOMINGO – O que quer dizer o título desse livro “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”, para que as pessoas possam entender melhor, e como surgiu a ideia de escrever esse livro? VANDERLEI LIMA – A ideia do

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título se baseia numa discussão que é transversal no livro: a violência como ameaça à sociedade política (Estado), seja na dificuldade deste organizar respostas eficazes ao grande problema que é a violência, seja na anomia provocada no tecido social. Aqui, vincula-

mos o tema a uma estrutura fortemente estratificada na sociedade brasileira. Lembrando que o tema é complexo e multidimensional, ou seja, nosso livro é o resultado de recortes de leituras que podem contribuir para problematizar o tema da violência. A ideia do

arcelo Morais (18.01.1970) nasceu em Mossoró. Filho de dona Adélia e de seu Hermógenes e neto de dona Francisca (Dinha). Os nomes da família foram aqui apostos de propósito, para demonstrar como a arte se faz da arte através de forças atávicas que emanam de alguns indivíduos, passando essa energia buscadora de se plasmar em formas estéticas de geração a geração. Isso não conforma uma regra geral. Contudo, no caso do artista plástico Marcelo Morais, curiosamente sua avó e seus pais configuram um sistema que conseguiu chegar até ele. Os pais eram hábeis no desenho a grafite, por puro diletantismo e desejo de construir formas sem a consciência de um espírito estético. Sua avó confeccionava presépios de gesso para a venda, ele pintava os santos. Mesmo tendo ido viver em Cuiabá (MS), a arte lhe perseguia, como a querer que seu repositório de uma energia que latejava no seu sangue quisesse vir à tona, ou seja, desejasse ser objeto de arte. Na cidade, trabalhou em um condomínio, no qual ficava na guarita. Ao invés de ficar vendo televisão, com suas futilidades, adquiriu tintas para pintar tecido, que tinha o preço mais acessível, e assim pintava no trabalho. Como uma necessidade advinda do seu subconsciente trazido das terras de Mossoró. Marcelo cativa por ser um bom anfitrião, deixando-nos à vontade em sua casa, dispondo tudo o que produziu à consulta generosa do visitante. Limitase a apresentar e responder com amabilidade sobre o fruto do seu permanente trabalho com pincéis e outras técnicas de engendrar artes plásticas. A impressão que passa é que as formas e cores e cores apascentaram um espírito outrora inquieto. Como se um depositário de energia mental tivesse sido plasmado no contorno de uma obra de arte. Quero dizer que detém um temperamento que não se aproxima muito do espírito saturniano tão peculiar a grande maioria dos que dedicam sua vida à arte. Marcelo Mo-

rais assemelha-se mais ao pastor que permanece sentado ao lado das suas ovelhas, imaginando paisagens que aparecem nas suas telas surrealistas Marcelo é um artista multifacetado. Além de ensinar pintura, trabalha objetos sob encomenda, bem como programas de arte em colégios. Das suas tantas formas de expressão há uma excelente Série de Pirogravuras, elaboradas com pirógrafo com ponta de níquel. Creio que foi onde mais se expressou com propriedade, na medida em que expressa uma naturalidade que supera de muito suas acrílicas, onde não pode

ser considerado um pintor excepcional. Creio que resguarda um talento em estado bruto, necessitando ser lapidado, ou seja, dominar o desenho e a geometria, bem como ter consciência de que é dificílimo alcançar êxito ao manusear a tinta em estado puro. Quase sempre não faz uso dos tons, que imprimem sombreamento, graça e movimento aos objetos pintados. (*) Márcio de Lima Dantas é professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Arte

ENTREVISTA

livro surgiu a partir de pesquisas e extensão que o grupo de pesquisa Estado, Segurança Pública e Cidadania, do Departamento de Ciências Sociais e Política da Uern, vem realizando há alguns anos, sob financiamento do MEC/Proext/Proex/Propeg/Uern. Daí, convidamos outros estudiosos do tema para contribuir com artigos que pudessem trazer uma leitura importante sobre a temática de drogas e violência, sobretudo, no Brasil. EXISTE uma proposta para dar continuidade a esse projeto que deu origem ao livro? SIM. Na verdade, o nosso grupo é ativo e desenvolvemos ainda projetos de extensão e de pesquisa. Estamos organizando um novo cronograma de ação em escolas públicas de Mossoró no sentido de promover um conjunto de ações educativas e lúdicas, como forma de trabalhar perspectivas de vida às crianças e adolescentes no ensino fundamental. Isso como parte de um programa de extensão/Proext/Proex/Uern. Por outro lado, propusemos projetos no nosso departamento para serem institucionalizados na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. As propostas consistem em estudos sobre sociabilidades juvenis, trajetórias de vida de jovens estudantes de escolas públicas e percepções acerca do uso de substância tóxica. Essas atividades devem culminar com apresentações em eventos da área e posterior publicação.

Marcelo Morais: cumpra-se a arte! 12 DOMINGO, 27 de maio de 2018

O QUE o livro mostra para as pessoas que desejam se aprofundar nesse tema da violência em nossa região? O LIVRO traz análises importantes sobre realidades diferentes acerca da violência, isso porque trata-se de uma abordagem multi e interdisciplinar que vai da antropologia, saúde do corpo, sociologia, ciência política, geografia, direito até à economia. Nesse sentido, presta-se a estudiosos de vários campos de saber que se propõem estudar uma temática tão complexa como a violência. Além de análises, propostas pelos autores, há também importante material empíri-

co, sob o qual se apoia a maioria dos estudos presentes nos artigos. A QUE fatores podemos atribuir o crescente número de casos de violência envolvendo crianças e adolescentes? Não apenas como vítimas, mas também como agentes promotores dessa violência, se é que podemos dizer assim. HÁ MUITAS variáveis envolvidas no crescimento da violência urbana, atingindo, sobretudo, a população mais jovem. No entanto, destacaria uma: a dinâmica do tráfico de drogas, presente, especialmente, nas áreas periféricas de cidades de porte médio, como Mossoró, a metrópoles, como Natal, por exemplo. Chamo atenção a expressão dinâmica, por entender que se constitui um complexo de relações sociais e simbólicas que fortalece, reduz o custo do crime e se torna uma variável importante no aumento dos crimes, seja contra a vida, seja contra o patrimônio. A população mais jovem é mais vulnerável a essa dinâmica, haja vista a sua susceptibilidade à entrada nesse universo. É POSSÍVEL, em médio prazo, se fazer algo em termos reais para se conter a violência, através da educação pública? A REDUÇÃO de índices de violência passa, sem dúvida, por um complexo processo de prevenção, em que a educação é basilar na direção de uma sociedade menos desigual e inclusiva. É preciso que haja ações em sinergia, articulando vários atores importantes, como o poder público, empresários, igrejas, líderes comunitários, polícia, ONGs. Essa é uma luta que não pode ser unilateral, não obstante reconhecermos o protagonismo de agentes públicos nesse processo. É na cidadania que podemos enfrentar problema com enormes custos sociais, como é o da violência. Não há soluções fáceis para combatê-lo. Existem tentações populistas e autoritárias que não passam de ilusões. Por se tratar de um desafio de enorme complexidade, quanto mais atores agindo em colaboração, no sentido de debelá-lo, mais otimistas somos com um horizonte de uma sociedade mais pacífica, em que

nossos jovens possam ter perspectiva de vida decente e digna, sem serem seduzidos pelo poder do crime. A PRESENÇA do Estado (em todas as esferas) em ações para melhorar a educação e reduzir os índices de violência seria a solução definitiva? Como poderia ser feito esse trabalho e o que falta aos nossos gestores federais, estaduais e municipais para que possamos realmente iniciar um trabalho eficaz de combate à violência? O ESTADO, como mencionei, tem um protagonismo na solução do problema da violência, mas não acredito que outros atores podem colaborar de diversas maneiras. Por exemplo: uma determinada política de geração de empregos e renda que possa oferecer ocupação aos nossos jovens e perspectiva de vida pode ser realizada em colaboração com os empresários locais. Quando falamos do Estado, nesse sentido, naturalmente, nos referimos também à política, que deve agir, sobretudo, no desmantelamento das organizações criminosas. Nesse sentido, é fundamental que haja investimento num sistema de inteligência e de integração entre as polícias. A REDUÇÃO da desigualdade pode ser vista como saída para a diminuição do impacto da violência em nosso cotidiano? Ou seja, podemos ter esperança de resgatar o direito à liberdade? ACREDITO que sim. Uma sociedade fortemente desigual como a nossa, assentada em valores de consumo, indica que a violência tem componentes sociais muito importantes. Há estudos mostrando que o aumento de renda de uma dada população impacta substantivamente sobre o custo do crime, isto é, quando maior for a renda da população, mais custo há na produção de crimes. Portanto, investimentos sociais que possam modificar, estruturalmente, essa distância social, característica brasileira da maior parte do Brasil, devem repercutir de maneira positiva na redução dos índices de criminalidade no país e na nossa região. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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hábito prazeroso

Troféu Gonzagão

O

Leitura na

infância

>> Como tornar o hábito da leitura agradável entre as crianças e a partir de que idade elas devem ser introduzidas nesse universo?

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DOMINGO, 27 de maio de 2018

que Elba Ramalho, Flávio José, Gonzaguinha, Dorgival Dantas, Trio Nordestino e Trio Mossoró têm em comum? Todos eles receberam o Troféu Gonzagão 2018, considerado o óscar da música nordestina. As homenagens foram entregues no último dia 3 de maio em grande evento realizado no Teatro do Centro de Convenções Raymundo Asfora, no Garden Hotel e Resort, em Campina Grande (PB), e teve como principal estrela a cantora Elba Ramalho. Além da paraibana, na mesma ocasião foram homenageados o cantor e compositor Gonzaguinha (in memoriam) pela genialidade e beleza da sua obra musical; o Trio Nordestino pelos seus 60 anos de sucessos ininterruptos e inesquecíveis; o cantor Flavio José, um dos artistas mais autênticos e prestigiados da atualidade; e o Trio Mossoró, “que mantém única formação durante 60 anos de uma bela trajetória e vozes excepcionais”, descreve os organizadores do evento. A DOMINGO, a cantora Hermelinda Lopes, uma das integrantes do Trio Mossoró, falou da alegria de receber o Troféu Gonzagão. “Nós, do Trio Mossoró, recebemos o Troféu Gonzagão pelos 60 anos de resistência e por sermos o único trio em que todos os integrantes estão vivos e em atividade. Foi muito bonita a festa, uma homenagem maravilhosa com muita emoção para os três do trio”, relatou. A comemoração em Mossoró será no dia 23 de junho, durante apresentação no palco do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, dentro do Mossoró Cidade Junina 2018. O Trio Mossoró recebeu a homenagem no que é considerada como a noite de gala do forró, com mais de 800 convidados e mais de 100 artistas nacionais. O Troféu Gonzagão 2018 representou um marco comemorativo e histórico desse evento que ao longo de 10 anos homenageou artistas como Dominguinhos, Jackson do Pan-

Trio Mossoró sobe ao palco do Centro de Convenções Raymundo Asfora, em Campina Grande, para receber o Troféu Gonzagão

deiro, Alceu Valença, Marinês, Sivuca, Nando Cordel, Zé Dantas, Raimundo Fagner, Alcione, Genival Lacerda, Geraldo Azevedo, Quinteto Violado, Falamansa, Carlinhos Brown, além de cineastas, escritores, cordelistas e demais ativistas culturais que promovem a divulgação e preservação do forró. BREVE HISTÓRICO Há 10 anos, dentro de uma clínica de odontologia em Campina Grande, surgia aquele que seria o maior evento da música nordestina: o Troféu Gonzagão – o “óscar do forró”. Idealizado pelos dentistas Ajalmar Maia e Rilávia Cardoso, a primeira edição do evento nasceu com a proposta de reverberar a história construída musicalmente por muitas mãos e vozes, através de importantes referências musicais que se destacam no Nordeste, no Brasil e em muitos outros países.

Com esse intuito, em 2008, foi realizada sua primeira edição homenageando o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Para Ajalmar Maia, “o Troféu Gonzagão é a evocação de uma cultura que tem como bandeira o forró e que se constitui, também, como uma forma de exaltar as brilhantes expressões artístico-culturais do nosso país”. Além da promoção da cultura, a realização do Troféu Gonzagão propicia a divulgação e exposição de grandes marcas, gerando negócios entre os próprios empresários, artistas e público em geral, além de possibilitar networking e, o mais importante, a prospecção de novos negócios através de contratação de shows entre empresários musicais, donos de casa de shows e artistas. Com informações do portal https:// saojoaodecampinagrande.com.br/. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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Troféu Gonzagão

hábito prazeroso

Carlos André e Hermelinda com o Troféu Gonzagão

Trio Mossoró recebe o óscar da música nordestina

E

m um mundo cada vez mais conectado, como superar os desafios e formar novos leitores? Como a escola pode contribuir nesse processo, principalmente na educação infantil? Que ferramentas estão à disposição para auxiliar profissionais, pais e alunos? São muitos os questionamentos quando se coloca em discussão a leitura na infância. Para responder essas perguntas, a revista DOMINGO conversou com a pedagoga Carla Liliane, que possui formação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e há quase 10 anos atua na educação infantil, vivenciando na prática os desafios de tornar a leitura um hábito prazeroso entre as crianças. De acordo com a especialista, a leitura deve ser introduzida no universo da criança desde o momento em que ela ainda está em formação. Isso mesmo. A partir do momento em que a mãe se descobre grávida, ela já deve adquirir o hábito de ler para o filho. O bebê é capaz de captar as vibrações emitidas, e estudos mostram que, mesmo antes de o feto nascer, ele já consegue identificar a emoção das palavras. “Até um ano de idade, as crianças passam a ter contato com os chamados livros de tecido, que proporcionam uma leitura de imagem. Então, quanto maior for esse contato, menos dificuldade elas terão no futuro, quando efetivamente começarem a identificar as letras”, explica Carla Liliane, que há cinco anos integra a equipe de pedagogos do Instituto Educacional DóRéMí (IED). Para que esse processo não se torne

!

