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Jornal de Fato

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STYLE STYLE STYLE STYLE STYLE

Coluna destaca moda

verão para homens

Saiba combater a síndrome do intestino irritável

O editorial de hoje da coluna Style mostra a tendência para a moda masculina neste verão. SUA VIDA 4

A revista DOMINGO traz material sobre a síndrome do intestino irritável, que é uma das misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo. DOMINGO 8

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019 | EDIÇÃO 5.371 – ANO XIX | R$ 2,50

Assessoria

Isolda diz que eleição de 2020 não será antecipada

Segurança do RN ainda funciona de maneira precária

>>O sistema de segurança do RN segue funcionando com estrutura deficitária: penitenciárias com deficiências e número pequeno de policiais. MOSSORÓ 5 Site Pixabay

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) afirmou que cumprirá sua missão e que 2020 não será antecipado. POLÍTICA 3

ICMS pode render R$ 8 mi a Mossoró A proposta de alteração no ICMS do petróleo a ser entregue ao Governo do RN poderá render a Mossoró mais de R$ 8 mi. MOSSORÓ 1

Doni Castilho e Fábio Davini

É bom ter cuidado com o Aedes Verão não combina com doença. Portanto, é bom ter alguns cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti. ESTADO 3

Rally RN está com inscrição aberta e será em abril A inscrição ao Rally RN 2019 já pode ser feita. Evento completa 21 edições neste ano e ocorrerá em abril. ESTADO 4 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

NESTA EDIÇÃO [32 PÁGINAS]

FRANCESES DE OLHO NA ENERGIA A produção de energia limpa no RN está chamando a atenção de investidores franceses. ESTADO 1

OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS MOSSORÓ..............................P1 A 8 ESTADO ........................................ P1 A 4 DOMINGO ...................................... P1 A 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

O ARCO Johann Freire

Escritor e bibliófilo johannfreire@msn.com

Ilustrativa

seus punhados de terra, pouco a pouco engolfa tudo ao redor. 2.

Nada fica, a própria memória é uma mitologia, tenho-me como testemunha mas nada garante que um dia não negue tudo, então haverá este processo verbal, museu portátil que com um gesto, dizem, está salvo. (“Save”, de Pedro Mexia) 1. Um fim de tarde frio, úmido e nublado. Quando por fim começa a chuviscar, o meu caixão, devidamente adaptado, como se tivessem acabado de velar um fragmento de uma obra arquitetônica ou um trambolho qualquer, já repousa sob os tradicionais sete palmos de terra. Umas cinco ou seis pessoas (cujos rostos não me dizem nada) se dispersam em silêncio. Diante da minha lápide só fica uma senhora, o vestido preto muito justo envolvendo um corpo ainda rijo e aprumado, o guarda-chuva fechado fazendo as vezes de bengala. Com um lenço enxuga as gotas não se sabe se de chuva ou de lágrima que a intervalos escorrem por suas faces macilentas. Tampouco recordo que tipo de relação ela mantinha comigo, se é que manteve alguma. Poucos dias ou meses antes do meu sepultamento eu havia lido no jornal uma matéria boba sobre vícios inusitados. Vício em mastigar gelo, vício em beber sangue, vício em usar perucas, vício em cheirar talco, vício em comer sacolas plásticas. Mas um em particular me chamou a atenção: vício em velórios; existia até, com sede em Ohio, EUA, um grupo de apoio aos viciados em velórios anônimos. Por um segundo penso que ela poderia pertencer a essa categoria, mas não, naturalmente não. Instantes depois, a tarde, a chuva e a senhora também se vão, como se por consideração a mim. Então noto que, antes de sair, ela pousou o lenço sobre uma das extremidades da lápide. Um lenço verde-musgo, de seda. Aquele lenço era meu. Quase posso sentir o perfume dele. Não demora e a noite, com os

Sinto dificuldade em rememorar minha vida pregressa, sobretudo os fatos mais decisivos, mais definidores da minha personalidade, daquilo que eu poderia chamar de minha trajetória. Dos instantâneos que às vezes pululam em minha mente (agora que não passo disso), só se revelam imagens de uma platitude constrangedora, quase sempre ambientadas no café Savoy, na Cidade Velha, provavelmente porque lá diluí boa parte dos meus dias, e porque lá expirei. Recordo vagamente uma rotina, não sei se de muito tempo estabelecida. Uma rotina e, depois, a paralisia que engessou meu corpo. Eu acordava em minha cama de solteiro, o sono se dissolvendo em minúsculas partículas rapidamente. Uma veneziana da janela em frente deixava escapar uma faixa de luz, um arpão de pesca lançado às profundezas do meu oceano. Calçava as pantufas, ia para o banheiro, esvaziava a bexiga, a essa altura um conta-gotas, nem reflexo do jorro da juventude, fazia a barba, que não passava de alguns fios brancos despontando do buço, do queixo, da papada, vestia o robe e, na cozinha, passava o café. Caneca em mãos, atravessava o longo e estreito corredor de paredes revestidas com lambris de madeira escura e adornadas com alguns quadros inexpressivos representando estranhas figuras geométricas, entrava na biblioteca e escolhia ao acaso uma brochura das estantes que começavam pouco acima do piso e terminavam roçando o teto. Um bom acervo, nada modesto em quantidade e, suponho, em qualidade; teria sido herdado ou comprado por mim ao longo desses anos? Um autor catalão da minha geração costumava dizer que “a nostalgia de um lugar apenas se enriquece se se conservar como nostalgia, e que sua recuperação significa a morte”. A frase me consola do que sinto ao evocar esse compartimento da casa. Eu me acomodava na poltrona perto da lareira e só emergia da leitura quando acabava o livro ou quando a luz natural já não era mais suficiente para os meus olhos cansados. Não que eu fosse muito vaidoso, mas horas depois, antes de sair, sempre me punha ereto diante do espelho enorme de moldura acobreada que adornava a antessala, penteava os poucos cabelos, abotoava o paletó e deixava visíveis, no bolso do peito, as pontas do lenço borrifado com água-de-colônia. Ganhava a rua e caminhava sem pressa para o Savoy. Apanhava o jornal no balcão e subia a estreita escada que levava ao mezanino. Sentava-me a uma pequena mesa ao fundo, quase sem ser notado, e pedia um chá-mate gelado e um sanduíche de mortadela defumada; enquanto saboreava minha última refeição do dia,

para não ser importunado, ou pelo menos para sentir o gostinho açucarado dessa ilusão, fingia ler o vespertino. Ali, não sei se pela disposição das mesas, pela decoração, pela luminosidade, eu gostava de me imaginar viajando num trem de primeira classe. Os constantes solavancos, o barulho dos trilhos, a paisagem lá fora, alternando-se vertiginosamente (mares, montanhas, desfiladeiros, planícies, vilarejos), embaçada pela fumaça negra cuspida pela locomotiva, tudo me entretinha a ponto de abafar a música ruim do Savoy e me distrair da conversa ordinária dos demais clientes, sempre aos gritos. A qualidade de toda conversa é inversamente proporcional aos decibéis por ela emitidos. Aliás, o sistema métrico da idiotia é o tom de voz. Já repararam que nunca se fala em voz alta sobre o cultivo de orquídeas, ou sobre dísticos elegíacos, ou sobre os réquiens de Mozart? Mas não bastava eu me escudar atrás do jornal: mal tinha abocanhado um terço do sanduíche, a garçonete se prostrava a meu lado e me chamava de volta à realidade, oferecendo-me uma xícara de expresso e uma fatia do bolo que acabara de ficar pronto, ou perguntando se o chá-mate e o sanduíche estavam do meu agrado; ao que eu, fingindo demência, grunhia qualquer coisa a fim de dispensá-la e regressar o quanto antes para o meu vagão. Ela desenhava com os lábios finos e ressequidos um sorriso frágil, e no entanto não arredava o pé, toda úmida de ternura (ou de substância mais viscosa, vai saber). A subserviência das criadas, dos desvalidos em geral, se muitas vezes me consternava, não raro me embrulhava o

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

estômago até o limite do suportável. Minha vida, analisando do ângulo em que me encontro, a julgar por esse recorte que me assalta a cabeça com uma frequência acima da recomendável, parecia girar não só em torno mas principalmente no centro desse café. Minha estreiteza, parece claro agora, era física, mental e geográfica. Uma refletindo, dialogando e de algum modo ampliando a outra, como num jogo de espelhos. Nunca fui precoce em absolutamente nada, nem no nascimento (nove meses, quase entrando para o décimo; não fosse a insistência do obstetra e eu ainda estaria lá, no aconchego amniótico, nadando no Paraíso pré-natal) nem na morte (por volta dos sessenta e oito anos; depois dos cinquenta parei de contar; matemática não era exatamente o meu forte). E nem um único vínculo humano. Ou, se tive, por que justo agora se perdeu na lembrança? Quando me diziam que da vida nada se leva, não imaginei que fosse tão literal. Estou preso num ciclo muito pequeno e que diminui a cada segundo que passa e que em breve, eu temo, irá se transformar num minúsculo e imperceptível ponto. Pergunto-me: quem sou? Como resposta, o vento arrasta uma folha seca na superfície lá fora. Num fim de tarde comum, ordinário até no desenho das nuvens que salpicavam o azul-turquesa do céu, fechei a porta de casa atrás de mim. Uma lufada gélida me recepcionou no jardim da praça Venceslau. Álamos frondosos se agitavam, pareciam guias motivacionais. Mal pisei na calçada da rua Bílek quando alguma coisa no meu centro gravitacional se deslocou, como se eu tivesse perdido o prumo, o eixo.

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

Comecei a ceder, gradativa e irrevogavelmente, ao imperativo do solo, à força de atração que emanava dele. Explodiu um baque seco no meu tórax, seguido de uma descarga elétrica similar à de um desfibrilador. À medida que meu peito projetava-se para a frente com a pressão, minhas costas arqueavam cada vez mais para trás, até chegar ao ponto em que meu corpo nada tinha a dever a uma ponte medieval, para lhes dar uma imagem que correspondia bem ao meu estado. Uma ponte das mais arqueadas; uma ponte de carne e osso, frágil, inútil, sem a possibilidade da travessia. A respiração ofegante, o rosto imberbe em chamas. O mundo de ponta cabeça, e eu trotando sobre as nuvens. Uma perspectiva inusual mas nem por isso mais atraente que a comum. Não sei que impulso me empurrou para o café Savoy e não de volta para casa. Atravessei a porta e, de maneira destrambelhada, derrubei cadeiras, lixeiras. Os clientes, presumivelmente aos gritos, abandonaram suas mesas, os cafés quentinhos, os bolos intactos, e saíram à rua, cada um em disparada numa direção diferente. Não sei se fruto do meu atordoamento, uma forma de me apaziguar, de recuperar alguma ordem, mas jurei ouvir, vindo de não sei onde, aos sussurros, jurei ouvir um Padre-Nosso. Rezei também. Em pouco tempo não consegui mais mover nem sequer um músculo. Fiquei empacado ali. Então senti um estalo, uma ruptura, e pude ver a cena em perspectiva. Cadeiras e mesas reviradas, assentos acolchoados fora de lugar, talheres espalhados, louça espatifada no chão, meu lenço verde-musgo como uma nódoa no assoalho de madeira recém-encerado. No centro do estabelecimento, eu: o arco humano. Um arco no centro de um mundo em ruínas. Das funcionárias atônitas que não fugiram, só uma teve coragem de se aproximar. 3. Opacidade. Negrume. Umidade. Um cheiro forte de terra molhada. Tudo o mais é compressão. Eis que surge – quanto tempo depois?, segundos, meses, séculos? – um abalo ínfimo, um pequeno deslocamento, uma porção de terra molhada que desliza sutilmente, e a porção antes compacta, densa e maciça se desmancha em grãos que se desfragmentam enquanto algo (eu?) se eleva, almeja as alturas, sonha com os píncaros, vislumbra o habitar da abóboda, e a compressão pouco a pouco cede, pouco a pouco libera o caminho, não demora e já se percebe uma réstia de luz, uma superfície antevista se faz notar e a partir desse ponto a subida é vertiginosa, uma espiral transcendente apontando célere para o firmamento, e explosões sucessivas, jatos de brilho, e o espocar de fulgores em cascata, até que de novo a escuridão, a calmaria, e então o desfalecimento de todo e qualquer anseio.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

cafezinho com césar santos

cesar@defato.com

Isolda Dantas

“Não vamos antecipar 2020. Sou deputada e cumprirei minha missão” >> Vereadora de primeiro mandato em Mossoró, Isolda Dantas (PT) se prepara para assumir, em 1° de fevereiro, uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Eleita em outubro do ano passado com 32.963 votos, distribuídos em 166 dos 167 municípios do estado, a parlamentar conversou com o JORNAL DE FATO sobre as

expectativas para esse novo passo na sua carreira política, reafirmou as bandeiras que defenderá na Assembleia, comentou pela primeira vez o polêmico episódio dos estagiários demitidos da Prefeitura e afirmou que não está em pauta, no momento, uma possível candidatura ao Palácio da Resistência em 2020. Acompanhe.

POR: Maricelio Almeida - FOTO: assessoria DE FATO – A posse da senhora na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte se aproxima. Quais as expectativas para o mandato? ISOLDA DANTAS – Assumir um mandato de deputada neste momento me parece uma missão muito importante. Somos ativistas políticos desde muito tempo, e os últimos quase quatro anos, com a saída da presidente Dilma, foram muito intensos, tivemos muitas perdas de políticas públicas. Temos uma expectativa muito boa, mas de muita responsabilidade. Além da conjuntura nacional, aqui no Rio Grande do Norte nós seremos uma deputada de situação. É consenso na sociedade que o RN vive uma crise, que não foi gerada apenas pelo último governo, mas também pelos governos anteriores, cujas prioridades foram outras, e a consequência disso é que o Estado chegou ao fundo poço, basta olharmos a situação dos servidores. A nossa grande expectativa é que possamos contribuir com o Governo Fátima, no sentido que o Rio Grande do Norte possa começar a construir as suas bases, porque não podemos dizer para a sociedade que o Estado vai sair dessa crise profunda que está em um curto espaço de tempo, porque a crise foi se agravando. O Estado tem que estar a serviço de quem precisa dele. A SENHORA viverá um momento novo enquanto parlamentar ao ser situação. Hoje, a senhora é oposição em Mossoró, se destacou ao longo dos últimos dois anos por uma atuação combativa. Fica, então, o questionamento de que como se dará a atuação da senhora na Assembleia Legislativa... TEMOS que desconstruir essa ideia de que é bom é ser oposição. Não é bom ser oposição. Nem é fácil. Ao ser oposição, quem está no Executivo, não lhe escuta. Vou

citar um exemplo preciso e cirúrgico: o papel de um parlamentar é dar segurança jurídica e construir marco legal do que está dando certo, então nós aprovamos uma lei na Câmara de Mossoró que dá garantias legais sobre a Ronda Mulher, uma tarefa executada pela Guarda Municipal em parceria com o Poder Judiciário. A Prefeitura já vinha fazendo isso, tinha bons resultados, então nós pegamos essa ideia com parlamentar e transformamos em lei. A prefeita, simplesmente porque a lei era nossa, ela disse que não era tarefa da Guarda Municipal fazer esse tipo de coisa, mas a Guarda já fazia, nós apenas transformamos em uma política pública através da lei. É muito mais fácil ser situação. E eu já estive na condição de situação por duas vezes, não como parlamentar, mas no Executivo. Trabalhei nos governos Lula/Dilma e na Prefeitura de Mossoró como secretária de Cultura, então é mito dizer que ser oposição é melhor, bom mesmo é ser situação, porque as suas opiniões são consideradas, suas sugestões são acatadas, que é o que a gente espera contribuir com o Governo Fátima. E QUANTO à fiscalização da gestão Fátima, os eleitores da senhora podem esperar uma postura de cobrança em relação ao Governo? PODEM. Sou uma parlamentar forjada nas ruas e na luta dos movimentos sociais. Não há sentido ser parlamentar se não for para traduzir as demandas da sociedade, especificamente as ecoadas pelos movimentos sociais. A condução da nossa atuação política não vai ser alterada, porque nós achamos que a política é a única forma de resolver a vida das pessoas para melhor. O papel de parlamentar nós cumpriremos igual quando nós fizemos na Câmara de Mossoró. Em Mossoró, contribuímos com o governo da prefeita, o problema é que a prefeita não

uma parlamentar, digo isso baseada no fato de ter sido eleita parlamentar do ano e também na votação expressiva que recebemos em Mossoró. Acho que Mossoró conheceu um novo jeito de fazer política e uma parlamentar que tem muita disposição e acredita na política. QUAIS as expectativas da senhora em relação ao seu substituto na Câmara, o professor Gilberto Diógenes? CONHEÇO Gilberto de muitos anos e fico muito tranquila em sair e deixar o mandato do PT nas mãos dele, porque sei de sua combatividade, de suas posições de esquerda, e sei que o que nós fizemos e plantamos na Câmara Municipal, ele vai regar e cuidar, dando continuidade, lógico a partir do seu perfil, do seu trabalho, da sua equipe. Saio muito tranquila, porque sei que o mandato do PT estará em boas mãos de luta. DEPUTADA, no dia 1° de fevereiro acontece a eleição para a nova mesa diretora da Assembleia Legislativa. O PT já definiu encaminhamentos quanto a esse processo sucessório? ISSO, para mim, é muito resolvido. Da mesma forma que para votar para presidente da Câmara de Mossoró eu estabeleci um diálogo com o PT, na Assembleia também haverá esse diálogo com a executiva do Partido dos Trabalhadores. Eu e Francisco (deputado eleito pelo PT), certamente, teremos o mesmo voto, porque eu já disse e reafirmo que será uma definição do PT. Nós do partido temos essa prática e eu sou uma deputada extremamente partidária, por isso que o meu voto será definido em diálogo com a executiva do partido.

quis a nossa contribuição. O papel de fiscalização é presente para qualquer parlamentar, seja de situação, seja de oposição, e nós seguiremos cumprindo nosso papel, não tenha dúvida. QUAL será a principal bandeira de luta da senhora da Assembleia Legislativa ou quais bandeiras serão abraçadas pelo mandato da senhora? NÓS queremos intervir estrategicamente nos temas do Rio Grande do Norte, mas como já é parte da nossa ação política, o tema rural é uma questão que consideramos muito importante, o tema de direito a cidade também, onde discutiremos o desenvolvimento das cidades de médio e grande porte, e dentro desses dois grandes temas, estarão permeadas questões relativas a mulheres, juventude e LGBT. Nosso propósito é fazer que o Estado possa oferecer para as pessoas o que ele tem de melhor, que são políticas públicas para melhorar a qualidade de vida de cada um. A SENHORA foi votada em 166 dos 167 municípios do RN, mas só em Mossoró a senhora recebeu

11.031. O que a população mossoroense pode esperar do seu mandato quanto a ações e projetos voltados para a cidade? QUERO aproveitar e agradecer mais uma vez a Mossoró, que nos deu um mandato de vereadora, inclusive pelo próprio resultado que tivemos na cidade é um sinal de que nós correspondemos às expectativas. No mandato de deputada estadual, nós não queremos ser diferentes. Por Mossoró ser uma das cidades mais importantes do Rio Grande do Norte, teremos uma atenção especial, com escritório político na cidade, com as mesmas condições do nosso gabinete em Natal. Isso significa que estaremos presentes no cotidiano e na vida política da cidade, lógico que em outro patamar, mas nós vamos estar muito firmes. O que Mossoró pode esperar é uma parlamentar que vai cumprir o seu papel de fiscalização, de proposição e que vai discutir os principais problemas da cidade. Hoje, Mossoró enfrenta uma gestão extremamente desgovernada, com um mandato da prefeita que não resolveu nenhum problema da cidade. Quando olha-

mos para a saúde, percebemos que há um aprofundamento da crise, quando olhamos para outras questões, há muitos problemas. Então, Mossoró pode esperar, como eu costumo dizer, em nível plus o que foi nosso mandato de vereadora, de muita proposição, de acompanhamento das questões, onde possamos ouvir as pessoas. Queremos um mandato muito presente na cidade, para que os problemas e soluções possam chegar a lugares como a Assembleia. QUE balanço a senhora faz do mandato na Câmara Municipal de Mossoró? EU DISSE, ao fazer meu discurso de despedida na Câmara, que tinha muito orgulho e vou ter sempre muito orgulho de ter sido vereadora de Mossoró. Eu acho que nós cumprimos um papel importante, no sentido de dizer que é possível fazer política diferente, é possível fazer política sem ter uma mão pegando no nosso punho. Foi um mandato que Mossoró nos deu e a sociedade abraçou e que a gente devolveu com muito trabalho, muita responsabilidade e com aquilo que a sociedade espera de

QUAL a avaliação que a senhora faz desses primeiros dias do governo Fátima Bezerra? EXTREMAMENTE positiva. Acho que a governadora tem tido muita capacidade de, em pouco tempo, resolver um problema tão agudo de conflito (salário dos servidores), não que o problema esteja totalmente resolvido, mas construiu um plano alternativo em diálogo com os servidores. Então, eu a parabenizei, acho que foi um sucesso absoluto, como tem sido em relação a outras questões. É pouquíssimo tempo para avaliar. Qualquer afirmação que se faça, é muito cedo, mas considerando esses poucos dias, considerar que foi construído um diálogo com os movimentos sociais e se ter um plano com possibilidade de execução, isso nos dá indicativos de que, primeiro, o governo será participativo; e segundo, haverá muitos acertos. Eu sempre fui muito otimista e meu otimismo tem aumentado especialmente no que se refere a essa resolutividade do conflito com os servidores, através do diálogo. CONTINUA NA PÁGINA 4


4 entrevista

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

isolda dantas (cont.):

“Não é verdade que Fátima está copiando Rosalba” EM RELAÇÃO a essa questão dos salários, a governadora tem utilizado o discurso da antecipação do pagamento referente a janeiro, sem quitar ainda os débitos deixados em aberto pela gestão anterior, uma estratégia semelhante à que foi utilizada pela prefeita Rosalba Ciarlini em 2017. Não é um pouco fora da realidade falar em antecipação de salário quando há servidores que não receberam sequer o 13° de 2017? NÃO. Muito pelo contrário. Veja, por exemplo, se estou com meu cartão de crédito atrasado, e ao invés de receber dinheiro no dia 30, eu recebo dia 10, significa que reduzi 20 dias de juros no cartão. É um exemplo. Se o Estado tem a condição, porque entra receita, de fazer essa antecipação, por que ficar com dinheiro no cofre, esperando pelo dia 30? Se tem dinheiro, paga, porque as pessoas estão com atraso muito grande, e não é responsabilidade da governadora, o que ela está dizendo é: existe uma situação que ela quer resolver, e os servidores, em diálogo com seus representantes, considera-

ram que uma das possibilidades que aliviaria a situação dos servidores era a antecipação. Rosalba não fez antecipação de salário. Não é verdade que Fátima está copiando Rosalba. MAS, servidores de algumas categorias e faixas salariais do Estado já estavam recebendo seus salários até o dia 10 de cada mês... CORRESPONDENDO ao mês anterior. Não era antecipação de salário. Robinson não fez antecipação. Essa proposta de antecipação foi de Fátima junto com os servidores. O que se pagava era do mês anterior. Na prática, não é mesma coisa. Está se pagando agora o mês correspondente, com a perspectiva de construir um calendário, coisa que Rosalba não fez. Rosalba pagou agora dezembro de 2016. Não é essa a perspectiva de Fátima. A perspectiva é: entrou dinheiro novo, paga. Tem uma proposta de pagamento. Rosalba não indicou para os servidores de Mossoró quando pagaria; veio pagar agora, dois anos depois. Não vamos comparar Rosalba com Fátima porque são coisas completamente diferentes.

A SENHORA se envolveu em um episódio polêmico recentemente, na questão da demissão dos estagiários da Prefeitura, quando foi colocado por setores da imprensa que a senhora estaria dando uma conotação política à situação. O que teria a dizer sobre esse episódio? A IMPRENSA, e imagino que o JORNAL DE FATO não deve corroborar com aquele tipo de episódio, porque a minha privacidade foi invadida. Quem for, de fato, um órgão de imprensa, jamais vai admitir que aquilo ali é uma forma de captar informações. Segundo, eu sou uma pessoa que atua na política, um agente político, se há um absurdo com o que a prefeita fez com os estagiários, eu não poderia jamais ficar calada, e nem ficarei. Me posicionarei, até porque fui convidada pelo movimento, até mais de uma vez, para participar dos atos. Qualquer ato da prefeita, que seja absurdo como foi, por definição política interromper um contrato de pessoas estagiárias que inclusive fazem o papel de servidores públicos, trabalhando para além do que está previsto no

contrato, eu vou me posicionar, sim. A polêmica foi criada por quem vai atrás de notícia de forma indevida. O jornalismo não pode se render àquele tipo de coisa e ficar invadindo a privacidade das pessoas, até porque eu não estava fazendo nada demais. Qual o problema de dialogar com as pessoas? Sou parte da política, estou ao lado dos estagiários todas as vezes que eles me chamar.

