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Jornal de Fato

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Produção de mel

A coluna Style desta semana mostra as novidades que foram destaques no lançamento da revista Glam. Sua vida 4

Produtores de mel em Mossoró chegam a lucrar R$ 72 mil com atividade que ganhou reforço com lei estadual. Mossoró 3

STYLE STYLE STYLE STYLE STYLE

Novidades na

Glam Fashion

cresce e rende

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2019 | EDIÇÃO 5.394 – ANO XIX | R$ 2,50

Mais de 10 mil exames são feitos com telemedicina >>O avanço da telemedicina é inquestionável no Rio Grande do Norte, onde mais de 10 mil exames por mês já foram feitos. Na área cardíaca, já se somam mais de 706 mil exames, além de mais de um milhão de diagnóstico. Estado 1

Lei de Sérgio Moro vai ser apresentada terça-feira

Site Pixabay

Dados da Secretaria de Administração mostram que o número de servidores inativos é superior ao de ativos. Principal 7

A lei Anticrime, elaborada pelo ministro Sérgio Moro, será apresentada ao Congresso Nacional na terça-feira (19). Principal 4

Violência contra GLBTs volta à tona com criminalização

Projeto de inclusão vai ser mostrado no Canadá

A criminalização da homofobia retornou o debate em torno da violência contra a comunidade LGBT.

Projeto de inclusão desenvolvido pela Uern terá destaque internacional durante evento no Canadá.

Mossoró 5

Mossoró 1

NESTA EDIÇÃO [40 páginas]

Internet

Ministra assume luta de salineiros do RN A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, garantiu apoio aos salineiros do RN. Política 3 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

Número de servidores inativos é maior que o de ativos

OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 DOMINGO ...................................... p1 a 12 TV ...................................... p1 a 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

BAGAGENS Ilustrativa

Vanda Maria Jacinto

Escritora, autora do livro Rabiscando os caminhos da prosa v.m.j@hotmail.com

Enquanto a água morna escorria em seu corpo cansado, veio-lhe à mente a figura suada de um ator, protagonista de uma apresentação teatral, assistida momentos atrás. Sentiu, naquele instante, vontade de lavar a própria alma, levando frescor às imagens ainda nítidas na retina. Sentia-se atormentada, só em lembrar o sofrimento vivido pelo personagem até conseguir romper as barreiras sociais que o aprisionavam. Parecia ver, ali, à sua frente, a sensação de alívio, estampada naquele semblante tão sofrido, quando se desfez da máscara que o camuflava e, de repente, sendo ele próprio. O que lhe dói mais é saber que toda essa história dramatizada é uma constante na vida de muitos seres humanos, alguns até próximos… Tristemente constata que viver em sociedade é isso, às vezes, paga-se um preço alto demais para manter o bom-senso, pois tudo implica em aceitar ou não suas regras. Assim como andar numa corda bamba, também, ela tenta se equilibrar entre os “sins” e os “nãos” da própria senda. Novamente se vê pensando no personagem... Ficou claro, na peça, as dificuldades enfrentadas por ele, ao romper com os embustes alimentados. Metaforicamente, havia ele guardado, numa pequena maleta, toda a sua bagagem experiencial. Espremidos e oprimidos, havia resquícios de toda a sua vida, principalmente dos insucessos, cujo peso dificultava, agora, o próprio equilíbrio!

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Novamente se vê pensando no personagem... Ficou claro, na peça, as dificuldades enfrentadas por ele, ao romper com os embustes alimentados.

Essa situação, avivada naquele instante, fazia com que ela refletisse mais e mais sobre a sua vida. Automaticamente, ia associando o enredo da peça às suas vivências. Quantas de suas verdades ou mentiras caberiam naquelas cenas? Percebeu que, assim como o personagem, ela também fora, ao longo dos tempos, acumulando coisas, valores e costumes – muitos deles, desnecessários para a sua vida hoje –, compreendendo, assim, um excedente sem lógica. Mas, a essa altura da vida, seria ainda possível descartar tais bagagens? Será que, com toda essa modernidade, bastaria clicar na tecla “Del”, e pronto?

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

E se acaso descobrisse, nos seus arquivos mentais, algumas vontades e atitudes há tempos reprimidas? Teria ela coragem suficiente para resgatá-las, tipo: “Ctrl + c / Crtl + v”, e reencaminhar para o aqui e agora? O que sabia, de fato, é que todos aqueles apetrechos armazenados, resultantes de confrontos diários, cujas situações exigiram uma decisão, que com certeza foi postergando, agora a incomodam. O máximo que podia fazer talvez fosse deixar o tempo prescrever. Mas tinha a consciência de que, essa, nem sempre era a melhor pedida. Romper os grilhões que nos oprimem, abrindo defi-

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

www.de­fa­to.com E-mail:re­da­cao@de­fa­to.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918

AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

nitivamente nossa caixa de “Pandora” e, dela, deixando fluir tudo quanto não nos serve mais; recambiando, no entanto, nossos desejos mais íntimos e assumindo, de fato, toda a nossa vida – mesmo que amarrotada e reprimida –, pode não ser algo fácil, mas, com certeza, é o que devemos fazer! Bem que podia ser simples assim, como tomar um banho. Novamente devaneando, como que hipnotizada, olhava, calmamente, a espuma escorrer pelo corpo, desaparecendo rapidamente ralo abaixo… Desejou, nesse momento, que, junto, fossem também as suas mazelas.

FI­LIA­DO À


política 3

domingo, 17 de FEVEReiro de 2019

Regularização fundiária é discutida entre Tereza Cristina e Fátima Bezerra

AGRICULTURA

Ministra assume luta da indústria salineira potiguar >> Tereza Cristina, em reunião com salineiros em Mossoró, garantiu que medidas serão adotadas a partir desta segunda-feira Carlos Costa

Ministra da Agricultura Tereza Cristina e a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini se reuniram com empresários do sal césar santos

Da Redação

A

indústria salineira potiguar ganhou uma aliada na luta pelo reconhecimento do sal de interesse social e no enfrentamento das ações do Ministério Público Federal (MPF-RN) que pedem a retirada e realocação de 18 salinas na região de Mossoró/Costa Branca. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assumiu o compromisso de respaldar a extração e produção de sal marinho, sem abrir mão, porém, da proteção ao meio ambiente. Tereza Cristina se reuniu com os empresários e proprietários de salinas neste sábado, 16, em Mossoró. O encontro articulado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o deputado federal Beto Rosado (PP) aconteceu no Palácio da Resis-

tência – sede da Prefeitura. A ministra ouviu o relato completo da situação apresentado pelo presidente do Sindicato da Extração de Sal do RN (SIESAL), Airton Torres. Ele apresentou números da produção das salinas potiguares, que correspondem a 95% do sal brasileiro. Destacou a importância dessa atividade secular para a economia local e regional, ressaltando que a indústria salineira emprega mais de 25 mil famílias. Os empresários reclamaram dos problemas que estão enfrentando com seguidas ações na Justiça e fiscalização por parte do Ibama, que já geraram multas milionárias que, se executadas, decretarão o fim da indústria salineira potiguar. As ações patrocinadas pelo MPF-RN contra 18 salinas que estariam ocupando as chamas Áreas de Proteção Permanente (APP) são as

Tereza Cristina diz que crédito tem em abundância, mas falta agilidade A ministra Tereza Cristina garantiu que em três meses voltará à cidade com ações concretas em benefício à produção agrícola potiguar, a partir do diagnóstico feito durante a agenda em Mossoró. “Vim a essa fazenda que é famosa na produção de melão para conversar com os produtores, com a prefeita e com o pessoal da assistência técnica, porque temos ainda muitas políticas dispersas e o Ministério quer concentrá-las para que pos-

sam chegar diretamente ao produtor”, disse, ao visitar a agrícola Famosa, acompanhada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de produtores, técnicos e políticos. Tereza Cristina teve o contato mais próximo com os produtores. Ouviu as reivindicações e assumiu compromisso. Essa proximidade, segundo a ministra, será com a viabilidade de assistência técnica e crédito para o pequeno produtor. “Esse crédito existe em abundância, mas

que preocupam no momento. Os empresários afirmam que as empresas não estão desobedecendo o Código Florestal, como alega o Ministério Público. Inclusive, segundo eles, o próprio código oferece tratamento diferente para atividades que estavam historicamente consolidados, como é o caso da extração de sal marinho, uma atividade secular. A ministra assumiu o compromisso de, já na segunda-feira (17), adotar as primeira providências junto ao Governo Federal, em defesa do setor salineiro. Tereza Cristina destacou que recebeu o pedido da prefeita Rosalba para olhar com prioridade para o sal potiguar, pela importância econômica e social para a região e para o Rio Grande do Norte. Tereza Cristina também assumiu compromisso de

apoiar o decreto presidencial que torna o sal potiguar de interesse social. A vereadora Sandra Rosado (PSDB) lembrou que uma lei municipal, de sua autoria, já reconhece o sal potiguar de interesse social. A reunião com a ministra Tereza Cristina contou com a presença de Francisco Ferreira Souto Filho, “Soutinho”, a mais antigo salineiro em atividade no RN. Também participaram os empresários Herbert Vieira, Zilene Marques, Ceiça Praxedes, Gregório e Frediano Rosado, o ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), além de vereadores e secretários do município. A Assembleia Legislativa do RN foi representada pelo deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade), que assumiu a luta em defesa do sal potiguar como uma das principais bandeiras de seu mandato.

às vezes fica na metade do caminho. Pretendemos voltar daqui a três meses com ações concretas para geração de emprego e renda, principalmente para o pequeno produtor”, continuou. A prefeita destacou que Mossoró é o maior exportador de melão do mundo e possui uma importante área de fruticultura irrigada. “Conversamos com a ministra no sentido de priorizar reivindicações como melhorias de estradas, apoio ao pequeno produtor. Está sendo ótimo ela vir aqui, ver de perto o que Mossoró produz”, frisou Rosalba. Tereza Cristina desembarcou em Mossoró na tarde

de sexta-feira (15). Em seguida, visitou a fazenda de produção de melão Famosa. Depois, jantou com empresários e políticos no Thermas. Na manhã deste sábado (16), após encontro com salineiros na Prefeitura de Mossoró, viajou para Ipanguaçu, onde conheceu a fazenda Potiporã, considerada a maior produtora de camarões do Brasil. Em 2015, a doença conhecida como mancha branca dizimou a produção. A empresa foi vendida, replanejada e, em 2018, retomou as atividades. Hoje, produz mais do que antes, mas ainda está aprendendo a conviver com a mancha branca.

A ministra Tereza Cristina e a governadora Fátima Bezerra (PT) também se reuniram em Mossoró, dentro da agenda preparada pelo Ministério da Agricultura. Na pauta, a regularização fundiária, desburocratização para acesso às linhas de crédito e simplificação de licenciamento dos barcos pesqueiros. Tereza Cristina e Fátima Bezerra estavam acompanhadas de auxiliares e, a partir do diálogo, chegaram à conclusão de que Governo do Estado e Ministério estão alinhados com relação ao fortalecimento da Agricultura Familiar e com a necessidade de desburocratizar o acesso ao crédito rural e aos programas governamentais. O secretário Alexandre Marinho – da atual Secretaria de Recursos Agrários (SEARA), que passará a ser Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SEDRAF) – destacou a necessidade de celeridade nos processos de regularização fundiária e citou que o Estado tem realizado mutirões para concessão dos títulos de propriedade. A ministra reconheceu que a formalização dos pequenos produtores é a base de todo o processo de fortalecimento da agricultura familiar, uma vez que permite acesso às linhas de financiamentos e programas governamen-

tais, como o de compra direta (PNAI), e criação de redes de distribuição e comercialização, como havia sido mencionado pelo secretário. Já o secretário da Agricultura e da Pesca, Guilherme Saldanha, ressaltou a necessidade de simplificação das licenças para os barcos, visto que o atum representa 11% da pauta de exportações. A ministra, que estava acompanhada do secretário nacional de Agricultura Familiar, Fernando Schuwanke, considerou coerentes as pautas e afirmou que "simplificar não é precarizar" e que está aberta ao diálogo. A governadora solicitou audiência com a ministra, que se prontificou a recebêla em Brasília, para apresentar todas as necessidades do Estado, e enfatizou a importância da conclusão da transposição das águas do rio São Francisco para o RN, destacando que sem água não tem desenvolvimento agrário. "Essa obra representa um importante passo em direção ao sonho de acabar com a falta d'água no interior do nosso estado. Faremos uma integração da nossa rede de bacias, adutoras e barragens, como Oiticica e Armando Ribeiro Gonçalves. Isso trará dignidade e progresso, desenvolvimento e qualidade de vida", disse Fátima. Elisa Elsie

Governadora Fátima Bezerra em audiência com a ministra da Agricultura Tereza Cristina


4 gerais

DOMINGO, 17 de feverEIRO DE 2019

SEGURANÇA

Lei Anticrime será apresentada ao Congresso na terça-feira >> Sérgio Moro afirma que a corrupção, o crime organizado e o crime violento são os principais problemas da segurança pública. Por isso, ele pede mais vigor no combate ao crime Arquivo/José Cruz/ABr

Felipe Pontes

Repórter da Agência Brasil

O

presidente Jair Bolsonaro disse na manhã deste sábado, 16, em sua conta no Twitter, que o governo apresentará o projeto de lei Anticrime ao Congresso Nacional na terça-feira (19). O projeto propõe mudanças em vários pontos da legislação a fim de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações criminosas. “Na próxima terça-feira, apresentaremos projeto de lei Anticrime ao Congresso. Elaborado pelo ministro Sérgio Moro, ele visa endurecer as penas contra assassinos, líderes de gangues e corruptos”, escreveu Jair Bolsonaro na rede social. Na quinta-feira (14), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Mo-

Ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, defende mais rigor na punição de crimes ro, defendeu mais rigor na punição do condenado por crime de homicídio ao par-

ticipar, em Brasília, de evento organizado pela Escola Nacional de Formação e

Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM). “A redução da taxa de homicídios

passa por adoção de políticas públicas complexas. Muitas delas envolvem medidas puramente executivas, como melhorar as investigações [policiais] e restauração de áreas urbanísticas degradadas. Mas um fator fundamental é, sim, retirar o criminoso homicida de circulação. Para isso [implementação da lei], precisamos ter um tribunal mais efetivo. Um tribunal que não leve dez, 20 anos, para condenar alguém que cometa um homicídio, por exemplo”, afirmou o ministro. Sérgio Moro disse que um dos objetivos do projeto de lei é tirar das ruas os criminosos reincidentes ou comprovadamente membros de facções criminosas. “Não estamos querendo que o autor de pequenos crimes, mesmo que reincidente, permaneça na prisão. Não se trata de endurecer as penas para os ladrões de maçã ou de chocolate, mesmo que

!

O ministro disse que um dos objetivos do projeto de lei é tirar das ruas os criminosos reincidentes ou comprovadamente membros de facções criminosas reincidentes. Estamos falando de crimes violentos e de criminosos perigosos”, disse o ministro, pouco antes de reconhecer a baixa resolução de crimes. Quanto ao crime organizado, Moro defendeu que as lideranças das facções, quando presos e condenados, cumpram a pena inicialmente em regime fechado, em isolamento. “A estratégia exitosa em relação à criminalidade organizada passa pelo isolamento de suas lideranças”, disse. O ministro voltou a justificar a iniciativa do governo federal de endurecer a lei contra o crime argumentando que a corrupção, o crime organizado e o crime violento são os maiores problemas do país em termos se segurança pública, já que estão inter-relacionados.


opinião 5

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

césar santos cesar@defato.com

PRECISA APROVEITAR

LUA DE MEL

A

governadora Fátima Bezerra (PT) não tem do que se queixar em relação a apoio político e de entidades de classe neste primeiro momento de governo. Também não pode reclamar da boa vontade do Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, todos, sem exceção, dispostos a ajudar para tirar o Rio Grande do Norte do atoleiro fiscal e financeiro. Vive uma “lua de mel” e tem de aproveitar essa “celebração” para aprovar as medidas necessárias ao ajuste fiscal. Até aqui, porém, nada de impactante. As mensagens encaminhadas à Assembleia Legislativa, contidas no que se convencionou chamar de “Plano de Ajuste Fiscal”, são apenas razoáveis. Não resolvem o

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problema. O Governo precisa atacar os problemas mais graves, como o desequilíbrio da Previdência Estadual. Levantamento aponta que o Estado tem mais aposentados e pensionistas do que servidores na ativa e as despesas com inativos são bem superiores aos ativos. Por consequência, a Previdência tem um déficit mensal de R$ 120 milhões e um rombo anual de mais de R$ 1,4 bilhão. Se o Governo não tiver a coragem de fazer a reforma da Previdência Estadual, pouco resultará a antecipação de receitas para atualizar os salários dos servidores. O rombo da Previdência continuará engolindo o erário e os salários voltarão a atrasar outras vezes. O secretário do Planejamento, Aldemir Freire, já disse que a governadora Fátima Bezerra (PT) não aumentará a alíquota previdenciária de 11% para 14%. Justifica que os servidores não aceitarão e que o projeto não passaria pelo crivo da Assembleia Legislativa. Não é por aí. O desgaste com o servidor é inevitável. Ponto. Agora, os deputados, certa-

Vamos adotar as primeiras providências já na segunda-feira."

central A prefeita Rosalba Ciarlini pediu o apoio da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para a construção de uma Central de Abastecimento da Agricultura Familiar em Mossoró. A prefeita levou para a reunião representantes da Associação dos Produtores Familiares Tereza e assumiu o compromisso.

mente, tratariam a questão com a responsabilidade de priorizar a recuperação fiscal e financeira do Estado. Ademais, o Governo tem o apoio do presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), e de mais de uma dezena de deputados que o acompanham, logo, conta com base sólida para aprovar projetos de relevância. A governadora não pode perder a oportunidade, o “timing”, para fazer o que tem de ser feito no sentido de enfrentar as dificul-

É NOTÍCIA 1

TEREZA CRISTINA

Ministra da Agricultura, ao assumir compromisso com a luta dos empresários da indústria salineira potiguar.

itapetinga

defesa do sal

Nesta data, em 1974, o industrial João Santos entregava a Mossoró a primeira fábrica de cimento do Rio Grande do Norte. A inauguração da Itapetinga contou com a presença do ministro do Interior, general José Costa Cavalcanti, governador Cortez Pereira, prefeito Dix-huit Rosado, entre outras autoridades. Hoje, 45 anos depois, o grupo empresarial João Santos vive momentos finais.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) entregou à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, um documento em defesa da indústria salineira. Pediu o apoio, também, para o decreto presidencial que torna o sal potiguar bem de interesse social. A agricultura familiar também foi pautada. O encontro da prefeita com a ministra neste sábado (16) foi articulado pelo deputado Beto Rosado (PP).

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Do vice-presidente general Mourão: "Os filhos são um problema de cada família. Tenho certeza que o presidente, em momento aprazado e correto, vai botar ordem na rapaziada dele." Os pimpolhos do Bolsonaro não dão trégua às bizarrices. Termina o horário de verão 2019. Nos estados nordestinos, voltarão à normalidade os horários de voos nos aeroportos e funcionamento dos bancos, além da programação de televisão. O governo Bolsonaro apresentará o projeto de lei anticrime ao Congresso Nacional na terça-feira, 19. O projeto visa endurecer penas contra assassinos, chefes de gangues e corruptos. Morreu dona Iraci Pessoa Alves, esposa do bancário aposentado Edmundo Alves de Assis e mãe do bancário Francisco Alfredo de Assis Neto. Que Deus a receba em bom lugar.

Congresso em Foco

O

senador Alessandro Vieira (PPS-SE), autor do pedido de criação de uma CPI para investigar procedimentos dos tribunais superiores do país, disse ao Congresso em Foco que já recorreu à Mesa Diretora do Senado para garantir a criação da comissão parla-

mentar de inquérito. O requerimento dele foi arquivado na última segunda-feira (11) após a retirada da assinatura dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Kátia Abreu (PDT-TO). Nos bastidores, a CPI tem sido chamada de "Lava Toga". Alessandro recorreu do arquivamento com base no artigo 244 do Regimento Interno do Senado, que deter-

mina que "se, com a retirada de assinatura, esse limite [no caso, 27 senadores] não for alcançado, o presidente a devolverá ao primeiro signatário". Se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEMAP), acatar o recurso, o senador sergipano poderá reapresentar o pedido para criar a comissão. Para que uma CPI seja criada, é necessário o apoio

de no mínimo um terço dos senadores. Alessandro garante já ter senadores comprometidos em número suficiente. "Se houver necessidade, já temos a reposição para 27 [senadores] sim, e se houver necessidade de fazer uma nova coleta de assinaturas, já está bem delineada a estratégia e a velocidade para fazer isso", afirma o senador, que não quis revelar os nomes dos novos parlamentares que apoiam a CPI. "Estrategicamente seria muito ruim. Já começa a pressão novamente", explica. O objetivo central da CPI é "investigar o exercício exacerbado de suas atribuições por parte de membros dos

caiu A semana que está começando será marcada pela queda do primeiro ministro do governo Jair Bolsonaro. A situação de Gustavo Bebiano, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, ficou insustentável. Sob todos os aspectos, mas principalmente ético e moral.

"laranja"

O sábado (16) amanheceu com a BR-304 interditada por moradores da cidade de Riachuelo. Protesto contra a Caern, que não manda água, mas cobra caro pelo "serviço" no fim do mês.

Senador diz ter assinaturas para reapresentar pedido da CPI do Judiciário RAFAEL NEVES

dades que castigam o Estado, porque daqui pouco mudará o humor dos inquilinos do Palácio José Augusto e aí o Governo terá mais dificuldades para aprovar as medidas necessárias. A "lua de mel" tem prazo de validade e Fátima Bezerra sabe disso. Então, que aproveite logo. A benevolência dos caríssimos deputados estaduais tem prazo – curto – de validade. Corra. Acelere, governadora, porque ainda é tempo.

Pesa contra Bebiano a liberação de R$ 400 mil de dinheiro público, do fundo partidário, para uma candidata "laranja" do PSL de Pernambuco que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. Bolsonaro, que se elegeu com discurso implacável contra a corrupção, não pode conviver com "laranjas podres".

registro Dos dois deputados estaduais mossoroenses, apenas Alysson Bezerra (SDD) se fez presente na reunião da ministra Tereza Cristina em defesa do sal potiguar.

tribunais superiores do país", o que inclui a intenção de convidar, para prestar esclarecimentos, ministros de cortes como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os parlamentares querem investigar alguns procedimentos jurídicos, tais como o tempo que os tribunais levam para resolver processos e um suposto "uso abusivo" de pedidos de vista, que atrasam as decisões, além do exercício, por parte dos magistrados, de atividades não remuneradas paralelas às funções deles. Tasso Jereissati e Kátia Abreu justificaram a retirada de suas assinaturas pelo fato

de não haver, na visão deles um "fato determinado" a ser investigado na CPI, como determina a Constituição (o artigo 58, §3). Kátia Abreu explicou, ainda, que inicialmente acreditava que a CPI "investigaria sentenças diferentes para casos semelhantes em todo o país, em todas as instâncias", mas que não concorda com um foco específico no STF, o que criaria o risco de se abrir "uma crise de poderes neste momento". A decisão sobre o recurso de Alessandro Vieira, que pede o desarquivamento do pedido, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pode ser tomada já na próxima semana.


