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Jornal de Fato

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Gaste Os desafios de bem o seu lidar com diabetes décimo na infância Mais de 200 bilhões vão oxigenar a economia no fim de ano. Saiba como gastar certo. MOSSORÓ 3 @defato_rn

17os an

A dona de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

/jornaldefatorn

O milagre da folha da moringa Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 – ANO XVIII | R$ 2,50

Mossoró deve ter papel de destaque em 2018

Cedida

O TORTO ANDAR DO OUTRO

>> Segundo maior colégio eleitoral do RN, a cidade deve assumir posição de destaques com nomes à disputa majoritária do próximo ano. PRINCIPAL 3

Produção de minerais para aplicação tecnológica

Governo vai suspender novos cursos de Medicina

Pesquisadores da Uern estudam técnicas para aproveitamento do material. O RN é referência no setor mineral do país. MOSSORÓ 4

O decreto do presidente Temer atende pedido da comunidade médica, que reclama a qualidade dos cursos de Medicina do país. PRINCIPAL 6

NESTA EDIÇÃO

36

PÁGINAS

OPINIÃO......................P2 POLÍTICA....................P3 CÉSAR SANTOS.......P5 BRASIL/MUNDO......P7 BRASIL/MUNDO......P8

CADERNOS MOSSORÓ..........................P1 A 8 ESTADO .............................. P1 A 4 DOMINGO............................P1 A 16

A Cia. Pão Doce de Teatro lança novo espetáculo inspirado no cordel "Um Conto bem Contado", do poeta mossoroense Antônio Francisco. A companhia celebra 15 anos. REVISTA OMINGO


defatocom

2 OPINIÃO

DOMINGO, 19 de novembro de 2017

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Duas notas soltas Johann Freire

Escritor e bibliófilo johannfreire@msn.com

O

utro dia vi na tevê um apresentador extremamente chocado com o fato de ainda existir machismo, racismo e homofobia no Brasil em pleno ano de 2017. O sujeito esbravejava, aqui e acolá simulava ataques cardíacos, convulsões, e com o dedo em riste metralhava a estrutura patriarcal da sociedade e as desigualdades promovidas pelo sistema capitalista, dois vilões que, na lógica possessa do seu raciocínio, são os principais responsáveis por tamanho retrocesso. O que me chamou a atenção, no entanto, não foi nem o histrionismo da cena nem a constatação evidente de que machismo, racismo e homofobia são fantasmas que ainda assombram o Brasil em pleno século XXI; nem muito menos o discurso embebido em jargão progressista, reproduzido à exaustão por qualquer adolescente pré-universitário – afinal, capitalismo e patriarcado são excelentes tapa-buracos retóricos, funcionam muito bem como bodes expiatórios para qualquer mal que sob o céu e acima do chão houver. Não. O que me chamou a atenção foi outra coisa. No faniquito do apresentador subjaz a noção, muito cara a todos nós, de que a humanidade melhora à medida que o tempo passa. Como se a cada ano subíssemos um degrau na escala do aperfeiçoamento coletivo. Como se a capacidade evolutiva fosse um bem assegurado a todos. Como se o que se ganhou numa geração não pudesse ser perdido na seguinte. Como se da Renascença não tivéssemos desembocado nos totalitarismos do século XX, nos gulags, em Auschwitz. Não é bem assim com os seres humanos em geral e receio que tampouco o seja com você em particular. Portanto, não importa o quanto o apresentador esperneie: em 2017 como em 2030, ainda se-

''

Em certas noites eu me sinto uma espécie de personagem estereotipado de Woody Allen.

remos os mesmos grosseirões de sempre, com algumas e cada vez mais honrosas exceções – entre as quais você até se esforça para se incluir, mas sem garantias de sucesso, de evolução contínua, durável, permanente. *** Desde que assisti a Manhattan pela primeira vez que tenho a mania de elencar mentalmente as razões pelas quais vale a pena viver. Para quem não viu o clássico de Woody Allen de 1979, Isaac Davis, o protagonista, é um roteirista de tevê em crise que ao final do

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

longa-metragem se pergunta se a vida vale a pena ser vivida. “Há certas coisas que fazem a vida valer a pena, eu acho. O quê, por exemplo? Eu diria que Groucho Marx, para citar um nome. Willie Mays e o segundo movimento da Sinfonia de Júpiter, e a gravação de Potato Head Blues do Louis Armstrong. Filmes suecos. ‘A educação sentimental’ do Flaubert (..) As maçãs e as peras incríveis do Cézanne (...)” Em certas noites eu me sinto uma espécie de personagem estereotipado de Woody Allen. Então desgraçadamente deito a cabeça no travesseiro e, em busca de con-

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

solo, sussurro para mim mesmo uma listinha breve, cujos itens que nela porventura aparecerem agem sobre mim como um tonificante. O mestre Fred Astaire; a Cyd Charisse de “Meias de seda”; o estilo, a elegância, a inteligência e o ritmo de Javier Marías; a prosa de Machado de Assis; “La grande bellezza” de Paolo Sorrentino; a evocação de certos sabores e perfumes; o sorriso da mulher amada… E assim, pouco a pouco, depois de um dia longo e massacrante, é possível imaginar Sísifo, isto é, a mim mesmo ou a qualquer outro pobre mortal, justificado e feliz, grato por estar vivo.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 19 de novembro de 2017

cafezinho com césar santos

cesar@defato.com

Francisco Carlos

´Mossoró deve assumir papel de destaque nas eleições de 2018' >> Mossoró deverá assumir papel de destaque nas

eleições estaduais do próximo ano. Segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, administrada por uma liderança estadual, a cidade estará presente em chapa majoritária para fazer valer a sua importância. A opinião é do vereador Francisco Carlos (PP), que aponta a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) como a liderança que deve conduzir esse processo. “Ela já disputou eleições majoritárias estaduais com sucesso em duas oportunidades, elegendo-se senadora e governadora, e A sucessão estadual está aberta, por toda a insegurança política que vivem hoje os grupos tradicionais e pelas incertezas do governador Robinson Faria. Pela importância de Mossoró no cenário estadual, por ser o segundo maior colégio eleitoral do RN, o senhor acredita que a cidade pode ser protagonista? NÃO apenas pode, como deve. Mossoró conta com uma liderança estadual na condução da Prefeitura, que é Rosalba Ciarlini. Estamos falando da segunda maior cidade do estado, que é dirigida por uma liderança estadual, de um grupo político que conta um deputado federal e uma tradição de muitos anos atuando na política do Rio Grande do Norte. Então, com certeza, a cidade de Mossoró deverá ter um papel muito destacado nas eleições do próximo ano. ESSE papel destacado ao qual o senhor se refere seria uma candidatura majoritária, além, claro, de postulantes à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados? A CIDADE de Mossoró tem condições de indicar candidatos para a chapa majoritária, isso você não tenha dúvida. Senador ou vice-governador, provavelmente. Em outra ocasião, teve a oportunidade de indicar o próprio candidato ao Governo, que foi Rosalba Ciarlini, vitoriosa nas eleições de 2010. A chapa majoritária para 2018 está aberta, nós não vemos lideranças expressivas que já tenham ocupado naturalmente esses espaços, de modo que entendemos que Mossoró pode, sim, assumir lugar de destaque na sucessão do próximo ano. A PREFEITA Rosalba, por ser a maior liderança política local, é que deve conduzir esse processo? PENSO que a prefeita Rosalba Ciarlini deve ser procurada por qualquer um dos candidatos que queiram montar um projeto estadual,

agora desempenha a quarta gestão na Prefeitura de Mossoró e como maior liderança política da cidade. Então, Rosalba está apta”, justifica. Na manhã deste sábado, 18, Francisco Carlos tomou o “Cafezinho com César Santos”, com longa conversa sobre política e administração. Ele evitou citar nomes, mas disse que o grupo político da prefeita Rosalba, do qual faz parte, deverá indicar nomes ao Senado Federal e à Vice-Governadoria. “A cidade tem esse potencial”, afirmou. Marcos Garcia

a partir da formação de coligações. Acho que ela será procurada por todos, dada a sua importância no segundo maior colégio eleitoral do estado. Acredito que Rosalba fará isso em conjunto com o seu partido, que tem o deputado Beto Rosado, o ex-deputado Betinho, que é presidente do PP estadual, o ex-deputado Carlos Augusto, e com essa conjunção de forças deverá sair a melhor composição possível para a cidade de Mossoró. A GESTÃO Rosalba, a quarta dela à frente da Prefeitura de Mossoró, tem conseguido tirar a cidade da profunda crise em que ela encontrou. Em momento de crise, o gestor que se sobressai ganha em popularidade e, por consequência, ganha dividendo político. Essa avaliação fortalece a prefeita de Mossoró para 2018? A GESTÃO da prefeita Rosalba está conseguindo, de fato, cumprir com os seus compromissos, dentro de um contexto que está dado, que é possível. Rosalba está fazendo o melhor, diante de um quadro de crise que afeta todas as gestões públicas. Isso potencializa a prefeita Rosalba e o seu grupo político a ocupar espaço no próximo ano. Basta comparar com Natal, a capital do estado, que tem um possível candidato ao Governo do Estado, que é o prefeito Carlos Eduardo (PDT), e que está passando por muitas dificuldades, bem maiores que a que estamos enfrentando na cidade de Mossoró. A gestão Rosalba está conseguindo atravessar esses momentos de dificuldade com dedicação, com esforço, seriedade, com boas propostas e experiência que a prefeita tem em gestão pública. Então, tenho certeza que Rosalba chegará no próximo ano forte. O SENHOR acha que a população de Mossoró está entendendo a situação do momento e é consciente dos problemas encontrados pela gestão Rosalba?

UMA parcela da população entende, compreende; outra, não. Acho que a que entende é uma parcela bem maior; é o segmento que contextualiza o momento da conjuntura do país e sabe da forma como a prefeita recebeu o Município. Essa parcela faz uma avaliação positiva da gestão Rosalba Ciarlini. Obviamente que outras pessoas, numa parcela bem menor, diria, não conseguem fazer essa leitura contextualizada, o que é natural. No entanto, a gestão Rosalba caminha para sair do quadro de dificuldades e daqui pouco dará respostas positivas mais contundentes. O SENHOR tem se destacado como um dos vereadores de Mossoró com sua atuação na Câmara Municipal reconhecida pelas pessoas. Esse bom desempenho do seu segundo mandato sugere a possibilidade de candidatura nas eleições estaduais do próximo ano? EU NÃO tenho trabalhado com intuito de me posicionar como candidato, não tenho movimentado nesse sentido, quer seja por minhas ações no Parlamento, quer seja como o contato com as lideranças políticas do meu partido. De toda maneira, eu fico satisfeito por saber que a condução do nosso mandato na Câmara Municipal de Mos-

soró tem dado destaque ao nosso trabalho. E qualquer coisa, além disso, é o meu partido que se posicionará. Da minha parte, eu não tenho projetos pessoais. A ATUAL legislatura da Câmara Municipal de Mossoró tem se comportado diferente de legislaturas anteriores, com posturas e posições de vereadores que indicam um melhor momento. É certo afirmar que o Legislativo mossoroense encontrou o caminho certo? ACHO que a Câmara Municipal de Mossoró em seu conjunto, e aí eu não faço avaliação de valores individuais, está fazendo a interpretação correta do recado das urnas que, ao meu ver, foi bem claro: 13 vereadores não renovaram seus mandatos nas últimas eleições, e isso naturalmente influencia o comportamento da atual legislatura. Os vereadores estão procurando ser mais prudentes, mais cautelosos, o acirramento do debate não tem acontecido e quando esse debate se torna mais duro, mais franco, obedece determinados limites, tanto para quem está na situação quanto para quem está na oposição. Isso tem sido bastante positivo. A presidente Izabel Montenegro (PMDB) tem procurado conduzir a Casa de maneira a não comprometer a imagem do Legislativo, de modo

que essa legislatura está se saindo bem. HÁ MUITO tempo, a Câmara Municipal de Mossoró não oferece quadros para disputas estaduais com reais condições de ocupar espaços. Por que o Legislativo mossoroense sofre para revelar bons nomes para o estado? A CÂMARA Municipal de Mossoró já teve em outros momentos, em outras legislaturas, nomes qualificados para esse tipo de desafio. Na atual legislatura tem vários nomes qualificados para isso. Fato. Agora, talvez isso aconteça porque, na maioria das vezes, os projetos surgem como aspiração pessoal e não de grupo. Como aspiração pessoal não prospera, fica com dificuldade de caminhar. Acho que qualquer candidatura surgida do interior da Casa Legislativa tem que ser um projeto de grupo, projeto político-partidário para dar respostas a desafios mais amplos da cidade de Mossoró e do estado. Partindo de um projeto individual, vejo com muita dificuldade de a Câmara assumir espaços em outros cenários, como Assembleia Legislativa ou mesmo na Câmara Federal. A PREFEITA Rosalba Ciarlini vem enfrentando dificuldades quando envia projetos à Câmara, embora,

até aqui, tenha conseguido votos necessários para aprová-los. Essas dificuldades em uma bancada que é maioria sinalizam uma relação difícil entre o Palácio da Resistência e seu grupo de vereadores? Por quê? ESTAMOS vivendo um momento novo, do ponto de vista de fazer política, mesmo no Brasil. Muitas coisas têm acontecido no país e isso, naturalmente, interfere na forma de fazer política e também no relacionamento entre Executivo e Legislativo. É possível que isso, de alguma forma, esteja ocorrendo em Mossoró, contribuindo para aquilo que algumas pessoas consideram dificuldade de relacionamento. Apesar disso, não está havendo essa dificuldade entre o governo e a bancada. A prefeita Rosalba Ciarlini tem uma maioria na Câmara. Sempre que ela precisou, essa maioria se transformou em votos suficientes para aprovar as matérias que ela encaminhou, que ela pretendeu para cumprir os compromissos com a população, e acho que continuará dessa maneira. Um pouco de articulação, com um pouco de conversa, não precisa mais do que isso para que as coisas continuem caminhando bem. COMO o senhor observa esse primeiro momento da gestão Rosalba Ciarlini? O PRIMEIRO ano da gestão Rosalba começou bem, dentro das possibilidades que existem. A gente sabe que os problemas encontrados são enormes e que precisam ser resolvidos, principalmente de ordem financeira. Todos são conhecedores do tamanho do rombo nas contas públicas. Mas, é preciso reconhecer que a prefeita tem conseguido resolver essas dificuldades dentro das limitações inerentes ao momento de crise. Ela já conseguiu resolver os problemas na área da saúde; veja a questão dos leitos de UTI, que foi uma resposta quase imediata na área de terapia intensiva; a solução das cirurgias eletivas; a reestruturação da assistência básica que começa a acontecer. É importante reconhecer a retomada de várias obras na área de educação, que voltam a ser resgatadas; a articulação da prefeita com o Governo Federal, tendo a intermediação do deputado Beto Rosado para recuperar investimentos na cidade de Mossoró; e isso tudo é muito positivo. A gente reconhece que as dificuldades ainda precisam ser superadas. Agora, é preciso compreender que a prefeita ainda não concluiu o primeiro ano de mandato. Quem vai para uma campanha política pedir votos para ser prefeito de uma cidade, apresentando propostas que venham resolver a vida das pessoas, não vai prometendo resolver tudo no primeiro ano. De modo que Rosalba foi eleita para cumprir um programa de governo em quatro anos, e eu tenho certeza absoluta que, ao final desse período, a prefeita vai atender todas as expectativas dos mossoroenses.


4 GERAIS

DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017

MANDATO PARTICIPATIVO

RN escolhe Itajá, Rafael Godeiro e Portalegre para receber emendas de Beto Rosado

>> Em 30 dias de duração, o Mandato Participativo recebeu 7.022 participações, de 100 municípios potiguares diferentes

O

s municípios de Itajá, Rafael Godeiro e Portalegre foram os mais votados pela população do Rio Grande do Norte, no Mandato Participativo, para receber R$ 1 milhão em emendas impositivas do deputado federal Beto Rosado (Progressistas) ao Orçamento Geral da União (OGU) de 2018. A votação foi iniciada no dia 11 de outubro e finalizada no último sábado (11). Em 30 dias de duração, o Mandato Participativo recebeu 7.022 participações, de 100 municípios potiguares diferentes. A auditoria realizada no último domingo (12), após a votação, pela equipe técnica responsável pelo sistema do Mandato Participativo, constatou algumas irregularidades. Foi identificada a utilização de “robôs” para repetição de votos, como também de e-mails e telefones falsos. Os votos considerados irre-

Arquivo/José Cruz/ABr

gulares foram anulados. Devido à anulação de votos inválidos, algumas parciais divulgadas anteriormente sofreram alterações. Os três municípios vencedores tiveram obras de pavimentação como as ações escolhidas pelo povo para serem realizadas. Itajá, escolhido por 24,6% dos potiguares, receberá R$ 500 mil, enquanto Rafael Godeiro (21,3%) e Portalegre (17,3%) serão contemplados com R$ 250 mil cada. “O Mandato Participativo possibilitou a definição popular de ações para os municípios potiguares. Estou muito feliz com o alto número de participações. Potiguares de mais de 100 cidades votaram. O alto número de participações mostrou que o projeto é um sucesso. Vamos continuar com a ideia para o ano que vem”, destacou Beto Rosado.

Confira os 10 municípios mais votados Itajá.................................................................1.738 Rafael Godeiro..........................................1.502 Portalegre...................................................1.212 Caraúbas.........................................................530 Touros..............................................................434 Riacho da Cruz...............................................370 Lagoa d’Anta....................................................182 Mossoró.............................................................181 Severiano Melo.............................................141 Tibau......................................................................78 Deputado federal Beto Rosado


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DOMINGO, 19 DE novemBRO de 2017

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

O AMOR É LINDO. OU NÃO?

O

casamento oficial do presidente do PR do Rio Grande do Norte, ex-deputado federal João Maia, com a prefeita de Messias Targino e presidente do PR Mulher potiguar, Shyrley Targino, foi preparado para ser um grande evento político-eleitoral. E assim foi, com tudo que manda o figurino. O pequeno município do Médio Oeste deixou de lado o cenário de seca, que castiga os mais simples, e deu luz para uma grande festa, com a presença da elite da política potiguar e de personagens que tentam entrar nesse universo. Os pré-candidatos, aliados ou adversários, estavam bem arrumados, uns nem tanto, mas todos sem perder a oportunidade do flash para sair bem na foto.

''

Abraçaram os noivos e circularam na praça pública de Messias Targino com o governador Robinson Faria (PSD), adversário político de Maia no momento, mas paquerando com os republicanos para uma possível aliança. Robinson ainda acha que é possível pedir um segundo mandato ao povo. De olho, os senadores aliados Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM), que estarão no palanque adversário de Robinson e querem João Maia em aliança ampla. Querem e conversam sobre isso. Nas eleições de 2014, eles estavam juntos. Gari e Jajá foram vigiados de perto pela deputada federal Zenaide Maia (PR), irmã do noivo, que sonha ser senadora da República. O apoio do irmão, que tentará voltar à Câmara, é fundamental para o seu projeto senatorial. Logo, Gari e Jajá não cabem na carruagem republicana. A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), também compôs a linha de frente de convidados ilustres. Não será candidata em 2018, jura, mas seu apoio é um sonho de todos os candidatos.

A medida visa a sustentabilidade da formação médica, preservando a qualidade do ensino, já que o Brasil é referência."

Todos os motivos são compreensíveis para a greve dos professores da Uern. Cinco anos sem reajuste, salários pagos em atraso ao longo de 20 meses e a ausência de compromisso com custeio da universidade e as necessidades mais básicas.

PORÉM Líder no maior colégio eleitoral do estado, a Rosa é o "cabo eleitoral" que todos querem. Também assistiu ao “sim” de João Maia e Shyrley o desembargador Cláudio Santos, que deseja ser governador do RN. Embora desconhecido do grande público, o magistrado não tem economizado esforços para prestigiar festas de batizado, casamento, aniversário, velório etc. etc. etc..

MEDICINA EM BAIXA

OITICICA

O presidente Temer vai suspender por cinco anos a abertura de novos cursos de Medicina. Atende as reivindicações da próxima categoria médica, preocupada com a qualidade baixa do ensino de medicina. O governo, também, segue orientação da Organização Mundial de Saúde. O decreto elaborado pelo Ministério da Educação já está na mesa do presidente.

O Governo Federal liberou a 32.ª parcela de recursos para a barragem de Oiticica, na região do Seridó, no valor de R$ 39 milhões. Dinheiro em caixa para tocar a obra que alcança 50% de sua estrutura física. A barragem de Oiticica é a solução para o abastecimento de água em 17 municípios, a partir de Jucurutu, alcançando mais de 500 mil pessoas direta e indiretamente.

Encceja será realizado hoje para mais de 1,5 milhão de pessoas neste ano serão 301.583 participantes do ensino fundamental e 1.272.279 do ensino médio. O exame será aplicado em dois turnos. De manhã, os portões abrirão às 8h e serão fechados às 8h45, os testes começam às 9h e terminam às 13h, no horário de Brasília. Os candidatos do ensino fundamental farão provas de ciências naturais,

Sim, para não esquecer, o casamento foi coletivo. Outros 100 casais juraram amor eterno, com assinatura oficial diante do Tribunal de Justiça do Estado, organizador do casamento coletivo. O presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, que é casado com a prefeita de Alexandria, Jeane Ferreira (PSD), não perdeu a cena. O amor é lindo. É ou não é?

É NOTÍCIA 1

MENDONÇA FILHO

Ministro da Educação, sobre a suspensão de novos cursos de Medicina.

Mais de 1,5 milhão de pessoas que ainda não concluíram os cursos do ensino fundamental e médio terão neste domingo (19) mais uma oportunidade para atingir esse objetivo. O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) 2017 será realizado em 564 municípios. De acordo com o Ministério da Educação (MEC),

greve na uern

2 3 4 5

A sanduicheria Pittisburg não reabrirá a sua loja do Nova Betânia, fechada na última segunda-feira, 13. O local deve ser ocupado pela rede de pizzaria Fic Frio, que avança na cidade. Hoje, está completando 50 anos da morte de Guimarães Rosa. Diplomata, novelista, contista e médico brasileiro e um dos maiores escritores que este país já teve. Seus contos e romances ambientam-se, quase todos, no sertão brasileiro, como o Grande Sertão Veredas. Nesta data, em 2004, a prefeita Rosalba Ciarlini inaugurava a duplicação e urbanização da Avenida Lauro Monte, organizando a principal via de acesso à BR-304 – Complexo Viário Abolição. A Câmara Municipal de Mossoró vai homenagear os 50 anos da Renovação Carismática, com sessão solene nesta terça-feira, 20, às 18h. Iniciativa da presidente Izabel Montenegro (PMDB). O Papai Noel aterrissa neste domingo, 19, na praça de alimentação do Partage Shopping, abrindo a programação natalina do centro comercial. O bom velhinho chega às 17h.

história e geografia. Para o ensino médio, as provas serão de ciências da natureza e suas tecnologias, além de ciências humanas e suas tecnologias. No turno da tarde, os portões abrirão às 14h e fecharão às 15h15. O exame começa às 15h30 e vai até as 20h30. Os candidatos do ensino fundamental farão as provas de língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física, matemática e redação. Para o ensino médio, haverá os testes de linguagens e códigos e suas tecnologias, redação e

matemática e suas tecnologias. De acordo com o MEC, as provas objetivas terão, cada uma, 30 questões de múltipla escolha. Para obter o certificado ou a declaração de proficiência, o participante deve fazer, no mínimo, 100 dos 200 pontos possíveis em cada uma das áreas de conhecimento, informa o MEC. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgou os locais de provas, que podem ser acessados pelos candidatos no site do instituto.

A forma como foi concebida a greve e o confronto aberto com o Governo podem levar o movimento grevista a mais um fracasso, o que seria humilhante para a categoria docente.

inclusive O Governo firmou posição de deixar prolongar o movimento até esvaziá-lo, como ocorreu em outras vezes, e o professor voltar para a sala de aula de mãos vazias. O risco é enorme.

Ademais O governador Robinson quer usar a Uern, enfrentando os grevistas, para servir de exemplo a outras categoria, e assim impedi-las de encampar novas greves.

Mas... A Associação dos Docentes (ADUERN) decidiu correr o risco, sob a desconfiança de parte da categoria.


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017

MEC

PROSA

Governovaisuspenderaabertura & VERSO de novos cursos de Medicina O analfabetismo bate à nossa porta... De novo crispinianoneto@gmail.com

>> Entretanto, editais lançados na gestão anterior para criação de novas vagas que estão em andamento serão implementados

O

Governo Federal vai suspender a abertura de novos cursos de Medicina pelos próximos cinco anos, por meio de uma moratória, segundo informações do Ministério da Educação (MEC). O decreto já foi elaborado pelo MEC, mas ainda precisa ser assinado pelo presidente Michel Temer para entrar em vigor. Os dois editais em andamentos, lançados ainda na gestão anterior, para a criação de novos cursos terão continuidade. Um deles previa a criação de 36 cursos com 2.305 vagas em municípios do Sul e Sudeste. Destes, 11 cursos com 710 vagas foram implementados até agosto do ano passado. Os 25 cursos restantes ainda terão as vagas abertas. A medida seria uma reivindicação da classe médica, que está preocupada com a qualidade de ensino nas faculdades de Medicina. A medida vai na direção contrária à de gestões anteriores do MEC, que investiram na expansão dos cursos para suprir déficits na distribuição dos profissionais pelo país: o número de habitantes por médico no Norte é quase três vezes o do Sudeste. Em nota, o MEC disse que tomou dados para a decisão. "O MEC levou em conta os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), que apontam que o Brasil já atingiu as metas de alunos/vagas estabelecidas, de cerca de 11.000 por ano", informa o ministério.

A pasta diz que a medida foi uma proposta do ministro Mendonça Filho ao presidente Michel Temer. "A medida visa a sustentabilidade da política de formação médica no Brasil, preservando a qualidade do ensino, já que o Brasil é referência na formação médica." Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) disse que a medida é um retrocesso. “Estancar a criação de novas graduações na área não tem qualquer relação com a garantia da qualidade dos serviços prestados e nem dos profissionais que são disponibilizados no mercado de trabalho. As instituições de ensino passam anualmente por avaliações feitas pelo próprio Ministério, cujo processo inclusive está sendo reformulado”, diz Janguiê Diniz, diretor presidente da ABMES. Do outro lado, a Associação Médica Brasileira (AMB) manifestou "total apoio à moratória" e cobra até mesmo o cancelamento de editais anteriores, pleito negado pelo MEC. "Médicos malformados são mais inseguros, solicitam exames desnecessários, não utilizam os tratamentos apropriados, não seguem os protocolos corretos, aumentando o tempo de internação dos pacientes e de intervenção médica sem real necessidade”, diz o presidente da AMB, Lincoln Ferreira. Do G1.

Assessoria

Presidente Michel Temer deve assinar decreto amanhã

U

ma tragédia. O Rio Grande do Norte anuncia através do nosso governador Robinson Faria, em mensagem do marketing da administração, que está pondo em andamento um programa de nome “Rio Grande do Norte Alfabetizado”. E o próprio governador diz que temos 16% de analfabetos, lembrando que isso representa o dobro da média nacional. E pensar que foi neste estado que um dia Djalma Maranhão, esquerdista que veio a ser cassado, vilipendiado e expulso do Brasil, fez o projeto “De pé no chão também se aprende a ler”, um exemplo para o mundo. Para que não se diga que tudo se restringiu a Natal, cabe-nos lembrar que foi em Angicos, também no nosso Rio Grande do Norte, que aconteceu a experiência, também de fama internacional com as 40 horas do Mestre Paulo Freire. Depois, veio a Santa Igreja Católica com o MEB (Movimento de Educação de Base), com suas escolas radiofônicas. Outra experiência maravilhosa, com todos os ingredientes pedagogicamente revolucionários para acabar o analfabetismo. E ainda com avanço de ser via rádio, para ter mais capilaridade no meio rural. Nem a ditadura foi omissa, apesar de ter feito a coisa errada. O Mobral. Não se sabe em que bibocas e grotões do Rio Grande do Norte não teve uma turminha do Mobral. Temos, pelo menos, dez faculdades de Pedagogia em várias universidades públicas e privadas deste estado. Todas as ferramentas didático-pedagógicas para a superação do analfabetismo estão dadas. Não há nada que não possa ser feito. Nada que não se saiba como fazer. O Rio Grande do Norte foi o maior laboratório de alfabetização de jovens e adultos desde Djalma Maranhão. E com tantas cobaias bem-sucedidas, ainda rastejamos um dos piores índices do Brasil. Quer dizer, neste estado, chegar-se a 2017 com o dobro da média nacional de analfabetos não é um problema educacional; é uma tragédia histórica. O anúncio de mais um programa para erradicar o analfabetismo com data marcada no Rio Grande do Norte deveria ser uma notícia alvissareira. Algo para festejarmos com fanfarras e foguetórios. Mas, temos de receber a notícia com um pé atrás. A pergunta que não quer calar nem pode calar é: será que agora vai?

CORRUPÇÃO GLOBAL Expostas as falcatruas das organizações Globo no propinoduto internacional da “jogatina dos jogos”, o Ministério Público brasileiro está diante do desafio de dizer a que veio. Detonar Lula e o PT, esporte favorito de promotores e procurado-

res, não demonstra a força dos músculos e da dignidade dessa instituição que teve dos governos petistas o maior apoio. Nem adianta pedir ou cobrar que Dallagnol e seus cabras da peste denunciem tucanos e biliardários que lhes financiam.

É O MUNDO TODO Segundo o jornalista Luís Nassif, seria de bom alvitre que dona Raquel Dodge, que ostenta o pomposo título de procuradora-geral da República, levasse às barras dos tribunais ou, como se diz no jargão judicial, “reduzisse a termo” tudo o que se diz sobre a Globo e sua bandidagem global. Mas, porém, contudo, todavia... depois que dona Raquel decretou que Geddel é o chefe da quadrilhona que todos sabem ser chefiada por Michelzão, nada há de se esperar. Já se sabe que dessa mata não sai coelho...

PATRIMÔNIO Sabe-se, como se sabe que 1 + 1 é igual a 2, que o patrimônio de Lula e tudo o que Sérgio achou que era seu já está bloqueado, inclusive um fundo previdenciário dos servidores do Instituto Lula. Agora, vem mais um bloqueio. Desta feita de R$ 24 milhões que Lula não tem. Bloquear um recurso que

não existe não passa de “recurso” midiático. Sabe-se, também, que a notícia, como diria Biu das Quengas, personagem de Jessier Quirino, foi “esfabricada” para fazer um contrapeso à informação de que a Globo está envolvida até a medula em denúncias de corrupção junto à Fifa.

