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Jornal de Fato

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O espetáculo que conta a história de bravura e liberdade de Mossoró volta ao seu palco de origem, a Estação das Artes Elizeu Ventania, com Marcelo Flecha. DOMINGO

@defato_rn /jornaldefatorn

Papai fashion Os pais da atualidade estão cada vez mais modernos. Georgiano Azevedo dá algumas dicas do novo papai. MULHER 4

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Auto da Liberdade retorna às origens com Flecha

18 anos

@jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2019 | EDIÇÃO 5.540 – ANO XIX | R$ 2,50

RN vive otimismo com a retomada do petróleo potiguar >>A chegada da iniciativa, que vai explorar os campos maduros, abre nova perspectiva na economia do estado, em particular da região de Mossoró. A indústria petrolífera tende a retomar a produção em bom nível. MOSSORÓ 1 E 2 Cedida

@poteresocial

Custeio da Uern sempre comprometido No "Cafezinho com César Santos", o reitor Pedro Fernandes fala da luta para a Uern ser atendida pelo Governo do RN. PRINCIPAL 3

'Sou forçada a inventar a minha própria história' Maitê Ferreira, 24, é a primeira advogada trans a receber a carteira da OAB de Mossoró. Ela conta a sua história e os desafios que enfrentará. MOSSORÓ 3

LEI MARIA DA PENHA VIOLÊNCIA AINDA ASSUSTA Somente nos setes meses deste ano, 55 mulheres foram assassinadas no RN. MOSSORÓ 5 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

Servidores desafiam governadora Dia de luta em defesa dos servidores é a primeira grande mobilização contra o governo Fátima Bezerra. CESAR SANTOS 5

NESTA EDIÇÃO [44 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS MOSSORÓ..............................P1 A 8 ESTADO ........................................ P1 A 4 DOMINGO ...................................... P1 A 12 TV ...................................... P1 A 12


2 OPINIÃO

DOMINGO, 11 de agosto de 2019

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

A CULTURA INDIVIDUALISTA GAUDÊNCIO TORQUATO

jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato www.observatoriopolitico.org

São múltiplas as razões para a extensão das redes criminosas que agem à sombra do Estado. Uma das fontes desse poder oculto é a própria Constituição de 88. Parece uma sandice, pela antinomia expressa: a lei maior, no mais elevado pedestal da Pátria, ser responsável por mazelas. Há lógica? Ao abrir o leque de direitos sociais e individuais, a Carta construiu as vigas institucionais com autonomia, liberdade e competência funcional. Sistemas e aparelhos se robusteceram para exercer com independência as funções constitucionais. O Estado liberal e o Estado social convergiram suas posições em direção ao Estado Democrático de Direito, sob o qual o Poder Judiciário assume posição de relevo, fato que explica seu papel preponderante na pavimentação da via democrática. A judicialização da política, fenômeno bastante observado nos últimos tempos, leva em consideração a ausência de legislação infraconstitucional, o que tem permitido ao Judiciário entrar no vácuo legislativo e interpretar as normas de comando. Instituições do Estado, voltadas para a defesa do regime democrático, da ordem jurídica e dos interesses sociais e individuais, ganharam impulso. O Ministério Público, por exemplo, alçado à condição de instituição essencial à função jurisdicional do Estado e acrescida bagagem normativa, passou a incorporar a missão de guardião maior da socie-

dade. Sua atuação, se, de um lado, ganhou o respeito dos cidadãos, passou a ser questionada por causa de ações consideradas exageradas. A Polícia Federal reforçou a identidade como órgão encarregado de exercer a segurança pública para a preservação da ordem e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, passando a agir em parceria com instâncias do Judiciário. Sua extensa folha de serviços, alargada por um fluxo de maior profissionalismo, penetra nos espaços mais obscuros da vida criminosa e nos porões incrustados nas malhas da administração pública. A par de sua contribuição para a consolidação dos pilares éticos e morais e a preservação das boas práticas políticas, ganhou uma legião de críticos e adversários, também por conta de operações espetaculosas, marcadas por nomes simbólicos. Como pano de fundo temos a Constituição de 88, que propiciou ao aparelho do Estado a competência para organizar estruturas e métodos capazes de garantir a sua segurança e alcançar o equilíbrio social. Às ações do MP e da PF se somam tarefas de outros sistemas que também fazem apurações e controles, como o Gabinete de Segurança Institucional, o Tribunal de Contas da União, a CorregedoriaGeral da União, além dos aparatos do Parlamento, como as Comissões de Inquérito. O Estado possui máquina mais que suficiente para monitorar retas e curvas de pessoas físicas e jurídicas. Mas nessas trilhas a coisa começa a desandar. A pletora de instrumentos de controle abre imensos vácuos. A política é como a água corrente: preenche os vazios. Tarefas assemelhadas se repartem entre alguns órgãos, espaços se bifurcam e dirigentes são atingidos pelo fogo das vaidades. Cada qual procura chamar para si a atenção. Afinal, as luzes do Estado-Espetáculo propiciam ampla visibilidade. Se as ferramentas a serviço do Estado fossem desprovidas de sentimentos, teríamos gigantesca estrutura de controles comprometida

Cedida/Ilustrativa

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Cada Poder deveria se ocupar de suas funções. Sem mais nem menos.

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

com o bem comum. Coisa difícil. O bem da coletividade passa pela filtragem personalista. Somos um País que privilegia a marca pessoal. A ação da entidade é precedida pela louvação do dirigente. O ministro Sérgio Moro ganha estátua de xerife-mor. Mesmo sob tiroteio. Juízes e procuradores dão o tom da justiça e da política, imprimindo à orquestra o seu compasso. Alas e grupos se formam no interior de estruturas, matizes políticos dão o tom de operações e a algazarra do espetáculo acende

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

www.de­fa­to.com E-mail:re­da­cao@de­fa­to.com TWITTER: @jornaldefato_rn | REDAÇÃO E OFICINAS: SEDE: Avenida Rio Branco, 2203, Centro, Mossoró-RN – CEP: 59.063-160 TELEFONES: (84) 3323-8900 (Mossoró) | COMERCIAL/ASSINATURAS: (84) 3323-8913 / 3323-8918

AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

altas fogueiras. A querela se espalha, como estamos vendo hoje entre os três Poderes. O que fazer com a massa contenciosa que agita atores e instituições? O óbvio: cumprir o dever nos limites prescritos pela lei, despir-se de vaidades, usar o bom senso para evitar duplicação de tarefas e profissionalizar as estruturas, deixando-as imunes aos partidarismos. Cada Poder deveria se ocupar de suas funções. Sem mais nem menos. Se for criado um novo controlador para comandar o já existente, o País andará em círculos.

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 11 de agosto de 2019

CAFEZINHO COM CÉSAR SANTOS

cesar@defato.com

Pedro Fernandes

‘O repasse do custeio para a Uern fica sempre comprometido’ Nas últimas semanas, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) ganhou destaque na imprensa pelo atraso no pagamento dos servidores que prestam serviços terceirizados à instituição, como vigilantes e motoristas. Algumas empresas reclamam atrasos de até seis meses. Sobre esse e outros assuntos, o JORNAL DE FATO entrevistou o reitor da Uern, professor doutor Pedro Fernandes Ribeiro Neto. Na conversa a seguir, o reitor destaca que, do orçamento

inicialmente previsto e aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA) para custeio da universidade, algo em torno de R$ 4 milhões/mês, o Estado tem repassado, com atraso, aproximadamente R$ 1,5 milhão. Pedro Fernandes destaca ainda a necessidade de a autonomia financeira da Uern ser efetivada e pontua, na visão dele, o porquê de a universidade enfrentar resistência em determinados setores da sociedade potiguar. Acompanhe.

POR: César Santos - Edição: Maricelio Almeida - FOTOS: marcos garcia

DE FATO – Algumas empresas prestadoras de serviço têm reclamado, de público, de atraso de pagamento, algumas delas reclamando de até seis meses de atraso, inclusive ameaçando suspender os serviços. Por que esse atraso? PEDRO FERNANDES – A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte tem seu orçamento com base na LOA, a Lei Orçamentária Anual, com base na LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias, que é com base no PPA, o Plano Plurianual, de quatro anos. Ela (a Uern) não recebe nenhum tostão em suas contas, então a gente, com base nesse orçamento, realiza as licitações, os nossos compromissos. As prestadoras prestam os seus serviços e no final a gente encaminha as notas para o Governo do Estado, através da Secretaria de Planejamento, efetuar o pagamento. No que diz respeito mais especificamente às terceirizadas, que são aquelas que detêm em torno de 70% de todo o nosso comprometimento de custeio, nós temos, pelo decreto de contingenciamento do Governo do Estado, uma previsão de R$ 1,5 milhão por mês de custeio, de terceirizadas a gente compromete até R$ 800 mil. A gente começou o ano de 2019 devendo alguns meses de 2018, foi quando teve uma decisão do governo passado de, a partir de setembro, não deixar mais nem empenhar. Conseguimos pagar algumas faturas do meio do ano passado, chamadas DEA, Despesas

de Exercícios Anteriores, mas neste ano a gente tem tentado a liberação desse R$ 1,5 milhão/mês. Mais uma vez eu digo: esse dinheiro não vem para a conta da Uern; ele fica no Estado, a gente efetua as despesas e pede que a Seplan pague. No caso da terceirizada que falou em seis meses, é a Força Alerta, de vigilantes. Primeiro, já parabenizo a empresa por manter seus compromissos com seus funcionários em dia, os salários dos vigilantes estão em dia, isso é algo muito importante. Sobre o que está devendo, são dois meses do contrato de Mossoró, e tem um outro contrato, que são dos campi avançados, em relação a quatro meses, então aí eles somaram os seis meses. Estamos mantendo contato com a empresa, inclusive na semana passada eles viriam até aqui conversar, a gente mostrou a eles todos os nossos esforços.

HÁ ALGUM risco de paralisação das atividades na Uern? ESPERO que não. A gente tem mantido esse diálogo com a empresa. No caso, os vigilantes estão em dia, volto a dizer. A Prime, que é a empresa dos ASGs, realmente eles estão atrasados em torno de dois meses, e os motoristas estão atrasados um mês. Eles devem receber nesta semana um mês, ficando só um dentro. A gente tem sempre mostrado todo o empenho e mostrado ainda que a universidade não paga porque tem dinheiro em conta e não quer pagar, não paga

Esse dinheiro não vem para a conta da Uern; ele fica no Estado, a gente efetua as despesas e pede que a Seplan pague”

porque o financeiro não chega, a gente vai lá e sempre tem colocado como prioridade. Pedimos a compreensão de todos e que a gente mantenha sempre esse diálogo, que não é de hoje; é desde 2015, quando cumprimos o termo de ajustamento de conduta (TAC) para a terceirização dos ditos serviços de apoio, vigilante, motorista e ASG. E aí, só para mostrar o impacto: essas pessoas, tão importantes para a nossa universidade, elas recebiam na rubrica folha de pagamento, esse TAC, que foi assinado em 2007, exigia que elas fossem para a rubrica custeio, ainda está em tempo, porque pela Lei de Responsabilidade Fiscal, você saindo da folha de pagamento, diminui aquele índice, só que o repasse da folha de pagamento é mais regular do que a de custeio. O repasse do custeio fica sempre comprometido, e hoje a universidade tem praticamente vivido seus dias em busca da efetivação desses pagamentos dos terceirizados.

A UERN precisa de, pelo menos, R$ 1,8 milhão para custear o funcionamento de sua estrutura, e foi institucionalizado um montante de R$ 1,5 milhão. Essa foi uma decisão do Governo; são R$ 300 mil a menos. Ao final do ano, essa diferença estará em R$ 3,6 milhões. Como a Uern vai sobreviver a uma diferença tão gigantesca, em termos de recurso, como essa? POIS é. As nossas despesas de custeio, nós apresentamos ao secretário Aldemir (Freire) lá na Seplan, apresentamos à própria governadora Fátima Bezerra, apresentamos ao secretário aqui na Reitoria, onde ele veio. Estamos mantendo bastante contato. Quando a gente apresenta uma planilha de R$ 1.860.000,00, é uma planilha que já tem cortado tudo, não tem um material de escritório aí, a gente tem comprado tudo através de convênio. Essas despesas básicas, essenciais, só de concessionários com ter-

ceirizados, pegam em torno de 90%. São aquelas despesas com combustível, de luz, de água, internet, terceirizados, de manutenção, que a gente precisa. Se for ver a dimensão da universidade, nosso orçamento previsto para custeio era em torno de R$ 4 milhões/ mês, o que foi aprovado na LOA, e aí, obviamente, se a gente trabalhasse com 50% disso, ainda ficava um valor maior. O que temos feito hoje? Chamamos os diretores das unidades acadêmicas, apresentamos que, mesmo que já diminuindo a quantidade de servidores terceirizados, a gente precisava diminuir ainda mais, porque senão não caberia nesse R$ 1,5 milhão. Na questão do combustível: mesmo a gente já tendo uma diminuição imensa com a questão dos núcleos, pois no valor de hoje a gente era para estar em torno de R$ 80 mil, R$ 90 mil mês, a gente está gastando em torno de R$ 50 mil. Aluguéis: eu tinha um orçamento para 2014 de R$ 900 mil de aluguéis, hoje é R$

300 mil; tudo isso a gente vai cortando, tirando, para poder caber dentro desse R$ 1,5 milhão/mês. Por outro lado, nós temos uma estrutura de 50 anos, alguns prédios de 50 anos, que a gente precisa de manutenção. Temos carros que precisam de manutenção, temos despesas que não estão previstas no dia a dia. Então, fica toda essa tentativa de convencimento, através da Uern com o Governo do Estado, para mostrar a importância dessa instituição e desse serviço.

ESSES cortes não comprometem o funcionamento da Uern? A GENTE convive com eles. Estou reitor há seis anos, e não vi momento ainda para dizer: “Vamos pagar tudo que foi previsto, mesmo que o que foi previsto seja menor do que o que foi aprovado no orçamento.” A gente comprometia de investimento menos de 30% do orçamento. A gente comprometia de custeio menos de 60%. Mais uma vez, eu digo: não existe um repasse regular para a universidade. Essa cota fica toda na Seplan e todas as semanas, todos os dias, a gente fica indo lá para ver se paga, daí quando a gente fala da autonomia financeira. O que seria a autonomia financeira? Seria o repasse mensal de um duodécimo, em que a universidade arcasse com seus compromissos, e aqui eu digo: a universidade ela já fez várias atividades de austeridade, já disse algumas, inclusive o vestibular todos os meses a gente tinha que pagar em torno de R$ 400 mil no vestibular; teto da folha, em 2014 nós tínhamos 11 servidores acima do teto e nós colocamos no teto, isso dá uma diferença; nós saímos tirando horas extras que era aquela regularidade de duas horas extras diárias, onde se tinha no serviço público nós cortamos isso, nós tínhamos uma folha mensal de horas extras de mais de R$ 100 mil, hoje a nossa hora extra não chega a R$ 3 mil, R$ 4 mil por mês. Então, tudo isso a gente foi cortando, foi tirando para poder assegurar que a universidade funcione. Ao mesmo tempo em que era uma universidade que só tinha curso de graduação, onde seu aluno chegava na aula e ia embora, hoje nós temos cursos de graduação e pós-graduação, mestrado, doutorado e os cursos de graduação e pós-graduação nós temos uma permanência estudantil nos nossos espaços. Então, nossas demandas também aumentam. CONTINUA NA PÁGINA 4


4 entrevista

DOMINGO, 11 DE agosto de 2019

cont. entrevista/Pedro fernandes

‘A universidade hoje não chega a 2% das despesas do Estado’ QUAL foi o tamanho do contingenciamento da Uern e que áreas esse contingenciamento atingiu? NÓS temos folha de pagamento, nenhum por cento; custeio, que são essas despesas do dia a dia, 33%; em investimentos, 100%. Investimento é a compra de um carro, é uma nova construção, isso na fonte 100, a fonte do Governo do Estado, mas eu trago só um número aqui: nesses seis anos em que lá estamos, apesar de termos aprovado em torno de R$ 50 milhões de orçamento para o investimento, nós só pagamos R$ 2 milhões. Não é que a gente esteja devendo os R$ 48 milhões; é que a gente não comprometeu, como eu disse. Já do Governo Federal, em busca de emendas, de projetos, de convênios, a gente conseguiu, em assinando o convênio da emenda de R$ 20 milhões, que foi a emenda agora de 2018, a gente vai chegar a R$ 60 milhões de recursos captados, mas eu faço questão de dizer o que é essa universidade neste estado, porque ainda existe aque-

la celeuma de que Estado não tem que ter ensino superior, esse tipo de coisa.

DO PONTO de vista financeiro, o que é a Uern para o RN? A UNIVERSIDADE, hoje, não chega a 2% das despesas do Estado; fica em 1,9%. Ela deve comprometer ao final deste ano em torno de R$ 200 milhões, considerando que as despesas do Estado girarão em torno de R$ 11 bilhões. Para além disso, as despesas da universidade estão dentro dos 25% que todo Estado tem por obrigação investir em educação. As despesas da educação básica ficam em torno de 23,1% e as nossas em torno de 1,8%, 1,9%. A Constituição Federal fala: os Estados devem priorizar o ensino fundamental e médio. Quando a gente traz esses números, que em torno de 23% fica no fundamental e médio e 1,9% no ensino superior, a gente tem a convicção dessa priorização. Mais ainda: temos relatório do Tribunal de Contas

do Estado, ano a ano avaliando as contas do Estado, e em nenhum momento, pelo contrário, está explícito em alguns relatórios que não existe nenhum impedimento no investimento em educação superior. E aí eu não posso deixar de dizer que desse 1,9% numa cidade como Mossoró, 94% dos

seus professores da educação básica são egressos da Uern, vários municípios aqui do Oeste, Alto Oeste, Vale do Açu, chegamos a 100%. Então, eu falar que 1,9% está só no ensino superior não é verdade; ele está na educação básica, porque não tem como fazer educação básica sem pro-

fessor. Hoje, a gente fala muito em startups, em empresas juniores, nessas iniciativas em que CPFs viram CNPJs, há 30 anos, 20 anos, quem propiciou isso no interior do nosso estado foi a Uern, porque um consultório, uma clínica, escritório de contabilidade, escritório de advocacia, um economis-

ta ele era fruto de lá, a gente proporcionou que o profissional liberal passasse a atuar na nossa região.

A IMPORTÂNCIA da Uern é indiscutível. Por que a universidade precisa estar toda hora provando ou procurando provar que é importante? EU SOU até obrigado, muitas vezes, a ir a Natal, para dar entrevistas ou fazer divulgação, publicidade da nossa universidade. O porquê, eu só levo a crer o seguinte: estamos no interior do estado, o reitor ou a reitora não é indicação do governo; ele é um servidor público, nós não temos nenhum cargo comissionado por indicação que não seja concursado, e a universidade, as pessoas se fazem palanque, fazem para diferentes candidatos, a gente não fecha para um. Então, talvez seja isso que ainda se questione no nosso estado, sempre apontando o Ceará, com um dos melhores IDEBs, com três estaduais, sempre apontando a Paraíba, que é um estado mais pobre do que a gente, mas está com as contas sanadas, lá tem uma universidade estadual com autonomia financeira, recebendo em forma de duodécimo. Alagoas também, que está abaixo do nosso PIB, e tem duas universidades estaduais. Então, a gente ainda entra numa discussão aqui sem muito rumo.


opinião 5

DOMINGO, 11 DE AGOSTO de 2019

césar santos cesar@defato.com

SEMANA DE LUTA NO RN

O

Dia Estadual de Luta em Defesa dos Serviços e dos Servidores Públicos na terça-feira (13) pode até não produzir grandes efeitos sob o ponto de vista administração e popular, mas tem um valor simbólico imensurável. É a primeira mobilização organizada por líderes sindicalistas e de movimentos de esquerda que deram sustentação ao projeto político da companheira Fátima Bezerra (PT), desde os primeiros passos, décadas atrás, passando pelas eleições de deputada, senadora e agora governadora do Rio Grande do Norte. As bandeiras que vão tremular na rampa da Governadoria, erguidas por 13 sindicatos que formam o Fórum Estadual de Servidores são as mesmas que Fátima Bezerra carregou no passado recente.

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Antes de ter se tornado governadora, Fátima foi presença em todas as mobilizações que ocuparam as ruas e o Centro Administrativo em Natal. Sempre, sem exceção de regra, gritando palavras de ordem em defesa de seus companheiros e, consequências, condenando os governos adversários. A luta dos servidores estaduais de hoje é a mesma de ontem: pagamento dos salários atrasados, calendário dos salários atuais, reajuste salarial e valorização de carreira. A única diferença que do outro lado do balcão está quem até pouco tempo defendia o lado de cá do mesmo balcão. É claro que a mobilização dos servidores não se dará com a mesma volúpia radical se o governo do RN fosse de outro partido ou matiz político. Há, de forma bem clara, o desejo de parte dos sindicatos de escudar a gestão da companheira Fátima. E não é apenas por afinidade política. Algumas entidades aceitaram participar do governo, indicando para cargos de primeiro e segundo escalões familiares, assessores e amigos. Por consequência, rifaram a fun-

O PRB elegeu dois prefeitos em 2016. Vamos ampliar em número nas eleições de 2020."

ção primordial do sindicato, que é justamente representar a luta de suas categorias. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE), o maior sindicato do RN e o que mais influencia a luta dos servidores estaduais, optou por subir a rampa da Governadoria com Fátima Bezerra. O Sinte emplacou o comando da Secretaria de Educação e das 16 Diretorias Regionais de Educação (DIRECs), além de ter indicado vários nomes para cargos comissionados. Virou governista. Por consequência, funciona dentro do Fórum dos Servidores como “agente do governo” para enfraquecer as manifestações em prol dos servidores e proteger o governo. No entanto, há um grupo de sindicatos, dentro do fórum, que não admite “rifar” a luta dos servidores. Um deles é o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Indireta (SINSP-RN). Recentemente, o site do Sinsp editou matéria sugerindo que tinha segmento do serviço público contemplado pelo governo, citando a educação e, de forma indireta, o Sinte-RN, e que

É NOTÍCIA 1

BENES LEOCÁDIO

Deputado federal e presidente do PRB do Rio Grande do Norte, anunciando o novo comando do partido em Mossoró.

2 gaudêncio

estudante

O cientista político e professor titular da USP Gaudêncio Torquato, potiguar do Alto Oeste, será uma das atrações do 77° Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Torquato fará parte do painel "A Justiça Eleitoral e a Imprensa". O evento será realizado em novembro, em Natal, sob a organização do presidente do TRE potiguar, Glauber Rêgo.

A Casa do Estudante de Mossoró faz hoje 62 anos. Instalada no início na Rua Dionízio Filgueira em imóvel do empresário Deoclides Vieira de Sá. Anos depois, mudou para a Rua Dr. João Marcelino, sede própria, onde funciona até hoje. O bispo dom Gentil Diniz Barreto e o deputado Vingt Rosado tiveram papel importante, junto ao 1° presidente da Casa, Edmilson Jales Dantas.

esse segmento não estaria disposto a lutar pelos servidores. O Sinsp-RN expôs a divisão. Mais do que isso, firmou posição de quem é a favor dos servidores e de quem abandonou a luta para ser governista. É natural que essa divisão entre as entidades, estabelecendo, de forma mais clara, a luta entre sindicato de servidores x sindicato de governo. Questão de tempo. Pois bem. O Dia Estadual de Luta, que vai paralisar os serviços públicos por 24 horas, ainda não mostrará com clareza a decepção dos servidores com a gestão Fátima Bezerra, até porque no mesmo dia haverá protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), uma estratégia para “engolir” a manifestação estadual. No entanto, a governadora Fátima Bezerra é consciente que a "lua de mel" acabou e o humor do servidor público tornou-se um "bom relógio", que nem os sindicatos amigos conseguirão desativar. A única forma de evitar a explosão é, pelo menos, pagar o que deve ao servidor.

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O

Governo do Rio Grande do Norte decidiu voltar atrás em relação à partes do Decreto que normatizava a atuação da Polícia Militar do Estado (PMRN) para o cumprimento de ordens judiciais de reintegração de posse coletiva. A revogação parcial da medida foi publicada na edição deste sábado (10) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Na última quinta-feira (08), a governadora Fátima Bezerra (PT) e o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Canindé de Araújo Silva, assinaram um Decreto estabelecendo condições para o cumprimento de ordens judiciais das chamadas desapropriações. A medida determinava que o comandante-geral da Polícia Militar, quando do

Nesta data, em 1968, era inaugurada a herma de Jerônimo Dix-huit Rosado Maia no prédio central da Escola Superior de Agricultura de Mossoró. Justa homenagem ao velho alcaide, criador da Esam, hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Amanhã, faz 70 anos que a data 13 de dezembro passava a ser feriado municipal em homenagem ao Dia de Santa Luzia, padroeira de Mossoró. Decreto lei 27/048 de 12 de agosto de 1949. O projeto Pauta Livre leva ao palco do Teatro Lauro Monte Filho, de Mossoró, o show Tributo a Núbia Lafayete, com a cantora Dodora Cardoso. Será nos dias 24 e 25 deste mês. Agende. O Hotel Thermas abre as portas hoje ao Festival de Comida Italiana, com a cozinha Fornello Itália. Uma boa pedida com opção especial de vinhos e espumantes. O festival será até o dia 17. Vamos lá.

recebimento de determinação judicial para a realização de operação policial de apoio a reintegração de posse coletiva, deveria comunicar o fato à Governadora do Estado; ao titular da Sesed; ao ProcuradorGeral do Estado; e ao Comitê Estadual de Resolução de Conflitos Fundiários Rurais (CERCFR). A decisão gerou polêmica e insatisfação por parte

de certos setores. O assunto teve então novos desdobramentos. O DOE de ontem trouxe um novo decreto revogando partes dessa medida, estabelecendo que o cumprimento de reintegração de posse por parte da PM deve ser comunicado apenas ao titular da Sesed e suspendeu também a determinação de que a realização da operação policial dependeria de anuên-

A governadora Fátima Bezerra (PT) revogou parte do decreto que impedia a Polícia Militar cumprir mandado judicial de reintegração de posse sem autorização do Governo. A repercussão foi bem negativa. Além de impor "ditadura" à PM, a medida atropelava a atividade dos oficiais de justiça, a quem cabe cumprir os referidos mandados judiciais.

prepare o bolso O Supremo Tribunal Federal revogou a decisão do Tribunal de Justiça do RN que proibia o Detran cobrar "taxa do bombeiro" no IPVA. Daí, o Governo do Estado voltará a cobrar de motocicletas (R$ 15,00) e veículos de passeio (R$ 25,00).

nome próprio

Hoje, 11 de agosto, é celebrado no Brasil o Dia do Estudante, Dia do Advogado, do Garçom, do Hoteleiro, da Consciência Nacional e o Dia da Televisão.