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2019

Projeto determina que qualquer pessoa poderá registrar infrações de trânsito

EXPORTAÇÃO

Cidades do RN poderão exportar frutas para o Chile

SENADO NOTÍCIAS

>> Após um plano de trabalho realizado em parceria com o Idiarn, 13 cidades do RN receberam sinal verde para exportar frutas para o Chile

O

Elisa Elsie

Plano de Trabalho para a Exportação de Frutas Frescas, melão e melancia para o Chile, apresentado pelo Mapa e elaborado em conjunto com o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN), com a participação do Comitê Executivo de Fruticultura do RN (COEX), obteve mais um resultado positivo para o setor. O resultado dá continuidade à resolução que permite a exportação do melão (Cucumis melo) e da melancia (Citrullus lanatus) até o fim de 2019. De acordo com as informações da equipe técnica do Idiarn o Serviço Agrícola e Pecuário do Chile, também reconheceu Mossoró, Assú, Areia Branca, Baraúna, Serra do Mel, Grossos,

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Empresário Luiz Roberto informou que há alguns anos a produção de frutas tem se mantido estável, mas espera aumento na produção

Fruticultura do RN está ganhando destaque internacional Porto do Mangue, Tibau, Carnaubais, Ipanguaçu, Alto do Rodrigues, Afonso Bezerra e Upanema como municípios da área livre, propícios para produção de frutas frescas para exportação. "A resolução que renova a exportação de frutas frescas para o Chile é de forma significativa o reconhecimento do trabalho efetivo na área livre e isso serve de parâmetro de mercado para outros países como a China, por exemplo", explicou Luiz Roberto Barcelos, diretor da Agrícola Famosa e pre-

sidente da Coex. A área livre é de responsabilidade do Idiarn, que desenvolve o monitoramento e fiscalização além do funcionamento das barreiras fitossanitárias (fixas e móveis), fiscalização da execução de boas práticas fitossanitárias pelos produtores de cucurbitáceas, fiscalização do comércio interno e a Certificação Fitossanitária de Origem (CFO). "Estão de parabéns todos os profissionais envolvidos. A renovação do Plano de Trabalho foi mantida devido a área livre da mos-

ca-da-fruta cumprir os padrões que o Chile exige para exportação. Esta é uma boa notícia para os produtores potiguares", explicou o diretor geral do Idiarn, Mário Manso. O empresário Luiz Roberto, proprietário de uma fazenda de fruticultura, localizada entre Mossoró e Tibau, informou que há alguns anos a produção de frutas tem se mantido estável, mas que a perspectiva é de aumento da produção, diante do potencial que vem sendo explorado ao longo dos anos.

O registro de infrações de trânsito poderá ser feito por qualquer pessoa, física ou jurídica. Esse é o tema de um projeto (PL 601/2019) que está aguardando a apresentação de emendas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei 9.503/1997) para permitir a comprovação da infração de trânsito por qualquer pessoa, física ou jurídica, que registrar o fato por vídeo, fotografia ou outros meios de prova admitidos. A prova terá de ser remetida a uma autoridade de trânsito, que poderá, assegurado o direito à contraprova, lavrar o respectivo auto de infração. Contarato lembra que infrações são recorrentes no trânsito brasileiro. Segundo o senador, muitos motoristas infratores ficam impunes, por utilizarem de meios escusos para burlar a fiscalização ou mesmo pela limitação do alcance dos aparatos estatais. Ele ainda destaca que o objetivo do projeto não é o de transferir a obrigação de fiscalizar do Estado para os cidadãos, mas sim ampliar o alcance fiscalizatório e

dar efetividade à legislação. Fiscalização Na visão do senador, admitir a possibilidade de comprovação da infração de trânsito por meio de imagens e vídeos possibilitará ao cidadão noticiar às autoridades de trânsito delitos frequentes, tais como estacionamentos em vagas reservadas ou mesmo em áreas proibidas e o tráfego de veículos que coloquem em risco a integridade física de outros indivíduos. Contarato destaca que o cidadão já pode, ao tomar conhecimento da prática de um crime, levar ao conhecimento da autoridade policial a notícia do fato. O senador explica que a ideia é dar maior garantia de aplicabilidade da lei com a fiscalização permanente e reduzir os delitos de trânsito. Para ele, a alteração moderniza a legislação de trânsito e se adapta às novas possibilidades de tecnologia. O senador faz questão de registrar que o contraditório e a ampla defesa estarão preservados, vista a expressa previsão do direito à contraprova. Para Contarato, o projeto poderá permitir que todo cidadão atue como um agente não somente passivo, mas também ativo na construção de um trânsito ordeiro, pacífico e seguro. Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Fabiano Contarato é o autor do PL 601/2019, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça


gerais 7

DOMINGO, 17 de feverEIRO DE 2019

Orçamento

Número de servidores inativos do RN é maior do que o de ativos >> Levantamento apontou que o custo unitário dos servidores inativos é maior do que o dos servidores ativos. A folha salarial do Governo do Estado é de quase R$ 500 milhões por mês Jornal O Mossoroense

O número de servidores ativos do estado do Rio Grande do Norte diminuiu em cinco anos

D

e acordo com os dados divulgados no Boletim de Informações da Administração do Rio Grande do Norte, entre janeiro de 2014 e janeiro de 2019, o número de servidores inativos (aposentados e pensionistas) aumentou 47,3%, enquanto que o número de servidores ativos caiu 21,4%. Em números, o quadro de servidores ativos

caiu de 66.608 para 52.346, enquanto que os inativos passaram de 36.362 em 2014 para 53.558 em janeiro de 2019. Hoje, os servidores inativos correspondem a 52,83% folha de pagamento do Governo do Estado, quanto que os servidores ativos correspondem a 47,17%. Dentre os servidores ativos, 10,43% trata-se

de dos pensionistas, onde cada um recebe, em média, R$ 4.639,77 mensais, e os 42,40% dos servidores aposentados recebem, R$ 4.769,66. O Governo de Estado destaca que o custo médio unitário por servidor inativo é maior do que o custo médio unitário do servidor ativo, que recebe uma média de R$ 4,332,85 mensalmente. Mas,

de forma geral, o valor que é pago aos servidores ativos ainda é maior do que é pago aos inativos. A folha de pagamento dos servidores ativos é de R$ 226.807.139,00, enquanto que dos aposentados e pensionistas é de R$ 203.893.432,00 e R$ 50.155.901,00, respectivamente. Com isso, a folha salarial dos servidores do

Governo do Estado chega a R$ 480.856.472,00. O levantamento foi realizado por meio da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (SEARH), Segundo a titular da Searh, Virgínia Ferreira, a iniciativa faz parte de um modelo de gestão baseado na cultura de transparência na administração pública, assim como no aces-

so do cidadão às informações. “Nosso compromisso é com a transparência, com a informação e, consequentemente, com a formação do indivíduo. A consciência cidadã é uma construção diária. A divulgação das informações fortalece a relação entre o Governo e a sociedade na gestão participativa que estamos construindo no Rio Grande do Norte”, acrescentou a secretária. Os dados apresentados nesse primeiro informativo são oriundos do Sistema de Gestão de Recursos Humanos da SEARH (Sistema Ergon), gerenciado pela Coordenadoria da Folha de Pagamentos (COPAG). O agrupamento das referidas informações permite visualizar um panorama detalhado da evolução da despesa com pessoal, assim como diagnosticar eventuais inconsistências e o seu saneamento, propiciando que a administração pública desenvolva suas políticas de maneira mais eficiente. A iniciativa da criação do boletim tem como preceito fundamental dar transparência às atividades e serviços prestados pela SEARH, por meio da elaboração de relatórios setoriais, de modo que tais documentos resultem em informações qualificadas que subsidiem a implementação das políticas públicas, ao passo que possibilitem, também, a participação da sociedade e o controle social. O documento possibilitará, por meio de um conjunto de indicadores, ilustrar a realidade vivenciada pelo Executivo Estadual. A ideia é realizar atualização contínua, de maneira que os dados possam dar suporte às estratégias de gestão a serem planejadas e implementadas na área da Administração e dos Recursos Humanos.


8 GERAIS

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2019

!

ALTERAÇÃO

Ocorre hoje à meia-noite o fim do horário brasileiro de verão >> O horário de verão foi iniciado no dia 4 de novembro para moradores de 10 estados das regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul, além do Distrito Federal MT Notícias

Moradores de 10 estados e Distrito Federal devem atrasar os relógios em uma hora neste domingo, 17, à meia-noite ANDRÉ RICHTER

Da Agência Brasil

N

este domingo, 17, chegou ao fim o Horário Brasileiro de Verão. Com isso, os relógios devem ser atrasados em uma hora (voltarão para 23h) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O horário

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

de verão de 2018 começou no dia de 4 novembro para moradores de 10 estados e do Distrito Federal. Até 2017, o horário de verão tinha início no terceiro domingo de outubro, mas atendendo um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então presidente Michel Temer alterou o início do horário para que não coin-

cidisse com o primeiro e o segundo turno da eleição. Neste ano, de acordo com as informações da Agência Brasil, a adoção do horário de verão ainda é uma incógnita e cabe ao presidente Jair Bolsonaro decidir. No ano passado, estudos da Secretaria de Energia Elétrica (SEE), do Ministério de Minas e Energia (MME) em

parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontaram que em termos de economia de energia, a medida não tem sido eficiente, já que os resultados alcançados foram próximos à “neutralidade”. O horário de verão foi criado no país com o intuito de economizar energia, a partir do aproveitamento de luz solar

no período mais quente do ano. “A aplicação da hora de verão, nos dias de hoje, não agrega benefícios para os consumidores de energia elétrica, nem tampouco em relação à demanda máxima do sistema elétrico brasileiro, muito em função da mudança evolutiva dos hábitos de consumo e também da

Segundo o MME, não há previsão de balanço sobre os resultados obtidos com o horário de verão de 2018 atual configuração sistêmica do setor elétrico brasileiro”, destaca o documento enviado à Casa Civil. Segundo a assessoria do MME, não há previsão de balanço sobre os resultados obtidos com o horário de verão de 2018. “Serão realizadas novas análises anuais técnicas dos resultados do ciclo 2018/2019 e, quando concluídas, serão encaminhadas à Presidência da República, a quem cabe a decisão de manter ou não o horário brasileiro de verão”, informou a assessoria do MME. No Distrito Federal, região onde o consumo, per capita, de energia residencial é o maior do país, desta vez, o horário de verão registrou, segundo a Companhia Energética de Brasília (CEB), redução de 2,7% da demanda diária por energia no horário de pico, ou 30 MW. De acordo com o diretor de distribuição da CEB, Dalmo Rebello, é como se a energia de uma cidade como o Guará, localizada a 12 quilômetros do centro da capital federal, com cerca de 126 mil habitantes, fosse desligada nesse período no horário de pico. O especialista acrescenta que o horário de verão é importante para que o sistema, que nesta época tem a demanda aumentada pelas altas temperaturas, não tenha uma sobrecarga.


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@defato_rn

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Mossoró (RN), domingo, 17 de fevereiro de 2019

Inclusão

Projeto sobre inclusão terá destaque internacional >> A prof.ª dra. Ana Lúcia Aguiar comentou sobre o projeto de inclusão que será apresentado no Canadá e sobre as políticas de inclusão desenvolvidas na Uern Bruno Martins

Amina Costa

Da Redação aminadabecosta@gmail.com

Q

uando se fala em educação inclusiva, pressupõe-se compreender toda uma complexa realidade presente nas salas de aula, de forma que discuti-la é de suma importância para o melhoramento de relações que não se limitam apenas às escolas. Essa discussão sobre inclusão foi o tema de um estudo feito pela professora doutora Ana Lúcia Aguiar, que é diretora do setor de Políticas e Ações Inclusivas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A professora terá a oportunidade de apresentar o seu trabalho (um papper), que foi elaborado durante o Estágio PósDoutoral em Educação na Universidade Federal do Ceará, no evento da Pesquisa Educacional Americana de 2019 (AERA), que acontecerá entre os dias 5 e 9 de abril em Toronto, no Canadá. O trabalho foi desenvolvido junto com o douto-

O trabalho foi desenvolvido pela professora Ana Lúcia Aguiar, junto com o doutorando em educação Me. padre Charles Lamartine

rando em educação Me. padre Charles Lamartine. “As sessões com atividades de trabalho enfocarão as perspectivas da pesquisa no âmbito da inclusão conjugando pesquisadores de todas as Américas no

Dain desenvolve trabalho de inclusão na Uern A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), somando com a Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas (DAIN), desenvolvem no âmbito da universidade, bem como em contexto local, ações fundamentais na formação de recursos humanos, políticas e gestão da educação em diferentes áreas de conhecimento. A Dain está ligada à Administração Superior com um trabalho somado com a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG), a PróReitoria de Pesquisa e PósGraduação (PROPEG) e a

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Pró-Reitoria de Extensão (PROEX). O trabalho desenvolvido pela Dain consubstancia-se nas propostas gerais de ação com base nas Legislações Nacionais e Internacionais de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. A diretoria tem o objetivo de promover e ampliar intercâmbio com diversas entidades, instituições, fundações, associações, objetivando o gerenciamento, a transmissão e o aprimoramento de técnicas e metodologias no campo da educação especial e inclusão.

sentido de buscarmos, em parceria, formação para a educação de crianças, jovens e adultos que requeiram nas práticas educativas equidade, qualidade, inclusão, igualdade de oportunidade e proponham políticas públicas que garantam

a marca das sensibilidades em seus documentos e ações”, informa Ana Lúcia Aguiar. O projeto “A Aprendizagem da Convivência Pacífica na Perspectiva Inclusiva: (Auto) biografia como uma prática reflexiva de

formação no ensino superior” foi desenvolvido a partir do estudo sobre a (re)significação da formação docente na perspectiva inclusiva, através da (auto) biografia de professores, como uma prática reflexiva para uma convivência

pacífica no ensino superior para uma educação das sensibilidades. “Para o projeto, foi discutida a aprendizagem da convivência pacífica na perspectiva do aprender a conhecer, aprender a conviver, aprender a ser, aprender a fazer para a quebra de barreiras atitudinais, procedimentais, conceituais entre os sujeitos acadêmicos em todas as dimensões da relação de aprendizagem”, disse Ana Lúcia Aguiar. O Simpósio Educação Inclusiva e Emoções reúne pesquisadores da área da inclusão educacional, Brasil, Chile, Argentina e México. A AERA é a maior conferência mundial apresentando as últimas pesquisas sobre questões e desenvolvimentos educacionais significativos. Promove pesquisa científica, comunicação, intercâmbio e oferece oportunidade para os pesquisadores compartilhar os resultados dos estudos teóricos desenvolvidos e dá ainda a possibilidade de aprendizado com colegas de todo mundo, além de desenvolver colaborações sustentáveis. A professora Ana Lúcia Aguiar tem, ainda, viabilizado com alunos do Programa de Pós-Graduação em Educação da Uern um trabalho de Formação Continuada em países da América Latina desde 2013, tendo sido recebida por universidades da Argentina, Chile, Peru, México e Cuba com foco na formação de uma rede latino-americana de promoção à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência e políticas afirmativas.

SAIBA MAIS “A Diretoria de Políticas e Ações Inclusivas atende, acompanha e apoia estudantes, professores e técnicos administrativos com deficiências tendo como base a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, bem como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os Protocolos e Convenções Internacionais com vistas à garantia dos direitos do espaço de ensino, pesquisa e extensão que consolidem ações e práticas voltadas às diferenças, à inclusão educacional, social e inserção no mercado de trabalho”, explica a professora Ana Lúcia Aguiar. Está no plano estratégico da Dain/Uern possibilitar às pessoas com deficiências acesso e participação, de for-

ma independente, de todas as dimensões da vida acadêmica (Ensino, Pesquisa e Extensão) em igualdade de oportunidades como as demais pessoas, com a promoção de eliminação de obstáculos e barreiras à acessibilidade. “A partir do referido Plano Estratégico de Ação, a Dain/Uern vem oportunizando um aumento do número de estudantes. Hoje, são 177 estudantes com deficiências e necessidades educacionais especial na instituição, fruto, sobretudo, de uma política inclusão e esforço coletivo, ressaltandose que a entrada é apenas uma das preocupações, pois a continuidade do estudo com qualidade tem sido a meta da Dain/Uern”, comenta Ana Lúcia Aguiar.

Metas que baseiam o plano estratégico da DAIN Ação 1: Realização e efetivação de obras; Ação 2: Aquisição de equipamentos; Ação 3: Contratação de recursos humanos; Ação 4: Cursos, minicursos, ciclo de palestras, oficinas, formação continuada Ação 5: Aquisição de Mobiliário Inclusivo; Ação 6: Elaboração de programas e de uma política de progressão acadêmica; Ação 7: Elaboração de Projetos e Programas para uma Política de Internacionalização/Inserção Internacional da Política de Inclusão da Uern; Ação 8: Elaboração de programas, projetos e estudos de políticas e ações para a diversidade e inclusão.


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2019

REPRESENTATIVIDADE

Uern inserida em evento internacional sobre políticas inclusivas >> A participação da prof.ª dra. Ana Lúcia Aguiar no evento dará a oportunidade de inserir a Uern nas discussões sobre Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva

A

Uern desenvolve uma política de inclusão e tem construído oportunidades para que discentes, docentes e técnicos administrativos com deficiência sejam compreendidos como sujeitos participantes e construtores desse processo, bem como para a efetivação de direitos de acessibilidade em todas as suas dimensões e aspectos da vida cotidiana na academia. A professora-doutora Ana Lúcia Aguiar ressalta a importância para a universidade em estar participando de um evento tão importante para a internacionalização/inserção in-

ternacional das políticas de inclusão. “Promover a Política de Internacionalização/Inserção internacional das Políticas de Inclusão coloca a Uern no âmbito da Rede Interuniversitária da América Latina e Caribe, em consonância com as políticas nacionais e internacionais na área da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e suas políticas afirmativas”. A universidade prima esforços pela qualidade de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão com ações que busquem a consolidação da inclusão de estudantes, professores e técnicos administrativos com deficiências, a quebra

Imagem meramente ilustrativa

A Uern percorre, em atenção à política de inclusão, no zelo pelo que afirma o capítulo do direito à educação

de barreiras e promoção da acessibilidade, fortalecida

pelo entendimento da pertinência da perspectiva de

OUTRAS PALAVRAS JOSÉ NICODEMOS

aristida603@hotmail.com

FIQUEI TONTO

A

o passar pela moça de azul no comércio, senti que a conhecia de algum lugar ou ocasião, e até fiquei em dúvida se já lhe havia sido apresentado. E como ela também desse sinais de que me conhecia, parei para cumprimentá-la e, da minha parte, estabeleceu-se um papo ligeiro. Com a vaga impressão de que ela fazia curso universitário, impressão que logo me veio a partir dessa suposta apresentação, numa ocasião qualquer, primeiro perguntei-lhe se já se formara. Não, não era universitária, respondeu. Então lhe pedi desculpa do engano, meio sem jeito, e tentei puxar outro assunto, sem saber bem o quê. Ela me ouvia toda solícita, como se realmente me conhecesse, de algum lugar ou ocasião, mas em momento algum se interessou em falar-me o que quer que fosse. Nada além do sorriso alegre e do gesto atencioso. Pensei chamar-lhe pelo nome, Lúcia?, para demonstrar-lhe minha cordialidade, mas contive-me; poderia estar enganado. Pois sem ter assunto para o momento, lembrei-me de lhe falar um pouco sobre o momento atual do país, o que esperava ela do governo há pouco inaugurado. Aí foi quando ela abriu a boca para dirigir-me a palavra – “Não espero nada de bom; para falar verdade,

perdi a confiança nos políticos, em geral”. E como mais não disse, e também porque ela bem que poderia ter lá suas urgências, achei por bem dar por encerrado o assunto, e despedi-me, naturalmente sem chamá-la pelo nome. E, nessa parte, fui indo pelo meu caminho, com um vago sentimento de ter-lhe sido indelicado; sou muito sensível a essas coisas da boa educação. Ia comprar minha espuma de barbear preferida, e entrei na primeira loja de variedades, pouco adiante. Não, não tinha, disse-me a vendedora, convidando-me a ver outros produtos do para esse fim. Era a terceira loja da procura, sem resultado. Nem a amável vendedora soube me informar outra loja qualquer. Ainda me deu vontade de comprar qualquer um; mas, confesso, sou muito exigente em minhas preferências, quaisquer que sejam, e acabei deixando para depois, por causa da hora. De resto, fazia um calor agoniado. E antes de pegar o rumo de casa, decidi tomar uma laranjada, minha bebida predileta. Foi o que fiz. Ora, deu-se que, ao balcão da lanchonete, dei logo de cara com a dita moça de azul, e ela me abriu um sorriso conhecido. Com meu pedido de licença, sentei a seu lado. E então ela, sem rodeios, foi logo me perguntando – “Afinal, o senhor me conhece de onde?” – fiquei tonto.

ANTOLOGIA

HOMENAGEM

NOVELA

Sarau das Letras pretende publicar, em parceria com o Jornal de Fato, uma antologia de textos saídos no espaço dedicado ao jornalista José Martins de Vasconcelos, neste jornal.

Trata-se de homenagear a memória desse grande jornalista, escritor e poeta mossoroense, José Martins de Vasconcelos, que, infelizmente, anda muito esquecido. Justíssima homenagem.

O escritor Clauder Arcanjo vem de publicar sua novela – O fantasma de Licânia –, bastando dizer que muito elogiada por escritores do porte de um Sânzio Azevedo e um Ítalo Gurgel.

LINGUAGEM Observa-se que muitos confundem “provável” com “possível”, sobretudo na linguagem de jornal. A verdade é que não se trata de palavras sinônimas. O adjetivo “provável” quer dizer “o que deve acontecer”. Exemplo: “É provável que ela chegue hoje.” O enunciado não exprime dúvida, e sim certeza. Já “possível” significa “o que pode acontecer.” Exemplo: É possível que ela chegue hoje.” Não há certeza. Daí se conclui que um fato pode ser provável ou possível. É bom ter atenção na hora de usas um desses adjetivos, sob pena de dizer o que não se quer dizer. O mau uso de um vocábulo, isto é, fora de sua significação, pode comprometer a clareza do enunciado.

inclusão no âmbito da coletividade.

A Uern percorre, em atenção à política de inclusão, no zelo pelo que afirma o capítulo, do direito à educação, da lei 13.146/2015, no artigo 27, quando alerta que a Educação “constitui um direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”. “E acrescentamos que a Lei Brasileira de Inclusão tem como base a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do decreto legislativo 186 de 9 de julho de 2008 e se constitui em um grande avanço para o cumprimento da efetivação dos direitos das pessoas com deficiência”, informa Ana Lúcia Aguiar, diretora do Dain.


Mossoró 3

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

Avanço

Mercado do mel gera mais de R$ 72 mil para pequenos produtores >> As entidades que integram e que apoiam o segmento estão comemorando a conquista de um pleito que teve início com um projeto de lei

A

cadeia produtiva da meliponicultura está sendo fortalecida por uma lei sobre a criação, o comércio de colônias e seus produtos e o transporte de abelhas sem ferrão (meliponíneos) no Rio Grande do Norte sancionada no dia 1° deste mês pela governadora Fátima Bezerra, causando impactos econômicos, ambientais e sociais para os agricultores familiares que trabalham com as abelhas da espécie Jandaíra. As entidades que integram e que apoiam o segmento estão comemorando a conquista de um pleito que teve início com um projeto de lei que tramitou na Assembleia Legislativa e começa a ser implementado neste ano. Em conformidade com a regulamentação, poderá ser fornecido o selo de qualidade e procedência garantida aos produtos derivados da abelha sem ferrão (ASF). Para se ter uma ideia da importância econômica da atividade para o Rio Grande do Norte, somente no município de Mossoró, na região Oeste do estado, o mercado da meliponicultura, que envolve a comercialização de mel de Jandaíra, colônias de abelhas e colmeias, gerou em 2018 mais de R$ 72 mil para pequenos produtores. Segundo o engenheiro agrônomo Victor Hugo Pedraça

Puro mel de abelhas.com

Produção de mel cresce em Mossoró

Lei é conquista para produtores de mel O técnico da Emater Victor Hugo lembra que a conquista da nova legislação da atividade apícola é resultado de um intenso trabalho conjunto entre a Associação de Meliponicultores e Meliponicultoras Potiguar, a Associação dos Jovens Agroecologistas da Comunidade do Cabeço (JOCA), a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado, Sebrae, Emater, Idiarn e da própria Assembleia Legislativa do Estado. “Praticada com gestão e responsabilidade nos municípios potiguares, a meliponicultura garante a sua preservação e

renda para os produtores”, afirma o engenheiro-agrônomo. O coordenador do Polo da Rota do Mel de Jandaíra do RN e da Fortaleza Slow Food do Mato Grande, Francisco Melo Medeiros, afirma que o reconhecimento e a regulamentação da meliponicultura constituem um marco legal e histórico. Para ele, a iniciativa vai fortalecer a cadeia produtiva da atividade, impactando positivamente na renda de agricultores familiares. “É o mais novo estado do país a legalizar este tipo de atividade. Além do manejo e transpor-

te, também será permitida a implantação de meliponários, visando atender às finalidades socioculturais, pesquisa científica, fomento, educação ambiental, conservação, exposição, reprodução e comercialização de seus produtos”, comemora Melo. Para a presidente da Associação de Meliponicultores e Meliponicultoras Potiguar, Erione Belém, a nova lei que regulamenta a criação das abelhas sem ferrão, produção e comercialização do mel é uma conquista para os meliponicultores potiguares.