IMAGEM QUE MARCA Lula detona: "O mesmo Ministério Público que invadiu minha casa até agora não se manifestou sobre a acusação de corrupção contra a Rede Globo." Dallagnol, com a palavra, mas que seja conforme a lei e não com base nas suas convicções.

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gerais /opinião 7

DOMINGO, 19 de novemBRO de 2017

Matrimônio

atuação

Casamento comunitário reúne políticos e empresários

COM FÁTIMA BEZERRA

>> Na cidade de Messias Targino, 109 casais oficializam sua união num evento popular que reuniu os principais nomes da política Cedida

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cidade de Messias Targino se tornou o principal ponto de encontro de políticos e empresários do Rio Grande do Norte na noite da sextafeira (17), por ocasião do casamento comunitário com a participação de 109 casais, entre os quais a prefeita Shirley Targino, que casou com o ex-deputado federal e presidente estadual do PR, João Mais, além do vice-prefeito Genésio Pinto Neto e do exprefeito Arthur Targino. Para prestigiar a cerimônia, compareceram ao município o governador Robinson Faria, os senadores José Agripino e Garibaldi Filho, a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, além de uma dezena de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e deputados estaduais e federais, além do deputado distrital Agaciel Maia. Também compareceram ao evento os empresários potiguares Marcelo Alecrim e Tião Couto, Jorge do Rosário, os mineiros Walter Appel, Paulo Sérgio e Ronan Gontijo, entre outros nomes. Presidiu a cerimônia o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ex-

Casamento da prefeita Shirley e João Maia reuniu principais nomes da Justiça, classe política e empresários pedito Ferreira de Souza, que destacou a importância do casamento civil. Os convidados de Shirley e João Maia, atendendo pedido dos noivos, compraram presentes em duas lojas da cidade que foram entregues aos noivos. A cerimônia aconteceu em meio às comemorações

por seus dez anos de criação, o Núcleo de Ações e Programas Socioambientais (NAPS) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Os casamentos comunitários promovidos pelo TJ/ RN por meio do programa Justiça na Praça são um momento de promoção da ci-

dadania, facilitando o acesso àquelas pessoas que não têm condições de custear o processo de casamento em cartório. Assim, a Justiça Estadual potiguar possibilita que as pessoas regularizem uma situação que já existe de fato e possam fortalecer os vínculos familiares.

Anvisa autoriza registro de genérico contra câncer de próstata Os pacientes que enfrentam o câncer de próstata poderão contar com mais uma alternativa de tratamento: nesta segunda-feira (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) vai liberar o registro de um medicamento genérico para tratar a doença. O acetato de abiraterona é indicado para casos em

que a doença já se espalhou e persiste. A indicação é que ele seja utilizado combinado com outros remédios, como o prednisona ou prednisolona. Com a medida, o custo do tratamento deve ser reduzido, já que os genéricos são cerca de 35% mais baratos. A evolução da doença é

impulsionada pela produção anormal de hormônios sexuais. Por isso, uma enzima presente no remédio inibe exatamente a produção desses hormônios para combater a doença. Em 2017, 61,2 mil casos de câncer de próstata devem ser diagnosticados no Brasil. Esse tipo de câncer é o segundo mais comum

entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) servem de alerta e reforçam a importância da população conhecer e discutir o assunto. Para conscientizar os homens, a campanha Novembro Azul chama a atenção sobre a doença.

Emendas priorizam áreas estratégicas para o desenvolvimento do RN

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o momento em que a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional discute o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018, os parlamentares, bancadas e comissões apresentam emendas, que nada mais são que alterações ao projeto original enviado pelo governo, no intuito de minimizar os efeitos da nefasta política de austeridade de Temer. A proposta de LOA 2018 é mais uma prova de que o governo ilegítimo quer a todo custo tirar o pobre do orçamento e desmantelar os avanços conquistados nos últimos A proposta de LOA 2018 é mais uma prova de que o governo ilegítimo quer a todo custo tirar o pobre do orçamento e desmantelar os avanços conquistados nos últimos anos, uma vez que reduz os recursos destinados a áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Como representante do Rio Grande do Norte no Senado Federal não poderia deixar de priorizar as áreas de segurança pública e hídrica, educação e saúde. Das emendas apresentadas pela bancada potiguar no Congresso Nacional, foi de minha autoria a que destinou R$ 100 milhões para a modernização das instituições de segurança pública do RN, notadamente uma das áreas mais atingidas por uma gestão ineficiente e pela escassez de recursos. Sem perspectiva de melhorias, a violência sem precedentes que assola o Rio Grande do Norte apavora e faz da própria população prisioneira. Esse quadro nos deixou convictos da necessidade de priorizar esta área. Da mesma forma, tivemos o cuidado de, em contato com a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, delegada Sheila Freitas, nos inteirar sobre as principais demandas do estado para a setor. Ainda no âmbito das emendas de bancada, defendemos que a área de segurança hídrica fosse contemplada com as chamadas impositivas, dado o colapso que vive o estado, castigado com seis anos consecutivos de seca e com a maioria de seus reservatórios funcionando com capacidade abaixo de 16%. Ficou definido que estes recursos serão disponibilizados à construção da Barragem de Oiticica (R$ 81,24 milhões) e à construção do chamado Viaduto Maria Lacerda, entre Natal e Parnamirim (R$ 81,24 milhões). As emendas individuais apresentadas pelo nosso mandato somam um total de R$ 14,77 milhões, e parte significativa deste montante será direcionada para as universidades públicas, os institutos federais de educação, a educação básica, a rede de serviços de atenção básica de saúde, a manutenção das unidades de saúde do nosso estado, o turismo e esportes. Na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal, que tenho a honra de presidir, priorizamos o apoio a projetos de infraestrutura turística e de desenvolvimento sustentável local integrado, o desenvolvimento dos assentamentos rurais e a integração do rio São Francisco com as bacias dos rios Jaguaribe, Piranhas-Açu e Apodi. Dentre as emendas que a CDR do Senado está apresentando ao Projeto de Lei Orçamentária Anual, destaco a importância desta que é destinada ao projeto de integração do Rio São Francisco, pois a conclusão do Eixo Norte por si só não trará segurança hídrica para o Rio Grande do Norte. Cientes de que será necessário integrar o Rio São Francisco com as bacias dos rios Piranhas-Açu e Apodi, demos um primeiro passo, com a destinação de R$ 400 milhões para a construção do canal Apodi-Mossoró. Na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, algumas das emendas que o nosso mandato propôs, juntamente com outras senadoras e senadores, foram aprovadas como sendo emendas da Comissão ao PLOA 2018. Merecem destaque as emendas que destinam R$ 200 milhões para a aquisição de veículos para o transporte escolar da educação básica – Caminho da Escola; R$280 milhões para a reestruturação e expansão dos institutos federais de educação profissional e tecnológica; e R$ 20 milhões para a educação do campo. Mas nenhum esforço renderá frutos se o governo ilegítimo permanecer insensível aos anseios da população e continuar a política de contingenciamento e represamento dos recursos das emendas parlamentares. Ano passado, nada foi liberado. Nosso mandato não poderia deixar de denunciar a perversidade da política econômica implementada por Temer e Meirelles. Nenhuma das diretrizes da política econômica do governo ilegítimo busca corrigir desigualdades, ampliar investimentos públicos para gerar empregos e fortalecer o mercado interno ou dividir a conta da crise econômica. Todas as diretrizes da política econômica em curso destinam a conta da crise para os trabalhadores e a população mais pobre. Todas as diretrizes apontam para o sucateamento dos serviços públicos essenciais e para a privatização. Como tem dito o ex-presidente Lula, será necessária uma Constituinte Revogatória para anular medidas como a Emenda Constitucional 95/16, que congela os investimentos públicos por 20 anos e anula, por igual período, o piso constitucional do orçamento vinculado à educação e à saúde. Uma Constituinte que anule os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo e recupere a capacidade do Estado brasileiro de atuar como principal indutor do desenvolvimento econômico e social do Brasil. Seguiremos firmes na luta para devolver o destino do Brasil ao seu povo através de eleições livres e diretas.


8 GERAIS

DOMINGO, 19 de novemBRO de 2017

Clima de Bonn

Cúpula começa a concretizar regras do Acordo de Paris >> Os dois principais capítulos, do total de seis, saem mais avançados de Bonn, mas não fechados

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Cúpula do Clima (COP23) foi concluída neste sábado (18), com a aprovação de um documento sobre onde começam as regras do Acordo de Paris contra a mudança climática, em que cerca de 200 países reafirmaram seu compromisso em Bonn (Alemanha), mesmo com a saída dos Estados Unidos. A informação é da Agência EFE. O primeiro-ministro de Fiji e presidente da COP23, Frank Bainimarama, considerou que o texto aprovado na cúpula, denominado Momento de Implementação da Bula do Acordo de Paris, fazendo uma brincadeira com a palavra "bula", que é como os fijianos se cumprimentam: é "um passo adiante para avançar na implementação do pacto alcançado em 2015, embora seja necessário ser mais rápido em sua implementação", disse Bainimarama. No entanto, os negociadores de vários países, entre eles o comissário europeu de Ação pelo Clima, Miguel Arias Cañete, reconheceram

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

à Agência Efe que, após a COP23, começa um ano intenso de reuniões para a diplomacia climática, porque "ainda há muito trabalho pela frente para concluir o texto de regras na data fixada", dezembro de 2018. Os dois principais capítulos, do total de seis, saem mais avançados de Bonn, mas não fechados. Este é o mecanismo para rever os compromissos nacionais de redução de emissões do Acordo de Paris e o financiamento que os países ricos destinarão aos em desenvolvimento em mitigação e adaptação ao aquecimento. A questão do financiamento, concretamente, atrasou até as 5h (horário local, 2h de Brasília) a adoção de um acordo, enquanto os países em desenvolvimento exigiam aos ricos que reportassem com dois anos de antecedência quanto dinheiro iriam fornecer e em que prazos, para que pudessem saber com que fundos contavam. Fontes da delegação eu-

UNFCCC/Divulgação A Crítica News

Objetivo dos governos reunidos na COP 23 foi avançar na implementação do Acordo de Paris ropeia asseguraram à EFE que, com as margens orçamentárias com que lidam os países, não é viável dizer, aqui e agora - como estavam exigindo para eles - quanto dinheiro irão fornecer num horizonte de 10 anos, embora não tenha sido a União

Europeia que se opôs a avançar neste relatório exaustivo, mas os Estados Unidos, a Austrália e o Japão. Embora a saída americana do Acordo de Paris não se materialize até 2020, seu anúncio e o fato de que o país seja um dos princi-

pais doadores criou um clima de desconfiança geral nos países em desenvolvimento que, de maneira quase unânime, pressionaram o restante das nações ricas que continuam comprometidas para garantir o financiamento.

Os países em desenvolvimento conseguiram que o Fundo da Adaptação do Protocolo de Quioto fosse mantido no Acordo de Paris. Além de outras concessões, como a de que as nações ricas apresentem um relatório transparente e detalhado de quanto dinheiro fornecerão até o ano de 2020 e o que estão fazendo em nível doméstico antes dessa data, que é quando entrará em vigor o Acordo de Paris, que pela primeira vez tem obrigações para todos. Os países em desenvolvimento queriam assegurar-se de que os principais responsáveis pela mudança climática cumprem seus compromissos na segunda fase do Protocolo de Quioto, até 2020, para que comecem a fazer os seus a partir dessa data e mediante o Acordo de Paris. Da COP23 saiu também o projeto do chamado Diálogo Talanoa, pelo qual os países deverão prestar contas na próxima cúpula sobre como aumentarão a ambição de seus compromissos de redução de emissões nacionais para atingir o objetivo com que se comprometeram: manter o aumento de temperatura do planeta abaixo dos 2 graus, e, se é possível, em 1,5 grau. Segundo os cientistas, que apresentarão um relatório prévio desse diálogo sobre os impactos de 1,5 grau de aumento de temperatura, os objetivos atuais de redução de emissões dos países não estão em um bom caminho.


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Mossoró (RN), domingo, 19 de novembro de 2017 Cedida

Diabetes

Os desafios de lidar com diabetes na infância >> A dona de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, do filho de seis anos. Ela fala sobre cuidados com medicamentos, alimentação e sobre a descoberta da doença Cedida

Suzy Kelly informou que quando fez o primeiro exame de glicemia no filho, o seu mundo desabou, pois não cogitava que ele pudesse estar com diabetes aos três anos de idade. “Estava 327 a glicemia em jejum. Repeti o exame, que saiu dois dias depois, e estava 275. Fiquei desesperada e quando fui à dra. Aline, a médica dele, fui informada que ele precisaria ficar na UTI, porque passamos um dia inteiro tentando baixar a glicemia dele e ela não baixava. Ele ficou na UTI

por quatro dias”, contou a dona de casa. “Lá na UTI, os profissionais e a médica me ensinaram a verificar a glicemia, que são no mínimo sete furadas por dia, e me ensinaram a aplicar a insulina. Quando chegamos em casa, as adaptações foram muito dolorosas, pois ele chorava muito e me pedia para não furá-lo. Mas em menos de 3 meses, estava totalmente adaptado”, disse Suzy sobre a rotina de controle da glicemia do filho.

Suzy Kelly disse que toda a sua família teve a rotina alterada após o diagnóstico da diabetes do filho. “A mudança de alimentação foi a parte mais dolorosa de todo o processo, pois começamos os cortes das coisas que ele não podia comer, e ele achava que esses cortes era como se ele tivesse uma gripe, que iria passar e ele logo iria comer novamente. Eu tentava explicar a ele que hoje em dia ele tinha uma limitação de alimentação, mas que não era ruim, pois todos estavam comendo errado e que a partir daquele momento todos daqui de casa iriam comer saudavelmente. E eu mudei a alimentação de todos e cortei tudo que o prejudicava”, disse. A dona de casa explicou que os cuidados com a aplicação de insulina são redobrados, já que seu filho precisa tomar dois tipos desse medicamento. O primeiro tipo de insulina é de ação lenta, que é aplicada uma vez ao dia, já que ele faz efeito no corpo em até 36 horas. O segundo tipo de insulina é de ação rápida, que César Filho toma várias vezes ao dia. “Como fazemos a contagem dos carboidratos, antes de comer, faço o cálculo dos carboidratos que ele vai comer e aplico a quantidade ideal dessa insulina de ação rápida, que é ideal para aquele alimento”, explicou.

a vida dele era a minha vida. E realmente está sendo, porque parei de trabalhar e me dedico a ele totalmente e em tempo integral. Tenho mais dois filhos, meu marido e uma casa para cuidar, mas ele é minha prioridade. Desde o diagnóstico, não sei o que é dormir uma noite toda”, contou a dona de casa. Suzy Kelly acrescenta que, apesar de ser bastante cansativo, ela sente um prazer imenso de ter mudado sua vida inteira para cuidar da saúde do filho. “Dou graças a Deus que ele me tem como mãe, porque às vezes

fico achando que não é toda mãe que aguentaria passar por essa barra. Às vezes, para quem está de fora parece fácil, mas não é e muitas vezes as pessoas não entendem que é para o resto da vidinha dele (até vir a cura), e que hoje eu tenho que ter todos esses cuidados para, quando ele for adulto, ele se cuidar também”, disse. Emocionada, Suzy comentou sobre o seu sentimento quando descobriu que o filho mais novo estava com diabetes. Ela disse que se sentiu culpada no início, mas depois percebeu que o

tipo de diabetes que ele tem não tem muita relação com a ingestão de doces. “Meu sentimento como mãe no início foi de falha, culpa, questionamentos de onde foi que eu tinha errado, e naquele momento, na minha cabeça, eu era culpada. Só depois que entendemos o que é diabetes mellitus tipo 1, que vamos entender que não somos culpadas, e não foi porque ele comeu muito doce. O pâncreas parou de funcionar e isso não tem nada a ver com comer doces ou ter uma alimentação desequilibrada’, finalizou.

Amina Costa

Da Redação

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diabetes é uma doença silenciosa e, quando não detectada precocemente, pode causar inúmeros problemas à saúde das pessoas, como alterações na retina, doenças cardiovasculares, doenças renais, entre outros. Devido à gravidade da doença, ocorreu nesta última semana o Dia Internacional de Combate ao Diabetes, que teve a intenção de alertar para os sintomas e prejuízos causados à saúde das pessoas. Quando diagnosticado com diabetes, o paciente precisa ter um acompanhamento específico e uma alimentação balanceada, além dos medicamentos que são necessários para manter a glicemia controlada. Se para um adulto, manter uma alimentação saudável e ter o habito de fazer aplicações de insulina diariamente é complicado, a situação se agrava quando o diagnóstico é em uma criança. A dona de casa Suzy Kelly se dedica há quase três anos ao tratamento da diabetes mellitus tipo 1 do seu filho César Filho, que hoje tem seis anos. Ela conta que o diagnóstico foi feito em 2015, quando seu filho, na época com três anos, apresentou alguns sintomas típicos da doença,

A mãe de César Filho saiu do trabalho para poder se dedicar totalmente ao filho como sentir muita sede e fazer muito xixi, além do emagrecimento rápido. “Em abril de 2015, notamos que ele estava tomando muita água e fazendo muito xixi; aparentemente ele estava emagrecendo. No mês de maio, a direção da escola me chamou para conversar e me disseram que ele não estava ficando um segundo dentro da sala de aula, porque só queria fazer xixi e beber água. Lá, as professoras me orientaram a fazer o exame da glicemia”, contou.

Os cuidados com o filho são em tempo integral O diagnóstico da diabetes transforma a vida não apenas do paciente, mas também de toda a sua família. As mudanças na alimentação e na forma de encarar a vida fazem que as pessoas envolvidas nesse processo de adaptação adotem medidas e cuidados essenciais para melhorar a qualidade de vida de uma pessoa com diabetes. No caso da dona de casa Suzy Kelly, que viu o filho

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

sendo diagnosticado com diabetes aos três anos de idade, as mudanças não foram apenas na alimentação, mas também na vida dela e da família inteira. Casada e com três filhos, sendo o mais novo diagnosticado com diabetes, ela deixou de trabalhar fora e mantém uma rotina exclusiva aos cuidados dos filhos e da casa. “A médica falou que eu era para parar de trabalhar, porque a partir daquele dia

César Filho, que tem seis anos, faz aplicação das doses de insulina sempre supervisionado pela mãe

Contagem dos carboidratos trouxe melhor qualidade Além do acompanhamento trimestral com a médica responsável pelo tratamento, em que são realizados exames específicos para saber como está a diabetes e outras doenças, como tireoide, intolerância a glúten, além das vitaminas, Suzy Kelly faz a contagem diária dos carboidratos para tentar dar uma qualidade melhor de vida ao seu filho. Após a contagem dos carboidratos, até a vida social da família melhorou. “Depois que começamos com a contagem, ele pode comer tudo. Lógico que sempre evitando frituras, gorduras, essas coisas. Mas, vez por outra, liberamos a pizza, um sanduíche, um sorvete. Ele passou a ter uma qualidade de vida melhor com a contagem. Mesmo que ele seja furado mais vezes ao dia, ele fica feliz e nós ficamos também”, contou. Após a descoberta da diabetes, a família inteira passou um ano sem sair de casa, nem para as festas promovidas pela própria família, para que o filho mais novo não se sentisse triste por não poder comer o que os demais comiam. “Passamos um não sem sair de casa. Nem para jantar na casa de parentes. Nos fechamos para qualquer coisa, mas, após iniciarmos com a contagem, passamos a sair e ir a alguns aniversários. Hoje em dia, vamos para festinhas de aniversário e faço a contagem direitinho, aplico a insulina para ele comer e dar tudo certo”, conta. “Quando saímos, temos que ter muito cuidado para que a insulina não estrague, aí sempre colocamos em isopor para conservar. Às vezes, estamos em lugar público para comer e as pessoas ainda olham com cara de pena quando peso a comida dele (porque andamos com a balança dele e um livrinho de carboidratos), quando aplico a insulina, quando verifico a glicemia. Mas esses são cuidados necessários para ele poder se alimentar melhor”, finalizou Suzy Kelly.


defatocom

2 MOSSORÓ

COMPARTILHAMENTO

Facebook motiva outras mães de crianças com diabetes A página “Eu, César Filho e o Diabetes” foi criada, inicialmente, para ser um espaço de desabafo Cedida

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eceber o diagnóstico de diabetes não é fácil, principalmente quando isso acontece com uma criança de três anos. Desde que o filho foi diagnosticado com diabetes mellitus tipo 1, a dona de casa Suzy Kelly vem pesquisando sobre o assunto e decidiu mudar toda a sua rotina para dar uma melhor qualidade de vida para César Filho, que hoje tem seis anos. Além da alteração da rotina, já que deixou de trabalhar para cuidar exclusivamente do filho, Suzy criou uma página na rede social Facebook, na qual fala sobre os desafios de lidar com a diabetes na infância, sobre as consultas e novidades que podem trazer qualidade de vida para pessoas com diabetes. Ela conta que a página serve como um local de troca de experiências com

Na página, são postadas informações sobre a diabetes e a rotina de César Filho, que descobriu a doença aos três anos

outras mães que passam o mesmo que ela. “O primeiro pensamento quando criei a página foi de fazer um desabafo, porque como eu ficava muito calada e sofrendo, resolvi escrever. Pensei que ali eu poderia me identificar com mais alguém que passasse as mesmas coisas que eu. Hoje, coloco informações três vezes na semana, posto algo sobre ele,

como dia de exame, as comidinhas novas com as receitas, também coloco vídeo dele aplicando a insulina, pois tem outras mães que vão mostrar o vídeo aos filhos diabéticos”, contou. Suzy Kelly disse que, no início deste ano, ficou desmotivada para atualizar a página. Mas, após algumas mensagens de mães que estão passando pela mesma situa-

ção que ela, Suzy percebeu a importância daquele “trabalho” que estava fazendo nas redes sociais. As postagens acontecem desde o dia que foi feito o diagnóstico da diabetes até o momento. “Algumas mães vêm no privado e dizem o quanto ficaram comovidas com a história dele, o quanto admiram o que faço por ele, e isso nos dá motivações para ajudar outras mães que passam pelo medo e incertezas que passei. Elas pediram para eu não parar de postar as coisas porque elas gostavam demais de todas as dicas e de tudo que eu compartilhava”, contou Suzy Kelly. Atualmente, mais de 800 pessoas acompanham as postagens da página “Eu, César Filho e o Diabetes”, que foi criada pela dona de casa para compartilhar o dia a dia da vida do filho.

OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS

aristida603@hotmail.com

O GOSTO DA BAIXINHA

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proximei-me e reconheci: era na verdade uma palmeira-imperial, já bem crescida. Na frente de uma casa modesta, dessas de teto baixo, porta e janela abrindo diretamente para a rua, e a rua era igualmente modesta. Era a única palmeira naquela ruazinha de subúrbio, e fiquei admirado. A dona da casa, ao dar comigo ali de frente a contemplar a planta, admirado, se fosse coisa de outro mundo, teria desconfiado da minha atitude, e veio logo até a porta da rua, o olho grudado em mim. Afinal, que poderia querer aquele homem, plantado ali na frente da casa dela, a olhar uma palmeira, talvez ar idiota, talvez fingidor. Deve ter pensado assim, e na verdade com toda razão – nos dias de hoje todo desconhecido, qualquer que seja sua aparência, ou de qualquer idade, é sempre suspeito. Fiz-lhe um sorriso, assim, meio encabulado com a situação, e para organizar a conversa, perguntei-lhe se era mesmo uma palmeira-imperial, estava na dúvida. Sim, era uma palmeira, muda que trouxera do Maranhão, seu estado natal. Ou para ser mais preciso, da cidade de Caxias. E quase não me deixou mais falar, censurando o gosto local de arborizar as ruas com algaroba,

planta sem graça nenhuma, em vez de palmeiras, ou mesmo mangueiras, sombra larga e úmida. E aí lembrou que já apresentara essa proposta a mais de um vereador da cidade para que a defendesse na Câmara Municipal, e que nenhum deles lhe dera sequer uma promessa. Ao menos, cabimento, a supor pelo sorriso, mais do que desinteressado, visivelmente irônico. Foi o que ela me disse, ou foi o que pude entender. Desfeitas as possíveis dúvidas (dela) a meu respeito, ali parado na frente de sua casa, em atitude que poderia ser suspeita, demo-nos as boas, e ficamos ali de conversa ainda um pedaço de tempo. Era dessas mulheres que gostam de conversar, foi logo fazendo menção de ir lá dentro trazer-me uma cadeira. Agradeci-lhe. Não podia demorar-me mais, tinha algumas coisas a resolver, expliquei-lhe. Despedi-me e fui completar meu giro ali pelo bairro antigo, precisamente a velha Baixinha de guerra, coisa que não fazia desde alguns anos. Bem mais adiante, na rua que corria por trás, bati com o olho numa planta carregada de frutos negros. Não era jamelão, como logo pensei. Curioso, perguntei ao morador de frente que planta era aquela – jabuticabeira, informou. Se havia outras por ali. Não. Era a única. Viu aí? A Baixinha também é vaidosa e tem gosto ornamental – como não o tem o resto da cidade, pensei.

CENTRAL

CÂMARA

SUGESTÃO

Falou-se que a Central do Cidadão vinha abrir representação no centro da cidade, a fim de facilitar a vida dos seus usuários. Efetivamente, seria uma boa. Ou se trata, e apenas, de boato.

Aí está uma coisa pela qual deveria interessar-se a Câmara Municipal, que precisa ocupar-se com o conforto da comunidade. Não é outra a função da vereança, deve ser dito.

Se é por falta de uma sugestão neste sentido, aqui vai a deste colunista, se é que posso. O fato é que a lonjura da Central do Cidadão vem a ser um massacre; desde logo, deve ser descentralizada.

LINGUAGEM A mulher que é vaidosa só pensa em luxo/ A mulher, que é vaidosa, só pensa em luxo. As duas frases têm as mesmas palavras, mas têm sentidos diferentes. Na primeira, digo que só a mulher vaidosa pensa em luxo. Sentido restritivo. Na segunda, digo que toda mulher é vaidosa e que só pensa em luxo. Generalizo. A diferença de sentido se deve ao uso das virgulas. No primeiro caso, temos uma oração adjetiva restritiva. No segundo, uma oração adjetiva explicativa. Por aí se vê a importância da análise sintática.

DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017


MOSSORÓ 3

DOMINGO, 19 de novembro de 2017

Dicas

Gaste bem o seu 13° salário >> Dos R$ 200,5 bilhões que vão irrigar a economia do país, oriundos dos mais de 83,3 milhões de trabalhadores a receber o 13º, 1,18 milhão de pessoas são do RN

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inal do ano chegando e, com ele, a expectativa do 13° salário. Dos R$ 200,5 bilhões que vão irrigar a economia em todo o país, oriundos dos mais 83,3 milhões de trabalhadores nacionais a receber o décimo, 1,18 milhão de pessoas são do Rio Grande do Norte. Desses trabalhadores, mais de 50% são empregados do mercado formal celetista ou estatutários, mais de 48% de pensionistas e aposentados do INSS e 1,8% de empregados domésticos que vão injetar na economia potiguar mais de R$ 2 bilhões. Diante desses números, o presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (CORECON/RN), Ricardo Valério, analisa com otimismo os impactos do 13° salário na economia potiguar. Para Ricardo Valério, o período das festas de final de ano e o início da alta estação, com o poder dos atrativos turísticos do RN, são estímulos à economia

regional e abrem perspectiva em mais de 4,5 mil vagas de empregos temporários, nas quais, 30% desses possam se tornar permanentes, visando à possibilidade de recuperação econômica. “O décimo vai alavancar as vendas do final de ano, principalmente se o Governo e a Prefeitura honrar com a data de pagamento até o dia 20 de dezembro e puserem as demais folhas em dia”, atenta, em nota. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) sinaliza em pesquisa que o final de 2017 aponta crescimento de 4,7 % em relação ao do ano passado, cujo produto interno bruto nacional (PIB) representa 3,2%. “Outro fator positivo para estímulo às compras é a queda do dólar e a baixa de preços, as quais refletem nos valores de alguns produtos”, destaca Ricardo Oliveira. Outra pesquisa que se destaca como relevante e sinaliza boas vendas nata-

"Não sendo bem aplicados, os recursos vêm e vão", alerta economista Quando o final do ano chega, traz com ele uma ótima notícia: o recebimento do 13° salário pelos trabalhadores. Porém, Franklin Filgueira, economista, consultor de empresas, CEO da Índice Consultoria Empresarial e professor de economia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), alerta que essa boa nova eventualmente não se materializa em benefícios para quem o recebe. “Considerando que uma vez não sendo bem aplicados, os recursos vêm e vão, sem que questões importantes nas finanças das pessoas e famílias possam ser resolvidas com tais recursos”, destaca. O economista reforça dicas importantes sobre como tirar proveito dos valores do 13°: “Primeiramente, avalie sua condição financeira individual e familiar, fazendo um levantamento das necessidades imperativas que afetam sua economia doméstica. Liste cada dívida, liste cada necessidade/vontade de consumir reprimida pela fal-

ta de recursos, liste também os compromissos que virão logo em seguida, antes de tomar qualquer decisão. Veja qual será, mesmo, o valor líquido (já deduzidos os descontos e antecipações) que você receberá como 13°, pois é comum as pessoas fazerem conta do salário integral, quando na verdade já receberam alguma parte dele como antecipação, ou superestimam a parte variável para algumas categorias, como as comissões de vendas, por exemplo. Essas contas feitas com segurança, parta para a tomada de decisão. Recomendo que essa decisão seja a mais racional possível, para evitar o risco de decisões equivocadas. Caso você esteja endividado e essa dívida é onerosa com juros elevados, use os recursos do 13° para quitação da dívida ou do que for possível quitar se o valor dela for superior ao recebido. Procure pagar primeiro os débitos de juros mais elevados e com maior número de parcelas a pagar, e deixe para o Natal do ano que vem a realização

Marcos Garcia

Pagamento do 13° deixa o comércio mossoroense otimista

linas para 2017 é a do SPC Brasil e a da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as quais apontam que 110,8 milhões de consumidores brasileiros vão presentear, com até quatro presentes, em gasto médio de R$ 103,83 cada

daquela festa ou daquela viagem que você pretende fazer. Cuidado para não deixar sua família endividada no futuro. Caso você não esteja endividado, veja bem se é possível adquirir produtos dando recursos do 13° como entrada para diminuir a parte financiada e, consequentemente, o valor das parcelas mensais que assumirá. Evite endividar-se a partir do 13°. Com a economia passando por instabilidade, como atualmente, é arriscado assumir compromissos financeiros agora. No caso de nenhuma compra relevante esteja no rol de suas necessidades, separe uma parte do dinheiro para as

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Primeiramente, avalie sua condição financeira individual e familiar, fazendo um levantamento das necessidades imperativas que afetam sua economia doméstica"

um. Dado, esse, considerado satisfatório, diante do cenário brasileiro. Ainda assim, o Corecon/ RN recomenda prudência e equilíbrio nas tomadas de decisões dos consumidores, principalmente aos mais endividados, para que

festas natalinas, pois isso faz parte da vida, e a confraternização é sinal de realização. Mas, não esqueça de fazer alguma doação a quem precisa. Procure provisionar parte do valor recebido, se assim for possível, para enfrentar aquelas despesas que sempre são presentes no início de ano (matrículas escolares, IPVA, licenciamento de veículos, IPTU, material escolar etc.). Ainda assim, caso sobre algum recurso, aplique em algum investimento, mesmo que seja na caderneta de poupança, para manter uma reserva de recursos e estar melhor preparado para enfrentar alguma emergência. Os papéis do Tesouro Direto são também uma ótima opção para isso. Não gaste um único centavo do seu 13° sem planejamento prévio. Procure comprar à vista e fuja do endividamento. Aproveite para iniciar um novo período na sua vida, fazendo o planejamento financeiro dos seus gastos já conhecidos na dica 1 acima e conciliando-os com sua renda mensal. Dessa forma, as melhores decisões estarão ao seu alcance e, junto com elas, um ciclo de prosperidade pode permitir a você a realização dos seus sonhos de consumo.”

esses canalizem o 13° salário para quitar ou reduzir as possíveis dívidas, entre elas, as de cartão de crédito e cheque especial, cujos valores em juros são os maiores vilões dos orçamentos familiares. “Já aos que estão em

dia, necessitam analisar e ir às compras com prudência e consciência, dentro da capacidade de pagamento, não comprometendo as finanças no futuro, além de poupar pelo menos 20% do décimo, visando eventualidades”, diz Ricardo Oliveira. Os trabalhadores planejam os mais diversos destinos para o 13°. O operador de empilhadeira Antônio Kleber de Medeiros vai aproveitar o salário extra para pintar a casa, recentemente construída. Já o engenheiro civil Diego Bezerra vai investir os recursos "em negócio próprio". Tem até trabalhador que já gastou tudo. É o caso do servidor público municipal Antônio Maciel, que recebeu o 13° antecipado e chega ao final do ano sem contar com esse reforço no caixa pessoal. No comércio, as expectativas são positivas, como afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), Michelson Frota. “As expectativas são as melhores possíveis, já que a gente vem numa curva ascendente da credibilidade das famílias com relação à economia. Muitos vão quitar dívidas com o 13°, mas, diante dessa confiança, as pessoas vão aumentar o consumo para as compras de fim de ano”, analisa.