Leitura em grupo é uma das ferramentas para estimular as crianças

10DOMINGO, 27 de maio de 2018

Com o auxílio de especialistas, crianças desenvolvem com mais facilidade o hábito da leitura

cansativo para a criança, algumas técnicas e ferramentas são indispensáveis. Carla Liliane destaca que atrair a atenção da criança é um dos principais desafios, principalmente porque é nessa fase que, na maioria dos casos, começam a surgir problemas de indisciplina na sala de aula. “A leitura deve ser apresentada à criança como algo prazeroso, como um universo que ela pode explorar, conhecer vários lugares e situações sem sair do lugar. Não pode ser imposta. Além dos livros de tecido, que já citamos, podemos destacar iniciativas lúdicas que ‘transformam’ as crianças nos próprios personagens da história. Utilizamos, por exemplo, baús com objetos diversos, projetos como o ‘Mala Viajante’, que conta com o auxílio imprescindível dos pais e a troca de livros entre as turmas, entre muitas outras ferramentas”, pontua a pedagoga. Carla Liliane cita ainda como exem-

plo de prática exitosa no estímulo à leitura infantil os Saraus Literários, iniciativa adotada cada vez mais pelas unidades escolares. “Trabalhamos, ao longo de dois ou três meses, um autor em específico, não apenas com a leitura tradicional e habitual, mas de forma lúdica e criativa, a partir da musicalização, por exemplo. No Instituto DóRéMí, optamos neste ano por apresentar aos alunos a obra de Cecília Meireles. O resultado desse planejamento, iniciado em fevereiro, será conhecido na próxima quarta (30), no Teatro Dix-huit Rosado”, revela a especialista. Ainda segundo a pedagoga, esse estímulo à leitura e escrita ocorre respeitando sempre as dificuldades e o nível de maturidade de cada criança. "Ao iniciar o ano letivo, junto à coordenação da escola, fazemos uma avaliação para diagnosticar o nível de leitura e escrita da criança, de acordo com a teoria de Emília Ferreiro", comenta. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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hábito prazeroso

hábito prazeroso

A importância dos pais no estímulo à leitura infantil

A escolha do livro certo para a criança

Além da escola, os pais têm papel imprescindível na construção do hábito da leitura entre as crianças. Sem o apoio da família, o trabalho desenvolvido em sala de aula dificilmente atingirá os objetivos esperados, é o que ressalta Carla Liliane. “Quando os pais participam, o resultado é fantástico, a criança vem mais motivada para a sala de aula, tem prazer em contar que o pai interagiu com ela na leitura; essa participação é essencial”, reforça. É o caso, por exemplo, da pequena Anita Oliveira, de 6 anos. Sua mãe, a endocrinologista Ana de Oliveira Rafa-

Livros ilustrados ajudam a despertar o interesse das crianças

Pedagoga Carla Liliane: “A leitura não pode ser imposta; tem que ser prazerosa”

8 DOMINGO, 27 de maio de 2018

el, hoje já colhe os frutos desse trabalho iniciado na escola, mas sequenciado em casa. “Nós, pais, esperamos muito da escola, mas na verdade tudo tem continuação em casa. Minha filha está em uma fase do processo de crescimento e gosto pela leitura muito grande, ela pede para comprar livro, ao invés de brinquedos, pede para ler com ela. Faço isso junto ao meu marido, quase todas as noites. Eu a elogio, a corrijo, para que tenha um bom desempenho ao ler, e fazemos tudo isso sem privá-la das brincadeiras e de ter uma vida de criança; muito pelo contrário”, afirma. Ana revela que toda a família sempre incentivou nesse processo, mas que parte da própria filha o interesse maior pela leitura. “Não forçamos nada, mas sempre incentivamos muito. E fluiu tudo normalmente. Tem um grande detalhe: dou importância a minha filha, faço ela se sentir especial, amada, elo-

giada. A gente nunca pode dizer ao filho que ele não pode fazer, que não vai conseguir”, aconselha a médica. Sobre a escola, Ana Oliveira elogia o planejamento executado pelo Instituto DóRéMí. “São trabalhos em grupos com os próprios alunos sobre determinado autor e determinado texto, livros paradidáticos. A escola torna o ambiente da leitura divertido e incentiva esse hábito em casa, encaminhando textos para os pais interpretar junto aos filhos”, elogia. Por fim, Ana Oliveira detalha os avanços que a filha já conquistou a partir da leitura. “Hoje, ela já possui um tempo de leitura maior, é mais desenvolta no modo que se expressa, tem um poder imaginativo e de raciocínio muito maior que antes, um desenvolvimento interpessoal, é destemida ao falar em público. São muitos os avanços alcançados a partir da leitura”, conclui.

É preciso observar alguns detalhes na hora da escolha do livro para os pequenos. A psicóloga Anna Lívia Soares explica que a escolha do livro depende da faixa etária da criança. De acordo com o psicólogo suíço Jean William Fritz Piaget, quando a criança entra na fase dos 2 aos 7 anos, ela é muito visual e busca uma leitura mais ilustrativa, com livros coloridos e muitos desenhos. Anna Lívia observa que “muitas crianças não sabem ler e criam uma nova história a partir das figuras”. Na hora da compra, é preciso prestar atenção na qualidade do livro, no conteúdo, nas ilustrações, no enredo da história, se é uma história confusa ou triste ou se é alegre ou se pode influenciar de alguma forma na vida da criança. Temas de terror, de violência são exemplos de literatura não recomendáveis para crianças menores. “São temas que estão em desacordo com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da criança”, alerta a profissional. O conteúdo de alguns livros pode influenciar de forma negativa na formação das crianças. Por isso, os pais devem conhecer, primeiro, o conteúdo. “Quando a criança lê algo que a deixa perturbada, que a faz perder o sono, é um tipo de comportamento sugestivo de ansie-

Psicóloga Anna Lívia orienta sobre a escolha do livro correto

dade, de medos que podem estar associados a alguma leitura feita e, por isso, manifestou esses sintomas. Por isso, é de extrema importância que os pais precisem estar presentes e, aos poucos, irem desconstruindo esses sintomas da mente da criança. Podem evitar por meio da supervisão da leitura, fazendo uma leitura antecipada do livro para saber se é adequado, avaliar a reação da

criança ao ler o livro com ela, bem como as fantasias que a criança traz no ato da leitura”, orienta a psicóloga. Anna Lívia acrescenta que, além dos pais, as próprias editoras dos livros deveriam ter mais cuidado com o conteúdo que disponibiliza ao público infantil, levando em consideração todos esses aspectos sociais, culturais, éticos, religiosos e a faixa etária da criança.

Leitura no Brasil – De acordo com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), todas as crianças devem estar alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3° ano do ensino fundamental. – 44% da população brasileira não lê e 30% nunca

comprou um livro, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. – O levantamento aponta ainda que brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

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hábito prazeroso

hábito prazeroso

A importância dos pais no estímulo à leitura infantil

A escolha do livro certo para a criança

Além da escola, os pais têm papel imprescindível na construção do hábito da leitura entre as crianças. Sem o apoio da família, o trabalho desenvolvido em sala de aula dificilmente atingirá os objetivos esperados, é o que ressalta Carla Liliane. “Quando os pais participam, o resultado é fantástico, a criança vem mais motivada para a sala de aula, tem prazer em contar que o pai interagiu com ela na leitura; essa participação é essencial”, reforça. É o caso, por exemplo, da pequena Anita Oliveira, de 6 anos. Sua mãe, a endocrinologista Ana de Oliveira Rafa-

Livros ilustrados ajudam a despertar o interesse das crianças

Pedagoga Carla Liliane: “A leitura não pode ser imposta; tem que ser prazerosa”

8 DOMINGO, 27 de maio de 2018

el, hoje já colhe os frutos desse trabalho iniciado na escola, mas sequenciado em casa. “Nós, pais, esperamos muito da escola, mas na verdade tudo tem continuação em casa. Minha filha está em uma fase do processo de crescimento e gosto pela leitura muito grande, ela pede para comprar livro, ao invés de brinquedos, pede para ler com ela. Faço isso junto ao meu marido, quase todas as noites. Eu a elogio, a corrijo, para que tenha um bom desempenho ao ler, e fazemos tudo isso sem privá-la das brincadeiras e de ter uma vida de criança; muito pelo contrário”, afirma. Ana revela que toda a família sempre incentivou nesse processo, mas que parte da própria filha o interesse maior pela leitura. “Não forçamos nada, mas sempre incentivamos muito. E fluiu tudo normalmente. Tem um grande detalhe: dou importância a minha filha, faço ela se sentir especial, amada, elo-

giada. A gente nunca pode dizer ao filho que ele não pode fazer, que não vai conseguir”, aconselha a médica. Sobre a escola, Ana Oliveira elogia o planejamento executado pelo Instituto DóRéMí. “São trabalhos em grupos com os próprios alunos sobre determinado autor e determinado texto, livros paradidáticos. A escola torna o ambiente da leitura divertido e incentiva esse hábito em casa, encaminhando textos para os pais interpretar junto aos filhos”, elogia. Por fim, Ana Oliveira detalha os avanços que a filha já conquistou a partir da leitura. “Hoje, ela já possui um tempo de leitura maior, é mais desenvolta no modo que se expressa, tem um poder imaginativo e de raciocínio muito maior que antes, um desenvolvimento interpessoal, é destemida ao falar em público. São muitos os avanços alcançados a partir da leitura”, conclui.

É preciso observar alguns detalhes na hora da escolha do livro para os pequenos. A psicóloga Anna Lívia Soares explica que a escolha do livro depende da faixa etária da criança. De acordo com o psicólogo suíço Jean William Fritz Piaget, quando a criança entra na fase dos 2 aos 7 anos, ela é muito visual e busca uma leitura mais ilustrativa, com livros coloridos e muitos desenhos. Anna Lívia observa que “muitas crianças não sabem ler e criam uma nova história a partir das figuras”. Na hora da compra, é preciso prestar atenção na qualidade do livro, no conteúdo, nas ilustrações, no enredo da história, se é uma história confusa ou triste ou se é alegre ou se pode influenciar de alguma forma na vida da criança. Temas de terror, de violência são exemplos de literatura não recomendáveis para crianças menores. “São temas que estão em desacordo com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da criança”, alerta a profissional. O conteúdo de alguns livros pode influenciar de forma negativa na formação das crianças. Por isso, os pais devem conhecer, primeiro, o conteúdo. “Quando a criança lê algo que a deixa perturbada, que a faz perder o sono, é um tipo de comportamento sugestivo de ansie-

Psicóloga Anna Lívia orienta sobre a escolha do livro correto

dade, de medos que podem estar associados a alguma leitura feita e, por isso, manifestou esses sintomas. Por isso, é de extrema importância que os pais precisem estar presentes e, aos poucos, irem desconstruindo esses sintomas da mente da criança. Podem evitar por meio da supervisão da leitura, fazendo uma leitura antecipada do livro para saber se é adequado, avaliar a reação da

criança ao ler o livro com ela, bem como as fantasias que a criança traz no ato da leitura”, orienta a psicóloga. Anna Lívia acrescenta que, além dos pais, as próprias editoras dos livros deveriam ter mais cuidado com o conteúdo que disponibiliza ao público infantil, levando em consideração todos esses aspectos sociais, culturais, éticos, religiosos e a faixa etária da criança.