A SENHORA tem sido apontada como pré-candidata à Prefeitura de Mossoró em 2020. Em alguns discursos, a senhora afirmou e reafirmou que gosta do Parlamento, do Poder Legislativo. Aceitaria o desafio de se lançar candidata ao Palácio da Resistência? EU SOU deputada até 2022. Não vamos antecipar 2020. Fui eleita deputada, vou assumir dia 1° de feve-

reiro e cumprir minha missão. Não se pode antecipar coisas na política, porque se desconsidera o que está posto numa conjuntura atual. Não antecipo 2020. Sou deputada eleita com muito orgulho e seguiremos com nosso mandato construído com muita esperança e resistência. MAS não descarta a possibilidade? ISSO não está na pauta.


defatocom

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

O GOL E O GRITO DO GOL

O

futebol norte-riograndense veste luto neste momento. Duas mortes em quatro dias levaram titulares de todos os tempos em suas respectivas posições no cenário esportivo potiguar. Nomes que fizeram e levaram alegria nas tardes de domingo nos estádios de todas as torcidas. Na terça-feira, 15, o ex-jogador Maranhão perdeu a sua batalha pela vida em leito do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. A diabetes foi invencível. Everaldo Silva Gomes tinha 72 anos quando parou de respirar. Maranhão surgiu no cenário do futebol mossoroense e norteriograndense na metade da década de 70. Foi contratado pelo Potiguar para fazer parte do elenco que disputou o Campeonato Estadual de 1975. Era a segunda

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vez que o alvirrubro disputava a competição estadual. O time daquele ano, formado pelo presidente Manoel Barreto (falecido), talvez tenha sido o melhor de toda a história do príncipe alvirrubro. Era formado por Batista; Berico, Jotabê, Nivaldo e Vildomar; Afonsinho, Ananias e Maranhão; Chico Alves, Odilon e Vadinho. Maranhão, ao lado de Odilon, as estrelas maiores. Brilharam juntos. Diante do Baraúnas, o rival de sempre, eles eram letais, com jogadas magníficas, levando o torcedor rubro ao delírio. Pior para os tricolores, que sofriam com a dupla e, principalmente, com Maranhão que balança a camisa diante da torcida do Baraúnas quando fazia gols nos Potibas. E ele fez muitos. Depois do sucesso com a camisa alvirrubra, Maranhão defendeu o ABC de Natal e o Sport de Recife (PE). Teve passagem por outros clubes do Norte e Nordeste. Retornou a Mossoró para se aposentar dos gramados por time de coração e na cidade construiu família firmando seus pés em solo mossoroense para sempre.

Óbvio que a insistência de Lula não era por bebida, e sim pelo dinheiro."

Neste sábado, 19, foi a vez do futebol perder o maior e mais vibrante grito de gol no rádio esportiva potiguar. Hélio Câmara de Castro, o “Super Hélio”, morreu em Natal, aos 78 anos, em decorrência de um câncer nos ossos. Ícone do rádio potiguar, o Super Hélio fez parte da era de ouro da Rádio Cabugi, liderando o “escrete de ouro”, como ficou eternizada a maior equipe esportiva do Rio Grande do Norte. A narração do Super Hélio tinha a companhia de nomes como Assis de Paula, Marco Antônio (o garotinho da Copa), José Carlos Oliveira, além dos comenta-

casa das ondas

novo tempo

Os meninos Edson e Lucca precisam de aparelhos para viver. Eles sofrem da raríssima amiotropia muscular espiral (AME), que paralisa o corpo, e precisam da solidariedade humana. A ajuda aos pequenos marcará os 10 anos da Casa das Ondas, do colunista Crystian de Saboya, no dia 26 deste mês. Compre a sua senha na Officiale. É tempo bom de ser feliz, com solidariedade.

Muito dificilmente, o Ceará vai manter o controle do Dnocs, como vem acontecendo desde as últimas duas décadas. Governado pelo PT, certamente o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não pedirá um nome da terra de Iracema. Por consequência, o Rio Grande do Norte aparece com chance de indicar o futuro presidente do Dnocs. Poderá sair da cota dos homens verde-oliva.

Operação Carro Pipa atendeu quase 1.500 famílias em 2018 do com o trabalho de manutenção dos poços e adutoras. As comunidades mais atendidas foram: Sussuarana, com 287 atendimentos; São João da Várzea, com 110; Cirilo, com 58; P.A. Real, com 203. “O abastecimento no P.A. Real não é de competência do município, porém hou-

ristas Rubens Lemos (pai do amigo jornalista Rubinho Lemos) e Adeodato Reis. Meio século de carreira, com passagem ainda na Rádio Rural, Globo e 95 FM, e centenas de gols narrados que fizeram a alegria das torcidas do América, ABC, Alecrim, Potiguar, Baraúnas, e todos que, com radinho colado no ouvido, não abriam das emoções transmitidas por Super Hélio. Eles se foram, Maranhão e Super Hélio. Melhor para o andar de cima, que ganhou a genialidade do ídolo do Potiguar narrada pelo locutor esportivo de todos os tempos.

É NOTÍCIA A Cosern substituiu 80 mil lâmpadas ineficientes por led em 22 localidades e 532 prédios públicos do RN. São ações alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Que bom.

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Nesta data, em 1890, o decreto 171 do governo provisório oficializava o Hino Nacional do Brasil de Francisco Manuel da Silva. No primeiro momento, reconhecia a música. Só em 1992 foi consagrada a letra de Joaquim Osório Duque-Estrada.

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O deputado estadual diplomado Alysson Bezerra aprova o nome de Lawrence Amorim para a Prefeitura de Mossoró, com as cores do Solidariedade. Porém, ele acha que o partido vai priorizar a união da oposição, pois só assim, entende, é possível enfrentar a provável candidatura à reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

segue Noutra ponta da oposição, provavelmente a mais forte, está o PT da vereadora e deputada estadual diplomada Isolda Dantas. Ela é nome certo à sucessão municipal de 2020. O PT não abrirá mão de disputar a segunda mais importante Prefeitura potiguar, e Isolda quer.

privatização

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Antônio PaloCci

Ex-ministro, em delação, afirmando que levou dinheiro de propina para Lula em caixa de uísque.

No ano de 2018, 1.481 famílias foram atendidas, de janeiro a dezembro, em Mossoró, com a Operação Carro Pipa, totalizando 2.387.000 litros de água potável. A Operação dispõe de três carros, operam com 900 mil litros cada. A intenção da Prefeitura de Mossoró é que este número seja reduzi-

certo, mas...

O apresentador Datena passou de estilingue à vidraça. Acostumado a denunciar tudo e a todos, agora está sendo processado por assédio sexual. Denúncia feita pela jornalista Bruna Drews.

O Governo de São Paulo vai transferir a administração de presídios para a iniciativa privada. De imediato, privatizará sete caixas de guardar bandidos. No país, apenas a penitenciária de Ribeirão das Neves (MG) é administrada por uma empresa privada.

será? Os poetas e violeiros Geraldo Amâncio e Valdir Teles, junto com o cordelista Antônio Francisco, são atrações do Grande Encontro Poético em Mossoró. Agende: dia 23, no Cajaranas Bar, às 20h. Antônio Palocci lança nova bomba: o ex-presidente Lula (PT) recebeu propina da Odebrecht em espécie (dinheiro vivo), afirmou em delação. O ex-ministro de Lula ainda tem muito a revelar.

ve um problema ocorrido na perda da bomba e nós tentamos solucionar o problema dos moradores”, explicou o secretário de Agricultura, Jean Carlos Vieira. O secretário entende que com o trabalho de manutenção dos poços e adutoras, o atendimento com os carros pipas será reduzido. “O abastecimento com carro pipa é direcionado para amenizar a falta de água nas comunidades, mas com o trabalho intenso que a Prefeitura de Mossoró está fazendo

no sentido de recuperar poços e adutoras, devemos reduzir significativamente neste ano de 2019, a necessidade do carro pipa”, concluiu. A Operação Carro Pipa foi solicitada pelo município em maio de 2018, após verificar que a quantidade de chuvas que caiu na cidade não foi satisfatória para manter a situação hídrica em níveis considerados normais. Os caminhões da Operação atuam no abastecimento em comunidades onde há escassez de água.

Na terra do deputado não reeleito Gustavo Fernandes, Pau dos Ferros, é dada como certa a sua nomeação para a presidência da Codern. Para isso, ele trocaria o PSDB pelo PSL, de Jair Bolsonaro.

Assessoria/PMM

Em 2018, foram distribuídos mais que 2 milhões de litros de água para as comunidades rurais de Mossoró


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

Agência Brasil

PROSA

& VERSO crispinianoneto@gmail.com

Ao longo dos anos, tanto o presidente como os filhos criticaram várias vezes o benefício

A

A informação foi confirmada pelo secretário de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho

DIREITOS

Reforma da Previdência deve ser votada em fevereiro >> Algumas questões como idade mínima, período de transição e situação dos militares ainda está em estudo

A

proposta de reforma da Previdência será encaminhada ao Congresso Nacional na segunda semana de fevereiro, informou nesta sexta (18) o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho. Segundo o secretário, o governo bateu o martelo sobre a estratégia para apresentar o texto. As informações são da Agência Brasil. O Palácio do Planalto pretende aproveitar o texto apresentado pelo governo do ex-presidente Michel Temer e anexar a proposta que será encaminhada ao Congresso Nacional. Com isso, o texto poderia ir diretamente à apreciação do plenário da Câmara dos Deputados, aproveitando que o projeto encaminhado por Temer já passou pela etapa das comissões. “Já foi decidido que vamos utilizar o arcabouço da

287 [Proposta de Emenda Constitucional – PEC 207/16], e a ideia é apresentarmos o projeto no plenário da Câmara a partir da segunda semana depois da votação da mesa diretora”, disse Marinho, em entrevista coletiva na qual apresentou o texto da chamada Medida Provisória contra Fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o secretário, a estratégia será refinada com a participação do presidente Jair Bolsonaro, dos ministros Paulo Guedes, da Economia, e Onyx Lorenzoni, da Casa Civil. A diferença é que o texto de Temer não prevê a criação de um regime previdenciário em que cada trabalhador faça a própria poupança (capitalização), como o governo deverá apresentar em fevereiro, o que pode gerar

@defato_rn

questionamentos por parte da oposição. “A nossa perspectiva foi traçada e, nesse momento, o grupo está trabalhando com cenários, fazendo cálculos atuariais, consultando outras pessoas e, ao mesmo tempo, levando para o presidente Bolsonaro para que ele avalie para onde a gente vai”, afirmou. “Bolsonaro está recebendo as linhas gerais, ele está dando as linhas gerais do projeto, que está sendo submetido a ele”, acrescentou. A reforma da Previdência deverá ser um dos temas que Bolsonaro abordará no Fórum Econômico Mundial, que ocorrerá em Davos, Suíça, entre os dias 22 e 25 deste mês. Marinho não deu detalhes sobre o texto que será apresentado, mas disse que o governo trabalha para que seja uma “reforma justa”.

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A expectativa é que Bolsonaro assista a uma apresentação sobre o material da reforma no fim desta semana. Marinho disse que Bolsonaro só bateria o martelo quando voltasse da Suíça. Questões como idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres e período de transição, além da situação dos militares ainda estão em fase de estudo e não foram divulgadas à imprensa. “[O texto] está tomando forma, estamos bem adiantados, o presidente tem se reunido com a equipe e tem traçado os rumos que ele acha possíveis para que consiga ser aprovada no Congresso e, ao mesmo tempo, que deem uma segurança fiscal para o governo e que seja uma reforma justa, uma reforma solidária, que trate os desiguais de maneira desigual”, disse Marinho.

@jornaldefato

repórter Thaís Reis Oliveira publicou na revista Carta Capital matéria em que documentou a trajetória da família Bolsonaro no combate ao Foro Privilegiado. Ela mostra que o pai e seus pimpolhos já contestaram publicamente o Foro Privilegiado por seis vezes, algumas das quais com críticas muito contundentes, como é próprio do estilo arrivista e fanfarrão do presidente e seus três tiranetes. A investida do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) contra o caso Queiroz é o grande assunto da semana. Para barrar a investigação contra o amigo, o parlamentar requereu o foro especial, que a família chama de privilegiado, e o caso foi suspenso até o mês que vem pelo ministro Luiz Fux, do STF. Quer dizer, a prática do filho mais velho do clã Bolsonaro contraria o discurso que ele, o pai e os irmãos tiveram ao longos de todos os seus anos de vida pública. Como tudo que envolve a família, as ideias são confusas. Flávio, Eduardo e Carlos enxovalharam muitos colegas de parlamento por utilizar o benefício de serem investigados em foros e cortes diferenciadas. Também costumam comemorar a transferência das pendências de desafetos à primeira instância. Já o pai passou a ter uma visão um pouco diferente quando a coisa pareceu que ia virar séria. Quando o projeto de fim do foro avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, em 2017, passou a criticar a ideia. Na visão do então deputado, conforme vídeos e entrevistas, o fim do foro serviria para que os políticos ganhassem tempo e pudessem recorrer por anos até seus processos chegarem à última instância. O histórico do clã nas redes sociais revela um pouco da visão controversa sobre o tema. Confira nas notas a seguir:

“EU NÃO QUERO ESSA PORCARIA DE PRIVILÉGIO” Em março do ano passado e com o filho do lado, Jair Bolsonaro gravou um vídeo criticando o foro privilegiado. Citando processos contra ele no STF, sugeriu abrir mão do benefício. “Não quero essa porcaria de foro privilegiado”. Há dois anos, Eduardo Bolsonaro advogava pelo fim do benefício judicial aos parlamenta-

res. Sou pelo fim do foro privilegiado. Quando se ventilou a possibilidade de estender o foro especial a ex-presidentes da República, o senador considerou que “cheirava a golpe”. Mudar a lei por uma ocasião de momento me cheira a golpe. O povo pode enxergar uma manobra para que Lula tente alcançar foro privilegiado.

PALMAS PARA O FIM DO FORO DE ALCKMIN Quando o tucano deixou o Governo de São Paulo, no ano passado, Eduardo Bolsonaro comemorou a notícia de que os processos envolvendo o nome dele seriam remetidos à 1ª instância. Com

emoji de aplausos e tudo. Como Alckmin deixou de ser governador ele também perdeu o foro privilegiado. Diante disso, o seu processo na Lava Jato deve ser remetido para a 1ª instância.

“MAIA QUER SER ELEITO PARA CONTINUAR COM FORO PRIVILEGIADO” Em resposta a um internauta que criticava a Rodrigo Maia, o ‘pitbull’ de Bolsonaro detonou o presidente da Câmara por buscar a reeleição ‘exclusivamente’ para manter o foro privilegiado. Menos de um ano depois, o partido do pai apoia Maia na recondução à mesa. A opinião de Bolsonaro em re-

lação ao foro flutua ao sabor dos acontecimentos. Numa entrevista em 2018, ele diz ser a favor de acabar com o benefício, desde que isso não significasse o fim da prisão em segunda instância. Então deputado, ele argumentava que a medida contribuiria para a impunidade de políticos.


gerais 7

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

economia

Brasil aumenta produtividade de grãos na safra 2018/2019 >> Conab aponta safra maior apesar de adversidades climáticas

O

Brasil deverá colher 237,3 milhões de toneladas de grãos em 15 culturas diferentes na safra 2018/2019. Conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume representa crescimento de 9,5 milhões de toneladas em relação à safra anterior (4,2% a mais em termos proporcionais). Segundo a empresa, vinculada ao Ministério da Agricultura, a produtividade será 3% maior na comparação com a safra 2017/2018. O crescimento da safra de grãos ocorre com aumento de 1,2% da área plantada (62,5 milhões de hectares no total). Metade do volume da produção de grãos estimada é do plantio de soja (118,8 milhões de toneladas) e 38,4% advêm das colheitas de milho, colhido em duas safras por ano. A produção de soja é 0,4% menor que 2017/2018 (numa área 1,7% maior). De acordo com Cleverton Santana, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, a cultura foi prejudicada pela falta de chuva em meados de dezembro no Paraná e em Mato Grosso do Sul, quando a lavoura estava em floração e frutificação.

Agên­cia Brasil

Metade do volume da produção de grãos estimada é do plantio de soja (118,8 milhões de toneladas)

“As condições climáticas não nos levam a crer que teremos recorde de produtividade de soja”, assinala Santana. Segundo ele, não está prevista anormalidade em janeiro. Outras áreas de extensa produção de soja terão boa colheita, como o Mato Grosso e o chamado “Matopiba”, acrônimo criado

com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O milho deve ter uma produção 12,9% maior. O amendoim terá alta de 10%. Arroz e feijão terão queda de mais de 7%, por causa da redução da área plantada. A Conab destaca ainda o crescimento da safra de algodão: produção 20,3%

maior. A maior parte do algodão deverá ser usada para a confecção de tecidos nos mercados interno e externo. O trigo plantado no sul do país também teve ganho de produção: 27,3% a mais (total de 5,4 milhões de toneladas. Também tiveram altas outras “culturas de inverno” como aveia, canola,

centeio, cevada e triticale. A Conab monitora as safras agrícolas há 40 anos. As estimativas são feitas com base em cálculo estatístico, acompanhamento de custos de produção e do pacote tecnológico usado nas lavouras, imagens de satélite (índices de vegetação) e pesquisa de campo com produtores

OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019 Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; estejam protegidas de emergências de saúde; 1 bilhão desfrutem de melhor saúde e bem-estar. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares. Dados da entidade mostramquedoençascrônicasnão transmissíveis,comodiabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.


8 GERAIS

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

Direitos Humanos

Brasil já recebeu 1,1 milhão de imigrantes e 7 mil refugiados >> Atualmente 1,1 milhão de pessoas estão em uma dessas situações

!

O visto é emitido em até cinco dias e pode ser renovado

Victor Ribeiro/Radiojornalismo EBC

Victor Ribeiro

Agência Brasil

A

o entrar no Brasil, cada estrangeiro se apresenta às autoridades migratórias e informa o motivo da visita ao país. Se o motivo for turismo, o visitante recebe um visto válido por até dois meses. Se o objetivo for morar temporariamente no Brasil, é preciso preencher um cadastro pela internet para ter direito a permanecer no país por até dois anos. O visto é emitido em até cinco dias e pode ser renovado. Atualmente 1,1 milhão de pessoas estão em uma dessas situações. Para ser reconhecida como refugiada – como 7 mil residentes no Brasil –, a pessoa precisa provar que sofre algum tipo de perseguição, por motivos como opinião política, na-

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Imigrantes atendidos pela Operação Acolhida recebem comida em Boa Vista

cionalidade ou religião. “Do ponto de vista jurídico, ambas as alternativas conferem direitos e garantias aos imigrantes”, afirma o diretor

do Departamento de Migrações do Ministério da Justiça, André Furquim. “O nosso desafio é fazer com que o imigrante conheça a distin-

“O pedido de refúgio é mais complexo, porque é preciso comprovar a existência desse temor e relatar pessoalmente para um servidor do Ministério da Justiça, que vai procurar saber se existe mesmo a realidade que o solicitante conta no país de origem dele”,

explica o coordenador-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Bernardo Lafeté. O Conare é vinculado ao Ministério da Justiça.

ção entre ambos os institutos e, encarando a situação que está vivenciando, opte por aquela alternativa que lhe melhor convier.”

Devido à onda migratória na Venezuela, os postos de triagem montados pela Operação Acolhida nas cidades de Pacaraima e Boa Vis-

ta, ambas em Roraima, orientam quem cruza a fronteira. Agentes da ONU Migração prestam atendimento aos imigrantes sobre quais documentos são necessários para solicitar vistos de turista ou de residente, enquanto representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informam sobre as circunstâncias para requerer o status de refugiado. Em visita às instalações da operação, em Roraima, a secretária nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj, disse que “os pedidos de refúgio se acumulam porque precisam ser analisados minuciosamente e, muitas vezes, já não cumprem os requisitos”. Entre as exigências está a de que a pessoa só pode retornar ao país de origem com a permissão das autoridades brasileiras. Sem a autorização, ela perde o direito ao refúgio.


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Mossoró (RN), domingo, 20 de janeiro de 2019

Produção de petróleo

Mossoró pode ganhar mais de R$ 8 milhões com mudança em cobrança de ICMS >> Municípios produtores querem alterar forma de cobrança pela produção de petróleo e gás natural no estado, com a adoção de um preço de referência Assessoria

MAGNOS ALVES

Da Redação magnos.alvs@gmail.com

O

s 19 municípios que compõem a Associação dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás Natural do Rio Grande do Norte (AMPETRO/ RN) vão apresentar uma proposta ao Governo do Estado para alterar os artigos 309-G e 596 do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A principal mudança diz respeito à forma de cobrança pela produção de petróleo e gás natural no estado. A proposta dos municípios é para que o valor do metro cúbico da produção de petróleo e de gás natural dos municípios produtores não possa ser inferior ao Preço de Referência do Petróleo (PRP) e/ou ao Preço de Referência do Gás Natural (PRGN), adotados para o cálculo das participações governamentais pela Agen-

Secretário da Fazenda, Abraão Padilha, fala sobre as mudanças propostas pelos municípios produtores de petróleo

cia Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no período correspondente. O objetivo é ampliar a arrecadação de ICMS dos

Municípios, beneficiando também o próprio Estado e a União. O assunto foi discutido na última terça-feira (15) em reunião da Ampetro/RN re-

alizada em Mossoró, que contou com a participação de prefeitos e representantes dos 17 municípios produtores, além do deputado estadual Souza Neto e sena-

dor Jean-Paul Prates. O secretário municipal da Fazenda de Mossoró, Abraão Padilha, explica que o objetivo da alteração é para que se corrija uma

distorção histórica no preço de saída de petróleo e gás, visto que a precificacão é pelo custo de produção “e isso não reflete a realidade econômica do preço do petróleo e gás transferidos em operações internas e interestaduais pela empresa”. Segundo o secretário, a adoção do preço de referência dará maior possibilidade de controle, pois os Municípios terão como acompanhar com mais facilidade o valor adicionado da Petrobras. Abraão Padilha acrescenta que o preço utilizado para cálculo do valor adicionado da Petrobras pode variar positivamente de 30 a 40 por cento. Em números reais, Mossoró teria crescimento em torno de R$ 5,5 milhões a R$ 8,8 milhões no ano, na receita da cota parte do ICMS, entre 5% e 8%. Jean-Paul Prates reconhece que com a regra atual não tem como os Municípios verificar o preço real de faturamento. “Tem que haver um preço de referência”, defende o senador, acrescentando que o preço de referência da ANP é uma média de outros preços do mercado internacional. O decreto que altera a cobrança de ICMS da produção de petróleo e gás natural será discutido com secretários estaduais nesta semana. Uma visita à ANP também será agendada para após o carnaval, em março. A expectativa da Ampetro é que o decreto seja aprovado ainda no primeiro quadrimestre deste ano, passando a ter validade para o cálculo do índice de 2020.

Senador diz que Petrobras vendeu Riacho da Forquilha a “tomadores de chope” Presente na reunião da Ampetro/RN em Mossoró, o senador Jean-Paul Prates não poupou críticas à venda do Polo Riacho da Forquilha pela Petrobras. O senador chegou a dizer que o Polo foi vendido para “três cariocas tomadores de chope, uma empresa de papel”. Jean-Paul Prates declarou que achou a venda estranha e cobrou investigação da ANP. “O polo produzia 15 mil barris e foi vendido produzindo 2 mil para

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

pessoas que não entendem nada do setor, mas que poderão ampliar essa produção rapidamente 5 mil, 6 mil barris”, atenta. A desconfiança do senador tem sentido. O anúncio da 3R Petroleum como compradora do polo Riacho Forquilha causou grande surpresa no setor, justamente por se tratar de uma empresa sem nenhuma experiência no setor de petróleo e gás. A própria Petrobras disse que a 3R Petroleum tratase de “uma nova entrante

nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil”, quando do anúncio. “Uma total desconhecida”, declarou Pedro Lúcio, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO/RN), logo após o anúncio feito pela Petrobras. O valor da transação é de US$ 453,1 milhões. A cessão do polo foi suspensa por uma decisão liminar da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte.

Assessoria

Senador Jean-Paul Prates diz que empresa que comprou campos de produção terrestre no RN “é de papel”


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

CONT. DA CAPA

Região da Ampetro tem quase 200 poços parados >> Dos 852, 193 estão sem produzir; em todo o Rio Grande do Norte, são 947 poços parados, de um total de 5.033

O

s municípios que compõem a Ampetro/RN contam quase 200 poços de petróleo com a produção paralisada. Segundo Eliésio Morais, que presta consultoria para o Município de Governador Dix-sept Rosado, dos 852 poços instalados na área de abrangência da Ampetro/RN, 193 estão sem produzir. Em todo o Rio Grande do Norte, são 947 poços parados, de um total de 5.033, segundo o consultor. O senador Jean-Paul Prates defende que a própria Petrobras crie e treine empresas locais para assumir a produção dos poços que não lhe interessam mais. “Empresas

Assessoria

Quase mil poços estão com a produção parada no Rio Grande do Norte

OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS

aristida603@hotmail.com

SE CUSPO FORA DO CACO

N

ão lhe lembro o nome, agora que escrevo. Não, não adianta insistir. A memória recusa-se em acudir-me. Então, deixemos isso. Importa menos. Ou nada. Era ele funcionário público federal, e conheci-o ali pelos fins de 1963. Ficamos amigos desde o instante da apresentação. Sabia tudo da política brasileira, no passado e no presente, e falava, com detalhes, da vida pública e particular dos seus personagens. Do atual presidente João Goulart, então, sabia – até – das intimidades em família. Era-lhe inescapável tudo o que se publicasse sobre o assunto política: livros, revistas e jornais. Lia tudo. E não botava fé nas ideias socialistas de Jango, como era chamado, e explicava tudo com a segurança de quem sabe o que está dizendo. Nunca fui de simpatizar com Jango, também não me passava pela cabeça, um só instante, a ideia de contradizer-lhe os pontos de vista. A meu ver, perfeitamente acertados. Irrefutáveis. E notem que, à época, eu era militante comunista, mas, devo dizer, já me apartando dessa militância, por motivos que já confessei, penso eu. Neste sentido, falando do Brasil, eu já me convencera de que, por estas bandas, e fora delas, o ideal socialista configurava, e apenas isso, um

grande embuste político. Já era um desiludido. Ia dizendo que, à véspera da revolução militar de 64, o dito amigo, entre uma cerveja e outra, à mesa de um bar, me avisou, como se soubesse de tudo – “Não admira que o Brasil amanheça sob novo regime.” Quase me pedindo segredo sobre tal revelação. Ou, nas entrelinhas, isso mesmo. Mas foi isso sem entrar em comentários. Acrescentando, e apenas, que seria melhor para o Brasil: o socialismo de Jango, ou antes, sindicalismo à base ampla da anarquia, haveria de transformar o governo numa entidade sem ordem, nem respeito à dignidade nacional. Ficou só até aí, e eu confesso que não levei nada a sério. Talvez uma euforia de mesa de bar – pensei comigo. E foi o que sucedeu: amanheci com a notícia, correndo as ruas – o presidente Jango havia sido deposto pelas forças militares. E apressei-me em ir ter com aquele amigo, nem sei me lembro mais a propósito de quê. Não, não era propriamente a respeito da Revolução. Pronto. Lembro-me: levar-lhe os parabéns pelo seu aniversário. A surpresa: tinha ido embora para Recife, de onde viera transferido. Como ele não falara nisso, no dia anterior, véspera da Revolução, fiquei de orelha em pé. Mais tarde, meses, vim a saber: era um capitão do exército, e não me foi dito mais nada. Olhem aí se cuspo fora do caco!