Governo do RN revoga partes do decreto sobre atuação da PM

ufersa

O alto comando do PSL potiguar tem dito que não abre mão de disputar a Prefeitura de Mossoró nas eleições do próximo ano. O professor-doutor Daniel é o escolhido. Ele faz pré-campanha, acreditando no projeto.

sob nova direção O novo comando do PRB de Mossoró terá o suplente de vereador Arlindo Fulgência na presidência e Zaira Azevedo, indicada por Rodrigo Bolão, na vice-presidência. O encontro do partido neste sábado (10), com a presença do deputado federal Benes Leocádio, foi bem concorrido.

cia prévia do secretário de Segurança, de autorização do comandante-geral da PM, e a necessidade de informar à chefe do poder executivo. O Decreto manteve a validade da medida anterior que tratava sobre a necessidade da PM elaborar um plano de execução para a realização de cada operação policial de apoio a reintegração de posse coletiva, com elementos sobre a data prevista para a operação; a estrutura policial a ser empregada; cópia da ordem judicial de reintegração de posse; informações acerca da quantidade aproximada de ocupantes; características

da área a ser reintegrada; e data aproximada do início da ocupação. O primeiro decreto foi publicado um dia depois de uma desapropriação realizada pela PM na cidade de São Gonçalo do Amarante, na região da Grande Natal. Cerca de 300 famílias ligadas ao Movimento Sem Terra (MST) ocupavam um terreno da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (DATANORTE). A deputada Isolda Dantas (PT), que acompanhou a reintegração, informou na ocasião que a ação “deixou os acampados desesperados e sem ter para onde ir”.


6 GERAIS

DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2019

Entidades no RN mantêm parada estadual para esta terça-feira

Política

PRB de Mossoró tem novo comando, com Arlindo Fulgêncio na presidência >> Grupo do vereador Didi de Arnor e Rodrigo Bolão ficam com o controle do partido com foco nas eleições de 2020

O

suplente de vereador Arlindo Fulgêncio é o novo presidente do PRB de Mossoró. O seu nome foi oficializado na manhã deste sábado (10) pelo presidente estadual da sigla, deputado federal Benes Leocádio, durante encontro no Hotel Vitória Palace. A escolha de Arlindo teve o apoio do novo grupo que controla o PRB local, liderado pelo vereador Didi de Arnor e Rodrigo Bolão. A nominata apresentada pelo grupo foi aprovada por Benes Leocádio. Já o vereador Raério Morais deve deixar o PRB. Ele sequer participou da mobilização do partido, ficando à margem da decisão e da escolha da nova direção. Raério é ligado a Fernandinho das Bandeiras, que perdeu a presidência do partido. A nova direção do PRB tem como primeiro desafio construir uma nominata forte para disputar as eleições municipais de 2020. O objetivo é eleger entre dois e três vereadores. O PRB também pretende se envolver na discussão da disputa majoritária. A tendência natural é o

Cedida

Encontro do PRB de Mossoró, comandado pelo deputado Benes Leocádio

partido se aliar ao grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), já que Didi de Arnor faz parte da bancada governista, no entanto esse debate será feito em outro momento, segundo seus membros.

Grupo de mulheres de Mossoró participa da Marcha das Margaridas no DF A Marcha das Margaridas deste ano contará com representantes da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. A sexta edição do evento, que ocorre nos dias 13 e 14 deste mês em Brasília (DF), deverá ter a participação de cerca de 50 mulheres de Mossoró. Nesta semana, representantes do grupo de mulheres de Mossoró que irão para a mobilização visitaram a Câmara Municipal. A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Mossoró (CMM) informou que na ocasião a comitiva foi recebida por vereadores

que garantiram apoio à presença do grupo na Marcha das Margaridas 2019. Quem também deverá ter representantes no evento é o Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN). Segundo a entidade, 11 mulheres irão integrar a comitiva do Sindicato e o transporte será feito em um ônibus fretado em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (SINTESEF/RN). Com isso, ainda de acordo com o Sinai-RN, no total, 50 mulheres vão participar da viagem.

O comando do PRB de Mossoró ficou com a seguinte formação: Arlindo Fulgêncio (presidente); Zaira Maria Azevedo (vicepresidente); Eliane da Costa Silva Maia (secretária geral); Débora Silva Cam-

pos (secretária); Luiz Ferreira Filho (tesoureiro); José Wilson Gomes (1° vogal); Francisco Aroudo P. Júnior (2° vogal); e Ylana Kaline Eufrásio (3ª vogal). O encontro do PRB de Mossoró foi prestigiado pela

deputada estadual Eudiane Macedo, que está trocando o PTC pelo PRB, pela vereadora Sandra Rosado (PSDB), ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) e pelo presidente local do Cidadania, Gerson Nóbrega.

Anunciada desde a semana passada, a paralisação de diversas categorias do serviço público do Rio Grande do Norte para esta terça-feira (13) está mantida. As entidades representantes de servidores de diferentes áreas confirmaram que depois de amanhã deverão se concentrar em frente à Governadoria, em Natal. As categorias protestam em prol do pagamento de salários atrasados. As reivindicações do movimento incluem pagamento de salários atrasados e reajuste de 16,38% para todos os servidores públicos. Na última sextafeira (09), representantes do Fórum dos Servidores foram recebidos pela equipe econômica do Governo do Estado para apresentar a pauta das categorias. Mesmo após o encontro, as entidades informaram que a parada para esta terçafeira ficou mantida e está marcada para às 08 horas. Além das reivindicações salariais, a paralisação também visa chamar atenção para os malefícios da Reforma da Previdência e cobrar a realização de concursos públicos, a transparência dos dados do governo e mais diálogo entre a gestão e os servidores. O Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN) informou que o Dia Estadual de Paralisação foi definido e começou a ser construído no começo do mês passado, quando representantes do Fórum dos Servidores, reunidos na sede do SINAI, discutiram o resultado da última audiência ocorrida entre o Fórum e a Governadora Fátima Bezerra, realizada em 27 de junho.


gerais 7

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“Taxa de Bombeiros”

STF mantém validade da cobrança pelo Estado do RN >> Decisão favorável ao Governo potiguar restabeleceu taxas de prevenção e combate a incêndios e de busca e salvamento em veículos licenciados no estado

O

presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, restabeleceu a eficácia de normas do Rio Grande do Norte que criaram taxas de prevenção e combate a incêndios e de busca e salvamento em imóveis e veículos automotores licenciados no estado. A decisão foi divulgada no site do STF na noite da última sexta-feira (09). Segundo o material publicado no portal do órgão, ao acolher pedido do Governo do RN na Suspensão de Liminar (SL) 1212, o ministro afastou os efeitos de decisão do Tribunal de Justiça potiguar (TJ-RN) que suspendia dispositivos da Lei Complementar estadual (LC) 247/2002. O STF explicou que os dispositivos em questão, inseridos na lei de 2002 pela LC estadual 612/2017, foram questionados pelo Ministé-

rio Público estadual (MPRN) em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada no TJRN. Entre os argumentos, o MP alegou que esses são serviços colocados à disposição indistintamente de toda coletividade e que, por isso, devem ser custeados pelos impostos e não por taxas. O TJ-RN deferiu liminar para suspender a cobrança. No STF, o governo estadual alegou, entre outros pontos, grave lesão à ordem, à segurança e à economia públicas, uma vez que a decisão questionada impede a cobrança de taxas essenciais para ampliação e manutenção dos serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado. Ao analisar o caso, o ministro Dias Toffoli verificou que a decisão do TJ-RN impede a manutenção dos serviços públicos e impacta

Corpo de Bombeiros RN

Taxa deve fornecer apoio financeiro à ações de salvamento e combate a incêndio de veículos

diretamente a segurança dos indivíduos. Isso porque, segundo explicou, a receita arrecadada pelas taxas compõe o Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio

Grande do Norte, que visa, entre outros objetivos, fornecer apoio financeiro à execução de serviços e obras de construções de unidades de salvamento e combate a incêndio do Cor-

po de Bombeiros Militar; e prover recursos para aquisição de material permanente, equipamentos operacionais e outras despesas. “Representa violação à ordem pública provimento

judicial que interfere, indevidamente, no exercício do poder de polícia da administração pública”, afirmou. O presidente do STF ressaltou ainda a possibilidade de aprofundamento da crise orçamentária pela qual atravessa o ente federado, já que, com a decisão questionada, o estado deixará de arrecadar aproximadamente R$ 19 milhões. Quanto à matéria em análise no TJ estadual, Toffoli lembrou que, no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 643247, com repercussão geral, o Plenário considerou inconstitucional a cobrança da Taxa de Combate a Sinistros criada por lei municipal com o objetivo de ressarcir o erário do custo da manutenção do serviço e combate a incêndios. Ocorre que, segundo apontou, o precedente se limitou a analisar a competência do município para criar taxa para prevenção de combate a incêndios. Como a questão do Rio Grande do Norte se refere à criação da taxa por estadomembro, constatou o presidente do STF, a tese fixada no RE 643247 não se aplica à hipótese dos autos. “No caso, a princípio, trata-se de taxas remuneratórias de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ou postos à disposição de grupos limitados de contribuintes”, concluiu.


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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

DOMINGO, 11 de agosto DE 2019


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Mossoró (RN), domingo, 11 de agosto de 2019

Indústria do petróleo

Bacia potiguar tem cenário promissor com iniciativa privada >> Nova fase com exploração de campos maduros pela Petrorecôncavo será debatida no Mossoró Oil & Gás – IV Fórum Onshore Potiguar

A

operação de 34 campos maduros de petróleo na região de Mossoró, com entrada da iniciativa privada, é vista como a retomada otimista e consistente da exploração na bacia petrolífera do Rio Grande do Norte. A Petrorecôncavo, empresa que adquiriu da Petrobras os campos maduros, deve iniciar as atividades até o início do próximo ano, com a previsão de investimentos da ordem de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos. O presidente da Petrorecôncavo, Marcelo Magalhães, em recente entrevista à imprensa local, afirmou que a empresa vai priorizar a economia local, inclusive, devendo ficar sediada em Mossoró. “Temos vasta experiência em revitalização de campos maduros e já fizemos isso na Bahia. Esperamos fazer isso no Rio Grande do Norte com investimento local e com mão de obra local. Vamos sediar o escritório em Mossoró”, afirmou, ao adiantar que “o

braço da Petrorecôncavo no RN será a empresa Potiguar E & P.” A nova fase da bacia potiguar foi discutir em encontro promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), com a participação de autoridades e outros representantes do segmento. Como convidado de honra, o Rio Grande do Norte aproveitou a oportunidade para apresentar o evento Mossoró Oil & Gás – IV Fórum Onshore Potiguar, que será realizado entre os dias 26 e 28 de novembro. A organização é da Redepetro-RN em parceria com Sebrae-RN. O Rio Grande do Norte é o maior produtor de petróleo onshore e o terceiro do país, superado apenas pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo, que tem exploração offshore. Mas, do pico de 100 mil barris-dia, o equivalente a 10% da produção nacional, passou a registrar 38 mil barris-dia

Cedida

Campos maduros na região de Mossoró voltarão a ser explorados

com a decisão da Petrobras de investir prioritariamente no pré-sal. “Essa é a consequência nociva do monopólio. Em 2005, começamos a cadastrar fornecedores de bonés para a Petrobras para, em menos de dez anos, chegar a uma sólida oferta de serviços industriais. Com o foco no pré-sal houve uma queda brutal, mas hoje consideramos o desinvesti-

Petrorecôncavo também quer produção de gás natural A Petrorecôncavo, através da subsidiária Potiguar E & P, trabalha com a previsão de iniciar as operações na região de Mossoró em outubro deste ano. Os investimentos de R$ 600 milhões nos próximo cinco anos, conforme anúncio do presidente da empresa, Marcelo Magalhães, deve ir além da exploração dos 34 campos maduros do complexo “Riacho da Forquilha”. A companhia também discute explorar a produção de gás natural na região. “Temos interesse em construir aqui uma usina termoelétrica com objetivo

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

de gerar energia para todas as operações”, revelou Magalhães, em audiência com a prefeita Rosalba Ciarlini, ocorrida em maio deste ano. No Brasil, cerca de 160 usinas termelétricas utilizam gás natural como combustível, sendo este a principal fonte do setor. A expectativa é que a subsidiária também possa gerar empregos indiretos, na contratação de mão obra para exploração dos campos maduros, mas também de equipamentos e terceirização de serviços em Mossoró, aproveitando a exper-

tise da cidade no setor petrolífero. Uma das exigências da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que é a agência reguladora da atividade, é que as empresas possam operar garantindo a sustentabilidade da cadeia produtiva do petróleo, ou seja, destravando investimentos para garantir a manutenção da atividade. Inicialmente, a empresa vai explorar os poços com a utilização de três sondas e estimativa de 60 a 70 postos por equipamento. O início das operações deve ocorrer ainda no segundo semestre desse ano. “O benefício

mento como uma oportunidade de retomar uma exploração consolidada e crescente com a iniciativa privada. Esse cenário é altamente positivo para as micros e pequenas empresas”, explica o diretor superintendente do Sebrae do Grande do Norte, José Ferreira de Melo Neto. Essa expectativa começa a se materializar com as 34 concessões para a Poti-

maior é aumentar a produção de barris, que gera uma receita para a Prefeitura e para os municípios. Aqui nós vamos investir e garantimos a mão de obra majoritariamente local”, enfatiza o presidente da empresa. O presidente da Petrorecôncavo também destacou a responsabilidade socioambiental da empresa, que pode empreender na recuperação de biomas em áreas devastadas pela exploração. “Como sabemos, há um declínio na produção da bacia potiguar e alguns poços realmente vão precisar ser fechados. Então, nosso trabalho também vai ser de recuperar essas regiões”, destacou. Rosalba Ciarlini não esconde o otimismo com a retomada da exploração de

guar E&P. Está previsto um investimento de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos. Outras duas concessões já estão em adiantado processo de negociação. Com essa entrada da iniciativa privada, a projeção está estimada na extração de 60 mil barris-dia nos próximos 10 anos. Outras duas negociações estão em fase adiantada de negociação. É nesse cenário promissor que

acontece a quarta edição da Mossoró Oil & Gás. O presidente da Redepetro-RN, professor e geólogo Gutemberg Dias, mostra-se otimista com o evento que será sediado em Mossoró. “Estamos trabalhando com um crescimento expressivo do número de participantes. Aumentamos a nossa área de exposição, estamos convidando vários atores dessa cadeia produtiva, o que vai refletir no incremento da Rodada de Negócios. Trabalhamos para transformar a expectativa em uma realidade positiva, com um crescimento sólido e constante.” Essa determinação está alinhada ao Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE), do Ministério das Minas e Energia (MME), criado para superar as dificuldades da nova lógica econômica. “Avançamos nos últimos três anos com esse modelo de gestão do governo. Discutimos os projetos com frequência para que as metas construam a realidade”, ressalta o coordenador de Áreas Terres da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), José Fernandes de Freitas. “Nesse cenário, Mossoró, com um ativo espetacular, é um exemplo perfeito dessa trajetória porque ficou hibernada, como muitos outros polos de produção, e agora vai crescer com a retomada. Nosso desafio é explorar todo o potencial do onshore e consideramos 2020 como o ano da virada, um marco da exploração terrestre.”

Marcos Garcia

Presidente Marcelo Magalhães com a prefeita Rosalba Ciarlini petróleo na região de Mossoró. “Esse será um novo momento de reaquecimento da economia, com a criação de postos de trabalho e mão de obra especializada. Uma luta travada há vários anos e que agora podemos ver se concretizar”, disse a prefeita.

“Mossoró hoje pode comemorar o fortalecimento da cadeia produtiva do petróleo, aumentando a arrecadação em nossa cidade e incrementando a nossa capacidade de investimento”, disse Rosalba Ciarlini.


2 mossoró

DOMINGO, 11 DE agosto de 2019

Cont. da capa

Luta por venda de poços maduros foi iniciada pelo ex-deputado Betinho O

deputado federal Beto Rosado (PPRN) acredita que chegou a vez de o Rio Grande do Norte retomar a cadeia produtiva do petróleo, com consequências positivas para Mossoró e região. O parlamentar trabalhou em Brasília para que a iniciativa privada pudesse explorar poços que a Petrobras não tinha mais interesse, os chamados poços maduros. Em 2016, na época presidente da Frente Parlamentar do Petróleo e Gás, Beto Rosado apresentou o projeto de lei 4663/16, que previa a venda de campos maduros aos produtores independentes. Na época, o parlamentar ocupou a tribuna da Câ-

Cedida

mara para endurecer o discurso pela venda dos campos maduros, que foram deixados de lado pela Petrobras. A luta pela entrada da iniciativa privada na exploração de petróleo foi iniciada há duas décadas pelo ex-deputado federal Betinho Rosado (PP-RN), pai de Beto. Ele defendeu a abertura da exploração dos poços maduros para a iniciativa privada, na época mal compreendido, chegando a ser acusado de querer privatizar a Petrobras. “Na verdade, o que ele (Betinho) queria era assegurar os empregos que hoje estão sendo perdidos. Pensou na frente”, lembra Beto Rosado, que quando assumiu o

Betinho e Beto Rosado sustentaram a bandeira de luta na Câmara dos Deputados

outras palavras José Nicodemos

aristida603@hotmail.com

O ETERNO MÁRIO LAGO

A

ndo relendo as memórias de Mário Lago. Compositor e homem de teatro, morto aos 94 anos de sua idade. Espírito culto. Cursou as humanidades do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, onde foi aluno do José Oiticica, o terror dos vestibulares do tempo, prova de português. Mais exatamente, o seu (dele, Mário Lago) “Na rolança do tempo”. Linguagem pela norma culta, mas sem o fraseado dos pedantes. Estilo simples e fluente, aproximado da linguagem da fala, que era o ideal de escrita de Rachel de Queiroz. De sorte que a gente o lê assim, sem se aperceber do passar das horas. Absorvido. Retrata esse belo livro a vida como ela era no Rio de Janeiro do tempo. Romântico. No que, só encontra parelha, a meu ver, em “O Rio de Janeiro do meu tempo”, de Luiz Edmundo. Faz-se uma viagem maravilhosa no tempo, conhecendo usos e costumes. Dos dois livros, não sei mesmo dizer qual é o melhor. Ambos são melhores, isso. De instante em instante, levanto os olhos da leitura, apesar de empolgante, ou por isso mesmo, para refletir na beleza romântica da época, em comparação com os dias de hoje. Diria que deformaram a alma do Rio. O sentimento da vida. O verdadeiro espírito carioca. E estou vendo a tradi-

cional Confeitaria Colombo. Única. Que ainda está lá, no mesmo canto, entre a Rui Barbosa e Gonçalves Dias. Ao tempo, o ponto de encontro de artistas do rádio e do teatro, compositores, em que se destacava a figura de Mário Lago. Tinha este uma particularidade: não bebia; fazia questão, no entanto, de participar das despesas, e com parte maior. Total, vezes. E foi ali, na Colombo, que Mário Lago, chegando da Europa, vésperas do carnaval, e até então sem nada que prometesse grande sucesso, em termos de composição carnavalesca, compôs a “Amélia” – aquela que era a mulher de verdade –, e que foi sucesso no Brasil inteiro. Arrebentou, vá o termo da voga. O Brasil inteiro cantando. Parênteses, só para lembrar o grande crítico vienense Otto Maria Carpeaux, ao dizer que o homem é mais forte que as letras, donde se seque que não pode ser excluído o humano. Estou dizendo que não sei de nada mais expressivo da alma simples da mulher brasileira do que essa provocante composição de Mário Lago. Diria que não se fazem mais compositores como antigamente, eternos como o velho Mário Lago. E cumpre dizer que era ele uma figura humana essencialmente humana, dessas pessoas que se comovem fácil aos contratempos alheios. Tanto que a solidariedade era o seu forte.

RATOS

FISCALIZAÇÃO

PROVIDÊNCIAS

Tenho informação do mal-assombro à noite provocado pelo barulho de ratos no prédio que chamamos de Cobal, provavelmente saídos dos esgotos próximos. Caso de engenharia sanitária.

E veja que ali se vendem alimentos, em virtude do que deveria ser rigorosamente fiscalizado pelo órgão competente da edilidade, se é que o há. Ou se funciona. O problema é grave.

Transmitimos à vereança a denúncia popular, para se tomem de imediato as providências que o caso reclama, em nome da saúde da comunidade. Cabe ao vereador essa importante iniciativa.

linguagem “Ela começou trabalhar ontem.” É muito começou ouvir construções desse tipo, inclusive da parte de pessoas de presunção, ou seja, de formação acadêmica. Trata-se de um modismo que vai de encontro à norma culta, e que portanto deve ser evitado. Em frases desse tipo, é obrigatória a presença da preposição “a”, como simples servidão gramatical, apenas indicativa do aspecto verbal (início de ação). Da maior importância, sabe-se, é o conhecimento do uso correto dos verbos, na medida em que o verbo é o centro da oração, ou melhor dizendo, da comunicação e expressão. Tudo gira em torno dele, na articulação da frase.

mandato na Câmara, sucedendo o pai, manteve a bandeira de luta. Beto Rosado explica que vender os campos maduros significa liberar somente os poços de baixa produção que a Petrobras está deixando de lado. “Ou seja, a estatal continuará explorando o petróleo em terra com os poços mais produtivos. Isso garante o emprego daqueles que atuam nesses poços, sem prejudicar a abertura de novos empregos a partir da exploração dos campos maduros pela iniciativa privada. Sempre lutamos pelo emprego”, afirma. “Os poços maduros possuem capacidade de exploração em até 70% do conteúdo, como nos Estados Unidos. A Petrobras deixou de produzir em 30%. Ou seja, ainda tem 40% de matéria-prima a ser extraída. Por isso, a importância da retomada da produção”, explica o deputado. Além da geração de emprego e renda, o parlamentar destaca que a retomada da produção de petróleo vai recuperar os royalties perdidos por municípios e estados produtores.

Entenda venda e produção de poços maduros Antes, a Petrobras devolvia para a gestão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apenas os pequenos campos marginais que não representavam mais viabilidade econômica para a companhia. Desde 2005, entretanto, a ANP passou a fazer concessão da exploração dos campos maduros para produtores independentes, em leilões batizados no mercado de “rodadinhas”. Na Bahia, os campos de Morro do Barro, Bom Lugar e Araçás Leste são geridos por empresas priva-

@defato_rn

das por conta das “rodadinhas”. Com o advento do alto potencial de exploração da camada pré-sal no mar, os campos terrestres já explorados durante anos, inclusive os maiores, passaram a não ser mais foco de grande interesse para a Petrobras, que passou a promover a venda direta para a iniciativa privada dos conjuntos de “poços maduros”, como parte da estratégia de desinvestimento e venda de ativos da empresa. A Petrobras vai continuar operando nos demais campos.

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DOMINGO, 11 de agosto de 2019

Representatividade

“Eu sou forçada a inventar minha própria história” >> Maitê Ferreira, de 24 anos, é a primeira advogada trans de Mossoró, fala sobre a consciência dos desafios e sobre ser exemplo para outras pessoas Jacqueline Oliveira

Amina Costa

Da Redação aminadabecosta@gmail.com

N

esta semana, a história da advocacia mossoroense foi transformada, diante da posse da primeira advogada transgênero da cidade. Maitê Ferreira Nobre, de 24 anos, foi a primeira mulher trans a receber a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na subseção de Mossoró, quebrando inúmeros paradigmas e mostrando que não existe lugar para o preconceito. A posse de Maitê como advogada foi considerada um marco para homens e mulheres trans de Mossoró e de todo o Rio Grande do Norte, já que esse caso ganhou grande repercussão no estado. Em conversa com a reportagem do JORNAL DE FATO após a sua posse, Maitê Ferreira comentou que a sua posse como advogada representa uma evolução para todas as pessoas trans, demonstrando que elas podem ser o que elas quiserem; basta ter coragem e enfrentar os desafios. “A minha posse significa que uma pessoa trans pode ser o que ela quiser,

Maitê Ferreira é a primeira advogada trans de Mossoró

pode ser advogada, médica, doutora. Eu fui a primeira, e isso significa que não tem ninguém do meu lado, mas que vão vir outras depois de mim e isso vai se tornar algo possível. Então, eu vejo que eu posso ser um exemplo de que isso é possível e de que as pessoas trans podem ser o que elas quiserem”, disse Maitê à reportagem, após a sua posse. A advogada disse ainda

que tem conhecimento dos desafios que vai enfrentar daqui para frente, já que não tem nenhum suporte familiar na área jurídica, e pelo fato de estar inserida em um contexto muito forte de preconceito. Maitê informou que, diante do pioneirismo, se sente como uma pessoa que está tendo de abrir um caminho totalmente novo, porque os outros caminhos estão fechados.