Dicas econômicas para o final de ano 1 – Seja racional e não emocional ao efetuar compras; 2 - É importante estipular o valor limite de cada presente e dar preferência em compras à vista, usufruindo dos descontos de pagar a dinheiro ou no débito; 3 - Opte por utilizar o 13° salário para quitar dívidas ou fazer compras, ao invés de extrapolar no uso do cartão de crédito;

4 - Antecipe algumas compras de artigos de

alimentação e bebidas destinadas às ceias de Natal e Ano Novo, mas se atente à validade e pericidade dos produtos;

5 – Já em relação a vestuário de uso próprio, o ideal é aguardar as promoções do início do ano, cujos descontos podem ser superiores aos 50%;

6 – Pesquise e pechinche; 7 - Compare os preços pela internet, economizando tempo e dinheiro no deslocamento e nos estacionamentos; 8 – Atente-se aos valores do frete, caso opte comprar pela internet, e compare com o custo benefício em adquirir em lojas físicas; 9 – Ainda sobre compras on-line, certifique se o site é de confiança e atenção ao prazo de entrega, principalmente se for para presentear. Devido à época, podem existir atrasos decorrentes das transportadoras; 10 – Por fim, valorize também o mercado local. Assim, você contribui com a arrecadação dos impostos e gera empregos no estado.


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4 MOSSORÓ

DOMINGO, 19 de novembro de 2017

Inovação

Pesquisa estuda minerais do RN para produção de material de aplicação tecnológica >> Potencial do RN chamou a atenção de pesquisadores da Uern que pretendem estudar técnicas para melhorar o aproveitamento desse material Agecom

O

Rio Grande do Norte é referência no setor mineral do Brasil. O estado é o quarto maior produtor de recursos minerais do país. São cerca de duas mil jazidas com mais de 30 substâncias minerais no território potiguar, segundo diagnóstico realizado pelos técnicos da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). A produção no setor representa 20% do produto interno bruto (PIB) do estado, gerando emprego e renda, principalmente na região do semiárido. Todo esse potencial chamou a atenção de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que objetivam estudar técnicas e procedimentos para um melhor aproveitamento dessa riqueza natural em benefício da região. Uma das pesquisas em andamento avalia o uso de minerais do estado para produzir material de aplicação tecnológico. A pesquisa em questão é desenvolvida pelo estudante de mestrado em Físi-

O estudante de mestrado em Física João Neto utiliza minérios que são encontrados na Região Central do RN para a realização da sua pesquisa ca João Neto, orientado pelo professor João Maria Soares. Para o estudo, o pesquisador utiliza os minérios ferro e bário, que são facilmente encontrados na Região Central do Rio Grande do Norte, e a celestita, que fornece o estrôncio. De acordo com o pesquisador, a partir da utilização

dos minérios encontrados em território potiguar, é possível obter a ferrita através de um processo mais simplificado e com qualidade superior à do mercado. As ferritas são materiais estáveis termicamente e quimicamente, de baixo custo e de fácil processamento e apresentam boas

A partir dos minérios encontrados em solos potiguares, é possível produzir ferritas, que são materiais estáveis termicamente e quimicamente, de baixo custo

Uern tem 26 pesquisas com registro de patentes Desde 2012, a Uern vem investindo e incentivando os pesquisadores a vincular seus estudos que possam resultar em inovações tecnológicas ao pedido de patente. Naquele ano, um pedido de patente foi registrado pelo Departamento de Inovação e Empreendedorismo (DIE) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PROPEG). Desde então, o número de pesquisas com pedidos de patentes cresceu significativamente. Hoje, a universidade possui 26 registros de patentes. O diretor do DIE, Frank Felisardo, informa que a maior parte das pesquisas com pedido de patente tem pesquisadores da Uern como autores. “Em apenas três registros, a Uern está como co-autora”, revela Felisar-

Três projetos com registros de patente estão em fase de negociação

do. Ele destaca que, nos últimos anos, houve a preocupação da universidade de despertar nos pesquisadores a percepção da importância do projeto de ele estar vinculado ao pedido de patente. “Além de gerar um potencial comercial, o registro de patente proporciona ao pesquisador a segurança que sua ideia não seja plagiada”, diz. A proposta é incentivar mais pesquisas inovadoras que possam resultar em pedidos de patentes. A ideia é chegar a 50 registros de patentes em andamento até 2020. Felisardo destaca que não é apenas uma nova tecnologia que pode ter direito a uma patente. A patente também vale para melhorias no uso ou fabricação de

propriedades magnéticas, baixa perda dielétrica e elevada resistividade elétrica. O material possui um vasto campo de aplicação, podendo ser utilizado na fabricação de dispositivos eletrônicos de rádio de frequência, núcleos de transformadores, eletroímãs eletrônicos, telecomunicações, além de poderem ser utilizados como absorvedores de radiação eletromagnética. João Neto explica que o processo de purificação dos minerais é produzido em dimensões atômicas, nos valores de 1 a 2 nanômetros, uma unidade de medida que corresponde a um milionésimo de milímetro. Todo o processo e técnica feitos ao longo do estudo são desenvolvidos nos laboratórios próprios da Uern. “Não é utilizado nenhum agente químico para a melhora das qualidades dos minerais usados na pesquisa”, informa João Neto. Ele destaca que a técnica desenvolvida pela pesquisa simplifica o processo de obtenção da ferrita. “O processo pode ser produzido para outros tipos de aplicação”, frisa. João Neto informa que o material produzido a partir de minerais do RN é feito em pó, podendo ser moldado em qualquer forma. Devido ao teor inovador, a pesquisa tem um registro de patente. A ideia é possibilitar uma comercialização futura da técnica inovadora. “A técnica possibilita fabricar os materiais com qualidade superior à da comercializada no mercado e com material do estado e a tecnologia daqui”, finaliza.

Frank Felisardo, diretor do Departamento de Inovação e Empreendedorismo da Uern objetos de uso prático, uma nova técnica, uma música, uma arte/cultural, entre outras inovações intelectuais. Frank Felisardo explica que a partir do momento em que o pesquisador entra com o pedido de patente, a Uern arca com todos os custos junto ao longo do pro-

cesso. “Os custos do depósito do pedido junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a anuidade, todas as taxas”, elenca. A universidade se responsabiliza ainda pelo acompanhamento da demanda junto ao pesquisador e o Inpi.

O diretor do DIE, Frank Felisardo, esclarece que o processo de liberação da patente para uso comercial demora, em média, 10 anos. Todavia, em meio a esse período, é possível fazer a transmissão da tecnologia, que permite a comercialização e transformar a ideia em negócio, ao mesmo tempo em que o processo vai acontecendo. Atualmente, a Uern está em processo de negociação com empresas para a comercialização de três patentes. O intuito é transformar os potenciais em negócio em lucro efetivo para o pesquisador e a universidade até 2018. Devi-

do a restrições impostas pela lei das patentes, Felisardo declara que não é possível divulgar o teor das pesquisas, cujas inovações têm grande potencial de negócio, mas adianta que são nas áreas de fruticultura e construção civil. Ele destaca que a universidade está empenhada em despertar no pesquisador a consciência de que o conhecimento produzido na academia pode conter um teor inovador e os estudiosos podem patentear suas ideias e utilizar sua pesquisa para futura comercialização, podendo assim gerar recursos para o pesquisador e a Uern.


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segurança 5

>> Mossoró poderá dispor de um complexo da Polícia Civil para atender a cidade e municípios da região

Policiamento Investigativo Fábio vale

Da redação

A

segunda maior cidade do Rio Grande do Norte poderá dispor de um complexo da Polícia Civil. A instalação do equipamento de segurança pública em Mossoró integra a luta de um grupo de representantes da sociedade civil. A implantação da medida em prol do reforço do policiamento in-

vestigativo deverá atender o município e toda a região. Uma das defensoras da causa é a servidora da Justiça e vereadora de Grossos Clorisa Linhares (PSDC). Nesta semana, ela intensificou ações em defesa do complexo da Polícia Civil em Mossoró. A iniciativa foi divulgada pela assessoria de imprensa da parlamentar, que informou que na última quintafeira (16), ela esteve em Natal atuando em prol da medida.

Segundo a assessoria, na ocasião, a vereadora entregou ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN), desembargador Expedito Ferreira de Souza, um documento contendo justificativa e assinaturas em apoio ao pleito. A assessoria informou ainda que a parlamentar foi designada por apoiadores da iniciativa para colher assinaturas em favor da medida e apresentar o documento ao TJRN.

Entidades criticam falta de investimento na Segurança A Segurança Pública do Rio Grande do Norte vem tendo o cenário de crise acentuado desde os últimos dias. As deficiências na área foram evidenciadas recentemente por entidades representativas das forças policiais. A semana passada no setor foi marcada por impasses entre o Governo do Estado e servidores da Segurança, envolvendo até anúncio de paralisação contra salários atrasados. Recentemente, delegados da Polícia Civil denunciaram cortes no orçamento do setor e policiais civis também criticaram a falta de investimento na área. Na semana passada, em entrevista a um programa de TV, o

presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (SINPOLRN), Nilton Arruda, reclamou da falta de investimento no setor. "O Governo não investe na Polícia Civil. Para se ter uma ideia em números, em 2015, o orçamento da Polícia Civil era de R$ 9,6 milhões e foram realmente investidos R$ 13,7 mil, o que em termos percentuais dá 0,14% de investimento. Então, um Governo que trata a Polícia Civil dessa forma é um absurdo", detalhou Arruda na ocasião em conversa com o apresentador Genésio Pitanga, do programa “SOS RN”, da TV Metropolitano.

Ele ressaltou ainda que, em razão da carência de investimento na Polícia Civil e devido à falta de ferramentas investigativas, a taxa de resoluções de homicídios tem diminuído. Além disso, no final do mês passado, a Associação de Delegados da Polícia Civil do RN (ADEPOL) lamentou a redução de recursos na área. Em carta aberta à população publicada no final do mês passado, a entidade lamentou o registro de mais de duas mil mortes violentas no estado, solidarizou-se com as famílias das vítimas e manifestou profunda indignação com a redução do orçamento destinado à Segurança Pública, e em espe-

Ainda conforme a assessoria, Clorisa Linhares e demais defensores – como vereadores de Mossoró, delegados, policiais civis, servidores do Itep, entre outros – acreditam que, além de oferecer melhores condições aos policiais civis, o complexo da Polícia Civil em Mossoró possibilitará trabalho mais integrado e eficiente da corporação em nível local e regional. “Tivemos uma reunião

positiva, entregamos o documento e o presidente vai avaliar a possibilidade de cessão do prédio para funcionamento do complexo, haja vista a importância do pleito para o tão necessário reforço na segurança pública”, frisou Clorisa Linhares, que apresentou o documento durante audiência pública sobre as condições de trabalho da Polícia Civil realizada na Câmara Municipal de Mossoró no último dia 26.

cial ao da Polícia Civil. “Na contramão do clamor social, o Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa a Lei Orçamentária Anual de 2018 com cortes significativos na pasta da Segurança Pública. Serão R$ 62 milhões a menos para as Polícias Civil e Militar, em comparação ao orçamento de 2017. Os cortes no orçamento da Polícia Civil, certamente, implicarão em maiores deficiências na investigação criminal e maiores prejuízos à sociedade”, detalhou a entidade. A Adepol ressaltou, também, na época que o orçamento de 2018 sequer tinha considerado uma possível contratação de novos policiais civis, “apesar de estarmos funcionando com a metade do efetivo que tínhamos há 14 anos (hoje temos pou-

co mais de 1.000 policiais, quando deveríamos ter 5.150) e a situação ainda irá se agravar com a ocorrência das aposentadorias (a perspectiva é de 141 policiais solicitar aposentadoria neste ano)”. Na ocasião, a entidade criticou a “notória falta de estrutura e a sobrecarga de trabalho como consequência imediata do baixo efetivo que beira a extinção”, além de “abusivos atrasos salariais, chegando ao extremo de suportar dois meses sem receber o justo pagamento pelo seu trabalho”. A associação ressaltou ainda uma alegada “completa ausência de investimentos nessa área, notadamente na investigação criminal, apesar dos crescentes e aterradores índices de violência no estado”.

Reivindicação recebe apoio de OAB e Itep A iniciativa também conta com o apoio da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró, por meio da Comissão de Segurança Pública da entidade, conforme material encaminhado pela assessoria da vereadora. Em reunião realizada no último dia 8 (quartafeira), o presidente da comissão, Victor Lobato, e o advogado Max Delys assinaram o documento e ressaltaram a importância da iniciativa. “É algo que vem a contribuir muito para que o trabalho da Polícia Civil seja realizado com mais eficácia em um espaço amplo e de forma unificada”, ressaltou Max Delys. A parlamentar também visitou a sede do Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP), órgão que, segundo ela, precisa estar em bom funcionamento, pois auxilia, diretamente, no trabalho da Polícia Civil. “O trabalho das polícias depende muito do Itep, e por isso conhecemos a estrutura para estudar medidas, como a que estamos sugerindo para a Polícia Civil. Percebemos que há muitos problemas que acabam por comprometer o melhor desempenho das equipes”, pontuou a parlamentar.


6 segurança

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Cont. da pág. 5

Proposta é de que antigo fórum municipal abrigue complexo >> Idealizadores sugerem que unidade funcione no prédio no Centro de Mossoró onde funcionava o Fórum Desembargador Silveira Martins

O

cupado atualmente pelo Fórum das Artes e pelo Núcleo de Prática Jurídica da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o prédio que abrigava o Fórum Municipal Dr. Silveira Martins poderá receber o Complexo da Polícia Civil para atender Mossoró e região. Segundo idealizadores da proposta, a ideia é que a unidade funcione no imóvel localizado no Centro da cidade. O prédio pertence ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Com isso, nesta semana um documento com a proposta foi entregue à presidência do órgão para avaliação do projeto. Em recente entrevista, o especialista em segurança pública Ivenio Hermes chamou atenção para a necessidade de investigação policial para combater a impunidade. Hermes explicou

Marcos Garcia

Atualmente, antigo fórum de Mossoró sedia espaço de artes e de prática jurídica universitária

que produtividade envolve a quantidade de procedimentos alcançada pelos profissionais da instituição e resolutividade significa a qualidade do trabalho. “Produtividade não reduz homicídios; o que reduz é resolutividade”, destacou o especialista, acrescentando que “mostrar produtividade é importante, mas somente resolutividade impacta na redução efetiva da violência”. Citando o caso da estudante Valéria Patrícia, assassinada em Mossoró há mais de um ano, Hermes afirmou que assim como o ocorrido com a jovem, “centenas e centenas de homicídios não são solucionados, desses que possuem um inquérito enviado para o Judiciário, poucos têm indicação de autoria em relação à mortandade que se avoluma e cria densidade nas prateleiras de casos não resolvidos no RN”. Para o especialista, esse processo gera impunidade e impunidade retroalimenta a criminalidade num processo cíclico contínuo que só terá chance de acabar quando o Estado assumir sua responsabilidade em investir corretamente para bloquear a cadeia circunstancial que envolve o cometimento de homicídios. “É preciso impedir que casos como o de Valéria continuem sendo a regra e não a exceção nos homicídios não solucionados no RN”, finalizou ele, na ocasião.


ESPORTE 7

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Divulgação

Marco Fernandes disse que só segue se for para colocar um time forte e que atenda os anseios da torcida

POTIGUAR

NÃO SEI SE VOU

OU SE FICO!

>> Marco Fernandes disse que não renunciou o cargo. Fez apenas uma alerta, mas decidirá nesta semana que entra

O

presidente do Potiguar, Marco Fernandes, afirmou que não renunciou o cargo. Na carta aberta publicada na sexta-feira, 17, o dirigente disse que fez apenas um comunicado, deixando o cargo à disposição caso alguém queira assumir o desafio de colocar o time no Campeonato Estadual de 2018 nas atuais condições. “Não renunciei; estão fazendo a leitura errada do comunicado”, disse Marco Fernandes durante o programa Resenha Esportiva, da 93

FM, na sexta-feira à noite. “Estou alertando que não continuo (como presidente) na atual situação, sem recursos, e abro mão da presidência caso alguém queira assumir”. Marco Fernandes discorda da proposta de colocar o Potiguar com time caseiro, com orçamento menor, apenas para salvar a participação da equipe no campeonato, evitando uma desistência. Ele defende um time forte, para atender os anseios da torcida, mas o grande

problema está aí: o clube se encontra endividado e, ainda assim, sofre com o distanciamento de ex-dirigentes e abnegados, que se afastaram por conta do desgaste financeiro e emocional nos últimos tempos. Embora a “carta aberta” permita ambiguidade, Marco Fernandes reiterou que não renunciou ao cargo, mas poderá tomar essa atitude caso a situação não melhore nos próximos dias. “Acho que nesta semana que entra eu resolvo (continuar ou não como presiden-

te), até porque está se arrastando demais”. FNF Pelo Estatuto do Torcedor, o Potiguar deveria ter decidido se participa ou não do Estadual no último dia 13, a 60 dias do início da competição, que é o prazo por lei. Ciente de que uma possível desistência do clube seria ruim para a competição, o presidente da Federação estadual de futebol, José Vanildo, vai esperar pelo time mossoroense até as últimas, mesmo infringindo a lei.

AGENDA DE JOGOS Domingo, 12 16h – São Paulo x Botafogo 16h – Fla x Corinthians 16h – Vitória x Cruzeiro

16h – Sport x Bahia 16h – Atlético GO x Chape 18h – Atlético MG x Coxa 18h – Santos x Grêmio 18h – Atlético PR x Vasco

Segunda, 13 16h – Fluminense x Ponte 19h – Avaí x Palmeiras

VASCO DESAFIA ATLÉTICO-PR E TENTA SE RECUPERAR DE TROPEÇOS Buscando vaga na Libertadores, o Vasco desperdiçou duas chances seguidas de entrar no G-7 do Brasileiro na última semana. O time cruzmaltino viu os rivais de cima, Flamengo e Botafogo, perderem nos dois jogos anteriores, mas também tropeçou, com empates em São Januário, no Rio. Para recuperar os pontos perdidos, o Vasco visita o Atlético-PR neste domingo (19), às 18h. Na avaliação do técnico Zé Ricardo, o rendimento fora de casa é um trunfo vascaíno. “A nossa sequência é positiva, apesar dos empates. Nossas últimas quatro vitórias foram fora, diante de Atlético-GO, Avaí, Botafogo e Santos. É mais um dado que temos que levar para nos dar ainda mais confiança para fazer um bom jogo na Arena da Baixada e conseguir três pontos lá.” Os vascaínos figuram na oitava posição há oito rodadas e somam 50 pontos mesmo número do Flamengo e um a menos que o Botafogo. Já o Atlético-PR, em 13°, tem 45, a seis da zona de rebaixamento, mas também mantém um discurso, ainda que tímido, por ida ao torneio continental. “Temos que ter tranquilidade e conseguir as vitórias nesses últimos três jogos. Depois vamos ver se consegui-

mos a classificação para a Libertadores”, disse Sidcley após derrota para a Ponte Preta na última quarta (15). Para o duelo, o Vasco terá o importante retorno do goleiro Martín Silva, que estava a serviço da seleção uruguaia. O lateral direito Madson e o zagueiro Anderson Martins são dúvidas. Os atleticanos não poderão contar com Pavez, que cumpre suspensão automática. Felipe Gedoz, recuperado de lesão, será opção no banco. E o atacante Ederson foi confirmado novidade entre os titulares.

FICHA TÉCNICA ATLÉTICO-PR Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Fabrício; Eduardo Henrique, Lucho González, Guilherme, Sidcley e Pablo; Ederson. Téc.: Fabiano Soares

VASCO Martín Silva; Gilberto, Paulão, Breno e Henrique; Jean, Wellington, Pikachu, Paulinho e Nenê; Andrés Ríos. Téc.: Zé Ricardo Local - Arena da Baixada Horário – 18h Juiz – Leandro Bizzio Marinho (SP)

SPORT TENTA SOBREVIVÊNCIA E BAHIA SONHA COM VAGA Um dos maiores clássicos do Nordeste, Sport x Bahia, que acontece neste domingo, 19, às 16h, na Ilha do Retiro, em Recife (PE), é decisivo para as pretensões de ambas as equipes no Campeonato Brasileiro. Enquanto o time pernambucano luta contra a má fase e ainda tenta escapar do rebaixamento para a Série B, a equipe baiana sonha com uma vaga na Taça Libertadores da América em 2018. Com apenas 36 pontos na 18ª colocação, o Sport faz uma campanha vexatória no segundo turno. A equipe rubro-negra só somou oito pontos em 16 rodadas e tem a pior campanha da segunda metade da competição. Além disso, só ganhou um ponto nas últimas cinco partidasevemde uma goleada por 5 a 1 sofrida para o Palmeiras no Allianz Parque.

O Sport, que já chegou a ocupar o terceiro lugar no Brasileiro, não depende mais de seus esforços para fugir da queda para a Série B. Precisa torcer por tropeços de Vitória e Ponte Preta, que são seus maiores adversários. Mas, mesmo assim, o time dirigido por Daniel Paulista e que tem Diego Souza como principal estrela promete não desistir. O problema é que nem em casa o Sport tem garantia de sucesso. O último triunfo em seu estádio aconteceu no fim dejulho,comumagoleadapor 4 a 0 sobre o Atlético-GO. Paracomplicaraindamais, o adversário de domingo vive seu melhor momento no campeonato. O Bahia só perdeu uma vez nas últimas nove rodadas, subiu para a nona colocação e entrou de vez na briga pela Libertadores.


8 OPINIÃO/ESPORTE

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FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Quando um prazo não interessa

E

m entrevista na quinta-feira (16) na 93 FM, o presidente da Federação, José Vanildo, deixou claro que a luta do Mossoró para tentar reverter a punição sofrida (perda de seis pontos) pelo uso irregular do atleta Kleber, em partida contra o Força e Luz, no dia 5 passado, será em vão. Que o clube perdeu o prazo, devido à publicação tardia do nome do atleta no BID, é fato, mas já que o motivo da reclamação é prazo, Zé Vanildo desprezou também a mesma questão, quando se referia ao Força e Luz, quando de seu protesto na FNF. Indagado diversas vezes sobre a data de entrada da representação, Vanildo disparou

e repetiu: “Isso não interessa.” Como não, presidente? Tudo nesta vida tem prazo e interessa estabelecer a verdade dos fatos. Se o motivo do protesto foi o prazo perdido pelo Mossoró, como não interessa o do registro da denúncia? Em tese, se o Força e Luz perdeu seu prazo (se há um prazo), um anularia o efeito do outro e tudo ficaria como antes no quartel de Abrantes. Se não há prazo, bastaria explicar. Mesmo que tenha razão, preferiu a arrogância. Não esclarecer e dizer que não interessa soa estranho, desperta desconfiança e exala o velho, reprovável e desnecessário autoritarismo, típico dos tempos do coronelismo.

''

Lá, você encontra tudo para o ‘amassamento’ de sua parede!”

UBIRATAN SALDANHA, da 93 FM, quando ainda apresentava resenha na Rádio Rural (990 kHz), fazendo publicidade de uma loja de material de construção. Acredito que o material sugerido seja uma marreta. Amassa qualquer coisa.

POSSIBILIDADE

IMAGEM QUE MARCA

Cedida

Com a revoada de dirigentes, diante da crise financeira que se instalou no clube, o risco do licenciamento é real no Potiguar. Isso deixaria o Estadual 2018 apenas com sete participantes, fragilizando-a ainda mais.

LICENÇA Há quem defenda que o licenciamento é o melhor caminho para o Potiguar. Para estes, a dor de ficar de fora e voltar em dois anos pela segunda divisão não é maior que a de passar vergonha com um time abaixo de suas tradições, apenas para cumprir tabela e acumular mais dívidas só para satisfazer uma minoria.

CONVICÇÃO POTIGUAR DE 1948 - Walter Pinheiro, Chico Holanda, Dedito, Marinho Queiroz, Raimundo Queiroz, Julinho, Bedel, Zé Leão e Manoel Leonardo. José Maria, Zequinha, Bibiu, Wilson Leão, Wilson Dias e Zé Ferreira.

A SEMANA NA HISTÓRIA Nesta segundafeira (20), o ex-jogador e ídolo das torcidas de Potiguar e Baraúnas Cícero Ramalho completa 53 anos de idade. Parabéns, matador!

TORCEDOR

A decisão que o Potiguar terá de tomar deve ser bem pensada. Qualquer uma delas, terá suas consequências. A ques-

tão é saber qual doerá menos. As decisões tomadas no passado é que estão inviabilizando o clube agora.

NÃO SE ENGANE

FUTEBOL CLUBE

Não é só Potiguar e Baraúnas, pensando na divisão de fatias do mercado, que torcem para o MEC não subir. A FNF também não faz questão. Há quem diga que seria mais um a levar o pires na mão às portas da entidade.

Allan Oliveira Bairro Costa e Silva

NÃO SE ENGANE II

Torcedor do Botafogo

Com o MEC na divisão principal, também seria uma viagem a mais para os grandes da capital até Mos-

POTIGUAR A DERIVA Marco Fernandes renunciou à presidência do Potiguar. Pelo estatuto, o presidente do Conselho Deliberativo, Luzenildo Roberto, assume. No entanto, devido à falta de condições financeiras e ao distanciamento de outros abnegados, que deixaram a atual administração ilhada, se nenhum fato novo acontecer, sua renúncia também não é descartada.

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

soró, gerando custo e desgaste. Não interessando aos grandes, não interessa à Federação.

O BARAÚNAS Mais uma vez, deve buscar parcerias para participar do Estadual. A renovação com MM8 parece distante, devido o desgaste deste ano. Como disse semana passada, deve buscar aproveitar parte da base do Mossoró.

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estado /jornaldefatorn

@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 19 de novembro de 2017

Natureza

Agrônomo revela os poderes milagrosos da ‘árvore da vida’ >> Cultivada no sítio Juazeiro em Messias Targino, a moringa tem propriedades nutritivas e é utilizada em tratamento fitoterápico Marcos Garcia

FABIANO SOUZA

fabianosouz@hotmail.com

O

sítio Juazeiro situado na localidade de Salobro no município de Messias Targino tem utilizado um sistema pioneiro de plantio de moringa oleífera, “árvore da vida”, que possibilita uma economia de 50% do uso da água na irrigação. O trabalho desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Fabrício Jales, proprietário do sítio, e sua família vem ganhando cada vez espaço na região e atraindo a atenção de pessoas interessadas em conhecer os beneficio da moringa oleífera. Em entrevista ao JORNAL DE FATO, Fabrício Jales diz que o sistema consiste na cobertura do solo com restos de capina do próprio local e, principalmente, de poda de árvores da cidade. “Dessa forma, a irrigação, que antes era de uma hora por dia, passou a ser realizada apenas três vezes por semana.

Agrônomo Fabrício Jales mostra produto fitoterápico feito com a folha da moringa No sítio, de aproximadamente 5,6 ha, a “árvore da vida”, como é conhecida

popularmente a moringa oleífera, é cultivada em consórcio com a palma for-

rageira. “A moringa, originária da Índia, é considerada um milagre da natureza

e uma esperança para o combate à fome no mundo”, disse Jales.

