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MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 7 DE outubro DE 2018 | EDIÇÃO 5.286 – ANO XIX | R$ 2,50
O FUTURO em nossas mãos
do rn
>> Mais de 2,3 milhões de potiguares vão às urnas para eleger o futuro governador, que terá o desafio de tirar o Rio Grande do Norte do caos.
DO brasil
>> Mais de 147 milhões de brasileiros vão decidir, entre 13 candidatos, quem vai conduzir a missão de pacificar o país e devolvê-lo aos trilhos do desenvolvimento. Especial
NESTA EDIÇÃO [32 páginas] OPINIÃO...............................................p2 POLÍTICA............................................p3 CÉSAR SANTOS...............................p5 gerais/opinião.............................p6 braSIL/MUNDO...............................p8 CADERNOS MOSSORÓ..............................p1 a 8 ESTADO ........................................ p1 a 4 DOMINGO ...................................... p1 a 12
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
2 OPINIÃO
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS
Organização: clauder arcanjo
Sobre os dias que correm Cedida
Aécio Cândido
professor da UERN, aposentado. Autor da obra Tempos do verbo aeciocandidocuite@gmail.com
A
senhorinha entra no elevador afobada. É cedo da manhã, não faz mais calor do que o calor costumeiro, mas ela parece ofegante e esbaforida. Talvez seja a ansiedade, o corpo revela, ainda que não se dê conta, o que a mente esconde. O problema é que a boca não quer esconder nada do que se deposita na mente. À noite, o impeachment da presidente Dilma será votado. E ela não pensa em outra coisa faz meses. Mas sua TV está no conserto e ela teme que o técnico não a entregue naquela tarde. O medo de frustrar sua expectativa explica a afobação e a presença de algumas gotas de suor no rosto gordo. O elevador enche-se dela. Baixinha, meio roliça, ocupa um quinto do espaço. A oratória eletrizada ocupa todo o resto. – É hoje que a vagabunda vai pegar o beco, diz ao entrar. E joga nos nossos ouvidos as informações sobre o conserto da TV, a lentidão do técnico, a necessidade imperiosa do impeachment, as limitações intelectuais e morais de Dilma (“burra, incompetente e ladrona”), “da vagabunda”, ela insiste, a cara de pau de Lula, “aquele cretino”, acrescenta. Ela não para quieta, eleva o tom da voz, mexe os braços, torce o pescoço. Está queimando calorias essa senhora. As papadinhas vibram, ameaçando invadir uma área, por direito, pertencente ao pescoço. Ela quase se derrete de raiva. Mais que raiva: ódio. Raiva realimentada todo dia, exercitada, reabastecida, raiva antiga cristalizada em ódio. A raiva comum é um sentimento passageiro, coisa de momento; o ódio é a raiva com âncoras, a raiva estacionada, com planos de se demorar. Serão mais de dez andares em sua companhia. Ela não me permite nem a fuga pelo pensamento. Não para de falar e de mexer-se. – A vagabunda! Mastiga a palavra, solta as síla-
bas uma a uma, com prazer. Em função dela, a boca trabalha duro: a língua estica-se, as bochechas distendem-se, a glote alarga-se para emitir com mais vigor os fonemas escandidos: va-ga-bun-da. Por um momento, lembro das senhoras paulistas na abertura da Copa do Mundo de 2014, muito finas, elegantes e bem vestidas, algumas delas acompanhadas de filhas pequenas ou mesmo de netas. Pagaram ingressos de mais de 3 mil reais na área VIP para gritar, num coro apoplético: – Dilma, vá tomar no cu. Nascia ali um novo tipo de patriotismo, adotado agora pela senhorinha roliça. Desço no meu andar. O hall, minúsculo, parece-me naquele momento uma planície imensa soprada por uma brisa perfumada. Olho para as paredes brancas como quem olha para o horizonte infinito. Respiro a liberdade. Mas tive genuína curiosidade em compreender aquele sentimento tão íntimo, tão próximo, parecendo forjado na convivência estreita. Pensara perguntar, mas a covardia não deixou: – Desde quando a senhora conhecia a presidente? Por que vocês brigaram? Era tão íntima a sua raiva, tão sentimental o seu ódio, que só podia ser resultado de muitos anos de convivência. A meu ver, “vagabunda” ou “vagabundo” ou “ele não é uma pessoa confiável” são conclusões a que se chega, se for o caso, depois de um convívio muito próximo. É preciso observação intensa do comportamento alheio para que se chegue a um desses veredictos. O senso comum já atentou para isso. É ele quem diz: “Se quer saber como uma pessoa é, case-se com ela ou trabalhe junto”. Sem dúvida, ambas as situações favorecem a aproximação necessária para a observação. O que faz essa mulher, uma dona de casa até então metida com seus afazeres, voltar-se tão furiosamente contra uma pessoa que ela só conhece de ouvir falar? E o que faz esse sentimento, baseado exclusivamente em ideias recebidas, ser partilhado? São indagações que precisamos fazer. As crenças não precisam ser verdadeiras para serem aceitas. Precisam apenas ser coerentes com um imaginário preexistente. No imaginário habitam as afeições, os medos, as repulsas, as esperanças. E é lá onde se busca sentido para noções como as de feminismo, direitos gay, família, pátria, Deus e lugar destinado ao pobre. Aí vale menos a disposição para cotejar crenças e fatos e bem mais a satisfação de pertencer a um grupo e de buscar segurança no meio dele. A oposição, desde os primeiros
dias do mandato de Dilma Roussef, ajudada enormemente pela imprensa, foi muito competente em criar expressões que o país passou a repetir sem atinar muito bem para o seu conteúdo. A obscuridade delas foi diluída na repetição: a repetição criou a familiaridade e a familiaridade lhes “trouxe” clareza. Todo mundo, em menos de nada, passou a falar, com a segurança de especialista, em “pedaladas fiscais” (uma operação tão complexa no cipoal da legislação brasileira que poucos têm condições de fato de saber o que está dizendo), “estelionato eleitoral”, “aparelhamento do Estado”, “ideologia de gênero”, “partidarização da educação”. O medo, real, que a violência e a criminalidade trouxeram para o centro da vida das pessoas, serviu de colchão para uma série de outros medos, boa parte deles infundada. Por exemplo, o medo do filho de 6 ou 8 anos ser levado a ser gay por causa da influência da escola é um deles – parece uma caricatura, mas infelizmente não é, tem gente que acredita nesse
direção geral: César Santos diretor de redação: Edilson Damasceno Gerente ADMINISTRATIVA: Ângela Karina
espantalho. Há outros exemplos pelo mundo. Um candidato à Presidência dos Estados Unidos, com grande penetração no eleitorado evangélico, chamava a teoria da evolução de “doutrina infame” e sustentava que o ensino dela era a causa da degradação moral dos jovens americanos. Graças a Deus, nunca foi eleito, apesar das várias tentativas. A esquerda errou em não discutir com profundidade e em não apontar caminhos para o enfrentamento da violência. Errou em não se contrapor com veemência à ideia de que direitos humanos é sinônimo de impunidade. Não há incompatibilidade entre direitos humanos e repressão à criminalidade. É possível, como bem demonstram muitas democracias avançadas, combater a criminalidade sem jogar na lata do lixo as noções de dignidade da pessoa e de respeito aos seus direitos construídas nos últimos dois séculos. Também errou ao não enfrentar criticamente algumas posturas, ainda que muito marginais, de ideologização do ensino, nas universidades e na Educação Básica. Uma
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fund ad o em 28 de agosto de 2000, por Cés ar Santos
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crítica mais radical entre os pares seria feita seguramente por gente que sabe do que está falando. A falta dela permitiu que gente como Alexandre Frota e Mendonça Filho, sem nenhuma qualificação pra tal, transformasse uma crítica necessária na caricatura que é a Escola sem Partido. Errou em encarar como dogma a greve no serviço público. O dogma é sempre deletério, ele desautoriza a crítica e sem crítica não há avanço. Não há, também, incompatibilidade entre respeito à legitimidade de um direito e a regulamentação desse direito. De resto, nada do clima que se vive hoje no país é novo. A Alemanha pré-nazista, a Itália pré-fascista, os Estados Unidos macartistas, os abolicionistas americanos e brasileiros do séc. XIX experimentaram um pouco esse clima, enfrentando argumentos baseados no medo e em pré-conceitos. A repetição na história, sabemos, ocorre sempre como farsa. Se a história fosse mais estudada e conhecida, seríamos mais sóbrios em nossos erros. Eles seriam, pelo menos, erros novos.
FILIADO À
entrevista 3
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
cafezinho com césar santos
cesar@defato.com
Francisco Márcio de Oliveira
“A orientação é que o leitor tenha tranquilidade e paciência” >> O Brasil vai às urnas neste domingo (7) para eleger presidente, governadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Em Mossoró, 174.189 pessoas estão aptas a votar em mais de 500 seções espalhadas por toda a cidade.
Com o objetivo de sanar dúvidas recorrentes do pleito e explicar como se dará a atuação da Justiça Eleitoral na cidade, o JORNAL DE FATO conversou com o chefe de cartório da 34ª Zona Eleitoral, Francisco Márcio de Oliveira. Acompanhe:
POR: Maricelio Almeida - FOTO: marcos garcia tros municípios. Importante frisar que, quanto a essa pessoa daqui que pediu para votar em outro lugar, o nome dela não estará mais na urna daqui.
DE FATO – Ao longo deste domingo, como se dará o trabalho das zonas eleitorais com atuação em Mossoró? MÁRCIO OLIVEIRA – As zonas eleitorais são a unidade da Justiça Eleitoral que fazem o trabalho direto de contato com o eleitor. Nosso trabalho é montar as seções, as mesas receptoras de votos. No dia do pleito, o nosso trabalho chega a ser até um pouco simplificado em relação aos dias anteriores. Nós preparamos a eleição para a consagração do voto, do exercício da democracia. Vamos acompanhar o que acontece, fazendo a fiscalização, coibindo irregularidades que possam vir a acontecer, cuidando da segurança do pleito e, ao final da votação, recebendo o resultado, encaminhando ao TRE e TSE e divulgando os resultados. QUAIS são as principais orientações da Justiça Eleitoral para este dia das eleições? A PRINCIPAL orientação é que o eleitor tenha tranquilidade, calma. Nós temos uma eleição um tanto acirrada, do ponto de vista político, ideológico, chega a ser até um tanto preocupante, por isso nós montamos uma estrutura de segurança até maior do que a das últimas eleições. Nós pedimos ao eleitor que ele vá com calma, com cuidado, o dia da eleição não é mais aquele de se ter embates políticos ideológicos, de ir às vias de fatos, a ponto de querer causar conflito, até porque no dia da eleição qualquer conflito tem uma repercussão maior, e é punido de forma mais grave. Temos ainda uma votação lenta, composta de seis votos, isso deverá gerar um pouco mais de filas, as pessoas vão permanecer mais tempo nos locais de votação. Em função disso, nós pedimos paciência, e aí também tolerância, permita que as pessoas que têm preferência de votar, que elas votem. O QUE é permitido e o que é proibido neste domingo? A LEI permite a propaganda silenciosa, aquela que o eleitor faz individualmente. Ele pode ir votar portando um boton, um adesivo do seu candidato, sem produzir nenhum tipo de manifestação verbal. O eleitor é livre para se manifestar de forma silenciosa. Isso é permitido. Já a
distribuição de material é proibida, essa propaganda tem natureza criminosa no dia do pleito, só é lícita até a véspera. A boca de urna deve ser evitada. O eleitor pode levar a sua cola eleitoral, isso é regular, ele não pode distribuir essa cola. Também não é permitido jogar materiais nos locais de votação ao amanhecer do dia, uma prática que era comum até pouco tempo. Não é permitida a venda de bebida alcoólica. Você pode consumir no recinto de sua casa, a proibição é da venda. Também não se pode ir para os locais de votação causar tumulto. Devese evitar também o uso de vestimentas padronizadas. Outra prática que é proibida no dia da eleição é o transporte ilegal de eleitores. A carona não é proibida, mas se você tiver qualquer intenção de pedir voto, esse transporte passa a ser criminoso. São dos crimes que têm maior potencial de prisão. O SENHOR citou a questão de se jogar material de campanha nos locais de votação. Que outros delitos a Justiça Eleitoral registrou em Mossoró nos últimos pleitos, e quais são os mais comuns? A AGLOMERAÇÃO de pessoas é um deles. Nós chegamos a ver até candidatos querendo fazer carreatas no dia do pleito. Quando os candidatos passam a andar de forma insistente nos locais de votação, acompanhados por pessoas que estão aglo-
meradas e causando tumulto, isso vai ser coibido. Nós sabemos que um determinado tipo de crime comum é a questão da venda, da troca de voto, do ponto de vista de crime é chamado de corrupção eleitoral, na esfera civil é a captação ilícita de sufrágio, só que esse é um tipo de crime muito difícil de ser flagrado, porque ninguém vai vender o voto à luz do dia. Óbvio que não vou dizer a vocês que é fácil de flagrar. É uma prática que nós temos muita notícia que ela ocorre aqui. ELEITORES também podem ser punidos por venderem o seu voto? SIM. O crime de corrupção eleitoral tanto se aplica a quem corrompe como ao corrompido. O crime não se dá somente pela efetivação da compra; ele se dá também pela promessa. Inclusive, há casos registrados no TSE da troca de apoio político, não somente do eleitor. Tudo isso tem possibilidade de ser caracterizado como crime eleitoral. MUITOS eleitores ainda têm dúvidas sobre a necessidade de levar o título eleitoral para a votação. Essa obrigatoriedade não existe, não é verdade? HOUVE algumas alterações ao longo dos anos em relação a isso. Uma delas é que passou a ser obrigatório o uso de um documento oficial com foto. Você sabendo qual é a sua seção, pode se
dirigir apenas com um documento oficial com foto, o que dispensa a apresentação do título. Hoje, também é possível você apresentar os documentos eletrônicos. Nós mencionamos principalmente três. Um deles é o próprio e-Título. Outro é o Documento Nacional de Identificação (DNI), que em Mossoró algumas já possuem. O terceiro é a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital; algumas pessoas também já possuem. Não vale print screen. O documento digital é o aplicativo, que é certificado, não é tirar uma foto do título e achar que aquele é o seu título digital. Aqui em Mossoró foi decidido pelos juízes que os eleitores identificados biometricamente, com a digital autenticada, não precisam apresentar documentos. MOSSORÓ conta neste ano com o voto em trânsito. Houve uma boa procura de pessoas de outras cidades que vão votar aqui neste domingo? SIM. Temos um número razoável de pessoas de fora que vão votar aqui. Na 34ª Zona, nós temos uma seção específica para eleitores de outros municípios, que vai funcionar no Colégio Sagrado Coração de Maria. Na 33ª Zona, a seção será no Colégio Diocesano. Temos alguns militares que vão votar em outra seção específica, no Colégio Sagrado Coração de Maria. Temos também muitos eleitores de Mossoró que pediram para votar em ou-
COMO se dá o processo de justificativa para quem não puder votar hoje? A JUSTIFICATIVA ocorre no dia da eleição, para quem estiver fora do seu domicílio. O eleitor pode se dirigir a qualquer seção, lá vai ter um formulário e o mesário digita o número do título na urna eletrônica e registra a justificativa. Esse é o tipo mais comum. Passada a eleição, você tem até 60 dias para fazer essa justificativa, e aí após a eleição, é preciso apresentar um comprovante, como, por exemplo, uma declaração de serviço, um atestado médico. Também se pode regularizar a situação eleitoral por meio do pagamento de multa, hoje no valor de R$ 3,50. Nesse caso, não é justificativa, mas surte o mesmo efeito. Se não votar, não justificar, você fica sem quitação eleitoral. MUITO tem se questionado sobre a segurança das urnas e uma eventual necessidade do voto impresso. Como o senhor avalia essa discussão? TRABALHO com o processo eleitoral brasileiro, pelo menos no Rio Grande do Norte, desde 1996, o primeiro ano de implantação da urna eletrônica no estado. Tenho formação na área de Ciência da Computação e digo: o processo eletrônico brasileiro é seguro. Os organismos internacionais que tratam do processo de segurança da votação falam em dois métodos de auditar esse processo; um deles é por meio da autoria do voto impresso. Tivemos no Brasil, em 2017, a obrigatoriedade de implantar o voto impresso, por meio de lei que foi submetida ao Supremo Tribunal Federal, que entendeu a lei como inconstitucional. A segunda forma de auditar o processo é por meio do acompanhamento, da fiscalização desde o seu início, e isso acontece. As urnas não recebem mídia externa, não são conectadas à internet; são máquina isolada. Na verdade, hoje se critica o processo brasileiro porque ele é centralizado no TSE, mas não há nenhum episódio comprovado de violação da urna eletrônica. O eleitor pode acreditar que o resultado
dado à sociedade é um resultado correto. São mais de 30 países pelo mundo que usam a urna eletrônica. Eu acompanhei o processo na época em que era manual; esse, sim, era inseguro. Cansei de ver eleições que eram ganhas no grito. AINDA perdura o mito de que se a maioria da população votar nulo ou branco, a eleição será anulada. Explique para o(a) nosso(a) leitor(a) como funciona o processo de votação no Brasil. TEMOS isso muito divulgado. O processo democrático se baseia na ideia de que nós, enquanto sociedade, vamos valorizar as pessoas que resolvem decidir; quem comparece e vota, não vai valorizar quem se omite. Quem vota branco e nulo e quem não vai votar, não tem validade do ponto de vista jurídico; é apenas mera estatística. Se apenas uma pessoa votar em uma eleição, o candidato no qual ela votou será o eleito. Temos que acabar com essa história de que voto branco, voto nulo ou beneficia alguém ou produz alguma nulidade. O voto nulo que produz nulidade é aquele que é anulado pelo juiz em um processo judicial, quando há corrupção, fraude ou qualquer mácula comprovada em processo. QUAL a avaliação do senhor sobre Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Público, que passou a vigorar nas eleições deste ano, totalizando R$ 1,7 bilhão? EU, particularmente, no volume que o Fundo foi criado, considero um absurdo. Primeiro que nós não temos um modelo partidário transparente; nós temos partidos políticos que não possuem democracia interna. Os partidos distribuem os valores internamente da forma que melhor convém, apesar de haver a fiscalização da Justiça Eleitoral. Eu, Márcio Oliveira, não é posição da Justiça Eleitoral, não concordo. Acho que é uma posição que deve ser revista para as eleições futuras, apesar de eu não acreditar que o Congresso vá alterar isso. Um ponto positivo foi ter sido criado um crime específico para a apropriação desses recursos para uso próprio ou de terceiros. MUITAS denúncias foram recebidas ao longo desse primeiro turno em Mossoró? HOJE, nós recebemos as denúncias por meio de um aplicativo chamado Pardal, disponibilizado pelo TSE. O poder de polícia fica a cargo da 33ª Zona Eleitoral, mas eu tenho acompanhado o trabalho dos colegas, e percebemos que não há um volume tão grande de denúncias, até porque nós não temos visto tantas propagandas de rua; houve um deslocamento para o mundo virtual, e aí as movimentações deixaram de ser tão intensas. O que apareceu mais de irregularidade foi bandeira em local inadequado ou fora do padrão, o que foi de pronto resolvido.
4 política
Campo Grande ou Augusto Severo?
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
>> Ao invés de escolher apenas seis candidatos na eleição de hoje, eleitores de Campo Grande ainda terão de votar para escolher o nome do município Portal CG RN
FABIANO SOUZA
fabianosouz@hotmail.com
C
ampo Grande ou Augusto Severo? Este domingo, 7, dia de eleições gerais em todo o Brasil, para os moradores de um município do Rio Grande do Norte será especial. Além de votar nos representantes políticos, os moradores da cidade de Campo Grande ou Augusto Severo, como é conhecido o município do Oeste potiguar, vão escolher o nome do município. O plebiscito foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para ocorrer junto com a eleição de hoje. Por isso, quando entrarem na cabina de votação, os eleitores decidirão se preferem Campo Grande ou Augusto Severo para denominar o município oestano. O plebiscito visa acabar de vez com a duplicidade do nome do município, tendo em vista que na esfera estadual, a cidade é conhecida como Campo Grande, mas para os órgãos federais, está registrada oficialmente como Augusto Severo, o que provoca problemas à administração municipal e difi-
Em Campo Grande, no Oeste Potiguar, eleitores vão escolher deputados, estadual e federal, senador, governador, presidente e o nome da cidade
culta o recebimento de recursos da União. Requisitado pelo Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN), o plebiscito foi aprovado pelo órgão federal. Assim, no dia 7 de outubro - primeiro turno das eleições deste ano -, a
Chefe de cartório eleitoral diz que votação deve ser demorada A chefe do Cartório Eleitoral, Diana Pedrosa, disse ainda que durante a realização da audiência publica na Câmara Municipal de Campo Grande no mês de setembro, um bom número de pessoas esteve presente para discutir o plebiscito que acontece hoje. A audiência contou com a presença de vereadores, representantes do TRE-RN, representantes da Prefeitura, diretores de escolas. Segundo ela, a audiência pública foi dividida em três momentos: processo político, histórico e eleitoral, com mediações do vereador Vagner Souza, dos historiadores Tiago Gondim e Agnaldo Gondim e do escritor José Régis de Melo. Durante o momento histórico, os mediadores fizeram uma viagem temporal na formação político-admi-
nistrativa da cidade, ressaltando a influência que o nome Campo Grande tem na formação da identidade cultural do povo. Diana Pedrosa voltou a afirmar a importância da votação. Ela disse que durante o processo de votação do plebiscito, a pergunta que será feita na última tela da urna eletrônica é a importância da população escolher entre os nomes Augusto Severo e Campo Grande. “É importante que o eleitor esteja atento ao processo para evitar demora na votação”, disse. Ela faz alerta para que os eleitores não utilizem camisa com nome de candidatos ou sobre plebiscito. Para Vagner Souza, o debate sobre o plebiscito se tornou mais amplo, com o acesso através da rádio comunitária. Portal CG Noticias
Audiência pública esclareceu votação do plebiscito
população terá uma tela a mais para escolher o nome da cidade. Desde que o plebiscito foi confirmado pelo TSE em julho deste ano, foi dado o início de processo de formação das duas frentes populares, com a participa-
ção de membros do Legislativo municipal em ambas. Mesmo com o desinteresse de grande parte da população, os grupos que trabalham na campanha estiveram realizando orientação para atrair eleitores
até o dia de ontem (6). De acordo com o TRERN, quando o eleitor for votar, a pergunta que aparecerá na urna será: “Você é a favor da alteração do nome do município de Augusto Severo para Campo Grande?”. A população po-
Confusão com nome da cidade acontece desde a sua origem Diego Moicano/Portal CG Noticias
Município já recebeu denominação de Campo Grande, Augusto Severo e Triunfo ao longo de sua história
O vereador Wagner Souza diz que o distrito foi criado com a denominação de Campo Grande, pela resolução provincial 17 de 31 de outubro de 1837, subordinado ao município de Caraúbas. Ele afirma que, em setembro de 1858, a lei provincial 114 transformou a localidade em cidade, ainda com o mesmo nome. “Interesses políticos, entretanto, fizeram que essa lei fosse derrogada através da lei provincial 601 de 5 de março de 1868, que extinguiu a vila, passando Campo Grande à simples
posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas”, revela o vereador. Dois anos mais tarde, em maio de 1870, uma nova lei emancipara novamente Campo Grande, agora com o nome de Triunfo. Triunfo, que atualmente já é outra cidade, Triunfo Potiguar, um desmembramento de Campo Grande. O desmembramento ocorreu em 1903, quando também começou a confusão com a oficialização da nova nomenclatura. O então município de Triunfo
se dividiu em dois: Triunfo Potiguar e Augusto Severo. Este último seria o que os moradores entendem como a região de Campo Grande. “A lei estadual 197 originada do projeto do deputado Luís Pereira Tito Jácome mudou o nome do município para Augusto Severo, elevando-o à condição de cidade e sede do município”, esclarece Wagner Souza. Ainda de acordo com seu relato, a sugestão do nome foi em homenagem ao amigo do então deputado e inventor do dirigível PAX, o potiguar Augusto
derá votar nas alternativas sim, não ou branco. O voto será obrigatório para maiores de 18 anos, sendo facultativo apenas para analfabetos, maiores de 70 anos e adolescentes entre 16 e 18 anos. O que mais preocupa a população é o tempo de duração do voto. A reportagem do JORNAL DE FATO conversou com a chefe do Cartório Eleitoral do município, Diana Pedrosa. Ela disse que tem sido feito um intenso trabalho de orientação dos eleitores e também dos mesários para agilizar o processo de votação. “Sabemos que devido o número de candidatos e, também, o plebiscito, o eleitor vai demorar mais para concluir seu voto. Diante disso, ao longo do período de campanha realizamos uma audiência pública, participamos de programa de rádio e procuramos, de todas as formas, informar o eleitor como ele deve proceder. Além disso, estamos trabalhando com os mesários para que a votação possa ser tranquila, mesmo sabendo das dificuldades que devemos enfrentar”, disse Diana Pedrosa.
Severo de Albuquerque Maranhão, natural de Macaíba. Mas o nome não caiu no gosto da comunidade local. Para a população, a localidade nunca deixou de ser Campo Grande. Porém, a confusão sobre o nome da cidade continua. Décadas depois, em 1991, através do decreto municipal 155, o município de Augusto Severo voltou a ser denominado com o seu nome de batismo, Campo Grande. Aconteceu após a realização de um plebiscito em que a população local optou pelo retorno do nome de origem. O problema está na realização desse plebiscito. De acordo com o que explica o vereador Wagner Souza, o processo não é válido porque foi feito em âmbito municipal. Quem tem poder legal para realizar o procedimento é a Assembleia Legislativa. Wagner Souza diz que os órgãos estaduais e municipais reconhecem o município pelo nome de Campo Grande. Contudo, para os órgãos da esfera federal é Augusto Severo. “Isso tem gerado problemas para o Município, inclusive atrapalhado no recebimento de recursos federais. Tivemos problema até para receber os carros-pipa operados pelo Exército”, relata o parlamentar.
defato
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
opinião 5
com
césar santos cesar@defato.com
QUE DEUS NOS ABENÇOE
Q
ue Brasil você quer para o futuro? A Rede Globo de Televisão levou ao ar a resposta de brasileiros de todas as classes sociais, raças, credos, de todas as regiões deste imenso país verde e amarelo. Nos vídeos gravados do celular com pessoas de todos os municípios brasileiros, a tela da maior e mais importante emissora da televisão do país exibiu a angústia de quem roga por mais saúde, mais educação, mais segurança, mais desenvolvimento econômico, mais emprego, mais estrada de qualidade, mais obras estruturantes, mais respeito com o povo; menos intolerância; menos desigualdade; menos perseguição; menos tudo de ruim que massacra o povo decente.