“Com a posse da OAB, eu vejo um desafio muito grande à minha frente, porque essa posição de ser a primeira me deixou num local de destaque muito grande, criou uma expectativa muito grande. Pessoas trans do estado inteiro estão sabendo disso. Então, eu sinto que tenho que dar o exemplo. A minha história tem que ser diferente, porque eu não tenho família na

advocacia, eu não posso simplesmente deixar o meu currículo nos escritórios porque eu sei que o preconceito é gritante. Por isso, eu sou forçada a inventar minha própria história”, comentou a advogada. Maitê Ferreira passou no Exame de Ordem em junho de 2018, mas não quis tomar posse da função de advogada por não se reconhecer no gênero masculi-

no. Ela comenta que o processo de posse demorou nove meses para acontecer e, que nesse período se fortaleceu como mulher trans, retificou o nome e passou a ser reconhecida oficialmente como mulher. Só após esse processo, Maitê se sentiu à vontade para dar entrada no pedido de posse na OAB. “Eu passei na OAB em junho de 2018, e quando isso aconteceu, eu comecei a perceber o discurso de pessoas dizendo que eu iria me ‘ajeitar’, cortar o cabelo, querendo me enquadrar num padrão de masculinidade, ainda mais estreito, que é de advogado. Isso me doía muito e por isso não dei entrada na OAB. Eu não iria apagar quem eu sou. Eu passei nove meses nessa certeza de que não queria ser advogada. Nesse meio-tempo, eu fui me fortalecendo. Retifiquei meu nome e meu gênero oficialmente. Depois de tudo isso, eu tive a oportunidade de pensar sobre isso, porque eu comecei a ser reconhecida institucionalmente como mulher e que agora eu poderia ser advogada”, explica. Maitê informa que foi bem acolhida pela Ordem e que o processo de aquisição do título de advogada durou sete meses, devido questões burocráticas. Agora, advogada, Maitê sabe que se tornou inspiração de muitas pessoas e que tem a missão de construir sua história. “Hoje, eu estou numa situação de visibilidade e muitas pessoas se inspiram sobre mim e dizem que eu sou um exemplo. Mas isso ocorreu porque eu tomei coragem. O que mais me desafia é o que vai acontecer daqui para frente”, finalizou.

Jacqueline Oliveira

Advogadas comentam diplomação de Maitê Ferreira

Os preconceitos e a escolha do curso de Direito Maitê Ferreira Nobre é natural de Fortaleza (CE), mas mora em Mossoró há oito anos. É formada em Direito, especialista em Direito Constitucional e mestranda em Direito pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). A escolha pelo curso não foi fácil, já que sempre teve a vontade de cursar Ciências Sociais. Mas, diante da possibilidade de sair da sua cidade e criar uma nova história, optou pelo curso de Direito na Ufersa. Maitê contou à reportagem do JORNAL DE FATO que, mesmo não tendo sofrido preconceito, de fato, durante a faculdade, sempre se viu como um corpo estranho dentro da Faculdade de Direito, apesar de ter outras pessoas trans no curso. “Eu sempre me vi muito como um corpo estranho dentro

da Faculdade de Direito, primeiro porque minha atuação foi sempre muito conjunta com os movimentos sociais. Não conseguia me incluir, me integrar. Não diria que sofri preconceito diretamente, mas não conseguia me ver dentro do Direito”, explica. Questionada sobre o que tem a dizer para homens e mulheres trans que convivem diariamente com o preconceito, Maitê Ferreira aconselha a elas se afastar de pessoas tóxicas. “É inevitável não se afetar por isso. É preciso se manter perto de pessoas boas, cercar-se de pessoas que acreditam em você e se afastar de pessoas que querem ver o mal, não importa se é amigo, parente ou familiar que quer ver o seu mal. A sua família é quem te aceita”, finaliza.

Maitê Ferreira foi diplomada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na última quinta-feira, 8, e isso fez que a classe advocatícia e a própria sociedade voltassem a refletir sobre o papel da Ordem. Historicamente, esse posto de advogado sempre foi ocupado por homens brancos, de classe média, que preenchem a parede onde estão os quadros de presidentes. Dessa forma, a diplomação de uma mulher trans se tornou um divisor de águas. A reportagem do JORNAL DE FATO conversou com advogadas sobre a importância dessa diplomação para a quebra de paradigmas e de preconceitos. A advogada Brena Santos citou a representatividade da mulher na Ordem, que vem ganhando destaque, depois de anos de lutas. “Maitê é a primeira e, com Diplomação foi feita após mudança de gênero de Maitê

certeza, não será a última; esse é o poder da representatividade. São diversas pessoas apontadas pela sociedade como incapazes, que tem Maitê como inspiração. A representatividade não apenas leva o discurso para o espaço, mas empodera pessoas para ocupar também esses espaços. Não existe empoderamento individual; é coletivo. Então, estarmos passando por esse momento na Ordem, especialmente agora, eu como advogada há quatro anos, posso afirmar: nunca me senti tão representada”, disse Brena Santos. A advogada Mariana Bezerra comentou que a chegada de Maitê à Ordem significa uma conquista coletiva. “Maitê traz consigo o grito de milhares de mulheres. Uma voz necessária para o processo de redemocratização de uma entidade de classe tão importante. A Ordem agora está mais diversa, aguerrida e representativa. Ganhou a OAB, a classe dos advogados norterio-grandenses e a nossa sociedade”, afirma.


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DOMINGO, 11 de agosto de 2019

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Programas contribuem para aproximar alunos de licenciatura da prática docente >> Projetos aproximam a Uern da comunidade e contribuem para o fortalecimento da educação básica

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o intuito de contribuir, melhorar e fortalecer a educação básica em todo o estado, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) desenvolve dois importantes programas para a formação teórico-prática dos alunos de licenciatura: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) Progra-

ma Residência Pedagógica (RESPED). Os programas são promovidos pela Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação (MEC) e têm como principal objetivo proporcionar aos discentes uma aproximação prática com o cotidiano das escolas públicas de educação básica e com o contexto em que

elas estão inseridas. Para o pró-reitor de Ensino de Graduação, Wendson Dantas, o Pibid e Resped são dois programas formativos de grande importância para a sociedade norte-rio-grandense. “Eles atuam na formação dos alunos por meio da inserção prática, envolvendo alunos, professores da instituição e preceptores das escolas”,

informa. A ideia é possibilitar um processo de interação entre universidade e escolas da educação básica. “Outro aspecto importante dos programas é a aproximação da universidade com as escolas, cuja relação tem sido muito bem avaliada pelas instituições contempladas com as atividades do progra-

ma, valorizando o papel da Uern e o trabalho realizado pelos alunos e coordenadores de área, na medida em que promovem formação continuada em serviço para os professores supervisores das escolas, que acompanham os pibidianos”, declara o coordenador institucional do Pibid, Allan Solano. Atualmente, 30 escolas

em 11 municípios de todo o estado são abrangidas com as ações dos dois programas. Além de contribuir para o fortalecimento das licenciaturas da Uern e melhorias na educação básica, os programas fortalecem a economia dos municípios abrangidos com a oferta de bolsas para os discentes envolvidos. Os programas distribuem uma bolsa mensal de R$ 384 mil. “Esse valor é bastante representativo para os alunos participantes do programa, que em sua maioria vivem em cidades inseridas em um contexto socioeconômico não muito favorável”, observa o próreitor. Os Pibid e Resped ainda contribuem para a captação de recursos através de editais externos. De acordo com Wendson Dantas, os dois programas juntos captaram mais de R$ 9 milhões para a Uern. Wilson Moreno

Atualmente, 30 escolas em 11 municípios em todo o Estado são abrangidas com as ações dos dois programas

Pibid envolve mais de 400 alunos de licenciatura da Uern O Pibid tem como objetivo promover a iniciação do licenciando no ambiente escolar ainda na primeira metade do curso, estimulando a observação e a reflexão sobre a prática profissional no cotidiano das escolas públicas de educação básica desde o início da

jornada dos professores. Os alunos selecionados são acompanhados por um professor da escola e outro de uma das instituições de educação superior participantes do programa. De acordo com o coordenador institucional do Pibid, Allan Solano,

entre bolsistas e voluntários, o programa envolve 23 coordenadores de áreas, 45 supervisores e 421 alunos de iniciação à docência. As atividades são desenvolvidas nas cidades de Mossoró, Pau dos Ferros, Assú, Caicó e Patu. “O Pibid vem reconfigurando a visão dos alunos sobre a docência, e a sua consequente definição pela escolha da profissão professor. Além disso, destacamos que os recursos financeiros, por meio de bolsas recebidas

pela Capes favorece a permanência dos alunos na universidade, ajudando na aquisição de material de estudo, no deslocamento para as atividades nas escolas e administração pessoal dos valores recebidos. Indiretamente, isso reflete na sociedade na medida em que os alunos aumentam o seu poder de consumo por meio de bolsas. Portanto, o Pibid contribui nas dimensões acadêmica, social e econômica dos licenciandos”, destaca Allan Solano.

Resped promove o aperfeiçoamento do estágio supervisionado O Programa de Residência Pedagógica (RESPED) promove o aperfeiçoamento do estágio supervisionado por meio da imersão do aluno que já esteja na segunda metade do curso em uma escola de educação básica. A coordenadora institucional do programa, a professora Meyre Ester Barbosa, informa que estão envolvidos nas ações 37 docentes orientadores, 78 professo-

res preceptores e 655 alunos residentes do Campus Central e dos campi avançados de Assú, Patu e Pau dos Ferros. Conforme o último levantamento, o projeto atende 39 escolas dos municípios de São Francisco do Oeste, Rafael Fernandes, Portalegre, Rafael Godeiro, Olho D’água do Borges, Patu, Pau dos Ferros, Mossoró, Encanto e Assú.


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domingo, 11 de agosto de 2019

Fábio Vale

Da Redação

N

esta semana, a chamada Lei Maria da Penha, legislação criada em 2006 que busca tornar mais rígido o combate à violência contra a mulher, completou 13 anos de implantação. Mesmo em meio a avanços como esse, agressões, dos mais diversos tipos, contra vítimas do sexo feminino, ainda são uma realidade no cenário brasileiro. Prova disso são os números de violência contra a mulher em todo o país que apontam um aumento dessa prática. No Rio Grande do Norte, a situação também é preocupante. Somente nestes pouco mais de sete meses de 2019, 55 mulheres já foram assassinadas em todo o estado. Desse quantitativo, o número de feminicídios, que é o crime contra vítimas do sexo feminino motivado por violência doméstica e/ou gênero, chegou à casa dos 18 casos. Os dados são do Observatório da Violência (OBVIO) e dão conta de um aumento de 28,6% na quantidade de ocorrências, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o Obvio, entre 1° de janeiro e 8 de agosto de 2018, foram também 55 mulheres assassinadas no território potiguar, sendo 14 crimes caracterizados como feminicídios. Já no mesmo período de 2017, a violência letal contra vítimas do sexo feminino teve um crescimento considerável. Foram 84 mortes, sendo 25 motivadas por violência doméstica e/ou gênero. Em 2016, a violência caiu para 55 assassinatos, sendo 16 feminicídios; e em 2015, foram 65 mulheres mortas, sendo 18 motivadas por violência doméstica e/ ou gênero.

“Lei Maria da Penha”

>> Nesta semana, legislação que busca tornar mais rígido o combate à violência contra a mulher completou 13 anos de implantação

Somente nestes mais de sete meses de 2019, 55 mulheres já foram assassinadas em todo o estado, sendo 18 feminicídios JORNADA MARIA DA PENHA O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveu no decorrer desta se-

RN deve instituir 15 de julho como dia estadual de combate ao feminicídio O Rio Grande do Norte poderá contar agora com o dia estadual de combate ao feminicídio. A medida, de autoria da deputada estadual Isolda Dantas (PT) e aprovada nesta semana, institui o dia 15 de julho para marcar a data. O projeto foi aprovado na última quarta-feira (7), quando a lei Maria da Penha completou 13 anos de implantação. A data 15 de julho foi escolhida como dia estadual de combate ao feminicídio por fazer referência ao dia de uma chacina no estado que vitimou cinco mulheres. O crime aconteceu na cidade de Itajá, na região

Oeste do Rio Grande do Norte. Isolda Dantas comemorou a aprovação do projeto nesta semana e externou preocupação com o número de mulheres mortas no estado já neste ano. “Prevenir e enfrentar a violência contra a mulher se faz cada vez mais urgente. Que toda a sociedade possa assumir essa luta.” O assunto também foi debatido nesta semana em um seminário na Assembleia Legislativa, em Natal. “Nós temos que nos desafiar e construir um pensamento de como nos antecipar à violência. Sabemos o quanto é perverso

mana a 13ª Jornada Maria da Penha. Um dos destaques do evento ocorrido em Brasília (DF) foi a apresentação do “Formulário

e destrutivo às nossas vidas passar por algum tipo de agressão. E não é apenas a física. Pode ser um assobio, uma piada de mau gosto ou qualquer outro constrangimento. A violência é a expressão mais dura do machismo”, afirmou a parlamentar, na ocasião. Isolda Dantas abordou também a necessidade de se prover segurança às mulheres que procuram o Estado e denunciam seus agressores. Outro ponto levantado por ela foi o da impunidade. “Os homens precisam ser punidos, porque a falta de punição reforça a ideia de que nós mulheres pertencemos aos nossos companheiros. Eles fazem, falam, determinam e nada lhes acontece. Isso tem que mudar”, concluiu.

de Risco de Violência e de Feminicídio”, que visa identificar os riscos de escala de violência contra a mulher vítima de agressão

e auxiliar as instituições que compõem o Sistema de Justiça a avaliar e decidir as medidas protetivas a serem adotadas.

Vereadora reivindica delegacia da mulher 24 h Nesta semana, ao ter registrado os 13 anos de vigência da lei Maria da Penha, durante sessão da Câmara Municipal de Mossoró, a vereadora Sandra Rosado (PSDB) alertou para índices alarmantes de violência contra a mulher e cobrou medidas, como funcionamento 24 horas da Delegacia da Mulher de Mossoró, para reforço da proteção. A parlamentar justificou esse e outros pleitos, como criação de casas de abrigo, ao aumento de 400% no primeiro semestre de 2019 de ligações para o 180, Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal, denunciando tentativas de feminicídios, que é o cri-

me cometido em razão da condição de ser mulher. “Aqui no Rio Grande do Norte, neste ano, já foram registrados 18 feminicídios, um aumento de 28,6% em relação mesmo período do ano passado, segundo o Observatório da Violência do Estado. São números tristes e preocupantes, que desafiam as autoridades competentes do Rio Grande do Norte e do Brasil’, alertou ela. Por outro lado, a vereadora reconheceu avanços no enfrentamento à violência contra a mulher, com a criação da Lei da Penha, a qual, segundo ela, tornou mais rigorosa a punição contra o agressor e vem contribuindo com mudanças na sociedade.

Lei no RN impõe multa a autor de violência contra a mulher Além da possibilidade de instituir a data 15 de julho como o dia estadual de combate ao feminicídio, o Rio Grande do Norte também conta agora com outra medida de combate à violência contra a mulher. Nesta semana, foi sancionada a lei estadual que dispõe sobre mecanismo de inibição da violência contra a mulher e do ressarcimento ao Estado do Rio Grande do Norte por despesas decorrentes de acionamento dos serviços públicos de emergência. A medida estabelece que será aplicada multa contra o agressor, como instrumento de inibição da violência contra a mulher e ressarcimento ao Estado do Rio Grande do Norte, toda vez que os serviços públicos de emergência forem acionados para atender mulher vítima de violência. Segundo a lei, responderá pela multa o autor do ato de violência contra a mulher que der causa ao acionamento dos órgãos públicos. A medida esclarece que considera-se acionamento de serviço público de emergência todo e qualquer deslocamento ou serviço efetuado pelos órgãos públicos, abaixo citados, para providenciar assistência à vítima. A medida define ainda que a fixação do valor e do procedimento para a cobrança da multa será definida no ato de regulamentação da lei sobre o assunto, e que os valores recolhidos através da cobrança de multas serão revertidos a políticas públicas voltadas à redução da violência contra a mulher.

“Em Mossoró, avançamos nesse sentido, como é o caso da Lei Patrulha Maria da Penha, de autoria do nosso mandato, aprovada por esta Casa e sancionada pela prefeita Rosalba Ciarlini dia 18 de junho, uma vitória das mulheres mossoroenses”, frisou. Mas, a vereadora avaliou serem necessárias mais ações. “É preciso dar mais condição para que toda a rede de proteção aos direitos femininos desenvolva seu trabalho. E continuaremos a trabalhar para que isso efetivamente ocorra”, assegurou Sandra Rosado, lembrando que na mesma sessão foi aprovado requerimento que prevê conscientização sobre o assunto de alunos nas escolas da rede municipal de ensino.


6 ESPORTE

DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2019

BRASILEIRÃO

PRESSIONADOS, GOIÁS E VASCO SE ENFRENTAM NO SERRA DOURADA >> Equipes aparecem separadas por apenas três pontos

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Carlos Gregório

oiás e Vasco duelam para se aproximar da metade de cima da classificação, neste domingo, 11, às 19h, no Serra Dourada, na sequência da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. As equipes aparecem separadas por apenas três pontos na parte inferior da tabela, mas vêm de trajetórias opostas nas últimas rodadas. Em queda livre após o reinício do Nacional, o Goi-

FICHA TÉCNICA GOIÁS

Cáceres terá nova chance entre os titulares do Vasco

Tadeu, Daniel Guedes, Yago, Rafael Vaz e Jéfferson; Geovane e Léo Sena; Barcia, Giovanni Augusto e Michael; Kayke. Tec. Ney Franco

ás chega à rodada do fim de semana em 12º lugar, com 17 pontos, após sofrer duas goleadas por 6 a 1, empatar sem gols por duas vezes e perder para o Corinthians no meio desta semana. O Vasco, por sua vez, aparece atrás do time esmeraldino, em 15º, mas tenta consolidar uma reação após vencer o clássico com o Fluminense e arrancar um empate fora de casa com o Palmeiras --na rodada anterior, porém, o time ficou apenas no 0 a 0 com o ameaçado CSA.

VASCO Fernando Miguel, Cáceres, Henríquez, Castan e Henrique; Richard, Raul, Marcos Junior e Pikachu; Talles e Marrony. Tec. Vanderlei Luxemburgo Local – Serra Dourada Hora – 19h Árbitro – Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)

ESCALAÇÕES

Para o confronto de domingo, o técnico Vanderlei Luxemburgo decidiu inovar e divulgou, já na quintafeira (8), um vídeo em que anuncia o time titular do Vasco. A equipe vem com três novidades: Cáceres na lateral direita, Yago Pikachu mais adiantado (no lugar de Bruno César) e Marcos Junior na vaga de Marquinho. “Eles [Goiás] têm um lado direito muito forte, a gente sabe que vai ter aquela preocupação ali”, justificou Luxemburgo no vídeo.

AVAÍ E CRUZEIRO DUELAM NA LUTA CONTRA O REBAIXAMENTO Avaí e Cruzeiro fazem às 16h deste domingo (11), na Ressacada, o confronto de ameaçados da 14� rodada do Brasileiro. Ainda sem vitória na competição, o time catarinense é o lanterna, com apenas cinco pontos, e vem de derrota em casa para o Botafogo.

Também em péssima fase, o clube mineiro não vence há dez rodadas no Nacional e aparece em antepenúltimo lugar, com 10 pontos. Pelo lado do Cruzeiro, a partida em Florianópolis é a primeira após a saída do técnico Mano Menezes, que deixou o clube após a

derrota de quarta (9) para o Internacional, no Mineirão, na semifinal da Copa do Brasil. Ricardo Resende, técnico do sub-20 cruzeirense, é o encarregado de comandar o time neste domingo. Para o confronto, Resende não poderá contar com o meia Thiago Neves e o ata-

No time goiano, o destaque é a estreia do técnico Ney Franco, que volta ao clube, agora no lugar de Claudinei Oliveira, demitido no último domingo (4), após a goleada de 6 a 1 para o Santos, na Vila Belmiro. “O primeiro fator é fazer valer o mando de campo no domingo. Para fazer uma boa competição, é preciso ir bem em casa. Esse é primeiro impacto que quero trazer”, disse Ney Franco, que comandou o Goiás em 2018 na campanha que resultou no retorno do clube à Série A.

cante Fred, ambos suspensos. Assim, Marquinhos Gabriel deve ser a opção para a vaga da camisa 10, enquanto Sassá, titular contra o Internacional, segue no comando do ataque. No Avaí, o técnico Alberto Valentim tem o desfalque do lateral-esquerdo Igor Fernandes, que cumpre suspensão. Paulinho será o substituto. No ataque, a novidade pode ser a entrada de Brenner no lugar de Ferrareis.

BOTAFOGO RECEBE O ATHLETICO-PR EM CONFRONTO DIRETO Ambos com 19 pontos, Botafogo e Athletico-PR se enfrentam no Engenhão, neste domingo (11) pelo Campeonato Brasileiro. A equipe catarinense, que tem um jogo a menos, está na 8ª colocação. O alvinegro carioca vem logo atrás. O técnico do Botafogo, Eduardo Barroca, acredita que a partida é uma oportunidade para a equipe se consolidar em uma boa posição e disputar objetivos maiores. “Não tenho a menor dúvida de que podemos brigar na parte de cima da tabela. O que a gente trabalha, a aplicação de jogadores, a gente já esteve em uma posição melhor do que a de hoje, mas entendo que a gente pode emplacar uma sequência nesse segundo ciclo e subir.” O treinador, no entanto, reconhece o bom momento do próximo adversário na competição. “O momento do Athletico é muito bom; Tiago [Nunes] está fazendo um trabalho muito bom. Uma sequência de trabalho muito forte.”

Para o confronto, o Botafogo deve contar com força máxima. O destaque é o retorno de Joel Carli, que se recuperou de lesão da coxa e vai começar jogando. Já a equipe paranaense terá dois desfalques importantes, já que Thiago Heleno e Camacho estão suspensos. Além disso, a equipe acaba de voltar do Japão e a maioria dos titulares será poupado.

FICHA TÉCNICA BOTAFOGO Gatito, Marcinho, Carli, Marcelo Benevenuto, Gilson; Bochecha, Cícero, João Paulo; Rodrigo Pimpão, Luiz Fernando e Diego Souza; técnico Eduardo Barroca

ATHLETICO-PR Caio; Madson, Lucas Halter, Bambu, Abner Vinícius; Rossetto, Léo Cittadini, Lucho; Braian Romero, Vitinho e Thonny Anderson; técnico Tiago Nunes. Local – Engenhão, RJ Horário – 16h Juiz – Douglas Marques das Flores (SP)

AGENDA DE JOGOS SÉRIE A - DOMINGO (11)

SEGUNDA (12)

11h – Inter x Corinthians

20h – CSA x Fortaleza

16h – Palmeiras x Bahia 16h – Avaí x Cruzeiro

SÉRIE B - DOMINGO (11)

16h – Botafogo x Athletico/PR

11h – Ponte Preta x Guarani

19h – Goiás x Vasco

16h – Criciúma x Sport

Lancenet.com

Thiago Neves é desfalque no time do Cruzeiro


OPINIÃO / ESPORTE 7

DOMINGO, 11 DE AGOSTO DE 2019

FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Izabel faz revelação grave sobre o Baraúnas

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m entrevista nesta semana à TCM, a vereadora Izabel Montenegro acabou fazendo uma grave denúncia em relação ao período em que esteve como presidente do Baraúnas, em 2014. Ela informou que, verificando os borderôs dos jogos do time na época, constatou recolhimentos de valores que deveriam ter sido destinados ao pagamento de dívidas em ações trabalhistas, mas que ao ter procurado as Varas do Trabalho para confirmar o cumprimento da obrigação, descobriu que esse dinheiro nunca foi repassado à Justiça. É uma denúncia grave. Outras inconformidades teriam sido detectadas nos borderôs, mas ela não entrou em detalhes. Izabel disse que foi – por um curto

período – presidente de fato do clube, mas nunca de direito. Sua eleição nunca foi legitimada, tendo sido outras pessoas a assinar documentos pelo Leão, o que explica em parte a emissão descontrolada de notas fiscais sem o conhecimento da presidência, cujos tributos não recolhidos estão sendo cobrados hoje à atual diretoria. Diante desse fato e de outros detectados, Izabel reuniu o restante da diretoria à época, expôs sua insatisfação pela desorganização e desmandos detectados por ela, tendo ouvido em ressonância um silêncio sepulcral. Por isso, comunicou seu afastamento. “Eu me sentia remando contra a maré”, declarou em entrevista que o leitor pode conferir no Portal F9 (www.f9.net.br).

IMAGEM QUE MARCA

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Os caras dizem que eu tenho a mesma ‘filosofia’ de Vivi. Que sou mesmo que estar vendo. Mas não acho!” JACKSON, ex-atacante de Potiguar e Baraúnas, analisando sua fisionomia e semelhança com o irmão.

SÓ LEMBRANÇAS Ainda em sua entrevista à TCM, a ex-presidente do Baraúnas Izabel Montenegro disse que o cartão de boas-vindas quando assumiu o clube foi o empréstimo de um cheque seu no valor de R$ 20 mil para completar uma folha salarial. Nunca foi ressarcida disso.

PERDEMOS GILBERTO FERREIRA Cedida

A semana que passou marcou o falecimento do professor Gilberto Ferreira, figura conhecidíssima e querida. Além de educador, foi um desportista. Fundou o Mossoró Esporte Clube e foi responsável por sua inclusão no estadual de 1996. Era pai do ex-preparador físico do Potiguar Gilterlan Ferreira. Deixa grande lacuna.