Moringa tem conquistado espaço no tratamento de diversas doenças O agrônomo Fabrício Jales disse que somente agora a moringa vem ganhando o reconhecimento da sua importância. Segundo ele, poucos brasileiros ouviram falar dessa planta originária da Ásia e da África. A árvore, de até 12 metros de altura, fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhas verdes. Considerada uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma das árvores que todos os habitantes dos

trópicos deveriam ter no quintal de casa. “Somente quando Fidel Castro passou a se tratar com a moringa é que a planta começou a ter notoriedade na mídia. Depois que o ex-presidente Lula da Silva visitou Fidel e viu os resultados, pediu a Embrapa para pesquisar a moringa e foi a partir daí que se passou a realizar uma série de pesquisas no Brasil sobre essa planta”, esclarece o agrônomo. Fabrício Jales acrescenta ainda que em Cuba a moringa faz parte do cardápio da merenda escolar e se tem obtido ótimos resultados. “Seria importante que aqui no Nordes-

te brasileiro a moringa também passasse a integrar a merenda escolar. Certamente, poderíamos obter uma melhor qualidade nutricional para os nossos estudantes”, diz o agrônomo. Mas o que assombra os pesquisadores e nutricionistas de todo o mundo é a composição da moringa como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparado grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes mais vitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e

Segundo ele, a planta é rica em vitaminas e sais minerais, resistente à seca, cresce rápido, de fácil cultivo, manejo, além de alto rendimento. Além disso, é resistente às pragas e tem baixo custo de produção. A associação da moringa com a palma forrageira é uma ótima alternativa para períodos de seca. “A moringa tem um grande potencial para a alimentação humana e também para a criação de animais. O cultivo da moringa aqui no nosso sítio Juazeiro foi iniciado pela sua excelente qualidade de forrageira e pelo alto índice de proteína, podendo chegar até 27% de proteína bruta. Hoje, para a alimentação humana, é uma das plantas mais completas“, enfatiza. Como agrônomo, Fabrício passou a destacar para as pessoas a importância da moringa, o que despertou o interesse em conhecer os benefícios da planta na alimentação. “Com o tempo, passamos a comercializar a moringa através da venda das folhas secas e posteriormente em pó e em cápsulas, que trazem ótimos benefícios nutricionais e medicinais para quem utiliza. Temos casos comprovados de pessoas que tinham graves problemas com a diabetes, tomando várias doses de insulina diariamente, e que depois que passaram a consumir a moringa, estão reduzindo a dosagem por orientação médica, já que o nível da diabetes caiu”, afirma.

Marcos Garcia

Produtos à base de moringa estão conseguindo melhorar a saúde das pessoas três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles

que precisa-se ingerir, pois o corpo humano não os produz). A moringa planta medicinal tem propriedade bacteri-

cida, expectorante, diurética, estimulante, vermífuga e tônica. Pode ser indicada para ser coadjuvante no tratamento de diversos males.


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Moringa possui maior concentração de nutrientes na natureza >> O seu poder nutritivo e medicinal vem surpreendendo o mundo e atraindo um número cada vez maior de usuários

A

moringa é uma importante fonte alimentícia, rica em vitaminas, minerais e proteínas. De acordo com Fabrício Jales, a moringa é o vegetal que possui a maior concentração de nutrientes na natureza. Por esse motivo, já é utilizada há mais de 40 anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na luta contra a má nutrição e doenças. Essa é uma planta de incrível poder medicinal. Ele reafirma que muitos estudos têm provado que ela pode ser a solução para uma série de males, desde desnutrição até doenças degenerativas, incluindo o câncer. “A moringa também é conhecida como "árvore da vida", da "eterna juventude" ou "liberdade". Seu poder nutritivo e medicinal vem surpreendendo o mundo”, disse. Cientistas da Índia, de onde a planta se origina, já sabem o quanto a moringa é poderosa. Pesquisadores dos Estados Unidos têm avançado os estudos sobre a moringa. Na PubMed, a biblioteca americana on-line de medicina, já existem vários estudos sobre a planta. Esses estudos revelam que a planta contém numerosos compostos anticancerígenos, como kaempferol, ramnetina e Isoquercitrin. “Ainda há um longo caminho antes de a moringa ser reconhecida como uma planta que cura o câncer. Mas esse tipo de estudo é importante porque indica o potencial dela”, acrescenta Fabrício. Vale salientar que ela é especialmente interessante para quem acredita na medicina da natureza, porque ela já é usada há muito tempo em alguns países por especialistas em fitoterapia, e isso mostra que mais uma vez os adeptos da medicina natural saem na frente dos cientistas. A moringa é fonte de cerca de 90 nutrientes e contém todos os aminoácidos. As nutritivas folhas fornecem betacaroteno e vitaminas C, B2, B3, B6, B7, D, E e K. Ela também é rica em minerais e se constitui numa boa fonte de ferro,

Entre os muitos benefícios da moringa, pode-se destacar: Propriedades diuréticas: - ajuda a tratar problemas circulatórios e cardíacos; - regula o sistema digestivo, prevenindo diarreia ou prisão de ventre;

Cedida

- tem propriedades antibacterianas e antivirais; - é um poderoso antiinflamatório natural. Como consumir a moringa: Sementes: coloque algumas sementes em um copo de água fervente com um pouco de sal. Espere alguns minutos, coe e, em seguida, beba a água. Vagens verdes: elas podem ser utilizadas em saladas. Folhas: coma as folhas cruas ou levemente aferventadas. Flores: coma em saladas ou pratos quentes. Moringa em pó: você pode comer meia colher (chá) de água ou suco pela manhã, ou à noite para a insônia. Moringa cápsulas: Recomenda-se tomar uma cápsula por dia com as refeições.

Plantação da moringa no sítio Juazeiro em Messias Targino

potássio e cálcio, além de cobre, magnésio, manganês e zinco. Contém 17 vezes mais cálcio que o leite, 25 vezes mais ferro que o espinafre e 5 vezes mais potássio que a banana. É um das maiores fon-

tes de antioxidantes e seus fitonutrientes ajudam o corpo a rejuvenescer em nível celular, uma qualidade muito interessante para os enfermos de aids. Todas as partes da moringa são comestíveis: raí-

zes, sementes, folhas. As sementes de moringa eliminam as bactérias presentes na água e podem ajudar a purificá-la para torná-la útil ao consumo humano, como se fosse um processo de fil-

Pesquisas no mundo comprovam importância medicinal da moringa De acordo com o agrônomo Fabrício Jales, recentes estudos divulgados e reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, em inglês) comprovam, cada vez mais, a importância da moringa para o tratamento de diversas patologias e principalmente para o combate à fome. John Sutherland, da

Universidade de Leicester, Reino Unido, tem pesquisado a moringa e reafirma a importância da planta: "À medida que se sabe mais sobre seus múltiplos usos, maior é a importância que teve no desenvolvimento de muitas áreas pobres de países em desenvolvimento." Em alguns lugares, a planta é conhecida como

moringueiro e quiabo-dequina. Na África, também é chamada de "melhor amiga da mamãe". Mas o que assombra os pesquisadores e nutricionistas de todo o mundo é a composição da moringa como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparado grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes mais vi-

tragem. Além disso, é muito potente para evitar a formação de tumores e é de grande ajuda no tratamento de úlceras, bronquite, dores musculares, febre e muitos outros problemas de saúde.

tamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que necessita-se ingerir, pois o corpo humano não os produz). A moringa planta medicinal tem propriedade bactericida, expectorante, diurética, estimulante, vermífuga e tônica. Pode ser indicada para ser coadjuvante no tratamento de diversos males. Fabrício Jales diz que,

Contraindicações: - Não é recomendada para crianças menores de 8 anos. - Grávidas devem consultar o médico antes de consumir a planta.

atualmente em muitos países lembrados por imagens de subnutrição, é observado que a moringa é fartamente plantada na zona tropical desses países, o que desperta um grande entusiasmo nos defensores do uso da moringa no semiárido brasileiro. Na Etiópia, existem plantios de moringa em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região. Além de uso medicinal e alimentar, a moringa também começa a ser utilizada na confecção de cosméticos, como xampu, cremes para pele e sabonetes, entre outros produtos.


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DOMINGO, 19 de novembro de 2017

Pesquisa IBGE

Número de nascimentos cai 9,85% no RN em um ano >> Crise econômica e epidemia de zika estão entre os fatores que contribuíram para queda na taxa de natalidade

E

m 2016, foi registrado no Rio Grande do Norte o nascimento de 45.203 bebês. Uma redução de 9,85% em relação a 2015, quando foram registrados 50.145 nascimentos no estado. De acordo com o IBGE, pela primeira vez desde 2010, foi verificada uma queda no total de registros de nascimentos do país e em todas as grandes regiões. Dos partos no estado, 99,46% foram realizados em hospital, 51,11% são de nascidos do sexo masculino e 98,31% dos casos apenas um bebê por parto. No que se refere à idade da mãe, 25,68% tinham entre 20 e 24 anos na data do parto correspondendo a maior parcela, e 18,85% é o total de mulheres com até 19 anos. O comportamento reprodutivo das mulheres está relacionado: ao nível de ensino e renda, situação do domicílio (urbano/rural), conhecimento sobre contracepção e relação matrimonial. Para os especialistas, os casos de zika e a crise econômica enfrentada pelos brasileiros são as prin-

Divulgação

Nascimento de bebês no RN registra queda significativa de quase 10% em um ano

ANA autoriza serviço de recuperação em barragem

Estado registra aumento de 7,18% no número de óbitos A pesquisa do IBGE também oferece informações sobre óbitos, possibilitando dessa forma a elaboração de “tábuas de mortalidade” e o complemento da cobertura das estatísticas vitais (nascimentos e óbitos), imprescindíveis à dinâmica demográfica, no que se refere à evolução em distintos níveis espaciais de análise. Em 2016, foram registrados 363 natimortos no estado, uma redução de -4,47% em relação ao ano anterior (380), 96,14% ocorridos no hospital. 61,43% possuíam 28 semanas ou mais de gestação. Em relação à faixa etária das mães residentes no Rio Grande do Norte na ocasião do parto, a maioria (23,41%) possuía entre 25 e 29 anos. Em 2016, foram registrados 20.394 óbitos no RN (aumento de 7,18% em relação a 2015, 20.027) dos quais, 2.319 (11,37%) ocorreram de forma não natural (acidentes

cipais causas da queda da taxa de natalidade. Os registros de nascimento são da maior importância para a existência oficial do cidadão na sociedade, os estudos demográficos, preferencialmente, no que se refere à “fecundidade” e a forma de avaliar às políticas de saúde relacionadas ao “parto”, atendimento da mãe e ao recém-nascido, bem como a estrutura dos estabelecimentos de saúde e o planejamento das políticas públicas nas áreas de saúde e educação. Na comparação com 2015, o Brasil apresentou uma redução média de -5,1% no total de nascimentos. A região com menor queda foi a Sul com -3,8% e o CentroOeste, com maior queda, -5,6%. No Norte, a maior queda nos nascimentos foi registrada no Tocantins, com -8,0%. No Nordeste, a menor e a maior queda nos nascimentos foram registradas no Maranhão (-2,3%) e em Pernambuco (-10,0%), respectivamente. No Sudeste, as quedas variaram de -5,1% em São Paulo e -6,5% no Rio de Janeiro. No Sul as quedas nos nascimentos foram relativamente menores, variando de -2,2% em Santa Catarina e -4,7% no Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, a redução no número de nascimentos foi maior para o Mato Grosso (-6,8%) e menor para o Mato Grosso do Sul (-4,0%). O estudo Estatísticas do Registro Civil é resultado da coleta das informações prestadas pelos cartórios de registro civil de todo o país desde 1974.

Difusora Jucurutu

A Agência Nacional de Águas (ANA) concedeu ao Dnocs a autorização para execução de serviços de recuperação hidromecânica da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, entre os municípios de Assú e Itajá. Os serviços consistem da retirada das válvulas dispersoras, adaptação das tubulações de descargas às novas válvulas, recuperação das

válvulas borboleta, substituição das guias de deslizamento da comporta de montante, e montagem das novas válvulas dispersoras. Para a realização das atividades haverá a necessidade de interrupções parciais ou totais, das descargas do reservatório para o rio Açu, com possíveis impactos sobre a operação das captações de água, autori-

zadas nos termos da resolução ANA 1.932/2017. A obra será realizada em cinco fases, de maneira que as duas primeiras serão executadas nos dias 20 e 21 de novembro, e as demais fases serão realizadas conforme os resultados dessas duas primeiras. As três últimas fases serão pactuadas entre a ANA, o Dnocs e o Governo do Rio Grande do Norte. Blog Juscelino França

Mais de 11,37% das mortes registradas no RN em 2016 ocorreram de forma não natural (acidentes de trânsito, homicídios, entre outros) de trânsito, homicídios, afogamentos, suicídios, entre outros), onde: 2.085 foram do sexo masculino (89,91%) e 234 do sexo feminino (10,09%). 25,84% das mortes foram de homens solteiros. 22,56% das pessoas mortas em 2016 tinham mais de 85

anos, 1.398 (30,37%) apenas na capital Natal. Dentre os indivíduos do sexo masculino, 69,01% eram acima de 50 anos. No caso das mulheres, esse valor sobe para 84,86%. O mês de maior ocorrência de óbitos foi março, com 11,01% do total do ano.

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves passará por serviço de recuperação


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DOMINGO, 19 de novembro de 2017

Intercâmbio

Biodigestores utilizados no RN e PE se destacam em evento >> O trabalho realizado pela Diaconia foi tema de debate na 9ª edição do encontro da Redbiolac, que aconteceu no Centro de Buenos Aires (Argentina)

A

s experiências exitosas na construção, execução e utilização do biodigestor aplicadas pela Diaconia no semiárido dos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco foram apresentadas na 9ª edição do encontro da Rede de Biodigestores para a América Latina e Caribe (REDBIOLAC), que aconteceu no prédio da Bolsa de Cereales, centro de Buenos Aires, na Argentina, entre os dias 6 e 10. A Diaconia e outras instituições, a exemplo da Embrapa Suínos e Aves, de Santa Catarina, e CIBiogás, do Paraná, representaram o Brasil no evento. Os assessores políticopedagógicos Afonso Cavalcanti e Ita Porto falaram sobre as estratégias desenvolvidas pela Diaconia para a convivência com o semiárido no que se refere ao combate à desertificação e adaptação às mudanças climáticas. Uma dessas estratégias é o biodigestor. Somente no Rio Grande do Norte e em Pernambu-

Diaconia

Biodigestores são construídos em pequenas propriedades rurais e vêm gerando economia co, a organização já instalou mais de 300 unidades. Os equipamentos foram inspirados no modelo india-

no e construídos em pequenas propriedades rurais de base agroecológica nos dois estados. Eles contaram com

Destilados nordestinos avançam para novos mercados As empresas do segmento de alimentos e bebidas geraram mais de R$ 9,2 milhões em negócios durante o Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (EINNE), encerrado no último dia 10, em Natal. Parte desse volume vem da comercialização de bebidas destiladas, sobretudo as cachaças de alambique, que encontraram no evento a estratégia para entrar em novos mercados e chegar ao cenário internacional. Dez empresas participaram do evento e realizaram contato e futuras parcerias com importadores de países, como Alemanha, Bélgica Canadá, Colômbia, Equador, Rússia e Tanzânia. Uma dessas empresas é a Tiquira Brasil, uma pequena indústria do Maranhão que produz tiquira, um destilado obtido da mandioca. De acordo com o sócio pro-

prietário da empresa, Robert Stinglwagner, a bebida típica dos povos indígenas deverá ganhar o mundo, isso porque, no encontro, ele abriu canais de negociação com grupos importadores do Canadá Colômbia, Equador, Rússia e Tanzânia. “Todos provaram a tiquira, avaliaram bem o sabor da bebida, que tem um gosto muito peculiar, e demonstraram interesse em importar o nosso produto, que ainda é desconhecido da maioria dos brasileiros. E se trata de um destilado 100% nacional, já que feito de uma planta nativa do Brasil.” A tiquira é bem apreciada no Maranhão, no entanto a industrialização para venda em escala comercial se deu com a ideia do empresário carioca e sua mãe de abrir uma fábrica da bebida na cidade de Santo Amaro do Maranhão, que fica a 200

quilômetros da capital São Luís. Atualmente, a indústria produz por ano, no modelo fair trade (comércio justo), 24 mil litros de tiquira tradicional e mais 2 mil litros da mesma bebida armazenada em barris de emburana. Para o diretor de operações do Sebrae-RN, Eduardo Viana, a realização pela segunda vez do Einne em Natal deixa o Rio Grande do Norte numa posição muito privilegiada no Nordeste por virar uma referência, juntamente com estados maiores e com maior expressão exportadora, na área de comércio exterior. A parceira com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEXBRASIL) foi decisiva para o sucesso do evento. “Essa aproximação da Apex com o Sebrae só beneficia as micros e pequenas empresa”, garante Eduardo Viana.

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o apoio da cooperação internacional como estratégia de conservação do bioma caatinga e de inclusão social, a

partir da melhoria da qualidade de vida das pessoas. A produção de gás de cozinha é feita a partir de esterco ani-

mal para diminuir o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa, além da produção de adubo orgânico para a produção de alimentos. Outra vantagem está no setor econômico, uma vez que os biodigestores eliminam o uso de botijão de gás, proporcionando uma economia de até R$ 900,00 por mês no orçamento das famílias agricultoras. Como resultado dessa iniciativa, Afonso Cavalcanti destaca alguns avanços. “A tecnologia do biodigestor significou uma referência para políticas públicas, possibilitando a instalação do equipamento em 395 casas do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) em vários estados brasileiros. Uma parceria entre a Diaconia e o Fundo Socioambiental da Caixa”, disse. Essa parceria ainda se estendeu para a construção de dez casas com o conceito de “Ecodignidade”, cujas unidades contam com outras tecnologias sociais – além do biodigestor –, como banheiro redondo, cisterna de 16 e 52 mil litros, equipamento para reúso de água e acessibilidade. A Redbiolac atua em toda a América Latina e no Caribe. Tem como missão ser uma rede que reúna instituições ligadas à pesquisa aplicada e à difusão da biodigestão anaeróbia para estimular o tratamento integral e a gestão de resíduos orgânicos, como estratégias para melhorar o bem-estar da população desses países.


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mulher

>> Machista, sociedade ainda se choca quando mulheres mais velhas decidem namorar rapazes com menos idade. Psicólogas comentam reação negativa das pessoas

S

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

homens mais jovens, que contou um pouco de sua experiência pessoal. De acordo com a psicóloga do Hapvida Naara Rebouças, apesar de ser algo relativo, o que muitas pessoas mais velhas procuram nas mais jovens na hora de manter um relacionamento amoroso é a “esperança” que o mais novo tem no amor, no romance. Já os mais novos são atraídos pela experiência e maturidade daqueles de maior idade. No entanto, a especialista frisa que a idade não é garantia de um relacionamento satisfatório. “As pessoas não são iguais; podem até compartilhar de certas ideias que coincidem, porém o que faz a diferença é o nível de compreensão das partes.” Sobre a enxurrada de comentários negativos e críticas recebidos pela apresentadora do programa matutino “Encontro com Fátima Bernardes”, na TV Globo, a psicóloga afirma que isso aconteceu, “pois infelizmente ainda estamos em uma sociedade machista, embora com seus avanços”. “As críticas são relativas e até fazem parte de nossa cultura. O importante é ser feliz, saber que idade não quer dizer maturidade e que para os relacionamentos obterem sucesso, não precisam ser iguais; apenas terem discernimento para acordos e tentar compreender o universo do parceiro com suas diferenças”, explica. Já para a também psicóloga do Hapvida Sarah Lopes, os relacionamentos com grande diferença de idade são cada vez mais comuns, porque as pessoas mais velhas estão começando a perceber que os limites são mais mentais que físicos. “Por

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DOMINGO, 19 DE novembro de 2017

Apresentadora Fátima Bernardes é 25 anos mais velha do que seu novo namorado, o advogado Túlio Gadelha

Relacionamento de mulheres com homens mais jovens eparada oficialmente do jornalista William Bonner, apresentador do principal telejornal da TV brasileira, a também jornalista de 55 anos Fátima Bernardes assumiu publicamente um relacionamento com um jovem advogado de 30 anos, o pernambucano Túlio Gadelha. A notícia sobre o novo namorado da apresentadora global ganhou uma grande repercussão quase que instantaneamente, assim que o casal, que já havia sido flagrado passeando em clima de romance em um shopping no Rio de Janeiro no início do mês, trocou mensagens carinhosas em suas redes sociais. No entanto, o que mais chama atenção em relação a toda a euforia em torno do relacionamento são os inúmeros comentários criticando a diferença de idade do casal, principalmente por ela ser 25 anos mais velha que ele, comentários inclusive do público feminino condenando a jornalista. A postura do público reflete o quão machista a sociedade ainda se comporta, já que a diferença de idade em relacionamentos, quando o homem é bem mais velho que a sua companheira, não provoca tanta surpresa na maioria das pessoas, e os homens são bem menos hostilizados pelo público em geral. Para tentar entender o porquê de toda essa repercussão negativa em relação ao relacionamento entre mulheres mais velhas com homens mais jovens, o Sua Vida Mulher conversou com especialistas em comportamento, e o caderno também falou com uma mulher que já se relacionou com alguns

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exemplo: o que impede que uma mulher de 60 anos se relacione com um rapaz de 30? Nada. Todo o aparelho sexual feminino permanece ativo. O que acontece é que essa é uma visão atual, quando a expectativa de vida aumenta, aumentam também o desejo de se manter bem e ativa por mais tempo.” A especialista ressalta que na hora de se relacionar com alguém, a idade não importa, mas traz desafios para os relacionamentos. As afinidades importam mais que a idade, levando em consideração que a idade é o que vai determinar, ou pelo menos convergir para essas afinidades, ou seja: pessoas com mais idade terão preferências semelhantes para experimentar, viagens menos radicais, períodos maiores de tranquilidade, o que não é o mais comum para os mais jovens, ainda assim, o que define é, de fato, as preferências. “Pode haver jovens que gostem de tranquilidade, da mesma forma como existem idosos que gostam de aventura e adrenalina; então, nesses pontos, a idade não será o principal fator decisivo”, frisa. Ainda segundo Sarah, as mulheres que se relacionam com homens mais novos são vistas de forma preconceituosa, porque o mais comum é que as mulheres tenha a perda da libido com a idade. Entretanto, a reposição hormonal e atividades físicas regulares e a própria mudança no estilo de vida fazem que as mulheres percebam que podem mais e, atualmente, essas mulheres não veem na idade impeditivo para viver e desfrutar do que desejam, especialmente no momento em que

elas possuem disponibilidade para essas experiências. “Mesmo com a mudança em relação ao desejo sexual feminino, ainda existe um preconceito muito grande que está lentamente sendo quebrado, mas o processo ainda é lento. As mulheres estão quebrando, primeiramente, o paradigma de que são idosas e precisam cuidar dos netos e fazer crochê internamente, e então as mudanças acontecerão”, comenta. A psicóloga explica que, para uma relação entre casais com idade diferente se fortalecer, é preciso, primeiro, perceber o que une esse

casal, quais os pontos que conversam melhor entre si, e perceber também as diferenças mais intensas e tentar minimizar essas diferenças. Fatalmente, essas diferenças não estarão na idade do casal, mas, em diferenças comuns, especialmente de gênero. Com a condição de ter sua identidade preservada, uma profissional autônoma de 45 anos, divorciada há aproximadamente 10 anos e mãe de três filhos (dois adultos e um adolescente) diz que já namorou alguns rapazes mais jovens que ela e revelou ao SUA VIDA MULHER um pouco de sua experiência. Entre os seus na-

morados, a maior diferença de idade foi de 20 anos mais jovens. Ela conta que a questão da diferença de idade é mais uma questão de coincidência do que uma preferência por pessoas mais jovens. “Com meu último relacionamento, por exemplo: ele gostava de algo de que eu gosto, tínhamos isso em comum, e foi o que nos aproximou. Então, começamos um bom papo e por dias trocamos umas mensagens pelo WhatsApp, depois decidimos nos encontrar. Assim, tudo foi acontecendo naturalmente, como na maioria dos relacionamentos, e decidimos namorar.”


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2 OPINIÃO

DOMINGO, 19 DE novembro de 2017

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

BOM DIA “Abra os olhos da alma, enxergue com ternura e obedeça ao coração. Seja corajoso para suportar quaisquer que sejam os desafios da vida. Floresça.” (Vitor Ávila)

Sérgio Chaves

FESTA

FESTA DO MATER CHRISTI

PSIQUE

Hoje, é dia de enviar os parabéns para a querida Mary Simone Barrocas Rosado, o secretário Aldo Fernandes Neto, a bioquímica Luana Almeida, o empresário Kerginaldo Forte Filho, a sra. Magnólia Lopes Solano, Jaynna Ferreira Fernandes e Breno Vale. Amanhã (20), é dia de festa para o mano Graco Chaves, a bacana Cristina Barroca Rosado, Valéria Negreiros, Ellen Paiva e a gerente Tressè, Rivana Rolin Soares Noronha. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Os casais Emerson Azevedo/Auxiliadora e Ciro Azevedo/Priscila receberam pais, colaboradores e convidados especiais na segunda (13), nos salões do Garbos Eventos, para lançar a Campanha de Matrículas 2018 e apresentar as novidades que chegam ao Mater Christi. Noite ótima com apresentações culturais dos alunos Mater, shows e a presença de muita gente bacana.

Eugênia Chaves, psicóloga, psicanalista e professora, chega à terrinha, atendendo convite da dra. Julita Sena. Vem ministrar o curso “Fundamentos da Clínica Psicanalítica”, que acontece nos

dias 24 e 25, sexta e sábado próximos. Na sexta, das 18h às 22h. No sábado, das 8h às 12h, no auditório do Hotel VillaOeste. Interessou? Ligue 99112-9669 e 99126-9125 e informe-se.

CHÁ SOCIAL DE LISBOA BATISTA

Priscila, Ciro, Auxiliadora e Emerson Azevedo.

Aluno conhecendo as novidades de cursos para 2018.

SOCORRO ENCANTOU-SE Socorro Rodrigues, Socorro da Volta, Socorro do INSS... Conheci Socorro há uns 15 anos, através de amigos em comum. E, aos poucos, a amizade foi crescendo, os encontros foram se tornando mais frequentes e assim fui conhecendo a família, participando de momentos importantes, vivendo. Socorro foi a criatura com a alma mais pura que conheci. Seus olhos e o seu coração não conheciam a maldade, a malícia tão comum nos dias de hoje. Seus olhos e o seu coração só conheciam o amor, a necessidade de ajudar, de estar presente na vida das pessoas, de se doar... Repentinamente, Socorro encantou-se e deixou Mossoró tomada por uma comoção que fazia muito tempo não se via. Deixou a cidade triste e nós, que tivemos o prazer de privar de sua amizade, inconsoláveis, saudosos do seu abraço verdadeiro, do seu carinho, da sua presença. O meu abraço carinhoso para Rivânia Moura e Danielson Santos, extensivo aos demais familiares. Que Deus dê a força necessária a todos para suportar este momento difícil. Socorro agora é luz.

De dois em dois anos, Lisboa Batista, amigo querido e colunista DE FATO em Pau dos Ferros, realiza o Chá Social, evento beneficente que sempre beneficia uma instituição daquela cidade. Neste ano, o evento acontece no próximo domingo (26), às 18h45, no Kandice Buffet, com apresenta-

ções artístico-culturais, exposições, desfiles e a presença de muita gente querida que promete levar o seu apoio à reforma do Patronato Alfredo Fernandes. Os acessos estão disponíveis em A Graciosa, Max Modas, no Patronato e na secretaria da paróquia. Aplausos.

ENCONTRO Tony Silva e Luciana Duarte em momento cultural.

Ciro Azevedo e Priscila com Ildete e a equipe da Vírus Comunicação.

Promete ser um dos maiores eventos de todos os tempos a tradicional Festa de 12 de Dezembro, véspera de feriado em Mossoró. No palco do Espaço Villa, a Gondim & Garcia Produ-

ções recebe em uma mesma noite Wesley Safadão e Xandy Aviões. Os acessos estão à venda na loja do evento, no térreo do Centro Empresarial Caiçara. Vai faltar chão!

YES!

Apresentação cultural com alunos Mater.

Pais analisando o novo material didático.

Carlos Augusto Araújo e Vivi comemoram o sucesso da campanha de matrículas da Yes! Idiomas em Mossoró, batendo todas as metas estipuladas. E a promoção continua. Levando um amigo

para estudar na Yes!, o seu material é grátis, e para alunos novos em formato de matrícula anual, 50% de desconto em inglês e espanhol com matrícula zero. Informe-se pelo 3314-1648.

A querida Luana Almeida em idade nova neste domingo (19). Parabéns!

Secretário municipal de Planejamento, Aldo Fernandes, comemorando a vida neste domingo (19). Felicidades!

Mundinha Almeida festeja Jaynna Ferreira, folhinha deste domingo (19).

Jean Noronha festeja a amada Rivana Rolin, aniversariante da segunda (20). Felicidades!

Karenine Fernandes em vivas para Mary Simone Barrocas Rosado (19) e a filha Cristina Rosado (20). Parabéns!

AMOR DE MÃE Ausente da cidade, não pude atender o convite de Kaio Dias, que no último dia 11 reuniu convidados no Hotel VillaOeste para o lançamento e pré-venda das delícias do seu ateliê Amor de Mãe. Soube do sucesso e prometo uma visita, assim que possível.

Sânzia Fernandes brindando Ediane Fernandes, uma das aniversariantes do mês no Talk-show Carmem Steffens!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Carlos Gregório festejou idade nova na sexta (17), reunindo amigos e familiares em big party no Matuto Lounge Bar. Hoje, renovo os parabéns!