''
O mais incisivo, porém, foi o pedido pelo fim da corrupção. Em quase a totalidade dos vídeos, os brasileiros se queixaram dessa chaga que destrói o país e castiga o nosso povo. Os brasileiros pediram mais combate à corrupção, menos impunidade, sugerindo que está cansado de ter o bolso surrupiado por aqueles malfeitores que ocupam cargos públicos. A revolta dos brasileiros é consequência – e se explica – nos casos frequentes de escândalos na vida pública, tanto em Brasília quanto nas unidades da federação. A corrupção mostrou a sua cara mais cruel com o mensalão e o petrolão. Esses esquemas criminosos drenaram o dinheiro público para bancar políticos, empresários, empreiteiros, doleiros, lobistas, dentre outros criminosos, e transferiram a conta - cara - para o povo pagar. Desde a redemocratização, casos dessa natureza se repetiram no Brasil. Chama a atenção que dos sete presidentes eleitos pelo voto pós-ditadura militar, de 1989 a 2014, dois sofreram impe-
Em uma nação verdadeiramente
achment: Fernando Collor de Mello (1992) e Dilma Rousseff (2016). Ambos foram indecentes que ocuparam o cargo, cometendo crimes de improbidade administrativa. E o mais grave: pela primeira vez na história do Brasil, um expresidente da República é condenado e preso por crime comum. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que governou entre 2003 e 2010, hoje completa seis meses na prisão, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês na carceragem da Polícia Federal de Curitiba (PR), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A eleição geral deste domingo, 7, é a oportunidade de o brasileiro reafirmar o Brasil que quer para o futuro. Se realmente quer o fim da corrupção; se deseja mais saúde, mais educação, mais segurança pública, mais social, mais emprego, mais infraestrutura... É a primeira pós-escândalo que drenou bilhões de reais da Petrobras, que deu vida à Lava Jato, que o eleitor terá a oportunidade de fazer a sua escolha com o voto. Que seja a escolha livre,
sem as amarras das paixões políticas, do ódio contra o outro, da guerra alimentada por aqueles que dependem das torcidas para continuar fazendo o mal ao país e ao povo. Hoje, 147.302.354 eleitores vão às urnas em todo o país para eleger o futuro presidente da República. São 13 candidatos sustentados por mais de 30 partidos políticos de todas as cores e ideologias. No Rio Grande do Norte, 2.373.619 eleitores vão às urnas na capital Natal e nas outras 166 cidades para escolher o futuro governador/vice-governador, dois senadores da República (e seus suplentes), oito deputados federais e 24 deputados estaduais. São 474 candidatos que se oferecem como opção ao eleitor norte-rio-grandense: oito candidatos ao Governo; 15 ao Senado; 121 à Câmara dos Deputados; e 330 à Assembleia Legislativa. Vamos às urnas. Que prevaleça o livre direito de escolha dos norte-rio-grandenses e dos brasileiros e que Deus nos abençoe.
livre, ninguém precisa
É NOTÍCIA
dizer que você é livre."
1
O eleitor pode manifestar o seu direito de votar e em quem votar, inclusive vestir a camisa dos seus candidatos. Decisão da Justiça Eleitoral. Hoje, é dia da festa democrática. Vamos às urnas.
2
Em Mossoró, mais de 250 eleitores votarão em trânsito. Os inscritos na 33.ª Zona Eleitoral, no Centro Supletivo – bairro Santo Antônio; os inscritos na 34.ª Zona Eleitoral, no Colégio das Irmãs - Centro da cidade. Votação das 8h às 17h.
3
Atenção, turma do copo: a venda e o consumo de bebida alcoólica estão proibidos das 6h às 18h. Portanto, todos sóbrios para votar. Depois do voto na urna, fiquem à vontade.
4
É importante que o eleitor leve de casa a "colinha" com os nomes e números de seus candidatos. Não deixe para receber os ditos "santinhos" no meio da rua ou próximo ao local de votação.
5
O JORNAL DE FATO circula nesta segunda-feira, 8, com edição especial sobre a cobertura das eleições gerais deste domingo. E o defato.com acompanha o dia do voto em tempo real.
JACQUE FRESCO
Escritor, professor e futurologista americano (1916-2017).
da terra
da terra II
Mossoró oferece mais de uma dezena de opções à Assembleia Legislativa; dois candidatos a vice-governador (Kadu Ciarlini e Tião da Prest); dois candidatos ao Senado (João Morais, do Sindsaúde, e a professora Telma Gurgel), um suplente de senador (cardiologista Bernardo Rosado); e três candidatos â Câmara Federal (Beto Rosado, Alex do Frango e Lawrence Amorim).
O deputado federal Beto Rosado (PP) foi o único da atual legislatura a atender Mossoró com quase R$ 20 milhões em emendas parlamentares. Recursos investidos na saúde pública. A deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) foi a única a levantar voz pela Uern de Mossoró. Essa é a importância de a cidade ter legítimos representantes em Brasília e na Assembleia Legislativa.
Urna O eleitor vai digitar 19 algarismos para votar, na sequência: deputado federal, deputado estadual, senador I, senador II, governador e presidente da República. Em Campo Grande, no Médio Oeste, o eleitor digitará um algarismo a mais, no plebiscito para trocar ou não o nome da cidade.
urna II O sistema de votação por urna eletrônica completa 20 anos no RN nas eleições de hoje. Foi em 1998 que o eleitor potiguar votou, pela primeira vez, com o uso da tecnologia. Naquele ano, reelegeu o governador Garibaldi Filho e o senador Fernando Bezerra e renovou o mandado do presidente FHC.
cruze os dedos Vai ter ou não vai ter segundo turno no Rio Grande do Norte? Quais serão os dois senadores eleitos? O eleitor chega ao dia do voto sem ter a certeza do que sairá das urnas. A disputa pelas duas vagas ao Senado é a mais imprevisível da história.
a conferir Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem passar para o segundo turno das eleições presidenciais. As pesquisas mostram isso, mas também deixam margem para surpresa.
Assessoria
Ônibus terão horários estendidos neste domingo
E
leitores de Mossoró contarão com horários especiais de ônibus em virtude das eleições deste domingo (7). De acordo com a empresa Cidade do Sol, concessionária do transporte coletivo urbano local, as linhas que normalmente operam aos domingos até meio-dia – Abolições, Nova Vida e Vingt
Rosado – terão funcionamento estendido até 17h30. A adequação ocorrerá, também, nos itinerários. Além da rota normal, a linha Nova Vida será direcionada para a área das universidades (Ufersa e Uern) e IFRN, onde funcionam algumas das principais seções eleitorais da cidade.
Da mesma forma ocorrerá com a linha Vingt Rosado, que fará o itinerário da linha Universidades. No caso da linha Abolições, a rota será feita pela Rua Dr. João Marcelino, atendendo às escolas estaduais Professor Abel Freire Coelho e Jerônimo Rosado, além do Colégio Diocesano, que concentram eleva-
do número de seções eleitorais. “Os horários foram estendidos de modo que atendam os usuários que vão se deslocar até seus locais de votação, a partir das 7h, continuando a operação até as 17h30, saindo dos terminais do Centro”, informa Waldemar Araújo, diretor da Cidade do Sol.
Linhas funcionarão até as 17h30
6 OPINIÃO/GERAIS
DOMINGO, 7 de OUTUbrO de 2018
Iniciativa
PROSA
Prefeiturahomologaconstrução & VERSO de 5 UBS e reforma de mais 14 Tudo o que Bolsonaro prega crispinianoneto@gmail.com
>> A edição 479 C do Jornal Oficial do Município (JOM) divulga para a sociedade os extratos de contratação e homologação
A
tualmente, o Município oferta a assistência de 45 UBSs, esse número passará para 50 UBSs em até 24 meses. Os bairros contemplados com a construção das UBSs são o Dom Jaime Câmara (Teimosos), Tranquilim, Bom Jesus, Alto da Pelonha e Santa Júlia. A edificação das UBSs só foi possível graças a emendas parlamentares, tendo a contrapartida da Prefeitura. Já as 14 UBSs serão reformadas exclusivamente com recursos oriundos de emendas parlamentares. As UBSs que serão reformadas são: UBS Bernadete Bezerra de Souza Ramos (Liberdade II), UBS Dr. Chico Porto (Aeroporto I), UBS Dr. Agnaldo Pereira (Vingt Rosado), UBS Chico Costa (Santo Antônio), UBS Dr. Helênio Gurgel (Pereiros), UBS Dr. Sueldo Câmara (Aeroporto), UBS Francisco Pereira de Aze-
Marcos Garcia
Deputado Beto Rosado colocou emendas para a saúde de Mossoró
vedo (Liberdade I), UBS Luiz Escolástico Bezerra (Santa Delmira), UBS Luíza Vanessa (zona rural da Maisa), UBS Marcos Rai-
mundo Costa Bairro (Belo Horizonte), UBS Maria Soares da Costa (Inocoop São Manoel), UBS Vereador Durval Costa (Walfre-
do Gurgel), UBS Dr. José Holanda Cavalcanti (Dom Jaime Câmara) e UBS Sinharinha Borges (Bom Jardim).
Obras do canal do Santa Helena seguem aceleradas
N
ão nos espantemos. Não existe nenhuma novidade na pregação de Jair Bolsonaro. Tudo o que ele diz e promete, já existiu ou existe em algum lugar do mundo. O direito de todo mundo andar armado. Nas sociedades primitivas, todos andavam de tacape e machadinha feita de pedra lascada, até evoluir para o arco, a flecha e a zarabatana. Na Idade Média, todos andavam armados com espadas, lanças e dardos, e eis que surgiu a arma de fogo e o exemplo mais evidente é o Faroeste americano. Impossível pensar em alguém que andasse sem reluzentes Winchesters, o popular rifle papo amarelo, colts e cartucheiras cheias. Até nas igrejas se podia entrar armado. Tudo isso foi superado, porque não resolveu a violência nem trouxe a paz. Portanto, garantir o direito de todo mundo andar armado não deverá resolver o que não se conseguiu resolver em milhões de anos, desde a vida nas cavernas... Mais trabalho e menos direitos. Bolsonaro prega mais oportunidades de trabalho e menos direitos trabalhistas. Inventou até uma tal de carteira de trabalho verde e amarela, na qual se registra um emprego de qualquer jeito, mas sem os direitos. Ora, essa solução existiu desde que o mundo é mundo. A escravidão nas sociedades primitivas dava “oportunidade de trabalho” a todos e todas, mas não dava nenhum direito trabalhista e a humanidade rejeitou esse modo de produção, até que nos primórdios do capitalismo, os europeus reinventaram a escravidão subjugando o continente africano que até hoje paga a impagável conta de 100 milhões de vidas ceifadas ou sequestradas para enriquecer a burguesia nas Américas e na Europa que até hoje vivem o luxo, o fausto, a nababesca vida de exploradores e opressores. A escravidão acabou de novo por muita luta dos que acreditam no humanismo, e mesmo entre os burgueses, creem na “Igualdade, na Liberdade e na Fraternidade”. Um líder alemão resgatou na década de 30 do século passado a escravidão, pondo judeus a fazer trabalhos forçados em prol de empresas que hoje são exibidas como as mais modernas e inovadoras. E não eram apenas empresas alemãs. Havia americanas que usaram escravos nas suas filiais da Alemanha. Veja dez das mais famosas: Kodak, Hugo Boss, Volkswagen, Bayer, Siemens, Coca-Cola, Ford, IBM, BMW, General Eletric. O trabalho escravo está aí. E depois do golpe, o governo Temer mandou suspender grande parte da fiscalização. Quer dizer, se a diminuição dos direitos trabalhistas resolvesse o desenvolvimento econômico, nós estaríamos no topo do desenvolvimento com a informalidade e o trabalho escravo nos latifúndios do agronegócio e na exploração de bolivianos e coreanos na cidade mais rica do Brasil.
Mulheres com menos direitos
Secom-PMM
Os serviços de construção do canal de drenagem do bairro Santa Helena seguem em ritmo acelerado. A obra, orçada em aproximadamente R$ 13 milhões, estava inacabada e foi retomada em março deste ano, após a Prefeitura de Mossoró resgatar o convênio junto ao Governo Federal, convênio esse datado do ano de 2010. O canal do Santa Helena tem uma extensão de 1 km, uma largura de mais de 7 metros e uma altura de 2 metros e 70 centímetros. Além da estrutura do canal, será construído um guardacorpo em toda a sua extensão, uma calçada de 1,60 m e também será realizada a pavimentação das vias que circundam o canal. Na manhã da última sexta-feira, 5, a prefeita Rosalba Ciarlini, acompanhada da secretária de Infraestrutura, Kátia Pinto, e dos vereadores Emílio Ferreira e Manoel Bezerra, visitou as obras do canal e falou dos benefícios da estrutura
já foi aplicado e deu errado
Bolsonaro defende que as mulheres ganhem menos que os homens porque engravidam. Também nenhuma novidade. Os machistas da humanidade, ao longo da História, sempre agiram assim. As mulheres tiveram de empreender grandes lutas para ter direito a trabalhar fora de
casa e ganhar salários iguais aos dos homens. Também foi uma grande luta para as mulheres terem o direito a votar e serem votadas. Ou seja, as mulheres sempre ganharam menos que os homens e isso é considerado um grande atraso na história da humanidade.
A volta da ditadura Nenhuma novidade também. O Brasil já foi vítima de uma ditadura sob o comando de Getúlio Vargas. Ninguém imaginava que pudesse voltar a ter ditadura no Brasil. Mas, eis que em 1964, a ditadura voltou num golpe militar e durou vinte anos, ao custo de três mil mortes e um grande retrocesso histórico. O impeachment de 2016 teve características de golpe, mas usou um verniz de legalidade que dificulta a caracterização do governo Temer como ditadura, porque ele tem o apoio incondicional da mídia golpista e do Judiciário. Bolsonaro está rodeado de generais, a partir do seu vice, e não engana ninguém. Quer trazer de volta o regime ditatorial, em nome do combate à corrupção, prática em que ele e família são especialistas e da paz que ele quer destruir, “matando pelo menos trinta mil”. Investimento na obra é de R$ 13 milhões para a população. “Esse canal vai beneficiar centenas de famílias. No período chuvoso, esta área aqui ficava completamente alagada e prejudicava quem mora pela região. Com o canal, haverá o escoamento evitando esse transtorno”, disse a prefeita.
“A obra vai disciplinar o escoamento das águas. Essas águas que chegam aqui vêm da região do shopping, passando pelos Abolições, e Santa Delmira. O canal era uma reivindicação da população dos moradores dos bairros e garantirá segurança no período chuvoso”,
Preconceito contra as minorias acrescentou Kátia Pinto. No conjunto Santa Helena, a população também será beneficiada com o sistema de esgotamento sanitário que garantirá o saneamento básico da região. As obras também estavam paralisadas e foram retomadas recentemente.
Ser minoria não é, necessariamente, estar em menor quantidade. A expressão minoria vem da menor força política, social e econômica. Contraditoriamente, a maioria das minorias têm maioria numérica, mas têm menos peso no poder no contexto da sociedade. São vítimas do preconceito, da
discriminação, da exclusão social das várias fobias sociais. Homofobia, misoginia, fobia a pobres, analfabetos e cultuadores de crenças que não são as mais poderosas. Se preconceito trouxesse progresso, o Brasil, com certeza, seria um dos países mais desenvolvidos do mundo.
gerais /opinião 7
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
Justiça do Trabalho
Pesquisa quer avaliar serviços prestados aos advogados do RN >> Levantamento do TRT é direcionado a todos os advogados que atuam nas Varas do Trabalho da capital e do interior
O
Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) iniciou na última sexta-feira, 5, uma Pesquisa de Satisfação dirigida a todos os advogados que atuam nas Varas do Trabalho da capital e do interior do estado. O objetivo do levantamento é avaliar a qualidade dos serviços prestados pela Justiça do Trabalho do Rio Grande do Norte. A pesquisa foi apresentada pela presidente do TRT-RN, desembargadora Auxiliadora Rodrigues, durante a reunião do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio Grande do Norte. "Estamos seguindo a orientação do nosso presidente do TST, ministro Brito Pereira, e do nosso ouvidor geral, ministro
Assessoria
Pesquisa foi apresentada pela presidente do TRT-RN, desembargadora Auxiliadora Rodrigues Cláudio Brandão, de reforçar essa parceria com a OAB para que um maior
número de advogados possam nos avaliar", declarou a presidente do
TRT-RN. Auxiliadora Rodrigues disse que "a opinião dos
advogados que militam diariamente em nossa instituição sobre os serviços que prestamos, onde acertamos, onde precisamos melhorar, é muito importante para nós, que administramos o tribunal". Nos últimos anos, os dados levantados por essas pesquisas têm orientado o TRT-RN na definição de suas prioridades e das áreas que precisam ser priorizadas. "O investimento na melhoria da segurança de nossas instalações, por exemplo, foi indicada por
essas pesquisas de satisfação, bem como as ações que desenvolvemos na área de Tecnologia da Informação", revelou Auxiliadora Rodrigues. Por meio de sua Pesquisa de Satisfação 2018, o TRT-RN deseja avaliar a qualidade de seus serviços, suas instalações físicas, a eficácia de seus meios de comunicação institucional, bem como seus sistemas de tecnologia da informação e a prestação de serviço das unidades judiciárias.
8 GERAIS
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
DIVULGAÇÃO
Nova lista suja de trabalho escravo denuncia 209 empresas >> Documento traz 50 nomes que não figuravam no cadastro anterior e apresenta tanto empregadores do espaço urbano como da zona rural Ilustrativa
Letycia Bond
Repórter da Agência Brasil
O
Ministério do Tra-
balho divulgou na última sexta-feira, 5, uma versão atualizada da chamada "lista suja" do trabalho escravo, em que denuncia 209 empresas pela prática do crime. De acordo com o documento, entre 2005 e este ano, 2.879 funcionários foram submetidos por seus empregadores a exercer atividades laborativas sob condições degradantes e desumanas. O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (DETRAE), Maurício Krepsky Fagundes, destaca que a lista traz 50 nomes que não figuravam no cadastro anterior. Ainda segundo ele, pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2005, um empregador doméstico foi reportado co-
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
mo infrator. "Esse é o primeiro resgate [do tipo]. De lá para cá, teve o caso de uma senhora submetida [a um trabalho análogo à escravidão] há mais 40 anos, no interior da Bahia e um caso em Roraima também. Esses [dois últimos] estão com processos ainda pendentes", afirmou. Segundo Fagundes, a nova lista traz tanto empregadores do espaço urbano como da zona rural. Ainda segundo ele, somente a lista com dados de 2018 consolidados, divulgada no final do ano, permitirá uma análise mais detalhada sobre o perfil das vítimas. Ele ressalta, porém, que o Governo Federal já identifica como características comuns às vítimas a baixa escolaridade e o fato de estarem inseridas em bolsões de pobreza. "Já é um caráter histórico", disse. A lista divulgada reúne processos administrativos
Legislação atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada
encerrados, ou seja, quando o empregador já foi ouvido e teve direito a se defender das acusações em duas instâncias administrativas. Trabalho escravo A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho - desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Também é passível de denúncia qualquer caso em que o funcionário seja vigiado constantemente, de forma ostensiva, por seu patrão. De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE), jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida. Já as condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes à higiene, saúde, segurança, moradia, repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.
mossoró /jornaldefatorn
@defato_rn
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Mossoró (RN), domingo, 7 de outubro de 2018
Cedida
Atendimento às crianças com microcefalia no Nami
NAMI
Uern é a primeira a realizar atendimento exclusivo a crianças com microcefalia >> Nami oferece serviço gratuito multiprofissional para colaborar com o desenvolvimento das crianças
J
á são aproximadamente três anos desde que começaram a surgir os primeiros casos de recém-nascidos com microcefalia em decorrência do zika vírus. Todas as regiões do país nos anos de 2014 e 2015, especialmente os estados da região Nordeste, enfrentaram um surto da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também transmissor do vírus da dengue e da chikungunya, entre outras arboviroses. A princípio com sintomas considerados leves, como coceira no corpo, manchas vermelhas e febre baixa, a zika era considerada a menos grave das arboviroses transmitidas pelo mosquito. Foi somente após o nascimento dos primeiros bebês gerados durante o
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
surto da doença que descobriu-se sua gravidade. Pesquisas comprovaram que o vírus da zika pode passar pela placenta e gerar calcificação no cérebro dos bebês, resultando na microcefalia. O risco maior se dá nos três primeiros meses de gestação. Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento e necessitam de cuidados especiais. Não há uma cura definitiva para a doença, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida da criança. Apesar de o Ministério da Saúde prever a garantia do atendimento especializado para essas crianças, a realidade enfrentada por suas famílias dificilmente é a ideal
para garantir seu desenvolvimento. Uma das maiores dificuldades se dá em função da escassez da oferta de serviço especializado na rede básica de saúde, o que pode interferir diretamente na qualidade de vida da criança. Paula Danielly é mãe de João Davi, de 1 ano e 5 meses. Ela conta que o diagnóstico do filho só foi confirmado depois de um ano, e que enfrentou inúmeras barreiras para conseguir o tratamento adequado para o pequeno Davi. “Foi muito difícil receber o diagnóstico. Eu não sabia o que fazer, e o tratamento é difícil de conseguir. Bateu um desespero”, relata. Ela conta ainda que Davi chegou a fazer tratamento na rede básica de saúde do município, porém, devido ao falecimento do pai de Davi, Paula precisou voltar para a casa da mãe, localizada distante de onde o serviço é oferecido pelo município. Com problemas de
deslocamento, Davi deixou de fazer o acompanhamento e perdeu a vaga na rede básica. Foi a partir da pesquisa desenvolvida por duas servidoras da Faculdade de Enfermagem e alunas do Mestrado em Saúde e Sociedade da Uern, e com o contato com a realidade de João Davi e outras crianças que nasceram com microcefalia decorrente do vírus zika que surgiu a ideia da criação de um núcleo especializado no atendimento dessas crianças, e suas mães. O Núcleo de Atenção Materno Infantil da Faculdade de Enfermagem da Uern (NAMI/UERN) busca ajudar essas crianças não apenas na parte clínica, mas também em seu contexto social e econômico. O objetivo é realizar atividades de estimulação precoce e reabilitação para as crianças com microcefalia de Mossoró, oferecendo sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e outros
atendimentos e serviços. “O projeto é um espaço que tem como objetivo inicial realizar atividades de estimulação precoce e reabilitação para as crianças com microcefalia do município de Mossoró”, afirmou Hosana Góis, uma das idealizadoras do núcleo. Em Mossoró, há o registro de 21 crianças diagnosticadas com microcefalia em decorrência do zika vírus. Dessas, 14 estão recebendo atendimento do Nami. “O atendimento é muito bom. As meninas são excelentes e o tratamento delas com as crianças é muito bom”, avalia a mãe do pequeno João Davi, Paula Danielly, que conta ter tido esperanças renovadas quando conheceu o Núcleo. Miguel tem dois anos e oito meses e também é atendido pelo Nami. Sua avó Meyre Regina é quem faz o acompanhamento da criança. Ela conta que complementa o atendimento da rede básica de
saúde com o atendimento do Nami. “Acredito que quanto mais ele for estimulado, melhor. Muitas mães pensam da mesma forma e unem os dois atendimentos”, explicou a avó de Miguel. O Nami é coordenado pelas professoras Fátima Raquel Morais e Cíntia Nogueira, da Faculdade de Enfermagem. De acordo com Fátima Raquel, o Núcleo é um dos projetos através do qual a Uern cumpre seu papel de universidade socialmente referenciada e que “o Nami dá suporte tanto na avaliação diagnóstica como no pensar as ações para o desenvolvimento cognitivo, linguístico, neuromotor, emocional dessas crianças e também com as mães, na perspectiva de que elas se conscientizem do que seus filhos têm e a partir daí consigam também nos ajudar nessa estimulação, nessa reabilitação dessas crianças”, explica a coordenadora. Ela também destaca a importância das parcerias para a concretização e manutenção do Núcleo. O Nami tem parceria do Governo Cidadão, Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN) e Residências Multiprofissional em Atenção Básica, Saúde da Família e Comunidade, além de profissionais voluntários.
2 MOSSORÓ
DOMINGO, 7 DE outubro de 2018
cont. da página 1
Reabilitação na palma da mão Através de vídeos, as mães e cuidadoras das crianças com microcefalia têm acesso a técnicas de estimulação para auxiliar no seu desenvolvimento
O
grupo de mães de crianças com microcefalia atendidas pelo Nami utiliza a tecnologia a favor da reabilitação de seus filhos. Através de um grupo de WhatsApp, elas trocam experiências e informações. Foi através deste grupo que a maioria das mães tomou conhecimento do Nami, e buscou atendimento para seus filhos. Ana Paula é mãe de Rute, de dois anos e oito meses. Ela conta que ficou sabendo do Nami através do grupo de mães e optou pelo atendimento no Núcleo da Faculdade de Enfermagem da Uern. “Ela fazia o acompanhamento na rede básica, mas como abriu essa oportunidade aqui, com todos os profissionais em um só lugar, preferi ficar só aqui, e estou gostando demais”, afirmou.
Cedida
Agora as mães têm uma nova ferramenta para auxiliar no desenvolvimento de seus filhos. Com o objetivo de facilitar a estimulação das crianças em ambiente domiciliar, a equipe do Nami lançou um aplicativo para complementar as atividades realizadas no Núcleo. Através de vídeos, as mães e cuidadoras das crianças com microcefalia têm acesso a técnicas de estimulação para auxiliar no seu desenvolvimento. Neste primeiro momento, o aplicativo está disponível somente para as famílias atendidas pelo Nami. Porém, os vídeos explicativos podem ser acessados pelo canal do Núcleo no www.youtubenami.uern.
VOCÊ SABIA?
1 2 Crianças com microcefalia são atendidas por especialistas no NAMI
outras palavras José Nicodemos
aristida603@hotmail.com
NOITE DE INSÔNIA
N
ão só esse cansaço de tudo como que me anula como gente: deixa-me assim, sem vontade para coisa nenhuma. Será um pouco pela idade, um pouco pelas circunstâncias da vida, mas acontece que a insônia é maldição que me acompanha desde que sou um ser no mundo. O pior é que tenho minhas longas insônias, e eu não sei se com os outros, padecentes do mesmo mal, dá-se o mesmo que comigo: pensamentos ruins nas horas em claro. Talvez sim, talvez não. O bom mesmo é dormir. Um agradável intervalo entre a vida e a morte, e digo assim porque a vida, sem esse intervalo, seria mesmo impossível. São três horas da madrugada e ainda não consegui nem sequer um breve cochilo: cá dentro de casa como lá fora o silêncio me sufoca, numa sensação de agonia. Qualquer coisa assim como se o ar me faltasse. E o jeito é fumar sem descontinuar. Aí penso nos que não fumam: como podem suportar a maldição da insônia? Tento escrever alguma coisa, mas cadê? A mente oca e cansada. E se ainda chego a engendrar uma frase, a frase inicial, esta morre nela mesma. Ou seja: não lhe consigo dar continuidade. É como se ela logo se fechasse à floração das ideias. Para dizer melhor, é isso mesmo: nas-
ce sem vida. Sem motivos. Não é, porém, a insônia, como coisa em si mesma, o que mais me incomoda: são os medos de que ela se acompanha e que direi mais medonhos que os bichos de Santo Antão. Medo de tudo. De mim mesmo. Algumas vezes, sinto-me à beira do pânico, apavorado. A noite quer-me parecer não ter mais fim: um buraco negro. Mas, eis que, lá dos longes do silêncio, para as bandas não sei de onde, me chega aos ouvidos a voz de alguém, talvez um bêbado, desses caminheiros da noite, cantando, desafinado, alguma coisa do cancioneiro antigo. Isso me faz bem: vão-se, aos poucos, indo embora os meus medos. E a noite faz-se menos pesada. Tenho o hábito de refletir sobre os dramas humanos, ponho-me a pensar no que vai na alma daquele cantor solitário das esquinas da noite, provavelmente um bêbado. Ou será, como eu, uma dessas vítimas da insônia também? Penso muitas coisas, através da libertação (minha) dos uivos dos meus cães da madrugada. Senão quando, o dia começa a clarear dentro de casa, lavando as paredes dos rastros dos fantasmas da noite. E eu fico a procurar, no silêncio lá fora povoandose dos rumores e vozes do dia, a voz libertadora que ainda há pouco era a expressão duma alma, do tamanho da noite.