Leitura no Brasil – De acordo com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), todas as crianças devem estar alfabetizadas até os 8 anos de idade, ao final do 3° ano do ensino fundamental. – 44% da população brasileira não lê e 30% nunca

comprou um livro, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. – O levantamento aponta ainda que brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

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Troféu Gonzagão

hábito prazeroso

Carlos André e Hermelinda com o Troféu Gonzagão

Trio Mossoró recebe o óscar da música nordestina

E

m um mundo cada vez mais conectado, como superar os desafios e formar novos leitores? Como a escola pode contribuir nesse processo, principalmente na educação infantil? Que ferramentas estão à disposição para auxiliar profissionais, pais e alunos? São muitos os questionamentos quando se coloca em discussão a leitura na infância. Para responder essas perguntas, a revista DOMINGO conversou com a pedagoga Carla Liliane, que possui formação pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e há quase 10 anos atua na educação infantil, vivenciando na prática os desafios de tornar a leitura um hábito prazeroso entre as crianças. De acordo com a especialista, a leitura deve ser introduzida no universo da criança desde o momento em que ela ainda está em formação. Isso mesmo. A partir do momento em que a mãe se descobre grávida, ela já deve adquirir o hábito de ler para o filho. O bebê é capaz de captar as vibrações emitidas, e estudos mostram que, mesmo antes de o feto nascer, ele já consegue identificar a emoção das palavras. “Até um ano de idade, as crianças passam a ter contato com os chamados livros de tecido, que proporcionam uma leitura de imagem. Então, quanto maior for esse contato, menos dificuldade elas terão no futuro, quando efetivamente começarem a identificar as letras”, explica Carla Liliane, que há cinco anos integra a equipe de pedagogos do Instituto Educacional DóRéMí (IED). Para que esse processo não se torne

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Leitura em grupo é uma das ferramentas para estimular as crianças

10DOMINGO, 27 de maio de 2018

Com o auxílio de especialistas, crianças desenvolvem com mais facilidade o hábito da leitura

cansativo para a criança, algumas técnicas e ferramentas são indispensáveis. Carla Liliane destaca que atrair a atenção da criança é um dos principais desafios, principalmente porque é nessa fase que, na maioria dos casos, começam a surgir problemas de indisciplina na sala de aula. “A leitura deve ser apresentada à criança como algo prazeroso, como um universo que ela pode explorar, conhecer vários lugares e situações sem sair do lugar. Não pode ser imposta. Além dos livros de tecido, que já citamos, podemos destacar iniciativas lúdicas que ‘transformam’ as crianças nos próprios personagens da história. Utilizamos, por exemplo, baús com objetos diversos, projetos como o ‘Mala Viajante’, que conta com o auxílio imprescindível dos pais e a troca de livros entre as turmas, entre muitas outras ferramentas”, pontua a pedagoga. Carla Liliane cita ainda como exem-

plo de prática exitosa no estímulo à leitura infantil os Saraus Literários, iniciativa adotada cada vez mais pelas unidades escolares. “Trabalhamos, ao longo de dois ou três meses, um autor em específico, não apenas com a leitura tradicional e habitual, mas de forma lúdica e criativa, a partir da musicalização, por exemplo. No Instituto DóRéMí, optamos neste ano por apresentar aos alunos a obra de Cecília Meireles. O resultado desse planejamento, iniciado em fevereiro, será conhecido na próxima quarta (30), no Teatro Dix-huit Rosado”, revela a especialista. Ainda segundo a pedagoga, esse estímulo à leitura e escrita ocorre respeitando sempre as dificuldades e o nível de maturidade de cada criança. "Ao iniciar o ano letivo, junto à coordenação da escola, fazemos uma avaliação para diagnosticar o nível de leitura e escrita da criança, de acordo com a teoria de Emília Ferreiro", comenta. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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que Elba Ramalho, Flávio José, Gonzaguinha, Dorgival Dantas, Trio Nordestino e Trio Mossoró têm em comum? Todos eles receberam o Troféu Gonzagão 2018, considerado o óscar da música nordestina. As homenagens foram entregues no último dia 3 de maio em grande evento realizado no Teatro do Centro de Convenções Raymundo Asfora, no Garden Hotel e Resort, em Campina Grande (PB), e teve como principal estrela a cantora Elba Ramalho. Além da paraibana, na mesma ocasião foram homenageados o cantor e compositor Gonzaguinha (in memoriam) pela genialidade e beleza da sua obra musical; o Trio Nordestino pelos seus 60 anos de sucessos ininterruptos e inesquecíveis; o cantor Flavio José, um dos artistas mais autênticos e prestigiados da atualidade; e o Trio Mossoró, “que mantém única formação durante 60 anos de uma bela trajetória e vozes excepcionais”, descreve os organizadores do evento. A DOMINGO, a cantora Hermelinda Lopes, uma das integrantes do Trio Mossoró, falou da alegria de receber o Troféu Gonzagão. “Nós, do Trio Mossoró, recebemos o Troféu Gonzagão pelos 60 anos de resistência e por sermos o único trio em que todos os integrantes estão vivos e em atividade. Foi muito bonita a festa, uma homenagem maravilhosa com muita emoção para os três do trio”, relatou. A comemoração em Mossoró será no dia 23 de junho, durante apresentação no palco do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, dentro do Mossoró Cidade Junina 2018. O Trio Mossoró recebeu a homenagem no que é considerada como a noite de gala do forró, com mais de 800 convidados e mais de 100 artistas nacionais. O Troféu Gonzagão 2018 representou um marco comemorativo e histórico desse evento que ao longo de 10 anos homenageou artistas como Dominguinhos, Jackson do Pan-

Trio Mossoró sobe ao palco do Centro de Convenções Raymundo Asfora, em Campina Grande, para receber o Troféu Gonzagão

deiro, Alceu Valença, Marinês, Sivuca, Nando Cordel, Zé Dantas, Raimundo Fagner, Alcione, Genival Lacerda, Geraldo Azevedo, Quinteto Violado, Falamansa, Carlinhos Brown, além de cineastas, escritores, cordelistas e demais ativistas culturais que promovem a divulgação e preservação do forró. BREVE HISTÓRICO Há 10 anos, dentro de uma clínica de odontologia em Campina Grande, surgia aquele que seria o maior evento da música nordestina: o Troféu Gonzagão – o “óscar do forró”. Idealizado pelos dentistas Ajalmar Maia e Rilávia Cardoso, a primeira edição do evento nasceu com a proposta de reverberar a história construída musicalmente por muitas mãos e vozes, através de importantes referências musicais que se destacam no Nordeste, no Brasil e em muitos outros países.

Com esse intuito, em 2008, foi realizada sua primeira edição homenageando o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Para Ajalmar Maia, “o Troféu Gonzagão é a evocação de uma cultura que tem como bandeira o forró e que se constitui, também, como uma forma de exaltar as brilhantes expressões artístico-culturais do nosso país”. Além da promoção da cultura, a realização do Troféu Gonzagão propicia a divulgação e exposição de grandes marcas, gerando negócios entre os próprios empresários, artistas e público em geral, além de possibilitar networking e, o mais importante, a prospecção de novos negócios através de contratação de shows entre empresários musicais, donos de casa de shows e artistas. Com informações do portal https:// saojoaodecampinagrande.com.br/. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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ENTREVISTA

livro surgiu a partir de pesquisas e extensão que o grupo de pesquisa Estado, Segurança Pública e Cidadania, do Departamento de Ciências Sociais e Política da Uern, vem realizando há alguns anos, sob financiamento do MEC/Proext/Proex/Propeg/Uern. Daí, convidamos outros estudiosos do tema para contribuir com artigos que pudessem trazer uma leitura importante sobre a temática de drogas e violência, sobretudo, no Brasil. EXISTE uma proposta para dar continuidade a esse projeto que deu origem ao livro? SIM. Na verdade, o nosso grupo é ativo e desenvolvemos ainda projetos de extensão e de pesquisa. Estamos organizando um novo cronograma de ação em escolas públicas de Mossoró no sentido de promover um conjunto de ações educativas e lúdicas, como forma de trabalhar perspectivas de vida às crianças e adolescentes no ensino fundamental. Isso como parte de um programa de extensão/Proext/Proex/Uern. Por outro lado, propusemos projetos no nosso departamento para serem institucionalizados na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. As propostas consistem em estudos sobre sociabilidades juvenis, trajetórias de vida de jovens estudantes de escolas públicas e percepções acerca do uso de substância tóxica. Essas atividades devem culminar com apresentações em eventos da área e posterior publicação.

Marcelo Morais: cumpra-se a arte! 12 DOMINGO, 27 de maio de 2018

O QUE o livro mostra para as pessoas que desejam se aprofundar nesse tema da violência em nossa região? O LIVRO traz análises importantes sobre realidades diferentes acerca da violência, isso porque trata-se de uma abordagem multi e interdisciplinar que vai da antropologia, saúde do corpo, sociologia, ciência política, geografia, direito até à economia. Nesse sentido, presta-se a estudiosos de vários campos de saber que se propõem estudar uma temática tão complexa como a violência. Além de análises, propostas pelos autores, há também importante material empíri-

co, sob o qual se apoia a maioria dos estudos presentes nos artigos. A QUE fatores podemos atribuir o crescente número de casos de violência envolvendo crianças e adolescentes? Não apenas como vítimas, mas também como agentes promotores dessa violência, se é que podemos dizer assim. HÁ MUITAS variáveis envolvidas no crescimento da violência urbana, atingindo, sobretudo, a população mais jovem. No entanto, destacaria uma: a dinâmica do tráfico de drogas, presente, especialmente, nas áreas periféricas de cidades de porte médio, como Mossoró, a metrópoles, como Natal, por exemplo. Chamo atenção a expressão dinâmica, por entender que se constitui um complexo de relações sociais e simbólicas que fortalece, reduz o custo do crime e se torna uma variável importante no aumento dos crimes, seja contra a vida, seja contra o patrimônio. A população mais jovem é mais vulnerável a essa dinâmica, haja vista a sua susceptibilidade à entrada nesse universo. É POSSÍVEL, em médio prazo, se fazer algo em termos reais para se conter a violência, através da educação pública? A REDUÇÃO de índices de violência passa, sem dúvida, por um complexo processo de prevenção, em que a educação é basilar na direção de uma sociedade menos desigual e inclusiva. É preciso que haja ações em sinergia, articulando vários atores importantes, como o poder público, empresários, igrejas, líderes comunitários, polícia, ONGs. Essa é uma luta que não pode ser unilateral, não obstante reconhecermos o protagonismo de agentes públicos nesse processo. É na cidadania que podemos enfrentar problema com enormes custos sociais, como é o da violência. Não há soluções fáceis para combatê-lo. Existem tentações populistas e autoritárias que não passam de ilusões. Por se tratar de um desafio de enorme complexidade, quanto mais atores agindo em colaboração, no sentido de debelá-lo, mais otimistas somos com um horizonte de uma sociedade mais pacífica, em que

nossos jovens possam ter perspectiva de vida decente e digna, sem serem seduzidos pelo poder do crime. A PRESENÇA do Estado (em todas as esferas) em ações para melhorar a educação e reduzir os índices de violência seria a solução definitiva? Como poderia ser feito esse trabalho e o que falta aos nossos gestores federais, estaduais e municipais para que possamos realmente iniciar um trabalho eficaz de combate à violência? O ESTADO, como mencionei, tem um protagonismo na solução do problema da violência, mas não acredito que outros atores podem colaborar de diversas maneiras. Por exemplo: uma determinada política de geração de empregos e renda que possa oferecer ocupação aos nossos jovens e perspectiva de vida pode ser realizada em colaboração com os empresários locais. Quando falamos do Estado, nesse sentido, naturalmente, nos referimos também à política, que deve agir, sobretudo, no desmantelamento das organizações criminosas. Nesse sentido, é fundamental que haja investimento num sistema de inteligência e de integração entre as polícias. A REDUÇÃO da desigualdade pode ser vista como saída para a diminuição do impacto da violência em nosso cotidiano? Ou seja, podemos ter esperança de resgatar o direito à liberdade? ACREDITO que sim. Uma sociedade fortemente desigual como a nossa, assentada em valores de consumo, indica que a violência tem componentes sociais muito importantes. Há estudos mostrando que o aumento de renda de uma dada população impacta substantivamente sobre o custo do crime, isto é, quando maior for a renda da população, mais custo há na produção de crimes. Portanto, investimentos sociais que possam modificar, estruturalmente, essa distância social, característica brasileira da maior parte do Brasil, devem repercutir de maneira positiva na redução dos índices de criminalidade no país e na nossa região. DOMINGO, 27 de maio de 2018

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adoro comer Arte

ENTREVISTA

Por Márcio de Lima Dantas

VANDERLEI LIMA

Especial

M

“A redução de índices de violência passa por um complexo processo de prevenção, em que a educação é basilar” Por Fabiano Souza

A revista DOMINGO conversou com o professor e doutor Francisco Vanderlei de Lima, que falou sobre o seu terceiro livro, que tem como titulo: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Vanderlei Lima fez doutorado em sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (2006). Seu mestrado foi em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1997) e sua graduação em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (1994). Atualmente, é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Ciência Política e Sociologia, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura política e poder local, imaginário político, gestão de cidades, sociologia do Nordeste, economia regional. DOMINGO – O que quer dizer o título desse livro “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”, para que as pessoas possam entender melhor, e como surgiu a ideia de escrever esse livro? VANDERLEI LIMA – A ideia do