ESPERANÇA

O REGIME

CORRUPÇÃO

Apesar do mando (absoluto) das elites da representação da sociedade, principalmente, não descontinua minha esperança no governo Bolsonaro, que se desenha com traços certos.

O que quero dizer, fique bem claro, é que o regime do país, desgraçado à medula do osso, haverá de colocar-lhe, não uma pedra, mas uma montanha de ferro no caminho. É possível.

Falei em esperança no governo atual, referindo-me, mais, a isto de não deixar-se manipular pela corrupção dos governos do PT, que nos herdou a crise geral que assola o país.

LINGUAGEM Há dois processos básicos de construção da frase: coordenação e subordinação. A coordenação consiste em colocar uma frase ao lado de outra, de forma independente, isto é, sem uma exerça função sintática de outra. Temos aí simples junção. Já no processo de subordinação, coloca-se uma oração dentro de outra, chamada principal, de modo que essa oração encaixada (subordinada) represente funções próprias do substantivo (sujeito, objeto etc.), do adjetivo (adjunto adnominal) e do advérbio (adjunto adverbial). Não é o que se dá na coordenação, cujas orações são independentes (têm sentido completo). Na subordinação, temos um processo de conjunção.

Em todo o Rio Grande do Norte, são 947 poços parados, de um total de 5.033, segundo o consultor entraram e foram embora por conta do alto custo da operação de pequena produção”, argumenta. Em Governador Dixsept Rosado, uma empresa capixaba, a Imetame Energia, tem criado esperança de aumento de produção. Essa empresa comprou ativos na região e está investindo na perfuração de novos poços. Segundo Eliésio Morais, 16 poços já deveriam ter sido perfurados, mas só a metade se concretizou. “O problema é a demora do Idema para emitir as licenças; está levando seis meses”, reclama.


Mossoró 3

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

Assessoria/Ufersa

O Complexo das Engenharias está com toda a estrutura concluída

Estrutura

dos quatro pavimentos. Com um investimento de R$ 15 milhões, o Complexo das Engenharias da Ufersa em Mossoró concentrará salas de aula, salas de professores e laboratórios das Engenharias Civil, Mecânica, Elétrica, Química e de Petróleo. A meta é inaugurar o prédio no primeiro semestre letivo de 2019. Ao lado do Complexo das Engenharias, a univer-

sidade acompanha a reforma do Expocenter. O maior espaço de eventos do interior do RN está ganhando forro e uma nova iluminação, além de reparos no piso e na pintura. O pavilhão do Expocenter também ganhará reforço na climatização. Na lateral do prédio, a Ufersa retomou as obras do auditório do Expocenter, com capacidade para mais de 600 lugares. Será um dos maiores auditórios/teatro do interior e o segundo maior de Mossoró, ficando atrás somente do Teatro Municipal Dix-huit Rosado. “A diferença do auditório do Expocenter em relação aos demais auditórios da cidade é que aqui teremos mais acessibilidade e amplas vagas de estacionamento ao redor, sem falar na climatização e no revestimento acústico que o espaço terá”, explicou Arimatea Matos.

penho da bancada potiguar, que sempre apoiou as obras e os investimentos da Ufersa”, comentou o reitor José de Arimatea de Matos. A universidade já deu ordem de serviço para a construção do segundo bloco da Medicina. O trabalho começou com a sondagem do solo e o serviço de terraplanagem. A previsão é entregar o segundo bloco em um ano e, antes disso, já fazer a licitação e iniciar o terceiro bloco do complexo. “Estamos empenhados em concluir os prédios e consolidar a Medicina da Ufersa como um curso de qualidade e de muito profissionalismo”, esclareceu Arimatea. Ainda nesse contexto da saúde, a universidade também está finalizando salas para atendimento odontológico, psicológico e de nutrição no prédio da Reitoria. Além disso, ainda será entregue uma sala de des-

canso e de amamentação para servidores(as). Somando tudo, o investimento em obras e reformas na Ufersa ultrapassa R$ 30 milhões. É um dos maiores investimentos públicos já realizados no interior do estado na área de educação. Num balanço geral, o reitor comemorou as conquistas e está confiante no planejamento para 2019. “Ao mesmo tempo que estamos acompanhando o andamento de cada obra e cobrando a entrega dos construtores, também estamos nos planejando para novos investimentos em infraestrutura. Temos planos de reformar o Prédio Central do Lado Oeste e iniciar as construções das quadras de esporte nos campi de Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Inclusive já iniciamos a licitação para esses parques esportivos”, finalizou Arimatea Matos.

Campus da Ufersa em Mossoró tem oito obras em andamento >> Entre as obras em andamento está a construção do Complexo das Engenharias, que é a maior obra da Ufersa, e uma das maiores do interior do estado na área da educação

O

ano de 2019 começou com várias obras em andamento e algumas já em fase de conclusão na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Na última semana, o reitor José de Arimatea de Matos realizou uma série de vistorias nos prédios que estão em serviço junto com a superintendência de infraestrutura da universidade. Em Mossoró, a Ufersa está com oito obras em andamento, todas concentradas no lado leste do campus. Os investimentos em infraestrutura no campus sede começam pelo novo sistema adutor que abrange a caixa d’água – construída num dos pontos mais alto do campus, nas imediações do Alto da Pelonha – e uma nova rede de encanamento. O reservatório, com mais de 30 metros de altura, vai ser o principal local de armazenamento de água da universidade em Mossoró. Da caixa, a água sairá pelo sistema que vai interligar todos os setores e blocos do lado leste. Segundo a superintendência de infraestrutura, o serviço do reservatório já está pronto e também deve ser inaugurado neste primeiro semestre. Próximo à caixa d’água, a Ufersa está finalizando o prédio do Bloco de Apoio aos Terceirizados e Manutenção (BATMAN). O prédio vai dar um suporte e um melhor acolhimento aos servidores terceirizados da limpeza, da vigilância, da

manutenção e da portaria do campus de Mossoró. A estrutura vai contar com vestiários, lavabos, sala administrativa, salas de descanso e copa. A previsão é entregar o bloco no primeiro semestre de 2019. A Ufersa também retomou a obra de construção do prédio do Laboratório de Pós-Colheita do Milho (LAPOM), que está sendo erguido na lateral do Centro de

Ciências Agrárias e deve ser inaugurado em um ano. Na maratona das vistorias, o reitor Arimatea Matos e a equipe da Superintendência de Infraestrutura também acompanharam a situação da maior obra da Ufersa e uma das maiores do interior do estado na área da educação. O Complexo das Engenharias de Mossoró já está com toda a parte estrutural

concluída, inclusive com dois elevadores instalados. No momento, estão sendo finalizados a rede de gás e todo o sistema elétrico que, por sinal, vai receber reforço de placas fotovoltaicas instaladas na cobertura do prédio. Segundo o reitor, a energia solar vai dar um suporte à demanda elétrica das atividades, podendo suprir, em determinados momentos, toda a carga elétrica

Núcleo do curso de Medicina será composto por três blocos Uma das obras do campus central da Ufersa que está em andamento é o novo núcleo do curso de Medicina, que será composto por três blocos. De acordo com a uni-

versidade, o primeiro já está na fase final e deve entrar em funcionamento em abril de 2019, logo no início do primeiro semestre letivo. O Laboratório de Ha-

bilidades Médicas é o primeiro bloco oficial da Medicina da Ufersa. Ele foi construído com recursos de emenda de bancada. “Temos que agradecer o emAssessoria/Ufersa

O primeiro bloco deve ser entregue em abril deste ano


4 mossoró

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

uern

Projetos são contemplados por uma das principais bolsas de pesquisa do país >> Desenvolvidos em diferentes áreas do conhecimento, projetos recebem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Assessoria

D

a investigação do passado como forma de coletar mais dados sobre a natureza e sua fauna até experimentos que no futuro permitam a adoção de novas tecnologias e procedimentos ligados à saúde, pesquisas desenvolvidas por professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) começaram o ano recebendo destaque e incentivo significativos. Neste mês, quatro projetos realizados por pesquisadores da Universidade foram contemplados com Bolsas de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Criada em 1976, essa modalidade de bolsa representa um dos principais instrumentos de apoio à pesquisa do CNPq, tendo como objetivo de reconhecer e valorizar o trabalho dos pesquisadores quanto à produção de conhecimento científico e inovação tecnológica. Além desses projetos, a Uern conta três outras pesquisas já contempladas em edições anteriores, totalizando sete bolsistas. Um dos projetos aprovados neste ano, de autoria do professor Kleberson Porpino, do Departamento de Ciências Biológicas da Uern, é voltado para a análise de fósseis de tatus gigantes encontrados em diversas localidades. Conforme explica Porpino, o estudo dos fósseis - encontrados em lugares como cavernas e reservatórios naturais de água - possibilita um conhecimento maior não apenas sobre os aspectos fisiológicos dos animais, mas também de seus hábitos e da forma como eles interagiam com o ambiente. “Isso nos dá pistas muito importantes sobre o passado desses animais e do ambiente”, aponta o professor. Parte dos fósseis examinados, destaca, data de aproximadamente 8 mil anos atrás. “Alguns desses tatus, a gente estima que chegavam a até 5 metros de comprimento”, ilustra.

Professor Kleberson Porpino realiza pesquisa com fósseis de tatus com bolsistas da universidade Assessoria

A pesquisa já estava sendo realizada há três anos com o incentivo da Bolsa de Produtividade, que foi renovada agora por igual período. Outro projeto contemplado com a Bolsa de Produtividade é desenvolvido pelo professor Rodolfo Costa, do Departamento de Economia. Através de dados relacionados às receitas e despesas dos municípios brasileiros, o projeto utiliza ferramentas de estatística para analisar os elementos que são determinantes para a composição das dívidas públicas das gestões. A ideia, explica Costa, é utilizar os dados para compreender de que forma diferentes fatores - que muitas vezes passam despercebidos pelos gestores - contribuem para o aumento ou redução da dívida pública. “Uma das intenções é ver até que ponto essa dívida depende das decisões do gestor ou também de fatores externos”, exemplifica. Segundo Costa, a análise desses dados permite uma compreensão maior de situações como o endividamento e os desequilíbrios fiscais, possibilitando ações mais efetivas voltadas à saúde financeira das gestões e evitando equívocos por parte das gestões.

“Quando um novo gestor assume, é comum falar de ‘herança’ de dívidas que o governo anterior deixou e anunciar que vai tentar reverter esse quadro. Mas o que a gente tem observado é que a cada nova gestão a dívida pública tende a aumentar. Nós precisamos compreender melhor esse processo”, exemplifica. O professor ressalta ainda que, embora os dados sejam focados nas gestões municipais, muitos dos resultados obtidos podem ser

O projeto desenvolvido pelo professor Rodolfo Costa analisa a dívida pública dos Municípios

aplicados também na esfera estadual, contribuindo para a adoção de novas medidas por parte dos governos. Além desses, dois outros

professores tiveram projetos aprovados com Bolsas de Produtividade. Um deles, de autoria do professor Thomas Dumelow, do Departamento

de Física da Universidade, tem como título “Fenômenos associados à interação de radiação Terahertz com meios cristalinos”. A pesquisa, aponta o docente, busca estudar efeitos relacionados à refração e analisar a influência de campos magnéticos no campo da óptica. O quarto projeto contemplado é desenvolvido pelo professor Fausto Guzen, do Departamento de Ciências Biomédicas. A pesquisa é voltada para a recuperação de tecido cerebral danificado. A ideia é coletar o tecido danificado, tratá-lo e recuperar os neurônios que o compõem, para então poder reimplantá-los no cérebro. Conforme o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uern, Rodolfo Lopes Cavalcanti, os projetos desenvolvidos pelos docentes, além de atestarem a qualidade das pesquisas realizadas na universidade, são um importante fator para a inserção da universidade nos cenários nacional e internacional de produção do conhecimento científico. “A Uern passa a fazer parte de um grupo seleto de pesquisadores dotados de influência significativa no contexto da ciência”, frisa. O pró-reitor destaca que a universidade continuará motivando a inserção de novos bolsistas de produtividade no CNPq, trabalhando diretamente junto aos docentes. “Os nossos departamentos de Pesquisa e de Pós-Graduação vêm realizando um estudo interno na perspectiva de identificar nomes em potencial para serem bolsistas de produtividade. A partir disso, vamos desenvolver um trabalho específico com esse grupo, buscando esse êxito em novas tentativas”, aponta. Cavalcanti destaca que as pesquisas realizadas em diferentes áreas têm um forte impacto nas demandas da comunidade. “Direta ou indiretamente, esses estudos tentam contribuir com conhecimentos ou intervenções que impactem positivamente sobre a sociedade. É o compromisso da universidade, é o compromisso da ciência”, salienta.


6 segurança

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Continuação

Sociólogo analisa deficiências da segurança e sugere ações de melhorias >> Mestre e doutor em Ciências Sociais Thadeu Brandão chama atenção para problemas no setor, como escassos recursos humanos e materiais

“A

s condições hodiernas da Segurança Pública do RN são o resultado de anos de agravamento de sérios problemas no que se referem a sua estrutura de capital humano (número insuficiente de policiais militares e civis, peritos e agentes prisionais), sua estrutura de inteligência e capacidade de planejamento e ação estratégica disfuncionais, ambos fundamentais para a contenção da sensação de insegurança quanto à quantidade imensa de roubos e assaltos, arrastões, tráfico de entorpecentes ilícitos e homicídios. O agravamento fiscal e previdenciário do Estado do Rio Grande do Norte impossibilita, em curto e médio prazo, estratégias de solução da totalidade do problema.” A análise é do sociólogo, mestre e doutor em Ciências

Sociais Thadeu Brandão. Para ele, tendo em vista os grandes desafios da Segurança Pública e da Defesa Social do Estado do Rio Grande do Norte, principalmente no que se referem aos seus recursos humanos e materiais, torna-se imperioso ultrapassar o limite das velhas ações na área e pautar, através do uso da informação e da inteligência, novas diretrizes e formas de coordenação de ações que possibilitem alcançar resultados permanentes no combate à criminalidade violenta e homicida. “Não há de se confundir a natureza da ‘estatística comercial’ e da informação vaga e que hoje se aplica na Segurança Pública do RN e na maior parte do Brasil. O que deve ser buscado realizar é análise criminal diagnóstica e aprofundada, para auferir como se

Assessoria

Brandão fala em quatro passos para redução de crimes e cita inteligência, distribuição das forças policiais, táticas eficazes e acompanhamento e avaliação do desempenho processam os fundamentos das atividades criminais, como se dá a dinâmica da criminalidade em termos temporais, geográficos e criminológicos. A estatística e as informações qualitativas coletadas devem ser sempre pensadas enquanto ferramentas, e não como finalidades na Segurança Pública”, afirma Brandão.

O estudioso, que também é professor da Ufersa e coordenador do Observatório da Violência (OBVIO), defende que, nesse sentido, o primeiro passo seria transformar a Câmara Técnica de Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs) em uma coordenadoria autônoma, que funcione interdisciplinarmente com

a Coordenadoria de Informação Estatística e Análises Criminais (COINE), tornando-a mecanismo independente e capaz de aferir ações, produzir relatórios e diagnósticos direcionadores e vinculantes; com a atuação de analistas técnicos e gabaritados. “Teremos, assim, a possibilidade de construir mapas de manchas criminais mais precisas e com maior grau de confiabilidade”, pontua. “Ao mesmo tempo, aponta-se a necessidade de também se coordenar, de forma rotineira e sistemática, pesquisas de vitimização, principalmente na Região Metropolitana de Natal (RMN) e em Mossoró, a fim de se complementar os dados coletados nos bancos supracitados. Com a confiabilidade dos dados, a Coine e a Coecrim terão condições de suscitar ações estra-

tégicas específicas para as realidades levantadas e apontadas pelos registros e pela pesquisa. A ciência é, desde o alvorecer dos Estados modernos, o melhor mecanismo de combate ao crime e à criminalidade, organizada ou não”, acrescenta. Citando parâmetros e modelos adotados em cidades como Nova York, o sociólogo cita quatro passos para a redução de crimes: acurada e oportuna inteligência (informação tratada) comunicada a todos; rápida distribuição das forças policiais; táticas eficazes; e incansável acompanhamento e avaliação do desempenho. “O planejamento passou a ser a linguagem básica do Departamento de Polícia de NY, invertendo a velha e carcomida dinâmica do trabalho policial, que se tornou, de forma preponderante, preventivo. Nesse sentido, da mesma forma que as estratégias de coleta de dados, planejamento e coordenação de ações foram possíveis em Nova York, afirmamos que, adaptando às condições do Estado do Rio Grande do Norte e seus maiores desafios (fiscais e estruturais), também é possível implementar um novo paradigma de defesa social que possibilite a guinada que a população tanto espera e almeja, assim como todos os operadores da segurança deste Estado”, finalizou.


SEGURANÇA 5

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Imagem meramente ilustrativa

SEGURANÇA

FRAGILIZADA >> Sistema de segurança pública do Rio Grande do Norte segue em funcionamento com estrutura ainda considerada deficiente

E

m meio ao aumento da violência e da criminalidade, a segurança pública do Rio Grande do Norte segue fragilizada. O sistema de segurança pública potiguar continua em funcionamento com uma estrutura ainda considerada deficiente. Essa é a percepção de especialistas e estudiosos do setor com atuação no estado. Entre os setores da Segurança Pública do RN, a Polícia Civil do Estado é um dos que sofrem com problemas, como pouco efetivo. Nesta semana, a Associação de Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (ADEPOL-RN) expôs uma realidade considerada pela entidade como cada vez mais preocupante. A Adepol chamou atenção para uma assustadora redução do número de policiais civis em atividade no estado. Segundo a Associação, em 2003, o RN tinha 2.242 policiais civis, contando delegados, agentes e escrivães. Passados seis anos, esse número, conforme a entidade, caiu para 1.388 profissionais. Nos anos seguintes, o quadro foi ficando cada vez mais complicado, com a continuidade da redução do efetivo. Ainda de acordo com a

Adepol, a quantidade de policiais civis, contando delegados, agentes e escrivães, diminui ainda mais. Atualmente, o número é ainda menor: 1.252 profissionais em atividade. A Associação de Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte utilizou os números nesta semana para chamar a atenção para a necessidade de realização de concurso público para o setor ainda para este ano. “Lembrando que o Rio Grande do Norte deveria ter, por lei, mais de 5 mil policiais civis”, frisou a entidade. Sobre a realização de concurso público para a área, a informação é de que o Governo trabalha para que o concurso saia ainda neste ano, em meio a formalidades necessárias para se iniciar o processo licitatório para a contratação da banca organizadora do certame.

A Polícia Civil é um dos que sofrem com problemas

Sistema penitenciário também se mantém com deficiências Além da Polícia Civil, outro setor da segurança pública potiguar que também segue com deficiência é o sistema penitenciário estadual. Um exemplo dessa problemática é a situação da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região da Grande Natal, e que foi reportada nesta semana pelo jornal Tribuna do Norte. A matéria publicada na

edição desta terça-feira (15) mostrou que a maior rebelião registrada dentro da esfera prisional potiguar completou dois anos no início desta semana e que resultou na época na morte de 26 detentos e em fortes depredações da unidade carcerária, após disputas entre facções criminosas. A matéria trouxe que, atualmente, a superlotação ain-

da é uma deficiência que persiste no estabelecimento, com uma população prisional de 1.171 apenados, considerada o dobro da capacidade do local. A reportagem do DE FATO tentou manter, sem sucesso, contato com o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado (SINDASP-RN) para levantar mais dados sobre a situação do sistema prisional potiguar.

Governo anuncia investimento de quase R$ 80 mi na segurança No início desta semana, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) anunciou que nos próximos meses, o Rio Grande do Norte receberá uma série de investimentos na área de combate à violência e criminalidade. A Sesed informou que a medida será resultante de um convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

Segundo a secretaria, seráumtotaldeR$79.973.763,73 destinados para diversos setores e órgãos que fazem parte do setor. A Sesed divulgou que para modernização dos sistemas utilizados no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), setor responsável pelo recebimento e monitoramento de ocorrências, foram destinados R$ 1.928.105,28. Já para o Centro Integrado de Comando e Controle

Regional (CICCR) e o Centro de Inteligência da Sesed, o aporte foi, respectivamente, de R$ 5.092.927,38 e R$ 2.877.717,48. Ainda de acordo com a secretaria, com o investimento, o Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) vai comprar um novo helicóptero e mais duas viaturas, somando R$ 21.777.286,93. A pasta detalhou ainda que do restante dos recursos, R$ 29.977.330,89 foram destinados para a Polícia Mi-

SALÁRIOS ATRASADOS

Em meio às deficiências estruturaisnosetor,asegurança pública do Rio Grande do Norte padece ainda de um problema que tem afetado grande partedofuncionalismopúblico: oatrasodesalários.Nosúltimos dias, diversas categorias do setor, como policiais civis, militares e agentes penitenciários, anunciaram que reduziriam as atividades caso os salários não fossem regularizados. Após acordo com o Governo do Estado, as mobilizações foram suspensas temporariamente.

litar, como compra de 2 mil coletes balísticos, 179 viaturas 1.306 armas e 80 escudos balísticos, entre outros equipamentos; para a Polícia Civil serão empregados R$ 12.209.780,77 na aquisição de 90 armas; 87 viaturas; 10 escudos balísticos; mais investimentos em tecnologia; e R$ 6.110.615,00 para 16 viaturas do Corpo de Bombeiros. A informação é de que o dinheiro já está empenhado e será depositado assim que forem assinados os contratos; e que os processos de licitação também já foram iniciados.


esporte 7

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Caso Sávio

Julgamento ocorre nesta semana

>> A informação foi repassada pelo presidente do TJD/RN, Adriano Rufino à Rádio Globo de Natal

O

presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN), Adriano Rufino Sousa da Silva, disse durante entrevista ao programa “Globo Esportivo – 2ª edição” da Rádio Globo de Natal na noite da última sexta-feira, 18, que o julgamento do ‘Caso Sávio’ será nesta semana na 1ª Comissão Disciplinar da Casa. As informações são do Blog de Marcos Santos. Segundo Adriano Rufino, a procuradoria do tribunal já emitiu parecer sobre a denúncia do Força e Luz contra o Potiguar. O Time Elétrico acusa o Alvirrubro mossoroense de escalar irregularmente um jogador menor de 16 anos. Sávio ficou no banco de reservas na vitória dos mossoroense sobre o Palmeira por 2 a 0. A partida foi válida pela primeira rodada da competição.

Allan Phablo

O Força e Luz alega que o Potiguar descumpriu o regulamento ao escalar Sávio (número 20)

Ranilson Cristino, mandatário do Força e Luz, alega que o Time Príncipe descumpriu o artigo 22 do Regulamento Geral de Competições (RGC) do

Campeonato Estadual. Nele, consta que “É vedada, nas partidas das Competições profissionais, a participação de atletas não-profissionais com idade supe-

Potiguar não perde do Assu no Edgarzão há 6 anos Assu e Potiguar se enfrentam neste domingo, 20, no Estádio Edgarzão, em situações oposta na tabela de classificação. Os mossoroense lideram o primeiro turno com sete pontos. Os assuenses estão na 5ª posição com dois. A partida está marcada para as 16 horas e é válida pela quarta rodada da Copa Cidade do Natal. O Time Príncipe, além de querer permanecer no topo da tabela, também defenderá um pequeno tabu diante dos donos da casa. A equipe da Capital do Oeste não perde no Edgarzão para o time da Terra dos Poetas desde 2013. A última vitória do Assu contra o Alvirrubro em seus domínios foi em 10 de março. O Camaleão fez 1 a 0 na oportunidade. Neste período, as equipes jogaram três vezes no Edgarzão. Foram duas vitó-

rias dos visitantes e um empate. Os triunfos do Alvirrubro ocorreram em 23 de março de 2016 (1 a 0) e 15 de janeiro de 2017 (2 a 1). O empate ocorreu no ano passado no dia 21 de fevereiro. Empate por 1 a 1. Duelo equilibrado Potiguar e Assu já se enfrentaram 32 vezes pelo Campeonato Estadual. Cada equipe venceu em 13 oportunidades e houve ainda 6 empates. O Camaleão do Vale balançou a rede dos mossoroense em 41 oportunidades. Já o Alvirrubro festejou 51 vezes. Em todo o certame, o Potiguar goleou o Assu quatro vezes. Destaque para o 8 a 0 ocorrido em 11 de junho de 2006. Este duelo valeu pela semifinal daquele campeonato. Uma dessas goleadas também aconteceu no palco da partida

deste domingo. No dia 27 de abril de 2011 o time mossoroense fez 5 a 2 no assuense. Já o Camaleão conseguiu duas goleadas no Potiguar. As foram por 4 a 1. A primeira ocorreu em 1º de maio de 2005 e a última, e mais recente, no ano passado no Nogueirão.

rior a 20 (vinte) anos completos e inferior a 16 (dezesseis) anos completos”. O time de Natal alega que o Potiguar não poderia ter relacionado atleta com

idade inferior a 16 anos, mesmo com vinculo não profissional. Sávio tem 15 anos e 9 meses e irá completar 16 somente em abril.