ELEIÇÃO
CORRUPÇÃO
FÁTIMA
Este domingo, 7 de outubro, é dia de eleição em todo o país. Do resultado, será possível fazer um julgamento se o povo brasileiro começa a mudar de mentalidade em relação à política.
Diria melhor: se o nosso povo não suporta mais a corrupção que assola o país, antes casos pessoais, hoje, por obra do PT, generalizada. Foram com muita sede ao pote, está visto.
É bom lembrar. A UERN enfrentou, faz pouco, uma greve de mais de cem dias, e a senadora Fátima Bezerra, cria de sindicato, não apareceu. Só o deputado Mineiro, do PT.
linguagem “A empresa regularizou os funcionários.” Ouvi isso, dia desses, na televisão. E dizer que a televisão é, ou devia ser, um veículo de cultura. Ao menos, é assim nos países cultos. Bem. Antes de mais nada, regulariza-se alguma coisa ou a situação de alguém. É lógico. Daí que o correto é: “A empresa regularizou a situação dos funcionários”. Ou os documentos. Trata-se de verbo que pede objeto direto de coisa, e não de pessoa. Outros exemplos: A polícia Federal regularizou a permanência dos imigrantes. O time regularizou a situação dos jogadores. É de suma importância conhecer o regime dos verbos.
3 4 5
* O vírus da zika pode ser transmitido para o feto pelo pai, no momento da concepção, ou pela mãe, na concepção ou durante a gestação.
* Três anos após o contágio, o vírus da zika continua ativo no organismo da mulher, podendo ser passado para o feto e acarretar microcefalia no bebê.
* No organismo masculino, o vírus continua ativo durante três meses. Neste período, é possível que o vírus seja transmitido para a mulher ou para o feto.
* Outras doenças infecciosas como a rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus podem provocar microcefalia.
* A melhor forma de prevenção continua sendo o combate ao mosquito e o uso de repelentes por toda a família.
esporte 7
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
Futebol
Clubes brigam por cota e cogitam esvaziar Copa NE
pa do Nordeste poderá ser uma competição muito deficitária para o CSA, que está no G4 da Série B e se tornou um dos favoritos para subir à elite do futebol nacional. Para dirigentes da Liga do Nordeste, o problema é o parâmetro usado pelos clubes para medir o que é justo ou não. Times da Série A, que recebem mais dinheiro da TV, não veem a Copa do Nordeste (principalmen-
te na primeira fase), como um grande atrativo. Já para os times que estão na Série C, por exemplo, sem ajuda de custo da CBF ou dinheiro das emissoras, o campeonato é importante. "O dinheiro da Copa do Nordeste representa o dobro da cota que recebemos do [Campeonato] Pernambucano. Eu não posso ter o mesmo raciocínio dos clubes que estão na Série A. O meu time está na C. São
mundos diferentes", afirma o presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior. Equipes que estão no grupo 3 – Fortaleza, Botafogo-PB, Salgueiro e Confiança – e 4 se queixaram que a decisão das cotas de transmissão dos jogos foi resultado de negociações de bastidores lideradas por Bahia e Vitória. Os demais teriam sido excluídos ou não tiveram muito tempo para debater.
A Liga do Nordeste afirma que a forma de divisão do valor arrecadado com direitos de TV foi colocada em votação pelos clubes e que prevaleceu vontade da maioria: a divisão em quatro grupos de valores distintos. Em reunião realizada em São Paulo com executivos do SBT, no mês passado, cartolas do Bahia reclamaram dos valores pagos pelos direitos de transmissão e ameaçaram não participar do torneio. A desistência complicaria a fórmula de disputa, que se apóia em clássicos regionais para tornar a primeira fase mais atrativa. Bahia e Vitória, Santa Cruz e Náutico, Fortaleza e Ceará, por exemplo, foram colocados em chaves separadas de forma proposital. Assim terão de jogar uns contra os outros. Bahia e Vitória querem incluir a Copa do Nordeste em seus pacotes de pay-perview, processo que a Liga do Nordeste vê como natural, mas apenas para o futuro. A ideia por trás da iniciativa é atrair os nordestinos que moram em outras regiões do país. Isso, porém, exige uma negociação com a Globo, que não se interessou em transmitir o torneio de 2018 e viu os direitos em TV aberta serem comprados pelo SBT por cerca de R$ 5 milhões. A rede também mostrará partidas em 2019, mas apenas nas afiliadas do Nordeste.
do, com 30 pontos, nesta terça-feira, 9, no Nilton Santos, o mesmo palco que presenciou a eliminação do Botafogo na Sul-Americana há três dias. O resultado do Clássico da Amizade pode dizer muito a respeito do perfil dos próximos três compromissos: Ceará, o 15° colocado, com 30 pontos (fora), Bahia, o 14° colocado, com os mesmos 30 pontos
(casa), e Atlético-PR, o 11° colocado, com 33 pontos (fora). Assim como o Vasco, todos os outros, com mais ou menos folga, estão com o sinal amarelo ligado e na chamada "zona de confusão" - termo utilizado inclusive por Zé Ricardo. E no bolo está o Botafogo, hoje com 33 pontos, a quatro do Z4, e na 12ª posição. Hora de responder à queda da Sul-
Americana e descolar com os confrontos diretos. - Todos os jogos são importantes, com times da parte de cima ou da parte de baixo da tabela. Já tínhamos feito isso (bom rendimento) contra o Cruzeiro, que briga lá em cima. Um jogo de cada vez para a gente se afastar da zona de rebaixamento e, quem sabe, classificar de novo à Copa Sul-Americana.
Temos time para isso, mas vamos jogo a jogo - disse Zé Ricardo. Primeiro neste recorte decisivo, o jogo contra o Vasco será válido pela 28ª rodada do Brasileirão. É bom citar que, se pegarmos o mesmo período de quatro duelos quanto às últimas rodadas, o saldo é positivo e serve até de inspiração: duas vitórias, um empate e uma derrota.
Após vencer o Vitória por 1 a 0, na última sexta, no Barradão, o técnico fez o Santos saltar para a sétima colocação na tabela do Campeonato Brasileiro e abrir distância do Corinthians, derrotado por 3 a 0 na Arena. Apesar de não ter feito um bom jogo, o treina-
dor deixou claro que prioriza os três pontos. “Não fizemos grande jogo, mas suficiente para vencer e nesse momento do campeonato é o mais importante. Às vezes abdicamos de ter grande jogo e perder, como contra o Cruzeiro, em busca de jogo seguro, com
menos riscos e buscando resultado. Tem que valorizar muito o resultado aqui”, disse Cuca após o jogo em entrevista coletiva. O próximo desafio é o clássico contra o Corinthians, no próximo sábado, no Pacaembu, às 19h. O comandante não terá Ali-
son disponível, pois está suspenso. Em compensação, deve ter o reforço de Lucas Veríssimo na zaga. Visando mais uma vitória, o time folga neste sábado e domingo e inicia a preparação na segunda-feira. Cuca terá semana cheia para trabalhar.
>> As equipes maiores, que ficaram com a principal fatia das cotas de direito de transmissão do torneio, reclamam que o valor recebido é baixo
E
nquanto o sorteio dos grupos da Copa do Nordeste era realizado, em Maceió, na ultima quinta-feira, os clubes classificados para a competição travavam uma disputa por dinheiro nos bastidores. As equipes maiores, que ficaram com a principal fatia das cotas de direito de transmissão do torneio, reclamavam que o valor recebido é baixo. O Bahia, tricampeão (2017, 2002 e 2001) e finalista da última edição, ameaçava não participar neste ano. Por sua vez, os clubes que vão receber as menores quantias se queixavam de injustiça na divisão dos recursos. Em conversas com a reportagem, dirigentes disseram considerar a possibilidade de colocar em campo seus times sub-20. "O valor é muito baixo. O que recebemos é cerca de 3% do nosso orçamento anual. O torneio precisa encontrar formas de gerar mais receita", disse o presidente do Vitória, Ricardo David, que, assim como Bahia, Ceará e Santa Cruz,
vai embolsar R$ 1,9 milhão para jogar o torneio de 2019. Esse é o grupo que vai receber a maior quantia. O dinheiro arrecadado pela Liga do Nordeste (responsável pela área comercial do campeonato) foi dividido por quatro grupos com quatro clubes cada um. O grupo 4, composto por CSA, Sergipe, Altos e Moto Club, é o que receberá o menor valor. Cada clube ficará com R$ 510 mil. "Nossa proposta é que o dinheiro fosse distribuído igualmente. Cada um dos 16 times da Copa ficaria com R$ 1,26 milhão. Seria mais justo e ajudaria o desenvolvimento do futebol na região. Foi usado o ranking da CBF de 2017 para definir os grupos e os recursos, o que é injusto. Se a competição é de 2019, o certo seria o ranking de 2018", avalia o presidente licenciado do CSA, Rafael Tenório. O clube alagoano é o que lidera as reclamações dos que vão embolsar as menores cotas. O raciocínio é que no próximo ano a Co-
Botafogo inicia sequência de quatro duelos diretos Muitos treinadores costumam "recortar" o Brasileiro para aderir metas. Já Zé Ricardo, no Botafogo, é adepto ao discurso de "jogo a jogo", mas o fato é que o time alvinegro, depois de
empatar com o então líder São Paulo, terá uma sequência de quatro jogos diante de postulantes à briga contra a queda. O primeiro desafio será contra o Vasco, o 16° coloca-
Cuca embala no Santos e se aproxima de vaga na ‘Liberta’ Bruno Henrique já havia atribuído a melhora do Santos com a chegada do Cuca, que depois de afastar o time
da zona de rebaixamento, embalou para cumprir seu objetivo principal: uma vaga na Libertadores de 2019.
Organização informa que divisão foi combinada com os times
Divulgação
Neste ano, Sampaio Corrêa e Bahia fizeram a final e os maranhenses levaram a melhor
8 OPINIÃO/esporte
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
fábio oliveira fabiowillard@hotmail.com
fabio willard de oliveira
Intervenção no Baraúnas sem prazo de validade
E
stava prevista para ontem à noite, quando já tínhamos fechado esta edição, a eleição para a nova presidência do Baraúnas. O resultado pode ser visto no Portal F9 (www.f9.net.br). Mesmo que alguém, dentro do quadro de 21 associados aptos a votar e serem votados, tenha sido eleito, ele não assumirá os destinos do clube de imediato. Só o fará quando a Justiça determinar o fim da intervenção, que necessariamente não acaba nesta eleição, explicação do próprio juiz Edino Jales, da 1ª Vara Cível de Mossoró, que decretou a intervenção, ao ser consultado pelos dirigentes leoninos. De acordo com Damásio Medeiros, interventor, na oportunidade em que esteve reunido com o magistrado, foi
feito um relato de todo o trabalho realizado nos 60 dias de administração provisória à frente do clube. O juiz teria gostado do que ouviu, sobretudo pela transparência e seriedade denotadas no trabalho desenvolvido no intuito de sanar os problemas da instituição Baraúnas. A continuidade da intervenção oferta um importante aliado na obtenção de respostas e alternativas para revitalizar o clube, que é o tempo. Prevalece o bom senso, pois parece lógico que o que foi destruído em mais de uma década não se reconstrói em dois ou três meses. O torcedor terá de ter paciência, pois é nela e no trabalho de pessoas bem intencionadas que reside a esperança de ver o Leão do Oeste forte novamente.
iMAGEM QUE MARCA
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O jogador João Victor é dúvida no MEC. Ele está com uma “pombalgia!” FABIANO JÚNIOR , Repórter da 95 FM, antes do jogo do Mossoró contra o Visão Celeste. Acredito ser uma inflamação em um lugar não pronunciável neste espaço.
Globo em crise Dois meses de salários atrasados e, por consequência, jogadores sendo dispensados. Esse é o momento do Globo, próximo de mais uma temporada. Ninguém está imune à crise e encerramento precoce de calendário.
Globo em crise II
Cedida
Um dos sinais de que o clube de Ceará Mirim tenta se ajustar ao momento foi a não inclusão do seu time sub-19 no estadual da categoria neste ano. A base, que era seu forte, foi a primeira a sentir os efeitos da crise na Águia.
Santa Luzia
Acontece de 10 a 30 de novembro a II Copa Santa Luzia de Futsal. A programação esportiva dos festejos da padroeira de Mossoró prevê, ainda, a 11ª Corrida de Santa Luzia. São apenas 200 vagas para inscrições.
Fale agora ou cale-se
Times do Fênix II e I, campeão e vice no futsal na I Copa TCM Outubro Rosa, realizada na quarta-feira (3), no Ginásio Carecão. Foto: Fábio Oliveira
A semana na história Nesta segundafeira, 8, o pau-ferrense Luizinho Lopes, técnico do América de Natal, completa 36 anos de idade. Parabéns!
Meus parabéns! Alegando as eleições marcadas para hoje, a FNF remarcou jogos da quarta rodada da 2ª divisão para quarta-feira (10), às 15 horas, no Frasqueirão: Visão Celeste x Mossoró e Alecrim x Palmeira. Se a própria FNF não valoriza os campeonatos que promove, como esperar que os outros o façam? Marcar jogos para um dia útil em pleno horário comercial é um desserviço. Termina de esvaziar os jogos que já não têm grande público e privaos de uma cobertura maior da imprensa, sobretudo das emissoras de rádio. É assim que se trabalha, né?
Torcedor
Futebol Clube
O esporte éa nossa paixão notícias GOLS e COMENTÁRIOS www.f9.net.br
Na terça-feira (9), acontece na FNF reunião do Conselho Técnico da Estadual 2019. É a hora de propor e lutar pelo que é melhor, sobretudo os menores, que são maioria. Depois, se aceitar o contrário, restará engolir o choro e viver das migalhas a que muitos se acostumaram e que por elas vendem a alma e dignidade.
Sob nova direção
O fisioterapeuta Armando Duarte é o novo presidente da Associação do Sítio Florânia, instituição mantenedora da Toca do Leão, local de treinamentos do Baraúnas. A eleição ocorreu na segunda-feira passada (1°).
Estaduais
Kalhinho Melo São Manoel Torcedor do Potiguar
Pelo calendário da CBF, divulgado na semana que passou, os estaduais continuam com 18 datas. Eles devem ser realizados entre 20 de janeiro e 21 de abril.
CLAUDER ARCANJO
Escritor e editor da Sarau das Letras
DAS 11 ÀS 13H
eleições 2018 /jornaldefatorn
@defato_rn
Mossoró (RN), domingo, 7 de outubro de 2018
vamos decidir nosso futuro >> Hoje, 147.302.354 brasileiros vão às urnas em todo o País para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
2 ELEIÇÕES 2018
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
Quem está preparado para enfrentar os desafios de governar o RN Q
uinta-feira, 4 de outubro. Um corpo tombou no bairro Belo Horizonte, zona sul de Mossoró. Foi o assassinato de número 200 no ano na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte. O número é assustador, porém reflete a realidade de um sistema de segurança falido diante da escalada da criminalidade. Nos últimos três anos, o número de assassinatos bateu recorde no RN, tornou o estado um dos mais violentos do país. Natal, inclusive, aparece como a capital com maior índice de mortes violentas por cada grupo de 100 mil pessoas. Além dos assassinatos, quase todos sem a identificação dos criminosos, o que expõe a fragilidade da polícia investigativa, os potiguares sentem-se totalmente desprotegidos com o crescimento de crimes de toda a ordem. Assaltos, arrastões, arrombamentos, explosão de agências bancárias, de carros-fortes, entre outros, são registrados diariamente na capital e em todas as regiões do interior do estado. A segurança pública é, sem dúvida, um dos maiores desafios do futuro governador. Para revolver a tranquilidade à população, é preciso, segundo especialistas, não apenas investir em viaturas, armamentos e estrutura. É necessário a
valorização das polícias Militar e Civil, principalmente com melhores salários e pagamento em dia. Mas, é preciso, principalmente, que o futuro governador tenha um planejamento de combate ao crime de recuperação da ordem pública. EDUCAÇÃO A política de segurança depende de outros índices de qualidade no serviço público e de melhorias em setores vitais, como o ensino público. É outro problema grave enfrentado pelos potiguares. O ensino estadual está estacionado nas últimas posições de índices nacionais. Recentemente, em avaliação do Ideb, o Rio Grande do Norte apareceu entre os três últimos colocados. Os alunos, segundo o estudo, concluem o ensino fundamental e médio sem receber o devido aprendizado em português e matemática. SAÚDE O sistema de saúde pública estadual é outro desafio. Com quatro secretários de saúde em menos de quatro anos, o Rio Grande do Norte viu o sistema ser jogado na UTI. Hospitais sucateados, filas nos corredores, medicamentos em falta, poucos médicos para atender à demanda. O Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró,
Natal tem 557.109 eleitores
Mais de 2,3 milhões de potiguares vão decidir o futuro do RN
é o retrato do caos. Por lá falta tudo, menos pacientes nos corredores e na fila de espera. Por consequência, as Unidades de ProntoAtendimento (UPAs), que são de responsabilidade do Município, acabam superlotadas e comprometem a
assistência da baixa complexidade. FINANÇAS Além dos graves problemas desses três setores vitais, o futuro governador terá, talvez, o maior desafio, que é justamente ree-
quilibrar as contas públicas. O Estado do Rio Grande do Norte está praticamente quebrado, conforme admitiu o atual governador Robinson Faria (PSD). Por consequência, o governo não se mostra com capacidade de sequer cum-
prir o compromisso de pagar em dia os salários dos servidores públicos. Desde janeiro de 2016 que o Governo paga com atraso e até hoje ainda não conseguiu quitar a folha do décimo terceiro salário de 2017. O atual governo enfrentou greve de todas as categorias de servidores públicos. A mais longa foi a paralisação dos professores e técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Em duas greves, quase 300 dias sem aula no campus central em Mossoró e nos campi avançados e unidades em todas as regiões do estado. Outra paralisação que trouxe enorme prejuízo foi a dos policiais militares e civis. Com salários atrasados, os agentes de segurança decidiram ficar nas delegacias, evitando as ruas, no final de 2017. O RN virou campo de guerra. Em menos de cinco dias, foram mais de 800 atos criminosos, como arrastões, roubos, assaltos, explosões, além de quase 80 assassinatos no período. Também em 2017, o RN viveu momento bem crítico com a rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, que acabou com 26 detentos mortos, a maioria degolados. Como tirar o Rio Grande do Norte do caos em que se encontra? Esse é o desafio que espera o futuro governador. Oito candidatos estão dispostos a enfrentar a luta, entre eles o atual governador Robinson. Ele decidiu pedir uma nova oportunidade ao eleitor, apesar de seu governo ter quase 80% de reprovação popular e ele ser rejeitado por mais de 50% dos eleitores, segundo pesquisa do Ibope. Veja na página seguinte o perfil dos candidatos a governar o RN a partir de 1° de janeiro de 2019.
Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral: 174.189
Parnamirim, terceiro maior colégio eleitoral: 119.014
Três municípios do Rio Grande do Norte concentram 35,8% do total de eleitores do estado. Natal, Mossoró e Parnamirim têm, juntos, 850.312 eleitores. Em todo o estado, são 2.373.619 eleitores aptos a votar nas eleições de 2018. O pleito acontece no dia 7 de outubro.
do estado. A cidade com o menor número de eleitores no RN é Viçosa, que tem 1.697 pessoas aptas a votar. A maior parte do eleitorado potiguar é composta de mulheres. Segundo o TSE, são 1.257.039, o que equivale a 53% do total. No que diz respeito à faixa etá-
A capital potiguar é a cidade com o maior número de eleitores: 557.109. Em seguida estão Mossoró, com 174.189, e Parnamirim, com 119.014. Os 14 municípios da região metropolitana de Natal têm 986.677 eleitores, o que corresponde a 41% do total de eleitores
ria, as pessoas com idade entre 30 e 34 anos são maioria entre os eleitores do Rio Grande do Norte. De acordo com o TSE, 25% dos eleitores do Rio Grande do Norte não concluíram o ensino fundamental. Além disso, 6,81% são analfabetos e 11,46% só sabem ler e escrever.
ELEIÇÕES 2018 3
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
VEJA OS CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN
Breno Queiroga, do Solidariedade – 70
Dário Barbosa, do PSTU – 16
Disputa o Governo do RN pela primeira vez. O seu candidato a vice-governador é o delegado Sérgio Leocádio, do PSDC. Brenno tem 37 anos e é engenheiro civil. Foi prefeito da cidade de Olho D’Água do Borges, na região Oeste potiguar, entre 2013 e 2016. Como plataforma de governo, ele defende a retomada do desenvolvimento do Rio Grande do Norte, e durante a campanha levantou a bandeira municipalista. O candidato do Solidariedade declarou bens no valor de R$ 975 mil e registrou que, além de engenheiro, é empresário.
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) ergue a bandeira de via alternativa na política do Rio Grande do Norte com a candidatura de Dário Barbosa. Ele tem como candidata a vice-governador professora Socorro Ribeiro, também do PSTU. Dário tem 65 anos e é professor das redes estadual e municipal de ensino. Iniciou sua militância política no movimento popular, nos anos de 1980, e depois no movimento sindical. Dário Barbosa já foi candidato pelo PSTU a prefeito de Natal e a governador do Estado. É um militante histórico no Rio Grande do Norte, sobretudo por manter firmes seus princípios e sua defesa do socialismo. Dário Barbosa declarou bens no valor de R$ 215 mil.
Freitas Júnior, Rede Sustentabilidade, 18 É a primeira vez que ele tenta se eleger governador do Rio Grande do Norte. Seu candidato a vice-governador é Flávio Rebouças, também do Rede. Freitas Júnior nasceu em Alexandria, na região do Alto Oeste potiguar, e é servidor público estadual. Ele foi candidato a prefeito de Natal nas eleições de 2016, sem sucesso. Como servidor público, o candidato do Rede declarou um dos menores bens entre os candidatos a governador: apenas R$ 1.103,20.
Carlos Alberto, do Psol – 50 Essa é a primeira vez que ele disputa o Governo do RN. O Psol formou chapa “puro sangue”, tendo como candidata a vice-governadora a servidora pública Cida Dantas. Carlos Alberto nasceu em São Paulo, tem 50 anos, é mestre em Administração de Recursos Humanos e doutor em Administração pela Universidade de São Paulo. No RN, disputou duas eleições pelo PT: em 2012 foi candidato a vice-prefeito de Natal e em 2014 disputou uma vaga de deputado federal, sem sucesso. Ele escolheu a área de educação como prioridade e plano principal de governo. O candidato do Psol declarou tem um patrimônio avaliado em R$ 4,9 milhões.
Carlos Eduardo, do PDT – 12 É a segunda vez que ele disputa o cargo de governador do RN. A primeira foi em 2010, quando o eleitor escolheu Rosalba Ciarlini ao Governo do Estado. O seu candidato a vice-governador é Kadu Ciarlini, do Progressista. Carlos Eduardo se elegeu deputado estadual pelo PMDB em 1986 e ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa por quatro legislaturas. Em 2000, ele foi eleito vice-prefeito de Natal na chapa encabeçada por Wilma de Faria e em 2002 assumiu a Prefeitura de Natal com a renúncia da titular para disputar e vencer o Governo do Estado. Em 2004, foi reeleito prefeito. Em 2012, foi eleito prefeito novamente. E em 2016, reeleito com 63,42% dos votos válidos. Ele deixou a Prefeitura de Natal em abril deste ano para concorrer ao Governo do RN. Carlos Eduardo definiu o equilíbrio fiscal como uma das prioridades de governo. Carlos Eduardo é advogado por formação e já ocupou a atividade de publicitário. Ele declarou bens no valor de R$ 3,522 milhões.
Fátima Bezerra, do PT – 13 A senadora da República, ainda no primeiro mandato, tenta fazer história nas eleições deste ano. Se eleita, pela primeira vez o PT assumirá o cargo de governador do RN. Ela tem como vice o servidor público Antenor Roberto, do PC do B. Fátima é professora e pedagoga de formação. Na política faz carreira sustentada pelos movimentos sindicais, com base no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (SINTE). Ela ocupa mandato eletivo desde as eleições de 1994, tendo sido deputada estadual (eleita em 1994 e 1998), deputada federal (eleita em 2002, 2006 e 2010) e senadora (eleita em 2014). Fátima Bezerra declarou bens no valor de R$ 807,668 mil.
Bispo Heró Bezerra, do PRTB – 28
Robinson Faria, do PSD – 55
Heronildes Bezerra da Silva é um velho conhecido do público mossoroense. Ele apareceu na década de 90 como líder estudantil, sendo presidente do Centro Estudantil Mossoroense (CEM). Na época, a carteira do estudante ganhou peso com a lei da meia-entrada em eventos culturais e sociais e ele acabou se envolvendo em notícia negativa. Mesmo assim, seguiu para a política partidária. Foi candidato a vereador e prefeito de Mossoró. Depois, criou uma igreja evangélica e se definiu bispo. Neste ano, decidiu ser candidato a governador, tendo como candidato a vice-governador Antônio Bento, também do PRTB. O bispo Heró, como gosta de ser chamado, não declarou bens.
É o atual governador do Rio Grande do Norte. Ele tenta renovar o mandato por mais quatro anos, tendo como candidato a vice-governador o empresário Tião da Prest (PR). Robinson Faria entrou para a política por iniciativa própria e foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1986. Nos dois últimos mandatos como deputado (2003-2006/2007-2010), foi presidente da Assembleia Legislativa. Em 2010, Robinson foi eleito vice-governador na chapa de Rosalba Ciarlini (DEM). Em 2014, foi eleito governador no segundo turno com 54,42% dos votos válidos. Robinson é o candidato a governador com maior patrimônio. Ele declarou à Justiça Eleitoral bens avaliados em R$ 10,5 milhões. O seu vice, Tião da Prest, também se destaca com bens avaliados em R$ 35,5 milhões, conforme declarado.