“Além de regulamentar a criação, o comércio, conservação e transporte das ASF no estado, a lei também vai fortalecer a cadeia produtiva do mel, principalmente o da abelha Jandaíra e outros produtos das ASF, aumentando a renda dos agricultores familiares, que trabalham com animais da fauna silvestre”, conclui Erione. No Rio Grande do Norte, a espécie Jandaíra é a mais criada. Trata-se de uma espécie de abelha do bioma da Caatinga, que ocorre exclusivamente no Brasil, nas terras secas do semiárido.

Dias, do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER), entre as 21 espécies catalogadas, a Uruçu e a Jandaíra serão as espécies chaves para a sustentabilidade dessa atividade. Victor Pedraça lembra que a criação de abelhas nativas sem ferrão é uma atividade zootécnica bastante significativa no território norte-rio-grandense e que desde os últimos anos vem ganhando território, graças ao envolvimento dos criadores e o apoio de parceiros, como a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e o próprio Sebrae no Rio Grande do Norte. “O amadurecimento da atividade gerou a necessidade de se buscar segurança jurídica para os criadores e consumidores dos produtos da colmeia. Assim a legislação estadual sancionada vem garantir uma tríade que envolve preservação, criação racional e comercialização dos produtos”, avalia Pedraça. O gestor do Projeto Apicultura e Meliponicultura Potiguar do Sebrae-RN acredita que a nova legislação é um grande avanço para a atividade, na medida em que dá segurança jurídica aos pequenos produtores e consumidores. “A aprovação da lei promove o acesso a novos mercados, incrementando a comercialização do mel das abelhas sem ferrão (ASF), trazendo ainda garantias de preservação das espécies. Portanto, fortalece a cadeia produtiva desse tipo de mel e fomenta a renda dos meliponicultores. Ainda traz outro desmembramento, como a comercialização certificada de um produto raro, de alta qualidade e que está ganhando alto valor de mercado”, comemora Daniel Dias.


4 mossoró

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

uern

Aluna de Ciência da Computação é aprovada em quatro programas de pós-graduação >> Entre os mestrados que Elisa de Fátima foi selecionada está o da UFPE, considerado pela Capes um dos melhores do Brasil

“

Quero mostrar como exemplo de que a gente é capaz de conseguir o que quer com aquilo que temos”, disse a estudante Elisa de Fátima Andrade Soares sobre sua aprovação em quatro programas de mestrado em diferentes estados do Nordeste. Ela é aluna de Ciência da Computação, do Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Antes mesmo de concluir a graduação, Elisa de Fátima foi aprovada nos mestrados das Universidades Federais do Ceará (UFC), de Campina Grande (UFCG) e de Pernambuco (UFPE). E no Mestrado em Ciência da Computação, desenvolvido em parceria entre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). “Elisa de Fátima passou em quatro mestrados e não é qualquer programa de pós-graduação. O mestrado da UFPE tem conceito máximo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), conceito 7, um dos melhores do Brasil. Os mestrados na UFCG e UFC têm conceito 5. Ela passou em centros de excelência em pós-graduação. Isso é o que mais nos deixa felizes, pois ela foi aprovada nos melhores cursos de mestrado da região”, diz orgulhoso o prof. dr. Sebastião Emídio Alves Filho, orientador do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da aluna. Diante das aprovações, Elisa de Fátima optou por cursar na UFPE, considerado pela Capes um dos melhores do Brasil. Ela pretende desenvolver uma linha de pesquisa sobre banco de dados e otimização. O trabalho submetido à UFPE é sobre um sistema analítico para avaliar fraudes no processo licitatório. Elisa de Fátima fala do entusiasmo de iniciar uma nova etapa de sua vida acadêmica em um curso de renome nacional. “São muitas expectativas, é tudo muito novo, um outro corpo docente, outra estrutura. Vou preparada para dar o meu máximo, pois estou levando o meu nome e o nome da Uern”, diz.

Ela enfatiza o papel que a universidade e o corpo docente do curso tiveram para essa conquista. “Desde quando eu entrei no curso, houve várias mudanças na Uern, as salas com ar-condicionado, o restaurante popular que facilitou os estudantes a passarem o dia todo na Uern, e essas melhorias ajudam bastante. A gente tem um corpo docente muito bom. E os meus professores foram fundamentais para essa conquista, meu orientador sempre me estimulou a fazer o processo seletivo para o mestrado”, diz. Elisa de Fátima lembra que sempre foi aluna muito engajada. “Sempre fui aquela aluna que procurava adiantar as cadeiras, engajada nas atividades do Departamento, fui do CA, do PET de Computação, desenvolvi pesquisa de iniciação científica, participei da comissão de avaliação do curso, sempre gostei de estar envolvida nas atividades”, conta. A discente confessa que não esperava aprovação em quatro programas de mestrado, mas lembra que sempre se preparou para a pósgraduação. “Eu já vinha caminhando para isso, mantendo um Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) bom, participando do PET, tendo produção científica, apresentando artigos”, diz. E complementa: “Queria muito agradecer aos professores do DI, que sempre me apoiaram, me atenderam. E dizer para os alunos que não se limitem”. Para Sebastião Emídio Alves, a aprovação de Elisa em quatro programas de mestrado é um marco para mostrar a qualidade do curso. “Às vezes as pessoas não valorizam, apontam mais os problemas do que as coisas boas. Mas a Uern tem as bolsas, restaurante popular, cursos de inglês e espanhol, artes, atividades físicas, setores de apoio, projetos de pesquisa e extensão. Às vezes, as pessoas que estão na Uern não valorizam e não aproveitam as coisas boas que a universidade tem. Elisa de Fátima é um bom exemplo de que a Uern tem muito a oferecer e não fica devendo nada a nenhuma outra universidade”, finaliza.

Wilson Moreno

Projeto do TCC desenvolve sistema de gerenciamento de problemas urbanos Por causa da sua aprovação nos mestrados, Elisa de Fátima antecipou a defesa do TCC. “Foi um trabalho difícil, ela fez em dois meses o TCC, que os alunos geralmente têm um semestre todo para fazer. Mas no final foi um trabalho de qualidade, no padrão que a gente exige”, declarou o professor. O TCC da discente é sobre uma API para o gerenciamento de problemas urbanos. “Esse projeto vem sendo desenvolvido desde o 5° período. Temos projetos aprovados sobre o tema e desde então a gente foi trabalhando e amadurecendo a ideia para a monografia”, informa. Conforme o projeto, através da API o cidadão pode acompanhar a situação de problemas urbanos. “Por exemplo, se tem um buraco na rua, o cidadão vai lá e reporta”, explica. Assim, o cidadão apresenta um problema no aplicativo, outras pessoas vão poder verificar a região que tem os problemas e o gestor público pode dar uma resposta sobre o que está sendo feito para solucioná-lo e em que passo está o processo de resolução. O sistema visa otimizar as ações do serviço público. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com um outro estudante. “Ele está com a parte do front e eu com a parte do back”, informa. A ideia é que o sistema possa ser comercializado e utilizado para melhorar os serviços públicos de Mossoró e região.

Elisa de Fátima antecipou a defesa do TCC para assumir vaga na pós-graduação Wilson Moreno

Trabalho de Elisa de Fátima é orientado pelo professor Sebastião Emídio


SEGURANÇA 5

DOMINGO, 17 DE FEVEREIRO DE 2019

Imagem meramente ilustrativa

FÁBIO VALE

>> Discussão sobre ataques

Da redação

e agressões a essa parcela da população voltou à tona nesta semana com julgamento da criminalização da homofobia

O

debate em torno da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros (LGBTs) voltou à tona nesta semana. A discussão em torno do assunto foi reacendida com o julgamento da criminalização da homofobia, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). A preocupação acerca do tema não é por acaso. O relatório 2018 do Grupo Gay da Bahia (GGB), considerado referência na área, trouxe mais um levantamento sobre a população LGBT morta no Brasil. O documento de 25 páginas mostra que todos os estados do país registraram no ano passado casos desse tipo, distribuídos em 232 municípios brasileiros. Com 58 vítimas, São Paulo figura como o estado que mais notificou ocorrências. O ranking é formado ainda por Minas Gerais, com 36 casos; Bahia e Alagoas, com 35 cada; e o Rio de Janeiro, com 32 mortes. Na outra ponta, aparecem os menos violentos: Amapá, com um caso; e Acre e Roraima, com dois, cada. O levantamento do GGB dá conta de 420 mortes de LGBTs em todo o país em 2018. O Rio Grande do Norte é listado com 15 casos. Em nível de Nordeste, o estado potiguar disputa o quinto lugar com Pernambuco, que aparece com o mesmo número absoluto de mortes. O ranking regional conta com a Bahia na liderança de ocorrências, com 35; o Ceará, com 23; Alagoas, 20; Paraíba, 14; Piauí e Maranhão, 9 cada; e Sergipe, com seis casos. Em números proporcionais, no

VIOLÊNCIA

CONTRA

LGBTS

Nordeste, com 2,57 de mortes por milhão de habitantes, 0,56 superior à media nacional, Alagoas é o estado mais violento, com 6,02 mortes por milhão de LGBT+ mortos. O RN aparece logo após, com taxa de 4,31 a cada 100 mil habitantes, seguido da Paraíba (3,50). “Pernambuco, que em décadas passadas era a região mais violenta, reduziu a mortalidade para 1,58 e o Maranhão foi menos violento em 2018, com 1,28 morte em cada milhão”, pontua o relatório.

Em nível nacional, o estado potiguar fica na quarta colocação, atrás de Alagoas, Amazonas e Mato Grosso. Segundo o levantamento do GGB, entre 2000 e 2018, o ano de 2017 foi o mais violento para a comunidade LGBT no Brasil. Foram 445 mortes, contra 130 no primeiro ano pesquisado. Até 2011, a quantidade de casos não passava dos 270 em cada ano. A partir de 2012, o número de ocorrências começou a ultrapassar a casa dos 300, atingindo o pico de 445 em 2017 e

RN conta com lei contra LGBTfobia que ‘nunca foi efetivada’ O Rio Grande do Norte saiu na frente em relação à legislação que protege a comunidade LGBT. Há 11 anos, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou a lei 9.036 de 29 de novembro de 2007, denominada de “RN sem LGBTfobia”. A medida dispõe sobre penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual. Com nove arti-

ACESSE

gos, a lei pune qualquer manifestação violenta, constrangedora e intimidatória contra homossexual, bissexual e transgênero. A medida estabelece instauração de processo administrativo mediante reclamação do ofendido, sob a responsabilidade da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (SEJUC). A lei define penalidades, como advertência e multa.

A justificativa da lei fala que a violência contra LGBTs é crescente no estado, com muitos relatos de agressões, e que para mudar esse cenário, é preciso conscientizar a população e fortalecer políticas públicas. De autoria do então deputado estadual Fernando Mineiro (PT), a lei, mesmo tendo sido aprovada há mais de uma década, “nun-

420 no ano passado. Desse total de casos em 2018, 320 são classificados como homicídios (76%) e 100 como suicídios (24%). “A cada 20 horas, um LGBT é barbaramente assassinado ou se suicida vítima da LGBTfobia, o que confirma o Brasil como campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais. Segundo agências internacionais de direitos humanos, matam-se muitíssimo mais homossexuais e transexuais no Brasil do que nos 13 países do Orien-

te e África, onde há pena de morte contra os LGBTs”, detalha o levantamento, afirmando que dos 420 LGBTs mortos no Brasil em 2018, 191 eram gays, 164 trans e 52 lésbicas.

ca foi efetiva pelo Governo do Estado”, segundo trecho de material publicado no final do ano passado pelo então mandato de Mineiro. “A lei é uma importante conquista no combate ao preconceito, à discriminação e à violência contra pessoas LGBTI+”, ressaltou outro trecho do material. “Mineiro tem insistido que é ‘preciso tirar a lei do papel’, para que a legislação cumpra sua ‘função social’, no sentido de ser um instrumento ‘para coi-

bir o crime de LGBTfobia”, acrescentou. O material lembrou ainda que em 2017, Mineiro mobilizou representantes da comunidade LGBT em prol da efetivação da lei contra a LGBTfobia, após casos de violência homofóbica em Natal. Na época, o ativista social Vitor Pimentel elogiou a iniciativa do então deputado e destacou que toda a sociedade precisava se envolver na luta.

IMPUNIDADE O relatório do GGB chama atenção também para o problema da impunidade em torno dos crimes contra LGBTs e mostra que um número ínfimo desses homicídios é investigado pelas delegacias locais, que, segundo a entidade, não

RETORNO A reportagem encami-

chega a abrir inquérito e rarissimamente encaminham informação policial ao Judiciário. O relatório alerta ainda para o reflexo da onda Bolsonaro no LGBTfobia e cobra a elucidação do assassinato da vereadora lésbica carioca Marielle Franco. O documento fala ainda em educação sexual e de gênero, em leis afirmativas, em políticas públicas e rigor na investigação policial e processo judicial como medidas contra a violência LGBTs.

nhou um e-mail para a assessoria de imprensa do Governo do RN para obter informações sobre a violência contra LGBTs no estado, como registro de casos e políticas públicas, e apurar também como estava a aplicação da lei estadual 9.036 de 29 de novembro de 2007, que trata sobre LGBTfobia. A assessoria orientou a procurar a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (SEJUC), o que também foi feito, mas, até o fechamento desta matéria, não houve um retorno.


6 segurança

N

esta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar duas ações voltadas para a criminalização da homofobia e transfobia: a ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) 26 e o mandado de injunção (MI) 4733. Os dois instrumentos foram acionados pelo Partido Popular Socialista (PPS) e pela ABGLT, respectivamente, tendo em vista a demora e a omissão do Legislativo sobre questões urgentes à população LGBTI. As ações demandam a criminalização de todas as formas de ofensas, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero; e se dão diante do fato de que no Brasil os índices de violência mostram que a discriminação e o preconceito estão presentes no cotidiano da população LGBTI. Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 19 horas uma pessoa LGBTI é vítima da LGBTfobia, seja por ser assassinada ou por se suicidar. Em 2017, chegou-se ao total de 445 vidas perdidas para o preconceito. No cenário mundial, o relatório da organização Trangender Europe mostrou que, das 2.190 mortes violentas registradas contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, transexuais e intersexos no período de janeiro de 2008 a junho de 2016 em 66

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Continuação

STF retoma na próxima quarta-feira julgamento sobre criminalização da homofobia >> Julgamento iniciado nesta quarta-feira (13) trata de uma alegada demora e omissão do Legislativo sobre questões urgentes à população LGBT ABr

Ministro Celso de Mello dará continuidade ao voto no próximo dia 20 países, cerca de 40% delas ocorreram no Brasil. No primeiro dia de julgamento, nesta quarta-feira (13),

ambos os ministros apresentaram os relatórios e o Plenário ouviu a sustentação oral das partes e dos representantes

das instituições interessadas no processo. O julgamento continuou na quinta-feira (14), com os votos dos relatores.

Em nome do PPS e da ABGLT, o advogado Paulo Roberto Iotti Vecchiatti sustentou que o crescente número de agressões contra a população LGBTI justifica a atuação contramajoritária do STF para concretizar deveres de proteção do Estado em relação a minorias e grupos vulneráveis. O advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, afirmou que a Constituição Federal não traz qualquer comando expresso que exija a tipificação contra homofobia ou transfobia e que a decisão de criminalizar as condutas é da competência privativa do Congresso Nacional. Na sessão, o ministro Celso de Mello começou a proferir seu voto na ADO 26. Preliminarmente, ele rejeitou a possibilidade de, por via judicial, tipificar o crime de homotransfobia. Entre-

tanto, o ministro considera que o Congresso Nacional incorre em mora legislativa ao não editar norma penal contra atos de discriminação praticados em razão da orientação sexual ou identidade de gênero da vítima e que isso tem privado essa parcela da sociedade brasileira do reconhecimento de seus direitos básicos. Celso de Mello dará continuidade ao voto na sessão da próxima quarta-feira (20). GOVERNO FEDERAL Nesta quinta-feira (14), o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) divulgou uma nota, afirmando que “tem atuado de modo incansável na defesa e luta contra as graves violações de direitos humanos perpetradas diariamente contra aquelas e aqueles que compõem a diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero em nossa sociedade”. A reportagem acessou nesta semana o site do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para levantar dados do Disque 100 sobre denúncias de violações de direitos humanos contra a população LGBT. Como o link com o relatório não abria, estando aparentemente corrompido, a reportagem encaminhou um e-mail para a assessoria de imprensa do MMFDH, que repassou os dados, que devido ao espaço da matéria não puderam ser incluídos no conteúdo.


esporte 7

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N

o primeiro turno do Campeonato Estadual, o Potiguar somou 12 pontos e perdeu a metade deles no “tapetão” pela escalação irregular do meia Sávio no entendimento dos auditores do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/ RN). Mas, se observar somente pela produção dentro de campo, o alvirrubro ficou apenas um ponto atrás de América e ABC, que terminaram com 13 pontos e avançaram à final do turno. Por isso, o meia Marielson valoriza o que foi feito e sugere a permanência da pegada e foco para a sequência da disputa. “Não podemos fugir da nossa essência. O que fizemos no primeiro turno não é de se jogar fora. Então, é manter a pegada, o foco, entrar com força total para que a gente possa conseguir o objetivo, que é o acesso à Copa do Brasil e Série D de 2020”, disse o atleta ao repórter Ítalo Praxedes, da Rádio Difusora (1.170 kHz). Sobre o revés no “tapetão”, aí Marielson prefere esquecer, mandar para escanteio. “Houve esse deslize, mas são águas passadas. O que passou, passou e não volta mais. Então, é olhar para frente, pensar positivo.”

futebol

Marielson valoriza o que foi feito e pede foco no returno >> Meio-campista do Potiguar aprova produção no 1° turno e acredita que a equipe será forte na sequência do Campeonato Estadual

Assim como no primeiro, no segundo turno são sete partidas e mais uma caso o time se classifique para a decisão, e mais duas se ganhar o returno e for decidir o título geral da competição. Os jogos da fase classificatória, Marielson encara de suma importância. “São sete decisões, esse é o pensamento. O campeonato vai para sua última etapa, as equipes já se conhecem uma das outras, e com isso o grau de dificuldade aumenta. Mas, estamos nos preparando forte para superarmos os obstáculos”, comentou. Nesse segundo turno, o Potiguar contará com alguns reforços, o que, para Marielson, esses novos atletas vão encorpar e deixar a equipe ainda mais forte. “Está chegando aí uma rapaziada para encorpar ainda mais o time. Leandro

Marcos Garcia

O Fluminense chegou à decisão após surpreender o Flamengo na semifinal. A equipe rubro-negra tinha o favoritismo por todo o investimento que recebeu no início do ano, mas sucumbiu com um gol nos acréscimos do jogo disputado na última quinta-feira (14). Já o Vasco tem uma campanha com 100% de aproveitamento na Taça Guanabara. Depois de vencer seus cinco adversários da primeira fase, com nove gols marcados e dois sofridos, o time dirigido por Alberto Valentim aplicou 3 a 0 sobre o Resende na quarta-feira (13). Para essa partida, nenhuma das equipes deve ter novidade na escalação. O Vasco aposta em um sistema forte de marcação e,

Sobre o revés no “tapetão”, aí Marielson prefere esquecer, mandar para escanteio em condições de marcar, e o gol, se tiver de acontecer, sairá naturalmente. O importante é vencer os jogos”, finalizou.

Sobre o revés no “tapetão”, Marielson prefere esquecer, mandar para escanteio

Chaves já chegou, Gilmax está se recuperando, acredito que lá na frente ele vai colher os frutos do trabalho feito com a gente na prétemporada”, ressaltou.

Vasco e Fluminense se reencontram por título da Taça GB Vasco e Fluminense se enfrentam neste domingo, 17, às 17h, pela final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. O vencedor do confronto está garantido nas finais do Estadual. Esse será o segundo confronto entre as equipes em 2019. No primeiro, o time cruzmaltino levou a melhor e venceu por 1 a 0, em Brasília (DF), na única derrota dos tricolores nesta temporada. Se na ocasião o Fluminense precisava ganhar para superar o adversário na liderança de seu grupo na mesma Taça Guanabara, dessa vez as equipes entram em campo em condição de igualdade. Um empate levará a decisão para a disputa por pênaltis.

!

por isso, só levou dois gols no Estadual. O atacante Rossi pode ganhar uma oportunidade entre os reservas, já que está regularizado e recuperado de um problema muscular. Já o Fluminense tem como principal característica a longa troca de bolas. Mas também aposta na velocidade de seu ataque. Ganso, seu principal reforço para 2019, ainda não poderá atuar e só fica à disposição do treinador na Taça Rio. Nessa partida, o Vasco tenta o 13º título da Taça Guanabara -o último aconteceu em 2016. O Fluminense, que ganhou pela última vez em 2017, está atrás de seu 11° troféu. O clube com mais conquistas é o Flamengo, com 21 taças.

Nos sete jogos do 1° turno, Marielson marcou um gol e deu algumas assistências. Ele admitiu que prefere mais servir o companheiro (quem está mais próximo

para marcar) e não tem ansiedade pelo gol que, segundo ele, sai naturalmente. “Não é minha prioridade (ser artilheiro); quero é deixar os meus companheiros

CLUBE NÃO DESISTE DOS PONTOS Marielson prefere esquecer a situação dos pontos perdidos, menos o clube. O seu departamento jurídico espera receber a intimação do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/ RN) para encaminhar seu recurso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD/RJ) na tentativa de recuperar os seis pontos perdidos no “Caso Sávio” na esfera estadual. Após ser intimado, o Potiguar terá prazo de três dias para impetrar ação no Tribunal do Rio de Janeiro.

Em boa fase, Real recebe o Girona no Espanhol O Real Madrid recebe o Girona, neste domingo, às 8h, e quer a vitória para manter a boa sequência positiva de jogos e se aproximar, ainda mais, do líder e rival Barcelona. A partida vai ser mais uma chance para Vinícius Júnior, que vive grande fase na equipe Merengue. Llorente e Mo-

dric são desfalques. “É uma equipe perigosa (Girona). Sabemos que eles utilizam muito bem um sistema de jogo bem específico. Nós vamos estar concentrados e atentos durante os 90 minutos para não sofrermos”, disse o treinador do Real Madrid, neste sábado, em coletiva. Vinícius Júnior se nota-

bilizou como um dos símbolos da retomada do Real Madrid na temporada. O brasileiro é o líder de assistência (13) e já marcou sete gols em 28 jogos. A boa fase da equipe é um resultado da boa fase do atacante somada a atuação de Solari, com uma mescla de jovens e experientes jogadores.

Em crise com Icardi, Inter recebe a Sampdoria Afastados da liderança do Campeonato Italiano, Internazionale e Napoli entram em campo, neste domingo, 17, para consolidar cada vez mais a vaga na zona de classificação da Liga dos Campeões. Os Nerazzurri recebem a Sampdoria, às 14h, em meio uma crise com seu principal

jogador, enquanto os napolitanos enfrentam o Torino, às 16h30, com força total. A Internazionale vive uma situação delicada com seu principal jogador. Icardi teve a braçadeira de capitão retirada e não viajou com a equipe para a última partida, contra o Rapid Viena, pela Liga

Europa. A imprensa italiana especula que a insatisfação do clube é por conta das críticas públicas feitas pela esposa e empresário do jogador, Wanda Nara. Icardi, porém, alega que não viajou por conta de uma lesão no joelho, confirmada, dias depois, pelos Nerazzurri.


8 OPINIÃO/esporte

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

O Nogueirão tem um xará

O

nosso estádio Nogueirão não é o único no Brasil com esse nome. Em Mogi das Cruzes (SP), está edificado o Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, também “Nogueirão”, em homenagem a um exprefeito do município. Já se chamou Cavalheiro Nami Jafet, na década de 1950, quando pertencia a uma mineradora. Acabou municipalizado na década de 70 e reconstruído em 1995. Entre 2014 e 2015, aproveitando a passagem da Copa do Mundo, passou por nova

reforma, quando foram investidos R$ 7 milhões, mantendo a simplicidade, mas deixando-o bonito e moderno, com sistema de irrigação, drenagem, minicampo para aquecimento, sala de fisioterapia e estrutura para imprensa. Tem capacidade para 14.384 torcedores, embora o recorde de público seja de pouco mais de 8 mil espectadores. Não é uma arena, mas é estádio suficiente para as necessidades dos clubes e desportistas locais que bem se acomodam e de nada têm a reclamar.

iMAGEM QUE MARCA

Fábio Oliveira.