Por outro lado, o presidente da equipe príncipe, Benjamin Machado, alega que o clube não cometeu infração e que a instituição está preparada tentar desqualificar a tese do Time Elétrico, caso a matéria seja oferecida para mesa de julgamento, o que acabou acontecendo. “Com certeza (sobre a defesa está preparada). Estamos tranquilos e com o regulamento na mão. O atleta (Sávio) é federado, o atleta está apto a jogar dentro do que diz o regulamento geral da CBF. Caso o Força e Luz convença os auditores do descumprimento do regulamento por parte dos mossoroense, o Potiguar poderá caso perder seis pontos. De momento, o Alvirrubro lidera o primeiro turno com sete pontos. Se punido cairia para a lanterna, com apenas um ponto.

Ex-narrador esportivo, Hélio Câmara, morre aos 78 anos ‘Super Hélio’, como era chamado, fez parte da era de ouro da Rádio Cabugi. Fez história no Rádio Esportivo de Natal da década de 1960 até 2013. Começou a carreira de comunicador numa divulgadora

de Parnamirim. Câmara trabalhou em várias Rádios de Natal. Cabugi, Poti, Tropical, Rural e em 2013 teve sua última passagem pelo Rádio, na 95 FM, também de Natal. Ele nasceu em Rio do

Fogo, à época distrito de Touros, interior do Rio Grande do Norte. Hélio Câmara deixa a viúva e dois filhos. Com informações da Tribuna do Norte e do Blog de Marcos Trindade Divulgação

2018 21.02

Assu 1x1 Potiguar 2017 15.01

Assu 1x2 Potiguar 2016 23.03

Assu 0x1 Potiguar 2013 10.03

Assu 1x0 Potiguar

O ex-narrador esportivo Hélio Câmara morreu neste sábado, 19, em decorrência de um câncer nos ossos. Ele tinha 78 anos.


8 OPINIÃO/ESPORTE

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

O Potiguar no banco dos réus

A

gora é pra valer. A Procuradoria do TJD acatou denúncia do Força e Luz contra o Potiguar e encaminhou o protesto do clube da capital ao tribunal para julgamento que deve ocorrer ainda nesta semana. O Potiguar foi denunciado por utilizar o atleta Sávio, de apenas 15 anos, na partida contra o Palmeira, em sua estreia no estadual, o que iria de encontro ao artigo 22 do Regulamento Geral das Competições da FNF, de última edição publicada em 2017. O artigo versa sobre a proibição do uso nas competições profissio-

nais de atletas não profissionais com idade superior a 20 anos completos e inferior a 16 anos completos, que é o caso de Sávio. O Potiguar acena basear a sua defesa na Lei Pelé. Precisará convencer o tribunal do contrário para não ser punido com perda de seis pontos, o que deixaria o alvirrubro, hoje líder com sete pontos, com apenas um ponto e na lanterna da competição. O mesmo risco corre o Palmeira, também denunciado pelo Força e Luz por ferir um dos itens do regulamento específico do campeonato.

IMAGEM QUE MARCA

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Estou muito feliz. É meu segundo título em três conquistas!” MICKEY, massagista do Potiguar, após a final do Estadual de 2013. Um título deve ter caído no trajeto até Ceará-Mirim.

DÚVIDAS Independente do resultado do julgamento do Potiguar, impossível deixar passar algumas perguntas. Por qual motivo expor-se escalando para o banco de reservas um atleta de quase nula a chance de entrar no jogo e cuja idade foge o regulamento?

ARTUR REBOUÇAS

DÚVIDAS II Se havia alguma chance de sua utilização, e se o clube está certo de que não feriu as regras, por que não continuou relacionando o garoto para os jogos seguintes? Vale a pena o risco que corre neste momento?

HOJE TEM TRANSMISSÃO Na terça-feira passada (15), perdemos o ex-jogador Maranhão, por complicações da diabetes. Aqui na imagem, em abril de 2018, Maranhão recebia a equipe da TCM para papo com o ex-companheiro de bola Júnior Xavier.

A SEMANA NA HISTÓRIA Nesta segunda-feira (21), quem aniversaria é o ex-jogador e atual comentarista da TCM e 95 FM Júnior Xavier. São 56 anos de histórias para contar. Parabéns, Bom de Bola!

A 95 FM transmite hoje, às 15h30, Assu x Potiguar. Estarei no Edgarzão, ao lado de Júnior Xavier, Ellen Freitas, Fabiano Júnior, Bruno Luz e Ênio Ticiano, para contar toda a história. Futebol se faz assim!

EQUILÍBRIO

GRANDE PERDA O rádio esportivo potiguar perdeu neste sábado (19), vitimado por um câncer, o narrador Hélio Câmara. Tinha voz e estilo marcantes. Um dos melhores que ouvi aqui no RN. Tinha 78 anos. Descanse em paz!

TORCEDOR FUTEBOL CLUBE Vicente Santiago

Desde que se enfrentam pelo Estadual, a começar em 2002, Assu e Potiguar promoveram 32 confrontos. Pelos números, um duelo muito equilibrado. São 13 vitórias para cada lado e seis empates.

GOLEADAS Em termos de placar, a maior goleada do Assu sobre o Potiguar foi por 4 a 0, em 2005. No ano seguinte, o alvirrubro aplicou a maior goleada do confronto: 8 a 0. Números de Welleson Almeida.

LUPA

Nova Betânia

Quem completaria 73 anos nesta segunda-feira (21) seria Lupércio Luiz de Azevedo, um dos bons cronistas esportivos do RN. Anda fazendo falta por aqui. Ele nos deixou no dia 29 de julho de 2017.

Torcedor do Botafogo

O Esporte é a nossa paixão NOTÍCIAS | GOLS E COMENTÁRIOS

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

Potencial

Investidores franceses querem produzir energia limpa no RN >> Encontro entre empresários franceses e a governadora Fátima Bezerra para tratar da instalação da empresa no estado acontece nesta segunda (21)

A

produção de energia limpa no Rio Grande do Norte continua atraindo investidores estrangeiros que querem investir no estado, pela sua capacidade de produção de energia limpa. A governadora Fátima Bezerra receberá nesta segunda-feira, 21, diretores da multinacional francesa Total Eren, que atua no campo energético petrolífero e que pretendem investir em energia limpa por meio da criação de “joint-venture” em parceria com a Petrobras nos segmentos eólico e solar. A notícia foi dada pelo senador Jean Paul Prates durante entrevista na semana passada ao programa Jornal Agora, da rádio Agora FM (97,9), apresentado pelo jornalista Alex Viana, e posteriormente confirmada através de sua assessoria ao jornal DE FATO. De acordo com o senador potiguar, a Total Eren não sairá do ramo de energia, mas trocará a energia não renovável – com ênfase no petróleo – pela energia limpa que tem um potencial abun-

dante no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o clima potiguar garante sol e vento em abundância praticamente o ano inteiro, o

que despertou o interesse dos franceses. Na avaliação do senador, a energia limpa é um caminho para tirar o Esta-

produção mineral, como no caso do petróleo, em que há uma divisão com a União e Municípios. “Vamos receber esse grande

Pixabay

RN tem grande potencial para produção de energia limpa

Jean Paul ressaltou a importância das áreas energéticas e ambientais para o RN A presença de Jean Paul Prates no Senado Federal, representando o RN, já vinha sendo vista como de grande importância para o setor de energia limpa,

do da crise, porque gera arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao invés de royalties da

grupo francês, que quer investir no estado e vai gerar empregos. Sem dúvida, será necessária a união da classe política”, conclama Prates. Ao longo deste ano, Fátima Bezerra deve receber muitos grupos empresariais que querem investir no estado. Além dos recursos, a governadora, segundo Prates, está pensando na geração de empregos em regiões onde a crise tem sido maior. “Nosso plano de desenvolvimento econômico prima pelo aproveitamento das vocações de nosso estado”, destacou o senador.

tendo em vista seu vasto conhecimento nessa área e sua capacidade de articulação junto a investidores estrangeiros. Desde que assumiu, o

senador tem ressaltado a importância das áreas energéticas e de meio ambiente, setores nos quais tem focado suas atividades profissionais. “O Brasil é

abundante em fontes energéticas, como a eólica e solar, além do petróleo e gás. Nosso maior problema está em saber utilizar da melhor forma esses recursos e estamos trabalhando no sentido de melhorar nossa capacidade de utilizar melhor esses recursos”, disse. Também as pautas relativas ao desenvolvimento sustentável e ao uso correto dos recursos natu-

rais, além de políticas ambientais que gerem desenvolvimento, terão prioridade em seu mandato. “Temos de usar a tecnologia a nosso favor com relação ao desenvolvimento e à mobilidade urbana. Além disso, o aproveitamento e reciclagem do lixo precisam estar na pauta do país para os próximos anos”, disse. Jean Paul Prates tem 50 anos, é advogado, econo-

mista, empresário, ambientalista e especialista em energia, principalmente as renováveis. Com Mestrado em Gestão de Energia e Recursos Renováveis, pela Universidade da Pensilvânia e em Economia da Energia, pelo Instituto Francês do Petróleo, o novo senador tem mais de 25 anos de trabalho nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais.


2 estado

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

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RN é o estado que mais produz energia eólica no Brasil >> Utilizando a força dos ventos, o território potiguar tem uma produção de 3,9 GW de capacidade instalada desse tipo de energia limpa

O

Rio Grande do Norte é o estado que mais produz energia utilizando a força dos ventos. São 3,9 GW de capacidade instalada. Em seguida, vem a Bahia, com 133 parques e 3,5 GW de potência instalada. Em terceiro lugar, está o Ceará, que conta 80 parques e um total de 2 GW de capacidade instalada. De acordo com dados atualizados do último mês de novembro de 2018, o Brasil possui 568 parques eólicos, totalizando 7 mil aerogeradores em operação, em 12 estados. A geração de energia eólica é predominante nas regiões Nordeste (472 parques) e Sul do país (96 parques). A energia eólica ultrapassou a expressiva marca de 14 GW de capacidade instalada para produção nacional de energia vinda dos ventos. Deste total, 85% se concentram no Nordeste, totalizando 12,2 GW de potência instalada somente nessa região. O período de agosto a setembro é conhecido como a “safra dos ventos”, pois as ventanias ganham

Pedro Vitorino

Produção eólica do RN continua sendo a maior do país, com tendência de crescimento em 2019

ainda mais força e as usinas eólicas do Nordeste e Sul costumam bater recordes de produção. O Rio Grande do Norte,

nos últimos anos, tem avançado com a conquista de novos espaços dentro da produção de energia eólica, graças ao seu potencial de

Regulamentação abre oportunidade para investimento em energia solar fotovoltaica pensamento verde

Energia solar fotovoltaica ganha novos investimentos no RN

Com relação à produção de energia solar fotovoltaica, o Rio Grande do Norte deu um passo importante para atrair investimentos e aumentar sua capacidade de produção em novembro de 2018. No RN, foi regulamentada a instrução normativa 001 de 1° de novembro de 2018 assinada pelo então

diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), Rondinelle Oliveira, e publicada no Diário Oficial do RN. Com isso, a atividade tem regulamentação própria, estabelecendo procedimentos específicos do setor que vem crescendo nos últimos anos. A instru-

ção normativa fornece detalhes para instrumentalizar o processo de licenciamento e disciplinar como isso deve acontecer. “A atividade fotovoltaica é viável ambiental e economicamente, porém carecia de um marco regulatório, além de se constituir em uma oportunidade para quem quer empreender em

ampliação da energia eólica na matriz energética brasileira, bem como sua importância como fonte renovável para a sustentabilidasolos potiguares. Criar a instrução normativa específica para este setor é um avanço para nós, trazendo clareza no processo de licenciamento, incentivo às cadeias produtivas dessa área, além da necessária segurança jurídica”, afirmou na época Rondinelle Oliveira. A instrução normativa detalha o procedimento até então inexistente no Rio Grande do Norte, oferecendo diretrizes sobre o licenciamento deste setor. Dentre as especificações, os tipos de estudos necessários, em quais situações eles serão solicitados, se o projeto do empreendimento encontra-se em área de Unidade de Conservação ou até mesmo se determinada área necessita de estudos mais complexos. “Temos um potencial extraordinário em relação a outros estados que é a presença do sol quase o ano inteiro, e esse é um fator bastante favorável para nós. Agora o empreendedor que queira investir nessa atividade terá um melhor direcionamento”, afirmou a então coordenadora do setor de Energias do Idema, Andréa Mércia Barreto.

de energética nacional. Dentre os benefícios da indústria dos ventos estão também a geração de empregos e a segurança ener-

gética durante as secas, especialmente para a região Nordeste. Em sete anos, a fonte eólica atingiu um crescimento consistente, passando de menos de 1 GW em 2011 para os 14 GW de agora, completamente conectados à rede de transmissão. Em média, a energia gerada por estas eólicas equivale atualmente ao consumo residencial médio de cerca de 26 milhões de casas (80 milhões de pessoas). A energia eólica já está chegando a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados do último Boletim Mensal do ONS, referente ao mês de setembro, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde do SIN. Os recordes de atendimentos na região Nordeste já ultrapassam 70%. O dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de setembro, uma quinta-feira, quando 74,12% da demanda foi atendida pela energia eólica, com geração média diária de 7.839,65 MWmed e fator de capacidade de 76,58%. Nessa data, o Nordeste foi exportador de energia durante todo dia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é, por natureza, importador de energia. Até 2024, serão instalados mais 4,46 GW em 186 novos parques eólicos, levando o setor à marca de 18,80 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, esses montantes se elevarão.

Ano de 2019 deve registrar grande crescimento no setor de energia O ano de 2019 promete ser um ano com grandes notícias para o setor de geração de energia no Brasil, com selo de energia verde. A Agência Nacional de Energia Elétrica Brasileira divulgou relatório mostrando que o país pode mais que dobrar a capacidade instalada de usinas de energia solar. No panorama atual, tem chegado a vez de energias limpas, sustentáveis e econômicas invés da energia tradicional. Ao contrário da energia eólica que existe há mais tempo, que tem igualmente crescido progressivamente, quando se trata do uso de radiação solar para gerar energia elétrica, a sua construção no Brasil é significativamente mais jovem. O Brasil tem crescido na implementação de fábricas de placas fotovoltaicas, as empresas públicas têm entrado na corrida para a energia solar voltaicas potenciando a troca de

energia com o México, onde está localizada a maior usina fotovoltaica das Américas. Existem linhas de montagem de células solares, que são nada mais que dispositivos capazes de converter radiação solar em energia elétrica. Para otimizar o desempenho das células, elas são colocadas para trabalhar em conjunto, formando um módulo fotovoltaico. “Pouco lugares no mundo têm uma estrutura de produção tão eficiente quanto a nossa”, garante o físico Adriano Moehlecke, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que em conjunto com a física Izete Zanesco desenvolveram a célula solar mais eficiência do país. A célula solar foi desenvolvida em lâmina de silício grau solar e se diferencia do processo padrão da indústria atual de células solares de silício.


ESTADO 3

DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

Atenção

A recomendação do Ministério da Saúde é para

que todos mantenham as ações para prevenir focos

em qualquer época do ano. Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a principal forma de prevenção. Quando o foco do mosquito Aedes aegypti é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores ou pela população, como em terrenos baldios ou lixos acumulados na rua, a secretaria municipal de saúde deve ser acionada para remover os possíveis focos/criadouros. A ideia é fazer do combate ao mosquito uma rotina de toda a sociedade. Dessa forma, os cidadãos podem adotar uma série de medidas de forma a eliminar a presença de mosquitos transmissores de doenças e seus criadouros (retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento de água). Atitudes simples como proteção contra mosquitos, com portas e janelas fechadas ou teladas, uso de calça e camisa de manga comprida e com cores claras são fáceis e eficientes. Também é recomendado o uso de mosquiteiros que proporcionam boa proteção àqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

char bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais. Também é importante manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; acondicionar pneus em locais cobertos; fazer sempre manutenção de piscinas; tampar ralos; colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento; limpar sempre a bandeja do ar condicionado e não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas, as-

sim como catar sacos plásticos e lixo do quintal. Os vasos sanitários externos também devem ser tampados e verificados semanalmente e as lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água. Inseticidas, usados para matar mosquitos adultos, e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas

de aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito Aedes aegypti, desde que registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa, até o momento.

Férias é período de cuidado e combate ao Aedes aegypti >> A combinação do calor com chuvas favorece ao aumento da proliferação do mosquito e, consequentemente, do risco de infecção por essas doenças

O

verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças, como dengue, zika e chikungunya. A combinação do calor com chuvas favorece ao aumento da proliferação do mosquito e, consequentemente, do risco de infecção por essas doenças. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de saúde é não descuidar, mesmo no período de férias. É importante que a população verifique espaços dentro e fora de casa para eliminar todo e qualquer recipiente que possa acumular água e se transformar em criadouros do mosquito, como vasos de plantas, baldes e garrafas vazias. O cuidado também deve se manter por aquelas pessoas que optaram por não viajar. A população também deve ficar atenta aos destinos onde vão passar as férias e verificar quais cuidados devem ser tomados, como uso de repelentes e de roupas claras. As áreas com muita vegetação, por exemplo, estão propícias a ter grande circulação de mosquitos. Há também estados e municípios que têm maior recorrência de casos de dengue, zika e chikungunya. Essas e outras informações podem ser consultadas nos boletins epidemiológicos e no Levantamento Rápido de índices de Infestação pelo Aedes

Gazeta.com

Limpeza evita proliferação de mosquito Aedes aegypti durante o verão

aegypti (LIRAA), divulgados pelo Ministério da Saú-

de e pelas secretarias estaduais de Saúde.

Proteção nas residências deve ser redobrada no verão Outras medidas de prevenção e combate ao Aedes aegypti que a população pode fazer são: manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água; lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para armazenar água; manter caixas d’água bem fechadas; remover galhos e folhas de calhas e não

deixar água acumulada sobre a laje. Além disso, a população brasileira deve inserir em sua rotina o hábito de encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana; trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas; e fe-

Economia do RN

Rio Grande do Norte quer expandir área da produção de frutas para exportação O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN) quer ampliar a área livre da mosca da fruta pelo aumento da rede de barreiras fitossanitárias móveis pelo estado. Hoje, são 8.400 quilômetros quadrados, abrangendo regiões como Assú, Areia Branca, Mossoró, Baraúnas, Serra do Mel, Areia Branca, Afonso Bezerra e Ipanguaçu. Segundo o diretor-geral do Idiarn, Mário Victor Freire Manso, uma das intenções dessa ação de expandir a área conside-

rada livre da mosca da fruta em mais 6.400 km² – quase o dobro – criando condições objetivas para aumentar consideravelmente as exportações potiguares. Hoje, o Rio Grande do Norte é o maior exportador de melão do Brasil e luta para expandir suas vendas para a China, o maior mercado do planeta. Segundo o titular do Idiarn, regiões como toda a Chapada do Apodi e Governador Dix-sept Rosado, consideradas extre-

mamente produtivas e com muita oferta de água no subsolo, precisam ser urgentemente agregadas a esta condição para aumentar produção exportável uma vez que ainda não são áreas livres da mosca da fruta. Mário Manso explica ainda que a ideia de ampliar os postos móveis, conhecidos como “zoofitossanitários”, está entre as demandas do Ministério da Agricultura, que quer saber a produtividade das barreiras fixas e uma projeção para as fu-

Produção de frutas no RN visa aumentar as exportações potiguares

turas barreiras móveis. Ainda de acordo com o diretor-geral, estudos comprovam a maior eficiência das barreiras móveis na comparação com

as barreiras fixas e a otimização delas tem como objetivo melhorar a produtividade da fiscalização. “Entre engenheiros

agrônomos, veterinários e pessoal de nível médio, a fiscalização hoje do Idiarn reúne em torno de 60 pessoas, o que é muito pouco”, lembrou.


4 ESTADO

O

Rally RN 1500 chegará, em 2019, à maioridade. A disputa, uma das mais queridas do calendário de rali off-road do país, completará sua 21ª edição entre os dias 2 e 7 de abril, percorrendo todo o estado do Rio Grande do Norte. O que há de melhor entre motos, carros, UTVs e quadriciclos estará reunido para enfrentar os piores e mais emocionantes caminhos. A largada será, mais uma vez, em São Miguel do Gostoso, no litoral potiguar, e cerca de 550 km de especiais com muita diversidade de terrenos. O 21° Rally RN 1500 será válido pelo Campeonato Brasileiro de Rally Off-Road para carros, motos, quadriciclos e UTVs, com organização da KTC Produções e supervisão da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) e Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). A inscrição já está aberta, com preços promocionais, e poderá ser feita no site oficial – www.rallyrn1500. com.br. O evento, ao longo de sua história, revelou inúmeros pilotos e navegadores, além de contribuir com o fortalecimento da modalidade. Sua caracte-

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Off-road

Rally RN 1500 2019 já está com inscrição aberta >> A competição, que chega a sua 21ª edição e vai percorrer todo o Rio Grande do Norte, será entre os dias 2 e 7 de abril Doni Castilho e Fábio Davini

O Rally RN 1500 realizado no Rio Grande do Norte tem diversas categorias

Sesap orienta cuidados com a saúde durante o período do verão ilustração internet

Praia e sol requerem cuidados redobrados com a saúde durante o verão

O verão potiguar é marcado por altas temperaturas que levam naturalmente as pessoas a descuidar da alimentação, consumo de água e à perda de vitaminas e sais minerais no organismo. Para se manter saudável durante todo o verão, é bom ficar atento às dicas do setor de Alimentação e Nutrição (ATAN) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). A dica principal é beber água, mesmo sem sentir sede, pois a sede já é um reflexo da desidratação, e também consumir alimentos leves, como frutas e verduras, que são de fácil digestão. De acordo com a nutricionista Erika Melo, da

Área Técnica de Alimentação e Nutrição da Sesap, é importante manter o consumo de frutas nas refeições (café da manhã, almoço, jantar e lanches) porque são uma excelente opção para se manter hidratado tendo em vista que possuem mais líquido em sua composição. Ela cita os exemplos da melancia, melão, abacaxi e laranja, que auxiliam na refrescância. “Caso a pessoa não aceite bem a fruta, pode ser feito suco (diluindo com água), mas o ideal é o consumo da fruta in natura”, recomenda. A má alimentação em períodos quentes pode ocasionar problemas de saúde

com a desnutrição, como dores de cabeça, cansaço, sonolência, aumento da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca. Mas, independente desses sinais clínicos, deve-se evitar alimentos ricos em gordura, como é o caso de alimentos fritos (peixe frito, batata frita, hambúrguer). Esses últimos, explica Erika Melo, possuem pouca quantidade de líquido em seu interior e ainda podem provocar doenças como distensão abdominal, gases e azia. Outra preocupação é com a conservação dos alimentos que são comercializados na praia, pois o calor do ambiente pode provocar o aquecimento indesejável do produto, caso não esteja bemacondicionado, e aumentar a produção de bactérias patógenas, causando dores abdominais, diarreia, vômitos e a desidratação. Deve-se evitar as bebidas adoçadas artificialmente e também os refrigerantes, por não possuírem nenhum valor nutritivo. Nesse período, é muito comum a combinação churrasco + bebida alcoólica, o que a profissional desaconselha, pois a carne do churrasco é naturalmente rica em gordura o que provoca uma lentidão no processo de digestão, podendo provocar desconforto e sudorese. Já a bebida alcoólica provoca desidratação. Então, não é aconselhado o consumo dessa opção no verão.

rística técnica ajudou no preparo deles para as grandes competições nacionais e internacionais. A diversidade de terrenos, colocando à prova as habilidades de todos, e sua organização profissional são motivos para atrair os melhores nomes do país. "Mais uma vez, teremos a honra de receber em nosso estado o que há de melhor no país na categoria. Nossa meta é fazer um evento ainda mais interessante e agradável aos participantes, sem esquecer dos desafios de percurso que encantam a todos", destaca Kleber Tinoco, criador e diretorgeral do Rally RN 1500. O percurso definitivo da prova está sendo finalizado, mas a certeza é que todos os participantes terão pela frente muita areia, pedra, riacho seco, trial, dunas, serras etc.. A equipe de levantamento do roteiro está na trilha e vai apresentar muitas novidades em breve. Em 2018, Gregório Caselani (na categoria motos), George Ximenes (quadri), Denísio Nascimento/Idali Bosse (UTVs) e Marcos Baumgart/Kleber Cincea (carros) foram os mais rápidos e garantiram os títulos de um dos mais queridos eventos do gênero no país.