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título se baseia numa discussão que é transversal no livro: a violência como ameaça à sociedade política (Estado), seja na dificuldade deste organizar respostas eficazes ao grande problema que é a violência, seja na anomia provocada no tecido social. Aqui, vincula-

mos o tema a uma estrutura fortemente estratificada na sociedade brasileira. Lembrando que o tema é complexo e multidimensional, ou seja, nosso livro é o resultado de recortes de leituras que podem contribuir para problematizar o tema da violência. A ideia do

arcelo Morais (18.01.1970) nasceu em Mossoró. Filho de dona Adélia e de seu Hermógenes e neto de dona Francisca (Dinha). Os nomes da família foram aqui apostos de propósito, para demonstrar como a arte se faz da arte através de forças atávicas que emanam de alguns indivíduos, passando essa energia buscadora de se plasmar em formas estéticas de geração a geração. Isso não conforma uma regra geral. Contudo, no caso do artista plástico Marcelo Morais, curiosamente sua avó e seus pais configuram um sistema que conseguiu chegar até ele. Os pais eram hábeis no desenho a grafite, por puro diletantismo e desejo de construir formas sem a consciência de um espírito estético. Sua avó confeccionava presépios de gesso para a venda, ele pintava os santos. Mesmo tendo ido viver em Cuiabá (MS), a arte lhe perseguia, como a querer que seu repositório de uma energia que latejava no seu sangue quisesse vir à tona, ou seja, desejasse ser objeto de arte. Na cidade, trabalhou em um condomínio, no qual ficava na guarita. Ao invés de ficar vendo televisão, com suas futilidades, adquiriu tintas para pintar tecido, que tinha o preço mais acessível, e assim pintava no trabalho. Como uma necessidade advinda do seu subconsciente trazido das terras de Mossoró. Marcelo cativa por ser um bom anfitrião, deixando-nos à vontade em sua casa, dispondo tudo o que produziu à consulta generosa do visitante. Limitase a apresentar e responder com amabilidade sobre o fruto do seu permanente trabalho com pincéis e outras técnicas de engendrar artes plásticas. A impressão que passa é que as formas e cores e cores apascentaram um espírito outrora inquieto. Como se um depositário de energia mental tivesse sido plasmado no contorno de uma obra de arte. Quero dizer que detém um temperamento que não se aproxima muito do espírito saturniano tão peculiar a grande maioria dos que dedicam sua vida à arte. Marcelo Mo-

rais assemelha-se mais ao pastor que permanece sentado ao lado das suas ovelhas, imaginando paisagens que aparecem nas suas telas surrealistas Marcelo é um artista multifacetado. Além de ensinar pintura, trabalha objetos sob encomenda, bem como programas de arte em colégios. Das suas tantas formas de expressão há uma excelente Série de Pirogravuras, elaboradas com pirógrafo com ponta de níquel. Creio que foi onde mais se expressou com propriedade, na medida em que expressa uma naturalidade que supera de muito suas acrílicas, onde não pode

ser considerado um pintor excepcional. Creio que resguarda um talento em estado bruto, necessitando ser lapidado, ou seja, dominar o desenho e a geometria, bem como ter consciência de que é dificílimo alcançar êxito ao manusear a tinta em estado puro. Quase sempre não faz uso dos tons, que imprimem sombreamento, graça e movimento aos objetos pintados. (*) Márcio de Lima Dantas é professor do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Sei ler, não apoio caminhão

Dois traídos em torno à mesa

José de Paiva Rebouças

josé nicodemos

josedepaivareboucas@gmail.com

aristida603@hotmail.com

J

É

polêmico, eu sei, mas não posso agir com falsidade. Eu não apoio a paralisação dos caminhões. Não porque me incomode, me atinja, nada disso. Também não quero que eles parem, vejo legitimidade na ação, mas não apoio. Não apoio porque sei fazer leitura de textos escritos, mas também do mundo, dos acontecimentos, da história e dos ocorridos recentes. Eu sou, por natureza, um homo politicus e não sofro da “síndrome Goldfield”, aquela doença fictícia do filme “Como se fosse a primeira vez”. Lembro-me, como se fosse hoje, dos caminhões pedindo a queda de uma presidenta legitimamente eleita, vítima de um processo ilegítimo, sexista, misógino e bizarro, protagonizado por pessoas cheias de ódio e desconhecimento. Naquele tempo, a gasolina estava subindo, é verdade, mas custava R$ 2,80, o que é pouco mais da metade do valor de hoje. Digo, do valor antes da greve dos caminhões, porque depois dela foi par R$ 9,99. Naqueles dias, os caminhões não estavam nas ruas unicamente por vontade própria, por espírito de nacionalidade, mas atuando como massa de manobra de grupos específicos com o único propósito de atingir um só partido político. Esses grupos, todos sabem, eram conduzidos por partidos políticos, assim como os caminhões. Desta vez não é diferente. Parte está lá não apenas por vontade própria, mas por incentivo dos patrões ou contratantes. A isso se dá o nome de “locaute”, termo do inglês lockout, que quer dizer “bloqueio” e tem como objetivo inverter o jogo. Ao invés de greve, ato realizado pelos trabalhadores, o locaute é coordenado pelos patrões a partir da suspensão do trabalho. Não é à toa que os caminhoneiros estão dizendo que os sindicatos da categoria não os representam. Essa é a diferença entre massa e

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multidão. No livro “Como conversar com um fascista” a filósofa Marcia Tiburi explica que enquanto a massa é amorfa e manipulável, a multidão seria feita de singularidades que se expressam politicamente em busca do comum. Ou seja, as multidões são políticas, as massas antipolíticas. A multidão é a união das singularidades, a massa a reunião das individualidades. Eu, como sou multidão, não apoio a massa dos caminhões. Usados como massa de manobra, os caminhões, em um movimento muito menor e pouco significativo, ajudaram a derrubar a democracia em 2016. Permitiram a implantação no país de uma política sem rumo, sem firmamento e certezas. Um ensaio malfeito de um tipo tupiniquim de neoliberalismo direcionado, onde os beneficiários são as empresas internacionais e os políticos lesa-pátrias financiados por elas. Quem lutou e defendeu esse tipo de política, apoiou o golpe e colocou no poder o atual governo. Por isso, não deveria estar desesperado, reclamando de preços, dos aumentos, da inflação real. Deve ficar quieto e esperar o que acontece quando se implanta uma “gestão empresarial” e uma política de “livre mercado” sem “amarras governamentais” no país. Deve aguardar com paciência como o modelo que di-

zem funcionar nos EUA modificaria nossa economia. Se querem tanto um “estado mínimo”, por que reclamam da mão invisível do mercado? Neste modelo, o governo sai de cena e é o mercado que conduz a economia. Achei que eles soubessem. Estou gostando de ver o desespero de alguns verde-amarelos, a preocupação pela falta de comida, de combustível. Isso é ótimo para o crescimento educacional dessa gente. Para ver como é frágil a economia de um país, seja ele qual for. Se movimentos de caminhões podem fazer isso em cinco dias, imagina países que sofrem com as barreiras econômicas há décadas? Os filhos do Pato tinham tanto medo de os governos de esquerda deixarem o Brasil com os mesmos problemas pontuais da Venezuela e Cuba, que eles mesmos providenciaram isso. Por causa de uma simples greve, vimos iminente a ameaça de falta de comida nas prateleiras e supermercados limitando a quantidade de produtos a serem levados. Então, não posso, de maneira alguma apoiar os caminhões, não hoje, não com essa proposta duvidosa. Mas também não quero que parem de bloquear estradas. Quero ver até onde os patos amarelos aguentam as consequências de seus próprios atos.

uninho sabia que a mulher o traía com o próprio compadre, diversas vezes o flagrara com ela na cama. Fazia que não tinha visto nada, mau grado a cena ter-lhe entrado inteira pelos olhos. Com todos os detalhes imagináveis. E fingindo, em voz alta, ter esquecido alguma coisa na rua, retirava-se apressado. Em cima dos passos. Demorava-se um bom tempo na rua, pra voltar pra casa. Mais precisamente, no bar do costume. Calculava o tempo de voltar pra casa. O dono já sabia, das conversas dali, que, quando se dava Juninho tornar ao bar, depois de ter saído meio chumbado, era porque tinha deparado com a mulher na cama com o amante. E todos ali se entreolhavam, por trás de um riso de mal contida galhofa. Sim, não faltava um inconveniente que lhe mandasse um gracejo, meio por alto. Algumas vezes, dependendo do estado etílico, de forma direta, mesmo. Como dizem que as pedras se encontram, quanto mais as criaturas, deu pra aparecer ali no bar um outro cara também traído pela mulher. E desde logo Juninho e ele se fizeram compaheiros, sempre os dois juntos à mesma mesa. Nessa condição, e vítimas da mesma situação conjugal, é natural que logo entrassem, os dois, a trocar confidências. O outro, chamava-se Barbalho. Eram mais ou menos da mesma idade e, por coincidência, os dois tinham a mesma profissão, mecânicos de automóvel. Não suporto mais chegar em casa e dar com minha mulher com o compadre na cama, assim, também já é demais – confidenciou-lhe Juninho, sem esconder a lágrima que lhe es-

corria dos olhos. Nisto, Barbalho, pondo-lhe a mão no ombro, amigo: Faça como eu, colega. Já sofri demais situações igualmente arrasadoras. Mas arranjei um jeito de não sofrer mais. Quer saber? Entro sempre em casa cantando alto, desde a

rua, e faço de conta que não vejo o cabra safado se escapulindo pela porta de detrás. É o único jeito de evitar o pior, meu caro colega. A gente sofre menos. E se acomoda, sem problema. Faça como eu, pois.

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editorial [ índice

Crianças e a leitura

adoro comer

Como fazer um bolo de sonho

Entrevista O professor-doutor Francisco Vanderlei de Lima fala sobre o seu terceiro livro: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Página 4

MASSA 3 ovos grandes 1/2 xícara de açúcar refinado 3/4 xícara de Farinha Finna Tipo I (sem fermento) 1 colher (sopa) de essência de baunilha

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e acordo com dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Os números são preocupantes e reforçam a necessidade de incentivar o gosto pela leitura cedo. DOMINGO conversou com a pedagoga Carla Liliane sobre o tema. Ela fala como é possível tornar o hábito da leitura agradável entre as crianças e a partir de que idade elas devem ser introduzidas nesse universo. Na mesma matéria, a psicóloga Anna Lívia Soares orienta sobre a escolha dos livros para as crianças. Com seis décadas de estrada, o Trio Mossoró acabar de receber o Troféu Gonzagão 2018, considerado o óscar do forró. DOMINGO conversou com a cantora Hermelinda sobre essa homenagem recebida em Campina Grande (PB). Ainda no campo das artes, o professor Márcio de Lima Dantas traça um perfil do artista plástico Marcelo Morais. Na entrevista de hoje, o professor-doutor Francisco Vanderlei de Lima fala sobre o lançamento do seu terceiro livro: “Leviatã ameaçado – crimes, drogas e violência”. Na receita do dia, aprenda a fazer um bolo de sonho. Tem ainda a coluna semanal do jornalista Jotta Paiva Rebouças. Confira a DOMINGO de hoje. Boa leitura, Magnos Alves

Ingredientes

RECHEIO 2 gemas 40 g de açúcar 20 g de Farinha Finna Tipo I (sem fermento) 250 ml de leite 1/2 colher (chá) de essência de baunilha CALDA 1 xícara de água 3/4 de xícara de açúcar

Leitura na infância Como tornar o hábito da leitura agradável entre as crianças? A partir de que idade elas devem ser introduzidas nesse universo? Página 6

Modo de preparo MASSA – Bata os ovos na batedeira até dobrar de volume. Adicione a essência de baunilha. Acrescente, aos poucos, o açúcar. Com uma espátula, incorpore aos poucos a Farinha Finna. – Quando a mistura estiver homogênea, transfira para uma forma untada com manteiga e farinha de trigo. Asse em forno preaquecido, a 180 graus, por mais ou menos 25 minutos. Espere esfriar e desenforme. RECHEIO – Em uma panela, coloque as gemas, a Farinha Finna e o açúcar. Misture bem. Acrescente leite e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar. Desligue o fogão e incorpore a baunilha. Transfira para um recipiente e cubra com papel filme. – Leve para geladeira para resfriar. CALDA – Misture água e açúcar e leve ao fogo. Deixe ferver até derreter o açúcar. Deixar esfriar. MONTAGEM – Deixe o bolo esfriar e faça alguns furinhos com ajuda de um palito de dente, em seguida, pincele com a calda já fria. Cubra o bolo com o recheio e coloque a segunda camada do bolo por cima. Fure o segundo bolo e pincelar a calda de açúcar novamente. Polvilhe açúcar de confeiteiro. Fonte: “Dicas para cozinhar bem”, de Harold McGee, Zahar, 2010.