FUT7

Esta é a última semana de inscrição na 2ª Copa Arena Champions de Fut7. Até aqui, nove equipes reservaram vaga. Contatos pelos fones 98611-7144 e 987711041. Cobertura será da TCM HD, Portal F9 e 95 FM. POTIGUAR SUB-20 – Damião Corina (in memoriam), Novo, Fábio, Gérson, Roosevelt, Pedrinho, Valdenor Júnior (in memoriam), Paulão; Jair, Marcos, Cenir, Tutula, Mafaldo, Marquinhos, Toinho Bacurau, Luciano e Meu Preta (in memoriam).

A SEMANA NA HISTÓRIA Na última quinta-feira (8), o inglês NIGEL MANSEL completou 66 anos de idade. É um dos mais arrojados pilotos da história da F-1. Ele proporcionoudisputasemocionantes com Senna, Piquet, entre outros. Era chamado de Leão, devido a sua voracidade nas pistas.

O TRICOLOR É OUTRO Em 2015, o Baraúnas, por indicação do técnico Givanildo Sales, negociou com um atacante chamado Lucão, tomou outro rumo e nunca chegou a desembarcar em Mossoró. Era tido como fora da realidade local. De fato. Depois de passagens por Luverdense, Criciúma, Goiás e Kuwait SC, hoje é reforço de outro tricolor, o Fluminense do Rio.

TORCEDOR FUTEBOL CLUBE Nilsivan Medeiros

FUT7 II Já estão confirmadas na Copa Arena Champions as equipes Alvorecer (atual campeã), Bayern, Varões, Istambul, Borussia, Mossoró Plásticos, Mônaco e Mossoró City. Só a nata do fut7 local.

ELE VOLTOU Não demorou muito a aposentadoria do técnico Celso Teixeira, anunciada há pouco tempo por ele próprio. Aceitou convite do Treze para tentar evitar o rebaixamento do clube na Série C. Se conseguir, será carregado nos braços pelos torcedores do Galo da Borborema.

QUE MISSÃO Só para lembrar, o Treze é o lanterna do grupo A da Série C e já foi definido pelo ex-técnico do clube Luizinho Lopes como um time ruim. Até aqui, os resultados não o desmentiram. Daí, imagina-se o feito que será Celso Teixeira conseguir reverter a situação.

Bairro Belo Horizonte

Torcedor do Corínthians

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

DAS 11 ÀS 13H


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domingo, 11 de agosto de 2019


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 11 de agosto de 2019

Estudo

Erosão atinge 60% dos 399 km da costa do Rio Grande do Norte >> O avanço do mar já atinge outros pontos do litoral da Costa Branca, como Macau, Areia Branca e Tibau, entre outras praias em toda a costa potiguar Reprodução do blo Diariodegrossos

FABIANO SOUZA

Da Redação fabianosouz@hotmail.com

O

avanço do mar em diversos pontos do litoral do Rio Grande do Norte vem se ampliando a cada dia. No litoral da Costa Branca, o popular Ronaldo Costa Josino registrou e divulgou na semana passada um vídeo mostrando o avanço do mar em praias da localidade de Barra ou da de Areias Alvas. Em uma área onde havia postes, casas e muros de pousadas, hoje aparecem apenas ruínas. O vídeo mostra o local que fica a poucos metros do Restaurante do Ronaldo, um dos pontos mais conhecidos da localidade. Não adiantou ter colocado pneus ou qualquer tentativa de proteção, pois o muro foi levado, deixando um rastro de destruição. O avanço do mar já atinge outros pontos do litoral da Costa Branca, como Ma-

Em área onde havia postes, casas e muros de pousadas em Areias Alvas, hoje aparecem apenas ruínas

cau, Areia Branca e Tibau, entre outras praias dessa região litorânea. O Panorama da Erosão

Costeira no Brasil, publicado em novembro de 2018 pelo Programa de Geologia e Geofísica Marinha, mos-

tra que no Rio Grande do Norte, 60% dos 399 km da costa já foram atingidos pela erosão.

O coordenador estadual de Defesa Civil, Marcos Carvalhos, disse que existem diversos pontos de

avanço em todo o litoral do RN. Os pontos mais críticos ocorrem nas praias de Ponta Negra, Sagi, Baía Formosa, Barra de Cunhaú, Touros, Galinhos, Camapum e Caiçara do Norte. “A erosão costeira marinha acontece em todo o Brasil. Como a costa do nosso estado é muito extensa, nós sofremos com esse problema em diversos pontos, mas os mais críticos foram os citados anteriormente”, disse o coordenador. De acordo com Marcos Carvalho, existe uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para identificar o motivo da erosão e buscar alternativas, no entanto o que se observa é que existe a inclusão de enrocamento para conter o avanço do mar como acontece nas praias de Ponta Negra (Natal) e Camapum (Macau). “Além de outras ações que podem surgir após a conclusão dos estudos”, disse o coordenador de defesa civil. Ele lembrou que em Barra de Cunhaú, no início do ano, ocorreu um avanço do mar de 200 metros por 60 dias que provocou um grande estrago na comunidade. “A ação que fizemos lá em Barra foi um enrocamento. Isso funciona como uma solução paliativa, enquanto é desenvolvido o estudo do fenômeno, mas nesse caso específico, o enrocamento funciona como solução para conter o avanço do mar”, esclarece Marcos Carvalhos.

Em 15 anos, erosão costeira teve aumento de 50% no litoral brasileiro O Brasil tem cerca de 7.500 quilômetros de litoral, entre praias, falésias, dunas, mangues, restingas e muitas outras formações. O estudo denominado de Panorama da Erosão Costeira no Brasil, publicado em novembro de 2018 pelo Programa de Geologia e Geofísica Marinha, que reúne 27 universidades e instituições de pesquisa, e divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) no mês de dezembro passado, mostra que hoje, 4.500 km de litoral são afetados pela erosão. Isso é um aumento de 50% em relação à primeira edição do levantamento, em 2003, quando cerca de 3.000 km do litoral foram afetados. As regiões mais atingidas são Norte e Nordeste, segundo o geógrafo Dieter Mueher, coordenador do

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levantamento e pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). "Na verdade, o que piorou mais se deu no Ceará e em Pernambuco", afirma. Isso é bem visível em locais como Paracuru (CE) - na praia de mesmo nome, as raízes dos coqueiros foram expostas pela ação das ondas e as árvores correm o risco de cair. No município de Fortim (CE), a linha da costa recuou 300 metros e o avanço do mar destruiu estradas, casas e atracadouros. Segundo ele, as áreas estão sendo progressivamente destruídas pela erosão ou pelo acúmulo de sedimentos, agravados pela ação humana. Juntos, esses dois problemas - erosão e acúmulo - atingem hoje cerca de 60% do litoral brasileiro, segundo o livro.

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2 estado

DOMINGO, 11 de agosto de 2019

Continuação pág. anterior

Estudo mostra progressiva destruição de praias por múltiplas formas

>> Resultado mostra que a erosão e o acúmulo de sedimentos, a chamada progradação, atingem cerca de 60% dos 7,5 mil quilômetros do litoral brasileiro

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lém de tragar vias costeiras, como ocorre em Ponta Negra (Natal), os efeitos da erosão no litoral brasileiro se manifestam de múltiplas formas. Barrancos e crateras cortam a praia; rochas, antes cobertas pelo mar, vêm à tona. Casas desmoronam ou expõem alicerces. Palmeiras tombam e revelam suas raízes em razão da perda de sustentação (litoral da Costa Branca). Publicada em novembro de 2018, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a segunda versão de um levantamento do Programa de Geologia e Geofísica Marinha, uma rede de instituições científicas brasileiras, indicou que a erosão e o acúmulo de sedimentos, a chamada progradação, atingem cerca de 60% dos 7,5 mil quilômetros do litoral brasileiro. O impacto é maior nas regiões Norte e Nordeste, com 60% a 65% do litoral atingido pela erosão, segundo o relatório Panorama da erosão costeira no

Reprodução nossa natal.com.br

Orla de Ponta Negra, em Natal, sofre os efeitos da erosão no litoral brasileiro

Brasil. O Pará se destaca no levantamento, com a erosão remoldando 60% e a progradação 30% de seus 562 km de litoral. Nas regiões Sudeste e Sul, o impacto da erosão e

da progradação é da ordem de 15%, mas a situação não é tranquilizadora, ressalta o geógrafo Dieter Muehe, pesquisador da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e coordena-

Gestores municipais podem participar de consulta pública sobre descarte de resíduos da pecuária As regras de recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária serão estabelecidas por instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (IN/ MAPA). A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa sobre a consulta pública trazida pela portaria 140/2019 – aberta até dia 29 de agosto – e recomenda a participação dos gestores locais. Como não há legislação específica que atenda aos aspectos sanitários, ambientais, econômicos e imponha regras e fiscalize esse descarte, muitos produtores utilizam a compostagem, indicada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Nesse aspecto, o projeto de IN sugere que, para encaminhar animais mortos a uma unidade de rece-

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bimento, transformação ou eliminação, a propriedade deve ter cadastro atualizado junto ao Sistema Veterinário Oficial (SVO). O objetivo das regras é resolver os problemas do acúmulo de resíduos nas propriedades rurais e o impacto na saúde dos seres vivos e no meio ambiente. De acordo com o coordenador de qualidade regulatória do Mapa, Carlos Fonseca, a exploração pecuária deve ter um local específico para o recolhimento de cadáveres e resíduos da produção. Esse ambiente deve ser exclusivamente para tal finalidade. Dentre as normas sugeridas, os veículos utilizados para o transporte desses animais deverão ser fechados, para que não ocorram derramamentos, contato indevido com a carga ou exalação de odores, sendo dotados de estruturas me-

cânicas capazes de facilitar o carregamento e descarregamento, a fim de minimizar contato dos operadores. Além disso, deverão ter a expressão: Uso exclusivo no transporte de animais mortos e resíduos. As unidades de recebimento também terão de seguir regras, como: registros no SVO, ter responsável técnico com formação em medicina veterinária e dispor de manual de condições e procedimentos higiênico-sanitários e operacionais implantados e disponíveis. O controle oficial do trânsito de animais mortos será feito por meio do Documento de Trânsito de Animais de Produção Mortos (DTAM). Os produtos gerados no processo de transformação poderão ser utilizados como insumos na indústria química, de adubos, biodiesel, higiene e limpeza, entre outros.

dor dos dois levantamentos. As análises de campo e as imagens de satélite indicaram que 38% do litoral do Rio de Janeiro, o equivalente a 242 km, e 12% do de São Paulo, ou 75 km,

apresentam tendência erosiva, mas sem recuo da linha de costa. “A largura da praia continua a mesma, mas a erosão está interferindo nas dunas, falésias e casas próximas em algu-

Agência CNM de Notícias, com informações da AI/SI. Reprodução internet/ilustração

RN terá projetos de energia renovável para garantir transposição de água do São Francisco

Os Ministérios do Desenvolvimento Regional e de Minas e Energia planejam leilões de energia renovável para permitir a operação e manutenção do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O objetivo é gerar 3,5 gigawatts (GW) e reduzir o custo para o bombeamento das águas nos eixos Norte e Leste, com custo de aproximadamente R$ 300 milhões por ano. A iniciativa vai facilitar a chegada das águas da transposição ao Rio Gran-

de do Norte. O estado espera receber os recursos hídricos a partir do eixo Norte do projeto, que está atualmente com 96% de execução. Na última segunda-feira (5), o Ministério de Minas e Energia inaugurou, no estado da Bahia, a primeira etapa da Usina Solar Flutuante instalada no Reservatório de Sobradinho. O ministro Gustavo Canuto destacou que a iniciativa é inédita, por apresentar a integração de leilões de geração em infraestrutura

mas regiões”, diz ele. “São áreas muito vulneráveis, e talvez esse fenômeno fique mais aparente nos próximos anos.” Fenômeno originalmente natural, a erosão é um problema mundial. A região mais atingida é a costa do mar Cáspio, com uma média de 600 metros de perda de praia em alguns pontos e de 700 metros de ganho em outros. O litoral de países da Ásia, América do Sul, leste da África e oeste da Austrália apresentam uma média de erosão acima de 50 metros, de acordo com um estudo publicado em agosto de 2008 na Scientific Reports. Como em outros países, a variação do volume de sedimentos no Brasil se mostrou mais intensa em áreas mais urbanizadas, com portos, tubulações de esgotos avançando para o mar ou com casas e hotéis construídos na beira da praia. “As obras interrompem o fluxo de sedimentos e fazem as praias engordar de um lado, enquanto as do outro lado perdem areia”, diz Muehe.

social para o desenvolvimento regional. A previsão é que o certame ocorra no terceiro trimestre de 2020 e possam ser gerados investimentos da ordem de R$ 15 bilhões. “O objetivo é viabilizar um custo menor da água que chegará aos estados e à população do Nordeste”, disse Gustavo Canuto. O Projeto São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do Governo Federal. Com 477 quilômetros de extensão em dois eixos de canais, Norte e Leste, o empreendimento visa garantir a oferta de água com regularidade a 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Além da possibilidade de reduzir a evaporação de água em reservatórios e canais ao longo do projeto, análises técnicas também apontam que, nos dois casos – placas solares flutuantes e placas terrestres de geração de energia solar –, não há necessidade de desapropriação de terras. Os estudos indicam que esse modelo pode beneficiar outras regiões no uso de reservatórios já existentes e ampliar a capacidade potencial de geração de energia do país.

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ESTADO 3

DOMINGO, 11 de agosto de 2019

Contribuição

de Pessoa Jurídica (CNPJ) e 93% trabalham por conta

própria e não possuem nenhum empregado.

O levantamento foi realizado entre os chamados donos de negócio, que reúnem empregadores que exploram seu próprio empreendimento, com pelo menos um funcionário, e os conta-própria, que atuam sozinhos ou com um sócio, mas não têm empregados, embora possam contar, ou não, com a ajuda de uma pessoa da família. Conforme a análise, baseada na Pnad do primeiro trimestre deste ano, em cada 10 donos de negócio que são empregadores, sete contribuem para a previdência (72%). Em termos setoriais, a adesão é mais alta no comércio (42%), que apresenta um nível quase duas vezes superior ao verificado no setor da construção (23%), que tem o mais baixo índice de contribuição. Na análise regional, o sul tem um nível de cobertura previdenciária 3,5 vezes maior que o da região norte (59% e 17%, respectivamente). Em todas as regiões do país, quanto maior a formalização dos negócios, maior é a proporção de empreendedores que contribuem para a previdência. Esse percentual é ainda maior entre aqueles que apresentam nível superior de escolaridade. Nesse caso, o índice de contribuição é seis vezes maior do que o de empreendedores com baixa instrução e escolaridade.

dência. Os percentuais também são baixos na faixa etária até 24 anos (19%), evidenciando que os empreendedores mais jovens ainda não têm a aposentadoria como prioridade. Outra variável do estudo revela que o nível de adesão à previdência é maior quanto maior a quantidade de atividades que o empreendedor de-

senvolve. A proporção de contribuição entre os que têm três ou mais atividades é 54% maior do que os que têm apenas uma (57% e 37%, respectivamente). Isso também acontece com o número de horas trabalhadas no negócio. A proporção dos que pagam a sua previdência no grupo dos que trabalham 49 horas ou mais é 2,2 maior que

a verificada entre os que trabalham até 14 horas por semana. A adesão, igualmente, cresce com o aumento do rendimento médio mensal dos empreendedores. Entre os que ganham cinco ou mais salários mínimos, a proporção de contribuição equivale a 4,3 vezes à registrada entre os que ganham um salário mínimo.

40% dos empreendedores contribuem à previdência >> Análise feita pelo Sebrae revela que o empreendedor mais estruturado, que formaliza seu negócio e tem maior escolaridade, é o que mais adere à previdência

A

formalização dos negócios e a preocupação com a contribuição previdenciária no Brasil caminham praticamente juntas. Segundo estudo feito pelo Sebrae, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicílioContínua(PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em cada 10 empreendedores, quatro contribuem com a previdência. Isso acontece principalmente entre os empreendedores dos segmentos de Serviços e Comércio, na faixa etária de 45 anos e que estão com a empresa mais estruturada, com CNPJ, com mais sócios, que mais se dedicam aos negócios e com mais empregados. No outro extremo, os negócios menos bem estruturados, informais, sem sócios e sem empregados, são os que têm menor proporção de contribuintes da

reprodução wreducacional

Contribuição previdenciária no Brasil é feita por mais de 70% dos empregadores

previdência. Entre aqueles que não contribuem com a

Previdência, 89% não possuem o Cadastro Nacional

Empreendedores com idade média de 45 anos contribuem com previdência Conforme o estudo, a média de idade dos empreendedores que contribuem com a Previdência é de 45

anos. O nível de adesão cresce com o aumento da idade, até os 54 anos, tanto entre os empregadores co-

mo os “conta-própria”. A partir daí, cai a proporção de donos de negócio que contribuem para a previ-

Professora da UFRN assina autoria de relatório sobre água e biodiversidade A professora Renata Panosso, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é uma das autoras do Sumário para Tomada de Decisões (STD) – Relatório temático “Água: Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil”, lançado nesta quinta-feira (8) na Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES). O lançamento aconteceu durante o XVII Congresso Brasileiro de Limnologia e do II Congresso IberoAmericano de Limnologia, em Florianópolis (SC). Em entrevista concedida

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à Agência de Notícias EcoNordeste, a professora levanta questões sobre a biodiversidade e a sustentabilidade, e aponta o Sumário de Tomada de Decisões como um importante instrumento para embasamento de políticas voltadas à solução de problemas nessas áreas e sobre a importância da conservação dos recursos hídricos, em particular no Nordeste do Brasil. Renata Panosso diz que a oferta de água, independentemente de sua destinação, se apoia em dois pilares: a quantidade e a qualidade e na região nordestina os dois pilares apresentam

problemas. “Há uma escassez natural de água, já que boa parte do território é caracterizada pelo clima semiárido. Alguns estados possuem mais de 85% de sua área inserida no semiárido, e alguns com mais de 90%, como é o caso do Rio Grande do Norte. E boa parte dos mananciais, incluindo cursos d’água e reservatórios (açudes), está sujeita ao aporte de agentes poluentes que deterioram a qualidade da água.” Entre as várias ações que a pesquisadora aponta como importantes para a conservação dos recursos hídricos estão a recupera-

EBC

Boa parte dos mananciais, incluindo cursos d’água e reservatórios no RN, está sujeita ao aporte de agentes poluentes

ção e restauração da vegetação no entorno dos corpos d’água, a proteção das nascentes e o cuidado em evitar o assoreamento dos rios e açudes. A professora avalia que “o Nordeste brasileiro será uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas ora em curso, com previsões de

intensificação dos períodos secos”. Renata Panosso falou também sobre a importância do estudo apresentado no STD no que diz respeito ao conhecimento disponível sobre os recursos hídricos brasileiro, à ótica da biodiversidade. Segundo ela, o Relatório Temático

“Água: Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano no Brasil” gerado pela BPBES se apresenta como referência nacional a respeito da situação atual das águas brasileiras para o uso humano, para manutenção da biodiversidade e serviços ambientais.

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4 ESTADO

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Governo encaminhará PEAF para Assembleia Legislativa

Ação

Projeto de combate à desertificação no Seridó tem reconhecimento nacional >> A iniciativa beneficia 203 agricultores familiares de nove associações comunitárias nos municípios de Parelhas, Equador e Carnaúba dos Dantas

O

projeto Piloto de Combate à Desertificação no Seridó começa a receber reconhecimento nacional. O projeto foi um dos 12 selecionados na chamada final do Bota na Mesa, criado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCES). Em setembro, a FGV realizará uma cerimônia para apresentar os selecionados, promover a troca de experiências entre eles e dar visibilidade às ações. “O reconhecimento das ações do piloto nos coloca um duplo desafio: tornar as iniciativas permanentes nos três municípios contemplados e expandi-las a outros que também sentem os efeitos do processo de desertificação, e isso só será possível se houver uma intervenção articulada e conjunta dos órgãos do Estado, agindo de forma intersetorial”, destaca o secretário de Gestão de Projetos e Metas e coordenador do Governo Cidadão, Fernando Mineiro. Para a gerente executiva Ana Guedes, que inscreveu o projeto na dispu-

Reprodução cbapAPiancopiranhaaçu

Piloto de Combate à Desertificação no Seridó é reconhecido pela FGV

ta, a seleção demonstra o reconhecimento de um trabalho árduo. “Trabalhamos com comunidades frágeis, que além de enfrentar pobreza e dificuldade de acesso a políticas públicas, sofrem com as fragilidades ambientais e sociais. É muito importante esse reconhecimento no nível nacional e que isso nos coloque como

modelo a ser adotado por outras comunidades que vivem nas mesmas condições”, afirma. O Piloto de Combate à Desertificação realizado pelo Governo do Estado com recursos do Banco Mundial beneficia 203 agricultores familiares de nove associações comunitárias nos municípios de Parelhas, Equador e Car-

naúba dos Dantas. Com investimentos de R$ 2,4 milhões (incluindo a contrapartida das associações), o projeto utiliza tecnologias e aprendizagens de convivência sustentável com o solo desertificado e a escassez de chuvas, com o objetivo de proporcionar segurança alimentar e hídrica, preservando e/ou recuperan-

Acordo evita poluição de água na barragem Oiticica Acompanhado de moradores de Barra de Santana e de representantes do Consórcio EIT/Encalso e KL Engenharia, o assessor do Movimento dos Atingidos pela Construção da Barragem de Oiticicas e articulador estadual do Seapac, José Procópio de Lucena, visitou o canteiro de obras nesta semana. O objetivo foi apurar denúncias de que água poluída de um lago formado pelas obras da barragem estaria sendo jogada no lado não poluído. A água não desceu para o rio Piranhas por causa da ensecadeira construída no local. O consórcio justificou a ação pela necessidade de construir o batente no pé da parede de concreto, para evitar

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erosões e dar mais segurança a barragem. “De fato, constatamos que o consórcio instalou um sistema de bombeamento para retornar a água da jusante para a montante da laje na cota 88. A água que está por trás da laje, tem muito peixe morto e a cor esverdeada, mostrando ser muito poluída. Por nenhuma razão deve ser jogada no lago que serve às comunidades rurais e a Barra de Santana”, explicou Procópio. Ele afirma que “tecnicamente, o consórcio está certo em fazer esse batente e o tempo é apropriado por ser fora do período de inverno. Porém, retornar essa água para dentro da barragem é um equívoco e por consenso de todos,

do o ecossistema da caatinga, degradado pelo mau uso e pela falta de políticas continuadas de conservação. O Piloto combina biodigestores, barragens subterrâneas, reúso de águas servidas, plantio de cactáceas, sistema agroflorestal com poço de abastecimento, quintais produtivos e técnicas de contenção de solo.

cedida

Visita à barragem comprova que não existe poluição em água da barragem de Oiticica

inclusive do representando do consórcio, essa operação foi descartada e o sistema de bombeamento, desmontado. O consórcio analisará tecnicamente a viabilidade de montar um sistema de bombeamento dessa água para

ajuste da barragem, rio abaixo, o que é natural e não causará poluição”. A água acumulada na cota 88 do maciço da parede da barragem de Oiticica, em torno de 5 milhões de metros cúbicos, serve para abastecer a co-

munidade Barra de Santana e outras comunidades rurais. Também serve para fazer algumas irrigações, matar a sede dos animais e atender toda obra do complexo, beneficiando cerca de duas mil pessoas.

O Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (SEDRAF), encaminhará até o final deste mês para a Assembleia Legislativa o projeto de lei que institui o Programa Estadual de Apoio à Agroindustrialização da Produção da Agricultura Familiar (PEAF). O assunto foi tratado na reunião da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, que aconteceu nesta semana na sede da Emater-RN. O secretário Alexandre Lima apresentou a minuta do programa, considerado por ele o “marco legal” para agroindústrias de pequeno porte, abaixo de 250 metros quadrados. “Esse programa terá um impacto forte na Lei de Compras Governamentais”, considerou o secretário Estruturas maiores também serão regulamentadas através de um projeto de lei em separado, elaborado pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAPE), conhecido como “Lei das Carnes”. Os dois projetos serão encaminhados simultaneamente para a aprovação dos deputados estaduais até o final de agosto. A finalidade do PEAF é possibilitar aos agricultores familiares a agregação de valor à produção agropecuária, pesqueira, de aquicultura e extrativista vegetal, garantindo a promoção da segurança alimentar e nutricional da população e a geração de emprego e renda. Com a criação da lei, a expectativa é aumentar a oferta de produtos processados, principalmente os de origem animal, como carnes, linguiça, entre outros, em quantidade e qualidade nutricional e sanitária, priorizando a produção agroecológica. Participaram da reunião da Frente Parlamentar o deputado Souza, delegado do Ministério da Agricultura no RN, Roberto Papa, o titular da Sape, Guilherme Saldanha, o diretor-presidente do Igarn, Caramuru Paiva, representantes da Ceasa, Cecafes, Fetarn, MST, Incra, mandato da deputada Isolda, Conab, UFRM e Prefeitura Municipal de Lagoa de Velhos. O grupo também debateu a equivalência do Sistema Nacional de Inspeção (SISBI) ao Sistema Estadual de Inspeção (SEI), e que possibilitará a comercialização dos produtos de origem animal, fiscalizados pelo Governo do Estado, no mercado nacional, e a exploração de energias renováveis nos assentamentos rurais.