DOMINGO, 19 DE novembro de 2017

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MODA 3

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

Laserterapia

A Revolução da Luz na Odontologia

P

assados milênios na história da humanidade e a terapia da Luz tão fortemente empregada desde épocas remotas volta com força total na área de saúde, revelando a grandeza das terapias da natureza. A Luz, fonte geradora e mantenedora da Vida em nosso planeta tem sido empregada de inúmeras maneiras nos consultórios e clínicas médicas e odontológicas beneficiando a saúde de inúmeros pacientes e aumentando a sua qualidade de vida. Na área Odontológica, em especial, podemos resgatar o uso da Luz na fotopolimerização de resinas compostas restauradoras em procedimentos estéticos, em procedimentos de clareamento dental fotoativado, os quais promoveram grande avanço tecnológico na área. Desde a década de 60 que a Luz Amplificada por emissão Estimulada de Radiação, o LASER, tem propiciado incontáveis benefícios à saúde das pessoas por todas as suas espetaculares propriedades de luz intensa, inofensiva e provida de uma energia singular. A Laserterapia se irradiou de tal maneira que passou a fazer parte da rotina de vários Cirurgiões-Dentistas pelo mundo, sobretudo porque o seu uso permite aliviar a dor, modular a resposta inflamatória e estimular a cicatrização de feridas em nossos pacientes. Quem imaginaria que a Luz Laser pudesse tratar de forma efetiva as lesões de Aftas, Herpes Labial, Sensibilidade Dentinária, Neuropatias do Nervo Trigêmio, Paralisia Facial, Estimular a osseointegração de implantes dentários, Distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM), Cervicalgias, Enxaquecas, etc. Como a Laserterapia pode auxiliar o Cirurgião-Dentista em suas atividades clínicas em prol de seus pacientes!!! Naturalmente, é imperioso que todo profissional se capacite na área e com um acessível e bom equipamento possa ajudar seus pacientes em inúmeras situações em que os tratamentos convencionais não tem propiciado resultados clínicos efetivos. Mesmo em casos onde a Laserterapia não seja o tratamento principal, Ela pode auxiliar modulando a resposta biológica e favorecendo a cura do problema. Mais recentemente a técnica do ILIB (Intravascular Laser Irradiation of Blood), ou seja, a irradiação Laser do sangue, através da artéria radial no pulso, tem ajudando muitas pessoas em seus problemas sistêmicos, com a melhora da imunidade, eliminação de radicais livres, desintoxicação, melhora da oxigenação celular, entre outros. A Luz Laser associada a corantes específicos também pode eliminar infecções de lesões periodontais, em tratamentos endodônticos, lesões fúngicas e bacterianas em geral. A conhecida Terapia Fotodinâmica (PDT), muito útil nos consultórios odontológicos. Por tudo isso, vale a pena que todo Cirurgião-Dentista se capacite na área de Laserterapia a fim de que agregue sobremaneira em sua atividade profissional e preste um serviço diferenciado aos seus pacientes. Associar outras terapias naturais e quânticas à Laserterapia também está

Imagem ilustrativa

na ordem nos tempos atuais.. Vale salientar que milhares de estudos e publicações científicas ao longo das ultimas décadas já comprovaram a eficácia da Laserterapia, de maneira que não se questiona mais a sua efetividade, mas como maximizar os seus efeitos a cada dia. Deus fez a Luz e o Homem fez o Laser, duas criações maravilhosas a serviço da saúde dos profissionais de saúde e das pessoas em geral. Cirurgiões-Dentistas aproveitem as oportunidades e estudem sobre a Luz Laser e seja um profissional diferenciado levando ainda mais Luz para as pessoas e promovendo saúde com qualidade e sem quaisquer efeitos colaterais.

Prof. Dr. Francisco Limeira Junior Doutor em Laser em Odontologia Terapêuta Quântico Professor da UFPB

NEY ROBSON VIEIRA ALENCAR

é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


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4 MULHER [ OPINIÃO

STYLE georgianoazevedo@gmail.com

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Fotos: Pedro Dewey Produção: Equipe Tráfego Models Assistentes de Produção: Railson Miran, Gutiana Michely, Anderson Soares e Pedro Jr. Beleza: Salão Vintage Hair e Salão Bellaria Agradecimentos: Dogville, MMorena Beachwear, Chilli Beans, Mil Opções Bijuterias e Passo à Passo Calçados.

Georgiano Azevedo

Beatriz Brito para MMorena Beachwear.

Alisson Neres para MMorena Beachwear.

Juliana Pinto para MMorena Beachwear.

Virgínia Bernardino para MMorena Beachwear.

Gustavo Amorim para DogVille.

Ramon Rêis para DogVille.

Alisson Neres para DogVille.

Jefferson Lima para DogVille.

Fashion Show CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

...A noite do Tráfego Look 2017 – Etapa Mossoró contou com desfile de duas marcas apresentando suas coleções para o verão 2018, em passarela armada pela Master Produções e Eventos no dia 14 de novembro no Requinte Buffet. ...Primeiro, foi a DogVille desfilando sua moda masculina, cheia de modernidade, com inspiração em Havana, capital de Cuba.

...Depois, apareceu a MMorena Beachwear com uma coleção náutica destacado belas estampas com imagens de âncoras, barcos e cordas. ...Todos os modelos usaram óculos Chilli Beans, acessórios Mil Opções Bijuterias e peças da Passo à Passo Calçados, com trilhas assinada pelo Dj Balinha.


defato com

domingo

Mossoró (RN), domingo, 19 de novembro de 2017

“O Torto Andar do Outro” CMYK

Cia. Pão Doce de Teatro lança espetáculo inspirado em cordel de Antônio Francisco, intitulado “Um Conto bem Contado”. Com texto-base que reflete em seus versos os problemas do mundo atual, montagem propõe uma discussão sobre a pluralidade humana através dos tempos. Companhia celebra 15 anos de trajetória.


editorial [ índice

adoro comer

“O Torto Andar do Outro”

Torta de manga

Entrevista Ator, diretor e produtor artístico Dionízio do Apodi fala dos 15 anos de trajetória do grupo de teatro “O Pessoal do Tarará”. Página 4

I

nspirado em um cordel do poeta mossoroense Antônio Francisco intitulado "Um Conto bem Contado", cujo texto, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual, a Cia. Pão Doce de Teatro realiza o prélançamento do espetáculo “O Torto Andar do Outro”. Como parte da programação dos 15 anos de trajetória do grupo, a montagem, além de propor uma ponte entre o popular e o erudito, a literatura de cordel e os grandes épicos, é um ato político. A necessidade de falar sobre a diferença foi a premissa para a criação de um espetáculo que discutisse a pluralidade humana através dos tempos. De acordo com a companhia, o próprio cordel que inspirou o espetáculo, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual. Montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016, é um espetáculo multiconfiguracional, ou seja, adaptável à rua, palco e espaços alternativos. Boa leitura, Nara Andrade.

Ingredientes 100 g de Margarina Puro Sabor 3 mangas médias descascadas 1 lata de leite condensado (395g) 1 lata de creme de leite (200g) 6 colheres de suco de limão 2 gemas 2 xícaras chá de Farinha de trigo Finna tipo I (sem fermento) ½ xícara de açúcar 1 colher de chá de essência de baunilha 1 envelope gelatina incolor sem sabor 24 g.

Modo de preparo Massa - Bata açúcar, gemas e Margarina Puro Sabor até chegar a uma consistência de creme. Adicione sobre a mistura a farinha e a baunilha. Amasse com as mãos até ficar uma massa homogênea. Faça uma bola. Leve à geladeira por cerca de 20 minutos. Forre o fundo e as laterais de uma forma com a massa e asse por 15 minutos ou até dourar. Recheio - Corte a manga em pedaços e reserve algumas tiras para a decoração. Bata a manga no liquidificador com um pouco de água e peneire. Coloque a mistura novamente no liquidificador com leite condensado, suco de limão, creme de leite e bata até ficar em uma consistência de creme. Dissolva a gelatina em seis colheres de sopa de água em banho-maria. Adicione ao creme. Coloque o creme na forma com a massa já assada. Leve à geladeira por oito horas. Dica Para aprender outras receitas, acesse o canal de oficial da Margarina Puro Sabor no Youtube (www.youtube.com/user/margarinapurosabor) ou acompanhe e siga todos os conteúdos exclusivos da marca no Facebook (www.facebook.com/MargarinaPuroSabor) e no blog www.blog.purosabor.com.br.

Inovação Fio Silhouette: conheça a novidade em estética facial. Página 12

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Tempos atômicos

A façanha de Zé Macho

José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

N

a repartição pública, a gente se comunica por e-mail. É diferente. Imprime um ritmo distinto daquele acostumado. WhatsApp exige uma urgência que o e-mail não precisa. É um sujeito afobado, malhumorado e não muito educado. Provoca nas pessoas certa desconfiança, um pouco de chateação e tédio. Mensagem entregue, mas não lida. Acontece de alguém mandar mensagem e um minuto depois ligar para avisar da comunicação. Porque as pessoas não se ligam mais, elas mandam mensagens o tempo inteiro, muitas das vezes sem necessidade alguma. Se juntam para conversar em um café, mas logo estão nos telefones mandando mensagens, respondendo coisas sem graça, grupos e grupos sem função real: da família, dos pets, das mães, dos pais, dos amigos que podem se ver para beber algum dia da semana, embora nunca se vejam. Trocam fotografias, pornografia, preconceito e sexismo. Riem muito, escondidos dentro de suas próprias mentes. Quando escrevem, escolhem

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palavras e não mostram a cara. No café, as pessoas fazem selfies e se autoelogiam nas redes. Sentem inveja da pessoa viajando. Acreditam ser uma alegria inesgotável a do outro e se dão conta de não estarem viajado o suficiente. Não percebem ser aquela, possivelmente, uma viagem de férias feita com bastante esforço, a prestação, com dinheiro emprestado dos pais. Na rede, há muitas pessoas viajando e fazendo autorretratos, cada um no seu tempo, em momentos distintos e perdidos. Mas, o acumulado parece sugerir que todo mundo viaja o tempo todo. Então, as pessoas ficam infelizes porque não viajam o tempo todo. Se encontram na rua, foto. No almoço, foto do prato. No médico, o relógio na parede. A pulseira nova, o milkshake pela metade, a caneca na mesa, as imagens em movimento. Pequenos segundos com recortes de qualquer coisa, qualquer momento. Exposição efêmera. Detalhes sensuais, músculos desnecessários, marcas de roupa. O telefone tem sido um importante inimigo, apesar de sua eficiência. Conectados o dia inteiro, esquecemos o pôr do sol, a não ser para tirar fotos e promover nova exibição de nossas vontades. Não é ruim esse momento

de transição, pelo menos quando bem aproveitado. O contrário é nocivo em extremidade. Tira jovens da atenção da escola, exibe as intimidades, deixa todo mundo armado com uma câmera na mão. Um meme, e você será ridicularizado para sempre. A sensação de encontrar boas pessoas e não lembrar de registrar o momento torna-se um instante de prazer quando lembrado depois, se você tiver consciência do vício. Quando não fazemos selfies de momentos agradáveis, eles ficam vívidos apenas na memória, como uma lembrança quente e muito mais duradoura. Não há como encontrar aquela visão em outro espaço se não na própria mente. A vida é muito mais bonita dentro da lembrança. Nesse contexto atômico, os e-mails são jovens da terceira idade. Basicamente, extintos em ambientes externos às repartições públicas. Envelhecemos um pouco quando usamos o correio eletrônico para nos comunicar, ou talvez nos demos conta que o tempo é uma necessidade do homem, nunca o contrário. O oposto disso é apenas mais uma patologia moderna, um jeito invisível de se automutilar. O tempo é breve no espaço digital, mas a vida ainda é longa dentro dos e-mails.

josé nicodemos aristida603@hotmail.com

G

uiomar era uma mulher bonita de corpo, busto elegante, cintura fina, quartos largos, pernas longas e roliças. De rosto, nem tanto. E para completar, sabia vestir-se: o vestido sempre lhe realçando as curvas sensuais. Decote rente ao começo dos seios, pondo á mostra a cava entre eles. Seios duros, nem grandes nem pequenos. O marido, conhecido por Zé Macho, orgulhava-se de Guiomar ser sua mulher, e não perdia ocasião de gabar-se disso. Era o marido da mulher mais bonita da cidade – dizia. Pouco se lhe dava o falatório em torno da honra conjugal da esposa, que ele atribuía a despeito puro. O despei-

to de quem não tem mulher bonita, completava. Era um “peixão”, que era como se dizia no tempo. Um chamariz de olhares cobiçosos. Pois falavam mal de Guiomar com o patrão do marido, por lhe frequentar a casa, toda noite, exatamente quando Zé Macho saía para o trabalho de vigia. A casa, toda rodeada de alpendres, de vista agradável, ficava no alto de um cercado de propriedade de seu Nozinho, o patrão, fora do perímetro urbano. Dentro dela, todo o conforto do tempo, menos luz elétrica: a eletricidade não ia além do centro da cidade. E era tal o prestígio de Zé Macho com o patrão, que ele mandava até no processo de admissões e demissões da empresa. Era só querer. Assim, quem era doido, no trabalho ou fora dele, pois matos têm olhos e paredes têm ouvido, de falar mal de

Guiomar? Só o povo da rua, quem não precisasse de emprego de ninguém. Ora, a vingança vinha na hora. Ai de quem se atrevesse. Aconteceu que uma noite, já um tanto tarde, Zé Macho deixou com o outro vigia o serviço, e correu para casa a ir buscar o revólver que tinha esquecido em cima do guarda-roupa. Entrou de supetão no quarto do casal, e com o que se deparou? Nada menos que seu Nozinho em cima de Guiomar, na cama, subindo e descendo em movimentos bruscos. Foi uma carreira desabalada de seu Nozinho, pela porta do fundo, a calça na mão, através do carrapicho, pois Zé Macho pegara logo o revólver em cima do guarda-roupa, sem palavras. – Seu Nozinho! Seu Nozinho” – gritava Zé Macho do alpendre do fundo – o senhor esqueceu o relógio e a carteira, homem de Deus!

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adoro comer Dicas

ENTREVISTA

Dionízio do Apodi “O maior mérito d’O Pessoal do Tarará é a vocação ao teatro”

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

Nesta semana, o grupo de teatro “O Pessoal do Tarará” completou 15 anos de trajetória e DOMINGO conversou com o diretor e um dos fundadores do grupo, Dionízio Cosme Neto, mais conhecido como “Dionízio Cosme do Apodi”, que falou um pouco sobre a história da companhia teatral, os desafios, os momentos mais marcantes e as novidades que estão sendo preparadas para a celebração do 15° aniversário, que ocorrerá durante todo o ano de 2018. Ator, diretor e produtor artístico, Dionízio é natural do município potiguar de Apodi. Ele foi ator da Casa Laboratório para as Artes do Teatro de São Paulo, de novembro de 2013 até o seu fechamento em março de 2015, onde desenvolveu um trabalho diário de pesquisa com o diretor Cacá Carvalho. Como resultado dessa pesquisa, Dionízio do Apodi esteve em cartaz com o espetáculo Aquela Infância Toda, juntamente com outros três atores e com direção do próprio Cacá; e com o solo Casca de Noz, de autoria de Dionízio com reelaboração artística de Cacá Carvalho. O ator deu seus primeiros passos no teatro quando cursava Ciências Sociais na Uern, quando em 1998 entrou para o Grupo de Teatro Universitário de Mossoró (GRUTUM). Nesse período, trabalhou com João Marcelino, diretor e figurinista potiguar, que foi seu maior incentivador no início da trajetória. Dionízio do Apodi já recebeu diversos prêmios em festivais pelo Brasil, bem como o Troféu O Poty, do jornal Diário de Natal, como artista de teatro do ano em 2008. Com o grupo O Pessoal do Tarará, desenvolveu dezenas de projetos de formação e circulação pelos estados do Nordeste.

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A

beleza negra não está apenas na aparência física, mas também em sua história. Em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi, líder do quilombo dos Palmares e símbolo da luta contra a escravidão. Para esse momento de reflexão sobre questões sociais e culturais, a Natura preparou dicas exclusivas para as mulheres negras brilhar ainda mais e exaltar a sua beleza. Cuidados diários Peles negras podem ser normal, mista e seca, mas na maioria das vezes são oleosas. Independente do tipo de pele, precisa estar bem protegida do sol, para evitar o aparecimento de manchas e o excesso de oleosidade. Para isso, o protetor solar é o maior aliado. O Chronos Fluido Multiprotetor FPS 50 (R$ 73,80) atua contra raios UVA e UVB, hidrata, protege contra partículas de poluição e estresse oxidativo, previne contra os sinais de envelhecimento, perfeito para usar antes da maquiagem. Toque ultrasseco e sem resíduos brancos. Aplique diariamente em todo o rosto pela manhã. Em seguida, aposte no UNA Blur efeito instantâneo (R$ 71,00), que se adapta a todos os tons de pele por ser transparente. “Além de ser prático de usar, esse xodó da maquiagem deixa um efeito aveludado na pele”, explica Marcos Costa, maquiador oficial da Natura. O pro-

Maquiador Marcos Costa dá dicas de produtos para realçar beleza negra

Mulheres negras contam com vários produtos específicos para elas

duto ainda suaviza os poros e linhas de expressão e é ideal para dar o acabamento para a pele. Pele impecável O primeiro passo é investir em uma base que seja ideal para o tom de pele e para o efeito que você desejado (matte ou iluminado). As bases UNA Matific e UNA Radiance (R$ 64,00 cada) estão disponíveis em 18 tons e proporcionam, respectivamente, efeito opaco e iluminado à pele. Com textura leve e livre de óleo, a Base líquida UNA Matific FPS 15 tem efeito matte e ajuda a reduzir a oleosidade do rosto graças às microesferas de babaçu que controlam o brilho. Para peles normais a secas, a Base Líquida UNA Radiance FPS 15 proporciona frescor impecável. Sua fórmula contém Complexo Lift Radiance que combina microesferas que captam a luz natural refletida na pele e efeito tensor que disfarça linhas de expressão. As duas opções possuem tonalidades que adere à pele negra que se aproximam da cor amarela, neutra e rosada. Toque de cor Para iluminar e destacar partes específicas do rosto de forma natural, vale aplicar o Aquarela Pó Iluminador Marmorizado (R$ 48,90) nas têmporas, testa e queixo, até alcançar o efeito desejado. Segundo o maquiador, a cor bronze dourado é perfeita para os tons

de pele negra. Nas bochechas, o maquiador Marcos Costa indica o Blush Compacto (R$ 29,90), da linha Aquarela, nos tons rosa 1 e bronze 4. Colorindo os lábios Para valorizar ainda mais o contorno dos lábios da mulher negra, Costa aposta em cores de acordo com o tom de cada pele negra, por exemplo, os tons de peles mais amarelados podem apostar em vermelhos, vinhos e rosas. Os mais rosados, podem abusar da variedade de marrons, dourados e alaranjados, já os neutros, passeiam por todas as cores. Por fim, colorir a boca é um dos pontos altos da maquiagem. O efeito metalizado está em alta e a linha Faces acaba de lançar novidades, Natura Faces Efeito Metalizado (R$ 21,90). Para finalizar a make em grande estilo, abuse das cores Eletric Champagne, Cobre Star e Roxo Crash. Marcos Costa, maquiador oficial da Natura, afirma que independente das dicas, o mais importante é a mulher se sentir bem consigo mesma. Todos os produtos citados acima podem ser encontrados por meio de uma Consultora Natura, na Rede Natura (rede.natura.net) ou nas Lojas próprias da Natura, em São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Alphaville São Paulo, Campinas e no Rio de Janeiro. DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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Dicas

ENTREVISTA

Produtos de rosto e maquiagem

para peles negras >> Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro, Natura sugere produtos para realçar ainda mais a beleza das mulheres negras

DOMINGO – No último dia 13, o grupo de teatro “O Pessoal do Tarará” completou 15 anos de trajetória. O que você, como um dos fundadores do grupo, pode destacar dessa história? DIONÍZIO DO APODI – Eu destaco uma entrega muito grande ao fazer teatral. Mais que conquistas, mais que projetos aprovados, mais que número de espetáculos construídos, mais que qualquer outra coisa, a nossa maior virtude foi – e é – a responsabilidade com o ato teatral. E essa responsabilidade não existe apenas na hora de uma apresentação. Eu digo sempre que a apresentação é apenas um detalhe, muito importante, sublime, contato com o público, lindo. Mas, faz-se teatro é no cotidiano, nos ensaios e fora dele, porque a gente não se torna ator quando faz um aquecimento para o ensaio ou para uma apresentação. A gente dorme ator, sonha ator, acorda ator e vive ator. Então, essa responsabilidade é o tempo inteiro com a nossa arte. Essa responsabilidade, que não é um sacrifício mas um prazer, é a coisa que o grupo construiu de mais bonito. Não à toa, quando alguém diz que fez parte ou faz d’O Pessoal do Tarará, você já percebe o respeito das pessoas. E não é porque são bons demais. Simplesmente pela vocação ao teatro. A gente sempre teve a sorte de ajudar a construir vocações. Há pessoas que podem até ser da profissão. E tem pessoas que são da vocação. O maior mérito d’O Pessoal do Tarará é a vocação ao teatro. COMO tudo começou e como surgiu a ideia de formar o grupo? FAZÍAMOS parte do Grupo de Teatro Universitário de Mossoró (GRUTUM). Ali começou a nossa base e foi despertada a vocação, porque muita gente boa passou pelo Grutum, tanto atores como gente que vinha para ministrar oficina. A experiência do Grutum foi enriquecedora, mas sabemos que é uma passagem, não é para passar a vida inteira. Daí, naturalmente surgiu a necessidade de darmos outros saltos, traçarmos o nosso próprio caminho. Daí, eu e mais alguns

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companheiros saímos do Grutum para iniciarmos uma nova trajetória, como O Pessoal do Tarará. E O NOME do grupo, como foi escolhido? O NOME foi por acaso. Na época, em novembro de 2002, eu, Rosi Reis, Deyse Negreiros, Michelle Fábia, Ludmila Albuquerque e Diego Ventura queríamos fazer teatro, trabalhar, trabalhar, trabalhar... viver de teatro, esse era o sonho, mas que não queríamos ter isso a qualquer preço, fazendo qualquer coisa, pensando unicamente em vender. Pelo contrário. Não abrimos concessões para fazer algo em que não acreditamos. Então, os nossos encontros eram intensos e praticamente 24 horas (risos). Tínhamos o desejo, praticávamos e estudávamos o tempo inteiro, mas veja que não tínhamos um nome e não havia a menor preocupação sobre isso por parte de ninguém. Um dia, começamos a pensar em projetos, em buscar parcerias, aí veio a necessidade de formalizar, de ser uma empresa, de ter nome. Aí pedimos para pessoas trazerem nomes e ninguém trazia porque não havia essa preocupação. E eu falava: “Amanhã, tragam sugestões de nomes. Algo tipo Grupo de Teatro Tarará...”. Tarará como reticências, como algo a ser substituído. Ninguém trouxe. Aí pedindo sugestões a João Marcelino, que sempre foi muito presente em nossa trajetória, ele disse: “Por que não deixa esse Tarará? Ponham: ‘O Pessoal do Tarará’.”. E ficou. Como Shakespeare fala em Romeu e Julieta: o que é um nome? Se a rosa, ao invés de rosa, tivesse outro nome, deixaria de ser perfumosa? QUAIS os principais desafios enfrentados por quem faz parte desse universo da produção cultural na nossa cidade e no nosso país? Antes, era mais fácil que hoje ou hoje o cenário está mais favorável para os agentes da cultura? VEJA só. Eu comecei a fazer teatro em 1998, dentro da Uern, e o contexto já era bem mais favorável do que a época do TEAM de Lauro Mon-

te Filho, o Terra de Aécio Cândido, Crispiniano Neto e Marcos Leonardo, da Escarcéu de Nonato e Lenilda (cito essas pessoas como referências e não como donas desses grupos). Fazer teatro na época da Ditadura Militar era muito difícil, e essas pessoas que eu citei podem falar bem melhor que eu porque elas viveram, e eu não. Nosso contexto, O Pessoal do Tarará, a partir de 2002, já foi um contexto de editais, com recursos públicos investidos em cultura, onde pudemos concorrer e ganhar muitos projetos. Houve muito ganho para a cultura mossoroense, potiguar e do Brasil, mesmo que ainda com muitos problemas. Mas, caminhamos muito. No entanto, hoje o clima é de muita incerteza pelo momento em que o país vive, com um presidente, uma Câmara e um Senado que legislam e governam, abertamente, contra os direitos dos trabalhadores. E digo que a primeira coisa que é cortada num contexto desse é a cultura, que no Brasil é tratada como algo supérfluo por essas classes dominantes, principalmente nesse contexto atual. O cenário está desenhado e escancarado para as maiores dificuldades em todos os setores. O retrocesso, as casas que estamos voltando nesse jogo, precisaremos de muitas gerações para recuperar. Não dá para analisar a cultura sem levar em consideração esse contexto. O QUE faz um grupo ter uma história tão longeva como a de vocês? Alguma receita especial? ACHO que ter consciência sobre cada momento dessa trajetória. É uma vida, cheia de momentos diversos. Por exemplo: há alguns anos, nosso grupo não constrói um espetáculo, e isso abre para as pessoas encarar como um término do grupo, e não é. Nunca acabou. Há uma chama presente, mas se manifestando de outra forma, num outro momento. Claro que o que é vistoso é você apresentar. Quando você tem um grupo como o nosso, que todo dia saía em jornal, TV, rádio, e de repente não mais com aquela frequência, fica parecendo que acabou, mas o teatro DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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ENTREVISTA

Inovação

Q

acontece de outras maneiras. A gente cansou um pouco de aprovar tanto projeto, de correr com tanto projeto, em dedicar mais tempo ao escritório do que à sala de ensaios. Precisava parar um pouco aquela correria e voltar a pensar pequeno, na aldeia, no quintal, na rua, para a gente compreender cada momento. Estamos e sempre estivemos muito juntos por causa dessa experiência ou maturidade, sei lá, que chega com o tempo, e até com os filhos dos integrantes que chegaram e nos ensinam outras coisas e trazem outras águas. COMO estão as atividades do grupo? NO MOMENTO, estamos fazendo uma coisa que sempre quisemos e nunca tivemos tempo de fazer, que é estudar toda a obra de nosso maior dramaturgo potiguar, mestre Racine Santos. Ele está muito contente com nosso mergulho nas peças dele, sem compromisso de espetáculo, mas com o que a obra dele nos lançar. É uma obra riquíssima que o Brasil precisa conhecer. Então, esse é o nosso momento: Racine Santos. FALANDO em atividades, quantos espetáculos o grupo montou nestes 15 anos de história? Tem algum de maior destaque? CONSTRUÍMOS cerca de 10 espetáculos. Teve um tempo que fizemos até três em um ano, o que é uma loucura, mas todos com muita entrega e desejo de fazê-los. Era uma meninada jovem, sem filhos (risos). Hoje, estamos sem pressa, estudando Racine Santos. É difícil falar de um em especial porque cada trabalho representou uma época e foi muito bem vivido. Sanduíche de Gente abriu as portas de Mossoró para a gente, A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró abriu as portas do Brasil para o nosso trabalho. O Inspetor Geraldo, trabalho lindo. O Pulo do Gato de um atrevimento. É difícil escolher. E O GRUPO está promovendo alguma atividade especial em comemoração ao aniversário?

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NÓS temos uma programação comemorativa traçada, discutida, pronta para ser desenvolvida com muitas novidades, mas que optamos por desenvolvê-la durante todo o ano de 2018. No momento, estudamos Racine, comemoramos internamente, e levaremos nossa programação de aniversário para o nosso público, de quem estamos com saudade, em 2018, a partir do início, já. QUANTOS integrantes compõem a formação atual do grupo? Tem muitos da primeira formação? Quantos já passaram? HOJE, somos dez. Dentre os dez, temos três casais, com famílias, e que se encontraram no próprio grupo, o que mostra bem o que somos hoje. Mais que um grupo, somos uma vida. Da formação que começou em 2002 tem Rosi Reis e eu. Mas o restante todo com uma identidade forte com o grupo, a maior parte desde 2005. Quanto aos que passaram, talvez uns dez também. QUAL a característica mais marcante do grupo? É UMA pergunta difícil de responder porque o grupo se transformou

muito durante a sua existência, em todos os sentidos. Talvez, seja melhor a gente ratificar o que abrimos nesta conversa. O comprometimento com a nossa vocação de fazer teatro. Isso nunca mudou; sempre encaramos com muita paixão. NESSES anos, o grupo conquistou premiações? OUTRA questão difícil de falar. Difícil até de contar. Ganhamos tanta premiação... Parece algo pedante de nossa parte, mas não é, porque a gente nunca deixou que os prêmios nos afetassem. Continuamos trabalhando, independente de premiação ou não. Mas, ganhamos tanto prêmio que é difícil até contar. Com A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró foi tanto prêmio. Mas, a gente sabe que o mais importante é a essência daquele trabalho. GOSTARIA de falar mais alguma coisa antes de concluir? AGRADEÇO imensamente a você, Nara, e ao JORNAL DE FATO. O JORNAL DE FATO sempre foi muito parceiro e atencioso conosco, com o nosso trabalho, em todos os momentos. Muito agradecido pelo espaço.

uem nunca desejou ter uma pele firme e bonita com o passar dos anos, sem precisar fazer cirurgia plástica? Hoje, já é possível obter esse “up” na aparência através do Fio Silhouette, uma técnica minimamente invasiva importada dos Estados Unidos e aprovada pela Anvisa. Considerada um tratamento promissor para combater a flacidez do rosto e pescoço, a sutura Silhouette é uma linha tensora feita com ácido polilático, uma substância compatível com o corpo humano, que permite “levantar a face” além de induzir a produção natural de colágeno no local tratado. Esse procedimento é realizado no próprio consultório, sem necessidade de internação, sendo necessário apenas a anestesia nos pontos de entrada dos fios. Pequenos furos são realizados em pontos estratégicos do rosto com uma agulha que conduz o fio até a camada de gordura e o acomoda ao longo do tecido, tracionando a pele para simular o efeito de lifting imediato e ação rejuvenescedora contínua. O tratamento é bastante indicado para eliminar o ‘bigode chinês”, a “papada do pescoço” e elevar a sobrancelha. A dermatologista Kaline Ferraz esteve em Barcelona em outubro deste ano, com um seleto grupo de experts em aplicação do fio Silhouette, para participar do WEM (World Experts Meeting), um evento que acontece anualmente na cidade espanhola, onde reúne experts no mundo inteiro em tratamentos com Fio Silhouette e preenchimento. Kaline explica que, geralmente, são utilizados de 2 a 4 fios por paciente, mas esse número pode variar, a depender da região tratada: “Essa técnica tem efeito sutil e é menos invasiva. O resultado é imediato, sem cicatrizes e a recuperação é tranquila, visto que o paciente pode manter sua rotina social de forma rápida”. A técnica permite eficácia durante um ano e meio a dois anos, podendo ser repetido após esse período. Além de corrigir as marcas indesejadas causadas pelo envelhecimento, o fio Silhouette proporciona outros

Fio Silhouette permite “levantar a face” além de induzir a produção natural de colágeno no local tratado

benefícios, como o estímulo da produção de colágeno, ajudando a aumentar a firmeza da pele e restaurar os contornos de forma natural e gradual. Além da face, ele pode ser usado em outras partes do corpo, como ab-

dome, braços, coxas. Kaline Ferraz ainda conta que o fio Silhouette pode ser colocado em pacientes de qualquer sexo e deve ser realizado apenas por um dermatologista capacitado.