''

Daniel, cadê aquele seu CD daquela banda ‘Sem Comprimido’?” MARÇAL, massagista do Potiguar em 2013, durante viagem do time. Queria ouvir o pagode da banda Sem Compromisso. Tomou a dose errada.

No aguardo Potiguar ainda não deu entrada no recurso do caso Sávio no STJD. De acordo com o colega Marcos Santos, o clube espera intimação do TJD para dar sequência ao processo. Mossoró Run Está aberta a inscrição para a Mossoró Run, corrida de rua que será realizada no dia 25 de maio, na Avenida Alberto Maranhão. Inscrição pelo site sympla.com.br/mossoro. Mais informações pelo fone (84) 99832-0381. Duas rodadas A FNF divulgou datas das duas primeiras rodadas do segundo turno. O jogo do Potiguar contra o Palmeira, em Goianinha, é no domingo, 24, às 16 horas; contra o América na quarta-feira, 27, às 20 horas, no Nogueirão.

Time do Mossoró Futebol Clube vice-campeão da Taça Cidade de Mossoró em 2011, competição conquistada pelo Potiguar. Um timão recheado de ex-profissionais, como Railson, Erivan, Sideny, Hermano, Canízio, Agnaldo, Nilson, entre outros.

A semana na história Na próxima sexta-feira (22), o atacante Tiago Souza completará 27 anos de idade. Ele vestiu a camisa do Potiguar no Brasileiro da Série D de 2016. Jogador com faro de gol, hoje defende o Olímpico de Sergipe. Parabéns!

Semifinais neste domingo Acontece na manhã deste domingo (17) a fase semifinal da 1ª Copa de Beach Soccer Peixaria Costa Branca. Às 9h, se enfrentam Ferreirão e Pernambuquinho. Na sequência, jogam Serrano e Araújo. É no campo da Pedra do Chapéu, em Tibau.

Torcedor Futebol Clube Edmilson Assis

Taça Realizado neste sábado (16) no Nogueirão o primeiro arbitral da Taça Cidade de Mossoró. A competição, que deve ser início ainda em março, acontecerá nas categorias Aberto e Master e distribuirá R$ 10 mil em prêmios. Informações e reserva de vagas com Ayrton Lenner (98611-7144) e Lenilton Silva (98771-1041).

O esporte é a nossa paixão notícias|GOLSeCOMENTÁRIOS

Bom início O começo do futebol potiguar na edição deste ano da Copa do Brasil surpreende. América, Santa Cruz e ABC avançaram. Se não algo inédito, no mínimo raríssimo. Pegarão agora Santos, Bahia e Moto Club, respectivamente. No mínimo, já garantiram um bom faturamento.

Boa Vista

De volta Depois de algumas partidas fora devido lesão, o bom lateral Ricardinho deve voltar ao time principal do Potiguar, refazendo a formação original. Será na estreia do segundo turno, contra o Palmeira, em Goianinha.

Torcedor do Baraúnas

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

Mossoró (RN), DOMINGO, 17 de favereiro de 2019

ALERTA

>> Só em 2018, segundo Notificação de acidentes dados da Sesap, foram no Rio Grande com escorpiões cresce registrados do Norte quase 5 mil 22% no RN em três anos acidentes com o aracnídeo Maricelio Almeida

Da Redação maricelio_almeida@hotmail.com

D

ados repassados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) ao JORNAL DE FATO revelam que, em 2018, o Rio Grande do Norte notificou 4.719 acidentes por escorpiões, um crescimento de 22% em relação aos 3.859 casos notificados em 2016. Ao longo dos últimos três anos, todos os municípios potiguares registraram incidentes causados por esse tipo de animal, o que representa uma taxa média de 100 pessoas picadas por escorpiões por grupo de 100 mil habitantes – uma das mais altas do país. Conforme os números revelados pela Sesap, a capital do RN é a cidade com o maior número de acidentes entre 2016 e 2018: foram 7.601 no total, sendo 2.444 em 2016; 2.426 em 2017 e 7.601 em 2016. Em seguida, aparecem os municípios de Parnamirim

Infestação cresce ainda mais no início do ano, alerta Sesap

(705 no total); São Gonçalo do Amarante (692); Macaíba (399); Ceará-Mirim (377) e Mossoró (318). Na outra ponta da tabela, há cidades que só registraram um acidente com escorpiões ao longo dos últimos três anos, como Afonso Bezerra, Coronel João Pessoa, Ielmo Marinho, Ipueira, Itaú, Jaçanã, Jardim de Piranhas, João Dias, entre outros. Segundo a Sesap, o último óbito confirmado por acidente escorpiônico ocorreu no ano de 2013. No estado, o escorpião com o maior número de acidentes

Subcoordenadora explica aumento nas notificações Segundo Aline Rocha, o crescimento nas notificações não representa, necessariamente, um aumento do número de picadas de escorpiões no Rio Grande do Norte. A subcoordenadora explica que o que vem acontecendo é “uma maior sensibilidade por parte das pessoas que fazem o atendimento nos hospitais, daqueles que notificam o

atendimento médico no hospital, no serviço de saúde”. Ainda de acordo com Aline Rocha, os dados de 2018 ainda são passíveis de alteração. “São dados recentes, a gente precisa às vezes fazer uma retroalimentação com o município”, relatou a subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap. Diógenes Dantas - Nominuto

é o Tityus stigmurus (escorpião amarelo do Nordeste). Ele mede em torno de 7 cm de comprimento e se alimenta principalmente de insetos, aranhas e outros escorpiões. Sua picada é dolorosa e necessita de cuidados médicos especialmente em crianças, idosos, pessoas com algum quadro de baixa imunidade ou fragilizadas por outras doenças. O animal tem reprodução sexuada e é vivíparo – as fêmeas têm uma espécie de “útero” para o desenvolvimento dos filhotes. Entretanto, a espécie também

tem uma característica incomum: a capacidade da partenogênese. Dessa forma, caso a fêmea não encontre parceiros, ela é capaz de gerar outras fêmeas por si só.

Conforme explicou ao JORNAL DE FATO a subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Aline Rocha, no início do ano é comum o aumento da infestação no estado, isso porque com as temperaturas mais quentes, o escorpião se torna mais ativo e é também nessa época que ele mais se reproduz. Por isso, alerta a subcoordenadora, manter a higiene e limpeza é fundamental, uma vez que lixo e

Seis hospitais disponibilizam antivenenos à população No Rio Grande do Norte, seis hospitais realizam a aplicação de antiveneno em casos de picadas de escorpião. Em Natal, além do Hospital Giselda Trigueiro, quem for picado também pode procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima de sua residência ou do local do acidente. Em Mossoró, os atendimentos acontecem no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM); em Caicó, no Hospital Re-

Divulgação

Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, é um dos que oferecem antiveneno

gional Josefa Alves Godeiro; em Caicó, no Hospital Regional do Seridó; em

Santa Cruz no Hospital Municipal Aluízio Bezerra e em Pau dos Ferros no Hos-

entulhos podem servir de abrigo para muitos desses animais. “A população é quem mais pode contribuir em relação à prevenção, pois precisa dar um destino adequado ao seu lixo, manter suas casas limpas, porque o lixo é a maior causa de proliferação de insetos, baratas, essas as principais fontes de alimentos do escorpião. Se tem você lixo mal acondicionado, ele vai atrair escorpião”, pontuou Aline Rocha.

pital Dr. Cleodon Carlos Andrade. A subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap, Aline Rocha, destaca que a Secretaria disponibiliza ainda o serviço do Centro de Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte (CEATOX), que orienta a população por meio do telefone 988034110, que é também WhatsApp. “É um setor com uma equipe multiprofissional, em que eles fazem o primeiro atendimento, orientando a pessoa, o que ela deve fazer após a picada, informa se ela, dependendo do sintoma, vai para a rede de atendimento”, concluiu Aline Rocha.

Números

Aline Rocha, subcoordenadora de Vigilância Ambiental da Sesap

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registrados 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões no Brasil. Em 2017, foram 125 mil registros. Os números, de acordo com a pasta, ainda são preliminares e serão revi-

sados. Em 2016, foram 91,7 mil notificações. Em relação às mortes, 115 óbitos foram registrados em 2016 e 88 em 2017. No Rio Grande do Norte, entre 2016 e 2018, foram registrados, no total, 13.090 acidentes com o animal.


2 estado

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

Conscientização

Municípios intensificam captura de escorpiões e alertam população >> Na cidade de Encanto, Secretaria Municipal de Saúde tem atendido chamados dos moradores e prestado esclarecimento

C

om a maior incidência de infestação de escorpiões neste início de ano, alguns municípios têm intensificado ações de captura do animal e alertado a população sobre os riscos que o aracnídeo representa. Na cidade de Encanto, por exemplo, na última sexta-feira, 15, o chamado de uma das moradoras da rua que dá acesso ao Mirante e Santuário São João Batista foi rapidamente atendido pela Prefeitura. A Secretaria de Saúde montou uma forçatarefa para averiguar a presença de escorpiões. Toda a equipe de combate a endemias, auxiliada por agentes comunitários de saúde e pela própria titular da pasta municipal, Maria Daluz Maia, não apenas vasculhou a vegetação do entorno das moradias com a finalidade de encontrar os artrópodes, bem como orientou os habitantes. “Como é uma área muito próxima à mata, a gente entende que é do meio ambiente. Mas nós precisa-

Secom Encanto

Agentes de combate a endemias em visita a moradores de Encanto

mos agir enquanto Saúde para estar ajudando a população”, declarou Daluz,

ao alertar os donos de casas e terrenos a manterem a limpeza, capinação de

suas propriedades e o uso de telas. De acordo com o coor-

SINTOMAS APÓS A PICADA De um modo geral, a dor é o sintoma mais comum e seu alívio pode ser conseguido por meio de compressas mornas quando o quadro não é muito intenso. Compressas com gelo ou água gelada costumam acentuar a sensação dolorosa, não sendo, portanto, indicadas. Qualquer outra medida ou procedimento local está contraindicado. A dor no local da picada, por si só, não é indicação de uso de antiveneno. Em caso de crianças ou idosos, a presença de náuseas e vômitos requer o encaminhamento imediato a um serviço de saúde que possua antivenenos para que a soroterapia seja instituída o mais rapidamente possível, dada a rápida progressão do envenenamento.

O que fazer em caso de acidente escorpiônico

Confira dicas para prevenir acidentes com o animal Dentro da residência (área interna): inspecione vestimentas, roupas de cama, toalha de rosto e banho, calçados, tapetes, panos de chão antes de usá-los; afaste camas e berços no mínimo 10 cm da parede; não deixe lençóis ou cobertores sobre camas e berços que encostem ao chão, os escorpiões podem utilizá-los como apoio para subir e abrigar-se no colchão ou entre lençóis de cama e travesseiros; limpe periodicamente ralos de banheiro, cozinha, caixas de gordura e quintal; feche frestas nas paredes, móveis e rodapés para que não sirvam de esconderijo para os escorpiões; evite acumulo de lixo, elimine restos de comidas nas mesas e no piso após as refeições; Fora da residência (área externa): retire entulhos e folhas secas do quintal; coloque o lixo em sacos plásticos fechado para evitar baratas, principal alimento do escorpião, pois onde têm baratas, vai aparecer

denador do setor endêmico, Lindaécio Oliveira, a gestão fará a notificação

dos registros da Ponta da Serra, na VI Unidade Regional de Saúde Pública (VI URSAP), para que esta adote as medidas de sua responsabilidade. Enquanto isso, colocação de mais tambores de lixo, recolhimento de entulhos e serviços de capina serão solicitados à Secretaria de Obras. Zélia Cavalcante e Silva viu de forma positiva a ação inicial do Executivo: “Há muitos anos que moro aqui no Encanto e não tinha precisado. No momento que precisei, que foi agora com essa nova residência, tive um atendimento bom”, afirmou.

- Limpar o local com água e sabão; - Aplicar compressa morna no local;

Secom Encanto

- Procurar orientação imediata (Ceatox) por meio do telefone 98803-4140, que também disponibiliza o aplicativo WhatsApp; - Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde.

O que não fazer em caso de acidente escorpiônico - Não amarrar ou fazer torniquete;

Jogar lixo no local adequado é uma das medidas que devem ser adotadas

escorpiões; não coloque as mãos em buracos na terra, árvores e cupinzeiro entre espaços situados em montes de lenhas ou pedras, caso seja necessário mexer nesses locais, é sugerido o

uso de pedaço de madeira, enxada etc.; evite queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões; preserve os inimigos naturais dos escorpiões (galinhas, gansos, corujas

e sapos etc.); no local que aparece escorpião, use sapato fechado e, caso entre em contato com escorpião, afaste-se com cuidado e evite tocá-lo, mesmo que esteja morto.

- Não aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois isso pode favorecer a ocorrência de infecções; - Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada; - Não dar bebida alcoólica ao acidentado ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.


ESTADO 3

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

telemedicina

Mais de 10 mil exames são realizados por mês no Estado >> Programa foi implantado no RN em 2010 e, desde então, já alcançou o total de 706.104 exames de eletrocardiograma

I

mplantado no estado em setembro de 2010, o Programa de Telemedicina se destaca no processo de regionalização que vem sendo implementado no RN e ganha força na atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). A telemedicina realiza em média 10 mil exames por mês e, desde sua implantação, já alcançou 706.104 exames de eletrocardiograma realizados e mais de 1.132.000 diagnósticos. O RN foi o primeiro estado do Brasil a adotar a telemedicina como política de saúde pública, atuando na prevenção e tratamento das doenças do coração através de diagnósticos via eletrocardiógrafos de 12 derivações simultâneas por meio de telefonia fixa, móvel ou internet. O programa disponibiliza atualmente 225 aparelhos de eletrocardiograma nos 167 municípios do RN, com investimento de R$ 1.121.000,00 ao ano, por parte do Ministério da Saúde. “A telemedicina é essencial para avançarmos na assistência da população em todos os locais, principalmente nos mais remotos e estamos conseguindo salvar a vida de pessoas, dando celeridade na assistência e apoio no

Ilustração - Ventrix

Em 2018, foram realizados 105.462 eletrocardiogramas laudados via telemedicina

interior do estado. Dentro do processo de regionalização dos serviços de saúde, a telemedicina é um aliado assistencial de grande importância, principalmente quando vivenciamos essa crise de subfinanciamento que o SUS atravessa. Podemos colocar um cardiologista virtual em cada unidade de saúde, o que traz benefícios como a diminuição de filas para consultas especializadas, encaminhadas pela Atenção Básica, a economia de recursos e o au-

mento da segurança do médico generalista presente no local, que passa a contar com uma segunda opinião médica e orientações necessárias advindas de um especialista”, ressaltou o coordenador do programa no estado, Carlos Eduardo de Albuquerque Costa. Para 2019, o Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública, solicitou ao Ministério da Saúde uma ampliação no Programa de Telemedicina e pretende

incluir novos exames, como Tele M.A.P.A (pressão arterial), Tele Holter (frequência cardíaca), Espirometria (capacidade pulmonar), Eletroencefalograma (funcionalidade cerebral), além dos exames de imagem (tomógrafo, mamografia e raios-X), garantindo um incremento de mais R$ 11,9 milhões. O programa funciona de forma simples: o atendimento é focado no paciente que busca uma unidade tipo UBS – Unidade Básica de Saúde, UESF –

Unidade de Estratégia de Saúde da Família, UPA – Unidade de Pronto atendimento e hospitais do SUS, com alguma queixa de dor

precordial, comum em serviços de emergência, onde segundo os protocolos da área de cardiologia é possível a realização de um eletrocardiograma. Além disso, os exames são voltados a pacientes que necessitam de risco cirúrgico cardiológico para a realização de cirurgias eletivas. “Basta uma linha telefônica convencional ou smartphone e internet para enviar o exame para uma Central da Telemedicina e imediatamente a equipe médica de plantão analisa o eletrocardiograma enviado pelo médico e dentro de poucos minutos o diagnóstico é fornecido”, explicou Carlos Eduardo. Após o diagnóstico, caso seja necessária a realização de procedimentos como cateterismo cardíaco, angioplastia e cirurgias cardíacas, implante de marca-passo, o paciente é encaminhado para uma das unidades de referência. A rede estadual de saúde possui um Centro de Alta Complexidade Cardiovascular em Natal (Hospital Universitário Onofre Lopes) e duas Unidades de Alta Complexidade Cardiovascular: Hospital do Coração de Natal e o Instituto do Coração de Natal (INCOR), em Natal. Em Mossoró, o Hospital Wilson Rosado é a referência para estes casos.

Números Em 2018, foram realizados 105.462 eletrocardiogramas laudados via telemedicina, com 173.275 diagnósticos, sendo 6.556 infartos. Desde o início do programa, de setembro de 2010 a dezembro de 2018 foram realizados 706.104 exames, sendo diagnosticados 31.256 infartos. Nesse mesmo período, 416.601 atendimentos foram do sexo feminino (59%) e 289.502 do sexo masculino (41%), nas oito regiões de saúde do Rio Grande do Norte.

CFM atualiza critérios para a prática da telemedicina no Brasil Através da resolução 2.227/2018, o Conselho Federal de Medicina atualizou as regras para a prática da telemedicina no Brasil. Com a regulamentação, médicos poderão realizar consultas on-line, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento à distância. O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou off-line. Por meio de nota, o Conselho Federal de Medicina avaliou que as possibilidades que se abrem com a

mudança normativa são “substanciais”, mas precisam ser utilizadas por médicos, pacientes e gestores “com obediência plena” às recomendações. No âmbito da saúde pública, o órgão considera a inovação “revolucionária” ao permitir a construção de linhas de cuidado remoto, por meio de plataformas digitais. “Além de levar saúde de qualidade a cidades do interior do Brasil, que nem sempre conseguem atrair médicos, a telemedicina também beneficia grandes centros, pois reduz o estrangulamento no sistema convencional causado pela grande demanda, ocasionada pela migração de pacientes em busca de tratamento”, destacou o CFM.

Reprodução

SIGILO MÉDICO Para assegurar o sigilo médico, o texto estabelece que todos os atendimentos deverão ser gravados e guardados, com envio de um relatório ao paciente. Outro ponto destacado é a concordância e autorização expressa do paciente ou representante legal - por meio de consentimento informado, livre e esclarecido, por escrito e assinado – sobre a transmissão ou gravação de imagens e dados. TELECIRURGIA Na telecirurgia, o procedimento é feito por um robô, manipulado por um médico que está em outro local. A resolução estabelece, no entanto, que um médico, com a mesma habili-

Consultas on-line, telediagnóstico e até telecirurgias poderão ser realizadas

tação do cirurgião remoto, participe do procedimento no local, ao lado do paciente, para garantir que a cirurgia tenha continuidade ca-

so haja alguma intercorrência, como uma queda de energia. A teleconferência de ato cirúrgico, por videotrans-

missão síncrona, também é permitida pela norma, desde que o grupo receptor das imagens, dados e áudios seja formado por médicos.


4 ESTADO

DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

Em 2018

Estado e Município de Natal repassam mais de R$ 32 milhões em precatórios

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8h40 - Município De Ceará-Mirim - Prefeito: Marconi Antonio Praxedes Barreto - Precatórios inscritos no orçamento de 2019; 9h10 - Município De Pureza - Prefeito: João da Fonseca Moura Neto - Precatórios inscritos no orçamento de 2019; 9h30 - Município De Taipu - Prefeito: Sebastião Ambrósio de Melo - Precatórios inscritos no orçamento de 2019;

>> Atualmente, dos 167 municípios do estado do RN, 115 não possuem dívidas de precatórios e RPVs com o TRT Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) recebeu, em 2018, repasses no valor de R$ 32.857.155,77 feitos pelo Tribunal de Justiça do Estado, correspondente ao Regime Especial e Prioridades aderido pelos Governos do Estado e pelo Município de Natal. Somente o Estado do Rio Grande do Norte pagou R$ 27.338.452,82, enquanto a Prefeitura de Natal repassou R$ 5.518.702,95 para pagamento de seus precatórios trabalhistas. Somando os valores recebidos pelo Regime Especial e Prioridades e os pagos por meio de negociações realizadas ao longo de 2018, o TRT-RN arrecadou R$ 55.351.981,78 em precatórios e Requisições de Pequeno Valor. Das conciliações em audiência, foram R$ 16.818.826,01 para pagamento de precatórios tra-

Confira a programação de audiências

TRT

10h - Município De São José De Mipibu - Prefeito: Arlindo Duarte Dantas - Precatórios inscritos no orçamento de 2018; 10h30 - Município De Serra Do Mel - Prefeito: Josivan Bibiano de Azevedo - Precatórios inscritos no orçamento de 2019; 11h - Município De Bento Fernandes - Prefeito: Paulo Marques de Oliveira Júnior - Precatórios inscritos no orçamento de 2019; 11h30 - Município De Grossos - Prefeito: José Maurício Filho - Precatórios inscritos no orçamento de 2019; 12h - Município De Coronel Ezequiel - Prefeito: Claudio Marques de Macedo - Precatórios inscritos no orçamento de 2019;

Audiências de conciliação seguem nesta segunda (18)

balhistas e R$ 5.676.000,00 para RPVs devidos por prefeituras, Estado do RN, Detran e Junta Comercial do Estado do RN (JUCERN). Atualmente, dos 167 municípios do estado do

RN, 115 não possuem dívidas de precatórios e RPVs com o TRT potiguar o que corresponde a 61% das Prefeituras. Cinquenta e dois municípios ainda possuem dívi-

das e uma parte deles participará nesta segunda-feira, 18, de uma pauta de audiências presidida pela juíza Simone Jalil, para negociação de suas dívidas com precatórios.

12h30 - Município De Antonio Martins - Prefeito: Jorge Vinícius de Oliveira Fernandes - Precatórios inscritos no orçamento de 2012; 13h - Município De Serrinha - Prefeito: José Antonio de Medeiros Clemente - Precatórios inscritos no orçamento de 2014, 2015 e 2018.

Sistema Indústria abre editais Tibau realiza reunião da com oito vagas de trainee no RN Comissão de Intergestores As entidades do Sistema Indústria lançaram editais de seleção que somam oito vagas para trainee no Rio Grande do Norte. As oportunidades para formados entre o segundo semestre de 2016 e o segundo semestre de 2018 são divididas nos municípios de Natal, Mossoró e São Gonçalo do Amarante. Os cargos são para 40 horas semanais e os salários

são de R$ 2.459,73. Os editais podem ser conferidos no site do IEL (http://www.rn.iel.org.br). Podem concorrer às vagas, pessoas graduadas nos cursos de Contabilidade, Psicologia, Administração, Engenharia de Produção, Gastronomia e Engenharia de Alimentos entre 2016.2 e 2018.2. A contratação tem período determinado de 12

Assessoria

meses e pode ser renovado por igual período. A inscrição segue até o dia 25 de fevereiro. Seis vagas são para atuação em Natal. Ainda há uma para Mossoró e outra para São Gonçalo do Amarante. Os selecionados trabalharão em entidades ligadas ao sistema da indústria, como a Fiern, Sesi, Senai e IEL. Divulgação

Reunião definiu nova coordenação da CIR

Salários para candidatos selecionados são de R$ 2.459,73

O Município de Tibau realizou na última sexta, 15, a abertura do calendário 2019 da Comissão Intergestores Regional (CIR), que contou com a participação de 10 dos 14 municípios da 2ª Região de Saúde, bem como equipe da II Unidade Regional de Saúde Pública (II URSAP), e apoiadores do Conselho de Secretaria Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (COSEMS RN).

Na reunião, foi realizada a eleição para escolha da nova coordenação, sendo a secretária municipal de Saúde de Tibau, Márcia Alves, eleita a coordenadora e representará os municípios da região. Ainda na pauta, foram discutidas importantes deliberações para os serviços de saúde da região. “As reuniões estão acontecendo de forma itinerante, momento em que vamos discutindo melhorias de

serviços de saúde tanto a nível local como regional”, explicou Márcia Alves. Após a reunião, a secretária de Saúde ofereceu almoço de acolhida para todos os gestores participantes e técnicos da II Ursap e Secretaria de Saúde. Os municípios participantes foram: Tibau; Grossos; Baraúna; Areia Branca; Governador Dix-sept Rosado; Serra do Mel; Caraúbas; Janduís; Felipe Guerra e Mossoró.