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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o. MOSSORÓ 3

@defato_rn

descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

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Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma

Mossoró (RN), Cedida domingo, 27 de maio de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

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Governo vai suspender novos cursos

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Leitura na

infância

O papel da escola e dos pais na formação de novos leitores


tv

>> bastidores

Depois de fiasco com “Celebridade”, Globo aposta em “Belíssima” para reprisar no “Vale a Pena Ver de Novo”

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@defato_rn

>> raio-x

Vânia de Brito se diverte com personagem de “Orgulho e Paixão” e ressalta discussão

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defato com

Mossoró (RN), domingo, 27 de maio de 2018

>> principal

Patrícia Pillar exalta a complexidade cotidiana de “Onde Nascem Os Fortes” página 3

Desafio

frontal


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Seriais

Domingo, 27 de maio de 2018

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Profissão perigo (Mais Globosat, dom, dia 27) O Mais Globosat Play escolheu o final de maio para disponibilizar na íntegra sua mais nova aquisição: a série canadense “Matéria de Risco”. Dividida em oito episódios, a trama retrata o cotidiano de Daisy Channing, de Elyse Levesque, uma novata jornalista que se torna testemunha de um assassinato. Depois do crime, ela se vê mergulhada ainda mais nos bastidores de uma guerra entre facções rivais. Com a supervisão de sua chefe Mary Foster e o apoio de seu colega de trabalho Simon Olenski, papéis de Alex Kingston e Lucas Bryant, respectivamente, ela terá investigar cada ponto do caso e cuidar de sua própria segurança. Em paralelo, o detetive Kevin Lutz, de Lyriq Bent, inicia uma minuciosa investigação sobre a morte. Apesar dos nomes conhecidos do público de tevê, a série teve uma única temporada exibida no emissora canadense CBC ao longo de 2017. Criada pela dupla Sudz Sutherland e Jennifer Holness, do sucesso “She’s The Mayor”, “Matéria de Risco” foi produzida pela gigante Hungry Eyes Entertainment. A estreia no canal Globosat Mais está prevista para 23 de junho.

Para crianças

(GloboPlay, seg, dia 28,) A partir deste mês, o Globoplay, plataforma de streaming de vídeos da Rede Globo, passa a ter conteúdo voltado para as crianças. A curadoria será do Gloob, que, junto ao Gloobinho, compõe a unidade infantil do grupo. Além de receber séries e animações que já são sucesso entre as famílias brasileiras, o acervo contará com uma atração original e inédita: “Escola de Gênios”. A coprodução do Gloob com a Mixer Films conta a empolgante história de Isaac, um estudante de 12 anos que, por conta de suas habilidades incríveis em Matemática, ganha a oportunidade de estudar nessa escola especial. Entre novos amigos e experiências mirabolantes, Isaac descobre a robótica e, com ela, a possibilidade de ajudar a irmã tetraplégica a jogar videogame. A escola, onde jovens mentes brilhantes encontram maneiras divertidas e inusitadas de aprender, mostra desafios surpreendentes e experimentos em diversas áreas de estudo, trazendo às telas a pluralidade e a diversidade entre as crianças brasileiras. Outra atração já confirmada para compor o portfólio é “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”, produzida em parceria com a Conspiração Filmes e marca líder do Gloob.

Poder em exagero

(Netflix, ter, dia 29) Os “Caçadores de Trolls” estão mais fortes que nunca, mas seus inimigos também chegam renovados à terceira e última parte da série de animação da Netflix. Disponível a partir do fim de maio, a produção acompanha a vida de Jim, um garoto de 15 anos que é transformado em um caçador de Trolls e defensor dos Trolls do bem. Tudo acontece depois que ele encontra, sem querer, um amuleto mágico. Enquanto luta ao lado do seu melhor amigo, Toby, e do Troll sabichão Blinky, ele precisa ao mesmo tempo conciliar os ensaios e deveres de casa da escola. Idealizada pelo

cineasta ganhador do Oscar, Guillermo Del Toro, a animação feita em parceria com os estúdios Dreamworks foi cancelada pela Netflix no último mês de abril. Entretanto, histórias derivadas da produção devem motivar a criação de outras séries em 2018 e 2019. Segundo a empresa, a derradeira temporada chega em grande estilo com a adesão de nomes como Tatiana Maslany, Diego Luna e Emile Hirsch dando voz a novos personagens.

Vida em riso

(Netflix, qua, dia 30) Criada e desenvolvida por Tina Fey, Robert Carlock e David Miner, “Unbreakable Kimmy Schmidt” foi uma das primeiras produções cômicas da Netflix a chamarem a atenção do público e da crítica na mesma medida. Premiada em diversos eventos importantes e indicada a 14 Emmys ao longo de três temporadas, a produção chega a sua quarta e última leva de episódios a partir de quarta, 30 de maio. Na trama, Depois de viver durante 15 anos isolada em um culto, acreditando que era uma das únicas sobreviventes de um apocalipse que dizimou a Terra, Kimmy, da ótima Ellie Kemper, descobre que estava sendo enganada. Assim que é liberta, ela decide ir morar em Nova Iorque, onde faz novos amigos e descobre um mundo inteiramente novo, que ela vai desbravar com um desafio por vez. Ao longo dos episódios, a série jogou luz sobre o talento do comediante Tituss Burgess, que interpreta o melhor amigo da iludida e atrapalhada Kimmy. Tática nova e que vem ganhando novos adeptos na tevê americana, a quarta temporada a série será dividida em dois blocos de 6 episódios cada. O começo da nova temporada mostra Kimmy ansiosa para começar seu novo trabalho como gerente de recursos humanos na empresa tecnológica Giztoob. No entanto, após uma grande confusão, a protagonista acaba tendo de enfrentar um complicado caso de assédio sexual.


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>> principal Patrícia Pillar exalta a complexidade cotidiana de “Onde Nascem Os Fortes”

Desafio frontal

nio sobre suas criações. Eu entendo isso de verdade. Mas essa dupla se esquiva dessa egolatria e torna o trabalho colaborativo, onde o elenco também pode oferecer sua contribuição e fica o que é melhor para a obra. Esse processo coletivo torna tudo muito mais intenso. Rola um comprometimento difícil de ser ver na televisão.

P

atrícia Pillar sempre procura “algo mais” em suas personagens. Pode ser alguma trama inovadora, situações que ainda não viveu na ficção ou que possam levar o público a alguma reflexão. Se for para ser mais do mesmo, Patrícia agradece educadamente e fica em casa. “A vida é curta demais para eu me envolver com trabalhos que não me afetam em nada. Sempre pensei no desenvolvimento pessoal que as personagens podem me trazer. Por isso, quero fazer coisas que me transformem, me façam maior. Prefiro ficar no meu canto a ter de fazer algo que não me diz nada”, assume. Pelo estofo e complexidade, Patrícia fala com muita empolgação da intensa Cássia de “Onde Nascem Os Fortes”, uma mãe que busca informações sobre o filho desaparecido e acaba se redescobrindo como mulher em plena aridez do sertão. “Cássia é uma personagem que está por aí. Ela tem motivações e convicções complexas. É uma personagem que me faz sair do conforto e encarar o mundo de frente”, empolga-se. Brasiliense radicada no Rio de Janeiro, Patrícia estreou em novelas na mítica “Roque Santeiro”, de 1985 e, em pouco tempo, tornou-se uma das atrizes mais requisitadas do elenco da Globo. A busca por tipos diferentes e que a instiguem surge a partir dos inúmeros convites que recebe ao fim de cada trabalho. E é a partir de recusas e encontros artísticos

P - O fato de ser uma produção mais curta torna o trabalho mais atraente? R - Nunca fui de selecionar projetos considerando a duração. Minha entrega é a mesma. Por anos, trabalhos mais curtos se tornaram mais valorizados por conta da preparação elaborada e artesanal. Mas novelas estão indo por esse caminho também. Hoje, não há tanta diferença assim.

que ela pauta a diversidade de sua carreira, onde cabe a ousadia de “Salomé”, de 1991, a voracidade da Eliana de “Renascer”, de 1993, e o romantismo puro da sem-terra Luana de “O Rei do Gado”, de 1996. A virada dos 40 anos acabou fazendo com que o nome de Patrícia também fosse lembrando para o posto de vilãs. Dentre as antagonistas recentes, destacase a inescrupulosa Flora de “A Favorita”, de 2008. “Faço o que quero e acho que tenho bom faro para personagens. Mais do que desejos e anseios profissionais, sempre tive em mente as coisas que eu não toparia fazer. Acho que isso fez e faz uma grande diferença quando penso na construção da minha carreira”, valoriza a atriz de 54 anos. P - “Onde Nascem Os Fortes” é seu terceiro trabalho sob a direção do José Luiz Villama-

rim e com roteiro assinado por George Moura e Sergio Goldenberg em pouco mais de dois anos. O que a instiga a trabalhar com essa equipe? R - A qualidade do material. São três profissionais que não trabalham em vão ou por caminhos óbvios. Conheço atores que já ficam de olho quando sabem que os três têm um projeto em andamento. Sou desse time. O Zé (diretor) eu conheci nos bastidores de “O Rei do Gado”. Então, existe amizade, cumplicidade e admiração. E tudo isso cresce a cada novo trabalho. Já o George e o Sergio gostam de criação coletiva, algo incomum no universo dos autores. R - Como assim? P - O texto não para quando eles terminam a história. Na verdade, ele se transforma. Autores gostam de ter total domí-

P - Recentemente, você recusou convites para folhetins como “Velho Chico” e “O Outro Lado do Paraíso”. Como você avalia as propostas? R - Esses dois casos têm razões bem específicas. Quando o Luiz (Fernando Carvalho, diretor) me chamou para “Velho Chico”, tinha acabado de gravar a minissérie “Ligações Perigosas”. Fiquei pensativa. Afinal, com ele e o Benedito (Ruy Barbosa, autor), fiz coisas lindas como “Renascer” e “O Rei do Gado”, mas precisava desacelerar. No caso de “O Outro Lado do Paraíso”, eu estava reservada para outra produção, que acabou sendo cancelada. Avalio as propostas pelo tema, especificidades de personagens e equipe envolvida. Mesmo tendo pouco mais de 50 capítulos, no quesito volume de trabalho, “Onde Nascem Os Fortes” foi exaustivo como uma novela tradicional. Mas isso não é uma reclamação.


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>> close Grávida de seis meses, Milena Toscano faz participação especial em “As Aventuras de Poliana”, do SBT

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Chegadas e partidas

A

os 34 anos – destes, 18 dedicados à carreira – Milena Toscano decidiu priorizar sua vida pessoal. Por isso, quando terminou de gravar “O Rico e Lázaro”, na Record, e logo recebeu o convite para voltar ao ar como a dura Luísa em “As Aventuras de Poliana”, do SBT, ela pensou muito. Apesar da vontade de voltar à emissora de Silvio Santos, ela queria ter calma para tocar seus projetos longe das câmeras. “Queria muito participar da novela, mas também precisava focar na organização do meu casamento”, lembra. Por isso, só começou a participar do folhetim infantil no fim do ano passado, um pouco depois do resto do elenco, que começou a se preparar quase dois meses antes. Mas outro chamado mudou a rota de seus planos. A atriz descobriu que estava grávida durante as gravações e terá de deixar a novela antes de seu fim. “Aconteceu, não foi planejado. Fico com aperto no coração, mas tudo acontece por um motivo”, afirma. Na novela de Íris Abravanel, inspirada nos livros de Eleanor H. Porter, Luísa é a tia da protagonista Poliana, interpretada por Sophia Valverde. Com a gravidez de Milena, a personagem será interpretada por Thaís Melchior. “Por enquanto continuo gravando. Única coisa que acertamos é que sairei definitivamente para viver esse momento, mas

todo mundo da casa me apoiou e entendeu muito”, diz ela, que está no sexto mês da espera de seu primeiro filho. Mas nem por causa disso Milena não está vivendo sua personagem em plena potência. Ela foi fundo na história de Poliana para viver a tia da personagem. “Ela sofreu muito, ficou sozinha durante muito tempo e se fechou para o mundo. Não é, de jeito nenhum, uma pessoa ruim. É só muito cheia de machucados, que a tornaram amarga, dura”, revela, antecipando que sua personagem não é a vilã da história. “Sou a mocinha, juro. Ela só precisa de um tempo”, diverte-se. Depois que Poliana se muda para casa de Luísa, segundo Milena, sua personagem viverá

uma transformação. “Ela é uma criança que sofreu muito, perdeu os pais, e continua enxergando as coisas de uma forma positiva, feliz”, conta. Apesar de se considerar uma pessoa otimista, a atriz conta que trabalhar diretamente com crianças também acabou mudando a sua forma de encarar a rotina e os problemas do dia a dia. “Elas têm uma leveza que a gente vai perdendo ao longo da vida”, justifica. Por isso, ela acha que “As Aventuras de Poliana” é uma boa história para crianças, mas, sobretudo, para os adultos. “Acho que a novela lembra a gente de enxergar as coisas com os olhos de criança”, defende. Natural de Santo André, cidade do ABC Paulista, Milena começou sua carreira aos

16 anos. Como modelo, fez parte de centenas de campanhas publicitárias. “Sonhei durante toda minha infância e adolescência em ser uma modelo famosa”, entrega, entre risos. Por isso, foi preciso muita coragem para se mudar para o Rio de Janeiro para tentar a vida como atriz. Depois de estudar muito, inclusive na Oficina de Atores da Globo, ela começou fazendo participações. Mas foi em 2010, quando passou no teste para viver a protagonista de “Araguaia”, que ela teve certeza de que ia mergulhar no novo ofício. “Foi uma experiência maravilhosa, que abriu portas para mim como atriz e me deu forças para continuar em um caminho tão incerto”, finaliza.