Dermatologista Kaline Ferraz é única profissional em Mossoró que faz esse tipo de procedimento

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Inovação

Fio Silhouette: conheça a novidade em estética facial >> Dermatologista Kaline Ferraz explica tratamento inovador e eficaz para combater a flacidez do rosto e pescoço

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Teatro

“O Torto Andar do Outro” >> Cia. Pão Doce de Teatro lança espetáculo inspirado em cordel de Antônio Francisco, que faz uma ponte entre o popular e o erudito, para comemorar os 15 anos da companhia

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Teatro

Teatro

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sua produção e métodos de interagir com o cenário local, colaborando sempre para a pluralidade cênica da cidade. O grupo já circulou por quase oitenta cidades entre dezenove estados brasileiros. Foi contemplado em 2014 com o Prêmio Funarte Artes na Rua. Em 2015 entrou em temporada pelo Nordeste e também representou o RN no Intercâmbio Palco Giratório 2015, no 22° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE), ficando entre os melhores espetáculos da Mostra Nordeste, segundo o júri popular. O grupo ainda participou da Aldeia Sesc Seridó 2015 (RN), XI e XIV Mostra Ariús de Teatro (PB), Festival O Mundo Inteiro é um Palco - anos II e V (RN), 6° Festival de Teatro de Fortaleza, 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas, 17° Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, 3° Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará. A Cia. Pão Doce de Teatro foi, também, selecionada para circular pelo Brasil em 2016, com o espetáculo “A Casatória c'a Defunta” no Circuito Palco Giratório, e no mesmo ano foi indicada ao Prêmio Cenym do Teatro Nacional nas categorias de Melhor Cia. de Teatro e Melhores Adereços e Objetos de Cena, levando para casa o troféu pela segunda categoria. Em 2017, foi convidada a compor a programação do Circuito Sesc de Artes (SP) circulando por nove cidades do interior paulista, participou do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP) e da Festa Literária Internacional de Paraty/RJ (FLIP).

omo parte da programação dos 15 anos da Cia. Pão Doce de Teatro, o grupo fez neste final de semana o pré-lançamento do espetáculo intitulado “O Torto Andar do Outro”. O texto do espetáculo é inspirado em um cordel do poeta mossoroense Antônio Francisco. De acordo com representantes da companhia, o espetáculo propõe uma ponte entre o popular e o erudito, a literatura de cordel e os grandes épicos. “Mais que isso, é um ato político. A necessidade de falar sobre a diferença foi a premissa para a criação de um espetáculo que discutisse pluralidade humana através dos tempos”, explica Romero Oliveira, diretor musical do espetáculo. Ele também frisa que essa proposta também foi motivada por diálogos entre o grupo e o mestre cordelista Antônio Francisco, mossoroense que ocupa a cadeira de Patativa do Assaré na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). Segundo o grupo, o poeta Antônio Francisco revelou o seu desejo de ver transformado em espetáculo teatral o seu cordel "Um Conto bem Contado", cujo texto, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual. “O Torto Andar do Outro”, que foi montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016, é um espetáculo multiconfiguracional, ou seja, adaptável à rua, palco e espaços alternativos. “Essa, assim como outras obras de Antônio, nos leva ao inesperado. É atemporal, instigante e transcende as religiões, costumes e épocas. Ela nos faz refletir sobre nossas marginalizações, a corrupção, o preconceito, a violência, a xenofobia e nos faz sonhar com um mundo em que prevaleça o respeito”, ressaltam os artistas. Entre os artistas que colaboraram para a construção desse espetáculo estão: Marcos Leonardo, com cenografia e figurino, além da direção em parceria com o grupo; Romero Oliveira com direção musical; Cláudia Max; com preparação vocal; Anderson Leão com trabalho de corpo; Júlio Maciel e Michelli Fábia, com o estudo da palavra e trabalho de grupo. A companhia vem trabalhando nessa montagem há aproximadamente um ano

8 DOMINGO, 19 de novembro de 2017

“O Torto Andar do Outro”, que foi montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016 e meio, desde a pesquisa, criação de texto, preparação corporal e vocal, seminários de leitura e montagem de cenas, para que nos dias 17, 18 e 19 de novembro, o grupo pudesse fazer a sua primeira Mostra de Processo. Integram o elenco: Lígia Kiss, Mônica Danuta, Bárbara Paiva, Paulo Lima e Romero Oliveira, que em cena contam a história de uma cidade existente dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá, onde todos andam de lado, feito caranguejo, quando surge na cidade uma criança que anda para frente e é perseguida pelo rei e sua corte. “Interpretar um poema de Antônio é conviver com o que há de mais legítimo e sensível na poesia popular nordestina, é constatar a sutileza com a qual o poeta metaforiza cada verso, com doses de amor e pitadas de crítica que proporcionam mais brilho nas comparações feitas do imaginário ao real”, comentam. Outro ponto que merece destaque na montagem, de acordo com os representantes do grupo, é a utilização da música enquanto dramaturgia, prática já presente nos trabalhos do grupo, que nesse

espetáculo utiliza canções autorais que entremeiam os ritmos nordestinos à música medieval. As obras do poeta Antônio Francisco vêm se consolidando cada vez mais no cenário cultural e acadêmico em decorrência da retomada do popular, da variedade estética de seus cordéis e do viés social existente nas suas histórias. “Assim, é desejo da Cia. Pão Doce transcender os rumos desse projeto e garantir a continuidade de ‘O Torto Andar do Outro’, oferecendo vinte apresentações gratuitas para a comunidade mossoroense, mostrando que o teatro não se restringe apenas à encenação, mas que oportuniza momentos de discussão, de riso e descobertas com o público”, lembram. 15 ANOS DE HISTÓRIA A Cia. Pão Doce de Teatro, de Mossoró, iniciou sua trajetória em 2002. Desde então, vem construindo sua história no teatro norte-rio-grandense para e com o público jovem desde a sua primeira montagem, o infantil “Eu Chovo, tu Choves, ele Chove”, de Sylvia Orthof. Desde então, segue aperfeiçoando a

ta por prazer, viajou quase todo o Nordeste de bicicleta, ficando conhecido como O Poeta da Bicicleta. Em 15 de maio de 2006, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel na

cadeira 15, cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. A partir daí, já vem sendo chamado de o “novo Patativa do Assaré”, devido à cadeira que ocupa e à qualidade de seus versos.

SINOPSE DO ESPETÁCULO Existia no sertão do acolá, há vinte séculos atrás, onde andava o aruá, uma cidade encantada numa cuia, pendurada num galho de jatobá. Nela, vivia um povo desajustado, valente, uns filhotes de mosquito parecidos com a gente, só que andavam de banda, feito caranguejo anda, ninguém dava um passo à frente. Tudo ia bem na visão daquela gente, quando correu a notícia que tinha um inocente com três anos de idade, num dos bairros da cidade, andando detrás para frente. Inspirada no cordel de Antônio Francisco, a Cia. Pão Doce te levará ao inesperado.

O POETA Sou “Sou Antônio Francisco Teixeira de Melo Nasci onde às vezes neblina e não chove, Em 1949 Num berço pequeno, pacato, singelo O chão Mossoró é meu reino e castelo Meu mundo encantado Meu norte fecundo (...)” Filho de Francisco Petronilo de Melo e Pêdra Teixeira de Melo. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta popular, cordelista, xilógrafo, compositor, artesão. Aos 46 anos, muito tardiamente, começou sua carreira literária. Esportis-

Em cena, atores contam a história de uma cidade existente dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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sua produção e métodos de interagir com o cenário local, colaborando sempre para a pluralidade cênica da cidade. O grupo já circulou por quase oitenta cidades entre dezenove estados brasileiros. Foi contemplado em 2014 com o Prêmio Funarte Artes na Rua. Em 2015 entrou em temporada pelo Nordeste e também representou o RN no Intercâmbio Palco Giratório 2015, no 22° Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (CE), ficando entre os melhores espetáculos da Mostra Nordeste, segundo o júri popular. O grupo ainda participou da Aldeia Sesc Seridó 2015 (RN), XI e XIV Mostra Ariús de Teatro (PB), Festival O Mundo Inteiro é um Palco - anos II e V (RN), 6° Festival de Teatro de Fortaleza, 17ª Mostra Sesc Cariri de Culturas, 17° Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua, 3° Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará. A Cia. Pão Doce de Teatro foi, também, selecionada para circular pelo Brasil em 2016, com o espetáculo “A Casatória c'a Defunta” no Circuito Palco Giratório, e no mesmo ano foi indicada ao Prêmio Cenym do Teatro Nacional nas categorias de Melhor Cia. de Teatro e Melhores Adereços e Objetos de Cena, levando para casa o troféu pela segunda categoria. Em 2017, foi convidada a compor a programação do Circuito Sesc de Artes (SP) circulando por nove cidades do interior paulista, participou do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (SP) e da Festa Literária Internacional de Paraty/RJ (FLIP).

omo parte da programação dos 15 anos da Cia. Pão Doce de Teatro, o grupo fez neste final de semana o pré-lançamento do espetáculo intitulado “O Torto Andar do Outro”. O texto do espetáculo é inspirado em um cordel do poeta mossoroense Antônio Francisco. De acordo com representantes da companhia, o espetáculo propõe uma ponte entre o popular e o erudito, a literatura de cordel e os grandes épicos. “Mais que isso, é um ato político. A necessidade de falar sobre a diferença foi a premissa para a criação de um espetáculo que discutisse pluralidade humana através dos tempos”, explica Romero Oliveira, diretor musical do espetáculo. Ele também frisa que essa proposta também foi motivada por diálogos entre o grupo e o mestre cordelista Antônio Francisco, mossoroense que ocupa a cadeira de Patativa do Assaré na Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). Segundo o grupo, o poeta Antônio Francisco revelou o seu desejo de ver transformado em espetáculo teatral o seu cordel "Um Conto bem Contado", cujo texto, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual. “O Torto Andar do Outro”, que foi montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016, é um espetáculo multiconfiguracional, ou seja, adaptável à rua, palco e espaços alternativos. “Essa, assim como outras obras de Antônio, nos leva ao inesperado. É atemporal, instigante e transcende as religiões, costumes e épocas. Ela nos faz refletir sobre nossas marginalizações, a corrupção, o preconceito, a violência, a xenofobia e nos faz sonhar com um mundo em que prevaleça o respeito”, ressaltam os artistas. Entre os artistas que colaboraram para a construção desse espetáculo estão: Marcos Leonardo, com cenografia e figurino, além da direção em parceria com o grupo; Romero Oliveira com direção musical; Cláudia Max; com preparação vocal; Anderson Leão com trabalho de corpo; Júlio Maciel e Michelli Fábia, com o estudo da palavra e trabalho de grupo. A companhia vem trabalhando nessa montagem há aproximadamente um ano

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“O Torto Andar do Outro”, que foi montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016 e meio, desde a pesquisa, criação de texto, preparação corporal e vocal, seminários de leitura e montagem de cenas, para que nos dias 17, 18 e 19 de novembro, o grupo pudesse fazer a sua primeira Mostra de Processo. Integram o elenco: Lígia Kiss, Mônica Danuta, Bárbara Paiva, Paulo Lima e Romero Oliveira, que em cena contam a história de uma cidade existente dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá, onde todos andam de lado, feito caranguejo, quando surge na cidade uma criança que anda para frente e é perseguida pelo rei e sua corte. “Interpretar um poema de Antônio é conviver com o que há de mais legítimo e sensível na poesia popular nordestina, é constatar a sutileza com a qual o poeta metaforiza cada verso, com doses de amor e pitadas de crítica que proporcionam mais brilho nas comparações feitas do imaginário ao real”, comentam. Outro ponto que merece destaque na montagem, de acordo com os representantes do grupo, é a utilização da música enquanto dramaturgia, prática já presente nos trabalhos do grupo, que nesse

espetáculo utiliza canções autorais que entremeiam os ritmos nordestinos à música medieval. As obras do poeta Antônio Francisco vêm se consolidando cada vez mais no cenário cultural e acadêmico em decorrência da retomada do popular, da variedade estética de seus cordéis e do viés social existente nas suas histórias. “Assim, é desejo da Cia. Pão Doce transcender os rumos desse projeto e garantir a continuidade de ‘O Torto Andar do Outro’, oferecendo vinte apresentações gratuitas para a comunidade mossoroense, mostrando que o teatro não se restringe apenas à encenação, mas que oportuniza momentos de discussão, de riso e descobertas com o público”, lembram. 15 ANOS DE HISTÓRIA A Cia. Pão Doce de Teatro, de Mossoró, iniciou sua trajetória em 2002. Desde então, vem construindo sua história no teatro norte-rio-grandense para e com o público jovem desde a sua primeira montagem, o infantil “Eu Chovo, tu Choves, ele Chove”, de Sylvia Orthof. Desde então, segue aperfeiçoando a

ta por prazer, viajou quase todo o Nordeste de bicicleta, ficando conhecido como O Poeta da Bicicleta. Em 15 de maio de 2006, tomou posse na Academia Brasileira de Literatura de Cordel na

cadeira 15, cujo patrono é o saudoso poeta cearense Patativa do Assaré. A partir daí, já vem sendo chamado de o “novo Patativa do Assaré”, devido à cadeira que ocupa e à qualidade de seus versos.

SINOPSE DO ESPETÁCULO Existia no sertão do acolá, há vinte séculos atrás, onde andava o aruá, uma cidade encantada numa cuia, pendurada num galho de jatobá. Nela, vivia um povo desajustado, valente, uns filhotes de mosquito parecidos com a gente, só que andavam de banda, feito caranguejo anda, ninguém dava um passo à frente. Tudo ia bem na visão daquela gente, quando correu a notícia que tinha um inocente com três anos de idade, num dos bairros da cidade, andando detrás para frente. Inspirada no cordel de Antônio Francisco, a Cia. Pão Doce te levará ao inesperado.

O POETA Sou “Sou Antônio Francisco Teixeira de Melo Nasci onde às vezes neblina e não chove, Em 1949 Num berço pequeno, pacato, singelo O chão Mossoró é meu reino e castelo Meu mundo encantado Meu norte fecundo (...)” Filho de Francisco Petronilo de Melo e Pêdra Teixeira de Melo. Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Poeta popular, cordelista, xilógrafo, compositor, artesão. Aos 46 anos, muito tardiamente, começou sua carreira literária. Esportis-

Em cena, atores contam a história de uma cidade existente dentro de uma cuia pendurada num galho de jatobá DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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Inovação

Fio Silhouette: conheça a novidade em estética facial >> Dermatologista Kaline Ferraz explica tratamento inovador e eficaz para combater a flacidez do rosto e pescoço

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Teatro

“O Torto Andar do Outro” >> Cia. Pão Doce de Teatro lança espetáculo inspirado em cordel de Antônio Francisco, que faz uma ponte entre o popular e o erudito, para comemorar os 15 anos da companhia

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ENTREVISTA

Inovação

Q

acontece de outras maneiras. A gente cansou um pouco de aprovar tanto projeto, de correr com tanto projeto, em dedicar mais tempo ao escritório do que à sala de ensaios. Precisava parar um pouco aquela correria e voltar a pensar pequeno, na aldeia, no quintal, na rua, para a gente compreender cada momento. Estamos e sempre estivemos muito juntos por causa dessa experiência ou maturidade, sei lá, que chega com o tempo, e até com os filhos dos integrantes que chegaram e nos ensinam outras coisas e trazem outras águas. COMO estão as atividades do grupo? NO MOMENTO, estamos fazendo uma coisa que sempre quisemos e nunca tivemos tempo de fazer, que é estudar toda a obra de nosso maior dramaturgo potiguar, mestre Racine Santos. Ele está muito contente com nosso mergulho nas peças dele, sem compromisso de espetáculo, mas com o que a obra dele nos lançar. É uma obra riquíssima que o Brasil precisa conhecer. Então, esse é o nosso momento: Racine Santos. FALANDO em atividades, quantos espetáculos o grupo montou nestes 15 anos de história? Tem algum de maior destaque? CONSTRUÍMOS cerca de 10 espetáculos. Teve um tempo que fizemos até três em um ano, o que é uma loucura, mas todos com muita entrega e desejo de fazê-los. Era uma meninada jovem, sem filhos (risos). Hoje, estamos sem pressa, estudando Racine Santos. É difícil falar de um em especial porque cada trabalho representou uma época e foi muito bem vivido. Sanduíche de Gente abriu as portas de Mossoró para a gente, A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró abriu as portas do Brasil para o nosso trabalho. O Inspetor Geraldo, trabalho lindo. O Pulo do Gato de um atrevimento. É difícil escolher. E O GRUPO está promovendo alguma atividade especial em comemoração ao aniversário?

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NÓS temos uma programação comemorativa traçada, discutida, pronta para ser desenvolvida com muitas novidades, mas que optamos por desenvolvê-la durante todo o ano de 2018. No momento, estudamos Racine, comemoramos internamente, e levaremos nossa programação de aniversário para o nosso público, de quem estamos com saudade, em 2018, a partir do início, já. QUANTOS integrantes compõem a formação atual do grupo? Tem muitos da primeira formação? Quantos já passaram? HOJE, somos dez. Dentre os dez, temos três casais, com famílias, e que se encontraram no próprio grupo, o que mostra bem o que somos hoje. Mais que um grupo, somos uma vida. Da formação que começou em 2002 tem Rosi Reis e eu. Mas o restante todo com uma identidade forte com o grupo, a maior parte desde 2005. Quanto aos que passaram, talvez uns dez também. QUAL a característica mais marcante do grupo? É UMA pergunta difícil de responder porque o grupo se transformou

muito durante a sua existência, em todos os sentidos. Talvez, seja melhor a gente ratificar o que abrimos nesta conversa. O comprometimento com a nossa vocação de fazer teatro. Isso nunca mudou; sempre encaramos com muita paixão. NESSES anos, o grupo conquistou premiações? OUTRA questão difícil de falar. Difícil até de contar. Ganhamos tanta premiação... Parece algo pedante de nossa parte, mas não é, porque a gente nunca deixou que os prêmios nos afetassem. Continuamos trabalhando, independente de premiação ou não. Mas, ganhamos tanto prêmio que é difícil até contar. Com A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró foi tanto prêmio. Mas, a gente sabe que o mais importante é a essência daquele trabalho. GOSTARIA de falar mais alguma coisa antes de concluir? AGRADEÇO imensamente a você, Nara, e ao JORNAL DE FATO. O JORNAL DE FATO sempre foi muito parceiro e atencioso conosco, com o nosso trabalho, em todos os momentos. Muito agradecido pelo espaço.

uem nunca desejou ter uma pele firme e bonita com o passar dos anos, sem precisar fazer cirurgia plástica? Hoje, já é possível obter esse “up” na aparência através do Fio Silhouette, uma técnica minimamente invasiva importada dos Estados Unidos e aprovada pela Anvisa. Considerada um tratamento promissor para combater a flacidez do rosto e pescoço, a sutura Silhouette é uma linha tensora feita com ácido polilático, uma substância compatível com o corpo humano, que permite “levantar a face” além de induzir a produção natural de colágeno no local tratado. Esse procedimento é realizado no próprio consultório, sem necessidade de internação, sendo necessário apenas a anestesia nos pontos de entrada dos fios. Pequenos furos são realizados em pontos estratégicos do rosto com uma agulha que conduz o fio até a camada de gordura e o acomoda ao longo do tecido, tracionando a pele para simular o efeito de lifting imediato e ação rejuvenescedora contínua. O tratamento é bastante indicado para eliminar o ‘bigode chinês”, a “papada do pescoço” e elevar a sobrancelha. A dermatologista Kaline Ferraz esteve em Barcelona em outubro deste ano, com um seleto grupo de experts em aplicação do fio Silhouette, para participar do WEM (World Experts Meeting), um evento que acontece anualmente na cidade espanhola, onde reúne experts no mundo inteiro em tratamentos com Fio Silhouette e preenchimento. Kaline explica que, geralmente, são utilizados de 2 a 4 fios por paciente, mas esse número pode variar, a depender da região tratada: “Essa técnica tem efeito sutil e é menos invasiva. O resultado é imediato, sem cicatrizes e a recuperação é tranquila, visto que o paciente pode manter sua rotina social de forma rápida”. A técnica permite eficácia durante um ano e meio a dois anos, podendo ser repetido após esse período. Além de corrigir as marcas indesejadas causadas pelo envelhecimento, o fio Silhouette proporciona outros

Fio Silhouette permite “levantar a face” além de induzir a produção natural de colágeno no local tratado

benefícios, como o estímulo da produção de colágeno, ajudando a aumentar a firmeza da pele e restaurar os contornos de forma natural e gradual. Além da face, ele pode ser usado em outras partes do corpo, como ab-

dome, braços, coxas. Kaline Ferraz ainda conta que o fio Silhouette pode ser colocado em pacientes de qualquer sexo e deve ser realizado apenas por um dermatologista capacitado.

Dermatologista Kaline Ferraz é única profissional em Mossoró que faz esse tipo de procedimento

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Dicas

ENTREVISTA

Produtos de rosto e maquiagem

para peles negras >> Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro, Natura sugere produtos para realçar ainda mais a beleza das mulheres negras

DOMINGO – No último dia 13, o grupo de teatro “O Pessoal do Tarará” completou 15 anos de trajetória. O que você, como um dos fundadores do grupo, pode destacar dessa história? DIONÍZIO DO APODI – Eu destaco uma entrega muito grande ao fazer teatral. Mais que conquistas, mais que projetos aprovados, mais que número de espetáculos construídos, mais que qualquer outra coisa, a nossa maior virtude foi – e é – a responsabilidade com o ato teatral. E essa responsabilidade não existe apenas na hora de uma apresentação. Eu digo sempre que a apresentação é apenas um detalhe, muito importante, sublime, contato com o público, lindo. Mas, faz-se teatro é no cotidiano, nos ensaios e fora dele, porque a gente não se torna ator quando faz um aquecimento para o ensaio ou para uma apresentação. A gente dorme ator, sonha ator, acorda ator e vive ator. Então, essa responsabilidade é o tempo inteiro com a nossa arte. Essa responsabilidade, que não é um sacrifício mas um prazer, é a coisa que o grupo construiu de mais bonito. Não à toa, quando alguém diz que fez parte ou faz d’O Pessoal do Tarará, você já percebe o respeito das pessoas. E não é porque são bons demais. Simplesmente pela vocação ao teatro. A gente sempre teve a sorte de ajudar a construir vocações. Há pessoas que podem até ser da profissão. E tem pessoas que são da vocação. O maior mérito d’O Pessoal do Tarará é a vocação ao teatro. COMO tudo começou e como surgiu a ideia de formar o grupo? FAZÍAMOS parte do Grupo de Teatro Universitário de Mossoró (GRUTUM). Ali começou a nossa base e foi despertada a vocação, porque muita gente boa passou pelo Grutum, tanto atores como gente que vinha para ministrar oficina. A experiência do Grutum foi enriquecedora, mas sabemos que é uma passagem, não é para passar a vida inteira. Daí, naturalmente surgiu a necessidade de darmos outros saltos, traçarmos o nosso próprio caminho. Daí, eu e mais alguns

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companheiros saímos do Grutum para iniciarmos uma nova trajetória, como O Pessoal do Tarará. E O NOME do grupo, como foi escolhido? O NOME foi por acaso. Na época, em novembro de 2002, eu, Rosi Reis, Deyse Negreiros, Michelle Fábia, Ludmila Albuquerque e Diego Ventura queríamos fazer teatro, trabalhar, trabalhar, trabalhar... viver de teatro, esse era o sonho, mas que não queríamos ter isso a qualquer preço, fazendo qualquer coisa, pensando unicamente em vender. Pelo contrário. Não abrimos concessões para fazer algo em que não acreditamos. Então, os nossos encontros eram intensos e praticamente 24 horas (risos). Tínhamos o desejo, praticávamos e estudávamos o tempo inteiro, mas veja que não tínhamos um nome e não havia a menor preocupação sobre isso por parte de ninguém. Um dia, começamos a pensar em projetos, em buscar parcerias, aí veio a necessidade de formalizar, de ser uma empresa, de ter nome. Aí pedimos para pessoas trazerem nomes e ninguém trazia porque não havia essa preocupação. E eu falava: “Amanhã, tragam sugestões de nomes. Algo tipo Grupo de Teatro Tarará...”. Tarará como reticências, como algo a ser substituído. Ninguém trouxe. Aí pedindo sugestões a João Marcelino, que sempre foi muito presente em nossa trajetória, ele disse: “Por que não deixa esse Tarará? Ponham: ‘O Pessoal do Tarará’.”. E ficou. Como Shakespeare fala em Romeu e Julieta: o que é um nome? Se a rosa, ao invés de rosa, tivesse outro nome, deixaria de ser perfumosa? QUAIS os principais desafios enfrentados por quem faz parte desse universo da produção cultural na nossa cidade e no nosso país? Antes, era mais fácil que hoje ou hoje o cenário está mais favorável para os agentes da cultura? VEJA só. Eu comecei a fazer teatro em 1998, dentro da Uern, e o contexto já era bem mais favorável do que a época do TEAM de Lauro Mon-

te Filho, o Terra de Aécio Cândido, Crispiniano Neto e Marcos Leonardo, da Escarcéu de Nonato e Lenilda (cito essas pessoas como referências e não como donas desses grupos). Fazer teatro na época da Ditadura Militar era muito difícil, e essas pessoas que eu citei podem falar bem melhor que eu porque elas viveram, e eu não. Nosso contexto, O Pessoal do Tarará, a partir de 2002, já foi um contexto de editais, com recursos públicos investidos em cultura, onde pudemos concorrer e ganhar muitos projetos. Houve muito ganho para a cultura mossoroense, potiguar e do Brasil, mesmo que ainda com muitos problemas. Mas, caminhamos muito. No entanto, hoje o clima é de muita incerteza pelo momento em que o país vive, com um presidente, uma Câmara e um Senado que legislam e governam, abertamente, contra os direitos dos trabalhadores. E digo que a primeira coisa que é cortada num contexto desse é a cultura, que no Brasil é tratada como algo supérfluo por essas classes dominantes, principalmente nesse contexto atual. O cenário está desenhado e escancarado para as maiores dificuldades em todos os setores. O retrocesso, as casas que estamos voltando nesse jogo, precisaremos de muitas gerações para recuperar. Não dá para analisar a cultura sem levar em consideração esse contexto. O QUE faz um grupo ter uma história tão longeva como a de vocês? Alguma receita especial? ACHO que ter consciência sobre cada momento dessa trajetória. É uma vida, cheia de momentos diversos. Por exemplo: há alguns anos, nosso grupo não constrói um espetáculo, e isso abre para as pessoas encarar como um término do grupo, e não é. Nunca acabou. Há uma chama presente, mas se manifestando de outra forma, num outro momento. Claro que o que é vistoso é você apresentar. Quando você tem um grupo como o nosso, que todo dia saía em jornal, TV, rádio, e de repente não mais com aquela frequência, fica parecendo que acabou, mas o teatro DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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adoro comer Dicas

ENTREVISTA

Dionízio do Apodi “O maior mérito d’O Pessoal do Tarará é a vocação ao teatro”

Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

Nesta semana, o grupo de teatro “O Pessoal do Tarará” completou 15 anos de trajetória e DOMINGO conversou com o diretor e um dos fundadores do grupo, Dionízio Cosme Neto, mais conhecido como “Dionízio Cosme do Apodi”, que falou um pouco sobre a história da companhia teatral, os desafios, os momentos mais marcantes e as novidades que estão sendo preparadas para a celebração do 15° aniversário, que ocorrerá durante todo o ano de 2018. Ator, diretor e produtor artístico, Dionízio é natural do município potiguar de Apodi. Ele foi ator da Casa Laboratório para as Artes do Teatro de São Paulo, de novembro de 2013 até o seu fechamento em março de 2015, onde desenvolveu um trabalho diário de pesquisa com o diretor Cacá Carvalho. Como resultado dessa pesquisa, Dionízio do Apodi esteve em cartaz com o espetáculo Aquela Infância Toda, juntamente com outros três atores e com direção do próprio Cacá; e com o solo Casca de Noz, de autoria de Dionízio com reelaboração artística de Cacá Carvalho. O ator deu seus primeiros passos no teatro quando cursava Ciências Sociais na Uern, quando em 1998 entrou para o Grupo de Teatro Universitário de Mossoró (GRUTUM). Nesse período, trabalhou com João Marcelino, diretor e figurinista potiguar, que foi seu maior incentivador no início da trajetória. Dionízio do Apodi já recebeu diversos prêmios em festivais pelo Brasil, bem como o Troféu O Poty, do jornal Diário de Natal, como artista de teatro do ano em 2008. Com o grupo O Pessoal do Tarará, desenvolveu dezenas de projetos de formação e circulação pelos estados do Nordeste.