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mulher

Estudo aponta aumento de casos de câncer de pulmão entre mulheres >> Relatório internacional aponta que uma, a cada seis mulheres, desenvolve a doença. O aumento dos casos da doença evoluiu para 5,3% ao ano

D

e acordo com dados recentes da Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), publicados neste ano, uma em cada seis mulheres desenvolve câncer de pulmão. O aumento dos casos da doença evoluiu para 5,3% ao ano, dado alarmante que pode estar relacionado, entre outros fatores, à exposição ao tabaco. Traços biológicos, sociais e genéticos podem ser as causas combinadas de um resultado endossado por pesquisas médicas: o risco de desenvolver câncer de pulmão é maior nas mulheres quando comparado aos homens. No entanto, especialistas alertam: a doença atinge os homens em maior proporção. Isso porque, segundo eles, o tabagismo, que é a principal causa para desenvolver o tumor – embora não única - é mais presente no sexo masculino. “O câncer de pulmão acomete mais os homens, porém, o risco de mulheres terem a doença - corrigidos outros fatores de risco - é maior. Apesar disso, as causas não são claras. Acredita-se que existam fatores genéticos, hormonais e comportamentais agindo em conjunto”, afirma a médica Denise Leite, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO). De acordo com os pesquisadores do IARC, um em cada oito pacientes nunca fumou. A incidência pode estar nesses casos associada ao fumo passivo, em especial em mulheres com menos de 55 anos, o que também indicaria uma “sensibilidade” biológica maior a alguns elementos cancerígenos da fumaça, assim como a poluentes presentes no ar das grandes cidades. Para a médica, o fumo passivo, que também aumenta o risco de câncer de pulmão, entra na equação de risco. “E pode responder pelo aumento dos casos de câncer em mulheres, mas o risco é multifacetado e existe uma ligação intrínseca assoCIANO MAGNTA AMARELO PRETO

ciada ao sexo, independente do tabagismo - embora, ressalte-se - o tabagismo seja o principal fator de risco conhecido”, diz. Já Tércia Reis, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), aponta as diferenças de costumes entre os dois gê-

@defato_rn

/photos/jornaldefatorn

neros como causa principal para o resultado da incidência da doença, que é maior entre os homens do que entre as mulheres, apesar do fator de risco ser o contrário. “As diferenças no hábito de fumar entre os homens e as mulheres refletem as mudanças epidemiológicas na incidência de câncer de pulmão. Com o aumento do tabagismo em mulheres para níveis muito semelhantes aos dos homens, houve um aumento na incidência de câncer de pulmão. Com a diminuição contemporânea do tabagismo, a incidência de câncer de pulmão atingiu um platô e diminuiu ligeiramente nos homens. Nas mulheres, o aumento na taxa foi substancialmente atrasado”, informa. TABAGISMO Os fumantes apresentam probabilidade 22 vezes maior de morrer por neoplasia de pulmão do que os não fumantes. Além disso, mulheres passaram a fumar cerca de 20 anos depois do que os homens por questões culturais e, por isso, apenas nos últimos anos foi possível estabelecer uma relação de impactos diferentes na incidência de câncer entre fumantes dos dois gêneros. No Reino Unido, o índice de câncer de pulmão caiu nos últimos anos em 44%, mas cresceu 69% em mulheres justamente porque, assim como começaram a fumar depois, também decidiram parar mais tarde. Nos anos 80 a média era de quatro homens com câncer de pulmão para uma mulher. Atualmente já está em 1 para 1. Para Denise, o fato de as mulheres, social e historicamente, terem começado a fumar mais tardiamente que os homens refletiu no aumento dos casos de câncer de pulmão em determinados momentos históricos hoje equiparados. O diagnóstico conforme a médica, ainda é, na maioria das vezes, feito em estágios mais avançados da doença e é uma minoria o número de casos diagnosticados em fases iniciais.

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“Com os métodos de screening que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos (tomografias para pacientes tabagistas a partir de determinadas faixas etárias) aumenta-se lentamente a taxa de pacientes diagnosticados mais precocemente”, comenta. CAUSA DE MORTES Segundo o relatório da Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer (IARC), é importante conscientizar a população sobre o risco do tabagismo e a exposição passiva do cigarro, pois o câncer de pulmão é a principal causa de morte de homens e mulheres em 28 países. No entanto, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde, no Brasil a doença é, atualmente, a primeira causa de morte por neoplasia em homens e a segunda entre as mulheres. Em 2009, a estimativa de casos novos nos Estados Unidos foi de 219.440, sendo que destes, 47% eram mulheres. A estimativa de morte neste mesmo ano foi de 159.390 neste país, onde 44,2% eram do sexo feminino. Dessa forma, essa enfermidade é responsável por 26,12% de mortes por câncer em mulheres. Tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física são os cinco principais motivos que levam as pessoas a serem mais propensas a desenvolver algum tipo de câncer. Quanto ao risco da doença no pulmão, a principal medida para combatê-lo, independente do sexo, são duas: prevenção e interrupção do tabagismo. “O tabagismo é o maior fator de risco conhecido para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Ele está diretamente envolvido em 90% dos casos”, alerta Denise. Tércia também é taxativa quanto à prevenção: “O controle do tabaco pode prevenir mais mortes por câncer do que qualquer outra estratégia de prevenção primária”, conclui.


2 opinião

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contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“A verdadeira coragem está em ir atrás dos seus sonhos, mesmo quando todos dizem que eles são impossíveis!”

Sérgio Chaves

Cora Coralina

Circulando @E na noite de lançamento do livro “Talvez eu seja a solução...”, que Rafaella Costa e Marilene Paiva pilotam na quinta(15), no Requinte Buffet, teremos a boa música de Alan Jones e da dupla Diego e Dayanne Nunes. Show!

dia 15, a 21ª Festa do Bode, no Parque de Exposições Armando Buá. Torneio leiteiro, rodada de negócios, exposições, feira e leilão de animais(ranking nacional), seminários, cursos, espaço tecnológico e a I Expo Sindi Mossoró.

@Nil Costa e Marcílio Maia anunciam aos quatro cantos que a edição 2020 do Verão das Antigas acontece no dia 04 de janeiro, no Alibi, em Tibau, e Margareth Menezes já é uma das atrações confirmadas. Agende.

@Animando a Festa do Bode teremos: Augusto Silva e Forró dos 3(15), Forrozão Puxa Papai e Alyne & Dayvid(16) e Nilson Viana e Forró com Ella(17). Vamos?!

@A Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Cultura, que tem a frente o agrônomo Jean Carlos Vieira, promove a partir do

Festa Hoje é dia de vivas para o bacana Yatanilson Falcão, Maria de Fátima Fonseca, Fátima Soares, José Morilo Marques e José Fernandes de Medeiros Neto. Amanhã (12), é dia de festejar a médica Socorro Estrela, o radialista Rodrigo Rodrigues, Alcimar Almeida, o ator/diretor Júnior Fêlixn e a sra Salete Targino de Medeiros. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Zélia Macedo apresentando Zilene Medeiros na sua posse na ACJUS, no Parque de Antenas da TCM.

@Na Festa do Bode, destaque para o Restaurante da Baracho, especializado em comidas regionais. Tudo saboroso. Merece uma visita!

da campanha Aquece Mossoró 2019. Um momento para reunir a classe empresarial em uma noite de confraternização. Será na quarta(14), às 18h30, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, com show de Waldonys.

@A CDL, o Sindvarejo e o Sinduscon convidam para o lançamento

@O Oscar Steak House tem feito sucesso. Ontem aconteceu por lá

@Calcinha Preta, Mastruz com Leite e Cavaleiros do Forró são as atrações da edição deste ano do Baú do Forró, que acontece no próximo dia 30 no Âncora 35, antigo Oba Show. Os acessos, inclusive o Lounge Vip, você encontra na Vintage (Boulevard), Guto 91(João da Escóssia) e na D’Cell(Centro/Partage).

o I Rodízio com 5 estações de churrasco. Show! Também destaques para os sandubas com delivery, principalmente aos domingos. @Kelly Lira faz show no próximo dia 27 no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado com a participação de vários nomes da nossa música. Tudo por uma boa causa: ela e Marcelo Amarelo seguem em setembro para Viena na Aústria, onde vão participar do Brasilianishes Kulturfestival. Depois seguem para intervenções na Alemanha e Portugal. É o Projeto “Para o Mundo”. Além do show, você pode participar com a vaquinha virtual no http://vaka. me/668754

Talvez eu Seja a Solução... Marilene Paiva e Rafaella Costa lançam na quinta (15), nos salões do Requinte Buffet, o livro: “Talvez eu Seja a Solução...”, que reúne a história de 50 homens que fazem a diferença em Mossoró e regiões vizinhas. Noite também de vivas para Marilene Paiva, que comemora idade nova na data. Socorro Paiva e sua equipe do Requinte Buffet assinam o serviço e cardápio, enquanto a Master Eventos, do casal Eronildo Pereira/Liane Dantas, grifa a produção. Os acessos estão à venda na Carmem Steffens, no Partage Shopping. Vamos sim!

A elegância das amigas Rosa Fernandes e Andréa Rosado no casamento de Carmem Júlia e Bruno.

Amo de paixão essa leonina de 15 de agosto! Amada de Reginaldo Leite, mãe de Renata e Rodrigo, avó de Felipe, amiga sincera e do bem. Parabéns Bebete Falcão!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

@O Teatro Estadual Lauro Monte Filho, sob a batuta do Pe. Guimarães Neto, apresenta o Projeto Pauta Livre durante esse mês de agosto. Veja as atrações e prestigie: Grupo Facetas. Mutretas e Outras Histórias com os espetáculos “Sal Menino”(14) e “Jornada do Imbecil até o Entendimento”(15 e 16); Show Sanfona e Voz com Gabriela Mendes e Freitas Filho(23), Tributo a Núbia Lafayete com Dodora Cardoso e banda(24 e 25); Cia. Escarcéu de Teatro com o espetáculo “Nos Confins do Horizonte”(29), e a Cia. Pão Doce com o espetáculo “A Casatória da Defunta”(31).

Marilene Paiva e Rafaella Costa: festa de Marilene e lançamento de livro movimentam a quinta (15). Vamos sim!

D. Elizabeth Negreiros e a filha Glenda aniversariantes da quarta (14). Saúde e paz. Tim tim!

Casal Walter Fonseca e Sara. Ele outro leonino de 15 de agosto. Felicidades!

As médicas Socorro Estrela e Maria José Andrade em encontro recente. Socorro é a aniversariante festejada da segunda (12). Parabéns!

Blogger das mais badaladas, antenada e super do bem, Karen Praxedes comemora a vida na sexta (16) e a coluna comemora! Parabéns!

Jota Ribamar recebendo Zilene Medeiros na XXX Festa das Personalidades no último final de semana no Assú.

Betinha Rosado em vivas para a estilista Fátima Carlos, folhinha da quinta (15)!

Glorinha Távora, caraubense que atualmente reside na Califórnia, brindando idade nova no sábado(17).


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conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

O leite humano é um tecido vivo e dinâmico, como o sangue NOVOS CONCEITOS E UMA INVERSÃO DE PERPECTIVAS Fazendo uma leitura em diversas fontes sobre este tema tão importante, achei interessante compartilhar aqui com vocês um artigo publicado no site “amamentar é...) da Jornalista Chris Nicklas. Confira na ìntegra: - Na verdade o leite materno, por assim dizer, não confere nenhum “benefício” à saúde, ele garante a continuidade do desenvolvimento

humano normal e biológico. O leite humano é um tecido vivo e dinâmico, como o sangue, ele vai tecer essa relação complexa entre mãe e bebê, não só provendo calorias mas também ajudando na maturação dos sistemas imunológico, nervoso, hormonal, emocional, neural... Na falta disso, quando essa orquestração fisiológica é interrompida, aí sim, a mãe e o bebê ficam expostos à riscos de saúde à curto, médio e longo prazo.” + “Nem eu sabia, mas parar de dar o peito me custaria muito mais emocionalmente do que a jornada materna”, diz Chris Nicklas Nós humanos nascemos extremamente vulneráveis e inacabados, por isso o alto nível de dependência que temos em relação a quem nos recebe aqui fora. Não sobrevivemos se não formos cuidados, alimentados, aque-

cidos, estimulados... Fisiologicamente não estamos prontos. Nosso cérebro ainda está em processo de desenvolvimento, assim como nosso aparelho digestivo e todos os sistemas que ela cita estão ainda em formação. Este fluido humano, que se equipara ao sangue, como ela mesma diz, e que tem o papel de continuar levando do corpo da mãe ao do bebê o que é necessário para que este se desenvolva em sua plenitude é o que chamamos de leite materno e que tão facilmente substituímos por uma coisa enlatada. A Camila nos abre o olho para o fato de que o leite humano não é algo que vem de fora e distribui benefícios para os que o escolhem, ele na verdade é uma etapa de algo que já vinha acontecendo dentro do ventre materno e precisa que seja continuado. Interessante pensar como fomos

capazes de separá-lo. Como fizemos dele algo estrangeiro ao nosso corpo e à nossa fisiologia... E assim nossa cultura fez dele algo descartável. Pensei muito no que essa moça disse... + Como aumentar a produção de leite materno? Sempre, é claro, compreendendo o contexto contemporâneo e todos os obstáculos que saltamos para viabilizar o Aleitamento Materno em nossas vidas. Como ela mesma diz no final de sua entrevista, se uma mulher deu o peito ao seu bebê, independente de por quanto tempo, ela amamentou. Ponto pacífico. Mas deixo aqui essa reflexão: afinal o que é o leite materno, para além do que vemos e construímos ao seu redor em termos de cultura e representações?

neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

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STYLE Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

Tons acinzentados são sempre um clássico. Aqui, camisa manga longa + jeans + jaqueta Taco e tênis Raphael Steffens.

Que tal o jogo de sobreposição da camisa jeans com xadrez? Look total Taco.

Fugindo do All Black, montamos uma proposta com t-shirt de detalhes + calça skinny by Taco, jaqueta Dog Ville e tênis Raphael Steffens. Superastral usando macacão com regata da loja Taco com tênis Raphael Steffens.

PAPAI

FASHION

Candy color. Camisa xadrez + regata + bermuda = Tudo Taco. Tênis Raphael Steffens.

Com todo o respeito ao “tempo da vovó”, em que o presente para o papai seria sempre uma cueca, um par de meia ou um lenço, os papais da atualidade estão cada vez mais moderninhos. E alguns até bem exigentes na hora escolher o presente! Quando se fala em roupa, o básico se transforma em fashion e entra em cena o jogo da sobreposição sempre aliado a bons acessórios e tênis, agradando papais, filhos, esposas. Que tal?

Fotos: Pedro Sobrinho – Styling e direção de moda: Georgiano Azevedo – Modelo: Armando Lemos – Mister Atol das Rocas CNB 2019 (Tráfego Models Natal) – Looks: Taco e Dog Ville – Sapatos: Raphael Steffens – Agradecimento: Hotel VillaOeste.

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CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

/jornaldefatorn

domingo

Mossoró (RN), domingo, 11 de agosto de 2019

@jornaldefato

Luciano Lelys

Retornando às origens Após alguns anos tendo sido realizado em formatos diferentes e com menor repercussão, espetáculo Auto da Liberdade volta à Estação das Artes, seu local de origem, e contará com participação ativa da comunidade. O argentino Marcelo Flecha, naturalizado brasileiro, que reside há 43 anos no Maranhão, também volta a assumir a direção geral do espetáculo. Ele faz questão de ressaltar a importância de discutir temas relacionados à liberdade no momento vivenciado atualmente pelo Brasil. CMYK revista de domingo_capa.indd 1

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editorial [ índice

Retornando às origens

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onsiderado o maior espetáculo a céu aberto do mundo pelo Guiness Book, em algumas de suas edições, o Auto da Liberdade, que conta a história de Mossoró em quatro atos: Libertação dos Escravos, Resistência ao Bando de Lampião, Primeiro Voto Feminino e Motim das Mulheres, anualmente durante os festejos da liberdade, passou os últimos 10 anos sendo realizado com um formato mais tradicional e com menor visibilidade. Neste ano, o espetáculo volta ao seu local de origem, a Estação das Artes, e volta a contar com a participação ativa da comunidade. A convite da prefeita Rosalba Ciarlini, Marcelo Flecha assume, mais uma vez, a direção da edição deste ano do espetáculo Auto da Liberdade. O diretor geral do espetáculo já participou de outras cinco edições dos festejos, sendo três vezes como assistente de direção e duas como diretor geral. Argentino naturalizado brasileiro e morando há 43 anos no Maranhão, Marcelo Flecha acaba de receber o título de cidadão mossoroense. Hoje, ele conta que se considera mais mossoroense do que nunca e fala com orgulho do vínculo estabelecido, ao longo dos últimos 19 anos, com Mossoró. Em entrevista a DOMINGO, o artista fala sobre o título de cidadão mossoroense, seu vínculo com a capital do Oeste potiguar, seu retorno à direção do Auto da Liberdade e a volta do espetáculo ao seu lugar de origem, a Estação das Artes. Marcelo Flecha fala, também, da otimização de recursos na montagem desta edição do espetáculo, além da importância de discutir temas relacionados à liberdade no momento vivenciado atualmente pelo Brasil. Boa leitura, Nara Andrade.

Entrevista Marcelo Flecha volta a assumir direção geral do Auto da Liberdade e fala sobre o retorno do espetáculo ao seu local de origem, a Estação das Artes. Página 4

Chocolates inclusivos Com um mix variado de aromas e sabores, empresa chega ao mercado potiguar com produtos voltados para alérgicos e pessoas com intolerância alimentar. Página 9

Coluna José de Paiva Rebouças Na coluna de hoje, o jornalista José de Paiva Rebouças apresenta mais uma biografia da cultura potiguar. Página 14

Colunas

José Nicodemos

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• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

ANTES TIVESSE MORRIDO josé nicodemos aristida603@hotmail.com

F

ugiu de casa com um viajante do ramo farmacêutico. Namoro proibido. Os pais dela desconfiavam de que ele era casado. Evidências. Ele, aparentando ali seus trinta e poucos. Grisalhos. Beirando os quarenta. Levou-a para Bahia, abrigando-a num hotel barato. Nada do prometido: casa montada, tudo. Apaixonada, até aí ela não desconfiou de nada. Uma semana, duas, três, e o sujeito acabou desaparecendo de vez. Deixando-lhe a conta do hotel. Ela entrou em desespero. Como pagar?

Contou à dona do hotel sua situação. Fora iludida. Não tinha como pagar. Compadecida, esta lhe ofereceu emprego de arrumadeira, meio salário, comida e um quarto para dormir. Não precisava pagar a conta. Ela aceitou. Não havia alternativa, coitada. Meses, talvez por influência de alguém, ela se decidiu pelas aventuras na rua. Não tinha coragem de voltar para casa. Vergonha dos pais. Alternativa: a prostituição. Era o jeito. O sofrimento lhe aumentava grandemente. Não nascera para aquele tipo de vida. No mais, tivera uma boa educação doméstica. Ambiente social. Princípios. Aquilo não era a vida que queria. Vida de cão. À margem da vida. Estuprada pelos vagabundos da

noite. Vendendo-se até por um prato de comida, numa espelunca qualquer. E veio o recurso às drogas para esquecer a vida. E esquecer-se. Vida de cão. Um dia decidiu que voltaria para casa. Não suportava mais aquela vida. Não tinha dúvida da felicidade dos pais. Do perdão. Era filha única. E voltou. Os pais mal puderam conter tanta alegria e felicidade. Abraços entre beijos e lágrimas. Lá estava do mesmo jeito o seu quarto, marcas do zelo materno. Abriu o guarda-roupa, e lá estava, do jeito que deixara, o seu uniforme de colegial. O mesmo perfume. E deixou-se cair sobre a cama, em pranto. Antes tivesse morrido.

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Entrevista

MARCELO FLECHA “É incrível como a cidade de Mossoró acaba sempre sendo visionária. Quando o véu está se colocando em cima de coisas tão robustas da nossa história, Mossoró vem de novo reforçar esse conceito de liberdade”. Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com

Argentino naturalizado brasileiro e morando há 43 anos no Maranhão, Marcelo Henrique Flecha acaba de receber o título de cidadão mossoroense. Hoje, ele conta que se considera mais mossoroense do que nunca e fala com orgulho do vínculo estabelecido ao longo dos últimos 19 anos com Mossoró. A convite da prefeita Rosalba Ciarlini, Marcelo Flecha assume neste ano, mais uma vez, a direção do espetáculo Auto da Liberdade, encenado dentro da programação da Festa da Liberdade. O Auto da Liberdade conta a história de Mossoró em quatro atos: Libertação dos Escravos, Resistência ao Bando de Lampião, Primeiro Voto Feminino e Motim das Mulheres. O diretor geral do espetáculo já participou de outras cinco edições dos festejos, três vezes como assistente de direção e duas como diretor geral. Com 32 anos de carreira, diz que sua formação artística teve início no interior do Maranhão. Ele define sua formação como empírica, por ter começado a trabalhar ainda muito jovem. Marcelo Flecha é membro da Pequena Companhia de Teatro. A companhia maranhense possui em seu repertório os principais prêmios de teatro brasileiro, já participou das principais circulações, passando por mais de 90 cidades de 25 estados e participando de mais de 70 festivais de teatro do país. Em Mossoró, o diretor já dirigiu a Cia. A Máscara de Teatro. Marcelo Flecha também possui vasta experiência com óperas, balés e circulações internacionais, por ter trabalhado no centro cultural Ópera Brasil. Em entrevista a DOMINGO, o artista fala sobre o título de cidadão mossoroense, seu vínculo com a capital do Oeste potiguar, seu retorno à direção do Auto da Liberdade e a volta do espetáculo ao seu lugar de origem, a Estação das Artes. O diretor também fala da otimização de recursos na montagem desta edição do espetáculo, além da importância de discutir temas relacionados à liberdade no momento vivenciado atualmente pelo Brasil.

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Entrevista

DOMINGO – Em Mossoró, além do Auto da Liberdade, quais espetáculos de maior expressão você chegou a dirigir? MARCELO FLECHA – Em Mossoró, eu tenho essa parceria com a Cia. A Máscara de Teatro. Não dirigi nenhum outro grupo. Aqui na cidade, o que eu tenho feito são mais intercâmbios e provocando discussões permanentes. Em julho do ano passado, estive aqui para a remontagem de “Deus Danado” e aproveitei para fazer uma reunião de grupos locais com grupos parceiros do Ceará. Então, estiveram aqui o Pavilhão da Magnólia, companhia Prima, junto com A Máscara, a Cia. Pão Doce e o Balaio, de Caxias no Maranhão, tentando sempre essa interlocução, ou seja, a minha ação é muito de fazer que a classe artística, de um modo geral, se integre a essa nacionalidade. Como parceiro da Cia. A Máscara, em 2005 eu dirigi Medéia, um espetáculo que ficou em cartaz durante um ano; e Deus Danado, que foi um espetáculo que teve maior repercussão, entre elas, a gente fez temporada regular de quinta a domingo no Sesc da Paulista, durante 45 dias, que é um dos principais espaços culturais do país. Normalmente, essa lida com esses espetáculos gerou meu vínculo com a cidade, que vem se fortalecendo desde os últimos 19 anos, em que eu estive uma ou duas vezes em Mossoró a cada ano. No ano passado, eu estive três vezes aqui na cidade por motivos não só de trabalho, mas por motivos pessoais, pelos vínculos de amizade, que eu fui criando. JÁ QUE você tem esse vínculo com a cidade, o que representou para você receber o título de cidadão mossoroense? É UMA coisa muito emblemática, porque como eu digo, eu sou um ser que foi muito cedo arraigado do que seria uma possível pátria. Quando isso acontece muito novo, você sempre se sente um pouco fragilizado

quanto a isso, ou seja, um pouco sem destino, um pouco sem pátria, e depois de eu ter morado, como eu moro em São Luís, de ter me formado artisticamente, receber o título de cidadão de uma cidade tão significativa para mim, isso me gera uma sensação de pertencimento muito grande, que eu acho que é o que nós andarilhos por natureza, porque o destino assim o quis, acabamos sentindo, e a possibilidade de ter esse tipo de reconhecimento, com o prestígio da cidade, com o prestígio da classe artística com a qual eu tenho uma interlocução muito forte, acaba sendo muito além do que normalmente é, um emblema mais articulado. Aqui não, eu vejo a genuinidade que é essa honraria e me deixa extremamente satisfeito. NESTE ano, você volta a dirigir o Auto da Liberdade, depois de 13 anos. De quantas edições do espetáculo você participou entre assistência de direção e direção e qual o sentimento de voltar a dirigir o espetáculo? EU FIZ assistência de direção em três edições – 2001, 2002 e 2004 –, com direção de Fernando Bicudo, e dirigi o Auto da Liberdade fazendo a direção geral, em 2005 e 2006. Nesses dois anos, a gente trabalhou com um número de 1.700 em cena, basicamente, que é a nossa proposta embrionária, desde 2001, que sempre tenta integrar essa comunidade e trabalhar com o maior número de pessoas possíveis. Esse é um espetáculo que me era muito caro pela sua proposta em relação à comunidade, por ser um espetáculo democrático, por ser um espetáculo que possibilitava ações de cidadania muito intensas, fazendo que o cidadão se apropriasse de sua história, se apropriasse do discurso de cidadania e pudesse contar sua história, ou seja, ele como protagonista, não como figurante, ele sempre tratou o cidadão como protagonista, que faz a cena,

que constrói a cena. Então, esse formato sempre foi muito caro para mim, muito importante. Depois por devidas circunstâncias, esse formato foi se perdendo, adquirindo outros formatos. Não fazendo juízo de valor, mas que, para mim, esse formato era muito importante. Então, quando surge agora a oportunidade de se repensar em retomar esse formato, quando a prefeita Rosalba Ciarlini tem a sensibilidade de enxergar essa ação, de enxergar esse evento, a irradiação que esse evento provoca, aí naturalmente que eu não pensei duas vezes. Mesmo o tempo apertado, mesmo as condições sendo outras, a gente sabe da questão de recurso, de como hoje a lida com a questão financeira é muito mais delicada que em outros momentos, mas já viemos com essa consciência de reaproveitamento, com essa consciência de otimizar recursos, de entender o momento da cidade de Mossoró, mas não por isso deixar de entregar um espetáculo de qualidade, um espetáculo principalmente honesto, no sentido da sua condição de cidadania, no seu pensamento de arte como um instrumento de cidadania. Então, isso me deixou extremamente satisfeito, e eu não pensei duas vezes. Na quintafeira, me foi proposto e na segundafeira eu já era morador de Mossoró, pelos próximos 60 dias. DURANTE um tempo, passou a ser encenado no palco do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, ganhando novos formatos, algo bem menor do que sua proposta inicial, tanto que muitas pessoas acreditam que o Auto da Liberdade deixou de ser encenado. Essa pausa chegou, realmente, a acontecer? Qual a relevância de voltar ao seu local de origem? É UMA questão de visibilidade, está se falando muito como o espetáculo tivesse deixado de existir, mas isso nunca aconteceu. O Auto continuou, só que ao se mudar o formato, DOMINGO, 11 de agosto de 2019