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>> ponto de vista

GNT valoriza sua programação voltada para arquitetura e decoração com o “reality” “Missão Design”

Conceito instantâneo P

rogramas de arquitetura, design e pequenas intervenções residenciais sempre tiveram destaque na grade do GNT. O próprio canal aposta em novas ideias que giram em torno do assunto. Como tudo na televisão parece ter como destino certo o formato de competição e “reality”, é natural o surgimento do “Missão Design” na grade do mais versátil canal do sistema Globosat. Apresentado por Fernanda Paes Leme, o programa fortalece um nicho de produções que já era bem representado por programas como “Decora”, “Santa Ajuda” e “Reforma de Casais”, entre outros. Fernanda aposta alto em sua porção apresentadora e surge leve e totalmente loura à frente de um formato que pode não ser inovador, mas tem seu charme. Com um tema

a cada semana, o programa recebe três participantes que têm até R$ 8 mil para desenvolver um projeto de decoração de um ambiente específico dentro de um container. Ganha pontos quem gastar menos e agradar, o trio de jurados formado pelo urbanista Marcos Vinicius Damon, a arquiteta Paula Otto e o arquiteto de interiores Carlos Carvalho. Carismática, Fernanda é o ingrediente que disfarça a timidez dos participantes e o tom sisudo do júri. Depois de uma passagem pela Band na controversa versão nacional do “XFactor” e de chamar a atenção no próprio GNT a partir do despretensioso “Desengaveta”, Fernanda parece bem afinada com o projeto. Sem experiência na área, a apresentadora acaba aprendendo e se deixando levar

pela própria curiosidade, funcionando como se fosse parte do público. A edição esperta não disfarça as pequenas surpresas que surgem durante as gravações e acaba por deixar tudo ainda mais divertido. Coprodução do canal com a Boutique Filmes, o “reality” tem identidade visual assinada pela produtora paulistana Bold. O clima moderno e “cool” do estúdio, aliás, impressiona. Em vez de mostrar o desenvolvimento dos trabalhos de decoração de forma individualizada, o programa utiliza bem seu espaço para cenografia e o divide em três grandes “caixas” de trabalho. Sem apelar para o já famoso “antes e depois”, o que importa no “Missão Design” não é bem o resultado, mas os caminhos até o projeto de decoração. O

programa acerta ao flertar com conceitos atuais como sustentabilidade e consumo consciente. Além de ter um orçamento limitado, os participantes ganham vantagens ao reutilizarem materiais e investirem na customização de peças. Com apenas 12 horas para deixarem a criatividade fluir, o programa bem que tenta fazer com que os 15 episódios de quase uma hora de duração soem o tempo todo interessantes. A empreitada é difícil. Afinal, existe um roteiro de montagem de móveis e arrumação de objetos que soa forçado e sem graça na televisão. Se tivesse 15 minutos a menos e conteúdo mais concentrado, o programa poderia fluir melhor. É um detalhe que em nada diminui o frescor e a simpatia do projeto.


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Terça (29/05) - Alex garante a Maria Alice que esperará o tempo que for para ficar com ela. Úrsula e Talíssia aconselham Verena a se afastar de Hugo. Pérola afirma que está gorda e Leandro estranha as atitudes da amiga. Tito revela a Jade que teme decepcioná-la. Gabriela se preocupa com o rendimento escolar de Pérola. Marcelo diz a Brigitte que sua voz é desafinada. Érico conta a Tito sobre a armação de Jade para separá-lo de Flora.

Quarta (30/05) - Maria Alice aceita o pedi de namoro de Alex. Tito pede um tempo pa Jade. Verena termina o relacionamento com H go. Pérola agradece sua nova amizade com B e dispensa Márcio. Flora se decepciona com É co. Amanda, Úrsula e Talíssia apoiam Veren que sofre com o machismo de Hugo. Mel reclam a falta de atenção de Gabriela. Gabriela ignora ligações de Estela.

>>Orgulho e Paixão Globo – 18h15

Segunda (28/05) - Cecília convence a todos de que precisa ser internada em uma clínica de repouso. Darcy se incomoda com a atitude de Agatha perante Julieta. Josephine dispensa Uirapuru. Luccino admira a destreza de Mariana na motocicleta. Uirapuru visita Charlotte. Elisabeta diz a Mercedes que se responsabiliza por Charlotte. Jane começa a trabalhar, sem que Camilo saiba. Ema sofre por acreditar que deverá se casar para salvar a família.

Terça (29/05) - Januário se incomoda com o comportamento de Ludmila. O médico explica a Rômulo e Felisberto os procedimentos terapêuticos por que Cecília será submetida. Ernesto afirma a Elisabeta que deseja namorar Ema. Mariana pede que Luccino a ajude a competir na corrida de motocicletas. Jorge se declara a Ema, mas é surpreendido com a notícia de que Amélia está no hospital. Camilo tenta vencer a luta, mas é repreendido pelo juiz.

Quarta (30/05) - Elisabeta afirma a Jane q Darcy é um mentiroso. Amélia está entre a vida a morte no hospital e Jorge propõe casar-se co ela ali mesmo. Elisabeta escreve uma carta pa Darcy. Xavier engana Vicente e descobre os pl nos de extensão da ferrovia de Darcy. Petúlia quando Elisabeta coloca a carta para Darcy caixa de correio. Mariana se apresenta a Lucci vestida como um homem para ser aceita na com petição de motocicletas.

>>Deus Salve o Rei Globo – 19h15

Segunda (28/05) - Afonso se surpreende com o embate de Amália contra Catarina. Afonso pede a Romero que procure Dom Bartolomeu para saber se Catarina foi a Brúnis. Orlando confessa a Lucrécia que a ama. Amália afirma a Afonso que Catarina deve deixar o castelo. Diana informa a Catarina sobre a morte de Dom Bartolomeu. Diana tenta se aproximar de Gregório. Rodolfo descobre que Lucrécia o traiu com Orlando. Rodolfo conversa com Glória, sem revelar sua identidade.

Terça (29/05) - Virgílio comenta com Otávio que Delano pode conhecer o paradeiro de Augusto. Afonso aprova a ideia de Catarina de rezar uma missa para as pessoas que sobreviveram à peste. Catarina lê o bilhete anônimo atirado por Virgílio, que diz saber onde está Augusto. Rodolfo inventa para Glória que se chama Oberdan. Catarina pede a Delano que transfira Augusto para a antiga masmorra de Artena. Aires rende Delano e manda Virgílio buscar Otávio.

Quarta (30/05) - Catarina confessa a Lucío que teme o fracasso de seus planos para Afons Augusto manda Héber se esconder de Otávio avisa que não confia no rei. Otávio manda Dela avisar a Catarina que Augusto é seu prisionei Selena faz Brice prometer que não prejudica ninguém. Glória diz a Naná que se apaixonou p Oberdan. Gregório vê Diana chorando e se ofer ce para ajudá-la. Rodolfo diz a Glória que é capit em Montemor. Catarina parte para Lastrilha.

Globo. – 21h

>>Segundo Sol

Segunda (28/05) - Luzia observa Ícaro e Manuela juntos. Ícaro afirma a Manuela que irá morar com ela. Rosa e Ícaro se amam, e a moça teme a reação de Laureta caso descubra o envolvimento dos dois. Luzia e Cacau se unem e pedem perdão uma A outra. Beto revela a Valentim que amou uma mulher antes de Karola. Luzia e Cacau conversam sobre Beto e Roberval. Selma se declara para Maura, quando Lourival chega. Karen discute com Manuela, e Edgar tenta defender a menina.

Terça (29/05) - Beto não consegue alcançar Luzia. Roberval se declara para Cacau e afirma que nunca a esqueceu. Valentim discute com Karola por causa de Beto. Beto garante a Clóvis que lutará por Luzia. Karola pede ajuda a Laureta. Beto volta a compor e Dodô se preocupa quando o filho menciona seu amor por Luzia. Ícaro comenta com Rosa que não está satisfeito em trabalhar para Laureta. Rosa enfrenta Laureta. Beto revela a Valentim que é Beto Falcão.

Quarta (30/05) - Valentim se revolta cont Beto e a família por terem mentido para ele. R berval rejeita Zefa e Cacau desconfia das inte ções dele. Karola se desespera ao saber que V lentim descobriu sobre Beto. Luzia prome ajudar Manuela a falar com Ícaro. Valentim dec de sair de casa. Dodô afirma a Clóvis que o fil não tem talento para a música, e Naná repreen o marido. Zefa lamenta com Severo sobre t abandonado Roberval.

>>Carinha de Anjo SBT - 20h30

Segunda (28/05) - Haydee diz que assim que Flávio se recuperar prestará contas para a justiça. Delegado Peixoto explica que Leonardo ainda precisa ser encontrado. Cecília conta para Fátima que acha que talvez esteja grávida. Miguel e Zeca fazem o show de abertura de Daniel e encantam a plateia. Fátima leva Cecília ao médico para descobrirem no exame se ela está ou não grávida. A mulher descobre que será mãe e Dr. André é o responsável por dar a notícia.

Terça (29/05) - No show, Daniel lembra de João Paulo, fala de Zeca e Miguel e convida a dupla a voltar no palco para cantarem os três juntos. Leonardo volta para seu antigo apartamento em Doce Horizonte, telefona para alguém misterioso e diz que precisa agir rápido para a queridinha de Gustavo não escapar. Cecília e Gustavo vão ao quarto de Dulce Maria e revelam para a carinha de anjo que ela vai ter um irmão ou irmãzinha. Dulce fica feliz e abraça os pais.

Quarta (30/05) - Diana e Inácio conversa com a Madre Superiora e diz que a gravado alugou uma casa em São Paulo para eles toc rem a carreira de Miguel e Zeca. Leonardo s questra Cassandra na rua e diz que ela vai s obrigada a ajudá-lo a acabar com a família L rios. Zeca e Juju conversam sobre lidar com namoro à distância. Na escola acontece a fes de 50 anos do colégio de Doce Horizonte, q têm como tema os sentimentos.

Segunda (28/05) - Helô tenta convencer Luísa a deixar Poliana estudar na Escolha Ruth Goulart com 50% de desconto na mensalidade. Raquel e Lorena tentam ligar para a mãe, com quem não falam há muito tempo. Marcelo vai com Guilherme até a casa de Roger. O homem fica irritado, chama o filho de moleque e discute com Marcelo. Roger diz que Guilherme vai voltar a estudar na Ruth Goulart. João anda com uma caixa de papelão após terem roubado suas roupas.

Terça (29/05) - Poliana intervém na reunião e tenta convencer todas a ajudarem quem está próximo e não apenas ONG’s internacionais, mas Luísa diz que não adianta. Marcelo tenta fazer um jantar para Débora, mas a mulher não é muito carinhosa com a atitude do companheiro. Jeferson dá uma chance para João ajudá-lo nas entregas, mas alerta o menino para não comer os doces. Luísa recebe um quadro errado que havia encomendado na galeria. Marcelo vai na

Quarta (30/05) - Filipa e Yasmin jogam os livr de Poliana no chão e dizem que ela não é bem vinda ali. Poliana responde que não concorda vai para a aula. Éric e Hugo caçoam de Lui Poliana intervém e acaba sendo amiga do gar to, que apresenta os detalhes da escola. Um so de microfonia começa na apresentação de iníc de ano. Poliana mexe na mesa de som e os m ninos encrenqueiros baixam a cortina expon Poliana, que é acusada injustamente.

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (28/05) - Marcelo revela a Gabriela e Rafael que o Conselho do Sapiência pede a expulsão de Érico para dar continuidade ao projeto com a ONG. Érico se envolve em uma briga com Cláudio. Pérola implora para que Isadora retire a queixa contra Érico. Isadora faz uma declaração inocentando Érico do roubo em sua mansão. Érico e Flora se beijam. Getúlio ajuda Isadora a se livrar de sua dívida com o condomínio.

>>As Avent. de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas


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ido ara HuBia Érina, ma a as

Quinta (31/05) - Bia impede que Pérola coma e a menina acaba desmaiando. Tito afirma a Flora que deseja ficar com ela. Garoto agradece o apoio de Heitor e Tito. Rosália comemora sua nova casa. Vinícius e Talíssia confessam a Rafael e Verena que estão apaixonados. Paulo pressiona Gabriela a ligar para Estela. Pérola se insinua para Alex. Brigitte acredita que Leonor seduziu Marcelo. Jade alerta Gabriela para o desmaio de Pérola.