4 ELEIÇÕES 2018
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
Educação, saúde e emprego são os maiores desafios do futuro presidente
O
Brasil tem hoje 12,7 milhões de pessoas desocupadas, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um contingente maior que a população da cidade de São Paulo e de países como Bolívia, Bélgica e Cuba. Combate ao desemprego é, sem dúvida, o maior desafio do futuro presidente da República. Seja quem for o eleito, a perspectiva de adoção de medidas que resultem na diminuição do desemprego será um dos fatores que pesarão na escolha do candidato vitorioso. Outra pauta importante,
e urgente, é a melhoria na saúde pública. A atenção se volta sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988. O modelo brasileiro é reconhecido internacionalmente, mas enfrenta uma série de obstáculos. Há um pedido de socorro dos brasileiros que dependem do sistema público. As unidades de saúde estão superlotadas, desafiando a estrutura. Esse quadro se agravada em outra ponta que exigirá a atenção do futuro presidente. A sobrecarga de internações hospitalares no SUS está relacionada à falta de saneamento básico. De
acordo com dados do Ministério da Saúde, ao todo, foram 263,4 mil internações. O número ainda é elevado, mesmo com o decréscimo em relação aos casos registrados no ano anterior, quando 350,9 mil internações geraram custo de R$ 129 milhões. O próximo governo terá como desafio universalizar o tratamento de esgoto para toda a população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar investido em água e saneamento resultaria em uma economia de US$ 4,3 em custos de saúde no mundo. A terceira área que exi-
girá muito do candidato eleito é a Educação. Os números da educação brasileira são tão grandes quanto o desafio do próximo presidente. Para assegurar a melhoria da qualidade, serão necessários investimentos em áreas distintas: garantir um ensino médio mais inclusivo e atrativo, ampliar o acesso e o financiamento ao ensino superior e melhorar a formação de docentes. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), quando saem da escola, ao final do ensino médio, sete a cada 10 estudantes não aprendem o básico em português. O mesmo número
tem aprendizado insuficiente em matemática. Na outra ponta, apenas 4,5% dos estudantes alcançaram um nível de aprendizagem considerado adequado pelo MEC em matemática e 1,6% em língua portuguesa. No ensino superior, o desafio ainda é a ampliação de matrícula. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei em vigor desde 2014, a taxa bruta de matrícula, ou seja, o número total. Atualmente, professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, cerca de 25%
VEJA OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA Jair Bolsonaro (PSL) – 17
Candidato da coligação PSL e PRTB, conta também com o apoio dos defensores da monarquia. Militar, Bolsonaro, 63 anos, está no sétimo mandato na Câmara dos Deputados e tem uma carreira de 25 anos ininterruptos no Congresso Nacional. Foi o candidato a deputado federal mais votado no Rio de Janeiro nas eleições de 2014, com 464 mil votos. Casado três vezes, tem cinco filhos, dos quais, três estão na vida política. Capitão da reserva do Exército, filiou-se ao PSL, seu nono partido, para disputar a eleição presidencial. Natural de Glicério (RJ), Bolsonaro construiu carreira política no Rio de Janeiro. Declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões. Vice: General Mourão (PRTB)
Fernando Haddad (PT) – 13
Candidato da coligação PT, PCdoB e PROS, Haddad nasceu em São Paulo (SP), em 1963. É professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), na qual estudou Direito na graduação, Economia no mestrado e Filosofia no doutorado. Inicialmente, estava como vice na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Após a candidatura de Lula ter sido indeferida pela Justiça Eleitoral, assumiu o posto de candidato a presidente da coligação. Foi subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo. Integrou o Ministério do Planejamento no governo Lula. Em julho de 2005, assumiu o Ministério da Educação, no qual ficou até janeiro de 2012. Naquele ano, foi eleito prefeito de São Paulo. Declarou patrimônio de R$ 428,4 mil em bens. Vice: Manuela D’ávila (PCdoB)
a menos. Essas áreas vitais para a vida das pessoas só poderão funcionar com qualidade, claro, se a economia do país voltar a crescer. O futuro presidente terá de vencer as barreiras de uma crise instalada há uma década e que impediu - até aqui - o país não reencontrou o caminho do crescimento. Neste domingo, 7, mais de 147 milhões de brasileiros vão às urnas para escolher o futuro presidente do Brasil. Com treze candidatos, a corrida pelo Palácio de Planalto nas eleições de 2018 é a mais concorrida e pulverizada desde 1989, a primeira da redemocratização, quando foram 22 os presidenciáveis. Além de PT e PSDB, que polarizam as disputas pelo Planalto desde 1994, a eleição de 2018 terá um candidato do MDB após 24 anos, um do PDT, depois de doze anos, e a estreia da Rede Sustentabilidade, criada em 2015, no cenário nacional. Também estarão representados nas urnas com cabeças de chapa o Psol, que vem lançando candidatos à Presidência em todos os pleitos desde 2006, PSL, PPL e PSTU, além de partidos que aderiram à tendência de abolir siglas com os nomes Podemos, Novo, Democracia Cristã e Patriota. Com treze candidatos, a corrida ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano é a mais concorrida e pulverizada desde 1989, a primeira da redemocratização, quando foram 22 os presidenciáveis. Além de PT e PSDB, que polarizam as disputas pelo Planalto desde 1994, a eleição de 2018 tem um candidato do MDB após 24 anos, um do PDT, depois de doze anos, e a estreia da Rede Sustentabilidade, criada em 2015, no cenário nacional. Também estarão representados nas urnas com cabeças de chapa o PSOL, que vem lançando candidatos à Presidência em todos os pleitos desde 2006, PSL, PPL e PSTU, além de partidos que aderiram à tendência de abolir siglas como nome: Podemos, Novo, Democracia Cristã e Patriota.
ELEIÇÕES 2018 5
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
Ciro Gomes (PDT) – 12
Candidato da coligação PDT e Avante. É natural de Pindamonhangaba (SP), mas construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época. Foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e tocou o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Tem 60 anos e quatro filhos. Disputa a Presidência pela terceira vez. Declarou patrimônio de R$ 1,7 milhão. Vice: Kátia Abreu (PDT)
Geraldo Alckmin (PSDB) – 45
Candidato da coligação PSDB, PTB, PP, PR, DEM, SD, PPS, PRB e PSD. Quatro vezes governador de São Paulo, Alckmin é um dos fundadores do PSDB. Formado em Medicina pela Universidade de Taubaté, começou a carreira política em 1972, em Pindamonhangaba, onde foi eleito vereador, presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito da cidade. Em 1982, foi eleito deputado estadual. Participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1986, antes de chegar ao Governo de São Paulo em 2001, como vice do governador Mário Covas. Aos 65 anos, vai disputar pela segunda vez a eleição presidencial. Declarou patrimônio de R$ 1,4 milhão. Vice: Ana Amélia Lemos (PP)
Marina Silva (Rede) – 18
Disputa a eleição pela aliança Rede e PV. Nasceu em uma pequena localidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, em Rio Branco, no Acre. Em 1984, Marina Silva, 60 anos, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre. No ano seguinte, filiou-se ao PT. Foi eleita pela primeira vez a um cargo público nas eleições de 1988, quando foi a vereadora mais votada de Rio Branco. Depois disso, foi eleita deputada estadual e senadora (dois mandatos). Foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula. Disputará a eleição presidencial pela terceira vez. Declarou patrimônio de R$ 118,8 mil. Vice: Eduardo Jorge (PV)
Álvaro Dias (Podemos) - 19
Candidato da coligação Pode, PRP, PSC e PTC, Álvaro Dias tem 73 anos e está no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas. Antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Formado em História, ele já mudou de siglas sete vezes. Eleito senador em 2014 pelo PSDB, migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN, para se unir à tentativa da sigla de imprimir a bandeira da renovação da política e da participação direta do povo. Declarou ter patrimônio de R$ 2,9 milhões. Vice: Paulo Rabello (PSC)
Henrique Meirelles (MDB) – 15
Disputará a eleição presidencial pela coligação MDB e PHS. Goiano de Anápolis, tem 72 anos. Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central de 2003 a novembro de 2010, no governo Lula. No governo do presidente Michel Temer, comandou o Ministério da Fazenda de maio de 2016 a abril de 2018. Construiu a carreira como economista no mercado internacional, assumiu a presidência mundial do Bank Boston, no qual ingressou em 1974, e tornou-se presidente da instituição no Brasil em 1984. Tem patrimônio declarado R$ 377,5 milhões. Vice: Germano Rigotto (MDB)
João Amoêdo (Novo) – 30
O Partido Novo não fez aliança para a eleição presidencial. Natural do Rio de Janeiro, Amoêdo, 55 anos, é formado em Engenharia Civil e Administração. Foi diretor executivo do Banco BBA Creditanstalt, presidente da Finaústria CFI, vice-presidente e membro do Conselho de Administração do Unibanco e integrante do Conselho de Administração do Banco Itaú BBA e do Conselho de Administração da empresa João Fortes Engenharia. Fundou o Partido Novo com membros da sociedade civil, que passam por processo seletivo para se tornarem candidatos. É casado e tem três filhas. Declarou patrimônio de R$ 425 milhões. Vice: Professor Christian (Novo)
Guilherme Boulos (PSOL) – 50
Candidato da coligação PSOL e PCB. Natural de São Paulo, tem 35 anos, é filho de médicos e professores da Universidade de São Paulo (USP). Filósofo formado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, na qual ingressou no ano 2000. Também é psicanalista, professor e escritor. Sua vida política começou em 1997, aos 15 anos, quando ingressou no movimento estudantil como militante na União da Juventude Comunista (UJC). Depois conheceu o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do qual é coordenador. Declarou patrimônio de R$ 15,4 mil. Vice: Sônia Guajajara (PSOL)
José Maria Eymael (Democracia Cristã) – 27
Pela quinta vez, disputa as eleições presidenciais. A Democracia Cristã não fez aliança para a eleição presidencial. Natural de Porto Alegre, Eymael, 78 anos, cursou Filosofia e Direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul. É empresário há 46 anos nas áreas de marketing, comunicação e informática. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade como auxiliar de tipografia. Mais tarde, foi um dos líderes da Juventude Operária Católica (JOC). Em 1962, ingressou no Partido Democrata Cristão (PDC) em Porto Alegre, passando a atuar na Juventude Democrata Cristã. Declarou patrimônio de R$ 6,1 milhões. Vice: Helvio Costa (Democracia Cristã)
Cabo Daciolo (Patriota) - 51
O Patriota não fez aliança para a eleição presidencial. É a chamada chapa “puro sangue”, quando há um único partido. O candidato foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2014. Integrante do Corpo de Bombeiros, Cabo Daciolo, 42 anos, foi filiado ao PSOL, PTdoB e ao Avante. Nascido em 1976, na cidade de Florianópolis, é casado com Cristiane Daciolo e tem três filhos. Bombeiro, ganhou notoriedade em 2011 por liderar a greve da categoria no Rio de Janeiro. Foi lançado précandidato em 28 de março de 2018 pelo Patriota, antigo PEN. Não apresentou lista de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vice: Suelene Balduino (Patriota)
João Goulart Filho (PPL) - 54
Pela primeira vez na disputa para a Presidência da República, não fez coligação. João Goulart Filho, 61 anos, é poeta, filósofo, escritor e fundador do Instituto João Goulart, dedicado à pesquisa histórica e à reflexão sobre o processo político brasileiro. Filho do ex-presidente João Goulart, “Jango”, deposto em 1964 pelo golpe militar, o candidato adotou o nome político em homenagem ao pai. Foi deputado estadual no Rio Grande do Sul pelo PDT, partido que trocou pelo PPL. É autor de Jango e Eu: Memórias de um Exílio sem Volta, indicado ao Prêmio Jabuti. Declarou patrimônio de R$ 8,6 milhões. Vice: Léo Alves
Vera Lúcia (PSTU) - 16
Chapa “puro sangue”, o PSTU não fez aliança para a eleição presidencial. Operária da indústria calçadista, com trajetória no movimento sindical e popular, Vera Lúcia, 50 anos, nasceu no sertão pernambucano e se mudou ainda criança para Aracaju, com a família, fugindo da seca. Na capital sergipana, trabalhou como garçonete e datilógrafa antes de conseguir um emprego na fábrica de calçados Azaleia, onde iniciou a militância sindical. É formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e se dedica atualmente à formação política de ativistas. Declarou patrimônio de R$ 20 mil. Vice: Hertz Dias (PSTU).
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Acompanhe a apuração de votos pelo aplicativo ‘Resultados’ A
Justiça Eleitoral disponibilizou o aplicativo “Resultados”, uma ferramenta que permite aos cidadãos acompanhar o andamento do processo de totalização das eleições de 2018. A aplicação é uma versão atualizada do “Apuração 2014”, desenvolvida para o pleito daquele ano, que se tornou o aplicativo mais baixado do Tribunal Superior Eleitoral. Com o novo aplicativo, é possível acompanhar a contagem de votos de todo o Brasil e visualizá-la a partir de consulta nominal, que apresenta o quantitativo de votos totalizados para cada candidato com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno. A nova versão traz inúmeras novidades em relação à anterior. Dentre as mudanças, está o aprimoramento do layout do sistema, que aparece completamente renovado com a apresentação das fotos de todos os candidatos que disputam a eleição. Outra inovação diz res-
TSE
meros das eleições municipais suplementares. São pleitos que ocorrerão em 21 municípios, além de três plebiscitos e uma eleição distrital que vai escolher o Conselho Distrital do Arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. Essas votações serão realizadas na mesma data do segundo turno, no dia 28 de outubro. TUTORIAL Devido ao grande número de mudanças, o “Resultados” vem com um tutorial de interação intuitiva, acessível ao usuário já no primeiro contato com o aplicativo.
peito à experiência do usuário, que foi aumentada em relação à versão anterior. Com o “Resultados”, será possível consultar, na mesma tela, informações referentes a todos os cargos majoritários (presidente,
Veja o que pode e o que não pode QUEM PODE VOTAR – O voto é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. – Os presos provisórios e os adolescentes internados, desde que tenham tirado o título de eleitor e estejam em dia com a Justiça Eleitoral. Também têm o direito de votar, por não estarem com os direitos políticos suspensos (inciso III do artigo 15 da Constituição Federal). QUEM NÃO PODE VOTAR – Quem está com o título cancelado por não ter justificado ausência em três eleições consecutivas. No caso das ausências, cada turno de um pleito é considerado como uma eleição isolada. – Quem perdeu o prazo para justificação e não pagou a multa pela irregularidade. – Cidadãos que estão com os direitos políticos suspensos. – Quem não participou da revisão biométrica obrigatória no município em que vota. – Aqueles que não tiraram o título de eleitor até o dia 9 de maio nem regularizaram sua situação perante a Justiça Eleitoral. – Eleitores cujos dados não estejam no cadastro de eleitores da seção constante da urna, ainda que apresentem título de eleitor correspondente à seção e documento que comprove sua identidade. A regra consta do parágrafo 6° do artigo 111 da resolução TSE 23.554/2017, que trata dos atos preparatórios para as eleições de 2018. Nessa hipótese, a mesa receptora de votos deverá registrar a ocorrência em ata e orientar o eleitor a comparecer ao cartório eleitoral a fim de regularizar sua situação. VOTO FACULTATIVO Para jovens com idade entre 16 e 17 anos, idosos com mais de 70 anos e analfabetos, o voto é facultativo. ONDE VOTAR? O eleitor apto pode ir à sua seção eleitoral das 8h às 17h e votar, de acordo com o horário local. O título de eleitor traz a zona eleitoral e a seção em que o eleitor vota. Quem perdeu o título, consegue saber o número do documento no site do TSE. Basta informar o nome, data de nascimento e o nome da mãe. O eleitor em situação regular também pode obter a via digital do título. O aplicativo e-Título está disponível para smartphones e tablets.
governador e senador). GEOLOCALIZAÇÃO Como nos anos anteriores, o aplicativo também permitirá ao cidadão verificar resultados das eleições proporcionais para os depu-
tados estaduais, distritais e federais, com a diferença que o aplicativo agora faz a utilização da geolocalização do aparelho para indicar os resultados relativos ao estado em que ele se encontra. O usuário também poderá
Conheça a ordem de votação na urna eletrônica No dia 7 de outubro, os eleitores terão que votar em seis candidatos para os cinco cargos em disputa nas Eleições 2018, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Para não esquecer os números dos seus candidatos no momento da votação, a Justiça Eleitoral disponibiliza a chamada “cola eleitoral”, que pode ser levada à cabina de votação. É importante digitar o número de cada candidato com atenção e conferir a foto do político escolhido an-
tes de apertar a tecla “Confirma”. Caso ocorra algum erro, o eleitor pode apertar a tecla “Corrige” antes de finalizar o processo e digitar o número novamente. Para votar no deputado federal, o eleitor terá que digitar quatro números urna eletrônica e, em seguida, apertar a tecla “Confirma”. Para o cargo de deputado estadual ou distrital, será necessário digitar cinco números e, novamente, apertar a tecla “Confirma”. A escolha seguinte será de senadores. Como o Senado terá uma renovação de 2/3 de seus integrantes, neste ano o eleitor deve es-
optar por selecionar outras localizações que desejar consultar. ELEIÇÕES COMPLEMENTARES Além das eleições gerais, o aplicativo apresenta os nú-
colher dois candidatos. No caso, será necessário digitar três números na urna e apertar a tecla “Confirma” para votar para a primeira vaga. O mesmo processo deve ser repetido para a escolha do segundo candidato. O eleitor deve estar atento: se o mesmo número for digitado para os dois cargos de senador, o segundo voto será anulado. Já se encaminhando para o fim, o eleitor deverá registrar o voto para governador e, por último, presidente da República, ambos com dois dígitos. Depois de concluída a etapa de votação, a urna fará a gravação, criptografia e assinatura digital do voto. Feito isso, a palavra “FIM” aparecerá na tela, e a urna
De acordo com a portaria SEI 104/2018-GS/Sesed, fica determinado que no dia 7 de outubro, data referente ao primeiro turno das eleições, será proibida a venda e consumo de bebida alcoólica de qualquer espécie em locais públicos, bares, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos afins localizados no estado do Rio Grande do Norte no período compreendido entre 6h e 18h. Em sintonia com a Justiça Eleitoral, a portaria visa
emitirá um sinal sonoro. A votação, portanto, estará concluída com sucesso. Voto legenda O voto em legenda pode ser dado ao partido somente no sistema proporcional, ou seja, para os cargos de deputado federal e deputado estadual/distrital. Se o eleitor desejar votar apenas no partido, sem especificar qual dos candidatos da legenda ele busca eleger, basta digitar os dois algarismos que identificam agremiação política e apertar “Confirma”. Dessa forma, o eleitor ajudará o partido de sua preferência a conquistar mais vagas no legislativo, sem escolher um candidato específico para preenchê-la. Reprodução
Venda de bebida alcoolica está proibida das 6h às 18h As autoridades e a população em geral devem ficar atentas às eleições gerais de 2018, que estão acontecendo hoje (7), e algumas condutas precisam ser seguidas para que o pleito ocorra com tranquilidade. Pensando nisso, em conformidade com a lei complementar 163/1999, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do RN emitiu uma portaria que trata da suspensão da venda e consumo de bebida alcoólica no dia da votação.
APLICATIVOS DO TSE Nas eleições deste ano, além do “Resultados”, o Tribunal disponibiliza outros cinco aplicativos: JE Processo, Boletim de Mão, E-título, Mesários e Pardal. Todos estão disponíveis para o eleitor tanto na versão para Android quanto para IOS e podem ser baixados nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.
à adoção de medidas preventivas de conduta pessoal e de administração policial, em face das eleições gerais de 2018 – 1° turno, para que
esta se desenvolva em perfeita ordem, propiciando ao cidadão o exercício do seu direito de voto num clima de tranquilidade pública.
ELEIÇÕES 2018 7
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Segurança nas eleições Agência Brasil
Forças federais reforçam segurança em 97 municípios do estado e Guarda Municipal em Mossoró emprega 46 homens na votação de hoje
Fábio Vale
Repórter
Q
ue o pleito ocorra dentro da normalidade. Essa é a expectativa das forças de segurança quanto ao andamento das eleições que acontecem neste domingo (7) em todo o país. A perspectiva de um dia de votação tranquilo também é esperada para o Rio Grande do Norte. Para isso, assim como outras unidades federativas brasileiras, o estado potiguar também reforçou a segurança para o dia de hoje. Um efetivo de 3.600 militares foi designado para atender à demanda do Rio Grande do Norte nas eleições deste domingo. O reforço vem de tropas de outros estados vizinhos como Bahia, Paraíba e Pernambuco. Essa informação foi divulgada na semana passada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), na ocasião da realização de uma reunião com as forças de segurança para tratar sobre as condutas a serem seguidas no dia da votação. Estiveram presentes no
Comboio da tropa federal caminha para garantir a segurança das eleições gerais deste domingo em todo Brasil.
encontro os representantes e membros de todas as áreas de segurança, incluindo as Forças Armadas, bem como as autoridades da Justiça Eleitoral. “O desejo de todos é que tenhamos uma eleição tranquila, segura e transparente e, para que isso
Forças federais reforçam segurança em 97 municípios do Rio Grande do Norte Um pedido da Justiça Eleitoral foi feito ao Ministério da Defesa, solicitando a presença das forças federais no dia do pleito. Ao todo, 97 municípios do estado – correspondendo a 39 zonas eleitorais e 780 locais de votação – serão contemplados com a presença dos militares. Segundo o TRE-RN, em todo o estado serão 1.551 locais de votação que deverão contar com policiamento das forças federais, estaduais e municipais. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou no início do mês passado o envio de tropas federais para o pleito em 97 municípios potiguares. Entre os municípios que
vão receber o reforço estão Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Macaíba, Assú, São José do Mipibu, Goianinha, Nova Cruz, Baraúna, Serra do Mel, Upanema, Tibau, Pau dos Ferros, Apodi, Caraúbas, Caicó, entre outros. Além da presença das tropas federais para atuar no que diz respeito à guarda das urnas eletrônicas, segurança nos locais de votação, escolta de juízes eleitorais, o Rio Grande do Norte terá um Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que vai acompanhar em tempo real o andamento do pleito, inclusive com conexão direta com Brasília (DF), onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai
RN não terá seções para votação de presos provisórios O voto no Brasil é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. Para os jovens com idade entre 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos, o voto é facultativo. Mais de 147,3 milhões de eleitores estão aptos a votar no pleito para eleger o presidente da República, governadores dos Estados e o do Distrito Federal, dois sena-
dores por estado, deputados federais e deputados estaduais/distritais. As informações são do TSE. Segundo o órgão, estão aptos a votar cidadãos que apresentam situação regular perante a Justiça Eleitoral, ou seja, não têm pendências que os impeçam de exercer o direito ao voto. O TSE lembra que, com base no inciso III do artigo 15 da Constituição Federal, os presos provisórios
aconteça, é muito importante que todos possam compreender aquilo que é definido na Constituição Federal e no Código Eleitoral, para que possamos exigir o cumprimento e a observância dessa legislação vigente. Com essas premissas, certa-
monitorar as eleições em todo o país. LEI SECA Com o fim de contribuir para que a eleição ocorra com tranquilidade e em conformidade com a lei complementar 163/1999, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social emitiu uma portaria que trata da suspensão da venda e consumo de bebida alcoólica no dia da votação. A portaria SEI 104/2018-GS/Sesed determina que neste domingo de eleição fica proibida a venda e consumo de bebida alcoólica de qualquer espécie em locais públicos, bares, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos afins, no período compreendido entre 6h e 18h. A medida visa à adoção de medidas preventivas de conduta pessoal e de administração policial.
e os adolescentes internados também têm o direito de votar, por não estarem com os direitos políticos suspensos, por não se enquadrarem na situação de condenação criminal transitada em julgado. No entanto, o Rio Grande do Norte não terá seções para a participação desse público nas eleições de hoje. O TRE-RN informou que na votação deste domingo, no estado não haverá funcionamento de seções especiais em estabelecimentos prisionais e unidades de internação de
mente garantiremos que tudo ocorra de maneira tranquila no dia do pleito”, afirmou na ocasião o presidente do TRE-RN, desembargador Glauber Rêgo. A procuradora regional eleitoral do Rio Grande do Norte, Cibele Benevides,
esteve presente no evento e destacou o papel fundamental das Forças Armadas no dia das eleições. “Todos sabemos que o momento pelo qual o nosso país passa não é tranquilo; vivemos um tempo de muito acirramento e emoções. Por
Guarda Municipal em Mossoró empregará 46 homens nas eleições A Guarda Civil de Mossoró (GCM) empregará 46 homens nas eleições deste domingo. A informação foi repassada à reportagem nesta semana pela Secretaria de Comunicação Social do Município. Através de e-mail, o comandante da GCM, Rudrigo Maia de Carvalho, detalhou a quantidade do efetivo a ser utilizado no pleito de hoje e disse que a tropa atuará na guarda de urna nas vias públicas “para garantir uma votação tranquila sem maiores transtornos para a população”. Rudrigo Maia explicou que essa não é a primeira vez que a GCM
adolescentes, tendo em vista que os juízes eleitorais das circunscrições onde existem esses estabelecimentos no território potiguar se manifestaram de forma unânime no sentido de inviabilidade para a criação de seções especiais nesses locais. O órgão cita o despacho da presidência do Tribunal de fls. 89 no processo administrativo eletrônico (PAE) 3.002/2018, que menciona diversos fatores para a não instalação de seções em unidades prisionais, tais como
atua nas eleições. “A Guarda Municipal já vem há alguns pleitos atuando de forma efetiva, contribuindo junto com as demais forças de segurança para um pleito eleitoral tranquilo para a população.” Segundo o comandante da GCM, a Secretaria Municipal de Segurança Pública vem se empenhando o máximo para garantir um processo eleitoral tranquilo sem maiores transtornos para a população. “O comandante da Guarda Municipal vem participando de reuniões semanais com o TRE e as forças de segurança com a Polícia Militar, PRF, agentes de trân-
baixa adesão dos presos provisórios para transferir o domicílio eleitoral para os referidos estabelecimentos, pois não se teria a certeza de que ainda estariam nos presídios no dia da votação; inexistência do número mínimo de 20 presos inscritos para que a seção possa funcionar; ausência de garantia da segurança dos servidores, mesários e fiscais partidários para a realização dos trabalhos de instalação das seções, alistamento/transferência de domicílio dos presos, além
isso, é preciso que o Estado, através dos senhores, mostre serenidade e racionalidade. A missão das forças armadas nesta eleição é muito mais que garantir votação e apuração, mas também mostrar ao cidadão e ao eleitor que ele pode votar livremente, sem amarras e sem medos. É muito importante apresentar racionalidade neste momento, conferindo ao eleitor, que é o principal protagonista desse processo eleitoral, que a cidadania dele pode ser exercida em uma democracia”, disse Cibele Benevides, externando o desejo de que “a lei e a ordem imperem neste pleito”.
sito municipal, para garantir o pleito eleitoral seguro”. Rudrigo Maia disse que “a população pode esperar uma guarda atuante, efetiva, contribuindo para a guarda de urna e distribuídas em locais estratégicos, trabalhando em afinco para garantir a segurança da população”. No último dia 20, o presidente do TRE-RN, desembargador Glauber Rêgo, se reuniu com a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, para tratar do assunto. Na ocasião, Glauber Rêgo solicitou que o segundo maior colégio eleitoral conte também com a participação da Guarda Civil Municipal. Rosalba Ciarlini concedeu o apoio e ressaltou que toda a estrutura de segurança estará à disposição para garantir a seguridade no dia do pleito.
da votação e fiscalização. VOTO EM TRÂNSITO A Justiça Eleitoral estabelece que os membros das Forças Armadas, as Polícias Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal, Civis e Militares, os Corpos de Bombeiros Militares e as Guardas Municipais poderão votar em trânsito se estiverem em serviço por ocasião das eleições. O Rio Grande do Norte disponibiliza de seis locais para esse procedimento: Natal dispõe de três; Parnamirim, um; e Mossoró, dois.