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Entrevista

se levar para dentro do teatro, acabou que se perdendo a visibilidade. As pessoas acham que não estava tendo mais o Auto. Na verdade, estava sim. Com competência, num formato mais tradicional, dentro de uma casa de espetáculo, mas naturalmente isso reduz a repercussão e reduz o sentido de pertencimento do cidadão para com esse espetáculo e acha que acaba não existindo mais. Depois da última edição em que eu estive na direção, João Marcelino ainda manteve duas edições na Estação das Artes, já com uma estrutura reduzida, com participação de uma média de 300 a 400 pessoas, porque ele não trabalha muito com comunidade, aí depois foi mudando o formato. Teve um projeto muito feliz no ano passado de ir para a lona do circo. Em outros anos, foi feito em pequenos blocos nos bairros, depois foi feito no Teatro. Sempre foi mantido o Auto, tentando encontrar algumas formações, algumas opções estéticas que condissessem com ele. Naturalmente, que depois de tantas experiências se percebe, e acho que isso é uma coisa de maturidade cultural da cidade, que o local de origem desse evento é a popularidade, é a comunidade, é o espetáculo popular, feito para os cidadãos e feito pelos cidadãos. Eu acho que esse pensar dessas experiências todas faz que a gente agora retorne com muito mais força, com muito mais vigor e com muito mais consciência de que esse é o seu lugar apropriado, que ele é um espetáculo do povo, feito pelo povo e para o povo. NESTE ano, vocês estão esperando a participação de quantas pessoas, entre atores bailarinos e representantes da população em geral? Tem um número limite de vagas a ser preenchido? A GENTE sempre trabalha com essa expectativa de 1,7 mil a 2 mil pessoas. O que vai se acentuar mais neste ano é a participação das asso-

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ciações. Ou seja, para qualquer entidade organizada que queira participar do espetáculo, a gente vai encontrar um espaço. A gente trabalha sempre com a Maçonaria, com o Tirode-Guerra, com instituições de assistência com os colégios das redes municipal e estadual. Todas essas instituições formais estão no contexto. A gente agora está garimpando outro tipo de agremiação, outro tipo de associação, que tenha um trabalho continuado para se inserir no espetáculo. E quanto mais comunidades a gente tiver, quanto mais associações a gente tiver, mais a sociedade de Mossoró estará representada no espetáculo que é o nosso objetivo final, que o espectador mossoroense se enxergue naquele espetáculo, seja porque o seu filho está inserido no

coral, seja porque o sobrinho, de alguma maneira, faz parte do elenco. Entender que em um universo de 1.700 pessoas, a gente pode contemplar todos os cidadãos e, por isso, que o espetáculo não é excludente. Não existe seleção. A pessoa se inscreve e ela já está participando do Auto. A associação tem interesse, a gente tem agora um contato já com um grupo de pessoas com deficiência que querem participar do processo, a gente já está estudando de que maneira a gente deve inserir para gerar visibilidade, para que todo cidadão se sinta abraçado pelo espetáculo. INCLUSIVE, a inscrição está aberta para quem deseja participar do espetáculo, certo? SIM. A inscrição está aberta aqui

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Entrevista Passifico Medeirtos

na Escola de Artes. Não há um tempo limite de encerramento. Se você estiver querendo participar e não pode se inscrever de manhã ou à tarde porque trabalha ou qualquer coisa assim, venha para a Estação das Artes para os ensaios e aqui mesmo a gente faz a inscrição, ou seja, já para desburocratizar o processo, que está sendo feito de forma muito horizontal, sem burocracia, um processo de afetividade, um processo de entendimento que o espetáculo é nosso. Então, se não conseguiu se inscrever, apareça no ensaio, entre para a formação, comece a ensaiar e você já estará inserido. QUAIS são os horários de ensaio? A GENTE vai trabalhar das 19h

às 22h, de segunda a sexta-feira. O espetáculo é voluntário, mas todo o tratamento que receberá será um tratamento profissional. Esse cidadão vai ter a oportunidade de vivenciar a lida teatral, entender como ela funciona e de que maneira se procede. Então, a gente vai trabalhar com disciplina, com técnica, trabalhar com todos os instrumentos de que a tecnologia teatral dispõe, para construir um excelente espetáculo. Nesse caso, quem se exclui é o próprio indivíduo, a partir do quê? Da assiduidade, começa a não comparecer, começa a faltar, essa pessoa já está dizendo que não está no lugar dela. Então, por isso que o espetáculo não é excludente, mas nem por isso vai fugir ao rigor e a disciplina profissional com a qual a gente trabalha.

ALÉM do retorno ao seu local de origem, essa edição tem outras novidades? SEMPRE tem. Normalmente, novidades são do plano estético, do plano dramatúrgico, dessa possibilidade de tentar enxergar a cidade de outra maneira, 13 anos depois, pegadas do contemporâneo, a gente vai acabar trabalhando. As montagens anteriores tinham uma pegada mais tradicional, a gente quer agora perpassar outras linguagens estéticas, para que o espectador veja o espetáculo da qualidade que a cidade merece. VOCÊ está na direção geral do espetáculo e Messias Gomes, na produção. Já existem outros nomes da ficha técnica definidos? UMA outra diferença de anos anDOMINGO, 11 de agosto de 2019

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Entrevista

teriores, isso por conta dos treze anos que se passaram, também dei esse retorno para a administração da ideia de reduzir equipes externas, eu sempre trabalhei com artistas mossoroenses, mas eu tinha uma pequena equipe que vinha de fora. Eram três pessoas que eram uma espécie de tripé de sustentação para mim, por uma questão de confiança. Neste ano, e já tão íntimo da cidade, eu achei desnecessário incorporar equipes externas. Então, toda a minha equipe, a ficha técnica do espetáculo é local. E logicamente que estamos falando dos principais nomes de reconhecimento mossoroense, como Marcos Leonardo fazendo o figurino, o Damásio Costa fazendo o cenário, pessoas como a Tony Silva, Luciana, o Dionísio do Apodi, enfim, uma série de pessoas que estarão envolvidas numa grande equipe de criação, muito ampla, porque esse espetáculo eu vou trabalhar com um conceito de maior horizontalidade, o espetáculo vai ser construído a partir do diálogo com esse grupo. Nós vamos trabalhar com três coreógrafos, com quatro assistentes, com figurinistas, com técnicos, uma equipe muito grande para dar cabo desse desafio que é estrear no dia 26 de setembro. O ESPETÁCULO narra fatos importantes da história de Mossoró que trazem como principal característica a luta pela liberdade. Qual a importância de resgatar esses marcos históricos? É INCRÍVEL como a cidade de Mossoró acaba sempre sendo visionária. A gente está tratando e resgatando a festa da liberdade, que havia se apequenado um pouquinho, agora surge para retomar num momento em que tanto se questionam fatos cruciais e fundamentais da história brasileira de cerceamento da liberdade, de confinamento, de ditaduras etc.. Quando o véu está se colocando em cima de coisas tão robustas da nossa história, Mossoró vem de novo reforçar esse

conceito de liberdade, ao entender o quão é importante fazer a revisão histórica, a se entender os fatos como eles aconteceram, e de alguma maneira poder confrontar esse discurso tão bilateral, tão radical, tão estruturado que vem se formalizando desde os últimos anos. Este, na minha opinião, é o momento exato para se discutir isso e a gente vai também tentar no discurso, perpassar esses temas para que a memória brasileira esteja sempre viva e que não caiamos, em curto espaço de tempo, nas atrocidades que já aconteceram, como ditadura, tortura e coisas que iam contra esse conceito primordial que é a liberdade humana. PARA finalizar, tem mais alguma coisa que você gostaria de enfatizar? A SATISFAÇÃO de estar nesse trabalho, e sempre reforçar a importância da comunidade. Uma informação importante e que é nova, como a gente conseguiu que os ensaios aconteçam na Escola de Artes, casou com a ideia do secretário de Cultura, Eduardo Falcão, que já está com a ideia

de fazer que o projeto que a gente sempre defendeu de fazer, esse trabalho com a comunidade seja um trabalho contínuo, ou seja, que não se acabasse ao final das apresentações, tendo esse espaço, a ideia é que essa comunidade que participa do espetáculo venha receber uma continuidade de ações, como aulões e oficinas uma vez por semana, com a participação de 200, 300 pessoas participando de uma atividade formativa com artistas locais ministrando, para que esse corpo artístico esteja sempre presente e pulsante, e no ano que vem, independente do diretor do espetáculo, já terá um grupo humano para poder trabalhar e não precisar se assustar de trabalhar com a comunidade, e pensar em reduzir o formato. Se a gente mantiver essa comunidade trabalhando, mantiver essa comunidade se aperfeiçoando, isso fará que qualquer diretor que seja convidado não tenha receio, e esse formato continue se mantendo. E assim, a gente terá por um longo tempo a Festa da Liberdade servindo como estrutura para um pensamento de cidadania e liberdade que o cidadão mossoroense merece.

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Acolhimento

Chocolates

inclusivos >> Com um mix variado de aromas e sabores, empresa chega ao mercado potiguar com produtos voltados para alérgicos e pessoas com intolerância alimentar. A iniciativa empreendedora nasceu de uma necessidade particular de uma mãe com dois filhos alérgicos

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oje, boa parte das pessoas conhece alguém ou mesmo tem histórico familiar de alergia ou intolerância alimentar. Apesar de já ser bastante comum, no Brasil, ainda não há estatísticas oficiais sobre o assunto, porém a prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra que cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos sofrem

algum tipo de alergia alimentar. Os dados foram divulgados na Semana Mundial de Alergia 2019, iniciativa da World Allergy Organization (WAO) e que no Brasil é organizada pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior núme-

ro de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar. Porém, cabe fazer essa importante distinção do que é alergia e intolerância alimentar. O especialista em gastropediatria Neftali Macêdo Júnior esclarece as principais dúvidas sobre o tema. “A alergia é uma reação imunológica que não depende de quantidade para desencadear sintoDOMINGO, 11 de agosto de 2019

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Acolhimento

mas. A intolerância alimentar é uma dificuldade na digestão de algum alimento e que geralmente depende de uma maior quantidade para apresentar sintomas. Ambas têm caráter genético importante, geralmente há histórico na família de casos semelhantes.” Neftali Macêdo explica ainda que a alergia é mais frequente na primeira infância por ser o período dos primeiros contatos com aqueles alimentos. Já a intolerância é mais frequente no início da vida adulta, porque o organismo vai perdendo a capacidade de produzir algumas enzimas responsáveis pela digestão de algumas substâncias. Porém, essa descoberta é geral- Especialista em gastropediatria Neftali Macêdo Júnior mente envolta por episódios traumáticos para a família. Não foi diferente para a administradora Munique Car- ções alimentares advindas da alergia nesses casos é naturalizar o diferenlos, mãe de Eduardo (5) e Pedro (1 a proteína do leite, os compromissos te. Após esse primeiro momento, é feita a exposição gradual aos rótulos ano e 4 meses), ao descobrir a alergia sociais ficaram restritos. “É impressionante como o leite de alimentos não permitidos, para do primeiro filho. “O primeiro contato foi em um está em tudo. Os aniversários ficaram que ela conheça e saiba o que fazer domingo de Páscoa, como uma típica restritos aos dos familiares com con- caso seja oferecido algo que ela não mãe de primeira viagem ofertei o lei- trole total do cardápio, na escola sem- possa consumir. Dessa forma, a criante em casa como uma forma de teste pre procuro ficar responsável pelos ça conseguirá dizer ‘Obrigado, mas para quando o momento da comple- lanches coletivos, para que ele possa eu não posso’ com leveza e naturalimentação fosse realmente inevitável. participar com segurança, as mães já dade”, explica Amanda. Outro ponto que merece atenção, Foi muito rápida a reação. Ele aceitou sabem das nossas restrições e aceisuperbem a mamadeira, em poucos tam superbem essa questão do ‘lan- segundo a psicóloga, é trabalhar o minutos começou a apresentar ver- che de Eduardinho’ ser compartilha- medo relacionado a possíveis reamelhidão no corpo inteiro, a partir do com todos os colegas. Os cuidados ções ao experimentar novos alimendaí foi o caos. Coriza intensa, extre- são muitos e constantes”, enfatiza tos. Dessa forma, seguindo todas as orientações passadas pelo médico, a midades do corpinho ficando roxas, Munique. Para a psicóloga cognitiva e com- possibilidade de experimentar os cansaço. Chegamos em um prontosocorro absurdamente lotado e eu, portamental de crianças e adolescen- novos alimentos continua existindo. aos gritos e prantos, gritando que tes Amanda Palácio, é fundamental ALIMENTOS INCLUSIVOS meu filho estava morrendo. Passa- buscar informações sobre o assunto Para atender o público com necesmos direto, estava com sinais de ede- para repassá-las e fazê-los entender ma de glote. Adrenalina. Aos poucos e aceitar a condição diferenciada de sidades alimentares restritivas e toras coisas foram normalizando. Diag- uma maneira que não sofram com nar a vida dos alérgicos mais simples, a indústria alimentícia tem passado nóstico fechado: alergia a proteína isso. “Em um primeiro momento, a au- por uma intensa transformação, tando leite de vaca.” Munique Carlos disse que o diag- toestima pode ser afetada pela ideia to na variedade em produtos ofertanóstico foi decisivo para a família se de ‘ser diferente’. A criança ou o ado- dos, bem como mudanças nos rótulos reinventar. Tudo que tivesse leite e lescente se percebem comendo ali- dos produtos, com especificações derivados foi abolido da casa - de mentos diferenciados dos outros e dos potenciais agentes alergênicos, material de limpeza a cosméticos. principalmente, sem poder comer o de acordo com uma lei brasileira de Outra mudança inevitável foi de or- que é comum a todos. Portanto, um 2016, que obriga fabricantes a listar dem comportamental, com as restri- dos objetivos iniciais da psicoterapia prováveis ingredientes alergênicos

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Acolhimento nos rótulos dos industrializados. A iniciativa também é fortalecida com o movimento de mães de crianças alérgicas, nomeada “Põe no rótulo”. A variedade de produtos oferecidos tem aumentado com o passar dos anos. Atualmente, é possível encontrar estabelecimentos com inúmeras opções. Assim como as indústrias, essa necessidade tornou-se um nicho que tem alavancado o lado empreendedor de muitos brasileiros. Um exemplo disso é a personagem desta matéria, que, ao confirmar que o segundo filho também era alérgico, aliou à vontade e se tornou empreendedora impulsionada pelas necessidades vividas dentro de casa. “A chegada da alergia em nossa vida e a falta de variedade de produtos voltados para esse público impulsionaram o processo. A possibilidade de trazer produtos saborosos, seguros não só para a minha família, mas para outras pessoas que tem uma

Amanda Palácio, psicóloga cognitiva e comportamental de crianças e adolescentes

Administradora Munique Carlos, com os filhos Pedro e Eduardo

alimentação diferenciada (seja por opção ou por uma questão de saúde) é uma grande motivação”, explica Munique. Foi assim que após dois anos de tentativas, tornou-se distribuidora exclusiva dos chocolates Tnuva no mercado potiguar. A empresa paulista é pioneira no país na fabricação de chocolates sem leite, sem glúten ou qualquer ingrediente de origem animal. Os produtos têm certificação Kosher, que significa uma alimentação baseada em preceitos judaicos, o que garante uma fiscalização das matérias primas utilizadas, bem como o conhecimento de sua procedência. Isso dá a garantia e segurança de não estar utilizando elementos de origem animal na produção (Fonte: site tnuva.com.br). O mix de produtos é bastante variado, com opções de trufas, tabletinhos, língua de gato branco e preto, pastilhas coloridas, gotas de chocolate, chocolate 70%, belga (possui lecitina de soja/maquinário exclusivo), meio amargo, com frutas e barras para uso culinário.

A empresa possui representações em 10 estados brasileiros, e no Rio Grande do Norte, a Nadica de Leite é o caminho que aproxima os consumidores do saboroso chocolate, que não deixa nada a desejar aos tradicionais. A administradora, sobretudo mãe de duas crianças com alimentação restritiva, que assim como outras tantas, são seduzidas pelo aroma e sabor do chocolate, sente-se realizada pelo encontro com a marca, que agrega segurança, qualidade e sabor. A variedade de utilização dos produtos é outro destaque nas receitas culinárias, com brownie, bolos de chocolate e brigadeiros, assim como é sucesso nas festas de aniversário de Eduardo e Pedro. “É muito mais que chocolate, é acolhimento, são novas possibilidades de sabor, é a construção de memórias afetivas. A cada retorno positivo dos clientes meu coração se enche de amor e me faz querer cada dia mais ampliar essa possibilidade de afeto para mais pessoas e com novos produtos.” DOMINGO, 11 de agosto de 2019

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Orientação médica

Alimentos que ajudam no combate à depressão >> Especialista lista também o que deve ser evitado por quem sofre com a doença

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Orientação adoro comer médica

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Consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade

depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século". A doença, que atinge pessoas de qualquer idade, sexo ou classe social, se apresenta de forma recorrente, apresentando sintomas de tristeza profunda, desânimo, baixa autoestima, perda do prazer, entre outros. A ajuda está no tratamento médico e psicológico, além de uma boa alimentação. O médico nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo elencou os principais alimentos que ativam os neurotransmissores da felicidade, responsáveis pelo bom humor e sensação de bem-estar: PROTEÍNAS – Alimentos como carnes, ovos e leites (e derivados) possuem grandes quantidades de triptofano, um aminoácido que atua na formação da serotonina. AVEIA – É fonte de triptofano, contém selênio que é considerado um mineral que colabora para a produção de energia. Os carboidratos também presentes no alimento elevam os níveis de insulina e facilitam a absorção de triptofano. BANANA – Fonte de carboidratos que estimulam a produção de serotonina, ela contém vitamina B6,

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Alimentos como nozes, castanhas e amêndoas são fontes dos minerais magnésio, cobre e selênio, que reduzem o estresse e melhoram a memória

importante na condução dos impulsos nervosos e na prevenção da ansiedade e irritação.

MEL – A serotonina é produzida no intestino e o mel é um importante regenerador da microflora intestinal.

OLEAGINOSAS – Alimentos como nozes, castanhas e amêndoas são fontes dos minerais magnésio, cobre e selênio, que reduzem o estresse e melhoram a memória.

Segundo Azevedo, quem sofre de depressão, é importante que evite alimentos que aumentam a oscilação de humor, como bebida alcoólica, fast food, refrigerante e alimentos ricos em gordura e açúcar, como frituras, doces e sobremesas. “Esses alimentos provocam alterações bruscas no nível de açúcar no sangue, levando a mudanças na produção de hormônios no corpo e ao aumento do peso, fatores que aumentam o risco de ter e de piorar a depressão”, explica o médico. Dietas “zero carbo” ou com níveis muitos baixos de carboidratos também podem agravar ou até causar quadros de depressão, de acordo com o nutrólogo. “O carboidrato é importante na vida de qualquer indivíduo. Além de ser nossa principal fonte de energia, ajuda o cérebro a produzir uma substância chamada serotonina. A sua falta pode causar alterações de humor, chegando até a depressão. A ausência de carboidratos na dieta pode levar a uma piora no quadro de depressão”, alerta.

PIMENTA – A capsaicina é o princípio ativo da pimenta que causa a ardência. Ela estimula o cérebro a produzir mais endorfina, hormônio responsável pela sensação de euforia e redução do estresse. CHOCOLATE – É um dos produtos que tem o poder de causar sensação de prazer. Isso acontece porque a versão amarga (que possui pelo menos 70% de cacau na composição) é fonte de triptofano e ainda possui teobromina, um alcaloide da família da cafeína que tem efeito estimulante. O triptofano é um componente químico que estimula a serotonina, um hormônio ligado à sensação de prazer e bem-estar. Portanto, o consumo de chocolate aumenta a produção de serotonina e faz aumentar a sensação de felicidade.

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OPINIÃO [ CRÔNICA

As telenovelas inversão da arte JOSÉ DE PAIVA REBOUÇAS josedepaivareboucas@gmail.com

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autor José de Abreu disse que o público das novelas da Globo "adora os absurdos da trama". Acontece que esses absurdos são tão repetitivos que ninguém aguenta mais. Geralmente é mulher batendo em mulher por causa de homem ou de inveja. Há muito, telenovela é sinônimo de confusão, mas confusões seletivas. As pessoas sempre gostaram de absurdos. Os livros antigos, sobretudo os religiosos, estão cheios de fábulas. As "Mil e uma noites", os contos de fada e histórias infantis, animam objetos e animais considerados irracionais. Tudo isso, acreditem, para tentar deixar o homem mais humano, mais solidário, de melhor convivência. No caso das telenovelas, não sei. Parece que seguem um sentido oposto. A arte é feita para reconstruir o mundo e incomodar o conservadorismo. A Arte Pop, em parte, tenta buscar nas multidões mais simples as representações invisibilizadas. É deste contexto que nasceu o samba, a música sertaneja, o funk, só para citar expressões artísticas mais conhecidas. Todos esses gêneros surgiram do povo e vão se tornando cult a depender do tempo. O sertanejo universitário é rejeitado, mas a música "Evidências", de Chitãozinho e Xororó, é, entre todos os gêneros musicais, o mais tocado nos caraoquês do Brasil. Virou cult. Alguns funks elevaram suas auras ao serem interpretados por Caetano Veloso e Maria Betânia. Isso nem sempre significa que o gosto por aquele tipo de expressão mude nas pessoas. Só a aproxima de outros públicos. As telenovelas, a meu ver empírico, buscam sempre se aproximar de búblicos C e D, não relatando seus com-

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portamentos, mas tentando imitar de maneira equivocada. Aquela coisa de uma pessoa que veio "de baixo" ganhar dinheiro, mas não ganhar cultura, é bem usual e, por mais que se negue, é uma forma de diminuir os sujeitos mais simples da sociedade. Quantos de nós nascemos em casas de taipa, estudamos tarde e hoje construímos um legado cultural respeitável? As novelas negam um pouco isso e, quando os expõe, geralmente, colocam os personagem com vergonha de seus pares e passado. Percebe-se que os autores de novelas deram para basear suas histórias na audiência. Então, determinados personagens que eram bons viram maus e vice e versa. Diferente de produções que partiam de livros que pre-

cisavam seguir uma linha já construída, as telenovelas de hoje não têm nada de novo e se tornam desinteressantes e repetitivas por conta disso. Esse fenômeno de inverter a ação do criador pelo desejo do receptor é o que tem feito, por exemplo, o Jornalismo começar a ser questionado. Pior que isso, tem interferido na política e nos destinos de todos nós brasileiros. As telenovelas são, neste contexto, um exemplo simplificado desse quadro, a meu ver perigoso e preocupante, potencializado pelas redes sociais. As novelas, repito, não são uma representatividade da realidade, elas moldam a realidade, assim como as redes sociais e a política modificam o modo de agir e de viver de cada um de nós.

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adoro comer

Torta com castanha Ingredientes 200 g de manteiga sem sal 3 xícaras de açúcar 2 de gemas 1 colher de sopa conhaque ou rum 2 pacotes de Biscoito Maria Vitarella 2 latas de creme de leite Leite (para umedecer os biscoitos) 6 colheres de chá de chocolate em pó 6 colheres de sopa de leite 1 colher de sopa Margarina Na Mesa

Modo de preparo - Bata na batedeira o açúcar com a manteiga gelada, até formar um creme. Acrescente as gemas, o conhaque ou rum e o creme de leite gelado para facilitar a retirada do soro. Bata até formar um creme macio e consistente. Reserve. - Misture as colheres de chocolate em pó, açúcar, leite e margarina e leve ao fogo baixo até formar uma calda. - Em um refratário de vidro grande, alterne camadas de biscoito Maria Vitarella molhado em leite, creme, calda

e castanha triturada. Finalize sempre com uma camada de creme e, em seguida, castanhas trituradas. Para enfeitar, coloque algumas castanhas inteiras e regue com a calda em movimentos aleatórios. - Conserve em geladeira. De preferência prepare no dia anterior ao consumo. DICA: Coloque o creme de leite no congelador 15 minutos antes de usá-lo. Dessa forma, ficará mais fácil de separar o soro.