Sexta (01/06) - Jade afirma que fará Tito esquecer de Flora e beija o menino. Alex diz a Maria Alice que Gabriela está preocupada com Pérola e fará um jantar para a menina. Bia faz insinuações sobre a forma física de Pérola. Pérola confessa a Alex que está confusa com seus sentimentos e reações. Tito afirma a Jade que não conseguirá ficar com ela. Gabriela conforta Pérola, que chora.

que ae om ara lavê na ino m-

Quinta (31/05) - Jorge se casa com Amélia, e Ema sofre. A plateia da luta clandestina vibra com a performance de Ernesto, que entra no ringue para defender Camilo. Susana percebe a afeição de Julieta por Aurélio. Fani humilha Nicoletta. Xavier atrapalha os planos de Darcy para sua ferrovia. Ludmila revela a Elisabeta que a fábrica está perdendo clientes por causa de seu envolvimento com Januário. Petúlia conta para Susana que resgatou a carta de Elisabeta para Darcy, e Olegário ouve.

Sexta (01/06) - Venâncio se interessa por ler textos de Elisabeta. Jorge revela a Ema que Amélia sofre de uma doença terminal. Susana e Petúlia falsificam a carta de Elisabeta para Darcy. Lídia decide se casar com Otávio, e Randolfo sofre. Mariko afirma a Elisabeta que Cecília lhe parece em perfeitas condições de saúde. Rômulo dispensa Anastácia.OBarãodesfazsuaaliançacomXavier.Brandão vê Mariana/Mário e questiona Luccino. Charlotte diz a Uirapuru que deseja reatar o namoro dos dois.

Sábado (02/06) - Darcy se desespera com a falsa carta de Elisabeta e decide ir a São Paulo. Rômulo consegue afastar Carolina. Otávio confessa a Brandão que não deseja casar com Lídia. Susana convence Olegário a não revelar a Darcy sobre a falsa carta. Cecília decide deixar a clínica e Rômulo apoia a esposa. Tibúrcio proíbe Ernesto de comentar com Rômulo sobre a presença de Edmundo em São Paulo. Mariana/Mário garante a Luccino que está pronto para competir.

ola so. oe ano iro. ará por retão

Quinta (31/05) - Catarina conta a Augusto que Otávio quer se casar com ela para unir os reinos de Artena e Lastrilha. Catarina se surpreende ao ver Virgílio. Afonso tranquiliza Amália sobre a participação dela em um evento com reis e rainhas de Cália. Amália tenta convencer Selena a se relacionar com Tiago. Lucrécia decide partir para Alcaluz. Selena conta a Ulisses que está namorando Tiago. Afonso pergunta a Catarina o que ela foi fazer em Lastrilha.

Sexta (01/06) - Catarina conta a Afonso que Otávio propôs uma aliança entre Artena e Lastrilha. Orlando se entristece ao ver que Rodolfo e Lucrécia reataram sua união. Afonso diz a Amália queGregórioseráseututorparaprepará-laaassumir o trono. Otávio decide ir a Montemor mesmo não tendo sido convidado por Afonso para o banquete. Rodolfo pede ajuda a Petrônio para se encontrar com Glória. Na recepção aos reis de Cália, a rainha de Alfambres despreza Amália e se dirige a Catarina.

Sábado (02/06) - Otávio avisa a Augusto que anunciará seu casamento com Catarina. Agnes aceita a proposta de treinamento de Brice. Orlando escuta a conversa de Rodolfo com Petrônio sobre Glória. Afonso e Gregório levam os reis para visitar a mina que pretendem dar como garantia ao empréstimo pedido. Teodora se oferece para ajudar na cozinha de Ulisses. Otávio chega ao banquete, surpreendendo Catarina.

tra RoenVaete cilho nde ter

Quinta (31/05) - Luzia explica a Ícaro que deseja apenas conversar com o rapaz. Valentim reafirma a Beto que se afastará caso o pai não desfaça a mentira sobre sua morte. Doralice descobre que Beto Falcão está vivo e se revolta contra Ionan e a família. Luzia desabafa com Cacau sobre Ícaro. Roberval surpreende Cacau em seu restaurante. Edgar questiona Severo sobre Zefa. Remy ilude Clóvis com promessas sobre seu futuro como artista.

Sexta (01/06) - Beto hesita em subir ao palco e Valentim maldiz Beto Falcão diante da plateia. Luzia comenta com Groa que Beto Falcão se parece com Miguel. Karola tenta confortar Valentim, que sofre por não ter conseguido desfazer a farsa sobre a morte de seu pai. Valentim pede abrigo para Acácio. Karola questiona Beto sobre sua nova composição. Nestor e Naná falam sobre o passado dos dois. Dodô exige que Nestor se afaste de Naná.

Sábado (02/06) - Karola se desespera com a notícia de que Luzia está de volta. Luzia e Valentim ficam amigos. Manuela discute com Rosa. Manuela se incomoda com a aproximação entre Valentim e Luzia. Valentim declara sua paixão para Rosa. Remy desconfia de que Karola guarda um segredo com Laureta. Beto procura Cacau e propõe alugar sua casa em Boiporã. Valentim revela a Dodô e Naná que está abrigado no casarão ocupado pela comunidade de Acácio.

am ora caseser Lámo sta que

Quinta (31/05) - Cassandra telefona para Gustavo forçada por Leandro e pede para que ele e Adolfo vão se encontrar com ela. Na escola, Frida canta com a noviça Fabiana. Diana, Fabiana e Cecília conversam sobre a mudança e a gravidez. Os capangas de Leonardo entram na casa e amarram Franciely e Silvestre. Cecília chega com Dulce Maria e são surpreendidas com Leonardo.

Sexta (01/06) - Leonardo diz que quer Dulce Maria. O homem empurra Cecília, que desmaia. Leonardo foge com Dulce. Cassandra, que está amarrada no apartamento de Leonardo, consegue se soltar, mas percebe estar trancada no local. Gustavo recebe um telefonema de Cassandra contando todo ocorrido. Delegado Peixoto e o policial Ribeiro são acionados. Cassandra consegue sair do apartamento e fica preocupada com Dulce Maria.

ros mae igi. room cio mendo

Quinta (31/05) - Antônio leva João até a casa de Luísa. Mirela dança em seu quarto, mas é interrompida por Dona Branca. Na escola, Éric e Hugo avisam todos que Luigi é o eleito do ano para ser perseguido por eles. Poliana tem sua primeira aula de dança e comenta com Débora que acha que se Luísa reencontrar seu amor do passado possa ficar mais feliz. Éric e Hugo decidem chamar Luigi de “Conde Frácula”, devido o garoto passar protetor solar no rosto por ter pele sensível.

Sexta (01/06) - Lindomar aparece e ajuda João ao afirmar que conhece o garoto e que os rapazes não podem mexer com ele. Lindomar leva João até sua casa, pois o menino está passando mal. Luigi tenta várias alternativas para que Éric e Hugo parem de pegar em seu pé. João descobre uma passagem para uma sala abandonada da escola e decide fazer do local seu lugar seguro para morar. Luísa e Sr. Pendleton se cruzam na rua.


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perguntas Felipe Rocha comemora sua volta às novelas em “Malhação – Vidas Brasileiras”

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Ânimo renovado

A

relação de Felipe Rocha com a tevê sempre foi efêmera. Com pequenas participações em novelas e alguns papéis em séries de curta duração, o ator parecia não querer se comprometer. Aceitar o convite para viver o passional Paulo em “Malhação Vidas Brasileiras”, entretanto, mostra que Felipe está disposto a ter um outro tipo de vínculo com a televisão. “Estava sempre ocupado com outras coisas. Mas adoro fazer tevê. Acho que hoje em dia, a televisão é um lugar muito frutífero e diverso. Faltava um personagem como o Paulo para que eu tivesse a chance de fazer uma novela inteira e me envolver em um processo de construção mais intenso”, analisa. Nascido em Paris, na França, Felipe é Ator, autor, diretor, acrobata, bailarino e músico. No início dos anos 1990, começou a atuar em peças e curta-metragens de amigos. A televisão só entrou na sua vida no final da década, ao viver o mocinho Dino em “Torre de Babel”. Nos últimos anos, ele esteve em “Copa Hotel” e protagonizou “Lili, A Ex”, no GNT, e fez uma pequena ponta em “Filhos da Pátria”, da Globo. Paralelamente, esteve nos palcos cariocas com a elogiada “O Abacaxi”, desempenho que acabou rendendo a Felipe o convite para “Malhação - Vidas Brasileiras”. “Não sei bem ao certo, mas diretores e produtores de elenco me viram no

teatro e me chamaram. É um reencontro com novelas e tem sido muito interessante”, explica. P - Seu personagem em “Malhação - Vidas Brasileiras” discute o machismo a partir de um casamento em crise. Como você encara o tema? R - O Paulo tenta lutar por esse amor, mas acaba se enrolando. Em vez de mostrar que ele é um marido bacana, acaba virando um cara machista. A ponto de sugerir que a Gabriela largue a escola, esqueça que é professora e fique em casa, onde ele possa controlar a situação. Isso é impensável. Ninguém segura ninguém. A situação é insustentável. Acho interessante a maneira com que atitudes machistas tão comuns em relacionamentos são abordadas pela novela.

P - É um assunto muito discutido nos bastidores? R - Acho que na vida, não é? O empoderamento feminino está em todo lugar. E os homens têm muito a ouvir e aprender. Nesse contexto, a gente sempre questiona quando é amor e a partir de quando esse sentimento vira insegurança e interferência na vida alheia. Os jovens dessa temporada têm uma visão muito legal sobre o tema. Eu fico bem impressionado e feliz. P - Como assim? R - Embora a gente esteja vivendo um período perigoso, onde algumas pessoas teimam em defender ideias do passado, vejo uma juventude questionadora, consciente de seu papel no mundo e disposta a se despir dos pequenos preconceitos cotidianos. A gente ainda tem

muito machismo, homofobia, gordofobia, racismo, mas acho que as pessoas estão mais ligadas em superar isso. Quem não para pensar sobre isso, está ficando para trás. P - Você é figura frequente em séries de canais pagos como GNT, Multishow e Fox. Novelas estavam fora de seus planos? R - São coisas da vida. Na verdade, as séries me deixam mais livres para fazer outras coisas que eu gosto, como teatro e música. Mas se acontece algum convite interessante, é claro que eu crio a disponibilidade. Tenho duas novelas no currículo, “Torre de Babel” e “Laços de Família”, mas essa é a primeira vez que estou no elenco desde o início, participo do processo de composição e integração entre os atores. Foi uma experiência muito gostosa. Acho que a televisão se ligou que é preciso cuidar melhor do estofo das produções. P - Essa temporada de “Malhação” promete ser uma das mais longas da história recente da produção. Você teve de readaptar sua agenda para esse compromisso? R - Bastante. Achei isso muito irônico. Fiquei anos longe das novelas e, quando volto, fico sabendo que o personagem deve durar cerca de um ano e meio. Acredito nesse projeto. Acho que essa temporada aborda assuntos pertinentes e os personagens têm condições de serem desenvolvidos de forma adequada. O Paulo tem um desenho bonito, ele vai se abrindo aos poucos. É inspirador. Acho que é o momento de investir de forma mais incisiva na televisão aberta. Tenho alguns filmes para lançar ao longo de 2018, mas o foco é o vídeo mesmo. Nem dá tempo de fazer outras coisas.


Domingo, 27 de maio de 2018

Olhar de aprendiz >> raio x Vânia de Brito se diverte com personagem de “Orgulho e Paixão” e ressalta discussão

O

brilho no olhar e o tom de voz de Vânia de Brito entregam a animação com que ela lida com o trabalho na televisão. Não é para menos. Aos 56 anos, a atriz ainda se considera uma novata no meio. Afinal, “Orgulho e Paixão”, onde vive a divertida Agatha, é a primeira novela em seu currículo. Antes disso, Vânia interpretou a Cecília em “Supermax”, papel que a revelou para o grande público, e fez algumas participações. Mas foi ao teatro que dedicou boa parte de seu tempo. Até que resolveu “trocar de lado” quando abriu a própria agência de atores e também passou a escrever roteiros para o cinema, em coprodução com a Argentina. Por isso, o convite do autor Marcos Bernstein para fazer um teste para a atual novela das seis foi quase uma surpresa. “Estou exercitando um outro lugar porque não faço muito tevê. E acho interessante, com a novela, mostrar a delicadeza daquela época, o requinte e algumas mulheres querendo abrir a janela para a vida, para o mundo”, aponta. Na história, Agatha é dona da casa de chá Vale do Café. O estabelecimento é o principal ponto de encontro da cidade. Consequentemente, a personagem interpretada por Vânia interage com quase todo mundo da novela. “A casa de chá é

onde estão todas as fofocas da região e Agatha está ali, entre servir e ouvir o tempo todo. Ela é uma espécie de jornalista da época, que vai ouvindo as coisas, transformando-as e levando-as para todos os lugares”, brinca. A personalidade de Agatha também fica evidente no figurino extravagante que a atriz usa em cena. A caracterização, inclusive, ajuda Vânia a compreender ainda mais a postura de sua personagem perante as situações que se

apresentam na trama. “Ela fica imitando as mulheres da capital, com as roupas exageradas e os cabelos cheios de flores. Agatha tem um mistério, ninguém sabe de onde ela veio e como foi parar ali”, explica. Nome: Vania Maria de Brito. Nascimento: Em 9 de abril de 1962, em Aracaju. Ao que assiste na tevê: “Um pouco de tudo. Séries, novelas, notícias e documentários”. Ao que não assiste na te-

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vê: “Sensacionalismo”. O que falta na televisão: “Programas relacionados a temas como bem-estar e qualidade de vida”. O que sobra na televisão: “Programas sensacionalistas”. Livro: “A obra completa de Manoel de Barros. Gosto de todo tipo de leitura, em especial os livros de roteiro, biografias e filosofia”. Música: Nina Simone. Ator: Ary Fontoura. Atriz: Vera Holtz. Mania: “Olhar o mar”. O primeiro trabalho na tevê: “Champagne”, exibida pela Globo em 1983. Um momento marcante na carreira: “Atuar na série ‘Supermax’”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse atriz, o que seria: Psicóloga. Humorista: Paulo Gustavo e Miguel Falabella. Novela preferida: “Orgulho e Paixão”. Personagem mais difícil de compor: “A Cecília de ‘Supermax’”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “O BemAmado”, exibida pela Globo em 1973. Que papel gostaria de representar: “De uma vilã ou mulher nordestina”. Filme: “O Escafandro e a Borboleta”, de Julian Schnabel, e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, de Michel Gondry. Autor predileto: William Shakespeare. Vexame: “O momento político do Brasil”. Um medo: “De nadar”. Projeto: “Meus roteiros de cinema: ‘Olhos D’Água’ e ‘Margem’”.