UFRN e Prefeitura de Macau realizam parceria para melhorar gestão pública A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estabeleceu parceria técnica com a Prefeitura Municipal de Macau para a produção de um diagnóstico que foi entregue neste mês de janeiro à cidade da mesorregião Central Potiguar, com o intuito de estabelecer novos convênios entre a gestão municipal e a instituição de ensino para melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população. Solicitado pela gestão do Município, o “Diagnóstico do Município de Macau” foi finalizado em novembro de 2018, com o objetivo inicial de ser um ponto de referência para o planejamento municipal. O diagnóstico foi realizado na área do planejamento e da gestão pública, com a participação de nove voluntários, além da atuação de estudantes de pós-graduação e egressos da UFRN e de professores colaboradores da Universidade do Estado do Rio Grande do

Norte (UERN). Para a coordenadora do projeto, Giovana Oliveira, as conclusões mostraram uma disfunção histórica da gestão em questões elementares, marcada pela desregulamentação do serviço público, o que afeta diretamente o atendimento das necessidades da população. Ainda segundo a professora, essa situação ocorreu porque, ao longo várias gestões, não houve planejamento participativo, levando em consideração os apontamentos dos servidores públicos. “Identificamos ainda um corpo técnico qualificado, mas desestimulado. Dessa forma, é preciso recompor a estrutura administrativa do município”, disse Giovana Oliveira. O trabalho foi executado com base na leitura de documentos e na escuta das Secretarias Municipais, quando foi feito o levantamento das demandas. Em seguida, os dados foram trazidos para a Proplan-UFRN, onde houve a análise com base na

Matriz SWOT, que é uma metodologia para identificar características como força, oportunidade, fraqueza e ameaça. De acordo com o prefeito de Macau, Túlio Lemos, a iniciativa surgiu da possibilidade de trabalhar com a universidade, onde está a riqueza intelectual do estado nos diversos assuntos e segmentos. “A importância do diagnóstico é que o trabalho foi feito de forma transparente e livre, como uma espécie de fotografia do momento em que estamos vivendo. Nessa perspectiva, o próximo passo é rever as situações, corrigir as falhas apontadas e, posteriormente, verificar as mudanças efetuadas”, explica o gestor municipal. Túlio Lemos diz que o diagnóstico vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, pois será uma oportunidade de consertar o que foi apontado como problema. Dessa forma, a consequência será uma melhor prestação de serviço à sociedade.


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DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

mulher >> Conheça os principais fatores de risco para essa patologia e saiba como evitá-los. Especialista explica que, apesar de ser uma condição genética, fatores emocionais podem contribuir para a queda dos fios

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esde sempre, os cabelos e penteados foram uma característica relevante para denominar um estilo ou modo de vida. Nos anos 40, por exemplo, era comum que as mulheres tivessem cumprimentos médios e ondulados. Seguindo a mesma tendência na década de 50, as pin-ups mostraram toda a força da feminilidade, usando franjas, lenços e penteados que são comuns até hoje. Dando um salto na história, nos anos 80, era moda usar cachos volumosos ou apertados, cores diferentes com inspiração punk ou franjas desiguais que faziam referência ao estilo rocker. Em diferentes culturas, alguns penteados são feitos para momentos de celebração, para algumas religiões são sinônimo de retidão, portanto, são sagrados. De fato, os cabelos são uma extensão da personalidade das pessoas e marca de pertencimento em certas tribos. Ainda hoje, são considerados a moldura do rosto, especialmente, nas mulheres, porém, um problema que já é bastante conhecido entre homens tem amedrontado o sexo feminino: a calvície. De acordo com especialistas, a alopecia androgenética, forma como esse tipo de queda de cabelos é clinicamente conhecido, está relacionado com a genética – como o próprio nome sugere – ou seja, pode ser hereditário. O lado bom é que essa patologia não é tão comum nas mulheres, além disso, nem toda perda de fios significa uma calvície, entretanto, independente do motivo, quando acontece se torna uma grande vilã para a autoestima delas. TUDO SOBRE A CALVÍCIE FEMININA Como tudo na vida, os cabelos também passam por um ciclo. Eles nascem, crescem e morrem. Os fios que se soltam dão espaço para que outros possam retomar o processo. Porém, na calvície essa sequência é interrompida, quando eles caem, não crescem nunca mais. De acordo com o médico Alan Wells, cirurgião plástico e especialista em transplante capilar, a calvície não é uma doença, mas é uma condição genética. “Se já existir um histórico familiar, muito provável que seja passado para outras gerações. Na calvície, os fios vão atrofiando e se soltam do couro cabeludo. Atinge uma porcentagem baixa de mulheres, CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Calvície

feminina mas acontece da mesma forma que nos homens, pode ocorrer no início da vida adulta ou quando ficar mais velha. A única diferença, é que nos homens a perda de cabelo começa nas famosas entradas, já para as mulheres, a queda de fios segue a linha de divisão do cabelo, até chegar no topo da cabeça”, explica. Para quem não tem predisposição genética, fatores emocionais como depressão, ansiedade e estresse são gatilhos para desenvolver alopecia, porém depende muito da suscetibilidade que a pessoa tiver. “É uma reação autoimune, quando desencadeada por motivos emocionais é uma maneira de o corpo dizer que algo está errado e precisa de atenção. Por isso, é sempre importante cuidar da saúde como um todo”, detalha o especialista. Alan Wells diz que a calvície não tem nenhum outro sintoma além da queda dos fios, e como muitas vezes ela pode acontecer de forma progressiva, a mulher pode levar anos para perceber que, de fato, está ficando calva. A dica é sem-

pre ficar de olho no espelho, analisar os fios, pedir para alguém olhar o couro cabeludo para ficar atenta ao primeiro sinal de anormalidade. A alopecia não escolhe idade, como depende do gene, pode atingir algumas pessoas de forma mais agressiva e para outras pode ser um processo mais lento. Mas alguns pontos devem ser levados em consideração, como rotina, alimentação, saúde física e emocional. “Os hábitos, principalmente, alimentares, devem ser avaliados, uma refeição rica em nutrientes, por exemplo, é essencial, pois a falta de ferro também pode ser um fator chave para desencadear a queda de cabelo”, conta o especialista. TRATAMENTOS Se for detectada uma queda de fios fora do comum, é necessário buscar um especialista para entender a causa e possíveis tratamentos. Segundo Wells, normalmente, os pacientes ficam desesperados e buscam alternativas imediatas, acreditando que é a solução. Não é reco-

mendável tomar suplementos vitamínicos ou se automedicar. O primeiro passo é sempre consultar um médico especialista para que ele possa solicitar alguns exames e dar um diagnóstico. “Primeiro, fazemos uma análise a olho nu, depois pedimos um tricodermatocospia. Por esse exame, conseguimos ver o couro cabeludo com uma lupa, e, então, verificamos se os fios estão atrofiando, se tem alguma mancha ou alguma alteração no cabelo, dependendo do caso, pedimos exames de sangue ou uma biopsia. A partir desses exames conseguimos entender o motivo da queda de fios, dar um diagnóstico e indicar um tratamento”, detalha. Quando a calvície é detectada no início, pode ser receitado o tratamento via oral, mas a paciente deve estar a par de que precisará tomar o remédio sempre, já que se interromper as medicações os fios voltarão a cair. Também existe a possibilidade de um transplante de cabelo, mas esse é indicado apenas para quem está com a calvície estabilizada. “Embora seja mais popular entre os homens, o transplante capilar também é uma alternativa muito interessante para as mulheres que sofrem de calvície, pois proporciona uma solução duradoura. Por se tratar de um procedimento cirúrgico, muitas pacientes se preocupam com as cicatrizes, mas a técnica evoluiu bastante nos últimos anos e não deixa marcas. O método FUE (Folicular Unit Extraction), por exemplo, é bastante arrojado: utiliza fios da própria paciente, de áreas que não sofrem do problema, e são reimplantados no foco da queda, de forma sutil e minimamente invasiva’’, afirma o cirurgião.


2 OPINIÃO

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

CONTEXTO www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“Pois de amor andamos todos precisados. Em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança. Força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente.”

Sérgio Chaves

AMOR... – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

FESTA

OS 3.3 DE RAFAELLA COSTA A blogger/colunista Rafaella Costa recebeu amigos, parceiros e familiares na quarta (9), no Espaço Gourmet do Thermas Hotel & Resort, para brindar idade nova. Noite do tipo ótima com a presença de muita gente querida, delícias e borbulhas, além da excelente música de Kelly Lira, com participação especial de Nida Lira. As fotos são de Célio Duarte.

Hoje é dia de festejar a querida Leomar Lima, Vilmar Pereira Segundo, Gorete Pereira Tito, o fotógrafo natalense Paulo Oliveira, Tatiana Cantídio, Milton Machado, Érika Geórgia Dantas e Ciro Rosado. Amanhã (21), é dia de vivas para a arquiteta Caroline Carlos Cavalcanti, Emanuela Praxedes de Freitas, Preta Alves, Sunny Silveira, sra. Arli Paiva, os irmãos Rafael e Rodolfo Maia e Sérgio Luís Lobato. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Rafaela Costa recebendo Ione e Nilson Brasil

PARTAGE SHOPPING O abraço dos amigos Denilson Santana e Raniére Vasconcelos

Rafa com Nilo Amâncio e Will Vicente

CHEGOU Os queridos João Gentil e Isadora Fonseca comemoram a chegada de Maria Esther, a segunda herdeira do casal, que chegou na segunda (14), cheia de saúde, para fazer companhia à Eva. Já o casal Érico Soares Fernandes/Luara Rosado é só alegria com a chegada de Vicente na virada do ano, segundo filho do casal, que já tem Lua. Bem vindos!

E para este período de férias, o Partage Shopping Mossoró preparou uma programação especial para a garotada. Desde o dia 11 até 24 de fevereiro, o shopping recebe a Feira Literária Cosmos, uma iniciativa itinerante que leva a leitura a todo o país. A proposta é agregar a educação também no período de férias, mostrando à garotada que a leitura é algo prazeroso e necessário. Paralelo à feira, promos especiais no cinema e no boliche. Uma boa pedida!

Rafaella com Chris Dantas e Mara Oliveira

O SUCESSO DO 2° SAMBA NA PRAIA Everaldo Rodrigues recebeu Pretinho da Serrinha, André da Mata, Chambinho do Acordeon e Dudu Nobre na 2ª edição do Samba na Praia, que aconteceu no sábado (12). E quer saber? Nem a chuva, que não deixou acontecer o show de Dudu, tirou o brilho da tarde/noite dessa, que já é um dos eventos mais esperados do verão. Confira os cliques.

Cedida

INTERLIGADOS SUNSET

A FESTA SURPRESA PARA FÁBIA SOARES

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Decoradora e doceira das melhores que conheço, Fábia Soares ganhou festa surpresa na segunda (14) nos salões do Josué Buffet, para comemorar idade nova. Tudo sob a batuta de familiares e amigos mais chegados que prepararam uma noite cheia de carinho, sabores e borbulhas. De novo, parabéns Fábia! Cedida

Clístenes Carlos, blogger/colunista na cidade de Pau dos Ferros, anuncia para o dia 9 de fevereiro a sua promoção Interligados Sunset, festão para comemorar o sucesso do seu site nas redes e anos de ofício. Tudo acontece a partir das 19h, com shows com Davson Davis & Forró Danado e Frequência 2. Trarei detalhes!

Luís Henrique Moura/Fernanda com Luís e Kaio Victor comemoram a formatura de Ana Elisa em Fisioterapia. Parabéns!

Ivete e Laura Amorim festejam a dra. Ana Mônica Amorim, aniversariante da terça (22). Vivas!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

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Padre Sátiro Cavalcanti Dantas, aniversariante da terça (22). Parabéns!

Morais Noronha e Irlanda Carlos no vivas a Giulio Anzelotti. Tim-tim!

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Leomar Lima é a aniversariante deste domingo (20). Parabéns!

Élder Heronildes em vivas para a querida Zélia Macedo, que festeja idade nova na sexta (25). Parabéns!

Ramilson festeja a querida Gorete Pereira Tito, que amanhece em idade nova hoje (20). Felicidades!

Fábia Soares recebendo o carinho do amigo Nilton Júnior na sua festa surpresa na segunda (14). Tim-tim!


OPINIÃO 3

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

CONEXÃO SAÚDE conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

PET Scan, você conhece este Exame? Por que fazer? Como é feita? Quem deve e quem não deve fazer? Quais são as possíveis complicações. A PET Scan é a sigla em inglês para a tomografia por emissão de pósitrons (Positron Emission Tomography) e é uma modalidade de diagnóstico por imagem que permite o mapeamento de diferentes substâncias químicas radioativas no organismo. As denominações PET-Scan e PET-CT possuem o mesmo significado. Esse exame foi desenvolvido na Universidade de Washington, em 1973, pelos médicos Edward Hoffman e Michael E. Phelps. A PET Scan é um exame que une os recursos da medicina nuclear e da radiologia, uma vez que sobrepõe imagens metabólicas às imagens anatômicas, produzindo assim um terceiro tipo de imagem. Em português, usa-se também a sigla TEP como equivalente a PET.

Por que fazer a PET Scan? A vantagem da PET Scan sobre os demais exames de imagens é que ela permite medir a atividade metabólica das lesões, demonstrando assim o grau de atividade delas, podendo mostrar a presença de alterações funcionais antes mesmo das morfológicas, permitindo um diagnóstico ainda mais precoce de doenças neoplásicas. A PET Scan produz imagens mais nítidas que os demais estudos de medicina nuclear e, além disso, informa acerca do estado funcional das estruturas examinadas e não só do seu estado morfológico. Ademais, a PET Scan pode gerar imagens em 3D ou imagens em "fatias", como na tomografia computadorizada comum. Isso, no entanto, não evita que o exame possa ter resultados falso-positivos, mostrando captações intensas em áreas normais, resultados que podem levar a biópsias desnecessárias e a outros procedimentos mais invasivos.

Como é feito o exame de PET Scan? Na preparação para o exame, é necessário jejum de quatro a seis horas, bem como uma alimentação pobre em carboidratos na noite que o antecede. Antecedendo o exame, o paciente deve receber uma injeção de glicose ligada a um elemento radioativo (quase sempre flúor radioativo) e cerca de sessenta minutos depois deve submeter-se a uma tomografia computadorizada, quando então serão tomadas imagens do corpo inteiro, durante cerca de 25 a 35 minutos, em média. A PET Scan capta os sinais de radiação emitidos pelo elemento radioativo, transformando-os em imagens e determinando assim os locais onde há presença deste açúcar, demonstrando que neste local há um metabolismo acentuado. Então, as regiões que metabolizam essa glicose em excesso, tais como tumores, regiões do cérebro em intensa atividade e o coração aparecerão em vermelho numa imagem criada por computador. O paciente deve permanecer na clínica por, pelo menos, duas horas, após o que poderá reassumir suas tarefas diárias, sem restrições.

Quem deve fazer a PET Scan? A PET Scan pode ser utilizada na neurologia, mas é na oncologia que seus resultados são mais significativos, permitindo uma detecção precoce das lesões, o estadiamento e monitoramento delas e possibilitando fazer uma avaliação de eventuais recidivas. Além destas indicações, a PET Scan tem grande utilidade no planejamento da radioterapia, na escolha do melhor local para realizar uma biópsia, na determinação do prognóstico e sobrevida dos pacientes e em casos em que haja dúvidas sobre outros exames de imagem. Na neurologia a PET Scan tem lugar no diagnóstico de algumas condições clínicas. A avaliação metabólica do cérebro permite o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer e sua diferenciação entre outras formas de demência, permitindo um melhor controle da doença. Na epilepsia é utilizada com grande precisão na localização e determinação do foco de epilepsia, sendo fator fundamental quando a cirurgia é uma opção de tratamento. A PET Scan também é usada em investigação de farmacologia humana, em que o fármaco marcado com um radionuclídeo permite estudar a sua absorção, fixação e eliminação.

Quem não deve fazer a PET Scan?

Em geral, a PET Scan é um exame seguro e indolor e a glicose radioativa não causa nenhum tipo de efeito colateral, podendo ser utilizado inclusive em pacientes diabéticos, mas não deve ser feito, a menos que seja muito necessário, na gravidez. Nesse caso, a paciente deve discutir a relação risco-benefício com o seu médico. Em caso de amamentação, as mamadas devem ser suspensas por pelo menos seis horas, sendo que o ideal é manter o bebê sem mamar no seio materno por 24 horas, se possível.

Quais são as complicações possíveis da PET Scan? A PET Scan é um exame minimamente invasivo e as doses de radioatividade absorvidas por cada paciente são muito baixas, sendo se melhantes às dos outros estudos diagnósticos que também envolvem radiações. A injeção mediante a qual a substância radioativa é inoculada pode causar pequeno desconforto e vermelhidão locais, sintomas que desaparecem rapidamente. As mulheres devem informar ao médico se estão grávidas ou amamentando e seguir as orientações médicas a respeito do que devem fazer. NOTA AO LEITOR:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / MODA

DOMINGO, 20 DE JANEIRO DE 2019

STYLE Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

SUMMER

BOY

SHORT - Usar short curtinho. Por que não??? Aqui, com t-shirt, bandana amarrada na mão e óculos. Super style!!!

Os homens estão cada vez mais caprichosos na hora de montar o look. E na temporada de verão, então... o capricho só aumenta!!! Seja para o dia ou para noite, a vaidade toma de conta!!! Montamos cinco propostas com peças da coleção Taco. Mire-se.

FLORES - A camisa com estampa floral não pode faltar. Seja super color ou na versão candy color, como mostra nesse look. Proposta Taco. O óculos é RayBay para Oculum.

CANDY COLOR - Os tons clarinhos deixa o homem super clássico. A camisa em linho é uma boa pedida. Look Taco.

CHAPÉU - Além de ser uma peça para se proteger do sol, o chapéu virou peça obrigatória. Tem dos mais variados estilos e cores. E ainda por cima, deixa o marmanjo bem estiloso. Aqui, com regata e bermuda surfista Taco.

BEACHWEAR - A tradicional sunga é para qualquer estação. O boné compõe o look. Tudo da marca Taco.

Fotos: Pedro Sobrinho – Styling: Georgiano Azevedo – Beleza: Salão Bellaria– Modelo: Edson Aires (Tráfego Models Mossoró) – Looks: Taco – Óculos: Oculum – Locação: Hotel Casa do Mar, Icapuí/CE.

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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

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18 anos de

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domingo

Mossoró (RN), domingo, 20 de janeiro de 2019

@jornaldefato

Síndrome do

intestino irritável Uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo atinge 20% da população. Distúrbio pode ter como gatilho eventos emocionais, físicos ou estressantes. Entre os sintomas estão dores abdominais e cólicas.

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editorial [ índice

Síndrome do

intestino irritável

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em hipersensibilidade intestinal e diarreia, constipação – ou até os dois intercalados -, somados a dores abdominais e cólicas? Contudo, nos testes não há nenhuma alteração, como lesão e inflamação? Talvez, você faça parte dos 20% da população mundial que sofre de síndrome do intestino irritável (SII), uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo. Distúrbio pode ter como gatilho eventos emocionais, físicos ou estressantes. Boa leitura, Nara Andrade.

Entrevista Odontólogo Ney Robson diz que Mossoró está se tornando referência no estudo na área da saúde. Página 4

Síndrome do intestino irritável Condição é uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo. Página 8

Coluna José de Paiva Rebouças David Medeiros Leite é unanimidade quando se descreve uma boa pessoa. Página 10

Colunas

José Nicodemos • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

FACES DOS TEMPOS josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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oradores ali das imediações da praça, dois velhinhos, depois do jantar, sentaram no banco do costume, fronteiro a um bar desses de mesas na calçada, recentemente inaugurado. O papo de sempre – comparação avaliativa dos tempos de ontem com os de hoje: a carestia, a safadeza dos políticos, hoje piores, a degradação da juventude, essa competição pela subsistência, plantando no espírito a desconsideração dos valores morais e humanos. Lidos no melhor da literatura, na-

cional como universal, a conversa sempre ia dar na apreciação crítica de livros e autores. E lamentavam não se lê mais nos dias de hoje um Henry Fieldding, um Proust, dos estrangeiros, um Cornélio Pena, um Idalino Magalhães, dos nacionais. A propósito, a conversa, desta feita, era uma abordagem da decadência da literatura contemporânea, em todos os povos e em todas as línguas, talvez por conta do grande erro, que era a tecnologia entender de desertar a vida da cultura humanística, daí criando um mundo sem alma. Nervoso e monótono. A este passo, parou um carrão luminoso à porta do bar, desce um sujeito acompanhado de duas louras elegantes, correspondentes ao charme do carro, liga o sistema de som

nas alturas e, sem modos, grita para o garçom pedindo uma cerveja. A loucura dos decibéis ensurdecendo a praça, e era como se fosse um rebentar de tudo. Quer dizer – os dois velhinhos, saudosos do seu tempo e desiludidos com a literatura de hoje em dia, falta de estilo e como fora da vida, ou antes, sem linguagens capazes de educar o espírito em face da vida, tiveram de interromper a conversa, que ia muito animada. No aprofundamento da razão de ser das coisas. Ouvidos moucos, entreolham-se aborrecidos, levantam-se para tomar o rumo de casa, e um falou para o outro: – E o pior de tudo, nos dias de hoje, é que não se respeita mais o direito alheio!

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Entrevista

Ney Robson ‘Estamos fazendo de Mossoró um centro de referência’

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

O avanço de cursos da saúde é uma realidade. Mossoró, por dispor de um polo universitário, apresenta várias possibilidades na graduação e agora desponta com possibilidade na área de aperfeiçoamento, especialização e mestrado. Para o odontólogo Ney Robson, que é diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa Oral Clínica, existe demanda para tanto. Segundo ele, a população precisa. “As estatísticas mostram que a saúde é deficitária no país inteiro e a gente só tem a agradecer essas faculdades que abrem vagas para cursos de educação e saúde. A Odontologia, em particular, a gente vê com bons olhos. O importante é que, ao final, o aluno seja qualificado e que ele saiba, desde o começo, que o mercado é quem vai dizer se ele vai entrar ou não. Depende da qualificação dele.” Segundo o odontólogo, o Instituto está mudando um cenário relacionado à procura por cursos de aperfeiçoamento e de especialização. Ele disse que antes os profissionais iriam buscar esses cursos em outras cidades e em outros estados. Nesta entrevista, Ney Robson destaca a importância de curso para capacitar profissionais da Odontologia para atuar em unidades de terapia intensiva (UTIs). Leia:

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Entrevista

DOMINGO – Como surgiu a ideia do Instituto Oral Clínica? NEY ROBSON – O Instituto surgiu a partir de uma demanda que nós visualizamos, da necessidade de profissionais da saúde, graduados, em ter a necessidade de se qualificarem melhor em pós-graduação. Na Odontologia, a gente chegava a esse nicho e daí começamos a planejar uma estrutura e parcerias, em nível de Brasil e de mundo, que pudesse proporcionar, aqui em Mossoró, esse tipo de aprendizado de excelência. COMO está a procura dos cursos? ESTÁ havendo demanda bastante significativa. Os alunos estão sendo contemplados com esses cursos, e anteriormente teriam de ir para fora de Mossoró, para outros estados. Estamos hoje praticando o inverso. Fazendo de Mossoró um centro de referência e de treinamento de cursos de Odontologia, de Medicina, de Enfermagem, de Fisioterapia. De qualidade. FALE sobre esses cursos... EXISTEM vários níveis de cursos: os de imersão, que são cursos de curta duração, de final de semana, que são para quem já é, às vezes, especialista... Trata-se de um aprendizado, de uma teoria inovadora. Mas existem cursos mais longos, como os de aperfeiçoamento, e também os de especialização, que são cursos para o profissional que ainda não é especialista em determinada área. E também estamos começando também nos cursos de mestrado em algumas áreas, como Administração. Em breve, vamos lançar o curso de Mestrado em Saúde. Enfim, é um universo que o Instituto veio para procurar ser mais um ponto de referência e de educação em Mossoró. EXISTE alguma previsão de cursos para agora? NÓS temos, a partir de fevereiro, vários cursos que vão começar. Tere-

mos duas especializações. Uma de Ortodontia e outra em Prótese Dentária. A partir de março, teremos novos cursos de Periodontia, Lentes de Contato. Também, teremos cursos voltados para a área médica e de urgências médicas, ACLS. De Fisioterapia em diversas áreas, tanto de ortopedia quanto da parte de estética. Enfim, um calendário bem extenso. COMO está a questão da presença de profissionais da Odontologia em UTIs? ISSO é uma resolução bastante antiga que alguns lugares do Brasil já estão praticando. Finalmente, essa realidade está se tornando clara aqui em Mossoró. O curso de Odontologia Hospitalar, que vamos começar agora em fevereiro no dia 21, ministrado por equipes da Sociedade Brasileira de Odontologia Hospitalar, é voltado para capacitação e ao credenciamento do dentista, do profissional odontólogo, com conhecimentos específicos de melhorar a qualidade de vida e a sobrevida das pessoas que ficam na UTI, às vezes, por muitos meses e até anos e que não conseguem ser atendidas, apesar de médicos, enfer-

meiros e fisioterapeutas estarem ao lado, mas que existem alguns procedimentos que são voltados para a saúde bucal. A Odontologia é quem promove essa intervenção nos pacientes e, consequentemente, melhora estatisticamente. Nós temos dados, em nível nacional, que mostram que pelo menos 30% dos pacientes diminuem a mortalidade e a quantidade de infecção pulmonar, sobretudo pneumonia, de doenças oriundas, sobretudo, da boca. Das bactérias presentes, de tártaros... E que são ingeridas a todo instante pelo paciente, pelas suas limitações, que não pode fazer a higienização e os profissionais não estão habilitados. O curso de Odontologia Hospitalar veio para melhorar a vida das pessoas e um novo mercado. ALGUMAS faculdades de Mossoró estão ofertando cursos de Odontologia. O senhor acredita que Mossoró e região comportam? TUDO o que for educação deve ser bem recebido. O mercado comporta, sim. A demanda é muito grande. A população precisa. As estatísticas mostram quexe. DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