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este domingo, 147.302.357 eleitores poderão votar nos representantes políticos de sua escolha. Além de eleger o novo presidente da República, os brasileiros em dia com a Justiça Eleitoral vão escolher deputados federais, deputados estaduais ou distritais, dois senadores por estado e o governador de cada uma das 27 Unidades da Federação. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses 147,3 milhões de eleitores estão distribuídos pelos 5.570 municípios do país, bem como em 171 localidades de 110 países no exterior. As informações do eleitorado dizem respeito aos cidadãos brasileiros aptos a votar no pleito deste ano. Outros 1.409.774 eleitores não poderão votar nem se candidatar em 2018, por estarem com os direitos políticos suspensos. As estatísticas da Justiça Eleitoral mostram que houve um aumento do eleitorado de 3,14% em relação às últimas eleições gerais realizadas no país, em 2014. Naquele ano, 142.822.046 brasileiros estavam em condição de votar. O quantitativo de eleitores no exterior, em especial, teve elevação expressiva nos últimos quatro anos, saltando de 354.184 para 500.727 eleitores em 2018. O aumento – de 41,37% – é resultado de um esforço conjunto entre a Justiça Eleitoral e o Ministério das Relações Exteriores para facilitar o cadastro de brasileiros residentes em outros países. Uma das medidas adotadas foi a criação do Título Net Exterior, que reduziu a burocracia para o alistamento e a transferência do eleitor que reside lá fora. Além disso, a Justiça Eleitoral passou a permitir o uso do e-Título, aplicativo on-line que substitui o documento em papel. Antes da novidade, a versão impressa precisava ser transportada por mala diplomática para chegar ao eleitor emigrante. GÊNERO E NOME SOCIAL Segundo dados do Cadastro Eleitoral, a maior parte do eleitorado brasileiro pertence ao gênero feminino. Ao todo, são 77.337.918 eleitoras, o que representa 52,5% do total. Já o gênero masculino reúne 69.901.035 cida-
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Mais de 147 milhões de brasileiros vão às urnas
dãos, representando 47,5% do eleitorado. Pela primeira vez, eleitores transexuais e travestis terão seu nome social impresso no título de eleitor e no caderno de votação das Eleições 2018. Nome social é aquele que designa o nome pelo qual transexuais ou travestis são socialmente reconhecidos. A possibilidade da autoidentificação foi aprovada pelo Plenário do TSE no dia 1° de março deste ano. Ao todo, 6.280 pessoas fizeram essa escolha ao se registrar ou atualizar seus dados na Justiça Eleitoral. Foram feitos 1.805 pedidos em São Paulo, 647 em Minas Gerais e 426 no Rio de Janeiro – maiores colégios eleitorais do país. No exterior, cinco eleitores brasileiros também optaram por usar o nome social. FAIXA ETÁRIA De acordo com as estatísticas da Justiça Eleitoral, a faixa etária com o maior quantitativo de eleitores é a que reúne cidadãos entre 45 e 59 anos de idade. Eles somam 35.742.439 brasileiros, o que corresponde a 24,26% do eleitorado nacional. Em seguida, estão os eleitores de 25 a 34 anos, que reúnem 31.149.869 pessoas – 21,15 % do total de eleitores. VOTO FACULTATIVO Os jovens de 16 e 17 anos
Boca de urna é crime e pode levar à prisão de um ano Arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da votação é crime. A regra, prevista no parágrafo 5° do artigo 39 da lei 9.504/1997 (Lei das Eleições), estabelece como punição detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de 5 mil a 15 mil Ufirs. Também constituem crimes, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção
de comício ou carreata, bem como a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. O eleitor que for flagrado praticando tais crimes receberá as mesmas punições. Por outro lado, a legislação permite, no dia do pleito, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.
representam 0,95% do eleitorado em 2018, num total de 1.400.617 pessoas. Esse número refere-se ao quantitativo de eleitores que, em 7 de outubro, quando ocorre o primeiro turno das eleições gerais de 2018, ainda estarão nessa faixa etária, e, portanto, poderão exercer seu direito facultativo ao voto. Os dados apontam uma redução de 14,53% no número de jovens eleitores, uma vez que, em 2014, foram registrados 1.638.751 eleitores nessa faixa etária. Já os eleitores acima de 70 anos, que também têm voto facultativo, são mais numerosos que há quatro anos. Em 2018, 12.028.495 eleitores nessa idade podem exercer o direito de escolher seus representantes – um aumento de 11,12% em comparação às eleições de 2014, quando 10.824.810 eleitores idosos podiam votar. BIOMETRIA O número de cidadãos que serão identificados por biometria também cresceu nestas eleições. Em 2018, eles somam 73.688.208 eleitores (50,03% do total). Em 2014, o quantitativo de eleitores com identificação digital em municípios com reconhecimento biométrico totalizava 21.677.955 pessoas, o que correspondia a 15,18% do eleitorado. O crescimento, de uma eleição geral a
No entanto, é vedado, até o término do horário de votação, qualquer ato que caracterize manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos, tal como a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado. O uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato também é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores no recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras. Os fiscais partidários, nos trabalhos de votação, somente podem usar crachás em
outra, foi de 239,92%. A evolução é resultado de ações da Justiça Eleitoral para identificar 100% dos eleitores por meio da impressão digital até 2022. A medida visa prevenir fraudes e tornar as eleições brasileiras ainda mais seguras, impedindo que um eleitor tente se passar por outro no momento do voto. MAIOR COLÉGIO ELEITORAL Estado com a maior população do país, São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral brasileiro, com 33.040.411 eleitores. O segundo maior eleitorado está em Minas Gerais, que soma 15.700.966 votantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 12.406.394 cidadãos aptos a participar do pleito este ano. O município brasileiro com maior número de eleitores é São Paulo, que reúne 9.052.724 cidadãos em condições de votar. O município com menor número de eleitores é Serra da Saudade (MG), que tem 941 registrados. GRAU DE INSTRUÇÃO Dados referentes ao nível de instrução mostram que a maior parte do eleitorado com registro na Justiça Eleitoral possui ensino fundamental incompleto. São 38.063.892 eleitores que de-
que constem o nome e a sigla da legenda ou coligação a que sirvam, também sendo vedada a padronização do vestuário. PESQUISAS ELEITORAIS As pesquisas realizadas em data anterior ao dia das eleições poderão ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições. Já a divulgação de levantamento de intenção de voto efetivado no dia das eleições somente poderá ocorrer a partir das 17h do horário local para os cargos de governador, senador e deputados federal, estadual e distrital.
CIANO MAGENTA AMARELO PRETO
clararam ter essa escolaridade. Outros 33.676.853 eleitores afirmaram ter concluído, pelo menos, o ensino médio. Já os eleitores com ensino superior somam 13.576.117 cidadãos, segundo a base de dados do Cadastro Eleitoral. Essas estatísticas, no entanto, precisam ser vistas com relatividade, uma vez que a informação reflete a escolaridade declarada pelo cidadão no momento do registro eleitoral ou da atualização de seus dados cadastrais. ESTADO CIVIL As estatísticas também revelam que 59,6% dos eleitores estavam solteiros no momento do registro/atualização do cadastro eleitoral, num total de 87.760.258 votantes. Já 33,5% se declararam casados, somando 49.306.368 no total. ELEITORES COM DEFICIÊNCIA Ao todo, 940.613 eleitores declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. São cidadãos que comumente precisam de atendimento especial no dia da votação e podem votar em seções adaptadas pela Justiça Eleitoral. O prazo para solicitar transferência para uma seção com acesso facilitado termina no dia 23 de agosto. (Fonte: TSE)
Na eleição para presidente da República, esse tipo de levantamento pode ser divulgado após o horário previsto para o encerramento da votação em todo o território nacional. Segundo o artigo 10 da resolução TSE 23.549/2017, na divulgação dos resultados de pesquisas devem ser informados os seguintes dados: o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o nível de confiança; o número de entrevistas; o nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou; e o número de registro da pesquisa. (Fonte: TSE)
Transporte de eleitor somente pode ser feito pela Justiça Eleitoral A Constituição Federal, em seu artigo 14, garante ao eleitor o direito de votar e escolher seus representantes políticos por meio do voto direto e secreto. Para garantir esse direito político, a legislação eleitoral estabelece regras que devem ser obedecidas por partidos e candidatos, muitas com o objetivo de impedir qualquer tipo de crime eleitoral, como, por exemplo, tentar interferir na vontade do eleitor. Um exemplo disso é a proibição de transportar eleitores até o local de votação. Prática comum no início do século passado, a instalação de seções eleitorais em fazendas, sítios ou qualquer propriedade rural privada passou a ser proibida pelo Código Eleitoral (lei 4.737/1965). A legislação prevê que, no campo ou na cidade, somente a Justiça Eleitoral poderá fornecer transporte e alimentação no dia da votação. Para não privar o eleitor que reside nessas localidades do exercício do voto no dia da eleição, a lei 6.091/1974 – regulamentada pela resolução 9.641/74 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – passou a prever o fornecimento de transporte e alimentação a eleitores em zonas rurais. Conforme a lei 6.091/1974, artigo 1°, “os veículos e embarcações, devidamente abastecidos e tripulados, pertencentes à União, estados, territórios e municípios e suas respectivas autarquias e sociedades de economia mista, excluídos os de uso militar, ficarão à disposição da Justiça Eleitoral para o transporte gratuito de eleitores em zonas rurais, em dias de eleição”. Também não se incluem na regra “os veículos e embarcações em número justificadamente indispensável ao funcionamento de serviço público insusceptível de interrupção”. O Código Eleitoral também estabelece que ninguém poderá impedir ou atrapalhar outra pessoa de votar. Em caso de comprovação, o autor do crime poderá pegar até seis meses de detenção.
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DOMINGO, 7 DE outubro de 2018
mulher
Tons de cabelo castanho acobreado estão em alta nos salões
Cabelereira Joalda Rebouças
Corte de cabelo + cor certa = garantia de sucesso >> Cabelereira
mossoroense, Joalda Rebouças, explica que para acertar na composição do visual de cada cliente aplica técnica do visagismo
A
arte de criar uma imagem pessoal, de acordo com suas características físicas e os princípios da linguagem visual, por meio corte, coloração ou mudança de penteado, levando em consideração o estilo de vida da pessoa. Essa é técnica utilizada nos melhores salões, conhecida como visagismo, para o sucesso na composição do visual de cada cliente. SUA VIDA MULHER conversou com a cabelereira
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
mossoroense, Joalda Rebouças, sobre as principais tendências em coloração para os cabelos e com base na técnica do visagismo, a especialista dá dicas sobre como escolher a cor ideal de acordo com o tom de pele, personalidade e corte de cabelo. Joalda explica que trabalha para um público muito variado, tendo clientes bem discretos que amam um visual clássico, e clientes que não abrem mão de um estilo moderno e ousado. “Portando minhas dicas e propostas para mulheres e homens, sempre respeitam o estilo de vida e desejo de mudança de visual de cada cliente”, frisa. A seguir, você confere uma série de dicas de colorações que estão em alta nos salões: 1* Castanho acobreado : cor de cabelo super sugerida para pessoas que tem uma personalidade forte, que amam um visual moderno! 2* Loiro champanhe (loiro palha): para peles douradas, super sugiro para pessoas que amam praias. 3* Loiro dourado: uma boa opção pessoas com pele branca/rosada que procuram um visual mais sóbrio. 4* Raiz esfumada: é uma sugestão que está a muito tempo em alta, por não deixar o cabelo totalmente platinado. Sempre damos uma esfumada na raiz, de 1 a 3
centímetros, numa variável sem deixar marcação regular no cabelo loiro. Super sugiro para pessoas que amam o loiro, que gostam de usar roupas coloridas, tem um dia a dia corrido, e não gostam do cabelo numa cor só, para da uma aparência de cabelo blond com a raiz crescida. 5*Castanho mel (castanho dourado): fica muito bem em qualquer tom de pele Muito usado pelas pessoas morenas que querem clarear um pouco o cabelo e pelas loiras que querem escurecer sutilmente a cor das madeixas. 7* Moreno iluminado, ombré, californianas, mechas reversas ou mechas 3D, platino total: são técnicas que estão sendo muito usadas e nunca saem da linha de pedidos nos salões. 6* Charcoal hair (cabelo cor de carvão) - uma cor que voltou a ser super tendência em 2018. Geralmente cai muito bem para pessoas que não gostam de cabelos claros, preferindo tendências mais clássicas e próximas da cor natural. Nesse caso sugiro o uso da coloração com cortes tipo Chanel ou longuíssimo. 8* Os cachos vieram para ficar: eles estão por todos os lugares e de todas as cores, as regras são simples para ter um cabelo cacheado, mas não são simples para ter um cabelo cacheado com muita saúde. Sugiro a realização de cronogramas capilares e produtos específicos para cada tipo de cachos e técnicas de coloração específicas para esse tipo de cabelo. 9* Cabelos coloridos com cores fantasias: sempre são pedidos. Esse ano quem reinou foram os rosas (rosa bebê/rosa chá) e os tons de violetas numa versão mais forte. Sendo indicado para pessoas com personalidade jovem e conceitual. A profissional faz questão de enfatizar, que na hora de escolher uma cor de coloração para os cabelos , é sempre bom lembrar a importância de investir em novos tipos de shampoo e condicionadores, próprios para cabelos coloridos, além de tratamentos, para sempre deixar os cabelos saudáveis (peça sempre orientações ao seu cabelereiro de confiança).
2 OPINIÃO
DOMINGO, 7 DE outubro de 2018
contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com
CIRCULANDO @Igo e Lissa Melo comemoram a chegada de Luísa, a segunda filha do casal, que chegou na terça(02), pelas mãos da dra. Íris Menezes no Hospital Wilson Rosado. A vovó Isolina Melo Gabbiani veio da Itália para acompanhar tudo! Bem vinda Luísa! @Na quinta(04), Mossoró se despediu do empresário Valter Anunciato da Silveira, o fundador da Loja do Papai. Vítima de um AVC, Valter estava internado há alguns dias no Wilson Rosado e não resistiu. Uma pessoa do bem que tive o prazer de conhecer e conviver. À família, através da esposa Mara Rúbia e das filhas Sunny e Samara, o meu abraço solidário. @Nilton Júnior esteve em Mossoró na semana passada. Na sexta(28), recebeu amigos para brindar idade nova no Café D’Oeste na João da Escóssia. Levei falta devido a compromissos profissionais. Trarei fotos. @A Assembleia Universitária que comemorou os 50 anos de fundação da UERN, que aconteceu na sexta(28), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, foi um grande sucesso. A noite contou com a presença de ex-reitores, autoridades, professores, alunos e convidados. Teve apresentações artísticas, culminando com uma apresentação especial do Auto da Liberdade. E homenageou muita gente querida! @O Bispo Dom Mariano Manzana recebeu o Título de Professor Emérito. Lúcia Musmee recebeu o Mérito Administrativo. E Zélia Macedo Heronildes foi agraciada com a Medalha da Abolição. @Após, Zélia e Élder Heronildes receberam amigos e familiares no il’ Giardino Della Pizza, para brindar a honraria, a vida e as amizades. E no quesito receber, o casal é expert, fazendo-o com maestria. @Brindando a alegria de Élder e Zélia registramos: os filhos Disraeli e George, a nora Andréia e o neto Thales. Ainda Morais Noronha/ Irlanda, Josafá Inácio da Costa/Delmira, Edvaldo Santos/Glória, Charles Paiva/ Marilene(ela registrando tudo para o seu programa), Rafaella e Nilda Costa, Walterlin Lopes, Célia Torquato com a filha Gabriela e o neto Matheus. Tudo perfeito! @Próximo final de semana acontece mais uma Grande Vaquejada no Porcino Park Center. As atrações são as seguintes: Wesley Safadão, Zé Cntor e Saia Rodada(12); Xand Avião, Jonas Esticado e Wallas Arrais(13). Vai ser show! @Ricardo Figueiredo faz sucesso no seu consultório odontológico, atende tão bem aos seus pacientes, que esses logo viram fãs! Pois bem, a competência do consultório se estende agora às salas de aula do curso de odontologia da FACENE Mossoró. Da mesma forma dos pacientes, os alunos são maravilhados com o professor Ricardo! @Ela é psicóloga, mestra pela UERN e agora, doutorando da Unifor, Julita Sena estará a frente, como facilitadora, dos seis encontros do “Sobre viver a terminalidade”, uma promoção do Grupo de Estudos em Cuidados Paliativos. O primeiro encontro será realizado dia 29 de setembro, e segue até dezembro em encontros quinzenais, no Centro Clínico Integrado, aqui em Mossoró. “Conceituando e conhecendo os Cuidados Paliativos” é o tema a ser abordado no primeiro encontro, além da exibição do documentário “Extremis”. @A 30ª Semana Arte e Cultura Espírita de Mossoró, que tem como tema “Quem somos, de onde viemos e para onde vamos?”, acontece de 22 a 27 de outubro, no Teatro Dix-huit Rosado. Sempre às 19h, com entrada gratuita. @No sábado(29), o prazer de encontrar o casal Dadá Costa/Neísa Fernandes, que esteve na cidade participando do Festival da Cachaça que aconteceu no Espaço Nobre com a sua Samanaú.
R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409
“Ninguém é suficientemente perfeito que não possa aprender com o outro. E ninguém é totalmente desprovido de valores que não possa ensinar algo ao seu irmão!”
Sérgio Chaves
FESTA Hoje é dia de vivas para Luciano Melo Costa, Aristófanes Fernandes Torres, Lucila Martins de Moura, Ricardo Sérgio de Medeiros, Kalina Leite de Souza Bessa, Heron Couto, Andréa Azevedo, o professor Júlio César Aquino e Paulo Negreiros. Amanhã(08), é dia de festa para a atriz Lenilda Souza e para a Irmã Helen Scherzinger. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!
Democracia Chegou o dia! Hoje teremos a chance de escolher os nossos representantes para governo, presidência, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. E por isso a nossa responsabilidade é imensa, pois é o nosso futuro que está em nossas mãos. Vamos eleger candidatos que trabalhem e tenham projetos para Mossoró. Candidatos da nossa terra, que sabem realmente as nossas necessidades. Pensem nisso. Vote certo!
(São Francisco de Assis)
O Jubileu de Ouro da UERN A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN comemorou 50 anos de sua fundação no último dia 28, realizando a Assembleia Universitária no Teatro Dix-Huit Rosado com a entrega de títulos honoríficos e a Medalha da Abolição. As fotos são de Célio Duarte.
A prefeita Rosalba Ciarlini e o Magnífico Reitor Pedro Fernandes entregando a Medalha da Abolição a Zélia Macedo Heronildes.
O reitor Pedro Fernandes com os ex-reitores Nevinha Gurgel e Élder Heronildes.
Pe. Charles Lamartine entregando o Título de Professor Emérito ao Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, aniversariante do sábado(13)!
Os 15 anos de Maria Eduarda Cox O amigos Luís Eduardo Gama Cox e Heloísa Helena Leão de Oliveira Cox receberam convidados no sábado(29), na Boite Match em Maceió/AL, para a festa de 15 anos da filha Maria Eduarda. Duda vestiu modelo exclusivo da grife Audifax Seabra, decoração de Aline Rijo, bolo assinado por Laís Omena da Lasucreè e buffet do Favo de Mel. Tudo perfeito com a presença de convidados de Mossoró, Natal e São Paulo. As fotos são de Chico Brandão.
Luís Eduardo e Heloísa Helena com os filhos Maria Eduarda e João Paulo.
O abraço da avó Lúcia Cox.
Com os tios Antônio Sampaio e Valéria Cox.
Os filhos de José Alves e Vera Leão: Heloísa, Ana Cristina, Fernando e Ana Helena com a aniversariante.
Élder e Zélia Macedo receberam no il’ Giardino Élder Heronildes e Zélia Macedo festejaram a Medalha da Abolição, que ela recebeu na Assembleia Universitária da UERN na sexta(28), reunindo familiares e amigos queridos no il’ Giardino Della Pizza para brindar a vida e os bons momentos. Noite mais que perfeita com a companhia de muitos queridos! As fotos são de Célio Duarte. Jeanine e Jacqueline festejam a querida Eliete Amaral, com idade nova na terça (09). Parabéns!
Élder e Zélia com os filhos Disraele e George, a nora Andréia e o neto Thales.
Andréa Azevedo, folhinha desse domingo (07). Tim tim!
Morais Noronha e Irlanda Carlos.
Givanildo Silva e Aglair Abreu no casamento da filha Nicole com Eduardo Castro na quinta (04). Felicidades!
Rafaella e Nilda Costa. Nilda festeja a vida no sábado(13). Parabéns!
Casal Valme/ Pedro Almeida festejam idade nova essa semana. Ela na quarta (10), ele na sexta (12). Vivas!
opinião 3
DOMINGO, 7 DE outubro de 2018
conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com
Ney Robson Vieira Alencar © Paulo Whitaker / Reuters
A corrupção e má gestão provocam um rombo de mais de 20 bilhões na saúde pública brasileira que o próximo presidente terá que enfrentar Esta é a uma das contas e desafios que o nosso próximo presidente da república terá que enfrentar para sairmos do fundo do poço no que se refere à saúde pública no Brasil. Impacto de esquemas e desvios de verbas milionárias a péssima gestão destes recursos promoveram um efeito dominó em toda a rede de serviços públicos, desde os menores munícípios, estados e governo Federal. É todo mundo querendo “ganhar uma pontinha’’. Segundo o Dr. Roberto Veloso (Juiz Federal) e presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que ministrou recentemente uma palestra em Congresso Médico em Fortaleza. “Junto à educação, a saúde está entre os principais alvos
da corrupção no Brasil. Os esquemas de fraudes e desvios de verba abriram um rombo de R$ 20 bilhões no setor, só em 2016.” Ele se baseia em estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).” “R$ 69 bi: é o valor do prejuízo causado pela corrupção, como um todo, no Brasil só em 2016” O montante que, obrigatoriamente, deveria ser utilizado na construção/manutenção de hospitais, compra de novos equipamentos ou contratação de médicos para melhor atender a população é “altíssimo”. “A saúde e a educação são mais vulneráveis porque são áreas em que há recursos
obrigatórios, constitucionais. As pessoas corruptas não têm coração e veem nisso uma oportunidade de desvio”, disse, lembrando que a licitação manipulada e a ausência de licitação estão entre as práticas mais comuns de corrupção atrelada à saúde. Com o uso de dinheiro público para atender interesses individuais, emendou, gestores públicos comprometem o fomento à educação, atingindo mais uma vez a saúde. “As pessoas estão sem educação no Brasil, onde se matam 50 mil pessoas por ano. Dessas, quantas não foram baleadas ou esfaqueadas e estão nas filas, enchendo os hospitais?”. “A ponta do iceberg” Considerando todos os setores, a pesquisa aponta que cerca de R$ 69 bilhões
foram desviados só em 2016 pela corrupção no País, valor que corresponde a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre 2014 e 2017, período em que a Polícia Federal deflagrou diversas fases da Operação Lava Jato, os investigados são acusados do desvio de cerca de R$ 6,4 bilhões. Embora não haja uma saída imediata para cessar as irregularidades, sugere como melhor solução o apoio da sociedade brasileira às operações em curso. “É importante apoiar o trabalho do Ministério Público, da Justiça Federal e da Polícia Federal, seja por redes sociais, manifestações públicas ou iniciativa popular de leis. E com a escolha de representantes dignos em 2018”.
Enquanto só aumenta o rombo, falta acontecer na prática os planejamentos e projetos para investimentos na atenção básica, em hospitais, serviços de emergências e por ai vai. Embora o alarmante valor do orçamento R$ 130 bilhões para despesas com a saúde pública só aumenta a cada ano, os resultados têm acontecido de forma contrária. Além da corrupção, também é preciso ajustar as contas públicas sobretudo o ajuste fiscal e o Previdenciário que também colaboram para este cenário. Agora, só nos resta exercer a nossa cidadania corretamente e aguardar que nosso próximo presidente consiga realmente mudar esta história.
neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia
4 MULHER / moda
DOMINGO, 7 DE outubro de 2018
STYLE
Fotos: Pedro Sobrinho Styling: Alexandre Fernandes Modelo: Eduarda Olegário (Tráfego Models Mossoró) Looks: Prisma
Georgiano Azevedo
georgianoazevedo@gmail.com
Livre,Leve e Solta
Body com recortes Triya.
Toda temporada de verão surgem peças em tecidos levinhos, que dar uma sensação de conforto!!! Roupas esvoaçantes, não podem faltar!!! E claro, existem roupas ajustadas, que também, deixa a mulher super confortável. Melhor ainda, quando não precisa usar salto... É com pé na areia mesmo!!!
Calça e Body de babado Lafort.
Vestido Triya.
Look total Triya.
3
CIANO MAGNTA AMARELO PRETO
3
O poá aparece nesse vestido de ombro só com fenda usado com faixa de couro. Tudo Animale.
Kaftan Triya e cinto Le Lis Blanc.
tv
>> bastidores
Um dos maiores fracassos do horário das seis, “Negócio da China” completa uma década
/jornaldefatorn
@defato_rn
>> inside
Mumuzinho ganha personagem na segunda temporada de “A Vila”, do Multishow
/photos/jornaldefatorn
Mossoró (RN), domingo, 7 de outubro de 2018
defato com
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Popular nas redes sociais, Flavia Pavanelli estreia nas novelas em “As Aventuras de Poliana” página 4
Por outras
lentes
2 televisão
Seriais
Domingo, 7 de outubro de 2018
>> por Geraldo Bessa
Destaques das séries e conteúdo “on demand”
Crimes em família Produção original da divisão da TNT na Alemanha, o drama de seis episódios “4Blocks” é um dos destaques da plataforma TNT Go. A série mostra as lutas entre máfias árabes que operam em Berlim, acompanhando a vida dos irmãos Hamady, liderados pelo mais velho, Toni, que vive na Alemanha desde que fugiu da guerra civil de seu país. Seu sonho é conseguir a nacionalidade alemã e tocar seus negócios legalmente, podendo então oferecer uma vida melhor à esposa e à filha. Ele fará todo o possível para alcançar seu sonho, ainda que saiba que a polícia o tem em sua mira. Dirigida por Marvin Kren, a série teve grande repercussão nos países europeus, onde foi comparada a séries clássicas sobre máfia familiar como “The Sopranos”. O elenco da produção pode não ser muito famoso pelo Brasil, mas é bastante premiado na Alemanha. Um dos destaques, no entanto, é o ator Oliver Massucci, que ficou famoso internacionalmente, inclusive por aqui, pelo seu papel no sucesso da Netflix “Dark”, como o policial Ultich Nielsen.
Caos médico
(Globoplay, ter, dia 9) Histórias trágicas e dramas pessoais dos pacientes se espalham pelos corredores do Macedão e se tornam ainda mais intensos diante do ambiente caótico do hospital na segunda temporada de “Sob Pressão”. Carregados de drama e em busca de ajuda, eles trazem consigo temas sociais cujo debate é de extrema importância para a sociedade e, a cada episódio, vão desafiar a equipe médica liderada por Evandro, de Julio Andrade. Além da corrupção, que é a “trilha” principal dos novos episódios, dependência química, transfobia, gravidez na adolescência e suicídio são alguns dos assuntos abordados na segunda temporada. Todos inspirados em uma coletânea de casos pesquisados em hospitais públicos cariocas. Para dar vida a esses dramas, nomes como Jackson Antunes, Roberta Gualda, Nina Morena, Marcelo Serrado, Priscila Steinman, Gabriel Stauffer e Roberto Frota integram as participações especiais da série, que conta com mais de 170 atores, de diferentes partes do Brasil. Com direção artística de Andrucha Waddington e direção de Andrucha e Mini Kerti, “Sob Pressão” é uma coprodução da Globo com a Conspiração Filmes. A segunda temporada conta com supervisão de texto de Jorge Furtado e redação final de Lucas Paraizo, que escreve os episódios com Antonio Prata, Márcio Alemão e André Sirangelo.
Ritmos brasileiros
(BIS Play, qua, dia 10) A 10ª temporada do “Experimente” é um dos destaques dos programas de outubro do BIS Play e traz uma nova leva de promessas do cenário musical brasileiro. Sob o comando do apresentador Guilherme Guedes, o programa reúne novos artistas e bandas de todo o país, de diferentes estilos musicais, com apresentações gravadas em um galpão no Rio de Janeiro. Com 16 episódios, a nova temporada será disponibilizada semanalmente e mostrará ao público o trabalho de artistas como Letrux, Djonga, Luiza Lian, Ana Muller, Sofia Freire, Evandro Vedovelli, Juliana Sinimbu e BK, e de bandas como Plutão Já Foi Planeta, Oriente, Muntchako, ÀTTØØXXÁ, Biltre, Whipallas,
Pietá e My Magical Glowing Lens. Além de apresentar o programa, Guilherme Guedes, que também é baterista, faz participações especiais e toca com os artistas, em todos os episódios.