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A

beleza negra não está apenas na aparência física, mas também em sua história. Em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi, líder do quilombo dos Palmares e símbolo da luta contra a escravidão. Para esse momento de reflexão sobre questões sociais e culturais, a Natura preparou dicas exclusivas para as mulheres negras brilhar ainda mais e exaltar a sua beleza. Cuidados diários Peles negras podem ser normal, mista e seca, mas na maioria das vezes são oleosas. Independente do tipo de pele, precisa estar bem protegida do sol, para evitar o aparecimento de manchas e o excesso de oleosidade. Para isso, o protetor solar é o maior aliado. O Chronos Fluido Multiprotetor FPS 50 (R$ 73,80) atua contra raios UVA e UVB, hidrata, protege contra partículas de poluição e estresse oxidativo, previne contra os sinais de envelhecimento, perfeito para usar antes da maquiagem. Toque ultrasseco e sem resíduos brancos. Aplique diariamente em todo o rosto pela manhã. Em seguida, aposte no UNA Blur efeito instantâneo (R$ 71,00), que se adapta a todos os tons de pele por ser transparente. “Além de ser prático de usar, esse xodó da maquiagem deixa um efeito aveludado na pele”, explica Marcos Costa, maquiador oficial da Natura. O pro-

Maquiador Marcos Costa dá dicas de produtos para realçar beleza negra

Mulheres negras contam com vários produtos específicos para elas

duto ainda suaviza os poros e linhas de expressão e é ideal para dar o acabamento para a pele. Pele impecável O primeiro passo é investir em uma base que seja ideal para o tom de pele e para o efeito que você desejado (matte ou iluminado). As bases UNA Matific e UNA Radiance (R$ 64,00 cada) estão disponíveis em 18 tons e proporcionam, respectivamente, efeito opaco e iluminado à pele. Com textura leve e livre de óleo, a Base líquida UNA Matific FPS 15 tem efeito matte e ajuda a reduzir a oleosidade do rosto graças às microesferas de babaçu que controlam o brilho. Para peles normais a secas, a Base Líquida UNA Radiance FPS 15 proporciona frescor impecável. Sua fórmula contém Complexo Lift Radiance que combina microesferas que captam a luz natural refletida na pele e efeito tensor que disfarça linhas de expressão. As duas opções possuem tonalidades que adere à pele negra que se aproximam da cor amarela, neutra e rosada. Toque de cor Para iluminar e destacar partes específicas do rosto de forma natural, vale aplicar o Aquarela Pó Iluminador Marmorizado (R$ 48,90) nas têmporas, testa e queixo, até alcançar o efeito desejado. Segundo o maquiador, a cor bronze dourado é perfeita para os tons

de pele negra. Nas bochechas, o maquiador Marcos Costa indica o Blush Compacto (R$ 29,90), da linha Aquarela, nos tons rosa 1 e bronze 4. Colorindo os lábios Para valorizar ainda mais o contorno dos lábios da mulher negra, Costa aposta em cores de acordo com o tom de cada pele negra, por exemplo, os tons de peles mais amarelados podem apostar em vermelhos, vinhos e rosas. Os mais rosados, podem abusar da variedade de marrons, dourados e alaranjados, já os neutros, passeiam por todas as cores. Por fim, colorir a boca é um dos pontos altos da maquiagem. O efeito metalizado está em alta e a linha Faces acaba de lançar novidades, Natura Faces Efeito Metalizado (R$ 21,90). Para finalizar a make em grande estilo, abuse das cores Eletric Champagne, Cobre Star e Roxo Crash. Marcos Costa, maquiador oficial da Natura, afirma que independente das dicas, o mais importante é a mulher se sentir bem consigo mesma. Todos os produtos citados acima podem ser encontrados por meio de uma Consultora Natura, na Rede Natura (rede.natura.net) ou nas Lojas próprias da Natura, em São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Alphaville São Paulo, Campinas e no Rio de Janeiro. DOMINGO, 19 de novembro de 2017

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

Tempos atômicos

A façanha de Zé Macho

José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

N

a repartição pública, a gente se comunica por e-mail. É diferente. Imprime um ritmo distinto daquele acostumado. WhatsApp exige uma urgência que o e-mail não precisa. É um sujeito afobado, malhumorado e não muito educado. Provoca nas pessoas certa desconfiança, um pouco de chateação e tédio. Mensagem entregue, mas não lida. Acontece de alguém mandar mensagem e um minuto depois ligar para avisar da comunicação. Porque as pessoas não se ligam mais, elas mandam mensagens o tempo inteiro, muitas das vezes sem necessidade alguma. Se juntam para conversar em um café, mas logo estão nos telefones mandando mensagens, respondendo coisas sem graça, grupos e grupos sem função real: da família, dos pets, das mães, dos pais, dos amigos que podem se ver para beber algum dia da semana, embora nunca se vejam. Trocam fotografias, pornografia, preconceito e sexismo. Riem muito, escondidos dentro de suas próprias mentes. Quando escrevem, escolhem

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palavras e não mostram a cara. No café, as pessoas fazem selfies e se autoelogiam nas redes. Sentem inveja da pessoa viajando. Acreditam ser uma alegria inesgotável a do outro e se dão conta de não estarem viajado o suficiente. Não percebem ser aquela, possivelmente, uma viagem de férias feita com bastante esforço, a prestação, com dinheiro emprestado dos pais. Na rede, há muitas pessoas viajando e fazendo autorretratos, cada um no seu tempo, em momentos distintos e perdidos. Mas, o acumulado parece sugerir que todo mundo viaja o tempo todo. Então, as pessoas ficam infelizes porque não viajam o tempo todo. Se encontram na rua, foto. No almoço, foto do prato. No médico, o relógio na parede. A pulseira nova, o milkshake pela metade, a caneca na mesa, as imagens em movimento. Pequenos segundos com recortes de qualquer coisa, qualquer momento. Exposição efêmera. Detalhes sensuais, músculos desnecessários, marcas de roupa. O telefone tem sido um importante inimigo, apesar de sua eficiência. Conectados o dia inteiro, esquecemos o pôr do sol, a não ser para tirar fotos e promover nova exibição de nossas vontades. Não é ruim esse momento

de transição, pelo menos quando bem aproveitado. O contrário é nocivo em extremidade. Tira jovens da atenção da escola, exibe as intimidades, deixa todo mundo armado com uma câmera na mão. Um meme, e você será ridicularizado para sempre. A sensação de encontrar boas pessoas e não lembrar de registrar o momento torna-se um instante de prazer quando lembrado depois, se você tiver consciência do vício. Quando não fazemos selfies de momentos agradáveis, eles ficam vívidos apenas na memória, como uma lembrança quente e muito mais duradoura. Não há como encontrar aquela visão em outro espaço se não na própria mente. A vida é muito mais bonita dentro da lembrança. Nesse contexto atômico, os e-mails são jovens da terceira idade. Basicamente, extintos em ambientes externos às repartições públicas. Envelhecemos um pouco quando usamos o correio eletrônico para nos comunicar, ou talvez nos demos conta que o tempo é uma necessidade do homem, nunca o contrário. O oposto disso é apenas mais uma patologia moderna, um jeito invisível de se automutilar. O tempo é breve no espaço digital, mas a vida ainda é longa dentro dos e-mails.

josé nicodemos aristida603@hotmail.com

G

uiomar era uma mulher bonita de corpo, busto elegante, cintura fina, quartos largos, pernas longas e roliças. De rosto, nem tanto. E para completar, sabia vestir-se: o vestido sempre lhe realçando as curvas sensuais. Decote rente ao começo dos seios, pondo á mostra a cava entre eles. Seios duros, nem grandes nem pequenos. O marido, conhecido por Zé Macho, orgulhava-se de Guiomar ser sua mulher, e não perdia ocasião de gabar-se disso. Era o marido da mulher mais bonita da cidade – dizia. Pouco se lhe dava o falatório em torno da honra conjugal da esposa, que ele atribuía a despeito puro. O despei-

to de quem não tem mulher bonita, completava. Era um “peixão”, que era como se dizia no tempo. Um chamariz de olhares cobiçosos. Pois falavam mal de Guiomar com o patrão do marido, por lhe frequentar a casa, toda noite, exatamente quando Zé Macho saía para o trabalho de vigia. A casa, toda rodeada de alpendres, de vista agradável, ficava no alto de um cercado de propriedade de seu Nozinho, o patrão, fora do perímetro urbano. Dentro dela, todo o conforto do tempo, menos luz elétrica: a eletricidade não ia além do centro da cidade. E era tal o prestígio de Zé Macho com o patrão, que ele mandava até no processo de admissões e demissões da empresa. Era só querer. Assim, quem era doido, no trabalho ou fora dele, pois matos têm olhos e paredes têm ouvido, de falar mal de

Guiomar? Só o povo da rua, quem não precisasse de emprego de ninguém. Ora, a vingança vinha na hora. Ai de quem se atrevesse. Aconteceu que uma noite, já um tanto tarde, Zé Macho deixou com o outro vigia o serviço, e correu para casa a ir buscar o revólver que tinha esquecido em cima do guarda-roupa. Entrou de supetão no quarto do casal, e com o que se deparou? Nada menos que seu Nozinho em cima de Guiomar, na cama, subindo e descendo em movimentos bruscos. Foi uma carreira desabalada de seu Nozinho, pela porta do fundo, a calça na mão, através do carrapicho, pois Zé Macho pegara logo o revólver em cima do guarda-roupa, sem palavras. – Seu Nozinho! Seu Nozinho” – gritava Zé Macho do alpendre do fundo – o senhor esqueceu o relógio e a carteira, homem de Deus!

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editorial [ índice

adoro comer

“O Torto Andar do Outro”

Torta de manga

Entrevista Ator, diretor e produtor artístico Dionízio do Apodi fala dos 15 anos de trajetória do grupo de teatro “O Pessoal do Tarará”. Página 4

I

nspirado em um cordel do poeta mossoroense Antônio Francisco intitulado "Um Conto bem Contado", cujo texto, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual, a Cia. Pão Doce de Teatro realiza o prélançamento do espetáculo “O Torto Andar do Outro”. Como parte da programação dos 15 anos de trajetória do grupo, a montagem, além de propor uma ponte entre o popular e o erudito, a literatura de cordel e os grandes épicos, é um ato político. A necessidade de falar sobre a diferença foi a premissa para a criação de um espetáculo que discutisse a pluralidade humana através dos tempos. De acordo com a companhia, o próprio cordel que inspirou o espetáculo, apesar de ser ambientado em séculos passados, reflete em seus versos os problemas do mundo atual. Montado com recursos do Prêmio de Incentivo à Cultura Maurício de Oliveira 2016, é um espetáculo multiconfiguracional, ou seja, adaptável à rua, palco e espaços alternativos. Boa leitura, Nara Andrade.

Ingredientes 100 g de Margarina Puro Sabor 3 mangas médias descascadas 1 lata de leite condensado (395g) 1 lata de creme de leite (200g) 6 colheres de suco de limão 2 gemas 2 xícaras chá de Farinha de trigo Finna tipo I (sem fermento) ½ xícara de açúcar 1 colher de chá de essência de baunilha 1 envelope gelatina incolor sem sabor 24 g.

Modo de preparo Massa - Bata açúcar, gemas e Margarina Puro Sabor até chegar a uma consistência de creme. Adicione sobre a mistura a farinha e a baunilha. Amasse com as mãos até ficar uma massa homogênea. Faça uma bola. Leve à geladeira por cerca de 20 minutos. Forre o fundo e as laterais de uma forma com a massa e asse por 15 minutos ou até dourar. Recheio - Corte a manga em pedaços e reserve algumas tiras para a decoração. Bata a manga no liquidificador com um pouco de água e peneire. Coloque a mistura novamente no liquidificador com leite condensado, suco de limão, creme de leite e bata até ficar em uma consistência de creme. Dissolva a gelatina em seis colheres de sopa de água em banho-maria. Adicione ao creme. Coloque o creme na forma com a massa já assada. Leve à geladeira por oito horas. Dica Para aprender outras receitas, acesse o canal de oficial da Margarina Puro Sabor no Youtube (www.youtube.com/user/margarinapurosabor) ou acompanhe e siga todos os conteúdos exclusivos da marca no Facebook (www.facebook.com/MargarinaPuroSabor) e no blog www.blog.purosabor.com.br.

Inovação Fio Silhouette: conheça a novidade em estética facial. Página 12

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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defato com

domingo

Mossoró (RN), domingo, 19 de novembro de 2017

“O Torto Andar do Outro” CMYK

Cia. Pão Doce de Teatro lança espetáculo inspirado em cordel de Antônio Francisco, intitulado “Um Conto bem Contado”. Com texto-base que reflete em seus versos os problemas do mundo atual, montagem propõe uma discussão sobre a pluralidade humana através dos tempos. Companhia celebra 15 anos de trajetória.


tv

>> bastidores

Em mais uma trama religiosa, Record aposta nos dias atuais para falar sobre a fé

/jornaldefatorn

@defato_rn

>> principal

Em “O Outro Lado do Paraíso”, Bianca Bin amadurece com personagem

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Mossoró (RN), domingo, 19 de novembrO de 2017

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Retrato

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Johnny Massaro usa humor através de seu personagem para criticar corrupção página 4


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via CAbo

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>> por Geraldo Bessa

Destaques dos canais por assinatura

Segredos familiares (Lifetime, sab, dia 25, às 22h) O longa “Filhos do Passado” mostra a parte final da trágica história da família Dollanganger. Depois de realizar tratamento psiquiátrico em sua adolescência, como resultado de seu encontro com a avó Corine, Bart Sheffield torna-se o herdeiro da propriedade da família. O relacionamento complicado entre os irmãos, entretanto, revelam uma maldição que parece perseguir a família eternamente.

Celebração musical

(TNT, dom, dia 19, às 23h) Os cantores mais aclamados da música em 2017 se reúnem para o “American Music Awards”, premiação exibida ao vivo, diretamente do Microsoft Theater, em Los Angeles. O evento terá performances do grupo BTS, das cantoras Diana Ross, Selena Gomez, Kelly Clarkson, Demi Lovato, Pink e Christina Aguilera, que fará um tributo à Whitney Houston. Na TNT, a premiação conta com a apresentação de Domingas Person.

Raiz da liberdade

(Canal Brasil, seg, dia 20, às 7h) O Canal Brasil organizou uma série de produções em homenagem ao Dia da Consciência Negra. A partir das sete da manhã, o canal exibe filmes que dialogam diretamente com as questões raciais, cada vez mais urgentes na socidade brasileira. Entre os longas selecionados, títulos como “Ganga Zumba”, “Uma Onda No Ar”, “Antônia – O Filme” e “Cidade de Deus – Dez Anos Depois”.

Poucas pistas

>> DICAS

(A&E, qua, dia 22, às 23h15) A produção nacional “Desaparecidos” segue apresentando casos de pessoas que sumiram sem deixar rastros. Nesta quarta, o episódio inédito borda o caso de Bruna, uma garotinha de quatro anos de idade que sumiu em frente à sua casa. Como pistas ficaram a repentina saída da cidade de um grupo de ciganos e um circo itinerante que passou pela rua anunciando um espetáculo que nunca aconteceu. Na outra história, Gustavo era um garoto de sete anos, morador do Andaraí, no Rio de Janeiro. A pedido de uma vizinha, ele desceu o morro para fazer um favor e desapareceu.

# Em “Depois da Terra”, há mais de mil anos, um cataclismo tornou a Terra um lugar hostil e forçou os humanos a se refugiarem no planeta Nova Prime. (Space, dom, dia 19, às 21h) # Caio Braz encontra Bela Gil e a produtora de orgânicos Carol Feichas e fala sobre aproveitamento total dos alimentos no “Marmitas e Merendas”. (GNT, ter, dia 21, às 20h30)

Bem da nação

(Universal, qui, dia 23, às 22h) Em “Toothpick”, quinto episódio da primeira temporada de “MacGyver”, o agente precisa reparar um trem sabotado de modo a proteger uma delatora que contém provas de que o seu chefe está vendendo armas para inimigos dos Estados Unidos.

Fixação bélica

(History, sex, dia 24, às 21h45) A série “Desafio Sob Fogo” apresenta fabricantes de armas de alto nível competindo para criar as armas mais icônicas e ousadas da história. No episódio “A Escolha dos Fãs”, como resultado de uma votação, quatro ferreiros estão de volta ao jogo. Depois de uma prova acirrada, o desafio será a fabricação de uma arma de guerra filipina, a Panabas.

# Um homem divorciado tenta se reconectar com os dois filhos em uma viagem no longa “Inverno Rigoroso” (HBO, qui, dia 23, às 23h) # Em “Diário de Uma Paixão”, mulher vítima de uma doença degenerativa está internada em um asilo. Para entretê-la, seu grande amigo lê a história de amor de um casal que teve de enfrentar o mundo para ficar junto. (Cinemax, sab, dia 25, às 19h40)


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>> principal

Em “O Outro Lado do Paraíso”, Bianca Bin amadurece com personagem densa

Dia a dia nublado fundidade visceral. Estou pensando nisso todo dia. Acho que preciso de mais umas 20 aulas de corpo para me sentir preparada para encarar essas cenas da internação da personagem. Mas eu tento não ficar muito ansiosa ou hiperativa porque já sou assim naturalmente. Estou tentando focar no agora. Vou até começar uma terapia para me ajudar a ficar mais tranquila. Já fiz uma vez e acho que todos deveriam fazer um dia.

I

nterpretar mocinhas se tornou uma espécie de lugarcomum na trajetória de Bianca Bin. Desde sua estreia na tevê, na temporada 2009 de “Malhação”, a atriz de 27 anos acumulou papéis românticos, como a doce Açucena, de “Cordel Encantado”, e a forte Amélia, de “Joia Raia”. À primeira vista, a ingênua Clara, de “O Outro Lado do Paraíso”, só iria reforçar essa linha de personagens. No entanto, cada vez que se envolvia mais com a sinopse do papel, Bianca percebia que estava diante de um trabalho inédito em sua carreira. Através da densa trama sobre violência doméstica, a atriz começou a lidar com dramas mais complexos e pouco conhecidos. “Assim como a personagem, neste trabalho vou em busca de um amadurecimento, um empoderamento e uma conexão comigo mesma. É a descoberta da minha potência máxima como mulher. Não estou na minha zona de conforto. É muito complexo distanciar a Bianca feminista e empoderada da Clara imatura, frágil e sonhadora”, explica. Na história escrita por Walcyr Carrasco, Clara é uma jovem simples e inocente que se apaixona pelo possessivo Gael, de Sérgio Guizé. Completamente envolvida, ela acaba se casando com o “playboy” e vai viver em Palmas com o marido, onde sofre com decepções e violência doméstica. Após uma armação da sogra, ela é obrigada a abandonar o filho e é internada em uma clínica psiquiátrica. No entanto, durante o período em que fica afastada, idealiza um plano de vingança

contra a família do marido. “Sou uma pessoa muito mística e espiritualizada. Me encanta muito essa ideia da Lei do Retorno que a novela aborda. O que a gente planta, a gente colhe. Há uma força maior que rege o universo”, acredita.

dura, é uma escolha difícil. Tenho muitos amigos talentosos que estão parados em casa, tentando se produzir ou fazendo teatro de guerrilha. É um grande privilégio o que vivo aqui na emissora porque muitos não têm a mesma oportunidade.

P – Inicialmente, você estava escalada para “Novo Mundo”. Como surgiu a oportunidade para “O Outro Lado do Paraíso”? R – Sim, eu ia fazer a Domitila, amante de Dom Pedro em “Novo Mundo”. Estava animadíssima para trabalhar com o Vinícius Coimbra (diretor). Mas esses remanejamentos de elenco são muito comuns dentro da emissora. Fiquei muito grata com o convite para a trama do Walcyr porque é uma personagem muito boa e que exige bastante de mim. Acho que meu trabalho em “Êta Mundo Bom!” também contribuiu para essa nova escalação.

P – Na história, Clara sofre com agressões físicas e psicológicas do marido. Como está sendo a gravação dessas sequências mais pesadas? R – Só o assunto mexe bastante comigo e me choca. Tive histórico de violência na família, mas foi algo distante. Nunca tinha conseguido ver imagens reais de homens batendo em mulheres. Fui ver agora para a personagem e foi como levar um murro no estômago. É algo muito visceral. Quando gravamos as sequências de agressão, no dia seguinte, eu não consigo comer carne, perco a fome. Fico muito mal. Também estou bastante preocupada com as cenas da internação psiquiátrica da Clara.

P – Como assim? R – Sempre acho que trabalho chama trabalho. Me sinto uma pessoa privilegiada e sortuda por ter esse espaço de trabalho aqui. Essa profissão é muito

P – Por quê? R – Não é um trabalho simples e nem leve. Tem uma pro-

P – Você chegou a fazer algum tipo de preparação especial para as cenas mais pesadas? R – Sim. Fazer uma protagonista do horário nobre já é um trabalho exaustivo. Agora, por conta dessa temática, fica muito mais difícil. A demanda de gravação é muito alta. Só tenho o domingo para descansar e, mesmo assim, nem dá para aproveitar muito porque uso o dia para estudar e decupar o texto. Estou malhando para a novela para ganhar mais massa muscular. Quando começo um projeto, vou emagrecendo. Então, estou ganhando corpo para ter o que perder (risos). P – A trama da Clara aborda, principalmente, a violência doméstica contra a mulher. Qual era a sua proximidade com o tema antes de iniciar o processo de preparação para a personagem? R – Estamos trabalhando com um tema que me toca muito. Tantas mulheres já foram vítimas ou morreram nas mãos de homens assim. Apesar de ser um assunto distante do meu dia a dia, como mulher e atriz, fico muito mexida. Meu maior trabalho nessa novela está sendo distanciar meu julgamento da atriz feminista e ler a história com os olhos da Clara, uma menina romântica e ingênua.


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>> close Johnny Massaro usa humor através de seu personagem para criticar corrupção

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Retrato fiel

I

ntegrar o elenco de “Filhos da Pátria” causa uma mistura de sentimentos em Johnny Massaro. Ao mesmo tempo em que se diverte com as cenas que protagoniza na pele de Geraldinho, o ator se entristece por perceber que seu personagem é a síntese da identidade do povo brasileiro. Isso porque, na história, o filho de Geraldo, papel de Alexandre Nero, faz o tipo ingênuo e preguiçoso, que só quer saber de atender às suas necessidades mais básicas, como sexo, fome e sono. Porém, termina a série no alto do Corcovado, de braços abertos – em alusão ao Cristo Redentor, que ainda não havia sido construído na época – como o primeiro deputado constituinte do Brasil. “Geraldinho fica na superfície. É muito divertido porque não tem psicologia. Mas também é triste porque ele representa muita coisa de como a gente chegou até aqui”, constata. “O personagem chega ali porque simplesmente as pessoas em sua volta percebem que ele vai ser muito fácil de se controlar”, completa. Mas burrice não passou nem perto das características que Johnny imprimiu em seu papel. Inclusive, o ator conversou bastante sobre isso com a direção e o elenco da série no início dos trabalhos. Quando ouvia de alguém que Geraldinho era burro, por exemplo, já tinha a resposta na ponta da língua. “Eu dizia que ele é o

mais inteligente da série. A sensibilidade e a intuição que tem são uma forma de inteligência. Não é à toa que termina como termina. É uma espécie de triunfo, um triunfo da ignorância, mas é um triunfo”, analisa. O texto foi o principal aliado de Johnny na hora de construir o personagem. Sem se preocu-

par em buscar referências específicas, o ator se concentrou em estudar bastante suas cenas e decorar cada fala, sugestão dada pelo diretor Maurício Farias. “Foi a melhor dica que ele poderia me dar porque, se você tem o domínio do texto, pode ficar mais livre”, explica. Apesar de esta não ser a primeira

vez que o ator tem contato com a comédia, ele nunca havia interpretado um personagem em que o gênero estivesse tão explícito e estabelecido. Por isso, com o passar das gravações, foi entendendo a precisão que é necessária para se fazer humor. “Tem a ver com matemática, com métrica. E às vezes você não acerta”, diz. Aliás, em muitas de suas sequências em “Filhos da Pátria”, Johnny tem a oportunidade de contracenar com Fernanda Torres, que interpreta a mãe de seu personagem na história. Inclusive, saber da presença da atriz no elenco foi crucial para ele aceitar participar da série. “A Fernanda Torres é uma loucura, é uma deusa do humor. É um grande aprendizado”, anima-se. Mas, quando contracenou com Matheus Nachtergaele, o ator chegou a ficar nervoso. “Sou muito fã dele! Mais para o final da história, o personagem do Matheus vira mentor do Geraldinho”, orgulha-se. Desde que estreou na televisão, em “Floribella”, exibida pela Band em 2005, Johnny tem acumulado papéis diferentes entre si em produções como “Malhação”, “Guerra dos Sexos”, “Meu Pedacinho de Chão” e “Amorteamo”, entre outras da Globo. Para conseguir fugir de qualquer tipo de rótulo, ele acredita que um pouco de sorte ajuda. “O ator depende de alguém olhar para ele e pensar que ele pode fazer as coisas. Então, as pessoas têm achado que eu posso fazer certas coisas e aí eu tento honrar e fazer o melhor possível”, ressalta Johnny, que está no elenco de “Deus Salve O Rei”, próxima novela das 19 horas. Na história, o ator interpretará Rodolfo, um dos príncipes do reino, que precisa assumir o trono quando seu irmão mais velho larga tudo por conta de uma plebeia. “Só que Rodolfo não quer fazer isso”, adianta.


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>> ponto de vista Com Selton Mello e Carolina Dieckmann, “Treze Dias Longe do Sol” aposta em drama pesado

Escombros sombrios

A

s séries estão na mira dos telespectadores. Principalmente, quando os episódios podem ser assistidos pela internet, na hora desejada, de forma ininterrupta ou não. De olho nessa nova realidade, a Globo tem estreado muitas de suas séries na plataforma GloboPlay antes de exibi-las na televisão. E vem também diversificando os gêneros de suas produções. Tem para todos os gostos. De humor escrachado a drama sombrio, como “Treze Dias Longe do Sol”, que começa a ser exibido em janeiro, mas já tem os 10 episódios da série disponíveis na web. Só que, no caso da história escrita por Luciano Moura e Elena Soarez, o drama é tão intenso que chega a ser difícil fazer uma “maratona” de episódios. Não existe um respiro. Algo que, inclusive, pode

ser observado em outras obras da emissora. Hoje em dia, a maldade dita as regras na teledramaturgia e o amor romântico está praticamente em extinção. Mas o excesso de pessimismo de “Treze Dias Longe do Sol”, que gira em torno do desabamento de um prédio, não chega a limitar ou desvalorizar a série. Só a escolha da Globo em não colocar Cauã Reymond no papel principal mais uma vez é um acerto considerável. Selton Mello, na pele do protagonista Saulo, não emociona. E, em muitas de suas cenas, é possível entender por que ele optou por se afastar um pouco dos holofotes e trabalhar atrás das câmeras como diretor. Mesmo assim, a presença do ator traz um ar de novidade. Ao lado de Selton na linha de frente da trama, Carolina Die-

ckmann não faz feio. Mas sua personagem, Marion, não chega a ser um tipo complexo de se construir e nem muito diferente das mocinhas que a atriz interpretou ao longo de sua trajetória. O mais difícil de assistir é Paulo Vilhena. O ator, que vive o dono da construtora Vitor, não convence como o “playboy” malvado. Mesmo assim, ele conseguiu o feito de dividir uma das melhores cenas da série. A que Lima Duarte, como Dr. Rupp, pai de Marion, passa um sermão em Vitor depois do desabamento do prédio. O ator veterano provou, mais uma vez, a capacidade de incorporar os mais variados tipos de personagens, enquanto Paulo Vilhena fez o que melhor que pode: ficar calado. Também em papel de destaque, Fabrício Boliveira soa pouco natural como o Major

Marco Antônio. Mas Débora Bloch, que interpreta Gilda, a diretora financeira da construtora, está completamente segura no papel. Fica fácil acreditar que uma mulher ardilosa como aquela realmente existe. Apesar de alguns deslizes do elenco e do texto um pouco devagar, em determinado momento a história prende a atenção. Demora um pouco a “pegar no tranco”, mas o tom de mistério toma conta, o que cria um certo laço com a trama, ainda que seja pouco palatável ver vários episódios na sequência. Outro ponto a favor de “Treze Dias Longe do Sol” é o cenário. A série ganhou uma “cara” mais original longe das cidades cenográficas dos Estúdios Globo. A fotografia cinza acompanha a atmosfera sombria proposta pela narrativa, apesar de ser um pouco cansativa.


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Terça (21/11) - Keyla confronta Dogão e os alunos a apoiam. Benê e Fio afirmam que não deixarão Juca sozinho na nova escola. Samantha faz uma proposta a Anderson. Keyla convida Benê para ver Tonico e as duas conversam sobre a briga entre as amigas. Ellen diz a Jota que não quer encontrar Keyla. Keyla conta a Benê que sua avó a aconselhou a abrir um brechó. MB convence Ellen a ajudá-lo em uma armação contra Malu.

Quarta (22/11) - A bomba de Dogão explo e Benê é atingida. Josefina cuida de Benê. Key desconfia do comportamento de Dogão. Ma confronta Ellen e Jota, mas MB, Samantha, Fe pe e Guto despistam a orientadora. Ernesto ale ta Dóris sobre Dogão. Benê teme ter perdido s audição e Josefina, Roney e Keyla a levam para posto médico. Dóris reúne professores e alun para debater o uso de celulares em sala de aul

>>Tempo de Amar Globo – 18h15

Segunda (20/11) - No Rio, Maria Vitória recusa a oferta de Vicente e agradece o amigo. Vicente insiste para que Maria Vitória o acompanhe ao recital de Celeste. Helena e Natália comemoram seus empregos no empório e na confeitaria. Otávio convoca Tomaso para uma reunião. Odete tenta alertar Vicente sobre Portugal. Vicente aconselha Olímpia. Gregório garante a Lucinda que pode confiar em Leonor. Padre João comenta com Guiomar que viu Fernão no moinho.

Terça (21/11) - Em Morros Verdes, Delfina questiona Tereza sobre sua conversa com Fernão. Padre João comenta que Guiomar foi atrás de Fernão no moinho e Moniz sonda a informação com o filho. Tereza implora que Angélica não conte a Delfina sobre o bilhete que recebeu de Fernão. Moniz e o filho choram no enterro de Guiomar. No Rio, Nicota incentiva Maria Vitória a se arrumar para o recital de Celeste. Eunice teme o encontro com Lucinda.

Quarta (22/11) - No Rio, Inácio decide ir ao r cital. Maria Vitória entra no teatro com Helen Em Morros Verdes, José Augusto diz a Delfi que pensa em pedir ajuda a Alzira para procur Maria Vitória. No Rio, os estudantes gritam pal vras de ordem durante o discurso de Vicen Celeste começa seu recital e Maria Vitória se em ciona. Carolina chega ao teatro e Vicente se su preende. Teodoro mostra o panfleto dos estuda tes para um policial.

>>Pega Pega

Globo – 19h15

Segunda (20/11) - Mônica afirma a Timóteo que não lhe deve mais nada após tê-lo livrado da prisão. Sabine tenta conquistar a confiança de Bebeth. Maria Pia informa a Malagueta que seu pai fugiu da prisão. Bebeth comenta com Sabine que está decepcionada com Luiza. Domênico encontra fotos de Pedrinho com Athaíde e Timóteo. Pedrinho comenta com Nelito que está com mau pressentimento. Eric concorda em conceder a guarda de Bebeth para Sabine.

Terça (21/11) - Aníbal e Lígia fingem não se conhecer. Timóteo pede dinheiro a Malagueta para tratar de sua doença. Dílson se nega a ajudar Tânia a reconquistar Dom. Maria Pia alerta Bebeth sobre Sabine. Gilmar e Cristóvão confirmam a Antônia que Athaíde e Timóteo se conhecem. Bebeth reage com hostilidade à tentativa de proximidade de Luiza. Sérgio informa a Luiza que a dívida de Pedrinho com a Receita Federal é alta. Athaíde avisa a Maria Pia que foi intimado.

Quarta (22/11) - Cíntia fica triste por Louren não ter lhe reconhecido com o uniforme de c mareira. Lourenço comenta com Sérgio que acr dita que o roubo do Carioca Palace e o aciden de Mirella tenham uma ligação. Mônica cobra dinheiro de Malagueta e avisa que levará seu fil com ela. Athaíde nega conhecer Timóteo. Antôn pergunta a Athaíde se ele está protegendo Ma Pia. Arlete incentiva Pedrinho a seguir em fren com seus planos.