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Aparelho digestivo

Você sabe o que é síndrome do intestino irritável? >> Condição afeta 20% da população e tem traumas emocionais como causa

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Aparelho digestivo

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em hipersensibilidade intestinal e diarreia, constipação – ou até os dois intercalados -, somados a dores abdominais e cólicas? Contudo, nos testes não há nenhuma alteração, como lesão e inflamação? Talvez você faça parte dos 20% da população mundial que sofre de síndrome do intestino irritável (SII), uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo. Com sintomas que, geralmente, apresentam-se após as refeições, o distúrbio pode ter como gatilho eventos emocionais, físicos ou estressantes. “Por isso, recomendamos que o acompanhamento psicológico aconteça paralelamente à contenção dos sinais e desconfortos gerados pela SII. Tal medida é, inclusive, fundamental para o controle dos quadros – a atenção aos casos de depressão e ansiedade, por exemplo, é parte da solução da causa deste problema. É uma assistência multidisciplinar”, afirma Tomazo Franzini, médico endoscopista e diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). Não é puramente emocional Tomazo Franzini explica que intestino é como um segundo cérebro e conta com mediadores e um sistema nervoso próprio. Além disso, a região do hipotálamo no cérebro é responsável, entre suas funções, pelo impulso de emoções e tem ligação direta

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Síndrome do intestino irritável é uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo

Entre os sintomas estão dores abdominais e cólicas

com o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático, cujo principal nervo atua no tubo digestivo. É ele quem estimula a secreção de enzimas, ácidos e fatores digestivos, administrando toda a movimentação do intestino. Há no intestino hormônios e receptores hormonais similares aos encontrados no sistema nervoso central. Ou seja, o tubo digestivo tem enervação própria e hormônios que controlam sua capacidade de secretar. Logo, constata-se direta relação entre a emoção registrada no hipotálamo e a movimentação intestinal. Alimentação também tem papel importante A restrição ou liberação dos alimentos é feita individualmente – os ajustes da dieta são feitos de acordo com o aparecimento ou não dos sintomas. Porém, de maneira geral, indica-se evitar aqueles que contribuem para a formação de gazes, pertencen-

tes ao grupo de carboidratos intitulado FODMAP. Alguns dos alimentos ricos em FODMAP são, por exemplo: repolho, cebola, cogumelos, abóbora, frutas enlatadas, manga, maça, alcachofra, derivados de leite e de trigo. Já entre os com baixo teor do carboidrato podem ser citados: melão, uva, frutas vermelhas, frutas cítricas, alface, pepino, tomate, berinjela e leites de amêndoa, de coco e de arroz. “Ainda, em casos de constipação, é importante aumentar a quantidade de fibra ingerida. Porém, ela deve ser restrita quando há diarreia – neste caso, o foco é em aumentar o aporte de vitaminas e minerais até o intestino regularizar-se”, orienta o diretor da Sobed. Síndrome do intestino irritável é uma condição crônica, mas que não evolui para problemas mais graves, como tumores. Para aliviar seus incômodos, o tratamento deve multidisciplinar e seguir a linha nutricional, medicamentosa e psiquiátrica. DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

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Planejamento financeiro

Despesas

de início de ano >> Apenas 9% dos brasileiros conseguem pagar com o salário as contas que aparecem em janeiro. Levantamento mostra que guardar dinheiro e pagar dívidas estão entre as principais metas da população neste ano

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ano é novo, mas as contas que aparecem em janeiro são quase sempre as mesmas. E as dificuldades em pagá-las, também. De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), somente 9% dos brasileiros afirmam ter condições de pagar as despesas sazonais do início de ano, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e material escolar, sem recorrer a outras fontes que não seja o próprio salário. O problema, no entanto, tem cau-

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sa conhecida pelos consumidores menos precavidos: a falta de planejamento. Apesar de 89% dos entrevistados terem declarado fazer planejamento para cumprir com os pagamentos do início do ano, a dificuldade em manter o planejado sem furar o orçamento permanece. Para Daniel Cavagnari, coordenador do curso de Gestão Financeira, do Centro Universitário Internacional Uninter, a maior dificuldade dos consumidores é manter os compromissos de rotina. “Durante pelo menos nove meses no ano as despesas e receitas são as mesmas, então as pessoas têm a sensação de não precisar controlá-las na ponta

do lápis e seguem suas vidas, até que no fim do ano tudo muda”, explica. O que ocorre entre meados de dezembro e início de março é justamente uma fase de reinício ou até de mudança. Décimo terceiro, férias, material escolar, IPVA e Imposto de Renda, por exemplo, mudam o orçamento da família em pouco tempo e causam o descontrole. “As pessoas que seguem suas vidas financeiras sem controle durante o ano podem continuar sem risco, mas durante esses três meses devem planejar seu orçamento para o restante do ano. E de preferência ainda no início do mês de dezembro”, aconselha.


Planejamento financeiro

O que fazer com as contas em atraso? Se o problema já se instalou, é preciso pensar com serenidade. “Buscar empréstimos pode ser apenas mais um problema e vender bens não é a atitude ideal para se começar o ano”, indica. No caso de ficar com a conta negativa, orienta Daniel Cavagnari, os juros serão de no mínimo 300% ao ano e para o crédito rotativo do cartão de crédito, mais de 400%. “Cuidado também com financeiras de fácil acesso, os juros são sempre o vilão e algumas, com práticas de má fé, nunca informam o custo efetivo (juros reais) desses empréstimos”. Segundo o coordenador, até mesmo uma taxa de 100% ao ano pode ser alta demais, mas não há muitas opções de crédito para essa condição – no caso de dívida de consumo. “Por exemplo, com uma taxa do cheque especial de 300% ao ano, um saldo negativo na conta de R$ 2 mil te faz pagar por isso R$ 6 mil a mais por ano, no mínimo”, afirma. A melhor forma de se fazer empréstimo para esses casos, aconselha Daniel Cavagnari, é buscar na família ou pagando juros de pelo menos 6,5% ao ano, com data de início e fim. Ou então, buscar no banco com o qual já se relaciona um empréstimo alternativo – essas instituições normalmente oferecem condições com juros mais baixos do que os que incidem no cheque especial.

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Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

Um lorde

mossoroense David Medeiros Leite é unanimidade quando se descreve uma boa pessoa. Mas isso é pouco diante de sua longa trajetória de serviços prestados à sociedade, assim como o seu desejo de ajudar pessoas a embarcarem no mundo da literatura e, quem sabe, se tornarem escritores respeitados como ele é.

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José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas


Balada do Impostor (biografismo)

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uando David Leite chegou à Espanha, o gelo lhe doeu os ossos por dentro. A neve que cobria todos os campos no trajeto de Madri à Salamanca, distante duzentos quilômetros, lhe remeteu imediatamente ao estado potiguar. Lembrou-se das plantações de algodão e das salinas e essas imagens nunca mais saíram de sua cabeça. A ida ao país estrangeiro em 2006 para estudar marcou profundamente a sua vida acadêmica e literária. Lá, fez contatos importantes, conheceu a literatura espanhola e se engajou em movimentos que lhe renderam a participação em várias antologias. A comparação entre a terra medieval de Salamanca, cuja universidade fundada em 1218 é a mais antiga daquele país e a oitava do mundo, seria impossível se não fosse a sensibilidade poética e a percepção de quem ama em demasia a sua terra. Eu sabia das incursões de David por suas distâncias graças às Cartas de Salamanca, publicadas periodicamente na revista Papangu, em que fomos contemporâneos cronistas. O livro mesmo só saiu em 2011 e, ainda assim, veio cheio de lindas imagens. David de Medeiros Leite nasceu em Mossoró, no dia 17 de junho de 1966. Caçula de 12 filhos de Hilda de Medeiros Leite, professora primária, e de Aldemar Duarte Leite, excombatente do Exército, costuma dizer que teve uma vida simples. Quando foi reformado como sargento, devido ao acidente com um canhão, seu Aldemar voltou para Mossoró e adquiriu uma vacaria na Barrinha dos Duarte, na região do Carmo, zona rural de Mossoró, e é dessa simplicidade que David fala. “Minha infância foi entre a Barrinha e a Av. Rio Branco”, conta David, se referindo ao endereço onde mora sua mãe, hoje com 88 anos, localizado em frente à praça do antigo Fórum Desembargador Silveira Martins, separado por uma rua do Memorial da Resistência. Foi lá o nosso encon-

tro, quer dizer, mais um, já que visitálo neste endereço é sempre bom negócio, visto que sempre tomamos um bom café com tapioca ofertados por suas irmãs Mailda e Ildete. David começou a estudar no Instituto Alvorada, fez o primário no Eliseu Viana e o ensino médio no Abel Coelho. Por volta dos 18 para 19 anos, entrou na faculdade de Ciências Sociais, mas em 1984, quando começou a trabalhar de caixa no antigo Banorte, decidiu que queria fazer Administração, acreditando dar mais futuro. Entrou no curso em 1988 e terminou em 1991. Suas previsões estavam certas, porque do Banorte foi trabalhar na parte administrativa do antigo Hospital Regional Tancredo Neves, hoje Tarcísio Maia, chegando a diretor administrativo. Em 1992, assumiu a gerência do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e, no ano seguinte, a direção do Abatedouro Frigorífico Industrial de Mossoró (AFIM), a convite do então prefeito Dix-huit Rosado. Em 1994, casou-se com Maria Vilani Oliveira Dantas, nutricionista, com quem tem uma filha: Alice, hoje com 22 anos, estudante de Medicina. No ano seguinte, mudou-se para Natal para trabalhar na antiga Alimentar, empresa pública da Prefeitura de Natal. Ainda em 1995, resolveu realizar o sonho de cursar Direito, tendo sido aprovado no vestibular da Uern. No mesmo ano, assumiu a Secretaria-Adjunta da Agricultura do Estado, no governo Garibaldi Filho, a convite do ex-vereador Pedro Fernandes. Três anos depois, o agropecuarista Bira Rocha, então presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), o convidou para assumir o departamento administrativo daquela instituição. Um tempo depois, voltou ao IEL, agora como superintendente. Consta ainda em seu vasto currículo a direção administrativa do Tri-

bunal Regional do Trabalho (TRT), entre 2000 e 2002, a convite do desembargador Carlos Newton. Em 2003, por indicação da então governadora Wilma de Faria, assumiu a direção da Companhia de Processamento de Dados do RN (DATANORTE). Paralelo a isso, foi aprovado no concurso para professor da Uern, voltando ao mesmo lugar onde estudou Direito, agora para lecionar. Atualmente é pró-reitor de Recursos Humanos dessa mesma instituição. David não conseguiu explicar o que o levou a tamanha ascensão política. Apesar de ser parente do exsenador Duarte Filho, que faleceu quando ele tinha apenas sete anos, diz não ter tido qualquer influência externa. Mas é possível identificar dois atributos que lhe trouxeram tanto sucesso: a competência, pois não há outra explicação mais certa, e a cara de gente boa, que lhe permite a circunstância de sempre estar rodeado de bons amigos. Se dependesse das posições políticas, talvez o nobre advogado não tivesse se movimentado muito, uma vez que, na juventude, foi membro do Partidão de Luís Carlos Prestes, antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). A literatura começou em sua vida por acaso, em 1992, publicando crônicas nos jornais O Mossoroense e Gazeta do Oeste. Assinante dominical da Folha de S.Paulo, encantou-se com ombudsman e com a coluna de Otto Lara Resende, leituras que lhe deram ânimo e fôlego para iniciar nas letras. Seu primeiro livro aconteceu em circunstância parecida. Trata-se da coletânea de artigos, dele e de outras personalidades de Mossoró, sobre Luís Lourival de Góis, antigo comunista oestano que só não foi injustiçado pela história graças à mobilização de gente como David Leite. Góis morreu no Rio de Janeiro, durante o último congresso do Partidão, que depois foi transformado em PPS, e acabou sendo sepultado por lá mesDOMINGO, 20 de janeiro de 2019

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Balada do Impostor (biografismo)

mo. Para ajudar a família trazer seus restos mortais, começou-se essa mobilização que durou dez anos. Quatro livros depois, outro acaso. Dirigindo para Natal, a certa altura do caminho, Vilani lhe perguntou o que era um soneto. Ele recitou alguns conhecidos, mas não a convenceu. Então, decidiu escrever um, citando os versos para ela anotar em um papel. Depois de reler, gostou do que produziu, mostrou a amigos e começou a escrever poemas e guardar. A esse primeiro, deu o título de “Incerto caminhar”, que, em 2009, se tornou título homônimo de seu primeiro livro de poemas premiado no II concurso de poesia em língua portuguesa da Universidade de Salamanca. Em 2005, em sociedade com o escritor e editor Clauder Arcanjo, criou a editora Sarau das Letras, cuja missão é ajudar escritores locais a publicar, a exemplo de Vingt-un Rosado, fundador da Coleção Mossoroense. A Sarau já publicou mais de 200 livros.

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Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) e da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), é um escritor respeitado e observado pela cena literária potiguar. De 2001 até aqui, David Medeiros Leite já publicou 14 livros: * Companheiro Góis – dez anos de saudades (Coleção Mossoroense, 2001); * Os Carmelitas de Mossoró – em coautoria com Gildson Bezerra e José Lima Dias Júnior – (Coleção Mossoroense, 2002); * Ombudsman Mossoroense (Sebo Vermelho, 2003); * Duarte Filho: exemplo de dignidade na vida e na política – em coautoria com Lupércio Luiz de Azevedo – (Sarau das Letras, 2005); * Incerto Caminhar (Sarau das Letras, 2009); * Cartas de Salamanca (Sarau das Letras, 2011);

* Pressupuesto participativo em municipios brasileños: aspectos jurídicos y administrativos (Editora Académica Espanhola, 2012); * Casa das Lâmpadas (Sarau das Letras, 2013); * Mossoró e Tibau em versos: Antologia Poética – em coautoria com Edilson Segundo – (Sarau das Letras, 2014); * Ruminar-Ruminar (Sarau das Letras/Trilce Ediciones, 2015); * Sarau das Letras – entrevista com escritores – organização com Clauder Arcanjo (Sarau das Letras, 2015); * Rio do Fogo – em coautoria com Bruno Lacerda – (8 Editora/Sarau das Letras, 2017); Café & Poesia (Sarau das Letras, 2018); * Liga Operária Mossoroense – em parceria com Edilson Segundo e Olivá Leite – (Coleção Mossoroense, 2018); * Mi Salamanca (Sarau das Letras/ Trilce Ediciones, 2018).


Balada adorodo comer Impostor (biografismo) Depois de ouvir toda essa história, sentados à mesa da cozinha de dona Hilda, sua mãe, tomando café com leite e tapioca, iniciamos nossa entrevista. Lá pelas tantas, os cães de suas irmãs começaram a latir dentro de casa e ele, muito sereno, ensaiou dizer: “Os cães ladram, mas a caravana passa”, porque, segundo me contou depois ao telefone, ficaria mais poético. Porém, muito gentil, não quis interromper minhas perguntas que começaram sobre suas experiências e aprendizados na Europa. DOMINGO – O que a Europa lhe ensinou sobre o Brasil? DAVID LEITE – A Europa me fez ver que a democracia avança muito devido à Educação, apesar de a Espanha ser apenas 10 anos mais velha que a nossa. E aqui, a nossa, apesar de alguns bons avanços políticos, temos problemas graves. Se eu não tivesse vivido lá, não teria tanta percepção, apesar de serem realidades históricas e culturais diferentes. VOCÊ está sempre no espaço entre Mossoró e Natal, entre A Espanha e o Brasil. O que representam essas distâncias? SÃO reveladoras e boas. Se eu tivesse ficado somente em Mossoró, meu olhar, tanto do ponto de vista político quanto do ponto de vista literário, seria [limitado]. Apesar de termos hoje esses meios de comunicação, a internet e o mundo virtual, mas nada como viver outra realidade, como sentir outra realidade. EXISTE distância entre as Cartas de Salamanca e essa poesia intimista e memorialista presente em seus livros de poemas? MANOEL Onofre diz, e temos de respeitá-lo, porque talvez seja a pessoa que mais estuda literatura potiguar, mais cuidadoso e sistemático na literatura crítica, que meu melhor livro é o Cartas de Salamanca. Ele disse: “David, você na crônica, e, principalmente, no Cartas de Salamanca, se

saiu muito bem. Eu até recomendo as Cartas de Salamanca”, disse-me Manoel Onofre. Então, para mim, é muito gratificante. E eu acho também, não sei se é porque ele fez esse comentário, mas acho que me dou melhor em crônicas do que em poesia, mas insisto em fazer, aqui e acolá, poemas. O QUE é preciso considerar entre a literatura e a vida prática? A LITERATURA é mais fácil que a vida prática (risos), que na literatura você navega, talvez, com mais facilidade, apesar de ter alguns problemas e alguns freios, né? Essa questão de gênero? Consideram crônica um gênero menor em relação à poesia, então aí você tem outros problemas. Mas eu acho que existe maior conforto em transitar pela literatura do que pela vida real, se fizermos esse paralelo. QUANTO o Direito lhe ensinou sobre literatura? DIGO muito aos alunos que vivi uma graduação que tinha muita amplitude, apesar de não fazer tanto tempo assim que me formei em Direito. Tínhamos uma formação mais humanista. Com o exame da OAB e os concursos, o curso se tornou muito tecnicista. Hoje sou uma voz, junto com alguns outros professores que lutam por isso. Eu digo: “Olhe, você lute para passar na OAB, mas o Direito não é só fazer a graduação e passar na OAB”. Eu levo um conto de Machado de Assis, eu levo Drummond, eu levo Kafka para debater Direito e Literatura porque existe a conexão, existe esse campo. Eu fico fazendo o que um professor meu lá do doutorado disse: “Nosso papel aqui é inquietar vocês e não é dar respostas, fazer essa provocação, neste sentido”. Eu faço isso. VOCÊ está sempre em grupo e é resultado disso muitos projetos importantes, como a Sarau das Letras, editora constituída em parceria com o escritor Clauder Arcanjo, e o Café

& Cultura, criado por Ângela Gurgel e Fátima Feitosa, cuja participação sua é muito significativa. Por que essa necessidade de grupos? PORQUE lutar em grupo é melhor do que lutar sozinho. EXISTE em vocês, e me refiro também a Clauder, a ideia de que alguém precisava continuar o trabalho iniciado por Vingt-un Rosado, responsável pela Coleção Mossoroense, mesmo que fosse de maneira mais singela? SIM. E literalmente discutimos isso. Porque, quando lançamos a Sarau, ele (Vingt-un) era vivo e questionou: “Por quê?”. Tivemos conversas com dr. Vingt-un sobre a Coleção Mossoroense que saíam sem ISBN, sem Ficha Catalográfica e dr. Vingtun, apesar de todos os méritos, dizia: “Não, não vamos nos preocupar com isso não, e tal”. E então eu disse: “Clauder, para termos esta visão técnica de editores, vamos ter de fomentar um selo”. E ele (Vingt-un) viu e perguntou: “Por quê? A Coleção não está aberta a vocês?”. E nós dissemos: “Não, dr. Vingt-un, é só mais uma alternativa...”. Então, eu disse que nós éramos de universidade e essas publicações eram muito importantes para contar, e tal. Aí ele disse: “Tá certo”. Mas também ele não tinha essa coisa de se importar não, além do que, foi só uma coincidência que ele viu a Sarau nascendo. VOCÊ, algum dia, traçou uma reta ou as coisas foram acontecendo? ACHO que foram acontecendo, foi um “Incerto caminhar” mesmo. Não tracei essa reta, esse planejamento, até porque eu tinha algumas dificuldades e algumas limitações. ONDE é o seu destino? O MEU destino é aqui na literatura potiguar, no meio universitário, até quando eu for atuante. O QUE você viu da vida? VI QUE o homem é bom, é puro, DOMINGO, 20 de janeiro de 2019

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Balada do Impostor (biografismo) mas essa mesma criatura tem comportamentos terríveis em relação a seu próximo. É o sentimento trágico da vida, como diz Ortega e Gasset. Até François Silvestre diz que deveríamos ter ficado no miolo da ignorância, e, ao estudar, vamos percebendo questões na condição humana que espantam, que chocam. O QUE você ainda espera ver da vida? NÓS lutamos por uma evolução. Existe ainda um egoísmo humano muito difícil de ser ultrapassado. O sentimento coletivo, o sentimento do bem-estar coletivo, é uma coisa muito difícil. Existe este egoísmo primário: “Eu estando bem, o meu vizinho que se dane”. Lourival Góis dizia que lá na fábrica em São Paulo, nos anos 40, antes de entrar no Partidão, tinha alguns integrantes do Partidão fazendo cotas para ajudar os operários doentes e então ele perguntou: “Comunismo é isso? Se for, eu quero participar; é solidariedade?”, então a pessoa respondeu: “É também!”. Então, é esse espírito de solidariedade, este espírito, como no cristianismo, de amor ao próximo. Eu acho que isso é um sonho que, por sinal, a tal sociedade moderna leva no contrapeso, leva o sujeito a ser mais individualista, mais só. Ele não quer dar a mão a ninguém. Eu acho que esse individualismo, essa vida sem preocupação com o outro – o sujeito come, dorme, tem seus bens e pouco importa que o outro esteja ali na rua, jogado, isso me inquieta. E pessoas que tiveram o privilégio de ter ensino superior, coisa e tal, e galgar certos cargos, muitas vezes têm uma visão humanitária muito retrógrada e isso é uma condição humana muito rudimentar. “ESSA terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um imenso Portugal?” EU POSSO dizer que tem hora que tenho esperança e tem hora que não. Eu vivo o tobogã, às vezes bem otimista, às vezes pessimista. A gente

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vê alguns retrocessos que, meu Deus! Na minha área, por exemplo, os últimos anos vivemos uma ampliação do ensino superior e, de repente, esse retrocesso nessa questão política. Então, vivemos um tobogã de espe-

rança e desânimos. VOCÊ se considera um velho comunista ou um comunista velho? UM NOVO comunista. Eu estava distante e voltei.


adoro comer

Torta de manga Ingredientes 100 g de Margarina Puro Sabor 3 mangas médias descascadas 1 lata de leite condensado (395 g) 1 lata de creme de leite (200 g) 6 colheres de suco de limão 2 gemas 2 xícaras chá de Farinha de Trigo Finna tipo I (sem fermento) ½ xícara de açúcar 1 colher de chá de essência de baunilha 1 envelope gelatina incolor sem sabor 24 g

Modo de preparo MASSA - Bata o açúcar, as gemas e a Margarina Puro Sabor até chegar a uma consistência de creme. Adicione sobre a mistura a farinha e a baunilha. Amasse com as mãos até ficar uma massa homogênea. Faça uma bola. Leve à geladeira por cerca de 20 minutos. Forre o fundo e as laterais de uma forma com a massa e asse por 15 minutos ou até dourar. RECHEIO - Corte a manga em pedaços e reserve algumas tiras para a decoração. Bata a manga no liquidificador com um pouco de água e peneire. Coloque a mistura novamente no liquidificador com leite condensado, suco de limão, creme de leite e bata até ficar em uma consistência de creme. Dissolva a gelatina em 6 colheres de sopa de água em banho-maria. Adicione ao creme. Coloque o creme na forma com a massa já assada. Leve à geladeira por 8 horas.

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15


18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

/jornaldefatorn

domingo

Mossoró (RN), domingo, 20 de janeiro de 2019

@jornaldefato

Síndrome do

intestino irritável Uma das mais misteriosas condições que afetam o aparelho digestivo atinge 20% da população. Distúrbio pode ter como gatilho eventos emocionais, físicos ou estressantes. Entre os sintomas estão dores abdominais e cólicas.

CMYK


tv

>> bastidores

Com ares de superprodução, trama étnica de "Caminho das Índias" completa uma década de exibição

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> inside

Jesuíta Barbosa foge do lado cabeça e se diverte com o vilão Jerônimo, de “Verão 90”

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), domingo, 20 de janeiro de 2019

defato com

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Vanessa Giácomo completa 15 anos de televisão com a complexa Stela de “O Sétimo Guardião” página 4

Dilemas

femininos


2 televisão

Seriais

Domingo, 20 de janeiro de 2019

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Contra o crime (Netflix, dom, dia 20) A tão aguardada segunda temporada de “O Justiceiro” começa com Frank Castle (Jon Bernthal) tentando seguir em frente e esquecer seu passado. Porém, Frank não consegue deixar seu lado herói para trás quando o perigo o encontra, trazendo-o de volta à sua vida antiga com uma nova missão e um pedido de ajuda inédito. Na trama, o ex-marinheiro que virou vigia vive uma vida pacata na estrada até que, de repente, se envolve na tentativa de assassinato de uma jovem. À medida que se envolve no mistério em torno dela e daqueles em busca da informação que ela guarda, Castle ganha um novo objetivo quando novos e velhos inimigos o forçam a confrontar se deveria aceitar seu destino e abraçar uma vida como o temido Justiceiro. Steve Lightfoot é o “showrunner”, escritor e produtor executivo da série, que conta com Ben Barnes, Amber Rose Revah, Jason R.Moore, Josh Stewart e Floriana Lima no elenco.