Mortos muito loucos
(Fox Premium, qui, dia 11) Nesta semana, a Fox libera para seus assinantes Premium a décima e esperada temporada de “The Walking Dead”. A nova temporada terá 16 novos episódios, divididos em duas partes a serem concluídas em 2019. O final do último ano da série mostrou o fim da guerra enfrentada por Rick Grimes, de Andrew Lincoln, e seu grupo de sobreviventes contra os Salvadores e seu astuto líder, Negan, de Jeffrey Dean Morgan. Com a vida de Negan em suas mãos, Rick tinha uma escolha que definiria seu próprio caráter em comparação ao de seu inimigo. Ao perdoar Negan, Rick confirmou seus valores, mas criou conflitos dentro de seu grupo. Nos novos episódios, veremos os sobreviventes um ano e meio após o fim da guerra, reconstruindo a civilização sob a liderança firme de Rick. É um momento relativo de paz entre as comunidades enquanto trabalham juntas, olhando o passado para moldar o futuro. Mas o mundo que eles conheciam está mudando rapidamente à medida que as construções criadas pelo ser humano continuam a se deteriorar e a natureza avança, mudando a paisagem e estabelecendo novos desafios. Com produção executiva de Scott M. Grimple, Robert Kirkman, Gale Anne Hurd, David Alpert e Tom Luce, a série é uma adaptação das histórias em quadrinho escritas por Robert Kirkman e publicadas pela Image Comics. A grande novidade do elenco na temporada é a chegada de Samantha Morton, aclamada atriz inglesa, indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro. Morton será Alpha, a líder do grupo Os Sussurradores, um dos vilões mais notáveis da história da série.
Domingo, 7 de outubro de 2018
Imitação da vida >> principal Empolgada com os dilemas da Maura de “Segundo Sol”, Nanda Costa celebra seu bom momento na tevê
O
semblante leve e a postura segura de Nanda Costa têm ligação direta com seu trabalho em “Segundo Sol”. Destaque da atual novela das nove, onde vive a corajosa Maura, a atriz não esconde a satisfação de encarar uma personagem cheia de dilemas. Expulsa de casa por namorar uma mulher, Maura decide engravidar e acaba se envolvendo com seu parceiro de trabalho e doador de sêmen. Para completar, bate de frente com os desmandos de um pai totalmente machista e das escolhas erradas de sua irmã. “A vida dela é uma emoção atrás da outra. Acho que isso é que a aproxima tanto do público, é uma personagem muito possível”, observa a atriz, que, por conta da repercussão do papel, também decidiu assumir sua relação com a cantora e percussionista Lan Lanh, que namora desde 2014. “Tirei um grande peso das costas. Fiz de forma natural, sem muito alarde. Recebi muito carinho do público quando a Maura saiu do armário. Isso me deu forças para sair também”, ressalta a atriz de 32 anos, que participou da Parada Gay, no último dia 30 de setembro, no Rio de Janeiro, ao lado da namorada. Nascida em Paraty, cidade do Litoral Sul Fluminense, Nanda saiu de casa aos 14 anos de
idade para tentar ganhar a vida como atriz. Em São Paulo, morou em pensionatos e casas de conhecidos enquanto cursava a Escola de Atores Wolf Maya. Depois de quatro anos e muitos testes, foi chamada pela Globo para viver a oportunista Madá de “Cobras & Lagartos”. Sabiamente, ela aproveitou a boa repercussão de seu desempenho para emendar outros trabalhos na emissora, como “Viver a Vida” e “Cordel Encantado”. Entre uma produção e outra, Nanda também construiu uma estreita relação com o cinema, trabalhando com diretores como Sandra Werneck, Cláudio Assis e Breno Silveira. “A televisão dá visibilidade ao ator. Analisei os convites que foram chegando com muito carinho e vontade de fazer de tudo um pouco. Precisava ganhar repertório”, assume a atriz, que se utilizou de todas essas experiências para viver a sofrida Morena, protagonista de “Salve Jorge”, de 2012. As críticas que recebeu por sua primeira mocinha, Nanda respondeu em forma de arte. No ano passado, “roubou a cena” ao mostrar seu lado cômico em
“Pega Pega” e emocionou o público como uma das protagonistas da minissérie “Entre Irmãs”. “Me agarrei às boas oportunidades. Não posso reclamar dos convites que estão surgindo”, celebra. P - Você ainda estava gravando “Pega Pega” quando surgiu o convite para integrar o elenco de “Segundo Sol”. Pensou em recusar a proposta e curtir alguns meses de férias? R - Eu estava muito cansada. “Pega Pega” foi um trabalho de muitas alegrias, mas que exigiu muito de mim por conta das complexidades do papel, por ser uma comédia, muito texto para decorar e caracterização pesada. Quando a Maria (de Médicis, diretora) me ligou falando sobre o chamado do Dennis (Carvalho, diretor artístico) e do João (Emanuel Carneiro, autor), eu nem pensei muito sobre férias. Só tinha em mente a vontade de trabalhar com esse grupo. A história ainda estava sendo fechada, não fiquei sabendo muito sobre a personagem, mas algo me dizia que seria um trabalho especial.
televisão 3 P - Sua estreia na tevê foi em “Cobras & Lagartos”, um dos grandes sucessos da carreira do autor. Isso pesou? R - Muito. Eu poderia ter passado despercebida por essa novela se João não tivesse colocado a Madá em destaque próximo do final da trama. Ela se tornou a grande vilã da história e foi aí que minha carreira na televisão realmente começou a engrenar. Além do sentimento de gratidão por aquele momento, eu admiro muito o texto dele. Acompanhei as outras novelas, quase fiz uma, mas só calhou de voltar a trabalhar em uma obra dele agora. P - O que a Maura agrega à sua trajetória? R - Muita coisa. É um tipo totalmente diferente de tudo que já fiz. Mesmo que eu tenha feito muitas personagens densas, a complexidade dela é diferente. Maura é uma mulher totalmente possível. Ela lida de forma real com sua sexualidade e isso acaba trazendo problemas. Em casa, a relação com o pai fica insustentável. No trabalho, os homens questionam sua capacidade. E ainda tem um triângulo amoroso formado com o Ionan e a Selma (Armando Babaioff e Carol Fazu). P - Assim que a novela começou a desenvolver a relação de Maura e Selma, você resolveu assumir publicamente seu namoro com a percussionista Lan Lanh. A personagem incentivou sua atitude? R - Foi uma questão de momento. Tenho muito contato com o público pelas redes sociais, em especial, o Instagram. A Maura se assumiu lésbica e a vida dela mudou completamente. O pai, que era seu principal apoiador, a expulsou de casa, ela virou motivo de chacota no trabalho. Muitas pessoas vieram falar comigo sobre as cenas, que passaram pela mesma coisa e se emocionaram muito.
4 televisão
>> close Popular nas redes sociais, Flavia Pavanelli estreia nas novelas em “As Aventuras de Poliana”
Domingo, 7 de outubro de 2018
Por outras lentes
F
lavia Pavanelli está lidando com situações inéditas a cada dia de gravação de “As Aventuras de Poliana”, do SBT. Antes de estrear na novela infantil, a atriz já era reconhecida por seus vídeos no Youtube e sua massiva presença nas redes sociais. Porém, participar da trama escrita por Íris Abravanel apresentou uma nova realidade para a jovem de 20 anos. E ainda a fez desenvolver uma outra relação com as câmeras. “Venho estudando há muitos meses. Além de viver o desafio de atuar pela primeira vez na tevê, eu danço e canto nas cenas. É totalmente diferente do meu mundo e estou muito feliz com a confiança que estão depositando em mim”, explica ela, que interpreta autoritária Brenda. Em “As Aventuras de Poliana”, Flavia, pela primeira vez, tem a chance de trabalhar diretamente com a audiência infantil. Ao longo dos meses em que está no ar com a produção, ela viu seu público ficar cada vez mais diversificado. “É bacana estar em uma novela feita para família, desde crianças até adultos. As amigas da minha mãe estão assistindo mais do que os filhos”, afirma, aos risos. Conhecida das redes sociais, Flavia sempre teve a pretensão de seguir a carreira artística. Porém, viu sua repercussão crescer na internet e decidiu focar nesse recente mercado de trabalho. O início de tudo foi a partir da plataforma Ask, uma rede social que permite que os usuários façam ou recebam per-
guntas, anônimas ou não, de outros usuários ou de pessoas não cadastradas. Logo depois, sua conta no Facebook cresceu e ela começou a investir cada vez mais no Instagram e Youtube. “Sinto a necessidade de conversar com os jovens que me escrevem nas redes sociais, pedindo dicas, conselhos, que querem saber da minha rotina. As-
sim como eu, muitos dos que me seguem estão descobrindo e vivendo suas primeiras experiências”, aponta. A partir da fama na “web”, a atriz começou a receber convites para fazer participações em programas de tevê. Mas, para conquistar o papel de Brenda no folhetim, passou por testes. “Atuar é bem diferente de gravar vídeos para o canal, já
que não seguimos um roteiro igual ao da novela. Estou estudando bastante para dar o meu melhor como Brenda e passar a essência da personagem aos telespectadores”, valoriza. Na história, Brenda é uma repetente da turma dos adolescentes. Jovem incorrigível, não aceita perder nem receber não como resposta. Gosta de tirar sarro de quem não vai com a cara, o caso de Raquel e Mirela, interpretadas por Isabella Moreira e Larissa Manoela. É popular não só por ser segura e mandona, mas por ser uma das melhores alunas de dança da escola. Interessa-se por Guilherme, de Lawrran Couto, o que cria ainda mais conflito entre Raquel e Mirela. “A Brenda é uma menina totalmente diferente de mim. Eu sempre recebo muitas dicas legais do elenco e isso faz toda a diferença na hora de interpretar. Todo mundo se ajuda muito e estou muito feliz com o resultado da novela”, vibra. Em sua primeira novela, Flavia está aprendendo a construir uma personagem em cena. Ao longo dos meses, ela vem tentando diminuir tiques e caretas diante do vídeo. Além disso, procurou criar manias e trejeitos próprios da Brenda. “Para isso, preciso ir buscando dentro de mim o que funciona ou não para o papel. Vou aprendendo aos poucos. Uma coisa que percebi é que cada cena é uma cena, independentemente da história, em um contexto”, analisa a atriz, que lida com diversas emoções durante as gravações. “Tem momentos em que a Brenda é mais irônica e, em outros, não. O legal é poder ser várias versões de si mesmo e ir se conhecendo, trabalhando melhor a personagem. Nós vamos evoluindo tanto o lado pessoal quanto o profissional”, completa.
televisão 5
Domingo, 7 de outubro de 2018
>> ponto de vista
História fraca e atuações manjadas ditam o ritmo do “Além da Ilha”, encabeçado por Paulo Gustavo
Aquém do
esperado
A
internet, já faz algum tempo, virou uma poderosa rival da tevê. Antes, com menos opções - ainda que os canais a cabo sejam numerosos -, o telespectador não tinha muita variedade e acabava preso aos mesmos formatos, horários e emissoras. Com o avanço dos serviços de “streaming”, o nicho foi potencializado e possibilitou que mais programas fossem criados. Somase a isso o advento do conteúdo “on demand”, que tira, definitivamente, barreiras fixas quanto à data de exibição e ao horário. Por isso, a tevê precisou se modernizar e produtos foram pensados com exclusividade para a internet. Outros, no entanto, vivem na rede uma fase de testes. Sem espaço na grade ou alheias aos anseios do público, cada vez mais produções têm seu “début” online. Esse é o caso de “Além da Ilha”, uma parceria entre a Globo Play, o
Multishow e a produtora Floresta. A promessa é que, algum dia, os dez episódios entrem na programação da Globo ou do canal a cabo. A esperança é que não. O elenco é encabeçado por Paulo Gustavo. Beto, seu personagem, ganha uma fortuna e decide fazer um passeio de barco com os amigos de infância, interpretados por Katiúscia Canoro, Monique Alfradique, Letícia Lima e Gabriel Godoy. Afastados da costa, eles resolvem mergulhar e acabam à deriva. Tempos depois chegam a uma ilha deserta e descobrem nela uma mansão. Após alguns “perrengues” forçados e mal explicados, Beto decide comprá-la para instalar um “resort” de mistério, o Mystery Island. Os hóspedes, como em um jogo de escape, precisam juntar pistas para achar um baú com moedas de ouro. Até aí, “Além da Ilha” é razoável. No entanto, pouco a pouco, o roteiro vai se
tornando cada vez mais fraco e as piadas, mais sem graça, fazendo o andamento da produção naufragar. Existem séries que navegam entre gêneros, um artefato inteligente quando bem usado. Mas a produção não consegue ter suspense e nem muito menos humor. É difícil imaginar o conteúdo na Globo, que vem se especializando em séries, a exemplos de “Sob Pressão” e “Assédio”. Mais difícil ainda é entender a motivação de Paulo Gustavo a participar de diferentes produções, já que não consegue se desgarrar de sua persona. Bem-sucedido no teatro e no cinema, o ator já tem um programa para chamar de seu no Multishow - em “A Vila”, uma cópia ainda mais sem graça do que o original “Vai Que Cola”. Ainda que esteja mais contido e menos verborrágico, Paulo Gustavo é o capitão do time que reúne bons nomes e fracas atu-
ações. O problema, é preciso ressaltar, não é demérito apenas das interpretações. O roteiro de Andrea Batitucci e Rosana Hermann peca por ser excessivamente estereotipado. A patricinha, a esotérica, o atrapalhado, a “nerd” e Paulo Gustavo são repetidos à exaustão. Apesar disso, “Além da Ilha” tem suas virtudes. A ambiciosa fotografia de Marcelo Guru Duarte é bonita e as locações foram bem escolhidas pelo diretor César Rodrigues. Isso, no entanto, não salva a série. Sem um argumento sólido, bons personagens e recheada de clichês, a produção foi uma boa tentativa para testar a força de seu protagonista neste tipo de plataforma. Mas, como ele se mostra rentável em qualquer meio em que apareça, é bem provável que, mesmo sem uma boa história, as cifras garantam mais uma temporada e, quem sabe, um espaço na tevê.
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Domingo, 7 de outubro de 2018
Terça (09/10) - Michael e Pérola afirmam que Jade não foi correta com seus amigos. Amanda se emociona com o entusiasmo de Kavaco para vender os quitutes de seu pai. Amanda emociona Jade com seu depoimento. Fabiana decide manipular a edição do vídeo sobre Jade. Garoto revela aos integrantes da banda que, por causa do vídeo de Jade, os Tales de Mileto estão recebendo convites para shows.
Quarta (10/10) - Michael tem uma ideia pa fazer Jade se dar conta de sua injustiça com pessoas. Álvaro conversa com Verena sobre s temperamento. Jade convida os Tales de Mile para tocarem em seu clipe, caso vença o concu so. Jade se surpreende ao ver fotos suas co Érico divulgadas em sua rede social. Jade ven o concurso e descobre que sua suposta relaç com Érico foi decisiva para a votação popular.
>>O Tempo Não >>Espelho da Para Globo – 19h15 Vida Globo – 18h15
Segunda (08/10) - Alain pede que Cris reconsidere sua decisão de deixar o filme. Isabel ouve quando Cris confessa a Margot que não está sabendo lidar com a história de Júlia. Bola sugere a Alain que Cris pode estar com ciúmes de Isabel. Pat descobre que Mauro César participará do filme de Alain. Cris se submete a exames médicos. Margot repreende Américo por ter permanecido em Rosa Branca. André aparece para Cris e pede que ela não deixe Rosa Branca.
Terça (09/10) - Alain diz a Bola que desistirá de fazer seu filme se Cris deixar Rosa Branca. Isabel se aproxima de Américo. Dalton confirma que a saúde de Cris está em perfeito estado. Cris decide permanecer em Rosa Branca e interpretar Júlia. Cris desaparece na casa de Júlia. Alain se surpreende ao descobrir que o último proprietário da casa de Júlia foi Gustavo Bruno. A senhora guardiã da chave da casa de Júlia fala com Margot sobre o desaparecimento de Cris.
Quarta (10/10) - Cris retorna de sua viagem tempo, e a senhora avisa que ela tem uma missã Margot vai ao encontro de Cris, e Isabel tenta segu la, mas a senhora guardiã das chaves a atrapalh Cris conta sua experiência com o passado de Jú para Margot, e afirma estar preparada para volt no tempo e conhecer Danilo. Américo faz o jant na pensão de Gentil, e Hugo pergunta sobre o h mem. Neusa pede para fazer um teste para o film de Alain. Cris atropela Américo.
Segunda (08/10) - Paulina afirma a Marocas que elas precisam descobrir como Zelda roubou os desenhos, e pensa em processar a estilista. Agustina tenta acalmar Dom Sabino sobre o jantar na casa de Amadeu. Miss Celine demonstra preocupação por estar com o notebook dado por Barão. Amadeu se surpreende ao ver Cesária entregar o alfinete a Dom Sabino a tempo de salvá-lo do constrangimento perante os convidados.
Terça (09/10) - Waleska fica constrangida na presença de Betina. Marocas apreende os vestidos e afirma a Zelda que o desfile não irá acontecer. Vera Lúcia mente para Marciana sobre seu novo trabalho. Paulina aconselha Marocas a denunciar Zelda à polícia. Miss Celine ouve uma conversa entre Barão e Florêncio sobre a sabotagem na motocicleta de Samuca. Barão decide prender Miss Celine. Paulina procura Vanda para ajudar Marocas.
Quarta (10/10) - Cairu se emociona ao lembr do passado com Marocas. Ao descobrir por Mi Celine que foi o Barão quem mandou sabota moto de Samuca, Marocas afirma ao ex-noivo q sua vida corre perigo. Elmo elogia a comida Damásia. Betina se irrita ao ouvir Cairu defende do Marocas e a expulsa de casa. Igor abriga Zeld Barão aborda Miss Celine na saída da escola, m escapa ao ver Mazé. Emílio oferece dinheiro pa Elza ser sua aliada.
>>Segundo Sol
Segunda (08/10) - Beto confronta Laureta sobre Emily, e a cafetina expulsa o cantor de sua casa. Nice agradece a Cacau por não denunciar Agenor e promete reerguer o restaurante da chefe. Valentim desabafa com Beto sua mágoa de Rosa. Ícaro revela a Nice e Cacau que é pai do bebê de Rosa. Oswaldo anuncia a Roberval que seus bens estão congelados pela Justiça. Cacau anuncia aos Athayde sobre a falência de Roberval, e Zefa exige que a família receba o filho na mansão.
Terça (09/10) - Quinho leva Beto e Groa até Jennifer, e a menina confirma que Emily é uma farsa criada por Laureta. A moça afirma a Beto que seu filho com Luzia é um menino e está vivo. Roberval desconfia de que Zefa conhece Laureta. Valentim questiona Karola sobre seu possível envolvimento na mentira contada por Rosa. Manuela e todos os moradores do casarão repreendem o comportamento de Ícaro e Rosa. Beto revela a Luzia o que Jennifer lhe contou.
Quarta (10/10) - Zefa e Karen exigem que R berval e Edgar se desculpem um com o out Naná decide manter em segredo a paternida de Badu, e Gorete garante que fará Clóvis feliz médico anuncia que Rochelle poderá continu seu tratamento em casa, e todos comemora Valentim discute com Beto e deixa a casa d Falcão. Roberval ajuda Cacau a reerguer seu re taurante. Maura conta para Ionan que Selma p diu para reatar com ela.
Segunda (08/10) - João afirma a Marcelo que sabe o que é ser julgado injustamente e que já passou por isso. Débora fala para a diretora Ruth que Marcelo não é um homem violento e faz ela refletir sobre o caso. Afonso encontra Luísa e exige uma explicação pelo que aconteceu na padaria. Luísa devolve o anel de compromisso para Afonso. Filipa apresenta a história da peça de teatro na sala de aula. Iuri desaprova a história da peça e diz que vai fazer outra, mas Poliana aceita fazer a personagem da peça de Filipa.
Terça (09/10) - Guilherme conversa com Vinícius. Poliana ensaia a peça com seus amigos. Sara é sequestrada. Vinicius conta para Mirela que fez as pazes com Guilherme. Branca confessa que não consegue viver sem internet. Roger não gosta do discurso escrito por Sérgio. Luísa não quer que Poliana participe da peça de teatro. Afonso fica triste porque Luísa devolveu o anel de compromisso. Roger revela que Marcelo foi afastado da escola para Glória. Marcelo encontra com Luísa no parque. Luísa vai assistir à apresentação de Poliana.
Quarta (10/10) - Mirela sugere para Lucas Gabi para pararem de provocar Raquel e Gu lherme. Luísa se surpreende com a aprese tação de Poliana. Guilherme acha que Raqu quer terminar o namoro. João declara guer a Filipa por causa de Poliana. Sara passa info mações das crianças para o Sr. Pendleton. N dine e Roger armam para Mário ganhar o co curso da 0110. Gleyce admite não ter dinhei para pagar Roger. Letícia compartilha o víd em que Sophie discute com Afonso. Glória co versa com Ruth sobre o Marcelo.
Globo. – 21h
Globo – 17h35
Segunda (08/10) - Jade aceita participar do concurso proposto por Mateus. Garoto anuncia aos integrantes da Tales de Mileto que a banda terá dois novos eventos. Mel se entrosa com Marli e Paulo comemora. Álvaro convida Verena para fazer uma trilha. Bárbara e Leandro comentam com Vinícius sobre a ideia de dar aulas de dança em uma comunidade. Jade anuncia que deixará a banda.
>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h
>>malhação
Resumo das novelas
ACESSE
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Domingo, 7 de outubro de 2018
ara as seu eto urom nce ção .
Quinta (11/10) - Rafael e Gabriela planejam a viagem para São Paulo. Mel fica doente e Paulo aciona Gabriela. Vinícius se surpreende ao descobrir que Talíssia não contou para Marquinhos, pai de sua filha, sobre o namoro dos dois. Mateus se incomoda com a resistência de Érico e Jade a se aproximarem para a gravação do clipe. Gabriela sente ciúmes de Marli com Mel e pensa em cancelar a viagem com Rafael.
Sexta (12/10) - Érico avista uma cabana na praia e Jade se acalma. Mel pede que Gabriela e Rafael não cancelem sua viagem e afirma que Paulo e Marli cuidarão dela. Rosália permite que Maria Alice durma na casa de Alex. Álvaro se declara para Verena. Pérola desconfia do sumiço de Jade e Érico. Jade confessa a Érico que está com medo de passar a noite sozinha na praia. Érico consegue avisar a Pérola que ele e Jade estão bem.
no ão. uiha. úlia ltar tar home
Quinta (11/10) - Cris se culpa pelo acidente, e Américo se aproveita da situação. Margot desconfia de Américo, que é levado para o hospital. Dalton garante a Cris que o estado de Américo é bom. Cris acredita que Alain era Danilo em seu passado. Isabel tenta se aproximar de Cris. Mariane comenta com Josi que planeja influenciar Alain para conseguir o papel de Júlia em seu filme. Margot se preocupa quando Priscila questiona o passado de Isabel e Alain.
Sexta (12/10) - Cris, como Julia, se surpreende ao constatar que Danilo não é Alain. Isabel espreita a casa de Júlia, e a guardiã a alerta sobre o perigo de ficar no local. Julia e Danilo se encantam um com o outro. Michele e Pat sonham em participar do filme de Alain e conhecer Mauro César. Isabel comenta com Lenita que estudará o livro de magia. Solange se incomoda em ter de contracenar com Emiliano. Cris confessa a Margot que se sentiu atraída por Danilo.
Sábado (13/10) - Isabel trabalha com o livro de magia. Cris tem uma nova visão com Danilo. Cris acredita que Danilo tenha tirado a vida de Júlia. Mauro e Mariane se beijam. Lenita se enfurece com o descaso de Marcelo, e Gentil a repreende. Américo recebe alta do hospital, e Gentil o acolhe em sua pensão. Priscila provoca Alain ao falar de Isabel na frente de Cris, e o cineasta é rude com a menina. Priscila confessa a Margot que não gosta de Alain. Cris recebe uma flor de André.
rar iss ra que de enda. mas ara
Quinta (11/10) - Marocas repreende Samuca por ter ido à casa de Barão. Comovida com a reação de Dom Sabino, Carmen ajuda a família despejada. Amadeu fica contente com a notícia de que Monalisa tem plenas condições de gerar um filho. Pedro Parede divulga uma matéria acusando Zelda de plágio e reconhecendo Marocas como a criadora dos modelos. Agustina avisa a Marocas que os destroços do Albatroz foram encontrados. Samuca e Waleska se beijam.
Sexta (12/10) - Samuca se sente culpado por ter beijado Waleska. Damásia prepara a comida do restaurante com a ajuda de Elmo. Amadeu fica encantado com o quadro de Marocas encontrado no Albatroz e se apropria da obra de arte. Emílio conta a Belém que conseguiu ter acesso a documentos referentes à guerra do Paraguai e tem esperança de encontrar alguma prova contra Dom Sabino. Natália beija Bento. A comida de Damásia faz sucesso.
Sábado (13/10) - Waleska confessa a Samuca que se sente atraída por ele. Marocas garante a Dom Sabino que eles não perderão a esperança. Emílio observa o quadro de pintura de Marocas exposto na parede de Amadeu. Emílio e Mariacarla confabulam contra Amadeu. Elmo conta a Samuca que está apaixonado por Damásia. Marocas se prepara para a festa de lançamento da Miudeza. Com a intenção de se aproximar de Dom Sabino, Emílio paga a conta de Eliseu no hospital.
Rotro. ade z. O uar am. dos espe-
Quinta (11/10) - Ícaro e Rosa discutem, e a menina decide deixar o casarão. Valentim defende Karola de Beto. Rochelle volta para casa, e a família Athayde começa a se entender. Dodô declara seu amor e admiração por Clóvis. Ícaro questiona Laureta sobre o segredo guardado por Rosa. Clóvis e Gorete se preparam para seu casamento, mas Natalino afirma ser o noivo. Rosa briga com Maura. Durante o casamento de Clóvis e Gorete, Doralice provoca Maura, que é defendida por Ionan.
Sexta (12/10) - Gorete confessa que Natalino é o pai biológico de Badu. Karola confronta Laureta sobre a história de sua vida. Laureta revela a Karola que Beto e Luzia já sabem que seu filho está vivo. Clóvis decide perdoar Gorete e os dois se casam. Ícaro e Rosa reatam e se amam. Beto e Ionan vão atrás de Karola, que nega o envolvimento com o bebê de Luzia. Valentim defende Karola de Beto e Ionan. Manu discute com Rosa, e Acácio tenta apaziguar a namorada.
Sábado (13/10) - Luzia pede que Rosa revele o que sabe sobre seu filho, e a menina passa mal. Cacau agradece o apoio de Roberval na reconstrução de seu restaurante, e os dois acabam se beijando. Ionan pede Maura em namoro. Valentim fica transtornado com Luzia ao ver o estado de Karola. Valentim ofende Ícaro por causa de Luzia, e Rosa se desespera. Laureta afirma a Karola que as duas conseguirão se reerguer. Beto pensa em falar com Nestor sobre Laureta.
se uienuel rra orNaoniro deo on-
Quinta (11/10) - Poliana fala sobre Afonso com Luísa. Ver conta para Salvador que fundou o Comitê do Laço Pink. Mirela fica brava porque Jeferson não fez questão dela na banda. Nancy conta para Waldisney que está fazendo regime. João toca uma música no violão para Poliana e os bonecos se transformam em seus pais. Mário descobre que ganhou o concurso da 0110 e comemora. João fica triste porque seus pais voltam a ser bonecos. Vinicius sonha que se casa com Mirela e acha que está apaixonado. João vai à escola e entrega algo desagradável para Felipa.