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18 anos de

compromisso com o jornalismo de verdade @defato_rn

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Mossoró (RN), domingo, 11 de agosto de 2019

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Luciano Lelys

Retornando às origens Após alguns anos tendo sido realizado em formatos diferentes e com menor repercussão, espetáculo Auto da Liberdade volta à Estação das Artes, seu local de origem, e contará com participação ativa da comunidade. O argentino Marcelo Flecha, naturalizado brasileiro, que reside há 43 anos no Maranhão, também volta a assumir a direção geral do espetáculo. Ele faz questão de ressaltar a importância de discutir temas relacionados à liberdade no momento vivenciado atualmente pelo Brasil. CMYK revista de domingo_capa.indd 1

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tv defato com

>> bastidores

Quinta temporada do “Bake Off Brasil – Mão na Massa” foca no comportamento

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>> inside

João Côrtes será repórter dos bastidores da nova temporada do “Popstar”

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>> principal

Na pele de Agno de “A Dona do Pedaço”, Malvino Salvador celebra 15 anos de tevê. página 4

Além do

óbvio


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Seriais

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>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Conto da galera Novidade da semana, "Que História é Essa, Porchat?" é um programa que reúne anônimos e famosos com o objetivo de revelar suas histórias mais inusitadas. Com produção da Porta dos Fundos e com os primeiros episódios já disponíveis no GNT Play, o programa semanal traz um bate papo entre três convidados no palco e participação da plateia, buscando conexões entre eles. Nomes como Fátima Bernardes, Chay Suede, Dani Calabresa, Regina Casé, Ingrid Guimarães, Claudia Raia e Zeca Camargo estão confirmados para essa temporada. O cenário 360 graus é intimista e permite a conversa entre a plateia e os convidados. Os elementos cenográficos como sofás, poltronas, puffs e luminárias, vieram do acervo dos Estúdios Globo, e trazem uma carga de histórias da teledramaturgia brasileira para o programa. O ambiente tem também fotos do acervo pessoal do Porchat e, ainda, um bar onde o apresentador e seus convidados relembram passagens divertidas de suas vidas.

Aventura em duas rodas

(Amazon, seg, dia 12) Série do SBT em parceria com a Mixer Films, "A Garota da Moto" acaba de ter seus direitos de exibição adquiridos pela Amazon. A plataforma de streaming Amazon Prime exibirá com exclusividade as duas temporadas da trama na íntegra. que poderão ser assistidas em português ou em espanhol. Na trama, Joana (Christiana Ubach) é uma moça honesta que trabalha como motogirl em um mundo majoritariamente masculino para sustentar Nico (Enzo Barone), seu filho de oito anos de idade. Ela é perseguida por Bernarda (Daniela Escobar), uma milionária que vê na motoqueira uma ameaça à sua fortuna, uma vez que acredita que seu falecido marido teve um caso com ela. Ameaçada, Joana foge para São Paulo e vai trabalhar na empresa de entregas Motópolis Apesar de acreditar que fugiu dos fantasmas do passado, Joana passa a ser novamente perseguida por Bernarda, que agora conta com ajuda do ex-professor de artes marciais da motoqueira, Dinho (Sacha Bali), que se une com ela em troca de dinheiro. Já na segunda temporada surge Alex (Erom Cordeiro), irmão de Dinho que está decidido a vingar sua prisão – a qual atribui o fato à Joana – e a mau-caráter Noemi (Ana Flávia Cavalcantti).

Forças estranhas

(Globoplay, qua, dia 14) Em "O Milagre", produção original de Sky que chega ao Brasil pela Globoplay, o debate entre a fé ciência, verdade e mentira ganha um novo ponto de vista. Criada pelo escritor italiano Niccolò Ammaniti, o ponto de partida da série é a visita da polícia à casa da mãe de um mafioso, onde uma imagem da virgem Maria que chora sangue é encontrada. Não há resposta para o mistério, mas o poder do enigma enlouquecerá as pessoas que entrarão em contato com este evento, atrapalhando suas vidas. Ambientada em uma Itália que está prestes a decidir seu futuro dentro da União Européia, a série de oito episódios mergulha no poder silencioso da Igreja e toda sua influência no estado. No elenco, Elena Lietti, Lorenza Indovina, Sergio Albelli, Pia Lanciotti, Alessio Praticò, Irena Goloubeva.

O lado bom da maldade

(Viva Play, qui, dia 15) As mocinhas podem até salvar o mundo, mas são as malvadas que despertam paixões. Para homenageá-las, o Viva Play já disponibiliza os primeiros episódios da série documental "As Vilãs que Amamos". Com criação de Hermes Frederico e direção de Felipe Careli e Waldecir de Oliveira, a produção recebe atrizes de peso que deram vida à vilãs marcantes da teledramaturgia nacional. Fernanda Montenegro, Lília Cabral, Susana Vieira, Claudia Abreu, Eva Wilma, Nathália Timberg, Cássia Kis, Marieta Severo, Lea Garcia, Laura Cardoso, Joana Fomm, Glória Menezes, Renata Sorrah, Gloria Pires e Adriana Esteves são as convidadas da primeira temporada. A cada episódio, elas comentam a importância das antagonistas dentro das tramas e o que as faz serem, ao mesmo tempo, tão odiadas e amadas pelos telespectadores, além de compartilharem memórias, curiosidades, inspirações e influências.

Muitas faces

(Netflix, sex, dia 16) Marlon Wayans é ator, comediante, produtor e roteirista americano, conhecido por suas frequentes parcerias com o irmão Shawn Wayans, com quem estrelou o seriado "Dupla do Barulho" e os filmes "Todo Mundo em Pânico" e "As Branquelas", entre outros. Agora, Marlon é a estrela de "Seis Vezes Confusão", onde faz uma homenagem a franquia clássica dos anos 1990, "O Professor Aloprado", protagonizado por Eddie Murphy. No longa da Netflix, Marlon dá vida aos seis irmãos gêmeos que estrelam a produção. Na história, Alan cresceu achando que era filho único. Ao procurar sua mãe biológica, ele acaba ficando cara a cara com um irmão que nunca soube que existia, Russell, e o encontro acaba levando à revelação do segredo de que eles nasceram gêmeos sêxtuplos. Depois da descoberta, os dois partem em uma viagem de carro para encontrar seus outros irmãos, mas não antes de Alan começar a questionar se buscar suas origens não foi um terrível engano. Com produção de Rick Alvarez e Nathan Reimann, o filme é dirigido por Michael Tiddes.


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Além do óbvio

>> principal

Na pele de Agno de “A Dona do Pedaço”, Malvino Salvador celebra 15 anos de tevê

casam, têm filhos, mas uma hora essa verdade fala mais alto. Meu trabalho de atuação respeita esse tom de realidade do papel, tanto que ele equilibra muito bem suas diversas facetas. P - Sendo um dos principais galãs da Globo, você acha que existe alguma dose de ironia na sua escalação para o Agno? R - Eu achei ótimo. Acho que é muito coerente com a diversidade que está sempre presente nas tramas do Walcyr e no quanto ele me instiga como ator. Não quero fazer sempre o mocinho heroico, é muito cansativo ficar se repetindo. Então, além de provocar o público, é um trabalho que subverte um pouco a minha carreira e isso é muito saudável.

A

beleza rústica e o jeitão meio bronco foram responsáveis por fazer a carreira de Malvino Salvador deslanchar na tevê. Em uma trajetória que já dura 15 anos, o ator acabou se limitando a heróis e vilões sem muitas nuances, mas que lhe garantiram repertório e visibilidade. Agora, na pele do homossexual reprimido Agno, de “A Dona do Pedaço”, ele comemora a oportunidade de viver um tipo mais complexo que o usual. “Agno é o típico sujeito que se boicota ao longo de grande parte da vida por não conseguir viver e assumir a própria sexualidade. Quando decide viver, ele acaba tornando-se um grande egoísta. É um sujeito entre o amor e o desprezo”, conceitua Malvino. As Artes Cênicas cruzaram o caminho de Malvino por acaso. Nervoso a cada novo teste para fotos e campanhas publicitárias, o então modelo recorreu a um curso de atuação para se “soltar” mais. “Quando vi, já não fazia mais sentido ser modelo e estava completamente envolvido pela profissão de ator”, explica. Natural de Manaus, capital do Amazonas, a estreia na tevê foi em 2004, no bem-sucedido “remake” de “Cabocla”. Na sequência, participou de produções como “Alma Gêmea” e “A Favorita”, até que chegou ao seu primeiro papel protagonista em “Caras & Bocas”, de 2009. “Um personagem foi me preparando para

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o outro. Errei e acertei, mas sempre segui em frente”, analisa o ator que, aos 43 anos, segue como um dos mais requisitados de sua geração. “Sou meio operário mesmo. As pessoas sabem que não fujo de trabalho. Acho que é por isso que sempre tem alguém chamando”, diverte-se. P - “A Dona do Pedaço” é sua quinta novela sob o texto de Walcyr Carrasco. O que o atrai para as obras do autor? R - Uma série de fatores. O principal é o fato dele confiar no meu trabalho. Sinto isso pela gama de personagens diferentes que ele me propõe a cada nova produção. Foi ele que me fez fazer comédia pela primeira vez, com o Vitório de “Alma Gêmea”, que também apostou em meu nome para herói de “Caras & Bocas” e “Amor à Vida”. Fiquei muito encantado quando ele começou a me falar do Agno. Sem dúvida, é o papel mais complexo que já fiz.

P - Por quê? R - É um personagem com muitas nuances. Não chega a ser um vilão, tampouco mocinho. Existe amor dentro dele a partir da relação com a filha. Em contrapartida, também tem muita aflição e insegurança por conta dos anos perdidos em um casamento fadado ao fracasso. Por fim, a sexualidade dele é marcada por muito tempo de repressão e tristeza que ele mesmo se impôs. No momento em que ele tem coragem de se assumir, acaba sendo injusto com outras pessoas. P - A televisão costuma retratar personagens gays de forma bem estereotipada. Como você enxerga o Agno nesse contexto? R - Acredito que o Walcyr escolheu um caminho totalmente diferente. Agno é um personagem muito possível e está por aí pelo cotidiano. Existem muitos homens que tentam renegar a própria natureza e se

P - Existe uma expectativa em torno de um beijo entre Agno e Rocky (Caio Castro). Você está preparado para a cena? R - Claro. É um beijo técnico (risos). O questionamento massivo em torno do beijo só evidencia o quanto o Brasil ainda é um país cheio de preconceito. Os conflitos entre esses personagens são mais importantes que o fato de eles se beijarem. Se eu tivesse problemas em fazer alguma cena que envolve a rotina do papel, não teria aceitado e nem sido convidado. É um assunto tranquilo e já “antigo” dentro da Globo. P - Você chegou a buscar inspirações em obras de temática LGBT para o papel? R - Privilegiei neste trabalho as referências que me cercam. Li alguns livros durante a vida sobre o assunto e a base da minha atuação foram conversas informais, cotidianas mesmo, com amigos gays. Minha principal preocupação foi entender o que leva algumas pessoas a se boicotarem por tanto tempo. O Agno tenta compensar com sucesso profissional toda a tristeza de não ter vivido sua sexualidade plenamente.


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>> close Quitéria Kelly, que participa de “Malhação”, se aproxima da tevê

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Um novo mundo

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uitéria Kelly aproveita cada momento no estúdio das gravações de “Malhação”. A atriz, que interpreta a educadora Neide, tem uma trajetória marcada por diversos trabalhos no teatro. A televisão, porém, foi pouco explorada por ela. No entanto, desde o ano passado, Quitéria começou a mudar esse quadro. Após participa da supersérie “Onde Nascem os Fortes”, a atriz tem intensificado sua relação com a televisão. Aos poucos, tem desmembrado uma nova estética. “É um território novo que estou descobrindo aos poucos. O ritmo frenético de gravações, as nuances de atuação e a troca com os telespectadores são novidades para mim. Embora tenha 20 anos de atuação no teatro, nunca havia passado por uma experiência tão intensa como essa. Sempre tive muito desejo em trabalhar com cinema e tevê. Até fiz bastante trabalho em cinema no Nordeste, mas eu queria fazer uma imersão maior nessa linguagem e decidi investir”, explica. Na atual temporada da trama adolescente, Neide é coordenadora do colégio estadual Otto Lara Resende e mãe de Bill Clinton, papel de Thiago Genini. Ela o adotou quando ele tinha cinco anos. Está sempre pronta para dar uma palavra amiga a qualquer um. Sabe que seus alunos precisam de atenção, compreensão e respeito. Nos últimos capítulos, Neide iniciou um relacionamento com Marco Rodrigo, interpretado

por Júlio Machado. Porém, precisa lidar com a paixão do policial por Carla, de Mariana Santos. “A Neide é uma mulher de personalidade forte, muito doce, apaixonada e madura. Apaixonada pela profissão, pelo filho e à procura de um amor para pousar o lado romântico dela. É uma mulher decidida, uma leoa desgarrada que, quando quer alguma coisa, vai lá e faz. Mas

também sabe conquistar com doçura e companheirismo”, defende. Natural de João Pessoa, na Paraíba, Quitéria apresenta um sotaque bastante acentuado em cena. Desde o início, a equipe da novela queria uma atriz nordestina para interpretar a personagem. Para Quitéria, é bastante simbólico interpretar uma professora nordestina em uma história adoles-

cente. “O Nordeste tem muito a ensinar ao país, aliás, o Nordeste vem ensinando muita coisa ao país há muito tempo. Ter a Neide com o sotaque dela, sem ser caricata, sem ridicularizar o povo nordestino, sem colocar o nordestino no lugar do risível, foi para mim um grande presente que recebi dos diretores Carlos Araújo e Adriano Melo e da escrita deliciosa de Jacobina”, valoriza. Formada em Artes Cênicas pela UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte e fundadora do Grupo Carmin de Teatro, Quitéria conhece bem os caminhos e entraves para levantar um espetáculo teatral. Com uma trajetória recheada de produções no currículo, a atriz tem percebido maiores dificuldades para viver de arte no Brasil nos últimos anos, como a anulação de editais e a redução dos festivais e espaços culturais. “Atualmente, temos um grande plano de desmonte da cultura em curso. Como pensava Paulo Freire, a cultura é a memória de um povo e instrumento de aprendizado da sua história. Como a arte e a educação são libertadoras, isso faz com que os atuais gestores alimentem um verdadeiro ódio aos artistas. O desmonte acontece em vários setores e de várias formas. Seja pela censura, pela anulação de editais, pela falta de manutenção dos espaços culturais, dos festivais, dos cortes em setores como o audiovisual, que movimenta um braço importante da economia no país, e tantas outras formas de aniquilar as artes no país. É triste, é desesperador e, o pior de tudo, é que sinto que ainda não chegamos no fundo do poço”, lamenta.


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>> ponto de vista

Nova temporada de “Escolinha do Professor Raimundo” inova no formato sem perder a essência

Revista e ampliada O

“remake” da “Escolinha do Professor Raimundo” cresceu. Coprodução entre o Viva e a Globo, o humorístico foi revisitado em 2015 para homenagear o lendário programa protagonizado por Chico Anísio, que atravessou gerações e revelou inúmeros talentos do humor. Inicialmente, emissora e canal pago encomendaram apenas sete episódios, mas além da boa audiência, o projeto virou um “queridinho” entre o elenco global e acabou reunindo expoentes do novo humor da emissora, casos de Marcius Melhem, Marcelo Adnet, Dani Calabresa e Rodrigo Sant'anna, a nomes mais comuns nos créditos da teledramaturgia, como Mateus Solano e Ângelo Antônio. Após quatro vitoriosas temporadas, a direção começou a pensar em novos rumos para a dinâmica da produção. Apesar da longevidade, o esquema de perguntas e respostas entre o Professor Raimundo Nonato, de Bru-

no Mazzeo - filho de Chico -, pode funcionar durante muitos anos, mas é bem repetitivo aos olhos da televisão atual. De forma acertada, a produção ganhou novos cenários e muitas possibilidades de interação entre alunos e corpo docente. Sempre tão falada por Seu Boneco, personagem agora defendido por Marcius Melhem, a merenda é um momento que valoriza a comicidade e as piadas de duplo sentido que soam muito bem na embocadura de nomes como Fabiana Karla e Marcus Caruso, intérpretes dos impagáveis e clássicos Cacilda e Seu Peru. Com resultado menos inspirado, a sala de artes comandada por Capilé Sorriso, de George Sauma (uma recriação da mesma sala, com o mesmo personagem interpretado por Tim Rescala), é o palco para versões divertidas de músicas conhecidas, mas que carecem de maior empenho não apenas nas letras, mas na qualidade vocal e de dublagem dos

atores. Entre passado e presente, fica nítido o respeito e o investimento desses novos espaços de gravação, com cenários exagerando nos arquétipos do ambiente escolar na medida do tom mais infantil e de acordo com a programação voltada para a família proposta pelas tardes de domingo da Globo. Mesmo chegando a um público amplo, a “Escolinha do Professor Raimundo” não cai na cilada de resumir seu humor a um tom “chapa branca”. Em sintonia com as ruas, perguntas e respostas sobre política, sexualidade e sexismo estão sempre na ponta da língua dos alunos, mérito da antenada equipe de roteiristas coordenada por Leonardo Lanna. Sempre tão elogiado, o desempenho de boa parte dos atores com personagens tão icônicos ganha pontos controversos nos novos episódios. Na pele do etílico João Canabrava, Marcos Veras reverencia Tom Cavalcante de forma totalmen-

te sem brilho e comicidade suspeita. Pela mesma linha equivocada também estão Érico Brás e Leandro Hassum. A pior atuação, entretanto, fica por conta de Marco Luque. Em anos anteriores, o comediante já havia mostrado sua fraca versão de Nerso da Capitinga - agora vivido de forma bem mais harmoniosa por Gui Santana. Não satisfeito, Luque retorna ao projeto fazendo uma imitação pobre e desconfortável do “maluco beleza” Patropi, um grande erro de escalação, mas também de direção de elenco. Os pontos negativos não são suficientes para tirar o brilho do humorístico, cujo o trabalho é encabeçado por Cininha de Paula, diretora que também esteve à frente da clássica versão da “Escolinha do Professor Raimundo” dos anos 1990. Porém, com o público nas mãos, a produção precisa manter a fina seleção de escalação e personagens que fez do “remake” um sucesso.


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Globo – 17h35

>>malhação

Terça (13/08) – Anjinha teme pela segurança de Marco. Marco apresenta Peixoto a Percival, o promotor que ajudará na delação de Góes sobre a morte de Zé Carlos. Rita e Jaqueline tentam acalmar Anjinha. Tadeu insiste para que Rita aceite fugir com ele e Nina. César encoraja o namoro de Milena e Daniel, e Karina se irrita com o marido. Thiago pergunta a Jaqueline se eles estão namorando.

Quarta (14/08) – Marco encontra Peixoto, m perde Góes de vista e teme por sua seguranç Tadeu fotografa Cida com Nina. Filipe fala co Lígia sobre a atuação de Lara. Karina beija M dureira. Marquinhos e Rafael armam para prej dicar Raíssa no concurso. Nanda comemora s performance com Camelo, que não demonst animação. Anjinha, Jaqueline, Raíssa e Neide com binam a festa-surpresa de noivado para Carla.

>>Órfãos da Terra Globo – 18h15

Segunda (12/08) – Todos comemoram o resgate de Laila. Padre Zoran e Laila lançam o canal do Instituto Boas Vindas na internet. Rania se preocupa com Dalila. A vilã arma contra Almeidinha, e Gabriel teme o plano. Almeidinha insiste para que Péricles se aproxime de Camila, e Zuleika insinua que o rapaz pode ser diferente do pai. Rania comenta com Miguel que desconfia de que o bebê de Dalila não seja de Jamil. Cibele pergunta a Camila sobre Valéria.

Terça (13/08) – Gabriel garante a Dalila que a denúncia contra Almeidinha será feita. Helena chega ao passeio, e Missade se irrita. Abner e Latifa sofrem longe um do outro. Eva fica triste ao descobrir que Omar foi embora. Ester pede que Latifa volte para sua casa para ficar com Abner. O delegado comunica a Tomás a denúncia feita contra Almeidinha. Elias discute com Helena na frente de todos, e Missade o repreende. Faruq e Muna falam sobre sua primeira noite juntos.

Quarta (14/08) – Almeidinha afirma que vítima de uma armação e acusa Dalila de têprejudicado. Souza promete a Almeidinha q investigará seu caso. Cibele conta para Ran sobre suas sensações com Davi. Todos apoia Almeidinha e Zuleika, e Jamil garante que Dal pagará por seus crimes. Eva sofre com a parti de Omar, e Sara conforta a mãe. Ester pede q Latifa se converta ao judaísmo para ficar co Abner.

Globo – 19h15

>>Bom Sucesso

Segunda (12/08) – Marcos pede para conversar com Paloma. Paloma descobre que Marcos irá morar na mansão de Alberto. Diogo questiona Mário sobre Nana. Alberto expulsa Silvana de sua casa. Thaíssa sugere que Evelyn se esforce para chamar a atenção de Felipe. Vicente incentiva Ramon a deixar Gabriela treinar no time. Marcos promete a Silvana que a Prado Monteiro editará seu livro. Silvana arma para Marcos e finge para os fotógrafos que o editor a pediu em casamento.

Terça (13/08) – Silvana diz a Marcos que o casamento dos dois será bom para a imagem da editora. Ramon deixa Gabriela treinar no time. Paloma pede para ler a entrevista com Silvana que Alberto descartou. Alberto e Marcos discutem. Luan se preocupa com Waguinho. Nana sente ciúmes de Sofia ao vê-la com Paloma. Alberto entrega o testamento assinado a Diogo. Paloma comenta com Alberto que Silvana tem boas histórias e ele orienta Marcos a lançar o livro por um selo mais comercial.

Quarta (14/08) – Paloma exige que Ram confie nela para que os dois continuem junto Nana se surpreende com Diogo quando ele s gere que o casal tenha um filho. Paloma convi Alberto para participar do ensaio da Unidos Bom Sucesso. Alberto conta a Paloma seu pla para fugir da mansão e ir ao ensaio da agremiaçã Marcos pensa em se desvencilhar do casamen com Silvana. Marcos estranha ao ver Paloma seu pai na quadra da escola de samba.

Segunda (12/08) – Maria da Paz se desespera ao saber do incêndio no depósito da fábrica. Jô confessa a Régis que foi ela quem encomendou o incêndio. Vivi conta a Chiclete que sua casa lhe despertou lembranças. Eusébio afirma que Cornélia jamais encontrará sua herança. Maria da Paz se reúne com Márcio, Zé Hélio e Abel para tentar reerguer a fábrica. Camilo confirma o álibi de Lucas e liberta o rapaz. Lucas lê a mensagem de Jardel sobre o relacionamento de Jô e Régis.

Terça (13/08) – Jô volta para casa e Evelina desconfia. Maria da Paz e Amadeu falam sobre seus sentimentos. Rock afirma a Téo que Jô mente para ele. Camilo investiga a morte de Lucas. Jô finge apoiar Maria. Agno descobre que Fabiana lhe aplicou um golpe e jura vingança. Lyris e Rael ficam juntos. Chico arma uma luta entre Rock e Paixão. Chiclete promete contar sobre sua vida para Vivi. Zé Hélio engana Kim para ajudar Téo a descobrir os segredos de Jô.

Quarta (14/08) – Régis e Evelina temem q Maria da Paz tenha se precipitado ao passa fábrica para o nome de Jô. Abel tem uma de confiança sobre Britney, e Rock sugere que irmã converse com o rapaz. Régis aconsel Maria da Paz a não registrar o contrato com J Zé Hélio e Rock ajudam Téo a acessar o celul de Jô. A pedido de Rock, Agno abriga Leand em seu apartamento. Antero diz a Maria que registro do contrato já está feito.

Segunda (12/08) – Roger, Marcelo e Guilherme discutem sobre o que farão com relação a doença de Glória. Após o acidente doméstico, Lindomar acorda um pouco confuso. Pendleton faz uma proposta a Sophie para devolver seu braço. Lorena sente falta de Raquel, e Durval sugere que ela passe uma noite com a irmã. Sophie aceita a proposta de Pendleton e recupera seu braço. Roger fica impressionado com os números que o CLP vem alcançando. Preocupado com a doença de Glória, Guilherme oferece suporte a avó. Lorena e Durval vão visitar Raquel.

Terça (13/08) – O desenho misterioso com as iniciais "DL" aparece pichado também na padaria de Durval, e o deixa furioso. O Clube MaGaBeLo encontra uma foto antiga durante a busca no depósito da escola. Salvador vai até a escola para se despedir, dizendo que vai viajar para a Europa para divulgar sua arte. Os professores entregam os boletins aos alunos e todos ficam sabendo quem está aprovado para ir ao Campo de Férias. As crianças do MaGaBeLo perguntam a Helô se ela conhece as pessoas da foto que encontram. Lindomar volta a gravadora para gravar sua música.

Quarta (14/08) – Jeff consegue recuperar dados de Pendleton no sistema da escola. Na e cola, os alunos comemoram o fim das aulas. E diz a Hugo que também está interessado em P ola e os dois decidem fazer uma para ver que consegue conquista-la primeiro. Marcelo rece uma ligação do advogado de Roger dizendo q Glória será internada e tem uma séria discussão co o irmão. As crianças do MaGaBeLo vão até a ca de Branca para perguntar se ela conhecia a mãe Pendleton. Para conter a rebeldia de Raquel, Fe nanda pede para Durval voltar para casa.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Segunda (12/08) – Góes começa a contar a Marco a verdade sobre a morte de Zé Carlos, mas acaba tendo que fugir por causa de uma viatura da polícia. Neide diz a Anjinha que sabe da paixão de Marco por Carla, mas lutará por ele. Daniel percebe que Madureira está incomodado em relação a seu noivado com Carla. Thiago questiona Jaqueline sobre o namoro de Daniel e Milena.

>>A Dona do Pedaço Globo.–21h

Resumo das novelas

ACESSE


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mas ça. om Majusua tra m-

Quinta (15/08) – Daniel e Jaqueline se preocupam com os golpes trocados por Madureira e Marco. Carla autoriza que Raíssa vá à produtora de Montenegro. Rita repreende a perseguição de Tadeu a Nina. Carla estranha ao ver Madureira machucado. Anjinha provoca Marco por conta de sua luta. Madureira reflete sobre seu relacionamento com Carla. Jaqueline pede a ajuda de Vânia para armar a festa surpresa para Carla.