Pé na tábua

(OFF Play, seg, dia 21) Luan Oliveira é o mais bem-sucedido skatista brasileiro da atualidade e protagonista do novo programa do Canal OFF. A série “Luan Oliveira: Além do Skate” acompanha o líder de uma geração de sucesso quando o assunto é a modalidade “street”. De origem humilde, Luan saiu das ruas de Porto Alegre, cresceu sem os pais e foi descoberto através de um vídeo na internet. Em 2007 fez as malas para viver nos Estados Unidos e passou a colecionar conquistas e a cativar o público com manobras mirabolantes, tornando-se uma referência mundial. A temporada completa também já está disponível no OFF Play. Com 10 episódios, a estreia apresenta a vida de Luan em Porto Alegre. Ele mostra sua casa e os lugares em que gosta de andar de skate, como a Praça da Matriz e a pista da Spot. Conhecemos seus amigos e sua vida social na cidade. A temporada ainda exibe as performances do skatista nos principais eventos e competições mundiais, viajando por cidades como Los Angeles e Rio de Janeiro.

Roupa suja

(MTV Play, ter, dia 22) A MTV estreia a segunda temporada de “De Férias Com o Ex Brasil: A Treta Não Tira Férias”. Recheado de novidades, o especial irá reunir os participantes da última edição de “De Férias com o Ex Brasil” e alguns convidados especiais para assistir e comentar as maiores tretas e confusões da terceira temporada, além de cenas inéditas e explosivas. Com seis episódios, de uma hora de duração cada, o programa contará com a presença dos participantes Igor, Mylena, Fernanda, Lipe, Tati, Miguel, Yá, Renata, Any, Vini, Andressa e Gio. A surpresa fica por conta da presença de surpresa de nomes da primeira e segunda edições do “reality”. Eles vão assistir as cenas, alfinetar, rir e dar conselhos sobre o que não se deve fazer quando está de férias com o ex. Com a ajuda do querido temido “tablet do terror”, os veteranos também vão conduzir brincadeiras e colocar em pauta assuntos comprometedores. Sem nenhum filtro, o especial esclarece todas as bombas que aconteceram dentro da produção e ainda revela conteúdos exclusivos com cenas picantes e reveladoras.

Mundo verde

(GNT Play, qua, dia 23) Já estão disponíveis no GNT Play os primeiros episódios de “A Louca das Plantas”, novo programa do canal, produzido em parceria com a Moonshot Pictures. A jornalista e paisagista Carol Costa vai usar plantas para transformar ambientes internos e externo de casas e apartamentos no primeiro programa exclusivo sobre jardinagem no Brasil. A cada episódio, Carol ensina como escolher a espécie certa de planta - de acordo com as características do espaço - como plantar e como cuidar do jardim. Logo no primeiro episódio, a “Louca das Plantas” cria um oásis urbano com direito a lago – para um grupo de amigos que vivem juntos, mas têm dificuldades para cultivar plantas no jardim da casa. Além disso, ao longo dos episódios, o programa traz temas como: orquídea, jabuticabeira, plantas para sol e plantas para sombra, soluções para quem tem bicho de estimação e hortas caseiras.

De outros mundos

(History Play, qui, dia 24) A série de grande sucesso “Alienígenas do Passado” retorna ao History Play com episódios inéditos de sua 11ª temporada. Apresentada pelo especialista Giorgio A. Tsoukalos, a produção examina as evidências que comprovam a presença de seres de outro planeta na Terra e seu papel no desenvolvimento da civilização humana. Os episódios exploram os mais de 75 milhões de anos de provas contundentes sobre a vinda dos extraterrestres ao planeta Terra. Da era dos dinossauros ao Antigo Egito, chegando até a atualidade, algumas teorias asseguram que os extraterrestres vêm interagindo com os habitantes da Terra no decorrer dos séculos, e que mudaram o curso da história humana. Desenhos antigos de estranhas criaturas, encontrados em cavernas, substâncias químicas desconhecidas pelo homem e contínuos avistamentos no mundo inteiro são apenas alguns dos elementos inquietantes investigados na nova temporada da produção. No episódio de estreia, “Estação Terrestre no Egito”, Giorgio analisa as mais recentes descobertas científicas encontradas em um dos locais mais antigos do planeta.


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Dilemas femininos >> principal

P - Por conta da sogra? R - A Mirtes (Elizabeth Savalla) é uma defensora da moral e dos bons costumes e desconta na Stela todas as suas frustrações. A todo momento a sogra acusa minha personagem de ser incapaz de engravidar por causa da bebida. Então, Stela vive andando em círculos. Se culpa por beber e bebe para esquecer. A loucura da maternidade a qualquer preço traz muitos traumas.

Vanessa Giácomo completa 15 anos de televisão com a complexa Stela de “O Sétimo Guardião”

D

escanso de imagem é balela para Vanessa Giácomo. Enquanto alguns atores pedem períodos sabáticos à Globo para relaxar e cuidar de questões pessoais, a intérprete da densa Stela de “O Sétimo Guardião” termina um trabalho e já quer saber do próximo. “Fico três meses longe dos estúdios e já começo a ficar agoniada. É assim desde a minha estreia. Tinha muito medo de não conseguir viver da atuação e essa busca por trabalho acabou virando uma mania minha”, explica, entre risos. O trabalho na atual novela das nove celebra os 15 anos de Vanessa na televisão. Natural de Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro, Vanessa completou a maioridade e partiu para a capital do estado na busca por uma primeira oportunidade como atriz. Depois de muitos testes e negativas, seu jeito doce acabou por desbancar outras 15 concorrentes e foi selecionada para viver a romântica Zuca do “remake” de "Cabocla", em 2004. "Fiquei muito feliz. E depois muito preocupada. Estrear como protagonista tem um peso significativo", ressalta a atriz. Aproveitando-se de seu bom desempenho, logo conseguiu ser chamada para novos projetos como “Paraíso”, “Morde & Assopra”, “A Regra do Jogo” e “PegaPega”. “Sou muito disciplinada. Estudo as cenas e faço questão de chegar pronta para gra-

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var. Acho que é isso que faz com que eu sempre tenha um novo convite. Acredito que ainda estou no começo e tenho muito que fazer”, avisa, do alto de seus 35 anos. P - Seis meses separam o final de “Pega-Pega” e o início das gravações de “O Sétimo Guardião”. Foi um desejo seu voltar logo ao ar? R - Confesso que eu já estava com saudades de trabalhar. A não ser por conta de gravidez, nunca gostei de ficar parada durante muito tempo. Quando não estou em uma produção de longa duração, faço pequenas participações especiais em outras novelas e séries ou me envolvo com algum filme. Acho que o fato de viver do que eu realmente amo fazer me dá esse impulso. Fora que eu adoro o Aguinaldo. P - Você participou das primeiras fases de “Duas Caras” e “Império”. Faltava fazer uma novela inteira do autor? R - Exatamente. A gente tinha esse plano em mente. Adoro o texto dele, gosto de como

ele usa a ironia a favor dos personagens e queria muito participar desse retorno ao realismo fantástico. Como boa noveleira desde a infância, acompanhei tramas clássicas como "Fera Ferida" e "A Indomada". Então, existe uma lembrança afetiva e a realização de um sonho em participar de "O Sétimo Guardião". P - Stela é uma personagem complexa que, por não conseguir engravidar, envereda pelo caminho do vício em remédios e álcool. Por onde começou sua construção? P - Pelo lado mais pesado: o vício. É difícil conversar com pessoas que são viciadas em drogas lícitas. Para elas, não há nada de errado. Grande parte demora muito a entender que está doente e precisa de ajuda. Então, conversei com pessoas em tratamento, que me ajudaram muito a fazer a personagem de forma naturalista. Não queria exagerar ao interpretar alguém que bebe porque está sofrendo. Stela não está em uma farra. O cotidiano dela é pesado.

P - Em que sentido? R - As mulheres são muito cobradas e se cobram demais. Não tive esse problema na vida. Mas tive amigas que sofreram muito até ter o primeiro filho. Sou desencanada com isso. Acho a adoção um belo gesto de amor e superação. No entanto, na novela, a Mirtes é muito religiosa e acha isso um grande absurdo, que filho tem de ser de sangue. P - O que você acha dessa discussão sobre religião e conservadorismo que a novela aborda? R - Muito importante. Ainda mais nesses tempos em que uma parte da população insiste em resgatar ideias do passado que já não cabem mais nos dias atuais. A Stela não se dobra aos caprichos da sogra. As duas vivem em eterna disputa. Além de fazer um bom contraste de ideias, estou amando ter a Savalla como companheira de cena. P - Vocês já atuaram juntas em “Morde & Assopra”, “Amor à Vida” e “Pega-Pega”. Era um reencontro esperado? R - Sim. Além de trabalhar na mesma novela, a gente já teve a felicidade de dividir uma mesma personagem, a Malvina de “Gabriela”. Quando soube que faria a personagem na versão de 2012, fui correndo pedir a benção e alguns conselhos.


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>> close Em “O Tempo Não Para”, Carol Macedo fortalece relação com a tevê

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Bagagem prévia

C

arol Macedo desenvolveu uma maturidade profissional ainda muito jovem. Aos 25 anos, a atriz, que atualmente integra o elenco de “O Tempo Não Para”, sempre experimentou uma rotina atribulada de trabalho. Na tevê desde 2010, quando estreou em “Passione”, Carol figurou por diversos projetos no horário das nove, faixa de maior prestígio e repercussão da Globo. “A demanda de trabalho sempre foi intensa, mas muito prazerosa. Foram experiências muito marcantes na minha carreira. Personagens fortes. Também tive a sorte de contracenar com atores consagrados e muito experientes que me ensinaram bastante”, afirma a atriz, que participou das tramas de “Fina Estampa” e “Em Família”. “Cada trabalho é um aprendizado que eu levo comigo. Agradeço a Deus todos os dias por me dar a oportunidade de representar personagens tão fortes e de histórias tão importantes nas tramas. Quero continuar estudando e me dedicando ao máximo para minha bagagem encher cada vez mais”, planeja. A chance para interpretar Paulina na atual trama das sete surgiu ainda durante a temporada de “Malhação: Viva a Diferença”, em que interpretava a vilã K2. Na última semana de gravação do folhetim adolescente, a produtora de elenco da nova novela entrou em contato com a atriz para falar sobre a personagem. “Alguns dias depois, o Leonardo Nogueira, nosso diretor, me cha-

mou para uma reunião e me convidou para fazer a Paulina. Acho que as coisas acontecem na hora certa. Fiquei muito feliz por ter emendado uma novela na outra”, vibra Carol, que já havia trabalhado com o autor Mário Teixeira em “Passione”. “Acho ele um profissional incrível. O texto é muito bem escrito e a novela é leve e gostosa de assistir”, completa. Na trama, Paulina viveu uma mentira por muitos anos. Desde o nascimento, ela acre-

ditava ser filha de Eliseu, papel de Milton Gonçalves. No entanto, o homem que a educou e criou era, na verdade, seu avô. A jovem é filha de Barão, interpretado por Rui Ricardo Dias. “Ela é uma menina muito batalhadora dessas que a gente vê no dia a dia. Acorda cedo, pega ônibus lotado, estuda, trabalha, ajuda o pai em casa... uma guerreira! Quando esse segredo foi revelado, a vida dela virou de cabeça para baixo. O amor que ela sente pelo

Eliseu é muito forte e, para ela, ele é o seu único pai e sempre será. Ela sente uma mistura de raiva, traição, frustração e, principalmente, rejeição, já que não consegue entender porque o Barão não quis criá-la como filha”, explica. Na carreira artística desde os sete anos, quando começou a fazer campanhas publicitárias, Carol vem de uma família ligada ao universo das leis e dos tribunais. Por isso mesmo, ela não teve dificuldades na hora de compor sua personagem. No enredo, Paulina é estudante de Direito e trabalha no setor jurídico da fictícia Samvita. “Essa parte foi muito fácil porque grande parte da minha família por parte de pai fez faculdade de Direito ou trabalha nessa área. Meu pai mesmo foi durante muitos anos diretor do fórum, meus irmãos trabalham no fórum também”, revela. Apesar de colecionar boas experiências na tevê, Carol ainda rever suas sequências para adaptar sua atuação ao longo da novela. “Sou muito crítica. Assisto a todas as minhas cenas, mas é muito raro eu gostar 100% de alguma, sempre encontro algum defeito”, aponta.


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>> ponto de vista

“The Voice Kids” evita clima de competição e aposta no carisma de seus candidatos para conquistar a audiência

A

sinceridade é uma das principais características dos mais diversos formatos de “reality shows”. De culinária, passando pelo confinamento ou talentos musicais, chovem críticas, conselhos e dicas para a performance dos candidatos. No entanto, quando crianças entram em cena, tudo muda de figura. Por conta disso, é normal que um programa como o “The Voice Kids”, da Globo, perca o calor da competição e ganhe em fofura e comentários construtivos. Até para os mais frios de coração, seria estranho ver uma criança ser duramente criticada em plena tarde de domingo. Foi exatamente essa necessidade de soar mais suave que fez a Band cancelar a versão júnior do sucesso “Masterchef”. Porém, em um programa musical exibido em uma faixa em que a família

Sem

traumas

é o público alvo, a tática funciona. O programa mantém a boa média de audiência, acima dos 15 pontos no Ibope, e faz sua parte na fila de produções exibidas por temporada que ocupam as tardes de domingo, caso do “Tamanho Família”, “Popstar” e a série !Pais de Primeira”. Embora a dinâmica ainda gire em torno do formato clássico do “The Voice”, programa que começou na Holanda, em 2010, e hoje é sucesso no mundo todo. A versão “kids” conta com alguns penduricalhos que fazem grande diferença. As entrevistas e vídeos pré-gravados com os participantes deixam de lado o tom de superação, vitória e prêmio em dinheiro e entra no ar um ambiente mais lúdico. Com as crianças selecionadas desenhando, brincando e ensaiando sem grandes preten-

sões. Mesmo que o resultado soe “fake” e extremamente produzido, é uma forma bem sutil da direção do “reality” mostrar o esquema amigável da produção. Com uma apresentação de André Marques morna e protocolar, quem se destaca ao longo das transmissões é a escritora Thalita Rebouças. Ela não tem grandes vícios televisivos e funciona muito bem como repórter. Com experiência entre crianças e jovens, Thalita consegue criar conexões com as famílias e os participantes sem forçar intimidade ou apelar para diálogos mais pedagógicos. A postura é um ponto fora da curva em um programa que exagera no “tatibitate” para soar ainda mais popular. Do time de técnicos, Carlinhos Brown despe-se de sua usual verborragia e fala com mais clareza e de forma pausa-

da, enquanto a dupla Simone e Simara utiliza o próprio sucesso comercial de suas canções sertanejas para serem escolhidas pelos pequenos. Na ânsia de tentar soar mais infantil do que todos os participantes, é Claudia Leitte que protagoniza os momentos mais constrangedores da temporada. Além do choro forçado a cada apresentação um pouco mais emocional, a cantora faz de tudo para roubar a cena de quem deveria ser a prioridade do programa: os calouros. Isso já acontecia nos quatro anos que passou na edição adulta do programa e agora se repete com mais afinco e de forma infantilizada. Sem grandes momentos vocais até agora, o “The Voice Kids” passa longe do propósito real do programa, o que vale realmente na versão infantil é o carisma das crianças.


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Terça (22/01) - Santiago acorda e se sente mal. Tito e Garoto pedem ajuda a Talíssia para encontrar a caixa de Heitor. Kavaco, Álvaro, Hugo e Verena pensam em ir até o local de treinos de Santiago. Santiago sente dores e consegue chamar a atenção de Raíssa. Pérola e Maria Alice brigam e Antônio as leva para a sala de Solange. Maria Alice inventa para Pérola que Rosália quer que ela deixe sua casa.

Quarta (23/01) – Bryan tranca Santiago dormitório e o menino se desespera. Pérola muda para a casa de Gabriela. Tito e Garoto de cobrem que Gui comprou a caixa de Heitor. Álv ro e Hugo tentam entrar no local de treinamen de Santiago. Brigitte percebe que Solange es trocando mensagens com um homem. De long Álvaro registra com seu celular uma discuss entre Deivide e Bryan.

>>Espelho da Vida Globo – 18h15

Segunda (21/01) – Irmã Dolores cuida de Danilo. Augusto leva Hildegard para visitar Danilo, que clama por Julia. Piedade questiona Cris/Julia sobre sua decisão de se casar com Gustavo. Dora implica com Teresa, e Graça a repreende. Margot conforta Ana e Flávio, que sofrem com a falta de notícias de Cris. Cris/Julia aceita o pedido de noivado de Gustavo, e Dora se revolta contra o amante. Alain tem um sonho com Gustavo e Otávio. Mariane pede uma nova chance a Marcelo.

Terça (22/01) – Madre Joana expulsa Eugênio de seu convento. Irmã Dolores vê quando Irmã Zélia se aproxima de Eugênio. Dora convence Cris/Julia a procurar Hildegard para saber sobre Danilo. Priscila convida Alain para se apresentar em sua escola. Isabel provoca Alain por causa de Cris. Daniela e Bola pesquisam novas atrizes para interpretar Dora no filme de Alain. Eugênio confidencia o paradeiro de Danilo a Gustavo, mas Bendita ouve e conta para Cris/Julia.

Quarta (23/01) – Hildegard revela a Danilo q Cris/Julia está noiva de Gustavo. Cris/Julia afirm que ama Danilo. Madre Joana sugere que Hild gard e Augusto deixem Rosa Branca com Dani assim que o filho se recuperar. Bola se preocu com o estado de Alain. Isabel interrompe a apr sentação de Alain na escola de Priscila, prov cando o ex-noivo. Dalton conversa com Ana Flávio sobre a situação de Cris. Cris/Julia confe sa para Bendita que teme por sua vida.

>>O Tempo Não Para Globo – 19h15

Segunda (21/01) – Marocas percebe que sua família está confinada na própria casa. Teófilo pede abrigo a Barão. Samuca recusa a orientação de Petra para deixar a mansão. Petra decide invadir a mansão para retirar Samuca. Carmen e Vanda concluem que a reunião na Criotec era uma armadilha. Samuca é levado pelos soldados. Belém avisa a Eliseu e Paulina que Adan será condenado. Florêncio não concorda em esconder Teófilo, que acaba sendo detido para interrogatório.

Terça (22/01) – Vanda tenta acalmar Samuca e Elmo. Petra afirma a Marocas que precisa examinar todos para erradicar o vírus. Petra demite Helen e contrata Tales como seu novo assistente. Marocas acredita que é preciso cooperar com Petra para que sua família seja libertada. Florêncio diz a Lúcio que pretende pressionar Mateus para conseguir uma amostra do vírus. Waleska demonstra a Mateus que não o apoia. Samuca enfrenta Mateus, exigindo falar com Marocas.

Quarta (23/01) – Mateus libera a entrada Samuca na mansão, e avisa que se comunica com Marocas apenas por voz. Dom Sabino tro bilhetes secretos com os agregados. Maroc manda Nico e Kiki colocarem um bilhete sob coleira de Pirata. Dom Sabino, Menelau e Cecí abrem espaço para fugir. Samuca diz a Elmo q Marocas lhe deu um recado cifrado, cuja senha o Pirata. Petra e Mateus coletam sangue dos co gelados.

>>O Sétimo Guardião Globo.–21h

Segunda (21/01) – Valentina aceita que Feliciano a acompanhe à inauguração do restaurante de Tobias. Mirtes se incomoda com a presença de Ondina e Adamastor no restaurante. Milu se aproxima de Machado, e Rita desconfia. Lucilene revela a Socorro que Lourdes Maria fugiu para São Paulo. Olavo rechaça Lourdes, que se desespera. Patrício entrevista os convidados de Tobias. Stella estranha o comportamento de Mirtes. Judith e Gabriel preparam o teste de confiança de Eurico.

Terça (22/01) – Geandro salva Lourdes dos moradores de rua e a leva para um hotel. Eurico se recusa a fazer o teste de confiança, e León assume a forma humana para obrigá-lo. Valentina descobre que León é humano e conta para Marcos Paulo. Eurico fracassa no teste de confiança, e Gabriel aplica o castigo no prefeito. Eurico é expulso da Irmandade. Milu alerta Feliciano sobre Valentina. Maltoni pede que padre Ramiro interceda por ele e Elisa junto a Jurandir.

Quarta (23/01) – Geandro deixa Lourdes casa de Socorro, que fica exultante com o retor da filha. Geandro afirma a Lourdes que a mo ainda se apaixonará por ele. Júnior assiste à au de Luz. Firmina sugere que Tobias não dem Guilherme. Stella ouve quando Mirtes e Guilhe me falam sobre o plano que eles armaram e co ta para Aranha. Marilda pressiona Eurico a l contar o que está acontecendo. Luz pede que G briel lhe mostre o livro antigo de Egídio.

Segunda (21/01) – Raquel e Guilherme confrontam Mirela sobre sua proximidade com Luca Tuber e ela começa a tentar convencê-los de que seria positivo caso ele entrasse para a chapa Contente. Claudia desabafa com Joana sobre o jantar com Durval, que foi um grande desastre. Vinícius vai à casa de Branca oferecer aulas de computação com o propósito de ficar mais perto de Mirela. Sérgio apresenta o novo jogo da 0110 para Otto e é um sucesso. A chapa Contente vota e Poliana, João, Luigi e Mirela são a favor da entrada de Luca Tuber.

Terça (22/01) – Lorena, Mário, Gael e Benício confrontam Sr. Pendleton sobre se há ou não uma criança presa na casa dele. João fica magoado com a atenção que Poliana dá a Bento e vai embora. Sr. Pendleton explica que não há nenhuma criança lá, e as crianças encontram um totem de papelão de divulgação de um jogo atrás da cortina (um personagem que lembra bastante o tamanho e a silhueta real de uma criança). Mirela discute com Vinícius. Afonso leva Luísa para passear e eles se beijam. Vinícius desabafa com Raquel sobre seus sentimentos.

Quarta (23/01) – Ao chegar em casa, Débo briga com Marcelo por conta do que houve padaria. Poliana vai visitar Sr. Pendleton e d mora. Luísa fica furiosa. Durval e Claudia co versam pelo telefone sobre o jantar e Lore interrompe, desligando de maneira mal-educ da. Poliana pede a Sr. Pendleton que ele a aju a pensar em uma solução para que bento ent na escola Ruth Goulart. Marcelo convida Jo para ir até a galeria de sua mãe. Luísa chega f riosa à casa de Sr. Pendleton para buscar Poli na, junto com Afonso.

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (21/01) - Raíssa desconfia do comportamento de Bryan em relação a Santiago. Pérola e Maria Alice trocam provocações. Gabriela se preocupa com a intimidade entre Flora e Márcio. Raíssa tenta alertar Lourenço sobre o estado de Santiago no centro de treinamento. Brigitte planeja se aproximar de Solange para descobrir os planos da supervisora. Bryan intimida Raíssa por causa de Santiago.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

ACESSE


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no se esvanto stá ge, são

Quinta (24/01) – Maria Alice se desespera com as provocações de Pérola, e Rosália tenta acalmar a filha. Lourenço acusa Bryan, e Santiago se emociona com a atitude do pai. Tito e Garoto pedem que Gui os ajude a convencer Fabiana a devolver a caixa de Heitor. Lourenço pede perdão a Santiago. Santiago desabafa com Lourenço. Rafael volta de viagem e comenta com Vinícius sobre as mensagens de Solange.

Sexta (25/01) – Márcio e Maria Alice decidem inventar um falso namoro para provocar Pérola e Alex. Tito e Garoto descobrem que a caixa de Heitor está com Solange e foi presente de Fabiana. Flora confronta Gabriela. Deivide pede desculpas a Santiago e afirma que também denunciará Bryan. Paulo e Gabriela concordam em ficar atentos ao relacionamento de Flora e Márcio. Solange acredita que Gabriela será desligada do Sapiência.

que ma deilo, upa revoae es-

Quinta (24/01) – Os capangas de Gustavo se assustam com luzes e sons que saem do convento e desistem de plano. Zezé consulta as cartas para Gentil e diz que prevê um novo amor para a dona da pensão. Cris/Julia conta para Dora que Hildegard quer afastá-la de Danilo. Isabel tem um pesadelo com Felipe. Carmo e Dalton namoram. Ana desabafa com Flávio sobre seu ciúme da relação entre Cris e Margot. Bendita revela a Cris/Julia que o convento sofreu uma tentativa de invasão.

Sexta (25/01) – Danilo e Cris/Julia trocam juras de amor. Felipe observa Alain brincando com Priscila. Irmã Zélia reconhece Cris/Julia e a denuncia para Madre Joana. Lucas se preocupa com Hildegard, que garante que o rapaz se apaixonará por Mimi. Ana rompe seu relacionamento com Margot. Eugênio se incomoda com a presença de Teresa em sua casa. Isabel escreve mais uma nota misteriosa difamando Cris. Eugênio afirma a Maristela que ficará com Henrique.