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Um dos protagonistas de “Z4”, Matheus Lustosa terá de dançar e cantar de verdade na série do SBT

Domingo, 27 de maio de 2018

Múltiplo talento

M

atheus Lustosa é focado. Aos 16 anos, o jovem ator sabe exatamente o que quer. E se dedica para se tornar um profissional cada vez mais completo. Ainda que a interpretação seja sua principal base de trabalho, ele sempre esteve envolvido com outras expressões artísticas ao longo dos anos. Agora, poderá aliar esses conhecimentos a um personagem. Na pele do Rafael de “Z4”, nova série do SBT, Matheus terá de dançar e cantar de verdade, já que interpretará um dos integrantes de uma “boy band”. Nada que seja uma grande dificuldade para ele. Afinal, o ator já estava estudando canto e fazendo aulas de violão antes da escalação para o papel. Mesmo assim, se especializou para a série. “Na preparação, tive aula de canto, dança e interpretação com professores incríveis com os quais pude aprender muito”, elogia. Já em relação à dança, Matheus tinha intimidade apenas com o sapateado, estilo que chegou a praticar por um tempo. Para se sentir à vontade e confiante nos passos sincronizados típicos de “boy bands” como ’N Sync e Backstreet Boys, o ator conta com as instruções da coreógrafa da série. “Estou aprendendo dança a cada aula, a cada coreografia”, diz. Além de treinar as performances que protagoniza em “Z4”, Matheus aproveitou os encontros com o elenco da novela para estudar o texto, fazer exercícios de interpretação e

desenvolver o entrosamento com os colegas. “Também fiz pesquisa por minha conta quando recebi a sinopse da série. A preparação da série começou para mim em janeiro e as gravações, no fim de marco”, conta. Produzida em parceria entre SBT, Formata e Disney Channel, “Z4” conta a história do empresário Zé, interpretado por Werner Schünemann, que pretende formar uma “boy band”. Assim, ele escolhe quatro jovens que passam as férias ensaiando em sua mansão até o lançamento do grupo. Além de Rafael, o quarteto é formado por Enzo, Luca e Paulo, vividos,

respectivamente, por Apollo Costa, Pedro Rezende e Gabriel Santana. A série também será lançada com dublagem em espanhol e exibida em países como Argentina, México, Colômbia, Chile, Paraguai e Uruguai. “Fiz a gravação do piloto da série há quase três anos e, mesmo assim, tive de fazer teste de canto”, explica Matheus, que está empolgado com a oportunidade de viver um dos protagonistas da produção. “Minha rotina tem sido bem intensa, mas muito boa, com aprendizado. Estou muito feliz”, vibra. Esta não é a primeira vez que Matheus integra o elenco de uma

produção voltada para o público infantojuventil. Também no SBT, ele fez parte do “remake” de “Chiquititas”, novela que o tornou mais conhecido. Antes disso, teve sua primeira experiência na televisão com o especial de fim de ano “Tá Tudo Em Casa”, da Record, e fez uma participação em “Carrossel”. Já em “Os Dez Mandamentos”, precisou trabalhar para encontrar o tom formal exigido por seu personagem, Back. Algo completamente diferente de seus trabalhos anteriores. “Foi muito bom, depois de novelas infantis poder participar de uma novela de época, com adultos”, salienta.


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Domingo, 27 de maio de 2018

>> BASTIDORES Depois de fiasco com “Celebridade”, Globo aposta em “Belíssima” para reprisar no “Vale a Pena Ver de Novo”

Bela da tarde

A

s tardes da Globo exigem atenção dos executivos da emissora. Afinal, qualquer mudança na programação pode ser fatal para a audiência. E nem sempre uma novela que fez sucesso em sua exibição original alcança a mesma repercussão anos depois no “Vale a Pena Ver de Novo”, que divide a grade vespertina com o “Vídeo Show” e a “Sessão da Tarde”. Mas as chances de um bom desempenho aumentam caso a recepção já tenha sido positiva. Por isso, “Belíssima”, que agradou ao público 13 anos atrás, volta ao ar a partir do dia 4 de junho para substituir a reprise de “Celebridade”, que despencou a audiência do horário, com média de 13,8 pontos – sua antecessora, “Senhora do Destino”, acumulou 16,4 pontos, 16% a mais. Com atores renomados no elenco, como Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Gloria Pires e Irene Ravache, e jovens talentos que se revelaram ali, como Cauã Reymond e Paolla Oliveira, “Belíssima” é a primeira novela assinada por Silvio de Abreu exibida no “Vale a Pena Ver de Novo” desde que ele assumiu o cargo de Diretor de Teledramaturgia, em 2014. “Vejo que a novela se mantém atual e também o quanto ela foi importante para cada um de nós. Todos temos ótimas recordações porque foi um período muito feliz em nossas vidas. Além de ter sido um trabalho prazeroso, ‘Belíssima’ foi um enorme sucesso”, afirma o autor.

Em 2005, “Belíssima” colocou em pauta a discussão sobre a ditadura da beleza. Para isso, Silvio de Abreu escolheu como alguns dos ambientes para sua história a luxuosa fábrica de roupas íntimas que dá nome à novela, a agência de modelos Razzel Dazzel e a academia de ginástica Physical. A figura que representava o discurso de que a sociedade gira e torno de aparências e do sucesso era Bia Falcão, interpretada por Fernanda Montenegro. A vilã, uma das mais marcantes da teledramaturgia brasileira, desprezava a neta, Júlia, papel de Gloria Pires, por julgá-la uma mulher apenas comum. Ao longo dos capítulos, Bia Falcão foi capaz de muitas armações ao lado de André Santana, vivido por Marcello Antony. Inclusive, forjar a própria morte para, mais tarde, ter uma volta triunfal. “Surpreendentemente, mais de uma década depois, a novela é moderníssima. Não só pela temática, mas também pela qualidade de enquadramento, direção, a coragem de cortes, os figurinos, os

cenários. Tudo tem uma estética muito contemporânea”, elogia Fernanda. Parte da história se passava na Grécia. Por isso, algumas cenas foram gravadas em Atenas, capital do país, nas ilhas de Milos e Santorini. O último destino serviu como pano de fundo para o romance entre Vitória, interpretada por Claudia Abreu, e Pedro, de Henri Castelli, herdeiro de Bia Falcão. Do amor dos dois, nasceu Sabina, papel de Marina Ruy Barbosa, na época com 10 anos. “Apesar da pouca idade, eu já sabia que queria ser atriz. E ‘Belíssima’ foi especial. Aprendi demais com esse elenco”, recorda ela, que atualmente é protagonista de “Deus Salve O Rei”. Na Grécia, também vivia Nikos Petrakis, de Tony Ramos. O grego trabalhava no bar de Vitória e Pedro e, no dia do casamento dos dois, conhece Júlia, por quem acaba se apaixonando. Diretora da novela, Denise Saraceni lembra de como o processo de trabalho foi enriquecedor para a toda a equipe na época. “Foi sur-

preendente ver como ficamos ligados, como temos sintonia artística, humana e de conhecimento. ‘Belíssima’ foi um momento muito feliz da televisão brasileira, uma semente bacana, com atores que se revelaram grandes talentos. Outros, já consagrados, fizeram um incrível trabalho”, salienta. Longe dos cenários paradisíacos gregos, a trama principal se passava em São Paulo, onde estava também o divertido núcleo da família de Katina e Murat, interpretados por Irene Ravache e Lima Duarte. Claudia Raia vivia Safira, a atrapalhada filha do casal que se envolvia com o mecânico Pascoal, de Reynaldo Gianecchini. “Foi um grande momento na minha carreira. Este trabalho me deu a oportunidade de atuar não como um galã, mas em um papel cômico, diferente de tudo que havia feito”, lembra o ator. Outra revelação do elenco foi Paolla Oliveira, que fazia sua primeira novela na Globo. A atriz dava vida a Giovana, filha de Safira que sonhava em se tornar modelo.


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Domingo, 27 de maio de 2018

Zapping

>> por Caroline Borges

Palavra de honra Contratado da Globo há quase duas décadas, Carmo Dalla Vecchia é do tipo que respeita seu vínculo com a emissora. Antes de dar vida ao Rafael de "Malhação - Vidas Brasileiras", o ator esteve pré-escalado para diversas produções, como a futura novela de Aguinaldo Silva para o horário das nove e "Orgulho e Paixão", a atual trama das seis. Por fim, acabou como o humanista dono da ONG Sapiência. "Já tive outros convites para atuar na produção. Mas sempre estava envolvido com outras coisas. Gosto desse contato com o jovem. Acho que acabo me renovando. Afinal, eles ainda não têm os vícios de interpretação que os atores que estão na estrada acabam adquirindo", avalia. Gravando de segunda a sexta, Carmo negocia com a direção da novela horários mais alternativos de trabalho. Ainda neste semestre, ele estará na versão teatral de "1984", texto clássico de George Orwell. E, a partir de agosto, volta aos musicais com "Aurora", do diretor Roberto Alvim.

Novos nomes

Nando Rodrigues vai entrar em "Orgulho e Paixão" para tumultuar a vida de Ema, mocinha de Agatha Moreira. Na trama de Marcos Bernstein, o ator viverá o boêmio Edmundo e vai propor casamento à jovem para salvar sua família da falência. Na verdade, o casamento com Ema seria bom para os dois, já que o rapaz precisa provar ao pai, Tibúrcio, de Oscar Magrini, que é um sujeito responsável.

Jogo do gordo

Depois de muita negociação, Jô Soares assinou com a Fox Sports. Apaixonado por futebol, o apresentador vai comentar a Copa da Rússia e participar do programa "Debate Final". Íntimo do torneio, Jô já escreveu, inclusive, um livro sobre a disputa de 1950. Ao lado de Armando Nogueira e Roberto Muylaert, ele é autor de "A Copa Que Ninguém Viu E A Que Não Queremos Lembrar", de 1994.

Justinho você

Thaila Ayala é uma das favoritas para viver um dos papéis centrais de “Coisa Mais Linda”, série original da Netflix produzida pela Prodigo Films. Anunciada no ano passado, a produção vai retratar o início da Bossa Nova e o momento de efervescência cultural do Rio de Janeiro entre o final dos anos 1950 e o início da década de 1960.

Mil e uma funções

Fábio Porchat é incansável. Além de apresentar um “talk show” diário na Record, o humorista segue firme em seus projetos solos e ao lado da trupe da Porta dos Fundos. Ainda este ano, ele participa das gravações de "Homens", série que mostra quatro amigos machistas tentando lidar com o crescimento do movimento feminista. Além de atuar, Porchat também é um dos roteiristas da produção.

Loura de novo

Grazi Massafera aproveitou uma campanha publicitária para voltar a ser loura. Patrocinada por uma marca de cosméticos, a atriz se despediu do tom castanho escuro que adotou para viver a rebelde Lívia de "O Outro Lado do Paraíso".

De olho na concorrência

No ar há pouco mais de dois meses na Band, Catia Fonseca se mostra bem satisfeita com o desempenho do vespertino "Melhor da Tarde". Segundo a apresentadora, o segredo da boa repercussão do programa está na versatilidade de assuntos e liberdade para mudar todos os dias. "Essa autonomia é maravilhosa. A gente consegue ter ideias e realizá-las. É um outro jeito de se fazer tevê aberta", conta. Com 24 anos de experiência como apresentadora nas costas, Catia passou os últimos 16 trabalhando apenas para o público de São Paulo ao comandar o "Mulheres", da TV Gazeta.


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