Sexta (16/08) – Peixoto diz a Marco que Góes está entre a vida e a morte no hospital. Carla e Madureira se declaram uma para o outro. Raíssa e Nanda se entendem. Camelo pressiona Nanda a revelar quem ironizou Raíssa nas redes sociais. Rita discute com Filipe, e Tadeu interpela os dois. Marco vai até o hospital em que Góes está. Tadeu afirma a Rita que só ele está a seu lado. Sophia admira a música de Camelo.

foi -lo que nia am lila ida que om

Quinta (15/08) – Jamil e Laila pensam em como provar que o filho de Dalila é de outro homem. Latifa aceita se converter ao judaísmo e Abner comemora. Geraldo afirma a Eva que comprousuafloriculturacomdocumentosfornecidospor Omar. Muna parabeniza Faruq por seu novo emprego como médico. Bóris encontra Mamede desorientado na praça. Jamil pede ajuda a Evandro para libertar Almeidinha. Zuleika se desespera quando Almeidinha é transferido para uma prisão.

Sexta (16/08) – Jamil e Hussein checam o apartamento de Calpúrnia, de onde se vê a casa de Almeidinha. Gabriel provoca Valéria, que acaba descobrindo a senha de Norberto. No laboratório, Laila percebe o nervosismo do biomédico Fernando. Ali, Sara, Faruq e Bóris apoiam Eva. Ester e Abner ensinam a Latifa costumes judaicos para sua conversão religiosa. Hussein e Jamil descobrem que Calpúrnia mantém diversos registros da vida íntima de seus vizinhos.

Sábado (17/08) – Jamil, Hussein e Calpúrnia explicam a Evandro e Tomás como conseguiram as provas. Elias e Helena discutem. Aflito com as desconfianças de Laila, Fernando procura Gabriel, que o aconselha a deixar o laboratório e sumir por uns tempos. Laila confronta Fernando, que confessa ter adulterado o exame de DNA do bebê de Dalila. Benjamin grava a confissão de Fernando. Muna e Ali pensam em contatar Rogério para ajudar Eva a recuperar sua loja.

mon os. suida do ano ão. nto ae

Quinta (15/08) – Nana fica preocupada ao saber que Alberto saiu com Paloma. Paloma samba com Alberto na cadeira de rodas, sob os aplausos de todos. Ramon sente ciúmes. Paloma e Leo evitam uma briga entre Ramon e Marcos. Luan diz a Waguinho que gosta de Alice. Diogo tenta influenciar Nana a interditar Alberto. Ester defende Ramon para Paloma. Waguinho é cobrado pelo bandido. Silvana se declara para Marcos. Ramon pede para conversar com Marcos e Alberto.

Sexta (16/08) – Alberto e Marcos aceitam as desculpas de Ramon. Nana diz ao pai que ele não está em condições de decidir sobre a própria vida. Os exames de Alberto mostram que a doença está estável. Patrick fica incomodado com um possível entrosamento entre Vicente e Gabriela. Alberto resolve ir à feijoada do Cacique de Ramos. Vicente se machuca no treino de basquete. Nana conta a Ramon que Paloma e Marcos tiveram um caso. Leo aconselha Ramon.

Sábado (17/08) – Francisca que não quer sua ajuda. Ramon ampara Francisca. Antônio vê Ramon no carro com Francisca e tira conclusões equivocadas. Francisca se encanta por Ramon. William provoca Gisele. Antônio conta a Paloma que viu Ramon com outra mulher. Ramon discute com Paloma e diz que sabe sobre seu caso com Marcos. Vicente pede ao pai que tire Patrick do time de basquete. Paloma demonstra a Alberto seu interesse em conhecer a editora.

que ra esea lha Jô. lar dro eo

Quinta (15/08) – Rock afirma a Zé Hélio que precisa contar a Maria da Paz sobre Jô e Régis. Kim invade o apartamento de Márcio e se intromete entre o rapaz e Silvia. Téo conversa com Jô sobre seu relacionamento e diz que a ama. Otávio pede que Vivi descubra a profissão de Chiclete. Linda comenta com Beatriz que acredita que Chiclete não é uma boa pessoa. Jô se incomoda com o afastamento de Régis. Leandro conversa com Chiclete sobre Agno.

Sexta (16/08) – Rock alerta Maria da Paz sobre Jô, mas a empresária expulsa o rapaz de sua confeitaria. Zé Hélio aconselha Rock a pedir ajuda a Téo para contar a Maria a verdade sobre Régis e Jô. Silvia e Kim abandonam Márcio. Régis lamenta a tristeza de Maria da Paz, que hesita em confiar no marido. Fabiana ameaça Otávio. Lyris e Tonho ficam juntos. Otávio expulsa Fabiana da construtora. Fabiana se aproxima de Sabrina e a apresenta a Vivi.

Sábado (17/08) – Téo passa mal e não consegue revelar a verdade sobre Jô para Maria da Paz. Sabrina se oferece para ser assistente de Vivi. Maria da Paz confessa a Marlene que teme descobrir a verdade sobre Jô. Otávio se desespera ao ver Sabrina em sua casa com Vivi, e Fabiana o enfrenta. Jô exige que Régis a encontre em seu quarto. Lyris discute com Agno por causa de Cássia. Agno convida Rock para sair com ele e Cássia.

os esEric Paem ebe que om asa de er-

Quinta (15/08) – Lindomar diz a Jeff que se lembrou de toda conversa que teve com Ciro. No laboratório, Pendleton da os toques finais em seu projeto secreto. Poliana vai até a casa de Pendleton para perguntar o motivo dele ter alterado a pontuação da menina no jogo Vetherna. Vini conta a Mirela sobre a conversa que teve com o pai de Gabi. Fernanda sugere que Raquel vá a conversar com um psicólogo. Revoltada, Raquel continua suas pichações, e quase é pega por Guilherme, que desconfia cada vez mais que ela seja "Dark Lady".

Sexta (16/08) – Filipa conta para Paola que impediu Luigi de se declarar para Yasmin. Waldisney diz a Pendleton que Sérgio é o responsável por desviar o dinheiro da O11O. Mirela dá conselhos amorosos a Vini e aconselha o amigo a terminar com Gabriela. Eric e Hugo disputam a atenção de Paola. Pendleton diz as crianças do Clubinho que ele e OTTO são primos distantes e pede para guardarem esse segredo. Mário conta ao pai que emprestou uma das HQs de Vetherna para Lorena. Encantada com a HQ de Vetherna, Raquel tem um sonho mágico com Guilherme.

ACESSE


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>> CINCO

PERGUNTAS: No ar em “Topíssima”, Silvia Pfeifer se anima com papel de uma mulher simples

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Requinte casual R – Eu acho difícil. Mas, ao mesmo tempo, a minha visão de uma atriz é aparecer e aparentar feia, cansada e destruída em cenas que pedem isso. Se alguém está sofrendo, virando noite cuidando de alguém, não vai estar com a cara ótima no dia seguinte. Então, não é crível para mim ver uma mulher completamente maquiada, tanto que eu só uso correções. Eu só tiro um pouco as olheiras e praticamente não uso rímel. Eu uso um blush que nem dá para ver, só para não ficar com o rosto todo pálido. Eu acho que o grande barato é aparentar uma outra coisa e não você mesmo o tempo inteiro.

A

elegância é inerente a Silvia Pfeifer. Dona de um porte esguio e sempre com o tom de voz baixo, a atriz se acostumou a ser escalada para personagens que acompanham o seu “phisique du rôle”. Ao longo da carreira na televisão, tipos como a Isadora de “Meu Bem, Meu Mal”, a Léia de “O Rei do Gado” e a Solange de “Celebridade” – todas da Globo - reforçaram ainda mais essa aura de luxo em seu currículo. Talvez o trabalho como modelo, que começou a exercer na adolescência e preencheu longos anos de sua vida, a tenha ajudado a construir essa imagem. Mas foi na Record que Silvia conseguiu quebrar esse paradigma. Principalmente agora, que interpreta Marinalva, uma mulher humilde em “Topíssima”. “É uma satisfação enorme fugir daquela figura tão chique e sofisticada que eu sempre tive nas novelas”, avalia. É com a mesma seriedade que Silvia imprime na tela através da grande maioria de suas personagens que ela encara a própria profissão. Dedicada ao extremo, a atriz se preocupa em sempre ser pontual com seus compromissos e aproveita para aprender com todos os colegas no “set”. “Qualquer coisa que for dita é importante a gente crescer, não ficar parado”, diz. Pensando assim, ela acabou se deixando aventurar pelo universo da confeitaria. A atriz, inclusive, chegou a fazer bolo e brownie para vender. “Tem uma amiga minha que abriu um restaurante e eu fazia

para ela. Quando preciso dar presente para alguém, eu ponho os brownies em um pote. Mas agora estou sem tempo”, lamenta. P – O que mais chamou sua atenção em relação à sua personagem em “Topíssima”? R – O fato de ser um desafio e uma satisfação enorme fugir daquela figura tão chique e sofisticada que eu sempre tive nas novelas. Embora algumas poucas personagens não fossem tão sofisticadas assim, como em “Perigosas Peruas”. É interessante encontrar essa pessoa desprovida de muitas coisas, embora minha personagem não tenha o estereótipo dessa mulher da comunidade

do Vidigal. Está sendo muito bom encontrar em cada cena uma maneira de fazer essa mulher simples e batalhadora. P – Quais características de Marinalva você tem trabalhado mais? R – Ela é muito agregadora e quer o bem-estar de todo mundo. Fazer isso de uma maneira que o telespectador não ache chato, interpretar aquela mulher que faz o bem o tempo inteiro é um desafio para o ator. Então, estou estudando muito com o preparador e “coach”. P – Você deixou de pintar os cabelos para fazer a novela. Foi fácil abrir mão da vaidade pela personagem?

P – Você passou um tempo trabalhando em novelas portuguesas. Como foi a experiência? R – Eu fiz a novela portuguesa “Ouro Verde”, na TVI (que está sendo exibida na Band) e ganhamos o Emmy de Melhor Novela Estrangeira no ano passado. A trama terminou em novembro de 2017. Foi uma novela realmente maravilhosa e fiz uma personagem forte e sofrida. Trabalhei com a Zezé Motta lá também. É sempre diferente trabalhar fora, mas também não é. P – Como assim? R – É igual porque não tem muito como fugir da receita do bolo, toda receita do bolo tem uma linha base. Trabalhar com atores que vêm de uma escola completamente diferente da sua e que têm uma história de televisão completamente diferente da sua – eu achei, pelo menos – não é só um desafio, mas é agregador. Isso traz uma maneira de lidar com a atuação completamente diferente. Com um ator brasileiro, você olha e já sabe como agir.


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Sem tempo para pensar >> raio x

Diyo Coelho dribla entrada repentina no elenco de produção bíblica

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iyo Coelho precisou de agilidade e sagacidade para encarar o trabalho em “Jezabel”, da Record. O ator, que vive o sensato Jorão, foi escalado para o projeto com a trama já em andamento. Por isso, Diyo não teve um longo período de preparação de elenco. Antes de pisar nos estúdios pela primeira vez, ele foi em busca de informações sobre a temática bíblica. “Foi uma construção com tempo apertado, mas consegui buscar bastante informação a respeito na internet e tive de mergulhar no texto, pois sabia que teria de seguir à risca”, afirma Diyo, que teve dificuldades para decorar alguns nomes do enredo épico. “Decorar o texto foi a parte mais complicada. Muitos nomes incomuns, mas nada que umas horinhas a mais de estudo não resolvessem (risos)”, completa. Na trama de Cristianne Fridman, Jorão é filho da ambiciosa Jezabel, interpretada por Lidi Lisboa. Segundo herdeiro do trono na linha sucessória, depois do irmão Acazias, vivido por Willean Reis, Jorão é tido por muitos no reino como a esperança de um reinado melhor por ser um homem justo e sensato, a ponto de bater de frente com a mãe quando se depara com os absurdos que ela fala e faz. “Ele é um cara muito carente, mas é sensato, comparado ao irmão Acazias”, defende. O ator nascido em Brasília, mudou-se em 2003, aos 16

anos, para São Paulo e começou a se aproximar da arte. Além da atuação, Diyo também se dedica à música. Ele participa da banda Brejeira, em que acumula as funções de cantor, baixista e compositor. “Quando ficamos sem vocalista, eu resolvi arriscar e comecei a fazer aulas de canto. Mas me acho mais poeta do que cantor (risos)”, aponta. A banda está trabalhando no primeiro álbum, intitulado “Mandacaru”, inspirado no sertão e na história do pai de Diyo.

“O nome do grupo refere-se ao Brejo do sertão, mas também à breja, afinal tudo começou numa conversa entre amigos num bar”, explica. Nome completo: Edineyson Coêlho dos Santos. Nascimento: Em 26 de maio de 1993, em Gama, no Distrito Federal. O primeiro trabalho na tevê: “Malhação”, da Globo, de 1999. Atuação inesquecível: “No espetáculo ‘Doc.Educa-

ção’, com direção de Lee Taylor e Hércules Morais”. Interpretação memorável: “Todas do Jim Carey”. Um momento marcante na carreira: “Criar o Bento, em ‘Velho Chico’, junto a Irandhir Santos”. O que falta na televisão: “Bons roteiros com temas diversificados”. O que sobra na televisão: “Como dizia Raul Seixas: ‘Muita estrela para pouca constelação’”. Com quem gostaria de contracenar: “Com Rodrigo Santoro. Em ‘Velho Chico’, foi muito rápido”. Se não fosse ator, o que seria: “Músico”. Ator preferido: Irandhir Santos. Atriz preferida: Adriana Esteves. Novela preferida: “Velho Chico”, de 2016, da Globo. Papel que mais teve retorno do público: “Tim Maia e o Sávio de ‘Malhação’”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Kubanacan”, de 2003, da Globo. Que papel gostaria de representar: “Um louco”. Filme: “O Menino Que Descobriu o Vento”, de Chiwetel Ejiofor. Autor predileto: Benedito Ruy Barbosa. Diretor favorito: Luiz Fernando Carvalho. Vexame: “Costumo não guardar o nome das pessoas tão fácil”. Uma mania: “Fazer música o tempo todo, com o que tiver”. Um medo: “De não ser um bom pai”. Projeto: “Ter um estilo de vida alternativo, vivendo em uma ‘tiny house’, utilizando energia solar e morando em vários lugares”.


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>> inside João Côrtes será repórter dos bastidores da nova temporada do “Popstar”

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Olhar de dentro

C

om o coração dividido entre a música e a atuação, João Côrtes é do tipo que sabe muito bem o que quer. No entanto, também tem faro para reconhecer e aproveitar oportunidades fora de suas áreas de maior interesse. É por isso que ele exibe muita empolgação ao falar sobre a função de repórter que assume na nova temporada do “Popstar”, programa apresentado por Taís Araújo que tem previsão de estreia para outubro. “Sempre amei me comunicar, mas nunca imaginei que seria lembrado para um posto desse porte. Pelo menos não tão cedo. Adorei o convite, aceitei prontamente e já estou ansioso para o trabalho começar. Tenho muito carinho pelo programa”, ressalta. A história de João com o “Popstar” é tão recente quanto intensa. No ano passado, ele surpreendeu jurados e público ao entoar com propriedade e afinação diversos clássicos da música “pop”, como “Feeling Good” e “I Will Be There”. De “azarão”, acabou ficando em segundo lugar na colocação geral. “O ‘Popstar’ foi a oportunidade perfeita para apresentar as músicas que tenho prazer em cantar e, de quebra, ainda ter o 'feedback' de grandes nomes da indústria fonográfica. Posso dizer com tranquilidade que foi um divisor de águas na minha carreira”, valoriza. O fato de já saber como funciona a dinâmica do programa facilita bastante a vida de João. Os participantes da próxima edição ainda estão sendo selecionados pela direção do “Popstar”, mas João já sabe muito bem como agir nos bastidores

para deixar os competidores mais calmos e confiantes no início e final de cada apresentação. “Já estive nessa situação e estarei lá para dar apoio moral e torcer junto. Tive esse carinho na temporada passada e foi essencial para me fazer entrar mais confiante no palco”, conta. Sem esconder a saudade que sente de suas apresentações ao longo dos episódios, João torce para que ele possa dar algumas canjas ao lado dos competidores e convidados da terceira temporada. Como a transmissão é ao vivo e sem muita abertura para acontecimentos inesperados, ele está esperando um retorno dos roteiristas e da direção sobre a possibilidade. “A

chance existe sim. O martelo ainda não foi batido, mas tudo pode acontecer. Eu certamente estarei preparado”, avisa, entre risos. Enquanto outubro não chega, João alivia a ansiedade com mais trabalho. Atualmente, ele dedica-se às gravações de “Sala dos Professores”, série que retrata o cotidiano recheado de intrigas, competição e aprendizagem de uma escola particular de São Paulo. Na produção, idealizada e realizada pelo canal pago CineBrasil, João vive o professor de Literatura Daniel. “Meu personagem é o mais novo do corpo docente do colégio. Daniel é bem introspectivo, mas, aos poucos vai se entur-

mando com o resto dos professores e alunos. A ponto de superar a timidez e viver um romance com outra professora”, adianta o ator, que se inspirou em seus mestres do passado e, por indicação da direção, buscou referências em séries americanas de humor como “The Office” e “Modern Family”. “A série carrega um tempo de comédia mais próximo da ‘sitcom’ americana. É uma linguagem nova para mim e estou adorando exercitar a rapidez e ironia que eles usam lá fora”, detalha. Natural do Rio de Janeiro, João ficou conhecido do grande público de forma pouco ortodoxa. Em 2013, fez sucesso ao protagonizar uma propaganda da operadora de celular Vivo ao lado de estrelas como Grazi Massafera, Marina Ruy Barbosa, Sheron Menezzes e Fábio Porchat, entre outros. Em pouco tempo, ele começou a ser chamado pelo singelo apelido de “ruivo” nas ruas. Aproveitandose da boa repercussão da publicidade, investiu na tevê, em séries como “Três Teresas”, do GNT, “O Negócio”, da HBO, e na novela “Sol Nascente”, da Globo. “Fazer novela foi um processo bacana e bem intenso. Tenho certeza que seria muito legal voltar a esse universo no futuro. Mas, no momento, estou focando minhas energias em desenvolver projetos mais curtos e autorais”, conta. Além de ter acabado de dirigir “Nas Mãos de Quem Me Leva”, seu primeiro longa-metragem, João também tem é um dos sócios da produtora audiovisual TentáculoRec, fundada em parceria com familiares e amigos. “Empreender no Brasil é uma tarefa para corajosos. Exige muita persistência, dedicação e força de vontade. Nosso time está bacana e disposto a criar conteúdo de qualidade”, entrega.


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>> BASTIDORES Quinta temporada do “Bake Off Brasil – Mão na Massa” foca no comportamento

Calor humano

A

s relações pessoais norteiam as gravações do “Bake Off Brasil – Mão na Massa”, do SBT. Lidando com um formato internacional, o diretor Marcelo Kestenbaum, recém-chegado ao “reality show”, busca focar na interação dos jurados, Beca Milano e Olivier Anquier, e da apresentadora, Nadja Haddad, com os participantes. A ideia de Kestenbaum é criar uma identidade própria ao programa que conta com inúmeras versões pelo mundo. “O formato não pode ser mudado. Então, a gente mexe nessa dinâmica dos jurados e da apresentadora. A Beca e Olivier abordam a questão da técnica, dos sabores e das receitas. A Nadja consegue explorar mais da vida pessoal dos participantes. Ela acaba contando histórias e se tornando a mãezona da produção. Nas temporadas passadas, os três estavam sempre juntos. Agora, eles vão se dividir mais pelas bancadas”, explica o diretor. Em sua quinta temporada, a competição conta com 16 participantes em busca do título de melhor confeiteiro amador do Brasil. Ao longo da produção, eles enfrentam dois tipos de desafios: técnicos – em que todos recebem a mesma receita e devem prepará-la - e criativos – em que os competidores devem fazer receitas dentro de uma temática especifica. A cada episódio, o pior competidor é eliminado e o melhor do dia recebe o sonhado avental azul de “Mestre Confeiteiro”. “Apesar de não serem profissionais,

eles são muito apaixonados por confeitaria. Eles têm conhecimentos variados sobre diversificadas áreas. Temos um grupo bem diverso nessa temporada e temos uma oscilação de desempenho muito grande também. Estamos na metade das gravações, mas ainda não identificamos alguém que tenha chances de ser o vencedor, não temos aquele participante que se destaca. Isso é bom para o jogo”, afirma Beca. Em sua segunda temporada, Oliver revela estar lidando com concorrentes mais intensos do que na edição de estreia. “Os competidores desse ano têm propostas mais interessantes de confeitaria e trazem uma bagagem mais consistente. Temos apresentações de recheios e bolos que

não tínhamos ano passado. É mais conteúdo para quem está em casa”, ressalta. Apesar de não julgar os candidatos, Nadja constrói uma relação bastante próxima com os participantes. Por isso mesmo, a apresentadora não consegue se distanciar das histórias apresentadas na disputa de culinária, chegando a se emocionar em diversos momentos das gravações. “Eu me envolvo muito com os participantes, mas não posso ajudá-los. Isso me dá uma angústia. Não posso interferir, faz parte do jogo. Tem dias que não consigo segurar o choro e peço desculpas para a direção. Me coloco muito no lugar dos participantes”, defende.

Antes de começarem a gravar o programa, a equipe define as receitas e temáticas que serão abordadas ao longo da temporada. Os jurados participam da fase de pré-produção e também testam as receitas que serão executadas nas mesmas condições que os participantes. “Isso é bom para o programa ficar bem completo. A gente pensa em todas as possibilidades da confeitaria”, aponta Beca. As receitas, inclusive, são escolhidas através de um acordo entre os jurados e a apresentadora. “Busco a aprovação dos três para qualquer coisa que podemos criar. Quero que todos se sintam confortáveis para falar sobre o assunto que será abordado. Faço reuniões constantes com eles”, afirma Kestenbaum.


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Zapping

>> por Caroline Borges

Tempos épicos Andrey Lopes está sempre de olho em seu trabalho. No ar em “Jezabel”, o intérprete do gente boa Dov busca analisar suas sequências para observar seus pontos fortes e fracos. O ator, inclusive, conta com a ajuda de um amigo. “Ele grava todas as cenas para mim. Tenho todas. Sou muito autocrítico vejo e revejo e, quando está bom, falo comigo mesmo, boa Andrey. Quando está mais ou menos, digo poderia ter feito de outra forma”, explica o ator, que está curtindo a experiência de participar de uma trama bíblica. “É incrível e um grande aprendizado. É uma responsabilidade muito grande contar uma história que se passou antes de Cristo. Estou feliz e aprendendo dia a dia”, completa. Com o fim das gravações da macrossérie, Andrey tem aproveitado o tempo livre para relaxar. “Gosto muito de viajar, ir ao teatro, cinema, jogar tênis, churrasco”, revela.

Sucesso adolescente

O Globoplay irá disponibilizar a série “Todo Mundo Odeia o Chris”. A produção americana entra no catálogo da plataforma a partir de 21 de agosto. A série conta a história de um jovem adolescente afro-americano que tenta sobreviver com sua família disfuncional e sua escola toda branca na década de 1980.

Trabalhos em série

No ar no “docu-reality” “Autênticas”, exibido pelo GNT, Lellê também irá participar do filme “Ricos de Amor”, produção brasileira original da Netflix. Além da atriz, o longa conta com Giovanna Lancelotti, Danilo Mesquita, Fernanda Paes Leme e Ernani Moraes no elenco. A estreia está prevista para o ano que vem.

Tudo de novo

A Record reiniciou os trabalhos de “Gênesis”, nova novela bíblica. Entre as diversas tramas, o folhetim recriará o enredo de Adão e Eva. A produção tem estreia prevista para abril do ano que vem. Antes de o projeto ser engavetado, o diretor Alexandre Avancini viajou para o Marrocos em busca de locações para a trama.

Nova cozinha

Mão na massa

Após encerrar os trabalhos de “Topíssima”, o diretor Rudi Lagemann voltou suas atenções para os primeiros detalhes de “Amor Sem Igual”, nova novela da Record. Assim como “Topíssima”, o folhetim conta com a assinatura de Cristianne Fridman.

Papel de destaque

E falando em “Amor Sem Igual”, Bárbara França está cotada para viver a protagonista da história. Recentemente, ela fez uma participação nos primeiros capítulos de “Verão 90”. Em 2015, a atriz integrou o elenco de “Os Dez Mandamentos”.

O programa “Pesadelo na Cozinha”, comandado por Érick Jacquin, tem estreia prevista para 27 de agosto. Na produção, o jurado do “Masterchef Brasil” ajuda a salvar restaurantes que estão à beira da falência. O “Masterchef Brasil” está previsto para acabar no próximo dia 25.

Sucesso na grade

A série “Cine Holliúdy” ganhará uma segunda temporada na Globo. A produção registrou bons índices de audiência. Edmilson Filho, Heloísa Périssé, Matheus Nachtergaele e Letícia Colin integram o elenco da série.

Esforço em conjunto

Um grande trabalho em equipe. É assim que Camila Pitanga vê o “Superbonita”, do GNT. À frente da nova temporada da produção, a atriz valoriza a grande gama de mulheres que integrou a equipe da produção do canal a cabo. “A equipe deste programa é tão bonita, com tantas mulheres na composição. Somos mulheres nos questionando, trocando ao lado dos homens. Espero que esse resultado chegue na espectadora, pois estamos pensando no nosso lugar do mundo hoje, como quebrar padrões de comportamento ou no mínimo poder repensar juntos”, vibra. O programa volta com as entrevistas no momento poltrona e busca gerar debates acerca da busca pela beleza real de cada um.


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