Sexta (12/10) - Glória telefona para Luísa e pede para ela ir até a galeria. Guilherme pede oficialmente Raquel em namoro. Glória fala sobre uma obra de arte com Marcelo. Lindomar contrata uma empresa para dedetizar a escola. Vinicius, Jeferson, Mirela, Raquel e Guilherme decidem o futuro da banda. Durval vê Luísa na frente da padaria e vai falar com ela. Luísa encontra Marcelo na galeria. Poliana leva Afonso a casa de Luísa. Raquel conta para sua mãe que está namorando. Luísa e Marcelo tomam sorvete juntos.
ACESSE
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>> cinco
perguntas Entre a bancada e o palco, Renata Capucci se diverte ao mostrar sua porção cantora no “Popstar”
Domingo, 7 de outubro de 2018
Timbre próprio
A
rotina de trabalho Renata Capucci anda pesada. Comprometida com reuniões de pauta e produção de conteúdo para os jornalísticos que participa na Globo, ela também precisa se concentrar nas aulas de preparação vocal, escolher repertório e ensaiar suas performances para o dominical “Popstar”, disputa musical entre celebridades apresentada por Taís Araújo. “Meu tempo anda bem apertado. Mas confesso que ter a música tão presente na minha vida me deixa mais leve. A resposta de público e dos amigos mais próximos está sendo muito empolgante”, conta a jornalista. Apaixonada por musicais e canções populares dos anos 1970 e 1980, Renata sabe de suas limitações vocais, mas está mais preocupada em passar suas emoções e ir além da técnica. “A música está presente na minha vida há muito tempo, mas não estou no programa para ganhar. É mais para me divertir mesmo”, ressalta a jornalista. Renata é carioca e se formou em Jornalismo pela Faculdades Integradas Hélio Alonso. Em 1995, após estagiar no SporTV e passar dois meses na Manchete, foi contratada pela Globo, onde está até hoje. “Minha ideia era fazer Publicidade, mas me apaixonei pelo Jornalismo”, relembra. Atualmente, além de reportagens para os telejornais da rede, ela também é apresentadora eventual do local
“RJTV” e do “Jornal Hoje”. “Sou jornalista, a música é um ‘hobby’ despretensioso. É muito legal colocar uma roupa de show, fazer um cabelo diferente e cantar para o Brasil inteiro nas tardes de domingo. Mas isso é apenas uma brincadeira”, garante. P - Sua rotina no jornalismo não abre muito espaço para demonstrações artísticas. Como sua voz foi descoberta pela equipe do “Popstar”? R - A equipe do programa fica de olho em diversas pessoas do elenco da emissora. Um diretor me viu cantando com as minhas filhas em um evento beneficente e me fez o
convite. Acho que as pessoas gostaram da presença do Alex Escobar na primeira temporada do programa e queriam outro nome da área de jornalismo. Confesso que fiquei muito nervosa em ter de sair da bancada e encarar um palco. P - E por qual razão aceitou o convite? R - Conversei com minha família, meus amigos e decidi viver essa experiência por conta da diversão. Amo música e achei que seria legal ser vista pelo público de outra maneira. As primeiras reuniões foram maravilhosas, pude aprender mais sobre a minha voz, entender meus limites e possibilida-
des. Ainda fico bem tensa antes das apresentações, mas segura de que posso entregar algo legal para o público. P - Como o “Popstar” alterou sua rotina no jornalismo da emissora? R - Tive de separar um tempinho para me dedicar. Enquanto durar a minha passagem pelo programa, vou ter de dividir melhor o meu tempo. Mas continuo à frente da edição noturna do “RJTV” (produção local) e fazendo reportagens especiais para os outros telejornais da casa. Tenho ido muito aos Estúdios Globo, onde são gravadas as produções de entretenimento. É onde encontro o produtor musical e o preparador vocal do programa. P - Você leva a boa audiência do “Popstar” em consideração na hora de montar um repertório ou vai mais pelas suas referências musicais? R - Busquei cantar um repertório mais popular, mas dentro do meu estilo. Não vou cantar uma música da Anitta, por exemplo. Ficaria muito estranho, não é a minha praia. Mas cantei Arlindo Cruz e Stevie Wonder. Sou afinadinha e dedicada, mas não tenho um vozeirão cheio de técnica. Então, meu segredo é colocar essas músicas ao meu favor. P - Depois de uma experiência tão intensa, você pensa em continuar se dividindo entre o jornalismo e a música após o “Popstar”? R - Isso não está entre os meus objetivos. Posso até dar umas “canjas” em festas e eventos de amigos, mas isso eu já fazia por diversão. Não sou uma artista, sou uma jornalista que ama muito o que faz e é assim que as coisas vão continuar. Estou muito feliz em mostrar essa minha versão mais extrovertida. Então, já valeu a pena.
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Domingo, 7 de outubro de 2018
>> raio x No ar em “Jesus”, Gil Coelho vive meio-irmão de Jesus em novela bíblica da Record
Vivência “in loco”
N
ovelas de época exigem uma grande demanda de concentração e preparação. E Gil Coelho, que encara seu primeiro papel bíblico em “Jesus”, da Record, começou a compreender essa exigência de forma mais profunda durante as gravações da trama no Marrocos. “Os 15 dias no Marrocos foram muito importantes para a minha preparação. Estar no deserto e em contato com um local tão histórico ajudou muito a incorporar o papel. Além disso, o figurino também foi de grande auxílio. Parece que as pessoas no Marrocos não vivem essa pressa constante que vivemos”, explica ele, que também buscou referências em filmes, como “Ben-Hur”, “Ressurreição” e “Paixão de Cristo”. “Li muitos versículos da Bíblia em que o Tiago Justo é citado. Mas, a cada dia de gravação, vou construindo mais o papel. É na rotina que vamos identificando os trejeitos e as referências”, completa. Na história de Paula Richard, Tiago é meio-irmão de Jesus, papel de Dudu Azevedo. Possui alto padrão moral e tem um grande conhecimento das profecias, mas nega que Jesus seja o Messias, Filho de Deus, rejeitando-o. Só mudará de atitude após a crucificação. “Ele nunca acreditou que o irmão era o Messias e sempre implicou com isso. Quando se dá conta, é tarde demais. É um dos personagens mais diferentes que já fiz. Ele não chega a ser um vilão, mas é um cara brusco”, afirma.
Nascido no Rio de Janeiro há 31 anos, Gil descobriu a pretensão artística ainda na juventude. Sua mãe, inclusive, acreditava que o filho deveria seguir uma carreira que lidasse diretamente com o público. Após terminar o Ensino Médio, o ator chegou a cursar ao mesmo tempo Direito e Artes Cênicas e ainda conciliava os cursos com um trabalho em uma imobiliária. “Cursava Direito porque atuação era algo muito incerto e minha família não tinha
ninguém na área. Mas, atualmente, não sei viver sem atuar. Tenho tido muitos personagens diferentes e bem específicos. Amo viver os personagens 24 horas”, ressalta Gil, que foi convidado para participar do folhetim bíblico após participar da série “(Des)encontros”, do Canal Sony. “Estava querendo um personagem que me tirasse do eixo e fosse totalmente diferente. Fiquei muito feliz pela oportunidade”, vibra.
Nome: Gil Coelho. Nascimento: Em 13 de abril de 1987, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O primeiro trabalho na tevê: “Beijo me liga”, de 2009, do Multishow. Atuação inesquecível: Lindomar, personagem de “I Love Paraisópolis”, de 2015. Interpretação memorável: Heath Ledger como Coringa no filme “Batman - O Cavaleiro Das Trevas”, de Christopher Nolan. Um momento marcante na carreira: “Quando fui convidado para viver o Fernando no filme ‘Amor.com’”. O que falta na televisão: “Mais séries curtas”. O que sobra na televisão: “Filmes repetitivos”. Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Torres. Se não fosse ator, o que seria: “Arquiteto”. Ator: Denzel Washington. Atriz: Nathália Timberg. Novela: “Laços de Família”, de 2000, da Globo. Vilão marcante: Coringa. Personagem mais difícil de compor: “Rafael em ‘(Des) encontros’, pelo fato de tocar bateria, suei para pegar”. Papel que mais teve retorno do público: “Lindomar”. Que novela gostaria que fossereprisada:“MulheresApaixonadas”, de 2003, da Globo. Filme: “O Segredo dos Seus Olhos”, Juan José Campanella. Autor: Woody Allen. Diretor: Martin Scorcese. Uma mania: “De enrolar o cabelo”. Um medo: “De ficar longe dos meus irmãos”. Projeto: “Quero fazer um espetáculo teatral”.
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>> inside
Mumuzinho ganha personagem na segunda temporada de “A Vila”, do Multishow
Domingo, 7 de outubro de 2018
Graça natural
O
sorriso largo de Mumuzinho parece não sair de seu rosto. Motivos para tanto bom humor não faltam. Músico e ator, ele tem chamado atenção com seu carisma por onde passa, seja como sambista ou na interpretação. O último projeto foi como participante do quadro “Dança dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”, do qual saiu vitorioso. Na ocasião, mostrou ter talento para cantar e imitar personalidades, algo que, aliás, costumava fazer no início da carreira. Agora, depois de colher os frutos de tanta dedicação ao longo das semanas de competição, Mumuzinho se prepara para voltar ao ar. Na segunda temporada de “A Vila”, ele dará vida ao divertido Sinclair. “Meu personagem se envolve nas confusões da trama e acaba sendo a escada para a história se desenrolar. Sempre participa do que tem de errado e de certo. Ele é um verdadeiro trapalhão”, adianta. Com estreia prevista no Multishow para segunda-feira, dia 8 de outubro, a segunda leva de 25 episódios de “A Vila” conta com alguns nomes novos no elenco, como Patricya Travassos, Maurício Manfrini e Ilana Kaplan. O de Mumuzinho, inclusive, foi pensado por Paulo Gustavo, que interpreta o protagonista Rique e faz questão de se envolver com boa parte das decisões da série. Assim que soube que estava sendo cogitado para integrar o
elenco da produção, Mumuzinho não pensou duas vezes para dar a resposta. “O convite surgiu do próprio Paulo Gustavo e aceitei na hora. Sempre foi um sonho trabalhar com ele e era um desejo muito grande meu fazer humor”, conta. Na série, com direção de João Fonseca e Pedro Antônio Paes, Sinclair é um músico e
youtuber que está sempre de olho nos lançamentos de tecnologia e faz de tudo para alcançar o sucesso. Sobrinho de Seu Lupércio, o síndico da vila vivido por Ataíde Arcoverde, volta e meia se envolve em alguma confusão no local em que também moram e transitam Violeta, Isabela e Joca, papéis de Katiuscia Canoro, Monique Al-
fradique e Lucas Salles, respectivamente. Incorporar os trejeitos de Sinclair, aliás, foi um processo quase orgânico para Mumuzinho. Ele, que está sempre fazendo brincadeiras por onde passa, não precisou ir muito longe para compreender as motivações de seu papel. “Eu vou criando o personagem e deixando do meu jeito. O Sinclair tem um pouco de mim e eu vou buscando referências em várias pessoas”, explica, sem citar nomes. Nascido em Realengo, bairro da Zona Oeste carioca, Mumuzinho logo se interessou por samba. Apadrinhado por Dudu Nobre na música, começou a frequentar pagodes nas casas de famosos, como Alcione e Regina Casé. E foi a música que o levou para a televisão, quando foi convidado pela apresentadora do “Esquenta!” para integrar o elenco do programa. A essa altura, a interpretação já não era novidade para ele, que havia feito participações nos filmes “Xuxa Popstar”, “Cidade de Deus”, “Cidade dos Homens” e “Tropa de Elite”, além da série “Preamar”, da HBO. Mas, depois do “Esquenta!”, a carreira de ator deu um salto, enquanto a de músico seguiu de vento em popa. Em 2017, interpretou o Mussa, a versão moderna de Mussum no “remake” de “Os Trapalhões”. Antes disso, no entanto, Mumuzinho se acostumou a ser identificado erroneamente como o filho do comediante, que também era sambista. “Passei a infância assistindo aos Trapalhões. Quando eu era pequeno, brincavam que eu era o filho do Mussum, por causa do meu jeito de falar. Quando recebi o convite para participar do programa, o que eu mais queria era homenagear esse grande humorista”, conta.
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Domingo, 7 de outubro de 2018
>> BASTIDORES Um dos maiores fracassos do horário das seis, “Negócio da China” completa uma década
Equívoco asiático
N
ovelas de época têm seu lugar cativo na faixa das seis da Globo. Apesar do público fiel e tradicional, a fórmula, de vez em quando, entra em crise. A baixa repercussão de tramas como “Desejo Proibido” e “Ciranda de Pedra” fez a emissora repensar sua estratégia de teledramaturgia. Para reforçar o início do horário nobre e evitar a queda de audiência após “Malhação”, a direção executiva optou em 2008 por voltar a produzir uma trama contemporânea para as 18h - a última havia sido “Como Uma Onda”, de 2004. Conhecido pela ironia fina e comicidade de sua escrita, Miguel Falabella se preparava para voltar ao ar em seu já conhecido horário das sete quando foi pego de surpresa com a missão de reajustar sua história para a faixa das seis. O autor aumentou a porção romântica e, de olho no público jovem, elevou a ação de “Negócio da China”, trama que completa uma década de exibição este mês. “Tive de atenuar algumas coisas, alterar perfis de personagens. Mas a base da história continuou bem parecida. Porém, não conhecia o público, escrevi meio que no escuro. Tive problemas, mas cresci artisticamente com esse trabalho”, assume o autor. Depois das recusas de Flávia Alessandra e Alinne Moraes, Falabella e o diretor Roberto Talma decidiram por lançar um novo nome como protagonista. Em alta na Globo após se destacar em um papel secundário de “Páginas da Vida”, o nome
da então ex-“BBB” Grazi Massafera logo surgiu como uma aposta de Talma que, inicialmente, foi vista com certo receio pelo autor. Na trama, Grazi deu vida à batalhadora Lívia. De volta ao Brasil, após uma temporada em Portugal, a mocinha se esforça para criar seu único filho, Théo, de Eike Duarte. A criança é fruto de seu relacionamento com Heitor, de Fábio Assunção. Separado há muitos anos, o ex-casal ainda pensa em ficar junto, mas sofre com as armações de suas famílias para mantê-lo distante. Cansada de olhar para o passado, Lívia acaba encontrando um amor mais tranquilo nos braços de João, padeiro interpretado por Ricardo Pereira, e fica com o coração dividido. “Eu amei o convite. Mas sabia que não seria nada fácil. Enfrentei preconceito interno de pessoas do elenco, mas segui em frente. Me coloquei totalmente à disposição da produção, refiz cenas, estudei e acho que, lá pelo meio da novela, comecei a me sentir mais segura”, explica Grazi. A outra ponta da história tem origem na China. O esperto Liu Chuang, de Jui Huang, dá um golpe em um cassino e acaba
ganhando 1 milhão de euros. Entretanto, todos os dados da transação da fortuna vêm parar no Brasil através de um “pen drive” em forma de colar. Liu é preso, mas consegue fugir e chega ao Rio de Janeiro disposto a recuperar o dispositivo e botar as mãos em sua fortuna. No fictício bairro Parque das Nações, subúrbio da cidade, ele se encanta por Flor de Lys, de Bruna Marquezine, uma praticante de artes marciais que se torna sua grande aliada na busca pelo “pen drive”, lutando ao seu lado contra poderosos inimigos e descobrindo uma grande paixão. Os mistérios por trás da fortuna e do envolvimento de Liu com diversas facções da máfia chinesa acabam respingando em diversos personagens de “Negócio da China” e foi a desculpa usada pelo autor para justificar a saída de Fábio Assunção do elenco. O ator se internou em uma clínica de reabilitação para usuários de drogas e não voltou mais ao folhetim. “Foi um baque e tive de reestruturar a história. A saída foi fazer com que o Heitor descobrisse todos os mistérios dos bandidos chineses. Ele acabou como vítima de uma ‘queima de arquivo’”, justifica o autor.
Sem economizar na produção, as primeiras cenas de “Negócio da China” foram feitas nas cidades chinesas de Macau e Hong Kong. Em seguida, elenco e equipe passaram por Lisboa, em Portugal. Por fim, as gravações se concentraram na cidade cenográfica de 8 mil m² construídas nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Mesmo com a assinatura de Falabella, alto investimento técnico e elenco formado por nomes como Thiago Fragoso, Fernanda Rodrigues, Natalia do Vale, Herson Capri, Ney Latorraca e Leona Cavalli, a novela não conseguiu conquistar o público. Depois de estrear com 30 pontos no Ibope, a audiência caiu pela metade na segunda semana da trama e, apesar das alterações, seguiu bem abaixo do esperado ao longo dos 136 capítulos de duração. “Novela é trabalho coletivo. A gente entregou nosso melhor, mas isso parece não ter sido suficiente. Acho que foi uma ótima produção, mas no horário errado. O público das seis não quer muito saber de ação e tramas mais ágeis. Valeu pela tentativa e aprendizado”, ameniza o diretor geral Mauro Mendonça Filho.
12 televisão
Zapping
Domingo, 7 de outubro de 2018
>> por Caroline Borges
Sempre de olho No ar na atual temporada de “Malhação”, Daniel Rangel está sempre em alerta. O intérprete do gente boa Alex gosta de prestar atenção ao seu redor para compor seu personagem ao longo dos capítulos. Por isso, está sempre procurando referências. “Pego inspirações em filmes, peças de teatro que assisto e até nas pessoas que vejo no metrô”, explica Daniel, que cresceu assistindo ao folhetim infantojuvenil. “O produto está no ar há tantos anos. É uma oportunidade maravilhosa participar. Além disso, é uma produção que fala com uma grande parte do público jovem, do qual ainda faço parte. Apesar de o Alex ter 15 anos, tenho 22”, completa. Antes de estrear em “Malhação”, Daniel chegou a participar da primeira fase de “Novo Mundo”. Mesmo com a rápida aparição, o ator aproveitou o período de pré-produção da novela e os momentos em que contracenou ao lado de nomes como Débora Olivieri e Caco Ciocler. “Participei de todo o processo de prosódia e aulas de história. Ficamos explorando aquele universo durante meses. Guardo muitas coisas boas desse trabalho”, valoriza.
Nome requisitado
Atualmente no ar em “Segundo Sol”, José de Abreu segue como um dos nomes mais disputados da Globo. Antes do fim da novela de João Emanuel Carneiro, o ator está confirmado no elenco do folhetim escrito por Thelma Guedes e Duca Rachid. A produção tem estreia prevista para março do ano que vem e irá ao ar na faixa das 18 horas. José de Abreu já participou de “Joia Rara”, obra também assinada pela dupla de autoras.
Outras plataformas
A série “Carcereiros” volta ao ar a partir de 11 de outubro. Porém, além dos 12 episódios já disponíveis no Globoplay, outros três, inéditos, serão lançados para assinantes na plataforma também no dia 11 deste mês, totalizando 15 episódios da primeira temporada. A série é protagonizada por Rodrigo Lombardi.
Desfalque no time
Fernanda Souza não é certeza na próxima temporada do “SóTocaTop”. A apresentadora manifestou à emissora seu interesse em deixar o projeto. A direção da produção ainda avalia se colocará
outra pessoa para dividir o palco com Luan Santana ou se o cantor seguirá sozinho no programa.
Nova leva
A HBO irá produzir uma segunda temporada de “A Vida Secreta dos Casais”. A série, que foi criada por Bruna Lombardi e Kim Riccelli, já começou a ser gravada. Sem data de estreia definida, a produção conta com Carlos Alberto Riccelli, Mel Lisboa e Nathalia Rodrigues no elenco.
Livro de história
A trama de “Nos Tempos do Imperador”, nova novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão, retratará fatos históricos do Brasil. O folhetim irá apresentar a Guerra do Paraguai, que aconteceu entre os anos de 1864 e 1870. A novela será exibida na faixa das 18 horas, a partir do segundo semestre do ano que vem.
Texto complexo
Letícia Colin gosta de acompanhar boas histórias. Sempre em busca de personagens diferenciados, a atriz, que vive a ambiciosa Rosa de “Segundo Sol”, desejava integrar o elenco de uma novela de João Emanuel Carneiro há bastante tempo. Para ela, as tramas do autor fogem de construções clássicas do bem contra o mal. “É um dos grandes autores do nosso tempo. Os personagens são muito ambíguos. Ninguém é somente bom ou mau. Cada capítulo é uma surpresa e uma nova descoberta”, explica a atriz, que costuma ler os capítulos inteiros. “Gosto de ler sobre as outras tramas além da minha. A gente sempre gosta de ler o que é bom”, completa.
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domingo
Mossoró (RN), domingo, 7 de outubro de 2018
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Eleições 2018 Neste domingo, os brasileiros vão às urnas escolher novos representantes. Em entrevista a DOMINGO o doutor em Sociologia, Vanderlei de Lima, fala sobre as especificidades do processo eleitoral, como a polarização, o grande acirramento entre eleitores e suas discussões acaloradas nas redes sociais, a disseminação de notícias falsas e outros temas que marcaram a campanha deste ano. CMYK
editorial [ índice
Eleições 2018
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pós quatro anos bastante conturbados na política nacional, inclusive com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros vão às urnas neste domingo, 7, para escolher um novo presidente, deputados, senadores e governadores. A campanha política neste ano vem sendo marcada pela polarização e grande acirramento entre eleitores dos candidatos que estão à frente na disputa ao cargo de presidente. Outra característica que chama atenção é a grande difusão de notícias falsas, também conhecidas como “fake news”. Em entrevista especial a DOMINGO, o doutor em sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) professor Francisco Vanderlei de Lima fala sobre o processo eleitoral, o momento atual da política nacional, o comportamento dos eleitores durante a campanha. Vanderlei Lima é professor do Departamento de Ciências Sociais e Política da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Uern. Boa leitura, Nara Andrade.
Entrevista Doutor em sociologia, Vanderlei Lima fala sobre o processo eleitoral, a grande polarização e o acirramento que marcaram esta edição do pleito e outras especificidades dessa campanha. Página 4
Dia da Criança Psicopedagoga dá dicas de brinquedos que estimulam o desenvolvimento em diferentes idades para presentear os pequenos no Dia da Criança. Página 9
Colunas
José Nicodemos
Página 3
José de Paiva Rebouças Página 14
• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editora – Nara Andrade • Diagramação – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Impressão – Gráfica De Fato • Revisão – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Redação, publicidade e correspondência Av. Rio Branco, 2203 – Mossoró (RN) Fones: (0xx84) 3323-8900/8909 Site: www.defato.com/domingo E-mail: redacao@defato.com Domingo é uma publicação semanal do Jornal de Fato. Não pode ser vendida separadamente.
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OPINIÃO [ CRÔNICA
O mundo é dos maus josé nicodemos aristida603@hotmail.com
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anoel Gordo... Era Manoel Antônio no registro do cartório. Estava entre os dez bodegueiros mais prósperos da cidade, então com seus cinco mil habitantes. Homem honesto e bom, só podia ser até ali. Vendia pelo justo preço, o que vale, sem ambições de lucro. E de tal modo era ele honesto nos negócios, e pessoalmente bom, que seu nome passou para o anedotário da cidade, como referente de burrice. Sabe por conta disso pessoas menos escrupulosas, ou sem escrúpulo moral nenhum, sempre tiravam proveito da bondade dele. Abria caderneta a quem quer que fosse, e poucos pagavam-lhe o fornecimento mensal. E danado é que Seu Manoel Gordo, bastando-lhe uma desculpa qualquer do mau pagador, nunca se resolvia a fechar-lhe a caderneta. Não se achava com coragem: tinha pena do sujeito. Um coração mole, que é como se costuma dizer de pessoas assim. Servir, era mesmo com ele. Por outras palavras: era essencialmente caridoso. Frequentava-lhe a bodega um fiscal das rendas do estado, por nome Gumercindo, e este sempre o advertia – Manoel, o mundo não tem lugar para a honestidade, e ainda menos o mundo dos negócios. Se você não tirar o couro do freguês, o destino tira o seu. A lei é implacável. Seu Manoel Gordo apenas ria à observação do amigo, dizendo, com ar bonachão expressivo dos seus sentimentos religiosos – Deus está comigo. Ao que o amigo fiscal retrucava, com exemplos da prosperidade sempre ao encontro dos maus, observando-lhe no fim: o universo é indiferente às virtudes humanas. E não haverá recompensa em lugar nenhum do universo. Desse jeito, Manoel, você acaba na lona. É a lei.
– Sai dessa, meu amigo! Mas que sucedeu? Enquanto os demais bodegueiros iam em fumos de prosperidade – ampliação dos negócios, quase ruas de casas, fazendas –, Seu Manoel Gordo entrava em apuros: dívidas e mais dívidas, condição nenhuma de renovar seus estoques...
Acabou definitivamente falido. Prateleiras entregues à rataria. Os prósperos do comércio local, antes tão amigos, o evitavam, por questões de fácil compreensão. Avarentos impiedosos. Cumprira-se o vaticínio do Gumercindo. DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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ENTREVISTA
VANDERLEI DE LIMA “Vivemos numa sociedade de pouca consciência republicana e campanhas propositivas, num ambiente bastante agonístico (de forte competição). O apelo ao discurso de desqualificação visa à redução da intenção de votos dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.” Por Nara Andrade naraandrade@gmail.com
Neste domingo, 7, os brasileiros vão às urnas escolher seus representantes pelos próximos anos. A campanha política neste ano vem sendo marcada pela polarização e grande acirramento entre eleitores dos candidatos que estão à frente na disputa para o cargo de presidente. Outra característica que chama atenção é a grande difusão de notícias falsas, também conhecidas como “fake news”. DOMINGO conversou sobre o processo eleitoral, o momento atual da política nacional, o comportamento dos eleitores durante a campanha, com o professor Francisco Vanderlei de Lima, doutor em sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professor do Departamento de Ciências Sociais e Política da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa e PósGraduação da Uern.