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DOMINGO, 17 DE fevereiro de 2019

mulher

Seu filho é rebelde?

>> Especialista fala como lidar com essa fase da vida dos adolescentes

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rescer não é tarefa fácil. Com o tempo, chegam também as responsabilidades, cobranças, sonhos, frustrações e uma série de emoções nada fácil de lidar. Para aqueles que estão na transição da infância para a fase adulta, um turbilhão de mudanças físicas, psicológicas e emocionais acontece. É na adolescência que muitas referências são formadas, a personalidade está se moldando e, junto a isso, os filhos e filhas podem desenvolver um comportamento mais rebelde. A psicóloga Lívia Lopes fala sobre isso.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

“A rebeldia é comportamento. Pode ocorrer por vários fatores e pode ser transitória ou não. Tudo depende do contexto ou da fonte desse comportamento. Na adolescência, a chamada má criação tem contornos diferentes dos apresentados pelas crianças. Ao chegar a essa idade, é esperado que os jovens já tenham incorporado à sua rotina normas de conduta e de responsabilidade que devem ser estabelecidas pelos pais desde a primeira infância. Caso os adolescentes ainda façam birra e se comportem mal como os pequenos, é hora de os pais reverem sua

linha educacional, para que os filhos não se tornem adultos mal educados”, alerta. A especialista acrescenta que os pais devem aprender como lidar com a rebeldia e a contestação, que são alguns dos comportamentos que costumam se sobressair na época da adolescência. Nessa fase, os jovens devem ser orientados sobre como exercer o direito de questionar sem faltar com o respeito a ninguém. Lívia Lopes explica que muitos fatores podem influenciar o comportamento de rebeldia. Dentre eles, o ambiente de convivência e a forma como foram educados ou como viram os pais resolverem seus conflitos. “Os filhos são imitadores inconscientes dos pais. Casais que se agridem, ensinam os filhos a serem agressivos, os jogos de videogames, os filmes e até a própria inexperiência com os conflitos da vida são desencadeadores de rebeldia. O jovem quer aprender rápido, quer discordar, quer estar em evidência. Isso acaba levando para comportamentos precipitados. Mas o principal contexto, certamente, se volta para os pais, pois são eles quem possuem as ferramentas mais adequadas para instruir os filhos. Pais precisam dispen-

sar tempo para educar. Quando não fazem isso, outros o fazem, e de forma errada”, adverte. A psicóloga acrescenta que é possível reverter o quadro, desde que haja interesse e dedicação por parte dos pais e responsáveis, com o intuito de ouvir o que seus filhos têm a dizer, sem pressa. “Filhos precisam de pais que sentem com eles, que dividam um sanduíche, que joguem bola no quintal, que escutem suas queixas. Os pais precisam ensinar aos filhos a desligar mais os celulares e a exercitar o diálogo, devem presentear com mais abraços e beijos. Depois, é entender o que é limite e a sua importância na fase de transição entre a infância e a vida adulta. Muitas vezes, os pais acreditam que o adolescente sabe se virar ou que não há mais tempo para retomar as rédeas da relação. Limites são parâmetros e medidas de proteção em relação a alguém que ainda está se formando e tem fragilidades. Sem uma presença firme dos pais, o adolescente fica abandonado à mercê da própria impulsividade, ou seja, dar limites não é cercar ou controlar, e sim proteger, amar e orientar. E é isso que você precisa dizer para o seu filho”, orienta a especialista.


2 opinião

DOMINGO, 17 DE fevereiro de 2019

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“Eu confesso a você, com sessenta anos a essa altura do campeonato, que eu não sei como reagiria se alguém disser para mim que eu estou proibido de fazer alguma coisa que a minha consciência não proíba primeiro.”

Sérgio Chaves

RICARDO BOECHAT

Festa

A INAUGURAÇÃO DA BIBLIOTECA DOM MARIANO MANZANA Na segunda (11), em solenidade concorrida com assinatura da Master Eventos e coquetel com a grife Requinte Buffet, a Faculdade Diocesana inaugurou a Biblioteca Dom Mariano Manzana. Durante o evento, foi anunciada a nova identidade da faculdade, que passa a se chamar Faculdade Católica do Rio Grande do Norte. As fotos são de Célio Duarte!

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró (CMM), vereadora Izabel Montenegro, com o ex-senador Garibaldi Filho, o secretário Pedro Almeida e o jurista Paulo Linhares.

A professora Mundinha Almeida e a arquiteta Wanderlânia Lima, responsável pelo projeto da biblioteca.

Os padres Charles Lamartine e Sátiro Dantas com a governadora Fátima Bezerra.

O casal Valney Moreira/Vânia Azevedo com os filhos, o engenheiro Luís Gustavo e a secretária Saudade Azevedo.

ALTA PERFORMANCE COM ROSÂNGELA PATRÍCIO A coach Rosângela Patrício, que é também empresária e vice-prefeita de Alexandria, está a mil por hora cuidando dos preparativos do lançamento da sua agenda de alta performance, que acontece dia 27 de fevereiro, no auditório do Sebrae, às 19h. Durante o evento, Rosângela lança também o grupo “Mulheres Iluminadas” para Mossoró, encontro voltado para o público feminino, que tem como objetivo dar uma organizada em vários aspectos do cotidia- Rosângela Patrício lança no, entre eles o financeiro, o pessoal e profis- agenda de alta performance no próximo dia 27. sional. Sucesso!

COMODORO NA ABIMAD 2019 A arquiteta Lia Carolina e a design de interiores Ana Rachel, sócias da Comodoro Store, estiveram da Abimad 2019, maior feira brasileira do segmento de móveis e acessórios de alta decoração, e voltaram cheias de novidades. Pedidos feitos para agradar a clientela, e tudo chegando logo-logo. Bom gosto e sofisticação, aliás, é a marca maior da Comodoro.

George e Georgiano Azevedo movimentaram o Tchê Hall na tarde do sábado (9) para apresentar a edição comemorativa dos 10 anos de circulação da revista Glam. Tarde das melhores com borbulhas, desfiles, produção da Master e a presença de muita gente bonita. As fotos são de Célio Duarte!

Georgiano Azevedo com a modelo Jyokonda Rocha e as queridas Andréa e Selma Carneiro Azevedo.

Eloílma Bezerra com o casal Zélia Macedo/Élder Heronildes.

Lia Carolina e Ana Rachel na Abimed 2019

Querida demais, Delvaí Valdes de Murilo comemora idade nova na quinta (21) e a coluna antecipa a festa. Parabéns!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

O padre Charles Lamartine com a ex-prefeita Fafá Rosado e Gustavo Rosado.

OS 10 ANOS DA REVISTA GLAM

Edmar Henrique e Detinha Reis.

Clístenes Carlos recebendo o amigo/colunista Lisboa Batista em sua festa Interligados Sunset, sábado (9), na AABB de Pau dos Ferros. Soube do sucesso!

A prefeita Rosalba Ciarlini com o homenageado da noite, o bispo diocesano dom Mariano Manzana, Karenine Fernandes e Lizana Lima.

Sandra Rolim, empresária de sucesso, amiga das melhores, folhinha da terça (19). Felicidades!

Aniversariante festejado da segunda (18) Paulo Pinto, em close com modelo Tráfego Models. Parabéns!

Fátima Moreira prepara festa para comemorar a vida do amado Alber Nóbrega, aniversariante da segunda (18). Tim-tim!

Hoje, é dia de festejar Márcia Maia Pedrosa, sra. Jandira Capistrano Chimbinho, Érico Soares Fernandes, a querida Maria Célia Bardawill, o jornalista Esdras Marchezan, Jean Francisco, Lúcia Maria Araújo e o bacana Gledson Dias. Amanhã (18), é dia de vivas para Paulo Roberto Pinto, Antônio Álber da Nóbrega, Maria Rivânia Lima Cabral, Ricardo Benjamim e Antoinette Lucile Vieira Diniz. Para vocês: paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

PRÉVIA DO CANDIDU’S Oscar Vinícius promete um daqueles dias inesquecíveis no sábado (23), quando acontece o Pré-Carnaval do Candidus Restaurante. Tudo começa às 15h, com feijoada à vontade. No palco, shows com Banda Nanaê, Kacau Monteiro e banda, DJ Flávio Adour e a atração nacional, o baiano Ricardo Chaves. Vai perder? Corre no Xefis, vizinho ao Candidus, e garanta seu acesso. Show!

CÂMARA DE MOSSORÓ A Câmara Municipal de Mossoró (CMM) convida para a sessão de abertura do ano legislativo, com a leitura da mensagem anual da prefeita Rosalba Ciarlini. Será na próxima terça-feira (19), a partir das 9h, no plenário da CMM. Grato pelo convite!

PRÉVIA EM CARAÚBAS Os queridos Wandilson Ramalho e Tica Soares abrem as portas do seu Espaço Maria Júlia, na Terra das Caraubeiras, no sábado (23), às 21h, para uma superprévia carnavalesca, com animação de Kinho Araújo e Orquestra Joias do Frevo. Uma excelente pedida. Sucesso, meus amores! Secretário municipal do Desenvolvimento Econômico Lahyre Neto recebe os vivas pela mudança de idade na sexta (22). Saúde e paz!


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opiniĂŁo 3


4 MULHER / moda

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STYLE Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

Vitória Tarquínio para Destack PlusSize com mix de neon x floral.

Hanna Ribeiro para LookStore. Animal Print em alta!!!

Thays Viana para LookStore com preview de Outono-Inverno 2019.

GLAM Fashion View ...O lançamento da 24ª edição da revista GLAM reuniu três lojas super badaladas da cidade para mostrar suas coleções na passarela montada no Tchê Hall. ...O Fashion Show começou com a LookStore, mostrando um preview de Outono-Inverno 2019, destacando o animal print em meio à tons terrosos; Depois, a Destack Plus Size, em clima de Carnaval, com estampas florais num mix de neon; E por último, a MMorena Beachwear com novas estampas em tye-dye juntamente com peças neon. Um luxo!!! ...O evento, que marcou o décimo aniversário da revista, aconteceu no dia 09 de fevereiro no Tchê Hall com produção Master Produções e Eventos e trilhas do Dj Balinha.

Lara Nogueira mostrando color blocking da Destack PlusSize.

Lucas Baracho, Mister Teen Brasil 2019, na passarela MMorena Beachwear.

Letícia Marques com o Tye-Dye MMorena Beachwear.

Fotos: Lucas França – Styling: Matheus Henrique – Beleza: Salão Bellaria, Salão Luxus, Camarim Hair, Romário Morais, Vanessa Salles e Pamela Morais. – Sandálias e botas: Santa Lolla – Cenário: Tchê Hall

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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

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domingo

MossorĂł (RN), domingo, 17 de fevereiro de 2019

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MĂşsica e poesia na escadaria dos sonhos Movimento Arte e ViolĂŁo se consolida como projeto cultural no adro do Teatro Dix-huit Rosado.

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editorial [ índice

Música e poesia

Opinião

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Música e poesia

Movimento Arte e Violão (MAV) transformou escadarias do Teatro Dix-huit Rosado em sala de aula. Numa matéria especial, DOMINGO conta como o projeto começou, a sua contribuição para a cultura local e os seus efeitos na vida de muita gente. A entrevista de hoje foi substituída pela opinião do juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal, sobre o Projeto de Lei Anticrime apresentado pelo Governo Federal. O magistrado faz críticas ao projeto e diz, principalmente, que ele vai banalizar o regime fechado e acarretar crescimento sensível da população carcerária. Na receita do dia, aprenda a fazer empadão de batata-doce com recheio de macarrão. Tem, ainda, a coluna Balada do Impostor, com o jornalista Jotta Paiva Rebouças. Confira a DOMINGO de hoje.

Boa leitura, Magnos Alves.

O juiz corregedor do Presídio Federal de Mossoró, Walter Nunes da Silva Júnior, diz que dispositivos da Lei Anticrime de Sérgio Moro vão banalizar o regime fechado e acarretar crescimento sensível da população carcerária. Página 4

Movimento Arte e Violão se consolida como projeto cultural no adro do Teatro Dix-huit Rosado. Conheça como o projeto começou, a sua contribuição para a cultura local e os seus efeitos na vida de muita gente. Página 6

Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 10

Colunas

José Nicodemos • Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino – Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

O PERFUME DE ADERALDO josé nicodemos aristida603@hotmail.com

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deraldo não cabia em si de tanta felicidade: a noiva mais nova do que ele trinta anos – ele tinha sessenta e tantos; ela, vinte, há pouco completados. Era viúvo, e o filho, único, era contra o casamento: não daria certo, pela diferença de idade. Quarenta anos. Possuía ele razoável situação econômica, muitos teres, portanto era um homem financeiramente folgado – prédios alugados, aqui e na capital, fazendas de gado, entre as maiores da região, ao todo, mais de três mil cabeças, sem falar na respeitável aposentadoria. O filho fazia-lhe ver que a moça o queria só por interesse. Não seria ele feliz. De resto, era moça de

vida mundana: luxo, colunas sociais. Apaixonado, Aderaldo não queria saber de nada disso: era o seu sonho de felicidade, e assunto encerrado. No dia do casamento, amanheceu Aderaldo irradiando uma felicidade nunca experimentada em toda a sua vida: foi ao guarda-roupa, afagou o terno do casamento, olhou-se no espelho do móvel, e até achou-se bonito e jovem. Homem rude e, daí, de apurado mau gosto, foi ao armarinho da esquina, pediu um perfume muito forte – “quero um perfume de cabra macho”, disse para a moça do balcão. O casamento estava marcado para as três da tarde, no cartório. Aderaldo tomou um banho a capricho, escanhoou-se, e já no quarto encheu a mão com o maldito perfume, espalhou por todo o corpo, meteu-se no seu terno de linho branco, confeccionado no

melhor alfaiate da cidade, apertou o nó da gravata. Ria-se à toa. A noiva já o esperava no cartório, acompanhada dos pais, juntamente com os padrinhos, quando chegou Aderaldo, todo emperiquitado e perfumado. Com essa, no entanto, o noivo não contava: alérgica a perfumes fortes, Amélia (era o nome da noiva) entrou numa crise violenta de espirros, acompanhada de forte dor de cabeça e vômito sufocante. O jeito foi marcar outra data para o casamento, com o que ficou Aderaldo profundamente abatido. Envergonhado, até. Mas deu-se que, no dia seguinte, ainda bastante nauseada, forte dor de cabeça que lhe parecia não querer passar mais nunca, Amélia desistiu, definitivamente, do casório. Não teve jeito que desse jeito.

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Luiz Silveira Agência CNJ

Opinião

“Presídios estaduais não têm cumprido as duas funções basilares que justificam a sua própria razão de ser” >> Walter Nunes da Silva Júnior: mestre e doutor em Direito. Ex-promotor de justiça, ex-juiz de Direito, ex-procurador da República, professor adjunto de graduação e de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professor da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (ESMARN), ex-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ex-conselheiro da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM), juiz federal e corregedor do presídio federal em Mossoró.

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Opinião

O

juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal e corregedor do Presídio Federal de Mossoró, escreveu artigo no qual analisa o projeto de Lei Anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sergio Moro. Em 16 páginas, o magistrado analisa diversos aspectos e chama atenção para o cenário de que a sociedade brasileira está amedrontada e acuada devido à alta criminalidade e até o momento nada de efetivo foi colocado em prática. Sobre o tema da do acordo de não persecução penal, Walter Nunes avalia que a proposta tem o mérito de legalizar essa prática. “Mas deveria avançar mais, no sentido de permitir esse tipo de negociação em crimes com pena máxima inferior a 8 anos. Da forma como feita, crimes como estelionato, por exemplo, ficaram excluídas dessa espécie de acordo, o que não é adequado”, observou o magistrado. Walter Nunes ressalta que o “pleabargaging” está em consonância com o Direito Comparado, a partir da experiência do Direito americano. Mas como o termo final para esse tipo de negociação estabelecido no

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Juiz corregedor do Presídio Federal de Mossoró diz que dispositivos da Lei Anticrime de Sérgio Moro vai banalizar o regime fechado e acarretar crescimento sensível da população carcerária

dispositivo é o início da instrução, “recomenda-se, no ponto, a alteração, a fim de que conste a previsão da possibilidade de celebração do acordo inclusive na audiência de instrução em julgamento”. Sobre a execução provisória da condenação criminal após julgamento em segunda instância, o juiz federal observa que é favorável, na medida em que atribui ao juiz da execução penal a competência para executar, mas chama atenção que falta interesse da própria Procuradoria da Fazenda Nacional na propositura das correspondentes execuções fiscais. “A questão pode ser resolvida no âmbito interno do próprio Poder Executivo, com o estabelecimento de diretrizes para exigir que a Procuradoria da Fazenda Nacional tenha como prioridade a propositura da execução fiscal quanto às dívidas a título de multa fixadas nas sentenças criminais¿, escreveu. O corregedor do presídio federal critica o endurecimento do cumprimento das penas, inclusive no aspecto de facultar ao juiz e o cumprimento da pena pelo regime fechado, ainda que a pena fixada seja inferior a oito anos. “O grande problema no Brasil é a superlotação carcerária. A eventual aprovação desses dispositivos, não se tem dúvidas, vai banalizar o regime fechado, ademais de acarretar crescimento sensível da população carcerária”, ponderou. Para o conceito de organização criminosa, Walter Nunes sugere que sejam consideradas aquelas que “se valham da violência ou da força de intimidação do vínculo associativo para adquirir, de modo direto ou indireto, o controle sobre a atividade criminal ou sobre a atividade econômica”. Na conclusão do artigo, o magistrado ressalta que “a sociedade espera por medidas em relação ao sistema penitenciário brasileiro. Ademais de sérios problemas de má gestão elevados à potência máxima devido à impressionante superlota-

ção carcerária, é fato que os presídios estaduais não têm cumprido as duas funções basilares que justificam a sua própria razão de ser: não impede que a pessoa, mesmo presa, continue a praticar crimes e não consegue promover a sua ressocialização para, depois, devolvê-la à vida em sociedade”. Walter Nunes defende ainda que o projeto seja amplamente debatido. “Em uma democracia, propostas submetidas ao parlamento, notadamente as que dizem respeito a assuntos de alta relevância para a qualidade de vida de todos, abordando direitos fundamentais nas perspectivas subjetiva e objetiva, precisam e devem ser amplamente debatidas com a sociedade, nos mais diversos fóruns”. O corregedor cobra ainda medidas efetivas em relação à gestão dos presídios estaduais, a fim de diminuir a prática de crimes e a sensação de insegurança da sociedade. “Além de desconstruir os escritórios oficiais das organizações criminosas mais violentas e que amedrontam a população, impõe-se que sejam implementadas medidas de inteligência para retirar o alicerce financeiro que alimenta as ações dessas facções”, alerta.

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No geral, Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª Vara Federal, diz que tem mais aspectos positivos do que negativos e que há muitos pontos que precisam ser debatidos com profundidade. DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

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Música e poesia

Música e poesia

na escadaria dos sonhos >> Movimento Arte e Violão se consolida como projeto cultural no adro do Teatro Dix-huit Rosado

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Música e poesia

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erto dia, o músico e professor Denilson Duarte caminhava despretensiosamente no Corredor Cultural de Mossoró, Avenida Rio Branco. Acabara de encerrar a parceria de anos de ensino de violão no Grupo Ecoarte e pensava em novos projetos. Foi quando margeou a Praça Cícero Dias, que rodeia o Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Fitou a monumental escadaria do templo da cultura mossoroense e, em lampejo, concluiu: “Aí, daria uma sala de aula”. Assim, nasceu o Movimento Arte e Violão (MAV), que ensina violão popular para crianças, jovens, adultos e idosos há seis anos no adro de um dos principais teatros do Nordeste, cuja acústica é elogiada por gigantes da MPB, como Fagner. Mas, apesar do interior consagrado, a área externa do teatro era subutilizada para arte. O cotidiano noturno da praça se resumia a vendedores ambulantes e brinquedos motorizados para crianças. A presença do MAV, nas terças e quintasfeiras durante o ano todo, acrescentou música e poesia e deu nova vida ao lugar. Mudou a paisagem. Inaugurou espécie de anfiteatro às avessas, onde os artistas ocupam as arquibancadas e o público desfruta em perspectiva, na praça, vigiados pelas gigantes palmeiras imperiais a adornar o espaço. Não é rara a presença de turistas, provenientes de restaurantes das cercanias, a filmar e fotografar as performances do Movimento Arte e Violão em um dos cartões postais de Mossoró – imagens que ganham o país e o mundo, a divulgar a arte mossoroense além-fronteira. Os locais também se admiram. Ouvem, param. É comum a frequentadores do teatro a recepção pelo instrumental do MAV, como espécie de avant première do evento, quando na verdade são músicos independentes, iniciantes e mais experimentados, a ensaiar ao ar livre, sem

Fábio Paiva

MAV usa o adro do Teatro Dix-huit Rosado como sede

pretensões comerciais, pelo simples e singelo amor à arte. SIMPLICIDADE E BELEZA Denilson Duarte, também professor de música na Escola de Artes de Mossoró, define o MAV como um movimento culturalmente democrático, aberto a todos, independentemente de nível instrumental, classe, idade, cor, gênero, orientação política. A máxima é: “traga o violão e junte-se a nós”. “Desenvolvemos uma metodologia própria de ensino, no qual, durante a execução das músicas, transmitimos os acordes aos alunos atra-

vés de movimento da minha escaleta (instrumento semelhante ao acordeão e à harmônica de boca, com teclado como do piano, sendo menor). Por exemplo: para cima, é a nota mi menor, no meio é la maior e, para baixo, ré maior. Assim, todos conseguem acompanhar”, conta. Além disso, as músicas são tocadas de forma simplificada, com acordes mais básicos, de maneira a facilitar o acompanhamento, principalmente, dos alunos iniciantes. Em alguns números, há recital de poesia ao violão, por alunos ou próprio Denilson, sobretudo obras do poeta Antônio Francisco, espécie de patrono do MAV. DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

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Música e poesia

Do forró ao rock E o repertório é eclético, passeia de Luiz Gonzaga a Pink Floyd, de Chico César ao Bolero de Ravel, do Hino de Mossoró ao Pop Rock – o MAV a tocar como uma orquestra de dezenas de violões, uma parte na harmonia e ritmo (a música base) e outra, a melodia (o equivalente no vocal à letra cantada). A isso, soma-se à percussão, a reforçar a sessão rítmica, com triângulo e zabumba para os números de xote e forró, e o cajón (caixa percussiva) para as batidas mais rock. E, claro, a escaleta de Denilson a soar como espécie de batuta do maestro. E mais: canto em alguns números, nos quais jovens e prodigiosas alunas, como Alana Gurgel, exercitam seus dotes vocais em performances do MAV, feitas na es-

cadaria do teatro, eventos e programas de TV.

TRABALHO CONJUNTO “Nosso movimento reforça mais ainda o pensamento que o mossoroense tem de cidade libertária, de poder se reunir em praça pública e aprender um pouco mais de violão popular. Estar há seis anos na escadaria, os pais trazendo seus filhos, pessoas de diferentes bairros, sentir essa vontade das pessoas aprenderem sobre música é muito gratificante. Agradeço a todos que contribuem com o MAV, que vêm a somar com as diversas manifestações de cultura e arte desenvolvidas em Mossoró”, diz Denilson. Para o professor auxiliar Sidney Santiago, o MAV é um ótimo lugar

MAV em apresentação com o poeta Antônio Francisco

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para aqueles que têm o sonho de aprender a tocar violão. “Temos aulas dinâmicas em uma bela sala de aula, ao ar livre, com professores dedicados e prontos a ensinar da melhor forma a arte de tocar violão, além de uma turma de alunos que nos acompanham há anos”, diz. Por causa dessa fidelidade, segundo ele, o MAV não é mais apenas um grupo de violão. “Ao longo desses anos na escadaria dos sonhos, o movimento se tornou uma família, que vem crescendo ao longo do tempo, com muita música, arte e poesia. Venha você também fazer parte dessa família e aprender de uma forma fácil e descontraída”, convida Santiago, também guitarrista da banda de reggae Divina Semente.