>>O Outro Lado do Paraíso Glo. – 21h

Segunda (20/11) - Clara decide pensar na sugestão de Sophia. Raquel é picada por uma cobra. Tônia empresta dinheiro para Bruno ir ao quilombo. Renato leva um advogado para conversar com Clara. Lívia não gosta de saber que sua cunhada vai com Renato até Pedra Santa. Josafá aconselha Clara a aceitar a proposta de Sophia e Mercedes tem um mau pressentimento. Duda concorda em fazer negócio com Tenório. A líder do quilombo não deixa Bruno falar com Raquel.

Terça (21/11) - Sophia ameaça Samuel. Clara se apavora ao encontrar Gael em casa. Sophia explica seu plano para Lívia. A Mãe conta para Raquel que Bruno esteve no quilombo enquanto ela dormia. Tônia convida Bruno para jantar. Duda faz um seguro para o barco em nome de Tenório. Clara sente-se mal durante um passeio com Renato. Lívia ampara Tomaz ao ver a ex-cunhada ter uma vertigem. Bruno e Tônia se beijam. A Mãe convence Raquel a estudar Direito.

Quarta (22/11) - Clara imagina e afirma a Lív que Gael invadiu seu quarto para tentar matáVinícius emite uma ordem de prisão para o fil de Sophia. Gael se embriaga em um bar co Rafael e alguns amigos. Clara tem alucinaçõ na delegacia. Uma mulher observa Tenório Duda. Nádia tenta descobrir com quem Brun passou a noite. Sophia obriga Gael a fazer um viagem de negócios. Clara implora que Lívia leve para ver Mercedes e Josafá.

Segunda (20/11) - Fabiana defende Dulce Maria e diz para a Madre Superiora que não foi a carinha de anjo que escreveu no bilhete que a religiosa parece ter 500 anos. A Madre Superiora então verifica que as letras no bilhete são diferentes. Rosana e Juju vão até a casa de Luciano para averiguar se realmente ele pagou alguém para escrever e gravar a música que ele fingiu ser dele. Juju e Rosana vão embora após a confissão de Luciano.

Terça (21/11) - Bárbara e Frida acordam e contam para Dulce Maria que foram elas que escreveram o bilhete. As duas pedem para que Dulce guarde segredo e não conte nada para a Madre Superiora. Flávio conta para Silvana que Nicole está de volta. Doutor André vai até a casa de Cecília, diz que não aguenta mais guardar esse sentimento, declara sua paixão e diz: "Eu te amo". Cecília diz que não quer se relacionar com o Gustavo, nem com ele e nem com ninguém.

Quarta (22/11) - Silvestre avisa que Francie acabou de completar 1 ano na casa dos Lários por isso já tem direito a tirar férias. Franciely c memora, diz que quer ir viajar para outro país e um cruzeiro de solteiros para o Caribe. Verôni conta para Silvana que sua mãe, dona Regi (Ângela Figueiredo), está vindo de Campo Gra de para conhecer Doce Horizonte e Gustav Cecília diz que não quer falar de sua vítima ain mais por ele namorar Verônica.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora n divulgou o resumo do capítulo.

Record - 20h45

>>O Rico e Lázaro

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (20/11) - Guto afirma que gostou de beijar Benê. Josefina se preocupa com Benê. Roney se inspira para compor. Keyla volta de viagem e todos se surpreendem com seu comportamento. Passam-se alguns dias. Ellen chega do festival de tecnologia e pede a Das Dores para mudar seu visual. Nena e Das Dores comemoram o prêmio recebido por Ellen. Benê conta para Josefina sobre seu beijo em Guto.

>>Carinha de Anjo SBT - 20h30

Resumo das novelas


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ode yla alu eliersua ao nos la.

Quinta (23/11) - Benê avisa a Guto que não vai à audição com o professor dele. Malu decide reter os alunos no colégio. Keyla fala para Dóris sobre sua desconfiança com Dogão. Dogão fica tenso quando Tato avisa que o culpado do atentado pode ser preso. K1 e K2 ironizam o estado de Benê. Fio vai ao colégio Grupo para alertar Ellen. Ellen e Guto fogem do colégio para ver Benê. Os celulares são encontrados.

Sexta (24/11) - Malu afirma que expulsará o culpado pelo sumiço dos celulares e Ellen fica temerosa. Dóris pede que todos os alunos trabalhem juntos na integração com a escola. Clara sugere que todos assumam a culpa pelo sumiço dos celulares. Marta acredita que Lica voltará diferente de sua viagem. Dóris tenta convencer Dogão a ajudar a melhorar o Cora Coralina. Edgar apresenta para Jota e Ellen o jornalista.

rena. ina rar lante. mouran-

Quinta (23/11) - No Rio, Lucerne decide ajudar Inácio. Reinaldo cuida de Celeste. Vicente, Olímpia, Edgar, Artur e Otávio ficam arrasados com a destruição da gráfica do Grêmio Cultural. Maria Vitória pensa em Inácio. Inácio joga cartas com Gilberte na Maison Dorée. Celeste confessa a Eunice que se sentiu mal por causa de seu passado. Giuseppe aparece no cabaré e Felícia o manda embora. Emília convida Carolina para passar a noite em sua casa.

Sexta (24/11) - No Rio, Lucinda se tranquiliza ao saber que Inácio não viu o recital. Lucinda contrata Leonor. Otávio liga para Tomaso na confeitaria. Lucerne manda Pé de Cabra seguir Vicente. Edgar sugere que façam um novo evento para promover o Grêmio Cultural. Otávio critica Tomaso por pensar em desistir de colocar uma bomba no navio. Helena sugere um presente para Maria Vitória dar para Vicente. Pé de Cabra segue Vicente sem ser visto.

Sábado (25/11) - No Rio, Reinaldo se despede de Lucinda e Inácio. Emília teme que Inácio tenha se casado com Lucinda por gratidão. Justino pensa em se casar com Tiana. Celeste começa a falar de seu passado para Alzira, mas desconversa. Maria Vitória pensa em Inácio. Lucinda e Inácio aproveitam a lua de mel em Petrópolis. Alzira relembra com Bernardo a vida que tinham em Portugal. Bernardo se orgulha de Pepito. Lucerne descobre o endereço de Maria Vitória.

nço carente ao lho nia aria nte

Quinta (23/11) - Eric diz a Maria Pia que seus bens foram confiscados e que ele não tem renda para pagar sua estadia no Carioca Palace. Sérgio avisa a Pedrinho que fechou a compra de uma casa para ele. Luiza descobre que Eric foi solto. Cíntia diz a Sandra Helena que investirá em sua relação com Nelito. Douglas informa a Eric que Sabine consentiu que as despesas dele no hotel fossem transferidas para a conta da empresa. Eric e Luiza simulam uma briga na suíte.

Sexta (24/11) - Evandro e Malagueta discutem. Pedrinho não gosta de saber que a casa que comprou era de Sandra Helena. Antônia e Domênico notam a reação de Maria Pia ao mencionarem Isabel. Malagueta diz a Evandro que é pai de João. Pedrinho convida Nelito para morar com ele e Luiza. Cíntia aceita o convite de Nelito para ir à Strass. Douglas convida Nelito para ser concièrge do hotel. Malagueta decide dar dinheiro para João. Mônica avisa a Malagueta que Timóteo quer extorqui-lo.

Sábado (25/11) - Eric conta a Bebeth que Isabel prestou um depoimento falso, que o tornou suspeito do acidente de Mirella. Agnaldo faz Wanderley prometer que não contará a ninguém que Malagueta faz parte do roubo ao hotel. Eric comenta com Luiza que teme que Bebeth descubra a verdade. Timóteo segue Malagueta. Júlio conta a Agnaldo que Evandro fugiu com Mônica. Domênico diz a Antônia que se incomodou com sua reação ao ver Júlio com outra mulher.

via -la. lho om ões oe no ma aa

Quinta (23/11) - Sophia leva Clara para a clínica psiquiátrica e conversa com Samuel. Renato procura por Clara. Sophia manda Lívia voltar para casa. Beatriz observa Clara tentando fugir das enfermeiras. Gael volta de viagem e Sophia afirma que Clara foi embora e abandonou o filho. Josafá se preocupa com a neta e vai com Mercedes até a casa de Sophia. Gael se desentende com Renato por causa de Clara. Mercedes afirma a Sophia que ela será castigada.

Sexta (24/11) - Josafá conta a Mercedes o que aconteceu com Clara. Beatriz explica como Clara deve se portar na clínica. Tenório não deixa Duda sair com ele no barco e acaba sofrendo um acidente fatal. Nádia vai à casa de Sophia buscar o dinheiro da propina paga ao marido. Bruno se encontra com Tônia. Adinéia diz a Suzy o que fazer para se encontrar com Samuel. Renato não se conforma com o sumiço de Clara. Sophia convence Gael a iniciar o garimpo das esmeraldas.

Sábado (25/11) - Beatriz convence Clara a desistir de fugir. Duda é humilhada na igreja e fica preocupada com a quantia que perdeu depois da morte de Tenório. Samuel repreende Suzy. Sophia aconselha Lívia a reconquistar Renato. Renato sofre por causa de Clara. Beatriz e Clara especulam sobre os motivos da internação da menina. Sophia acerta os detalhes com Mariano sobre o garimpo. Renato tenta convencer Gael a forçar Sophia a contar a verdade sobre o que aconteceu com Clara.

ely se coem ica ina anvo. nda

Quinta (23/11) - Cecília chora e conta para Fátima que não teve coragem de contar a verdade para Gustavo e fez ele se sentir péssimo. A exnoviça diz que fez tudo errado e está com dó de seu grande amor. Madre Superiora avisa Fabiana e Didi que as meninas estão autorizadas a jogar futebol com os meninos. Cecília revela que ama Gustavo e só abriu mão do namoro com ele para não magoar Verônica. Os convidados começam a chegar na cerimônia de casamento surpresa de Rosana.

Sexta (24/11) - Gustavo vai com Dulce Maria almoçar com Verônica e Regina (Ângela Figueiredo). A carinha de anjo faz alguns comentários inapropriados que deixam Verônica sem graça. Miguel e Zeca ensaiam sob supervisão de Fabiana. Peixoto contrata um cover do Elvis para fazer a cerimônia de casamento dele com Rosana. Emílio e Juju chegam com Rosana até o local. Ela fica emocionada ao escutar um roque que sua mãe cantava para ela na infância.

não

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.

Até o fechamento da edição, a emissora não divulgou o resumo do capítulo.


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>> cinco

perguntas Na pele do ambicioso Malagueta, Marcelo Serrado celebra leveza do horário das 19h

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Riso equilibrado engraçada e isso deixa o ambiente de trabalho muito legal. No entanto, na hora de gravar, olho para ela, me lembro de alguma piada de minutos atrás e não consigo me conter (risos). O lado bom disso é que tivemos uma afinidade profissional instantânea, isso aproxima os personagens e dá estofo ao que está sendo contado. Ela é uma ótima parceira de cena.

M

arcelo Serrado é atraído pela diferença. Depois de trabalhos densos seguidos, ele viu no Malagueta, de “Pega Pega”, a chance de exercitar sua própria leveza. Longe do horário das 19h desde “Quatro por Quatro”, de 1994, mesmo na pele de um vilão, Serrado exalta o tradicional tom cômico e divertido da faixa. “Os bastidores de uma novela refletem a história do que está sendo contato. Amo e preciso fazer cosias mais densas, ao mesmo tempo em que é ótimo exercitar o humor. O ator precisa de equilíbrio”, analisa. Mente por trás do roubo ao Carioca Palace, que movimenta a trama de Claudia Souto, Malagueta vem alternando suas atitudes ao longo da trama, o que empolga ainda mais Serrado. “Meu personagem é um vilão muito realista. A ambição dele está no dia a dia, nas pessoas que a gente conhece. É um retrato muito fiel do famoso ‘jeitinho brasileiro’”, acredita. Natural do Rio de Janeiro, Serrado estreou na tevê em “Corpo Santo”, exibida pela extinta Manchete em 1987. Na Globo ao longo dos anos 1990, apesar de alguns êxitos, como “Por Amor”, foi frequentemente escalado para papéis menores. Por conta disso, cedeu aos convites da Record e, em 2006, assinou com a emissora com “status” de protagonista. Lá, se destacou com personagens fortes em produções como “Vidas Opostas” e “Poder Paralelo”. Hoje, aos 50 anos, Serrado en-

tende que essa atitude foi importante para dar uma guinada em sua trajetória. “Fiz trabalhos fascinantes na Record e que redefiniram meus personagens quando voltei para a Globo”, admite. P - “Pega Pega” vai na contramão da densidade de seus últimos trabalhos na tevê, o ousado especial “Alexandre e Outros Heróis” e a novela “Velho Chico”. Você estava sentindo falta de fazer coisas mais leves? R - Com certeza. Desde que voltei para a Globo, em 2010, venho me envolvendo com projetos de forte carga dramática. Até o Crô, de “Fina Estampa”, que era bem cômico, tinha uma intensidade. Aí o Luiz Henrique Rios em ligou, falou sobre o Malagueta, contou um pouco da história e fiquei muito interessado. Embora Malagueta funcione como vilão, tudo é muito

alegre e despojado. Acho que minha carreira estava precisando desse “respiro”. P - O que o Malagueta agrega a sua trajetória? R - Equilíbrio. Ele não é o vilão clássico que gargalha jogando a cabeça para trás, é um sujeito de índole elástica e que quer uma vida melhor. Todo momento preciso lembrar que o tom dele é mais ameno. Malagueta é um sujeito sério, calculista e manipulador. Ao mesmo tempo, ele tem muitas fraquezas. Isso deixa o humor dele carregado de ironia. O amor não correspondido que ele sente pela Maria Pia (Mariana Santos) acaba o humanizando. E também me exige muita concentração. P - Como assim? R - Mariana é um furacão da comédia. Ela é naturalmente

P - Durante o processo de preparação para “Pega Pega”, foi mais difícil aprender a jogar dardos ou entender a rotina de funcionamento de um hotel? R - O dardo é um elemento importante para marcar a personalidade focada do Malagueta. Foi uma novidade para mim e me ajudou na construção do papel, mas é bem difícil de acertar (risos). A rotina do hotel foi um pouco mais estafante, mas não menos divertida. Foi ótimo passar uns dias com os colegas de elenco dentro do Copacabana Palace e foi onde aprendi coisas sobre organização e arrumação que levei para minha casa. P - Você estava escalado para a próxima novela de Aguinaldo Silva que, por conta de problemas com direitos autorais, acabou transferida para o segundo semestre do ano que vem. Você continua no projeto? R - Ainda não sei. Mas, provavelmente, sim. Estou disposto a trabalhar com o Aguinaldo sempre que ele quiser. É um autor genial, que conseguiu se renovar ao longo dos anos e criar personagens emblemáticos. Tenho o maior orgulho do Crô e do fato dele ter bancado minha volta à Globo para fazer um personagem tão especial. O elenco que estava reservado está na expectativa dessa nova novela e tenho certeza que todo mundo vai ficar bem feliz.


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>> raio x Dayane Bartoli comemora primeira personagem na televisão em “Belaventura”

Foco na meta

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bstinação é uma forte característica em Dayane Bartoli. Foi muito por conta disso que a atriz conquistou sua primeira personagem na televisão, a Ninit de “Belaventura”. Natural de São Paulo, ela começou a frequentar aulas de teatro ainda na infância. Mas enfrentou dificuldades por morar afastada dos locais onde as oportunidades na interpretação são mais frequentes. Como trabalhar na televisão sempre fez parte de seus objetivos profissionais, Dayane decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, onde conseguiu acumular algumas pequenas participações, entre elas em “Guerra dos Sexos”, exibida pela Globo em 2012. Até que surgiu a chance de fazer um teste para integrar o elenco da novela da Record. Aprovada e feliz, a atriz não demorou para “mergulhar de cabeça” no universo de seu primeiro papel na tevê. “Estudei bastante. Principalmente sobre as mulheres na taverna, suas manias e costumes e sobre como era a vida naquele local em que Ninit mora”, conta. Na história escrita por Gustavo Reiz, a personagem de Dayane passa por maus momentos nas mãos de Falstaff, interpretado por André Mattos, dono da taverna. Além de sofrer boa parte do tempo, Ninit esconde um grande segredo que será revelado com o passar dos capítulos. Diante de uma trama ambientada no período medieval, a atriz se apoiou na

caracterização para entender ainda mais as motivações de sua personagem. “Os trapos que Ninit usa ajudam a perceber como era a vida naquela época. Não havia muitas vestimentas e as roupas estavam sempre um pouco sujas”, salienta ela, que aproveita para acompanhar o folhetim, que estreou com praticamente todos os capítulos gravados. “Poder terminar e conseguir assistir ao trabalho pronto traz a sensação de dever comprido e de gratidão total”, empolga-se. Nome: Dayane Cristina de Souza. Nascimento: Em 27 de novembro de 1992, em São Paulo. Ao que assiste na tevê: “Além de ‘Belaventura’, amo assistir a séries”. Livro: “Anna e O Beijo Fran-

cês”, de Stephanie Perkins. Música: “Who Knew”, da Pink. Ator: Bradley Cooper. Atriz: Sandra Bullock. Mania: “De acordar e colocar uma música, mesmo que for por dez minutos”. O primeiro trabalho na tevê: “Guerra dos sexos”, da Globo, de 2012. Sua atuação inesquecível: “A Ninit é minha primeira personagem na tevê. Acho que, por ser a primeira, se tornará inesquecível”. Um momento marcante na carreira: “Quando fui chamada para interpretar Ninit”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. Se não fosse atriz, o que seria: Psicóloga.

Novela preferida: “Os Dez Mandamentos”, exibida pela Record em 2015. Vilão marcante: Le Chiffre, personagem criado pelo escritor britânico Ian Fleming para o livro “Casino Royale”. Personagem mais difícil de compor: Ninit. Papel que mais teve retorno do público: Ninit. Com quem gostaria de fazer par romântico: Bradley Cooper. Filme: “A Casa do Lago”, de Alejandro Agresti. Autor predileto: Paulo Coelho. Diretor favorito: Tim Burton. Vexame: “Trocar o nome das pessoas. Sou mestre nisso!”. Projeto: “Dar continuidade à minha carreira como atriz”.


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>> inside

Camila Márdila fala de sua aproximação com a tevê na pele da Yasmin de “Treze Dias Longe do Sol”

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Entranhas humanas

C

amila Márdila é uma atriz do tipo idealista. “Cria” do cinema, a intérprete da sofrida Yasmin de “Treze Dias Longe do Sol”, mantém uma relação de encantamento e pé no chão com a televisão. Em vez de fazer qualquer personagem que apareça, ela optou por estudar os projetos e convites que vem surgindo e viver apenas as personagens que acredita. “Não consigo ser diferente. Não entrei nesse universo para ser famosa. É claro que isso acaba acontecendo de alguma forma, mas sigo querendo me envolver com produções e papéis que mexam comigo de forma mais profunda. A Yasmin, por exemplo, me deixou muito tocada”, revela. Já disponível na Globo Play e com estreia na tevê prevista para o início de janeiro, a minissérie assinada por Luciano Moura e Elena Soarez retrata o drama de um grupo de sobreviventes do desabamento de um prédio de grande porte. Filha do mestre de obras Jesuíno, de Antônio Fábio, Yasmin aparece no construção grávida de nove meses e disposta fazer um acerto de contas paterno. O acidente só potencializa a força deste encontro. “Minha personagem está no limite, machucada, frágil, mas precisa ser forte para salvar ela mesma e o bebê. O isolamento desse grupo muda todas as relações”, destaca. Gravada entre o final de 2016 e o início deste ano, “Treze Dias Longe do Sol” prima por um trabalho técnico bem

realista. Camila garante que se surpreendeu com os cenários e o processo de caracterização da série. Gravando durante três meses, seis dias por semana e 12 horas diárias, a atriz confessa que, participar da produção de dez episódios, reuniu a delícia e a dor de seu ofício. “Todo dia era chegar e colocar a barriga, refazer as marcas de ferimentos e reencontrar a emoção do dia anterior. Mas era só entrar no cenário que toca a carga dramática já se instalava no elenco. Embora o ambiente fosse escuro e denso, equipe e elenco deixavam tudo muito leve e tranquilo”, detalha. Muito além de lama e destroços, Camila focou a construção da personagem no drama familiar e no fato de estar esperando um bebê naquelas condições. No entanto, os temas abordados pelo roteiro também nortearam sua atuação. “A série fala sobre desvios de dinheiro, corrupção, ambição, caos e o oportunismo envolvendo o sistema de saúde. São assuntos do nosso cotidia-

no e que afetam diretamente a vida das pessoas. É muito importante contar essas histórias”, acredita. Com uma breve participação de um episódio da série “Psi”, da HBO, Camila considera sua atuação na elogiada minissérie “Justiça”, do ano passado, como sua estreia na tevê. Na pele da passional Regina, a atriz chamou a atenção do diretor José Luiz Villamarin. Tanto que volta a ser dirigida por ele em “Onde Nascem os Fortes”, próxima produção das 23h. “Ficou aquela vontade de trabalhar junto de novo e estou muito feliz. É um projeto que sedimenta minha relação com a televisão. Depois de duas minisséries curtas, agora vou fazer uma obra de 56 capítulos”, revela. Na trama de George Moura e Sérgio Goldenberg, Camila será Aldina, uma jovem com um passado obscuro e conturbado que busca uma nova forma de se relacionar com o mundo através da fé. Iniciadas em outubro, as gravações seguem até o final do

ano no interior do estado da Paraíba. “É mais um trabalho que me conecta ao Nordeste. Não conhecia a região e estou encantada”, valoriza. Natural de Taguatinga, região metropolitana do Distrito Federal, a paixão de Camila pela atuação vem desde criança. No entanto, ao se mudar para Brasília, ela resolveu estudar Comunicação Social. “Comecei a me envolver com os bastidores do cinema, conhecer gente da área e me apaixonei”, explica. Em seguida, Camila começou a fazer testes e acabou com uma personagem de destaque em “Do Outro Lado do Paraíso”, elogiado filme de André Ristum, o que acabou lhe valendo um chamado para os testes de outro longa, o premiado “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert. Na pele de Jéssica, jovem pobre, nordestina, Camila atuou ao lado de Regina Casé, com quem também dividiu o prêmio de Melhor Atriz do prestigiado Sundace, festival americano de cinema independente.


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>> BASTIDORES Em mais uma trama religiosa, Record aposta nos dias atuais para falar sobre a fé

Caos urbano

D

epois de muito explorar histórias bíblicas em contextos longínquos em tramas como “Os Dez Mandamentos”, “A Terra Prometida” e “O Rico e Lázaro”, a Record quer resgatar o tom contemporâneo da faixa das 20h30. Por isso, Vívian de Oliveira escreveu “Apocalipse”, que estreia nesta terça, dia 21. “É uma novela que desvenda vários conceitos que parecem obscuros. Fala sobre a redenção do homem e da vida na Terra”, antecipa a autora. A primeira fase se passará nos anos 1980. Em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quatro jovens de diferentes países e culturas se encontraram. O americano Alan, interpretado por Maurício Pitanga e Eduardo Galvão, e a brasileira Susana, papel de Mônica Torres na segunda fase e de Carolina Oliveira na primeira, vivem uma linda história de amor. Enquanto o italiano Adriano, de Felipe Cunha e Eduardo Lago, e a israelense Débora, de Manuela do Monte e Bia Seidl, envolvidos por uma força misteriosa, se casam de forma conturbada e vivem um relacionamento infeliz. “As tramas são reais e muito corriqueiras. Está no imaginário popular de todos, independentemente de suas crenças”, acredita Vívian. A segunda fase começa em 1996, com a volta de Adriano e Débora para os Estados Unidos após uma temporada de insucessos no Brasil. No decorrer da trama, profecias apocalípticas acontecem em todos os núcleos na novela - Rio de Janeiro, Jerusalém, Roma e Nova

Iorque. Depois de uma rápida contextualização, mais um salto: desta vez para os dias atuais. Já crescido, o filho de Adriano e Débora, Ricardo, vivido por Sérgio Marone, se revela o Anticristo. Ele se beneficiará pelas descobertas científicas do amigo de infância Benjamin, personagem de Igor Rickli, que agora estará casado com Zoe, de Juliana Knust. “É um papel bem intenso e forte. Mas estou muito feliz com minha caminhada na emissora”, celebra Juliana, que, após vários trabalhos na Globo, estreou na nova casa em “Belaventura”, atualmente no ar, mas gravada no início do ano. Ainda que percorra diferentes lugares e contextos, “Apocalipse” fala uma linguagem única. Na ótica de Vívian de Oliveira, quem está afastado da religião amarga períodos difíceis, onde nada dá certo. Enquanto quem está em dia com sua fé prospera. Para Brenda Haddad, que está nas duas primeiras fases do folhetim na pele de Hanna, a ideia do fim do mundo assusta a todos de forma igual. “Todos conhecem a história ou parte dela. O tema me gerou muita curiosidade e a preparação foi incrível”, diz a atriz, que, para viver uma israelense judia ortodoxa, fez

aulas de krav magá. “Além dos ‘workshops’ promovidos pela novela, também assisti a muitos filmes israelenses para ver a maneira como eles se portam”, afirma. Quem é Quem Protagonistas Zoe (Juliana Knust) é uma repórter com carreira em ascensão e se casa com Benjamin (Igor Rickli), um “hacker do bem”, que é seu amigo de infância. Com o marido, terá um filho e lutará contra as forças do Anticristo Ricardo (Luiz Eduardo Toledo/Sérgio Marone). Família Santero Teresa (Joana Fomm), mãe de Oswaldo (Gabriel Reif/Guilherme Winter), Felipe (Miguel Roncato/Jandir Ferrari) e Raquel (Melissa Nóbrega/Juliana Silveira), é uma mulher devota e admirável. Oswaldo é pai de Zoe (Gabriela Saraivah/Juliana Knust) e Tiago (Rafael Sardão). Ao contrário do irmão, que nunca saiu de perto da mãe, Felipe vai tentar a vida nos Estados Unidos, mas sofre um grave acidente e volta ao Brasil enxergando a vida de outra forma. Família Gudman Uri (Phelipe Gomes/Emílio

Orciollo) e Alan (Maurício Pitanga/Eduardo Galvão) perdem os pais depois de um tsunami e tomam trajetórias diferentes. Alan se casa com Susana (Carolina Oliveira/Mônica Torres) e é o pai de Benjamin e Isabela (Paloma Bernardi). Uri é um cientista astrofísico que não acredita em nenhuma religião. Famíla Koheg Gideon (Henri Pagnocelli) é um judeu ortodoxo dono de uma empresa de cosméticos casado com Tamar (Jussara Freire). Juntos, criaram os filhos Débora (Manuela do Monte/Bia Seidl), Hanna (Brendad Haddad/Adriana Prado) e Noah (Raphael Sander). Após uma gravidez indesejada durante a viagem da filha, Gideon expulsa Débora de casa, com o apoio da esposa e da filha, revelando a ela um triste destino. Família Montana Adriano (Felipe Cunha/ Eduardo Lago) se envolve com Débora, mas reluta em assumir compromisso e seu filho com a mulher. Pressionado pelos pais, Giancarlo (Tonio Carvalho) e Verônica (Selma Egrei), acaba se casando, mas não trata a esposa bem.


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Zapping

>> por Caroline Borges

Trabalho em grupo No ar na atual temporada de “Malhação” desde maio, Heslaine Vieira viu sua rotina mudar completamente em poucos meses. Uma das protagonistas da novela, a intérprete da estudiosa Ellen encara um dia a dia atribulado de gravações e compromissos. Por isso mesmo, a oportunidade de dividir a linha de frente da história com outras quatro jovens fez com que o fardo ficasse muito mais leve e tranquilo. “É um presente ter a amizade, a dedicação, a força de vontade e o amor pelo trabalho delas por perto. Nós somos muito amigas e compartilhamos situações de vida”, valoriza. Aos 22 anos, “Malhação” é a primeira novela da atriz.

Para depois

A Globo alterou os trabalhos de produção da segunda temporada de “Carcereiros”, atualmente disponível no GloboPlay. Com gravações previstas para este mês, a série só começará a ser realizada em abril do ano que vem. A produção é protagonizada por Rodrigo Lombardi, recém-saído de “A Força do Querer”.

Contrato longo

Uma das principais jovens atrizes da Globo, Isabelle Drummond renovou o contrato com a emissora até 2020. A atriz, que acabou de sair do ar como a mocinha Anna, de “Novo Mundo” está reservada para “Verão 90 Graus”, trama de Izabel de Oliveira e Paula Amaral, que irá ao ar na faixa das sete.

Até o fim do ano

Ainda com o futuro incerto na grade da Band em 2018, o “Pânico na Band” segue no ar até dezembro. O programa encerrará a temporada no dia 19. A produção é comandada ao vivo por Emílio Surita.

Segredo guardado

A trama de “Pega Pega” fica no ar até janeiro. No entanto, o elenco já começou a receber cenas secretas para gravar. A ideia é manter o mistério sobre a morte da primeira esposa do empresário Eric, papel de Mateus Solano.

Beleza em cena

A Band irá exibir ao vivo o “Miss Universo” no próximo dia 26. O concurso acontece em Las Vegas. A emissora ainda não definiu os nomes que farão parte da transmissão do evento internacional.

Horário das seis

Juliano Laham estará no elenco de “Orgulho & Paixão”, nova novela das seis da Globo. Na trama, ele será um jovem tímido, que ganha a vida trabalhando como mecânico de automóveis na fictícia região de Vale do Café. Com estreia prevista para o primeiro semestre do próximo ano, o folhetim é assinado por Marcos Bernstein.

De volta

Ainda sobre “Orgulho & Paixão”, Joaquim Lopes também integrará o elenco da nova produção. O ator de 37 anos deixará o “Vídeo Show” e voltará ao departamento de dramaturgia. Ele deve permanecer no vespertino até o próximo mês. Atualmente, ele participa da “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”.

Humor doméstico

As relações familiares são bastante ricas. Por isso mesmo, a série “A Cara do Pai”, protagonizada por Leandro Hassum e Mel Maia, que vivem Theo e Duda, foca na complexa interação entre um pai e uma filha pré-adolescente. A cada domingo, dilemas comuns do dia a dia são abordados dentro da dramaturgia. “O Theo sempre está aprontando as besteiras dele, mas Duda faz as dela também. Essa temporada está bem divertida e fácil de identificar”, avalia Mel. Neste domingo, dia 19, Théo terá de enfrentar o primeiro namorado de Duda. Depois de conquistar a jovem, Guilherme, de Kadu Schons, terá de quebrar o coração de gelo do sogro ciumento. Inicialmente, Théo mostra ser um pai linha-dura, porém acaba relaxando ao jogar videogame com o menino.


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