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ENTREVISTA
DOMINGO – Após quatro anos bastante conturbados na política nacional, inclusive com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros vão às urnas neste domingo para escolher um novo presidente, deputados, senadores e governadores. Esses acontecimentos influenciaram no desenrolar da campanha política deste ano? VANDERLEI LIMA – Na verdade, os acirramentos políticos no Brasil vêm de antes. Residem na tensão social gerada, sobretudo, no final do primeiro governo de Lula. Em 2005, por ocasião da ação penal 470 (conhecida como mensalão), a oposição encontrou no tema corrupção uma narrativa importante contra o PT. O ex-presidente Lula, entretanto, blindado, conseguiu superar a primeira crise importante no governo petista. No final de 2008 a 2010, no segundo governo Lula, o ex-presidente teve que enfrentar as repercussões da maior crise econômica do capitalismo, desde 1973. Com políticas de incentivo ao consumo (anticíclicas, na economia, com desoneração, subsídios e represamento de preços), conseguiu postergar os efeitos da crise no país, o que o levou a deixar o governo, em 2010, com 87 por cento de aprovação e, ainda, eleger a sua sucessora, a ex-presidente Dilma Rousseff. Os efeitos da crise econômica, associados à precarização de serviços públicos e à dificuldade política de Dilma, resultaram numa “bomba oculta”, explodida em 2013, por meio do movimento passe-livre. Um movimento que se inicia com a esquerda e passa a incorporar vernizes de direita. Aí, já temos um caldeirão fervendo para as eleições de 2014. A crise se ampliou, pós-eleição e quando a presidente Dilma foi eleita, quando o candidato derrotado do PSDB, o senador Aécio Neves, não quis reconhecer a vitória da candidata. O segundo governo Dilma iniciou, então, sob forte tensão política, se agravando com a eleição de um ferrenho opositor (de um partido da base aliada, o PMDB), o ex-deputado Eduardo Cunha, que colaborou para o agravamento da crise fiscal, desa-
fio do governo, aprovando pautasbombas na Câmara Federal. O governo Dilma ficou encalacrado e, sem maiores habilidades de negociação, foi vendo o seu governo sendo minado até a sua deposição, com o impeachment, em abril de 2016. Ali, a sociedade brasileira estava fraturada. O governo Temer foi, como mesmo afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma pinguela (ponte frágil), que empunhava a bandeira das grandes cor-
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Nestas eleições, sobretudo as presidenciais, a própria percepção de uma polarização em extremos empobrece o debate, que deveria ser fundamental para a escolha do candidato” porações na consecução de seus negócios. Todavia, o seu governo, além de não ter legitimidade (consenso produzido por meio de uma eleição, por exemplo), foi marcado por acusações de corrupção. Aliado a esse cenário, crescia um movimento conservador e de direita que rejeita os ganhos sociais dos governos petistas. Esse é o cenário das eleições de 2018. NESTE primeiro turno, 13 candidatos disputam o posto de presidente do país, no entanto percebemos claramente que, desde o início da campanha, a grande maioria do eleitorado se divide entre dois deles, não demonstrando nem interesse em
conhecer as propostas dos demais. Essa polarização sempre existiu ou é fruto do atual momento político nacional? HÁ UMA especificidade, neste processo, quando falamos de eleitores: a percepção de uma polarização social. São orientações políticas distintas dos dois nomes mais competitivos da campanha, sem dúvidas. Mas, a ideia de que se trata de dois extremos políticos é muito mais o produto de uma campanha, quase que generalizada, que procura identificar extremos da direita e da esquerda. As noções nas ciências sociais não são estanques, naturalmente. Por isso ser necessário, não raro, comparações históricas, considerando as especificidades sociais. O candidato a presidente capitão reformado do Exército assenta o seu discurso sob uma plataforma claramente conservadora e regressiva num padrão moderno de civilidade e democracia. Toma o esteio de um discurso político moralista, nos costumes e na ética. Muitos tentam nomeá-lo como populista de direita. É um conceito que carece de precisão, sem dúvidas. Até mesmo porque Bolsonaro tem amplo apoio das elites brasileiras. De outro lado, o candidato petista, Fernando Haddad, representa um partido oriundo de bases populares e de classe média, enfrentando um desgaste por acusações de corrupção. O líder maior desse partido, no entanto, vem à memória de amplos setores sociais, sobretudo o mais pobre, como o governante que produziu inúmeras conquistas sociais. Contraditoriamente a esse discurso, Lula é lembrado como um líder conciliatório, quando governou o país. É fato que o impeachment e seus desdobramentos reconduziram, parcialmente, o PT e Lula às suas bases. Ao identificar Lula a Fernando Haddad, seu candidato a presidente, o partido consegue tentar afirmá-lo às suas origens. É provável que essa dinâmica enseje uma narrativa de extremos, fortalecida pelos demais candidatos que procuram se posicionar ao centro. A percepção dos extremos decorre, em grande medida, dessa dinâmica do processo. DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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ENTREVISTA
UMA característica da campanha, vista tanto dos eleitores quanto dos próprios candidatos, inclusive no uso do tempo destinado para suas propagandas eleitorais, é, ao invés de apresentarem suas propostas, atacam os demais candidatos na tentativa de denegrir sua imagem diante dos demais eleitores. Por que isso é tão evidente? Essa postura pode representar prejuízos para o pleito? É COMUM que as campanhas, sobretudo no 1° turno, sejam menos pautadas por debates do que por ataques pessoais. Não que não existam em outros países, ditos avançados, componentes como nas nossas campanhas. Todavia, vivemos numa sociedade de pouca consciência republicana e campanhas propositivas, num ambiente bastante agonístico (de forte competição), o apelo ao discurso de desqualificação visa à redução de intenção de votos dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais. Por outro lado, é também comum a recorrência a padrões éticos, sobretudo após uma certa rotinização de escândalos públicos. No 2° turno, espera-se um detalhamento das propostas. O problema é que numa eleição tão competitiva, as proposições terminam sendo secundarizadas e cada vez mais personalizadas. Nestas eleições, sobretudo as presidenciais, como afirmei anteriormente, a própria percepção de uma polarização em extremos empobrece o debate, que deveria ser fundamental para a escolha do candidato. UMA reportagem do portal UOL mostra que desde os últimos 20 anos os candidatos têm usado as mesmas propostas de melhoria da educação em tempo integral e cursos profissionalizantes para jovens, mais creches, valorização dos profissionais da educação; melhorias no SUS, ampliação do programa saúde da família, construção de mais hospitais; mais segurança. No entanto, nada avançou. A que se deve isso?
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ENTREVISTA O BRASIL é um país de grande complexidade, o que significa afirmar que as políticas, setorizadas, precisam de uma avaliação consistente. Não me parece exato dizermos que houve uma estagnação do Estado social – aquele que promove políticas de serviços públicos. É possível ver uma sociedade mais moderna do que algumas décadas atrás. Neste sentido, acredito que o Brasil pôde avançar a partir de um processo de estabilização da moeda e manutenção de índices estáveis de inflação. Na educação, avançamos com uma política de financiamento e valorização do ensino básico, o Fundeb. O Sistema Único de Saúde representa uma enorme conquista no campo da saúde. Programas de fomento à pequena produção no campo permitiram o desenvolvimento da agricultura familiar. O ensino superior e o ensino médio federal tiveram importantes investimentos, o que possibilitou a formação de inúmeros jovens. Isso tudo não pode ser desprezado. Naturalmente, o alcance e a efetividade das políticas públicas não são homogêneos num país de porte continental, como é o Brasil. Mas, as demandas sociais crescem e têm a sua complexidade, o que requer soluções diferenciadas. O limite do Estado em dar respostas mais rápidas e efetivas a essas demandas, associado a um sistema político vulnerável à corrupção, tem gerado uma percepção negativa do Estado, como se fosse uma organização de administração da coisa pública apartada da sociedade. Nesse sentido, uma reforma política que republicanize as instituições é necessária para construirmos uma sociedade mais democrática e moderna. EM TEMPOS de redes sociais, em que as pessoas têm o poder de se expressar para um número maior de espectadores, percebemos um grande acirramento, cujas pessoas não aceitam opiniões contrárias as suas, esquecendo-se que do outro lado estão pessoas próximas, como familiares e amigos, e que todos têm o direito de fazer escolhas. O que
tem provocado tantas divergências e por que deixamos de defender o direito de o outro se expressar por ter opinião contrária? NO PASSADO, não tínhamos uma sociedade plural e democrática. Nos anos 80, saímos de uma ditadura que durou 21 anos. Só na democracia é que é possível expressarmos a nossa opinião. Num mundo plural, as vozes se multiplicam e é natural que, como indivíduos, sejamos propensos a tomar o mundo com base predominantemente nas nossas referências. O respeito à voz do outro e à diferença é um processo de aprendizado de
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Só com democracia e liberdade é que podemos nos expressar, discordar e mudar o que não gostamos” vida na democracia. Só é possível com exercício, ou seja, com mais liberdade que vai consolidando a democracia. A intolerância é antípoda à democracia. O Brasil, é preciso também que tenhamos clareza, é um país muito desigual, com muitos déficits sociais, o que acirra conflitos. Os desafios para torná-lo mais justo não são poucos, pois estão em jogo, na dinâmica social do país, interesses diversos. O que não podemos é abrir mão da democracia. Devemos, pelo contrário, fortalecê-la com educação e cidadania. Não há problema na divergência. É parte da diversidade humana. O problema é na personalidade autoritária; no arbítrio; na mordaça. Que sejamos intolerantes, somente, com a intolerância. AO LONGO dos anos, temos visto candidatos se digladiando
no primeiro turno e fazendo alianças impensadas para eleger os candidatos no segundo. No atual contexto, esse é um comportamento que deve se repetir, mesmo o país estando tão dividido, ou depende dos candidatos que avançarem no pleito? A POLÍTICA é um jogo e as alianças dependem dos resultados circunstanciais desse jogo e o pragmatismo é uma das suas características, por mais que nos soe estranho. E essa é uma lição antiga de um pensador italiano chamado Nicolau Maquiavel, que nos ensinava, no remoto século XVI, que o poder é produzido pelos homens e não uma herança divina e os homens precisavam ter virtù, uma palavra antiga que, atualizando-a, nos remete à ideia de estratégia, flexibilidade, num certo “jogo de cintura”. Isso não suprime o que um outro pensador, desta vez alemão, Max Weber, chamou de ética de responsabilidade, isto é, minha responsabilidade como gestor da coisa pública. Portanto, nas eleições (processo de obtenção de poder legitimado pelo povo na democracia moderna), meu adversário pode se tornar meu aliado. Isso não quer dizer que devemos “naturalizar” certas dinâmicas políticas. Não. As regras do jogo precisam ser aprimoradas, de modo que possamos superar o desequilíbrio entre os jogadores. Educação e cidadania são passos importantes para essa mudança. AS CHAMADAS "fake news" ganharam força neste processo. Por que as pessoas ainda caem tanto nessas mentiras inventadas por adversários, mesmo em tempos de maior acesso a informações, e o que fazer para se proteger? NA VERDADE, as redes sociais possibilitaram um amplo acesso a informações. Mas, não necessariamente de qualidade, isso porque as redes estão abertas a qualquer pessoa. Há um filtro, contudo, que são algorítmicos. Os algoritmos são cálculos de programação que permitem, nas redes, aproximar usuários, previamente, num dado universo. Neste DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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ENTREVISTA sentido, a maior parte da nossa expressão, no Facebook, por exemplo, é destinada a quem pensa semelhante ao que pensamos. Denúncias recentes, contudo, mostraram que parte de dados nas redes estavam ligados diretamente a interesses econômicos e isso provocou um impacto negativo, sobretudo no Facebook. Como resposta, seu presidente (Mark Zuckerberg) foi obrigado a desenvolver novos filtros. No entanto, recentemente, o El País publicou uma matéria denunciando o WhatsApp como principal canal de veiculação de fake news (falsas notícias) da campanha, por exemplo, do candidato a presidente pelo PSL, o capitão reformado do Exército Bolsonaro (https:// b r a s i l . e l p a i s . c o m / b r a s i l / 2 0 1 8 / 0 9 / 2 6 / politica/1537997311_859341.html). Acredita-se, inclusive, que essa manobra tenha repercutido sobre o crescimento da intenção de votos, verificado nas últimas pesquisas, do candidato Bolsonaro. Nos Estados Unidos, há grande suspeita, também, de que as fake news tenham sido fundamentais na vitória do atual presidente Donald Trump. Nesse sentido, é preciso que os eleitores sejam mais críticos diante das informações que recebem. Uma equipe de computação e informação da Universidade Federal de Minas Gerais desenvolveu um projeto importante: “Eleições Sem Fake”, que pode ser acessado pelo link http://www.eleicoes-semfake.dcc.ufmg.br/. No programa, há recursos para identificar se a notícia é falsa, se é um bot (robô), a audiência do político no Facebook. Enfim, consiste num importante projeto de auxílio ao eleitor, de modo a minimizar o risco de acesso a informações mentirosas. AS PESSOAS têm encarado cada vez mais as campanhas políticas e os candidatos com paixão, deixando de agir racionalmente na hora de escolher seus representantes. Por que isso acontece e o que deve ser priorizado na hora de escolher candidatos? PAIXÕES estão presentes no mundo político, considerando que a
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competição é a sua principal característica. No entanto, quanto mais consciência república e democrática tiver um povo, é razoável supor que a razão deve orientar suas escolhas. É necessário que o eleitor entenda que está em jogo a sua vida. Ele está dando poder a outra pessoa para tomar decisões que vão afetar diretamente a sua vida, seja na saúde, educação, segurança, emprego. Toda a coletividade é afetada pelas decisões do governante (seja governador ou presidente) ou do parlamentar (deputados estaduais, no seu estado, deputados federais e senadores nas decisões nacionais). Por isso que é tão importante escolhermos e pensarmos o que o candidato representa sob o ponto de vista dos interesses da nossa coletividade. Seu voto deve ser inegociável. A condição para eu dar o meu voto deve ser o comprometimento do candidato com o bemestar da minha coletividade. Nesse sentido, não leve em conta o sobrenome nem se é um político tradicional, mas, se concorre à reeleição, o que fez e o que propõe fazer? Candidatos que concorrem à reeleição precisam ser avaliados pelos eleitores. Se for para deputado ou para senador, veja se o candidato tem votado a favor do povo, da coletividade ou de interesses corporativos ou pessoais. Se é a primeira eleição, quais
forças se vincula e como tem se colocado, socialmente? Lembrar que somos um país pobre, um estado pobre e o maior comprometimento do candidato deve ser em reduzir desigualdades e fortalecer serviços públicos que alcancem a população, sobretudo, mais carente. GOSTARIA de falar algo que deixou de ser contemplado nas questões anteriores e julgue importante frisar? WINSTON Churchill, primeiro ministro britânico na II Grande Guerra, afirmou certa vez: “A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras.” Essa é uma lição política das mais importantes para todos nós. Liberdade e direitos, de fato, só podem existir numa democracia. Num regime autoritário, não temos liberdade e nossos direitos são formais. Nossa vida passa a ser tutelada pela vontade de um, de poucos ou dos mais poderosos. Regimes autoritários são caminhos imprevisíveis e sem volta. Alguns podem acreditar que estariam livres do arbítrio do tirano porque lhe é simpático. Mas, não. Todos nós somos vulneráveis à arbitrariedade num regime autoritário. Só com democracia e liberdade é que podemos nos expressar, discordar e mudar o que não gostamos.
Dia das Crianças
Como acertar na escolha de brinquedos para os pequenos? >> Psicopedagoga Verônica Yasmim fala sobre a importância das brincadeiras e de brinquedos adequados para o desenvolvimento dos pequenos
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Dia das Crianças
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a próxima sexta-feira, 12, é comemorado o Dia da Criança. A data, geralmente, é uma das preferidas pela criançada por ser marcada por presentes e muitas programações festivas nas escolas, igrejas, clubes e shoppings. A hora das brincadeiras sempre é um dos momentos mais divertidos para as crianças, mas além de entreter, o ato de brincar é fundamental também para o desenvolvimento delas. É o que explica a psicopedagoga Verônica Yasmim Santiago de Lima. A especialista falou sobre o papel das brincadeiras na aprendizagem, ressaltando a importância do uso de brinquedos adequados a cada faixa etária. Ela ainda dá dicas de como escolher o brinquedo certo na hora de presentear alguma criança nesse dia tão especial. Segundo a profissional, a brincadeira possibilita o desenvolvimento cognitivo da criança, necessário à aquisição dos conhecimentos, o aumento da velocidade do processamento de informações, as habilidades da atenção, concentração, percepção, raciocínio, criatividade, motricidade e no desenvolvimento da linguagem oral e escrita. Para Verônica Yasmim, na hora de presentear uma criança, é fundamental levar em consideração, além da segurança do brinquedo, a sua impor-
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A partir dos três anos, já é possível inserir o universo letrado nas brincadeiras, como jogos de completar palavras e juntar letras
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Psicopedagoga Verônica Yasmim Santiago de Lima
Dia das Crianças
tância nos aspectos do desenvolvimento infantil. E como dicas na hora de escolher os brinquedos, a psicopedagoga frisa que o principal objetivo de um brinquedo deve ser despertar a criatividade da criança, seja modificando seu uso (um carrinho torna-se um celular), ou seja, modificando as regras de um jogo para adaptar-se melhor aquele momento ou ambiente. “Priorizar brinquedos com finalidades educativas é sempre uma boa aposta no momento de presentear seu pequeno, sem perder de vista a diversão e os cuidados na exposição adequada à idade da criança; isso contempla o tempo de uso. O brinquedo deve ser um recurso com diversas possibilidades, estimulando o potencial criativo da criança, sua afetividade, inteligência, sociabilidade, memória e principalmente sua imaginação”, ressalta. A seguir, você confere dicas da especialista de opções de brinquedos adequados para crianças em diferentes faixas etárias. DE 0 A 2 ANOS - Nesse período da infância, a criança está passando por sua fase de expressão oral, ou seja, de interação aquisição do mundo. Uso de brinquedos grandes, livros sensoriais, que despertem a atenção de alguma forma (chocalhos) e livros de plástico. DE 2 A 4 ANOS - Nessa fase, a criança já consegue se diferenciar do outro e começa a perceber seus limites. Portanto, seu repertório de mundo vai se equilibrando e ampliando. A partir dos três anos, já é possível inserir o universo letrado nas brincadeiras, como jogos de completar palavras e juntar letras, também é importante relacionar as palavras com elemento do seu cotidiano. Os pais podem contribuir na associação de imagens e palavras, relacionando a primeira letra com o nome da criança, como “Cavalo” e “Camila”. Jogos de montar e encaixar, jogos bem simples de memória, com elementos comuns, como frutas, animais e brinquedos.
Livros sensoriais que despertem a atenção de alguma forma (chocalhos) fazem sucesso entre bebês de 0 a 2 anos
DE 4 A 6 ANOS - Aos quatro anos, a criança desenvolve sua autonomia para tomar decisões e contribuir nas tarefas que exigem um pouco mais de responsabilidade. Jogos lógicos, de
tabuleiro, adivinhas, caça-palavras, cartas, quebra-cabeça, jogo da memória e contação de histórias permitirão oferecer o desafio necessário nessa fase do desenvolvimento infantil.
Crianças maiores de 4 a 6 anos já desenvolvem sua autonomia para tomar decisões. Nessa fase, quebra-cabeças são bem requisitados DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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Segurança do trabalho
Dor nas costas é a
quinta maior causa de afastamento do trabalho >> Conhecido como dorsalgia, o problema é a maior motivação para ausência no emprego em sete estados
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Segurança adoro comer do trabalho
A
s dores nas costas são a quinta maior causa de afastamento no trabalho por mais de 15 dias no país, atrás apenas de casos de fraturas. No ano passado, foram 12.073 casos de dorsalgia, como são conhecidas as dores nas costas – 6,13% de um total de 196.754 afastamentos. Em 2017, os casos de afastamento por dorsalgia só ficaram atrás das fraturas de punho e mão (22.668 ocorrências), de pernas, incluindo tornozelo (16.911), de pé (12.873) e de antebraço (12.327). Em sete estados, porém, a dorsalgia é a primeira causa de afastamento, incluindo lesões por acidentes de trabalho – Acre, Alagoas, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e Rondônia. É considerada dorsalgia qualquer tipo de dor nas costas. A mais comum é a lombar, segundo o auditor fiscal do trabalho Jeferson Seidler. “O problema geralmente tem origem muscular ou nos ligamentos, mas as hérnias de disco intervertebral também têm impacto importante”, diz o auditor. Jeferson Seidler afirma que as atividades que envolvem movimentação manual de cargas estão entre as que mais oferecem risco. Em seguida aparecem as funções em que o trabalhador permanece por longos períodos na mesma posição. Entre as ocupações que geram mais afastamentos por dores nas costas, entre aquelas com mais de 50 mil vínculos empregatícios, estão as de entrega de correspondências, transporte rodoviário de longas distâncias, fabricação de automóveis, frigoríficos, comércio atacadista de bebidas, coletas de resíduos, construção civil e atividades de atendimento hospitalar. “A área hospitalar, por exemplo, sempre é citada em estudos sobre dorsalgias ocupacionais, devido principalmente às movimentações de pacientes acamados”, afirma Jeferson Seidler. PREVENÇÃO Para diminuir os riscos de trabalhadores com dores nas costas, o ambiente de trabalho deve ser organizado de maneira a oferecer as melhores condições possíveis, levando em conta itens como as normas de produção,
Dor lombar é a mais comum
ritmo de trabalho, tempo em que o funcionário permanece naquele espaço e conteúdo das tarefas. Os parâmetros para um ambiente de trabalho considerado saudável constam na norma regulamentadora 17, que diz respeito à ergonomia. De acordo com o documento, a organização do local deve permitir “a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcio-
nar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”. Entre as medidas adicionais e complementares para reduzir os riscos de dorsalgia estão fazer pausas para descanso e exercícios de alongamento e aquecimento ou ginástica laboral. Especialmente as ocupações que exigem esforço físico ou longos períodos em uma mesma posição, os alongamentos devem ser realizados antes e depois do trabalho.
Ginástica laboral está entre as medidas adicionais e complementares para reduzir os riscos de dorsalgia DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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OPINIÃO [ ARTIGO
Presta atenção José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com
Escuta aqui, não sou seu pai, talvez nem seu amigo, vizinho ou coisa parecida. Vou falar por que quero e você lê se quiser. A vida é sua e você é livre para andar com quem quiser, conversar com quem quiser e, principalmente, votar em quem quiser. Mas preciso lhe dizer umas coisas muito sérias. O voto é secreto assim como seus pensamentos e seu coração. Não é porque o vizinho vota e a sua bolha na rede social diz que vota que você precisa votar. Se seu coração está com dúvida, pense direitinho. Mas pense mesmo. É sério que você acha que sua mãe é inferior a seu pai, que sua mulher é inferior a você, que sua irmã é inferior a seu primo? Que elas merecem ganhar menos porque engravidam? Que sua mãe deveria ter direitos a menos porque fez você nascer? Tenho certeza que você não acha que alguma mulher, em alguma ocasião, merece ser estuprada, acha? Você concorda de verdade que negro é preguiçoso e não faz nada, que gays são pessoas más e não têm os mesmos direitos que você? Você não tem amigos negros e gays que são muito – e talvez mais – legais que seus amigos brancos e héteros? Você já viu, de verdade, olhando mesmo, tendo acesso, tocando com suas próprias mãos esse negócio de “ideologia de gênero”? Você não conhece os professores de seus filhos? Alguma vez seus filhos chegaram com esse papo em sua casa? Ou melhor, você tem ido à escola, tem participado da reunião de pais? E esse negócio de armas. Você tem grana para comprar uma arma? Tem treinamento para atirar? Acredita mesmo que pode vencer o fator surpresa e matar um assaltante? Tem certeza que tendo uma arma em casa seu filho não vai se machucar com ela? Você sabe que se a usá-la vai ser pro-
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cessado? Ninguém lhe disse isso? Imagina na sua cidade todo mundo armado. Você se sentiria mesmo mais seguro andando na rua, no trânsito, numa festa? Seus filhos estariam seguros na escola? Esse papo de que “bandido bom é bandido morto”, é sério isso? Se essa coisa virar uma “lei natural” você acha que os bandidos grandes que roubam milhões ou que têm milhões para financiar o tráfico de drogas e de armas serão punidos? Quem a polícia e a lei costumam punir mais: o rico ou o filho de sua empregada, da vizinha que não teve estudo, do cara negro que você não conhece? Já parou para ver quantos inocentes vindos da escola são confundidos com bandidos por serem
negros e morarem na periferia? Essa “justiça” vai funcionar? Se você tivesse um papo com Jesus Cristo, tomando aquela água transformada em vinho, o que ele lhe diria sobre isso? Se você se decepcionou com um partido quantos outros candidatos estão aí com currículo, história e discurso sem ódio, sem preconceito, sem violência? Quantos de você existe no mundo? Quem disse que você precisa seguir os outros só porque está na modinha apoiar ideias que você não concorda? O voto é secreto e individual e você é livre, mas você não pode se livrar de sua consciência. É ela quem deita com você no travesseiro todas as noites.
adoro comer
Lasanha vegetariana aos três queijos Ingredientes MOLHO DE TOMATE 3 colheres (sopa) de azeite 1 cebola pequena, picada 2 dentes de alho, picados 6 tomates maduros, sem pele, sem sementes, picados 400 ml de polpa de tomate Sal, orégano e pimenta-do-reino a gosto MOLHO ROSÉ 2 colheres (sopa) de margarina 1 cebola pequena, picada 3 colheres (sopa) de farinha de trigo 1 ½ litro de leite 500 g de polpa de tomate 2 colheres (sopa) de catchup Sal, pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto RECHEIO DE VEGETAIS 4 colheres (sopa) de margarina 1 cebola, picada 3 dentes de alho, picados 2 tomates maduros, sem pele, sem sementes, picados 1 xícara (chá) de cenoura, em cubinhos 1 xícara (chá) de vagem, em cubinhos 1 xícara (chá) de abobrinha, em cubinhos 1 xícara (chá) de flores de brócolis 1 xícara (chá) de azeitonas verdes, picadas Sal, salsinha, cebolinha e pimenta-do-reino a gosto PARA A MONTAGEM 1 embalagem de Lasanha Fortaleza (500 g) 250 g de queijo muçarela, ralada 250 g de queijo provolone, ralado queijo parmesão, ralado
Modo de preparo - Comece preparando o molho de tomate. Em uma panela média, aqueça o azeite, refogue a cebola e o alho, acrescente os tomates, a polpa de tomate, 1 xícara (chá) de água e deixe cozinhar até desmanchar o tomate. Acerte o sal, tempere com o orégano, a pimenta-do-reino e reserve. - Prepare o molho rosé. Em uma panela média, aqueça a margarina, refogue a cebola e doure a farinha de trigo. Junte o leite aos poucos, mexendo sempre para não empelotar. Acrescente a polpa de tomate, o catchup e mexa delicadamente. Acerte o sal, tempere com a pimenta-do-reino e a noz moscada, retire do fogo e reserve. - Prepare o recheio de vegetais. Em uma panela média, aqueça a margarina, refogue a cebola e o alho, acrescente os tomates, cenoura, vagem, abobrinha, brócolis, azeitonas e 1 xícara (chá) de água e deixe cozinhar até que os vegetais fiquem macios. Acerte o sal, tempere com a salsinha, a cebolinha e a pimenta-do-reino. Retire do fogo e reserve. - Monte a lasanha num refratário grande e fundo. Divida o molho de tomate e o molho rosé em 3 partes, as tiras de lasanha em 4 e os queijos muçarela e provolone e o recheio de vegetais em 2. Alterne as camadas de molho, massa e recheio da seguinte forma: molho de tomate, queijos muçarela e provolone, tiras de lasanha, molho rosé, recheio de vegetais, tiras de lasanha, molho de tomate, queijos muçarela e provolone, tiras de lasanha, molho rosé, recheio de vegetais, tiras de lasanha, molho de tomate e molho rosé e finalmente queijo parmesão. - Cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio (200 °C) por 50 minutos. Para dourar a superfície, retire o papel-alumínio 10 minutos antes de finalizar o tempo. Dica do chef: Para a lasanha ficar perfeita, coloque as tiras sempre entre os molhos e não se esqueça de utilizá-los ainda quentes. Para cada 500 g de massa utilize no mínimo 3 ½ litros de molho. Querendo reduzir o tempo de preparo, deixe a lasanha montada por 10 minutos antes de levá-la ao forno. Rendimento: 15 porções Tempo de preparo: 1 hora e 50 minutos.
DOMINGO, 7 de outubro de 2018
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Mossoró (RN), domingo, 7 de outubro de 2018
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Eleições 2018 Neste domingo, os brasileiros vão às urnas escolher novos representantes. Em entrevista a DOMINGO o doutor em Sociologia, Vanderlei de Lima, fala sobre as especificidades do processo eleitoral, como a polarização, o grande acirramento entre eleitores e suas discussões acaloradas nas redes sociais, a disseminação de notícias falsas e outros temas que marcaram a campanha deste ano. CMYK