Música e poesia

Mudança de vida após MAV O caráter terapêutico da música é reconhecido cientificamente. Seu poder de cura é comprovado por diversas correntes. No Movimento Arte e Violão, são inúmeros os relatos de como a participação no MAV mudou a vida dos seus integrantes. É o caso da servidora pública Luzia Bessa, para quem tocar no MAV a ajudou a enfrentar tragédia pessoal. “Tenho respeito muito grande pelo Movimento, tanto pelo que ele representa enquanto espaço de cultura quanto para a minha pessoa. Eu que há alguns anos tive a pior dor da minha vida (perda de ente querido), e foi quando o MAV cruzou o meu caminho e me ajuda a ser uma pessoa melhor”, conta. Fábio Paiva é artista digital, fotógrafo e percussionista do MAV e também tem seu testemunho de como a música afetou positivamente a sua vida. “Há pouco mais de dois anos, quase três, passei por muitas dificuldades pessoais e logo conheci o MAV. Hoje, sou muito feliz em fazer parte do Movimento Arte Violão. E, de lá para cá, a minha vida vem mudando e mudando, claro, para melhor. Fiz belas amizades no grupo, surgiram diversas oportunidades e, assim, puder mostrar um pouco do meu trabalho. Hoje, posso dizer que o MAV mudou a minha vida”, assegura. Para o professor Clayton Maciel Costa, o MAV é um movimento sociocultural que dá oportunidade para as pessoas que desejam aprender a tocar violão na prática, bem como os que dese-

Luzia Bessa com as amigas que fez na escadaria do Teatro

jam melhorar seus conhecimentos práticos com esse instrumento. “Participo há dois anos, vou para o terceiro ano e me sinto bastante estimulado a continuar no MAV, pois os professores (Denilson e Sidney) são pacientes e muito bons. Além do mais, gosto de me envolver nos programas e eventos que o MAV participa além nossa sala de aula”, diz.

Participante pelo terceiro ano consecutivo, o sargento da reserva Antônio Januário da Silva diz que o envolvimento na música tem poder benéfico sobre o psicológico tanto de quem participa do grupo quanto dos espectadores. “Desenvolve a mente dos amantes da música e arte. Agradeço por demais fazer parte desse projeto”, pontua.

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Responsabilidade ambiental Além do compromisso com a cultura, o Movimento Arte e Violão tem uma vertente ambiental. Anualmente, professores e alunos realizam limpeza na praia de São Cristóvão, em Areia Branca, dentro do projeto Praia Limpa. A ação também conscientiza frequentadores da praia sobre preservação ambiental e promove outras atividades educativas e vivências culturais, como apresentação de orquestra de violão e recital poético na praia e na vila. “Saímos de Mossoró, geralmente no sábado de manhã, e desenvolvemos as atividades durante todo o dia. É uma mobilização em prol da arte e da natureza. A limpeza que fazemos na praia é fundamental. Cada um precisa fazer a sua parte”, diz Denilson Duarte. INÍCIO DA TEMPORADA No sexto ano de existência e consolidado como expressão cultural em Mossoró, o Movimento Arte e Violão (MAV) iniciou a matrícula de alunos novatos e veteranos para a temporada de 2019, às terças e quintas-feiras, das 19h às 20h30, na escadaria do Teatro Dixhuit Rosado, local das aulas e ensaios do MAV. As aulas começaram no último dia 12, e são realizadas às terças e quintas-feiras, das 19h às 20h30, para alunos a partir de sete anos de idade. A contribuição voluntária é de R$ 35,00 por mês e é fundamental possuir violão. Não é necessária experiência com o instrumento. Denilson Duarte enfatiza que o início da temporada é ainda mais propício para aprender, porque a

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Fabio Paiva diz que o MAV ajudou a enfrentar dificuldades pessoais

turma evolui em bloco, no mesmo repertório. E os iniciantes têm atenção especial, desde as noções básicas aos primeiros acordes. OPORTUNIDADE “Se você quer aprender violão ou já toca, venha sonhar conosco na escadaria do teatro e sentir a magia de fazer música de forma simples e didática e integrar o Mo-

vimento Arte e Violão, que há mais de meia década realiza sonhos”, convida Denilson. Ele acrescenta que, além da experiência musical, os integrantes desfrutam momentos especiais num dos espaços mais aprazíveis de Mossoró, a praça do Teatro Dixhuit Rosado, à noite, além de apresentações em eventos culturais de Mossoró.


Balada do Impostor (biografismo)

Balada do Impostor

(biografismo)

José de Paiva Rebouças Jornalista e escritor @paiva_reboucas

“Um negro não é um homem, mas sim um homem negro” Aos 27 anos, Eliano prova que a arte provém de cabeças qualificadas e pessoas que conhecem a realidade social e o contexto em que vivem. Cantor e compositor dos melhores da nova safra, esse jovem das Letras se mostra também um grande pensador.

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Você se arma e a gente se ama”, começa assim a nova marchinha pop/folk de Eliano, uma das mais puras e autênticas vozes da nova safra da música brasileira. Entre o romantismo e a crítica social, esse jovem cantor e compositor de apenas 27 anos tem apresentado um repertório muito qualificado, à altura dos grandes nomes. Essa música, assim como outros manifestos seus, chega em hora propícia para o momento social e político que atravessa o país. Sua presença complementa as muitas composições de resistência surgidas nos últimos dois anos diante da onda conservadora que se es-

palha. Assim como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Gal Costa, Chico César e outros, ele deixa claro o recado da necessidade de observarmos nosso contexto com atenção. Tudo isso sem abrir mão da afetividade e, principalmente, da resistência, como está dito no último verso da referida música: “Ninguém larga a mão de ninguém/ seu presidente não vai nos calar/ aqui está presente a nova cena da cultura potiguar”. Conheci Eliano em Pau dos Ferros, cidade onde nasceu e vive desde sempre, não me lembro em que contexto. Mas nosso vínculo se estabeleceu efetivamente por volta de 2015, quando ele musicalizou a letra “Den-

tro do Televisor”, de minha autoria. A primeira versão ele tocou para mim na minha cozinha em Mossoró. Uma das seis canções do seu EP (Extended play) intitulado “Ecdemomania”. A palavra que quer dizer “desejo, considerado fora do normal, de estar longe de casa; vontade patológica de perambular longe de casa” dizia tanto sobre ele quanto o próprio disco e a música que concluímos juntos. “Não me peça neste dia/ para ser o que eu não sou/ a vida é um dilema, baby/ se foi o que perguntou...”, começa assim esse folk contemporâneo. Minha surpresa é que na gravação ele acrescentou uma fala, não DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

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Balada do Impostor (biografismo) prevista no texto, que diz: “(...) vê se cresce, você não pode ser poeta para sempre! Era até interessante na juventude, mas poesia não bota comida na mesa não! Você precisa é arrumar um emprego. Que tal em algum jornal? Cresce, cara!”. Essa foi uma sacada que me emocionou. Fabulosa observação que resumia uma parte sincera sobre nossas vidas. Eu, jornalista cartesiano sonhando ser poeta; ele, música brilhante, tentando viver de arte. A voz que fala no texto é feminina, o que nos remete supostamente as nossas companheiras se reclamassem de nossas utopias, mas, também à consciência que nos entalam a garganta. Negro franzino de cabeleira crespa e uma elegância de Djavan, se apresenta como alguém singelo, mas é, na verdade, um jovem brilhante de ideias grandes,. Antonio Eliano Juvêncio da Silva nasceu em 7 de dezembro de 1991. Também se assina como Eliano Ôgá, que no candomblé Ketu representa aquele que canta, o responsável pela orientação das curimbas e o que toca atabaque, referências ao espectro negro que lhe rege o corpo e o espírito autêntico de brasilidade. Filho de um relacionamento extraconjugal entre seu pai Antonio Juvêncio e Maria Ivanilda da Conceição, ficou órfão de mãe aos três anos, sendo adotado por Maria Leite de Sousa, primeira esposa de seu pai. É um dos mais novos de uma família de 12 irmãos, sendo 4 de sua mãe legítima. Estudou nas Escolas Professor Severino Bezerra (municipal), Dr. José Fernandes de Melo (estadual) e Professora Maria Edilma de Freitas (estadual). Cursou Letras no Campus Avançado Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), concluindo em 2017. Atualmente, é estudante de Mestrado em Literatura no Programa de Pósgraduação em Letras (PPGL/ UERN). Menino simples, de família humilde, aprendeu na rua a olhar o mundo. Em Pau dos Ferros se fez e

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mostra que no interior tem muito a ser conhecido, apesar das dificuldades sociais e culturais universais das pequenas cidades. – Cresci e moro em Pau dos Ferros. Não me apresento muito por aqui. Há uns anos, eu organizava um sarau mensal na praça em que eu me apresentava junto com outros poetas. Essa atividade deixou de ser corriqueira, devido às ocupações acadêmicas. Sua fala carrega certa nostalgia ou vontade de ver a coisa acontecer, a banda passar, o circo armar a lona, os violões voltarem a soar abaixo das janelas. A arte está em seus genes, mas sua cabeça está bem assentada no pescoço. Depois do mestrado, quer fazer doutorado relacionando música e literatura, com proposta de uma aula show com canções compostas por compositores negros. – Pretendo seguir carreira na docência como principal atividade profissional para ter liberdade de fazer arte sem a preocupação de ter resposta financeira. A afirmativa do menino engajado na causa negra e na boa música popular brasileira não poderia soar mais poética. Aliás, essa foi sua primeira arte, coisa que começou desde antes de saber que o nome daquilo era literatura. Da poesia, nasceu em 2017 o livro “Quase não me recupero do golpe que seus olhos me deram”, lançado na FlipAut, o Festival Literário Alternativo da praia de Pipa. Neste ano, está previsto o lançamento de “Diafragma”, uma antologia de poemas e fotografias com outros 12 poetas potiguares. Quem veio primeiro: a poesia ou a música? Na criação, a poesia, mas na exposição, a música, porque antes, como dito anteriormente, em 2015 ele havia lançado o EP Ecdemomania. A paixão pela música surgiu na adolescência, quando começou a tomar aulas de violão. Acabou virando guitarrista e tocando em bandas de rock. – Não me vejo não fazendo música pelo resto da vida –, diz. Pelo disco de nome complicado

foi indicado ao Prêmio Hangar na categoria Revelação Musical em 2016 e ao Troféu Cultura, do site Substantivo Plural, no mesmo ano. O cara que não sabe se toca folk ou só MPB diz ter como base as músicas de Caetano, Gil, Lenine, Chico César e Arnaldo Antunes, mas suas composições lhe remetem a muito mais, coisa que vai desde Raul Seixas a Jards Macalé, da canção tradicional ao mais novo experimento pop da música americana. – Minhas composições são bem intuitivas, geralmente vêm letra e melodia juntas. Mas já experimentei processos em que eu primeiro fiz a música e depois a letra, em parceria com outros letristas. Existem músicas que fiz em minutos e outras que estão, há anos, esperando eu concluir. Eliano é um experimentador, alquimista das possibilidades sonoras. Um lutador rodeado por cercas e muros complexos que o aprisionam, a exemplo da grande massa de novos artistas que surgem neste país difícil. Mas sua cara diz que nada disso o abala, pois seu olhar sereno denuncia que ele conhece seu próprio caminho. Faz tempo que não encontro Eliano. A última vez que nos vimos foi em sua casa, em Pau dos Ferros, quando fui pegar uns discos. Eu e Regiane, minha esposa, fomos recepcionados primeiro por Mariane Lima, sua musa inspiradora de muitas canções, entre elas a linda “Dance um pouco morena”: “Queima a pele no sol, morena/ cê de perto é tão pequena/ dá vontade de pegar na mão/ preencher com você meu coração...”. Ele chegou depois, tímido, meio sem graça. Para a conversa de hoje, o contatei através das redes sociais e e-mail. Acompanhar sua trajetória é uma coisa, entender o que ele pensa fica mais forte se deixá-lo escrever, afinal é disso que se constrói a sua vida. E foi isso que motivou minhas perguntas: – Para quem você canta? – Eu canto para as pessoas que, porventura, queiram se conectar co-


Balada adorodo comer Impostor (biografismo) migo. Canto para mim mesmo, para poder me comunicar. Devido a minha imensa dificuldade de falar sobre coisas íntimas. Não sou o tipo de alguém que conversa. As pessoas que me cercam chegam a reclamar do meu silêncio. As que não me conhecem me acusam de ser antipático. As músicas que escrevo são para essas pessoas me acessar. Cantar é uma tentativa de dizer “olhem, eu estou aqui, eu amo vocês, eu sinto tais inquietações, eu não gosto disso ou daquilo, eu penso assim, assado”. Através da poesia, eu digo o que de outra maneira eu não diria. Canto para as pessoas que estão esperando que eu me expresse. Por isso meu canto é subjetivo. Por outro lado, canto pro mundo, porque essa subjetividade é universal. Devem haver outros como eu que não sabem naturalmente falar de si e na mesma proporção há aqueles que esperam ouvir. – Sua música tem uma identidade. A música precisa ter uma? – A música não precisa ter uma identidade. Para mim, ela precisa ser sincera e, na maioria das vezes, uma coisa leva a outra. No meu caso, o que eu canto tem a ver com a identidade de um sujeito em movimento, que fala de um determinado lugar, e esse lugar toma forma na minha canção. Sou um negro e minha música é negra, sou nordestino e minha música é o Nordeste, sou politicamente alinhado à esquerda, o que faz que eu use a arte também como ferramenta de luta. Quando eu canto, as pessoas logo notam o meu sotaque. Uma vez, um produtor de Natal me disse que eu deveria disfarçar o meu sotaque se eu quisesse ter a aceitação nacional, deveria, portanto, padronizar minha linguagem para soar como soa um cantor de São Paulo por exemplo. Acatar esse conselho seria começar a abrir mão da sinceridade. Minha música é um compilado daquilo que me rodeia. Eu canto o que eu acho que sou e para isso eu nem preciso me preocupar com a identidade da minha música, basta eu me olhar no espelho e fazer uma canção. Pronto, a cultura que me cerca, desde o con-

vívio no meu bairro até as coisas que vivi na universidade, é traduzida naquele momento. Cabe a mim estabelecer uma negociação entre aquilo a que eu fui submetido no convívio familiar e aquilo que eu busquei fora dele. Tudo isso molda minha identidade, identidade flutuante, assim eu escolho que tipo de discurso quero que minha música tenha. Por exemplo, você obviamente já reparou o quanto a música popular é permeada por preconceitos raciais, machismos, homofobia. Então, isso é uma preocupação que eu tenho, o que também influencia a identidade da minha música. Agora, essa busca por acentuar a identidade musical não pode ser uma paranoia, senão compromete a sinceridade e faz com que a música se torne uma caricatura, uma identidade de mentira, que não reflete mais a verdade de nenhuma cultura. – Qual a relação entre a liberdade do corpo e da cor da pele? – O meu corpo está envolto de uma pele negra, logo, ele está condenado à liberdade que tem um corpo negro. Essa liberdade me condena a existir sendo resistência. Se por descuido ou alienação eu me esquecer da relação entre o meu corpo e a cor da minha pele, estarei limitando mais ainda a minha liberdade. O existir de um homem negro é diferente do existir de um homem branco, essas são palavras de Frantz Fanon, porque

parte desde princípio, seja lá para aonde estiver indo, um negro não é um homem, mas sim, um homem negro. Há bem pouco tempo, quem tinha a cor de pele que eu tenho, era uma criatura sem espírito amaldiçoada do “deus”, e por esse motivo, o humanismo não podia fazer nada por ela. Esse fato histórico influencia no olhar atencioso do segurança quando o meu corpo envolvido por essa pele escura passa. – A música e a poesia caminham lado a lado, mas não são a mesma coisa. Ou são? – Bob Dylan ganhou o prêmio Nobel de literatura. Não estou querendo dizer como isso, que o poema precise ganhar um Nobel para ser poema. Mas somente iniciar essa reflexão. Um letrista ganhou um prêmio que naturalmente é concedido a romancistas, poetas etc.. Tantos compositores, músicos ocupam as cadeiras das academias de letras brasileiras. A música é poesia e a letra de música é poema. O que acontece é que alguns poemas dão ótimas músicas e outros vão para as páginas de livros e são no máximo recitado em voz alta. Frequentemente, algum poeta amigo meu me envia um poema para que eu musique. Frequentemente, se decepcionam com a minha incapacidade de transformar tal texto em canção. E aqui vai uma das diferenças entre o poema e a letra de DOMINGO, 17 de fevereiro de 2019

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Balada do Impostor (biografismo) música, o que contribui para que alguns textos virem canções e outros livros: quando você lê um livro, geralmente você se prende ao texto, pode demorar horas numa página refletindo, captando aquilo que lê. Por isso, o poema pode ser abstrato, complexo. A letra de música, aparentemente, deve ser fácil. Não significa que não possa ser complexa. Fácil não quer dizer superficial. Quando a gente escuta uma canção, que dura quatro minutos, temos quatro minutos para pensar sobre ela. Se ela for abstrata demais, pode não alcançar o cara que escuta uma FM no carro ou pode não entrar na playlist no Spotify da moça para ouvir no fone de ouvido. Tocar ao vivo no show barulhento então e ninguém entender é foda. Bom, a não ser que se trate de uma música muito doida, experimental, dessas que a galera anda fazendo. E que também é pura poesia. – O que a arte do interior tem a dizer às capitais? – O artista pode ser do interior, mas a sua arte é do mundo. Não existe uma arte de Pau dos Ferros, por exemplo, pois cada artista pau-ferrense trata de sua própria subjetividade, de sua própria Pau dos Ferros, essa subjetividade torna a arte universal. No meu álbum novo, que está em produção, a primeira música se chama “Qual o seu interior?”. Eu tenho o meu, que é diferente dos outros. Na capital eu sou só mais um artista cosmopolita vindo do interior fazendo arte que não é de lugar algum e pode ir para todos os lugares. – As distâncias estão menores com as redes sociais ou, na prática, a realidade é outra? – Sim! A internet é uma ponte que liga o Brasil de uma ponta a outra. Ir para o sudeste não é tão necessário como era antigamente; é bom ir, claro. As oportunidades, inclusive de produzir conteúdo para a internet, são dramaticamente maiores em cidades como São Paulo, os canais do YouTube mais acessados são os de lá. Mas, nitidamente, é mais fácil hoje com a internet, aproximar-se das

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pessoas. Dos produtores ainda é difícil, eles não são nem gente, tudo normal (riso). – Quais os sonhos que lhe invadem a alma e inquietam o espírito? – No momento eu tenho sonhado com a redemocratização do país. – O artista engajado e com uma causa na mão, como é seu caso, é um artista careta e politicamente correto demais? – Não. Vamos supor que você ache que um artista é politicamente correto, pelo fato de ele tomar cuidado com o discurso no sentido de não reproduzir a cultura patriarcal e racista herdada das gerações passadas. Esse artista não é careta. Ele está nadando contra uma maré. Careta, para mim, é o artista que, acomodado, conservador, contribui para a manutenção dessa cultura. Careta é querer censurar uma performance artística que questiona os valores postos da sociedade, por exemplo. Careta foi a Ditadura Militar brasileira, que perseguiu os artistas que se engajavam nas causas sociais. Todavia (e eu acho que entendi o que você perguntou), a arte não pode ser refém das convenções sociais, apesar de ela ser um tipo de medidor do comportamento humano. Um romance de Machado de Assis, por exemplo, tem muito a dizer sobre o comportamento da so-

ciedade brasileira do século XIX. Na nossa, século XXI, é bem careta produzir uma arte com o mesmo discurso do século passado. De todo, a arte não pode ser refém do politicamente correto. Arte é representação, não, realidade. Tenho visto no Facebook muitos poemas que mais parecem cartilhas políticas que só dizem, ditam regras e coisa e tal. Falta arte nesses textos quando o politicamente correto se sobrepõe sobre a estética. Ser artista é se equilibrar entre a caretice e a embriaguez. – A rua ainda será um campo de guerra ou apenas um espaço vazio? – Não acredito que nas ruas resolveríamos os problemas do Brasil. Eu vou para a rua se necessário, queimar pneu e etc.. Mas a democracia é um caminho mais eficaz. Infelizmente, nós não sabemos o que fazer com a democracia e a entregamos nas mãos de gente que não acredita nela. É preciso ir para rua para incomodar. Uma democracia que não funciona permite arbitrariedades do judiciário brasileiro. Uma democracia que não funciona é capaz de tornar a rua um campo de sangue. Todo cuidado é pouco. – A música será suficiente para o resto da vida? – A música será necessária para o resto da vida.


adoro comer

Empadão de batata-doce com recheio de macarrão Ingredientes MASSA Batata doce cozida Farinha de Trigo Finna tipo I (sem fermento) a gosto RECHEIO 3 ovos 1 caixa de creme de leite 100 g queijo (de sua preferência) ralado Cascas de cenoura picada Talo de couve-folha picado Macarrão Parafuso Estrela cozido Sal e pimenta a gosto Coentro

Modo de preparo MASSA - Amasse a batata doce ou esprema num espremedor. Coloque a farinha de trigo aos poucos e vá misturando até dar liga e virar uma massa que dê para trabalhar sem grudar. - Coloque a massa em um saco plástico e deixe descansar na geladeira por 30 minutos. Unte uma assadeira, coloque a massa, e espalhe uniformemente. - Com o forno preaquecido, deixe assar por cerca de 15 minutos a 180° C. RECHEIO - Em uma tigela, coloque todos os ingredientes, menos o coentro e mexa bem. Coloque essa mistura na massa preaquecida e decore com os ramos de coentro. - Asse por cerca de 35 minutos a 180 °C ou até ficar dourada e com recheio consistente. - Deixe esfriar um pouco para servir.

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18 anos de

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MĂşsica e poesia na escadaria dos sonhos Movimento Arte e ViolĂŁo se consolida como projeto cultural no adro do Teatro Dix-huit Rosado.

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Grande sucesso das sete, “Da Cor do Pecado” completa 15 anos de exibição

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Em “Pais de Primeira”, da Globo, da HBO, Alejandro Claveaux vai do drama à comédia

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Flávia Alessandra completa 30 anos de televisão na pele da sedutora Rita de Cássia página 3

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geral


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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

No divã (Globoplay, dom, dia 17 ) A nova temporada de “Sessão de Terapia” estreia no segundo semestre, mas o assinante Globoplay pode se preparar para o grande lançamento revendo ou assistindo pela primeira vez às três primeiras temporadas da série. Todos os 115 episódios produzidos em três anos já estão disponíveis na plataforma de streaming. Dirigida por Selton Mello, “Sessão de Terapia” acompanha o dia a dia profissional e pessoal do psicanalista Theo (Zécarlos Machado). Durante as três temporadas, 12 pacientes passaram pelo consultório do terapeuta. Atores como Maria Fernanda Cândido, Letícia Sabatella, Selma Egrei, Camila Pitanga e Sérgio Guizé, entre outros, participaram da produção. Baseada na série israelense “BeTipul”, “Sessão de Terapia” estreou em 2012 no GNT. A nova temporada, a primeira em parceria do Globoplay com o GNT, está sendo gravada em São Paulo desde janeiro. Desta vez, a série é protagonizada por Selton Mello e Morena Baccarin.

Latinidade latente

(Netflix, seg, dia 18) A Netflix acaba de disponibilizar a íntegra da novíssima terceira temporada de "One Day at a Time". "Sitcom" baseada na série de mesmo nome exibida entre 1975 e 1984, a nova versão é desenvolvida por Gloria Calderon Kellett e Mike Royce, com Norman Lear servindo como produtor executivo. Com elenco formado por Justina Machado, Todd Grinnell, Isabella Gomez, Marcel Ruiz, Stephen Tobolowsky e Rita Moreno, o show gira em torno de uma família cubano-americana que vive em Los Angeles, com foco em uma mãe solteira experiente que lida com Transtorno do Estresse Pós-Traumático. O "remake" da comédia original da CBS aborda questões importantes como doenças mentais, imigração, sexismo, homofobia e o racismo enfrentado pelos latinos que vivem nos Estados Unidos. Nas duas primeiras temporadas, a série levantou momentos de grande impacto emocional, primeiro com Elena em sua festa de quinze anos, e depois com Lydia em sua conversa com Berto no quarto de hospital. Agora, as relações familiares se intensificam, mas sem perder o bom humor.