Sábado (26/01) – Edméia/ Grace afirma a Ana que Cris é capaz de viajar no tempo através de um portal no casarão de Julia Castelo. Eugênio anuncia a Piedade que trará um menino para ser criado por ela. Edméia/ Grace conduz Ana ao casarão de Julia, e a Guardiã as observa com emoção. Maristela implora a ajuda de Hildegard para encontrar Danilo, mas a artista nega. Edméia/ Grace conforta Ana. Alain se revolta contra o suposto autor da nota difamatória sobre Cris.

de ará oca cas ba ílio que aé on-

Quinta (24/01) – Petra se preocupa com a repercussão da manifestação. Waleska é sequestrada pelos homens de Florêncio. Mateus percebe que os congelados escaparam pelo telhado e os captura, mas Menelau consegue fugir. Vanda vai ao encontro de Menelau. Coronela se desespera ao notar que Waleska sumiu. Petra se certifica de que Marocas é a única hospedeira do vírus. Waleska identifica a voz de Igor, quando ele lhe fornece comida no cativeiro.

Sexta (25/01) – Petra fica indignada ao ver Amadeu na Criotec e o imobiliza em uma cápsula. Menelau decide ajudar os amigos, contrariando Elmo. Lúcio providencia para que Mariacarla seja presa pelo roubo das joias do Museu Africano. Mateus manda Tales dizer como ter acesso à amostra do vírus, afirmando que é uma operação de caráter oficial. Petra avisa a Marocas que, exceto ela, todos serão libertados. Dom Sabino fica arrasado por não conseguir salvar Marocas.

Sábado (26/01) – O capítulo não será divulgado.

na rno oça ula mita eronlhe Ga-

Quinta (24/01) – Para despistar Luz, Gabriel é rude com a amada. Luz afirma a Sóstenes que descobrirá o mistério que envolve Gabriel. Júnior comenta com Geandro que seu plano para se aproximar de Luz está dando certo. Eurico implora a ajuda de Milu. Marcos Paulo cobra que Valentina lhe dê uma amostra da água da fonte. Olavo decide voltar para Serro Azul com Laura. Sampaio pede que Robério tire Judith do casarão durante a noite.

Sexta (25/01) – Gabriel confronta Valentina. Sampaio consegue captar água da fonte. Jurandir tem um surto ao beber um chá de Milu, e Elisa pede ajuda a Sóstenes e Luz. Para despistar Gabriel, Valentina finge se preocupar com o filho e questiona suas escolhas. Gabriel encontra Judith no casarão e acredita que Valentina tenha armado para afastá-los do local. Jurandir e Milu se beijam, e Luz flagra os dois. Valentina elogia o trabalho de Firmina

Sábado (26/01) – Fabim pede para falar com Marilda, e Lucilene, Júnior e Geandro desconfiam. Robério teme ser demitido por Gabriel. Eurico se confessa para padre Ramiro. Júnior convence Luz a acompanhá-la a Greenville.FabimrevelaaMarildaoparadeirodeEurico. Padre Ramiro afirma a Marilda que Eurico está se confessando,eFelicianoregistra.Osguardiães temem que Eurico revele a padre Ramiro os segredos da Irmandade. Feliciano exige que Valentina lide com Eurico para que ele não espalhe o segredo da fonte.

ora na deonena caude tre oão fuia-

Quinta (24/01) – Luísa diz para Afonso não se preocupar com Sr. Pendleton, pois ela sabe se virar sozinha. Jefferson, abalado, conversa com Gleyce e diz que decidiu entrar para a Ruth Goulart, mesmo tendo que repetir um ano para alcançar a turma. Lorena leva o gato Chuvisco para a escola. Poliana conversa com Ruth sobre a situação de Bento, tentando convencê-la a manter a bolsa do menino. O jogo "Motoney" fica disponível para download e Sérgio tem certeza de que será um sucesso. Waldisney, que é o verdadeiro criador do nome do game

Sexta (25/01) – Gabriela interrompe o beijo, dizendo que não havia nenhum programado na cena. Luca e Mirela se olham por algum tempo. Poliana encontra Chuvisco e Ruth fica furiosa, pensando que a menina o levou de propósito para a escola. De longe, Lorena e Mário assistem tudo. Raquel chama Mirela para conversar e conta que ela e Guilherme estão juntos. A amiga comemora e aproveita para contar que ela e Luca se beijaram. Iuri pergunta para Sophie como anda o grupo Abandonados No Altar e Salvador escuta tudo, ficando curioso.

ACESSE


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>> cinco

perguntas Danton Mello vibra com nova relação com a comédia que criou em “Tá no Ar: A TV na TV”

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Riso fácil

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anton Mello é um veterano da tevê. Há quase 35 anos no vídeo, o ator dificilmente é surpreendido em um novo trabalho. Porém, quando decidiu entrar para o elenco do “Tá no Ar: A TV na TV”, ele optou por assumir uma posição de novato. Começando sua incursão pela comédia, Danton foi, ao longo das últimas seis temporadas, aprendendo a lidar com o humor em cena e, principalmente, a ser menos perfeccionista com seu desempenho. “Aprendi a ter uma agilidade em cena. Gosto de construir meu personagem com antecedência, mas, no ‘Tá no Ar’, aprendi a construir na hora. Não adianta ficar dias estudando em casa e, quando chega para gravar, tudo muda. Sou chato e perfeccionista, mas aqui relaxei e vi que nem tudo vai sair certinho sempre”, explica ele, que também levou seu perfeccionismo para a última temporada da “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”. “Eu ficava as duas horas do ensaio dançando direto. Não sentava. No primeiro dia, eu já queria pegar a coreografia toda. A professora falava para eu relaxar, mas eu alertava que só tinha mais quatro dias de ensaio”, completa. Terminando de gravar a derradeira temporada do “Tá no Ar”, Danton acredita que o projeto esteja acabando no auge. Na nova leva de episódios, ele participa pela primeira vez de um dos clipes da produção. “Na terceira temporada, eu si-

nalizei que queria muito fazer um videoclipe e finalmente agora rolou. É um clipe polêmico, forte. Foi incrível participar de um programa que faz humor e crítica. Quando fui convidado, lembro de perguntar para o Maurício (Farias, diretor) se o programa tinha sido realmente aprovado e se ia ao ar (risos)”, afirma. Aos 43 anos e natural de Passos, interior de Minas Gerais, Danton é irmão do também ator e diretor Selton Mello. Nos últimos anos, a dupla tem amadurecido a ideia de atuarem juntos em cena. “A gente tem falado muito disso. Mas, como não aconteceu até agora, tem de ser algo muito especial. Espero que em breve aconteça esse encontro”, torce. P – Ao longo das seis temporadas do “Tá no Ar”, o que foi mais complexo de se adaptar? R – O “Tá no Ar” foi uma escola diariamente. Aprendi fazendo. Mas, durante todos esses anos no programa, não consegui aprender a ter essa

manha do improviso. Comédia é “timing”, tempo e ritmo. De uma certa forma, comédia é matemática. Não estou preparado para improvisar. Acho incrível essa rapidez de pensamento que os comediantes têm. Eu cumpro o texto e sigo a direção. Não sou comediante. P – Como assim? R – Um pouco antes do “Tá no Ar”, eu comecei a fazer comédia no cinema e no teatro, mas o programa, com certeza, marca essa minha fase mais cômica. Não sou comediante, sou um artista que abriu esse leque de poder andar entre o drama e a comédia. Quero continuar fazendo. Eu cresci trabalhando e observando os maiores atores desse país no drama e, agora, na comédia também. P – Recentemente, você participou da última temporada da “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”, e chegou até à semifinal. Como foi essa experiência?

R – Eu cresci como artista. Desde o início, falei que não estava competindo. Era uma oportunidade para conhecer melhor o meu corpo. Valorizo muito o trabalho corporal e descobrir os limites do meu corpo. Infelizmente, não pude me dedicar como gostaria. Na época, eu estava fazendo os ensaios, o “Tá no Ar” e a minissérie da Hebe. Mas fiquei muito feliz com a repercussão. Quem sabe no futuro não surge uma oportunidade de fazer um musical ou algum trabalho com dança no teatro? Só preciso aprender a cantar, mas não vou participar do “Popstar”, não (risos). P – Em 1998, você sofreu um grave acidente de helicóptero durante as gravações do “Globo Ecologia”, no Monte Roraima. Após 20 anos, você pensa em retornar ao local? R – Sim, claro. Na verdade, a gente estava se planejado para passar os 20 anos do acidente lá. Mas eu fiquei muito atribulado de projetos e não consegui. A ideia é visitar o local, ficar um tempo por lá e ver as trilhas. É um lugar muito importante da minha vida. P – Além da minissérie sobre a vida da apresentadora Hebe Camargo, você tem outros projetos profissionais engatilhados para depois do “Tá no Ar”? R – Sim. Estou escalado para “Órfãos da Terra”, próxima novela das seis. Mais uma parceria com o Gustavo Fernandez. Rodei com ele o filme sobre a vida do médium Zé Arigó. É um cara muito talentoso e vai ser sua primeira direção artística dentro da emissora. Faço um personagem divertido, um delegado. Tem alguns toques de comédia. Acabo de gravar o “Tá no Ar” e a minissérie da Hebe no final de janeiro e, em fevereiro, já estou gravando a novela.


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>> raio x Em “Malhação – Vidas Brasileiras”, Giovanni Dopico fala sobre o peso de protagonizar beijo gay na tevê

Começo marcante

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iovanni Dopico já pode dizer que fez história logo em sua primeira experiência na televisão. Isso porque, na pele de Santiago, em “Malhação – Vidas Brasileiras”, o ator protagonizou o primeiro beijo gay entre rapazes na novela “teen”. Ciente da delicadeza e importância do tema, ele confessa que se sentiu apreensivo quando soube que seu personagem iria beijar Michael, de Pedro Vinícius. Afinal, não dava para prever como seria a reação do público do horário. Mas, no fim das contas, a maior preocupação do ator foi fazer bem o seu trabalho e transmitir a mensagem da trama de seu personagem da melhor forma possível. “É um assunto do qual precisamos falar cada vez mais, principalmente porque, assim como Santiago, muitos jovens estão passando pela mesma situação”, pondera. A cena deu o que falar. A repercussão positiva superou os comentários preconceituosos que, inevitavelmente, chegaram até Giovanni. “Muita gente entendeu a relevância dessa abordagem, mas também recebi mensagens de conteúdo homofóbico vindas de uma minoria que não consegue deixar o preconceito de lado em pleno Século XXI. De qualquer forma, vamos seguir abordando o assunto”, avisa. Interpretar um personagem complexo logo em sua estreia na tevê tem sido um grande aprendizado para Giovanni. Na trama, Santiago é jogador de fu-

tebol de salão no colégio e, apesar de inserido nesse ambiente tradicionalmente machista, assume a homossexualidade e o namoro com Michael para os amigos. Já para a família, ele encontra dificuldades. A entrada do ator na novela foi quase de repente. Ele chegou a fazer testes antes da estreia, mas não foi selecionado. Até que, no meio da história, foi chamado para integrar o elenco depois de passar por novas ava-

liações. “Tudo mudou na minha vida! Minha rotina é outra, não tenho mais os fins de semana porque trabalho. Tenho de me privar de muitas coisas para poder me dedicar a essa oportunidade, mas estou realizado e quero mais”, ressalta. Nome: Giovanni Bianor Canali Dopico. Nascimento: Em 1 de maio de 1995, no Rio de Janeiro. Ao que assiste na tevê: Jornal e séries.

Ao que não assiste na tevê: “Programas de fofoca e violência”. Livro: “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, de Yuval Harari. Música: “Stronger”, de Kanye West. Ator: Johnny Depp. Atriz: Fernanda Montenegro. O primeiro trabalho na tevê: “Malhação - Vidas Brasileiras”. Sua atuação inesquecível: “Santiago, que marca a minha estreia na tevê”. Interpretação memorável: Adriana Esteves como Carminha em “Avenida Brasil”, exibida pela Globo em 2012. Um momento marcante na carreira: “O beijo entre Santiago e Michael (Pedro Vinícius), em ‘Malhação’”. Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos. Se não fosse ator, o que seria: Diretor. Novela preferida: “Estou amando ‘Malhação - Vidas Brasileiras’”. Vilão marcante: Carminha, interpretada por Adriana Esteves em “Avenida Brasil”. Personagem mais difícil de compor: “O Santiago, que tive de compor praticamente da noite para o dia. E a cada dia tem uma novidade”. Papel que mais teve retorno do público: “Santiago é meu primeiro e já está me dando muito retorno. O público, na sua maioria, tem sido muito carinhoso”. Que papel gostaria de representar: “Um vilão, um assassino, talvez um psicopata...”. Filme: “Fragmentado”, de M. Night Shyamalan. Autor predileto: “Sempre gostei das novelas de veteranos como Walcyr Carrasco, Silvio de Abreu e Aguinaldo Silva.


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Jesuíta Barbosa foge do lado cabeça e se diverte com o vilão Jerônimo, de “Verão 90”

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Mais simples

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relação de Jesuíta Barbosa com a tevê começou na contramão do tradicional. Geralmente, uma legião de atores novatos se submete a incansáveis testes para conseguir um papel no vídeo. De origem teatral e descoberto pelo cinema, a primeira experiência de Jesuíta na tevê já foi a partir de um convite. Criterioso e com autonomia, o ator embarcou em projetos especiais e de menor duração como "Amores Roubados", "Justiça" e a recente "Onde Nascem os Fortes". Mesmo satisfeito com seus desempenhos, ele sentia que sempre faltava alguma coisa. A resposta veio com um inusitado convite para viver o um dos papéis principais de "Verão 90", próxima novela das sete, com estreia prevista para terça, 29 de janeiro. "Já tinha recebido outros chamados para novelas. Mas não cabia na minha agenda. Fiz duas tramas das onze, mas são menores e com pegada de minissérie. Estou acostumado a ter tempo para racionalizar demais os personagens e chegar na cena com tudo definido. Estar em um folhetim tradicional parte do meu desejo de encontrar outro método de trabalho, onde eu preciso ter jogo de cintura para lidar com o imponderável", justifica. Na trama que inaugura a parceria entre as autoras Paula Amaral e Izabel de Oliveira, Jesuíta dará vida ao ambicioso Jerônimo. No prólogo da história, ambientado em me-

ados dos anos 1980, Jerônimo e seu irmão João, de Rafael Vitti, fazem parte do grupo infantil Patotinha Mágica, liderado pela estrela mirim Manuzita, de Isabelle Drummond. Por conta da sintonia entre João e Manu, Jerônimo sente que está sempre sendo deixado de lado pelo público e, inclusive, por sua mãe, a batalhadora Janaína, de Dira Paes. "Meu personagem tem uma carência afetiva muito grande. Com isso, acaba invejando tudo o que acha que só o irmão tem. Ele vai nutrindo esse rancor ao longo dos anos e uma hora mostra sua verdadeira face", adianta o ator. Uma década depois do fim do trio, em pleno anos 1990, os integrantes voltam a se encontrar para um acerto de contas. É quando Jerônimo surge como o grande antagonista da história.

"Vilão de novela das sete tem outro clima. Estou me divertindo muito ao ter de mostrar uma porção mais cômica da minha atuação. Conviver com Jorge Fernando é um grande aprendizado. Cresci vendo as novelas dirigidas por ele e me sinto muito seguro de que não existe outro diretor mais indicado para homenagear essa época", elogia. Nascido em 1991, Jesuíta foi criança por toda a década. É claro que ele se lembra de muitos fatos, modas e comportamentos do período, mas precisou de uma ajudinha especializada para viver Jerônimo. No "workshop" promovido pela Globo, reviveu gírias, músicas, figurinos e objetos que marcaram época. "A novela vai retratar os anos 1990 antes da popularização dos telefones celulares e da inter-

net. É um tempo onde as coisas aconteciam de forma mais artesanal. Hoje é tudo muito imediatista", compara. Entre as principais lembranças musicais do ator, está a escalada de sucesso de bandas baianas, em especial, o É o Tchan. "Sou nordestino e lembro das músicas tocando a todo momento na rádio", relembra Jesuíta, que pediu às autoras para utilizar em suas falas um dos principais bordões do grupo: "ordinária!". "Acho que fica divertido e é uma forma de situar o público", defende, entre risos. Natural da pequena cidade de Salgueiro, localizada no Sertão Pernambucano, Jesuíta se interessou cedo por teatro. Aos dez anos, mudou-se para Fortaleza, capital do Ceará, e matriculou-se em uma escola de atuação. Já maior de idade, cursou Licenciatura em Teatro no Instituto Nacional do Ceará e passou a integrar coletivos como As Travestidas e o Centro de Experimentações em Movimentos. "Sempre gostei desse lado mais alternativo do teatro. E foi isso que me fez entrar no universo do cinema", detalha o ator que, logo nos primeiros anos de carreira, trabalhou com cineastas renomados, como Heitor Dália em "Serra Pelada" e Hilton Lacerda no premiado "Tatuagem". "Entre 2012 e 2014, fiz seis filmes. Isso despertou a curiosidade de alguns profissionais de tevê e fui acertando os trabalhos com os quais me identificava", gaba-se ele, destaque em títulos como "Ligações Perigosas" e "Nada Será Como Antes". Agora, aos 27 anos, Jesuíta anseia por mais diversidade na carreira. "Não quero ficar conhecido como um ator só de personagens 'cabeça'", entrega, entre risos.


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>> BASTIDORES Com ares de superprodução, trama étnica de "Caminho das Índias" completa uma década de exibição

Contraste cultural

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bordar a cultura de outros países revelou-se um "filão" rentável e cheio de possibilidades dentro da obra de Glória Perez. Única novelista que ainda insiste em escrever seus trabalhos de forma solitária, a primeira vez que Perez explorou histórias de povos longínquos foi em "Explode Coração", de 1995, onde passeou por países mediterrâneos e os costumes ciganos. Em seguida, viajou com sucesso até o Oriente Médio muçulmano em "O Clone", de 2001, e se atropelou ao "invadir" a fronteira dos Estados Unidos em "América", de 2005. Com seu radar sempre ligado, a autora sabia que voltaria ao horário das 21h logo no início de 2009 e, cerca de dois anos antes, percebeu que seu interesse e curiosidade sobre a Índia poderia resultar em uma poderosa novela. Dessa forma, convenceu a Globo a investir alto na aposta e trilhar o "Caminho da Índias", premiada novela que celebra uma década de exibição neste mês. "Muito além de mostrar o 'desconhecido' ao público, o que mais me encanta nessas empreitadas por diferentes países é a questão antropológica de contrapor os hábitos brasileiros com o mundo exterior. Novela é um trabalho que exige muito. Tento sempre escrever sobre coisas que me interessam", defende a autora. Dividida em duas fases, o início da trama mostra a triste infância do dalit Bahuan. No sistema de casta indiano, dalits

são trabalhadores braçais considerados impuros e intocáveis. Ao ver os pais morrerem queimados por terem tocado em seu patrão, o menino foge e consegue o apoio, ainda que clandestino, do sacerdote Shankar, de Lima Duarte. Refugiado nos Estados Unidos, 20 anos se passaram e agora Bahuan é um alto funcionário em uma empresa americana. "Me apaixonei pela a história do personagem. Bahuan conquistou todos os seus sonhos, mas nunca esqueceu das humilhações que passou na infância. Voltar à terra natal e mostrar que venceu na vida era uma questão de honra para ele", conta Marcio Garcia, que depois de quatro anos como apresentador na Record, retornou à Globo por conta do papel. Em sua volta ao país, Bahuan conhece e se apaixona perdidamente por Maya, de Juliana Paes. Atendente de telemarketing no Rajastão, a mocinha está na idade de se casar e sempre aceitou que a escolha de seu marido seria feita de forma segura por seus pais Manu e Koshi, de Osmar Prado e Nívea Maria. O escolhido é o nobre Raj, de Rodrigo Lombardi. "Ela fica com o coração dividido. No início, pensa em fugir com Bahuan e, aos poucos, a novela foi tomando um novo rumo. Contra todas os prognós-

ticos em um casamento arranjado, Maya se apaixona pelo Raj", resume Juliana. Em cena, a sintonia entre os personagens de Juliana e Lombardi foi tão forte que acabou criando uma rejeição popular a Bahuan e fez Glória Perez modificar o desenvolvimento da trama. Raj passou a ser visto como herói e o perfil "vingador" de Bahuan acabou o transformando no antagonista da história. A trama de "Caminho das Índias" ainda reservou espaço para outra grande vilã, a doce e fatal Yvone, de Letícia Sabatella, que acaba seduzindo Raul, o marido de sua melhor amiga, Silvia, papéis de Alexandre Borges e Débora Bloch. "Yvone era uma psicopata disposta a tudo. Uma grande personagem, mas que me deixou com a energia ruim ao longo dos meses", conta Sabatella. Com cerca de 80 nomes em seu elenco, diversos atores se destacaram ao longo da trama, como Caio Blat, Cléo Pires, Isis Valverde, Laura Cardoso, Bruno Gagliasso e Christiane Torloni. Capitaneando o núcleo cômico, Dira Paes conquistou o público na pele da fogosa Norminha. "Norminha amava o marido e, ao mesmo tempo, tinha o espírito livre. Foi uma personagem muito divertida e que me trouxe muitas alegrias", valoriza Dira.

Produção de alto investimento, "Caminho das Índias" existiu maior tempo de préprodução. No início de 2008, o diretor Marcos Schechtman e os principais componentes da equipe técnica fizeram sua primeira viagem às principais cidades da Índia. "Voltamos ao país três vezes. Geralmente, as novelas gravam uma vez no exterior e pronto. A gente teve realmente que fazer uma incursão, pois a trama não poderia soar superficial", conta Schechtman. Nos Estúdios Globo, o renomado cenógrafo Mário Monteiro construiu três pequenas cidades, em uma área total de 12 mil m², retratando uma parte do centro carioca e duas representando a Índia. Apesar das críticas à liberdade poética com que Glória Perez criou a história, a novela fez a Globo se isolar ainda mais na liderança do horário das nove, com média geral de 39 pontos no Ibope. Como reconhecimento popular, expressões como "Are Baba", "Namastê" e "Mamadi" ganharam as ruas do país. Por fim, para coroar a obra, "Caminho das Índias" ganhou um prêmio Emmy Internacional na categoria Melhor Novela. "Era uma grande história de amor e poderia ser ambientada em qualquer lugar, mas a Índia deu um toque especial a tudo", ressalta Perez


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Zapping

>> por Caroline Borges

Papo de mãe Aline Dias está renascendo. A intérprete da doce Damásia de “O Tempo Não Para” vive um momento de maturidade desde o nascimento de seu primeiro filho, o pequeno Bernardo, de um ano. Após a maternidade, a atriz tem assumido uma postura mais ponderada e reflexiva. “É muito responsabilidade. Agora penso duas vezes, procuro não julgar ninguém e me colocar mais no olhar do outro. A gente fica mais sensível a tudo. Não posso mais me aventurar. Tem uma pessoa que depende de mim. Estou mais consciente”, afirma Aline, que está empolgada com a maternidade. “Estou na melhor fase da minha vida. Me sinto mais madura e evoluída”, completa.

Novos projetos

No elenco de “Verão 90”, próxima novela das sete, Claudia Raia estuda a possibilidade de ter um programa no GNT. A atriz e o canal estão em negociação. A produção iria ao ar apenas após o fim do folhetim.

Horário vago

A saída de Fabio Porchat foi um baque para o “casting” da Record. Marcos Mion é o principal cotado para assumir o horário deixado pelo comediante. Recentemente, o apresentador renovou seu contrato com a emissora por mais três anos. No ano passado, Mion passou a comandar o “reality show” “A Fazenda”.

Parceria firmada

A Casablanca seguirá responsável pela produção dramatúrgica da Record. A emissora renovou o contrato com a produtora por mais cinco anos. A produtora foi responsável pelos trabalhos de “Belaventura”, “Escrava Mãe” e, atualmente, “Jesus”.

Tempo bíblico

Narjara Turetta estará no elenco de “Jezabel”, nova microssérie bíblica da Record. A produção épica já está em produção. Recentemente, a atriz também gravou uma participação na terceira temporada de “Sob Pressão”, que tem estreia prevista para o primeiro semestre.

Papel de destaque

Letícia Collin irá protagonizar a minissérie “Onde Está Meu Coração?”, de George Moura e Sérgio Goldenberg. Com 10 capítu-

Tempo contado

los, a produção irá ao ar inicialmente na plataforma Globoplay. A direção será de José Luiz Villamarim.

Trabalho suave

Após participar da densa “Carcereiros”, Giovanna Rispolli estará em uma produção mais solar. A atriz está escalada para a próxima temporada de “Malhação”. Com o subtítulo de “Toda Forma de Amar”, o folhetim conta com a assinatura de Emanuel Jacobina. Giovanna também poderá ser vista na segunda temporada da série protagonizada por Rodrigo Lombardi.

Na avenida do samba

O repórter Pedro Bassan participará da cobertura do Carnaval 2019 da Globo. O jornalista participa da transmissão dos desfiles do grupo de acesso do Rio de Janeiro, ao lado de Mariana Gross. Fátima Bernardes e Alex Escobar seguem à frente da transmissão do Grupo Especial.

Tiago Leifert é figura fácil na programação da Globo. Ao longo do ano, o apresentar fica à frente do “Big Brother Brasil”, “Zero 1”, “The Voice Brasil” e, de quatro em quatro anos, do “Central da Copa”. Apesar da intensa rotina de trabalho, o “BBB” ainda é a produção que mais demanda tempo do jornalista. “É preciso prestar muita atenção ao que os participantes dizem e ao comportamento de cada um deles, conhecê-los profundamente dentro do jogo. E isso requer tempo e atenção. É um processo muito ativo meu e de toda a equipe que faz o ‘BBB’. Algo que, durante os 90 dias em que o programa está no ar, toma 100% das nossas vidas”, aponta Leifert, que fica ansiosa à espera do início da produção. “Demora demais para começar!”, completa.


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