Caminhos do mar

(Viva Play, ter, dia 19) Sucesso de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, “Porto dos Milagres” abre o calendário de estreias de dramaturgia no VIVA em 2019. A novela é uma livre adaptação das obras “Mar Morto” e “A Descoberta da América pelos Turcos”, de Jorge Amado. Exibida originalmente em 2001, a história contemporânea transcorre na fictícia Porto dos Milagres, na Bahia, e é formada por duas classes sociais distintas: a burguesia porto-milagrense com suas famílias tradicionais, instaladas na parte alta da cidade, e os moradores pobres do cais do porto, habitantes da parte baixa. A base da economia local é a pesca, mas a cidade também é uma das entradas de contrabando do país. A mitologia e a religiosidade estão fortemente presentes na narrativa através da figura de Iemanjá, “rainha do mar”, padroeira da cidade que exerce grande influên-

cia na vida dos habitantes. A trama se sustenta em um enredo político que contrapõe o simplório pescador Guma (Marcos Palmeira), um representante do povo, ao poder exercido pelo inescrupuloso Félix (Antônio Fagundes) e sua ambiciosa esposa, Adma (Cássia Kis). É nesta cidade que Guma conhece Lívia (Flávia Alessandra), recém-chegada do Rio de Janeiro e namorada de Alexandre (Leonardo Bricio) – filho de Félix e Adma. Apesar das diferenças, os dois se apaixonam. Para ficarem juntos, eles precisam enfrentar alguns obstáculos, em especial, as armações da bela e sedutora Esmeralda (Camila Pitanga). O elenco conta ainda com Lima Duarte, Leticia Sabatella, Ary Fontoura, Joanna Fomm, José de Abreu, Reginaldo Faria, Nathalia Timberg, Luiza Tomé, entre outros.

Mortos e vivos

(Fox Premium, qua, dia 20) Na segunda parte da nona temporada de “The Walking Dead”, o grupo de sobreviventes, tanto os antigos quanto os novos, continua a lidar com o impacto dos eventos que ocorreram durante os seis anos que se passaram. Desde o desaparecimento de Rick, muitos desses personagens se tornaram estranhos um para o outro e, de certa forma, estranhos para si mesmos. O que eles sabem é que estão enfrentando um perigo inegável. Logo eles percebem que o mundo além não funciona como eles pensavam. As regras do grupo e as formas de sobrevivência não garantem mais sua segurança. Uma nova ameaça cruzou seu caminho e ela é diferente de qualquer outra ameaça que enfrentaram antes. Eles começam a questionar o que pensam que pode parecer normal neste mundo pós-apocalíptico e o que poderia ser mais perturbador e assustador do que quando o apocalipse estourou. A única coisa de que podem ter certeza é que as apostas são altas e numerosas. Baseado na série de histórias em quadrinhos escritas por Robert Kirkman e publicadas pela Image Comics, “The Walking Dead” segue a história dos anos após um apocalipse zumbi com um grupo de sobreviventes que viajam em busca de um lar seguro.


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Libera geral

e eu não sei como reagiria, mas tudo é possível a dois. A gente assiste às cenas da personagem juntos e se diverte muito com as situações.

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lávia Alessandra tomou um susto ao saber que viveria uma mulher fetichista em “O Sétimo Guardião”. Mesmo já tendo colocado seu corpo a serviço da dançarina Alzira de “Duas Caras”, voltar a fazer cenas ousadas mais de uma década depois da mítica personagem preocupou a atriz. “Sempre me cuidei muito. Mas causa uma insegurança quando o assunto é idade. Não importa, a televisão é um veículo que cultua a juventude. Confiei no meu taco, me preparei e fui gravar”, conta a atriz. A boa resposta de público nas ruas e nas redes sociais coroam o retorno de Flávia a uma trama de Aguinaldo Silva, um dos novelistas mais importantes de sua trajetória. “A televisão é um lugar de encontros. A gente precisa celebrar os bons momentos e criar novas lembranças”, ressalta. Natural de Arraial do Cabo, litoral fluminense, Flávia sempre foi do tipo obstinada. Com o total apoio da mãe, ainda jovem, ficava na porta do prédio da Globo atrás de alguma oportunidade nas novelas da emissora. “Fazia muita figuração, personagens pequenos. Eu queria estar no ambiente da tevê”, conta. Em 1989, ao vencer o concurso de atuação do “Domingão do Faustão”, conseguiu um papel em “Top Model”. A carreira, enfim, parecia que iria deslanchar, mas após o fim da trama, voltou a viver

personagens menores. Já formada em Direito e trabalhando na área, largou tudo para viver a tímida Dorothy de “A Indomada”, personagem que acabou abrindo as portas na emissora para ela. Ao longo dos anos, teve papéis de destaque em “Porto dos Milagres”, “O Beijo do Vampiro”, “Alma Gêmea” e “Tapas & Beijos”. “Fiz de tudo um pouco nesses 30 anos de carreira e ainda tenho muito a fazer. Quanto mais diferente for a personagem, maior é a minha entrega”, avisa. P - Você participou de “A Indomada” e “Porto dos Milagres” e conhece bem a assinatura do Aguinaldo Silva no realismo fantástico. Como é voltar a trabalhar com ele no mesmo esquema em “O Sétimo Guardião”? R - Eu sinto que ele deu uma atualizada em algumas questões próprias desse universo. Isso é muito bem-vindo, inclusive. Aguinaldo sempre foi um grande cronista das relações humanas e sabe como abordar certos assuntos espinhosos e tabus com muita propriedade.

Vejo nas cenas atuais uma saudável preocupação em se manter contemporâneo. P - Como assim? R - A cidade de Serro Azul parou no tempo, mas boa parte dos personagens está com a mente aberta, à espera do novo. A história da Rita de Cássia passa por um tema muito interessante que é a questão do fetiche. O marido gosta de usar calcinha e ela sente prazer em vê-lo usando. Discutir isso às nove da noite é muito bacana. Vai que a gente está ajudando outros casais a se libertarem um pouco mais (risos). P - Você é casada com o Otaviano Costa há 16 anos. Uma mente mais aberta é o segredo para manter um casamento saudável? R - Com certeza. A gente vai se descobrindo aos poucos. As fantasias são importantes como mais uma forma de vínculo e parceria do casal. Em casa, vale tudo o que for combinado, desde que ninguém fique triste ou magoado. Ele ainda não falou nada sobre usar calcinhas

P - Rita de Cássia é uma exibicionista nata, como é para você voltar a encarar cenas sensuais? R - Nunca é fácil, mas o ambiente é muito profissional. Me preparei de forma adequada para fazer essa personagem. A última vez que apareci sem muita roupa na tevê foi com a Alzira de “Duas Caras” (2007). É mais de uma década de diferença e o nosso corpo muda. Estou com 44 anos e foi uma surpresa encarar uma personagem tão libertária. Me inspirei bastante na figura de personagens feitas pela Sophia Loren, mulheres que não sabiam que eram extremamente sensuais. Além disso, o Milhem (Cortaz) é um ótimo parceiro de cena. P - Como se desenvolveu essa sintonia profissional? R - Hoje as coisas acontecem de forma mais natural. Por muito anos, a gente só conhecia as pessoas às vésperas das gravações. Era bem estranho. Eu não conhecia o Milhem pessoalmente, a gente se encontrou durante as leituras e ensaios para a novela e ele é um sujeito muito divertido. Já chegou usando calcinha e queria me mostrar a todo custo (risos). E pedi calma e contei minha ideia para ele: só queria vê-lo de calcinha em cena. Queria ter a mesma surpresa que a personagem. P - E funcionou? R - Com certeza. Foi uma imagem inédita para mim e para a Rita de Cássia. Uma cena que juntou diversos sentimentos nos personagens e que mostrou um lado muito bacana da sexualidade dentro das relações. Fez toda diferença ter esse primeiro impacto, a surpresa foi totalmente real.


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>> close Em “Espelho da Vida”, Letícia Persiles confessa interesse por terapia de regressão

Domingo, 17 de fevereiro de 2019

Presente e passado

O

contato intenso com a temática de “Espelho da Vida” tem aguçado a curiosidade de Letícia Persiles. Desde que passou a integrar a novela das seis na pele de Maristela no período ambientado no início do Século XX e como a terapeuta Letícia nos dias de hoje, a atriz está “mergulhada” no assunto que norteia a história escrita por Elizabeth Jhin: vidas passadas. Fazer questionamentos ou até mesmo considerar se aprofundar no espiritismo acabou sendo inevitável. “Já sim pensei em fazer regressão, gostaria muito disso. Acredito que pode ajudar a conhecer nós mesmos”, imagina. Apesar de não ter nenhuma religião, Letícia se pega pensando sobre vidas passadas de vez em quando. “Não sei dizer se são vidas passadas. Pode ser uma memória inconsciente ou uma memória inventada, que não deixa de ser real por existir dentro da gente”, filosofa. De experiência espiritual, a atriz não viveu nada de arrebatador. Mas já passou por aquela sensação de “déjà vu” que muita gente conhece. “Já tive a impressão de ter passado em algum lugar antes”, conta. “Espelho da Vida” é a terceira novela de Elizabeth Jhin da qual Letícia faz parte. Antes, ela integrou o elenco de “Amor Eterno Amor”, em 2012, e “Além do Tempo”, em 2015. Todas tinham como pano de fundo o espiritismo. “Eu não tenho religião ne-

nhuma, mas respeito todas e estou bem familiarizada”,

avisa. A intimidade com o assunto principal pode ter aju-

dado Letícia a se inteirar da trama já em andamento. Recém-chegada na história, a atriz se viu em meio a duas personagens totalmente diferentes entre si. De um lado, Maristela, uma dama de companhia que engravida do Coronel Eugênio, papel de Felipe Camargo na época passada. Do outro, Letícia, uma terapeuta especializada em regressão que atende Daniel, vivido por Rafael Cardoso no tempo presente, por quem acaba se apaixonando. “São duas personalidades diferentes e são duas mulheres que vivem momentos históricos bem diferentes, assim como contextos pessoais”, compara. Quando recebeu o convite para a novela, Letícia não fazia ideia de que interpretaria dois papéis. Primeiro, tomou conhecimento sobre Maristela. A composição da personagem que vive nos dias de hoje acabou acontecendo com o decorrer dos capítulos. “Eu tenho tido ótimas respostas nesse pouco tempo em que estou na história, tanto em relação a Maristela quanto a Letícia”, orgulha-se. Mãe de um menino de 10 anos, fruto de seu relacionamento com o diretor Luiz Fernando Carvalho na época em que protagonizou a minissérie “Capitu”, dirigida por ele, a atriz sente um prazer especial em dar vida a Maristela, que é mãe de um filho bastardo do Coronel Eugênio. “Eu amo novela de época e poder falar dessa questão da maternidade e de toda a discussão de a mulher ser propriedade do homem. É muito bom abordar isso e desenvolver bastante o tema”.


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>> ponto de vista

Jurados sem relevância e calouros sem brilho exibem falta de critério artístico do “The Four”

A

s noites de quarta da Record já se tornaram um espaço cativo para competições de talento. Após quatro temporadas do “Dancing Brasil” e uma do “Canta Comigo”, a emissora agora aposta suas fichas no “The Four”, formato importado da televisão israelense e que vem fazendo sucesso ao redor do mundo por conta de uma proposta inusitada: o programa já começa apresentando seus quatro finalistas. Ao longo dos episódios, a produção recebe outros competidores que, caso conquistem os jurados, podem desafiar um dos finalistas para uma batalha. Em vez de lutar por um lugar ao sol, o participante que já está na final precisa mesmo é se manter no posto. Embora tente se valorizar por conta dessa alteração de “script”, o “The Four” nada mais é que uma competição onde calouros se apresentam na busca por reconhecimento e o prêmio de R$ 300 mil. Com a exibição dividida entre apre-

sentações, considerações dos profissionais e batalhas entre participantes, aos poucos, o programa mostra que é, essencialmente, mais do mesmo. Porém, o jeito meio desleixado que a Record costuma idealizar e realizar produções do tipo acaba fazendo com que o resultado não seja nada animador. Em um país recheado de cantores reconhecidamente talentosos e em uma emissora sem problemas de caixa, fica difícil entender como a cúpula da Record e o diretor Rodrigo Carelli definiram um elenco tão fraco para o time de jurados. No “Canta Comigo”, a ideia de ter nomes do baixo clero musical do país, como Sula Miranda e a dupla Pepê e Neném, é justificada por conta da despretensão do programa e da obrigação de contar com 100 jurados. No momento em que a emissora poderia mostrar seu poder de fogo e persuasão para se conectar com artistas mais relevantes, ela contrata o sertanejo Léo, que já foi

fraca Seleção

técnico do “The Voice Kids”, da Globo - ao lado do irmão e ex-parceiro de dupla, Victor, acusado de agredir sua exmulher enquanto ela estava grávida -, Aline Wirley, exRouge e esposa de um dos galãs do “casting” da emissora, Igor Rickli, e João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina, produtor musical e ex-sócio da desativada gravadora Trama. O trio tem lá seus feitos musicais, porém não consegue dar o estofo necessário que um programa desse porte exige. Com um júri fraco, fica realmente complexo acreditar que a produção possa revelar algum nome capaz de conquistar o público quando as luzes se apagarem e a temporada chegar ao fim. O desleixo com a seleção de participantes também é nítido. Ao colocar à prova o talento de calouros como o roqueiro Erik Moraes e a cantora Bruna Oliver, é perceptível que eles não seriam finalistas nem nos concursos musicais apre-

sentados pelo “Programa Raul Gil”, do SBT. Tecnicamente, a direção de Rodrigo Carelli faz a sua parte. O programa dribla a cenografia cafona que a Record insiste em utilizar na maioria de seus programas ao recorrer de forma eficaz a um espaço todo iluminado por led. Gravado fora da emissora, nos estúdios da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, ABC Paulista, o “The Four” parece não economizar e fica ainda mais imponente por conta do espaço que tem para se desenvolver. Em sintonia com esse cenário suntuoso está a presença de Xuxa no comando do programa. Segura e se divertindo ao longo da exibição, a apresentadora mostra que conseguiu se reinventar no comando de “realities” imposto pela Record. Sem perder o brilho, a informalidade e o gosto duvidoso para figurinos, Xuxa mostra maturidade, competência e, apesar de muitas críticas nas redes sociais, orgulho por suas rugas e história.


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Terça (19/02) - Jade e Bárbara se preocupam com Gabriela, que parte com Flora e Paulo. Breno sequestra Verena. Alex tenta agredir Rafael. Solange afirma ao Conselho do Sapiência que entrou em acordo com Rafael e a ONG Percurso. Gabriela batiza o bloco de Carnaval dos alunos. Fabiana relata a Solange suas exigências como presidente do Grêmio. Breno chega com Verena a seu cativeiro.

Quarta (20/02) – Álvaro se desespera com desaparecimento de Verena. Flora insiste e conversar com Alex sobre Rafael. Maria Ali discute com Alex. Jade aceita ser a rainha Bloco Saliência. Álvaro vê o diário de Verena descobre que o caderno esteve com Breno. Al desmaia na rua. Antônio comenta com Gabrie Álvaro e Márcio que Breno lhe contou que ir casar.

>>Espelho da Vida Globo – 18h15

Segunda (18/02) – Cris/Julia chantageia Eugênio, que decide manter o emprego de Bendita. Dora se surpreende ao saber por Cris/ Julia que Gustavo marcou a data do casamento dos dois. Alain retoma a direção das gravações de seu filme. Teresa e Henrique se conhecem. Américo depõe sobre Cris para o delegado. Danilo penhora as joias de Julia, e o dono da loja as reconhece. Alain vai até a casa de Julia, e é surpreendido por André.

Terça (19/02) – André afirma a Alain que ele precisa aproveitar sua nova chance e compreender o que está vivendo. Em suas sessões de regressão com Letícia, Daniel descobre mais coisas sobre Julia. Mauro César tenta reatar com Gigi, que declara ao ator que está noiva. Marcelo se incomoda ao ver Mariane beijar Mauro César. Hildegard apresenta Lucas a Mimi. Cris/ Julia se prepara para fugir com Danilo, e se despede de Piedade e Bendita.

Quarta (20/02) – Danilo se surpreende co o apoio de Augusto à sua fuga com Cris/Jul Eugênio denuncia Danilo para o inspetor Polícia, e ameaça Bendita. Eugênio revela Gustavo que Cris/Julia fugiu com Danilo, e marquês se enfurece. Hildegard se revolta co tra Danilo e renega o filho diante de Augus Daniel comenta com Letícia que Julia pode e tar no Brasil. Danilo é preso.

>>Verão 90

Segunda (18/02) – Vanessa chantageia Jerônimo, que se vê obrigado a hospedar a moça. Janaína diz a Herculano que prefere guardar segredo sobre seu relacionamento, até que saia o divórcio do cineasta. Manu comemora com João por ter conseguido uma vaga no elenco fixo de uma novela. Vanessa mente para Janaína para proteger Jerônimo. Lidiane sonha com Patrick. Jerônimo conta a Vanessa que pretende chefiar a PopTV.

Terça (19/02) – Herculano deixa claro a Gisela que só está no barco com ela por Isadora. Janaína desconfia da demora de Herculano. Galdino consegue escapar de João. Jerônimo finge para Quinzinho que não está interessado em Vanessa. Fernando envia para Mercedes a foto que tirou de Gisela e Herculano. Galdino conta a Jerônimo que João o procurou. Mercedes se impressiona com Janaína. Jerônimo se assusta ao ver João apresentando o Vibration.

Quarta (20/02) – Jerônimo se irrita com o s cesso de João. Mercedes apresenta Jerônim Rojê a Herculano, que reconhece o filho de Jan ína, mas disfarça. Gisela segue Herculano e ac ba sofrendo um acidente. João pede Manu e casamento. Diana revela a Herculano que Jer nimo está se passando por bilionário e está ho pedado em uma casa de Quinzinho. Janaína e contra Jerônimo, que exige que a mãe se afas de sua vida.

>>O Sétimo Guardião Globo.–21h

Segunda (18/02) – Valentina se livra da ameaça de prisão. Valentina explica a Feijão por que ele precisa deixar sua casa. Neide sonda com as meninas do cabaré sobre a entrada de um novo hóspede na pousada. Gabriel manda Murilo avisar aos guardiães sobre Feijão. Luz fica intrigada com o colar da Irmandade que encontra em um baú. Mirtes vê uma foto no jornal de Greenville e desmaia. Gabriel procura Feijão.

Terça (19/02) – Judith pensa na possibilidade de adotar Feijão. Robério fica fascinado com o conhecimento de Marcos Paulo. Valentina vasculha o local da queda de Feijão, sem perceber que está sendo observada. Stella descobre que um antigo cliente de Stefânia pode ser Mattoso. Mirtes compra várias caixas de um medicamento laxante. Walid se declara para Diana. Júnior beija Luz. Valentina cai no buraco que dá acesso ao labirinto para a fonte.

Quarta (20/02) – Sampaio marca o local queda de Valentina, e Murilo vê. Júnior se descu pa pelo beijo que deu em Luz. Walid pede q Diana esqueça a declaração que ele lhe fez. Sam paio flagra Murilo com Valentina no túnel. Nicol recebe a carta de resposta da academia de dan e esconde de Bebeto. Olavo questiona Valenti sobre uma outra entrada para a fonte. Eurico fl gra Fabim com Marilda em sua casa. Matto chega ao cabaré de Ondina.

Segunda (18/02) – A chapa Universo Jovem comemora a vitória dançando, com Luca Tuber filmando tudo, e a chapa Contente fica arrasada. Mirela, triste, desabafa com Raquel sobre tudo sempre dar tão errado em sua vida. Poliana e Kessya decidem dançar junto com a chapa concorrente, deixando Filipa furiosa. Por estar na chapa Universo Jovem, João é incluído no grupo dos mais "populares" e estranha o bom tratamento da turma com ele. Branca ensina salsa e merengue na aula de dança, e pede para Mirela demonstrar alguns passos. L

Terça (19/02) – Marcelo e Débora vão à padaria para jantar e encontram Luísa, Afonso, Claudia, Durval, Joana e Sérgio em seu encontro de casais e acabam se sentando juntos, o que deixa o clima constrangedor. João, sozinho com Feijão em casa, canta e toca violão, feliz da vida, até que dois marmanjos invadem a residência. Claudia comenta alguns assuntos constrangedores sobre o passado no jantar e todos ficam incomodados. Lorena tem uma crise de asma e todos os amigos ficam desesperados. O jantar entre casais acaba em uma grande discussão.

Quarta (20/02) – Poliana fica em casa pa melhorar da gripe e Afonso a visita. Filipa co fronta Yasmim sobre ela ter feito um vídeo ju to com Luigi e Poliana. Joana e Claudia discute sobre a educação de seus filhos e acabam b gando. João fica sabendo que Poliana está d ente e fica preocupado. Sérgio procura Rog para discutir umas ideias novas e o chefe o ma da procurar Nadine. A chapa Universo Jove organiza uma disputa de outfit (competição p ra saber qual aluno está vestidos as roupas acessórios mais caros).

Globo – 19h15

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (18/02) - Rafael discute com Gabriela sobre o reconhecimento de paternidade de Alex e Flora. Vinícius teme que Rafael volte a se embriagar. Flora volta para casa. Rosália sente dor, e Maria Alice se preocupa. Leandro e Érico estranham a euforia de Alex. Todos se preocupam com o estado de Gabriela. Michael e Álvaro sofrem por Santiago e Verena. Rafael beija Solange, e Gabriela vê.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

ACESSE


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Quinta (21/02) – Tito e Garoto encontram Alex, desacordado. Gabriela aciona a polícia sobre o desaparecimento de Verena. Hugo e Dandara se beijam. Álvaro encontra Verena. Alex chora com Tito e Garoto. Breno ameaça Verena com uma faca. Rafael aceita sair com Solange. Tito conta a Alex sobre o acidente que tirou a vida de sua família. Álvaro e Breno se enfrentam. Rafael afirma a Solange que não quer mais vê-la.

Sexta (22/02) – Verena golpeia Breno, que fica desacordado. Márcio chega com a polícia à Ilha, e Breno é preso. Heitor envia uma mensagem a Tito e Garoto da Grécia. Alex conversa com Gabriela, e Flora se aproxima. Álvaro revela que sua mãe se juntou a um grupo de responsáveis insatisfeitos com a atuação de Gabriela. Vinícius convida Alex para coordenar um projeto na ONG e o questiona sobre Rafael.

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Quinta (21/02) – Danilo afirma ao Inspetor que não roubou as joias de Julia. Gustavo encontra Cris/Julia e informa sobre o ocorrido com Danilo. Eugênio expulsa a filha de casa. Alain é entrevistado sobre a mudança de protagonistas em seu filme, e se enfurece com Isabel. Michele se revolta contra Pat, que revela a Vitor sobre a viagem da amiga. Otávio impede que Gustavo atire contra Danilo. Abigail e Zezé descobrem que foram enganadas por Aristides.

Sexta (22/02) – Augusto socorre Cris/Julia. Daniel comenta com Letícia sobre sua infância. Piedade descobre a gravidez de Cris/Julia e teme pela vida da filha e da criança. Gustavo ameaça Dora, e Teresa defende a irmã. Sob orientação de Fabrício, Eugênio aceita que Cris/ Julia se recupere em sua casa. Cris/Julia pede a Bendita para ser a madrinha de seu filho. Alain questiona Isabel sobre o espelho de Julia.

Sábado (23/02) – Alain quase cede às tentativas de sedução de Isabel. Bendita ajuda Cris/Julia e Danilo a se comunicarem. Ana e Flávio leem o diário de Julia e conversam sobre suas vidas passadas. Piedade revela a Padre Luiz sobre a gravidez de Cris/Julia. Lucas beija Mimi para provocar Dora. Gustavo ajuda Maristela a fugir com Henrique para Paris. Em suas sessões com Letícia, Daniel descobre que Danilo teve um filho com Julia.

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Quinta (21/02) – Durante a festa, João conta a Quinzinho a verdade sobre Jerônimo e desmascara o irmão na frente de todos. Quinzinho expulsa Jerônimo da casa, e João promete ao irmão que provará que foi ele quem roubou os dólares de Celestine. Jerônimo briga com João, que acaba caindo de um barranco. João acorda deitado no deque, com Nicole sem vida a seu lado. Vanessa diz à polícia que foi João quem empurrou a VJ. João é preso pelo suposto assassinato de Nicole.

Sexta (22/02) – Jerônimo diz ao delegado que João chegou alterado à festa. Lidiane não deixa Manu ir à delegacia ver João. Moana garante a Murilo que João é inocente. Madá fica nervosa ao constatar que sua premonição se realizou. Mercedes nota o braço machucado de Quinzinho. Raimundo apresenta a Janaína uma advogada criminalista para defender João. Mercedes se surpreende com Jerônimo ao descobrir que ele incriminou João para salvar Quinzinho.

Sábado (23/02) – Mercedes manda Murilo se concentrar em João e não envolver sua família no crime. Figueirinha entrega o dossiê sobre Jerônimo a Mercedes. Jerônimo comemora com Vanessa o convite de Mercedes para ser o novo diretor de programação da PopTV. Murilo avisa a Codorna que está proibido de associar Quinzinho ao crime de Nicole. Manu consegue escapar e vai à delegacia visitar João. João fica arrasado ao notar que Manu não se convenceu de sua inocência.

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Quinta (21/02) – Gabriel se entristece ao ver Luz e Júnior juntos. Marilda prepara um banho para Eurico com a água da fonte. Neide vê Murilo no restaurante e desmaia. Luz pede um tempo a Júnior para pensar sobre seus sentimentos. Eurico percebe que está curado. Mirtes instrui Lucilene para o almoço, e Stella critica a sogra. Aranha repreende a mãe por insultar João Inácio e Stefânia. Stella manda Lucilene servir um suco para Mirtes. Murilo decide conversar com Sóstenes.

Sexta (22/02) – Sóstenes não aceita falar com Murilo. Gabriel faz um acordo com Feijão. Marilda fica animada com a disposição de Eurico. Mirtes passa mal e descobre que Stella sabotou sua bebida com seus laxantes. Diana obriga Rivalda a desistir de ser sua assistente de karatê. Adamastor vê Marcos Paulo deixando o quarto de Mattoso pela manhã. Nicolau afirma a Bebeto que não recebeu nenhuma carta para ele. Murilo e Neide pensam um no outro.

Sábado (23/02) – Mirtes se desespera ao descobrir que Mattoso está hospedado na pousada. Aranha tem uma conversa séria com Stella. Gabriel diz que Murilo precisa confiar em Luz. Sóstenes decide conversar com Murilo, e Luz vai atrás do avô. Eurico é carinhoso com Geandro, que se emociona. Eurico e Marilda procuram Valentina. Firmina teme ao ver Olavo chegar ao restaurante.

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Quinta (21/02) – Gabriela se aproxima muito de Vini para ajudá-lo a estudar, e ele fica sem jeito. Mirela interrompe os dois, brava. Brenda e Luca vão à padaria, e o menino tenta humilhar Guilherme. O clubinho MaGaBeLo faz um lanche na casa de Olavo Mosquito e ele aproveita para lhes apresentar seu tímido filhinho, o Olavinho. Ruth fica chocada com o concurso de outfit e convoca uma reunião de urgência com os pais dos alunos. Guilherme e Luca quase brigam na padaria. Durval chega e acredita em Guilherme. Marcelo vai buscar João e encontra Luísa

Sexta (22/02) – A reunião de pais chega a um acordo. João mostra as mensagens do celular de Débora para Marcelo. Débora chega e Marcelo não conta nada sobre o que viu. Benício fica doente após ser picado por um mosquito e Claudia não acredita nele. Lorena chantageia Raquel, pois a pega no flagra com Guilherme. Lindomar encontra o anel na caixa de esmaltes de Arlete. Filipa tenta se aproximar de João, mostrando um vídeo fofo de cachorro para ele. Kessya aconselha Luigi sobre sua proximidade com Yasmin. Poliana melhora da gripe e vai à escola.

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>> cinco

perguntas “Tá no Ar: A TV na TV”, Welder Rodrigues vibra com a boa relação com o vídeo

Domingo, 17 de fevereiro de 2019

Foco no humor

O

“Tá no Ar: A TV na TV” foi o responsável pelo reencontro de Welder Rodrigues com a televisão. “Cria” do teatro e integrante do elenco do espetáculo “Os Melhores do Mundo”, o humorista esteve na tevê entre os anos de 2006 e 2009 no extinto “Zorra Total”, em que interpretou o ciumento Jajá, da dupla com Juju, de Adriana Nunes. Porém, por conta de um tumor no fêmur e questões familiares, Welder optou por seguir apenas nos palcos. “O médico falou para parar com o agachamento. Além disso, meu filho tinha nascido. Fiquei uns cinco anos com ele. Sempre priorizei mais o teatro do que a tevê. Nunca parei. Imagina gravar a semana toda e fazer peça nos finais de semana, como estou fazendo agora? Vejo meu filho três vezes no mês”, explica. No entanto, o humor ácido e político de Marcius Melhem e Marcelo Adnet acabou chamando a atenção de Welder para o vídeo novamente. “Voltei para a tevê porque ia fazer um humor parecido com o dos ‘Melhores do Mundo’. A gente fala coisas que não eram permitidas. Acho muito legal e inteligente da empresa fazer isso”, valoriza. No elenco desde a primeira temporada do “Tá no Ar”, Welder chamou a atenção do público ao viver o personagem Jorge Bevilacqua, do quadro “Jardim Urgente”. Inicialmente, a produção não seria fixa, mas, por conta do sucesso, o personagem se tornou um dos grandes destaques do humorístico. “Me divirto fazendo esse per-

sonagem. Nessa última temporada, gravei um clipe imenso com o Jorge que vai ser ótimo. Gosto desse exagero da imprensa dentro do universo das crianças. É muito engraçado”, vibra Welder, que, desde 2015, integra o elenco do “Zorra”, projeto também encabeçado por Melhem. “Tudo que eu aprendi foi no teatro. Nunca estudei teatro. Sou da prática do palco mesmo”, completa.

R – A “TV Pirata” e o “Monty Python” já faziam esse humor. Chico Anysio dizia que existem dois tipos de humor: o engraçado e o sem graça. O importante é ser engraçado. O Porta dos Fundos, por exemplo, ajudou o “Tá no Ar” e era outra mídia. O teatro, a tevê e a internet vão conversando. Esse humor da internet falou tão alto que a tevê não pôde ficar atrás.

P – Como você encarou a decisão de terminar o “Tá no Ar” na atual temporada? R – Foi uma opção de terminar bem. O “Tá no Ar” tem um tema infinito. Podíamos ficar no ar durante 100 anos. Mas terminar foi um consenso. Vamos terminar o programa de uma forma legal e para cima. O “Tá no Ar” é um programa que representa e ainda tem coisas a dizer. Tem muito projeto legal vindo e renovar é sempre bom. O último programa terá o fim como tema. Vai ter muito chororô (risos). Mas fim não é só tristeza, é renovação também. P – O “Tá no Ar” marcou uma nova forma de fazer humor na televisão?

P – O Brasil acabou de sair de uma eleição polarizada e iniciou um novo governo conservador. O espaço para fazer humor ficou mais rico? R – O programa sempre falou de política. Como não falaria agora? O humorista faz uma crônica da sociedade. O que vamos fazer é esse reflexo do governo conservador. O país saiu de anos de um governo progressista e agora começa um outro conservador. Vai ser legal para comparar um com o outro e, daqui a quatro anos, tem eleições de novo. P – Em 2009, você enfrentou um tratamento contra um câncer no fêmur. Esse processo mudou a seu jeito de ver o mun-

do de alguma forma? R – Desde que tive esse problema de saúde, falei aquela palavra com F para o mundo. Nada é importante. O universo está pouco se importando em quem a gente votou para presidente. A gente precisa ser feliz. Durante a época em que estava me tratando na Rede Sarah, estavam internados comigo um gari e o vice-presidente da Ford. Eu e o gari voltaríamos a andar, mas o vice-presidente da Ford, não. Ele falou que trocava o apartamento em Paris e Nova Iorque para ir ao banheiro sozinho. Fui cadeirante por muito tempo e a gente passa a ver o mundo de forma diferente. P – Com o fim do “Tá no Ar: A TV na TV”, quais são seus planos para a televisão? R – Sigo no “Zorra”. Mas já vi que tem alguns projetos novos na linha no “Tá no Ar”. As produções não têm nome, mas são basicamente com a mesma galera. Já estamos empolgados. O Maurício Rizzo e a Verônica Debom estão mais envolvidos com a redação. Não sou o cara dos projetos, sou o contratado.


Domingo, 10 de fevereiro de 2019

>> raio x Em “O Sétimo Guardião”, Lyv Ziese faz sua estreia no horário das nove

Em destaque

L

yv Ziese está sempre atenta ao seu redor. A atriz de 27 anos busca absorver conhecimentos de todos os lados. No elenco de “O Sétimo Guardião”, Lyv vibrou ao saber que iria participar de sua primeira novela das nove. Porém, foram os colegas de cena que mais chamaram a atenção da atriz em seu trabalho atual. Na história de Aguinaldo Silva, ela interpreta Katiucha, uma das meninas do bordel comandado por Ondina e Adamastor, de Ana Beatriz Nogueira e Theodoro Cochrane. “Trabalhar com esse núcleo de atores e atrizes é incrível. Aprendo muito. Também conto uma equipe de oito diretores diferentes. Pessoas sempre me motivam em um projeto e poder passar 10 meses em uma novela com eles, ganhando tanta experiência, com certeza, me atraiu muito”, valoriza. Esta é a segunda vez que Lyv interpreta uma prostituta. Em 2017, ela viveu Gabardine na série “Filhos da Pátria”. Por isso mesmo, ela aproveitou algumas de suas pesquisas passadas para compor a personagem atual. “Obviamente, enriqueci esse estudo com referências modernas já que a Gabardini era de 1800. A Katiucha é mais atemporal e contemporânea. Procurei referências de mulheres fortes, personagens confortáveis em sua pele, divertidas, despreocupadas com a vida”, ressalta. Bem resolvida com a própria imagem e o corpo, Lyv usa suas redes sociais para empoderar outras mulheres. Recentemente, a atriz escreveu um

texto sobre a valorização da autoestima feminina em sua conta do Instagram. Para Lyv, escrever sempre foi um exercício natural e particular. No entanto, nos últimos tempos, ela quis tornar público suas opiniões e pensamentos. “Acabou que muitas mulheres se reconheceram no meu discurso e aí que eu percebi o quanto estamos todas (não só as fora do padrão) reféns de um sistema tão opressor e inalcançável com o corpo feminino. Então, comecei a falar mais e mais sobre o assunto e, hoje em dia, é algo muito importante na minha vida. A vida é tão curta, já é tão difícil viver, por que a gente fica

odiando o nosso corpo, se matando em dietas loucas?”, questiona Nome: Lyvia Ziese de Oliveira. Nascimento: Em 4 de abril de 1991, no Rio de Janeiro. O primeiro trabalho na tevê: A série “Bicicleta e Melancia”, de 2010, no Multishow. Atuação inesquecível: “A personagem Anna da peça ‘Se existe eu, ainda não encontrei’”. Interpretação memorável: Fernanda Montenegro no filme “Central do Brasil”, de Walter Salles, e Ana Paula Arósio em “Hilda Furacão”, de 1998, da Globo.

televisão 9 Um momento marcante na carreira: “Ter feito um musical no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa e ter cantado para 60 mil pessoas”. O que falta na televisão: “Variedade de corpos, cores e padrões nas/nos protagonistas e vilãs/vilões”. O que sobra na televisão: “Beleza óbvia”. Com quem gostaria de contracenar: “Alice Wegmann, Drica Moraes e Adriana Esteves. A lista é interminável. Sem falar nos atores internacionais”. Se não fosse atriz, o que seria: Investigadora policial. Ator preferido: Leopoldo Pacheco e o britânico Benedict Cumberbatch. Atriz preferida: “Ana Beatriz Nogueira, Lilia Cabral, Elizabeth Savalla, Viola Davis e Kate Winslet”. Novela preferida: “Laços de Família”, de 2000, da Globo. Vilão marcante: “A Marta, interpretada por Lilia Cabral em ‘Páginas da Vida’”. Papel que mais teve retorno do público: A Bárbara da série “Odeio Segundas”, do GNT. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Coração de Estudante”, da 2002, da Globo. Que papel gostaria de representar: “Uma boa protagonista forte que não tivesse relação com peso ou corpo para poder passar a mensagem que toda mulher pode ser o que quiser e chegar onde quiser independentemente do seu corpo”. Filme: “Uma linda mulher”, de Garry Marshall, e “Beleza Americana”, de Sam Mendes. Autor: A americana Tina Fey e Fernanda Young. Diretor: O mexicano Alejandro Iñárritu. Vexame: “Bati na cara de um colega de elenco sem querer em um número musical, fiquei tão nervosa que ri descontroladamente em cena e ele terminou o dueto sozinho”.


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>> inside

Em “Pais de Primeira”, da Globo, da HBO, Alejandro Claveaux vai do drama à comédia

Domingo, 17 de fevereiro de 2019

Avesso do avesso

A

cada personagem que interpreta, Alejandro Claveaux comprova sua versatilidade em cena. Basta analisar seus últimos trabalhos na televisão. Desde que estreou na Globo, em “Clandestinos - O Sonho Não Acabou”, ele demonstra facilidade ao transitar entre o drama e a comédia, em produções como “Malhação”, “O Caçador”, “Alto Astral” e “O Outro Lado do Paraíso”. “Acho que esse é o grande barato dessa profissão: estar disponível para a mudança e para o entendimento dos personagens. É muito interessante poder fazer um galã em um trabalho e, em seguida, desconstruir isso”, analisa. Mais recentemente, o ator extravasou todo o seu jeito descolado na pele de Driguêra, em “Pais de Primeira”. A experiência na série que foi ao ar aos domingos será repetida em breve, quando começarem as gravações da segunda temporada, previstas para o segundo semestre deste ano. A expectativa para a próxima leva de episódios é a melhor possível. “Estou torcendo para que meu personagem se apaixone e também tenha um filho ou adote um. Pode ser bem engraçado”, imagina. Em “Pais de Primeira”, Alejandro interpreta o amigo do casal principal e sempre tem um jeito único de ajudar em cada situação inusitada que se apresenta. Por isso, a personalidade de Driguêra deu o que falar. Nas redes sociais, o ator pôde acompanhar a repercussão e se di-

vertiu com os comentários que leu. “As pessoas dizem que têm vontade de ter um amigo como ele, que está sempre ajudando a resolver qualquer problema e é muito engraçado”, conta Alejandro, que colocou apliques no cabelo para o papel. “O pessoal também curte os ‘dreads’. Muitos acreditam que é de verdade”, diverte-se. De um lado, Alejandro pôde exercitar todo o seu tino para a comédia através de Driguêra. De outro, o ator incorpora um tipo bem mais sisudo em “A Vida Secreta dos Casais”, da HBO. Na série do canal a cabo, ele vive Vicente, que, na próxima temporada,

se vê diante de sentimentos mais complexos. “Meu personagem está prestes a descobrir quem são os envolvidos na rede de corrupção. Ele agora começa a se encantar pelo poder e pelo dinheiro e fica cada vez mais dividido”, adianta Alejandro, que gravou os próximos episódios de “A Vida Secreta dos Casais” em outubro de 2018. A estreia da série está prevista para o segundo semestre. “Está muito mais dinâmica, polêmica e emocionante, com muitas coisas acontecendo simultaneamente e várias cenas de ação”, acrescenta. Na mesma época em que estudava interpretação, Ale-

jandro fazia faculdade de Engenharia de Alimentos. O ator chegou a se formar no curso, mas a paixão pelo teatro falou mais alto. “As incertezas da profissão de ator, ao mesmo tempo que davam medo, eram excitantes. Foi uma escolha natural. Quando se é artista, é muito difícil viver trabalhando em outra profissão”, constata. Mas, quando está de folga dos palcos ou dos estúdios de televisão, Alejandro adora viajar e se aventurar na natureza. Um de seus passatempos favoritos é praticar mergulho com cilindro. “Sou fascinado pelo fundo do mar e também gosto muito de pintar e desenhar”, revela.


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Domingo, 17 de fevereiro de 2019

Trunfo da simplicidade

>> BASTIDORES Grande sucesso das sete, “Da Cor do Pecado” completa 15 anos de exibição

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oteirista de longas de sucesso como “Central do Brasil” e “Deus é Brasileiro”, João Emanuel Carneiro já era reconhecido no meio cinematográfico quando resolveu investir na televisão. Na virada dos anos 2000, firmouse como colaborador de Maria Adelaide Amaral em minisséries como “A Muralha” e “Os Maias” e entrou para a equipe de Alcides Nogueira em “Desejos de Mulher”. Incentivado por Silvio de Abreu e Denise Saraceni, João resolveu tentar uma vaga no grupo de novelistas do horário das sete e acabou entregando uma sinopse de novela à cúpula da emissora. Sem resposta, quase um ano depois, o autor estava prestes a ingressar como colaborador de Gilberto Braga em “Celebridade” quando teve a sinopse aprovada pela Globo. Com direção geral de Saraceni e supervisão de texto de Silvio, a história de “Da Cor do Pecado”, que completa 15 anos de exibição esse mês, já nasceu dando o que falar por ser a primeira novela protagonizada por uma atriz negra e a centralizar sua trama em um romance inter-racial envolvendo Preta e Paco, personagens de Taís Araújo e Reynaldo Gianecchini. “A novela não foi pensada para falar de racismo. Apenas queria contar essa história de amor de contrastes sociais. No entanto, em um país racista como o Brasil, ter uma negra no papel da he-

roína romântica causou grande curiosidade. Aproveitei esse burburinho para contar uma trama forte sobre quebra e reconstrução de laços familiares”, explica Carneiro. Na trama, o envolvimento sexual do poderoso empresário Afonso e sua empregada Edilásia, personagens de Lima Duarte e Rosi Campos, termina com ela grávida. Sem querer magoar a esposa de saúde debilitada, Afonso abre o jogo com sua mulher, que aceita criar o fruto da traição. Disposta a fugir, Edilásia esconde do patrão que, na verdade, está grávida de gêmeos. Persuadida pela governanta Germana, de Aracy Balabanian, a empregada deixa um dos meninos para ser criado por Afonso e foge com o outro. Quase três décadas depois, Paco é um botânico em eterna guerra de valores com o próprio pai. Enquanto Apolo leva uma simples ao lado da mãe e dos quatro meios-irmãos: os lutadores Ulisses, Thor, Abelardo e Dionísio, de Leonardo Brício, Pedro Neschling, Caio Blat e Cauã Reymond, respectivamente. “Pensei seriamente em não aceitar os gêmeos. Estava ainda inseguro por conta dos problemas que enfrentei em 'Esperança' e já tinha sido convidado pelo

Gilberto Braga para 'Celebridade'. Mas aí li a sinopse do João, vi o quanto Apolo e Paco eram diferentes e complementares, um cabeça e outro coração. Sabia que trabalharia muito, mas algo me fez sentir que valeria a pena. Foi um projeto muito lindo e que me fez crescer como ator”, valoriza Gianecchini. Em uma viagem ao Maranhão, Paco acaba se apaixonando por Preta ao vê-la dançar em uma tradicional roda de Tambor de Crioula. O amor à primeira vista dos dois é alvo de uma armação feita por Bárbara e Kaíke, vilões de Giovanna Antonelli e Tuca Andrada. Noiva de Paco e com o relacionamento em crise, o sonho de Bárbara é sair da decadência e ficar com toda a fortuna da família do noivo, só que Paco acaba descobrindo as armações e o caso extraconjugal que ela mantém com o comparsa. “O casamento era como um investimento para a Bárbara, a ambição dela a leva à loucura. Já fiz muitas vilãs na carreira, mas não lembro de nenhuma tão abusada, arrogante e preconceituosa”, relembra Antonelli. Oito anos se passam e a vida dos irmãos gêmeos acabam por se cruzar. Apolo é supostamente assassinado por bandidos, enquanto Paco sobrevive a um

acidente de helicóptero provocado por Bárbara. Encontrado desacordado por Ulisses e disposto a sumir da vida cheia de mentiras, dor e traições que levava, Paco assume o lugar de Apolo. Bárbara comemora a morte do ex e tem em mãos o trunfo de ter tido um filho com ele, Otávio, de Felipe Latgé. Ao mesmo tempo, Preta chega ao Rio de Janeiro disposta a provar que o pequeno Raí, de Sérgio Malheiros, é filho legítimo de seu amor do passado. “Preta era uma personagem iluminada. Me encantei pelo senso de justiça e de vida que ela carregava. Era uma mocinha de momentos sofridos, mas cheia de força para lutar por dias melhores”, elogia Taís Araújo. As gravações de “Da Cor do Pecado” começaram em outubro de 2003, uma equipe de cerca de 50 pessoas passou cerca de um mês em São Luís, capital do Maranhão. Enquanto isso, a arquitetura da região servia como base para a cidade cenográfica erguida nos Estúdios Globo. De volta ao Rio de Janeiro, as gravações passaram pela bucólica Restinga da Marambaia, Região Oeste da capital carioca, que abrigava o núcleo dos Sardinha, a família de lutadores comandada por Mamuska, de Rosi Campos.


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Domingo, 17 de fevereiro de 2019

Zapping

>> por Caroline Borges

Mundo infantil Diversidade é a palavra que rege a carreira de Nadja Haddad. Ao longo de sua carreira na tevê, a jornalista acumulou passagens pelo “hard news”, esteve na bancada do “Jornal da Band”, cobriu o carnaval da Band e do SBT e também comandou o “Bake Off Brasil – Mão na Massa”. Agora, ela se aventura no universo infantil no “Júnior Bake Off Brasil”. “Todo trabalho que envolve crianças é encantador. Agora, imagine juntar crianças encantadoras e talentosíssimas no que diz respeito à confeitaria? Fórmula perfeita para todos ficarem impactados. E essa edição do Júnior Bake Off, garanto que será assim”, vibra. O “reality show” contou com 15 mil inscritos. Porém, apenas 12 participantes com idades entre 8 e 12 anos fora selecionados. A partir do próximo dia 22, o programa também será exibido pelo Discovery Home & Health. A “chef” confeiteira Beca Milano e o padeiro Olivier Anquier integram o time de jurados.

Carisma em cena

Com estreia prevista para março, o “talk show” de Maisa Silva irá ao ar nas tardes de sábados. Com o título de “Maisera”, a produção contará com uma série de entrevistas. O último trabalho de Maisa no SBT foi a novela “Carinha de Anjo”.

Sertanejo no palco

Lucas Lucco gravou uma participação especial no seriado “Os Roni”, do Multishow. A produção é estrelada por Whindersson Nunes, Carlinhos Maia e Tirullipa. O elenco também conta com Falcão, GKay, Ilva Niño, Oscar Magrini e Titina Medeiros. As gravações já estão em andamento e a produção é da Formata.

Nome requisitado

Rosi Campos estará no elenco de “Dias Felizes”, nova novela das nove. Recentemente, a atriz participou de “O Tempo Não Para”, em que interpretou Agustina. O folhetim, que tem estreia prevista para o primeiro semestre, conta com assinatura de Walcyr Carrasco.

Trabalho em família

Ana Clara Winter, filha de Paloma Duarte e Marcos Winter, participará da próxima temporada de “Malhação”. Será a estreia da jovem de 21 anos nos folhetins. Paloma, inclusive, terá um dos papéis de destaque da trama de Emanuel Jacobina.

Tevê fechada

Bárbara Reis estará nas gravações da segunda temporada da série “Impuros”, da Fox. A produção aborda o narcotráfico. Atualmente, a atriz participa de “Jesus”, novela da Record.

Festa na final

A Record marcou para o dia 27 de março a grande final do “The Four Brasil”. Apenas a final será exibida ao vivo, as demais edições serão gravadas. O programa é apresentado por Xuxa Meneghel.

Na tevê

Com Chay Suede no papel principal, o filme “Minha Fama de Mau” irá virar minissérie na Globo. A produção conta a trajetória de Erasmo Carlos. O folhetim está previsto para estrear na tevê em janeiro do ano que vem.

Parceria fora do vídeo

A televisão é um assunto comum entre Otaviano Costa e Flavia Alessandra. À frente do “Tá Brincando?”, o apresentador está sempre aberto a ouvir sugestões e dica da esposa sobre seu trabalho. No entanto, Otaviano garante que todas as conversas são cercadas de descontração. “A gente não fica em uma mesa vendo milhões de planilhas. Conversamos sentados com um bom vinho. Essa troca acontece em qualquer casa. A gente tem uma relação produtiva, afetuosa e respeitosa”, valoriza. Pela primeira vez comandando um programa solo na Globo, Otaviano revela que não consegue segurar as emoções durante as gravações. “Choro em todos os momentos. Mas choros que fazem inspirar. É uma emoção incrível estar nesse lugar. Choro também funciona bem dentro do programa. Esse espontâneo é muito bom”, aponta.


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